EUA reagem a críticas e atacam as barreiras - Brasil Econômico - iG

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EUA reagem a críticas e atacam as barreiras - Brasil Econômico - iG

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SEXTA-FEIRA E FIM DE SEMANA, 21, 22 E 23 DE SETEMBRO, 2012

ANO 4 | N O 774 | R$ 3,00

PUBLISHER RICARDO GALUPPO

DIRETOR JOAQUIM CASTANHEIRA

DIRETOR ADJUNTO OCTÁVIO COSTA

Divulgação

Fé e arte

Vaticano traz seustesouros para

mostra que começa hoje.Pietá,de

Michelangelo, éum dos destaques. ➥ P36

Menor só em 2002

Taxa de desemprego em agosto caiu

para 5,3%. A maior contribuição foi

da indústria, com 100 mil postos. ➥ P7

EUA reagem a críticas e atacam

as barreiras comerciais do Brasil

Em meio às investidas do ministro Guido Mantega contra a política monetária do Fed, a Casa Branca envia carta ao Itamaraty

com veemente protesto contra política tarifária brasileira. As duas questões vão marcar o encontro entre Dilma e Obama. ➥ P6

BG pretende

operar poços

sem a Petrobras

O grupo britânico, que

explora petróleo no país em

parceria com a estatal, planeja

concorrer sozinho na 11ª rodada

de licitações em 2013. ➥ P16

JBS mais perto

de comprar o

Independência

Proposta ainda precisa ser

aprovada por parte dos credores

do frigorífico em recuperação

judicial. Compra traria R$ 1,7 bi

para receita ao comprador. ➥ P15

China garante

que vai ajudar

a salvar o euro

Compromisso foi firmado pelo

primeiro-ministro Wen Jiabao em

Bruxelas. Em contrapartida, pediu

que a Europa reconheça seu país

como economia de mercado. ➥ P44

INDICADORES 20.9.2012

TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA

Dólar comercial (R$/US$)

Euro (R$/€)

2,0210

2,6229

2,0230

2,6239

JUROS META EFETIVA

Selic (ao ano) 7,50% 7,39%

BOLSAS VAR. % ÍNDICES

Bovespa — São Paulo

Dow Jones — Nova York

FTSE 100 — Londres

0,06

0,14

0,57

61.687,97

13.596,93

5.854,64

Rodrigo Capote

Allianz quer se tornar

a quarta maior no país

Seguradora alemã que é líder mundial pretende emitir R$ 5,8

bilhões em prêmios até 2015 e aposta em seguro para varejo, disse

ao BRASIL ECONÔMICO o novo presidente, Edward Lange. ➥ P39

Indústriade

autopeçasmuda

paracrescer

A fim de reduzir a dependência à

demanda de grandes montadoras,

setor investe no desenvolvimento

de novos produtos e sai em busca

de mercados menos voláteis. ➥ P4

Na contramão,

ação da Souza

Cruz sobe 22%

Apesar das campanhas de

saúde contra o cigarro, os papéis

da empresa são considerados

defensivos e superam a alta de

8,7% do Ibovespa no ano. ➥ P40

Calote em alta

esquenta venda

de consórcios

Maior dificuldade de acesso

ao crédito convencional faz

setor crescer a taxas ao redor

de 30% nos últimos 12 meses

nos maiores bancos. ➥ P38

Sem lenço,

semdocumento

sobre duas rodas

Executivos trocam os escritórios

pela aventura de pegar a

estrada com motocicletas.

Os menos ousados podem

optar por pacotes que incluem

o aluguel da moto. ➥ P42


2 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

CARTAS

Avanço

OPINIÃO

Bom artigo de Rodrigo Sias “O liberalismo

e o direito à vida” (publicado em 19/9/2012), ,

só não sei se a ultima frase é verdadeira:

“Não é de se estranhar que em todos

os Estados totalitários, o aborto era

autorizado de forma integral e irrestrita.”

Afinal, o Brasil já teve ditaduras (Getulio e

militar) onde o aborto não era permitido.

Acrescento que em algumas monarquias

(Portugal e Brasil por exemplo), até por

influência da igreja, o aborto também

não era permitido. Além disso, em vários

países considerados “avançados” e

democráticos, o aborto é permitido hoje em

dia por força de lei (boa parte do hemisfério

norte) o que questiona a correlação direta

entre totalitarismo e aborto. Cuidado

só pra não exagerar no argumento e

acabar por perde-lo.

José Victor

Rio de Janeiro (RJ)

Quanto à matéria “Congresso já se

preocupa com um currículo escolar

melhor (publicada em 19/9/2012), a escola

brasileira não dá conta das atribuições que

já possui e ainda, vira e mexe, chega alguém

querendo que ela assuma mais atribuições.

A escola brasileira precisa de menos e não

mais atribuições. Ela precisa ser capacitada

para fazer bem o necessário e não

o ideal segundo sonhadores, ideólogos,

corporativistas, espertalhões etc. Bem

do menos e não pior do mais, este deveria

ser o lema da escola brasileira.

Ermes Lucas

Niterói (RJ)

Em referência à matéria “Em briga com Fed,

Mantega não encontra respaldo interno”

(publicada em 19/9/2012), fazer o trabalho

de casa pode ser uma solução mais

apropriada do que se meter no lar alheio sr.

Guido Mantega. O sr. acha que os americanos

estão preocupados com os emergentes

e com o resto do mundo

Marco Otacilio

São José (SC)

CONECTADO

Ferramentas do mundo digital que facilitam seu dia a dia

Cor.KZ

Aplicativo para iniciantes

e iniciados da arte de degustar

um bom vinho. O conteúdo do

programa dispõe de mais de 1,5

milhão de rótulos cadastrados

com informações sobre tipo de

uva, safra, região de origem,

harmonização e avaliação

de especialistas. A busca

de dados pode ser feita pelo

código de barras da garrafa e as

dicas podem ser compartilhadas

pelas redes sociais.

US$ 2,99

iPad e iPhone

New York Art Beat

José Eduardo Cardozo

Ministro da Justiça

É amante das artes visuais e

está com passagem marcada

para Nova York Então faça

o download desse aplicativo

antes de viajar. O programa

traz informações sobre todas

as exposições em cartaz na

‘Big Apple’, com destaque

para aquelas consideradas

imperdíveis pela crítica

especializada, além de mapas e

endereços. Conteúdo pode ser

compartilhado nas redes sociais.

US$ 1,99

iPad, iPhone e iPod Touch

O Ministério da Justiça determinou a ampliação

da Força Nacional de Segurança Pública nos nove

estados da Amazônia Legal e em Mato Grosso

do Sul para evitar conflitos indígenas.

José Joaquim Ribeiro

Prefeito de Londrina (PR)

Retrocesso

O prefeito de Londrina, José Joaquim Ribeiro,

foi preso ontem sob investigação pelo Ministério

Público (MP) acusado de receber propina e

superfaturar compra de uniformes escolares.

conectado@brasileconomico.com.br

Audiotorium

Aplicativo para estudantes e

profissionais que querem gravar

reuniões, aulas e conferências

e fazer anotações ao mesmo

tempo. O programa permite

organizar as notas por tema,

protegê-las de acessos não

autorizados e compartilhá-las

nas redes sociais. Dispõe de

marcações de áudios e a

reproduções são feitas mesmo

quando a internet está ligada

e o aplicativo está fechado.

US$ 5,99

iPad

Fabio Pozzebom/ABr

Divulgação

ROBERTO FREIRE

Deputado federal

e presidente do PPS

O garganta profunda

A reportagem de capa da última edição da revista Veja acrescentou

o personagem que faltava à trama de corrupção que fez história

na República brasileira: nomeou o chefe do esquema do

mensalão. Surpresa Não; afinal, o ex-presidente Luiz Inácio

Lula da Silva era o seu principal beneficiário. Talvez tenha sido

ele mesmo a capitanear os negócios, conforme afirmou Marcos

Valério na matéria.

Lula já tentou se livrar do mensalão de muitas maneiras.

Quando o escândalo estourou, deu uma entrevista esquisita

em Paris, justificando que os recursos eram fruto de doações

de caixa dois de campanha, como se isso não configurasse crime

eleitoral. Depois, em pronunciamento à Nação, garantiu

que fora traído pelos companheiros e que de nada sabia. Denunciado

o caso pelo então procurador Antônio Fernando de

Souza, tratou de dizer que era tudo uma farsa. Algo que nunca

ocorrera na vida real. Invenção da imprensa. As versões,

copiadas pelos réus do mensalão, não duraram um dia no Supremo

Tribunal Federal.

Decidimos pedir nova investigação assim

que o julgamento no STF terminar. Não

queremos dar brecha a chicanas jurídicas

De acordo com o que Valério disse a Veja, os avalistas dos empréstimos

fajutos do Banco Rural ao PT não eram Delúbio Soares

e José Genoino, como constava dos contratos, mas o próprio

presidente da República de então. Se formos pensar bem, o raciocínio

não é complicado. Que banqueiro iria emprestar uma

montanha de dinheiro a duas agências de publicidade quebradas

com as garantias de dois dirigentes partidários Por outro

lado, qual dono de instituição financeira negaria um pedido do

presidente da República Ainda mais um presidente tão generoso

com o capital financeiro como foi Lula.

O desabafo de Valério parece ter calado fundo no PT e em

suas principais estrelas. Tanto é assim que Lula não falou uma

palavra a respeito. Delúbio e José Dirceu — aquele que disse na

época em que estourou o mensalão que tudo o que ele fazia era

de conhecimento de Lula — tampouco.

Entre as novidades secretas de Marcos Valério está a de que o

tamanho do cofre era bem maior. Nele não estavam só os R$ 129

milhões do Banco Rural e do Visanet, mas R$ 350 milhões. Dinheiro

que Lula se empenhou pessoalmente para angariar, garante

o publicitário.

Nós, da oposição, diante das informações novas trazidas à tona

pelo empresário mineiro, decidimos pedir nova investigação

assim que o julgamento no STF terminar. Não queremos dar brecha

a chicanas jurídicas que possam atrapalhar o andamento

dos trabalhos da corte suprema. Por isso a cautela de esperar.

Outra providência que eu e os presidentes do PSDB, Sérgio

Guerra, e do DEM, José Agripino Maia decidimos tomar foi pedir

que a revista Veja torne públicos os elementos que sustentam a

matéria “Os segredos de Marcos Valério”, já que os fatos relatados

na matéria são da maior gravidade e de interesse do país.

Já que a garganta profunda se abriu, é hora de acabar de desnudar

o maior escândalo de corrupção da nossa República. Como

o informante dos repórteres do jornal Washington Post no

caso Watergate, quem sabe Marcos Valério, depois de muitos crimes,

não preste um serviço ao país ■

NESTA EDIÇÃO

Curso de TI à distância

O programa Brasil mais TI firmou parceria com universidades

para oferecer cursos à distância na área de tecnologia

da informação e atender ao aumento da demanda. ➥ P12

Texto alinhado à sfdfesquerda, sem hifenização,

Cartas para a Redação: Avenida das Nações Unidas, 11.633, 8º andar, CEP 04578-901, Brooklin, São Paulo (SP).

falso, alinhado esquerda, sinha o à esquerda,

E-mail: redacao@brasileconomico.com.br

texto alinhado à esquerda, sem hifenização, texto

As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura.

falso, alinhado esquerdafhlação. ➥ PXX

Em razão de espaço ou clareza, BRASIL ECONÔMICO reserva-se o direito de editar as cartas recebidas.

Mais cartas em www.brasileconomico.com.br

General Motors e Manchester United

A General Motor vai desembolsar US$ 559 milhões para ter

sua marca na camisa vermelha do clube inglês Manchester United ,

dono de 19 títulos nacionais.➥ P32


MOSAICO POLÍTICO

Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 3

PAULO RABELLO DE CASTRO

Presidente do conselho de economia

da Fecomercio e do Lide Economia

paulo@rcconsultores.com.br

PEDRO VENCESLAU

pvenceslau@brasileconomico.com.br

A folia do “Ben Helicóptero”

Ben Bernanke provavelmente passará à história como o homem

que teve a coragem de testar uma teoria além dos limites do razoável.

Estudou nos livros de Milton Friedman, quem mais investigou

os efeitos positivos ou perniciosos das emissões de dinheiro

na economia. E, como aluno destacado, está agora testando

na prática o que antes era apenas uma hipótese de trabalho

acadêmico. Friedman descreveu o processo inflacionário pela

imagem radical de um helicóptero pairando sobre uma comunidade

isolada em que a aeronave despeja uma grande quantidade

de dinheiro para quem quiser pegar e usar. Evidentemente, o

resultado final dessa história de ficção econômica é a inflação

de todos os preços naquela comunidade.

Bernanke está disposto a testar a teoria do helicóptero de Friedman

na vida real e muito além do limite razoável. A comunidade

fictícia de Friedman passou a ser o território americano e o

mundo. Meu professor em Chicago, Friedman descreveu a teoria

do helicóptero num contexto em que buscava uma regra de

ouro para a quantidade ótima de emissão de dinheiro numa economia

de características simplificadas e sem sistema bancário

alavancando a moeda básica emitida. Bernanke, ou “Ben Helicóptero”,

agora quer testar os limites da emissão descontrolada

de dinheiro pelo Fed. Alguma chance disso dar certo Por algum

tempo, a impressão será que isso pode até funcionar bem.

A folia de Bernanke é querer reduzir a qualquer custo o nível de

desemprego fazendo as pessoas gastarem mais. Para isso, ele recorre

ao truque de gerar riqueza artificial, emitindo mais dinheiro,

cuja circulação provocará de imediato uma alta de todos os

preços de ativos expressos em dólares, pois os bancos venderão

a Bernanke seus créditos problemáticos de hipotecas e irão à luta

comprando tudo que seja especulativo, de fundos de commodities

a papéis em bolsas, a moedas de países considerados seguros,

imóveis e objetos raros ou exóticos, inclusive petróleo, trazendo

elevação do custo de vida para o americano médio. Isso

quebrará parte do efeito de sensação de aumento de riqueza que

o pirotécnico Ben gostaria de provocar.

O efeito de aumentar riqueza

e bem-estar mediante emissões é

temporário e quase sempre ilusório

Aliás, você deverá estar se perguntando qual aumento de riqueza,

afinal, Bernanke pretende se, tudo somado, ninguém terá

ficado mais rico ou menos endividado. Só haverá mais papel

pintado de dinheiro circulando na praça. De fato, o efeito de aumentar

riqueza e bem-estar mediante emissões é temporário e

quase sempre ilusório. Quando o entorpecimento provocado pela

euforia da liquidez começa a cessar e a música para de tocar,

nunca há cadeiras para todos se sentarem. Alguns perceberão

que ficaram até mais pobres e que o dinheiro sem lastro é o culpado.

Nessa hora, sobrevirá a inflação e seus efeitos deletérios. Não

sabemos se Bernanke ainda estará no cargo quando os desdobramentos

finais de suas experiências inéditas acontecerem. Um

economista raramente responde por seus atos. Muito menos em

tribunais, por crimes cometidos contra o patrimônio ou a segurança

pública. Os economistas têm a imunidade concedida aos

comprovadamente loucos. Assim foi nos 20 anos de megainflação

no Brasil. Nos EUA, não será diferente. Se fosse, o antecessor

de Bernanke também estaria, hoje, respondendo a processo. ■

Em busca da diferenciação

Na busca por ações diferenciadas, a agência Tom + Sapien

criou no Dia dos Pais uma campanha para o cliente do BH Shopping

gravar mensagem para os pais e acessar no Youtube. ➥ P35

Esforço para combater a pirataria

Oarticulista JoseHenrique Vasi Werner alerta para a necessidadede

sedesenvolver açõescontra apirataria, principalmente num momento

emque o país vaireceber eventos mundiaiscomo a Copa. ➥ P47

“Mercadante ficou encantado com a Zélia”

Fonte das mais inacessíveis de Brasília, o ex-presidente Fernando Collor aceitou conceder uma longa

entrevista para o único livro sobre os 20 anos do seu impeachment que será lançado em 2012 (a

Câmara selou o destino de Collor no dia 29 de setembro de 1992). A coluna adianta com exclusividade

trechos gravados pelo jornalista Rodrigo Carvalho, autor de “A Era Collor — da eleição ao impeachment”,

que será lançado na segunda-feira. “O Aloizio Mercadante ficou encantado com a Zélia

(Cardoso de Mello)”, disse o entrevistado ao comentar as primeiras repercussões do Plano Collor.

O ex-presidente contou ainda que Mário Covas chegou à reunião do PSDB que decidiria sobre a

participação do partido no governo em franca minoria. Mas, depois de uma noite inteira argumentando

contra o apoio dos tucanos, ele conseguiu empatar o placar. Diante do impasse, Tasso Jereissati

entrou em cena e definiu o placar. “Partido rachado não entra em governo.” ■

Autor do livro é do PCdoB

e fez campanha contra Collor

O autor do livro foi cara-pintada, tesoureiro da UNE

e é dirigente do PCdoB, que liderou o “Fora Collor”.

Mais: a obra foi lançada pela Fundação Maurício

Grabois, que pertence à sigla comunista. “Mesmo

assim, o Collor topou.” Já Lindberg Farias (que era

presidente da UNE na época) declinou do convite.

CURTAS


O PT está cheio de dedos


com Celso Russomanno

(PRB). Manifestações contra

o líder nas pesquisas eleitorais

nas redes sociais foram

terminantemente proibídas

aos quadros e funcionários

do partido.


Líderes dos partidos da


base aliada lançaram

ontem uma nota de desagravo

a Lula. O texto assinado por

Rui Falcão (PT), Eduardo

Campos (PSB), Marcos Pereira

(PRB), Carlos Lupi (PDT), Valdir

Raupp (PMDB) e Renato Rabelo

(PCdoB) tem como alvo a

reportagem da Veja, que cola

o mensalão no ex-presidente.


O presidente do PT, Rui


Falcão, desembarca hoje

no Rio para ajudar nas

campanhas da legenda em cidades

do estado onde petistas têm

chance de vitória. Já Lula investirá

no ABC paulista no sábado.

PRONTO, FALEI

“Entendo como

necessário o

congelamento

dos bens até

o julgamento

da ação”

Pedro Taques

Senador,

defendendo o

congelamento

dos bens

de Carlos

Cachoeira

José Serra queria ser ministro,

mas Covas “colocou pé na porta”

Fernando Collor lembrou que José Serra chegou

muito perto de ser seu ministro em três ocasiões,

mas Mário Covas falou mais alto e não deixou. Os

outros dois tucanos sondados foram Arthur Virgilio

e Tasso Jereissati. Segundo Collor, Fernando

Henrique queria o PSDB no governo.

José Cruz/Ag. Senado


Michel Temer assumirá no


domingo a tarefa que mais

lhe agrada. Ele assume o lugar

de Dilma, que estará nos EUA.


Depois da pesquisa do


Datafolha sobre a eleição

em São Paulo divulgada ontem,

sinal pulou do amarelo para

o vermelho vivo no comando

nacional petista.


Dilma recebeu ontem


as Cartas Credenciais

de 18 novos embaixadores

estrangeiros que representam

seus países no Brasil.


Divulgação

O PT de Porto Alegre usou


os temporais e apagões na

cidade na última quarta-feira em

seu programa eleitoral na TV.

O candidato Adão Villaverde

apareceu andando em ruas

alagadas usando galocha e

criticando o atual prefeito, José

Fortunati. Que é do PDT, sigla

que apoia Dilma no Congresso.


4 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

DESTAQUE CADEIA PRODUTIVA AUTOMOTIVA

Editado por: Ivone Portes e Patrycia Monteiro

redacao@brasileconomico.com.br

Empresas de autopeças buscam

diversificação para sobreviver

Para fugir das oscilações das montadoras, companhias desenvolvem produtos e procuram novos nichos

Gustavo Machado

gmachado@brasileconomico.com.br

Para fugir dos altos e baixos do

setor automotivo, empresas do

segmento de autopeças tentam

o possível para diversificar seu

portfólio e experimentam mercados

menos voláteis.

Especialistas do ramo comentam

que, apesar de o movimento

não configurar uma tendência,

a diversificação de produtos

pode se intensificar nos próximos

anos.

Carlos Storniolo, diretor-geral

da Schrader no Brasil, entende

que a abertura de novos mercados

será determinante para o

sucesso das companhias de autopeças

neste período desfavorável

para o setor automotivo.

Ele explica que, a cada cinco

ou seis anos, os rumos do mercado

mudam, e que apesar das medidas

do governo para estimular

a venda de veículos novos, o

recente incremento na comercialização

de automóveis ainda

não é confiável. “Estamos entrando

no segmento de compressores

de ar para que nos próximos

anos consigamos absorver

as variações do mercado”,

afirma o executivo.

Storniolo prevê que as receitas

do novo mercado devem representar

15% do faturamento

da companhia no Brasil até

2017. “É uma estratégia agressiva.

Hoje somos completamente

dependentes do setor automotivo,

o que ocasionou uma quase

estagnação da companhia nos

últimos cinco anos”, afirma.

Caso semelhante é o da

Mann, tradicional fabricante de

filtros que abre caminho para o

tratamento de água para indústrias.

Conforme foi antecipado

no início do mês pelo BRASIL ECO-

NÔMICO, a multinacional concluiu

a aquisição da Fluid Brasil

como parte essencial da estratégia

para atuar neste segmento.

Não raro, companhias especializadas

no ramo de veículos

leves usam sua expertise para

trabalhar no segmento de veículos

pesados, como caminhões,

ônibus e máquinas agrícolas. O

principal exemplo é da Monroe,

fabricante de amortecedores,

que hoje exerce grande influência

no segmento agrícola.

Marcelo Cioffi, sócio da consultoria

Price Waterhouse Coopers,

comenta que é comum no

segmento automotivo empresas

que migram para outros ramos

dentro do próprio setor.

“O mais normal é um fabricante

de freios de carros começar a

produzir para motocicletas. Essas

companhias são diversificadas

por natureza. Por outro lado,

mudar totalmente de segmento

ainda é algo recente,

mas que está acontecendo”,

afirma Cioffi.

Ele lembra que nem todas a

Uma oportunidade apenas. É somente

disto que algumas companhias

precisam para emplacar

um projeto inovador e “fugir”

do segmento automotivo.

Sob esta premissa, a Moura,

fabricante de baterias, apostou

no mercado de produção de

energia limpa. George Oliveira,

executivo da empresa, explica

que o programa “Luz para

Todos”, do governo federal,

foi o estopim que desencadeou

o surgimento do novo segmento

da companhia. “O governo

companhias podem ampliar

seu portfólio de produtos como

fizeram Schrader e Mann. “Algumas

vezes, a expertise da empresa

é um impeditivo. Existem

milhares de produtos fabricados

com tecnologia utilizada

exclusivamente pelo setor automotivo”,

diz.

Gilberto Grandolpho, sócio

da área de auditoria da Deloitte

passou a subsidiar um painel

solar e uma turbina eólica para

cada escola que não tivesse

acesso à energia elétrica. Só

precisávamos criar uma solução

para esta nova demanda

que surgia”, afirma Oliveira.

A companhia, a reboque do

sucesso obtido com o programa

sustentável, agora tenta

consolidar-se como uma das

principais fabricantes do país

de baterias para veículos híbridos.

“Cada vez surgem ônibus

híbridos para transitar nas cidades.

Estamos desenvolvendo

as baterias dos motores que

substituem aqueles movidos a

combustíveis”, diz.

Henrique Manreza

Especialistas afirmam que empresas encontram nichos em diferentes ramos de fabricação de veículos

Moura aposta em linha sustentável

Cerca de 25% do faturamento

da fabricante de baterias pode

vir da energia limpa em 2017

Oliveira tem convicção de que

o setor sustentável da companhia

terá cada vez mais relevância em

seu faturamento. Hoje, apenas

10% das receitas vêm de fora do

setor automotivo. “As baterias para

energia limpa devem significar

25% do faturamento até o final de

2017”, diz, otimista, Oliveira.

Para evitar a

dependência, há anos

a Moura iniciou a

produção de baterias

para embarcações,

motos e aeronaves

e especialista na indústria de

manufatura, também restringe

o movimento a grandes companhias,

que possuem capital para

fazer aquisições e experiências.

Segundo ele, pequenas companhias

têm projetos mais limitados,

o que as força a permanecer

no mercado mesmo em períodos

de baixa atividade.

“Grandes grupos, principalmente

os multinacionais, podem trazer

produtos e técnicos de outras

plantas que já trabalham

em outros segmentos. Também

possuem poder de compra, o

que facilita uma aquisição de

companhias menores que

atuam no segmento desejado”,

avalia o consultor.

Consolidação

Apesar das apostas das companhias

na diversificação de produtos,

consultores esperam

uma consolidação do setor de

autopeças nos próximos anos.

Segundo eles, a tendência é o

fortalecimento de grupos tradicionais

no mercado brasileiro

para enfrentar a concorrência

de importados e novas empresas.

(Leia mais ao lado)

Para Grandolpho, existem hoje

mais de 500 companhias no

segmento de autopeças, um número

que ele reconhece como

grande demais para suas expectativas

de mercado. “A competitividade

é muito alta. As montadoras

pressionam por preços

mais baixos, o que torna difícil

a atuação de empresas menores”,

explica o consultor.

Em consonância, Cioffi espera

que este processo de consolidação

se intensifique no final

do ano. “Já está acontecendo

nas cadeias secundárias e terciárias,

para aquelas ‘fornecedoras

das fornecedoras’. Pequenas

empresas não estão aguentando

as mudanças atuais do setor automotivo”,

afirma Cioffi. ■

Ele aposta nos grandes eventos

para sustentar sua previsão.

“O mercado demandará cada

vez mais energia limpa. Nossos

produtos estão prontos para trabalhar

com o setor de telecomunicações,

importantíssimo para

a Copa do Mundo e os Jogos

Olímpicos”, explica.

Por fim, Oliveira afirma que o

processo de diversificação de produtos

da companhia já possui longa

data. “Começamos a vender

baterias para embarcações, motocicletas,

aeronaves. Isso é estratégia

anticrise. Enquanto um setor

reduz sua atividade, outro está

melhor e garante a saúde financeira

da companhia”, diz. ■ G.M.


LEIA MAIS


O economista José Roberto


Mendonça de Barros

afirma que o setor americano

vive um período de renascimento,

podendo superar a China em

termos de competitividade.


Déficit comercial brasileiro


de autopeças registrou

recorde de US$ 4,6 bilhões

em 2011. Resultado fez com

que empresas demitissem

10 mil funcionários este ano.

Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 5


Marcelo Cioffi, sócio


da Pricewaterhouse

Coopers, espera que novo

regime do setor automotivo

estabeleça mais segurança para

empresas instaladas no país.

Importações devem

crescer cada vez mais

Concorrentes chineses invadem mercado nacional com produtos 40%

mais baratos do que os fabricados no Brasil, aumentando déficit comercial

Juliana Garçon

jgarcon@brasileconomico.com.br

O Brasil é um dos principais

mercados para a indústria

mundial de autopeças na atualidade.

“Mesmo assim, existe a

possibilidade de que a demanda

doméstica por componentes

seja cada vez mais atendida

por importados”, alerta Ana

Boyadjian, analista da Lafis

Análises Setoriais.

Ela explica que os investimentos

anunciados pela autopeças

são para tentar ganhar

em escala e se manter vivas no

cenário nacional, pois os custos

de produção dos concorrentes

chineses chegam a ser 40%

inferiores aos registrados pelas

companhias brasileiras. De

2009 a 2011, triplicaram as importações

de peças da China para

o Brasil.

Não é à toa que os fabricantes

do país estão preocupados

com o déficit comercial no setor.

“Em anos anteriores, havia

uma tendência superavitária.

No ano passado, surgiu um déficit

na balança comercial recorde,

de US$ 4,6 bilhões. Hoje, as

montadoras importam até buzinas”,

afirma a analista. O incremento

nas compras externas

foi determinante no movimento

de demissões no setor, que

atingiu 10 mil trabalhadores

neste ano, aponta.

Os analistas também veem

oportunidades para o mercado

de autopeças. O Instituto Nacional

de Metrologia, Qualidade e

Tecnologia (Inmetro) deve controlar

a qualidade das peças chinesas

de forma mais rigorosa e

PRINCIPAIS AMEAÇAS AO SETOR

Mendonça de Barros: produção nos EUA está mais competitiva

pode aumentar o número de

produtos que necessitam do selo

de qualidade.

Devido a problemas jurídicos que envolvem direitos de patentes, algumas

empresas do setor de autopeças estão sendo proibidas de fabricar peças

para reposição desenvolvidas pelas montadoras

Existe a possibilidade de que a demanda brasileira por componentes seja

cada vez mais atendida por importados

Os fabricantes de autopeças estão preocupados com o déficit comercial

no setor, que em 2011 registrou recorde de US$ 4,6 bilhões. Atualmente as

montadoras importam até buzinas

A Colômbia anunciou no ano passado que planeja atrair fabricantes de

autopeças brasileiras. Tal plano pode fazer com que empresas transfiram

linhas de produção para o país sul americano

Com a nova regra de nacionalização dos carros, grandes montadoras (como

a Toyota e a JAC) querem trazer seus fornecedores ao país. Esse fato poderá

aumentar a concorrência e desestimular a busca por novas tecnologias locais

As montadoras buscam tornar suas cadeias produtivas socialmente

responsáveis e ambientalmente sustentáveis, eliminando fornecedores que

não se enquadrem em restritos padrões socioambientais. Pequenas

empresas sentem dificuldade em se enquadrar

Rodrigo Capote

Reação nos EUA

Enquanto patina no Brasil, nos

Estados Unidos o setor de autopeças

está reagindo e ganhando

competitividade. “Estamos

vendo um renascimento que

ninguém previa há três anos”,

diz José Roberto Mendonça de

Barros, sócio da consultoria MB

Associados. Metalurgia, química

e petroquímica são outros setores

em boa fase.

“Um estudo do Boston Consulting

Group diz que daqui a

quatro anos será mais barato

produzir autopeças no sul dos

Estados Unidos do que trazê-las

da China”, diz o economista. A

indústria americana se beneficia

também da perda de competitividade

vivida pela China,

que é uma das maiores fornecedoras

mundiais de autopeças.

“A economia chinesa está mudando.

Eles estão com custos

em alta e sabem que estão perdendo

competitividade em manufaturas

leves para os vizinhos

asiáticos e para o México”, comenta

Mendonça de Barros.

Embora tenha boas notícias

em algumas frentes — como

queda nos preços da gasolina,

elevação nos gastos com construção

e incremento nas vendas

de imóveis novos e usados —, a

economia americana permanece

com problemas.

O ritmo de expansão da atividade

é baixo e o mercado de trabalho

tem desapontado. Após

uma fase de recuo, que se estendeu

até o início deste ano, a curva

de pedidos de auxílio-desemprego

é crescente. Além disso,

os indicadores de criação de vagas

de trabalho apontam uma

forte retração. ■

Novas regras vão

mudar o mercado

Novo regime automotivo,

que exige 65% de componentes

nacionais, favorecerá empresas

Um dos principais fatores que

influenciam companhias de autopeças

a diversificar produtos

e atuar em novos mercados é a

invasão de artigos estrangeiros

no Brasil. Desde janeiro de

2010, a alta de importações chegou

a 72,7% em agosto deste

ano. O mercado de reposição é

o que mais sofre, segundo executivos

das companhias.

Com a alta recente do dólar,

que passou do patamar de R$

1,60 para R$ 2,00 em abril deste

ano, o surto de importações arrefeceu,

mas produtos internacionais

ainda preenchem grande

espaço nas prateleiras das lojas

de autopeças.

Segundo Carlos

Storniolo, diretor

geral da

Schrader no Brasil,

a companhia

perdeu participação

e receita com

a invasão dos estrangeiros.

“Muitas

vezes, nossos produtos são

substituídos por artigos de qualidade

inferior, com preços

mais baixos, e que nem sempre

atendem as especificações técnicas

das montadoras”, afirma

o executivo. “No mercado primário,

existe estabilidade, mas

o de reposição é o mais importante

para uma indústria de autopeças”,

explica.

Marcelo Cioffi, sócio da consultoria

Price Waterhouse Coopers,

espera que o novo regime

do setor automotivo crie maior

segurança para as companhias

instaladas no país. Segundo ele,

a demanda das montadoras aumentará

com a regra do conteúdo

nacional. De acordo com o

novo regime, para um veículo

Especialistas

dizem que

o governo não

fechará janelas

no segmento

secundário

ser considerado brasileiro, precisa

ter 65% dos componentes

utilizados em sua fabricação feitos

dentro do país ou em parceiros

do Mercosul. “Esta nova regra

mudará os rumos do mercado

de autopeças”, diz.

Ele lembra dos grandes investimentos

das montadoras para

se adequar as novas regulamentações

do setor. “O governo federal

quer fortalecer a indústria

nacional. Quer conteúdo local

e pode ajudar por meio do

BNDES para que essas companhias

se transformem em grandes

players”, diz.

Gilberto Grandolpho, sócio

da área de Auditoria da Deloitte

e especialista na indústria de

manufatura, afirma que, apesar

das regras limitantes do regime

automotivo,

o setor de reposição

continuará

aberto a produtos

estrangeiros.

“As empresas de

autopeças tem estabilidade

quando

atuam com as

montadoras. No

mercado secundário, nenhum

governo consegue fechar a janela

para os importados. Os chineses

continuarão a crescer e dominar

este mercado”, diz.

George Oliveira, executivo

da Baterias Moura, comemora a

boa atuação da companhia no

segmento de reposição. Segundo

ele, uma norma do Instituto

Nacional de Metrologia, Qualidade

e Tecnologia (Inmetro),

criou uma reserva de mercado

no setor de carros e comerciais

leves. “Neste mercado existem

requisitos mínimos, que impediram

esta ‘invasão’. No entanto,

no segmento de motocicletas a

invasão aconteceu antes da nova

normatização, e perdemos

mercado”, conta. ■ G.M.

INVASÃO

Em dois anos, valor da importação de autopeças aumentou 33%

8

7

6

5

4

3

Fonte: Secex

Acumulado em 12 meses,

em US$ bilhões

587,23

3,57

DEZ/07

JAN/09

JAN/10

685,30

Ago/10

4,91

Ago/10

JAN/11

Quantidade em 12 meses,

em milhões de unidades

JAN.12

793,45

6,53

AGO/12

800

700

600

500

400


6 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

BRASIL

Editora: Ivone Portes iportes@brasileconomico.com.br

Subeditora: Patrycia Monteiro Rizzotto pmonteiro@brasileconomico.com.br

Após crítica brasileira, EUA

acusam país de protecionismo

Representante de comércio americano envia carta ao Brasil que condena aumento de tarifas de importação

Simone Cavalcanti*, de Brasília

scavalcanti@brasileconomico.com.br

Uma sequência de declarações

ácidas entre os representantes

dos governos brasileiro e americano

— com críticas às ações dos

dois países para defender-se dos

efeitos negativos da crise —

criou um clima no mínimo desagradável

às vésperas do encontro

entre a presidente Dilma

Rousseff e seu homólogo, Barack

Obama, previsto para o início

da semana que vem.

Em uma conjuntura mundial

que sofre sérias restrições há

mais de quatro anos, as reações e

declarações enérgicas têm sido

imediatas. De um lado, o ministro

da Fazenda, Guido Mantega,

intensifica a censura a respeito da

nova rodada de flexibilização monetária

pelo Federal Reserve

(Fed, Banco Central dos Estados

Unidos), preparando o terreno para

a conversa de

Dilma com Obama,

segundo noticiou

o BRASILECONÔ-

MICO esta semana.

Em contrapartida,

o representante

de Comércio

dos Estados Unidos,

Ron Kirk, enviou

carta ao ministro de Relações

Exteriores brasileiro, Antonio

Patriota, condenando a medida

recente que aumenta as tarifas

de importação de cem produtos.

No documento, datado de 19

de setembro e que foi tornado

público ontem por meio do site

do jornal O Estado de S. Paulo,

Kirk afirma que isso representa

uma política protecionista e que

“elevações de tarifas repetidamente

e cada vez mais focadas

nos Estados Unidos irão afetar a

percepção sobre cooperação mútua

para facilitar o comércio em

produtos industriais.”

Nos últimos anos,

as importações

americanas

geraram déficit

comercial de

US$ 8,2 bi ao Brasil

Lado brasileiro

O Itamaraty reagiu mesmo antes

de receber a correspondência.

Soube do teor pela mídia.

“O Brasil não aceita a crítica

nem em sua forma, nem em

conteúdo”, disse ao BRASIL ECO-

NÔMICO o porta-voz Tovar Nunes,

ressaltando que as medidas

foram tomadas em estrito

cumprimento das normas da Organização

Mundial do Comércio

(OMC), com transparência, de

forma colegiada e soberana e baseada

em decisão do Mercosul.

“Isso não é forma de tratar

um parceiro comercial importante

como o Brasil e não reflete

o bom relacionamento que temos.”

Segundo ele, o comentário

é injustificado e não há razão

para que os EUA sejam os críticos

nessa questão. Primeiro

porque eles têm tido um superávit

crescente com o Brasil. Nos

últimos anos, disse, as vendas

mais que dobraram, levando a

um déficit de US$ 8,2 bilhões na

balança comercial brasileira do

ano passado.

Compilação feita pela Divisão

de Inteligência Comercial

do Ministério de Relações Exteriores,

com dados do Fundo Monetário

Internacional (FMI) e

OMC, mostram que, em 2011, o

Brasil foi o sétimo país do mundo

a receber mais im-

BRASIL X ESTADOS UNIDOS

ÓLEO E PETRÓLEO

SEMIMANUFATURADOS DE FERRO E AÇO

ÁLCOOL ETÍLICO

CAFÉ (EM GRÃO)

FERRO FUNDIDO BRUTO

PASTA QUÍMICA DE MADEIRA

PARTES DE MOTORES E GERADORES

GRANITO

SEMIMANUFATURADOS DE LIGAS DE AÇO

AVIÕES/VEÍCULOS AÉREOS

portações. Enquanto

que os Estados

Unidos sequer

aparecem entre os

30 primeiros.

Nunes ressalta

ainda que, encabeçando

a lista

desses países, quatro

são do Mercosul: Argentina

está em primeiro lugar, Uruguai

em quarto e Venezuela em sexto.

“Não se chama de protecionista

um país que tem elevado

nível de importação”, afirmou.

Josefina Guedes, especialista

em relações comerciais e diretora

da Guedes, Bernardo e Imamura

Consultoria Internacional,

foi ainda mais dura nas críticas:

“Isso é um absurdo. Os EUA

têm milhares de leis protegendo

tudo”, disse, lembrando que o

aumento de tarifas de importação

teve teto de 25%, abaixo,

portanto, dos 35% que são autorizados

pela OMC.

De acordo com ela, neste momento

de crise muito acentuada,

o mercado brasileiro está

sendo inundado de importações

em sua grande maioria asiáticas

e todos os países precisam

encontrar meios para equilibrar

as condições de mercado.

Na semana passada, em visita

a Washington, o embaixador

Rubens Barbosa, que representou

o Brasil nos Estados Unidos

e na Inglaterra, já havia ouvido

críticas à elevação de tarifas de

importação. Para ele, esta é

mais uma medida para restabelecer

a competitividade dos

produtos brasileiros.

“A própria carta (do representante

de Comércio do governo

Barack Obama, Ron Kirk)

reconhece que as tarifas ficam

abaixo do estabelecido pela

OMC. Além disso, o comércio

continua mais favorável

aos Estados Unidos, por conta

da apreciação cambial, e o Brasil

acompanha outros países”,

disse, acrescentando que o

problema é a visão externa de

país protecionista que as medidas

carregam. ■ *Colaborou

Gabriela Murno, do Rio

Produtos que pesam na balança na relação entre os dois países

RECEITA (MILHÕES/US$/F.O.B)

6.801

1.803

678

675

602

504

370

354

285

277

PARTICIPAÇÃO

5,96%

3,65%

3,63%

3,24%

2,72%

2%

1,91%

1,54%

1,49%

25,46%

0 5 10 15 20 25 30

Evaristo Sa/AFP

Carta condenando medidas brasileiras foi enviada ao ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores)

EXPORTAÇÕES (JAN/AGO 2012)

Fonte: MDIC

RELAÇÕES EXTERNAS

Dilma viaja

no domingo

Presidente deve ter encontro

com o americano Barack Obama

na próxima terça-feira (25)

As críticas do ministro da Fazenda,

Guido Mantega, à política

monetária dos Estados Unidos

foram feitas na última terça-feira.

Durante viagem a Paris, Mantega

afirmou que a última rodada

de estímulos monetário americano

vai criar problemas para

países emergentes.

A fala do ministro brasileiro

ocorre às vésperas da viagem da

presidente Dilma Rousseff aos

EUA, onde deve se encontrar

com Barack Obama, no dia 25.

Segundo o Palácio do Planalto,

a reunião foi pedida pelo presidente

americano e deve ocorrer

no hotel em que Dilma ficará

hospedada, o St.Regis, em Nova

York. Deve ser uma agenda rápida,

entre 15 a 30 minutos, e, como

é bem característico da brasileira,

bem objetiva. A presidente

viaja para Nova York no

próximo domingo (23). ■


Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 7

Divulgação

PF prende servidor espião da Abin

Um servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), identificado pelas

iniciais WTN, foi preso em flagrante pela Polícia Federal por espionagem

no próprio órgão. O caso expôs a fragilidade na proteção de dados em

áreas sensíveis do Estado e acendeu a luz amarela no Palácio do Planalto,

que quer esclarecimentos sobre a extensão dos danos causados pelo

espião. Órgão que assessora a tomada de decisões da Presidência,

a Abin é vinculada ao Gabinete da Segurança Institucional (GSI).

Ueslei Marcelino/Reuters

Desemprego em

agosto é o menor para

o mês desde 2002

Presidente eleito do

México quer revisão

de acordo automotivo

Após encontro com Dilma, Peña

Nieto disse que a melhor saída

é ampliar o comércio bilateral

O presidente eleito mexicano,

Enrique Peña Nieto, defendeu

ontem, em reunião com a presidente

Dilma Rousseff, em Brasília,

a revisão do acordo automotivo

fechado entre os dois países

em março deste ano. Pelo acordo

atual, o Brasil pode comprar

do México até US$ 1,45 bilhão

em veículos com isenção de imposto

de importação.

Os dois líderes não discutiram

especificamente o novo acordo

automotivo entre os dois países,

segundo Peña Nieto. Mas o assunto

foi tratado no âmbito do fortalecimento

da relação comercial.

Para Nieto, a melhor saída é ampliar

e não restringir o comércio

PONTO DE DESEQUILÍBRIO

Destaques de exportações e importações do Brasil

para o México, em US$ milhões*

AUTOPEÇAS

EXPORTAÇÕES

800 726,66

600

400

200

0

2011

1200

900

600

300

0

Peña Nieto toma posse em dezembro, mas já se reuniu com Dilma

Redação

redacao@brasileconomico.com.br

AUTOMÓVEIS COMERCIAIS LEVES

EXPORTAÇÕES

333,77

2011

806,37

2012

2012

Variação

11%

Variação

-19,4%

269,00

800

600

400

200

0

2002,00

1501,5 15015

1001,0

500,5

0,0

Fonte: Secex/SDP *período jan-ago de 2011 e 2012

entre os dois países e garantir

que os automóveis produzidos

no Brasil entrem no mercado mexicano.

“A melhor forma de poder

dar uma solução é gerando

maiores incentivos, buscando

um maior equilíbrio na balança

comercial, encontrando oportunidades

para que a produção do

Brasil também tenha presença

no México. Mais que limitando

os fluxos, creio que é ampliando

a relação comercial de México e

Brasil. Esta deve ser a perspectiva,

mais que limitar, de ampliar

a relação”, disse.

Peña Nieto, que toma posse

em 1˚ de dezembro, reconhece os

avanços do Brasil nas políticas sociais

e na modernização da indústria

petrolífera, e quer conhecer

melhor essas experiências. “Pedi

a colaboração da presidente para

conhecer essas experiências de sucesso”,

disse, em entrevista após

reunião com Dilma. ■ Com ABr

IMPORTAÇÕES

281,22

2011

IMPORTAÇÕES

1.036,42

2011

Variação

32,8%

373,35

2012

Variação

93,2%

2.001,92

2012

Setores de indústria e saúde foram os que mais colaboraram com o

resultado, com geração de 100 mil e 64 mil postos, respectivamente

Cristina Ribeiro de Carvalho

ccarvalho@brasileconomico.com.br

A taxa de desemprego para o conjunto

das seis regiões metropolitanas

do Brasil (veja arte ao lado)

ficou em 5,3% em agosto, menor

nível para o mês desde 2002

— início da série histórica do Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatísticas

(IBGE). O resultado indica

que o mercado de trabalho

continua mostrando força.

As informações agora completas,

com dados sem ajuste sazonal

de junho (5,9%) e julho

(5,4%) — anteriormente prejudicados

por conta da greve dos

servidores do órgão público —

levaram a esse resultado e superaram

as estimativas do mercado

que indicavam taxa maior de

desocupação (5,7%), de acordo

com a LCA Consultores.

Ao comentar os números, o

gerente da pesquisa do IBGE, Cimar

Azeredo, destacou que entre

julho e agosto a principal

contribuição na criação de empregos

veio da indústria, com

um total de 100 mil postos de

trabalho. Em seguida veio o setor

de educação, saúde e administração

pública, com 64 mil

postos. “Se estivéssemos em

um cenário desfavorável, certamente

a indústria seria um dos

primeiros segmentos a seguir isso”,

disse Azeredo.

Para ele e especialistas consultados

pelo BRASIL ECONÔMICO, o resultado

do setor é consequência

das medidas de estímulos adotadas

pelo governo, como a queda

da taxa básica de juros (Selic) e

a redução das alíquotas de IPI.

“Esse conjunto de fatores, mais

a ampliação da renda e o aumento

da oferta de crédito, acaba

por fomentar a economia, estimulando

o consumo e, consequentemente,

o nível de atividade

dos setores produtivos”, argumenta

Felipe Queiroz, economista

da Austin Rating.

Também colaborou com o resultado

do mês, segundo Queiroz,

o setor de serviços, que teve seu

quadro de pessoal ampliado.

“Com mais dinheiro na mão, a

cesta de consumo das famílias passa

a ser ampliada. Há prioridade

NO RUMO DO PLENO EMPREGO

Taxa de desemprego no Brasil e nas principais capitais

TOTAL

AGO/11

AGO/12

Fonte: IBGE

7,6% 8,1%

SALVADOR

8,9%

6,4%

BELO

HORIZONTE

4,8%

4,3%

em se gastar mais com serviços

do que com produtos”, explica.

De acordo com o economista

do Ibre/FGV, Fernando de Holanda

Barbosa, o emprego deve seguir

estimulado nos próximos

meses, mas sem variações excepcionais.

“A falta de pessoal qualificado

disponível no mercado

deve ser o responsável por manter

esse mesmo resultado nos

próximos meses”, argumenta.

Emprego formal

O Ministério do

Trabalho também

divulgou ontem

que foram

criados 100.938

postos de trabalho

com carteira

assinada em agosto,

segundo o Cadastro

Geral de Empregados e

Desempregados (Caged).

A geração de novos postos de

trabalho ficou abaixo da estimativa

do mercado. Pesquisa Reuters

com nove analistas previa

que seriam criados em agosto

195 mil novos postos, com projeções

variando entre 162 mil e

210 mil empregos.

O resultado também foi inferior

ao verificado em agosto do

ano passado, quando foram

aberta cerca de 190 mil empregos

com carteira assinada, de

acordo com o Caged. No acumulado

do ano até agosto, o

6,7%

AGO/08 AGO/09 AGO/10 AGO/11

AGO/12

RIO DE

JANEIRO SÃO PAULO PORTO ALEGRE

5,1%

4,7%

6,3%

5,8%

Por outro lado, a

criação de vagas

com carteira

assinada caiu pela

metade em

agosto, diz Caged

6%

5,3%

5,2%

3,2%

saldo liquido de empregos ficou

em 1.378.803.

De acordo com o secretário

substituto de Políticas Públicas

do ministério, Rodolfo Torelly,

o resultado foi uma “surpresa”,

mas não chega a ser motivo de

alarde , considerando o contexto

da crise econômica mundial.

Segundo ele, a queda pode

ser atribuída ao comportamento

instável e menos previsível

do mercado em relação aos meses

anteriores.

“Quase todos os

setores tiveram

perda de dinamismo

e geraram menos

emprego que

o normal”, disse.

Para Torelly,

setembro deverá

demonstrar mais

precisamente como ficará a

evolução do emprego em 2012.

O Ministério do Trabalho prevê

que o próximo mês apresente

índice maior que o de agosto,

mas abaixo do de setembro do

ano passado.

A agricultura foi o setor que

teve o pior índice de agosto,

com saldo negativo de 16,6 mil

postos, devido à perda de postos,

em lavouras de café em Minas

Gerais e no Espírito Santo.

Em contrapartida, serviços foi

o setor com melhor desempenho,

com a geração de 54,3 mil

empregos. ■ Com Agências


8 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

BRASIL

Antonio Milena

POPULAÇÃO

Mais de 50% dos brasileiros

estão na classe média

Mais da metade da população brasileira (53%) fazem parte da classe média,

o que significa um total de 104 milhões de brasileiros. Nos últimos dez anos,

foram 35 milhões os brasileiros incluídos na classe média, segundo estudo

da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.

A pesquisa classifica como classe média os que vivem em famílias com

renda per capita mensal entre R$ 291 e R$ 1.019. ABr

Relator pede condenação

de 12 réus no mensalão

Pacote de

aeroportos

deve sair

em outubro

Destes, sete são políticos, incluindo os deputados Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar

Costa Neto (PR-SP), além do presidente do PTB, Roberto Jefferson, delator do caso

Eduardo Bresciani

Agência Estado*

O governo federal reduziu novamente

a previsão para a arrecadação

de tributos administrados pela

Receita Federal, que deve ficar

O relator do processo do mensalão

no Supremo Tribunal Federal

(STF), ministro Joaquim Barbosa,

concluiu ontem seu voto

sobre a conduta de réus ligados

aos partidos PP, PL (atual PR),

PTB e PMDB com o pedido de

condenação de 12 réus, sendo 7

deles políticos.

Barbosa defendeu, em relação

aos réus ligados ao PP, a

condenação por corrupção passiva,

formação de quadrilha e

lavagem de dinheiro do deputado

federal Pedro Henry (MT),

do ex-presidente da legenda

Pedro Corrêa, do ex-assessor

João Cláudio Genu. Defendeu

ainda a condenação por formação

de quadrilha e lavagem de

dinheiro de Enivaldo Quadrado

e Breno Fischberg, sócios da

corretora Bônus Banval, usada

para repasse de dinheiro a políticos

desse partido.

Em relação ao PL, ele defendeu

a condenação por corrupção

passiva, formação de quadrilha

e lavagem de dinheiro

do deputado federal Valdemar

Costa Neto (SP) e o ex-tesoureiro

do partido Jacinto Lamas. O

ministro considerou culpado

ainda o ex-deputado Carlos Rodrigues

(RJ) dos crimes de corrupção

passiva e lavagem de dinheiro.

O relator votou também

pela condenação do presidente

do PTB, Roberto Jefferson,

delator do esquema, pelos

crimes de corrupção passiva e

lavagem de dinheiro, assim como

de seu correligionário e exdeputado

Romeu Queiroz (MG)

e do ex-secretário da legenda

Emerson Palmieri. O ministro

considerou culpado ainda o exlíder

do PMDB José Borba das

acusações de corrupção passiva

e lavagem de dinheiro. O

único réu julgado neste capítulo

que teve voto pela absolvição

integral foi Antonio Lamas,

irmão de Jacinto Lamas. O Ministério

Público já tinha se pronunciado

nessa direção.

R$ 11,7 bilhões abaixo da estimativa

feita há dois meses. A informação

faz parte da revisão bimestral

do Orçamento de 2012, divulgada

ontem pelo Ministério do

Planejamento, Orçamento e Gestão

Com isso, a previsão de arrecadação

está R$ 35 bilhões abaixo

do estimado no decreto de reprogramação

orçamentária divulgado

no início do ano.

Prisão

A condenação de dez dos 37

réus do mensalão até o momento

não garante necessariamente

que todos vão cumprir pena em

regime fechado. O Código Penal

brasileiro determina algumas

diferenciações entre a restrição

total de liberdade, restrição

parcial ou cumprimento de

pena com base em prestação de

serviços para a comunidade.

Pelo Código Penal, quando

uma pessoa é condenada a mais

de oito anos de prisão, ela cumprirá

pena em regime fechado.

Quando a pena é inferior a oito

anos, ela tem direito a cumprir

pena em regime semiaberto: ela

passa o dia fora e vai apenas dormir

na prisão.

as despesas não-administradas

foram revistas para cima

em R$ 7,4 bilhões no bimestre

e estão agora R$ 27,1 bilhões

acima da estimativa do

início do ano. A expectativa de

arrecadação da Previdência

cresceu R$ 2,917 bilhões em relação

à previsão anterior. A

previsão de receita total caiu

R$ 1,359 bilhão no bimestre.

Também existem os casos de

penas alternativas, atribuídas

apenas aos casos de réus condenados

a menos de um ano de prisão,

com bons antecedentes criminais,

conduta social ilibada e

sem histórico de desvios de personalidade.

No caso do julgamento

do mensalão , a possibilidade

de atribuição de pena alternativa

está descartada porque

nenhum réu responde a crimes

considerados de baixo potencial

ofensivo. Além disso, todos

respondem a pelo menos dois

crimes, o que aumenta o tamanho

da pena. ■ *Com Wilson Lima,

do iG

Governo reduz estimativa de receita administrada para R$ 11,7 bi

Montante ficou R$ 35 bi abaixo

do divulgado no início do ano

pelo Ministério do Planejamento

Eduardo Cucolo

Agência Estado

Elza Fiuza/ABr

Roberto Jefferson foi condenado pelo relator pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

As transferências a estados e

municípios recuaram R$ 1,7 bilhão.

Com isso, a projeção para

receita líquida ficou R$ 361,1 milhões

acima do estimado há

dois meses. O valor é o mesmo

previsto para o aumento das

despesas obrigatórias. Assim,

o ministério decidiu manter os

limites de empenho e movimentação

financeira. ■

A afirmação é do presidente da

EPL, Bernardo Figueiredo, que

participou de evento no Rio

Glauber Gonçalves

Agência Estado

O presidente da Empresa de Planejamento

Logístico (EPL), Bernardo

Figueiredo, disse ontem

que é mais provável que o anúncio

do pacote do governo para o

setor de portos e aeroportos fique

para o começo de outubro.

“Acho que vai ser mais no início

de outubro do que final de

setembro”, declarou, mencionando

que o modelo de concessão

de aeroportos ainda não está

definido.

Questionado sobre a possibilidade

de o Estado ter uma “golden

share” em aeroportos que

venham a ser entregues à iniciativa

privada, Figueiredo disse

apenas que o governo estuda diversas

possibilidades e que agora

só falta concluir o processo

de análise e tomar uma decisão.

O executivo informou ainda

que a concessão do aeroporto internacional

Tom Jobim (Galeão),

no Rio, é apenas uma das

medidas previstas no programa.

De acordo com ele, o plano

abrange todo o sistema aeroportuário

do país. A ideia do governo

é conceder apenas grandes

aeroportos, pois ainda há dúvida

sobre a viabilidade dessa modalidade

para os de pequeno

porte, disse Figueiredo.

Trem-bala

Ele defendeu que haja restrição

aos participantes de leilões em

processos de concessão no país

como forma de selecionar grupos

mais bem qualificados.

“Não adianta você fazer uma

concessão para uma empresa

que não tem condições de tocála”,

declarou, referindo-se se

às novas concessões que vêm pela

frente, entre as quais o trem

de alta velocidade (TAV) ligando

Campinas, São Paulo e Rio,

de aeroportos e de ferrovias.

Segundo ele, órgãos como o

Ministério Público e o Tribunal

de Contas da União (TCU) entendem,

por outro lado, que não se

deve restringir a competitividade.

“Existe essa discussão que

tem de se fazer, mas nós entendemos

que tem de ser um processo

qualificado”, afirmou. ■


PODER ONLINE

Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 9

>>> Leia mais em www.ig.com/poderonline

TALES FARIA, de Brasília

poderonline@ig.com

Amigo fica fora da disputa

O deputado Eduardo Cunha

(PMDB-RJ) está fora da disputa

pela liderança do seu partido

na Câmara, informa ao Poder

Online o atual líder, Henrique

Eduardo Alves (RN).

Apesar das resistências do Palácio

do Planalto, Cunha era

tido como um dos mais fortes

candidatos, já que é o deputado

mais ligado a Henriquinho

atualmente. E é pacífico

no PMDB que passará pelo

atual líder a escolha de seu sucessor.

Mas Henrique Alves

diz que a saída de Cunha da

disputa nada tem a ver com

o governo. Tem a ver com a

proximidade entre os dois:

“Ora, se a minha eleição para

presidente da Câmara corre

tão bem, não vou querer

criar marolas. Nem apontando

um nome de minha preferência,

nem alimentando suspeitas

de que eu tenha um

candidato próprio.” ■

Marcello Casal Jr./ABr

CURTAS


Noves fora, o PT fez a


conta e concluiu que

a nomeação de Marta Suplicy

para o Ministério da Cultura

só fez diminuir a participação

física da senadora e ex-prefeita

paulistana na campanha

de Fernando Haddad para

a Prefeitura de São Paulo.

Se debitar dessa conta

o noticiário segundo o qual

a nomeação teria sido

pagamento pelo apoio a

Haddad, há quem diga que

o resultado foi negativo.

A contabilidade agora está

sendo utilizada como

argumento de que Marta não

foi tomeada em troca do apoio,

pois seria burrice da grossa

de quem apressou a posse.


Em Passa Quatro,


estância hidromineral

de Minas Gerais e berço natal

do petista José Dirceu,

é do PSDB o candidato a prefeito

que conta com o apoio do PT.

Chama-se Paulinho Brito.


O presidente da Câmara,


Marco Maia (PT-RS),

pretende pedir pessoalmente

à presidente Dilma Rousseff,

que vete “o mínimo possível”

o projeto de conversão

aprovado na Câmara em

substituição á medida

provisória do Código Florestal.

Já o líder do PV na Câmara,

Sarney Filho (MA), promete

uma grande mobilização

nacional dos ambientalistas: “

Vamos reeditar o “Veta, Dilma!”.

Agora vai ser: “Veta, Dilma!

A missão 2.”


O vice-presidente


Michel Temer (PMDB)

participará de uma caminhada

ao lado de Gabriel Chalita

(PMDB) hoje, às 10h,

no bairro do Itaim Paulista.

Correligionários de Chalita não

dizem abertamente, mas

entre alguns integrantes da

cúpula da coordenação a ideia

de que Temer poderia participar

mais da campanha de Chalita.


Na Bahia, a Justiça


Eleitoral proibiu

o candidato do PT a prefeito

de Salvador, Nelson

Pellegrino, de utilizar em

sua propaganda eleitoral

imagens do adversário,

Antônio Carlos Magalhães

Neto (DEM), quando este

subiu à tribuna da Câmara

e ameaçou “dar uma surra”

no então presidente da

República, Luiz Inácio

Lula da Silva. ACM Neto

julga que a divulgação

prejudica sua campanha.

Os marqueteiros do PT,

também. Tanto que até

o ex-presidente Lula fez

menção ao episódio no

sábado, quando participou

de comício em Salvador:

“Se esse cidadão teve coragem

de dizer que queria bater no

presidente, imagina o que fará

com os camelôs da cidade.”


Colaboraram

Leonardo Santos e Marcel Frota

• MARCO CIVIL DA INTERNET

• TECNOLOGIA 4G

• LEI GERAL DAS ANTENAS

• COMUNICAÇÃO VIA CELULAR

QUAL O FUTURO DAS TELECOMUNICAÇÕES NO BRASIL

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25 DE SETEMBRO DE 2012, DAS 8H30 ÀS 18H - AV. PAULISTA,1313 - SP


0 10 20 30 40 50

10 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

A VOZ DAS URNAS

Editor: Pedro Venceslau pvenceslau@brasileconomico.com.br

Veto de Dilma sobre royalties

do minério incendeia BH

Partidos da coligação de Marcio Lacerda (PSB) deflagram campanha contra Dilma Rousseff na cidade

Pedro Venceslau e

Rafael Abrantes

ELEIÇÕES

2012

Na reta final da

disputa em Belo

Horizonte, o comando

da campanha

de Marcio

Lacerda (PSB)

adotou uma estratégia

ousada

e inédita: atacar

a presidente Dilma Rousseff. A

ofensiva foi deflagrada para

anular o efeito da visita que ela

pretende fazer à capital mineira

para reforçar a campanha de

Patrus Ananias (PT) e forçar

um segundo turno. A senha foi

dada pelo senador Aécio Neves

(PSDB) na última quarta-feira,

quando ele acusou a presidente

de “maltratar” Minas Gerais

ao vetar o aumento dos royalties

da mineração, o que impediu

que o estado e municípios

arrecadassem mais R$ 300 milhões

das mineradoras. Apesar

dessa questão não afetar diretamente

a cidade, o tema incendiou

o campanha e deixou o

candidato petista na defensiva.

Segundo apurou o Brasil

Econômico, a estratégia é apelar

para o sentimento de orgulho

e “mineiridade”.

A ideia, porém, é preservar

Marcio Lacerda da ofensiva, deixá-la

fora da propaganda na TV

e dar a missão para os líderes

dos partidos aliados, especialmente

o PSDB. “Assim como

Joaquim Silvério dos Reis (delator

de Tiradentes) , Fernando Pimentel

(ministro do Desenvolvimento

e ex-prefeito de BH) e Patrus

Ananias são traidores dos

interesses de Minas. Eles se renderam

à coroa, que no caso é representada

pela presidente Dilma”,

disse ao BRASIL ECONÔMICO o

deputado federal Marcus Pestana,

presidente do PSDB-MG.

“O PSDB tem usado o que é lógico

e não lógico politicamente

nesta disputa eleitoral. O PSDB

em Minas construiu uma lógica

em 2014, citando o julgamento

do mensalão e agora os royalties

do minério.”, rebateu a deputada

federal Jô Moraes

(PCdoB-MG) , que integra o comando

da campanha de Patrus.

Questionado sobre o veto,

Patrus Ananias defendeu a posição

da presidente da República

e disse que o veto é bom para

os interesses de Minas Gerais.

Fotos: divulgação

Candidato do PT, Patrus defendeu a posição da presidente como “boa” aos interesses de Minas Gerais

INTENÇÃO DE VOTO

Lacerda aumentou de 16 para

18 pontos sua vantagem sobre

rival petista em BH

MARCIO LACERDA

(PSB)

PATRUS ANANIAS

(PT)

VANESSA PORTUGAL

(PSTU)

BRANCO/NULO

2%

8%

31%

Fonte: Datafolha

Pesquisa realizada entre os dias 10 e 11

de setembro, com 948 eleitores.

49%

Ele afirmou que a presidente

“recebeu um apelo da Associação

Mineira de Municípios e da

Associação Brasileira de Municípios(ABM),

da área de mineralogia,

pedindo o veto”. Patrus

acredita que a prioridade

deve ser a criação de um marco

regulatório. Se a presidente

confirmar sua participação no

ato petista marcado para sábado

em BH, ela encontrará na cidade

um clima hostil.

“O senador Aécio (ao atacar a

presidente Dilma) está contrariando

sua própria estratégia inicial

de querer desnacionalizar a

campanha eleitoral”, completa

Jô Moares. ■

BAÚ ELEITORAL

Célio de Castro e Patrus

Ananias inauguram

hegemonia em BH

Depois de eleger os prefeitos

de São Paulo (Luiza Erundina)

e Porto Alegre (Olívio Dutra)

em 1988, o PT deu um grande

salto para sua consolidação

nacional quatro anos depois ao

eleger Patrus Ananias em Belo

Horizonte. Aquela eleição marcou

o início de uma pareceria que

construiu o mais bem sucedido

projeto de poder municipal da era

pós - ditadura. Vice de Ananias,

Célio de Castro seria eleito em

1996 pelo PSB. Em 2000, ele

foi reeleito tendo como vice o

petista Fernando Pimentel, que o

sucederia em 2004. Mas um ano

depois um AVC o tirou de cena e

abriu caminho para Pimentel, que

hoje é ministro de Dilma Rousseff.

Antes de seus últimos momentos

na política, Castro trocou o PSB

pelo PT e tornou-se um ícone nas

duas legendas, que hoje disputam

seu legado nas campanhas.

Morto em 2008 depois de sofrer

um AVC, Célio de Castro é o

maior símbolo do consórcio

que implodiu em 2012 entre

petistas e socialistas. No começo

da campanha municipal, os

hoje rivais Márcio Lacerda e

Patrus Ananias encontraram-se

pessoalmente ela primeira

vez justamente no evento

do lançamento de um

livro em homenagem ao

ex-prefeito socialista.

Lula gasta mais um dia em Manaus

Tucano que lidera na

cidade é desafeto pessoal

do ex-presidente

O ex-presidente Luiz Inácio

Lula da Silva gastou ontem

mais um dia em Manaus, onde

fez campanha para a candidata

do PC do B à prefeitura, a senadora

Vanessa Grazziotin (PC

do B). Ela enfrenta o ex-senador

Arthur Virgílio (PSDB),

que é um desafeto antigo do expresidente.

Em seus discursos, Lula pediu

aos militantes que “ocupem

a cidade" para garantir a

realização de um segundo turno.

As pesquisas em Manaus

apontam Grazziotin em segundo

lugar e atrás de Virgílio. Em

2005, o tucano ameaçou dar

uma “surra” em Lula.

O ex-presidente embarcou

para o México direto de Manaus.Sua

próxima escala na

campanha será nas cidades do

ABCD, região de São Paulo onde

nasceu o PT. Ele pretende

reforçar o palanque do prefeito

de São Bernardo do Campo,

Luiz Marinho, que disputa a

reeleição e é favorito.

Nas duas últimas semanas

antes da eleição, o ex-presidente

Lula, Dilma e os ministros

do PT se dividirão entre as

grandes cidades onde partido

tem chances de reais de vencer

a eleição. ■ P.V.

Lula e Célio durante passeata

pelas ruas de Belo Horizonte


Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 11

FALTAM

1

2 3

4 5 6

DIAS PARA O 1º TURNO

DAS ELEIÇÕES

7 8 9

0

BRANCO CORRIGE

CONFIRMA

Elza Fiuza/ABr

Dom Odilo

condena

uso eleitoral

de igrejas

Cardeal arcebispo de São Paulo

criticou ‘currais religiosos’

em debate com candidatos

Daiene Cardoso

Agência Estado

Em debate promovido na tarde

de ontem pela Arquidiocese de

São Paulo, o cardeal arcebispo

D.Odilo Scherer condenou o

uso de espaços religiosos como

“currais eleitorais” e disse que a

instrumentalização

da religião

“não faz bem para

a sociedade”.

“Não aprovamos

que nossas

igrejas sejam currais

eleitorais”,

disse o religioso

na abertura do

encontro que reuniu os candidatos

José Serra (PSDB), Fernando

Haddad (PT), Gabriel

Chalita (PMDB) e Soninha Francine

(PPS). A grande ausência

do evento foi a do líder das pesquisas

de intenção de voto na

GIRO POLÍTICO

Temos por

princípio

a concepção do

Estado laico,

destacou

Fernando Haddad

capital, Celso Russomanno

(PRB). D.Odilo lembrou que os

religiosos foram orientados a

não usar as igrejas para pedir

voto aos candidatos ou a partidos

políticos. “Esse papel de escolher

cabe especificamente

aos fiéis leigos, como a Igreja

orienta de fato”, ressaltou.

O petista Fernando Haddad

aproveitou para defender o conceito

do Estado laico. “Temos

por principio a concepção do Estado

laico. Não é

um Estado contra

a religião, mas

que preserva a liberdade

religiosa”,

disse. O pee-

Dom Odilo assinou carta em que renega papel da igreja nas eleições

medebista Gabriel

Chalita lembrou

suas relações

com a Igreja

Católica, mas negou que se favoreça

disso em sua trajetória política.

“Nunca usei da Igreja para

fazer proselitismo político”,

afirmou. Já José Serra destacou

sua infância, a “vida pobre na

Mooca” e contou que foi alfabetizado

por padres salesianos.

No bloco de perguntas de religiosos,

Chalita e Haddad falaram

sobre parceria com os governos

federal e estadual e aproveitaram

para criticar a política

habitacional da atual gestão municipal.

“É mais que justo trazer

o pobre para o Centro”, defendeu

Haddad. Ao ouvir dos adversários

críticas sobre a falta

de vagas em creches, Serra disse

que hoje existe mais demandas

de creches do que no passado.

“As visões catastrofistas predominam

na campanha”, rebateu.

Serra também foi criticado

indiretamente por Chalita quando

o peemedebista citou o fim

de programas quando o tucano

era governador. “Quando um

programa tem problemas, não

se acaba com ele, se modifica,

se evolui. Não é possível acabar

com a escola em tempo integral”,

afirmou. ■

Alan Marques/Folhapress

TWITTAÇO

“Essa nota do

governo não tem

nada a ver com a

nota dos partidos de

oposição, mas sim

com as pesquisas

eleitorais que estão

sendo divulgadas

Sérgio Guerra

Presidente do PSDB responde

à nota divulgada ontem por PT,

PMDB, PSB, PDT, PCdoB e

PRB repudiando ataques da

oposição ao ex-presidente Lula

“A ligação

Serra-mídia é antiga

e umbilical. O Serra

é realimentado pelo

desespero da mídia

que tenta salvá-lo.

Mas ele não estará

no 2º turno”

Antonio Donato

Coordenador da campanha

de Fernando Haddad (PT)

à Prefeitura de SP reage

ao noticiário “distorcido”

sobre o candidato

“Ela não tem

a pele da mesma

cor da minha, mas

tem os mesmos

ideais que eu”

Leci Brandão

Deputada estadual pelo

PCdoB-SP discursa em

comício com Lula em apoio

à candidata à Prefeitura de

Manaus, Vanessa Grazziotin

A situação do PT em 2012 não é das melhores. O partido

patina nas pesquisas nas cidades com mais de 200 mil

habitantes, mas em pelo menos uma não há nuvens

negras no horizonte. Trata-se de São Bernardo do

Campo, o berço petista. Por via das dúvidas, na semana

que vem Lula subirá no palanque do líder, Luiz Marinho.

Pupilo de Geraldo Alckmin, o ex-secretário de

Desenvolvimento Econômico do governo paulista,

Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), deve ser um dos

tucanos mais bem votados do estado na eleição de 2012.

Se for eleito prefeito de Santos, como indicam as

pesquisas, ele se tornará um tucano de alta plumagem.

“Estive ontem em

Marechal Hermes e

vi como o subúrbio

está largado.

Com o Rio Cidade,

vamos revitalizar

esses bairros”

Rodrigo Maia

Candidato do DEM a prefeito

do Rio de Janeiro critica

gestão de Eduardo Paes,

e divulga suas propostas


12 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

INOVAÇÃO & TECNOLOGIA

Editor executivo: Gabriel de Sales gsales@brasileconomico.com.br

SEGUNDA-FEIRA

ECONOMIA CRIATIVA

TERÇA-FEIRA

EMPREENDEDORISMO

Jovens recebem capacitação

tecnológica no ensino médio

Projeto Brasil Mais TI oferece curso à distância com o apoio de faculdades e escolas em todo o país

Carolina Marcelino

cmarcelino@brasileconomico.com.br

Embora o Brasil venha se destacando

na área tecnológica, como

mostram a evolução das

startups nacionais, em que pequenos

pensadores se tornam

grandes empreendedores, o

país ainda enfrenta gargalos

quando à formação de pessoas

qualificadas em tecnologia da

informação. No caso, as teorias

encontram barreiras para

serem levadas à prática.

A preocupação com a má formação

de quadros em tecnologia

da informação levou o Governo

Federal a lançar o projeto

Brasil Mais TI, que tem como objetivo

despertar talentos e a vocação

para carreiras ligadas a

TI. O projeto, desenvolvida em

parceria com a Associação Brasileira

de Empresas de Tecnologia

da Informação e Comunicação

(Brasscom), vai funcionar com

investimento de parceiros.

A Faculdade de Tecnologia do

Colégio Bandeirantes (BandTec)

é uma das parceiras. A instituição

vai fornecer professores e laboratórios

para os alunos estudarem

à distância. “O aluno terá a

opção de estudar em casa, no

trabalho ou até mesmo nas nossas

dependências”, diz o coordenador-geral

da BandTec, Maurício

Pimentel.

Os cursos de linguagens de

programação são gratuitos e

compõem uma carga total de

320 horas e 260 horas sendo

certificados pelo Ministério da

Educação (MEC).

Jovens a partir de 16 anos

passarão por uma seleção de

perfil profissional, conhecimentos

teóricos e afinidades

em tecnologia. No início serão

mil vagas disponibilizadas.

De acordo com Pimentel, os

assuntos que os alunos apresentam

mais dificuldade são embasamento

matemático e pensamento

lógico. “O projeto consiste

em buscar mão de obra antes

de os futuros profissionais entrarem

nas universidades”, diz.

Este não é o primeiro projeto

deste tipo. No mês passado,

Rodrigo Capote

Maurício Pimentel: buscar mão de obra antes de os futuros profissionais entrarem na faculdade

o Ministério de Ciência, Tecnologia

e Inovação lançou, o TI

Maior — Programa Estratégico

de Software e Tecnologia da Informação,

que terá investimento

de R$ 500 milhões até

2015. A ação vai abordar desenvolvimento

econômico e social,

o posicionamento internacional,

a inovação e o empreendedorismo,

a produção

científica e a tecnologia, inovação

e competitividade.

Elaborado com base em três

pontos essenciais da formação

profissional: conhecimento, capacitação

e oportunidades -, o

Brasil Mais TI está alinhado à

missão educacional da instituição:

formar os protagonistas

das novas gerações de TI, com

profissionais capacitados a

construir o futuro para si mesmos,

para suas empresas e para

a humanidade.

“O projeto Brasil mais TI está

totalmente alinhado aos

nossos princípios e desejo de

contribuir com o desenvolvimento

do país. Por meio da

parceria, possibilitaremos a esses

jovens o acesso e uso das

mesmas facilidades e recursos

que os nossos alunos”, afirma

o coordenador-geral da BandTec,

que vai disponibilizar

aos estudantes o horário noturno,

das 19 às 23h, e se necessário,

também os sábados no período

da manhã. Professores

farão plantão para dar apoio

aos estudantes.

Para mais informações sobre

o projeto, basta entrar no site

www.brasilmaisti.com.br, onde

também podem ser feitas as

inscrições. A expectativa é que

cada aluno leve três semanas

para completar o curso. “Se o

jovem dedicar quatro horas do

seu dia aos estudos podemos esperar

profissionais cada vez

mais capacitados com o passar

dos anos”, prevê Pimentel. ■

Canal na internet discute o mercado de trabalho

Programa reúne nomes

expressivos do mercado para

discutir sobre a Geração Y

As dúvidas dos jovens brasileiros

em relação ao futuro profissional

e as frequentes armadilhas que

encontram no mercado de trabalho

levaram o empresário Bruno

Perin a lançar um canal de informações

no Youtube, o “Será que

tá certo”. O canal reúne depoimentos

de grandes empresários

de diversas áreas sobre o que esperam

dos jovens da Geração Y

que estão chegando às empresas.

“A iniciativa surgiu após a identificação

da preocupação que professores

demonstraram em relação

a universitários que continuamente

expõem apatia ou desconhecimento

das carreiras escolhidas”,

diz Perin, que, a partir

de uma primeira palestra em

uma instituição de ensino superior

em Santa Maria (RS), e o impacto

entre os alunos decidiu colocar

a ideia em prática.

O projeto contará com ferramentas

on-line para a divulgação

de ações e terá seu pilar no

YouTube com depoimentos, dicas

e conselhos de profissionais

com experiência e sucesso no

mercado, além de um blog,

uma fan page no Facebook e

A ideia foi colocada

em prática a partir

do impacto de

uma palestra entre

os alunos em

Santa Maria (RS)

Twitter, para divulgar os vídeos

e gerar discussões e debates entre

os interessados.

O vídeo mais acessado até

agora foi o do consultor de RH e

palestrante, Eduardo Mesquita.

Além dele, outras celebridades

profissionais já apareceram. Entre

os integrantes do grupo estão

Alex Born, considerado o

pai do neuromarketing e um

dos mais experientes e requisitados

conferencistas da atualidade;

Amalia Sina, tida como uma

das executivas mais bem sucedidas

da sua geração; Jorges

Nahas, fundador do O Melhor

Da Vida; Nicole Barros, Diretora

de Comunicação da NB Press;

Ronaldo Cunha Bueno, diretor

de marketing da Netshoes; Malte

Huffmann, sócio diretor da

Dafiti; Marcelo Gomes, criador

da Boo-box, além de muitos outros

nomes respeitáveis.

Para gerar um contato físico

maior com os participantes,

uma palestra intitulada “Esteja

preparado para a selva do mercado”,

ministrada por Perin,

porta-voz do movimento, poderá

ser solicitada por instituições

de ensino superior para levar

aos alunos uma visão prática

dos novos desafios e responsabilidades

do mercado.

Além disso, para chamar ainda

mais internautas e estudantes,

Perin está conta com o

compartilhamento de informações

entre amigos nas redes sociais.

“Vamos trabalhar com a

propaganda boca a boca”, completa.

Perin. ■ C.M.


Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 13

QUARTA-FEIRA

EDUCAÇÃO/GESTÃO

QUINTA-FEIRA

SUSTENTABILIDADE

Produtos monitorados

através de redes sociais

HUGO ZANON

Gerente-geral da

Terremark no Brasil

Ferramenta permite vigiar constantemente mais de 30 portais, identificando

reclamações, elogios e a repercussão de campanhas promocionais

Diante do sucesso das campanhas

publicitárias nas redes sociais,

a GVP IT Solutions desenvolveu

uma ferramenta para

monitorar os reflexos da

ação de uma marca na

internet. Segundo o Diretor

Executivo da

GVP IT Solutions, Daniel

Pereira, o “IDEA

Social Monitor”

tem o objetivo

de auxiliar as

companhias

com o lançamento

de

produto.

“Hoje, as

empresas lançam

alguma coisa

e se dão por satisfeitas

caso haja um grande número

de vendas. Elas têm de monitorar

também o que é comentado,

seja do lado positivo como negativo”,

disse Pereira.

A ferramenta gera relatórios

detalhados para os seus clientes.

Ao invés de monitorar apenas o

nome da marca, ela visualiza termos

que possam estar relacionados

aos assuntos de interesse de

uma empresa. “Se uma rede de

supermercados nos procura, ele

irá receber informações sobre a

marca dele, o perfil do cliente

que está reclamando, o número

de impactos que isso gerou e

mais ainda”, conta o diretor.

O Facebook, por exemplo, consegue

fornecer a idade do usuário,

ou seja, a empresa saberá exatamente

para quem ela está falando.

“Ferramentas de monitoramento

até existiam, mas não havia

nenhuma com a profundidade

de informações que nós estamos

fornecendo”, declara Pereira.

Por enquanto, o cadastro é gratuito.

Mas depende do número

de menções que a empresa recebeu.

Mais de mil menções já passa

a ser cobrado um valor para a

empresa. Além disso, na hora do

O Facebook tem um segredo,

um número não revelado em

seus volumosos documentos para

tornar-se uma companhia de

capital aberto, e agora apenas ligeiramente

abordado por representantes

da empresa. Estimase

que 5,6 milhões de seus clientes

— cerca de 3,5% de seus

usuários americanos — sejam

crianças, as quais a companhia

diz que estão banidas de participar

da rede social.

O Facebook e muitos outros

sites proíbem pessoas abaixo

de 13 anos porque o Ato de Proteção

à Privacidade Online de

Crianças (Coppa, na sigla em inglês)

exige que sites deem tratamento

especial para crianças

com 12 anos ou menos.

A lei busca evitar que análises

obtenham informações pessoais

de crianças ou utilizem os

dados delas para fazer publicidade.

Sites devem conseguir

permissões dos pais antes de

permitir que crianças entrem

neles, e devem tomar medidas

para proteger sua privacidade.

A questão ganha relevância à

medida que um regulador dos

EUA, a Federal Trade Commission

(FTC), finaliza as regras para

restringir ainda mais companhias

e sites cujo público-alvo

são audiências infantis.

cadastro é importante informar

ao sistema palavras de exclusão

e tags personalizadas,

que auxiliarão

na busca correta

das informações.

Com contas

de grandes clientes,

a GVP IT

Solutions

está em processo

de inserir

a ferramenta

nos

contratos já

existentes.

A Avianca é

um dos clientes

que já estão

aderindo à nova

tecnologia lançada

há menos de dois meses.

Com faturamento de R$ 18,5

milhões em 2011, as soluções de

Customer Relationship Management

(CRM) representam 40%

da atividade da empresa. Com o

“IDEA Social Monitor”, a GVP

IT Solutions espera aumentar o

faturamento neste setor em

35%. As outras áreas de atuação

da empresa são: monitoramento

da concorrência e terceirização

de serviços.

A GVP IT Solutions já possui

cerca de 250 clientes ativos dos

setores de aviação, educação,

TI e automotivo. As agências

de marketing são as que mais

procuram a ferramenta, uma

vez que pode ser usada como

ponto estratégico para medição

da eficácia das campanhas

publicitárias. ■ C.M.

Facebook tem 5,6 milhões de

crianças entre seus clientes

Site proíbe pessoas com

menos de 13 anos, mas,

em muitos casos, são

os país que criam a conta

Ao invés de monitorar

apenas a marca, a

ferramenta visualiza

termos relacionados

aos assuntos de

interesse da empresa

Maior rede social do mundo,

com 955 milhões de usuários, o

Facebook disse que a lei não se

aplica a ele porque explicitamente

restringe a utilização do

site a pessoas com menos de 13

anos. A rede fez progresso na

identificação de pré-adolescentes

e em excluí-los do site. Um

estudo da June Consumer Reports

mostrou que o Facebook

elimina até 800 mil usuários

abaixo de 13 anos por ano, em

um processo de busca que a empresa

declina em detalhar.

Mesmo assim, o estudo estima

que 5,6 milhões de crianças ainda

estão na rede, um número que, segundo

especialistas, grande parte

dos pais ajudam a criar as contas.

■ Diane Bartz, Reuters

A segurança foi

para as nuvens

Cloud ainda é um

universo novo, e

um dos problemas

que vemos com

frequência é que

ainda não há uma

lista coerente

e comprovada

de melhores

práticas para

todas as situações

No começo de agosto, Steve Wozniak, co-fundador da

Apple, fez uma declaração polêmica: “O Cloud computing

nos trará problemas terríveis nos próximos cinco

anos”. Com isso, ele chamou a atenção de muitos, principalmente

porque a Apple está investindo muito em

tecnologias na nuvem e não é a única empresa a fazê-lo.

O executivo é uma celebridade no mundo da tecnologia,

tanto por seu papel histórico com a criação do Apple

I quanto por suas posições inflamatórias. Sua preocupação,

entretanto, não deve ser ignorada: “Quanto

mais transferirmos nossos arquivos para a nuvem, menos

controle teremos sobre tudo”.

A Terremark é uma das provedoras de serviços de

Cloud veteranas do mercado, e com nossa experiência

não podemos discordar da afirmação. Cloud ainda é um

universo novo, e um dos problemas que vemos com frequência

é que ainda não há uma lista coerente e comprovada

de melhores práticas para todas as situações. A solução

e a estrutura de segurança que deverá acompanhála

devem ser construídas caso a caso, então provedores

devem estar dispostos a se tornar parceiros de seus

clientes e compreender quais são os negócios das empresas

a caminho da nuvem.

De acordo com um estudo feito pela Frost&Sullivan, a

perda de controle é apontada por 18% das empresas como

uma barreira para a adoção do Cloud. Quando pensamos

de forma geral, a raiz disso é uma possível falta de segurança.

Nesses termos impressionantes 70% das empresas

citam questões de segurança

como a principal

barreira para a adoção

dessa tecnologia.

A ideia de Wozniak,

de que provedores deveriam

ser responsáveis

por auxiliar usuários

em caso de interrupção

de serviços ou quaisquer

vulnerabilidades

decorrentes de falhas

do provedor, é coerente.

Quando falamos em

Cloud, empresas estão

transferindo sistemas

críticos e dados chave

de seus negócios para

execução e armazenamento.

Um erro humano ou falha ocasional podem ocorrer

mesmo com as melhores tecnologias. Quando isso

acontecer, é inimaginável não ter um sistema que possa

restaurar as funcionalidades o mais rápido possível.

Impactos negativos de um timeout podem ser muitos

— desde a insatisfação de um funcionário, incapaz de

carregar uma aplicação, até uma mancha na reputação

de uma empresa se os serviços ficarem indisponíveis

aos usuários por muito tempo. Razões para criar uma

política regulatória não faltam, mas ainda há relutância

nesse sentido pois há provedores e usuários que ainda

não compreenderam o total potencial dessa solução e as

maneiras pelas quais ela pode ser aplicada.

Uma possível solução seria criar regulamentações legais

sobre o serviço. Isso definiria parâmetros mínimos

de responsabilidade e estrutura que provedores deveriam

ter. Porém, sabemos que ações desse tipo podem levar

anos, algo recorrente quando falamos em tecnologia.

Não é algo exclusivo ao Brasil, uma vez que hoje vemos

discussões em diversos países sobre como legislar a internet

e serviços de tecnologia. Cabe aos provedores fazer

essas mudanças independentemente, sabendo que manter

clientes satisfeitos é o que impulsiona o crescimento

dos negócios e a reputação de nossas empresas. ■


14 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

EMPRESAS

Editora executiva: Jiane Carvalho jcarvalho@brasileconomico.com.br

Subeditoras: Rachel Cardoso rcardoso@brasileconomico.com.br

Patrícia Nakamura pnakamura@brasileconomico.com.br

Fabricantes de leite querem

reajuste de preços no varejo

Estiagem prolongada e alta dos custos reduziram a margem das processadoras e dos produtores rurais

Juliana Ribeiro

jribeiro@brasileconomico.com.br

Desde meados de julho, os pastos

das regiões leiteiras em São

Paulo, no Centro-Oeste e Minas

Gerais andam secos. O reflexo

pode ser percebido na indústria,

como é o caso da BRF. No

primeiro semestre,o setor de

lácteos da companhia registrou

variação de margem negativa,

em 0,7 pontos percentuais, graças

à queda de 5,6% na margem

da divisão seca — leite UHT, em

comparação com o primeiro semestre

do ano anterior.

O início da estiagem naquele

período, somado à alta dos preços

do milho e soja — usados na

alimentação das vacas leiteiras,

frangos e demais bovinos — gerou

aumento dos custos para a

companhia. “O impacto foi tão

grande que precisamos reajustar

nossos preços no varejo”, declarou

Fay durante divulgação

dos resultados da companhia.

Segundo Laércio Barbosa,

presidente da Associação Brasileira

da Indústria do Leite Longa

Vida, os estoques da indústria

estão nos níveis mais baixos

dos últimos 12 meses. O executivo

também é presidente da Laticínios

Jussara, oitava maior processadora

no Brasil, com 292 milhões

de litros produzidos em

2011. Ele explica que a estiagem

acontece todos os anos, durante

o inverno, mas neste ano a situação

se complicou um pouco, já

que o início da entressafra —

quando a produção de leite é

menor — no Sudeste e Centro-

Oeste atrasou e deve terminar

em meados de outubro. “Neste

ano, além da nossa estiagem, sofremos

com os efeitos da seca

Barbosa, da ABLV: impacto com a estiagem e a alta da ração

Murillo Constantino

nos Estados Unidos também.”

Odorico Alexandre Barbosa,

diretor superintendente da Jussara,

explica que a média diária

de captação da companhia caiu

30% neste ano, acima dos patamares

normais, entre 15% e

20%. Segundo ele, as primeiras

chuvas já caíram recentemente,

“mas ainda são insuficientes”.

A companhia, que geralmente

trabalha com estoque para 20

dias, atualmente tem reserva

de leite para uma semana.

O mercado do longa vida cresce,

mas a taxas menores do que

em 2011, quando subiu 7%. A expectativa

da ABLV é encerrar o

ano com alta de 5%. Por ano

são produzidos cerca de 5,3 bilhões

de litros e o faturamento

em 2011 bateu os R$ 10 bilhões.

Apesar disso, o aumento dos

custos para os produtores rurais

aumentou e a margem de lucro

diminuiu . “Tem produtores trabalhando

com retorno abaixo

do custo, não fecha a conta”,

diz Jorge Rubez, presidente da

Leite Brasil. Odorico explica

que a Jussara reajustou em R$

0,02 o valor do litro pago ao produtor,

“mas a soja e o milho aumentaram

80% no mesmo período”.

Laércio, da ABLV, afirma

que o setor vem batalhando

para reajustar novamente os

preços aos varejistas e pagar

mais ao produtor, mas é uma negociação

difícil, já que o varejo

teme a queda no consumo.

Na Itambé, a produção segue

normalizada, diz Ricardo Cota,

diretor de relações institucionais.

“Por aqui, corre tudo dentro

do previsto, já esperávamos

a escassez de leite”, diz. O executivo

também afirma que o reajuste

de preços é um desafio.

“Apesar do mercado estar aquecido,

não estamos conseguindo

aumentar os preços.” ■

LEITE AGUADO

Desempenho das principais processadoras do Brasil

1. NESTLÉ*

2. LBR

3. ITAMBÉ

4. ITALAC

5. LATICÍNIOS BELA VISTA

6. EMBARÉ

7. DANONE

8. JUSSARA

9. CENTROLEITE

10. VIGOR

RECEPÇÃO, EM BILHÕES DE LITROS)

0,42

0,29

0,26

0,29

0,21

0,49

0,45

0,42

0,30

0,29

0,27

0,24

0,80

0,84

1,11

1,10

2010 2011

1,79

1,68

2,12

2,12

Fonte: Leite Brasil *Números referentes a DPA Manufacturing Brasil, da Fonterra,

da DPA Brasil e da DPA Nordeste 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5

VAR. % TOTAL

2011 X 2010

-0,2

-6,3

-0,9

5,3

17,4

-7,2

3,3

11,1

-9,0

13,9

EDP fará road shows em São Paulo e Pequim

Estatal portuguesa ajuda

suas fornecedoras a obter

contratos internacionais

A EDP vai realizar dois “road

shows” em Pequim e em São

Paulo para permitir aos seus fornecedores

nacionais a globalização

das suas operações. A decisão

foi anunciada por António

Mexia, presidente do grupo.

O executivo explicou que os

road shows na Ásia e na América

do Sul fazem parte da estratégia

da empresa em criar mais

oportunidades para seus fornecedores

internacionais - através

da promoção de conferências

e relacionamento mais estreito

com clientes. Mexia revelou

que, entre 2008 e o primeiro

semestre deste ano, 204 empresas

nacionais fornecedoras da

EDP se candidataram a projetos

de internacionalização da elétrica

nacional - num total de ¤

728 milhões em negócios.

Mexia adiantou ainda que o

volume de negócios atribuído

às pequenas e médias fornecedoras

aumentou em 2011 para ¤

224 milhões. “Queremos mais

empresas, mais investimento e

mais capacidade de exportação

das empresas nacionais”, disse

o presidente da EDP.

Por outro lado, António Mexia

adiantou também durante

entrevista que a companhia

aplicou cerca de 40% de um total

de ¤ 2,75 bilhões do plano

de investimento (em 2011) no

território português, ou seja,

cerca de ¤ 1,1 bilhão. ■ Diário

Económico


Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 15

Jeff Kowalsky/Bloomberg

Hyundai pretende vender mais nos EUA

A Hyundai Motor Co., maior montadora da Coreia do Sul, espera vender

mais de 100 mil unidades do remodelado utilitário esportivo Santa Fe

nos Estados Unidos no ano que vem. A projeção inclui a versão

estendida, com três fileiras de bancos, e é 20 mil unidades maior

do que as vendas obtidas pelo modelo atual e pela Veracruz, que saiu

de linha em maio deste ano. A Hyundai quer ampliar sua participação

no mercado de SUVs, disputado por Toyota, Nissan Ford e GM.

Negociação entre Independência

e JBS ainda esbarra em credores

Proposta ainda precisa ser

aprovada por credores de títulos

com vencimento em 2015

Fabíola Gomes

Reuters

A JBS, maior processadora de

carnes do mundo, está perto de

concluir a compra de ativos do

frigorífico Independência, que

permitirá a ampliação de suas

operações de bovinos em áreas

com grande oferta de animais

para abate, disseram fontes familiares

com a negociação.

“A proposta (da JBS) foi concluída

e aprovada pelos bondholders

(detentores de títulos

de dívida). Agora está em

processo de assinatura de contrato...

um processo burocrático”,

disse uma fonte próxima

à JBS com conhecimento sobre

a negociação.

Para ser concluída, a operação

ainda dependia da aprovação

dos “bondholders” 2015

— detentores de títulos de dívida

com vencimento em 2015

— e dos bancos que fizeram

operações de Adiantamento

de Contrato de Câmbio (ACC)

com o Independência.

Por lei, esses credores não

estariam sujeitos ao plano de

recuperação, sendo incluídos

no grupo extra-judiciais.

Em abril, a JBS havia feito

uma proposta de compra dos

ativos do Independência, frigorífico

em recuperação judicial,

por R$ 268 milhões, condicionando

a operação à aprovação

dos credores.

A oferta foi

aprovada por

mais de 85% dos

credores judiciais

incluídos

no plano de recuperação

do Independência

durante

assembléia realizada

em maio, a segunda para

avaliar a questão.

A incorporação dos ativos

poderá agregar R$ 1,75 bilhão

ao faturamento operacional do

JBS, segundo a fonte. Em 2011,

a JBS fechou com um faturamento

de quase R$ 62 bilhões.

A expansão viria num momento

importante para a companhia

que também conta com

importantes operações nos Estados

Unidos, onde o rebanho

atingiu seu menor nível em

mais de meia década, aumentando

os custos da indústria.

O frigorífico Independência

já foi um dos maiores do país,

Ativos em

negociação:

quatro unidades

frigoríficas,

dois curtumes e

dois armazéns

mas entrou em recuperação judicial

em 2009, reflexo da crise

financeira da economia global,

iniciada em 2008 com a

crise das hipotecas subprimes

(de menor segurança) nos Estados

Unidos.

Apesar da aprovação, a proposta

não foi bem recebida por alguns

dos credores

judiciais na época,

porque prevê

um deságio de

98% no pagamento

das dívidas do

Independência,

ou seja, o equivalente

a apenas 2%

do valor devido.

“Mesmo com a aprovação dos

credores concursais, dois ou três

deste universo, que ficaram inconformados

com o valor da proposta

oferecida (pela JBS), fizeram

agravo de instrumento reclamando

de pouco pagamento”,

disse uma outra fonte que acompanha

a negociação.

Para os credores extra-judiciais,

a fonte próxima da JBS explicou

que o deságio deve ser

menor, podendo ficar entre

95% ou 94%.

Segundo estas duas fontes, a

expectativa é que a definição da

Justiça sobre o questionamento

dos credores descontentes saia

num prazo curto, como normalmente

ocorre em casos como este

de recuperação judicial.

Uma terceira fonte consultada,

próxima à JBS e que também

acompanha a negociação,

considera que este negócio poderá

ser concluído até o final

Murillo Constantino

JBS,sobocomandodeWesleyBatista,precisaconvenceroBNDESparaconcluira compradofrigorífico

SOB NOVA DIREÇÃO

Ativos à venda pelo

Independência podem ir

para as mãos do JBS

FRIGORÍFICOS

Nova Andradina (MS)

Campo Grande (MS)

Senador Canedo (GO)

Rolim de Moura (RO)

CURTUMES

Nova Andradina

Colorado D'Oeste (RO)

CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO

Cajamar (SP)

Santos (SP)

TODAS AS MARCAS DO GRUPO

R$ 268 milhões

VALOR DA OFERTA

Fonte: mercado

deste ano. Procurado, a JBS não

comentou o assunto.

As ações da JBS, negociadas

na BM&FBovespa, chegaram a

subir 2,14%, refletindo a boa receptividade

do mercado com a

possibilidade de concretização

do negócio.

BNDES

Do lado da JBS, para ser concluída,

a operação ainda depende

do aval do Banco Nacional de

Desenvolvimento Econômico e

Social (BNDES), um dos maiores

acionistas da companhia,

com fatia perto de 30%.

Segundo uma das fontes, esta

avaliação poderá ocorrer na

reunião de conselho que antecede

a divulgação do resultado

trimestral. “Mas nada impede

que seja convocada uma reunião

extraordinária para avaliar

a questão”, disse. Os ativos

considerados na compra incluem:

quatro unidades frigoríficas,

em Nova Andradina (MS),

Campo Grande (MS), Senador

Canedo (GO) e Rolim de Moura

(RO); dois curtumes em Nova

Andradina e Colorado D'Oeste

(RO); dois centros de distribuição

e armazéns em Cajamar

(SP) e Santos (SP); e todas as

marcas pertencentes ao Grupo

Independência. ■

Unica revê

produção

de açúcar

e etanol

Chuvas intensas no início da

safra prejudicaram qualidade

da cana-de-açúcar

A União da Indústria de Canade-açúcar

(Unica) reduziu suas

previsões para a produção de

açúcar e etanol do centro-sul

do Brasil na temporada atual,

com a qualidade da cana ficando

abaixo do projetado em

abril. A produção de açúcar na

temporada foi estimada em 32,7

milhões de toneladas, queda de

1,2% ante a previsão de abril. Já

a de etanol da região foi estimada

em 21,05 bilhões de litros,

queda de 2% ante abril.

Apesar da redução nas projeções

para açúcar e etanol, a produção

dos dois produtos será

um pouco maior que na temporada

passada, quando o centrosul

produziu 31,3 milhões de toneladas

de açúcar e 20,5 bilhões

de litros de etanol. A quantidade

de Açúcar Total Recuperável

(ATR), indicador da qualidade

da cana, foi estimada em 135,4

quilos por tonelada, contra 140

quilos estimados em abril.

Essa queda no ATR explica

porque a produção de açúcar e

etanol será menor do que o estimado

anteriormente, apesar de

a projeção de moagem de cana

ter crescido ante a primeira projeção

da entidade.

A moagem do centro-sul do

Brasil, que responde por cerca

de 90% da produção de cana do

país, foi prevista em 518,5 milhões

de toneladas, alta de 1,9%

ante a projeção de abril, segundo

a Unica. “O crescimento da

moagem não foi suficiente para

compensar a queda na qualidade

da cana”, disse o presidente

interino da Unica, Antonio de

Padua Rodrigues, em nota.

A moagem deverá ser maior

que o esperado pelas chuvas intensas

no início da atual safra,

que estimularam a produtividade

agrícola. As mesmas chuvas,

porém, afetaram a qualidade da

matéria-prima e atrasaram a

moagem.

Até o fim de agosto, as usinas

do centro-sul tinham processado

307,5 milhões de toneladas

de cana. Segundo o presidente

interino da Unica, o maior atraso

na moagem está concentrado

em São Paulo. A exportação de

açúcar do centro-sul do Brasil

em 12/13 foi estimada em 23,5

milhões de toneladas, 500 mil

toneladas abaixo da projeção de

abril, mas superior ao da safra

anterior. ■ Reuters


16 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

EMPRESAS

Reprodução

REDES SOCIAIS

Fiat chega a 1 milhão de fãs no Facebook,

com página repleta de aplicativos

A Fiat foi a primeira montadora no Brasil a alcançar 1 milhão

de fãs no Facebook. Em comemoração ao número alcançado,

será veiculado nos principais portais um anúncio agradecendo

os fãs e destacando a liderança da Fiat. O perfil da companhia

na rede social existe desde fevereiro de 2011 e utiliza uma série de

aplicativos, como o “Monte Seu Carro”, para atrair novos usuários.

BG Group planeja operar poços

de petróleo sem a Petrobras

Empresa, que no Brasil atua em parceria com a estatal, pretende participar da 11ª rodada de licitação em 2013

Yan Boechat, do iG

redacao@brasileconomico.com.br

O BG Group vai participar da 11ª

rodada de leilões da Agência Nacional

de Petróleo com o objetivo

de se tornar operador de

áreas de exploração e produção

de petróleo e gás no Brasil.

Com investimentos estimados

de US$ 30 bilhões para os

próximos 10 anos, o BG, um

dos maiores grupos de energia

do mundo, com sede em

Londres, atua no Brasil apenas

como parceiro

da Petrobras

em quatro campos

de exploração

e produção na camada

Pré-Sal.

“Nosso objetivo

é ser operador,

vamos analisar

as ofertas da

ANP para definir onde vamos

apostar. Mas nosso foco é a margem

equatorial”, afirmou o presidente

da companhia no Brasil,

Nelson Silva.

O executivo afirmou ainda

não ter um plano concreto de

quanto e onde vai investir por

não ter claras as condições em

que a 11ª rodada vai ocorrer.

“Nós ficamos muito satisfeitos

com o anúncio feito pela

ANP, mas tudo ainda está muito

prematuro, tudo que sabemos

foi o que saiu na imprensa”,

disse Silva.

Companhia

inglesa tem

investimentos no

Brasil estimados

de US$ 30 bi para

próximos 10 anos

Informações preliminares

O executivo também afirmou

que só após as condições estiverem

definidas a BG vai começar

a se preparar para fazer os investimentos.

“As informações

são apenas preliminares, precisamos

de dados mais detalhados

para sabermos onde e quanto

investir”, disse. A BG quer

ampliar sua produção atual de

35 mil barris/dia para 650 mil

barris/dia até 2020.

Após quatro anos sem leilões

de novas áreas exploratórias e diversas

promessas

não cumpridas, a

companhia britânica

parece seguir

o mesmo compasso

de quase toda a

indústria de petróleo

e gás brasileira:

uma espécie de

otimismo contido.

Isso porque para que as licitações

ocorram de fato em maio,

como prometeu no início da semana

o ministro de Minas e

Energia, Edison Lobão, o Congresso

precisa aprovar a lei que

definirá os royalties provenientes

da produção de petróleo e

gás. Não à toa, Nelson Silva fez

questão de reiterar diferentes

vezes que BG precisa “ver se as

condições são favoráveis”.

Participação atual

Hoje, a BG tem participação em

quatro blocos do pré-sal, com

Silva, do BG Group no Brasil: “vamos analisar as ofertas da ANP para definir onde vamos apostar”

percentuais variando entre

20% e 30%. A companhia opera

no Brasil desde 1994 e acelerou

os investimentos com as descobertas

do pré-sal. Até hoje, afirma

a empresa, já foram investidos

US$ 5 bilhões no Brasil.

Ontem, a BG assinou um

contrato de parceria com a

agência de inovação da Noruega,

a Innovation Norway, para

o desenvolvimento de novas

tecnologias na exploração de

petróleo em águas profundas.

Patricia Santos

A Noruega é um país com

vasta experiência na produção

de petróleo em alto mar.

A BG estima que investirá

US$ 2,5 bilhões em pesquisa e

desenvolvimento no Brasil

até 2025. ■

Competição acirrada e Europa

em declínio afetam Daimler

Kuni Takahashi/Bloomberg

Dona da Mercedes-Benz

admite que desempenho será

fraco no segundo semestre

A Daimler informou que sua divisão

de carros de luxo deverá

ter vendas menores no segundo

semestre deste ano em relação

aos primeiros seis meses do

ano por causa do desempenho

ruim da montadora na Europa.

“O ambiente econômico do

continente está deteriorando,

com desdobramentos mais nefastos

do que o esperado”, disse

o presidente da companhia,

Dieter Zetsche, que não informou,

porém, a projeção de faturamento

para o ano. “Além disso,

há uma forte competição no

segmento de carros de luxo na

China”, disse.

A marca Mercedes-Benz é a

terceira maior do mundo no segmento

de luxo, atrás da Audi e

da BMW. Com a queda nas vendas

no segundo semestre, a

montadora alemã espera que o

lucro operacional em 2012 feche

em linha com os números

obtidos no ano passado. O lucro

operacional da Mercedes no

ano passado foi de ¤ 5,2 bilhões.

No primeiro semestre

deste ano, o lucro operacional

foi de ¤ 2,57 bilhões. ■ Reuters

Zetsche, presidente: lucro operacional de ¤ 5,2 bilhões em 2011


Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 17

Ken James/Bloomberg

LOGÍSTICA

Roll-Lift investirá R$ 120 milhões até o

fim de 2012 para expandir atuação no Brasil

Sediada na Holanda a Roll-Lift, atuante no ramo “heavy lift”

com locação de guindastes, movimentação e transporte de cargas

especiais, vai investir R$ 120 milhões no Brasil para inaugurar filiais

no Pará, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A companhia, que já tem

escritório na capital paulista, é responsável pelo fornecimento de

quatro gruas para o consórcio responsável pela reforma do Maracanã.

Energia solar

perde espaço

com queda

na tarifa

Mesmo diante das incertezas, as distribuidoras

CPFL e AES Eletropaulo têm investido no setor

Rafael Palmeiras

rpalmeiras@brasileconomico.com.br

O novo pacote de energia anunciado

pelo governo, que deve

reduzir as contas dos brasileiros

entre 16,2% (consumidores

residenciais) e 28% (grandes indústrias),

não tem levantado incertezas

apenas para as geradoras

de energia. As mudanças no

preço ofertado afetarão também

o setor de energia solar,

que deve perder competitividade.

“Com a redução das tarifas,

a energia solar perde um pouco

a competitividade, mas as condições

de inserção permanecem

válidas, porque há uma

tendência estrutural de queda

do custo dos painéis fotovoltaicos”,

avaliou Almicar Guerreiro,

diretor da Empresa de Pesquisa

Energética (EPE).

Segundo o executivo, a barreira

enfrentada pelo setor no

Brasil, que atualmente é o quarto

maior produtor de quartzo

(matéria prima para a produção

de silício), é o custo da

energia solar fotovoltaica, superior

a R$ 400 por megawatthora

(MWh), enquanto o preço

médio de outras fontes fica em

torno de R$ 100/MWh. “A

energia solar ainda tem dificuldade

de concorrer com outras

fontes”, destacou Guerreiro

durante a conferência “O futuro

Solar: Brasil”.

Mesmo diante de um cenário

desafiador, empresas brasileiras

como a AES Eletropaulo e

CPFL Energia já estão se arriscando

em energias renováveis,

especialmente a solar.

Vinícius Teixeira, gerente de

Inovação e Transformação da

CPFL, explica que a empresa iniciou

estudos ligados a energia

solar em 2007. “Temos que ficar

atentos às novas tecnologias

e olhar isso como uma oportunidade

de negócio.”

Recentemente a empresa anunciou

investimento de R$ 13,8 milhões

em um projeto no Estado

de São Paulo de geração de

energia limpa e renovável

com painéis solares fotovoltaicos

e que deve gerar aproximadamente

1,6 GWh/ano a partir

de 2013. “O setor ainda enfrenta

encargos pesados que acabam

elevando o preço ao consumidor”,

diz o executivo que

vê nos próximos anos um cenário

interno com geração atingindo

50 MW.

Outra empresa também

atenta às oportunidade da

energia solar é a AES Eletropaulo,

que iniciou a instalação

de placas fotovoltaicas no estádio

do Corinthians, localizado

na cidade de São Paulo. O projeto

terá capacidade instalada

de 1 MWh e vai atender apenas

a demanda do clube que receberá

a abertura da Copa de

2014. “Até 2016 teremos cinco

tecnologias de energia sustentável

no sistema da AES”, destaca

Suuny Jonathan, especialista

em inovação da companhia

que acredita que nos próximos

anos a empresa terá

uma geração de 5 MW. ■

CONCENTRAÇÃO

Capacidade instalada de geração

de energia no Brasil (MW)

USINAS HIDRELÉTRICAS

USINAS TERMELÉTRICAS

PCH

CGH

USINAS NUCLEARES

USINAS EÓLICAS

SOLAR

Fonte: Aneel

2010

77.090

29.689

3.428

185

2.007

927

1

2011

78.371

31.244

3.870

216

2.007

1.425

1

Custo da energia solar é superior a R$ 400 megawatt-hora

Bahia ganha novas

plantas de renováveis

Bionergy compra planta com

potência de 1 MW e Desenvix

inaugura parque com 95 MW

A geração de energia solar vem

ganhando força no país. De

acordo com Leonidas Andrade,

diretor da Associação Brasileira

da Indústria Elétrica e Eletrônica

(Abinee) a expectativa é

que em 2013 tenha início a geração

de mais 24 megawatt (MW)

de energia solar, entre eles projetos

da CPFL e

AES. “O setor

precisa de mais

desenvolvimento

com o apoio

do governo, principalmente,

para

criar demanda”,

destaca.

Faz parte também

dessa lista a brasileira Bionergy,

que anunciou a aquisição

da Solyes uma planta de

energia solar fotovoltaica, localizada

na Bahia, pelo valor total

de R$ 7 milhões. De acordo

com a empresa, a unidade com

potência de 1 MW deverá entrar

em operação no primeiro semestre

de 2013.

Os investimentos da Bioenergy

em energia solar devem continuar.

A previsão é investir R$ 20

Até 2015 o estado

vai integrar à rede

1,57 GW a mais de

energia elétrica

graças à força

dos ventos

Ken James/Bloomberg

milhões em empreendimentos

que vão somar ao todo de 3 MW.

Para o presidente da Bioenergy,

Sérgio Marques, as perspectivas

são muitos boas e o Brasil está

marcando passo na área. “Estamos

muito atrasados no desenvolvimento

dessa fonte”, conclui

o executivo da empresa que

já possui dois parques eólicos em

operação no Rio Grande do Norte,

que somam 28,8 MW de potência

instalada.

Renováveis

Também na Bahia,

a Desenvix

Energias Renováveis,

inaugurou o

parque eólicos de

Brotas de Macaúbas

com capacidade

instalada de

95 MW e um total de 57 turbinas

eólicas em operação. “Temos,

em funcionamento ou em

fase de implantação, cerca de

60 projetos, que abrangem praticamente

toda a cadeia produtiva,

da fabricação de equipamentos

à geração de energia. Até

2015, estaremos integrando à

rede 1,57 GW a mais de energia

elétrica graças à força dos ventos”,

destaca Jaques Wagner,

governador da Bahia. ■ R.P.

Custos

ameaçam

mineração

na Austrália

Setor segue tentando lidar com

a crise dos preços internacionais

e o cancelamento de projetos

Agência Estado

redacao@brasileconomico.com.br

O setor de mineração da Austrália

segue tentando lidar com

uma crise provocada pela queda

dos preços internacionais

do carvão, minério de ferro e

outras commodities industriais.

A BHP Billiton cancelou

estudos para construção de

duas minas de carvão de coque

no leste da Austrália e a Rio Tinto

deu prosseguimento aos cortes

de empregos na operação

de carvão térmico em Clermont,

no nordeste do país.

As duas minas que eram planejadas

pela BHP produziriam

14 milhões de toneladas de carvão

de coque por ano e empregariam

milhares de pessoas. As

propostas para as minas Saraji

East e Red Hill, que estavam

sendo desenvolvidas pela joint

venture da BHP com a japonesa

Mitsubishi, foram retiradas do

processo de aprovação ambiental

do governo federal nesta semana,

segundo informações do

site do governo.

Enquanto isso, Stephen

Smyth, presidente distrital do

Sindicato da Construção, Floresta,

Mineração e Energia de

Queensland, afirmou que as

operações da Rio Tinto em Clermont

já perderam 84 trabalhadores.

Um representante da Rio

Tinto não quis comentar as demissões,

mas disse que, assim

como outras mineradoras, a empresa

está enfrentando um aumento

dos custos em um ambiente

de preços mais baixos.

Em julho, a Rio Tinto disse

que pretendia cortar um número

não especificado de empregos

para tentar contrabalançar

a queda nos preços do carvão

térmico e os maiores custos

operacionais.

Tim Lane, consultor da Rio

Tinto para relações entre a Austrália

e a China se declarou preocupado

com o cenário. “Eu

acho que isso é uma ameaça

real”, disse Lane. “A Austrália é

agora um dos lugares mais caros

para se produzir no mundo”,

acrescentou. As informações

são da Dow Jones. ■


18 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

EMPRESAS

Hannelore Foerster/Bloomberg

INVESTIMENTO

Singapore Airlines investe US$ 400 milhões

em novo sistema de entretenimento

A Singapore Airlines assinou contrato para disponibilizar um novo

sistema de entretenimento e comunicação (IFEC) em suas aeronaves.

A nova tecnologia de vídeos e controles sensíveis ao toque são algumas

das novidades que estarão disponíveis a partir do ano que vem em 40

novas aeronaves da companhia. Também serão investidos US$ 50 milhões

para oferecer internet sem fio e serviços de telefonia móvel a bordo.

Basf e Bayer reforçam área

de pesquisa de sementes

Enquanto a Basf anunciou a aquisição de companhia americana por US$ 1,02 bilhão,

a Bayer confirmou plano de investir ¤ 7 bilhões para dobrar participação no mercado

Gabriel Ferreira

gferreira@brasileconomico.com.br

Duas das maiores empresas de

produtos químicos do mundo, a

Bayer a Basf fizeram, ontem,

anúncios que demonstraram a

preocupação das companhias em

firmar posição também no mercado

de biológicos, sobretudo nas

áreas ligadas à agricultura.

A Basf divulgou ontem que

planeja a aquisição da americana

Becker Underwood, especializada

no tratamento biológico

de sementes e no desenvolvimento

de produtos de proteção

de cultivos e nutrição animal. O

negócio, que ainda precisa ser

aprovado pelos órgãos reguladores

dos Estados Unidos, custará

US$ 1,02 bilhão e colocará a

Basf na posição de líder mundial

no segmento de cuidados

biológicos de sementes. A expectativa

da companhia é que a

compra seja finalizada até dezembro.

Essa é a primeira grande

aquisição da Basf desde que

Kurt Bock assumiu a presidência

mundial da empresa, em

março do ano passado.

Segundo a companhia, no comunicado

em que avisou o mercado

sobre a compra, o movimento

é uma resposta ao rápido

crescimento registrado na área

de tratamento de sementes.

Essa é a mesma tendência

que levou a Bayer, por meio de

sua subsidiária Bayer CropScience,

a reiterar, ontem, os planos

de investir ¤ 7 bilhões, com o objetivo

de dobrar a participação

A montadora italiana Fiat aprovou

um plano para dar continuidade

às dispensas de funcionários

temporários na fábrica de

Melfi, onde produz o modelo

Punto, parando a produção de

17 de outubro a 6 de novembro

da empresa no mercado de sementes

até 2016. “Pretendemos

liderar o caminho em busca de

soluções sustentáveis de cultivos

e estamos investindo pesadamente

para podermos ir ao encontro

da demanda global por soluções

diferenciadas para as culturas

agrícolas”, disse Sandra Peterson,

presidente da subsidiária,

durante um evento anual em

que a companhia presta contas

sobre os investimentos.

e novamente em 9 de novembro,

informou o sindicato dos

metalúrgicos locais. A unidade

está parada desde o dia 14 e as

atividade voltam só na próxima

terça-feira. Melfi fica em Basilicata,

uma das regiões mais

pobres da Itália.

O representante local do sindicato

UGL, Giuseppe Giordano,

teme um possível fechamento

definitivo da fábrica, “em

um momento no qual podemos

enfrentar o fim da produção automotiva

em nossa região”, afirmou

em comunicado.

O presidente-executivo da

Fiat, Sergio Marchionne, disse

na terça-feira que não fechará

fábricas na Itália apesar da retração

do mercado doméstico,

respondendo aos pedidos de

Os investimentos, que começaram

a ser feitos no ano passado,

devem ser realizados até

2016. A maior parte do valor, ¤ 5

bilhões, é destinada à área de pesquisa

e desenvolvimento. O restante

será utilizado para a ampliação

da capacidade produtiva.

No mês passado, a Bayer

CropScience concretizou uma

aquisição, também ligada às soluções

biológicas. Com investimento

de cerca de US$ 500 milhões,

a companhia comprou a

americana AgraQuest, especializada

no desenvolvimento

de produtos para o controle biológico

de pragas. “Com nossa

forte expertise em sementes,

química e soluções biológicas,

estamos posicionados de modo

único no setor agrícola”, afirmou,

também no evento, David

Nicholson, diretor de Pesquisa

e Desenvolvimento da Bayer

CropScience. ■ Com Reuters

Fiat prolonga fechamento de unidade

Montadora italiana também vai

demitir 20% de seus diretores

e gerentes no mundo todo

Bock, da Basf: primeira grande aquisição, para acompanhar crescimento na área de sementes

Hannelore Foerster/Bloomberg

sindicatos e políticos para explicar

um grande plano de investimentos.

Entretanto, a companhia

vai demitir 20% de executivos

de alto e médio escalões

— gerentes e diretores — em todo

o mundo. Os cortes vão atingir

110 profissionais da Fiat e

das subsidiárias Alfa Romeo e

Lancia. A Fiat não quis se manifestar.

■ Reuters

Wal-Mart

vai parar

de vender

Kindle

Leitores de livros digitais e

tablets da Amazon também não

são mais vendidos na Target

O Wal-Mart vai parar de vender

os tablets e leitores de livros

digitais Kindle, tornandose

a segunda grande rede de varejo

a interromper a distribuição

dos aparelhos da Amazon.

A maior rede de varejo do mundo

aposta que consumidores estão

mais interessados em outros

dispositivos.

“Recentemente, tomamos a

decisão de não mais vendermos

tablets e leitores digitais da Amazon

além de nosso estoque existente

e compromissos de compra”,

disse o Wal-Mart em um

memorando enviado a gerentes

de lojas datado da última quartafeira.

“Isso inclui todos os modelos

Amazon Kindle atuais e recentemente

anunciados.”

A maior rede de

varejo do mundo

continua a vender

produtos como o iPad,

da Apple, e o Nook,

da Barnes & Noble

O Wal-Mart disse que a decisão

foi consistente com sua estratégia

geral de mercadorias.

Apesar da rede superar outros

varejistas em vendas gerais, a

empresa fica atrás da Amazon e

de outras empresas na Internet

e tem tentado encorpar seus negócios

online.

Consumidores que compram

os tablets Kindle, como o Kindle

Fire HD, podem adquirir pelos

aparelhos mais do que livros

digitais, elevando a concorrência

da Amazon com lojas.

Uma porta-voz do Wal-Mart

confirmou a decisão e disse que

a companhia continuará a vender

uma ampla variedade de

computadores tablet, leitores

digitais e acessórios. A Amazon

não quis comentar sobre o assunto.

O Wal-Mart continua a

vender produtos como o iPad,

da Apple, e o Nook, da Barnes

& Noble. A decisão do Wal-

Mart de parar a venda do Kindle

acontece meses após a rede

de varejo Target parar de vender

esses produtos. ■


Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 19

BRASILAGRO COMPANHIA BRASILEIRA DE PROPRIEDADES AGRÍCOLAS CNPJ nº 07.628.528/0001-59

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

A seca na Bahia evidencia a importância da estratégia da Companhia de diversificação e gestão ativa do portfólio, onde buscamos

1 Estimado

Senhores Acionistas,

1 O número considera o nível médio de chuvas em 2007/08; 2008/09; 2009/10 e 2010/11.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias submetemos à apreciação de V. Sas. as Demonstrações Financeiras referentes ao

exercício findo em 30 de junho de 2012.

minimizar os riscos climáticos e de preços de commodities com uma carteira de propriedades rurais bastante diversificada por regiões e

culturas em produção. É importante ressaltar que a Brasilagro, em linha com a estratégia de desenvolvimento de fronteiras, plantou

milho safrinha somente nas fazendas do Maranhão e Piauí. Estas regiões ainda não possuem tradição deste cultivo e, portanto, a

COMENTÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO

produtividade atingida está alinhada com a nossa expectativa.

Quando olhamos para os resultados da BrasilAgro no ano-safra 11/12, observamos mais um ano de crescimento. Aumentamos

a área plantada, obtivemos licenças ambientais, transformamos áreas, aumentamos a receita líquida e vendemos uma fazenda.

Aumentamosaáreaplantadaem16%eareceitalíquida em 54% em relação à safra anterior e encerramos o ano com um EBITDA

Ajustado de R$9,2 milhões.

CANA-DE-AÇÚCAR

As fazendas Alto Taquari e Araucária estão 100% plantadas com cana-de-açúcar e estão em processo de colheita. Até 30 de junho de

2012, já havíamos entregado 636 mil toneladas à ETH. Essas propriedades fazem parte do contrato de fornecimento de cana-de-açúcar

à ETH Bioenergia, que tem duração de dois ciclos de completos de lavoura, ou seja, seis anos agrícolas com cinco cortes. Além disso,

temos 5.100 hectares de pasto na fazenda Preferência e 1.878 hectares de algodão nas fazendas Chaparral e Jatobá.

PORTFÓLIO DE PROPRIEDADES

67.454

Área Área

Data de Total Agricultável

Propriedades Local Aquisição Projeto ha ha

Fazenda Cremaq Baixa Grande do Ribeiro PI Out / 06 Grãos 32.702 21.823

Fazenda Jatobá Barreira / BA Mar / 07 Grãos e Algodão 31.606 24.254

Fazenda Alto Taquari Alto Taquari / MT Ago / 07 Cana de Açúcar 5.186 3.666

Fazenda Araucária Mineiros / GO Abr / 07 Cana de Açúcar 9.682 7.205

Fazenda Chaparral Correntina / BA Nov / 07 Grãos e Algodão 37.182 27.414

Fazenda Nova Buriti Januária / MG Dez / 07 Floresta 24.247 19.004

Plantamos 40.873 hectares de soja divididos entre áreas novas, áreas em desenvolvimento e áreas desenvolvidas, produzindo 111 mil

toneladas, aumento de 4% em relação aos 39.274 hectares plantados no ano anterior. Já a área plantada com milho e algodão

apresentou um aumento 132%, passando de 4.581 hectares na safra 10/11 para 10.645 hectares na safra 11/12. Esse aumento reflete a

rotatividade de culturas, que só é possível a partir do amadurecimento das áreas. Em 2012, encerramos o segundo ano de fornecimento

de cana-de-açúcar, entregando 636 mil toneladas para a ETH, 114 mil toneladas a mais que o ano anterior. Em resumo, nas atividades de

Fazenda Preferência

Fazenda Horizontina

Fazenda Parceria I

Barreiras / BA

Tasso Fragoso / MA

Jaborandi / BA

Total

Set / 08

Abr / 10

Set/11 (1) Gado

Grãos

Grãos

17.799

14.359

7.699

180.462

14.237

8.567

5.725

131.895

desenvolvimento das propriedades e operacionais, plantamos uma superfície total de 67.454 hectares divididos entre as culturas de soja, (1) A BrasilAgro tem opção de compra das propriedades “Fazenda Parceria I” com preço pré-fixado.

milho, algodão, cana-de-açúcar e pastagem. Além da transformação de mais de 70 mil hectares desde o inicio das operações, obtivemos

Em Maio de 2012, adquirimos a totalidade da Fazenda Jatobá, onde possuíamos uma Joint Venture com o Grupo Maeda, subsidiaria

licenças ambientais para transformação de mais 8 mil hectares nas fazendas Jatobá e Horizontina. Com a obtenção dessas licenças,

integral da Vanguarda Agro. A Joint Venture consistia nas seguintes sociedades: (a) Jaborandi Propriedades Agrícolas S.A., sociedade

pretendemos continuar com o forte ritmo de transformações de áreas para os próximos exercícios e consequentemente, o aumento da

detentora da Fazenda Jatobá, cujo capital social era distribuído entre as sócias na proporção de 90% para a BrasilAgro e 10% para a

área plantada. Pelo lado do crescimento de área, adquirimos a totalidade da Fazenda Jatobá e da Jaborandi Ltda., operadora da fazenda,

Maeda; e (b) Jaborandi Agrícola Ltda., sociedade que tem como objetivo desenvolver e cultivar a Fazenda Jatobá, cujo capital social era

onde possuíamos uma Joint Venture com o Grupo Maeda, subsidiaria integral da Vanguarda Agro, pelo preço total de R$19,9 milhões e

distribuído entre as sócias na proporção de 65,61% para a BrasilAgro e 34,39% para a Maeda. A BrasilAgro adquiriu a totalidade das

realizamos parcerias com propriedades no Estado da Bahia. As parcerias consistem na exploração agrícola com opção de compra de uma

área total contigua de 7.699 hectares. Como resultado do início do amadurecimento do nosso portfólio de propriedades, vendemos

uma propriedade com área total de 2.447 hectares por R$26,1 milhões, realizando um ganho de 153% em relação ao valor de aquisição

e 8% acima da última avaliação independente. O resultado final da Companhia foi impactado pela queda da produção na Bahia e pelo

resultado negativo das operações com derivativos, encerrando o exercício com prejuízo de R$6,6 milhões. As operações deste ano foram

participações detidas pela Maeda nas duas sociedades pelo preço total de R$ 19,9 milhões. Nas atividades de desenvolvimento das

propriedades, além da transformação de mais de 70 mil hectares desde o inicio das operações, no primeiro trimestre de 2012 obtivemos

licenças ambientais para transformação de mais 8 mil hectares nas fazendas Jatobá e Horizontina. A BrasilAgro possui, atualmente, um

portfólio de propriedades com uma área total de 180.462 hectares e uma área agricultável de 131.895 hectares.

bastante influenciadas por uma forte seca na Bahia. O impacto da estiagem na produtividade dos grãos, que atingiu índices bem

DESEMPENHO FINANCEIRO

menores que os estimados, foi uma frustração para a Companhia. Porém, é importante ressaltar que uma parcela significativa dos

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com os Padrões Internacionais de

resultados de derivativos está associada ao próximo ano e, portanto a contra partida operacional ainda não aparece. Além disto, todo o

Demonstrações Financeiras (International Financial Reporting Standards) - IFRS emitidos pelo International Accounting Standards Board.

estoque da Companhia de produtos acabados foi marcado nos ativos biológicos com preços do dia da colheita que são

significativamente mais baixos que os preços de 30 de junho. Desta maneira, existe um descasamento com a marcação a mercado dos

EBITDA e EBITDA Ajustado

derivativos. Este resultado deve ser revertido no momento da venda deste estoque. Intensificamos as atividades de relações com

investidores com pessoas físicas, pequenos e médios investidores, além da participação em grandes conferencias no Brasil, EUA, Europa

e Ásia. Com esse trabalho mudamos o patamar de liquidez das ações da BrasilAgro e aumentamos a dispersão da base acionária.

Iniciamos o ano-safra 12/13 convictos de que as perspectivas são muito positivas e que a Companhia está preparada para vencer os

desafios e continuar gerando valor aos acionistas.

EBITDA (R$ mil)

Lucro Bruto (prejuízo)

Despesas com vendas

4T12

(3.866)

(3.084)

4T11

11.497

(2.284)

Variação

n.a.

35,0%

2012

19.678

(4.015)

2011

39.819

(2.991)

Variação

-50,6%

34,2%

DESEMPENHO OPERACIONAL

No ano-safra 2011/2012, plantamos uma superfície total de 67.454 hectares divididos entre as culturas de soja, milho, algodão,

cana-de-açúcar e área de pastagem, o que representa um aumento de 16% em relação ao ano anterior. Desde o inicio das operações em

2006, a Companhia obteve um crescimento médio de 32% na área total plantada.

GRÃOS

Foram plantados 49.643 hectares de soja e milho e 1.364 hectares de milho safrinha. A tabela abaixo mostra a produtividade no

ano-safra 11/12:

Despesas gerais e administrativas

Outras receitas operacionais

Depreciação

EBITDA

EBITDA (R$ mil)

Lucro Bruto (prejuízo)

(10.537)

(6)

14.221

(3.272)

4T12

(3.866)

(7.374)

8

10.607

12.454

4T11

11.497

42,9%

n.a

34,1

n.a.

Variação

n.a.

(28.892)

10

25.693

12.474

2012

19.678

(26.330)

73

18.847

29.418

2011

39.819

9,7%

-86,3%

36,3%

-57,6%

Variação

-50,6%

Área

Produtividade

Plantada

(sacas/ha)

Exclusão do ganho ativo biológico

Soja 40.873 34,0

(grãos e cana em formação) (9.844) 4.224 n.a 5.068 (4.426) n.a.

Despesas com vendas (3.084) (2.284) 35,0% (4.015) (2.991) 34,2%

Área nova - 1º e 2º ano 18.121 24,9

Despesas gerais e administrativas (10.537) (7.374) 42,9% (28.892) (26.330) 9,7%

Área em desenvolvimento - 3º e 4º ar 16.345 38,2

Outras receitas operacionais (6) 8 n.a 10 73 -86,3%

Área desenvolvida - acima do 4º ano 6.407 49,2

Resultado de Derivativo (9.005) (1.808) 398,1% (8.350) (1.808) 361,8%

Milho 8.767 129,2 Depreciação 14.221 10.607 34,1 25.693 18.847 36,3%

Milho-Safrinha 1 1.836 48,4

EBITDA Ajustado (22.121) 14.870 n.a. 9.192 23.184 -60,4%

Calculamos o EBITDA como o lucro bruto ajustado pelas despesas com vendas, despesas gerais e administrativas, outras receitas

operacionais e as despesas de depreciação incluindo: depreciação dos ativos imobilizados das fazendas, depreciação das áreas

Nas propriedades da Bahia enfrentamos uma estiagem significativa (veja gráfico abaixo), que afetou a produtividade da soja e do milho

plantados depois do dia 15 de novembro de 2011. Entretanto, as áreas mais desenvolvidas e as outras regiões tiveram desempenho em

linha ao esperado e acima das médias regionais históricas.

desenvolvidas e depreciação da cultura permanente e despesas de depreciação administrativas. O EBITDA Ajustado foi calculado

excluindo os ganhos dos ativos biológicos em formação (cana-de-açúcar e grãos) e ajustado pelo resultado de derivativos realizado da

safra.

ADERÊNCIA À CÂMARA DE ARBITRAGEM DO MERCADO

A Companhia está vinculada à arbitragem na Câmara de Arbitragem do Mercado, conforme Cláusula Compromissória constante do seu

Estatuto Social.

RELACIONAMENTO COM AUDITORES EXTERNOS

Os Auditores Independentes, PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, que examinam as demonstrações financeiras desde

2006, prestaram somente serviços à BrasilAgro - Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas relacionados à auditoria das

demonstrações financeiras.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Administração da BrasilAgro agradece aos acionistas, clientes, fornecedores e instituições financeiras pela colaboração e confiança

depositados e, em especial, aos seus colaboradores pela dedicação e esforço empreendidos.

Permanecemos à disposição para quaisquer outras informações.

JULIO CESAR DE TOLEDO PIZA NETO

Diretor Presidente e de Relações com Investidores

Próxima

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20 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO (Em milhares de reais)

Controladora

Consolidado

Ativo 2012 2011 2012 2011

Circulante

Caixa e equivalentes de caixa (Nota 6) 23.562 113.323 67.464 135.615

Clientes (Nota 8) 43.828 17.739 60.655 25.971

Estoques (Nota 10) 62.581 75.819 72.558 77.479

Ativos biológicos (Nota 11) 3.208 1.324 4.111 1.335

Créditos fiscais e tributários (Nota 9) 6.529 2.875 9.331 4.307

Operações com derivativos (Nota 7) 4.259 2.643 4.327 5.386

Dividendos a receber 21.944

Despesas do exercício seguinte 298 195 450 343

Outros ativos 247 39 260 578

166.456 213.957 219.156 251.014

Não circulante

Ativos biológicos (Nota 11) 31.931 40.334 31.931 40.334

Títulos e valores mobiliários (Nota 12) 21.872 20.063 23.197 21.262

Transações com partes relacionadas (Nota 32) 7.206 7.118

Créditos fiscais e tributários (Nota 9) 22.398 24.018 22.803 25.784

Tributos diferidos (Nota 20) 7.692 14.960 3.120

Créditos por venda de fazenda (Nota 8) 12.759 2.936

Propriedades para investimento (Nota 13) 94.357 80.379 391.907 383.687

Outros ativos 268 94 268 94

178.518 172.094 497.825 484.335

Investimentos (Nota 14) 326.538 287.118 410 410

Imobilizado (Nota 16) 14.644 11.837 15.764 12.900

Intangível (Nota 15) 2.607 2.612 2.607 2.612

522.307 473.661 516.606 500.257

Total do ativo 688.763 687.618 735.762 751.271

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

Controladora

Consolidado

Passivo e patrimônio líquido 2012 2011 2012 2011

Circulante

Fornecedores (Nota 18) 14.509 11.324 4.151 2.435

Empréstimos e financiamentos (Nota 19) 39.071 37.705 43.067 37.899

Obrigações trabalhistas 7.241 4.679 7.436 4.801

Tributos a pagar 1.701 341 2.476 767

Dividendos propostos 2 2 2 2

Operações com derivativos (Nota 7) 2.425 8.307 2.918

Aquisições a pagar (Nota 17) 16.588 15.768 40.858 57.521

Adiantamentos de clientes 4.112 3.221 4.490 5.909

83.224 75.465 110.787 112.252

Não circulante

Empréstimos e financiamentos (Nota 19) 35.262 36.776 51.294 55.436

Tributos diferidos (Nota 20) 4.575 3.321 6.168

Operações com derivativos (Nota 7) 10.209 10.209

Outros passivos 1.100 480 1.183 492

46.571 41.831 66.007 62.096

Total do passivo 129.795 117.296 176.794 174.348

Patrimônio líquido

Atribuído aos acionistas da controladora

Capital social (Nota 21) 584.224 584.224 584.224 584.224

Reserva de capital - plano de remuneração em ações 2.134 996 2.134 996

Ajuste de avaliação patrimonial (6.920) (6.920)

Prejuizos acumulados (20.470) (14.898) (20.470) (14.898)

558.968 570.322 558.968 570.322

Participação dos não controladores 6.601

Total do patrimônio líquido 558.968 570.322 558.968 576.923

Total do passivo e patrimônio líquido 688.763 687.618 735.762 751.271

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO E DO RESULTADO ABRANGENTEEXERCÍCIOS FINDOS EM 30 DE JUNHO

(Em milhares de reais, exceto lucro (prejuízo) por ação)

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Receita (Nota 23) 132.836 64.212 146.218 79.544

Ganho com venda de fazenda 12.987

Ganho (perda) de valor justo de ativos biológicos e produtos agrícolas (4.204) 16.112 (417) 22.761

Impairment realizável dos produtos agrícolas após a colheita (1.956) (970) (2.663) (986)

Custo das vendas (Nota 25) (124.194) (52.388) (136.447) (61.500)

Lucro bruto 2.482 26.966 19.678 39.819

Despesas com vendas (Nota 25) (3.190) (2.400) (4.015) (2.991)

Despesas gerais e administrativas (Nota 25) (26.401) (25.985) (28.892) (26.330)

Outras receitas operacionais (Nota 24) 538 442 10 73

Participação nos lucros de controladas (Nota 14) 20.952 9.211

Lucro (prejuízo) operacional (5.619) 8.234 (13.219) 10.571

Receitas financeiras líquidas

Receitas financeiras (Nota 27) 25.561 23.852 38.073 25.738

Despesas financeiras (Nota 27) (37.781) (13.799) (44.299) (16.460)

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social (17.839) 18.287 (19.445) 19.849

Imposto de renda e contribuição social (Nota 28) 12.267 (3.544) 12.845 (5.186)

Lucro (prejuízo) líquido e lucro (prejuízo) abrangente do exercício (5.572) 14.743 (6.600) 14.663

Atribuído aos

Acionistas da Companhia (5.572) 14.743

Participação dos não controladores (1.028) (80)

(6.600) 14.663

Lucro (prejuizo) básico por ação - reais (Nota 29) (0,10) 0,25

Lucro (prejuizo) diluido por ação - reais (Nota 29) (0,10) 0,25

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 30 DE JUNHO

(Em milhares de reais)

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Receitas

Receita operacional bruta e deduções de vendas (Nota 23) 139.261 68.516 154.540 84.747

Ganho com venda de fazenda 12.987

Ganhos e perdas e impairment de ativos biológicos e produtos agricolas (6.160) 15.142 (3.080) 21.775

Outras receitas (Nota 24) 537 442 10 73

Provisão para créditos de liquidação duvidosa - (Constituição) (952) (952)

132.686 84.100 163.505 106.595

Insumos adquiridos de terceiros

Custo das vendas (Nota 25) (124.194) (52.388) (136.447) (61.500)

Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (10.763) (15.078) (13.595) (15.966)

(134.957) (67.466) (150.042) (77.466)

Valor adicionado bruto (2.271) 16.634 13.463 29.129

Depreciação e amortização administrativa (Nota 25) (1.127) (991) (1.127) (991)

Valor adicionado liquido produzido pela entidade (3.398) 15.643 12.336 28.138

Valor adicionado recebido em transferência

Resultado de equivalência patrimonial e perdas com investimentos (Nota 14) 20.952 9.211

Receitas financeiras (Nota 27) 25.561 23.852 38.073 25.738

46.513 33.063 38.073 25.738

Valor adicionado total a distribuir 43.115 48.706 50.409 53.876

Distribuição do Valor Adicionado

Pessoal e encargos

Remuneração direta 12.661 10.115 12.710 10.118

Benefícios 1.253 986 1.255 986

F.G.T.S. 233 234 236 234

Impostos, taxas e contribuições

Federais (6.084) 6.657 (4.986) 9.208

Estaduais 1.815 1.508 2.416 1.449

Municipais 396 73 447 84

Financiadores

Juros e variações cambiais (Nota 27) 37.781 13.799 44.299 16.460

Aluguéis 632 591 632 594

Lucros retído (prejuízo)do exercício (5.572) 14.743 (5.572) 14.663

Participação dos não controladores (1.028) 80

43.115 48.706 50.409 53.876

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 30 DE JUNHO (Em milhares de reais)

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Fluxos de Caixa das Atividades Operacionais

Lucro líquido (prejuízo) do exercício (5.572) 14.743 (6.600) 14.663

Ajustes para conciliação do lucro líquido (prejuízo)

Depreciação e amortização (Nota 25) 24.871 12.243 27.398 14.127

Ganho na venda de fazenda (12.987)

Plano de remuneração em ações 1.138 996 1.138 996

Baixas do imobilizado, líquidas (Nota 16) 100 101

Resultado da equivalência patrimonial (Nota 14) (20.952) (9.211)

Resultado não realizado de derivativos (Nota 27) 17.010 2.583 12.756 (1.172)

Variação cambial e monetária sobre o passivo (Nota 27) (1.270) (714) 131 2.714

Ganho na remensuração do contas a receber pela venda de fazendas (Nota 27) (6.682) (2.943)

Juros e encargos financeiros (Nota 27) 2.295 4.388 3.714 6.015

Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 28) (12.267) 3.494 (14.686) 4.214

Valor justo dos ativos biológicos e dos produtos agrícolas (Nota 11) 4.204 (15.216) 417 (22.761)

Impairment dos produtos agrícolas após colheita 1.956 970 2.663 986

Provisão para devedores duvidosos 952 952

Provisão para contingências 742 133 951 136

Variação do capital circulante operacional

Clientes a receber (26.871) (7.623) (24.967) (4.061)

Ativos biológicos 2.448 (47.019) (3.399) (44.399)

Impostos a compensar (687) (7.345) (948) (9.079)

Operações com derivativos (10.842) (2.801) 3.901 (177)

Despesas antecipadas (103) 78 (107) 71

Outros créditos 544 982

Fornecedores 3.774 9.037 2.069 1.493

Impostos e contribuições a pagar 1.360 40 1.709 154

Salários e encargos 2.562 655 2.635 658

Outras obrigações 769 (1.832) 5.732

Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais (13.839) (40.569) (10.691) (32.633)

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

Controladora Consolidado

2012 2011 2012 2011

Fluxos de Caixa das Atividades de Investimentos

Adições ao imobilizado e intangível (4.061) (3.851) (4.338) (4.151)

Adições às propriedades para investimento posteriores a compra (22.821) (27.692) (29.806) (35.146)

(Aumento) em títulos e valores mobiliários (3.125) (3.234)

Resgates de títulos e valores mobiliários 8.533 8.533

(Aumento) de Investimentos e Participações (34.841) (26.085)

Caixa recebido pela venda de fazendas 9.769

Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (61.723) (52.220) (24.375) (33.998)

Fluxos de Caixas das Atividades de Financiamentos

Pagamentos de financiamentos de fazendas (269) (18.648) (8.102)

Empréstimos e financiamentos obtidos 31.601 38.340 31.600 38.340

Juros pagos de empréstimos e financiamentos (3.163) (2.309) (3.179) (2.726)

Pagamentos de empréstimos e financiamentos (37.107) (23.907) (37.297) (31.466)

Adiantamento para futuro aumento de capital 7.469 12.692

Adiantamento para futuro aumento de capital recebido de acionistas

não controladores da Jaborandi Ltda. e Jaborandi S.A. (Nota 2.2) 7.438

Compra de participação de acionistas não controladores da

Jaborandi Ltda. e Jaborandi S.A. em maio de 2012 (Nota 2.2 (d)) (12.999) (12.999)

(14.199) 24.547 (33.085) (3.954)

Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades de financiamentos (89.761) (68.242) (68.151) (70.585)

(Redução) do caixa e equivalentes de caixa

Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício (Nota 6) 113.323 181.565 135.615 206.200

Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício (Nota 6) 23.562 113.323 67.464 135.615

Transações não-caixa

Financiamento de ativo imobilizado 3.720 4.852 3.720 4.852

Venda financiada de fazendas 21.041

Próxima

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Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 21

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Em milhares de reais)

Atribuível aos acionistas da controladora

Consolidado

Reserva de capital -

Ajuste de

Capital plano de remuneração avaliação Prejuízos Participação dos

social em ações patrimonial acumulados Total não controladores Total

Saldos em 30 de junho de 2010 584.224 (29.641) 554.583 6.245 560.828

Lucro líquido e lucro abrangente do exercício 14.743 14.743 (80) 14.663

Transações com acionistas:

Plano de remuneração em ações (Nota 26) 996 996 996

Aumento de capital 436 436

Saldos em 30 de junho de 2011 584.224 996 (14.898) 570.322 6.601 576.923

Prejuízo e prejuízo abrangente do exercício (5.572) (5.572) (1.028) (6.600)

Transações com acionistas:

Plano de remuneração em ações (Nota 26) 1.138 1.138 1.138

Aumento na participação dos não controladores resultante de mudança na participação

da Companhia na Jaborandi Ltda. em setembro de 2011 de 75% para 50% (Nota2.2 (a)) (1.135) (1.135) 1.135

Capitalização da adiantamentos para futuro aumento de capital dos não controladores

na Jaborandi Ltda. e Jaborandi S.A. (Nota 2.2) 7.438 7.438

Compra da totalidade da participação dos não controladores na Jaborandi Ltda. e

Jaborandi S.A. em 21/05/2012 (Nota 2.2 (d)) (5.785) (5.785) (14.176) (19.961)

Outros movimentos 30 30

Saldos em 30 de junho de 2012 584.224 2.134 (6.920) (20.470) 558.968 558.968

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

1. INFORMAÇÕES GERAIS

A Brasilagro Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas (“Companhia” ou “Brasilagro”) foi constituída em 23 de setembro

de 2005 e possui sede em São Paulo e filiais nos Estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais e Piauí. Conforme o

Estatuto Social, o objeto social consiste em: (a) exploração da atividade agrícola, pecuária e florestal de qualquer espécie e natureza e

prestação de serviços direta ou indiretamente relacionados; (b) importação e exportação de produtos e insumos agrícolas e relacionados

à atividade pecuária; (c) compra, venda e/ou locação de propriedades, terrenos, edificações e imóveis em áreas rurais e/ou urbanas,

(d) intermediação em operações de natureza imobiliária de quaisquer tipos; (e) participação, como sócia, em outras sociedades, simples

ou empresariais e em empreendimentos comerciais de qualquer natureza, no Brasil e/ou no exterior, relacionadas direta ou

indiretamente aos objetivos aqui descritos; e (f) administração de bens próprios e de terceiros. A Companhia e suas controladas atuam

em 9 (nove) fazendas em 6 (seis) Estados do Brasil, com área total de 180.462 hectares, incluindo 7.699 hectares arrendados em uma

fazenda. Tem como objetivo consolidar sua posição como uma das principais empresas atuantes no segmento de agronegócio no Brasil

por meio de aquisição de novas fazendas e em última instancia venda das fazendas adquiridas após sua valorização por meio de uma

estratégia de expansão da produção, otimização dos processos produtivos e diversificação geográfica e produtiva. As controladas

Cremaq Ltda. (“Cremaq”), Engenho de Maracajú Ltda. (“Engenho”), Jaborandi Propriedades Agrícolas S.A. (“Jaborandi S.A.”),

Jaborandi Agrícola Ltda. (“Jaborandi Ltda.”), Araucária Ltda. (“Araucária”), Mogno Ltda. (“Mogno”), Cajueiro Ltda. (“Cajueiro”),

Ceibo Ltda. (“Ceibo”) e Flamboyant Ltda. (“Flamboyant”) possuem como objeto social a compra e venda de propriedades, terrenos,

edificações e imóveis em áreas rurais e/ou urbanas. Conforme autorizado nos seus respectivos estatutos e contratos sociais, enquanto

não vendidos os bens imóveis de propriedade de tais sociedades, esses poderão ser objeto de arrendamento a terceiros, mas apenas

como estratégia para facilitar a valorização dos imóveis. Todas as subsidiarias assim como o Fundo FIM Guardian são sediados e operam

no Brasil. Oportunidades de novos negócios estão sendo analisadas, mas só serão anunciadas, de acordo com as políticas de divulgação

da Companhia, quando as avaliações técnicas e legais e os respectivos processos de due diligence forem concluídos. As presentes

demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 04 de setembro de 2012.

2. RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS

As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão descritas abaixo. Essas políticas vêm

sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados, salvo disposição em contrário.

2.1. Base de preparação: As demonstrações financeiras foram elaboradas com base no custo histórico, modificado para os ativos e

passivos financeiros (incluindo instrumentos financeiros derivativos) e para os ativos biológicos mensurados ao valor justo. A preparação

das demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas. Também exige que a administração exerça seu

julgamento no processo de aplicação das práticas contábeis da Companhia. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e

possuírem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações

financeiras consolidadas, estão divulgadas na Nota 3. (a) Demonstrações financeiras consolidadas: As demonstrações financeiras

consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os

pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). As demonstrações financeiras consolidadas também

foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com os Padrões Internacionais de Demonstracões Financeiras (International

Financial Reporting Standards (IFRS)) emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB). Todas as referências a IFRS nessa

demonstração financeira correspondem as IFRS emitidas pelo IASB. (b) Demonstrações financeiras individuais: As demonstrações

financeiras individuais da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de

Pronunciamentos Contábeis (CPCs) e são publicadas juntas com as demonstrações financeiras consolidadas. Nas demonstrações

financeiras individuais, as controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. Os mesmos ajustes são feitos tanto

nas demonstrações financeiras individuais quanto nas demonstrações financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e

patrimônio liquido atribuível aos acionistas da Controladora. No caso da Brasilagro, as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicadas

nas demonstrações financeiras individuais diferem do IFRS aplicável às demonstrações financeiras separadas pelo registro de

equivalência patrimonial de controladas na controladora.

2.2. Consolidação: Controladas são todas as entidades nas quais a Companhia tem o poder de determinar as políticas financeiras e

operacionais, geralmente acompanhada de uma participação de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). A existência e

o efeito de possíveis direitos a voto atualmente exercíveis ou conversíveis são considerados quando se avalia se a Companhia controla

outra entidade. As controladas são totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido para a Companhia.

A consolidação é interrompida a partir da data em que o controle termina. Transações entre companhias, saldos e ganhos não realizados

em transações entre controladas da Companhia são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a menos que a

operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das controladas são alteradas

quando necessário para assegurar a consistência com as políticas adotadas pela Companhia. Mudanças nas participações na

Jaborandi Ltda. e Jaborandi S.A. - Durante o exercício findo de 30 de junho de 2012, a Companhia e Maeda (o acionista não

controlador da Jaborandi Ltda. e Jaborandi S.A. até maio de 2012) negociaram mudanças nos termos de investimento em tais

controladas, conforme detalhado abaixo: (a) Em 22 de setembro de 2011, a Companhia celebrou diversas transações com a Maeda.

Como resultado dessas operações a participação da empresa na Jaborandi Ltda. foi reduzida de 75% para 50%, e a participação da

Maeda aumentou de 25% a 50%, sem a Companhia perder o controle da Jaborandi Ltda. Os principais termos dos contratos celebrados

em 22 de setembro de 2011, são os seguintes: (i) A Companhia reduziu sua participação na Jaborandi Ltda. de 75% para 50%, através

de uma redução de capital pago em dinheiro no valor de R$ 4.773 para Brasilagro pela Jaborandi Ltda. e uma transferência de ações da

Brasilagro ao Grupo Maeda. (ii) A Brasilagro e o Grupo Maeda aprovaram um plano de negócios e se comprometeram em realizar

contribuições específicas em dinheiro a serem feitas em datas específicas para Jaborandi Ltda. A fim de implementar o plano de negócios

e, no caso de um dos acionistas não realizar as contribuições, a sua participação será diluída na proporção da contribuição não realizada.

(iii) Os bônus de subscrição existentes naquela data detidos pelo Grupo Maeda, que garantiam o direito de aumentar sua participação na

Jaborandi S.A. para 20% (de sua participação então existente de 10%), foram trocados por novos bônus de subscrição com o mesmo

período de exercício, com o mesmo preço de exercício e também com o direito de aumentar sua participação de 10% para 20%, mas

determinadas condições precedentes foram incluídas nos termos dos novos bônus de subscrição para o Grupo Maeda ter o direito de

exercê-los e também certos eventos de inadimplência foram definidos que após a sua ocorrência resultarão automaticamente na

extinção dos bônus de subscrição detidos pelo Grupo Maeda. (iv) Foram realizadas alterações no acordo de acionistas da Jaborandi S.A.,

onde certos assuntos que exigiam uma maioria especial para aprovação passou a exigir apenas uma maioria simples das ações votantes,

no caso de não atendimento de determinadas condições (incluindo o Grupo Maeda não cumprir seu compromisso de contribuições de

capital em tempo hábil). (v) Mudanças foram realizadas nos termos do empréstimo concedido para o Grupo Maeda. (vi) O capital da

Jaborandi S.A. foi aumentado em R$ 2.685, mediante a capitalização de adiantamentos sobre contribuições de capital feitas pelos

acionistas anteriormente a 22 de setembro de 2011 (R$ 268 pelo Grupo Maeda e R$ 2.416 pela Companhia). A operação descrita acima

resultou no reconhecimento: • de uma transação de capital dentro de “Ajuste de avaliação patrimonial” no valor de R$ 1.135 pela

diferença entre o aumento da participação minoritária na Jaborandi Ltda. resultado do aumento da participação do Grupo Maeda de

25% para 50% e o valor recebido; • de um aumento na participação minoritária de R$ 268 pelo aumento de capital na Jaborandi S.A.

realizado pelo Grupo Maeda. (b) Em 5 de dezembro de 2011, a Brasilagro notificou a Maeda da existência de certos eventos de

inadimplência que resultaram na perda do direito de exercer os bônus de subscrição do Grupo Maeda com base nos termos das matérias

aprovadas na reunião de acionistas da Jaborandi S.A. realizada em 22 de setembro 2011, nos termos do Certificado dos Bônus de

Subscrição emitidos em 22 de setembro de 2011 e nos termos do acordo de acionistas da Jaborandi S.A. alterados em 22 de setembro de

2011. (c) Em 23 de março de 2012, a Companhia celebrou um novo acordo com a Maeda. Como resultado, a participação da Brasilagro

e Maeda na Jaborandi Ltda., aumentou de 50% para 65,61%, e diminuiu de 50% para 34,39%, respectivamente. Os principais termos

do acordo estão a seguir: (i) Aumento do capital social da Jaborandi Ltda. pela Brasilagro e o Grupo Maeda. O capital social foi subscrito

por R$ 25.055, dos quais R$ 19.701 por meio de adiantamento para futuro aumento de capital já realizado pela Brasilagro e pela Maeda,

nos montantes de R$ 12.531 e R$ 7.170, respectivamente, e R$ 5.354 pagos em dinheiro pela Brasilagro para a Jaborandi Ltda.

(ii) Devido ao descumprimento do plano de negócios aprovado em 22 de setembro de 2011, e conforme determinado no contrato

firmado entre as partes, a participação do Grupo Maeda na Jaborandi Ltda. foi proporcionalmente diluída pela contribuição não

realizada. (iii) De acordo com o comunicado enviado ao Grupo Maeda (“Jaborandi S.A.”) em 05 de dezembro de 2011 pela Brasilagro,

o acionista Maeda S.A. Agroindustrial perdeu o direito de exercer os bônus de subscrição de emissão da Companhia, nos termos do

(i) item 3.2 (d) da Ata da Assembleia Geral da Companhia realizada em 22 de setembro de 2011, (ii) do Certificado dos Bônus de

Subscrição de 22 de setembro de 2011, e (iii) da Cláusula 2.1 do Acordo de Acionistas da Companhia, conforme alterado em 22 de

setembro de 2011. (d) Em 21 de maio de 2012, a Brasilagro comprou a participação que a Maeda tinha na Jaborandi S.A. e Jaborandi

Ltda. por R$ 8.152 e R$ 11.809, respectivamente. A Brasilagro utilizou como forma de pagamento o mútuo de R$ 6.962 que a Maeda

tinha em aberto e R$ 12.999 pago em espécie. A compra da participação da Jaborandi S.A. e Jaborandi Ltda. gerou uma diferença entre

o valor da compra e o valor contábil das participações dos não controladores de R$ 4.653 e R$ 1.132, respectivamente, registrado no

patrimônio líquido na rubrica “Ajuste de avaliação patrimonial”.

2.3. Apresentação de informação por segmentos: As informações por segmentos operacionais são apresentadas de modo

consistente com o relatório interno fornecido para o principal tomador de decisões operacionais. O principal tomador de decisões

operacionais, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho dos segmentos operacionais,

é a Diretoria-Executiva, responsável inclusive pela tomada das decisões estratégicas da Companhia.

2.4. Conversão de moeda estrangeira: (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Os itens incluídos nas demonstrações

financeiras de cada uma das empresas da Companhia são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a

empresa atua (“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras consolidadas estão apresentadas em R$ (reais), que éamoeda

funcional da Companhia e, também, a moeda de apresentação. (b) Transações e saldos: As operações com moedas estrangeiras são

convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, quando os itens

são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do

final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado.

Os ganhos e as perdas cambiais correspondem a empréstimos e caixa e equivalentes de caixa e são apresentados na demonstração do

resultado como receita ou despesa financeira.

2.5. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários à vista e outros investimentos

de curto prazo e alta liquidez, com vencimentos originais de três meses ou menos e com risco insignificante de mudança de valor.

São apresentados nas demonstrações financeiras da Controladora, os saldos em caixa e bancos, assim como o investimento em cotas do

fundo exclusivo FIM Guardian que detém investimentos em títulos de renda fixa, resgatáveis em prazo máximo de até 90 dias. O fundo

FIM Guardian é consolidado nas demonstrações financeiras consolidadas. São apresentadas como “Caixa e equivalentes de caixa” no

consolidado, além dos saldos antes descritos, aplicações em bancos (certificados de depósito e operações compromissadas) que

possuem as mesmas características de liquidez e que são resgatáveis no prazo máximo de 90 dias a partir da data da contratação.

As aplicações estão valorizadas ao custo amortizado correspondendo ao investimento inicial, menos as amortizações de principal,

acrescidos dos juros decorridos calculados com base no método da taxa de juros até a data do balanço. Considerando a natureza dos

instrumentos mantidos pela Companhia, não existem diferenças significativas entre o seu valor contábil e o valor de mercado na data do

balanço. Os investimentos de renda fixa têm como objetivo a manutenção do valor das disponibilidades detidos pela Companhia e ainda

não alocados na atividade rural, sendo os mesmos guiados por uma política aprovada pelo Conselho de Administração. De acordo com a

política de investimento da Companhia (Nota 4), os títulos de renda fixa (certificados de depósitos e operações compromissadas) podem

ter prazos de vencimento final superior a 90 dias, nesse caso existe para a totalidade das aplicações uma garantia de recompra fornecida

contratualmente pela instituição financeira emissora do título, permitindo o resgate dos títulos ao valor investido originalmente mais o

juros decorridos sem qualquer penalidade. As demonstrações do fluxo de caixa, no que se referem às atividades de financiamentos e

investimentos, incluem apenas as transações efetivas de caixa e equivalentes de caixa. Assim sendo, as compras financiadas e vendas de

ativos estão incluídas nas Notas 16 e 19.

2.6. Ativos financeiros

2.6.1. Classificação: Nos exercícios apresentados, a Companhia mantém exclusivamente ativos financeiros classificados como

empréstimos e recebíveis, ativos mensurados a valor justo por meio do resultado e investimento em instrumento patrimonial não cotado

ao custo. (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado: Os ativos financeiros ao valor justo por meio do

resultado é composto por duas categorias: ativos financeiros classificados como mantidos para negociação e ativos financeiros

designados pela Companhia como ao valor justo por meio do resultado no reconhecimento inicial. Um ativo financeiro é classificado

como mantido para negociação se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Os derivativos também são

categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge para fins contábeis.

Nos períodos apresentados os únicos ativos mantidos para negociação foram os instrumentos derivativos. A Companhia designa certos

ativos financeiros no reconhecimento inicial pelo valor justo por meio do resultado. Esta designação não pode ser alterada

posteriormente. Estes ativos são limitados aos recebíveis pela venda de fazendas, que consistem em instrumentos de dívidas

reconhecidos no balanço consolidado dentro do “Clientes”. Variações de valor justo relativos aos créditos com a venda de fazendas

designados ao valor justo através de resultados são reconhecidos em “Ganho na remensuração do contas a receber pela venda de

fazendas” dentro de “Receitas financeiras”. (b) Empréstimos e recebíveis: Incluem-se nessa categoria os empréstimos concedidos e

os recebíveis que são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São

incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (estes são

classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem , contas a receber de clientes,

demais contas a receber, caixa e equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários de longo prazo correspondentes a depósitos a prazo

em bancos. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva.

A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros estejam

registrados por valor acima de seu valor recuperável (impairment). (c) Investimento em instrumentos patrimoniais não cotados:

Investimento em instrumentos patrimoniais não cotados corresponde a instrumentos patrimoniais que teriam sido classificados como

disponíveis para venda, mas para os quais valor justo não pode ser estimado com segurança e por esta razão são registrados pelo custo

deduzido de perdas por impairment. São incluídos em ativos não circulantes, a menos que a administração pretenda aliená-los dentro de

12 meses após a data do balanço. Os investimentos em instrumentos patrimoniais não cotados são apresentados no balanço patrimonial

dentro de “Investimentos”. Os instrumentos patrimoniais detidos pela Companhia na Green Etanol LLC foram avaliados pelo seu custo

ajustado por impairment na medida em que os instrumentos patrimoniais da Brenco - Brazilian Renewable Energy Company (“Brenco”),

detidos pela Green Ethanol LLC não possuem preço de mercado cotado, e por a Green Ethanol LLC não possuir um percentual de

participação relevante na Brenco não houve possibilidade de acesso às informações financeiras da Brenco de maneira a permitir chegarse

a uma estimativa razoável do valor justo das ações da Brenco detidas pela Green Etanol LLC, o que seria, por sua vez, a base para

estimar o valor justo da participação da Companhia na Green Etanol LLC.

2.6.2. Reconhecimento e mensuração: Ativos financeiros são classificados como ativos financeiros a valor justo por meio do resultado,

empréstimos e recebíveis, investimentos em instrumentos patrimoniais não cotados, ou derivativos classificados como instrumentos de

hedge eficazes, conforme a situação. A Companhia determina a classificação dos seus ativos financeiros no momento do seu

reconhecimento inicial, quando ele se torna parte das disposições contratuais do instrumento. As compras e as vendas regulares de

ativos financeiros são reconhecidas na data da negociação, ou seja, a data em que o grupo se compromete a comprar ou vender o ativo.

Os investimentos são inicialmente reconhecidos ao seu valor justo, acrescidos dos custos de transação para todos os ativos financeiros

não contabilizados pelo valor justo por meio dos resultados. Os ativos financeiros incluem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber,

ativos financeiros mensurados ao valor justo pelo resultado, instrumentos financeiros derivativos, empréstimos a partes relacionadas e

investimentos em instrumentos patrimoniais não cotados.

2.6.3. Impairment de ativos financeiros: (a) Ativos mensurados ao custo amortizado: A Companhia avalia no final de cada

exercício se há evidência objetiva de que o ativo financeiro está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e as

perdas por impairment são incorridas somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos

após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de

caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a

Companhia usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do

emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) a Companhia,

por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do tomador de empréstimo, garante ao tomador uma concessão

que o credor não consideraria; (iv) torna-se provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira;

(v) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; (vi) dados observáveis

indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o

reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na

carteira, incluindo: • mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimo na carteira; • condições econômicas

nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. A Companhia avalia em primeiro lugar se

existe evidência objetiva de impairment. O montante de perda é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor

presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de

juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor de perda é reconhecido na demonstração do

resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir

uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a

Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se,

num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um

evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda

por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. (b) Investimentos em instrumentos

patrimoniais não cotados: A Companhia avalia, ao final de cada exercício, se há evidência objetiva de que o ativo financeiro está em

situação de impairment. No caso de investimentos patrimoniais classificados como investimento em instrumentos patrimoniais não

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22 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

cotados, uma baixa significativa ou prolongada do valor justo abaixo do custo constitui evidência de que tais ativos estão em situação de

impairment. Se tal evidência existir para investimentos em instrumentos patrimoniais não cotados, a perda acumulada - mensurada

como a diferença entre o custo de aquisição e o valor justo atual, deduzida de qualquer perda por impairment no ativo anteriormente

reconhecida com base em resultado, é reconhecida na demonstração do resultado. Perdas por impairment reconhecidas na

demonstração do resultado de instrumentos patrimoniais não são posteriormente revertidas no resultado.

2.7. Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge: A Companhia utiliza instrumentos financeiros derivativos, como

contratos a termos de moeda e contratos a termos de commodities e para proteção contra risco de variação das taxas de câmbio e dos

preços de commodities, respectivamente. Os instrumentos financeiros derivativos são inicialmente reconhecidos ao valor justo na data

da celebração e são posteriormente remensurados pelo seu valor justo. O método de reconhecimento do ganho ou perda resultante

depende do fato do derivativo ser designado ou não como instrumento de hedge. Sendo este caso, o método depende da natureza do

item que está sendo protegido por hedge. Quaisquer ganhos e perdas resultantes de mudanças no valor justo de derivativos durante o

exercício são reconhecidos imediatamente na demonstração de resultado. O valor justo dos instrumentos derivativos está divulgado na

Nota 7. Embora a Companhia utilize instrumentos financeiros derivativos para fins de hedge, não foi aplicado um modelo de

contabilidade de hedge nos períodos em questão.

2.8. Clientes: As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de mercadorias e fazendas no

decurso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são

classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante. As contas a receber não relacionadas à

venda de fazendas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso

do método da taxa efetiva de juros menos a Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) (impairment). Na prática são reconhecidas ao

valor faturado, ajustado pela provisão para impairment, se necessária. Contas a receber de clientes relacionados à venda de fazendas,

para as quais, a quantidade a receber é contratualmente determinada em reais, equivalente a uma quantidade de sacas de soja são

designadas a valor justo pelo resultado no reconhecimento inicial, nesses casos o valor das contas a receber é posteriormente

remensurado em cada data de balanço, aplicando a quantidade de sacas de soja à cotação da soja para entrega futura na data de

vencimento de cada parcela (ou com base em estimativas e cotações de corretores quando não há cotação da soja para entrega futura

em uma data específica de vencimento) e multiplicando o valor resultante em dólares pela taxa de câmbio de USD para R$ para entrega

futura também na mesma data de vencimento (considerando-se que as cotações futuras de soja são denominadas em dólares) e o

montante em reais resultante é descontado ao valor presente. O ganho (perda) na remensuração dos recebíveis é reconhecido no

resultado financeiro em “Ganho na remensuração de contas a receber de clientes pela venda de fazendas” (Nota 27).

2.9. Estoques: Os estoques de produtos agrícolas são mensurados ao seu valor justo no ponto de colheita. Os estoques de sementes,

adubos, fertilizantes, defensivos agrícolas, combustíveis, lubrificantes, almoxarifado e materiais diversos foram avaliados pelo custo

médio de aquisição. As provisões para estoque de baixa rotatividade ou obsoletos são constituídas quando consideradas necessárias

pela administração. A provisão para ajuste de estoque ao valor líquido de realização, dos produtos agrícolas, é constituída quando o

valor justo registrado no estoque for superior ao valor de realização. O valor de realização é o preço estimado de venda no curso normal

dos negócios menos os custos estimados necessários para vendê-los. O ajuste ao valor realizável é reconhecido na demonstração do

resultado do período a que se refere, na rubrica “Impairment dos produtos agrícolas após a colheita”.

2.10. Ativos biológicos: Os ativos biológicos da Companhia e suas controladas correspondem, substancialmente, às culturas de soja,

milho, sorgo, algodão e cana-de-açúcar e são mensurados pelo valor justo menos as despesas de venda. Essas lavouras são cultivadas

não somente para obtenção do resultado operacional não imobiliário, mas, também, como vetor de apreciação do valor imobiliário das

propriedades rurais. As lavouras de soja, milho, sorgo e algodão são culturas temporárias, nas quais o produto agrícola é colhido após

um período de tempo que varia de 110 a 180 dias após a data do plantio, dependendo da cultura, variedade, localização geográfica e

condições climáticas. As lavouras de cana-de-açúcar possuem ciclo produtivo de cinco anos após o seu primeiro corte, motivo pelo qual

são classificadas como ativo biológico de longo prazo. O valor justo dos ativos biológicos é determinado no seu reconhecimento inicial

em cada data subseqüente de reporte. O ganho ou perda na variação do valor justo dos ativos biológicos é determinado pela diferença

entre o valor justo e os custos incorridos com o plantio e tratos culturais dos ativos biológicos até o momento da avaliação, sendo

registrado no resultado do exercício na rubrica “Ganho de valor justo de ativos biológicos e produtos agrícolas”. Em determinadas

circunstâncias, a estimativa do valor justo menos as despesas de venda se aproximam do correspondente valor de custo de formação até

aquele momento, especialmente quando apenas uma pequena transformação biológica ocorre desde o momento inicial ou quando não

se espera que o impacto dessa transformação sobre o preço seja material. Metodologia utilizada: • Plantações de cana - a

metodologia de cálculo utilizada para estimar o valor do ativo biológico “cana” foi o fluxo de caixa descontado. Para tanto projetamos os

fluxos de caixa futuros de acordo com o ciclo de produtividade projetado para cada corte, levando-se em consideração a vida útil

estimada de cada área, os preços do Açúcar Total Recuperável (ATR), as produtividades estimadas e os correspondentes custos

estimados de produção, colheita, carregamento e transporte para cada hectare plantado. • Plantações de soja, milho, sorgo, arroz,

milheto e algodão - a metodologia de cálculo utilizada para estimar o valor do ativo biológico dos grãos/algodão foi o fluxo de caixa

descontado. Para tanto, projetamos os fluxos de caixa futuros levando-se em consideração a produtividade estimada, os custos a serem

realizados com base no orçamento da Companhia ou com base em novas estimativas internas e os preços de mercado. Esses preços,

para as commodities que apresentam mercados futuros, foram obtidos a partir das cotações das seguintes bolsas de negociação:

Chicago Board of Trade (CBOT), Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), New York Board of Trade (NYBOT). Para os produtos agrícolas

que não apresentam esse tipo de mercado, utilizamos os preços obtidos por meio de pesquisas diretas de mercado ou divulgados por

empresas especializadas, a partir dos preços de mercado realizamos os descontos logísticos e tributários correspondentes a fim de

encontrar os preços de cada um desses produtos em cada unidade de produção da Companhia. Conforme citamos acima, o valor justo

dos ativos biológicos apresentados no balanço patrimonial foram determinados utilizando técnicas de avaliação - método de fluxo de

caixa descontado. Os dados para esses métodos se baseiam naqueles praticados no mercado, sempre que possível, e quando isso não for

viável, determinado nível de julgamento é requerido para estabelecer o valor justo. O julgamento inclui considerações sobre os dados

utilizados como, por exemplo, preço, produtividade e custo de produção. Mudanças nas premissas sobre esses fatores poderiam afetar o

valor justo apresentado nos ativos biológicos.

2.11. Propriedades para investimento: A estratégia de negócios da Companhia tem como pilar fundamental aquisição,

desenvolvimento, exploração e comercialização de propriedades rurais com aptidão agropecuária. A Companhia adquire propriedades

rurais que acredita ter significativo potencial de geração de valor por meio da manutenção do ativo e do desenvolvimento de atividades

de agronegócios rentáveis. A partir da aquisição das nossas propriedades rurais, buscamos implementar culturas de maior valor

agregado e transformar essas propriedades rurais com investimentos em infraestrutura e tecnologia, além de celebrarmos contratos de

arrendamentos com terceiros. De acordo com nossa estratégia, quando julgamos que as propriedades rurais atingiram um ótimo valor,

vendemos tais propriedades rurais para realizarmos ganhos de capital. As terras de imóveis rurais compradas pela Companhia são

demonstradas ao custo de aquisição, que não supera seu valor líquido de realização, e estão sendo apresentadas no ativo não circulante.

O valor justo de cada propriedade está demonstrado na Nota 13. Propriedades para investimento são avaliadas pelo seu custo histórico

menos a depreciação acumulada de acordo com os mesmos critérios descritos para o ativo imobilizado na Nota 2.13. Vendas de

fazendas não são reconhecidas no resultado até que (i) a venda seja concluída, (ii) a Companhia determine que o pagamento por parte

do comprador seja provável, (iii) o valor da receita possa ser mensurado de forma confiável, e (iv) a Companhia tenha transferido ao

comprador os riscos de posse, e não detenha mais qualquer envolvimento. O valor do resultado com venda da fazenda é apresentado na

demonstração do resultado como “Ganho com venda de fazenda” pela diferença entre o valor da contraprestação pela vendaeovalor

contábil da fazenda vendida.

2.12. Ativos intangíveis - Softwares: s licenças de software adquiridas são capitalizadas com base nos custos incorridos para adquirir

os softwares e fazer com que eles estejam prontos para ser utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimada, de

três a cinco anos. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de

desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados

pela Companhia, são reconhecidos como ativos intangíveis.

2.13. Imobilizado: O imobilizado é mensurado pelo seu custo histórico, menos depreciação acumulada. O custo histórico inclui os

gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens e também os custos de financiamento relacionados à aquisição de ativos

qualificados. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme

apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser

mensurado com segurança. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando

incorridos. A depreciação é calculada usando o método linear para alocar seus custos aos seus valores residuais durante a vida útil

estimada, como segue:

Taxas (%)

Edifícios e benfeitorias 4

Equipamentos e instalações 10-20

Veículos e máquinas agrícolas 10-25

Móveis e utensílios 10

Aberturas de área 10-20

Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se necessário, ao final de cada exercício. O valor contábil de um ativo

é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado.

Os ganhos e as perdas nas alienações são determinados pela comparação dos rendimentos com o valor contábil e são reconhecidos em

“Outras receitas operacionais” na demonstração do resultado.

2.14. Fornecedores: As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de

fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até

um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante.

2.15. Empréstimos e financiamentos: Os empréstimos e financiamentos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos

custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores

captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em

que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. As taxas pagas na obtenção de linhas de crédito

são reconhecidas como custos da transação na medida em que seja provável que uma parte ou toda a linha seja utilizada. Nesse caso, as

taxas são diferidas até que o saque ocorra. Quando não houver evidências da probabilidade de saque de parte ou da totalidade do

empréstimo, a taxa é capitalizada como um pagamento antecipado de serviços de liquidez e amortizada durante o período do

empréstimo ao qual se relaciona. Os empréstimos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito

incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço.

2.16. Provisões: As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente, legal ou não formalizada, como

resultado de eventos passados e é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação e uma estimativa

confiável do valor possa ser feita. Os passivos contingentes decorrentes de obrigações trabalhistas, previdenciárias, fiscais, contratuais,

operacionais e de pleitos administrativos e judiciais, são provisionados pelo seu valor estimado quando a probabilidade de perda é

considerada provável.

2.17. Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido: O imposto de renda é reconhecido pelo efeito futuro estimado

das diferenças temporárias e dos prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social. É reconhecido um passivo de imposto de renda

diferido para todas as diferenças tributárias temporárias, enquanto que o imposto de renda diferido ativo é reconhecido apenas na

extensão em que seja provável que exista lucro tributável contra o qual a diferença temporária possa ser utilizada. Os ativos e passivos

tributários diferidos são classificados como de longo prazo. Os ativos e passivos tributários são compensados se a entidade tiver o direito

legal executável de fazê-lo e se eles estiverem relacionados a impostos lançados pela mesma autoridade tributária. Se o critério para a

compensação dos ativos e passivos tributários correntes for atendido, os ativos e passivos tributários diferidos também serão

compensados. O imposto de renda relativo a itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido no período em curso ou em período

anterior são reconhecidos diretamente na mesma conta. O imposto de renda eacontribuição social diferidos são calculados sobre os

prejuízos fiscais do imposto de renda, a base negativa de contribuição social e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases

de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas desses impostos,

definidas atualmente para a determinação desses créditos diferidos são de 25% para o imposto de renda e 9% para a contribuição social

(Notas 20 e 28).

2.18. Benefícios a empregados: (a) Remuneração com base em ações: A Companhia possui plano de remuneração com base em

ações, liquidados com ações, segundo os quais a entidade recebe os serviços dos empregados como contraprestação por instrumentos

de patrimônio líquido (opções) da Companhia. O valor justo dos serviços do empregado, recebidos em troca da outorga de opções, é

reconhecido como despesa. O valor total a ser debitado é determinado pelo ao valor justo das opções outorgadas, excluindo o impacto

de quaisquer condições de aquisição de direitos com base no serviço e no desempenho que não são do mercado (por exemplo,

rentabilidade, metas de aumento de vendas e permanência no emprego por um período de tempo específico). As condições de

aquisição de direitos que não são do mercado estão incluídas nas premissas sobre a quantidade de opções cujos direitos devem ser

adquiridos. O valor total da despesa é reconhecido durante o período no qual as condições específicas de aquisição de direitos devem ser

atendidas. Na data do balanço, a entidade revisa suas estimativas da quantidade de opções cujos direitos devem ser adquiridos com base

nas condições de aquisição de direitos que não são do mercado. Esta reconhece o impacto da revisão das estimativas iniciais, se houver,

na demonstração do resultado, com um ajuste correspondente no patrimônio líquido. Os valores recebidos, líquidos de quaisquer custos

de transação diretamente atribuíveis, são creditados no capital social (valor nominal) e na reserva de ágio, se aplicável, quando as opções

são exercidas. (b) Participação nos lucros: A Companhia oferece aos funcionários um programa de participação nos resultados, nos

termos do qual todos os funcionários têm o direito de receber bônus anuais com base nos resultados financeiros e operacionais

consolidados da Companhia, e também sobre os objetivos pessoais definidos para cada funcionário individualmente. O reconhecimento

dessa participação é usualmente efetuado quando do encerramento do exercício, momento em que o valor pode ser mensurado de

maneira confiável pela Companhia.

2.19. Capital social: As ações ordinárias são classificadas no patrimônio líquido. Os custos incrementais diretamente atribuíveis à

emissão de novas ações ou opções são demonstrados no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquido de impostos.

2.20. Transações e participações de não controladores: Participações de não controladores são apresentadas como um

componente de patrimônio no Balanço Patrimonial e a porção do lucro atribuível à participação dos não controladores é demonstrada

como um componente de lucro ou perda do exercício na demonstração de resultados consolidada. Nas aquisições de participações de

não controladores, e a diferença entre o montante pago pela participação adquirida do valor contábil proporcional dos ativos líquidos da

subsidiária é registrada no patrimônio líquido. Ganhos ou perdas na alienação de participações dos não controladores também são

registrados no patrimônio líquido. Quando a Companhia deixa de ter controle ou influência significativa, qualquer participação retida na

entidade é reavaliada ao seu valor justo, com a mudança no valor contábil reconhecida no resultado. O valor justo é o valor contábil inicial

para fins da posterior contabilização da participação retida como uma coligada, joint venture ou ativo financeiro. Além disso, qualquer

quantia anteriormente reconhecida em outros resultados abrangentes em relação a tal entidade é contabilizada como se a Companhia

tivesse alienado os ativos ou passivos relacionados. Por tanto, os valores previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes

são reclassificados para os resultados.

2.21. Reconhecimento da receita: A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização

de produtos no curso normal das atividades da Companhia, ou ainda arrendamentos. A receita é apresentada líquida dos impostos, das

devoluções, dos abatimentos e dos descontos, bem como das eliminações das vendas entre subsidiarias da Companhia. A Companhia

reconhece a receita quando o valor da receita pode ser mensurado com segurança, é provável que benefícios econômicos futuros fluirão

para a entidade e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia, conforme descrição a

seguir. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e

as características de cada venda. (a) Venda de produtos: A receita por venda de grãos e por venda de cana-de-açúcar é reconhecida

quando os riscos significativos e os benefícios de propriedade das mercadorias são transferidos para o comprador, geralmente quando

os produtos são entregues ao comprador no local determinado, conforme os termos de venda acordados. No caso dos grãos, a

Companhia geralmente realiza contratos de venda para entrega futura que determinam que o preço pode ser fixado pela Companhia,

para o volume total ou parcial vendido, até o momento da entrega, de acordo com fórmulas estabelecidas contratualmente. Em certos

casos, a fórmula estabelecida contratualmente determina um preço fixado em dólares estadunidenses. O valor em reais é determinado,

também contratualmente, com base na taxa de câmbio vigente alguns dias antes da data de liquidação financeira. O preço também

pode ser ajustado por outros fatores tais como umidade e outras características técnicas dos grãos. Quando os grãos são entregues, a

receita é reconhecida com base no preço fixado com cada comprador considerando a taxa de câmbio em vigor na data da entrega. Após

a entrega dos grãos ao destinatário, avalia-se a qualidade e o peso final, determinando assim o preço final da operação, e ajustando-se os

valores contratuais por tais fatores assim como pela variação na taxa de câmbio até a data da liquidação. (b) Receita de

arrendamentos operacionais: As receitas de arrendamentos operacionais de terras são reconhecidas linearmente no prazo do

arrendamento. Quando o preço de arrendamento está definido em quantidade de produtos agrícolas ou gado, o valor do arrendamento

é reconhecido considerando a cotação do produto agrícola ou pecuário vigente na data de fechamento do balanço ou na data

estabelecida contratualmente, conforme o caso. Os valores recebidos antecipadamente a título de arrendamento, quando aplicável, são

reconhecidos no passivo circulante na rubrica “Outras obrigações”. Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e

benefícios da propriedade é retida pelo arrendador são classificados como arrendamentos operacionais.

2.22. Receitas e despesas financeiras: Representam juros e variações monetárias e cambiais decorrentes de adiantamentos de

contratos de câmbio, aplicações financeiras, clientes, variação monetária e cambial ativa e passiva, ganhos e perdas pela mensuração ao

valor justo de derivativos e contas a receber pela venda de fazendas, assim como descontos obtidos de fornecedores pelo pagamento

antecipado de duplicatas.

2.23. Arrendamentos: A Companhia somente tem efetuado arrendamentos de fazendas os quais foram classificados como

operacionais na medida em que uma parcela significativa dos riscos e benefícios da propriedade é retida pelo arrendador.

Os pagamentos não contingentes efetuados nos arrendamentos operacionais de fazendas são reconhecidos com contrapartida no

custo de ativo biológico pelo método linear durante o período do arrendamento. Os pagamentos contingentes nos arrendamentos

operacionais de fazendas são reconhecidos de imediato com contrapartida no custo de ativo biológico. Os pagamentos de

arrendamento que tem seu valor baseado na cotação futura da soja e por tanto não tem um valor fixo mas seu valor depende da cotação

da soja numa data futura são considerados pagamentos contingentes.

2.24. Distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio: A distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio para os

acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras da Companhia ao final do exercício, com base

no estatuto social da Companhia. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados

em Assembleia Geral, conforme proposta apresentada pelo Conselho de Administração. O benefício fiscal dos juros sobre capital

próprio é reconhecido na demonstração de resultado.

2.25. Mudanças nas políticas contábeis e divulgações: (a) Normas, interpretações e alterações de normas existentes em

vigor em 30 de junho de 2012 e que não tiveram impactos relevantes sobre as demonstrações contábeis da Companhia:

As interpretações e alterações das normas existentes a seguir foram editadas e estavam em vigor em 30 de junho de 2012. Entretanto,

não tiveram impactos relevantes sobre as demonstrações contábeis da Sociedade:

Norma Principais exigências Data de entrada em vigor

Melhorias nas IFRSs - 2010 Alteração de diversos Aplicável a exercícios com início

pronunciamentos contábeis. em ou após 1º de janeiro de 2011.

Alterações à IFRS 1 Isenção limitada de divulgações compara- Aplicável a exercícios com início

tivas da IFRS 7 para adotantes iniciais. em ou após 1º de julho de 2010.

Alterações à IFRS 7 Divulgações - transferências Aplicável a exercícios com início

de ativos financeiros. em ou após 1º de julho de 2011.

Alterações à IAS 24 Divulgações de partes relacionadas. Aplicável a exercícios com início

em ou após 1º de janeiro de 2011.

Alterações à IFRIC 14 Pagamentos antecipados de Aplicável a exercícios com início

exigência mínima de financiamento. em ou após 1º de janeiro de 2011.

(b) Normas, interpretações e alterações de normas existentes que ainda não estão em vigor e não foram adotadas

antecipadamente pela Companhia: As normas e alterações das normas existentes a seguir foram publicadas e são obrigatórias

conforme IFRS para os exercícios iniciados após 30 de junho de 2012. Todavia, não houve adoção antecipada dessas normas e alterações

de normas por parte da Companhia.

Norma Principais exigências Data de entrada em vigor

IFRS 9 (conforme Instrumentos financeiros. Aplicável a exercícios com início

alterada em 2010) em ou após 1º de janeiro de 2015.

Alterações à IAS 12 Impostos diferidos - recuperação dos ativos Aplicável a exercícios com início

subjacentes quando o ativo é mensurado pelo em ou após 1º de janeiro de 2012.

modelo de valor justo de acordo com a IAS 40.

IAS 28 (Revisada 2011) - Revisão da IAS 28 para incluir as alterações Aplicável a exercícios com início

Investimentos em Coligadas introduzidas pelas IFRSs 10,11 e 12. em ou após 1º de janeiro de 2013.

e Entidades com Controle

Compartilhado

IAS 27 (Revisada 2011) - Requerimentos da IAS 27 relacionados às Aplicável a exercícios com início

Demonstrações demonstrações contábeis consolidadas em ou após 1º de janeiro de 2013.

Financeiras Separadas são substituídos pela IFRS 10.

Requerimentos para demonstrações

contábeis separadas são mantidos.

IFRS 10 - Demonstrações Substituiu a IAS 27 em relação aos Aplicável a exercícios com início

Financeiras Consolidadas requerimentos aplicáveis às demonstrações em ou após 1º de janeiro de 2013.

contábeis consolidadas e a SIC 12. A IFRS 10

determinou um único modelo de consolidação

com base em controle, independentemente

da natureza do investimento.

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Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 23

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

Norma Principais exigências Data de entrada em vigor

IFRS 11 - Acordos Eliminou o modelo de consolidação Aplicável a exercícios com início

de Participação proporcional para as entidades com controle em ou após 1º de janeiro de 2013.

compartilhado, mantendo apenas o modelo

pelo método da equivalência patrimonial.

Eliminou também o conceito de “ativos com

controle compartilhado”, mantendo apenas

“operações com controle compartilhado” e

“entidades com controle compartilhado”.

IFRS 12 - Divulgações de Expande os requerimentos de divulgação Aplicável a exercícios com início

Participações em Outras de investimentos nas entidades que a em ou após 1º de janeiro de 2013.

Entidades

Sociedade possui influência significativa.

IFRS 13 - Mensurações Substitui e consolida todas as Aplicável a exercícios com início

ao Valor Justo orientações e requerimentos relacionados em ou após 1º de janeiro de 2013.

à mensuração ao valor justo contidos nos

demais pronunciamentos das IFRSs em um

único pronunciamento. A IFRS 13 define valor

justo e orienta como determinar o valor

justo e os requerimentos de divulgação

relacionados à mensuração do valor justo.

Entretanto, ela não introduz nenhum novo

requerimento nem alteração com relação

aos itens que devem ser mensurados ao

valor justo, os quais permanecem nos

pronunciamentos originais.

Alterações à IAS 19 - Eliminação do enfoque do corredor (“corridor Aplicável a exercícios com início

Benefícios aos Empregados approach”), sendo os ganhos ou as perdas em ou após 1º de janeiro de 2013.

atuariais reconhecidos como outros

resultados abrangentes para os planos de

pensão e o resultado para os demais

benefícios de longo prazo, quando incorridos,

entre outras alterações.

Alterações à IAS 1 - Introduz o requerimento de que os itens Aplicável a exercícios com início

Apresentação das registrados em outros resultados abrangentes em ou após 1º de janeiro de 2013.

Demonstrações Financeiras

sejam segregados e totalizados entre itens

que são e os que não são posteriormente

reclassificados para lucros e perdas.

Considerando as atuais operações da Companhia e de suas controladas, a administração não espera que essas novas normas,

interpretações e alterações tenham um efeito relevante sobre as demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O CPC ainda não

editou os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionados aos IFRSs novos e revisados apresentados anteriormente.

Em decorrência do compromisso de o CPC eaCVMmanterematualizadooconjunto de normas emitidas com base nas atualizações

feitas pelo IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC e aprovados pela CVM até a data de

sua aplicação obrigatória.

3. ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS CONTÁBEIS CRÍTICOS

As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e outros fatores, entre os

quais expectativas de acontecimentos futuros considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. Com base em premissas, a Companhia

faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos

resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos

valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, estão contempladas abaixo. (a) Valor residual e vida útil do

ativo imobilizado: Os valores (Nota 16) e a vida útil dos ativos são avaliados por especialista e ajustados se necessário ao final de cada

exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que

seu valor recuperável estimado. (b) Contingências: A Companhia é parte em diversos processos judiciais e administrativos, como

descrito na Nota 30. Provisões são constituídas para todas as contingências referentes a processos judiciais que representam perdas

prováveis (obrigação presente, resultante de evento passado e provável saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para

liquidar a obrigação, com estimativa confiável de valor). A avaliação da probabilidade de perda inclui a opinião dos consultores jurídicos

externos. A administração acredita que essas contingências estão corretamente apresentadas nas demonstrações financeiras (Nota 30).

(c) Bônus de subscrição: Como descrito na Nota 21(e) a Companhia emitiu bônus de subscrição aos seus acionistas fundadores em

março de 2006, antes da sua oferta pública inicial. No prospecto da oferta pública inicial, a Companhia divulgou que a emissão dos

bônus de subscrição aos seus acionistas fundadores foi em reconhecimento aos trabalhos pela fundação da Companhia, pelo espírito

empreendedor, por ter preparado a Companhia para a oferta pública inicial e por ter elaborado o plano de negócios, assegurando o

comprometimento deles com o desenvolvimento da Companhia. A atribuição dos bônus de subscrição aos acionistas fundadores foi

realizada de modo gratuito. A Companhia concluiu que os bônus de subscrição devem ser contabilizados no âmbito do IFRS 2, como

instrumento de participação acionária emitido em troca de prestação de serviços realizados por outros que não são funcionários.

Considerando que todos os bônus de subscrição da primeira emissão já podiam ser exercidos antes da data de transição para IFRS (1º de

julho de 2009) e que a Companhia não tinha divulgado o valor justo de tais bônus de subscrição na data de mensuração as normas de

transição na aplicação inicial de IFRS resultam que as normas de reconhecimento e mensuração do IFRS não foram aplicadas para tais

bônus de subscrição e foi mantida a contabilização pelas normas contábeis anteriores a implementação de IFRS. Na medida em que

conforme as normas contábeis anteriores os bônus de subscrição não eram contabilizados por tanto também não são contabilizados

nestas demonstrações financeiras. Determinar se os bônus de subscrição estão no âmbito do IFRS 2 ou não, requer um julgamento para

avaliar os requerimentos previstos no escopo dessa normativa contábil. (d) Ativos biológicos: O valor justo dos ativos biológicos

apresentados no balanço patrimonial (Nota 11) foi determinado utilizando técnicas de avaliação, incluindo o método de fluxo de caixa

descontado. Os dados para esses métodos se baseiam naqueles praticados no mercado, sempre que possível, e quando isso não for

viável, determinado nível de julgamento é requerido para estabelecer o valor justo. O julgamento inclui considerações sobre os dados

como, por exemplo, preço, produtividade, custo de plantio e custo de produção. Mudanças nas premissas sobre esses fatores poderiam

afetar o valor justo reconhecidos para ativos biológicos. Um aumento ou redução de 1% na produtividade esperada da cana de açúcar e

dos grãos resultaria num aumento ou redução no valor do ativo biológico de R$ 543 e um aumento ou redução de 1% no preço da cana

e dos grãos resultaria num aumentou ou redução no valor do ativo biológico de R$ 728. (e) Imposto de renda diferido: A Companhia

reconhece ativos e passivos diferidos (Nota 20) com base nas diferenças entre o valor contábil apresentado nas demonstrações contábeis

e a base tributária dos ativos e passivos utilizando as alíquotas em vigor. A Companhia revisa regularmente os impostos diferidos ativos

em termos de possibilidade de recuperação, considerando-se o lucro histórico gerado e o lucro tributável futuro projetado, de acordo

com um estudo de viabilidade técnica.

4. GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO

4.1. Fatores de risco financeiro: A Companhia opera com diversos instrumentos financeiros, incluindo caixa e equivalentes de caixa,

aplicações financeiras, contas a receber de clientes, contas a receber pela venda de fazendas, contas a pagar a fornecedores, contas a

pagar pela compra de fazendas e empréstimos e financiamentos. Determinadas operações da Companhia estão expostas a riscos de

mercado, principalmente com relação às variações de taxas de câmbio, taxas de juros e de variações de preços das commodities

agrícolas. Em função disso, a Companhia também opera com instrumentos financeiros derivativos, utilizados como hedge de safra ou

componentes de balanço, dependendo da natureza da operação. Considerando a natureza dos instrumentos, excluindo-se os

instrumentos financeiros derivativos, o valor justo é basicamente determinado pela aplicação do método do fluxo de caixa descontado.

Os valores registrados no ativo e no passivo circulante têm liquidez imediata ou vencimento, em sua maioria, em prazos inferiores

a 12 meses. Considerando o prazo e as características desses instrumentos, que são sistematicamente renegociados, os valores

contábeis aproximam-se dos valores justos. (a) Caixa e equivalentes de caixa, títulos e valores mobiliários, contas a receber,

recebíveis pela venda de fazendas, empréstimos com partes relacionadas e contas a pagar: Os valores contabilizados

aproximam-se do valor justo estimado. (b) Empréstimos e financiamentos: O valor contábil dos empréstimos e financiamentos em

reais tem suas taxas fixas ou atreladas à variação da TJLP e aproxima-se do valor justo.

4.2. Políticas aprovadas pelo Conselho de Administração para a utilização de instrumentos financeiros, incluindo

derivativos: A Companhia possui as seguintes políticas que orientam suas operações em relação a instrumentos financeiros, as quais

estão aprovadas pelo Conselho de Administração: (i) política de investimento que orienta as aplicações do caixa da Companhia,

observando riscos das contrapartes, dos instrumentos de crédito e de liquidez, entre outros; (ii) política de hedge que orienta a

administração das exposições da Companhia aos riscos de moedas, taxas de juros e índices e de valor de commodities agrícolas, sempre

relacionando os hedges a um ativo ou passivo gerador da exposição; e (iii) política de risco, que contempla itens não endereçados na

política de investimento ou na política de hedge ou ainda relacionado à proteção do fluxo de caixa futuro tais como comercialização da

produção futura de commodities. A Diretoria-Executiva reporta as operações contratadas nas reuniões do Conselho de Administração.

4.3. Análise de exposição a riscos de ativos e passivos financeiros: (a) Riscos com taxa de câmbio: Esse risco decorre da

possibilidade de a Companhia vir a incorrer em perdas por causa de flutuações nas taxas de câmbio, que reduzem valores nominais

aplicados de ativos ou aumentam os valores devidos de passivos. Esse risco também decorre dos compromissos de venda de produtos

existentes em estoque ou ainda em formação com preços a serem fixados, preços esses que variam dependendo da taxa de câmbio.

Os ativos e passivos financeiros e derivativos expostos a riscos com a taxa de cambio entre USD e reais estão detalhados a seguir:

Não derivativos - Derivativos (Nota 7) -

Saldo contábil -

Volume/Posição

Controladora Milhares de R$ - Milhares de US$

Rubrica contábil Indice ao qual esta exposto 30/6/2012 30/6/2011 30/6/2012 30/6/2011

Aquisições a pagar

USD

Operações com derivativos 2.592

Total 2.592

Não derivativos - Derivativos (Nota 7) -

Saldo contábil - Volume/Posição -

Consolidado Milhares de R$ Milhares de US$

Rubrica contábil Indice ao qual esta exposto 30/6/2012 30/6/2011 30/6/2012 30/6/2011

Aquisições a pagar USD (1.974) (1.755)

Operações com derivativos (31.833) (29.375)

Total (1.974) (1.755) (31.833) (29.375)

(b) Riscos com taxa de juros e índices: Esse risco é oriundo da possibilidade da Companhia incorrer em perdas devido a flutuações nas

taxas de juros ou índices que aumentem as despesas financeiras relativas aos contratos de aquisição de terras, indexados pelo IGP-M

(FGV). Os ativos e passivos financeiros expostos a riscos com a taxas de juros e índices estão detalhados a seguir, não existindo derivativos

expostos a riscos com juros e índices:

Não derivativos - Derivativos (Nota 7) -

Saldo contábil - Volume/Posição -

Controladora Milhares de R$

Rúbrica contábil Índice ao qual esta exposto 30/6/2012 30/6/2011 30/6/2012 30/6/2011

Caixa e equivalentes de caixa CDI 23.562 113.323

Titulos e valores mobiliarios CDI 21.872 20.063

Aquisiçoes a pagar

CDI

Total CDI 45.434 133.386

Aquisiçoes a pagar IGP-M (16.588) (15.768)

Total IGP-M (16.588) (15.768)

Emprestimos e financiamentos TJLP (26.997) (20.055)

Total TJLP (26.997) (20.055)

Emprestimos e financiamentos Taxas fixas (47.336) (54.426)

Total taxas fixas (47.336) (54.426)

Não derivativos -

Saldo contábil - Derivativos (Nota 7) -

Consolidado Milhares de R$ Volume/Posição -

Rubrica contábil Índice ao qual esta exposto 30/6/2012 30/6/2011 30/6/2012 30/6/2011

Caixa e equivalentes de caixa CDI 67.464 135.615

Titulos e valores mobiliários CDI 23.197 21.262

Aquisiçoes a pagar CDI (22.296) (39.998)

Total CDI 68.365 116.879

Acquisiçoes a pagar IGP-M (16.588) (15.768)

Total IGP-M (16.588) (15.768)

Emprestimos e financiamentos TJLP (27.038) (20.291)

Total TJLP (27.038) (20.291)

Emprestimos e financiamentos Taxas fixas (67.323) (73.044)

Total taxas fixas (67.323) (73.044)

(c) Riscos com commodities: Esse risco é oriundo da possibilidade de a Companhia incorrer em perdas devido a flutuações nos preços

de mercado dos produtos agrícolas. Os ativos e passivos financeiros e derivativos expostos a riscos com commodities estão detalhados a

seguir:

Não derivativos - Derivativos (Nota 7) -

Saldo contábil - Volume/Posição -

Controladora Milhares de R$ Milhares de sacas

Rubrica contábil Índice ao qual esta exposto 30/6/2012 30/6/2011 30/6/2012 30/6/2011

Operaçoes com derivativos Soja (1.247) (1.097)

Operações com derivativos Milho (406) (153)

Não derivativos -

Saldo contábil - Derivativos (Nota 7) -

Consolidado Milhares de R$ Volume/Posição-

Rubrica contábil Índice ao qual esta exposto 30/6/2012 30/6/2011 30/6/2012 30/6/2011

Clientes Soja 22.204 5.965

Operações com derivativos Soja (1.247) (1.097)

Operações com derivativos Milho (406) (153)

4.4. Objetivos e estratégias de gerenciamento de riscos e de utilização de instrumentos derivativos: A gestão de riscos

financeiros é de responsabilidade da Diretoria-Executiva, a qual avalia a exposição aos riscos de taxa de câmbio, taxa de juros e índices e

de valor de commodities agrícolas existentes nos ativos, passivos e operações previstas da Companhia. Perante a exposição a tais riscos, a

administração da Companhia avalia a conveniência, custo e disponibilidade no mercado de instrumentos financeiros derivativos que

permitam reduzir a exposição a tais riscos. Efetuada tal avaliação, a contratação de instrumentos financeiros derivativos é decidida pela

Diretoria dentro dos parâmetros previamente aprovados nas políticas antes referidas e reportada ao Conselho de Administração em suas

reuniões.

4.5. Riscos associados a cada estratégia de atuação: O uso de instrumentos derivativos como um hedge econômico reduz os riscos

de alterações nos fluxos de caixa decorrentes dos riscos cambiais, riscos de taxas de juros e de índices de preços, e riscos de preços de

commodities agrícolas, que atualmente são soja e milho. No entanto, a mudança no valor justo do instrumento financeiro derivativo

pode ser diferente da mudança nos fluxos de caixa ou no valor justo dos ativos, passivos ou transações previstas que estão sendo

cobertas, como resultado de diferentes fatores, tais como, entre outros, as diferenças entre as datas de contratação, as datas de

vencimento e liquidação, ou diferenças de spreads sobre os ativos e passivos financeiros a serem cobertos e os spreads correspondentes

às diferenças entre as datas das operações de swap. No caso da estratégia de hedge para cobrir ativos e passivos reconhecidos, a

administração acredita que os instrumentos financeiros derivativos apresentam elevado grau de proteção no que diz respeito à evolução

dos ativos e passivos cobertos. No caso da estratégia de hedge para cobrir vendas previstas de soja ou para cobrir contas a pagar/receber,

que tem seu valor sujeito a mudanças com base em commodities, pode haver diferenças decorrentes de fatores adicionais, tais como as

diferenças entre o volume de soja estimado e real a ser colhido, ou diferenças entre o preço cotado de soja nos mercados internacionais,

onde os instrumentos financeiros derivativos são cotados, e o preço da soja nos mercados em que a soja é fisicamente entregue/recebida

pela Companhia. Se o volume de soja colhido efetivamente for inferior ao montante para o qual foram contratados instrumentos de

hedge, a Companhia estará exposta a variações no preço das commodities pelo volume coberto em excesso e vice-versa, se o volume de

soja colhido efetivamente for maior do que o volume coberto. À medida que a Companhia não fixa o preço de venda de soja por meio de

instrumentos financeiros derivativos, mas estabelece uma gama de preços de venda por meio de opções, a quantidade de dólares a ser

recebida com a venda de soja para os clientes e com a liquidação das opções é uma gama de montantes. Caso o montante nocional de

contratos futuros celebrados para a venda de dólares for menor do que a quantidade real de dólares recebidos, a Companhia estará

exposta a mudanças na taxa de câmbio entre o dólar e o real para o montante protegido em excesso e vice-versa, se o montante nocional

de contratos futuros celebrados para a venda de dólares for maior do que a quantidade real de dólares recebidos. Além disso, a

Companhia está sujeita ao risco de crédito com relação à contraparte do instrumento financeiro derivativo. A Companhia contratou

instrumentos financeiros derivativos, cotados em bolsas de valores ou de instituições financeiras de primeira linha ou empresas de

trading. A Companhia entende que na data do balanço não há indicações de risco de cobrança no que diz respeito aos montantes

reconhecidos como ativos em relação aos instrumentos financeiros derivativos.

4.6. Controles sobre utilização de instrumentos derivativos: Os principais controles estabelecidos sobre a utilização de

instrumentos derivativos são: • existência de políticas definidas pelo Conselho de Administração; • restrição da contratação de

operações com derivativos que não seja definida pela Diretoria-Executiva; • manutenção de um inventário centralizado de contratos

derivativos em aberto de responsabilidade da Diretoria; • reporte diário de um relatório de risco com a posição consolidada a um grupo

formado pela Diretoria e alguns membros do Conselho de Administração; • monitoramento mensal pela Diretoria-Executiva dos valores

justos reportados pelas contrapartes e os valores estimados pela administração. • o valor justo dos derivativos contratados é obtido de

acordo com o mercado onde os mesmos foram contratados e também onde os instrumentos encontram-se inseridos.

4.7. Impacto dos instrumentos derivativos no resultado: Os ganhos e perdas por mudanças no valor justo dos instrumentos

financeiros derivativos são reconhecidos na demonstração de resultados separadamente entre os resultados realizados

(correspondentes a instrumentos financeiros derivativos que já foram liquidados) e os resultados não realizados (correspondentes a

instrumentos financeiros derivativos ainda não liquidados).

4.8. Estimativa do valor justo dos instrumentos financeiros derivativos: O valor justo dos instrumentos derivativos cotados em

bolsas organizadas (BM&FBOVESPA e Chicago Board of Trade) são determinados com base nas cotações vigentes na data do balanço.

Para estimar o valor justo de derivativos não negociados em bolsas organizadas são utilizadas cotações de instrumentos similares ou

informações públicas disponíveis no mercado financeiro e metodologias de avaliação geralmente aceitas e praticadas pelas

contrapartes. As estimativas não garantem, necessariamente, que tais operações possam ser realizadas no mercado aos valores

indicados. O uso de diferentes informações de mercado e/ou metodologias de avaliação pode ter um efeito relevante no montante do

valor justo estimado. Os derivativos existentes no FIM Guardian (derivativos de moeda e índices), são marcados a mercado pelo próprio

fundo de investimento de acordo com regras próprias dos fundos de investimentos; ou seja, usando curvas de mercado da Bolsa de

Mercados e Futuros (BM&F), CETIP S.A., entre outros, sendo os mesmos examinados por auditores independentes. Metodologias

específicas utilizadas para os instrumentos financeiros derivativos da Companhia: • Instrumentos financeiros derivativos de commodities

agrícolas - o valor justo é obtido por meio de várias fontes de mercado, incluindo cotações fornecidas por corretoras internacionais,

bancos internacionais e disponíveis na Bolsa de Chicago (CBOT). • Instrumentos financeiros derivativos de moedas estrangeiras - o valor

justo é determinado com base nas informações obtidas de fontes de mercado diversas, incluindo, conforme o caso, BM&FBOVESPA,

CETIP S.A., os bancos locais, além de informações enviadas pela contraparte. (a) Análise de sensibilidade requerida pela Instrução

CVM nº 475: Conforme requerido pela Instrução CVM nº 475 a administração identificou para cada tipo de instrumento financeiro

derivativo a situação de variação nas taxas de câmbio, taxa de juros ou preços de commodities que podem gerar perda no ativo e/ou

passivo que está sendo protegido ou, no caso de instrumentos derivativos relacionados com operações previstas não contabilizadas no

balanço, no valor justo dos instrumentos derivativos contratados. Para cada exposição, a administração definiu um cenário provável

(cenário I) com base nas informações disponíveis na data do balanço e considerando um cenário temporal de três meses.

Adicionalmente, apresentou dois outros cenários nos termos determinados pela CVM na referida instrução: (i) um cenário identificado

como “possível” (cenário II) com deterioração na cotação da variável de risco de 25% em relação ao cenário provável, e (ii) outro cenário

identificado como “remoto” (cenário III) com deterioração na cotação da variável de risco de 50% em relação ao cenário provável.

O quadro a seguir apresenta, para cada situação, o efeito na variação do valor justo estimado em 30 de junho de 2012 do instrumento

financeiro derivativo assim como o efeito no aumento ou redução do valor justo estimado do correspondente ativo ou passivo

reconhecido relacionado. O efeito na variação do valor justo e na variação do ativo ou passivo tem sido determinado em forma individual

para cada instrumento financeiro derivativo, ativo ou passivo para cada situação e para cada cenário sem considerar efeitos combinados

ou compensatórios da mudança de mais de uma variável ou de uma mesma variável em outros instrumentos financeiros derivativos, ou

seja, mantendo todas as demais variáveis constantes. Portanto, cada linha da tabela deverá ser considerada em forma individual sem

considerar efeitos apresentados em outras linhas. A análise de sensibilidade considera as seguintes taxas e preços no cenário provável e

nos cenários II e III:

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24 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

30 de junho de 2012

Cenário provável Cenário I Cenário II

Taxa de cambio - US$/R$ 2,12 2,65 3,18

Soja - US$/ bushel -Novembro 2012 14,99 18,74 22,48

Soja - R$/ bushel - Março 2013 29,86 37,33 44,79

Soja - US$/ bushel - Maio 2013 14,22 17,78 21,33

Soja - R$ / bushel - Julho 2013 29,90 37,38 44,85

Soja - US$ / bushel - Julho 2013 14,16 17,70 21,24

Milho - R$ / bushel - Julho 2013 14,45 18,06 21,68

Milho - R$ / bushel - Setembro 2012 25,80 32,25 38,70

Milho - US$ / bushel - Setembro 2012 6,60 8,25 9,90

30 de junho de 2011

Cenário provável Cenário I Cenário II

Taxa de cambio - US$/R$ 1,60 2,00 2,40

Soja - US$ / bushel - Julho 2012 13,14 16,43 19,72

Soja - US$ / bushel - Novembro 2011 12,94 16,17 19,41

Soja - R$ / bushel - Julho 2012 25,49 31,86 38,24

Milho - R$ / bushel - Setembro 2011 27,88 34,85 41,82

30 de junho de 2012

Posição

Cenário Unidade Datas de

Operação Risco Provável (I) Cenário (II) Cenário (III) de medida Volume vencimentos

Derivativo Alta da Soja (3.866) (24.166) (44.465) sacas de soja (1.247) nov/12 a jul/13

Alta do Milho (1.289) (3.837) (7.061) sacas de milho (407) ago/12 a jun/13

Alta do US$ (3.269) (20.434) (37.600) US$ (31.833) jul/12 a jul/13

Dívida por compra de fazenda (101) (633) (1.165) (983) dez/12

30 de junho de 2011

Posição

Cenário Unidade Datas de

Operação Risco Provável (I) Cenário (II) Cenário (III) de medida Volume vencimentos

Derivativo Alta da Soja (2.677) (18.308) (33.938) sacas de soja 1.097 nov/11 a nov/12

Alta do Milho (539) (1.602) (2.665) sacas de milho 153 set/11

Alta de US$ 4.376 (7.374) (19.124) US$ 29.375 jul/11 a jul/12

Dívida por compra de fazenda (45) (506) (967) US$ 1.153 dez/11

A análise de sensibilidade indica as operações apresentadas na tabela “Instrumentos derivativos em aberto” em 30 de junho de 2012 na

Nota 7. (b) Risco de crédito: O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais,

levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. O risco ao qual a Companhia está exposta decorre da possibilidade de não

recuperar os valores a receber por venda de cana, grãos e arrendamento de áreas. Para reduzir o risco de crédito presente nas operações

comerciais, a Companhia adota a prática de definir limites de créditos e fazer o acompanhamento constante dos saldos devedores.

Atualmente, a administração não espera perdas significativas em virtude de inadimplemento de suas contrapartes superiores ao valor

provisionado e não tem exposição significativa a nenhuma contraparte isoladamente. (c) Risco de liquidez: A gestão prudente do risco

de liquidez implica a manutenção de caixa e investimentos de curto prazo suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em

decorrência de descasamento de prazo ou volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. O caixa excedente é investido

principalmente no fundo de investimento FIM Guardian, classificado como um fundo de investimento multimercado, gerido pelo Banco

BTG Pactual S.A., que tem uma política clara de investimentos, com limites à concentração de risco nos correspondentes investimentos.

A tabela a seguir demonstra os passivos financeiros da Companhia por grupo de vencimento com base no período remanescente na data

do balanço até a data de vencimento contratual. Os valores divulgados na tabela são os fluxos de caixa contratuais não descontados e

incluem juros, além dos derivativos por montantes líquidos, cujo valor justo é divulgado. Com relação às contas a pagar para a compra de

fazendas, todos os valores devidos em 30 de junho de 2011 e 30 junho de 2012 são devidos mediante o cumprimento de determinadas

condições precedentes pelos vendedores e, por isso, sua data de pagamento não pode ser determinada. Assim são considerados como

pagáveis à vista na tabela a seguir, sendo que juros ou outros encargos financeiros não foram considerados.

Controladora

Menos de Entre um Entre três Acima de

um ano e dois anos e cinco anos cinco anos Total

Passivos financeiros

Em 30 de junho de 2011

Fornecedores 11.324 11.324

Operações com derivativos 2.425 2.425

Empréstimos e financiamentos 39.632 15.545 21.030 9.183 85.390

Aquisições a pagar 15.768 15.768

Em 30 de junho de 2012

Fornecedores 14.509 14.509

Operações com derivativos 10.209 10.209

Empréstimos e financiamentos 41.455 20.523 13.466 9.111 84.555

Aquisições a pagar 16.588 16.588

Consolidado

Menos de Entre um Entre três Acima de

um ano e dois anos e cinco anos cinco anos Total

Passivos financeiros

Em 30 de junho de 2011

Fornecedores 2.435 2.435

Operações com derivativos 2.918 2.918

Empréstimos e financiamentos 39.632 18.135 28.662 17.580 104.009

Aquisições a pagar 57.521 57.521

Em 30 de junho de 2012

Fornecedores 4.920 4.920

Operações com derivativos 8.307 10.209 18.516

Empréstimos e financiamentos 45.456 27.923 22.376 13.297 109.053

Aquisições a pagar 40.858 40.858

4.9. Gestão de capital: Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da

Companhia para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital

ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia pode rever a política de pagamento de

dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de

endividamento. Condizente com outras companhias do setor, a Companhia monitora o capital com base no índice de alavancagem

financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de

empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado), subtraído

do montante de caixa e equivalentes de caixa. O capital total é apurado por meio da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado

no balanço patrimonial consolidado, com a dívida líquida.

2012 2011

Total dos empréstimos (Nota 19) 94.361 93.335

Menos: caixa e equivalentes de caixa (Nota 6) (67.464) (135.615)

Caixa (dívida) líquida (26.898) 42.280

Total do patrimônio líquido 558.968 576.923

Total do capital 585.866 534.643

-5% 8%

Conforme o quadro acima a Companhia apresenta dívida líquida. Houve uma redução no caixa líquido e os empréstimos ficaram

basicamente sem alterações em junho de 2012. A redução no saldo de caixa e equivalentes de caixa foi principalmente decorrente de

investimentos realizados na abertura de áreas, custo de safras e aquisição da Jaborandi Ltda. e Jaborandi S.A. O capital não é

administrado ao nível da controladora, somente ao nível consolidado.

4.10. Estimativas do valor justo: Consideramos que os saldos das contas a receber de clientes e contas a pagar aos fornecedores pelo

valor contábil, menos a perda (impairment), estejam próximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros, para fins de

divulgação, é estimado mediante o desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros pela taxa de juros vigente no mercado, que está

disponível para instrumentos financeiros similares. A Companhia aplica o CPC 40/IFRS 7 para instrumentos financeiros mensurados no

balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de

mensuração pelo valor justo: • Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos (nível 1).

• Informações, além dos preços cotados, incluídas no nível 1 que são adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente

(ou seja, como preços) ou indiretamente (ou seja, derivados dos preços) (nível 2). • Informações para os ativos ou passivos que não são

baseadas nos dados adotados pelo mercado (ou seja, informações não observáveis) (nível 3). A tabela a seguir apresenta os ativos e

passivos da Companhia mensurados pelo valor justo em 30 de junho:

2012 2011

Consolidado - R$ mil Nível 2 Total Nível 2 Total

Ativo

Circulante

Contas a receber da venda de fazendas 9.495 9.495 3.029 3.029

Instrumentos financeiros derivativos 4.327 4.327 5.386 5.386

Não circulante

Contas a receber da venda de fazendas 12.759 12.759 2.936 2.936

Total 26.581 26.581 11.351 11.351

2012 2011

Consolidado - R$ mil Nível 2 Total Nível 2 Total

Passivo

Circulante

Instrumentos financeiros derivativos 8.307 8.307 2.918 2.918

Não circulante

Instrumentos financeiros derivativos 10.209 10.209

Total 18.516 18.516 2.918 2.918

5. INSTRUMENTOS FINANCEIROS POR CATEGORIA CONSOLIDADO

2012 2011

Designadas a Derivativos Designadas Derivativos

Consolidado - R$ mil valor justo usados para Investimento valor justo usados para Investimento

Empréstimos por meio hedge mantido Empréstimos por meio hedge mantido

Ativo e recebíveis do resultado econômico ao custo Total e recebíveis do resultado econômico ao custo Total

Circulante

Caixa e equivalentes de caixa 67.464 67.464 135.615 135.615

Clientes 51.210 51.210 22.942 22.942

Crédito por venda de fazenda 9.445 9.445 3.029 3.029

Operações com derivativos 4.327 4.327 5.386 5.386

Não circulante

Títulos e valores mobiliários 23.197 23.197 21.262 21.262

Transação com partes relacionadas 7.118 7.118

Créditos por venda de fazendas 12.759 12.759 2.936 2.936

Investimento em instrumentos patrimoniais não cotados

(valor de custo) menos impairment 410 410 410 410

Total 141.871 22.204 4.327 410 168.812 186.937 5.965 5.386 410 198.698

2012 2011

Derivativos usados para Passivos Financeiros Derivativos usados Passivos Financeiros

Consolidado - R$ mil hedge econômico ao custo amortizado Total para hedge econômico ao custo amortizado Total

Passivo

Circulante

Fornecedores 4.151 4.151 2.435 2.435

Empréstimos e financiamentos 43.067 43.067 37.899 37.899

Instrumentos financeiros derivativos 8.307 8.307 2.918 2.918

Aquisições a pagar 40.858 40.858 57.521 57.521

Não circulante

Empréstimos e financiamentos 51.294 51.294 55.436 55.436

Instrumentos financeiros derivativos 10.209 10.209

Total 18.516 139.370 157.886 2.918 153.291 156.209

O modelo e as premissas utilizados na determinação do valor justo representam a melhor estimativa da administração e são revisados a cada apresentação das demonstrações financeiras e, se necessário, ajustados.

6. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Caixa e bancos 10.817 474 12.181 3.654

Operações compromissadas 8.803 43.191

Depósitos a prazo em bancos no Brasil 12.745 112.849 46.480 88.770

23.562 113.323 67.464 135.615

Os valores em aplicações de depósitos a prazo em bancos e em operações compromissadas são detidos pelo Fundo FIM Guardian; têm, em 30 de junho de 2012, vencimentos contratuais de 15 de agosto de 2014 à 01 de junho de 2021. Os bancos garantem à Companhia o direito

de resgate da totalidade das aplicações, sem qualquer penalidade. O Fundo FIM Guardian é um fundo exclusivo da Companhia, que detém 100% das suas cotas, no montante de 7.234.947 cotas em junho de 2012 (junho de 2011 - 58.816.444). As demonstrações contábeis

desse Fundo foram examinadas por auditores independentes. Os termos de depósitos a prazo e operações compromissadas (acordos de recompra) realizadas em 30 de junho de 2012 e em 30 de junho de 2011, exigem contratualmente as contras partes o resgate, do montante

originalmente investido é acrescido de juros até a data de resgate sem qualquer penalização, a qualquer momento e sem aviso prévio. Esta disposição efetivamente resulta em depósitos e acordos serem à vista, apesar de ter uma data de vencimento. Os montantes investidos são

remunerados com base em um percentual do CDI (taxa de Certificado de Depósito Interbancário, uma taxa de juros para depósitos interbancários medidos e divulgada diariamente pela CETIP, entidade que fornece serviços de custódia e depositário), que variam entre 100% e

104% do CDI diário em 30 de junho de 2012 e 30 de junho de 2011.

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Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 25

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

7. OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS

2012

Instrumentos Controladora Consolidado Total (R$) Volume /

Ref. Risco Vencimento Estratégia derivativos em aberto Contraparte A receber A pagar A receber A pagar Saldo líquido Posição (000) Unidade

1. Moeda US$ julho-12 (ii) NDF Bancos Nacionais (6.928) (6.928) (11.030) US$

2. Moeda US$ agosto-12 (ii) NDF Bancos Nacionais 173 173 (31) 142 2.592 US$

3. Moeda US$ dezembro-12 (i) NDF Bancos Nacionais 68 68 983 US$

4. Moeda US$ abril-13 (ii) NDF Bancos Nacionais (236) (236) (2.183) US$

5. Moeda US$ julho-13 (ii) NDF Bancos Nacionais (343) (343) (9.945) US$

6. Moeda US$ julho-12 (ii) BMF Bancos Nacionais (769) (769) (12.250) US$

7. Opção julho-13 (ii) OPÇÃO Bancos Nacionais (196) (196) (196) 0 US$

8. Moeda US$ julho-13 (ii) Opção de USD Trading Companies

Internacionais (37) (37) (37) 0 US$

Circulante 173 241 (8.307) (8.066)

Não circulante (233) (233) (233)

Total Risco com Moeda US$ 173 (233) 241 (8.540) (8.299) (31.833) US$

Commodities

9. Soja julho-13 (ii) Acumulador Trading Companies

Soja (a) Internacionais (7.660) (7.660) (7.660) (1.247) sacas

10. Milho agosto-12 (ii) NDF MILHO Bancos Nacionais 68 68 68 0 sacas

11. Milho julho-13 (ii) Acumulador Milho (a) Trading Companies

Internacionais (2.316) (2.316) (2.316) (406) sacas

Circulante 68 68 68 (1.653)

Não circulante (9.976) (9.976) (9.976)

Total Risco com commodities 68 (9.976) 68 (9.976) (9.908) (1.653) sacas

Total Riscos 241 (10.209) 309 (18.516) (18.207)

Margem Valor de margem 4.018 4.018

Circulante 4.259 4.327 (8.307)

Não circulante (10.209) (10.209)

Referências: OTC - “over the counter” - mercado de balcão

Estratégia a qual o instrumento esta relacionado: (i) Passivo de compra de fazenda; (ii) Estimativa de comercialização da safras 2012 e 2013

(a) O acumulador é uma venda futura a um preço contratualmente estabelecido no qual o volume vendido (notional) depende da cotação da commodity observado diariamente durante a vida do contrato. A liquidação do acumulador é feita em um único pagamento no

vencimento do contrato. O notional total contratado é dividido pela quantidade de dias da operação estabelecendo um notional diário. Diariamente é determinado se a cotação de mercado de referência da commodity naquele dia se encontra: (i) abaixo de um preço de

suspensão e nesse caso o volume vendido é zero, (ii) entre o preço de suspensão e o preço de venda contratualmente estabelecido e nesse caso o volume vendido é o volume do notional diário, ou (iii) acima do preço de venda contratualmente estabelecido e nesse caso o volume

vendido e duas vezes o volume do notional diário. Em função da variabilidade do volume vendido em 30 de junho de 2012 o volume de safra 2012/2013 para o qual foram contratados derivativos de commodities pode variar conforme indicado a seguir:

% de volume de produção esperado

com hedge econômico contratado

% mínimo % máximo

Soja 33,80% 62,50%

Milho 7,00% 45,00%

2011

Instrumentos Controladora Consolidado Total (R$)

derivativos Saldo Volume /

Ref. Risco Vencimento Estratégia em aberto Contraparte A receber A pagar A receber A pagar líquido Posição (000) Unidade

1. Moeda US$ dezembro-11 (i) NDF Bancos Nacionais (493) (493) 1.153 US$

2. Moeda US$ julho-11 (ii) NDF Bancos Nacionais 1.844 1.844 (8.051) US$

3. Moeda US$ julho-12 (ii) NDF Bancos Nacionais 202 202 (6.227) US$

4. Moeda US$ agosto-11 (ii) BM&F Bancos Nacionais 697 697 (16.250) US$

Corrente 2.743 (493) 2.250

Total Risco com taxa de câmbio - Moeda US$ 2.743 (493) 2.250 (29.375) US$

5. Soja julho-12 (ii) OTC Soja Trading Companies

Internacionais (2.425) (2.425) (2.425) (1.097) sacas

Margem 2.643 2.643 2.643

Corrente 2.643 (2.425) 2.643 (2.425) 218

Total Risco com commodities - SOJA 2.643 (2.425) 2.643 (2.425) 218 (1.250) sacas

Totais Riscos - Circulante 2.643 (2.425) 5.386 (2.918) 2.468

Circulante 2.643 (2.425) 5.386 (2.918) 2.468

Referências: OTC - “over the counter” - mercado de balcão

Estratégia a qual o instrumento esta relacionado: (i) Passivo de compra de fazenda; (ii) Estimativa de comercialização da safra 2012

Os instrumentos financeiros derivativos para negociação são classificados como ativo ou passivo circulante. O valor justo total de um derivativo de hedge econômico é classificado como ativo ou passivo não circulante, se o período remanescente para o vencimento do item

protegido por hedge for superior a 12 meses, e como ativo ou passivo circulante se o período remanescente para o vencimento do item protegido por hedge for inferior a 12 meses.

8. CLIENTES

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Venda de Cana de Açúcar 3.208 5.593 3.207 5.593

Venda de Grãos 41.572 12.146 48.270 16.857

Arrendamentos 685 492

Venda de fazendas 9.445 3.029

44.780 17.739 61.607 25.971

Provisão para créditos de liquidação duvidosa (952) (952)

Total circulante 43.828 17.739 60.655 25.971

Venda de fazendas - não circulante 12.759 2.936

O rating dos nossos principais clientes não vencidos e não provisionados estão entre A2 e Ba1, de acordo com a agência Moody s.

Controladora

Consolidado

30 de junho 30 de junho 30 de junho 30 de junho

A vencer: de 2012 de 2011 de 2012 de 2011

Até 30 dias 14.374 11.122 15.389 17.975

De 31 a 90 dias 28.145 1.408 32.885 2.615

De 91 a 180 dias 457 529 1.217 529

Acima de 180 dias 147 22.940 2.936

Vencidos:

Até 30 dias 301 2.469 468 2.503

De 31 a 90 dias 74 461 74 599

De 91 a 180 dias 236 864 345 864

Acima de 180 dias 1.046 886 1.046 886

44.780 17.739 74.366 28.907

(a) Venda de cana-de-açúcar: Os valores a receber referem-se à venda de cana-de-açúcar à ETH Bionergia. (b) Venda de grãos:

Os valores a receber correspondem principalmente à venda de soja para Bunge, Amaggi, Los Grobos e Cargill. A constituição da provisão

para créditos de liquidação duvidosa é obtida por meio da análise de inadimplência de forma individual por cliente e os valores debitados

à conta de provisão são geralmente baixados quando não há expectativa de recuperação dos recursos. (c) Créditos por venda de

fazendas: (i) Fazenda Engenho: Os valores a receber correspondem à venda da fazenda Engenho, conforme compromisso de compra

e venda de imóvel rural assinado em 13 de junho de 2008. O valor em reais equivale a 159.500 sacas de soja, a serem pagos nas datas

estabelecidas no contrato que se encerra em abril de 2013. O valor das contas a receber foi determinado com base na cotação futura da

soja, na data de vencimento de cada parcela (ou com base em estimativas e cotações de brokers quando não existe cotação futura para a

data de vencimento), assim como da taxa de câmbio futura de dólares norte-americanos para reais na mesma data (na medida em que a

cotação da soja futura é denominada em dólares norte-americanos). O valor resultante é descontado a valor presente utilizando taxa

média de 7,56% a.a. (2011 - 12,25% a.a.). O valor registrado referente a ajuste a valor presente no resultado do exercício findo em

30 de junho de 2012 monta a R$ 2.325 (junho de 2011 - R$ 2.943). A parcela de mudança no valor justo não atribuído as mudanças de

mercado, isto é, não atribuído pelas alterações na taxa de CDI (que consideramos ser uma referencia em taxa de juros), pelas mudanças

na cotação da soja futura ou pelas mudanças na cotação do cambio futuro do US$ para R$, não foi material em todos os períodos

apresentados e no acumulado. O valor contábil apresentado na tabela acima, em “Venda de fazenda”, apresenta a exposição máxima

ao risco de crédito decorrente do valor a receber em cada data de balanço. (ii) Fazenda São Pedro: Em 28 de setembro de 2011, a

Companhia vendeu a Fazenda São Pedro, uma propriedade rural com área total declarada de 2.447 hectares, dos quais 1.724 hectares

agricultáveis na data da venda, localizada no Município de Chapadão do Céu - GO. O preço de venda é equivalente a 580.000 sacas de

soja, correspondente a R$ 23.291. Essa venda foi parte da estratégia de negócios da Companhia, que tem por objetivo gerar ganhos de

capital com a venda de imóveis. Foram reconhecidos R$ 12.987 em “Ganho com venda de fazendas” correspondente à diferença entre

o preço de venda de R$ 23.291 e o valor contábil de R$ 10.304. O valor de R$ 2.250 foi recebido como adiantamento (equivalentes a

50.000 sacas de soja) sobre a venda e adicionalmente um pagamento de R$ 7.519 (equivalente a 160.000 sacas de soja) feito em 30 de

março de 2012. O saldo remanescente será pago em quatro parcelas, em 30 de março de cada ano subseqüente, no valor equivalente a

92.500 sacas de soja cada um. A propriedade foi adquirida em setembro de 2006 e o montante total investido em aquisição e

desenvolvimento foi de R$ 10 milhões. Considerando que o preço de venda é medido em sacas de soja foi determinado o valor de

R$ 23.291, como segue: • um montante de R$ 2.250 para o pagamento inicial que é equivalente a 50.000 sacas de soja, além de;

• o valor remanescente de R$ 21.041 a ser pago em parcelas medidas com base na cotação da soja para entrega futura, na data de

vencimento de cada parcela (ou com base em estimativas e cotações de corretores, onde não há cotação da soja para entrega futura em

data de vencimento específica), e com base na taxa de câmbio de dólares para reais para entrega futura também na data de vencimento.

O valor resultante é descontado a valor presente à taxa de 8,28% a.a. em 30 de junho de 2012. O valor a receber como resultado da

mudança no valor do contas a receber em 30 junho de 2012 totalizou R$ 4.357. A parcela de mudança no valor justo que não é atribuído

às mudanças nas condições de mercado, isto é, não atribuível à mudanças na taxa de CDI, às alterações na cotação da soja para o futura

entrega ou às mudanças na taxa de câmbio de dólar para reais para entrega futura não foi material no exercício apresentado. O valor

contábil apresentado na tabela anterior, em “Venda de fazenda”, apresenta a exposição máxima ao risco de crédito decorrente do

contas a receber em cada data de balanço.

9. CRÉDITOS FISCAIS E TRIBUTÁRIOS

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

IRRF sobre aplicações financeiras a compensar 5.193 2.325 5.494 2.946

Outros impostos e contribuições a compensar 1.336 550 3.837 1.361

Total circulante 6.529 2.875 9.331 4.307

ICMS a recuperar 5.199 4.169 5.199 4.169

ICMS a recuperar sobre ativo imobilizado 514 439 514 439

Pis e Cofins não cumulativo a compensar 5.355 5.029 5.355 6.795

IRRF sobre aplicações financeiras a compensar 11.330 14.381 11.735 14.381

Total não circulante 22.398 24.018 22.803 25.784

A Companhia classifica como “não circulante”, os créditos tributários oriundos de IRRF sobre aplicações financeiras e PIS e COFINS a

recuperar por entender que os saldos desses tributos não serão compensados integralmente no período de 12 meses. A Companhia

ingressou junto à Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí com solicitação de homologação do saldo credor de ICMS no valor de

R$ 3.091 a ser transferido para outro estabelecimento de outro contribuinte no mesmo Estado, com o propósito de pagamento de

fornecedores.

10. ESTOQUES

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Produtos agrícolas 27.179 42.269 28.462 43.629

Cana 2.238 3.744 2.238 3.744

Soja 13.778 26.815 14.558 28.175

Milho 10.027 8.920 10.530 8.920

Arroz 309 2.679 309 2.679

Algodão 737 737

Outros cultivos 90 111 90 111

Insumos (sementes, fertilizantes e defensivos) 10.038 17.806 12.535 18.332

Adiantamento a fornecedores para compra de

fertilizantes, defensivos e outros insumos 25.364 15.744 31.561 15.518

62.581 75.819 72.558 77.479

11. ATIVOS BIOLÓGICOS

Os gastos com plantio estão substancialmente representados pelos gastos incorridos com a formação das safras tais como: sementes,

fertilizantes, defensivos agrícolas, depreciação e mão de obra aplicada nas culturas assim como arrendamentos no caso de culturas em

propriedades arrendadas.

Controladora

Consolidado

Circulante Não circulante Circulante Não circulante

Grãos Cana Grãos Cana

Saldos em 1º de julho de 2010 1.212 38.696 1.001 38.696

Gastos com Plantio 56.054 7.775 72.377 7.775

Variação do valor justo 12.380 3.732 19.029 3.732

Colheita do produto agricola (68.322) (9.869) (91.072) (9.869)

Saldo em 30 de junho de 2011 1.324 40.334 1.335 40.334

Gastos com Plantio 83.983 665 104.986 665

Variação do valor justo (6.894) 2.690 (7.190) 6.773

Colheita do produto agricola (75.205) (11.758) (95.020) (15.841)

Saldo em 30 de junho de 2012 3.208 31.931 4.111 31.931

As culturas existentes na Companhia ocorrem, normalmente nos seguintes períodos:

Período desde o plantio até a colheita

Milho

Unidade Localização Cana Soja Milho Safrinha Arroz Algodão

Fazenda Cremaq Piauí N/A 25/10 a 30/05 25/11 a 30/06 01/02 a 30/08 15/12 a 15/05 30/11 a 30/08

Fazenda Jatobá Bahia N/A 25/10 a 30/05 25/10 a 30/06 N/A Não Planta 25/11 a 30/08

Fazenda Alto Taquari Mato Grosso 01/02 a 30/11 01/10 a 28/02 01/10 a 30/10 N/A Não Planta N/A

Fazenda Araucária Goiás 01/02 a 30/11 01/10 a 28/02 01/10 a 30/10 N/A Não Planta N/A

Fazenda Chaparral Bahia N/A 01/11 a 30/05 25/10 a 05 /12 N/A Não Planta 25/11 a 30/08

Fazenda Nova Buriti Minas Gerais N/A Não Planta/Colhe N/A N/A Não Planta N/A

Fazenda Preferência Bahia N/A Não Planta/Colhe N/A N/A Não Planta N/A

Fazenda Horizontina Maranhão N/A 05/11 a 30/05 25/11 a 30/06 05/02 a 30/08 15/12 a 15/05 N/A

Parceria I Bahia N/A 25/10 a 30/05 25/10 a 30/06 N/A Não Planta 25/11 a 30/08

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26 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

12. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

Controladora

Consolidado

Índice de correção 2012 2011 2012 2011

Banco do Nordeste (BNB) CDI 1.736 1.571 3.061 2.770

Banco Itaú BBA CDI 20.136 18.492 20.136 18.492

21.872 20.063 23.197 21.262

Os montantes existentes em aplicação (sem liquidez imediata) correspondem às contas “Reserva” e “Fiança” mantidas como garantia

pelos financiamentos obtidos em dezembro de 2009 e junho de 2010 (Nota 19).

13. PROPRIEDADES PARA INVESTIMENTO - NÃO CIRCULANTE

Consolidado

Fazenda Estado Hectares Imobiliária Aquisição 2012 2011

São Pedro Goiás 2.447 Araucária Ltda. setembro/2006 10.153

Jatobá Bahia 31.606 Jaborandi S.A. março/2007 56.118 52.752

Araucária Goiás 9.682 Araucária Ltda. abril/2007 71.707 71.045

Alto Taquari Mato Grosso 5.186 Mogno Ltda. agosto/2007 33.250 33.258

Chaparral Bahia 37.182 Cajueiro Ltda. novembro/2007 61.847 57.694

Cremaq Piauí 32.702 Cremaq Ltda. outubro/2006 79.978 80.006

Preferência Bahia 17.799 Cajueiro Ltda. setembro/2008 21.003 16.216

Horizontina Maranhão 14.359 Ceibo Ltda. abril/2010 45.992 40.735

Nova Buriti Minas Gerais 24.247 Flamboyant Ltda dezembro/2007 22.012 21.828

391.907 383.687

Controladora

Propriedades

Terra - Edifícios e Abertura Total em Obras em para investi-

Fazendas benfeitorias de área operação andamento mento total

Em 30 de junho de 2011

São Pedro 251 251 251

(-) Depreciação / Amortização (35) (35) (35)

Araucária 594 1 595 145 740

(-) Depreciação / Amortização (57) (57) (57)

Alto Taquari 55 55 55

(-) Depreciação / Amortização (8) (8) (8)

Chaparral 1.192 13.149 14.341 25 14.366

(-) Depreciação / Amortização (118) (4.397) (4.515) (4.515)

Cremaq 9.626 35.720 45.346 291 45.637

(-) Depreciação / Amortização (501) (7.151) (7.652) (7.652)

Preferência 861 5.946 6.807 352 7.159

(-) Depreciação / Amortização (23) (460) (483) (483)

Horizontina 258 3.543 3.801 32 3.833

(-) Depreciação / Amortização (5) (289) (294) (294)

Nova Buriti 21.007 406 21.413 21.413

(-) Depreciação / Amortização (31) (31) (31)

Saldo contábil, líquido 21.007 12.465 46.062 79.534 845 80.379

Em 30 de junho de 2012

Saldo inicial 21.007 12.465 46.062 79.534 845 80.379

Aquisições 548 17.294 17.842 4.979 22.821

Transferências 2.407 2.407 (2.407)

(-) Depreciação / Amortização (809) (8.034) (8.843) (8.843)

Saldo contábil, líquido 21.007 14.611 55.322 90.940 3.417 94.357

Em 30 de junho de 2012

Araucária 1.379 1 1.380 62 1.442

(-) Depreciação / Amortização (127) (127) (127)

Alto Taquari 55 55 55

(-) Depreciação / Amortização (16) (16) (16)

Chaparral 1.369 17.541 18.910 2.143 21.053

(-) Depreciação / Amortização (246) (6.837) (7.083) (7.083)

Cremaq 10.954 38.936 49.890 130 50.020

(-) Depreciação / Amortização (1.057) (11.006) (12.063) (12.063)

Preferência 1.364 10.613 11.977 1.023 13.000

(-) Depreciação / Amortização (71) (1.480) (1.551) (1.551)

Horizontina 665 8.562 9.227 59 9.286

(-) Depreciação / Amortização (21) (1.008) (1.029) (1.029)

Nova Buriti 21.007 412 21.419 21.419

(-) Depreciação / Amortização (49) (49) (49)

Saldo contábil, líquido 21.007 14.611 55.322 90.940 3.417 94.357

Consolidado

Propriedades

Terra - Edifícios e Abertura Total em Obras em para investi-

Fazendas benfeitorias de área operação andamento mento total

Em 30 de junho de 2011

São Pedro 9.937 251 10.188 10.188

(-) Depreciação / Amortização (35) (35) (35)

Jatobá 32.999 1.686 21.890 56.575 201 56.776

(-) Depreciação / Amortização (159) (3.865) (4.024) (4.024)

Araucária 70.362 594 1 70.957 145 71.102

(-) Depreciação / Amortização (57) (57) (57)

Alto Taquari 33.211 55 33.266 33.266

(-) Depreciação / Amortização (8) (8) (8)

Chaparral 47.842 1.192 13.149 62.183 26 62.209

(-) Depreciação / Amortização (118) (4.397) (4.515) (4.515)

Cremaq 42.021 9.626 35.720 87.367 291 87.658

(-) Depreciação / Amortização (501) (7.151) (7.652) (7.652)

Preferência 9.540 861 5.946 16.347 352 16.699

(-) Depreciação / Amortização (23) (460) (483) (483)

Horizontina 37.197 258 3.543 40.998 31 41.029

(-) Depreciação / Amortização (5) (289) (294) (294)

Nova Buriti 21.453 406 21.859 21.859

(-) Depreciação / Amortização (31) (31) (31)

Saldo contábil, líquido 304.562 13.992 64.087 382.641 1.046 383.687

Em 30 de junho de 2012

Saldo inicial 304.562 13.992 64.087 382.641 1.046 383.687

Aquisições 826 1.033 22.573 24.432 5.374 29.806

Baixa (9.937) (216) (10.153) (10.153)

Transferências 2.598 2.598 (2.598)

(-) Depreciação / Amortização (892) (10.541) (11.433) (11.433)

Saldo contábil, líquido 295.451 16.515 76.119 388.085 3.822 391.907

Em 30 de junho de 2012

Jatobá 33.012 2.146 27.169 62.327 405 62.732

(-) Depreciação / Amortização (242) (6.372) (6.614) (6.614)

Araucária 70.392 1.379 1 71.772 62 71.834

(-) Depreciação / Amortização (127) (127) (127)

Alto Taquari 33.211 55 33.266 33.266

(-) Depreciação / Amortização (16) (16) (16)

Chaparral 47.877 1.369 17.541 66.787 2.143 68.930

(-) Depreciação / Amortização (246) (6.837) (7.083) (7.083)

Cremaq 42.021 10.954 38.936 91.911 130 92.041

(-) Depreciação / Amortização (1.057) (11.006) (12.063) (12.063)

Preferência 9.554 1.364 10.613 21.531 1.023 22.554

(-) Depreciação / Amortização (71) (1.480) (1.551) (1.551)

Horizontina 37.735 665 8.562 46.962 59 47.021

(-) Depreciação / Amortização (21) (1.008) (1.029) (1.029)

Nova Buriti 21.649 412 22.061 22.061

(-) Depreciação / Amortização (49) (49) (49)

Saldo contábil, líquido 295.451 16.515 76.119 388.085 3.822 391.907

(a) Fazenda Horizontina: Em 9 de março de 2010 a Companhia realizou, sob autorização do Conselho de Administração, a compra da

Fazenda Horizontina, administrada pela sua controlada, Imobiliária Ceibo, responsável pelas fazendas do Maranhão.

(b) Fazenda Nova Buriti: Em 30 de junho de 2010 a Companhia transferiu 3.064 hectares da Fazenda Nova Buriti para a sua controlada

Imobiliária Flamboyant, administradora das fazendas de Minas Gerais.

(c) Fazenda Cremaq: Em dezembro de 2009, 10.097 hectares da fazenda Cremaq foram dados como garantia de pagamento do

financiamento obtido junto ao Banco do Nordeste (BNB) (Nota 19).

(d) Fazenda São Pedro: A propriedade foi adquirida em setembro de 2006 e o valor total investido na mesma entre aquisição e

desenvolvimento foi de R$ 10 milhões. A Companhia celebrou, em 28 de setembro de 2011, a venda da Fazenda São Pedro. A referida

venda se insere na estratégia de negócios da Companhia, que objetiva, além de ganhos com produção agrícola, a realização de ganhos

de capital com a venda das propriedades.

(e) Avaliação de terras e estimativa do valor justo: A Companhia reconhece suas fazendas pelo custo. A tabela na Nota 13(f)

apresenta o valor justo estimado. O cálculo do valor justo é descrito a seguir:

• Avaliação datada de 30 de junho de 2012: A avaliação ao valor justo em 30 de junho de 2012 foi feita por profissionais experientes

que são empregados da Companhia não tendo sido obtidas avaliações feitas por terceiros independentes nessa data base. A Companhia

efetuou em datas entre janeiro de 2012 e maio de 2012 avaliações por terceiros independentes de 3 de suas fazendas e os valores justos

estimados pela Companhia em 30 de junho de 2012 para tais fazendas não apresentam diferenças significativas em relação com as

avaliações feitas por terceiros independentes em meses anteriores. Para estimar o valor de mercado das fazendas da Companhia

levamos em consideração para cada uma das propriedades: 1) o seu nível de desenvolvimento, 2) a qualidade do solo e sua maturidade e

3) a aptidão e potencial agrícola. O primeiro passo da análise, dessa forma, foi realizar uma análise detalhada de cada fazenda alocando

cada hectare em diferentes categorias levando em consideração os três itens acima mencionados. Como uma segunda etapa, fizemos

uma avaliação de valor de mercado para cada uma dessas categorias de acordo com um índice de mercado, como sacas de soja e/ou

toneladas de cana. Cada índice foi escolhido para refletir melhor a maneira pela qual o mercado precifica áreas com essas características.

Esta metodologia resultou em um valor de cada fazenda nos termos do índice escolhido. O valor de mercado mensurado em sacas de

soja e/ou toneladas de cana teve como base ofertas recebidas de fazendas para venda, e também preços indicativos em relatórios de

grande circulação. Desta forma o valor justo da propriedade em R$ esta diretamente sujeito á alteração resultante de mudanças no preço

da soja e da cana. Como etapa final, estimamos o preço de cada um dos índices. Essa estimativa foi feita considerando os preços atuais

de mercado (33% em peso) e nossa estimativa de preço de equilíbrio de longo prazo (67% em peso). O valor final de cada fazenda foi

definido, portanto, pela multiplicação do valor da fazenda nos termos do índice pelo preço médio ponderado correspondente do índice.

O valor justo determinado divulgado corresponde apenas á terra nua para uma venda não financiada não incluindo edifícios e melhorias.

• Avaliação datada de 30 de junho de 2011: A avaliação foi realizada para determinar o valor justo em uma data intermediária, 31 de

dezembro de 2010. A administração usou o apoio de avaliadores internos para determinar o valor das propriedades em 31 de dezembro

de 2010 e a administração estimou o valor justo das mesmas em 30 de junho de 2011. Os preços unitários das terras foram obtidos após

a realização de um levantamento de elementos com características intrínsecas e extrínsecas semelhantes às propriedades sendo

avaliadas, realizado através de fontes diferentes nas regiões envolvidas. Assim, as terras foram comparadas a outras propriedades

semelhantes que foram colocadas à venda ou que foram vendidas e também em relação àquelas disponíveis em outros mercados na

região. O valor justo estimado divulgado para as fazendas corresponde apenas à terra, para uma venda não financiada, não incluindo

edifícios e melhorias. Ao ponderar o valor justo da terra um fator de ajuste foi considerado para o nível real de preparação da terra para o

plantio. O valor da terra para a agricultura utilizado nas regiões pesquisadas é cotado pelo preço do saco de soja. O valor justo das

fazendas vendidas ou ofertadas para venda (obtido através de pesquisa de mercado) foi expresso em sacas de soja por hectare.

Desta forma, o valor justo da propriedade em reais (R$) está diretamente sujeito à alteração resultante de mudanças no preço da soja.

O valor justo estimado em 30 de junho de 2011 foi estimado pela administração, considerando como ponto de partida a avaliação

realizada por avaliadores independentes em 31 de dezembro de 2010, e a seguinte metodologia foi aplicada para estimar o valor justo

em 30 de junho de 2011: Para estimar o valor de mercado de nossas fazendas levamos em consideração para cada fazenda: (i) o nível de

desenvolvimento, (ii) a qualidade do solo e seu nível de maturidade, (iii) a aptidão e potencial agrícola. O primeiro passo foi fazer um

“raio-x” para cada fazenda, quebrando os hectares por tipo de acordo com os tópicos acima mencionados. Como uma segunda etapa

fizemos uma avaliação de valor de mercado para cada parte das fazendas de acordo com um índice de preços de mercado, como o preço

da soja ou o preço da cana-de-açúcar. Cada índice foi escolhido para melhor refletir a forma como o mercado avalia a área. Esta

abordagem resultou em um valor para cada fazenda em termos do índice escolhido. Em uma etapa final, estimamos o preço para cada

índice. Tal estimativa foi feita considerando os preços correntes de mercado (33% de peso) e nossa estimativa de preços de equilíbrio de

mercado a longo prazo (67% de peso). O valor final de cada fazenda é então definido pela multiplicação do valor da fazenda em termos

do índice pelo preço médio ponderado correspondente do índice.

(f) Propriedades para investimento pelo seu valor justo - terras: A estimativa do valor justo inclui o valor justo da terra de acordo

com a sua condição em cada data de avaliação, considerando se a terraéaterravirgemousefoidesenvolvidaparausoagrícola.Como

tal, o valor justo das terras abaixo deve ser comparado com o custo da terra e o custo da abertura de área. A Companhia registra sob

“Abertura de área” todas as despesas realizadas para fins de preparação do terreno para seu uso agrícola. Considerando a quantidade

relativamente pequena de construções e melhorias, nenhuma estimativa de valor justo foi realizada a seu respeito.

Demonstração das propriedades para investimento avaliadas a valor justo:

Consolidado

30 de junho 30 de junho

Fazenda Estado Hectares Imobiliária Aquisição de 2012 de 2011

São Pedro Goiás 2.447 Araucária Ltda. 1/9/2006 25.005

Jatobá Bahia 31.606 Jaborandi S.A. 5/3/2007 179.758 153.393

Araucária Goiás 9.682 Araucária Ltda. 20/4/2007 111.646 106.152

Alto Taquari Mato Grosso 5.186 Mogno Ltda. 2/8/2007 62.302 58.644

Chaparral Bahia 37.182 Cajueiro Ltda. 29/11/2007 173.674 150.257

Cremaq Piauí 32.702 Cremaq Ltda. 22/4/2008 222.320 181.906

Preferência Bahia 17.799 Cajueiro Ltda. 11/9/2008 36.759 32.334

Horizontina Maranhão 14.359 Ceibo Ltda. 9/3/2010 72.689 54.129

Nova Buriti Minas Gerais 24.247 Flamboyant Ltda 28/5/2010 26.519 23.961

885.667 785.781

14. INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS E INVESTIMENTO A VALOR DE CUSTO

Milhares de

Lucro

ações ou quotas Participação Patrimônio (prejuízo)

possuídas pela no capital líquido ajustado

Companhia total - % ajustado do período

Em 30 de junho de 2012

Subsidiárias

Araucária 85.136 99,99 88.168 17.935

Cremaq 40.361 99,99 47.625 2.825

Engenho de Maracaju 10.194 99,99 10.194 2.700

Jaborandi S.A. 33.909 99,99 34.586 1.164

Jaborandi Ltda 34.331 99,99 26.834 (6.367)

Cajueiro 61.988 99,99 60.784 1.103

Mogno 22.717 99,99 15.295 (716)

Ceibo 18.707 99,99 39.951 2.348

Flamboyant 458 99,99 360 (40)

Investimentos ao custo Green Ethanol LLC 4.376 40,65

Em 30 de junho de 2011

Subsidiárias

Araucária 85.136 99,99 84.833 2.595

Cremaq 40.361 99,99 46.200 3.350

Engenho de Maracaju 10.194 99,99 12.803 2.447

Jaborandi S.A. 30.949 90,00 30.993 548

Jaborandi Ltda 21.785 75,00 14.009 (541)

Cajueiro 61.988 99,99 59.681 1.044

Mogno 22.717 99,99 16.011 (142)

Ceibo 18.707 99,99 18.579 (120)

Flamboyant 458 99,99 400 (50)

Investimentos ao custo Green Ethanol LLC 4.376 40,65

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Próxima


Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 27

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

Movimentação dos investimentos:

(a) Exercício findo em 30 de junho de 2012 Cremaq Engenho Jaborandi S.A. Jaborandi Ltda Araucária Mogno Cajueiro Ceibo Flamboyant Green Ethanol Total

Composição do saldo em 30 de junho de 2011 46.200 12.803 30.310 17.891 84.833 16.011 59.681 18.579 400 410 287.118

Aquisição de participação 3.500 10.676 14.176

Aumento de capital 2.663 17.885 19.024 39.572

Redução de Capital (4.732) (4.732)

Adiantamento para futuro aumento de capital (2.416) (5.383) 330 (7.469)

Lucros e dividendos distribuidos (1.400) (5.309) (635) (14.600) (21.944)

Aumento na participação dos não controladores

resultante de mudança da participação na Jaborandi (1.135) (1.135)

Resultado de equivalência patrimonial 2.825 2.700 1.164 (6.367) 17.935 (716) 1.103 2.348 (40) 20.952

Composição do saldo em 30 de junho de 2012 47.625 10.194 34.586 28.835 88.168 15.295 60.784 40.281 360 410 326.538

Investimentos 47.625 10.194 34.586 26.834 88.168 15.295 60.784 39.951 360 410 324.207

Adiantamento para futuro aumento de capital 2.001 330 2.331

Composição do saldo em 30 de junho de 2012 47.625 10.194 34.586 28.835 88.168 15.295 60.784 40.281 360 410 326.538

(b) Exercício findo em 30 de junho de 2011 Cremaq Engenho Jaborandi S.A. Jaborandi Ltda. Araucária Mogno Cajueiro Ceibo Flamboyant Green Ethanol Total

Composição do saldo em 30 de junho de 2010 42.850 10.356 27.401 12.878 82.238 16.153 58.637 13.149 442 410 264.514

Aumento de Capital 3.935 2.996 18.697 457 26.085

Adiantamento para futuro aumento de capital (1.519) 5.419 (2.996) (13.147) (449) (12.692)

Resultado de equivalência patrimonial 3.350 2.447 493 (406) 2.595 (142) 1.044 (120) (50) 9.211

Composição do saldo em 30 de junho de 2011 46.200 12.803 30.310 17.891 84.833 16.011 59.681 18.579 400 410 287.118

Investimentos 46.200 12.803 27.894 10.507 84.833 16.011 59.681 18.579 400 410 277.318

Adiantamento para futuro aumento de capital 2.416 7.384 9.800

Composição do saldo em 30 de junho de 2011 46.200 12.803 30.310 17.891 84.833 16.011 59.681 18.579 400 410 287.118

(i) Green Ethanol: Em março de 2007, a Companhia adquiriu uma participação de 40,65% na Green Etanol LLC (anteriormente

conhecida como Tarpon Ethanol LLC). A Green Ethanol LLC detia no momento 2,47% do capital social da Brenco - Brazilian Renewable

Energy Company (“Brenco”), uma empresa privada brasileira que iniciou suas atividades em 2007 no setor de açúcar e etanol.

Em setembro de 2008, a Green Etanol LLC reduziu sua participação na Brenco para 1,55%, percentual posteriormente aumentado para

3,8% em dezembro de 2008. Em 18 de fevereiro de 2010, ETH Bioenergia adquiriu a Brenco diluindo a participação da Green Ethanol a

0,046%. Apesar de a Companhia deter 40,65% de participação na Green Ethanol LLC, o Contrato de Responsabilidade Limitada da

Green Ethanol LLC (que foi originalmente emitido em março de 2007 e aditado em 2009) não dá à Companhia nenhum poder de

influência de acordo com o IAS 28/CPC 18. Conforme o contrato, o outro investidor foi nomeado como Membro Administrador e

somente esse Membro Administrador tem o direito de voto para aprovar matérias ou tomar decisões. Os negócios da Green Ethanol LLC

são gerenciados exclusivamente pelo Membro Administrador. O contrato nomeia o outro investidor como Membro Administrador e só

pode ser alterado mediante um documento assinado pelo Membro Administrador. O único ativo da Green Ethanol é a participação na

ETH Bioenergia. A participação detida pela Companhia na Green Etahnol LLC está sendo registrada a custo por que a ETH Bioenergia e a

Brenco são empresas privadas e por isso nenhuma informação pública está disponível. A CompanhiaeaGreenEthanolLLCnãotiveram

acesso às informações financeiras e operacionais da ETH Bioenergia e Brenco (históricas ou projetadas), que poderiam ser usadas para

calcular o valor justo dessas ações o que foi formalmente negado. A Companhia efetuou solicitações formais de acesso as informações

tanto diretamente a ETH Bioenergia quanto indiretamente por intermédio da Green Ethanol LLC. Como resultado das perdas incorridas

e do significativo nível de endividamento da Brenco, a Companhia efetuou uma analise de impairment do investimento em 1º de julho de

2009 e conclui que exisitia um impairment nessa data. Para fins de mensurar o valor da perda por impairment a Companhia estimou o

valor justo do investimento na data base de fevereiro de 2010 considerando a compra da Brenco pela ETH Bioenergia e reconheceu tal

perda em 1º de julho de 2009 no valor de R$ 410. (ii) Distribuição de lucros dividendos: Em 30 de junho de 2012, a Jaborandi S.A.

efetuou a destinação de dividendo mínimo obrigatório de 50% do seu lucro, conforme consta no estatuto social, no valor de R$ 635 e

constituiu reserva legal de 5% sobre o lucro do exercício. Em 2012, as imobiliárias Cremaq, Engenho e Araucária aprovaram distribuição

de lucros no valor de R$ 1.400, R$ 5.309 e R$ 14.600, respectivamente; esses valores foram utilizados para investimentos nas operações

da Companhia. (iii) Imobiliária Ceibo: Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia realizou uma integralização de capital no valor de

R$ 19.024 proveniente de adiantamentos realizados pela Brasilagro à Imobiliária Ceibo para pagamento da fazenda Horizontina.

15. INTANGÍVEL

Controladora e Consolidado

Softwares

Saldo em 30 de junho de 2010 2.288

Aquisição 1.106

Amortização do exercício reconhecida nas despesas gerais e administrativas (782)

Saldo em 30 de junho de 2011 2.612

Aquisição 1.491

Amortização do exercício reconhecida nas despesas gerais e administrativas (1.496)

Saldo em 30 de junho de 2012 2.607

16. IMOBILIZADO

Controladora

Veículos e

Edifícios e Equipamentos Máquinas Móveis e Total em Imobilizado Imobilizado

benfeitorias e Instalações Agrícolas utensílios operação em andamento Total

Em 30 de junho de 2010 438 1.162 4.321 277 6.198 63 6.261

Exercício findo em

30 de junho de 2011

Saldo inicial 438 1.162 4.321 277 6.198 63 6.261

Aquisições 3 948 6.389 184 7.524 72 7.596

Depreciação (143) (260) (1.573) (44) (2.020) (2.020)

Saldo contábil, líquido 298 1.850 9.137 417 11.702 135 11.837

Em 30 de junho de 2011

Custo total 714 2.500 12.151 540 15.905 135 16.040

Depreciação acumulada (416) (650) (3.014) (123) (4.203) (4.203)

Saldo contábil, líquido 298 1.850 9.137 417 11.702 135 11.837

Exercício findo em

30 de junho de 2012

Saldo inicial 298 1.850 9.137 417 11.702 135 11.837

Aquisições 845 5.163 282 6.290 6.290

Baixas (31) (63) (6) (100) (100)

Depreciação (134) (352) (2.830) (67) (3.383) (3.383)

Saldo contábil, líquido 164 2.312 11.407 626 14.509 135 14.644

Em 30 de junho de 2012

Custo total 714 3.314 17.251 816 22.095 135 22.230

Depreciação acumulada (550) (1.002) (5.844) (190) (7.586) (7.586)

Saldo contábil, líquido 164 2.312 11.407 626 14.509 135 14.644

Taxas anuais de depreciação

(média ponderada) - % 4 15,78 17,03 10

Consolidado

Veículos e

Edifícios e Equipamentos Máquinas Móveis e Total em Imobilizado Imobilizado

benfeitorias e Instalações Agrícolas utensílios operação em andamento Total

Em 30 de junho de 2010 439 1.390 5.006 318 7.153 63 7.216

Exercício findo em

30 de junho de 2011

Saldo inicial 439 1.390 5.006 318 7.153 63 7.216

Aquisições 4 964 6.670 187 7.825 72 7.897

Baixas

Depreciação (145) (292) (1.727) (49) (2.213) (2.213)

Saldo contábil, líquido 298 2.062 9.949 456 12.765 135 12.900

Em 30 de junho de 2011

Custo total 714 2.803 13.390 595 17.502 135 17.637

Depreciação acumulada (416) (741) (3.441) (139) (4.737) (4.737)

Saldo contábil, líquido 298 2.062 9.949 456 12.765 135 12.900

Exercício findo em

30 de junho de 2012

Saldo inicial 298 2.062 9.949 456 12.765 135 12.900

Aquisições 969 5.306 293 6.568 (1) 6.567

Baixas (31) (63) (7) (101) (101)

Depreciação (134) (388) (3.007) (73) (3.602) (3.602)

Saldo contábil, líquido 164 2.612 12.185 669 15.630 134 15.764

Em 30 de junho de 2012

Custo total 714 3.741 18.633 881 23.969 134 24.103

Depreciação acumulada (550) (1.129) (6.448) (212) (8.339) (8.339)

Saldo contábil, líquido 164 2.612 12.185 669 15.630 134 15.764

Taxas anuais de depreciação

(média ponderada) - % 4 15,78 17,03 10

A Companhia procedeu a avaliações do prazo de vida útil, com o objetivo de revisar e ajustar a vida útil-econômica estimada para o

cálculo da depreciação, bem como para determinar o valor residual dos itens do imobilizado. Para fins dessa análise, a Companhia

obteve laudo de especialista interno, datado de 27 de julho de 2012 e 22 de agosto de 2011. Para a elaboração do laudo, o especialista

considerou o planejamento operacional da Companhia para os próximos exercícios, antecedentes internos, como o nível de

manutenção e utilização dos itens, elementos externos de comparação, tais como tecnologias disponíveis, recomendações e manuais de

fabricantes e taxas de vida útil dos bens. Considerando que os ativos da Companhia possuem pouco tempo de uso com taxas de

depreciação individuais atualizadas, o resultado do laudo concluiu pela não existência de alteração na estimativa de vida útil dos itens do

imobilizado. Em 30 de junho de 2012 não existiam compromissos significantes para compra de bens de imobilizado.

17. AQUISIÇÕES A PAGAR

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Fazenda Jatobá 1.974 1.755

Fazenda Alto Taquari 22.296 20.222

Fazenda Nova Buriti 16.588 15.768 16.588 15.768

Fazenda Horizontina 19.776

16.588 15.768 40.858 57.521

Os passivos se referem a compra de fazendas, como segue: (i) Fazenda Jatobá - corrigido pela variação do dólar estadunidense,

(ii) Fazenda Alto Taquari - 100% do Certificado de Depósito Interbancário (“CDI”), (iii) Fazenda Nova Buriti - Índice Geral de Preços de

Mercado (IGP-M), e (iv) Fazenda Horizontina - com juros com base em 68% do CDI durante um prazo máximo de oito meses sendo que

a Companhia realizou em 4 de agosto de 2011 o pagamento da última parcela da Fazenda Horizontina conforme acordo celebrado em

9 de março de 2010. Os pagamentos relacionados à compra de fazendas estão atrelados ao cumprimento de determinadas condições

precedentes por parte dos vendedores para a obtenção de licenças; com isso, a Companhia entende que não há possibilidade de cálculo

do valor presente visto que não há como determinar a data de vencimento dos pagamentos devidos.

18. FORNECEDORES

O montante existente em fornecedores deve-se à compra de insumos e serviços utilizados para o cultivo e desenvolvimento das lavouras.

19. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

Taxa anual de Controladora Consolidado

juros e encargos - % 2012 2011 2012 2011

Circulante

Financiamento de Custeio Agrícola - BNB e Itaú 10,89 e TJLP + 1,95 à 3,10 29.432 29.990 29.432 29.990

Financiamento Projeto Cremaq e Jaborandi - BNB 7,23 6.982 3.057 10.941 3.057

Financiamento de Máquinas e Equipamentos 5,50 a 10 e TJLP + 1,95 à 3,10 2.657 4.658 2.694 4.852

39.071 37.705 43.067 37.899

Não circulante

Financiamento de Safra - Itaú TJLP + 1,95 a 3,10 7.869 11.124 7.869 11.124

Financiamento de Máquinas e Equipamentos 5,50 a 10 5.355 4.273 5.358 4.315

Financiamento Projeto Cremaq e Jaborandi - BNB 7,23 22.038 21.379 38.067 39.997

35.262 36.776 51.294 55.436

74.333 74.481 94.361 93.335

Referências:

• Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).

• Financiamento de Máquinas e Equipamentos (FINAME) (BNDES).

• Banco do Nordeste (BNB) (taxa líquida).

Os montantes a vencer têm em 30 de junho de 2012 a seguinte composição, por ano de vencimento:

Controladora Consolidado

1ano 39.071 43.067

2 anos 8.141 10.736

3 anos 10.173 12.774

4 anos 5.730 8.168

5 anos 2.568 4.945

Acima de 5 anos 8.650 14.671

74.333 94.361

A safra, máquinas e equipamentos objeto desses financiamentos foram oferecidos como garantia e serão mantidos com alienação

fiduciária até a liquidação final dos contratos. Todos os financiamentos acima estão em Reais e reúnem características próprias e

condições definidas em contratos com órgãos de desenvolvimento governamentais, que repassam direta ou indiretamente os mesmos.

Em 30 de junho de 2012 e de 2011 os financiamentos da Companhia não possuíam cláusulas restritivas (covenants). Os empréstimos

com o BNB e com o Itaú BBA S.A. requerem a manutenção de depósitos um fundo de liquidez em conta- remunerados a CDI. Os saldos

em 30 de junho de 2012 e 2011 estão divulgados na Nota 12. Adicionalmente em relação com um empréstimo do BNB foram dadas

como garantia parte das terras da fazenda Cremaq. Em relação com um financiamento obtido pela Jaborandi também com o BNB foi

dada uma carta de fiança no valor de R$ 18.492. Os valores contábeis e o valor justo dos empréstimos são semelhantes.

(a) Empréstimos e financiamentos obtidos: Em 31 de julho de 2011 houve a terceira liberação no montante de R$ 3.483, referente

ao financiamento do Projeto Cremaq junto ao Banco do Nordeste e R$ 1.225 referente ao custeio da safra da fazenda São Pedro junto ao

Banco Itaú. Em 22 de agosto de 2011 foi liberado junto ao Banco Itaú o custeio safra 2011/2012 no valor de R$ 2.600 para soja e milho

na fazenda Cremaq, e R$ 521 referente ao plantio de cana na fazenda Araucária. Em 6 de Março de 2012 a Companhia contratou junto

ao Banco do Nordeste uma operação de crédito de financiamento para custeio de safra no montante de R$ 13.771, sendo o primeiro

contrato no valor de R$ 5.122 corrigido a uma taxa de juros de 7,25% a.a. e o segundo no valor de R$ 8.650, corrigido a uma taxa de

juros de 13,70% a.a.; ambos possuem vigência de 11 meses a findar-se em janeiro de 2013. Em 29 de junho de 2012 a Companhia

contratou junto ao Itaú BBA S.A. uma operação de crédito de financiamento para custeio de safra no montante de R$ 10.000, sendo o

contrato a uma taxa de juros de 8,76% a.a. com vencimento em 30 de novembro de 2012. (b) Pagamentos de empréstimos e

financiamentos: Em 19 de outubro de 2011 e em 7 de novembro de 2011, a Companhia realizou a quitação do contrato de

financiamento obtido junto ao Banco do Nordeste para custeio de safra no montante de R$ 30.640 e R$ 1.251, respectivamente.

Até 30 de junho de 2012 a Companhia pagou R$ 2.088 referente a financiamento de máquinas e R$ 3.318 referente ao custeio de safra.

20. TRIBUTOS DIFERIDOS

O imposto de rendaeacontribuição social diferidos ativos e passivos são compensados quando existe um direito legal de compensar os

créditos tributários com os débitos tributários e desde que se refiram à mesma autoridade fiscal e a mesma entidade jurídica. O exercício

fiscal para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social é o ano-calendário, que difere do exercício social da Companhia

que finaliza em 30 de junho de cada ano. A movimentação do imposto de renda e da contribuição social diferidos ativos e passivos no

exercício findo em 30 de junho, sem levar em conta a compensação de saldos na mesma jurisdição fiscal é a seguinte:

Controladora Consolidado

2012 2011 2012 2011

Ativo

Prejuízos fiscais 23.379 16.447 30.998 20.435

Ativos biológicos 1.850 2.651

Diferença no valor de custo das fazendas 171 171 171 171

25.400 16.618 33.820 20.606

Passivo

Depreciação acelerada de bens destinados à atividade rural 17.708 17.632 18.860 18.568

Ganho na venda de imóveis tributado em base de caixa - LP 1.485 390

Ativos biológicos 3.561 3.492

Ajuste sobre arredamento linear de fazendas - *LP 1.836 1.204

17.708 21.193 22.181 23.654

Saldo líquido 7.692 (4.575) 11.639 (3.048)

A movimentação líquida do imposto de renda diferido é a seguinte:

Controladora Consolidado

Em 1º de julho de 2010 (1.081) 1.167

Prejuízo fiscal 2.082 1.921

Depreciação acelerada 38 (74)

Valor justo dos ativos biológicos (5.614) (5.590)

Outras diferenças temporárias (472)

Em 30 de junho de 2011 (4.575) (3.048)

Prejuízo fiscal 6.932 10.563

Depreciação acelerada (76) (292)

Valor justo dos ativos biológicos 5.411 6.143

Outras diferenças temporárias (1.727)

Em 30 de junho de 2012 7.692 11.639

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28 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

Período estimado de realização do ativo diferido:

2012

Controladora Consolidado

2013 1.222 1.222

2014 3.448 3.448

2015 5.211 5.211

2016 8.770 8.770

2017 6.749 13.379

2018 1.790

25.400 33.820

A estimativa da realização do ativo diferido foi submetida a apreciação do Conselho de Administração e Conselho Fiscal.

21. CAPITAL SOCIAL, RESERVAS E BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO

(a) Capital social (em quantidades de ações)

Número de Ações

Acionista 2012 2011

Cresud S.A.C.I.F.Y.A. 21.153.015 21.243.666

Tarpon Investimentos S.A.

Elie Horn 3.274.600 3.274.600

24.427.615 24.518.266

Conselho de Administração 7.810.000 7.770.000

Diretoria 500 500

Administradores 7.810.500 7.770.500

Outros 26.184.285 26.133.634

Total ações do capital integralizado 58.422.400 58.422.400

Total de ações em circulação 26.184.285 26.133.634

Ações em circulação como percentual do total de ações(%) 45 45

Em 4 de fevereiro de 2011, a Companhia aprovou através de uma decisão do seu Conselho de Administração o aumento do limite do

capital autorizado, a partir de R $ 1.500.000.000,00 (um bilhão e quinhentos milhões de reais) para R $ 3.000.000.000,00 (três bilhões

de reais), resultando em um aumento de R $ 1.500.000.000,00 (um bilhão e quinhentos milhões de reais). Todas as informações

relativas ao assunto estão devidamente disponibilizadas no site da Companhia, bem como nos sites da BM&FBOVESPA e da Comissão de

Valores Mobiliários, nos termos do artigo 11 da Instrução CVM no 481/2009. (b) Reserva legal e de retenção de lucros e

dividendos: A reserva legal é constituída como destinação de 5% do lucro líquido do exercício e não poderá exceder a 20% do capital

social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízo e

aumentar o capital. Em 30 de junho de 2012 e 2011 não existia saldo da reserva legal. Deverá ser destinada a parcela necessária ao

pagamento de dividendos obrigatório, que não poderá ser inferior, em cada exercício, a 25% do lucro líquido anual ajustado, na forma

prevista pelo artigo 202 da Lei das Sociedades por Ações. (c) Acordo de acionistas: O acordo de acionistas da Companhia foi celebrado

entre as seguintes partes: Cresud Sociedad Anonima Comercial, Inmobiliaria, Financiera y Agropecuária (“Cresud”), Capetown LLC,

Tarpon Investimentos S.A., Tarpon Agro LLC, Elie Horn; sendo nos termos do acordo de acionistas, o primeiro definido como Acionista

Argentino e os demais acionistas em conjunto definidos como Acionistas Brasileiros. Em 28 de abril de 2010 a acionista Cresud comprou

a totalidade das ações e bônus de subscrição da então acionista Tarpon Agro LLC. Dessa forma, a partir dessa data a Tarpon deixou de

integrar o quadro societário e passou a não mais figurar como parte do acordo de acionistas.Conforme divulgado em fato relevante de 4

de julho de 2012, a Cresud, o Sr. Elie Horn e a Cape Town LLC, decidiram rescindir, no dia 27 de junho de 2012, o acordo de acionistas da

Companhia do qual eram signatários (“Acordo de Acionistas”). (d) Mudança da composição do controle da Companhia: Em 26

de outubro de 2010 a Companhia informou que foi concluída a transferência de ações ordinárias e bônus de subscrição de emissão da

Companhia. Com a conclusão de tal transferência, Cresud S.A.C.I.F. y A. alcançou a participação de 35,75% das ações de emissão da

Companhia, passando a deter 20.883.916 ações ordinárias e é titular de 168.902 bônus de subscrição da primeira emissão da

Companhia e 168.902 bônus de subscrição da segunda emissão da Companhia e em 30 de junho de 2012 é o acionista controlador

Companhia. Por sua vez em 30 de junho de 2012, Eduardo S. Elztain era o proprietário de 29,4% de IFIS Limited que por sua vez possui

100% do capital da IFISA que por sua vez detinha 38,3% do capital social da Cresud numa base diluída. Em função da participação na

IFIS Limited e na IFISA Eduardo S. Elztain pode nomear a maioria de nosso Conselho de Administração assim como pode determinar o

resultado de todas as decisões que requerem a aprovação dos acionistas da Cresud. Tarpon Agro LLC, Tarpon Investimentos S.A. e

demais fundos, contas ou veículos sob gestão da Tarpon Investimentos S.A. deixaram de deter quaisquer valores mobiliários de emissão

da Companhia e de fazer parte do Acordo de Acionistas da Companhia, celebrado em 24 de março de 2006. (e) Bônus de subscrição

Brasilagro: Em 15 de março de 2006, o Conselho de Administração aprovou a emissão de 512.000 bônus de subscrição de ações,

sendo 256.000 para a primeira emissão, e 256.000 para a segunda emissão, os quais foram entregues aos acionistas fundadores, na

proporção de suas participações no capital social da Companhia na data da emissão dos bônus de subscrição. Cada uma das emissões

dos bônus de subscrição confere aos titulares dos mesmos o direito à subscrição de ações de emissão da Companhia, no montante

equivalente a 20% de seu capital social após o aumento decorrente do exercício integral dos bônus de subscrição de cada emissão.

Os bônus de subscrição da primeira emissão conferem aos seus titulares, a partir das datas em que se tornarem passíveis de exercício, o

direito à subscrição de ações de emissão da Companhia mediante o pagamento do preço por ação praticado na oferta pública inicial,

sujeito a determinadas regras de atualização e ajuste. Os bônus de subscrição da primeira emissão foram emitidos em três séries, que se

diferenciam exclusivamente quanto à data em que tem início o direito de subscrever as ações por eles conferido. Os bônus de subscrição

A tabela a seguir apresenta informações sobre os principais clientes que, individualmente, representam mais de 10% da receita total:

Segmento 2012 2011

Cliente A Cana 40.183 24.133

Cliente B Grãos 42.934 18.430

Cliente C Grãos 9.190 11.219

Total de receita dos maiores clientes 92.307 53.782

23 RECEITAS

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Receitas de grãos 97.424 43.480 112.408 59.671

Receitas de cana 41.260 24.845 41.260 24.845

Receitas de arrendamento 247 513 40

Outras receitas 330 191 359 191

Receita bruta 139.261 68.516 154.540 84.747

da primeira emissão/primeira série poderão ser exercidos a partir do encerramento do 120º mês contado da data de sua emissão e têm

como objeto um total de 85.336 bônus de subscrição. Os bônus de subscrição da primeira emissão/segunda série poderão ser exercidos

a partir do encerramento do 240º mês contado da data de sua emissão e têm como objeto um total de 85.332 bônus de subscrição.

Os bônus de subscrição da primeira emissão/terceira série poderão ser exercidos a partir do encerramento do 360º mês contado da data

de sua emissão e têm como objeto um total de 85.332 bônus de subscrição. Excepcionalmente, os bônus de subscrição da primeira

emissão poderão ser exercidos por seus titulares nas hipóteses de transferência do controle da Companhia ou aquisição de participação

relevante, conforme definido nos termos do ato societário que deliberou a emissão dos bônus de subscrição. Cada conjunto de 1.000

bônus de subscrição da primeira emissão dá direito à subscrição de 1 (uma) ação de emissão da Companhia quando de sua atribuição

(100 ações após o desdobramento aprovado em outubro de 2007). Os bônus de subscrição da segunda emissão conferem aos seus

titulares o direito de subscrever ações de emissão da Companhia por até 15 anos, contados da data de publicação do anúncio de

encerramento da oferta publica inicial de ações e exclusivamente nas hipóteses de transferência do controle ou aquisição de participação

acionária relevante na Companhia, conforme definido nos termos dos bônus de subscrição. Em tais hipóteses deverão ser apresentadas

ofertas públicas de aquisição de todas as ações em circulação da Companhia. Para a subscrição de ações objeto dos bônus de subscrição

da segunda emissão, os seus titulares estarão obrigados a pagar o mesmo preço por ação praticado nas referidas ofertas públicas de

aquisição de ações da Companhia. Cada conjunto de 1.000 bônus de subscrição da segunda emissão dá direito à subscrição de 1 (uma)

ação de emissão da Companhia quando de sua atribuição (100 ações após o desdobramento aprovado em outubro de 2007).

As quantidades de ações a serem subscritas conforme os bônus de subscrição serão ajustadas em caso de grupamento ou

desdobramento de ações. As informações detalhadas da primeira emissão desses bônus estão demonstradas no quadro abaixo:

Brasilagro 2012 2011

Cotação da ação da Brasilagro na Bovespa - R$ 7,45 10,20

Vencimento (anos) 8,82 9,82

Data de emissão (dia/mês/ano) 28/4/2006 28/4/2006

Vencimento (dia/mês/ano) 27/4/2021 27/4/2021

Preço de exercício no encerramento do exercício - R$/ação 13,51 12,88

Número de ações em circulação 58.422 58.422

Percentual de ações de capital a ser emitida no exercício (percentagem de capital novo) - % 20 20

Quantidade de ações a serem emitidas no exercício (ações) 14.606 14.606

Quantidade de bônus de subscrição 25.600 25.600

Os bônus de subscrição da segunda emissão em aberto em 30 de junho de 2012 e 2011 são 25.600 e não houve mudanças na

quantidade de bônus em aberto nos exercícios findos em 30 de junho de 2012 e 2011. Os bônus de subscrição da segunda emissão

outorgam aos seus detentores o direito de integralizar ações da Companhia numa quantidade equivalente a 20% do capital social após

o aumento no capital resultante do exercício completo dos bônus de subscrição da segunda emissão. Bônus de subscrição da

primeira emissão: Uma vez que os bônus de subscrição da primeira emissão são contabilizados pelo IFRS 2 e podem ser exercidos em

sua totalidade desde 15 de março de 2009, o que precede a data de transição para o IFRS que é 1º de julho de 2009 e a Companhia não

divulgou o valor justo dos bônus de subscrição na data de sua avaliação, os bônus de subscrição não são contabilizados nas

demonstrações financeiras. Bônus de subscrição da segunda emissão: A administração acredita que os bônus de subscrição da

segunda emissão (que só podem ser exercidos se houver transferência do controle ou aquisição de participação relevante) não possuem

valor justo significativo em nenhum dos períodos apresentados, porque o preço de exercício será igual ao preço por ação praticado nas

ofertas públicas de aquisição de ações formuladas por conta obtenção do controle ou aquisição de participação relevante da

Companhia. (f) Bônus de subscrição - Jaborandi S.A.: Conforme detalhado na Nota 2.2 em 22 de setembro de 2011, 1.105.900

bônus de subscrição existentes emitidos pela Jaborandi S.A., foram cancelados e 4.204.400 novos bônus de subscrição foram

emitidos. Como explicado na Nota 2.2, em 5 de dezembro de 2011, os 4.204.400 novos bônus de subscrição foram extintos devido ao

não cumprimento pelo Grupo Maeda e, portanto, não existe mais bônus de subscrição da Jaborandi S.A. em 30 de junho de 2012.

A tabela a seguir apresenta os principais termos dos antigos bônus de subscrição que foram emitidos e estavam em circulação em

30 de junho de 2011.

Bônus de subscrição - Jaborandi S.A. 30 de junho de 2011

Vencimento (anos) 5,57

Data de emissão 24.01.07

Data de vencimento 24.01.17

Preço de exercício no final do ano 43.259

Quantidade de bônus de subscrição em aberto 1.105.900

Percentual de ações de capital a ser emitido no exercício (percentual do novo capital) 10

Não houve mudanças na quantidade de bônus de subscrição da segunda emissão no exercício findo em 30 de junho de 2011. (g) Plano

de opção de compra de ações - stock options: As informações sobre o Programa e seus efeitos contábeis estão descritos na Nota 26.

22. INFORMAÇÕES POR SEGMENTO DE NEGÓCIOS

As informações sobre segmentos são baseadas em informações utilizadas pela administração da Brasilagro para avaliar a performance dos

segmentos operacionais e tomar as decisões relacionadas à aplicação dos recursos financeiros. A Companhia apresenta três segmentos:

(i) grãos, (ii) cana-de-açúcar e (iii) imobiliário. Os ativos operacionais relacionados a esses segmentos estão localizados somente no Brasil.

O segmento Grãos tem como atividade principal a produção e a comercialização dos seguintes produtos: soja, milho, arroz, algodão e sorgo.

O segmento cana-de-açúcar inclui a comercialização do produto in natura. O segmento Imobiliário apresenta o resultado proveniente das

operações com propriedades ocorridas nas subsidiárias da Companhia. A seguir as informações selecionadas de resultado e de ativos por

segmento, que foram mensuradas de acordo com as mesmas práticas contábeis utilizadas na preparação das demonstrações financeiras:

(a) Controladora

Controladora

2012 2011

Total Grãos Cana Não Alocado Total Grãos Cana Não Alocado

Receita operacional líquida 132.836 92.324 40.183 329 64.212 40.311 23.851 50

Ganho (perda) no valor justo dos ativos biológicos e produtos agrícolas (4.204) (6.894) 2.690 16.112 12.379 3.733

Impairment realizável dos produtos agrícolas após a colheita (1.956) (1.722) (234) (970) (970)

Custo das vendas (124.194) (85.366) (37.150) (1.678) (52.388) (37.402) (14.755) (231)

Lucro (Prejuízo) bruto 2.482 (1.658) 5.489 (1.349) 26.966 14.318 12.829 (181)

Receitas (despesas) operacionais

Despesas com vendas (3.190) (3.190) (2.400) (2.400)

Despesas gerais e administrativas (26.401) (26.401) (25.985) (25.985)

Outras receitas operacionais 538 538 442 442

Resultado de equivalência patrimonial 20.952 20.952 9.211 9.211

Resultado Operacional (5.619) (4.848) 5.489 (6.260) 8.234 11.918 12.829 (16.513)

Receitas financeiras Líquidas

Receitas financeiras 25.561 25.561 23.852 23.852

Despesas financeiras (37.781) (37.781) (13.799) (13.799)

Resultado antes dos impostos (17.839) (4.848) 5.489 (18.480) 18.287 11.918 12.829 (6.460)

Imposto de renda e contribuição social 12.267 1.648 (1.866) 12.485 (3.544) (4.052) (4.362) 4.870

Lucro líquido (prejuízo) do exercício (5.572) (3.200) 3.623 (5.995) 14.743 7.866 8.467 (1.590)

Totaldoativo 688.763 68.769 37.377 582.617 687.618 51.492 49.122 587.004

Total do passivo 129.795 129.795 117.296 117.296

(b) Consolidado

Consolidado

2012 2011

Total Grãos Cana Imobiliária Não Alocado Total Grãos Cana Imobiliária Não Alocado

Receita operacional líquida (*) 169.508 105.874 40.183 23.291 160 79.544 55.180 24.133 40 191

Ganho (perda) no valor justo dos ativos biológicos e produtos agrícolas (417) (3.106) 2.689 22.761 19.029 3.732

Impairment realizável dos produtos agrícolas após a colheita (2.663) (2.429) (234) (986) (986)

Custo das vendas (146.750) (97.970) (37.150) (10.153) (1.477) (61.500) (46.392) (14.754) (354)

Lucro (Prejuízo) bruto 19.678 2.369 5.488 13.138 (1.317) 39.819 26.831 13.111 40 (163)

Receitas (despesas) operacionais

Despesas com vendas (4.015) (3.623) (392) (2.991) (2.991)

Despesas gerais e administrativas (28.892) (28.892) (26.330) (26.330)

Outras receitas operacionais 10 10 73 73

Resultado de equivalência patrimonial

Resultado Operacional (13.219) (1.254) 5.488 12.746 (30.199) 10.571 23.840 13.111 40 (26.420)

Receitas financeiras Líquidas

Receitas financeiras 38.073 38.073 25.738 25.738

Despesas financeiras (44.299) (44.299) (16.460) (16.460)

Resultado antes dos impostos (19.445) (1.254) 5.488 12.746 (36.425) 19.849 23.840 13.111 40 (17.142)

Imposto de renda e contribuição social 12.845 426 (1.866) (4.334) 18.619 (5.186) (7.318) (5.284) (4) 7.420

(6.600) (828) 3.622 8.412 (17.806) 14.663 16.522 7.827 36 (9.722)

Participação dos não-controladores 1.028 1.028 80 80

Lucro líquido (prejuízo) do exercício (5.572) (828) 3.622 8.412 (16.778) 14.743 16.522 7.827 36 (9.642)

Totaldoativo 735.761 78.604 37.376 402.037 217.744 751.271 57.966 49.671 390.144 253.490

Total do passivo 176.794 40.858 135.936 174.348 57.521 116.827

(*) Receita de acordo com informações do segmento difere da receita na demonstração do resultado consolidado, pois inclui R$ 23.291 referente à venda da fazenda São Pedro e custo de R$ 10.304, que está incluído em “Ganho na venda de fazendas” na demonstração de

resultados consolidada.

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Deduções de vendas

Impostos sobre vendas (6.425) (4.304) (8.322) (5.203)

(6.425) (4.304) (8.322) (5.203)

Receita líquida de vendas 132.836 64.212 146.218 79.544

As mudanças no exercício findo em 30 de junho de 2012, são principalmente devido à venda de grãos que estavam em estoques no fim

do exercício social anterior a espera de uma oportunidade melhor de preço de mercado e aumento na quantidade de cana entregue à

ETH Bioenergia.

24. OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Ganho na venda de ativo imobilizado 12 70 10 69

Receita de compatilhamento 526 372 4

538 442 10 73

Próxima

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Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 29

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

25. GASTOS POR NATUREZA Controladora Consolidado

Custo dos produtos Despesas Despesas gerais Custo dos produtos Despesas Despesas gerais

Vendidos com vendas e administrativas Total Vendidos com vendas e administrativas Total

Depreciação e amortização (23.744) (1.127) (24.871) (26.271) (1.127) (27.398)

Despesa com pessoal (4.550) (15.731) (20.281) (5.392) (15.832) (21.224)

Despesa com prestação de serviços (23.056) (5.004) (28.060) (26.235) (5.328) (31.563)

Arrendamento (10.895) (10.895) (303) (303)

Valor justo do custo dos produtos agrícolas (60.559) (60.559) (76.367) (76.367)

Frete e armazenagem (2.238) (2.238) (3.063) (3.063)

Provisão de Crédito de Liquidação Duvidosa (952) (952) (952) (952)

Outras despesas (1.390) (4.539) (5.929) (1.879) (6.605) (8.484)

Em 30 de junho de 2012 (124.194) (3.190) (26.401) (153.785) (136.447) (4.015) (28.892) (169.354)

Depreciação e amortização (11.252) (991) (12.243) (13.136) (991) (14.127)

Despesa com pessoal (1.886) (12.836) (14.722) (2.364) (12.936) (15.300)

Despesa com prestação de serviços (14.476) (9.827) (24.303) (17.512) (9.909) (27.421)

Arrendamento (3.875) (3.875)

Valor justo do custo dos produtos agrícolas (19.275) (19.275) (26.796) (26.796)

Frete e armazenagem (2.400) (2.400) (2.991) (2.991)

Outras despesas (1.624) (2.331) (3.955) (1.692) (2.494) (4.186)

Em 30 de junho de 2011 (52.388) (2.400) (25.985) (80.773) (61.500) (2.991) (26.330) (90.821)

A parcela de depreciação é demonstrada como segue:

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Custo dos produtos Vendidos (23.744) (11.252) (26.271) (13.136)

Depesas administrativas (1.127) (991) (1.127) (991)

(24.871) (12.243) (27.398) (14.127)

26. REMUNERAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO

Nos exercícios findos em 30 de junho de 2012 e de 2011, a remuneração foi conforme segue:

Consolidado

2012 2011

Remuneração do Conselho e Diretoria Executiva 3.267 2.158

Stock Options 1.138 996

Gratificações 4.282 1.335

8.687 4.489

A Companhia não possui benefícios pós-emprego e benefícios de rescisão de contrato de trabalho. Em junho de 2012, houve uma

provisão para pagamento de bônus ao Conselho de Administração no montante de R$ 2.500 incluso em “Gratificações” na tabela

acima. Esse valor foi aprovado pelo Conselho de Administração. Plano de opção de compra de ações - stock options: Conforme

previsto no estatuto social, a Companhia possui Plano de Opções de Ações (“Plano”), aprovado pela Assembleia Geral, com o objetivo

de integrar executivos no processo de desenvolvimento da sociedade a médio e longo prazos. Esse Plano é administrado por um Comitê

de Remuneração e a aprovação das outorgas é aprovada pelo Conselho de Administração. Na Assembleia Geral Extraordinária realizada

em 29 de outubro de 2008, foi aprovado o plano de opção de compras de ações da Companhia (stock options). O plano de stock options

cede ao Conselho de Administração poderes para:

• criar e a aplicar normas gerais relativas à outorga de opções nos termos deste Plano e solucionar dúvidas de interpretação do Plano;

• estabelecer as metas relacionadas ao desempenho dos administradores e executivos da Companhia e de suas Controladas, de forma a

estabelecer critérios objetivos para a eleição dos participantes;

• eleger os participantes do Plano e autorizar a outorga de opções de compra de ações em seu favor, estabelecendo todas as condições

das opções a serem outorgadas, bem como modificar tais condições quando necessário para adequar as opções aos termos da lei ou

regulamentação aplicável;

• emitir novas ações da Companhia dentro do limite do capital autorizado em decorrência do exercício de opções de compra de ações

pelos participantes.

As opções de ações a serem outorgadas segundo o Plano poderão conferir direitos sobre um número de ações que não exceda, a

qualquer tempo, o montante máximo e cumulativo de 2% das ações de emissão da Companhia, respeitando o preço mínimo da média

da cotação das ações da Companhia nos pregões da Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), ponderada pelo volume de negociação

durante os 30 últimos pregões anteriores ao da outorga da opção. Em 11 de agosto de 2010, o Conselho de Administração aprovou a

criação do Programa de Outorga de Opções nº 1 (o “Programa”), autorizando a diretoria da Companhia a outorgar opções de compra

de ações aos beneficiários eleitos nessa ocasião. No Programa foram estabelecidos os beneficiários, o numero de ações que cada um

deles poderá adquirir no exercício das opções, o preço de exercício por ação a ser pago em dinheiro pelos beneficiários e as condições das

opções. Cada opção dá o direito ao beneficiário, quando exercida, a comprar uma ação de emissão da Companhia pelo preço de

exercício estabelecido no Programa. O Programa compreende cinco beneficiários e a outorga de 370.007 opções a um preço de

exercício de R$ 8,97 por ação e podem ser exercidas na sua totalidade a partir de 12 de agosto de 2012 (data de vesting) tendo validade

por três anos a partir da data de vesting. Em 30 de junho de 2012 não tinha qualquer opção passível de ser exercida. A tabela a seguir

apresenta as informações sobre o Programa:

Prazo (em anos) entre

Quantidade Preço de exercício 30/06/2012eadatade“vesting”

Opções dentro do Programa aprovado R$ 8,97

em 11 de agosto de 2010 por opção 0,13

A administração estimou o valor justo das opções do Programa em 11 de agosto de 2010 em R$ 6,16 por opção com base no modelo de

Black and Scholes. Os principais dados usados na mensuração foram:

primeira outorga

Data 11/8/2010

Preço de exercício (R$/ação) 8,97

Preço no Mercado acionário na data da outorga (R$/ação) 9,60

Taxa de juros, isenta de riscos % 11,36

Tempo contratual de exercício

5 anos

Rendimento esperado do dividendo % 1,00

Volatilidade das ações no Mercado % 67,48

Quantidade de opções em circulação 370.007

Quantidade de opções a exercer 370.007

Valor justo estimado na data de outorga (R$/ação) 6,16

27. RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS

Controladora Consolidado

2012 2011 2012 2011

Receitas Financeiras

Receitas de aplicações financeiras 11.389 21.282 12.686 18.975

Juros ativos 1.756 1.666 1.812 1.744

Variações monetárias 681 904 1.939 904

Variações cambiais 1.400 2.961

Ganho na remensuração do contas a receber pela venda de fazendas 6.682 2.943

Resultado realizado de operações com derivativos 2.119 3.777

Resultado não realizado de operações com derivativos 8.216 8.216 1.172

25.561 23.852 38.073 25.738

Despesas Financeiras

Despesas bancárias (504) (459) (506) (531)

Juros passivos (5.860) (6.054) (7.461) (7.759)

Variações monetárias (2.204) (3.220)

Variações cambiais (811) (190) (2.827) (398)

Resultado não realizado de operações com derivativos (25.226) (2.583) (20.972)

Resultado realizado de operações com derivativos (5.380) (4.513) (10.329) (4.552)

(37.781) (13.799) (44.299) (16.460)

Resultado Financeiro (12.220) 10.053 (6.226) 9.278

28. DESPESA DE IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

Controladora Consolidado

2012 2011 2012 2011

Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social (17.839) 18.287 (19.445) 19.849

Alíquota nominal combinada do imposto de renda e da contribuição social - % 34% 34% 34% 34%

6.065 (6.219) 6.611 (6.749)

Equivalência patrimonial 7.124 3.132

Bônus da Administração não dedutível (534) (418) (534) (418)

Diferença de alíquota (*) 6.969 2.333

Outras (388) (39) (201) (352)

IRPJ e CSLL no resultado do exercício 12.267 (3.544) 12.845 (5.186)

Corrente (50) (1.841) (972)

Diferido 12.267 (3.494) 14.686 (4.214)

12.267 (3.544) 12.845 (5.186)

Alíquota efetiva 69% -19% 66% -26%

(*) Algumas de nossas subsidiárias têm seu imposto de renda medido no “regime fiscal presumido”, pelo qual o imposto de renda é

determinado em uma base simplificada para calcular a renda tributável (32% para as receitas de arrendamento, 8% para venda de

fazenda e 100% para outros rendimentos). Portanto o resultado tributável de tais subsidiarias é tributado a uma taxa menor que a taxa

aplicável no lucro real. Regime Tributário de Transição (RTT): Na entrega da declaração do imposto de renda pessoa jurídica 2010

(DIPJ-2010), ano calendário 2009, a Companhia optou por adotar o Regime Tributário de Transição (RTT), que permite à pessoa jurídica

eliminar os efeitos contábeis da Lei nº 11.638/07 e MP nº 449/08.

29. LUCRO (PREJUÍZO) POR AÇÃO

(a) Básico: O lucro (prejuízo) básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro (prejuízo) atribuível aos acionistas da Companhia,

pela quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas durante o exercício.

Consolidado

2012 2011

Lucro (prejuízo) atribuível aos acionistas da sociedade (5.572) 14.743

Quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas (milhares) 58.422 58.422

Lucro (prejuízo) básico por ação (0,10) 0,25

(b) Diluído: O lucro diluído por ação é calculado pelo ajuste do número médio ponderado de ações ordinárias em circulação para

assumir a conversão de todas as potenciais ações ordinárias diluídas. A Companhia tem duas categorias de potenciais ações ordinárias

diluídas: bônus de subscrição e opções de compra de ações. Bônus de subscrição emitidos pela Brasilagro - para fins de cálculo do lucro

diluído por ação é assumido que os bônus de subscrição (tanto da primeira quanto da segunda parcela) foram convertidos em ações

ordinárias. Um cálculo é feito para determinar o número de ações que poderiam ter sido adquiridas pelo valor justo com os proventos do

preço de exercício dos bônus de subscrição. O número de ações calculado conforme descrito acima é comparado com o número de

ações emitidas assumindo o exercício dos bônus de subscrição. No caso dos bônus de subscrição da segunda parcela considera-se que a

quantidade de ações que poderiam ter sido adquiridas com os proventos do preço de exercício seja igual à quantidade de ações passíveis

de emissão no exercício dos bônus de subscrição, não resultando em nenhum aumento de ações para fins do cálculo do lucro diluído por

ação. Opções de compra de ações - não são feitos ajustes ao lucro líquido (prejuízo). Um cálculo é feito para determinar o número de

ações que poderiam ter sido adquiridas pelo valor justo com os proventos do preço de exercício das opções. Os proventos incluem preço

de exercício a ser pago e o montante de remuneração baseada em ações não reconhecida. O número de ações calculado conforme

descrito acima é comparado com o número de ações emitidas assumindo o exercício das opções de compra de ações. Para os exercícios

findos em 30 de junho de 2012 e 2011 não houve diferenças no número médio ponderado de ações ordinárias usado para o lucro

(prejuízo) por ação básico e diluído, uma vez que o efeito de todas as ações ordinárias em circulação potencialmente diluidoras foi

antidiluidor. Em 30 de junho de 2012 havia 370.007 opções de compra de ações em circulação e 256.000 bônus de subscrição da

primeira parcela que poderiam ter um impacto de diluição no futuro, mas foram antidiluidores em tal ano. Consequentemente, o lucro

diluído por ação é igual ao lucro básico por ação para os exercícios apresentados.

30. CONTINGÊNCIAS

A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas e está discutindo essas questões tanto na esfera administrativa como na

judicial, as quais, quando aplicáveis, são amparadas por depósitos judiciais. As provisões para as eventuais perdas decorrentes desses

processos são estimadas e atualizadas pela administração, amparada pela opinião de seus consultores legais externos. Em 30 de junho

de 2012 a Companhia mantinha uma provisão de R$ 1.087 na controladora e R$ 1.183 no consolidado, correspondente a processos

cujo risco de perda foi considerado provável, como a seguir resumido:

Trabalhista

Controladora Consolidado

Saldos em 30 de junho de 2011 (*) 480 480

Adições 644 661

Atualizações Monetárias 98 290

Baixas por pagamento / Reversão (135) (248)

Saldos em 30 de junho de 2012 (*) 1.087 1.183

(*) Incluídos como “Outros passivos” no balanço patrimonial.

Adicionalmente, a Companhia apresenta processos de natureza cível, fiscal, trabalhista e ambiental, cujo risco de perda é considerado

possível e para os quais a administração não julgou necessária a constituição de qualquer provisão, como segue:

Controladora e Consolidado

2012 2011

Processos cíveis 6.382 3.393

Processos fiscais 9.900

Processos trabalhistas 1.001 11

Processos ambientais 3.907 2.700

21.190 6.104

(i) Processos Cíveis: Em 30 de junho de 2011 a Companhia mantinha um saldo de R$ 3.393 e em 30 de junho de 2012 o montante de

R$ 6.382, o principal aumento foi referente declaração de nulidade de confissão de dívida em razão da compra e venda de arroz no valor

de R$ 1.695 e inadimplemento de contrato de adiantamento de recursos para a execução de prestação de serviços, garantido por

penhor mercantil no valor de R$ 764. (ii) Processos Fiscais: Em 30 de junho de 2012 a Companhia mantinha um saldo de R$ 9.900

referente a manifestação de inconformidade apresentada pela Brasilagro, na qual se objetiva a reforma do despacho decisório que não

reconheceu o direito creditório pleiteado pela Companhia e, por esse motivo, não homologou as compensações de imposto de renda

declaradas. O valor do direito creditório utilizado na compensação foi de R$ 6.216 decorrente de recolhimento efetuados a maior no ano

de 2006. (iii) Processos Trabalhistas: Em 30 de junho de 2011 a Companhia mantinha um saldo de R$ 11 e em 30 de junho de 2012 o

montante de R$ 1.011, o principal aumento foi referente a reclamações trabalhistas movidas por ex-colaboradores, que monta R$ 990;

(iv) Processos Ambientais: Em 30 de junho de 2011 a Companhia mantinha um saldo de R$ 2.700 e em 30 de junho de 2012 o

montante de R$ 3.907, o principal aumento foi referente a impugnação ao auto de infração IBAMA que monta R$ 3.734.

31. COMPROMISSOS

Como parte de sua política comercial a Companhia realiza contratos de venda para entrega futura da sua produção estimada. (a) Soja:

O preço de venda da soja pode ser fixado pela Companhia para o Volume total ou parcial até a entrega. O preço, quando fixado, é

determinado seguindo uma formula contratual baseada na cotação da soja na Chicago Board of Trade (CBOT). O preço fixado em

dólares estadunidenses é liquidado no final do período do compromisso em reais considerando taxas de câmbio definidas

contratualmente alguns dias antes da data de liquidação financeira. Os termos dos contratos sujeitam a Companhia a pagamento de

multa em caso de não entrega dos volumes comprometidos. Em 30 de junho de 2012 existem compromissos firmados por 86.110 sacas

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30 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

de soja. A posição de hedge de moeda e soja está detalhada conforme instruções da CVM na Nota “Operações com derivativos” (Nota

7). (b) Contratos de fornecimento de cana-de-açúcar entre Brasilagro e ETH Bioenergia: Em 6 de março de 2008, a Companhia

assinou contratos de fornecimento exclusivo à ETH Bioenergia, obrigando a ETH Bioenergia, por sua vez, a adquirir da Companhia a

produção total de dois ciclos completos de lavoura de cana-de-açúcar, de seis anos agrícolas com cinco cortes, com a possibilidade de

extensão ou prorrogação desse prazo por mais um ciclo agrícola completo, mediante acordo entre as partes. A duração de cada ciclo

poderá ser estendida, também de comum acordo entre as partes. Um contrato refere-se à lavoura que será implantada pela Companhia

na área de aproximadamente 5.718 hectares na Fazenda Araucária e o segundo contrato corresponde à área aproximada de 3.669

hectares na Fazenda Alto Taquari. O preço da tonelada da cana de açúcar, para efeito dos presentes contratos, será aquele fixado com

base no Açúcar Total Recuperável (ATR), por tonelada de cana-de-açúcar efetivamente entregue levando-se em consideração o mix de

produção da unidade industrial em questão.(c) Contrato de arrendamento: Em 13 de julho de 2011 e 15 de setembro 2011 a

Companhia celebrou dois acordos para arrendar fazendas (Parceria I) localizadas no município de Jaborandi, no estado da Bahia.

As fazendas tem uma área total aproximada de 7.699 hectares, dos quais 6.085,90 hectares são adequados para a produção agrícola.

Os acordos são eficazes para cinco anos-safra, com um período de tolerância de 30 dias para finalizar as atividades e desocupar a terra.

As áreas esperam ser utilizadas para plantação de soja, algodão, milho e culturas similares, bem como para plantar outros cultivos, não

podendo exceder a duração do contrato. Os acordos também definem: (a) o direito preferência em relação à locação de renovação (b),

bem como o direito de preferência, para a compra das fazendas. O preço dos contratos são estabelecidos em uma quantidade fixa de

sacas de soja por ano e os pagamentos da locação são pagos anualmente num caso e em três parcelas anuais em outro caso.

A quantidade de reais a serem pagos para cada parcela de arrendamento é determinado pela multiplicação da quantidade fixa de sacas

de soja contratualmente estabelecidos pelo preço de mercado da saca de soja no dia anterior a data de pagamento exceto pelo primeiro

pagamento anual de uma das fazendas que tem o preço de saca de soja estabelecido contratualmente. Este primeiro pagamento anual

foi pago antecipadamente em 15 de setembro de 2011 quando o contrato de arrendamento foi assinado. Em relação com a outra

fazenda o primeiro pagamento foi efetuado na assinatura do contrato em Junho de 2011 assim como o segundo pagamento anual em

Dezembro de 2011. Os arrendamentos atendem à definição de leasing operacional. Uma vez que o montante a ser pago é com base na

cotação da soja no dia antes de cada pagamento do arrendamento e, portanto, não é um valor fixo, mas sim uma quantia baseada no

preço da soja em uma data futura consideramos tais pagamentos como pagamentos contingentes exceto pelo primeiro pagamento de

uma das fazendas conforme indicado acima. Contabilizamos os arrendamentos pagos antecipadamente como antecipos e o antecipo é

reduzido em forma linear ao longo do prazo de arrendamento com contrapartida no ativo biológico. O valor de arrendamentos

contabilizados como custo do ativo biológico no exercício findo em 30 de junho de 2012 é R$ 303. Em 30 de junho de 2012 temos um

valor a pagar por arrendamentos operacionais de R$ 275. Considerando que fizemos o pagamento de R$ 1.189, ainda temos um saldo de

arrendamento a pagar no valor de R$ 275. O total de arrendamento a ser pago ao longo do prazo corresponde a 155.974 sacas de soja.

32. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS

Os principais saldos de ativos e passivos, assim como as transações que influenciaram o resultado do exercício, relativas às operações

entre partes relacionadas, decorreram de transações com a Companhia e suas controladas as quais a Administração considera que

foram realizadas em condições e prazo usuais aos de mercado para os respectivos tipos de operações. (a) Contratos de

compartilhamento de estrutura física - a Companhia compartilha um espaço físico e presta serviços financeiros e contábeis para as

imobiliárias e a Jaborandi Ltda. cobrando valores de mercado de aluguel e de serviços prestados. (b) Contratos de arrendamento - as

imobiliárias possuem contratos de arrendamento com a Companhia, utilizando como premissas para atualização o preço da soja cotado

em mercado ativo. (c) Contrato de consultoria Paraná - contrato de consultoria agropecuária com valores estipulados em 1% do capital

social da Companhia. Esse contrato foi rescindido em 15 de fevereiro de 2011 conforme proposto pelos conselheiros de administração

da Companhia, com uma multa fixada em R$ 4.316, corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPC-A). (d) Mútuo Maeda - o

mútuo é praticado de acordo com taxas usuais de mercado, com juros de 1,35% a.m., tendo sido liquidado em maio de 2012 na

aquisição da participação da Jaborandi Ltda. e Jaborandi S.A. (Nota 2.2). (e) Transações intercompany - trata-se de títulos diversos

pertencentes às controladas e pagas pela Brasilagro. (f) Dividendos a receber das imobiliárias Cremaq, Engenho, Araucária e Jaborandi

S.A. no valor de R$ 1.400, R$ 5.309, R$ 14.600 e R$ 635, respectivamente.

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Ativo Circulante

Aluguéis e compartilhamento a receber (a) 43 72

Dividendos a receber (f) 21.944

21.987 72

Ativo não circulante - clientes

Contas a receber (e) 88

Mútuo Maeda (d) 7.118 7.118

7.206 7.118

Passivo circulante - fornecedores

Arrendamentos a pagar (b) 10.625 8.993

10.625 8.993

Controladora

Consolidado

2012 2011 2012 2011

Resultado

Arrendamentos

Imobiliária Cremaq (b) (3.438) (2.150)

Imobiliária Araucária (b) (2.688) (2.048)

Imobiliária Cajueiro (b) (1.323) (1.194)

Imobiliária Mogno (b) (1.397) (917)

Imobiliária Ceibo (b) (1.581) (1.400)

(10.427) (7.709)

Compartilhamentos

Jaborandi Ltda. (a) 223

Jaborandi S.A. (a) 37 46

Imobiliária Cremaq (a) 37 46

Imobiliária Engenho (a) 37 46

Imobiliária Araucária (a) 37 46

Imobiliária Mogno (a) 40 46

Imobiliária Cajueiro (a) 37 46

Imobiliária Ceibo (a) 37 46

Imobiliária Flamboyant (a) 37 46

522 368

Resultado

Contrato de consultoria

Paraná (c) (5.314) (5.314)

(12.655) (5.314)

(i) Contrato de consultoria: Em 15 de março de 2006, a Companhia firmou contrato de consultoria com a Paraná Consultora de

Investimentos S.A., empresa especializada em consultoria no setor agropecuário, sob controle indireto do acionista da Companhia,

Tarpon BR S.A. (empresa controlada pelos também acionistas Tarpon Investimentos S.A. e pelo Sr. Elie Horn), e das seguintes partes

relacionadas: Consultores Asset Management S.A. e Sr. Alejandro Elsztain. As principais condições estipuladas no referido contrato são:

(i) o contrato permanecerá em vigor por prazo indeterminado e poderá ser rescindido com prazo de seis meses de antecedência,

(ii) como remuneração a Paraná receberá anualmente 1% do capital social da Companhia e (iii) em caso de rescisão do contrato pela

Companhia, sem justa causa, deverá ser pago à Paraná encargo fixado em R$ 4.316, corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor

Amplo (IPC-A). Em Assembleia Geral realizada em 4 de outubro de 2010, os acionistas da Companhia, com abstenção dos legalmente

impedidos e dos que assim se manifestaram, aprovaram a resilição do Contrato de Consultoria, conforme proposto pelos conselheiros

de administração independentes da Companhia em reunião realizada em 22 de julho de 2010, autorizando, para tanto, a Diretoria da

Companhia a praticar todo e qualquer ato e a firmar todo e qualquer documento necessário, de acordo com o Contrato de Consultoria,

para execução da resilição. Em cumprimento à cláusula do Distrato assinado em 15 de fevereiro de 2011 entre Brasilagro e Paraná

Consultoria de Investimentos S.A., a Companhia realizou o pagamento atualizado de R$ 5.314 referentes ao encargo pela rescisão do

contrato, registrados como despesas gerais e administrativas - despesa com prestação de serviço. (ii) Contratos de arrendamento:

ACompanhiaeacontroladaJaborandiS.A.têmassinado contratos de arrendamento de terras com partes relacionadas imobiliárias.

O valor total dos arrendamentos reconhecido na rubrica “Fornecedores” em 30 de junho de 2012 é de R$ 10.625 e em 30 de junho

de 2011 R$ 8.993. O valor reconhecido no resultado em 30 de junho de 2012 é R$ 10.427 e em 30 de junho de 2011 R$ 7.709.

(iii) Mútuo Maeda: Em 12 de janeiro de 2007, o Conselho de Administração aprovou a celebração de parceria com o Grupo Maeda,

para aquisição e exploração de imóvel rural localizado no município de Jaborandi, Estado da Bahia. Em 24 de janeiro de 2007, foram

criadas duas novas subsidiárias em sociedade com a Maeda, denominadas Jaborandi S.A. e Jaborandi Ltda. A Jaborandi Ltda. foi criada

como parte da parceria com a Maeda, para aquisição e exploração da Fazenda Jatobá. As participações minoritárias na Jaborandi S.A. e

na Jaborandi Ltda. são detidas pela Maeda. Em abril de 2010 a Brasilagro e o Grupo Maeda assinaram um aditamento ao contrato de

mútuo, referente ao excesso de aportes como adiantamento para futuro aumento de capital em relação à sua proporção no capital da

investida, no valor de R$ 5.237, que acrescido de juros de 1,35% a.m. monta em 30 de junho de 2011 a R$ 7.118. Como garantia foi

dada parte das ações da Jaborandi S.A. pertencentes à Maeda. Conforme citado na Nota 14 a Companhia adquiriu a participação da

Maeda, usando a totalidade do valor como forma de pagamento.

33. SEGUROS

A Companhia mantém seguros sobre veículos, responsabilidade civil com cobertura para as fazendas e seguro de vida e acidentes

pessoais para funcionários e diretores, e também seguro de “D&O” (Diretores e Ofícios). A Companhia avaliou o risco dos prédios e

instalações das fazendas de propriedades, assim como de seus estoques e ativos biológicos e concluiu não haver necessidade de seguros

de outras naturezas em função da baixa probabilidade de riscos.

34. EVENTOS APÓS A DATA DO BALANÇO

O Conselho de Administração aprovou em 3 de julho de 2012 a outorga de 315.479 opções para compra de ações dentro do Programa

descrito na Nota 26 com um preço de exercício de R$ 8,25 por ação autorizando ainda a Companhia a financiar o preço de exercício aos

beneficiários á taxa de 100% do CDI.

DECLARAÇÃO DOS DIRETORES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

DECLARAÇÃO DOS DIRETORES SOBRE O PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES

Em conformidade com o inciso VI do artigo 25 da Instrução CVM Nº 480, de 7 de dezembro de 2009, a Diretoria declara que revisou,

discutiu e concordou com as Demonstrações Financeiras da Companhia referentes ao exercício encerrado em 30 de junho de 2012.

São Paulo, 05 de setembro de 2012. Julio Toledo Piza Neto - CEO e Diretor de Relações com Investidores; Gustavo Javier Lopez -

Diretor Administrativo; André Guillaumon - Diretor de Operações; Mario Henrique Aguirre - Diretor Técnico Agrícola.

Em conformidade com o inciso V do artigo 25 da Instrução CVM Nº 480, de 7 de dezembro de 2009, a Diretoria declara que revisou,

discutiu e concordou com o relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras da Companhia referentes ao

exercício encerrado em 30 de junho de 2012, emitido nesta data. São Paulo, 05 de setembro de 2012. Julio Toledo Piza Neto - CEO e

Diretor de Relações com Investidores; Gustavo Javier Lopez - Diretor Administrativo; André Guillaumon - Diretor de Operações;

Mario Henrique Aguirre - Diretor Técnico Agrícola.

PARECER DO CONSELHO FISCAL

Os membros do Conselho Fiscal da BrasilAgro - Companhia Brasileira de Propriedades

Agrícolas, em reunião realizada nesta data, no exercício de suas atribuições legais e

estatutárias, examinaram o Relatório Anual da Administração e as Demonstrações

Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 30 de junho de 2012,

acompanhadas do parecer dos auditores independentes, PricewaterhouseCoopers

Auditores Independentes. Com base nos exames efetuados, nos esclarecimentos

prestados pela Administração e no parecer dos auditores independentes emitido nesta

data sem ressalvas, o Conselho Fiscal concluiu que as referidas Demonstrações

Financeiras, em todos os seus aspectos relevantes, estão adequadamente apresentadas,

podendo ser encaminhadas para deliberação da Assembleia Geral de Acionistas.

São Paulo, 4 de setembro de 2012.

Renato Parreira Stetner - André Oliveira - Ademir José Scarpin.

A DIRETORIA

CONTADOR

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Eduardo S. Elsztain

Robert Charles Gibbins

Alejandro G. Elsztain

Saul Zang

Isaac Selim Sutton

Gabriel Pablo Blasi

João de Almeida Sampaio Filho

EXECUTIVOS

Julio Cesar de Toledo Piza Neto

Gustavo Javier Lopez

André Guillaumon

Mário Enrique Aguirre

Marcos Alexandre da Silva Peres

CRC - 1SP239197/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS

Aos Administradores e Acionistas

BRASILAGRO COMPANHIA BRASILEIRA DE PROPRIEDADES AGRÍCOLAS

Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Brasilagro Companhia

Brasileira de Propriedades Agrícolas (a “Companhia” ou “Controladora”) que

compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas

demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa

para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis

e as demais notas explicativas. Examinamos também as demonstrações financeiras

consolidadas da Brasilagro Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas e suas

controladas (“Consolidado”) que compreendem o balanço patrimonial consolidado em

30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, das

mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data,

assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas.

RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES

FINANCEIRAS

A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação

dessas demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis

adotadas no Brasil e dessas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as

normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International

Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim

como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a

elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante,

independentemente se causada por fraude ou por erro.

RESPONSABILIDADE DOS AUDITORES INDEPENDENTES

Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações

financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras

e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas

pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter

segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção

relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para

obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas

demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do

auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações

financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de

riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada

apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os

procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para

expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma

auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a

razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação

da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que

a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

OPINIÃO SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam

adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da

Brasilagro Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas em 30 de junho de 2012, o

desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa

data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

OPINIÃO SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas

apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e

financeira da Brasilagro Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas e suas

controladas em 30 de junho de 2012, o desempenho consolidado de suas operações e os

seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as

normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International

Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil.

ÊNFASE

Conforme descrito na Nota 2.1, as demonstrações financeiras individuais foram

elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da

Brasilagro Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas, essas práticas diferem das

IFRS, aplicáveis às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à

avaliação dos investimentos em controladas pelo método de equivalência patrimonial,

uma vez que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião não está

ressalvada em função desse assunto.

OUTROS ASSUNTOS

INFORMAÇÃO SUPLEMENTAR - DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO

Examinamos também as demonstrações do valor adicionado (DVA), individuais e

consolidadas, referentes ao exercício findo em 30 de junho de 2012, preparadas sob a

responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela

legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação

suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações

foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e,

em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos

relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.

São Paulo, 4 de setembro de 2012

Auditores Independentes

CRC 2SP000160/O-5

Wander Rodrigues Teles

Contador CRC 1DF005919/O-3 “S” SP

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Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 31

EMPRESAS

Divulgação

IMÓVEIS

Sony Corp deve colocar à venda sua

sede em Manhattan para fazer caixa

A Sony deve vender sua sede no coração de Manhattan. O prédio, de

36 andares, foi concebido pelo designer Philip Johnson. “A companhia

está conversando com algumas imobiliárias para saber sobre o potencial

de venda do prédio”, disse Nicole Seligman, presidente da Sony America.

O imóvel foi comprado em 2002 da AT&T. A Sony pretende fazer caixa

e se beneficiar do baixo preço dos aluguéis na cidade.

David Paul Morris/Bloomberg

Google avança com

anúncio em vídeo

Mark Zuckerberg, do Facebook: dificuldade em convencer mercado sobre valor dos papéis da rede

Facebook vai cobrar

por oferta promocional

Empresa vai cobrar pelo menos US$ 5 sobre anúncios relacionados a vendas

Reuters

redacao@brasileconomico.com.br

O Facebook afirmou que vai começar

a cobrar de empresas para

veicular ofertas promocionais

em sua rede social, transformando

um serviço gratuito em um

potencial gerador de receita em

um momento em que investidores

e analistas exigem novas fontes

de crescimento da empresa

recém-listada em bolsa.

O Facebook lançou o Facebook

Offers no início deste ano,

permitindo que varejistas e lojistas

locais enviem anúncios de

ofertas para seus fãs na rede social.

Os usuários recebem as ofertas

em suas páginas de novidades

e resgatam cupons em lojas

para receberem os descontos.

O serviço tem sido gratuito para

os anunciantes, mas nas próximas

semanas o Facebook vai cobrar

pagamento de pelo menos

US$ 5 sobre anúncios relacionados

para promover cada oferta a

uma audiência selecionada de

fãs e amigos de fãs. O custo vai

variar baseado no tamanho da

página da empresa no Facebook.

“Eles devem conseguir cobrar

uma tarifa, seja sobre uma oferta

ou sobre qualquer outra ferramenta

de marketing”, disse Colin Sebastian,

analista da R.W. Baird.

“A questão é se o Facebook vai

cobrar um valor apropriado dos

anunciantes pelo direito de publicarem

uma oferta, por exemplo,

se a oferta gerar um retorno positivo”,

acrescentou Sebastian.

Desde que o Facebook tornou-se

empresa pública em

maio, a companhia tem sido

pressionada por Wall Street para

mostrar como pode transformar

sua enorme rede de usuários

em uma máquina de dinheiro.

As ações do Facebook

perderam cerca de 40% de seu

valor desde a estreia.

O comércio no Facebook, conhecido

como f-commerce, ainda

não se materializou, parcialmente

porque os varejistas têm

conseguido aproveitar uma série

de ferramentas gratuitas da rede

para atraírem clientes. A vinculação

do Facebook Offers a um serviço

pago sugere que a empresa

está tentando mudar isso.

“Acreditamos que isso alinha

os incentivos corretamente”,

disse Gokul Rajaram, diretor

de gestão de produtos dos

negócios de publicidade do Facebook.

“Os melhores resultados

do Facebook Offers virão

da distribuição orgânica mais

distribuição paga.” ■

Empresa deve passar o

Facebook, cuja receita com

displays será de US$ 2,16 bi

O Google deverá se tornar o

maior lucrador com anúncios

em displays neste ano nos Estados

Unidos, lugar hoje ocupado

pela rede social Facebook.

Com a inversão de posições, o

Google vai consolidar

sua presença

dominante

na propaganda

online.

CONCORRÊNCIA

A influência

crescente do Google

em anúncios em displays —

as janelas com imagens e vídeos

encontrados em sites —

vem na esteira do crescimento

da publicidade em vídeo na sua

subsidiária YouTube. Também

colaborou o crescimento da publicidade

móvel por meio do

AdMob, uma empresa adquirida

pela Google em 2009.

Este ano, o Google vai obter

15,4% das verbas de publicidade

em displays, aproximadamente

US$ 2,31 bilhões, em comparação

com 14,4% estimados para o

Facebook, ou US$ 2,16 bilhões.

As projeções foram feita pela

Marketer, uma

empresa de pesquisa

de publicidade

digital dos

Estados Unidos.

Mas o levantamento

da Marketer

assinala que os editores

têm sido afetados pela demanda

mais fraca do que a esperada

em publicidade este ano, já

que as grandes marcas estão segurando

custos nas campanhas

digitais. ■

Empresa negocia para não

ser processada pela UE

Google está sendo pressionado a

fazer concessões que restaurem a

concorrência no mercado europeu

Empresa vai obter

15,4% das verbas

de publicidade

em displays

Reguladores da União Europeia

(UE) podem processar o Google

por violação de leis do bloco

de países se a empresa não

fornecer concessões satisfatórias

para aliviar problemas de

concorrência, disse ontem o

chefe antitruste da UE.

O Google atualmente está negociando

com a Comissão Europeia

para resolver as preocupações

sobre suas práticas de negócios,

após queixas de rivais, entre

eles a Microsoft.

“Se soluções eficazes forem encontradas

rapidamente e testadas

com sucesso, a concorrência

poderá ser restaurada em um estágio

inicial”, disse o comissário

de Concorrência da UE, Joaquin

Almunia, em um texto de um discurso

que fará na Universidade

Fordham, em Nova York.

“No entanto, nós não atingimos

isso ainda e deve ficar claro

que, na ausência de propostas satisfatórias,

eu vou ser obrigado a

continuar com nossos procedimentos

formais”, disse.

Almunia também afirmou

que ele vai decidir “em breve”

sobre a proposta da Universal

Music Group de US$ 1,9 bilhão

pela gravadora EMI. Fontes disseram

à Reuters que uma decisão

da UE poderia sair hoje. ■

Samsung pode incluir iPhone 5 na briga com Apple

A nova reclamação judicial

ocorre poucos dias após

o lançamento do novo celular

A Samsung Electronics planeja incluir

o iPhone 5 — produto mais

recente lançado pela Apple e que

já está a venda desde o início desta

semana — na disputa judicial

por patentes contra a fabricante

americana, informou nesta quinta-feira

a empresa sul-coreana.

A mais nova ação legal da Samsung

ocorre em um momento estratégico.

A Apple recebeu pedidos

por mais de 2 milhões de

iPhones 5 apenas nas primeiras

24 horas após o lançamento. Os

primeiros modelos só devem chegar

às lojas hoje e alguns países

só terão acesso ao telefone celular

da Apple no final do ano.

“A Samsung adianta que, em

um futuro próximo, entrará com

uma nova moção para incluir o

aparelho iPhone 5 nas acusações

de irregularidades”, afirmou

em documento enviado

às autoridades americanas. ■

Miyoung Kim, Reuters


32 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

ENCONTRO DE CONTAS

100

é o número de lojas que a rede

de colchões Ortobom pretende

abrir até dezembro. A empresa

possui hoje cerca de 1,8 mil

unidades em todo o país.

FÁBIO SUZUKI

encontrodecontas@brasileconomico.com.br

Pronta para pedalar

Walter Craveiro

GIRO RÁPIDO

Pegando carona no Dia Mundial Sem Carro,

a Netshoes anuncia neste sábado, 22, um novo

serviço para reforçar a venda de bikes, categoria

que entrou para o grupo das 10 modalidades

esportivas que são prioridades em um total de 30

segmentos comercializados pela loja on-line

atualmente. Uma oficina de montagem foi colocada

dentro do Centro de Distribuição da empresa para

que as bicicletas sejam entregues aos consumidores

praticamente prontas para serem utilizadas. “Além

de ser uma demanda dos clientes, estendemos

o relacionamento para além da compra com esse

serviço”, diz Renato Mendes, gerente de marketing

da Netshoes. Desde 2007 nessa categoria, a loja

on-line projeta uma alta de 242% para este ano

na venda de bikes, que chegam a custar R$ 30 mil.

Renato Mendes, gerente

de marketing da Netshoes

Em baixa nos gramados (e no mercado)

Prestes a vestir a camisa do São Paulo, P.H. Ganso

terá que jogar muita bola no Morumbi para recuperar

seu valor no mercado. Segundo a Pluri Consultoria, ele

está avaliado em €15,4 milhões, uma queda de 30%

em relação aos €22 milhões de dezembro de 2011.

Fusões em queda

Segundo relatório da PricewaterhouseCoopers (PwC),

o mês de agosto registrou 57 fusões e aquisições

no mercado brasileiro, 12 a menos que o mês de

julho, quando ocorreram 69 operações. Entretanto,

o ano acumula uma alta de 7% sobre 2011.

FRASE

“PresidentaDilma,pelo

amordeDeus,tomeuma

decisãojuntocomo

MinistériodoEsporte”

Romário

Pedindo intervenção do governo

na gestão da CBF após o jogo

ruim do Brasil contra a Argentina.

Jose Cruz/ABr

NestléresgatacoramareladeFriskiespormaiorexposiçãonosPDV

Após três anos utilizando cores nas embalagens para identificar os diferentes sabores

da linha Friskies de alimentos para gatos, a Nestlé volta a utilizar a cor amarela em todos

os itens da marca para se diferenciar nas prateleiras dos pontos de venda. Segundo dados

da Nielsen, produtos premium como Friskies representam 48% do volume de vendas do

segmento. As novas embalagens chegam às gôndolas de todo o país ainda neste mês.

Diversão na hora de comer

O McDonald’s coloca uma nova coleção de brinquedos

para divertir a garotada através do McLanche Feliz.

A partir da próxima quinta-feira, 27, as surpresas do

lanche da rede de fast-food serão oito personagens

da série Pokémon, como o famoso Pikachu.

Manchester United joga duro para

conseguir mais dinheiro da Nike

Time inglês reclama do “baixo valor” pago pela companhia americana para produção de seu material esportivo

Tariq Panja

Bloomberg

O Manchester United convenceu

a General Motors a desembolsar

US$ 559 milhões para estampar

sua marca na camisa

vermelha do time, um dos mais

poderosos do mundo. Agora, o

supercampeão inglês — 19 títulos

nacionais — está pronto para

jogar duro com o fabricante

dos uniformes, a Nike.

Pela primeira vez, a equipe divulgou

seus resultados financeiros

desde que abriu seu capital.

A companhia registrou vendas

no varejo (uniforme, suvenires e

outros acessórios) de US$ 54,7

milhões no ano fiscal encerrado

em junho. A maior parte desse faturamento

vai para o bolso da Nike,

que detém os direitos de vendas

das camisas do time. O contrato,

estimado em quase US$

480 milhões, foi assinado em

2001 com prazo de 13 anos.

“Continuamos acreditando

que haverá uma oportunidade

para reajustar nosso contrato

com a Nike para aumentar nossa

renda com a venda de camisas”,

disse o vice-presidente

do conselho do Manchester United,

Ed Woodward, durante

reunião com analistas. O time

teve um prejuízo de US$ 23,5

milhões no quarto trimestre fiscal.

“Houve muita mudança no

mundo do futebol desde 2001,

quando fechamos o acordo

com a Nike”, disse.

O otimismo do time, que é

presidido por David Gill, ganhou

mais força após a formalização

do contrato de sete anos

Andrew Yates/AFP

David Gill, presidente do time inglês: em alta após acordo de patrocínio de US$ 559 milhões com a GM

com a GM, que o Manchester

afirma aos quatro cantos ser o

maior do mundo do esporte

profissional. O valor é mais do

que o dobro do que foi desembolsado

pelo patrocinador

atual, a Aon Corp, de US$ 31 milhões

por ano — o contrato com

o grupo segurador vai até 2014.

Mesmo antes de poder estampar

sua marca na camisa do poderoso

time inglês, a GM vai desembolsar

US$ 18 milhões por

ano ao clube. A United é de propriedade

da família Glazer, da

Flórida, que também é dona do

time de futebol americano Tampa

Bay Buccaneers.

Em seu primeiro balanço, o

clube registrou vendas totais de

US$ 506 milhões, uma queda de

3% em comparação com o mesmo

período do ano passado. Esta

é a primeira vez que o time registra

queda na receita desde

2005, quando os Glazer assumiram

o controle do Manchester.

As negociações entre o time

inglês e a Nike terão início em fevereiro.

Woodward poderá

abrir concorrência para escolher

um novo parceiro para produzir

seu material esportivo.

O Manchester baseia-se nos

números amealhados por equipes

rivais. O Liverpool vai receber

US$ 40 milhões da Warrior,

subsidiária da New Balance para

ter o direito de fabricação de

suas camisas. ■


Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 33

JVRJ PARTICIPAÇÕES S.A.

CNPJ nº 06.043.135/0001-10

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

Senhores Acionistas: Em cumprimento às determinações legais e estatutárias, submetemos ao exame e apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial acompanhado das Demonstrações Contábeis,

referente ao exercício social encerrado em 31/12/11, substanciadas pelo parecer dos Auditores Independentes. A Diretoria.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - R$ Mil

Controladora

Consolidado

Controladora Consolidado

PASSIVO Nota 2011 2010 2011 2010

ATIVO Nota 2011 2010 2011 2010

Circulante........................................................ 14.535 12.723 674.518 254.146

Circulante.................................................... 5.228 3.220 1.023.325 458.114 Fornecedores................................................. - - 465.903 188.778

Caixa e equivalentes de caixa.................. 7 3 87.908 29.777 Salários e encargos sociais.......................... - - 74.245 22.570

Financiamentos ............................................. 7 - - 32.156 59

Clientes....................................................... - - 200.568 72.827

IR e contribuição social................................. - - 2.196 1.301

Estoques .................................................... 4 - - 662.062 350.834 Impostos e contribuições a recolher............ 8 a) - - 38.735 21.289

Impostos a recuperar ................................ - - 44.613 178 Dividendos a pagar ....................................... 14.535 12.723 16.668 12.930

Dividendos a receber ................................ 5.221 3.217 - -

Impostos e contribuições -

parcelamento............................................... 8 b) - - 4.505 42

Outros créditos........................................... - - 28.174 4.498 Outras contas a pagar................................... - - 40.110 7.177

Não-Circulante........................................... 286.469 266.892 423.293 117.265 Não-Circulante............................................... 2.917 2.862 225.153 49.689

Depósitos judiciais..................................... 2.635 2.635 72.643 48.335 Empréstimos e financiamentos.................... 7 - - 102.764 294

Impostos e contribuições a recolher 8 a) 2.635 2.635 53.039 45.588

IR e contribuição social diferido................ - - 9.040 - Impostos e contribuições -

Partes relacionadas.................................. - - 853 - parcelamento............................................... 8 b) - - 13.871 176

Contas a receber de ex-acionistas .......... - - 26.998 - IR e contribuição social diferida.................... - - 10.126 -

Partes relacionadas....................................... 10 282 227 613 227

Outros créditos........................................... - - 956 338

Provisões para contingências ...................... 9 - - 44.740 3.404

Investimentos............................................. 5 283.834 264.257 379 379 Patrimônio Líquido ....................................... 11 274.245 254.527 546.947 271.544

Imobilizado................................................. 6 - - 159.454 41.669 Dos acionistas controladores ....................... 274.245 254.527 274.245 254.527

Intangível.................................................... 6 - - 52.389 26.544

Capital subscrito e realizado....................... 230.259 213.681 230.259 213.681

Reserva de lucros........................................ 43.986 40.846 43.986 40.846

Ágio............................................................. - - 100.581 - Participação de não controladores ............ - - 272.702 17.017

Total do Ativo............................................. 291.697 270.112 1.446.618 575.379 Total do Passivo............................................ 291.697 270.112 1.446.618 575.379

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Período de 01/01/2010 a 31/12/2011 - R$ Mil)

Capital Reservas de Lucros

Lucros Patrimônio Líquido Participação não

Descrição Social Legal Retenção de Lucros Total Acumulados Controladora Controladores Total

Saldos em 31 de dezembro de 2009 ............................................................. 189.673 1.200 16.806 18.006 - 207.679 13.340 221.019

Aumento de capital Social - AGE de 30/04/2010

Por incorporação de reserva ........................................................................ 1.200 (1.200) - (1.200) - - - -

Por incorporação de dividendos a pagar .................................................... 6.002 - - - - 6.002 431 6.433

Por incorporação de lucros retidos .............................................................. 16.806 - (16.806) (16.806) - - - -

Resultado do exercício ....................................................................................... - - - - 53.569 53.569 3.453 57.022

Destinações propostas

Reserva legal ................................................................................................. - 2.678 - 2.678 (2.678) - - -

Dividendos ..................................................................................................... - - - - (12.723) (12.723) (207) (12.930)

Retenção de lucro ......................................................................................... - - 38.168 38.168 (38.168) - - -

Saldos em 31 de dezembro de 2010 ............................................................. 213.681 2.678 38.168 40.846 - 254.527 17.017 271.544

Aumento de Capital AGE de 27/09/2011 ....................................................... 13.900 - - - - 13.900 (13.900) -

Mutação no patrimônio dos acionistas não controladores ............................ - - - - - - 263.403 263.403

Resultado do exercício ...................................................................................... - - - - 7.630 7.630 8.108 15.738

Destinações propostas

Reserva legal ................................................................................................. 2.678 (2.296) - (2.296) (382) - - -

Dividendos ..................................................................................................... - - - - (1.812) (1.812) (1.926) (3.738)

Retenção de lucro ......................................................................................... - - 5.436 5.436 (5.436) - - -

Saldos em 31 de dezembro de 2011 ............................................................. 230.259 382 43.604 43.986 - 274.245 272.702 546.947

As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE 31 DE DEZEMBRO DE 2011 - R$ Mil

1. Contexto Operacional: A Cia. constituída em 04/12/2003 tem por objetivo a participação em

outras sociedades, civis ou comerciais, como sócia, acionista ou quotista. Em 30/08/2011, a Cia.

firmou Acordo de Associação com os acionistas da Cia. Comercial de Drogas e Medicamentos -

CODROME (“CODROME”), sociedade anônima brasileira de capital fechado com sede na Av. da

Liberdade, 844 - 1º andar, Liberdade, SP. Como resultado dessa associação, houve a constituição

de uma nova “holding”, controlada integralmente pela JVRJ e pela CODROME, denominada

Drogarias DPSP S.A. (“Cia.”), em 12/09/2011. Em decorrência dessa associação, a JVRJ e a

CODROME aportaram ao capital social da Cia., a valores contábeis, os investimentos detidos na

Drogarias Pacheco S.A. (“DPA”) e Drogaria São Paulo S.A. (“DSP”), respectivamente, conforme

mencionado na nota 5. 2. Apresentação das Demonstrações Contábeis: a) As demonstrações

contábeis individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no

Brasil, as quais abrangem a Legislação Societária (Lei 6.404/76, considerando as alterações

produzidas pelas Leis 11.638/07 e 11.941/09) além dos Pronunciamentos, Orientações e Interpretações

emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC e órgãos regulamentadores.

Essas demonstrações apresentam a avaliação do investimento em controlada pelo método

de equivalência patrimonial, de acordo com a legislação societária brasileira vigente. Dessa forma,

essas demonstrações não estão em conformidade com as IFRSs, que exigem a avaliação

desse investimento nas demonstrações separadas da controladora pelo seu valor justo ou pelo

custo. b) As demonstrações contábeis consolidadas foram elaboradas em conformidade com os

princípios de consolidação da legislação societária brasileira e pelas interpretações e orientações

contidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, estando de acordo com os Padrões

Internacionais de Demonstrações Contábeis (International Financial Reporting Standards (IFRS))

emitidos, abrangendo as demonstrações contábeis da controladora e da controlada indicada na

nota 4. No processo de consolidação das demonstrações contábeis foram feitas eliminações dos

saldos das operações ativas e passivas e das receitas e despesas, decorrentes de negócios realizados

entre as empresas, bem como dos investimentos da controladora contra o patrimônio

líquido da controlada. 3. Procedimentos Contábeis: Dentre os principais procedimentos adotados

para a preparação das demonstrações contábeis, ressaltamos: a) Regime contábil: O resultado

das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. As receitas

de vendas e os correspondentes custos são registrados quando da transferência dos

riscos e benefícios associados às mercadorias e aos produtos vendidos. b) Moeda funcional e de

apresentação: A moeda funcional e de apresentação utilizada para mensurar os itens da Cia. e

da sua controlada nas demonstrações contábeis é o real (R$), representando o principal ambiente

econômico no qual as empresas atuam. c) Caixa e equivalentes de caixa: Compreendem os

saldos de caixa, depósitos bancários à vista e aplicações financeiras, prontamente conversíveis

em um montante conhecido de caixa e sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. As

aplicações financeiras são registradas pelo valor de custo, acrescido dos rendimentos auferidos

até a data de encerramento de cada período de relatório, que não excedem o seu valor de mercado

ou de realização. d) Contas a receber e provisão para créditos de liquidação duvidosa: Registradas

pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos por faixa de vencimento

e deduzidas de provisão para redução ao seu valor de realização. e) Estoques: Registrados pelo

custo médio de aquisição, deduzido, quando aplicável, de provisão para ajustá-lo ao valor líquido

de realização, constituída com base no giro dos estoques e para itens cuja realização é considerada

remota pela Administração. f) Investimentos: Está demonstrado ao custo de aquisição, ajustado

pelo método de equivalência patrimonial. g) Imobilizado: Registrado ao custo de aquisição,

formação ou construção, deduzido de depreciação acumulada e, quando aplicável, provisão para

redução ao valor de recuperação. A depreciação é calculada pelo método linear, a taxas que levam

em consideração o tempo de vida útil-econômica dos bens. As instalações e benfeitorias nas

unidades locadas das controladas são depreciadas pelo prazo de locação, ou pelo tempo de vida

útil econômica dos bens, dos dois o menor, conforme demonstrado na nota nº 6. A Administração

das controladas avaliou e concluiu que as taxas admitidas para a depreciação representam adequadamente

o tempo de vida útil-econômica esperada para os bens do ativo. Ativos mantidos por

meio de arrendamento financeiro são depreciados pela vida útil esperada da mesma forma que

os ativos próprios ou por um período inferior, quando aplicável, conforme termos do contrato de

arrendamento em questão. h) Intangível: Ativos intangíveis com vida útil definida e adquiridos

separadamente são registrados ao custo, deduzido da amortização e, quando aplicável, das

perdas por redução ao valor recuperável. A amortização é reconhecida linearmente com base na

vida útil estimada. Os gastos com cessão comercial pagos quando da assinatura dos contratos

de aluguéis dos imóveis comerciais são considerados itens do ativo intangível na data de assinatura

dos contratos e amortizados linearmente pelo prazo de locação de cada contrato, cujo prazo

médio é de cinco anos. O ativo intangível gerado internamente resultante de gastos com desenvolvimento

de software é reconhecido somente se demonstradas cumulativamente as seguintes

condições: (i) a viabilidade técnica de completar o ativo intangível para que seja disponibilizado

para uso ou venda; (ii) a intenção de se completar o ativo intangível e usá-lo ou vendê-lo; (iii) a

habilidade de usar ou vender o ativo intangível, a geração de prováveis benefícios econômicos

futuros e a disponibilidade de recursos técnicos, financeiros e outros para completar o desenvolvimento;

e (iv) a habilidade de mensurar, com confiabilidade, os gastos atribuíveis ao ativo durante

seu desenvolvimento. O montante inicialmente reconhecido corresponde aos gastos incorridos

desde quando o ativo intangível passou a atender aos critérios de reconhecimento. Subsequentemente,

os ativos são registrados pelo custo de formação, deduzido da amortização e, quando

aplicável, da perda por redução ao valor recuperável. i) Avaliação do valor recuperável dos ativos

imobilizado e intangível, exceto o ágio: Os bens do imobilizado, do intangível com vida útil definida

e, quando aplicável, de outros ativos não circulantes são avaliados anualmente para identificar

evidências de perdas não recuperáveis, sempre que eventos ou alterações significativas nas

circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. A perda, quando identificada,

correspondente ao maior valor entre o valor em uso e o valor líquido de venda do ativo é

reconhecida ao resultado. j) Combinação de negócio e ágio: O ágio é mensurado como o excesso

da soma da contrapartida transferida, do valor das participações não controladoras na adquirida

e do valor justo da participação do adquirente anteriormente detida na adquirida sobre os

valores líquidos na data de aquisição dos ativos adquiridos e passivos assumidos identificáveis.

Quando uma combinação de negócios é realizada em etapas, a participação anteriormente detida

pela Cia. na empresa adquirida é remensurada pelo valor justo na data de aquisição, ou seja,

na data em que a Cia. adquire o controle e o correspondente ganho ou perda, se houver, é reconhecido

no resultado. k ) Financiamentos: Reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, no momento

do recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação nos casos aplicáveis e,

subsequentemente, mensurados pelo custo amortizado utilizando o método de taxa de juros

efetiva, correspondente ao custo, acrescido de encargos, juros e variações monetárias e cambiais

previstos contratualmente, incorridos até a data de encerramento de cada período de relatório.

l) Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas: As provisões são registradas pelo

montante provável de perda, sendo observada a natureza de cada risco, com base na opinião

dos assessores jurídicos da Cia. e de suas controladas. m) Outros ativos e passivos, circulantes

e não circulantes: Os ativos estão apresentados pelo custo ou valor líquido de realização, se inferior,

e os passivos demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando

aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias e cambiais incorridos até a

data de encerramento de cada período de relatório. n) IR e contribuição social - correntes e diferidos:

Correntes: As provisões para IRPJ e CSLL são calculadas de acordo com a legislação tributária

vigente no País, com base no lucro contábil ajustado pelas adições de despesas consideradas

não dedutíveis e exclusões de receitas consideradas não tributáveis. Diferidos: O IRPJ e a

CSLL diferidos ativos são calculados sobre as diferenças temporárias da Cia. e de suas controladas.

O IRPJ e a CSLL diferidos ativos são reconhecidos no montante provável em que os lucros

tributáveis futuros serão suficientes para deduzir todas as diferenças temporárias e estão apresentados

no ativo não circulante. 4. Estoques:

Consolidado

Itens 2011 2010

Medicamentos em geral ................................................................................. 575.034 295.875

Perfumaria e correlatos................................................................................... 88.367 53.720

Estoque para uso e consumo ........................................................................ 2.772 1.239

Provisão para obsolescência ......................................................................... (4.111) -

Total ................................................................................................................. 662.062 350.834

5. Investimentos: Em AGE realizada em 28/12/2011, foi aprovado o Investimento no capital

social da Drogarias DPSP S/A em R$ 320.147, mediante a emissão de 102.000.000 ações ordinárias

nominativas, sem valor nominal, pelo preço de emissão de R$ 3,13 por ação, por conferência

de 43.416.914 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal de emissão das Drogarias

Pacheco S.A., representativas de 100% do capital dessa controlada. Com a reestruturação societária

a JVRJ Participações S/A passou a participar do capital social da DROGARIAS DPSP

S/A com 51%, representado por 102.000.000 ações ordinárias, sem valor nominal. Os valores

do investimento e resultado respectivo, bem como outros dados da controlada e das operações

com a mesma, são:

2011 2010

Valores contábeis do investimento

- Patrimonial.................................................................................................. 283.834 264.257

- Resultado da avaliação ............................................................................. 8.439 53.612

Valores contábeis da controlada

- Capital social............................................................................................... 543.919 277.633

- Patrimônio líquido....................................................................................... 556.536 281.274

- Resultado do exercício .............................................................................. 16.547 57.065

A seguir, apresentamos o quadro dos investimentos existentes:

Controladora Consolidado

Itens 2011 2010 2011 2010

Participação por incentivos fiscais ............................... - - 378 378

Outros investimentos .................................................... - - 1 1

Investimentos em controladas ..................................... 283.834 264.257 - -

Total ............................................................................... 283.834 264.257 379 379

6. Imobilizado e Intangível:

Consolidado

2011 2010

Valor

Valor Líquido

Líquido

Depreciação/

Amortização

Acumulada

Itens

Taxas Custo

Terrenos........................................................... - 18 - 18 30

Benfeitorias em Imóveis de Terceiros ........... 20% 89.327 40.503 48.824 1.663

Máquinas, equip. e instalações...................... 10% 122.333 63.684 58.649 26.219

Móveis e utensílios.......................................... 10% 58.462 27.783 30.679 3.649

Veículos............................................................ 20% 16.523 11.555 4.968 4.775

Equipamentos e sistemas .............................. 20% 43.284 28.525 14.759 3.966

Imobilização em Andamento.......................... 20% 1.557 - 1.557 1.367

Total do imobilizado ..................................... - 331.504 172.050 159.454 41.669

Software ........................................................... 20% 49.374 37.093 12.281 750

Cessão de Direitos.......................................... 20% 24.216 12.809 11.407 0

Ágio na Aquisição de Investimento................ - 15.619 5.207 10.412 0

Marcas, Patentes e Direitos ........................... 20% 748 15 733 740

Fundo de Comércio......................................... 20% 33.241 15.685 17.556 25.054

Total do intangível......................................... - 123.198 70.809 52.389 26.544

Avaliação do valor recuperável. Os testes de recuperação são realizados anualmente. Em

31/12/2011, as controladas da Cia. aplicaram testes para identificação de fatores que pudessem

levar à necessidade de revisar o valor recuperável das instalações da Matriz, da Central de Distribuição

e de cada uma de suas lojas. Essas análises levaram em conta o atual nível de rentabilidade

de cada uma das lojas, além de fatores específicos ao segmento de varejo farmacêutico.

A Administração, com base nessas análises, não identificou eventos que pudessem denotar a

existência de ativos registrados por valores superiores aos respectivos valores contábeis.

7. Financiamentos - Consolidado:

Modalidade

Encargos

Financeiros Vencimento Garantias 2011 2010

08/2012 a

Arrendamento Financeiro.. 11,08% a.a 01/2016 Aval da Diretoria 5.938

Debêntures (a).................... 112,8% CDI 04/2015 Recebíveis Visa (b) 71.162 -

BNDES................................ TJLP + 4,36% 12/2016 Nota Promissória 57.820 353

Total .................................... 134.920 353

Passivo Circulante.......................................................................................................... 32.156 59

Passivo não Circulante .................................................................................................. 102.764 294

Total................................................................................................................................. 134.920 353

a) Contrato com cláusula restritiva sobre alienação, cisão, fusão, incorporação ou qualquer reestruturação

societária, as quais, se ocorrerem, devem ser previamente autorizadas pelo agente financeiro.

Em Assembleia Geral dos Titulares de Debêntures realizada em 08/09/2011, foi aprovada a

concessão de “waiver” a controlada DSP para realização da fusão de suas operações com a DPA,

não ensejando, dessa forma, o vencimento antecipado das debêntures. b) Necessidade de manter

valor mínimo de R$ 10 milhões de recebíveis do cartão Visa.

8. Impostos e Contribuições a Recolher: a) Impostos e Contribuições a Recolher

Controladora Consolidado

Itens

2011 2010 2011 2010

ICMS............................................................................ - - 35.175 20.082

IRRF ............................................................................ - - 1.075 265

Pis e Cofins................................................................. 2.635 2.635 3.698 2.635

Adicional do imposto de renda.................................. - - 50.404 42.953

Outros.......................................................................... - - 1.422 942

Total ............................................................................ 2.635 2.635 91.774 66.877

Passivo Circulante ..................................................... - - 38.735 21.289

Passivo Não Circulante.............................................. 2.635 2.635 53.039 45.588

Total............................................................................. 2.635 2.635 91.774 66.877

b) Impostos e Contribuições - Parcelamento:

Consolidado

2011 2010

Itens

Parcelamento em 2003 - PAES.......................................................................... 2.500 -

Pedido de Parcelamento em 2009..................................................................... 15.876 218

Total ...................................................................................................................... 18.376 218

Passivo Circulante................................................................................................ 4.505 42

Passivo Não Circulante........................................................................................ 13.871 176

Total....................................................................................................................... 18.376 218

9. Provisão para Riscos: A composição e movimentação da provisão para riscos trabalhistas,

cíveis e tributários é a seguinte:

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO - R$ Mil

Períodos de

Controladora Consolidado

01/01/11 a 01/01/10 a 01/01/11 a 01/01/10 a

Nota 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10

Receita Líquida das Vendas ........................ 12 - - 1.163.411 1.750.992

Custo das Vendas.......................................... 13 - - (863.497) (1.291.585)

Lucro Bruto ..................................................... - - 299.914 459.407

Despesas/Receitas Operacionais............... 7.659 53.589 (270.350) (379.408)

Despesas c/vendas........................................ 13 - - (196.082) (315.310)

Despesas gerais e administrativas............... 13 (22) (23) (64.129) (42.809)

Resultado de avaliação de investimento...... 8.439 53.612 - -

Depreciações e amortizações....................... - - (15.375) (19.623)

Outras (despesas) receitas líquidas ............. 14 (758) - 5.236 (1.666)

Lucro Operacional Antes do

Resultado Financeiro.................................. 7.659 53.589 29.564 79.999

Resultado Financeiro.................................... (29) (20) (2.606) 6.781

Receitas financeiras......................................... 15 a) - - 3.693 9.333

Despesas financeiras....................................... 15 b) (29) (20) (6.299) (2.552)

Lucro Antes do IR e da Contribuição Social 7.630 53.569 26.958 86.780

IR e Contribuição Social ............................... - - (11.220) (29.758)

Diferido .............................................................. - - (1.653) -

Corrente............................................................. - - (9.567) (29.758)

Lucro Líquido do Exercício.......................... 7.630 53.569 15.738 57.022

Atribuíveis aos acionistas controladores ........ - - 7.630 53.569

Atribuíveis aos acionistas não controladores. - - 8.108 3.453

Lucro líquido por ação do capital social final - R$ 0,07 0,53 - -

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - R$ Mil

Períodos de

Controladora Consolidado

01/01/11 01/01/10 01/01/11 01/01/10

Fluxo de caixa das atividades

a a a a

operacionais

31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10

Lucro líquido do exercício.............................................. 7.630 53.569 15.738 57.022

Ajustes para reconciliar o lucro liquído com o caixa

gerado pelas atividades Operacionais

Depreciação e amortização........................................... - - 15.375 19.623

Resultado da baixa de bens patrimoniais.................... - - 1.519 9.982

Constituição de provisão................................................ - - 6.886 1.086

Encargos financeiros sobre financiamento.................. - - 4.445 -

Encargos financeiros sobre parcelamento................... - - 121 -

Resultado de avaliação de investimento, líquido de

ajuste de participação em controlada........................... (7.681) (53.612) - -

Variações nos ativos e passivos operacionais............

Redução (aumento) em contas a receber................... - - 8.508 (7.210)

Redução em impostos a recuperar .............................. - - 10.180 1.301

Redução em salários, provisões e contribuições sociais - - (20.740) -

Pagamento de parcelamentos...................................... - - (938) -

Aumento de estoques.................................................... - - (83.314) (54.367)

Aumento em depósitos judiciais ................................... - - (3.225) (10.023)

Aumento em outros ativos operacionais...................... - - (1.744) (1.394)

Aumento em fornecedores............................................ - - 107.331 50.252

Aumento de impostos, taxas e contribuições diversas. - - 9.279 15.070

Aumento (redução) em outras contas a pagar............ - - 15.867 (4.506)

Caixa (aplicado) gerado (nas) pelas atividades

operacionais.................................................................. (51) (43) 85.288 76.836

Juros pagos..................................................................... - - (5.822) -

IR e contribuição social pagos....................................... - - (7.705) -

Caixa líquido (aplicado) gerado (nas) pelas

atividades operacionais .............................................. (51) (43) 71.761 76.836

Fluxo de caixa das atividades de investimento

Caixa e equivalência de caixa recebidos na integralização

de capital com investimento em controladas . - - 38.870 -

Aquisições de ativo imobilizado .................................... - - (16.751) (23.516)

Aquisições de intangível ............................................... - - - (922)

Recursos recebidos de partes relacionadas................ - - 92 -

Recebimento pela alienação de bens patrimoniais .... - - - 15.229

Caixa líquido gerado (aplicado) pelas (nas)

atividades de investimento .......................................... - - 22.211 (9.209)

Fluxo de caixa das atividades de financiamento

Liquidação de empréstimos com pessoas ligadas .... - - - (67.911)

Amortização de financiamentos.................................... - - (40.795) -

Empréstimos obtidos...................................................... 55 25 4.954 378

Caixa líquido gerado (aplicado) pelas (nas)

atividades de financiamento........................................ 55 25 (35.841) (67.533)

Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa 4 (18) 58.131 94

Caixa e equivalentes no início do período ................... 3 21 29.777 29.683

Caixa e equivalentes no final do período ..................... 7 3 87.908 29.777

Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa 4 (18) 58.131 94

Itens 2011 2010

Provisão p/ processos Trabalhistas (a) ................................................................ 23.838 3.208

Provisão p/ processos Cíveis (b) .......................................................................... 8.867 28

Provisão p/ processos Tributárias (c) ................................................................... 12.035 168

Total ........................................................................................................................ 44.740 3.404

(a) As controladas da Cia. são partes passivas de reclamações trabalhistas movidas por ex-funcionários

e terceiros, cujos pedidos, em sua maioria, se constituem em pagamentos de verbas rescisórias, adicionais

salariais, horas extras e verbas devidas em razão da responsabilidade subsidiária. (b) As controladas

da Cia. são partes passivas em ações e procedimentos no âmbito da justiça cível, do juizado especial

cível e da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON, movidas por consumidores,

fornecedores e ex-funcionários, sendo a maioria referente a pedidos de indenização. (c) As controladas

da Cia. são partes passivas em ações e procedimentos tributários, sendo a mais relevante relacionada

ao diferencial de alíquota de ICMS de 17% para 18% no período de janeiro a março de 2007. 10. Partes

Relacionadas: a) Débitos com pessoas ligadas - Controladora: Representa o mútuo mantido com o

acionista, com atualização de acordo com a variação da taxa básica financeira, sem prazo de vencimento.

b) Débitos com pessoas ligadas - Consolidado: Representa transações com acionistas controladas.

Controladora Consolidado

Itens 2011 2010 2011 2010

Mútuo...................................................................................... 282 227 282 227

Outros Débitos....................................................................... - - 331 -

Total ....................................................................................... 282 227 613 227

11. Patrimônio Líquido: a) Capital Social: Em AGE realizada em 27/09/2011, foi aprovada a elevação

do capital social da Cia. em R$ 13.900, mediante a emissão de 6.525.571 novas ações ordinárias nominativas,

sem valor nominal, pelo preço de emissão de R$2,13 totalmente subscritas e integralizadas.

O capital social totalmente subscrito e integralizado é de R$ 230.259 composto de 107.810.951 ações

ordinárias, todas nominativas, sem valor nominal, e pertence inteiramente a acionistas domiciliados no

País . b) Reserva Legal: Em 31/12/2011, a Cia. constituiu reserva legal no montante de R$ 382 (R$

2.678 em 31/12/2010), conforme previsto no artigo 193 da Lei 6.404/76. c) Reserva de Retenção de

Lucros: Representa os valores retidos dos lucros da Cia. cuja destinação será deliberada pelos acionistas

na próxima AGO. d) Dividendos: O Estatuto Social assegura um dividendo mínimo obrigatório

correspondente a 25% do lucro líquido de cada período, deduzido para constituição da reserva legal

de 5% do lucro, conforme a Lei das S/A. O lucro remanescente terá a destinação que lhe derem os

acionistas na reunião de Diretoria. O dividendo proposto foi calculado como segue:

Itens 2011 2010

Lucro líquido do exercício..................................................................................... 7.630 53.569

(-) Reserva legal .................................................................................................... 382 2.678

Base de cálculo do dividendo............................................................................... 7.249 50.891

Dividendos propostos (25%)............................................................................ 1.812 12.723

Os dividendos propostos correspondem a R$ 0,02 (R$ 0,13 em 2010) por ação do capital social

final. 12. Receita Líquida de Vendas:

Consolidado

Itens 2011 2010

Receita bruta de vendas................................................................................. 1.200.737 1.843.135

Devoluções ...................................................................................................... (5.563) (9.832)

Descontos concedidos.................................................................................... (8.490) (15.330)

Impostos incidentes sobre vendas ................................................................ (23.273) (66.981)

Receita líquida de vendas ........................................................................... 1.163.411 1.750.992

Os impostos incidentes sobre vendas consistem principalmente de Icms, Pis e Cofins. 13. Informação

Sobre a Natureza das Despesas: A Cia. apresentou a demonstração do resultado utilizando

uma classificação das despesas com base na sua função. As informações sobre a natureza dessas

despesas reconhecidas na demonstração do resultado é apresentada a seguir:

Controladora Consolidado

Itens

2011 2010 2011 2010

Custo de Estoque....................................................... - - 863.497 1.291.585

Despesas com pessoal e encargos ......................... - - 150.363 219.455

Despesas de ocupação............................................. - - 36.731 55.144

Despesas com utilidades e serviços ........................ - - 9.341 14.592

Propaganda e Publicidade ........................................ - - 5.707 3.653

Impostos e taxas ........................................................ 8 8 597 23.566

Serviços Contratados Diversos................................. 14 15 32.626 28.229

Material de Consumo................................................. - - 1.642 3.990

Outras Despesas........................................................ - - 23.204 9.490

Total ............................................................................ 22 23 1.123.708 1.649.704

Classificadas como:

Custo das mercadorias vendidas ............................. - - 863.497 1.291.585

Despesas com vendas .............................................. - - 196.082 315.310

Despesas gerais e administrativas........................... 22 23 64.129 42.809

Total............................................................................. 22 23 1.123.708 1.649.704

14. Outras (Despesas) Receitas Operacionais Líquidas:

Controladora Consolidado

Itens 2011 2010 2011 2010

Recuperação de Despesas....................................... - - 6.210 -

Outras Despesas........................................................ (758) - (974) (1.666)

Total ............................................................................ (758) - 5.236 (1.666)


34 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

continuação

15. Resultado Financeiro: a) Receitas Financeiras:

Controladora Consolidado

Itens 2011 2010 2011 2010

Juros ativos....................................................................................... - - 190 23

Rendimento de aplicação financeira .............................................. - - 1.434 2.471

Descontos obtidos............................................................................ - - 2.056 6.838

Variação ativa ................................................................................... - - 13 1

Total .................................................................................................. - - 3.693 9.333

b) Despesas Financeiras:

Controladora Consolidado

Itens 2011 2010 2011 2010

Juros sobre empréstimos e financiamentos............................... (29) (20) (7.009) (2.433)

Outros Juros e taxas Bancárias................................................... - - 1.102 (119)

Variações monetárias passivas ................................................... - - (392) -

Total ............................................................................................... (29) (20) (6.299) (2.552)

DIRETORIA

Samuel Barata - Presidente do Conselho de Administração

Samuel Barata - Diretor

Estrella Barata - Diretora

Edmíssio Alves de Lima - Diretor Contábil e Financeiro

Antonio da Cunha Afonso

Contador CRC-RJ 60.301-7 - CPF 692.169.597-20

JVRJ PARTICIPAÇÕES S.A.

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE 31/12/2011

Ilmos. Srs.Diretores e Acionistas da JVRJ PARTICIPAÇÕES S.A. Rio de Janeiro - RJ. Examinamos

as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da JVRJ PARTICIPAÇÕES S.A.,

identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço

patrimonial em 31/12/2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio

líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das

principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração

sobre as demonstrações contábeis: A administração da Cia. é responsável pela elaboração

e adequada apresentação das demonstrações contábeis individuais de acordo com as práticas

contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações contábeis consolidadas de acordo com as

normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards

Board – IASB, e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos

controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações

contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude

ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidadeéadeexpressar

uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida

de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem

o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada

com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres

de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para

obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações

contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação

dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se

causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos

relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Cia.

para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não

para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Cia.. Uma auditoria

inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade

das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das

demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida

é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações

contábeis individuais: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais acima referidas

apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e

financeira da JVRJ PARTICIPAÇÕES S.A., em 31/12/2011, o resultado de suas operações e os

seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis

adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações contábeis consolidadas: Em nossa

opinião, as demonstrações contábeis consolidadas acima referidas apresentam adequadamente,

em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da JVRJ PAR-

TICIPAÇÕES S.A., em 31/12/2011, o resultado consolidado de suas operações e os seus fluxos

de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais

de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB

e as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Conforme descrito na nota explicativa 2a,

as demonstrações contábeis individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis

adotadas no Brasil. No caso da JVRJ PARTICIPAÇÕES S.A. essas práticas diferem das IFRS,

aplicável às demonstrações contábeis separadas, somente no que se refere à avaliação dos

investimentos em controladas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins

de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada em virtude desse assunto.

RJ, 25/08/2012. AUDILINK & CIA. AUDITORES - CRC/RS-003688/O-2 F-RJ; Ricardo Amado

Tostes - Contador - CRC/RJ-062701/O-9.


CRIATIVIDADE & MÍDIA

Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 35

Editado por: Rachel Cardoso criatividade@brasileconomico.com.br

1.600

reclamações sobre as operadoras

de telefonia celular do Brasil. Foi

o que a ação “Alô, quero falar”

contabilizou. O projeto foi

idealizado pela Konkero e tem o

objetivo de levar uma carta para

a Claro, Nextel, Oi, Tim e Vivo.

Entre as principais queixas estão

as falhas no sinal e os problemas

com contratação de serviços.

Tom + Sapien se arrisca nas

investidas em busca do sucesso

Carolina Marcelino

cmarcelino@brasileconomico.com.br

“A publicidade virou uma mesmice”. A afirmação

veio da presidente de Inspiração da agência Tom +

Sapien, Adriana Machado, que busca levar novidades

para os clientes e seus consumidores. Atrás

deste desafio, Adriana propõe aos seus publicitários

que eles arrisquem mais na hora de criar.

Há 11 anos no mercado com a Tom Comunicação,

Adriana percebeu a necessidade de se unir a

uma empresa digital. “Nós produzíamos ações

offline e online, mas faltava esse lado mais tecnológico

para completar”, disse. Foi aí que surgiu a

união com a agência Sapien.

Trabalhando com clientes como a Iveco, Fiat

(regional), Banco BMG, International Paper (Chamex),

a Tom + Sapien acredita que um dos seus

grandes cases foi a ação que eles realizaram no Dia

dos Pais, para o BH Shopping, do Grupo Multiplan.

No lugar de promoções que davam carros ou

viagens, eles criaram um estúdio no local para os

consumidores gravarem uma mensagem para os

pais. “Depois disso, eles recebiam um código para

acessar no YouTube”, lembrou Adriana.

O canal criado para esta ação teve mais de 12 mil

acessos nas 150 gravações. Número muito maior

do que o esperado pelos criadores da campanha.

Para a executiva, o que falta hoje no mercado

publicitário é exatamente isso. “A gente tem de

fugir do que todo mundo faz. Arriscamos e acertamos”,

afirmou. Ela cita a campanha “Pôneis

PARA LEMBRAR

O primeiro a gente nunca esquece

Representar o sentimento das pré-adolescentes

brasileiras — envergonhadas e ao mesmo tempo

orgulhosas — com o primeiro sutiã foi o desafio

da agência W/ GGK, hoje W/ Brasil, que criou

a campanha de maior impacto da Valisère.

No final do filme, aparecia a famosa assinatura:

“O primeiro Valisère a gente nunca esquece”.

Malditos” da Nissan como exemplo de publicidade

que arrisca e dá certo. “Muitas pessoas foram

contra na época, mas essa ação ajudou a

vender o produto e principalmente a marca. Se

fala muito em inovação, mas se faz pouco”, declarou

Adriana. ■

NO MUNDO DIGITAL

Fotos: divulgação

Kindle fará campanha de

marketing da Bienal 2013

A agência Kindle ganhou a

concorrência para criação da

campanha publicitária da Bienal

do Livro 2013. A estratégia será

composta de peças institucionais,

anúncios e mobiliário urbano. No

próximo ano, o evento literário

vai homenagear a Alemanha para

promover o intercâmbio cultural.

Batanga Media fecha

parceria com site AreaH

AlmapBBDO cria para

coleção das Havaianas

Sprite constrói monumento de latas real pela web

A Sprite lançou uma

campanha no Facebook para a

construção de um monumento

de 12 metros de altura, feito

unicamente com latas de

Sprite, em Porto Alegre.

A ação, criada pela WMcCann,

faz um convite para que o

consumidor refresque suas

ideias com as pixel latas. Na

fanpage da Sprite haverá um aplicativo com jogos e outros

recursos que permitem acompanhar a construção do monumento.

Não será preciso estar em Porto Alegre para ajudar na construção.

VAIVÉM

GABRIEL MAFRA

Estrategista de Social Media da

Lattitud, agência do Grupo Havas

A Batanga Media fechou parceria

com o site AreaH, dedicado ao

público masculino. O objetivo da

união é oferecer ao mercado uma

solução digital que inclui conteúdo

e audiência segmentados. Além

disso, a Batanga Media adquiriu a

Crovat Media, empresa no Uruguai.

A AlmapBBDO criou a ação para

a nova coleção das Havaianas

masculinas. As sandálias chegam

com estampas variadas e a

agência aproveitou o mote de

duas delas para criar os anúncios:

uma com o jogo Pacman e

outra com os desenhos dos

grafiteiros Mulheres Barbadas.


A Lattitud, agência do


Grupo Havas, anunciou

a contratação de Gabriel Mafra

como estrategista de Social

Media. Graduado em Direito

e com especialização em

Marketing pela Universidade

de Toronto, no Canadá, Gabriel

atuou recentemente no

planejamento de Social Media

na LVBA Comunicação, além de

ocupar o cargo de coordenador

de comunicação na Buzz Social

Media. Também é professor na

ESPM. Ele atenderá clientes

como Walmart, Hyundai e Kia.

COM A PALAVRA...

...RIQUE NITZSCHE

Professor de Design Thinking

de pós-graduação da ESPM-RJ

Pessoas ficam mais criativas

em ambientes criativos

A vida contemporânea é mais

complexa do que imaginávamos.

As certezas estão evaporando

cada vez mais rapidamente.

Os recentes algoritmos não

resolvem a desordem da

economia mundial. A única certeza

é a imprevisibilidade acelerada

das mudanças. Ou nos preparamos

para uma adaptação às

transformações, ou então

ficaremos parados à beira desse

tempo volátil. Como professor de

Design thinking, uma disciplina que

está sendo testada na ESPM Rio

desde 2010, fico entusiasmado com

seus resultados. Design thinking

é uma metodologia pragmática

e colaborativa, completamente

aberta às novas ideias e

experiências, mas principalmente

baseada em prototipagens rápidas

e iterativas. Já escutamos diversas

vezes a ideia de que precisamos

ensinar os alunos a pensar.

Devemos fazer mais do que isso.

É necessário criar um ambiente

propício à adaptação, à

transformação, à mudança

inevitável dos modelos de negócios

e do próprio ensino. Administrei

um curso de Design thinking na

ESPM que conseguiu projetar, em

um intenso processo colaborativo

e interdisciplinar, um ambiente

mais adequado ao aprendizado

criativo. Nosso desafio inicial foi:

Onde vocês gostariam de

aprender A partir disso, os

próprios alunos desenvolveram

um projeto que foi apresentado

à diretoria da ESPM. O conceito

dos ambientes mais flexíveis,

iluminados e coloridos foi adaptado

à realidade da reforma do prédio

da pós-graduação e — portanto,

sétimo andar já está pronto

para abrigar novas experiências

educacionais. Os participantes dos

cursos ficam entusiasmados com

a "sala divertida'' que pode servir

de incentivo a qualquer disciplina.

A experiência coletiva foi feita

com bom humor, emoção intensa

e a prática explícita e coletiva do

design. Costumo dizer que o design

thinking é solidário, e não solitário.


36 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

CULTURA

Obras do Vaticano chegam

ao Brasil pela primeira vez

Trabalhos de Michelangelo e Vasari estão na mostra que também apresentará documentos históricos raros

Cintia Esteves

cesteves@brasileconomico.com.br

O percurso é longo e se transforma

em um calvário. Quem visita

a capela Sistina precisa percorrer

antes as inúmeras salas

do Museu do Vaticano, caminho

que, dependendo da quantidade

de turistas no local, pode

demorar cerca de duas horas. A

cada esquina uma placa informa

a direção a ser seguida para

chegar aos afrescos de Michelangelo

Buonarroti (1475-1564)

dentro da famosa capela. E nesta

expectativa, as belas e importantes

obras distribuídas pelo

caminho acabam perdendo a

importância, tudo a espera do

grande prêmio final.

Quem ainda não visitou a capela

Sistina ou deseja relembrar

a sensação de visualizar suas paredes

e teto, terá uma oportunidade

inusitada. Os afrescos Gênesis

e Juízo Final serão projetados

na Oca, em São Paulo, a partir

de hoje. Os vídeos fazem parte

da exposição Esplendores do

Vaticano — uma jornada através

da fé e da arte que reunirá 200

obras e objetos históricos, muitos

dos quais nunca tinham deixado

a cidade-estado até esta

turnê. Nos Estados Unidos, a

mostra foi vista 1,5 milhão

de pessoas e chega

pela primeira vez

na América Latina.

A exposição promete aproximar

o visitante de outra

obra de Michelangelo, a Pietá.

Atualmente a escultura

original encontra-se na Basílica

de São Pedro protegida

por correntes e uma parede

de vidro. Na Oca será

possível ver uma reprodução

desta que é uma das

mais belas esculturas da

história da humanidade.

Também estará na exposição

o original de uma Pietá

em baixo relevo, uma das

últimas obras produzidas

pelo artista.

Muita história

Além das obras de outros

artistas como do

pintor barroco Guercino

(1591-1666), a exposição

estará recheada

de documentos

históricos. O mapa

Terra Austra-

“Pietà”, de Michelangelo Buonarroti: molde de 1975

Castiçal

da Basílica de

São Pedro

lis, com detalhes da geografia

do continente australiano, é

uns dos destaques. Ele foi

feito pelo missionário

dominicano Vittorio

Riccio (1621-1685) cem

anos antes de James Cook

chegar ao continente e passar

a ser considerado o primeiro

europeu a pisar na

Australia (1770).

Este documento mostra

que os missionários da Igreja

Católica não estavam apenas

levando o Evangelho para

além das muralhas de Roma,

mas também registravam

informações sobre

territórios e povos desconhecidos.

Outra obra que

vale a pena conferir é o

óleo sobre cobre de Giorgio

Vasari (1511-1574).

No quadro, a cena

em que Jesus Cristo

vai para o sepulcro parece

ser acompanhada

pelo papa Julio II

(1503-1513), pintado

no alto à direita. Vasari

também ficou bastante conhecido

pela produção da enciclopédia

A Vida dos Artistas, na

qual biografou os principais nomes

da Renascença italiana, incluindo

Michelangelo. Por esta

razão ele acabou recebendo a fama

de pai da história da arte.

O objetivo da mostra é realmente

transportar o visitante

para o passado. Uma reprodução

dos andaimes de cerca de

20 metros usados por Michelangelo

para alcançar o teto da capela

Sistina levarão o público

ao clima vivenciado pelo artista

durante a realização de seu

trabalho. A curadoria foi feita

por Monsenhor Roberto Zagnoli,

padre italiano de Ravenna,

que trabalhou no Vaticano durante

15 anos como diretor do

departamento de etnologia dos

museus da cidade-estado.

As obras selecionadas para a

mostra ficam em dependências

do Vaticano as quais o público

não tem acesso. Na Oca elas serão

exibidas em onze ambientes

organizados em seções temáticas,

que facilitam a compreensão

do visitante a respeito

de sua importância histórica

e artística. ■

SERVIÇO

Fotos: divulgação

“Madonna del Sassoferrato”, pintura de Giovanni Battista Salvi

ESPLENDORES DO VATICANO

“Estátua de São Pedro”

e quadro “Virgem Maria

com Criança e Livro” fazem

parte da mostra, que já foi

vista por 1,5 milhão de

pessoas nos Estados Unidos

Quando: de 21 de setembro a 23 de dezembro (de segunda a

domingo, das 10h às 20h); Onde: Oca (Parque do Ibirapuera –

Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3); Quanto: R$ 44 a R$ 52.

Informações: www.esplendoresdovaticano.com.br


Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 37

Uma viagem pela carreira de Kubrick

A exposição sobre Stanley Kubrick (1928-1999), que entra em cartaz

a partir de 1º de novembro no Museu de Artes de Los Angeles (EUA),

faz uma viagem pela carreira do cineasta. A mostra começa com

as primeiras fotos feitas por Kubrick, na década de 1940, para a

revista Look. Já os filmes são representados através de uma seleção

de textos, câmeras e lentes, além de adereços usados por artistas

em seus longas. Para mais informações acesse: www.lacma.org.

Madeira vira pano de

fundo para pintura

O artista plástico João Paulo recolhe nas ruas de São Paulo objetos

que servem de tela para seus desenhos com spray e tinta acrílica

O artista plástico João Paulo,

conhecido como Nove, leva

para a galeria Choque Cultural

um pouco de suas andanças

pelas ruas de São Paulo.

Ele transformou materiais

encontrados pela cidade

em suportes para apresentar

suas pinturas.

Na exposição Organofagia,

metal, madeira e concreto

viram telas que abrigam

pinturas feitas com

tintas spray e acrílica. O resultado

são obras que trazem

marcas do processo de

decomposição dos materiais

utilizados.

“A beleza está na deterioração,

na ação do tempo

em cima dos objetos utilizados”,

afirma o artista. Nascido

em 1983, Nove aprendeu

a pintar fazendo grafiti

com os amigos. ■ C.E.

SERVIÇO

João Paulo pinta em cima de madeira e metal com tinta acrílica e spray

Quando: de 20 de setembro a 20 de outubro (segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, somente

com agendamento); sábado, das 13h às 18h (visitação livre); Onde: Choque Cultural

(Rua Medeiros de Albuquerque, 250, Vila Madalena, São Paulo). Informações: (11) 3061-2365

Dudu Fisher iniciou a carreira na banda do Exército de seu país

Tenor israelense se

apresenta em São Paulo

Neste domingo, Dudu Fisher

interpreta músicas judaicas

e clássicos da Broadway

Para comemorar a chegada de

Rosh Hashaná, o ano novo judaico,

a Hebraica apresenta neste

domingo, dia 23, o show do tenor

israelense Dudu Fisher. O

cantor é conhecido por interpretações

de músicas judaicas e pela

participação no musical da

Broadway Os Miseráveis.

Fisher iniciou a carreira como

muitos ídolos da música israelense:

na banda do Exército. Em

1973, tornou-se chazan (cantor

litúrgico) da Grande Sinagoga

de Tel Aviv, mas só ganhou destaque

mundial em 1987.

Nesta apresentação, Fisher

traz músicas do cancioneiro judaico

em hebraico, iídiche e ladino.

Ele também interpretará

Bring him home, que o consagrou

em Os Miseráveis, e a clássica Rich

Man,deO Violinista no Telhado.

Local: Rua Hungria, 1000,

Jd. Paulistano, São Paulo. Horário:

19h. Ingressos: R$ 80,00. Para

mais informações ligue (11)

3818-8888. ■ Redação

Uruguaio

critica

sociedade

tecnológica

Com 25 pinturas, exposição

do artista Gustavo Alamón

estreia no próximo dia 29

A Caixa Cultural São Paulo apresenta,

a partir de 29 de setembro

, a mostra Os Robôs de Alamón,

que reúne 25 pinturas, de

médios e grandes formatos, do

artista plástico uruguaio Gustavo

Alamón. Sob a curadoria de

Enock Sacramento, a exposição

fica em cartaz até 2 de dezembro,

com entrada franca.

Gustavo Alamón utiliza a figura

do robô como uma espécie de

alarme, para denunciar a desumanização

da sociedade tecnológica

atual. A mostra incluirá

também três obras do artista

Robôs aparecem como

personagensprincipaisdastelas

que integraram a delegação uruguaia

na XVII Bienal de São Paulo,

de 1983. Alamón trabalhou

com grandes nomes da pintura

e da gravura uruguaios, como

Anhelo Hernández, Edgardo Ribeiro,

Miguel Angel Pareja, Luis

Solari e Luis Mazzey. Local: Praça

da Sé, 111, Centro, São Paulo.

De terça-feira a domingo, das

9h às 21h. ■ Redação

ESTREIAS - CINEMA

Diretor faz adaptação de novela gótica

Em O Monge, o diretor francês Dominik Moll foca no

drama vivido pelo cappuccino Ambrosio (Vincent

Cassel). Abandonado na porta de um mosteiro ainda

bebê, no início do século XVII, o protagonista tornase,

quando adulto, o mais fervoroso monge de sua

congregação. Com ares de santo, as virtudes que prega

servem de exemplo para todo o vilarejo, que o enxerga

com admiração histérica. Apegado a suas crenças,

não sente nenhuma piedade mesmo quando descobre

a gravidez de uma freira e a entrega à madre

superiora (participação especial de Geraldine Chaplin).

No entanto, com a chegada do monge mascarado

Valerio, que aparentemente teve o rosto deformado

pelo fogo, a devoção de Ambrosio é colocada em

xeque. Trata-se, na verdade, de uma mulher (Déborah

François), que tentará Ambrosio. O longa é uma

adaptação de um novela gótica do século XVIII,

escrita por Matthew G. Lewis. ■ Reuters

Um urso politicamente incorreto

Ted poderia ser uma versão cômica de Brinquedo

Assassino, mas esse filme já era engraçado por

natureza. Assim, não sobra muito para o longa

que tem como protagonista um urso de pelúcia

boca suja, maconheiro e sem a menor graça. Coescrito

e dirigido por Seth MacFarlane, o filme

tem uma espécie de humor canhestro que tenta

se passar por ácido e divertido. É como se assumíssemos

que tudo que for politicamente incorreto

é engraçado apenas por sê-lo. Essa é a filosofia

dessa comédia, na qual um sujeito de 35

anos, John (Mark Wahlberg), convive com seu

urso de pelúcia desde os 8 anos. O brinquedo ganhou

vida quando o dono o desejou . Agora, quase

três décadas depois, o protagonista não se

desgruda do amigo, mesmo quando essa amizade

inusitada começa a ameaçar seu romance

com Lori (Mila Kunis). ■ Reuters


38 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

FINANÇAS

Editora: Léa De Luca lluca@brasileconomico.com.br

Subeditora: Priscila Dadona pdadona@brasileconomico.com.br

Acesso mais difícil ao crédito

estimula venda de consórcio

Crescimento do número de cotistas está acima da expansão da carteira de crédito dos grandes bancos

Ana Paula Ribeiro

aribeiro@brasileconomico.com.br CARTEIRA DOS BANCOS Consórcio cresce mais do que crédito

Murillo Constantino

800

600

400

200

0

800

600

400

200

0

NÚMERO DE COTISTAS DE CONSÓRCIOS, EM MIL

BB

284,30

JUN/11

Variação

34,20%

381,56

JUN/12

Maior seletividade dos bancos

na hora de conceder crédito —

que na prática resulta em menos

aprovações dos pedidos de

empréstimo — e a disseminação

de conceitos de educação financeira

são fatores que estão

contribuindo para o crescimento

do número de consorciados

nos grandes bancos que oferecem

esse produto.

No acumulado dos 12 meses

encerrados em junho, a expansão

do número de cotistas ativos

estava em torno de 30% nas

três maiores instituições financeiras

do país. Já o volume de

crédito, uma vez que os bancos

não divulgam nos balanços o número

de tomadores, tem crescido

há um ritmo inferior. O

maior aumento foi no Banco do

Brasil (BB), de 20,3%.

O gerente executivo da BB Administradora

de Consórcios, Alexandre

Luís dos Santos, explica

que por ser um autofinanciamento,

ou seja, o cliente primeiro

poupa para depois ser contemplado

com a carta de crédito,

o consórcio pode atrair pessoas

que estão com alguma restrição

bancária ou comprometimento

elevado de renda. “O

consórcio impõe menos exigências

em relação a uma operação

de crédito”, afirma.

O cliente pode entrar em um

grupo de consórcio e começar

a pagar as cotas mesmo com

uma restrição no Serasa. Nesse

caso, terá que resolver a sua

pendência financeira até o momento

em que conseguir a carta

de crédito (por contemplação

ou sorteio). Já em um financiamento,

como o bem é adquirido

de forma imediata, não há

essa folga de tempo para a regularização

da situação.

O presidente da

800

600

400

200

0

ITAÚ

VOLUME DE CRÉDITO, EM R$ BILHÕES

BB

422,38

JUN/11

Fontes: Bancos

JUN/11

Variação ITAÚ

20,30%

800

508,20

600

400 360,11

200

0

JUN/12

JUN/11

Associação Brasileira

de Administradoras

de Consórcios

(Abac),

Paulo Rossi, avalia

que com os bancos

e financeiras

exigindo entradas

maiores e reduzindo

o limite máximo de pagamento,

alguns consumidores ficaram

incapacitados de tomar

um empréstimo para comprar o

bem. “Se a pessoa se planejar, o

consórcio pode ser uma opção

interessante, já que os planos

Variação

26,03%

190,72 240,36

JUN/12

Variação

14,80%

413,40

JUN/12

8000

600

400

200

0

800

600

400

200

0

Consórcios

tinham em junho

4,99 milhões

de cotistas,

alta de 12,90%

em 12 meses

BRADESCO

525,000

JUN/11

BRADESCO

319,80

JUN/11

Variação

28,76%

676,00

JUN/12

Variação

14,10%

364,96

JUN/12

de pagamento podem superar

60 meses”, afirma.

Para Rossi, o fato de o nível

de exigência ser menor no consórcio

do que no crédito é justificado

porque

no financiamento

o cliente já

inicia o processo

como um devedor

e, no consórcio,

ele é primeiro

um poupador.

“Há uma

migração do crédito

para o consórcio, nos casos

em que a necessidade do

bem não é imediata.”

No BB, a facilidade de se entrar

em um grupo de consórcio

e a estratégia de oferecer produtos

segmentados por renda têm

Para Rossi, da Abac, brasileiro está planejando melhor as finanças

atraído novos clientes. Em agosto,

o número de cotas de consórcio

chegou a 400 mil, número

27% maior que em igual mês de

2011. Esses contratos equivalem

a R$ 11,3 bilhões em bens — expansão

de 30% em 12 meses.

Segmentação

Nessa segmentação, há cartas

de crédito para consórcios de

imóveis que são oferecidas a

clientes do Estilo (alta renda) e

private. Os valores variam de

R$ 350 mil a R$ 700 mil. “Esse

cliente, para comprar um novo

imóvel, demandava valores

maiores”, afirma o executivo.

Atualmente, esse grupo possui

500 cotistas.

Já para as classes de menor

renda foi montado um grupo

de consórcio de veículos com a

carta no valor de R$ 15 mil. “Estamos

direcionando a nossa força

de vendas das agências para

a venda de consórcios de veículos

e imóveis”, diz.

O BB também pode vender

cotas de consórcios de serviços

(viagens, cirurgias plásticas, festas

de casamento), mas nesse caso

afirma que não há uma força

de vendas específica para esse

produto. A razão, de acordo

com o executivo, é que o valor

médio da carta é de R$ 7 mil,

bem inferior aos grupos de veículos

e imóveis, mas o custo de

administração do grupo é praticamente

o mesmo. “Ele me rende

menos e a garantia também é

diferente. Automóvel e imóveis

eu consigo alienar”, diz. ■

Basileia exigiria aporte de US$ 484 bi de maiores bancos

Estudo divulgado ontem mostra

que instituições precisariam

vender ¤1,8 trilhão de ativos

Os maiores bancos mundiais

precisariam de € 347,1 bilhões

(US$ 484,7 bilhões) em suas reservas

para conseguirem atingir

os novos requerimentos de capital

— conhecidos como Basileia

3 — caso as novas normas tivessem

entrado em vigor no fim do

ano passado. Eles teriam que

vender € 1,8 trilhão em ativos

para cumprirem as regras de liquidez

mínima, de acordo com

Comitê de Basileia, em comunicado

em seu site ontem. O cronograma

de implementação das

normas vai até 2019.

“O estudo é baseado em um

processo rigoroso de coleta de

relatórios que são revisados periodicamente

pelo comitê”, diz

o comunicado. Na esteira da crise

financeira que se seguiu ao

colapso do Lehman Brothers,

os reguladores globais entraram

em choque com os credores

sobre a gravidade das regras

de requerimento de capital e liquidez,

que foram estabelecidas

em 2010, como parte de

uma reforma da regulamentação

bancária. As medidas devem

mais do que triplicar o capital

que os credores devem

manter, o que representa, pelo

menos, 7% dos ativos ponderados

pelo risco.

O grupo de pesquisa da Basileia

é composto por 102 grandes

bancos e 107 credores. Para se

qualificar como um grande banco

na pesquisa, um credor deve

possuir reservas acima de ¤ 3bilhões

e ter atuação internacional.

Já os bancos pequenos apresentaram

um déficit de capital

de Basileia 3 de ¤ 21,7 bilhões,

segundo o comitê.

Os credores pesquisados precisam

ainda deter € 2,5 trilhões

para atender a outras regras de liquidez

definidas pelo comité,

que obrigarão os bancos a fazerem

empréstimos de longo prazo

com fundos que não são suscetíveis

a saídas bruscas, mesmo

em caso de crise. ■ Bloomberg


Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 39

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

BDMG completa 50 anos hoje e bate metas

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) chega aos

50 anos hoje, com solenidade no Grande Palácio das Artes. Neste ano,

os desembolsos do banco devem chegar a R$ 1,6 bilhão, superando

a meta de R$ 1,3 bilhão. Atualmente, o BDMG tem 9 mil clientes

entre pequenos empreendedores e produtores rurais. ”Estar

mais presente através de pequenas e médias empresas é uma

determinação do governo ”, diz o governador, Antonio Anastasia.

AGENDA

● No Brasil será divulgada

sondagem industrial

e dados de arredadação

de impostos, a partir

das 14 horas.

● Na Alemanha destaque

para reunião de líderes

europeus, também às 14 horas.

Seguradora alemã Allianz quer ser a

quarta maior do Brasil em quatro anos

A empresa que é líder mundial pretende emitir R$ 5,8 bilhões em prêmios até 2015 e aposta em seguro para varejo

Flávia Furlan

ffurlan@brasileconomico.com.br

Líder em seguros no mundo, a

alemã Allianz espera ver seu faturamento

crescer 87% no Brasil

em quatro anos, para subir

da sexta para a quarta posição

no ranking das maiores seguradoras

do país. Em 2015, a empresa

quer atingir R$ 5,8 bilhões

em prêmios, ante R$ 3,1 bilhões

no final do ano passado.

A meta foi traçada pelo americano

Edward Lange, que deve

assumir o cargo de presidente

para o Brasil até o início de outubro

— para isso, falta autorização

da Superintendência de Seguros

Privados (Susep) — no lugar

do chileno Max Thiermann,

que passa a ser membro do conselho

de administração.

“A prioridade é buscar rentabilidade

e trabalhar de forma

sustentável. Desta forma, dependendo

do comportamento

das empresas ‘top 5’ no país, temos

a possibilidade quase com

certeza de ficar em quarto no

ranking em 2015”, afirmou o

executivo que antes comandava

as operações na Argentina em

entrevista exclusiva ao BRASIL

ECONÔMICO ontem, após o Fórum

Internacional promovido

pela empresa em São Paulo.

A Allianz está atrás do Grupo

Segurador Banco do Brasil

Mapfre, Bradesco, Porto Seguro,

Itaú Unibanco e SulAmérica

quando analisadas as receitas

com prêmios de janeiro a junho

de 2012, sem considerar seguro

saúde, VGBL (Vida Gerador

de Benefício Livre), além

da associação entre Itaú e Porto

Seguro no ramo de automóveis

e residência.

De acordo com o diretor financeiro

da Allianz Seguros, José

Garcia, o Brasil ganhou mais

relevância para o grupo com a

difícil situação econômica na

Europa. “Antes a Allianz estava

muito focada em Alemanha,

França e Itália, mas agora volta

as atenções a outros mercados,

e entre eles o Brasil, que pode

crescer entre 17% e 18% ao

ano”, destaca.

Vicente Tardio, presidente

das operações na Península Ibérica

e América Latina, concorda:

“As grandes oportunidades

estão na América Latina, principalmente

no Brasil, com sua

grande capacidade de crescimento.”

O país representa 66%

Lange, novo CEO: empresa foca em qualidade dos serviços e não entra em ‘guerra de preços’

Investimentos da

empresa estão em

nova resseguradora

local e em plataforma

tecnológica para

emitir apólices

das operações da empresa para

sua região.

A estratégia da seguradora

no Brasil continuará calcada na

distribuição de seguros por

meio de corretores, que somam

14 mil ativos em todo o

país. No entanto, a companhia

olha com atenção para os grupos

de afinidades (seguro distribuídos

a membros de associações,

por exemplo) e canais alternativos.

“Já temos uma estrutura

nova dentro da companhia

para captar oportunidades

de distribuição de seguros e esta

área de canais alternativos

conta com cinco profissionais,

sendo que até 2018 deve ter

mais oito”, diz Lange.

A busca por novos canais está

em linha com o objetivo da

Allianz de oferecer apólices para

as camadas de menor renda

da população, inclusive os microsseguros.

“Não temos ainda um projeto

definido para a modalidade,

mas faremos algo provavelmente

entre 2013 e 2014. A Susep

fez um progresso excelente

para a indústria com a regulamentação

dos microsseguros,

que precisam de um modelo de

negócio diferente do tradicional

e abre muitas oportunidades

para as seguradoras”, diz o

novo CEO. A empresa oferece

microsseguros para 3,85 milhões

de pessoas na Ásia, África

e América do Sul.

Além dos microsseguros, entre

as modalidades nas quais a

seguradora enxerga oportunidades

no Brasil, estão as apólices

de grandes riscos, por conta

das obras de infraestrutura

para eventos como Copa e

Olimpíadas. Lange afirma que

a empresa está preparada para

participar das obras anunciadas

pelo Programa de Infraestrutura

e Logística, batizado informalmente

de PAC Privado,

que concede à iniciativa privada

ferrovias e rodovias. Ao todo,

estão previstos investimentos

de R$ 130 bilhões, sendo

R$ 80 bilhões até 2018.

Além disso, ele cita oportunidades

nos seguros de automóveis

e residenciais no varejo,

RAIO X

Indicadores da Allianz,

em 2011

No mundo

€ 2,8 MILHÕES em lucro líquido

€ 103,6 BILHÕES em faturamento

€ 7,8 BILHÕES em lucro operacional

No Brasil

R$ 3,1 BILHÕES em faturamento

1.330 colaboradores

14 MIL corretores ativos

6ª MAIOR SEGURADORA do país

Rodrigo Capote

devido ao crescimento da classe

C, que representava 30% da

população há cinco anos e hoje

já significa 52%. Da carteira da

Allianz, 40% dos prêmios estão

em seguros de carros, 18%

em saúde e o restante em linhas

não-vida, que contemplam

apólices como as de condomínio

e de risco de engenharia,

por exemplo.

No varejo, Lange concorda

que a concorrência é alta, no

entanto afirma que o principal

pilar da Allianz é prestar um

bom serviço, sem realizar

‘guerra de preços’. Ele considera

um aumento do valor das

apólices dos seguros no próximo

ano por conta da busca por

melhor resultado operacional,

tendo em vista que a queda na

taxa básica de juro no Brasil

tem penalizado o resultado técnico

das seguradoras (aquele alcançado

por meio da aplicação

das reservas).

“A Allianz tem 100% de seus

investimentos em renda fixa e,

com a queda dos juros no Brasil,

esse resultado é impactado. Por

isso, a indústria tende a recuperar

nos preços.”

Ele ressalta, porém, que a seguradora

tem buscado maior

eficiência, reduzindo despesas

administrativas, melhorando

a subscrição de apólices para

redução de sinistralidade e investindo

em tecnologia, na

busca por não onerar apenas o

consumidor por conta do novo

cenário de juro baixo. A companhia

prevê investimento de

¤ 35 milhões em plataforma

tecnológica que permite cotação

e emissão de apólices de seguros

de forma mais rápida e

menos custosa.

Resseguradora

Ainda entre os investimentos

da companhia, o novo presidente

cita os US$ 100 milhões

para abertura da resseguradora

local, cujo pedido para operação

foi feita à Susep em dezembro

do ano passado e a expectativa

é de que saia em novembro.

“Inicialmente ela irá atender

a própria Allianz no Brasil

e então poderá realizar contratos

com terceiros”, pondera

Lange. A resseguradora ainda

poderá atender outros países

da região, como a Argentina.

“O país permite que residentes

do Mercosul possam operar no

mercado”, conta. ■


40 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012

FATO RELEVANTE

Souza Cruz dispara

quase 22% no ano

Alexandre Rezende

Apesar das inúmeras campanhas contra o tabaco, a empresa

supera o Ibovespa em 2012, que acumula alta de 8,69%

Marília Almeida e Priscila Dadona

financas@brasileconomico.com.br

Apesar das ostensivas campanhas

de saúde contra o cigarro,

a representante brasileira do

segmento na bolsa, a Souza

Cruz, vai bem, obrigado. Enquanto

o Ibovespa sobe 8,69%

no ano, os papéis da empresa

disparam 21,5% no período,

até ontem.

Segundo a equipe de análise

da XP Investimentos, trata-se

de uma ação bastante conservadora,

boa pagadora de dividendos

e que em momentos de aversão

a risco é vista como porto seguro.

“Não é uma pechincha

mas tem fluxo de caixa previsível”,

afirma um analista da XP.

A analista Sandra Peres, da

corretora Coinvalores, recomenda

compra para o papel para

investidores com perfil defensivo.

O preço-alvo para a

ação na corretora é de R$ 31,

um potencial de ganho em torno

de 15%. “A expansão da renda

dos consumidores brasileiros

deve ajudar a empresa a continuar

mantendo resultados positivos,

mesmo em um cenário

de desaceleração da atividade

econômica”, afirma.

O volume negociado das

ações da Souza Cruz atingiu R$

4 bilhões no primeiro semestre

do ano, um aumento de 94%

em comparação com o mesmo

período do ano anterior, após o

desdobramento de ações, realizado

em março de 2011. Segundo

Jurema Mellone, gerente de

relação com investidores da

companhia, o valor é o resultado

da pulverização das ações.

“O desdobramento provocou

aumento de liquidez”, disse,

em reunião para investidores.

Os números qualificaram a

ALTA DE 22%

Desempenho das ações da

Souza Cruz no ano, em R$

35

30

25

22,16

20

15

29/DEZ/11

20/SET/12

Fontes: BM&FBovespa,

Economatica e Brasil Econômico

26,94

Jurema, gerente de RI: boa prática de governança é atrativo

companhia para fazer parte do

Ibrx-50, que reúne as 50 ações

mais negociadas na BM&FBovespa

em termos de liquidez, e

do Índice de Carbono.

O número de ações negociadas

passou de 78 milhões no primeiro

semestre do ano passado

para 167 milhões no primeiro semestre

deste ano, enquanto o

número de negócios evoluiu de

247 mil para 562 mil no período.

A companhia quer aumentar

o interesse de investidores estrangeiros

e pessoas físicas pelo

papel, que, de R$ 80, passou

a ser cotado a R$ 16. Hoje, 7%

da base acionária da companhia

é composta por pessoas

físicas, e 16% por investidores

estrangeiros.

Um dos atrativos, segundo

Jurema, são boas práticas

na área de governança corporativa,

proatividade junto a órgãos

reguladores e de mercado.

“Hoje estamos listados no mercado

tradicional, não estamos

no Novo Mercado. Mas nos qualificaríamos

para todos os quesitos

exigidos, exceto pelo nível

de free float", diz Jurema.

A ação da Souza Cruz também

tem uma forte característica

defensiva, devido à agressiva

política de dividendos da companhia.

Em 2011, 96% do lucro

líquido foi distribuído aos acionistas

da empresa na forma de

dividendos, cujos valores são

corrigidos pela empresa. Essa

política, aponta Jurema, não deve

ser modificada, mesmo diante

de um cenário de possibilidade

de novas medidas governamentais

para aumentar a carga

tributária sobre o cigarro. “Queremos

crescer em valor e continuar

remunerando acionistas.”

O último aumento de impostos

ocorreu em maio, e houve

um repasse de cerca de 20% no

preço dos produtos da companhia.

A queda do volume de

vendas , em grande parte pelo

aumento do contrabando (o cigarro

paga 64% de imposto) foi

compensada pelo crescimento

das vendas de produtos com

maior valor agregado, as marcas

premium Dunhill, Lucky

Strike e Free, bem como um aumento

da exportação de fumo

no segundo trimestre do ano,

incentivado pela valorização

do câmbio. A empresa encerrou

o semestre com aumento

de 7% do lucro líquido, que

atingiu R$ 841,9 milhões.

“A estratégia de apostar em

produtos com volume menor

de vendas e preço maior dá resultado”,

afirma a equipe da XP

Investimentos. ■

CVM finaliza proposta para fundos de índices globais

Minuta entra em audiência

pública em breve, diz gerente

de autorizações da autarquia

A Comissão de Valores Mobiliários

(CVM) já preparou uma

proposta para que existam no

Brasil fundos de investimento

espelhados em índices de ações

de bolsas internacionais, como

o S&P 500, dos Estados Unidos,

e o CAC, da Franca. Segundo

Daniel Maeda Brandão, gerente

de registros e autorizações

de fundos na CVM, ainda é

preciso enviar a proposta para

audiência publica.

“Ninguém discute a existência

de uma ação em um índice

de ações como Apple, Microsoft,

por exemplo, então não há

uma preocupação com segurança

neste sentido”, afirmou Maeda

Brandão em relação a possíveis

riscos que poderiam inibir

a criação desses fundos, que seriam,

na verdade, ETFs (exchange-traded

funds) que replicariam

índices estrangeiros.

Na prática, o investimento

aconteceria com o novo ETF brasileiro

comprando cotas de um

ETF já existente no exterior.

O ETF internacional é uma demanda

antiga do mercado brasileiro

e está em estudo na CVM

desde o ano passado. Maeda

Brandão afirma que ainda não

há previsão para os próximos

passos e que “é cedo para dizer

se vai dar certo”. No entanto,

Ideia é permitir

criação de ETFs

internacionais

“espelhados”

em indicadores

como Dow Jones

disse que a autarquia esta trabalhando

para flexibilizar as exigências

para que os brasileiros

possam investir no exterior.

Além dos ETFs internacionais,

a CVM também estuda mudar

a forma de caracterizar investidores

brasileiros, de uma

forma que ajude a reduzir a exigência

mínima de recursos.

“Pensamos em mudar o conceito

atual para que o investidor

que tenha R$ 1 milhão no total

possa aplicar num fundo no exterior,

e não R$ 1 milhão disponíveis

apenas para o fundo” afirmou

Maeda Brandão.

Regras contábeis

Ontem, a CVM colocou em audiência

pública proposta que altera

regras para contabilização

de negócios feitos em conjunto

or empresas de capital aberto.

As modificações propostas alteram

a regra anterior quanto ao

conceito de controle e a diferenciação

entre uma controlada

em conjunto e acordos de operação

conjunta.

De acordo com as normas internacionais

de contabilidade,

o pronunciamento é de aplicação

mandatória a partir de

2013. ■ iG


MERCADOS

Divulgação

Sexta-feira e fim de semana, 21, 22 e 23 de setembro, 2012 Brasil Econômico 41

BTG compra 30% do capital da Leader

O BTG Pactual exerceu a opção de adquirir ações ordinárias que

representam 30% do capital social e votante da Leader Participações.

Em maio, o banco havia anunciado a compra de 40% da varejista

fluminense por R$ 665 milhões. O acordo avaliava a empresa em torno

de R$ 1,6 bilhão, acima do esperado pelo mercado, que apostava em

algo como R$ 1 bilhão. O BTG já havia manifestado o interesse em obter

o controle da Leader, pertencente à família Gouvêa, fundadora da rede.

MOEDAS

Receita fiscaliza

operações de câmbio

Bancos de varejo são os principais alvos das investigações; objetivo é

saber se prejuízos são fraudados para sonegar pagamento de impostos

Adriana Fernandes

Agência Estado

A Receita Federal vai apertar a

fiscalização de operações com

moeda estrangeira pelas instituições

financeiras. A seleção dos

bancos que serão fiscalizados já

está sendo feita por um grupo

de auditores especializados.

Os bancos de varejo são o

principal alvo das investigações,

que se estenderá a 2013. O

Fisco suspeita do grande volume

de operações em que os bancos

de varejo registram perdas

em operações com moeda estrangeira.

Eles acham que isso

pode ser uma manobra para pagar

menos tributos.

Em entrevista ao Grupo Estado,

o subsecretário substituto

de Fiscalização da Receita, Iágaro

Jung Martins, informou que

os fiscais vão verificar, principalmente,

se na outra ponta

das operações no mercado de

câmbio quem registrou o ganho

foi uma instituição do mesmo

conglomerado econômico,

ou então de um País que é considerado

paraíso fiscal pela legislação

brasileira.

Martins explicou que a coleta

de indícios de irregularidades

está sendo feita com auxílio dos

dados obtidos com Declaração

de Informações sobre Movimen-

Ontem, dólar fechou

com desvalorização

de 0,19%, em

R$ 2,023 para venda,

apesar da alta de

0,48% no mundo

tação Financeira (Dimorf) de

operações cambiais, que passou

a ser exigida dos bancos em

2011. “Temos agora um ano inteiro

de informações da Dimorf

de operações com câmbio”, disse

Martins. Essa declaração permite

o cruzamento de informações

relativas às aquisições, conversões

de moeda estrangeira

em moeda nacional e transferências

para o exterior.

O subsecretário antecipou

que as atuações da Receita Federal

no setor financeiro no primeiro

semestre somaram R$

6,04 bilhões e atingiram 139

empresas.Atualmente, informou