Guia do Voluntariado do Concelho de Cascais ... - DNA Cascais

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Guia do Voluntariado do Concelho de Cascais ... - DNA Cascais

Ser Voluntário

Fazer parte da solução

A edição conjunta do Guia do Voluntariado do Concelho de Cascais nas áreas da

Acção Social e Saúde, pela Câmara Municipal de Cascais e pelo Centro Comunitário

da Paróquia de Carcavelos, insere-se numa estratégia de apoio às organizações do

Concelho e de promoção do voluntariado social organizado, cruzando oferta e

procura de voluntários, necessidades e recursos.

Dando a conhecer novas áreas onde o trabalho voluntário poderá constituir uma mais-

-valia, este Guia pretende sublinhar a importância da participação activa dos

munícipes que, exercendo a sua cidadania, contribuem para uma maior coesão

social.

Porque ser Voluntário é exercer cidadania, ser solidário, ter disponibilidade,

responsabilidade, compromisso e competência!

É, acima de tudo, ser útil sem esperar recompensas nem compensações e contribuir

para uma sociedade mais justa e equilibrada.

Desejamos-lhe uma boa prática Voluntária!

O voluntariado, como bem sabemos, assume muitas formas. Pode ser directamente

ao serviço das pessoas, pode ser no apoio às estruturas, pode ser cultural, ou no

desporto, na defesa dos animais, ou na defesa do ambiente, pode ser na luta pela

justiça e pela paz... O que mais importa é que quem mais precisa possa ser ajudado e

dignificado. Mas de alguma forma tem um especial destaque o voluntariado que

assume uma dimensão social, manifestação de um amor fraterno e gratuito em favor

de outrem. O que leva alguém a ser voluntário São muitas as motivações possíveis.

Algumas são muito pessoais, como o aperceber-se que dispõe de tempo que pode

dar em favor de outros, uma necessidade de se tornar útil, o ter interesse por, ... Mas

um voluntário não pode centrar as motivações em si mesmo e nas suas

necessidades.

É necessário que haja outras motivações, tais como:

- descobrir que, num mundo tão cheio de problemas, pode-se ser parte da solução

que o mundo precisa;

- acreditar que a mudança que se quer no mundo começa em si mesmo e pelo seu

contributo para a alteração de mentalidades e de situações;

- reconhecer que o mundo não está bem e em vez de se lamentar ou ser mais uma

voz de profeta da desgraça, perceber que tem algo a dar;

- perceber que se faz parte de uma comunidade humana e local e se é chamado a

participar e não a esperar passivamente que alguém resolva os problemas. O

voluntariado nasce, assim, de um coração humano, atento aos apelos dos homens e

mulheres do seu tempo. É sinal de uma vida que tem o sentido dum humanismo

assente na dignidade humana.

Mas ser voluntário tem exigências:

Serviço gratuito e desinteressado, que se desenvolve no âmbito da cidadania. O

objectivo fundamental é ajudar gratuita e livremente pessoas, famílias ou grupos.

Espírito de serviço, mesmo e sobretudo quando não se é reconhecido.

Um trabalho organizado, com objectivos, num clima de responsabilidade grupal e

participativa.

Não deve ser para ocupar os tempos livres, para fazer amigos que o admirem, ou

conquistar simpatias pessoais e nunca deveria ser mão de obra barata para o Estado

ou instituições que assim não contratam profissionais.

Disponibilidade que vá para lá do entusiasmo momentâneo. Há um compromisso que

se assume, com aqueles a quem se serve, exige fidelidade àquele dia, àquela hora...

Ser alguém com maturidade humana, afectiva e espiritual, mais disposto a dar do que

a receber.

Além das qualidades pessoais e da boa vontade, ter a conveniente formação. Pode

ser necessário um tempo de formação especifico.

Ser voluntário é dizer, em palavras e sobretudo em gestos que aquela pessoa tem

dignidade. E não apenas dizê-lo, mas pensá-lo realmente. E não apenas pensá-lo,

mas lidar com essa pessoa de tal maneira que ela sinta e descubra que há nela

qualquer coisa de grande, qualquer coisa de maior e mais nobre do que ela pensava!

E que assim ela desperte e tome uma nova consciência de si próprio: de ser cheio de

dignidade humana e irmão de todos os homens... É agir, em todas as circunstâncias,

em conformidade e coerência com este princípio da dignidade humana.

António d’Orey Capucho

(Presidente da Câmara Municipal de Cascais)

Pe. Jorge Anselmo

(Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos)

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