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Ed. 110 - NewsLab

Editorial

A

gigante de insumos laboratoriais Becton Dickinson (BD)

mostra, em nossa matéria de capa, sua história de

segurança e inovações, anunciando uma série de lançamentos.

A empresa chegou ao Brasil em 1952 e abriu

as portas de sua primeira fábrica em 1956, com a produção de

seringas de vidro. Em apenas dois anos, a linha de produção da

BD Brasil já englobava agulhas hipodérmicas e modelos especiais

para anestesia. Atualmente, mais de 1.600 funcionários colaboram

para a continuidade dessa história de sucesso.

realizada pelo Grupo Fleury, que ingressou no mercado de capitais

há dois anos por meio de IPO, quando captou R$ 630 milhões.

A nossa coluna Analogias em Medicina, escrita pelo patologista

José de Souza Andrade Filho, neste número remete à mitologia

grega, mais precisamente à deusa da madrugada Eos, que serviu

de inspiração conveniente para a palavra eosina, corante róseoavermelhado

muito usado em histologia, histopatologia, hematologia

e microbiologia.

Nesta edição você vai acompanhar ainda as mais recentes notícias

científicas do mundo. Entre elas, o aporte de recursos que o laboratório

mineiro Hermes Pardini recebeu da Gávea Investimentos,

que resultarão em um aprimoramento do nível de serviço aos laboratórios

conveniados e promoção da sua expansão internacional.

O Grupo Fleury também virou notícia quando anunciou que realizou,

com sucesso, a captação de R$ 450 milhões em sua primeira

emissão de debêntures. Essa foi a primeira emissão de títulos

Nossos artigos científicos abordam desde a “Validação de analisador

hematológico Sysmex ® KX-21n em laboratório clínico de

pequeno porte”, até a “Avaliação da Interferência do Anticoagulante

Citrato de Sódio na Determinação de Biomarcadores Bioquímicos”.

Isso e muito mais Ciência da Saúde você só encontra aqui, na

NewsLab.

Boa leitura!

@revista_newslab


Leia ainda na Roche News:

Teste cobas ® 4800 BRAF V600 Mutation

04 Editorial

06 Índice

10 Notícias

44 Panorama – Laboratório Bioanálise é destaque no Prêmio Marcas

Inesquecíveis, que laureia empresas no estado do Piauí

47 Nossa Capa – Becton Dickinson: uma história de segurança e inovações

54 Informe de Mercado

94 Analogias em Medicina – Éôs: a deusa da madrugada,

por José de Souza Andrade Filho

96 Avaliação de Três Métodos Sorológicos Utilizados no Diagnóstico da Toxoplasmose - Maíra

Cavalcanti de Albuquerque, Rose Mary Penha da Conceição, José Leonardo Nicolau,

Leandro Batista das Neves, Maria Regina Reis Amendoeira

102 Polimorfismos no Sistema ABO e Duffy e Interação com a Malária - Jarbas Ivan Rohr,

Daiane Boff, William Roberto Schluchting

116 Avaliação da Interferência do Anticoagulante Citrato de Sódio na Determinação de

Biomarcadores Bioquímicos - Elisângela Cristina Pereira Lopes, Layde Rosane Paim, Lázaro

Alessandro Soares Nunes, Soraya El Khatib

124 Perfil de Suscetibilidade aos Antimicrobianos de Bactérias Isoladas de Formigas em

Ambiente Hospitalar - Amanda Danieli Rodrigues, Érica Ferrari Calissi, Kelly Fernanda

Aparecida Barbosa, Leticcia Janeiro, Cátia Rezende, Renata Camacho Miziara

134 Validação de analisador hematológico Sysmex ® KX-21n em laboratório clínico de pequeno

porte - Isabel da Silva Rodrigues, Rejane Giacomelli Tavares

142 Prevalência de Agentes Infecciosos em Exames Citopatológicos de Mulheres Atendidas

em um Serviço de Saúde Pública do Sul do Brasil - Vanessa Lais Diefenthäler, Janice de

Fátima Pavan Zanella, Janaina Coser

152 Agenda

154 Biblioteca NewsLab

156 Classificados

160 Endereços dos Anunciantes

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Fim do exame PSA pode comprometer saúde masculina

Especialistas são contra nova recomendação de parar com o

diagnóstico do câncer de próstata através desse exame

Um painel de cientistas dos Estados Unidos pediu o fim de

um dos principais exames para a detecção do câncer de próstata

– PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês).

De acordo com esse grupo de especialistas, o teste não

mostra a diferença entre tumores que irão ou não afetar a

saúde dos homens durante sua vida.

Entretanto, boa parte dos médicos que trabalham diretamente

com os pacientes que tratam o problema afirma que a

ausência desse exame é muito perigosa e que ele continua sendo

o método mais eficaz para identificação do câncer de próstata.

Para Dr. Daher Chade – médico urologista do Instituto do

Câncer de São Paulo e do Hospital Sírio Libanês – essa postura

pode trazer riscos irreversíveis à saúde pública.

“É um absurdo porque este painel tem o objetivo de encontrar

formas de economizar para os convênios e seguros de saúde

americanos. Eles utilizam pesquisas de outros pesquisadores

e interpretam de uma forma que possa evitar realização de

exames. Portanto, a opinião deles tem baixo nível de evidência

na ciência, além de não representar a opinião de nenhuma

associação ou sociedade de oncologistas” explica Dr. Chade.

Para o urologista, é importante ouvir a classe médica para

saber a importância do exame. “Nos EUA, a Associação Americana

de Urologia tem dados de grandes estudos comprovando

que o PSA salva muitas vidas”, afirma Dr. Chade.

Conforme estudo com 180 mil pacientes realizado na Europa

é possível salvar a vida de um homem a cada 48 de realizam

o exame. Os estudos demonstram tanto benefício com o uso

do PSA, que tem sido até difícil realizar novos estudos nesta

área, pois poucos são os pacientes que aceitam não realizar

a prevenção para o câncer de próstata.

“Isto foi o que ocorreu no maior estudo americano nesta

área, publicado no New England Journal of Medicine, no qual a

maioria dos pacientes do grupo selecionado para não realizar o

PSA fez o exame antes de entrar no estudo ou mudou de grupo

durante a pesquisa, passando a realizá-lo periodicamente”,

afirma Dr. Daher.

Como reverter o atraso do diagnóstico de câncer no sangue

No Brasil, a maioria dos casos de mieloma múltiplo é descoberta quando a doença já está muito avançada

O diagnóstico, no Brasil, de pelo menos um dos tipos

de câncer do sangue, o mieloma múltiplo, costuma demorar

cerca de um ano após o aparecimento dos sintomas. Isso faz

com que a doença comece a ser tratada quando já está em

estágio muito avançado, dificultando os resultados, alerta o

Dr. Angelo Maiolino, professor da Universidade Federal do Rio

de Janeiro (UFRJ) e presidente da Associação Ítalo-Brasileira

de Hematologia.

Essa demora se deve a diversos fatores. Um deles é que o

doente, em geral acima dos 60 anos de idade, não dá muita

atenção aos sintomas, como dores lombares frequentes. “Por

achar que se trata de uma dor própria da idade e em razão

da cultura da automedicação ser muito forte, o paciente toma

remédios por conta própria, ou se submete à fisioterapia ou acupuntura

para minimizar o desconforto”, comenta o especialista.

O diagnóstico tardio segundo o especialista, palestrante do

Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia (Hemo

2011), realizado em novembro passado, em São Paulo,

também se deve em parte ao sistema de atendimento inicial

inadequado. “Quando o paciente procura ajuda médica, recorre

ao clínico, ortopedista ou reumatologista em razão das

dores ósseas persistentes. É fundamental que tais especialistas

considerem a possibilidade de ter diante de si um caso

de mieloma múltiplo, solicitando, desse modo, os exames

necessários”, avisa Maiolino.

Se aqui o diagnóstico é tardio, cerca de um ano após surgirem

as primeiras dores, nos EUA e na maioria dos países

da Europa, 60% dos casos da doença são detectados ainda

na fase pré-sintoma. O exame de sangue chamado eletroforese

de proteínas está incluído nas rotinas de check-up.

Além disso, quando o paciente tem um problema gástrico ou

do coração ou qualquer outro distúrbio, faz parte da cultura

médica acrescentar esse exame que, por sinal, não é muito

mais caro que um hemograma. “O procedimento possibilita um

diagnóstico no período pré-sintoma, o que para nós é ideal”,

comenta o Dr. Maiolino.

Tratamento - Embora o diagnóstico frequentemente seja tardio,

por outro lado, o tratamento de mieloma múltiplo está cada

vez mais eficaz. Porém, nem todas as drogas estão disponíveis

em solo nacional, o que coloca os pacientes brasileiros em risco.

Além dos novos medicamentos há também a possibilidade

de transplante autólogo de medula óssea, no qual o doador

é o próprio paciente. A combinação do transplante com a

utilização dessas novas drogas vem mudando o histórico da

doença. No passado, a média da sobrevida era de apenas três

anos e hoje mais do que triplicou. “Quando o paciente chega

assustado com o diagnóstico de câncer no sangue explico

que a perspectiva de evolução de tratamento da sua doença

é como se estivéssemos falando de uma hipertensão ou diabetes;

trata-se de uma doença que pode se tornar crônica,

enquanto não se descobre a cura; felizmente hoje o paciente

pode levar uma vida normal”, tranquiliza Maiolino.

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Indústria Brasileira da Saúde movimenta US$ 2 milhões na Alemanha

A expectativa das 51 empresas brasileiras participantes da feira

Medica é fechar US$ 20 milhões de negócios nos próximos 12 meses

Durante os quatro dias da maior

feira mundial do setor médico hospitalar,

a Medica, 51 empresas brasileiras

realizaram 3.599 contatos

com executivos de 99 países, o que

resultou em negócios na ordem US$

2 milhões e expectativas de movimentar

US$ 20 milhões nos próximos

12 meses. A participação brasileira

no evento é uma parceria entre a

Associação Brasileira da Indústria de

Equipamentos Médicos, Hospitalares e

Odontológico (ABIMO) e a Apex-Brasil

(Agência Brasileira de Promoção de

Exportações e Investimentos).

“Nossa participação foi extremamente

positiva”, avalia Paulo Fraccaro,

vice-presidente da ABIMO. De acordo

com o representante da entidade, foi

cumprida com pleno sucesso mais uma

etapa rumo às ambiciosas metas da

indústria brasileira de equipamentos

médicos: atingir, em 2015, 1 bilhão

de dólares em negócios com o exterior

e estar, dentro de 10 anos, entre os

cinco maiores fabricantes mundiais

de produtos médicos de alta/média

densidade tecnológica.

O evento realizado em novembro,

em Düsseldorf, na Alemanha, foi a

décima participação brasileira. Em

comemoração, a Abimo e a Apex-Brasil

lançaram a marca internacional da

indústria brasileira, a Brazilian Health

Devices. A nova imagem institucional

deu uma roupagem moderna e arrojada

à participação brasileira, causando

impacto positivo e chamando a atenção

dos visitantes da feira.

Mercado Internacional - Em apenas

uma década, o número de países compradores

de equipamentos para saúde

fabricados no Brasil saltou de 40 para

180. A conquista de novos mercados

levou a um crescimento de 232% nas

vendas externas durante o período.

Estas conquistas são resultados da

parceria de sucesso entre a ABIMO e

a Apex-Brasil, estabelecida também

há dez anos.

Por conta dos investimentos em

pesquisa e desenvolvimento, hoje,

a indústria brasileira da saúde exporta

para competitivos mercados

mundiais. Em 2010, as vendas para

os Estados Unidos somaram US$

141,9 milhões, 22,4% do total de

exportações nacionais do setor de

produtos e equipamentos de saúde.

Alemanha e Bélgica estão entre os

dez principais compradores dos produtos

fabricados no Brasil.

De acordo com a ABIMO existem

cerca de 980 projetos de pesquisa e

desenvolvimento do setor, em parceria

com as mais prestigiadas instituições

de ensino brasileiras, como

a Universidade de São Paulo (USP),

Universidade Federal do Rio de Janeiro

(UFRJ) e Universidade Federal de São

Paulo (Unifesp).

Relação dos expositores Brasileiros

na Medica: Adlin, Agaplastic,

Airsys, Baumer, Bioclin, Bioeletron,

Biomecânica, Biosensor, Bioteck, Casex,

Cmos Drake, Deltronix, Diagnostek,

Driller, Edlo, Estek, Fami, Fanem,

GM Reis, Hi Technologies, Hp Bio,

Hospimetal, IBF, Ibramed, Indusbello,

Indrel, Injeflex, Inpromed, Intermed,

Instramed, IOL, Kinner, Kolplast, Ktk,

Loktal, Magnamed, MDT, Medicone,

Medpej, NS Inaladores, Neoortho,

Ortosíntese, Olsen, Olidef, P.A. Med.,

Samtronic, Schioppa, Scitech, Sismatec,

Wama Diagnóstica e Wem.

3º Fórum Mundial sobre Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde

Mais de 70 especialistas internacionais em medicina,

doenças infecciosas, microbiologia e epidemiologia, vindos

de todos os continentes, reuniram-se, no ano passado, no

Centro de Conferências da Fundação Mérieux por iniciativa

da bioMérieux para o 3º Fórum Mundial sobre Infecções

Relacionadas à Assistência à Saúde.

Foram convocadas as autoridades nacionais e internacionais,

a comunidade médica, os veterinários, os responsáveis

pela indústria e a toda a população para uma mobilização

mundial a fim de evitar uma catástrofe sanitária, em virtude

do aparecimento e da propagação de bactérias resistentes

a todos os antibióticos.

Em um contexto no qual o processo de desenvolvimento

de novos antibióticos está praticamente em ponto morto,

a resistência das bactérias aumentou em virtude do uso

indiscriminado de antibióticos, não apenas na saúde humana,

mas também na saúde animal.

O tratamento de certas infecções corriqueiras está cada

vez mais difícil. O sucesso das terapias imunossupressoras

e das intervenções cirúrgicas (transplantes de órgãos,

cirurgias cardíacas), que estão associados a um alto risco

de infecção bacteriana, pode ser comprometido.

Os resultados dos debates deste fórum podem ser

conferidos no site www.hai-forum.com ou mais informações

podem ser obtidas no site www.bioMerieux.com/

hai-resistance.

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Emílio Ribas ganha novo ambulatório e centro para teste rápido de HIV

Hospital-símbolo do combate à Aids na capital paulista amplia em

quase 70% a capacidade para consultas com médicos especialistas

A Secretaria de Estado da Saúde

de São Paulo entregou em dezembro

passado, no Dia Mundial de Combate à

Aids, um novo e moderno ambulatório

no hospital estadual Emílio Ribas que

irá ampliar em 67% a capacidade de

consultas com médicos especialistas.

O investimento foi de R$ 6 milhões em

reformas e compra de equipamentos.

No local também funcionará um

centro de testes rápidos de HIV, com

resultados em 15 minutos. Antes os

pacientes demoravam em média duas

semanas para poderem retirar o exame.

Com o novo ambulatório o número

de consultas mensais passará de 3 mil

para 5 mil. Além disso o prédio de internações

do Emílio Ribas terá capacidade

para mais leitos, uma vez que o atendimento

ambulatorial será transferido para

o novo espaço. O prédio terá duas salas

com pressão negativa, para atendimento

de pacientes com tuberculose.

O projeto modernizou o modelo de

atendimento atual e oferece andares

setorizados por cores, além de amplos

consultórios e um ambiente confortável,

adequado para os profissionais e

pacientes.

“Todo o projeto teve como objetivo

a atualização de fluxos e a melhoria do

acolhimento, com locais preparados

para oferecer o melhor tratamento ao

paciente”, diz o médico infectologista

David Uip, diretor do Emílio Ribas.

No local serão oferecidas nas áreas

de infectologia, dermatologia, ginecologia,

neurologia, cardiologia e pediatria,

entre outras, além de atendimento

multiprofissional com psicólogos, fisioterapeutas,

terapeutas ocupacionais e

assistentes sociais. O ambulatório também

possibilitará a integração de dois

consultórios odontológicos e da farmácia

ambulatorial.

Já o novo centro de testagem rápida

de HIV irá oferecer, além do resultado

em 15 minutos, acompanhamento psicológico

e seguimento médico, caso o

exame dê positivo.

“São Paulo ganha um ambulatório

novo em folha na área de infectologia,

com modernas instalações e corpo clínico

altamente qualificado para atender os

pacientes soropositivos e outras doenças

infectocontagiosas. É um hospital centenário

que se renova para o século 21”,

afirma o secretário de Estado da Saúde,

Giovanni Guido Cerri.

ClasSaúde 2012 debate os Dilemas da Saúde

Dilemas da Saúde: Presente e Futuro: esse é o tema

central dos seis congressos que compõem o portfolio

ClasSaúde. Em 2012 os eventos acontecem de 23 a 25 de

maio, durante a feira Hospitalar, no Centro de Convenções

do Expo Center Norte, em São Paulo. “O tema central

é amplo e permite múltiplas abordagens. O setor saúde

passa por regulações e discussões que podem transformar

radicalmente o mercado. E com tantas mudanças anunciadas,

cabe aos gestores manterem-se atualizados para

que conduzam suas organizações com eficiência. Não há

outro caminho para a sobrevivência das empresas. Os

congressos ClasSaúde são fóruns importantes que têm a

gestão como foco e, por isso, já se tornaram referência

no mercado”, afirma Dante Montagnana, presidente do

Sindhosp, uma das entidades realizadoras do ClasSaúde.

O 17º Congresso Latino-Americano de Serviços de

Saúde, evento internacional do ClasSaúde, acontece nos

dias 23 e 24 de maio e está dividido em três módulos:

Sistema de Saúde Público-Privado (23 de maio), Capacitação

Profissional (23/05) e Saúde Suplementar (24/05).

O evento é presidido por Humberto Gomes de Melo, presidemte

da Federação Nacional dos Estabelecimentos de

Serviços de Saúde (Fenaess) – outra entidade realizadora

– e tem a coordenação geral de Fábio Sinisgalli, diretor

do Sindhosp e vice-presidente do Conselho Deliberativo

do Hospital Nossa Senhora de Lourdes.

A agenda ClasSaúde 2012 ainda engloba o 7º Congresso

Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de

Saúde (23 de maio); o 6º Congresso Brasileiro de Gestão

em Laboratórios Clínicos (24 de maio); 3º Congresso

Brasileiro de Gestão e Políticas em Saúde Mental (24 de

maio); 3º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para

Gestores e Advogados da Saúde (25 de maio); e 5º Congresso

Brasileiro de Gestão em Tecnologias da Informação

e Comunicação em Saúde (25 de maio).

Além do Sindhosp e Fenaess, os congressos são realizados

pela Confederação Nacional de Saúde (CNS) e

Hospitalar Feira + Fórum. O evento de Laboratórios Clínicos,

especificamente, também conta com a realização

conjunta da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/

Medicina Laboratorial (SBPC/ML).

Para saber mais:

www.classaude.com.br

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Lançamento editorial: Citologia Clínica do Trato Genital Feminino

Jacinto da Costa Silva Neto acaba

de lançar pela Editora Revinter o livro

“Citologia Clínica do Trato Genital Feminino”,

que faz um breve histórico

sobre a evolução da Citologia Clínica, da

invenção do microscópio óptico ao HPV.

Com a colaboração de outros

professores e pesquisadores da

área, o livro é ideal para estudantes,

profissionais da saúde e da biologia,

além de ginecologistas, patologistas,

citologistas Clínicos e demais profissionais

que desejam conhecer melhor

o universo da citologia.

A obra traz ainda: glossário de

termos técnicos mais utilizados na

Citologia Clínica; bases da anatomia

e histologia do trato genital feminino;

capítulo específico sobre coleta, fixação

e dicas de coloração com os principais

tipos de corantes e suas composições e

variações; novas metodologias aplicadas

à citologia clínica; várias figuras de

células normais e anormais, das lesões

e suas classificações; capítulo sobre o

Papilomavírus Humano (HPV) e seus

mecanismos infecciosos e moleculares;

noções básicas de colposcopia para o

citotologista; tabelas comparativas das

alterações citomorfológicas para diferenciação

das lesões, inclusive glandulares;

dicas para montagem de laudos.

Ficha técnica

Citologia Clínica do Trato Genital

Feminino

Autor: Jacinto da Costa Silva

Editora: Revinter

Páginas: 168

Valor: R$159,00

Hermes Pardini recebe aporte da Gávea Investimentos

Acordo resultará em capacidade de investimento para aprimorar nível de serviço aos laboratórios

conveniados e promover expansão internacional

divulgação

O Laboratório Hermes Pardini, líder em serviço de apoio

laboratorial no Brasil e em análises clínicas em Belo Horizonte,

acaba de firmar um acordo de investimento com

a gestora de recursos Gávea Investimentos, que fará um

aporte de recursos em troca de uma parcela minoritária no

capital da empresa. O principal resultado dessa negociação

será o aumento da capacidade de investimento para

aprimorar a logística de apoio aos cinco mil laboratórios

conveniados no País, além do início da operação desse

serviço em países da América Latina.

Em relação às unidades próprias de atendimento, a empresa

destinará recursos para a expansão do atendimento

de análises clínicas e de imagem na região metropolitana

de Belo Horizonte. Estabelecer presença abrindo novas

Núcleo Técnico Operacional do Pardini, localizado em Vespasiano (MG)

unidades em outros mercados como Rio de Janeiro e São

Paulo, por exemplo, não está nos planos de crescimento do

Hermes Pardini: “Concorrer com os clientes não faz parte da

nossa estratégia. O que queremos é aumentar a capilaridade

para oferecer a eles um serviço cada vez mais adequado

e abrangente como laboratório de referência, assim como

ampliar a nossa base de cinco mil laboratórios conveniados

atualmente”, explica o Diretor Presidente Roberto Santoro.

Outra estratégia beneficiada pela parceria será a de

expansão internacional com foco na América latina. “Temos

uma operação modelo na Colômbia desde outubro.

A operação efetiva deve acontecer já a partir de 2012”,

anuncia Santoro.

O Hermes Pardini dá sequência à profissionalização do

laboratório iniciada em 2007 e inclui melhorias nas práticas

de gestão, na prestação de serviços, na integração

de sistemas e na ampliação de relações institucionais. A

Gávea nomeará dois membros para o Conselho de Administração

do Hermes Pardini e participará ativamente da

evolução e contínua melhora da empresa, com o auxílio

da experiência adquirida em mais de 25 investimentos

desde 2006. “Estamos animados com as perspectivas para

o setor de saúde e muito satisfeitos de estar ao lado de

um parceiro de excelência, líder nas áreas em que atua”,

afirma Armínio Fraga, sócio fundador da Gávea.

O BRPartners atuou como assessor financeiro da família

Pardini na transação.

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Pesquisadores da USP descrevem transcritos expressos em câncer de pâncreas

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade

de São Paulo (USP) descreveu pela primeira vez, em

amostras de câncer de pâncreas, a expressão de RNAs

não-codificadores longos (lncRNAs, na sigla em inglês) –

transcritos que têm mais de 200 nucleotídeos e não codificam

proteínas.

O estudo, coordenado por Eduardo Reis, do Instituto de

Química (IQ) da USP, em parceria com Marcel Cerqueira

Machado, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, foi publicado

na revista Molecular Cancer, com apoio da Fapesp na

modalidade Auxílio Publicação Regular – Artigo.

O trabalho também está relacionado ao Projeto Temático

“Caracterização funcional de RNAs intrônicos não-codificadores

expressos no genoma humano” – do qual Reis é

pesquisador principal –, coordenado por Sérgio Verjovski-

Almeida, professor do IQ-USP e coautor do artigo.

Participaram também do artigo Márcia Kubrusly, da FM-

USP e Ana Tahira, Michele Faria, Bianca Dazzani, Rogério

Fonseca e Vinicius Maracaja-Coutinho, todos do IQ-USP.

O trabalho, segundo os autores, chama a atenção para o

potencial uso de lncRNAs no diagnóstico molecular do câncer

de pâncreas. O diagnóstico tardio, segundo eles, está

relacionado à alta morbidade da doença.

Segundo Reis, o câncer de pâncreas é dos tumores mais

letais que afetam o homem, com uma taxa de sobrevida

menor que 1% após cinco anos do diagnóstico. Por isso,

embora seja apenas o sétimo tipo de tumor mais prevalente

no Brasil, há grande interesse de se entender suas

bases moleculares e desenvolver novas ferramentas para

diagnóstico e tratamento.

“Apesar da prevalência não ser tão alta, o câncer de pâncreas

é uma grande preocupação porque há pouquíssimas

opções terapêuticas. É muito difícil fazer um diagnóstico

precoce e, em geral, quando o tumor é detectado, já está

em estágio avançado. O diagnóstico tardio equivale praticamente

a uma sentença de morte”, disse Reis durante

entrevista à Agência Fapesp.

Por conta dessa característica, poucos pacientes são operados

e, com isso, há uma grande dificuldade para se obter

amostras do tumor, segundo Reis. Por isso, de acordo com

ele, foi fundamental na pesquisa a participação do grupo

de Machado, que há décadas estuda o câncer de pâncreas

e procura descobrir novos marcadores associados à doença.

“O grupo da FM-USP conseguiu obter um conjunto significativo

de amostras. Analisamos por volta de 40 amostras

de tecido pancreático normal, tumoral primário e tumoral

metastático, que é algo muito difícil de obter”, disse.

O laboratório de Reis, por outro lado, investiga os lncRNAs,

que segundo ele são uma fronteira ainda pouco

conhecida do genoma humano. Embora apenas 2% do

genoma codifique para proteínas, de acordo com Reis, nos

Trabalho foi publicado na revista Molecular Cancer

últimos anos tem sido documentado por diversos grupos

no mundo – incluindo o do IQ-USP – que a maior parte do

genoma humano é transcrito gerando lncRNAs.

“Embora a função da maior parte dessas moléculas seja

ainda desconhecida, já existem trabalhos que demonstraram

inequivocamente que os lncRNAs desempenham funções

essenciais na biologia de células eucarióticas”, afirmou.

No trabalho publicado na Molecular Cancer, os pesquisadores

identificaram coleções de lncRNAs expressos no

tecido pancreático e cuja abundância se correlaciona a

histologia do câncer – do tumor primário à metástase. “Essa

descoberta indica a relevância dessa classe de transcritos

em processos biológicos relacionados com a transformação

maligna e metástase no câncer de pâncreas”, declarou.

Como vários trabalhos recentes têm mostrado que os

lncRNAs estão envolvidos em mecanismos centrais para o

funcionamento normal das células, os cientistas imaginam

que os transcritos também estejam envolvidos em processos

patológicos.

“Alguns trabalhos já haviam identificado correlações do

lncRNA com câncer de mama e pulmão, mas ninguém havia

ainda investigado a relevância da sua expressão no câncer

de pâncreas. Verificamos que eles são expressos de forma

significativa nos tecidos pancreáticos e conseguimos encontrar

assinaturas específicas de lncRNAs que têm expressão

aberrante em tumores de pâncreas”, afirmou.

Esse achado, segundo Reis, abre uma interessante janela

de oportunidade para o estudo de papéis biológicos do

lncRNA na transformação maligna do câncer de pâncreas

– isto é, no mecanismo que faz com que a célula normal do

tecido pancreático se transforme em célula tumoral.

“Nosso trabalho mostra que o lncRNA deve ter um papel

relevante nessa transformação. Encontramos também

assinaturas muito claras quando comparamos o tumor

do pâncreas e a metástase. Isso sugere que talvez esses

transcritos estejam relacionados não só à transformação

maligna, mas também à progressão do tumor”, disse.

Além do aspecto funcional do lncRNA, Reis destaca que

o estudo também levou em conta o aspecto relacionado ao

diagnóstico. “O objetivo no futuro é encontrar marcadores

capazes de identificar de forma precoce pequenas lesões

antes que elas se transformem em tumores. Com isso, nos

aproximaremos do sonho de fazer o diagnóstico de forma

muito precoce por meio de pequenas amostras extraídas

de forma minimamente invasiva”, declarou.

Para transformar a descoberta de assinaturas dos lncRNA

em marcadores de diagnóstico precoce, segundo o cientista,

será preciso ter acesso a mais amostras de lesões malignas.

“Seria interessante ter acesso a cistos pancreáticos, por

exemplo, ou fluidos corporais, como sangue de indivíduos

com e sem câncer de pâncreas”, disse.

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Dr. Ghelfond Diagnóstico Médico consolida sua governança

Rede anuncia criação de Comitê Consultivo e contratação de diretor geral

Transcorridos cinco anos de reestruturação operacional e

financeira, onde otimizou-se as relações com clientes, colaboradores,

fornecedores, além de atualizar seus processos

técnicos, tecnológicos, de controles internos e atendimento,

o Dr. Ghelfond Diagnóstico Médico decidiu criar o Comitê

Consultivo e a Diretoria Executiva.

Para conduzir o processo foi contratado o executivo

Israel Avelar Santos como diretor geral da rede, sendo que

o presidente Dr. Charles Ghelfond, o vice-presidente Sr. Arnaldo

Pescuma, o próprio executivo e mais dois integrantes

externos integrarão o recém-criado comitê.

A função do comitê será de desenvolver novos negócios,

parcerias estratégicas, aquisições, além de participar, aprovar

e fiscalizar o Planejamento Estratégico e demonstrações

econômico-financeiras. Já a Diretoria Executiva encabeçada

por Israel terá o desafio de formatar e conduzir o Plano de

Negócio e a Estruturação Organizacional, definindo cargos,

funções, fluxos e processos.

Profissional com vasta experiência em estratégia e

operações no segmento da saúde, formado em Ciências

Contábeis com especialização em Administração de Matérias,

Logística, Negociação, Contabilidade Gerencial e de

Custos, com passagens por corporações como Laboratório

Fleury, Unimed, Porto Seguro, Sepaco e Intermédica, o

executivo chega ao corpo diretivo da empresa para somar

sua expertise e consolidar o processo de governança. “O

que me motiva é a preocupação da empresa com a implementação

das melhores práticas nas relações com clientes,

colaboradores, fornecedores e sociedade em geral, técnica

e tecnologicamente”, esclarece Santos.

Toma posse nova diretoria da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica

Mandato começou em janeiro e vale para o biênio 2012/2013

Em dezembro passado, aconteceu, na sede da Sociedade

Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial

(SBPC/ML), no Rio de Janeiro, a posse da diretoria para o

biênio 2012/2013, que tem como presidente Paulo Sergio

Roffé Azevedo.

O primeiro a falar foi o presidente da SBPC/ML do biênio

2010/2011, Carlos Ballarati. Ele disse que não fazia um

discurso de despedida, mas de boas-vindas a seu colega e

à nova diretoria. “Esses dois anos de mandato representaram

para mim uma grande satisfação e um orgulho de

ter presidido uma sociedade médica que tem 67 anos de

existência”.

Ballaratti agradeceu o apoio e o comprometimento da

diretoria que o acompanhou em seu mandato e elogiou o

profissionalismo da equipe da SBPC/ML.

Emocionado, Paulo Azevedo discursou em tom de agradecimento

por ter sido indicado candidato à presidência

da Sociedade. “Vou me empenhar para que minha gestão

continue o excelente trabalho que tem sido feito até agora

na SBPC/ML”.

Ele destacou a importância do trabalho da diretoria e da

equipe. Também agradeceu antecipadamente a paciência e

compreensão de sua esposa, que estava presente, porque o

trabalho nos próximos dois anos vai roubar muito do tempo

que dedicaria à família.

Após a solenidade foi servido um coquetel. Entre os

convidados presentes à cerimônia de posse estavam o presidente

da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino

de Araújo Cardoso Filho; a presidente da Sociedade de

Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (SMCRJ) e diretora do

Cremerj, Marília de Abreu e Silva; o diretor da Sociedade

Brasileira de Medicina do Exercício e do Espoerte (SBMEE),

Daniel Kopiler; o presidente da Sociedade Brasileira de

Análises Clínicas (SBAC), Irineu Grinberg; o presidente

da Associação de Laboratórios de Belém, José Antônio de

Jesus Mauás; e o representante da Câmara Brasileira de

Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Fernando Lotto.

Natural de Belém (PA), 61 anos, casado e pai de três

filhos (um deles é médico), Paulo Azevedo formou-se em

medicina em 1973 pela Universidade Federal do Pará. Dois

anos depois obteve o Título de Especialista em Patologia

Clínica/Medicina Laboratorial (TEPAC). Começou a trabalhar

em laboratório clínico quando ainda era estudante de medicina.

Algum tempo depois abriu seu próprio laboratório, que

mantém até hoje na capital do Pará. Participa da diretoria

da SBPC/ML desde 1991, onde ocupou cargos na Defesa

de Classe e no Conselho Fiscal.

Carlos Ballarati, Marília de Abreu Silva, Florentino de Araujo

Cardoso Filho, Paulo Azevedo e Murilo Melo (diretor da SBPC/ML)

Estefan Radovicz

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Primeira etapa da fábrica da Hemobrás é inaugurada

Investimento federal chega a R$ 27,4 milhões. Recursos foram investidos no Bloco B-1,

onde será feita a recepção, triagem e o armazenamento do plasma brasileiro

O ministro da Saúde, Alexandre

Padilha, inaugurou no final do ano

passado, no município de Goiana (PE),

a primeira etapa da fábrica de medicamentos

da Empresa Brasileira de

Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás).

O investimento do governo

federal nesta fase do empreendimento

soma R$ 27,4 milhões. Os recursos

foram destinados à conclusão do Bloco

B-1, um dos prédios mais importantes

da fábrica por abrigar uma câmara fria

(a -35°C) para recepção, triagem e armazenamento

do plasma, matéria-prima

para a produção de hemoderivados

(medicamentos derivados do sangue).

“O Brasil entra numa nova era e

mais uma vez o Ministério da Saúde faz

parte dessa história. A inauguração da

primeira etapa da fábrica brasileira de

hemoderivados é uma vitória do SUS,

surge após anos de debate sobre a segurança

do sangue”, destacou o ministro

Padilha. “Afirmo que não iremos produzir

somente derivados de sangue, pode parecer

impossível, mas temos condições

de tornar o Brasil autossuficiente em

hemoderivados. As obras vão continuar

com o intuito de fazer com que a Hemobrás

tenha condições de armazenar plasma

e produzir todos os hemoderivados

que o país precisa”, concluiu.

Com uma área construída de 2,7 mil

metros quadrados, o Bloco B-1 possui 19

metros de altura, equivalente a um prédio

de seis andares. A câmara fria, que

tem 350 metros quadrados e capacidade

para um milhão de bolsas de plasma,

será totalmente automatizada e será a

primeira das Américas para esta finalidade.

A operação do equipamento será feita

por dois transelevadores, equipamentos

que funcionarão com um programa específico

para armazenamento, considerado

um dos mais modernos do mundo. Todas

as etapas da obra de implementação

da Hemobrás deverão ser concluídas e

entrar em operação até 2014.

Além da câmara fria, o Bloco B-1

dispõe de três salas para recepção do

plasma; uma para registro e triagem do

produto; cinco classificadas (as chamadas

salas limpas, ou seja, com ar filtrado

para reduzir a possibilidade de contaminação

ambiental); duas para preparação

dos lotes de exportação do plasma; três

escritórios; três salas para máquinas e

manutenção e, ainda, três vestiários.

No Bloco B-1 irão trabalhar, inicialmente,

25 profissionais, entre farmacêuticos

e técnicos de laboratório. A

primeira etapa da fábrica da Hemobrás

também abrange mais dois blocos. O

B-17, que abrigará uma subestação

com quatro potentes geradores, responsáveis

por garantir que energia para

a câmara fria, e parte do Bloco B-14,

com reservatório capaz de armazenar

450 mil litros de água.

Produção de hemoderivados – Até

2014, o plasma brasileiro será remetido

ao Laboratório Francês de Biotecnologia

(LFB), na França, onde são transformados

em hemoderivados e retornarão

ao Brasil para serem distribuídos pelo

Sistema Único de Saúde (SUS). O LFB é

parceiro da Hemobrás na transferência

de tecnologia para a futura produção

nacional de hemoderivados.

Em 2014, quando as demais instalações

da Hemobrás entrarem em operação

e a produção de medicamentos

derivados do sangue passar a ser feita

internamente, o Brasil será um dos 15

países a possuir uma fábrica para a produção

de hemoderivados.

Na Hemobrás, serão fabricados albumina,

imunoglobulina, fatores de coagulação

VIII e IX, complexo protrombínico

e fator de von Willebrand. Medicamentos

como esses são essenciais para milhares

de portadores de doenças como hemofilia,

câncer, aids e imunodeficiências

primárias, entre outras.

Pesquisadores israelenses desenvolvem spray que ataca germes resistentes a antibióticos

Pesquisadores israelenses estão desenvolvendo uma

substância que ataca os germes resistentes a antibióticos

comuns em grandes hospitais. A novidade, se usada em

grande escala, poderia mudar a natureza das infecções

hospitalares. O pesquisador Udi Qimron, microbiologista

da Universidade de Tel Aviv, disse que o sistema funciona

alterando a composição genética de bactérias resistentes

a antibióticos.

“Pode-se matar as bactérias por meio da limpeza com

água sanitária, mas não se pode matá-las 100% e não se

pode controlar a secreção de bactérias resistentes, como

ocorre quando o paciente espirra”, diz Qimron. “Mas quando

se usa uma substância que atua no sentido da suscetibilidade

das bactérias aos antibióticos, consegue-se impedir as mais

resistentes se multipliquem nas superfícies do hospital”.

Qimron e outros pesquisadores dizem que o método

abre caminho para o desenvolvimento de um spray com

bacteriófagos, ou vírus que infectam apenas bactérias,

utilizado com sucesso para fazê-las sensíveis a antibióticos.

O spray poderá ser usado onde há grandes concentrações

de germes resistentes, como camas, corrimãos,

maçanetas e torneiras.

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Curitiba recebe banco público de sangue do cordão umbilical

e amplia oferta de transplantes de medula óssea

Rede BrasilCord inaugura no Paraná a 12ª unidade: previsão é que

a rede tenha 13 bancos em todo País até o fim do ano

Diversificar o material genético disponível para

transplantes de medula óssea e facilitar a localização

de doadores compatíveis em todo o território nacional.

Esse é o objetivo da Rede BrasilCord de bancos

públicos de sangue de cordão umbilical e placentário,

que inaugurou, no Hospital de Clínicas de Clínicas da

Universidade Federal do Paraná, a sua 12ª unidade.

Atualmente, a população brasileira já conta com outros

11 bancos públicos de sangue de cordão umbilical. O

Banco vai coletar, testar, processar, armazenar e liberar

células-tronco para a realização de transplantes de medula

óssea para quem não dispõe de um doador aparentado,

situação de cerca de 1.000 pacientes no Brasil.

O coordenador da Rede BrasilCord e diretor do

Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto

Nacional de Câncer (INCA), Luis Fernando Bouzas,

explica que os brasileiros apresentam características

genéticas muito específicas, devido à vasta miscigenação

da população. “A Rede BrasilCord é uma estratégia

para facilitar as buscas de material para transplante

de medula óssea. Contemplar as regiões brasileiras

com bancos públicos só amplia as possibilidades dos

pacientes que aguardam por um doador compatível”,

afirma Bouzas.

O programa de implantação dos bancos de sangue

de cordão umbilical é feito por meio de parceria entre a

Fundação do Câncer, responsável pela gestão financeira e

administrativa do projeto, e o Instituto Nacional de Câncer

José Alencar Gomes da Silva (INCA).

O diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, aponta a

importância da inovação tecnológica que representam os

bancos de sangue do cordão umbilical hoje. “O principal

objetivo é enriquecer a rede de transplante de medula com

informações genéticas que são características desta região

do País”, observa.

Atualmente, o País conta com cerca de 12.000 unidades

de cordão armazenadas, 123 já foram utilizadas em

transplantes. O banco público de Curitiba, construído nos

mesmos moldes dos demais da rede, pode armazenar 3.600

bolsas de sangue de cordão. Criada em 2004, a Rede BrasilCord

hoje é abastecida com material genético de todas

as regiões do país. A meta é que essas unidades de cordão,

somadas aos doadores voluntários de medula óssea, atendam

toda a demanda de transplante de medula do Brasil.

Lavoisier busca estratégia de crescimento com foco na classe C

Com atendimento de qualidade para público que não pode arcar com as despesas do

convênio, 80% do faturamento do laboratório vem de consultas particulares

Visando proporcionar um atendimento

de saúde acessível, ágil

e com qualidade para a crescente

classe C de São Paulo, o Lavoisier

Medicina Diagnóstica tem focado

em estratégias para atrair esse

público. Esse trabalho da empresa

teve início em 2006 e hoje já está

presente em todas as suas unidades

espalhadas pelo estado.

Com as campanhas de vacinação

e prevenção de doenças como

câncer e Aids, cada vez mais os

exames preventivos fazem parte

da rotina do brasileiro, que conta

com maior expectativa de vida e

está mais exigente quanto aos serviços

de saúde. Prova disso é que

hoje mais de 80% do faturamento

do Lavoisier é gerado por consultas

particulares.

Com mais de 3.000 tipos de

exames laboratoriais, o laboratório

tem como foco clientes que fazem

questão de um atendimento rápido

para a família, ainda que precisem

pagar pelo serviço. Algumas de

suas estratégias compreendem

tabelas de preços diferenciadas e

parcelamentos de exames para a

fatia da população que não tem

convênio, mas não pode depender

da saúde pública, pela urgência em

que necessitam ser atendidas.

O uso do transporte público é

uma realidade da classe C, por isso,

a acessibilidade dos laboratórios

vem ao encontro de suas necessidades.

Entre os serviços diferenciados

está o Núcleo Lavoisier 24

horas, com realização de exames de

emergência e prestação de serviços

a qualquer hora.

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Pesquisa inédita relaciona fatores de risco para pré-eclampsia com uso de marcadores

Cientistas utilizaram sistema Elecsys, da Roche, para medir riscos da doença em gestantes

Um novo estudo, publicado no periódico

American Journal of Obstetrics and

Gynecology, trouxe mais uma aplicação

da relação entre o crescimento placentário

(PIGF) e fatores angiogênicos (tirosina

quinase – sFlt-1) no desenvolvimento

da pré-eclampsia, que se caracteriza

pelo aumento da pressão arterial em

mulheres durante a gestação. A préeclampsia

pode ocorrer em até 8% das

gestações, sendo uma das principais

causas de morbidade materna e fetal.

Trata-se da primeira evidência publicada

de que valores altos da razão sFlt-

1/PIGF têm relevância potencial como

um marcador prognóstico para pacientes

diagnosticadas com pré-eclampsia ou

síndrome de HELLP. O marcador pode

apoiar os profissionais de saúde para

estratificação de risco da pré-eclampsia

e rápido manejo clínico, dois fatores cruciais

para segurança da mãe e do bebê.

Os pesquisadores mostraram que um

valor limite da relação sFlt-1/PlGF, testados

através de imunoensaios Elecsys

totalmente automatizado, foi associado

com um risco 3,5 vezes maior de parto

iminente em pacientes com pré-eclampsia

após 34 semanas de gestação.

Os testes do estudo foram o sistema

Elecsys PIGF e sFtl-1, desenvolvidos pela

Roche, que ajudam a identificar gestações

de risco. Por meio de amostras de

sangue, os exames identificam problemas

no processo de formação e desenvolvimento

da placenta antes mesmo

dos primeiros sinais físicos da doença.

São Paulo entra na reta final para produção nacional de derivados de sangue

Instituto Butantan, do governo paulista, firma acordo histórico com a Hemobrás para garantir

autossuficiência brasileira em plasma, além de desenvolvimento científico e tecnológico

O Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da

Saúde de São Paulo, acaba de acertar uma parceria histórica

com a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia

(Hemobrás), vinculada ao Ministério da Saúde, para garantir,

pela primeira vez na história, a produção de derivados de

sangue no Brasil. Isso garantirá a autossuficiência brasileira

na produção do plasma e será fundamental para tratar, por

exemplo, pacientes hemofílicos, soropositivos, queimados

e até vítimas de câncer.

Por conta do acordo será possível promover a ampliação

da coleta e a melhoria da qualidade de armazenagem do

plasma humano, matéria-prima necessária para a fabricação

de derivados do sangue, garantindo a quantidade ideal

para a produção na fábrica de hemoderivados do Butantan.

O acordo também prevê a realização de programas e atividades

conjuntos de pesquisa, desenvolvimento científico

e tecnológico e produção na área de hemoderivados para

o atendimento do Sistema Nacional de Sangue (Sinasan).

Com investimento de R$ 195 milhões, a unidade do

Butantan terá capacidade para processar 150 mil litros de

plasma por ano. A fábrica prevê a produção dos fatores

principais do plasma: IgG, Albumina, e fatores de coagulação

(Fator VIII e Fator IX).

O termo também prevê uma qualificação por parte do

Butantan com a Hemorede, treinando os profissionais da

área técnico-científica, promovendo ações de responsabilidade

socioambiental e capacitação de recursos humanos.

“Este é um grande passo para o Instituto Butantan, que

trará enormes benefícios para a saúde pública. A fábrica

possui uma tecnologia de ponta e o desenvolvimento previsto

no acordo permitirá avanços significativos no setor”,

avalia Jorge Kalil, diretor do Instituto.

“São Paulo une forças com o governo federal para levar o

Brasil a ser autossuficiente na produção de imunobiológicos

essenciais para tratar inúmeras doenças. Esse é um dos

momentos mais importantes da história da ciência brasileira”,

afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da

Saúde de São Paulo.

Instituto Butantan é um dos maiores centros de pesquisa

biomédica do mundo, responsável por mais de 93% do total

de soros e vacinas produzidas no Brasil, entre elas, vacina

contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e influenza

sazonal e H1N1.

O Instituto desenvolve estudos e pesquisa básica nas

áreas de Biologia e de Biomedicina, relacionadas, direta

ou indiretamente, com a saúde pública. Produz vacinas e

soros para uso profilático e curativo. Realiza missões científicas

no país e no exterior através da Organização Mundial

e Panamericana da Saúde, Unicef e a ONU. Colabora no

combate a surtos epidêmicos com órgãos da Secretaria de

Estado da Saúde de São Paulo e do Ministério da Saúde,

National Institute of Health, dos EUA, Bill & Melinda Foundation,

fundação do Bill Gates dedicada a pesquisa e ações

comunitárias em saúde.

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Grupo Fleury realiza com sucesso captação de R$ 450 milhões

Em sua primeira emissão de debêntures, companhia conseguiu captar recursos de

longo prazo em condições financeiras altamente favoráveis

Com rating Aa1 conferido pela Moody´s, o Grupo Fleury

concluiu captação de R$ 450 milhões via debêntures

alcançando, em razão da alta demanda e do baixo nível de

risco da companhia, significativa redução do teto das taxas

em relação ao que foi indicado nos termos e condições da

operação no seu lançamento. Com prazo de amortização

que atingiu cinco anos na primeira série e sete anos na segunda

série, a empresa utilizará os recursos em aquisições

e em seu projeto expansão que, em 2011, ampliou a área

de prestação de serviços das Unidades de Atendimento em

25%, favorecendo ainda mais seu crescimento orgânico.

As taxas finais da operação foram de CDI mais 0,94%

para a primeira série dos títulos, que totalizaram R$ 150

milhões, e CDI mais 1,2% na segunda série, que correspondeu

a R$ 300 milhões. As taxas obtidas equivalem a

uma redução de 14,5% para a primeira série e de 7,7%

na segunda, considerando-se a taxa inicialmente ofertada.

Essa foi a primeira emissão de títulos realizada pelo

Grupo Fleury, que ingressou no mercado de capitais

há dois anos por meio de IPO, quando captou R$ 630

milhões. Esses recursos foram utilizados para acelerar a

oferta de serviços e aquisições realizadas pela empresa,

entre as quais Labs D´Or, que tornou a empresa a maior

prestadora de serviços de imagem do Rio de Janeiro e

elevou seu número de unidades de atendimento de 28

para 85 nessa cidade.

De acordo com Omar Magid Hauache, Presidente do

Grupo Fleury, o sucesso da captação reflete a solidez

histórica da companhia e a sua consistente estratégia de

crescimento. “Contamos com visão de crescimento que

garante a geração de resultados muito competitivos permanentemente

dentro de uma perspectiva de longo prazo. Os

investidores, mais uma vez, demonstraram ampla confiança

em nossa companhia, permitindo realizarmos uma captação

em condições financeiras altamente favoráveis”, analisou.

Essa alta confiança do mercado no Grupo Fleury foi muito

significativa para o sucesso da operação, mesmo diante de

um momento macroeconômico internacional desfavorável,

na avaliação de Fábio Marchiori, Diretor Executivo de Finanças

e Relações com Investidores da companhia.

Senac São Paulo lança pós-graduação na área de biotecnologia

Foco na produção de insumos para saúde e bem-estar é inédito entre

as especializações oferecidas no mercado

Por se tratar de um segmento novo e, ao mesmo tempo,

em expansão, o setor de biotecnologia apresenta carência

de profissionais qualificados. Atento a essa necessidade e

antecipando as tendências, o Centro Universitário Senac

lança a pós-graduação Biotecnologia na Produção de Insumos

Biológicos Aplicados à Saúde Humana, que, a partir

deste ano, será ofertada no Senac Tiradentes.

Grande parte das especializações em biotecnologia

já oferecidas no mercado direciona sua abordagem para

as áreas de meio ambiente, biodireito e biossegurança

aplicadas à saúde pública e aos biocombustíveis. Diante

desse cenário, o curso formatado pelo Senac dispõe de

uma proposta formativa inédita e inovadora: o foco está

na produção de insumos para a saúde e o bem-estar, tema

que vem ganhando força nos bionegócios nacionais.

Levando em conta esse diferencial, possui metodologia

que proporciona a integração entre a discussão dos

fundamentos teóricos e a vivência prática, com base em

simulações reais de trabalho. Os alunos terão aulas expositivas

e práticas, com recursos audiovisuais, acesso a

pesquisas, visitas monitoras a empresas do setor, entre

outras atividades. Também estão programadas palestras

com empresários do mercado.

“O curso forma especialistas na produção, gestão,

controle de qualidade, regulamentação e logística de bioprodutos.

Além disso, o profissional adquire conhecimento

em negociação para empreender no setor, estando apto a

gerar novos projetos ou implementar processos inovadores

em instituições já existentes”, analisa Patricia Duran, coordenadora

da área de biotecnologia do Senac São Paulo.

Entre os campos de trabalho estão bioindústrias públicas

ou privadas, prestadoras de serviços e agências com

atividades reguladoras e certificadoras de produtos de origem

biotecnológica. O profissional poderá atuar ainda na

capacitação de equipes em instituições de ensino e pesquisa

e como empreendedor de bionegócios. A pós-graduação é

direcionada a médicos, biomédicos, bioquímicos, farmacêuticos,

biólogos, nutricionistas, químicos, engenheiros

químicos e de produção, biotecnólogos e administradores.

Para saber mais:

www.sp.senac.br

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Células-tronco: aplicações terapêuticas só estarão claras daqui a dois anos

Para geneticista, ainda é cedo para abraçar toda essa expectativa de cura de doenças

A expectativa da sociedade para as primeiras possibilidades

de aplicações das células-tronco na cura de doenças

é grande, mas é preciso ter paciência. Em busca de soluções

para saúde, pesquisadores e especialistas reforçam que

as células-tronco são alternativas em tratamentos, o que

traz esperança e oportunidades de avanços em pesquisas

e estudos nos próximos anos.

“Em cerca de mais dois anos já poderemos saber, mais

claramente, em o que as células-tronco funcionam e em que

não funcionam, e também será possível ter ciência se, de

fato, há efeitos terapêuticos, chegando a uma conclusão mais

clara sobre as células adultas”, afirma Lygia Pereira, professora

associada do Laboratório Nacional de Células-Tronco

Embrionárias (LaNCE), ligado à Universidade de São Paulo

(USP) e à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Já

com relação às embrionárias, no mundo, estamos começando

os primeiros testes em humanos. Nos Estados Unidos, um

deles é para a regeneração da retina”, alega.

Outro fato que aumentou ainda mais as esperanças foi

a descoberta das células-tronco pluripotentes induzidas,

chamadas de IPS (do inglês induced pluripotent stem-cells),

em 2006. Elas são originadas de células adultas do corpo

humano ou de um animal e podem ser reprogramadas

para se transformarem em células-tronco pluripotentes

induzidas, ou seja, possuem a capacidade de dar origem a

outros tecidos do corpo.

São Paulo ganha centro público de pesquisa clínica em câncer

Unidade, no Icesp, permitirá quadruplicar número de estudos de novos medicamentos; hospital atinge

marca de 1 milhão de procedimentos

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo inaugurou

um moderno centro público de pesquisa clínica em

oncologia. A unidade fica no Instituto do Câncer do Estado

de São Paulo (Icesp) Octavio Frias de Oliveira, que acaba

de ultrapassar a marca de um milhão de procedimentos

na área.

O laboratório montado no 12º andar hospital permitirá

multiplicar o número de pesquisas de novos medicamentos

e estratégias de tratamentos contra o câncer que possam

ser mais eficazes e menos agressivos.

Com cerca de 80 profissionais, centrífugas, geladeiras

e poltronas especiais de quimioterapia, o setor de

pesquisas clínicas do Icesp centralizará todo o trabalho

realizado na instituição. Todos os processos terão lugar

em um único local, melhorando o fluxo de informações e

a qualidade dos estudos.

A área de pesquisa clínica do Icesp tem importante

papel de responsabilidade social de suporte ao tratamento,

sendo uma alternativa ao paciente que não tem boas

opções com terapias convencionais. Hoje, 240 pacientes

participam a cada ano de estudos realizados pelo hospital.

Com o novo centro esse número deverá ultrapassar 500.

“Ampliar as chances de cura e sobrevida de pacientes

com câncer passa obrigatoriamente pela pesquisa de novos

compostos e tratamentos que possam dar respostas

mais eficazes. Este novo centro nos permitirá avançar

ainda mais nesta área”, afirma o oncologista Paulo Hoff,

diretor geral do Icesp.

Hospital-dia - O Icesp também ganhou um hospital-dia

com 22 leitos, para prestar atendimento e assistência aos

William Pereira, Secr. Est. Saúde de Sp

pacientes que serão submetidos a procedimentos terapêuticos,

pequenas cirurgias e aqueles que necessitam

de observação de até 12 horas.

A unidade, no mesmo andar do centro de pesquisas

clínicas, irá proporcionar melhor gestão dos leitos de

internação clínica e cirúrgica, possibilitando ampliar o

atendimento, além de permitir ao paciente permanecer

mais tempo com a família.

Até o final deste ano o Hospital-Dia do Icesp passará a

contar com mais 23 leitos, totalizando 45. O investimento

no laboratório e no Hospital-Dia foi de R$ 2,1 milhões.

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, inaugurado

em maio de 2008, recebe anualmente cerca de

15 mil casos novos de câncer, atendidos gratuitamente,

pelo SUS (Sistema Único de Saúde). É o maior hospital

especializado em oncologia da América Latina.

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Em 2011, setor de medicina laboratorial cresceu e gerou

mais de 4 mil novos postos de trabalho

Só os serviços de complementação diagnóstica e terapêutica ofereceram 10,3%

mais vagas em novembro de 2011, se comparados a 2010

Realizada no período entre janeiro e novembro de

2011, pesquisa da Websetorial mostra que no segmento

de materiais e equipamentos para medicina e diagnóstico

nacionais, a produção industrial nacional cresceu 12%,

se comparada com igual período de 2010. No acumulado,

o crescimento foi de 14%.

Dados do Ministério do Trabalho (MTE/Caged), também

apontam que, em novembro, as atividades industriais

e comerciais do setor de materiais e equipamentos

para medicina e diagnóstico, geraram 4.183 novos

postos de trabalho, em relação ao estoque do mesmo

período do ano anterior. Em novembro de 2011, o setor

empregava 115 mil pessoas nas atividades industriais

e comerciais que reúne. Só os serviços de complementação

diagnóstica e terapêutica, que consomem os

produtos comercializados pelo setor, ofereceram 10,3%

mais vagas em novembro de 2011, do que o estoque

verificado em dezembro de 2010.

Com relação aos preços do setor que apresentaram

os maiores incrementos no mês de novembro contra outubro

estão os de radiografia - 0,6% superior ao IPCA no

mês que foi de 0,5%. Já as variações de preços do setor

que superaram o IPCA (6%), acumuladas de janeiro a

novembro de 2011, estão os serviços de hospitalização e

cirurgia com o aumento mais expressivo nos preços, de

9,9% e os preços de artigos ortopédicos (7,4%).

Porém, nos 12 meses contados de dezembro de 2010

a novembro de 2011, em relação aos doze meses anteriores,

os preços cobrados pelos exames laboratoriais

cresceram 2,6%, índice bem abaixo do IPCA, de 5,9%.

Para 2012, o mercado de diagnóstico laboratorial

deverá ser bastante movimentado com a ocorrência de

novas fusões e aquisições, com o incremento de 16,2%

sobre o orçamento da saúde em 2011, totalizando R$ 92,1

bilhões; e a aceleração das parcerias público-privadas

(PPPs) na área de equipamentos.

Segundo Liliana Perez, presidente da Câmara Brasileira

de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), “o Ministério da

Saúde investiu em 2011 ao redor de 3% do orçamento

para ações e serviços na área da saúde. Portanto, a ideia

de fazer parcerias público-privadas (PPPs) é uma tendência

para dividir riscos e lucros”, afirma.

SalomãoZoppi Diagnósticos contrata profissionais para o

Centro Diagnóstico Molecular e para P&D

A empresa seleciona talentosos pesquisadores que se especializaram nos EUA, Portugal e Austrália

Com crescimento médio de 34% ao ano, Salomão-

Zoppi Diagnósticos (SZD) reforça sua equipe de colaboradores

com a contratação de Eduardo Finger, médico

clínico geral, doutor em imunologia pela Tufts University

School of Medicine e pós-doutorado por Harvard Medical

School; Fernanda Milanezi, médica anatomopatologista,

professora da Escola de Ciências de Saúde da Universidade

do Minho (2002-2008) e colaboradora do Instituto

de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade

do Porto (2000–2010), ambos em Portugal; e Leonard

da Silva, patologista, professor sênior da Universidade

de Queesland da Austrália (2008–2011), e doutor pela

Escola Paulista de Medicina.

Dr. Eduardo Finger é responsável por coordenar o departamento

e as linhas de pesquisa da empresa. “Aceitei o convite

da empresa, pois grande parte das pessoas que atuam

em minha área tem como sonho máximo de consumo um

projeto como este que estamos implantando. O SalomãoZoppi

Diagnósticos é uma das poucas empresas que demonstra

ousadia e coragem em empreender um projeto assim ”.

Já a Dra. Fernanda Milanezi assumiu o cargo de gestora

do Centro Diagnóstico Molecular do SalomãoZoppi Diagnósticos.

“O meu desafio é introduzir novos testes moleculares

com relevância clínica na área oncológica, seja para indicação

terapêutica, prognóstica ou como exame complementar

ao diagnóstico anatomopatológico”.

Por sua vez, Dr. Leonard da Silva é responsável por

implantar tecnologias de diagnóstico molecular com ênfase

em oncologia. “Minha expectativa é contribuir para o avanço

dos cuidados com pacientes na área de oncologia, por

meio de técnicas de diagnóstico molecular, o que facilitará

a educação da nova geração de médicos”.

Hoje, SalomãoZoppi Diagnósticos possui mais de 1000

colaboradores que possibilitaram realizar quase 4 milhões

de exames previstos para 2011, com previsão de mais de

5 milhões para 2012, sendo que exames especializados

como os acima descritos passam a ter papel cada vez mais

importante na empresa.

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Butantan testa vacina de hepatite B em gotas

Nova modalidade, que é mais eficaz, reduz custos e pode aumentar a cobertura vacinal

Estudo inédito do Instituto Butantan, órgão ligado

à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, revelou

que a vacina contra hepatite B pode ser aplicada via oral.

Os testes em humanos começam este ano.

A nova forma de administração da vacina permitirá

ampliar a cobertura da imunização e reduzir drasticamente

os custos de aplicação, além de elevar significativamente

a geração de anticorpos.

A inovação foi possibilitada pela descoberta de um

novo adjuvante, a sílica nanoestruturada, que, conduzida

junto à vacina, eleva a produção de anticorpos que neutralizam

o vírus. Sem o adjuvante isso era impossível,

já que não existia uma maneira de estimular o sistema

imunológico, sobrepassando as condições adversas de

acidez do sistema gastrointestinal.

“Esta descoberta pode ser a mudança de um princípio

mundial, pois jamais se pensou que essa e outras

vacinas pudessem ser administradas via oral”, aponta o

coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia

em Toxinas do Instituto Butantan, Osvaldo Augusto

Sant’Anna.

Os primeiros testes, realizados em animais, foram

bem-sucedidos, já que a toxicologia é negativa e os níveis

de proteção foram positivos. Agora, os protocolos de pesquisa

clínica estão sendo preparados e a expectativa é de

que a nova aplicação possa ser testada a partir deste ano.

RDC nº 55/2011 da Anvisa coloca em risco profissionais da saúde

Anvisa autoriza o uso de luvas de vinil para procedimentos na área da saúde

A Agência Nacional de Vigilância

Sanitária (Anvisa) passou a permitir

a utilização de luvas de vinil para procedimentos

não cirúrgicos na área da

saúde, determinação que coloca em

risco os profissionais da área e também

pacientes. A luva de vinil não é

recomendada para esta finalidade em

outros países, pois apresenta qualidade

inferior e risco de contaminação

muito maior quando comparada à luva

de látex.

Além disso, a RDC nº 55/2011,

resolução da Anvisa publicada recentemente,

que entrará em vigor a

partir de maio de 2012, exclui as luvas

isentas de látex, como as luvas de vinil

e de borracha sintética, do sistema de

certificação compulsória do Inmetro.

Ou seja, estes modelos não passarão

mais por avaliação de qualidade, sendo

comercializadas livremente no mercado

nacional sem comprovação de

eficácia, diferentemente das luvas de

látex, que continuam tendo sua qualidade

verificada a cada seis meses,

conforme disposto na Portaria nº 233

do Inmetro, de 30 de junho de 2008.

A diferença entre os dois tipos de

luvas está na matéria-prima utilizada,

que confere diferentes características

ao produto. Enquanto as luvas de

látex destacam-se pela resistência,

flexibilidade, elasticidade e conforto,

as luvas de vinil são fabricadas a partir

de cloreto de polivinila (PVC), um

material plástico muito menos flexível,

elástico e durável, e mais suscetível a

rompimentos e falhas, como microfuros.

Outro risco da luva de vinil é o fato

de ela apresentar DEHP na sua composição,

um componente prejudicial ao

organismo que pode ser transferido

da luva para o organismo e apresenta

toxicidade, especialmente em meninos

em fase de desenvolvimento.

A Associação Brasileira de Importadores

de Luvas para Saúde (ABILS)

observou um aumento na procura de

luvas sintéticas, como vinil, nitrilo e

neoprene, devido à necessidade de

realização de procedimentos em pacientes

alérgicos ao látex e também

pela identificação de reações alérgicas

ao látex nos profissionais de saúde.

As luvas de vinil já foram consideradas

uma alternativa interessante às

luvas de látex. Porém, após diversos

estudos em relação à sua eficiência

como barreira de proteção, ficou

comprovado que elas proporcionam

segurança muito inferior e não apresentam

barreira microbiológica. Assim,

a recomendação para casos de hipersensibilidade

é que as luvas de látex

tradicionais sejam substituídas por

luvas de látex sem pó (Powder Free)

e/ou luvas de borracha sintética, como

o nitrilo. Estas opções são regulamentadas

desde 2008, estando sujeitas à

Certificação pelo Inmetro, atestando

eficácia e proteção. Em torno de 90%

dos pacientes e profissionais alérgicos

ao látex não apresentam hipersensibilidade

quando utilizam luvas sem pó.

A ABILS e os fabricantes nacionais

de luvas de látex, preocupados com a

qualidade da luva na área de saúde,

são contrários a essa resolução da Anvisa

e desejam alertar os profissionais

sobre os riscos de optar pelas luvas de

vinil, tanto para a sua saúde quanto

dos pacientes.

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Cultivo prolongado altera cromossomos de células-tronco

Pesquisa internacional com células-tronco embrionárias

humanas revela que alterações cromossômicas são

observadas após longo tempo de cultivo em laboratório,

fazendo que deixem de ter as condições ideais para terapia

em seres humanos. O trabalho utilizou amostras da

BR-1, primeira linhagem de células-tronco desenvolvida

na América Latina, preparadas no Instituto de Biociências

(IB) da USP. Os resultados do experimento foram

divulgados em artigo da revista Nature Biotechnology,

publicado em dezembro último.

A pesquisa foi coordenada pelo International Stem

Cell Initiative (ISCI), uma organização internacional

que direciona as pesquisas envolvendo células-tronco

embrionárias. A BR-1 é uma das 125 linhagens de células

desenvolvidas em todo o mundo analisadas no estudo.

“O experimento procurou analisar o comportamento das

células-tronco durante prolongado tempo de cultivo”,

afirma a pesquisadora Ana Fraga, do IB, que participou

da pesquisa. “Sabe-se que as células cultivadas apresentaram

alguma instabilidade, o que pode comprometer seu

uso futuro em terapia”.

O estudo verificou que com o passar do tempo e o envelhecimento

das linhagens, as células em cultura apresentavam

alterações em uma região do cromossomo 20. “Essa

mudança faz com que as células deixem de ter o cariótipo

(conjunto de cromossomos) considerado ideal para a continuidade

das pesquisas”, aponta Ana. As células-tronco

possuem grande capacidade de se dividir, e pelo processo

de diferenciação celular, podem se converter em diversos

tipos de tecidos do corpo humano.

Cultivo - Como nem todos os genes envolvidos nessa

alteração cromôssomica são conhecidos, não se sabe que

efeito as células-tronco teriam caso fossem injetadas

no organismo. “Ou seja, seu uso para terapia não seria

considerado seguro”, ressalta a pesquisadora. “É possível

que as alterações sejam selecionadas pelas atuais condições

de cultivo das células, o que deverá ser objeto de

novos estudos”.

O estudo utilizou a BR-1, primeira linhagem de célulastronco

embrionárias gerada na América Latina. “O DNA

extraído de células da linhagem foi enviado para análises

epigenéticas em Cingapura e um lote de células congeladas

seguiu para o Reino Unido, para análise citogenética”.

A preparação da linhagem para utilização na pesquisa

aconteceu na unidade do Laboratório Nacional de Célulastronco

Embrionárias (LaNCE) sediada no Departamento de

Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências

(IB) da USP. Coordenado pela professora Lygia da Veiga

Pereira, do IB, o principal objetivo da unidade é produzir

novas linhagens de células-tronco embrionárias humanas.

De acordo com Ana, os resultados do experimento

mostram que os cientistas ainda estão distantes de

obter soluções ideais para o cultivo de células-tronco

embrionárias. “O maior mérito dessa iniciativa é apontar

peculiaridades já verificadas isoladamente e que contribuirão

para o desenvolvimento dos meios de cultura e

das práticas de cultivo”, afirma.

Para saber mais:

www.usp.br

Pasteur inaugura nova unidade Imagem

Clientes terão à disposição equipamento inédito e instalações de avançada tecnologia e arquitetura

Dirigido pelo Dr. João Carlos Maluza Paes, médico patologista

clínico e responsável pelo Laboratório Central da

Santa Casa da Misericórdia de Santos, o Pasteur Medicina

Diagnóstica, há 82 anos no mercado, inaugurou sua nona

unidade, a primeira a contar com exames de imagem e

análises clínicas em um mesmo local.

Acompanhando o crescimento da cidade, a unidade

Imagem surgiu da necessidade de oferecer um local de alta

qualidade técnica e conforto para a realização dos exames

de análises clínicas e imagem em uma mesma unidade.

Além disso, o Pasteur fez questão de oferecer um exame

inédito para a região, o PET/CT – o mais moderno método

de diagnóstico por imagem e medicina nuclear em um só

exame. Muito importante para a população, este exame

agrega valor para a Baixada Santista e reforça os valores

do laboratório quanto à inovação e humanização.

Com elevado investimento em infraestrutura, equipamentos

e tecnologia da informação, a nova unidade oferecerá

privacidade e conforto aos clientes, sala vip, atendimento

personalizado, médicos presentes na realização dos

exames, feedback em tempo real aos médicos e pacientes.

Para facilitar a interação e feedback com os médicos,

a unidade disponibilizará o sistema PACS (Sistema de Comunicação

e Arquivamento de Imagens), que possibilita

a gestão de imagens e permite digitalizar, armazenar

e transmitir imagens geradas em qualquer equipamento

de diagnóstico por imagem digital. A implantação desta

tecnologia melhora a qualidade das imagens captadas nos

exames, otimiza o trabalho dos profissionais e reduz o

tempo de espera para o diagnóstico.

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Fiocruz investe no diagnóstico da tuberculose multirresistente

Avaliar a eficiência de um método

molecular Multiplex Allele-Specific-

PRC (MAS-PCR) na identificação de

cepas Mycobacterium tuberculosis

resistentes e multirresistentes, comparando

os resultados alcançados com

os métodos fenotípicos (proporção-TS)

e genotípicos (sequenciamento) como

ferramenta de apoio ao diagnostico da

tuberculose multirresistente (TBMR),

foi o objetivo de um estudo desenvolvido

no Laboratório de Referência

Nacional da Tuberculose do Centro de

Referência Prof. Hélio Fraga, vinculado

à Escola Nacional de Saúde Pública

(Ensp/Fiocruz), sob a coordenação do

pesquisador Paulo Caldas.

O quadro vem se agravando devido

ao vírus da Aids e ao surgimento de cepas

Mycobacterium tuberculosis resistentes

e multirresistentes, tornando-se

necessário um diagnóstico mais preciso

por meio de cultura de MTB e do teste

de sensibilidade. Tais métodos são

demorados e esse período longo, no

diagnóstico da TBMR, representa um

risco maior para o doente. A tuberculose

é uma doença responsável por 3

Divulgação Fiocruz

Imagem de Mycobacterium tuberculosis

milhões de óbitos e infecta 8,8 milhões

de pessoas por ano no mundo.

O método MAS-PCR baseia-se em

uma técnica simplificada de PCR e

eletroforese em gel de agarose para

identificar alelos específicos independentes,

nos quais ocorrem as mutações

mais frequentes associadas à

resistência a Rifampicina e Isoniazida

em cepas do MTB. Utilizam-se três

alvos (códons) do gene rpoB, 531, 526

e 516 e um alvo (códon) do gen KatG

315 simultaneamente. A análise é efetuada

a partir de culturas de escarro.

Para desenvolver o estudo foram

avaliadas 26 cepas de MTB do banco

de dados do laboratório da instituição.

Todas foram previamente submetidas

ao método das proporções

e ao sequenciamento e, em seguida,

avaliadas pelo MAS-PCR para a confirmação

do perfil de sensibilidade e

resistência e das mutações associadas

à resistência às drogas (Rifampicina e

Isoniazida), simultaneamente.

Das 26 cepas estudadas, 22 eram

TB-MR e quatro eram sensíveis, sendo

também analisada a cepa referência

H37Rv como padrão de controle do

método. Dentre as 22 cepas TB-MR,

16 apresentaram mutações simultaneamente

nos genes rpoB e katG,

confirmando o diagnóstico da TBMR.

A comparação do método MAS-PRC

com o teste de sensibilidade apresentou

uma concordância de 0,5, enquanto

que a comparação do MAS-PCR com

o sequenciamento apontou uma concordância

de 0,9. Os dados do estudo

sugerem que a técnica de MAS-PCR

pode se tornar uma alternativa mais

rápida, eficaz e sensível no diagnóstico

precoce da tuberculose multirresistente,

caso seja aperfeiçoada por meio de

novos alvos moleculares.

A.C.Camargo é o primeiro hospital oncológico do país certificado pela

Acreditação Canadense

Anúncio de Certificação Internacional pelo Canadian Council for Health Services Accreditation

fortalece a posição do hospital como centro de referência ao paciente oncológico

Tão importante quanto atender um grande número de pacientes

e cuidadores é a qualidade da assistência a eles oferecida.

Focado em sempre oferecer suporte de alto nível a todos os pacientes

em ambientes ambulatoriais, cirúrgicos e de internação,

o Hospital A.C.Camargo recebeu a certificação da Acreditação

Canadense pelo Canadian Council for Health Services Accreditation

(CCHSA), sendo o primeiro hospital exclusivamente voltado

ao tratamento de câncer a receber esse título.

O anúncio foi feito pelo Instituto Qualisa de Gestão – IQG,

organismo certificado no Brasil pelo Canadian Council – que

acompanhou e orientou todo o processo de certificação do

A.C.Camargo durante os últimos 18 meses. Nesse período,

foram avaliados processos voltados à segurança do paciente

que cumprem critérios metodológicos previamente estabelecidos,

os chamados ROPs (Required Organizational Pratices

ou Práticas Organizacionais Exigidas).

Segundo o CEO Irlau Machado Filho, a conquista da Acreditação

Canadense reforça a conduta do A.C.Camargo na

adoção das melhores práticas da medicina mundial com foco

na segurança do paciente.

As certificações internacionais concedidas pelo IQG-CCHSA

(Canadá) e Joint Commission International (EUA) são os níveis

máximos de Acreditação concedidas aos hospitais, clínicas e

demais unidades de saúde das Américas, ambos com similaridade

em importância e metodologia.

Antes de participar do processo de avaliação para a

Acreditação Canadense um requisito exigido é possuir uma

certificação nacional. Em 2009, o A.C.Camargo recebeu da

Organização Nacional de Acreditação (ONA) a certificação

máxima, nível 3 e a partir disso foi convidado pelo IQG a ser

membro integrante para participar do processo de certificação

internacional. A Acreditação é válida por três anos e nesse

período os avaliadores fazem visitas anuais.

Para saber mais:

www.accamargo.org.br

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NewsLab - edição 110 - 2012


Laboratório Bioanálise é destaque no

Prêmio Marcas Inesquecíveis, que

laureia empresas no estado do Piauí

O

Laboratório Bioanálise foi um dos grandes

vencedores do Marcas Inesquecíveis 2011. O

evento contou com a participação das maiores

empresários do Piauí. Os vencedores receberam

o prêmio de empresa Top of Mind na preferência

da população.

O Prêmio é considerado um dos maiores eventos de

marketing e de reconhecimento empresarial do Brasil.

Valmir Miranda, diretor presidente do Sistema O

Dia, observou a importância do evento para o crescimento

das empresas e da divulgação de suas marcas.

“Este evento, além de mostrar cada empresa para

o mercado piauiense e nacional, renova o marketing

de cada uma delas”, pontuou Valmir Miranda.

A premiação valoriza o trabalho das empresas

piauienses, que se destacam por oferecerem serviços de

qualidade aos consumidores. “A marca ajuda o consumidor

a identificar bons produtos e serviços e esse prêmio

é para enaltecer essas marcas que são reconhecidas

pelos consumidores”, observa Valmir Miranda.

As organizações premiadas no Marcas Inesquecíveis

podem ficar satisfeitas de ter conseguido obter a tão

Sylvio Colonna Romano e David Valentim, diretores do

Laboratório Bioanálise

almejada fórmula do sucesso no disputado mercado

atual em que os clientes estão cada vez mais exigentes.

A premiação é dada às empresas mais lembradas

pelos consumidores locais através de uma pesquisa

realizada por profissionais especializados.

Segundo Sylvio Colonna Romano, o Marcas Inesquecíveis

revelou que o Bioanálise está na cabeça

das pessoas quando elas pensam em laboratório de

análises clínicas e isso é muito importante. Porém,

o que os motiva realmente é saber que ajudam as

pessoas e que essas pessoas confiam no Bioanálise.

“Gostaríamos de agradecer essa confiança e dizer que

estamos comprometidos em melhorar a cada dia, para

fazer uma empresa melhor para nossos colaboradores

e para uma sociedade que quer ser cada vez melhor”,

finalizou o Presidente da empresa.

Outro ponto importante para o nosso sucesso são

as pessoas. A procura por talentos e sua constante capacitação

é outro fator de destaque na empresa. “Ninguém

consegue resultados sozinho. Se não tivéssemos

as pessoas que temos e a preocupação em dar-lhes

capacitação e condições de trabalho, não chegaríamos

a lugar nenhum”, comenta Sylvio Colonna Romano.

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NewsLab - edição 110 - 2012


Becton Dickinson: uma história

de segurança e inovações

Gigante de

insumos

laboratoriais

anuncia

lançamentos

A

Becton Dickinson (BD)

chegou ao Brasil em 1952

e abriu as portas de sua

primeira fábrica em 1956, no

município de Juiz de Fora (MG),

com a produção de seringas de

vidro. Graças à grande aceitação

do produto no mercado, em apenas

dois anos, a linha de produção

da BD Brasil já englobava agulhas

hipodérmicas e modelos especiais

para anestesia.

Pautada em qualidade, inovação

e segurança, a BD expandiu-se

rapidamente e foi a primeira a fabricar

no Brasil seringas descartáveis,

tubos para coleta de sangue

a vácuo e seringas para insulina,

contribuindo significativamente

para melhorar a qualidade de vida

dos pacientes.

O crescimento resultou na

criação de uma fábrica em Curitiba

(PR) e um escritório em São

Paulo (SP). Atualmente, mais

de 1.600 funcionários colaboram

para a continuidade dessa história

de sucesso.

NewsLab - edição 110 - 2012

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A busca pelo novo em

diagnósticos

A BD é uma empresa global

de tecnologia médica, baseada em

três segmentos (BD Medical, BD

Diagnostics e BD Biosciences), que

produz e comercializa suprimentos

médicos, anticorpos, reagentes,

equipamentos e dispositivos para

laboratórios, entre outros.

Líder no mercado de sistema

para coleta de amostras e presente

em quatro dos cinco maiores laboratórios

do mundo, atualmente,

a BD tem se destacado também

no mercado de diagnósticos, com

produtos que vão desde a coleta

de amostra até o resultado final.

“Nossos produtos sempre trazem

alguma novidade. Com isso, desenvolvemos

soluções que facilitam e

protegem a vida dos profissionais

de saúde e auxiliem na produção

de resultados em diagnósticos

mais rápidos e precisos, além de

Divulgação BD

ajudarmos as pessoas a viverem

vidas saudáveis”, comenta Rodrigo

Hanna, Diretor Geral BD Brasil.

Com sua história permeada pelo

empreendedorismo e pioneirismo,

nos últimos anos a BD trouxe para o

Brasil produtos que revolucionaram

laboratórios de análises e patologia

clínica, bem como pesquisas.

É o caso das agulhas, escalpes e

lancetas com dispositivos de segurança,

a linha BD BACTEC TM de

microbiologia, os equipamentos

BD FACSVerse TM e o BD Accuri TM

C6 de citometria de fluxo e o BD

SurePath TM , teste de Papanicolaou

em meio líquido.

Uma das prioridades da BD é

oferecer ao mercado produtos que

garantam segurança e conforto aos

pacientes e profissionais de saúde,

além de resultados confiáveis para os

médicos seguirem condutas clínicas

mais assertivas e ganhos de produtividade

para laboratórios e hospitais.

“Nosso objetivo é oferecer o

que existe de mais moderno e da

mais alta qualidade para pacientes

e profissionais de saúde. Ampliamos

nossas linhas de acordo com

as necessidades que identificamos

ou antevemos junto ao mercado,

buscando soluções inovadoras para

atendê-los com qualidade e agilidade”,

complementa Juliano Paggiaro,

Diretor de Negócios BD Brasil.

2012: um ano de muitas

novidades

Em 2012, a BD Brasil escreverá

mais alguns importantes capítulos

de sua história, com lançamentos

de produtos e novidades na área

de serviços.

Um dos diferenciais da empresa

para esse ano é o atendimento,

que será realizado por meio de

assessores científicos e técnicos

dedicados no 0800, para agilizar o

atendimento aos clientes.

“Também passamos a oferecer

canais dedicados (suporte.

tecnico@bd.com e assessoria.

cientifica@bd.com) para facilitar e

direcionar o contato entre o cliente

e a empresa”, complementa Alessandro

Paris, Gerente de Suporte e

Serviços BD América Latina.

Com tecnologia inovadora, o aparelho AV300 permite a visualização de veias com até 7mm

de profundidade, em qualquer tipo de pele

Lançamentos

Alinhada com suas premissas e

comprometida com o profissional

de saúde e paciente final, a BD

lançará no primeiro semestre de

2012 o primeiro sistema de iluminação

de veias portátil do Brasil.

Em parceria com a AccuVein TM , a BD

será responsável pela distribuição

exclusiva do AV300, produto que

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NewsLab - edição 110 - 2012


Divulgação BD

Lanceta BD Microtainer ® Quikheel TM ,

exclusiva para o teste do pezinho, facilita a

punção e evita qualquer tipo de dano ósseo

ao recém-nascido

beneficiará profissionais e pacientes

de maneira revolucionária.

Com tecnologia inovadora, o

aparelho AV300 permite a visualização

de veias com até 7mm de

profundidade, em qualquer tipo

de pele, tornando o momento da

coleta de sangue ou infusão mais

confortável, gerando maior confiança

não somente para o profissional

de saúde, mas também para

o paciente final, principalmente os

que possuem acesso venoso difícil.

No final de 2011 a BD apresentou

ao mercado o Tubo BD Vacutainer

® RST. Desenvolvido para gerar

uma amostra com a qualidade do

soro e a rapidez do plasma, o tubo

de 5mL promove maior produtividade

no laboratório. Além disso,

esse produto enfatiza o cuidado

com o paciente final, pois aumenta

a qualidade e rapidez dos exames

de emergência ao reduzir, em 32

minutos, o tempo de espera pelo

resultado, ajudando na escolha

do tratamento mais indicado ao

paciente, podendo até salvar vidas.

Já o Escalpe BD Vacutainer ®

Push Button, foi desenvolvido com

tecnologia que permite a retração

da agulha ainda na veia do paciente,

eliminando qualquer risco de

contaminação pelo contato com

sangue ou com agulha, proporcionando

mais segurança aos profissionais

de saúde e pacientes.

A BD também possui produtos

direcionados para a microcoleta e

as novidades para essa linha são

a Lanceta BD Microtainer ® Quikheel

TM , exclusiva para o teste do

pezinho, com design ergonômico e

corte pendular, que facilita a punção,

evitando qualquer tipo de dano

ósseo ao recém-nascido; e o Tubo

Microtainer ® MAP, primeiro microtubo

para hematologia, no tamanho

13x75mm, com tampa perfurável,

excluindo a necessidade de um

tubo extensor. Possui tecnologia

V-Notch, fornecendo um guia visual

para aplicação correta da etiqueta.

Outra parceria promissora firmada

entre a BD e a Bruker traz para

o Brasil o MALDI-TOF, equipamento

Divulgação BD

de espectrometria de massa com o

maior banco de dados do mercado

diagnóstico. Com essa iniciativa, a

BD torna-se pioneira na integração

total da Microbiologia, utilizando o

software BD EpiCenter TM para comunicar

o MALDI com Identificação e

Antibiograma (BD Phoenix TM ), com

Hemocultura (BD BACTEC TM ) e com

Tuberculose (BD MGIT TM ).

Para o Sistema BD Phoenix TM , a

empresa prepara o lançamento do

painel para identificação de fungos

e leveduras (Yeast), do painel específico

para Streptococcus e dos

painéis apenas para antibiograma

(only AST) – já com registro na

Anvisa, assim como o BD Phoenix TM

AP – sistema de preparo da etapa

pré-analítica, previstos para 2012.

Em Tuberculose, além do BD

MGIT TM 960 (já consolidado no

mercado), a BD lançou o BD MGIT TM

320, para atender a necessidade de

rotinas com menor volume de testes.

Em consequência do sucesso

do BD BACTEC FX TM , está sendo

O MALDI-TOF é o

equipamento de

espectrometria de

massa com o maior

Banco de Dados do

mercado diagnóstico

NewsLab - edição 110 - 2012

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O BD MAX TM pode utilizar testes prontos desenvolvidos pela BD e empresas parceiras, bem

como testes desenvolvidos pelos clientes conforme a necessidade de automatizá-los

desenvolvido um sistema de cultura

de sangue para rotinas com menor

volume de testes, previsto para

2013. Os frascos de hemocultura

BD BACTEC TM são compatíveis com

o sistema fechado de coleta de

sangue BD Vacutainer ® , proporcionando

mais segurança durante

a coleta e subcultivos.

A Resina BD BACTEC TM , exclusiva

dos meios de cultura BD, é reconhecida

pela ótima recuperação de

micro-organismos, no menor tempo

de detecção e sem interferência na

leitura de Gram (sem carvão). A BD

surpreende mais uma vez o mercado,

com uma nova geração de meios de

cultura, os Meios Prime. A novidade

é uma neutralização de antibióticos

mais eficiente, com performance superior

e que virá em frascos plásticos,

com a mesma qualidade já reconhecida

nos meios da BD.

Para agilizar e padronizar o processo

de semeadura de amostras biológicas

em meios de cultura, a empresa

vai apresentar, ainda em 2012, o

Sistema Automatizado BD INNOVA TM .

Com uma solução completa de

Divulgação BD

suporte aos microbiologistas e ao

corpo clínico, a BD contribui no

combate às doenças infecciosas,

até hoje, carro-chefe da área de

equipamentos para diagnóstico.

Além disso, desde o ano passado,

a empresa tem expandido seu portfólio,

oferecendo produtos voltados

também ao combate do câncer e à

indústria, entre outros.

Assim, depois de trazer para o

Brasil o teste de Papanicolaou em

Meio Líquido e o BD ProbeTec TM CT/

NG, primeiro equipamento da BD

para Biologia Molecular, a empresa

prepara outras novidades nessa

área para os próximos anos.

A principal delas é o BD MAX TM ,

um equipamento de biologia molecular

que reúne o melhor de cada

plataforma do mercado. Trata-se

de um equipamento de bancada

compacto e aberto, capaz de realizar

testes com diferentes tipos de amostra

e de diversos pacientes, tudo de

uma só vez.

Com tecnologia de PCR em tempo

real, chegará ao Brasil ainda no

primeiro semestre deste ano para

uso em pesquisa e indústria, para

depois ser implementado também

em rotinas clínicas. O BD MAX TM

pode utilizar testes prontos desenvolvidos

pela BD e empresas

parceiras – bem como testes desenvolvidos

pelos clientes conforme

a necessidade de automatizá-los –,

até então feitos in house ou ainda,

viabilizar testes esotéricos de baixo

volume, normalmente terceirizados.

Recentemente a empresa também

apresentou ao mercado o equipamento

BD FACSMicroCount TM , um

citômetro de fluxo focado no segmento

industrial. Ele fornece resultados

de enumeração de micro-organismos

em apenas algumas horas, permitindo

mais rapidez na entrega dos

resultados de controle de qualidade

e agilidade na liberação do produto.

Essa redução no tempo de entrega

garante maior segurança e diminuição

do risco de contaminação.

Para mais adiante, a BD se prepara

para lançamentos como o do BD

Affirm TM , para realização de testes de

candida, gardnerella e trichomonas

por sondas de DNA a partir de uma

única amostra; do BD Pro-Ex TM C e

do BD SurePath TM Plus, marcadores

de alteração do ciclo celular usados

em conjunto com o Papanicolaou

em meio líquido; e o BD Viper TM LT,

lançamento mundial da BD, para

genotipagem do HPV.

Muito mais que produtos de

qualidade

A presença da BD no mercado

de saúde vai muito além da fabricação

de produtos inovadores e de

alta qualidade.

50

NewsLab - edição 110 - 2012


Divulgação BD

Clara ao lado da voluntária americana Shelley Johnson, em frente ao Hospital de Cange,

região central do Haiti (Clinique Bon Sauveur de Cange)

“Buscamos auxiliar o mercado

a atender da melhor forma possível

as necessidades de médicos e

pacientes, além de fazer com que

toda a tecnologia desenvolvida seja

cada vez mais acessível a todos os

níveis da população”, afirma Juliano

Paggiaro.

A companhia investe em treinamento

para o uso correto de seus

produtos e participa de projetos

de pesquisa, para garantir que a

qualidade dos produtos chegue de

maneira eficiente aos pacientes e

profissionais de saúde. Para isso, a

BD mantém uma equipe de consultoria

técnica e científica.

A exemplo das iniciativas da

BD, a empresa realizou em março,

em São Paulo, o evento gratuito

Microbiologia em Foco, abordando

o tema tuberculose, com a presença

de palestrantes nacionais e

internacionais.

“A combinação de produtos inovadores

e de alta qualidade, aliada

ao atendimento eficaz, faz com que

a BD seja escolhida para participar

de diversos projetos de pesquisa”,

comenta Raquel Ortega, Gerente

de Produto de Saúde da Mulher e

Câncer BD Brasil.

Recentemente, a BD participou

do maior estudo comparativo de citologia

da América Latina, que analisou

30 mil casos, realizado pelo

Hospital do Câncer de Barretos.

Responsabilidade social e projetos

focados no desenvolvimento humano,

meio ambiente e sustentabilidade

também estão presentes na construção

e manutenção das fábricas,

além dos programas de voluntariado

da BD, como na recente participação

de colaboradores da companhia nas

equipes enviadas ao Haiti, que prestaram

atendimento às vítimas do

terremoto ocorrido em 2010.

A Especialista de Aplicação em

Campo da BD Brasil, Clara Cavalcanti,

esteve no Haiti em agosto

de 2011 para desenvolver um

treinamento sobre gestão de laboratório

e garantia da qualidade

para técnicos e coordenadores de

laboratórios haitianos.

“Após minha experiência com o

voluntariado, pude confirmar que a

BD vai além de sua maior proposta,

de ajudar as pessoas a viverem

vidas saudáveis. Os projetos de

voluntariado, sem dúvida, seguem

nessa direção, mas principalmente,

colaboram com milhares de vidas

pelo mundo afora”, comenta Clara.

De acordo com Clara, além do

impacto emocional ao ver a situação

das crianças nos hospitais e

nas ruas, o maior desafio foi estabelecer

uma boa comunicação com

os coordenadores dos laboratórios

visitados, para conseguir entender

a necessidade deles.

“Essa é uma iniciativa que todas

as empresas deveriam ter. Sintome

orgulhosa de fazer parte de

uma empresa que valoriza e incentiva

esse tipo de atividade”, conclui.

O projeto em que Clara está

inserida ainda não terminou. Em

março deste ano ela deve retornar

ao país para finalizar o treinamento.

E também não termina aqui a

história de inovação, tecnologia

e segurança da BD. A empresa

continua firme e forte no propósito

de oferecer soluções que ajudem,

cada vez mais, as pessoas a viverem

vidas saudáveis.

BD, BD Logo e todas as outras marcas registradas são propriedade da Becton, Dickinson and Company © 2011

NewsLab - edição 110 - 2012

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Novo teste molecular detecta e diferencia 18 tipos de vírus respiratórios

As doenças respiratórias são responsáveis

pelo grande número de hospitalizações

e mortes em todo o mundo e são causadas,

na maioria das vezes, pelos vírus respiratórios.

O diagnóstico clínico, baseado apenas

em sinais e sintomas, é dificultado pela

similaridade do quadro causado por estes

vírus, especialmente em crianças.

O diagnóstico laboratorial é realizado,

tradicionalmente, pela detecção do antígeno

através da técnica de imunofluorescência

direta (IFD) e/ou pelo isolamento do vírus através de cultura.

No entanto, nos últimos 10 anos, os testes moleculares mostraram

maior sensibilidade quando comparados com estas técnicas.

Em parceria com a empresa espanhola Genomica, a bioMérieux,

pioneira no diagnóstico de doenças emergentes, trouxe para o Brasil

a nova tecnologia baseada em microarrays: CLART ® (Clinical Array

Technology) para a detecção simultânea de vírus. Em destaque,

o teste CLART ® PneumoVir, capaz de detectar e caracterizar, nas

amostras clínicas mais comuns, a presença dos 18 vírus mais

frequentes que causam infecções respiratórias:

adenovírus; bocavírus; coronavírus;

enterovírus (echovírus); influenza vírus A,

B e C; metapneumovirus (subtipos A e B);

parainfluenza virus 1, 2, 3 e 4 (subtipos 4A

e 4B); Rhinovirus; virus sincicial respiratório

A (VSR-A); virus sincicial respiratório B

(VSR-B), além de uma sonda específica para

o vírus influenza H1N1 humana.

O CLART ® PneumoVir detecta, simultaneamente,

os vírus que não são detectados

pelos métodos tradicionais, principalmente os vírus emergentes.

Por ser um teste altamente sensível e específico, permite a detecção

de infecções múltiplas indo ao encontro de um diagnóstico

preciso e acurado, possibilitando a terapia correta e evitando o

uso indiscriminado de antibióticos.

: 0800 0 264848

: contato@sa.biomerieux.com

: www.biomerieux.com

Estoque laboratorial integra ERP da Hotsoft

O controle de estoque da Hotsoft foi desenvolvido p-ara atender

as necessidades específicas dos laboratórios clínicos usuários das

soluções Labplus e Labmaster. Além da integração de dados com o

LIS, o que por si só já é um grande diferencial, o sistema apresenta

muitas outras vantagens em relação a softwares de estoque genéricos.

Estruturado sobre o conceito de almoxarifado, implementa

um ponto de controle centralizador entre as aquisições dos itens e

o repasse para o consumo interno. É uma etapa do processo que

dá visibilidade das disponibilidades, indicando necessidades de

compra e de transferências para os setores, assim como permite

o controle físico dos itens.

Os setores do laboratório podem solicitar, receber e consumir os

itens de estoque, sendo que cada setor tem uma lista específica de

itens que consome e a quantidade máxima que pode ser solicitada.

Estes requisitos são fundamentais para as ações de previsibilidades

de consumo, planejamento de compras e armazenamento de itens.

As listas de compras apontam os itens cuja disponibilidade

está abaixo do ponto de compra, são geradas automaticamente e

recomendam a compra em quantidade necessária para atingir o

estoque ideal. O sistema permite ainda o registro dos orçamentos

a fornecedores, com o diferencial de já sugerir os itens que se

necessita comprar, obtidos pela lista de compras.

Dinâmica do módulo de estoque

Uma funcionalidade particularmente útil é a geração de pedidos.

Este módulo permite o confronto entre vários orçamentos e indica

os menores preços de cada item. Assim, pode-se criar diversos

pedidos para vários fornecedores em função das informações de

preços e prazos de entrega.

A baixa do estoque é feita automaticamente na operação de

atendimento à solicitação dos setores. Em função do conceito de

multi-unidades, seringas podem ser compradas em caixas de 100,

por exemplo, e operadas internamente por unidade.

Existe ainda o controle de pendência de recebimentos pelo registro

das mercadorias a receber mas que não se referem a pedidos

de fornecedor, como empréstimos ou trocas.

Com todas essas funcionalidades, a utilização do sistema permite

a realização de operações mais precisas, mais rápidas e com

efetiva economia para o laboratório.

Ferramenta para comparação de orçamentos e elaboração de pedidos

: (44) 3302-4455

: negocios@labplus.com.br

: www.hotsoft.com.br

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A Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) é descrita como

uma condição em que o coração é incapaz de manter a circulação

adequada do sangue nos tecidos ou bombear o sangue venoso, afetando

aproximadamente 17 milhões de pessoas no mundo inteiro.

No intuito de corrigir essa disfunção e aumentar a atividade

do órgão, células ventriculares liberam na circulação o hormônio

ativo BNP (Peptídeo Natriurético do tipo B) e seu resíduo inativo

NT-proBNP (N-Terminal do Pro-Peptídeo Natiurético do tipo B).

O fragmento NT-proBNP funciona como um excelente marcador

para caracterizar uma situação de ICC quando comparado ao

hormônio ativo, como mostra o quadro.

Teste qualitativo para detecção do NT-proBNP

Características NT-proBNP BNP

Peso molecular 8,5 kd 3,5 kd

Atividade hormonal Não Sim

Tempo de vida média 120 minutos 20 minutos

Mecanismo de eliminação

Eliminação renal

Endopeptidase neutro e

receptores de remoção

Modificações da idade Incremento forte Incremento leve

Vale destacar principalmente o tamanho da molécula e o tempo

de vida média superior até seis vezes ao BNP.

Pensando nisso, a Bioeasy Diagnóstica lança no mercado o

kit NT-proBNP Rapid Test Device, teste imunocromatográfico para

detecção qualitativa do fragmento N-Terminal do Pro-Peptídeo

Natiurético do tipo B, com um CutOff de 450 pg/mL, sensibilidade

maior que 99,9% e especificidade de 98,8%. E, acima de tudo, com

um preço mais acessível que os testes quantitativos no mercado.

: abon@bioeasy.com.br

Eclipse Ni-E: sistema de microscópio motorizado

Após anos de inovação e refinamento ótico, a nova Eclipse

Ni-E, microscópio de pesquisa vertical, incorpora um design

revolucionário modular que facilita e permite fácil expansão

e customização do sistema de precisão.

As novas objetivas Lambda apocromáticas de plano CFI,

com tecnologia Nano Crystal Coat, permitem rendimentos

mais brilhantes, imagens de alta resolução com transmissões

mais elevadas.

Adicionando recursos de iluminação a laser pontual e

de campo amplo, se dispõe de um microscópio de pesquisa

realmente evoluído que pode assumir aplicações ilimitadas.

Novo design simplificado. A série Ni emprega um design

moderno e orgânico na asa microscópio que agrega uma

beleza suave enquanto reduz o estresse durante observações

longas.

Ao conceber a série Ni, a Nikon obteve a colaboração

da Akio Shindate, anteriormente envolvida no projeto das

câmeras Nikon SLR desde os primeiros passos da criação do

conceito. Através desta colaboração com Shindate, que se

supera em ideias originais e designs elegantes, Nikon produziu

novos microscópios inovadores que combinam funcionalidade

com beleza.

Suas principais características são:

• Mecanização avançada

• Ajuste automático com troca de objetiva

• Mudança do modo de observação

• Foco mecanizado de alta precisão

• Sequência de lente “Fly-Eye”

• Eliminador de ruído

• Revestimento de nano cristal

• As novíssimas objetivas da série λ apocromáticas de

plano CFI

• Botão de captura de imagens

• Câmeras Digital Sight

• Unidade de controle autônoma DS-L3

• Software de geração de imagens NIS-Elements

: instruments.br@nikon.com.br

: www.nikoninstruments.com

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Simpósios Nacionais de Doenças Congênitas

Ao longo dos últimos anos, a Abbott

Diagnósticos realizou uma série de

eventos científicos cumprindo com sua

missão de promover educação continuada

em laboratórios e instituições que

cuidam da saúde em todo o mundo.

Vários tipos de infecções podem

ser a causa de graves consequências

a longo prazo para o feto e o recémnascido

quando adquiridas durante a

gestação ou logo após o nascimento.

Infelizmente, estas infecções muitas

vezes não são diagnosticadas durante

a gravidez, entretanto, métodos

laboratoriais atualmente disponíveis

podem dar aos profissionais de saúde

informações significativas sobre

o estado imunológico da mãe e da

probabilidade que uma infecção pode

prejudicar o bebê.

Durante o mês de dezembro de

2011, a Abbott Laboratórios recebeu

seus clientes nas cidades de Belo

Horizonte, Curitiba e Fortaleza, com o

objetivo de mostrar a Importância do

Diagnóstico das Doenças Congênitas de

Chagas, Hepatites, Sífilis, Citomegalovírus

e HIV, contando com a participação do

Dr. Amadeo Sáez-Alquézar e do Dr. José

Eduardo Levi.

A Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

consolida mais uma vez sua liderança no

diagnóstico de doenças infecciosas completando

todo o menu para dosagens de

citomegalovírus, toxoplasmose e rubéola,

fornecendo um diferencial perante a

seus concorrentes com a dosagem de

avidez para citomegalovírus e toxoplasmose

e detecção de anticorpos contra

a Doença de Chagas e sífilis utilizando

a tecnologia de quimioluminescência,

fornecendo assim resultados confiáveis

com a plataforma Architect, onde todos

os reagentes, calibradores e controles

são prontos para uso.

: brazil_add_marketing@abbott.com

Anemia Ferropriva em Crianças

A doença nutricional de maior prevalência no mundo é a

anemia ferropriva. A carência de ferro acomete pessoas de todas

as idades, sendo mais comum em crianças e em mulheres em

idade reprodutiva. Ela ocorre após um longo período de carência

deste mineral, em que os estoques se esgotam e há diminuição

do ferro bioquímico. A correlação da anemia por deficiência

de ferro com problemas de crescimento e de desenvolvimento

mental e psicomotor durante a infância tornam esta doença um

importante problema nutricional nesta faixa etária, sendo o grupo

de maior risco as crianças abaixo de dois anos de idade, em que

se verificam altas prevalências. Em crianças a partir dos seis

meses de vida, quando normalmente se abandona o aleitamento

materno, começam a se esgotar as reservas de ferro obtidas e

a alimentação se torna a principal fonte de ferro. Nesta idade a

intensa velocidade de crescimento demanda maior necessidade

de ferro por Kg de peso corporal.

Os hábitos alimentares são determinantes em virtude do consumo

do leite de vaca e consumo tardio e insuficiente de fontes

de ferro, tais como as carnes, e de frutas que funcionam como

estimuladoras da absorção de ferro em virtude do ácido ascórbico,

que reduz o íon ferroso para férrico, que é mais solúvel e impede

que se formem complexos insolúveis com outros constituintes da

dieta. É importante que além de uma dieta adequada a suplementação

seja medicamentosa ou pela fortificação de alimentos

como outra fonte de ferro nos dois primeiros anos de vida.

Os sintomas mais frequentes da anemia são irritabilidade,

apatia, anorexia, fadiga, diminuição da capacidade física e

cefaleia. Nos primeiros anos de vida tem sido observado que

as alterações comportamentais associadas à anemia podem repercutir

em atraso no desenvolvimento mental e na linguagem,

assim como diminuir a capacidade intelectual e baixo rendimento

escolar. As crianças costumam se apresentar irritadas, apáticas

e desinteressadas.

O diagnóstico deve levar em conta os achados laboratoriais,

assim como sua associação com a dieta, idade em que se finalizou

o aleitamento materno e sintomas clínicos.

Crianças prematuras e/ou de baixo peso tem menor reserva

de ferro, devendo receber suplementação precoce, assim como

o aleitamento materno exclusivo. É preconizado pela Organização

Mundial de Saúde que a anemia deve ser combatida com

a educação alimentar, controle das infestações parasitárias e

medidas de aumento do consumo do ferro com medicamentos

e com alimentos fortificados com ferro.

A Biotécnica possui uma linha completa de reagentes para

avaliação dos constituintes do metabolismo do ferro que são: ferro

sérico, ferritina, transferrina, capacidade de fixação de ferro e IBC.

Bibliografia:

Braga JAP, Vitalle MSS. Deficiência de Ferro na Criança. Rev. Bras. Hematologia

Hemoterapia, vol.32, supl.2, São Paulo, Junho, 2010.

Silvia DG, Priore SE, Franceschini SCC. Fatores de Risco para Anemia em

Lactentes Atendidos nos Serviços Públicos de Saúde: A Importância das

Práticas Alimentares e da Suplementação com Ferro. Jornal Pediatria (Rio

J.), vol.83, n2, Porto Alegre, Mar/Abr, 2007.

: (35) 3214-4646

: sac@biotecnicaltda.com.br

: www.biotecnica.ind.br

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NewsLab - edição 110 - 2012


Greiner Bio-One: Trajetória pontuada por inovações de sucesso

Pioneira no desenvolvimento de produtos e soluções para

o setor da saúde, a Greiner Bio-One foi a primeira no mundo

a desenvolver e lançar no mercado uma placa de Petri feita

de plástico em 1963. Lançou também o primeiro sistema de

coleta de sangue a vácuo feito de plástico PET em 1987.

Sempre à frente e comprometida não só com a saúde,

mas também com os profissionais da área, a Greiner Bio-One

lançou mundialmente em 2003 a Linha de Produtos Safety

Vacuette ® . Bem anteriormente à data em que, no Brasil, a

NR-32 (norma do Ministério do Trabalho que tem por finalidade

estabelecer as diretrizes básicas para a implementação

de medidas de proteção à segurança dos profissionais do

setor da saúde) foi para consulta pública (2006) e entrou

em vigor (2010).

Mais uma evidência de seu papel como criador de tendências,

a Greiner Bio-One foi a primeira a lançar no mercado

alguns dos itens abaixo:

• Tubos de plástico inquebráveis para análise de VSG

• Tubo Vacuette ® Premium com trava de segurança tipo rosca

• Tubos Sanduíche para Coagulação

• Microplaca de 1536 wells ou poços

Na área de diagnóstico, a Greiner Bio-One também lançou

inovações, como o primeiro kit do mercado para detecção de

DNA-array (tecnologia microarray) e o kit DNA-array Papillo-

Check ® para detecção do câncer cervical.

A Greiner Bio-One está constantemente pesquisando novas

tecnologias em conjunto com parceiros estratégicos, o que

assegura uma estrutura sólida no desenvolvimento de novos

produtos e soluções.

Com a mesma tradição em pioneirismo de sua matriz

austríaca, a Greiner Bio-One Brasil foi a primeira a trazer e

apresentar ao mercado brasileiro soluções integradas que

atendem às necessidades de cada etapa da fase pré-analítica

com a máxima qualidade e melhor desempenho.

O portfólio de soluções integradas da Greiner Bio-One

Brasil inclui produtos para coleta, sistema de gerenciamento

de atendimento, automação para separação e etiquetagem de

tubos - linha BC-Robo, linha de transporte, armazenamento

de amostras biológicas, gerenciamento de amostras – Kolibri,

e treinamento e educação continuada.

Uma união de tecnologia e segurança globalmente reconhecidas

para padronização dos processos e aumento da qualidade

e produtividade, garantindo um crescimento sustentável.

: (19) 3468-9600

: (19) 3468-9601

: office@br.gbo.com

: www.gbo.com

Problemas com estabilidade de creatinina na rotina

A BioSys lançou recentemente o kit

de Creatinina PAP, da marca DiaSys –

método enzimático para a determinação

da creatinina.

Este produto apresenta inúmeras

vantagens se comparado ao método

mais amplamente difundido no mercado

(Jaffé), com os seguintes destaques:

• Alta precisão para amostras com

baixas e altas concentrações de creatininas

(CV < 1,5%)

• Excelente estabilidade de calibração e

do reagente on board (até seis semanas),

evitando perdas com reagentes

e com recalibrações constantes

• Altamente específico para creatinina,

não sofrendo interferência de bilirrubinas,

hemoglobina, cefalosporinas e

corpos cetônicos, por exemplo

• Não contém substâncias perigosas

e de coloração forte, como o ácido

pícrico (precursor do explosivo TNT)

Ideal para laboratórios que atendem

hospitais, clínicas de hemodiálise,

hospitais de transplantes (nefrologia),

hospitais pediátricos/neonatais, rotinas

de clearence de creatinina, e como

um reagente alternativo de qualidade/

especificidade para uso confirmatório

dos resultados obtidos com o Jaffé na

avaliação de creatinina sérica e urinária.

: (21) 39072534

: sac@biosys.com.br

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NewsLab - edição 110 - 2012


Cardiac Combo Test Biocon

O Cardiac Combo Test Biocon é um

este rápido para detecção qualitativa

de Mioglobina, CK-MB e Troponina I

em amostras de sangue total, soro ou

plasma. Esse teste é utilizado como

auxílio no diagnóstico do Infarto Agudo

do Miocárdio.

O teste utiliza a combinação de

partículas cobertas de anticorpos anticTnI,

anti-CK-MB e antimioglobina e

cap tura reagentes para detectar cTnI,

CK-MB e mioglobina.

3 gotas de soro ou plasma 3 gotas de sangue total

por coleta venosa

1 gota de

solução-tampão

3 gotas de sangue total

por punção digital

1 gota de

solução-tampão

Reagente

Não

reagente

Inválido

O nível mínimo detectável é 1,0ng/mL de cTnI, 5,0ng/mL de CK-MB e

50ng/mL de mioglobina. Aprovado pela Anvisa e Comunidade Europeia.

A armazenagem é feita à temperatura ambiente, o resultado fica pronto

em 10 minutos e o Registro no MS é 80638720007.

: comercial@biocondiagnosticos.com.br

: www.biocondiagnosticos.com.br

HDL Direto do Grupo Interteck/Katal: alta sensibilidade e excelente performance

O Grupo Interteck/Katal, agora empresas do mesmo grupo,

sempre buscaram fornecer aos laboratórios clínicos, além de

soluções inovadoras, produtos competitivos e inovadores, com

reagentes e equipamentos de qualidade assegurada, serviços de

suporte técnico e científico de alta competência, acompanhado de

um atendimento diferenciado.

Isso tudo com foco específico no cliente, para que este possa

sempre contar com um parceiro ideal na hora certa, com o produto

certo para que o laboratório possa servir aos seus consumidores

finais com o melhor atendimento.

Ambas as empresas surgiram de um sonho que se tornou re-

alidade. Após 25 anos de trabalho, atualmente fornece produtos

nacionais e importados de mais de 10 países diferentes. É a única

empresa 100% brasileira a produzir quatro linhas diferentes de

reagentes: Elisa, Bioquímica, Hematologia e Testes Rápidos. Seus

fornecedores de matéria-prima são todos respeitados e consagrados

no mercado internacional e isto possibilita levar até os laboratórios

clínicos o que existe de melhor e mais acessível no mercado.

Através destas parcerias, a empresa sempre inova e atualiza

suas linhas de produtos, inclusive fazendo transferência de tecnologias

internacionais, permitindo oferecer a novos parceiros cada

vez mais novos produtos, tornando seu portfólio cada vez mais

atraente ao mercado diagnóstico brasileiro.

Em 2011 lançou o HDL Direto Katal, que vem fazendo sucesso

crescente e sendo utilizado em inúmeros laboratórios em todo o

Brasil. Trata-se de uma metodologia diferenciada dos outros existentes

no mercado, pois propicia a quantificação exata do HDL na

amostra sem a interferência de outras moléculas que são eliminadas

no clearance da amostra. Diversos testes comparativos foram realizados

em diferentes máquinas do mercado, o que mostrou uma

maior precisão dos resultados e melhor reprodutibilidade.

Kit de colesterol bioquímica

HDL Direto Katal

: (11) 3429-2555

: (11) 3429-2566

: comercial@interteck.com.br

: www.interteck.com.br

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Veus Technology: empresa de tecnologia da informação para o mercado da saúde

A Veus Technology tem registrado

no seu DNA a busca incansável por

inovações tecnológicas para o mercado

nacional, com custo acessível, infraestrutura

de excelência e sempre focada

nos melhores serviços.

Como destaque oferece o VEUS CDL

- Certificação Digital de Documentos e

Laudos - importante solução para os laboratórios

e clientes, pois amplia a segurança

da informação, autenticidade e confidencialidade

dos documentos e laudos.

• Serviço de atestados médicos certificados

(APM - Associação Paulista de

Medicina - www.e-atestado.com.br)

• Serviço de monitoramento digital (Pacientes

com Dengue no Rio de Janeiro

- www.smscontraadengue.com.br)

• Laudos disponíveis por voz (portal digital

de voz voltado para a saúde)

• Acesso a laudos pelo celular/smartphone/tablets

• Serviços de alerta por torpedo/SMS

(laudo pronto, alerta médico etc.)

• Pesquisa de satisfação por torpedo/SMS

• Acesso a laudos pela web

• Servidores inteligentes de e-mail e fax

: (21) 3005-3021

: (11) 2122-4068

: www.veustechnology.com

: comercial@veustechnology.com

Genese completa 20 anos de atividades

Com a finalidade de desenvolver projetos em pesquisas

científicas e agilizar processos de registro de produtos na

área diagnóstica, a Genese iniciou suas atividades em agosto

de 1992 pelo renomado endocrinologista e especialista em

medicina laboratorial Renato Di Dio. Em 2012, a Genese faz

20 anos de existência. A empresa é administrada pelo economista

Ricardo Di Dio, filho do seu fundador.

A empresa foi pioneira na distribuição de produtos para

diagnóstico in vitro como dosagens hormonais e imunologia.

Em outubro de 2005 recebeu certificação de qualidade ISO

9001, além do certificado de Boas Práticas de Distribuição e

Armazenagem, expedido pela Anvisa.

Atualmente, a Genese atua em quatro frentes distintas:

Pesquisa Científica, Diagnóstico, Indústria e Veterinária. No

segmento de Pesquisa Científica, disponibiliza uma extensa

linha de produtos, com destaque para citocinas e quimiocinas,

síndrome metabólica, química sangue/urina, andrologia

e fertilidade, neuropeptídeos e hormônios de crescimento,

tireoide, metabolismo ósseo/mineral, testes salivares, marcadores

tumorais, hipertensão, antioxidantes, entre outros.

Além disso, a empresa conta com o apoio do Instituto

Genese de Análises Científicas (IgAc), onde oferece assessoria

científica especializada em metodologias que incluem técnicas

de Radioimunoensaio (RIE), Enzyme Linked Immunosorbent

Assay (Elisa), Ensaio Multiplex, Quimiluminescência e Imunofluorescência.

No nicho de Diagnóstico, conta com expertise internacional

na importação de produtos radioativos, além de outros testes

para dosagens hormonais. Já no âmbito Indústria, a Genese

oferece produtos para laboratórios de controle de qualidade,

com testes para a área farmacêutica, cosmética e até higiene

doméstica e pessoal, além de alimentos lácteos e bebidas.

Por último, o setor de Veterinária, dispõe de equipamentos

e exames voltados aos animais domésticos como biomarcadores

animais, contador de sangue animal e analisador

hematológico, etc.

: www.gendiag.com.br

BD amplia portfólio com inovadoras

teconologias de instrumentação automatizada

para o laboratório de microbiologia

BD Diagnostics, segmento da BD (Becton, Dickinson and

Company), anunciou a expansão de seu portfólio de microbiologia

para incluir novas tecnologias de equipamentos automatizados

que permitirão à companhia oferecer soluções inovadoras de

automação total para hospitais e laboratórios em todo o mundo.

A aquisição da Kiestra Lab Automation BV, companhia sediada

na Holanda, que projeta, desenvolve, fabrica, comercializa e

vende soluções inovadoras de automação para o laboratório de

microbiologia, complementa o portfólio de microbiologia da BD,

de instrumentos, reagentes e suprimentos.

Kiestra é líder em Automação Laboratorial Total, suas

soluções automatizam tarefas manuais e demoradas dentro

do laboratório de microbiologia aumentando a produtividade.

"Laboratórios de microbiologia estão enfrentando desafios

sem precedentes, incluindo pressões de contenção de custos

e escassez de pessoal qualificado - enquanto a necessidade de

uma entrega mais rápida e de obter resultados mais precisos está

aumentando para garantir assistência ideal ao paciente", afirma

Jamie Condie, vice-presidente e gerente geral, BD Diagnostics.

Kiestra oferece duas linhas de soluções automatizadas:

Automação Laboratorial Total (TLA) e Automação de Célula

de Trabalho (WCA). A empresa desenvolveu a primeira TLA

no mundo para microbiologia: Kiestra, a amostra que se

move!®, em 2007. A TLA é projetada para aumentar significativamente

a produtividade geral do laboratório microbiológico,

agilizando o fluxo de trabalho e reduzindo o tempo de

resultados. Soluções Kiestra para Célula de Trabalho oferecem

aos clientes uma abordagem modular para automatizar o laboratório

considerando o espaço físico e o orçamento atual. A

Kiestra tem, atualmente, uma base instalada de instrumentos

em hospitais públicos, universidades e laboratórios privados,

na Holanda, Suécia, Alemanha, Reino Unido, França, Suíça,

Luxemburgo, Dinamarca, Kuwait, Austrália e Nova Zelândia.

: (11) 5185-9833

64

NewsLab - edição 110 - 2012


USA Diagnóstica: quimioluminescência para todos

A USA Diagnóstica tem uma linha completa de kits com a

metodologia Quimioluninescência (CLIA) e é a única empresa

no mercado nacional com a exclusividade da marca Monobind.

A quimioluminescência é uma metodologia de alta sensibilidade

e especificidade. Ideal para rotinas de pequeno e médio

porte, pois permite testes manuais, de curto tempo de incubação.

Além dos kits, a USA Diagnóstica possui um equipamento

específico para CLIA, com a marca Monobind, que além da excelente

qualidade, possui baixo custo.

Para maior confiabilidade nos resultados, a USA Diagnóstica

oferece o Multi-Ligand, um soro controle específico para as

metodologias de quimioluminescência e Elisa.

Anti-TPO

Anti-TG

TG

T3 Livre

T3 Total

T4 Livre

T4 Total

PSA Livre

PSA Total

TSH

CEA

AFP

FSH

LH

PRL

HCG

CKMB

Troponina I

Ferritina

IgE Total

: (31) 3226-3330

: usadiag@usadiagnostica.com.br

: www.usadiagnostica.com.br

Controle de qualidade da água potável

O Ministério da Saúde publicou no final do ano passado uma

nova portaria sobre o controle e a vigilância da qualidade da

água potável, em substituição à portaria nº 518, de 25/03/2004.

A portaria em questão, nº 2914, de 12 de dezembro de 2012,

surpreende por estabelecer a obrigatoriedade de identificação

precisa da ausência de E. coli na água para consumo humano,

seja oriunda de sistema de abastecimento ou “solução alternativa

coletiva de abastecimento de água”, através de monitoramento

mensal da presença/ausência da bactéria nos pontos de captação

da água.

Os kits Acquaplus I e II, da Newprov, permitem esta confirmação,

uma vez que utilizam como substrato para detecção de

coliformes o cromógeno X-Gal, que é hidrolisado por bactérias

coliformes produzindo uma viragem de cor do caldo para verdeazulado.

O substrato fluorogênico MUG, também componente

da fórmula, permite a identificação presuntiva de E. coli, confirmada

pela verificação da produção de indol, após a adição

do reativo de Kovacs.

Assim sendo, os usuários do kit sempre estiveram realizando

a pesquisa de E. coli, antes mesmo da obrigatoriedade da portaria,

pois a confirmação da presença de coliformes fecais, pela

adição do reativo de Kovacs, comprova que a bactéria presente

se trata da E. coli.

A metodologia utilizada nos kits Acquaplus é a da técnica

de presença ou ausência (P/A) de coliformes. A detecção dos

coliformes totais é baseada na hidrólise do substrato cromógeno

(X-Gal), contido no meio FLM modificado, uma vez que mais de

98% das cepas de coliformes totais possuem a enzima galactosidase,

que degrada aquele substrato.

A adição de uma substância indutora do operon lac amplifica

a síntese da enzima galactosidase e intensifica a sua atividade.

Isto resulta num aumento significativo da sensibilidade do

teste. Já os coliformes fecais são identificados pela hidrólise do

substrato fluorogênico - MUG (Metil-Umbeliferil-Galactosídeo) - e

pela prova do indol. O crescimento de bactérias gram-positivas

é inibido no caldo FLM.

: www.newprov.com.br

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Dengue NS1 Ag: a revolução no diagnóstico da Dengue pela Bio-Rad

O kit para diagnóstico da Dengue da Bio-Rad permite a

detecção do antígeno NS1 que circula em alta concentração no

soro dos pacientes durante a infecção primária e na secundária,

logo após o surgimento dos sintomas.

O Dengue NS1 Ag proporciona um enorme avanço no diagnóstico

da doença, permitindo:

• Detecção da presença do vírus em pacientes, desde o surgimento

dos primeiros sintomas, com um ganho de tempo de

quatro a seis dias quando comparado à sorologia dos anticorpos.

• Tratamento imediato dos pacientes infectados, prevenindo

assim a evolução para formas mais agressivas da doença e

reduzindo a sua disseminação.

• Diferenciação do diagnóstico de pacientes com Dengue de

outras doenças (meningite, leptospirose, febra amarela, etc.)

• Informação rápida e precisa aos médicos.

• A Bio-Rad Laboratórios oferece dois testes para detecção do

Antígeno NS1 da Dengue:

• O kit Platelia Dengue NS1 Ag, teste em microplaca Elisa,

já utilizado e reconhecido pelos maiores cientistas do mundo

como gold standard em termos de praticidade, sensibilidade

e especificidade. No Brasil, o Ministério da Saúde fez uma

ampla avaliação deste kit nos laboratórios de referência em

dengue, publicando um relatório confirmando essa qualidade.

• O kit Dengue NS1 Ag STRIP que é um teste rápido para a

pesquisa do antígeno NS1 do vírus da doença, proporcionando

resultados em 15 minutos com 92,3% de sensibilidade e

100% de especificidade. Ideal para a triagem dos pacientes

durante as epidemias.

: (31) 3689-6602

: atendimento@bio-rad.com

: www.bio-rad.com

Kit detecta sete drogas de abuso em um único passo

A Bio Advance lança kit de Multidrogas que detecta em um único teste sete drogas de abuso [AMP, BAR, COC, MET, MOR300,THC e

MDMA (XTC)] da marca Instant View ® ,da empresa americana Alfa Scientific Designs, INC.

O produto fornece uma alternativa simples, rápida e confiável, para detecção qualitativa do uso de drogas de abuso, proporcionando

uma análise preliminar.

Usando a metodologia de teste imunocromatográfico, o kit Multidrogas M7 Instant View ® é realizado em amostras de urina em um

único passo e segue as recomendações do Serviço de Administração de Saúde Mental e Drogas de Abuso (SAMHSA) com aprovação no

FDA e CE.

AMP Anfetamina 1000 ng/ml

BAR Barbitúricos 200 ng/ml

COC Cocaína 300 ng/ml

MET Metanfetamina 500 ng/ml

MOR Morfina 300 ng/ml

THC Marijuana/Haxixe 50 ng/ml

XTC MDMA ou Ecstasy 500 ng/ml

: (11) 3445-5418

: contato@bioadvancediag.com.br

: www.bioadvancediag.com.br

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NewsLab - edição 110 - 2012


Investimentos em TI em alta

Quando se fala em crescimento empresarial, estratégia,

tática e investimentos em tecnologia devem caminhas juntos. O

cenário da saúde no País mostra que o aumento de investimentos

em TI está na agenda das instituições.

Segundo dados da Consultoria Gartner (empresa-norte americana

especializada em prestar consultoria em TI para empresas)

em 2009, os gastos globais de TI em saúde atingiram US$

79,19 bilhões e subiram para US$ 81 bilhões em 2010. Estes

números mostram que a tecnologia está sendo usada a favor

da melhoria da assistência e dos cuidados em saúde podendo

beneficiar a gestão como um todo.

Adriano Gliorsi, diretor executivo de TI da operadora Santa

Helena Saúde da região do ABC, em São Paulo, afirmou em entrevista

concedida ao site Saúde Web (http://saudeweb.com.br)

que “...a tecnologia hoje se tornou fator estratégico”. Empresas

que investem em tecnologia podem estar um passo à frente de

seus concorrentes que não investem.

O aperfeiçoamento e o surgimento de novos aplicativos ou

ferramentas tecnológicas podem trazer certa insegurança ou

dúvida na hora de escolher uma empresa para ajudar.

Por isso, laboratórios e clínicas devem procurar por empresas

que ofereçam:

• Agilidade: as tecnologias devem agilizar a rotina das empresas.

Hoje não justifica o paciente ter que voltar ao laboratório

somente para buscar um papel com o laudo que, a qualquer

momento, poderia ser acessado em casa ou no escritório.

• Facilidade de uso: além de proporcionar agilidade, citada

no item acima, as tecnologias devem trazer facilidade e não

precisam trazer complexidades.

• Segurança: a transferência de dados deve ser de forma

segura, afinal se trata de informações pessoais e por isso

deve-se garantir o sigilo do conteúdo.

• A S_Line trabalha com garantias de serviço tais como:

• Agilidade e disponibilidade: armazenar os resultados em um

ambiente de rápido acesso (internet veloz) e disponível para

acesso em qualquer hora/dia.

• Facilidade de uso: acessar e imprimir o resultado de forma

simples e fácil; permitir encaminhar o resultado ao médico,

com recado ou anotação pessoal; permitir gerência dos

resultados, separando-os em pastas por tipos de exames

ou qualquer outra necessidade; Ter uma única chave para

receber resultados de vários laboratórios; aceitar numa única

chave os resultados de toda família, podendo separar em

pastas; permitir receber resultados de medicina laboratorial

e de diagnóstico por imagens.

• Segurança: armazenar os resultados fora do ambiente

do laboratório, evitando que uma possível invasão pare o

laboratório ou danifique o banco de dados interno; Utilizar

critérios de criptografia e chave SSL de segurança quando

o usuário digitar a chave/senha e ao trafegar o resultado.

: (27) 3207-6733

: (27) 3315-1689

: sline@sline.com.br

: www.sline.com.br

Laboratório Seconci-SP recebe Certificação

O Laboratório Seconci-SP recebeu, em dezembro de 2011, a

certificação do Programa de Acreditação da Sociedade Brasileira

de Patologia Clinica (PALC), que tem por objetivo garantir um

sistema capaz de proporcionar a melhoria continua da qualidade

dos serviços prestados pelos laboratórios.

A certificação contou com a parceria da Formato Clínico,

consultoria especializada no desenvolvimento de projetos de

gestão para vários segmentos de empresas da área de saúde,

que assessorou o laboratório no processo de adequação aos

requisitos do programa.

“O SECONCI-SP é certificado ISO 9001-2008 desde 2000.

Com as práticas das normas ISO 9001-2008 tivemos uma melhoria

significativa nos processos e na satisfação dos clientes, mas,

faltava uma melhoria nos processos de controles de qualidade,

apesar de sermos participantes do PELM da Controllab e termos

bons desempenhos. As melhorias introduzidas pelo processo do

PALC trouxeram o que de fato tínhamos necessidade. A Formato

Clínico teve papel fundamental nesse processo, com orientação

e monitoramento das tarefas atribuídas, fez com que houvesse

um comprometimento gradativo e consistente até a auditoria”,

afirma o Dr. João Felício Miziara Filho.

: (11) 3512-6910

: formatoclinico@formatoclinico.com.br

: www.formatoclinico.com.br

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NewsLab - edição 110 - 2012


J. Moraes comemora 20 anos de atividade com balanço positivo de 2011

O ano de 2011 foi repleto de trabalho para a J. Moraes que

apresentou 13,48% de crescimento. Apesar de este crescimento

ter ficado abaixo da expectativa do diretor João Moraes (totalmente

justificado, uma vez que o empresário fez a previsão

baseado na movimentação da filial de Itajaí, ainda sem

operação), os números são comemorados, pois os

investimentos foram representativos na abertura

de duas novas filiais e, ainda, na contratação de

nove novos funcionários para atender o aumento

esperado para 2012, ano em que a J. Moraes

completa 20 anos.

Duas novas unidades foram abertas em 2011:

uma nacional (Itajaí) e outra internacional (Miami).

A filial catarinense, totalmente estruturada,

deverá começar a operar neste primeiro semestre.

A de Miami tem previsão para a segunda metade do

ano e, juntas, poderão representar um crescimento

de 15% nas operações da empresa.

“Apesar das duas unidades já estarem abertas,

ainda não tivemos nenhuma operação”, informou João

Moraes. “Isso deverá acontecer ainda nesses primeiros

seis meses e a expectativa é muito positiva, pois os

clientes estão nos procurando para que possamos trabalhar

em Santa Catarina, aproveitando os incentivos

fiscais da região”.

Outro importante investimento

da J. Moraes para 2012 é a

implantação de um sistema que

permitirá aos clientes monitoramento

de seus processos em

tempo real. “Nós abortamos o

primeiro sistema, por problemas

operacionais e, agora, estou totalmente

empenhado na aquisição

de um novo produto. Tenho

a certeza de que este atenderá

todas as nossas necessidades”,

avaliou.

E, para coroar o jubileu e fazer parte de

todo o tipo de comunicação da empresa, nasceu o “Super J”,

mascote criado pela agência de comunicação Packcom, inspirado

na figura do diretor João Moraes, e presente nas peças

publicitárias comemorativas e alusivas aos 20 anos da empresa.

“A Packcom também produziu um novo vídeo institucional

que em breve será divulgado. Ele chega para marcar uma nova

fase da J. Moraes, pois trata-se de um desenho animado, uma

novidade neste mercado, que eu tenho certeza, todos irão gostar

muito!”, concluiu o empresário.

: www.jmoraes.com.br

Linha de papéis qualitativos Fusion

O procedimento de filtragem na

atualidade é um dos fatores mais importantes

em uma análise química, pois

caso o procedimento não seja realizado

de forma correta, podem ocorrer erros

significativos no resultado da amostra

analisada.

Pensando nisso, a Fusion desenvolveu

uma linha de papéis qualitativos de

alta qualidade, que podem ser utilizados

tanto em procedimentos básicos quanto em

análises técnicas, de separação de corpos

insolúveis ou pouco solúveis de meios líquidos

diversos.

Possui uma ampla variedade em papéis

filtro no modo quantitativo para lenta, média

e rápida filtração, assim como papel indicador

de pH nas faixas de 0-14 e 1-11pH.

No modo qualitativo, a Fusion apresenta o

papel Tornassol que indica, de acordo com

a mudança de sua cor, se uma solução

é ácida ou básica.

: contato@filtrosfusion.com.br

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NewsLab - edição 110 - 2012


As ações preventivas no combate

a dengue são mais uma vez a grande

preocupação do Ministério da Saúde.

O verão de 2012 já chegou com altos

índices de casos notificados – mais de

740 mil em todo o País.

A Dengue é uma doença infecciosa

febril aguda causada por um vírus da família

Flaviridae e é transmitida através do

mosquito Aedes aegypti, também infectado

pelo vírus. Em todo o mundo, existem

quatro tipos de dengue, já que o vírus

causador da doença possui quatro sorotipos:

DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

A Dengue pode se apresentar, clinicamente,

de quatro diferentes formas:

infecção inaparente, dengue clássica,

febre hemorrágica da dengue e síndrome

de choque da dengue. Dentre eles,

destacam-se a dengue clássica e a febre

hemorrágica da dengue.

A Medivax parceira e solidária ao

combate a dengue oferece, a linha

mais completa do mercado para o

diagnóstico da Dengue. São kits que

apresentam resultados precisos e diferenciados

em diferentes metodologias:

Dengue Duo Cassete – utilizado na

detecção simultânea de anticorpos IgG

Dengue: detecção rápida e precisa

e IgM do vírus da dengue no soro, plasma

e sangue total humanos pela imunocromatografia

(teste rápido). Apresenta resultado

em 15 minutos e pode ser armazenado

entre 2 e 30ºC. Utilizado para diferenciação

entre infecção primária de secundária.

Dengue IgM Captura Elisa - kit para

o diagnóstico da infecção aguda, detecta

os anticorpos IgM para os sorotipos 1, 2,

3 e 4 antidengue no soro. A detecção de

anticorpos IgM antidengue por Elisa é um

procedimento valioso, particularmente nas

infecções secundárias e subsequentes,

quando a ocorrência de complicações é alta.

Os anticorpos IgM antidengue podem ser

detectados três a cinco dias após o início da

febre e, geralmente, persistem por 30 a

90 dias, apesar de que níveis detectáveis

podem estar presentes até oito meses

após a infecção.

Dengue IgG Indireto Elisa – o teste

indireto Elisa para IgG antidengue

destina-se à detecção qualitativa de

anticorpos IgG dos sorotipos 1, 2, 3 e

4 antígeno no soro, podendo também

ser usado para a distinção entre uma

infecção de dengue primária de uma

secundária.

Dengue NS1 Elisa - é um marcador

de infecção aguda ativa. O antígeno

NS1 circula em altos níveis no soro dos

pacientes com infecção primária e também

secundária, podendo ser detectado

um dia após o aparecimento da febre. É

recomendável a coleta das amostras do

1º ao 4º dia após o início dos sintomas.

Dengue NS1 Teste Rápido - é um

ensaio imunocromatográfico para detecção

qualitativa de antígeno NS1, que

diagnostica a infecção ativa da doença a

partir do primeiro dia de sintoma.

: (21) 2622-4646

: medivax@medivax.com.br

: www.medivax.com.br

AFIP Medicina Diagnóstica: Setor de Validação,

Desenvolvimento de Métodos e Pesquisa é diferencial de qualidade

Um dos grandes diferenciais da AFIP

Medicina Diagnóstica é a manutenção de

um centro de validação, responsável por

centralizar todos os testes de reagentes,

kits e equipamentos do laboratório, antes de

incorporá-los à rotina, além de desenvolver

novos exames. A experiência em pesquisa do

corpo técnico torna a análise crítica dos resultados

obtidos ainda mais rigorosa e precisa.

O Setor de Validação segue protocolos

baseados nos padrões de qualidade internacionais

estabelecidos pela CLIA – Clinical

Laboratory Improvement Amendments, do

qual fazem parte testes como: precisão interensaio

e intraensaio, índice de correlação

entre métodos e teste de linearidade nos ensaios

quantitativos; e análise crítica e índice

de concordância para testes qualitativos.

Após a análise estatística dos dados e

a elaboração de um relatório detalhando

as etapas da avaliação, o equipamento é

instalado ou o reagente é incorporado à

rotina laboratorial. Essa implantação é cuidadosamente

acompanhada e monitorada

por um período de 60 a 90 dias.

Outra importante atividade desenvolvida

pelo Setor de Validação é a avaliação

periódica da qualidade da água reagente

utilizada no laboratório, por meio de testes

de referência.

Além de todos esses procedimentos, o

setor desenvolve pesquisas com base nos

dados coletados no laboratório, participa da

realização de exames para investigações

científicas e oferece suporte para o desenvolvimento

dos protocolos de pesquisa dos

institutos vinculados à AFIP, o que gera

publicações e apresentações em congressos

nacionais e internacionais.

O investimento em todos esses processos

é um dos itens que asseguram a

qualidade dos serviços da AFIP Medicina

Diagnóstica.

: (11) 5908-7070

: administracao@afip.com.br

: www.afip.com.br/medicinadiagnostica

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NewsLab - edição 110 - 2012


Medmax lança coagulômetro de 1 e 2 canais e kits de TTPA e TP

A Medmax está lançando a família de coagulômetros Max

Clot com um e dois canais disponíveis para venda e comodato.

Possui sistema de pipetagem incorporado ao equipamento que,

ao dispensar a amostra, o contador automático inicia a contagem

sem necessidade de outras ações.

Com design moderno, menu de fácil utilização, impressora

incorporada, baixo custo e volume reduzido de reagentes, os

analisadores Max Clot possuem uma excelente relação custo/

benefício. O equipamento conta ainda com software com curva

de calibração interna e armazenagem e impressão de resultados.

A Medmax é importadora direta e exclusiva da linha de

coagulômetros Max Clot e possui ainda linha de Kits para Coagulação

para TTPA e TP com excelente custo e desempenho

na linha Max Clot.

Com a importação direta dos equipamentos, todos com

registro na Anvisa e adquiridos de fabricantes com ISO 13.485,

padrão de qualidade reconhecido internacionalmente, a empresa

consegue preços competitivos, baixo custo por exames no comodato

ou na aquisição dos equipamentos, que têm possibilidade

de financiamento.

: (11) 4191-0170 / (21) 3010-4887

: medmax@medmaxnet.com.br

: vendas3@medmaxnet.com.br

MSN: vendas3@medmaxnet.com.br

Skype: medmax_comercial

: www.medmaxnet.com.br

Shift é a primeira do setor no MPS.Br

Chegar aos vinte anos de atividade com uma das mais

cobiçadas certificações em seu ramo de negócio não é para

qualquer empresa. A Shift, uma das mais renomadas empresas

de tecnologia para o segmento laboratorial conseguiu este

feito. Em outubro, mês em que comemorou duas décadas de

vida, a empresa conquistou a certificação do Nível C do MPS.

Br, um programa da Softex – Associação para Promoção da

Excelência do Software Brasileiro para o aprimoramento da

indústria de software.

O MPS.Br é o modelo brasileiro do CMMI - Capability Maturity

Model Integration, referência mundial nas práticas de disciplinas

específicas, como o desenvolvimento de softwares, e está em

conformidade com as Normas Internacionais ISO/IEC 12207 e

ISO/IEC 15504. As empresas candidatas a entrar no programa

devem conquistar Níveis de Maturidade que vão do G ao A, num

processo que dura, em média, dois anos para cada nível.

A Shift já havia conquistado o Nível F, transpondo o Nível

G, em apenas dois anos. Isso foi em dezembro de 2009. Agora,

conseguiu saltar direto para o Nível C, num prazo surpreendente.

Thiago Antonio Amicussi Alves, representante da Shift na

equipe de avaliação, conta que a receita do sucesso nessa empreitada

são as pessoas: “Desde a avaliação dos níveis anteriores

a equipe vem trabalhando com afinco”, conta, reconhecendo a

maturidade e evolução nos últimos estágios. “A equipe trabalhou

com o mesmo empenho, mas mostrou-se mais madura e profissional,

o que nos levou a alcançar esse resultado maravilhoso”.

Alves lembra que a certificação é única no setor de tecnologia

para o mercado laboratorial.

Marcelo Lorencin, diretor da empresa, acredita que todo esse

envolvimento traduz a personalidade da Shift: “Sempre fomos

obcecados pela qualidade”, comenta. “Para nós, satisfazer o

cliente é a meta corporativa, mas encantá-lo é uma meta pessoal

de todos os que assumem realmente a cumplicidade com o jeito

de ser da empresa”.

Lorencin explica que, aos olhos do cliente, uma certificação

como esta pode não ser significativa, mas será sentida nos detalhes.

“Uma empresa que está no Nível C do MPS.Br desenvolve

softwares e presta serviços com muito mais qualidade”.

A conquista da Shift foi conduzida pela equipe SEPG, sigla

em inglês para Grupo de Processos de Engenharia de Software,

composta por Edilson Chiqueto Junior, Felício Fadlalla Nassif e

Gustavo Vaz Nascimento, com o apoio da ASR Consultoria. A

equipe de avaliação foi formada por Nascimento e Alves, da

Shift, Ana Regina Rocha, avaliadora líder e uma das principais

autoridades em MPS.Br do Brasil, Marcos Kalinowski e Natália

Schots, avaliadores adjuntos, todos do Coppe - Instituto Alberto

Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia,

da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

: www.shift.com.br

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NewsLab - edição 110 - 2012


e-Cooler Max Cold – caixa termoelétrica portátil

A EasyPath oferece ao mercado brasileiro

o que há de mais avançado e eficaz

para realizar o transporte de materiais sem

perdas, vazamentos ou alterações.

Trata-se das caixas termoelétricas

e-Cooler Max Cold, disponíveis em dois

modelos com volumes de 30 ou 60L de

capacidade interna, sem dúvida as mais

versáteis, pois são equipadas com um

potente compressor, que atingem impressionantes

-25ºC, controlados por um

painel digital com fácil programação de

temperatura, possibilitando o uso como

refrigerador ou freezer.

Além da versatilidade de uso em diversas

temperaturas, o e-Cooler Max Cold funciona

em diversas voltagens, possibilitando

o uso estacionário em laboratórios, hospitais,

residências ou em movimento como

automóveis, caminhões e embarcações.

Eliminando a necessidade de troca de gelos

reutilizáveis, variações internas de temperatura,

abertura e manuseio desnecessários.

O controle da temperatura é feito através

de um display digital, que mostra a

temperatura interna real. Mesmo quando

desligada, conserva a temperatura, pois tem

as mesmas propriedades das renomadas

caixas térmicas EasyCooler, com borracha

de vedação na tampa e isolamento térmico

com espuma de poliuretano.

É construída no padrão internacional de

qualidade, com plásticos altamente resistentes,

cuba e parafusos em aço inox, cesto

removível aramado com pintura eletrostática,

tampa térmica intercambiável, alças

laterais rígidas para transporte, base com

pés emborrachados, borracha de vedação

na tampa e isolamento térmico com espuma

de poliuretano. Seu interior é formado por

dois nichos, o maior envolto pela cuba de

aço inox com cesto removível com divisória

e outro menor, menos profundo destinado

a produtos menores.

• Versatilidade: refrigera ou congela,

temperatura regulável até -25ºC

• Mobilidade: funciona em quatros voltagens

(DC12/24V e AC 110/220V)

• Eficiência térmica: quando desligada

conserva a temperatura interna, pois foi

concebida para ser uma caixa térmica no

padrão da linha EasyCooler

• Controle de temperatura: termômetro

interno preciso e digital de fácil uso e

visualização

• Portátil: leve e com alças rígidas nas

laterais

• Disposição: tampa térmica com sistema

de abertura para os dois lados, facilitando

o manuseio

• Resistência: carcaça externa em

polietileno de alta densidade, resistente a

intempéries e ao uso pesado

• Manuseio: cesto interno removível

para melhor adequação e retirada de produtos

• Logística: utilize o mesmo recipiente

térmico em vários locais como caminhão,

vans, laboratórios, recepção, entre outros,

sem a necessidade de adicionar gelos reutilizaveis

ou monitoramento constante da

temperatura

• Personalização: colocações de placas

com identificação, logotipos ou normas, para

melhor adequação as exigências nacionais

e internacionais

e-Cooler Max Cold, a maneira mais

versátil, portátil e eficaz de transportar

amostras sem variações de temperaturas,

com controle total sobre a temperatura no

transporte de materiais biológicos, vacinas,

amostras clínicas e hemocomponentes.

(11) 5034-2227

(11) 5034-2228

: www.erviegas.com.br

Lançamento Cral: lanceta descartável estéril

A Cral acaba de divulgar seu mais recente lançamento: a lanceta descartável estéril,

utilizada para a coleta de amostras de sangue capilar, a partir da ponta do dedo, calcanhar

ou lóbulo da orelha para realizar testes em laboratório clínico, unidades de saúde ou a

domicílio no caso de autotestes, (por exemplo, glicemia).

Especificações e características técnicas: a lanceta é formada por uma cânula de aço

com a ponta afiada, envolta por um dispositivo de segurança de plástico que, ao ser

pressionado, libera automaticamente a lanceta evitando o contato direto do paciente

com o produto.

/: (11) 2712-7000 / (11) 3454-7000

: vendas@cralplast.com.br

: www.cralplast.com.br

80

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Sysmex lança sua série de Webinars em português com conteúdo

voltado para profissionais da área de laboratório

A Sysmex América Latina e Caribe acaba de lançar e disponibilizar

através de sua homepage o acesso a palestras cientificas

on-line voltadas para profissionais da área de laboratório.

O primeiro Webinar, “O poder dos índices hematimétricos.

Desmistificando as regras de 3”, já está disponível. Esse é o

primeiro de uma série de Webinars que serão disponibilizados

em breve.

Ele pode ser acessado pelo site www.sysmex.com.br (na

página principal clicar no link “Sysmex América Latina Webinars”,

localizado na parte superior direita da página). No primeiro

acesso será necessário fazer um cadastro através do qual será

possível assistir a todas as apresentações disponíveis.

No final de cada apresentação o participante terá a oportunidade

de fazer uma avaliação para obtenção de um certificado

de participação. Esse certificado será emitido para aqueles que

acertarem mais de 80% das perguntas.

: marketing@sysmex.com.br

Na parte superior direta da homepage da Sysmex está o link para acesso aos Webinars

Página Inicial de acesso aos Webinars

Diagnóstico de leishmaniose: a importância dos testes para detecção de anticorpos

Ao lado de detecção direta do parasito, a detecção de

anticorpos por Elisa é um método adequado de diagnóstico,

especialmente em casos de leishmaniose visceral. Os anticorpos

podem ser detectados em quase todos os pacientes

com leishmaniose visceral. Além disso, o sucesso da terapia

pode ser controlado pela diminuição dos títulos de anticorpos.

Para o diagnóstico sorológico da leishmaniose, a Alka disponibiliza

em seu menu de testes, pela metodologia Elisa, o kit

Ridascreen Leishmania. No teste Elisa, fabricante r-Biopharm,

os anticorpos da classe IgG são comumente detectados juntamente

com os anticorpos das classes IgA e IgM pelo uso de

um conjugado polivalente, o que torna maior a sensibilidade

do teste, especialmente no início da formação de anticorpos.

A leishmania é um parasita distribuído em todo o mundo,

nos trópicos e subtrópicos, incluindo a região do Mediterrâneo.

A infecção ocorre pela picada de flebotomíneos e são encontradas

três formas clínicas de leishmaniose que são causadas

por diferentes espécies de leishmania.

Leishmaniose visceral (calazar): Os parasitas se reproduzem

no retículo-endotelial (RE) de células do baço, fígado,

linfonodos, medula óssea, mucosa intestinal e outros órgãos.

A doença não tratada geralmente progride para uma terminação

fatal em dois anos, embora as infecções possam causar

a morte fulminante dentro de poucas semanas.

Leishmaniose mucocutânea: A aparência clínica e histopatologia

da leishmaniose mucocutânea são idênticas aos da

leishmaniose cutânea, exceto que pode ocorrer o envolvimento

da membrana mucosa. As lesões mucosas são dolorosas e

podem causar grande deformidade com a erosão do septo

nasal, o palato, ou laringe.

Leishmaniose cutânea: Em humanos a doença está limitada

aos tecidos cutâneos e provoca uma pápula ulcerosa. É

a forma menos grave da doença.

Outros kits para o diagnóstico de parasitas (metodologias Elisa

e teste rápido)

Taenia solium (Cysticercosis)

Entamoeba histolytica

Malária

Toxocara

Toxoplasmose

Trichinella

Pesquisa de antígenos

Campylobacter

Cryptosporidium

Entamoeba histolytica

Giardia

: www.alka.com.br

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NewsLab - edição 110 - 2012


HbA1C: tecnologia inovadora para laboratórios frente a mudanças de paradigmas

A Sebia, líder mundial em eletroforese,

anuncia o lançamento da Separação

da HbA1c de Nova Geração, a separação

por capilaridade no equipamento

Capillarys ® 2 Flex Piercing.

O panorama do HbA1c, tanto para

laboratórios, quanto para seus clínicos

de referência, está enfrentando novas

exigências analíticas, além de uma nova

regulamentação, e um crescimento na

incidência do diabetes na população em

geral, onde os transtornos da hemoglobina

tem prevalecido.

Devido a esta mudança de paradigma,

e às interferências causadas pela

situação clínica dos pacientes, a Sebia

não mediu esforços no desenvolvimento

da nova geração para medição da HbA1c,

e pôde chegar a tecnologia ideal frente

aos mais recentes desafios.

As orientações de padronização

publicadas pelo Grupo de Trabalho IFCC

sobre HbA1c estabelecem regras para

produção de calibradores, ensaios de

avaliação anual da indústria e seleção de

uma fórmula de cálculo direta e simples:

HbA1c = A1c/(A1c + A0). A simplicidade

da fórmula escolhida pelo Grupo de

Trabalho IFCC deve diminuir os riscos

de interferências e levar ao aumento de

precisão dos resultados. A Sebia optou

então por usar exatamente este mesmo

modo de cálculo.

Baseada em dez anos de experiência

em eletroforese por capilaridade, a Sebia

adaptou a tecnologia desta reconhecida metodologia,

criando em um ensaio acessível a

todos os laboratórios de rotina do mundo. A

capacidade de alta resolução da eletroforese

por capilaridade permite separar a fração

de HbA1c de outras frações e substâncias

interferentes, de maneira mais eficiente do

que qualquer outro método de separação já

existente no mercado.

A clareza do perfil de separação da

HbA1c no Capillarys ® 2 Flex Piercing possibilitará

a qualquer tipo de laboratório a

validação e interpretação dos resultados

com total confiança. Além disso, o sistema

oferece alto rendimento de cerca de 40

testes por hora, sem comprometer a qualidade

da separação. A tecnologia é rápida

e robusta e o produto é certificado pelo

NGSP - IFCC.

Recentes avaliações internas e externas

demonstraram que o ensaio da

HbA1c da Sebia não sofre interferência,

nem apresenta resultados alterados na

presença hemoglobina fetal, carbamilada,

lábil e acetilada, bilirrubina, lipídios e

hemoglobinas variantes como HbS, HbC,

HbE e HbD, com excelente linearidade e

boa reprodutibilidade.

O ensaio HbA1c é a inclusão mais recente

ao menu do Capillarys ® 2 Flex Piercing,

somando-se à eletroforese de proteína sérica

e urinária, imunotipagem, hemoglobinas

variantes e CDT (marcador de abuso

de álcool). O sistema processa o ensaio

de HbA1c diretamente em sangue total

em tubos primários tampados e pode ser

usado exclusivamente para HbA1c ou de

forma polivalente (multiparâmetros).

A interface de validação mais rápida

de HbA1c, usando o modo de tela

“Mosaic Screen”, permite a validação do

resultado de até 48 pacientes por vez,

com um código visual de cores para

cada categoria de resultado normal ou

anormal.

O Capillarys ® 2 Flex Piercing usa o

software Phoresis SQL/Client Server,

com duas capacidades principais: (1)

armazenamento de dados ilimitado com

recuperação do histórico do paciente e

(2) conexão em rede com outros sistemas

Sebia, com várias plataformas de

validação remotas.

A Sebia irá introduzir no mercado,

já no início de 2012, o ensaio HbA1c no

seu equipamento de menor rendimento,

Minicap ® Flex Piercig, que irá oferecer

exatamente as mesmas vantagens que

o Capillarys ® 2 Flex Piercing.

Principais características do Capillarys

2 Flex Piercing HbA1c:

• Oferece o melhor equilíbrio entre precisão,

robustez e rendimento

• A Nova Geração do HbA1c

• Eletroforese por capilaridade de alta

resolução

• Alta capacidade de distinção

• Separação clara, acurada e precisa

• Fórmula simples e direta (IFCC)

• Resultados sem alterações ou interferências

• Instrumentos exclusivos ou polivalentes

• Validação mais rápida, via “Mosaic

Screen”

• Validação Central de vários instrumentos,

via servidor

• Certificado NGSP - IFCC

: (11) 3849-0148

: sebia@sebia.com.br

84

NewsLab - edição 110 - 2012


Controle Interno da Qualidade

Atualmente no Brasil, segundo dados da Anvisa (Agência

Nacional de Vigilância Sanitária) existem cadastrados aproximadamente

mais de 15 mil laboratórios de análises clínicas

dos mais variados portes.

Independente do tamanho e rotina, todos eles, segundo a

Regulamentação Técnica RDC 302, devem realizar o Controle

Interno da Qualidade contemplando demais rotinas relacionadas

a esse tópico.

Com o avanço da economia brasileira, diversos segmentos

vêm pegando carona nessa evolução, incluindo

a qualidade dos exames clínicos. Para isso o Controle de

Qualidade tem se tornado o grande juiz e um dispositivo

recomendável de medição.

Durante diversos anos, entidades como SBAC (Sociedade

Brasileira de Análises Clínicas), SBPC (Sociedade Brasileira de

Patologia Clínica) e fabricantes de produtos para Diagnóstico

In Vitro, vêm incentivando e orientado os laboratórios a utilizar

materiais para o controle interno da qualidade.

Em alguns casos o Controle de Qualidade é algo que diferencia

um laboratório de outro, já em outros não é nada além

da obrigação de prestar um serviço de excelência ao usuário.

De qualquer forma, ele está em evidência e cada vez mais

será fator de decisão e diferenciação entre os laboratórios.

E o que dizer das regras múltiplas de Westgard, esse

grande guia que tem sido durante anos e anos uma luz que

minimiza a escuridão desse caminho das pedras

Será que é possível atender a todas as regras de uma só vez

Ou podemos pouco a pouco evoluir e os tornarmos mais capazes

Como simplificar o que muitas vezes consideramos complicado

e intangível Tornando o CQ algo prático, saudável e

que realmente agregue valor.

No mundo atual cada vez mais competitivo e conectado

surge a PlotConsult.com!

Com o objetivo de auxiliar o laboratório clínico na compreensão,

implementação e utilização do Controle Interno

de Qualidade, utilizando uma ferramenta em ambiente web,

com fácil acesso e extremamente compreensível.

Grandes novidades estão sendo preparadas e serão lançadas

no 39º Congresso Brasileiro de Análises Clínica no Rio

de Janeiro, de 01 a 04 de julho de 2012.

: www.plotconsult.com

Roche, Sysmex e Biotrade apoiam o V Encontro de Analistas Clínicos da Bahia

O V Encontro de Analistas Clínicos, realizado na cidade

de Paulo Afonso, situada na Bahia, a cerca de 450 km da

Capital, contou com a presença de mais de 100 participantes

entre farmacêuticos, farmacistas, bioquímicos, biomédicos

e técnicos de laboratórios e hospitais da região. “É com orgulho

e satisfação que a SBAC Bahia realiza o projeto SBAC

Itinerante. Através deste trabalho levamos conhecimento e

aprimoramento científico para os profissionais que militam

nas análises clínicas no interior do nosso estado” comentou

Dr. Roberto Carvalho, Presidente da SBAC Bahia.

Com programação científica de qualidade e palestrantes

de alto nível, o evento idealizado e realizado pela SBAC –

Regional Bahia foi elogiado por todos os presentes. “Controle

de Qualidade e Valor de Referência em Hematologia” foi um

dos temas apresentados durante o encontro, sendo ministrada

pela especialista de aplicação Dra. Liane Alvarenga da

Sysmex América Latina e Caribe. A Biotrade, distribuidora

Roche nos estados da Bahia e Sergipe, presente durante todo

o evento, idealizou e negociou a importante participação da

renomada palestrante.

“Para nós, foi uma grande satisfação contribuir para a

atualização científica dos profissionais da área de análises

clínicas, em especial para aqueles que se dedicam e investem

em cidades situadas há uma considerável distância da

capital”, afirmou Ana Regina Colombo, diretora da Biotrade.

: (11) 3145-4306

: www.sysmex.com.br

86

NewsLab - edição 110 - 2012


INFORME CIENTÍFICO

Dengue: Abordagem clínico-laboratorial

A

dengue é uma doença infecciosa

febril aguda que pode ser de

curso benigno ou grave, dependendo

da forma como se apresenta.

O agente da dengue é um vírus de

RNA do gênero Flavivírus, pertencente

à família Flaviviridae, e que se apresenta

sob quatro sorotipos distintos:

DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4. A

família Flaviviridae possui 70 espécies,

dentre elas o vírus da febre amarela.

Um dado de importância diagnóstica

é que todos os flavivírus têm epítopos

em comum no envelope proteico, o que

possibilita reações cruzadas em testes

sorológicos.

A dengue em sua forma clássica

ocorre após um período de incubação

de, aproximadamente, cinco a sete

dias e inicia-se com febre alta (39º a

40º), abrupta, acompanhada de calafrios,

cefaleia (frontal ou retro orbital),

mialgia, prostração intensa, rash cutâneo,

mais frequentemente macular e,

às vezes, escarlatiniforme (poupando

palmas das mãos e pés). É importante

lembrar que a intensidade e a gravidade

das manifestações estão relacionadas

à idade do paciente. Assim, crianças

tendem a apresentar formas mais leves

da doença, sendo em 80% dos casos

assintomática. Entretanto, quando

se manifesta clinicamente, a criança

apresenta febre alta acompanhada de

apatia, sonolência, recusa alimentar,

vômitos e diarreia, sintomas estes

semelhantes a outras viroses, o que

dificulta a diferenciação clínica.

As manifestações iniciais da dengue

hemorrágica são as mesmas da

forma clássica. Entretanto, após o 3º

dia, quando a febre começa a ceder,

aparecem sinais de hemorragia, como

sangramento nasal, gengival, vaginal,

rompimento dos vasos superficiais da

pele (petéquias e hematomas), dentre

outros. Em casos mais raros, podem

ocorrer sangramentos no aparelho

digestivo e nas vias urinárias.

Após a infecção, a imunidade permanente

é adquirida apenas para um

mesmo sorotipo do vírus, sendo possível

a ocorrência de reinfecções pelos

outros sorotipos. Entretanto, após a primoinfecção,

ocorre imunidade cruzada

transitória entre sorotipos diferentes.

Distinguem-se dois tipos de resposta

imune ao vírus da dengue: a primária,

em que prevalece a IgM em relação à

IgG e a secundária, em que prevalece a

produção de IgG. Vale ressaltar que pacientes

que já apresentaram infecções

por flavivírus, vacinados contra febre

amarela e crianças que receberam anticorpos

da mãe, por exemplo, apresentarão

padrão de resposta secundária.

O diagnóstico da dengue em humanos

é feito com base em dados clínicos,

epidemiológicos e laboratoriais. O diagnóstico

laboratorial é realizado tanto

com exames inespecíficos (hemograma,

contagem de plaquetas, coagulograma,

provas de função hepática e dosagem

de albumina sérica), como específicos

(testes de isolamento viral, sorológicos

para pesquisa de anticorpos, pesquisa

de genoma do vírus, pesquisa de antígeno

NS1 ou ainda estudo anatomopatológico

seguido de pesquisa de antígenos

virais por imuno-histoquímica).

Como principal exame inespecífico,

desta-se o hemograma mostrando

leucopenia, por vezes intensa (contagens

inferiores a 2,0x10 9 /l leucócitos),

neutropenia com presença de linfócitos

atípicos e trombocitopenia, com valores

abaixo de 100x10 9 /l plaquetas.

Dentre os exames específicos, destacam-se

os testes sorológicos para pesquisa

de anticorpos e antígenos como

sendo os mais rápidos e mais utilizados.

Conforme apresentado no gráfico, níveis

de IgM apresentam-se aumentados

após o 6º dia do início da doença até o

seu pico máximo, que ocorre em torno

do 10º dia, com posterior declínio até

se tornarem não detectáveis por volta

do 70º dia. Já as imunoglobulinas IgG,

aparecem um ou dois dias após as IgM,

e geralmente permanecem em níveis detectáveis

pelo resto da vida, conferindo

imunidade permanente para o sorotipo

específico. O antígeno NS1, por sua

vez, aparece já no 1º dia de infecção

mantendo-se em níveis detectáveis

aproximadamente até o 9º dia.

Estudos demonstram que o método

de pesquisa de antígeno NS1 tem

alta sensibilidade e especificidade em

comparação com outras técnicas diagnósticas.

Além disso, por possibilitar

a confirmação diagnóstica precoce da

doença, permite o aprimoramento do

manejo clínico dos pacientes.

A Bioclin disponibiliza em sua linha

dois produtos distintos para o diagnóstico

da dengue: os kits Dengue NS1 e

Dengue Bio.

- Kit Dengue NS1

• Método imunocromatográfico para

detecção qualitativa de antígeno NS1

em sangue total, soro ou plasma.

• Sensibilidade clínica 94,39% e Especificidade

99%

- Kit Dengue Bio

• Método imunocromatográfico rápido

para detecção qualitativa de anticorpos

IgM e IgG para o vírus da Dengue em

sangue total, soro ou plasma. A presença

destes anticorpos ajuda a diferenciar

entre infecção primária e secundária.

• Sensibilidade clínica 95,8% e Especificidade

100%

: www.bioclin.com.br

88

NewsLab - edição 110 - 2012


ESPECIAL Especial

Especial

ESPECIAL

Especial

ESPECIAL

Especial ESPECIAL

ESPECIALEspecial

lhe concedeu a eterna juventude. Assim, chegou um momento

que Titono estava tão consumido pelo tempo, que mal se

podia escutar sua voz. Eos, para libertar-se de semelhante

tormento, transformou-o em cigarra.

Éôs: a deusa da madrugada

A mitologia grega registra a famosa tríade das divindades

celestes e comenta sobre suas inúmeras e indispensáveis atividades.

São representadas por Hélio, o Sol, Eos, a Aurora

e irmã de Hélio e Selene, a Lua, esposa do Sol. HÉlio é a

personificação da luz solar, sendo filho do titã Hipérion e da

titânide Téia. Os gregos o imaginavam como um enorme olho

que via tudo das alturas, ou como um esplendoroso jovem

com cabelos de ouro e coroa de raios. Todas as manhãs Hélio

ajeitava-se em um carro alado, conduzido por cavalos de

fogo, iniciando sua viagem do Oriente até a profunda corrente

do rio Oceano, para passar pela Terra e alcançar a cúpula

celeste. Ao meio dia encontrava-se no ponto mais alto do céu

para, em seguida, descer lentamente, chegando ao ocidente

e fundindo-se com Oceano, o rio que circundava o mundo.

Éos, a aurora, a deusa da madrugada e irmã de Hélio,

de cor róseo-avermelhada, traz a primeira luz da manhã e

anuncia a viagem do Sol. É a divindade dos “dedos cor-derosa”,

segundo o poeta Homero. Seu brilho incomparável

e a frescura que contém foram motivo de admiração e, por

consequência, objeto do desejo e do amor de muitos jovens.

De acordo com a tradição, Ares enamorou-se de Eos e a

cortejou, porém, foi rejeitado por ela. Afrodite, a deusa do

amor, insatisfeita com sua conduta, condenou-a a enamorarse

de todos os jovens belos que encontrasse. Assim, Eos se

uniu a vários jovens. Contudo, foi raptada por Titono que, em

seu carro de fogo, levou-a ao seu palácio, onde se casaram.

Para tê-lo sempre a seu lado, Eos rogou a Zeus que o fizesse

imortal. Zeus atendeu o seu pedido e o fez eterno, mas não

A deusa grega da madrugada Eos (ingl. The Greek goddess

of the dawn) serviu de inspiração conveniente para a palavra

eosina – corante róseo-avermelhado – muito usado em

histologia, histopatologia, hematologia e microbiologia. O

corante eosina é um sal sódico da tetrabromofluoresceína e

faz parte também da composição de tintas e cosméticos. O

termo eosinófilo foi criado por Paul Ehrlich – bacteriologista

e imunologista alemão – para os glóbulos brancos que têm

afinidade para os corantes ácidos e, por isso, mostram grânulos

róseo-avermelhados no citoplasma. Trata-se de leucócito

muito importante na defesa contra helmintos, sobretudo

nos que invadem tecidos. Adere-se ao corpo de parasitos e

desgranula-se sobre os mesmos, liberando substâncias com

efeito helmintocida. Sua presença é também indispensável na

caracterização e no diagnóstico de certas doenças. Outros

termos relacionados e muito conhecidos dos profissionais

da saúde, incluem eosinofilia e eosinopenia, isto é, o maior

ou menor número de eosinófilos no sangue periférico; eosinofílico,

que significa elementos celulares ou teciduais que

se coram facilmente pela eosina; eosinofilúria: presença de

eosinófilos na urina; eosinotaxia: movimento de eosinófilos

com referência a um estímulo que os atrai ou os repele; eosofobia:

pavor mórbido das madrugadas ou do amanhecer

(eos: madrugada, amanhecer; fobos: medo). O antipositivo

eo(s) ocorre também em cultismos, preferentemente da terminologia

geológica e mineralógica.

Texto baseado em:

Mitología Gríega. Maria Mavromataki. Ediciones Xaitali,

Atenas, 1997.

Pena, GP, Andrade-Filho, JS. Analogies in medicine: valuable

for learning, reasoning, remembering and naming. Adv in

Health Sci Educ Theory Pract. 2010 Oct; 15(4):609-19. Epub

2008 Jun 5 e outras fontes.

José de Souza Andrade Filho - Patologista, membro da Academia

Mineira de Medicina e professor de anatomia patológica

da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

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NewsLab - edição 110 - 2012


Artigo

Avaliação de Três Métodos Sorológicos Utilizados

no Diagnóstico da Toxoplasmose

Maíra Cavalcanti de Albuquerque 1 , Rose Mary Penha da Conceição 2 , José Leonardo Nicolau 1 ,

Leandro Batista das Neves 1 , Maria Regina Reis Amendoeira 1

1 - Laboratório de Toxoplasmose, Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz, Rio de Janeiro

2 - Discente do Programa de Pós-graduação Latu sensu em Biologia Parasitária da Fundação Técnico

Educacional Souza Marques, Rio de Janeiro

Resumo

Summary

Avaliação de três métodos sorológicos utilizados no

diagnóstico da toxoplasmose

A toxoplasmose é uma zoonose com distribuição mundial cuja

prevalência está entre 15 a 80%. Os principais mecanismos de transmissão

do Toxoplasma gondii incluem a ingestão de carne crua ou

mal cozida, que contenha cistos teciduais, bem como a ingestão de

água ou alimentos contaminados com oocistos esporulados. A maior

parte dos indivíduos é assintomática ou apresenta um quadro clínico

inespecífico, sendo assim a infecção toxoplásmica aguda primária

passa quase sempre despercebida. Por isso, a sua detecção é geralmente

baseada na sorologia de rotina. A sorologia tem sido o método

de escolha para o diagnóstico da toxoplasmose. Este trabalho teve

como objetivo avaliar três metodologias utilizadas no diagnóstico da

toxoplasmose com a finalidade de avaliar a possibilidade do uso da

hemaglutinação indireta como método de triagem no diagnóstico da

toxoplasmose. Para o presente estudo foram realizadas as técnicas

sorológicas: ensaio imunoenzimático (Enzyme Linked Immuno Sorbent

Assay - Elisa), hemaglutinação indireta (HAI) e reação de imunofluorescência

indireta (RIFI). Foram analisadas amostras de soro de 191

indivíduos, oriundos do estado do Rio de Janeiro. Ao considerarmos

o resultado positivo, em pelo menos uma das três metodologias estudadas

observamos que 134 (71%) indivíduos eram soro reagentes e

57 (29%) não reagentes. A técnica que apresentou um maior índice

de positividade foi a HAI (68%) seguida de Elisa (60%) e RIFI (51%),

respectivamente. As técnicas que apresentaram o maior percentual

de copositividade foram Elisa e HAI (60,5%) e a menor entre Elisa e

RIFI (47%). Verificou-se que a HAI foi o método que detectou o maior

número de amostras positivas quando comparado aos resultados sorológicos

obtidos nos outros dois métodos (Elisa e RIFI). Vale ressaltar que

para obter um resultado mais confiável seria aconselhável a utilização

de mais de uma técnica de diagnóstico sorológico.

Evaluation of three serological methods used in the

diagnosis of toxoplasmosis

Toxoplasmosis is a worldwide zoonosis which prevalence range

15 to 80%. Toxoplasma gondii transmission mechanisms include

ingestion of raw or undercooked meat containing tissue cysts or

water or food contaminated with oocysts. Most individuals are

asymptomatic. The aim of this study was to analyze three methods

used in the diagnosis of toxoplasmosis to evaluate the possibility

of using indirect hemagglutination as a screening method in toxoplasmosis

diagnosis. In the present study, it was analyzed three

methods of serological diagnosis such as Enzyme Linked Immuno

Sorbent Assay (Elisa), indirect hemagglutination (HAI) and indirect

imunofluorescency reaction (RIFI) with the purpose of evaluate the

use of HAI as a selective method in toxoplasmosis diagnosis. Serum

samples of 191 individuals from State of Rio de Janeiro were analyzed.

We observed that 134 (71%) individuals were positive and

57 (29%) negative. A reagent result was considered if at least, one

of the three studied methodologies were positive. The technique that

presented the most positivity result was HAI (68%) followed by Elisa

(60%) and IFI (51%). When analyzed co-positivity, the techniques

that presented higher results were Elisa and HAI (60.5%) and the

lower were Elisa and IFI (47%). The method that presented higher

positive results was HAI followed by Elisa and IFI. We verified that

the HAI was the method that detected the highest number of positive

samples when compared with the results of the others two techniques

(Elisa and IFI). Because of this, it’s a suggestion the use of more than

one technique of serological diagnosis.

Keywords: Toxoplasmosis, microscopy fluorescence, Elisa,

hemagglutination

Palavras-chave: Toxoplasmose, diagnóstico, microscopia

de imunofluorescência, Elisa, hemaglutinação

96

NewsLab - edição 110 - 2012


Introdução

A

toxoplasmose possui como

agente etiológico o Toxoplasma

gondii, parasita intracelular

obrigatório. É uma zoonose com

distribuição mundial cuja prevalência

está entre 15 a 80%, podendo variar

inclusive dentro do mesmo país ou

região de acordo com os hábitos socioculturais,

geografia local ou clima (1-

4). Fatores envolvidos na severidade

da doença ainda não são bem conhecidos,

embora alguns relacionados ao

parasita e ao hospedeiro tenham sido

sugeridos como importantes no desenvolvimento

do curso da doença (5).

Os principais mecanismos de

transmissão do T. gondii incluem a

ingestão de carne crua ou mal cozida,

que contenha cistos teciduais, bem

como a ingestão de água ou alimentos

contaminados com oocistos esporulados

(2, 3, 6-8).

Em cerca de 90% dos indivíduos

a infecção é assintomática ou oligossintomática,

tanto em crianças como

adultos (2, 9, 10). A toxoplasmose

congênita é considerada como a

principal forma da doença podendo

ocasionar sequelas ao feto ou levar ao

aborto. Geralmente é assintomática

ou subclínica, embora cerca de 80%

desenvolvem problemas visuais mais

tarde (2, 10, 11).

A toxoplasmose ocular é também

considerada uma forma grave,

podendo ocasionar desde pequenas

alterações visuais, retinocoroidite, até

a cegueira. Sua prevalência é bastante

variável, indo de 0,6 a 17,7%, embora

sejam poucos os dados na literatura

sobre a prevalência nas diversas populações

já estudadas (12, 13).

O diagnóstico clínico da toxoplasmose

adquirida é difícil uma vez

que na maioria das vezes a infecção

é subclínica e quando ocorre sintomatologia,

esta pode ser facilmente

confundida com outras infecções de

etiologias diversas.

O diagnóstico laboratorial da toxoplasmose

pode ser feito por meio da

detecção de anticorpos IgG, utilizando

testes sorológicos tais como: Sabin-

Feldman, ensaio imunoenzimático

(Elisa), reação de imunofluorescência

indireta (RIFI), hemaglutinação

e aglutinação por imunoabsorção

(ISAGA) (14). Geralmente, a rotina

laboratorial adota a Elisa como método

padrão para o diagnóstico sorológico.

No entanto, esta ainda é uma técnica

que apresenta um alto custo. Para

o diagnóstico da retinocoroidite é

necessário que se faça o exame de

fundoscopia (fundo de olho) a fim de

verificar se a presença de lesão toxoplásmica

característica (15).

O presente trabalho teve como

objetivo comparar três metodologias

utilizadas no diagnóstico sorológico

da toxoplasmose: Elisa, reação de

imunofluorescência indireta (RIFI) e

hemaglutinação indireta (HAI) com a

finalidade de avaliar a possibilidade do

uso da hemaglutinação indireta como

método de triagem no diagnóstico

da toxoplasmose. Para tal fim, foram

utilizadas 191 amostras de sangue de

indivíduos oriundos do estado do Rio

de Janeiro.

Materiais e Métodos

O presente trabalho foi aprovado

pelo Comitê de Ética em Pesquisa

do Instituto de Pesquisa Clínica

Evandro Chagas sob o número CEP:

0013.1.011.009-04 (agosto de 2004).

A técnica de Elisa seguiu protocolo

segundo Uchôa et al. (16), a reação

de imunofluorescência indireta (RIFI)

segundo Coutinho et al. (17), e a

hemaglutinação indireta (HAI) foi realizada

por meio de kit comercial (Toxotest

HAI) e seguiu protocolo descrito

pelo fabricante (Wiener Lab). Para as

técnicas de IFI e HAI, as titulações

foram consideradas positivas quando

eram ≥ 1/16, e em relação ao Elisa

quando apresentavam densidade ótica

com valor maior do que o do cut-off

multiplicado pelo fator de 1.4. Foram

detectados somente anticorpos da

classe IgG.

Os participantes foram informados

dos objetivos do estudo e, ao terem

aceitado participar, assinaram um termo

de consentimento livre e esclarecido.

As amostras foram processadas

no Laboratório de Toxoplasmose do

Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz.

Foram coletadas amostras de

sangue de 191 indivíduos oriundos de

um município rural do estado do Rio

de Janeiro. Considerou-se reagente

a amostra de soro que apresentava

resultado positivo para pelo menos

uma das três metodologias realizadas.

A análise estatística foi realizada

pelo programa Epi Info versão 3.5.1.

Na comparação dos resultados obtidos

pelas metodologias foi utilizado o teste

do qui-quadrado, sendo considerados

estatisticamente significativos valores

de p ≤ 0.05. Para a comparação pareada

das técnicas sorológicas estudadas

foi usado o teste kappa para medir

o grau de concordância real entre as

metodologias.

Resultados

Do total das amostras estudadas,

134 (71%) foram soro reagentes

e 57 (29%) não reagentes. Analisando

cada técnica isoladamente,

observamos que 115 (60%) eram

positivos e 76 (40%) negativos para

Elisa; 98 (51%) positivos e 93 (49%)

negativos para RIFI e 130 (68%)

NewsLab - edição 110 - 2012

97


positivos e 61 (32%) negativos para

HAI, sendo encontrada diferença estatisticamente

significativa entre os

métodos (p=0.00085), como pode

ser observado na Tabela 1.

Ao serem comparadas as metodologias

de forma pareada, observamos

que os métodos de HAI e RIFI

apresentaram diferença estatisticamente

significativa (p=0.0012),

sugerindo que havia realmente uma

discrepância entre os resultados obtidos

por essas técnicas, como pode

ser observado na Tabela 2.

As técnicas com maior valor de

concordância entre si quanto ao

resultado positivo foram Elisa e HAI

(114 resultados) e, as de menor,

entre Elisa e RIFI (91 resultados).

Em relação à conegatividade, as

técnicas que apresentaram maior e

menor concordância foram Elisa e

RIFI (69 resultados) e RIFI e HAI (57

resultados), respectivamente.

Com relação à discordância entre os

resultados, RIFI e HAI apresentaram

um número maior de casos, sendo que

36 amostras apresentaram resultados

negativos para a primeira e positivos

para a segunda metodologia. Por outro

lado, a menor discordância ocorreu

entre Elisa e HAI, demonstrando resultado

contraditório em apenas uma

amostra, que apresentou resultado

positivo em Elisa e negativo em HAI,

como pode ser observado na Tabela 3.

A técnica de HAI detectou positividade

em 12 indivíduos e RIFI em três.

Elisa e HAI em conjunto detectaram

positividade em 24 indivíduos, Elisa e

RIFI em uma e HAI e RIFI em três indivíduos.

As técnicas que apresentaram

o melhor índice de concordância ajustada

foram Elisa e HAI (kappa=0.81),

como pode ser observado na Tabela 3.

Tabela 1. Resultado das análises sorológicas das técnicas de diagnóstico para toxoplasmose de uma população do estado do Rio de Janeiro

Técnicas

Negativo

n (f)

Positivo

n (f)

Total

Elisa 76 (0.40) 115 (0.60) 191

HAI 61 (0.32) 130 (0.68) 191

RIFI 93 (0.49) 98 (0.51) 191

Elisa + HAI + RIFI* 57 (0.29) 134 (0.71) 191

* Resultado positivo em pelo menos uma das técnicas realizadas P = 0.00085

Tabela 2. Cálculo do p-valor entre os métodos pareados 2 a 2

Técnicas

P-valor

Elisa x RIFI 0.099

Elisa x HAI 0.13

HAI x RIFI 0.0012

Tabela 3. Comparação dos resultados obtidos entre as técnicas utilizadas para o diagnóstico para toxoplasmose de uma população do

estado do Rio de Janeiro

Técnica

Negativo

em 1 e 2

n (f)

Positivo em 1

e 2

n (f)

Negativo em 1 e

positivo em 2

n (f)

Negativo em 2 e

positivo em 1

n (f)

Kappa

Total

Elisa

RIFI

RIFI

HAI

69 (0,36%) 91 (0,47%) 7 (0,04%) 24 (0.13) 0,71 191

57 (0.30) 94 (0.49) 36 (0.19) 4 (0.02) 0,61 191

Elisa HAI 60 (0.31) 114 (0.605) 16 (0.08) 1 (0.005) 0,81 191

98

NewsLab - edição 110 - 2012


Discussão

Como o diagnóstico clínico da toxoplasmose

adquirida é difícil, pois

na maioria das vezes a infecção é

subclínica, faz-se necessário o uso

de testes laboratoriais para a confirmação

do agente etiológico cujo

fundamento básico é a pesquisa de

anticorpos contra o parasito.

A RIFI é uma técnica que detecta

anticorpos das classes IgG

e IgM, com boa especificidade e

sensibilidade; Elisa é um método

quantitativo e qualitativo, em que

a reação antígeno-anticorpo é monitorada

por medida da atividade

enzimática; enquanto que a HAI é

um método de baixo custo, rápido e

de fácil execução, cujo fundamento

baseia-se na aglutinação provocada

pela presença de anticorpos específicos

direcionados contra antígenos

citoplasmáticos e de membrana do

Toxoplasma gondii adsorvidos em

hemácias de carneiro aglutináveis

por anticorpos IgG e IgM, tornando

o teste altamente sensível (14).

No presente estudo, observamos

que a técnica que detectou maior

número de positividade foi a HAI,

seguida pela Elisa e RIFI. Vasconcelos

et al. (18) observaram que a HAI

apresentou resultados semelhantes

aos da RIFI, enquanto que Mioranza

et al. (19) observaram resultados

bem próximos entre as técnicas de

RIFI e Elisa.

No entanto, nossos dados demonstraram

uma grande diferença

no número de resultados positivos

detectados por cada metodologia,

sendo: 98 positivos para RIFI, 115

para Elisa e 130 para HAI, dados

estes que apresentaram significância

estatística (p-valor=0.00085).

Ao compararmos as metodologias

de forma pareada, observamos

diferença estatisticamente

significativa apenas com RIFI e

HAI (p-valor= 0.0012). Estes dados

sugerem que a HAI é um bom

método de diagnóstico sorológico

e, por ser uma técnica rápida, de

fácil execução e, principalmente,

de baixo custo, poderia ser adotada

como método de triagem para o

diagnóstico da doença.

Caso fosse necessária uma investigação

mais apurada do curso

da infecção, principalmente nos

casos de suspeita de fase aguda

da doença, no diagnóstico de gestantes

e de indivíduos imunossuprimidos,

outra técnica sorológica

poderia ser utilizada na complementação

do diagnóstico.

Em relação às discordâncias

encontradas nos resultados obtidos

pelos métodos realizados no

presente estudo, Vasconcelos et

al. (18) observaram que a HAI

apresentou resultados semelhantes

aos da RIFI, com uma variação

de apenas três casos (total de

24 positivos) em que a primeira

técnica detectou positividade e a

segunda não.

No presente estudo, esta variação

foi de 36 casos (total de 134

positivos) e a situação contrária

detectou apenas quatro casos. Sendo

assim, os dados sugerem que

a HAI, em relação ao RIFI, é uma

técnica mais sensível e específica.

Mioranza et al. (19) observaram

resultados bem similares

entre as técnicas de Elisa e RIFI

com apenas quatro (184 positivos)

casos positivos detectados

a mais pela primeira técnica. No

presente estudo esta variação foi

de 24 casos e o contrário foi de

sete casos. Este fato sugere que

a técnica de Elisa apresenta uma

maior sensibilidade.

Por outro lado, Van Knapen relata

que muitas vezes observa-se que

a concordância entre os resultados

obtidos por IFI e Elisa não é absoluta

e sugere que estas diferenças

sejam devidas ao uso de antígenos

distintos – íntegro na IFI e solúvel

na Elisa – detectando, neste último,

anticorpos de aparecimento mais

tardio (16).

Além disso, diversos fatores,

tais como sensibilidade do método,

erros de manipulação do operador,

variação na sensibilidade dos

reagentes devido a transporte ou

estocagem inadequadas, diferença

de qualidade entre os fabricantes

de conjugados fluorescentes e enzimáticos,

entre outros, podem estar

influenciando o resultado final da

metodologia, permitindo o encontro

de resultados contraditórios ao

serem comparadas as técnicas nos

diversos trabalhos. Desta forma,

torna-se de grande importância

o uso de mais de um método de

diagnóstico sorológico com o intuito

de aumentar a acurácia do

diagnóstico.

Concluímos que o método que

detectou de forma isolada o maior

índice de positividade foi a hemaglutinação

indireta (HAI), quando

comparado aos resultados sorológicos

obtidos nos outros dois métodos

(Elisa e RIFI). No entanto, somente

com a associação dos resultados das

três metodologias é que foi possível

detectar um maior número de resultados

positivos. Preconiza-se então

a utilização de mais de uma técnica

de diagnóstico sorológico.

Correspondências para:

Maria Regina Reis Amendoeira

amendoei@ioc.fiocruz.br

100

NewsLab - edição 110 - 2012


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NewsLab - edição 110 - 2012

101


Artigo

Polimorfismos no Sistema ABO e Duffy e Interação com a Malária

Jarbas Ivan Rohr¹, Daiane Boff², William Roberto Schluchting³

1 - Biomédico. Mestrando em Génetica pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Graduado em Biomedicina - Análises

Clínicas pelo Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo

2 - Biomédica. Graduada em Biomedicina - Análises Clínicas pelo Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo

3 - Doutorando em Biologia Molecular e Celular (PUC, 2010); Mestre em Imunologia Básica e Aplicada (FMRP/USP, 2008); Graduação

em Biomedicina (UNIGRAN, 2005), Professor titular de Imunologia - Departamento de Imunologia do Laboratório Escola de Análises

Clínicas de Biomedicina, Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo - IESA

Trabalho de conclusão do curso de Graduação em Biomedicina - Análises Clínicas

pelo Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo - IESA

Resumo

Summary

Polimorfismos no sistema ABO e Duffy e interação

com a malária

Este artigo busca relacionar os polimorfismos nos sistemas sanguíneos

ABO e Duffy e a interação com os parasitas Plasmodium

falciparum e Plasmodium vivax. A malária é uma doença transmitida

pelo mosquito fêmea do gênero Anopheles em regiões endêmicas ao

redor do mundo, principalmente na África. Alguns autores propõem

resistência dentro dos fenótipos do sistema ABO à malária grave,

assim como também já foi elucidada a relação do sistema Duffy

e P. vivax. Esta revisão bibliográfica apresenta a relação entre os

fenótipos ABO e Duffy com os parasitas P. falciparum e P. vivax,

respectivamente. Muitos pesquisadores já descreveram diferentes

resistências à malária grave em indivíduos do tipo O, com uma

possível relação à ausência do fenômeno rosetting, da mesma forma

como a incidência diminuída de indivíduos fenótipo Duffy negativo

e a reduzida infecção intraeritrocitária do P. vivax. O sistema ABO

está mais relacionado com o agravamento da doença, enquanto

que o sistema Duffy com o estágio sanguíneo do parasita. Como

o parasita interage com o sistema ABO não está claro ainda, por

outro lado, já estão em processo de estudos potenciais vacinas

para o P. vivax. O estudo da relação entre os sistemas sanguíneos

e a malária permitiu que se compreendesse melhor a relação

parasita-hospedeiro e a partir deste conhecimento futuras pesquisas

irão buscar vacinas capazes de impedir a entrada do parasita na

hemácia, prevenindo o desenvolvimento dos sintomas e ajudando

diversas populações com esse sério problema de saúde publica.

Polymorphisms at ABO and Duffy systems and

interaction with malaria

This paper brings a review about the relationship of the ABO and

Duffy blood groups polymorphisms and Plasmodium falciparum and

Plasmodium vivax parasites interaction. Malaria disease is transmitted

by female Anopheles mosquito in endemics regions worldwide,

mostly in Africa. Some authors propose resistance to malaria inside

ABO blood system, as already elucidated the Duffy phenotype and P.

vivax relationship. This review presents the relationship about ABO

and Duffy phenotypes with P. falciparum and P. vivax parasites,

respectively. Many researchers has observed different resistance

to severe malaria in individuals of type O, with a possible lack of

rosetting phenomenon in O type subjects, decreasing the malaria

symptoms’, while Duffy negative individuals have resistance in bloodstage

parasitemia. How parasite interacts with ABO blood system is

still unclear, but vaccine candidate to P. vivax is already in trial phase.

The study about blood group and malaria allowed better understanding

the host-parasite interaction, and through this knowledge new

researches will look for vaccine able to stop the erythrocyte invasion

by parasite, preventing the development of symptoms and helping

nations with this serious public health problem.

Keywords: Polymorphism, ABO, Duffy, malaria

Palavras-chave: Polimorfismo, ABO, Duffy, malária

102

NewsLab - edição 110 - 2012


Introdução

P

olimorfismos ocorrem no

material genético de diversas

maneiras, ocasionando troca

ou perda de nucleotídeos no DNA. Os

erros na replicação, na recombinação

ou no reparo do DNA podem levar

tanto a alterações simples na sequência

de DNA quanto a rearranjos

genômicos de larga escala, tais como

deleções, duplicações, inversões e

translocações de DNA intra e intercromossomo.

As trocas de nucleotídeos

podem ocorrer por agentes mutagênicos,

mas também por seleção natural.

Uma mutação é definida como qualquer

alteração na sequência de bases

ou rearranjo do material genético.

Há dois mecanismos básicos pelos

quais uma mutação gênica pode

desencadear alterações fenotípicas:

(a) mutações com sentido trocado

ou incorreto (missense) causam a

troca do aminoácido correspondente

ao códon em que estão localizadas,

podendo modificar a estrutura das

proteínas e, como consequência sua

função, e (b) mutações sem sentido

(nonsense) criam um códon de parada

prematuro, geralmente resultando em

rápida degradação do RNAm e em

deficiência total ou parcial da proteína

correspondente.

O sistema sanguíneo ABO é composto

por antígenos determinados,

em parte, por genes específicos.

Esses antígenos são glicoproteínas

presentes na superfície de eritrócitos,

células epiteliais e endoteliais, que

podem estar presentes também nos

fluídos biológicos. O sistema Duffy

é composto pela glicoproteína Duffy,

composta pelos epítopos Fya e Fyb expressos

nas membranas das hemácias

e outros tecidos.

Alguns estudos demonstram as

frequências dos antígenos sanguíneos

em determinadas populações e também

há descrição que existem certas

características acarretadas num grupo

sanguíneo dê resistência a diferentes

parasitoses e patologias. Outros ainda

discutem a possibilidade de ter origem

por seleção natural, dado a essa resistência

ao Plasmodium falciparum

e Plasmodium vivax observada em

diversas populações.

Há estudos sobre a associação entre

a suscetibilidade à malária severa

e grupo sanguíneo ABO em população

africana (região endêmica), onde se

observou que alelos normais produtores

de enzimas ABO funcionais são

associados com maior risco à malária

severa (principalmente anemia malárica)

em comparação aos portadores

do grupo O. Da mesma forma que

o sistema Duffy confere a proteção

ao desenvolvimento do P. vivax impedindo

sua infiltração na hemácia

em indivíduos Duffy-negativo, e risco

aumentado em Duffy positivo.

A malária é um parasita do gênero

Plasmodium e as duas principais

espécies que infectam o homem são

P. vivax e P. falciparum. O plasmódio

infecta alternadamente um hospedeiro

vertebrado e invertebrado. Quando no

homem, ela passa pelo ciclo hepático

(geralmente assintomático) e eritrocítico

(sintomático), onde ocorrem os

principais danos ao hospedeiro, como

anemia malárica.

Baseado nestes fatos este estudo

levantará informações importantes

desta relação entre o P. falciparum e

P. vivax e o sistema ABO e Duffy para

a suscetibilidade e/ou a resistência

para a infecção por este parasita.

Polimorfismo

Uma mutação é definida como

qualquer alteração na sequência de

bases ou rearranjo do material genético.

Costuma-se distinguir três

categorias de mutações: aquelas que

afetam o número dos cromossomos,

aquelas que afetam a estrutura dos

cromossomos e aquelas que alteram

genes individuais (gênicas). As duas

primeiras são objetos de estudo da

citogenética, e as últimas visíveis

apenas por técnicas de biologia molecular

(1).

Há três mecanismos básicos pelos

quais ocorre uma mutação gênica

que podem desencadear alterações

fenotípicas: (i) mutações sinônimas

ou silenciosas (com troca de base no

códon, mas sem substituição do aminoácido,

não implicando na função da

proteína), (ii) mutações com sentido

trocado ou incorreto (missense, com

troca de base no códon e mudança

no aminoácido, podendo modificar a

estrutura e função da proteína) e (iii)

mutações sem sentido (nonsense, a

troca de base no códon gera um códon

de parada prematuro, geralmente

resultando em rápida degradação

do RNAm e em deficiência total ou

parcial da proteína correspondente).

Mutações são ditas deletérias ou patogênicas

quando causam doenças. Em

alguns casos a presença de apenas

um alelo mutado (heterozigose) é o

suficiente para que ocorra a manifestação

fenotípica, em outros há a

necessidade de homozigose (1, 2).

Deleções e inserções são perdas

ou adições de um ou mais nucleotídeos.

Há duas situações possíveis para

que as deleções ou inserções presentes

em regiões codificadoras possam

alterar o código genético: (1) quando

envolve um, dois ou um número de

nucleotídeos não múltiplos de três,

que leva à alteração da fase de leitura

(frameshift) e, na grande maioria

dos casos, à criação de um códon

de parada prematura, e (2) quando

envolve um número de nucleotídeos

múltiplos de três leva que à perda ou

NewsLab - edição 110 - 2012

103


à adição de aminoácidos na proteína

correspondente. Nos casos em que

o primeiro nucleotídeo deletado ou

inserido não corresponde ao primeiro

nucleotídeo do códon, estes eventos

são acompanhados pela substituição

de um aminoácido (3, 4).

Com o advento do projeto genoma

humano, verificou-se que as substituições

de uma única base são muito

abundantes. Dados recentes sugerem

que em cada 200 a 500 bases uma é

polimórfica, ou seja, apresenta-se em

heterozigosidade pelo menos em 2%

da população. Esse tipo de mutação

(SNP single nucleotide polimorphism)

é considerado atualmente o principal

responsável pelas diferenças fenotípicas

individuais. Juntamente com

as deleções e inserções de um único

nucleotídeo, constituem as chamadas

mutações de ponto. A substituição é a

troca de uma base por outra e representa

o tipo de mutação mais comum.

As deleções e inserções acarretam

prejuízo funcional quando envolvem

regiões reguladoras da transcrição ou

do processamento do RNAm, como a

região promotora, os sítios doadores e

aceptores de processamento (splicing)

e o sítio de poliadenilação (2, 5).

Atualmente classifica-se um gene

com frequência entre 1% e 99%

como gene polimorfo, com frequência

inferior a 1% deve ser denominado

gene idiomorfo (ou apenas mutação),

enquanto um gene com frequência

superior a 99% deve ser classificado

como gene monomorfo (6).

Quando se trata de uma mutação

conhecida, talvez o método mais

simples e direto seja a utilização das

endonucleases de restrição. Inicialmente,

a região que pode conter a

mutação é amplificada por PCR (Reação

em Cadeia da Polimerase) e o

produto obtido é submetido à digestão

pela endonuclease adequada. Análise

dos fragmentos resultantes é feita em

um sistema de eletroforese.

Se a mutação em estudo cria um

novo sítio de reconhecimento para a

endonuclease, observa-se a presença

de um maior número de bandas em

relação à digestão de um produto

não mutado, caso ela elimine um

sítio, haverá a redução do número de

bandas. A principal limitação do uso

desse teste consiste na dependência

de que a mutação em estudo altere

um sítio de reconhecimento para uma

endonuclease de restrição (3, 7).

O método tradicional de fenotipagem

na imuno-hematologia é por hemaglutinação.

Por outro lado, a biologia

molecular oferece um complemento

valioso, mas não uma alternativa

como em teste pré-transfusional ou de

rotina. A genotipagem também traz a

vantagem de resolver problemas de tipagem

inconclusivas na hemoterapia.

Slezak considera-a útil para predizer a

expressão dos antígenos dos grupos

sanguíneos, determinar o provável

fenótipo de pacientes politransfundidos

e usá-la para testar DNA estocado

quando amostra sanguínea não estiver

disponível. Quando a técnica da hemaglutinação

é inconclusiva, Martins

et al. também realçam a importância

da genotipagem para prevenir a aloimunização

e permitir o melhor uso

de unidades de sangue com fenótipos

menos frequentes na nossa população

de doadores de sangue (7-10).

Sistema ABO-H

O sistema sanguíneo ABO é composto

de aloantígenos expressos na

superfície da hemácia e em outros

tecidos humanos, como linfócitos,

plaquetas, endotélio capilar venular

e arterial, células sinusoidais do baço,

medula óssea, mucosa gástrica, além

de secreções e outros fluídos como

saliva, urina e leite. Estes antígenos

não são produtos gênicos diretos dos

genes do sistema ABO, mas sim as

enzimas glicosiltransferases. Estas

enzimas transferem resíduos específicos

de açúcar à substância precursora

(antígeno H) que dá sustentação aos

antígenos do sistema ABO, para converter

em antígenos A e B (11-13).

O antígeno H é uma proteína de

365 aminoácidos, produzido pela ação

da enzima α-2-L-fucosiltransferase codificada

no locus FUT1 do cromossomo

16, na posição q13.3, composto de

quatro éxons, geneticamente independente

do locus ABO. O sistema H tem

dois genes, H e h e um substrato ou

antígeno H, sobre o qual ocorre a ação

das glicosiltransferases para a formação

dos antígenos A e B, podendo ser

tanto homozigoto (H/H) como heterozigoto

(H/h). O alelo h é considerado

amorfo e nenhum produto antigênico

é associado a ele. Indivíduos com alelo

h são denominados Bombay (12-16).

Os quatro fenótipos encontrados

no sistema ABO são devidos

à diferença estrutural nos genes

das glicosiltransferases. O alelo A

codifica a glicosiltranferase α1,3-Nacetilgalactosaminatransferase,

que

converte o substrato H em antígeno

A catalisando a adição de N-acetilgalactosamina

(GalNAc) para formar

o antígeno A, e o alelo B codifica a

glicosiltransferase 1,3–galactosiltransferase,

que adiciona uma galactose,

convertendo o substrato H em antígeno

B.

Ambas as transferases usam o

mesmo receptor de substrato (antígeno

H), mas diferentes substratos

doadores de açúcar nucleotídeo. O

fenótipo O ocorre devido à perda

de atividade da enzima (incapaz de

transferir açúcar ao antígeno H), geralmente

pela deleção de um único

nucleotídeo no éxon 6. Os genes do

sistema ABO estão localizados no cro-

104

NewsLab - edição 110 - 2012


mossomo 9q34.1-q34.2, consiste de

sete éxons distribuídos sobre 18kb de

DNA genômico. Da maioria dos sítios

de mutação, os éxons 6 e 7 contêm a

maior parte dos polimorfismos. O éxon

7 contém a maior parte da sequência

codificante, já o éxon 6 contém a

maior parte das deleções encontradas

nos alelos do tipo O.

O fenótipo AB apresenta a atividade

das duas transferases, enquanto

que o grupo O não possui a enzima ou

atividade das transferases A e B, mas

apresenta o antígeno H em grande

quantidade na superfície das hemácias.

Atualmente são descritos 242

alelos para o sistema ABO. Esta variabilidade

supostamente está ligada

tanto ao acúmulo de mutações (mais

comum) e mutações por recombinação,

alelos híbridos, possivelmente

mesmo antes da divergência ao Homem

Neandertal (11-13, 17-25).

Indivíduos tipo A podem apresentar

tanto alelo I A I A quanto I A I 0 . Da

mesma forma acontece com o B. No

tipo AB ocorre heterozigose de I A I B .

Para indivíduos do grupo O a glicosiltransferase

não é funcional ou não é

produzida e o genótipo é representado

por I O I O (26, 27).

A função dos antígenos do sistema

ABO ainda é desconhecida. Os antígenos

H, A e B podem ser expressos na

forma solúvel (na saliva e em todas as

secreções teciduais com exceção do líquor)

sempre que o gene Se (secretor)

estiver presente, seja em homozigose

ou heterozigose. Esses indivíduos são

chamados secretores e correspondem

a 80% da população. Quando o gene

Se for ausente, os antígenos H, A e B

serão expressos apenas nos tecidos

(hemácias, linfócitos, plaquetas e na

maioria das células epiteliais e endoteliais).

Mesmo após transplante de

medula óssea quando há divergência

do grupo ABO do paciente/doador, é

possível detectar atividade das glicosiltransferases

no plasma do paciente

(16, 18, 28, 29).

Sistema Duffy

O sistema Duffy foi descrito em

1950 por Cutbush e cols durante

investigação de reação transfusional

hemolítica em paciente hemofílico

politransfundido. O produto do gene

Duffy é uma glicoproteína (glicoproteína

Duffy – GPD) que expressa os

antígenos Duffy. A GPD é composta

pelos epítopos Fya e Fyb localizados no

domínio extracelular, entre outros epítopos

(Fy3, Fy4, Fy5, Fy6) (22, 30, 31).

Estudos demonstram a presença

de RNAm Duffy em medula óssea,

baço, rim, pâncreas, músculo esquelético,

pulmão, coração, cólon de adultos,

fígado fetal, placenta e cérebro,

exceto fígado (16, 29).

Os antígenos Fya e Fyb são codificados

por duas formas alélicas do

gene Fy, Fy A e Fy B respectivamente,

sendo constituídos por dois éxons e

seu locus foi mapeado no cromossomo

1q22-q23. Os alelos Fy A / B são responsáveis

pelos fenótipos Fy(a+b-),

Fy(a-b+) e Fy(a+b+). Os alelos Fy A e

Fy B diferem por uma simples substituição

de base no nucleotídeo 125. No

alelo Fy A a base é guanina, enquanto

no alelo Fy B a base é uma adenina e

desta forma produz um códon para

glicina (Fy A ) ou para ácido aspártico

(Fy B ). Essa substituição de um aminoácido

no domínio amino-terminal da

proteína é suficiente para definir os

dois antígenos antitéticos. A maioria

dos negros Duffy-negativos carrega

um alelo Fy B silencioso com uma

substituição C>T no nucleotídeo -33,

esta mutação dificulta a atividade do

promotor em células eritroides interrompendo

um sítio de ligação para o

fator de transcrição eritroide GATA1.

É extremamente raro o fenótipo Duffy

negativo fora da população negra

(32-37).

São 11 alelos Duffy descritos até o

momento, os quais são variações das

formas Fy A /Fy B : Fy A , Fy B , Fy BES (eritroide

silencioso) e Fy Bfraco (ou Fy X ), sendo

recentemente sugerido a existência do

alelo Fy Afraco e também do alelo Fy Anulo .

Os alelos Fy A e Fy B são codominantes

e herdados de maneira mendeliana

direta (22, 31, 38).

O gene Fy é responsável pela glicoproteína

Duffy, também chamada

DARC (Duffy Antigen Receptor for

Chemokines) e expressa em células

eritroides e não eritroides. A glicoproteína

Duffy possui sete domínios

transmembranares, porém não apresenta

a função de transporte, pois a

região N-terminal está orientada para

a superfície exofacial. A glicoproteína

liga-se a quimiocinas pró-inflamatórias

agudas e crônicas, como a IL-8,

conhecida por ser um potente indutor

de quimiotaxia para neutrófilos. Nichols

em 1987 demonstrou a íntima

relação entre o sistema Duffy (epítopo

Fy6) e a suscetibilidade ao P. vivax

(36, 39, 40).

Há também a descrição de ser

receptora de merozoítos de P. vivax

em humanos e P. knowlesi em macacos,

e a interação é mediada por uma

ligação peptídeo-peptídeo. A invasão

eritrocitária do P. vivax é completamente

dependente de interação com

antígeno do grupo sanguíneo Duffy. A

proteína P. vivax Duffy ligante pertence

a uma família de proteínas ligantes

eritrocitárias. O principal domínio

ligante ao receptor (Duffy) encontrase

numa região N-terminal, rica em

cisteína, a região II, no caso do P.

vivax, P. vivax Duffy Biding Protein

region II (PvDBPRII). A necessidade

de interação faz da DBP um alvo ideal

para desenvolvimento de uma vacina

(29, 41-46).

106

NewsLab - edição 110 - 2012


Nichols e colaboradores além de

corroborarem o fato do sistema Duffy

ser resistente à malária, através de um

estudo com anticorpos monoclonais

para o antígeno Fy6, descreveram que

a penetração do merozoíta da malária

nas hemácias é dependente do epítopo

Fy6, sendo este ausente nos genótipos

Fy(a-b-). Singh e colaboradores estudam

a possibilidade de utilizar a região

II como sendo um sítio imunogênico em

potencial para formação de uma vacina.

Quando anticorpos neste sítio puderem

inibir a ligação do P. vivax, o desenvolvimento

de vacinas recombinantes

baseado em domínios homólogos de

ligação do P. vivax Duffy proteína de

ligação e P. falciparum EBA-175 será

viável. Grimberg demonstra a redução

do número de invasões do parasita com

a utilização de anticorpos dirigidos contra

PvDBPII. Por outro lado, há estudo

descrevendo o sítio DBP como sendo de

fraca imunogenicidade. Xeinli descreve

que o sítio DBPII protege continuamente

populações endêmicas provavelmente

devido às infecções contínuas do parasita.

Chootong reconhece a dificuldade

de utilizar a DBP como sítio imunogênico

devido à variação durante o ano e a baixa

quantidade de anticorpos inibitórios

da ligação DBP (43, 46-51).

Ciclo da malária

A malária é um parasita protozoário

do gênero Plasmodium e as

espécies que infectam o homem são

P. vivax e P. falciparum (principalmente),

P. malariae e P. ovale (menos

frequentes). O plasmódio infecta alternadamente

um hospedeiro vertebrado

e invertebrado através da picada do

mosquito fêmea do gênero Anopheles.

Quando no homem, ela passa pelo

ciclo hepático (geralmente assintomático)

e eritrocítico (sintomático), onde

ocorrem os principais danos aos hospedeiros,

como anemia malárica (52).

Discussão

Zimmerman estudou uma população

na Papua Nova Guiné composta

de indivíduos homozigotos para alelos

Fy A /Fy A e hereozigotos Fy A /Fy A*nulo (a+,

a-). Após análise por citometria de

fluxo, observou uma diferença de duas

vezes na expressão do antígeno Fy

entre indivíduos heterozigotos e homozigotos,

sugerindo assim um efeito

de dosagem de gene. Numa comparação

posterior, Zimmerman observou

infecção mais prevalente de P. vivax

em Fy A duplo positivo comparado a

heterozigoto (Fy A +/Fy Anulo ) (38).

Em Rondônia, Cavasini em 2001

estudou dois grupos de pacientes, um

grupo com infecção por P. vivax composto

de 68 indivíduos e outro com

infecção por Plasmodium não-vivax.

No grupo infectado pelo P. vivax nenhum

indivíduo foi identificado como

Fy negativo, no grupo infectado por

Plasmodium não-vivax foram identificadas

sete pessoas homozigotas para

Fy nulo . Nenhuma evidência de proteção

significativa contra P. vivax entre

indivíduos heterozigotos para Fy foi

encontrada. Entretanto, como a frequência

alélica de Fy nulo não é conhecida

nesta população, nenhuma conclusão

pode ser tirada destes dados quanto à

suscetibilidade à infecção pelo P. vivax

entre os indivíduos heterozigotos.

Já em 2007, Cavasini genotipou e

comparou duas populações, uma de

doadores de sangue (330) e outra de

pacientes de P. vivax. Na população infectada

pôde-se observar que a menor

taxa de infecção eram em Duffy negativo,

depois Duffy heterozigoto negativo

e a maior taxa de infecção está nos

genótipos Duffy duplo positivo (37, 53).

Maestre e colaboradores dosaram a

frequência e quantidade de anticorpos

naturalmente adquiridos contra P. vivax

e P. falciparum e antígenos eritrocíticos

de indivíduos residentes em áreas

endêmicas da malária na Colômbia, e

descobriram diferenças nas quantidades

de anticorpos contra o antígeno

eritrocitário Proteína 1 de Superfície

do Merozoíta P. vivax (PvMSP1) e da

Proteína Ligante Duffy (PvDBP) quando

comparado a diferentes genótipos.

Indivíduos com heterozigose (Fy A /

Fy nulo , ou Fy B /Fy nulo , proteínas DARC)

para Duffy nulo eram mais propensos

a ter anti-PvDBP e PvMSP-1 do que

aqueles com dois alelos Duffy positivo.

Porém, não encontraram associação

com antígenos eritrocitários de P. falciparum,

o qual não utiliza DARC para

invasão eritrocitária. Isto pode indicar

que a DARC do hospedeiro é utilizada

para invasão e desenvolvimento do

P. vivax dentro do eritrócito, conferindo

a ele um mecanismo de evasão

da imunidade humoral do organismo

hospedeiro (54).

Michon testou a citoaderência da

PvDBP (P. Vivax Duffy Binding Protein)

e EBA-175 em COS-7 (ligante do P.

falciparum) transfectadas com os genes

para estas proteínas de ligação a

eritrócitos com hemácias de diferentes

fenótipos Duffy em indivíduos residentes

de Papua Nova Guiné, e observou

um enfraquecimento na ligação entre

indivíduos heterozigotos alelos Duffypositivo/negativo

quando comparado

aos eritrócitos com Duffy-positivo.

Em contraste, a PfEBA-175II não foi

afetada pelo fenótipo Duffy. Eritrócitos

homozigotos para Duffy-negativo não

ligaram à PvDBP (55).

Kasehagen estudou a incidência de

P. vivax e P. falciparum em comunidade

de Papua Nova Guiné e também

observou menor incidência de P. vivax

em indivíduos heterozigotos para Duffy

Fy A /Fy Anulo quando comparado aos

indivíduos homozigotos para Fy A /Fy A .

Já a incidência do P. falciparum não

foi significativamente diferente. Seus

108

NewsLab - edição 110 - 2012


dados, então, evidenciam que heterozigoto

Duffy-negativo reduz suscetibilidade

à infecção do P. vivax (56).

Ceravolo observou um surto de

malária em Souza, MG, uma região

não endêmica, após dosagens do anti-

DBP no início do surto e um ano após.

Para desenvolver o Ac-DBP, apenas

20% (3 indivíduos) desenvolveram

numa única infecção, enquanto para

80% (15) foi necessária uma segunda

infecção por P. vivax. Em todos os indivíduos

que desenvolveram Ac-DBP,

a taxa caiu drasticamente após seis

meses do episódio (51).

Handel propõe o desenvolvimento

de moléculas inibidoras do antígeno

Duffy como uma abordagem nova e

potencialmente eficaz para o tratamento

deste tipo de malária (57).

Barbedo estudou os níveis de anticorpos

para os ligantes de membrana

do P. vivax MSP-1, PvDBPII, PvAMA-1

em população numa área endêmica do

Pará. Observou que em indivíduos que

apresentavam seu primeiro episódio de

infecção pela P. vivax, apenas 44,5%

desenvolveram Ac-DBP, 72,7% Ac-AMA

e 95% Ac-MSP. Porém, aqueles poucos

que desenvolveram Ac-DBP permaneceram

elevados após nove meses de

tratamento de seu primeiro episódio. Já

os indivíduos que desenvolveram segundo

episódio malárico, a porcentagem de

indivíduos que desenvolveram Ac-DBP

foi maior do que aqueles que tiveram

apenas um episódio, sugerindo que a

soroconversão ocorre após exposições

múltiplas à infecção malárica (58).

McHenry e colaboradores trataram

eritrócitos de Aotus nancymaae com quimotripsina

permitindo a interação destas

hemácias com células COS-7 transfectadas

com o RNAm para DBP do P. vivax.

Eles observaram que eritrócitos de Aotus

ligam-se com PvDBPII expresso na superfície

de COS-7 e que após tratamento

das hemácias com quimotripsina não

houve ligação. Também observaram um

bloqueio dependente de dose de anticorpos

quando utilizaram anti-PvDBPii e

anti-Fy6, indicando que a interação dos

eritrócitos de Aotus com PvDBP é via

receptor antígeno Duffy (59).

Grimberg após adicionar anticorpos

anti-PvDBPii gerado em coelho ou

anticorpos humanos, isolados de uma

população da Tailândia, anti-PvDBPII

observou uma redução de invasão de

parasitas a 64% e 54%, respectivamente.

Tais resultados sugerem que

vacinas baseadas em PvDBPII podem

reduzir a infecção no estágio sanguíneo

do P. vivax em humanos (60).

Ao estudar 217 indivíduos numa população

adulta em Senegal, Roussilhon

observou uma prevalência 97,2% de

Ac IgG3 responsável por uma proteção

prolongada a episódios maláricos por

P. falciparum. Embora também tenha

observado anticorpos anti-MSP1 e

anti-AMA-1, estes diminuíam conforme

aumentava a idade e não apresentavam

proteção significativa à malária (61).

King estudou a resposta imune e o

resultado do tratamento em crianças

de Papua Nova Guiné, e observou que

a presença de alto nível de anti-PvDBP

antes do tratamento era associado

com tempo mais longo sem reinfecção

por P. vivax, risco 55% menor de reinfecção

e redução de 48% na parasitemia

quando comparado com crianças

com baixo nível de Ac-PvDBP (62).

Após um ano acompanhando uma

população semi-isolada numa região

endêmica no estado de Rondônia, Beiguelman

observou maior incidência de

infecção malárica em indivíduos Duffy

positivos. Por ser uma população pequena,

o estudo não pode fazer uma

afirmação estatisticamente segura,

porém este resultado corrobora com

outros estudos (63).

Albuquerque encontrou associações

entre o sistema sanguíneo Duffy

e a malária vivax em habitantes do

Amazonas, uma área endêmica da

malária. Observou uma reduzida taxa

de infecção em indivíduos com genótipo

Fy A /Fy B -33 e Fy B /Fy B -33, enquanto

houve uma maior taxa de infecção

nos indivíduos com genótipo Fy A /Fy B

e Fy A /Fy A . Estes dados sugerem que

nestas regiões endêmicas de malária

podem estar havendo adaptações

naturais tanto a mecanismos de defesas

parciais quanto a um aumento

de suscetibilidade (45).

Chotoong dosou a resposta sorológica

de moradores de uma região

endêmica em Papua Nova Guiné ao DBP

expresso em COS. Uma comparação

da classificação de resposta dos resultados

para as amostras revelou que a

classificação de resposta de 50% dos

voluntários mudou no período de um ano

(2000-2001). Após, utilizou estes anticorpos

e testou a sua reatividade com

epítopos específicos e os resultados mais

significantes identificados ocorreram em

duas áreas do domínio DBL importante

no reconhecimento do receptor DARC

(H1 e H3) e um sítio DARC (H2) (46).

Pathiarana estudou a relação entre

grupo ABO e malária grave em 243 casos

de malária (163 comuns, 80 severa)

em pacientes de um hospital em Sri

Lanka. A maior incidência de malária

severa foi significativamente maior no

grupo AB, e significativamente menor

no grupo O. Aparentemente indivíduos

que são grupo O são relativamente resistentes

à doença grave causada pela

infecção do P. falciparum (64).

Senga estudou 467 parturientes em

Gambia e buscou relacionar o grupo

ABO com a incidência de malária placentária

em primíparas e multíparas.

Em primíparas o grupo O foi significativamente

associado com risco aumentado

de infecção placentária ativa. Em

multíparas, o grupo O foi significativamente

associado com menor frequência

NewsLab - edição 110 - 2012

109


de infecção placentária ativa (65).

Tekeste estudou 210 casos de

malária (70 graves, 140 comuns) na

Etiópia. Pacientes do grupo O foram

mais prevalentes nos grupos de malária

não complicada e dos indivíduos

do grupo controle. Casos de malária

severa foram quase o dobro em pacientes

do tipo A comparados ao grupo

O. Ainda, pacientes tipo O foram seis

vezes menos frequentes, comparados

ao grupo AB na malária grave. Neste

estudo, pacientes do grupo O têm

chances reduzidas de desenvolver malária

falciparum quando comparados

com pacientes de outros grupos (66).

Woehlbier testou efeito de anticorpos

anti MSP-1, MSP-6, MSP-7 no

estágio sanguíneo da malária por P.

falciparum. Quando testou diversos

anticorpos para diversos epítopos destas

proteínas, observou que a invasão

eritrocitária pode ser evitada (67).

Bergmann-Leitner descreve a atuação

do anticorpo anti-MSP1 impedindo o

desenvolvimento e crescimento do parasita

no estágio intraeritrocitário (68).

Fry genotipou mais de 9.000 mil

indivíduos em três populações africanas

e observou que indivíduos que

produzem enzimas ABO funcionais são

associados com alto risco de malária

grave (particularmente, anemia malárica)

em comparação com a deleção

frameshit do grupo O. Por outro lado,

haplótipos produtores de antígenos A

e B são associados com suscetibilidade

à malária grave (69).

Cohen demonstrou que os antígenos

ABH podem alterar não covalentemente

a apresentação das proteínas ligantes

ao P. falciparum e alterar a interação

sem estes serem um ligante direto (70).

Após acompanhar o período de

transmissão da malária, Vafa observou

que o sistema ABO está envolvido na

severidade da doença, mas não interfere

nas infecções assintomáticas

e densidade parasitária (71).

Conclusão

Os sistemas ABO e Duffy apresentam

uma relação direta com a

malária. Pelo fato de serem estruturas

diferentes devido à diferença alélica,

cada fenótipo destes grupos tem uma

relação diferente com as duas espécies

de malária. O ABO não evita a infiltração

do P. falciparum na hemácia, mas

reduz a severidade da doença quando

apresentado o fenótipo O. O sistema

Duffy é necessário para interação molecular

entre a membrana da hemácia

com a membrana do P. vivax, porém

impede a infiltração quando apresenta

o fenótipo Fy(a-b-).

Após observar que o heterozigoto

Duffy apresenta menor parasitemia,

e Duffy duplo negativo ser fator importante

na proteção, vacinas estão

em fase de teste. O estudo da relação

entre P. vivax e Duffy permitiu

entender como ocorre a aderência do

parasita e sua infiltração no eritrócito.

Com base nas proteínas envolvidas

nesta ligação, as vacinas estão sendo

direcionadas para impedir a ligação e,

portanto, a invasão eritrocitária.

O alelo O confere resistência ao

chamado processo de rosetting das

hemácias parasitadas, portanto menor

agravamento dos sintomas e da

doença em relação com ou outros

alelos do grupo ABO. Ainda não está

completamente compreendido quais

moléculas fazem parte desta resistência,

porém aos poucos essa compreensão

está sendo conhecida. Embora

pareça não ter uma relação direta, o

tipo O claramente confere proteção

ao hospedeiro.

Associar os polimorfismos entre os

grupos sanguíneos e a malária permitiu

compreender a relação parasita-hospedeiro

de forma mais clara. Pesquisas

são necessárias para uma melhor

compreensão de como ocorre a relação

parasita-hospedeiro, a evolução destas

espécies em conjunto e assim permitir

o desenvolvimento de vacinas para

beneficiar as populações com métodos

de proteção à doença.

Correspondências para:

Jarbas Ivan Rohr

jarbas.biomed@gmail.com.

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NewsLab - edição 110 - 2012

113


Artigo

Avaliação da Interferência do Anticoagulante Citrato de Sódio

na Determinação de Biomarcadores Bioquímicos

Elisângela Cristina Pereira Lopes 1 , Layde Rosane Paim 1 , Lázaro Alessandro Soares Nunes 2 , Soraya El Khatib 2

1 - Discentes do curso de Biomedicina das Faculdades Veris/Metrocamp/IBTA

2 - Docentes do curso de Biomedicina das Faculdades Veris/Metrocamp/IBTA

Resumo

Summary

Avaliação da Interferência do Anticoagulante Citrato

de Sódio na Determinação de Biomarcadores

Bioquímicos

Dentre o universo de erros laboratoriais, uma grande parte

se concentra na fase pré-analítica, onde a conduta do paciente

anterior à coleta e a postura do flebotomista durante o procedimento

implicará diretamente na acurácia do resultado do exame

a ser processado. Muitas são as pesquisas voltadas a esses erros,

que visam mitigar ou mesmo extinguir a ocorrência dessa variável

existente nos laboratórios clínicos. O foi avaliar a interferência

do anticoagulante citrato de sódio a 3,8% na determinação dos

biomarcadores creatinina, ácido úrico, ureia e colesterol total.

Coletou-se de 48 voluntários dois tubos de sangue venoso, sendo

o primeiro tubo seco com volume final de 10 mL de sangue para

controle e o segundo contendo citrato de sódio liofilizado a 3,8%

com volume final de 4 mL. Foram determinados por métodos

enzimático-colorimétricos os valores séricos de creatinina, ácido

úrico, ureia e colesterol total no soro e no plasma processado com

o citrato de sódio e os valores obtidos foram comparados através

do Test-T de Student e teste de coeficiente de regressão linear para

avaliar a interferência deste anticoagulante nos referidos marcadores

bioquímicos. Os resultados obtidos mostraram que nas dosagens

processadas no plasma citratado a 3,8%, o colesterol total, ácido

úrico, ureia e creatinina apresentaram valores subestimados em

relação ao soro do tubo controle. Após analisar os resultados

concluiu-se que o anticoagulante citrato de sódio (3,8%) pode

interferir nas dosagens dos biomarcadores descritos acima. Isso

descarta a possibilidade da utilização do plasma obtido a partir

de sangue coletado na presença de citrato de sódio a 3,8% na

determinação dos biomarcadores avaliados.

Evaluation of Anticoagulant Sodium Citrate Interference

in Biochemical Determination of Biomarkers

Among the laboratorial errors universe the major of them is concentrated

in the preanalytical phase, where the patient conduct before

the collection and the phlebotomist posture during the procedure will

affect directly in the result veracity of the exam to be processed. There

are lots of researches for these kind of errors, that aim mitigating or

even extinguish the occurrence of this existing variable in the clinical

laboratories. The aim was to assess the anticoagulant sodium citrate

at 3,8% interference in the determination of creatinine biomarkers,

uric acid, urea and total cholesterol. It was collected from 48 volunteers

two tubes of venous blood, where the first was a dry tube

for control and the second tube containing 0,4 mL of sodium citrate

at 3,8%. It was determined the creatinine serum values, uric acid,

urea and total cholesterol in the control serum and in the plasma

processed with the sodium citrate and the obtained values where

compared to prove the interference of this anticoagulant in these

biochemical markers using Test T de Student and linear regression

test. The results show that in most of the processed dosages in the

plasma citrated at 3,8%, the total cholesterol, uric acid, urea and

creatinine presented underestimated values when compared with the

other processed sera in the control tube. After analyzing the results we

conclude that the anticoagulant sodium citrate at 3,8% can interfere

in the biomarkers dosages. It discards the possibility of utilization

of the serum obtained thru the plasma with sodium citrate at 3,8%

in the determination of the evaluated biomarkers.

Keywords: Preanalytical interfering, sodium citrate, biochemical

dosages

Palavras-chave: Interferentes pré-analíticos, citrato de sódio,

dosagens bioquímicas

116

NewsLab - edição 110 - 2012


Introdução

Diariamente os laboratórios de

análises clínicas estão sujeitos

à ocorrência de erros na

rotina. Esse fato faz com que diversos

estudos voltem-se para pesquisas relacionadas

à classificação e epidemiologia

dessas intercorrências, a fim de

encontrar alternativas e soluções para

a mitigação e mesmo extinção dos

diversos erros passíveis de acontecer

em um laboratório (1-4).

Os erros laboratoriais abrangem as

fases pré-analíticas, analíticas e pósanalíticas.

A fase pré-analítica compreende

o momento anterior à coleta, como

o jejum do paciente, até a conduta do

flebotomista durante o procedimento.

Fatores como: variações biológicas,

jejum preparatório, anamnese correta,

postura do flebotomista no momento da

coleta (assepsia, tempo de torniquete,

sequência correta dos tubos, homogeneização

dos tubos no tempo certo,

identificação correta do paciente) são

considerados pré-analíticos.

A fase analítica abrange o momento

da análise em si, onde erros

de pipetagem, preparo inadequado

de soluções, manuseio incorreto dos

equipamentos, contaminação entre

amostras e perda de amostras podem

interferir nos resultados a serem emitidos

no laudo. Já a fase pós-analítica

compreende a emissão correta do

laudo ao paciente e seu médico no

tempo previamente estimado (1-8).

Segundo um estudo realizado,

61,9% dos erros em um laboratório

acontecem na fase pré-analítica, contra

15% na fase analítica e 23,1% na

fase pós-analítica (9). Essa epidemiologia

também é encontrada em outro

estudo, onde a maioria dos erros se

concentra nas fases pré-analítica e

pós-analítica (10).

A grande maioria de erros em

um laboratório se concentra na fase sistema a vácuo é descrita na Tabela 1.

pré-analítica, pois na fase analítica a Faz-se necessário a utilização sequencial

correta dos tubos devido ao

maioria dos procedimentos são automatizados

minimizando os erros, já na aditivo presente em alguns exemplares.

Essa sequência foi padronizada,

fase pré-analítica a automação está

presente apenas para alguns serviços. pois alguns anticoagulantes podem

Além disso, alguns fatores que independem

do flebotomista podem estar análises e essa contaminação pode

interferir nos resultados de outras

envolvidos, como o cumprimento das ocorrer se o tubo com esse respectivo

orientações concedidas previamente à anticoagulante for coletado anteriormente

ao tubo que é passível de

realização dos exames, denominado,

segundo um estudo, de fase pré-préanalítica

(11).

Um exemplo é quando o tubo con-

interferência.

No universo de erros pré-analíticos

encontra-se responsável por 16% antes do tubo seco (tampa vermelha)

tendo EDTA (tampa roxa) é coletado

a não utilização sequencial correta e uma das análises a ser processada

dos tubos no momento da coleta, no tubo seco é a determinação de cálcio.

O EDTA é um quelante de cálcio,

podendo esse erro ser evitado apenas

com a instrução e treinamento adequado

do flebotomista (7).

amostra caso entre em contato com

o que pode subestimar o resultado da

As interferências causadas pelos esse anticoagulante (1-4, 13).

aditivos dos diversos tubos de coleta Os anticoagulantes são aditivos

sanguínea nas análises ainda representam

um desafio para os laboratórios, coagulação do sangue. Dentre os

químicos utilizados para inibir a

sendo que possíveis interferências não mais utilizados na rotina laboratorial

são facilmente detectadas pelo controle

de qualidade habitual (12). Dessa parina e fluoreto. O citrato de sódio

estão: EDTA, citrato de sódio, he-

forma, houve a necessidade da padronização

da sequência dos tubos, sendo (tampa azul clara) e velocidade de

está contido nos tubos de coagulação

a Clinical and Laboratory Standards hemossedimentação - VHS (tampa

Institute (CLSI) a instituição responsável

por essa adequação. De acordo com O tubo de VHS contém citrato de

preta) em diferentes concentrações.

a CLSI, a sequência correta dos tubos sódio a 3,8% liofilizado, o que não

na coleta sanguínea venosa através do altera o volume total de sangue de

Tabela 1. Sequência correta dos tubos em coleta a vácuo segundo Clinical and Laboratory

Standards Institute

Cor da tampa

Utilização

Branco

Hemocultura

Azul claro

Coagulação

Vermelho

Seco

Verde

Plasma

Roxo

Hemograma

Preto

VHS

Cinza

Glicose

118

NewsLab - edição 110 - 2012


4mL. Estudos comprovam que a utilização

inadequada do anticoagulante

ou mesmo a sua não utilização podem

interferir nos resultados de dosagens

específicas, devendo o flebotomista

seguir os padrões estipulados pela

CLSI buscando evitar a emissão de

laudos errôneos (1,14).

Neste estudo procuramos avaliar

possíveis interferências do citrato de

sódio a 3,8% em parâmetros bioquímicos,

uma vez que na literatura atual

disponível, não há dados consistentes

que explicam especificamente a

influência deste anticoagulante em

biomarcadores bioquímicos.

Material e Método

Características do estudo e voluntários

Estudo exploratório transversal

descritivo, realizado no Laboratório

de Análises Clínicas e Ambientais

Metrocamp/Veris/IBTA situado no

município de Campinas – SP. Participaram

do estudo 48 voluntários de

ambos os sexos, faixa etária de 21 a

40 anos. Foram considerados como

critérios de inclusão: possuir mais

de 18 anos, não fazer uso de medicamentos

(exceto anticoncepcional)

e ter assinado o termo de consentimento

pós-informado.

Procedimentos para as análises

bioquímicas

A coleta do sangue foi realizada

pelo método a vácuo, em dois tubos

Vacuett ® , sendo um tubo com acelerador

da coagulação (tubo seco)

e outro contendo citrato de sódio

a 3,8%. Desconsiderou-se o jejum

dos voluntários. As amostras foram

centrifugadas por 15 minutos a 2500

rpm e a partir do soro e plasma os

seguintes exames foram processados:

creatinina, ureia, ácido úrico e

colesterol total.

As análises foram realizadas no

Laboratório de Análises Clínicas

e Ambientais –Metrocamp/Veris/

IBTA, onde, utilizou-se kits bioquímicos

da Laborlab ® (método

enzimático) e para a dosagem de

creatinina utilizou-se o kit da Labcenter

® (método colorimétrico).

Todas as análises foram processadas

no Bioplus ® BIO 2000.

No laboratório de ensino mencionado

acima, coletou-se de cada paciente

dois tubos de sangue venoso,

sendo um tubo contento o citrato de

sódio a 3,8% e um tubo seco como

controle para comparação dos resultados.

Durante a corrida analítica

utilizou-se um soro controle com

valores conhecidos para validar os

resultados.

Os valores foram expressos

com a média, aplicação do test “T”

de Student (considerando nível de

significância p < 0,05) e teste de

coeficiente de regressão linear, a

fim de estabelecer relação entre os

parâmetros bioquímicos avaliados no

soro e no plasma citratado.

Resultados

Os resultados obtidos mostraram

que amostras coletadas no tudo

contendo citrato de sódio (3,8%), o

colesterol total, o ácido úrico, a ureia

e a creatinina apresentaram valores

subestimados quando comparados

às amostras coletadas no tubo seco.

Na Tabela 2, encontram-se os principais

resultados obtidos após processamento

dos espécimes coletados.

Em análise aos resultados obtidos,

a diferença entre a média do

soro controle e a média do plasma

citratado foi de 27,05 mg/dL para

o colesterol total. Nas dosagens de

creatinina a diminuição média observada

no plasma citratado foi de 0,03

mg/dL por amostra. As dosagens do

ácido úrico se comportaram da mesma

maneira, onde o plasma citratado

apresentou em média 1,35 mg/dL a

menos quando comparado ao soro

controle. O biomarcador ureia também

foi subestimado no plasma citratado,

ponderando essa diminuição em cerca

de 1,9 mg/dL.

Todos os parâmetros bioquímicos

analisados apresentaram p < 0,05

quando comparado o plasma citratado

com o soro controle.

Os gráficos mostram o coeficiente

de regressão linear referente a

cada biomarcador avaliado, onde foi

possível analisar o comportamento

das amostras isoladamente e em

conjunto, descartando possíveis

resultados ao acaso.

Tabela 2. Valores da média, mediana e test T das dosagens do soro e plasma citratado (n = 48)

Analito Média Soro Controle Média Plasma citratado Diferença em % Valor de P

Colesterol Total 174,35 mg/dL 147,30 mg/dL -15,51% < 0,0001

Creatinina 0,91 mg/dL 0,88 mg/dL -3,29% 0,012

Ácido Úrico 5,5 mg/dL 4,15 mg/dL -24,54% < 0,0001

Ureia 27,8 mg/dL 25,9 mg/dL -6,83% 0,0001

120

NewsLab - edição 110 - 2012


Colesterol Total (mg/dL) Plasma Citratado 3,8%

Creatinina (mg/dL) Plasma Citratado 3,8%

Gráfico 1. Correlação entre o colesterol total no soro e no plasma

citratado – 3,8% (n = 48)

Gráfico 2. Correlação entre a creatinina no soro e no plasma

citratado – 3,8% (n = 48)

Ácido Úrico (mg/dL) Soro

Uréia (mg/dL) Soro

Colesterol Total (mg/dL) Soro

Creatinina (mg/dL) Soro

Ácido úrico (mg/dL) Plasma Citratado 3,8%

Uréia (mg/dL) Plasma Citratado 3,8%

Gráfico 3. Correlação entre o ácido úrico no soro e no plasma

citratado – 3,8% (n = 48)

Gráfico 4. Correlação entre a ureia no soro e no plasma citratado

– 3,8% (n = 48)

Discussão

De acordo com as análises estatísticas

dos resultados obtidos com

as amostras, conclui-se que o citrato

de sódio a 3,8% pode subestimar os

valores das dosagens dos biomarcadores

creatinina, ácido úrico, colesterol

total e ureia.

Descarta-se também a hipótese

em processar as análises desses

biomarcadores no plasma citratado

mesmo em momentos de emergência,

pois os resultados comprometerão a

fidedignidade do laudo emitido.

A ureia pode ser analisada em

soro ou plasma, sendo o plasma

processado com o anticoagulante HB

(EDTA). Contudo, não há restrições

na bula do kit utilizado para o uso do

anticoagulante citrato de sódio a 3,8%

(15). Com isso, há a necessidade de

especificar-se que o processamento

da amostra em plasma citratado pode

interferir significativamente nos resultados

obtidos.

Na bula do kit do colesterol total

há informado que as amostras podem

ser processadas em soro ou plasma

heparinizado e que a utilização de

outro anticoagulante poderá interferir

na análise final da amostra (16).

Os resultados obtidos nesse estudo

comprovaram que a utilização do anticoagulante

citrato de sódio a 3,8%

interfere significativamente no resultado

final das dosagens processadas,

o que condiz com o dito na bula do kit.

Na bula do kit do ácido úrico há

informado apenas que a obtenção da

amostra se dá a partir do soro, porém

não há informado se a utilização

do plasma com os mais derivados

anticoagulantes pode interferir nos

resultados finais (17).

NewsLab - edição 110 - 2012

121


Na bula do kit da creatinina método

colorimétrico diz-se que as dosagens

podem ser processadas em soro

ou plasma coletado com heparina,

oxalato, fluoreto, citrato ou EDTA

(18). Analisando os resultados das

dosagens de creatinina neste trabalho

constatou-se interferência do citrato

de sódio a 3,8%, porém a bula do kit

não informa qual a concentração do

citrato de sódio que pode ser utilizado

para a dosagem deste biomarcador.

Entretanto, destaca-se a importância

que as bulas dos kits apresentam

em informar aos profissionais dos laboratórios

sobre as restrições que cada

dosagem apresenta, a fim de mitigar

as intercorrências laboratoriais melhorando

a qualidade do laudo emitido.

Correspondências para:

Elisângela Cristina Pereira Lopes

elisangelacpl@terra.com.br

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16. Silva LM. Colesterol Total Método Cinético. Laborlab produtos para laboratórios ltda. CAT nº 01400.

17. Silva LM. Ácido Úrico Método Cinético. Laborlab produtos para laboratórios Ltda. CAT nº00100.

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epThis=true&TB_iframe=true&height=500&width=700

122

NewsLab - edição 110 - 2012


Artigo

Perfil de Suscetibilidade aos Antimicrobianos de Bactérias

Isoladas de Formigas em Ambiente Hospitalar

Amanda Danieli Rodrigues¹, Érica Ferrari Calissi¹, Kelly Fernanda Aparecida Barbosa¹, Leticcia Janeiro¹,

Cátia Rezende 2 , Renata Camacho Miziara 3

1 - Graduanda do Curso de Farmácia do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos

2 - Farmacêutica-Bioquímica, Mestre em Biotecnologia, docente de Microbiologia Clínica do Curso de Farmácia do Centro Universitário

da Fundação Educacional de Barretos

3 - Biomédica, Doutora em Genética, docente de Microbiologia Clínica do Curso de Farmácia do Centro Universitário da Fundação Educacional

de Barretos

Resumo

Summary

Perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos de

bactérias isoladas de formigas em ambiente hospitalar

As formigas são insetos sociais que se adaptam com facilidade

aos ambientes urbanos, com capacidade de desenvolver interações

com micro-organismos. O objetivo do estudo foi avaliar os microorganismos

veiculados pelas formigas em ambiente hospitalar,

assim como seu perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos. As

formigas foram coletadas em dias e horários aleatórios, em setores

pré-determinados. As mesmas foram transportadas em caldo de

BHI. Este meio foi incubado a 36±1ºC, overnight. Posteriormente,

foi semeado em ágar Sangue e MacConkey, a 36±1ºC por 24

horas. Quatro tipos de micro-organismos diferentes foram isolados

dos locais analisados, que apresentaram uma grande quantidade

de resistência aos antibióticos (76,6% das amostras). Com esses

resultados podemos concluir que as formigas têm papel fundamental

nas infecções hospitalares, veiculando diferentes patógenos com

variados perfis de resistência. Além disso, têm a capacidade de se

locomover rapidamente e contaminar diferentes ambientes. Medidas

de controle são necessárias para controlar o aparecimento desse

inseto e, consequentemente, a infecção hospitalar.

Profile of antimicrobial susceptibility of bacteria

isolated from ants in hospitals

Ants are social insects that adapt easily to urban

environments, with ability to develop interactions with

microorganisms. The aim of this study was to evaluate the

microorganisms carried by the ants in hospitals, as well

as their antimicrobial susceptibility profile. The ants were

collected on random days and hours, in predetermined

sectors. They were transported in BHI broth. This medium

was incubated at 36±1ºC, overnight. It was later planted in

Blood agar and MacConkey at 36±1ºC for 24 hours. Four

different kinds of microorganisms were isolated from the

places, which showed a great antibiotic resistance (76.6%

of samples). With these results we conclude that ants play

a fundamental role in nosocomial infections, divulging different

pathogens with varying resistance profiles. Moreover,

they have the ability to quickly move around and infect

different environments. Control measures are necessary

to control de appearance of this insect and therefore the

hospital infection.

Palavras-chave: Formigas, hospital, resistência, patógeno

Keywords: Ants, hospital, resistance, pathogen

Introdução

O

s problemas associados

à urbanização incluem o

aumento nas doenças causadas

pelos artrópodes, que afetam a

qualidade de vida humana e ocasionam

importantes problemas de saúde

pública no país (1).

As formigas são insetos sociais

que se adaptam com facilidade aos

ambientes silvestres e urbanos, instalando-se

em residências e hospitais.

Além disso, têm capacidade de realizar

numerosas relações de parasitismo e

de mutualismo, desenvolvendo várias

interações com animais, vegetais,

fungos e bactérias (1-4).

As formigas são dotadas de

grande mobilidade, capazes de circular

por vários locais do hospital,

124

NewsLab - edição 110 - 2012


o que sugere alta periculosidade. A

presença de formigas em ambientes

hospitalares constitui riscos em

potencial na veiculação de microorganismos

patogênicos que podem

causar infecções hospitalares, além

de contribuir no aparecimento de

infecções cruzadas (5, 6).

O estudo de formigas em hospitais

tem despertado interesse devido

à capacidade de transmissão de

infecções intra-hospitalares. Além

disso, levantamentos da fauna de

formigas em hospitais brasileiros

demonstraram o transporte de microorganismos

patogênicos resistentes

aos antibióticos (2, 7-9).

Vários são os fatores que influenciam

a presença de formigas em

hospitais, sendo os mais comuns:

estrutura arquitetônica, medicamentos

adocicados, circulação de

grande número de pessoas que podem

conter vestimentas ou objetos

que contenham ninhos de formigas

e alimentos (10).

As principais bactérias patogênicas

veiculadas por formigas no ambiente

hospitalar são: Serratia marcescens,

Citrobacter freundii, Klebsiella ozaennae,

Enterobacter aerogenes, Proteus

mirabilis, Staphylococcus epidermidis

e Yersinia pestis (6,11).

Formigas são transportadores mecânicos

de micro-organismos patogênicos

e, portanto, podem ser comparadas

com meios humanos ou quaisquer

outros meios de divulgação dentro de

hospitais, devido à sua capacidade

para o transporte de bactérias de um

ambiente para outro (6).

Dentro deste contexto, o presente

estudo objetivou realizar

uma investigação microbiológica

em formigas obtidas de diferentes

locais do ambiente hospitalar e

avaliação da suscetibilidade aos

antimicrobianos.

Material e Métodos

Locais de coleta

As coletas foram realizadas em

dias e horários aleatórios, no período

vespertino. No dia determinado, as

formigas foram capturadas nos setores

pré-definidos, por apresentarem

pacientes imunodebilitados e elevado

fluxo de pessoas que contribui na

diversidade da microbiota ambiental

bacteriana: unidade de terapia intensiva

(UTI), berçário, centro cirúrgico,

pronto-socorro, corredores e quartos.

O estudo foi desenvolvido em um

hospital do município de Barretos, SP.

Coleta de formiga

As formigas foram capturadas

assepticamente com pinças estéreis

e transferidas, dez a dez, para tubos

de ensaio contendo caldo de Infusão

de Cérebro e Coração (Himedia ® ). Os

tubos foram transportados em caixas

isotérmicas para o Laboratório de

Microbiologia do Centro Universitário

da FEB. No laboratório, os mesmos

foram incubados a 36±1ºC, overnight.

Após o período de incubação, alíquotas

foram semeadas em placas contendo

meio Ágar-sangue (Synth ® ) e Ágar

MacConkey (Acumedia ® ). Ambas as

placas foram incubadas invertidas, a

36±1ºC por 24 horas.

Identificação bacteriana

As placas foram analisadas quanto

ao crescimento, sendo realizados exames

macroscópicos e microscópicos

das colônias. Na análise macroscópica

foram observadas: hemólise, cor,

tamanho, elevação e consistência.

Posteriormente, os micro-organismos

foram submetidos à coloração pelo

método Gram para avaliação morfotintorial.

Cultivos prévios em ágar

nutriente (Himedia ® ) foram feitos a

partir das colônias isoladas nos meios,

para obtenção de cultura pura jovem.

Os bacilos Gram negativos foram cultivados

em ágar TSI (Himedia ® ) para

confirmação do grupo Enterobactérias.

Os bacilos Gram positivos foram

submetidos à prova da catalase para

diferenciação entre Clostridium sp e

Bacillus sp. Já os cocos Gram positivos,

foram diferenciados pela prova

da catalase, em Staphylococcus sp e

Streptococcus sp (12).

Teste de suscetibilidade aos antimicrobianos

(método Kirby e Bauer)

Foram utilizadas placas de Petri de

150mm com 60mL de ágar Mueller

Hinton (4mm de profundidade). No dia

do teste, os discos foram removidos

da geladeira 1 hora antes do início e

mantidos em temperatura ambiente.

Bactérias foram inoculadas em caldo

Mueller Hinton (Himedia®), obtendo

suspensão correspondente a 0,5 da

escala de MacFarland. Swab estéril

foi umedecido na suspensão padrão e

inoculado na superfície total do ágar

Mueller Hinton (três sentidos). Os

discos de antimicrobianos (DME Gram

positivo ou DME Gram negativo) foram

aplicados. As placas, invertidas,

foram incubadas a 35-37ºC por 18-24

horas. Após este período, os halos de

inibição foram medidos e comparados

com valores fornecidos pelo Kit, para

determinação de: resistente, sensível

ou intermediário. Os antimicrobianos

utilizados foram os padronizados pelo

CLSI (M100-S20/2010) (13). Os utilizados

para análise de micro-organismos

Gram negativo foram: Amicacina 30,

Amoxicilina 30, Ampicilina 10, Aztreonam

30, Cefalotina 30, Cefepime30,

Cefoxitina 30, Ceftadizima 30, Ceftriaxona

30, Ciprofloxacina 05, Cloranfenicol

30, Gentamicina 10, Piperacilina

110, Sulfazotrim 25, Tetraciclina 30. Já

para os Gram positivos: Amoxicilina 30,

Ampicilina 10, Cefalotina 30, Ciprofloxa-

NewsLab - edição 110 - 2012

125


cina 05, Clindamicina 02, Cloranfenicol

30, Eritromicina 15, Gentamicina 10,

Oxacilina 01, Cefoxitina 30, Penicilna

G 10, Rifanpicina 05, Sulfazotrim 25,

Tetraciclina 30, Vancomicina 30.

Resultados

Foram realizadas cinco visitas em

dias diferentes. Não foram encontradas

formigas na UTI e no prontosocorro.

Tanto o centro cirúrgico como

o corredor apresentaram formigas em

três visitas realizadas. O berçário e

o quarto apresentaram formigas em

somente uma visita, cada um.

Oito amostras foram obtidas nas

coletas realizadas. Destas amostras,

foram isoladas Enterobactérias,

Streptococcus sp, Staphylococcus e

Clostridium sp (Figura 1).

No centro cirúrgico, foram isolados

Clostridium sp, Enterobactérias e

Staphylococcus sp. Cada uma dessas

bactérias foi identificada em coletas

diferentes. No berçário e quarto,

foram isolados apenas um micro-organismo

em cada, sendo Clostridium

sp e Staphylococcus sp, respectivamente.

Já, no corredor foram isolados

três micro-organismos, Streptococcus

sp em uma delas e nas outras duas

Enterobactérias.

Com relação aos perfis de suscetibilidade

aos antimicrobianos, os

cinco principais antimicrobianos aos

quais foi apresentado elevado perfil

de resistência pelas amostras testadas

foram: Ampicilina (75%), Cefalotina

(50%), Amoxicilina (50%), Cefoxitina

(50%) e Oxacilina (50%).

Já com relação à sensibilidade

aos antimicrobianos, os perfis encontrados

foram: Cloranfenicol (75%),

Ciplofloxacina (62%) e Amicacina,

Gentamicina, Piperacilina, Clindamicina

e Penicilina, cada um com 37%.

Somente contra dois antibióticos, as

amostras demonstraram perfil intermediário,

sendo a Gentamicina (25%)

e a Sulfazotim (12,5%) (Tabela 1 e 2).

Quando avaliamos os setores, o

berçário apresentou elevado índice de

amostras resistentes (80%). Entretanto,

o centro cirúrgico apresentou

amostras com maior sensibilidade

(53%) aos antimicrobianos testados.

Nos corredores foram apresentados

80% e no quarto 26,6% de amostras

resistentes (Tabela 1 e 2).

O Clostridium sp isolado do berçário

apresentou resistência aos antimicrobianos:

Amoxicilina, Ampicilina,

Cefalotina, Cloranfenicol, Eritromicina,

Gentamicina, Oxacilina, Cefoxitina,

Penicilina G, Rifanpicina, Sulfazotrim,

Vancomicina, pois estes não apresentaram

halo de inibição. Já o Clostridium

sp isolado no centro cirúrgico apresentou

halos de inibição para a Ciprofloxacina,

Clindamicina e Tetraciclina, mas

não pode determinar o seu perfil de

suscetibilidade pois o kit utilizado não

continha valores padrões para leitura.

Discussão

Neste estudo, 90% das amostras

apresentaram positividade para

bactérias. Essas bactérias são consideradas

importantes patógenos

hospitalares, pois podem ocasionar

desde distúrbios intestinais até intoxicações

mais severas. As doenças

infecciosas matam de 17 a 20 milhões

de pessoas por ano no mundo,

além disso, cerca de 10 milhões de

pessoas adquirem as infecções hospitalares

e, desse universo, quase

300 mil morrem (14-17).

As infecções hospitalares podem

ter origem endógena ou exógena.

As de origem endógena estão associadas

às doenças preexistentes e à

própria microbiota do paciente. Já as

exógenas são ocasionadas por microorganismos

adquiridos no ambiente

hospitalar via contato com outros indivíduos,

com superfícies contaminadas,

aérea ou vetor (18).

Figura 1 – Gráfico representativo das porcentagens dos micro-organismos isolados nas oito amostras analisadas nos diferentes setores hospitalares

126

NewsLab - edição 110 - 2012


Tabela 1. Perfil de sensibilidade aos antimicrobianos padronizados para Gram negativos, isolados de formigas num hospital

Gram Negativo

Enterobactérias

Centro Cirúrgico Corredor Corredor

AMI30 S S S

AMO30 R R R

AMP10 R R R

ATM30 S R S

CFL30 R R R

CPM30 S R S

CFO30 R R R

CAZ30 S R S

CRO30 S R S

CIP05 S S S

CLO30 S S S

GEN10 S I I

PIT110 S S S

SUT25 S I S

TET30 R* S S

AMI30 = Amicacina; AMO 30 = Amoxicilina; AMP10 = Ampicilina; ATM30 = Aztreonam; CFL30 = Cefalotina; CPM30 = Cefepime; CFO30 = Cefoxitina; CAZ30

= Ceftadizima; CRO30 = Ceftriaxona; CIP05 = Ciprofloxacina; CLO30 = Cloranfenicol; GEN10 = Gentamicina; PIT100 = Piperacilina; SUT25 = Sulfazotrim;

TET30 = Tetraciclina. * crescimento de colônias no halo de inibição

Tabela 2 - Perfil de sensibilidade aos antimicrobianos padronizados para Gram positivo, isolados de formigas num hospital

Centro Cirúrgico Quarto Corredor

Staphylococcus Staphylococcus Streptococcus

AMC20 S S -

AMP10 R R -

CFL30 S S -

CIP05 S S -

CLI02 S S S

CLO30 S S S

ERI15 S* R S

GEN10 S S -

OXA01 S S R

CFO30 S S -

PEN10 R R -

RIF05 S R -

SUT25 R S -

TET30 S * S -

VAN30 S S S

AMC20 = Amoxicilina; AMP10 = Ampicilina; CFL30 = Cefalotina; CIP 05 = Ciprofloxacina; CLI02 = Clindamicina; CLO30 = Cloranfenicol; ERI15 = Eritromicina;

GEN10 = Gentamicina; OXA01 = Oxacilina; CFO30 = Cefoxitina; PEN10 = Penicilina G; RIF05 = Rifanpicina; SUT25 = Sulfazotrim; TET30 = Tetraciclina;

VAN30 = Vancomicina. *crescimento de colônias no halo de inibição

128

NewsLab - edição 110 - 2012


Neste caso, as formigas podem

se alocar em diferentes locais, como

lixo, e através do seu deslocamento

contaminar diferentes setores de

um ambiente hospitalar, atuando

como vetores de patógenos. Além

disso, podem veicular cepas resistentes,

gerando um problema de

saúde pública.

Os resultados desse estudo sugerem

que as formigas podem veicular

micro-organismos em suas patas.

Essa hipótese também foi apontada

por Costa et al. quando isolaram

espécies bacterianas em formigas de

ambiente hospitalar, destacando-se

o isolamento de Staphylococcus sp,

bacilos Gram positivos, Pseudomonas

sp e Micrococcus sp (9).

Bueno e Campos-Farina (6)

afirmaram que formigas são insetos

encontrados em prédios, locais

ideais para a instalação de ninhos,

sendo o processo facilitado à medida

que água e alimentos estão

disponíveis. Além disso, apresentam

como característica a proliferação

sazonal, sendo a população reduzida

no inverno. No ambiente hospitalar,

também existem condições favoráveis

a esse processo.

Na década de 1980, constam os

primeiros inquéritos sobre ocorrência

de formigas urbanas em hospitais

brasileiros, no Estado de São Paulo.

A análise bacteriológica mostrou que

elas serviram como transportadores

mecânicos de bactérias como Staphylococcus,

Serratia, Klebsiella,

Acinetobacter, Enterobacter e Enterococcus

(19).

As espécies bacterianas mais frequentemente

encontradas como responsáveis

por infecções hospitalares

são agrupadas como bacilos Gram negativos

e cocos Gram positivos (20, 21).

As infecções causadas pela família

Enterobacteriaceae incluindo

os gêneros Escherichia, Citrobacter,

Enterobacter, Salmonella, Serratia,

Klebsiella e Proteus são de grande

importância clínica. Esses microorganismos

estão amplamente distribuídos

em plantas e no solo, água e

intestinos de humanos e animais. As

enterobactérias estão associadas com

abscessos, com pneumonias, com meningites,

com sepses, com infecções

de feridas, com infecção do trato urinário

e do trato digestório (22).

Neste estudo, foram encontradas

37,5% de enterobactérias, sendo que

43% eram sensíveis aos antimicrobianos.

Esse é um valor preocupante,

devido ao baixo índice de sensibilidade.

Chadee e colaboradores demonstraram

altos índices desse grupo de

bactéria, em estudo realizado num

hospital na Índia (23).

Dentre as bactérias Gram positivas,

o Staphylococcus aureus é o principal

agente etiológico, sendo encontrado nas

regiões nasal, orofaríngea e nas mãos.

O Staphylococcus sp foi isolado com um

índice de 40%, sendo 75% sensíveis

aos antimicrobianos testados. Este dado

está de acordo com o apresentado por

outros estudos (14, 20, 21).

O Clostridium sp é uma bactéria

que produz toxinas, responsáveis

por diarreia e que danificam as

células que revestem o intestino,

sendo mais comum no ambiente

hospitalar do que na comunidade.

Entretanto, não apresenta caráter

de patogenicidade marcante como

as enterobactérias e Staphylococcus

sp. Estudos têm sugerido baixa

incidência, sendo os indivíduos

imunodebilitados os de maior risco

(24, 25). No presente trabalho, foi

demonstrado índice de isolamento

de 80% e em uma amostra multirresistência

a 12 antimicrobianos.

O perfil de sensibilidade de

amostras aos antimicrobianos sofre

influência na maneira como os

antimicrobianos são utilizados no

ambiente hospitalar ou na região

geográfica. Neste contexto, a resistência

aos antimicrobianos tem sido

amplamente registrada na literatura

como um importante problema no

tratamento dos pacientes hospitalares

(19, 24, 25).

Em nosso estudo, de uma maneira

geral, houve elevado índice de

resistência aos antimicrobianos amplamente

utilizados no tratamento

de infecções hospitalares. Associado

a este dado, a presença de microorganismos

multirresistentes torna

desfavorável o prognóstico do paciente.

Nesse sentido, cabe ressaltar

que o uso inadequado dos recursos

diagnósticos e terapêuticos proporciona

aumento significativo do risco

de infecção. Diante desta situação,

a infecção tem sido apontada como

um dos mais importantes riscos aos

pacientes hospitalizados (2).

As taxas de infecção hospitalar

observadas em estabelecimentos de

saúde podem ser muito diferentes por

refletirem as características do paciente

atendido, o tipo de tratamento e a

tempo de internação. Além desses,

deve-se considerar o sistema de vigilância

epidemiológica adotado pelo

hospital e a efetividade do programa

de controle e prevenção das infecções

hospitalares (26, 27).

Dessa maneira, é importante que

diferentes países, diferentes regiões

de um país e mesmo diferentes hospitais

de uma região façam avaliações

regulares do perfil de sensibilidade de

amostras clínicas, pois esses dados

podem ser muito úteis na orientação

da terapêutica empírica e na avaliação

de novos antimicrobianos a serem

introduzidos no mercado (19).

Podemos concluir que a formiga

é um importante veiculador de

130

NewsLab - edição 110 - 2012


actérias no ambiente hospitalar,

carreando patógenos de diversificada

patogenicidade e sensibilidade aos

antimicrobianos. O centro cirúrgico

e o berçário apresentam pacientes

que na grande maioria estão imunodebilitados,

elevando a probabilidade

de adquirirem infecções ocasionadas

pelos micro-organismos em questão.

Assim, reforça-se a necessidade de

programas de vigilância epidemiológica

no controle e prevenção das

infecções hospitalares, como garantia

da qualidade de saúde do paciente,

devendo o monitoramento dos insetos

estar incluso.

Correspondências para:

Érica Ferrari Calissi

ericacalissi@hotmail.com

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132

NewsLab - edição 110 - 2012


Artigo

Validação de Analisador Hematológico Sysmex ® Kx-21n em

Laboratório Clínico de Pequeno Porte

Isabel da Silva Rodrigues 1 , Rejane Giacomelli Tavares 2

1 - Biomédica, Responsável Técnica, Laboratório de Biomedicina - Universidade Feevale

2 - Doutor, Docente do Curso de Biomedicina - Universidade Federal de Ciências da Saúde

de Porto Alegre (UFCSPA) e Universidade Feevale

Laboratório de Biomedicina, Universidade Feevale. Novo Hamburgo. RS

Resumo

Summary

Validação de analisador hematológico Sysmex ® KX-

21n em laboratório clínico de pequeno porte

Em um laboratório clínico, a introdução de um novo método ou

equipamento analítico exige que sejam realizados testes que avaliem

a sua exatidão e precisão. Tais testes utilizam estudos comparativos de

amostras de pacientes, sendo que as mesmas devem ser analisadas

em ambos os métodos ou equipamentos. O objetivo foi avaliar o desempenho

e confiabilidade dos resultados do equipamento Sysmex ®

KX-21n quando incorporado à rotina de um laboratório de pequeno

porte e realizar a validação do mesmo frente ao equipamento já em

uso no referido laboratório, o Bayer ® Advia 60. Foram utilizadas

amostras de sangue venoso total coletadas com anticoagulante EDTA/

K2, processadas simultaneamente nos equipamentos Bayer ® Advia 60

e Sysmex ® KX-21n. Para a análise estatística, os valores das médias dos

grupos foram analisados através do teste t de Student e a correlação foi

avaliada através do índice de correlação (r) de Spearman. No presente

estudo obtivemos excelentes resultados no processo de validação, de

forma que ambos os equipamentos produziram resultados comparáveis

e confiáveis, dentro dos requisitos de garantia da qualidade.

Palavras-chave: Validação, hemograma automatizado,

controle de qualidade, Sysmex ® KX-21n, Bayer ® Advia 60

Validation of Sysmex ® KX-21n blood analyzer in a

small clinical laboratory

In a clinical laboratory, when we introduce a new analytical

method or equipment, we need to performance tests to access

its accuracy and precision. These tests use comparative studies

of patient’s samples, that must be analyzed by both methods or

equipment. The aim was to evaluate the performance and reliability

of Sysmex ® KX-21N equipment when introduced into the routine

of a small laboratory, and perform validation against the same

equipment already in use in the laboratory, the Bayer ® ADVIA 60.

Samples of venous blood were collected with anticoagulant EDTA/

K2, processed simultaneously in Bayer ® Advia 60 and Sysmex ®

KX-21N equipments. For statistical analysis, the mean values of

groups were analyzed using the Student t test and correlation

was assessed using the correlation coefficient (r) Sperman. In this

study we obtained excellent results in the validation process, so

that both devices are suitable for the laboratory routine, producing

reliable and comparable results, within the requirements of

quality assurance.

Keywords: Validation, automated hemogram, quality control,

Sysmex ® KX-21n, Bayer ® Advia 60

Introdução

O

hemograma é o exame que

avalia os elementos celulares

do sangue (eritrócitos,

leucócitos e plaquetas) quantitativa

e qualitativamente. É o teste complementar

mais requerido nas consultas

médicas, que o torna coadjuvante

indispensável no diagnóstico de doenças

infecciosas, das doenças crônicas

em geral, das emergências médicas,

cirúrgicas e traumatológicas, e no

acompanhamento de quimio e radioterapia

(3, 6, 7).

No passado, as contagens de

glóbulos e demais determinações do

hemograma eram feitas por técnicas

manuais, lentas e trabalhosas. Hoje,

essas e outras determinações são

realizadas em poucos minutos, em

instrumentos automatizados ou semiautomatizados,

com modificações

das técnicas manuais ou tecnologias

completamente novas (1).

Além da capacidade de analisar

eficientemente um grande volume de

exames em um curto espaço de tempo,

tais instrumentos também oferecem

alta sensibilidade e precisão na quan-

134

NewsLab - edição 110 - 2012


tificação das células sanguíneas (3,

8). Outra importante vantagem das

automações hematológicas modernas

é o aumento da reprodutibilidade (10).

Em um laboratório clínico, a substituição

de métodos ou a troca de

equipamentos pode ser estimulada

por vantagens como a diminuição nos

custos, melhorias no desempenho, ou

facilidade de uso. Porém, cada novo

método analítico deve ser avaliado

quanto a sua exatidão e precisão.

Apesar dos fabricantes de reagentes,

kits e equipamentos descreverem

as características de seus produtos,

deve-se verificar se as especificações

são atingidas no ambiente do próprio

laboratório, usando equipamento e

pessoal próprio (9).

A validação de um método é um

processo contínuo que começa no

planejamento da estratégia analítica

e continua ao longo de todo o seu

desenvolvimento e transferência (12).

Segundo Westgard, ao validar um

método laboratorial, estamos fazendo

uma avaliação do erro. A validação

nos permite estimar o quanto de erro

pode estar presente no ensaio e se o

erro presente poderá influenciar na

interpretação do resultado e na conduta

médica.

Validar um método é um processo

demorado, que requer um grande

número de procedimentos analíticos

e cálculos estatísticos, o que aumenta

o custo das análises (13). É essencial

que os estudos de validação sejam

representativos e conduzidos de modo

que a variação da faixa de concentração

e os tipos de amostra sejam

adequados (12) e condizentes com a

realidade do laboratório.

A verificação da exatidão para a

substituição de métodos ou equipamentos

é realizada através de estudos

comparativos de amostras de pacientes,

sendo que as mesmas devem ser

analisadas em ambos os métodos ou

equipamentos: através do método

em uso (método referência) e pelo

método em avaliação (método teste).

O propósito dessa avaliação é

verificar se o novo método apresenta

um desempenho tão bom quanto o

já existente (9). Entretanto, cabe

destacar que neste modelo de validação

o analista assume que o erro da

metodologia ou equipamento em uso

é muito baixo ou inexistente, o que

nem sempre condiz com a realidade.

Uma das formas de contornar este

problema é através da mensuração

destes erros, para termos a exata

noção do desempenho da metodologia

ou equipamento em teste.

Objetivos

O presente estudo buscou avaliar

o desempenho e a confiabilidade dos

resultados do equipamento Sysmex ®

KX-21n quando incorporado à rotina

de um laboratório de pequeno porte,

e realizar a validação do mesmo frente

ao equipamento já em uso no referido

laboratório, o Bayer ® Advia 60.

Material e Método

O estudo utilizou 78 amostras obtidas

no Laboratório de Biomedicina

da Universidade Feevale e Laboratório

Endolab de Gramado, ambos no Rio

Grande do Sul. Foram utilizadas amostras

de sangue total venoso, coletadas

com anticoagulante EDTA/K2 que seriam

descartadas pelos mesmos, após

serem analisadas em suas rotinas.

As amostras foram processadas

simultaneamente nos equipamentos

Bayer ® Advia 60 e Sysmex ® KX-21n

no período de 02 a 06 de agosto de

2010. Ambos os equipamentos foram

previamente submetidos a manutenções

preventivas, conforme especificações

dos fabricantes. Também,

para garantir a confiabilidade dos resultados,

utilizou-se diariamente sangue

controle comercial (Sysmex ® e-

check e Sysmex ® eight-check para

Sysmex ® KX-21n e Bayer ® Advia 60,

respectivamente) em três níveis

de concentração. Os parâmetros

considerados neste estudo foram

as contagens globais de leucócitos,

eritrócitos e plaquetas, além dos índices

hematimétricos (hematócrito e

hemoglobina).

Para a análise estatística, os valores

das médias dos grupos foram

analisados através do teste t de

Student e a correlação foi avaliada

através do índice de correlação (r)

de Spearman, através do programa

Microsoft Office Excel 2007.

Resultados

A análise hematológica realizada

pelos dois equipamentos utilizou a

mesma amostra de sangue de cada

paciente. Para todos os parâmetros

Tabela 1. Resultados dos valores absolutos da probabilidade (p) medida pelo teste T de

Student e da correlação (r) da análise de Spearman para parâmetros hematológicos obtidos

em dois equipamentos diferentes (Sysmex ® KX-21n e Bayer ® Advia 60)

Parâmetro Teste t Análise de correlação de Spearman

Leucócitos p = 0,227175 r = 0,9955

Eritrócitos p = 0,435169 r = 0,9612

Hemoglobina p = 0,995241 r = 0,9733

Hematócrito p = 0,875077 r = 0,9630

Plaquetas p = 0,122461 r = 0,9781

136

NewsLab - edição 110 - 2012


foi observada correlação positiva

entre os métodos, sendo considerada

excelente correlação valores de r

superiores a 0,9 (Tabela 1).

Para avaliarmos a relação (associação)

entre os dois métodos, bem

como a distribuição homogênea dos

pontos, foi determinada a regressão

linear para cada parâmetro.

Também foi avaliado o coeficiente

de determinação (r 2 ) para determinação

da confiabilidade da equação

de reta obtida quando comparados

os dois equipamentos. As Figuras

1 a 5 mostram estes dados, para

leucócitos, eritrócitos, hemoglobina,

hematócrito e plaquetas, respectivamente.

Figura 1. Comparação dos resultados de contagem global de

leucócitos. Scattergrama mostrando a correlação entre os resultados

obtidos pelo equipamento Sysmex ® KX-21n (teste; eixo y) e Bayer ®

Advia 60 (referência; eixo x). r 2 = 0,9904

Figura 2. Comparação dos resultados de contagem global de

eritrócitos. Scattergrama mostrando a correlação entre os resultados

obtidos pelo equipamento Sysmex ® KX-21n (teste; eixo y) e Bayer ®

Advia 60 (referência; eixo x). r 2 = 0,922

Figura 3. Comparação dos resultados de dosagem de hemoglobina.

Scattergrama mostrando a correlação entre os resultados obtidos

pelo equipamento Sysmex ® KX-21n (teste; eixo y) e Bayer ® Advia 60

(referência; eixo x). r 2 = 0,96894

Figura 4. Comparação dos resultados de dosagem de hematócrito.

Scattergrama mostrando a correlação entre os resultados obtidos

pelo equipamento Sysmex ® KX-21n (teste; eixo y) e Bayer ® Advia 60

(referência; eixo x). r 2 = 0,9496

NewsLab - edição 110 - 2012

137


Figura 5. Comparação dos resultados de contagem global de plaquetas. Scattergrama

mostrando a correlação entre os resultados obtidos pelo equipamento Sysmex ® KX-21n (teste;

eixo y) e Bayer ® Advia 60 (referência; eixo x). r 2 = 0,9489

Discussão

A validação de um método analítico

é fundamental para a garantia da

qualidade analítica, sendo uma das exigências

das normas de Boas Práticas

em laboratório (BPL) (14). Consiste

em uma série de experimentos com a

finalidade de documentar o seu desempenho,

o que nos permite concluir se

um método ou equipamento funciona

de forma esperada e proporciona o

resultado adequado (11).

Além disso, mesmo que um método

ou equipamento já tenha sido testado

e validado pelo seu fabricante, ainda

é importante que se verifique o seu

desempenho dentro do próprio laboratório

(9). Este fato pode ser observado,

quando consideramos que um sistema

analítico de medida inclui o conjunto

de procedimentos de trabalho, mão de

obra, equipamentos, reagentes e suprimentos

necessários para a realização

do ensaio e a geração do resultado.

Com essa medida, estaremos assegurando

a comparabilidade de resultados

entre distintos sistemas analíticos.

Neste estudo pode-se observar

que ambos os sistemas utilizados são

adequados para as medidas dos parâmetros

hematológicos. Este fato fica

evidenciado quando avaliamos o índice

de probabilidade (p), calculado através

do teste t de Student, onde não se

obteve diferença estatisticamente significativa

entre os dois equipamentos

analisados, para nenhum dos parâmetros.

Já quando avaliamos a correlação

existente entre ambos, observa-se que

todos os parâmetros apresentaram r

> 0,9, o que se aproxima de uma correlação

plena, pois segundo a análise

estatística pura, valores de r próximos

de 0 indicam correlação nula, enquanto

valores próximos de 1 indicam correlação

perfeita (5).

Entretanto, cabe destacar que

quando estes números são aplicados

aos princípios de validação de metodologias,

o ideal é que se obtenha um

índice de correlação muito alto, ou

seja, r > 0,975, significando que 95%

dos resultados do método teste são

proporcionais aos resultados do outro

método. Assim, permite decidir se a

equação da regressão pode ser utilizada

para estimar os erros sistemáticos

do método teste (15).

Neste trabalho, este índice foi

obtido para os parâmetros contagem

global de leucócitos e de plaquetas.

Para os demais parâmetros (eritrócitos,

hemoglobina e hematócrito) também

se obteve uma correlação alta, com

valores de r > 0,9.

Estudos prévios também sugerem

que para alguns parâmetros como

leucócitos, eritrócitos e plaquetas, o

desempenho analítico do hemograma

automatizado geralmente se mostra

excelente. Para outras análises, como

a contagem diferencial de leucócitos

e reticulócitos, essa performance é

menos satisfatória, principalmente

quando estes encontram-se em baixas

concentrações (4).

A metodologia utilizada também

exerce grande influência sobre o resultado

final das validações. No presente

estudo, ambos os equipamentos utilizam

o método de impedância para a

contagem dos elementos celulares (2,

16). Esse princípio foi desenvolvido por

Wallace Coulter e baseia-se na quantificação

dos pulsos elétricos gerados

pelas células, quando da passagem das

mesmas por um orifício, onde flui uma

corrente continua. Como as células

sanguíneas não são boas condutoras

de eletricidade, ao passar por esse

orifício ocorre um aumento mensurável

da impedância elétrica, o que

possibilita sua contagem, bem como

a determinação do volume corpuscular

médio (VCM) (1, 3, 7).

A dosagem de hemoglobina é feita

por espectrofotometria em ambos,

porém com diferentes agentes líticos,

já que o Bayer ® Advia 60 utiliza

reagente com cianeto, enquanto o

Sysmex ® KX-21n utiliza lauril sulfato

de sódio, biodegradável, livre

de cianeto. Também em relação ao

hematócrito temos metodologias

diferentes, sendo que o hematócrito

no equipamento Bayer ® Advia 60

é calculado a partir de parâmetros

mensurados por impedância (RBC e

VCM), e no equipamento Sysmex ®

138

NewsLab - edição 110 - 2012


KX-21n o hematócrito é medido

através do somatório da altura dos

pulsos gerados na contagem de

eritrócitos (2, 16). Estas diferenças

metodológicas podem ter contribuído,

ao menos parcialmente, para a

menor correlação encontrada nestes

dois parâmetros.

Conclusão

A escolha de uma nova metodologia

ou de um novo equipamento

para o laboratório envolve a avaliação

de muitos fatores, como

produtividade, adequação às necessidades

do usuário, disponibilidade

de reagentes e assistência técnica,

robustez, utilização de controles de

qualidade, custos, amigabilidade

do software utilizado e facilidade

de manuseio pelos operadores,

além do sucesso no processo de

validação do novo equipamento ou

metodologia escolhidos.

No presente estudo obtivemos

excelentes resultados no processo

de validação, de forma que ambos

os equipamentos se adéquam à

rotina laboratorial, produzindo resultados

comparáveis e confiáveis,

dentro dos requisitos de garantia

da qualidade.

Correspondências para:

Rejane Giacomelli Tavares

tavares.rejane@gmail.com

Referências Bibliográficas

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140

NewsLab - edição 110 - 2012


Artigo

Prevalência de Agentes Infecciosos em Exames

Citopatológicos de Mulheres Atendidas em um

Serviço de Saúde Pública do Sul do Brasil

Vanessa Lais Diefenthäler 1 , Janice de Fátima Pavan Zanella 2 , Janaina Coser 2

1 - Acadêmica do Curso de Biomedicina. Universidade de Cruz Alta, Cruz Alta, RS

2 - Docentes do Curso de Biomedicina, Universidade de Cruz Alta, Cruz Alta, RS

Resumo

Summary

Prevalência de agentes infecciosos em exames

citopatológicos de mulheres atendidas em um Serviço

de Saúde Pública do sul do Brasil

As inflamações e infecções vaginais são as principais causas

que levam as mulheres à procura de uma consulta ginecológica.

Vaginose bacteriana, tricomoníase e candidíase representam cerca

de 90% das desordens de origem infecciosa no trato genital feminino

e podem ser diagnosticadas pelo exame a fresco, colorações de

Papanicolaou e Gram. Este estudo teve como objetivo determinar a

prevalência de vaginose bacteriana e de infecções por Trichomonas

vaginalis e Candida sp em exames citopatológicos realizados em

uma unidade de saúde pública. Foram analisados retrospectivamente

483 laudos citopatológicos de exames realizados no laboratório de

Citopatologia da Universidade de Cruz Alta, durante os anos de

2008 e 2009. As prevalências totais foram de 80,8% (17/136)

para vaginose bacteriana, 12,5% (17/136) para Candida spp e

6,6% (9/136) para Trichomonas vaginalis. Maiores frequências de

infecções do trato genital feminino foram observadas nas mulheres

com idade entre 31 e 40 anos. Apesar de a técnica de Papanicolaou

ser usada comumente como teste de triagem para detectar lesões

pré-neoplásicas do colo uterino, sua utilização no diagnóstico de

infecções cérvico-vaginais associadas a patógenos tem sido considerada

uma importante alternativa diagnóstica nestes casos, já que ela

permite avaliar a intensidade da reação inflamatória, acompanhar

sua evolução e determinar o agente causal.

Palavras-chave: Papanicolaou, Candida spp, Gardnerella

vaginalis, Trichomonas vaginalis

Prevalence of infectious agents in cervical screening

of women attended at a Public Health Service

in southern Brazil

The inflammation and vaginal infections are the main causes

that lead women looking for a gynecological visit. Bacterial

vaginosis, trichomoniasis and candidiasis represent about 90%

of disorders of infectious origin in the female genital tract, and

can be diagnosed by examining a fresh, Pap and Gram stains.

This study aims to determine the prevalence of bacterial vaginosis

and infection with Trichomonas vaginalis and Candida spp in

cervical screening performed in a public health unit. We retrospectively

reviewed 483 reports of cytological examinations in

the laboratory of Cytopathology, University of Cruz Alta, during

the years 2008 and 2009. The overall prevalence rates were

80,8% (17/136) for bacterial vaginosis, 12,5% (17/136) and

for Candida spp 6,6% (9/136) for Trichomonas vaginalis. Higher

proportions of female genital tract infections were observed

among women 31-40 years. Although the Papanicolaou technique

is commonly used as a screening test to detect precancerous

lesions of the cervix, its use in the diagnosis of cervical-vaginal

infections associated with pathogens has been considered an

important alternative diagnosis in these cases since it allows

to evaluate intensity of inflammation, track their progress and

determine the causal agent.

Keywords: Papanicolaou, Candida spp, Gardnerella

vaginalis, Trichomonas vaginalis

142

NewsLab - edição 110 - 2012


Introdução

A

s infecções vaginais são as

principais causas que levam

as mulheres à procura de

uma consulta ginecológica. O colo

uterino é tanto uma sentinela para

infecções, quanto um alvo de carcinógenos

virais, químicos e outros. A

infecção constitui uma das queixas

clínicas mais comuns na prática ginecológica,

perturbando a paciente

e causando alteração do pH local,

prurido e algumas vezes secreção.

Vaginose bacteriana, tricomoníase

e candidíase representam cerca de

90% das desordens de origem infecciosa

no trato genital feminino, sendo

a primeira a mais prevalente (1-4).

A vaginose bacteriana consiste em

uma alteração da microbiota vaginal

normal caracterizada pela substituição

de lactobacilos normalmente predominantes,

por uma flora composta

por bactérias anaeróbias estritas e

facultativas (Gardnerella vaginalis,

Prevotella sp, Bacteroides sp, Mobiluncus

sp e Peptostreptococcus sp).

Este distúrbio caracteriza-se por

um aumento do conteúdo vaginal e

odor desagradável que se intensifica

no período menstrual e após a relação

sexual devido a volatização das aminas

produzidas pelas bactérias anaeróbias.

Sua ocorrência predomina entre

mulheres em idade reprodutiva e

sexualmente ativas e alguns fatores

predisponentes parecem estar relacionados

com esta patologia, como:

idade, etnia, fumo, uso de dispositivo

intrauterino como método contraceptivo

e comportamento sexual. Entretanto,

uma elevada proporção das

mulheres acometidas pela vaginose

bacteriana é assintomática (3, 5, 11).

A candidíase é o segundo tipo mais

comum de vulvovaginite. Estima-se

que 75% das mulheres em idade reprodutiva

já tiveram algum episódio

de infecção por Candida spp, sendo

a Candida albicans a de maior prevalência,

sendo responsável por cerca

de 80% a 90% dos casos. Numerosos

fatores podem estar relacionados a

essa infecção, como o tratamento

com antibióticos e corticosteroides,

diabetes mellitus, gestação e imunossupressão

(3, 6, 7).

Outra infecção frequente do trato

genital feminino é a tricomoníase.

Ela é causada pelo protozoário Trichomonas

vaginalis e é a doença

sexualmente transmissível (DST) não

viral mais comum no mundo. Sua

infecção depende de vários fatores

incluindo idade, atividade sexual,

número de parceiros sexuais, outras

DSTs associadas, fase do ciclo menstrual

e condições socioeconômicas. A

tricomoníase persistente está associada

à doença inflamatória pélvica

e, além disso, parece favorecer o

desenvolvimento do câncer cervical

e parto prematuro (3, 6, 8).

Os exames utilizados para diagnóstico

dessas infecções são o exame a

fresco e as colorações de Papanicolaou

e Gram. Apesar da técnica de Papanicolaou

ser preconizada e usada comumente

como teste de triagem para

detectar lesões pré-neoplásicas do colo

uterino, o interesse na sua utilização

como diagnóstico de infecções cérvicovaginais

associadas a patógenos tem

sido considerado uma importante

alternativa diagnóstica nestes casos.

Este método permite avaliar a

intensidade da reação inflamatória,

acompanhar sua evolução e determinar

o agente infeccioso causal. Dessa

forma, a identificação morfológica ou a

suspeição diagnóstica de determinados

vírus e bactérias são informes adicionais

do exame citopatológico, contribuindo

para um melhor acompanhamento,

encaminhamento e tratamento das

mulheres infectadas (2, 9, 10).

As infecções vaginais constituem

um dos mais frequentes problemas

do ambulatório de ginecologia e,

portanto, reconhecer os agentes envolvidos

é de grande interesse clínico

na seleção da conduta adequada a ser

tomada sobre tratamento e acompanhamento

da paciente (9). Neste

contexto, o objetivo deste estudo foi

determinar, retrospectivamente, a

prevalência de agentes infecciosos

encontrados nos exames citológicos

de mulheres atendidas em um serviço

de saúde pública do sul do Brasil.

Metodologia

Foi realizado um estudo retrospectivo

com 483 laudos citopatológicos

analisados no período de 2008 e 2009,

no laboratório de Citopatologia da Universidade

de Cruz Alta, cujas amostras

eram provenientes de mulheres atendidas

em um serviço de saúde pública do

município de Cruz Alta, RS, e analisadas

pelo método de Papanicolaou.

Resultados

Verificou-se através da análise retrospectiva

que 28,2% (136/483) dos

esfregaços citológicos apresentaram

agentes infecciosos. Destes, 80,8%

(17/136) demonstraram a presença de

Gardnerella vaginalis, 12,5% (17/136)

de Candida spp e 6,6% (9/136) de

Trichomonas vaginalis (Figura 1).

A idade das mulheres variou de

15 a 78 anos, sendo que as mulheres

com idade entre 31 e 40 anos

apresentaram maior prevalência de

Candida spp e Trichomonas vaginalis.

Já a presença de Gardnerella vaginalis

foi homogênea entre as diferentes

faixas etárias analisadas (Tabela 1).

144

NewsLab - edição 110 - 2012


90,00%

80,00%

80,80%

70,00%

60,00%

50,00%

40,00%

30,00%

20,00%

10,00%

6,60%

13%

0,00%

Trichomonas vaginalis Candida spp Gardnerella vaginalis

Figura 1. Prevalência dos agentes infecciosos encontrados em exames citopatológicos de mulheres atendidas em um serviço de saúde pública

do sul do Brasil

Tabela 1. Características clínicas e epidemiológicas da população analisada de acordo com o agente infeccioso encontrado

Características

Gardnerella vaginalis

(n = 110) n (%)

Candida spp

(n = 17) n (%)

Trichomonas vaginalis

(n = 9) n (%)

Faixa etária (anos)

≤ 20 8 (7,3%) 1 (5,9%) -

21-30 28 (25,4%) 2 (11,8%) 1 (11,1%)

31-40 22 (20%) 8 (47%) 3 (33,3%)

41-50 28 (25,4%) 3 (17,6%) 4 (44,4%)

> 50 24 (21,8%) 3 (17,6%) 1 (11,1%)

Método contraceptivo

ACO 41 (37,3%) 8 (47%) -

DIU 1 (0,9%) 1 (5,9%) 1 (11,1%)

Nenhum 68 (61,8%) 8 (47%) 8 (88,9%)

Último CP

1ª vez 9 (8,2%) 2 (11,8%) 2 (22,2%)

≤ 1 ano 58 (52,7%) 11 (64,7%) 4 (44,4%)

≥ 2 anos 35 (31,8%) 4 (23,52%) 3 (33,3%)

Não lembra 8 (7,3%) - -

Aspecto colo uterino

Normal 85 (77,3%) 13 (76,5%) 9 (100%)

Alterado 13 (11,8%) 2 (11,8%) -

Ausente 12 (10,9%) - -

Queixas clínicas

Dispareunia 2 (1,8%) 1 (5,9%) 1 (11,1%)

Sangramento após relação 11 (10%) 2 (11,8%) 1 (11,1%)

Prurido 2 (1,8%) - -

Secreção anormal 60 (54,54%) 7 (41,2%) 9 (100%)

146

NewsLab - edição 110 - 2012


Maiores frequências de agentes

infecciosos ocorreram nas mulheres

usuárias de anticoncepcional

oral e que haviam realizado exame

citológico há um ano ou menos. Na

maioria das mulheres com Gardnerella

vaginalis (22,7%) e Candida

spp (3,5%) e todas as mulheres

com Trichomonas vaginalis o aspecto

do colo uterino era normal, sem

a presença de eritema ou outras

características inflamatórias e a

presença de secreção anormal foi

a queixa clínica mais relatada pelas

mulheres com qualquer um dos tipos

de agentes (Tabela 1).

Discussão

No Brasil, o número de mulheres

sexualmente ativas que realizam

periodicamente o exame citológico

ainda deixa a desejar, e a sua cobertura

ainda deve ser melhorada,

tendo em vista a alta prevalência do

câncer de colo de útero apontado nas

estimativas do Instituto Nacional do

Câncer para o ano de 2010. Entretanto,

neste estudo, constatou-se

que na maior parte das vezes, são

as mesmas mulheres que realizam

o exame citológico anualmente.

Esta situação vem a contribuir para

a triagem de lesões pré-neoplásicas

e também para o diagnóstico das

infecções genitais.

Alguns fatores, como a interação

entre a flora vaginal normal, os produtos

do metabolismo microbiano, o

estado hormonal e a resposta imune,

contribuem para o equilíbrio da microbiota

vaginal da mulher.

No entanto, distúrbios desse ecossistema

podem favorecer o desenvolvimento

de processos infecciosos

causados por agentes microbiológicos.

A literatura tem demonstrado

que as infecções mais prevalentes

em mulheres sexualmente ativas são

ocasionadas por Gardnerella vaginalis,

Candida spp e Trichomonas vaginalis

respectivamente, o que se assemelha

aos resultados encontrados neste estudo

(3, 13, 14).

A vaginose bacteriana, causada

pela substituição de lactobacilos

normalmente predominantes na flora

vaginal, por bactérias anaeróbias estritas

e facultativas como a Gardnerella

vaginalis, foi o agente infeccioso

mais prevalente em nosso estudo,

com 110 casos (80,8%), seguido pelas

infecções por Candida spp (12,5%) e

Trichomonas vaginalis (6,6%) respectivamente.

Considerando a infecção por Gardnerella

vaginalis no total de laudos

analisados, foi possível observar

uma prevalência de 22,7%, que é

semelhante a outros estudos, onde a

prevalência de infecção por Gardnerella

vaginalis gira em torno de 20%

(8, 9, 12).

Com relação à faixa etária, nossos

resultados mostram uma distribuição

homogênea da prevalência de Gardnerella

vaginalis nas diferentes faixas

etárias (tabela 1), concordando com

os achados de Ribeiro et al (8), mas

diferindo de outros trabalhos, que

relataram uma maior prevalência de

candidíase e tricomoníase nas mulheres

com idade entre 31-40 anos.

Esta última situação poderia retratar

uma mudança comportamental nesta

faixa etária (7).

Considerando a utilização de anticoncepcional

oral, 30,1% (41/136)

das mulheres com infecção por Gardnerella

vaginalis, 5,8% (8/136) das

mulheres com Candida spp e nenhuma

das mulheres com Trichomonas

vaginalis relataram fazer uso desse

método contraceptivo. Cabe ressaltar

que o uso de contraceptivo oral é

um fator que pode facilitar o desenvolvimento

dos agentes devido ao

acúmulo de glicogênio no epitélio

cervical, sugerindo uma dependência

hormonal na ocorrência destes

processos infecciosos (5, 8).

Além disso, as mulheres que procuram

o atendimento ginecológico,

normalmente já apresentam alguma

queixa clínica. Neste contexto, foi

retratado nesse estudo que a queixa

de secreção vaginal esteve presente

na maioria (54,5%) dos casos de

Gardnerella vaginalis, em 41,2% dos

casos de infecção por Candida spp, e

na totalidade dos casos por Trichomonas

vaginalis (Tabela 1).

De fato, é normal haver descarga

vaginal durante os anos reprodutivos,

devido à secreção das glândulas

cervicais e das glândulas de

Bartholin, também da descamação

das células vaginais e das bactérias

presentes na flora vaginal. Nessa

fase, a vagina normalmente é resistente

às infecções, pois seu epitélio

é muito resistente e o seu meio é

muito ácido, inibindo o crescimento

excessivo dos patógenos.

O muco cervical, fluxo menstrual,

a excitação, a relação sexual e o

estresse deixam o ambiente alcalino

causando um aumento do pH vaginal

e predispondo a manifestação de uma

vaginite (15).

Alterações no colo uterino, como

colo avermelhado, foram encontradas

nas infecções por Gardnerella vaginalis

(11,8%) e Candida spp (11,8%).

Isso ocorre devido à atividade inflamatória

decorrente da infecção por

agentes infecciosos que deixa o colo

mais sensível, hiperemiado e sangrante

(15).

Este fato deve ser observado com

atenção, já que infecções em geral

podem ser cofatores importantes para

infecção pelo Papilomavírus humano

148

NewsLab - edição 110 - 2012


(HPV) e com isso, a ocorrência de

futuras lesões se não forem diagnosticadas

e remetidas a um tratamento

adequado (9, 10, 13, 14).

Conclusão

Através deste estudo retrospectivo

verificou-se que 28,2% (136/483) dos

esfregaços citológicos revisados apresentaram

agentes infecciosos. Destes,

o de maior prevalência, com 80,8%

(17/136), foi a presença de Gardnerella

vaginalis, seguido pela Candida

spp com 12,5% (17/136) e 6,6%

(9/136) de Trichomonas vaginalis.

Ficou demonstrado então, que,

mesmo o exame citológico sendo um

exame utilizado primariamente para

triagem de lesões precursoras do

câncer de colo do útero, ele também é

eficaz para a detecção de agentes infecciosos,

representando um instrumento

de grande valia para o atendimento de

mulheres nos serviços de saúde pública,

pois fornece um informe adicional

ao exame de Papanicolaou.

Correspondências para:

Janaina Coser

janacoser@yahoo.com.br

Janice de Fátima Pavan Zanella

janicezanella@yahoo.com.br

Vanessa Lais Diefenthäler

vanessalaisd@yahoo.com.br

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Rio de Janeiro: Revinter, 2000.

150

NewsLab - edição 110 - 2012


AGENDA

XII Workshop de Resistência

Bacteriana - 2012

Data: 17 de março de 2012

Local: Hotel Blue Tree Towers, Morumbi.

São Paulo

Informações: consultoriamd@uol.com.br

(11) 5505-2480

XX Simpósio Internacional de

Hematologia e Hemoterapia -

Novos Rumos da Imunohematologia

Data: 23 e 24 de março

Local: Hospital Israelita Albert Einstein

Informações: www.einstein.br/eventos

Hospitalar 2012

19ª Feira Internacional de

Produtos, Equipamentos, Serviços

e Tecnologia para Hospitais,

Laboratórios, Farmácias, Clínicas e

Consultórios

Data: 22 a 25 de maio

Local: Pavilhões do Expo Center Norte.

São Paulo. SP

Informações: www.hospitalar.com

39º Congresso Brasileiro de

análises Clínicas

Data: 01 a 04 de julho

Local: Centro de Convenções

Sulamérica. Rio de Janeiro. RJ

Informações: www.sbac.org.br

AACC CLINICAL LAB EXPO

Data: 17 a 19 de julho

Local: Los Angeles Convention Center.

CA. EUA

Informações: www.aacc.org

46º Congresso Brasileiro de

Patologia Clínica/Medicina

Laboratorial

Data: 04 a 07 de setembro

Local: Centro de Convenções da Bahia.

Salvador. BA

Informações: www.cbpcml.org.br

XXI CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE

MICROBIOLOGIA

Data: 28 de outubro a 01 de novembro

Local: Mendes Convention Center.

Santos. SP

Informações: www.sbmicrobiologia.org.br

152

NewsLab - edição 110 - 2012


Humberto Façanha da Costa Filho

Rosa Mayr Prestes da Costa

É uma grande honra apresentar a segunda

edição do livro do Dr. Humberto

Façanha! Quantos laboratórios já

se beneficiaram com a ajuda fantástica

que este brilhante profissional lhes proporcionou

Dezenas! E posso afirmar

que estão todos muito felizes. Por quê

Porque eles sabem que com o negócio

de laboratório de análises clínicas

pode-se obter lucratividade, desde que

haja uma gestão financeira profissional.

O meu respeito pelo Dr. Humberto

continua crescendo pela forma como

ele se coloca sempre disponível e dar

a seu profissionalismo a uma humanidade

marcada e tratar seu interlocutor

com profundo respeito.

Na Assembléia Francesa uma vez me

deparei com esta frase: “Os homens

procuram a luz em um jardim frágil,

onde fervilham as cores”.

Desejo que Dr. Humberto traga a luz

para que alguns possam encontrar sua

própria luz...

Sylvain Kernbaum

Editora Eskalab

BIBLIOTECA NEWSLAB

A revista NewsLab, em parceria com as melhores editoras médicas do país,

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Citologia Clínica

do Trato Genital

Feminino

Autor: Jacinto da

Costa Silva

168 páginas

Preço: R$ 159,00

Microbiologia – 5°

edição

Autores: Flávio

Alterthum & Luiz Rachid

Trabulsi

780 páginas

Preço: R$ 197,00

Técnicas Básicas de

Laboratório Clínico –

5ª edição

Autoras: Barbara H. Estridge

e Anna P. Reynolds

800 páginas

Preço: R$ 248,00

Tratado de

Infectologia –

4°edição – 2 volumes

Autores: Roberto Focaccia

& Ricardo Veronesi

2320 páginas

Preço: R$ 597,00

Manual de Medicina

Transfusional

Autores: Eugênia Maria

Amorim Ubiali & Dimas

Tadeu Covas & Gil

Cunha de Santis

192 páginas

Preço: R$ 57,00

Abordagem Interdisciplinar

em Análises

Clínicas - 2ª Edição

Autores: Edna Maria Vissoci

Reiche, Leda Mezzaroba,

José Wander Breganó, Marsileni

Pelisson e Egídio Tesser

428 páginas

Preço: R$ 50,00

Leucócitos e

Interpretação do

Leucograma

Autora: Maria de

Lourdes Pires Nascimento

200 páginas

Preço: R$ 60,00

Vias Urinárias

– Controvérsias

em Exames

Laboratoriais de

Rotina

Autor: Paulo Terra

248 páginas

Preço: R$ 117,00

Urinálise e Fluidos

Corporais

Autor: Susan King

Strasinger, Marjorie

Schaub Di Lorenzo

315 páginas

Preço: R$ 209,00

Medicina

Laboratorial

Autor: Adagmar

Andriolo

260 páginas

Preço: R$ 103,00

Procedimentos Básicos

em Microbiologia

Clínica - 3 a edição

Autores: Carmen P. Oplustil,

Cassia M. Zoccoli,

Nina R. Tobouti, Sumiko

I. Sinto

544 páginas

Preço: R$ 138,00

Células-Tronco – A

Nova Fronteira da

Medicina

Autor: Marco Antonio

Zago, Dimas Tadeu Covas

245 páginas

Preço: R$ 107,00

Microbiologia Clínica:

156 perguntas e

respostas

Autores: Caio Márcio

F. Mendes; Carmen Paz

Oplustil; Cássia Maria

Zoccoli e Sumiko Ikura Sinto

323 páginas

Preço: R$ 58,00

Bacteriologia e

Micologia para o

Laboratório Clínico

Autores: Carlos Henrique

Pessôa de Menezes e Silva,

Paulo Murillo Neufeld,

Clarice Queico Fujimura

Leite, Daisy Nakamura Sato

488 Páginas

Preço: R$ 279,00

Urinálise Manual

Autores: Laís Guimarães

Vieira, Virgínia Lucia Costa

Neves

170 Páginas

Preço: R$ 60,00

Administração de

Laboratórios

Autor: Denise M.

Harmening

487 páginas

Preço: R$ 179,00

Bioquímica Clínica

para o Laboratório

- Princípios e

Interpretações

Autor: Valter T. Motta

400 páginas

Preço: R$ 134,10

Técnicas de

Laboratório

Autores: Roberto de

Almeida Moura, Carlos S.

Wada, Adhemar Purchio,

Therezinha Verrastro de

Almeida

521 páginas

Preço: R$ 159,00

Hematologia e

Hemoterapia

Autora: Therezinha

Verrastro

316 páginas

Preço: R$ 129,00

Atlas de Parasitologia

Humana em CD-ROM

Preço: R$ R$ 142,00

Aplicação Prática em

Citometria de Fluxo

Autores: Nydia Strachman

Bacal & Marcelo H. Wood

Faulhaber

100 páginas

Preço: R$ 47,00

CálCulo dos Custos e Análise dA RentAbilidAde em lAboRAtóRios ClíniCos • 2ª edição – revisada, ampliada e modificada

Cálculo dos Custos e

Análise da Rentabilidade

em Laboratórios Clínicos

% -

$

Modelo Custo Certo

=+ -3

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2 a edição

Cálculo dos Custos e

Análise da Rentabilidade

em Laboratórios Clínicos

Autores: Humberto Façanha

da Costa Filho e Rosa Mayr

Prestes da Costa

144 páginas

Preço: R$ 40,00

Hemoglobinas

similares a S no Brasil

– Um guia prático de

identificação

Autores: Luciana de Souza

Ondei, Paula Juliana

Antoniazzo Zamaro, Dra.

Claudia R. Bonini-Domingos

60 páginas

Preço: R$ 30,00

Hemograma – Como

fazer e interpretar

Autor: Raimundo Antônio

Gomes Oliveira

544 páginas

Preço: R$ 199,00

Desejo pagar da seguinte forma:

Cheque anexo nº _______________e nominal à Editora Eskalab Ltda.

Por meio de depósito bancário, que será feito no Banco Itaú, Ag. 0262, conta corrente: 13061-0, a favor da Editora Eskalab Ltda., CNPJ 74.310.962/0001-83.

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Cidade:____________________________________________________ UF:___________ CEP:_____________________ CPF/CNPJ:______________________________________

Tel.:_______________________________________Fax:_______________________________________E-mail:_______________________________________________________

Cheque Anexo:______________________________________________ Banco:__________________________________________Valor Total R$:________________________

Feito o depósito, favor enviar para o Fax número (11) 3171-2190 o comprovante juntamente com essa ficha preenchida. Os livros serão enviados pelos Correios, com aviso de recebimento.

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Eskalab - Av. Paulista, 2073. Ed. Horsa 1. Conjunto 2315. CEP.: 01311-940. São Paulo. SP - Fone/Fax: (11) 3171-2190 / 3171-2191/ E-mail: assinatura@newslab.com.br


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Equipamentos diversos

Unid. Coda System R$20.000

Personal Lab

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R$30.000

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R$20.000

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R$12.000

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R$10.000

RA XT

R$15.000

RA 1000

R$12.000

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R$20.000

Diafast HD HPLC Prime R$25.000

Analisador de Gases

Rapdlab 348

R$20.000

Íons Seletivos Chiron 654 R$10.000

Incubadora de

Microplacas Bio Rad R$ 3.000

Leitora PR 2100

R$3.000

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