Insuficiência Cardíaca - NewsLab

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Insuficiência Cardíaca - NewsLab

Ano 11 - n o 4 Ago/Set 2009

Parte integrante da Revista Newslab - edição 95.

Entrevista

Antonio Carlos Pereira Barretto -

Diretor de Prevenção

e Reabilitação do Incor/FMUSP

Comenta sobre a insuficiência cardíaca,

doença responsável pela hospitalização

de quase 300 mil pessoas todos os anos.

Artigo Científico

O uso dos biomarcadores em cirurgias

cardíacas.

Biologia Molecular

A importância da detecção de HBV nas

transfusões de sangue. - Prof. Dr. José

Eduardo Levi - Centro de Imunologia e

Imunogenética (CII) e Instituto de Medicina

Tropical da FMUSP.

Gestão

A experiência do Hospital do Coração - HCor

na realização de exames em centros de

diagnósticos dentro de hospitais.

CORAÇÃO

De órgão vital a ícone do amor.

Tudo para ter um coração forte e saudável.

A vida faz as perguntas,

nós buscamos as respostas.


RocheNews Ago/Set 2009

editorial

SUMÁRIO

EM FOCO 04

Insuficiência cardíaca

GESTÃO 05

A importância da realização de exames em

centros de diagnóstico dentro de hospitais

ENTREVISTA 06

Prof. Dr. Antonio Carlos Pereira Barretto

BIOLOGIA MOLECULAR 09

A importância da detecção de HBV nas

transfusões de sangue

ARTIGO CIENTÍFICO 10

A Importância do Estudo Vision. Uso de

Biomarcadores em Cirurgias Não-Cardíacas

NOTÍCIAS 12

DICAS 14

Como ter uma vida saudável

Expediente

Roche News é uma publicação bimestral

da Roche Diagnostics Brasil.

Av. Eng. Billings, 1729. CEP: 05321-900. São Paulo. SP.

Fone: (11) 3719-7881 / Fax: (11) 3719-9492.

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Editores:

Juliano Paggiaro, Márcia Viotti, Patrícia Ogochi,

Fernando Noronha, Raquel Dias, Sérgio Nascimento,

Marisa D’Innocenzo, Rafael Souza

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Fabio Bornio, Juliana Inácio, Thomas Braun

Jornalista Responsável:

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Produção:

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PROJETO GRÁFICO E editoração:

Fmais Comunicação e Mkt

(11) 2528-7100

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Na máquina humana o coração é peça fundamental.

E quando esta peça falha ou não cumpre

mais com suas funções básicas de maneira

equilibrada e harmoniosa, surge o que conhecemos

como IC (insuficiência cardíaca), que não é apenas

uma doença, mas a fase final de vários outros comprometimentos

cardíacos.

Apesar da IC ser uma doença bem conhecida e pesquisada,

seu diagnóstico é difícil e quanto mais precoce ele for feito,

mais chances de se obter sucesso no tratamento. No mundo

existem cerca de 23 milhões de casos e com o aumento

da sobrevida, a prevalência e incidência da doença tendem

a crescer. Será que estamos preparados para atender estes

pacientes O que temos de novo para a promoção de um

diagnóstico correto e certeiro Esta edição da Roche News

aborda vários aspetos da IC para elucidar o tema.

Em Gestão, a experiência dos doutores Alberto Duarte e

Gabriel Lima Oliveira do Hospital do Coração é retratada

no artigo “A importância da realização de exames em centros

de diagnóstico dentro de hospitais”.

No Em Foco desta edição, Dr. Pedro Farsky, médico do Setor

Hospitalar do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia

e assessor médico da Virologia da Roche, comenta o quadro

geral da insuficiência cardíaca e apresenta dados econômicos

nos EUA e no Brasil.

Outro assunto muito importante é o uso dos biomarcadores

em cirurgias não-cardíacas e quem escreve um Artigo

Científico sobre o assunto é o Dr. Otávio Berwanger, diretor

do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração.

Na coluna Biologia Molecular, trazemos “A importância da

detecção de HBV nas transfusões de sangue”, comentada

pelo Prof. Dr. José Eduardo Levi, do Centro de Imunologia

e Imunogenética, mostrando que os testes de ácidos nucleicos

(NAT) para detecção do RNA de HCV e HIV em doações

de sangue são uma rotina em muitos países no mundo

há mais de 10 anos.

Acompanhe também a participação da Roche no 43º Congresso

Brasileiro de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial

e veja também em Dicas: Como ter uma vida saudável.

Boa leitura!

A vida faz as perguntas

Nós buscamos as respostas

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Relacionamento com Clientes

Roche Diagnóstica


em foco

RocheNews Ago/Set 2009 4

Insuficiência Cardíaca

Insuficiência cardíaca (IC) ocorre

quando o coração não está capacitado

a manter as necessidades circulatórias

do organismo. Existem no

mundo cerca de 23 milhões de casos.

Nos EUA, afeta 5,2 milhões de indivíduos,

com cerca de 550 mil novos casos/ano,

12 a 15 milhões de consultas médicas e

6,5 milhões de dias de internações/ano.

Ocorrem 300.000 mortes anuais, com um

custo de U$ 15 bilhões/ano/ internações.

É a principal causa de internação nos EUA.

No Brasil existem cerca de 6,5 milhões de

doentes, totalizando 4% de todas as internações,

31% das internações cardiovasculares,

380.000 hospitalizações/ano com

uma média de 5,8 dias cada. Os gastos de

saúde alcançam R$ 200 milhões anuais.

sangue, fazendo com que o volume de sangue

que o coração precisa ejetar seja maior

que o normal. Nesta mesma linha muitas

más-formações cardíacas também impõem

ao coração uma sobrecarga de trabalho.

Doenças como a anemia promovem um

aumento do trabalho do coração ou o aumento

do metabolismo geral do organismo

também levam à sobrecarga de trabalho

cardíaco.

• Diagnóstico

História clínica - a base do diagnóstico

é a história clínica. São possíveis sintomas

da insuficiência cardíaca: a dispneia,

tosse, fraqueza, edema, emissão de

urina noturna.

qualidade de vida. As modalidades de

tratamento são:

Tratamento não farmacológico -

redução do consumo de sal, líquidos e

redução de peso. A causa etiológica

deve ser identificada e tratada, como a

anemia, doenças da tireoide, doenças

valvares, obstruções das artérias coronárias

etc.

Tratamento farmacológico - diuréticos,

antagonistas da aldosterona,

vasodilatadores periféricos, agentes

inotrópicos, inibidores da enzima de

conversão da angiotensina, antagonistas

dos receptores da angiotensina II,

beta bloqueadores e hidralazina associada

aos nitratos.

Causas — A insuficiência cardíaca não é

apenas uma doença, mas a fase final de

várias afecções cardíacas. No Brasil, a doença

de Chagas é uma importante causa

etiológica para as doenças do músculo

cardíaco.

Na cardiopatia isquêmica, secundária à

aterosclerose coronária, provoca a falta de

perfusão sanguínea por obstruções das

artérias que nutrem o coração, as coronárias,

podendo ocasionar o infarto agudo do

miocárdio. A área infartada é necrosada e

perde a função. A cardiopatia hipertensiva,

secundária à hipertensão arterial, provoca

uma sobrecarga de pressão ao bombeamento

do sangue.

Nas doenças valvares também ocorrem

sobrecargas de volume ou pressão. Um

exemplo é sobrecarga de pressão a estenose

aórtica, onde a válvula aórtica não se

abre perfeitamente, provocando obstrução

da saída do sangue do coração e sobrecarga

de volume a insuficiência aórtica, onde

uma das válvulas permite um refluxo de

Exame físico - no exame físico são identificados

sinais da doença como a dispneia,

ritmo cardíaco acelerado, palidez ou

extremidades frias, dilatação das veias do

pescoço na posição sentada, estertores

pulmonares, que indicam a presença de

líquido no pulmão, aumento do tamanho

do fígado.

Exames complementares - há vários

métodos complementares que documentam

as alterações provocadas pela IC. O

eletrocardiograma e raio-X de tórax são rotineiros.

Outra importante ferramenta para

diagnóstico é o exame bioquímico ProBNP

(Peptídeo natriurético cerebral tipo B), o

qual se eleva na dilatação das câmaras

cardíacas. Este exame é muito útil na diferenciação

de dispneia por IC ou outras

causas, como as pulmonares. O ProBNP

também tem valor prognóstico na IC.

• Tratamento

As finalidades do tratamento são prolongar

a vida do paciente e melhorar a sua

Procedimentos mecânico-cirúrgicos

- buscam corrigir defeitos estruturais

do coração como correção de

cardiopatias congênitas, valvares, cirurgia

de revascularização do miocárdio.

Em casos extremos, o transplante

cardíaco pode ser indicado.

• Conclusões

A IC é uma patologia com alta prevalência

e que promove importantes repercussões

na vida das pessoas acometidas. Há diversas

formas consagradas de diagnóstico e

tratamento, e muitas ainda estão por vir.

Mas devemos lembrar sempre que a prevenção

das causas etiológicas ainda é a

melhor forma de tratamento.

Pedro Farsky

Médico do Setor Hospitalar do

Instituto Dante Pazzanese de

Cardiologia, Doutor em Cardiologia

pela Faculdade de Medicina

da USP e Assessor Médico de

Virologia da Roche


5 RocheNews Ago/Set 2009

gestão

A importância da realização de exames em

centros de diagnóstico dentro de hospitais

Atendendo a pacientes internos

e externos, o Laboratório

de Análises Clínicas do HCor

é referência em Cardiologia

nas esferas nacional e internacional. Certificado

pela Joint Commission International,

oferece em seu menu além dos marcadores

cardíacos, exames de bioquímica,

endocrinologia, imunologia, hematologia,

hemostasia, microbiologia, parasitologia e

uroanálise. Realiza mensalmente cerca de

100.000 exames.

procurando auxílio médico, não tendo em

mãos nossos exames e/ou check up

São nestes casos que se estabelece a importância

de fazer exames em hospitais

de preferência acreditados. Primeiro pela

garantia da qualidade e, segundo, pela

praticidade de contarmos com Centros de

Diagnósticos que na prática estão abertos

365 dias por ano, 24 horas e mantêm on

line, à disposição dos médicos plantonistas,

todos os exames lá realizados.

Na prática, fazer exames de laboratório

para diagnóstico ou check up, em algum

Centro de Diagnóstico perto de nossa

casa parece a coisa mais sensata, considerando

a possibilidade de fugir do trânsito

e evitar a perda de tempo. Entretanto,

é muito importante saber através de nossos

médicos assistentes, qual a qualidade

do serviço que nos é oferecido, pois nem

sempre os Centros que estão mais próximos

são os melhores.

O que fazer em momentos de emergência,

aos domingos e feriados, quando precisamos

fazer nossos exames ou estamos

Dr. Gabriel Lima-Oliveira

Os recursos tecnológicos de última geração,

aliados à equipe altamente qualificada, composta

por médicos especialistas, farmacêuticos

bioquímicos e biomédicos, sob gestão

do Prof. Dr. Alberto Duarte, se assemelham

aos melhores laboratórios do mundo. O

profissional também é gestor da DLCHC da

Faculdade de Medicina da USP.

“O diferencial do laboratório de análises

clínicas do HCor está na preocupação

com a fase pré-analítica, etapa fundamental

à gestão laboratorial, desde a orientação

do cliente (médico e não médico)

até a obtenção do espécime diagnóstico

e preparação do mesmo para a determinação

analítica”, informa Dr. Gabriel Lima-

Oliveira, ex-supervisor do laboratório do

HCor e recente colaborador da DLCHC

da Faculdade de Medicina da USP.

Em breve o laboratório do HCor estará

instalando no setor de coleta um “robô”

que irá selecionar e identificar os tubos

para coleta de sangue dos paciente imediatamente

após o cadastro. Esta medida

aumentará a segurança do paciente, pois

eliminará a possibilidade de erros na identificação

destes materiais.

Dr. Alberto Duarte

Sempre em busca da qualidade e visando

à segurança do paciente, realizamos

periodicamente os ensaios de proficiência

vinculados à Sociedade Brasileira de Análises

Clínicas e à Sociedade Brasileira de

Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.

Aos pacientes que precisam de cuidados

especiais ou que apresentam dificuldade

de locomoção, é oferecida a coleta domiciliar.

Após agendamento, um profissional

experiente desloca-se à casa do cliente

para coleta do espécime diagnóstico.

“Nossa equipe está sempre disposta a

orientar e esclarecer eventuais dúvidas

sobre a técnica e interpretação de exames

laboratoriais aos médicos e profissionais

habilitados”, afirma Dr. Alberto Duarte.

Além de toda esta característica técnica

e tecnológica, o laboratório de análises

clínicas do HCor tem a vantagem de estar

bem localizado, próximo à Avenida Paulista

– coração da cidade de São Paulo.


entrevista

RocheNews Ago/Set 2009 6

Dr. Antonio Carlos Pereira Barretto

Professor Associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e

diretor do serviço de prevenção e reabilitação do Incor/FMUSP fala à reportagem

da Roche News sobre insuficiência cardíaca, doença que é responsável pela

hospitalização de quase 300 mil pessoas todos os anos. Confira!

Roche News – Para começarmos, é correto usar o

termo ICC (insuficiência cardíaca congestiva), de

forma genérica

Dr. Pereira Barretto – Na verdade, o correto é falarmos

insuficiência cardíaca (IC) para designar a fase

anterior em que ela não está congestiva. Usar genericamente

o termo ICC restringe a definição de insuficiência

cardíaca. Há médicos ainda que a chamam de insuficiência

cardíaca crônica.

Roche News – Qual a prevalência de insuficiência

cardíaca no Brasil

Dr. Pereira Barretto – A insuficiência cardíaca merece

atenção porque ela é uma doença bastante prevalente.

Quando usamos dados estatísticos do Brasil, por exemplo,

a IC é a principal causa de hospitalização entre idosos com

mais de 65 anos, o que corresponde a quase 300 mil hospitalizações

por ano. Isso a transforma em um problema de

saúde pública. Ao lado desse aspecto da prevalência, existe

o fato de que ela é uma doença com grandes possibilidades

de evoluir mal, apresentando alta morbi-mortalidade.

Ou seja, além de os pacientes precisarem de hospitalização,

na sua forma avançada ela é responsável por um alto

CRISTIANO BURMESTER

nível de mortalidade. Nós podemos comparar hoje a

insuficiência cardíaca com o câncer. E vou além: a IC,

quando severa, é pior do que muitos tipos de câncer.

Ela mata mais do que câncer de próstata ou de mama,

por exemplo.

Roche News – Diagnosticada a tempo, qual o

prognóstico de quem tem IC

Dr. Pereira Barretto – Quando diagnosticada, o

tratamento bem feito da doença pode modificar sua

história natural. É possível reduzir hoje o número de rehospitalizações

e mortalidade, desde que os pacientes

sejam medicados corretamente.

Roche News – Quais as principais causas de IC

Dr. Pereira Barretto – A principal causa de insuficiência

cardíaca no mundo moderno é a doença

coronária. Se o paciente tem obstrução coronariana,

isquemia miocárdica, ou infarto - que é perda de

massa muscular -, o coração se torna insuficiente

e o paciente desenvolve insuficiência cardíaca. No

Brasil, doença de Chagas também é uma causa importante

de insuficiência cardíaca. A IC é, no fundo,

a fase final comum de todas as cardiopatias. Para

ilustrar: antigamente, via de regra, a pessoa tinha

um infarto e morria. Hoje, ela sobrevive e acaba desenvolvendo

IC mais na frente de sua vida. Há anos

a hipertensão era a principal causa de IC porque seu

tratamento não era bem feito, ocasionando o excesso

de esforço do coração e o surgimento da doença.

Hoje, com a facilidade de se controlar a hipertensão,

ela deixou de ser tão significante, embora seja ainda

um fator de risco para doença coronária. Não posso

esquecer-me de citar a cardiomiopatia diabética,

que também é uma causa de IC.

Roche News – Resumidamente, quais seriam

então os principais grupos de risco para IC

Dr. Pereira Barretto – Nas estatísticas do Incor, são

três os grandes grupos de risco: a doença isquêmica,

a miocardiopatia dilatada idiopática e a doença de

Chagas, nessa ordem de importância. A doença de

Chagas vem caindo, mais ainda é muito prevalente,

correspondendo a 1/3 dos casos hospitalizados.


7 RocheNews Ago/Set 2009

entrevista

Roche News – Quais são os fatores

desencadeantes de IC

Dr. Pereira Barretto – Vou dar um exemplo:

um indivíduo tem um dano miocárdico,

mas está bem. Contudo, se ele tomar

um anti-inflamatório, isso pode aumentar

a retenção de líquido e desencadear o

problema. Anemia, febre, hipertireoidismo,

infecção e arritmias são outros fatores que

também podem desencadear a IC. Então,

além das causas em si, existem esses fatores

desencadeantes da insuficiência cardíaca,

que uma vez controlados, fazem o

quadro regredir. Aliás, isso é muito importante:

procurar os fatores desencadeantes

e mudar a história com o controle deles.

Roche News – Via de regra, como é

feito o diagnóstico de IC

Dr. Pereira Barretto – Quando se fala

em IC, é muito importante saber fazer o

seu diagnóstico, que é eminentemente clínico,

ou pelo menos era muito clínico até

pouco tempo atrás. De qualquer forma, a

principal forma de diagnosticar ainda é a

interpretação e avaliação dos sinais e sintomas

que os pacientes apresentam. Hoje

existe a dosagem de BNP como um importante

marcador para o diagnóstico, mas ele

ainda é clínico. Então o que é necessário

valorizar: os sintomas. E o que é a insuficiência

cardíaca É a perda da eficiência do

coração, o que diminui a perfusão do rim,

fazendo com que o paciente retenha líquido,

sal e água, e com isso ele acaba fazendo

congestão. Nesse caso sim, usamos o

nome de insuficiência cardíaca congestiva.

E quando o paciente tem congestão, a volemia

aumenta, ele começa a ter falta de ar,

começa a inchar aos pequenos e médios

esforços e aparecem outros sinais: estase

jugular (ou ingurgitamento jugular), hepatomegalia

e edema de membros inferiores.

Então esse conjunto de sintomas e sinais

conduz ao diagnóstico de IC. No coração

geralmente são encontrados sopros e B3

(terceira bulha) – que são sinais bastante

específicos de falência miocárdica.

Para fechar um

diagnóstico de

IC nós usamos

todos os métodos

complementares

de que dispomos

cadeantes. Como eu já citei, vamos procurar

as causas mais frequentes, como infecção e

arritmias. Infelizmente, uma causa muito relacionada

à IC é o tratamento mal orientado

ou porque o paciente não toma a medicação

prescrita ou porque simplesmente esta não

foi receitada pelos médicos. Há um levantamento

feito no pronto-socorro do Incor que

mostra que a principal causa de IC no prontoatendimento

é o tratamento mal orientado ou

não seguido pelos pacientes. 40% dos pacientes

que se internam no PS não estavam

corretamente tratados. Hoje, a base dos tratamentos

para IC são os betabloqueadores,

que há alguns anos eram contra-indicados. E

muitos médicos ainda relutam em prescrever

esses medicamentos. Então esse conjunto

de fatores faz com que a principal causa de

descompensação cardíaca seja o não-tratamento.

Sem falar que no Brasil ainda existe o

problema econômico, ou seja, muitos pacientes

não têm acesso ao remédio...

Roche News – Qual a melhor forma

de se fazer a prevenção de insuficiência

cardíaca

Dr. Pereira Barretto – Primeiro, para

melhor explicar, quando um indivíduo sofre

um infarto, ele ainda não tem IC, mas poderá

progredir para isso. Da mesma forma, se

a hipertensão for mal tratada, levará alguns

anos e o paciente desenvolverá insuficiência.

Então, a melhor prevenção é o diagnóstico

precoce. Como é o caso da disfunção

ventricular assintomática, que pode ser

diagnosticada com um ecocardiograma.

Por meio desse exame, é possível verificar

as alterações cardíacas, mas mesmo assim,

muitas vezes o paciente pode se manter

assintomático ou pouco sintomático. E se

ele for tratado nessas circunstâncias, a

progressão da doença, ou a IC, poderá ser

Roche News – Feito o diagnóstico,

quais as condutas para acompanhar

o paciente com IC

Dr. Pereira Barretto – Confirmado então o

diagnóstico, são analisados os fatores desenprevenida.

E como eu já disse, já que a IC

é a fase final comum de todas as cardiopatias,

no seguimento de um cardiopata um

simples ecocardiograma pode diagnosticar

precocemente a disfunção ventricular

e se iniciar o tratamento para prevenir a

progressão para IC. Outra maneira de se

prevenir é tratando as causas, ou os fatores

de risco, como tabagismo, hipertensão, colesterol...

Assim, estaremos prevenindo de

fato a doença coronária, prevenindo necrose

miocárdica e prevenindo IC.

Roche News – Qual o perfil das pessoas

com IC

Dr. Pereira Barretto – A IC é mais prevalente

nos idosos, ou seja, a idade é um

fator de risco. Mas ela pode acometer quase

toda faixa etária, inclusive crianças que

apresentam cardiopatia congênita, ou pessoas

com febre reumática. Nesses casos,

ela aparece em qualquer idade, mas vai

se acentuando estatisticamente nos mais

idosos. Um chagásico, por exemplo, com

30 ou 40 anos já começa a apresentar IC.

Os valvopatas, com 20 e poucos anos. O

colesterol começa a apresentar suas manifestações

um pouco mais tardiamente, ao

redor dos 45 anos.

Roche News – Quais métodos diagnósticos

são mais utilizados atualmente

para ajudar o clínico

Dr. Pereira Barretto – Para fechar um

diagnóstico de IC nós usamos todos os

métodos complementares de que dispomos.

A começar pelos mais clássicos,

como eletrocardiograma e raio-X, que têm

um papel importante. O eletro identifica a

cardiopatia, então dificilmente acontecerá

IC com um eletro normal. Agora, qualquer

alteração eletrocardiográfica com miocardiopatia

me faz pensar em um diagnóstico

de IC. No caso do raio-X é possível verificar

se existe cardiomegalia (coração aumentado)

e congestão. Os exames de laboratório

são importantes também. Como a insuficiência

cardíaca diminui a perfusão renal,

ela acaba muitas vezes levando à insuficiência

renal, portanto, elevando a creatinina

e ureia, nos conduzindo ao diagnóstico.

Vale ressaltar que esses exames são relativamente

inespecíficos. Ao contrário da

dosagem do BNP e proBNP, técnicas que


entrevista

RocheNews Ago/Set 2009 8

trouxeram um avanço importante no diagnóstico

e caracterização de IC, principalmente

quando existe a dúvida.

Roche News – Quais as principais

indicações para o uso do BNP e do

proBNP

Dr. Pereira Barretto – A principal indicação

do BNP, e sua grande utilidade, é no

pronto-socorro para o diagnóstico precoce

de IC. O diagnóstico baseado na clínica é

excelente e possível de se fazer, mas sempre

acontecem os casos duvidosos. Então,

vamos pegar como exemplo um idoso, com

falta de ar, fumante crônico e que tem o pulmão

e o coração com problemas. Ele chega

no PS com chiado no peito e cansado: é

IC ou é bronquite Se eu dosar o proBNP

e ele estiver alto, é IC, se ele estiver baixo,

é problema pulmonar. E qual a vantagem

desse diagnóstico antecipado Eu posso

introduzir a medicação mais precocemente,

diminuindo o tempo de hospitalização.

Além disso, a vantagem do BNP e proBNP

como testes point of care é que com uma

máquina apenas são feitos poucos diagnósticos,

rapidamente, trazendo bastante

vantagem. Os exames de laboratório são

fundamentais para orientar os médicos.

Roche News – Esses testes são cobertos

pelo governo

Dr. Pereira Barretto – No Incor os testes

de BNP e proBNP são cobertos pelo Estado.

Os convênios, em sua maioria, também

já aceitam a dosagem desses marcadores.

Com a maior convivência com uma nova

metodologia os profissionais de saúde

identificam que ela é prática e de grande

utilidade. Vários estudos já mostraram que

sua aplicação é fármaco-econômica. Mesmo

tendo que pagar o exame, há o benefício

em termos de tempo de hospitalização,

que é muito caro para todos esses pacientes,

além da qualidade de vida, porque um

paciente melhor tratado rapidamente fica

sem sintomas e melhora. Nos casos de dúvida,

realmente seu uso é espetacular. Os

resultados negativos são de grande importância

para a terapêutica da IC. O grau de

elevação do BNP é indício da gravidade do

paciente. Na pré-alta ele é dosado novamente

e se o paciente persistir com nível

elevado, sua alta é adiada para otimizar o

tratamento porque ele não está suficientemente

compensado. Então a dosagem

de BNP e do proBNP também auxilia na

caracterização do seguimento do paciente

para saber se o tratamento está suficiente

ou se é preciso otimizá-lo. Quando eu dou

alta para um paciente que não está otimizado,

ele volta muito rapidamente para o PS.

Roche News – Quais outras utilidades

de importância o senhor enxerga

nos testes BNP e proBNP

Dr. Pereira Barretto – Outra utilidade,

embora mais para protocolos e pesquisa,

é com relação ao prognóstico. Então

como eu disse, nós fazemos muitas vezes

duas dosagens, na internação e na alta.

Nós aprendemos na prática e na literatura

também, que a dosagem na internação do

paciente não é muito prognóstica porque

ele está muito congesto. Agora, na préalta,

quando o paciente já “enxugou” e está

mais compensado, o nível de elevação do

proBNP é prognóstico. Quanto mais elevado

for o nível de proBNP, pior a evolução

e maior a taxa de mortalidade e de internação.

Então, ele é um exame que na IC

nos aponta um número e ajuda muito na

orientação dos pacientes. Já houve várias

comparações do BNP e proBNP com relação

a outras doenças. Nós até brincamos

que o proBNP é a dosagem de açúcar do

diabético em relação à IC. Afinal, número é

número. Há um corte: menos que 300 não

é IC, mas 1000, aí sim, é IC. Então, não há

dúvida, o número é muito específico. Ele

define a presença ou não de IC e, de uma

certa forma, a gravidade dos pacientes.

Isso ajuda a direcionar o tratamento e a sua

intensidade.

Quanto mais

elevado for o nível

de proBNP, pior a

evolução e maior a

taxa de mortalidade

e de internação

Roche News – Existem outros marcadores

cardíacos sendo utilizados

atualmente

Dr. Pereira Barretto – Há uma pesquisa

antiga que usa a troponina como marcador.

Ela é de grande utilidade para o diagnóstico

de infarto, mas para isso baseia-se em números

altos, como “1”. Para IC nosso trabalho

mostrou que elevações discretas - como

0,02 - significam comprometimento miocárdico

e pior prognóstico. Mas nós não usamos

a troponina como rotina porque ela não

está sistematizada. Somente em alguns protocolos

ela é utilizada. Há outros marcadores

que são mais clássicos, como os da função

renal, que têm uma implicação prognóstica

e de evolução muito grande. É fundamental

dosar a creatinina em todos os pacientes.

A cistatina tem sido usada para detectar

mais precocemente a disfunção renal, mas

ela também não é rotineira. Ainda está à

base de protocolos. Outro bom marcador é

a proteína C reativa. Dentro de sua fisiopatologia,

a IC é uma doença neurohormonal,

então ela mostra elevações importantes de

adrenalina, noradrenalina, renina e angiotensina,

que podem ser dosadas. E como a

IC é um processo inflamatório, então o TNF

alfa pode estar aumentado, assim como a

interleucina 6 e 2. Nesses casos, a proteína

C é um marcador de inflamação importante,

confirmado por trabalhos que mostraram

que a sua elevação está relacionada à gravidade

da doença e prognóstico.

Roche News – O que aponta o futuro

Dr. Pereira Barretto – Alguns trabalhos

recentes mostram que realmente adrenalina

e noradrenalina podem ser introduzidas

na rotina futuramente. A IC é uma doença

em que o sistema simpático está muito

ativado e os níveis de adrenalina estão

bastante aumentados, sendo, portanto,

prognósticos. Outro marcador que está se

mostrando bastante útil é o dímero-D, já

que uma das causas para IC pode ser embolia

pulmonar. Vou dar um exemplo que

aconteceu com um paciente meu que estava

recém-operado. Ele mostrava dispneia

e dímero-D elevado. Nós pesquisamos e

achamos uma embolia pulmonar. Então

quando dosamos o dímero-D e confirmamos

o diagnóstico da embolia pulmonar, o

tratamento muda completamente.


9

RocheNews Ago/Set 2009

A sensibilidade deste método é muito

grande (50 UI/mL para HIV, 11 UI/mL

para HCV e 4 UI/mL para HBV), torbiologia

molecular

A importância da detecção de HBV nas transfusões

de sangue

Prof. Dr. José Eduardo Levi

Centro de Imunologia e Imunogenética (CII)

Instituto de Medicina Tropical – FMUSP- SP

Conheça o CII e o trabalho do Dr. Levi

na seção “Notícias” desta edição.

Os testes de ácidos nucleicos

(NAT) para detecção do RNA

de HCV e HIV em doações de

sangue são uma rotina em muitos países

no mundo há mais de 10 anos. No entanto,

a introdução do NAT para HBV em

nível global foi retardada em relação aos

outros vírus citados por diversos motivos,

entre os quais:

• A existência de um teste antigênico

(HBsAg) de boa sensibilidade, tornando

a janela de HBV de cerca de 60 dias

• Embora o HBV atinja viremias altíssimas

nos indivíduos infectados, a velocidade

da replicação deste agente é menor que

a de HCV e HIV, implicando em uma viremia

mais baixa no período de janela.

Estudos práticos avaliando esta questão

levaram à conclusão de que o teste NAT

para HBV só é efetivo se praticado com

métodos moleculares muito sensíveis e

em doações individuais ou minipools de

no máximo oito doações.

No Brasil, além da triagem pelo HBsAg,

também existe a obrigatoriedade de teste

para o anti-HBc, que acrescenta um

nível ainda maior de segurança na identificação

de doadores com exposição ao

HBV. Neste aspecto o Brasil diferenciase

de outras nações com altas prevalências

de HBV na população, como o

Japão, as nações mediterrâneas como a

Espanha, Itália, Grécia e Portugal, onde o

anti-HBc não é aplicado na triagem pelo

enorme descarte que acarretaria.

Nos países que já aplicam o NAT HBV

em sua rotina, os números de casos de

NAT reativos isolados (“yield cases”)

são variáveis (Tabela).

No Brasil, mesmo aplicando-se ambos

os testes HBsAg e Anti-HBc, casos de

transmissão transfusional de HBV continuam

a acontecer (Wendel 2008; Almeida

RPA 2006), principalmente por

doadores em janela imunológica. Devido

à alta prevalência do agente no Brasil,

onde cerca de 3,5% dos doadores de

sangue são anti-HBc reativos, nossa expectativa

é que o NAT para HBV tenha

um rendimento maior que o mesmo teste

para HCV e HIV, semelhante aos países

com alta prevalência de anti-HBc, como

a Itália e a África do Sul (Tabela).

A Roche lançou recentemente um método

100% automatizado, com registro no

FDA, CE-Mark e Anvisa, para detecção

em sistema triplex de HBV/HCV/HIV. Na

atual versão, o método trabalha com minipools

de seis doações e quando o minipool

é reativo há o desmembramento

e teste individual das seis doações que

compõem o pool.

nando o teste especialmente eficiente

na detecção de janelas de HBV. Aliado

a esta alta sensibilidade e automação

total, o método possui um sistema totalmente

informatizado de rastreabilidade

das amostras e dos reagentes,

conferindo um grau de segurança e

reprodutibilidades ímpar.

Referências:

- Almeida RPA, Cardoso DDDP. Detection of HBV

DNA by nested-PCR in a HBsAg and anti-HBc negative

blood bank donor. Journal of Clinical Virology

2006, 36;231-234.

- Hourfar MK, Jork C, Schottstedt V, et al. Experience

of German Red Cross blood donor services with nucleic

acid testing: results of screening more than 30

million blood donations for human immunodeficiency

virus-1, hepatitis C virus, and hepatitis B virus. Transfusion

2008, Aug; 48(8):1558-66.

- Iudicone P, Miceli M, Palange M, Gallo A, Isacchi G,

Girolami E, Pierelli L, Mannella E. Hepatitis B virus blood

screening: impact of nucleic acid amplification technology

testing implementation on identifying hepatitis B

surface antigen non-reactive window period and chronic

infections.. Vox Sanguinis 2009, 96:292 -297.

- Kleinman SH, Strong DM, Tegtmeier GG, Holland PV,

Gorlin JB, Cousins C, Chiacchierini RP, Pietrelli LA.

Hepatitis B virus (HBV) DNA screening of blood

donations in minipools with the COBAS AmpliScreen

HBV test. Transfusion 2005, Aug; 45(8):1247-57.

- Vermeulen M, Lelie N, Sykes W, Crookes R, Swanevelder

J, Gaggia L, Le Roux M, Kuun E, Gulube

S, Reddy R. Impact of individual-donation nucleic acid

testing on risk of human immunodeficiency virus, hepatitis

B virus, and hepatitis C virus transmission by

blood transfusion in South Africa. Transfusion 2008,

Oct;48(10):2205-13.

- Yugi H, Mizui M, Tanaka J, Hoshizawa H. Hepatitis B

Vírus (HBV) screening strategy to ensure the safety

of blood for transfusion through a combination of

immunological testing and nucleic acid amplification

testing - Japanese experience. Journal of Clinical

Virology 2006, 36;Suppl.1:S56 – S64.

- Wendel S, Levi JE, Biagini S, Candotti D, Allain JP. A

probable case of hepatitis B virus transfusion transmission

revealed after a 13-month-long window period.

Transfusion 2008, 48:1602 – 1608.

Tabela. Casos de doações NAT isoladamente reativas (HBsAg e anti-HBc não-reativas) em diversos países

País Total de doações testadas Rendimento Taxa Referência

África do Sul 732.250 20 1:36.612 Vermeulen M, 2008

Alemanha 31.359.486 22 1:1.425.431 Hourfar MK, 2008

EUA 1.081.790 3 1:360.596 Kleinman SH, 2005

Itália 75.063 3 1:25.021 Iudicone I, 2009

Japão 33.735.705 560 1: 60.242 Yugi H, 2006


artigo científico

RocheNews Ago/Set 2009 10

A Importância do

Estudo Vision: Uso de

Biomarcadores em

Cirurgias Não-Cardíacas

Introdução

Dr. Otavio Berwanger

Diretor do Instituto

de Ensino e Pesquisa

do Hospital do

Coração (Iep-Hcor)

Pós-Doutorado em

Epidemiologia

São Paulo - SP

Nas últimas décadas, houve avanços

significativos na cirurgia não-cardíaca

para o tratamento de doenças e melhoria

da qualidade de vida dos pacientes.

Como resultado, o número de pacientes submetidos

à cirurgia não-cardíaca está crescendo, sendo estimado

que 100 milhões de adultos ao ano são submetidos

à cirurgia não-cardíaca requerendo hospitalização

em todo o mundo.

Apesar de seus benefícios, a cirurgia não-cardíaca

está associada a eventos vasculares maiores (ou

seja, morte de causa vascular, infarto do miocárdio

não-fatal, parada cardíaca não-fatal e acidente vascular

cerebral não-fatal).

Mesmo representando um importante problema de

Saúde Pública, existem poucos estudos adequadamente

delineados e de larga escala que forneçam

informações relevantes e atualizadas sobre uma

série de questões envolvendo eventos vasculares

maiores no período perioperatório.

Destacamos que ocorrem nos Estados Unidos cerca

de 1 milhão de óbitos durante o período perioperatório

de cirurgia não-cardíaca, sendo estimado

no Brasil uma incidência ainda maior. Contudo,

inexistem dados adequados para avaliarmos esta

situação. Neste sentido é esperado que causem

um ônus maior em termos de morbi-mortalidade

em nosso País do que a maioria das neoplasias e

das doenças infecciosas.

Quais são os objetivos do Estudo Vision

Entre pacientes submetidos à cirurgia não-cardíaca, os

objetivos primários deste estudo são determinar:

1. a incidência de eventos vasculares maiores (ou

seja, morte de causa vascular, infarto do miocárdio

não-fatal, parada cardíaca não-fatal e acidente vascular

cerebral não-fatal) no período perioperatório

2. o modelo clínico ideal (índice de risco) para prognosticar

eventos vasculares maiores no período

perioperatório

3. a utilidade da troponina na detecção de infartos

do miocárdio silenciosos no período perioperatório

4. a relação entre os níveis de troponina no período

pós-operatório e o risco de eventos vasculares

maiores em um ano

5. o papel do NT-proBNP pré-operatório na predição

de eventos vasculares maiores

Qual o perfil de paciente que participa do

Estudo Vision

São elegíveis para o Vision pacientes que:

1. Tiverem > 45 anos de idade

2. Requererem hospitalização de pelo menos uma

noite após a cirurgia

3. Fornecerem o consentimento antes ou dentro das

primeiras 12 horas após a cirurgia para acompanhamento

de 30 dias e um ano


11

RocheNews Ago/Set 2009

11 artigo científico

Todos os pacientes terão seus níveis de troponina

T avaliados entre 6 e 12 horas após a cirurgia e no

1º, 2º e 3º dias após a mesma e na maioria dos pacientes

será medido NT-proBNP antes da realização

da cirurgia. Será também assegurado que seja realizado

um ECG imediatamente após ter sido detectado

nível elevado de troponina. Se for detectado

um nível elevado de troponina não acompanhado de

alterações ao ECG, sintomas isquêmicos ou edema

agudo pulmonar que preencham os critérios diagnósticos

de infarto do miocárdio, o paciente será

submetido a uma ecocardiografia.

Que aspectos metodológicos tornam o Estudo

Vision robusto

O Vision é um estudo de corte prospectivo, o qual

é o desenho observacional capaz de gerar o maior

nível de evidência. Ao contrário da maioria das iniciativas

prévias nesta área, o Estudo Vision previne o

viés de seleção por incluir uma amostra consecutiva

de pacientes (sete dias por semana) e inclui procedimentos

de urgência e emergência. Além disso, o

viés de aferição é minimizado. Desta forma este é

um estudo que pode realmente mudar a prática clínica,

por representar o maior estudo realizado nesta

área de perioperatório até o momento.

Outros aspectos da metodologia que tornam robusta

a metodologia deste estudo incluem: (1) a

simplicidade do desenho do estudo, com critérios

de inclusão simples e um plano para registrar apenas

dados essenciais basais e desfechos, assegura

a viabilidade e facilita o recrutamento e conclusão

rápidos; (2) o uso de amplos critérios de elegibilidade

irá assegurar resultados amplamente aplicáveis;

(3) o grande tamanho da amostra do estudo (cerca

de 40.000 pacientes no mundo) irá assegurar um

número adequado de eventos para fornecer estimativas

precisas e evitar superajustamento em nossos

modelos; (4) a possibilidade de realização de alguns

subestudos fornecerá informação sobre cuidados

clínicos e futuros estudos. O desenho adequado e

o grande tamanho da amostra permitirão abordar os

objetivos primários do estudo.

Por que o modelo de colaboração internacional

do Estudo Vision é inovador em nosso País

O Vision representa um modo de colaboração internacional

na qual nossos pesquisadores não sejam apenas

prestadores de serviço incluindo pacientes, mas sim

aquela na qual exista uma igualdade de posições, bem

como real aprendizado e troca de experiências para todas

as partes envolvidas.

O estudo Vision contempla estes aspectos. Nesse

sentido, o Dr. Otavio Berwanger é membro do Comitê

Diretivo e Coordenador Nacional da pesquisa, tendo

efetivamente contribuído da elaboração do protocolo,

da metodologia e dos procedimentos do estudo.

Dessa forma, este estudo serve como base para desenvolvimento

de protocolos relevantes criados por

pesquisadores de nosso País.


notícias

RocheNews Ago/Set 2009 12

Roche no 43º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica

A Roche apresentou no 43º Congresso Brasileiro

de Patologia Clínica o cobas c311 (Roche - Hitachi),

aparelho fotométrico de bioquímica voltado

para laboratórios de pequeno e médio porte.

Além dele, foi apresentado o cobas bgelink, um

software que permite controle e gerenciamento

completo dos equipamentos de gasometria a

partir de uma única base.

A empresa também promoveu uma série de

workshops, cujos temas foram: Além do indetectável

- como garantir maior confiança nos resultados

de carga viral de HIV, por Evelize Cobo; O que há

de novo na detecção das doenças cardiovasculares

- dos fatores de risco ao manuseio da insuficiência

cardíaca, por Múcio Tavares de Oliveira Jr.; Contribuição

da Roche Diagnóstica na medicina personalizada,

por Peter Bialk; Utilização correta

dos marcadores tumorais na prática do diagnóstico,

por Rafael Molina; A água como um

reagente clínico - produção e importância para

o laboratório biomédico, por John VanOpdorp.

Além dos workshops oferecidos pela Roche,

o Dr. Luis Fernando Bruzzi Porto apresentou

o trabalho científico “Integração Laboratorial:

impactos econômicos decorrentes de reestruturação

baseada em arquitetura modular em

torno da área de soro”.

Na área de exposição, a empresa mais uma

vez inovou com o uso de recursos de última

geração, onde todos os equipamentos, produtos

e vídeos corporativos foram apresentados

em modernas telas touch screen, com

interatividade e jogos. Outra novidade foi o

espaço destinado para o Valor Médico, onde

médicos e clientes puderam ter conhecimento

da Cadeia de Valores da Roche, que vai

desde o diagnóstico até o monitoramento.

Weinmann Laboratório completa 80 anos

O Weinmann Laboratório está completando 80 anos, cheio de vitalidade.

Mantendo o índice de satisfação dos clientes na casa dos 97%, o Weinmann

é referência nacional em qualidade, processos e tecnologia, e a maior

empresa do setor de Medicina Laboratorial do sul do país, disponibilizando

mais de 1200 diferentes exames. Para 2009 projeta a realização de sete

milhões de exames e o atendimento de um milhão de clientes.

“Há oito décadas a vocação básica do Weinmann Laboratório é cuidar

da vida das pessoas, com tecnologia de ponta, capacitação profissional

e excelência em serviços, sempre jovem, dinâmico e em sintonia com a

contemporaneidade”, destaca seu diretor-presidente, Dr. Rubens Hemb.

Ele observa que "a coerência em todas as ações direcionadas para a sustentabilidade

empresarial é que faz o Weinmann ser benchmarking no setor.

Trabalhamos com o objetivo de sermos referência nacional em serviço

de saúde, estimulando o crescimento do setor e superando continuamente

nossos próprios padrões de competitividade, em qualquer cenário".

Trabalhando com os mais modernos e seguros processos de produção, a

Central Técnica do Weinmann Laboratório tem certificação ISO 9001:2000

e outras do setor. As amostras são identificadas com códigos de barra, permitindo

o rastreamento de todas as etapas do processo: da coleta à área

técnica, até o resultado do exame. O laboratório vem investindo também

no setor de Biologia Molecular, considerado o melhor do sul do país, agregando

tecnologia no diagnóstico de patologias bacterianas, virais, fúngicas

e parasitológicas, complementando o trabalho realizado no laboratório de

Microbiologia convencional. Da mesma forma, contribui para o diagnóstico

de algumas patologias genéticas.

Roche contribui para avanços

em detecção da Influenza A/H1N1

A Influenza A é um vírus de RNA fita simples, pertencente à família dos

Orthomyxovirus, que infecta aves e mamíferos. Este vírus é caracterizado

através dos genes da Hemaglutinina (HA) e Neuroaminidase (NA).

Em 2009, um novo vírus H1N1 foi reportado no México. Este vírus apresenta

o gene NA similar ao vírus influenza H5N1, mas seu gene HA é

muito específico, sendo utilizado para sua identificação.

A técnica utilizada é a transcrição reversa do RNA do vírus, seguida por

uma reação em cadeia da polimerase. A identificação do novo vírus da é

baseada na detecção do gene conservado Matrix 2 (M2) e do gene específico

HA1. O primeiro identifica o Influenza e o segundo caracteriza o

subtipo A H1N1.

A Roche Diagnóstica vem contribuindo para aumentar o potencial de detecção

do vírus no Brasil, fornecendo conjuntos de reagentes para detecção

dos genes que identificam o vírus Influenza A/H1N1. A recomendação

da Roche é o uso dos sistemas para PCR em Tempo Real – LightCycler 2.0

e 480 e os reagentes, como “High Pure Viral Nucleic Acid kit”, “RealTime

Ready Swine Inf A/H1N1 Detection set” e “Real Time Ready RNA Vírus

Máster” para extração e detecção dos genes, respectivamente.

Quem pode realizar o teste

Hoje somente alguns laboratórios do governo e seus acreditados podem

realizar o teste para detecção do vírus. A acreditação ocorre mediante

validação da metodologia utilizada pelo laboratório para esta detecção. Os

laboratórios do governo seguem normas fornecidas pelo CDC e FDA para

desenvolver os testes diagnósticos e acreditar os laboratórios auxiliares.

O Ministério da Saúde designou o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, o

Instituto Evandro Chagas, no Pará e a FioCruz, no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, o Instituto Adolfo Lutz acreditou os laboratórios do Hospital

Albert Einstein, o DASA e o Fleury para realização dos testes.

Para saber mais

Marisa D´Innocenzo

Gerente de Produtos Molecular

Diagnostics/Applied Science

marisa.dinnocenzo@roche.com


13 RocheNews Ago/Set 2009

notícias

Hermes Pardini investe para crescer

O Hermes Pardini anunciou recentemente o volume de investimentos

realizados na instalação do Núcleo Técnico Operacional

(NTO), que irá concentrar toda a área de processamento

do grupo em Vespasiano (MG) até o primeiro trimestre

de 2010. O anúncio ocorreu no dia em que o grupo comemora

50 anos de operação, completados dia 10 de agosto.

O projeto contou com um investimento de R$ 40 milhões e

será responsável por elevar em 50% o número de serviços

realizados pelo laboratório, passando de 2 milhões para 3

milhões de exames por mês.

O NTO será instalado em um terreno de 102 mil m 2 . A nova

estrutura abrigará toda a área corporativa, logística e de

análises do grupo. Serão 20 mil m 2 de área construída, dos

quais 4,5 mil m 2 estão reservados para a parte administrativa

e 12 mil m 2 para o setor produtivo.

O espaço contará também com um Centro de Desenvolvimento

Humano Organizacional e Tecnológico, que fará

parte da Universidade Corporativa do Hermes Pardini,

lançada no início de julho deste ano.

Centro de Imunologia e Imunogenética: pioneirismo e

excelência em qualidade

O Centro de Imunologia e Imunogenética (CII) é um laboratório dedicado exclusivamente

a análises laboratoriais para bancos de sangue, desde a triagem até exames

confirmatórios de maior complexidade. O CII possui 25 anos de atividade nesta área,

tendo entre seus clientes hospitais de alto padrão da cidade de São Paulo como o

Hospital Sírio Libanês, Oswaldo Cruz, Santa Catarina, do Coração, do Câncer, Edmundo

Vasconcellos, Nove de Julho, Igesp e outros de cidades vizinhas como São

José dos Campos, Bragança Paulista e Santos.

Fundado pelo Dr. Silvano Wendel, diretor médico do Banco de Sangue do Hospital

Sírio Libanês e próximo presidente da ISBT (International Society for Blood Transfusion),

o CII sempre pautou sua atuação pela busca permanente da excelência,

através da contratação de profissionais qualificados, a constante renovação de seus

equipamentos e o zelo extremo com as doações e os resultados dos testes.

O pioneirismo é outra característica forte do CII, sendo o introdutor no país do teste

anti-HIV, em 1985, e o primeiro a realizar testes NAT, desde 1998, com metodologia

própria desenvolvida em seu laboratório.

Novamente, em 2009, torna-se o primeiro laboratório

a realizar em parceria com a Roche e sua plataforma

cobas s201, triagem molecular para hepatite

B além da hepatite C e HIV. Atualmente supervisionado

pelo Dr. José Eduardo Levi, virologista da

USP, o CII procura aliar sua rotina com atividades

de pesquisa em todas as áreas da hemoterapia,

publicando regularmente trabalhos em revistas internacionais

de prestígio na área.

Sistema cobas 201 no CII

Núcleo Técnico

Operacional do

Hermes Pardini

Brasileiros são premiados no AACC

A professora Tania Silvia Fröde (Departamento de Análises Clínicas,

Programas de Pós-Graduação em Farmácia e Ciências

Médicas da Universidade Federal de Santa Catarina) recebeu

o prêmio Annual Awards Luncheon and Membrership Meeting

durante o último Congresso AACC, realizado este ano

em Chicago. Apresentado em formato de pôster e intitulado

“Down-regulation of antioxidant status and Lipid peroxidation in

the inflamed pleural cavity of mice treated with Mycophenolate

Mofetil”, o trabalho é parte de uma tese de doutorado que está

sendo realizada na Pós-Graduação em farmácia na UFSC.

Outro estudo premiado foi “Influence of a regular, standardized

meal on hematological testing”, que teve o Dr. Gabriel Lima-Oliveira

como autor principal e contou com colaboradores da Universidade

de Verona, USP e Universidade Federal do Paraná.

Gabriel fez parte da lista dos 835 aprovados para apresentação

sob forma de pôster e foi selecionado entre os 20 concorrentes

ao prêmio na categoria meet the expert, classificando-se em

terceiro lugar. A Roche incentiva e parabeniza aos ganhadores.

Laboratório Sabin do DF recebe reconhecimentos

nacionais e internacionais

A valorização dos colaboradores, a busca pela satisfação dos clientes e a qualidade

dos serviços oferecidos são apenas alguns dos motivos que levam o Laboratório

Sabin a conquistar importantes prêmios. A última conquista, divulgada pelo Instituto

Great Place to Work (GPTW) neste ano, concedeu à empresa o título de melhor empresa

para a mulher trabalhar, pelo segundo ano consecutivo, além de colocá-la no

seleto grupo das dez melhores empresas para se trabalhar no Brasil, com o 5º lugar.

O GPTW ainda colocou o Sabin, pelo terceiro ano seguido, entre as 100 melhores

empresas para se trabalhar na América Latina. As sócias-proprietárias, Janete Vaz e

Sandra Costa, entraram para a história do Prêmio Claudia 2009 - iniciativa da Revista

Claudia que homenageia o trabalho de mulheres que trabalham por um país mais

justo - ao concorrerem à indicação para o prêmio na categoria Negócios. Janete Vaz

ainda foi indicada ao Top of Mind na categoria Empresário Destaque de RH.

A empresa está concorrendo também ao prêmio da Revista Exame que, neste mês,

vai divulgar uma lista das 150 melhores empresas para trabalhar. “O reconhecimento

de hoje é resultado de 25 anos investindo na busca contínua pela excelência”, explica

Sandra Costa. “Buscamos a melhoria de nossas práticas de gestão de pessoas e do

ambiente de trabalho, ampliando a satisfação e a qualidade de vida dos colaboradores”,

complementa.

Com 25 anos de atuação, a empresa atende a aproximadamente 100 mil clientes e

realiza 7,2 milhões de exames por ano. Desde 2000, o Laboratório saltou de 17 para

56 unidades, expandiu seus negócios para o estado vizinho, Goiás, e viu os colaboradores

se multiplicarem de 140 para 775. Neste ano, o Sabin pretende inaugurar uma

unidade em Anápolis (GO) e outra em Barreiras (BA).


dicas

RocheNews Ago/Set 2009 14

Como ter uma vida saudável

Os altos níveis de colesterol e triglicérides no sangue

são chamados de dislipidemia, que geralmente é assintomática.

A dislipidemia, junto com hipertensão arterial,

obesidade e estresse são considerados fatores de risco

e aumentam a probabilidade de ocorrência de doenças

cardiovasculares, como o infarto.

Tanto o colesterol como o triglicérides são gorduras (lipídios)

fabricadas pelo próprio organismo ou ingeridas por

meio dos alimentos.

Os lipídios são metabolizados e utilizados como combustível

e apresentam outras funções fisiológicas, portanto, concentrações

normais de colesterol e triglicérides são muito

importantes para o bom funcionamento de todo organismo.

O perigo está na concentração excessiva de colesterol

e triglicérides no sangue, que podem se depositar nas

artérias endurecendo a sua parede e formando placas

de gordura (aterosclerose).

Principais funções do colesterol e

triglicérides:

• Colesterol - precursor dos hormônios sexuais, ácidos

biliares e vitamina D; formador da membrana celular

e influenciador na fluidez no estado de ativação

de enzimas ligadas à membrana

• Triglicérides - principal forma de reserva de energia

do organismo

Colesterol bom x colesterol ruim

Os principais lipídios presentes no sangue são o HDLcolesterol,

LDL-colesterol e triglicérides. A lipoproteína

LDL-col é conhecida como “colesterol ruim”; concentrações

elevadas de LDL-col significam acúmulo de gordura

nas artérias e maior probabilidade de desenvolver

complicações cardiovasculares.

Já o HDL-col é uma partícula que realiza a “limpeza”.

Essa lipoproteína capta o colesterol deixado nos tecidos

periféricos e os leva para o fígado, onde serão metabolizados.

Por isso, é chamado de “bom colesterol”.

AGENDA

Valores Normais

Valores de referência dos lipídios para indivíduos acima de 20 anos de idade

Lipídios Valores (mg/dL) Categoria

Colesterol Total

LDL-colesterol

HDL-colesterol

Triglicérides

< 200

200 a 239

> 240

< 100

100 a 129

130 a 159

160 a 189

> 190

< 40

> 60

< 150

150 a 199

200 a 499

> 500

Ótimo

Limítrofe

Alto

Ótimo

Desejável

Limítrofe

Alto

Muito alto

Baixo

Alto

Ótimo

Limítrofe

Alto

Muito alto

Fonte: III Diretrizes Brasileiras Sobre Dislipidemias. Sociedade Brasileira de Cardiologia

Prevenção

A prevenção ainda é a melhor opção para evitar a ocorrência de doenças cardiovasculares.

A alimentação balanceada, a prática de exercícios físicos e exames

periódicos devem fazer parte da sua rotina.

Evite alimentação:

• Rica em colesterol - leite integral e derivados, biscoitos amanteigados, croissants

e folhados, embutidos (linguiça, salsicha), carnes vermelhas, gema de

ovo, frituras em geral

• Rica em triglicérides - com excesso de carboidratos

O perigo está na concentração excessiva de colesterol e triglicérides no sangue,

que podem se depositar nas artérias endurecendo a sua parede e formando placas

de gordura (aterosclerose).

Dicas importantes

• Diminua o consumo de carboidratos (arroz, batata, massas, pães, mel, açúcar)

• Evite o consumo de bebidas alcoólicas

• Consuma frutas e hortaliças, elas ajudam o organismo a absorver menos gordura

• Pratique atividades físicas

• Beba água constantemente (2 litros por dia)

• Diminua a ingestão de gorduras

• Faça acompanhamento periódico com seu médico

17 de setembro

Roche online – Gasometria

30 de setembro

Roche online – Cardiologia

18 a 21 de outubro

XVI Congresso Brasileiro de

Infectologia – Maceió

http://infectologia2009.com.br

22 de outubro

Roche online – ICC e Doenças

Renais Crônicas

28 a 31 de outubro

XVIII Congresso Brasileiro de

Cancerologia – Curitiba

http://www.sbcancer.org.br/final/agenda.asp

05 de novembro

Roche online – ProBNP

12 a 14 de novembro

Congresso Brasileiro de Medicina

Intensiva – São Paulo

http://www.cbmi.com.br

18 de novembro

Roche online – Lab Integration


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