Aquisição de dados - Schneider Electric
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Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Documento técnico nº5<br />
Edição <strong>de</strong> Abril <strong>de</strong> 2010
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
A biblioteca técnica da Schnei<strong>de</strong>r <strong>Electric</strong> é muito vasta tendo um elevado<br />
número <strong>de</strong> publicações sobre os mais variados temas :<br />
- Automatismos Industriais, Supervisão e Comunicação<br />
- Distribuição Eléctrica<br />
O Centro <strong>de</strong> Formação em Portugal optou <strong>de</strong>s<strong>de</strong> há muito por traduzir e adaptar algumas<br />
<strong>de</strong>stas publicações <strong>de</strong> modo a enriquecer as suas acções <strong>de</strong> formação com informação<br />
mais técnica.<br />
Esta publicação preten<strong>de</strong> complementar as acções <strong>de</strong> formação nas áreas da automação<br />
industrial/aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong>.<br />
Nota:<br />
Declinamos toda a responsabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong>rivada da utilização das informações e esquemas<br />
reproduzidos na presente publicação bem como por eventuais erros ou omissões, contidos<br />
na presente publicação.<br />
Esta publicação correspon<strong>de</strong> à compilação e adaptação <strong>de</strong> diversos documentos relativos<br />
aos automatismos industriais e <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> <strong>dados</strong> da Schnei<strong>de</strong>r <strong>Electric</strong>.<br />
Fátima Borges (Engª)<br />
Centro <strong>de</strong> Formação da Schnei<strong>de</strong>r <strong>Electric</strong> Portugal<br />
Email : fatima.borges@pt.schnei<strong>de</strong>r-electric.com<br />
2
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
1 Introdução................................................................................................................5<br />
2 As diversas funcionalida<strong>de</strong>s da <strong>de</strong>tecção...........................................................7<br />
3 As diferentes tecnologias <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção................................................................8<br />
4 As funções anexas dos <strong>de</strong>tectores ....................................................................10<br />
5 Interruptores <strong>de</strong> posição electromecânicos – Fim-<strong>de</strong> Curso ..........................11<br />
5.1 Constituição dos interruptores fim-<strong>de</strong>-curso ................................................................. 13<br />
5.2 Movimentos <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção .............................................................................................. 15<br />
5.3 Modo <strong>de</strong> funcionamento dos contactos ........................................................................ 16<br />
5.4 Interruptores fim-<strong>de</strong>-curso para aplicações correntes .................................................. 18<br />
5.5 Interruptores fim-<strong>de</strong>-curso para aplicações especiais .................................................. 20<br />
6 Pressostatos-vacuostatos ..................................................................................22<br />
6.1 Sensores electrónicos <strong>de</strong> pressão................................................................................. 24<br />
7 Enco<strong>de</strong>r – Codificadores......................................................................................25<br />
8 RFID – sistemas <strong>de</strong> i<strong>de</strong>ntificação por rádiofrequência ....................................27<br />
8.1 Princípio <strong>de</strong> funcionamento .......................................................................................... 28<br />
9 Detectores <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> indutivos ................................................................30<br />
9.1 Constituição e funcionamento........................................................................................ 31<br />
9.2 Curvas e distâncias <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção.................................................................................. 33<br />
9.3 Curvas <strong>de</strong> cálculo dos coeficientes <strong>de</strong> correcção......................................................... 35<br />
9.4 Precauções relativamente à alimentação dos <strong>de</strong>tectores ............................................ 36<br />
9.5 Detectores para aplicações específicas ........................................................................ 41<br />
10 Detectores capacitivos .......................................................................................43<br />
11 Detectores fotoeléctricos ...................................................................................44<br />
11.1 Constituição e funcionamento...................................................................................... 45<br />
11.2 Definições associadas à <strong>de</strong>tecção fotoeléctrica.......................................................... 47<br />
11.3 Equivalência eléctrica .................................................................................................. 48<br />
11.4 Processos <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção................................................................................................ 49<br />
11.5 Modos <strong>de</strong> funcionamento............................................................................................. 55<br />
11.6 Determinação do alcance <strong>de</strong> trabalho ......................................................................... 56<br />
11.7 Associação dos <strong>de</strong>tectores em série e paralelo .......................................................... 58<br />
11.8 Tipo <strong>de</strong> ligações...........................................................................................................59<br />
12 Fibra óptica..........................................................................................................60<br />
12.1 Fibras <strong>de</strong> vidro ............................................................................................................. 61<br />
12.2 Fibras <strong>de</strong> Plástico ........................................................................................................ 62<br />
12.3 Cabeças ópticas........................................................................................................... 63<br />
13 Detectores para aplicações específicas ...........................................................64<br />
14 Detectores ultrasónicos .....................................................................................66<br />
3
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
14.1 Modo <strong>de</strong> funcionamento .............................................................................................. 68<br />
14.2 Performances da <strong>de</strong>tecção a ultrasons ....................................................................... 69<br />
15 A visão artificial...................................................................................................70<br />
15.1 Pontos chave da visão artificial.................................................................................... 71<br />
15.2 Tipos <strong>de</strong> Iluminação..................................................................................................... 72<br />
15.3 Sistemas <strong>de</strong> iluminação ............................................................................................... 73<br />
15.4 Modos <strong>de</strong> exploração................................................................................................... 76<br />
15.5 A óptica ........................................................................................................................ 78<br />
16 Bibliografia ...................................................................................................................... 79<br />
4
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
1 Introdução<br />
A aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong> engloba todos os constituintes que dão informações sobre o<br />
estado <strong>de</strong> um produto, <strong>de</strong> uma máquina ou <strong>de</strong> uma instalação.<br />
Estes constituintes po<strong>de</strong>m <strong>de</strong>tectar um estado, controlar um nível, acompanhar a<br />
posição <strong>de</strong> um móvel ou i<strong>de</strong>ntificar um objecto e as suas características.<br />
Consoante a tecnologia, os interruptores fim-<strong>de</strong>-curso electromecânicos, os<br />
<strong>de</strong>tectores <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> indutivos e os <strong>de</strong>tectores fotoeléctricos, <strong>de</strong>tectam os<br />
estados, controlam a presença, a ausência e a passagem <strong>de</strong> um objecto, a cor do<br />
objecto, o seu tamanho, um estado perigoso, etc..<br />
Os interruptores <strong>de</strong> bóia, termóstatos, pressostatos e vacuostatos indicam uma<br />
variação <strong>de</strong> nível, <strong>de</strong> temperatura ou <strong>de</strong> pressão. Estes aparelhos fornecem<br />
informações tipo “tudo ou nada”, segundo níveis fixos pré-<strong>de</strong>terminados.<br />
Os codificadores incrementais e absolutos <strong>de</strong>stinam-se ao acompanhamento<br />
contínuo da posição linear ou angular <strong>de</strong> um móvel.<br />
Os leitores/<strong>de</strong>scodificadores <strong>de</strong> códigos <strong>de</strong> barras permitem a i<strong>de</strong>ntificação óptica.<br />
A i<strong>de</strong>ntificação indutiva, baseada na utilização <strong>de</strong> etiquetas electrónicas e blocos <strong>de</strong><br />
leitura/escrita, alia a função <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção às <strong>de</strong> memorização e permuta <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
pormenorizados com a unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> tratamento.<br />
A função “<strong>de</strong>tecção” é assim essencial uma vez que é o elemento que fornece parte<br />
das informações num processo industrial.<br />
Com efeito, num sistema automático, os <strong>de</strong>tectores asseguram o envio das<br />
informações:<br />
- <strong>de</strong> todos os acontecimentos necessários à condução, para ser tida em conta<br />
pelos sistemas <strong>de</strong> comando,<br />
5
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
- do <strong>de</strong>senvolvimento das diferentes fases do processo, aquando da execução<br />
do programa.<br />
6
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
2 As diversas funcionalida<strong>de</strong>s da <strong>de</strong>tecção<br />
As necessida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção são muito variadas.<br />
As necessida<strong>de</strong>s mais elementares são:<br />
- o controlo <strong>de</strong> presença, <strong>de</strong> ausência ou <strong>de</strong> posicionamento <strong>de</strong> um objecto,<br />
- a verificação <strong>de</strong> passagem ou da barragem <strong>de</strong> objectos e <strong>de</strong> contagem.<br />
São normalmente utilizados dispositivos “tudo ou nada”, é o caso <strong>de</strong> aplicações<br />
típicas <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> peças em ca<strong>de</strong>ias <strong>de</strong> produção ou em activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />
manutenção, assim como na <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> pessoas ou veículos.<br />
Existem outras necessida<strong>de</strong>s mais específicas, tal como a <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> presença ou<br />
<strong>de</strong> nível <strong>de</strong> gás ou <strong>de</strong> um líquido, <strong>de</strong> forma, <strong>de</strong> posição (angular, linear) ou <strong>de</strong><br />
etiquetas com leitura e escrita <strong>de</strong> informações codificadas.<br />
A estas necessida<strong>de</strong>s juntam-se numerosas exigências, particularmente no que<br />
respeita ao ambiente <strong>de</strong> instalação. Os <strong>de</strong>tectores <strong>de</strong>verão segundo o caso, resistir<br />
a :<br />
- humida<strong>de</strong>, imersão (ex. estanquecida<strong>de</strong> reforçada),<br />
- corrosão (indústrias químicas ou mesmo instalações agrícolas, etc),<br />
- variações fortes <strong>de</strong> temperatura (regiões tropicais),<br />
- e mesmo vandalismo (ex. instalados no exterior).<br />
Para respon<strong>de</strong>r a todas estas necessida<strong>de</strong>s, os construtores criaram uma gama<br />
variada <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectores com diferentes tecnologias.<br />
7
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
3 As diferentes tecnologias <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção<br />
Os construtores <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectores utilizam processos <strong>de</strong> medida física variados.<br />
Os principais, são :<br />
- mecânicos (pressão, força) para os interruptores electromecânicos <strong>de</strong><br />
posição,<br />
- electromagnetismo (campo, força) para os captores magnéticos, <strong>de</strong>tectores<br />
<strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> indutiva,<br />
- luz (potência ou <strong>de</strong>svio luminoso) para as células fotoeléctricas,<br />
- capacida<strong>de</strong> para os <strong>de</strong>tectores <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> capacitiva,<br />
- acústica (tempo <strong>de</strong> propagação <strong>de</strong> uma onda) para os <strong>de</strong>tectores<br />
ultrasónicos,<br />
- fluido (pressão) para os pressostatos/vacuostatos,<br />
- óptica (análise <strong>de</strong> imagem) para a visão artificial.<br />
Cada um <strong>de</strong>stes princípios apresenta vantagens e limitações. Alguns apresentam<br />
como vantagem a robustez, necessitando contudo <strong>de</strong> contacto com a peça a<br />
8
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
<strong>de</strong>tectar, o que os limita em algumas aplicações., outros po<strong>de</strong>m ser instalados em<br />
ambientes agressivos, tendo como limitação o facto <strong>de</strong> só <strong>de</strong>tectarem <strong>de</strong>terminado<br />
tipo <strong>de</strong> peças (por ex.: peças metálicas).<br />
Nos parágrafos que se seguem, apresentamos as diferentes tecnologias <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>tecção, <strong>de</strong> modo a facilitar a compreensão e os imperativos <strong>de</strong> instalação e da<br />
exploração dos <strong>de</strong>tectores disponíveis no mercado dos automatismos e<br />
equipamentos industriais.<br />
9
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
4 As funções anexas dos <strong>de</strong>tectores<br />
Diferentes funções foram <strong>de</strong>senvolvidas para facilitar o emprego dos <strong>de</strong>tectores e a<br />
autoaprendizagem foi uma <strong>de</strong>las.<br />
Esta função permite através <strong>de</strong> um simples apoio sobre um botão <strong>de</strong>finir o domínio<br />
<strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção efectivo do dispositivo, poe exemplo a <strong>de</strong>finição do alcance mínimo e<br />
máximo (eliminação do plano posterior e <strong>de</strong> plano anterior muito preciso +/- 6 mm<br />
para os <strong>de</strong>tectores <strong>de</strong> ultra-sons) assim como a <strong>de</strong>finição do ambiente <strong>de</strong><br />
funcionamento para os <strong>de</strong>tectores.<br />
10
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
5 Interruptores <strong>de</strong> posição electromecânicos – Fim-<strong>de</strong> Curso<br />
A <strong>de</strong>tecção realiza-se através <strong>de</strong> um contacto físico (orgão <strong>de</strong> comando) com um<br />
objecto ou um móvel. A informação é transmitida ao sistema <strong>de</strong> tratamento <strong>de</strong><br />
<strong>dados</strong>, através <strong>de</strong> um contacto eléctrico (tudo ou nada).<br />
Estes dispositivos (orgãos <strong>de</strong> comando e contacto eléctrico) são <strong>de</strong>signados por<br />
interruptores <strong>de</strong> posição. Eles estão presentes em todas as instalações<br />
automatizadas tal como em muitas outras aplicações <strong>de</strong> acordo com as inúmeras<br />
vantagens inerentes à sua tecnologia.<br />
Os interruptores fim-<strong>de</strong>-curso classificam-se em duas gran<strong>de</strong>s famílias:<br />
- interruptores <strong>de</strong> comando que nos equipamentos <strong>de</strong> automatismo, se <strong>de</strong>stinam à<br />
<strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> presença ou <strong>de</strong> passagem. São ligados às entradas das unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />
tratamento <strong>de</strong> <strong>dados</strong>;<br />
- interruptores <strong>de</strong> potência, inseridos nas fases <strong>de</strong> alimentação dos accionadores.<br />
De um modo geral, as suas funções limitam-se à segurança.<br />
Os interruptores fim-<strong>de</strong>-curso electromecânicos são utilizados em aplicações muito<br />
variadas em virtu<strong>de</strong> das suas numerosas qualida<strong>de</strong>s: funcionamento seguro<br />
(fiabilida<strong>de</strong> dos contactos, manobra positiva <strong>de</strong> abertura (norma CEI 947-5-1),<br />
gran<strong>de</strong> precisão (fi<strong>de</strong>lida<strong>de</strong> nos pontos <strong>de</strong> contacto<strong>de</strong> 0,1 a 0,01 mm, conforme os<br />
mo<strong>de</strong>los), imunida<strong>de</strong> natural às perturbações electromagnéticas, convivialida<strong>de</strong><br />
(aplicação simples, funcionamento visível), etc.<br />
Os principais factores <strong>de</strong> selecção <strong>de</strong> um interruptor fim-<strong>de</strong>-curso com comando<br />
mecânico, são :<br />
- protecção contra choques ou projecção <strong>de</strong> líquidos,<br />
- tipo <strong>de</strong> ambiente: humida<strong>de</strong>, poeiras, corrosão, temperatura,<br />
- espaço disponível para alojar, fixar e regular o aparelho,<br />
- condições <strong>de</strong> exploração: frequência <strong>de</strong> manobras, natureza, massa e velocida<strong>de</strong><br />
do móvel a controlar, precisão e fi<strong>de</strong>lida<strong>de</strong> exigidas, possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> excesso <strong>de</strong><br />
curso num ou noutro sentido, esforço necessário para accionar o contacto,<br />
- número <strong>de</strong> ciclos <strong>de</strong> manobra,<br />
11
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
- número e natureza dos contactos: acção <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte ou brusca, possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
regulação,<br />
- natureza da corrente, valor da tensão e da corrente a controlar.<br />
12
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
5.1 Constituição dos interruptores fim-<strong>de</strong>-curso<br />
Os interruptores fim-<strong>de</strong>-curso são constituídos a partir <strong>de</strong> três elementos <strong>de</strong> base:<br />
um contacto eléctrico, um corpo e uma cabeça <strong>de</strong> comando com o seu dispositivo <strong>de</strong><br />
ataque. Na sua maioria, estes aparelhos são compostos a partir <strong>de</strong> diferentes<br />
mo<strong>de</strong>los <strong>de</strong> corpo equipados com um contacto eléctrico, cabeças <strong>de</strong> comando e<br />
dispositivos <strong>de</strong> ataque. Assim, a manutenção faz-se muito facilmente pela troca <strong>de</strong><br />
qualquer um <strong>de</strong>stes elementos.<br />
Contacto eléctrico<br />
É o <strong>de</strong>nominador comum da maior parte dos aparelhos. Existe em versões 1 NA/NF,<br />
2 NA/NF simultaneamente, e 2 NA/NF <strong>de</strong>calados <strong>de</strong> acção brusca e NA/NF<br />
<strong>de</strong>calados <strong>de</strong> acção <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte.<br />
Corpo<br />
Existem diferentes versões: normalizado CENELEC ou <strong>de</strong> atravancamento reduzido,<br />
fixo ou extraível, metálico ou termoplástico, com uma ou mais entradas <strong>de</strong> cabo.<br />
13
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Cabeças <strong>de</strong> comando, dispositivo <strong>de</strong> ataque<br />
Existem numerosos mo<strong>de</strong>los que po<strong>de</strong>m ser associados ao corpo que contem o<br />
elemento <strong>de</strong> contacto:<br />
- Cabeças <strong>de</strong> movimento rectilínio: botão ou rodízio no topo, com alavanca e rodízio<br />
(ataque lateral ou vertical).<br />
- Cabeças <strong>de</strong> movimento angular: alavanca com rodízio termoplástico ou <strong>de</strong> aço, <strong>de</strong><br />
comprimento fixo ou regulável, posição angular <strong>de</strong> 360º regulável <strong>de</strong> 5 em 5º ou <strong>de</strong><br />
45 em 45º por rotação da anilha <strong>de</strong>ntada , ataque em um ou 2 sentidos,<br />
- haste rígida, <strong>de</strong> aço ou poliamida, ataque em 1 ou 2 sentidos,<br />
- mola ou haste com mola, ataque em 1 ou 2 sentidos,<br />
- multidirecções com haste flexível ou rígida com mola. Nos mo<strong>de</strong>los com ataque em<br />
1 ou 2 sentidos, a selecção do sentido faz-se por simples regulação da cabeça.<br />
Cabeças tipo Botão Cabeças Rotativas Multi-directionais<br />
Alav.s 44. 45.<br />
Cabeças ZCE01 / 05 / Alav. Alav. 53. 54.<br />
14
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
5.2 Movimentos <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção<br />
As cabeças <strong>de</strong> comando po<strong>de</strong>m ter diferentes movimentos, <strong>de</strong> modo a permitir a<br />
<strong>de</strong>tecção em múltiplas posições e adaptar-se assim facilmente aos objectos a<br />
<strong>de</strong>tectar.<br />
Os movimentos são:<br />
- angular,<br />
- rectilínio,<br />
- multi-direccional.<br />
15
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
5.3 Modo <strong>de</strong> funcionamento dos contactos<br />
A oferta caracteriza-se pela tecnologia utilizada pela manobra dos contactos.<br />
* Contactos a acção brusca ou também <strong>de</strong>signada como ruptura brusca<br />
A manobra dos contactos é caracterizada por um fenómeno <strong>de</strong> histerése, isto é, por<br />
pontos <strong>de</strong> abertura e fecho distintos.<br />
Posição repouso Aproximação Basculamento ou contacto Manobra positiva<br />
A figura representa as diferentes posições <strong>de</strong> um contacto <strong>de</strong> acção brusca<br />
A velocida<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>de</strong>slocamento dos contactos móveis é in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte da velocida<strong>de</strong><br />
da or<strong>de</strong>m do comando. Esta particularida<strong>de</strong> permite obter “performances” eléctricas<br />
satisfatórias mesmo em caso <strong>de</strong> fracas velocida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> <strong>de</strong>slocamento do orgão <strong>de</strong><br />
comando.<br />
Cada vez mais os interruptores <strong>de</strong> posição com contactos <strong>de</strong> acção brusca possuem<br />
contactos com manobra positiva <strong>de</strong> abertura. Este aspecto diz respeito à manobra<br />
<strong>de</strong> abertura e <strong>de</strong>fine-se do seguinte modo:<br />
- um aparelho satisfaz no que respeita a esta prescrição quando todos os seus<br />
elementos <strong>de</strong> contactos <strong>de</strong> abertura possam ser levados com garantia à sua<br />
posição <strong>de</strong> abertura, logo sem qualquer ligação elástica entre os contactos<br />
móveis e o orgão <strong>de</strong> comando ao qual o esforço é aplicado.<br />
Isto diz respeito ao contacto eléctrico do interruptor <strong>de</strong> posição, mas também ao<br />
orgão <strong>de</strong> comando que <strong>de</strong>ve transmitir o movimento sem <strong>de</strong>formação.<br />
No caso <strong>de</strong> aplicações <strong>de</strong> segurança , impõe-se que se utilizem aparelhos com<br />
manobra positiva <strong>de</strong> abertura.<br />
• Contactos a acção <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte ou também <strong>de</strong>signada como ruptura lenta<br />
Este modo <strong>de</strong> funcionamento é caracterizado por:<br />
- pontos <strong>de</strong> abertura e fecho idênticos,<br />
16
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
- uma velocida<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>de</strong>slocamento dos contactos móveis igual ou proporcional<br />
à velocida<strong>de</strong> do orgão <strong>de</strong> comando (que não <strong>de</strong>ve ser inferior a 0,1 m/s=6<br />
m/min). Abaixo <strong>de</strong>stes valores a abertura dos contactos faz-se muito<br />
lentamente, o que se torna <strong>de</strong>sfavorável para o bom funcionamento eléctrico<br />
do contacto (risco <strong>de</strong> arco durante <strong>de</strong>masiado tempo),<br />
- a distância <strong>de</strong> abertura é igualmente <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte do orgão <strong>de</strong> comando.<br />
Estes contactos são naturalmente <strong>de</strong> manobra positiva <strong>de</strong> abertura por parte dos<br />
construtores : o botão age directamente sobre os contactos móveis.<br />
17
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
5.4 Interruptores fim-<strong>de</strong>-curso para aplicações<br />
correntes<br />
Existem diferentes tipos <strong>de</strong> interruptores, com formas e características adaptadas às<br />
diferentes aplicações e ambientes. De seguida apresentamos alguns dos exemplos<br />
mais representativos.<br />
Aparelhos compostos<br />
Corpo metálico<br />
Um primeiro tipo <strong>de</strong> interruptor, com entrada por bucim incorporado e corpo<br />
metálico, fixo ou extraível, é utilizado habitualmente nos equipamentos mecânicos<br />
<strong>de</strong> tratamento ou transformação <strong>de</strong> materiais, <strong>de</strong>vido às suas qualida<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />
robustez e precisão.<br />
O srgundo tipo <strong>de</strong> aparelho, com corpo fixo ou extraível e entrada roscada por<br />
bucim, obe<strong>de</strong>ce à norma CENELEC EN 50041 (entre eixos <strong>de</strong> fixação 30*60 mm). É<br />
próprio para utilização em máquinass-ferramentas ou outras instalações <strong>de</strong><br />
acabamento, em que os imperativos <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong> exigem cadências <strong>de</strong><br />
comutação elevadas, ou seja, gran<strong>de</strong> duração <strong>de</strong> vida eléctrica e mecânica, gran<strong>de</strong><br />
precisão e bom comportamento aos óleos <strong>de</strong> corte.<br />
Corpo plástico<br />
Também obe<strong>de</strong>ce à norma CENELEC EN 50041. O corpo plástico com uma entrada<br />
roscada para bucim, confere-lhe o duplo isolamento. É a<strong>de</strong>quado para os<br />
equipamentos da indústria agro-alimentar e química. Por outro lado, os dispositivos<br />
<strong>de</strong> comando por alavanca com rodízio <strong>de</strong> gran<strong>de</strong> diâmetro permitem a utilização em<br />
instalações <strong>de</strong> manipulação e transporte.<br />
Aparelhos não compostos<br />
Corpo plástico<br />
Estes interruptores têm um corpo plástico com isolamento duplo. Encontram-se<br />
disponíveis com diversos dispositivos <strong>de</strong> comando (movimento rectilíneo, angular,<br />
multidirecções) e são utilizados nos sectores industrial e terciário.<br />
18
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Corpo metálico<br />
É um aparelho compacto com invólucro monobloco e cabo <strong>de</strong> ligação disponível em<br />
vários comprimentos. A estanquecida<strong>de</strong> e o óptimo comportamento mecânico<br />
tornam-no particularmente a<strong>de</strong>quado para aplicações em ambientes severos. Por<br />
outro lado, as pequenas dimensões permitem integrá-lo em espaços reduzidos.<br />
19
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
5.5 Interruptores fim-<strong>de</strong>-curso para aplicações<br />
especiais<br />
Aparelhos para manipulação-elevação<br />
Estes aparelhos com invólucro metálico, têm dispositivos <strong>de</strong> ataque que po<strong>de</strong>m ser<br />
accionados por qualquer tipo <strong>de</strong> móvel dada a sua concepção particularmente<br />
robusta. Destinam-se mais especificamente a aplicações <strong>de</strong> manipulação e<br />
elevação. Os dispositivos <strong>de</strong> ataque, <strong>de</strong> movimento angular, têm retorno ao zero (só<br />
haste, haste ou alavanca com rodízio) ou posições fixas (haste em cruz ou em T).<br />
Estes mo<strong>de</strong>los estão equipados com dois contactos NA+NF <strong>de</strong> acção brusca ou com<br />
dois contactos NA+NF <strong>de</strong> acção <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte . Em ambos os casos, os contactos são<br />
<strong>de</strong> manobra positiva <strong>de</strong> abertura. Po<strong>de</strong>m ser accionados <strong>de</strong> três maneiras<br />
diferentes: dois contactos para cada sentido, dois contactos para um só sentido, um<br />
contacto para cada sentido.<br />
Controladores <strong>de</strong> <strong>de</strong>salinhamento<br />
Destinam-se ao controlo do <strong>de</strong>svio <strong>de</strong> bandas transportadoras. A alavanca <strong>de</strong> rolo<br />
comanda um primeiro contacto NA/NF <strong>de</strong> acção brusca para uma inclinação <strong>de</strong> 10º.<br />
(sinalização do <strong>de</strong>feito) e um segundo contacto NA/NF quando a inclinação atinge<br />
18º (paragem do transportador). Existem duas versões: invólucros em poliéster préimpregnado<br />
para ambientes corrosivos.<br />
Interruptores <strong>de</strong> potência<br />
Também <strong>de</strong>signados por interruptores fim-<strong>de</strong>-curso, são inseridos nas fases <strong>de</strong><br />
alimentação dos accionadores e têm uma função última (em aparelhos <strong>de</strong><br />
manipulação por exemplo). Bipolares, tripolares ou tetrapolares, po<strong>de</strong>m cortar,<br />
conforme os mo<strong>de</strong>los, correntes térmicas até 260 A (até 1000 A, com fabrico<br />
especial).<br />
20
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Realizações especiais<br />
Certos interruptores fim-<strong>de</strong>-curso po<strong>de</strong>m ser <strong>de</strong> fabrico especial, quando <strong>de</strong>stinados<br />
a aplicações específicas ou a condições <strong>de</strong> ambiente diferentes: com invólucro<br />
anti<strong>de</strong>flagrante para atmosferas explosivas, com estanqueida<strong>de</strong> reforçada, que<br />
confere maior resistência aos agentes externos, para ambientes corrosivos, etc.<br />
Interruptores <strong>de</strong> segurança<br />
Os interruptores <strong>de</strong> segurança garantem a protecção dos operadores <strong>de</strong> máquinas<br />
pequenas. São accionados por uma chave solidária com a porta ou a chave <strong>de</strong><br />
protecção da máquina. Quando a porta, se fecha ou a chave <strong>de</strong> protecção entra na<br />
cabeça do interruptor, accionando um dispositivo <strong>de</strong> encravamento múltiplo, fecha<br />
um contacto NF (contacto <strong>de</strong> acção <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte e manobra positiva <strong>de</strong> abertura).<br />
Este contacto não <strong>de</strong>ve nunca comandar o arranque da máquina. A sua função<br />
limita-se a autorizar o arranque, que só po<strong>de</strong> ser consequência <strong>de</strong> uma acção<br />
voluntária sobre os órgãos <strong>de</strong> comando previstos para esse efeito. Está excluída a<br />
possibilida<strong>de</strong> do fecho <strong>de</strong> um protector provocar a colocação em funcionamento <strong>de</strong><br />
uma máquina.<br />
A abertura da porta provoca a retirada da chave e a abertura forçada do contacto do<br />
interruptor.<br />
Existem duas famílias <strong>de</strong> interruptores <strong>de</strong> segurança:<br />
- interruptores para pequenos protectores,<br />
- interruptores para máquinas <strong>de</strong> maiores dimensões, instalações <strong>de</strong> acabamento <strong>de</strong><br />
material, etc.<br />
Alguns mo<strong>de</strong>los estão equipados com sinalizadores para facilitar a manutenção e a<br />
exploração sem possibilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> erro.<br />
Existe uma versão com encravamento por electroíman <strong>de</strong>stinada às máquinas em<br />
que o perigo subsiste após ter sido dada or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> paragem (inércia, tensão,<br />
temperatura, pressão, etc).<br />
21
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
6 Pressostatos-vacuostatos<br />
Estes aparelhos são um complemento dos constituintes electromecânicos,<br />
indispensáveis em muitos casos, para o funcionamento das instalações e dos<br />
equipamentos automáticos.<br />
Estes produtos fazem o controlo da posição <strong>de</strong> móveis, <strong>de</strong> nível <strong>de</strong> líquidos, <strong>de</strong><br />
pressão e <strong>de</strong> temperatura.<br />
Controlo <strong>de</strong> pressão – Pressostatos e Vacuostatos<br />
Estes aparelhos <strong>de</strong>stinam-se a regular ou controlar pressões ou <strong>de</strong>pressões nos<br />
circuitos pneumáticos ou hidráulicos.<br />
Quando a pressão ou a <strong>de</strong>pressão atinge o valor <strong>de</strong> regulação, o contacto NA/NF <strong>de</strong><br />
acção brusca muda <strong>de</strong> estado. Quando o valor da pressão ou <strong>de</strong>pressão , diminui,<br />
tendo em conta o diferencial que po<strong>de</strong> ser regulado em alguns mo<strong>de</strong>los, os<br />
contactos retomam à posição inicial.<br />
Os pressostatos são frequentemente utilizados para:<br />
- comandar o arranque <strong>de</strong> grupos compressores em função da pressão no<br />
reservatório,<br />
- verificar a circulação <strong>de</strong> um fluido <strong>de</strong> lubrificação ou <strong>de</strong> refrigeração,<br />
- verificar a pressão em certas máquinas-ferramentas equipadas com macacos<br />
hidráulicos,<br />
- parar uma máquina em caso <strong>de</strong> pressão baixa.<br />
Os principais critérios <strong>de</strong> selecção <strong>de</strong>stes equipamentos, são os seguintes:<br />
- tipo <strong>de</strong> funcionamento, vigilância <strong>de</strong> um valor ou regulação entre dois valores <strong>de</strong><br />
pressão,<br />
- natureza dos fluidos (óleos hidráulicos, água, ar, etc.),<br />
- valor da pressão a controlar,<br />
- ambiente,<br />
22
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
- natureza do circuito eléctrico, circuito <strong>de</strong> comando (caso mais habitual), circuito <strong>de</strong><br />
potência (pressostato <strong>de</strong> potência).<br />
Nautilus<br />
23
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
6.1 Sensores electrónicos <strong>de</strong> pressão<br />
Aparelho electrónico, permitindo facilmente a parametrização do mesmo antes da<br />
instalação com a possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> modificação durante a operação.<br />
24
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
7 Enco<strong>de</strong>r – Codificadores<br />
O controlo da <strong>de</strong>slocação, da posição e da velocida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um móvel, é um problema<br />
que se coloca frequentemente num gran<strong>de</strong> número <strong>de</strong> máquinas e instalações:<br />
máquinas <strong>de</strong> acabamento, aparelhos <strong>de</strong> manipulação, robots, máquinas <strong>de</strong> corte em<br />
comprimento, etc….<br />
Os sistemas <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção convencionais (interruptores fim-<strong>de</strong>-curso, <strong>de</strong>tectores<br />
indutivos ou fotoeléctricos) proporcionam soluções perfeitamente satisfatórias para<br />
inúmeras aplicações: <strong>de</strong>tectores colocados em locais fixos pré-<strong>de</strong>terminados,<br />
contagem dos impulsos emitidos por um <strong>de</strong>tector à passagem <strong>de</strong> cames ou<br />
accionado por uma roda <strong>de</strong>ntada, codificação <strong>de</strong> posição por cames que são lidas<br />
por <strong>de</strong>tectores montados no móvel. Mas, estes sistemas esgotam-se rapidamente<br />
quando o número <strong>de</strong> posições a controlar é mais elevado, ou quando a velocida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> <strong>de</strong>slocamento dá lugar a uma frequência <strong>de</strong> contagem incompatível com as<br />
características dos <strong>de</strong>tectores.<br />
Com os codificadores ópticos rotativos, o posicionamento do móvel é controlado<br />
totalmente pelo sistema <strong>de</strong> tratamento, <strong>de</strong>ixando <strong>de</strong> ser feito fisicamente por<br />
<strong>de</strong>tectores repartidos pela máquina ou pela instalação. Gran<strong>de</strong> velocida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>slocamento, adaptação dos pontos <strong>de</strong> <strong>de</strong>saceleração sem intervenção física na<br />
máquina, paragens rigorosas são vantagens dos codificadores que permitem<br />
optimizar os tempos <strong>de</strong> transferência e contribuem significativanente para satisfazer<br />
os imperativos <strong>de</strong> aumento <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong> e <strong>de</strong> flexibilida<strong>de</strong> em todos os campos<br />
<strong>de</strong> produção industrial.<br />
Um enco<strong>de</strong>r rotativo opto-electrónico é um sensor <strong>de</strong> posição angular.<br />
● Mecanicamente acoplado a um eixo móvel duma máquina, no eixo do<br />
enco<strong>de</strong>r gira um disco que contém uma sucessão <strong>de</strong> sectores opacos e<br />
transparentes.<br />
● A luz dos LED’s passa através dos sectores transparentes do disco. Esta<br />
luz é <strong>de</strong>tectada por díodos fotosensíveis.<br />
●<br />
Os díodos fotosensíveis, por sua vez, geram um sinal eléctrico que é<br />
amplificado e convertido num sinal <strong>de</strong> onda quadrada antes <strong>de</strong> ser<br />
transmitido a um sistema <strong>de</strong> processamento ou a um variador <strong>de</strong><br />
velocida<strong>de</strong> electrónico.<br />
25
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Versões configuráveis (enco<strong>de</strong>rs incrementais 58mm com multi-resolução,<br />
configurável por dip switches) e versões com protocolo <strong>de</strong> comunicação<br />
integrado (CANopen e Profibus DP).<br />
A gama divi<strong>de</strong>-se em:<br />
- Enco<strong>de</strong>rs incrementais<br />
- Enco<strong>de</strong>rs absolutos mono-volta<br />
- Enco<strong>de</strong>rs absolutos multi-volta<br />
- Enco<strong>de</strong>rs absolutos multi-volta com protocolo <strong>de</strong> comunicação<br />
26
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
8 RFID – sistemas <strong>de</strong> i<strong>de</strong>ntificação por rádiofrequência<br />
A i<strong>de</strong>ntificação rádiofrequência (RFID) é uma tecnologia <strong>de</strong> i<strong>de</strong>ntificação automática,<br />
relativamente recente, adaptada às aplicações que necessitem do seguimento <strong>de</strong><br />
objectos ou <strong>de</strong> pessoas (traçeabilida<strong>de</strong>, controlo <strong>de</strong> acessos, armazenamento).<br />
O princípio é o <strong>de</strong> associar a cada objecto uma capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> memorização<br />
acessível sem contacto, em leitura e em escrita. Os <strong>dados</strong> são armazenados numa<br />
memória acessível por simples ligação radiofrequência, sem contacto nem campo<br />
<strong>de</strong> visão, a uma distância que po<strong>de</strong> ir <strong>de</strong> alguns centímetros a vários metros. Esta<br />
memória apresenta-se sob a forma <strong>de</strong> uma etiqueta electrónica, no interior da qual<br />
existe um circuito electrónico e uma antena.<br />
São aparelhos estáticos, sem peças em movimento ao nível do <strong>de</strong>tector, don<strong>de</strong> a<br />
duração <strong>de</strong> vida é in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte do número <strong>de</strong> ciclos <strong>de</strong> manobras. Apresentam boa<br />
capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> adaptação a ambientes industriais, tendo uma boa resistência às<br />
vibrações e aos choques. Possuem funções <strong>de</strong> aprendizagem por simples apoio<br />
sobre um botão para <strong>de</strong>finr o alcance <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção. Aprendizagem do alcance<br />
mínimo e máximo.<br />
27
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
8.1 Princípio <strong>de</strong> funcionamento<br />
Um sistema RFID é composto pelos elementos seguintes:<br />
- Uma etiquieta electrónica,<br />
- Uma estação <strong>de</strong> leitura/escrita (ou leitura RFID).<br />
O leitor : este modula a amplitu<strong>de</strong> do campo abrangido pela sua antena para<br />
transmitir as or<strong>de</strong>ns <strong>de</strong> leitura ou <strong>de</strong> escrita à lógica <strong>de</strong> tratamento da etiqueta.<br />
Simultaneamente, o campo electromagnético criado pela sua antena alimenta o<br />
circuito electrónico da etiqueta.<br />
A etiqueta: esta transforma as suas informações e envia-as para a antena do leitor<br />
modulando o seu consumo próprio. Esta modulação é <strong>de</strong>tectada pelo circuito <strong>de</strong><br />
recepção do leitor que a converte em sinais numéricos<br />
Descrição dos elementos:<br />
As etiquetas electrónicas : são compostas por três elementos principais reunidos<br />
numa caixa<br />
Uma antena: esta <strong>de</strong>ve estar adaptada à frequência da portadora, e po<strong>de</strong><br />
apresentar diversas formas:<br />
- Bobine em fio <strong>de</strong> cobre, com ou sem núcleo <strong>de</strong> ferro, ou ainda sob a forma <strong>de</strong><br />
circuitos integrados, ou impressa para frequências inferiores a 20 MHz.<br />
- Dipolo em circuito impresso, ou impressa para altas frequências (>800 MHz).<br />
Um circuito lógico <strong>de</strong> tratamento: o seu papel é o <strong>de</strong> assegurar a interface entre<br />
as or<strong>de</strong>ns captadas pela antena e a memória. A complexida<strong>de</strong> é função das<br />
aplicações (ex. cartas <strong>de</strong> pagamento protegidas com algorítmos <strong>de</strong> cryptagem).<br />
Uma memória: vários tipos <strong>de</strong> memórias são utilizadas para armazenar as<br />
informações nas etiquetas electrónicas.<br />
SIMPLES <strong>de</strong> configurar. Não existe um programa específico para tal, pois a<br />
estação configura-se automaticamente para o tipo <strong>de</strong> protocolo, velocida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
comunicação e ambiente. O en<strong>de</strong>reçamento na re<strong>de</strong> é configurado com<br />
utilização <strong>de</strong> um cartão electrónico.<br />
Aberto a etiquetas electrónicas disponíveis no mercado que cumpram os<br />
standards ISO 14443 e ISO 15693.<br />
Aberto a re<strong>de</strong>s industriais (MODBUS RTU, ETHERNET, UNITELWAY,<br />
PROFIBUS*,...).<br />
28
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Estações compactas incluindo RFID e <strong>de</strong> re<strong>de</strong> no mesmo invólucro<br />
Consola <strong>de</strong> programação e manutenção<br />
Etiquetas industriais<br />
29
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
9 Detectores <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> indutivos<br />
Estes aparelhos utilizados principalmente em aolicações industriais, <strong>de</strong>tectam sem<br />
contacto, qualquer objecto metálico: controlo <strong>de</strong> presença ou ausência, <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong><br />
passagem, controlo <strong>de</strong> sequência, posicionamento, codificação, contagem.<br />
O emprego dos <strong>de</strong>tectores <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> indutivos oferece inúmeras vantagens:<br />
- compatibilida<strong>de</strong> com os automatismos electrónicos <strong>de</strong>vido à possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
cadências elevadas,<br />
- duração <strong>de</strong> vida in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte do nº <strong>de</strong> ciclos <strong>de</strong> manobra (não têm peças móveis,<br />
logo não há <strong>de</strong>sgaste mecânico, contactos <strong>de</strong> saída estáticos),<br />
- adaptação aos ambientes húmidos e corrosivos,<br />
- <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> objectos frágeis, pintados <strong>de</strong> fresco, etc..<br />
30
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
9.1 Constituição e funcionamento<br />
Um <strong>de</strong>tector <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> indutiva <strong>de</strong>tecta, sem contacto físico, a presença <strong>de</strong><br />
qualquer objecto feito <strong>de</strong> um material condutor. É composto por um oscilador, cujas<br />
bobinagens constituem a parte sensível, e um estágio <strong>de</strong> saída. O oscilador cria à<br />
frente da face sensível um campo electromagnético alternando com uma frequência<br />
<strong>de</strong> 100 a 600 Hz, conforme os mo<strong>de</strong>los. Quando um objecto condutor penetra neste<br />
campo, <strong>de</strong>senvolvem-se correntes induzidas circulares na sua periferia (efeito <strong>de</strong><br />
coroa). Estas correntes constituem uma sobrecarga para o sistema oscilador, pelo<br />
que provocam uma redução da amplitu<strong>de</strong> das oscilações à medida que o objecto se<br />
aproxima, até ao bloqueio completo. A <strong>de</strong>tecção do objecto concretiza-se quando a<br />
redução da amplitu<strong>de</strong> das oscilações é suficiente para provocar uma mudança <strong>de</strong><br />
estado da saída do <strong>de</strong>tector.<br />
Transdutor<br />
(Bobina)<br />
Oscilador<br />
Tratamento<br />
sinal<br />
Estágio<br />
<strong>de</strong> saída e <strong>de</strong><br />
alimentação<br />
Ligação para<br />
e do exterior<br />
Objecto<br />
metálico<br />
Detector<br />
proximida<strong>de</strong><br />
Amplitu<strong>de</strong><br />
das<br />
oscilações<br />
Detecção<br />
Sinal antes do<br />
tratamento<br />
1<br />
0<br />
Ponto <strong>de</strong> actuação<br />
Ponto <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>sactuação<br />
31
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
A figura anterior mostra como a intensida<strong>de</strong> do campo electromagnético diminui<br />
rapidamente à medida que o objecto se afasta da face sensível do <strong>de</strong>tector.<br />
32
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
9.2 Curvas e distâncias <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção<br />
As curvas e as distâncias <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção são <strong>de</strong>terminadas por meio <strong>de</strong> uma placa <strong>de</strong><br />
medição quadrada, com 1 mm <strong>de</strong> espessura, em aço macio (Fe 360). O lado <strong>de</strong>ste<br />
quadrado é igual ao diâmetro da face sensível (<strong>de</strong>tectores cilíndricos) ou a 3 vezes o<br />
alcance nominal Sn (<strong>de</strong>tectores rectangulares). Para traçar a curva <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção, a<br />
placa é colocada a diferentes distâncias da face sensível, paralelamente a esta, até<br />
aos pontos em que se dá a comutação da saída. A curva <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção obtem-se<br />
ligando estes pontos.<br />
A norma CEI 947-5-2 especifica a terminologia utilizada para <strong>de</strong>finir as distâncias <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>tecção dos <strong>de</strong>tectores <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> indutivos.<br />
Alcance nominal ou alcance estipulado Sn<br />
É o alcance convencional utilizado na <strong>de</strong>signação do aparelho e que figura no<br />
catálogo dos fabricantes. Não tem em conta as dispersões (<strong>de</strong> fabrico, <strong>de</strong><br />
temperatura, <strong>de</strong> ambiente e da tensão <strong>de</strong> alimentação).<br />
Alcance real Sr<br />
O alcance real Sr é medido à tensão estipulada Un e à temperatura ambiente<br />
estipulada (20º C). Deve estar compreendida entre 90 % e 110 % do alcance<br />
nominal Sn do <strong>de</strong>tector.<br />
0,9 Sn ≤ Sr ≤ 1,1 Sn<br />
Alcance útil Su<br />
O alcance útil Su é medido nos limites admissíveis da temperatura ambiente (20ºC)<br />
e da tensão <strong>de</strong> alimentação. Deve estar compreendido entre 90 % e 110 % do<br />
alcance real Sr.<br />
0,9 Sr ≤ Su ≤ 1,1 Sr<br />
Alcance <strong>de</strong> trabalho Sa<br />
O alcance <strong>de</strong> trabalho Sa está compreendido entre 0 e 81 % do alcance nominal Sn.<br />
É o domínio <strong>de</strong> funcionamento em que a <strong>de</strong>tecção da placa <strong>de</strong> medida é garantida<br />
sejam quais forem as dispersões <strong>de</strong> tensão ou <strong>de</strong> temperatura.<br />
Sa ≤ 0,9 * 0,9 Sn<br />
33
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Para se encontrar o valor do alcance <strong>de</strong> trabalho temos que aplicar na fórmula<br />
seguinte os coeficientes <strong>de</strong> correcção (material, temperatura, tensão e dimensões da<br />
peça a <strong>de</strong>tectar).<br />
Sa =<br />
d<br />
Km x Kd x Kθ x Kt<br />
≤ Sn<br />
Em que :<br />
Km: coeficiente <strong>de</strong> correcção do material<br />
Kd: coeficiente <strong>de</strong> correcção das dimensões da peça a <strong>de</strong>tectar<br />
Kθ: coeficiente <strong>de</strong> correcção <strong>de</strong> temperatura<br />
Kt: coeficiente <strong>de</strong> correcção <strong>de</strong> tensão (consi<strong>de</strong>ra-se 0,9 V)<br />
d: distância mínim a <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção segura do objecto a <strong>de</strong>tectar<br />
34
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
9.3 Curvas <strong>de</strong> cálculo dos coeficientes <strong>de</strong><br />
correcção<br />
Km<br />
1<br />
0,5<br />
Magnésio Tipo 316 Tipo 304<br />
Kd<br />
1<br />
0,9<br />
0,8<br />
0,7<br />
0,6<br />
0,5<br />
0,4<br />
0,3<br />
0,2<br />
0,1<br />
Sn 2 Sn 3 Sn 4 Sn<br />
Dimensões<br />
lado do objecto<br />
a <strong>de</strong>tectar<br />
Aço inoxidável<br />
Aço<br />
Latão Alumínio<br />
Cobr<br />
Tipo <strong>de</strong> material do objecto<br />
Aplicar um coeficiente <strong>de</strong> correcção Km a<br />
<strong>de</strong>terminar segundo o quadro acima<br />
Dimensões do objecto a <strong>de</strong>tectar<br />
Aplicar um coeficiente <strong>de</strong> correcção Kd<br />
segundo a curva acima.<br />
1,1<br />
0,9<br />
-25<br />
0 20 50 70<br />
Variação da tensão <strong>de</strong><br />
alimentação<br />
e dispersão <strong>de</strong> fabrico<br />
Variação da temperatura ambiente T<br />
t<br />
Aplicar um coeficiente <strong>de</strong> correcção Kθ a<br />
segundo o quadro acima<br />
Aplicar em todos os casos um coeficiente<br />
<strong>de</strong> correcção Kt = 0,9<br />
35
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
9.4 Precauções relativamente à alimentação dos<br />
<strong>de</strong>tectores<br />
Os <strong>de</strong>tectores po<strong>de</strong>m ser alimentados em tensão contínua ou alternada, conforme<br />
os mo<strong>de</strong>los.<br />
Alimentação em tensão alternada<br />
Os limites <strong>de</strong> tensão do <strong>de</strong>tector <strong>de</strong>vem ser compatíveis com a tensão nominal da<br />
fonte.<br />
Alimentação em tensão contínua<br />
Os limites <strong>de</strong> tensão do <strong>de</strong>tector e a taxa <strong>de</strong> ondulação admissível <strong>de</strong>vem ser<br />
compatíveis com as características da fonte. Se esta fonte tiver origem numa re<strong>de</strong><br />
alternada monofásica, a tensão <strong>de</strong>ve ser rectificada e filtrada, verificando-se:<br />
- se a tensão <strong>de</strong> crista <strong>de</strong> alimentação é inferior ao limite máximo admitido pelo<br />
<strong>de</strong>tector,<br />
- se a tensão mínima <strong>de</strong> alimentação é inferior ao limite máximo admitido pelo<br />
<strong>de</strong>tector,<br />
- se a tensão mínima <strong>de</strong> alimentação correspon<strong>de</strong> ao limite mínimo garantido para o<br />
<strong>de</strong>tector,<br />
- se a taxa <strong>de</strong> ondulação não é superior a 10%.<br />
Contactos <strong>de</strong> saída<br />
Os <strong>de</strong>tectores encontram-se disponíveis com saídas:<br />
- NA: transístor ou tiristor <strong>de</strong> saída conduz na presença <strong>de</strong> uma peça,<br />
- NF: o transístor ou tiristor <strong>de</strong> saída não conduz na presença <strong>de</strong> uma peça,<br />
- inversor NA/NF: duas saídas complementares, uma que conduz e uma que não<br />
conduz na presença <strong>de</strong> uma peça.<br />
36
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Ligações eléctricas<br />
Os <strong>de</strong>tectores classificam-se em duas gran<strong>de</strong>s categorias: os <strong>de</strong>tectores a 2 fios e<br />
os <strong>de</strong>tectores a 3 fios.<br />
Técnica 2 fios<br />
Na técnica <strong>de</strong> 2 fios ligam-se em série com a carga a comandar. Apresentam:<br />
- uma corrente residual Ir que é uma corrente que atravessa o <strong>de</strong>tector no estado<br />
aberto (estado <strong>de</strong> não condução),<br />
- uma tensão <strong>de</strong> <strong>de</strong>feito Ud , tensão aos terminais do <strong>de</strong>tector no estado fechado<br />
(<strong>de</strong> condução), sendo necessário verificar a sua eventual influência sobre a carga<br />
(níveis <strong>de</strong> actuação e <strong>de</strong>sactuação).<br />
Os <strong>de</strong>tectores tipo 2 fios encontram-se disponíveis:<br />
- em alimentação a corrente contínua, não polarizados,<br />
- em alimentação a corrente contínua/alternada.<br />
Os aparelhos <strong>de</strong> corrente contínua não polarizados estão protegidos contra<br />
sobrecargas e curto-circuitos. As polarida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> ligação são indiferentes (não existe<br />
o risco <strong>de</strong> erro <strong>de</strong> ligação). A carga tanto po<strong>de</strong> ser ligada ao potencial positivo como<br />
ao negativo.<br />
Quando estão associados a autómatos programáveis, os <strong>de</strong>tectores tipo 2 fios <strong>de</strong><br />
corrente contínua tanto se ligam a entradas <strong>de</strong> lógica positiva como negativa.<br />
Associação dos <strong>de</strong>tectores tipo 2 fios<br />
A ligação em série só é possível com aparelhos multitensão.<br />
Exemplo: <strong>de</strong>tectores 110/220 V, ligação em série <strong>de</strong> dois aparelhos com uma<br />
alimentação 220 V. A queda <strong>de</strong> tensão nos terminais <strong>de</strong> carga é igual à soma das<br />
tensões <strong>de</strong> <strong>de</strong>feito dos <strong>de</strong>tectores.<br />
Em caso <strong>de</strong> ligação em série com um contacto mecânico, o <strong>de</strong>tector <strong>de</strong>ixa <strong>de</strong> ser<br />
alimentado quando este contacto abre. Quando o contacto fecha, o <strong>de</strong>tector só<br />
funciona após o tempo <strong>de</strong> atraso à disponibilida<strong>de</strong>.<br />
A ligação em paralelo <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectores tipo 2 fios entre si ou com um contacto<br />
mecânico não é aconselhável.<br />
37
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Técnica 3 fios:<br />
Os <strong>de</strong>tectores tipo 3 fios são alimentados em corrente contínua.<br />
Têm dois condutores para a alimentação e um para a transmissão do sinal <strong>de</strong> saída.<br />
Alguns aparelhos têm um condutor suplementar para transmissão <strong>de</strong> um sinal<br />
complementar (tipo 4 fios NA+NF).<br />
Todos eles estão protegidos contra a inversão dos condutores <strong>de</strong> alimentação. A<br />
maior parte está também protegida contra sobrecargas e curto-circuitos.<br />
Estes aparelhos não apresentam corrente residual e a tensão <strong>de</strong> <strong>de</strong>feito é<br />
<strong>de</strong>sprezável. Logo, apenas é necessário ter em conta o limite <strong>de</strong> corrente comutada<br />
para verificar a compatibilida<strong>de</strong> entre o <strong>de</strong>tector e a carga.<br />
Os <strong>de</strong>tectores tipo 3 fios existem em duas versões:<br />
- aparelhos <strong>de</strong> base com saída PNP (carga ligada ao potencial negativo) ou saída<br />
NPN (carga ligada ao potencial positivo),<br />
- Aparelhos programáveis que permitem, conforme a polarida<strong>de</strong> <strong>de</strong> ligação, realizar<br />
uma das quatro funções PNP/NA, PNP/NF, NPN/NA, NPN/NF.<br />
Associação dos <strong>de</strong>tectores tipo 3 fios<br />
A ligação em paralelo <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectores tipo 3 fios não tem qualquer restrição. Mas, no<br />
caso da ligação em série, <strong>de</strong>vem-se ter em conta os seguintes pontos:<br />
- o 1º <strong>de</strong>tector suporta a corrente consumida pela carga e as correntes em vazio dos<br />
outros <strong>de</strong>tectores,<br />
- cada um dos <strong>de</strong>tectores provoca, no estado “actuado”, uma queda <strong>de</strong> tensão <strong>de</strong><br />
cerca <strong>de</strong> 2V,<br />
Quando o 1º <strong>de</strong>tector actua, o 2º <strong>de</strong>tector só funciona após o tempo <strong>de</strong> atraso à<br />
disponibilida<strong>de</strong>,<br />
- utilizar díodos anti-retorno com cargas indutivas.<br />
38
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Os <strong>de</strong>tectores indutivos po<strong>de</strong>m apresentar-se sob a forma cilíndrica ou<br />
rectangular.<br />
Detectores cilíndricos<br />
A norma CEI 947-5-2 <strong>de</strong>screve as características dos <strong>de</strong>tectores <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong><br />
indutivos cilíndricos (comportamento às perturbações electromagnéticas, níveis <strong>de</strong><br />
severida<strong>de</strong> em corrente contínua e alternada).<br />
Estes aparelhos po<strong>de</strong>m ainda ter o invólucro metálico ou plástico, <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ndo do<br />
tipo <strong>de</strong> utilização e do ambiente <strong>de</strong> instalação.<br />
Tipo <strong>de</strong> ligação<br />
Os <strong>de</strong>tectores cilíndricos po<strong>de</strong>m ser fornecidos com:<br />
- cabo moldado , garantindo excelente resistência às projecções <strong>de</strong> líquidos (IP 68),<br />
- ligador tipo macho integrado ou montado na ponta <strong>de</strong> um cabo, com diferentes<br />
mo<strong>de</strong>los <strong>de</strong> ligadores tipo fêmea, direitos ou em cotovelo. Esta versão com ligador<br />
proporciona uma diminuição dos tempos <strong>de</strong> paragem da máquina em caso <strong>de</strong><br />
substituição do <strong>de</strong>tector, pois evita-se a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>de</strong>sligar os cabos e,<br />
portanto os riscos <strong>de</strong> erro.<br />
Funcionalida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> base ou universais<br />
A gama <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectores cilíndricos inclui:<br />
- produtos <strong>de</strong> base com uma saída NA ou NF ou 2 saídas complementares NA+NF.<br />
As saídas existem em versão PNP ou NPN. Estes aparelhos monotensão ou<br />
monocorrente , são particularmente indicados para aplicações repetitivas,<br />
- produtos com funcionalida<strong>de</strong>s universais multitensão e/ou multicorrentes,<br />
alguns dos quais com saída programável PNP/NPN – NA/NF.<br />
39
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Detectores rectangulares<br />
Os <strong>de</strong>tectores rectangulares encontram-se disponíveis com corpo plástico ou<br />
metálico, forma compacta ou normalizada.<br />
Estes <strong>de</strong>tectores apresentam funcionalida<strong>de</strong>s idênticas aos <strong>de</strong>tectores cilíndricos,<br />
com aparelhos alimentados em corrente contínua polarizados e em corrente<br />
alternada, tipo 2 fios. Os aparelhos para corrente contínua polarizados não estão<br />
protegidos contra sobrecargas nem curto-circuitos. As polarida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> ligação <strong>de</strong>vem<br />
então ser respeitadas. A carga po<strong>de</strong> ser ligada ao potencial positivo ou ao negativo.<br />
Normalmente os alcances nominais são superiores aos <strong>de</strong>tectores cilíndricos. Estes<br />
aparelhos são especialmente indicados para aplicações nas quais a trajectória do<br />
objecto a <strong>de</strong>tectar tem por vezes falta <strong>de</strong> precisão (manipulação, transporte, etc.).<br />
Tipo <strong>de</strong> ligação<br />
Por cabo, ligador ou a terminais.<br />
Entre-eixos <strong>de</strong> fixação idênticos aos dos interruptores fim-<strong>de</strong>-curso.<br />
40
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
9.5 Detectores para aplicações específicas<br />
Para além dos <strong>de</strong>tectores tipo 2 fios e 3 fios <strong>de</strong>stinados a todas as aplicações<br />
correntes <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> presença, existem igualmente <strong>de</strong>tectores para aplicações<br />
específicas.<br />
Detectores analógicos<br />
Os <strong>de</strong>tectores <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> analógicos estão preparados para dar valores <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>slocamentos, <strong>de</strong>formações, amplitu<strong>de</strong>s e frequências <strong>de</strong> oscilação, dimensão,<br />
posição, concentricida<strong>de</strong>. O funcionamento baseia-se no princípio <strong>de</strong> amortecimento<br />
<strong>de</strong> um oscilador. Este transforma a aproximação <strong>de</strong> uma peça metálica em variação<br />
<strong>de</strong> corrente proporcional à distância face sensível/peça a <strong>de</strong>tectar.<br />
Detectores para atmosferas explosivas - Atex<br />
São utilizados nomeadamente em zonas <strong>de</strong> segurança intrínseca (atmosferas<br />
explosivas), associados a um relé <strong>de</strong> segurança intrínseca ou com uma entrada<br />
estática equivalente.<br />
41
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Detectores para controlo <strong>de</strong> rotação<br />
Os <strong>de</strong>tectores <strong>de</strong> controlo <strong>de</strong> rotação, permitem comparar a frequência dos impulsos<br />
emitidos por um móvel com uma frequência regulável por potenciiómetros no<br />
<strong>de</strong>tector. As funções <strong>de</strong> leitura <strong>de</strong> informações e comparação estão agrupadas no<br />
mesmo aparelho.<br />
Estes aparelhos existem para corrente alternada e contínua.<br />
São apropriados para a <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> subvelocida<strong>de</strong>s resultantes <strong>de</strong> escorregamento,<br />
ruptura <strong>de</strong> banda ou <strong>de</strong> acoplamento, sobrecarga, etc.<br />
Detectores para controlo <strong>de</strong> sequência<br />
Estes <strong>de</strong>tectores, alimentados em corrente alternada, têm um sinal <strong>de</strong> saída<br />
temporizado à acção ou ao repouso. A temporização é regulável <strong>de</strong> 1 a 20 segundos<br />
por potenciómetro. É eliminada quando o potenciómetro fica a zero. O contacto <strong>de</strong><br />
saída é programável NF ou NA.<br />
42
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
10 Detectores capacitivos<br />
Os <strong>de</strong>tectores capacitivos <strong>de</strong>stinam-se à <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> objectos ou produtos não<br />
metálicos, <strong>de</strong> todos os géneros (papel, vidro, plástico, líquidos, etc.).<br />
Um <strong>de</strong>tector <strong>de</strong> posição capacitivo, compõe-se <strong>de</strong> um oscilador cujos<br />
con<strong>de</strong>nsadores constituem a face sensível.<br />
Detecção da presença <strong>de</strong> todo o tipo <strong>de</strong> objectos por alteração dieléctrica<br />
in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntemente do tipo <strong>de</strong> material ou condutivida<strong>de</strong>.<br />
Estes <strong>de</strong>tectores estão equipados com um potenciómetro para regulação <strong>de</strong><br />
sensibilida<strong>de</strong>.<br />
Esta tecnologia <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção não é muito utilizada actualmente <strong>de</strong>vido aos<br />
problemas inerentes ao facto <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectarem qualquer tipo <strong>de</strong> material.<br />
43
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
11 Detectores fotoeléctricos<br />
Os <strong>de</strong>tectores fotoeléctricos permitem a <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> objectos <strong>de</strong> todos os géneros<br />
(opacos, transparentes, reflectores, etc.) nas mais diversas aplicações para os<br />
sectores industrial e terciário.<br />
Existem 5 sistemas <strong>de</strong> base <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção fotoeléctrica:<br />
- barragem,<br />
- reflex,<br />
- reflex polarizado,<br />
- proximida<strong>de</strong>,<br />
- proximida<strong>de</strong> com eliminação do plano posterior.<br />
44
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
11.1 Constituição e funcionamento<br />
O funcionamento <strong>de</strong>ste <strong>de</strong>tector baseia-se no seguinte:<br />
Um <strong>de</strong>tector fotoeléctrico <strong>de</strong>tecta um alvo que po<strong>de</strong> ser um objecto ou uma pessoa<br />
por meio <strong>de</strong> um feixe luminoso.<br />
A <strong>de</strong>tecção é efectiva quando o alvo penetra no feixe luminoso e modifica<br />
suficientemente a quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> luz recebida pelo receptor para provocar uma<br />
mudança <strong>de</strong> estado da saída. É realizada por dois processos:<br />
- bloqueio do feixe pelo alvo,<br />
- reenvio do feixe ao receptor pelo alvo.<br />
O emissor é constituído por um díodo electroluminoso (LED) e o receptor é um<br />
fototransistor. Estes constituintes electrónicos são utilizados <strong>de</strong>vido ao seu gran<strong>de</strong><br />
rendimento luminoso, à sua insensibilida<strong>de</strong> aos choques e às vibrações, ao<br />
excelente comportamento às temperaturas, à sua duração <strong>de</strong> vida praticamente<br />
ilimitada e à sua rapi<strong>de</strong>z <strong>de</strong> resposta.<br />
Conforme os mo<strong>de</strong>los <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectores, a emissão é feita por raios infravermelhos ou<br />
em luz visível, ver<strong>de</strong> ou vermelha.<br />
Espectro luminoso<br />
Para insensibilizar os sistemas à luz ambiente, a corrente que atravessa o LED<br />
emissor é modulada para produzir uma emissão <strong>de</strong> luz pulsatória.<br />
45
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Modulação do feixe luminoso<br />
O feixe luminoso emitido tem 2 zonas:<br />
- uma zona <strong>de</strong> funcionamento aconselhável, na qual a intensida<strong>de</strong> do feixe é<br />
suficientemente elevada para garantir uma <strong>de</strong>tecção normal.<br />
Conforme o sistema utilizado, barragem, reflex ou proximida<strong>de</strong>, o receptor, o<br />
reflector ou o objecto a <strong>de</strong>tectar <strong>de</strong>vem situar-se nesta zona,<br />
- uma zona em que a intensida<strong>de</strong> do feixe <strong>de</strong>ixa <strong>de</strong> ser suficiente para garantir uma<br />
<strong>de</strong>tecção fiável.<br />
46
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
11.2 Definições associadas à <strong>de</strong>tecção fotoeléctrica<br />
Alcance nominal Sn<br />
É a distância máxima aconselhada entre o emissor e o receptor, reflector ou alvo,<br />
incluindo uma margem <strong>de</strong> segurança. É o alcance indicado nos catálogos e que<br />
serve como referência <strong>de</strong> comparação entre os diferentes aparelhos.<br />
Alcance <strong>de</strong> trabalho Sa<br />
É a distância que garante uma fiabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção máxima, tendo em conta os<br />
factores ambientais (poeiras, fumos, etc.) e uma margem <strong>de</strong> segurança.<br />
Sa ≤ Sn<br />
Atraso à disponibilida<strong>de</strong><br />
É o tempo necessário para que a saída assuma o seu estado “fechado” ou “aberto”<br />
após a colocação sob tensão.<br />
Frequência <strong>de</strong> comutação<br />
É o nº máximo <strong>de</strong> alvos que o sistema é capaz <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectar por unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> tempo,<br />
tendo em conta os atrasos à acção e ao repouso. Exprime-se geralmente em Hz.<br />
47
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
11.3 Equivalência eléctrica<br />
Os <strong>de</strong>tectores fotoeléctricos encontram-se disponíveis:<br />
- técnica 2 fios com saída estática. Os <strong>de</strong>tectores tipo 2 fios são alimentados em<br />
série com a carga a comandar,<br />
- técnica 3 fios com saída estática PNP (carga ligada ao potencial negativo) ou<br />
NPN (carga ligada ao potencial positivo). Estes <strong>de</strong>tectores estão protegidos contra a<br />
inversão da alimentação, sobrecargas e curto-circuitos da carga,<br />
- técnica 5 fios com saída a relé (1 contacto inversor NA/NF). Estes <strong>de</strong>tectores<br />
têm isolamento galvânico entre a tensão <strong>de</strong> alimentação e o sinal <strong>de</strong> saída.<br />
Corrente residual Ir (<strong>de</strong>tector tipo 2 fios)<br />
É a corrente que atravessa o <strong>de</strong>tector no estado “aberto”.<br />
Tensão <strong>de</strong> <strong>de</strong>feito Ud (<strong>de</strong>tector tipo 2 fios)<br />
É a tensão residual nos terminais do <strong>de</strong>tector no estado “fechado”.<br />
48
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
11.4 Processos <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção<br />
Os <strong>de</strong>tectores fotoeléctricos <strong>de</strong>tectam um alvo por dois processos:<br />
- Bloqueio do feixe: na ausência <strong>de</strong> alvo, o feixe luminoso chega ao receptor.<br />
Quando um alvo penetra no feixe, bloqueia-o. Na ausência <strong>de</strong> luz no receptor este<br />
<strong>de</strong>tecta a presença <strong>de</strong> um objecto.<br />
Há três sistemas que funcionam por este processo, baseado nas proprieda<strong>de</strong>s<br />
absorventes dos objectos a <strong>de</strong>tectar (barragem, reflex, reflex polarizado).<br />
- Reenvio do feixe, na ausência <strong>de</strong> alvo, o feixe luminoso não chega ao receptor.<br />
Quando um alvo penetra no feixe, reenvia-o para o receptor. Quando a luz chega ao<br />
receptor há <strong>de</strong>tecção.<br />
Há dois sistemas que funcionam por este processo, baseado nas proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />
reflexão dos objectos (proximida<strong>de</strong>, proximida<strong>de</strong> com eliminação do plano posterior).<br />
Os cinco sistemas <strong>de</strong> base<br />
Sistema barragem<br />
O emissor e o receptor encontram-se em dois invólucros separados. Este sistema<br />
permite obter os maiores alcances <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção.<br />
O feixe é emitido em infravermelhos . Este processo <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção consegue <strong>de</strong>tectar<br />
qualquer tipo <strong>de</strong> objectos (opacos, reflectores, etc.), com excepção <strong>de</strong> objectos<br />
transparentes.<br />
Este tipo <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectores, <strong>de</strong>vido à sua gran<strong>de</strong> margem <strong>de</strong> ganho, são perfeitamente<br />
indicados para ambientes poluídos (fumo, poeiras, locais sujeitos a intempéries,<br />
etc.).<br />
O alinhamento entre o emissor e o receptor <strong>de</strong>ve ser feito cui<strong>dados</strong>amente. Para<br />
facilitar esta tarefa, alguns mo<strong>de</strong>los estão equipados com díodos<br />
electroluminescentes que controlam a intensida<strong>de</strong> do feixe luminoso que chega ao<br />
49
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
receptor. Para além da função <strong>de</strong> auxílio ao alinhamento, estes díodos assinalam<br />
igualmente uma sujida<strong>de</strong> excessiva das lentes, que po<strong>de</strong> dar origem a <strong>de</strong>feitos <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>tecção.<br />
Sistema reflex<br />
O emissor e o reflector encontram-se no mesmo invólucro. Na ausência <strong>de</strong> alvo, o<br />
feixe que o emissor emite é reenviado para o receptor por intermédio do reflector.<br />
Este é constituído por inúmeros triedros, tri-rectangulares <strong>de</strong> reflexão total e que têm<br />
a proprieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> reenviar qualquer raio luminoso inci<strong>de</strong>nte na mesma direcção.<br />
A <strong>de</strong>tecção é feita quando o alvo bloqueia o feixe entre o emissor e o receptor.<br />
Assim, este processo não é a<strong>de</strong>quado para <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> objectos reflectores que<br />
po<strong>de</strong>riam reenviar o feixe para o reflector.<br />
O alcance nominal <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> um <strong>de</strong>tector fotoeléctrico reflex é cerca <strong>de</strong> duas a<br />
três vezes inferior ao <strong>de</strong> um sistema barragem.<br />
Este tipo <strong>de</strong> <strong>de</strong>tector apresenta também uma margem <strong>de</strong> ganho inferior ao sistema<br />
barragem, pelo que apesar <strong>de</strong> ainda ser possível utilizá-lo num ambiente poluído,<br />
será conveniente consultar as curvas <strong>de</strong> ganho do construtor para garantir se a<br />
<strong>de</strong>tecção é efectuada ou não a uma <strong>de</strong>terminada distância (alcance <strong>de</strong> trabalho).<br />
Selecção do reflector<br />
O reflector é parte integrante <strong>de</strong> um sistema <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção reflex.<br />
A sua selecção, instalação e manutenção condiciona o bom funcionamento do<br />
<strong>de</strong>tector que lhe está associado.<br />
50
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
A dimensão do reflector <strong>de</strong>ve ser sempre inferior à do objecto a <strong>de</strong>tectar Os<br />
alcances referidos nas características do produto, são <strong>de</strong>finidos com reflectores<br />
cujas dimensões são sempre indicadas.<br />
Caso se utilizem reflectores mais pequenos, tendo em conta as dimensões dos<br />
objectos a <strong>de</strong>tectar, o alcance fica reduzido.<br />
Quando preten<strong>de</strong>mos <strong>de</strong>tectar um objecto em que o <strong>de</strong>tector e o reflector esteja<br />
entre 0 e 10% do alcance nominal (zona morta), o sistema não funciona<br />
convenientemente porque a maior parte da luz é reenviada para o emissor. Para<br />
conseguir um bom funcionamento nesta zona, é necessário utilizar um reflector com<br />
triedros gran<strong>de</strong>s.<br />
O reflector <strong>de</strong>ve ser montado num plano perpendicular ao eixo óptico do <strong>de</strong>tector.<br />
Os alcances indicados são calculados para um ângulo máximo <strong>de</strong> 10%. Para<br />
ângulos maiores, <strong>de</strong>ve-se consi<strong>de</strong>rar uma diminuição do alcance.<br />
51
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Sistema reflex polarizado<br />
Os objectos brilhantes que não bloqueiam o feixe, mas reflectem uma boa parte da<br />
luz para o receptor, não po<strong>de</strong>m ser <strong>de</strong>tectados por um sistema reflex standard.<br />
Nesse caso, utilizamos o sistema reflex polarizado.<br />
Este tipo <strong>de</strong> <strong>de</strong>tector que emite uma luz vermelha visível, está equipado com dois<br />
filtros polarizados opostos:<br />
- um filtro no emissor que só <strong>de</strong>ixa passar os raios emitidos num plano vertical,<br />
- um filtro no receptor que só <strong>de</strong>ixa passar os raios recebidos num plano horizontal.<br />
Na ausência <strong>de</strong> objecto, o feixe emitido, polarizado verticalmente, é reenviado pelo<br />
reflector <strong>de</strong>pois <strong>de</strong> ter sido <strong>de</strong>spolarizado. O filtro polarizado <strong>de</strong>ixa passar a luz<br />
reflectida no plano horizontal.<br />
Em presença <strong>de</strong> um objecto, o feixe emitido é reenviado pelo objecto sem sofrer<br />
modificação. O feixe reflectido, polarizado verticalmente, é portanto bloqueado pelo<br />
filtro horizontal do receptor.<br />
Os critérios para a selecção do receptor, funcionamento em zona próxima e<br />
emprego em ambientes poluídos, são os mesmos que para um sistema reflex<br />
standard.<br />
O funcionamento <strong>de</strong> um reflex polarizado po<strong>de</strong> ser perturbado pela presença, no<br />
feixe, <strong>de</strong> <strong>de</strong>terminados materiais plásticos que <strong>de</strong>spolarizam a luz que os atravessa.<br />
Por outro lado, é aconselhável evitar a exposição directa das ópticas às fontes <strong>de</strong> luz<br />
ambiente.<br />
52
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Sistema proximida<strong>de</strong><br />
Do mesmo modo que para o sistema reflex, o emissor e o receptor estão reunidos<br />
num mesmo invólucro. O feixe luminoso, emitido em infravermelhos, é reenviado<br />
para o receptor por qualquer objecto suficientemente reflector que penetre na zona<br />
<strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção.<br />
O alcance nominal <strong>de</strong> um sistema <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> é inferior ao <strong>de</strong> um sistema reflex.<br />
Por este motivo, este sistema não é aconselhável em ambientes poluídos. O alcance<br />
<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>:<br />
- da cor do objecto a <strong>de</strong>tectar e do seu po<strong>de</strong>r <strong>de</strong> reflexão (a um objecto <strong>de</strong> cor clara<br />
é <strong>de</strong>tectado a maior distância do que um objecto <strong>de</strong> cor escura),<br />
- das dimensões do objecto a <strong>de</strong>tectar (o alcance diminui com as dimensões).<br />
Os alcances nominais referidos nos catálogos dos fabricantes, são <strong>de</strong>finidos com<br />
uma peça padrão <strong>de</strong> cor branco Kodak 90% com as dimensões 20*20 cm.<br />
Estes <strong>de</strong>tectores estão muitas vezes equipados com um potenciómetro <strong>de</strong> regulação<br />
da sensibilida<strong>de</strong>. Para uma dada distância alvo/emissor, a <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> um alvo<br />
menos reflector requer um aumento <strong>de</strong> sensibilida<strong>de</strong>. Isto po<strong>de</strong> provocar a <strong>de</strong>tecção<br />
do plano posterior, se este for mais reflector do que o alvo.<br />
Neste caso para se garantir unicamente a <strong>de</strong>tecção do alvo, <strong>de</strong>ve-se utilizar um<br />
sistema <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> com eliminação do plano posterior.<br />
53
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Sistema <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> com eliminação do plano posterior<br />
Os <strong>de</strong>tectores <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> com eliminação do plano posterior estão equipados<br />
com um potenciómetro <strong>de</strong> regulação do alcance que permite “focar” uma zona <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>tecção evitando a <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> um plano posterior.<br />
Po<strong>de</strong>m <strong>de</strong>tectar, praticamente à mesma distância, objectos <strong>de</strong> cor e po<strong>de</strong>r reflector<br />
diferentes.<br />
A tolerância <strong>de</strong> funcionamento <strong>de</strong>ste tipo <strong>de</strong> sistema <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção em ambientes<br />
poluídos é superior à <strong>de</strong> um sistema standard, uma vez que o alcance real não<br />
evolui em função da quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> luz , reenviada pelo alvo.<br />
54
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
11.5 Modos <strong>de</strong> funcionamento<br />
Os <strong>de</strong>tectores fotoeléctricos po<strong>de</strong>m funcionar <strong>de</strong> dois modos:<br />
- comutação clara, em que a saída é activada quando o feixe luminoso chega ao<br />
receptor (ausência <strong>de</strong> alvo em barragem e reflex, presença <strong>de</strong> alvo em proximida<strong>de</strong>),<br />
- comutação sombra, em que a saída é activada quando o feixe luminoso não<br />
chega ao receptor (presença <strong>de</strong> alvo em barragem e reflex, ausência <strong>de</strong> alvo em<br />
proximida<strong>de</strong>).<br />
Conforme os mo<strong>de</strong>los <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectores, o funcionamento em comutação clara ou<br />
sombra é <strong>de</strong>finido ou programável pelo utilizador. A programação faz-se por<br />
cablagem.<br />
55
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
11.6 Determinação do alcance <strong>de</strong> trabalho<br />
O alcance necessário para se obter uma <strong>de</strong>tecção fiável só po<strong>de</strong> ser <strong>de</strong>finido em<br />
função do ambiente. De facto, qualquer sistema óptico é influenciado pelas<br />
variações da transparência do meio, variações resultantes <strong>de</strong> poeiras, fumos,<br />
perturbações atmosféricas, etc..<br />
Os fabricantes já consi<strong>de</strong>raram uma margem <strong>de</strong> segurança nos alcances nominais<br />
Sn que indicam para os seus <strong>de</strong>tectores fotoeléctricos. No entanto, em caso <strong>de</strong><br />
poluição ambiente ou <strong>de</strong>pósitos nas lentes ou nos reflectores, é necessário<br />
consi<strong>de</strong>rar um factor <strong>de</strong> correcção suplementar.<br />
A aptidão para um <strong>de</strong>tector fotoeléctrico funcionar num ambiente poluído <strong>de</strong>pen<strong>de</strong><br />
da sua reserva <strong>de</strong> ganho.<br />
As curvas <strong>de</strong> ganho que são estabelecidas para cada mo<strong>de</strong>lo <strong>de</strong> <strong>de</strong>tector dão, em<br />
leitura directa, o alcance <strong>de</strong> trabalho em função do ambiente. Urilizam-se geralmente<br />
os seguintes níveis:<br />
- ganho ≥ 5, para ambientes ligeiramente poeirentos,<br />
- ganho ≥ 10, para ambientes poluídos, muito poeirento, nevoeiro leve,<br />
- ganho ≥ 50, para ambiente extremamente poluído, nevoeiro ou fumo <strong>de</strong>nsos,<br />
montagem no exterior, sujeito a chuvas.<br />
O ganho 1 correspon<strong>de</strong> ao sinal mínimo necessário para fazer comutar a saída. Os<br />
alcances nominais Sn dos <strong>de</strong>tectores são <strong>dados</strong> sempre para um ganho ›1.<br />
Em barragem <strong>de</strong>ve-se utilizar a curva <strong>de</strong> ganho ou aplicar os seguintes coeficientes<br />
aos alcances indicados:<br />
1 : ambiente limpo<br />
0,5 : ambiente ligeiramente poluído<br />
0,10 : ambiente muito poluído<br />
56
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Em reflex standard ou polarizado e dada a não linearida<strong>de</strong> do ganho, apenas a<br />
leitura da curva <strong>de</strong> ganho, permite <strong>de</strong>finir o alcance <strong>de</strong> trabalho que garante uma<br />
<strong>de</strong>tecção fiável em meio perturbado.<br />
Em proximida<strong>de</strong> o alcance <strong>de</strong> trabalho <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> principalmente da capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
reflexão do objecto a <strong>de</strong>tectar. Contudo, se o ambiente for ligeiramente poluído e no<br />
caso <strong>de</strong> aparelhos com gran<strong>de</strong> alcance nominal, recomenda-se a consulta da curva<br />
<strong>de</strong> ganho.<br />
Em proximida<strong>de</strong> com eliminação do plano posterior, a curva <strong>de</strong> ganho não é<br />
significativa, uma vez que o alcance do <strong>de</strong>tector não <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> da quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> luz<br />
recebida.<br />
Exemplo <strong>de</strong> curvas <strong>de</strong> ganho<br />
57
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
11.7 Associação dos <strong>de</strong>tectores em série e paralelo<br />
A ligação <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectores tipo 2 fios em série ou paralelo é <strong>de</strong>saconselhada.<br />
Para os <strong>de</strong>tectores tipo 3 fios a ligação em série é <strong>de</strong>saconselhada, contudo<br />
para a ligação paralela não existem quaisquer restrições.<br />
Para os <strong>de</strong>tectores 5 fios, não existem restrições quer para a ligação série ou<br />
paralela.<br />
58
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
11.8 Tipo <strong>de</strong> ligações<br />
Os <strong>de</strong>tectores fotoeléctricos po<strong>de</strong>m ser fornecidos com:<br />
- cabo moldado, apresentando um grau <strong>de</strong> estanquecida<strong>de</strong> elevado,<br />
- placas <strong>de</strong> terminais com parafusos, comprimento e tipo <strong>de</strong> cabos adaptáveis às<br />
necessida<strong>de</strong>s do utilizador,<br />
- ligador, o que permite uma gran<strong>de</strong> rapi<strong>de</strong>z <strong>de</strong> intervenção em caso <strong>de</strong> substituição<br />
dos aparelhos, sem riscos <strong>de</strong> erro <strong>de</strong> cablagem.<br />
Tipos <strong>de</strong> saída<br />
Encontram-se disponíveis dois tipos <strong>de</strong> saídas:<br />
- saídas a relés, contacto inversor NA/NF : corrente comutada elevada, aplicações<br />
simples,<br />
- saídas estáticas PNP ou NPN : interfaces para autómatos programáveis, longa<br />
duração <strong>de</strong> vida, cadências <strong>de</strong> manobra elevadas.<br />
59
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
12 Fibra óptica<br />
O princípio baseia-se na propagação das ondas luminosas na fibra óptica e na sua<br />
proprieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> reflexão total interna.<br />
Os <strong>de</strong>tectores <strong>de</strong> fibras ópticas são constituídos por amplificadores, que contêm o<br />
emissor e o receptor <strong>de</strong> luz, <strong>de</strong>sfazados em relação ao ponto <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção. A luz é<br />
transportada entre o ponto <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção e o amplificador por fibra óptica, que dadas<br />
as suas pequenas dimensões, po<strong>de</strong>m integrar-se nos locais mais exíguos. Estes<br />
aparelhos também estão perfeitamente indicados para a <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> alvos muito<br />
pequenos (parafusos, anilhas, cápsulas, etc.).<br />
Existem em sistema barragem e proximida<strong>de</strong>. Os amplificadores são os mesmos<br />
para os dois sistemas.<br />
São utilizados dois tipos <strong>de</strong> fibra: fibras <strong>de</strong> vidro com amplificadores que emitem<br />
raios infravermelhos e fibras <strong>de</strong> plástico com amplificadores que emitem luz<br />
vermelha visível.<br />
60
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
12.1 Fibras <strong>de</strong> vidro<br />
O núcleo das fibras <strong>de</strong> vidro é constituído por um feixe em sílica, com com algumas<br />
<strong>de</strong>zenas <strong>de</strong> microns <strong>de</strong> diâmetro.<br />
Estas fibras são sobretudo utilizadas em aplicações para ambientes corrosivos,<br />
susceptíveis <strong>de</strong> <strong>de</strong>teriorar as fibras <strong>de</strong> plástico, ou em caso <strong>de</strong> temperatura ambiente<br />
elevada. Existem em duas versões: uma versão standard para temperaturas<br />
ambientes <strong>de</strong> 90ºC e uma versão com revestimento inox que po<strong>de</strong> ser utilizada até<br />
200ºC.<br />
61
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
12.2 Fibras <strong>de</strong> Plástico<br />
O núcleo das fibras <strong>de</strong> plástico é constituído por um “condutor” único, com diâmetro<br />
<strong>de</strong> 0,25 a 1 mm.<br />
As fibras <strong>de</strong> plástico são hoje em dia utilizadas frequentemente <strong>de</strong>vido:<br />
- à simplicida<strong>de</strong> <strong>de</strong> aplicação, que po<strong>de</strong> ser feita pelo utilizador utilizando apenas<br />
uma guilhotina fornecida com a fibra.<br />
O único ponto que tem que ser respeitado é o valor mínimo <strong>de</strong> raio <strong>de</strong> curvatura: 25<br />
mm para núcleos <strong>de</strong> diâmetro <strong>de</strong> 1 mm e 10 mm para núcleos <strong>de</strong> diâmetro <strong>de</strong> 0,25<br />
mm. Qualquer raio <strong>de</strong> curvatura com valores inferiores provoca o enfraquecimento,<br />
ou até mesmo o completo <strong>de</strong>saparecimento do feixe luminoso,<br />
- aos <strong>de</strong>sempenhos, que são idênticos aos das fibras <strong>de</strong> vidro. As fibras plásticas<br />
po<strong>de</strong>m ter vários diâmetros, ser direitas ou em espiral, com ponteira standard ou<br />
moldável.<br />
As fibras barragem po<strong>de</strong>m ser equipadas com lentes adicionais que multiplicam o<br />
alcance nominal. Contudo, o principal interesse <strong>de</strong>stas lentes resi<strong>de</strong> não no aumento<br />
do alcance, mas sim no aumento da margem <strong>de</strong> ganho, que permite a utilização das<br />
fibras plásticas em ambientes poluídos.<br />
62
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
12.3 Cabeças ópticas<br />
As cabeças ópticas, tal como as fibras ópticas, são <strong>de</strong>stinadas à <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> alvos<br />
pequenos.<br />
Caracterizam-se pela utilização <strong>de</strong> um amplificador permitindo a miniaturização das<br />
cabeças ópticas. Existem no sistema barragem, reflex e proximida<strong>de</strong>.<br />
Estes <strong>de</strong>tectores são propostos em técnicas 3 fios, PNP ou NPN, função clara ou<br />
sombra programável. Os amplificadores são <strong>de</strong> saída estática ou a relé conforme os<br />
mo<strong>de</strong>los.<br />
63
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
13 Detectores para aplicações específicas<br />
Existem <strong>de</strong>tectores fotoeléctricos para aplicações específicas, tal como:<br />
- <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> cores,<br />
- <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> água,<br />
- etc..<br />
Sector embalagem:<br />
Sector manipulação:<br />
64
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Construção e terciário,…:<br />
65
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
14 Detectores ultrasónicos<br />
São constituídos electricamente por um transdutor electroacústico (efeito<br />
piezoeléctrico) que converte a energia eléctrica que lhe é fornecida em vibrações<br />
mecânicas, graças aos fenómenos <strong>de</strong> piezoelectricida<strong>de</strong>.<br />
A figura abaixo representa o princípio <strong>de</strong> funcionamento <strong>de</strong> um transdutor electroacústico.<br />
Emissão<br />
Feixe acústico emitido<br />
Eléctrodo superior<br />
Recepção<br />
Onda acústica recebida<br />
Eléctrodo inferior<br />
O princípio consiste em medir o tempo <strong>de</strong> propagação da onda acústica entre o<br />
<strong>de</strong>tector e o alvo. A velocida<strong>de</strong> <strong>de</strong> propagação é <strong>de</strong> 340 m/s no ar a 20 ºC. Por ex.<br />
para 1 m, o tempo a medir é <strong>de</strong> aproximadamente 3 ms. Este tempo é medido com<br />
um contador <strong>de</strong> um microcontrolado.<br />
A vantagem dos <strong>de</strong>tectores ultrasónicos é <strong>de</strong> po<strong>de</strong>rem funcionar a gran<strong>de</strong>s<br />
distâncias (até 10 m), mas sobretudo <strong>de</strong> serem capazes <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectar qualquer tipo <strong>de</strong><br />
objecto, que possa reflectir o som , in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntemente da forma ou da cor.<br />
O estágio <strong>de</strong> saída controla um comutador estático (transistor PNP ou NPN), um<br />
contacto NA ou NF, ou então um sinal analógico (corrente ou tensão) directamente<br />
ou inversamente proporcional à distância do objecto medido.<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Particularida<strong>de</strong>s dos <strong>de</strong>tectores a ultrasons<br />
Definições :<br />
Zona <strong>de</strong> não <strong>de</strong>tecção : Zona compreendida entre a face sensível do <strong>de</strong>tector e o<br />
alcance segundo o qual nenhum objecto po<strong>de</strong> ser <strong>de</strong>tectado com fiabilida<strong>de</strong>. É<br />
impossível <strong>de</strong>tectar correctamente um objecto nesta zona. Deve-se evitar a<br />
passagem <strong>de</strong> objectos nesta zona durante o funcionamento do <strong>de</strong>tector. Isto po<strong>de</strong>rá<br />
provocar a instabilida<strong>de</strong> das saídas.<br />
Zona <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção : domínio no qual o <strong>de</strong>tector é sensível. Segundo os mo<strong>de</strong>los <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>tectores, esta zona po<strong>de</strong> ser fixa ou ajustável por intermédio <strong>de</strong> um simples botão<br />
<strong>de</strong> pressão.<br />
Factores <strong>de</strong> influência : Os <strong>de</strong>tectores <strong>de</strong> ultrasons estão particularmente<br />
adaptados à <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> objectos <strong>de</strong> dureza elevada e apresentando uma<br />
superfície plana perpendicular ao eixo <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção.<br />
Contudo, o funcionamento do <strong>de</strong>tector <strong>de</strong> ultrasons po<strong>de</strong> ser perturbado por<br />
diferentes factores :<br />
- As correntes <strong>de</strong> ar bruscas e <strong>de</strong> forte intensida<strong>de</strong> po<strong>de</strong>m acelerar ou <strong>de</strong>sviar a<br />
onda acústica emitida pelo produto (ejecção da peça por jacto <strong>de</strong> ar).<br />
- Os gradientes <strong>de</strong> temperatura importantes no domínio <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção: uma<br />
temperatura elevada alterada por um objecto, cria zonas <strong>de</strong> temperaturas diferentes<br />
que modificam os tempos <strong>de</strong> propagação da onda e não permitem uma <strong>de</strong>tecção<br />
fiável.<br />
- Os isoladores <strong>de</strong> som: os materiais tais como o algodão, os tecidos, a borracha,<br />
absorvem o som. Para estes produtos o modo <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção « reflex » é o mais<br />
aconselhado.<br />
- O ângulo entre a face do objecto a <strong>de</strong>tectar e o eixo <strong>de</strong> referência do <strong>de</strong>tector:<br />
<strong>de</strong>s<strong>de</strong> que este ângulo seja diferente <strong>de</strong> 90°, a onda não é mais reflectida no eixo<br />
do <strong>de</strong>tector e o alcance <strong>de</strong> trabalho diminui. Este efeito é tanto mais acentuado<br />
quanto maior for a distância entre o objecto e o <strong>de</strong>tector. Acima <strong>de</strong> ±10°, a <strong>de</strong>tecção<br />
<strong>de</strong>ixa <strong>de</strong> ser possível.<br />
- A forma do objecto a <strong>de</strong>tectar: um objecto anguloso é mais difícil <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectar.<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
14.1 Modo <strong>de</strong> funcionamento<br />
• Proximida<strong>de</strong> : um único <strong>de</strong>tector emite a onda sonora e <strong>de</strong>pois capta-a após<br />
reflexão sobre um objecto.<br />
• Réflex : um único <strong>de</strong>tector emite a onda sonora, <strong>de</strong>pois recepciona-a após<br />
reflexão sobre um reflector. O reflector, neste caso, é uma parte plana e rígida (po<strong>de</strong><br />
ser uma parte da máquina). A <strong>de</strong>tecção do objecto faz-se então por corte da onda.<br />
Este processo está particularmente adaptado para a <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> materiais<br />
amortecedores ou objectos angulosos.<br />
Proximida<strong>de</strong> ou reflex com ângulo <strong>de</strong> reenvio.<br />
• Modo barragem : o sistema barragem é composto por 2 elementos (produtos)<br />
in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes que são colocados um frente ao outro (um emissor <strong>de</strong> ultrasons e um<br />
receptor).<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
14.2 Performances da <strong>de</strong>tecção a ultrasons<br />
Não existe contacto físico com o objecto, pelo que não há <strong>de</strong>sgaste, permitindo<br />
assim a possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectar objectos frágeis ou pintados <strong>de</strong> fresco.<br />
Possibilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> <strong>de</strong>tectar todo o tipo <strong>de</strong> material, qualquer que seja a sua cor, à<br />
mesma distância, sem regulação ou aplicação <strong>de</strong> factores <strong>de</strong> correcção.<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
15 A visão artificial<br />
Consi<strong>de</strong>rada o olho da máquina.<br />
Através <strong>de</strong> uma fotografia tirada por uma câmara , conseguimos registar as<br />
características físicas <strong>de</strong> um objecto que são numerosas.<br />
É assim possível conhecer:<br />
-as suas dimensões,<br />
-a sua posição,<br />
-o seu aspecto (estado da superfície, cor, brilho, presença <strong>de</strong> <strong>de</strong>feitos),<br />
-as suas marcas (logótipo, caracteres,…).<br />
O utilizador po<strong>de</strong> assim automatizar funções complexas:<br />
-<strong>de</strong> medição,<br />
-<strong>de</strong> guia,<br />
-e <strong>de</strong> i<strong>de</strong>ntificação.<br />
Controlo <strong>de</strong> uma peça mecânica. As setas indicam as zonas verificadas pelo sistema.<br />
70
Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
15.1 Pontos chave da visão artificial<br />
A visão industrial é composta por um sistema óptico (iluminação, câmara e óptica),<br />
associado a uma unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> tratamento e um comando <strong>de</strong> accionadores.<br />
Iluminação<br />
É necessário existir uma boa iluminação, bem adaptada, <strong>de</strong> modo a criar um<br />
contraste suficiente e estável, para visualizar em perfeitas condições os elementos a<br />
controlar.<br />
Câmara e óptica<br />
A qualida<strong>de</strong> da imagem <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> da escolha da óptica e da câmara (contraste e<br />
niti<strong>de</strong>z) e isto para uma distância <strong>de</strong>finida entre câmara/objecto e tendo em conta o<br />
objecto a <strong>de</strong>tectar (dimensões, estado <strong>de</strong> superfície e <strong>de</strong>talhes).<br />
Unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> tratamento<br />
A imagem proveniente da câmara é transmitida à unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> tratamento, que<br />
contém os algoritmos <strong>de</strong> adaptação e análise da imagem necessários à realização<br />
<strong>de</strong> todos os controlos.<br />
Os seus resultados, são <strong>de</strong> seguida transmitidos ao automatismo ou comandando<br />
directamente um accionador.<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
15.2 Tipos <strong>de</strong> Iluminação<br />
As tecnologias <strong>de</strong> iluminação:<br />
Iluminação fluorescente <strong>de</strong> alta frequência<br />
Apresenta uma luz branca e tem uma duração <strong>de</strong> vida elevada (5.000 horas), sendo<br />
o volume ou “campo” <strong>de</strong> iluminação importante.<br />
Iluminação <strong>de</strong> halogéneo<br />
Apresenta também uma luz branca, sendo neste caso a sua duração <strong>de</strong> vida curta<br />
(500 horas) e apresenta uma potência muito elevada, po<strong>de</strong>ndo cobrir um “campo” <strong>de</strong><br />
iluminação muito importante.<br />
Iluminação a LED’s (Díodo Emissor <strong>de</strong> Luz)<br />
É a tecnologia priveligiada nos nossos dias. Apresenta uma luz homogénea com<br />
uma duração <strong>de</strong> vida extremamente elevada (30.000 horas). Existe também em<br />
cores mas neste caso os “campos” cobertos estão limitados a cerca <strong>de</strong> 50 cm.<br />
Estas iluminações po<strong>de</strong>m ser aplicadas <strong>de</strong> diferentes modos. São utilizados 5<br />
sistemas distintos <strong>de</strong> modo a fazer sobressair as características que se preten<strong>de</strong>m<br />
controlar.<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
15.3 Sistemas <strong>de</strong> iluminação<br />
- Angular<br />
Consiste num conjunto <strong>de</strong> LED´s montados em anel. É um sistema <strong>de</strong> iluminação<br />
muito potente, permitindo iluminar objectos no seu eixo, pela parte inferior.<br />
Aplica-se em controlo <strong>de</strong> precisão.<br />
- Retro Iluminação<br />
Iluminação colocada atrás do objecto e em face com a câmara. Permite colocar em<br />
evidência a silhueta do objecto (sombra chinesa).<br />
Aplica-se para a medição <strong>de</strong> objectos ou análise <strong>de</strong> elementos opacos.<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
- Linear directa<br />
Utilizada para colocar em evidência uma pequena superfície do objecto a controlar e<br />
criar uma zona <strong>de</strong> sombra.<br />
Aplica-se para a pesquisa <strong>de</strong> <strong>de</strong>feitos precisos.<br />
- Rasante<br />
Permite fazer a <strong>de</strong>tecção <strong>de</strong> um “bordo” <strong>de</strong> um recipiente, controlar uma etiqueta,<br />
<strong>de</strong>tectar os <strong>de</strong>feitos sobre uma superfície vidrada ou metálica.<br />
Aplica-se para o controlo <strong>de</strong> caractéres impressos, para verificar o estado <strong>de</strong> uma<br />
superfície e <strong>de</strong>tectar sulcos no material.<br />
- Coaxial<br />
Permite focalizar superfícies lisas perpendiculares ao eixo óptico, orientando a luz<br />
para um espelho semi-reflector.<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
Aplica-se para controlo, análise e medida <strong>de</strong> superfícies metálicas ou outras<br />
superfícies reflectoras.<br />
Na figura abaixo, po<strong>de</strong>remos verificar as dimensões (em polegadas), dos <strong>de</strong>tectores<br />
utilizados na indústria.<br />
As ópticas <strong>de</strong>vem ser adaptadas a cada formato <strong>de</strong> captores, <strong>de</strong> modo a po<strong>de</strong>rem<br />
utilizar a totalida<strong>de</strong> dos pixels.<br />
Câmara CMOS<br />
Progressivamente suplantada pela CCD. Apresenta um custo baixo, pelo que é<br />
normalmente utilizada para aplicações básicas.<br />
Câmara Vidicon (tubo)<br />
Uma tecnologia já obsoleta.<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
15.4 Modos <strong>de</strong> exploração<br />
Varrimento<br />
As câmaras ora utilizam a tecnologia <strong>de</strong> imagem entrelaçada ou a <strong>de</strong> “scan<br />
progressivo”, isto é “full frame”<br />
Caso as vibrações e a tomada <strong>de</strong> imagem sejam frequentes é aconselhado utilizar<br />
um captor <strong>de</strong> tecnologia “scan progressivo”.<br />
Os captores <strong>de</strong> tecnologia CCD permitem a exposição <strong>de</strong> todos os pixels ao mesmo<br />
tempo.<br />
Varrimento entrelaçado<br />
O sistema <strong>de</strong> varrimento entrelaçado é munido <strong>de</strong> um sistema ví<strong>de</strong>o. O seu princípio<br />
consiste em analisar a imagem por varrimentos sucessivos .<br />
A figura acima representa um varrimento entrelaçado.<br />
Uma primeira trama, representada pelo traço a negro, analisa as linhas ímpares. A segunda trama, a<br />
ver<strong>de</strong>, analisa as linhas pares.<br />
Varrimento progressivo<br />
É o tipo <strong>de</strong> imagem utilizada em informática. O seu princípio baseia-se em <strong>de</strong>screver<br />
ao mesmo tempo todas as linhas da imagem.<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
A utilização <strong>de</strong>ste tipo <strong>de</strong> varrimento permite a supressão da cintilação da imagem,<br />
obtendo assim uma imagem estável.<br />
Varrimento entrelaçado<br />
Varrimento progressivo<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
15.5 A óptica<br />
A distância focal (f em mm) é dada pela fórmula seguinte.<br />
D : distância do objecto (mm)<br />
h: tamanho da imagem (mm)<br />
H: tamanho do objecto (mm)<br />
Distância focal<br />
Objecto<br />
distância focal<br />
correspon<strong>de</strong>nte ao ângulo <strong>de</strong> campo.<br />
Deste modo, quanto menor fôr a distância focal, maior é o campo coberto.<br />
A escolha é feita em função da distância D e do tamanho do campo visual H.<br />
A unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> tratamento<br />
A sua electrónica tem 2 funções: colocar em forma a imagem e analisá-la já<br />
melhorada.<br />
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Documento Técnico – Aquisição <strong>de</strong> <strong>dados</strong><br />
16 Bibliografia<br />
- Ca<strong>de</strong>rno técnico Aquisição <strong>de</strong> Dados nº129 da Schnei<strong>de</strong>r <strong>Electric</strong><br />
- Catálogos <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção da Schnei<strong>de</strong>r <strong>Electric</strong><br />
- Site da Schnei<strong>de</strong>r <strong>Electric</strong> www.schnei<strong>de</strong>relectric.com<br />
- Pesquisa Internet<br />
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