Informativo Construção Notícias - Sinduscon

sindusconjp.com.br

Informativo Construção Notícias - Sinduscon

Ano VIII i Nº 55

João Pessoa-PB i Março de 2007

CENTRAL DE COMPRAS

Empresários unem forças para

reduzir o custo da construção


informativo sinduscon

Expediente

Rua Álvaro de Carvalho, 248

Tambauzinho - João Pessoa-PB

Fone: (083) 3244.8655

Home: www.sindusconjp.com.br

E-mail: sindusconjp@veloxmail.com.br

DIRETORIA

José Irenaldo Jordão Quintans

Presidente

Raimundo Gilson Vieira Frade

Vice-Presidente Administrativo

Financeiro e Patrimonial

José William Montenegro Leal

Vice-Presidente para Assuntos Imobiliários

Ovídio Catão M. da Trindade

Vice-Presidente de Obras Públicas

Ozaes Barros Mangueira Filho

Vice-Presidente Relações de Trabalho

e Política Sindical

Fábio Sinval Ferreira

Vice-Presidente de Materiais

Marcos Pereira Lago

Vice-Presidente de Relações Públicas

CONSELHO FISCAL

Carlomano Correia de Abreu

Francisco Antônio de Assis

Wagner Antônio A. Brekenfeld

Cândido Alfredo C. de Lucena

Bruno Quintans de Mendonça

Antônio Erivaldo Lira

DELEGADOS JUNTO À FIEP

José William Montenegro Leal

Stelo Olímpio B. de Queiroga

Hermógenes Paulino do Bonfim

Gilson Cavalcante de Melo

DIRETORES

Pedro Honorato Filho

Materiais e Tecnologia

João Batista Sarmento

Obras Públicas

João Bezerra Júnior

Relações Públicas

Carlos Eduardo Maia Lins

Assuntos Imobiliários

EQUIPE DE TRABALHO

Gizélia Gomes

Secretária Executiva

Waleska Eugênia

CPD

Geovanna Dantas

Estagiária do IVV

Fernanda Nunes

Recepcionista

Joselma Pereira

Atividades Gerais

Produção

Presidente do

Sindicato da

Indústria

da Construção

Civil de

João Pessoa

Ogênio humano ainda

não inventou nada

mais eficiente para a

sobrevivência do

que o associativismo. É bíblico:

o homem não nasceu para

ser só. Sem o concurso de outros,

torna-se frágil e, portanto,

vulnerável. A sinergia, ou

seja, a energia compartilhada,

permite que os esforços

individuais, quando inseridos

em um contexto grupal,

alcancem uma dimensão

bem maior do que teriam

isolados. É assim na natureza.

É assim também no ambiente

econômico e, em especial,

na construção civil.

É histórica a dependência

do nosso setor de insumos

cartelizados, alguns dos

quais, como o aço e o cimento,

cujas somas podem alcançar

fácil trinta por cento

dos custos, têm seus preços

definidos em bolsas internacionais,

sabe-se lá a partir de

quais pressões. Nosso consumo

individual, sobretudo

Nova NBR 12.721:2006 - CUB 2006

iquintans@uol.com.br

Por Irenaldo Quintans

considerando os tamanhos

das empresas paraibanas, na

maioria micro e pequenas,

decerto não representa muito

para esses gigantes. Contudo,

no momento em que

nos mobilizamos de maneira

a agrupar nossos pedidos

em um só, a situação muda significativamente

e, de formiguinhas,

podemos passar a ser

vistos e tratados como parceiros.

Esse caminho não é fácil e

sei que enfrentaremos resistências.

Outros valentes sindicalistas

já tentaram e, longe

de fracassarem, permitiram

que aprendêssemos com

as experiências inconclusas.

Agora, estamos novamente

plantando o embrião

de uma futura cooperativa

de compras da construção

civil de João Pessoa. Embrião

sim, porque nascendo

pequena, terá a oportunidade

de crescer sedimentando

etapas. Participe você, prezado

associado, dando opiniões

e integrando-se ao grupo.

E participe também,

caro fornecedor, nos ajudando

a formatar a melhor parceria

possível. Não há lugar

para antagonismos. A palavra

de ordem é convergência,

para o bem do mercado.

Antes de finalizar, parabenizando

os dirigentes

desta entidade que resolveram

operacionalizar o projeto

da nossa Central de

Compras, Fábio Sinval,

Marcos Lago, Francisco de

Assis, José Bezerra e Eduardo

Lins, permitam-me divulgar

um dado, à guisa de

incentivo: a nossa congênere

cearense, que funciona há

cerca de dez anos, em 2006

fechou compras em um

montante de R$ 60 milhões

de reais. Em uma continha

de dois minutos, quanto

será que atingiu a redução

de custos, levando em conta

que a barganha pode chegar

até a vinte por cento?

Um 0forte abraço e até a

próxima.

CUSTO UNITÁRIO BÁSICO - CUB (R$/M 2 ) - FEVEREIRO DE 2007

PROJETOS - PADRÃO RESIDENCIAIS

Residência Unifamiliar (R1) e Multifamiliar (R8), Prédio Popular (PP-4) e Projeto de Interesse Social (PIS)

PADRÃO BAIXO PADRÃO NORMAL PADRÃO ALTO

R 1 539,85

PP - 4 521,80

R 8 499,05

PIS 394,55

Editorial

R 1 626,76

PP - 4 603,74

R 8 528,57

R 16 511,43

*Fonte: Departamento Técnico do SINDUSCON-JP

R 1 804,25

PP - 4 664,13

R 8 697,15

2

Fones: (83) 3221.3507 - 8852.0343

E-mail: feedbackjp@oi.com.br

Jornalista Responsável

Karla Alencar

Reportagem

Suetoni Souto Maior

Fotografia

Waldeir Cabral

PROJETOS - PADRÃO COMERCIAIS

Comercial Andares Livres (CAL) e Comercial Salas e Lojas (CSL)

PADRÃO NORMAL

CAL - 8 623,80

CSL - 8 531,98

CSL - 16 710,78

PADRÃO ALTO

CAL - 8 680,04

CSL - 8 582,44

CSL - 16 777,64

PROJETOS - PADRÃO

Residência Popular

RP1Q 528,44

PROJETOS - PADRÃO

Galpão Industrial

GI 313,29


João Pessoa-PB i Março de 2007

Debatendo a Paraíba

SINDUSCON lança programa para promover maior interação com a classe política

Disposto a participar de forma mais ativa das

discussões que visam buscar meios para incrementar

o desenvolvimento da Paraíba, o SINDUSCON-JP

iniciou no dia 12 deste mês, um trabalho de maior

interação com os parlamentares paraibanos. Através

de reuniões sucessivas com todos os deputados e

senadores do Estado, o Sindicato pretende debater

propostas e sugerir medidas voltadas para a questão

desenvolvimentista da região.

O primeiro a participar do

programa intitulado “Café da Manhã

com os Parlamentares”, foi o

senador Cícero Lucena (PSDB),

que falou sobre os planos de desenvolvimento

para o Estado. Cícero,

aliás, chega ao Senado Federal

com autoridade de quem conhece

muito bem o setor da construção

civil, pois, além de ter militado

no setor por longos anos, ainda

atuou como presidente do

SINDUSCON-JP. Ele também foi

governador do Estado, ministro

da Integração e prefeito de João

Pessoa por oito anos consecutivos.

“O Sindicato quer ouvir todos

os parlamentares, discutir o

Plano de Aceleração do Crescimento

(PAC) e ver no que nós poderemos

contribuir para o desenvolvimento

da Paraíba”, disse o

presidente do SINDUSCON-JP,

Irenaldo Quintans. Ele lembrou

ainda que o setor da construção

é um dos principais empregadores

do País. “Todo investimento

feito no segmento tem

retorno imediato”, acrescentou.

O senador aproveitou o encontro

para reafirmar o compromisso

dele com o desenvolvimento

da Paraíba. Cícero destacou

a importância da construção

civil no processo de desenvolvimento,

lembrando que a geração

de empregos deve ser perseguida

por todos. Ele ressaltou ainda

que o setor é um dos poucos

que abrem espaço para os profissionais

sem formação técnica.

União da bancada

Cícero Lucena lembrou que

Gilson Frade, Irenaldo Quintans, Cícero Lucena e José William

é cada vez mais imprescindível a

união da bancada federal da Paraíba

para pressionar o Governo

federal a inserir o Estado no PAC.

Ele enfatizou que a sociedade não

está cobrando esmolas e, sim, a

oportunidade de desenvolver seus

potenciais. “Precisamos, de uma

vez por todas, de inserção no chamado

pacto federativo”, alertou.

O senador tucano condenou

as distorções sofridas pela

Paraíba, que, segundo ele, paga

com pontualidade as dívidas

junto à União, mas não é aquinhoada

no repasse de recursos a

que tem direito. Cícero revelou,

ainda, que cinco novas empresas

estão querendo se instalar no

Estado e precisam apenas da

autorização para utilização do

gás natural para gerar emprego

e renda. Cobrou, também, recursos

para melhoria da infra-estrutura

do porto de Cabedelo.

Próximo encontro

O próximo a participar no

SINDUSCON-JP do programa

“Café da Manhã com os Parlamentares”

será o senador José

Maranhão (PMDB), que também

já foi governador do Estado

por quase oito anos. “Queremos

aglutinar forças com um

objetivo único, que é o de viabilizar

o desenvolvimento do Estado”,

disse Irenaldo Quintans.

3


informativo sinduscon

Feicon reúne multidão

Feira da construção leva mais de 170 mil pessoas ao Anhembi, em São Paulo

Inúmeros lançamentos para o setor da

construção, corredores movimentados e atrações

diferenciadas marcaram a 15ª edição da Feira

Internacional da Indústria da Construção (Feicon),

realizada de 13 a 17 deste mês, no Pavilhão de

Exposições do Anhembi, em São Paulo. Vários

empresários paraibanos estiveram participando do evento.

Organizado e promovido

pela Alcantara Machado Feiras

de Negócios e Reed Exhibitions,

o evento recebeu mais de 170

mil visitantes nacionais, vindos

de todo o Brasil, e internacionais

de locais como Estados

Unidos, Argentina, França, Chile,

Paraguai, China, Itália, Portugal,

Alemanha, entre outros.

Foram mais de 2 mil produtos

lançados e mais de 650

expositores - de 40 países, como

Estados Unidos, Espanha, Emirados

Árabes, entre outros - es-

palhados pelos 78 mil metros

quadrados do Pavilhão de Exposições

do Anhembi.

Entre as novidades, estavam

ducha com controle remoto; banheira

acionada via Internet; tintas

e vernizes à base água; cubas

estilizadas; portas e janelas com

designs diferenciados e isolamentos

acústicos; revestimentos; vasos

sanitários e lavatórios inteligentes;

spa´s; metais e acessórios

em geral; aquecedores solares;

enfim, todos os produtos para

construir e reformar uma casa.

Presidente Lula prestigiou o evento

Para o diretor da feira, Jair

Saponari, o evento mais uma

vez surpreendeu a organização.

“Nossas expectativas foram alcançadas

e por mais um ano a

Feincon provou ser o principal

evento na América Latina, lançador

de novidades e grande

gerador de negócios”, disse.

“O atual momento pelo

qual passa o setor, com o surgimento

do PAC (Programa de Aceleração

do Crescimento), propiciou

um novo incentivo aos empresários

brasileiros. Além disso,

o apoio do IAB (Instituto de Arquitetos

do Brasil) e da Asbea

(Associação Brasileira dos Escritórios

de Arquitetura) fizeram

o número de arquitetos triplicar

em relação à última edição”,

completou Jair Saponari.

Já Juan Pablo De Vera,

presidente da Reed Exhibition

no Brasil, também disse

estar muito satisfeito com o

evento. “A Feincon é realmente o

local ideal para se fazer negócios,

conquistar novos clientes e

se atualizar perante as novidades

do mercado. A qualidade, a

beleza, a tecnologia e o design

inovador dos produtos brasileiros

são muito bem aceitos fora do

País, o que é comprovado com a

presença dos compradores internacionais”,

enfatizou De Vera.

A edição 2008 da Feicon

vai acontecer de 8 a 12 de abril,

no Pavilhão de Exposições do

Anhembi. A feira fará parte da

Semana Internacional da Indústria

da Construção e Iluminação.

4


João Pessoa-PB i Março de 2007

Aglutinando as forças

Sindicato reúne empresários e cria Central de Compras para reduzir preço de insumos

A famosa frase “dividir para conquistar” perdeu

força entre os construtores paraibanos. No Sindicato da

Indústria da Construção Civil de João Pessoa, a palavra

de ordem agora é unir forças para crescer. A concretização

dessa linha de raciocínio já tem nome e um futuro traçado:

a Central de Compras do SINDUSCON-JP, que deverá

sair do papel em um prazo de aproximadamente 90 dias.

A idéia, já em vigor em outros

estados, consiste na união

dos construtores para comprar

em bloco, aumentando, assim, o

poder de barganha. O empresário

Marcos Lago, um dos entusiastas

do projeto, prevê redução

superior a 15% no valor dos insumos

utilizados pelo setor no processo

de construção dos empreendimentos.

“A Central de Compras

será sucesso garantido”, disse.

A aplicação prática da Central

de Compras, na concepção

do empresário Fábio Sinval é ilimitada,

apesar de apenas alguns

itens estarem cotados para integrar

a lista de insumos disponibilizados

após a implantação.

“Trabalhamos com mais de 10

mil itens na construção civil. A

perspectiva é que gradativamente

eles passem a figurar entre os

produtos adquiridos”, destacou.

Com maior capacidade de

compra, segundo Sinval, os empresários

terão como fazer frente

à “cartelização velada” praticada

por grandes corporações,

que dominam os setores de cimento

e aço. “Se vamos comprar

muito, teremos preços mais

em conta, pois os fornecedores

de matéria prima não estão dispostos

a perder grandes vendas”,

ressaltou o empresário.

Comprando mais barato e

melhor, a tendência é que a redução

no valor final do empreendimento

seja repassado para

o cliente. “Aumentaremos a

competitividade e abriremos

espaço para que uma maior

parcela da população possa

adquirir a casa própria, por

exemplo”, exemplificou Marcos

Lago, lembrando que só a união

fará com que o projeto engrene.

Marcos Lago (detalhe) prevê redução de 15% no valor de insumos

Cooperativa

Os construtores paraibanos

estão criando a Central de Compras

de olho em algo maior: a Cooperativa

da Construção. O empresário

Gilson Frade acredita que

a união de forças vai alavancar o

setor na Paraíba. Para ele, isso também

trará impacto positivo no que

diz respeito aos custos de transportes

e agilidade. O funcionamento

será coordenado por um executivo,

contratado para esse fim.

A expectativa é que a Paraíba

trilhe os passos do Ceará,

onde a cooperativa funciona há

vários anos. “A perspectiva é a

de que em pouco tempo toda a

cadeia produtiva da construção

civil seja incluída, inclusive com

a contratação de serviços”, disse

Sinval, ressaltando que produtos

como concreto poderão

ser incluídos, com o contrato do

serviço a custos mais baratos.

As centrais de compra e

cooperativas já funcionam bem

em vários estados brasileiros.

Marcos Lago explicou que o modelo

desenvolvido pelo Sindicato

tem sucesso garantido,

pois conta com contribuições

de idéias já em vigor em outras

localidades do Brasil. “Vai ser

um sucesso. Não tenho dúvidas

disso”, ressaltou o empresário.

5


informativo sinduscon

Busca pela eficiência

Coordenadora do PBQP-H diz que 60 empresas da PB já aderiram ao programa

A busca pela melhoria da qualidade do habitat e a

modernização produtiva são dois objetivos básicos do

Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do

Habitat (PBQP-H), mantido pelo governo federal. Com o

objetivo de estimular a certificação, o Construção Notícias

entrevistou a nova representante do programa, na Paraíba,

Rosana Mergulhão, que deu detalhes sobre o programa,

desenvolvido através do Ministério das Cidades. Entre

os assuntos abordados, ela informou que cerca de 60

empresas paraibanas já aderiram ao programa.

O PBQP-H faz parte do

compromisso assumido pelo

Brasil durante a assinatura da

Carta de Istambul, durante a

Conferência do Habitat II, em

1996. O programa congrega vários

segmentos integrantes da

cadeia produtiva da constru-

ção, a exemplo de construtores,

projetistas, fornecedores, fabricantes

de materiais e componentes,

bem como a comunidade

acadêmica e entidades de normalização,

além do governo federal.

Rosana explicou que o programa

procura se articular com o

setor privado afim de que este potencialize

a capacidade de resposta

do PBQP-H na implementação

do desenvolvimento sustentável

do habitat urbano. “Por isso, sua

estrutura envolve entidades representativas

do setor, compostas por

duas Coordenações Nacionais,

que desenham as diretrizes do

Programa em conjunto com o Ministério

das Cidades”, enfatizou.

O Programa não se vale

de novas linhas de financiamento,

mas procura estimular

o uso eficiente dos recursos

existentes, oriundos de diferentes

fontes (OGU, FGTS e Poupança)

e aplicados por diferentes

entidades (Caixa, BNDES,

Finep Sebrae e Senai). Por outro

lado, o Programa conta com

grande contrapartida privada,

Rosana explica o PBQP-H

sendo os recursos do governo

federal destinados basicamente

para custeio, estruturação de

novos projetos e divulgação.

Confira a seguir a entrevista

na íntegra com Rosana.

6

A entrevista

- Há quanto tempo o PBQP-

H foi implantado no Estado?

- Considerando que o evento

que marca o início do processo

de implantação é a formalização

de um termo de adesão ao

programa, pode-se dizer que há

quase 7 anos, com a adesão da

Caixa Econômica na Paraíba.

- Quantas empresas já adquiriram

ou estão em vias de

receber a certificação?

- Na Paraíba, já houve a

adesão de cerca de 60 empresas.

- O que é a certificação e

qual a importância dela?

- A certificação é um processo

pelo qual, em havendo a

conformidade do sistema de

gestão da qualidade de uma

empresa com um dos Referenciais

Normativos do Sistema

de Avaliação da Conformida-

de de Empresas de Serviços e

Obras da Construção Civil

(Siac), é fornecido um documento

público, emitido por um

Organismo de Certificação

Credenciado, chamado de certificado

de conformidade. A

importância da certificação

para uma empresa construtora

está nos benefícios que ela

proporciona, sendo a principal

delas a valorização da imagem

da empresa no mercado, sem

falar em benefícios como modernização

tecnológica e gerencial

e aumento de produtividade.

- Toda a cadeia produtiva

da construção civil é estimulada

a adquirir a certificação?

- Sim. Diversas entidades

fazem parte do programa, representando

segmentos como

construtores, projetistas, fornecedores,

fabricantes de materiais

e componentes, bem

como a comunidade acadêmica

e entidades de normalização.

- Isso não representa um

gasto a mais para o construtor?

- Na verdade, o que acontece

é um investimento, pois a implantação

de um sistema de gestão

da qualidade tem como fim

promover ganhos de eficiência e

eficácia e, como ganhar eficiência

e eficácia significa redução de

custos, logo a relação custo x benefícios

se apresentará positivo.

Se não houve, é porque a implantação

do sistema não alcançou o

seu objetivo e, não, o sistema. O

sistema de gestão da qualidade

adotado pelo governo federal

em seu programa, PBQP-H,

toma por base a norma ISO

9001, reconhecida no mundo

pelos resultados tem gerado.

- Qual o retorno da certificação

para o cliente final?

- Para o cliente final, o retorno

da certificação é a garantia

de que está adquirindo um

produto de qualidade, desenvolvido

com base em critérios e

métodos necessários para assegurar

os resultados esperados,

sempre visando às expectativas,

respeitando as normas, regulamentos

e estatutos vigentes.

- Quantos empresários já

aderiram ao programa?

- Tomando por base o número

de empresas que participaram

até hoje do PBQP-H, podemos

dizer que cerca de 60 empresários

em nosso Estado aderiram

ao programa.

- Qual a participação do

SINDUSCON-JP nesse processo?

- O SINDUSCON-JP faz, há

alguns anos, a representação estadual

do PBQP-H e, por isso,

tem lhe cabido participar da promoção,

condução e coordenação

do processo de implantação

do programa em nosso Estado.


João Pessoa-PB i Março de 2007

Recursos assegurados

PAC: Paraíba tem projetos de R$ 30 milhões selecionados para obras de saneamento

É bem possível que a Paraíba comece a receber os

primeiros benefícios do Programa de Aceleração do

Crescimento (PAC), do Governo Federal, já a partir do

primeiro semestre deste ano. A previsão foi feita pelo

superintendente regional da Caixa Econômica na

Paraíba, Jorge Gurgel, durante reunião com dirigentes

da Cagepa. Ele revelou que, só para obras de

abastecimento de água e esgotamento sanitário, serão

disponibilizados recursos da ordem de R$ 30 milhões.

Jorge Gurgel explicou que

o Governo do Estado, através da

Cagepa, conseguiu cumprir, em

tempo hábil, todas as etapas estabelecidas

para pleitear os recursos

do PAC e, por isso, teve

oito projetos na área de saneamento

básico pré-selecionados.

“Vamos agora encaminhar os

projetos para o Ministério das

Cidades e esperar a tramitação

legal. Acredito que, se tudo ocorrer

bem, esses recursos já estejam

disponíveis neste primeiro semestre”,

observou o superintente

da Caixa, que fez questão de

destacar a qualidade dos projetos

elaborados pela Cagepa e a rapidez

com que eles foram feitos.

A participação efetiva do

governador Cássio Cunha Lima

foi fundamental para que a Pa-

raíba tivesse seus projetos na

área de saneamento básico préselecionados

dentro do PAC. “A

perseverança do governador, aliado

ao prestígio pessoal dele

junto ao presidente Lula foram

preponderantes em todo esse

processo”, destacou o presidente

da Cagepa, Ricardo Leal.

Dirigentes da CEF e da Cagepa analisam os projetos selecionados

Municípios beneficiados

Ele adiantou que os projetos

pré-selecionados pela

Caixa prevêem investimentos

em três municípios paraibanos:

João Pessoa, Santa Rita e

Cabedelo. “Vamos investir esses

recursos na ampliação, melhoria

e implantação de sistemas

de abastecimento d’água

e esgotamento sanitário. São

investimentos que trarão benefícios

significativos para a

melhoria da qualidade de

vida dos paraibanos”, observou

o presidente da Cagepa.

Após a reunião na superintendência

da Caixa, o diretor

de Expansão da Cagepa,

Rubens Falcão, detalhou como

serão investidos os recursos do

PAC destinados à área de saneamento

básico na Paraíba. “Em

Cabedelo, estaremos investindo

algo em torno de R$ 18 milhões,

em obras de esgotamento

sanitário e melhoria na rede

de distribuição d’água. Já para

Santa Rita, estão previstos R$

4,5 milhões, para obras de ampliação

do sistema de abastecimento

d’água e rede coletora de

esgotos”, explicou Falcão.

Obras em João Pessoa

Ele revelou, ainda, que

para João Pessoa estão previstos

recursos de mais de R$ 7,5 milhões.

“Com esses recursos vamos,

por exemplo, dotar o Jardim

Cidade Universitária de rede

coletora de esgotos”, observou

Rubens Falcão, acrescentando

que também serão destinados

recursos para obras de esgotamento

sanitário e abastecimento

d’água em outros bairros da Capital,

como o Bessa, por exemplo.

7


informativo sinduscon

Sinal de alerta no ar

João Pessoa é a única capital do País que não iniciou a revisão do Plano Diretor

Matéria publicada no dia 12 deste mês pelo portal de notícias

Clickpb, revela que João Pessoa é a única capital do Brasil que não

iniciou processo de discussão com a sociedade para elaboração do

novo Plano Diretor da cidade. A constatação, conforme o site, é do

Jornal ‘Valor Econômico’, de São Paulo, que fez recente levantamento

do andamento da revisão do Plano Diretor, legislação para o

reordenamento urbano das cidades, entre as capitais brasileiras.

Segundo o Jornal, 14 capitais

cumpriram o prazo estabelecido pelo

Estatuto das Cidades e estão com os

Planos devidamente regularizados,

sete estão com o projeto em tramitação

nas câmaras municipais e cinco

estão discutindo a revisão com

a sociedade. João Pessoa, de acordo

com o ‘Valor Econômico’, é a única

que sequer iniciou a discussão.

QUEM

Com isso,

É

corre

QUEM

o risco de

NA

per-NOVA DIRETORIA

der os prazos estabelecidos em lei,

ficando o prefeito Ricardo Coutinho

(PSB) sujeito a acusação de improbidade

administrativa e o município

ameaçado de não receber verbas

do Ministério das Cidades.

O Plano Diretor é uma obrigação

para os municípios com mais de vinte

mil habitantes. De acordo com o Estatuto

das Cidades, os municípios que

não tinham Plano em vigor deveriam

discutir e elaborar um documento até

outubro de 2006. De acordo com dados

atuais, 83% dos 1,6 mil municípios

com mais de 20 mil habitantes já encaminharam

uma proposta à Câmara.

Para os municípios que já

possuem um Plano Diretor a legislação

impõe a obrigatoriedade

de atualização em no máximo dez

anos da última elaboração.

O outro lado

O Construção Notícias entrou

em contato com a Secretaria de Planejamento

de João Pessoa, para ouvir

a versão da Prefeitura. No entanto,

a assessoria de imprensa do

órgão alegou que o titular da pasta,

Luciano Agra, estava ocupado na

elaboração de projetos de interesse

para o município e que, por isso,

não poderia, naquele momento,

conceder entrevista. Ele assegurou,

por meio da assessoria, que concederá

uma entrevista para a próxima

edição do Construção Notícias.

Mais tecnologia em tubos e conexões.

www.amanco.com.br

(81) 3565.2888

8


João Pessoa-PB i Março de 2007

Direto ao Assunto

Por Germano Romero

gromero@globo.com

Natureza e construção

A Arquitetura e a Construção Civil, não raro,

vestem máscaras de vilania inapropriadas e destoantes

de seus méritos. Tamanha injustiça! Que seria da

humanidade sem essas duas atividades irmãs, presentes

no cenário humano em todos os cantos do planeta?...

Ciências afins e complementares que, juntas, se põem a

serviço do homem, suprindo-lhe necessidades básicas e

complexas, criando-lhe espaços propícios ao seu

repouso, ao seu trabalho, ao lazer, à sua produção, enfim,

à própria evolução. Nada seria de nós se não existissem

as obras de edificação que nos servem em todos os

momentos abrigando-nos nas mais distintas atividades.

Contudo, tanto por culpa

dos “acusadores” como dos

profissionais de tais nobres

áreas, é comum se dizer que estamos

ligados “à força da grana

que destrói coisas belas”.

Verdade seja dita. Muitas e

muitas vezes a expansão urbana

desenfreada e inconseqüente

fez com que cidades inteiras se

construíssem sem que a Natureza

pudesse fluir entre seus espaços,

harmoniosa e sem contaminação

de suas entranhas. Rios e

relvas viraram esgotos e pedras,

e a falta de permeabilidade do

chão produziu áridas plataformas

que sufocaram o subsolo e

suscitam enchentes a qualquer

chuvinha a mais. Quem já não

viu São Paulo, Rio de Janeiro e

tantas outras cidades grandes

viveram calamitosamente socorrendo

pessoas e carros que se

afogam em enchentes, que também

destroem barracas em barrancos

por cima de pau e pedra?

Mas, essas e outras culpas

não devem ser atribuídas à Arquitetura

e à Engenharia, e sim

àqueles que delas fizeram uso

inconseqüentemente dissentidos

do bom senso. Afinal, tantas

outras ciências e criações tecnológicas

tiveram seu uso desvirtuado

da ética e da solidariedade

com a Natureza... Não se pode

culpar a invenção da aeronave e

da pólvora por terem servido ao

terror das guerras. Nem criticar

a descoberta da energia nuclear

pela estupidez em Hiroshima.

A Arquitetura e a Engenharia

são divinas. Ainda mais

agora, quando arquitetos e engenheiros

estão cada vez mais

integrados na produção de

suas obras. Inteligentemente

afinados com a realidade tecnológica,

econômica e social,

hoje o arquiteto é visto como

um parceiro, um aliado do investidor,

dos construtores e

engenheiros dos mais diversos

segmentos, para que dessa

interação possam surgir

projetos enxutos, bem pensados,

prontos para atender ao mercado

e às necessidades humanas.

Aquela idéia retrógrada e

deturpada que antigamente

muitas vezes atribuiu ao arquiteto

a pecha de “profissional do

supérfluo”, inflexível, que encarece

obra, felizmente se extinguiu.

Hoje uma de nossas maiores preocupações

é com o desperdício,

trabalhando sintonizados com a

preservação dos recursos, valorizando

a reciclagem, modulando

estruturas e perfis para cortes

exatos e múltiplos, e, principalmente,

agindo direcionados a

atender aos objetivos tanto do

cliente, quanto da fatia de mercado

à qual sua produção se dirige.

É a preocupação com aquilo

que se chama viabilidade,

dando aos responsáveis pelos

empreendimentos a segurança

do Projeto de Arquitetura plenamente

exeqüível, totalmente integrado

com os complementares

desde a sua primeira concepção.

E esse zelo com a “viabilidade”

jamais deve ser restrito ao

âmbito puramente técnico, e sim

desgarrar-se dos interesses imediatistas

e se voltar a aspirações

produtivas que possam controlar

a intervenção no meio

ambiente, preservando, e até

recuperando as áreas naturais.

Dessa forma a Arquitetura

terá maior compromisso com a

beleza, com a harmonia e os contornos

estéticos das obras que

obrigará sejam vistas por todos,

no dia-a-dia, urbano ou não. Afinal,

como disse muito bem o jornalista

Carlos Aranha, a grande

responsabilidade da Arquitetura

é por se transformar em “propriedade

pública do cotidiano”.

E por que não da Natureza?

Germano Romero é arquiteto

9


informativo sinduscon


Em Foco

Por Gizélia Gomes

Café da Manhã com os Parlamentares

O SINDUSCON-JP promoveu

com sucesso, na manhã do dia 12

deste mês, o evento que marcou o

lançamento do projeto “Café da

Manhã com os Parlamentares”

que, segundo o presidente

Irenaldo Quintans, irá funcionar

como elemento de afinidade e

interação entre os associados e os

parlamentares em gestão.

Para abrir o projeto com

chave de ouro, o primeiro parlamentar convidado foi o senador Cícero Lucena, que fez

uma explanação sobre sua participação nas comissões parlamentares e deixou sua

opinião sobre o PAC – Plano de Aceleração do Crescimento.

Após as considerações iniciais, o debate em si foi iniciado, onde foram lançadas perguntas,

algumas delas sobre PAC, reforma tributária, política e trabalhista. Estiveram presentes também

ao evento, os membros da diretoria, empresários, o prefeito de Mamanguape, Fábio Fernandes,

representantes da imprensa (TV Miramar e Tambaú FM) e diversos associados.

Segurança em obras de saneamento

O CPR-PB promoveu, no dia 14 deste mês, o Encontro Sobre Segurança na Execução

de Obras de Saneamento Básico. O evento foi realizado no auditório do SINDUSCON-JP e

contou com a presença de 51 participantes, entre representantes da Cagepa e de

construtoras que executam obras para o programa Boa Nova, do Governo da Paraíba,

além de membros do próprio Comitê e de profissionais do Recife e de Campina Grande.

No encontro, foi referendada a criação de um grupo de trabalho interdisciplinar, que

terá como atribuição elaborar propostas a serem adotadas para prevenir novas mortes

por soterramento nesse segmento da indústria da construção.

Também foi lembrada a importância de que os resultados em segurança e saúde no trabalho

sejam reconhecidos como indicadores de responsabilidade social e econômica dos negócios.

4º Torneio de Futebol da Construção Civil

Continuam abertas as inscrições para o 4º Torneio de

Futebol da Construção Civil. O evento será realizado no

próximo dia 14 de abril, nas

dependências do SESI do Distrito e

será intitulado, Torneio João José

Moreira Neto, fazendo, com isso,

uma homenagem ao um ex-dirigente

do SINDUSCON-JP, falecido prematuramente em 26 de maio de

2001. Inscreva já sua equipe! As vagas limitadas! Mais

informações no SINDUSCON-JP, com Fernanda Nunes.

aniversariantes

Abril

01 - Elvio Ribeiro de

Mendonça (Meta) e Jose Francisco

da Costa (CTE Construção), 04 -

Gilmar Barbosa da Silva (TTTEC -

Tec. Construção), 05 - Lourival

Batista Cabral (Mega Const) e

Ovidio C. Maribondo da Trindade

(CRE Engenharia), 09 - Hermogenes

Paulino do Bonfim (Bomfim), 10 -

Maria A. de Carvalho (Const.

Litoral), 12 - José Reinaldo Lima

(Proenge), Wagner Pericles Amorim

Pereira (Link Engenharia), Janina R.

Victor (Compec) e Alexandre José de

Castro Lucena (Construtora ABC),

13 - João Ferreira L. Júnior (JGA

Engenharia) e Trajano Ramalho

Filho (Construtora Brascon), 15 -

Maria de Lourdes Henriques Ribeiro

(Hidra Perfuração), 17 - Luciana

Pontes de Araujo Dias (AP

Engenharia), 18 - Marisa M. Pessoa

(Earlen Ltda.) e Ruth Barros de

Almeida (Integral Engenharia), 21 -

Analígia Miranda Ribeiro

(Construtora CCA), 25 - Fernando

Mello C. de Albuquerque (Vertical

Engenharia) e Eduardo Henrique

Coelho Monteiro (Monteiro

Construções), 26 - Fred Queiroga

Pinto (FF Const), Amiraldo Baunilha

Dias (Bomfim), Luiz Virginio (MC

Construtora) e Wandick Damasceno

(Dias Paiva) e 28 - Mouriele Pessoa

Moreira (Const. Empren. Moreira).

10

Próximos Eventos

28/05 a 02/06 - 58º Congresso Mundial da Federação

Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci), em Barcelona

(Espanha). Mais informações podem ser obtidas junto à

Secretaria da Fiabci no Brasil, pelos telefones: (11) 5078-7778 e

(11) 5078-6748, com Rosa Maria.


João Pessoa-PB i Março de 2007

Investimentos externos

Grupo espanhol decide construir complexo hoteleiro no Litoral Sul paraibano

O litoral paraibano entrou definitivamente no

roteiro de investimentos internacionais, em especial,

para os espanhóis. Em menos de duas semanas, pelo

menos dois grandes grupos anunciaram a pretensão de

investir na Paraíba, o Anjoca e o ValeroBrasil

(Imovovalero). O ValeroBrasil, inclusive, já anunciou o

investimento de R$ 1 bilhão na construção de um

complexo hoteleiro em Pitimbu, Litoral Sul paraibano.

Na primeira quinzena de

fevereiro, o grupo ValeroBrasil

assinou com o Governo da Paraíba

um protocolo de intenções de

investimento em Pitimbu. Cid

César, representante comercial do

grupo, disse que já foi adquirida

uma área de 2,4 quilômetros de

praias - 344 hectares - no final do

ano passado, para a construção

de um complexo que compreende

um resort, três hotéis cinco estrelas

e um campo de golfe.

O projeto ainda indica a

construção de um centro de

convenções, um shopping center,

um balneário, um centro esportivo

e de lazer, além de vilas

e bangalôs. Atualmente, o

projeto está em fase de análise

para que seja dada entrada na

documentação junto aos órgãos

ambientais. “Queremos

respostas para os limites legais

da construção”, disse Cid César,

afirmando que a concepção

do projeto depende dessa etapa.

Geração de empregos

O executivo do grupo espanhol

disse que não há previsão

para início das obras do empreendimento,

que deverá gerar inicialmente

400 empregos diretos.

Cid César, no entanto, revelou

que o grupo Blau Hotéis e Resorts,

também espanhol, deverá

assumir a administração do

complexo, com a experiência de

já atuar em 10 hotéis pelo mundo,

como em Cuba e Caribe. “A

diretora de expansão do grupo

para a América Latina esteve na

Paraíba e ficou encantada com o

que viu. A Paraíba é, sem dúvidas,

um lugar encantador”, disse.

Turma do curso de Assistente de Gerenciamento de Obras

Sesi e Senai promovem curso de

qualificação para trabalhdores

A escolarização e a qualificação

profissional são importantes

em todas as áreas e, para os

profissionais da construção civil

não é diferente. Pensando nisso,

mais uma vez, o Sesi e o Senai da

Paraíba, juntos, deram início este

mês no curso de Assistente de

Gerenciamento de Obras, numa

ação articulada entre Educação

Básica (Sesi) e Educação Profissional

(Senai), visando a formação integral

do trabalhador da indústria.

O curso teve início no dia 5

deste mês, quando foi realizada a

aula inaugural, no Centro de Educação

Profissional de Construção

Civil do Senai, em Bayeux, com

uma palestra sobre Mercado de

trabalho e Construção Civil na Paraíba,

proferida pelo presidente

SINDUSCON-JP, Irenaldo Quintans.

A proposta do curso é promover

a escolarização e qualificação

profissional do trabalhador

para que ele seja capaz de realizar o

acompanhamento da execução de

obras de construção civil, auxiliando

na elaboração do orçamento,

planilhas de previsão e consumo de

materiais, segundo as normas, métodos

e procedimentos estabelecidos,

visando a qualidade e a produtividade

dos processos produtivos.

11


informativo sinduscon

Soenco

Construtora paraibana prima pelo respeito ao meio abiente

Responsabilidade social e preocupação ambiental

são dois dos princípios que vêm norteando o trabalho

da Soenco no setor da construção civil de João Pessoa. A

empresa, genuinamente paraibana, foi criada em 1985,

pelos irmãos Germano e Geraldo Guedes Pereira,

ambos ainda à frente da construtora, e pelo atual

secretário de Infra-estrutura da Capital, Fred Pitanga.

A Soenco, de acordo com o

engenheiro Germano Guedes,

dedicou-se, nos primeiros anos de

mercado, prioritariamente às

obras públicas. Nesse período,

foram desenvolvidas, principalmente,

obras de reforma e construção

de escolas, postos de saúde,

ginásios esportivos, creches e

lavanderias. Até que, a partir de

1992, a construtora migrou para o

setor de incorporação imobiliária.

Atualmente, a empresa contabiliza

17 prédios entregues, dois

em construção e um lançamento

previsto para o segundo semestre

deste ano. O público focado

pela Soenco é o de classe média e

média alta, o que exige cada vez

mais investimentos em tecnologia

e qualificação da mão de obra.

“Os prédios entregues atualmente

atendem um mercado cada vez

mais exigente”, disse Germano.

Para os empresários que estão

iniciando a carreira no mercado

da construção, Germano dá

uma dica: solidez e respeito só se

conquistam com um histórico de

seriedade e ética. “Posso afirmar

que, como em qualquer atividade

econômica, a partir do momento

que a empresa for tratada

com seriedade, ética e muito trabalho,

o sucesso será apenas

uma conseqüência”, ressaltou.

Do alto dos 22 anos de experiência,

dedicados exclusivamente

ao mercado paraibano, Germano

analisou com bons olhos o

João Pessoa-PB i Março de 2007

segmento empresarial de João

Pessoa. “Veremos que houve um

grande amadurecimento do setor,

que evoluiu para atender às novas

regras do mercado. Quanto

ao cliente, notamos que ele assimilou

um maior nível de exigência

em todos os aspectos”, disse.

Para Germano, o setor da

construção civil da Paraíba tem

grande potencial de crescimento,

porém, para que isso se efetive, se

faz necessário que os governos

municipal, estadual e federal invistam

mais em infra-estrutura,

sem esquecer do quesito segurança.

“Dessa forma, poderemos ter

uma demanda regular de investimentos

nacionais e internacionais


no setor da construção”, acredita.

Os prédios

entregues

atualmente

atendem um

mercado cada vez


mais exigente

Germano Guedes

812

More magazines by this user
Similar magazines