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EDIÇÃO ESPECIAL DE 10 ANOS

Edição 52: março/Abril - 2015

Edição 52: março/Abril - 2015

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EDIÇÃO ESPECIAL DE 10 ANOS

O MELHOR DO LIGHTING DESIGN BRASILEIRO EM 24 PROJETOS

1


Refletir o futuro em cada projeto

REPRESENTANTE OFICIAL

Abajur Binic, Foscarini, sistema modular Igloo, Fontana Arte, pendentes Rituals,

Foscarini, e balizador Zero, design original Light Design+Exporlux.

www.lightdesign.com.br

4 5


6 7


SUMÁRIO

março | abril 2015

edição 52

108

58

14

AGENDA

24

¿QUÉ PASA?

150

144

102

44

48

54

58

62

66

72

76

82

86

92

98

102

108

114

116

124

130

134

136

144

150

156

162

O LIGHTING DESIGN BRASILEIRO

ACENDA

ANA SPINA

ARCHIDESIGN

CASTILHA ILUMINAÇÃO

CONFORTO VISUAL

CRISTINA MALUF

DESIGN DA LUZ

ESTHER STILLER

ESTÚDIO AMBAR

ESTÚDIO CARLOS FORTES

FOCO LUZ & DESENHO

FOS LIGHTING STUDIO

FRANCO ASSOCIADOS

LD STUDIO

LICHIA

LIT

LUZ E ARQUITETURA

MINGRONE ILUMINAÇÃO

MS + M ASSOCIADOS

RBF ARQUITETURA DE ILUMINAÇÃO

SENZI LIGHTING

STUDIO ILUZ

STUDIO IX

VIA ARQUITETURA

8 9


Romulo Fialdini

RESTAURANTE GURUMÊ

Iluminação: Studio Iluz

Foto: Leonardo Finotti

luz para

arquitetura

© Demian Golovaty

PUBLISHER

Thiago Gaya

EDITORIAL

Desde a sua criação, em 2005, a revista L+D vem contribuindo para a

evolução do mercado brasileiro de iluminação, sempre apresentando projetos

cujos resultados harmonizam soluções técnicas e estéticas na medida certa.

A publicação nasceu com a missão não apenas de trazer aos arquitetos e

lighting designers brasileiros o que há de novo e de melhor no cenário mundial

da iluminação, mas também divulgar nacional e internacionalmente o trabalho

desses profissionais.

A cada edição, a revista apresenta diversos aspectos da iluminação,

sob a óptica profissional e acadêmica, por meio de projetos realizados no

Brasil e no mundo. Os textos são redigidos somente por arquitetos e lighting

designers, o que torna seu conteúdo tecnicamente único. Não por acaso, a

L+D é reconhecida como a mais importante publicação brasileira com foco

na iluminação arquitetural por sua qualidade gráfica e editorial e por sua

independência e ponto de vista crítico.

Nesses dez anos de existência, a L+D vivenciou e trouxe aos seus leitores

as grandes transformações pelas quais o mercado da iluminação passou. A

revolução ocorrida com o advento do LED mereceu, além das matérias em

nossas páginas, um evento dedicado à discussão e compreensão da tecnologia

e dos rumos da iluminação. Assim como a revista L+D, o LEDforum já nasceu

um sucesso e caminha para a sua sexta edição, comemorando ano a ano

recordes de público e visibilidade nacional e internacional.

Testemunhamos, também, o surgimento exponencial de escritórios dedicados

exclusivamente ao desenho da iluminação arquitetural no Brasil, assim como a

elevação da qualiçdade dos trabalhos aqui desenvolvidos. E estamos certos de

que contribuímos para esse quadro, por meio da propagação de conteúdo de

boa qualidade e da consequente qualificação do mercado. Qualificação essa

também observada na indústria brasileira que evoluiu muito no desenho e na

tecnologia nos últimos anos.

Esta edição é uma celebração aos dez anos da L+D e das conquistas

alcançadas por nossos parceiros – colaboradores, fornecedores, lighting

designers e patrocinadores – ao longo dessa história. As páginas a seguir são

uma síntese do elevado estágio que a iluminação arquitetural alcançou no Brasil.

Parabéns a todos nós e boa leitura.

Thiago Gaya e Orlando Marques | Editores

IMPRESSA POR

PUBLICADA POR

EDITORES

Orlando Marques e Thiago Gaya

DIRETORA DE ARTE

Thais Moro

REPORTAGENS DESTA EDIÇÃO

André Becker e Valentina Figuerola

REVISÃO

Deborah Peleias

ADMINISTRAÇÃO

Richard Schiavo

Telma Luna

CIRCULAÇÃO E MARKETING

Márcio Silva

PUBLICIDADE

Lucimara Ricardi | diretora

Liliane Dias | supervisora

Bruna Oliveira | assistente

PARA ANUNCIAR

comercial@editoralumiere.com.br

t: 11 2827.0660

PARA ASSINAR

assinaturas@editoralumiere.com.br

t: 11 2827.0690

TIRAGEM E CIRCULAÇÃO AUDITADAS POR

Editora Lumière Ltda.

Rua Catalunha, 350, 05329-030, São Paulo SP, t: 11 2827.0660

www.editoralumiere.com.br

OSVALDO⁄MATOS

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São Paulo

Porto

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Luanda

www.osvaldomatos.com.br

geral@osvaldomatos.com.br

Sede Qualicorp

São Paulo, Brasil

10 11

Edo Rocha Arquiteturas

Mingrone Iluminação

5O⁄ANOS


12 13


AGENDA

A L+D FAZ UMA SELEÇÃO DOS MAIS IMPORTANTES EVENTOS DE 2015. PROGRAME-SE.

courtesy of LIGHTFAIR® International

INTERNATIONAL

YEAR OF LIGHT

2015 é o Ano Internacional da Luz das Nações Unidas (UM

IYL2015) e centenas de eventos acontecerão no decorrer dos

próximos meses para celebrar esse fato e enfatizar aos cidadãos

do mundo a importância da luz e das tecnologias ópticas na vida

das pessoas, no seu futuro e no desenvolvimento da sociedade.

Instalações, workshops, congressos e feiras do setor fazem parte

do Programa Geral de Atividades, que pode ser conhecido no site

da L-RO (Lighting Related Organization). No Brasil, dois eventos

fazem parte da agenda oficial do programa: o workshop Foca, que

acontecerá na cidade de Porto Alegre em outubro, e a Semana da

Luz – de 16 a 22 de agosto, que inclui a 6ª edição do Congresso

LEDforum e o workshop realizado pela revista L+D e a AsBAI

(Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação).

www.l-ro.org

EUROLUCE

LIGHTFAIR

Conhecida há tempos público profissional brasileiro por

seu congresso bem qualificado, a Lightfair cresceu exponencialmente

nos últimos anos. Sua área de exposição,

antigamente periférica e diminuta, se transformou em uma

grande feira. Diferentemente das feiras europeias, em que o

design é protagonista, a feira norte-americana é 100% voltada

à tecnologia e negócios. A Lightfair acontece anualmente,

alternando-se entre a costa leste e oeste dos Estados Unidos.

Em 2015, após dois anos na Filadélfia, a feira volta para Nova

York. Para aqueles que desejam aprofundar sua formação em

iluminação, vale conferir a programação de cursos e workshops

da pré-conferência, que acontece dois dias antes do evento.

LightFair

5 a 7 de maio

Nova York, EUA

lightfair.com

O Salão do Móvel de Milão é o mais importante evento

da agenda internacional de arquitetura e decoração. A feira

e as inúmeras atividades, instalações e festas que pululam

em Milão durante a Semana de Design estão sempre repletas

de brasileiros. A cada dois anos, acontece simultaneamente

ao Salão a feira de iluminação Euroluce, na qual as grandes

marcas mundiais apresentam seus lançamentos e ditam as

tendências do design e das novas soluções tecnológicas.

Euroluce

14 a 19 de abril de 2015

Milão, Itália

salonemilano.it

Bocci / Divulgação

14 15


AGENDA

Ding Musa

Andre Hänni

Ding Musa

SEMANA DA LUZ 2015: 6º LEDFORUM E WORKSHOP

A cada nova edição, o LEDforum ganha em escala e diversidade,

se consolidando como o mais importante congresso brasileiro

de iluminação. O evento, que reuniu 420 participantes em

2014, é composto por área de exposição e uma jornada de

palestras e painéis com grandes protagonistas da iluminação

mundial. Profissionais como Kaoru Mende, Maurici Ginés, Kai

Pippo, Rogier van der Heide, Gerd Pfarré, Mônica Lobo, Esther

Stiller, Guinter Parschalk e Gilberto Franco fizeram parte da

programação dos anos anteriores.

O evento propõe um olhar panorâmico do que está acontecendo

de mais atual no Brasil e no mundo com a prática profissional

no desenho da luz artificial – com ênfase especial no LED –

em projetos de iluminação e é uma oportunidade única no

calendário brasileiro de confraternização e networking para

profissionais da iluminação.

Diante do grande sucesso de público e consequente presença

de lighting designers e profissionais da iluminação de todo o

Brasil e de outros países, a revista L+D, em parceria com a AsBAI,

realizou nos últimos dois anos um workshop de iluminação. Em

2013, o professor Jan Ejhed (KTH Estocolmo) coordenou um

grupo de trabalho que observou e discutiu aspectos da iluminação

da Avenida Paulista, sob a óptica do transeunte. Em 2014, foi

a vez da organização internacional lighting Detectives, sob

orientação do lighting designer japonês Kaoru Mende, realizar

um workshop que culminou na intervenção de luz em escala

real no Edifício Copan, o Light Up Ninja. A parceria se repetirá

em 2015 e um novo workshop internacional será realizado entre

16 e 19 de agosto.

Além do Ledforum e do workshop, outras atividades estão

programadas para a Semana da Luz 2015. Programe-se!

Semana da Luz 2015

São Paulo

16 a 23 de agosto

Workshop

16 a 19 de agosto

6º LEDforum

Hotel Tivoli Mofarrej Conference Hotel, São Paulo

20 e 21 de agosto

ledforum.com.br

16 17


AGENDA

Visit.Baltimore/Divulgação

5º PLDC

O PLDC – Professional Lighting Design Convention entra

em sua quinta edição. Após passar por Londres (2007),

Berlim (2009), Madri (2011) e Copenhague (2013), o evento

bienal desembarca em Roma com expectativa de público de

1.500 participantes.

Como nos anos anteriores, a Convenção, que reúne

apro ximadamente 70 palestras, será construída sobre

quatros plataformas. Aplicação e Estudo de Casos, Pesquisa

e Prática Profissional são as três plataformas básicas que

se repetem a cada edição. A quarta vertente é definida de

acordo com o momento vivido pelo mercado e estabelece a

orientação da edição. Nesse ano o tema é “Luz e Cultura”,

plataforma sobre a qual serão apresentados projetos

recém-inaugurados, indicando como a luz transformou espaços

culturais, como museus, galerias de arte e áreas do

patrimônio público, e como diferentes culturas percebem

a luz e, consequentemente, como isso influencia o lighting

design. Também será abordado o impacto das novas

tecnologias na cultura da luz e como a sua aplicação está

moldando o desenho e as estratégias da iluminação.

Professional Lighting Design Convention

Roma, Itália

28 a 31 de outubro

pld-c.com

IALD ENLIGHTEN

AMERICAS

O evento promovido pela Associação Internacional de

Lighting Designers (IALD) é composto por conferências

dirigidas a lighting designers, sejam eles profissionais, recém-

-formados ou estudantes. É, hoje, um dos mais importantes

encontros de formação e networking para aprimoramento da

profissão em todos os seus aspectos, que são divididos em

três vertentes no evento: tecnológica, artística e profissional.

IALD ENLIGHTEN AMERICAS

8 a 10 de outubro

Baltimore, EUA

iald.org

Helena Lundquist

18 19


AGENDA

FESTIVAIS DE LUZ

Na metade do outono, quando as noites se tornam mais longas no hemisfério norte, são realizados – sobretudo na Europa –

inúmeros festivais de luz. Na verdade, nos últimos anos, o que se observou foi o surgimento de muitos novos festivais por todo o

mundo. Não é difícil de entender: o fascínio causado pelas instalações e intervenções de luz é um grande atrativo para o público

e muitas municipalidades compreenderam o potencial da iluminação para o marketing das cidades.

A revista L+D selecionou quatro festivais, com diferentes abordagens, que devem estar no radar e, se possível, na agenda

dos apaixonados por luz.

EXCELÊNCIA EM ILUMINAÇÃO A LED

Com laboratório próprio, equipe de P&D especializada, softwares avançados e constante

investimento em desenvolvimento, o Grupo Lumicenter Lighting oferece o mais completo porfólio

de luminárias a LED do Brasil. Produtos de alta qualidade e eficiência, com diferentes opções de

fotometrias e adequados às mais diversas aplicações. Além disso, a Lumicenter disponibiliza

informações técnicas de seus produtos de forma prática e acessível, incluindo arquivos IES para uso

em projetos de iluminação.

Divulgação

LUMINA

Em setembro de 1878 foi inaugurada na cidade de Cascais

a primeira instalação de iluminação elétrica pública em Portugal.

Aproximadamente 130 anos mais tarde foi criado e produzido

pelo ateliê português OCUBO o festival Lumina, que caminha

para a sua quarta edição em 2015.

O evento reúne obras oriundas de diversos países que são

distribuídas ao longo do Percurso da Luz, proporcionando momentos

de descoberta, magia e grande emoção do público. A escolha de

artistas conceituados e internacionalmente reconhecidos na área

da arte da luz vem tornando o festival cada vez mais conhecido,

reunindo mais de meio milhão de pessoas em sua última edição.

Espetáculos de luz, esculturas e instalações luminosas

que interagem com os visitantes, projeções multimídia e

vídeo mapping nos edifícios e locais mais emblemáticos da

vila valorizam a herança histórica local e oferecem uma visita

diferente a Cascais, proposta por Nuno Maya e Carole Purnelle,

criadores e diretores artísticos do Lumina Festival da Luz.

Lumina Festival da Luz

Cascais, Portugal

11 a 13 de setembro

lumina.pt

LICHTROUTEN

A pequena cidade alemã Lüdenscheid tem uma grande

tradição em iluminação graças à presença local de diversos

fabricantes, dentre eles a Erco, e de um Instituto de

Iluminação. Desde 2002, a municipalidade incumbiu dois

curadores a selecionar trabalhos artísticos – instalações e

intervenções – de elevada qualidade que tivessem a luz como

elemento principal para a realização do fórum LichtRouten

(rota de luz, em alemão). O evento reúne obras que vão de

projetos de grande escala para espaços públicos e pequenas

instalações em salas privadas – todas com relevante

fundamentação artística e histórica – e, para manter a alta

qualidade técnica, envolve os fabricantes locais em sua

organização. O LichtRouten tem um enfoque diferente dos

grandes festivais de luz e suas gigantescas projeções de luz

sobre edifícios históricos. Trata-se de um evento de grande

valor artístico e cultural; uma celebração da lighting art.

LichtRouten

Lüdenscheid, Alemanha

setembro

lichtrouten.de

Divulgação

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AGENDA

Brice Robert

FÊTE DES LUMIÈRE

A tradição que data de 1643 – o agradecimento a Maria pela

proteção da cidade durante a Peste Negra, com uma procissão e

velas por toda a cidade – se transformou no maior evento público

de iluminação do mundo e reúne nada menos do que cinco milhões

de pessoas de todas as partes para celebrar a luz. Por quatro noites,

artistas com todos os tipos de inspiração iluminam edifícios, ruas,

parque e espaços em mais de 70 instalações de luz espalhadas

pelo centro histórico e subúrbio lionês, criando na cidade uma

atmosfera mágica.

Fête des Lumière de Lyon

5 a 8 de dezembro de 2015

Lyon, França

fetedeslumieres.lyon.fr

LIGHT IN ALINGSÅS

Tudo começou em 1999 quando alguns alunos das universidades

HDK, Jönköping University e Gothenburg University se reuniram na

pequena cidade Alingsås, localizada no sul da Suécia, para testar

seus projetos de iluminação em edifícios públicos. Hoje o evento

de workshop de iluminação, que culmina na instalação temporária

por cinco semanas, se transformou em um importante festival

de luz, que leva a Alingsås aproximadamente 100 mil visitantes.

Sob o tema “ A Evolução da Luz”, um grupo de aproximadamente

60 estudantes, cordeados pelos lighting designers Roberto Corrandini,

Marco Palandella, Reinhard Germer, Andrea Hartranft, Katarina

Hennig, Anna Sbokou, Kevan Shaw e Katja Winkelmann, criarão,

entre 19 e 26 de setembro, as instalações de luz que poderão ser

vistas pelo público na cidade durante todo o mês de outubro.

Light in Alingsås

Alingsås, Suécia

Workshop: 19 a 26 de setembro

Festival: 25 de setembro a 1° de novembro

lightsinalingsas.se

Fotos: Patrik Gunnar Helin

22 23


Fotos: Fernando Guerra

¿QUÉ PASA?

PARCERIA

PREMIADA

Após ser laureado com o Inside Awards no World Architecture

Festival (WAF) 2014, o projeto da Livraria Cultura do Shopping

Iguatemi, São Paulo, recebeu em fevereiro o iF Gold Award, a

premiação máxima do iF Design Award, na disciplina Arquitetura

e Interiores.

Desenvolvido pelo studio mk27 sob o comando do arquiteto

Marcio Kogan, o projeto contou com a participação do LD

Studio, das lighting designers Mônica Lobo e Daniele Valle,

responsáveis pelo projeto de iluminação do espaço. Uma

parceria que só poderia resultar em importantes prêmios.

Fundado em 1953, o iF abrange as disciplinas de produto,

comunicação, embalagem, arquitetura e design de interiores,

além de conceitos profissionais. Seu júri internacional contou

com a participação de grandes nomes do design mundial, entre

eles os brasileiros Marcelo Rosenbaum e Gustavo Greco. O

Brasil foi um dos grandes protagonistas do iF Award 2015, com

seis iF Gold Award, além de outros 43 prêmios, um recorde

histórico para o país.

24 25


1

¿QUÉ PASA?

28º PRÊMIO

DESIGN MCB

3

2

6 7

O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura

do Estado de São Paulo, divulgou no final de 2014 os resultados do

28º Prêmio Design MCB, a mais tradicional premiação da área no

país, realizada desde 1986. No total, 33 produtos e trabalhos escritos

dividiram os primeiro e segundo lugares e menções honrosas em oito

categorias e suas respectivas modalidades de protótipos e textos não

publicados. Eles foram selecionados entre os 746 inscritos na 28ª

edição do prêmio por duas comissões independentes de jurados,

coordenadas por João Bezerra de Menezes, para as categorias de

produto, e Marcos da Costa Braga, à frente do júri de trabalhos teóricos.

Conheça os finalistas e premiados de 2014 na categoria

Iluminação:

1º lugar: Echilibra, de Eduardo Sola (produzida pela La Lampe), foto 1

2º lugar: luminária Charlie, de Altino Alexandre Cordeiro Neto,

Maurício José Scoz Junior e Andre Leonardo Ramos (produzida

pela Ipsilon Design), foto 2

2º lugar: Todauma, de Fabio Falanghe, da Luz ao cubo (produzida

pela DLZ Iluminação), foto 3

Menção honrosa: Luminária Berimbau, de Juliana Bertolucci

Torres e Clement Gerard, do Atelier BAM + Oficina Bertolucci

(produzida pela Bertolucci), foto 4

Finalistas: os pendentes Mush e Penn, de Jader Almeida (produzidos

pela Sollos), fotos 6 e 7 e Linea Workstation, de Fernanda Tissot

(produzida pela Luxion), foto 5

5

4

Guilherme Jordani

26 27


Rome

Professional Lighting

Design Convention

28. – 31. October, 2015

www.pld-c.com

”An educated decision“

72 paper presentations

More than 1500 attendees expected

Latest know-how and research findings

Exhibition of leading manufacturers

Gala dinner and PLD Recognition Award

Marketplace for the PLD community

Excursions

Pre-convention meetings

Cities’ Forum

Experience rooms

Social events

The Challenge: Round IV

Self-running poster presentations

Programme

out now!

PLDC is a brand of the

28 29


Fotos: Ayla Hibri

¿QUÉ PASA?

ARQUITETURA INTERATIVA

A nova fachada do Hotel WZ Lorena faz parte do projeto de

retrofit total do antigo hotel, construído na década de 1970 em uma

das mais movimentadas vias de São Paulo, a Avenida Rebouças.

O Estudio Guto Requena foi convidado pela empresa W Zarzur

para criar uma nova narrativa visual e transformar o edifício num

ícone arquitetônico do século XXI na cidade.

Um processo paramétrico, gerado por computador, analisou

a paisagem sonora do entorno do edifício, criando padrões

gráficos coloridos como resposta aos sons coletados. O resultado

final é uma “camuflagem pixelada” que reflete visualmente a

paisagem sonora do entorno, transformando o edifício numa

obra de arte pública.

Esta pele metálica colorida ganha vida ao anoitecer, acendendo

e criando uma dinâmica interativa. Chamada de “Criatura de

Luz”, ela habita a fachada do hotel e tem um comportamento

próprio, reagindo em tempo real aos estímulos do ambiente.

Sensores instalados no edifício coletam o som do entorno.

Os dados impactam no movimento da “criatura”, de modo que

ela se agita e se expande de acordo com a intensidade captada.

Outro grupo de sensores instalados no edifício coleta a qualidade

do ar, modificando as cores da fachada, em uma escala entre o

vermelho (péssima) e o verde (ótima), passando pelo lilás (ruim)

e azul (boa).

Um aplicativo para celular permite, ainda, a interação direta

do público com a “Criatura de Luz” de duas maneiras: uma por

meio do toque com os dedos e a outra pela voz, reproduzindo as

ondas sonoras na fachada. Na recepção do hotel encontra-se uma

mesa multitoque que exibe os dados coletados em tempo real e

permite que os hóspedes interajam diretamente com o edifício,

e, consequentemente, com a cidade.

30 31


Blocos Autônomos de Embutir com LEDs - IP43

Iluminação de Emergência

¿QUÉ PASA?

Fotos: Divulgação

1

2

AURORALIA

AWARD 2014

Os vencedores do prêmio Auroralia 2014 foram anunciados

em cerimônia realizada em 6 de dezembro de 2014, durante

o Festival Anual de Luz de Lyon. Mais de 100 profissionais da

iluminação, entre os quais, autoridades municipais, arquitetos

e urbanistas, reuniram-se para conhecer as cidades vencedoras

em evento organizado pelas idealizadoras do prêmio, a fabricante

belga Schréder e a associação Luci (Lighting Urban Community

International). As cidades de Eindhoven, na Holanda (1º lugar),

Málaga, na Espannha (2º lugar), e Lamego, em Portugal (3º lugar),

foram as grandes vencedoras e Stutterheim (África do Sul) foi

distinguida com uma Menção Especial.

O prêmio destaca o papel da Iluminação urbana sustentável

em diversos aspectos: como elemento do desenvolvimento urbano,

instrumento de elevação da qualidade de vida, veículo para a

redução de gastos energéticos e custos operacionais, ferramenta

para a reafirmação da identidade das ciudades.

Já na sexta edição, o prêmio Auroralia continua a receber

um grande número de inscrições de municipalidades de todo o

mundo, o que confirma o crescente compromisso das autoridades

locais em minimizar o impacto ecológico da iluminação urbana.

O painel de juízes, composto por membros da imprensa

especializada e que contou com a participação da revista L+D,

usou a sua experiência para destacar projetos que não só reduzem

significativamente o consumo de energia, mas que também tenham

um impacto social positivo, para o bem-estar da população local.

A revista L+D trará em sua edição de maio/junho um especial

com a apresentação dos três projetos vencedores do Auroralia 2014.

BLE/C - 1500/L SE

LANÇAMENTOS

BLE/Q - 1000/L SE

• Bloco Autônomo de Embutir em forro,

com chassi em chapa de aço, acabamento

em pintura eletrostática na cor branca.

• Difusor em acrílico leitoso para acabamento.

• Resistente a 70 0 C por uma hora.

• Grau de proteção IP-43.

• Bateria selada livre de manutenção.

BLE/R - 500/L SE

BLE/Q - 500/L SE

• Tempo de recarga (após descarga máxima) - 24 horas.

• Tensão de entrada - 110 ou 220V

(Chave de seleção interna).

• Frequência - 50/60Hz.

• Baixo consumo (bateria em flutuação)

• Fluxo luminoso constante até o término da autonomia.

• Temperatura de cor - 5000 0 K

32 33

3


THE GLOBAL

LANGUAGE OF LIGHT

LIGHTFAIR.COM

NEW YORK, NY USA

Javits Center

PHOTO CREDITS

(1) WALL ILLUMINATION FANTASY OF PIOLE HIMEJI,

HIMEJI-SHI, JAPAN | LIGHTING DESIGN: UCHIHARA CREATIVE

LIGHTING DESIGN INC + TAKENAKA CORPORATION |

PRE-CONFERENCE

May 3 – 4, 2015

34 TRADE SHOW & CONFERENCE

35

PHOTOGRAPHY © MASAKI KAWAGUCHI (2) BRANZ KOSHIEN,

NISHINOMIYA, JAPAN | LIGHTING DESIGN: AKARI+DESIGN

ASSOCIATES | PHOTOGRAPHY © HIROYUKI TSUDA

May 5 – 7, 2015


36 37


Fotos: Reinaldo Cóser

¿QUÉ PASA?

NOVA LUMINI RIO

A Lumini abriu as portas de seu novo espaço no Rio de

Janeiro no final de 2014. Assinado pelo studio mk27, o projeto

remete a uma imensa caixa de luz e cria ambientes para

a apresentação dos produtos de forma contextualizada e

integradas aos ambientes do espaço – salas de estar e jantar,

cantos de leitura e até um bar.

A fachada, feita em muxarabi de madeira maciça, filtra a

luz externa, escurecendo o interior da loja para melhorar a

percepção dos efeitos dos produtos expostos, sem perder, no

entanto, a relação com o exterior, garantida pela transparência

do treliçado.

O showroom, de 300 m², conta, ainda, com duas salas

fechadas para a demonstração de efeitos de luz, projetos

especiais e possibilidades dos sistemas de automação.

Local: Casa Shopping – Rio de Janeiro

Arquitetura: studio mk27

Arquiteto: Marcio Kogan

Coautoras: Diana Radomysler e Luciana Antunes

Equipe de projeto : Carlos Costa, Dimitre Gallego, Laura Guedes,

Mariana Ruzante, Mariana Simas, Oswaldo Pessano, Renata

Furlanetto

38 39


Inscrições abertas para o

20 e 21 de agosto de 2015

Tivoli Mofarrej Conference Hotel

São Paulo | Brasil

www.ledforum.com.br

40 41


André Klotz

ACENDA

ANA SPINA

ARCHIDESIGN

CASTILHA ILUMINAÇÃO

CONFORTO VISUAL

CRISTINA MALUF

DESIGN DA LUZ

ESTHER STILLER

ESTÚDIO AMBAR

ESTÚDIO CARLOS FORTES

FOCO LUZ & DESENHO

FOS LIGHTING STUDIO

FRANCO ASSOCIADOS

LD STUDIO

LICHIA

LIT

LUZ E ARQUITETURA

MINGRONE ILUMINAÇÃO

MS + M ASSOCIADOS

RBF ARQUITETURA DE ILUMINAÇÃO

SENZI LIGHTING

STUDIO ILUZ

STUDIO IX

VIA ARQUITETURA

O

LIGHTING

DESIGN

BRASILEIRO

CONHEÇA NAS PRÓXIMAS PÁGINAS

24 ESCRITÓRIOS E PROJETOS QUE

SINTETIZAM A QUALIDADE DA

ILUMINAÇÃO ARQUITETURAL

DESENVOLVIDA NO PAÍS

42 43


VITÓRIA

Demian Golovaty

Texto: André Becker | Fotos: Acervo Nike

ACENDA

A

marca Nike se tornou tão forte que muitas vezes a origem

da palavra passa batida: a deusa da vitória da mitologia

grega, correndo na sua carruagem e levando coroas de

louros aos vencedores das batalhas. Esta remissão é interessante

ao se observar a proposta da loja Nike na rua Oscar Freire, em

São Paulo: um espaço para o público feminino.

Na reforma de uma loja Nike bastante convencional no mesmo

endereço, o projeto atual criou uma nova amplitude de um mesmo

espaço, mostrando o valor de um projeto bem estruturado e

detalhado. A arquitetura veio da prancheta do escritório MPDM.

A loja tem pé-direito duplo e tratamento industrial como

destaques: paredes com tijolo aparente, tesouras estruturais visíveis,

telhas metálicas, suportes metálicos transversais expostos, piso

em placas de cimento ou assoalho de madeira, além do mobiliário

em madeira e telas metálicas perfuradas de acordo com o padrão

Guide Global da Nike.

Uma premissa do projeto é que a iluminação seja integrada à

arquitetura, tendo a luz como objeto principal, e não a luminária.

Deste modo, a proposta adota dois tipos de projetores (ambos

com 27W de potência), com variações no ângulo de abertura e

intensidade luminosa.

Os projetores de facho mais fechado (10°, 27W, 3.000K)

são fixados nos trilhos a 5,50 m de altura do piso, oferecendo

luz vertical de destaque direcionada para os expositores laterais,

que ocorrem em toda a extensão da loja. Estas peças também

Fundado em 2005, o escritório

paulistano ACENDA tem como sócias

as arquitetas Luciana Costantin (à

esquerda) e Paula Carnelós.

Luciana é pós-graduada em

Administração e Marketing pela

ESPM-SP e tem especialização em

Design Comercial e Marketing pela

Accademia Italiana di Arte, Moda

e Design, em Florença, Itália.

Paula tem especialização em Conforto

Ambiental e Conservação de Energia

pelo CECACE-FUPAM-USP, e está

cursando o MBA de Arquitetura e

Construção Sustentável do INBEC com

apoio do GBC Brasil. No currículo do

escritório constam premiações como o

1º lugar na categoria Hotéis, Hospitais

e Clínicas no IV Prêmio Abilux 2009,

International Property Awards

Americas em 2012-2013, 1º lugar

nas categorias Iluminação Residencial

e Iluminação Coorporativa, assim

como 1º e 2º lugares na categoria

Iluminação Comercial do VI prêmio

Abilux 2013.

44 45


iluminam manequins e mesas de exposição centrais, o que permitiu

que se vencesse um dos principais desafios do projeto: alcançar

um nível de iluminação adequado para o destaque de displays,

que deve ser duas vezes maior do que a iluminação geral (entre

1.500 e 3.000 lux) em função do grande pé-direito.

Os projetores de facho mais aberto (40°, 27W, 3.000K) são

responsáveis pela luz geral e uniforme, livre de sombreamentos

e manchas no piso, assim como estão aplicados nos ambientes

de pé-direito menor (2,50 m), por ter o facho maior e permitir

um efeito wallwasher.

Para alcançar uma iluminação flexível e eficiente, em toda a

loja foram utilizados projetores com tecnologia LED COB (Chip

On Board) com foco orientável, refletor em alumínio anodizado

multifacetado e difusor em vidro transparente.

Algumas outras soluções adotadas são pendentes metálicos

circulares com grade inferior e LED, acima da escada; barras de

LED para criar efeitos wallwasher; e fluorescentes compactas ou

tubulares nos provadores e áreas administrativas.

NIKE OSCAR FREIRE + MULHER

São Paulo

Projeto de iluminação

Acenda Projeto de Iluminação – Luciana Costantin e Paula Carnelós.

Colaboradora: Juliana Elias

Arquitetura

MPDM – arquitetos Marcelo Pontes e Fernanda Panetta; Nike Global

Retail Design

Fornecedores

Luminárias existentes (antes da reforma, que foram reaproveitadas):

Altena (trilhos e spots CDM-PAR 30); luminárias novas: Itaim (trilhos,

spots LED e fitas de LED)

46 47


DESCONTRAÇÃO

LUMINOSA

Rafael Lanni

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: André Klotz

ANA SPINA

LIGHTING DESIGNER

À

noite, a fachada translúcida do restaurante Tuju se

converte em uma grande caixa luminosa que atrai os

olhares daqueles que percorrem a rua Fradique Coutinho,

no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. A luz que atravessa

as placas de policarbonato e inunda o espaço público vem da

cozinha, situada logo na entrada do despojado estabelecimento.

A iluminação da fachada e das hortas, onde são produzidos

os temperos utilizados nos pratos, foram alguns dos desafios

enfrentados pela lighting designer Ana Spina ao criar o projeto

de iluminação do Tuju.

“Assim como a arquitetura, a iluminação do restaurante

precisava ser descontraída e sutil”, explica Ana. Ela conta que os

arquitetos dos escritórios Vapor 324 e Garupa, responsáveis pelo

projeto, queriam que prevalecesse uma iluminação aconchegante

e discreta. Embutidas no forro de madeira do salão, luminárias de

7 cm de espessura (a mesma espessura das réguas de madeira)

com fitas de LED dimerizáveis de 80 cm (9,4W/m, 2.700K) e

fechamento em acrílico jateado proporcionam uma luz difusa e

confortável. “Estas luminárias foram especialmente confeccionadas

para o projeto”, acrescenta a lighting designer.

Clara e eficiente, a iluminação da cozinha vem das luminárias

com lâmpadas fluorescentes compactas (26W, 4.000K) e

fechamento acrílico jateado instaladas no forro de gesso. “Como

o material que reveste a fachada é um policarbonato translúcido e

já tínhamos muitas interferências com a estrutura (vigas e pilares

metálicos que impossibilitaram a instalação dentro da fachada

sanduíche), preferimos manter a luz interna das cozinhas para

iluminar a fachada”, justifica Ana.

Formada em Arquitetura e Urbanismo

pela Faculdade de Belas Artes de São

Paulo, Ana Spina iniciou sua trajetória

no campo da iluminação em 2001 ao

lado de Guinter Parschalk, no Studio

Ix, onde permaneceu até 2008. No

mesmo ano, fundou o escritório Ana

Spina Lighting Designer, responsável

por projetos de iluminação como o

dos restaurantes Rascal, Girarrosto,

Momotaro e Attimo, em São Paulo.

De 2010 a 2011, coordenou projetos

criados pelo iluminador Maneco

Quinderé na capital paulista,

oportunidade que, segundo ela,

própria, lhe trouxe “novas referências

de percepção da luz”. O conforto

do usuário e a integração com a

arquitetura norteiam o trabalho

de Ana, que também carrega no

currículo projetos luminotécnicos

como o do edifício corporativo

Landmark Nações Unidas e o da

academia Senac Águas de São Pedro

(SP). “Gosto quando a iluminação

fica imperceptível e a arquitetura é

valorizada, proporcionando bem-estar

aos que entram no espaço, mas sem

que se compreenda claramente o

motivo”, revela a lighting designer.

48 49


Ao acessar o Tuju, logo se depara com a cozinha e com

o percurso linear que transpassa a construção em toda a sua

extensão longitudinal. Batizado de “rua” pelos autores do projeto

de arquitetura, o passeio é marcado pelo piso epóxi em tonalidade

clara e pela presença de pendentes de LED (1W, 2.700K) criados

em latão pela dupla de designers Ana Neute e Rafael Chvaicer.

Esta circulacão percorre o bar, cuja luz teatral é proveniente

de projetores direcionáveis de LED (15W, 3.000K) instalados na

viga situada entre o térreo e o pavimento superior. A iluminação

é complementada pelas fitas de LED (7,4W/m, 2.700K) inseridas

na prateleira amarela, evidenciando o móvel e as garrafas que

enfeitam o espaço. “Durante o dia, este vão recebe luz natural”,

diz a autora do projeto de iluminação.

O pátio externo recebe luz direta de projetores direcionais

de LED (15W, 3.000K) instalados na marquise de vidro. A

iluminação indireta, por sua vez, vem dos projetores de LED

(9W, 3.000K) e projetores de halógenas PAR 30 (75W, 30O),

ambos para iluminação tipo uplight, instalados nos canteiros das

hortas. “Fizemos uma jogada quase teatral, iluminamos a horta

como um jardim”, finaliza a lighting designer.

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RESTAURANTE TUJU

São Paulo

Projeto de iluminação

Ana Spina Lighting Designer

Arquitetura

Vapor 324 e Garupa

Fornecedores

Alfalux (luminárias) e NeuteChvaicer (luminárias em latão)

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Lacerda Estúdio

ARCHIDESIGN

A Archidesign foi fundada em 1995

pela arquiteta Regina Coeli Barros (à

esquerda), que carrega no currículo

35 anos de experiência no campo da

arquitetura e 20 anos de atuação

no meio acadêmico relacionado à

iluminação, paisagismo e outras

disciplinas. “Resolvi me especializar

na área de iluminação quando

percebi que havia uma carência

de profissionais e materiais

relacionados ao assunto”, diz a

lighting designer que, atualmente,

trabalha com Mohana Barros,

sua filha e sócia. O escritório,

que atua no desenvolvimento de

projetos de iluminação nacionais e

internacionais, busca “concretizar

o sonho das pessoas por meio das

luzes, realçar e valorizar os espaços

arquitetônicos, além de possibilitar

o bem-estar dos usuários e novas

percepções da arquitetura por meio

da luz artificial”.

LUZ, ÁGUA

E VERDE

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Toddy Holland

Implantado em um terreno de 50 mil m 2 na praia de Porto de

Galinhas, em Ipojuca (PE), o Best Western Plus Vivá é um

hotel que oferece aos hóspedes generosas áreas de lazer e

de convívio, com destaque para um enorme parque aquático.

A ideia principal do projeto de iluminação, criado por Regina

Coeli Barros e Mohana Barros, do escritório Archidesign, era

valorizar a vegetação e a piscina de 3,5 mil m 2 por meio da

luz, com equipamentos resistentes à salinidade e dentro dos

custos previstos pelo empreendedor.

À noite, a iluminação agradável e impactante da piscina

é proporcionada por luminárias embutidas subaquáticas com

sistema RGB de alternância de cores que permitem composições

54 55


diversas, e cuja tonalidade é definida de acordo com o evento ou

a sazonalidade (12W). “As principais soluções adotadas foram

a sincronização da iluminação em toda a piscina e a correta

preparação da construção do tanque antes da concretagem”,

explica Regina.

As piscinas são transpostas por passarelas de madeira evidenciadas

de forma lúdica por pequenas luminárias de LED azul (0,25W)

embutidas no piso. Os demais percursos do hotel são iluminados

por duas soluções que se alternam – ou se intercalam – ao longo

do passeio: a luz direta de balizadores de LED (3W, 3.000K) de

72 cm de altura e os postes com 4,5 m de altura e seção quadrada

com lâmpadas fluorescentes compacta longa (55W, 3.000K).

O projeto de arquitetura foi desenvolvido por Renata Pandolfi,

que contou com a colaboração do arquiteto Pedro Motta para o

projeto do restaurante situado junto ao complexo de piscinas.

A luminosidade discreta, suave e elegante do espaço, onde se

destaca cobertura orgânica de madeira, vêm das luminárias

de tonalidade marrom fixadas na estrutura de madeira da

cobertura e equipadas com lâmpadas halógenas AR 111 Energy

Saver (65W, 3.000K).

Assim como a piscina, a vegetação ganha vida com a luz

artificial quando o sol se põe. O efeito de destaque nos coqueiros

é dado por projetores embutidos no piso com lâmpadas do

tipo vapor metálico bipino (70W, 3.000K, 10 o ) e acabamento

interno antiofuscante. “O projeto de iluminação reflete uma

riqueza de detalhes que proporciona beleza e agradabilidade

aos usuários do espaço. Isso só acontece quando cada detalhe

é discutido e ajustado com os profissionais de arquitetura

e paisagismo, como aconteceu neste hotel”, finalizam as

lighting designers.

HOTEL BEST WESTERN PLUS VIVÁ

Ipojuca

Projeto de iluminação

Archidesign – Regina Coeli Barros e Mohana Barros

Arquitetura

Renata Pandolfi

Arquitetura do restaurante da piscina

Pedro Motta

Paisagismo

Marta Souza Leão

Fornecedores

Lumini, Luxion, Philips, Biancamano Luce (luminárias), OL

Iluminação (luminárias subaquáticas), Osram e Philips (lâmpadas e

equipamentos)

56 57


Divulgação

CASTILHA

ILUMINAÇÃO

SIMBIOSE

ENTRE

ARQUITETURA

E LUZ

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Rafaela Netto

“Mais do que iluminar planos de

trabalho, iluminamos pessoas,

pois a arquitetura é um dos palcos

da vida e o ser humano está no

centro dele, como ator principal.”

A frase do lighting designer Marcos

Castilha reflete um pouco de sua

história profissional, iniciada no

final de década de 1970 com a

iluminação cênica. Reflete também

a filosofia por trás da produção do

escritório que leva o seu nome.

Fundado em 2000, o escritório

Castilha Iluminação já teve quatro

de seus projetos premiados com

o Prêmio Abilux. Dentre eles, o

do Hotel Panamby Barra Funda,

em São Paulo, a Cachaçaria Água

Doce, em Campinas (SP) e o Casa

Natura, em Santo André (SP). A

“simbiose” entre iluminação e

arquitetura caracteriza o trabalho

do lighting designer, que é arquiteto

de formação (FAU-USP, em 1992).

Também é de autoria de Castilha o

projeto de iluminação da loja Feed,

em São Paulo, publicada na L+D

47 (março/abril de 2014).

O

escritório de arquitetura Forte, Gimenes e Marcondes Ferraz

(FGMF) partiu da demolição de paredes para ampliar a

área de estar deste apartamento, situado no bairro de

Higienópolis, em São Paulo. Nos espaços amplos e contínuos que

surgiram após a reforma, o que salta aos olhos é um engenhoso

elemento de marcenaria que se desprende da laje de cobertura,

percorrendo hall de entrada, lavabo e sala de estar, onde se converte

em uma lareira. O projeto de iluminação, concebido pelo lighting

designer Marcos Castilha, tira partido deste inusitado elemento

para criar uma luz ambiente difusa e aconchegante.

“A luz do espaço é emanada da ‘prateleira-lustre’ que invade

o teto, uma solução que reúne, de uma só vez, arquitetura, design

de interiores e iluminação”, explica Castilha. O pé-direito generoso

do antigo apartamento viabilizou a construção do grande elemento

de madeira, repleto de nichos laterais e de teto que acomodam a

vasta coleção de livros do proprietário. Deslizante, uma das estantes

permite o fechamento da sala de jantar.

Inseridos nos nichos, os LEDs lineares (14W/m, 3.000K) emitem

uma luz difusa que sai “tonalizada” pela cor da madeira. O lighting

designer conta que um dos desafios foi a elaboração de detalhes

como os acabamentos e soluções de embutimento do LED na

marcenaria, que deveriam impedir reflexos indesejados, além da

visão direta da fonte de luz. Outro desafio, segundo o autor do

projeto de iluminação, foi a correta especificação de potências e

fluxos para uma luz ambiente adequada.

A iluminação geral é complementada por abajures e spots orientáveis

com dicroicas (35W, 3.000K) jogam a luz para o mobiliário e peças

de decoração. Mas o que realmente se sobressai na composição

é a “prateleira-lustre”, os livros e objetos expostos nos nichos que

organizam e iluminam o fluido apartamento, cercado de janelas

de piso a teto que emolduram a vegetação externa. “Para mim, a

iluminação deve ser completamente simbiótica com a arquitetura”,

conclui Marcos Castilha.

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APARTAMENTO HIGIENÓPOLIS

São Paulo

Projeto de iluminação

Castilha Iluminação - Marcos Castilha. Colaboradora Larissa Oliveira

Arquitetura

FGMF

Fornecedores

Iluctron (fitas LED), Lumini (luminárias), Osram (lâmpadas)

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LUZ ATUAL, MEMÓRIA PRESERVADA

Edward Zvingila

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Divulgação / Conforto Visual

CONFORTO VISUAL

O

projeto de iluminação da Warren House, residência em

Litchfield County (CT), nos Estados Unidos, buscou

valorizar as características originais da construção:

uma casa de campo originalmente rústica que ganhou ares

contemporâneos após uma reforma. Mais do que realçar superfícies,

as soluções de iluminação deveriam organizar percursos e

favorecer a percepção visual dos amplos espaços, conectados

ao exterior por meio de grandes aberturas.

Integradas, as salas de estar e de jantar recebem uma luz

difusa aconchegante dos nichos de cedro com LEDs (14W/m,

2.700K) distribuídos no forro inclinado. Rafael Leão explica que

os nichos incorporam a madeira original da casa como estratégia

de preservação da sua história. “Este projeto de iluminação

baseia-se na transformação e na preservação da casa. Mantidos

intactos, materiais e superfícies permanecem expostos e são

iluminados para criar um elo com o passado”, afirma.

O projeto tira partido de elementos estruturais para privilegiar

a integração entre os ambientes da área de estar, que recebe

luz geral da sanca linear de LED (14W/m, 2.700K) situada ao

longo da superfície envidraçada. Alinhada aos caixilhos, a linha

luminosa valoriza os limites entre interior e exterior. Embutidas no

forro, luminárias adicionais de destaque com halógenas dicroicas

(35W, 24°, 3.000K) complementam o nível de iluminação da

mesa de jantar e realçam o mobiliário no estar. Leão explica que

Atual presidente da Associação

Brasileira de Arquitetos de Iluminação

(AsBAI), Rafael Leão fundou o

escritório Conforto Visual em

2002. Formado em arquitetura e

urbanismo pela Universidade Estadual

de Londrina (UEL-PR), em 1998,

Leão já fez mais de 700 projetos de

iluminação residenciais e comerciais

no Brasil e nos Estados Unidos. Possui

título de mestre pela FAU-USP, onde

desenvolveu a pesquisa “Plano diretor

de iluminação urbana para o centro

histórico de São Paulo”. Especializouse

em conforto ambiental e

conservação de energia pela mesma

instituição. Também é membro

do IES (Illuminating Engineering

Society). Em 2013, recebeu três

prêmios do IES Award Group, dois

deles pelo projeto do Memorial da

Cervejaria Bohemia (Award of Merit

e International Section Award) e um

pelo projeto do Cemitério Parque

das Allamandas (Award of Merit).

Também foi premiado seis vezes no

Prêmio Abilux Projetos de Iluminação.

Na 5ª edição do prêmio, em 2011,

recebeu três premiações: 1ª colocação

na categoria Bares e Restaurantes, 2ª

colocação na categoria Residências

e 3ª colocação na categoria Lojas.

62 63


as fontes de luz das áreas comuns são controladas e dimerizadas

por um sistema de automação residencial (Lutron Ra2) que

reduz o consumo dos equipamentos e expande a sua vida útil,

além de permitir controles integrados e cenas pré-programadas.

No acesso externo, uplights de embutir no piso (PAR 20,

50W, 30°, 3.000K) iluminam a parede de fundo e a marquise,

ambos revestidos com aço corten, que, por sua vez, redistribui

a luz de forma tênue ao longo do hall de entrada.

A solução linear, recorrente no projeto, foi empregada em

ambientes como a sauna, onde as luminárias especiais de madeira

equipadas com lâmpadas Xenon (7W, 3.000K) criam faixas

luminosas que “alongam” o espaço e valorizam o revestimento

do ambiente sem causar ofuscamento, mesmo àqueles que

estão deitados nos bancos.

A madeira original da fachada foi recuperada e reutilizada

na parede dos fundos da sala de jogos, onde se sobressaem

nichos iluminados com fitas de LED (14W/m, 2.700K). No

forro, as caixas com a mesma madeira antiga, equipadas com

fluorescentes seamless (30W, 2.800K) parecem, nas palavras

do autor do projeto, “pedaços que se desprenderam da parede”,

como se fosse uma brincadeira. “Ambas as soluções fornecem

luz difusa suficiente para atender a demanda do espaço e criam

uma linguagem despojada e divertida”, finaliza Leão.

WARREN HOUSE

Litchfield County, Estados Unidos

Projeto de iluminação

Conforto Visual – Rafael Leão

Arquitetura

Silvia Zofio, Michael Boe

Interiores

Cassiana Basso

Fornecedores

Bartco, Lightolier, Delta Light, Schoolhouse Electric, BK Lighting,

Contrast Lighting (luminárias), Jesco Lighting (fitas de LED), Lutron

(sistema de automação)

64 65


Divulgação

EM SINTONIA COM A LUZ NATURAL

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Carlos Edler e Marcelo Donadussi

Ao privilegiar a vista dos lagos e jardins do entorno por

meio das grandes aberturas, o projeto de arquitetura

da nova sede Grupo Dimed, em Eldorado do Sul (RS),

favoreceu também a entrada generosa de luz natural no interior dos

edifícios. Criado pela arquiteta e lighting designer Cristina Maluf,

o projeto de iluminação buscou reduzir o consumo de energia

através de um sistema baseado na integração da iluminação natural

e artificial, através de sensores de luz natural que dimerizam as

lâmpadas em função da incidência de luz solar.

“A arquitetura moderna é valorizada por meio da iluminação

uniforme dos planos verticais e horizontais, proporcionando a

percepção dos espaços e a luz necessária para o desenvolvimento

dos trabalhos”, diz Cristina Maluf. Além de suprir a intensidade

luminosa necessária para cada ambiente, as soluções adotadas

CRISTINA MALUF

ARQUITETURA DE

ILUMINAÇÃO

Em 1976, um ano após se formar em

Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS

(Universidade do Rio Grande do Sul),

Cristina Maluf fundou um escritório

próprio dedicado exclusivamente aos

projetos arquitetônicos. Também

trabalhou para uma construtora em

Porto Alegre como responsável técnica

pelo projeto, execução e fiscalização de

obras. Interessou-se pelo universo da

iluminação somente em 1985, quando

passou a atuar com arquitetura de

interiores. “Naquela época, não havia

lâmpadas halógenas dicroicas e as

fluorescentes que tínhamos eram

as T12 de 20, 40 e 110W, cujo IRC

era muito baixo”, conta Cristina, que

acompanhou de perto a evolução e

o reconhecimento da profissão do

arquiteto de iluminação. Em 1992,

criou o Cristina Maluf Arquitetura de

Iluminação, escritório especializado

em projetos de iluminação residenciais,

comerciais, corporativos e de espaços

públicos. É fundadora da Associação

Brasileira de Arquitetos de Iluminação

(AsBAI), a qual presidiu de 2008

a 2009. Para a lighting designer,

a formação e experiência com

arquitetura são fundamentais para

que o profissional saiba valorizar os

espaços por meio da luz. “Mas não

basta ser arquiteto. Também é preciso

ter conhecimento, além da estética,

da técnica e ciência da iluminação. E

para isso é necessário muito estudo

e trabalho”, afirma Cristina.

66 67

Marcelo Donadussi


uscam garantir o conforto visual a partir da especificação de

equipamentos e fontes luminosas adequadas.

No prédio administrativo, a iluminação linear indireta é

proporcionada por pendentes com distribuição luminosa uplight,

instalados a 50 cm do forro de gesso, com lâmpadas fluorescentes

(25W, 4.000K) e reatores dimerizáveis. A iluminação geral é

complementada pelas sancas de perímetro, com distribuição

downlight e lâmpadas fluorescentes (25W, 4.000K) que contornam

as paredes. “O grande hall de acesso ao prédio administrativo,

com pé-direito triplo, é iluminado pelas luminárias LEDs (21W,

3.000K) embutidas no forro mineral.

Distribuídos em três pavimentos, ao redor de um átrio central

coberto com claraboias de vidro, os escritórios do tipo open

space são inundados pela luz natural. A iluminação artificial é

controlada e dimerizada por sensores programados para manter

o nível de iluminação exigido pelas Normas Brasileiras da ABNT

para cada atividade exercida.

Uma passarela iluminada por luminárias com lâmpadas

fluorescentes (25W, 3.000K) e reatores dimerizáveis conecta

a portaria principal a edifícios como o prédio administrativo,

refeitório, lazer e o centro de distribuição. “À noite, a iluminação da

Carlos Edler

Marcelo Donadussi

Carlos Edler

68 69


Fotos: Carlos Edler

passarela pode ficar reduzida a 20% e aumentar para 100% quando

é captado o deslocamento de um funcionário”, complementa

a lighting designer.

No grande pavilhão do Centro de Distribuição, onde a luz

solar penetra o espaço pelos domus de acrílico prismático,

as luminárias do tipo industrial com lâmpadas fluorescentes

(4.000K) são fixadas em eletrocalhas, com potências de 25W,

quando instaladas em alturas menores, e de 54W, em alturas

maiores, de até 10 m. As luminárias permanecem dimerizadas

ou até mesmo desligadas, quando os dias são ensolarados

ou claros. Aqui, a luz natural assume um papel fundamental no

bem-estar e conforto dos funcionários que trabalham fechados no

ambiente. “É muito mais agradável trabalhar em um ambiente com

luz natural, onde não perdemos a noção das diferentes fases do dia”,

complementa Cristina.

GRUPO DIMED

Eldorado do Sul

Projeto de iluminação

Cristina Maluf Arquitetura de Iluminação – Cristina Maluf

Colaboradoras

Fernanda Bonatto, Mariana Brundo Saraiva, Larissa Rodrigues e

Acadêmica Clara Sesti Gessinger

Arquitetura

Pedro Simch e Sousa Guerra Arquitetos

Fornecedores

Lumini, Itaim e Philips (luminárias), Home Systems (automação),

Philips e Osram (lâmpadas)

70 71


Ding Musa

PERCEPÇÃO

PELA LUZ

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Ding Musa

DESIGN DA LUZ

ESTÚDIO

O Design da Luz Estúdio foi

fundado por Fernanda Carvalho

(no centro) em 2006. Seu contato

com a luz cênica começou antes

de sua formação em arquitetura

e urbanismo pela FAU-USP, em

2000, quando trabalhou como

assistente do lighting designer

Guilherme Bonfanti. Os projetos

de iluminação de exposições

tornaram-se a especialidade de

seu escritório, que carrega no

currículo mostras como “Mestres

do Renascimento”, “Guerra e Paz”,

“From the Margin to the Edge”, em

Londres, “Paris: Impressionismo e

Modernidade”, “Mayas: revelação

de um tempo sem fim”. Elaborou os

projetos de Iluminação do Espaço

Olavo Setúbal – Coleção Brasiliana

no Itaú Cultural e do Museu da

Imigração de São Paulo, que foi

capa da L+D, revista da qual é

colaboradora. Nos últimos três

anos, expandiu a sua atuação para

projetos residenciais, comerciais

e corporativos. Recebeu o prêmio

de Melhor Iluminação do Retail

Design Institute 2013 e 3 o lugar

em Iluminação Residencial pela

Abilux Projetos de Iluminação 2013.

É diretora executiva de relações

culturais da AsBAI (Associação

Brasileira dos Arquitetos de

Iluminação).

falar de coisas que não existem.” Foi com este

tema curioso que a 31

“Como a Bienal de São Paulo, a maior

exposição de artes plásticas da América Latina,

ocupou, de setembro a dezembro de 2014, o Pavilhão da Bienal,

em São Paulo. Concebido pelo arquiteto israelense Oren Sagiv, o

projeto expográfico tira proveito da permeabilidade espacial do

edifício de Oscar Niemeyer para privilegiar a visão simultânea das

obras. Assim como Sagiv, a lighting designer Fernanda Carvalho

extrai da arquitetura as diretrizes principais para criar o projeto

de iluminação da mostra.

No pavilhão, a luz natural é abundante junto aos caixilhos,

mas a sua intensidade diminui à medida que se caminha para

o grande vazio central que integra os três pavimentos. Neste

sentido, o projeto de iluminação buscou o oposto ao intensificar a

luz artificial na área das rampas, onde projetores wallwasher com

lâmpadas halógenas palito (300W, 3.000K) criavam grandes

planos verticais que favoreciam a leitura espacial do edifício

em profundidade.

A lighting designer conta que buscou atender às necessidades

específicas de cada artista, sem perder aquilo que ela chama

de “conceito unificador do projeto”. Obras que pediam luz mais

pontual eram iluminadas por refletores teatrais PC com halógenas

(500W, 3.200K) e controle de abertura de facho. Em outras

ocasiões, foram usados projetores elipsoidais, cujo controle de

72 73


lentes permitia fazer um recorte preciso da luz. “Em uma exposição

temporária, a luz é parte da construção da percepção do espaço

e fundamental para a apreciação das obras”, afirma Fernanda.

Na “Área Colunas”, onde as paredes são cinzas e as salas

dispõem de frestas para a entrada de luz natural, as obras foram

iluminadas minuciosamente para não interferir nas instalações

com projeções. Na sala do artista Edward Krasiński, por exemplo,

as obras foram valorizadas por projetores com AR 111 (65W,

3.000K, 8 o ) que, além de destacar a arte, provocam a sombra

dos seus elementos tridimensionais.

Os espaços vazios entre as obras eram preenchidos com

a luz fria proveniente de projetores com lâmpadas de vapor

metálico (4.000K) de facho aberto (120 o ). Outras vezes, estes

espaços eram deixados no escuro. “Tudo dependia da densidade

de luz que queríamos para o ambiente”, acrescenta a autora do

projeto de iluminação.

31ª BIENAL INTERNACIONAL

DE SÃO PAULO

São Paulo

Projeto de iluminação

Design da Luz Estúdio – Fernanda Carvalho

Arquitetura

Oren Sagiv (Studio Oren Sagiv – Israel) e Anna Helena Villela

(Metrópole Arquitetos - São Paulo)

Fornecedores

BLight (locação de equipamentos e iluminação), Brilia (LEDs

para áreas de circulação, livraria e café)

74 75


Andrés Otero

ESTHER

STILLER

CONSULTORIA

REPERTÓRIO

ENXUTO

Esther Stiller fundou o escritório que

leva o seu nome em 1973, mas a sua

experiência na área de iluminação

começou antes disso, em 1967,

quando ainda cursava arquitetura

na FAU-Mackenzie. Foi no escritório

do arquiteto pioneiro em projeto de

iluminação no Brasil, Lívio Levi, onde

Esther estagiou, que sua história

com a arquitetura da iluminação

começou a ser escrita. Esther, que

hoje é uma referência no segmento,

vê a iluminação como uma extensão

do projeto de arquitetura. “O projeto

de iluminação é um complemento

que visa interpretar as propostas

do espaço de modo a atender

plenamente as necessidades dos

seus usuários”, afirma a arquiteta.

Para ela, além de compreender as

necessidades físicas dos ambientes,

o lighting designer deve atender

as expectativas psicológicas

que envolvem estética e o pleno

bem-estar dos usuários. E, mais

do que iluminar corretamente um

edifício, o projeto de iluminação

deve garantir a implantação de

sistemas sustentáveis que incentivem

a disseminação da cultura do uso

racional dos recursos naturais e da

energia elétrica.

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Nelson Kon

Esther Stiller costuma dizer que o projeto de iluminação

de um edifício é uma extensão do projeto de arquitetura.

Também afirma que o sucesso de um empreendimento

está ligado à sua facilidade de operação que, por sua vez,

depende da especificação de um “repertório enxuto” de

equipamentos. No Edifício Cidade Jardim, em São Paulo, a

variedade concisa, porém funcional, de modelos de luminárias

e módulos luminosos facilita a operação do prédio, além

de garantir menor interferência visual das luminárias nas

superfícies dos espaços.

Isso acontece, por exemplo, no imponente lobby retangular

envidraçado de 8 m de altura, onde piso, paredes e forro são

revestidos com granito Yellow Bamboo. “As propostas de cores

e acabamentos deste espaço, combinados à sua geometria,

exigiram nosso esforço para a busca por soluções viáveis do

ponto de vista estético e técnico”, afirma Esther. Ela explica

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que o espaço recebe luz de luminárias com lâmpadas vapor

metálico refletoras (35W, 3.000K, 30 o ) inseridas em dois

rasgos no forro de pedra. “Se fosse hoje, especificaríamos

luminárias de dimensão igual e facho assemelhado, mas com

a superioridade de espectro e desempenho da tecnologia

LED”, acrescenta a lighting designer.

O espaço próximo à circulação vertical é iluminado indiretamente

pelas sancas com fitas de LED que emolduram as portas dos

elevadores, percorrendo o lobby em altura até o forro. A mesma

solução foi adotada no hall dos pavimentos-tipo do edifício de

dez andares.

EDIFÍCIO CIDADE JARDIM

São Paulo

Projeto de iluminação

Esther Stiller

Arquitetura

Aflalo e Gasperini Arquitetos Associados

Fornecedores

Lumini (luminárias), Osram (lâmpadas e reatores)

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ESPAÇO

DESPOJADO,

LUZ CRIATIVA

Rafael Porto

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Rafael Porto

ESTÚDIO

AMBAR

Uma casa erguida em 1927 no Jardim Botânico, Rio

de Janeiro, abriga o XX Vinte Coworking, escritório

compartilhado por jovens profissionais ligados à

arquitetura, cinema, moda e design. Ao incorporar soluções

criativas, o projeto de iluminação criado pelas lighting designers

Christina Draeger e Débora Bello, do Estúdio Ambar, contribui

para a estética contemporânea e despojada do local.

Com “cara de galeria”, a sala de trabalho compartilhado

(coworking), maior ambiente da casa, funciona como escritório,

mas também pode abrigar exposições e palestras. Para deixar o

espaço com o pé-direito mais alto possível, foi criada uma malha

de eletrocalhas para passagem dos fios e sustentação de telas

metálicas que servem de apoio para lâmpadas fluorescentes

tubulares T5 (28W, 3.000K). “Esta solução de luz geral se

estende para a copa e estúdio de design”, acrescenta Christina.

A estética industrial das eletrocalhas aparentes contrasta com

os belos tijolos e pedras originais que compõem as paredes da

construção. Fixados nas eletrocalhas, projetores com lâmpadas

PAR 20 de LED (8W, 2.700K, 25 ° ) foram espalhados pelo ambiente

para dar destaque a determinados objetos e criar uma atmosfera

mais intimista. “Às vezes, esses equipamentos são ligados em

um dia comum simplesmente para se ter uma luz aconchegante”,

explica a lighting designer.

Desenhados pelo Estúdio Ambar, os pendentes de madeira de

diversos formatos (com lâmpadas de filamento) espalham-se pela

O Estúdio Ambar foi fundado, em

2012, por Christina Draeger (à

esquerda) e Débora Bello. A trajetória

profissional de ambas se assemelha

em muitos aspectos, a começar

pela formação em Arquitetura e

Urbanismo pela Universidade Federal

do Rio de Janeiro (UFRJ), além da

experiência em renomados escritórios

de iluminação, como o LD Studio e o

Maneco Quinderé e Associados. Foi

neste último que elas se conheceram

e começaram a desenvolver seus

primeiros projetos em dupla. Depois

disso, cada uma trilhou o próprio

caminho. Christina aceitou o convite

para trabalhar na Lumini, em São

Paulo, onde agregou experiência na

área de gerenciamento comercial,

desenvolvimento de projetos e

assistência aos lighting designers.

Débora dedicou-se a projetos próprios

na área de iluminação residencial,

para depois trabalhar com Mônica

Luz Lobo no LD Studio, onde teve

contato com projetos de grande

escala. A experiência adquirida

pela dupla antes do reencontro,

que culminou na criação do Estúdio

Ambar, contribuiu para agregar

valores à filosofia do escritório. “A

etapa de conceituação é de grande

importância em nossos projetos.

Procuramos ser fiéis a ela até a

conclusão da obra”, afirma a dupla.

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casa. Na mesa da sala de reuniões, anexa à sala de coworking, foi

feita uma instalação usando luminárias de mecânico pendentes,

fixadas com cabo de aço e lâmpadas incandescentes. Na escada,

outra solução inventiva, feita em parceria com o artista Cacá

Barcelos: a luminária de arame de aço presa à viga metálica por

meio de um sargento, com uma lâmpada fluorescente da marca

Plumen, comprada em Londres.

Os espaços do XX Vinte foram pensados para promover a

interação entre os seus usuários. Exemplo disso é o agradável

deque em que os degraus são iluminados por fitas de LED

(4,8W/m, 3.000K) com revestimento de silicone, chamando a

atenção para as mudanças de nível e atraindo olhares de quem

passa pela rua. Descoberta com a reforma, a grande parede de

pedra é destacada pelo uplight de luminárias com lâmpadas

PAR 20 de LED (8W, 2.700K, 25°) que valorizam a textura da

superfície, apenas uma das surpresas a serem descobertas neste

charmoso espaço.

XX VINTE COWORKING

Rio de Janeiro

Projeto de iluminação

Estúdio Ambar - Christina Draeger e Débora Bello

Arquitetura

Reforma conduzida pelo próprio cliente

Design de móveis

Oficina Itsu

Fornecedores

Osram (lâmpadas LED), Philips (lâmpadas fluorescentes), Estúdio

Ambar (pendentes especiais de madeira), Estúdio Ambar + Cacá

Barcelos (pendente de arame aço corten da escada), Plumen

(lâmpada pendente de arame), Brilia (fitas de LED do deque)

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Leka Mendes

ESTÚDIO

CARLOS

FORTES

CUBO BRANCO

Texto: Orlando Marques | Fotos: Fernando Guerra

O arquiteto e lighting designer

Carlos Fortes (ao fundo),

titular do estúdio que leva seu

nome, desenvolve projetos de

iluminação arquitetural desde

1988. Seu portfólio conta com

projetos residenciais, comerciais,

urbanísticos e institucionais, além

de projetos para exposições

temporárias e instalações

cenográficas. Atua também como

designer de luminárias para os

projetos do estúdio e para a

indústria.

Ministra cursos de iluminação e

design em universidades e escolas

brasileiras.

Contribui regularmente como escritor

para a revista L+D, escrevendo sobre

projetos de iluminação arquitetural

e cobrindo as principais feiras

internacionais.

É membro fundador da AsBAI-

Associação Brasileira dos Arquitetos

de Iluminação e membro profissional

das associações IALD (International

Association of Lighting Designers)

e IES-NA (Illuminating Engineering

Society of North America).

Recebeu diversos prêmios nacionais

e internacionais.

Projetado de maneira a “encontrar o ponto de equilíbrio

entre a exposição de uma coleção de arte e de mobiliário

e o cotidiano de uma casa”, esse apartamento de 830 m²

divididos em três pavimentos de uma penthouse localizada no

bairro exclusivo da Belgravia, no centro de Londres, teve projeto

de iluminação do Estúdio Carlos Fortes e projeto de arquitetura

e interiores da arquiteta Fernanda Marques.

Por meio dos acabamentos em cores e materiais de tonalidades

claras, favoráveis à difusão da luz, o projeto da residência considerou

a luz como um elemento modelador do espaço, usando-a de

maneira a criar ambientes amplos e permeáveis para abrigar a

consistente coleção do casal de proprietários e seus dois filhos.

O projeto de iluminação teve como principal partido o

equilíbrio entre a iluminação difusa, por meio de detalhes

incorporados na arquitetura e iluminação direta, para destaque

das obras de arte e design. Aspectos estruturais e de instalações

do edifício limitaram as dimensões dos equipamentos a uma

altura máxima de 12 cm.

No hall de entrada, a iluminação embutida no piso, do tipo

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uplight, foi utilizada para destaque da escada e da cadeira-escultura,

em silhueta no vão do espaço. Luminárias embutidas no forro

iluminam o painel de madeira, destacando suas propriedades.

No pavimento superior do vão da escada, luminárias orientáveis

iluminam a obra de arte, junto à claraboia oval para a entrada

de luz natural.

Nas áreas sociais da sala de estar, a luz difusa provém de

uma sanca para iluminação indireta, desenhada no desnível

entre a parede inclinada da mansarda e o forro. Embutidas

na sanca, luminárias do tipo wallwasher iluminam as paredes.

Embutido no forro, foi instalado um sistema linear composto

por perfis extrudados e módulos difusos contínuos com

comprimentos variados e projetores com diferentes aberturas

de fachos para a iluminação direta de destaque. Os módulos

são fixados por ímãs, o que confere ao conjunto dimensões

reduzidas, atendendo às limitações estruturais do projeto. Para

completar, há luz natural vinda da claraboia móvel. Na sala

de jantar, foi utilizado o mesmo sistema modular composto

por iluminação difusa suave e direta, distribuído no forro no

eixo das mesas.

No ambiente do home office e home theatre, sistemas

lineares integrados às paredes para iluminação indireta para

o teto e piso proporcionam a iluminação ideal para este tipo

de ambiente. Para iluminação do plano de trabalho e obras

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de arte de maneira difusa e sem sombras, foram utilizadas

luminárias embutidas sem moldura, com refletor branco fosco

sobre a bancada e junto às paredes.

Nas áreas íntimas da residência também foram utilizadas

luminárias embutidas sem moldura no forro e refletor branco

e sistemas variados de iluminação indireta integrados ao

mobiliário ou à arquitetura para a iluminação destes ambientes.

Todas as fontes luminosas utilizadas foram especificadas

em LED com temperatura de cor branco quente (2.700K) e

drivers dimerizáveis, com controle de intensidades por meio

de sistema de automação.

APARTAMENTO BELGRAVIA

Londres, Inglaterra

Projeto de Iluminação

Estúdio Carlos Fortes

Arquitetura

Fernanda Marques Arquitetos Associados

Fornecedores

Flos e Kreon (luminárias)

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Divulgação

FOCO LUZ &

DESENHO

LUZ FLUIDA E FUNCIONAL

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Fran Parente

O

mobiliário e acabamentos de tonalidades neutras

vestem os espaços corporativos amplos, fluidos e

funcionais do escritório do banco BTG Pactual, em São

Paulo. Em sintonia com a proposta arquitetônica, de autoria

de Rocco Vidal P+W, as lighting designers Junia Azenha e Ana

Karina Camasmie, sócias da Foco Luz & Desenho, optaram por

fazer uma leitura clara e contínua dos ambientes. Promover o

baixo consumo energético do edifício, projetado para receber

o selo LEED, também pautou o desenvolvimento das soluções

especificadas pela dupla.

Arquiteta de formação pela

Universidade Estadual de Londrina

(PR), Junia Azenha (à esquerda)

fundou o escritório Foco Luz &

Desenho, em 2005, com a missão

de criar projetos de iluminação que

respeitem e valorizem a arquitetura,

usando a luz, algo “imaterial”,

para transformar os desejos dos

clientes em realidade. Adquiriu

conhecimento técnico no escritório

de Esther Stiller, onde chegou a

trabalhar como coordenadora de

projetos. “Foi lá que aprendi a

tratar a disciplina com a seriedade

e dedicação que ela merece. “É

uma profissão que exige estudos

e atualizações constantes”, diz

Junia. Foi lá, também, que Junia

conheceu a arquiteta Ana Karina

Camasmie, que se tornou sua sócia

em 2008. “Como lighting designer,

tenho a oportunidade de discutir

arquitetura e de encantar por

meio da luz, trazendo benefícios

à vida das pessoas e ao planeta.

É uma profissão que nos desafia

o tempo todo à medida que nos

faz pesquisar permanentemente

novas tecnologias”, revela Junia.

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A certificação determinava o consumo máximo de 11W/m 2 , o

que impôs desafios em função da quantidade luminosa exigida

em determinadas áreas da empresa, como, por exemplo, a sala

de trading de pé-direito duplo e variável, com mesas de operações

em forma de arquibancada. Feito em marcenaria, o forro do tipo

grelha foi desenhado pelas lighting designers em conjunto com o

escritório de arquitetura para abrigar instalações técnicas variadas,

dentre elas os equipamentos de iluminação. “Fechamos a grelha

por baixo com louver paralite (ALP#5) e lâmpadas fluorescentes

tubulares dimerizadas (54W, 3.000K)”, explica Junia.

Outro espaço desafiador para o projeto foi a grande recepção

de pé-direito duplo, iluminada indiretamente por fitas de LED

(19,8W, 3.000K) inseridas no forro metálico branco do tipo

grelha de seção triangular. A neutralidade do espaço é conferida

pelos revestimentos de materiais como mármore, granito e

madeira, este último recorrente em todo o projeto. “Tínhamos

um projeto de arquitetura muito claro em termos de conceito,

com acabamentos e soluções sofisticadas”, afirma Junia.

Algumas soluções de iluminação se repetem em determinados

ambientes, como nas salas de reunião, cujos forros de madeira

rebaixados foram trabalhados igualmente para promover uma luz

difusa que ilumina as paredes. O elemento (forro) incorpora sancas

periféricas com fluorescentes tubulares versão ECO (3.000K),

que, por reflexão, jogam a luz para as superfícies verticais. “O

forro de madeira possui um detalhe inclinado que deixa o seu

volume mais leve”, diz a lighting designer.

Os acabamentos escuros e a madeira são marcantes, sobretudo,

nos espaços e circulações ao redor do core. Os percursos são

iluminados por sancas para o painel de madeira com fluorescentes

tubulares versão ECO (3.000K), mas também recebem luz indireta

proveniente dos armários que não se estendem até o teto. A

repetição criteriosa destes e outros equipamentos revela um projeto

marcado pelo repertório conciso e eficiente de equipamentos, que,

aliás, caracteriza o trabalho da Foco Luz & Desenho.

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BTG PACTUAL

São Paulo

Projeto de iluminação

Foco Luz & Desenho - Junia Azenha e Ana Karina Camasmie

Arquitetura

Rocco Vidal P+W

Fornecedores

Lumini e Philips (LEDs), Lutron (drivers, reatores e sistema de

automação)

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Divulgação

FOS

LIGHTING

STUDIO

O FOS Lighting Studio foi fundado,

em 2012, pelas arquitetas Marília

Lucena Saccaro (à esquerda) e

Marina Dalla Lasta Frigeri. Ambas se

especializaram em Lighting Design

pelo Politecnicno di Milano, na Itália,

onde se conheceram e descobriram

afinidades profissionais. Formada

em Arquitetura e Urbanismo

pela Universidade Federal do Rio

Grande do Sul (UFRGS), Marina

tem experiência profissional em

importantes escritórios de iluminação

no Brasil. Na Itália, colaborou como

arquiteta de iluminação em empresas

italianas de destaque, como a Disano

e Artemide. Marília, que é formada

em Arquitetura e Urbanismo

pela Universidade do Vale do

Rio dos Sinos (Unisinos), atuou

em escritórios especializados de

iluminação de renome, como o Metis

Lighting, de Milão, e o LDStudio,

do Rio de Janeiro. “Procuramos

aplicar da melhor forma possível

em nossos trabalhos três elementos

que consideramos a base de um

bom projeto de iluminação: conforto,

sustentabilidade e eficiência”,

afirmam as lighting designers.

ELEGÂNCIA

FUNCIONAL

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Guilherme Jordani

Os materiais neutros e as cores sóbrias conferem a este

escritório em Porto Alegre (RS) uma atmosfera discreta

e elegante. O mesmo faz o projeto de iluminação,

com soluções que exploram a textura de materiais como

pedra e madeira. Além de valorizar a arquitetura, as lighting

designers Marília Saccaro e Marina Frigeri, sócias do FOS

Lighting Studio, tinham como objetivo atender as necessidades

funcionais dos espaços por meio de equipamentos eficientes

e de baixo consumo, harmoniosamente distribuídos pelo forro.

Desenvolver uma malha para o forro que permitisse

adaptações futuras foi um desafio para as lighting designers

e para os demais projetistas complementares envolvidos

no projeto, que tiveram de unir esforços para chegar a uma

solução viável. “Foi um desafio, pois a malha, rígida e modulada,

deveria facilitar adequações dos projetos complementares a

layouts futuros”, diz a dupla.

Na recepção, a iluminação indireta é proporcionada pelas

luminárias quadradas semiembutidas no forro com lâmpadas

fluorescentes T5 (14W, 3.000K). A cor e textura da parede de

mármore são realçadas pela luz difusa proveniente da luminária

linear com lâmpadas fluorescentes T5 (28W, 3.000K) embutida

no forro. “Esta luminária foi feita sob medida para acompanhar

a parede em toda a sua extensão”, acrescenta Marília.

Adjacente à área de convívio, o prisma central retangular

revestido de madeira (em cujo interior estão o banheiro e a copa)

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é contornado pela luminária linear com lâmpadas fluorescentes

T5 (28W, 3.000K) e difusor em acrílico, evidenciando o

volume e a textura do material de revestimento.

No espaço de convívio, mesas e poltronas recebem luz

de luminárias de LED MR16 (7W, 3.000K, 35 o ) orientáveis

embutidas no forro. O LED também está presente nas prateleiras,

por meio de placas lineares com corpo em perfil extrudado,

cuja luz realça os livros e o desenho do móvel.

Embutidas no forro, sobre as escrivaninhas, estão as

luminárias com fluorescentes tubulares T5 (28W, 4.000K).

O mesmo tipo de lâmpada foi empregado na linha central

de luminárias difusas, que atende a diferentes configurações

de layout. “Esta linha de luminárias atende a uma possível

compartimentação, na qual o centro se torna um corredor”,

exemplifica Marília.

Devido à diversidade de cenas, as salas de reunião dispõem

de três soluções de iluminação. A luz difusa é oriunda da

luminária linear com fluorescentes tubulares T5 (54W,

4.000K) embutida no forro, feita sob medida com desenho

que contorna a mesa. Luminárias de embutir circulares com

halógenas dicroicas dimerizáveis versão ECO (35W, 3.000K,

35 o ) foram inseridas nos dois rasgos centralizados.

A iluminação de fundo, com pontos de luz nas quinas,

garante uma luz periférica para reuniões com projeção. Marília

explica que as luminárias de embutir circulares são do mesmo

modelo em todo o projeto, podendo abrigar tanto as halógenas

quanto o LED MR16. “Isso confere maior unidade ao projeto e

simplifica a manutenção do sistema, já que os equipamentos

têm o mesmo soquete e transformador”, complementam as

lighting designers.

ESCRITÓRIO

Porto Alegre

Projeto de iluminação

FOS Lighting Studio – Marília Saccaro e Marina Frigeri

Arquitetura

Milanez Arquitetos Associados

Interiores

Letícia Sá Arquitetos

Fornecedores

Luxion, Lumicenter e Dimlux (luminárias), Osram (lâmpadas), Intral

(equipamentos auxiliares), GE (lâmpadas de LED)

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Divulgação

FRANCO

ASSOCIADOS

LIGHTING

DESIGN

LUZ

TRANSPARENTE

Texto: Orlando Marques | Fotos: Andrés Otero

Neste ano, o arquiteto e lighting

designer Gilberto Franco (no centro),

titular do escritório Franco Associados

Lighting Design, completa 35 anos de

profissão dedicados exclusivamente

à ciência e à arte da iluminação.

Iniciada em 1980, sua carreira inclui

inúmeras atividades relacionadas

a esta profissão. Entre elas,

destacam-se projetos de luminárias,

desenvolvimento de aplicativos

luminotécnicos; palestras, aulas

e conferências em universidades,

institutos de arquitetura e design,

feiras no Brasil e ao redor do mundo;

membro de comitês de normas

técnicas, membro de comissões

julgadoras em diversos prêmios,

entre outros.

Gilberto contribui regularmente

para a revista L+D, escrevendo

sobre projetos internacionais de

iluminação arquitetural.

É membro fundador e ex-presidente

da AsBAI-Associação Brasileira dos

Arquitetos de Iluminação e também

membro profissional das associações

IALD (International Association

of Lighting Designers) e IES-NA

(Illuminating Engineering Society

of North America), nas qual também

atua em diversos comitês.

Recebeu diversos prêmios nacionais

e internacionais.

Com ambientes confortáveis para a convivência nos

espaços e na natureza ao seu redor, esta residência de

quatro pavimentos, situada em uma rua tranquila na

cidade de São Paulo, teve projeto de iluminação do escritório

Franco Associados Lighting Design, arquitetura de Mauro

Munhoz, e interiores do escritório Claudia Moreira Salles Design.

Em três pavimentos distribuídos por dois volumes quase

transparentes interligados, encontram-se as áreas sociais e

íntimas da residência. No térreo, um anexo independente

serve como biblioteca e escritório. No pavimento de subsolo,

encontram-se a sala de cinema e áreas de serviços.

O acesso externo à residência é dado por meio de uma

rampa sinuosa, onde pequenos balizadores embutidos em

um dos lados da rampa dão valor à sua forma. A iluminação

da vegetação tropical produz sombras sobre as paredes e

sobre os grandes balanços de concreto.

Junto à entrada da casa, uma parede de aço corten é

iluminada de baixo para cima, o que ressalta sua textura, além

de complementar a iluminação dos balanços de concreto.

A luz interna refletida espaca pelas aberturas horizontais,

reforçando a permeabilidade dos espaços.

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Separados por um ambiente externo, temos dois volumes

transparentes distribuídos entre sala de estar e sala de jantar

no térreo e dormitórios no pavimento superior. Já que a casa

tem poucas superfícies verticais para permitir a difusão da

luz no espaço, os lighting designers optaram por desenhar

linhas luminosas no forro destes ambientes, de maneira

a provê-los com luz difusa e, desta forma, harmonizando

os volumes visíveis do lado de fora da residência, além de

reforçar a identidade noturna da arquitetura. Luminárias

sem moldura embutidas para luz direta, a fim de destacar

pontos específicos, juntamente com luminárias decorativas,

completam o projeto de iluminação destas áreas. Objetos e

obras de arte foram iluminados uniformemente, de maneira

a ressaltar suas peculiaridades.

No vão da escada, pendentes translúcidos distribuídos

em alturas diferentes compõem um conjunto luminoso de

forma a criar um ponto focal único.

No anexo da biblioteca/escritório foi utilizado iluminação difusa

em detalhe no forro – resultado da diferença dos pés-direitos. E, para

a iluminação de certas tarefas, foram usados pedestais e pendentes

para os planos trabalho e iluminação integrada ao mobiliário da

estante, de forma também a reforçar a aparência de sua extensão.

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RESIDÊNCIA

São Paulo

Projeto de iluminação

Franco Associados

Arquitetura

Mauro Munhoz Arquitetos Associados

Interiores

Claudia Moreira Salles Design

Fornecedores

Lumini (luminárias), Lutron (sistema de automação)

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Divulgação

LD STUDIO

RETRÔ TECNOLÓGICO

Texto: Orlando Marques | Fotos: Andre Nazareth

Um espaço inteiramente dedicado aos amantes do rock

retrô dos anos 1960 aos 1980, onde se pode escolher

músicas em cardápios digitais, usando o princípio das

Juke Box. Assim é o recém-inaugurado Flashback Bar, projeto

da Ouriço Arquitetura e Design e iluminação da LD Studio, do

Rio de Janeiro.

Localizada em Ipanema, no Rio de Janeiro, a casa possui

quatro pavimentos nos quais se distribuem bar e restaurante

no primeiro pavimento, lounge e bar no segundo pavimento e

serviços nos demais.

Como conceito, o projeto de interiores combinou elementos

clássicos de mobiliários a objetos da coleção pessoal dos

proprietários, com a finalidade de criar ambientes sofisticados

e atmosfera retrô.

Do projeto de arquitetura se destaca um vão, coberto por

uma claraboia, atravessando verticalmente o primeiro e segundo

pavimentos. Neste espaço encontra-se o bar cujo pano de fundo

exibe 156 capas de discos raros em uma estante que ocupa toda

a extensão desse vão. Imagens inéditas de astros e estrelas da

música preenchem o restante das paredes dos ambientes.

De maneira cenográfica e dramática, o projeto de iluminação

procurou trabalhar de forma a acentuar os elementos decorativos

e também iluminar os ambientes como um todo confortavelmente

e com flexibilidade de distribuição dos pontos. Para isso, foi

escolhido sistema de trilhos com projetores para luz direta –

Fundadora e diretora criativa do

escritório LD Studio, a arquiteta

Mônica Luz Lobo (no primeiro

plano, à esquerda) desde sempre

procurou desafios que ampliassem

a maneira de pensar e interagir

com o universo da iluminação

em arquitetura.

São mais de 1,5 mil projetos

elaborados em praticamente

todos os escopos e programas. Em

2011, o Studio se expandiu com a

entrada da então coordenadora, a

arquiteta Daniele Valle (no primeiro

plano, à direita), como sócia e, em

2014, com a abertura de uma filial

em Belo Horizonte comandada

pela arquiteta Mariana Novaes.

No total, o escritório conta com

uma equipe de 13 profissionais

provenientes de diversas disciplinas

de arquitetura e design.

Neste ano o escritório completa

18 anos com um portfólio premiado

internacionalmente, além de

diversas publicações e participações

em seminários e workshops ao

redor do mundo.

Estão programados ainda para este

ano a inauguração de uma série de

projetos que prometem marcar a

paisagem do Rio de Janeiro, além do

lançamento de um livro contando

a trajetória do escritório, desde

sua fundação em 1997.

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fazendo referência aos equipamentos utilizados em palcos – com

acessório para controle antiofuscamento e dois tipos de fontes

de luz halógena, de acordo com cada pé-direito.

No ambiente bar/restaurante, o plano horizontal de cada mesa

foi iluminado com fontes halógenas de baixa voltagem e facho

concentrado. Nos planos verticais laterais, optou-se por destacar

as fotografias nas paredes com as mesmas fontes luminosas,

porém de facho médio, iluminando também o ambiente de forma

indireta. É como se as lendas da música iluminassem o espaço

por meio através da luz refletida por elas. Ainda neste conceito,

na parede de entrada do bar, luminárias para LED embutidas

nas molduras das janelas (3.000K, facho médio), acentuam

a textura das persianas de madeira, conferindo ao ambiente

aparência aconchegante.

Na parede do fundo do bar, além da inusitada presença da luz

natural no vão da claraboia, a estante é iluminada frontalmente por

um sistema linear de LED com óptica do tipo wallwasher fixado

junto ao forro do segundo pavimento. Para o destaque das capas

de discos da estante, foram desenvolvidas luminárias customizadas

com a intenção de homenagear cada artista individualmente.

Cada uma destas luminárias é constituída por um bastão

de acrítico maciço transparente com diâmetro de 1 cm e altura

de 2 cm. Em sua base encontra-se um módulo dimerizável de

LED com 1W de potência (3.000K), no qual foi aplicado um

filtro fosco e um outro âmbar para a difusão da luz e correção

da sua cor. Na outra ponta do bastão, duas seções triangulares

foram usinadas, criando uma superfície fosca pela qual a luz é

transmitida. Com esta solução, os lighting designers procuraram

criar uma releitura tecnológica de uma vela.

Apesar da limitação do orçamento disponível para o

fornecimento dos equipamentos de iluminação – o maior

desafio encontrado pelos designers – outros detalhes puderam

ser criados utilizando luminárias com tecnologia tradicional,

como é o caso das mangueiras luminosas, especificadas sob

o tampo dos balcões, sob os degraus da escada e em detalhes

nos rodameios dos banheiros para iluminação indireta.

O projeto conta, ainda, com luminárias decorativas que

utilizam lâmpadas incandescentes com filamento de carbono,

também conhecidas como lâmpadas Edison.

LEDs, diversos tipos de lâmpadas halógenas e incandescentes

convivem em harmonia, traduzindo e enfatizando perfeitamente

o conceito retrô tecnológico.

FLASHBACK BAR

Rio de Janeiro

Projeto de iluminação

LD Studio

Arquitetura e interiores

Ouriço Arquitetura e Design

Fornecedores

Allight, Andratti, Comlux, Everlight, Ledplus, Lumini, Osvaldo Matos,

Luminárias Projeto, Taschibra e Trust

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Fernando Manso

SEGUINDO

À RISCA

Texto: André Becker | Fotos: Gustavo Xavier

LICHIA LIGHTING

Escritório sediado em São Paulo,

no bairro da Vila Buarque desde

2010. A arquiteta titular é Rafaela

Romitelli, formada pela Unesp

(Universidade Estadual Paulista)

em 1996, e com longa passagem

pelo escritório Franco e Fortes, que

formou toda uma nova geração de

lighting designers paulistanos. A

Lichia tem um portfólio compacto mas

bastante diversificado: antiquário,

centro cultural, lojas, apartamentos,

cafés e espaços temporários em

feiras, com uma série de escopos

em diferentes escalas e programas.

Um projeto coorporativo tem alguns limitantes naturais

quanto à linguagem e arrojos formais: a sequência de

espaços com demanda de grande iluminância, forros

padronizados e uma linguagem corporativa são, normalmente,

tratados com uma busca por eficiência, prazo e limpeza, deixando

a linguagem formal muitas vezes pasteurizada ou anódina. É

interessante perceber no projeto da sede da Vicenza, empresa

mineira que trabalha com prospecção e mineração, como uma

diretriz sutil de projeto é suficiente para dar personalidade à

iluminação, sem precisar de efeitos gratuitos.

O DNA da chamada Escola Paulista da arquitetura – com

foco na estrutura dos espaços e concisão formal – pode ser

visto aqui, no projeto de iluminação: a busca por uma solução

original e sensível parte da estrutura do espaço. Uma linha de

luz conduz a circulação, com aspecto gráfico, conformando

os espaços arquitetônicos ao iluminar os planos verticais por

meio de luminárias contínuas com refletores assimétricos, que

proporcionam um efeito wallwasher.

Desta forma, este elemento define o eixo real e formal do

trabalho, aparecendo pontualmente em outros ambientes: halls,

copas, banheiros.

A esta iluminação linear e direcional se contrapõe a iluminação

mais convencional das áreas de trabalho, com uma distribuição

mais tradicional de luminárias com aletas e de luz indireta. Mas

mesmo nestes espaços, eventualmente as linhas se sobrepõem

e auxiliam na leitura do espaço.

Um ponto que teve um cuidado especial foi o núcleo da entrada,

recepção e sala de estar, onde uma iluminação e elementos mais

cenográficos estão presentes: Rafaela adotou pontos com abertura

de facho mais estreita para diminuir o nível de luminância e criar

um destaque para as pedras naturais que aparecem abaixo de

placas de piso de vidro, remetendo à função da empresa.

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ESCRITÓRIO VICENZA

São Paulo

Projeto de iluminação

Lichia Lighting – Rafaela Romitelli

Projeto de arquitetura e interiores

Andrea Cruz, Eduardo Altino

Fornecedores

Itaim (luminárias, lâmpadas, LEDs e equipamentos auxiliares)

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O MUNDO EM OITO ANDARES

Fernando Manso

Texto: André Becker | Fotos: Marcelo Kahn

LIT

O

projeto para o escritório da Samsung, em São Paulo,

corresponde ao tamanho e complexidade da gigante

mundial: oito andares e a cobertura de um edifício de

alto padrão, com arquitetura de interiores dos arquitetos da

Athié Wonrath, implantados em quatro fases distintas.

Na verdade, temos seis andares-tipo, com ocupação bastante

semelhante e mudanças pontuais entre si, e os outros dois

andares e a cobertura, com formas e funções absolutamente

diversas distribuídas nas suas lajes. Cada um destes núcleos

foi uma etapa de implantação.

Algumas determinações luminotécnicas vieram a partir

do edifício: a periferia dos andares tem um circuito específico

dimerizável, ligado a um sensor de luminosidade natural. E

uma grande quantidade de luminárias já vieram instaladas no

forro, a partir de uma distribuição inicial do andar em quatro

grandes salas. Cláudia e Letícia adaptaram e manobraram

o existente, incorporando-o com ajustes às novas soluções,

para chegar em ambientes coesos e agradáveis. Assim, todas

as novas fluorescentes tubulares T5 (25W) seguiram o tom

branco neutro das existentes que foram mantidas ou relocadas

(4.000K). Já os LEDs, LampLEDs e as lâmpadas halógenas e

Iluminado, aceso. Esta é a tradução

da palavra inglesa Lit, que as sócias

Cláudia Borges Shimabukuro (à

esquerda) e Letícia Mariotto

escolheram para o nome do seu

escritório de lighting design fundado

em 2007.

Cláudia é formada na FAU-USP, com

especialização em negócios para

executivos, cursado na FGV-EAESP.

Letícia é formada na FAU-Mackenzie,

com especialização no CISA-

Centro Internazionale di Studi di

Architettura, em Vicenza, Itália.

Contam com um portfólio amplo e

diversificado, no qual figuram espaços

comerciais, culturais, residenciais

e coorporativos, contando no ano

de sua fundação com uma parceria

internacional com o Studio Lite,

escritório sediado em Dubai,

Emirados Árabes Unidos.

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halógenas dicróicas energy saver (35W) propostas pela dupla,

trabalham um branco mais quente, variando de 2.700K a 3.100K.

No core e na sanca perimetral, as soluções são de sobrepor

devido às restrições técnicas do teto dos ambientes, e foi

adotada uma descentralização dos eixos, definidos caso a caso,

nas circulações do escritório.

O projeto é pontuado por pérgolas de madeira no teto

e, em alguns casos, descendo verticalmente como seteiras,

compõe elementos em “L” que definem e filtram ambientes

semi-integrados, como salas de reuniões informais, cafés e

mesas, abraçados pela transparência ritmada e pela textura

da madeira.

Além das áreas de trabalho, das salas de reuniões grandes

e pequenas, das salas de administração e diretoria, um dos

grandes desafios do projeto foram os espaços do Showroom

no 20º andar, projetados pelo Cheil Worldwide: ele simula

diferentes ambientações onde tecnologias da Samsung são

aplicadas, como hotelaria, varejo, fast food, escola, escritório,

salas de controle, permitindo um amplo exercício de soluções

e ambientações distintas em um único projeto.

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NOVA SEDE DA SAMSUNG

São Paulo

Projeto de iluminação

Lit Arquitetura de Iluminação – Cláudia Borges Shimabukuro

e Letícia Mariotto. Colaboradoras: Rosangela Nunes de Matos,

Cecilia Gonçalves Comini e Flavia Martines Reche

Projeto de arquitetura e interiores

Athié l Wohnrath

Projeto do showroom do 20º andar

Cheil Worldwide

Fornecedores

Luminárias: Itaim, Lumini e Omega Light (luminárias),

Philips, Osram e Samsung/Neopos (lâmpadas, equipamentos

auxiliares e LEDs)

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Fran Parente

LUZ E

ARQUITETURA

Formada em Arquitetura e

Urbanismo pela Universidade

Paulista em 1994, Laura Larrubia

começou a trabalhar com iluminação

em 1995, quando ingressou no

escritório Stiller, Franco e Fortes

(SFF). Em 1996, começou a criar

e desenvolver projetos próprios

enquanto colaborava com escritórios

renomados, como o Franco & Fortes

Lighting Design e o Esther Stiller.

“Posso dizer que tive a melhor escola

de iluminação, pois trabalhei com

profissionais excelentes”, afirma

a lighting designer. Em 2002,

Laura fundou o Luz e Arquitetura,

escritório que atua com projetos de

iluminação residenciais, comerciais

e corporativos. “Minha estrutura

de trabalho é pequena, mas gosto

disto, pois posso me envolver em

todo o processo”, conclui a arquiteta

de iluminação.

LUZ EXTERNA, BELEZA INTERNA

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Fran Parente

Ao valorizar o exterior desta casa em Barueri (SP), por

meio da luz, a lighting designer Laura Larrubia, do

escritório Luz e Arquitetura, contribui definitivamente

com o embelezamento do cenário desfrutado por aqueles que

estão fora e no interior da residência.

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Na fachada frontal, a escada de pedra que conduz ao acesso

principal é iluminada por balizadores de LED (3W, 3.000K) de

sobrepor com facho assimétrico. Lateralmente, a casa é cercada

por uma varanda cuja parede é valorizada por minibalizadores

de LED (3W, 3.000K, 25 o ) embutidos no piso. As espécies de

plantas mais baixas do jardim da varanda são iluminadas por

luminárias de LED (9W, 3.000K, 25 o ) embutidas no solo. As

copas das palmeiras, por sua vez, são destacadas por luminárias

de LED (19W, 3.000K, 10 o ).

Os jardins e a piscina, na parte posterior do terreno, compõem

a paisagem externa, emoldurada pelos grandes caixilhos da área

de estar. À noite, a piscina revestida com pastilhas de vidro-verde

escuro ganha vida com a iluminação proporcionada pelas luminárias

subaquáticas de LED (10W, 3.000K, 120 o ) embutidas em uma de

suas laterais. Ao lado da piscina, rente ao espelho d’água longilíneo

e estreito, as copas escultóricas de três palmeiras são realçadas

por luminárias embutidas com lâmpadas halógenas AR 111 (60W,

3.000K, 24 o ) alimentadas com 12V devido à proximidade da água.

“Este foi o único caso no jardim em que o LED não foi empregado”,

afirma a autora do projeto.

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A textura do revestimento de pedra que cerca o jardim-suspenso,

atrás das palmeiras, é valorizada por luminárias de LED (9W,

3.000K, 25 o ) do tipo uplight com grelhas antiofuscamento,

solução recorrente em todas luminárias deste tipo no projeto.

Os degraus da escada que conduzem aos outros níveis do jardim

são iluminados por microbalizadores embutidos no piso com LED

(1W, 3.000K) e vidro difusor. “O fato de quase toda a iluminação

das áreas externas ter sido feita com LED facilita a manutenção

e leva a uma economia de energia brutal”, complementa Laura.

“Dinâmica, a iluminação do jardim enfatiza as suas texturas

e o contraste entre claros e escuros, luzes e sombras, em um

efeito bacana”, comenta Laura.

Outro desafio importante do projeto foi iluminar os painéis

de azulejos portugueses do hall de entrada e da sala de jantar,

relíquias do século XVIII provenientes de um convento de Portugal.

Laura explica que o projeto arquitetônico da parte interna da casa

foi especialmente concebido para recebê-los. Na sala de jantar, o

painel é valorizado por luminárias orientáveis embutidas no forro

de gesso com lâmpadas dicroicas (35W, 3.000K, 36 o ) ligadas

em um circuito dimerizável. O mesmo tipo de equipamento,

controlado e dimerizado por um sistema de automação, foi

empregado para iluminar as obras de arte, quadros e móveis da

casa, onde é possível criar vários cenários com a luz. “No dia a

dia, as lâmpadas permanecem dimerizadas a 50%, combinadas

com um efeito de ‘cortineiro iluminado’ proporcionado pelas

fitas de LED (4,8W/m, 2.700K)”, acrescenta Laura.

RESIDÊNCIA EM ALPHAVILLE

Barueri

Projeto de iluminação

Luz e Arquitetura – Laura Larrubia. Colaboradora: Stefania Haddad

Arquitetura

Mauricio Nobrega

Paisagismo

Luciano Fiaschi

Fornecedores

Lumini (luminárias internas, fitas de LED das sancas, balizadores

de LED externos embutidos e de sobrepor, luminária uplight com

lâmpada halógena em 12V, arandelas e projetores de LED dos

pergolados e do pé-direito duplo), Lemca (luminárias externas de

LED com grelha antiofuscante), Vitali (espetos de LED de 3W),

Ecopyre (luminárias e projetores subaquáticos)

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ÁTRIOS URBANOS

Ruy Hizatugu

Texto: André Becker | Fotos: Daniela Toviansky e André Caliman

MINGRONE

ILUMINAÇÃO

André Caliman

O

shopping Iguatemi JK é um projeto ambicioso, e, de um

modo muito curioso, é um projeto generoso. Muitos

Shoppings Centers buscam extrair o máximo de seus

metros quadrados, saturando os menores espaços com lojas,

balcões e etc. No Iguatemi JK, a prioridade foi, desde a sua

concepção, a qualidade ao invés da quantidade.

Isso fica claro na sua planta, com dois átrios paralelos

envidraçados no teto e nas extremidades, abrindo visuais para,

de um lado, o bairro do Morumbi, horizontal e arborizado, e, de

outro lado, para o denso e verticalizado bairro da Vila Olímpia.

Estes espaços, que poderiam ser utilizados para mais lojas e

área de locação, são abertos e transparentes, trazendo a cidade,

o dia e a noite, para o shopping. E vice-versa.

Antonio Carlos Mingrone nos conta que trabalhou a iluminação

em sintonia com o partido dos projetos de arquitetura do

Arquitectonica, de interiores de Arthur Casas e paisagismo

de Isabel Duprat: minimalista, com linhas contínuas, fluidas,

uma iluminação de poucos e fortes elementos. “O conceito

proposto foi da luz interpretar os espaços. Foi criar uma relação

de convivência não só consumista, mas onde o contemplativo,

a observação dos espaços, tanto interior quanto exterior, se

fizessem presentes.”

O elemento mais marcante visualmente são as sancas contínuas,

alongadas, com fluorescentes T5 de 24W e 54W, que permeiam

A Mingrone Iluminação é um dos

escritórios nacionais com maior

e mais diverso portfólio de obras

executadas, atuando desde os

anos 1970 em projetos de todos

os portes. O titular da empresa

é Antonio Carlos Mingrone,

engenheiro civil formado pela

Escola Politécnica da Universidade

de São Paulo, mestre e doutor

pela Faculdade de Arquitetura e

Urbanismo da mesma universidade,

onde leciona desde 1977.

Ele define a premissa de seus

projetos do seguinte modo: “A

luz revela-se como elemento

de importância primordial,

manifestando sua virtude

configuradora de formas, sem

a qual não é possível valorizar

as massas, os espaços ou as

superfícies, podendo chegar à

modificar radicalmente o caráter

arquitetônico de um ambiente”.

Mingrone é fundador da AsBai,

membro da ABNT e representante

do Brasil na CIE-Comission

Internationale de l´Eclairage.

A Mingrone Iluminação foi

reconhecida pela International

Quality Service com o Prêmio

Qualidade Brasil em 2002 e 2003.

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Daniela Toviansky

Fotos: André Caliman

todo o espaço, criando linhas de luz que reforçam as dimensões

da arquitetura. Estas sancas ficam tanto nos forros como nas

laterais dos vazios que configuram os átrios do projeto.

Enquanto de dia os átrios brilham com o azul ou cinza do

céu, à noite eles se transformam em fundos pretos para toda a

ambientação clean e clara do empreendimento comercial.

Nos dois eixos transversais, que comunicam os átrios, com

menor altura e largura, uma larga sanca central percorre todo o

ambiente, com placas em laca refletiva branca, criando a abertura

de luz adequada ao ambiente. Há também uma iluminação

pontuada por luminárias embutidas sem moldura, com lâmpadas

de multivapores metálicos, criando, segundo Mingrone, uma

diversidade de focos, um balé sutil com direcionamentos adequados,

enriquecendo os cenários.

E um terceiro elemento importantíssimo nos dois “corações” do

centro de compras são as grandes luminárias em telas tensionadas

de PVC, retroiluminadas por lâmpadas de cátodo frio na cor branca,

com temperatura de cor quente, que colaboram com a iluminação

global e específica dos átrios, e também criam escalas espaciais

próprias em função de suas generosas dimensões, atuando

tanto como luminárias quanto como elementos arquitetônicos.

O projeto foi detalhado ao limite, com soluções costuradas para

cada situação, bastante diversas dada a escala do projeto, mas

extremamente coesas, criando uma obra que se tornou referência

para a tipologia.

IGUATEMI JK

São Paulo

Projeto de iluminação

Mingrone Iluminação – Antonio Carlos Mingrone

Arquitetura

Arquitectonica e Orbi

Interiores

Arthur Casas, Carbondale e Prado Ferreira

Paisagismo

Isabel Duprat e Renata Tilli

Fornecedores

Omega, Amerikan Spot, N. Boccia, Ghidini, Conelight, Lumini, Targetti,

Flos, Kreon, Disano, Simes, Dario Cúpulas, Lumicenter, Beghelli,

Aureon, Wetzel, Guarilux, Telem, OnLight, LightSource (luminárias),

Osram, Philips (lâmpadas), Ventana Lighting Solutions (lâmpadas de

cátodo frio), Tensoflex (telas em PVC tensionado), Osram, Philips, e

Vossloh (reatores)

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Andrés Otero

OBRAS

DESTACADAS

MS+M

ASSOCIADOS

Texto: André Becker | Fotos: Andrés Otero

O MS+M surgiu, em 2013, a

partir da fusão de dois escritórios

capitaneados por conhecidos e

experientes lighting designers

brasileiros: a IMS Iluminação, de

Ivone Magalhães Szabó, e o OMALD,

de Orlando Marques. Com o MS+M,

os sócios buscam atender programas

e graus de complexidade cada vez

mais abrangentes, contando com

um portfólio amplo e em múltiplos

escopos, estando presente no Brasil,

na África do Sul e no Oriente Médio.

Ivone Szabó tem formação em

Desenho Industrial e também em

Arquitetura e Urbanismo, ambos pela

FAAP, enquanto Orlando Marques

tem formação em Arquitetura e

Urbanismo pela Universidade

Católica de Santos e Mestrado em

Architectural Lighting Design pelo

Royal Institute of Technology, na

Suécia. Orlando também é editor da

revista L+D e curador do LEDforum.

Entre os principais projetos

executados pela dupla estão diversas

residências, edifícios comerciais,

joalherias, espaços comerciais e

gastronômicos em todo o Brasil, além

de hotéis, spas, bares e restaurantes

em Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados

Árabes Unidos, e também na Índia

e África.

Uma residência de 1.100,00 m 2 , densamente decorada é

um enorme desafio para um projeto de lighting design.

Como não se perder em meio a um excesso de soluções

distintas, ou não criar um problema de monotonia com repetições

de poucas soluções?

A resposta dada pelo MS+M para o desafio foi por meio

da sobreposição de camadas. A partir de alguns princípios

ordenadores do projeto como um todo, a soma desses layers cria

a diversidade sem confusão, com alguns ambientes recebendo

até seis camadas distintas de iluminação, enquanto outros têm

apenas duas ou três aplicadas. A proposta das camadas é que

trabalhem tanto juntas, permitindo uma soma de complexidades

num ambiente, como separadas, destacando um certo clima,

alguma peça decorativa, alguma ambientação.

Deste modo, a primeira camada, em geral, é sempre a

iluminação natural, viva. Nas áreas sociais, a esta se somam até

cinco camadas: a segunda camada trabalha a iluminação direta

com facho definido para o destaque de elementos decorativos; a

terceira camada trabalha a iluminação direta com facho recortado

para obras de arte selecionadas; a quarta camada é composta

da iluminação artificial difusa, ambiente; a quinta camada é

aconchegante, criada a partir de luminárias decorativas. Uma

última camada ocorre em algumas peças integradas ao mobiliário.

Nas áreas íntimas, foram sobrepostas à luz natural outras

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três camadas. Uma de luz difusa, calculada com níveis de

iluminância adequados para a execução de tarefas específicas

nos ambientes de escritório, ateliêr, sala de ginástica e sala de

costura. Outra camada com luz direta para destaque do mobiliário

e obras de arte. E mais uma camada com iluminação proveniente

de luminárias decorativas.

Nas áreas externas, a iluminação buscou compor um ambiente

noturno junto com o paisagismo. Assim, nos canteiros de flores

foi especificada uma luminária com cúpula de papel e aparência

delicada; nos resedás, junto ao espelho d’água, foi utilizada

iluminação uplight para destaque dos troncos e copas; junto

ao muro de divisa, um sistema linear ilumina a folhagem por

meio de silhueta; e, assim por diante, cada caso tendo uma

solução específica.

Um dos pontos altos da iluminação é o destaque nos azulejos

portugueses e obras de arte. Ele é feito por equipamento com

sistema óptico customizado, embutido no forro e com aberturas

de dimensões mínimas. Este equipamento possui jogo de lentes

que permite “enquadrar” com luz uniforme as dimensões exatas

dos objetos. No projeto como um todo, podemos dizer que ele

busca enquadrar a dimensão exata da decoração e dos ambientes

internos e externos.

RESIDÊNCIA JARDIM EUROPA

São Paulo

Projeto de iluminação

MS+M Arquitetos de Iluminação Associados – Ivone Magalhães

Szabó e Orlando Marques. Colaboradora: Débora Torii

Arquitetura e interiores

Jorge Elias

Paisagismo

Luciana Moraes Paisagismo

Fornecedores

Lumini, Lightworks, Olho de Moscou (equipamentos de Iluminação),

Fasa Fibra Ótica (fibra ótica), Lutron (automação)

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ATMOSFERA DE CONTRASTES

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Andrés Otero

Dedicado à história da Seleção Brasileira de Futebol, o

Museu CBF Experience, localizado na Barra da Tijuca,

Rio de Janeiro, reúne objetos preciosos como troféus,

bolas e uniformes do time que é recordista em conquistas de Copa

do Mundo. Feito pelas lighting designers Giani Faccini e Monica

Rio Branco, sócias do escritório RBF, o projeto de iluminação

visava criar uma trajetória instigante em meio às superfícies

muito escuras do museu, onde se destacam projeções de alta

performance e instalações interativas.

Giani explica que as fontes de luz permanecem quase que

imperceptíveis nos espaços, onde a iluminação é bem direcionada

aos elementos expostos para guiar o olhar do visitante pela

atmosfera de contraste entre luzes e sombras, realçado pelo

Divulgação

RBF ARQUITETURA

DE ILUMINAÇÃO

Em 2003, um ano depois de fundar

o RBF Arquitetura de Iluminação,

as arquitetas Monica Rio Branco (à

direita) e Giani Faccini enfrentavam

seu primeiro grande desafio

profissional com o projeto de

iluminação da Cidade da Artes,

no Rio de Janeiro. O trabalho foi

feito em parceria com o LD Studio,

de Mônica Luz Lobo, escritório onde

a dupla trabalhou anteriormente.

Longo e desafiador, o Cidade das

Artes marcou a trajetória das

lighting designers que hoje, 12

anos depois, investem a experiência

adquirida para fazer projetos de

iluminação que conciliem, da melhor

forma possível, aspectos técnicos,

funcionais, emocionais e sensitivos.

À frente do processo de criação,

Giani e Monica trabalham no RBF

com mais cinco arquitetas, que

seguem o “espírito de parceria

e colaboração” cultivados pelas

lighting designers.

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projeto. “Para isso, foram utilizadas muitas luminárias com

lâmpadas halógenas de baixo consumo e facho concentrado, além

de perfis especiais com fitas de LED integradas aos elementos

da arquitetura e do mobiliário”, complementa a lighting designer.

Um dos maiores desafios do projeto foi iluminar a sala com

os troféus conquistados pela seleção ao longo de sua história.

Expostos em uma estante de vidro, as taças são destacadas

de maneira homogênea, e sem reflexos indesejados, por perfis

especiais assimétricos com fitas de LED (22,7W/m, 4.000K) e

drivers. “Os perfis foram feitos com dimensões bem reduzidas

para ficarem totalmente integrados à estrutura metálica que

sustenta as prateleiras de vidro”, acrescenta Giani.

Objetos e os uniformes usados pela Seleção Canarinho em

seus 100 anos de existência ficam na sala “Origens”. A iluminação

das peças é feita com perfis assimétricos de LED (25,2W/m,

3.000K) integrados à marcenaria. Na vitrine com as camisas, a

iluminação é complementada pelas luminárias com lâmpadas

fluorescentes T5 (14W, 3.000K) e difusor em acrílico translúcido

instaladas na parte superior e inferior do mostrador.

Na sala “Uma Lenda Centenária”, instalações interativas

revelam ao torcedor detalhes da trajetória futebolística fora de

série da Seleção. Neste espaço, a iluminação é proveniente das

paredes feitas com painéis de vidro adesivados e retroiluminados

com lâmpadas fluorescentes T5 (14W e 28W, 3.000K) com

reatores dimerizáveis.

No ambiente “Brasil: 27 Estados, Um Só DNA”, as camisas usadas

pela Seleção nos cinco Mundiais conquistados ficam em vitrines

iluminadas por perfis assimétricos de LED (25,2W/m, 3.000K)

integrados à marcenaria. Logo acima, o painel retroiluminado

por lâmpadas fluorescentes T5 (28W, 3.000K) com reatores

dimerizáveis exibe os nomes dos jogadores que participaram

dessas Copas. Na parede oposta, em caixas de vidro, as bolas que

representam cada um dos 27 estados brasileiros são realçadas

por luminárias com lâmpadas halógenas (35W, 2.900K, 6 o )

embutidas no forro.

O Museu CBF Experience, com seu acervo, interatividade e

contrastes de luz e sombras, é um convite irrecusável à expansão

do conhecimento sobre a história da Seleção.

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MUSEU CBF EXPERIENCE

Rio de Janeiro

Projeto de iluminação

RBF Arquitetura de Iluminação – Giani Faccini e Monica Rio Branco.

Colaboração: Tatiana de Albuquerque

Interiores

Mediapro

Fornecedores

Forlamp (luminárias Interlight), Itaim, Ledplus e Lightscape

(luminárias), Jacobina Representações (fitas de LED e lâmpadas

Osram), Ledprofiles e Lumini (perfis e barras de LED), Onlight

(luminárias Flos)

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Divulgação

LUZES EM

HARMONIA

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Douglas Daniel

Camisas, chuteiras, troféus e a caixa de engraxate que o

Rei do Futebol usava para trabalhar quando era criança.

Esses são alguns dos objetos expostos no Museu

Pelé, aberto em junho de 2014, em Santos (SP). O convívio

harmônico entre a iluminação da arquitetura e do acervo era

uma das metas do projeto de iluminação elaborado por Neide

Senzi, que também buscou valorizar a forma, volumetria e

detalhes dos antigos Casarões do Valongo, imóvel erguido

em 1867 e tombado pelo Condephaat em 1983.

“As peças do Museu não deveriam ser prejudicadas com

a luz da arquitetura, que, por sua vez, também não poderia

ficar despercebida ou em segundo plano”, explica a autora do

projeto de iluminação. Neide conta que o projeto de arquitetura,

criado por Ney Caldato, contemplou o restauro das fachadas em

estilo colonial, além da criação de um edifício completamente

novo, arrojado e de linguagem contemporânea dentro da

envoltória histórica.

SENZI

LIGHTING

Arquiteta de formação, Neide Senzi

especializou-se em lighting designer

pelo curso “Architectural Lighting”,

na Penn State University, Estados

Unidos. Em 1994, fundou o escritório

próprio com a intenção de criar

projetos inovadores e exclusivos,

especialmente customizados em

função de cada arquitetura, cliente

e usuário. Autora do livro Imagens

da Luz (Editora J.J. Carol, 2006),

ela é membro de associações

como a Illuminating Engineering

Society of North America (IES)

e da International Lighting

Designer Association (ILDA).

Os projetos de iluminação feitos

para o Parque Carandiru, Loja

TIM e Hospital Paulistano, em

São Paulo, renderam prêmios à

lighting designer, que vê a sua

profissão evoluir positivamente nos

últimos 20 anos. “Antes, a prática

de iluminação era muito voltada à

engenharia elétrica e a função da

luz era atender os níveis corretos

de iluminação estabelecidos pela

ABNT. Hoje, estamos na fase de

desmistificar a banalidade de

soluções luminotécnicas e entender

que a luz é, sim, um elemento de

design e arquitetura”, afirma a

arquiteta de iluminação.

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À noite, luminárias lineares de LED (3.000K) instaladas

nas bases das portas e janelas “desenham” os caixilhos e

arcos superiores, proporcionando uma luz de contorno a estes

elementos que dão ritmo às fachadas. Ornado com azulejos

azuis (réplicas dos originais), o coroamento é destacado com

a luz emitida por barras de LEDs lineares (10W, 4.000K)

apoiadas na moldura do coroamento do prédio.

Segundo a lighting designer, uma das soluções voltadas

para a leitura do edifício e definição do seu papel urbano

são as luminárias de LED (50W, 4.000K) embutidas nas

calçadas, que destacam a pintura branca das fachadas por

meio de um efeito wallwashing. No interior do edifício, ela

destaca a iluminação das rampas, “sutil, porém efetiva para a

circulação das pessoas”, proporcionada pelas linhas de LEDs

encapsulados, fixados nas bases dos guarda-corpos de vidro.

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O desenho irregular da estrutura metálica do teto envidraçado

do foyer, onde fica a loja e o café, no térreo, foi realçado por

linhas de LEDs translúcidas fixadas nos perfis estruturais. No

foyer do auditório, a iluminação direta e indireta é proporcionada

por uma luminária pendente, cujo desenho simula as ondas

do mar, com lâmpadas T5 (25W, 3.000K).

Capítulo à parte no projeto de iluminação, o acervo

incorpora objetos como a Bola de Ouro dada pela Fifa a Pelé,

em 2003, além dos painéis fotográficos e informativos que

contam a trajetória do Rei. Os nichos de madeira fechados

com policarbonato de alta proteção, onde estão localizados

os objetos mais valiosos do Museu, foram iluminados por

barrinhas assimétricas de LEDs (14W/m com fluxo de 1.080

Lm, 3.000K, perfil Paris) com difusores translúcidos, fixadas

na marcenaria.

Os objetos são iluminados por spots de LED para lâmpada

MR16 (7W, facho de 24°, 3.000K) com filtro difusor. Já a

luz que chega a cada um dos painéis é oriunda de três spots

orientáveis com a mesma lâmpada, fixados em um trilho

eletrificado para dar maior mobilidade na afinação da luz e

flexibilidade para alterações no acervo, já que, como observa

a lighting designer, “o homenageado está vivo e ainda pode

vir a colaborar com a sua própria história”.

Nelson Kon

MUSEU PELÉ

Santos

Projeto de iluminação

Senzi Consultoria Luminotécnica - Neide Senzi. Colaboradores: Rafael

Appezato (sênior), Livia Stefanelli e Gabriela Pera (assistentes)

Arquitetura e restauro

Ney Caldatto Barbosa

Executivo de arquitetura

Gino Caldatto Barbosa, José Maria Macedo e Christiane Costa

Macedo

Comunicação visual, design de interiores e cenografia

Univers Design, Interatividade e Uau Mídia

Fornecedores

Led Linear, Disano e Vossloh - Eurolighting Brasil (luminárias de

LED da fachada, auditório, recepção, Sala do Rei e loja), Itaim e

Omega (luminárias fluorescentes do escritório, banheiros e foyer do

auditório), Lemca (LEDs da exposição e acervo), GE (lâmpadas da

exposição e acervo)

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Divulgação

STUDIO ILUZ

RESTÔ INTIMISTA

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Leonardo Finotti

Situado no Shopping Fashion Mall, no Rio de Janeiro, o

restaurante Gurumê foi projetado pelo escritório Bernardes

Arquitetura para ser um espaço confortável e sofisticado, com

uma identidade visual que deveria remeter ao mar e à pesca. Daí

o emprego de materiais como o cobre oxidado, que faz referência

à ação da maresia nos metais, e a madeira, uma alusão à tradição

japonesa que inspira a culinária do estabelecimento. Valorizar

estes elementos arquitetônicos por meio de soluções simples,

agradáveis e de baixa manutenção era o que a lighting designer

Ines Benevolo, do Studio Iluz, queria ao desenvolver o projeto

de iluminação do Gurumê, que também cria um clima intimista.

O restaurante possui dois salões. Longitudinalmente disposto

em relação à circulação do shopping, o salão, que parece um túnel

de madeira aconchegante, revela o exterior através do rasgo sutil

na fachada, revestida com chapas de cobre oxidado de 30 cm

de largura. Aqui, as mesas e o espaço deveriam ser iluminados

“A integração da luz com a

arquitetura é o princípio básico

de nossos projetos.” A frase, de

Ines Benevolo (à esquerda), revela

a filosofia de trabalho por trás do

Studio Iluz, escritório fundado

pela lighting designer em 2006.

Em contato com a arquitetura de

iluminação desde 1995, Ines foi

sócia do LD Studio por nove anos.

Também trabalhou na Lumini por

dois anos e meio. A sustentabilidade

e facilidade de manutenção são

outros objetivos buscados por seu

escritório, que desenvolve projetos

luminotécnicos em colaboração

com os arquitetos e clientes para

realçar o que cada arquitetura

tem de melhor.

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de modo que a interferência no revestimento de madeira fosse

mínima. “Por isso, optamos por embutir no forro de madeira as

luminárias pretas de LED (7W, 25 o , 3.000K) de 4 cm de diâmetro

e sem borda, com controle rigoroso de ofuscamento”, acrescenta

a lighting designer.

O acesso ao restaurante ocorre pelo salão maior, ambiente

marcado pelo forro colmeia metálico, que oculta equipamentos

como ar-condicionado, caixas de som e as luminárias de LED (6W,

3.000K, 25 o ). “Desenhamos as luminárias de LED especialmente

para este espaço, onde o pé-direito é baixo. Apoiadas sobre o forro,

as luminárias não podem ser vistas do salão”, diz Ines.

A atmosfera intimista é reforçada pela luz indireta e de baixa

intensidade emanada detrás do sofá linear de madeira, onde

foram colocados perfis para fita de LED (7,2W/m, 2.700K) com

difusores translúcidos, que também valorizam a textura da parede

em ladrilho hidráulico. A lighting designer explica que o mesmo

LED linear foi empregado em um nicho da parede oposta, revestida

de cobre oxidado, para criar um efeito de profundidade.

Um dos destaques do salão maior é a grande mesa comunitária

de desenho sinuoso como as ondas do mar, valorizado por pendentes

verticais de LED (3W, 3.000K, 10 o ) com 4 cm de diâmetro. Ines

explica que a solução é livre de ofuscamentos pelo fato da fonte

luminosa estar recuada dentro da peça. “Usamos a luz para realçar

o que cada projeto tem de melhor, seguindo a visão e a direção

traçada pelo projeto de arquitetura”, revela Ines.

RESTAURANTE GURUMÊ

Rio de Janeiro

Projeto de iluminação

Studio Iluz - Ines Benevolo. Colaborador: Eduardo Apfel

Arquitetura de interiores

Bernardes Arquitetura

Fornecedores

Lumini (sistemas de LEDs ), Andratti

(luminárias), Oty Light (pendentes), Philips (lâmpadas)

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LUZ QUE INTEGRA

Andrés Otero

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Guinter Parschalk

STUDIO IX

O

edifício Faria Lima 3.500, em São Paulo, poderia ser

descrito como um tronco de pirâmide invertido e

envidraçado, suspenso sobre pilotis em uma praça

pública que ocupa mais de 50% da área do terreno. Criado

pelo Studio Ix, de Guinter Parschalk, o projeto de iluminação

do prédio corporativo tinha como objetivo valorizar o volume

arquitetônico de forma a inseri-lo no contexto urbano,

reforçando a sua integração com a cidade. Projetado para

receber a certificação LEED Gold, o empreendimento conta

com equipamentos de baixo consumo energético.

A fluidez e a continuidade do térreo, que se funde à paisagem

urbana, foram exploradas por meio de uma luz que reforça a

ideia de “descolamento” do volume arquitetônico em relação

ao chão, fazendo-o “flutuar”. O efeito foi proporcionado pela

iluminação dos forros e pilares com os projetores de LED

(21W, 3.000K, 10°) com dispositivo antiofuscamento do tipo

honeycomb embutidos no piso. “São soluções que exploram

a plasticidade do prédio, mantendo o forro do térreo ‘limpo’

ao jogar a luz para cima”, diz Parschalk. Ele acrescenta que,

Em 1984, quando foi fundado por

Guinter Parschalk, o Studio Ix era

voltado para o design de produto

e comunicação visual. A arquitetura

de iluminação passou a fazer parte

do escopo de atuação do escritório

em 1989, e tornou-se sua atividade

exclusiva apenas em 1997. A trajetória

multidisciplinar de Parschalk, que inclui

ainda as artes plásticas, moldou a

filosofia de trabalho por trás dos seus

projetos de iluminação, que fogem das

soluções padronizadas ao usar a luz

como ferramenta de percepção visual

dos elementos arquitetônicos, sem

deixar de lado os contextos cultural e

funcional. Os projetos de iluminação

são desenvolvidos com base em uma

“rigorosa metodologia”, do briefing

até a lista de luminárias, sem deixar

de lado a busca por equipamentos

eficientes e de baixo consumo

energético. Membro de associações

nacionais e internacionais de iluminação

e de arquitetura, Parschalk participa

de muitos projetos certificados com

selo LEED.

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na parte frontal do edifício, onde também circulam veículos,

a solução assinala os elementos verticais que são obstáculos

aos motoristas.

Um dos desafios do projeto foi viabilizar o balizador linear

de LED (15W/m, 3.000K) embutido no piso de mármore

travertino do térreo. Marcante no conjunto arquitetônico,

esta linha luminosa cruza todo o terreno no eixo norte-sul,

se estendendo por toda a circulação principal que atravessa

o interior do edifício pelo lobby, que, por usa vez, é iluminado

por sancas com fluorescentes T5 ES (25W, 3.000K), que

proporcionam a iluminação indireta destacando o forro e

valorizando as paredes de madeira.

Distribuídos nas áreas verdes, postes discretos criam efeitos

dramáticos com os projetores de LED (9W, 3.000K, 35°). O térreo

é, ainda, permeado por espelhos d’água, vegetação e bancos

que assumem configurações lineares ou quadradas, quando

associados às jardineiras. O mobiliário é explorado por linhas

de LED (7,2W/m, 3.000K) integradas aos rodapés luminosos

que balizam os caminhos sem se exceder na quantidade de

luz, já que se trata de uma área de descanso.

FARIA LIMA 3.500

São Paulo

Projeto de iluminação

Studio Ix – Guinter Parschalk

Arquitetura

KOM

Fornecedores

Itaim, Ledplus, Lemca, Lumini (luminárias), Centru/Brilia (linhas de

LED integradas a elementos arquitetônicos e decorativos), Brilia,

Ledplus, Lemca, Lumini (LEDs e drivers), Osram (lâmpadas e reatores)

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Divulgação

VIA

ARQUITETURA

LUZ

MULTIFUNCIONAL

O interesse profissional de Cláudia

Torres (à esquerda) pelo universo

da iluminação surgiu quando ela

notou que havia no mercado uma

carência de conhecimento no assunto.

Fundou o Via Arquitetura, em 1992,

com a missão de desenvolver

projetos de iluminação a partir

da compreensão das diretrizes do

projeto de arquitetura, “procurando

desenhar a luz como parte dos

espaços”. Arquiteta de formação

e professora do curso de Arquitetura

da Universidade Federal da Paraíba

(UFPB), Cláudia fez mestrado e

doutorado na área de iluminação na

FAU-USP. “Fui buscar na pesquisa

as informações necessárias para

iniciar um trabalho profissional de

projetos de iluminação na arquitetura

e urbanismo”, completa a lighting

designer. A busca pelos recursos

tecnológicos mais avançados e viáveis

para cada situação é outra meta do

seu escritório, cuja equipe se mantém

permanentemente atualizada por

meio de cursos, eventos e feiras

nacionais e internacionais.

Texto: Valentina Figuerola | Fotos: Alexandre Albuquerque

Em um grande home center como o Ferreira Costa, no Recife

(PE), a luz assume vários papéis. Além de orientar os

consumidores no entendimento do layout e circulação, ela

estabelece hierarquias espaciais, valoriza os produtos expostos e

promove conforto visual. Criado pelo escritório Via Arquitetura, o

projeto de iluminação da loja também tinha como objetivo reforçar

a identidade visual estabelecida pelo projeto de arquitetura e

elementos de comunicação visual.

A lighting designer Cláudia Torres, titular do Via Arquitetura,

conta que as luminárias estão integradas ao layout dos expositores

como estratégia para orientar o fluxo dos clientes pelas principais

circulações e eixos visuais da loja. A iluminação geral é feita com

luminárias de sobrepor abertas de alto desempenho para duas

lâmpadas fluorescentes tubulares T5 (54W, 4.000K) instaladas

em perfilados contínuos que acompanham os corredores principais.

Nas circulações transversais, os expositores móveis com

produtos em destaque recebem a luz de luminárias cilíndricas

para lâmpada de vapor metálico (150W, 4.000K), instaladas

nos perfilados intercaladas com as fluorescentes tubulares. “As

gôndolas possuem uma iluminação de destaque, integradas em

luminárias assimétricas para lâmpadas fluorescentes tubulares T5

(28W, 4.000K), que propiciam um efeito wallwash e asseguram

níveis de destaque médio de 1.000 lux para uma luz geral de 500

lux”, explica a lighting designer.

A fachada envidraçada e a cobertura de policarbonato favorecem

a entrada de luz natural na loja, especialmente no grande espaço

de acesso de pé-direito triplo, onde agrupamentos de luminárias

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cilíndricas com lâmpadas de vapor metálico PAR 38 (150W,

3.000K, 30 o ) proporcionam uma luz brilhante e atrativa, atingindo

uma iluminância média de 500 lux. “Devido à grande contribuição

da luz natural, criamos um sistema com controle para permitir

o acionamento parcial durante o dia, e total a partir do final da

tarde”, diz Cláudia.

Tratado como um shopping pelo projeto, o mall dispõe de uma

iluminação mais suave, definida por linhas e pontos luminosos que

oferecem um nível médio de iluminação de 300 lux. As linhas são

desenhadas por sancas integradas ao forro, que delimitam planos

lisos e acústicos, reforçam as circulações e definem espaços da

praça de alimentação. Foram utilizadas luminárias para lâmpadas

fluorescentes compactas duplas (26W, 3.000K) que promovem

o conforto visual.

Na área externa, a iluminação buscou valorizar os planos

verticais por meio das luminárias para efeito uplight com barras

de LED de 1,20 m (60W, 2.700K, 30 o ). Marcante na fachada, a

marquise amarela, iluminada por LEDs agrupados, serve de suporte

para os projetores de LED de facho concentrado (2.700K, 15 o ), que

destacam o letreiro instalado no pórtico metálico verde treliçado.

Tão impactante como a arquitetura, a luz exterior funciona como

uma eficiente ferramenta de comunicação visual.

FERREIRA COSTA HOME CENTER

Recife

Projeto de iluminação

Via Arquitetura Iluminação e Design – Cláudia Torres

Arquitetura

Rangel Moreira Arquitetos

Interiores

Rangel Moreira Arquitetos e Lavínia Ferreira Costa

Paisagismo

Socorro Mussalém

Fornecedores

Schréder (luminárias da área externa), Itaim, Omega, Interpam

(luminárias área interna), Philips (lâmpadas)

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luz e forma

vinte2 S

design

fernando prado

lumini.com.br

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