Profª PatrÃcia Rocco
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TERAPIA COM CÉLULAS-TRONCO EM<br />
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS: ESSE É O<br />
FUTURO?<br />
Patricia Rieken Macêdo <strong>Rocco</strong>, MD, PhD<br />
Professora Titular em Respiração<br />
Chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar<br />
Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho,<br />
Universidade Federal do Rio de Janeiro,<br />
Rio de Janeiro, Brasil
Introdução<br />
• Alguns tecidos do organismo se regeneram<br />
constantemente como a pele, paredes intestinais<br />
e principalmente com o sangue.<br />
• Esses tecidos têm suas células destruídas e<br />
renovadas em um complexo processo de<br />
proliferação e diferenciação celular.<br />
• Entretanto, o pulmão é um órgão que tem uma<br />
capacidade regenerativa limitada.<br />
Uhal, 1997; Hong et al., 2004; Majka et al., 2005
Introdução<br />
• As células do epitélio da traquéia e grandes vias aéreas, células de Clara e os<br />
pneumócitos tipo II apresentam capacidade de proliferação e diferenciação, porém seu<br />
reparo endógeno não é suficiente para prevenir a progressão das doenças<br />
respiratórias.<br />
Giangreco el al. 2009; Antunes et al., 2011
Células Progenitoras<br />
Células tronco<br />
administradas<br />
Giangreco el al. 2009; Antunes et al., 2011
Terapia Celular<br />
Gentilmente cedida por Regina Goldenberg
• As células-tronco são células indiferenciadas que<br />
podem se diferenciar e constituir diferentes tecidos<br />
no organismo.<br />
• Outra capacidade especial das células-tronco é a<br />
auto-renovação, ou seja, elas podem gerar cópias<br />
idênticas de si mesmas.<br />
Abreu et al., 2011
Células-tronco- Potencial de Diferenciação<br />
TERMO DEFINIÇÃO EXEMPLO<br />
Totipotentes São as mais indiferenciadas<br />
Capacidade de formar todos os tipos celulares<br />
e anexos embrionários<br />
Pluripotentes<br />
Capacidade de se diferenciar em<br />
quase todos os tipos celulares dos 3<br />
folhetos embrionários, exceto<br />
placenta e anexo embrionário<br />
Zigoto<br />
Células<br />
provenientes<br />
folhetos<br />
embrionários<br />
MULTIPOTENTES<br />
Capacidade de se diferenciar em<br />
tipos celulares de um mesmo<br />
folheto embrionário<br />
Adultas (somáticas)<br />
Unipotentes<br />
Capacidade de gerar um único<br />
tipo celular<br />
Pneumócito Tipo II<br />
Weiss et al. 2008
• Substituir células ou tecidos lesados em doenças.<br />
Abreu et al., 2011
• Diminuir a morte celular e/ou aumentar a<br />
capacidade de regeneração tecidual.<br />
Abreu et al., 2011
Histórico<br />
Autor Doença Respiratória Tipo Celular Ano<br />
Krause et al. Fibrose Pulmonar BM-MSC 2001<br />
Kotton et al. Fibrose Pulmonar BM-MSC 2001<br />
Rojas et al. Lesão Pulmonar Aguda BM-MSC 2005<br />
Weiss et al. Asma BM-MSC 2008<br />
Zhen et al. Enfisema BM-MSC 2008<br />
Aguilar et al. Fibrose Pulmonar HSC/BM-MSC 2009<br />
Araújo et al. Lesão Pulmonar Aguda Mononuclear 2010<br />
Maron-Gutierrez et al. Silicose Mononuclear 2011<br />
Abreu et al. Asma Mononuclear 2011
Células-tronco Adulta - Mecanismos<br />
TECIDO PULMONAR<br />
DIFERENCIAÇÃO<br />
CÉLULA TRONCO<br />
INDIFERENCIADA<br />
CÉLULA EPITELIAL<br />
PULMONAR<br />
TRANSDIFERENCIAÇÃO<br />
CÉLULA<br />
PRECURSORA<br />
FUSÃO CELULAR<br />
CÉLULA EPITELIAL<br />
PULMONAR<br />
CÉLULA TRONCO E<br />
EPITELIAL PULMONAR<br />
LESADA<br />
CÉLULA EPITELIAL<br />
PULMONAR REPARADA<br />
Krause et al. 2008, Weiss et al. 2008, Abreu et al. 2011
VASCULAR SPACE<br />
LUNG TISSUE<br />
DIFERENTIATION<br />
TRANSDIFERENTIATION<br />
SDF-1α<br />
SLC<br />
CXC<br />
CXC Stem cell Lung<br />
Epithelial cell<br />
Progenitor<br />
cell<br />
Lung<br />
Epithelial cell<br />
CELL FUSION<br />
LATERAL TRANSFER OF RNA<br />
Stem cells<br />
Stem cell + Injured<br />
lung epithelial cell<br />
Multinucleated<br />
Lung epithelial<br />
cell<br />
Lung<br />
Epithelial cell<br />
Stem cell<br />
Abreu et al., 2011
Mecanismos de Ação<br />
Células tronco<br />
Tecido Lesado<br />
AÇÃO PARÁCRINA<br />
Alguns fatores liberados:<br />
IL-6 e IL-1<br />
FGF-2 e FGF-7<br />
TGF-α<br />
VEGF<br />
TNF-α<br />
Fatores<br />
celulares<br />
Lee et al., 2010, Abreu et al., 2011
Células-tronco adulta<br />
PRÓS<br />
Segurança<br />
Ética<br />
Fácil obtenção<br />
Pode ser autóloga<br />
Estudos muticêntricos<br />
CONTRA<br />
Pouca quantidade<br />
Isolamento<br />
Expansão limitada<br />
Limitada capacidade de<br />
diferenciação<br />
Krause et al. 2008, Weiss et al. 2008; Abreu et al. 2008, 2011
SILICOSE
Silicose<br />
• Doença pulmonar do grupo das<br />
pneumoconioses gerada pela<br />
inalação de poeira de sílica.<br />
• O número estimado de<br />
trabalhadores potencialmente<br />
expostos a poeiras contendo sílica<br />
no Brasil é superior a 6 milhões.<br />
Carneiro et al., 2006
Silicose<br />
• Doença pulmonar caracterizada por nódulos inflamatórios de<br />
células mononucleares nos locais onde as partículas se<br />
acumulam, levando ao compromentimento da troca gasosa.
ESTUDO EXPERIMENTAL
Silicose
Silicose<br />
CAMUNDONGOS C57BL/6 FÊMEAS<br />
(20-25 g)<br />
CONTROLE<br />
SÍLICA<br />
(C)<br />
(SIL)<br />
n=16 n=16<br />
Dia 0 1 hora<br />
Dia 15<br />
Instilação de salina (50 µl it) ou sílica<br />
(20 mg/50 µl saline it)<br />
Injeção de CMMO<br />
(2 x 10 6 iv)<br />
Mecânica e histologia<br />
pulmonares e biologia molecular<br />
Maron-Gutierrez et al., 2011
Silicose<br />
* Significativamente diferente de C<br />
Maron-Gutierrez et al., 2011
Silicose<br />
Maron-Gutierrez et al., 2011
Lassance et al ., 2009
Métodos<br />
CAMUNDONGOS C57BL/6 FÊMEAS (20-25 g)<br />
CONTROLE<br />
(CTRL, 50 µl, i.t.)<br />
n=16<br />
SÍLICA<br />
(SIL 20 mg/50 µl, i.t.)<br />
n=16<br />
Dia 0 Dia 15<br />
Dia 30<br />
Dia 60<br />
Instilação de<br />
salina ou sílica<br />
Instilação intratraqueal de célulastronco<br />
nos grupos tratados células<br />
aderentes derivadas da medula óssea<br />
10 7 cells / 100 µL<br />
Mecânica e<br />
Histologia<br />
Pulmonares<br />
Mecânica e<br />
Histologia<br />
Pulmonares<br />
Lassance et al ., 2009
A<br />
60<br />
Est (cmH 2<br />
O/ml)<br />
50<br />
40<br />
30<br />
* *<br />
*<br />
20<br />
10<br />
0<br />
CTRL Sal Cell Sal Cell<br />
30 days<br />
60 days<br />
SIL<br />
Lassance et al ., 2009
Lassance et al ., 2009
Sílica<br />
Macrófago<br />
Macrófago<br />
Alvéolo
Conclusão<br />
- Efeito benéfico a curto prazo, da terapia celular em<br />
modelo de silicose:<br />
Melhora dos parâmetros funcionais<br />
Melhora dos parâmetros histológicos<br />
- Efeito terapêutico não foi observado a longo prazo<br />
Lassance et al ., 2009
ESTUDO CLÍNICO<br />
Luiz Paulo Loivos, Marina A. Lima, Amir Szklo, Leandro<br />
Vairo, Tais H.K. Brunswick, Sergio A.L. Souza, Bianca<br />
Gutfilen, Alberto J. Araújo, Alexandre P. Cardoso, Lea<br />
Mirian B. Fonseca, Regina C. Goldenberg, Jose Roberto<br />
Lapa e Silva, Patricia R.M. <strong>Rocco</strong>, Marcelo M. Morales
Terapia com células tronco em<br />
pacientes com silicose
Terapia com células tronco em<br />
pacientes com silicose
Terapia com células tronco em<br />
pacientes com silicose
Terapia com células tronco em<br />
pacientes com silicose
D30<br />
D180
Perfusão (%)<br />
16<br />
14<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
Pulmão Direito<br />
Ápice<br />
*<br />
Perfusão (%)<br />
40<br />
30<br />
20<br />
10<br />
Pulmão Direito<br />
Terço Médio<br />
* *<br />
* *<br />
Perfusão (%)<br />
30<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
*<br />
Pulmão Direito<br />
Base<br />
*<br />
*<br />
*<br />
0<br />
0 30 60 120 180<br />
0<br />
0 30 60 120 180<br />
0<br />
0 30 60 120 180<br />
Tempo (Dias)<br />
Tempo (Dias)<br />
Tempo (Dias)<br />
Pulmão Esquerdo<br />
Ápice<br />
Pulmão Esquerdo<br />
Terço Médio<br />
Pulmão Esquerdo<br />
Base<br />
16<br />
40<br />
30<br />
Perfusão (%)<br />
14<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
*<br />
Perfusão (%)<br />
30<br />
20<br />
10<br />
*<br />
* *<br />
*<br />
Perfusão (%)<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
* *<br />
*<br />
*<br />
0<br />
0 30 60 120 180<br />
0<br />
0 30 60 120 180<br />
0<br />
0 30 60 120 180<br />
Tempo (Dias)<br />
Tempo (Dias)<br />
Tempo (Dias)
ASMA
Asma<br />
• A asma permanece como um importante problema de saúde pública,<br />
acometendo cerca de 300 milhões de pessoas em todo mundo (OMS).<br />
• No Brasil, a asma acarreta óbito de aproximadamente 8 pessoas ao dia,<br />
sendo responsável por 2.500 óbitos ao ano (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2008).<br />
HUMANO<br />
SOCIAL<br />
FINANCEIRO<br />
GINA 2010
Asma<br />
• Aproximadamente 5% dos pacientes asmáticos são<br />
refratários a terapia convencional.<br />
Fibrose Subepitelial<br />
Hiperplasia de<br />
Músculo Liso<br />
Espessamento da<br />
Via Aérea<br />
Inflamação Alérgica<br />
Crônica<br />
Hiperplasia de<br />
Miofibroblasto<br />
Angiogênese<br />
Alterações na MEC<br />
GINA 2010
Asma Alérgica Crônica<br />
• Diversos estudos demonstraram que o epitélio das vias<br />
aéreas de pacientes asma alérgica crônica apresenta<br />
reduzida capacidade regenerativa.<br />
Insuficiência<br />
no pool de células<br />
tronco residentes<br />
Redução de<br />
células tronco<br />
endógenas<br />
presentes<br />
na circulação<br />
Borthwick et al., 2001; Kim et al., 2005; Palange et al., 2006
ESTUDO EXPERIMENTAL
Abreu et al., 2011
Hipótese<br />
• Testar a hipótese que a terapia com células<br />
mononucleares derivadas da medula óssea<br />
poderia interferir no processo inflamatório e<br />
de remodelamento em modelo experimental<br />
de asma alérgica crônica.<br />
Abreu et al., 2011
Métodos<br />
Camundongos Fêmeas<br />
C57BL/6<br />
n = 28<br />
CONTROLE (C)<br />
OVOALBUMINA (OVA)<br />
C-SAL C-CELL OVA-SAL OVA-CELL<br />
Xisto et al. 2005; Abreu et al. 2011
C-SAL<br />
C-CELL<br />
BRONCOCONSTRICTION INDEX<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
0<br />
SAL<br />
CELL<br />
*<br />
SAL<br />
CELL<br />
OVA-SAL<br />
100 µm<br />
OVA-CELL<br />
100 µm<br />
C<br />
OVA<br />
* Significativamente diferente de C-SAL<br />
100 µm<br />
100 µm<br />
Abreu et al., 2011
BALF<br />
* Significativamente diferente de C-SAL # Significativamente diferente de OVA-SAL<br />
Abreu et al., 2011
Mecânica do Pulmão<br />
Est,L (cmH 2 O/ml)<br />
60<br />
50<br />
40<br />
30<br />
20<br />
10<br />
*<br />
∆P,L (cmH 2 O)<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
∆P1<br />
∆P2<br />
*<br />
*<br />
0<br />
SAL<br />
C<br />
CELL<br />
SAL<br />
OVA<br />
CELL<br />
0<br />
SAL<br />
C<br />
CELL<br />
SAL<br />
OVA<br />
CELL<br />
* Significativamente diferente de C-SAL<br />
Abreu et al., 2011
Hiperresponsividade da Via Aérea<br />
Resistance (%)<br />
150<br />
140<br />
130<br />
120<br />
110<br />
C-SAL<br />
C-CELL<br />
OVA-SAL<br />
OVA-CELL *<br />
*<br />
*<br />
100<br />
0<br />
SAL 3 10 30 100<br />
Methacoline (µg/kg)<br />
* Significativamente diferente de C-SAL<br />
Abreu et al., 2011
Transdiferenciação<br />
Fusão Celular<br />
Célula-tronco
Abreu et al., 2011
Microscopia Confocal<br />
< 1%<br />
Abreu et al., 2011
Célula<br />
Tronco<br />
Parácrino<br />
Abreu et al., 2011
RT-PCR TEMPO REAL<br />
IL-5<br />
(Fold changes relative C-SAL)<br />
3.0<br />
2.5<br />
2.0<br />
1.5<br />
1.0<br />
0.5<br />
*<br />
*<br />
* #<br />
0<br />
SAL<br />
CELL<br />
SAL<br />
CELL<br />
C<br />
OVA<br />
* Significativamente diferente de C-SAL # Significativamente diferente de OVA-SAL<br />
Abreu et al., 2011
3.0<br />
2.5<br />
2.0<br />
1.5<br />
RT-PCR TEMPO REAL<br />
*<br />
* #<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
*<br />
TGF-β<br />
(Fold changes relative C-SAL)<br />
PDGF<br />
(Fold changes relative C-SAL)<br />
1.0<br />
0.5<br />
0<br />
SAL CELL SAL CELL<br />
C OVA<br />
0<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
SAL CELL SAL CELL<br />
C OVA<br />
*<br />
*<br />
#<br />
VEGF<br />
(Fold changes relative C-SAL)<br />
0<br />
*<br />
*<br />
* #<br />
SAL CELL SAL CELL<br />
C OVA<br />
* Significativamente diferente de C-SAL # Significativamente diferente de OVA-SAL<br />
Abreu et al., 2011
Conclusões<br />
• A terapia com células mononucleares derivadas de<br />
medula óssea reduziu os processos inflamatórios e de<br />
remodelamento, resultando em melhora da mecânica<br />
pulmonar e da hiperresponsividade da via aérea no<br />
presente modelo de asma alérgica crônica.<br />
• As células atuaram através de um efeito parácrino já<br />
que o número de células que implantaram foi pequeno.<br />
Abreu et al., 2011
ESTUDO CLÍNICO<br />
Marina A. Lima, Leandro Vairo, Sergio A.L. Souza,<br />
Bianca Gutfilen, Alberto J. Araújo, Alexandre P.<br />
Cardoso, Lea Mirian B. Fonseca, Regina C. Goldenberg,<br />
Marcelo M. Morales, Jose Roberto Lapa e Silva ,<br />
Patricia R.M. <strong>Rocco</strong>
Estudo Fase 1<br />
• Estudo clínico prospectivo e não-randomizado.<br />
• 10 pacientes com asma persistente que não<br />
respondem às terapias com corticosteróide,<br />
broncodilatador e anti-IgE.<br />
• Transplante autólogo de células mononucleares<br />
derivadas de medula óssea.
LESÃO PULMONAR AGUDA
Lesão Pulmonar Aguda<br />
• A Lesão Pulmonar Aguda afeta<br />
aproximadamente 200.000 pacientes anualmente<br />
nos EUA e é responsável por 10% a 15% das<br />
admissões nas Unidades de Terapia Intensiva.<br />
• Apesar dos recentes avanços no entendimento<br />
da fisiopatologia da LPA, a mortalidade perdura<br />
elevada (26 a 34%).<br />
Erickson et al., 2009
destruição da<br />
membrana<br />
alvéolo-capilar<br />
Maron-Gutierrez et al, 2009
Lesão Pulmonar Aguda<br />
INSULTO<br />
DIRETO<br />
• Causas Comuns:<br />
Pneumonia;<br />
Aspiração de conteúdo<br />
gástrico.<br />
Célula tipo II<br />
Surfactante<br />
Macrófago<br />
Alveolar<br />
Célula tipo I<br />
Intersticio<br />
Célula<br />
Endotelial<br />
Fibroblasto<br />
Eritrócito<br />
<strong>Rocco</strong> & Pelosi, 2008
Lesão Pulmonar Aguda<br />
INSULTO<br />
INDIRETO<br />
Mediadores<br />
inflamatorios<br />
Célula Tipo I<br />
• Causas Comuns:<br />
Célula Tipo II<br />
Sepse;<br />
Trauma grave com choque e<br />
múltiplas transfusões.<br />
Macrófago<br />
Alveolar<br />
Fibroblasto<br />
Célula Endotelial<br />
Eritrócito<br />
<strong>Rocco</strong> & Pelosi 2008
Stem Cell<br />
Stem Cell
Araujo et al., 2010
Hipótese<br />
• Uma vez que a fisiopatologia da LPA difere<br />
de acordo com o insulto primário, a resposta<br />
da terapia com células mononucleares<br />
derivadas de medula óssea (BMDMC) seria<br />
diferente em função da etiologia da LPA.<br />
Araujo et al., 2010
Araujo et al., 2010
100<br />
ALIp-BMDMC<br />
ALIexp-BMDMC<br />
ALIp-SAL<br />
Percent Survival<br />
80<br />
60<br />
40<br />
20<br />
ALIexp-SAL<br />
0<br />
0<br />
1 2 3 4 5 6 7<br />
Days<br />
Araujo et al., 2010
60<br />
DAY 7<br />
Est,L (cmH 2<br />
O.mL -1 )<br />
40<br />
20<br />
* *<br />
**<br />
# †<br />
0<br />
p exp p exp p exp p exp<br />
SAL CELL SAL CELL<br />
C<br />
ALI<br />
Araujo et al., 2010
Collagen Fiber (µm 2 /µm)<br />
0.08<br />
0.06<br />
0.04<br />
0.02<br />
*<br />
*<br />
*<br />
*<br />
‡<br />
#<br />
DAY 7<br />
**<br />
DAY 7<br />
#<br />
**<br />
0.00<br />
p exp p exp p exp p exp<br />
SAL CELL SAL CELL<br />
C<br />
ALI<br />
Araujo et al., 2010
Araujo et al., 2010
Araujo et al., 2010
ALIexp-CELL<br />
ALIp-CELL<br />
50 µm 50 µm<br />
5%<br />
2%<br />
Araujo et al., 2010
Araujo et al., 2010
Conclusões<br />
• A terapia com BMDMC foi capaz e inibir a<br />
fibrogênese independentemente da etiologia da<br />
LPA, entretanto, a terapia celular atenuou as<br />
alterações morfo-funcionais pulmonares bem<br />
como a expressão de fatores de crescimento e<br />
mediadores inflamatórios de forma mais intensa<br />
na LPA extrapulmonar do que na pulmonar.<br />
Araujo et al., 2010
BMDMC:<br />
INTRAVENOSA OU<br />
INTRATRAQUEAL?
LPA Pulmonar<br />
LPA Extrapulmonar
Intravenosa<br />
ou<br />
Intratraqueal<br />
Araujo et al., 2011
ALIexp-CELL-iv<br />
ALIp-CELL-iv<br />
5%<br />
2%<br />
ALIexp-CELL-it<br />
ALIp-CELL-it<br />
1% 5%
60<br />
Est,L (cmH 2<br />
O.mL -1 )<br />
40<br />
20<br />
* *<br />
0<br />
SAL<br />
iv it<br />
BMDMC<br />
C<br />
SAL iv it<br />
BMDMC<br />
ALIp<br />
SAL iv it<br />
BMDMC<br />
ALIexp<br />
Araujo et al., 2011
Terapia com célula<br />
mesenquimal
Summary of criteria to identify MSC<br />
1. Adherence to plastic in standard culture conditions<br />
2. Phenotype Positive (> 95%)<br />
CD105<br />
CD73<br />
CD90<br />
Negative (< 2%)<br />
CD45<br />
CD34<br />
CD14 ou CD11b<br />
CD79a ou CD19<br />
HLA-DR<br />
3. In vitro differentiation: osteoblasts, adipocytes, chondroblasts
Maron-Gutierrez et al. , 2011
LPA Pulmonar<br />
Maron-Gutierrez et al. , 2011
LPA Extrapulmonar<br />
Maron-Gutierrez et al. , 2011
Medula<br />
CÉLULAS MESENQUIMAIS<br />
REPARO<br />
Tecido Adiposo<br />
INFLAMAÇÃO<br />
Tecido Pulmonar<br />
Lesão Pulmonar Aguda<br />
Silva et al., 2011
Summary of criteria to identify MSC<br />
1. Adherence to plastic in standard culture conditions<br />
2. Phenotype Positive (> 95%)<br />
CD105<br />
CD73<br />
CD90<br />
Negative (< 2%)<br />
CD45<br />
CD34<br />
CD14 ou CD11b<br />
CD79a ou CD19<br />
HLA-DR<br />
3. In vitro differentiation: osteoblasts, adipocytes, chondroblasts
Ratos Wistar, ♀,<br />
200-250 g (n=48)<br />
C (n=24)<br />
LPA (n=24)<br />
SAL (n=6)<br />
BM-MSC<br />
(n=6)<br />
AD-MSC<br />
(n=6)<br />
L-MSC<br />
(n=6)<br />
SAL (n=6)<br />
BM-MSC<br />
(n=6)<br />
AD-MSC<br />
(n=6)<br />
L-MSC<br />
(n=6)
Dia 0 Dia 2 Dia 7<br />
Salina ou LPS de E.coli<br />
Salina ou MSC [medula ou tecido adiposo ou pulmão (1x10 5 , 50 µl)]<br />
Aquisição do dado<br />
Silva et al. 2011
2,5<br />
** ** **<br />
Est,L (cmH 2<br />
O/ml)<br />
2,0<br />
1,5<br />
1,0<br />
0,5<br />
*<br />
*<br />
0,0<br />
SAL<br />
BM<br />
AD L SAL BM<br />
AD<br />
L<br />
MSC<br />
MSC<br />
C<br />
ALI<br />
Silva et al. 2011
LPA-SAL<br />
ALI-BM-MSC<br />
AL-AD-MSC<br />
ALI-L-MSC<br />
Silva et al. 2011
Conclusões<br />
• A terapia com células mesenquimais oriundas da<br />
medula óssea ou tecido adiposo leva a melhora<br />
morfo-funcional mais intensa do que as células<br />
mesenquimais advindas do tecido pulmonar.<br />
Silva et al. 2011
Conclusões<br />
• É evidente que as células-tronco derivadas da<br />
medula óssea são capazes de auxiliar no reparo e<br />
remodelamento nas doenças respiratórias, porém<br />
são necessários mais estudos antes de se iniciar<br />
estudos clínicos.
Perspectivas Futuras<br />
Integração? / Diferenciação/<br />
Liberação de fatores?<br />
Subpopulação(ões) mais<br />
indicada?<br />
Único ou Combinado?<br />
Dosagem?<br />
Via de Administração?<br />
Melhor momento para o<br />
transplante?
Obrigada!<br />
Apoio Financeiro: CNPq, FAPERJ, INCT-NOFAR, PRONEX, CAPES
Obrigada<br />
Apoio Financeiro: CNPq, FAPERJ, INCT-NOFAR, PRONEX, CAPES
Perguntas????