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Revista dos Pneus 021 - Maio 2013

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<strong>Revista</strong> Independente de Pneumáticos e Serviços Rápi<strong>dos</strong><br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.com<br />

REVISTA DOS<br />

PNEUS<br />

Nº 21 maio <strong>2013</strong> Ano IV 5 Euros<br />

Conhecer<br />

TPMS<br />

Revolução<br />

no mercado<br />

de consumíveis<br />

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Entrevistas<br />

Hugo de Carvalho<br />

Goodyear Dunlop<br />

Climénia Silva<br />

Valorpneu<br />

Dossier<br />

Tipos de clientes<br />

Acontecimento<br />

Convenção Center’s Auto<br />

Apresentação<br />

Goodyear EfficientGrip<br />

Empresa<br />

Alves Bandeira<br />

Garland <strong>Pneus</strong><br />

Novo<br />

YOKOHAMA IBERIA, S.A<br />

Rua 12 · Zona Industrial da Varziela<br />

4480 – 109 Vila do Conde · (Portugal)<br />

T: 351 252 249 070 · F: 351 252 249 079<br />

contacta@yokohamaiberia.com<br />

Mercado<br />

3ª Conferência<br />

do Comércio de <strong>Pneus</strong><br />

Venda de pneus na Europa<br />

Diversificação de serviços<br />

CERP anuncia medidas


REVISTA DOS<br />

PNEUS<br />

DIRETOR<br />

João Vieira<br />

joao.vieira@apcomunicacao.com<br />

Publicidade<br />

Mário Carmo<br />

mario.carmo@apcomunicacao.com<br />

Departamento<br />

de arte e multimédia<br />

António Valente<br />

Redação<br />

Bela Vista Office, sala 2-29<br />

Estrada de Paço de Arcos, 66 - 66A<br />

2735-336 Cacém - Portugal<br />

Tel.: +351 219 288 052/4<br />

Fax: +351 219 288 053<br />

Serviços administrativos<br />

e contabilidade<br />

financeiro@apcomunicacao.com<br />

Periodicidade<br />

Trimestral<br />

Assinaturas<br />

assinaturas@apcomunicacao.com<br />

Editorial<br />

Reconverter<br />

ou requalif icar?<br />

A reconversão de oficinas de pneus para oficinas<br />

de serviços rápi<strong>dos</strong> foi um <strong>dos</strong> temas mais<br />

debatido na 3ª Conferência do Comércio de<br />

<strong>Pneus</strong>.<br />

© COPYRIGHT<br />

Nos termos legais em vigor é totalmente<br />

interdita a utilização ou a reprodução desta<br />

publicação, no seu todo ou em parte, sem<br />

a autorização prévia e por escrito da<br />

REVISTA DOS PNEUS<br />

IMPRESSÃO<br />

FIG, Indústrias Gráficas, SA<br />

Rua Adriano Lucas - 3020-265 Coimbra<br />

Telef.: 239.499.922 N.º de Registo no ERC:<br />

124.782 Depósito Legal nº: 201.608/03<br />

TIRAGEM: 5.000 exemplares<br />

AP COMUNICAÇÃO<br />

Propriedade<br />

João Vieira - Publicações Unipessoal, Lda.<br />

Sede<br />

Bela Vista Office, sala 2-29<br />

Estrada de Paço de Arcos, 66 - 66a<br />

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Tel.: +351 219 288 052/4<br />

Fax: +351 219 288 053<br />

Email: geral@apcomunicacao.com<br />

gps: 38º45’51.12”n - 9º18’22.61”w<br />

Depois de ouvi<strong>dos</strong> os especialistas e a opinião de alguns participantes, foi fácil<br />

concluir que a sobrevivência das oficinas de pneus só será possível com a<br />

diversificação <strong>dos</strong> serviços.<br />

Há no entanto medidas que ultrapassam a mera reconversão da oficina.<br />

É importante, além de mais serviços, oferecer melhor serviço. Isso exige formação e<br />

maior qualificação do pessoal técnico. Por outro lado, é importante ter os produtos a<br />

custos optimiza<strong>dos</strong> e portanto mais competitivos, utilizando um canal de distribuição<br />

adequado. Além disso, não adianta ter maior oferta de serviços, se o consumidor não<br />

associa esses serviços ao negócio da oficina. Isso implica ter uma política de marketing<br />

coerente com os objectivos e consistente.<br />

A conjugação da oferta de pneus com mecânica rápida é a combinação ideal, tanto<br />

para quem tem uma oficina de serviços rápi<strong>dos</strong>, como para quem tem um negócio de<br />

pneus, porque as mesmas instalações e alguns <strong>dos</strong> equipamentos e ferramentas são<br />

comuns às duas atividades. Mas o facto de associar serviços de mecânica rápida à oferta<br />

de serviços de pneus não impede que a oficina tenha uma especialização num determinado<br />

nicho de mercado, que pode ser pneus, travões, ar condicionado, suspensões,<br />

etc. Tanto melhor, se esse nicho estiver associado a uma marca de prestígio.<br />

Uma coisa é certa, se a oficina persistir em vender apenas pneus, perde capacidade<br />

competitiva, porque outra oficina ao lado vai oferecer serviços que ela não tem. O cliente<br />

é desse modo canalizada para o local onde tem mais opções e onde pode resolver mais<br />

facilmente as necessidades de manutenção <strong>dos</strong> seus veículos.<br />

Vendo o mesmo assunto de outro prisma, se a oficina oferecer mais serviços, lucra<br />

mais e garante a fidelidade do cliente. Se a quilometragem média anual for de 15.000<br />

km (hoje já é menor) e o pneu durar 45.000 km, a oficina só vê o cliente de 3 em 3 anos,<br />

uma vez que está limitada à venda de pneus. Ora, não é nada fácil fidelizar clientes que<br />

só vemos de vez em quando nos dias de hoje. O mesmo não acontece se a oficina tiver<br />

além <strong>dos</strong> pneus, pastilhas de travão, discos, filtros, escovas limpa vidros, flui<strong>dos</strong>, etc.,<br />

porque nesse caso a possibilidade de ver o cliente várias vezes por ano é quase inevitável.


Segurança e controlo<br />

A melhor relação qualidade/preço do mercado<br />

Excelente comportamento em seco e molhado<br />

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NOVA SEDE E NOVO ARMAZÉM EM LISBOA<br />

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TIRESUR<br />

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9h.-19h.<br />

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(+351)924485992<br />

Pedro Abreu<br />

(Comercial z. sul)<br />

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Atual Mercado<br />

////////////////<br />

Comissão Especializada de Produtores <strong>Pneus</strong> da ACAP<br />

Av. Torre de Belém, 29 - 1400-342 Lisboa I Telefone: 213 035 300 I Fax: 213 <strong>021</strong> 474 I E-mail: cepp@acap.pt /mail@acap.pt I Internet: www.acap.pt<br />

Gerir o potencial do pneu<br />

A Comissão Especializada de Produtores de <strong>Pneus</strong> da ACAP – CEPP, é uma<br />

entidade criada em 2009 no seio da maior associação empresarial do sector<br />

automóvel em Portugal, a ACAP<br />

No pouco tempo que decorreu desde a<br />

sua criação, a CEPP tem desenvolvido<br />

intensa atividade e envolveu-se em<br />

várias iniciativas importantes, como as campanhas<br />

“Pela sua Segurança, Pneu Usado pode<br />

ser Arriscado” e “A Nova Etiqueta <strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong>”.<br />

A campanha <strong>dos</strong> pneus usa<strong>dos</strong> foi a primeira<br />

que a CEPP organizou, tendo lançado mão <strong>dos</strong><br />

mais varia<strong>dos</strong> meios (rádio, comunicação escrita,<br />

nomeadamente, muitos jornais desportivos,<br />

site da ACAP, etc.).<br />

Além disso, está empenhada na homologação<br />

de novos aparelhos de medição e de controlo do<br />

estado <strong>dos</strong> pneus. O arcaico sistema de mandar<br />

parar o carro e medir o estado do piso do pneu<br />

já comprovou que não serve. Existem hoje sistemas<br />

electrónicos que permitem recolher da<strong>dos</strong><br />

digitais em tempo real do veículo e <strong>dos</strong> seus<br />

pneus, sem que estes se detenham (nas portagens,<br />

nas entradas de estacionamentos, etc.).<br />

Esses e outros sistemas poderão permitir uma<br />

malha de controlo mais apertada e contribuir<br />

assim para um equipamento pneumático mais<br />

adequado no país. Claro que haverá sempre<br />

quem não goste e discorde, mas a colectividade<br />

tem o direito de usar os meios de fiscalização<br />

mais eficazes para reduzir a sinistralidade, que<br />

custa muito ao país, quer em termos humanos<br />

e sociais, quer em termos materiais.<br />

A CEPP está também a tentar que as inspeções<br />

de veículos tenham mais atenção ao estado<br />

<strong>dos</strong> pneus.<br />

Outra tarefa que está a decorrer em bom ritmo<br />

na CEPP é a criação de módulos formativos e a<br />

organização da prestação de ações de formação<br />

a entidades estatais e privadas. Como não<br />

poderia deixar de acontecer, a Comissão tem<br />

acompanhado a implementação da legislação<br />

comunitária entre nós, designadamente a normativa<br />

REACH (óleos aromáticos no fabrico de<br />

pneus) e a normativa da nova etiqueta europeia<br />

de pneus, entre outras.<br />

A Campanha “Pela Sua Segurança, Pneu<br />

Usado pode ser Arriscado” foi realizada em<br />

dois momentos diferentes, respectivamente<br />

em Setembro de 2010 e em Fevereiro de 2011.<br />

Foi a primeira campanha dinamizada pela CEPP,<br />

beneficiando da colaboração de várias outras<br />

entidades, entre as quais o IMT, ASAE, UNT e Valorpneu,<br />

tendo sido lançada na óptica de alertar<br />

o consumidor para os riscos da aquisição de<br />

pneus usa<strong>dos</strong> de origem desconhecida e sem<br />

o mínimo controlo técnico. Não foi uma campanha<br />

contra nada, nem contra ninguém, mas<br />

a favor da venda de pneus usa<strong>dos</strong> com origem<br />

controlada e com garantia de inspeção técnica,<br />

nos termos em que são avalia<strong>dos</strong> os aspectos<br />

com maior incidência na segurança. Foi uma<br />

campanha em prol da maior segurança rodoviária,<br />

em prol da maior preservação ambiental e<br />

a favor de maior rigor da atividade da venda de<br />

pneus, combatendo os indesejáveis fenómenos<br />

da concorrência desleal e da evasão fiscal.<br />

A Campanha “A Nova Etiqueta <strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong>” foi a segunda grande iniciativa<br />

pública da CEPP, tendo na sua base um triplo objectivo:<br />

1 - Sensibilizar a opinião pública, na óptica das vantagens para o utilizador final;<br />

2 - Promover a inovação tecnológica do produto;<br />

3 - Conseguir maior eficiência energética, maior preservação do meio ambiente<br />

e maior nível de segurança no transporte rodoviário.<br />

Esta campanha teve um impacto muito positivo, tanto ao nível <strong>dos</strong> Consumidores,<br />

como ao nível <strong>dos</strong> Distribuidores e ainda ao nível <strong>dos</strong> Produtores.<br />

No primeiro caso, temos informação mais completa e objectiva sobre o produto,<br />

constituindo um guia para a aquisição de pneus, na medida em que promove a<br />

qualidade <strong>dos</strong> pneus com melhor classificação e justifica o investimento adicional<br />

na segurança e na eficiência.<br />

Para os distribuidores, a campanha permitiu identificar oportunidades de convergir<br />

em relação à legislação vigente, a oportunidade de estabelecer uma comunicação<br />

mais transparente e pedagógica com o cliente e a oportunidade de atingir um nível de<br />

preparação em linha com os novos critérios e padrões da comercialização de pneus.<br />

No que respeita ao Produtores, o impacto foi no sentido de haver promoção do<br />

nível de performance <strong>dos</strong> seus produtos e de ser promovida a formação e a qualidade<br />

de comunicação com os seus clientes, permitindo a auto certificação <strong>dos</strong><br />

seus produtos.<br />

06 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


A CEPP reúne os representantes das principais marcas de pneus<br />

que têm como objetivo comum contribuir para gerir o potencial do<br />

pneu na sociedade atual e contribuir para o reforço da sua presença<br />

e do seu contributo para os grandes objectivos da atualidade, que<br />

são a maior segurança rodoviária e uma mobilidade mais compatível<br />

com o ambiente e mais sustentável. Integram a CEPP os principais<br />

fabricantes de pneus, o que lhe garante toda a representatividade<br />

em relação ao mercado nacional, como vemos de seguida:<br />

Bridgestone Portugal, Lda.<br />

Continental <strong>Pneus</strong> S.A.<br />

Goodyear Dunlop Tires Portugal<br />

Michelin - Companhia Luso Pneu, Lda.<br />

Pirelli Neumáticos, S.A.<br />

<strong>Pneus</strong> da Península S.A.<br />

Yokohama Ibéria S.A.<br />

Comunicação dentro do sector<br />

Um <strong>dos</strong> objectivos relevantes da constituição da CEPP foi a<br />

possibilidade de promover o acompanhamento em tempo<br />

útil da atividade das empresas por si representadas e promover<br />

oportunidades de diálogo com um número crescente de entidades<br />

públicas e privadas, exigidas pela globalização <strong>dos</strong> merca<strong>dos</strong>, garantindo<br />

a assessoria informativa e formativa aos seus Associa<strong>dos</strong> e<br />

promovendo o acesso destes a um leque mais alargado de produtos<br />

e serviços, cujo valor acrescentado se destina a apoiar o desenvolvimento<br />

da sua atividade empresarial e a sua imagem pública.<br />

Efetivamente, dentro do Plano de Atividades da CEPP, encontra-se<br />

a promoção da Regulação da Atividade. Nesse sentido, foi constituído<br />

um Grupo Técnico de Produtores de <strong>Pneus</strong>, cuja intervenção<br />

incidirá nas seguintes áreas:<br />

Comunicação com o exterior<br />

Um <strong>dos</strong> objetivos estratégicos da constituição da<br />

CEPP foi também o reforço da comunicação com a<br />

colectividade, visando entre outros objectivos a promoção<br />

do Sector <strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong> junto da opinião pública, através de<br />

iniciativas de comunicação levadas a cabo nos media.<br />

Outra forma de promover o Sector <strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong> será a participação<br />

da CEPP em encontros de empresas e Associações do<br />

sector, participação em eventos nacionais e internacionais (Feiras,<br />

Exposições, Colóquios, Seminários), bem como a promoção de<br />

iniciativas de comunicação junto do próprio consumidor final.<br />

Criação e definição do perfil de Técnico para o sector;<br />

Acompanhamento do processo de certificação desse Técnico;<br />

Pesquisa, recolha e tratamento de informação sobre temas em<br />

que a Comissão tenha que intervir;<br />

Pesquisa sobre sistemas de medição da profundidade do desenho<br />

da banda de rolamento do pneu, tendo em vista propor a sua homologação<br />

(foi apresentado formalmente já em 2012 um projeto<br />

ao IMT, à ANSR e junto do IPQ);<br />

Desenvolvimento de atividade formativa sobre pneus junto de<br />

entidades estatais e fiscalizadoras;<br />

Proposta ao IMT de inclusão do tema - <strong>Pneus</strong> - na formação prestada<br />

pelas Escolas de Condução, para habilitação de condutores.<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 07


Atual<br />

//////////////////<br />

Mercado<br />

Comissão Especializada de Produtores <strong>Pneus</strong> da ACAP<br />

Desde 2009 que a CEPP se reúne<br />

regularmente, graças ao apoio das<br />

marcas e à disponibilidade que dão<br />

aos seus profissionais para se reunirem<br />

e debaterem as questões que são do<br />

interesse de to<strong>dos</strong><br />

Dentro da ACAP, foi criada a Comissão<br />

Especializada de Produtores de <strong>Pneus</strong> - CEPP<br />

que integra os principais fabricantes, os quais<br />

representam pelo menos 70% do mercado<br />

Julga desta forma a Comissão Especializada de Produtores de<br />

<strong>Pneus</strong> da ACAP ir de encontro às expectativas de to<strong>dos</strong> os operadores<br />

do sector <strong>dos</strong> pneus, contribuindo para um novo patamar<br />

de desenvolvimento da sua atividade e da sua imagem.<br />

Parte importante da comunicação da CEPP com o exterior é a<br />

atividade de formação junto de diversas entidades, com relevo para<br />

as que têm por missão fiscalizar e fazer cumprir a legislação vigente<br />

relativa ao pneu. O Grupo Técnico da CEPP já prestou formação à<br />

UNT, tendo para esse efeito desenvolvido um módulo de formação<br />

sobre o Pneu. A Comissão realizou ainda um projeto formativo<br />

de “Técnico” para o Sector <strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong>, o qual está neste momento<br />

a ser analisado pela ANQ (Agência Nacional Para a Qualificação),<br />

com vista à sua homologação.<br />

Outro projeto na área da formação, que ainda está em fase de<br />

desenvolvimento, é a inclusão de informação específica pertinente<br />

sobre o Pneu, como matéria curricular do ensino das Escolas de<br />

Condução.<br />

No que respeita à participação em eventos sectoriais, a CEPP<br />

esteve presente na “2ª Conferência do Comércio de <strong>Pneus</strong>” (Estoril,<br />

março, 2011); na “3ª Conferência do Comércio de <strong>Pneus</strong>” (Batalha,<br />

abril <strong>2013</strong>); participou num encontro do Consórcio Nacional de<br />

Industriales del Caucho (Espanha). A política da CEPP é marcar<br />

presença em to<strong>dos</strong> os eventos relevantes onde possa levar a sua<br />

mensagem e partilhar informações sobre o tema pneu.<br />

Na divulgação das suas iniciativas e das suas mensagens, a CEPP<br />

tem utilizado diversos suportes e media, entre os quais a imprensa<br />

diária, revistas semanais, publicações periódicas e especializadas,<br />

programas televisivos (Minuto Verde, da Quercus - RTP1) e programas<br />

de rádio (Minuto pela Terra, Antena1). Essa comunicação<br />

é geralmente veiculada através de Conferências de Imprensa, Press<br />

Release, Folhetos e Cartazes.<br />

Sendo uma Comissão Especializada da ACAP, a CEPP utiliza todas<br />

as sinergias de comunicação da própria ACAP, designadamente<br />

através do Portal da ACAP.<br />

Foi criado também um endereço electrónico próprio (cepp@acap.<br />

pt), disponível para to<strong>dos</strong> os interessa<strong>dos</strong>.<br />

O objectivo último das iniciativas de comunicação da CEPP é<br />

promover as boas práticas no interior do Sector <strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong>, generalizar<br />

a informação ao consumidor final e apoiar os operadores do<br />

mercado, tendo todas as suas atividades em vista obter retornos em<br />

matéria de prevenção rodoviária, defesa do meio ambiente, qualificação<br />

de recursos e melhoria da qualidade de vida das populações.<br />

Votos de longa vida<br />

Comissão Especializada de Produtores de <strong>Pneus</strong> da ACAP<br />

A (CEPP) vem preencher uma lacuna na coordenação e dinamização<br />

do sector <strong>dos</strong> pneus e muito se espera da sua atividade, no<br />

sentido da profissionalização e credibilização do sector, incluindo<br />

08 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


naturalmente o retalho, estando aberta à participação e cooperação<br />

de to<strong>dos</strong> os empresários do sector.<br />

Junto do consumidor, neste período de restrições e de algumas<br />

dificuldades, o papel da CEPP é promover a maior informação<br />

possível sobre o Pneu, permitindo aos utilizadores de veículos tomar<br />

as melhores opções em termos de segurança e de gestão <strong>dos</strong><br />

custos. Estas passam principalmente pelo controlo da sinistralidade<br />

rodoviária (com a consequente redução <strong>dos</strong> prémios de seguros),<br />

controlo do estado <strong>dos</strong> pneus, da pressão e do alinhamento da direção<br />

(menor consumo de combustível) e ainda pela substituição <strong>dos</strong><br />

pneus por produtos e elevada eficiência energética (optimização<br />

do rendimento do combustível).<br />

Tudo isto se traduz em última análise por um equilíbrio ambiental<br />

mais sustentável, menos doenças para as populações e melhor<br />

qualidade de vida para to<strong>dos</strong>.<br />

Votos de longa vida e frutífera atividade para a novel CEPP, a<br />

cujos integrantes e colaboradores endereçamos os nossos melhores<br />

e genuínos cumprimentos de parabéns!<br />

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www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 09


Acontecimento I Convenção CENTER’S AUTO<br />

//////////////////<br />

A Tiresur, distribuidor da marca GT Radial, realizou no passado dia 3 de maio a I Convenção<br />

Center’s Auto em Portugal, uma nova rede de oficinas com forte imagem corporativa<br />

Unir esforços!<br />

A rede de oficinas Center’s Auto é uma iniciativa da GT Radial e do grupo Tiresur. A GT<br />

Radial é um <strong>dos</strong> maiores fabricantes de pneus mundial, com capacidade de produção<br />

de 143.000 unidades / dia e cerca de 19.000 emprega<strong>dos</strong>, enquanto a Tiresur é uma<br />

empresa com 80 anos de história, que se tornou uma referência empresarial no<br />

mercado espanhol e internacional no sector da distribuição de pneus<br />

Criada em 2010, a rede de oficinas<br />

Center’s Auto conta atualmente<br />

com mais de 106 oficinas associadas<br />

em Espanha, cujo sucesso<br />

pode ser comprovado pela boa aceitação<br />

e contínuo crescimento que a rede tem<br />

registado no país vizinho.<br />

Motiva<strong>dos</strong> pelo sucesso obtido, os responsáveis<br />

da Tiresur não hesitaram em trazer<br />

este conceito para Portugal, tendo realizado<br />

uma apresentação detalhada para mais de<br />

30 oficinas convidadas.<br />

“Num mercado com uma concorrência cada<br />

vez mais forte, onde se concentram grandes<br />

grupos, e quando o preço se torna cada vez<br />

mais importante nas decisões de compra <strong>dos</strong><br />

clientes, acreditamos que a rede de oficinas<br />

Center’s Auto é a solução para as oficinas<br />

independentes conseguirem ter sucesso”,<br />

disse Luis Miguel Muñoz, Diretor Geral da<br />

Tiresur, no seu discurso de boas vindas aos<br />

participantes da Convenção.<br />

Seguiu-se a apresentação de Aldo Machado,<br />

Diretor Geral da Tiresur Portugal, que explicou<br />

como vai ser a implementação da rede<br />

no nosso país. “A rede Center’s Auto assenta<br />

numa imagem corporativa forte, alicerçada<br />

no produto GT Radial. O objetivo é conseguir<br />

rentabilizar ao máximo o negócio do cliente,<br />

o alargamento da sua oferta e a maximização<br />

<strong>dos</strong> seus resulta<strong>dos</strong>, tendo como base condições<br />

comerciais únicas e exclusivas para os<br />

associa<strong>dos</strong>”, disse este responsável.<br />

Para desenvolver a rede e dar apoio aos<br />

associa<strong>dos</strong>, a Tiresur Portugal dispõe duma<br />

rede comercial composta por 3 gestores de<br />

conta que possuem uma ferramenta CRM,<br />

um call center dedicado e uma plataforma<br />

B2B eficaz e extremamente fácil de utilizar,<br />

sempre no sentido de servir os clientes da<br />

forma que mais lhes convier com o mínimo<br />

esforço.<br />

A estratégia de mercado da Tiresur Portugal<br />

consiste essencialmente em apresentar<br />

produtos de grande qualidade a preços excepcionais,<br />

criando uma rede de distribuição<br />

sustentável e rentável. To<strong>dos</strong> os pneus GT<br />

Radial estão certifica<strong>dos</strong> pelos padrões mais<br />

eleva<strong>dos</strong> da indústria automóvel e a marca<br />

dispõe de um Centro Técnico Europeu, onde<br />

são desenvolvi<strong>dos</strong> pneus específicos para<br />

10 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | fevereiro <strong>2013</strong>


a Europa, que depois são fabrica<strong>dos</strong> em<br />

unidades de produção que podem estar<br />

localizadas em países como a China ou na Indonésia,<br />

segundo as necessidades logísticas.<br />

Nesta I Convenção Center’s Auto, a Tiresur<br />

definiu com mais precisão a sua estratégia<br />

para Portugal. “Qualquer boa estratégia<br />

deve criar diferença para a concorrência e<br />

gerar surpresa positiva no consumidor. No<br />

que respeita aos Center´s Auto, a Tiresur<br />

aposta em relações transparentes, onde a<br />

fidelização acontece com os resulta<strong>dos</strong> de<br />

vendas e com o nível de serviço apresentado<br />

pela marca”, disse Aldo Machado.<br />

VANTAGENS E BENEFÍCIOS<br />

A Center’s Auto oferece soluções aos seus<br />

parceiros, de modo a tirarem a maior rentabilidade<br />

do seu negócio, num ambiente<br />

competitivo e mantendo a sua independência.<br />

Uma ampla e variada gama de pneus,<br />

liderada pela marca GT Radial, formação e<br />

apoio na gestão da oficina com uma atrativa<br />

imagem corporativa, acompanhado por<br />

várias ações, de modo a aumentar o número<br />

de clientes, são algumas das vantagens que<br />

as oficinas podem obter ao aderir à rede<br />

Center’s Auto.<br />

A formação é um pilar básico para o grupo,<br />

por isso existe um plano de formação, que<br />

inclui cursos técnicos, comerciais e de gestão.<br />

Mediante a aprendizagem adquirida nestas<br />

ações de formação, as oficinas otimizam a<br />

sua eficiência e eficácia, convertendo-se em<br />

oficinas de referência para o consumidor final.<br />

To<strong>dos</strong> os associa<strong>dos</strong> têm também apoio<br />

específico e contínuo em marketing, que<br />

os ajudará a vender mais e melhor nas suas<br />

oficinas. Campanhas específicas, com o objetivo<br />

de aumentar o movimento oficinal<br />

e dinamizar as vendas, serão lançadas na<br />

Páscoa, Verão e Inverno.<br />

De referir ainda que os associa<strong>dos</strong> dispõem<br />

de um programa de incentivos por pontos<br />

ao longo de todo o ano, que inclui presentes,<br />

produtos diversifica<strong>dos</strong>, viagens e material<br />

profissional.<br />

GT Radial<br />

Máximo valor<br />

ao melhor preço<br />

Em vez de investir na promoção de<br />

vendas, a GT Radial prefere aplicar<br />

recursos na renovação da gama e<br />

na apresentação de novos produtos, o<br />

que levou a que toda a gama de pneus<br />

da marca tivesse sido totalmente renovada<br />

nos últimos anos, obedecendo a<br />

critérios de prioridade. Além disso,<br />

outro investimento chave é na criação<br />

de fluxos de abastecimento do mercado<br />

sustentáveis, de modo a que não haja<br />

excesso, nem carência, de mercadoria<br />

nos diversos pontos de distribuição.<br />

Outra forma de manter o negócio em<br />

alta é explorar segmentos de mercado<br />

em desenvolvimento, como é o caso<br />

<strong>dos</strong> pneus de Inverno nos países nórdicos,<br />

para compensar um certo abrandamento<br />

dessa procura nos países da<br />

Europa Central.<br />

A GT Radial dispõe de<br />

uma gama completa<br />

de pneus de to<strong>dos</strong> os<br />

tipos, incluindo para<br />

ligeiros de passageiros,<br />

comerciais ligeiros,<br />

comerciais médios e<br />

pesa<strong>dos</strong><br />

Tiresur Portugal<br />

Da esquerda para a direita: Manuel Garrido, Diretor Mkt Tiresur; Corrado Moglia, Diretor Mkt<br />

GT Radial; Luis Miguel Muñoz, Dir. Geral Tiresur e Aldo Machado, Dir. Geral Tiresur Portugal<br />

EN 10, Km 127<br />

Edifício Norcentro, Bloco C<br />

2615-042 Alverca do Ribatejo<br />

Diretor-Geral: Aldo Machado<br />

Telefone: 21.993.81.20<br />

Fax: 21.993.81.29<br />

e-mail: encomendas@tiresur.com<br />

Internet: www.tiresur.com<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 11


Notícias Mercado<br />

1 ano da rede<br />

Confortauto Hankook<br />

Masters<br />

A parceria entre a Hankook Tire<br />

e o conceito de centros auto do<br />

Grupo Soledad, Confortauto, acaba<br />

de celebrar o primeiro aniversário.<br />

Com mais de 700 oficinas especializadas<br />

em pneus em Portugal e<br />

Espanha, a Confortauto Hankook<br />

Masters está na primeira linha de<br />

serviços de qualidade, constituindo<br />

uma aposta de sucesso a curto<br />

prazo. A melhor prova de que se<br />

trata de um projeto sério está o<br />

facto de 330 das oficinas que integram<br />

a rede Confortauto Hankook<br />

Masters já terem ficado aprovadas<br />

nas auditorias de qualidade.<br />

MAIOR CAMIÃO DO MUNDO<br />

com pneus Goodyear<br />

Goodyear vai fornecer<br />

A pneus para o maior<br />

camião do mundo, Tractomas,<br />

fabricado pela marca<br />

francesa Nicolas, especialista<br />

em veículos pesa<strong>dos</strong>.<br />

O camião, com mil cavalos<br />

de potência de mil cavalos,<br />

capaz de puxar um reboque<br />

de 535 toneladas, vai<br />

ser equipado com pneus<br />

Goodyear 385/95R25 GP-<br />

-2B. Este veículo esteve<br />

presente no stand da Nicolas<br />

na Feira de Bauma,<br />

exposição da indústria da<br />

construção realizada em<br />

Munique de 15 a 21 de<br />

abril <strong>2013</strong> (Área exterior<br />

F8, stand N828).<br />

O TR Tractomas 10x10<br />

pesa 40 toneladas sem<br />

carga, tem 10 metros de<br />

comprimento, 3,5 m de<br />

largura e 4,6 m de altura.<br />

É alimentado por um motor<br />

diesel Caterpillar de 27<br />

litros, com mil cavalos de<br />

potência e vai impulsionar<br />

o trator e os reboques com<br />

um peso total de cerca de<br />

535 toneladas a uma velocidade<br />

máxima de 50<br />

km/h em distâncias até<br />

40 quilómetros.<br />

O maior camião do mundo vai ser equipado com<br />

pneus Goodyear 385/95R25 GP-2B<br />

RS Contreras aberto<br />

aos sába<strong>dos</strong><br />

Consciente de que a rapidez<br />

e eficiência da sua distribuição<br />

na zona de Lisboa constitui uma<br />

mais valia importante, a RS Contreras<br />

decidiu consolidar essa dinâmica<br />

logística passando a estar<br />

abertos aos sába<strong>dos</strong> de manhã, das<br />

09H00 às 13H00, a partir de 4 <strong>Maio</strong>,<br />

adequando assim o horário de funcionamento<br />

e disponibilidade às<br />

solicitações <strong>dos</strong> clientes já abrangi<strong>dos</strong><br />

pelo seu raio de ação durante<br />

os restantes dias úteis da semana.<br />

KUMHO equipa novo Mini JCW GP<br />

A marca de pneus Kumho<br />

foi escolhida pelo Grupo BMW<br />

para equipar de origem o<br />

novo Mini JCW GP, uma versão<br />

especial do seu MINI GP.<br />

Pela primeira vez, desde que<br />

a BMW comprou a marca Mini<br />

aos ingleses da extinta BLMC,<br />

a marca alemão resolveu<br />

apresentar um modelo Mini<br />

verdadeiramente desportivo,<br />

capaz de evocar os feitos do<br />

conceito original, que venceu<br />

o Rali de Monte Carlo por três<br />

vezes, além de muitos outros<br />

triunfos memoráveis, em provas<br />

de estrada e de velocidade<br />

(na década de 60 do século<br />

passado).<br />

O novo Mini JCW GP tem-se<br />

revelado como a versão de<br />

produção mais rápida do modelo<br />

fabricada até hoje, conseguindo<br />

fazer um tempo de 8<br />

minutos e 23 segun<strong>dos</strong> no circuito<br />

alemão de Nurburgring<br />

(grande), 16 segun<strong>dos</strong> menos<br />

que o modelo Mini GP de base.<br />

Bridgestone<br />

Turanza T001<br />

A revista ADAC<br />

testou, na sua última<br />

edição, 19 pneus de<br />

Verão para veículos<br />

de pequeno porte,<br />

recorrendo à popular<br />

medida 185/60 R 15.<br />

A ADAC salientou o<br />

T001 Turanza como<br />

“um pneu para<br />

todas as superfícies,<br />

especialmente<br />

em piso seco”,<br />

obtendo igualmente<br />

recomendação para<br />

condutores que<br />

desejem baixos níveis<br />

de ruído.<br />

12 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


GOODYEAR DUNLOP<br />

desenvolve pneus<br />

com base em 50<br />

critérios<br />

Cerca de cem dias depois da introdução<br />

da nova legislação sobre classificação de<br />

etiquetas da União Europeia, em Novembro<br />

de 2012, foram vendi<strong>dos</strong> milhões de pneus<br />

na Europa.<br />

Goodyear Dunlop, um<br />

A <strong>dos</strong> principais fabricantes<br />

de pneus da Europa, reflete<br />

sobre a sua experiência<br />

em relação à nova legislação<br />

Enquanto os vendedores<br />

europeus se encontram<br />

bem informa<strong>dos</strong> sobre a<br />

classificação de pneus da<br />

União Europeia, os seus requisitos<br />

e as suas limitações,<br />

os consumidores ainda não<br />

têm um conhecimento cabal<br />

da etiqueta.<br />

“A nova etiqueta de pneus<br />

não teve um impacto significativo<br />

no que diz respeito à<br />

eleição <strong>dos</strong> pneus”, afirmou<br />

Michel Rzonzef, Vice-Presidente<br />

da Goodyear para a<br />

Atividade de <strong>Pneus</strong> de Turismo<br />

de EMEA. “A etiqueta<br />

apenas traduz uma imagem<br />

limitada do pneu. Nós temos<br />

em consideração mais de<br />

cinquenta critérios quando<br />

desenvolvemos um pneu.<br />

Nessa medida, levamos<br />

muitos anos a assegurar-nos<br />

que os nossos produtos são<br />

líderes em to<strong>dos</strong> os campos<br />

e não apenas nos três contempla<strong>dos</strong><br />

pela Etiqueta<br />

Europeia”, afirmou Rzonzef.<br />

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Notícias Mercado<br />

Bridgestone realiza<br />

“Ultimate Experience”<br />

A Bridgestone levou a cabo um<br />

teste de produto intitulado “Ultimate<br />

Experience” como parte da<br />

campanha digital de marketing<br />

do Potenza RE002 Adrenalin. Por<br />

cortesia da Bridgestone, 60 principais<br />

bloggers de veículos de toda a<br />

Europa reuniram-se no circuito Ascari,<br />

perto de Málaga, Espanha, no<br />

passado dia 23 de Março. Objectivo:<br />

testar o Potenza RE002 Adrenalin<br />

e viver uma experiência única. Os<br />

bloggers pilotaram sozinhos num<br />

Audi TT 2.0 S-line com 211 “cavalos.<br />

Vendas da Continental<br />

atingem € 32,7 biliões<br />

O ano de 2012 foi positivo para o<br />

Grupo Continental, que cresceu 7%,<br />

tendo fixado o volume de negócios<br />

em quase € 33 biliões. A margem<br />

operativa normalizada, antes de<br />

impostos, ficou em 10,7%. Face à<br />

estagnação do mercado automóvel,<br />

a administração da empresa<br />

prevê para <strong>2013</strong> um crescimento<br />

à volta de 5%, o que deverá permitir<br />

alcançar os € 34 biliões de<br />

vendas, mantendo a taxa de rentabilidade<br />

estável. O equilíbrio da<br />

situação económica e financeira da<br />

empresa deve-se à sua presença<br />

em 46 países e a uma equipa de<br />

mais de 170.000 pessoas.<br />

UNIROYAL lançou novos pneus<br />

A diferenciação no mercado de pneus continua imparável.<br />

A marca do Grupo Continental (desde 1979) Uniroyal acaba de<br />

lançar dois pneus do nicho de pneus de chuva, o RainExpert e o<br />

RainSport 2.<br />

Para não lançar a confusão entre os leitores,<br />

estes são para to<strong>dos</strong> os efeitos pneus<br />

de Verão, mas com aptidões especiais para<br />

pisos molha<strong>dos</strong>. Estas situações são menos<br />

frequentes na estação quente, mas<br />

também acontecem, sendo mais perigosas<br />

as chuvadas imprevistas nessa altura,<br />

do que no Inverno, quando to<strong>dos</strong> estão a<br />

contar com isso e estão equipa<strong>dos</strong> com<br />

pneus adequa<strong>dos</strong> para esse tempo. O<br />

Uniroyal RainExpert será fornecido em<br />

83 medidas diferentes, estando indicado<br />

para veículos compacto e do segmento<br />

médio. Embora os compostos de borracha<br />

sejam os mesmos da gama de Verão, o<br />

desenho da banda de rolamento permite<br />

melhor escoamento da água, evitando<br />

o aquaplaning. Além disso, os tacos da<br />

banda de rolamento possuem lâminas<br />

específicas em maior quantidade, permitindo<br />

boa aderência em pisos molha<strong>dos</strong> e<br />

boas distâncias de travagem. Quanto ao<br />

Uniroyal RainSport 2, que é oferecido em<br />

65 medidas diferentes, oferece as mesmas<br />

vantagens do RainExpert, mas possui um<br />

composto de borracha específico.<br />

O RainSport 2 está<br />

recomendado para<br />

viaturas desportivas<br />

e familiares de altas<br />

prestações<br />

NOVO PNEU Mitas ERL-50<br />

Na Feira Bauma, a Mitas revelou o<br />

seu mais recente pneu 20.5R25<br />

ERL-50, que estará disponível para<br />

venda em todo o mundo a partir de<br />

julho. A série ERL apresenta 12 pneus<br />

diferentes com profundidade <strong>dos</strong><br />

sulcos a variar entre 28 e 90 mm.<br />

“Os clientes exigem resistência aos<br />

pneus de pedreira, mais durabilidade<br />

e menos danos”, disse Andrew Mabin,<br />

diretor de vendas e marketing da Mitas.<br />

“O piso ERL-50 é particularmente<br />

resistente a cortes e desgaste. Este<br />

pneu radial foi projetado para aumentar<br />

a sua durabilidade, por isso,<br />

foi modificado o piso e malha de aço<br />

embutida na estrutura”.<br />

14 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


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2785-543 São Domingos de Rana<br />

Tel. +351 214 458 700 | Fax. +351 214 441 847


Notícias Mercado<br />

Al Dobowi e Westlake<br />

celebram 20 anos<br />

de parceria<br />

Em <strong>2013</strong>, o Grupo Al Dobowi, distribuidor<br />

<strong>dos</strong> pneus Westlake em<br />

vários merca<strong>dos</strong>-chave, e Hangzhou<br />

Zhongce, proprietário e fabricante<br />

da marca de pneus Westlake, celebram<br />

uma parceria contínua de 20<br />

anos. Não são muitas as relações<br />

comerciais chegar a um marco tão<br />

significativo, e por Al Dobowi e Westlake<br />

esta ocasião é uma prova de<br />

longa duração na confiança mútua<br />

que ambas as empresas têm nas capacidades<br />

de cada uma.<br />

Bridgestone EQUIPA NISSAN 370Z<br />

Os Bridgestone Potenza<br />

S001 foram escolhi<strong>dos</strong> como<br />

pneus de origem para o Nissan<br />

370Z Nismo, de modo a<br />

responder ao elevado manuseamento,<br />

capacidade de<br />

curvar e força bruta deste<br />

coupé equipado com motor<br />

V6 com 344 cavalos de potência.<br />

O composto do pneu<br />

foi desenvolvido propositadamente<br />

para este veículo,<br />

estando disponível apenas<br />

nas medidas 245/40R19 na<br />

frente e 285/35R19 na traseira.<br />

Já comercializado nos EUA e<br />

no Japão, a Nissan desenvolveu<br />

uma especificação única<br />

do 370Z Nismo para responder<br />

às condições das estradas<br />

europeias e do gosto <strong>dos</strong><br />

entusiastas europeus, tendo<br />

recebido, extensas melhorias<br />

ao nível da engenharia.<br />

Trelleborg<br />

presente na Sima<br />

A Trelleborg<br />

apresentou na feira de<br />

agricultura SIMA, em<br />

Paris, as suas últimas<br />

novidades. Num stand<br />

cujo lema era “uma<br />

agricultura sustentável“,<br />

a Trelleborg apresentou<br />

pneus mais eficientes,<br />

mais produtivos e<br />

com menor pegada<br />

ecológica. Entre os<br />

produtos expostos,<br />

estavam os novos pneus<br />

IF 900/60R42 TM1000<br />

High Power e o IF<br />

800/70R32 CFO TM3000.<br />

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TrelleborgAgri<br />

A rede para os profissionais da agricultura<br />

Junte-se a esta rede totalmente dedicada à agricultura, potenciada pela Trelleborg<br />

A agricultura moderna exige profissionais permanentemente actualiza<strong>dos</strong>, em termos de ferramentas, soluções e serviços, por forma a gerirem os seus negócios<br />

de uma maneira ainda mais eficiente e produtiva. Junte-se desde já, à mais actualizada rede de agricultores, garantindo o acesso às mais recentes novidades do<br />

nosso mercado, em termos de produtos e soluções, melhorando assim a eficiência das sua operações agrícolas.<br />

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16 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


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S100/S200<br />

ZT1000<br />

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Notícias Mercado<br />

PNEUS DE INVERNO CONTINENTAL na Porsche<br />

O pneu de Inverno ContiWinterContact TS 830 P equipa novos Porsche<br />

marca de carros desportivos<br />

Porsche homologou o<br />

A<br />

pneu da Continental ContiWinterContact<br />

TS 830 P, desenvolvi<strong>dos</strong><br />

na fábrica de Hannover,<br />

para quatro <strong>dos</strong> seus modelos<br />

mais procura<strong>dos</strong>, como o novo<br />

Boxter, o novo Cayman, o 911<br />

Carrera e o 911 Carrera 4 (tipo<br />

981 e 991). Para os modelos<br />

Boxter e Cayman as medidas<br />

seleccionadas são 235/40R19<br />

no eixo dianteiro e 265/40R19<br />

no eixo posterior. No eixo frontal<br />

do 911 Carrera será montada a<br />

medida 235/40R19, enquanto<br />

que no eixo traseiro será utilizada<br />

a medida 285/35R19. O<br />

Porsche 911 Carrera 4 mantém<br />

os pneus da frente idênticos ao<br />

911 Carrera, mas monta atrás os<br />

pneus 295/35R19.<br />

O pneu de Inverno ContiWinter-<br />

Contact TS 830 P foi desenvolvido<br />

para modelos desportivos<br />

de elevada potência. Nos testes<br />

comparativos das revistas Sportauto<br />

e Auto Zeitung, este pneu<br />

da Continental ficou à frente <strong>dos</strong><br />

seus concorrentes nos principais<br />

parâmetros de avaliação.<br />

Para modelos como o Porsche<br />

Cayenne são fabricadas medias<br />

especiais deste pneu, que mereceram<br />

nos testes da revista<br />

alemã AutoBild a classificação<br />

Exemplar.<br />

O 911 Carrera<br />

monta os pneus<br />

Continental na<br />

medida 235/40R19<br />

(frente) e 285/35R19<br />

NOVO CENTRO I+D da Hankook na Coreia<br />

O departamento central de<br />

I+D da marca coreana de pneus<br />

Hankook será construído em<br />

Daedck Innopolis, o principal<br />

complexo científico e de investigação<br />

da Coreia do Sul, situado<br />

em Daejeon, a cerca de 150km<br />

de Seul, na direcção Sul. A área<br />

total atingirá os 100.000m2 e a<br />

obra deverá estar concluída em<br />

finais de 2015. A particularidade<br />

deste novo centro é ser projetado<br />

pelo consagrado escritório<br />

de arquitetos Foster+Partners,<br />

que desenhará a estrutura exterior<br />

e interior do edifício .<br />

BKT presente<br />

na Bauma<br />

Mais uma vez a<br />

BKT marcou presença<br />

destacada na Feira<br />

Bauma, em Munique,<br />

apresentando<br />

novidades na sua<br />

gama de produtos<br />

e reafirmando o seu<br />

posicionamento entre<br />

os principais players do<br />

mercado de pneus fora<br />

de estrada.<br />

SERVIÇO<br />

Euromaster<br />

Euromaster anunciou o lançamento<br />

de um serviço exclusivo,<br />

em parceria com a Inter<br />

Partner Assistance, o qual se<br />

trata da garantia mais completa<br />

de pneus, proporcionando três<br />

benefícios principais:<br />

- Garantia contra qualquer dano<br />

durante a vida útil do pneu.<br />

- Assistência em estrada 24h em<br />

Portugal e na Europa, por dano<br />

nos pneus (durante 3 anos).<br />

18 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


Apollo Tyres<br />

reforça política<br />

de I+D<br />

A única forma de<br />

estar no mercado<br />

de pneus de altas<br />

prestações é dispor de<br />

competências muito<br />

elevadas no capítulo<br />

da investigação, testes<br />

e desenvolvimento de<br />

novos produtos. Isto<br />

é do mesmo modo<br />

válido para marcas<br />

consagradas e para<br />

marcas “emergentes”<br />

ou que estão a tentar<br />

afirmar-se a nível<br />

global. A Apollo Tyres<br />

reformulou a pensar<br />

nisso a sua política de<br />

I+D e abriu um novo<br />

Centro Técnico global<br />

em Enschede (Holanda).<br />

GOODYEAR tem novo slogan<br />

A Goodyear lançou o novo<br />

posicionamento da marca em<br />

simultâneo na Europa, Médio<br />

Oriente e África. O posicionamento,<br />

criado com base num<br />

novo slogan, “Made to Feel<br />

Good”, ultrapassa a segurança<br />

como mensagem central e,<br />

em vez disso, concentra-se<br />

na qualidade da condução<br />

no seu todo.<br />

“O pneu dá uma sensação<br />

de “prazer” pela construção<br />

que apresenta de um modo<br />

geral. Inspirámo-nos por<br />

elementos como jardins zen<br />

para dar uma sensação de<br />

paz e ordem e por seixos de<br />

grandes tamanhos para aumentar<br />

e transmitir a solidez<br />

<strong>dos</strong> blocos e, desse modo, a<br />

confiança. As folhas da flor-<br />

-de-lótus criaram a ideia de<br />

um tratamento hidrofóbico<br />

da parte inferior <strong>dos</strong> sulcos,<br />

o que, combinado com uma<br />

construção hidrodinâmica<br />

<strong>dos</strong> sulcos, transmite a força<br />

do pneu em condições de piso<br />

molhado”, conclui Fontaine.<br />

“Made to Feel Good” é<br />

o novo slogan da marca<br />

Goodyear<br />

DUNLOP assinala<br />

125º Aniversário<br />

A Dunlop está a celebrar<br />

os 125 anos de atividade<br />

como marca sempre ligada<br />

ao sector <strong>dos</strong> pneus. A inovação<br />

da Dunlop tem sido contínua.<br />

Em 1888 John Boyd<br />

Dunlop inventou o pneu com<br />

câmara de ar. Desde então<br />

grandes inovações da Dunlop<br />

incluem os pneus run-flat<br />

(sem pressão) em 1974. Este<br />

ano ficará registado como o<br />

ano em que os pneus Sport<br />

BluResponse da Dunlop fizeram<br />

a diferença na estrada e<br />

na pista.<br />

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Notícias Mercado<br />

Resulta<strong>dos</strong><br />

financeiros do<br />

Grupo Michelin<br />

A Michelin anunciou<br />

vendas de 4.900<br />

milhões de euros no<br />

primeiro trimestre de<br />

<strong>2013</strong>, em linha com as<br />

suas previsões anuais.<br />

Num contexto de<br />

merca<strong>dos</strong> fracos nos<br />

países maduros e de<br />

crescimento nos novos<br />

merca<strong>dos</strong>, a Michelin<br />

confirma o seu objetivo<br />

de volumes estáveis em<br />

<strong>2013</strong>, aproveitando a<br />

sua presença em todo o<br />

mundo.<br />

Novo PIRELLI P ZERO NERO GT<br />

Para os condutores que<br />

não fazem compromissos a<br />

respeito da qualidade e da<br />

segurança, já está disponível<br />

no mercado ibérico o novo<br />

Pirelli P Zero Nero GT, uma<br />

versão mais aperfeiçoada do<br />

já muito bom P Zero Nero.<br />

Trata-se de um pneu de alta<br />

tecnologia, onde o quase<br />

impossível compromisso<br />

entre aderência e duração é<br />

alcançado. A disponibilidade<br />

de produto inclui cerca de 60<br />

medidas, entre as quais 11<br />

novas medidas “pequenas“,<br />

para jantes entre 16 e 19<br />

polegadas. Em termos de<br />

eficiência energética, o novo<br />

pneu melhora cerca de 20%<br />

em relação ao P Zero Nero,<br />

em boa parte devido ao teor<br />

de silício mais equilibrado<br />

existente no composto da<br />

borracha. Por outro lado, o<br />

desenho da banda de rolamento<br />

foi optimizado, tendo<br />

em vista melhorar a maneabilidade<br />

e reduzir ao mesmo<br />

tempo o nível de sonoridade<br />

do pneu. Para a Pirelli, o seu<br />

novo pneu P Zero Nero GT<br />

constitui uma nova referência<br />

para os veículos de altas<br />

prestações.<br />

Tom Edwards nomeado<br />

Diretor Marketing<br />

Europeu da Infinity<br />

O Grupo Al Dobowi, proprietário<br />

<strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong> Infinity, anunciou<br />

a nomeação de Tom Edwards<br />

como Diretor de Marketing Europeu.<br />

Com dez anos de experiência<br />

em vendas e de marketing no<br />

negócio europeu de pneus, Tom<br />

Edwards traz consigo uma forte<br />

compreensão das oportunidades<br />

e desafios do sector, para o desenvolvimento<br />

de novas estratégias.<br />

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20 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 21


Notícias Mercado<br />

REVISTAS TESTAM pneus Goodyear Dunlop<br />

As revistas especializadas alemãs testaram e<br />

compararam os últimos produtos da Goodyear<br />

Dunlop com a concorrência e o resultado é claro. O<br />

Dunlop Sport BluResponse no tamanho 195/65 R 15<br />

91V é um <strong>dos</strong> pneus vencedores do teste de pneus<br />

de Verão realizado em <strong>2013</strong> pela AutoBild, uma das<br />

principais revistas de automobilismo da Alemanha. O<br />

Dunlop Sport BluResponse no mesmo tamanho também<br />

ganhou o teste da ACE (Auto Club Europe) e da<br />

GTUE, uma das organizações mais reconhecidas na<br />

Alemanha constituído por inspetores independentes<br />

certifica<strong>dos</strong>. Por sua vez, o Goodyear EfficientGrip<br />

Performance, o produto mais recente da Goodyear,<br />

foi qualificado como “muito recomendado”.<br />

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Battlax slick V01<br />

A Bridgestone apresentou o novo<br />

Racing Battlax V01, desenvolvido para<br />

competição. Aproveitando os compostos<br />

da Bridgestone desenvolvi<strong>dos</strong> para o<br />

MotoGP bem como as tecnologias de<br />

área de contacto, o Battlax V01 proporciona<br />

aos pilotos um manuseamento eficaz,<br />

enorme capacidade em curvas e um<br />

rápido warm-up, factores que aumentam<br />

a confiança durante a pilotagem.<br />

A Bridgestone desenvolveu os novos<br />

compostos de corrida do Battlax V01,<br />

optimizando a mistura para máxima aderência<br />

em todas as faixa de temperaturas.<br />

O pneu dianteiro V01 foi construído com<br />

uma cinta mono-espiral com um raio de<br />

coroa único para uma elevada estabili-<br />

dade sob qualquer ângulo de inclinação.<br />

O Battlax V01 proporciona aos<br />

pilotos um manuseamento<br />

eficaz, enorme capacidade em<br />

curvas e um rápido warm-up<br />

22 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 23


Notícias Mercado<br />

NOVOS PRODUTOS General Tire na Andrés<br />

A empresa Grupo Andrés, distribuidor exclusivo <strong>dos</strong> pneus General Tire para Portugal e Espanha,<br />

começou a distribuir os novos pneus Grabber GT desta marca, que são propostos em 42 medidas<br />

diferentes, para jantes de 15 a 21 polegadas.<br />

empresa Grupo Andrés,<br />

A distribuidor exclusivo<br />

<strong>dos</strong> pneus General Tire para<br />

Portugal e Espanha, começou<br />

a distribuir os novos<br />

pneus Grabber GT desta<br />

marca, que são propostos em<br />

42 medidas diferentes, para<br />

jantes de 15 a 21 polegadas.<br />

O novo pneu Grabber GT da<br />

General Tire foi desenvolvido<br />

especialmente para veículos<br />

4x4 que circulam apenas em<br />

estradas de asfalto (SUV),<br />

tendo como principais características<br />

a grande aderência<br />

em pisos secos e molha<strong>dos</strong>,<br />

precisão de condução, eficiência<br />

energética e conforto.<br />

O Grabber GT apresenta<br />

um desenho assimétrico da<br />

banda de rolamento, com<br />

grandes blocos de borracha<br />

nos ombros do pneu, que<br />

proporcionam grande solidez<br />

ao pneu, indispensável<br />

para um comportamento<br />

dinâmico de primeira linha.<br />

Por outro lado, este novos<br />

pneus possuem soluções que<br />

permitem verificar o seu nível<br />

de rendimento com o passar<br />

<strong>dos</strong> quilómetros. Uma delas<br />

é o sistema VAI ou Indicador<br />

Visual de Alinhamento, que<br />

permitem verificar se a geometria<br />

da direcção do veículo<br />

está correctamente alinhada.<br />

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24 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 25


Atual Mercado<br />

////////////////<br />

3ª Conferência do Comércio de <strong>Pneus</strong><br />

Expectativas superadas<br />

A “3ª Conferência do Comércio de <strong>Pneus</strong>”, organizada pela AP Comunicação<br />

e promovida pela REVISTA DOS PNEUS, teve este ano a sua melhor edição e<br />

afirmou-se como ponto de encontro do sector<br />

A<br />

Conferência decorreu no Auditório<br />

da ExpoSalão, na Batalha, no<br />

passado dia 6 de Abril, e reuniu<br />

mais de uma centena de players<br />

do sector, afirmando-se cada vez mais, graças<br />

ao enorme êxito da presente edição, como<br />

o evento de referência no sector <strong>dos</strong> pneus,<br />

graças ao contributo e enorme qualidade e<br />

know-how <strong>dos</strong> oradores, e à abertura ao debate<br />

de to<strong>dos</strong> os conferencistas participantes,<br />

que manifestaram abertamente opiniões e<br />

colocaram questões pertinentes de extrema<br />

relevância para salvaguardar o futuro da sua<br />

atividade empresarial.<br />

A sessão de abertura esteve a cargo de João<br />

Vieira, Director Geral da AP Comunicação, que<br />

traçou duma forma sumária os principais objectivos<br />

da empresa, explicando que estes<br />

passam por “consolidar as nossas publicações<br />

no presente e prepará-las para o futuro”.<br />

Nesse sentido, a REVISTA DOS PNEUS foi<br />

melhorada já este ano com “alterações do<br />

grafismo e do formato”, dando corpo a uma<br />

estratégia editorial de constante modernização,<br />

à qual não é alheia também a rápida<br />

expansão do “mundo digital”.<br />

A AP Comunicação é fruto dum legado de<br />

“quase duas décadas de experiência” editorial<br />

e comunicacional no sector do aftermarket<br />

automóvel, cujo trabalho é hoje amplamente<br />

reconhecido pela esmagadora maioria <strong>dos</strong><br />

seus players, pretendendo, sobretudo, com a<br />

realização desta 3ª Conferência do Comércio<br />

de <strong>Pneus</strong>, dar mais um “contributo significativo<br />

para que o sector represente o seu papel na<br />

economia”.<br />

CEPP EMPENHADA NA PROMOÇÃO DA<br />

SEGURANÇA RODOVIÁRIA E DA ATIVIDADE<br />

Jorge Vieira, representante da CEPP (Comissão<br />

Especializada de Produtores de <strong>Pneus</strong> da<br />

ACAP), organismo constituído pela maioria<br />

<strong>dos</strong> principais fabricantes e marcas de pneus<br />

comercializa<strong>dos</strong> em Portugal, nomeadamente<br />

a Bridgestone Portugal, Continental <strong>Pneus</strong>,<br />

Goodyear Dunlop, Michelin, Pirelli Neumáticos,<br />

<strong>Pneus</strong> da Península e Yokohama Iberia,<br />

abordou o tema “Fabricantes de <strong>Pneus</strong>” no<br />

primeiro painel, iniciando a sua intervenção<br />

com uma breve abordagem à missão e principais<br />

objectivos da ACAP, “a única associação<br />

empresarial que representa a globalidade do<br />

sector automóvel em Portugal, congregando<br />

cerca de 2.000 empresas associadas”.<br />

Sobre o trabalho propriamente dito da<br />

CEPP, organismo que reúne regularmente<br />

desde 2009, revelou que as suas orientações<br />

abrangem sobretudo duas vertentes, “a pro-<br />

Jorge Vieira, representante da CEPP, referiu<br />

que “gostaríamos de ser consulta<strong>dos</strong> como<br />

especialistas de pneus por todas as entidades que<br />

têm por função legislar a nossa atividade”<br />

moção segurança rodoviária e a promoção<br />

da atividade”. As primeiras passam por “ações<br />

realizadas com o apoio de entidades estatais<br />

como o IMT, UNT e PSP”, enquanto as segundas,<br />

um pouco mais complexas, integram “a<br />

criação e definição de perfil de técnico para<br />

26 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


David Mota, gerente da HT Consulting, elegeu<br />

Moçambique como o mercado mais apetecível<br />

neste momento para a internacionalização da<br />

atividade do comércio de pneus<br />

o sector e o próprio acompanhamento do<br />

processo de certificação do técnico, propostas<br />

de certificação da atividade da venda de<br />

pneus, apresentação de iniciativas legislativas<br />

e o acompanhamento do cumprimento” das<br />

principais normas regulamentares do sector<br />

<strong>dos</strong> pneus.<br />

A CEPP tem também um papel ativo em<br />

projetos de desenvolvimento de atividades<br />

formativas junto de várias entidades do Estado<br />

e da Administração Pública ligadas, direta e<br />

indiretamente, à fiscalização. Numa outra vertente,<br />

pauta a sua atuação pela “divulgação<br />

do sector <strong>dos</strong> pneus”, tanto no capítulo da<br />

“realização e participação em encontros com<br />

empresas e associações do sector”, quer através<br />

de campanhas nos media como a do “pneu<br />

usado pode ser arriscado” e a da nova “etiqueta<br />

<strong>dos</strong> pneus”, quer ainda na participação em<br />

feiras, colóquios, seminários e conferências.<br />

“Gostaríamos de ser consulta<strong>dos</strong> como especialistas<br />

de pneus por todas as entidades<br />

que têm por função legislar e fiscalizar a nossa<br />

atividade, adaptando de uma forma realista<br />

as normas comunitárias à realidade do nosso<br />

país”, concluiu Jorge Vieira.<br />

MOÇAMBIQUE UM MERCADO MUITO<br />

APETECÍVEL PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO<br />

O segundo painel teve como orador David<br />

Mota, Gerente da HT Consulting & Business<br />

Developement, que protagonizou mais uma<br />

excelente intervenção, onde desenvolveu a<br />

temática “Estratégias de Internacionalização”.<br />

Na análise de David Mota, que considera que<br />

“com a crise, a solução é procurar novos merca<strong>dos</strong>”,<br />

depois de alertar para o clima adverso<br />

à internacionalização em Espanha e no resto<br />

da Europa, no Norte de África pela enorme<br />

instabilidade política, no Brasil por ser um<br />

mercado “onde é muito complicado entrar<br />

e to<strong>dos</strong> os produtos têm de ser certifica<strong>dos</strong><br />

lá”, em Angola que, “apesar ser um mercado<br />

interessante e poderoso, a internacionalização<br />

é exigente, onerosa e impõe a necessidade<br />

de um parceiro local”, acabou por eleger Moçambique<br />

como “a cereja em cima do bolo”,<br />

isto é, o mercado alvo mais apetecível neste<br />

momento para a internacionalização.<br />

E explicou porquê: “para além da comunicação<br />

ser fácil, devido à partilha da língua portuguesa<br />

e os laços culturais fortes, Moçambique<br />

apresenta neste momento um <strong>dos</strong> maiores<br />

índices de crescimento do todo o continente<br />

africano, é um país cumpridor, portanto onde<br />

se pode investir, é encarado como um caso de<br />

sucesso, uma democracia multipartidária e<br />

tem uma localização estratégica privilegiada<br />

como plataforma de entrada na SADC (Comunidade<br />

para o Desenvolvimento da África<br />

Austral), um mercado com 250 milhões de<br />

consumidores”.<br />

Acrescem ainda os factos de coexistirem<br />

boas relações institucionais entre os dois<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 27


Atual<br />

//////////////////<br />

Mercado<br />

III Conferência do Comércio de <strong>Pneus</strong><br />

países, de haver empresas portuguesas estabelecidas<br />

em Moçambique, da qualidade<br />

<strong>dos</strong> produtos e das marcas portuguesas serem<br />

muito reconhecida localmente, “num<br />

país onde o sector <strong>dos</strong> transportes, um <strong>dos</strong><br />

5 motores da economia, ter registado um<br />

crescimento de 15,1% em 2012”.<br />

David Mota revelou também as principais<br />

dificuldades da internacionalização em Moçambique,<br />

nomeadamente a “distância geográfica,<br />

a forte concorrência da África do<br />

Sul e <strong>dos</strong> países asiáticos, a dificuldade de<br />

acesso à compra de terrenos e o ambiente<br />

de negócios inflacionado”, aconselhando os<br />

potenciais investidores a preparar bem todo o<br />

processo de internacionalização em Portugal<br />

e só depois avançar com a missão no terreno.<br />

seguindo-se a nova distribuição (Norauto,<br />

FeuVert, etc.), as oficinas independentes com<br />

20%, e os concessionários e o canal internet<br />

compartilham uma quota de cerca de 5%”.<br />

Em relação à venda de pneus por segmento,<br />

em 2012 o premium absorveu uma quota<br />

de mercado de 43%, o quality apenas 17%<br />

e o budget 40%. No histórico comparativo<br />

com 2005, constata-se que as “tendências de<br />

mercado refletem uma polarização do mesmo<br />

em marcas premium e budget”.<br />

Paralelamente existe um outro conjunto<br />

de tendências, “com os fabricantes a tentar<br />

REDES INDEPENDENTES<br />

LIDERAM MERCADO EUROPEU<br />

No terceiro painel, subordinado ao tema “A<br />

Evolução do Mercado de <strong>Pneus</strong> na Europa”, Jorge<br />

Crespo, Diretor Geral da Infinity Tyres, afirmou<br />

que “o mercado europeu de pneus teve uma<br />

evolução negativa em 2012”, com um decréscimo<br />

de 12% nos segmentos de Veículos Ligeiros,<br />

Comerciais Ligeiros e SUV, e de 18%<br />

no segmento <strong>dos</strong> Veículos Pesa<strong>dos</strong>.<br />

Nos maiores 5 merca<strong>dos</strong> europeus. a maior<br />

queda foi na Itália com -26%, seguindo-se<br />

a Alemanha (-15%), Espanha (-11%), Grã-<br />

-Bretanha (-10%) e França (-7%). E se o ano<br />

de 2012 já foi negativo para o negócio de<br />

pneus na Europa, “o primeiro trimestre de<br />

<strong>2013</strong> também não está a correr bem”.<br />

“Quanto à venda de pneus na Europa por<br />

canal, os grupos de compra, redes independentes<br />

tipo Euromaster, First Stop, etc., lideram<br />

com uma quota de mercado de 46%,<br />

Jorge Crespo, Diretor Geral da Infinity, afirmou que<br />

“o mercado europeu de pneus teve uma evolução<br />

negativa em 2012, com um decréscimo de 12%<br />

nos veículos ligeiros e 18% nos pesa<strong>dos</strong>”<br />

28 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


Tiago Pinho, do Grupo @Work, disse que “60% <strong>dos</strong><br />

portugueses já têm acesso à internet e passam em<br />

média por semana 13,2 horas on-line. O volume<br />

de negócios em 2012 ascendeu a €1.600 milhões”<br />

aumentar a sua presença direta nos pontos<br />

de venda, com a criação de páginas B2C e redes<br />

associadas, o incremento da internet não<br />

tanto nas vendas mas no número de visitas e<br />

na definição de opções de compra, o aumento<br />

do uso de pneus usa<strong>dos</strong>, o aumento do número<br />

de atores no mercado” – entre outros.<br />

No capítulo das oportunidades, Jorge<br />

Crespo aconselha às empresas “acrescentar<br />

valor ao seu negócio e a renovação e modernização<br />

<strong>dos</strong> pontos de venda”, considera que<br />

o “serviço é a chave” e que se deve “diversificar<br />

serviços para minimizar riscos”.<br />

VENDAS NA NET FACTURARAM<br />

1.600 MILHÕES DE EUROS EM ANO E MEIO<br />

Tiago Pinho, do Grupo @Work, desenvolveu,<br />

no quarto painel, o tema cada vez mais atual<br />

das “Novas Tecnologias no Negócio <strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong>”.<br />

Segundo este jovem orador, no chamado e-<br />

-business, que recorre ao “uso de tecnologia<br />

digital e da internet para executar os principais<br />

processos de negócio de uma organização,<br />

encontram-se incluídas atividades de gestão<br />

interna da organização, nomeadamente<br />

a gestão de stocks ou as requisições internas,<br />

e a coordenação com fornecedores e com<br />

outros parceiros de negócios”.<br />

Por sua vez, no e-commerce, “um canal de<br />

negócio que possibilita a compra e venda de<br />

produtos e serviços pela internet”, encontram-<br />

-se entre as principais vantagens em relação<br />

ao comércio tradicional, “os custos residuais<br />

de stock, uma vez que não é necessário ter os<br />

produtos fisicamente, não existem também as<br />

limitações de espaço para expor os produtos<br />

das lojas físicas, uma imagem e uma descrição<br />

do produto são suficientes para este estar<br />

disponível para venda”, isto porque “o canal<br />

electrónico permite a venda de artigos que<br />

não estão em stock, possibilitando a oferta<br />

de um leque de produtos muito superior e<br />

uma loja on-line encontra-se aberta 24 horas<br />

por dia 365 dias por ano”.<br />

Tiago Pinho falou também da mecânica das<br />

lojas on-line, dando como exemplo uma loja<br />

de pneus. Apresentou igualmente alguns<br />

da<strong>dos</strong> estatísticos mundiais e nacionais que<br />

revelam claramente as crescentes potencialidades<br />

de mercado das lojas on-line, “cerca de<br />

60% <strong>dos</strong> portugueses já têm acesso à internet,<br />

passam em média por semana 13,2 horas<br />

on-line, entre Setembro de 2011 e Fevereiro<br />

António Ganhão, responsável da rede de oficinas<br />

Vulco, disse que “há espaço para o especilista de<br />

pneus, mas este especilista deve tentar tornar-se<br />

também num especilistas de serviços rápi<strong>dos</strong>”<br />

de 2012 o volume de negócios feitos pela<br />

internet ascendeu aos 1.600 milhões de euros,<br />

78% <strong>dos</strong> internautas já fizeram compras pela<br />

internet e 97% já procurou informação on-<br />

-line” relacionada com categorias de produtos<br />

que pretende adquirir.<br />

MARCAS PREMIUM<br />

MANTÊM POSIÇÃO DE MERCADO<br />

António Ganhão, responsável da rede de<br />

oficinas Vulco (Grupo Goodyear Dunlop), protagonizou<br />

a última intervenção da manhã e<br />

abordou o tema “Reconversão de Oficinas de<br />

<strong>Pneus</strong> para Oficinas de Serviços Rápi<strong>dos</strong>”, que<br />

se tornaria central ao longo de todo o debate<br />

nos trabalhos da conferência a partir de aqui.<br />

“Será que esta evolução não é necessária? ”-<br />

questionou o orador, em jeito de desafio inicial<br />

lançado a to<strong>dos</strong> os conferencistas presentes.<br />

Relativamente às tendências de mercado,<br />

constata que “não está a crescer, as marcas<br />

premium estão a conseguir manter as suas<br />

posições, as marcas intermédias já estão ao<br />

preço das budget e estas últimas a preços<br />

de ocasião”.<br />

Outra das características intrínsecas do mercado<br />

global, segundo exemplificou num slide<br />

bastante expressivo, é que os maiores vão<br />

“engolindo” os mais pequenos em cadeia, mas<br />

alertou: “nem sempre o sucesso bate à porta<br />

daqueles que são mais fortes, muitas vezes<br />

bate à porta daqueles que se conseguem<br />

adaptar melhor ao mercado”.<br />

Em relação à qualidade, um conceito de<br />

que toda a gente hoje fala, “não basta que<br />

ela exista, uma vez que deve ser reconhecida<br />

e medida pela satisfação do cliente”.<br />

Finalmente abordou a questão central, o<br />

novo conceito de oficina One Stop Shop, que<br />

neste caso concreto consiste em “transformar<br />

uma oficina de pneus numa de serviços<br />

rápi<strong>dos</strong>”, o que traria uma maior fidelização<br />

do cliente, na medida em que este não iria<br />

apenas à oficina quando necessitasse dum<br />

novo jogo de pneus, mas também os chama<strong>dos</strong><br />

serviços rápi<strong>dos</strong>.<br />

“Continuo a achar que continua a haver espaço<br />

para o especialista exclusivo de pneus,<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 29


Atual<br />

//////////////////<br />

Mercado<br />

III Conferência do Comércio de <strong>Pneus</strong><br />

mas o especialista de pneus deve tentar também<br />

tornar-se paralelamente num especialista<br />

de serviços rápi<strong>dos</strong>” – concluiu António<br />

Ganhão.<br />

INFINITY ATACA MERCADO<br />

PORTUGUÊS COM OFERTA PARA<br />

TODAS AS GAMAS DE VEÍCULOS<br />

A sessão da tarde arrancou com a “Apresentação<br />

do Patrocinador Diamante”, a cargo de<br />

Manuel Félix, Director Geral da Eurotyre Portugal,<br />

distribuidor exclusivo da marca de pneus<br />

Infinity, integrada no Grupo indiano Al Dobowi,<br />

recentemente lançada no mercada nacional e<br />

“comercializada em mais de 65 países”.<br />

Segundo Manuel Félix, trata-se “duma marca<br />

premium com preços altamente competitivos,<br />

cujos pneus são desenvolvi<strong>dos</strong> na Europa e<br />

cumprem todas as normas europeias”, com uma<br />

oferta muito ampla que abrange o segmento<br />

turismo, veículos comerciais ligeiros, veículos<br />

comerciais pesa<strong>dos</strong> (camiões e autocarros) e<br />

veículos agrícolas.<br />

Na gama turismo a oferta é bastante diversificada,<br />

passando pelo pneu de rendimento<br />

garantido Ecomax, pelo pneu ligeiro Ecosis, pelo<br />

pneu de piso optimizado e segurança garantida<br />

Ecopioneer e ainda do pneu silencioso e<br />

seguro Enviro de qualidade premium para SUV,<br />

disponíveis na esmagadora maioria de medidas<br />

<strong>dos</strong> respectivos sub-segmentos.<br />

Para veículos comerciais ligeiros e 4x4, a<br />

oferta é assegurada pelo Infinity Ecovantage,<br />

um pneu que recebeu um novo composto de<br />

sílica e apresenta excelente nível de desgaste,<br />

disponível em 11 medidas.<br />

A gama camião é assegurada pelos pneus INF-<br />

-F865, INF-D925 e INF-A902, destacando-se a<br />

sua extraordinária classificação em termos de<br />

“etiqueta” europeia, sobretudo no capítulo da<br />

segurança em piso molhado, que se situa entre<br />

A e C, consoante as medidas.<br />

Para a gama agrícola a oferta integra o INF-<br />

-LR801, um pneu de baixa resistência ao rolamento<br />

com tacos com acção de auto-limpeza<br />

e reduzida compactação <strong>dos</strong> solos.<br />

Manuel Félix concluiu que as principais vantagens<br />

da marca Infinity são a “alta qualidade,<br />

segurança e fiabilidade do produto, uma ampla<br />

oferta de medidas que já cobre cerca de 91%<br />

do mercado europeu, uma gama completa<br />

transversal a to<strong>dos</strong> os segmentos lançada já<br />

no decurso de <strong>2013</strong>”, entre outras.<br />

NOVA GERAÇÃO DE RETALHISTAS<br />

PREPARADA PARA OS DESAFIOS DO FUTURO<br />

O sexto painel esteve a cargo de Pedro Nascimento<br />

da CERP – Comissão Especializada de<br />

Retalhistas de <strong>Pneus</strong> da ACAP, um organismo<br />

que nasceu há cerca de 2 anos e integra as empresas<br />

Chaveca & Janeira, Europneus, Rodinhas,<br />

Nascimento & Moita, Pneubase, <strong>Pneus</strong> do Alcoa,<br />

<strong>Pneus</strong> 32 e Pneuvita.<br />

“A nova geração de retalhistas que vem aí é<br />

diferente e está preparada para os desafios do<br />

futuro” – sublinhou Pedro Nascimento, que fez<br />

também questão de referir que “a Valorpneu é<br />

uma das melhores empresas gestoras a nível<br />

europeu”.<br />

Quanto à CERP propriamente dita tem vários<br />

projetos em carteira, nomeadamente a criação<br />

duma circular informativa acerca da caducidade<br />

<strong>dos</strong> pneus, a criação de seguro próprio para<br />

obstar a negligência do trabalhador, neste capítulo,<br />

“já existem duas companhias de seguros<br />

que estão em condições de o fazer e vai ser<br />

assinado brevemente um protocolo”, um plano<br />

de formação técnica específica incorporado no<br />

plano de formação <strong>2013</strong> da ACAP, a alteração<br />

das tolerâncias de ripómetro, “para evitar a reinspecção<br />

periódica de veículos, por vezes tendo<br />

de desalinhar a direção para poder passar”, a<br />

regulação do comércio de pneus usa<strong>dos</strong> em<br />

Portugal, um inquérito de caracterização do<br />

negócio das empresas e estatístico da evolução<br />

do mercado e ainda para o desenvolvimento<br />

duma tabela de preços médios indicativos.<br />

Pedro Nascimento aconselha os retalhistas a<br />

licenciarem-se junto das câmaras e divulgou que<br />

a CERP “está a tentar limitar o acesso à atividade”.<br />

Quanto ao futuro do retalho <strong>dos</strong> pneus “é preciso<br />

combater a concorrência desleal, diversificar<br />

os serviços, modificar a visão do negócio, as<br />

empresas devem adaptar-se às condições de<br />

mercado e da economia mantendo a rentabilidade<br />

necessária para sustentar o negócio e<br />

promover o associativismo”.<br />

A Infinity foi o patrocinador principal da 3ª Conferência do<br />

Comércio de <strong>Pneus</strong>. Toda a equipa da Eurotyre, responsável pela<br />

distribuição da marca em Portugal, esteve presente para dar<br />

informações sobre a nova gama de pneus da marca<br />

OFICINA DE PNEUS ANALISA<br />

PRÓS E CONTRAS DO ALARGAMENTO<br />

A SERVIÇOS RÁPIDOS DE MECÂNICA<br />

O sétimo painel reuniu um conjunto de cinco<br />

oradores em representação <strong>dos</strong> diversos sub<br />

30 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


Pedro Nascimento, representante da CERP, disse<br />

que “é preciso combater a concorrência desleal,<br />

diversificar os serviços e modificar a visão do<br />

negócio para se adaptar às condições do mercado”<br />

segmentos sectoriais: fabricantes de pneus,<br />

retalhistas, grossistas, nova distribuição e fornecedores<br />

de peças, nomeadamente Ricardo<br />

Martins (Diretor de Marketing da Continental),<br />

Paulo Cristóvão (Administrador da Pneubase),<br />

Luís Aniceto (Administrador da S. José <strong>Pneus</strong>),<br />

Mário Mendes, (responsável da rede First Stop)<br />

e Ângelo Lopes (Diretor de Vendas da Sonicel),<br />

que desenvolveram o tema “Análise do Sector<br />

<strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong> em Portugal na Atualidade”, respondendo<br />

a um conjunto de questões altamente<br />

pertinentes e de grande atualidade, colocadas<br />

variavelmente a cada um <strong>dos</strong> intervenientes<br />

pelo moderador João Vieira.<br />

O mercado está a aderir ao conceito das redes<br />

ou resiste independente?<br />

Mário Mendes considera que “está a ganhar<br />

consciência de que é um caminho a tomar<br />

porque as redes permitem enfrentar melhor<br />

os novos desafios”.<br />

Que novos conceitos de negócio podem existir<br />

no retalho de pneus?<br />

Paulo Cristóvão sublinhou que os retalhistas<br />

são “umas sardinhas” num contexto de mercado<br />

dominado por tubarões. “No retalho temos de<br />

evoluir para a diversificação, mantendo a nossa<br />

base de negócio. Vai aparecer, cada vez mais, um<br />

novo conceito que assenta numa oficina com<br />

especificação em pneus. Os novos serviços de<br />

mecânica são importantes para uma casa de<br />

pneus, mas é preciso definir duma forma muito<br />

clara quais são os nossos limites na mecânica”.<br />

Que factores mais valorizam as oficinas na<br />

escolha das peças aftermarket?<br />

Para Ângelo Lopes “as empresas vivem uma<br />

dicotomia, por um lado, querem continuar a<br />

manter-se no mercado de pneus e existe uma<br />

resistência à mudança, por outro, manifestam<br />

abertura à mudança quando aparecem soluções<br />

viáveis. A alternativa via serviços de mecânica<br />

ao cliente permite o aumento da qualidade e<br />

da fidelização. Na nossa empresa o papel do<br />

marketing é muito importante.<br />

Quais as vantagens e inconvenientes do comércio<br />

electrónico de pneus (B2B e B2C)?<br />

Segundo Luís Aniceto, “para nós o B2B já é<br />

histórico, permitiu-nos uma grande diversificação<br />

e também aumentar muito a oferta. As<br />

casas de pneus vão diminuindo os seus stocks<br />

e o facto de poderem ter o pneu em 24 horas é<br />

uma enorme mais-valia. No caso do B2C permite<br />

que cada casa de pneus possa dar informação,<br />

por exemplo, começam a chegar muitos de fora<br />

do país e isso levanta questões legais quer por<br />

parte do IVA quer da Ecovalor”.<br />

Num mercado tão pequeno e tradicional<br />

como o português, ainda existe espaço para<br />

o aparecimento de mais redes?<br />

Na opinião de Mário Mendes, apesar de “nos<br />

últimos dois anos terem surgido 14 novas redes<br />

que tocam no mercado de pneus”, acredita que<br />

sim, “mas sempre liga<strong>dos</strong> a uma marca que lhes<br />

dê credibilidade”.<br />

De que modo a crise económica que o país<br />

atravessa está a influenciar o desenvolvimento<br />

do sector?<br />

“A crise sempre influenciou o desenvolvimento<br />

do sector” – revelou Ricardo Martins – “num<br />

mercado em retração existe a necessidade de<br />

comunicação. Cerca de 35% das entradas na<br />

oficina são para mudança de pneus o que faz<br />

deste o principal motivo de entrada.<br />

Qual a importância da gestão da tesouraria<br />

para o bom funcionamento de uma oficina de<br />

pneus?<br />

A esta questão, Paulo Cristóvão, respondeu<br />

duma forma direta: “o que não se mede não se<br />

gere. A gestão tem de ser cada vez mais profissionalizada.<br />

Mesmo assim, todas as ferramentas<br />

que nós temos não quer dizer que nos garantam<br />

a sobrevivência.<br />

Qual tem sido a evolução <strong>dos</strong> pneus importa<strong>dos</strong><br />

asiáticos em comparação com os pneus<br />

importa<strong>dos</strong> europeus?<br />

Ricardo Martins constata que “em 2012 começou<br />

o declínio <strong>dos</strong> pneus asiáticos. O diferencial<br />

<strong>dos</strong> preços na categoria budget deixou<br />

de ser significativo. Os pneus asiáticos tiveram<br />

de incorporar os sobrecustos das matérias primas<br />

e com a introdução da etiqueta os pneus<br />

asiáticos tiveram também de investir mais em<br />

Investigação e Desenvolvimento”.<br />

QUEM ACREDITA EM SUPER-HERÓIS<br />

TEM MAIS HIPÓTESES DE MUDAR O MUNDO<br />

O oitavo painel teve como protagonista Miguel<br />

Gonçalves, um jovem empresário de sucesso<br />

que abordou duma forma desconcertante,<br />

intensa, descontraída e com grande sentido<br />

de humor, o tema “Admirável Mercado Novo”,<br />

O sétimo painel reuniu um conjunto de cinco oradores em representação <strong>dos</strong> diversos sub segmentos<br />

sectoriais: fabricantes de pneus, retalhistas, grossistas, nova distribuição e fornecedores de peças<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 31


Atual<br />

//////////////////<br />

Mercado<br />

III Conferência do Comércio de <strong>Pneus</strong><br />

certamente de alguma forma a parafrasear<br />

a obra literária que notabilizou o escritor<br />

norte-americano Aldous Huxley (Admirável<br />

Mundo Novo).<br />

Miguel Gonçalves iniciou a sua intervenção<br />

afirmando que acredita em “super-heróis”, e<br />

citou alguns exemplos: Picasso, Salvador Dali,<br />

Steve Jobs, Jeff Bezos, Sergio Marchionne,<br />

Nolan Bushnell, tendo cada um deles, à sua<br />

maneira, e graças ao seu espírito visionário e<br />

determinação, dado um grande contributo<br />

para mudar o mundo.<br />

No caso concreto de Sergio Marchionne,<br />

CEO do Grupo Fiat, revelou que quando a<br />

Fiat comprou a Chrysler e o Sergio chegou<br />

ao mega-edifício do construtor norte-americano,<br />

ao contrário do que seria de esperar,<br />

que era juntar-se à administração, foi traba-<br />

Miguel Gonçalves, orador principal da<br />

Conferência, citou o sucesso da sua empresa<br />

que no último ano cresceu 700% e afirmou que<br />

acredita em “super-heróis”.<br />

lhar ao lado <strong>dos</strong> engenheiros. A lição a tirar<br />

é a seguinte: “se os quero gerir ponho-me<br />

ao lado deles”.<br />

Uma outra máxima de Miguel Gonçalves,<br />

é “não ter medo <strong>dos</strong> que são melhores do<br />

que nós, mas trazê-los para a nossa equipa”.<br />

Miguel Gonçalves considera que os meios<br />

de informação generalista dão uma imagem<br />

errada e deprimente do país. Cita o exemplo<br />

de sucesso da sua empresa que no último<br />

ano cresceu 700%, e em relação à mudança<br />

afirmou o seguinte: “uma coisa é quando<br />

se muda porque temos de mudar, outra é<br />

mudar porque queremos mudar”.<br />

Hélder Rocha, Administrador da Rodangra<br />

“O mercado açoriano é pequeno<br />

e muito concorrencial”<br />

Hélder Rocha, administrador da Rodangra, uma empresa de<br />

retalho que opera na esfera da rede Point.S, na cidade de Angra<br />

do Heroísmo, na Ilha Terceira, foi de to<strong>dos</strong> os participantes que<br />

estiveram presentes na 3ª Conferência do Comércio de <strong>Pneus</strong><br />

aquele que veio de mais longe, <strong>dos</strong> Açores, e também o único com<br />

sede nas Ilhas Adjacentes<br />

REVISTA DOS PNEUS quis saber o que<br />

A é que motivou Hélder Rocha a fazer uma<br />

viagem tão longa, com vários voos de permeio<br />

e quase 300 km de estrada de ida e volta<br />

para a Batalha. O empresário referiu que esta<br />

já é a segunda vez que participa no evento,<br />

“vim para aprender e para tentar manter-me<br />

atualizado em relação àquilo que se passa no<br />

mercado de pneus”.<br />

Hélder Rocha faz também um balanço muito<br />

positivo da forma como foi organizado e decorreu<br />

o evento, declarando o seguinte: “foi<br />

uma experiência enriquecedora, ajudou-me<br />

a perceber quais são as tendências do negócio<br />

em termos mais gerais, lá só podemos olhar<br />

para o lado e ver o que está a acontecer, normalmente<br />

as tendências que ocorrem no Continente<br />

chegam aos Açores algum tempo mais<br />

tarde, segui com muita atenção as mensagens<br />

de to<strong>dos</strong> os intervenientes das mais diversas<br />

áreas, desde colegas retalhistas até fabricantes<br />

e outros, acho que fiquei com uma boa perspectiva<br />

do que é que poderá ser a tendência<br />

de negócio”.<br />

A Rodangra nasceu em 2007 e emprega atualmente<br />

8 pessoas, mas Hélder Rocha encontra-<br />

-se ligado ao sector <strong>dos</strong> pneus desde a mais<br />

tenra infância, uma vez que o seu pai, com<br />

quem começou a trabalhar, “foi distribuidor<br />

da Mabor”.<br />

A REVISTA DOS PNEUS também quis saber<br />

quais são as “tendências” ao nível das casas<br />

de retalho de pneus na Ilha Terceira. Hélder<br />

Rocha explicou-nos que se trata duma<br />

ilha com 55.000 habitantes, “é um mercado<br />

pequeno e bastante concorrencial, só na rua<br />

onde está a Rodangra existem mais duas casas<br />

de pneus. Havia muito negócio para viaturas<br />

afectas à atividade da construção civil, mas a<br />

construção parou completamente. Nos particulares<br />

não se pode dizer que tenha havido<br />

um decréscimo, mas uma transferência em<br />

termos de valor para os segmentos de pneus<br />

das categorias mais baixas. Nos pequenos comerciais<br />

liga<strong>dos</strong> a pequenos negócios houve<br />

uma quebra porque, com a crise económica,<br />

as empresas têm menos volume de negócios<br />

e os carros fazem menos quilómetros. Nós<br />

também trabalhamos para veículos do sector<br />

agrícola. Neste momento já começamos<br />

a fazer alguns serviços rápi<strong>dos</strong>, uma coisa de<br />

que se falou aqui muito hoje, e que a mim<br />

me parece que vai ser quase obrigatório no<br />

negócio das casas de pneus”.<br />

Hélder Rocha veio <strong>dos</strong><br />

Açores para assistir<br />

à Conferência. Este<br />

empresário referiu que “vim<br />

para aprender e manter-me<br />

atualizado em relação ao<br />

que se passa no mercado<br />

<strong>dos</strong> pneus”<br />

32 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


José Carlos Branco<br />

Troféu “Prémio Carreira” <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong> <strong>2013</strong><br />

Antes do encerramento da Conferência foi chamado ao palco Luís Martins, que proferiu um breve<br />

discurso de homenagem a José Carlos Branco, que este ano foi a personalidade eleita com o Troféu<br />

“Prémio Carreira” <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong> <strong>2013</strong><br />

José Carlos Branco, nasceu a 22 de Novembro<br />

de 1933. Iniciou a sua carreira no mercado<br />

<strong>dos</strong> pneus nos primeiros anos da década de 60<br />

na firma Albino & Ferreira, na altura representante<br />

da Michelin.<br />

Ruma à Michelin em mea<strong>dos</strong> <strong>dos</strong> anos 60,<br />

com a função de comercial (vulgo”viajante”)<br />

da zona centro do país.<br />

Na altura a empresa Michelin ainda com a<br />

denominação Société d’Explotation Michelin,<br />

uma sociedade criada em França para<br />

comercializar a marca no estrangeiro, tinha a<br />

sua sede na Praça José Queirós em Lisboa e era<br />

constituída por uma pequena equipa.<br />

No início <strong>dos</strong> anos 70, José Carlos Branco<br />

inicia o seu percurso dentro da Michelin<br />

como Chefe de Vendas Regional, função que<br />

desempenhou durante quase 10 anos, numa<br />

altura de grande força para a implementação<br />

do mercado português <strong>dos</strong> pneus.<br />

Em 1974 é criada a Michelin, Companhia<br />

Luso-Pneu, denominação atual da empresa.<br />

A partir desta altura, o mercado regista um<br />

grande desenvolvimento, que se acentuou com<br />

a entrada do país na União Europeia, em 1988.<br />

No final da década de 80, José Carlos Branco<br />

passa a desempenhar as funções de Diretor<br />

de Vendas de todo o país, contribuindo decididamente<br />

para o crescimento do negócio<br />

da marca.<br />

Em 1992, a Companhia Luso Pneu inaugurou<br />

no Prior Velho uma nova sede, que dispunha<br />

de um armazém com 10.500 m2, reparti<strong>dos</strong><br />

em dois pisos e mais 1.100 m2 destina<strong>dos</strong> a<br />

escritórios.<br />

Foi a época dourada da Michelin em Portugal,<br />

vivida intensamente por José Carlos Branco,<br />

que saiu da empresa em 1994, após quase três<br />

décadas de um percurso profissional exemplar,<br />

onde fez muitas amizades e do qual guarda as<br />

melhores recordações.<br />

No mesmo ano, inicia colaboração com a<br />

Contipneu - <strong>Pneus</strong> da Marca Continental,<br />

S.A., desempenhando funções de Assessor da<br />

Administração e Product Manager <strong>Pneus</strong> de<br />

Camião da marca Semperit.<br />

Uma boa parte da notoriedade, sucesso e crescimento<br />

exponencial das quotas de mercado<br />

das diferentes marcas do grupo, a ele se devem,<br />

Na impossibilidade de<br />

estar presente para receber<br />

pessoalmente o Troféu “Prémio<br />

Carreira”, o Sr. José Carlos Branco<br />

fez-se representar por José<br />

Saraiva, responsável da marca<br />

Trelleborg, que recebeu o Troféu<br />

entregue por João Vieira, Diretor<br />

da <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> <strong>Pneus</strong><br />

tendo na altura desempenhado um papel importantíssimo<br />

como verdadeiro “embaixador”<br />

da empresa. Neste período, a quota de mercado<br />

da companhia em Portugal, passa de uns modestos<br />

8% para uns significativos 24%.<br />

Em 2001 está na génese da Lusitano <strong>Pneus</strong>,<br />

tendo, conjuntamente com os Srs. Inácio<br />

Ribeiro (Ex. Goodyear), Ramiro Rodrigues<br />

(Grupo Sobralpneus) e Veiga Carvalho (<strong>Pneus</strong><br />

da Península) sido sócio fundador da distribuidora<br />

<strong>dos</strong> pneus Semperit em Portugal.<br />

Na Lusitano <strong>Pneus</strong>, encerra com “chave de<br />

ouro” a sua longa e extremamente bem sucedida<br />

carreira profissional, deixando uma marca<br />

indelével no mercado <strong>dos</strong> pneus em Portugal,<br />

que muito ajudou a dignificar e, ainda hoje, se<br />

pode orgulhar da sua organização e método ter<br />

feito escola e de ter formado muitos <strong>dos</strong> bons<br />

profissionais deste mercado.<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 33


Venda de pneus na Europa<br />

Quebra generalizada<br />

Com a quebra <strong>dos</strong> rendimentos e o aumento do preço <strong>dos</strong> combustíveis, não<br />

admira que a venda de pneus para veículos ligeiros e pesa<strong>dos</strong> na Europa, tenha<br />

sofrido uma descida acentuada<br />

Os pneus de ligeiros tiveram uma<br />

quebra de vendas de -12% em<br />

2012, relativamente a 2011, em<br />

linha com a diminuição da quilometragem<br />

média <strong>dos</strong> veículos. Nos pneus de<br />

pesa<strong>dos</strong>, as vendas desceram 18% no mesmo<br />

período, o que reflete ainda mais claramente o<br />

clima de contração das atividades económicas<br />

no espaço europeu (Fig. 1).<br />

Analisando a mesma evolução desta vez por<br />

países, verificamos que a França mesmo assim<br />

limitou as perdas, tendo descido apenas 7% nos<br />

ligeiros e 11% nos pesa<strong>dos</strong>, claramente abaixo<br />

da média europeia, para o período de referência.<br />

Na Alemanha, a descida nos pneus de ligeiros<br />

(-15%) supera a média europeia, mas acompanha<br />

esta nos pneus de pesa<strong>dos</strong> (-18%), o que<br />

demonstra bem e peso do mercado alemão no<br />

contexto europeu. Na Grã-Bretanha, o mercado<br />

está ligeiramente melhor do que no continente,<br />

dando a ideia de que a libra ainda consegue<br />

fazer valer a sua cotação. No Sul da Europa, o<br />

descalabro das vendas é mais visível, fruto das<br />

políticas de convergência do défice orçamental,<br />

Fig.1<br />

tal como acontece no mercado português. A Itália<br />

perdeu cerca de ¼ do mercado (-26% e -25%,<br />

respectivamente, nas duas principais categorias<br />

de pneus), um pouco pior do que a Espanha, que<br />

perdeu 27% nas vendas de pneus de pesa<strong>dos</strong>,<br />

mas conseguiu ficar na média europeia (-11%)<br />

nos pneus de ligeiros (Fig. 2).<br />

Idêntica tendência seguiram os pneus de Inverno<br />

em 2012, cujas vendas desceram cerca<br />

de 1% em relação a 2011, dando a ideia de que<br />

alguns condutores preferiram moderar a sua<br />

condução e usar pneus de Verão todo o ano,<br />

a montar pneus de Inverno. A atual quota de<br />

mercado é de 63,53% para os pneus de Verão,<br />

enquanto os pneus de Inverno ficam pelos<br />

36,47% (fig. 3).<br />

Na análise de vendas por canal de distribuição,<br />

vemos que as oficinas independentes seguram<br />

20% do mercado, mas as redes de marca e os<br />

grupos de compra já vão nos 46%, constituindo<br />

juntamente com a Nova Distribuição (24%) a<br />

parte mais significativa do mercado. Os concessionários<br />

ainda não são vistos pelo mercado<br />

como especialistas em pneus e ficam pelos 5%,<br />

Vendas de pneus no mercado europeu<br />

Vendas de pneus no mercado europeu (por países)<br />

o que também reflete a sua perda de influência<br />

no pós-venda automóvel de um modo geral. As<br />

vendas online entre operadores já valem 5% do<br />

mercado, mas a Internet apenas assegura ainda<br />

1% das vendas diretas (Fig. 4).<br />

Por segmentos de produto, se compararmos a<br />

situação em 2005 e em 2012, verifica-se que os<br />

pneus de topo de gama (Premium) perderam<br />

22% da sua quota de mercado, que atualmente<br />

vale 43% das vendas globais. Quem lucrou com<br />

isso foram os pneus da classe económica (budget),<br />

que passaram a dominar 40% do mercado<br />

(contra 12% em 2005), mas sobretudo os pneus<br />

da classe económica. Quanto aos pneus Qaulity,<br />

que chegam agora aos 17% das vendas, quando<br />

em 2005 representavam 23%. Isto reflecte sem<br />

dúvida a crise económica, mas também significa<br />

que as diferenças de qualidade entre os<br />

diversos segmentos se estão a reduzir muito<br />

rapidamente (Fig. 5).<br />

DISTRIBUIÇÃO EM MUDANÇA<br />

A distribuição de pneus está a ser claramente<br />

afectada pela diminuição das margens e pela<br />

consequente necessidade de melhorar a eficiência<br />

de processos. Neste contexto, as marcas<br />

<strong>dos</strong> fabricantes principais a nível global estão<br />

a aumentar os pontos de venda direta, no que<br />

vulgarmente se chama a estratégia de venda<br />

“diretamente do produtor para o consumidor“.<br />

A presença das marcas no retalho é conseguida<br />

com plataformas electrónicas de comércio online<br />

(B2C) e com o reforço de redes de retalho<br />

associadas.<br />

Fig.2<br />

34 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


Vendas de pneus na Europa (verão/inverno)<br />

2011 2012<br />

Fig.3<br />

Vendas de pneus na Europa (por canal)<br />

POLARIZAÇÃO DO MERCADO<br />

A tendência para a polarização do mercado<br />

entre marcas de primeira linha e marcas budget,<br />

com perto de 50% de quota de mercado<br />

para cada lado, redobra o clima de competição,<br />

obrigando a recorrer ao comércio online, para<br />

fugir à redução de margem no distribuidor e<br />

no retalho. Os fabricantes, em contrapartida,<br />

conseguem melhorar a sua margem, ao eliminarem<br />

elos da cadeia de valor.<br />

Outros aspectos da distribuição atual de pneus<br />

são o reforço da legislação na Europa (REACH,<br />

etiqueta europeia, taxa de ecovalor, etc.), o aumento<br />

de canais de retalho (grandes superfícies<br />

comerciais, retalho de peças, Internet, etc.) e o<br />

aparecimento de pneus usa<strong>dos</strong> com garantia<br />

mínima, sujeitos a revisões técnicas. Por outro<br />

lado, o mix de produto, que tem vindo a evoluir<br />

positivamente ao longo <strong>dos</strong> últimos 15 anos,<br />

tem tendência para estagnar ou mesmo regredir,<br />

em certos casos.<br />

Fig.4<br />

Os fabricantes estão assim a competir diretamente<br />

no mercado com os seus clientes (distribuidores<br />

e outras redes de retalho), o que não<br />

deixa de ser curioso. Seria interessante que esse<br />

tipo de concorrência produzisse uma melhoria<br />

claramente significativa do serviço ao cliente<br />

final, com a provável e desejável promoção da<br />

segurança rodoviária.<br />

Nestas condições, o distribuidor tradicional<br />

perde o significado fundamental da sua função<br />

e torna-se num operador de mercado como<br />

outro qualquer. A principal saída para este impasse<br />

consiste em criarem as suas próprias redes<br />

de retalho associadas. O perfil do distribuidor<br />

monomarca desaparece, sendo substituído<br />

por um novo modelo de distribuidores multimarca,<br />

assente no conceito de serviço (entrega<br />

de produto até seis vezes por dia, entre outros,<br />

entre outros).<br />

obrigam claramente a este posicionamento.<br />

Por outro lado, empresas com mais de seis ou<br />

sete pontos de venda a retalho acabam por se<br />

converter em grupos de compra ou distribuidores<br />

locais. Do mesmo modo, várias empresas<br />

de retalho podem associar-se e criar grupos<br />

de compra, para terem as mesmas condições<br />

de acesso ao produto que os restantes atores<br />

do mercado.<br />

OPORTUNIDADES DE MERCADO<br />

Acrescentar valor à oferta, principalmente<br />

através do serviço, é a chave para alcançar a<br />

diferenciação e liderar o mercado. A renovação e<br />

modernização das instalações de retalho vão desempenhar<br />

como sempre uma função dinamizadora<br />

de vendas, mas é necessário diversificar<br />

também os serviços e investir em criatividade.<br />

Uma das hipóteses com futuro são os serviços<br />

realiza<strong>dos</strong> no exterior (montagem de pneus,<br />

alinhamento de direções, etc.) e a assistência<br />

na estrada ao cliente. Trabalhar com as muito<br />

competitivas marcas asiáticas é outro factor de<br />

sucesso garantido, embora o preço por si já não<br />

motive os consumidores exclusivamente. As<br />

novas tecnologias e o comércio online vieram<br />

para ficar e passaram a ser uma condição básica<br />

para estar no mercado.<br />

Vendas de pneus na Europa (por segmentos)<br />

2005 2012<br />

REDUÇÃO DE STOCKS<br />

Para se tornarem cada vez mais competitivos<br />

e com alguma margem de rentabilidade, os<br />

pontos de venda a retalho eliminam os stocks,<br />

que ficam reduzi<strong>dos</strong> aos produtos e medidas de<br />

grande rotação. O grande número de referências<br />

de produto e as dificuldades de financiamento<br />

Fig.4<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 35


Diversificação de serviços<br />

Combinação ideal!<br />

A conjugação da oferta de pneus com mecânica rápida é a combinação ideal, pois<br />

consegue garantir mais facilmente a plena ocupação <strong>dos</strong> recursos, aumentando a<br />

rentabilidade do negócio<br />

No sector <strong>dos</strong> especialistas tradicionais<br />

de retalho de pneus, coloca-se<br />

atualmente a questão da reconversão<br />

de uma oficina de pneus clássica<br />

para uma oficina de serviços rápi<strong>dos</strong>, com<br />

todas as dúvidas, receios e desafios que tal<br />

implica.<br />

A pergunta que geralmente se coloca a estes<br />

especialistas é a seguinte: “Será esta a melhor<br />

opção? Será positivo para o meu negócio? “<br />

É uma pergunta que não tem uma resposta<br />

simples. Para evitar grandes rodeios, deve-<br />

-se responder com outra pergunta que é a<br />

seguinte: “Será necessária essa mudança?“<br />

Analisando as condições do mercado e a sua<br />

evolução, somos obriga<strong>dos</strong> a responder que<br />

sim. No entanto, vendo as coisas um pouco<br />

mais realisticamente, somos obriga<strong>dos</strong> a concluir<br />

que as pessoas que passaram a vida a<br />

trabalhar com pneus sentem-se de repente<br />

como se tivessem que andar com os sapatos<br />

de outra pessoa. É uma sensação realmente<br />

incómoda.<br />

Quem sente a segurança de ser especialista<br />

num produto e numa área de negócio, tendo<br />

as competências adquiridas que foi acumulando<br />

ao longo do tempo, acha que tornar-se<br />

generalista em várias coisas é um retrocesso<br />

perigoso. Este receio e esta dúvida constitui<br />

Para sobreviverem num mercado em evolução constante, as oficinas têm de se adaptar e perceber o que<br />

o mercado está a exigir delas num determinado momento<br />

muitas vezes um travão para avançar, mesmo<br />

que as pessoas sintam que a sobrevivência<br />

do seu negócio está de certo modo ameaçada.<br />

Claro que não podemos subestimar<br />

esta posição, porque se trata geralmente<br />

de pessoas que estão ativas no seu negócio<br />

e fazem realmente bem aquilo que fazem.<br />

Do que não nos podemos esquecer é que<br />

A oficina especialista<br />

de pneus tem de ser<br />

também especilista<br />

em serviços rápi<strong>dos</strong>,<br />

pois só assim consegue<br />

aumentar a faturação<br />

sem mexer nos custos<br />

fixos<br />

estamos em Portugal, na Europa e no Mundo<br />

e que esse Mundo gira cada vez mais ao sabor<br />

<strong>dos</strong> caprichos do Euro e do Dólar, as duas<br />

moedas que dominam o comércio internacional.<br />

Por outro lado, a globalização reduziu<br />

as distâncias e anulou muitos entraves. Do<br />

mesmo que eu consigo saber em poucos<br />

minutos o que se passa neste sector em vários<br />

pontos da Europa e do outro lado do<br />

Mundo, também o que acontece do outro<br />

lado do Mundo (conflitos bélicos, desastres<br />

naturais, greves, etc.) nos pode afectar aqui<br />

muito rapidamente.<br />

Isto leva-nos a pensar na evolução que as<br />

coisas têm experimentado e nas voltas que<br />

o mercado tem dado. De facto, nós partimos<br />

de um mercado localizado, onde tínhamos a<br />

nossa posição bem definida, para um mercado<br />

muito maior, com fronteiras menos<br />

definidas, onde a oficina é apenas mais um<br />

ator e não mais do que isso. No meio desta<br />

“europeização“ e desta mundialização, a qualidade<br />

de produtos e serviços que oferecemos<br />

36 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


aos nossos clientes está a torna-se num factor<br />

chave para a sobrevivência.<br />

Falando especificamente do universo <strong>dos</strong><br />

pneus, temos a percepção de que o mercado<br />

global não está a crescer. Também vemos que<br />

as principais marcas têm conseguido defender<br />

as suas posições e até têm aumentado o<br />

seu negócio em certos nichos de mercado.<br />

Por outro lado, as marcas que nós considerávamos<br />

“value“ já não são o que eram e as<br />

marcas “budget“ por seu turno estão praticamente<br />

ao preço de pneus de ocasião. Isto<br />

está a levar à segmentação do mercado e a<br />

alterações profundas ao nível da distribuição<br />

e <strong>dos</strong> canais de venda.<br />

Para sobreviver neste mercado em evolução<br />

constante, as oficinas têm de se adaptar e<br />

perceber o que o mercado está a exigir delas<br />

num determinado momento.<br />

PARA QUE SERVE O CLIENTE?<br />

Também é fundamental perceber qual é o<br />

factor essencial de mudança do mercado e<br />

qual é o elemento chave para estar permanentemente<br />

atualizado. Com pouco esforço,<br />

verificamos que esse elemento é o próprio<br />

cliente. Qualquer que seja esse cliente, independentemente<br />

de idade, sexo, nível social,<br />

características étnicas, cultura, profissão e outras<br />

incidências, tem uma atitude psicológica<br />

comum a to<strong>dos</strong> os outros clientes: quer tudo<br />

e nunca está satisfeito! Na realidade, o que o<br />

cliente pretende é resolver as suas necessidades,<br />

problemas ou expectativas e ser bem<br />

servido. Ou seja, quer qualidade.<br />

Das muitas definições de qualidade possíveis,<br />

uma delas é a satisfação plena das necessidades<br />

e expectativas do cliente. Estas,<br />

podem ser explícitas e implícitas. As primeiras,<br />

podem ser satisfeitas pelas características do<br />

produto, ao passo que nas implícitas o cliente<br />

só acaba por verificar que foram atendidas<br />

mais tarde. Estão neste caso a garantia e fiabilidade<br />

do produto, a assistência de pós-venda,<br />

o acompanhamento, etc..<br />

Por outro lado, existem graus muito diferentes<br />

de satisfação do cliente. Podemos ter<br />

um cliente moderadamente satisfeito, plenamente<br />

satisfeito, muito satisfeito, agradavelmente<br />

surpreendido, entusiasmado e até<br />

eufórico, quando descobre que foi servido de<br />

uma forma e numa medida muito para lá do<br />

que poderia ter imaginado.<br />

Vamos agora tentar compreender como esta<br />

psicologia do cliente influenciou a evolução<br />

do nosso mercado. No caso <strong>dos</strong> veículos, vemos<br />

que a maior parte <strong>dos</strong> construtores apresenta<br />

uma oferta extremamente diversificada<br />

de modelos e até dentro do mesmo modelo<br />

É fundamental perceber qual é o factor essencial de mudança do mercado e qual é o momento chave<br />

para estar permanentemente atualizado. Com pouco esforço, verificamos que esse elemento é o próprio<br />

cliente que “quer tudo e nunca está satisfeito”<br />

podemos encontrar carroçarias de duas e quatro<br />

portas, coupé, cabriolet, station, desportivo,<br />

etc. Das dez ou doze cores fixas de há 20<br />

anos, passamos a ter pinturas com dezenas<br />

de tonalidades e acabamentos (metaliza<strong>dos</strong>,<br />

perla<strong>dos</strong>, mistos, efeitos especiais, etc.). Se<br />

olharmos para dentro das carroçarias, vemos<br />

que os interiores podem ter estofos de vários<br />

tipos, incluindo de pele legítima, ar condicionado,<br />

sistemas multimédia, computadores,<br />

etc.. Nos motores, transmissões, suspensões e<br />

direções vamos igualmente encontrar as mais<br />

variadas opções, o mesmo sucedendo em relação<br />

ao sistema de iluminação, jantes, pneus,<br />

etc. Isto significa que a marca ou construtor<br />

pretende servir o leque mais variado possível<br />

de clientes e evitar aquilo que ninguém quer,<br />

que é o cliente dizer: “ Esta marca é muito boa,<br />

mas não tem o carro que eu quero! “<br />

O FOCO CERTO DO NEGÓCIO<br />

Num artifício de linguagem, podemos dizer<br />

que o automóvel tem pneus, mas o pneu<br />

não tem automóveis. Isso significa apenas<br />

que o foco correto da atividade oficinal é o<br />

automóvel e o seu utilizador, o cliente, sendo<br />

secundário o produto e/ou serviço.<br />

Como é que isto se aplica ao tema da reconversão<br />

das casas de pneus em oficinas<br />

de serviços rápi<strong>dos</strong>? Qualquer oficina hoje<br />

pode vender e vende pneus e jantes, mesmo<br />

não sendo especialista. É apenas mais um <strong>dos</strong><br />

produtos que o cliente pode pedir e portanto<br />

a oficina tem que o ter no seu catálogo. Se<br />

eu persistir em vender apenas pneus, perco<br />

capacidade competitiva, porque o outro<br />

tem a mesma coisa que eu tenho, mas eu<br />

não tenho o que ele tem. A clientela é desse<br />

modo canalizada para o local onde tem mais<br />

opções e onde pode resolver mais facilmente<br />

as suas necessidades de manutenção <strong>dos</strong> seus<br />

veículos.<br />

Diversificar os serviços representa mais faturação<br />

com despesas fixas, o que significa<br />

maior rentabilidade e portanto maior sustentabilidade<br />

para o negócio.<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 37


CERP anuncia medidas<br />

Um futuro melhor<br />

A CERP é formada por uma nova geração de retalhistas de pneus com ideias<br />

inovadoras para o seu sector. Estes retalhistas têm vindo a reunir-se regulamente<br />

desde 2011, tendo desenvolvido diversas iniciativas e coordenado vários projetos<br />

FORMAÇÃO<br />

Outra iniciativa que a CERP entendeu desenvolver<br />

foi a programação de formação<br />

específica para os técnicos das empresas de<br />

retalho de pneus. Esses técnicos têm recebido<br />

uma formação generalista e às vezes aleatória,<br />

proporcionada por fornecedores de equipamentos,<br />

de pneus ou de consumíveis. De<br />

qualquer modo, é um tipo de formação que<br />

não está reconhecido, nem certificado pelo<br />

IPFP nem pelo IPQ. Para este ano de <strong>2013</strong>, a<br />

ACAP introduziu já no seu plano de formação<br />

anual uma área específica para retalhistas de<br />

pneus. Os interessa<strong>dos</strong> devem contactar a<br />

ACAP, a CERP ou os serviços de formação da<br />

ACAP, para obterem mais informações sobre<br />

esta iniciativa.<br />

O<br />

principal significado da existência<br />

da CERP – Comissão Especializada<br />

de Retalhistas de <strong>Pneus</strong> da ACAP,<br />

é um novo rumo futuro para a actividade<br />

de retalho de pneus, assente numa<br />

visão do modelo de negócio que ultrapassa<br />

os meros objectivos comerciais imediatos e<br />

pretende moldar o seu conceito segundo os<br />

princípios da modernidade, competitividade,<br />

eficiência, rentabilidade e sustentabilidade.<br />

A CERP está empenhada em cooperar com<br />

a Comissão de Produtores de <strong>Pneus</strong>, que também<br />

existe na ACAP, bem como com to<strong>dos</strong> os<br />

operadores do sector <strong>dos</strong> pneus interessa<strong>dos</strong><br />

em fazer avançar esta atividade e torná-la mais<br />

interessante e mais produtiva para a economia<br />

do país e para a prosperidade e sustentabilidade<br />

do sector automóvel.<br />

Sobre os principais projetos que estão a<br />

ser desenvolvi<strong>dos</strong> pela CERP, passamos a<br />

enunciar:<br />

SEGURO<br />

Uma situação transversal a to<strong>dos</strong> os retalhistas<br />

é a possibilidade de haver danos materiais<br />

e humanos, provoca<strong>dos</strong> por um erro qualquer<br />

na montagem do pneu ou da roda, entre outros<br />

problemas. Mesmo um técnico experiente<br />

e com formação pode ter um momento de<br />

negligência ou estar pressionado, cometendo<br />

uma incorrecção passível de provocar um acidente<br />

na estrada. Para evitar que a empresa<br />

tenha que responder inesperadamente por<br />

uma avultada indemnização ao cliente e/ou<br />

terceiros, com riscos graves para a sua estabilidade<br />

financeira e para a sustentabilidade do<br />

negócio, a CERP contratou duas companhias<br />

que se disponibilizaram a fazer um seguro de<br />

responsabilidade civil específico para estes<br />

casos. Esse seguro beneficia de condições<br />

especiais para associa<strong>dos</strong> da ACAP, sendo o<br />

seu custo proporcional à cobertura de riscos<br />

pretendida.<br />

ALINHAMENTO<br />

Uma situação caricata que existia nesta actividade<br />

era a discrepância entre as oficinas<br />

de reparação e os centros de inspecção, sobre<br />

o alinhamento da direcção. Este é medido<br />

pelo ripómetro e tem tolerâncias que não<br />

se conseguem na prática alcançar. A prática<br />

desprestigiante para to<strong>dos</strong> os envolvi<strong>dos</strong>,<br />

a fim de evitar a reprovação <strong>dos</strong> veículos,<br />

consistia em desalinhar o veículo antes de<br />

ir à inspecção, voltando a colocá-lo com os<br />

parâmetros do construtor a seguir à inspecção.<br />

A solução que a CERP estudou em conjunto<br />

com o IMT foi alargar a margem de tolerância,<br />

que passa a ser de 5 a 12 metros para to<strong>dos</strong> os<br />

carros, no futuro. Estamos convenci<strong>dos</strong> que<br />

esta proposta vai ser bem aceite e evitará aos<br />

clientes das oficinas mais problemas com os<br />

ripómetros <strong>dos</strong> centros de inspecção.<br />

USADOS<br />

Outro projecto que a CERP tem neste momento<br />

nas suas mãos é a regularização da<br />

venda de pneus usa<strong>dos</strong> em Portugal, mais<br />

uma vez em colaboração com o IMT, que se<br />

tem mostrado muito receptivo às suas sugestões<br />

e pretensões. A venda de pneus usa<strong>dos</strong><br />

até este momento tem estado associada ao<br />

mercado negro, importações ilegais e outras<br />

incidências do mesmo tipo. Embora as importações<br />

ilegais de pneus não se limitem aos<br />

pneus usa<strong>dos</strong>, isso já constitui outro tema.<br />

38 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


O que a CERP está a pensar fazer, para que<br />

exista mais transparência e mais segurança<br />

no comércio de pneus usa<strong>dos</strong>, é passar a rotular<br />

os pneus usa<strong>dos</strong>, à semelhança do que<br />

já se faz com os pneus novos e com os pneus<br />

reconstruí<strong>dos</strong>. Já que não é possível proibir<br />

a venda de pneus usa<strong>dos</strong>, a solução passa<br />

pela inspecção desses pneus antes de serem<br />

lança<strong>dos</strong> no mercado, com equipamentos<br />

homologa<strong>dos</strong>. Se ficarem aprova<strong>dos</strong>, os pneus<br />

usa<strong>dos</strong> são rotula<strong>dos</strong> e podem ser vendi<strong>dos</strong><br />

com segurança.<br />

ACESSO E QUALIFICAÇÃO<br />

Esta questão da verificação <strong>dos</strong> pneus usa<strong>dos</strong><br />

levanta outra questão, que é o acesso à<br />

profissão de retalhista de pneus, que neste<br />

momento não tem qualquer entrave. Se uma<br />

empresa retalhista de pneus fechar as portas,<br />

cada um <strong>dos</strong> seus emprega<strong>dos</strong> está em<br />

condições de montar um negócio de pneus<br />

e geralmente é o que fazem. O problema é<br />

que às vezes as empresas formadas não têm<br />

resposta para a maioria das questões técnicas.<br />

Além disso, a pulverização do sector distorce<br />

a concorrência e coloca a fasquia do serviço<br />

ao cliente no nível mais baixo. É bem provável,<br />

pois, que o acesso a este ramo de negócio<br />

venha a ser limitado a certas condições básicas,<br />

sem as quais não poderá haver venda<br />

de pneus a retalho. To<strong>dos</strong> os operadores que<br />

ainda não estão licencia<strong>dos</strong> neste momento<br />

devem fazê-lo, porque mais tarde pode ser<br />

mais difícil conseguir o licenciamento. Isto,<br />

porque a CERP está a tentar que o retalhista<br />

de pneus tenha um responsável técnico<br />

obrigatoriamente. Esse responsável técnico<br />

é indispensável, entre outros procedimentos,<br />

para realizar os testes de pneus usa<strong>dos</strong><br />

(pressurização, avaliação visual, teste de raios<br />

X, etc.).<br />

INQUÉRITOS À ACTIVIDADE<br />

Para a valorização e requalificação do sector<br />

retalhista de pneus, tendo em vista a sua<br />

rentabilização e sustentabilidade, a CERP entende<br />

que é necessário efetuar um inquérito<br />

nacional de caracterização do negócio e das<br />

empresas (dimensão, tipo de produtos que<br />

trabalha, tipos de serviços que presta e outros<br />

da<strong>dos</strong> pertinentes). Neste momento, ninguém<br />

sabe exactamente o que se passa no sector,<br />

nem qual é o mercado do retalho de pneus<br />

e isso impede que haja planeamento e medidas<br />

de desenvolvimento do mesmo. Dentro<br />

da mesma perspectiva, está a tentar fazer o<br />

inquérito estatístico da evolução do mercado,<br />

para perceber as variações do ponto de vista<br />

do retalho, sobre as quais ainda não existem<br />

da<strong>dos</strong>. A ideia é criar um sistema em plataforma<br />

electrónica, para que os que enviam<br />

da<strong>dos</strong> para a ACAP passam a ter acesso aos da<strong>dos</strong><br />

trata<strong>dos</strong> estatisticamente, o que irá permitir<br />

melhor gestão e orientação <strong>dos</strong> negócios.<br />

Mês a mês, poderemos ver se há crescimento<br />

de vendas, variações por segmento e outros<br />

parâmetros. Logicamente, quanto maior for<br />

o número de da<strong>dos</strong> forneci<strong>dos</strong> ao sistema,<br />

mais fiáveis e precisos serão os da<strong>dos</strong> recolhi<strong>dos</strong><br />

e disponibiliza<strong>dos</strong>. Neste momento,<br />

os da<strong>dos</strong> disponíveis para os distribuidores<br />

são da Europool, sendo realiza<strong>dos</strong> na óptica<br />

do produtor, o que desvirtua a dimensão real<br />

do mercado de pneus.<br />

PREÇOS<br />

Outro ponto para o qual a CERP está a tentar<br />

encontrar um consenso e uma solução é a<br />

Tabela de Preços. O objectivo é fazer uma<br />

tabela de preços médios indicativos, para que<br />

os consumidores consigam ter uma visão mais<br />

transparente e exacta do sector. A estratégia<br />

é valorizar os serviços e receber o respectivo<br />

custo, por oposição ao que se passa em muitos<br />

casos, em que os serviços não são debita<strong>dos</strong> e<br />

o consumidor assume que são gratuitos. Essa<br />

tabela de preços médios está feita e é válida<br />

para todo o território nacional, servindo para<br />

os operadores do mercado debitarem o custo<br />

<strong>dos</strong> serviços indica<strong>dos</strong>. Do ponto de vista da<br />

gestão das empresas, a prestação de serviços<br />

gratuitos enfraquece a margem de negócio,<br />

a rentabilidade da empresa, provoca falta de<br />

liquidez e constitui uma prática incorrecta de<br />

livre concorrência.<br />

PONTOS DE REFLEXÃO<br />

Sobre os principais pontos de reflexão sobre<br />

o futuro do retalho de pneus, a CERP sugere<br />

os seguintes temas, que julgamos da maior<br />

actualidade e utilidade:<br />

Combate à concorrência desleal;<br />

Promover a diversificação <strong>dos</strong> serviços<br />

a prestar;<br />

Modificar a visão e o modelo de negócio<br />

vigente, utilizando critérios comprova<strong>dos</strong> de<br />

competência profissional, eficiência, produtividade<br />

e rentabilidade;<br />

Adaptação do sector às condições do<br />

mercado e da economia, mantendo a rentabilidade<br />

necessária para sustentar o negócio;<br />

Promover o associativismo entre os retalhistas<br />

de pneus. Há pessoas que ainda acreditam<br />

que cada um por si é o melhor, mas<br />

isso não corresponde à realidade. Se cada um<br />

contribuir com uma pequena ajuda, é possível<br />

melhorar significativamente a atividade e<br />

garantir um futuro melhor para to<strong>dos</strong>.<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 39


Apresentação<br />

Chegou o Performance e o Compact<br />

/////////////////////////////////////////////<br />

Goodyear Dunlop Portugal I Estrada de Alfragide nº 67 - Alfrapark Edifício F, Piso O Sul 2610-008 Amadora<br />

Country Sales Director: Hugo de Carvalho I Telefone: 210 349 000 I Fax: 210 349 001 I Internet: www.goodyear.com.pt<br />

Goodyear completa<br />

gama EfficientGrip<br />

A REVISTA DOS PNEUS testou no Centro de Ensaios de Karland os novos<br />

pneumáticos Goodyear EfficientGrip Performance, para automóveis de<br />

altas prestações, onde teve oportunidade de comprovar o excepcional<br />

desempenho desta nova gama de pneus<br />

Entre as características que mais evidenciam o EfficientGrip Compact destaca-se a sua enorme eficiência<br />

de travagem em piso molhado.<br />

Depois do lançamento do Efficient<br />

Grip SUV o ano passado, para o<br />

segmento <strong>dos</strong> automóveis SUV e<br />

4x4, a Goodyear assinalou com este<br />

evento o lançamento <strong>dos</strong> novos pneumáticos<br />

EfficientGrip Performence e EfficientGrip<br />

Compact, este último para pequenos veículos<br />

urbanos, cobrindo a partir de agora uma percentagem<br />

muito significativa do parque automóvel<br />

em pneumáticos de altas prestações<br />

e ultra altas prestações, graças a toda uma<br />

nova gama de produto líder em tecnologia<br />

e inovação.<br />

A NOVA ESTRELA DA COMPANHIA<br />

A Goodyear completa assim uma ofensiva<br />

em toda a linha com o lançamento do pneumático<br />

de verão, dirigido ao segmento de<br />

automóveis de altas prestações, surgindo no<br />

mercado como um <strong>dos</strong> líderes na etiquetagem<br />

europeia, com uma classificação geral<br />

BA, nomeadamente classe “A” ao nível da aderência<br />

em piso molhado e “B” em termos de<br />

resistência à rodagem, critério que determina<br />

a boa performance do seu contributo para<br />

poupar combustível.<br />

Outra boa notícia é que 63% <strong>dos</strong> 39 tamanhos<br />

já disponíveis nos merca<strong>dos</strong> da Europa,<br />

Médio Oriente e África, receberam a classificação<br />

BA. Por agora, a gama está disponível<br />

para medidas de jante entre as 14 e as 18<br />

polegadas.<br />

O segredo do EfficientGrip Performance<br />

encontra-se nas suas tecnologias muito<br />

avançadas utilizadas no desenvolvimento<br />

deste novo produto. Entre estas encontra-<br />

-se a tecnologia WearControl da Goodyear,<br />

a qual garante um desgaste uniforme do<br />

pneumático, uma firmeza em piso molhado<br />

sem procedentes e uma melhor resistência<br />

à rodagem durante toda a vida útil do pneu.<br />

Graças à fórmula desenvolvida no composto<br />

da banda, este novo pneumático proporciona<br />

níveis de aquecimento mais baixos na parte<br />

inferior <strong>dos</strong> flancos laterais o que diminui<br />

muito substantivamente a resistência à<br />

rodagem (cerca de 23% inferior nos testes<br />

realiza<strong>dos</strong> em Miravel comparativamente<br />

com pneus da concorrência de qualidade<br />

equivalente).<br />

Outra das tecnologias desenvolvidas pela<br />

Goodyear no composto para combater os<br />

efeitos nefastos do aquecimento é a Cool-<br />

Cushion Layer, a qual garante um combate<br />

eficaz ao calor e à sua redução em toda a<br />

superfície do pneu. A disposição <strong>dos</strong> blocos<br />

laterais e os sulcos extra finos nos mesmos<br />

ajudam, por sua vez, a reduzir os níveis de<br />

ruído do pneumático.<br />

Acresce ainda o facto de ter sido introduzida<br />

no design da banda de rodagem uma<br />

avançada tecnologia de desenho de blocos<br />

3D, denominada ActiveBraking, permitindo<br />

melhor contacto entre os blocos e a estrada,<br />

diminuindo assim a distância de travagem. A<br />

utilização de nervuras longitudinais contínuas,<br />

aumenta a rigidez nas curvas, proporcionando<br />

um controlo e manobrabilidade do veículo<br />

excepcionais.<br />

Em boa verdade, podemos dizer que o EfficientGrip<br />

Performance se trata dum pneumático<br />

topo de gama ou fora de série, uma<br />

questão de linguagem, graças a um conjunto<br />

de tecnologias pioneiras introduzidas, algumas<br />

delas em estreia mundial, pela Goodyear.<br />

Na opinião de Hugues Despres, Director da<br />

Goodyear para região EMEA, “quando desenvolvemos<br />

um pneumático queremos oferecer<br />

um produto de qualidade que mantenha as<br />

suas prestações durante toda a sua vida. Estamos<br />

realmente entusiasma<strong>dos</strong> pelo enorme<br />

salto em termos de prestações, economia,<br />

conforto e segurança do novo EfficientGrip<br />

Performance. Esta nova estrela dentro <strong>dos</strong><br />

pneumáticos de verão para turismos consolida<br />

a nossa posição no mercado face aos<br />

nossos competidores”.<br />

40 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


EFFICIENTGRIP COMPACT DESTACA-SE<br />

PELA SUA EFICIÊNCIA DE TRAVAGEM<br />

Por sua vez, o novo EfficientGrip Compact,<br />

destinado a pequenos veículos urbanos, vai<br />

ser disponibilizado em 26 tamanhos desde as<br />

13 às 15 polegadas. Mais modesto, como seria<br />

de esperar em termos de etiqueta europeia,<br />

surge no mercado, na esmagadora maioria<br />

das medidas, com classificação “B” relativamente<br />

à sua aderência em piso molhado e<br />

classificação “C” em matéria de resistência à<br />

rodagem.<br />

Entre as características que mais o evidenciam<br />

da concorrência nos pneumáticos desenha<strong>dos</strong><br />

para veículos pequenos e urbanos, a<br />

Goodyear destaca a sua enorme eficiência de<br />

travagem em piso molhado, graças à multiplicidade<br />

de ranhuras extra largas que cortam<br />

de forma muito eficaz a capa aquosa do piso<br />

da estrada.<br />

O novo pneumático também se caracteriza<br />

por uma forma da cavidade mais arredondada.<br />

Quando um pneu roda sobre uma<br />

superfície molhada, é gerada acumulação<br />

de água em frente ao pneumático. Uma<br />

cavidade mais redonda reduz esse efeito e<br />

diminui substancialmente o risco de aquaplaning.<br />

Também a estrutura deste pneumático foi<br />

optimizada do ponto de vista tecnológico,<br />

utilizando fórmulas mais eficientes nos componentes,<br />

que permitiram uma redução de<br />

peso do novo EfficientGrip Compact em cerca<br />

de 5%, comparativamente com o seu antecessor<br />

(Goodyear Duragrip).<br />

A utilização de menos material e as propriedades<br />

optimizadas <strong>dos</strong> componentes<br />

geram de igual forma menos calor, portanto,<br />

menor resistência à rodagem. O desenho<br />

rígido da banda reduz o efeito de deformação<br />

da goma, produzindo, consequentemente,<br />

menos dissipação de energia, enquanto os<br />

blocos grandes <strong>dos</strong> ombros aumentam a<br />

área de contacto durante a travagem e proporcionam<br />

maior rigidez lateral para melhorar<br />

o rendimento nas curvas. Finalmente, a<br />

distribuição optimizada da pressão permite<br />

um desgaste regular o que contribui para<br />

melhorar o factor durabilidade.<br />

Segundo Hugues Despres, “o mercado de<br />

carros pequenos na Europa encontra-se em<br />

crescimento o que gera uma necessidade<br />

específica de uma gama de pneumáticos<br />

que possam satisfazer essa procura. O EfficientGrip<br />

Compact é uma resposta a esta<br />

necessidade”.<br />

O Circuito Automóvel de Karland<br />

Situado nas colinas sobranceiras<br />

à pequena<br />

localidade de Mireval, a<br />

pouco mais de uma dezena<br />

de quilómetros da cidade<br />

de Montpellier e com uma<br />

vista priveligiada sob as lagoas<br />

e os sapais do mediterrâneo<br />

da região francesa<br />

de Languedoc-Roussilon, o<br />

Circuito Automóvel de Karland<br />

tem um passado histórico<br />

rico ligado à competição<br />

automóvel, interrompido em<br />

1984, ano em que foi adquirido<br />

pela Goodyear que o<br />

transformou num magnífico<br />

Centro de Ensaios.<br />

O actual Centro de Ensaios<br />

da Goodyear Dunlop integra<br />

um circuito com cerca de 3,3<br />

km para testes de estrada e<br />

de velocidade, um circuito<br />

interno para testes de pneumáticos<br />

em piso molhado,<br />

uma pista circular para testes<br />

de aquaplaning com uma camada<br />

permanente de 8 cm de<br />

água numa zona onde os veículos<br />

equipa<strong>dos</strong> com pneus<br />

EfficientGrip Performance<br />

entravam a uma velocidade<br />

média de 80 Km/h, uma<br />

zona para testes de travagem<br />

e uma outra para testes comparativos<br />

de resistência ao rolamento.<br />

Possui também um<br />

circuito off-road com cerca<br />

de 1,5 km.<br />

Trabalham neste Centro<br />

de Ensaios cerca de seis de<br />

pessoas, incluindo pilotos<br />

profissionais, e é aqui que a<br />

Goodyear Dunlop testa muitos<br />

<strong>dos</strong> seus novos produtos<br />

para automóveis e motociclos<br />

no decurso da sua fase de desenvolvimento.<br />

O EfficientGrip<br />

Performance<br />

proporciona bons<br />

consumos e apresenta<br />

comportamentos<br />

previsíveis, um factor de<br />

crucial importância em<br />

matéria de segurança.<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 41


Apresentação<br />

Chegou o Performance e o Compact<br />

/////////////////////////////////////////////<br />

Hugo de Carvalho, Country Sales Director da Goodyear Dunlop Portugal<br />

“Objectivo é fazer cada vez melhor”<br />

O lançamento de dois novos pneus da gama EfficientGrip da Goodyear no mercado nacional<br />

orgulha Hugo de Carvalho, que desenvolve nesta entrevista as principais potencialidades<br />

desta nova família de produtos<br />

Hugo de Carvalho é Director de Vendas<br />

da Goodyear Dunlop Tires Portugal, uma<br />

empresa integrada na Goodyear Dunlop<br />

Iberia, onde desempenha idênticas funções,<br />

considerando logo à partida que<br />

existem diferenças muito substantivas<br />

entre os merca<strong>dos</strong> português e espanhol.<br />

O que é que gostaria de destacar neste novo<br />

pneu EfficientGrip Performance?<br />

Este novo pneumático Performance é o primeiro<br />

da marca na geração pós entrada em<br />

vigor da “etiqueta”. É um pneu que tem uma<br />

performance claramente na linha da frente.<br />

Especialmente de assinalar a performance<br />

em piso molhado, com uma classificação “A”,<br />

o que é uma prestação muito significativa.<br />

Porém, a Goodyear não se foca apenas nos<br />

três parâmetros que são medi<strong>dos</strong> pela etiquetagem,<br />

nem sequer nos 15 parâmetros<br />

que são normalmente medi<strong>dos</strong> nos testes<br />

realiza<strong>dos</strong> pela imprensa internacional especializada.<br />

Nós vamos muito mais longe,<br />

uma vez que realizamos 50 parâmetros distintos<br />

ao longo da fase de desenvolvimento<br />

de produto. Isto quer dizer que nós como<br />

companhia focamo-nos naquilo que o consumidor<br />

procura, fazemo-lo sempre através<br />

do máximo de ligação tecnológica, mas não<br />

estamos dispostos a fazer nenhum compromisso<br />

em termos da qualidade de um parâmetro<br />

para satisfazer outro.<br />

O nosso objectivo é fazermos cada vez pneus<br />

melhores e mais seguros para o consumidor.<br />

Logo à partida, o EfficientGrip Performance é<br />

um produto vencedor, estou certo que isto se<br />

vai reflectir no mercado. Estou certo também<br />

que o consumidor vai reconhecer e aperceber-<br />

-se rapidamente das diferenças entre os vários<br />

produtos em oferta no mercado.<br />

O segredo do EfficientGrip Performance encontra-se nas suas tecnologias muito avançadas utilizadas no<br />

desenvolvimento deste novo produto.<br />

E do ponto de vista tecnológico propriamente<br />

dito?<br />

Foi dado um salto importante com este pneu<br />

graças à utilização de novos compostos que<br />

permitem tirar o máximo proveito tanto da<br />

resistência ao rolamento como ao nível da<br />

travagem com piso molhado. E isto sem sacrificar<br />

outros parâmetros como, por exemplo,<br />

a durabilidade. A Goodyear investe permanentemente<br />

na área tecnológica. Há cerca de dois<br />

anos lançamos o Assimétrico 2, um produto<br />

que já tinha um nível tecnológico muito avançado<br />

no segmento das ultra altas prestações.<br />

Parte dessa tecnologia nós também já incorporámos<br />

no EfficientGrip Performance, no<br />

segmento das altas prestações.<br />

A partir de agora há portanto tecnologias que<br />

são comuns a estes dois segmentos. Em segmentos<br />

mais baixos há tecnologias que não são<br />

aplicadas, nem sequer faz sentido.<br />

42 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


Este novo produto já se encontra disponível<br />

em Portugal?<br />

Já está disponível. Foi lançado no nosso<br />

mercado a partir do dia 1 de Março. Como<br />

é lógico há uma adaptação ao mercado no<br />

sentido duma introdução gradual do produto,<br />

mas um consumidor que for à procura do<br />

EfficientGrip Performance já o pode encontrar<br />

ou encomendar.<br />

Encontra-se agendado mais algum lançamento<br />

para este ano?<br />

Este ano, como companhia, já fizemos dois<br />

grandes lançamentos. Um com os Goodyear<br />

EfficientGrip Performance e EfficientGrip<br />

Compact, e fizemos também o lançamento<br />

oficial do Dunlop Blue Response, no Dubai,<br />

em Janeiro.<br />

Por agora, são os dois megalançamentos que<br />

temos em agenda para este ano. Gostaria<br />

também de salientar que não há ano em que<br />

a companhia, quer numa marca quer noutra,<br />

não venha ao mercado com uma grande inovação,<br />

isto quer dizer que a renovação da gama e<br />

a constante evolução <strong>dos</strong> nossos produtos são<br />

duas das principais características genéticas da<br />

Goodyear Dunlop.<br />

As tecnologias que estão a ser utilizadas<br />

neste novo produto também vão ser utilizadas<br />

na marca Dunlop?<br />

A Goodyear e a Dunlop são duas marcas<br />

“premium”. Posso dizer que temos o privilégio<br />

de ser o único fabricante de pneus<br />

com duas marcas “premium”, mas dirigem-<br />

-se a dois tipos de consumidores distintos:<br />

Um mais preocupado com a qualidade e a<br />

segurança, enquanto o consumidor Dunlop<br />

muito mais com a emoção da condução e<br />

com o prazer da condução. Dedicamos o<br />

nosso esforço a satisfazer dois tipos de consumidores<br />

distintos e também a forma como<br />

desenvolvemos e construímos os pneus reflectem<br />

isso. São pneus diferentes. Não obstante,<br />

há tecnologias que são transversais, e<br />

isto também porque tanto uma marca como<br />

outra estão no mercado com produtos cujos<br />

níveis de segurança são muito eleva<strong>dos</strong>. Independentemente<br />

disso, há outras tecnologias<br />

que são específicas para cada um deles,<br />

para que possamos satisfazer consumidores<br />

distintos.<br />

Como caracteriza a rede de distribuidores<br />

Goodyear em Portugal?<br />

Nós em Portugal temos uma rede de distribuição<br />

bastante forte e com altíssima cobertura<br />

nacional em termos geográficos. Estamos<br />

presentes em quase todas as geografias e bem<br />

presentes, quer através da rede Vulco, que é<br />

aquela que nos é mais próxima, quer através<br />

do resto <strong>dos</strong> nossos clientes, dentro do que são<br />

as oficinas independentes.<br />

Os produtos da Goodyear dirigem-se fundamentalmente<br />

a que tipo de clientes?<br />

De um modo geral, os produtos da Goodyear<br />

dirigem-se a um consumidor que procura produtos<br />

de mais alta qualidade, dentro dum leque<br />

de pessoas que, dependendo do seu perfil, podem<br />

ter mais ou menos conhecimentos técnicos.<br />

No entanto, não está disposto a sacrificar<br />

a qualidade e a segurança, por outros factores,<br />

simplesmente por comprar mais barato. Em<br />

suma, o consumidor Goodyear é uma pessoa<br />

que dá valor sua à segurança e à <strong>dos</strong> seus e que<br />

vê na Goodyear, precisamente, uma garantia<br />

dessa segurança.<br />

Acha que o facto <strong>dos</strong> combustíveis estarem<br />

tão caros e da “etiqueta” demonstrar que os<br />

consumidores podem poupar combustível<br />

irá atrair novos clientes aos produtos da<br />

Goodyear?<br />

Acho que a preocupação económica está latente<br />

em to<strong>dos</strong> os merca<strong>dos</strong> e nas diferentes<br />

indústrias. A resistência ao rolamento é um<br />

<strong>dos</strong> parâmetros que tem impacto no consumo<br />

combustível, logo, o facto <strong>dos</strong> pneus Goodyear<br />

terem uma performance tão boa em termos de<br />

resistência ao rolamento é algo que será valorizado<br />

pelos consumidores.<br />

Contudo, não é só a poupança de combustível<br />

que é relevante mas o conjunto total da<br />

performance, nomeadamente, não sacrificar<br />

a segurança para ter uma maior economia, e<br />

nós não o fazemos.<br />

É possível fazer um breve balanço da Goodyear<br />

Dunlop Portugal em 2012?<br />

Em Portugal, tivemos um ano de 2012, que<br />

no geral foi acima das expectativas. Foi um<br />

ano positivo, tendo em conta a situação do<br />

mercado em geral que na nossa indústria,<br />

como em outras indústrias, não é favorável.<br />

Estamos muito satisfeitos com os resulta<strong>dos</strong><br />

do ano passado.<br />

E em termos de perspectivas para <strong>2013</strong>?<br />

Este é um ano especial em que lançamos no<br />

mercado dois produtos que, num contexto<br />

de etiquetagem que surgiu no final do ano<br />

passado, apresentam-se como produtos de<br />

vanguarda nessa área. O facto de ambos usufruírem<br />

já este ano do reconhecimento internacional<br />

<strong>dos</strong> media da especialidade, onde<br />

ganhámos grandes prémios logo nos primeiros<br />

testes, a nível das principais revistas internacionais<br />

do sector, é a prova que continuamos<br />

no caminho certo, trazendo inovações ao<br />

mercado que são cada mais relevantes para o<br />

consumidor. Por tudo isso, só podemos estar<br />

optimistas!<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 43


Entrevista Climénia Silva<br />

Valorpneu I Av. Torre de Belém, 29 1400-342 Lisboa I Diretora Geral: Climénia Silva I Telef: 213.032.303 Fax: 213.032.305<br />

E-mail: valorpneu@valorpneu.pt I Internet. www.valorpneu.pt<br />

“Conseguimos mudar<br />

mentalidades”<br />

Já passou uma década desde que a Valorpneu iniciou<br />

a sua atividade operacional a 1 de fevereiro de 2003.<br />

Hoje, é uma sólida realidade presente de norte a<br />

sul do país, gerindo o correto encaminhamento <strong>dos</strong><br />

pneus em fim de vida<br />

Desde sempre sinónimo de um ambiente<br />

melhor, a Valorpneu tem<br />

contribuído significativamente para<br />

minimizar os perigos ambientais <strong>dos</strong><br />

pneus em fim de vida, promovendo a sua<br />

recolha organizada, separação seletiva, retoma<br />

e valorização, num processo que se inicia<br />

nos pontos de recolha, passa pelo transporte<br />

e termina num <strong>dos</strong> quatro destinos da<strong>dos</strong><br />

pela Valorpneu aos pneus usa<strong>dos</strong>: reutilização,<br />

recauchutagem, reciclagem ou valorização<br />

energética.<br />

Dez anos passa<strong>dos</strong>, é tempo de renovar a<br />

aposta neste compromisso de futuro que a<br />

to<strong>dos</strong> diz respeito: o ambiente. Em entrevista<br />

à REVISTA DOS PNEUS, Climénia Silva, Diretora<br />

Geral da Valorpneu, faz o balanço de uma<br />

década de atividade e traça os objetivos para<br />

o futuro.<br />

Que balanço faz do desempenho de<br />

dez anos de atividade da Valorpneu?<br />

O balanço é manifestamente positivo. O<br />

elevado desempenho da Valorpneu é reconhecido<br />

por to<strong>dos</strong> os que se relacionam<br />

com a nossa atividade. Temos total abrangência<br />

em termos do território nacional, um<br />

elevado número de produtores aderentes e<br />

ultrapassámos os objetivos de recolha e de<br />

reciclagem defini<strong>dos</strong> legalmente. O sistema<br />

já se encontra maduro, com um modelo operacional<br />

estável. É claro, que não fizemos este<br />

trabalho sozinhos. Gerimos o sistema numa<br />

estreita ligação com uma rede de parceiros.<br />

Este desempenho também só foi possível com<br />

o contributo <strong>dos</strong> produtores e importadores<br />

aderentes que transferiram para a Valorpneu<br />

a sua responsabilidade pelo tratamento <strong>dos</strong><br />

pneus que colocam no mercado, quando estes<br />

chegam ao fim de vida. Os produtores e<br />

importadores aderentes devem sentir orgulho<br />

nos resulta<strong>dos</strong> obti<strong>dos</strong> pela Valorpneu.<br />

Quantos pneus foram recolhi<strong>dos</strong><br />

pela Valorpneu durante esta década de<br />

atividade?<br />

Durante os 10 anos de atividade do sistema<br />

integrado de gestão de pneus usa<strong>dos</strong> gerido<br />

pela Valorpneu foram gera<strong>dos</strong> no nosso país<br />

aproximadamente 70 milhões de pneus usa<strong>dos</strong>,<br />

o que corresponde a cerca de 1 pneu<br />

usado gerado num ano por cada 2 habitantes.<br />

A Valorpneu, para além desta quantidade,<br />

também integrou no sistema para tratamento<br />

os pneus em fim de vida gera<strong>dos</strong> antes da sua<br />

entrada em funcionamento. Foram no total<br />

recolhi<strong>dos</strong> e valoriza<strong>dos</strong> 893.000 toneladas<br />

de pneus.<br />

Quantos pneus foram reaproveita<strong>dos</strong><br />

para recauchutagem?<br />

Para recauchutagem foram reaproveita<strong>dos</strong><br />

7 milhões de pneus de diferentes categorias,<br />

correspondendo a 207.000 toneladas. Na<br />

década, <strong>dos</strong> pneus recauchuta<strong>dos</strong> no nosso<br />

país, 65% em peso são pneus de camião. A<br />

recauchutagem de pneus é uma atividade<br />

recorrente nesta categoria de pneus. Por cada<br />

pneu novo vendido de camião foi produzido<br />

um pneu recauchutado da mesma categoria.<br />

Quantos foram encaminha<strong>dos</strong> para as<br />

unidades de reciclagem?<br />

Para reciclagem foram encaminhadas<br />

422.000 toneladas de pneus, 39 mil toneladas<br />

acima do objectivo legal. Este volume<br />

permitiu a produção de 253.000 toneladas<br />

de granulado de borracha e a recuperação<br />

de 59.000 toneladas de aço. Para se ter uma<br />

ideia mais concreta, o granulado produzido<br />

seria suficiente para o enchimento de 2.500<br />

campos de futebol de relva sintética e o aço<br />

para construir 8 Torres Eiffel.<br />

E quantos foram encaminha<strong>dos</strong><br />

ao longo destes 10 anos para serem<br />

utiliza<strong>dos</strong> como fonte de energia?<br />

Nestes 10 anos, foram utiliza<strong>dos</strong> como fonte<br />

de energia, 255.000 toneladas de pneus, a<br />

energia necessária para produzir 2 milhões de<br />

toneladas de clinquer, o principal componente<br />

44 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


Diretora Geral da Valorpneu<br />

com o diferimento <strong>dos</strong> pagamentos por parte<br />

das empresas que aproveitam o ecovalor (que<br />

repercutem aos seus clientes) como forma de<br />

financiamento, não o entregando à Valorpneu<br />

no prazo devido.<br />

Por outro lado, o mercado <strong>dos</strong> produtos<br />

recicla<strong>dos</strong> de pneus regista um decréscimo<br />

muito significativo, devido essencialmente à<br />

recessão do mercado da construção.<br />

do cimento, ou seja, o cimento suficiente para<br />

a construção de 11 estádios de futebol, de<br />

dimensão semelhante ao maior estádio de<br />

futebol de Portugal.<br />

Que contributo tem dado a Valorpneu<br />

para minimizar os perigos ambientais <strong>dos</strong><br />

pneus em fim de vida?<br />

A Valorpneu tem-se revelado uma empresa<br />

que conseguiu mudar mentalidades<br />

e concretizar uma efetiva recolha e valorização<br />

<strong>dos</strong> pneus usa<strong>dos</strong>. Já não se encontram<br />

pneus abandona<strong>dos</strong> por esse país fora, como<br />

era recorrente há 10 anos atrás. Hoje, existe<br />

uma rede de pontos de recolha que recebe<br />

os pneus sem qualquer custo pelo depósito,<br />

uma logística organizada para o seu encaminhamento<br />

para destinos finais que procedem<br />

à sua recuperação quer como matéria-prima,<br />

quer como recurso energético. Este modelo de<br />

funcionamento foi desenhado e organizado<br />

pela Valorpneu que tem vindo a gerir o sistema<br />

de forma transparente, rigorosa e focalizada<br />

na qualidade do serviço tendo em vista a<br />

criação de valor. Entre outras ações damos<br />

formação aos operadores, acompanhamos<br />

com relatórios de avaliação o seu desempenho,<br />

procedemos a inspeções e promovemos<br />

a certificação.<br />

Mas, não ficamos por aqui. Temos investido<br />

em investigação e promovemos e participamos<br />

em projetos com vista ao desenvolvimento<br />

de soluções sustentáveis para os pneus<br />

em fim de vida. Durante estes 10 anos, participámos<br />

em 22 projetos, alguns da nossa<br />

iniciativa, como é exemplo o Prémio Inovação<br />

Valorpneu, que vai este ano na sua 5ª edição.<br />

Qual o total de ecovalor recebido<br />

nestes 10 anos de atividade da<br />

Valorpneu?<br />

Foram factura<strong>dos</strong> pela Valorpneu nestes 10<br />

anos, 90 milhões de euros, infelizmente não<br />

totalmente converti<strong>dos</strong> em recebimentos.<br />

Assinalo que este montante é totalmente<br />

aplicado na atividade da Valorpneu. Somos<br />

uma sociedade sem fins lucrativos e é completamente<br />

vedada a distribuição de resulta<strong>dos</strong>,<br />

caso existam, sendo reinvesti<strong>dos</strong> na própria<br />

atividade.<br />

Durante estes 10 anos apenas aumentámos<br />

a tabela de ecovalor 2 vezes, uma em janeiro<br />

de 2008, outra em julho de 2012. No entanto,<br />

se convertêssemos a atual tabela a preços de<br />

2003 (do início do sistema), os ecovalores hoje<br />

pratica<strong>dos</strong> seriam mais baixos em 14%, o que<br />

traduz a eficiência na gestão do sistema.<br />

Como é que a crise económica que<br />

o país vive está a afetar a atividade da<br />

Valorpneu?<br />

A atividade da Valorpneu é reflexo das dificuldades<br />

que o país atravessa e em particular<br />

o setor <strong>dos</strong> pneus. A nossa faturação, que depende<br />

diretamente da quantidade de pneus<br />

coloca<strong>dos</strong> no mercado, diminuiu uma vez que<br />

o mercado está em queda, mas também porque<br />

as importações e aquisições intracomunitárias<br />

não declaradas aumentam, resultado<br />

do crescimento do mercado paralelo, que tem<br />

tendência a acentuar-se quando a carga fiscal<br />

aumenta. As cobranças estão cada vez mais<br />

difíceis com o acumular das insolvências e<br />

Qual tem sido a evolução da recolha de<br />

pneus em fim de vida?<br />

A Valorpneu, desde o início de funcionamento<br />

da rede, que recolhe mais pneus do<br />

que aqueles que lhe são declara<strong>dos</strong> e que<br />

financiam o sistema. Tem assim vindo a ultrapassar<br />

os objectivos legais, encontrando-se<br />

inclusivamente a recolha <strong>dos</strong> pneus usa<strong>dos</strong><br />

no seu máximo.<br />

Contudo, a evolução em termos percentuais<br />

acompanha diretamente as flutuações <strong>dos</strong><br />

merca<strong>dos</strong> em que se relaciona: de substituição<br />

pneus, recauchutagem e de veículos. Tal<br />

originou uma evolução crescente até 2008,<br />

ano em que ultrapassou as 100 mil toneladas<br />

recolhidas, registando-se uma redução a partir<br />

deste ano (com exceção para 2010), que se<br />

agravou em 2012 com -15% relativamente<br />

ao ano anterior.<br />

Quanto ao processo de valorização<br />

<strong>dos</strong> vários materiais provenientes <strong>dos</strong><br />

pneus em fim de vida, quantas empresas<br />

trabalham nesta área e qual tem sido a<br />

sua evolução?<br />

Trabalhamos com 4 unidades de valorização<br />

energética, das quais 3 são cimenteiras que<br />

utilizam como combustível os pneus usa<strong>dos</strong><br />

inteiros ou fragmenta<strong>dos</strong>, de acordo com de-<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 45


Entrevista Climénia Silva<br />

termina<strong>dos</strong> requisitos. A outra unidade de<br />

valorização energética aproveita os pneus<br />

para a cogeração de vapor para a produção<br />

de energia elétrica.<br />

Estas unidades têm feito vultosos investimentos<br />

para adaptarem o seu processo produtivo<br />

à utilização de pneus como fonte de energia.<br />

Em relação à indústria da reciclagem, existem<br />

em Portugal 3 fábricas de reciclagem de pneus,<br />

2 constituídas mesmo antes da entrada em<br />

funcionamento da Valorpneu. Existe ainda na<br />

rede 1 operador que efetua a fragmentação de<br />

pneus para posterior valorização. Quanto aos<br />

industriais de recauchutagem, que atualmente<br />

são 30 empresas, todas aderentes ao sistema,<br />

assiste-se desde 2010 ao encerramento de<br />

algumas unidades e de forma geral à redução<br />

da atividade.<br />

Em 2012 a produção de pneus recauchuta<strong>dos</strong><br />

pela indústria nacional de recauchutagem<br />

foi cerca de metade da produção verificada<br />

em 2007.<br />

Considera que o público tem<br />

suficiente conhecimento da atividade da<br />

Valorpneu?<br />

A Valorpneu tem investido periodicamente<br />

na comunicação e sensibilização, através <strong>dos</strong><br />

mass media, com campanhas na TV, rádio e<br />

imprensa. Tem ainda organizado e participado<br />

em inúmeros eventos, a rede de operadores<br />

encontra-se sinalizada uniformemente e<br />

publica uma newsletter quadrimestral com<br />

distribuição de 3.000 exemplares. Tudo isto,<br />

justamente para dar conhecimento da sua<br />

atividade.<br />

Quais os objectivos da Valorpneu para<br />

<strong>2013</strong>, em termos de quantidades totais<br />

de pneus recolhi<strong>dos</strong>?<br />

Para <strong>2013</strong> prevemos a recolha de 73.000<br />

toneladas de pneus usa<strong>dos</strong>, menos 8% da<br />

quantidade recolhida em 2012, evolução<br />

que segundo as nossas previsões ocorrerá<br />

nos merca<strong>dos</strong> de substituição de pneus novos<br />

e recauchuta<strong>dos</strong> em conjugação com o<br />

de veículos.<br />

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46 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


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empreendorismo<br />

Começar há cerca de 45 anos com uma bomba de gasolina na<br />

província e chegar agora ao ranking das 300 maiores empresas<br />

portuguesas não é to<strong>dos</strong> os dias, nem para toda a gente<br />

Estamos a falar do Grupo Alves Bandeira,<br />

um conjunto de 9 empresas da região<br />

centro de várias áreas mas que na sua<br />

grande maioria se complementam nas<br />

suas atividades, tendo alcançado um volume<br />

de negócios de € 192 milhões (2012), para<br />

uma equipa global de 420 colaboradores.<br />

Quem quiser saber como é que se faz, terá<br />

que perguntar a Cassiano Alves Bandeira, um<br />

jovem ativo, ambicioso e irrequieto de Góis,<br />

que trocou a escola pública pela Escola da<br />

Vida, primeiro, para trabalhar com o pai e depois<br />

ir aos 15 anos até Lisboa, para trabalhar<br />

e aprender mais qualquer coisa. Quando aos<br />

23 anos regressou à sua terra natal, em plena<br />

Serra da Lousã, não foi para fazer turismo,<br />

mas para colocar em prática os seus planos<br />

e as suas ideias de negócios.<br />

Começou assim em 1960 com o seu primeiro<br />

negócio, com um posto de abastecimento de<br />

combustíveis e venda de lubrificantes, pneus<br />

e acessórios, marcando desde logo o ADN da<br />

futura evolução do negócio. Um Snack-bar e<br />

uma estação de serviço com oficina de pneus<br />

completaram a iniciativa, mas o jovem Cassiano<br />

queria ir mais longe. Enquanto a esposa<br />

Maria Adelaide Neves tomava conta do posto<br />

de combustíveis, Cassiano percorria as feiras<br />

e localidades da região a vender pneus, lubrificantes,<br />

acessórios e outros artigos, entre os<br />

quais moto serras, algo muito útil naquelas<br />

paragens.<br />

Com todo este dinamismo e evidente sentido<br />

da economia, o nosso jovem empresário<br />

começou rapidamente a aumentar o número<br />

de postos de abastecimento de combustíveis<br />

na Região Centro, tendo surgido três novos<br />

empreendimentos nas localidades de Tentúgal<br />

(Montemor-o-Velho), Ceira (Coimbra)<br />

e Marinha das Ondas (Pombal).<br />

Em 1974 foi criada a empresa Alves Bandeira<br />

C. Ldª , e que tem hoje uma rede com 95<br />

postos de abastecimento de combustíveis<br />

espalha<strong>dos</strong> por todo o país.<br />

O Grupo Alves Bandeira, tem as diversas<br />

áreas de negócio que se complementam e<br />

sempre no sentido do negócio auto.<br />

O negócio de importação, representação e<br />

assistência de equipamentos para postos de<br />

abastecimento, oficinas de pneus, estações e<br />

oficinas de reparação de serviço é outro ramo<br />

importante,tendo surgido naturalmente das<br />

sinergias de crescimento do próprio grupo<br />

de empresas.<br />

Outro negócio que cresceu dentro da atividade<br />

do Grupo AB foi o <strong>dos</strong> transportes de<br />

aluguer para combustíveis.<br />

A compra e venda de automóveis novos e<br />

usa<strong>dos</strong>, incluindo algumas concessões como<br />

a marca Mitsubishi é também um negócio<br />

que encaixa perfeitamente no conjunto de<br />

sinergias que gera na sua atividade.<br />

Complementarmente, o Grupo AB está<br />

48 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


ainda ativo nas áreas da construção civil, mediação<br />

de seguros, engenharia e certificação<br />

energética de edifícios, energias renováveis.<br />

PRINCÍPIOS E ESTRATÉGIAS<br />

Obviamente, ninguém consegue edificar<br />

um pequeno império empresarial como este<br />

sem a colaboração empenhada e leal de emprega<strong>dos</strong>,<br />

familiares, amigos e parceiros de<br />

negócio. Por isso, os valores tradicionais da<br />

honestidade, profissionalismo, qualidade,<br />

familiaridade e solidariedade que fizeram<br />

parte desde sempre da forma de estar da<br />

Alves Bandeira, continuam a ser referências<br />

para o dia-a-dia e serão princípios orientadores<br />

para o futuro.<br />

Por outro lado, a visão de negócio prevalecente<br />

sempre foi a da satisfação das<br />

necessidades do cliente e do mercado em<br />

geral, dentro de uma estratégia de criar valor<br />

para a própria empresa, para os parceiros<br />

de negócio, para o cliente e para o mercado.<br />

A diversificação e complementaridade das<br />

atividades desenvolvidas pelo Grupo AB são<br />

disso a melhor prova.<br />

Resultando de todas estas opções criteriosas,<br />

a estratégia comercial assenta na melhor<br />

relação preço/qualidade possível, que se<br />

traduz por um posicionamento de máxima<br />

competitividade no mercado.<br />

Não menos importante, o fortalecimento da<br />

coesão da empresa e do espírito de equipa<br />

de to<strong>dos</strong> os colaboradores está enraizado<br />

em to<strong>dos</strong> os procedimentos e formas de relacionamento.<br />

Uma das consequências desta<br />

visão solidária e amigável é o Clube AB, uma<br />

iniciativa que visa valorizar uma cultura empresarial<br />

de proximidade e cooperação entre<br />

to<strong>dos</strong> os colaboradores, fomentando diversas<br />

iniciativas de lazer e de salutar convívio entre<br />

to<strong>dos</strong> intensificando a camaradagem e o<br />

espírito de equipa entre as várias empresas<br />

do Grupo AB.<br />

SECTOR DOS COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES<br />

A aposta <strong>dos</strong> combustíveis e lubrificantes<br />

foi um <strong>dos</strong> factores de êxito do Grupo Alves<br />

Bandeira, constituindo uma das principais<br />

fontes de facturação.<br />

A estrutura de distribuição direta ao público<br />

inclui cerca de 95 postos de abastecimento de<br />

norte a sul do pais, dota<strong>dos</strong> de um conjunto<br />

de serviços de qualidade para os seus clientes<br />

desde o particular aos clientes frota/empresa.<br />

Para ter sucesso hoje em dia na venda de<br />

combustíveis, é necessário ter uma oferta<br />

competitiva de produtos e serviços complementares,<br />

algo que encaixa perfeitamente<br />

na filosofia de acrescentar valor de todas as<br />

empresas do Grupo Alves Bandeira.<br />

Nos postos de combustíveis da rede AB,<br />

especialmente nos que possuem lojas de<br />

conveniência, o cliente pode encontrar vários<br />

produtos, desde os acessórios auto, lubrificantes,<br />

alimentação, bebidas, jornais/revistas,<br />

lavagem automática de veículos, serviço de<br />

cafetaria, etc, para além da possibilidade de<br />

poder abastecer através das várias soluções<br />

de cartões de fidelização para particulares<br />

e para frotas, que proporcionam descontos<br />

nos combustíveis, além de outros benefícios<br />

e serviços para os seus utilizadores.<br />

Nos lubrificantes, negocio que esta presente<br />

desde a sua génese, além de comercializar as<br />

principais marcas do mercado, a Alves Bandeira<br />

optou por lançar em 2003 a sua marca<br />

própria AB que se tornou rapidamente na<br />

marca mais vendida pela empresa, graças<br />

Com um stock médio<br />

de 50.000 unidades<br />

e vendas de 150.000<br />

unidades / ano,<br />

a Alves Bandeira<br />

assume-se como um<br />

<strong>dos</strong> principais distribuidores<br />

de pneus<br />

do país.<br />

Paulo Santos, Responsável Comercial (esquerda)<br />

e Paulo Bandeira, Diretor de Marketing, foram os<br />

anfitriões na nossa visita às instalações da Alves<br />

Bandeira<br />

a uma linha bastante completa de produtos<br />

que esta constantemente em evolução,<br />

sendo a sua relação qualidade/preço o grande<br />

facto competitivo da marca. Uma equipa de<br />

técnicos/comerciais qualificada e experiente<br />

garante o apoio e assistência ao mercado nas<br />

mais diversas áreas, com a marca a oferecer<br />

soluções para as principais exigências, desde<br />

o automóvel, agricultura a industria.<br />

A qualidade da gama de Lubrificantes AB,<br />

foi importante para dar seguimento a sua<br />

estratégia de internacionalização, estando<br />

hoje a marca AB presente alem fronteiras<br />

em outros países da Europa, Médio Oriente<br />

e África.<br />

O sucesso obtido com os lubrificantes levou<br />

a empresa a lançar em 2005 uma nova linha<br />

de produtos de marca própria (AB Car Care)<br />

de manutenção automóvel AB, constituída<br />

por produtos certifica<strong>dos</strong> e garanti<strong>dos</strong>, com<br />

um preço muito competitivo e que são principalmente<br />

distribuí<strong>dos</strong> através da sua rede<br />

de postos.<br />

DISTRIBUIÇÃO DE PNEUS<br />

Além da sua atividade “core business“ de<br />

distribuição e revenda de combustíveis e produtos<br />

deriva<strong>dos</strong> do petróleo, a Alves Bandeira<br />

desenvolve uma notável atividade de distribuição<br />

de pneus, negocio que esta presente<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 49


Empresa Grupo Alves Bandeira<br />

desde o nascimento da empresa, mas que<br />

hoje assume grande destaque, sendo hoje<br />

um <strong>dos</strong> principais operadores do mercado.<br />

Representando algumas marcas em exclusivo<br />

para o mercado português, possui um<br />

stock médio com cerca de 45.000 unidades<br />

e vendas de 160.000 unidades/ano (2012), a<br />

Alves Bandeira é sem duvida uma referência<br />

no mercado que complementa essa atividade<br />

com a venda de lubrificantes, acessórios auto<br />

e outro tipo de produtos.<br />

PERSPECTIVAS PARA O FUTURO<br />

NA ÁREA DE PNEUS<br />

A estratégia da Alves Bandeira continua a<br />

ser estar ao lado <strong>dos</strong> clientes e acompanhar<br />

as mudanças do mercado. Este está evoluir<br />

para a bipolarização, isto é, para os pneus de<br />

preço “segmento budget, por um lado, e para<br />

os pneus de elevadas prestações e grande notoriedade<br />

de mercado “segmento premium”,<br />

por outro lado. No fundo, ambas são formas<br />

de reduzir os custos de mobilidade, mas a segunda<br />

opção assegura uma maior segurança,<br />

para quem tiver possibilidades de investir em<br />

produtos mais evoluí<strong>dos</strong> tecnologicamente.<br />

Nesse sentido, a oferta da Alves Bandeira vai<br />

sofrer alguns “acertos”, mantendo a aposta em<br />

marcas de preços acessíveis e competitivos,<br />

muitas das quais distribui em exclusivo para<br />

o nosso país. Entre elas estão a Meteor, Hercules,<br />

Maxtrek, Zeetex e Torque. Esta última,<br />

e a mais recente do seu universo de marcas,<br />

caracteriza-se por pneus fabrica<strong>dos</strong> no continente<br />

asiático, com um design inovador,<br />

que cumprem todas as exigências legais europeias<br />

e utilizam a mais recente tecnologia<br />

de fabrico. A marca Torque posiciona-se no<br />

mercado como um produto de qualidade, de<br />

confiança e com preços bastante competitivos,<br />

estando hoje em destaque no raking<br />

de vendas da empresa.<br />

Por outro lado, a Alves Bandeira está a ultimar<br />

novos acor<strong>dos</strong> de distribuição com<br />

marcas de primeiro plano “premium” como<br />

a Continental, Goodyear /Dunlop. As negociações<br />

prosseguem neste momento com outras<br />

marcas dentro deste mesmo segmento, com<br />

vista a alcançar as melhores condições de<br />

distribuição para o mercado português e não<br />

só, e a confiança destas marcas de referência<br />

mundial na Alves Bandeira vem reforçar em<br />

pleno a sua capacidade e o bom trabalho<br />

desenvolvido no mercado <strong>dos</strong> pneus, que é<br />

variolizado pelas grandes marcas que vem<br />

nesta empresa um importante parceiro, seja<br />

a nível nacional como internacional.<br />

De acordo com informações adiantadas<br />

pelo Responsável Comercial da empresa,<br />

Paulo Santos, foi criada há cerca de um ano,<br />

uma empresa de trading no Dubai (Emirado<br />

Árabes Uni<strong>dos</strong>), a fim de facilitar to<strong>dos</strong> os<br />

negócios e transações para o mercado asiático<br />

e africano onde começa já operar com<br />

alguma regularidade com clientes em vários<br />

países destes continentes.<br />

Recentemente foi feita também uma importante<br />

parceria com uma empresa portuguesa<br />

em Angola, estando também a Alves Bandeira<br />

a operar neste pais de enorme potencial, com<br />

as primeiras indicações a serem muito positivas<br />

sendo o mercado angolano uma aposta<br />

de futuro, tendo como objetivo melhorar toda<br />

a estrutura e capacidade logística para dar<br />

uma melhor respsta as necessidades deste<br />

mercado. No decorrer de <strong>2013</strong>, esses objetivos<br />

serão certamente alcança<strong>dos</strong>, com a Alves<br />

Bandeira a marcar uma posição de referência<br />

neste novo mercado bem como em outros<br />

países que se prepara para operar.<br />

Apoio técnico e formação aos n/clientes<br />

através das principais marcas “premium” de<br />

mercado vai ser uma aposta durante o ano de<br />

<strong>2013</strong>. O portal de encomendas online (B2B)<br />

terá uma nova dinâmica, para conseguir responder<br />

de uma forma mais eficaz a questões<br />

<strong>dos</strong> n/clientes. Segundo Paulo Santos,<br />

a dinamização das vendas vai continuar com<br />

diversos tipos de campanhas (diárias, semanais,<br />

mensais, oferta de merchandising, etc.).<br />

O novo armazém da Alves Bandeira com cerca de 9.000 m2, agrega em três pisos to<strong>dos</strong> os serviços<br />

administrativos, um armazém com 6.000 m2, oficinas técnicas e uma área social com todas as condições<br />

de comodidade para to<strong>dos</strong> os que colaboram ou visitam diariamente o Pólo.<br />

50 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


O site da Internet/“encomendas online” da<br />

Alves Bandeira é o melhor “veículo” para fazer<br />

chegar essa informação junto do n/cliente,<br />

por isso, é determinante a sua dinâmica e<br />

constitui uma mais-valia para podermos<br />

continuar a crescer neste mercado <strong>dos</strong> pneus.<br />

“O preço continua a ser um factor importante,<br />

mas a disponibilidade começa a ser<br />

vista como um fator essencial ao negócio.<br />

O serviço “logística” também será cada vez<br />

mais importante“, alerta Paulo Santos, considerando<br />

que a conjugação deste fatores será<br />

determinante para o sucesso do negócio da<br />

Alves Bandeira.<br />

Em termos de tendências, o segmento<br />

em que a procura tem crescido mais são os<br />

pneus para SUV/4x4. Isso é de alguma forma<br />

positivo, porque permite uma faturação mais<br />

elevada, no entanto, exige também um maior<br />

nível de serviço e investimento em stocks<br />

mais eleva<strong>dos</strong>, dado que, este segmento<br />

possui um leque de medidas bastante diversificado.<br />

Uma das apostas da Alves Bandeira para este<br />

ano é a distribuição <strong>dos</strong> pneus para veículos<br />

pesa<strong>dos</strong> da marca Zeetex, um segmento em<br />

que a empresa ainda não tinha efetuado uma<br />

séria aposta. A marca em questão oferece uma<br />

excelente relação qualidade/preço. Sucesso<br />

à vista, portanto.<br />

Nos lubrificantes,<br />

além de comercializar<br />

as principais marcas<br />

do mercado, a Alves<br />

Bandeira lançou em<br />

2003 a marca própria<br />

AB, que se tormou a<br />

marca mais vendida<br />

da empresa.<br />

OPORTUNIDADES NO RETALHO<br />

Consciente de que o seu negócio depende<br />

em grande parte da evolução do sector do<br />

retalho <strong>dos</strong> pneus, a Alves Bandeira está<br />

atenta aos sinais do mercado e tenta fazer<br />

passar a mensagem correta.<br />

Para Paulo Santos, Responsável Comercial<br />

da empresa, “Os serviços rápi<strong>dos</strong> constituem<br />

a grande oportunidade de rentabilizar o negócio,<br />

pois possuem uma margem superior. É<br />

uma opção muito importante para qualquer<br />

oficina de pneus“. Sobre o modelo de negócio,<br />

este quadro da Alves Bandeira salientou<br />

que o facto de se tratar de oficinas em rede<br />

ou independentes não é relevante, desde<br />

que existam boas estruturas e uma gestão<br />

dinâmica.<br />

Oficinas em excesso e com escassas condições<br />

para promoverem o negócio são um<br />

entrave ao desenvolvimento do sector, mas<br />

Paulo Santos adverte que, provavelmente,<br />

irão desaparecer uns quantos negócios antes<br />

desta crise terminar. Este ano será crítico<br />

para muitas empresas com dificuldades, que<br />

não foram capazes de encontrar um rumo de<br />

sobrevivência correto.<br />

Quanto às vendas diretas de pneus pela<br />

Internet (B2C), Paulo Santos mostra-se céptico<br />

e acredita que não irão ter grande futuro,<br />

nomeadamente pela ausência de pagamento<br />

em determina<strong>dos</strong> aspectos legais, fazendo<br />

concorrência desleal aos operadores do mercado<br />

já estabeleci<strong>dos</strong>. Além disso, o comprador<br />

<strong>dos</strong> pneus online depende da rede de<br />

retalho para os montar, ficando portanto<br />

condicionado. Já no caso da nova Etiqueta<br />

europeia <strong>dos</strong> pneus, Paulo Santos mostra-se<br />

convicto que é uma iniciativa que fará evoluir<br />

o mercado, mas adverte que o consumidor<br />

final ainda não dá muita importância ao assunto.<br />

É provável que no entanto tal venha<br />

a acontecer com o decorrer do tempo, como<br />

já aconteceu noutros produtos com etiqueta<br />

energética, como os electrodomésticos, por<br />

exemplo.<br />

Pólo CAB<br />

(Cassiano Alves Bandeira)<br />

Novas instalações do<br />

Grupo Alves Bandeira<br />

ano de 2012 marcou a mudança de<br />

O instalações do Grupo Alves Bandeira,<br />

agora localizadas na Zona Industrial da Pedrulha<br />

(Casal Comba - Mealhada).<br />

Ficam centralizadas assim, num único<br />

espaço, todas as empresas do Grupo, otimizando<br />

deste modo, o funcionamento<br />

operacional entre os vários sectores, além<br />

de oferecer excelentes condições de trabalho<br />

aos seus colaboradores.<br />

Este novo espaço, com cerca de 9.000 m2,<br />

agrega em três pisos to<strong>dos</strong> os serviços administrativos,<br />

um armazém com 6.000 m2,<br />

oficinas técnicas, e uma área social, com todas<br />

as condições de comodidade, para to<strong>dos</strong><br />

os que colaboram ou visitam diariamente<br />

o Pólo.<br />

Destaque para o facto desta obra (com um<br />

investimento global de cerca de 5.500.000<br />

euros), ter sido da responsabilidade da<br />

Prediband, a empresa de construção do<br />

Grupo AB , que liderou todo o projeto e<br />

sua execução.<br />

VENDAS VÃO RECUPERAR<br />

Na Alves Bandeira não há tempo para lamentações!<br />

É preciso trabalhar com profissionalismo<br />

e apresentar propostas de valor<br />

ao mercado. Instado sobre a evolução das<br />

vendas de pneus na Alves Bandeira, Paulo<br />

Santos revelou-nos que “o ano de 2012 foi<br />

difícil para o negócio <strong>dos</strong> pneus, provocando<br />

descida das nossas vendas, mas abaixo da<br />

média do mercado. Isso quer dizer que vendemos<br />

menos, mas não perdemos quota de<br />

mercado. Em <strong>2013</strong>, haverá uma resposta a<br />

essa situação, com aposta em novas marcas<br />

de pneus e preços mais competitivos, para<br />

recuperar volume de negócio perdido. Os<br />

resulta<strong>dos</strong> vão aparecer já no 2º semestre<br />

deste ano “.<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 51


Empresa Garland <strong>Pneus</strong><br />

Garland distribui<br />

pneus Nokian<br />

A Garland, através da<br />

Garland <strong>Pneus</strong>, acaba de<br />

iniciar a comercialização<br />

da marca Nokian,<br />

disponibilizando toda<br />

a gama para veículos<br />

ligeiros, comerciais 4x4<br />

e SUV. Esta oferta vem<br />

reforçar a panóplia de<br />

marcas disponibilizadas<br />

pela Garland <strong>Pneus</strong> aos<br />

seus clientes<br />

A<br />

Nokian é uma marca finlandesa da<br />

Nokian Tyres, o maior fabricante de<br />

pneus do norte da Europa e uma<br />

das mais lucrativas companhias na<br />

sua indústria em todo o mundo. Fundada<br />

em 1988 na cidade de Nokia, Finlândia, este<br />

fabricante cresceu a um ritmo espetacular.<br />

A Nokian distingue-se no fabrico de pneus<br />

de Inverno, concebi<strong>dos</strong> para assegurar uma<br />

segurança raramente alcançada nas estradas<br />

com neve, com um consumo de combustível<br />

reduzido.<br />

Toda a gama Nokian é essencialmente de<br />

pneus Verdes, porque, sendo uma marca nórdica,<br />

as questões do ambiente são sempre<br />

mais importantes do que para outros povos e<br />

culturas. Um <strong>dos</strong> pilares da empresa é produzir<br />

pneus amigos do ambiente e estar na primeira<br />

linha da defesa <strong>dos</strong> recursos naturais.<br />

Em termos de mercado europeu, vai abrir<br />

um escritório num país europeu, com uma<br />

estratégia de comunicação mais evoluída e<br />

mais agressiva. Tem novos parceiros na área<br />

da comunicação e vai desenvolver uma estratégia<br />

de divulgação da marca junto do<br />

grande público.<br />

Atualmente, a marca ainda está muito focada<br />

nos pneus de Inverno e tem dado o<br />

melhor do seu esforço a esse segmento do<br />

mercado. No entanto, tem excelentes pneus<br />

de Verão, que alcançaram bom desempenho<br />

em testes comparativos e tenciona promover<br />

a sua distribuição de forma consequente.<br />

A companhia opera principalmente nos<br />

merca<strong>dos</strong> de reposição de pneus. Fatores<br />

chave de sucesso incluem a atualização<br />

constante da gama de produtos e inovações<br />

que proporcionam mais valias genuínas<br />

ao cliente.<br />

Os pneus da Nokian Tyres são vendi<strong>dos</strong><br />

em cerca de 50 países, sendo que as vendas<br />

internacionais representavam a maioria da<br />

sua faturação.<br />

Em Portugal a distribuição e comercialização<br />

é garantida pela Garland <strong>Pneus</strong>, através<br />

de dois armazéns, com entregas bidiárias em<br />

52 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


História da marca<br />

Nokian Tyres plc foi fundada em 1988,<br />

A tendo entrado para a Bolsa de Valores de<br />

Helsínquia em 1995. As raízes da companhia<br />

remontam a 1898, quando a Suomen Gummitehdas<br />

Oy (fábrica de borracha) foi fundada.<br />

Em 1904 foi construída uma fábrica na cidade<br />

de Nokia e a produção de pneus de bicicleta<br />

tem início em 1925. Alguns anos mais tarde,<br />

em 1932, arranca a produção de pneus para<br />

carros de passageiros.<br />

Em 1945 foi construída uma nova fábrica de<br />

pneus em Nokia e em 1967 é estabelecida a<br />

Nokia Corporation – divisões de borracha,<br />

cabos e papel.<br />

Em 1974 a produção de pneus de bicicleta e<br />

câmaras-de-ar tem início em Lieksa. 2002 é<br />

marcado pela criação de um novo centro logístico<br />

em Nokia. Em 2003, o controlo da Nokia<br />

sobre a Nokian Tyres terminou: a Bridgestone<br />

Europe NV/SA tornou-se no maior acionista.<br />

Hoje o principal acionista é a Bridgestone<br />

Europe. A marca de pneus Nokian está essencialmente<br />

presente na Europa do Norte e na<br />

Rússia. É especializada no fabrico de pneus de<br />

inverno, os quais representam 80% das suas<br />

vendas de pneus automóvel.<br />

Novidades Nokian<br />

eLine - Turismo económico - Verão<br />

Hakkapeliitta 8 - Turismo desportivo - Inverno<br />

Hakkapeliitta LT2 - 4x4 Estrada - Nórdico<br />

Hakkapeliitta R2 - Turismo desportivo - Inverno<br />

Hakkapeliitta R2 SUV - 4x4 Estrada - Inverno<br />

Line - Turismo Gama alta - Verão<br />

Nordman+ - Turismo económico - Inverno<br />

Rotiiva AT - 4x4 Misto - Verão<br />

zLine - Turismo desportivo - Verão<br />

<strong>Pneus</strong> Nokian batem recorde de velocidade<br />

marca Nokian é conhecida<br />

pela qualidade <strong>dos</strong> A<br />

seus pneus de inverno. É a segunda<br />

vez que um Audi RS6<br />

“calçado” com pneus Nokian,<br />

bate o recorde de velocidade<br />

no gelo.<br />

A história repete-se com a<br />

já conhecida parceria entre<br />

a Audi e a marca de pneus<br />

Nokian. Socorrendo-se de<br />

uma das berlinas mais rápidas<br />

de sempre, o Audi RS6 e do<br />

seu conhecido piloto de testes,<br />

Janne Laitinen, a Nokian pode<br />

afirmar que os seus pneus são<br />

os mais rápi<strong>dos</strong> no gelo –<br />

335.713 km/h, contra 330.610<br />

km/h atingi<strong>dos</strong> em 2011 pelas<br />

mesmas marcas em parceria.<br />

O recorde entrou para o Guinness,<br />

substituindo o anterior.<br />

Este recorde é batido numa<br />

altura em que discute a importância<br />

<strong>dos</strong> pneus de inverno<br />

e a preocupação em<br />

alertar os habitantes <strong>dos</strong> países<br />

mais frios, da necessidade<br />

de trocarem de pneus com o<br />

objetivo de preparar o seu<br />

carro para as baixas temperaturas<br />

e consequente formação<br />

de gelo.<br />

Os pneus Nokian são desde o início do mês de<br />

maio, distribuí<strong>dos</strong> pela Garland <strong>Pneus</strong><br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 53


Dossier<br />

Ser melhor<br />

III Capítulo Tipos de clientes<br />

Para podermos optimizar o atendimento aos clientes, factor chave de sucesso<br />

em qualquer oficina e no retalho de pneus em particular, temos que personalizar<br />

esse atendimento, porque existem vários tipos de clientes<br />

Vários estu<strong>dos</strong> realiza<strong>dos</strong> pela marca Continental e conhecimentos decorrentes<br />

da sua experiência da atividade <strong>dos</strong> retalhistas de pneus, indicam a existência de<br />

pelo menos seis grandes grupos de consumidores de pneus, que iremos analisar de<br />

seguida (Quadro I):<br />

CONSUMIDOR NORMAL - É o tipo de cliente sem surpresas e sem<br />

exigências especiais. Compra os pneus porque precisa deles e quer resolver<br />

o assunto com rapidez. Não tem interesse em saber muito sobre<br />

pneus e para ele os pneus são to<strong>dos</strong> iguais. É o tipo de cliente que está<br />

habituado a consumir aquilo que já comprovou e de que gosta, não<br />

lhe importando muito que existam 30 ou 40 marcas ou variedades do<br />

mesmo artigo no mercado. No caso <strong>dos</strong> pneus, confia na escolha de<br />

quem vende e só espera que tudo resulte na perfeição e que não tenha<br />

problemas com os pneus novos. Depois do negócio, é como se tivesse<br />

bebido uma cerveja e esquece rapidamente o assunto.<br />

CONSUMIDOR POUPADO - Estes clientes têm um perfil idêntico<br />

ao consumidor normal, mas preocupam-se prioritariamente com a<br />

despesa, porque o orçamento familiar mensal é apertado e só compram<br />

o que for realmente necessário. Despesas cíclicas mais elevadas,<br />

como a compra de um frigorífico novo ou uma máquina de lavar nova,<br />

exigem sempre muita “ginástica” financeira para não faltar dinheiro<br />

para nada. Com os pneus passa-se exatamente a mesma coisa e a sua<br />

compra envolve sempre alguma ansiedade. Normalmente, é o tipo de<br />

consumidor que compra as coisas a prestações e no caso <strong>dos</strong> pneus<br />

pretende a solução mais económica, dentro de uma certa garantia de<br />

qualidade mínima.<br />

CONSUMIDOR EXIGENTE - É o tipo de cliente que quer retirar da<br />

vida o melhor que puder, consumindo tudo aquilo que lhe der mais<br />

prazer e tornar a sua existência mais agradável. São consumidores que<br />

apreciam coisas com boa qualidade de fabrico e estética atraente, desembolsando<br />

o que for necessário para satisfazer a sua escolha. Gostam<br />

54 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


de passar férias em locais agradáveis e escolhem restaurantes de topo<br />

para refeições fora de casa. No caso <strong>dos</strong> pneus, estes clientes inclinam-<br />

-se para produtos com excelente aparência, grande conforto de condução<br />

e total segurança. Normalmente, escolhem pneus de marcas<br />

de prestígio, das quais já tenham experiências anteriores satisfatórias.<br />

CONSUMIDOR ADAPTADO - É o tipo de cliente que segue as últimas<br />

tendências do consumo, especialmente as que lhe dão a sensação<br />

de pertencer a um determinado grupo ou estrato social. Faz geralmente<br />

um certo alarde das suas compras, para que to<strong>dos</strong> possam perceber<br />

que tipo de pessoa é ou pretende ser. Roupas de marca, dispositivos<br />

electrónicos avança<strong>dos</strong>, óculos de sol e relógios “in” e naturalmente<br />

o carro da moda fazem parte das tentativas de identificação destes<br />

consumidores, que não olham a meios para obter o que pretendem.<br />

Isso geralmente leva à utilização abusiva <strong>dos</strong> cartões de crédito e ao endividamento.<br />

É o tipo de cliente que compra umas jantes de alto custo,<br />

desde que tenha a certeza que está a causar a impressão que pretende.<br />

Potencial de consumo<br />

Tipo de Cliente Consumo Global Compras de <strong>Pneus</strong><br />

Consumidor Normal 44% 60%<br />

Consumidor Poupado 15% 25%<br />

Consumidor Exigente 21%<br />

Consumidor Adaptado 8%<br />

15%<br />

Consumidor de Prestígio 8%<br />

Consumidor de Luxo 4%<br />

CONSUMIDOR DE PRESTÍGIO - É o cliente que gosta de mostrar<br />

aos outros o que tem e não precisa imitar pessoas de outros grupos,<br />

porque já pertence a um certo estrato social. Normalmente, consomem<br />

o que há de mais avançado no mercado, desde que isso sirva para<br />

mostrar a conheci<strong>dos</strong> e vizinhos o tipo de vida que levam. No carro,<br />

gostam de ter vários extras, entre os quais um bom sistema de som e<br />

jantes largas de liga leve. Quanto ao pneu, como não aparece muito,<br />

basta que seja de uma marca de topo.<br />

CONSUMIDOR DE LUXO - É o cliente que não precisa fazer contas<br />

aos gastos, porque tem rendimentos suficientemente folga<strong>dos</strong>. Gosta<br />

de gastar sem preocupações, para demonstrar que ganhou dinheiro<br />

à custa de muito trabalho ou que teve a sorte de beneficiar de uma<br />

herança milionária. Quer o melhor para si e faz uma vida só acessível<br />

a um grupo restrito de pessoas. Como regra, usa um carro de topo<br />

de gama e os pneus têm que estar dentro da lógica do modelo. No<br />

entanto, não encara a compra de pneus novos com muito interesse,<br />

mas simplesmente como outra necessidade qualquer de manutenção<br />

do veículo.<br />

A correta gestão <strong>dos</strong> clientes e o atendimento personalizado devem seguir<br />

as estatísticas médias do consumo na Europa. No caso <strong>dos</strong> pneus,<br />

85% do potencial de consumo está nos clientes ditos normais e nos<br />

poupa<strong>dos</strong>, uma variante <strong>dos</strong> primeiros, mas com maiores limitações<br />

económicas. No entanto, cada classe de clientes exige um tratamento<br />

específico, para podermos optimizar a satisfação desses clientes e melhorar<br />

o negócio.<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 55


Controlo da pressão <strong>dos</strong> pneus<br />

A UE declara no Regulamento 661/2009, relativamente à segurança de veículos<br />

a motor, que to<strong>dos</strong> os novos modelos de automóveis aprova<strong>dos</strong> a partir de<br />

Novembro de 2012 e os automóveis novos vendi<strong>dos</strong> a partir de Novembro de 2014,<br />

terão de ter o TPMS como equipamento de série<br />

TPMS revoluciona mercado<br />

de consumíveis<br />

Veículos motoriza<strong>dos</strong> de duas rodas e veículos<br />

comerciais ligeiros e pesa<strong>dos</strong> deverão ser incluí<strong>dos</strong><br />

nesta obrigatoriedade, somente a partir de 2016, na<br />

altura em que a legislação de segurança de veículos a<br />

motor será revista<br />

A<br />

legislação da UE foi introduzida<br />

em Março de 2009. Seguiu-se à<br />

introdução do Ato TREAD nos<br />

EUA, que impõe a instalação de<br />

sistemas TPMS em to<strong>dos</strong> os automóveis<br />

ligeiros novos vendi<strong>dos</strong> nos EUA, desde<br />

2008. Esta lei surgiu depois de ocorrerem<br />

acidentes e capotamentos que envolviam<br />

um modelo de automóvel e uma marca de<br />

pneus, nos finais da década de 1990, que<br />

fizeram mais de 100 vítimas mortais. Na<br />

Europa, para além das razões de segurança,<br />

também o impacto ambiental é um factor<br />

determinante para a introdução imposta<br />

do TPMS.<br />

MEDIDA POSITIVA<br />

Trata-se de uma medida positiva, porque a<br />

incorreta pressão <strong>dos</strong> pneus é de facto responsável<br />

por uma perda considerável do nível<br />

de segurança do veículo, de várias formas. Em<br />

primeiro lugar, porque desequilibra o carro<br />

em todas as situações (em linha recta, em<br />

curva e ao travar), impedindo o seu correto<br />

controlo por parte do condutor. Em segundo<br />

lugar, porque degrada os pneus e piora ainda<br />

mais a condução e a estabilidade do veículo,<br />

podendo dar origem a falhas imprevistas <strong>dos</strong><br />

pneus, um factor de gravidade acrescida. Em<br />

terceiro lugar, porque canaliza recursos do<br />

utilizador do veículo para o excesso de combustível<br />

consumido e para a substituição <strong>dos</strong><br />

pneus deteriora<strong>dos</strong>, atrasando ou impedindo<br />

mesmo a correta manutenção <strong>dos</strong> sistemas<br />

de segurança do veículo.<br />

Dependendo do tipo de veículo, estilo de<br />

condução e carga total transportada, bem<br />

como da diferença de pressão <strong>dos</strong> pneus para<br />

os valores especifica<strong>dos</strong> pelo construtor, o<br />

consumo de combustível pode aumentar<br />

entre 3% e 6%. No caso <strong>dos</strong> pneus, atendendo<br />

a idênticas variáveis, a vida útil do pneu pode<br />

ficar reduzida de 1/3 ou ½, para não falar em<br />

casos de destruição ainda mais prematura.<br />

Direção desalinhada e suspensão degradada<br />

“ajudam“ muito nesse sentido.<br />

Mesmo assim, além da maior segurança<br />

ativa do veículo, os sistemas de controlo de<br />

pressão <strong>dos</strong> pneus conseguem aumentar a<br />

eficiência energética do motor e reduzir as<br />

emissões, o que não deixa de ser um factor<br />

de grande importância.<br />

CONSEQUÊNCIAS PARA O PÓS-VENDA<br />

A abertura de novas oportunidades de negócio<br />

na assistência a sistemas de controlo da<br />

pressão de pneus ultrapassará largamente a<br />

ligeira baixa do volume de vendas originada<br />

pela vida útil alargada <strong>dos</strong> pneus.<br />

Além das peças, à cabeça das quais estão os<br />

sensores de roda, mais vulneráveis a avarias,<br />

devido à sua localização, há que contar com<br />

a mão-de-obra e os serviços electrónicos indispensáveis<br />

para repor o sistema em estado<br />

totalmente operacional. Isso será suficiente<br />

56 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


para elevar a faturação de oficinas e retalhistas<br />

de pneus, desde que apostem na formação e<br />

no equipamento necessário para aproveitar<br />

esse nicho de mercado.<br />

Neste momento ainda tem uma expressão<br />

residual, mas deve tornar-se em pouco tempo<br />

um <strong>dos</strong> principais segmentos de mercado<br />

para as oficinas de pneus. A grande dúvida é<br />

saber onde vai cair este mercado. Tanto pode<br />

cair tendencialmente numa casa pneus, como<br />

numa oficina multimarca, num concessionário<br />

ou num eletricista. A questão agora é<br />

saber quem é que pretende estar preparado<br />

para dar assistência a este novo mercado,<br />

porque vai exigir abertura para o conhecimento,<br />

coisa que muitas vezes não interessa<br />

aos operadores do mercado.<br />

Os sensores de pressão <strong>dos</strong> pneus deixaram<br />

de ser uma questão de moda ou porque o<br />

condutor tem interesse nisso. Existem normativas<br />

europeias sobre o assunto e é mesmo<br />

para se tornar uma necessidade geral.<br />

Cada sensor tem uma pilha interna que dura<br />

cerca de 4 anos. Quando a pilha acaba, o sensor<br />

tem que ser substituído. Como o sistema<br />

tem um unidade central de processamento<br />

electrónica, o novo sensor tem que ser instalado<br />

nessa ECU, introduzindo os respectivos<br />

da<strong>dos</strong> na memória do software. Se isso não<br />

for efectuado, o sistema não funciona, porque<br />

a ECU não reconhece o novo sensor. Essa<br />

operação é relativamente cara, porque exige<br />

um equipamento de diagnóstico avançado<br />

e um técnico especializado.<br />

Cá estão as boas notícias, a juntar aos benefícios<br />

consideráveis que estes sistemas trarão<br />

para a segurança rodoviária e ao ambiente.<br />

CONCLUSÃO<br />

Ter a informação da pressão <strong>dos</strong> pneus no<br />

painel de instrumentos pode ser totalmente<br />

irrelevante para o condutor, se ele não perceber<br />

minimamente o significado técnico<br />

dessa informação e se não possuir o sentido<br />

de responsabilidade cívica e a percepção<br />

ética, para avaliar o risco existente em relação<br />

a si próprio e para os restantes utentes<br />

da via pública. Dito por outras palavras, os<br />

sistemas electrónicos de controlo da pressão<br />

<strong>dos</strong> pneus (TPMS) são para os condutores que<br />

desejam essa informação e fazem dela uma<br />

parte importante da sua responsabilidade<br />

Válvulas e sensores<br />

Não devemos confundir o que é uma<br />

válvula com o sensor. A válvula, sua<br />

manutenção e sua vida útil são idênticos ao<br />

existente hoje. O que é novidade é o facto<br />

de agora termos um sensor “agarrado” à<br />

válvula.<br />

Os corpos das válvulas são geralmente em<br />

alumínio, o que altera a metodologia de<br />

trabalho. Este deve ser auxiliado por ferramentas<br />

dinamométricas para garantir<br />

a perfeita vedação do ar, sem danificar a<br />

rosca, tanto nos núcleos da válvula, como<br />

nos casquilhos de fixação.<br />

Existem no mercado dois grupos de sensores:<br />

Os sensores chama<strong>dos</strong> OE, ou seja os<br />

mesmos que equipam a viatura de origem<br />

e os sensores universais.<br />

Os sensores OE obedecem a uma aplicação<br />

específica para cada viatura, a quantidade<br />

de referências é grande e o custo varia em<br />

função do veículo em questão. Depois de<br />

substituído, na maioria <strong>dos</strong> casos, a “centralina”<br />

da viatura tem que ser reprogramada<br />

com o número do sensor novo, utilizando<br />

uma ferramenta própria para o efeito, o<br />

que obriga a um custo acrescido ao nível<br />

do equipamento e formação.<br />

Por sua vez, os sensores universais, são<br />

O que é o TPMS?<br />

TPMS é um sistema que monitoriza<br />

O a pressão e a temperatura <strong>dos</strong> pneus<br />

constantemente. O seu uso permite ao<br />

automobilista corrigir problemas com<br />

os pneus antes deles se tornarem irreversíveis<br />

e perigosos, trazendo: vida mais<br />

longa aos pneus, assim como um enorme<br />

aumento da segurança e redução nos custos<br />

de manutenção.<br />

O TPMS é capaz de alertar o condutor<br />

em caso de pneus com perda de pressão<br />

e/ou aumento de temperatura, que são os<br />

principais problemas causadores de desgaste<br />

prematuro e/ou rebentamento <strong>dos</strong><br />

pneus. <strong>Pneus</strong> com pressão incorreta são<br />

também um <strong>dos</strong> principais causadores<br />

de graves acidentes em ruas e estradas,<br />

tudo isso pode ser evitado com o uso<br />

deste monitor de pressão e temperatura<br />

<strong>dos</strong> pneus.<br />

programa<strong>dos</strong> utilizando uma ferramenta<br />

própria de custo reduzido em função do<br />

sensor velho. Este processo permite programar<br />

sensores “crus” para quase todas<br />

as viaturas sem reprogramação da “centralina”,<br />

já que o sensor novo vai ficar com a<br />

mesma informação do sensor velho, e com<br />

um custo igual para todas as viaturas. A<br />

grande vantagem desta solução é permitir<br />

cobrir todo o mercado com um único sensor.<br />

Já não é preciso um sensor para cada<br />

veículo, porque na Europa quase to<strong>dos</strong> os<br />

sistemas comunicam a uma frequência de<br />

433 Mhz e o mesmo sensor serve para a<br />

maioria <strong>dos</strong> veículos.<br />

www.revista<strong>dos</strong>pneus.pt | 57


Controlo da pressão <strong>dos</strong> pneus<br />

Bruno Carvalho, Administrador da Rubber Vulk<br />

Oportunidade para as oficinas de pneus<br />

A Rubber Vulk é uma empresa nacional distribuidora de consumíveis para o sector <strong>dos</strong> pneus<br />

Dentre a sua vasta gama de produtos<br />

destacam-se os sensores TPMS que vão<br />

passar a ser obrigatórios em to<strong>dos</strong> os<br />

veículos.<br />

Em entrevista à REVISTA DOS PNEUS,<br />

Bruno Carvalho diz ter uma ainda uma<br />

expressão residual, mas deve tornar-se em<br />

pouco tempo o principal segmento de mercado<br />

para a empresa. Os sensores de pressão<br />

<strong>dos</strong> pneus são por isso uma excelente oportunidade<br />

para todas as oficinas que desejem<br />

aumentar a rentabilidade <strong>dos</strong> serviços.<br />

Os sistemas electrónicos de controlo de<br />

pressão de pneus têm que ser atualiza<strong>dos</strong><br />

após as mudanças de rodas e pneus?<br />

Dependendo do tipo de viatura, a rotação<br />

<strong>dos</strong> pneus tem que ser informada à “centralina”<br />

do carro para que esta informe a<br />

posição correta das rodas.<br />

Qual o tempo médio de vida das pilhas<br />

<strong>dos</strong> sensores das rodas?<br />

Pode variar de equipamento para equipamento,<br />

mas a média são 4 anos.<br />

Quantas marcas de sistemas electrónicos<br />

de controlo da pressão <strong>dos</strong> pneus existem<br />

atualmente no mercado?<br />

As marcas que equipam os veículos novos<br />

na Europa são a Beru, a Schrader e a Siemens/VDO.<br />

No aftermarket existem ainda<br />

as marcas de sensores universais como o<br />

KLONE da Rubber Vulk e o EZ Sensor da<br />

Schrader, entre outros.<br />

Os sistemas de controlo e aviso da baixa<br />

de pressão <strong>dos</strong> pneus exigem algum tipo<br />

de manutenção?<br />

Não, os sistemas funcionam enquanto os<br />

sensores tiverem bateria para comunicar<br />

com a viatura. As válvulas, por sua vez,<br />

têm manutenção idêntica às atualmente<br />

existentes. A avaria no sistema implica que<br />

um alerta vai ser dado ao condutor como<br />

outros alertas existentes hoje. Se não for reparado,<br />

o sistema não efetua a sua função<br />

de proporcionar segurança.<br />

Quando se montam pneus novos num<br />

carro equipado com sistema TPMS, podem-se<br />

aproveitar as válvulas que estavam<br />

montadas nos pneus antigos?<br />

Podem ser aproveitadas as válvulas desde<br />

que se efetue a devida manutenção. Troca de<br />

núcleo de válvula, tampa e o’rings.<br />

Quanto pode custar em média, a substituição<br />

de uma válvula / sensor de controlo<br />

de pressão <strong>dos</strong> pneus?<br />

A manutenção da válvula deve manter o<br />

custo que tem hoje. A substituição do sensor<br />

varia em função do tipo de sensor a aplicar.<br />

Um sensor OE pode variar entre 40 e 150<br />

Euros dependendo da viatura; e um sensor<br />

universal deve ter um custo standard de 50<br />

Euros. Isto sem contar com custos adjacentes<br />

à sua instalação (desmontagem do pneu,<br />

equilíbrio da roda, programação, etc.).<br />

Podem-se montar sistemas de controlo<br />

de pressão de pneus em carros ainda não<br />

equipa<strong>dos</strong> de origem com eles?<br />

Sim, é possível instalar kits chama<strong>dos</strong> retrofit,<br />

onde se instala um receptor da informação<br />

enviada pelos sensores.<br />

Quanto pode valer o mercado de sistemas<br />

de controlo de pressão de pneus no<br />

nosso país, quando to<strong>dos</strong> os veículos tiverem<br />

monta<strong>dos</strong> os sistemas de controlo de<br />

pressão?<br />

Partindo do princípio que um pneu dura em<br />

média dois anos e um sensor dura em média<br />

quatro anos, o valor em unidades será, dentro<br />

de alguns anos, 50% das unidades de pneus<br />

vendi<strong>dos</strong> em Portugal. Por outras palavras,<br />

por cada dois pneus vendi<strong>dos</strong>, vender-se-á<br />

um sensor e far-se-á manutenção à válvula<br />

com os mesmos números de hoje.<br />

Que tipo de formação é necessário dar<br />

aos mecânicos para ficarem habilita<strong>dos</strong> a<br />

montar sistemas de controlo de pressão de<br />

pneus?<br />

Os profissionais devem ter formação para saberem<br />

operar as máquinas que programam a<br />

centralina ou as máquinas que efetuam a clonagem<br />

<strong>dos</strong> sensores novos a partir <strong>dos</strong> velhos<br />

no caso <strong>dos</strong> sensores universais; o cuidado<br />

ao desmontar rodas com sensores e efetuar a<br />

manutenção à válvula.<br />

Que tipo de equipamentos deve ter uma<br />

oficina para conseguir montar com garantia<br />

sistemas de controlo de pressão de pneus?<br />

Deve em primeiro lugar escolher que tipo de<br />

sensores pretende trabalhar, adquirir o programador<br />

adequado e solicitar a formação<br />

correspondente. Pela facilidade, comodidade,<br />

rapidez e economia com que se pode resolver<br />

a avaria, sugiro os sensores universais. Assim,<br />

o equipamento a adquirir seria um equipamento<br />

do tipo Klone, cujo custo é reduzido.<br />

Ainda que já tenham adquirido ferramentas<br />

do tipo “diagnóstico” que permitam efetuar<br />

a programação da centralina, o investimento<br />

em sistema universal é de rápido retorno.<br />

Os sensores TPMS são to<strong>dos</strong> compatíveis<br />

com os sistemas de diagnóstico e de gestão<br />

oficinal?<br />

Os sensores OE são compatíveis com a maioria<br />

<strong>dos</strong> sistemas de diagnóstico e de gestão<br />

oficinal. O que normalmente acontece é que<br />

o profissional até pode ter o sistema adequado<br />

para OE, mas é quase impossível ter em stock<br />

o sensor que necessita, devido ao seu custo e<br />

elevado número de referências. Nesta perspectiva,<br />

o sistema universal permite com um<br />

só jogo de sensores a cobertura de quase todas<br />

as necessidades.<br />

58 | <strong>Revista</strong> <strong>dos</strong> PNEUS | maio <strong>2013</strong>


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