BATALHA
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LX&J<br />
<strong>BATALHA</strong><br />
ESPIRITUAL<br />
MINISTRANDO<br />
LIBERTAÇÃO NO CORPO DE CRISTO<br />
'ausas da possessão demoníaca,<br />
Opressão satânica, Exorcismo,
PASCHOAL PIRA<br />
M<br />
<strong>BATALHA</strong><br />
ESPIRITUAL<br />
MINISTRANDO<br />
LIBERTAÇÃO NO CORPO DE CRISTO<br />
Assista o vídeo:<br />
Vou<br />
www.youtube.com.br/BatalhaEspiritual
Copyright©2008 por<br />
Paschoal Piragine Jr.<br />
Todos os direitos reservados por:<br />
A. D. Santos Editora<br />
Al.JúliadaCosta, 215<br />
80410-070 - Curitiba - Paraná - Brasil<br />
+55(41)3207-8585<br />
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editora@adsantos.com.br<br />
Tratamento editorial:<br />
Cleideda Silva Neto<br />
Elly Claire Jansson Lopes<br />
Revisão gramatical:<br />
Elly Claire Jansson Lopes<br />
Produção e diagramação:<br />
Cleide da Silva Neto<br />
Manoel Menezes<br />
Impressão e acabamento:<br />
Gráfica Exklusiva<br />
PIRAGINE Jr. Paschoal,<br />
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)<br />
<strong>BATALHA</strong> ESPIRITUAL - Ministrando libertação no Corpo de Cristo - Pastor Paschoal<br />
Piragine Jr. / Curitiba: A. D. SANTOS EDITORA, 2008.64 p.<br />
ISBN - 978.85.7459.073-8<br />
1. Experiência religiosa<br />
3. Normas de conduta cristã<br />
2. Rearmamento moral<br />
4. Testemunhos de fé<br />
CDD - 248<br />
12 a edição: 3.000 exemplares - Novembro 72014<br />
Proibida a reprodução total ou parcial,<br />
por quaisquer meios anão ser em citações breves,<br />
com indicação da fonte.<br />
Edição e Distribuição:<br />
SANTOS<br />
EDITORA
<strong>BATALHA</strong> ESPIRITUAL-<br />
Ministrando libertação no Corpo de Cristo<br />
APRESENTAÇÃO<br />
i<br />
INTRODUÇÃO 1<br />
1. CONHEÇA O INIMIGO 2<br />
2. POSSESSÃO DEMONÍACA 8<br />
3. OPRESSÃO 12<br />
4. TENTAÇÃO 16<br />
5. ARMAS DO INIMIGO 21<br />
6. MINISTÉRIO DE LIBERTAÇÃO 28<br />
7. MANIFESTAÇÕES SATÂNICAS NO CULTO 32<br />
8. NOSSA ENERGIA: JEJUM E ORAÇÃO 38<br />
9. DICAS PRÁTICAS PARA O ENFRENTAMENTO 43<br />
10. DÚVIDAS E OUTRAS QUESTÕES DE INTERESSE 48<br />
CONCLUSÃO. . . 58
Apresentação<br />
Ao longo da história, a manifestação demoníaca é uma realidade, não apenas nas<br />
narrativas bíblicas como na igreja atual.<br />
O dinamismo da igreja e o crescente fluxo de pessoas que buscam orientações e<br />
soluções para conflitos espirituais, existenciais e morais exige que os líderes espirituais,<br />
atentos às necessidades que se evidenciam, estejam preparados para corresponder<br />
a essa busca e cumprir, da melhor maneira, a missão que o Senhor lhes<br />
deu.<br />
Possessão demoníaca e libertação espiritual é um assunto delicado e polémico e,<br />
considerando que Satanás usa suas estratégias para dividir, confundir e amedrontar,<br />
é preciso estarmos alerta e bem fundamentados para não entrar no jogo do<br />
inimigo.<br />
Por esse motivo, e também atendendo ao pedido de muitos líderes, sentimos a<br />
necessidade de oferecer material específico sobre esse assunto que tem sido<br />
objeto de interesse dos cristãos. Foi elaborado para clarear pontos controversos e<br />
oferecer instrumento seguro de estudo à luz da Bíblia, trazer esclarecimentos<br />
sobre o tema, promover a unidade do corpo de Cristo e oferecer auxílio no trato<br />
com as pessoas que necessitam de auxílio nesta área.<br />
Pr. Paschoal Piragine Jr.
Possessão demoníaca e libertação<br />
Introdução<br />
Apostura filosófica da pós-modernidade<br />
acata e absorve todas as correntes,<br />
as concepções, os comportamentos,<br />
considerando válida toda e<br />
qualquer manifestação, como expressão<br />
da individualidade e da realização<br />
pessoal.<br />
Entretanto, o que se vê com mais frequência<br />
no mundo de hoje é uma sociedade<br />
mergulhada na depressão, na<br />
opressão e nos conflitos que aprisionam<br />
a mente e o corpo. Onde está,<br />
então, essa realização pessoal? Quais as<br />
consequências dessa atitude de aceitação<br />
indiscriminada de conceitos e ideias?<br />
Para o cristão, essa postura opõe-se<br />
frontalmente ao que Jesus ensinou ao<br />
dizer "Conhecereis a verdade e a verdade<br />
vos libertará" (BÍBLIA, N. T. João<br />
8:36). Isso quer dizer que nossa libertação<br />
tem a ver, necessariamente, com a<br />
aceitação da verdade de Cristo e obediência<br />
ao que Ele nos ensina. Esse<br />
ensino pode até parecer radical, mas a<br />
missão de Jesus é salvar o ser humano,<br />
libertando-o do poder do mal e, assim,<br />
redimir o universo. Sempre que pregamos<br />
o Evangelho, estamos anunciando<br />
libertação. E aquele que aceita a Cristo<br />
como Salvador e Senhor, crendo que a<br />
sua palavra é a verdade, há de sentir o<br />
que é ser verdadeiramente livre.<br />
Porém, como vivemos em constante<br />
luta entre o bem e o mal, entre a verdade<br />
e a mentira (Rm. 6), precisamos<br />
saber que Satanás - o opositor e opressor-<br />
é guerreiro astuto e não desiste de<br />
suas malévolas intenções. Onde houver<br />
uma oportunidade, aí ele entra, para<br />
confundir, amedrontar, dividir. É isso<br />
que ele tem feito até mesmo em algumas<br />
igrejas evangélicas, deixando nelas<br />
as marcas de sua atuação. Paradoxal e<br />
visivelmente, uma dessas marcas é a<br />
atitude de alguns cristãos que, julgando-se<br />
especializados em expulsar<br />
demónios, começam a se sentir "mais<br />
espirituais" que aqueles que não se sentem<br />
capacitados para esse tipo de atuação.<br />
Resultado: igrejas divididas, inimizades,<br />
desarmonia porque a verdade<br />
bíblica não foi compreendida na sua<br />
inteireza, ou foi desvirtuada.<br />
O objetivo deste trabalho é apresentar<br />
um roteiro de estudo que facilite a compreensão<br />
do que a Palavra de Deus<br />
ensina sobre possessão demoníaca,<br />
opressão, e libertação.
Conheça o inimigo<br />
Todo aquele que se propõe<br />
l entrar numa batalha tem,<br />
necessariamente, que saber<br />
quem é o seu inimigo, como<br />
ele se manifesta e age e qual o<br />
seu sistema de trabalho.<br />
O que se pensa a respeito de Satanás?<br />
Uma visão histórica, liberal, supersticiosa?<br />
Quais as concepções que se tem<br />
sobre ele e suas ações?<br />
Quem é Satanás?<br />
A história da igreja e da sua doutrina<br />
revela que, até o final do século 19, não<br />
havia nenhuma dúvida a respeito da<br />
existência de Satanás, em nenhum<br />
ramo do cristianismo, seja na Igreja<br />
Católica, Ortodoxa ou Evangélica.<br />
Embora houvesse divergência quanto à<br />
maneira de atuar, todas admitiam sua<br />
existência como uma pessoa e como<br />
inimigo dos santos, trabalhando contra<br />
a vida deles e contra a igreja.<br />
A partir do final do século 19 e meados<br />
do século 20, alguns teólogos, influenciados<br />
pelas correntes modernas da<br />
psicologia e da psiquiatria, começaram<br />
a publicar uma vasta literatura defendendo<br />
a ideia de que Satanás não<br />
existe, não é uma pessoa nem uma<br />
força, mas um mito das culturas<br />
antigas. O que a Bíblia relata como possessão<br />
demoníaca nada mais seria do<br />
que doenças psicossomáticas ou psiquiátricas<br />
como manifestações de epilepsia,<br />
dupla personalidade ou até<br />
mesmo ansiedade e, como tais, deveriam<br />
ser tratadas.<br />
Teólogos mais liberais abraçaram prontamente<br />
essa teoria e foram além, tentando<br />
desmitificar Jesus: há um Jesus<br />
histórico e um Jesus dos mitos da Bíblia.<br />
Os relatos bíblicos dos milagres, tanto<br />
do Velho como do Novo Testamento,<br />
devem ser entendidos como consequências<br />
de fenómenos naturais e não<br />
como intervenção direta de Deus.<br />
Tais ideias atingiram muitas igrejas<br />
evangélicas, inclusive batistas que, apesar<br />
de defenderem a plenitude da inspiração<br />
bíblica, deixaram-se enredar por<br />
essas teorias. Chegaram ao ponto de<br />
afirmar que a oração é um bom exercício<br />
de catarse, mas que Deus não vai<br />
intervir no mundo ou na vida das pessoas<br />
por causa da oração, pois ele já fez<br />
todos os seus planos.<br />
Entretanto, quem ler a Bíblia com sincero<br />
desejo de busca da verdade, com<br />
certeza a encontrará.<br />
O que a Bíblia diz sobre Satanás?<br />
A Bíblia diz claramente, em dezenas de<br />
textos, que existe um ser chamado<br />
Satanás. Quem ele é e a sua origem é<br />
uma doutrina construída em cima de<br />
poucos textos bíblicos e necessário se<br />
faz estudá-los com muito cuidado.
^—<br />
Em Ezequiel 28, entendemos sua origem<br />
como um anjo que se revoltou<br />
contra Deus, sendo por isso expulso da<br />
corte celestial. Mas ele não foi sozinho;<br />
levou consigo um terço das hostes<br />
celestiais, que são Satanás e seus anjos<br />
ou demónios. Estes não são, portanto,<br />
espíritos desencarnados como ensinam<br />
os espíritas; são anjos caídos com<br />
Satanás.<br />
Na estrutura angelical, os anjos são<br />
ministros de Deus e fazem parte dos<br />
exércitos celestiais. Assim, à semelhança<br />
de um exército, eles têm uma<br />
estrutura hierárquica: anjo, arcanjo,<br />
serafim, querubim. Têm autoridade e<br />
poder delegados por Deus, soberano e<br />
único Senhor. Nessa hierarquia, Deus,<br />
na criação, confere autoridade a esses<br />
seres angelicais.<br />
Ora, se um terço desses seres angélicos<br />
caíram liderados por Satanás, isso significa<br />
que tais poderes, conferidos na criação,<br />
continuam com eles, ainda que<br />
distorcidos. Encontram-se, assim, castas<br />
demoníacas mais resistentes, conforme<br />
o relato de Marcos 9:28-29. Respondeu<br />
Jesus: "Quando entrou em casa, os<br />
seus discípulos lhe perguntaram em particular:<br />
Por que não podemos nós<br />
expulsá-lo? Respondeu-lhes; Esta casta não<br />
pode sair senão por meio de oração e<br />
jejum".<br />
Então: Satanás e os demónios são<br />
anjos caídos. A Bíblia ensina sobre o<br />
pecado e a queda de Satanás, mas não<br />
as razões desse fracasso. O livro de<br />
Deus não foi escrito para satisfazer a<br />
curiosidade do homem, mas para revelar<br />
o caráter de Deus. Pode-se inferir<br />
algumas ideias a partir de alguns textos<br />
bíblicos. Confira:<br />
"Esta palavra do SENHOR veio a mim:<br />
12 "Filho do homem erga um lamento a respeito<br />
do rei de Tiro e diga-lhe: Assim diz o<br />
Soberano, o SENHOR: 'Você era o modelo da<br />
perfeição, cheio de sabedoria e de perfeita<br />
beleza. 13 Você estava no Éden, no jardim de<br />
Deus; todas as pedras preciosas o enfeitavam:<br />
sárdio, topázio e diamante, berilo, ônix<br />
e jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda. Seus<br />
engastes e guarnições eram feitos de ouro;<br />
tudo foi preparado no dia em que você foi<br />
criado. 14 Você foi ungido como um querubim<br />
guardião, pois para isso eu o designei.<br />
Você estava no monte santo de Deus e caminhava<br />
entre as pedras fulgurantes.<br />
15 Você<br />
era inculpável em seus caminhos desde o dia<br />
em que foi criado até que se achou maldade<br />
em você. 16 Por meio do seu amplo comércio,<br />
você encheu-se de violência e pecou. Por<br />
isso eu o lancei, humilhado, para longe do<br />
monte de Deus, e o expulsei, ó querubim<br />
guardião, do meio das pedras fulgurantes.<br />
17 Seu coração tornou-se orgulhoso por<br />
causa da sua beleza, e você corrompeu a sua<br />
sabedoria por causa do seu esplendor. Por<br />
isso eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo<br />
para os reis. 18 Por meio dos seus muitos<br />
pecados e do seu comércio desonesto você<br />
profanou os seus santuários. Por isso fiz sair<br />
de você um fogo, que o consumiu, e reduzi<br />
você a cinzas no chão, à vista de todos os<br />
que estavam observando. 19 Todas as nações<br />
que o conheciam espantaram-se ao vê-lo;<br />
chegou o seu terrível fim, você não mais<br />
existirá". (BlBLIA, V. T. Ezequiel 28:11-19)".<br />
13 Você, que dizia no seu coração: "Subirei<br />
aos céus; erguerei o meu trono acima das<br />
estrelas de Deus; eu me assentarei no monte<br />
da assembleia, no ponto mais elevado do<br />
monte santo. 14 Subirei mais alto que as mais<br />
altas nuvens; serei como o Altíssimo".<br />
(BÍBLIA,V.T.Isaías14:13-14).<br />
Assim, no ato da criação, Satanás e os<br />
demónios eram santos anjos. Deus não
os criou no mal ou imperfeitos, criou-os<br />
na estrutura angélica, mas eles se rebelaram,<br />
caíram e passaram a ser imundos,<br />
abomináveis e cujo intento é<br />
maligno.<br />
Qual o propósito de Satanás contra a<br />
igreja e o mundo?<br />
Tomar o lugar que é exclusividade de<br />
Deus: o lugar da adoração. Ele se infiltra<br />
na igreja, plantando o joio no meio<br />
do trigo. Importante lembrar que fazer<br />
distinção entre joio e trigo é tarefa<br />
exclusiva de Deus; não compete a<br />
homem nenhum julgar o seu próximo.<br />
Qual a condição de Satanás e seus<br />
demónios hoje no universo?<br />
10 Seus filhos se prepararão para a guerra e<br />
reunirão um grande exército, que avançará<br />
como uma inundação irresistível e levará os<br />
combates até a fortaleza do rei do sul.' 1 "Em<br />
face disso, o rei do sul marchará furioso para<br />
combater o rei do norte, que o enfrentará<br />
com um enorme exército, mas, apesar<br />
disso, será derrotado. 12 Quando o exército<br />
for vencido, o rei do sul se encherá de orgulho<br />
e matará milhares, mas o seu triunfo<br />
será breve. 13 Pois o rei do norte reunirá<br />
outro exército, maior que o primeiro;<br />
depois de alguns anos voltará a atacá-lo<br />
com um exército enorme e bem equipado.<br />
14 "Naquela época muitos se rebelarão contra<br />
o rei do sul. E os homens violentos do<br />
povo a que você pertence se revoltarão<br />
para cumprirem esta visão, mas não terão<br />
sucesso. (BÍBLIA, V. T. Daniel 10:10-14).<br />
13 Então vi saírem da boca do dragão, da<br />
boca da besta e da boca do falso profeta<br />
três espíritos imundos semelhantes a rãs.<br />
14 São espíritos de demónios que realizam<br />
sinais miraculosos; eles vão aos reis de todo<br />
o mundo, a fim de reuni-los para a batalha<br />
do grande dia do Deus todo-poderoso. 1S<br />
"Eis que venho como ladrão! Feliz aquele<br />
que permanece vigilante e conserva consigo<br />
as suas vestes, para que não ande nu e<br />
não seja vista a sua vergonha". 16 Entáo os<br />
três espíritos os reuniram no lugar que, em<br />
hebraico, é chamado Armagedom. (BÍBLIA,<br />
V. T. Apocalipse 16:13-16).<br />
Estes textos revelam que Satanás e os<br />
demónios estão se opondo a todos os<br />
propósitos de Deus. Satanás não é onisciente,<br />
onipresente ou onipotente<br />
como Deus o é. Ele trabalha conectado<br />
a sua rede de ação; tem um exército<br />
com o qual troca informações. Por isso,<br />
esses demónios podem revelar coisas<br />
que nos deixam intrigados: "Como ele<br />
sabe isso?"<br />
O cristãos que está ministrando libertação<br />
a uma pessoa possessa ou endemoninhada<br />
precisa saber como o inimigo<br />
age para não se intimidar nem lhe dar<br />
oportunidade de intimidação.<br />
Os demónios têm um projeto, que é<br />
afligir os homens e fazê-los cair na fé,<br />
desanimar, abandonar os caminhos do<br />
Senhor e abraçar doutrinas falsas. Esses<br />
são seus alvos nessa batalha espiritual<br />
porque Satanás quer o lugar de Deus,<br />
quer ser adorado. Por isso, difundem<br />
doutrinas falsas. A Bíblia deixa claro<br />
esse propósito. O Espírito diz claramente<br />
que nos últimos tempos alguns abandonarão<br />
a f é e seguirão espíritos enganadores e<br />
doutrinas de demónios. (BÍBLIA, N. T. 1<br />
Timóteo 4:1).<br />
Na história da igreja, aprendemos que<br />
os grandes pensadores evangélicos<br />
como Lutero e Calvino entendiam que a<br />
verdadeira batalha espiritual era uma<br />
cegueira que estava sendo lançada em
todo o mundo, tentando impedir que<br />
Jesus fosse reconhecido como único Salvador<br />
e Senhor. A luta desses teólogos<br />
era contra as heresias que se alastravam<br />
e tentavam matar a verdadeira fé.<br />
A Bíblia também diz que o mundo jaz<br />
no maligno. O que significa isso? Satanás<br />
criou seu reino próprio e se lançou<br />
neste mundo, sendo o príncipe dele.<br />
Trabalha para controlar a cultura, os<br />
meios de comunicação, para disseminar<br />
suas ideias de tal maneira que fortalezas<br />
se criem em nosso entendimento,<br />
provocando uma cegueira espiritual<br />
tão grande cujo resultado será o afastamento<br />
de Deus. "Ele cegou o entendimento<br />
dos incrédulos". (BÍBLIA, N.T. 2<br />
Coríntios 4:4)<br />
O livro "Quebrando Correntes" de Neil<br />
T. Anderson, esclarece esse fato e diz<br />
que há em nossas igrejas muita gente<br />
inativa, inoperosa, oprimida que se<br />
torna instrumento de rebeldia. Querem<br />
viver uma vida dupla: um pé na igreja,<br />
um pé no mundo. Sexualidade corrompida,<br />
desonestidade, mentira, libertinagem.<br />
Ora, a origem dessa perversidade<br />
no mundo cristão é Satanás. Viver essa<br />
duplicidade é abrir a brecha para a destruição<br />
da fé e afastamento da sã doutrina.<br />
Impossível viver essa duplicidade:<br />
ou estamos nas trevas ou estamos na<br />
luz. Jesus diz: "eu sou a luz do mundo".<br />
Entenda os vocábulos bíblicos<br />
"Daímon" - significa demónio; no grego<br />
aparece geralmente no plural. Isso<br />
mostra que não se trata de um só, mas<br />
de uma casta. "Os demónios imploravam<br />
a Jesus: "Se nos expulsas, manda-nos entrar<br />
naquela manada de porcos". (BÍBLIA, N. T.<br />
Mateus 8:31).<br />
"Daimonion" é adjetivo neutro singular<br />
que também aparece no plural, empregado<br />
aproximadamente 63 vezes no<br />
Novo Testamento.<br />
Uma observação atenta e criteriosa aos<br />
programas de televisão, aos jornais,<br />
revistas, internet, música, cinema, teatro,<br />
leva-nos a concluir que existe na<br />
cultura do mundo de hoje um movimento<br />
oculto, orquestrado pelo mal,<br />
com o propósito de estabelecer um véu<br />
de cegueira que nos impeça de ver para<br />
onde estamos indo. A Bíblia diz que ele<br />
é o príncipe deste mundo, por isso,<br />
todas as vezes que o evangelho é pregado,<br />
nós tentamos rasgar esse véu e<br />
muitas batalhas espirituais acontecem.<br />
Daimonizomai" é um verbo, significa<br />
ser endemoninhado, ter demónio, ou<br />
ser possesso por um demónio; também<br />
aparece muitas vezes no Novo Testamento.<br />
Outras expressões aparecem com frequência<br />
para definir essa situação: espírito,<br />
espírito surdo, espírito mudo, espírito<br />
de enfermidade, espírito maligno,<br />
espíritos enganadores.<br />
No Velho Testamento, vários textos<br />
falam sobre espírito de prostituição; um<br />
espírito de homicida e de discórdia<br />
estava atacando a vida de Saul. Em<br />
todas essas passagens, a ideia bíblica é<br />
de que há uma influência satânica<br />
interferindo e gerando essas paixões.<br />
Veja os textos abaixo:<br />
"Eles pedem conselhos a um ídolo de<br />
madeira, e de um pedaço de pau recebem<br />
resposta. Um espírito de prostituição os<br />
leva a desviar-se; eles são infiéis ao seu
Deus". (BÍBLIA, V. T. Oséias 4:12). "No dia<br />
seguinte, um espírito maligno mandado<br />
por Deus apoderou-se de Saul e ele entrou<br />
em transe em sua casa, enquanto Davi<br />
tocava harpa, como costumava fazer. Saul<br />
estava com uma lança na mão"... (BÍBLIA, V.<br />
T. 1 Samuel 18:10). "Quando Deus enviou<br />
um espírito maligno entre Abimeleque e os<br />
cidadãos de Siquém, e estes agiram traiçoeiramente<br />
contra Abimeleque". (BÍBLIA, V. T.<br />
Juizes 9:23).<br />
Infere-se daí que os demónios são concebidos,<br />
segundo a Bíblia, como espíritos,<br />
ou seja: poderes não físicos que<br />
incidem sobre as pessoas e lhes causam<br />
malefícios.<br />
Outro dado digno de nota é que o Novo<br />
Testamento todo emprega uma só vez<br />
o termo "daimon" (demónio) no masculino<br />
plural, sendo as demais formas<br />
no neutro: demónios.<br />
Nas línguas primitivas, o género neutro<br />
designava, em geral, nomes de seres<br />
inanimados, de coisas, diferentemente<br />
do masculino ou feminino que designa<br />
pessoas. Essa distinção, mesmo nas línguas<br />
primitivas, não era absoluta; por<br />
isso, a maioria das línguas modernas,<br />
em sua evolução linguística, perdeu o<br />
género neutro.<br />
Com base nesse fato, muitos teólogos,<br />
difundiram a ideia de que se "daimon" é<br />
neutro, então não é uma pessoa, é uma<br />
coisa. Passaram assim a desacreditar<br />
daquilo que a Bíblia ensina, afirmando<br />
que as manifestações demoníacas<br />
seriam simples manifestações de coisas<br />
naturais.<br />
Mas, segundo a Bíblia, os demónios e<br />
Satanás são espíritos, pessoas incorpóreas<br />
capazes de possuir aqueles que os<br />
invocam e estão sem Cristo, à mercê de<br />
suas artimanhas.<br />
Muita literatura existe sobre o assunto,<br />
defendendo a ideia de que demónios<br />
não existem. Padre Oscar Quevedo 1 é<br />
um nome bem conhecido nessa linha.<br />
Alguns outros teólogos afirmam que<br />
sendo espíritos imundos, espíritos da<br />
maldade, designá-los com o género<br />
neutro significa não lhes atribuir dignidade.<br />
Enfim, para nós, género neutro ou masculino<br />
não é o que mais importa. A verdade<br />
é que demónios existem e possessão<br />
demoníaca acontece.<br />
Na cultura clássica<br />
No grego clássico, no tempo de<br />
Homero, DAÍMOM designava o divino.<br />
Não representava necessariamente o<br />
mal, representava uma divindade. Em<br />
seu politeísmo, os gregos antigos criaram<br />
uma gama imensa de deuses que,<br />
na sua concepção mitológica, habitavam<br />
o Olimpo (uma espécie de céu) e<br />
que atuariam nas mais diversas esferas<br />
da vida. Havia, assim, o deus da guerra,<br />
o da fertilidade, o da riqueza, o do mar,<br />
etc. Zeus era o pai de todos os deuses.<br />
A cultura romana tinha também seus<br />
deuses, com nomenclatura própria, numa<br />
estrutura semelhante à dos gregos.<br />
Explica-se esse fato, não só na cultura<br />
greco-latina, mas em todas as religiões<br />
politeístas, porque o homem, criado à<br />
imagem e semelhança de Deus, tem<br />
1 Teólogo, fundador do Centro Latino-Americano de Parapsicologia (CLAP)
em si o desejo inato de busca do<br />
sagrado, de busca do Ser Superior -<br />
Deus. Entretanto, criar ídolos para satisfazer<br />
esse desejo é substituir o verdadeiro<br />
culto pela idolatria e isso é obra de<br />
Satanás, que deseja tirar o lugar de adoração<br />
de Deus desviando o sentimento<br />
de busca do Deus verdadeiro para as<br />
paixões da carne, personificadas nos<br />
deuses (DAÍMOM) dos panteões gregos<br />
e romanos.<br />
A cultura cristã e o sincretismo religioso<br />
no Brasil<br />
Algo semelhante acontece no cristianismo.<br />
Até cerca de 250 D.C., a adoração<br />
era exclusivamente a Deus, em<br />
nome de Jesus. A partir daí, começa a<br />
difundir-se a ideia de que Maria, sendo<br />
a mãe de Jesus, é mais acessível ao<br />
homem. Deus é muito distante; então,<br />
Maria intercede junto a Jesus e este,<br />
junto a Deus. Assim, começa o culto à<br />
virgem Maria, que foi logo combatido<br />
pela igreja cristã, como heresia.<br />
Este assunto tornou-se objeto de disputa<br />
nos concílios e abriu-se a porta da<br />
idolatria católica, com adoração aos<br />
mais diversos santos. Quando o Imperador<br />
Constantino converteu-se, ele<br />
decretou que o Cristianismo seria a religião<br />
oficial. Todo pagão deveria tornar-se<br />
cristão. Ora, é óbvio que ninguém<br />
se torna cristão por decreto. O<br />
que aconteceu então foi uma espécie<br />
de transferência da estrutura mitológica<br />
greco romana para a idolatria católica.<br />
Explica-se assim o sincretismo religioso<br />
no Brasil. A influência dos mitos e da<br />
cultura indígena e estando a porta<br />
aberta com a idolatria a Maria, os<br />
negros escravos africanos implantaram<br />
seus deuses, associando-os aos seus<br />
correspondentes: o santo da guerra, o<br />
casamenteiro, o das causas impossíveis,<br />
etc. Cada santo é especialista em<br />
alguma coisa. Nada diferente dos deuses<br />
dos panteões greco-romanos.<br />
Período inter-bíblico e o Novo Testamento<br />
No período entre Antigo Testamento e<br />
Novo Testamento, a concepção passou<br />
a ser quase exclusivamente que os<br />
poderes espirituais ou os demónios<br />
eram seres antidivinos. O conceito de<br />
batalha já começa a ser identificado na<br />
literatura apocalíptica desse tempo.<br />
Eles eram os responsáveis por uma<br />
série de desgraças físicas e morais que<br />
pervertiam a religiosidade, geravam o<br />
pecado e a idolatria. Essa era, mais ou<br />
menos, a ideia popular a respeito dos<br />
demónios no tempo do Senhor Jesus.<br />
O ídolo, a estátua, em si mesma não é<br />
um demónio, mas atrás dessa instituição,<br />
dessa cegueira espiritual, existe<br />
um demónio. A Bíblia é clara a esse respeito<br />
(1 Co. 10), por isso, num processo<br />
de libertação, é necessário quebrar<br />
esses vínculos. Não porque esses objetos<br />
tenham algum poder, mas porque<br />
aquilo que eles representam tem um<br />
significado espiritual demoníaco.
Possessão demoníaca<br />
O que é possessão demoníaca?<br />
dele e de suas intenções de destruição<br />
dos propósitos divinos.<br />
Não sendo Satanás um ser onipresente,<br />
coloca em atuação seus demónios, que<br />
agem interligados em uma vasta rede,<br />
em todas as regiões do mundo. Em<br />
alguns locais onde é comum a prática<br />
animista, a invocação, adoração e incorporação<br />
de espíritos, sua atuação é tão<br />
forte e a incidência de possessão demoníaca<br />
é tanta que chega a aniquilar a fé.<br />
Esses espíritos são demónios e essas<br />
práticas nada mais são do que satanismo<br />
velado por trás das filosofias<br />
deste mundo.<br />
Possessão demoníaca é a ocupação da<br />
mente por uma entidade espiritual<br />
maligna, que ofusca a personalidade<br />
do possuído e manipula todas as suas<br />
faculdades sensoriais.<br />
Como uma pessoa fica endemoniada?<br />
O ser humano foi feito para honrar e<br />
glorificar o Criador. Nosso corpo é templo<br />
do Espírito Santo. É justamente aí<br />
que se trava a batalha: Satanás quer<br />
ocupar o lugar de Deus, quer ser glorificado,<br />
obter o domínio sobre a criatura.<br />
Então, ele se apossa da mente, do<br />
corpo, das emoções, da vida do ser<br />
humano, na tentativa de exprimir em<br />
nível físico suas intenções blasfemas. Se<br />
ele consegue seu intento, a pessoa<br />
torna-se possuída por Satanás, torna-se<br />
seu templo ou "ninho" e fica à mercê<br />
O secularismo, o materialismo se tornaram<br />
tão fortes que o deus de muitas<br />
pessoas é o dinheiro. Satanás é o príncipe<br />
e seus adeptos aniquilaram a fé de<br />
suas vidas e não vivem qualquer tipo de<br />
eEspiritualidade.<br />
Toda forma de invocação de espírito<br />
encarnado, desencarnado, guia de luz,<br />
de trevas, não deixa de ser uma forma<br />
de satanismo, seja de umbanda ou seja<br />
de mesa branca. A todo aquele que vai<br />
a esses rituais e práticas, a primeira<br />
coisa que lhe é dita é que ele tem mediunidade<br />
e que precisa desenvolver essa<br />
mediunidade, ou dom.<br />
O que significa isso? Significa abrir o<br />
corpo e a alma a esses espíritos e deixar-se<br />
controlar por eles. Ora, uma pessoa<br />
que invoca esses espíritos para falarem<br />
com sua boca, agirem com suas
mãos, controlarem sua mente, nada<br />
mais é que um endemoninhado, um<br />
possuído por demónios.<br />
No Brasil, 40% da população transita<br />
entre catolicismo não praticante, práticas<br />
espíritas, feitiçarias e bruxarias. Não<br />
é de se estranhar então que haja tantas<br />
situações que necessitam de libertação,<br />
como se tem visto ultimamente. Por<br />
isso, aquele que deseja ser instrumento<br />
de Deus na libertação de alguém, precisa<br />
estar muito bem preparado para<br />
essa tarefa.<br />
Causas da possessão demoníaca<br />
Nem todas as pessoas que se envolvem<br />
com essas práticas ficam possessas.<br />
Mas, todas as que ficam possessas<br />
foram de alguma forma influenciadas<br />
por uma ou mais das seguintes causas:<br />
Primeira causa - Envolvimento com<br />
macumba ou com espiritismo, seja<br />
através da frequência aos rituais, da leitura<br />
de literaturas desse género ou<br />
após algum relacionamento sentimental<br />
com pessoas envolvidas nessas<br />
crenças. Não recorram aos médiuns, nem<br />
busquem a quem consulta espíritos, pois<br />
vocês serão contaminados por eles. Eu sou<br />
o SENHOR, o Deus de vocês. (BÍBLIA, V. T.<br />
Levítico 19:31)<br />
Segunda causa - Consagração da pessoa,<br />
através dos pais, aos demónios,<br />
antes do nascimento ou na infância<br />
mais tenra. Não entregue os seus filhos<br />
para serem sacrificados a Moloque. Não<br />
profanem o nome do seu Deus. Eu sou o<br />
SENHOR. (BÍBLIA, V. T. Levítico 18:21)<br />
Terceira causa - O acolhimento no<br />
coração de pecados relacionados ao<br />
sexo. A prostituição, o adultério, as relações<br />
extraconjugais, as relações com<br />
irmãos de sangue, o homossexualismo,<br />
o lesbianismo, e os coitos com animais.<br />
Essas coisas são abomináveis aos olhos<br />
de Deus e Satanás gosta de tudo que é<br />
abominável. Mas o homem que comete<br />
adultério não tem juízo; todo aquele que<br />
assim procede a si mesmo se destrói.<br />
(BÍBLIA, V. T. Provérbios 6:32). 'Vocês não<br />
sabem que os perversos não herdarão o<br />
Reino de Deus? Não se deixem enganar:<br />
nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros,<br />
nem homossexuais passivos ou ativos,<br />
10 nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras,<br />
nem caluniadores, nem trapaceiros<br />
herdarão o Reino de Deus. (BÍBLIA, N.T. 1<br />
Coríntios 6:9-10).<br />
Quarta causa. O envolvimento místico<br />
com drogas alucinógenas. Elas fazem<br />
parte dos rituais macabros da igreja de<br />
Satanás, debilitam o corpo e a mente da<br />
pessoa. Como exemplo, na macumba<br />
utiliza-se a marafa (cachaça).<br />
Quinta causa - Não ter Cristo no coração.<br />
Há casos em que o possesso vive<br />
uma vida reta, do ponto de vista<br />
humano e nunca se envolveu com o<br />
espiritismo nem com qualquer dos<br />
outros motivos já apresentados, mas se<br />
Cristo não é o Senhor de sua vida, corre<br />
perigo.<br />
Como alguém fica endemoninhado?<br />
Primeiro: invocando - fazendo pactos -<br />
idolatria<br />
Uma das maneiras é invocar e fazer<br />
pacto com esses ídolos ou símbolos,<br />
consciente ou inconscientemente.<br />
Quem vai a um centro umbandista e se<br />
informa do processo ritual, fica
sabendo que a primeira coisa que ele<br />
deve fazer é uma oferenda a Exu. O<br />
umbandista explica que Exu é um orixá,<br />
um espírito brincalhão que atrapalha<br />
tudo e desgraça a vida de quem o busca<br />
se não lhe fizer a oferenda. Com medo,<br />
ele faz a oferenda, faz o pacto, sabendo<br />
que o está fazendo com um demónio.<br />
Para se tornar mãe ou filha de santo, o<br />
ritual é, no mínimo, repugnante: a pessoa<br />
fica internada na tenda, presa a<br />
uma sela por sete dias. Raspa a cabeça,<br />
faz uma série de oferendas de animais e<br />
bebe o sangue deles. Durante o ritual,<br />
de tempos em tempos, a pessoa é<br />
banhada nas carnes putrefatas e cobertas<br />
de vermes. Faz o pacto com algumas<br />
daquelas entidades e então<br />
torna-se filha daquele santo. Por isso, a<br />
Bíblia diz que os demónios são espíritos<br />
imundos.<br />
Quais seriam as motivações para<br />
alguém fazer tais pactos? Desejo de<br />
sucesso, de dinheiro, de casamento e<br />
de morte de alguém. Sempre há uma<br />
motivação. As pessoas sabem o porquê<br />
dos pactos que estão fazendo e os<br />
fazem deliberadamente.<br />
Há também situações enganosas, veladas;<br />
manifestações e até pactos satânicos<br />
são firmados em nome de entidades<br />
que se dizem de luz, de bondade,<br />
algumas até se dizem enviadas por<br />
Jesus. A Bíblia diz que Satanás se disfarça<br />
em anjo de luz para, se possível,<br />
enganar até os fiéis a Deus. Algumas<br />
pessoas ficam possessas por demónios<br />
para obter bênçãos para a família, consagram<br />
seus filhos ou os abençoam<br />
através dessas entidades.<br />
Há também muita busca de cura espiritual,<br />
através de operações mediúnicas.<br />
Muitos buscam apenas tomar um passe<br />
e consciente ou inconscientemente,<br />
tais buscas são demoníacas, afastam as<br />
pessoas da comunhão com o Deus verdadeiro<br />
e podem torna-las possessas<br />
de espíritos malignos que se apresentam<br />
como anjos de luz.<br />
Segundo: Impiedade<br />
Esta é uma maneira muito fácil de se iniciar<br />
uma possessão. Começa com o acolhimento<br />
de pecados no coração, o que<br />
a Bíblia chama de impiedade, ímpio é o<br />
contrário de piedoso; o piedoso é uma<br />
pessoa temente a Deus, disposta a viver<br />
debaixo da graça de Deus em Jesus<br />
Cristo. Ao contrário, ímpio é aquele que<br />
entrou em mecanismos pecaminosos<br />
de maneira tão descarada que perdeu a<br />
vergonha de Deus, tornou-se duro de<br />
coração, obstinado em sua impiedade,<br />
de tal forma que abriu espaço para que<br />
demónios da impiedade se manifestem<br />
em sua vida. Algumas vezes como<br />
opressão, outras vezes como possessão.<br />
É triste perceber que algumas situações<br />
de abuso sexual dentro de casa acontecem<br />
por causa da impiedade. Há uma<br />
cadeia de impiedade nessas vidas,<br />
caracterizadas pela dureza do coração e<br />
de atos de atrocidade, claras manifestações<br />
demoníacas.<br />
O único remédio que nos purifica e nos<br />
cura da impiedade é o sangue de Jesus.<br />
Somente uma pessoa genuína, convertida,<br />
salva, que nasceu do Espírito Santo<br />
de Deus está imune à possessão. (BÍBLIA,<br />
N. T. 1 João 5)
Tabela dos sintomas relacionados à possessão demoníaca.<br />
Sintomas físicos<br />
Força sobre-humana<br />
Expressão facial alterada<br />
Mudança na voz (aspereza,<br />
zombaria, rouquidão)<br />
Convulsões, prostração<br />
Insensibilidade à dor<br />
Mt. 8:28; At. 19:1 6; Lc. 4:33;<br />
Mc. 9:1 8-22; 5:1 -5<br />
Sintomas psicológicos<br />
Clarividência<br />
Telepatia<br />
Habilidade para predizer o<br />
futuro<br />
Habilidade para falar em<br />
línguas estrangeiras desconhecidas<br />
da pessoa possuída<br />
Estado de transe<br />
M lfi-lfi-18'Mr 1-21-74 34-<br />
Lc.4:33;1 Sm. 18:10;<br />
Mc. 9: 18-22<br />
Sintomas espirituais<br />
Caráter imoral (ex. mudanismo,<br />
nudez, linguagem<br />
obscena)<br />
Ameaça verbal ou física a<br />
tudo que representa<br />
Cristo/cristianismo<br />
Entrar em estado de transe<br />
quando alguém ora<br />
Incapacidade de confessar<br />
Jesus de forma reverente<br />
Fenómenos poltergeist<br />
(ex. ruídos inexplicáveis,<br />
objetos em movimentos,<br />
odores desagradáveis)<br />
At. 13:4-11; Mc. 5:1 -5;<br />
Lc 9-41- 1 Jo 4-1-6-<br />
1 Co. 12:3, 1 Sm. 18:10
Opressão<br />
O que é opressão satânica?<br />
ão ataques satânicos contra<br />
Sa nossa vida, que estão fora<br />
do controle da nossa mente e<br />
das nossas emoções. Satanás<br />
oprime, isto é, pressiona, esmaga.<br />
Os servos de Deus também passam por<br />
batalhas espirituais e por opressão nas<br />
suas mais variadas facetas. A opressão<br />
satânica é estratégia de Satanás para<br />
nos colocar no canto da parede e nos<br />
impedir de caminhar. Problemas, lutas,<br />
dificuldades, perseguições, enfrentamentos,<br />
problemas de relacionamentos<br />
são exemplos de situações em que pode<br />
estar havendo opressão demoníaca.<br />
Como acontecem essas opressões?<br />
Satanás as incita. Ele infunde, instiga<br />
ideias, preconceitos, desconfiança,<br />
ciúme nas pessoas que estão à nossa<br />
volta e que começam a ser instrumentos<br />
de opressão.<br />
Mas a opressão não acontece apenas<br />
através de circunstâncias. Às vezes são<br />
sentimentos, pressões interiores, acusações<br />
do diabo. Como estrategista que<br />
é, está olhando para nossas vidas, para<br />
nosso ponto fraco e é nesse ponto fraco<br />
que ele vai concentrar sua ação. Também<br />
em nossos pontos fortes, gerando<br />
orgulho e soberba.<br />
Temos, então, que aprender a usar as<br />
armas da graça de Deus, que está<br />
pronto para nos libertar. Não precisamos<br />
viver oprimidos, como quem tem<br />
uma tonelada de peso na cabeça, nem<br />
como aquele cristão que não sonha<br />
com as maravilhas de Deus porque<br />
acha que tudo vai dar errado e perdeu a<br />
fé, a confiança e segurança em Deus.<br />
Precisamos lembrar que a fé vem do<br />
sonho, da esperança do coração.<br />
Sonhar com os projetos de Deus e estar<br />
constantemente em oração são armas<br />
para vencer as ciladas do diabo.<br />
A opressão pode, às vezes, apresentar-se<br />
como uma percepção demoníaca,<br />
fixação mental ou medo absurdo.<br />
É preciso, porém, ter muito cuidado e<br />
não considerar todos os males, indiscriminadamente,<br />
como manifestações<br />
demoníacas. Existem doenças, a<br />
depressão, por exemplo, que não tem<br />
nada a ver com demónio, pois pode ser<br />
causada por deficiência hormonal ou<br />
por outros fatores fisiológicos.<br />
Opressão é Satanás do lado de fora,<br />
instigando coisas sobre a vida das<br />
pessoas, no intuito de prejudicá-las.<br />
A Bíblia ensina que: "Portanto, submetam-se<br />
a Deus. Resistam ao Diabo, e ele<br />
fugirá de vocês." (BÍBLIA, N.T.Tiago 4:7).<br />
Sintomas da opressão maligna<br />
Abrasamento sexual doentio. A tara<br />
sexual é fruto da rendição ao pecado.<br />
Assim, façam morrer tudo o que pertence à<br />
natureza terrena de vocês: imoralidade
sexual, impureza, paixão, desejos maus e a<br />
ganância, que é idolatria. (BÍBLIA, N.T.<br />
Colossenses 3:5).<br />
Medo doentio e irracional. A opressão<br />
maligna infunde na mente do oprimido<br />
medo de lugares escuros, medo de<br />
entidades espirituais, medo de feitiço e<br />
de macumba.<br />
Ódio e ressentimento. O ódio acirrado<br />
e vingativo quase sempre é consequência<br />
de opressão maligna e muitas vezes<br />
constitui uma ponte para a possessão.<br />
Quando vocês ficarem irados, não<br />
pequem". Apaziguem a sua ira antes que o<br />
sol se ponha e não dêem lugar ao Diabo.<br />
(BÍBLIA, N. T. Efésios 4:26-27); Contudo, se<br />
vocês abrigam no coração inveja amarga e<br />
ambição egoísta, não se gloriem disso, nem<br />
neguem a verdade. Esse tipo de "sabedoria"<br />
não vem dos céus, mas é terrena; não é<br />
espiritual, mas é demoníaca. Pois onde há<br />
inveja e ambição egoísta, aí há confusão e<br />
toda espécie de males. (BÍBLIA, N. T. Tiago<br />
3:14-16).<br />
Dores de cabeça diante da exposição<br />
da Palavra de Deus. Não se deve chegar<br />
ao extremo de pensar que todas as<br />
dores de cabeça são consequências de<br />
opressão.<br />
Falta de ânimo para viver. O desânimo<br />
mórbido quanto à vida é, em muitos<br />
casos, consequência de opressão<br />
maligna. O inimigo persegue-me e<br />
esmaga-me ao chão; ele me faz morar nas<br />
trevas, como os que há muito morreram. O<br />
meu espírito desanima; o meu coração está<br />
em pânico. (BÍBLIA, V. T. Salmos 143:3-4).<br />
Posições teológicas acerca da<br />
opressão<br />
Doença e opressão<br />
As doenças são demoníacas?<br />
Não todas. Algumas sim. A Bíblia fala<br />
que Jesus curou do espírito de enfermidade,<br />
expulsando os demónios. A doença<br />
produzida por eles é consequência<br />
da opressão ou possessão. Devemos<br />
orar pela expulsão e cura.<br />
A oração da Fé<br />
13 Entre vocês há alguém que está sofrendo?<br />
Que ele ore. Há alguém que se sente feliz?<br />
Que ele cante louvores. 14 Entre vocês há<br />
alguém que está doente? Que ele mande<br />
chamar os presbíteros da igreja, para que<br />
estes orem sobre ele e o unjam com óleo,<br />
em nome do Senhor. 15 A oração feita com fé<br />
curará o doente; o Senhor o levantará. E se<br />
houver cometido pecados, ele será perdoado.<br />
16 Portanto, confessem os seus pecados<br />
uns aos outros e orem uns pelos outros para<br />
serem curados. A oração de um justo é<br />
poderosa e eficaz. 17 Elias era humano como<br />
nós. Ele orou fervorosamente para que não<br />
chovesse, e não choveu sobre a terra<br />
durante três anos e meio. 18 0rou outra vez,<br />
e os céus enviaram chuva, e a terra produziu<br />
os seus frutos. 19 Meus irmãos, se algum<br />
de vocês se desviar da verdade e alguém o<br />
20<br />
trouxer de volta, lembrem-se disso:<br />
Quem converte um pecador do erro do seu<br />
caminho, salvará a vida dessa pessoa e fará<br />
que muitíssimos pecados sejam perdoados.<br />
(BÍBLIA, N.T. Tiago 5:13-20).
A opressão pode vir sobre o cristão?<br />
Um grupo teológico diz que sim; outro<br />
diz que não. Uma coisa é certa: nada<br />
acontece na vida de um cristão sem a<br />
permissão de Deus. Ele está no controle<br />
total e absoluto, Ele é Senhor.<br />
Um exemplo é a palavra de Paulo: "Para<br />
impedir que eu me exaltasse por causa da<br />
grandeza dessas revelações, foi-me dado<br />
um espinho na carne, um mensageiro de<br />
Satanás, para me atormentar." (BÍBLIA, N. T.<br />
2 Coríntiosl2:7). Segundo alguns estudiosos,<br />
o espinho na carne era a enfermidade<br />
dos olhos que o impediu de continuar<br />
suas viagens e que o levava a lutar<br />
espiritualmente com aquela situação.<br />
Pode-se, então imaginar alguém que<br />
viaja por tantos lugares, fazendo tantas<br />
curas e agora ele mesmo enfermo não<br />
sendo curado? A resposta que Deus lhe<br />
dá - "A minha graça te basta" - pode ser<br />
entendida como um recurso de Deus<br />
para lembrar a Paulo que ele é homem<br />
e que a graça divina é maior e melhor<br />
que qualquer outra coisa.<br />
Outro exemplo é o caso de Jó: "Disse o<br />
Senhor a Satanás: Muito bem, tudo o que<br />
ele tem está no teu poder, mas somente<br />
contra ele não estendas a tua mão". Logo<br />
adiante, Satanás pede para tocar-lhe<br />
nos ossos e na carne. Deus permitiu,<br />
mas que lhe poupasse a vida. E Jó ficou<br />
coberto de chagas, dos pés à cabeça.<br />
Por que Deus permitiu isso a um servo<br />
fiel? A única resposta é: provar a sua fé,<br />
mas também dar aos outros testemunho<br />
da fidelidade.<br />
Um terceiro exemplo, no livro de Apocalipse:<br />
Este é um grande livro de bata-<br />
lha espiritual. São os conflitos que ali<br />
estão sendo revelados, até a vitória final<br />
e total do Senhor Jesus. A cada selo que<br />
vai sendo quebrado, uma nova invasão<br />
demoníaca vai aparecendo na terra.<br />
Trata de perseguição, de martírio, de<br />
morte. E o que se lê, algumas vezes:<br />
"não foi permitido tocar nos santos".<br />
Outras vezes lê-se: "foi permitido tocar<br />
nos santos, mas não na vida".<br />
Esses textos dão a entender que, com a<br />
permissão divina, às vezes podem vir<br />
ataques ou doenças oriundas de demónios.<br />
Porém nem toda doença é demoníaca.<br />
A maioria tem causas bem<br />
conhecidas, como a falência natural do<br />
corpo; outras vezes, doenças psicossomáticas,<br />
oriundas de traumas, amarguras<br />
e deficiências emocionais. Desde<br />
que o pecado entrou no mundo, nosso<br />
corpo está num processo de morte.<br />
Os relacionamentos estão em decadência,<br />
as pessoas, precisam de cura e restauração.<br />
A máquina humana tem essa<br />
semente de morte; isso significa que as<br />
doenças representarão a falência natural<br />
do corpo e até distúrbios cognitivos<br />
e emocionais.<br />
Doença 6 pecado<br />
Algumas doenças, é óbvio, têm a ver<br />
com a consequência natural e direta do<br />
pecado, como as doenças sexualmente<br />
transmissíveis; o câncer do pulmão,<br />
causado pelo cigarro; a cirrose hepática,<br />
causada pelo álcool e muitas<br />
outras. Satanás opera o pecado, o<br />
pecado gera a doença. Há uma cadeia,<br />
mas isso não isenta ninguém de culpa,<br />
pois podemos escolher pecar ou não;<br />
não podemos, porém, escolher as consequências<br />
do pecado.
Doença e amargura<br />
Raiz de amargura é outra causa de<br />
doenças, principalmente as psicossomáticas.<br />
As doenças têm causas diversas.<br />
Por isso, o dom de cura na Bíblia<br />
não está no singular, mas no plural; são<br />
os dons de cura. Algumas curas só<br />
acontecerão pela confissão. Tiago diz:<br />
"confessai os vossos pecados uns aos<br />
outros para serdes sarados". Outras<br />
doenças poderão ser espírito de enfermidade,<br />
tanto para o cristão como para<br />
o não cristão e somente acontecem<br />
com a permissão de Deus (Neste ponto,<br />
há discordância entre os teólogos).<br />
Distúrbios psicológicos<br />
Às vezes a pessoa a quem estamos<br />
ministrando não manifesta uma possessão<br />
aparente. Mas, se descobrimos<br />
que há envolvimentos com práticas<br />
demoníacas, precisamos ministrar<br />
libertação para que tais vínculos sejam<br />
destruídos, pela graça de Deus.<br />
Opressões malignas em membros da<br />
igreja<br />
Um cristão no Senhor Jesus jamais se<br />
tornará possesso. Ele está guardado da<br />
possessão demoníaca, porém, pode<br />
tornar-se oprimido por demónios se<br />
der lugar ao diabo. Quatro causas<br />
podem dar acesso à opressão maligna<br />
na vida de um cristão.<br />
Primeira causa - Pecados. Quando um<br />
filho de Deus entrega-se à prática do<br />
pecado, ele entristece o Espírito Santo.<br />
Não entristeçam o Espírito Santo de Deus,<br />
com o qual vocês foram selados para o dia<br />
da redenção. (BÍBLIA, N. T. Efésios 4:30); Não<br />
apaguem o Espírito. (BÍBLIA, N.T. 1 Tessalonicenses<br />
5:19). Estejam alertas e vigiem. O<br />
Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor<br />
como leão, rugindo e procurando a quem<br />
possa devorar. (BÍBLIA, N. T. 1 Pedro 5:8).<br />
Segunda causa - Ressentimento, ódio,<br />
inveja e amargura no coração. São elementos<br />
utilizados por Satanás para<br />
oprimir a vida do filho de Deus. Quando<br />
vocês ficarem irados, não pequem". Apaziguem<br />
a sua ira antes que o sol se ponha, e<br />
não dêem lugar ao Diabo. (BÍBLIA, N. T. Efésios<br />
4:26-27); Quem é sábio e tem entendimento<br />
entre vocês? Que o demonstre por<br />
seu bom procedimento, mediante obras<br />
praticadas com a humildade que provém<br />
da sabedoria. Contudo, se vocês abrigam<br />
no coração inveja amarga e ambição egoísta,<br />
não se gloriem disso, nem neguem a<br />
verdade. Esse tipo de "sabedoria" não vem<br />
dos céus, mas é terrena; não é espiritual,<br />
mas é demoníaca. (BÍBLIA, N. T. Tiago<br />
3:13-15).<br />
Terceira causa - O abandono de uma<br />
vida de oração e leitura da Palavra. Com<br />
frequência, esta situação é a causa da<br />
opressão maligna na vida de certos cristãos.<br />
Sem a espada do Espírito, o cristão<br />
fica sem a arma ofensiva para vencer as<br />
batalhas e permanecer inabalável. Por<br />
isso, vistam toda a armadura de Deus, para<br />
que possam resistir no dia mau e permanecer<br />
inabaláveis, depois de terem feito tudo.<br />
Usem o capacete da salvação e a espada do<br />
Espírito, que é a palavra de Deus. (BÍBLIA, N.<br />
T. Efésios 6:13 e17).<br />
Quarta causa - Dúvida quanto ao poder<br />
que Jesus tem para livrar os seus. As<br />
consequências de não se apropriar pela<br />
fé, da potencialidade das promessas de<br />
Deus para a sua segurança é sempre o<br />
derrotismo e uma visão espiritual<br />
maligna. Pessoas assim sentem-se derrotadas,<br />
vêem demónios em tudo e se<br />
sentem atormentadas por eles em todo<br />
o tempo.
Tentação<br />
O que é?<br />
A<br />
ação mais direta de Santanás<br />
na vida do homem. É o<br />
principal campo de batalha da<br />
luta do cristão contra o diabo.<br />
Somos culpados pelos nossos pecados;<br />
não adianta querer colocar a culpa em<br />
Satanás. A Bíblia diz que o desejo ardente<br />
dá à luz o pecado, gera o pecado no<br />
coração.<br />
Como Satanás trabalha na tentação?<br />
Ele é astuto; prepara um cenário convidativo,<br />
com o objetivo de fazer o cristão<br />
cair no processo, afastando-o de Deus e<br />
tornando-o inoperante no reino de<br />
Deus por causa dos pecados em que se<br />
envolve.<br />
Portanto, os desejos humanos conduzem<br />
ao pecado e Satanás coopera com<br />
eles, prepara as astutas ciladas e cria a<br />
tentação. Assim, somos culpados porque<br />
o desejo ímpio, o pecado já estava<br />
dentro de nós. Satanás não é onisciente,<br />
onipresente e onipotente. Mas,<br />
ele tem a sua rede de informação, que<br />
está atenta para armar o cenário da tentação.<br />
À vezes esse cenário é armado de<br />
maneira muito sutil, através de um convite<br />
amigo ou de uma situação aparentemente<br />
inocente, sem maldade. E a<br />
cilada destrutiva nem é percebida até<br />
que as consequências comecem a aparecer.<br />
Como pastor, acompanhei, há algum<br />
tempo, um caso impressionante. A moça<br />
foi a primeira da família a se converter.<br />
Seus familiares tinham envolvimentos<br />
com umbanda, não somente na prática,<br />
mas na "ministração" em terreiros. Ela<br />
se mantinha firme na palavra de Deus.<br />
Mas os demónios falavam através de<br />
seus familiares que iam lutar contra ela,<br />
iam destruir sua vida.<br />
Um dia, ela conheceu um rapaz, na<br />
igreja, namoraram, pensavam em se<br />
casar. Antes que isso acontecesse,<br />
resolveram dormir juntos. Naquele dia,<br />
enquanto se envolviam sexualmente,<br />
demónios que estavam naquele rapaz<br />
se manifestaram, dizendo: "Está vendo<br />
com quem você está se relacionando?<br />
Eu falei que ia destruir sua vida". Resultado:<br />
baixa auto-estima, batalha interior<br />
intensa, afastamento do Evangelho,<br />
de Deus, término do relacionamento<br />
com o rapaz. Dentro dela ficara<br />
um sentimento profundo como uma<br />
maldição. Depois, enveredou-se para o<br />
caminho da prostituição. Somente muitos<br />
anos depois, veio a se converter,<br />
mudou de vida e entrou num processo<br />
de restauração e de transformação<br />
espiritual.<br />
Essa história, mostra quão ardiloso<br />
Satanás é: coloca um jovem desse no<br />
meio do rebanho para destruir uma<br />
vida. Pode-se imaginar as marcas dessa<br />
tragédia?
Mostra também, que a tentação, às<br />
vezes, simplesmente aproxima os desejos,<br />
monta o cenário, toca os pontos fracos,<br />
monta a armadilha. Por isso, vigiar<br />
e orar é a nossa arma.<br />
Advertências que nos ajudam a<br />
enfrentar as tentações<br />
Tiago preocupa-se em ajudar o amadurecimento<br />
e o crescimento espiritual<br />
das pessoas e faz uma clara diferença<br />
entre as provações que ajudam a amadurecer<br />
na fé, na perseverança, no caráter<br />
e na sabedoria e as tentações que<br />
nos seduzem a pecar.<br />
Primeira advertência: Entender como a<br />
tentação funciona. Tiago apresenta<br />
quatro estágios:<br />
Desejo<br />
Cada um, porém, é tentado pelo próprio<br />
mau desejo, sendo por este arrastado e<br />
seduzido. (BÍLBIA, N.T.Tiago 1:14)<br />
Tiago nos ensina que toda tentação<br />
tem origem em nossos desejos; eles não<br />
são maus em si mesmos e fazem parte<br />
da vida e da natureza da pessoa. A tentação<br />
acontece quando se quer satisfazê-los<br />
fora da vontade de Deus. Neste<br />
momento eles se tornam um problema<br />
na vida das pessoas.<br />
Os desejos são como o vapor que<br />
impulsiona uma máquina. Sem eles não<br />
há força para fazê-la funcionar, porém<br />
se estiverem descontrolados irão gerar<br />
destruição, tragédia e angústia. Eles<br />
impulsionam a vida, mas precisam ser<br />
controlados.<br />
A Bíblia ensina que os desejos devem<br />
ser servos e não senhores. Por isso, a<br />
ideia de que não temos controle é<br />
armadilha satânica.<br />
Jesus ensina o valor e o controle sobre<br />
os desejos.<br />
Engano<br />
Satanás é o tentador, conhece os desejos<br />
das pessoas e os usa para enganar e<br />
fazer com que se abandone a vontade<br />
de Deus. Ele faz com astúcia, por isso,<br />
nenhuma tentação parece ruim, apresenta-se<br />
muito melhor do que é.<br />
Tiago usa duas ilustrações para nos ajudar<br />
a entender o engano. A caça e a<br />
pesca. Ele usa duas palavras gregas que<br />
as caracterizam - atrair - isca - de uma<br />
armadilha e engodar isca de um anzol.<br />
A ideia é que a isca esconde a armadilha<br />
e o anzol. A isca (desejo) usada por Satanás<br />
(o tentador) atrai e esconde as consequências<br />
que virão, promovendo tristeza<br />
e sofrimento, quando se cai na<br />
armadilha.<br />
Quando se está lidando com a tentação,<br />
descobre-se que, de alguma maneira,<br />
a isca tenta esconder as consequências<br />
do pecado, assim como, se cobre o<br />
anzol para pescar. Uma das ilusões que<br />
sempre acompanha a tentação é que a<br />
queda não será descoberta e mesmo<br />
que seja não terá maiores consequências.<br />
Deus perdoa, mas a dor provocada,<br />
como consequência natural do<br />
pecado é inevitável e precisa ser<br />
enfrentada. Nem sempre é possível<br />
retomar a mesma posição de onde se<br />
caiu. Líderes que caíram, não conseguiram<br />
retomá-la.
Desobediência<br />
Quando a mulher viu que a árvore parecia<br />
agradável ao paladar, era atraente aos<br />
olhos e, além disso, desejável para dela se<br />
obter discernimento, tomou do seu fruto,<br />
comeu-o e o deu a seu marido, que comeu<br />
também. (BÍBLIA, V. T. Génesis 3:6).<br />
A tentação caminha das emoções<br />
(desejos), para o intelecto (engano) e<br />
para o nível da decisão (vontade). O<br />
desejo é o caminho que nos leva a<br />
ansiar pela isca. Mas é a vontade e a<br />
decisão que a aprova e nos fazem agir,<br />
mesmo sabendo que se contraria a<br />
vontade de Deus. Isto é pecado. É um<br />
ato de rebeldia e desobediência deliberada<br />
contra a vontade de Deus. Não<br />
importa se isto é perceptível ou não. No<br />
momento em que se deixa fisgar, cai-se<br />
na armadilha.<br />
Maturidade é saber que a vida cristã<br />
não é controlada, nem dirigida pelos<br />
sentimentos, mas por decisões da própria<br />
vontade. As crianças agem pelas<br />
suas vontades - Eu quero. Mas os adultos<br />
por decisões baseadas em valores,<br />
pelo que crêem ser correto e aceitável.<br />
O cristão imaturo cai facilmente pois,<br />
como uma criança, toma as suas decisões<br />
por impulsos volitivos e não pelas<br />
convicções provenientes de seus valores<br />
espirituais. Quanto mais se diz não<br />
às tentações, mais os valores da vontade<br />
de Deus se fortalecem na vida.<br />
Quanto mais se fortalece o desejo,<br />
menos valor se dá à vontade de Deus.<br />
O que tem alimentado a sua mente?<br />
Sua mente é alimentada com a pornografia?<br />
Já pensou nas consequências<br />
dessa escolha?<br />
Fortaleça sua mente e seu espírito com<br />
os salutares valores do cristianismo e<br />
verá a diferença.<br />
Morte<br />
Então esse desejo, tendo concebido, dá à<br />
luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado,<br />
gera a morte. (BÍBLIA, N. T. Tiago1:15)<br />
A Bíblia é clara quando afirma que a<br />
consequência natural do pecado é a<br />
morte. A serpente foi usada (Satanás)<br />
para despertar o desejo em Eva.<br />
Deus sabe que, no dia em que dele comerem,<br />
seus olhos se abrirão, e vocês, como<br />
Deus , serão conhecedores do bem e do<br />
mal". (BÍBLIA, V. T. Génesis 3:5).<br />
O que há de errado em desejar obter<br />
maior conhecimento?<br />
O que há de errado em comer algum tipo<br />
de comida? O desejo se instalou. O processo<br />
do engano é claramente descrito<br />
por Paulo.<br />
O que receio, e quero evitar, é que assim<br />
como a serpente enganou Eva com astúcia,<br />
a mente de vocês seja corrompida e se desvie<br />
da sua sincera e pura devoção a Cristo.<br />
(BÍBLIA, N. T. 2 Coríntios 11:3)<br />
Satanás é o enganador que procura corromper,<br />
torcer, enganar a nossa mente.<br />
Eva viu a isca, mas se esqueceu da<br />
advertência.<br />
Mas não coma da árvore do conhecimento<br />
do bem e do mal, porque no dia em que<br />
dela comer, certamente você morrerá".<br />
(BÍBLIA, V. T. Génesis 2:17)
Morte é a consequência. A desobediência<br />
pode ser vista no tomar o fruto,<br />
comer e repartir com o seu esposo.<br />
Quando se cai na isca, torna-se isca viva.<br />
A morte espiritual acontece imediatamente<br />
quando se perde a bênção de<br />
habitar com Deus e desfrutar da sua<br />
intimidade; a morte física acontece<br />
quando o processo de decadência se<br />
instala na vida humana dando início à<br />
perda gradativa da saúde.<br />
Visto que a morte veio por meio de um só<br />
homem, também a ressurreição dos mortos<br />
veio por meio de um só homem. Pois da<br />
mesma forma como em Adão todos morrem,<br />
em Cristo todos serão vivificados.<br />
(BÍBLIA, N. T. 1 Coríntios 15:21-22).<br />
Os mortos são julgados<br />
"Depois vi um grande trono branco e<br />
aquele que nele estava assentado. A terra e<br />
o céu fugiram da sua presença, e não se<br />
encontrou lugar para eles. 12 Vi também os<br />
mortos, grandes e pequenos, em pé diante<br />
do trono, e livros foram abertos. Outro livro<br />
foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram<br />
julgados de acordo com o que tinham feito,<br />
segundo o que estava registrado nos livros.<br />
13 0 mar entregou os mortos que nele havia<br />
e a morte e o Hades entregaram os mortos<br />
que neles havia; e cada um foi julgado de<br />
acordo com o que tinha feito. 14 Então a<br />
morte e o Hades foram lançados no lago de<br />
fogo. O lago de fogo é a segunda morte.<br />
15 Aqueles cujos nomes não foram encontrados<br />
no livro da vida foram lançados no<br />
lago de fogo. (BÍBLIA, N.T. Apocalipse<br />
20:11-15).<br />
A consequência do pecado é o juízo de<br />
Deus. Há muitas pessoas que brincam<br />
com o pecado, e não percebem as suas<br />
consequências, tanto momentâneas<br />
quanto eternas. Também não crêem<br />
que o pecado não somente os afasta de<br />
Deus quanto os conduz ao inferno. Esta<br />
é a realidade das escrituras. Por isso, o<br />
temor do Senhor é o princípio da sabedoria,<br />
pois levamos a sério a santidade<br />
de Deus que não somente não pode<br />
abençoar o pecado, quanto não pode<br />
conviver com ele a eternidade no céu.<br />
Conheça a natureza de Deus<br />
16 Meus amados irmãos, não se deixem<br />
enganar.<br />
13 Quando alguém for tentado,<br />
jamais deverá dizer: "Estou sendo tentado<br />
por Deus". Pois Deus não pode ser tentado<br />
pelo mal, e a ninguém tenta. 17 Toda boa<br />
dádiva e todo dom perfeito vêm do alto,<br />
descendo do Pai das luzes, que não muda<br />
como sombras inconstantes. (BÍBLIA, N. T.<br />
Tiago1:13;16-17).<br />
Um dos truques satânicos é convencer<br />
que Deus impede a pessoa de ser feliz,<br />
não nos ama de verdade nem cuida de<br />
nós. Essa foi a tática usada com Eva: "Se<br />
Deus verdadeiramente a amasse "permitiria<br />
que comesse o fruto que poderia<br />
lhe dar conhecimento. Ele não quer<br />
que você seja tão sábia quanto ele". Isso<br />
era o que Satanás desejava incutir na<br />
cabeça de Eva. O que podemos aprender<br />
desta lição bíblica é que, quando se<br />
desconfia da bondade de Deus fica-se<br />
suscetível às ofertas de Satanás. Tiago<br />
apresenta quatro fatos sobre a bondade<br />
de Deus que não podem ser<br />
esquecidos:<br />
Deus é bom... Ele não induz ao mal,<br />
não é o tentador. Satanás o é.<br />
Seus propósitos são bons... Ele não<br />
planeja o mal, todo o plano e vontade
dele para a vida das pessoas não<br />
podem ser para o mal. Se Deus tem um<br />
plano para sua vida, ainda que lhe<br />
pareça desgraça, ele é o que há de<br />
melhor para a sua vida. Não importa o<br />
que o inimigo tente convencê-lo, não<br />
existe nada melhor do que o plano e<br />
propósito de Deus para você.<br />
Seus atos são bons... Até quando nos<br />
disciplina.<br />
Ele não pode deixar de ser bom... não<br />
muda a sua natureza. Se isso fosse possível,<br />
não haveria luz, somente trevas.<br />
Ele é bom e não pode mudar. Podemos<br />
ter a certeza de que não existe outro<br />
caminho melhor do que continuar<br />
seguindo-o mesmo quando não se<br />
entende todas as coisas.<br />
Jesus ama você muito mais do que você<br />
é capaz de entender. Confie no seu<br />
amor cuidadoso e não nas palavras do<br />
tentador. Ele é mentiroso.<br />
O propósito de Deus para sua vida<br />
Por sua decisão ele nos gerou pela palavra<br />
da verdade, a fim de sermos como que os<br />
primeiros frutos de tudo o que ele criou.<br />
(BÍBLIA, N. T. Tiago! :18).<br />
Construir em nós a sua salvação; para<br />
isso ele nos gerou novamente pelo seu<br />
Espírito Santo, através de Jesus e mediante<br />
a sua palavra que nos foi anunciada<br />
para que pudéssemos ser os primeiros<br />
entre as suas criaturas, acima até<br />
mesmo dos anjos. Tudo o que ele faz<br />
tem o propósito de culminar na nossa<br />
salvação eterna para que ele reparta<br />
conosco por toda a eternidade a sua<br />
glória. Então por que não viver de um<br />
modo digno do Deus Santo? Por que<br />
não deixar que os valores e propósitos<br />
do seu amor eterno governem a nossa<br />
vida? Por que trocar o eterno por um<br />
prato de lentilhas? O que são os nossos<br />
desejos comparados ao que ele tem<br />
preparado para nós?
Armas do inimigo<br />
Quem vai entrar numa batalha precisa<br />
conhecer as principais armas do seu<br />
inimigo para não ser pego de surpresa.<br />
Por que é necessário conhecê-las?<br />
Como ele trabalha e age? Quais são as<br />
suas ferramentas mais comuns?<br />
Sutileza<br />
Ora, a serpente era o mais astuto de<br />
todos os animais selvagens que o<br />
SENHOR Deus tinha feito. E ela perguntou<br />
à mulher: "Foi isto mesmo que Deus<br />
disse: 'Não comam de nenhum fruto das<br />
árvores do jardim'?" (BÍBLIA, V. T. Génesis<br />
3:1).<br />
Era isso que Deus tinha dito? Não. O que<br />
Deus realmente disse: 16 E o Senhor Deus<br />
ordenou ao homem: "Coma livremente de<br />
qualquer árvore do jardim, 17 mas não coma<br />
da árvore do conhecimento do bem e do<br />
mal, porque no dia em que dela comer, certamente<br />
você morrerá". (BÍBLIA, V. T. Génesis<br />
2:16-17). É só comparar os textos e<br />
perceber como a expressão foi distorcida<br />
O que Satanás estava induzindo na<br />
mente de Eva, de maneira sutil, astuta,<br />
não declarada? Ele estava armando um<br />
sentimento de que Deus não estava<br />
sendo verdadeiro, estava ocultando<br />
algo. Ele monta um cenário para Eva<br />
pensar: "Deus não quer que eu pense,<br />
que eu seja inteligente, que eu desfrute<br />
da vida". É preciso, então estar atento às<br />
sutilezas, àquilo que parece ser verdadeiro,<br />
mas, na realidade é engodo. Satanás<br />
não aparece como tem sido pintado,<br />
com chifres, capa vermelha<br />
e tridente na mão. Essa<br />
figura espantaria; então, ele se<br />
mascara.<br />
Fortalezas do entendimento<br />
Muitas vezes a batalha espiritual acontece<br />
por falta de discernimento dessas<br />
sutilezas. O texto a seguir nos ajuda a<br />
entender esse processo, como Satanás<br />
atua na mente, criando armadilhas. O que<br />
receio, e quero evitar, é que assim como a<br />
serpente enganou Eva com astúcia, a<br />
mente de vocês seja corrompida e se desvie<br />
da sua sincera e pura devoção a Cristo.<br />
(BÍBLIA, N. T. 2 Coríntios 11:3). Aqui não se<br />
trata de possessão, mas de fortalezas<br />
do entendimento. Ele induz pessoas a<br />
acreditarem em mentiras que afastam<br />
do propósito de Deus e nos conduzem<br />
às heresias. Uma pesquisa realizada nos<br />
Estados Unidos revelou que um grande<br />
número de pastores e líderes evangélicos<br />
deixaram de acreditar na concepção<br />
virginal de Jesus e na Trindade<br />
Divina. Essa atuação ardilosa de Satanás<br />
faz a pessoa crer que é muito inteligente<br />
e capaz, afastando-a dos princípios<br />
da fé.<br />
A história de Balaão, no livro de Números,<br />
é outro bom exemplo de como<br />
Satanás usa de artimanhas para tentar<br />
confundir e tirar as pessoas do caminho<br />
do Senhor. Por opção, ou escolhas erradas,<br />
alguns pecados vão se tornando<br />
tão enraizados que passam a ser considerados<br />
normais, naturais até que as
consequências danosas, como a dor, o<br />
sofrimento despertem a pessoa para a<br />
verdade.<br />
Impureza<br />
Esta é uma batalha que se trava no<br />
dia-a-dia e no seio da família. A permissividade<br />
com algumas situações que<br />
estão sendo consideradas normais e<br />
pertinentes à cultura tem levado a<br />
degradação dos valores para dentro de<br />
casa. A justificativa para essa permissividade<br />
é que "todo mundo faz, não se<br />
pode ficar alienado dos valores da<br />
nossa época". Lamentavelmente, na<br />
maioria das vezes, só se vai perceber a<br />
sutileza do diabo e seu engodo quando<br />
já se está no fundo do poço.<br />
Muitos pais argumentam que se não<br />
deixarem o filho participar dos programas<br />
de sua turma, ele se sentirá frustrado,<br />
fora do grupo. Então, levam-no<br />
às danceterías e vão buscá-lo lá pelas<br />
cinco horas da manhã. Seria muito bom<br />
que esses pais entrassem nos banheiros<br />
desses ambientes e vissem o que acontece<br />
lá. Poderiam assim julgar o que é<br />
mais frustrante e ajudar o filho a pensar<br />
no risco que corre, dando essa<br />
oportunidade ao diabo.<br />
Dúvida<br />
Uma das maneiras de Satanás destruir<br />
nossa fé é semeando dúvidas em nossa<br />
mente. Dúvidas sobre Deus, seu amor e<br />
bondade, seu poder de interferir na<br />
nossa vida e sobre os propósitos do<br />
Senhor. Foi assim que tentou a Jesus:<br />
"Se tu és o filho de Deus..." A única<br />
maneira de vencer essa tentação é<br />
como Jesus mesmo o fez: responder<br />
com a própria palavra de Deus: "Está<br />
escrito...".<br />
Medo<br />
Relacionado com a dúvida está o medo.<br />
Muitas vezes, não enfrentamos as batalhas<br />
espirituais por causa do medo;<br />
medo de sermos derrotados, de não<br />
termos autoridade ou conhecimento<br />
suficientes para tanto; do futuro; de sermos<br />
mal interpretados, enfim, medo de<br />
tantas coisas que inibem a nossa atitude<br />
diante de situações que exigiriam<br />
de nós uma atitude segura. Entretanto,<br />
...no amor não há medo; ao contrário o perfeito<br />
amor expulsa o medo, porque o medo<br />
supõe castigo. Aquele que tem medo não<br />
está aperfeiçoado no amor. (BÍBLIA, N. T. l<br />
João 4:18). A Bíblia nos diz que o verdadeiro<br />
amor lança fora o medo. Então, se<br />
temos em nós o amor de Deus, podemos<br />
nos deixar conduzir por esse amor<br />
que liberta.<br />
Mentira<br />
Disse a serpente à mulher: "Certamente não<br />
morrerão!" (BÍBLIA, V. T. Génesis 3:4) 'Vocês<br />
pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem<br />
realizar o desejo dele. Ele foi homicida<br />
desde o princípio e não se apegou à verdade,<br />
pois não há verdade nele. Quando<br />
mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso<br />
e pai da mentira". (BÍBLIA, N. T. João<br />
8:44).<br />
Este texto diz que ele é mentiroso e pai<br />
da mentira. Satanás cria o cenário, arma<br />
situações, gera dúvida e medo; semeia<br />
discórdia, gera desconfiança. Tudo isso<br />
porque é o grande mentiroso. E nós<br />
temos que entender essas armas do<br />
inimigo.
Quando se vive uma batalha espiritual<br />
ou mesmo ajudando alguém, é necessário<br />
discernir bem o que está acontecendo.<br />
• Qual é a sutileza de Satanás nisso?<br />
• Ele está gerando dúvida quanto ao<br />
poder da graça de Deus em minha<br />
vida?<br />
• Está ele mentindo sobre alguma<br />
coisa que gera angústia em meu<br />
coração?<br />
• E o poder do Espírito em meu viver?<br />
Fortalezas de Satanás fazem com que<br />
se acredite em mentiras. Algumas pessoas<br />
ficam tão bloqueadas, sentindo-se<br />
fora do alcance da misericórdia<br />
divina, acreditando estar fadadas ao<br />
infortúnio, que não conseguem ver a<br />
graça de Deus e seu poder transformador.<br />
Precisamos lembrar que fomos criados<br />
pelo seu amor e que nosso Pai<br />
Eterno não quer nos ver fora da sua<br />
misericórdia.<br />
A Bíblia usa uma série de metáforas<br />
para descrever a "luta da fé", bem<br />
como, as armas que o Senhor colocou a<br />
nossa disposição para dar-nos vitória.<br />
O Boxeador - Sendo assim, não corro<br />
como quem corre sem alvo, e não luto<br />
como quem esmurra o ar. (BÍBLIA, N. T. l<br />
Coríntios 9:26).<br />
O Soldado - " 3 Suporte comigo os meus<br />
sofrimentos, como bom soldado de Cristo<br />
Jesus. 4 Nenhum soldado se deixa envolver<br />
pelos negócios da vida civil, já que deseja<br />
agradar aquele que o alistou." (BÍBLIA, N. T.<br />
2 Timóteo 2:3-4).<br />
O Lutador - "Pois a nossa luta não é contra<br />
seres humanos, mas contra os poderes e<br />
autoridades, contra os dominadores deste<br />
mundo de trevas, contra as forças espirituais<br />
do mal nas regiões celestiais. (BÍBLIA, N.<br />
T.Efésios6:12)<br />
Efésios 6:12 descreve a armadura de<br />
Deus, na figura do lutador, para enfrentar<br />
o dia mau. Algumas pessoas pensam<br />
que o cristão não tem lutas, nem doenças<br />
e nem problemas. Isso não é verdade.<br />
Jesus mesmo disse que no<br />
mundo teríamos aflições. O dia mau<br />
vem; situações e momentos difíceis vão<br />
oscilar em aspectos diferentes da vida.<br />
Algumas situações, permitidas por<br />
Deus, têm propósitos de crescimento,<br />
de fortalecimento da fé ou de transformação.<br />
Às vezes são problemas com os<br />
quais não queremos lidar e Deus usa<br />
essas situações para nos abençoar. A regra<br />
bíblica para enfrentar essas batalhas<br />
quer sejam interiores ou exteriores, de<br />
enfrentamento de possessão demoníaca<br />
com alguém é estarmos revestidos<br />
dessa armadura.<br />
Convém, pois, fazer um bom estudo<br />
deste texto: " 10 Finalmente fortaleçam-se<br />
no Senhor e no seu forte poder. "Vistam<br />
toda a armadura de Deus, para poderem<br />
ficar firmes contra as ciladas do Diabo,<br />
12 pois a nossa luta não é contra seres humanos,<br />
mas contra os poderes e autoridades,<br />
contra os dominadores deste mundo de<br />
trevas, contra as forças espirituais do mal<br />
nas regiões celestiais. 13 Por isso, vistam<br />
toda a armadura de Deus, para que possam<br />
resistir no dia mau e permanecer inabaláveis,<br />
depois de terem feito tudo. 14 Assim,<br />
mantenham-se firmes, cingindo-se com o<br />
cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça<br />
15 e tendo os pés calçados com a prontidão<br />
do evangelho da paz. 16 Além disso,<br />
usem o escudo da fé, com o qual vocês<br />
poderão apagar todas as setas inflamadas
do Maligno. 17 Usem o capacete da salvação<br />
e a espada do Espírito, que é a palavra de<br />
Deus. 18 0rem no Espírito em todas as ocasiões,<br />
com toda oração e súplica; tendo isso<br />
em mente, estejam atentos e perseverem<br />
na oração por todos os santos. (BÍBLIA, N. T.<br />
Efésios 6:10-18). "Resisti ao diabo e ele<br />
fugirá de vós". (BÍBLIA, N. T. Tiago 4:7).<br />
Uma questão pode surgir:<br />
• Por que Satanás trabalha a dúvida, o<br />
engano, a sutileza?<br />
Seu propósito com essas artimanhas é<br />
que batamos em retirada. Ele sabe que<br />
está derrotado, como inimigo que já<br />
perdeu a batalha, que ficou num determinado<br />
reduto, aonde não pode chegar<br />
o suprimento, não tem como se articular.<br />
Continua, porém, guardando-se,<br />
defendendo-se, até o último homem.<br />
Nós estamos nesse confronto; ele já<br />
está derrotado, mas se batermos em<br />
retirada é vitória para ele. Então, cria<br />
situações para que a gente se amedronte<br />
e diga: y 'Vou chamar alguém que<br />
me ajude". Cuidado com essa situação!<br />
Quem tem poder é Jesus, que está<br />
sobre a nossa vida e, na autoridade do<br />
nome de Jesus, vamos resistir porque a<br />
vitória é do Senhor.<br />
O que significa resistir a Satanás? Como<br />
isso pode ser feito?<br />
Na prática, a lição principal é Efésios 6.<br />
Precisamos colocar os valores da graça<br />
de Deus como prioritários em nossa<br />
vida:<br />
Verdade<br />
O diabo é o pai da mentira. Jesus é o<br />
caminho, a verdade e a vida. Se você<br />
diz ser crente, comprometido com<br />
Jesus, mas não está comprometido em<br />
ser autêntico, verdadeiro, há algo de<br />
errado nisso. Você está permitindo que<br />
o reduto do inimigo entre na sua história,<br />
está abrindo brechas espirituais<br />
que criarão dificuldades na sua vida e,<br />
conseqúentemente, a perda da batalha.<br />
A mentira, o descompromisso com<br />
a verdade é a porta da nossa derrota e<br />
da vitória de Satanás. Mas, para sermos<br />
verdadeiros, precisamos pagar o preço.<br />
No mundo de hoje, esse preço não é tão<br />
simples. Exige caráter, firmeza, transparência.<br />
Uma só palavra: sim, sim; não,<br />
não. E isso em toda e qualquer situação<br />
da nossa vida, desde o dia-a-dia em<br />
casa até o pagamento correto do<br />
imposto de renda. Essa é uma maneira<br />
de resistir a Satanás. A Bíblia diz: "Conhecereis<br />
a verdade e a verdade vos libertará"<br />
(BÍBLIA, N. T. João 8:32).<br />
Trabalhando em processos de libertação,<br />
é comum ouvir-se do drogado ou<br />
do homossexual uma fuga, a mentira,<br />
nestes termos: "Eu não sou viciado;<br />
quando eu quiser, eu paro". "Eu não sou<br />
um homem, eu não sou uma mulher;<br />
eu tenho uma terceira natureza, consequência<br />
de um erro genético". Quando<br />
virá a libertação para essas pessoas?<br />
O primeiro passo é aceitar a verdade,<br />
reconhecer que é mesmo um dependente<br />
e que precisa de ajuda; reconhecer<br />
que tem um desvio moral-sexual<br />
que precisa ser corrigido. Esse reconhecimento<br />
à luz da verdade é o começo<br />
do processo de libertação.<br />
Com relação a pessoas envolvidas com<br />
umbanda, entra a questão do medo. Ao<br />
apresentar o plano de libertação e de<br />
salvação, é preciso propor a renúncia a<br />
todos os acordos feitos com Satanás e<br />
suas entidades. Satanás tenta incutir na
mente das pessoas que ele é mais<br />
poderoso que Deus. Precisamos, então,<br />
permanecer firmes na verdade: nada<br />
nem ninguém é maior, nem mais<br />
poderoso que nosso Deus.<br />
2. Justiça<br />
Se você professa sua fé no Senhor Jesus<br />
e não pratica a justiça, parece que não<br />
está entendendo bem o caráter de<br />
Deus, que é o perfeito amor e a perfeita<br />
justiça. A nossa justiça se evidencia no<br />
trato com as pessoas, em nossos relacionamentos,<br />
em nossos negócios, em<br />
nossos compromissos com o reino de<br />
Deus, em nossos dízimos... "Se a vossa<br />
justiça não exceder a dos escribas e fariseus,<br />
de modo nenhum entrareis no reino dos<br />
céus".(BÍBLIA, N. T. Mateus 5:20).<br />
Praticar a justiça, tanto no seu sentido<br />
mais abrangente, como nas pequenas<br />
coisas, é uma forma de resistir ao diabo<br />
e suas sutilezas.<br />
3. Fé<br />
Temos visto que praticar a verdade e a<br />
justiça são atitudes imprescindíveis<br />
para que possamos resistir ao inimigo<br />
das nossas almas. Efésios 6, descrevendo<br />
a armadura de Deus, fala do<br />
capacete da salvação. Capacete, é claro,<br />
usa-se na cabeça. É com a cabeça, com<br />
a mente que entendemos o plano da<br />
salvação. Se esse plano estiver bem<br />
ajustado e aceito na cabeça e no coração,<br />
nada vai nos derrubar; não há<br />
ideias ou planos que possam substituir<br />
o plano eterno de Deus. Temos o<br />
escudo da fé e o evangelho da paz.<br />
Deus nos capacita com todas essas<br />
armas para invadirmos o reino das trevas<br />
e enfrentarmos o inimigo. Veremos,<br />
então, a graça de Deus, o poder de Deus<br />
libertando e salvando.<br />
A batalha espiritual é vencida pelas<br />
armas da fé. Mas essa fé precisa estar<br />
pautada no ensino bíblico. Não é simplesmente<br />
uma crença no poder do<br />
pensamento positivo. Fé bíblica é<br />
aquela que provém da palavra de Deus;<br />
não está em nós mesmos, nem no<br />
poder da nossa mente, mas na pessoa<br />
maravilhosa do Senhor Jesus, que<br />
enfrenta as batalhas por nós. A batalha<br />
espiritual é vencida por essa fé atuante<br />
no nome de Jesus, que está acima de<br />
todo nome.<br />
4. Enfrentamento<br />
Em determinados momentos, estamos<br />
vivendo a verdade, a justiça, e entendendo<br />
a estratégia de Satanás que é<br />
criar uma zona de pressão para que nos<br />
retiremos. Mas é preciso continuar firmes<br />
e reafirmar nossa posição, entender<br />
o que está acontecendo e usar as<br />
armas que o Espírito Santo nos deu. Isso<br />
é resistir.<br />
Há determinadas situações em que<br />
entendemos o que o inimigo está<br />
fazendo e percebemos que ele pode ser<br />
agressivo nessa batalha. Deus nos dá<br />
uma autoridade específica para repreender<br />
Satanás; nesse momento, resistir<br />
ao diabo é, literalmente, expulsar o<br />
diabo. Um dos exemplos mais claros<br />
dessa situação está na tentação de<br />
Jesus, em Lucas 4, onde se percebem<br />
claramente esses processos: fé, verdade,<br />
justiça, palavra de Deus. Mas<br />
chega a hora da confrontação e após<br />
enfrentar todas as sutilezas de Satanás,
Jesus usa sua autoridade, expulsando o<br />
diabo: "Vai-te, Satanás!" (BÍBLIA, N. T.<br />
Mateus 4:10).<br />
Observe outra situação semelhante: " 21<br />
Desde aquele momento Jesus começou a<br />
explicar aos seus discípulos que era necessário<br />
que ele fosse para Jerusalém e<br />
sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes<br />
religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos<br />
mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse<br />
no terceiro dia. 22 Então Pedro, chamando-o<br />
à parte, começou a repreendê-lo, dizendo:<br />
"Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!"<br />
23 Jesus virou-se e disse a Pedro: "Para trás<br />
de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço<br />
para mim, e não pensa nas coisas de<br />
Deus, mas nas dos homens". (BÍBLIA, N. T.<br />
Mateus 16:21-23).<br />
O que está nas entrelinhas da resposta<br />
de Jesus é que Pedro não estava pensando<br />
no plano de Deus, mas desviando<br />
os seus propósitos, segundo a<br />
mente humana. Aprendemos aí que os<br />
ataques de Satanás são setas de pensamentos<br />
que, às vezes, acolhemos em<br />
nossa mente e que precisamos<br />
repreendê-las.<br />
Jesus estava na popa, dormindo com a<br />
cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos<br />
o acordaram e clamaram: "Mestre,<br />
não te importas que morramos?" (BÍBLIA, N.<br />
T. Marcos 4:38). Esta situação pode também<br />
servir de exemplo. Jesus está dormindo<br />
e os discípulos a perecer na tempestade,<br />
o barco prestes a afundar.<br />
Jesus se levanta e repreende o mar,<br />
prova seu poder sobre a natureza e<br />
identifica a pequena fé dos discípulos.<br />
Semelhantemente, muitas pessoas<br />
reclamam que Deus está lá longe nos<br />
céus e não se importa com o sofrimento<br />
humano aqui na terra, não faz nada. É<br />
preciso, então, repreender para que<br />
ideias distorcidas não venham a se<br />
instalar na mente e trazer o prejuízo.<br />
Há momentos em que resistir a Satanás<br />
é atacar, com a autoridade que o<br />
Senhor nos deu, aquilo que está afetando,<br />
que está se colocando contra a<br />
nossa vida, quer seja através de uma<br />
situação, quer seja através da influência<br />
de pessoas. Nossa atitude será de repreensão,<br />
de batalha, de enfrentamento.<br />
Podemos dizer com todas as letras que,<br />
em nome de Jesus e na autoridade<br />
espiritual que ele nos deu, Satanás está<br />
proibido de agir. A autoridade espiritual<br />
dada por Deus para repreender<br />
demónios é a mesma para expulsar. E os<br />
demónios obedecem. Não porque a<br />
palavra é bonita ou eloquente, mas por<br />
causa da autoridade emanada do Pai,<br />
do Filho, do Espírito Santo sobre a<br />
nossa vida e usada com discernimento<br />
espiritual para reconhecer quando é<br />
obra satânica.<br />
5. Cuidado com os extremos<br />
Algumas pessoas, por ficarem tão amedrontadas<br />
ou por não compreenderem<br />
bem o tema, tomam atitudes neuróticas<br />
e começam a ver demónios em<br />
tudo: choveu bem na hora de ir para a<br />
igreja; queima lâmpada a toda hora; a<br />
luz não acendeu; o carro pifou; amanheci<br />
com dor de cabeça; não sei se<br />
abro o presente, pode ter mandinga<br />
aqui... Precisamos ter cuidado com<br />
essas interpretações, sob pena de transformar<br />
a vida num constante suplício.<br />
Em vez disso, o bom seria ficarmos<br />
focados na graça de Deus, no seu poder<br />
e misericórdia, na iluminação do Senhor,<br />
na sua proteção, naquilo que Ele está<br />
fazendo em nosso favor. A moderação,
o equilíbrio, a temperança são atitudes<br />
melhores para qualquer situação; como<br />
disse um sábio pastor, não podemos ser<br />
nem congelados nem torrados pelas<br />
sutilezas de Satanás.<br />
6. Adoração e louvor<br />
Esta é uma tremenda arma contra Satanás.<br />
O Salmo 149 é um hino de louvor e<br />
diz que enquanto adoramos a Deus, é<br />
como se uma espada de Deus estivesse<br />
passando e promovendo a vitória porque<br />
Ele é Senhor e Rei. A palavra de<br />
Deus fala de alguns momentos na história<br />
de Israel em que a única arma era o<br />
louvor. No meio dos louvores Deus<br />
habita e onde Deus habita não há lugar<br />
para medo; não há lugar para o inimigo<br />
onde reina a graça de Deus.<br />
Há pessoas que só usam a arma da<br />
expulsão. Deveriam mudar de tática e<br />
experimentar a arma do louvor. Há batalha<br />
espiritual, sim; há opressão, sim,<br />
mas glorificar o nome de Deus, adorá-lo<br />
é uma arma cujo poder deveríamos<br />
conhecer mais, para perceber a graça<br />
de Deus agindo a nosso favor. Não se<br />
deve ficar nos extremos, porém, há<br />
momentos em que é preciso expulsar;<br />
outros em que adoração e louvor trazem<br />
maior libertação.<br />
Para se colocar vitoriosamente na batalha<br />
contra o inimigo, certos requisitos<br />
espirituais precisam ser encontrados na<br />
vida do crente: Obediência, e um relacionamento<br />
certo com Deus.
Ministério de libertação<br />
Oministério de libertação é<br />
parte do processo de evangelização,<br />
mas não é o centro,<br />
a essência. Se alguém passou<br />
pelo processo de libertação,<br />
mas não recebeu Jesus como<br />
Salvador e Senhor, a Bíblia diz que voltam<br />
os espíritos malignos e a pessoa se<br />
torna pior que antes. (BlBLIA, N.T. Mateus<br />
12:43-45; Lucas 11:24-26). Só Jesus liberta.<br />
Quando a luz entra, as trevas vão<br />
embora.<br />
O que realmente significa um ministério<br />
de libertação?<br />
É a selagem na nossa vida de um compromisso<br />
com Jesus, uma conversão<br />
genuína, um pacto definitivo e total<br />
com Jesus, o Senhor da nossa vida.<br />
A única pessoa que liberta é Jesus. Foi<br />
Ele quem conferiu autoridade aos seus<br />
discípulos para repreender os demónios.<br />
Entretanto, se a obra não for completa,<br />
será um desserviço à pessoa<br />
ministrada. É necessário fazê-la compreender<br />
que precisa estabelecer um<br />
pacto com Jesus. É responsabilidade de<br />
quem repreende os demónios discipular,<br />
acompanhar espiritualmente, completar<br />
a evangelização, sob o risco de<br />
que a pessoa se torne, como diz a Bíblia,<br />
sete vezes pior.<br />
Então, ministério de libertação não é<br />
simplesmente expulsar demónios, mas<br />
ajudar as pessoas a terem seus nomes<br />
escritos no livro da vida. Foi o que Jesus<br />
disse aos discípulos: "Contudo, alegrem-se,<br />
não porque os espíritos se submetem a<br />
vocês, mas porque seus nomes estão escritos<br />
nos céus". (BÍBLIA, N. T. Lucas 10:20)".<br />
• Por que os demónios se submetem?<br />
• O que faz estas coisas acontecerem?<br />
• Expulsar demónios é um dom?<br />
É preciso entender a posição que tem o<br />
cristão em Jesus. Expulsar demónios é<br />
uma autoridade delegada pelo nosso<br />
Senhor e ninguém pode fazê-lo se não<br />
for por meio da autoridade que vem<br />
dEle, como resultado de nossa inclusão<br />
no reino de Deus. A Bíblia ensina que<br />
Deus outorgou a Jesus toda a autoridade,<br />
no céu e na terra, colocando-o<br />
acima de todo principado e potestade,<br />
até que todos os inimigos do Senhor<br />
sejam derrotados. (BÍBLIA, N. T. Mateus<br />
28:19-20; Efésios 1:20-23).<br />
Não podemos esquecer que o nome de<br />
Jesus está acima de todo nome e de<br />
toda autoridade no céu e na terra. Se<br />
temos autoridade e a exercemos em<br />
nome de Jesus, ela não é nossa, é de<br />
Jesus, e foi delegada a todos quantos<br />
têm o selo e estão cheios do Espírito<br />
Santo. Estes são os que podem usar<br />
essa autoridade, dada por Deus, através<br />
de seu filho Jesus, para expulsar demónios.<br />
Portanto, é a autoridade de Jesus<br />
que se manifesta quando alguém é<br />
liberto do poder das trevas . O livro de<br />
Judas evidencia bem esse fato:<br />
Contudo, nem mesmo o arcanjo<br />
Miguel, quando estava disputando
com o Diabo acerca do corpo de Moisés,<br />
ousou fazer acusação injuriosa contra<br />
ele, mas disse: "O Senhor o repreenda!"<br />
(BÍBLIA, N. T. Judas 1:9).<br />
Todo crente genuíno tem autoridade<br />
delegada pelo Espírito de Deus para<br />
promover a verdadeira libertação, que<br />
é plantar a semente do evangelho. Esse<br />
não é um dom dado a alguns apenas, é<br />
missão de todo cristão. Se evangelizar é<br />
libertar cativos, essa autoridade inclui a<br />
libertação de demónios.<br />
Quando no processo de evangelização,<br />
acontece um enfrentamento satânico,<br />
o mesmo Senhor que deu autoridade<br />
para falarmos da graça, nos dá também<br />
para repreender os demónios. A autoridade<br />
é dele, o poder é dele, e a graça é<br />
dele. Precisamos entender isso de<br />
maneira muito clara. Se imaginarmos<br />
que é um dom especial, que precisa de<br />
um "raio de luz" especial para poder<br />
exercê-la, nunca vamos entrar nesse<br />
enfrentamento, vamos ficar com medo.<br />
Mas se entendermos que é uma autoridade<br />
delegada pelo Senhor, iremos em<br />
nome de Jesus e, nessa autoridade,<br />
haverá libertação.<br />
O livro de 1 Samuel, capítulo 17 esclarece<br />
essa situação: Davi olha o gigante<br />
Golias, o valente do inimigo. O exército<br />
de Deus está acuado, olhando o tamanho<br />
do gigante, de sua lança, de sua<br />
couraça, ouvindo as vozes, as acusações;<br />
ninguém se mexe. A cena é metáfora<br />
da nossa batalha espiritual. Mas<br />
Davi vem em nome do Senhor, dispensa<br />
a armadura de proteção e, com<br />
apenas uma funda e cinco pedras,<br />
enfrenta o opositor. O inimigo zomba<br />
daquele jovenzinho e menospreza sua<br />
coragem. O final da história todos sabem:<br />
derrota total e completa do inimigo,<br />
para a glória de Deus. Davi enfrentou o<br />
gigante sem medo algum porque sabia<br />
em nome de quem estava lutando.<br />
Medo é a antítese da fé. Se cremos que<br />
estamos selados no nome de Jesus e<br />
fazendo a obra na autoridade dele, sob<br />
delegação e instrução dele, não há<br />
lugar para medo. O nome de Jesus tira<br />
de nós todo medo e a vitória é certa.<br />
Acusação e Mentira<br />
Outra situação que acontece é Satanás<br />
nos acusar. Ele é acusador e mentiroso.<br />
Muitas vezes quer criar confusão no<br />
meio do povo de Deus e fala mentiras.<br />
Nessa situação, não se deve dar- lhe<br />
crédito, não se deve dialogar com ele.<br />
Sua palavra é de intimidação e tem o<br />
propósito de desestabilizar, de promover<br />
a perturbação. Então, quem está<br />
ministrando a libertação precisa estar<br />
consciente dessas artimanhas e ficar<br />
muito firme no propósito de falar da<br />
libertação que Jesus quer fazer. É a hora<br />
de chamar a pessoa à consciência,<br />
levá-la a fazer renúncias, quebrar pactos,<br />
tomar posição firme na fé em Jesus.<br />
Lembrar sempre que a verdadeira libertação<br />
é Jesus dentro de nós, não é uma<br />
manifestação escandalosa nem um<br />
show pictórico, mas um momento de<br />
mais profundo significado na vida de<br />
alguém, momento decisivo de seu destino<br />
eterno, por isso requer o mais profundo<br />
respeito. Tampouco devemos ter<br />
a pretensão de conquistar convertidos<br />
a nós - a um proselitismo religioso, porque<br />
é o Espírito Santo que convence a<br />
pessoa do pecado, da justiça e do juízo.<br />
"Quando ele vier, convencerá o mundo do<br />
pecado, da justiça e do juízo. (BÍBLIA, N.T.<br />
João 16:8).
É preciso cair no chão?<br />
As libertações acontecem não apenas<br />
nas pessoas que caem no chão. Existem<br />
fortalezas do entendimento. Satanás<br />
pode tomar posse de uma área do<br />
entendimento de uma pessoa e fazê-la<br />
crer em mentiras sobre si mesma, sobre<br />
a vida, sobre os conceitos da fé. Então a<br />
libertação terá que atuar nessa área,<br />
contra as fortalezas do entendimento.<br />
Lembremos: quem liberta é Jesus e Ele<br />
não estabeleceu fórmulas exteriores,<br />
como cair no chão, rolar, contorcer-se<br />
ou algo semelhante. Isso pode acontecer,<br />
mas não é condição "sine qua non".<br />
A autoridade vem de Jesus e a verdadeira<br />
libertação só acontece quando<br />
Cristo toma posse da pessoa. "Se o Filho<br />
vos libertar, verdadeiramente sereis livres".<br />
(BÍBLIA, N. T. João 8:36)<br />
Expulsão de Demónios - Com o<br />
advento do liberalismo teológico, as<br />
igrejas começaram a questionar se<br />
deviam ou não expulsar demónios.<br />
Porém, até o final do século XIX e<br />
começo do século XX, expulsar demónios<br />
era prática comum da igreja. Os<br />
evangelhos sinóticos registram que<br />
essa prática foi não apenas efetuada<br />
por Jesus em inúmeros casos, mas foi<br />
também orientada aos discípulos. Jesus<br />
deu-lhes autoridade para repreender e<br />
expulsar demónios. Eles vão, dois a<br />
dois, e mediante a autoridade espiritual<br />
dada por Jesus a eles, os demónios se<br />
submetem e são expulsos. Os discípulos<br />
voltam alegres por causa disso. Mas<br />
Jesus mostra-lhes algo mais precioso<br />
pelo que deveriam se alegrar: "alegrai-vos<br />
antes por terem seus nomes<br />
escritos nos céus". O alerta que nos dá<br />
essa palavra de Jesus é que precisamos<br />
de cuidado para não desviar o foco do<br />
verdadeiro propósito de Deus, que é a<br />
salvação da alma. (Lucas 10).<br />
Exorcismo<br />
Todos os evangelhos sinóticos dão testemunhos<br />
da prática exorcística de<br />
Jesus. "Mas se é pelo Espírito de Deus que eu<br />
expulso demónios, então chegou a vocês o<br />
Reino de Deus." (BÍBLIA, N.T. Mateus 12:28)<br />
Ele respondeu: "Eu vi Satanás caindo do céu<br />
como relâmpago." (BÍBLIA, N.T. Lucas 10:18)<br />
A autoridade dada por Jesus aos seus<br />
servos<br />
Cristo é o cabeça dos principados e<br />
potestades. "E, por estarem nele, que é o<br />
Cabeça de todo poder e autoridade, vocês<br />
receberam a plenitude." (BÍBLIA, N.T. Colossences2:10).<br />
É dada por Jesus aos seus servos autoridade<br />
sobre os demónios para repreendê-los<br />
e expulsá-los. 17 Os setenta e dois<br />
voltaram alegres e disseram: "Senhor, até os<br />
demónios se submetem a nós, em teu<br />
nome". 18 Ele respondeu: "Eu vi Satanás<br />
caindo do céu como relâmpago. 19 Eu lhes<br />
dei autoridade para pisarem sobre cobras e<br />
escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo;<br />
nada lhes fará dano. 20 Contudo, alegrem-se,<br />
não porque os espíritos se submetem<br />
a vocês, mas porque seus nomes estão<br />
escritos nos céus". 21 Naquela hora Jesus,<br />
exultando no Espírito Santo, disse: "Eu te<br />
louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque<br />
escondeste estas coisas dos sábios e<br />
cultos e as revelaste aos pequeninos. Sim,<br />
Pai, pois assim foi do teu agrado. 22 Todas as<br />
coisas me foram entregues por meu Pai.<br />
Ninguém sabe quem é o Filho, a não ser o<br />
Pai; e ninguém sabe quem é o Pai, a não ser<br />
o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser<br />
revelar". 23 Então ele se voltou para os seus
discípulos e lhes disse em particular: "Felizes<br />
são os olhos que vêem o que vocês<br />
vêem. 24 Pois eu lhes digo que muitos profetas<br />
e reis desejaram ver o que vocês estão<br />
vendo, mas não viram; e ouvir o que vocês<br />
estão ouvindo, mas não ouviram". (BÍBLIA,<br />
N.T. Lucas 10:17-24)<br />
15 E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem<br />
o evangelho a todas as pessoas.<br />
16 Quem crer e for batizado será salvo, mas<br />
quem não crer será condenado.<br />
17 Estes<br />
sinais acompanharão os que crerem: em<br />
meu nome expulsarão demónios; falarão<br />
novas línguas; 18 pegarão em serpentes; e,<br />
se beberem algum veneno mortal, não lhes<br />
fará mal nenhum; imporão as mãos sobre<br />
os doentes, e estes ficarão curados".<br />
(BÍBLIA, N.T. Marcos 16:15-17).<br />
Exorcismes praticados por Jesus<br />
Exorcismo<br />
Mateus<br />
Marcos<br />
Lucas<br />
Só exorcismes<br />
O possesso de Gerasa (Gadara)<br />
8:28-34<br />
5:1-20<br />
8:26-39<br />
O possesso de Cafarnaum<br />
1:21-28<br />
4:31-37<br />
A filha da mulher cananéia<br />
15:21-28<br />
7:24-30<br />
Exorcismo com cura<br />
O menino epilético (mudo)<br />
17:14-21<br />
9:14-29<br />
9:37-43<br />
O possesso (cego e mudo)<br />
12:22-23<br />
11:14<br />
O possesso mudo<br />
9:32-34<br />
13:10-17<br />
A mulher recurvada<br />
13:10-17<br />
Sumários de exorcismas<br />
4:24; 8:1 6;<br />
12:15<br />
1:32-34,39;<br />
3:11-12; 6:19<br />
4:40-41:<br />
6:1 8-1 9; 7:21<br />
Discurssão sobre o poder de exorcizar<br />
12:25-32<br />
3:23-30<br />
11:17-23<br />
Poder dado aos discípulos<br />
10:1-8<br />
3:1 5; 6:7-1 3<br />
9:1<br />
Exorcismo por um não discípulo<br />
9:38-39<br />
9:49-50
Manifestações satânicas no culto<br />
Oobjetivo do culto público é<br />
adorar a Deus, proclamar o<br />
nome de Jesus e seu Evangelho<br />
e isto deve ser respeitado e<br />
preservado. Mas é possível<br />
que algum demónio tente se<br />
manifestar para trazer confusão. A arma<br />
a ser usada é a oração. Orar não só para<br />
que a pessoa seja liberta, mas pedindo<br />
a Deus que tal situação não aconteça<br />
no culto, que haja ordem, reverência e<br />
decência enquanto a palavra é pregada,<br />
que haja louvor e salvação.<br />
Em primeiro lugar deve-se entender o<br />
jogo do inimigo e não entrar nele. A primeira<br />
coisa que se deve fazer é, com a<br />
maior cautela e discrição possíveis e<br />
com o mínimo de movimentação, retirar<br />
do ambiente de culto a pessoa atacada,<br />
chamar pastores ou líderes, preparados<br />
para tal, para atendimento em<br />
local restrito para que eles cuidem do<br />
caso, com discernimento e autoridade<br />
espiritual. Essa atitude evita que o culto<br />
seja interrompido, que o foco da pregação<br />
seja desvirtuado, pois é isso mesmo<br />
que o inimigo quer. Então, não se deve<br />
deixar que o "show" aconteça. Provocaria<br />
escândalo, medo, algumas pessoas<br />
jamais voltariam à igreja.<br />
Um fato inusitado aconteceu certa vez,<br />
quando um grupo de adolescentes se<br />
preparava para sair para um retiro. Em<br />
meio à movimentação normal de ônibus,<br />
bagagem, cumprimentos, de<br />
repente, entra uma pessoa, vinda da<br />
rua e, sem que ninguém esperasse, cai<br />
endemoninhada na recepção. Qual<br />
seria o objetivo de Satanás com isso?<br />
Com certeza, gerar medo, criar confusão.<br />
Assim, aqueles que estão começando<br />
sua vida cristã ficam com medo,<br />
apavorados, sem compreender a questão<br />
e, até, acabam por afastar-se. Isso<br />
seria a vitória do inimigo.<br />
• Mas, como exercer libertação, como<br />
atuar na hora da necessidade?<br />
Usar da autoridade, em nome de Jesus<br />
e, literalmente, ordenar que o demónio<br />
deixe aquela pessoa. Porém, importa<br />
saber que a verdadeira libertação<br />
somente ocorre quando o reino do<br />
Senhor Jesus é implantado no coração.<br />
Precisamos saber que nem toda pessoa<br />
que manifesta alteração de comportamento<br />
ou que cai está endemoninhada.<br />
Há situações que são doenças,<br />
enfermidades do sistema nervoso, distúrbios<br />
neurológicos, depressão, descontrole<br />
emocional, conflitos, raivas. Se<br />
você estiver lidando com uma enfermidade<br />
é preciso procurar o profissional<br />
adequado que tomará as medidas<br />
necessárias. Existem muitas enfermidades,<br />
temos que ter isso em mente e<br />
tomar cuidado com as avaliações precipitadas.<br />
Entretanto, se é caso de possessão<br />
demoníaca nenhum remédio<br />
dará conta a não ser o poder libertador<br />
de Jesus.<br />
Só a maturidade espiritual nos fará<br />
aptos para discernir essas coisas. Reco-
nhecemos que, muitas vezes, é difícil<br />
discernir o que está acontecendo. Principalmente,<br />
no caso de um surto psicótico:<br />
a pessoa vê coisas, ouve vozes, tem<br />
alucinações e outras manifestações<br />
estranhas. Corremos o perigo de espiritualizar<br />
muito rápido e agir imprudentemente.<br />
Algumas denominações<br />
adeptas da teologia da prosperidade<br />
agem insensatamente. Se há uma pessoa<br />
enferma, mandam logo parar com<br />
todos os remédios. Isso é um grande<br />
perigo, que pode levar ao agravamento<br />
da doença.<br />
Durante vários anos tenho tomado<br />
remédios para controle da diabete e<br />
posso afirmar com certeza de que<br />
nunca tive nenhum demónio me possuindo.<br />
Bom senso, discernimento, prudência,<br />
sabedoria do alto; sem estas condições<br />
não podemos tratar de assunto tão<br />
delicado.<br />
Outra arma nessa batalha: Oração<br />
Não podemos imaginar o que acontece<br />
quando oramos! Esta é a arma mais<br />
poderosa na vida do cristão. Por isso<br />
mesmo, a batalha mais difícil que<br />
enfrentamos em nossa vida cristã é<br />
manter uma vida de oração. Requer<br />
luta e compromisso. Não porque seja<br />
algo desagradável, pelo contrário,<br />
temos prazer de estar na presença de<br />
Deus. Mas, as nossas tarefas, agenda,<br />
telefone, cansaço... e tantas outras coisas<br />
nos roubam o tempo da oração.<br />
Ainda que tudo isso seja necessário e<br />
importante precisamos perceber que<br />
muitas vezes se tornam em ferramentas<br />
do inimigo para entulhar a nossa vida<br />
de modo que não estejamos buscando<br />
o poder de Deus através da oração,<br />
pois ele sabe o que acontece quando<br />
oramos.<br />
A Bíblia diz que a porta da sala do trono<br />
de Deus está aberta, quando oramos<br />
Ele nos convida para entrar com ousadia<br />
no glorioso local da sua presença<br />
porque temos um sumo sacerdote que<br />
intercede por nós.<br />
João, no livro de Apocalise registra uma<br />
bela visão acerca da oração: os anjos<br />
recolhem as orações dos crentes e as<br />
apresentam a Deus em uma salva de<br />
prata. Nesse momento, ouvem-se trovões<br />
e raios, como se o poder de Deus<br />
estivesse entrando na terra por causa<br />
das intercessões. É um símbolo, mas<br />
sugere que nossas orações, mesmo que<br />
não respondidas no modo e no tempo<br />
que esperamos, estão diante do Senhor<br />
e coisas grandiosas de Deus começam a<br />
acontecer.<br />
Um recurso que temos experimentado<br />
na vida de nossa igreja é o programa de<br />
sentinelas de oração: enquanto o culto<br />
transcorre, pessoas chamadas por Deus<br />
para esse ministério, posicionam-se<br />
pelo santuário e ficam intercedendo<br />
pelo pastor, pelo público, pelo ambiente,<br />
pelo culto todo. Que recurso magnífico<br />
é esse! É como se o pastor sentisse<br />
de maneira muito concreta o<br />
poder da oração intercessória; ele se<br />
sente apoiado, protegido, encorajado<br />
pelo seu rebanho. E Deus atua; as vendas<br />
de Satanás caem dos olhos, pessoas<br />
se convertem e a igreja toda é edificada.<br />
Essa é uma batalha na qual todos precisamos<br />
entrar. Alguém comparou a<br />
batalha da oração com as guerras
modernas. Como funcionam elas? Não<br />
é o exército que vai primeiro. Antes de<br />
tudo, faz-se o trabalho de minar o<br />
campo do adversário: vão os aviões, os<br />
mísseis atingem as torres de comunicação,<br />
os sistemas de transportes, de alimentação,<br />
de combustíveis, enfim vão<br />
destruindo tudo para que o exército inimigo<br />
não tenha mais mobilidade<br />
alguma. Quando toda essa estrutura<br />
logística está minada, entra o exército<br />
e, em pouco tempo, toma o lugar. É isso<br />
que a oração faz: mina o território<br />
inimigo e deixa-o sem ação.<br />
Essa visão tem atingido a obra missionária.<br />
Sentimos cada vez mais que ela<br />
precisa de intercessão. O missionário,<br />
no seu campo de atuação, precisa de<br />
uma retaguarda intercedendo para<br />
desmobilizar o inimigo e para a graça<br />
de Deus atuar na salvação dos perdidos.<br />
Precisamos também diferenciar uma<br />
guerra de uma escaramuça: a guerra se<br />
prolonga e vai até o seu final quando o<br />
inimigo é totalmente derrotado; a escaramuça<br />
é um ato isolado, rápido, sem<br />
grandes consequências. Não pensemos<br />
que as coisas acontecem como um<br />
passe de mágica: uma simples e rápida<br />
oração e tudo está resolvido. A oração<br />
não pode ser uma escaramuça, mas<br />
uma verdadeira guerra, até que o inimigo<br />
seja derrotado cabalmente.<br />
Um testemunho: visitei uma igreja de<br />
1600 membros, numa cidade de 26000<br />
habitantes. Perguntei ao pastor o<br />
segredo. Contou-me ele que pastoreara<br />
aquela igreja por oito anos e ela não<br />
crescia: tinha uma média de 20 a 30<br />
membros e não saía disso. Desanimado,<br />
ele voltou a exercer sua antiga<br />
profissão e, com o dinheiro que<br />
ganhava, pagava um missionário para<br />
ficar em seu lugar. Nada mudou;<br />
porém, um dia, Deus lhe mostrou que o<br />
queria de volta na sua obra, mas do<br />
jeito dEle. Ele entendeu que não faria<br />
nada se não se dispusesse a buscar o<br />
poder da oração. Começou a dobrar os<br />
joelhos intensamente. Convocou a liderança<br />
e começou a gastar tempo em<br />
oração com os líderes da igreja. Trocaram<br />
a televisão nas tardes de domingo<br />
pelo orar no templo antes de sair para<br />
evangelizar. E Deus fez os milagres: a<br />
igreja cresceu naquela proporção,<br />
graças ao poder da oração.<br />
Queremos vitória contra o inimigo?<br />
Tomemos a mais poderosa arma que<br />
Deus coloca em nossas mãos: oração.<br />
Obediência<br />
Esta é outra arma imprescindível. Você<br />
quer ser vitorioso na batalha contra o<br />
mal? Submeta-se a Jesus, o General.<br />
Submeta-se à autoridade de seus líderes<br />
espirituais. Rebeldia é o pecado que<br />
está dentro do coração humano. O pecado<br />
de Adão e Eva não foi outro senão o<br />
pecado da rebeldia e essa semente passou<br />
para nós, somos rebeldes por natureza.<br />
Por isso, Deus coloca algumas<br />
regras que governam o mundo espiritual:<br />
1. Submeter-se a Deus incondicionalmente<br />
2. Submeter-se às pessoas que Deus<br />
colocou com autoridade sobre a sua<br />
vida
A Bíblia ensina que devemos nos submeter<br />
aos nossos pastores porque eles<br />
zelam por nossas almas. "Obedeçam aos<br />
seus líderes e submetam-se à autoridade<br />
deles. Eles cuidam de vocês como quem<br />
deve prestar contas." (BÍBLIA, N. T. Hebreus<br />
13:17). Satanás tenta incitar a rebeldia<br />
no meio do povo de Deus. Quando não<br />
consegue promover rebeldia contra<br />
Deus, ele tenta nos sujeitar uns aos<br />
outros em amor a Deus. É aí que surgem<br />
as igrejas divididas, os partidos, as críticas;<br />
não há avanço do Evangelho, não<br />
há crescimento, não há testemunho<br />
porque um princípio bíblico está sendo<br />
quebrado. 'Como prisioneiro no Senhor,<br />
rogo-lhes que vivam de maneira digna da<br />
vocação que receberam. 2 Sejam completamente<br />
humildes e dóceis, e sejam pacientes,<br />
suportando uns aos outros com amor.<br />
3 Façam todo o esforço para conservar a unidade<br />
do Espírito pelo vínculo da paz.<br />
(BÍBLIA, N. T. Efésios 4:1-3). Suportem-se<br />
uns aos outros e perdoem as queixas que<br />
tiverem uns contra os outros. Perdoem<br />
como o Senhor lhes perdoou. (BÍBLIA, N. T.<br />
Colossenses3:13)<br />
• Os líderes espirituais são infalíveis?<br />
Não. Eles são falíveis; são pecadores<br />
lavados pelo sangue de Jesus, transformados<br />
pela graça de Deus. Mas foram<br />
investidos de autoridade pelo Espírito<br />
Santo de Deus. Essa era uma consciência<br />
muito forte em Davi: ele tinha sido<br />
ungido rei, Saul o perseguia, mas ele<br />
dizia: "Não posso tocar no ungido do<br />
Senhor". A posição de Davi era que<br />
Deus havia investido Saul de autoridade<br />
e enquanto assim fosse, ele nada<br />
faria contra. Quando esse espírito de<br />
rebeldia é quebrado, podemos ser usados<br />
por Deus no exercício de maior<br />
autoridade espiritual.<br />
Quando um líder espiritual erra, é nosso<br />
dever confrontá-lo com a palavra de<br />
Deus. A Bíblia ensina como se faz isso:<br />
com testemunhas, para evitar divisão e<br />
para que as bênçãos de Deus não<br />
fiquem impedidas. Na história de Israel,<br />
em seus 40 anos de deserto, vê-se claramente<br />
um espírito de rebeldia latente.<br />
Uma geração inteira morreu para que a<br />
outra pudesse crescer. Infelizmente<br />
isso acontece com algumas igrejas<br />
onde o espírito de rebeldia é tão<br />
grande que Deus não tem como abençoá-la.<br />
Obediência a Deus sempre, em primeiro<br />
lugar. Mas entender que Deus colocou<br />
pessoas investidas espiritualmente<br />
de autoridade. Entender que podemos<br />
confrontá-las, mas que isso deve ser<br />
feito em amor, em respeito a essa autoridade<br />
delegada por Deus. Quem não<br />
puder entender isso, torna-se um<br />
rebelde no meio da comunidade,<br />
sofrerá as consequências e ainda pode<br />
prejudicar o rebanho de Deus. A Bíblia<br />
nos adverte que ao rebelde devemos<br />
resistir para evitar danos maiores.<br />
(BÍBLIA, N. T. Hebreus 13:17 e ITessalonicenses5:14).<br />
Muita batalha espiritual nas<br />
comunidades cristãs têm acontecido<br />
por causa da rebeldia, fato que tem se<br />
tornado mau testemunho para o<br />
mundo. Esse mesmo tipo de batalha<br />
espiritual tem acontecido também no<br />
seio das famílias. Há casas onde ninguém<br />
se considera, ninguém se respeita. Mas<br />
se assumirmos os critérios de Deus para<br />
essa batalha, com certeza, haverá vitória.
Comunhão com Deus<br />
Não há como ser vitorioso sem um relacionamento<br />
adequado com Deus.<br />
Certa vez, uma mulher me procurou,<br />
pedindo que eu lhe ensinasse uma oração<br />
poderosa. Pedi que ela me explicasse<br />
melhor, eu não havia entendido<br />
bem de que se tratava. Ela explicou:<br />
uma oração poderosa, por exemplo,<br />
para os endividados ou outras necessidades,<br />
como aparece nos jornais.<br />
Muita gente está indo por esse caminho<br />
perigoso, pensando que "uma oração<br />
poderosa" é suficiente para resolver<br />
todos os problemas. Enganam-se e se<br />
decepcionam, pois o que importa<br />
mesmo é uma vida de comunhão espiritual<br />
verdadeira com Deus, em obediência<br />
a sua Palavra, viver, no<br />
dia-a-dia, os ensinos de Jesus, andar<br />
com Ele. Mas se quer continuar vivendo<br />
no pecado, em adultério, em fraudes,<br />
fazendo aquilo que o Senhor não<br />
aprova, Deus não pode abençoar. Jesus<br />
é a nossa bênção e é preciso que o deixemos<br />
atuar em todas as áreas da vida,<br />
sem restrições. Então, podemos orar,<br />
em nome de Jesus, e Ele, segundo a sua<br />
vontade soberana, nos responderá e<br />
fará o melhor por nós.<br />
Rejeição total e absoluta à atuação<br />
de Satanás<br />
Nenhuma área de nossa vida pode ficar<br />
entregue a Satanás. Efésios 4, a partir do<br />
v. 26 nos exorta a não dar lugar ao<br />
diabo, detalhando comportamentos<br />
maus, típicos do estilo de vida que levávamos<br />
antes de conhecer a Cristo. Se<br />
não deixarmos Jesus ser o senhor absoluto<br />
de nossas vidas, se o impedirmos<br />
de atuar em um cantinho quem vai<br />
atuar aí? Estaremos abrindo esse<br />
espaço para o inimigo de nossas almas.<br />
Não significa que ele vai nos possuir,<br />
que vamos ser possessos de demónios,<br />
mas teríamos um dedo dele nos perturbando<br />
e tirando de nós a alegria de<br />
viver a vida abundante que Jesus nos<br />
promete.<br />
A Bíblia nos exorta a olharmos para nossas<br />
vidas com inteireza de coração e<br />
tirarmos dela tudo o que Deus não<br />
aprova. Isso está muito claro no capítulo<br />
8 de Ezequiel. Um grupo de líderes de<br />
Jerusalém vai à casa do profeta<br />
pedir-lhe que ore pelo povo, os inimigos<br />
estão chegando, tudo estará perdido<br />
se Deus não fizer um milagre. O profeta<br />
anima-se, pensando que agora o<br />
povo se converteu de seus maus caminhos.<br />
Deus, então, arrebata Ezequiel<br />
em espírito e lhe dá uma visão: abre um<br />
buraco numa parede do templo, através<br />
da qual ele pôde ver o que estava aí<br />
escondido, dentro do próprio templo<br />
do Senhor: abominações inomináveis,<br />
desrespeito, culto promíscuo a deuses<br />
pagãos, altares a Baal. E o povo pedindo<br />
que Deus os abençoe!<br />
O pensamento era que em Jerusalém o<br />
inimigo não entraria, pois ali estava o<br />
templo do Senhor e a arca da aliança; se<br />
alguém tocasse na arca, seria morto.<br />
Mas Deus diz a Ezequiel que já retirou<br />
seu espírito do templo e a arca perdeu<br />
seu sentido, é agora apenas madeira, a<br />
aliança foi quebrada.<br />
Da mesma forma, como vamos querer a<br />
bênção de Deus, se reservamos um<br />
pedaço de nossa vida a práticas reprováveis,<br />
a pornografias, a vícios, a coisas<br />
aviltantes, coisas que Deus não pode<br />
abençoar?
Quer uma dica para vencer essa batalha?<br />
Zele por sua vida espiritual, na présença<br />
de Deus. Se surgirem tentações,<br />
use a autoridade, em nome de Jesus. Se<br />
o inimigo quer levar você a enxergar<br />
demónios, adore e glorifique o nome<br />
de Deus: resista ao diabo e ele fugirá é o<br />
que a Bíblia nos ensina,
Nossa energia: jejum e oração<br />
Jejum<br />
Qual o sentimento de Jesus<br />
quando nos ensinou a<br />
jejuar e orar? Ele respondeu:<br />
"Essa espécie só sai pela oração e<br />
pelo jejum". (BÍBLIA, N. T. Marcos 9:29)<br />
• Que devemos ter compaixão por<br />
aquele que está vivendo uma possessão<br />
demoníaca.<br />
• Que devemos perceber a tristeza de<br />
Deus ao ver alguém sofrendo.<br />
• Que movidos de compaixão, possamos<br />
suplicara misericórdia de Deus.<br />
• Que Ele nos use como instrumentos<br />
de bênção para que a libertação<br />
aconteça.<br />
Oração e jejum não é um procedimento<br />
mágico para resolver um problema,<br />
mas um processo de identificação com<br />
Deus e com aquele a quem estamos<br />
ministrando. É para isso que Deus nos<br />
está enviando a esse ministério: ser veículo<br />
da Sua graça.<br />
Um cuidado se faz necessário: termos<br />
plena consciência de que no reino de<br />
Deus não existem atos mágicos; as coisas,<br />
os atos em si mesmos não detêm<br />
nenhum poder miraculoso. São referenciais,<br />
são símbolos da graça de<br />
Deus.<br />
Por isso, é bom saber que, na cultura<br />
oriental, o jejum era um ato de luto.<br />
Quando alguém morria, os parentes e<br />
amigos não comiam, cobriam a cabeça<br />
com cinzas e pó, rasgavam as vestes,<br />
como sinal de tristeza e de dor. Também<br />
era comum, no funeral israelita, o<br />
rabino chamar o membro mais próximo<br />
da família e, com uma navalha, rasgar a<br />
camisa dele, como lembrança do luto e<br />
do sofrimento do povo.<br />
Assim, pois, o jejum não detém<br />
nenhum poder em si mesmo; ele é um<br />
referencial, um símbolo da nossa<br />
dependência de Deus, de nossa contrição<br />
e de nossa absoluta submissão ao<br />
poderio do Senhor.<br />
O preparo do jejum<br />
Jejum é passar algum tempo sem ingerir<br />
alimento ou água. Há o jejum parcial,<br />
normalmente exercitado durante<br />
tempo maior do que o tempo dos intervalos<br />
convencionais entre uma refeição<br />
e outra, ou a supressão de alguns alimentos.<br />
Uma alteração tanto em quantidade<br />
como em qualidade. O jejum<br />
pode ser a abstenção de alimentos<br />
saborosos e o uso exclusivo de alimentação<br />
bem simples, como o pão e água.<br />
Jesus praticou o jejum como elemento<br />
profundamente necessário à sua vida,<br />
ministério e devoção. Jesus disse que o<br />
jejum deveria ser uma das mais sigilosas<br />
práticas, pelo menos durante a sua<br />
realização. 'Então Jesus foi levado pelo<br />
Espírito ao deserto, para ser tentado pelo<br />
Diabo. 2 Depois de jejuar quarenta dias e<br />
quarenta noites, teve fome. (BÍBLIA, N.T.<br />
Mateus 4:1-2).<br />
16 "Quando jejuarem, não
mostrem uma aparência triste como os<br />
hipócritas, pois eles mudam a aparência<br />
do rosto a fim de que os outros<br />
vejam que eles estão jejuando. Eu lhes<br />
digo verdadeiramente que eles já receberam<br />
sua plena recompensa.<br />
17 Ao<br />
jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, 18 para<br />
que não pareça aos outros que você está<br />
jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em<br />
secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o<br />
recompensará. (BÍBLIA, N.T. Mateus<br />
6:16-18).<br />
Jesus cobrou o jejum rigoroso e sério.<br />
Em razão do quebrantamento da carne<br />
e mortificação dos seus apetites há uma<br />
maior manifestação do poder de Deus.<br />
"Mas esta espécie só sai pela oração e pelo<br />
jejum". (BÍBLIA, N.T. Mateus 17:21). Por isso,<br />
por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas,<br />
nos insultos, nas necessidades, nas perseguições,<br />
nas angústias. Pois, quando sou<br />
fraco é que sou forte." (BÍBLIA, N.T. 2 Coríntios<br />
12:10).<br />
O jejum expressa<br />
A tristeza pelo pecado e busca de restauração.<br />
3 Por isso me voltei para o<br />
Senhor Deus com orações e súplicas, em<br />
jejum, em pano de saco e coberto de cinza.<br />
4 0rei ao SENHOR, o meu Deus, e confessei:<br />
Ó Senhor, Deus grande e temível, que manténs<br />
a tua aliança de amor com todos aqueles<br />
que te amam e obedecem aos teus mandamentos,<br />
5 nós temos cometido pecado e<br />
somos culpados. Temos sido ímpios e<br />
rebeldes, e nos afastamos dos teus mandamentos<br />
e das tuas leis. (BÍBLIA, V.T. Daniel<br />
9:3-5).<br />
Busca de orientação. 21 Ali, junto ao canal<br />
de Aava, proclamei jejum para que nos<br />
humilhássemos diante do nosso Deus e lhe<br />
pedíssemos uma viagem segura para nós e<br />
nossos filhos, com todos os nossos bens.<br />
22 Tive vergonha de pedir soldados e cavaleiros<br />
ao rei para nos protegerem dos inimigos<br />
na estrada, pois lhe tínhamos dito: "A<br />
mão bondosa de nosso Deus está sobre<br />
todos os que o buscam, mas o seu poder e a<br />
sua ira são contra todos os que o abandonam".<br />
23 Por isso jejuamos e suplicamos essa<br />
bênção ao nosso Deus, e ele nos atendeu.<br />
(BÍBLIA, V.T. Esdras 8:21-23). 28 Moisés ficou<br />
ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta<br />
noites, sem comer pão e sem beber água. E<br />
escreveu nas tábuas as palavras da aliança:<br />
os Dez Mandamentos. (BÍBLIA, V.T. Êxodo<br />
34:28).<br />
Consagração de vidas para o ministério.<br />
2 Estava sendo levado para a porta do<br />
templo chamada Formosa um aleijado de<br />
nascença, que ali era colocado todos os dias<br />
para pedir esmolas aos que entravam no<br />
templo. 3 Vendo que Pedro e João iam<br />
entrar no pátio do templo, pediu-lhes<br />
esmola. (At 13:2-3); "Paulo e Barnabé<br />
designaram-lhesa presbíteros em cada<br />
igreja; tendo orado e jejuado, eles os encomendaram<br />
ao Senhor, em quem haviam<br />
confiado. (BÍBLIA, N.T. Atos 14:23).<br />
O jejum tem efeitos espirituais maravilhosos.<br />
Quando um homem jejua, ele<br />
está, entre outras coisas, dizendo que a<br />
comunhão com Deus tem mais sabor<br />
do que os outros alimentos. Ele está,<br />
dessa forma espiritual, alimentando-se<br />
da presença de Deus. O jejum era uma<br />
realidade na vida de Paulo e de todos os<br />
apóstolos. 27 Trabalhei arduamente; muitas<br />
vezes fiquei sem dormir, passei fome e<br />
sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei<br />
frio e nudez. (BÍBLIA, N.T. 2 Coríntios<br />
11:27).<br />
No jejum específico para a confrontação<br />
com castas malignas, precisamos
ter em mente o fato de que o poder não<br />
está no jejum, mas na motivação espiritual<br />
que nos leva ao quebrantamento<br />
diante de Deus que é a fonte doadora<br />
de todo poder e virtude. 21 Mas esta espécie<br />
só sai pela oração e pelo jejum". (BÍBLIA,<br />
N.T.Mateus 17:21).<br />
Há, porém, algumas situações nas quais<br />
o jejum não conta com a aprovação de<br />
Deus. Quando isso acontece, o jejum é<br />
apenas passar fome. Vejamos algumas<br />
destas situações:<br />
1. Jejum feito com o coração irado. 3 Por<br />
que jejuamos', dizem, 'e não o viste? Por<br />
que nos humilhamos, e não reparaste?'<br />
Contudo, no dia do seu jejum vocês<br />
fazem o que é do agrado de vocês, e<br />
exploram os seus empregados.<br />
4 Seu<br />
jejum termina em discussão e rixa,e em<br />
brigas de socos brutais.Vocês não<br />
podem jejuar como fazem hoje e esperar<br />
que a sua voz seja ouvida no alto.<br />
(BÍBLIA, V. T. Isaías 58:3-4).<br />
2. A vida do praticante do jejum está<br />
envolta pelo pecado. 10 Assim diz o<br />
Senhor acerca deste povo: "Eles gostam<br />
muito de vaguear; não controlam os<br />
pés.Por isso o Senhor não os aceita;agora<br />
ele se lembrará da iniquidade deles e os<br />
castigará por causa dos seus pecados".<br />
1 ' Então o Senhor me disse: "Não ore pelo<br />
bem-estar deste povo.<br />
12 Ainda que<br />
jejuem, não escutarei o clamor deles;<br />
ainda que ofereçam holocaustosb e ofertas<br />
de cereal, não os aceitarei. Mas eu os<br />
destruirei pela guerra, pela fome e pela<br />
peste". (BÍBLIA, V.T. Jeremias 14:10-12).<br />
3. O praticante não possui o coração<br />
quebrantado. 3 perguntando aos sacerdotes<br />
do templo do SENHOR dos Exércitos<br />
e aos profetas: "Devemos lamentar e<br />
jejuar no quinto mês, como já estamos<br />
fazendo há tantos anos?"<br />
4 Então o<br />
SENHOR dos Exércitos me falou: ^'Pergunte<br />
a todo o povo e aos sacerdotes:<br />
Quando vocês jejuaram no quinto e no<br />
sétimo meses durante os últimos setenta<br />
anos, foi de fato para mim que jejuaram?<br />
6 E quando comiam e bebiam, não era<br />
para vocês mesmos que o faziam?<br />
(BÍBLIA, V.T. Zacarias 7:3-6).<br />
4. O coração do praticante é soberbo e<br />
hipócrita, Deus não aceita a "oferta<br />
religiosa" do jejum. 9 A alguns que confiavam<br />
em sua própria justiça e desprezavam<br />
os outros, Jesus contou esta parábola:<br />
10 "Dois homens subiram ao templo<br />
para orar; um era fariseu e o outro, publicano.<br />
1 'O fariseu, em pé, orava no íntimo:<br />
'Deus, eu te agradeço porque não sou<br />
como os outros homens: ladrões, corruptos,<br />
adúlteros; nem mesmo como este<br />
publicano.<br />
12 Jejuo duas vezes por<br />
semana e dou o dízimo de tudo quanto<br />
ganho.. 13 "Mas o publicano ficou à distância.<br />
Ele nem ousava olhar para o céu,<br />
mas batendo no peito, dizia: 'Deus, tem<br />
misericórdia de mim, que sou pecador. 14<br />
"Eu lhes digo que este homem, e não o<br />
outro, foi para casa justificado diante de<br />
Deus. Pois quem se exalta será humilhado,<br />
e quem se humilha será exaltado".<br />
(BÍBLIA, N.T. Lucas 18:9-14).<br />
5. Pessoas que, por motivos de saúde,<br />
não podem praticar o jejum e<br />
mesmo assim o fazem. Neste caso, a<br />
motivação e o sentido do jejum não<br />
foi bem entendido.<br />
Oração<br />
18 Orem no Espírito em todas as ocasiões,<br />
com toda oração e súplica; tendo isso em<br />
mente, estejam atentos e perseverem na
oração por todos os santos. 19 0rem também<br />
por mim, para que, quando eu falar,<br />
seja-me dada a mensagem a fim de que,<br />
destemidamente, torne conhecido o mistério<br />
do evangelho, 20 pelo qual sou embaixador<br />
preso em correntes. Orem para que,<br />
permanecendo nele, eu fale com coragem,<br />
como me cumpre fazer. (BÍBLIA, N.T. Efésios<br />
6:18-20).<br />
Paulo faz questão de mostrar que há<br />
uma energia capacitadora que vai além<br />
das peças da armadura de Deus de que<br />
podemos nos revestir.<br />
Na sua visão, a oração não é mais uma<br />
peça da armadura, mas uma energia<br />
sobrenatural que envolve toda a armadura.<br />
As coisas acontecem quando a<br />
oração envolve toda a vida, o ministério<br />
e relacionamentos do servo do Senhor.<br />
Nesses três versículos Paulo apresenta<br />
alguns princípios de como podemos<br />
usar a bênção da oração como recurso<br />
do céu, em meio aos enfrentamentos<br />
da vida.<br />
1. Todo tempo é tempo de oração<br />
Através dela mantemos o nosso contato<br />
vital com aquele que é poderoso<br />
para "fazer tudo, muito mais abundantemente<br />
além daquilo que pedimos ou<br />
pensamos, segundo o poder que em<br />
nós opera."<br />
Outra maneira de ver esta expressão é<br />
entendê-la como em toda ocasição, ou<br />
seja, não somente quando as coisas vão<br />
mal. Aqueles que só oram em meio às<br />
desgraças da vida, Deus terá de permitir<br />
mais desgraças para chamar a sua<br />
atenção.<br />
Todo o tempo é tempo de oração, por<br />
isso, a Bíblia nos ensina a orar sem cessar.<br />
2. A oração precisa ser feita no Espírito<br />
A Bíblia é muito clara quando nos<br />
ensina sobre a ajuda do Espírito Santo<br />
em nossas orações. Da mesma forma o<br />
Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois<br />
não sabemos como orar, mas o próprio<br />
Espírito intercede por nós com gemidos<br />
inexprimíveis. (BÍBLIA, N.T. Romanos 8:26).<br />
Ele não somente nos guia quanto ao<br />
que devemos orar, como também<br />
intercede por nós ao Pai, quando nós<br />
não sabemos pedir.<br />
Ele nos dá:<br />
• a convicção de pecado e propicia a<br />
confissão em nossas orações;<br />
• a convicção de vitória sobre Satanás;<br />
caso contrário, estaríamos tomados<br />
de medo;<br />
• nos ajuda a compreender as verdades<br />
de Deus e as aplica em nossa<br />
vida, nesses momentos de oração;<br />
• nos revela o que Deus está por fazer;<br />
• nos ensina a glorificar o Pai e o Filho.<br />
Por isso, a oração é diferente da reza<br />
que é uma repetição automática de<br />
uma ladainha.<br />
3. Precisa ser feita em unidade<br />
Dois são os entendimentos deste ensino:<br />
1. a oração não pode ser uma batalha<br />
contra a vontade de Deus, mas sim<br />
um movimento de submissão a Ele.
Submissão à vontade de Deus é<br />
maturidade e não falta de fé.<br />
2. a oração deve ser de unidade com a<br />
igreja de Deus e com os nossos líderes<br />
espirituais. É muito fácil o diabo<br />
fazer-nos imaginar que somos os<br />
únicos que conhecemos a verdade<br />
transformando-nos em pessoas que,<br />
por causa do orgulho espiritual nos<br />
posicionamos contra a unidade espiritual<br />
da Igreja, como se isso fosse<br />
uma guerra santa. Quero, pois, que os<br />
homens orem em todo lugar, levantando<br />
mãos santas, sem ira e sem discussões.<br />
(BÍBLIA, N.T. 1 Timóteo 2:8)<br />
4. Deve ser feita em vigilância<br />
Todo soldado precisa ser vigilante! O que<br />
Paulo nos ensina é que devemos usar as<br />
nossas orações como meio de discernir a<br />
vida, as circunstâncias boas e más. É através<br />
da vigilância em oração que podemos<br />
discernir todas as questões da vida.<br />
O que nos impede de vigiar, de discernira<br />
vida através da oração é quando se<br />
está:<br />
Entulhado: uma tática satânica é<br />
encher a nossa vida de tantos afazeres<br />
de modo que não tenhamos tempo<br />
para orar.<br />
Intoxicado - perdemos a capacidade de<br />
discernir porque algo controla a nossa<br />
mente (pecados, vícios, desejos ardentes).<br />
Adormecido: um dos maiores problemas<br />
da vida cristã é que muitos crentes<br />
não têm a capacidade de discernir os<br />
perigos espirituias, pois não vigiam, são<br />
como bebés espirituais. As tentações e<br />
as armadilhas de Satanás podem causar-lhes<br />
dano, mas ele não percebe e,<br />
por isso, são levados para o mal. A isto<br />
chamamos de adormecimento na fé,<br />
no compromisso e na busca do poder<br />
de Deus
Dicas práticas para o enfrentamento<br />
l ibertação é uma autoridade do Espí-<br />
M-ito Santo, dada a todo crente, em<br />
nome de Jesus. No entanto, assim<br />
como acontece com outras áreas do<br />
Reino, Deus separa pessoas para ministrarem<br />
na área da libertação. Todo cristão<br />
tem obrigação de evangelizar, cuidar<br />
uns dos outros, mas há pessoas que<br />
recebem uma vocação específica para<br />
ajudar na libertação dos oprimidos porque<br />
têm um chamado especial para<br />
esse tipo de pastoreio.<br />
Ao anunciarmos a mensagem do Reino,<br />
certamente encontraremos pessoas<br />
endemoninhadas e oprimidas por Satanás.<br />
As estatísticas dizem que 40% da<br />
população brasileira pratica algum tipo<br />
de ocultismo e invoca demónios. Isso é<br />
trágico e deve levar-nos a uma tomada<br />
de posição no caminho da libertação.<br />
• Como lidar com pessoas oprimidas e<br />
endemoninhadas?<br />
Primeira dica: Ministre em equipe<br />
Existem vários tipos de ataques e ciladas<br />
que o inimigo lança sobre a nossa<br />
vida, algumas vezes até fisicamente.<br />
Por uma questão de cuidado e bom<br />
senso, é melhor ter mais alguém para<br />
ajudar. Jesus orientou os discípulos a<br />
irem de dois em dois, conforme o texto:<br />
Depois disso o Senhor designou outros<br />
setenta e dois e os enviou dois a dois, adiante<br />
dele, a todas as cidades e lugares para<br />
onde ele estava prestes a ir. 2 E lhes disse: "A<br />
colheita é grande, mas os trabalhadores são<br />
poucos. Portanto, peçam ao Senhor da<br />
colheita que mande trabalhadores<br />
para a sua colheita. 3 Vão! Eu os<br />
estou enviando como cordeiros<br />
entre lobos. 4 Não levem bolsa,<br />
nem saco de viagem, nem sandálias;<br />
e não saúdem ninguém pelo<br />
caminho. 5 "Quando entrarem numa casa,<br />
digam primeiro: Paz a esta casa. 5 Se houver<br />
ali um homem de paz, a paz de vocês<br />
repousará sobre ele; se não, ela voltará para<br />
vocês. 7 Fiquem naquela casa, e comam e<br />
bebam o que lhes derem, pois o trabalhador<br />
merece o seu salário. Não fiquem<br />
mudando de casa em casa. 8 "Quando entrarem<br />
numa cidade e forem bem recebidos,<br />
comam o que for posto diante de vocês.<br />
9 Curem os doentes que ali houver e<br />
digam-lhes: O Reino de Deus está próximo<br />
de vocês. 10 Mas quando entrarem numa<br />
cidade e não forem bem recebidos, saiam<br />
por suas ruas e digam: n Até o pó da sua<br />
cidade, que se apegou aos nossos pés,<br />
sacudimos contra vocês. Fiquem certos<br />
disto: o Reino de Deus está próximo. 12 Eu<br />
lhes digo: Naquele dia haverá mais tolerância<br />
para Sodoma do que para aquela<br />
cidade. 13 "Ai de você, Corazim! Ai de você,<br />
Betsaida! Porque se os milagres que foram<br />
realizados entre vocês o fossem em Tiro e<br />
Sidom, há muito tempo elas teriam se arrependido,<br />
vestindo roupas de saco e<br />
cobrindo-se de cinzas.<br />
14 Mas no juízo<br />
haverá menor rigor para Tiro e Sidom do<br />
que para vocês. 15 E você, Cafarnaum: será<br />
elevada até ao céu? Não; você descerá até o<br />
Hades! 16 "Aquele que lhes dá ouvidos, está<br />
me dando ouvidos; aquele que os rejeita,<br />
está me rejeitando; mas aquele que me<br />
rejeita, está rejeitando aquele que me<br />
enviou". 17 Os setenta e dois voltaram ale-
grés e disseram: "Senhor, até os demónios<br />
se submetem a nós, em teu nome". 18 Ele<br />
respondeu: "Eu vi Satanás caindo do céu<br />
como relâmpago. 19 Eu lhes dei autoridade<br />
para pisarem sobre cobras e escorpiões, e<br />
sobre todo o poder do inimigo; nada lhes<br />
fará dano. 20 Contudo, alegrem-se, não porque<br />
os espíritos se submetem a vocês, mas<br />
porque seus nomes estão escritos nos<br />
céus". (BÍBLIA, N. T. 10:1-20)<br />
Portanto, não ministre sozinho. E há,<br />
pelo menos, duas boas razões para trabalhar<br />
em equipe:<br />
Há manifestação de graça e poder<br />
quando concordamos em oração: '<br />
'Também lhes digo que se dois de vocês<br />
concordarem na terra em qualquer assunto<br />
sobre o qual pedirem, isso lhes será feito<br />
por meu Pai que está nos céus. 20 Pois onde<br />
se reunirem dois ou três em meu nome, ali<br />
eu estou no meio deles". (BÍBLIA, N. T.<br />
Mateus 18:19-20)<br />
Em equipe, há mais discernimento.<br />
Satanás é muito ardiloso e mexe com as<br />
coisas que têm a ver com a história de<br />
nossa vida. Então, é importante ministrarmos<br />
em equipe para termos melhor<br />
discernimento, para evitar cair nas ciladas<br />
e na conversa do inimigo, evitar<br />
entrar em diálogo com ele, querer<br />
saber histórias. Alguns tipos de possessão<br />
manifestam verdadeiras aberrações.<br />
Em equipe, fica um pouco mais<br />
fácil enfrentar tais situações não permitindo<br />
que o diabo se torne senhor da<br />
situação.<br />
Segunda dica: Ministre sempre com<br />
pessoas do mesmo sexo<br />
Mulheres na vida de mulheres, homens<br />
na vida de homens. Esta orientação vale<br />
para qualquer área de ministração.<br />
Acima de tudo, é uma questão de prudência<br />
e se evitará qualquer conotação<br />
errónea. Se você estiver ministrando<br />
como um casal, convide mais alguém<br />
para estar junto. Esta terceira pessoa<br />
pode ter uma percepção melhor, mais<br />
objetiva, por estar vendo o problema<br />
como alguém de fora, não tão vinculado<br />
aos laços culturais e afetivos da<br />
vida conjugal.<br />
Quando Billy Graham viajava pelo<br />
mundo inteiro, pregando, ele tinha um<br />
pessoal de sua equipe que entrava nos<br />
quartos dos hotéis onde se hospedava,<br />
para ver se não havia ninguém lá. Não<br />
por medo de ser assassinado ou qualquer<br />
outra coisa. Sua precaução era que<br />
Satanás lhe armasse uma cilada, colocando<br />
uma mulher no quarto e isso<br />
virasse um escândalo para o evangelho.<br />
Se as pessoas procuram agir com bom<br />
senso em tantos aspectos da vida, por<br />
que não teríamos nós também esse cuidado?<br />
Principalmente, quando estamos<br />
em meio a uma batalha espiritual,<br />
com um estrategista malévolo que<br />
quer matar, roubar e destruir. Precisamos<br />
de muito bom senso.<br />
Terceira dica: Busque a Deus, juntamente<br />
com quem vai ministrar com<br />
você<br />
Orem, preparem-se espiritualmente,<br />
vocês vão entrar numa guerra. Peçam<br />
que Deus vá à frente, dando discernimento,<br />
aclarando as ideias, que o<br />
Senhor tenha toda liberdade de os<br />
guiar e controlar. É muito importante<br />
que a equipe esteja bem unida espiritualmente,<br />
como um time. Se vamos<br />
jogar futebol, basquete ou qualquer<br />
modalidade esportiva, precisamos
estar afinados com a equipe. Também<br />
em termos de equipe espiritual, precisamos<br />
dessa unidade: orar juntos, crescer<br />
juntos, afinar a visão, perceber o<br />
que Deus quer ministrar, qual a sua<br />
vontade no consenso da equipe. Cuidado<br />
com a presunção especialmente<br />
de quem diz: "Pode deixar comigo, eu<br />
sei". Antes de ministrar, busquem a<br />
Deus juntos.<br />
Em nossa igreja, temos sentido o valor e<br />
a bênção do trabalho em equipe. Cada<br />
ministro atua numa área específica,<br />
mas nos reunimos, oramos juntos,<br />
compartilhamos, revemos o foco, buscamos<br />
a direção de Deus para a igreja e<br />
somos abençoados.<br />
Quarta dica: Tenha sempre em mente o<br />
alvo da libertação - Salvação em Cristo<br />
Você pode exercer a autoridade do<br />
Espírito, ela existe, é verdadeira, o inimigo<br />
vai se render à autoridade do<br />
nome de Jesus. Porém, a Bíblia diz que<br />
se o demónio expulso voltar e encontrar<br />
a casa vazia, limpa e adornada, ele<br />
voltará com mais sete e o estado dessa<br />
pessoa será pior que o anterior. Isso<br />
quer dizer que é necessário cuidar para<br />
que a libertação não seja simplesmente<br />
um ato, um acontecimento isolado de<br />
expulsão de demónios. É absolutamente<br />
necessário que a pessoa seja<br />
levada ao arrependimento, à confissão<br />
de seus pecados, à renúncia aos pactos,<br />
aos vínculos que tenham sido feitos<br />
consciente ou inconscientemente. Ao<br />
mesmo tempo, levá-la à aceitação de<br />
Jesus como senhor de sua vida.<br />
Somente assim, com a presença real de<br />
Cristo ocupando a mente, a alma e o<br />
espírito haverá verdadeira libertação.<br />
Por isso, é muito importante não perder<br />
o foco, cuidar para não se deixar desviar<br />
do princípio básico do processo libertador<br />
que é Jesus e só Jesus.<br />
Com frequência ocorrem situações em<br />
que a pessoa demonstra fortes influências<br />
satânicas, sem demonstrar isso<br />
através de possessão. O procedimento,<br />
nesse caso, não será propriamente de<br />
expulsão, mas de ministrar a graça de<br />
Deus e levá-la à aceitação de Jesus, pelo<br />
arrependimento e fé.<br />
Por outro lado, é muito comum também<br />
ver pessoas que passam por várias<br />
igrejas, pessoas muito influenciadas<br />
por Satanás, que passam por situações<br />
de libertação, mas continuam tendo<br />
manifestações e vão de igreja em igreja<br />
em busca de socorro. Isso acontece<br />
quando o foco da libertação não foi<br />
considerado. A pessoa precisa aceitar a<br />
Jesus, fazer um discipulado, firmar-se<br />
na palavra de Deus, entrar num processo<br />
de crescimento espiritual e compromisso<br />
pessoal com Deus. Sem esse<br />
compromisso, a libertação não acontece.<br />
E, à medida que esse compromisso<br />
vai se desenvolvendo, áreas da<br />
vida que, às vezes, no primeiro encontro<br />
não foram entregues, começam a<br />
ser confrontadas e vai se operando a<br />
limpeza espiritual e o senhorio de<br />
Cristo. Há pessoas que apresentam,<br />
inclusive enfermidades do corpo como<br />
consequências da atuação do inimigo.<br />
Mas, à medida que o Espírito de Deus<br />
vai tendo liberdade para agir, entregas<br />
vão sendo feitas, vínculos vão sendo<br />
cortados, compromissos desfeitos, marcas<br />
e mágoas vão sendo reveladas e a<br />
cura vai se processando de maneira<br />
maravilhosa, verdadeira, com os sinais<br />
da presença consoladora do Espírito<br />
Santo de Deus.
Então, se você está ministrando, não<br />
perca esse foco: Jesus dentro do coração,<br />
arrependimento e fé, confissão de<br />
pecados; aí começa o processo de libertação.<br />
Outro dado importante a lembrar é que<br />
Deus não está limitado em sua maneira<br />
de agir. Ele atua, segundo sua graça infinita,<br />
de acordo com seus propósitos, de<br />
acordo com o que está sendo necessário<br />
quebrar, mudar, transformar na vida<br />
das pessoas. Assim, algumas são libertas<br />
de maneira imediata, completa.<br />
Outras entram em processo lento, mais<br />
ou menos demorado. Deus trabalha em<br />
áreas diferentes da vida; cada pessoa é<br />
diferente, é única. Deus respeita a individualidade<br />
e usa as ferramentas libertadoras,<br />
segundo a necessidade de<br />
cada um. Quem move o coração e promove<br />
o arrependimento é o Espírito<br />
Santo. Então, não estipule fórmulas,<br />
não faça juízos segundo padrões humanos.<br />
Você pode usar da autoridade que<br />
o Senhor lhe conferiu para expulsar<br />
demónios, mas ministre Jesus, o libertador<br />
na vida das pessoas, ministre a<br />
graça de Deus que cura e transforma.<br />
Coisas maravilhosas acontecerão.<br />
Quinta dica: Tenha consciência de<br />
que está numa guerra: prepare-se!<br />
Para exercer o ministério de libertação,<br />
requer-se perfeito entendimento de<br />
que estamos em batalha espiritual. Orar<br />
com o companheiro de ministério é<br />
imprescindível, mas cuidar da própria<br />
vida espiritual está em primeiro lugar.<br />
Nenhum ministério pode ser exercido<br />
no reino de Deus sem que haja um derramar<br />
da graça do Espírito Santo sobre<br />
a nossa vida. Podemos ter a competência<br />
humana, mas não vamos ter a<br />
unção divina se não buscarmos em<br />
Deus essa graça. Jesus ensina que o<br />
preparo para essa batalha vem através<br />
da oração, do jejum, da vigilância e do<br />
discernimento. Em resumo, precisamos<br />
do poder do alto, que nos habilita,<br />
capacita e revela o poder e a graça de<br />
Deus enquanto ministramos. Praticar a<br />
oração e o jejum nada mais é que reconhecer<br />
a nossa limitação, buscar a graça<br />
de Deus e o poder do Espírito Santo.<br />
O tempo para libertação<br />
Algumas pessoas levam horas, ou até<br />
dias no processo de libertação. Para outras,<br />
acontece de maneira rápida. O que<br />
determina essa diferença?<br />
Em primeiro lugar, a realidade de cada<br />
pessoa é única, a problemática de cada<br />
um é exclusivamente sua. É preciso<br />
também entender que existem castas<br />
diferentes de demónios. Estes seres<br />
eram anjos criados por Deus, mas que,<br />
por causa de sua rebelião contra o Criador,<br />
juntamente com Satanás, caíram<br />
de seu estado original de anjos de luz.<br />
Na hierarquia angelical que antes possuíam,<br />
Deus lhes conferiu certos poderes,<br />
com os quais continuam aluando,<br />
agora, para o mal. Dependendo, então,<br />
do tipo de casta demoníaca com que se<br />
está lidando num processo de libertação,<br />
haverá mais ou menos resistência.<br />
Pode-se comparar essa situação com os<br />
diferentes níveis de autoridade na hierarquia<br />
militar: um soldado tem menos<br />
autoridade que um sargento e assim<br />
sucessivamente.<br />
Este relato esclarece bem essa situação:<br />
14 Quando chegaram onde estava a multidão,<br />
um homem aproximou-se de Jesus,
ajoelhou-se diante dele e disse: 15 "Senhor,<br />
tem misericórdia do meu filho. Ele tem ataques<br />
e está sofrendo muito. Muitas vezes<br />
cai no fogo ou na água. 16 Eu o trouxe aos<br />
teus discípulos, mas eles não puderam<br />
curá-lo".<br />
17 Respondeu Jesus: "Ó geração<br />
incrédula e perversa, até quando estarei<br />
com vocês? Até quando terei que<br />
suportá-los? Tragam-me o menino". 18 Jesus<br />
repreendeu o demónio; este saiu do<br />
menino que, daquele momento em diante,<br />
ficou curado. 19 Então os discípulos aproximaram-se<br />
de Jesus em particular e perguntaram:<br />
"Por que não conseguimos<br />
expulsá-lo?" 20 Ele respondeu: "Porque a fé<br />
que vocês têm é pequena. Eu lhes asseguro<br />
que se vocês tiverem fé do tamanho de um<br />
grão de mostarda, poderão dizer a este<br />
monte: Vá daqui para lá', e ele irá. Nada lhes<br />
será impossível. 21 Mas esta espécie só sai<br />
pela oração e pelo jejum" (BÍBLIA, N. T.<br />
Mateus 17:14-21).<br />
Quando nos deparamos com determinadas<br />
castas, há mais ou menos resistência.<br />
Precisamos identificar que tipo<br />
de batalha estaremos enfrentando.<br />
Por isso, é preciso preparo e é bom<br />
nunca estar só.
Dúvidas e outras questões de<br />
interesse<br />
Amarrar demónios<br />
N;<br />
Ia verdade, este é o único<br />
texto que nos daria a possibilidade<br />
de entender algo parecido<br />
com amarrar demónios: 21 "Quando um<br />
homem forte, bem armado, guarda sua<br />
casa, seus bens estão seguros.<br />
22 Mas<br />
quando alguém mais forte o ataca e o<br />
vence, tira-lhe a armadura em que confiava<br />
e divide os despojos. (BÍBLIA, N. T. Lucas<br />
11:21-22)".<br />
Essa é uma linguagem figurada para<br />
dizer que há um opressor fazendo o mal<br />
e que há um libertador que desarma o<br />
inimigo, no exercício de sua autoridade.<br />
A autoridade dada por Deus aos<br />
seus servos é algo tão extraordinário<br />
que os discípulos voltaram admirados<br />
ao ver como os demónios se submetiam<br />
a eles.<br />
Esse exercício de autoridade de fato<br />
acontece quando o crente repreende<br />
Satanás, dando- lhe comandos de<br />
ordem em nome de Jesus, que representam<br />
o impedimento de ações satânicas.<br />
Por exemplo: se o possesso está<br />
muito agressivo, pode acontecer de o<br />
ministrante ou o próprio possesso agredir-se.<br />
É preciso então exercer a autoridade:<br />
"Eu te proíbo, em nome de Jesus<br />
de fazer mal a esta pessoa..." Na linguagem<br />
da batalha espiritual, chama-se a<br />
isso de "amarrar demónios". Porém, é<br />
uma expressão figurada, significando o<br />
impedimento da ação satânica naquela<br />
determinada situação. Não significa<br />
que, mediante essa ordem, Satanás<br />
está impedido de continuar agindo no<br />
universo.<br />
Já esclarecemos que a libertação acontece<br />
de fato quando temos uma experiência<br />
pessoal com Jesus. Se a casa<br />
ficar vazia, limpa e adornada, os inimigos<br />
voltarão com mais sete e o segundo<br />
estado será pior que o primeiro.<br />
Os cristãos são pecadores?<br />
Todos somos pecadores e, se não fosse<br />
a graça de Deus, estaríamos perdidos.<br />
Zacarias fala do papel do sumo sacerdote<br />
e diz que Josué estava com as vestes<br />
sujas, e era como um tição tirado do<br />
fogo, mas a graça de Deus o cobria.<br />
"Veja, eu tirei de você o seu pecado, e<br />
coloquei vestes nobres sobre você".<br />
Esta é a figura de um pecador que está<br />
constantemente sendo trabalhado<br />
pela graça. Porém, importa entender<br />
que há uma diferença de natureza. Um<br />
pecador restaurado é aquele que recebeu<br />
uma nova natureza espiritual, pelo<br />
que não tem mais prazer no pecado,<br />
apesar de estar sujeito a pecar. Quando<br />
se recebe o Espírito Santo de Deus, o<br />
pecado passa a ser um acidente que<br />
pode acontecer, mas vai incomodar
profundamente; não será mais algo<br />
corriqueiro, porém produzirá tristeza<br />
que nos levará ao arrependimento e à<br />
restauração. À medida que se cresce<br />
espiritualmente, o padrão moral se<br />
aperfeiçoa e se procura evitar o pecado<br />
com todas as suas forças. Veja como o<br />
texto esclarece: "Meus filhinhos, estas coisas<br />
vos escrevo para que não pequeis. Se,<br />
porém alguém pecar, temos um Advogado<br />
para com o Pai, Jesus Cristo, o justo".<br />
(BÍBLIA, N. T. 1 João 2:1).<br />
Maldições hereditárias<br />
Existem processos de ação e de influência<br />
demoníaca que se repetem em<br />
determinadas famílias. Sob o ponto de<br />
vista da Psicologia, a explicação é que<br />
existe nessas famílias um padrão de<br />
desvio de comportamento. Sob o<br />
ponto de vista espiritual, entende-se<br />
que existem entidades espirituais que<br />
se manifestam, provocando situações<br />
repetitivas na história dessas famílias.<br />
O Velho Testamento faz referência a<br />
espíritos familiares que acompanham<br />
determinadas histórias de família, sempre<br />
por invocação, por pacto, por situações<br />
que a própria família propicia. Não<br />
te prostrarás diante deles nem lhes prestarás<br />
culto, porque eu, o SENHOR, o teu Deus,<br />
sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelo<br />
pecado de seus pais até a terceira e quarta<br />
geração daqueles que me desprezam,<br />
(BÍBLIA, V. T. Deuteronômio 5:9)<br />
Entretanto, a Palavra de Deus ensina<br />
que toda maldição foi cravada na cruz<br />
do Calvário. Então, quando recebemos<br />
Jesus como Senhor e Salvador, não<br />
importa a maldição anterior. A promessa<br />
de Deus é que essa maldição foi<br />
cravada na cruz (BÍBLIA, N.T. Gaiatas 3).<br />
Existem opressões, sim. Às vezes, pessoas<br />
mais suscetíveis podem sofrer<br />
pressões, opressões ou cair em armadilhas<br />
espirituais nas áreas em que a família<br />
vivia esses ataques. Um exemplo é o<br />
alcoolismo; filho de pai alcoólatra pode<br />
vir a ser um alcoólatra também, se não<br />
for sabiamente orientado. Pode sofrer a<br />
influência, mas as armas da graça de<br />
Deus estão ao seu dispor porque toda<br />
maldição já foi vencida na cruz. Não há<br />
liturgia religiosa maior que Jesus Cristo.<br />
O que precisamos fazer é tomar posse<br />
dessa verdade e aprender o que Jesus<br />
ensinou no Getsêmani: vigiai e orai para<br />
não cair em tentação. Vigiar e orar porque<br />
a carne é fraca. Vigiar e orar para<br />
discernir determinadas armadilhas que<br />
fazem parte da família, da história, da<br />
cultura, do jeito de ser de cada pessoa;<br />
uns são mais suscetíveis que outros e<br />
sem esse discernimento, pode ocorrer a<br />
queda. Mas não há uma sina determinante<br />
que vai se abater sobre a pessoa<br />
para o resto da vida, ou que necessite<br />
dessa ou daquela liturgia para ser<br />
liberta. "Conhecereis a verdade e a verdade<br />
vos libertará" (BÍBLIA, N. T. João 8:32) Jesus<br />
morreu para nos libertar e só ele nos<br />
liberta.<br />
Maldade dos pais<br />
A maldade dos pais se transmite aos<br />
filhos? É uma pergunta que se faz com<br />
frequência.<br />
Segundo o Velho Testamento, a iniquidade<br />
tem uma saga.<br />
Mas que é a iniquidade? Quem é o<br />
ímpio? Quem é o iníquo? Iniquidade é<br />
tudo aquilo que é pecado e ímpio ou<br />
iníquo é todo aquele que deliberada-
mente, determinadamente é rebelde à<br />
vontade de Deus.<br />
As consequências dessa rebeldia aparecem<br />
de várias maneiras. Umas atingem<br />
de maneira mais específica o<br />
emocional; outras, o espiritual; outras,<br />
o físico. E, como o ser humano é um<br />
todo indivisível, uma área atua sobre a<br />
outra. É necessário o discernimento<br />
para compreender a situação, antes de<br />
qualquer interpretação precipitada.<br />
Mas, o bom e verdadeiro é que tudo<br />
isso cessa, Deus não computa a maldade<br />
dos pais no filho que se converte.<br />
É isto o que Ezequiel nos ensina: Se<br />
uma pessoa boa tornar-se obstinada e<br />
endurecida em seu coração para com o<br />
Senhor, apesar do bem que fez será julgado<br />
por sua iniquidade. Ezequiel ainda<br />
afirma que se o filho deste homem<br />
que se tornou iníquo for um servo de<br />
Deus, ele não precisa se preocupar<br />
pois a iniquidade de seu pai não poderá<br />
afetar as bênçãos provenientes de<br />
seu pacto com Deus. O profeta afirmou<br />
esta verdade duas vezes no seu livro.<br />
O povo dizia: Os pais comem uvas verdes,<br />
e os dentes dos filhos se embotam?<br />
(BÍBLIA, V.T. Ezequiel 18:2). Ele<br />
contradiz este ditado popular afirmando:<br />
Se e o seu dente está cariado é<br />
porque quem comeu o doce foi você.<br />
Mas quando não temos Jesus podemos<br />
ser afetados pelas nossas heranças<br />
espirituais.<br />
Existe influência demoníaca nas propagandas?<br />
Cuidado com os extremos. É preciso ter<br />
bom senso e equilíbrio em todas as coisas.<br />
Que existe mensagem e poder<br />
subliminar na mídia em geral, está<br />
claro, é verdade, tanto é que algumas<br />
são proibidas e retiradas dos meios de<br />
comunicação. Mas dizer que tudo isso é<br />
do demónio, é exagero.<br />
Por outro lado, se percebemos que<br />
determinada propaganda ou programa<br />
é apelativo e influi negativamente ou<br />
passa mensagem contrária aos preceitos<br />
cristãos, qual será nossa atitude?<br />
Proibir que a família veja televisão?<br />
O mais inteligente será conversar com<br />
os filhos, com os familiares a respeito<br />
do assunto; discutir, trocar ideias e analisar,<br />
à luz da palavra de Deus, quais os<br />
verdadeiros objetivos que estão atrás<br />
desses programas, o que pretendem<br />
comunicar e, então, tomar a atitude<br />
mais sábia. Se for o caso, desligar o aparelho<br />
ou procurar algo melhor.<br />
Essa questão lembra o que o apóstolo<br />
Paulo ensinou a respeito de comer ou<br />
não carnes sacrificadas aos ídolos.<br />
'Com respeito aos alimentos sacrificados<br />
aos ídolos, sabemos que todos temos<br />
conhecimento. O conhecimento traz orgulho,<br />
mas o amor edifica. 2 Quem pensa<br />
conhecer alguma coisa, ainda não conhece<br />
como deveria. 3 Mas quem ama a Deus, este<br />
é conhecido por Deus. 4 Portanto, em relação<br />
ao alimento sacrificado aos ídolos,<br />
sabemos que o ídolo não significa nada no<br />
mundo e que só existe um Deus. 5 Pois,<br />
mesmo que haja os chamados deuses, quer<br />
no céu, quer na terra (como de fato há muitos<br />
"deuses" e muitos "senhores"), 6 para<br />
nós, porém, há um único Deus, o Pai, de<br />
quem vêm todas as coisas e para quem<br />
vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, por<br />
meio de quem vieram todas as coisas e por<br />
meio de quem vivemos. 7 Contudo, nem<br />
todos têm esse conhecimento. Alguns,<br />
ainda habituados com os ídolos, comem<br />
esse alimento como se fosse um sacrifício
idólatra; e como a consciência deles é fraca,<br />
fica contaminada.<br />
8 A comida, porém, não<br />
nos torna aceitáveis diante de Deus; não<br />
seremos piores se não comermos, nem<br />
melhores se comermos. 9 Contudo, tenham<br />
cuidado para que o exercício da liberdade<br />
de vocês não se torne uma pedra de tropeço<br />
para os fracos. 10 Pois, se alguém que<br />
tem a consciência fraca vir você que tem<br />
este conhecimento comer num templo de<br />
ídolos, não será induzido a comer do que foi<br />
sacrificado a ídolos? "Assim, esse irmão<br />
fraco, por quem Cristo morreu, é destruído<br />
por causa do conhecimento que você tem.<br />
12 Quando você peca contra seus irmãos<br />
dessa maneira, ferindo a consciência fraca<br />
deles, peca contra Cristo. 13 Portanto, se<br />
aquilo que eu como leva o meu irmão a<br />
pecar, nunca mais comerei carne, para não<br />
fazer meu irmão tropeçar. (BÍBLIA, N. T. 1<br />
Coríntios 8).<br />
Fique com a sua consciência (v. 8), mas<br />
não seja pedra de tropeço para o irmão,<br />
por quem Cristo morreu, (vs. 9 e 13).<br />
Drogas<br />
Dentre as drogas permitidas, a que<br />
mais causa dano à família é o álcool. Talvez<br />
mais que a heroína, mais que a<br />
cocaína, pois o álcool tem grande<br />
alcance, está à disposição de quem quiser.<br />
No Brasil, dificilmente vamos<br />
encontrar uma família que não tenha<br />
um componente, próximo ou distante,<br />
que não tenha algum envolvimento<br />
com o alcoolismo, seja por dependência<br />
química ou emocional.<br />
O processo de libertação, nesse caso, é<br />
bastante complicado, difícil e doloroso<br />
na vida da família. Dificilmente se conseguirá<br />
desenvolver um processo de<br />
libertação sem ajuda de um profissio-<br />
nal. É necessário orar muito, pedindo<br />
que Deus trabalhe o sentimento de<br />
necessidade no coração da pessoa, para<br />
que ela queira buscar ajuda e aceite a<br />
ministração. Sabemos de muitos casos<br />
de alcoólatras que se dispuseram a deixar<br />
que Deus atuasse em suas vidas e<br />
houve verdadeiros milagres. O fato de<br />
ser difícil não devemos desanimar, mas<br />
enfrentar a batalha, por amor.<br />
Yoga<br />
Ao ouvir que no Brasil muitos cristãos<br />
estão praticando Yoga, um indiano cristão<br />
se escandalizou e pediu que, por<br />
favor, sejam eles esclarecidos a respeito<br />
do que está por trás dessa prática, porque<br />
não sabem o que estão fazendo.<br />
A técnica do Yoga foi desenvolvida por<br />
monges budistas, com a finalidade de<br />
anular a consciência, para se perder no<br />
universo. A ideia básica é ir diminuindo<br />
a capacidade de reflexão, de pensamento<br />
e ir-se esvaziando até se misturar<br />
à força cósmica. É uma espécie de<br />
fusão com as forças espirituais, exercitada<br />
com muita técnica, com aparência<br />
de ginástica e de relaxamento.<br />
Ginástica e relaxamento são práticas<br />
saudáveis e necessárias. Mas, vincular<br />
essas práticas a ideias que contrariam a<br />
verdade bíblica é muito perigoso.<br />
Acupuntura<br />
Sabe-se, hoje, que toda descoberta<br />
científica, teve em algum tempo, substratos<br />
religiosos. A acupuntura é uma<br />
prática de origem oriental, muito<br />
antiga, milenar, talvez e que tem, naturalmente,<br />
essa relação com a postura<br />
religiosa dominante no Oriente.
Mas, sabe-se também que nosso corpo<br />
funciona através de terminais nervosos<br />
carregados de energia elétrica, que é<br />
levada para todo o corpo. O que a acupuntura<br />
faz é estimular a transmissão<br />
dessa corrente, proporcionando assim<br />
melhoria da atividade e o consequente<br />
bem-estar. Se o cristão utilizar a acupuntura<br />
apenas nessa linha científica,<br />
isolando-a de concepções religiosas,<br />
poderá obter algum proveito.<br />
Por outro lado, não deixa de existir o<br />
perigo da influência de conceitos contrários<br />
à fé cristã. Diante disso, o que se<br />
pode dizer é que precisa haver muito<br />
cuidado, muita firmeza doutrinária,<br />
muito discernimento espiritual para<br />
não incorrer em desvios doutrinários<br />
que poderão trazer um mal espiritual<br />
maior que o mal físico. E, como é uma<br />
questão que ainda está em processo,<br />
muita coisa há de surgir; portanto é<br />
bom ficar atento.<br />
Desvios sexuais<br />
Com frequência, quem está ministrando<br />
libertação depara-se com situações<br />
que envolvem a vida sexual da<br />
pessoa. Área delicada e difícil que precisa<br />
ser investigada e trabalhada com<br />
absoluto sigilo e sabedoria. Desvios<br />
sexuais, abusos de menores, práticas ilícitas<br />
que aviltam o ser humano são<br />
marcas diabólicas que necessitam de<br />
libertação espiritual e até de acompanhamento<br />
de um profissional cristão.<br />
Raiz de Amargura<br />
Há pessoas que não conseguem fazer<br />
entregas, ficam presas a seus problemas,<br />
às mágoas e estão emocionalmente<br />
doentes. Repetindo, a libertação<br />
se dá quando Jesus passa a assumir o<br />
controle de nossa vida. E se Jesus se<br />
torna a raiz de nossa vida, o que ele produz<br />
é o fruto do Espírito: amor, bondade,<br />
mansidão, temperança, alegria,<br />
perdão...<br />
Mas, se na raiz, na base de nossa vida<br />
estão sentimentos amargos, mágoa,<br />
rancor, ira, ódio, ressentimentos, que<br />
tipo de fruto isso vai produzir? Feridas e<br />
desgraças, com certeza, pois tais sentimentos<br />
são insuflados pelo inimigo de<br />
nossas almas. Aí, o trabalho não se<br />
limita a expulsar o demónio da amargura,<br />
mas é preciso ajudar a pessoa a<br />
deixar-se transformar pela graça libertadora<br />
de Jesus. Isso requer tempo e<br />
paciência.<br />
Mexer com as feridas da alma é um processo<br />
doloroso e pode provocar reações<br />
as mais diversas e estranhas, como<br />
as que evocam atitudes de um passado<br />
distante. Isso se explica porque uma<br />
dor, uma mágoa pode ficar congelada<br />
no âmago do ser humano; então,<br />
quando suscitada no processo de libertação,<br />
ela vem à tona na forma como se<br />
originou. Há, por exemplo, o caso de<br />
uma pessoa adulta que, ao ser ministrada<br />
nessa área, começou a falar como<br />
um bebezinho. Apesar de estar trabalhando<br />
e produzindo profissionalmente,<br />
na vida emocional estava presa<br />
às amarguras da infância que a<br />
impediam de viver plenamente.<br />
É muito comum também encontrarmos<br />
pessoas que frequentam normalmente<br />
a igreja, convivem com os irmãos, mas<br />
carregam dentro de si profundas raízes<br />
de amargura. Como consequência, os<br />
relacionamentos familiares, com amigos,<br />
companheiros de trabalho são
sempre prejudicados<br />
desencontros.<br />
por atritos e<br />
Ainda que a amargura seja um processo<br />
emocional e humano, o fruto por ela<br />
produzido pode se tornar uma brecha<br />
onde o inimigo pode atuar. Às vezes a<br />
amargura e o ódio são tão intensos que<br />
a pessoa começa a maquinar planos de<br />
vingança para livrar-se dessa situação.<br />
Aí existe o perigo dos suicídios, dos<br />
homicídios e a desgraça está instalada.<br />
A Bíblia fala da multiforme graça de<br />
Deus que opera segundo a necessidade<br />
de cada um. Só essa graça é capaz de ir<br />
ao fundo da alma e arrancar de lá toda<br />
raiz de amargura, preenchendo o vazio<br />
com o fruto do Espírito. Então, o que<br />
podemos e devemos fazer não será a<br />
crítica a esse ou àquele comportamento,<br />
mas ministrar a graça e o poder<br />
do Senhor Jesus. E, assim como a raiz da<br />
amargura brota e causa danos, a raiz da<br />
fé e do amor também brota abundantemente<br />
e cresce dando os frutos da alegria,<br />
da paz, da libertação.<br />
31 Livrem-se de toda amargura, indignação e<br />
ira, gritaria e calúnia, bem como de toda<br />
maldade. 32 Sejam bondosos e compassivos<br />
uns para com os outros, perdoando-se<br />
mutuamente, assim como Deus os perdoou<br />
em Cristo. (BÍBLIA, N. T. Efésios 4:31-32).<br />
A orientação clara desses versículos é<br />
que a libertação vai acontecer mediante<br />
uma condição: o perdão.<br />
Esse é um assunto também bastante<br />
delicado e até complexo. Nem sempre<br />
é fácil perdoar. Podemos perdoar com<br />
mais espontaneidade aquilo que não<br />
nos custou nem nos prejudicou muito.<br />
Mas quando o prejuízo é maior, fica<br />
mais difícil. É como se tomássemos a<br />
nota promissória e a pregássemos na<br />
parede para lembrar sempre que<br />
alguém está nos devendo algo. Vamos<br />
nos corroendo com essa lembrança e,<br />
no entanto, a pessoa que nos deve nem<br />
sabe e nem lembra dessa dívida. Perdoar<br />
é assumir o prejuízo por completo.<br />
Somente quando caminhamos na<br />
graça de Deus somos capazes de perdoar,<br />
porque entendemos que foi isso<br />
que Jesus fez conosco. Ele nos perdoou<br />
de coisas muito piores e o preço que<br />
pagou foi caríssimo: Ele tomou nosso<br />
lugar na cruz do calvário, morreu em<br />
nosso lugar. Quando não conseguimos<br />
perdoar, é porque há um mecanismo<br />
acontecendo no nosso mundo espiritual<br />
que está nos impedindo e que precisa<br />
ser identificado. Na oração do Pai<br />
Nosso, Jesus ensinou a orar: "Pai, perdoa<br />
as nossas faltas assim como perdoamos<br />
aos nossos devedores". Uma<br />
questão fica em aberto: se Deus nos<br />
perdoar como nós perdoamos, que tipo<br />
de perdão teremos?<br />
Jesus também contou a parábola do<br />
credor incompassivo:<br />
23 "Por isso, o Reino dos céus é como um rei<br />
que desejava acertar contas com seus servos.<br />
24 Quando começou o acerto, foi trazido<br />
à sua presença um que lhe devia uma<br />
enorme quantidade de prata. 25 Como não<br />
tinha condições de pagar, o senhor ordenou<br />
que ele, sua mulher, seus filhos e tudo o<br />
que ele possuía fossem vendidos para<br />
pagar a dívida. 26 "O servo prostrou-se<br />
diante dele e lhe implorou: Tem paciência<br />
comigo, e eu te pagarei tudo'. 27 0 senhor<br />
daquele servo teve compaixão dele, cancelou<br />
a dívida e o deixou ir. 28 "Mas quando<br />
aquele servo saiu, encontrou um de seus<br />
conserves, que lhe devia cem denários.
Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo:<br />
'Pague-me o que me deve!' 29 "Então o seu<br />
conservo caiu de joelhos e implorou-lhe:<br />
Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei'.<br />
30 "Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou<br />
lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.<br />
3 'Quando os outros servos, companheiros<br />
dele, viram o que havia acontecido, ficaram<br />
muito tristes e foram contar ao seu senhor<br />
tudo o que havia acontecido. 32 "Então o<br />
senhor chamou o servo e disse: 'Servo mau,<br />
cancelei toda a sua dívida porque você me<br />
implorou. 33 Você não devia ter tido misericórdia<br />
do seu conservo como eu tive de<br />
você?' 34 lrado, seu senhor entregou-o aos<br />
torturadores, até que pagasse tudo o que<br />
devia. 35 "Assim também lhes fará meu Pai<br />
celestial, se cada um de vocês não perdoar<br />
de coração a seu irmão". (BÍBLIA, N. T.<br />
Mateus 18:23-35)<br />
Essa historieta revela bem a nossa natureza<br />
malévola: queremos ser perdoados,<br />
mas não sabemos perdoar. A lição<br />
que fica é que se não podemos perdoar,<br />
então seremos visitados todos os dias<br />
pelo verdugo, aquele que virá nos<br />
cobrar e nos castigar, até que paguemos<br />
tudo o que devemos. Ou seja: a<br />
nossa consciência vai nos acusar e nos<br />
tirar a paz.<br />
Como cristãos que se colocam nas<br />
mãos de Deus para ministrar libertação<br />
a alguém, estamos numa batalha espiritual.<br />
Estamos falando da graça de Deus,<br />
somos emissários do perdão. Se nós<br />
mesmos não formos capazes de perdoar,<br />
então estaremos dando autoridade<br />
para o inimigo não nos ouvir ou<br />
não atender o comando de Jesus; não<br />
estamos autorizados pela graça de<br />
Deus porque estamos carregando o fel<br />
da amargura em nossos corações.<br />
Essa verdade está bem clara: "As vossas<br />
iniqúidades fazem divisão entre vós e o<br />
vosso Deus, e os vossos pecados encobrem<br />
o seu rosto de vós, para que não vos ouça".<br />
(BÍBLIA,V.T.Isaías59:2).<br />
Precisamos descansar na graça, no<br />
poder e na sabedoria de Deus, entregar<br />
nossa causa a Ele e entender que, muitas<br />
vezes, quando a entregamos não<br />
significa necessariamente que quem<br />
me feriu vai voltar e pedir perdão. Significa<br />
antes que Deus, que nos ama com<br />
amor infinito, vai nos abençoar muito<br />
mais do que aquilo que a pessoa poderia<br />
nos restituir. Quando perdoamos,<br />
estamos dizendo: "Deus, queremos<br />
ficar com a tua graça; o que vai acontecer<br />
com aquele outro teu filho, a quem<br />
tu amas, tanto quanto a nós, é problema<br />
teu. Queremos ficar com a tua<br />
paz".<br />
No processo de educação de um filho, é<br />
muito difícil guardar raiz de amargura;<br />
o perdão flui mais facilmente, o coração<br />
não fica pesado nem ressentido pelas<br />
travessuras de uma criança. Também<br />
não significa que ele nunca mais vai<br />
praticar aquela travessura, mas o pai ou<br />
a mãe ficam mais espertos para controlar<br />
o comportamento do filho. Isto não<br />
significa carregar peso ou amargura.<br />
Depressão<br />
Além da depressão de origem emocional,<br />
sabe-se hoje que existe um tipo de<br />
depressão de origem química, causada<br />
pela falta de uma substância - a serotonina,<br />
responsável pelo equilíbrio emocional.<br />
A falta dessa substância impede<br />
a pessoa de ter esperança, alegria ou<br />
motivação pela vida, causando uma<br />
alteração de comportamento. O psicó-
logo que trata de alguém com esse tipo<br />
de depressão deve encaminhar para<br />
um tratamento psiquiátrico, com medicamentos<br />
específicos, sob pena de ter<br />
todo o trabalho comprometido, pois a<br />
depressão profunda pode levar ao suicídio.<br />
Outro tipo de depressão acontece num<br />
distúrbio psiquiátrico chamado transtorno<br />
bipolar, caracterizado pela<br />
mudança de comportamento: ora uma<br />
euforia artificial, ora uma profunda tristeza.<br />
Também é uma situação que<br />
requer tratamento profissional e medicamentoso<br />
porque também há o risco<br />
de suicídio, pela perda do discernimento.<br />
A respeito do suicídio, entendemos que<br />
muitas vezes pode acontecer como<br />
consequência de enfermidade, outras<br />
de perdas, ou de origem demoníaca.<br />
Devemos sempre pedir ajuda de um<br />
profissional competente e cristão. É<br />
muito difícil fazer um juízo único; precisamos<br />
de muito discernimento e sabedoria<br />
de Deus para poder ministrar<br />
debaixo da graça divina em situações<br />
tão delicadas.<br />
Laços de alma<br />
É muito fácil criarmos vínculos com pessoas<br />
ou coisas que representam ou<br />
representavam algo de valor para nós.<br />
Por exemplo, se antes de se converter, a<br />
pessoa adorava ídolos, aquelas imagens<br />
tinham um vínculo com a alma,<br />
eram muito importantes. Porém, elas<br />
representavam um tipo de culto que<br />
desagrada a Deus, e isto é pecado. Por<br />
isso, esse vínculo deve ser rompido; não<br />
que as imagens detenham algum<br />
poder em si mesmas, mas porque representam<br />
um passado que precisa de<br />
libertação.<br />
Um ex-karatista entrou para o seminário<br />
e vindo trabalhar na igreja, foi orientado<br />
a que utilizasse o karatê como ferramenta<br />
de trabalho para trazer jovens<br />
a Jesus. Sua reação foi um seguro "Não<br />
posso". E explicou: "Por causa do karatê,<br />
eu retardei minha chamada e minha<br />
vida. Um dia fiz um pacto com Deus:<br />
prometi que entregaria o karatê para o<br />
Senhor e que Ele seria o dono da minha<br />
vida e nunca mais iria praticar o karatê".<br />
Isso não significa que haja algum mal<br />
no karatê em si, mas, para esse jovem,<br />
representava um vínculo que precisava<br />
ser quebrado.<br />
Já tratamos muitos casos de pessoas<br />
que se converteram, aceitaram a Cristo<br />
e gostariam de se tornar membros da<br />
igreja. Entretanto, sentem muita dificuldade<br />
em relação ao batismo porque<br />
esse ato tem para elas uma conotação<br />
de rompimento com o passado tradicional<br />
da família, o que causaria mágoas<br />
aos pais, principalmente. Cria-se assim<br />
uma batalha espiritual que exige bastante<br />
cuidado no trato, levando a pessoa<br />
a compreender que a graça de<br />
Jesus liberta, sem traumas, nem inimizades.<br />
Outra situação delicada é em relação a<br />
pessoas que foram alcoólatras e se converteram.<br />
Havia uma prisão espiritual,<br />
uma dependência com a qual não se<br />
pode brincar mais. Evitar qualquer<br />
apelo, qualquer convite perigoso, rompimento<br />
total e radical é a atitude mais<br />
sábia para não abrir espaço àquilo que<br />
aprisionava corpo e alma. Esse é o<br />
preço da liberdade. E Jesus concede a<br />
graça para vencer. O que a Bíblia ensina
é vigiar e orar para não entrar em tentação<br />
e não dar lugar ao diabo. Quem está<br />
em pé, cuide para não cair.<br />
Laços de amizade, namoros, companhias<br />
que representavam um estilo de<br />
vida longe dos caminhos de Deus também<br />
são vínculos que precisam ser evitados<br />
ou rompidos quando oferecem o<br />
risco de um retorno ao caminho mau.<br />
Este texto traz um ensinamento muito<br />
claro a esse respeito:<br />
n Por isso dediquem-se<br />
com zelo a amar o SENHOR, o seu<br />
Deus. 12 "Se, todavia, vocês se afastarem e se<br />
aliarem aos sobreviventes dessas nações<br />
que restam no meio de vocês, e se casarem<br />
com eles e se associarem com eles, 13 estejam<br />
certos de que o SENHOR, o seu Deus, já<br />
não expulsará essas nações de diante de<br />
vocês. Ao contrário, elas se tornarão armadilhas<br />
e laços para vocês, chicote em suas<br />
costas e espinhos em seus olhos, até que<br />
vocês desapareçam desta boa terra que o<br />
SENHOR, o seu Deus, deu a vocês. (BÍBLIA, V.<br />
T. Josué 23:11-13).<br />
Cabe aqui um alerta aos jovens: cuidado<br />
com quem você está pensando<br />
em se casar. Não existe vínculo mais<br />
forte entre duas pessoas que o vínculo<br />
matrimonial e ele precisa ser fundamentado<br />
sobre as bases sólidas da Palavra<br />
de Deus.<br />
Quando uma família é alcançada pela<br />
graça de Deus, um dos cônjuges se converte,<br />
outro não, aquele que se converteu<br />
foi colocado por Deus como portal<br />
nessa casa para que toda a família seja<br />
alcançada. As mudanças interiores<br />
podem ser motivo de incompreensão,<br />
de batalhas, mas será preciso pagar o<br />
preço e levar a graça e a paz do Senhor<br />
para toda a família.<br />
Finalmente, lembrar que libertação é<br />
processo e pode haver áreas da vida<br />
que ainda precisam ser libertas. Por<br />
isso, vale sempre se perguntar: "De que<br />
eu tenho que me arrepender?".<br />
Precisamos todos deixar Cristo trabalhar<br />
em nossas mentes, dar-nos o discernimento,<br />
o sentimento de confissão<br />
e arrependimento para que as fortalezas<br />
do entendimento sejam levadas<br />
cativas aos pés do Senhor. O libertador<br />
é Jesus. Libertação é a graça de Deus<br />
operando na vida, é o processo em que<br />
o Espírito Santo vai transformando e<br />
reconstruindo. Há atos pontuais da<br />
intervenção divina, mas o processo<br />
continua à medida que vamos vivendo<br />
e novas experiências vão acontecendo.<br />
E é maravilhoso pensar que estamos<br />
debaixo da graça de um Deus que zela<br />
por nós, opera em nós e através de nós.<br />
Ocultismo<br />
É uma prática muito difundida. A umbanda<br />
tem rituais chocantes e agressivos,<br />
com sacrifícios de animais, banhos de<br />
sangue, rituais macabros que causam<br />
repulsa e nojo, cerimónias verdadeiramente<br />
diabólicas, que nada têm a ver<br />
com a vida cristã. Uma pessoa que teve<br />
tais envolvimentos não poderá caminhar<br />
livremente pela vida sem um processo<br />
de limpeza, de transformação,<br />
um quebrar desses vínculos, uma libertação<br />
espiritual. Nesse processo de orientação,<br />
de evangelização, precisamos<br />
saber quais as crenças, quais os envolvimentos<br />
que existem e, então, ministrar<br />
Jesus, o único que liberta.
Espiritismo kardedsta<br />
Muito cuidado também com a aparente<br />
inocência, que diz tratar somente com<br />
espíritos evoluídos. É a chamada mesa<br />
branca, cujos adeptos não fazem o mal,<br />
somente o bem, praticam ação social,<br />
lêem o Evangelho, até falam de Jesus.<br />
São fortalezas do entendimento, obras<br />
satânicas que confundem muita gente<br />
porque se apresentam com sutilezas<br />
enganadoras.<br />
Há ainda que considerar os antecedentes<br />
familiares. Nem sempre a pessoa<br />
com quem tratamos tem envolvimento<br />
direto com tais práticas, mas alguém da<br />
família pode ter e é possível haver<br />
influência que precisa de libertação.<br />
Maçonaria e rosacruz<br />
Algumas pessoas vêem esses grupos<br />
como sociedades civis de finalidade<br />
filantrópica. Na realidade, há aí um<br />
substrato de filosofias religiosas, um<br />
misto de crenças, na prática, um sincretismo<br />
religioso, apesar de afirmarem<br />
que não se trata de religião. Ambos são<br />
fundamentados numa ritualística simbólica,<br />
muito próxima do esoterismo e,<br />
portanto, estranha à pratica do cristianismo.<br />
Barreiras mentais<br />
Outra situação muito comum é a respeito<br />
de falsas crenças. Algumas pessoas<br />
têm dificuldade em crer que Jesus é o<br />
Salvador, único e suficiente. Não se<br />
trata de bloqueio emocional, mas de<br />
um bloqueio espiritual, que a Bíblia<br />
chama de "fortalezas do entendimento":<br />
4 As armas com as quais lutamos<br />
não são humanas; ao contrário, são poderosas<br />
em Deus para destruir fortalezas. Destruímos<br />
argumentos e toda pretensão que<br />
se levanta contra o conhecimento de Deus,<br />
e levamos cativo todo pensamento, para<br />
torná-lo obediente a Cristo. (BÍBLIA, N. T. 2<br />
Coríntios 10:4-5).<br />
As fortalezas do entendimento, do pensamento,<br />
do orgulho, de outras situações<br />
que aprisionam a alma são bloqueios<br />
que precisam ser libertos.<br />
Certos comportamentos são também<br />
fortalezas da mente: a pessoa que acredita<br />
ser homossexual, prostituta ou travesti<br />
porque esse é seu destino; nada<br />
pode mudar; não consegue entender o<br />
processo de regeneração e o poder<br />
transformador do Evangelho. São falsas<br />
crenças sobre si mesmos, fortalezas que<br />
precisam ser quebradas, também<br />
fazem parte do processo de libertação.
Conclusão<br />
Por que o mundo de hoje que apregoa ideias liberais, com tanto avanço científico<br />
e tecnológico está cada vez mais mergulhado na depressão, na opressão, nos conflitos<br />
emocionais e sociais?<br />
Por que os avanços da pós-modernidade não dão conta de restaurar no homem a<br />
dignidade de ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus?<br />
A resposta a esses questionamentos não é simples. Mas uma verdade não pode<br />
ser ignorada: o homem moderno precisa de libertação, no seu sentido mais amplo<br />
e abrangente. A começar pela libertação do pecado. "Conhecereis a verdade e a<br />
verdade vos libertará" (BÍBLIA, N. T. João 8:32).<br />
Aqui está o princípio de tudo, o início de um processo que há de se desenvolver ao<br />
longo da existência, pois sempre haverá coisas de que precisamos nos libertar<br />
para que a vida abundante flua em nós, num viver vitorioso em Cristo.<br />
O verdadeiro cristão precisa tomar, cada vez, mais consciência de que ele é um instrumento<br />
que Deus quer e há de usar na evangelização e libertação dos cativos.<br />
Que o Espírito Santo use, pois, cada filho de Deus para ajudar a transformar esse<br />
mundo de trevas em um mundo de paz. E que este guia de estudo, apesar de não<br />
esgotar o assunto, seja útil no preparo daqueles que desejam entrar nessa batalha<br />
como veículo de libertação dos cansados e oprimidos.
<strong>BATALHA</strong><br />
ESPIRIT<br />
MINISTRANDO LIBERTAÇÃO NO CORPO DE CRIST<br />
L<br />
e estrale"<br />
para dividir , confundir e amedrontar,<br />
• por isso precisamos estar alertas e bem<br />
fundamentados para não entrar no jogo<br />
do inimigo.<br />
"A Bíblia ensina sobre o pecado e a queda de Satanás, mas não as<br />
razões desse fracasso, já que o livro de Deus não foi escrito para<br />
satisfazer a curiosidade do homem, senão para revelar a Deus."<br />
Como repreender o inimigo?<br />
Como usar a autoridade que há no nome de Jesus?<br />
Dicas para o enfrentamento e esclarecimento<br />
de pontos controversos.<br />
Um instrumento seguro de estudo à luz da Bíblia.<br />
Deus quer que sejamos verdadeiramente livres.<br />
Você está preparado para ser um vencedor na Kai<br />
^ SANTOS<br />
' A l D l T O R A<br />
ISBN 857459073-8<br />
9788574590738<br />
Irá<br />
Pr. Paschoal Piragi<br />
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