Anais 2010 - OPEC

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Anais 2010 - OPEC

A MELHORIA NO ÂMBITO BIOPSICOSSOCIOAMBIENTAL DOS USUÁRIOS DA

ACADEMIA AO AR LIVRE DA UBSF MÁRIO COVAS

Natália Souza Aono; Alexandre da Silveira Alonso; Bruno Alfredo Gonçalves Salvetti; Jamil

Mugayar. Neto; Nathália Rezende da Costa; Paola Mari Nakashima Cano; Silvio Charles da

Silva Canale, Rogério Albaneze Carretone, Stella Arruda Miranda. Universidade Anhanguera-

UNIDERP (Universidade Para o Desenvolvimento do Estado e da Região Do Pantanal)

Introdução: Obesidade, doenças cardiovasculares, transtornos alimentares e depressão são

problemas de saúde pública que merecem atenção e intervenção. Este projeto nasceu da parceria

entre a gerência da UBSF Mário Covas, o professor de educação física, a médica e os

acadêmicos de medicina, tendo como estímulo a implantação da academia ao ar livre, que foi

uma inovação do Projeto Viver Legal criado pela SESAU. Avaliou-se os usuários da academia

para quantificar os benefícios da academia ao ar livre na comunidade.

Objetivos: Observar os efeitos biológicos na qualidade de vida com a realização de atividade

física, ao verificar alterações tróficas, das doses de medicamentos, dos hábitos alimentares e

intestinais, uso de substâncias como tabaco e álcool e ao analisar melhorias nos padrões

antropométricos, pressóricos, glicêmicos e de outras condições crônicas pré-existentes, na

sociabilidade, na auto-estima e nos traços depressivos.

Método: Na UBSF Mário Covas em Campo Grande-MS a academia ao ar livre foi implantada,

sendo composta por aparelhos inicialmente planejados à população idosa. Aplicaram-se

questionários, realizou-se anamnese compacta e acompanhamento através aferição de sinais

vitais, de glicemia capilar, das medidas antropométricas, no grau de hidratação e nutrição;

glicemia de jejum, frações de colesterol, triglicérides, assim como testes de motilidade, força

muscular e resistência.

Resultados: Após findar com o hábito sedentário, com a inserção no programa e o seguimento

correto dos exercícios, espera-se que os usuários apresentem melhorias nos parâmetros

biopsicossocioambiental avaliados.

Conclusão: A implantação da academia refletiu forte impacto positivo na qualidade de vida da

comunidade do bairro. A devolutiva das melhorias alcançadas fez com que os usuários se

sentissem incentivados a manter hábitos saudáveis. Ideal seria se conseguíssemos ampliar o

projeto e desenvolvê-lo nas diversas UBSF existentes.

1

1 Natália Souza Aono, natalia_souza_aono@hotmail.com, (67)9971-3385,

classificação temática


ACOLHIMENTO DOS PACIENTES DA UBSF MÁRIO COVAS PELOS ACADÊMICOS

DA UNIDERP

Paola Mari Nakashima Cano; Alexandre da Silveira Alonso; Bruno Alfredo Gonçalves Salvetti;

Jamil Mugayar. Neto; Natália Souza Aono; Nathália Rezende da Costa; Silvio Charles da Silva

Canale. Universidade Anhanguera-UNIDERP (Universidade Para o Desenvolvimento do Estado

e da Região Do Pantanal)

Introdução: A força propulsora deste projeto foi a detecção, através de visitas domiciliares, da

baixa adesão aos programas de saúde e aos tratamentos, ausência de fluxo de atendimento

eficiente e alto índice de insatisfação dos usuários com o atendimento da UBSF; fatos que

tornam o serviço ineficiente, pois o usuário que não busca atenção primária, acaba procurando os

serviços de alta complexidade, sobrecarregando o sistema de saúde. Como solução criamos o

projeto Acolhimento, idéia já inclusa no Programa Nacional de Humanização, entretanto,

distante da realidade, ainda com foco na doença e não o sujeito.

Objetivo: Atrair os usuários para a UBSF, ouvindo seus pedidos e assumindo postura capaz de

acolher, escutar e pactuar respostas adequadas, prestando atendimento resolutivo e responsável,

humanizada, descentralizado e integralizado. Propomos a mudança da relação

profissional/usuário reconhecendo o usuário como sujeito e participante ativo no processo de

produção da saúde, adquirindo autonomia, protagonismo e co-responsabilidade entre eles,

estabelecendo vínculos solidários.

Método: Conseguimos espaço na sala de espera com cartazes chamativos sobre dúvidas

freqüentes sobre saúde e funcionamento da UBSF, 2 acadêmicos de medicina com

esfigmomanômetro, estetoscópio, glicosímetro e carimbos ilustrativos para facilitar o

entendimento dos horários de tomar seus medicamentos. A princípio foi realizada a busca ativa,

depois passamos a atender por demanda espontânea.

Resultados: Aumentamos o grau de adesão dos usuários aos programas de saúde, melhoramos o

fluxo de atendimento, auxiliamos no rastreamento e detecção precoce de morbidades e

incentivamos a participação dos usuários no conselho gestor.

Conclusão: Tivemos limitações e angústias, contudo obtivemos rica experiência no atendimento

primário pelo contato próximo com os problemas reais do serviço saúde. Relevante foi

causarmos reflexão nos profissionais da saúde sobre a mudança na relação profissional/usuário

que requer compartilhamento de saberes.

1

1 Paola Mari Nakashima Cano, paolanakashima@hotmail.com, (67)3026-

1796, classificação temática


ANOMALIA DE EBSTEIN EM ADULTOS: RELATO DE DOIS CASOS E

REVISÃO DE LITERATURA - Leonardo Mendonça; Jony Sant´ana; Amanda

Maroso; Priscila Zempulski; Silmara Coelho; Luciana Toral; Analiz Rodrigues; Carlota

Nogueira; Allan Longhi – Hospital Universitário e Faculdade de Medicina da UFGD

Introdução: A anomalia de Ebstein (AE), descrita pela primeira vez em 1866 por

Wlhelm Ebstein é a malformação congênita mais comum da valva tricúspide com

frequência aproximada de 1% de todos os nascidos vivos. Ocorre atrialização do

ventrículo direito por envolvimento fibroso dos folhetos da tricúspide. Objetivo:

Descrever o caso de dois adultos maiores de 50 anos com diagnóstico de anomalia de

Ebstein e suas manifestações clinicas iniciais. Rever dados da literatura. Material e

métodos: Foi feito revisão de prontuário de dois casos atendidos no Hospital

Universitário da UFGD e revisão de artigos de AE em adultos do banco de dados

pubmed. Resultados: Caso 1:B. F. N., masculino, 57 anos, com dispnéia progressiva e

edema de membros inferiores piorados dois dias antes da internação. Estava eupnéico

com B3, sopro sistólico, ingurgitação jugular, sibilos esparsos e membros inferiores

com edema moderado. O ECG com sinais de sobrecarga atrial direita (onda P apiculada

na derivação D2) e padrão RSR`em V1. O ecocardiograma evidenciou aumento

acentuado do átrio direito e com implantação baixa do VD ( aproximadamente 1,5 cm),

e pressão na artéria pulmonar de aproximadamente de 41 mmHg. Caso 2: M. L. S.,

feminino, 56 anos, tabagista pesada, hipertensa, diabética, e dislipidêmica em

tratamento irregular, apresentou palpitação súbita, vertigem culminada com síncope

cardiovertida com sucesso. Apresentava bulhas rítmicas e sopro sistólico em foco

pulmonar e tricúspide. O ECG evidenciou ritmo sinusal, QRS desviado para a esquerda

- 50 graus, intervalo P-R curto, presença de onda delta compatível com pré-excitação

ventricular. O ecocardiograma mostrou acentuado aumento do átrio direito e

“atrialização” do ventrículo direito com valva tricúspide com inserção de cerca de

13mm do folheto mitral e pressão na artéria pulmonar era de 46 mmHg. Conclusão:

Nós relatamos dois casos de AE com mais de cinqüenta anos de idade e há relatos de

pacientes até a nona década de vida. Assim como nos casos descritos o diagnóstico é

ecocardiográfico. Em adultos a manifestação inicial mais comum é arritmia cardíaca,

como no caso 2, e em segundo lugar a insuficiência cardíaca, caso 1. O tratamento

clínico está voltado para a manifestação clínica inical sendo a correção cirúrgica o

tratamento de escolha. O prognóstico é diretamente proporcional à idade de início dos

sintomas, às manifestações associadas e ao grau de lesão da valva tricúspide.

Leonardo Oliveira Mendonça

leonardoomendonca@hotmail.com

67-84137099


BENEFÍCIO DA CRONOTERAPIA NO TRATAMENTO DA

HIPERTENSÃO ARTERIAL PELOS BLOQUEADORES DOS CANAIS

DE CÁLCIO

Marcelo Oliveira Lamberti;

Bruno Zanon da Silva;

José Raul Espinosa Cacho;

Dyego dos Santos Queiróz;

Fábio Rodrigues de Oliveira;

Lucian Lucchesi Fernandes de Oliveira;

Rafael Colman Gabrig;

Wilian Ivo Pastro.

UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS

INTRODUÇÃO

O ritmo circadiano influencia não apenas a fisiologia natural, mas também o

comportamento das doenças, a farmacocinética, a farmacodinâmica das medicações e o

esquema de distribuição das drogas. [1]

A cronoterapia é uma forma terapêutica que associa a posologia ao ritmo circadiano,

a fim de aperfeiçoar os tratamentos e obter maior eficácia. [2]

O ciclo circadiano está intimamente ligado às alterações biológicas. Pesquisas têm

evidenciado que o sistema reflexo dos barorreceptores, quando afetados, altera o ritmo

circadiano da pressão arterial. [3] Essas alterações são clinicamente importantes, especialmente

na rápida constricção vascular, provocando imediata elevação na pressão sanguínea. [1]

Estudos afirmam que o aumento da freqüência cardíaca (FC) e da pressão arterial (PA) estão

relacionados a um aumento periódico de norepinefrina. [4] Em razão disso, a cronoterapia

apresenta-se associada às disfunções da pressão sanguínea, possuindo grande importância no

tratamento anti-hipertensivo. [1]

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um importante fator de risco associado ao

desenvolvimento de doenças cardiovasculares, sendo essas a principal causa de


morbimortalidade no mundo. [5] O pico da PA ocorre durante as primeiras horas da manhã e

gradativamente diminui no decorrer da noite. [6]

Existem várias classes de medicamentos anti-hipertensivos, tais como: inibidores da

enzima conversora de angiotensina (IECA), beta-bloqueadores, diuréticos, bloqueadores dos

receptores de angiotensina II e bloqueadores dos canais de cálcio (BCC). [7]

O funcionamento dos agentes anti-hipertensivos que atuam bloqueando o canal de

cálcio se faz por meio da restrição da passagem desses íons através da membrana celular. Isso

diminui a contração das células musculares lisas e musculares cardíacas, além de retardar,

parcialmente, a condução dos impulsos pelas fibras do nó sinoatrial (SA) e do nó

atrioventricular (AV). Esses fármacos podem também causar a vasodilatação das coronárias e

das artérias periféricas, provocando bradicardia. [8]

Uma das funções primordiais da utilização dos BCC para controle da HAS se faz em

pacientes com hipertensão grave que necessitam de, ao menos, três fármacos antihipertensivos

para manter a pressão arterial dentro de valores adequados. Os BCC podem ser

associados simultaneamente a outros agentes anti-hipertensivos, no período matutino, ou

separadamente, no período noturno. Essa associação não provoca efeito hipotensor adverso. [9]

canais de cálcio.

Palavras-chave: hipertensão, cronoterapia, drogas cronoterápicas, bloqueadores dos

OBJETIVO GERAL

Revisão bibliográfica do benefício da cronoterapia e a sua aplicabilidade no

tratamento da hipertensão arterial.

Objetivos Específicos

terapêutico.

Avaliar a função de anti-hipertensivos bloqueadores dos canais de cálcio.

Analisar qual o período de maior eficácia do medicamento potencializando o efeito


MÉTODO

Trata-se de revisão da literatura médica sobre o tema “Benefício da cronoterapia no

tratamento da hipertensão arterial pelos bloqueadores dos canais de cálcio”, incluindo artigos

em inglês e português entre os anos 2000 a 2010. Foi realizada busca através de bancos de

dados, tais como PUBMED, LILACS, IBECS e SciELO. Também foram utilizados

descritores do DeCS e MeSH. Utilizou-se Guidelines Nacionais e Internacionais relacionados

à Hipertensão Arterial Sistêmica para embasamento do tema proposto.

Resultados

Foram utilizados os descritores “hypertension”, “chronotherapy”, “Drug

Chronotherapy” e “calcium channel blocker”. Foram encontrados 29 resultados e, após

minuciosa análise, foram selecionados 16 artigos relacionados ao tema.

RESULTADOS

Observou-se que os níveis de pressão máxima ocorrem, na maioria das vezes, nas

primeiras horas da manhã, diminuindo gradualmente no decorrer da noite. [6]

Os fármacos que utilizam o sistema de liberação prolongada (COER-24) possuem

melhores resultados no controle da PA quando administrado ao deitar, pois apresentam efeito

máximo em oito a doze horas após a sua utilização. Atua também, de forma não muito

intensa, no controle da PA no período noturno e no restante do dia. [6][2]

Estudo feito por MUXFELDT et. al [10] em portadores de HAS apresentou

prevalência de 69% de indivíduos com uma variação menor que 10% entre a média noturna e

a média diurna da PA. Tais pacientes são denominados “nondipping”, ou seja, são pessoas

que possuem HAS e não apresentam redução significativa da média da PA noturna em

comparação com a PA diurna. Os resultados estão associados, principalmente, à ausência de

uma terapêutica com um efeito homogêneo nas 24 horas do dia através de administração em

dose única matinal.

Existe relação entre “nondipping” e aumento dos riscos cardiovasculares, sendo que

o estudo do ciclo circadiano pode facilitar a avaliação do risco de hipertensão e a busca pela

redução da pressão noturna é um caminho promissor para o tratamento anti-hipertensivo. A


hipertensão noturna também está relacionada com maior risco de acidente vascular encefálico

hemorrágico. [11]

Foi demonstrado que HAS crônica ou grave, hiperaldosteronismo, diabetes,

disfunção autonômica e doença renal crônica estão associadas à maior prevalência de

“nondipping”. [12]

Em estudo feito por CHU et. al [9] em 15 pacientes, com média de idade de 59 anos e

com hipertensão resistente, analisou-se dois esquemas terapêuticos: 1) todos os fármacos

administrados simultaneamente no período da manhã; 2) alguns fármacos administrados no

período da manhã, associado com a administração de BCC às 16 horas. Nesse estudo, os 15

pacientes iniciaram no esquema 1 por quatro semanas, sendo submetidos à Monitoração

Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) para avaliar a PA. Em seguida, esses pacientes

passaram para o esquema 2 e, após quatro semanas, submeteram-se a novo MAPA. A PA e a

FC foram muito semelhantes, não apresentando diferenças significativas no tratamento entre o

esquema 1 e o esquema 2.

Outro estudo, de HERMIDA et. al [13] , com 700 pacientes portadores de hipertensão

arterial resistente, investigou o impacto do horário de administração da droga antihipertensiva

sobre o padrão da PA. Os pacientes que utilizaram a administração noturna de

algum desses agentes apresentaram índices de redução dos valores pressóricos noturnos duas

vezes maiores dos que os utilizaram no período matutino. Com isso, demonstrou-se que a

cronoterapia adequada pode potencializar o efeito terapêutico sobre o controle da PA na

hipertensão resistente. Constatou-se também que a administração noturna de agentes antihipertensivos

reduziu a prevalência de “nondipping” em torno de 30,5% dos pacientes

estudados, diminuindo os riscos cardiovasculares relacionados.

HERMIDA et. al [14] realizou um estudo com 250 pacientes durante três meses com

um esquema terapêutico de três drogas anti-hipertensivas. Os pacientes foram divididos em

dois grupos semelhantes. O primeiro recebeu as medicações pela manhã, e o segundo recebeu

duas medicações pela manhã e uma à noite. A PA, assim como a pressão de pulso – diferença

entre as pressões arteriais sistólica e diastólica, não apresentou variação no primeiro grupo,

sendo que as mesmas proporcionaram redução sutil, porém significativa, no segundo grupo.

Além disso, no segundo grupo, o efeito sobre os níveis de pressão foram três vezes maiores

sobre a média da PA noturna comparadas à média da PA diurna. O estudo mostrou que 42%

dos indivíduos apresentaram PA controlada após o período do estudo e houve uma redução do

índice de indivíduos “nondipping” de 82% para 43%. Em contrapartida, apenas um paciente

do primeiro grupo apresentou pressão controlada após os três meses de intervenção.


HERMIDA et. al [15] realizou outro estudo clínico, randomizado e prospectivo, com

80 pacientes, a respeito da cronoterapia com a nifedipina GITS 30 mg ou 60 mg no período de

16 semanas. A terapêutica apresentou diminuição da PA em comparação com a PA basal.

Além disso, não demonstrou efeito significativo sobre a FC em qualquer estratégia de

dosagem. A administração noturna de nifedipina GITS 60mg possuiu um benefício

significativo maior.

Segundo estudo randomizado idealizado por SMITH [16] com 257 pacientes utilizando

placebo e CODASverapamil em diversas dosagens (100mg, 200mg, 300mg e 400mg),

observou-se redução da PA, principalmente no período matutino.

CONCLUSÃO

A cronoterapia tem se mostrado uma área muito importante na farmacologia, pois os

processos fisiológicos do corpo humano, em especial a variação da pressão arterial, estão

relacionados ao ciclo circadiano. Por conseqüência, a terapêutica pode ser influenciada por

esse ciclo.

A aplicação de medicamentos, levando em consideração esses ritmos, revelou-se

eficaz no controle da pressão arterial no decorrer do dia, principalmente no período matutino,

no qual ocorrem as maiores elevações pressóricas.

Os anti-hipertensivos bloqueadores do canal de cálcio, especialmente os de liberação

prolongada, quando administrados antes de dormir apresentam-se eficazes na diminuição da

pressão matutina e também na pressão noturna, já que possuem efeito máximo após 8 a 12

horas da administração.

Portanto, após esses resultados promissores, fica evidente a necessidade de estudos

mais abrangentes relacionando a cronoterapia à terapêutica na tentativa de encontrar

administrações mais eficientes, otimizando o tratamento da hipertensão.

REFERÊNCIAS

[1] FERNANDE, E. H. Cronoterapia cardiovascular: uma nova perspectiva no

tratamento de cardiopatas. Revista brasileira de clínica e terapêutica. 26(4): pg.:136-42,

2000.


[2] ORTEGA, K. C.; SANTELLO, J. L.; NOBRE, F.; JUNIOR, O. K.; JARDIM, P. C. B. V.;

da COSTA L. S.; ROSITO, G. A.; RAPOSO, J. J. F; OIGMAN, W.; JUNIOR, D. M.

Verapamil COER-24 180/240mg na hipertensão arterial leve a moderada em dose única

diária avaliado pela monitorização ambulatorial da pressão arterial. Arquivo Brasileiro

de Cardiologia, vol.74, n.3, pg.:283-290, 2000.

[3] OLIVEIRA, H. A.; MOREIRA, A. J. P. e OLIVEIRA, A. M. P. Ritmo circadiano e

doença vascular encefálica: um estudo de correlação com fatores de risco. Arquivo

Neuro-Psiquiátrico, vol.62, n.2a, pg.:292-296, 2004.

[4] SNIDER, M. E.; NUZUM, D. S.; VEVERKA, A. Long-acting nifedipine in the

management of the hypertensive patient. Vascular Health and Risk Management, 4, 6,

pg.:1249-1257, 2008.

[5] HEAD, G. A.; MIHAILIDOU, A. S.; BEILIN, L. J.; BERRY, N.; BROWN, M. A.;

BUNE, A. J.; COWLEY, D.; CHALMERS, J. P.; HOWE, P. R. C.; HODGSON, J.;

LUDBROOK, J.; MANGONI, A. A.; MCGRATH, B. P.; NELSON, M. R.; SHARMAN, J.

E.; STOWASSER, M. Definition of ambulatory blood pressure targets for diagnosis and

treatment of hypertension in relation to clinic blood pressure: prospective cohort study.

British Medical Journal, 340:c1104, 2010.

[6] WHITE, W. B.; ELLITT, W. J.; JOHNSON, M. F.; BLACK, H. R. Chonotherapeutic

delivery of Verapamil in obese versus non-obese patients with essential hypertension.

Journal of Human Hypertension, pg.:135-141, 2001.

[7] CAVALCANTI, E. F. de A.; OLMOS, R. D. Escolha dos anti-hipertensivos na

hipertensão arterial: meta-análise. British Medic Journal, 338:b1665, 2009.

[8] McDOUGNAG, M. S.; EDEN, K. B.; PETERSON, K. Drug class review on calcium

channel blockers. Final Report, março de 2005.

[9] CHU, C. S.; LEE, K. T.; CHEN, S. H.; LU, Y. H.; LIN, T. H.; VOON, W. C.; SHEU, S.

H.; LAI, W. T. Morning versus evening administration of a calcium channel blocker in

combination therapy for essential hypertension by ambulatory blood pressure

monitoring Analysis. International Hearth Journal, pg.:433-442, 2005.

[10] MUXFELDT, E. S.; BLOCH, K. V.; NOGUEIRA, A. R.; SALLES, G. F. Twenty-four

hour ambulatory blood pressure monitoring pattern of resistant hypertension. Blood

Pressure Monitoring, ed.:08, pg.:181-185, 2003.

[11] MANCIA, G.; de BACKER, G.; DOMINICZAK, A.; CIFKOVA, R.; FAGARD, R.;

GERMANO, G.; GRASSI, G.; HEAGERTY, A. M.; KJELDSEN, S. E.; LAURENT, S.;

NARKIEWICZ, K.; RUILOPE, L.; RYNKIEWICZ, A.; SCHMIEDER, R. E.; BOUDIER, H.

A.; ZANCHETTI, A.; VAHANIAN, A.; CAMM, J.; de CATERINA, R.; DEAN, V.;

DICKSTEIN, K.; FILIPPATOS, G.; FUNCK-BRENTANO, C.; HELLEMANS, I.;

KRISTENSEN, S. D.; MCGREGOR, K.; SECHTEM, U.; SILBER, S.; TENDERA, M.;


WIDIMSKY, P.; ZAMORANO, J. L.; ERDINE, S.; KIOWSKI, W.; AGABITI-ROSEI, E.;

AMBROSIONI, E.; LINDHOLM, L. H.; VIIGIMAA, M.; ADAMOPOULOS, S.; AGABITI-

ROSEI, E.; AMBROSIONI, E.; BERTOMEU, V.; CLEMENT, D.; ERDINE, S.; FARSANG,

C.; GAITA, D.; LIP, G.; MALLION, J. M.; MANOLIS, A. J.; NILSSON, P. M.; O’BRIEN,

E.; PONIKOWSKI, P.; REDON, J.; RUSCHITZKA, F.; TAMARGO, J.; VAN ZWIETEN,

P.; WAEBER, B.; WILLIAMS, B. Management of arterial hypertension of the European

society of hypertension. European Society of Cardiology. In: 2007 Guidelines for the

management of arterial hypertension: the Task Force for the Management of Arterial

Hypertension of the European Society of Hypertension (ESH) and of the European Society of

Cardiology (ESC). Journal of Hypertension, 25, pg.:1105–1187, 2007.

[12] REDON, J.; LURBE, E. Ambulatory blood pressure and the kidney: implications for

renal dysfunction. Calcium Antagonists in Clinical Medicine. Epstein M, ed. Hanley &

Belfus, Philadelphia, pp. 665–679, 2002.

[13] HERMIDA, R. C.; AYALA, D. E.; CALVO, C.; LÓPEZ, J. E.; MOJÓN, A.; FONTAO,

M. J.; SOLER, R.; FERNÁNDEZ, J. R. Effects of time of day of antihypertensive

treatment on the ambulatory blood pressure pattern of patients with resistant

hypertension. Hypertension, ed.:46, pg.:1053-1059, 2005.

[14] HERMIDA, R. C.; AYALA, D. E.; FERNÁNDEZ, J. R.; CALVO, C. Chronotherapy

improves blood pressure control and reverts the nondipper pattern in patients with

resistant hypertension. Journal of the American Heart Association, ed.:51, pg.:69-76, 2008.

[15] HERMIDA, R. C.; CALVO, C.; AYALA, D. E. Dose and administration

timedependent effects of nifedipine GITS on ambulatory blood pressure in hypertensive

subjects. Chronobiology International, 24(3), pg.:471-493, 2007.

[16] SMITH, D. H. G. Pharmacology of cardiovascular chronotherapeutic agents.

American Journal of Hypertension, vol.: 14, nº 09, pg.:296-301, 2001.

Autor Principal: Marcelo Oliveira Lamberti

E-mail: marcelolambertix@hotmail.com

Celular: (67) 8459-4577


FLUTTER ATRIAL E INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COMO PRIMEIRA

MANIFESTAÇÃO DA DISSECÇÃO AORTICA TIPO B

Longhi, Alan; Ana, Jony Alisson; Rodrigues, Analiz Marchini; Gon, Rafael Santos;

Mendonça, Leonardo Oliveira;

Hospital Universitário (HU) – Universidade Federal da Grande Dourados(UFGD)

INTRODUÇÃO: Dissecção de Aorta (DA) é uma emergência médica caracterizada por

uma dor lancinante torácica. Apresentações atípicas estão presentes em 5-15% dos

casos, geralmente apresentando achados neurológicos, cardíacos e ausência de dor,

dificultando o diagnóstico e aumentando a mortalidade.

OBJETIVOS: Relatar caso de DA tipo B manifestado de maneira atípica, como Flutter

Atrial (FA) e IC.

MÉTODOS: Relato de caso com dados obtidos em revisão de prontuário e revisão via

Pubmed.

RESULTADOS: O.M.S., 49 anos, masculino, negro, casado, natural e procedente de

Caarapó – MS. Procurou Pronto Socorro local queixando-se de palpitações e falta de ar

com 60 dias de evolução, quando então foi diagnosticado hipertensão arterial. Houve

piora dos sintomas durante 30 dias com dor intensa em região de flanco esquerdo

irradiada para região lombar do tipo lancinante. Houve melhora parcial dos síntomas

quando iniciou AINE e tratamento anti-hipertensivo com IECA e diurético tiazídico.

Após 30 dias apresentou os mesmos síntomas quando então foi transferido para a UTI

do HU – UFGD.

Ao exame físico, após ser medicado, apresentava-se hemodinamicamente estável, PA:

140x100; bulhas arrítmicas, com sopro sistólico ++/4+ em foco mitral, turgência

jugular; estertores finos em bases bilaterais; edema de ++++/4+ em MMII, pulsos

distais simétricos.

Exames: ECG: FA com freqüência de 150 bpm; Ecocardiograma: aumento global de

câmaras cardíacas, VE e VD com desempenho sistólico global deprimido em grau

acentuado; Cateterismo cardíaco: DA tipo B com “flapping”, coronárias normais.

Paciente portador de ICC CLASSE FUNCIONAL IV e FA com necessidade de

anticoagulação oral, porém com DA que contraindica a mesma, sendo, portanto

encaminhado para implante de endoprótese aórtica.

CONCLUSÃO: A apresentação atípica da DA é um desafio para o médico

emergencista. Uma alta suspeita clínica é necessária para o diagnóstico dessa patologia

que apresenta altos índices de mortalidade.

Allan Longhi, allanlonghi@hotmail.com.br, fone: (67) 8111 4082;


HIPERTENSÃO ARTERIAL NO IDOSO E PREVALÊNCIA DE COMPLICAÇÕES

CARDIOVASCULARES.

Thalita Espósito Simão, Tassiana Espósito Simão e Estevão Barbosa da Cruz.

ANHANGUERA/UNIDERP

Introdução: Juntamente com o aumento da expectativa de vida em todo o mundo, houve

aumento das complicações cardiovasculares. No Brasil estas são responsáveis por mais de

250.000 mortes/ ano, sendo a hipertensão arterial sistêmica (HAS) a principal culpada. O

tratamento medicamentoso e o não-farmacológico geram redução das complicações e melhoram

a qualidade de vida. A HAS é o mais importante fator de risco cardiovascular modificável,

estando associada, principalmente nos idosos, com a doença arterial coronária (DAC), doença

cerebrovascular (DCV), insuficiência cardíaca (IC), doença renal terminal, doença vascular

periférica, hipertrofia ventricular esquerda (HVE) e disfunção diastólica.

Objetivo: Determinar a prevalência das complicações cardiovasculares ocasionada pela

hipertensão arterial sistêmica na população idosa.

Métodos: Estudo de prevalência de complicações cardiovasculares em idosos, tendo a HAS

como fator de risco, realizado na UBS Pioneira de Campo Grande- MS, no período de fevereiro

a julho de 2010, através da aplicação de questionário estruturado e exames de ecocardiograma

(ECO) e eletrocardiograma (ECG), após consentimento dos participantes do estudo.

Resultados: Participaram do estudo, 82 pacientes acima de 60 anos, sendo a média de idade

69.7 anos, a maioria do sexo feminino (56%), e da raça branca (70%), destes, 7% possuem

insuficiência cardíaca sistólica, 67% possuem HVE (grau leve e moderado), baseado no

resultado do ECG, 30% com disfunção diastólica de ventrículo esquerdo, conforme ECO e 8%

referem DCV, 3% possuem insuficiência renal crônica (creatinina >1,4mg por dl), e 2% referem

infarto agudo do miocárdio prévio.

Conclusão: Os dados obtidos sugerem maior prevalência de insuficiência renal,

hipertrofia ventricular e de acidente vascular cerebral em homens brancos do que em

mulheres brancas, determinando assim maior prevalência das comorbidades no sexo

masculino. Portando há necessidade de controle adequado e rigoroso dos níveis

pressóricos para redução das complicações ocasionadas pela hipertensão arterial,

utilizando a associação de tratamento medicamentoso e não – farmacológico,

incentivando melhora dos hábitos de vida da população.

tassisimao@hotmail.com

Thalita Espósito Simão

Tassisimao@hotmail.com

Tel: 067 92970322


IDENTIFICAÇÃO DO RISCO DE DOENÇA CARDIOVASCULAR EM

USUÁRIOS DE UBSF SEGUNDO ESCORE DE FRAMINGHAM

MARGARETHE NOVAES, ELIZA MARIA NOVAES, LEIKA APARECIDA

ISHIYAMA GENIOLE. Curso de Medicina ANHANGUERA/ UNIDERP

Introdução: No Brasil em 2003, 27,4% dos óbitos foram por doenças cardiovasculares,

tendo como suas principais causas: doença arterial coronariana, doença arterial

periférica e acidente vascular encefálico. A origem dessas doenças tem relação direta

com o número e intensidade de fatores de risco, sendo o conhecimento desses fatores a

principal forma de prevenção. Objetivo: Verificar a probabilidade de desenvolver

doença do aparelho circulatório (DAC), associada aos principais fatores de risco.

Método: O estudo foi realizado com uma amostra aleatória de usuários da uma Unidade

Básica da Saúde da Família de Campo Grande- MS, mediante entrevista e avaliação

segundo Escore de Framingham (EF). Verificou-se a pressão arterial, relação

cintura/quadril e foram mensurados peso e altura. Os parâmetros de IMC, Obesidade e

Obesidade Central são da Organização Mundial da Saúde. Os dados dos exames de

colesterol HDL e LDL foram provenientes de prontuários. Resultados: Foram avaliados

20 usuários, sendo que 90% estão acima de 30 anos, tendo predomínio do sexo

feminino com 83,33%. Quanto ao risco de obesidade, 45% dos usuários são obesos;

50% estão sobrepeso; 30% possuem obesidade central, sendo a porcentagem no sexo

feminino de 25%. Dos pacientes 65% são sedentários, 15% tem hábitos tabagistas, 35%

e 80% respectivamente possuem doenças como Diabetes Mellitus e Hipertensão

Arterial. Conforme os exames laboratoriais, 55% estão com HDL160mg/dl. Segundo os critérios de Framinghram, 65% dos usuários possuem

risco de 9% a 47% de DAC em dez anos e 35% atingiram risco menor que 9% de

desenvolverem DAC. Conclusão: Apesar da limitação do estudo, houve elevada

prevalência de fatores de risco. Confirma-se ainda, a importância da realização de ações

que auxiliem os usuários a conhecerem os fatores de risco das DAC e adotarem hábitos

de vida mais saudáveis controlando, desta forma, as causas evitáveis de DAC. Também

é necessário fortalecimento da atenção integral à saúde dos indivíduos, procurando

melhorar o acesso ao diagnóstico precoce e tratamento das doenças crônico, tais como a

hipertensão e diabetes.

Margarethe Novaes (marga_novaes@hotmail.com 67-99446059)


IMPORTÂNCIA DO MAGNÉSIO NO DIABETES MELLITUS TIPO 2

Camila Cristina Tormena ; Lourdes Zélia Zanoni; Vítor Hugo Kussumoto; Fernanda

Zanoni Cônsolo. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

INTRODUÇÃO O magnésio é o segundo cátion em maior concentração no meio

intracelular. Participa como co-fator de reações enzimáticas ligadas ao metabolismo de

carboidratos, secreção e ação da insulina (Elin, 2004). REIS et al. (2002) relataram que

a deficiência de magnésio está implicada direta ou indiretamente na resistência à

insulina, mantendo uma relação inversa com ela, especialmente em pacientes com

síndrome metabólica e diabetes mellitus tipo 2 (DM2) (Lima et al., 2005). OBJETIVO

Abordar aspectos básicos para a compreensão da relação entre o magnésio e a

resistência à insulina, que são de interesse clínico para uma melhor abordagem

terapêutica do DM2. MÉTODO Revisão bibliográfica com dados coletados em

publicações de 2002 a 2007. RESULTADOS O magnésio é responsável pela atividade

da tirosino-quinase ao nível do receptor da insulina, portanto sua deficiência pode gerar

maior resistência periférica à ação da mesma. Diversas evidências mostram que a

deficiência de magnésio pode causar a resistência à insulina, no entanto, outras denotam

relação inversa. Vinte e cinco a 47% dos indivíduos com DM2 apresentam

hipomagnesemia, enquanto na população saudável a prevalência é de 4,9% (Lima et al.,

2005). A insulina aumentou mais a concentração de magnésio em indivíduos normais

que nos pacientes diabéticos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o consumo

alimentar é um dos fatores determinantes passíveis de modificação para doenças

crônicas não transmissíveis (Sartorelli, 2006). Song et al., 2004, baseados no Women’s

Health Study, mostraram que, quanto maior a ingesta de magnésio, menor a incidência

de diabetes na população prospectivamente estudada, especialmente nas mulheres com

sobrepeso. Em muitos países a prevalência do DM2 tem se elevado vertiginosamente e

espera-se um aumento ainda maior. Preconiza-se uma recomendação dietética para

aumentar o consumo de alimentos ricos em magnésio, como grãos e folhas verdes

(Lopez et al., 2004). CONCLUSÃO Embora a função bioquímica do Mg no

metabolismo da glicose seja reconhecida, evidências sobre o papel da deficiência deste

mineral na intolerância à glicose permanecem inconsistentes. Porém, é evidente que a

prevalência de hipomagnesemia é maior em pessoas com DM2 quando comparado à

população saudável, por esse motivo a determinação da concentração intracelular do íon

é de grande utilidade clínica no manejo do paciente com DM2. Os estudos sustentam os

benefícios potenciais de uma modificação na dieta para prevenção do DM2 consumindo

alimentos ricos em magnésio, como frutas, vegetais verdes e grãos, fontes primárias

deste importante mineral.

Lourdes Zélia Zanoni

lzzanoni@yahoo.com.br

9957-7979


INFLUÊNCIA DAS AÇÕES EM COMUNICAÇÃO PARA O TRATAMENTO

DE HIPERTENSÃO.

Tassiana Espósito Simão, Thalita Espósito Simão, Estevão Barbosa da Cruz e Renato

Loureiro de Figueiredo Filho .

ANHANGUERA/UNIDERP

Introdução: Hipertensão arterial sistêmica é uma das doenças com maior prevalência

no mundo, caracterizada por altos níveis pressóricos, tendo causa multifatorial, sendo o

seu controle fundamental para reduzir a morbimortalidade de doenças cardiovasculares.

A não adesão ao tratamento, desconhecimento da doença, incompreensão do papel das

mudanças do estilo de vida e a incompreensão do receituário médico influenciam no

controle da doença. O entendimento sobre a posologia do tratamento, as reações

adversas, contagem dos medicamentos no retorno da consulta, são os meios utilizados

para avaliação da adesão ao tratamento.

Objetivo: Avaliar a influência do analfabetismo e da dificuldade de compreensão da

prescrição médica, sobre o controle dos níveis pressóricos de pacientes hipertensos

atendidos em uma Unidade Básica de Campo Grande-MS.

Método: Participaram do estudo 113 pacientes, distribuídos em 2 grupos, por período

de um ano (2008 a 2009). O grupo 1(caso), recebeu receituário com os horários da

medicação ilustrados por meio de figuras e foram realizadas orientações acerca do

tratamento. O grupo 2(controle) recebeu o receituário convencional. Todos deveriam

estar cadastrados no programa da UBS e consentir em participar do estudo.

Resultado: Foi observado que no Grupo 1 (56pacientes), 28,3% tinham dificuldade

para compreender a prescrição médica, 9,7% eram analfabetos, 86,7% faziam uso de

politerapia, 25% apresentavam PA (pressão arterial) > 130> 85mmhg; o grupo 2

(57pacientes), 31.7% tinham dificuldades em compreender a prescrição , 8,23%

analfabetos, 70% utilizavam politerapia, 42% com PA >130>85mmhg. Em relação aos

níveis pressóricos, utilizou-se o método t-student, para avaliação. Houve melhora

significativa (p-valor =0,028) na pressão sistólica dos pacientes que obtiveram melhores

orientações quanto a posologia do tratamento em relação aos pacientes do grupo

controle.

Conclusão: Nesta avaliação preliminar, pode-se concluir que há um índice de

analfabetismo considerável na região onde foi realizado o trabalho, e a abordagem em

ações de comunicação durante a consulta médica, utilizando técnicas para o melhor

entendimento da prescrição médica, apresenta influência significativamente positiva na

adesão ao tratamento e conseqüentemente na redução dos níveis pressóricos dos

pacientes.

tassisimao@hotmail.com

Tassiana Espósito Simão

(067) 9297-322


INTEGRAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA – RELATO DO PROJETO “LIGA

ACADÊMICA CARDIOVASCULAR”

Ivan Luiz Gayoso, Pedro de Souza Jafar, Ana Paula Freitas, Jullyana Mendonça Souza,

Alexandre Bassaneze Bernardo, Guilherme Gobbi Neto

Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal–UNIDERP

Introdução

As Ligas Acadêmicas tem o objetivo de proporcionar maior conhecimento e

vivência em áreas de interesses comuns. A participação dos discentes é de importância

ímpar para a sua formação, tornando-os mais hábeis e conhecedores, em suma,

profissionais diferenciados.

A Liga Acadêmica Cardiovascular (LAC) da UNIDERP foi fundada com base

nesses princípios.

Objetivos

A formação de ligas acadêmicas, como uma iniciativa estudantil, tem na

atualização e na promoção do conhecimento na área da saúde alguns de seus objetivos.

E também, agregar valor à formação acadêmica, incentivar a aquisição de habilidades, o

trabalho em equipe e expor o discente à realidade social da população na qual estão

inseridos. Além desses, preparo de aulas, desenvolvimento da oratória, aquisição de

conhecimento teórico, habilidades clínicas e experiências em ambientes cirúrgicos são

objetivos específicos da LAC.

Métodos

A LAC é composta por corpo orientador e estudantil do curso de medicina com

sede no Centro de Especialidades Médicas (CEMED) da UNIDERP.

A LAC foi estruturada em eixos teórico e prático. O eixo teórico, é assim

organizado: apresentações semanais de temas pré-estabelecidos com utilização de

recursos visuais e supervisão de um especialista da área.

Para o eixo prático os médicos especialistas na área de cardiologia e vascular,

disponibilizaram-se para que os membros da liga pudessem acompanhá-los e assim

oportunizar o contato com o dia-a-dia do atendimento médico nos diferentes cenários:

centro de diagnóstico, ambulatório e centro cirúrgico.

Resultados

Durante seis meses de existência, a LAC tem oportunizado aos acadêmicos de

medicina da UNIDERP, aulas com alta qualidade e ótimos profissionais; aos membros,

grande aprendizado e crescimento da “bagagem profissional” pelo eixo prático.

Discussões

Apesar do pouco tempo de existência, podemos notar a satisfação dos membros,

o contentamento dos coordenadores e a formação de um ótimo conceito no meio

acadêmico da UNIDERP. A LAC tem sido reconhecida pela sua organização,

compromisso e seriedade.

Ivan Luiz Gayoso- ivan.gayoso@hotmail.com –67 92748396


UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS

Faculdade de Ciências da Saúde

Sérgio Pontes Prado, Thiago Germano Oliveira Siqueira, Janaina da Silva Domingues,

Renata Pontes Pimenta Assis

Médicos residentes de clínica médica do HU/UFGD

Internas do 5º ano do curso de medicina da UFGD

MIXOMA ATRIAL ESQUERDO: RELATO DE CASO

INTRODUÇÃO

Os tumores primários do coração e pericárdio são pouco freqüentes, apresentando em

séries de autópsias incidência entre 0,001% a 0,2%, com características histológicas

benignas em 75% dos casos, respondendo os mixomas por aproximadamente 50%

dessas neoplasias 1,2,3 . O mixoma cardíaco tem uma prevalência maior em mulheres,

entre a 3ª e 6ª década de vida, e localiza-se, principalmente, no átrio esquerdo, com uma

incidência superior a 70% nesta câmara, sendo 94% tumores solitários 2 . Podem ser

redondos ou ovais, compactos, sésseis ou pedunculados, sendo estes os mais freqüentes

chegando a 83% dos casos 1,2 .

As manifestações clínicas dependem de seu tamanho, mobilidade, localização e

friabilidade 4 . Os pacientes podem apresentar-se com dor torácica atípica, síncope,

letargia, mal estar, perda de peso, palpitação, edema periférico, edema agudo de

pulmão, embolia pulmonar, isquemia cerebral e ataque isquêmico transitório, fibrilação

atrial, flutter atrial e outras taquiarritimias, hemoptise, embolização periférica e infecção

com quadro clínico de endocardite bacteriana 2 . Porém, as manifestações mais comuns

são a dispnéia em até 80% dos pacientes e a insuficiência cardíaca congestiva em 56%

dos casos 2 . Já o exame físico de paciente com mixoma caracteriza-se por apresentar

ausculta inexpressiva, sem impulsões cardíacas visíveis mesmo quando o tumor é de

tamanho considerável. Os mixomas de átrio esquerdo comumente apresentam sopro

mitral de regurgitação, estenose ou de dupla lesão 5 .


Na biópsia, microscopicamente, observa-se neoplasia de linhagem mesenquimal,

constituída pela proliferação de células globosas, células endoteliais, células do músculo

liso e células indiferenciadas, confirmando o diagnóstico de mixoma 4 .

A intervenção cirúrgica com ressecção completa do tumor é essencial para a cura da

doença e evita a recidiva do tumor com subseqüentes reoperações que expõe o paciente

a outras complicações como sangramentos e necessidade de hemoderivados 2,3 . A

mortalidade hospitalar perfaz torno de 4% 2 . Posteriormente, o paciente deve realizar

seguimento com ecocardiogramas periódicos já que as recidivas do mixoma variam

entre 5 e 14% 3 .

Desse modo, o diagnóstico precoce e o tratamento cirúrgico mostram-se essenciais para

o paciente com mixoma cardíaco apesar dos achados clínicos inespecíficos 1,4 .

OBJETIVO

Interpretar dados sugestivos pelo exame físico de doença arterial coronariana que, na

verdade, eram causados por mixoma atrial esquerdo.

METODOLOGIA

Paciente com 49 anos, sexo feminino, natural de Minas Gerais, com história de

precordialgia. No Pronto-Socorro durante a anamnese relatou quadro de dor de caráter

opressivo, intensidade leve, com irradiação para a região cervical e duração entre 15 e

20 minutos há duas semanas que melhorava ao repouso. Porém, há 1 dia a dor tornou-se

de forte intensidade, sem fator de melhora e associada a tontura.

Nos antecedentes pessoais e familiares negava comorbidades tipo hipertensão arterial

sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM) e distúrbios cardíacos prévios e/ou uso de

tabaco. O pai era hipertenso e fazia uso regular da medicação.

No exame físico apresentou-se em bom estado geral, afebril acianótica, anictérica,

hidratada, corada, eupnéica, orientada, escala de coma de Glasgow 15, sem turgência de

jugulares, sem reflexo hepatojugular, bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos com

sopro diastólico 2+/6+ restrito ao foco mitral, FC= 86 bpm, PA=130/70 mmHg,

murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios, FR=16 irpm, ruídos hidroaéreos

presentes, sem visceromegalias e sem edemas.

Como exames auxiliares foram realizados eletrocadiograma (ECG) em 10 minutos e

dosagem de enzimas cardíacas, que não sugeriram isquemia. No caso relatado, apesar

do ECG não apresentar alterações, a radiografia de tórax mostrava aumento do átrio

esquerdo (AE). Desse modo, foi realizado o ecocardiograma transtorácico (ECOT),

considerado método diagnóstico de eleição 4 , que evidenciou, então uma massa cardíaca.

No ECOT constatamos fração de ejeção normal, AE levemente aumentado e

localização de massa no mesmo átrio de cerca de 9 cm de diâmetro e que se projetava

através da valva mitral durante a diástole. Nesta imagem havia, inclusive, sinais de

adesão do tumor na cúspide anterior da valva mitral.

Com esses dados, foi descartada a suspeita inicial de doença arterial coronariana e

sugerido com as imagens do ECOT a hipótese de mixoma atrial esquerdo. Desse modo,

houve abordagem cirúrgica tipo esternotomia mediana com circulação extracorpórea;

incisão transversa dos átrios direito e esquerdo e exérese da formação pediculosa com


ampla margem de segurança. Na análise da biópsia de congelação evidenciou-se massa

de 6,0x3cm de aspecto esbranquiçado e gelatinoso com áreas de material fibrinoso

confirmando a hipótese de mixoma.

Após a intervenção cirúrgica sem intercorrências, a paciente permaneceu por mais 5

dias no hospital e recebeu alta sob orientações de repetir periodicamente o ECOT.

RESULTADOS

Como a avaliação inicial era inespecífica, foi sugerida ecocardiograma transtorácico que

evidenciou massa cardíaca retirada posteriormente através de intervenção cirúrgica e

diagnosticada por biópsia como mixoma atrial esquerdo.

CONCLUSÃO

O relato demonstra a dificuldade em diagnosticar tumores cardíacos visto que os sinais

e sintomas são inespecíficos e o tratamento precoce favorece o prognóstico e evita

complicações como a morte.

BIBLIOGRAFIA

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Mixoma do átrio esquerdo: relato de 3 casos. Rev Bras Cir Cardiovasc.

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Mixoma Atrial Esquerdo como Causa de Síncope em uma Adolescente. Arq Bras

Cardiol, volume 81 (nº 1), 202-5, 2003.

3. Meira E B S, Camacho R G, Meira D B S M, Póvoa R, Kassab K K, Anijar A M,

Kahwage P C, Richter I – Mixoma de átrio esquerdo associado a derrame pleural. Rev

Bras Cir Cardiovasc 2000; 15(3): 259-62.

4. Chaves F. C., Nascimento M., Tavares G. A. B., Donsouzis S. G. Mixoma Atrial

Esquerdo Causando Estenose Mitral Importante em Paciente Oligossintomática. Relato

de Caso. Rev Bras Clin Med, 2008;6:208-209.

5. Carvalho AC, Silva CO, Gimenes AC, et al. Bilateral myxoma – preoperative

diagnosis and successful surgical removal. Arq Bras Cardiol, 1980;35:235-240.


O PAPEL DO ÁCIDO GRAXO ÔMEGA-3 NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS

ARTERIAL CORONARIANA

Carlos Eduardo Zanoni Cônsolo 1 ,Fernanda Zanoni 2 ,Lourdes Zélia Zanoni 2 ,Luiz Carlos

Tesini 2 ,Yara Delamare Espindola 1

1 Universidade Anhanguera-UNIDERP

2 Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Introdução

No Brasil, as doenças cardiovasculares (DCV) representam uma das principais

causas de morte, sendo que em 2007 ocorreram 308.466 óbitos por doenças do aparelho

circulatório 1 . Nas últimas 3 décadas, vários estudos tem demonstrado os benefícios

cardiovasculares do ácido ômega-3 2,3 . A base da utilização do ácido ômega-3 se dá

pela sua ação antiinflamatória, com produção de protectinas e resolvinas, mediadores

químicos do processo inflamatório, que bloqueiam a atividade neutrofílica e dos

linfócitos T. Tem atividade antitrombótica com redução da agregação plaquetária,

estabilização a plaqueta. Melhora a função endotelial, diminui a produção de citocinas

como Fator de Necrose Tumoral (TNF-α), interlecucina 1 e interleucina 6, fatores

ligados diretamente ao processo aterosclerótico 4,5 . A American Heart Association

(AHA) recomenda a suplementação de ácido graxo ômega-3 em pessoas com doença

coronariana já documentada 4 .

Objetivo

Evidenciar os efeitos da suplementação de ácido graxo ômega-3 na prevenção de

doenças arterial coronariana.

Método

Revisão da literatura sobre os efeitos benéficos do ácido graxo ômega-3 em

pacientes com doença coronariana.

Discussão

Estudos mostram que a suplementação com ácido graxo ômega-3 reduz

substancialmente o risco relacionado à aterosclerose cardiovascular. Mais recentemente,

um estudo randomizado demonstrou que o ácido eicosapentanóico (EPA), derivado do

ômega-3, é efetivo na prevenção de eventos coronarianos em pacientes com

hiperlipidemia 6 .

Harris et al., revisaram 25 estudos onde avaliaram o risco de eventos

coronarianos em função dos níveis de ômega-3 e mostraram que a redução de grandes

eventos cardiovasculares se correlacionou inversamente com os níveis teciduais de

EPA, e mais ainda, com o ácido docosahexaenoico (DHA), outro ácido também

derivado do ômega-3 7 .

Alguns estudos demonstraram igualmente que indivíduos com suplementação de

EPA e DHA (acima de 665mg/dia) mostraram uma redução de 30-50% de DCV em

relação à mortalidade, quando comparados com indivíduos que não fizeram a ingestão

destas substâncias 8 .

Um estudo que avaliou, durante 2 anos, 2033 homens após infarto agudo do

miocárdio o efeito da suplementação diária de óleo de peixe em cápsulas de 1,5g, que

contem 20% de ácido graxo ômega-3, demonstrou a redução da mortalidade total de


12,8% para 9,3% e a mortalidade por doença coronariana de 11,4% para 7,7%. Este

estudo concluiu que o ácido graxo ômega-3 protege contra a morte após infarto do

miocárdio 9 .

Outro grande estudo (JELIS), em pacientes japoneses com hipercolesterolemia,

com ou sem doença arterial coronariana pré-existente, mostrou que o uso diário a longo

prazo de 1,8 g de EPA reduziu o risco de eventos coronarianos em

18% 10 . Investigadores de um coorte de 25 573 homens e 28 653 mulheres relataram

que o consumo de peixe gordo foi associado com uma redução de 30% de risco de

síndrome coronariana aguda em homens (mas não em mulheres), durante um

seguimento médio de 6-7 anos.

Estudos em pacientes, que se submeteram a procedimentos de revascularização

coronária percutânea com balão, evidenciaram redução do risco de re-estenose e

também significativa redução na oclusão do vaso-enxerto após revascularização

coronária cirúrgica, após um ano de suplementação com 3 a 4 g por dia de ômega-3 11,12 .

Conclusão

O consumo do ácido graxo ômega-3 têm sido recomendado como parte

importante da dieta humana. A maioria dos estudos evidencia os benefícios dos ácidos

eicosapentanóico (EPA) e docosahexaenoico (DHA), derivados do ácido ômega-3, na

prevenção secundária e redução da ocorrência de morte súbita por doença coronariana.

Bibliografia

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cardioprotection. Mayo Clin Proc.2008; 83(6):730.

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Drug Therapy, Saunders, Philadelphia.1996;1608–1613.

3. C.M. Albert, C.H. Hennekens and C.J. O'Donnell et al., Fish consumption and

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4. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Sociedade Brasileira de

Cardiologia/Sociedade Brasileira de Hipertensão/Sociedade Brasileira de

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7. WS Harris, WC Poston, CK Haddock, Tissue n-3 and n-6 fatty acids and risk for

coronary heart disease events. Atherosclerosis. 2007;193(1):1-10.


8. Russo GL. Dietary n-6 and n-3 polyunsaturated fatty acids: From biochemistry

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9. Sacks FM, Katam M. Randomized Clinical Trials on the Effects of Dietary Fat

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11. JP Gapinski, JV VanRuiswyk, GR Heudebert and GS Schectman, Preventing

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dietary supplementation with n-3 fatty acids on coronary artery bypass graft

patency. Am J Cardiol.1996;31–36.


PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES HIPERTENSOS DE UBS DO

MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS.

Tassiana Espósito Simão, Thalita Espósito Simão, Estevão Barbosa da Cruz e Renato

Loureiro de Figueiredo Filho.

ANHANGUERA/UNIDERP

Introdução: A hipertensão arterial é uma doença comum, muitas vezes assintomática,

caracterizada pela manutenção de valores da pressão arterial > ou igual a 140-90mmhg.

Quanto à etiologia, alterações endócrinas, renais, genéticas, medicamentos

(anticoncepcionais, antidepressivos, corticóides e moderadores de apetite) bem como

doenças neurológicas, podem ser causas de hipertensão. Seu controle tem grande

importância, pois a expectativa de vida do hipertenso é 40% menor que a de um

indivíduo hígido. O uso de medicação anti-hipertensiva, uma dieta hipossódica,

mudança de hábitos de vida, exercícios físicos, manutenção do peso ideal são medidas

para manter a pressão controlada.

Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico dos pacientes hipertensos da UBS Pioneira

do Município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Método: Estudo transversal de prevalência, realizado por meio da aplicação de

questionário estruturado à amostra citada acima, após consentimento dos mesmos, no

período de janeiro a agosto de 2010.

Resultados: Participaram do estudo 107 pacientes, com idades entre 30 e 70 anos,

sendo a maioria (35.1%) compreendida na faixa etária entre 50 a 60 anos, usuários de

poliquimioterapia (75,7%), sexo feminino (62.9%), aposentados (41,6%). Quanto à cor,

44,4% branca, 28,7% parda e 25,9% negra. Sendo 66,3% alfabetizados. O tempo de

instalação da doença em 35,1% era de 0 a 5 anos. Já 75,7% dos pacientes relataram

história familiar de hipertensão. Quanto às comorbidades, o diabetes melitus foi a mais

prevalente (19,6%). Em relação aos hábitos de vida houve prevalência de sedentarismo

(71,9%), em 35,5% foi encontrado hipercolesterolemia, com hipertensão estágio 2

(29,9%). Em 56% dos casos os entrevistados negaram tabagismo, em relação ao IMC

50,4% apresentaram sobrepeso, sendo registrado um caso de obesidade mórbida.

Mesmo diante do exposto acima, uma quantidade considerável dos pacientes (23,3%)

não fazem uso da medicação regularmente.

Conclusão: A hipertensão arterial é uma patologia bastante explorada na literatura,

sendo sua etiologia, epidemiologia, tratamento e prevenção conhecida, embora muitos

pacientes não saibam como prevenir as complicações ocasionadas pela doença. Sendo

observada neste trabalho uma porcentagem significativa de pacientes com obesidade,

dislipidemia e diabetes melitus. Evidenciando assim a importância das orientações

médicas para reduzir a morbimortalidade causada pela hipertensão.

Email: tassisimao@hotmail.com

Tassiana Espósito Simão

Tel (067) 9297-0322


PERFIL ETNOGRÁFICO DOS TABAGISTAS DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA

FAMÍLIA EM CAMPO GRANDE-MS

Autores:

LUDIMILA FALCÃO GOMES; ADRIANA NUNES TONIASSO; ALEX INGOLD; FELIPE RESENDE

DIAS DE ABREU; FERNANDO HENRIQUE NOVAES; MARINA LEITE MORANDI; MARIO

GONÇALVES NETO; ANA MARIA CAMPOS MARQUES; ANA CLÁUDIA ALVES PEREIRA

UNIVERSIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO E DA REGIÃO DO PANTANAL –

UNIDERP/ANHANGUERA

RESUMO

INTRODUÇÃO: A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que na atualidade haja em torno de 1,26

bilhões de fumantes e considera o tabagismo o maior agente isolado e evitável de morbidade e mortalidade no

mundo. O tabagismo causa cerca de 50 doenças diferentes, principalmente as doenças cardiovasculares tais

como: a hipertensão, o infarto, a angina, e o derrame. OBJETIVOS: Descrever o perfil etnográfico dos

tabagistas de uma UBSF na cidade de Campo Grande – MS; prevalência de doenças crônico-degenerativas

relacionadas ao tabagismo na respectiva população. MÉTODOS: Foi realizado um estudo observacional

transversal em tabagistas na micro-área da UBSF Aero Itália na cidade de Campo Grande – MS, no período de

janeiro a agosto de 2009. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário (baseado no Estudo de

Fagerstrom), composto por 20 perguntas fechadas. As variáveis mais importantes foram as doenças crônicodegenerativas

relacionadas ao tabagismo; consumo diário de cigarro; tempo de tabagismo e o grau de

dependência. RESULTADOS: Constatou-se uma prevalência de 15% de tabagistas. Os resultados foram

obtidos de uma amostra de 135 pessoas, sendo 46 homens (33%) e 89 mulheres (67%). A maioria (59%)

iniciou o hábito de fumar entre 10 a 15 anos; 52% fuma há mais que 20 anos; 23% possui elevado grau de

dependência à nicotina; 50% possui algum tipo de desconforto respiratório; 30% são hipertensos.

CONCLUSÃO: Metade da população estudada possuía algum tipo de desconforto respiratório ao realizar

exercício físico (dispnéia, tosse, fadiga). Das pessoas que fumam há mais que 20 anos (52%) encontrou-se

uma maior prevalência de hipertensão arterial sistêmica (53%) comparado com os demais grupos, indicando

uma relação positiva entre o aumento progressivo de HAS e o tempo de tabagismo. Somado a todos os fatores

de relevância psicossocial, as doenças causadas pelo uso do tabaco representam grande desafio para saúde

mundial. Desta forma, os profissionais de saúde devem promover estratégias a fim de elaborar programas

terapêuticos aos tabagistas de nossa sociedade.

Nome do autor apresentador (Acadêmica Medicina): Ludimila Falcão Gomes

Endereço eletrônico: milafgomes@hotmail.com; Tel: (67)9991 0131

Endereço para correspondência: Rua João Pedro de Souza, n1219; CEP: 79004680


PREVALÊNCIA DE HAS EM ÍNDIOS DA ALDEIA JAGUAPIRU – DOURADOS – MS

Neto, Frederico Somaio; Cazanti, Renato Fernando; Rodrigues, Analiz Marchini; Fernandes,

Daniel Terra; Tikazawa, Eduardo Hiroshi; De Oliveira, Paula Bhering; Bueno, Lorena Machado.

Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD.

INTRODUÇÃO: Populações indígenas têm demonstrado um aumento na prevalência de doenças

cardiovasculares (DCV). Assim, torna-se imperativo avaliar e monitorar as variáveis ou fatores

de risco a fim de se prevenir o aparecimento destas doenças.

OBJETIVO: Relatar a prevalência de HAS em uma população indígena de Dourados – MS.

MÉTODOS: Revisão de questionário aplicado na escola indígena Tegantuí Marãngatu.

RESULTADOS: Em julho de 2010 foram realizadas as medidas de Pressão Arterial de índios da

aldeia Jaguapiru que procuraram atendimento no projeto “Promoção à Saúde Indígena em

Dourados” realizado na escola indígena Tegantuí Marãngatu pelos estudantes de medicina da

Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD. A pressão arterial foi aferida pelo método

auscultatório com tensiômetro aneróide calibrado com o paciente em repouso e braço direito

apoiado em uma mesa na altura do coração e estetoscópio sobre o pulso da artéria braquial.

Avaliaram-se 81 adultos entre 20 e 82 anos sendo 22 (27,2%) homens e 59 (72,8%) mulheres.

Foram divididos em grupos segundo as VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão em:

normotensão (PA < 120/85 mmHg), limítrofes (PA 130-139/85-89 mmHg), hipertensão estágio I

(PA 140-159/90-99 mmHg), hipertensão estágio II (PA 160-179/100-109 mmHg), hipertensão

estágio III (PA ≥180/≥ 110 mmHg) e hipertensão Sistólica Isolada (PA ≥140/ < 90 mmHg). Ver

dados na tabela:

nT nT% nM nM% nH nH%

Normotenso 49 60,5 37 75,5 12 24,9

Hipertenso 14 17,3 11 78,5 3 21,5

Estágio I

Hipertenso 13 16 7 53,9 6 46,1

Estágio II

Hipertenso 5 6,2 4 80 1 20

Estágio III

Hipertensão

Sistólica

Isolada

0 - - - - -

nT: número total; nT%: número total em %; nM: número mulheres; nM%: número mulheres em %; nH: número homens; nH%:

número homes em %.

CONCLUSÃO: Os índios da aldeia Jaguapiru, em processo de aculturação, mostram uma

prevalência de HAS de 39,5%, próxima à população não-indígena que é >30%, segundo as VI

Frederico Somaio Neto, fredericosomaio@gmail.com, 3421-7171


Diretrizes de Hipertensão, o que mostra uma tendência de desenvolvimento de DCV, sendo uma

oportunidade ímpar de prevenção.

Frederico Somaio Neto, fredericosomaio@gmail.com, 3421-7171


RECONSTRUÇÃO DA RAIZ DA AORTA NA DISSECÇÃO DA AORTA TIPO A:

RELATO DE CASO

Pamela Luján Vargas Narváez, Suelen de Souza Silva, Bruna Cotrin Rodrigues, Nodiane

Alves dos Santos, Maikon Eduardo Molina Leite. Universidade Federal de Mato Grosso do

Sul - UFMS

Introdução: A dissecção da aorta é uma patologia aguda caracterizada pela infiltração de

sangue numa camada formada entre a íntima e a adventícia, provocada pela separação da

camada média do vaso, formando assim um falso lúmen. A dissecção da aorta é representada

por dois tipos segundo Stanford: A e B. O tipo A é aquela que acomete a aorta ascendente, o

tipo B acomete a aorta descendente, sem considerar a extensão da dissecção. Outra

classificação é segundo DeBakey que descreve a dissecção da aorta em quatro tipos: I, II, IIIa

e ,IIIb . O tipo I e II equivale ao tipo A de Stanford, no tipo I começa na aorta ascendente e

entende-se a aorta descendente, porém com uma diferença, o tipo II se restringe ao arco

aórtico. O tipo IIIa equivale ao grupo B de Stanford onde há o acometimento da aorta torácica

e o IIIb acomete a extensão torácica até a aorta abdominal. Indivíduos com hipertensão

arterial e estenose valvar aórtica têm grandes chances de adquirir a patologia. Relato de

Caso: Paciente do sexo feminino, 63 anos, hipertensa, encaminhada ao Hospital

Universitário, com queixas de dor retroesternal de início súbito acompanhada de diarréia e

vômitos. Ao exame físico com FC de 60bpm, FR de 20mrpm e PA de 80x40mmHg,

hipocorada e com edema de MM.II. Na segunda noite, sentiu dor torácica súbita, associada à

dispnéia, hipotensão e acidose metabólica. Realizou-se uma tomografia computadorizada de

tórax e abdômen com contraste e hemograma. Após os resultados confirmou-se a dissecção da

aorta tipo A. Realizou-se uma cirurgia da artéria subclávia por via supra-clavicular para

reconstrução da raiz da aorta e logo foram realizados novos exames que demonstraram piora

do quadro clinico. A mesma foi a óbito no sexto dia de internação. Discussão: No caso

descrito foi feita a reconstrução da raiz da aorta, sendo este o procedimento mais utilizado nos

casos de dissecção da aorta tipo A de Stanford, realizada com circulação extracorpórea e sob

hipotermia a 26°C. Este método permite maior exposição da artéria subclávia direita

exatamente onde ela apresenta bom calibre e existem menos riscos de lesões graves,

permitindo a perfusão da luz verdadeira. Conclusão: A dissecção da aorta representa um alto

índice de mortalidade e é comumente observada em pessoas entre 45 e 60 anos, normalmente

hipertensas. Daí a importância do controle da hipertensão arterial e da monitorização da

mesma, principalmente nas primeiras 24 horas que sucedem à cirurgia.


RELAÇÃO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA E TRANSTORNO DE

HUMOR EM PACIENTES DE UBS DE CAMPO GRANDE-MS.

Tassiana Espósito Simão, Thalita Espósito Simão e Estevão Barbosa da Cruz, Renato

Loureiro de Figueiredo Filho .

ANHANGUERA/UNIDERP

Introdução: Apesar da alta prevalência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e de

depressão, estudos que relacionam as patologias têm recebido pouca atenção da

literatura. Acredita-se que mecanismos envolvendo hiperatividade de sistema nervoso

simpático e influências genéticas possa ser a base fisiopatológica da relação entre

depressão e (HAS). Além disso, a presença de depressão pode piorar o curso da doença

hipertensiva, e o uso medicações antidepressiva pode induzir a variação dos níveis de

pressão arterial além de ocasionar hipotensão ortostática, dificultando o manejo de

pacientes hipertensos.

Objetivo: Conhecer a relação entre HAS e transtornos de humor.

Método: Estudo transversal de prevalência da relação entre HAS e uso de medicação

antidepressiva, realizado na UBS Pioneira de Campo Grande-MS, no período de janeiro

a julho de 2010, através de questionário, após consentimento dos entrevistados.

Resultados: Participou do estudo 108 pacientes, sendo 68 do sexo feminino e 40 do

sexo masculino, com idades entre 30 e 70 anos. Da amostra estudada, 41% era usuário

de medicação antidepressiva. A incidência de distúrbios psiquiátricos coloca o sexo

feminino como fator de risco (63%), tendo componentes neuro-endócrinos e

sociológicos como desencadeantes. A alta prevalência encontrada nas mulheres seria,

talvez, mais fruto da vulnerabilidade do sexo do que a associação com hipertensão, pois

a maioria dos entrevistados 97% já faziam uso de medicação anti-hipertensiva antes de

introdução do medicamento antidepressivo, embora, em 40% dos casos, houve melhora

da pressão arterial após introdução do antidepressivo. A idade média de maior

prevalência de hipertensão e depressão foi de 37,6 anos.

Conclusão: Na amostra estudada, houve alta freqüência de distúrbios psiquiátricos,

41,66%, sendo a maioria do sexo feminino e jovens, que representariam os indivíduos

de maior risco. Com o uso de antidepressivo, além da melhoria da qualidade de vida, o

controle do distúrbio psiquiátrico poderá ser um fator a mais para a aderência ao

tratamento anti-hipertensivo. A transposição desses dados para a população em geral

deve ser feita de forma cuidadosa, pois se trata apenas de uma amostra de hipertensos.

Se houve contribuição da medicação anti-hipertensiva sobre o número de distúrbios do

humor diagnosticados, é uma dúvida que o estudo não pode detectar devido ao seu

delineamento transversal. Mas através dos achados é possível determinar a importância

de abordar distúrbios de humor na capacitação do médico clínico geral.

tassisimao@hotmail.com

Tassiana Espósito Simão

Tel (067) 9297-0322


RELATO DE CASO - MIOCARDIOPATIA HIPERTRÓFICA APICAL –

IMPORTÂNCIA DO SCREENING FAMILIAR. Elaine Richards de Assis Andrade,

Andrea Calepso Paludo, Danilo Resende Dias de Abreu, Flávia Engers Salles. Universidade

para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal. Relatamos um caso

assintomático, que teve diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica apical através dos estudos

eletro e ecocardiográficos, e investigamos a existência da mesma doença em familiares

assintomáticos. Introdução: A cardiomiopatia hipertrófica apical é uma variante rara de

cardiomiopatia hipertrófica caracterizada pelo acometimento predominantemente do

ventrículo esquerdo, surgindo sem etiologia estabelecida, com apresentação clínica

comumente inespecífica, muitas vezes suspeitada somente após realização de

eletrocardiograma demonstrando ondas T gigantes ou ecocardiograma evidenciando

sobrecarga ventricular esquerda apical. É uma doença que pode ocasionar morbidade

significativa se não diagnosticada de forma precoce. Objetivo: observar associação genética

da cardiomiopatia hipertrófica apical e elucidar a importância do rastreamento precoce em

familiares assintomáticos. Relato de caso: paciente de 70 anos, sexo feminino, com

sintomatologia e exame físico inespecíficos, tendo o diagnóstico de cardiomiopatia

hipertrófica apical concluído apenas após realização de eletrocardiograma e ecocardiograma,

feitos rotineiramente. Não apresenta histórico de hipertensão arterial sistêmica, mas possui

história de acidente vascular encefálico isquêmico, que não foi associado à cardiomiopatia

hipertrófica apical de forma direta, já que a paciente apresenta doença aterosclerótica em

carótidas. Método: acompanhamento clínico da paciente e pesquisa clínica, com exames

complementares nos três filhos da paciente descrita. Todos assintomáticos e sem nenhuma

doença conhecida, foram submetidos à realização de eletrocardiograma para pesquisa de

evidências de cardiomiopatia hipertrófica. Resultados: os três filhos da paciente não

demonstraram evidências clínicas ou eletrocardiográficas de cardiomiopatia hipertrófica.

Conclusão: mesmo com eletrocardiogramas normais, os filhos da paciente merecem

acompanhamento clínico continuado devido à conhecida relação familiar da doença e ao

aumento de sua incidência com a elevação da idade.

Elaine Richards de Assis Andrade; elainera@terra.com.br; 67-99839511

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