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sociedade - Movimento Brasil Competitivo

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APRESENTAÇÃO

Este caderno compõe a série Cadernos de Excelência, que tem por finalidade divulgar o Modelo de Excelência da

Gestão ® (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Destina-se a esclarecer as dúvidas de seus usuários

sobre o Modelo e a satisfazer aqueles que desejam aprofundar seus conhecimentos sobre seu conteúdo. É uma valiosa

ferramenta para quem pretende aperfeiçoar-se como membro da Banca Examinadora, aprimorar a gestão de sua

organização ou preparar uma candidatura ao Prêmio Nacional da Qualidade ® (PNQ).

O Modelo de Excelência da Gestão ® está apresentado na publicação Critérios de Excelência, editada, anualmente, pela

FNQ. Para uma leitura mais eficaz dos Cadernos desta série, recomenda-se que seja efetuada em conjunto com os

Critérios de Excelência.

Os Cadernos de Excelência são publicados na forma de “fascículos”, de modo a tornar a leitura mais agradável e a

facilitar seu manuseio. A série está organizada em dez volumes:

• Introdução ao Modelo de Excelência da Gestão ®

• Liderança

• Estratégias e Planos

• Clientes

• Sociedade

• Informações e Conhecimento

• Pessoas

• Processos

• Resultados

• Auto-avaliação e Gestão de Melhorias

Escritos em linguagem acessível, os Cadernos de Excelência descrevem como os requisitos dos Critérios de Excelência

podem ser implementados a partir de soluções práticas, sem caráter prescritivo. Como ilustração, são apresentados

exemplos de empresas finalistas ou vencedoras do PNQ, revelando o quanto podem ser proativas, refinadas ou

inovadoras as abordagens adotadas.

Espera que o leitor seja estimulado a consultar os Cadernos sempre que necessário e que se beneficie com os

exemplos apresentados. A série está disponível também em meio eletrônico no Portal www.fnq.org.br. Esta versão

permite o registro de sugestões e comentários.

Equipe de Redação

Sociedade | Cadernos de Excelência . FNQ | 1


SOCIEDADE

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ......................................................................................... 1

INTRODUÇÃO .............................................................................................. 3

O CRITÉRIO SOCIEDADE ........................................................................... 4

Responsabilidade socioambiental ...................................................... 4

Ética e desenvolvimento social ........................................................ 11

BIBLIOGRAFIA .......................................................................................... 20

2 | Cadernos de Excelência . FNQ | Sociedade


INTRODUÇÃO

Toda organização deve orientar sua atuação com base

em seu relacionamento ético e transparente com todas

as partes interessadas, visando ao desenvolvimento sustentável.

Nesse sentido deve preservar os recursos

ambientais e culturais para gerações futuras, respeitando

a diversidade e promovendo a redução das desigualdades

sociais. O exercício da cidadania pressupõe o

apoio a ações de interesse social, podendo incluir a educação

e a assistência comunitária, a promoção da cultura,

do esporte e do lazer, e a participação no desenvolvimento

nacional, regional ou setorial. A liderança na cidadania

implica influenciar outras organizações, públicas

ou privadas, a se tornarem parceiras nestes propósitos

e, também, estimular as pessoas de sua própria força

de trabalho a se engajarem em atividades sociais.

A organização que pretende implementar uma cultura

da excelência deve estar preparada para atuar

proativamente no que se refere ao atendimento das necessidades

da sociedade. Para essa organização, não é

suficiente atender aos requisitos legais e regulamentares;

é necessário procurar superá-los, com a convicção

de que ao longo do tempo os requisitos serão cada vez

mais exigentes, em função dos níveis crescentes de

conscientização da sociedade.

“Há indicações de que as organizações têm evoluído

muito nos processos internos de produção e

de apoio, a partir do uso de novoas tecnologias.

Esses processos trazem resultados financeiros.

Também há evolução significativa no critério

Pessoas. Entretanto, muitas ações ainda são necessárias

para que as empresas brasileiras atinjam

um grau de excelência compatível com os requisitos

do mundo moderno, a exemplo da responsabilidade

socioambiental.”

José Manuel de Aguiar Martins, Diretor Geral do

SENAI . Fonte: Classe Mundial 2005

Sociedade | Cadernos de Excelência . FNQ | 3


O CRITÉRIO SOCIEDADE

A estruturação do critério Sociedade está baseada principalmente

no fundamento Responsabilidade social que pressupõe

o reconhecimento da comunidade e da sociedade

como partes interessadas da organização. O valor da organização

depende de sua credibilidade perante a sociedade

e de seu reconhecimento público. Por esta razão, o zelo

com a imagem perante a sociedade é elemento fundamental

para o sucesso e a perenidade da organização. Outro

fundamento relacionado com o critério Sociedade é a Visão

sistêmica pela importância do entendimento das relações

de interdependência existentes entre a organização e o

ambiente externo. O fundamento Liderança e constância de

propósitos também orienta a estruturação deste critério, pela

importância do papel da Direção na incorporação da cultura

necessária ao desenvolvimento sustentável.

“Desenvolvimento sustentável: desenvolvimento

que satisfaz as necessidades presentes sem

comprometer a capacidade das futuras gerações

de satisfazerem suas próprias necessidades.”

Gro Harlem Brundtland, 1987, presidente da Comissão

Mundial de Meio Ambiente

O critério Sociedade contempla dois itens: Responsabilidade

socioambiental e Ética e desenvolvimento social.

O item Responsabilidade socioambiental contém requisitos

cuja finalidade é orientar a organização para a importância

de minimizar quaisquer impactos negativos que

seus processos, produtos e instalações possam representar

para a sociedade, bem como para a conservação dos

recursos e a preservação dos ecossistemas.

O item Ética e desenvolvimento social reúne os requisitos

necessários para que uma organização desenvolva um

comportamento ético e direcione sua força de trabalho

e parceiros para o fortalecimento da sociedade, por meio

de projetos sociais alinhados às necessidades das comunidades.

Também fazem parte deste item requisitos

voltados à adoção de políticas não discriminatórias na

força de trabalho.

RESPONSABILIDADE

SOCIOAMBIENTAL

Este Item enfoca como a organização contribui para o

desenvolvimento sustentável, por meio da minimização

dos impactos negativos potenciais de seus produtos, processos

e instalações na sociedade, e pela forma como

envolve as partes interessadas nas questões relativas à

responsabilidade socioambiental. É importante destacar

que o item trata dos impactos tanto sociais como

ambientais.

O quadro 1 apresenta as principais inter-relações do item

4.1 com os demais itens dos Critérios de Excelência.

4 | Cadernos de Excelência . FNQ | Sociedade


Quadro 1: Principais inter-relacionamentos do item 4.1

Fonte: Elaboração própria, 2006

Sociedade | Cadernos de Excelência . FNQ | 5


A) ELIMINAÇÃO OU MINIMIZAÇÃO DOS

IMPACTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS

Para que consiga minimizar ou mesmo eliminar os

impactos negativos (sociais e ambientais) decorrentes

de suas atividades, a organização deve, inicialmente

identificar quais são os impactos potenciais.

Note-se que as práticas utilizadas para essa identificação

devem abranger todo o ciclo de vida do produto,

desde o projeto, passando pela aquisição das matérias-primas,

produção, transporte e uso, até a disposição

final. É importante que entre os impactos

ambientais a serem considerados, sejam incluídos o

uso de recursos, agressões ao meio ambiente, ruído

etc. Com relação a impactos sociais, estes podem ser

relacionados a saúde humana, qualidade de vida e atividade

econômica das populações impactadas pelas

atividades da organização e outros.

O tratamento dos impactos identificados, visando a sua

eliminação ou minimização, requer a avaliação da relevância

dos impactos identificados e dos riscos envolvidos,

considerando, sempre que pertinente, implicações

legais, compromissos assumidos com partes interessadas

e anseios explícitos e implícitos de partes interessadas

e da sociedade como um todo. Metodologias como

FMEA, Hazop e outras, voltadas à avaliação de riscos,

podem ser de grande valia para essa finalidade. Essas

avaliações devem orientar a organização no estabelecimento

de metas e métodos para tratamento dos impactos

identificados.

O requisito deste marcador explicita que metas devem

ser estabelecidas para orientar os métodos a utilizar para

tratamento dos impactos sociais e ambientais. O quadro

2 apresenta as metas de emissões atmosféricas da Bahia

Sul, descritas no seu Relatório da Gestão de 2001.

Para os impactos ambientais, a Dana Albarus - Divisão de Cardans utiliza a Planilha de Identificação

de Aspectos e Impactos Ambientais. Estas planilhas visam identificar aspectos como resíduos

sólidos, líquidos e emissões gasosas, avaliando os impactos potenciais associados a cada um destes

quanto à sua severidade, abrangência, freqüência com que o aspecto ambiental é gerado e avaliação

dos controles operacionais existentes. A magnitude do impacto é avaliada por meio da pontuação

dos critérios acima descritos (severidade escala, freqüência e controle). De acordo com a

magnitude, os aspectos são tratados e ações são priorizadas por meio da definição de Objetivos e

Metas Ambientais junto à Alta Administração. Todos os aspectos significativos recebem tratamento

especial por meio de um processo de treinamento e conscientização ambiental específico para

todas as pessoas que realizam tais tarefas e do estabelecimento de controles operacionais, como

instruções de trabalhos, pisos impermeáveis, tratamento dos resíduos gerados (incluindo reciclagem,

tratamento de efluentes, co-processamento) e sistemas de exaustão com filtro. Dentro da tática de

integração de sistemas, realiza-se uma avaliação dos perigos e riscos relacionados à saúde e segurança

por meio da elaboração de FMEAs de segurança. Da mesma forma, todas as atividades são

avaliadas por meio de planilhas de perigos e riscos, estabelecendo-se controles operacionais e

melhorando os processos para minimizar riscos.

Fonte: Relatório da Gestão, Dana 2003

6 | Cadernos de Excelência . FNQ | Sociedade


A Aços Finos Piratini foi a primeira unidade do

Gerdau a avaliar todas as atividades relacionadas

com os aspectos ambientais de seus produtos, processos

e instalações quanto ao seu impacto potencial

nos meios físico, biológico e antrópico. Esta avaliação

é conduzida pela Comissão Interna de Meio

Ambiente (CIMA) e pelas áreas, que identificam as

atividades das células operacionais que possuam

aspectos ambientais e avaliam seus possíveis impactos.

Os aspectos ambientais são identificados levando-se

em consideração as entradas e saídas associadas

às atividades, processos e operações da usina.

Consideram-se, também, as situações normais

de operação, as de parada e partida e as potenciais

emergências. A magnitude do impacto que um aspecto

pode acarretar é dimensionada por meio de

pontuação, segundo critérios de escala, severidade,

probabilidade de ocorrência e duração. De acordo

com a pontuação, os impactos são tratados em planos

de ação ambientais específicos para todas as

áreas da usina.

Fonte: Relatório da Gestão, Gerdau – Aços Finos

Piratini, 2002

Tendo estabelecido as metas voltadas à eliminação ou

minimização dos impactos, a organização deve

implementar práticas de gestão compatíveis com a relevância

dos impactos identificados e das metas

estabelecidas.

A Weg Motores implementou as seguintes ações

para tratar seus efluentes gasosos:

- substituição de máquinas convencionais de

esmaltação de fios por máquinas com queima

catalítica dos solventes;

- sistemas de controle dos efluentes gasosos,

como coletores de pó nos departamentos

metalúrgicos;

- sistema de lavagem de gases para o processo

de fusão de alumínio; e

- monitoramento das emissões de gases.

Com relação aos efluentes líquidos, os mesmos

são tratados pelos seguintes sistemas:

- estações de tratamento de efluentes;

- estação de tratamento das águas de lavagem

das áreas de fundição.

Fonte: Relatório da Gestão, Weg Motores, 1997

Quadro 2: Metas de emissões atmosféricas da Bahia Sul Celulose

Fonte: Relatório da Gestão, Bahia Sul Celulose, 2001

Sociedade | Cadernos de Excelência . FNQ | 7


É importante notar que o requisito explicita que a organização

deve tratar os impactos de seus produtos, desde o

projeto até a disposição final, ou seja, durante todo o ciclo

de vida do produto. Isto significa que a empresa deve

analisar inclusive aspectos relativos ao impacto provocado

pelo descarte das embalagens de seus produtos.

B) COMUNICAÇÃO DOS IMPACTOS

SOCIAIS E AMBIENTAIS À SOCIEDADE

A organização deve manter práticas voltadas para a comunicação

com a sociedade a respeito dos impactos sociais

e ambientais de seus produtos, processos e instalações,

bem como de outras informações relevantes relativas

à responsabilidade socioambiental. Isso deve ser

feito de forma a demonstrar transparência e a conquistar

credibilidade. Vale a pena destacar que essa comunicação

pode ser de dois tipos:

a) Situações anormais – ocorrem quando algum desvio é

constatado, seja em característica de produto, seja em

desempenho de algum dos processos da organização,

com conseqüências negativas para a sociedade. Essa

comunicação visa informar a necessidade de alguma

ação específica para minimizar os efeitos do desvio.

b) Situações normais – ocorrem quando tanto os processos

como os produtos estão dentro da normalidade.

Normalmente, este tipo comunicação é utilizado para

manter a sociedade informada a respeito de indicadores

e de ações da organização. É feito tipicamente pelos

Relatórios Sociais emitidos sistematicamente.

No caso dos Relatórios Sociais, existem alguns modelos

consagrados no mercado que podem ser utilizados como

instrumento para a comunicação com a sociedade, tais como:

• Global Reporting Initiative (GRI);

• Ibase (ver quadro 3);

• Instituto Ethos.

C) TRATAMENTO DE PENDÊNCIAS E

SANÇÕES LEGAIS, REGULAMENTARES

E CONTRATUAIS

Conforme assinala a descrição do fundamento Responsabilidade

Social, o sucesso de uma organização no longo prazo

depende, entre outros aspectos, do atendimento e, mesmo,

da superação do requisito legais e regulamentares associados

a seus produtos, processos e instalações. Uma primeira

conseqüência dessa afirmação é a necessidade de

que a organização mantenha uma prática adequada para

assegurar conhecimento atualizado dos requisitos legais e

regulamentares relacionados à sua área de atividade. Isso

pode ser feito pela atuação de especialistas internos ou

externos à empresa, que devem manter-se permanentemente

informados a respeito das legislações pertinentes.

A Dana Albarus - Divisão de Cardans considera as

preocupações públicas com os seus produtos, processos

e operações de maneira proativa por meio do Software

de Atualização Legislativa. Com a utilização deste

software, é possível tanto monitorar o atendimento aos

requisitos legais e regulamentares ambientais quanto

verificar como estamos em relação aos preceitos atuais

e visualizar, de maneira proativa as proposições em

tramitação. Este software é atualizado

quadrimestralmente. A coordenação do Sistema de Gestão

Ambiental também recebe a cada quinze dias, por

intermédio do uma empresa de consultoria especializada

em legislação ambiental, uma listagem com leis e normas

ambientais que ainda estão tramitando ou sendo

analisadas pelos órgãos competentes, de forma a antecipar-se

aos requisitos legais que entrarão em vigor posteriormente.

Além disso, por intermédio do Conselho

Municipal de Meio Ambiente, a coordenação de Sistema

de Gestão Ambiental recebe os projetos de leis que

estão sendo elaborados no município, antecipando-se

às exigências legais, mesmo antes de sua promulgação.

Fonte: Relatório da Gestão, Dana, 2003

8 | Cadernos de Excelência . FNQ | Sociedade


Quadro 3: Modelo Ibase de Relatório Social (parte)

Fonte: Site do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas ( www.ibase.org.br)

Além dos requisitos legais, regulamentares e contratuais, as organizações

que buscam a excelência podem ainda aderir voluntariamente a convenções

setoriais ou outras, como a da Organização Internacional do Trabalho (OIT),

o que implica requisitos adicionais a serem considerados. Entre as convenções

freqüentemente assinadas voluntariamente pelas empresas brasileiras,

podem-se citar:

• Global Compact;

• Forest Stewardship Council (FSC) (para florestas);

• Responsible Care (ABIQUIM); e

• Carta da International Chamber of Commerce (ICC) (desenvolvimento sustentável).

A organização deve manter práticas

para tratar de forma adequada e ágil

as eventuais sanções decorrentes do

não atendimento aos requisitos estabelecidos

para sua atividade. O tratamento,

usualmente, deve considerar,

além da resposta ao órgão

fiscalizador, a análise das causas do

não atendimento e implementação

de ações voltadas a evitar a repetição

da ocorrência.

Sociedade | Cadernos de Excelência . FNQ | 9


Na Politeno, toda e qualquer pendência ou sanção

ambiental é tratada como requisito legal não

cumprido, sendo uma não-conformidade do Sistema

de Gestão Ambiental. É aberta uma ocorrência

no sistema de Gestão Integrada de Anomalias

(GIRO), que é tratada com prioridade absoluta

como reclamação de parte interessada. Ou

seja, a pendência recebe o mesmo tratamento

que uma reclamação de cliente.

Fonte: Relatório da Gestão, Politeno, 2002

D) PRESERVAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS

E CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS

NATURAIS

Com vistas ao desenvolvimento sustentável, espera-se

que uma organização que busque a excelência contribua

de forma proativa para a preservação dos

ecossistemas e a conservação dos recursos. Conseqüentemente,

deve, inicialmente, identificar as ações em que

sua contribuição poderia ser mais relevante. Essa identificação

deve ser feita com base em aspectos como área

de influência, tipo de atividade e características de seus

processos e de seu capital intelectual, entre outros. A

partir desse diagnóstico, deve implementar práticas voltadas

para maximizar sua contribuição nos temas identificados.

Considerando que essas ações normalmente

mobilizam recursos da organização, é fundamental que

a Direção esteja comprometida com o tema. Por essa

razão, a seleção e promoção das ações implicam necessariamente

que as mesmas estejam alinhadas com a estratégia

e com os valores organizacionais.

É importante fazer uma distinção entre os requisitos dos

marcadores “a” e “d” no que se refere ao meio ambiente.

O marcador “a” explicita que (entre outros pontos) a organização

deve minimizar ou eliminar os impactos ambientais

decorrentes de suas atividades. Por exemplo, no que se

refere a processos industriais, isso implica assegurar o

monitoramento dos impactos ao meio ambiente e

implementar modificações nos processos para tratar esses

impactos. Exemplos típicos são o tratamento de efluentes

e a filtração de gases. Por outro lado, o marcador “d” requer

práticas adicionais que não estejam necessariamente ligadas

aos processos produtivos. Exemplos típicos, neste caso,

são os projetos de preservação ambiental que algumas empresas

fazem, envolvendo inclusive a comunidade. Naturalmente,

a abrangência dessas atividades está diretamente

relacionada ao porte e ao perfil da organização (ver exemplos

Copesul e Santa Casa de Porto Alegre, abaixo).

Segundo sua política de respeito à natureza, a Copesul

mantém o Parque Copesul de Proteção Ambiental,

com área de 68 hectares. Contratada pela Copesul,

em março de 1987, a Fundação Zoobotânica do Estado

do Rio Grande do Sul iniciou o estudo de criação

do referido parque com base no Everglades

National Park, localizado na Flórida, EUA. O objetivo

maior era preservar e estudar os recursos naturais

da região. Plantas e animais foram classificados, seus

hábitats estudados e seus quantitativos avaliados.

Hoje, estão catalogadas 1.200 espécies de flora e

fauna. O parque é o refúgio de 119 espécies de pássaros

e centenas de outros animais. A partir de 1992, o

local foi aberto à visitação pública, com mais de 1.200

metros de trilhas calçadas, mirantes e museu, constituindo-se

em vivo instrumento educacional para a

preservação ambiental e testemunho de convivência

harmônica entre o desenvolvimento econômico-industrial

e o meio ambiente. Regularmente, a

Fundação Zoobotânica do Estado do Rio Grande do

Sul faz avaliações quanto às mudanças na fauna e na

flora do parque, comprovando que a qualidade

ambiental da região não tem sofrido alteração.

Fonte: Relatório da Gestão, Copesul, 1997

10 | Cadernos de Excelência . FNQ | Sociedade


Um exemplo de preocupação

com a preservação do ambiente,

no caso da Santa Casa de

Porto Alegre, foi a realização

de transplantes de árvores (palmeiras

e coqueiros) de locais

afetados pelas obras de ampliação

do Hospital Santa Rita

para outros locais do terreno

da instituição.

Fonte: Relatório da Gestão, Santa

Casa de Porto Alegre, 2002

Adicionalmente, o marcador “d” traz

ainda requisitos voltados para a conservação

de recursos. Exemplos típicos

de ações nesse sentido são os

programas e campanhas de economia

de energia, reciclagem de materiais

(papel, plásticos, metais etc.) e uso

racional de água.

E) CONSCIENTIZAÇÃO

QUANTO À

RESPONSABILIDADE

SOCIOAMBIENTAL

À medida que uma organização evolui

na incorporação dos aspectos relativos

à responsabilidade socioambiental,

é esperado que ela passe a

atuar como elemento de multiplicação

perante as partes interessadas

com as quais se relaciona. Naturalmente,

as primeiras partes interessadas

a serem envolvidas são a força

de trabalho e os acionistas. Em seguida,

as demais partes interessadas

(fornecedores, clientes e sociedade)

devem ser também alvo dos esforços

da organização no sentido da criação

de uma massa crítica maior, o

que contribui para o aumento da eficácia

das ações identificadas e

selecionadas pela organização.

ÉTICA E

DESENVOLVIMENTO

SOCIAL

Este item reúne os requisitos relativos a:

• promoção do relacionamento ético

com as partes interessadas e

com a concorrência;

• fortalecimento da sociedade, por

meio de projetos alinhados às

suas necessidades;

• implementação de políticas não

discriminatórias e voltadas para a

inserção das minorias na força de

trabalho;

• imagem da organização perante

a sociedade.

O quadro 4 apresenta as principais interrelações

do item 4.2 com os demais

itens dos Critérios de Excelência.

A Gerdau – Aços Finos Piratini promove regularmente um curso em Educação Ambiental, obrigatório,

para todos os seus colaboradores e para os terceiros que realizem atividades que possam afetar o meio

ambiente, no qual são abordados temas relativos aos problemas ambientais globais, impactos potenciais

da usina e o compromisso de cada cidadão com o meio ambiente. Foram realizadas, desde 2000,

aproximadamente 3.500h de treinamento em Educação Ambiental. A empresa participa regularmente

de eventos que promovem a conscientização ambiental (coleta seletiva, educação ambiental) na comunidade.

Como exemplos dessa atividade, incluem-se palestras em Educação Ambiental, ministradas

por profissionais da AFP no Hospital de São Jerônimo, Escola Assis Chateaubriant, CNEC - Escola

Técnica Cenecista de Charqueadas, Prefeitura Municipal de Charqueadas, Escola CREARE, Câmara

Municipal de Vereadores de Charqueadas, Ulbra - Universidade Luterana do Brasil, palestra de

Reciclagem de Resíduos no Curso de Mestrado em Meio Ambiente da UFRGS e a palestra proferida no

Fórum de Meio Ambiente de Charqueadas.

Fonte: Relatório da Gestão, Gerdau, 2002

Sociedade | Cadernos de Excelência . FNQ | 11


Quadro 4: Principais inter-relacionamentos do item 4.2

Fonte: Elaboração própria, 2006

12 | Cadernos de Excelência . FNQ | Sociedade


Quadro 5: Código de Ética da Bahia Sul

Fonte: Relatório da Gestão, Bahia Sul, 2001

A) RELACIONAMENTO ÉTICO

“A ética é a base da responsabilidade social, expressa

nos princípios e valores adotados pela organização. Não

há responsabilidade social sem ética nos negócios”. 1

Portanto, as organizações que buscam a incorporação do

fundamento Responsabilidade social devem manter práticas

que assegurem um relacionamento ético com todas

as partes interessadas e com os concorrentes. Uma

prática usualmente adotada é a formalização de um Código

de Ética, que explicita os princípios adotados pela

organização e as regras de comportamento a serem

mantidas pelos seus representantes (direção, força de

trabalho). Normalmente, esse Código de Ética é divulgado

tanto interna como externamente.

Fundamentado em seu modelo de gestão, a Bahia Sul estabeleceu

o seu código em um processo que contou com a

participação de 20% de seu quadro organizacional e o suporte

do Centro de Estudos de Ética da FGV (CENE). Este instrumento

está esquematizado em 12 diretrizes, considerando

todas as partes interessadas e a concorrência (quadro 5).

1. Instituto Ethos - www.ethos.org.br

Sociedade | Cadernos de Excelência . FNQ | 13


B) ESTÍMULO AO COMPORTAMENTO ÉTICO

Tendo a organização definido seus compromissos éticos, o que pode ser feito

por meio de um Código de Ética, como sugerido anteriormente, é necessário

implementar práticas para:

• assegurar que estes compromissos sejam divulgados e compreendidos

pela força de trabalho; e

• tratar eventuais desvios em relação aos compromissos estabelecidos.

É importante que a divulgação dos compromissos éticos seja feita com a

participação ativa dos membros da Direção, para que estes demonstrem seu

comprometimento pessoal com os mesmos.

O Grupo Belgo entrega um exemplar de seu Código de Ética aos empregados,

clientes e fornecedores, e o disponibiliza na Intranet e na

Internet. Campanhas internas incentivam a leitura do Código por meio

de premiações associadas ao entendimento do mesmo.

Existe um Comitê de Ética, que zela por:

• constante atualização e adequação do Código;

• deliberar em questões de dúvida sobre a interpretação do texto;

• julgar casos de violação.

Adicionalmente, em 2004, foram criadas Comissões de Ética nas diversas

unidades, compostas por elementos da liderança e do chão de

fábrica, para apoiar essas atividades.

Fonte: Relatório da Gestão, Belgo Juiz de Fora, 2004

C) IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES DAS

COMUNIDADES

Para que os esforços da organização com relação aos projetos sociais (objeto dos

requisitos do marcador “d”) estejam alinhados com as necessidades e expectativas

da comunidade, é fundamental que estas sejam adequadamente identificadas. Caso

contrário, corre-se o risco de despender recursos em áreas ou temas menos prioritários.

Esta identificação implica que a organização deve manter um relacionamento suficientemente

estreito com as comunidades em sua área de atuação, de modo a assegurar

um nível de conhecimento suficiente a respeito de suas necessidades.

14 | Cadernos de Excelência . FNQ | Sociedade


Para que se possa fazer a identificação das necessidades e expectativas das

comunidades, é importante que a organização, inicialmente, identifique quais

segmentos da comunidade se relacionam com a organização. Tipicamente,

segmentos da comunidade que se relacionam com a organização incluem:

• população vizinha às instalações da organização (representada por associações

de bairros, escolas, órgãos públicos etc.);

• empresas vizinhas às instalações da organização e que têm interesses comuns,

tais como planos em conjunto para controle de emergências como,

por exemplo, o Plano de Ajuda Mútua (PAM), ou necessidades de qualificação

de mão de obra; e

• entidades de classe representativas do setor de atuação da organização.

A partir da identificação desses segmentos da comunidade, a organização

deve manter práticas para a identificação de suas necessidades e expectativas,

que podem incluir pesquisas, consultas ou sistemáticas de diálogo com

representantes da mesma.

A Belgo Juiz de Fora tem nos resultados da ampla pesquisa de opinião

pública feita pelo Centro de Pesquisas Sociais da UFJF um forte elemento

para a formulação de sua ação estratégica na comunidade. Os

resultados são utilizados no planejamento das ações estratégicas e na

definição de indicadores que permitem a verificação da efetividade

dessas intervenções. Esta pesquisa é realizada anualmente a fim de

possibilitar o acompanhamento do processo e as transformações sociais

correspondentes, e dela surgem os principais planos de ação, desdobrados

em projetos sociais voltados para atender as demandas da

sociedade. Em função das necessidades identificadas, a empresa estabelece

planos de ação de melhoria, alinhados ao Planejamento Estratégico,

visando à manutenção e ao zelo de sua imagem institucional

na sua região de influência.

Fonte: Relatório da Gestão, Belgo Juiz de Fora, 2004

Sociedade | Cadernos de Excelência . FNQ | 15


Desde 1999 a área de Assistência

Social da Dana Albarus - Divisão

de Cardans tem realizado

entrevistas sistemáticas com as

entidades assistidas para o levantamento

de suas necessidades.

Adicionalmente, desde 2001, a

Dana instituiu uma reunião anual

com autoridades do município

de Gravataí, que foi selecionado

como “Comunidade Chave”

para atuação da empresa.

Fonte: Relatório da Gestão,

Dana, 2003

D) PROJETOS SOCIAIS

A partir do conhecimento das necessidades

e expectativas da sociedade,

conforme explicitado nos requisitos

do marcador “c”, a organização deve

selecionar quais projetos deve

implementar ou apoiar.

Para maximizar o grau de sucesso na

execução dos projetos em que a organização

vai concentrar seus recursos,

algumas condições devem ser

consideradas:

• os projetos selecionados devem

estar alinhados com a estratégia;

• recursos necessários (humanos,

financeiros) devem ser compatíveis

com as disponibilidades; e

• conhecimentos necessários para

a realização dos projetos devem

ser coerentes com as competências

disponíveis.

Para isso, a organização deve estabelecer

critérios claros que apóiem a

seleção e priorização dos projetos.

A Gerdau – Aços Finos Piratini definiu suas Diretrizes de Apoio à Comunidade, representadas pelos cinco

pontos abaixo:

1) Objetivo: Desenvolver junto com a comunidade trabalhos que visem ao crescimento e à troca de experiências,

buscando a interação empresa-indivíduo-comunidade.

2) Meta: Manter o apoio financeiro de, no mínimo, a média dos últimos dois anos na manutenção, criação e/ou

desenvolvimento de projetos vinculados à comunidade. Desenvolver ou manter projetos que visem ao

apoio na área da educação, criando, dessa forma, vínculo entre escola e comunidade.

3) Áreas de atuação: educação, saúde, órgãos públicos, entidades não-governamentais.

4) Critérios: Análise crítica e avaliação sobre fatores, tais como:

a) Abrangência - Número de empregados/dependentes que serão beneficiados pelo sistema implantado;

b) População comunitária atingida;

c) Seriedade e idoneidade da entidade;

d) Grau de envolvimento na busca de resultados no curto, médio e longo prazos; e

e) Desenvolvimento do espírito de cidadania, motivando e criando em seus empregados estruturas que

valorizem e reconheçam trabalhos que apóiem o meio onde estamos inseridos.

5) Verba: Anualmente, será definida pelo comitê a verba que será destinada aos projetos de apoio à comunidade.

Fonte: Relatório da Gestão, Gerdau – Aços Finos Piratini, 2002

16 | Cadernos de Excelência . FNQ | Sociedade


Tendo sido selecionados os projetos, a força de trabalho deve ser incentivada

a participar dos mesmos. Dessa forma, além da própria realização dos projetos,

a organização contribuirá para aumentar o nível de conscientização das

pessoas, quanto a assuntos ligados à responsabilidade social. Para tanto, a

organização pode manter planos de treinamento de voluntários e de acompanhamento

das ações empreendidas pelos mesmos.

A Serasa decidiu potencializar a vocação para o voluntariado por meio

da sistematização de um processo, em decorrência de seus princípios e

da percepção da prática individual do voluntariado pelo “Ser Serasa”

(expressão usada para caracterizar o empregado da Serasa). Foram realizados

um levantamento e um mapeamento com o “Ser Serasa” para

conhecimento das ações de voluntariado individual existente e do

interesse por esse tipo de atuação. Com base no mapeamento e no

espírito voluntário característico do “Ser Serasa”, foi definido como

foco o voluntariado em assistência social (alimentação, vestuário, higiene,

remédios, teto e conforto) para crianças, idosos ou famílias carentes.

Atualmente são mantidos 80 Times de Voluntários, com autonomia

para definir suas ações. A empresa mantém diversas práticas

para estimular as atividades dos voluntários, tais como o Encontro Anual

dos Voluntários, o Dia do Voluntário Serasa, o Prêmio Serasa em Reconhecimento

à Curiosidade Social, e outras.

Fonte: FNQ: Classe Mundial, 2005

Ao desenvolver projetos sociais, a organização deve também estimular seus

parceiros (fornecedores, clientes, distribuidores) a participar desses esforços.

Dessa forma, a eficácia das ações será aumentada e será obtida maior

massa crítica de organizações conscientizadas a respeito de suas responsabilidades

sociais.

“Tentamos mostrar a nossos parceiros que a conduta responsável contribui

para a diminuição dos riscos e para a perpetuação do negócio.”

Leonardo Gloor, Gerente da Fundação Belgo

Pode-se ainda considerar a possibilidade de estabelecer sinergia com órgãos

governamentais ou não-governamentais, públicos ou privados. Como exemplo,

as áreas de cultura, educação e esporte oferecem um potencial importante

para projetos com esse tipo de sinergia: apoio a bibliotecas, competições

esportivas, incentivos a eventos musicais etc.

Sociedade | Cadernos de Excelência . FNQ | 17


E) AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DA SOCIEDADE

Devem ser estabelecidas formas de avaliar a satisfação das comunidades em

relação à organização que considerem pelo menos os seguintes aspectos:

• satisfação com relação aos impactos dos processos e operações; e

• satisfação com relação aos esforços para o fortalecimento da sociedade.

O primeiro aspecto tem a ver com o grau de eficácia do atendimento aos

requisitos do item 4.1, e o segundo está relacionado com a eficácia dos projetos

sociais (Itens 4.2, marcadores “c” e “d”).

Podem-se buscar bons fundamentos nos processos de Stakeholder Engagement,

Planning a Accounting da AA1000S 2 , bem como no módulo 4 desta norma

sobre Measuring and Communicating the Quality of Stakeholder Engagement.

A Politeno aplica questionários para avaliar a satisfação das comunidades

com relação a seus projetos, visando medir se as expectativas da

população envolvida foram atendidas.

Fonte: Relatório da Gestão, Politeno, 2002

F) POLÍTICAS NÃO-DISCRIMINATÓRIAS E TRABALHO

INFANTIL

A organização deve assegurar-se de que a diversidade seja respeitada

em suas práticas e relações de trabalho, abrangendo raça, gênero, classe

social, nacionalidade, religião, orientação sexual, idade, filiação político-partidária

e sindicalização. Deve ainda implementar práticas que garantam

que o trabalho seja permitido apenas para maiores de idade,

exceto em casos de trabalho para menores aprendizes e para jovens,

realizados estritamente de acordo com as regulamentações aplicáveis.

Existem empresas que incluem nos critérios para seleção de fornecedores

cláusulas contra a exploração de mão-de-obra infantil e a utlização

de trabalho forçado.

2. Institute of Social and Ethical Accountability

18 | Cadernos de Excelência . FNQ | Sociedade


A Dana mantém procedimentos descrevendo os

processos de recrutamento interno e externo,

bem como o processo sucessório, prescrevendo

que não haja discriminação étnica, sexual e social

na força de trabalho, e cabe à área de Recursos

Humanos assegurar sua aplicação. Com relação

ao trabalho infantil, está estabelecido que

somente maiores de 18 anos podem ser contratados,

restrição esta aplicada também aos serviços

de terceiros.

Fonte: Relatório da Gestão, Dana, 2003

G) IMAGEM PERANTE A SOCIEDADE

O valor de uma organização depende de sua

credibilidade perante a sociedade e do reconhecimento

público que recebe. Por esta razão, ela deve

manter práticas que lhe permitam conhecer sua imagem

perante a sociedade. É importante ter clara a

diferença entre a avaliação do grau de satisfação da

comunidade (requisito do marcador “e”) e a avaliação

da imagem perante a sociedade (requisito do

marcador “g”). Ainda que as duas avaliações possam

ser feitas a partir dos mesmos instrumentos, há diferenças

importantes entre elas. A avaliação do grau

de satisfação, normalmente, está associada à percepção

por parte das comunidades de ações mais específicas

realizadas pela organização, e normalmente

têm horizonte de menor prazo. Por outro lado, a avaliação

da imagem está mais relacionada à visão global

que a sociedade tem da organização, com base

no conjunto de atuações que a mesma tem feito ao

longo de sua história. Naturalmente, a avaliação da

imagem fica condicionada ao resultado das ações mais

recentes, e por essa razão é importante que o instrumento

para sua avaliação consiga, na medida do possível,

captar a percepção global, pois esta tem mais

relação com a credibilidade da organização e o reconhecimento

público.

Esse marcador inclui também um requisito sobre como

a organização zela pela sua imagem perante a sociedade.

Zelar pela imagem implica:

• identificar requisitos legais e outros compromissos

ou acordos, impostos ou voluntariamente assumidos,

que sejam aplicáveis aos aspectos éticos e aos impactos

sociais de suas atividades, produtos e serviços,

mesmo aqueles do ambiente de trabalho e da

segurança e saúde ocupacional, do meio ambiente,

do patrimônio e do capital social, da economia e das

relações com o mercado;

• definir responsabilidades e práticas para assegurar o

atendimento pleno a tais requisitos;

• analisar os resultados das avaliações da imagem e

atuar nas lacunas observadas; e

• manter um sistema de comunicação adequado com a

sociedade.

A Belgo Juiz de Fora, em função tanto das pesquisas

de satisfação como da pesquisa de imagem

que realiza, formula novas estratégias de atuação

comunitária.

Fonte: Relatório da Gestão, Belgo Juiz de Fora, 2004

A Joal Teitelbaum divulga os prêmios conquistados

nas áreas de Meio Ambiente e Responsabilidade

Social como forma de transmitir uma imagem

de organização responsável e conciente.

Fonte: Relatório da Gestão, Joal Teitelbaum 2003

Sociedade | Cadernos de Excelência . FNQ | 19


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