Albinos do Meu Brasil: a luta para não passar em ... - Diversitas - USP

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Albinos do Meu Brasil: a luta para não passar em ... - Diversitas - USP

Roberto Rillo Bíscaro

Introdução

É sabido que, após a Segunda Guerra Mundial, o movimento

pela inclusão das pessoas com necessidades específicas alavancou-se.

Um exército de mutilados abriu os olhos da Europa para a necessidade

de colocação no mercado para esses indivíduos, bem como

para toda espécie de adaptação de logradouros e aparelhos.

O Movimento pelos Direitos Civis norte-americano, iniciado

no fim dos anos 1950, inspirou e incentivou diversos grupos oprimidos

e excluídos a se posicionarem em prol de acessibilidade e

correção de desvantagens.

A ditadura militar brasileira retardou tomada de posição mais

efetiva por parte dos excluídos, mas, a partir de fins dos anos 1970,

se observou crescente movimento reivindicatório da população

LGBT, das mulheres e dos deficientes físicos 2 .

Salutar e louvável, a luta pelo direito inclusão caminhou bastante

nas últimas décadas, mas, curiosamente, manteve na invisibilidade

um grupo altamente visível por suas características físicas, as

pessoas com albinismo (PCAs).

Albinismo

O albinismo é uma condição genética na qual os indivíduos nascem

sem melanina, pigmento responsável pela coloração da pele,

olhos, cabelos e pelos. A ausência da substância torna as PCAs totalmente

vulneráveis à radiação UVA e UVB. Desse modo, a probabilidade

de desenvolvermos câncer de pele é muito alta, especialmente

em países tropicais como o Brasil. A fim de minimizar os riscos,

as PCAs devem aplicar bloqueador solar, fator 30 ou mais, a cada

duas horas, mesmo em dias sem sol. Além disso, aconselha-se evitar

o sol nos horários mais quentes. Ao sair ao sol, albinos devem usar

chapéus de abas largas, camisa de manga comprida, enfim, expor

2 Recomendo a leitura de JÚNIOR, Lanna; MARTINS, Mário Cléber (Comp.). História

do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil. Brasília: Secretaria de Direitos

Humanos/Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência,

2010. A obra pode ser acessada no endereço .

Acesso em: 27 maio 2012. Existe versão em forma de documentário,

disponível em: . Acesso em: 27 maio 2012.

Oralidades

Oralidades - Ano 6 n.11 - jan-jul/2012

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