Jornal das Oficinas 073 - Dezembro 2011

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73

DEZEMBRO

2011

ANO VIII

JORNAL INDEPENDENTE DE MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE AUTOMÓVEIS LIGEIROS E PESADOS

WWW.JORNALDASOFICINAS. COM || WWW.APCOMUNICACAO.COM

COLISÃOEM DEBATE

|| Com o tema “Desafios e oportunidades no sector da colisão”, a 1ª Conferência de Repintura realizada pelo

JORNAL DAS OFICINAS, foi um sucesso, quer pelo número de participantes (mais de 150 pessoas), quer pela

qualidade das intervenções dos oradores presentes. Leia a reportagem completa do evento nesta edição

PRIORIDADE

À FORMAÇÃO

|| PÁG. 06

O Jornal das Oficinas elegeu

2012 como o ano da Formação

para Gestores de Oficinas

Automóvel e Distribuidores de

Peças Auto

MANUTENÇÃO

DE VEÍCULOS HÍBRIDOS

|| PÁG. 86

Os primeiros modelos de

veículos híbridos já

ultrapassaram os seus períodos

de garantia e têm de realizar a

sua manutenção

O PINTOR

E SEU ESTÚDIO

|| PÁG. 90

Neste artigo, analisamos as

principais características de

construção e as novas tecnologias

utilizadas no funcionamento das

cabinas de pintura

O PÁRA-BRISAS

E A SEGURANÇA

|| PÁG. 93

O pára-brisas é um elemento

integrante da carroçaria das

viaturas e actua como

componente no sistema de

segurança das viaturas

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DO AFTERMARKET

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JORNAL INDEPENDENTE DE PEÇAS, ACESSÓRIOS E EQUIPAMENTOS

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ANOS


25 anos ao seu dispor


02

EDITORIAL

GESTÃO DAS

MARGENS

Como em qualquer outro negócio, o

serviço de manutenção e reparação

automóvel é sempre um braço de ferro

negocial entre o cliente e a oficina. Esta

tenta repercutir os seus custos na factura

que passa ao cliente, enquanto que por

sua parte este está sempre a tentar obter

qualquer tipo de vantagem.

O cliente sabe que tem uma posição

negocial mais forte, porque anda de carro

e pode parar à porta de qualquer oficina,

escolhendo a que mais lhe convém. As

oficinas tentam enfrentar esta

contingência estabelecendo preços fixos

para determinados serviços mais

procurados. Esta solução resulta para os

clientes ditos ocasionais, mas no caso dos

clientes de maior volume de facturação,

como os que possuem frotas de veículos,

essa solução não tem a mesma

viabilidade, porque o volume de serviço

pode permitir ajustamentos de custos que

não são possíveis noutros casos. Se não

efectuar esses ajustamentos, a oficina

perde capacidade competitiva, em relação

a outros concorrentes do mercado.

Noutros tempos, a oficina podia oferecer

os serviços de mão de obra, porque a

margem do produto chegava aos 30% e os

salários eram baixos. Nada disso é neste

momento parecido com esses tempos,

porque a extrema concorrência esmagou

a margem do produto e os custos laborais

dispararam em flecha.

A única forma do empresário da oficina

garantir uma margem de negócio

atractiva nos tempos actuais é aperfeiçoar

a gestão do seu negócio, tornando-o mais

eficiente e produtivo. Diversificação,

gestão de stocks, política de compras e

maximização da taxa de ocupação da

mão-de-obra são algumas das

ferramentas que poderá utilizar nesse

sentido, sem esquecer o investimento em

equipamentos de alta tecnologia e na

formação do pessoal, porque a

produtividade é um factor essencial de

rentabilidade da mão-de-obra.

Por outro lado, a diversificação do negócio

pode elevar significativamente a margem

média no negócio, ao introduzir produtos

com maiores margens de comercialização.

Para manter o controlo das margens do

negócio, o empresário deve apostar nos

indicadores económicos de rentabilidade.

Através desses indicadores, poderá

acompanhar o desempenho dos vários

factores chave de rentabilidade do

negócio, introduzindo oportunamente as

correcções indispensáveis.

DEZEMBRO 2011

MERCADO JORNAL DAS OFICINAS

04 AUMENTAR O MONTANTE DAS REPARAÇÕES www.jornaldasoficinas.com

DESEJAR

VENDER

|| Se considerarmos que a tarefa mais difícil em todo o mundo da reparação

automóvel é conseguir que os clientes se metam no carro e vão até à oficina,

muitos dirão que a segunda mais difícil é conseguir aumentar a média dos

montantes das ordens de reparação

E

mbora esse objectivo realmente exija

uma adequada combinação de

procedimentos efectivos e de uma

liderança forte, não é assim tão difícil de

alcançar como muitos fazem crer.

De facto, a maior parte das oficinas de

baixas médias de facturação ou não fazem

campanhas bem organizadas de

verificações gratuitas, ou não fazem

qualquer controlo destas acções e do

potencial que podem apresentar. No

mínimo, 75% dos carros que entram

diariamente numa oficina deveriam ter

uma verificação completa gratuita,

qualquer que seja o serviço pretendido

pelo cliente. No final, um formulário

completo é entregue ao cliente e a oficina

fica com a respectiva cópia. Mesmo que

essas verificações realizadas por técnicos

qualificados tenham custos para a oficina

e obriguem os clientes a perder mais

algum tempo, há pelo menos um

aumento de facturação da ordem dos 20%

que pode ser alcançado com esse sistema.

A média do custo das ordens de

reparação, não só indica qual é o gasto

que o cliente médio gasta na oficina,

como mede a qualidade da relação da

oficina com todos os seus clientes.

Também revela qual o grau de eficiência

das verificações gratuitas realizadas e qual

é a capacidade real da oficina para

promover as suas vendas.

Parece não restarem dúvidas de que, se a

oficina mantiver um bom relacionamento

com os seus clientes e se fizer esforços

para manter e renovar esse

relacionamento, numa base regular, há

muito mais possibilidades dos clientes

mandarem realizar as reparações e

operações de manutenção de que

necessitam nessa oficina.

Para se conseguir isso, é necessário

perceber as motivações e necessidades

dos clientes, manter o contacto com o

veículo e possuir um histórico completo

do mesmo. Quando isso é conseguido, as

oportunidades da oficina contactar o

cliente para lhe lembrar ou sugerir

qualquer intervenção duplicam no

mínimo e pode chegar o momento em

que a ordem de reparação já pode estar

feita, mesmo antes do carro entrar na

oficina. Claro que para isso o líder da

oficina e a sua equipa têm que ter a

perfeita consciência de que não querem

tirar nada ao cliente, mas, pelo contrário,

®

APCOMUNICAÇÃo

O SEU PARCEIRO DE NEGÓCIO

DIRECTOR: João Vieira DIRECTOR ADJUNTO: Paulo Homem CHEFE DE REDACÇÃO: Hugo Jorge PROPRIEDADE: João Vieira SEDE DE REDACÇÃO: Largo Infante

D. Henrique, 7 - Várzea de Colares - 2705- 351 COLARES Telefone: 21.928.80.52 Fax: 21.928.80.53 E-mail: geral@apcomunicacao.com REDACÇÃO: Augusto

Quelhas, João Cerqueira, Paula Veloso Amaral(paulavelosoamaral@apcomunicacao.com) PRODUÇÃO GRÁFICA: Pedro Vieira, António Valente PUBLICIDADE:

Telefone: 21.928.80.52 Director:Mário Carmo E-mail: mario.carmo@apcomunicacao.com Anabela Machado E-mail: anabela.machado@apcomunicacao.com

IMPRESSÃO: Peres-Soctip – Estrada Nacional 10, Km 108,3 - 2135-114 Samora Correia Telef: 263.00.99.00 PERIODICIDADE: Mensal ASSINATURA ANUAL: 34

Euros (12 números) Nº de Registo no ERC: 124.782 Depósito Legal nº: 201.608/03 TIRAGEM: 10.000 exemplares.

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MERCADO

AUMENTAR O MONTANTE DAS REPARAÇÕES

DEZEMBRO 2011

05

desejam com as melhores intenções do

mundo evitar-lhe problemas e despesas

desnecessárias. Esta postura de

tranquilidade positiva e uma comunicação

afável e transparente são fundamentais

para captar a confiança do cliente e

promover as vendas da oficina. Por outro

lado, se a oficina e os seus colaboradores

demonstrarem vontade de vender mais

produtos e serviços, no claro interesse do

cliente, este acaba por sentir que fica

credor de uma “hipótese” que deu à

oficina e isso cria mais cumplicidade no

relacionamento entre ambos. No pólo

inverso, a indiferença da oficina acaba

também por gerar a indiferença do

cliente.

Efectivamente, se a oficina não investir

tempo no contacto com os seus clientes e

na avaliação do estado dos seus veículos e

das suas necessidades de manutenção, é

mais do que certo que está a perder todos

os dias muitas oportunidades de negócio.

Vender, o quê?

O cliente detesta ir às oficinas, porque

pensa que vai gastar mais dinheiro do que

devia e vai saber de coisas sobre o carro

que preferia ignorar. O cliente acha por

isso as oficinas um sítio “chato”, onde só se

vai em último caso e quase por obrigação.

Portanto, tudo o que a oficina possa

pretender vender ao cliente é visto em

primeira análise através destes “óculos”.

Para conseguir ter sucesso, a oficina tem

que inverter drasticamente este tipo de

abordagem, transformando-se num local

onde é possível aprender mais sobre os

carros, fazer bons negócios e até ganhar

dinheiro. Tem que se tornar num ponto de

interesse do cliente, num local agradável,

acolhedor e (porque não?) divertido e até

descontraído. A primeira e única coisa que

a oficina tem que vender ao cliente é um

novo conceito de oficina, uma oficina à

medida dos clientes e totalmente voltada

para resolver as suas necessidades de

mobilidade, com a máxima competência e

com a máxima eficiência.

O ponto de viragem nesta tranquila

revolução está no atendimento. O cliente

está “escaldado” por ser mal atendido em

quase todos os locais a que se desloca,

pela indiferença e pelo desinteresse. O

facto é que os carros se avariam e têm

necessidades de manutenção, como

pneus, por exemplo. A oficina está

portanto numa posição de poder ajudar o

|| No mínimo, 75% dos carros que entram diariamente numa oficina deveriam ter uma

verificação completa gratuita, qualquer que seja o serviço pretendido pelo cliente

cliente a resolver os seus problemas

relacionados com o veículo, mas tem que

demonstrar que se interessa realmente

por esses problemas e que não está

meramente à espreita de uma

oportunidade para vender qualquer coisa,

mesmo que não tenha o mínimo interesse.

Para “convencer” o cliente, tem que lhe

demonstrar que sabe do que está a falar,

tem competência e vai por isso encontrar

a melhor solução para o seu caso. Isso é

conseguido através de dados de

diagnóstico credíveis, informação

completa e transparente, serviços de

qualidade e preços ajustados à eficiência

demonstrada nas intervenções.

O cliente precisa de um local em que se

sinta em casa e quer efectivamente

confiar na oficina, mas é necessário que

esta lhe dê uma oportunidade para o

fazer. A oficina consegue isso quando

demonstra real preocupação com o

problema do cliente e lhe expõe as

melhores alternativas de solução, como se

fosse a uma pessoa de família ou a um

amigo. Pode parecer absurdo, mas a

primeira coisa que a oficina tem que

reparar é muitas vezes um coração

partido. E continua a não haver

alternativas para a falta de afecto, a não

ser o próprio afecto.

Utilizar as ferramentas

A média de facturação da oficina, que

resulta da divisão do total facturado pelo

período de dias pretendido (semana, mês,

trimestre, semestre, ano) é algo que não

deve decepcionar-nos, no caso de ser

baixa, mas deve antes ser considerada

uma ferramenta essencial de gestão, no

sentido de corrigir a estratégia do negócio

ou até a falta dessa mesma estratégia. Se a

oficina tem muitas visitas de clientes e a

rentabilidade se mantém baixa, isso

significa que está a ser sub utilizada,

provavelmente porque o pessoal não

identifica todas as necessidades do

veículo, nem alerta o cliente para a

necessidade de satisfazer essas

necessidades. Desse modo, o cliente

acaba por ir realizar as operações de

manutenção que faltam noutra oficina

qualquer, por questões várias, entre as

quais a sua comodidade, confiança no

pessoal dessa oficina e outros factores

aleatórios. Portanto, a oficina só pode

queixar-se de si própria.

É falta de profissionalismo não verificar os

sistemas essenciais do carro e, caso

existam anomalias, não propor ao cliente,

com um certo grau de urgência e

necessidade, a respectiva reparação. Se o

cliente não puder realizar a intervenção

no momento, não importa o motivo,

continua a ser falta de profissionalismo

não marcar uma data para a realizar, nem

acompanhar a situação, até que o

problema do veículo fique devidamente

resolvido. Claro que continua a ser falta de

profissionalismo não ter uma base de

dados completa de clientes, com todos os

dados necessários para efectuar contactos

e outras informações essenciais para uma

boa gestão de clientes.

A oficina não pode ter as ferramentas de

gestão, administrativas e de intervenção

no armário, porque essas ferramentas são

a sua forma de enfrentar os desafios do

mercado e a maneira de lutar pela sua

sobrevivência. Do mesmo que não pode

partir do princípio errado do que os

clientes não sabem o que querem e só

fazem perder tempo. Esta é a via da

confrontação estéril e o melhor caminho

para o fracasso. A oficina tem que partir

do princípio lógico de que todos os

clientes são pessoas normais, dignas de

toda a atenção e que só há um lado

correcto para estar: ao lado do cliente.

Para estar ao lado do cliente, a oficina tem

que se interessar pelo seu carro e tem que

resolver os seus problemas da melhor

maneira. Isso inclui necessariamente uma

revisão completa ao estado do veículo e a

manutenção da mobilidade. Nenhuma

pessoa normal gosta de chegar tarde ao

emprego, ou não chegar à hora de jantar a

casa, ou falhar um espectáculo daqueles

importantes, porque a “sua” oficina se

esqueceu de verificar e resolver um

problema por vezes infantilmente simples.

Verificação gratuita, porquê?

A verificação ao veículo é indirectamente

um inquérito ao consumidor

personalizado. Em vez da oficina ficar à

espera que o cliente explique o que tem o

seu carro, ou paralelamente a essa

explicação, que será sempre subjectiva, o

técnico tem que recolher directamente do

veículo os elementos necessários para

aconselhar o cliente e preparar a

subsequente intervenção da oficina. Isto é

verdadeiramente um serviço ao cliente e

continua a ser inexplicável porque ainda

não se tornou uma norma dentro da

actividade de reparação automóvel, que é

completamente diferente da profissão de

barbeiro, por exemplo.

Se a oficina tem uma média de facturação

por cliente e visita de € 100 e quer passar

a ter uma média de € 200 ou € 300, tem

que trabalhar para aumentar a facturação,

não como quem aposta no Euromilhões,

mas como quem aposta na rentabilidade

e sustentabilidade do seu negócio, o que

exige um empenhamento totalmente

diferente.

Se o líder da oficina for uma pessoa

sensata, competente e cordial em relação

aos clientes, sendo capaz de transmitir os

mesmos princípios de acção aos seus

colaboradores, a única hipótese é

conseguir alcançar os seus objectivos.

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DEZEMBRO 2011

CAMPANHA FORMAÇÃO 2012 JORNAL DAS OFICINAS

06 www.jornaldasoficinas.com

PRIORIDADE

À FORMAÇÃO

|| A Formação é actualmente uma área de importância vital para a sobrevivência

das empresas do sector pós-venda, por isso o JORNAL DAS OFICINAS decidiu

avançar com a publicação em 2012 de uma Campanha dedicada a este tema e

dirigida aos Gestores de Oficinas Automóvel e Distribuidores de Peças Auto

O

próximo ano será, seguramente, um

ano muito difícil para o sector

automóvel em Portugal. Se esta

apreciação, durante a última década, já se

tornou um hábito, a verdade é que, muito

provavelmente, teremos a pior performance

de vendas de automóveis novos dos últimos

25 anos.

Graças a uma conjuntura económica e

financeira por demais conhecida, que atinge

famílias e empresas, seguramente que as

Oficinas Auto também sofrerão uma queda

no serviço, e, consequentemente, nas suas

receitas. Inevitavelmente, os Distribuidores

de Peças venderão menos e, assim, todo o

sector sofrerá.

Como é do conhecimento geral, quando

não sofremos com a dor é mais difícil pensar

em mudança. “Se não dói, porquê mudar?”;

O contrário também é verdade: Quando dói,

já estamos mais receptivos à mudança.

Se continuarmos a fazer o mesmo, não

podemos esperar resultados diferentes! E,

perante o meio envolvente, é mesmo de

resultados diferentes dos previsíveis que

necessitamos.

Para mudar algo numa empresa (numa

organização), independentemente da sua

dimensão, é necessário mudar algo nas

Pessoas. Se as atitudes e os

comportamentos das pessoas que a

compõem não mudarem, dificilmente a

empresa mudará de forma efectiva e

consolidada.

Perante este cenário, o Jornal das Oficinas

decidiu dar o seu contributo numa área de

importância vital para a sobrevivência das

empresas do sector pós-venda. Como?

Através da mais poderosa ferramenta que

existe para alterar comportamentos e

atitudes das pessoas: A Formação.

A Campanha de Formação tem por

objectivo demonstrar como a Formação

pode ser um factor de enorme influência

nos resultados do negócio. Entender a

Formação na empresa, e o seu alcance nos

Recursos Humanos, é outro dos Objectivos a

que nos propomos.

A quem se destina esta Campanha?

Para esta Campanha de Formação foram

definidos dois destinatários: Gestores de

Oficinas Auto e Distribuidores de Peças

Auto.

O Modelo da Campanha de Formação foi

desenvolvido duma forma em que existem

3 grandes ciclos de formação:

1º grande ciclo (GRUPO A) - O tema

“Orientação ao Cliente” será tratado durante

4 edições do Jornal das Oficinas. Este tema

poderá ser transversal a Oficinas Auto e

Distribuidores de Peças, apesar das naturais

especificidades de cada negócio.

2º grande ciclo (GRUPO B) - Será

totalmente destinado à “Gestão Oficinal” e

nas várias vertentes que compõem a Gestão.

Este tema será destinado aos gestores

oficinais e será tratado durante 4 edições do

Jornal das Oficinas.

3º grande ciclo (GRUPO C) - Será

totalmente destinado a “Gestão de Equipas

de Vendas” e será tratado durante as últimas

4 edições do Jornal das Oficinas de 2012.

Este tema será seguramente mais do

interesse dos Distribuidores de Peças, apesar

de algumas Oficinas já possuírem na sua

estrutura uma Organização de Vendas.


JORNAL DAS OFICINAS

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CAMPANHA FORMAÇÃO 2012 DEZEMBRO 2011

07

CALENDÁRIO “CAMPANHA FORMAÇÃO 2012”

Em todas as edições 2012 do Jornal das Oficinas serão publicados artigos sobre a Campanha “FORMAÇÃO”, que está dividida em 3 grandes ciclos, designados por Grupos.

Os temas abordados nos diferentes ciclos contêm informação útil sobre os procedimentos que os gestores de oficinas automóvel e os distribuidores de peças auto devem

seguir para tornarem as suas empresas mais eficazes e rentáveis.

GRUPO A

Formação “Orientação ao Cliente”

JANEIRO 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 74

I CAPÍTULO - Atendimento a Clientes

FEVEREIRO 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 75

II CAPÍTULO – Gestão de Conflitos

MARÇO 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 76

III CAPÍTULO – Marketing de Serviços 1

ABRIL 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 77

IV CAPÍTULO – Marketing de Serviços 2

GRUPO B

Formação “Gestão Oficinal”

MAIO 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 78

V CAPÍTULO – Gestão Oficinal (Área Produtiva)

JUNHO 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 79

VI CAPÍTULO – Gestão Oficinal (Empresa)

JULHO 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 80

VII CAPÍTULO – Gestão Financeira

AGOSTO 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 81

VIII CAPÍTULO – Gestão do Tempo

GRUPO C

Formação “Gestão de Equipas de Vendas

SETEMBRO 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 82

IX CAPÍTULO – Identificação do Perfil de Vendedor

OUTUBRO 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 83

X CAPÍTULO – Motivação de Equipa de Vendas

NOVEMBRO 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 84

XI CAPÍTULO – Controlo de Equipas de Vendas

DEZEMBRO 2012 - JORNAL DAS OFICINAS Nº 85

XII CAPÍTULO - Técnicas Comerciais

CALENDÁRIO WORKSHOPS TEMÁTICOS

Cada ciclo de 4 publicações fecha um dos Grupos incluídos na Campanha de Formação 2012, que será concluído com um

Workshop Temático, dirigido ao grupo-alvo a que se destinou o Grupo em causa.

1º WORKSHOP

“ORIENTAÇÃO AO CLIENTE”

16 de Maio de 2012

(Quarta-Feira)

Horário: 08H30 – 12H30

Local: Hotel Vila Galé Ópera, Lisboa

2º WORKSHOP

“GESTÃO OFICINAL”

26 de Setembro de 2012

(Quarta-Feira)

Horário: 08H30 – 12H30

Local: Hotel Vila Galé Ópera, Lisboa

3º WORKSHOP

“GESTÃO DE EQUIPAS DE VENDAS”

16 de Janeiro de 2013

(Quarta-Feira)

Horário: 08H30 – 12H30

Local: Hotel Vila Galé Ópera, Lisboa

Campanha interactiva

Para que exista uma interactividade entre

Leitores e o Jornal das Oficinas, serão

efectuados 3 Workshops após o final da

cada Ciclo de Formação, abertos a todos os

interessados. Desta forma, acreditamos estar

a contribuir para uma ainda maior

implementação dos conteúdos então

apresentados e conseguirmos, também,

através duma discussão aberta e construtiva,

desenhar a melhor solução para cada caso

em particular.

A participação nestes Workshops de

profissionais com várias experiências e

competências, será seguramente uma forma

de conseguir ter respostas a muitas

questões, que por vezes parecem de difícil

ou impossível tratamento.

Na era do online, o Jornal das Oficinas

colocará toda a informação desta

Campanha no seu site: www.

jornaldasoficinas.com. Desta forma,

qualquer interessado poderá fazer o

download dos Artigos da Campanha.

Acreditando que esta Campanha de

Formação terá a virtude de colocar a

Formação nas “Ferramentas de Gestão” dos

empresários do sector automóvel

português, vamos, em conjunto, conseguir

mudar, fazer melhor e atravessar a

tempestade económica e financeira que se

avizinha.

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DEZEMBRO 2011

CAMPANHA OFICINA VERDE 2011 JORNAL DAS OFICINAS

08 XII CAPÍTULO - ASSISTÊNCIA + ASSESSORIA www.jornaldasoficinas.com

MAIS PERTO DO

FUTURO

|| Ser ambientalmente responsável e ter consciência ecológica significa

garantir que a empresa tem a assistência e a assessoria necessárias e

competentes nessa área, para além de zelar pelas normas ambientalmente

correctas dentro de portas

OFICINA VERDEAMBIENTE E SEGURANÇA 100%

N

ão querendo aqui fazer o balanço

do século XX, porque seria

necessariamente muito extenso, é

preciso reconhecer que somos os seus

herdeiros, para o melhor e para o pior.

Como ainda estamos no início do século

XXI, talvez não fosse mal pensado passar

em revista o espólio dos 100 anos

passados, separando o que é sustentável e

com futuro, do que é pouco desejável e por

isso descartável e condenado ao

esquecimento.

A crédito desse período da história recente

da humanidade, ficam incontestavelmente

os avanços da ciência e da tecnologia, o

desenvolvimento da mobilidade, a

consolidação do urbanismo e a melhoria

da qualidade de vida para largos estratos

da população. Tudo isso aparece agora

numa embalagem da concepção global do

fenómeno humano, uma conquista sem

precedentes, que é exactamente causa e

consequência dos avanços anteriormente

mencionados.

Logicamente, o automóvel e as vias

rodoviárias modernas são parte importante

da herança que nos foi legada, tendo

contribuído de forma decisiva para esbater

distâncias e para estabelecer ligações

permanentes entre países e culturas

diferentes e complementares. Isso teve

consequências enormes do ponto de vista

social, económico e até cultural, como é o

caso do mercado único europeu e do

projecto de uma Europa politicamente

unida.

Claro que todos este triunfos nos

interessam a nós e às gerações futuras, mas

temos que levar em conta a margem de

aperfeiçoamentos que ainda são

necessários levar a cabo, de forma a colocar

o património reunido ao serviço do ser

humano e não justamente o inverso. Se

não conseguirmos separar o trigo do joio,

deixaremos que o passado venha invadir o

futuro melhor que queremos construir,

mais justo, mais racional e com mais

oportunidades para todos.

O crivo da sustentabilidade

Um sistema ou um processo é sustentável

quando se pode perpetuar, porque se

regenera continuamente. O coberto

vegetal do planeta é um bom exemplo

disso, porque as plantas nascem, crescem,

morrem e decompõem-se, restituindo ao

solo os nutrientes que darão vida a outras

plantas e assim sucessivamente. O ser

humano tirou partido deste processo,

através da agricultura, que também é

sustentável, desde que se mantenha a

fertilidade dos solos, restituindo os

nutrientes retirados. Há no entanto muitos

casos em que o Homem esgotou a

fertilidade dos solos, através de rega

excessiva, por exemplo, que provoca a

mineralização do solo. Noutros casos,

falhou na restituição dos nutrientes básicos

e a terra deixa de produzir.

Se há coisa positiva que a actual crise

económica nos acabou por trazer foi a

ideia da sustentabilidade económica. Na

realidade, o endividamento constitui um

factor de progresso de pessoas, famílias,

empresas e estados, desde que os meios

financeiros sejam correctamente aplicados

e os encargos da dívida não ultrapassem o

limiar da amortização. Porque, se uma

entidade aplica tudo o que ganha no

pagamento de juros da dívida, não

conseguindo amortizar essa dívida, está

numa posição muito pior do que antes do

endividamento, podendo perder tudo o

que tem para tentar sobreviver. No caso de

um país, a situação é ainda pior, porque as

dificuldades financeiras geram

desemprego, crises sociais, criminalidade e

violência.


JORNAL DAS OFICINAS

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CAMPANHA OFICINA VERDE 2011

XII CAPÍTULO - ASSISTÊNCIA + ASSESSORIA

DEZEMBRO 2011

09

PATROCINADORES

Portanto, uma gestão financeira

sustentável é aquela em que o

investimento gera riqueza, que paga os

juros do capital, amortiza o capital em

dívida e ainda sobra muito dinheiro, para

reinvestir e para efectuar a gestão corrente

do negócio.

De certo modo, o conceito de

sustentabilidade financeira também pode

ser aplicado da mesma maneira ao Meio

Ambiente, porque podemos considerar

este uma forma de riqueza e de capital.

Quando utilizamos um recurso natural

(água, solo, minerais, etc.), contraímos um

empréstimo em relação ao ambiente, que é

saldado no momento em que restituímos o

mesmo recurso nas condições em que o

recebemos. Se falharmos na restituição, o

ciclo abre-se e deixa de repetir-se,

deixando de ser sustentável.

Um caso dramático disto mesmo são as

emissões de CO2. Até um certo limite,

todas as plantas do planeta absorvem o

CO2 que o ser humano e outros processos

naturais geram, transformando-o em

matéria orgânica (carbono) e libertando o

oxigénio para a atmosfera. O carbono por

sua vez combina-se com o hidrogénio da

água da planta e gera hidratos de carbono,

que são bio combustíveis. Este processo

tem sido mantido sustentável desde o

princípio do Mundo, mas está actualmente

em ruptura, porque as plantas, cada vez

menos, não conseguem absorver o CO2

libertado, que é cada vez mais. Este é um

exemplo crítico de um processo que

deixou de ser sustentável, porque no limite

o aquecimento global provocado pelo

efeito de estufa destrói a vida orgânica no

planeta.

Recursos finitos

Outra forma de não existir sustentabilidade

é quando os recursos são finitos, isto é,

quando uma vez gastos deixam pura e

simplesmente de existir. Está neste caso o

petróleo, do qual derivam os combustíveis

que são utilizados nos veículos, entre

outros produtos.

A água potável, por exemplo, estando o

seu ciclo de regeneração em princípio

garantido, baseado na evaporação da água

dos mares e rios, assim como pela

evapotranspiração das plantas e do solo,

seguida da condensação e precipitação, a

crescente disseminação de diversos

poluentes perigosos, como os metais

pesados e os produtos químicos, entre os

quais os hidrocarbonetos dos veículos,

tanto pelo solo, como na atmosfera, está a

tornar a água doce num elemento de risco

para a saúde. Isso é agravado pelas

enxurradas e pelas inundações cada vez

mais frequentes, devido ao aquecimento

da atmosfera, que mais não fazem do que

acelerar a introdução dos poluentes no

solo e nos mantos freáticos do subsolo.

Eis como um recurso abundante e

aparentemente inesgotável se pode tornar

finito, se não forem corrigidos os erros que

deram origem à crescente poluição da

água.

Isso significa que a industrialização e a

urbanização generalizadas ainda não

saldaram as suas contas em relação ao

Meio Ambiente e tardam a fazê-lo, o que

não augura nada de sustentável,

relativamente a uma forma de

sobrevivência confortável que o ser

humano tinha finalmente encontrado.

O destino insondável

Ao contrário do que muitos acreditam e

propalam, por ignorância, má fé ou ambas

das coisas, nada está realmente neste

momento garantido para o futuro, porque

os factores de insustentabilidade se

mantêm em muitos casos e até se agravam

noutros casos. Esses factores são naturais,

ambientais e sociais, exigindo que um

verdadeiro “exército” de pessoas que

estejam empenhadas em garantir a

sustentabilidade e o futuro enfrentem com

êxito aqueles que por inércia e

incapacidade racional persistem na

destruição sistemática dos recursos, do

ambiente, da esperança e do futuro.

Será uma longa batalha pacífica e

construtiva, com inúmeros sacrifícios e de

desenlace incerto, porque em muitos casos

a quantidade dos que querem ignorar os

riscos vence a qualidade dos que zelam

inteligentemente pela segurança. De

qualquer modo, parece não restar mais

nenhuma alternativa do que defender o

que ainda pode ser defendido e preservar

o que ainda pode ser preservado. O tema

bíblico de David e Golias ilustra bem que os

que são aparentemente mais fortes

acabam por ser vencidos, muitas vezes pela

sua própria arrogância e por

negligenciarem o talento e a inteligência

do adversário. Esperemos que seja esse o

caso nesta “guerra” pelo futuro.

Oficinas sustentáveis

Embora fazendo votos para que o cenário

evolutivo seja o mais condizente com as

legítimas expectativas dos mais bem

intencionados e avisados, temos que

encarar aqui e agora o futuro das oficinas

de reparação independentes, cuja

sustentabilidade passa por três áreas

fundamentais, embora logicamente

intimamente interligadas:

- Gestão, comunicação e comunicações;

- Competência profissional, eficiência,

produtividade e competitividade

tecnológica;

- Gestão de resíduos, emissões e

sustentabilidade ambiental.

Não iremos agora repetir mais uma vez o

que temos vindo a defender

reiteradamente nestas páginas, mas

simplesmente sublinhar a importância

estratégica de ter uma liderança

esclarecida nestas três áreas, podendo essa

liderança coincidir na mesma pessoa ou ser

repartida por várias pessoas, dependendo

da dimensão do projecto, número de

colaboradores e outros factores

pertinentes.

Mais uma vez, é importante ter em mente

que liderar não é fazer as coisas, embora

possa haver uma certa acumulação de

tarefas e funções, desde que isso não vá

colidir com a eficácia global da empresa.

Nestes dias, muitas funções de uma

empresa podem e devem ser partilhadas

com outras organizações, de modo a que

esta possa manter o seu foco naquilo que é

a essência da sua actividade: a reparação e

manutenção de veículos.

Isso é muito evidente quando chegamos a

serviços, obrigações e responsabilidades

ambientais, que devem ser confiadas a

quem faz profissão disso e possui formação

adequada para o efeito. Os clientes e a

opinião pública estão claramente sensíveis

a estes aspectos e não deixarão de avaliar o

desempenho da oficina nesse terreno,

mesmo que não manifestem qualquer

opinião a respeito disso.

Uma atitude pedagógica em relação a

comportamentos de risco ambiental de

colaboradores e clientes é parte de uma

liderança esclarecida e efectiva. O tempo

dedicado a esclarecer as pessoas e os

meios investidos para garantir o

cumprimento das normas ambientais e

preservar o Meio Ambiente são os custos

justificados da sustentabilidade. Pior seria

gastar dinheiro para manter o negócio à

tona da água e não ter proveito, nem

credibilidade.


DEZEMBRO 2011

EVENTO JORNAL DAS OFICINAS

10 CONFERÊNCIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL www.jornaldasoficinas.com

COLISÃO EM DEBATE

|| O Auditório da Exposalão, na Batalha, encheu-se de profissionais do sector da colisão para ouvirem as

opiniões de especialistas em várias matérias de interesse, para o futuro da actividade da repintura em Portugal

om o tema “Desafios e

oportunidades no sector da colisão”,

Ca 1ª Conferência de Repintura

realizada pela AP Comunicação, editora do

Jornal das Oficinas, foi um grande sucesso,

quer pelo número de participantes (mais de

150 pessoas), quer pela qualidade das

intervenções dos oradores presentes, que

falaram das ameaças que o sector da

colisão automóvel irá enfrentar no futuro,

mas também das oportunidades de

negócio que existem, mesmo em tempos

de crise.

Com a realização desta Conferência, a AP

Comunicação cumpriu o objectivo de

contribuir para a dinamização e evolução

|| Mais de 150 profissionais do sector da colisão estiveram presentes na 1ª Conferência

Repintura Automóvel organizada pela AP Comunicação, editora do Jornal das Oficinas

do sector da colisão em Portugal,

divulgando as tendências que comandam o

desenvolvimento das empresas e

debatendo os novos modelos de negócio.

A organização deste evento foi também

uma forma de conseguirmos juntar muitos

profissionais do sector, que apesar de

estarem todos no mesmo negócio, não têm

oportunidades de se encontrarem ao longo

do ano, para trocarem impressões sobre o

ramo onde desenvolvem a sua actividade

profissional.

Nas páginas que seguem, apresentamos o

mais importante de cada painel, com

destaque para as opiniões dos oradores e

das análises dos vários temas em debate.


JORNAL DAS OFICINAS

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EVENTO

CONFERÊNCIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL

DEZEMBRO 2011

11

1º PAINEL

|| O Futuro do sector da colisão na perspectiva das

seguradoras e dos peritos de seguros automóvel

|| Intervenção de Luís Albergaria,

Director do Grupo Caixa seguros

Que mais valias tem hoje uma oficina

de repintura aderir à rede de oficinas

recomendadas das seguradoras?

As parcerias entre seguradoras e

oficinas de colisão são indispensáveis

para se garantir a plena satisfação das

três partes envolvidas no negócio: a

seguradora, o utilizador do veículo ou

segurado e o reparador.

Para a seguradora, que necessita agilizar

a resolução de centenas de processos

mensais de indemnização e garantir a

máxima economia de reparação, com a

máxima qualidade técnica, uma rede de

oficinas homologadas por si é uma

garantia de atingir os objectivos

delineados previamente, o que se traduz

em maior competitividade no mercado e

maior satisfação dos clientes segurados.

Para a oficina reparadora, a parceria

significa a garantia de um maior volume

de serviço, que permite investir mais na

organização e na produtividade do

negócio, para além da actualização

técnica e da capacidade de

atendimento, condições de

sustentabilidade hoje exigidas pelo

mercado de colisão. Além disso, os

padrões definidos pela seguradora

ajudam a oficina a aumentar a sua

eficiência e a sua qualidade de serviço,

tornando-se mais competitivas em

relação aos clientes ditos independentes

ou directos, o que favorece a progressão

e expansão do seu negócio.

Finalmente, para o utilizador do veículo

sinistrado ou lesado, a parceria

segurador/reparador é uma garantia de

maior rapidez de regularização do

sinistro, melhor nível de serviço ao

cliente por parte da oficina e de maior

competência técnica de reparação.

Quais os critérios de escolha

utilizados pelas seguradoras para

escolherem as oficinas da sua

rede?

Na selecção das oficinas preferenciais de

uma companhia de seguros, está em

primeiro lugar o critério de adequação

da oferta à procura, evitando assim que

exista excessiva concorrência entre a

oferta, que se traduz normalmente por

guerras de preços e as consequentes

perdas de qualidade de serviço e dos

padrões de funcionamento das

empresas. Há também os aspectos de

distribuição e cobertura territorial que é

necessário atender do mesmo modo,

evitando a concentração polarizada

excessiva da oferta.

Em segundo lugar, há a necessidade de

acautelar a imagem da empresa

seguradora no mercado e

concretamente em relação aos seus

clientes ou terceiros utilizadores de

veículos. Efectivamente, a oficina é o

interface através do qual a seguradora

gere a regularização do sinistro com o

cliente, sendo da máxima importância

que os critérios de serviço ao cliente

adoptados pela companhia de seguros

prevaleçam igualmente nessa oficina.

Isso é tanto mais importante como neste

momento mais de 50% das ocorrências

se relacionam com veículos ligeiros de

passageiros, o que nos leva a exigir à

oficina um grau de habilitação

profissional e de certificação de

qualidade ao nível da Certificação CZ,

do Centro Zaragoza, de três estrelas, o

mais básico grau de certificação daquela

instituição, mas que assegura as

condições mínimas exigíveis pelas

seguradoras.

Por outro lado, além das melhorias que

nós nas seguradoras estamos a

introduzir para sermos mais

competitivos, uma rede de oficinas

contratualizadas garante um

atendimento prioritário dos casos que a

seguradora necessita resolver

rapidamente e com fluidez. Isso

permite-nos garantir ao utilizador do

veículo uma viatura de substituição, um

atendimento personalizado e atencioso,

para além do cumprimento rigoroso do

prazo de entrega da viatura reparada e

perfeita conformidade desta em termos

técnicos.

Por todas estas razões, a parceria

segurador/reparador é uma aposta

ganhadora em três campos: no da

seguradora, no da oficina e no do

lesado.

Nas reparações, as oficinas

recomendadas pelas Companhias

de Seguros utilizam peças de

origem ou de aftermarket?

Em relação ao problema da decisão de

aplicar uma peça original (OES) ou de

qualquer outra marca independente,

isso depende de vários factores. Em

primeiro lugar, interessa o preço da

peça. Devido à concorrência, as peças

originais têm vindo a baixar os preços,

estando em muitos casos nivelados com

os preços das peças do mercado de pós

venda. Por outro lado, os fornecedores

de peças originais conseguem colocar as

peças na oficina sem provocar

agravamento do custo de reparação,

devido a acordos comerciais, gestão de

stocks, pagamentos e outros aspectos

da negociação entre ambos. As

seguradoras geralmente optam pelas

peças originais nos veículos em fase de

garantia de fábrica, para não afectar

essa mesma garantia em relação ao

utilizador do veículo. Em viaturas com

mais anos e que são reparadas nas

oficinas multimarca de colisão, as peças

de qualidade equivalente são a escolha

mais comum.

De acordo com a legislação europeia

sobre peças de substituição, que já se

encontra transposta para o articulado da

lei nacional, peça de qualidade

equivalente é qualquer peça que não

ponha em risco a garantia de reparação.

Como o reparador tem que dar garantia

de reparação ao utilizador ou cliente

final, legalmente está a assumir também

a garantia da peça que aplicou.

Portanto, salvo melhor opinião, a

escolha da peça de origem ou

equivalente compete em primeiro lugar

a quem paga a reparação e em segundo

lugar ao reparador que a executa,

Havendo acordo entre os dois, a escolha

é legal e não prejudica o resultado final

da reparação, nem os interesses do

lesado.

Como é que as Companhias de

seguros têm conseguido lidar com

as fraudes. Qual é o ponto da

situação desta realidade?

As seguradoras dispõem de vários

mecanismos de detecção de fraudes, em

conjunto com os peritos e outros

especialistas em sinistralidade e em

reparação de danos nos veículos, para

além da participação das autoridades e

entidades fiscalizadoras. Por outro lado,

a incidência da fraude em seguros está

directamente ligada ao ciclo económico

em que se vive num determinado

momento. Quando se introduz um

mecanismo de controlo de fraudes, logo

aparecem peritos a desvendar uma nova

forma de contornar esse mecanismo.

As fraudes são muito diversificadas,


DEZEMBRO 2011

EVENTO JORNAL DAS OFICINAS

12 CONFERÊNCIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL www.jornaldasoficinas.com

começando logo na elaboração dos

contractos de seguro, com o

fornecimento de dados falsos ou

incorrectos por parte do segurado. A

simulação de danos ou de sinistros, bem

como o agravamento injustificado e

danos é também infelizmente frequente,

assim como a realização de intervenções

irregulares de reparação dos veículos. O

principal mecanismo dissuasor da fraude

é a imediata possibilidade de anulação

da apólice e do direito a indemnização.

Mesmo que a fraude apenas se venha a

detectar numa fase posterior, a

seguradora pode reaver verbas de

indemnização indevidas em sede de

justiça. A actual conjuntura económica

obriga-nos a estar cada vez mais atentos

a esse problema, que afecta, não só a

seguradora, como os segurados, que

acabam por ter que pagar mais pelos

seus prémios de seguro, remunerando

injustamente os infractores que não

forem detectados.

Algumas seguradoras já criaram

redes de centros de colisão, que

concentram num único local todas

as etapas para a resolução de um

sinistro automóvel. Pensa que este

conceito vai ser o futuro?

Deste os meados da década de 90 que

várias seguradoras desenvolveram

diversos meios de agilizar a resolução

dos sinistros automóvel. A partir do

momento em que existe uma relação

mais forte entre reparadores e

seguradoras, dispondo de canais de

comunicação adequados entre ambos, o

segurado pode a partir da oficina

resolver todas as fases do processo de

resolução do sinistro, entregando o carro

à oficina e fazendo a declaração do

sinistro no local. Peritos residentes na

própria oficina ou que estejam activos na

sua área envolvente podem efectuar a

peritagem em menos de meia hora e o

cliente pode regressar à sua vida com um

carro de substituição.

Do ponto de vista da satisfação do

cliente e da produtividade de oficinas e

seguradas, este sistema tem futuro,

dependendo de cada empresa de

seguros optar por uma solução ou outra,

que envolverá sempre investimentos

conjuntos de reparadores e seguradoras.

Mas o conceito de centro de colisão tem

uma dimensão de marketing, cujos

investimentos e retorno têm que ser bem

analisados, antes de partir para decisões.

|| Intervenção de Francisco Salvador,

Administrador da GEP, Gestão de

Peritagens

O que podem os peritos de seguros

automóvel e as oficinas fazer em

conjunto, para aumentarem a

rentabilidade do negócio de chapa

e pintura?

A principal função do perito é importante,

mas relativamente simples, porque é

basicamente fazer com que a entidade

que paga o serviço (geralmente, a

seguradora) e a oficina cheguem a um

consenso sobre a reparação dos danos.

Essa reparação deve permitir que o

veículo mantenha o seu valor e as suas

características técnicas, de acordo com a

especificações do construtor, havendo

apenas a discutir o melhor meio de

alcançar esse objectivo o mais

rapidamente possível e pelo custo mais

adequado. Esta é a matriz em que o

perito e a oficina estudam a melhor

solução em conjunto, definindo as

tecnologias e métodos que serão

utilizados para reparar os danos.

A relação entre peritos e oficinas nem

sempre foi muito fácil no passado, sendo

marcada aqui e ali por desconfianças e

por conflitos de interesse. A própria

evolução da tecnologia automóvel e das

técnicas e padrões de reparação

acabaram no tempo por aproximar as

duas partes, que têm sabido interpretar

adequadamente as mudanças do

mercado e das tecnologias.

Neste momento, a fase de relacionamento

entre peritos e reparadores será mais a de

cooperação, na qual dois profissionais

estão a olhar para o mesmo veículo e para

os mesmos danos, com o objectivo

comum de encontrarem as melhores

soluções, para se conseguir obter a

correcta recuperação desses danos.

Entretanto, o mercado foi evoluindo a par

com a crise económica e a realidade é

que há menos carros nas oficinas. De há

cinco anos a esta parte, 10% das nossas

peritagens ditavam a perda total do

veículo. Do contacto que mantemos com

as oficinas, acabámos por chegar à

conclusão de que era possível recuperar

mais carros, mesmo com danos

consideráveis. Isso tornou-se viável

devido ao preço mais competitivo das

peças e dos custos dos métodos de

reparação, permitindo uma solução que é

vantajosa para as oficinas, que facturam

mais, para o ambiente, porque há menos

resíduos, para as seguradoras, porque

mantêm o seu cliente e para os clientes,

que na maior parte dos casos preferem

ficar com o “seu” carro.

A colaboração entre peritos e

reparadores pode assim dar origem a

mais reparações, de melhor qualidade e

com menor tempo de imobilização do

veículo, o que contribui para a

consolidação e para o crescimento das

actividades de reparação de veículos e de

peritagem, como todos desejamos.

Nas avaliações dos danos, os

peritos recomendam a utilização

de peças de origem ou de

qualidade equivalente

(aftermarket) para a reparação dos

veículos?

Olhando para aquilo que é a prática

corrente, 90% das peças aplicadas são de

origem, provavelmente porque dão mais

garantias de qualidade da reparação. Esse

é quanto a mim o critério fundamental de

escolha. De facto, há peças ditas

alternativas de qualidade idêntica às

originais e há outras de má qualidade. O

risco está em provocar uma reparação

que não seja fiável e dê problemas de

garantia.

Por outro lado, do ponto de vista da

qualidade da reparação, pode ser

preferível montar uma porta usada

completa, em vez de estar a reparar o

painel da porta original, que pode dar

sempre problemas de corrosão a prazo.

Além disso, essa reparação pode ter um

custo superior e provocar mais tempo de

imobilização do veículo, o que não

convém a ninguém.

Em termos práticos, cada caso é um caso

e o fundamental é o facto da oficina e o

perito chegarem a um acordo quanto à

melhor opção para cada caso concreto. A

nós, perito e reparador, só interessa uma

solução, independentemente de qual

seja, que sirva o nosso patrocinador, que

é também a que serve melhor o lesado. A

convergência e o respeito que devem

existir entre peritos e reparadores, tanto

em relação aos custos de reparação,

quanto no que toca à qualidade final da

mesma, permitem encontrar sempre a

solução ideal, sob a óptica da satisfação

do cliente e da evolução permanente da

actividade de colisão, que é o nosso

objectivo comum.

O que tem sido feito pelos peritos

de seguros automóvel para

aumentarem a qualidade de

serviço prestado às seguradoras e

também às oficinas?

A preparação dos peritos tem evoluído

através da formação específica e de uma

nova compreensão da sua função, que

visa conseguir aquilo que é essencial para

os sectores envolvidos, segurador e

reparador, no sentido da redução dos

custos e tempos de reparação, por um

lado, bem como, da garantia de qualidade

das intervenções, por outro lado. Esse

objectivo favorece simultaneamente a

rentabilidade e a sustentabilidade das

oficinas e das empresas seguradoras,

através da maior procura por parte dos

utilizadores de veículos, economias de

escala e produtividade do trabalho. A

convergência entre reparadores e peritos

tem sido facilitada pelo grau mais elevado

de formação técnica e profissional dos

primeiros, que facilita a discussão dos

parâmetros da avaliação dos danos e a

convergência quanto a soluções em

conjunto com os peritos, cuja actividade é

cada vez mais apoiada por programas

informáticos de eficácia assegurada.

Quais os tipos de fraudes mais

comuns detectadas pelos peritos

nos sinistros automóvel?

Este assunto das fraudes com seguros é

um tema extremamente delicado, porque

envolve muitos milhões de euros e afecta

empresas e consumidores da mesma

forma. Posso adiantar a este respeito que

5% da nossa actividade como peritos

incide em casos de fraude. Infelizmente,

os casos que não são detectados ainda

são inúmeros e a situação deve piorar

com a actual situação económica, que

aguça a imaginação e potencia a ousadia

dos infractores, que sabem tanto ou mais

de automóveis que os peritos.

O fenómeno da fraude com seguros tem

que ser combatido por todos os que

lidam de alguma forma com os

automóveis, especialmente as oficinas de

reparação, cujo papel pode ser decisivo

em muitos casos para aclarar situações

forjadas com o intuito de obter vantagens

ilícitas.

Qual pensa que deve ser o modelo de

negócio a seguir pelas oficinas de

repintura automóvel?

Não sendo especialista na área da

reparação automóvel, posso no entanto

adiantar algumas ideias sobre o assunto

dos centros de colisão, fruto da

experiência diária que temos com o

sector reparador. A primeira ideia que

gostaria de deixar é a de que não há

modelos únicos de sucesso, podendo este

ser alcançado de diversas formas. Há

oficinas especializadas em repintura que

fazem o trabalho de chapa fora, outras

sub contratam os serviços de mecânica e

também há as oficinas completas, que

realizam todas as fases da intervenção

dentro de portas. Como é evidente, cada

opção tem as suas vantagens e

desvantagens, restando saber até que

ponto as vantagens compensam as

desvantagens, porque isso ditará o grau

de sucesso do negócio.

O fundamental é haver eficiência e

qualidade em cada fase do processo de

reparação do veículo, fruto de

conhecimentos e habilitações

profissionais adequados e de meios de

intervenção e tecnologias actuais. O

modelo de negócio definido em cada

caso deve ter estes objectivos em

perspectiva, independentemente das

questões de investimentos, sinergias,

estrutura de pessoal e sistemas de gestão,

que são variáveis.


Missão concluída.

CORNER MODULE.

Enquanto parceiro líder da indústria automóvel,

disponibilizamos uma competência única na tecnologia

“Corner Module” (módulo completo de eixo): travagem,

direcção e suspensão.

Com a nova gama de amortecedores, molas helicoidais

e kits de protecção TRW, da nossa fábrica na Europa,

completamos a nossa missão. Você e os seus clientes

podem confiar na experiência e capacidade de fabrico

e no conhecimento dos produtos de um fabricante líder de

equipamento original.

A TRW é a sua solução simples para adquirir um sistema

de peças complexo. Para saber mais sobre o “Corner

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Travagem. Direcção. Suspensão.

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DEZEMBRO 2011

EVENTO JORNAL DAS OFICINAS

14 CONFERÊNCIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL www.jornaldasoficinas.com

2º PAINEL

|| Novos processos e técnicas de reparação

|| Intervenção de Pablo López Izquierdo,

Responsável do Departamento de Chapa

e Pintura da CESVIMAP

A actividade de reparação de carroçaria

sofreu profundas alterações ditadas pela

rápida evolução da construção automóvel.

Essa evolução tem-se pautado pelo maior

cuidado estético das carroçarias, maior nível

de conforto e aumento da segurança

passiva, destinada a proteger os ocupantes

do veiculo. Paralelamente, a reparação das

carroçarias tornou-se mais simples, devido à

maior absorção das forças de originadas por

impactos. Tudo isso não seria possível sem a

utilização de novos materiais, mas estes, por

seu turno, exigem novas técnicas de

reparação.

O aço convencional é um material fácil de

trabalhar e relativamente económico, mas

tem o inconveniente de ser pesado, o que

contraria duas das principais tendências dos

veículos da actualidade: maior eficiência

energética e melhores prestações em

estrada, com motores mais pequenos. Isto

leva ao emprego em larga escala de peças

de plástico, de aço de alta resistência, de

aços revestidos e de alumínio.

A principal razão de se utilizarem aços de

alta resistência é o fabrico de peças que não

dispõem de nenhum tipo de protecção

(frente e traseira da carroçaria, painéis

laterais, capot, tejadilho e portas estão entre

essas peças). Para essas peças terem

resistência suficiente, teriam que ser

fabricadas em aço de elevada espessura, o

que as tornaria muito pesadas. Recorre-se

assim a aços cuja resistência foi aumentada

através de ligas e/ou de tratamentos

térmicos. Do aço convencional, cujo limite

elástico é de 220 Mpa, passámos a encontrar

aços de alto limite elástico HSS (> 220 < 450

Mpa), aços de extra alto limite elástico EHSS (

> 450 < 800 Mpa) e aços de ultra alto limite

elástico UHSS (> 800 < 1.400 Mpa). Exemplos

destes últimos frequentemente utilizados na

construção automóvel são o aço com Boro,

cujo limite elástico é superior a 1.100 Mpa, e

o aço Usibor 1500, com limite elástico acima

de 1.250 Mpa.

Na figura 1 podemos ver exemplo de

carroçaria de um Volvo V70, onde são

utilizados diversos tipos de aços de alta

resistência.

Temos agora que ver como podem ser

trabalhados estes aços e quais as diferenças

de procedimentos em relação aos aços

convencionais. Estamos habituados a

conformar uma peça de aço aplicando uma

certa força, mas os aços de alta resistência

exigem forças de conformação muito

superiores. Há muitos destes novos aços que

são mais resistentes do que a maior parte

das ferramentas que existem numa oficina.

Podemos pensar que aquecendo esses aços

de alta resistência é mais fácil trabalhá-los,

mas não é possível aquecê-los, porque o

calor altera as suas propriedades e inutiliza a

peça que se pretende reparar.

Esses aços são muito difíceis de conformar e

a melhor opção em muitos casos é substituir

a peça danificada, porque o custo da

reparação seria muito elevado.

Outro problema surge no momento de

cortar estes aços, porque são geralmente

mais resistentes do que as serras de que o

chapeiro dispõe. Isso é ainda mais evidente

nos locais de soldadura. Nestes casos, é

necessário utilizar prensas especiais, discos

especiais, brocas especiais e aparelhos de

corte por plasma (Fig. 2).

Apesar de tudo, estes novos aços podem ser

soldados facilmente com equipamentos

normais. O mesmo não se passa com a

soldadura por pontos, porque os eléctrodos

têm que fazer maior pressão sobre a chapa

e necessitam de maior intensidade de

corrente para efectuar a soldadura por

pontos. O equipamento deve ter uma

capacidade mínima de 9.000 A (Fig. 3).

Por outro lado, a soldadura de aços

revestidos ou galvanizados implica alguns

cuidados, porque a temperatura a que solda

o aço é a temperatura de evaporação do

zinco da camada de protecção da chapa.

Essa camada de zinco oxida-se e forma uma

película protectora, que evita a oxidação e

corrosão do aço. É por essa razão que os

construtores podem dar uma garantia de

dois anos contra a corrosão. No entanto, se

ao soldar se evaporar a camada de zinco,

formam-se fumos tóxicos, o cordão pode

ficar com poros, há excesso de partículas de

metal incandescente projectado e o efeito

protector do zinco é eliminado da chapa.

A solução nestes casos é utilizar o sistema

de soldadura MIG Brazing, com fio de solda

em cobre (Cu). Com este processo de

soldadura, não há hipótese de corrosão do

cordão, este fica perfeitamente homogéneo,

as projecções são mínimas, a camada de

protecção eliminada é mínima e os efeitos

do calor no metal são também muito

reduzidos, porque o esse metal não se

funde. O que se obtém é uma soldadura por

capilaridade, onde o metal da solda se

introduz nas falhas do próprio aço,

obtendo-se uma união sólida e resistente.

Fig.

01

Fig.

02

Fig.

03

Fig.

04

Alumínio

< 180 Mpa

> 180 < 280 Mpa

> 280 < 380 Mpa

> 380 < 800 Mpa

> 800 Mpa

EXEMPLOS DE UTILIZAÇÃO DE AÇO

Nesta estrutura de um Volvo V70, estão bem patentes os aços de alta

resistência, visando reforçar a segurança passiva dos ocupantes. Os aços de

limite elástico mais elevado estão colocados principalmente nas peças de

fixação das portas, a fim de reforçar a defesa contra impactos laterais. De

notar a combinação de peças estruturais de aço e de alumínio em certos

pontos, para obter a deformação programada da estrutura, reduzindo ainda

o peso total.

Corte com disco

Corte com plasma

Exemplos de ferramentas de corte adaptadas a aços de alta resistência.

Algumas destas brocas (esquerda) podem custar mais de € 100 a unidade.

O maçarico de plasma é a alternativa indicada para este tipo de aços

(direita)

Equipamento de soldadura por

pontos de alto rendimento

- Intensidade mínima de

soldadura, medida nos

eléctrodos: 9.000 A

- Força mínima de aperto dos

eléctrodos: 240 daN

- Abertura mínima dos

eléctrodos: 100mm

- Alcance mínimo da pinça:

300mm

Na substituição de peças de alumínio, são utilizadas colas (esquerda) e

rebites. Os rebites estampados (direita) passam a fazer parte da chapa, não

necessitando de regularização e acabamentos demorados para a pintura


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EVENTO

CONFERÊNCIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL

DEZEMBRO 2011

15

Fig.

05

Fig.

06

Fig.

07

Fig.

08

Cola

Rebite

Fig.

09

Rebite

Cola

+ Rebite

Nesta ilustração esquemática, pode ver-se claramente o reforço de ambos

os sistemas de fixação utilizados em conjunto.

A sequência de imagens revela como o rebite estampado penetra na chapa

e passa a fazer parte dela.

Os rebites cegos, que se aplicam de um só lado da chapa, como os que são

utilizados nas placas de matrícula, têm diversas dimensões e podem ser

de vários metais. No caso de serem de aço, são revestidos por uma película

isolante, para evitar a corrosão por contacto do alumínio.

Para se obterem colagens efectivas em peças de alumínio, estas têm que

ser bem limpas previamente e tem que ser aplicado um produto promotor

de aderência, em fita ou no estado líquido (esquerda). Para se conseguir

uma aplicação correcta das colas, é preciso dispor de equipamentos

adequados, como pistolas eléctricas (ao meio) ou pistolas mecânicas

duplas, para colas de 2K de dois componentes (direita).

Os bons resultados obtidos com os

novos processos de fixação de peças

no alumínio, levaram os construtores

a estender a sua aplicação a peças de

aço.

Além disso, o cordão de cobre é muito fácil

de regularizar e oferece uma protecção

catódica ao metal base.

Apesar da evolução dos novos aços, o

alumínio continua a atrair os construtores,

devido essencialmente ao seu reduzido

peso, que é cerca de 1/3 da mesma peça em

aço. Há mesmo carroçarias integralmente

construídas em alumínio, que podem pesar

menos 40% do que uma carroçaria de aço.

No caso das peças exteriores da carroçaria,

podemos encontrar mesmo um ganho de

cerca de 52%. Um dos casos concretos disso

é o Jaguar XJ, cujo modelo anterior tinha

peças exteriores de aço e o novo modelo

tem as mesmas peças de alumínio, o que

representa um ganho total de perto de

30kg.

Além do menor peso, o alumínio tem

características que o tornam interessante

para a construção automóvel. Entre essas,

está o facto do alumínio ser um metal

passivo, que se oxida de forma a criar uma

camada superficial protectora, que evita a

progressão da corrosão. É um metal

facilmente reciclável, porque funde a

temperatura muito inferior à do aço,

tornando o consumo energético de

produção muito menor. Do ponto de vista

estrutural, é um material que absorve

grande quantidade de energia, sendo

resistente à tracção e à torção. Mesmo assim,

é um metal facilmente conformável,

exigindo mesmo precauções para não o

danificar (estiramentos) em processos de

reparação. Também existem hoje muitos

exemplos de carroçarias fabricadas

basicamente em aço, mas com inúmeras

peças estruturais e exteriores de alumínio.

Será portanto inevitável encontrar este

material ao efectuar a reparação de

carroçarias.

Para reparar peças de alumínio, no entanto,

é necessário utilizar procedimentos

específicos. Este material tem pouca

resistência superficial e deforma-se

facilmente. Isso exige uma aplicação

controlada de forças de tracção, as

ferramentas utilizadas na reparação não

devem ter irregularidades e não se deve

bater directamente nas chapas de alumínio,

especialmente nas mais finas. Utilizam-se

peças lisas de outro material para bater

directamente com o martelo e essas peças

irão de seguida conformar o alumínio,

amortecendo o impacto.

Por outro lado, para reparar peças de

alumínio, é necessário aquecer ligeiramente

essas peças (150 - 160º C).

Se a peça for conformada à temperatura

ambiente, corremos o risco de provocar

fissuras no material. O sistema mais habitual

para controlar a temperatura das chapas são

as tintas termo cromáticas, que mudam de

cor ao serem aquecidas. Marcando as peças

como essas tintas, podemos facilmente

verificar o limite de aquecimento da peça,

ao aplicar o calor.

Na substituição de peças de alumínio, é

também preciso ter em conta que as uniões

soldadas por pontos exigem uma corrente

eléctrica cinco vezes superior à necessária

para soldar uma chapa de aço. Isso exigiria

máquinas capazes de operar com 30.000A.

Além disso, muitas oficinas não possuem

essa corrente nas suas instalações. Isso levou

a que as chapas de alumínio tivessem

deixado de ser unidas por pontos na

origem, utilizando-se outros processos de

ligação, como a colagem e a rebitagem, que

são mais fáceis de reparar.

Pode parecer mais simples à primeira vista

rebitar alumínio, mas de facto são

necessário equipamentos e rebites

especiais. Uma das razões é o facto dos

rebites de aço provocarem corrosão por

contacto no alumínio. Quanto à colagem,

que já é utilizada na indústria automóvel há

muitas décadas, é necessário ter em conta

as propriedades de adesão e coesão da cola,

tendo em vista a função das peças que

serão unidas por esse processo. Tudo isso

exige informação técnica específica

adequada, para se poder realizar uma

reparação correcta e garantida.

Há situações em que se aplica a união por

colagem reforçada com rebites, que tem

uma resistência 30% superior a uma união

somente rebitada, para além de prevenir a

oxidação e de ter propriedades isolantes e

vedantes (Fig. 5). No alumínio, utilizam-se

muitas vezes os chamados rebites

estampados, que são aplicados pela lado

exterior da chapa, enquanto que na parte

interior é a própria chapa a unir que se

transforma na base do rebite (Fig. 6 ). Nos

casos em que o acesso à parte interior da

peça é difícil ou impossível, são utilizados

rebites cegos (Fig. 7). Este método de

fixação de peças de alumínio exige

equipamentos especiais, que podem ser

auto perfurantes ou necessitarem de

perfuração prévia com broca.

Para aplicar as colas estruturais são também

necessários equipamentos específicos (Fig.

8). De qualquer modo, estes novos sistemas

de união têm claras vantagens no caso de

reparação de carroçarias, permitindo unir

materiais sensíveis ao calor, unir materiais

diferentes e geram uniões mais resistentes

do que a soldadura por pontos. Por outro

lado, os técnicos necessitam de menor grau

de especialização do que no caso da

soldadura. No capítulo das desvantagens,

está o facto de ser necessário preparar e

tratar as superfícies a unir, possuir

equipamentos específicos e dispor da

informação técnica indispensável, sobre os

materiais e sobre os produtos de união.

Além de peças de alumínio, os construtores

passaram também a fixar peças exteriores

da carroçaria em aço por um processo de

colagem+rebitagem, porque isso reduz o

tempo de substituição da peça (Fig. 9 ). De

qualquer modo, este processo também

exige ferramentas e informação técnica

específicas. Além disso, requer consumo de

produtos consumíveis.

No caso das oficinas de marca, os

investimentos em equipamentos especiais

não constitui um problema sério, porque o

retorno surge dos modelos que o próprio

construtor lança no mercado. No caso dos

reparadores independentes, isso pode gerar

limitações, porque o retorno pode não ser

tão imediato quanto o previsto, pelo menos

nas oficinas de menor dimensão. Isso

poderá levar a que a introdução de novos

processos de reparação tenha que começar

pelas empresas de maior dimensão e boa

capacidade financeira.


DEZEMBRO 2011

EVENTO JORNAL DAS OFICINAS

16 CONFERÊNCIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL www.jornaldasoficinas.com

3º PAINEL

|| Como conseguir mais rentabilidade e produtividade

nas oficinas de Chapa e Pintura

|| Intervenção de Victor Videira,

Director Comercial da R-M Portugal

Só quando medimos é que podemos

verificar se estamos a cumprir os

objectivos, no sentido de acompanhar o

mercado e desenvolver o negócio, para

ultrapassar as dificuldades que estamos a

viver, gerir bem o negócio e, não menos

importante, perceber as necessidades de

formação da empresa. Cada vez mais

apostar na formação é a via de saída para o

marasmo e para a estagnação dos

negócios. Em maior ou menor grau, todos

estamos a viver desafios idênticos, sendo

importante perceber quais são esses

desafios.

Em Portugal, o custo das peças ainda é

superior ao custo da mão-de-obra, na

média dos custos de reparação. De

qualquer modo, isto leva-nos a pensar que

a evolução do layout das oficinas no país

deve repercutir estas tendências e as novas

realidades do sector da reparação.

Para compreendermos melhor as opções

que existem quanto ao layout e

organização do serviço numa oficina de

repintura, temos que voltar um pouco atrás

no tempo, fixando-nos das décadas de 70 e

80 do século passado. Nessa altura, o

mercado era dominado pelo conceito de

organização da oficina em que as cabinas

eram colocadas frente a frente às áreas de

preparação (Fig. 1). Devido aos tempos de

secagem relativamente longos, a cabina de

pintura e a estufa de secagem eram

unidades separadas. Com esta solução, é

necessário prever uma área de manobra

para os veículos com 33% do espaço total

da oficina (1/3). Raramente se viam áreas de

acabamentos, porque na época a

qualidade média de serviço era

relativamente inferior ao que passou a ser

depois disso. Também era comum em

muitos países a área de chapa e carroçaria

ficar noutro local, resultando no conceito

de oficina e de modelo de negócio

conhecido como “stand alone” (separado).

Um dos grandes inconvenientes deste

sistema era no entanto o elevado número

de movimentações que tinham que ser

efectuadas com os veículos, para cada fase

do serviço. Entre a preparação

propriamente dita, a aplicação do aparelho,

a pintura, a aplicação do verniz e o

acabamento podiam ser necessárias 7 - 8

“viagens” do veículo, de um lado para o

outro da oficina. Sem contar com eventuais

repetições de alguns serviços.

As coisas ainda se complicaram um pouco

mais, com o aparecimento dos

equipamentos de secagem por

infravermelhos, que eram muito mais

rentáveis em termos de consumo de

energia e tempo de secagem, pelo menos

em pequenas reparações. Isto levou a criar

baias separadas para aplicação de

primários, o que ainda aumentou mais a

“circulação” dos veículos dentro da oficina.

Para simplificar alguma coisa, foram

introduzidos os equipamentos de lixagem a

seco, que reduziam o tempo total de

serviço.

Nos anos seguintes, das décadas de 80 e 90,

o mercado de repintura europeu orientouse

para o “Conceito Ciclo” ou volta, numa

tentativa de limitar os movimentos dos

veículos em reparação e de criar um fluxo

mais favorável de serviços (Fig. 2). As

cabinas de pintura/estufa passaram para o

centro da oficina, na qual os carros

entravam por um lado e saíam por outro.

Nesta altura, o processo de acabamento e

de serviço ao cliente começou a tornar-se

Fig.

02

Fig.

01

CONCEITO “CARA A CARA” (ANOS 70 E 80)

O layout com as cabinas em frente das baias de preparação é uma modesta

evolução, em relação a outras oficinas com uma organização do espaço

menos eficiente, mas ainda há desperdício de espaço e perdas de tempo

que podem ser corrigidas.

habitual, exigindo um pouco mais de área

de trabalho. As áreas de preparação

também se começaram a aperfeiçoar, com

aspiração vertical de poeiras, lixadeiras com

aspiração integrada e já com sistemas de

infravermelhos integrados.

Apesar de tudo, a área necessária para

movimentar os veículos passou para 40%

do espaço total da oficina. As oficinas de

repintura tiveram que especializar-se cada

vez mais, devido à pressão da concorrência,

continuando a carroçaria a ser reparada na

maior parte dos casos em locais separados.

Os custos de exploração aumentam com o

serviço ao cliente (lavagem, limpezas,

recolhas/entregas, etc.).

Mais recentemente, na década de 2000 a

2009, o conceito de reparação dominante

na Europa passa a ser do tipo LAKAZE, que

se aproxima da oficina de colisão completa,

através do qual se pretende aproveitar todo

o ciclo de oportunidades da cadeia de valor

global, incluindo a reparação da carroçaria

(Fig. 3). Esta é a forma que o mercado de

repintura encontrou para fazer face à forte

competição e à necessidade de maior

rentabilidade. A reparação da carroçaria e

repintura fazem parte de um ciclo

integrado, onde se pretende minimizar os

movimentos do veículo e os tempos de

preparação. A eficiência energética do

processo aumenta um pouco, mas a área de

manobra dos veículos continua a ser

elevada (40% do total da oficina) e os

aumentos de eficiência na repintura são

ainda reduzidos ou nulos.

Para dar resposta às novas realidades do

mercado e superar as limitações intrínsecas

dos modelos de layout atrás referidos,

acaba de surgir nos mercados avançados

da Europa um novo conceito de

organização da actividade de carroçaria/

repintura, que se chama Multiposto de

Trabalho (MPT). Relativamente aos

conceitos anteriores, pretende criar um

processo de reparação completo e mais

CONCEITO “CICLO” (ANOS 80 E 90)

O conceito de Ciclo anda à volta de uma placa rotativa, em que as cabinas são colocadas no centro da oficina. A ideia é

criar um fluxo de serviços, mas o desperdício de espaço e algumas ineficiências perduram.


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EVENTO

CONFERÊNCIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL

DEZEMBRO 2011

17

Fig.

03

Fig.

04

CONCEITO “LAKAZE” (ANOS 2000 A 2009)

O conceito de oficina LAKAZE é uma forma avançada de sistema de colisão ou gestão de acidentes, em que há ganhos de

eficiência e de volume de serviço, com redução dos tempos de preparação, mas quase metade da oficina ainda se destina

a “ passear “ os veículos.

4 baias de chapa e

carroçaria

4 baias de

carroçaria/

mecânica

2 Multipostos

3 baias

de acabamentos

1 área de chapa

Cabina mista de 8x4

Cabinas

2 cabinas

de pintura

2 cabinas

de pintura

6 áreas de

preparação, com

secagem IV

Área de lavagem

2 baias

multiusos para

diagnóstico

Recepção

Cabinas

Apoio ao cliente

CONCEITO “MULTIPOSTO DE TRABALHO” (ANO 2010)

No conceito Multiposto de Trabalho (MPT), aposta-se na máxima eficiência e no aproveitamento de tempo, realizando

todas as operações numa ordem sequencial, com um mínimo de movimentos do veículo.

concentrado (Fig. 4). A ampla área de

manobra dos veículos, um dos factores de

custo inútil e de baixa eficiência, é reduzida

para cerca de 25% da área total da oficina.

O processo de repintura é fraccionado em

reparação de peças avulsas e grandes

serviços, reduzindo-se ainda mais os

tempos de preparação. A grande ideia

deste conceito é o carro ser reparado do

princípio ao fim no mesmo local.

Globalmente, os ganhos de eficiência são

de pelo menos 20%, dependendo da

gestão dos processos.

Um dos principais factores de eficiência

energética e de gestão de tempos de

reparação é o novo meio arco de secagem

por infravermelhos REVO automático.

Graças ao sistema de ventilação integrada,

pode ser alcançada com este sistema uma

qualidade de acabamento idêntica à de

uma cabina.

Recompilando as vantagens alcançadas

com o conceito MPT, temos que os

movimentos de carros são reduzidos no

máximo a dois ou três, numa área muito

limitada. Os tempos de preparação são

automaticamente reduzidos da mesma

forma, porque todas as principais

operações (mascaramento, lixagem,

secagem) são efectuadas no mesmo local.

O tempo do ciclo de reparação torna-se

mais curto, permitindo uma utilização mais

intensiva das baias ou postos de trabalho. A

utilização de processos estandardizados,

por outro lado, garante elevados padrões

de qualidade, exigidos pelo actual mercado

de repintura.

Tudo isto acaba por se traduzir numa

diminuição de custos, (tanto de

investimento, como de exploração) para a

oficina, por um aumento de capacidade

instalada e maior volume de reparações,

bem como por um aumento da eficiência

produtiva, que irá permitir maximizar a

rentabilidade.

O sistema MTP (Multiposto de Trabalho)

ainda é novo no mercado, mas já é possível

conhecer alguns dados, vindos de países

como a Alemanha e a Itália principalmente.

Uma das principais novidades, em relação

ao conceito LAKAZE, é a diminuição da área

total da oficina, da ordem dos 25%. Não

menos importante, o número de

empregados produtivos, a maior fonte de

despesa da oficina, passa de 5,8 no primeiro

caso, para 4,7 no conceito MPT.

Em termos de conclusão, podemos adiantar

que o layout MPT é o único do momento

que permite aumentar a margem do

negócio, com menor investimento total.

Isso é da maior importância numa altura em

que a oficina depende do crescente

número de acidentes geridos por

seguradoras e por gestoras de frotas, com

custos de energia em alta e um decréscimo

global do mercado de repintura.

Embora exigindo uma gestão activa do mix

de trabalho, o conceito MPT permite um

aumento da eficiência produtiva até 125% e

um aumento da capacidade da oficina, com

redução do principal custo do negócio

(mão-de-obra) e poupança de energia com

a tecnologia de infravermelhos,

constituindo uma opção a considerar

seriamente por negócios em fase de

mudança ou mesmo em fase de instalação.


DEZEMBRO 2011

EVENTO JORNAL DAS OFICINAS

18 CONFERÊNCIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL www.jornaldasoficinas.com

4º PAINEL

|| O futuro do sector da colisão na perspectiva dos reparadores

de marcas oficiais e dos reparadores independentes

coimas de 2010 para 2011, o que também

contribui para desmotivar os condutores

e a utilização dos veículos.

A idade média do parque mais elevada

pode até vir a ser um problema, porque o

custo das reparações por sinistro

ultrapassa facilmente o valor do carro e as

seguradoras inviabilizam essas

reparações. O condutor particular, por

outro lado, tendo que optar entre uma

manutenção normal e de carroçaria,

escolhe a primeira, porque o carro

continua a circular normalmente com um

toque de carroçaria. O único limite a esta

situação são as inspecções obrigatórias

de veículos, que podem considerar certos

danos de chassis, carroçaria ou vidros

impeditivos para o carro circular e exigem

a reparação.

Portanto, até a idade média do parque

elevada pode acabar por nos prejudicar.

|| José Carlos Gonçalves

|| Moderador: Rui Pereira, Director Técnico-Comercial da Mota & Pimenta

Intervenientes:

- Neves Martins, Director do Departamento de Pintura da Caetano Auto

- José Carlos Gonçalves, Director-Geral da Lacocar

- Filipe Santos, Gerente da J. Santos Automóvel

- Nuno Gonçalves, Gerente da OneXY

O decréscimo de vendas de viaturas

novas tem algum impacto no

serviço das oficinas de repintura

automóvel?

É um facto que as vendas de novos

diminuíram em maior ou menor grau,

dependendo das marcas, mas isso não

parece ter relação directa imediata com o

sector pós venda. É também verdade que

o parque automóvel português está a

envelhecer gradualmente, o que em

princípio favorece o pós venda em geral,

mas o actual ciclo económico é de

contracção e nota-se que as pessoas

pretendem gastar cada vez menos

dinheiro com a manutenção e reparação

dos seus veículos. Isso é válido para os

particulares e também para as pequenas

e médias frotas de empresas. O que

constitui uma ameaça para a actividade

de pós venda é o facto do número total

de veículos baixar, porque isso

naturalmente gera menos oportunidades

de negócio na área da manutenção e

reparação. Nós estamos a lidar com estes

desafios através de uma modificação da

oferta de serviços e reposicionamento no

mercado.

|| José Carlos Gonçalves

A quebra de vendas de novos está a ser

gradualmente colmatada pela venda de

usados e dos semi-novos. Apesar disso, a

restrição ao crédito está a dificultar os

negócios a muitas pessoas e é provável

que o parque venha diminuir com o

passar do tempo. Um mercado de usados

dinâmico favorece o sector de repintura,

porque os veículos têm que ser bem

preparados e ter boa apresentação antes

de serem vendidos.

|| Neves Martins

Como oficina multimarca de média

dimensão, não vejo consequências

negativas ou positivas na quebra de

vendas de novos, porque os meus clientes

fazem as reparações que têm a fazer, no

momento em que mais lhes convém.

Como as pessoas estão com dificuldade

em comprar carros novos, têm que zelar

melhor pelo carro que possuem e isso

pode ter resultados positivos, pelo menos

na minha área de influência e junto da

minha clientela habitual.

|| Filipe Santos

O problema não será tanto haver menos

vendas de novos, porque isso até poderia

aumentar as oportunidades de serviço

nas oficinas independentes, mas o facto

de haver menos circulação automóvel

globalmente, fruto da conjuntura

económica negativa, desemprego,

aumento dos custos de mobilidade, com

mais portagens e combustíveis mais

caros, etc. Havendo menor volume de

circulação automóvel, o risco de colisão é

menor e as oportunidades de serviço

diminuem. Depois, há os choques frontais

e os despistes sérios, que inutilizam

completamente os veículos, não tendo

reparação viável. O facto dos clientes irem

menos ao concessionário acaba por não

favorecer os reparadores independentes,

porque há globalmente menos serviço.

|| Nuno Gonçalves

A idade média do parque

automóvel em Portugal é

actualmente de 9,2 anos, contra 6,7

no ano de 2001. Isso representa

mais oportunidades de negócio

para o sector de chapa e pintura?

Os carros mais antigos não representam

por si uma oportunidade de reparação,

porque as pessoas estão a passar por

dificuldades, agravadas pela restrição do

crédito pelos bancos. Por outro lado, os

leilões de carros provenientes de renting

e leasing, bem como os carros devolvidos

em by back pelas empresas de rent-a-car,

estão a criar um mercado de

recondicionamento de veículos, que pode

compensar a perda de serviços

convencionais. Este mercado está ainda

um tanto dominado pelas marcas, mas

existem também oportunidades para os

independentes, porque os carros por

vezes aparecem em lotes e é necessário

recuperá-los rapidamente em mais

oficinas.

A diminuição da circulação é outro

problema, porque atingiu já os 20%. Além

de outros factores de custo, a fiscalização

das autoridades triplicou o número de

Há muitos carros usados quase novos à

venda, mas a falta de financiamento está a

deixá-los muito tempo expostos nos

parques de armazenamento ou de

exposição, o que irá provocar danos

vários, tanto na carroçaria, como nos

travões, suspensão e outros componentes.

Se os prejuízos forem moderados, há

oportunidade de serviços de repintura,

polimento, retoques, etc. Mas, se os

prejuízos forem de grande monta, a

própria venda de usados pode entrar em

crise e deixa de haver oportunidades de

trabalho para as oficinas. A carga fiscal

pode igualmente contribuir para agravar

esse negócio dos usados e a sua

reparação.

|| Neves Martins

A pressão social leva a que as pessoas não

gostem de andar com os carros com mau

aspecto, tal como pinturas queimadas,

toques, riscos, vidros partidos, etc., o que

pode a médio prazo levar a um aumento

da procura de serviços de recuperação de

carros mais velhos. Mas essas

oportunidades apenas terão algum

significado nas oficinas de pequena

dimensão, onde os custos são mais

abordáveis para o cliente.

|| Filipe Santos

O envelhecimento do parque poderia

proporcionar mais oportunidades de

serviço, se não houvesse os actuais

condicionamento ao rendimento das

pessoas. Como há, as oportunidades

continuarão a ser fruto do acaso e não

uma tendência com continuidade.

|| Nuno Gonçalves

Quais são actualmente os pesos

percentuais relativos da mão-deobra

e peças/materiais no custo

médio de reparação?

Penso que a verdadeira questão é

pensarmos onde está a rentabilidade nas

nossas casas. Numa conferência de

concessionários a que assisti num país

europeu, diziam que 90% do seu lucro era

gerado no pós venda e só 10% em

relação aos carros novos. Portanto, no pós

venda é que está de facto a rentabilidade.


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EVENTO

CONFERÊNCIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL

DEZEMBRO 2011

19

A rentabilidade, contudo, está na gestão

dos processos, provavelmente com a

utilização de métodos mais avançados e

produtos mais desenvolvidos, porque hoje

não podemos falhar no capítulo da

qualidade. A mão-de-obra é o ponto mais

difícil de fazer progredir, porque só

conseguimos baixar os custos de

mão-de-obra tornando as pessoas mais

eficientes e mais produtivas. E essa é a

maior dificuldade que as oficinas

enfrentam neste momento. Há pessoal

técnico que passa 30 horas na oficina,

para produzir apenas 10 horas. Ou

ganham mal, ou os orçamentos ficam

muito caros e não são aprovados.

|| José Carlos Gonçalves

No mercado português de repintura, o

trabalho representa cerca de 75% do custo

de reparação e 25% é para a tinta e para

os consumíveis. Se incluirmos a chapa, a

percentagem pode passar para 72%/28%.

Isso significa que o negócio se baseia num

custo de mão-de-obra acessível, que é a

única hipótese de trabalhar no mercado

nacional.

|| Neves Martins

Nós conseguimos arranjar alguma

margem na reparação das peças

danificadas, porque as peças novas têm

uma margem muito reduzida. A solução

nas empresas multimarca passa por

apostar na mão-de-obra mais barata,

porque os orçamentos não são aceites

pelos clientes, se tiverem custos muito

elevados.

|| Filipe Santos

A percentagem de mão-de-obra na

Europa parece rondar os 65% da factura.

Mas nós cá em Portugal tentamos baixar o

custo de mão-de-obra, que praticamente

não tem margem de lucro. Nas peças, a

margem é também reduzida, de modo

que o lucro só pode vir da economia de

custos e da rapidez de execução do

serviço. No mercado português, a

mão-de-obra deve andar abaixo dos 70%

do custo da reparação.

|| Nuno Gonçalves

O custo de mão-de-obra hora é nas

oficinas independentes cerca de

34% inferior ao custo praticado nas

oficinas autorizadas, onde é em

média de € 34,6, segundo dados

disponíveis. Considera que essa

diferença é um factor de

competitividade e de

sustentabilidade dos negócios, ou o

contrário?

Oportunidades no mercado existem para

todos, quer tenham a mão-de-obra mais

barata, quer tenham mais cara, assim as

queiram aproveitar e agarrá-las

correctamente. Há no entretanto aqui

uma diferença básica. O custo da

mão-de-obra em si não é muito diferente

numa oficina multimarca ou numa oficina

autorizada. Os outros custos associados de

instalações, equipamentos, gestão e

imagem é que são totalmente diferentes,

para mais, nas oficinas de marca. A oficina

de marca não pode deixar de repercutir

esses custos na mão-de-obra, porque tem

que os pagar, embora espere obter

retorno deles.

As oficinas multimarca assumem um custo

de mão-de-obra inferior, porque têm

custos menores e é provável que a

rentabilidade do trabalho seja também

menor. Do ponto de vista do mercado, os

orçamentos acabam por ser nivelados e

todos têm oportunidades de facturar,

desde que tenham condições mínimas

para operar com a qualidade média que

hoje é exigida.

Há também uma grande diferença entre

reparação mecânica e reparação de chapa

e pintura. No primeiro caso, o cliente é

que pede ao mecânico que resolva o

problema e na área de carroçaria e

repintura o reparador é que tem que

saber vender ao cliente a reparação e

outros serviços de valor acrescentado. Nós

muitas vezes perdemos o mercado da

pequena colisão porque não temos

proximidade com o cliente e não

“perdemos” tempo com ele. É esta

mudança de mentalidade que pode fazer

alguma diferença no futuro.

|| José Carlos Gonçalves

Por muito que nós queiramos melhorar o

nosso negócio, temos que ver que o

mercado português é muito pequeno.

Basta olhar aqui para a vizinha Espanha,

para percebermos como o nosso mercado

é limitado. Apesar disso, temos cá as

oficinas de marca, os centros de colisão e

as oficinas independentes e todos querem

ganhar a vida. As marcas nasceram e

cresceram dentro do mercado que foram

criando para elas próprias, enquanto que

as oficinas multimarca tiveram que

conquistar o seu espaço no mercado, que

já era dominado pelas marcas. Essa é a

principal diferença. Neste momento, as

marcas não estão interessadas em

esmagar os preços, porque os carros da

sua marca vão lá parar quase

inevitavelmente e os gestores das oficinas

tem uma aptidão comercial mais elevada

do que a média dos reparadores. As

oficinas autorizadas têm assim a

vantagem de possuírem pessoal

especializado nos modelos da marca e

têm gestores de cliente que sabem

explicar correctamente as opções e as

vantagens para o cliente. Uma delas é um

menu extremamente alargado de

serviços, que podem ser efectuados de

uma forma programada, para evitar a

imobilização desnecessária do veículo.

Os grandes centros de colisão são

financiados por grandes grupos

económicos, que investiram para criar

uma organização de escala, com grandes

volumes e custos reduzidos. Juntaram à

reparação a resolução do sinistro e isso

interessa de forma evidente ao utilizador

do veículo. Os vínculos económicos com

outras empresas acabam por facilitar o

contacto institucional com as respectivas

frotas e assim canalizam para si as

oportunidades de negócio em circuito

fechado.

Temos finalmente as oficinas multimarca,

que terão que sobrevier entre estes dois

principais protagonistas do mercado de

colisão. É uma tarefa exigente e de certo

modo difícil, mas há bons exemplos de

sucesso e isso demonstra que é possível o

David vencer o Golias. Para isso, as oficinas

terão que apresentar uma oferta de

serviços interessante e com preços

competitivos, que levem os clientes a

mudar de “ambiente”.

As oportunidades existem, apesar do

péssimo momento que o país está a

atravessar. É tudo uma questão de apostar

e investir em soluções com potencial de

sucesso. É mais fácil pararmos quando

vamos na estrada e vemos um restaurante

ou uma pastelaria com bom aspecto, do

que ir a uma área de serviço, que parece a

cantina na tropa… Isso quer dizer que as

oficinas têm que trabalhar de uma forma

transparente, com uma organização

impecável e utilizando toda a tecnologia

que hoje está disponível. Os fornecedores

de produtos são parceiros que dispõem

de métodos de trabalho e de programas

de formação que trazem a oficina para o

mundo actual, havendo felizmente várias

opções no mercado. É importante

também que o pessoal seja polivalente e

flexível, para poder tirar partido das horas

que a oficina lhe paga. Neste momento, já

há pintores que pegam no serviço desde a

chapa e levam-no seguido até ao fim.

Quer dizer que não há paragens, nem

tempos mortos pelo meio, o que é

excelente para a oficina e para a

rentabilidade do trabalho. É tudo uma

questão de abertura mental e de

preparação técnica. O chapeiro também

pode aplicar primários, aparelhos,

efectuar a secagem lixar, sem estar à

espera do colega pintor.

Em termos de conclusão, diria que logo

que a situação económica do país

recupere, há espaço para toda a gente

que pretenda trabalhar como se deve e

diversificar as fontes de receita.

|| Neves Martins

Nós não podemos fazer como os

“grandes”, que podem cortar nos produtos

ou na mão-de-obra, só para tentarem

deitar-nos abaixo. As pequenas oficinas de

dimensão familiar podem tirar partido da

proximidade com o cliente e da sua

criatividade, para captarem mais

oportunidades. Se não podem ter carros

de substituição, podem levar o cliente a

casa ou ir buscar o carro a casa do cliente,

por exemplo, o que acaba por resultar do

mesmo modo e o cliente sente-se mais

como em sua casa. Isso é um bom ponto

de partida para ele se sentir bem e querer

voltar à nossa oficina.

|| Filipe Santos

Para haver produtividade, as pessoas têm

que estar especializadas no que fazem e

têm que ter volume de serviço, que

permita manter o ritmo. As parcerias com

seguradoras são por isso muito

importantes, garantindo um fluxo de

serviço que mantêm a ocupação do

pessoal e garante a continuidade e

organização dos processos de reparação.

Este aspecto é muito importante para

manter o nível de motivação dos técnicos.

Essa motivação faz com que eles tenham

vontade de aprender e queiram ir às

acções de formação, porque sentem que é

essencial terem capacidade de resposta.

|| Nuno Gonçalves

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DEZEMBRO 2011

EVENTO JORNAL DAS OFICINAS

20 CONFERÊNCIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL www.jornaldasoficinas.com

5º PAINEL

|| Novos conceitos de regularização de sinistros

|| Intervenção de Bernardo Márquez,

Director de Sinistros Automóvel

da Liberty Seguros

O seguro automóvel está hoje na prática

estandardizado, é obrigatório e todas as

companhias promovem produtos idênticos,

mesmo no que se refere a produtos

facultativos. A área em que estamos a

pretender inovar foi a de criar uma

diferenciação pelo serviço, através daquilo

que denominamos Centros Liberty Auto.

Antes de mais, o CLA é uma estrutura de

serviço para lesados em acidentes de viação,

com danos materiais nas suas viaturas. A

inovação consiste no facto do utilizador do

veículo poder regularizar integralmente o

processo relativo sinistro em que se viu

envolvido no CLA.

O objectivo principal desta iniciativa é criar

conveniência e comodidade para os nossos

clientes e para os nossos Agentes, que são o

canal de distribuição preferencial da Liberty

Seguros, aumentando desse modo o seu

grau de satisfação e de fidelização. Por outro

lado, outro objectivo estratégico foi a

redução de custos, uma das preocupações

básicas no que se relaciona à gestão de

sinistros. Além disso, obtém-se uma

significativa redução do tempo médio de

regularização do sinistro.

Em termos concretos, o que conseguimos

foi criar um espaço de atendimento

personalizado nas oficinas agregadas ao

projecto, no qual o segurado da Liberty

pode efectuar imediatamente a participação

do sinistro (horário alargado das 8H30 às

18H30), ver a peritagem realizada

imediatamente por perito residente e dispor

de uma viatura de cortesia do Centro, para

garantir a sua mobilidade durante o período

de reparação do veículo, caso este tenha

que ficar na oficina.

Isso é possível porque a Liberty possui dois

gestores de sinistros em cada CLA, que

dispõem das bases de dados e dos

programas informáticos específicos da

empresa. O tempo total de atendimento

integral do cliente não ultrapassa os 30

minutos. O perito pertence a uma

organização independente da Liberty e

todo o processo é realizado na presença do

condutor, com a maior transparência e

eficiência.

Dentro deste espírito de total abertura, o

cliente tem total liberdade para reparar o

seu veículo na oficina que mais lhe

interessar, embora todo o processo decorra

da mesma forma no CLA. Dadas as

excelentes condições técnicas e aos

reduzidos tempos de reparação dos veículos

no CLA, só em casos muito raros e em

condições muito especiais é que o cliente

escolhe outra oficina para reparar o carro.

A propósito disto, realizámos um inquérito

ao consumidor através dos nossos Agentes,

em que todos os pontos revelaram total

satisfação do cliente (100%), em relação ao

CLA (Lisboa) e à forma como o processo de

regularização de sinistros pode ser aí

realizado.

Neste momento, existem no país dois

Centros Liberty Auto, um em Lisboa (Prior

Velho) e outro no Porto (Zona Industrial).

Como não podemos ter CLA em todas as

capitais de distrito, a Liberty criou o CLA

Drive-In, o mesmo conceito de serviço CLA

prestado de forma remota.

Graças às tecnologias de informação e

comunicação, os CLA Drive-In possuem

centros de atendimento que prestam os

mesmos serviços de um CLA, através de

programas informáticos. Na Companhia

existe um Back Office especializado, que

garante a regularização do sinistro também

em 30 minutos. Do ponto de vista do

cliente, o grau de comodidade de um CLA

Drive-In é idêntico ao atendimento

presencial que é proporcionado num CLA.

Actualmente existem dez CLA Drive-In

(Torres Vedras, Évora, Portimão, Leiria,

Viseu, Paços de Ferreira, Santarém, Moita,

Madeira, Viana do Castelo), mas está

previsto um total de 15 CLA Drive-In até ao

final de 2011.

O projecto dos CLA arrancou em 27 de

Março de 2009, em Lisboa, e até ao final

deste ano (2011) tencionamos assegurar um

cobertura geográfica do mercado nacional

tão completa quanto possível.

No ano de 2010, os CLA repararam mais de

1.800 viaturas e de Janeiro a Agosto de 2011

já foram reparadas mais de 1.500, prevendose

que seja ultrapassado largamente no final

deste ano o total do ano passado (cerca de

2.200).

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DEZEMBRO 2011

EMPRESA JORNAL DAS OFICINAS

22 25º ANIVERSÁRIO AUTOZITÂNIA www.jornaldasoficinas.com

PARABÉNS

AUTOZITÂNIA

|| Com um quarto de século de actividade completo e comemorado no passado dia 12 de Novembro, a

Autozitânia apresenta-se como uma empresa próspera e determinada em vencer as adversidades que a difícil

conjuntura económica tem imposto ao mercado

A

empresa foi criada em 1986, pelo

que a celebração do 25 aniversário

merecia a dignidade e a

grandiosidade que de facto teve. A festa de

comemoração da efeméride começou no

início da tarde de Sábado no magnífico

cenário do Convento do Beato, em Lisboa.

Depois de um cocktail de boas vindas, os

mais de 350 convidados seguiram para o

Auditório onde decorreu uma Conferência

que contou com a presença de ilustres

oradores.

Francisco Neves, Administrador, começou

por mostrar a sua grande satisfação por ver

a sala repleta de fornecedores, clientes e

amigos, tendo referido que “Esta aventura

iniciada em 1986 começou do nada. Fomos

ambiciosos e lutadores. Apostámos tudo o

que tinhamos, essencialmente a

experiência e o conhecimento do mercado

português. Envolvemos-nos de corpo e

alma e partimos para a luta. Passado um

quarto de século, encaramos o dia de hoje

não como uma meta alcançada, mas como

um ponto de partida para mais 25 anos de

investimento e sucesso para todos. Somos

hoje uma família de 90 pessoas e todos os

dias colocamos os nossos esforços e

dedicação ao serviço dos nossos clientes.

São eles que com as suas exigências e

solicitações nos fazem crescer dia após dia”.

E concluiu dizendo “Muito mudou desde

1986 e seguramente muito vai mudar nos

próximos anos. Mas quero dizer que só é

possivel evoluir com a ajuda de todos, por

isso contamos convosco como clientes e

amigos do passado do presente e do

futuro”.

Seguiu-se o discurso de Mário Máximo dos

Santos, Vice-Presidente da Câmara

Municipal de Odivelas e responsável, entre

outros, pelo pelouro das

actividadeseconómicas, concelho onde a

Autozitânia tem a sua sede, que enalteceu

as qualidades humanas e profissionais dos

actuais Administradores, Francisco Neves e

Samuel Henriques, e congratulou-se com o

sucesso da empresa, que deve ser vista

como uma referência e um exemplo de

gestão empresarial, referindo que “O facto

da Autozitânia ter atingido os 25 anos com

esta vitalidade, demonstra que é possível

uma empresa ter sucesso, desde que esteja

bem alicerçada em boas práticas de gestão

e uma capacidade de estratégia sempre

renovada.”

Mário Máximo dos Santos continuou o seu

discurso dizendo que “O mundo das

empresas tem mudado imenso. Todos

sabemos que em 1986, ano em que se

davam os primeiros passsos de Portugal na

CEE, a vida empresarial tinha paradigmas e

assumia atitudes que desapareceram quase

por completo. Logo a começar pela vertente

das tecnologias, vertente esta que alterou o

perfil de todas as empresas e que contribuiu

para que a mentalidade pro-activa dos

gestores se viesse a reconfigurar por

completo. Uma entidade empresarial para

atravessar estes 25 anos, teve de saber

encontrar em cada momento a capacidade

de adaptação às mudanças praticamente

constantes e aos novos desafios dos

mercados e da competitividade. A

Autozitânia soube fazê-lo e essa é a sua

primeira grande vitória.

Quem tem a sua vida diariamente ligada ao

mundo das empresas e das actividades

económicas sabe que no tempo presente

não é mais possível esperar que as coisas

aconteçam. E se o tempo for de dificuldades

como o que agora atravessamos, esperar

calmamente que os problemas deixem de o

ser continuando a fazer tudo da mesma

|| A comemoração do 25º Aniversário da

Autozitânia decorreu no magnífico cenário do

Convento do Beato, em Lisboa

maneira não pode ser. Hoje, é preciso estar

atento a cada pequeno sinal e actuar de

imediato com políticas avisadas e mais do

que reagir aos problemas é necessário saber

antecipá-los e com isso gerar o respectivo

antídoto de gestão. A Autozitãnia percebeu

que a actualização de procedimentos e de

conhecimentos era uma condição

pertinente para assumir competitividade.

Percebeu ainda que era necessário adaptar

a própria estrutura societária e incrementar

um crescimento em termos de unidades

que alargassem a operatividade na

intervenção do mercado. Por isso, passou de

uma sociedade por quotas para uma

sociedade anónima e criou uma estrutura

que lhe permitiu especializações oportunas,

tendo ainda alargado a sua presença com

unidades próprias em Odivelas (sede),

Coimbra, Porto e Algarve, para além de

várias lojas de venda directa ao público. Não

admira pois que hoje seja uma empresa

certificada e que seja reconhecida como

uma empresa PME Excelência, tendo

assumido uma vontade estratégica de

desenvolvimento que nem os problemas

mais graves do país têm conseguido travar.

Quem venceu nestes 25 anos tão complexos


JORNAL DAS OFICINAS

www.jornaldasoficinas.com

EMPRESA

25º ANIVERSÁRIO AUTOZITÂNIA

DEZEMBRO 2011

23

|| Foi sorteado entre todos os

convidados presentes na festa do

25º Aniversário um Fiat 500 Abarth,

com o patrocínio da Schaeffler

Ibéria SL

|| FICHA TÉCNICA

Autozitânia

Morada: Quinta das Urmeiras, Lote 3 -

1º - Estrada da Paiã - Apartado 138

2675-953 Odivelas

Administradores: Francisco Neves

e Samuel Henriques

Telefone: 214.789.130

Fax: 214.780.188

e-mail: nuno-palma@autozitania.pt

Internet: www.autozitania.com

VONTADE DE VENCER!

A Autozitânia foi fundada em 1986 pelos Srs. Mário Joaquim da Conceição Pinheiro

e Samuel de Almeida Henriques. Em 1988 juntou-se à sociedade Francisco José das

Neves Venâncio. Em 1991 foram inauguradas as novas instalações da sede em

Odivelas e em 1995 foi criada a primeira loja de venda ao público também em

Odivelas. No ano seguinte foram inauguradas as instalações da Autozitânia em

Coimbra, seguindo-se em 1997 a abertura de instalações no Porto.

No ano 1999 alterou-se a forma jurídica para Sociedade Anónima e em 2000 foi

inaugurada na Amadora a segunda loja de venda ao público. Seguiu-se a abertura

da terceira loja de venda ao público no Montijo (2004) e em 2005 houve a saída de

um dos fundadores da empresa, Mário Pinheiro. Em 2006 foi inaugurada a quarta

loja de venda ao público em Vialonga e em 2007 abriu a quinta loja em Almada.

2007 foi um ano muito importante para a Autozitânia, pois tornou-se uma empresa

Certificada pela norma ISO9001. O facto de ser uma empresa certificada, permitelhe

estar sempre alerta para a contínua revisão de processos, para a contínua

atenção para os pormenores, para as oportunidades de melhoria e para as não

conformidades. Em 2009 foram inauguradas novas instalações em Coimbra e em

2010 no Algarve.

Com a abertura do Centro Logístico do Algarve, todos os clientes da Autozitânia,

passaram a dispor de 4 pontos de apoio que lhes garantem uma cobertura

nacional. Porto (Maia), Coimbra (Souselas), Lisboa (Odivelas) e Algarve (Messines)

asseguram uma distribuição bi-diária a todos os clientes nas suas diversas áreas de

actuação.

Quanto às 5 lojas, estão todas situadas nos arredores de Lisboa: Odivelas, Amadora,

Montijo, Vialonga e Almada. Uma das grandes mais-valias é a proximidade com o

Centro Logístico de Odivelas, que com um serviço de reposição de stocks bi-diário

assegura um excelente nível de serviço.

Embora o segredo do sucesso seja a alma do negócio, os responsáveis da empresa

não hesitam em afirmar que “a vontade de ganhar e de lutar sempre por mais, tem

sido determinante no Grupo Autozitânia. Portanto o que recomendamos é muito

trabalho e muita ambição. Diz-se também que as empresas são as pessoas. Talvez

esteja por aí uma das razões de sucesso do Grupo Autozitânia: Pessoas motivadas e

com vontade de vencer.”

em termos de mudanças na Europa, em

Portugal e no mundo, irá concerteza

continuar a vencer. O futuro será de quem

conseguir manter o ritmo de permanente

actualização e de quem conseguir ler os

sinais de desenvolvimento e mudança de

cada sector. Estou certo de que a

Autozitânia tem essa capacidade e essa

determinação”, concluiu este responsável

autárquico.

Durante a tarde, os convidados tiveram

ainda oportunidade de ouvir as

intervenções de mais quatro oradores,

nomeadamente: Carlos Sanrigoberto,

Presidente do Grupo Schaeffler Ibéria;

Francesco Tommasoni, Director de Vendas

da UFI Sofima; Marco Moretti, Director de

Marketing da Brembo e Fernando Silva,

Director da Viragem.

Após a Conferência, seguiu-se o momento

alto do dia com a realização do jantar no

imponente hall do Convento do Beato, onde

não faltaram vários espectáculos de

entretenimento que incluiram uma sessão

de stand up comedy com o artista Francisco

Menezes e um show musical de Fernando

Pereira. Foi ainda sorteado entre todos os

convidados um magnífico Fiat 500 Abarth,

com o patrocínio da Schaeffler Ibérica.

No fim da festa, a satisfação pela forma

alegre e digna como decorreram as

comemorações do 25º aniversário da

Autozitânia eram visíveis no rosto de todos,

desde os Administradores, aos

colaboradores e convidados.

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DE CARROÇARIA FUNCIONA SEM

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trabalhar de forma eficiente e rentável. Todos os nossos sistemas brilham pela

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24

DEZEMBRO 2011

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

www.jornaldasoficinas.com

NOVO LANÇAMENTO

BLUE PRINT SOLUTIONS

A Blue Print, especialista em peças para veículos Asiáticos e Americanos, lançou

recentemente no mercado uma importante Bomba de Combustível Eléctrica, com a

referência ADG06816.

A particularidade desta referência é ser uma peça consolidada (não se trata de uma peça

universal), o que significa que tem uma cobertura alargada a várias viaturas e motores,

tendo aplicação em mais de

160 modelos de veículos

incluídos no catálogo da Blue

Print.

Esta Bomba de Combustível

para motores a gasolina,

destina-se essencialmente

para aplicações em veículos

da Kia e Hyundai, mas tem

também aplicação em

modelos da Honda e Mazda.

Uma única referência com tantas aplicações significa mais espaço livre de

armazenamento, menos stock e menos investimento!

Como em todos os produtos Blue Print, esta Bomba de Combustível está abrangida pelos

3 Anos de Garantia contra defeitos de fabrico.

PETRODISEL

LANÇA GAMA DE PRODUTOS VEMO

Prosseguindo a P ETRODISEL o seu

objectivo de manutenção dos valores

empresariais caracterizados pelos seus

compromissos pessoais e pela satisfação

dos seus clientes, respondendo com

brevidade, qualidade, flexibilidade,

incorporou na sua vasta gama de produtos, novos produtos e novas ofertas, como

sensores, filtros, interruptores VEMO, reforçando a sua contínua força inovadora.

Esta marca alemã de grande prestígio e de fabricante da CE, garante um alto nível de

qualidade dos seus produtos, sujeita a controlo regular e contínuo, desenvolvendo

programas de entregas imediatas e catálogos actualizados.

STAND ASLA

COM AMORTECEDORES SACHS

Recentemente o Stand Asla acrescentou à sua oferta de produtos comercializados a linha

de amortecedores da marca Sachs.

A aposta nesta marca prende-se com larga experiência da mesma no fabrico deste tipo

de componentes, bem como com a qualidade, fiabilidade e segurança apresentadas

pelos seus produtos. Os atributos da Sachs são fruto de uma forte aposta em soluções

inovadoras, incorporação de tecnologia, bem como exigentes ensaios e testes de

qualidade. Respondendo, por isso, a requisitos de elevada exigência, a marca garante a

sua marcada presença no equipamento original.

Desta forma, com o alargamento e o ajuste constante da gama de produtos

comercializados e, especificamente, com a incorporação dos amortecedores Sachs, o

Stand Asla pretende corresponder da melhor forma às necessidades e expectativas dos

seus parceiros comerciais.

RECTIFICAÇÃO

LEIRIDIESEL

Na edição 72 do JORNAL DAS OFICINAS, na página 58, referente ao artigo da

empresa Leiridiesel, foram publicados alguns conteúdos que a referida empresa nos

pediu para serem corrigidos. Assim, a Careldiesel continua a existir, apenas não é

gerida pela Leiridiesel. A Leiridiesel Coimbra é uma empresa independente da

Careldiesel que pertence ao Grupo Leiridiesel. O que deveria ter sido escrito é que a

Leiridiesel abriu em 2011 em Coimbra novas instalações nas quais estão disponíveis

serviços auto e diesel. Em segundo lugar, o nome da Leiridiesel não mudou.

Continua a chamar-se Leiridiesel S.A, apenas o logótipo mudou, não fazendo sentido

o nome Leiridiesel Group.

BAHCO

NOVAS FERRAMENTAS PNEUMÁTICAS

A Bahco acaba de alarga a sua gama de ferramentas pneumáticas, no qual inclui as novas

ferramentas com carcaça de magnésio de baixo peso, livre de manutenção e extra

silenciosas.

Após o sucesso da gama inicial de ferramentas pneumáticas, a Bahco lança novamente

uma extensão da gama inicial que vai posicionar a marca no mercado como um dos

importantes fornecedores de soluções pneumáticas. Este equipamento inclui na sua gama

média novas ofertas de 1/2” e conjuntos atractivos de ferramentas.

No lançamento desta nova gama, um destaque muito especial para as novas ferramentas

pneumáticas em magnésio, que ajudam a alargar a oferta destes produtos e posicionam a

Bahco como uma das marcas mais

abrangentes neste segmento de produtos.

Existem várias características especiais

nestas ferramentas únicas no mercado:

- Carcaça Magnésio – que se caracteriza

pelo seu baixo peso e resistência, ideal

para a construção de ferramentas. Carcaça

de uma só peça sólida em Magnésio nas

ferramentas de impacto Bahco garante

uma longa vida útil das ferramentas.

- Controle potência e direcção – em

muitas situações a acessibilidade é

limitada, o que é comum numa

ferramenta de qualidade superior é a sua

utilização com uma só mão. Graças ao seu

manípulo de selecção o operador

somente tem de girar para a esquerda ou

direita para mudar a potência e puxar ou

empurrar para alterar a direcção. Não

podia ser mais fácil!

- Livre Manutenção - o único e excepcional

sistema de lubrificação por imersão da Bahco assegura uma manutenção total durante a

vida útil da ferramenta. Tudo o que necessita é controlar a qualidade do ar da ferramenta

que seja limpo e lubrificado!

- Extra poderosas & silenciosas ou Extra silenciosas & poderosas - todas as pistolas de

impacto possuem dois “muffers” soltos, que o operador pode simplesmente montar e

desmontar conforme o que pretende. Sem “muffers” a potência é maximizada, com os dois

“muffers” o ruido é minimizado. O melhor é estabelecer um compromisso, pode reduzir o

ruido 623% somente retirando 15% da potência com um “muffer”.

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Estrada Municipal 1022 - RN 339 - Pinhal da Areia - 2860-302 Moita - Tel: 219584273 - Fax: 219577133 - Email: tecniverca@tecniverca.pt - www.tecniverca.pt


Desejamos-lhe um Feliz Natal

e um Próspero Ano Novo.





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Frohe Weihnachten und ein glückliches neues Jahr

Vielen Dank für die hervorragende Zusammenarbeit

Merry Christmas and a Happy New Year

Many thanks for the excellent co-operation

Joyeux Noël et Bonne Année

Nos remerciements pour l’excellente coopération

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo

Muito obrigado pela excelente colaboração

Kary + Mangler GmbH

Durmersheim | GERMANY

representado por:

JOCHEN STAEDTLER

Import – Export

Tel: +351 214 868 498

Fax: +351 214 868 404

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26

DEZEMBRO 2011

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

www.jornaldasoficinas.com

BOMBÓLEO

FORMAÇÃO EM SISTEMAS COMMON RAIL

No passado mês de Outubro teve lugar

nas instalações da Bombóleo Porto,

acções de formação no campo de

Sistemas de Injecção Common Rail, para

os profissionais da área diesel.

Devido ao enorme interesse e afluência,

foi imperativo a realização de dois

cursos numa semana, sendo os mesmos

compostos por uma componente teórica

e uma grande componente prática.

Os formandos foram confrontados com algumas avarias e situações reais em termos de

reparação de Bombas de Alta Pressão e Injectores, tendo sido necessária a

desmontagem, análise e teste destes componentes em bancos de ensaio.

CAMPANHA PARAFLU

NA AZ AUTO

A AZ Auto acaba de lançar mais uma

campanha, em parceira com a Petronas

Lubricants, em que garante aos

retalhistas preços especiais na compra

de anticongelante PARAFLU, mediante

as quantidades adquiridas.

A campanha está em vigor até ao final

do ano, e foi pensada de forma a

garantir uma elevada rentabilidade para

o cliente.

Com o Inverno e o tempo frio à porta, aproveite esta oportunidade para acelerar as suas

vendas, proporcionando aos seus clientes a reconhecida qualidade superior dos

produtos Petronas, comercializados através da AZ Auto.

EIBACH DE REGRESSO

AO MOTOR SHOW DE ESSEN

A Eibach, marca representada

em Portugal pela Q&F, esteve

presente no Motor Show de

Essen, evento que se realizou

muito recentemente.

O maior destaque foi para a

nova suspensão desenvolvida

pela Eibach em parceria com

a Bilstein, num resultado final

que se apresenta como um

sistema de suspensão de

pressão a gás, que promete enormes sensações em termos de prazer de condução e

performance, mas mantendo na equação a temática do conforto.

As novas propostas da marca apresentaram-se sob as denominações de B12 Pro-Kit e B12

Sportline.

ENCONTRO TÉCNICO

SOBRE FILTROS NA AUTO SILVA ACESSÓRIOS

No âmbito da maior proximidade com os

clientes, a Auto Silva Acessórios, S.A., em

parceria com Tecneco, realizou um “Encontro

Técnico” destinado exclusivamente aos

principais clientes de filtros.

Este encontro, que se realizou no dia 11 de

Novembro no Porto, foi uma boa

oportunidade para colocar questões sobre

os filtros da Tecneco, nomeadamente

reclamações e garantias para além da habitual troca de impressões com outros

retalhistas de várias regiões do país.

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26

DEZEMBRO 2011

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

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BOMBÓLEO

FORMAÇÃO EM SISTEMAS COMMON RAIL

No passado mês de Outubro teve lugar

nas instalações da Bombóleo Porto,

acções de formação no campo de

Sistemas de Injecção Common Rail, para

os profissionais da área diesel.

Devido ao enorme interesse e afluência,

foi imperativo a realização de dois

cursos numa semana, sendo os mesmos

compostos por uma componente teórica

e uma grande componente prática.

Os formandos foram confrontados com algumas avarias e situações reais em termos de

reparação de Bombas de Alta Pressão e Injectores, tendo sido necessária a

desmontagem, análise e teste destes componentes em bancos de ensaio.

CAMPANHA PARAFLU

NA AZ AUTO

A AZ Auto acaba de lançar mais uma

campanha, em parceira com a Petronas

Lubricants, em que garante aos

retalhistas preços especiais na compra

de anticongelante PARAFLU, mediante

as quantidades adquiridas.

A campanha está em vigor até ao final

do ano, e foi pensada de forma a

garantir uma elevada rentabilidade para

o cliente.

Com o Inverno e o tempo frio à porta, aproveite esta oportunidade para acelerar as suas

vendas, proporcionando aos seus clientes a reconhecida qualidade superior dos

produtos Petronas, comercializados através da AZ Auto.

EIBACH DE REGRESSO

AO MOTOR SHOW DE ESSEN

A Eibach, marca representada

em Portugal pela Q&F, esteve

presente no Motor Show de

Essen, evento que se realizou

muito recentemente.

O maior destaque foi para a

nova suspensão desenvolvida

pela Eibach em parceria com

a Bilstein, num resultado final

que se apresenta como um

sistema de suspensão de

pressão a gás, que promete enormes sensações em termos de prazer de condução e

performance, mas mantendo na equação a temática do conforto.

As novas propostas da marca apresentaram-se sob as denominações de B12 Pro-Kit e B12

Sportline.

ENCONTRO TÉCNICO

SOBRE FILTROS NA AUTO SILVA ACESSÓRIOS

No âmbito da maior proximidade com os

clientes, a Auto Silva Acessórios, S.A., em

parceria com Tecneco, realizou um “Encontro

Técnico” destinado exclusivamente aos

principais clientes de filtros.

Este encontro, que se realizou no dia 11 de

Novembro no Porto, foi uma boa

oportunidade para colocar questões sobre

os filtros da Tecneco, nomeadamente

reclamações e garantias para além da habitual troca de impressões com outros

retalhistas de várias regiões do país.

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28 DEZEMBRO 2011 MONDEGOPEÇAS

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

www.jornaldasoficinas.com

FIAT LANÇA

PEÇAS CLASSIC LINE

O Fiat Group Automobiles Portugal efectuou para

o mercado o lançamento da CLASSIC LINE - a gama

de peças auto do grupo Fiat que combina

qualidade e poupança com preços altamente

vantajosos para veículos fora de produção.

A Classic Line responde a uma solicitação do mercado e torna-se

numa excelente oportunidade para as oficinas, oferecendo uma gama de peças

certificadas pelo grupo Fiat, que garante a melhor relação qualidade/preço para os

veículos fora de produção.

De facto, o valor mais alto das operações de manutenção, é exactamente aquele que se

refere aos veículos com mais de 5 anos de idade, que representam mais de 80% do

parque circulante do grupo Fiat em Portugal.

Nesta primeira fase de lançamento, as linhas de produto a serem disponibilizadas são:

Pastilhas de Travão (42 referências) e Discos de Travão (38 referências).

Já em 2012, serão lançadas as linhas de produto de filtros, distribuição e suspensão.

Com a introdução de novas linhas de produto e extensões programadas, a Classic Line irá

disponibilizar uma oferta integrada, indo de encontro às necessidades dos clientes deste

segmento.

CAMPANHA AZ AUTO

COM LUBRIFICANTES SYNTIUM PETRONAS

Os Lubrificantes SYNTIUM Petronas já

chegaram à AZ Auto! Para celebrar esta

novidade no seu programa de vendas, a AZ

Auto, em parceira com a Petronas Lubricants,

lançou uma campanha que oferece um

exclusivo blusão Petronas F1, por cada

encomenda mínima de 250 litros da gama

Syntium.

Desta forma, a AZ Auto continua a apostar

na oferta de mais vantagens aos seus clientes, numa acção comercial que está em vigor

entre os dias 26 de Outubro e 31 de Dezembro de 2011, sendo limitada ao stock

existente.

AUTO DELTA

PROMOVE FORMAÇÃO MEYLE

Teve lugar no passado dia 10 de Novembro,

em Santo Tirso, uma reunião técnica com

cerca de 50 participantes, entre os principais

parceiros da Auto Delta na zona norte do

país.

Esta reunião teve como mote uma discussão

aprofundada sobre a marca MEYLE e os seus

factores diferenciadores face à concorrência,

nomeadamente as peças optimizadas HD e

as novas linhas recentemente introduzidas ou expandidas (amortecedores, kits de foles,

transmissões, kits de distribuição, entre outros).

No dia seguinte teve lugar uma outra reunião em Leiria, sendo esta direccionada aos

colaboradores da empresa.

DISTINÇÃO COMO PME LÍDER

O IAPMEI no âmbito do programa FINCRESCE, atribuiu à Mondegopeças pelo segundo

ano, o estatuto de PME Líder.

Este estatuto atribuído pelo IAPMEI, “distingue empresas nacionais com perfis de

desempenho superior”.

A distinção como PME Líder assume maior relevância na actual conjuntura e é o

reconhecimento do trabalho desenvolvido por todos os colaboradores da empresa.

Dessa forma a Mondegopeças “agradece a todos os seus clientes, parceiros e

colaboradores pois sem eles nada disto seria possível”, pode ler-se na comunicação que a

empresa vez ao mercado.

ALVES BANDEIRA

APRESENTA GAMA 4X4 HERCULES

No seguimento da parceria internacional com a marca Americana Hercules Tires, onde é

representante exclusiva para o mercado nacional, a Alves Bandeira

apresentou recentemente ao mercado mais uma novidade, com a

chegada dos pneus de gama 4x4 ao nosso país.

O segmento Todo-o-Terreno (Digger Mud Terrain ) é umas das

grandes apostas da Hercules Internacional, oferecendo uma

gama muito equilibrada e de grande qualidade para os pisos

mais rigorosos, que fazem já desta marca uma referencia e

uma das principais opções nos mercados internacionais

onde esta presente.

A Alves Bandeira aposta também neste segmento e para

isso, disponibiliza já estes pneus através da sua rede de

cliente espalhados de norte a sul e ilhas, sendo que o balanço

“ é já muito positivo, pela excelente procura por parte dos

nossos cliente e pelo feed back que temos recebido do

mercado, com um enfoque especial que tem sido dado aos

níveis de qualidade e performance dos pneus, que são projectados

para pisos exigentes e de máxima resistência onde se exige máxima

tracção (lamas e areia) conforme indicou Paulo Santos responsável comercial da Alves

Bandeira.

GLASSDRIVE

MUDOU DE INSTALAÇÕES EM FAFE

O centro Glassdrive Fafe mudou de instalações e

com esta mudança passou a dedicar-se em

exclusivo à substituição e reparação de vidro

automóvel. Com um lay-out modelar e com uma

localização privilegiada, a qualidade do serviço

vai-se manter prosseguindo assim a política de

fidelização da rede Glassdrive perante os seus

clientes

Além da qualidade das instalações a nível

interior, este novo centro Glassdrive marca

nitidamente a paisagem de Fafe pelo reclamo de impacto que instalou na sua fachada e

que obviamente serve como referência para a sua identificação e localização.

Preparado para efectuar serviço móvel nesta vasta região, decerto que este novo centro

vai continuar a merecer a confiança dos seus clientes e parceiros.

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DEZEMBRO 2011

NOTÍCIAS JORNAL DAS OFICINAS

30 www.jornaldasoficinas.com

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CAMPANHA DE VERIFICAÇÃO DE PNEUS

RESULTADOS ALARMANTES

A Michelin voltou a efectuar este ano, entre os

dias 4 e 24 de Julho, uma campanha de

verificação de pneus. Recentemente foram

divulgados em Lisboa, os principais resultados

desta campanha, na qual foram analisados os

dados de mais de 13.000 veículos (mais de 52.000

pneus), sendo validados os dados de mais de

10.000 automóveis, dos quais 8.500 ligeiros, sendo

os restantes veículos comerciais e 4x4.

Segundo a Michelin, e tendo em conta o histórico

neste tipo de campanhas, os resultados obtidos

em 2011 mostram uns dados realmente

preocupantes. Assim sendo, 14% dos veículos

ligeiros verificados e 40,3% dos veículos

comerciais circulam com pelo menos um pneu

com pressão perigosa, com grave risco para a segurança rodoviária. Em comparação

com os resultados da campanha 2009, os dados ganham um carácter ainda mais

negativo, pois naquele ano 10,7% dos ligeiros verificados tinha pelo menos um pneu

com pressão perigosa; isto é, 3,3% menos que o volume actual. Em relação aos

veículos comerciais, comparados com a campanha anterior, os números são ainda

mais alarmantes, pois em 2009 era 20,7% dos veículos comerciais que levava uma

pressão perigosa; isto é, a percentagem de veículos comerciais que circulam nas

estradas portuguesas com evidente perigo é quase o dobro em apenas dois anos.

Não menos chamativo é o dado dos veículos que circulam com pressão incorrecta.

36% dos ligeiros tinha pelo menos um pneu com pressão incorrecta. Os dados

obtidos revelam também que 14% dos ligeiros verificados em Portugal possui pelo

menos um pneu com mais desgaste do que o limite legal (1,6mm).

A campanha verificou também os danos que tinham os pneus dos veículos

inspeccionados. Merece a pena sublinhar que 28% dos veículos comerciais e 22% dos

ligeiros tinha algum pneu com danos, enquanto em 2009 se detectou 13% de

veículos comerciais e 14,2% de ligeiros com danos nos pneus. Estes aumentos de 10%

e de 5%, respectivamente, na actual edição voltam a incidir bastante nos maus

resultados obtidos em 2011.

BOLAS

LANÇAMENTO DA SMART INDUCTOR 5000

A empresa Bolas, apresentou o novo Smart Inductor 5000, um novo

equipamento da sua representada Telwin.

Trata-se de um equipamento que é uma excelente opção

para acelerar e simplificar a remoção de componentes

colados (vidro, plásticos, logótipos, etc.) ou calcinados

(parafusos, rolamentos, engrenagens, etc.) em

veículos.

Com este equipamento, o operador terá

sempre o máximo controlo sobre o seu

trabalho através da auto-regulação inteligente e

automática da temperatura proporcionada pelo sistema inovador de

microprocessador DynamicCheck.

Através do princípio da indução electromagnética, em apenas alguns segundos o

Smart Inductor 5000 é capaz de transferir uma grande quantidade de calor

localizado, sem danificar borracha, plástico, superfícies pintadas ou áreas adjacentes.

A tecnologia sem chama e a certificação EMF proporcionam um produto inovador

que garante uma grande poupança de tempo e excelentes resultados.

ATWOO

PROTECÇÃO AQUOSA DE POLÍMEROS

A Atwoo Car Cosmetic de Armindo Oliveira & Oliveira, Lda,

disponibiliza para o mercado um produto que restaura e

protege a pintura durante 12 meses evitando os danos

causados pelos raios ultravioletas, oxidação, fumo e poluentes

rodoviários.

O produto de Protecção Aquosa de Polímeros contém ceras

Carnauba de elevada qualidade e polímeros de silicone e resinas especiais, que

permitem uma fácil aplicação e acabamento, excelente durabilidade e protecção em

superfícies pintadas, proporciona um brilho intenso e duradouro, e ainda uma

melhor protecção dos raios ultravioletas.


o VERDADEIRO número UM

do aftermarket em PORTUGAL

O Grupo

CENTRAUTO

deseja um Feliz Natal

e um Bom Ano de 2012

a todos os seu clientes.

Sede: Zona Industrial da Palhaça, Lote 6A - 3770-355 Palhaça - Oliveira do Bairro

Telefone: 234 729 110 - Fax: 234 757 121 - E-mail: comercial@centrauto.com.pt


32

DEZEMBRO 2011

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

www.jornaldasoficinas.com

GRUPO CAUTEX APRESENTA

NOVA EDIÇÃO DO CATÁLOGO GERAL DE PRODUTOS

O Grupo Cautex apresentou aos seus clientes a nova edição do seu

catálogo geral de todos os produtos que distribui com a própria

marca CAUTEX.

O novo catálogo recebeu importantes melhorias com o fim de

agilizar e optimizar a localização das diferentes referências

melhorando assim a sua ordenação e informação. Ampliaram-se

numerosas aplicações de referências já existentes e incluíram-se

mais de 1.700 novas referências que se vão incorporando

paulatinamente no stock para seu serviço imediato. Actualmente já

estão disponíveis em stock mais de 1.000 destas novas referências.

Todos os esquemas de localização das diferentes referências do motor receberam uma

importante modificação no seu desenho, trazendo assim mais facilidade e clareza na

rápida localização das referências. Paralelamente criaram-se cerca de 140 novos

esquemas de diferentes marcas e motorizações.

O novo catálogo, além de estar disponível em versão papel, está também disponível em

versão PDF, que pode ser descarregado no site da CAUTEX (www.cautex.com) com prévia

solicitação das respectivas passwords.

O Grupo Cautex também incluiu todas as suas novidades no catálogo electrónico da sua

página web, o que permite a localização de todas as suas referências tanto da marca

Cautex como da marca Plyom (cabos de travão de mão e elevadores) mediante a sua

própria referência, referência do construtor, por marca, modelo, etc.

LIBERTY SEGUROS

ABRE NOVO DRIVE IN EM AVEIRO

A Liberty Seguros passou a contar com mais um

Centro Liberty Auto (CLA) Drive-IN na sua rede,

inaugurado desta vez na região de Aveiro.

Este é o décimo quarto CLA criado pela

seguradora e pretende, à semelhança dos

anteriores, ser um espaço inovador que permite

a regularização integral de um sinistro

automóvel num único local, de forma rápida, cómoda e transparente para o Cliente.

O novo CLA Drive-IN está localizado nas instalações da Oficina Corvauto, na Rua Duarte

Ludgero – Esgueira, em Aveiro.

Este espaço CLA representa um passo muito importante na consolidação da presença da

Liberty Seguros nesta região, surgindo como resposta ao sólido relacionamento

profissional que a seguradora tem com a oficina Corvauto, que lhe permite reforçar com

mais uma unidade a sua rede de Centros Liberty Auto. Segundo Luís Cardoso, “é nossa

política empresarial procurar parceiros de confiança que já nos conhecem e que já

conhecemos, que sejam responsáveis no serviço que prestam aos nossos clientes e, neste

sentido, a Corvauto reúne todas essas qualidades. É, sem dúvida, o nosso parceiro-chave

para o sucesso deste CLA Drive-IN na região”.

TITAN CYTRAC MAN SYNTH 75W-80

LUBRIFICANTE PARA CAIXAS DE VELOCIDADES

O Titan Cytrac MAN Synth 75W-80 é um lubrificante para caixas manuais

e automáticas, pertencente à vasta e moderna linha Cytrac da Fuchs.

Este produto proporciona elevada performance e permite intervalos de

mudança muito alargados e, em paralelo, um excelente e efetivo

potencial de economia de combustível.

Este lubrificante foi especialmente desenvolvido para a utilização nas

caixas de engrenagens manuais e automáticas ZF, cumprindo

integralmente a norma ZF TE-ML 02L e 16K, tendo sido oficialmente

registado na lista de produtos aprovados para as caixas ZF.

Este produto cumpre igualmente a aprovação oficial MAN 341 Tipo Z-4, o que lhe

permite ser um lubrificante aprovado para um intervalo máximo de 500.000 kms entre

mudas, de acordo com o actual manual de manutenção da MAN.

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Exiba o seu

desempenho

LPG

MOTA & PIMENTA

COM NOVO WATERBASE SÉRIE 900+

A Valspar está a apresentar a WaterBase Série 900+ com 13 novas cores de mistura

que fornecem um poder de cobertura extremamente bom.

Esta melhor cobertura significa que necessitam de aplicar menos demãos, o que, em

troca, significa que podem poupar tempo em cada trabalho de reparação.

Mais ainda, necessitarão de menos 20% undercoats coloridos. Estas cores de mistura

podem ser já encomendadas, em adição às cores de mistura base de águas existentes.

O laboratório de cor da Valspar esteve vários meses a trabalhar nas fórmulas para as 13

novas cores de mistura de modo a assegurar que poderão beneficiar de imediato de

todas as vantagens da WaterBase Série 900+. Estas fórmulas estão já incluídas na última

versão do ICRIS (versão 8.5) e podem usá-las para criar muitas das principais cores de

automóveis. Uma vez instalada esta nova versão do ICRIS, devem de imediato fazer a

actualização por download via internet e fazê-lo novamente todas as semanas, deste

modo terão sempre as formulas mais actualizadas com as novas cores de mistura. As

fórmulas com as cores de mistura antigas podem ser também acedidas através do botão

‘old version’ no ICRIS.

AZ AUTO

COMERCIALIZA PRODUTOS TRW / LUCAS

Dando continuidade à sua política de forte expansão da oferta de produtos de elevada

qualidade, ao mercado de peças independentes de pós-venda, a AZ Auto anuncia a

introdução das marcas TRW e Lucas no seu programa de vendas.

Com esta parceria estratégica, a AZ Auto reforça seu portfólio, passando a incluir todas as

gamas de produto da TRW Aftermarket, fornecedor mundial de peças de qualidade

original para o mercado independente, que beneficia da herança centenária da marca

TRW, enquanto fornecedor dos principais fabricantes mundiais de automóveis.

Assim, a TRW/Lucas passa a ser o

fornecedor preferencial da AZ Auto

ao nível das Caixas e Bombas de

Direcção, bem como dos

Compressores de Ar condicionado –

ambas gamas recondicionadas.

Todas as peças da TRW são

concebidas e fabricadas com recurso à melhor tecnologia existente ao serviço da

engenharia de precisão, oferecendo o melhor desempenho, conforto e segurança.

Tratando-se de gamas recondicionadas, não existe perda de qualidade, uma vez que toda

a gama TRW é testada de acordo com os mesmos padrões de qualidade utilizados para o

equipamento original, sendo inclusivamente, comercializadas com a mesma garantia das

peças novas.

Empenhada em reunir os melhores fornecedores no seu programa de vendas, a AZ Auto

reforça a sua estratégia, selecionando a TRW como parceiro de negócio. Este é mais um

passo firme no caminho do sucesso, consolidando a posição da AZ Auto como

fornecedor global de referência no mercado das peças independentes.

AUTOCOM

INTRODUZ DIAGNÓSTICO CDP

O novo equipamento da Autocom – o CDP+ - é um

equipamento de diagnóstico de última geração, com

muitas características inovadoras, incorporando processadores e

componentes avançados em tecnologia, permitindo aceder a

níveis elevados de informação rapidamente e com elevada

fiabilidade.

Uma nova funcionalidade do CDP+ é a Gravação de Dados (Flight Recorder),

função de grande utilidade ao permitir a detecção e gravação de erros, tais como

falhas intermitentes que apenas ocorrem quando o veículo está em movimento. Inclui

também um Indicador Multicor para indicar os diferentes modos de comunicação e um

LED no conector, para um acesso fácil da ficha de diagnóstico no veículo. O CDP+ está

apto para diagnosticar veículos ligeiros e veículos pesados.

Iridium


34 DEZEMBRO 2011 ENDURECEDORES DE BEER

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

www.jornaldasoficinas.com

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SIMPA

CAMPANHA DE NITROGÉNIO

A Gonçalteam disponibiliza para as casas de pneus e oficinas

em geral uma máquina de produção/armazenamento de

Nitrogénio com preços extremamente competitivos (que já

incluem até publicidade estática).

Na comercialização destes produtos a Gonçaltem oferece 600€

de retoma para todos os produtos que os clientes queiram dar

em troca sejam eles equipamentos de nitrogénio ou não.

A promoção é valida apenas para as 10 primeiras máquinas a

serem encomendadas dos modelos Nitro 4000 e Nitro 3000.

MULTI-FUNCIONAIS

O departamento de investigação e desenvolvimento da Valspar (R&D ) tem estado

muito ocupado a testar endurecedores vendo se podem ser usados em combinação

com múltiplos produtos.

Como resultado dos testes feitos pelo R&D, os Endurecedores HS420 8-430, 8-440,

8-450 e 8-460 são mais multi-funcionais e podem também ser usados em

combinação com os seguintes produtos:







A versatilidade melhorada dos Endurecedores HS420 assegurou também que o

Aparelho Tintável (Tinting Surfacer) pode ser novamente usado como selante

transparente na EU usando o Verniz 8-414.

As Relações de mistura do Aparelho Tintável 8-149 (Tinting Surfacer) em combinação

com os Endurecedores HS420 8-430, 8-440, 8-450 e 8-460 tiveram, no entanto, de ser

modificadas. Todas as mudanças podem ser encontradas na versão 8.5 do ICRIS,

tanto na ficha técnica (TDS) como na funcionalidade de pesagem. A nova ficha

técnica (TDS) pode também ser encontrada em www.de-beer.com.

AUTOMECHANIKA

CELEBRA 40 ANOS

A primeira edição da Automechanika abriu portas em Frankfurt no dia 18 de

Setembro de 1971. Foi precisamente a indústria que deu os primeiros passos para se

realizar o evento. As associações não foram demovidas pelo cancelamento da Feira

Frankfurt Motor Show (IAA) e pediram um evento para peças e acessórios de

automóveis que também estavam representados na IAA. Cerca de 500 empresas e

75.000 visitantes oriundos de 63 países vieram a Frankfurt para a estreia do evento.

Hoje em dia, a Automechanika é uma das mais importantes feiras que a Messe

Frankfurt organiza e o certame mais internacional de todos, pois para além de

Frankfurt a Automechanika realiza-se ainda em 11 locais diferentes. Frankfurt

continua a ser o principal ponto de encontro da indústria. Em 2010 a Feira contou

com mais de 4.471 expositores oriundos de 76 países e mais de 155.000 visitantes. As

empresas que se queiram inscrever na próxima edição da Automechanika Frankfurt,

que se vai realizar de 11 a 16 de Setembro de 2012, podem contactar a representação

portuguesa através do número de telefone: 21 793 91 40.


34 DEZEMBRO 2011 ENDURECEDORES DE BEER

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

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SIMPA

CAMPANHA DE NITROGÉNIO

A Gonçalteam disponibiliza para as casas de pneus e oficinas

em geral uma máquina de produção/armazenamento de

Nitrogénio com preços extremamente competitivos (que já

incluem até publicidade estática).

Na comercialização destes produtos a Gonçaltem oferece 600€

de retoma para todos os produtos que os clientes queiram dar

em troca sejam eles equipamentos de nitrogénio ou não.

A promoção é valida apenas para as 10 primeiras máquinas a

serem encomendadas dos modelos Nitro 4000 e Nitro 3000.

MULTI-FUNCIONAIS

O departamento de investigação e desenvolvimento da Valspar (R&D ) tem estado

muito ocupado a testar endurecedores vendo se podem ser usados em combinação

com múltiplos produtos.

Como resultado dos testes feitos pelo R&D, os Endurecedores HS420 8-430, 8-440,

8-450 e 8-460 são mais multi-funcionais e podem também ser usados em

combinação com os seguintes produtos:







A versatilidade melhorada dos Endurecedores HS420 assegurou também que o

Aparelho Tintável (Tinting Surfacer) pode ser novamente usado como selante

transparente na EU usando o Verniz 8-414.

As Relações de mistura do Aparelho Tintável 8-149 (Tinting Surfacer) em combinação

com os Endurecedores HS420 8-430, 8-440, 8-450 e 8-460 tiveram, no entanto, de ser

modificadas. Todas as mudanças podem ser encontradas na versão 8.5 do ICRIS,

tanto na ficha técnica (TDS) como na funcionalidade de pesagem. A nova ficha

técnica (TDS) pode também ser encontrada em www.de-beer.com.

AUTOMECHANIKA

CELEBRA 40 ANOS

A primeira edição da Automechanika abriu portas em Frankfurt no dia 18 de

Setembro de 1971. Foi precisamente a indústria que deu os primeiros passos para se

realizar o evento. As associações não foram demovidas pelo cancelamento da Feira

Frankfurt Motor Show (IAA) e pediram um evento para peças e acessórios de

automóveis que também estavam representados na IAA. Cerca de 500 empresas e

75.000 visitantes oriundos de 63 países vieram a Frankfurt para a estreia do evento.

Hoje em dia, a Automechanika é uma das mais importantes feiras que a Messe

Frankfurt organiza e o certame mais internacional de todos, pois para além de

Frankfurt a Automechanika realiza-se ainda em 11 locais diferentes. Frankfurt

continua a ser o principal ponto de encontro da indústria. Em 2010 a Feira contou

com mais de 4.471 expositores oriundos de 76 países e mais de 155.000 visitantes. As

empresas que se queiram inscrever na próxima edição da Automechanika Frankfurt,

que se vai realizar de 11 a 16 de Setembro de 2012, podem contactar a representação

portuguesa através do número de telefone: 21 793 91 40.


36

DEZEMBRO 2011

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

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SENDYS E ALIDATA

ANUNCIAM PARCERIA ESTRATÉGICA

As empresas tecnológicas Sendys Portugal e Alidata realizaram

recentemente uma aliança estratégica no desenvolvimento e

comercialização das soluções de gestão empresariais. As duas

empresas complementam-se com a oferta de soluções de gestão

integradas do sector das tecnologias de informação e de

consultoria informática, permitindo uma oferta alargada e

especializada.

A Sendys Portugal e a Alidata consolidaram em 2011 a expansão

dos respectivos negócios para o continente africano e consideram

esta aliança a parceria ideal para fomentar a expansão para

outros países, como Brasil e Espanha, onde estimam um

crescimento de 12% para 2012.

Estas duas empresas estão no mercado há mais de 25 anos e são

dois dos principais players nas soluções de gestão empresariais,

inteiramente desenvolvidas em Portugal e comercializadas

directamente, numa relação fabricante/cliente final, e também

através de parceiros de negócio.

A Sendys Portugal e a Alidata contam actualmente com 120

colaboradores especializados. A área de serviços é a mais

representativa para a Sendys Portugal, onde trabalha sectores

como a energia, banca, sector público, telecomunicações,

consultoria e saúde. Por sua vez, para a Alidata a indústria e o

sector automóvel são as principais áreas de desenvolvimento,

assumindo-se como especialista e líder nestes sectores.

A Alidata aderiu em 2008 ao projecto ‘Compro O Que É Nosso’,

possui certificação de qualidade NP EN ISO 9001:2008 e há mais

de dez anos que é distinguida com os prémios PME Excelência e

PME Líder, pela qualidade e performance dos serviços.

ANECRA

COM NOVO PRESIDENTE

NA DIVISÃO AFTERMARKET

UFI FILTERS ALARGA ARMAZÉM

Um espaço com 9500 m², uma altura útil de 15 metros, capaz de conter mais de 11.000

paletes, com uma equipa dedicada de 18 empregados que manuseiam os 5000 artigos

listados no catálogo das duas marcas UFI / SOFIMA. Estes são os números que estão por trás

do novo armazém da Unidade de Negócios de Aftermarket da UFI FILTERS SpA, um armazém

que implementa um sistema de logística que lida com a recolha, embalagem e despacho

para a Europa e resto do mundo, respondendo às necessidades de mais de 500 clientes do

Grupo. Há quase uma década que a divisão de Aftermarket do Grupo utiliza os serviços da

empresa de logística Sifte Berti SpA, que dedicou uma área ainda maior e mais funcional do

seu centro Vercelli, no norte de Itália para armazenamento, recepção e expedição dos

produtos das marcas UFI FILTERS e SOFIMA FILTER destinados ao mercado independente de

reposição de peças. A nova organização do espaço do armazém irá garantir um serviço ainda

mais rápido e eficiente, optimizando o processamento de pedidos e melhorando a gestão do

stock. Esta nova estrutura logística vai permitir uma maior rapidez na chegada dos envios aos seus destinos, enquanto o aumento da área de

armazenamento trará uma melhoria ao nível da qualidade de serviço.

António Chicharo foi eleito, em Assembleia

Geral Extraordinária realizada no passado

dia 26 de Outubro, como novo Presidente

da ANECRA, sucedendo assim a António

Ferreira Nunes, que por razões de ordem

pessoal, deixou a liderança da Associação,

“A ANECRA está empenhada em ajudar

todos os seus associados a superar esta

crise, de modo a que seja possível alcançar

com urgência, a retoma da economia e a

criação de condições que permitam o

crescimento das empresas do sector”, disse

António Chicharo.

A Direcção da ANECRA passa agora a ter

como Vice-Presidentes Alexandre Ferreira e

Aníbal Morais Gonçalves, sendo que todos

os restantes membros da Direcção e dos

demais Órgãos Sociais se mantêm até ao

final do mandato em curso.

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38 DEZEMBRO 2011 SKF DÁ FORMAÇÃO

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

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SINTÉTICA

DISTRIBUI JLM

JLM é uma multinacional holandesa

especializada em produtos de aplicação

específica na área do Diesel e do GPL,

complementando a sua gama com

consumíveis em Spray para uso

profissional. A distribuição oficial para

Portugal é feita desde Novembro pela

Sintética, que comercializa todo a gama

de produtos JLM.

Salientam-se dois produtos inovadores do

sector Diesel. Um deles é o PAT Fluid, um substituto do conhecido aditivo Eolys,

utilizado para a regeneração do DPF (Filtro de Partículas Diesel) do grupo PSA, Ford,

Volvo e Mazda. Já o outro é o DPF Cleaner, um inovador produto de protecção,

limpeza e facilitador da regeneração de todos os DPF existentes no mercado.

Informação detalhada pode ser consultada em www.jlmsintetica.com.

A CLIENTES DA ARRÁBIDA PEÇAS

A Arrábida Peças, em parceria com a

SKF, ofereceu aos seus clientes no

passado mês de Setembro uma

acção de formação sobre “A

manutenção da distribuição”. Numa

formação de 5 horas teórico-práticas,

ministrada por um dos especialistas

técnicos da empresa Autotecnic

2000, os formandos tiveram

possibilidade de interagir com um

formador com ampla e comprovada experiência no campo da formação técnica e

com perfeitos conhecimentos das últimas tecnologias e da problemática actual das

oficinas.

Os formandos aprenderam o papel vital das oficinas como consultores dos seus

Clientes, mostrando a importância, nos dias de hoje, de efectuar um serviço de

reparação de excelência. Terminada a formação, a Arrábida Peças analisou a

satisfação dos seus clientes e os resultados foram excelentes e incentivadores para a

realização de futuras acções. A média de satisfação dos participantes foi de 4,59

numa escala de 1 a 5. No final, todos os formandos tiveram direito a um certificado

de participação na formação, emitido pela SKF. A Arrábida Peças, em Parceria com a

SKF ajuda assim os seus clientes a conseguir ser a oficina de preferência na sua zona

de influência.

TRICO APRESENTA

LIMPA PÁRA-BRISAS HÍBRIDOS

A Trico anunciou o lançamento das escovas híbridas como parte da sua

gama de reposição TricoFit. Este tipo de escova é especialmente apto

para grandes variações do ângulo de ataque e oferece uma resistência

máxima ao levantamento por vento a velocidades elevadas, bem como

um funcionamento silencioso. A escova foi desenhada para se adaptar

aos pára-brisas actuais com uma grande curvatura, com uma estrutura de

braço de aço com mola que exerce um número infinito de pontos de

pressão sobre toda a superfície de varrimento. Mas é a sua construção

que distingue a escova de Trico das escovas oferecidas pelos outros

fabricantes.

A escova híbrida Trico combina

um protector de polímero

aerodinâmico para aumentar a

pressão exercida de cima para

baixo (downforce) com uma

escova de borracha revestida

de resina de fluoropolímero,

que reduz a fricção e prolonga a vida útil da escova. O protector de

polímero protege a escova, e o desenho articulado proporciona a

flexibilidade necessária para manter uma óptima pressão de contacto.

A escova Trico já se encontra disponível em comprimentos de 400 mm

(16’’) a 700 mm (28’’), e pode utilizar-se com os seguintes tipos de braço:

gancho de 9 mm, gancho 9x4 e fecho lateral.


40

DEZEMBRO 2011

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

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NPS COM NOVAS GAMAS

LUBRIFICANTES E BATERIAS

Dando continuidade à qualidade do serviço prestado aos seus

clientes a NPS Portugal lançou durante o mês de Outubro duas

novas gamas de produtos.

Assim, a NPS Portugal lançou uma gama completa de óleos e de

baterias para todas as marcas de viaturas japonesas, coreanas e

europeias.

Relativamente aos óleos a NPS Portugal disponibiliza, óleo de

travões, motor e caixa de velocidades. Os óleos comercializados

pela NPS Portugal, são de marca própria, possuindo elevada

qualidade e fiabilidade.

A NPS Portugal, acaba também de lançar em Portugal baterias da prestigiada marca

KOBA, apresentadas com logo KOBA e logo NPS. A qualidade e eficácia das baterias KOBA

são inquestionáveis, pelo que, a NPS Portugal disponibiliza com este lançamento, uma

gama de baterias de qualidade de topo, para todos os seus clientes.

As baterias comercializadas pela NPS Portugal, destinam-se igualmente a toda a gama de

viaturas, desde automóveis a comerciais e para todas as marcas de veículos japoneses,

coreanos e europes.

MEGUIN & AUTOZITÂNIA

PARCERIA EXCLUSIVA NOS

LUBRIFICANTES

A Meguin é uma marca de lubrificantes Alemã com produção própria

com um historial desde 1847. Em 2006 a Meguin foi adquirida pelo

grupo Liqui-Moly. Assim, a marca Alemã tem uma gama completa

que inicia nos lubrificantes automóveis e industriais, massas, valvulinas, aditivos, sprays e

carcare.

Em Portugal a marca está representada pela Liqui-Moly Portugal e é distribuída

exclusivamente pela Autozitânia, empresa de renome no aftermarket nacional.

FESTOOL

SET PARA REPINTURA

A Festool tem um sistema de

segurança portátil, que inclui um

aspirador CT 48 E LE EC/B22 com

tecnologia de motor EC com

automatização Atex para um

trabalho seguro e não prejudicial

para a saúde, lixadora excêntrica de

ar comprimido resistente para

trabalhar de forma constante, um

centro de trabalho bem desenhado,

onde os abrasivos e as ferramentas estão bem ordenadas e à mão, acessórios do sistema

completos como abrasivos para o lixado eficiente em quatro etapas.

Com o novo sistema móvel de aspiração e o seu conceito de accionamento sem escovas

EC-TEC, as oficinas de repintura podem trabalhar de forma contínua, já que duram mais

dez vezes que os aspiradores com motores universais convencionais, ou seja, 8.000 horas.

O aspirador conta ainda com um depósito de plástico resistente e uma protecção contra

lamas adicional.

Nos passados dias 21 e 22 de Setembro a Meguin organizou uma

formação sobre Óleos, Valvulina e Aditivos para a Autozitânia,

Autozitânia II e seus clientes.

O Evento teve lugar no Hotel Tivoli Oriente e teve por objectivo não

só apresentar a parceria, mas também dar alguma formação técnica

adicional aos presentes sobre os avanços tecnológicos mais recentes

neste campo. Foram focados pontos importantes, com a ligação forte

da marca aos fabricantes alemães a evolução dos lubrificantes ao

longo dos tempos, as últimas evoluções no ramo e foram também

desmistificados alguns velhos dogmas relacionados com aditivos, viscosidades de

lubrificantes e motores modernos. Neste momento a parceria entre as duas empresas está no

início mas já apresenta uma expressão interessante, pois tem um distribuidor de renome

associado a uma marca de elevada qualidade.

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Filtros

Travagem

Embraiagem e Transmissão

Direcção e Suspensão

Gestão de Motor

Distribuição

Sistema Eléctrico

Refrigeração

Gamas Especiais Produtos Específicos Ferramentas Informação Técnica

www.blue-print.com


42

DEZEMBRO 2011

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

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R-M APERFEIÇOA

FERRAMENTAS DE SOFTWARE

A R-M aperfeiçoou as suas três ferramentas de software

destinadas à gestão de cores e tintas. O Color Data, o Color

Explorer 2 e o Shop Master da R-M permitem alcançar novos

níveis de exactidão e eficiência.

A correspondência rápida e exacta das cores dos carros

nunca foi tão fácil graças à interface gráfica do Color Data,

intuitiva e prática para o utilizador. Isto permite aos técnicos

das lojas de tintas identificarem as cores e desenvolverem a

fórmula exacta ao mesmo tempo que garante que eles estão

a usar as proporções de mistura ideais para os primários, os

acabamentos e os vernizes. O Color Data é uma parte

essencial da oferta de cores da R-M e nunca foi tão fácil

usá-lo.

As oficinas de carroçarias empenhadas numa nova dimensão

de eficiência beneficiam da rápida transferência de dados

disponível com o Color Explorer 2, que oferece uma conexão

directa a todas as balanças electrónicas usuais.

O Shop Master combina todas as vantagens do Color Data e

do Color Explorer 2 com a gestão de tintas integral, incluindo

encomendas automáticas de tintas, controlo de existências

exacto, gestão profissional das tarefas, uma ampla gama de

relatórios predefinidos e protecção de acção para diferentes

grupos de utilizadores.

HELOISA MONZANI

É DIRECTORA COMERCIAL QH ESPANHA

Tendo assegurado o futuro da marca QH, o Klarius Group está a

movimentar-se rapidamente para expandir as vendas através de

um grande portfolio e investimento tanto em fabricação como em

operações de logística no mercado ibérico. Heloisa Monzani,

profissional do sector automoóvel foi agora nomeada como

Directora Comercial para Quinton Hazell Espanha para ajudar a

assegurar a realização dos ambiciosos planos da companhia para o

mercado automóvel.

Com um profundo conhecimento comercial resultante do seu trabalho em funções de

direcção em importantes companhias internacionais e mais de doze anos de experiência

no mercado automóvel europeu, Heloisa Monzani é actualmente um membro

fundamental da equipa de direcção internacional e foi-lhe dada a tarefa explícita de

conduzir uma estratégia de crescimento grandemente focada no cliente.

Trabalhando ao lado de Bas Donders, o Director de Vendas para a Europa, Heloísa dirigirá

as actividades comerciais da marca QH em Espanha incluindo a direcção directa da

equipa de vendas e suas actividades, assim como controlo sobre preços, distribuição e

operações de logística locais para um portfolio de grupo com mais de 100.000

referências de produto.

NEOPARTS APRESENTA

JANTES OZ PARA SMARTS

A Neoparts lançou as jantes OZ para veículos

da marca Smart. Até agora no mercado havia

pouca escolha em termos de jantes para o

Smart ForTwo, mas agora, este veículo de

aspecto jovem e descontraído já pode ter

jantes OZ.

Outra das novidades da OZ é o lançamento

de novos produtos, ou melhor novos

modelos de jantes. Destaque para os novos

modelos OZ Itália, OZ Vittoria, OZ

Superturismo Dakar e OZ Cortina, que entraram no mercado em Novembro passado.

Uma derradeira novidade é o “novo” configurador de jantes/viatura com imagem

incluída no site ou fotografia do veículo. Através do site www.ozracing.com/configurator

pode visualizar as jantes da sua preferência na imagem predefinida existente ou em

www.ozracing.com/facecar para inserir uma fotografia da sua viatura e experimentar

vários modelos de jantes. Esta é a melhor forma de escolher as jantes que melhor se

adaptam e que melhor efeito visual têm num automóvel, servindo também como uma

óptima ferramenta para as casas de pneus mostrarem aos seus clientes.

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44

DEZEMBRO 2011

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

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MCOUTINHO PEÇAS

LANÇA CAMPANHA DE COLISÃO MULTIMARCA

Com a chegada do Inverno e do mau tempo,

é normal registar-se um aumento do número

de acidentes nas estradas. Atenta a este

facto e às necessidades dos seus Clientes, a

MCoutinho Peças desenvolveu a sua mais

recente Campanha “Colisão Multimarca”.

Trata-se de uma ação comercial, em vigor no

período de 2 de Outubro e 31 de Dezembro,

que abrange mais de 5.000 referências, num

total de 7 marcas em campanha – Citroen,

Fiat, Mazda, Mercedes, Opel, Peugeot e Seat.

Desta forma a MCoutinho Peças oferece aos Clientes a possibilidade de ganharem um

bónus percentual, mediante o número de marcas adquiridas. Este bónus será atribuído

em Janeiro de 2012.

Esta campanha está disponível nas famílias de Iluminação, Vidros, Carroçaria, Mecânica e

Segurança, sendo válida para um volume mínimo de faturação de 3.000€, no conjunto

das marcas em campanha.

SALERI GANHA

TROFÉU OURO NA EQUIPAUTO 2011

A concorrer pela primeira vez no Grande Prémio Internacional da

Inovação Automóvel na Equipauto 2011, a Saleri, especialista italiano

de bombas de água, ganha brilhantemente o Troféu de Ouro para a

inovação na categoria de OEM & GREEN TECH com a bomba de

água variável com acelerador controlado.

A bomba de água variável Saleri responde às exigências

dos fabricantes automóveis graças a um

conceito muito confiável, económico para

fabricar e facilmente aplicável a qualquer nova

geração de motor.

O sistema, patenteado pela Saleri, trabalha com

uma válvula que permite controlar o fluxo no circuito de refrigeração, de acordo com as

necessidades pontuais do motor. Quando este não necessita de refrigeração, na fase de

aquecimento, por exemplo, a válvula fecha-se e o fluxo é reduzido a zero.

Actualmente, importantes fabricantes automóveis europeus estão a efectuar testes de

homologação, utilizando protótipos Saleri. Um deles iniciou o processo de validação no

ano passado e prevê utilizar nas pré-séries para 2012.

DUPONT

APRESENTA DOIS NOVOS APARELHOS

A DuPont Refinish acaba de actualizar os seus aparelhos altamente produtivos e em conformidade com COV, com os

Aparelhos 1051R e 1057R – um branco e um preto – que podem ser misturados em diferentes proporções para

proporcionar cinco tons de cinza adicionais.

Estas sete tonalidades compõem o conceito ValueShade patenteado pela DuPont, que associa cada revestimento de cor a

uma das tonalidades, de forma a optimizar a cobertura e economizar no consumo de tinta.

Os Aparelhos Altamente Produtivos 1051R e 1057R são ambos aparelhos de 2 componentes, de alto teor em sólidos que

oferecem dois métodos de aplicação – maxi aparelho de enchimento e aparelho lixável. São de rápida aplicação,

possuem uma fluidez regular e são fáceis de lixar – mesmo após uma hora de secagem ao ar. O 1051R e 1057R podem

receber todos os acabamentos da DuPont Refinish.

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Proporcionando ao mercado, luzes de trabalho OPUS STANDARD, CLIPMASTER, e GAMBIARRAS

contribuimos para a obtenção de um ambiente de trabalho mais seguro e saudável

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A série CLIP MASTER, criada para montagem no capô

ou no interior das viaturas.

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comparada às portáteis já existentes.

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Aproveitamos esta oportunidade para desejar a todos aqueles que fazem parte da familia febi

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46 DEZEMBRO 2011 CIVIPARTS

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

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NORVICAR

NOVA LOJA NA GUARDA

A Norvicar - Comércio de Peças e Acessórios Auto, retalhista de

peças aftermarket, abriu no passado mês de Setembro uma

nova loja na Guarda. Com um armazém de aproximadamente 200 m2, esta loja irá

contribuir para o desenvolvimento do mercado de forma séria e sustentável, numa região

considerada estratégica para este ramo de negócio.

Tal como nas outras lojas, a Norvicar irá disponibilizar peças para veículos ligeiros das

seguintes marcas: Valeo; Swag; Phira; Ferodo; Afa; Blue Print; Lpr; Gates; Wolf; Tyc; Kya;

Filtron, Oran; Fuchs; Skf; Bosch; Champion; Mintex; Quinton Hazell.

A Norvicar, empresa recentemente adquirida pelo Grupo Auto Sueco, passa a ter três

lojas (Guarda, Viseu, Covilhã), garantindo assim uma vasta cobertura da região da Beira

Interior, assumindo-se como uma referência do aftermarket de peças nessa região.

FACOM

LANÇA SISTEMA DETECÇÃO DE

CHAVES

A Facom lançou um conjunto de detecção de chaves de

caixa, que permite aos utilizadores elaborar um inventário

completo das ferramentas, mesmo quando a mala está

fechada. Com a nova mala de chaves de caixa SL.DBOX1, o

técnico consegue ver instantaneamente se uma ferramenta está em falta, aumentando

deste modo a segurança e, simultaneamente, a produtividade economizando tempo.

Criada pelo departamento de desenvolvimento de produtos da Facom, a mala pode ser

armazenada em qualquer gaveta de um carro de ferramentas, mesmo nas mais estreitas

e encaixa como um módulo. Além disso, permanece facilmente em posição vertical,

mantém-se estável e a sua superfície “macia” evita que escorregue e não se risca.

A estrutura da mala é fabricada em dois materiais e as áreas rígidas proporcionam

elevada resistência. Está equipada igualmente com grampos metálicos e dobradiças que

foram sujeitas a milhares de testes de abertura e de fecho.

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REALIZA CONVENÇÃO DE

VENDAS

“Civiparts, Crescer mais é possível” foi o tema da

2ª Convenção de Vendas da Civiparts Portugal em

2011, que se realizou recentemente na Ericeira.

Durante a convenção foram abordadas diversas

temáticas relacionadas com a empresa,

nomeadamente, Gestão Comercial e Marketing,

Gestão de Produto e Stocks, passando pela Gestão

de Operações e pela área de Equipamentos Oficinais.

Neste encontro estiveram presentes cerca de 60 participantes de várias áreas

operacionais da empresa e ainda os responsáveis de alguns fornecedores da Civiparts,

como a Mann Filter, a Federal Mogul e a ZF, que efectuaram breves exposições sobre os

seus produtos e serviços.

AVL DITEST

NAS OFICINAS VW

A AVL DiTEST fornece internacionalmente todas as oficinas

autorizadas Volkswagen AG com o equipamento de medição e

testes VAS 6356. Desde há vários anos que a AVL DiTEST já fornece à

VW equipamentos de medição, tais como o AVL DiSPEED e sistemas

de controlo de gases AVL e GRUNDIG.

No entanto, esta técnica de medição mais recente excede largamente os equipamentos

de medição anteriormente utilizados. O novo módulo de teste fica integrado no sistema

de diagnóstico do veículo VW oferecendo deste modo uma qualidade de reparação

consistente e elevada, tornando o diagnóstico mais eficiente e mais flexível.

O conceito modular do equipamento permite uma optimização do investimento de

hardware. A Iberequipe, o distribuidor desta marca, fornece o apoio técnico a todos os

concessionários do grupo VW em Portugal.

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Área: 800 m2

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Área: 3.300 m2

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48

DEZEMBRO 2011

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

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ADRENALIN

O NOVO PNEU BRIDGESTONE

Adrenalin é o novo do novo pneu da Bridgestone que, tal como o nome indica,

pretende proporcionar aos jovens condutores, diversão e emoções fortes, tal

como dar uma aparência mais desportiva ao veículo. Este novo pneu tem a

designação RE002 e vem apresentar-se como uma nova alternativa premium

dentro deste nicho de mercado, sendo o produto de entrada na gama Potenza.

Esta nova aposta da Bridgestone posiciona-se imediatamente abaixo do S001, o

porta-estandarte da marca em termos de performance para veículos de alta cilindrada.

Nesta fase de lançamento o Adrenalin está disponível nas medidas 195/60 R15 com índice de velocidade H

(210km/h), 195/55 R15, 205/55 R15, 215/55 R15, 225/55 R16, 195/50 R15, 205/50 R15, 205/55 R16 e 225/55 R16, estas

em índices de velocidade W (270km/h).

O Adrenalin já está disponível em Portugal, podendo apenas ser adquirido em exclusivo nas oficinas First Stop.

UFI FILTERS

NOVOS CATÁLOGOS UFI 2012-2013

Os novos catálogos UFI 2012-2013 de carros e equivalências são o resultado de um longo e árduo

trabalho e investimento considerável, projectado para oferecer ferramentas de trabalho que

confiram maior valor a toda a cadeia de distribuição no mercado independente.

Mais de 1.800 filtros na gama, aproximadamente 40.500 aplicações para automóveis e veículos

comerciais e 64.000 equivalências: a nova edição dos catálogos 2012-2013 da UFI de carros e

equivalências é a ferramenta ideal para identificar o filtro correcto.

Capas com gráficos evidenciados, introdução de um novo símbolo no interior do catálogo que

agrupa os filtros de ar do compartimento do condutor e passageiro, acessórios, filtros de água e filtros

de serviços, impressão a cores, caracteres maiores, índice alfabético e índice por marca no cabeçalho da página,

são as principais novidades deste catálogo.

Para facilitar as consultas, os veículos anteriores a 12/1974 foram removidos. Estes podem ser localizados no

catálogo web, que é, constantemente, actualizado em tempo real no site www.ufifilters.com.

Na versão impressa, no CD e no website do catálogo foram incluídos 140 novos filtros com qualidade equivalente

aos filtros OE. Com este programa completo, a UFI cobre mais de 95% dos veículos a circular na Europa.

ÁLVARO SOUSA BORREGO

COM NOVA LOJA ONLINE

A pensar nos seus clientes e

potenciais clientes, a Álvaro de

Sousa Borrego desenvolveu uma

plataforma online onde se podem

adquirir os produtos que sejam

necessários para a manutenção do

carro e não só.

Nesta loja os amantes do mundo automóvel, das duas rodas,

bricolage ou náutica encontram os melhores produtos das

melhores marcas.

Nesta webshop existe uma cuidadosa selecção de produtos de

alta qualidade de modo a obter os melhores resultados, usando

os processos mais correctos e indicados para cada situação.

Esta aplicação está também disponível para telemóvel e tablet,

como também no computador em www.shop.asborrego.pt.

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EQUILIBRADORA “PORTÁTIL”

A Gonçalteam deu a conhecer uma novidade

para o equilíbrio de rodas ligeiras e de veículos

comerciais. Extremamente fácil de utilizar,

trata-se de uma máquina portátil para ser

utilizada em situações onde é necessário

efetuar o equilibrio, mas onde o profissional

não tem volume de serviço suficiente e/ou não

existe corrente elétrica.

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automóvel e para pequenas garagens e oficinas, este

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50

DEZEMBRO 2011

NOTÍCIAS

JORNAL DAS OFICINAS

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SEGURO AUTOMÓVEL AGRAVA

CAPITAL EM RISCO DAS SEGURADORAS

A análise anual do mercado do Seguro Automóvel da Actuarial-

Consultadoria revela que as seguradoras terminaram o ano de

2010 com resultados de subscrição negativos, -27 milhões de

euros, facto que já não acontecia desde 2002. Contudo, os

resultados técnicos foram ainda positivos em 55 milhões de Euros,

fruto dos rendimentos financeiros que terão atingido os 82

milhões de Euros, o que significa uma rentabilidade de 3.3%.

Estes resultados contrastam com os obtidos em anos anteriores

onde a rentabilidade foi muito superior.

Para esta inversão de resultados contribuíram, sobretudo, o

aumento da frequência de sinistros e a redução do prémio médio

das seguradoras.

O aumento da frequência de sinistros é provocado pelo aumento

dos sinistros com danos materiais, de 2007 a 2010 e com o

incremento dos relativos a danos corporais em 2010.

O aumento da frequência de sinistros em 2010 foi provocado:

- Pelo crescimento económico registado nesse ano, que gerou

maior utilização dos automóveis;

- E pelo aumento acentuado da pluviosidade, em níveis que

apenas se haviam registado entre 1977 e 1979.

Por sua vez, o prémio médio das seguradoras ficou 46% abaixo da

inflação registada de 2001 a 2010.

Face a estes resultados o capital em risco bruto das seguradoras

no ramo Automóvel, antes de efeitos de diversificação com outros

ramos e riscos, é estimado pela Actuarial-Consultadoria em cerca

121 milhões de Euros, o que representa 8.3% dos seus capitais

próprios.

Este indicador significa um aumento de cerca de 5% em relação

ao ano anterior. Recorde-se que a partir de 2013 entra em vigor a

diretiva comunitária chamada de Solvência II e as seguradoras

terão de satisfazer os seus capitais em risco através dos respetivos

capitais próprios.

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CIVIPARTS

COM REFORÇO NA MARCA DAF

A Civiparts, empresa líder em Portugal no mercado de aftermarket para

Veículos Comerciais Pesados reforçou a sua oferta de produto para os

modelos de camiões e autocarros da marca DAF com um conjunto de

soluções de qualidade original ao primeiro equipamento.

Com um vasto leque de aplicações disponíveis para as áreas de mecânica:

motor, suspensão, travões, transmissão, eléctrico e carroçaria; bem como

uma completa oferta ao nível de produtos complementares: lubrificantes,

baterias, Adblue e anticongelante, a Civiparts proporciona actualmente

cerca de 1.500 referências para esta marca.

A Civiparts coloca assim à disposição dos clientes possuidores de viaturas

DAF, soluções completas que vão de encontro às necessidades de manutenção e reparação das suas frotas.

A rede da Civiparts em Portugal conta com instalações em V. N. Gaia, Leça da Palmeira, Lisboa, Braga, Albergaria,

Leiria, Carregado, Lisboa, Seixal e Loulé.

MICHELIN

APRESENTA PRIMACY 3

A Michelin deu a conhecer o seu novo pneu, o Primacy 3, que chegará

aos mercados de substituição europeus a partir de Fevereiro de 2012. Diz

a Michelin que é um pneu que marcará uma nova etapa em matéria de

segurança.

Assim, segundo a Michelin é a primeira vez que um pneu de automóvel

melhora a segurança a tal nível. O Primacy 3 proporciona, em relação aos

quatro concorrentes líderes do mercado, os melhores resultados, isto é, a

melhor aderência em travagem em piso seco, em piso molhado e em

curva em piso molhado, sendo isto o resultado de um teste realizado pelos organismos independentes TÜV SÜD

Automotive e IDIADA em Fevereiro de 2011. Por exemplo, a 100 km/h, o Primacy 3 trava em solo seco numa

distância 2,20 metros mais curta que os quatro concorrentes.

Desde o começo da sua comercialização, a gama Primacy 3 possui 38 dimensões diferentes, com índices de

velocidade H, V, W e Y, das séries 65 a 45 e diâmetro de jante de 15’’ a 18’’.

Distribuidores:

ATM

Auto Torre da Marinha, Lda.

Av. Resistentes Anti-Faschistas, 81A/C/D

Torre da Marinha

2840-404 Seixal

REVENDA CHAPARIA

➜PÁRA-CHOQUES

➜ÓPTICAS

➜CAPÔS

➜GUARDA-LAMAS

Tels.: 210 879 460/1 • Fax: 210 879 462 • E-mail: paulo@atm.com.pt

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Soluções

para a/c automóvel

Rua Fernando Vicente, 15 – Bairro Arenes – 2560-677 – Torres Vedras

Telef.: 261 33 50 50 - Fax: 261 33 50 59

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50

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SEGURO AUTOMÓVEL AGRAVA

CAPITAL EM RISCO DAS SEGURADORAS

A análise anual do mercado do Seguro Automóvel da Actuarial-

Consultadoria revela que as seguradoras terminaram o ano de

2010 com resultados de subscrição negativos, -27 milhões de

euros, facto que já não acontecia desde 2002. Contudo, os

resultados técnicos foram ainda positivos em 55 milhões de Euros,

fruto dos rendimentos financeiros que terão atingido os 82

milhões de Euros, o que significa uma rentabilidade de 3.3%.

Estes resultados contrastam com os obtidos em anos anteriores

onde a rentabilidade foi muito superior.

Para esta inversão de resultados contribuíram, sobretudo, o

aumento da frequência de sinistros e a redução do prémio médio

das seguradoras.

O aumento da frequência de sinistros é provocado pelo aumento

dos sinistros com danos materiais, de 2007 a 2010 e com o

incremento dos relativos a danos corporais em 2010.

O aumento da frequência de sinistros em 2010 foi provocado:

- Pelo crescimento económico registado nesse ano, que gerou

maior utilização dos automóveis;

- E pelo aumento acentuado da pluviosidade, em níveis que

apenas se haviam registado entre 1977 e 1979.

Por sua vez, o prémio médio das seguradoras ficou 46% abaixo da

inflação registada de 2001 a 2010.

Face a estes resultados o capital em risco bruto das seguradoras

no ramo Automóvel, antes de efeitos de diversificação com outros

ramos e riscos, é estimado pela Actuarial-Consultadoria em cerca

121 milhões de Euros, o que representa 8.3% dos seus capitais

próprios.

Este indicador significa um aumento de cerca de 5% em relação

ao ano anterior. Recorde-se que a partir de 2013 entra em vigor a

diretiva comunitária chamada de Solvência II e as seguradoras

terão de satisfazer os seus capitais em risco através dos respetivos

capitais próprios.

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CIVIPARTS

COM REFORÇO NA MARCA DAF

A Civiparts, empresa líder em Portugal no mercado de aftermarket para

Veículos Comerciais Pesados reforçou a sua oferta de produto para os

modelos de camiões e autocarros da marca DAF com um conjunto de

soluções de qualidade original ao primeiro equipamento.

Com um vasto leque de aplicações disponíveis para as áreas de mecânica:

motor, suspensão, travões, transmissão, eléctrico e carroçaria; bem como

uma completa oferta ao nível de produtos complementares: lubrificantes,

baterias, Adblue e anticongelante, a Civiparts proporciona actualmente

cerca de 1.500 referências para esta marca.

A Civiparts coloca assim à disposição dos clientes possuidores de viaturas

DAF, soluções completas que vão de encontro às necessidades de manutenção e reparação das suas frotas.

A rede da Civiparts em Portugal conta com instalações em V. N. Gaia, Leça da Palmeira, Lisboa, Braga, Albergaria,

Leiria, Carregado, Lisboa, Seixal e Loulé.

MICHELIN

APRESENTA PRIMACY 3

A Michelin deu a conhecer o seu novo pneu, o Primacy 3, que chegará

aos mercados de substituição europeus a partir de Fevereiro de 2012. Diz

a Michelin que é um pneu que marcará uma nova etapa em matéria de

segurança.

Assim, segundo a Michelin é a primeira vez que um pneu de automóvel

melhora a segurança a tal nível. O Primacy 3 proporciona, em relação aos

quatro concorrentes líderes do mercado, os melhores resultados, isto é, a

melhor aderência em travagem em piso seco, em piso molhado e em

curva em piso molhado, sendo isto o resultado de um teste realizado pelos organismos independentes TÜV SÜD

Automotive e IDIADA em Fevereiro de 2011. Por exemplo, a 100 km/h, o Primacy 3 trava em solo seco numa

distância 2,20 metros mais curta que os quatro concorrentes.

Desde o começo da sua comercialização, a gama Primacy 3 possui 38 dimensões diferentes, com índices de

velocidade H, V, W e Y, das séries 65 a 45 e diâmetro de jante de 15’’ a 18’’.

Distribuidores:

ATM

Auto Torre da Marinha, Lda.

Av. Resistentes Anti-Faschistas, 81A/C/D

Torre da Marinha

2840-404 Seixal

REVENDA CHAPARIA

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DEZEMBRO 2011

ACONTECIMENTO JORNAL DAS OFICINAS

52 CONVENÇÃO REDE BOSCH SERVICE www.jornaldasoficinas.com

ESPÍRITO

DE EQUIPA

|| Sob o lema “Bosch a bordo”, a Bosch realizou no passado mês de Novembro a Convenção Ibérica das Oficinas

Bosch Service e comemorou no mar o 90º aniversário da criação da primeira oficina de montagem e reparação de

automóveis, Bosch Service.

A

Bosch conseguiu surpreender todos

os seus parceiros da rede Bosch

Service, ao realizar a sua Convenção

anual a bordo de um barco de cruzeiros

fretado em exclusivo para o evento. No total,

reuniu mais de 1.600 convidados a bordo,

incluindo os proprietários dos Bosch Car

Service, Bosch Diesel Center e Bosch Diesel

Service de Espanha e Portugal e seus

acompanhantes, assim como distribuidores

e empresas colaboradoras. Durante três

dias, o barco realizou uma travessia pelo

Mediterrâneo para chegar a Málaga no dia

21, após realizar uma escala no porto de

Alicante.

Foram três dias vividos intensamente por

todos os participantes, quer em reuniões de

trabalho, quer em actividades de lazer e

entretenimento, que muito contribuíram

para fortalecer os laços profissionais e de

amizade entre os profissionais de ambos os

países.

Na Convenção, que decorreu durante a

manhã de Domingo e contou com a

intervenção dos principais responsáveis da

Rede Bosch Service, foram transmitidas

mensagens de confiança no futuro,

apelando à cooperação e ao trabalho de

equipa de todas as oficinas da Rede Bosch

Service.

“Num momento em que o desenvolvimento

tecnológico do automóvel está

continuamente a colocar novos desafios e

necessidades às oficinas de reparação/

manutenção de veículos, a Bosch apresentase

como um parceiro de negócio invejável,

tanto pela sua longa experiência no

desenvolvimento de soluções para esse

sector, como pela sua estreita relação com

os principais construtores de todo o Mundo,

fruto da sua condição de fornecedor de

primeira linha de equipamento original”,

disse Wolfgang Meyer, Director da Divisão

Aftermarket para Portugal e Espanha.

No final da Convenção, os participantes

deslocaram-se à Cidade da Luz em Alicante,

considerado o estúdio de cinema mais

moderno da Europa, onde decorreu um

almoço de gala e entregues os prémios

Bosch Service, no mais puro estilo dos

Óscares de Hollywood.

|| Foto de grupo das oficinas

galardoadas pela Robert Bosch,

na Gala Bosch a bordo


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JORNAL DAS OFICINAS

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ANÚNCIOS CLASSIFICADOS DEZEMBRO 2011

55


DEZEMBRO 2011

JORNAL DAS OFICINAS

56 www.jornaldasoficinas.com

ANTÓNIO MATEUS

RESPONSÁVEL PARA PORTUGAL DA TMD FRICTION

“MUDARIA

A JUSTIÇA

PARA COM OS

INCUMPRIDORES”

|| Desde 2007 que António Mateus é o responsável para

Portugal dos produtos de fricção do grupo TMD Friction. A

experiência que tem do sector do aftermarket em Portugal

permite-lhe conhecer em profundidade o mercado

T

extar, Mintex, Pagid e Don são

marcas da TMD Friction que o sector

do aftermarket se habituou a

reconhecer, sendo as mesmas distribuídas

em Portugal por alguns dos mais

importantes operadores do sector.

António Mateus, Responsável pelo

mercado português da TMD Friction, é a

Personalidade do Mês, nesta edição do

JORNAL DOS OFICINAS.

Em poucas linhas resuma o seu

percurso profissional?

Depois de cerca de 10 anos passados na

“grande distribuição” (Rajá, Nestlé,

Vigor-Parmalat, etc.), com cargos sempre

ligados à área comercial (desde PM júnior

a Director Comercial), encetei o percurso

na área das “peças” em 1991 com a

Monroe, passando pela AlliedSignal (hoje

Honeywell), até à TMD desde Janeiro de

2007.

O que mais gosta na actividade que

desempenha?

O tipo de pessoas e as consequentes

relações humanas com a gente das

“peças”

E o que menos gosta?

Em todos os pomares há sempre umas

quantas maçãs podres. Temos de

aprender a deitá-las fora da nossa

actividade para não contaminarem as

outras que são boas. Como estamos numa

actividade em que o principal activo das

empresas são as pessoas, é exactamente

este o meu sentimento – temos algumas

pessoas menos boas na nossa actividade,

mas, em geral, temos gente muito boa,

capaz e preparada.

O que mudaria na sua actividade?

Em todas as nossas decisões do dia-a-dia,

há sempre umas quantas que, por alguma

razão, não tomaríamos, ou lhes

mudaríamos o sentido. Isso vai-se

aprendendo ao longo da vida. Hoje, vou

aprendendo a expor-me cada vez menos,

e a ser ”amigo” de quem merece,

realmente, a pena.

É optimista ou pessimista na sua

actividade?

Sou, por natureza, bastante optimista.

Mesmo na actual conjuntura, continuo a

acreditar no nosso país, e, sobretudo, no

nosso ramo de actividade.

O que mudaria no seu sector de

actividade?

Uma vez que é impossível mudar a curto

ou médio prazo o carácter das pessoas

(algumas pessoas, leia-se!!!), mudaria

sobretudo a justiça para com os

“incumpridores”. Mas isso, penso eu, não

atinge só o nosso sector. É realmente o

nosso “calcanhar de Aquiles”, ainda por

cima, num momento em que está em

voga a “modernice-legal” das insolvências.

PERSONALIDADE DO MÊS

Revele um nome de um amigo /

empresa na sua actividade? Porquê?

Pela sua conduta mais recente,

determinação, educação, e, sobretudo,

carácter, gostaria de indicar o nome do Sr.

Jochen Staedtler.

Qual a notícia recente deste sector

que mais o surpreendeu?

Por acaso, até foi uma notícia interna – a

compra (ou intenção de tal – falta o OK da

UE), da TMD pela japonesa Nishimbo.

No contacto com os seus parceiros /

clientes o que mais aprendeu?

A ser cada vez mais reservado e menos

expansivo. Pelo menos enquanto não

conheço bem os meus interlocutores. E,

mesmo assim, às vezes, temos umas

surpresas.

De que modo, pessoalmente, olha

para a concorrência?

Da melhor forma possível. Desde que

honesta e séria, a concorrência só trás

benefícios, sobretudo ao consumidor final.

Agora, infelizmente, uma boa parte do que

existe hoje em dia, não tem nada de

honesto. Sendo que, algumas vezes, somos

nós próprios a fazer e/ou promover algumas

asneiras, ainda que com boa intenção.

Qual considera ser a área de negócio,

na globalidade do sector automóvel,

que vê com mais futuro? Porquê?

A da reparação, claramente. A questão é

saber se o aftermarket (ao nível do

aplicador) conseguirá reagir ao esperado

impacto da acção das “origens”, se o quer

fazer, ou está preparado para tal.

Que medidas considera necessárias

para revitalizar a área de negócio em

que se encontra?

Num contexto onde existem “players” a

mais em todos os níveis da distribuição

(desde importadores a distribuidores,

aplicadores e … fabricantes, passando pela

panóplia de embaladores), julgo que, com

uma justiça actuante, teremos os nossos

negócios em perfeita velocidade de

cruzeiro, ou mesmo em crescimento.

Na sua opinião, qual é o futuro da

distribuição de peças?

Pelo exposto no ponto anterior, se a nossa

justiça conseguir acabar com 15% dos

players (os tais insolventes – legais que só

estragam), teremos um futuro, não brilhante,

mas sustentável.

Para terminar. Considera-se

realizado? Porquê?

Com a minha idade e percurso profissional,

posso considerar que estou,

tendencialmente, realizado. Não me

considero, ainda a 100%, mas, talvez, a

uns… 95%. Faltam-me ainda 1 ou 2

questões, que, pelo seu carácter pessoal,

não as vou manifestar publicamente.

|| FICHA TÉCNICA

TMD | Responsável mercado Português: António Mateus | Telefone. 91 370 51 50 | E.mail: a.mateus@sapo.pt

Internet: www.tmdholding.com


DEZEMBRO 2011

ENTREVISTA JORNAL DAS OFICINAS

58 www.jornaldasoficinas.com

ANTÓNIO TEIXEIRA LOPES

PRESIDENTE DA ARAN

“É CARO

UMA OFICINA

ESTAR LEGAL”

|| Umas sobrevivem, outras morrem. As oficinas estão

numa situação bastante apertada, onde as condições

de funcionamento podem ditar o tudo ou nada para

a continuação da sua actividade, diz António Teixeira

Lopes, presidente da ARAN

D

epois de conhecidos os contornos

do último Orçamento de Estado,

ainda antes de ser aprovado, a

ARAN tem vindo a tomar posição

oficialmente sobre alguns assuntos.

Num dos comunicados, intitulado “O

princípio do fim do sector automóvel”, a

associação com sede no Porto disse

mesmo que o sector da reparação não irá

compensar a quebra na venda de novos

que se prevê já. Advogando que os

portugueses optam por fazer a

manutenção mínima para as viaturas

circularem, receia o encerramento de

milhares de operadores. Mas em que

termos é que isto poderá vir a acontecer,

perguntámos a António Teixeira Lopes,

presidente da associação. A resposta veio

carregada de exemplos práticos, onde

pontuavam os casos desesperados de

reparadores que viam o fim da sua

actividade a acontecer mesmo à sua

frente, mas também os de sucesso,

encontrados onde menos se espera.

Colocando-se do ponto de vista de quem

está por dentro do negócio, Teixeira Lopes

falou de como as exigências normativas

de vária ordem, como ambientais ou

mesmo os licenciamentos de actividade,

colocam pressões financeiras

incomportáveis para quem tem a sua

estrutura com pouca margem para

acrescentar custos. Por outro lado, eles

são necessários. Na sua opinião, as oficinas

têm que se preocupar em prestar serviços

de qualidade mas, acima de tudo, também

garantir que o cliente consegue preços

mais baixos assim que passar a sua porta.

É que nestes tempos, “está tudo contra o

lado oficinal”. Começando pela

diminuição do poder de compra dos

clientes.

Pensava-se que o mercado de

reparação suportava a quebra de

novos, mas agora a associação vem

dizer que não é bem assim. Como é

que isto se explica?

O que está por base deste contexto todo é

a diminuição do poder de compra dos

portugueses. Se a pessoa não tem

dinheiro não pode fazer seja o que for. É

preciso notar que os valores dos subsídios

de Natal eram utilizados por algumas

famílias para “questões extra”, como uma

reparação para o carro antes de ir de

férias. Todos sabemos que as oficinas

tinham bem mais serviço nesses períodos.

E agora as pessoas deixam de ter esse

reforço.

Isso significa que poderão haver

muitas oficinas a fechar?

Custa-me muito dizê-lo, mas não tenho

dúvidas. Uma oficina que foi visitada pela

ASAE e que não tinha Livro de

Reclamações e dístico de tabaco, teve uma

multa de cinco mil euros, que passou para

o mínimo de 2.500 euros depois da

intervenção da associação. Mas a empresa

não tem dinheiro para pagar essa multa. O

que é que vai acontecer? Vai fechar. Ficam

cinco pessoas no desemprego e, pior que

isso, não se vislumbra nenhuma

alternativa para elas. Ou vão ficar a

trabalhar à porta fechada a fazer

concorrência a quem paga os seus

impostos.

Isso é algo que está a suceder

muitas vezes?

Sim, quando o IVA atinge quase um

quarto do valor da reparação, isso é muito

significativo. Esta é uma concorrência

perfeitamente desleal para quem está

aberto e tem que pagar os seus impostos.

Os custos de exploração de uma

oficina são muito mais baixos para

esses casos…

Sim, veja a componente ambiental. Para

uma oficina, mesmo que seja pequena,

são cerca de 400 euros por mês no

mínimo. Fica caro para estar legal.

Será esse um problema que afecta

grande parte das oficinas nacionais,

visto que poderão não estar

preparadas para todas as

exigências legais?

É verdade. Se você tivesse dinheiro

investia-o numa oficina, sabendo que ela

não teria rentabilidade? Não investia. Da

mesma forma, como é que as pessoas que

têm oficinas vão investir sabendo que as

oficinas poderão não ter continuidade? É

que há uma percentagem muito larga que

nem sequer têm licenciamento. Essas

oficinas nem sequer têm condições para

se licenciarem nos locais onde exercem

actualmente. Terão que se deslocar para

zonas industriais. E quem é que tem

dinheiro para ir para uma zona industrial?

Quem é que consegue comprar novos

equipamentos? E a respeito de formação,

a Lei obriga a que seja em horário laboral.

Como é que a oficina que tenha quatro

trabalhadores pode tirar um trabalhador

que é o único na área para fazer

formação? Temos que compreender isso.

Está tudo contra o lado oficinal.

Então quais são as opções para as

oficinas?

Existem dois tipos de oficinas. Umas são

as que têm circunstâncias para sobreviver,

com condições razoáveis, cumprem a

legislação, estão licenciadas, respeitam as

normas ambientais e de segurança, e

trabalham com pessoal formado e de

qualidade. Há oficinas destas que estão

cheias de trabalho. Mas elas têm que

perceber que o cliente tem pouco

dinheiro. Enviámos recentemente uma

circular para os nossos associados para

terem atenção a isso: olharem para o

cliente e tentarem embaratecer as

reparações. Se isso acontecer, o cliente

volta a lá ir. É importante manter um

preço o mais baixo possível assegurando a

qualidade da reparação. Só assim as

oficinas continuarão a ter serviço. As

outras oficinas são as que não terão

condições para sobreviver. Seja porque

ARAN EM NÚMEROS

A associação tem 60% dos associados de há

três anos. O número de empresas de

comércio e retalho desceu, fruto da

concentração em grandes grupos, mas

subiu no comércio de usados, fruto da sua

política de certificados digitais para as

empresas deste sector. Neste momento terá

15% de empresas de retalho, 20%

rebocadores e 65% de oficinas.


JORNAL DAS OFICINAS

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ENTREVISTA DEZEMBRO 2011

59

não têm licenciamento, onde a própria

multa as obriga a fechar.

Mas o facto de não terem

licenciamento não terá a ver com o

próprio dimensionamento da

oficina? A oficina só dará

rentabilidade a partir de um

determinado volume de entradas.

Abaixo disso, é impossível ter

capacidade para se cumprir com

tudo.

Isso é teórico. Eu também acho que o que

está mal é o dimensionamento da oficina.

Já tenho dito por várias vezes que será

interessante juntar o chapeiro, o pintor e a

oficina. Ao trabalhar de forma integrada

conseguem reunir condições para ter

licenciamento. Obviamente, que quanto

mais factura uma oficina, mais proveitos

pode ter. Mas é preciso lembrar que tem

que estar cheia. Se acaba por ter muitas

horas improdutivas, como acontece agora,

os custos são maiores. Além disso, ainda

há muitos casos em que as pessoas

trabalham com rendas antigas e baratas

em Portugal, o que já é uma diminuição

significativa dos custos. Não se esqueça é

que existem ainda os custos ambientais.

Estamos a falar de empresas geridas por

OFICINA CERTA A PARTIR DE 600 EUROS

A Oficina Certa é um franchising da ARAN disponível exclusivamente para os seus

associados e que se destina a dar uma imagem de qualidade para os seus

associados.

“Além da melhoria da imagem perante o cliente, dá ainda melhor comunicação,

custos mais baixos, fidelização do cliente e baixo custo de implementação. A

oficina tem que cumprir com toda a legislação e ter formação para prestar um

serviço de qualidade. Terá que ter a imagem interior e exterior de acordo com a

Oficina Certa, queremos que tenha uma página Web e queremos que adira ao

Centro de Arbitragem do Sector Automóvel. O custo total é na ordem dos 600

euros”, diz António Teixeira Lopes.

pessoas que, pela sua idade, não têm

capacidade de se actualizar e que

sobretudo não terão seguidores. Como é

que uma pessoa nestas circunstâncias vai

fazer um investimento numa oficina? Não

vai.

E essas oficinas acabam?

Infelizmente. Essas oficinas estão

condenadas.

Mas este problema não terá antes a

ver com o sobredimensionamento

das oficinas?

Não neste momento. Presumo que

existam cerca de seis mil oficinas. Com

dados que tenho, o número de oficinas

era, há uns anos, sete vezes maior que em

Inglaterra e o dobro que em Espanha. Para

as oficinas ficarem na mesma proporção

que Espanha, teriam que cair metade. Mas

também é preciso notar que as oficinas

em Inglaterra têm outra dimensão que

não em Portugal.

O nosso tecido empresarial é 80% de

micro-empresas. Por isso, terão que existir

mais oficinas que noutros países. E quanto

mais pequenas, mais difícil será fazerem

investimentos. E existem muitas nessa

situação.

|| FICHA TÉCNICA

Associação Nacional do Ramo Automóvel | Presidente: António Teixeira Lopes | Sede: Rua Faria Guimarães, 631 - 4200-291 Porto

Telefone: 225091053 | Fax: 225090646 | E-mail: geral@aran.pt | Internet: www.aran.pt


DEZEMBRO 2011

ENTREVISTA JORNAL DAS OFICINAS

60 www.jornaldasoficinas.com

RICARDO MOREIRA

DIRECTOR COMERCIAL DA REDICOM

“LOJAS

ONLINE SÃO

OPORTUNIDADE

DE NEGÓCIO PARA

RETALHISTAS”

|| A Redicom tem já 30% dos seus clientes no sector

automóvel, mas não quer ficar por aqui. Neste

momento, está já a desenvolver uma unidade de

negócio direccionada para este segmento

Redicom está a desenvolver uma

unidade de negócio direccionada

A para o segmento automóvel. Além

de consultoria estratégica para a web, vai

avançar com um backoffice de

desenvolvimento e helpdesk às soluções

implementadas, e apoio ao nível da

comunicação e promoção como os

principais serviços. A importância do sector

automóvel é cada vez maior para a empresa

de Santo Tirso. Este mercado representa já

30% da facturação da Redicom. O Grupo

Auto Sueco, o Grupo MCoutinho , a Norauto,

Sofrapa e a Vauner, entre outros, são os que

se destacam entre os mais de 20 clientes

desta área. Como os consumidores têm

cada vez mais necessidade de realizar

procuras mais detalhadas, as lojas online são

uma oportunidade de negócio para os

retalhistas, defende Ricardo Moreira em

entrevista ao JORNAL DAS OFICINAS.

Quais foram os últimos grandes

projectos que tiveram a cargo nesta

área?

Os últimos desafios colocados à Redicom

consistiram na concepção e

desenvolvimento de soluções B2B (Business

to Business), soluções essas que visam

estreitar as relações entre profissionais,

tornando o processo de compra e venda

mais rápido, cómodo e prático.

Alguns destes projectos beneficiaram ainda

de uma integração com a Base de Dados

TecDoc - maior base de dados de referências

mundiais de peças e acessórios de

automóveis - no qual a Redicom é a única

empresa em Portugal detentora de uma

parceria estratégica. Estes projectos

encontram-se desenvolvidos para as

empresas A. Vieira, Fimag, Cosimpor e

MCoutinho Peças.

Pensam desenvolver mais este

segmento de negócio? Com que

serviços?

Sim. Estamos a desenvolver uma unidade de

negócio direccionada para este segmento.

Essa unidade de negócio incluirá uma

equipa de profissionais exclusiva e dedicada

a este sector. Contará com uma equipa

multidisciplinar disponibilizando um

conjunto de serviços diferenciados dos

quais destacamos, a consultoria estratégica

para a web, um backoffice de

desenvolvimento e helpdesk às soluções

implementadas, e apoio ao nível da

comunicação e promoção.

As lojas online podem vir a ser uma

oportunidade junto dos retalhistas

de peças para automóveis?

Sim, consiste numa oportunidade de

negócio para os retalhistas. A globalização

das comunicações tem a sua parte mais

visível na internet. Este processo permite aos

utilizadores efectuarem pesquisas e

avaliações mais pormenorizadas dos

produtos e, numa altura de crise, o

consumidor tem uma maior necessidade de

realizar procuras mais detalhadas. As lojas

online conferem a vantagem aos retalhistas

de alargarem o seu âmbito de negócio, o

seu espectro ao consumidor, atingindo um

maior número mercados, disponibilizando

uma maior oferta de produtos 24h/dia.

Que ideia tem sobre os profissionais

desta área quanto à utilização de

novas tecnologias?

As novas tecnologias são uma realidade. As

marcas têm conhecimento das vantagens

que podem obter através de uma presença

online. Os profissionais desta área não são

excepção, estão sensibilizados que para

continuarem a ser competitivos. Eles

necessitam de envergar por este caminho,

marcando uma forte presença na web,

através de um portal de negócio,

possibilitando a entrada em novos

mercados.

Qual o vosso relacionamento com a

Inforap e outros parceiros?

Temos com a Inforap uma parceria

privilegiada no sector automóvel. O facto de

conhecermos o sistema deles facilita o

processo de integração, dos quais

realizamos cerca de 70/80 % do total. A

mais-valia do estreito relacionamento

permite apresentar a melhor solução aos

clientes. Temos ainda uma parceria

estratégica com a Tecdoc através da AzAuto,

que beneficia os nossos clientes num

desconto mensal de acesso à base de dados.

FACTOS

Vantagens das lojas online

- Alargar o âmbito de negócio dos

retalhistas

- Espectro mais vasto junto do consumidor

- Atingir maior número de mercados

- Disponibilizar maior oferta de produtos

- Vendas 24h/dia

|| FICHA TÉCNICA

Redicom | Director Comercial: Ricardo Moreira | Sede: Praça 25 de Abril, 7 2º e 3º - 4780-373 Sto. Tirso

Telefone: 252850729 | Fax: 252850742 | E-mail: info@redicom.pt | Internet: www.redicom.pt


DEZEMBRO 2011

ENTREVISTA JORNAL DAS OFICINAS

62 www.jornaldasoficinas.com

PABLO BAZÁN

SALES MANAGER AIRTEX – ESPANHA/PORTUGAL

“É PRECISO

PROCURAR

OS CLIENTES!”

|| A Airtex está de pedra e cal no mercado português.

É isso que o responsável da marca diz nesta entrevista

em exclusivo, onda ainda afirma que a disponibilidade

e o prazo de entrega é um factor de sucesso no

mercado nacional

bom ouvir quem esteja optimista.

Pablo Bazán, responsável da Airtex

É para o mercado nacional, diz que tem

esperança nas vendas em Portugal e afirma

mesmo que este é um dos mercados mais

competitivos da Europa.

De forma a serem competitivos, têm preços

ajustados ao que se pratica, mas

considerando que são de qualidade

Premium. Pablo Bazán é muito directo e diz

que o aftermarket não tem segredos: para

ser competitivo é preciso apostar na

qualidade e no serviço.

Que novidades a Airtex está a

apresentar para o aftermarket?

Lançámos um novo programa para bobinas

de ignição sob a marca Airtex. Consiste em

341 referências, cobrindo as principais

aplicações.

Nos próximos meses, teremos mais

referências para aumentar a gama. Além

disso, conseguimos uma melhoria

significativa da gama com novas bombas de

água para carros de passageiros e camiões.

A situação económica actual vai

pedir mudanças no seu negócio?

É antes uma boa razão para trabalhar mais e

mais perto dos nossos clientes, de forma a

sermos bem sucedidos em conjunto.

Como resultado de todo este trabalho

árduo, estamos a alcançar os nossos

objectivos. Mantemos as nossas prioridades

de oferecer um produto de qualidade a um

preço competitivo, reduzindo o prazo de

entrega e trabalhando internamente em

desenvolvimentos futuros de forma a

garantir a continuidade do negócio dos

nossos clientes.

Que critérios utiliza para escolher os

seus clientes? E que estratégias de

marketing utiliza?

Distribuidores com boa reputação, com

marcas de qualidade e uma boa rede de

distribuição. Quanto a marketing,

dependendo do mercado e das

necessidades dos clientes, avançamos com

promoções e outras actividades. Os

seminários técnicos têm sido bem

recebidos.

Que importância tem o mercado

português para o vosso negócio?

É muito importante, na medida em que a

Airtex tem uma boa quota de mercado.

E o que é que o diferencia de outros

mercados?

O número elevado de empresas a trabalhar,

considerando o tamanho do mercado. O

pós-venda português é um dos mais

competitivos da Europa.

Como é que estão a trabalhar os

vossos produtos?

Nós temos a Airtex para bombas de água,

de combustível e bobinas de ignição, bem

como a Luber Finer para filtros de pesados.

Temos uma distribuição selectiva, com

distribuidores de primeiro nível para os

veículos de passageiros e pesados. Para que

sejamos competitivos, temos preços de

acordo com o mercado, considerando que a

Airtex é uma marca premium.

Como caracterizaria os seus clientes

nacionais e o mercado onde se

inserem?

São distribuidores com uma vasta

experiência e muito bem implantados, com

um bom conhecimento do mercado. Apesar

de terem aparecido canais alternativos, a

cadeia de distribuição é a típica de um

mercado independente: importador,

retalhista e oficina.

Mesmo com a situação económica actual,

esperamos continuar a crescer em todas as

linhas de produto.

Que serviços destaca da parte da sua

empresa?

A Airtex oferece uma das melhores

coberturas de mercado, produtos com

qualidade de equipamento original, preços

muito competitivos e um sistema logístico

altamente eficiente.

Como é que pensa que este sector se

poderá adaptar ao novo ambiente

económico?

Reduzindo stocks, preocupando-se com

pagamentos e minimizando os riscos com

empresas bem reputadas. Da parte da

indústria automóvel, os produtos estão a

tornar-se cada vez mais tecnológicos. Só as

empresas com departamentos de R&D

fortes vão sobreviver no futuro.

Qual a sua opinião sobre as vendas

online?

Os novos canais estão aí. Mas só alguns

produtos específicos estão capazes de se

adaptar a isso.

Como é que o pós-venda se pode

tornar mais competitivo?

Com as mesmas regras, que não têm

segredos: qualidade e serviço.

As oficinas tradicionais podem

sobreviver com tanta concorrência?

Claro que sim, mas com bom conhecimento

técnico e serviço profissional.

E o serviço ao cliente é um factor de

sucesso? Quanto é que custa?

A disponibilidade e o prazo de entrega é um

factor de sucesso no mercado nacional. O

custo pode ser ajustado de forma a tornar a

empresa competitiva. Não esperem pelos

clientes. Vão à procura deles!

E, no futuro das oficinas, que papel

terão os fabricantes de peças?

Nós somos quem pode fornecer produtos

com a mesma qualidade que o

equipamento original no canal de

distribuição do pós-venda independente.

|| FICHA TÉCNICA

Airtex Products, S.A. | Sede: C/. Osca, 2 Nave 5 Poligono Campus - 50197 Zaragoza (España) | Sales Manager - Spain and Portugal: Pablo Bazán

Telefone: +34 976 46 42 12 | Fax: +34 976 47 15 15 | E-mail: pbazan@airtex.es | Internet: www.airtex.es


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DEZEMBRO 2011

63

CARLOS AIZPURU

DIRECTOR DE VENDAS EUROPA DA AL-KO

M

arca de amortecedores, a AL-KO

quer aumentar o número de

distribuidores nos países onde

tem menos presença.

Parece não ser o caso de Portugal, já que

Carlos Aizpuru diz que a sua estratégia é

crescer com os importadores nacionais

das marcas. “Para isso, temos preços

adequados, gama de produto e bom

serviço”, explica. No mercado português,

o director de vendas da Europa não

espera muitas mudanças, excepto alguma

concentração dos diversos agentes.

A AL-KO não procura os distribuidores

maiores, mas antes os mais eficazes para

promover o seu produto. A empresa vai

responder à crise com controlo de crédito

a clientes e prudência nas decisões. Em

novidades de produto, o catálogo de

amortecedores de turismo 2011 contém

120 novas referências e o catálogo de

veículo industrial, 40 novas referências.

Como tem reagido aos últimos

desenvolvimentos do mercado?

No equipamento original para pesados, as

nossas vendas caíram cerca de 75% em

2009, mas recuperaram desde Junho de

2010 e agora estamos ao nível de 2008. No

mercado de substituição, as nossas vendas

caíram ligeiramente. Por outro lado,

muitos dos nossos clientes têm problemas

de financiamento. A tudo isto

responderemos com controlo de crédito a

clientes, prudência nas decisões e a

adequar a nossa capacidade produtiva e

os nossos custos.

Como olha para o futuro do

aftermarket?

A venda de peças online está para ficar. É

um segmento que vai aumentar e que

ganhará profissionalismo. O que diferencia

o aftermarket é a logística, a agilidade e

proximidade junto do cliente final. Sem

tudo isto, a guerra contra o equipamento

original estava perdida. Por seu lado, as

oficinas devem investir no seu negócio e

ver claramente que o seu parceiro é o

retalhista e não a marca. Devem ainda

especializar-se e não competir, por

princípio, com a nova distribuição. Devem

ser mecânicos e não profissionais que

apenas substituem as peças.

Então o segredo está no serviço ao

cliente?

Sim, mas a qualidade de serviço tem um

custo muito alto que é difícil de avaliar

pelo cliente.

Quais são as vossas novidades para

este ano?

O catálogo de amortecedores de turismo

2011 contém 120 novas referências. O

catálogo de veículo industrial, 40 novas

referências.

As nossas prioridades para este ano são

manter a nossa liderança no campo dos

amortecedores para suspensão

“O PARCEIRO

DAS OFICINAS

É O RETALHISTA”

|| As novidades da AL-KO para este ano são 120 novas

referências de amortecedores de turismo e 40 para

veículos industriais. As vendas de aftermarket caem

ligeiramente, mas a AL-KO está já a responder à crise

pneumática no equipamento original.

Além disso, queremos aumentar o número

de distribuidores nos países onde temos

menos presença.

E quais são as vantagens que podem

trazer aos vosso clientes?

Qualidade de produtos e conhecimento do

mesmo, empresa sólida e rentável com

objectivos claros, acessibilidade e

tratamento personalizado, adequado nível

de preços, serviço e imagem de fabricante

de equipamento original.

Está, neste momento, a preparar

alguma campanha para os seus

clientes?

Estamos a preparar uma campanha de Natal

em vários países. Desenhamos as nossas

campanhas de acordo com o que os nossos

clientes conhecem do mercado.

E o que é que procura nos seus

parceiros de cada país?

Uma empresa que defenda o nosso produto

com solvência e seriedade no mercado. Não

procuramos os distribuidores maiores, mas

antes os mais eficazes para promover o

nosso produto.

O que é que faz a diferença neste

mercado?

Hoje em dia, a disponibilidade é o mais

importante, a qualidade espera-se, o resto

vem depois.

Mas está optimista quanto ao

pós-venda?

O nosso sector não foi o mais prejudicado

pela crise. Em teoria, um parque mais velho

faz com que se consumam mais peças de

reposição. Independentemente da crise, a

taxa de troca de um automóvel vai ser cada

vez mais larga no futuro.

Espera alguns desafios para a

formação das oficinas?

Sim, mas o nosso produto não apresenta

muitas dificuldades aos mecânicos por

agora. Num futuro próximo, as suspensões

electrónicas vão exigir cursos de formação

para os mecânicos.

O que representa o mercado

português para a AL-KO?

Apesar de não ser dos mercados maiores da

Europa, a nossa percentagem de penetração

é uma das mais altas. É um mercado

habituado a importar há muitos anos e com

concentração de importadores multimarca.

Mas, no fundo, é um mercado maduro com

as dificuldades que advêm desta situação.

Não se podem esperar muitas mudanças,

excepto alguma concentração dos diversos

agentes.

Trabalhamos há muitos anos com

importadores da nossa marca e a nossa

estratégia é crescer com eles, algo que

estamos a fazer.

Para isso, temos preços adequados, gama

de produto e bom serviço.

|| FICHA TÉCNICA

AL-KO | Sede: Ctra. Durango-Elorrio, 25 - 48220 Abadiano (Vizcaya) España | Director comercial: Fernando Aramburu

Director vendas: Carlos Aizpuru | Telefone: +34 946 21 57 40 | Fax: +34 976 21 37 04 | E-mail: info@al-ko.com | Internet: www.al-ko.es


DEZEMBRO 2011

AJ SPORT JORNAL DAS OFICINAS

64 www.jornaldasoficinas.com

of i cina

mes

do

PERFORMANCE

NO TRABALHO

|| Sendo uma oficina independente, a AJ Sport não quer

ser apenas mais uma. É por essa razão que aposta muito na

relação de proximidade com os seus parceiros, fornecedores

e especialmente clientes, como tivemos oportunidade de

constatar

|| A AJ Sport passou a integrar a rede Xenum Auto Center,

naquela que é uma oficina que disponibiliza produtos e serviços

técnicos de qualidade

mote para visitarmos este oficina

estava dado a partir do momento

O em que recebemos o convite para

um almoço informal, que marcava

simbolicamente a entrada da AJ SPort para

a rede Xenum Auto Center.

Esta oficina até foi a primeira a aderir a

este conceito de centros tecnológicos,

pelo que o momento foi aproveitado para

reunir amigos e parceiros, mostrando-lhes

um pouco do que é a realidade actual da

AJ Sport.

“O conceito do Xenum Auto Center está

ligado também ao conceito Eco Oficina,

mas que tem como objectivo o cliente de

média e alta gama”, refere Miguel Julião,

gerente da oficina, adiantando que “não se

trata só de produtos Xenum de altas

prestações, é também um conceito de

imagem, de marketing e de back-office em

diferentes áreas como a área jurídica,

|| FICHA TÉCNICA

A.J. Sport

Sede: Rua dos Selões. Terrugem Park 1

Pavilhão 4, Vila Verde

2705-898 Terrugem

Gerente: Miguel Julião

Telefone: 219 617 247

Fax: 219 617 247

E-mail: ajsport@xenum.info

Internet: www.autojuliao.com

ambiental, linhas de

crédito para os

clientes, entre outras

que são muito

importantes para

quem está no

negócio oficinal”.

Trata-se por isso de

um conceito que

também já ia um

pouco de encontro ao posicionamento

preferencial desta oficina, isto é, ser uma

oficina multimarca mas com um conjunto

de competências técnicas que lhes

permitem dar assistência e fazer a

manutenção a carros de gamas mais altas

ou mesmo veículos de grandes prestações.

Uma das marcas em que a AJ Sport é

especialista é na marca Honda, fruto da

ligação de Miguel Julião (como associado)

ao Clube Honda S2000, tendo a sua oficina

muitos clientes com este tipo de carro. São

muitos os projectos que a AJ Sport

desenvolveu com este carro

(nomeadamente melhorando muito as

suas prestações), tendo-se destacado

neste ano o Honda S2000 para o

Campeonato Nacional de Montanha.

Num futuro para o qual já caminha, a AJ

Sport pretende trabalhar preferencial com

as marcas BMW, Mercedes e Porsche,

estando a ser feitos investimentos nesse

sentido quer ao nível da formação quer de

equipamentos (diagnóstico).

“Estamos abertos a todos os clientes, mas

o nosso objectivo é ter aquele tipo de

cliente que valoriza mais o serviço bem

feito e de qualidade”, afirma Miguel Julião

revelando que “o risco de ter o cliente que

só discute preço não permite que ele

próprio reconheça a qualidade do serviço

que nós podemos prestar”.

A imagem das instalações é também

fundamental para Miguel Julião, pois

considera o mesmo que isso pode ser um

factor de diferenciação, o que faz todo o

sentido quando se quer trabalhar com

veículos de média e alta gama.

Onde também não se facilita é nas peças.

Para os trabalhos que visam a melhoria das

prestações dos automóveis, recorre a Auto

Julião à importação directa de material

vindo Japão, EUA e Austrália. Mesmo para

os carros do dia-a-dia a aposta é sempre

em material de qualidade através de

grossistas nacionais. “Não nos podemos

arriscar a montar peças nos carros que

depois nos tragam problemas e que

coloquem em causa o nosso serviço”,

assegura Miguel Julião.

Tendo já passado por diversas fases, a

origem da AJ Sport remonta há 15 anos,

mas há nove anos que se passou a dedicar

um pouco mais à performance,

empurrada pelo aparecimento dos Track

Day´s. Actualmente, a empresa possui

duas oficinas, a Auto M. Julião em Belas,

uma pequena unidade com duas pessoas

onde tudo começou, e há cerca de três

anos que possui também instalações na

Terrugem com o nome de AJ Sport (onde

trabalham quatro pessoas), que

permitiram à empresa aumentar

substancialmente o leque de clientes, mas

também potenciar os novos objectivos a

que se propôs.

Para terminar, Miguel Julião refere a

importância de ter como parceiros outras

oficinas. “É muito importante poder

partilhar informação e conhecimentos

com outras oficinas. Cada um deve fazer o

seu trabalho da melhor maneira que sabe,

mas isso não invalida que possamos ser

parceiros e evoluir em conjunto”, conclui o

responsável da AJ Sport.


“ O meu êxito não se baseia na sorte,

mas sim nos serviços da R-M :

Programmes For Success.

Assim é simples.“

Só aqueles que trabalham de maneira eficiente podem ter sucesso. É por isso que a R-M não

oferece apenas produtos de última geração, ferramentas de cor e formações, mas também

os “Programmes For Success” da R-M. Proporciona-lhe todas as soluções de que precisa

para monitorizar, desenvolver e gerir o seu negócio – e para caminhar rumo a um futuro mais

lucrativo e sustentável. Atingir a perfeição pode ser tão simples. www.rmpaint.com

Perfection made simple


DEZEMBRO 2011

ACTUALIDADE JORNAL DAS OFICINAS

66 PROJECTO GANHAR+ www.jornaldasoficinas.com

POTENCIAR

O NEGÓCIO

|| A degradação das condições económicas de Portugal tem aspecto negativos, mas a crise tem também o reverso

da medalha, já que obriga as pessoas a pensarem e a reflectirem sobre os seus negócios. Leia este exemplo

J

á não é a primeira vez que no JORNAL

DAS OFICNAS a Espogama é

referenciada. Trata-se de uma casa de

peças, com sede em Esposende, que

pauta o seu desempenho pelo

profissionalismo. Outra característica

deste operador tem a ver com o facto de

não se conformar com a situação do

mercado e, por isso, está

permanentemente a tentar reinventar o

seu negócio.

Depois de um projecto interno que

envolveu os seus fornecedores, os clientes

e os clientes destes (automobilistas), a

Espogama entrou agora no interessante

“Projecto Ganhar+”.

Os objectivos deste projecto passam

claramente por ganhar mais clientes e por

essa via ganhar mais mercado,

envolvendo diversas empresas de

diferentes sectores de actividade.

Esposende, Concelho com 15 Freguesias e

cerca de 36.0000 habitantes, tem vindo a

sofrer com algum decréscimo de clientes

vindos de outros concelhos. Além do

decréscimo de consumo por pessoas

exteriores ao Concelho, Esposende tem

sofrido de “outro mal”, que é o

desconhecimento que as pessoas têm

daquilo que se faz

bem no Concelho.

Juntando a isso a

falta de poder de

compra, existe

ainda a “fuga” de

consumidores para

outros Concelhos

que não o de

Esposende.

A ideia, com o

Projecto Ganhar+,

passa por se valorizar

o que se faz bem no

Concelho oferecendo

aos clientes das

empresas a possibilidade de obter um

serviço / produto mais barato e mais perto

para que fique fidelizado ao próprio

Concelho de Esposende.

Trata-se de um projecto que tem por

fundamento criar um grupo de trabalho

(empresas aderentes de várias actividades)

que vai atribuir descontos aos clientes. O

objectivo final é as empresas ganharem

mais clientes e mais mercado na região de

Esposende com os contactos que são

oferecidos por outras empresas aderentes

ao projecto.

Esses descontos aos clientes são

atribuídos através

de títulos de valor nominativo que são

entregues ao cliente para apresentar

numa das empresas aderentes ao grupo,

tendo o cliente direito a descontar o valor

do título.

Funcionamento

Cada empresa aderente emite “títulos de

valor nominativo” e disponibiliza a

quantidade que “entender” nas empresas

que fazem parte do grupo.

O Cliente vai fazer uma compra em

determinada empresa e no montante de,

por exemplo, 10€ de compras, a empresa

beneficia o seu cliente oferecendo um

|| O Projecto

Ganhar+ potencia

negócios entre

empresas e os

clientes

título à sua escolha (3€ na florista; 5€ no

cabeleireiro; 50€ na oficina; ...).

Este funcionamento permite que qualquer

empresa beneficie os seus clientes

oferecendo um desconto do agrado do seu

cliente, sem ter que gastar ou investir nada.

O único compromisso da empresa

aderente é emitir títulos do valor dos

descontos que pretende atribuir e garantir

que terminando os títulos distribuídos,

volta a emitir.

Todos os títulos são iguais, em que na

frente do mesmo consta o valor

nominativo de cada título (difere de

empresa para empresa) e o logótipo da

empresa e morada. No verso do título

constam todas as empresas aderentes a

este projecto.

Este projecto arrancou com a emissão dos

primeiros títulos em Setembro de 2011.

Assim, quantas mais empresas aderirem à

emissão de títulos, mais se alarga o leque

de potenciais clientes. Logo é do interesse

de todos a divulgação do projecto e

angariação de novas empresas.

Em relação à Espogama, que aderiu a este

projecto o esquema é muito simples. A

Espogama disponibiliza títulos no

“mercado” que poderão ser descontados

nas oficinas aderentes. O cliente entrega o

título na oficina e esta desconta o valor dos

títulos na Espogama. Esta campanha é

válida para oficinas com prazo de

pagamento inferiores a 60 dias e com

consumo médio mensal superior a 3000€.

Neste momento existem a circular vales da

Espogama, Propedal (comércio de

bicicletas), Atelier de Flores (florista) e

Ponto de Cópias. No entanto, os vales

(4000€ ) estão a ser distribuídos em

empresas de sectores diferentes e de forma

estratégica, com possibilidade dessas

empresas de entrarem para o grupo.


JORNAL DAS OFICINAS

www.jornaldasoficinas.com

EMPRESA

ECO-PARTNER

DEZEMBRO 2011

67

ENERGIA E SEGUROS AMBIENTAIS

SÃO NOVIDADE

|| A Eco-partner lançou recentemente dois produtos para o mercado de pós-venda. Um deles é um serviço de

consultadoria para redução do consumo energético. O outro é um seguro contra danos ambientais, obrigatório

desde o início de 2010

|| A Eco-Partner

tem já vários anos

de experiência

em consultadoria

ambiental para as

oficinas, mas com

estes dois novos

produtos pode

contribir, mais

uma vez, para que

estas empresas

respondam aos

desafios ambientais

Eco-partner desenvolveu

recentemente um serviço de

A consultadoria de eficiência

energética e um seguro contra danos

ambientais para as oficinas.

Este último produto tem a ver com...

custos. Desde 1 de Janeiro de 2010, todas

as empresas estão obrigadas a ter uma

garantia financeira para possíveis danos

ambientais que ocorram por sua

responsabilidade. No caso concreto das

oficinas, existem três possíveis focos a

partir dos quais isso possa ocorrer.

“As descargas de água, as cabines de

pintura e os locais de armazenagem de

resíduos são os pontos mais óbvios onde

se torna bastante plausível ocorrer um

acidente”, diz Marta Lampreia, directorageral

da empresa.

No caso de uma eventualidade destas

acontecer, as empresas são obrigadas por

lei a assumir todas as responsabilidades

do dano ambiental. Foi o que aconteceu,

noutra escala, com o derrame do poço de

petróleo da BP, no Golfo do México, onde

a empresa gastou uma boa parte dos

cerca de 40 mil milhões de euros em

reparação de danos ambientais.

“Considere-se que existe uma oficina que

contamina um pequeno ribeiro perto das

suas instalações. Esse curso de água irá

estender-se provavelmente por vários

quilómetros e os danos pode ser

incalculáveis”, diz a directora da empresa.

“No limite, pode levar a empresa à

falência”.

As empresas procuraram essas garantias

financeiras obrigatórias junto de quem lhe

garante os restantes seguros. Mas no caso

de empresas mais pequenas, a

desproporção entre o prémio de seguro,

capitais seguros, franquias e o risco

coberto tornava inviável essa garantia

bancária.

A questão estava ligada ao nível de risco

que a empresa teria. Como este era um

mercado desconhecido para as

seguradoras, estas aplicavam tarifas

incomportáveis sem tomar em conta a

dimensão e o verdadeiro risco destas

empresas.

A Eco-partner viu aqui uma oportunidade

de negócio. Dado o seu historial dentro

deste mercado, sabia exactamente qual

era e onde se encontrava o risco. Por outro

lado, a sua carteira de clientes dava-lhe

algum poder negocial. Foi apenas um

pequeno passo até elaborar um produto

onde constasse a avaliação de risco

ambiental da empresa e o prémio de

seguro, fornecido através de uma parceria

com um corrector e uma seguradora.

“Enquanto era pedido habitualmente

cerca de quatro mil euros anuais para este

seguro, nós conseguimos passá-lo para

cerca de 450 e os mil euros, o que dá

pouco mais de 100 euros por mês”,

explica. Além disso, podia fazer toda a

consultadoria junto da empresa até que

esta alcançasse as condições necessárias

para ficar coberta por este seguro. “É mais

um produto que nasce da nossa procura

constante por inovação, à semelhança do

que temos feito até aqui”, diz Marta

Lampreia, que assinou o acordo com a

seguradora há dois meses. “É um produto

que alia know-how ambiental e gestão de

risco a know-how no sector dos seguros

para fazer um produto completamente

adequado ao sector automóvel”. Para a

certificação ISSO 2001, por exemplo, este

é um requisito obrigatório.

Há dois meses, a Eco-partner lançou outro

serviço. Trata-se de uma consultadoria de

poupança energética, dados os aumentos

na energia e na taxa de IVA que sobre ela

será aplicada. O modelo de negócio é,

mais uma vez, inovador. A Eco-Partner

quer apresentar este produto a custo zero.

Zero? Sim, mas numa óptica de

rentabilizar todo o investimento deste

produto ao fim de um ano. “Daí para a

frente, depois da amortização, trata-se de

ganhos limpos para a empresa”, explica

Marta Lampreia.

O conceito do serviço é a realização de um

diagnóstico energético, a realização de

um plano de racionalização de energia e

depois a implementação das medidas

para poupança de energia. “É um serviço

novo porque, mais uma vez, os serviços de

eficiência energética estão normalmente

dirigidos a grandes empresas e

acreditamos que muitas delas podem ser

implementadas com poucos custos”,

explica a directora da empresa. “São

medidas que passam muito pelo

comportamento das pessoas. No fundo, é

o que trabalhamos também a nível

ambiental”.

|| FICHA TÉCNICA

Eco-partner

Sede: Núcleo Empresarial Venda do Pinheiro

Quinta dos Estrangeiros, rua C BL 57

2665-602 Venda do Pinheiro

Directora-geral: Marta Lampreia

Telefone: 219666750

Fax: 219666759

E-mail: marta.lampreia@eco-partner.pt

Internet: www. eco-partner.pt


DEZEMBRO 2011

EMPRESA JORNAL DAS OFICINAS

68 PEREIRA, ALVES & PRAZERES www.jornaldasoficinas.com

DIMENSÃO

TAMBÉM FAZ A DIFERENÇA

|| A Pereira, Alves & Prazeres é uma grande empresa de retalho de peças na zona da Grande Lisboa. Dispõe de

cinco lojas / armazéns e um total de 19 carrinhas que asseguram a distribuição de peças para os mais de 600

clientes activos

|| A Pereira, Alves

& Prazeres possui

diversas instalações

na zona da grande

Lisboa, funcionando

como uma rede dentro

da Create Business

udo começou na Póvoa de Santo

Adrião já na fase final da década de

T80. Primeiro como negócio oficinal,

mais tarde também com as peças e já mais

recentemente apenas nas peças.

A Pereira, Alves & Prazeres foi passando por

diversas fases, quase todas elas associados

ao crescimento da própria empresa.

Depois de muitos anos apenas presente na

Póvoa de Santo Adrião, a empresa teve o

seu crescimento associado ao crescimento

da Create Business. Foi assim que em 2003

abre um armazém com loja no Montijo, em

2005 quase em simultâneo ocupa

importantes posições no Barreiro e no

Cacém e em 2009 abre uma pequena loja

de rua em Corroios. Muito recentemente,

muda de instalações no Montijo, para um

novo armazém, sendo que a sede sempre

se manteve na Póvoa de Santo Adrião,

embora o armazém principal seja agora nas

instalações do Cacém.

“Entramos em todos estes mercados

através de unidades novas. São locais

estratégicos, onde claramente também se

encontra a concorrência”, começa por

referir Luís Pereira, sócio-gerente da

Pereira, Alves & Prazeres, acrescentando

que “agora não temos mais por onde

crescer geograficamente, exceptuando

Lisboa, onde é complicado lá ter uma loja.

O que temos que fazer é trabalhar melhor

este negócio, fidelizando os nossos

melhores clientes e tentando conquistar

novos”.

Ter a peça certa na hora e no local certo,

funciona como um lema para a Pereira,

Alves & Prazeres, mas para fazer isso

acontecer às vezes é complicado,

reconhece Luís Pereira, que mesmo assim

aposta bastante na rapidez de entrega para

se antecipar à concorrência. “Com cinco

localizações é muito difícil gerir stocks. Por

isso é necessário ter muito cuidado com

este aspecto”, observa o mesmo

responsável, que contratou uma

distribuidora que se encarrega de repor

stocks duas vezes por dia em todas as

unidades da Pereira, Alves & Prazeres.

Logicamente que as lojas trabalham todas

ligadas entre si (o mesmo sucesso em

relação a todos os parceiros da Create

Business) o que resulta numa vantagem em

termos de operacionalização do negócio e

disponibilização das peças ao cliente.

Uma das características particulares da

Pereira, Alves & Prazeres é o seu conceito de

rede dentro da rede de retalho que é a

Create Business. Se os preços de venda das

peças ao clientes são iguais para todos os

parceiros da Create Business (todos têm a

mesma tabela), a vantagem de ter cinco

instalações resulta numa maior capacidade

de facturação e consequentemente em

ganhos comerciais inerentes a isso.

“O nosso principal objectivo é ser parceiro

de negócio das oficinas, apresentando-lhes

um serviço de valor acrescentando, que

poucos operadores neste ramo podem

oferecer”, afirma convictamente Luís Pereira,

explicando que “através da Create Business

proporcionamos formação, aconselhamento

técnico e tudo o que uma oficina necessita

na realidade para crescer e poder

diferenciar-se das restantes. Estamos a

tentar fazer ver aos responsáveis oficinais

que é importante que eles evoluam, pois

isso será o futuro deles e obviamente

também o nosso futuro”.

Ainda dispondo de muito serviço em balcão,

nomeadamente em duas das unidades,

cada vez mais que a filosofia da Pereira,

Alves & Prazeres é trabalhar, vender,

entregar e receber na oficina. “Entendemos

que a oficina deve reparar automóveis, e a

nossa obrigação é lá ir entregar o material”,

afirma Luís Pereira, que tem ao serviço da

empresa 19 carrinhas em circulação pelas

oficinas nas regiões onde opera. A Pereira,

Alves & Prazeres tem ainda dois comerciais

no terreno, enquanto em balcão / armazém

/ serviços tem mais 28 pessoas.

Como apostas para o futuro a Pereira, Alves

& Prazeres quer aprofundar ainda mais a sua

relação de parceria dentro da Create

Business, estando previsto que invista num

centro de formação nas novas instalações

do Montijo, bem como aposta na expansão

da rede “A Oficina” em conjunto com a

própria Create Business.

Profundo conhecedor do mercado oficinal,

Luís Pereira olha para este sector com

alguma apreensão para o futuro. “O que vai

acontecer no ramo oficinal vai ser o mesmo

que sucedeu com as mercearias no passado.

Quem trabalhar em grupo para ter melhores

condições e estiver melhor preparado, vai

ter condições para crescer, quem não se

actualizar vai ter muitas dificuldades”,

concluiu Luís Pereira.

|| FICHA TÉCNICA

Pereira, Alves & Prazeres, Lda

Sede: Rua Almirante Gago Coutinho, nº90

Apart. 1006 - 2676-901 Póvoa Santo Adrião

Responsável: Luís Pereira

Telefone: 219 379 380

Fax: 219 379 389

E-mail: povoa.pap@createbusiness.pt

Internet: www.createbusiness.pt


JORNAL INDEPENDENTE DE MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE AUTOMÓVEIS LIGEIROS E PESADOS

WWW.JORNALDASOFICINAS. COM || WWW.APCOMUNICACAO.COM

VELOCIDADE

Não é só a mudança que é

estonteante, mas o próprio ritmo

das mudanças e a velocidade a

que ocorrem que nos causam

perplexidade

RECONSTRUÇÃO

A visita que fizemos fábrica de

reconstrução de componentes da

TRW, acabou por ser o desvendar

de várias realidades pouco

conhecidas do sector pós-venda

TODA A INFORMAÇÃO

DO AFTERMARKET

EM PORTUGAL

AO ALCANCE DE UM

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REDE DE OFICINAS

A Civiparts acaba de criar a

primeira rede de oficinas para

pesados multimarca em Portugal,

a OnTruck, inserida na rede

europeia Top Truck Service

DOSSIER

COMPONENTES

Os componentes de travagem são

um produto de grande consumo.

Neste dossier, mostramos a oferta

que existe no mercado

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Peças de Qualidade Original e Serviços que apoiam o seu negócio

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Ao anunciar no Jornal das Oficinas,

está a chegar mais perto de 10.000 Empresas

do sector Pós-Venda Automóvel.

Está a comunicar no Jornal nº 1 do mercado,

o que lhe trará mais visibilidade nas vendas.

AFTERMARKET

72

NOVEMBRO

2011

ANO VIII

MAIS FORTE

|| Foi criada a Comissão Especializada de Fabricantes de Peças Automóveis da ACAP. Esta nova Comissão é

composta pelos Fabricantes de Peças que comercializam os seus produtos no mercado nacional e pretende levar a

cabo diversas acções, com o objectivo de promover a qualidade da reparação automóvel no nosso país

DA MUDANÇA

|| PÁG. 04

DE CONCEITOS

|| PÁG. 60

PARA PESADOS

|| PÁG. 62

DE TRAVAGEM

|| PÁG. 64


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DEZEMBRO 2011

EMPRESA JORNAL DAS OFICINAS

70 FILIPE & CARMO www.jornaldasoficinas.com

NOVOS RUMOS

|| A Akzo Nobel passou a contar com um novo distribuidor para a região de Coimbra. A empresa da Mealhada,

Filipe & Carmo, Lda, assume assim a responsabilidade de trabalhar com uma marca que lhe garante maiores

perspectivas de futuro

|| Paulo Caetano - Marketing Akzo Nobel; Jorge

Almeida - Filipe & Carmo e Nuno Andrade - Sales

Manager Akzo Nobel

D

epois de 16 anos a trabalhar no

negócio das tintas para o sector

automóvel, passando por

empresas que se situavam na região

centro do país, Jorge Almeida entrou para

uma empresa familiar, a Filipe & Carmo.

Foi aí que deu seguimento à sua

experiência no negócio das tintas de

automóveis, e embora não seja sócio na

empresa é a pessoa que assume a

responsabilidade da gestão da mesma.

Depois de alguns anos a trabalhar com

outra marca de tintas, com a qual ainda

mantém algumas relações comerciais

noutro tipo de produtos (consumíveis),

Jorge Almeida decidiu mudar para os

produtos da Akzo Nobel. Para além de

outras razões de mercado, a mudança da

Filipe & Carmo para a Akzo Nobel

deve-se a uma vantagem ao nível do

produto / preço. “Não se pode dizer que

os produtos de pintura sejam caros, o

problema é que as oficinas têm pouco

dinheiro. Por isso é necessário ter uma

oferta de produto que se ajuste a essa

realidade, como acontece com a Akzo

Nobel”, começa por referir Jorge Almeida.

Assim, para além da oferta com a marca

Sikkens, a Akzo Nobel “disponibiliza

também as linhas Lesonal e Dyna Coat

que têm preços mais acessíveis o que nos

permite trabalhar melhor com

determinados clientes” afirma o mesmo

responsável.

Com o posicionamento da Akzo Nobel,

com a Sikkens (primeira linha), Lesonal

(produto para oficinas multimarca) e

Dyna Coat (combate a marcas brancas), a

Filipe & Carmo consegue dessa forma

abranger um maior leque de clientes.

“Penso que com esta gama de produtos,

nomeadamente a aposta na Lesonal,

podemos sem dúvida entrar em novos

clientes, o que aliás já se começou a

verificar”, assegura o responsável da

empresa, adiantando que “estamos muito

bem preparados para o que vai ser o

mercado em 2012 e no futuro”.

O início desta relação, em Junho passado,

levou a que a Filipe & Carmo tenha agora

um novo discurso no mercado para os

seus clientes habituais, mas isso não é

problema para Jorge Almeida que

assume que a melhor forma é “falar a

verdade para os clientes. Quando somos

verdadeiros não há que ter receio”.

Os últimos meses têm permitido à Filipe

& Carmo reequipar as oficinas dos

clientes com máquinas preparadas para

as tintas da Akzo Nobel, contando

também com o apoio da própria marca

ao nível comercial, técnico e de

formação.

“A Sikkens e a Lesonal são marcas que já

tiveram uma presença mais forte na

região de Coimbra e que está nos

ouvidos dos responsáveis das oficinas de

repintura. Agora existem condições de

fazer um bom trabalho com os produtos

da Akzo Nobel”, afirma Jorge Almeida.

Para além das tintas Akzo Nobel, a Filipe

& Carmo disponibiliza também para as

oficinas de pintura automóvel, todo o

tipo de consumíveis e produtos que as

mesmas utilizam para a sua actividade,

não esquecendo também alguns

equipamentos, como máquinas de lixar.

Fisicamente presente na Mealhada, a

Filipe & Carmo possui um pequeno

armazém, onde disponibiliza um

pequeno stock com toda a gama de

produtos, existindo o objectivo de

mudança para instalações mais amplas

mas, “como está o mercado não

podemos pensar em grandes

investimentos”, conclui Jorge Almeida.

|| FICHA TÉCNICA

Filipe & Carmo, Lda

Sede: Rua do Pontão, 12 - Antes

3050-029 Antes -Mealhada

Responsável:

Jorge Almeida

Telefone: 231 281 946

Fax: 231 281 946

E-mail: filipeecarmo@gmail.com

Internet: n.d.


JORNAL DAS OFICINAS

www.jornaldasoficinas.com

EMPRESA

PAINT DRIVE

DEZEMBRO 2011

71

DISPOSIÇÃO DE OFICINA É

FULCRAL

|| Esta é a história de como a mudança na organização de uma oficina trouxe mais rentabilidade. Bastou

assumir que se tinha que alterar o desenho e, com isso, passaram a entrar mais carros, ao mesmo tempo que

desapareceram as horas-extra

|| Com uma mudança de layout,

a Paint Drive conseguiu aumentar

o número de entradas diárias sem

mexer nos custos

Paint Drive deparou-se com um

problema de organização do seu

A espaço. Resolveu mudar e passou

para outras instalações. Os resultados

surpreenderam.

No sítio anterior, os clientes tinham duas

portas de entrada, que serviam ruas

diferentes. A oficina pensava que seria

bom. Mas tornou-se um problema. Os

carros entravam por ambos os lados, mas

também precisavam de sair. E começou a

confusão.

Além disso, a cabina de pintura e três áreas

de preparação situavam-se no centro do

espaço. Era recorrente os produtivos terem

|| FICHA TÉCNICA

PaintDrive

Morada: Rua Manuel Pinto de Azevedo,

301/317 - 4100-321 Porto

Responsável de produção:

Francisco Sismeiro

Telefone: 226.199.480

Fax: 226.199.489

e-mail: paintdrive@paintdrive.com

Internet: www.paintdrive.com

que parar o seu serviço para arrumar

carros.

“Tínhamos duas portas para duas ruas,

tínhamos que ter duas recepcionistas, dois

telefones, era quase tudo em duplicado”,

explica Francisco Sismeiro, responsável de

produção da Paint Drive, no Porto. Ele

próprio andava sempre de uma recepção

para a outra.

O layout da oficina era ao comprido. A

oficina crescera primeiro para serviços de

chapa e pintura. Mas depois tornou-se

também um Centro Liberty Auto (CLA)

– ligado à companhia de seguros Liberty

– e começou a utilizar uma entrada

diferente. Mas, no meio, onde estava a

zona de pintura, os serviços eram comuns.

Era preciso mudar. E a oportunidade

chegou em finais de 2010, quando aparece

um espaço que poderia resolver todos os

problemas. A área era igual – 2.000 metros

quadrados – e ficava na mesma zona. Mas

o layout podia ser feito de raiz.

A oficina continuou com duas portas. Nas

instalações anteriores, serviam-se de ruas

diferentes. Agora estão lado a lado, cada

uma com nomes diferentes. Além de

continuar como centro da seguradora, A

Paint Drive faz também agora parte da

rede Top Car, do Grupo Auto Sueco.

Compraram mais três áreas de preparação

e uma cabine de pintura. O equipamento

do anterior espaço veio todo. Mas

compraram-se mais três elevadores de

tesoura, dois elevadores móveis, uma

máquina de pneus e outra de alinhar.

“O que importava era melhorar a secção

de repintura”, diz Francisco Sismeiro.

“Como essa zona era também de

passagem de carros, perdia-se muito

tempo a tirar e a colocar viaturas. Só nisso

poupei muitas dores de cabeça aos

chapeiros e pintores, porque eram eles

que, muitas vezes, tinham que tirar o

carro”.

Em Março deste ano começaram a

trabalhar. Os carros entram apenas por um

lado e seguem um circuito. Têm chaparia e

mecânica e depois seguem para a pintura.

Voltam para a secção de chapa para

montar e passa à lavagem até ficar pronto.

Isto no caso de uma intervenção vulgar de

chapa e pintura. Um cliente Liberty entra

pelo lado esquerdo da oficina e tem logo

um elevador para a peritagem. Depois

segue para a zona de chapa e para o

restante circuito. “Isto é quase um linha de

produção”, diz Francisco Sismeiro. “Temos

uma média de entrega de carros entre

dois dias e meio e três dias. A companhia

diz que é muito bom, por isso estamos

bem”.

E há outros números que provam que a

mudança de layout funcionou.

Aumentaram o número de carros que

recebem diariamente. A Paint Drive factura

entre 120 a 130 carros por mês, o que dá

seis por dia. Sismeiro acrescenta que nem

sequer conseguia ter estes carros no

espaço anterior.

Apesar ao aumento de tráfego dentro das

instalações, não foi preciso colocar mais

pessoas. Pelo contrário, até foi necessário

reduzir. As horas extras, que eram comuns

quando se trabalhava nas antigas

instalações, também desapareceram.

Os funcionários aceitaram bem as

mudanças. O responsável de produção diz

mesmo que sem eles nada teria sido

possível. A própria dimensão da oficina

está ajustada ao relacionamento entre o

pessoal da empresa. Se fosse maior,

perdia-se a ligação entre os produtivos e

os responsáveis de gestão. “Todos os dias

falo com os funcionários”, diz Sismeiro. “Há

uma aproximação muito grande e isso é

bom”.


DEZEMBRO 2011

EMPRESA JORNAL DAS OFICINAS

72 VIRTUAL LIMITE - EINSZETT www.jornaldasoficinas.com

TRABALHAR A MARCA

COM QUALIDADE

|| Os produtos da marca alemã Einszett estão no mercado português há mais de uma década, mas o historial da

marca remonta a meados do século passado, o que os torna numa das referências do sector

Virtual Limite é o representante

para Portugal da marca alemã

A Einszett. Esta empresa com sede

em São Domingos de Rana, possui o seu

centro logístico na Batalha, o que se

justifica quando mais de 60% dos clientes

estão precisamente a norte de Leiria.

Os produtos da Einszett, que esta empresa

comercializa, destinam-se essencialmente

para três sectores: pintura, mecânica e

lavagens/manutenção.

A aposta principal sempre foi nos

produtos de pintura, até porque a linha de

mecânica é mais reduzida e muito

específica, sendo também uma forma de a

empresa abranger um maior leque de

necessidades oficinais.

“Podemos dizer que os produtos Einszett

são de boa qualidade, mas um dos seus

pontos fortes é também a imbatível

relação qualidade / preço”, começa por

referir António Monteiro, director

comercial da Virtual Limite, acrescentando

que se tratam de produtos muito

concorrenciais.

Apesar de cerca de 90% das vendas da

empresa serem de produtos Einszett, a

gama da Virtual Limite é composta ainda

por outras linhas de produto onde a

marca alemã não tem produto ou não está

tão bem representada, como exemplo,

esponjas de polimento e máquinas de

polir. Contudo, para além da importância

dos produtos para a pintura, “também

muito representativo nas nossas vendas

são os produtos de lavagem e

manutenção” refere António Monteiro.

Para atestar a qualidade dos produtos

Einszett, refira-se que os mesmos

possuem diversas aprovações e

certificações da TUV. Refira-se ainda que a

linha limpeza e manutenção, para além de

ser constituída por produtos ecológicos e

biodegradáveis, estão isentos de nitratos

(NTA) em alguns dos seus principais

produtos, o que não acontece

maioritariamente com os produtos da

concorrência.

Não menos importante é a relação dos

clientes com a marca Einszett. Esta marca,

através do fabricante, tem capacidade

para produzir todo o tipo de produto que

satisfaça os pedidos e/ou as necessidades

específicas de um cliente ou de um grupo

de clientes. Como tal a ligação do

representante nacional com a marca

Einszett é enorme ao ponto de “sermos os

importadores da Europa que comercializa

mais produtos da gama Einszett”, revela

António Monteiro.

Posicionamento

A empresa não trabalha directamente com

oficinas, apostando sim em clientes que são

revendedores de tintas e algumas casas de

peças que, essas sim, fazem chegar o

produto às oficinas. “Podemos acompanhar

o nosso cliente à oficina para o apoiar nas

vendas, através da demonstração de

produtos e de algum tipo de assistência”,

afirma o director comercial da Virtual Limite.

Desta forma pode-se dizer que não são mais

de 100 os clientes da empresa, acima de

tudo revendedores que se encontram

espalhados por Portugal Continental e Ilhas.

Para proteger a marca, a empresa aposta

numa política de ter um revendedor por

cada localidade, com zonas específicas,

evitando que existam diversos operadores

no mercado em concorrência de preço com

a marca Einszett.

“Não nos interesse muito o volume pelo

volume, possivelmente até poderíamos

vender o dobro do que sucede actualmente.

A nossa preocupação foi sempre o de

proteger a marca e de não dilatar muito os

prazos de pagamento”, refere António

Monteiro.

Sendo os revendedores os principais

|| Os produtos da Einszett já são

conhecidos no mercado português

há vários anos

|| FICHA TÉCNICA

Virtual Limite - Einszett

Sede: Rua 25 de Abril, Vivenda Cravinho

Bairro Além das Vinhas

2775-085 S. Domingos de Rana

Director Comercial:

Antonio Ribeiro Monteiro

Telefone: 916 055 151

Fax: 214 453 336

E-mail: antonio.monteiro@einszett.pt

Internet: http://www.einszett.de

comercias da Einszett em Portugal, compete

a António Monteiro gerir toda a relação

comercial com os clientes, embora a

empresa disponha de mais activos humanos

que se encontram no armazém.

Trabalhando essencialmente com o sector

automóvel, António Monteiro revela que as

vendas também diminuíram, embora de

forma residual, contudo o principal

problema é o aumento das despesas

logísticas. “Os clientes agora compram

menores quantidades de cada vez, mas

compram mais vezes”, revela este

responsável.


DESEJAMOS A TODOS OS CLIENTES

FESTAS FELIZES E BOM ANO 2012

EVAPORADORES

COMPRESSORES

VÁLVULAS

DE CONTROLE

CONDENSADORES

EMBRAIAGENS,

PRATOS E POLYS

VÁLVULAS DE

EXPANSÃO

PEÇAS

PARA COMPRESSORES

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ACESSÓRIOS

DE MONTAGEM

PRESSOSTATO

E RELÉS

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DIVERSO

Rua Fernando Vicente, 15 – Bairro Arenes – 2560-677 – Torres Vedras - Telef.: 261 33 50 50 - Fax: 261 33 50 59

www.nelsontripa.pt - e-mail: geral@nelsontripa.pt


DEZEMBRO 2011

EMPRESA JORNAL DAS OFICINAS

74 PLACAUTO www.jornaldasoficinas.com

PROFISSIONALISMO

NAS MATRÍCULAS

|| A Placauto profissionalizou o negócio das chapas de matrícula em Portugal, tornando-se uma empresa de

referência neste particular sector de actividade que interage bastante com as casas de peças

|| A Placauto é uma empresa

especializada em matrículas para

veículos automóveis, que tem as suas

instalações em Sintra

ascida em 1994 a Placauto é uma

empresa que foi crescendo da

Niniciativa de alguém que nunca tinha

pensado em enveredar pela área

empresarial. Ricardo Meleças, esteve muitos

anos da sua vida ligado ao Laboratório

Nacional de Engenharia Civil (LNEC), sendo

por essa via um dos responsáveis pela

introdução da primeira norma de placas de

matrícula comunitárias em Portugal.

As tais matrículas de fundo branco, que

entraram em vigor ainda em finais de 1991,

passaram a fazer parte dos nossos

automóveis, mas só em 1994 a Placauto

começou a trabalhar nesse sector. Depois

de passar por diversas fases ao longo da

sua vida, só em 1999 Ricardo Meleças se

dedica a tempo inteiro a esta empresa,

numa altura em que o negócio conhecia

um grande crescimento. De tal forma

cresceu a empresa que em 2000 a mesma

muda de instalações, de Lisboa para Sintra,

em 2006 aumenta as instalações e em 2007

inicia um processo de certificação que se

conclui em Março de 2008, ficando a

Placauto certificada pela norma ISO

9001:2000 (actualmente ISO 9001:2008).

“Hoje a Placauto é uma empresa que é a

referência no mercado das chapas de

matrícula em Portugal, somos

referenciados em quatro construtores de

automóveis, Citroen, Renault, Fiat e Grupo

SIVA, três deles em exclusivo, o que nos

tem dado uma enorme expressão e

visibilidade no mercado das viaturas

novas”, começa por referir Ricardo Meleças,

Sócio gerente da empresa.

Esta empresa está também referenciada na

Norauto, sendo o único a fornecer esta

rede de oficinais, possuindo a Placauto

inúmeros clientes na área dos

concessionários de veículos novos bem

como nos stands de veículos usados, bem

como estão em curso novas e importantes

parcerias. “As parcerias como o sector

oficinal são importantes, nomeadamente

os que fazem pré-inspecções, pois trata-se

de um negócio em que basta verificar

visualmente em que estado está a

matrícula de um automóvel”, afirma

Ricardo Meleças.

Outro mercado muito importante para a

Placauto são as casas de peças, onde

possui uma presença significativa,

revelando este responsável que a empresa

não vende ao automobilista, mas

acrescenta que “a Placauto é distinguida

pelo público como uma marca de

qualidade e isso é visível no retorno que

nos chega dos automobilistas”.

Esta situação levou a Placauto a apostar

num novo projecto a implementar até

meados de 2012. Trata-se de um projecto

online, de identificação de todos os

manipuladores do país que trabalham com

a Placauto, que permitirá a qualquer

pessoa saber, consoante a zona do país em

que reside, saber o manipulador mais

próximo.

Em termos de produto a Placauto

comercializa as tradicionais matrículas em

alumínio, que começaram a ser incluídas

nos automóveis em 1991, e as acrílicas que

apareceram em Portugal em 2001. “Nas

matrículas acrílicas temos dois níveis de

produto, com a mesma garantia e a mesma

qualidade, o que diferencia é o filme, um

mais brilhante e outro menos brilhante”,

afirma Ricardo Meleças.

Segundo o mesmo responsável, algum

material (chapas de matrícula) colocado no

mercado é de má qualidade o que leva a

que “no nosso país o produto matrículas

tenha uma elevada rotação. O mercado de

reposição em Portugal é superior ao

mercado de novas matrículas, o que não

acontece nos outros países da Europa.

Obviamente que Isso é bom porque nos

permite gerar negócio”.

Actualmente já se vendem na Placauto

mais matrículas acrílicas do que de

alumínio, mas é uma tendência que se

poderá voltar a inverter no futuro, por

questão ecológicas, devido às dificuldades

e aos custos inerentes à separação e

recuperação dos diversos elementos que

constituem uma matrícula acrílica.

Para além da oferta de produto,

devidamente holomogado, a Placauto

fornece também todos os equipamentos

necessários à produção das matrículas. O

manipulador conta ainda com um serviço

completo de assistência (por exemplo a

aferição dos equipamentos), como de

formação e de apoio que “é fornecido

gratuitamente” assegura Ricardo Meleças,

acrescentando que “no meu ponto de vista

a chapa de matrícula não é um produto é

um serviço. A diferença entre uma boa

matrícula e uma má matrícula, depende 20

a 30% do produto, mas o resto depende de

uma boa assistência, do serviço, da

formação e do manipulador”.

Refira-se que a Placauto tem 450

manipuladores de matrículas acrílicas e 280

de matrículas em alumínio em todo o país

e ilhas, embora alguns destes

manipuladores tenham os dois sistemas.

|| FICHA TÉCNICA

Placauto

Sede: Centro Empresarial Sintra / Estoril V, E6

Estrada de Albarraque

2710-144 Sintra

Sócio Gerente: Ricardo Meleças

Telefone: 219 108 980

Fax: 219 108 989

E-mail: geral@placauto.pt

Internet: www.placauto.pt


JORNAL DAS OFICINAS

www.jornaldasoficinas.com

EMPRESA

JAPOPEÇAS

DEZEMBRO 2011

75

FBK SERÁ

NOVA APOSTA

|| Com a Aisin já fortemente implementada no mercado, a Japopeças vai apostar na FBK, um linha de maxilas e

pastilhas representada em exclusivo

A

Japopeças depois de vários anos

de empenho na consolidação da

marca Aisin, vai agora expandir a

gama FBK.

Trata-se de um dos maiores fabricantes

mundiais de maxilas e pastilhas de travão

para viaturas Japonesas e Coreanas. Com

sede no Japão, fornece os seus produtos

para alguns dos mais conceituados

fabricantes de automóveis Japoneses e

Coreanos, exportando assim para os cinco

continentes.

A FBK tem a certificação ISO-9001 2000, e

os seus produtos passam por rigorosos

testes de qualidade em laboratórios de

ensaio de instituições internacionais de

renome como o Greening Testing

Laboratories E.U.A., TUV Alemanha e no

Japão. Devido ao rigor e qualidade de

produção oferecido pela FBK, necessários

para uma maior eficácia e segurança do

sistema de travagem, a Japopeças

tornou-se importador exclusivo para

Portugal dos produtos originais FBK,

dispondo de uma vasta gama em stock,

com mais de 320 referências de maxilas e

pastilhas de travão.

A informação foi dada ao JORNAL DAS

OFICINAS pelo próprio Luís Costa, gerente

da empresa de S. João da Madeira. “A Aisin

está agora solidamente implementada.

Somos os melhores em Portugal pelo 4º

ano consecutivo em volume de vendas.

Não existe nenhum segredo, mas

reconheço que é difícil trabalhar com

produtos asiáticos”, referiu Luís Costa.

“Temos outras gamas para expandir”, disse

o gerente da Japopeças. “O automóvel é

“FALTA DE STOCK É UM EXAGERO”

Como é que encara a situação actual deste negócio?

Acho que qualquer gestor pensa manter os números. Não se vende

automóveis, repara-se mais: isso é logo o pensamento imediato, mas pode

não ser assim. As marcas asiáticas vivem muito com o comercial. O ligeiro é

sempre uma pequena fatia do consumo. Conheço pequenas empresas que

têm viaturas encostadas porque não têm trabalho. E, como tal, não

precisam de manutenção. Por isso, o facto de os carros não precisarem de

manutenção é uma questão que está em cima da mesa.

Nestes 25 anos, o que é que mudou no relacionamento com os retalhistas?

Há sempre milhões de palavras para dar uma resposta. A única coisa que destaco e

acho que é um pouco negativo é a excessiva falta de stock que o retalhista faz.

Mas isso não será consequência do clima económico actual?

Como para qualquer negócio, temos que ter mercadoria para funcionar. Numa casa

de peças, tenho que ter prateleiras para peças. E peças. Mas o que verifico são casas

que gastam milhares de casquilhos e mandam vir apenas quatro, a 60 cêntimos cada,

para pagar três euros de portes. Acho que se caiu no exagero. Percebo que o dinheiro

esteja caro, mas se queremos começar uma actividade temos que estar preparados

para isso.

|| FICHA TÉCNICA

Japopeças

Sede: Rua António José Pinto de Oliveira

Zona Industrial das Travessas

3700-309 São João da Madeira

Gerente: Luís Costa

Telefone: 256203080

Fax: 256822110

E-mail: geral@japopecas.pt

Internet: www.japopecas.pt

composto desde o parafuso do bloco do

motor até ao material de colisão e sempre

percebemos que para prestar um serviço

de excelência é necessário um stock

abrangente e muito diversificado. Hoje,

isso já é uma realidade, mas é evidente

que temos que apostar cada vez mais nos

produtos de grande rotação”.

A Japopeças não pretende contudo

apostar em mais marcas do que aquelas

que já detêm. No entanto, incluir mais

algumas linhas de produto no seu

portfolio é uma necessidade elementar. “A

|| Luís Costa,

gerente Japopeças

pesquisa de novos produtos é constante”,

diz Luís Costa. “Mas são necessários

muitos anos de experiência e dedicação.

As marcas japonesas alteram as peças

aplicadas em poucos anos. Se o ciclo do

modelo for de seis anos, no mesmo tipo

de motor podem por exemplo aplicar-se

até três bombas de água diferentes”.

O cliente retalhista continuará a dispor da

atitude profissional que a Japopeças tenta

diariamente proporcionar, ao fornecer

com precisão a peça que lhe foi pedida.

“Clientes profissionalmente exigentes

reconhecem o nosso empenho em

garantir que o seu pedido lhes é entregue

na manha do dia seguinte. Mas o que mais

tentamos acautelar é que o cliente receba

sempre a peça pretendida. Investimos

constantemente com o intuito de oferecer

o que o mercado mais procura:

disponibilidade de stock, combinado com

um serviço rápido e eficiente”.


DEZEMBRO 2011

CLUBES AUTOMÓVEL CLÁSSICOS JORNAL DAS OFICINAS

76 AJA - AMIGOS DOS JAPONESES ANTIGOS www.jornaldasoficinas.com

POTENCIAR

OS JAPONESES

|| Os clubes de automóveis clássicos são uma forma de convívio mas também de manter viva a chama de

determinado automóvel. O problema é que por vezes não é fácil arranjar peças para esses carros

O

“AJA - Amigos dos Japoneses

Antigos” é um Clube que já existe

virtualmente num fórum de

discussão na Internet, desde o dia 10 de

Maio de 2003, e que em 2006 foi constituído

“Clube” por escritura.

Tem como objectivo principal e primordial a

divulgação, preservação e originalidade

absoluta de viaturas japonesas, antigas,

sejam pesados, ligeiros de passageiros,

mercadorias ou motociclos, o AJA conta

com membros espalhados por todo o país e

até no estrangeiro.

Apesar da juventude desta comunidade, é já

apreciável a dinâmica e o número de

eventos em que o AJA participou e/ou

organizou. Todos os anos está presente em

cerca de 12 a 15 eventos entre encontros,

passeios e exposições.

De entre as diversas actividades, destacamse

a participação em várias exposições de

clássicos, encontros estáticos e provas de

Regularidade.

|| FICHA TÉCNICA

AJA

Sede: Estação dos Correios Santo Ovídio,

Apartado 1118

4401-801 Vila Nova de Gaia

Presidente: Pedro Santos Silva

Telefone: n.d.

E-mail: ajateam@amigosjaponesesantigos.pt

Internet: www.amigosjaponesesantigos.pt

Tendo como tema principal os veículos

japoneses antigos, o aconselhamento

técnico que é prestado pelo AJA aos

proprietários destes veículos não está

estruturado em nenhum departamento mas

é feito caso a caso pelos associados que tem

informação ou que já passaram por

situações semelhantes. Existem diversos

conhecedores de cada marca e modelo que

estão disponíveis para ajudar sempre que

necessário. Muito vezes o aconselhamento

faz-se por mensagens deixadas no nosso

fórum, por e-mail, por telefone ou mesmo

pessoalmente entre os associados.

Para além dos conhecimentos de cada um e

a entreajuda que existe, o AJA tem

protocolos firmados com uma empresa de

pneus, uma marca de velas de ignição e

uma empresa especializada em ferramentas.

Está em estudo a parceria com uma firma de

rectificação de motores. O clube tem ainda

conhecimento de locais onde podem ser

compradas algumas peças e disponibiliza o

contacto aos seus associados

O clube não tem propriamente canais

privilegiados de acesso a quem vende peças

para clássicos japoneses, pois regra todos

esses operador estão abertos ao público em

geral. No entanto, o AJA já reproduziu

algumas peças descontinuadas que

disponibiliza no seu site. Em termos de

reparação manutenção deste tipo de carros,

não há protocolos do AJA com oficinas, mas

existem três oficinas de associados que

dedicam já uma parte do seu tempo a esta

área dos restauros dos japoneses.

|| Para os veículos clássicos japoneses nem sempre é

fácil arranjar peças, mas os membros do AJA, ajudamse

entre si

PEDRO SANTOS SILVA,

PRESIDENTE DA DIRECÇÃO

DO AJA

Face às peças dos carros actuais as peças para clássicos são mais caras ou

mais baratas?

Esta é uma boa questão e não pode ter uma resposta de sim ou não. No caso

particular dos veículos japoneses, as peças são muito difíceis de encontrar pois as

marcas deixam de as fabricar poucos anos depois da viatura sair de produção (uns

10 a 15 anos depois). Assim, uma maioria esmagadora das peças existentes são

peças usadas. A segunda tranche vem de stocks de monos que vão sendo

encontrados um pouco por todo o país e no estrangeiro. Por último temos as

peças não originais e que ainda vão sendo produzidas, constituindo um nicho de

mercado.

No caso das primeiras, quando a procura é muita e o vendedor é conhecedor, o

preço atinge valores elevados e por vezes até absurdos. Muitas vezes, compensa

comprar um carro e desmantelá-lo para aproveitar as peças. As peças de stocks

antigos são normalmente baratas pois os preços ficaram estagnados. Quando

estas peças são compradas em lote por conhecedores, passam a ter valores bem

mais elevados.

Consegue-se arranjar com facilidade peças para os carros dos associados?

De acordo com a resposta anterior, percebe-se que não. A maior parte das vezes a

solução passa pelo restauro da peça velha. É por isso que consideramos os

restauros dos veículos japoneses como sendo os “verdadeiros restauros” pois não

se trata de simples substituição de peças velhas por novas.

O clube disponibiliza seguros específicos para os automóveis dos seus

associados?

Sim. Para sócios com mais de 6 meses e que tenham as quotas em dia, é possível

fazer seguros mais baratos para viaturas com mais de 20 anos que

comprovadamente não sejam viaturas de dia-a-dia. A direção do AJA comprova

caso a caso esta situação.

O seguro é de grupo, em nome do AJA.


JORNAL DAS OFICINAS

www.jornaldasoficinas.com

PESADOS

MÓDULOS OFICINAIS SCANIA

DEZEMBRO 2011

77

OFICINAS

AMOVÍVEIS

|| Indo ao encontro das exigências de alguns clientes, a Scania começou a comercializar módulos oficinais

pré-fabricados e contentores oficina, montados nos locais onde os transportadores operam

A

s novas oficinas amovíveis da Scania,

permitem que as empresas

obtenham ganhos de tempos de

produção e, consequentemente, de

rentabilidade.

Actualmente, a procura encontra-se

sobretudo focalizada no sector da

construção, exploração mineira e florestal.

Os camiões afectos a este tipo de

actividades são sujeitos a um enorme

esforço operacional, sendo muito

proveitoso para as empresas terem os seus

módulos oficina montados, por exemplo,

no próprio estaleiro onde desenvolvem a

sua actividade, onde poderão efectuar

serviços rápidos, lubrificação das viaturas,

abastecimento de combustíveis e AdBlue,

pequenas ou até mesmo grandes

reparações, consoante as necessidades

específicas de cada empresa.

A Scania garante que as principais

empresas internacionais de exploração

mineira e construção pretendem que todos

os serviços e apoios lhes sejam prestados

no local, à medida que se movimentam nos

novos estaleiros ainda inexplorados.

Para apoiar os seus clientes da melhor

forma possível, a Scania utiliza os seus

|| As oficinas

de campo

podem ser

montadas nos

locais onde os

transportadores

operam

diversos conceitos de serviço, a fim de

complementar os muitos milhões de

possibilidades que fazem parte do sistema

modular de produção do construtor sueco,

disponibilizando um elevado número de

soluções à medida das necessidades de

cada operador.

As oficinas adaptadas podem ser

construídas no terreno e estar a funcionar

em locais remotos num prazo de três

meses, sempre à medida das necessidades

do local, incluindo no que se refere ao

pessoal. A electricidade pode ser fornecida

por grupos geradores da Scania, e podem

ser disponibilizados autocarros para o

transporte de pessoal.

A Scania pode assumir a responsabilidade

pela manutenção e as reparações de todo

o veículo, incluindo carroçaria,

equipamento, reboques e pneus. Os

serviços de manutenção dos motores

Scania utilizados no equipamento de

construção também podem ser incluídos

no contrato.

O fornecimento de peças pode ser

organizado através da rede de serviços

normais da Scania.

Sempre que a Scania entra num novo

mercado, ou num novo segmento de

mercado, assegura-se de que tem acesso às

peças e à assistência de que os seus

clientes necessitam. A rede opera segundo

normas comuns no que se refere às

capacidades dos técnicos, às condições de

trabalho, ao respeito pelo ambiente e à

disponibilidade de peças e ferramentas.

VISITÁMOS UMA OFICINA AMOVÍVEL

O JORNAL DAS OFICINAS visitou uma destas oficinas adaptadas amovíveis de campo, no Centro de Formação de Can Padró, nas

imediações de Barcelona, no decurso dos ensaios de imprensa com a nova gama de veículos de construção da Scania.

Construída especialmente para esta ocasião, a oficina implantada no terreno destinava-se também a dar apoio a uma frota de 20

camiões off-road Scania das Séries G e P, que irão estar em testes durante todo o mês de Novembro.

A oficina construída no terreno, integrava um módulo coberto desmontável sob o qual se encontravam um contentor oficina com

divisória separada para os grupos geradores, um contentor afecto aos serviços de lubrificação e outro ao armazenamento de peças, e

ainda contentor dormitório com WC e roupeiros, e contentor escritório com um compartimento cozinha, congregando assim num só

local tudo aquilo que uma equipa de assistência pode necessitar para poder operar num local isolado.

Um responsável da Scania disse ao JORNAL DAS OFICINAS que as oficinas de campo estão a ser muito requisitadas por parte de clientes

de construção indianos, mas também em outras partes do globo, incluindo nas fronteiras da Rússia com a UE, onde a burocracia faz

com que os camiões permaneçam ali durante muitas horas para poderem entrar naquele território, tempo esse que pode ser

aproveitado se efectuarem intervenções de manutenção nos camiões.


DEZEMBRO 2011

CONHECER JORNAL DAS OFICINAS

78 LUBRIFICANTES www.jornaldasoficinas.com

FACTOS

SOBRE LUBRIFICANTES

|| Trouxemos de uma visita à fábrica de lubrificantes da Liqui Moly onze factos sobre os lubrificantes que

desmentem algumas ideias preconcebidas sobre o assunto

JORNAL DAS OFICINAS foi a

Saarlouis, no Norte da Alemanha,

O visitar a fábrica de lubrificantes da

Liqui Moly e chega com a sensação de que

são mais os mitos que as verdades sobre

este assunto. Veja então os onze factos

acerca de lubrificantes e óleos, tal como

foram transmitidos por Olivier Khun, o

responsável de produção da fábrica.

1 O óleo

Não é possível lubrificar um carro só com

óleo. Há uma diferença muito grande

entre este material e um lubrificante. O

óleo é a base de um lubrificante que,

entre outros componentes, tem aditivos e

outros tipos de ingredientes especiais

para melhorar a viscosidade.

2 O “açúcar”

Nem todos os ingredientes necessários

para fazer um óleo são líquidos. Há

aditivos que chegam em estado sólido e

que, por isso mesmo, são chamados de

açúcar na gíria da fábrica. São os

anti-oxidantes, que posteriormente são

aquecidos e passam a líquidos aos 60ºC

para nunca mais voltarem a sólidos.

Outros componentes sólidos são os

corantes.

3 Aditivos funcionam

Os aditivos para motores, baseados em

partículas de cerâmica, e desde que

cumpram rigorosos processos de

produção, funcionam. Olivier Khun diz

que alguns dos componentes desses

compostos são os mesmos que se utilizam

em lubrificantes de alta tecnologia.

4 As mudanças de lubrificante

Se o carro faz menos de quatro ou cinco

quilómetros por dia deve mudar-se o óleo

uma ou duas vezes por ano. O motivo tem

a ver com a evaporação do combustível

no motor, que não é conseguida com a

temperatura mais baixas, que são as que

ficam nas viagens mais pequenas. Em

contrapartida, se o carro fizer 1.000

quilómetros seguidos numa viagem anual

não é preciso fazer estas mudanças de

óleo.

5 Misturas de lubrificantes

Lubrificantes de diferentes marcas podem

ser misturados. O que é preciso tomar em

consideração são as especificações do

óleo (não apenas a viscosidade – ver

ponto 6). As especificações dos óleos são

dadas pelas marcas de automóveis e

obedecem a controlos de qualidade

rigorosos.

6 Viscosidade

Um 5W30 pode não ter a mesma

viscosidade que outro 5W30, é preciso

olhar para a HTHS. Este é o acrónimo para

High Temperature – High Shear, que em

português significa Alta Temperatura –

Alto Cisalhamento. Assim, um óleo de

baixa HTHS tem uma viscosidade inferior a

altas temperaturas em comparação com

um óleo de alta HTHS.

7 20W50: o melhor

Se tem dúvidas e quer apenas um óleo

para o seu carro, o 20W50 é o melhor,

garante Olivier Khun. Motores que

perderam as suas características iniciais

devido ao envelhecimento, que foram

sujeitos a substituição de grupos de

componentes ou que, por qualquer

motivo, se queira mudar a tipologia do

óleo utilizado arriscam menos em utilizar

esta graduação. Mas o melhor é sempre

seguir as recomendações do fabricante do

carro.

8 Crude não faz lubrificantes

O crude não é utilizado para fazer

lubrificantes sintéticos. O petróleo em

estado bruto é utilizado apenas para fazer

combustíveis. Os óleos-base para os

lubrificantes são produzidos

sinteticamente a partir da alteração de

componentes existentes no petróleo.

Estas bases são mais resistentes às

temperaturas mais elevadas.

9 Cozinhar um lubrificante

O processo de produção de um óleo

começa por se enviar uma amostra para as

marcas, que normalmente é de 100 ml,

mas pode ser de um litro, como no caso

da BMW, ou cinco como pede a Renault.

Este óleo é depois analisado e comparado

com o óleo da marca. É nesta altura, que

se começa por preencher um formulário

que é pago (Khun tinha recebido um

email no qual a Renault subia o preço de

zero para cinco mil euros) e depois

envia-se a amostra. A marca diz

posteriormente que está tudo bem e que

se tem que pagar outra vez, de forma a

conseguir o selo de aprovação, sem o qual

não é possível produzir o óleo.

10 60 mil euros em burocracia

A Liqui Moly consegue cerca de 20 a 30

aprovações oficiais por ano para fabricar

lubrificantes, mas estas têm que ser

renovadas ao fim de cada 12 meses.

Nestes processos burocráticos, a Liqui

Moly gasta cerca de 60 mil euros por ano.

Estes impressos aparentemente parecem

pouco, mas são apenas a ponta do iceberg

que é a investigação e desenvolvimento

para fazer um lubrificante: 80 milhões de

euros para cada um.

11 Dois dias para as massas

Se um lubrificante demora apenas um par

de horas a ser fabricado, já as massas

lubrificantes demoram dois dias. Nos

primeiros, trata-se apenas de misturar os

componentes e garantir que essa mistura

é feita segundo os procedimentos

requeridos.

Já nas massas lubrificantes, com 20

ingredientes diferentes, começa-se com

um óleo a que se acrescenta

2-hidroxiestereato de lítio para gelificar e

adquirir a consistência pela qual as

conhecemos. É depois disto que são

adicionados os outros componentes.


©2009 Tenneco

agora

Disponivel na europa

Viatura equipada com Rancho ®

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DEZEMBRO 2011

DOSSIER JORNAL DAS OFICINAS

80 AMORTECEDORES www.jornaldasoficinas.com

dossier

de mercado

E

m Portugal a oferta que existe ao nível

dos amortecedores é muito vasta.

Também neste mercado a

diferenciação faz-se pela tecnologia dos

produtos, mas existe também o factor preço

a não descurar. O JORNAL DAS OFICINAS

exibe neste trabalho grande parte da oferta

que existe em Portugal ao nível dos

amortecedores.

MERCADO

AMORTECIDO

|| Do correcto funcionamento dos amortecedores depende, em muito, o comportamento dinâmico de um

automóvel. Por isso um amortecedor não é de todo um componente menor num automóvel

EMPRESA

A.NASCIMENTO

AL-KO

TELEFONE: 214 689 174

A AL-KO Record, empresa pioneira na

Espanha no fabrico de amortecedores,

oferece uma vasta gama de amortecedores

e elementos de suspensão, avalizada pela

versatilidade da sua engenharia que

proporciona soluções técnicas inovadoras

para satisfazer as necessidades dos seus

clientes. Este facto fez com que a AL-KO

efectuasse - em todas as suas fábricas

- investimentos significativos em

instalações de investigação e ensaio, assim

como ampliações e remodelações, tendo

por objectivo efectuar uma produção

flexível, eficiente e rentável, também em

séries curtas. Tudo isto faz da AL-KO um

interlocutor competente quando se trata

de desenvolver soluções eficazes na área

da suspensão.

A AL-KO está homologada pelos principais

fabricantes de suspensões pneumáticas,

autocarros e camiões. Desde o ano de 1996

aplica um sistema de qualidade certificado

em conformidade com a norma ISO 9000.

A aplicação à engenharia de produtos dos

resultados obtidos nos ensaios de vida em

laboratório e nos testes em pista reflectemse

no melhoramento contínuo do produto.

Com fábricas em Espanha, China e

Alemanha a AL-KO Record possui um

moderno centro de I&D para as três

fábricas do grupo, contando com

instalações de última geração para o

desenvolvimento de novas soluções de

suspensão.

Com uma ampla gama de amortecedores

(ligeiros e pesados), a AL-KO disponibiliza

todos os acessórios como esferas, batentes

e rolamentos de suspensão.

EMPRESA

ATLANTIC PARTS

DAMPO

TELEFONE: 219 106 981

A Atlantic Parts

disponibiliza os

amortecedores

Dampo em

exclusivo. Os amortecedores Dampo, são

posicionados como um produto que

oferece a máxima segurança e conforto ao

melhor preço.

Para além da garantia de qualidade e do

preço competitivo, a Atlantic Parts

disponibiliza um catálogo com mais de

2.000 referências de amortecedores

Dampo, apresentando uma gama completa

com versões a óleo e versões óleo/gás.

Nestas versões óleo/gás, ao amortecedor

hidráulico é feita a adição de gás (3 bar) ao

óleo interno.

A principal vantagem é o facto de

funcionar como um hidráulico comum

quando perde o gás que contém.

Também estão disponíveis os Kits de

Protecção Dampo.

O Kit de Protecção tem por objectivo

proteger o veio e o retentor do

amortecedor contra todos os elementos

ambientais que durante a sua vida útil os

possam danificar.

Ao instalar um amortecedor também

deverá substituir o kit de protecção, pois

estes deterioram-se com o tempo e

utilização, deixando de cumprir com o

papel para o qual foram aplicados

originalmente.

A Dampo disponibiliza uma completa linha

de kits de protecção, muito fáceis de

instalar, que aumentam a longevidade do

amortecedor, protegendo o v eio da

corrosão.

EMPRESA

AUTO DELTA

MEYLE

TELEFONE: 244 830 070

Uma das principais linhas de produtos da

MEYLE, com mais de 400 aplicações

diferentes, é a gama de amortecedores de

alta qualidade, desenvolvida para uma

ampla gama de veículos incluindo Audi,

BMW, Fiat, Ford, Mercedes-Benz, Opel,

Peugeot, Renault, Saab, Seat, Volvo e VW.

Para garantir que os amortecedores MEYLE

funcionem de forma segura, apesar de

contaminação, corrosão e de estradas em

mau estado, a Wulf Gaertner Autoparts AG

aplica as mais rigorosas normas de fabrico,

garantindo assim uma excelente

durabilidade. Como exemplo, os veios

longitudinais ajudam a reduzir o desgaste

da manga e do vedante de forma

significativa. A superfície da haste cromada

e a sua vedação cumprem com os mais


JORNAL DAS OFICINAS

www.jornaldasoficinas.com

DOSSIER

AMORTECEDORES

DEZEMBRO 2011

81

altos requisitos de qualidade. Todos os

componentes são fabricados com a mais

alta precisão, para garantir uma montagem

simples e fácil. Para além dos

amortecedores MEYLE, a AUTO DELTA

dispõe também de linhas completas das

marcas BOGE, QUINTON HAZELL e

NIPPARTS (para veículos asiáticos).

EMPRESA

ECV

KONI

TELEFONE: 223 393 890

A ECV é

importadora e

distribuidora

exclusiva para Portugal Continental,

Madeira, Açores, Angola e Moçambique,

para os automóveis ligeiros de passageiros,

comerciais ligeiros e 4x4 da marca Koni.

Desde Março de 2010 a Koni passou a

oferecer a versão STR.T, amortecedores sem

reparação e sem afinação,

comparativamente às versões SPECIAL e

SPORT, estas com as duas características

anteriormente mencionadas, mais barata

em média 35% do que a versão SPECIAL e

cerca de 45% do que a versão SPORT.

Para além destras três versões a KONI

oferece ainda as versões FSD, CLASSIC, RAID,

HEAVY-TRACK, bem como os KITS KONI e os

COIL-OVER’s KONI.

Os KITS KONI são montagens completas de

amortecedores SPORT e molas de

rebaixamento que proporcionam à viatura

um aspecto desportivo e refinado.

Os COIL-OVER KONI é uma gama única que

combina, nalguns casos, amortecedores

com regulação em dureza pelo exterior e

molas especiais com altura ajustável até

65mm. Para conseguir o máximo

desempenho e o “look” desejado, os kits de

suspensão são reguláveis em altura

mediante uma rosca que permite variar a

altura da viatura ao solo.

Refira-se que os amortecedores Koni

cobrem a quase totalidade do parque

automóvel circulante.

EMPRESA

HELMUT WITTENBURG

BILSTEIN

TELEFONE: 214 824 010

Os fabricantes mais

prestigiados do mundo

confiam nos amortecedores

Bilstein. Para além de

amortecedores a Bilstein

também fornece molas e

estabilizadores, tendo a

competição como uma das

formas de testar e comprovar a

qualidade dos seus produtos.

Para além de fornecer o

primeiro equipamento, a

Bilstein está também

fortemente representada no

aftermarket dispondo de uma

gama completa para quase

todos os modelos de

automóveis existentes no

mercado.

Uma das características da Bilstein é terum

solução para cada caso. Seja um veículo

personalizado, um carro da última geração,

um desportivo, ou carro de corridas ou

mesmo um clássico, a Bilstein tem sempre

um amortecedor para cada necessidade.

A Bilstein disponibiliza a gama B1 e B3, de

peças sobressalentes, bem como a gama

standard B2 (amortecedor base) e B4

(amortecedor a Gas). O catálogo da marca

oferece também os amortecedores B6 e B8

de alta performance, bem como o B10 a

B16 para veículos desportivos e sistemas de

suspensão de rosca. Todos os componentes

de suspensão necessários para desportos

motorizados estão incluídos também.

O catálogo principal é publicado em

diversos idiomas (incluindo o português,

existindo a variante em CD. Todas as

informações estão também no catálogo

on-line, uma útil ferramenta para fazer

encomendas através do www.bilstein.com.

EMPRESA

JOCHEN STAEDTLER

FEBI

TELEFONE: 214 868 498

A Febi disponibiliza uma

linha de amortecedores

para veículos comerciais

pesados. Estes

amortecedores estão

disponíveis não só para

camiões, como para

autocarros e outros

veículos pesados, numa

gama com mais de 170

referências.

Com aprovação TUV e

certificados pela

ISO9001:2000, a Febi testa

todos os amortecedores

ao detalhe para comprovar

a qualidade dos mesmos,

garantindo que os

mesmos melhoram a

estabilidade do veículos

em que são montados.

EMPRESA

KYB IBERIA

KYB

TELEFONE: +34 918 774 359

A KYB é o maior fornecedor mundial de

amortecedores para fabricantes de

veículos, com 1 em cada 4 veículos que

deixam as linhas de produção em todo o

mundo equipam KYB. A KYB é também o

maior fornecedor de equipamento original

(OE) na Europa.

Os amortecedores da KYB para o mercado

de reposição são fabricados utilizando as

mesmas fábricas e tecnologia do

equipamento original (OE). As válvulas são

melhoradas para permitir que os

amortecedores sejam adaptados a um

veículo com outros componentes de

suspensão gastos, de modo a restaurar a

condução tão próxima quanto possível de

quando o veículo era novo. Isto significa

que os produtos da KYB para o mercado de

reposição são idênticos – e, em muitos

casos, melhores que os fornecidos para

equipamento original (OE).

Com uma cobertura superior a 96% do

parque actual na Europa, a KYB destaca-se

por ser uma marca global que oferece

solução para todos os fabricantes de

veículos, sejam europeus, americanos ou

asiáticos.

Para além da oferta dos habituais

amortecedores a óleo, gás e gás

pressurizado monotubo, tem também na

sua gama, uma linha de amortecedores

reguláveis (AGX) e outra de elevada

performance (Ultra-SR).

Complementarmente, a KYB disponibiliza

para o aftermarket, as mais completas

linhas de molas de suspensão standard,

rolamentos de suspensão (SMKs), foles e

batentes (PKs).

EMPRESA

MAREIN

FLENNOR

TELEFONE: 217 162 783

A Marein disponibiliza os novos

amortecedores da Flennor. A Flennor

fornece aos seus clientes amortecedores

com um elevado nível se segurança e

aderência à estrada, a par de uma elevada

dinâmica.

O amortecedor é – juntamente com os

travões, pneus e direcção – um dos

componentes mais importantes da viatura.

A ele se deve que a viatura se mantém

seguramente na via mesmo em percursos

de muitas curvas e no caso de uma

travagem repentina. Daí a importância de

procurar no amortecedor elevada

qualidade OE e tecnologicamente

desenvolvido.

Os amortecedores da Flennor garantem

segurança e conforto em todas as

situações. Graças à utilização de materiais

de qualidade elevada e processos de

fabrico modernos, os amortecedores

garantem segurança, fiabilidade, aderência

precisa ao solo e desgaste mínimo.

A Flennor Automotive fornece aos seus

clientes desde há muitos anos peças de

automóvel fiáveis, como kits de correias,

material de suspensão e direcção,

rolamentos, kits de rolamentos e escovas

limpa-vidros, e está a alargar

constantemente a sua oferta de produtos.

Por isso também a gama de amortecedores

é constantemente alargada.

A Flennor tem um serviço de entrega

também para os amortecedores muito

rápido e uma gama bastante completa,

também para viaturas asiáticas.

EMPRESA

MENAPEÇAS

LIP E TOKICO

TELEFONE: 263 856 770

A Menapeças como

distribuidor da

marca LIP,

disponibiliza para

todo o mercado Nacional um produto de

performance elevada, especializado, com

uma oferta extensiva e completa de gama,

garantindo stock permanente, com vista a

responder a todas as exigências dos seus

clientes.

A Menapeças assume que o amortecedor

é um dos componentes mecânicos do

automóvel de maior importância em

termos de segurança activa.

A sua qualidade afecta directamente o

comportamento do automóvel

A gama Lip, inclui amortecedores do tipo

monotubo, bitubo, MacPherson,

monotubo a gás, bitubo a gás,

McPhersosn a gás e uma gama específica

para veículos 4X4, com referências para a

quase totalidade das viaturas a circular na

Europa (modelos Lip Hydra Max, Lip Gas

Tec e Lip 4x4). Possuem um controlo

absoluto tanto em compressão como em

distensão (Tecnologia MEP - Multi-Effect-

Piston). Além dos amortecedores de

suspensão, a Lip também possui uma

gama extremamente completa de

amortecedores de mala, com referências

para praticamente todos os veículos em

circulação.

Um dos princípios em que a LIP aposta é

em ser uma das primeiras marcas no

mercado independente a fornecer

referências de amortecedores para as

aplicações de veículos mais recentes.

Usando técnicas de fabrico do mais

avançado tecnologicamente e baseadas

na qualidade de primeiro equipamento, a

LIP incorpora todo um conjunto de

conhecimentos acumulados há mais de

seis décadas, o marketing e informação

exacta de catálogo, ao que se junta um

preço bastante competitivo, de forma a

permitir aos seus clientes um maior

avanço sobre os demais concorrentes.

A Menapeças importa e distribui todas as

principais aplicações do parque

automóvel Japonês, com um stock

permanente, e uma oferta global a um

preço sempre competitivo no mercado

independente de peças em Portugal com

a marca Tokico.

A marca Tokico, disponibiliza para o

aftermarket, uma gama completa de

sistemas de amortecimento para veículos,

onde estão incluídos amortecedores


DEZEMBRO 2011

DOSSIER JORNAL DAS OFICINAS

82 AMORTECEDORES www.jornaldasoficinas.com

hidráulicos (Séries 1000-6000 e Q) e a gás,

nas versões mono-tubo (Séries G e X) e

duplo-tubo (Séries E e U). Amortecedores

ajustáveis e amortecedores para porta

bagagens, são outras soluções que a

Tokico disponibiliza para o mercado

automóvel. Esta marca fabrica ainda várias

referências de amortecedores de direcção

aplicadas em viaturas todo-o-terreno

antigas, de origem asiática que ainda se

socorrem desta solução e que ainda

existem em grande número, no nosso

país.

EMPRESA

NPS PORTUGAL

TOKICO E KYB

TELEFONE: 218 650 124

A pensar na segurança de viaturas e

utilizadores a NPS Portugal disponibiliza

para os seus clientes, amortecedores de

duas das mais conceituadas marcas de

amortecedores, Tokico e KYB, da qual fazem

parte uma gama completa de sistemas de

amortecimento para veículos Japoneses e

Coreanos, onde se incluem os

amortecedores hidráulicos e a gás.

A Tokico é uma marca japonesa

propriedade da companhia Tokico Ltd., que

se dedica ao fabrico de amortecedores e

hidráulica de travagem há mais de 50 anos.

Fabrica amortecedores hidráulicos standard,

assim como amortecedores mono-tubo e

de duplo-tubo com gás a baixa pressão,

sendo que foi pioneira no desenvolvimento

da tecnologia de amortecedores de

duplo-tubo com gás a baixa pressão. Os

produtos Tokico são comercializados em

todo o mundo para o aftermarket e para

primeiro equipamento.

A KYB é uma marca nipónica propriedade

da KYB Corporation, uma companhia global

sedeada em Tokyo, Japão. Há quase um

século que se especializou em hidráulica,

sendo a sua tecnologia muito usada na

aeronáutica, comboios e indústrias

marítimas. É a companhia líder em

hidráulica no Japão.

EMPRESA

SONICEL

OPTIMAL E MONROE

TELEFONE: 214 245 300

A Sonicel comercializa os

conhecidos amortecedores

da marca Monroe, como os

amortecedores Optimal para

veículos de marca Smart. A

marca alemã Optimal é líder

em qualidade em todos os

produtos fabricados com

preços muito competitivos. A

Optimal, fundada em 1992 tem como

máxima a cooperação directa com os seus

clientes e o grande objectivo de negócio é a

qualidade. Graças aos sofisticados processos

de trabalho e de fabrico e materiais de alta

qualidade, os amortecedores Optimal

garantem segurança, confiança e desgaste

mínimo. Os amortecedores Optimal são

fabricados com a qualidade de

equipamento original. Todos os produtos

estão em conformidade com normas

europeias e internacionais para o

Aftermarket, como por exemplo, normas de

fabricante TS 16949, QS 9000, VDA 6.1, ISO

9001:2000 e, nomeadamente, o

Regulamento de isenção n. º 1400/2002. A

Sonicel dispõe ainda de uma vasta gama de

amortecedores Monroe. Todos os Produtos

encontram-se disponíveis para consulta no

TecDoc.

EMPRESA

TENNECO

AUTOMOTIVE

MONROE E RANCHO

TELEFONE: 234 543 403

Todas as peças de suspensão Monroe

destinadas ao mercado de pós-venda ou

são ‘Peças de Substituição Originais’ (OSP)

ou são ‘Peças de substituição de qualidade

semelhante’ (SPMQ). Isto significa que

todas as peças de substituição Monroe

para os sistemas de suspensão são peças

de pós-venda certificadas e cobertas pelas

garantias dos fabricantes de veículos

A gama Monroe é muita vasta, existindo

oferta para quase todas as aplicações.

Quick Strut - Monroe Quick-Strut é a

primeira coluna de suspensão completa de

substituição que vem pronta a instalar no

veículo.

Quick-Strut torna a substituição dos

amortecedores mais simples, mais segura e

mais fácil, para uma maior satisfação do

condutor e da oficina.

Reflex - A tecnologia de disco duplo (Twin

Disc) estabiliza o carro mais rápido uma vez

que responde instantaneamente a

qualquer movimento, mesmo os

movimentos mais pequenos. Maximiza a

segurança através de uma maior

estabilidade & controlo, sem sacrificar o

conforto. Maximiza o contacto rodaestrada

em qualquer situação de condução,

mesmo as mais difíceis.

Original - A mesma tecnologia que é usada

pelos fabricante de Equipamento Original.

Melhora as especificações de

amortecimento de origem. Especialmente

construído para compensar o desgaste

natural das outras peças do sistema de

suspensão.

Adventure - Alto desempenho em estrada

e fora de estrada (todo-o-terreno).

Adaptado para condições extremas.

CCES – Continuously Controlled Electronic

Suspension - O sistema de Suspensão

Electrónica Continuamente Controlada

(CCES) Elmina a necessidade de

compromissos entre altos níveis de

conforto e altos níveis de segurança,

proporcionando a máxima aderência à

estrada em qualquer situação de condução.

Level Light & Ride Leveller - Equipado com

uma mola auxiliar pneumática/poliuretano

para assegurar uma melhor condução,

estabilidade e controlo do veículo

carregado.

Magnum - Desenho especial

sobredimensionado para melhorar a

performance da suspensão de furgões,

veículos comerciais ligeiros, reboques e

camiões.

A Tenneco disponibiliza ainda os

amortecedores Rancho, marca especialista

em amortecimento para veículos 4x4. A

gama é constituída pelo Rancho RS9000XL,

um amortecedor que oferece o

desempenho de nove amortecedores num

pacote muito flexível. O RS7000MT

(proporciona uma melhor condução,

controlo e desempenho para veículos com

alto centro de gravidade, como as Pick Up e

SUV), o RS5000 (disponível para variadas

aplicações, é ideal para uso em estrada ou

fora da estrada, a um preço acessível) e o

MYRIDE (o Rancho sem fio! Com Wireless

Controller que fornece ajuste remoto para

o amortecedor RS9000XL e Quicklift)

fazem parte da gama Rancho.

EMPRESA

TRW AUTOMOTIVE

PORTUGAL

TRW

TELEFONE: 214 228 344

A TRW Automotive Portugal oferece uma

gama completa de amortecedores com

tecnologia bi-tubo, com a marca TRW, que

adere às especificações de montagem do

Equipamento Original. Este programa da

TRW é composto por amortecedores para

veículos ligeiros de passageiros, veículos

comerciais e veículos pesados. Como

complemento ao programa de

amortecedores, a TRW disponibiliza

também molas helicoidais, kits de

montagem e kits de protecção. Todos os

amortecedores TRW e gamas

complementares são produzidos de acordo

com os padrões de qualidade do

Equipamento Original, proporcionando um

desempenho, condução, conforto e

segurança superiores.

Por razões de segurança, os amortecedores

devem ser sempre substituídos aos pares,

por eixo. Os amortecedores TRW, para

veículos ligeiros e comerciais ligeiros, são

fornecidos aos pares (TWIN), numa única

caixa, o que permite poupança de espaço

no armazenamento, facilita a gestão das

reparações ao reduzir o tempo de espera e

aumenta a segurança, pois diminui o risco

de misturar tipos diferentes de

amortecedores num veículo. A TRW lançou

recentemente um novo catálogo de

amortecedores, para veículos ligeiros e

comerciais ligeiros, que inclui também os

kits de protecção e montagem e as molas

helicoidais. O catálogo apresenta cerca de

2.400 referências que cobrem 13.400

aplicações.

Os amortecedores para veículos pesados,

com a marca TRW Proequip, foram

lançados em meados de 2009. A oferta de

amortecedores TRW para veículos pesados,

que cobre mais de 95% do parque

europeu, é composta por amortecedores

de cabine, autocarros e atrelados.

EMPRESA

ZF PORTUGAL

SACHS / BOGE

TELEFONE: +34 914 852 713

A ZF Services España, S.A.U. disponibiliza

no mercado português as conceituadas

marcas Sachs e Boge.

Na marca Sachs o catálogo turismo de

produtos incorpora mais de 3.200

referências, com aplicações em ligeiros,

monovolumes, 4x4 e derivados de turismo.

No catálogo industrial são mais de 1.000

referências para comerciais ligeiros,

camiões, autocarros, cabinas, eixos e

plataformas.

A cobertura do parque circulante é

superior a 98%.

O produto de destaque é o Sachs

Advantage, uma gama de amortecedores

de altas prestações com uma qualidade

superior, composta por amortecedores de

gás (monotubo ou bitubo), que

proporcionam um amortecimento superior

em 25% face aos amortecedores originais

do veículo.

Na marca Boge estão disponíveis

amortecedores para veículos ligeiros, com

um catálogo de mais de 3.000 referências,

com aplicação em veículos ligeiros,

monovolumes, 4x4 e derivados de turismo.

A cobertura do parque circulante é

superior a 98%.

Destaque para o Boge Turbo, que é uma

gama de altas prestações composta por

amortecedores de gás (monotubo ou

bitubo), que proporcionam também um

amortecimento superior em 25% face aos

amortecedores originais do veículo. A mais

recente novidade da gama Boge foi o

lançamento de novas referências para

veículos da última geração como o Audi

Q5, Q7, TT (2007), Ford Mondeo IV (2007),

S-Max (2006), Hyundai i30 (2007), Mini

Couper (2006), Opel Agila e Corsa D (2007),

Suzuki Swift III (2007), Toyota Rav 4 III

(2006), VW Touareg (2002), entre outros.


DEZEMBRO 2011

SERVIÇO JORNAL DAS OFICINAS

84 MONTAGEM DE AMORTECEDORES www.jornaldasoficinas.com

AMORTECEDORES

SÃO SERVIÇO RÁPIDO

|| Em muitas oficinas ainda se pensa que o serviço de amortecedores e molas de suspensão é um trabalho

demorado. A estratégia correcta para este produto é o serviço rápido, sem perdas de tempo para o cliente e

com rentabilidade para a oficina

M

uitas oficinas não têm dificuldade

em arranjar serviços de pneus,

travões e direcções, componentes

já reconhecidos pelo mercado como

factores de segurança de primeiro plano,

mas é frequente terem mais dificuldade

em aumentar de forma clara o serviço de

amortecedores e suspensão, embora esta

também seja sem sombra de dúvida um

dos principais sistemas de segurança

activa do automóvel. Não há que cismar

muito sobre o assunto, porque a situação

pode inverter-se mais facilmente do que

se pode imaginar.

Convém é ter a noção clara de que a mera

verificação visual dos amortecedores não

é capaz de dizer se eles têm que ser

substituídos ou não. Também não adianta

falar com os clientes sobre as

características “fantásticas” de

determinados amortecedores, se eles não

conseguem perceber qualquer vantagem

imediata disso, para o seu quotidiano.

Pelo contrário, sentem mais facilmente a

possibilidade do seu dinheiro poder sair

do bolso sem uma razão verdadeiramente

forte. O que ninguém poderá negar são as

duas funções básicas de qualquer

amortecedor, ou seja:

- Manter o pneu em contacto com a

estrada e

- Estabilizar os movimentos da carroçaria.

Estes são já dois argumentos de peso para

a segurança e para o conforto de

condução de qualquer veículo. Qualquer

condutor sente isso facilmente quando

conduz um carro novo, ou quando tem

que se debater com um carro bastante

usado e cheio de folgas na suspensão e na

direcção, para além dos amortecedores

gastos.

Para perceber a diferença, temos que

saber que o amortecedor consegue o seu

excelente desempenho, graças ao fluxo

controlado do fluido que está no seu

interior e é processado através de diversas

válvulas. Esse fluxo acontece quando o

amortecedor é comprimido ou distendido,

o que pode acontecer até cerca de 1.000

vezes por km. Isto explica porque é que o

amortecedor perde gradualmente a sua

eficácia e se torna um consumível

automóvel como tantos outros. À medida

que as válvulas perdem a sua capacidade

de resposta, o fluido se torna menos

viscoso e o vedante do êmbolo deixa

escapar fugas de fluido, o carro começa a

perder estabilidade e aderência reduz-se,

devido ao movimento pendular dos

pneus. Em situações normais de condução

a baixa velocidade isso torna-se apenas

perceptível, mas o mesmo não se passa a

velocidades superiores e em situações

críticas, tornando o controlo do veículo

uma verdadeira lotaria… sem prémios!

Como testar os amortecedores

Para demonstrar correctamente a um

cliente o estado real dos seus

amortecedores, não há nada melhor do

que um teste de condução.

À medida que o teste se desenrola, basta

ir chamando a atenção do cliente para

coisas tão simples como o “afocinhar” da

carroçaria ao travar (rodas de trás quase

no ar…), como o “entornar” da carroçaria

nas curvas (rodas interiores com aderência

mínima…) e o bambolear constante do

carro. Será que os pneus chiam ao

arrancar? E se estivesse o chão molhado?

Já na oficina, no final do teste, durante o

qual não é de bom tom pregar sustos ao

cliente, uma verificação visual pode-se

facilmente demonstrar que os pneus

estão com “manchas” provocadas pelo

desgaste desigual, que existe óleo na

haste dos amortecedores e que os apoios

destes estão inevitavelmente danificados.

Com um bloco de notas na mão, o

reparador poderá facilmente calcular e

mostrar ao cliente a “despesa” que os

amortecedores degradados provocaram

no seu carro.

Após demonstrar sensatamente ao cliente

os riscos e a falta de conforto que tem

sofrido desnecessariamente, bem como as

despesas evitáveis que teria poupado com

uma manutenção preventiva prudente e

inteligente, o condutor terá a sua

convicção de “ainda aguentam”

fortemente abalada e está mais disponível

para analisar um orçamento de reparação.

Outro “golpe” rude é confrontar o cliente


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SERVIÇO

MONTAGEM DE AMORTECEDORES

DEZEMBRO 2011

85

MONTAR

AMORTECEDORES

- Não apertar em circunstância

nenhuma o veio do êmbolo do

amortecedor com qualquer

ferramenta metálica, pois isso

dará origem a fugas de óleo e à

inutilização do amortecedor.

- Nunca deitar água, óleo ou

outro líquido no interior das

colunas de suspensão

(MacPherson), pois isso irá

danificar o cartucho do

amortecedor. Os cartuchos de

substituição KYB são estudados

e produzidos para funcionar

correctamente sem qualquer

líquido, tanto a altas como a

baixas temperaturas.

- Não usar chaves pneumáticas

de impacto para apertar a haste do êmbolo, pois esse processo induz

facilmente a ultrapassar o limite máximo do binário de aperto correcto.

- Antes de montar um amortecedor de substituição novo, este deve ser

comprimido e esticado completamente durante três vezes, para eliminar

possíveis bolhas de ar do seu interior.

- Apertar somente as fixações superiores dos amortecedores quando o carro

estiver com a 4 rodas no chão.

- Todas as peças de montagem (porcas, espaçadores, anilhas de pressão, etc.)

devem ser as fornecidas juntamente com o amortecedor de substituição,

porque as peças de origem podem apresentar por vezes certas diferenças

dimensionais.

- Os amortecedores devem ser montados aos pares, tal como os pneus,

porque o amortecedor usado irá danificar mais rapidamente o novo, para

além do equilíbrio da viatura ficar comprometido.

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MONTAR MOLAS

DE SUSPENSÃO

- Verificar as molas do veículo, pois elas

costumam partir junto dos respectivos

assentos, onde não é imediatamente

visível a fractura.

- Para substituir as molas, utilizar sempre

o adequado compressor de molas, pois

isso torna a montagem/desmontagem

mais rápida e segura.

- A compressão das molas deve ser

efectuada gradualmente e com a máxima

atenção, porque a força elástica

acumulada na mola pode causar lesões graves ao operador ou outras pessoas

presentes nas proximidades, caso a mola se solte de forma imprevista.

- Depois da montagem, verificar se as molas estão todas correctamente

assentes.

- Verificar o estado dos assentos das molas, antes de montar molas de

substituição novas. Se houver danos, é necessário repará-los antes de montar

novas molas.

- Rectificar sempre o alinhamento da direcção e das rodas após a montagem

de novas molas de suspensão.

- Tal como os amortecedores, as molas devem ser montadas aos pares, pois,

em caso contrário, a carroçaria fica desnivelada e o carro tenderá a “ fugir “

para um dos lados, durante as travagens.

- Molas espalmadas ou partidas deterioram rapidamente os amortecedores,

pelo que ao substituir as molas os amortecedores devem ser igualmente

substituídos.

com a previsível reprovação do carro na

inspecção técnica obrigatória.

Outra forma de captar a confiança do

cliente e demonstrar que a oficina está

realmente preocupada com a sua

segurança é oferecer uma verificação

total de todos os pontos vitais do carro

(pneus, travões, direcção, suspensão) e

depois levá-lo a um teste de estrada com

um carro usado em perfeitas condições.

Desde que a comunicação seja efectiva e

transparente, o cliente está pronto a

efectuar a correcta manutenção do seu

veículo, após compreender claramente

todos os argumentos, porque contra

factos não há realmente argumentos.


DEZEMBRO 2011

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|| SERVIÇO

COLABORAÇÃO:

IBEREQUIPE

www.iberequipe.com

MANUTENÇÃO DE VEÍCULOS

HÍBRIDOS

|| A Iberequipe inicia um ciclo de colaboração com o Jornal de Oficinas, na elaboração de conteúdos sobre

diagnóstico e reparação dos últimos sistemas tecnológicos aplicados aos veículos actuais.

em dúvida nenhuma que a frase

típica “Ainda falta muito tempo para

Sque os veículos eléctricos venham

até à minha oficina” já não se aplica. Os

primeiros modelos e “parcialmente

híbridos” já ultrapassaram os seus

períodos de garantia e têm de realizar a

sua manutenção em alguma oficina. Se a

sua oficina ainda não fornece esses

serviços, com estes artigos pretendemos

ajudá-lo a conhecer com clareza suficiente

os seus sistemas e fundamentos de

funcionamento.

Se, pelo contrário, a sua oficina já trabalha

com estes veículos, efectuando

reparações mecânicas ou reparações na

carroçaria, estes artigos poderão servir

como um guia para aplicar todas as

recomendações necessárias para

salvaguardar em primeiro lugar a sua

segurança e dos seus trabalhadores e em

segundo lugar a segurança do veículo.

Há vários anos que estamos familiarizados

com o conceito de veículo HÍBRIDO, e a

maioria das pessoas considera que são

veículos com motor a gasolina e que

simultaneamente possuem uma bateria

debaixo do assento traseiro ligada a um

motor eléctrico, que entra em

funcionamento em determinadas

condições ou momentos. Certamente que

assim é, mas não em todos os casos e

níveis de tecnologia híbrida. Existem mais

itens para conhecer e um historial por

averiguar.

Variantes Híbridas

Na apresentação seguinte podemos

analisar os diferentes níveis de Híbridos e

aqueles onde é necessário tomar

precauções no momento da sua

manipulação.

MICRO:

Um exemplo desta família é a Série 1 da

BMW com motorizações Diesel/Gasolina.

Este nível de tecnologia tem como

objectivo principal a redução de emissões

durante o arranque e paragens no tráfego

(adicionalmente resulta numa diminuição

do consumo de combustível nestes

intervalos e outros). Neste sistema não

existem componentes de Alta Tensão e

por este motivo não necessita de

nenhuma prevenção adicional fora do

estabelecido.

MICRO-MILD:

Um bom exemplo desta categoria são os

Citroën C3 e C4 que estão equipados com

o sistema START/STOP e também com um

sistema de Electrónico de Regeneração

Eléctrica utilizado na travagem do veículo.

Esta categoria também não necessita de

acumuladores de alta tensão, portanto

não necessita de precauções adicionais

fora do estabelecido.

MILD:

Atenção! ALTA TENSÃO

Estes veículos embora sejam

maioritariamente convencionais, já

possuem algumas características híbridas

importantes.

Possui START/STOP como nos restantes,

regeneração de carga eléctrica como

outros similares e além disso uma bateria

de alta tensão e um motor eléctrico que

actua em momentos de saída e aceleração,

reduzindo desta forma o nível de

contaminantes produzido nestes

momentos. Esta acção do motor eléctrico

é designada como “Electrical Acceleration

Boost” (Impulso de Aceleração Eléctrico).

Vai actuar no momento em que é

necessário aumentar o regime do motor

de combustão diminuindo a contaminação

que se produz. Uma primeira etapa ideal

para a redução de contaminantes em

tráfego urbano / interurbano.

Um exemplo referente desta categoria é o

Honda Civic (entre outros).

Atenção! Este sistema está equipado com

componentes e instalação de Alta Tensão

e exige adoptar medidas preventivas de

segurança.

FULL:

Estamos na presença de veículos híbridos

que podem funcionar apenas com o

motor, com as baterias, ou uma

combinação de ambos. Esta família

divide-se em dois grupos:

1. Híbridos Paralelos

(TWIN POWER SPLIT)

Aqui, o veículo dispõe de um motor

eléctrico e outro motor de combustão

interna, podendo utilizar ambos para


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DEZEMBRO 2011

87

FIG. 1

VEÍCULOS DE ALTA TENSÃO (HV)

FIG. 2

COMPONENTES DE VEÍCULOS HÍBRIDOS

mover o veículo ou cada um

independentemente, consoante as

condições e exigências.

Uma aplicação efectiva deste sistema é a

utilização do motor eléctrico no arranque

dum veículo após a sua imobilização.

Depois do veículo atingir uma certa

velocidade, e só quando necessário e

dependendo do estado de carga da

bateria, o motor de combustão entra em

funcionamento.

A Regeneração de Energia Eléctrica

durante a travagem, também está

implementada nesta categoria.

Sem dúvida nenhuma a condução

Eléctrica ou “Electrical Driving” é o recurso

mais potente deste grupo.

2. Híbridos Série

Estes são os veículos de última geração e

brevemente iremos tê-los no mercado

como a solução definitiva generalizada.

Aqui já temos um veículo totalmente

eléctrico, com uma autonomia entre 50 a

200 km. Segundo a sua categoria, tem um

pequeno motor de combustão no

compartimento da mala que actua como

gerador eléctrico e se encarrega de

produzir a energia eléctrica suficiente para

recarregar as baterias do veículo.

Um exemplo de aplicação deste grupo é o

seguinte: a maioria dos veículos em

tráfego urbano circula abaixo de 50 km

diários. Neste caso, o veículo é 100%

eléctrico e quando o utilizador chega a sua

casa, coloca o veículo a carregar e no dia

seguinte estará carregado, exactamente o

mesmo procedimento que aplicamos a

telemóveis ou computadores portáteis.

Uma preocupação real dos utilizadores é

no caso de um dia necessitarem de uma

deslocação superior a 50km e a bateria

não apresentar a carga completa. A

resposta é simples, existe um pequeno

gerador eléctrico no compartimento da

mala que neste caso vai carregando as

baterias durante o trajecto.

Nos próximos números aprofundaremos

cada uma das categorias, aprendendo os

fundamentos de cada sistema, as

ferramentas necessárias para diagnosticar

e os procedimentos a adoptar na sua

manipulação para evitar acidentes.

Iremos descrever as funções básicas na

utilização de um multímetro, como

comprovar os isolamentos e qual a origem

dos choques ou descargas eléctricas.

PUB


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|| CARROÇARIA

COLABORAÇÃO:

CENTRO ZARAGOZA

www.centro-zaragoza.com

REPINTURA

DE MOTOS

|| Com o aumento do parque das duas rodas, estes veículos começam a chegar às oficinas

de chapa e pintura, mas convém saber que a repintura das motos apresenta algumas

diferenças para a repintura convencional dos carros

T

al como nos automóveis, na pintura

das motos os produtos e métodos

de trabalho utilizados são diferentes

para peças de metal, como depósitos de

combustível e os chassis, ou para as peças

de plástico, como as carenagens,

guarda-lamas, faróis, etc.. É portanto

fundamental que o técnico de repintura

possua os produtos e conhecimentos

específicos, que permitem realizar um

serviço de qualidade nas duas rodas.

Uma das diferenças das motos para os

automóveis, é que a maior parte das peças

de substituição para reparação de

acidentes já vêm pintadas de fábrica, de

acordo com o nº de chassis fornecido pela

oficina. Além disso, trazem as colas

necessárias para a sua montagem. Do

ponto de vista da mão-de-obra, estas

reparações são simples operações de

substituição de peças.

Nos casos em que as peças têm que ser

reparadas, os processos utilizados são

idênticos aos das peças de chapa ou de

plástico de automóveis. As peças de

plástico, que como se sabe, são mais

flexíveis, apresentam problemas de

aderência das tintas e certos plásticos são

sensíveis a solventes, exigindo produtos

de reparação específicos. Entre estes,

estão as massas de enchimento e os

aparelhos com maior elasticidade, aditivos

elastificantes, primários promotores de

aderência para o plástico, produto de

limpeza anti estático para plásticos, etc..

Resumindo as principais especificidades

da repintura de motos, temos as tintas de

origem com mais pigmentos especiais

(anacarados), vernizes coloridos,

acabamentos de três ou quatro camadas

de tinta, mas também menor informação

disponível sobre as cores dos

acabamentos. Em certos casos, há peças

que têm que ser reparadas ou montadas

com colas especiais fornecidas pelo

construtor da moto.

No caso da reparação de depósitos de

combustível em chapa, com recurso a

soldadura, a preparação da superfície é

normal pelo exterior, mas é necessário

prever uma reparação da superfície

interior do mesmo, para evitar a posterior

corrosão da chapa reparada. O processo

mais utilizado nestas circunstâncias é uma

boa limpeza da superfície, seguida da

aplicação de um primário protector do

tipo epoxi.

Acabamentos

As maiores diferenças para os processos

habituais de repintura e as maiores

dificuldades para efectuar o serviço de

repintura em motos devem-se a certas

particularidades do acabamento das peças

das motos, como passamos a referir:

- Muitos construtores de veículos de duas

rodas neste momento não divulgam o

código de cor, pelo que a única

informação disponível sobre cores é o

próprio fabricante da tinta. Mas, também

pode acontecer que uma cor não esteja

na base de dados do fabricante de tintas,

ou que não apareça para fórmulas com

tintas de base de água, que são as

actualmente utilizadas nas oficinas de

repintura.

- As peças das motos são frequentemente

pintadas com cores de efeito anacarado

com altas percentagens de pigmentos,

podendo o acabamento ser aplicado em

três ou quatro camadas de tinta, embora

se encontrem também sistemas bicapa ou

mesmo monocapa. Portanto, se não se

dispõe de informação sobre a cor, as

operações de identificação da cor podem

exigir mais tempo do que o habitual e

conhecimentos de colorimetria mais

profundos, por parte do técnico de

repintura, sendo necessário pensar em

várias camadas de acabamento, vernizes

coloridos, demãos que devem ser

aplicadas no caso de vernizes

transparentes, etc. (Fig. 1).

- Além disto tudo, muitas peças de motos

podem ter várias cores juntas, o que pode

obrigar a mascarar a peça várias vezes,

tantas quantas as cores diferentes que a

peça apresenta. Noutros casos, pode ser

necessário efectuar esbatimentos entre as

diversas cores (Fig. 2).

- Há certas peças que têm uniões coladas

pintadas, obrigando a modificar o

processo de repintura em função do tipo

de cola.


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DEZEMBRO 2011

89

Além destas diferenças na preparação da

cor, nas peças de plástico é necessário ter

em conta o grau de deformação do

material, sendo necessário aplicar produtos

com mais flexibilidade, para não se

deteriorarem rapidamente.

TIPOS DE ACABAMENTO

Esmalte monocamada

Tinta de fundo

Elementos colados

As motos podem apresentar grande

número de elementos decorativos ou de

identificação colados, exigindo

procedimentos diferenciados em cada

situação, pois a colagem pode ocorrer em

peças de metal ou de plástico e com o

acabamento pronto e seco, ou antes deste

(Fig. 3).

Na maior parte dos casos, no entanto, a

pintura é colocada em cima da cola, para a

proteger dos produtos químicos das

lavagens, dos raios ultravioletas, gasolina,

choques mecânicos, etc..

Uma das opções é colar o elemento sobre

a tinta base e aplicar o verniz por cima,

podendo também colar-se em cima da

primeira camada de verniz e aplicar uma

segunda camada de protecção do mesmo

verniz.

Nos elementos auto colantes, com uma

fina camada de cola, aplicam-se sobre a

primeira camada de verniz, ligeiramente

polida, a fim de garantir a aderência da

cola. A melhor técnica é arrastar o auto

colante até ao local certo com a ajuda de

água, dando outra demão de verniz por

cima, depois de secar a água.

Os elementos colados das motos podem

ser vendidos como peças de substituição

ou como kits de decoração, dependendo

da marca da moto.

Há ocasiões em que as operações de

reparação obrigam a retirar peças coladas,

podendo ser escolhidos vários

procedimentos. Se o auto colante está

aplicado em cima da pintura, a melhor

solução é aquecer o elemento com uma

pistola ou maçarico de ar quente, para

amolecer a cola. O elemento pode ser

descolado em seguida manualmente,

limpando-se os restos de cola com

dissolvente.

Também se pode retirar o elemento

depois de aquecido, utilizando uma

escova de arames, equipada com um

acessório de borracha para retirar

etiquetas e auto colantes. Se o elemento

colado está sob a camada do verniz, é

necessário lixar antecipadamente o local,

até eliminar o verniz que cobre a peça,

recorrendo de seguida ao método

anteriormente descrito.

Conclusão

A repintura de motas exige qualidade e

procedimentos adequados a cada situação,

que podem envolver produtos específicos

e conhecimentos igualmente especiais.

Apesar das áreas a repintar serem na maior

parte dos casos limitadas, os orçamentos

devem ter em conta o tempo perdido nos

detalhes e na afinação da cor, para se

conseguir assegurar a cobertura dos

custos.

Uma reparação “caseira” retira valor à moto

e o seu encanto, que reside exactamente

nas pequenas áreas pintadas que saltam à

vista.

Fig.

01

Fig.

02

Fig.

03

Exemplo de um acabamento de 3 camadas, onde se

conjugam uma camada base de cor lisa, uma base de cor

de efeito e verniz colorido

Muitas peças de motos podem ter várias cores juntas, o que pode obrigar

a mascarar a peça várias vezes, tantas quantas as cores diferentes que a

peça apresenta

Auto colante típico de grande efeito

de marketing, por se tratar de uma

marca clássica entre as motos.

Chapa

Sistema monocapa

Verniz

Base de cor

Tinta de fundo

Chapa

Sistema bicapa

Verniz de topo

Base de cor de efeito

ou verniz colorido

Base de cor

(lisa ou de efeito)

Tinta de fundo

Chapa

Sistema 3 camadas

Verniz de topo

Base de cor de efeito ou

verniz colorido

Base de cor (de efeito)

Base de cor (lisa)

Tinta de fundo

Chapa

Sistema de 4 camadas

Base de cor: Estas tintas são usadas

no sistema bicapa e podem ser lisas,

com pigmentos da mesma cor,

metalizadas, anacaradas ou uma

mistura disto tudo

Base de cor (lisa): É uma tinta de

pigmentos sólidos da mesma cor,

que serve de fundo para aplicação

de uma base com efeitos.

Base de cor (de efeito): Base com

alto teor de pigmentos de efeito

(metalizados, anacarados, mistos),

cuja transparência exige uma cor de

fundo. Fazendo variar o número de

demãos de tinta, obtêm-se

tonalidades diferentes

Verniz colorido: Camada muito

transparente de verniz com

pigmentos de cor.


DEZEMBRO 2011

JORNAL DAS OFICINAS

90 www.jornaldasoficinas.com

|| CARROÇARIA

COLABORAÇÃO:

CESVIMAP

www.cesvimap.com

O PINTOR

E O SEU ESTÚDIO

|| Com o aparecimento de novos conceitos de reparação de carroçarias mais eficientes, como o recente

conceito multiposto, as cabinas puxam dos seus galões e mostram como as últimas tecnologias tornaram este

sistema uma das alternativas mais consistentes para repintura automóvel

D

esde as primeiras cabinas de pintura

fabricadas em alvenaria e com o

interior revestido a azulejos, mal

iluminadas, sem aquecimento digno desse

nome e ventilação muito deficiente, um

grande caminho foi percorrido pela cabina

de pintura até aos dias de hoje. Será pois a

evolução das suas principais características

de construção e as novas tecnologias que

são utilizadas no seu funcionamento que

iremos analisar de seguida.

Neste momento, a última palavra em

cabinas de pintura são as cabinas ditas

equilibradas, nas quais existe uma turbina

de impulsão de ar de ventilação e outra

turbina de extracção desse ar. São cabinas

de pintura totalmente a seco, que criam as

melhores condições para aplicação de

acabamentos e a subsequente secagem.

Nas cabinas com um só motor, a extracção

do ar era conseguida por uma sobrepressão

no interior da cabina. Houve também as

cabinas com impulsão, com extracção

através de uma bandeja de água, onde a

tinta pulverizada ficava retida. A água tinha

que ser limpa pela própria oficina, antes de

ser descarregada no sistema de águas

residuais. Isso implicava grandes custos de

manutenção e tempo de mão-de-obra,

estando actualmente desactualizadas por

completo. As que restavam no mercado

deste tipo foram reconvertidas para

sistemas de filtragem a seco.

Na actualidade, uma boa cabina de pintura

deve ter entre 7 metros de comprimento,

por 4 ou 4,5 metros de largura e 2,5 a 2,7

metros de altura. Estas são as medidas

estandardizadas, podendo ser

encomendadas medidas especiais a pedido.

Ventilação indispensável

Até há alguns anos, as cabinas mais

utilizadas em oficinas de repintura eram

equipadas com dois motores e duas

turbinas, que asseguravam impulsão e

extracção de ar conjugadas, com uma

capacidade de 18.000 a 20.000 m3 hora.

Com os produtos à base de solvente

empregados nessa altura, essas cabinas

garantiam uma boa qualidade de trabalho

aos pintores. A evaporação da base bicapa

de dissolvente de tipo convencional podia

ser facilmente obtida com uma temperatura

de 60º C. Com a normativa COV (2004/42/

CE), no entanto, passaram a ser utilizadas

tintas à base de água, com vernizes de tipo

HS ou UHS, nos sistemas bicapa. Nos

sistemas monocapa, passaram a vigorar as

tintas acrílicas HS ou UHS.

Acontece que a evaporação das tintas à

base de água demora mais do que as

anteriores de base de solvente. Para os

processos de repintura se tornarem

rentáveis, é necessário reforçar a ventilação

da cabina, o que pode ser conseguido com

motores mais potentes, entre 10 e 15 Kw

cada um.


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DEZEMBRO 2011

91

Outra forma de melhorar a evaporação dos

produtos, tanto na aplicação, como durante

os processos de secagem e cura, consiste na

colocação na cabina de sistemas adicionais

de ventilação, como o recente sistema QAD

(Fig. 1), que possui quatro torres, equipadas

com oito bicos cada uma. Estas torres são

colocadas nos cantos da cabina e podem ser

orientadas, para se conseguir uma

evaporação mais rápida da água. O ar que

projectam é limpo e aquecido, o que

permite reduzir consideravelmente os

tempos de secagem. Esta melhoria é

conseguida em todos os tipos de produtos

actualmente disponíveis, mas é necessário

controlar o tempo de secagem de cada

produto, para evitar que estejam tempo

demasiado no ciclo de secagem.

Tecnologia Inverter

A tecnologia inverter melhora o rendimento

e a eficiência energética dos motores e

outros sistemas de potência eléctrica (Fig. 2),

permitindo aumentar o caudal de ventilação

das cabinas, como podemos verificar pelo

quadro “Motores e caudais”.

Outro melhoramento que em conjunto com

a tecnologia inverter permite aumentar a

evaporação dos produtos de pintura é a

tecnologia de queimador de chama directa

(em veia de ar), que tem a vantagem de ser

também mais eficiente do ponto de vista

energético (Fig. 3). Isto permite melhorar,

não só a produtividade da oficina, mas

também a qualidade de serviço, porque os

produtos HS ou UHS podem apresentar

defeitos, caso o seu tempo de secagem e

cura seja excessivamente prolongado, o que

é inevitável na secagem ao ar.

Este sistema de chama directa na veia de ar

permite elevar a temperatura da cabina

mais rapidamente em ciclo de secagem, o

que aumenta a produtividade da cabina e a

rotação de veículos em reparação, para além

de atingir uma temperatura óptima para a

secagem de resinas acrílicas.

Gestão electrónica

As cabinas de pintura actuais possuem

sistemas de gestão electrónica, como

programas estudados para cada produto e

para cada situação de trabalho. A selecção

dos comandos é efectuada por teclas ou por

um ecrã táctil interactivo, segundo a marca

da cabina. Também é comum as novas

cabinas terem sinais de aviso visuais e/ou

acústicos, através dos quais o operador

pode ser informado de avarias no

queimador, nos motores/turbinas, extracção

de vapores, no termostato da cabina ou dos

intervalos de manutenção dos filtros (tecto,

solo e filtragem prévia). É também habitual

estes painéis de comando terem

informações sobre o tempo acumulado de

Fig.

01

Fig.

02

MOTORES E CAUDAIS

Sistemas complementares

de ventilação da cabina do

tipo QAD permitem secar

mais rapidamente a superfície

pintada do veículo.

A tecnologia de chama de gás

em veia de ar é a que permite

maior eficiência energética e

rapidez de aquecimento, para

além de manutenção mais

reduzida.

Impulsão e extracção

2 motores de 10 Kw/unidade

20.000 a 25.000/m3

Impulsão c/ extracção forçada

1 motor (5 - 7,5 - 10 Kw) 15.000/18.000 ou 20.000/m3

Inverter Impulsão e extracção

2 motores de 9 e 11 Kw

30.000 a 34.000/m3

Fig.

03

Fig.

04

A tecnologia inverter baseiase

no controlo automático

das frequências e outros

parâmetros da corrente

eléctrica, maximizando o seu

aproveitamento. Em termos

práticos, isso significa mais

corrente por menos dinheiro.

O envelhecimento das

lâmpadas, dos respectivos

reflectores e do vidro protector

dos painéis de iluminação

pode reduzir a intensidade da

iluminação da cabina, exigindo

operações de controlo regular

da mesma.

funcionamento, horas do queimador,

parâmetros de ventilação, etc..

Por outro lado, a construção da cabina deve

ser sólida e possuir bom isolamento térmico

e acústico, tanto na cabina, como no

compartimento do grupo de aquecimento e

ventilação. O fosso da cabina e a tubagem

de extracção de ar devem permitir a rápida

saída dos vapores, evitando a sobrepressão

e a ineficiência de renovação de ar. Além

disso, uma cabina adequada deve manter as

suas características e parâmetros de

funcionamento ao longo de toda a sua vida

útil, que pode ir de 10 a 15 anos (15.000 a

20.000 horas de trabalho).

A iluminação deve ser uniforme em todos os

pontos da cabina e apresentar uma

intensidade mínima de 800 lux, ao nível do

solo, isto é, a uma distância de cerca de 2,5

metros dos painéis iluminantes (Fig. 4).

Outro factor importante de qualidade da

cabina é área do tecto filtrante (plénum),

que deve ocupar pelo menos 80% da

superfície total do tecto, a fim de evitar

correntes de ar parasitas no fluxo vertical do

ar de impulsão, que geram turbulências

prejudiciais para o bom decorrer das

operações de pintura. O ritmo de renovação

de ar no interior da cabina de oscilar entre as

200 e as 300 renovações por hora, pelo que

o fluxo de ar deve atingir uma velocidade

média igual ou superior a 1,4 m/s, sem

valores individuais inferiores a 0,3 m/s.

Do mesmo modo, a temperatura no interior

da cabina deve ser uniforme em qualquer

ponto da mesma, tanto em altura, como na

horizontal. As eventuais diferenças de

temperatura não devem ultrapassar os 5º C.

Quanto ao sistema de aquecimento, deve

estar apto a proporcionar um mínimo de

120.000 Kcal/h, até 280.000 kcal/h,

dependendo do volume de ar que se

pretenda aquecer.

Protecção ambiental

Ao transferir a tinta para a superfície do

veículo, com a pistola aerográfica, há uma

quantidade de tinta atomizada que fica em

suspensão no ar, devendo ser eliminada

quase totalmente (85/90%), antes do ar ser

enviado para a atmosfera. Para tal, existem

filtros de solo colocados num fosso abaixo

do piso da cabina, com uma capacidade de

retenção avaliada em horas de

funcionamento da cabina. Para que a cabina

funcione normalmente e cumpra os

requisitos de emissões, esses filtros devem

ser mudados no momento certo. O fosso

possuiu uma grade central ou dois canais

longitudinais protegidos por rede metálica,

através dos quais o ar é extraído para o

exterior da cabina. Esse fosso deve ter uma

profundidade igual ou superior a 1,4 m, a

fim de favorecer o fluxo vertical de ar na

cabina.

Ao trabalhar, o veículo deve estar afastado

cerca de 1 metro das paredes e do tecto da

cabina.

Em termos de requisitos legais, as cabinas

devem apresentar homologação CE

certificada, excluídas de classificação Zona 0

e com certificação ATEX. Os riscos de

explosão ATEX variam desde Zona 0 (risco

constante), a Zona 1 (risco ocasional) e Zona

2 (risco raro, em caso de avaria), tendo sido

estabelecidos pela directiva 94/9/CE.


JORNAL DAS OFICINAS

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DEZEMBRO 2011

91

Outra forma de melhorar a evaporação dos

produtos, tanto na aplicação, como durante

os processos de secagem e cura, consiste na

colocação na cabina de sistemas adicionais

de ventilação, como o recente sistema QAD

(Fig. 1), que possui quatro torres, equipadas

com oito bicos cada uma. Estas torres são

colocadas nos cantos da cabina e podem ser

orientadas, para se conseguir uma

evaporação mais rápida da água. O ar que

projectam é limpo e aquecido, o que

permite reduzir consideravelmente os

tempos de secagem. Esta melhoria é

conseguida em todos os tipos de produtos

actualmente disponíveis, mas é necessário

controlar o tempo de secagem de cada

produto, para evitar que estejam tempo

demasiado no ciclo de secagem.

Tecnologia Inverter

A tecnologia inverter melhora o rendimento

e a eficiência energética dos motores e

outros sistemas de potência eléctrica (Fig. 2),

permitindo aumentar o caudal de ventilação

das cabinas, como podemos verificar pelo

quadro “Motores e caudais”.

Outro melhoramento que em conjunto com

a tecnologia inverter permite aumentar a

evaporação dos produtos de pintura é a

tecnologia de queimador de chama directa

(em veia de ar), que tem a vantagem de ser

também mais eficiente do ponto de vista

energético (Fig. 3). Isto permite melhorar,

não só a produtividade da oficina, mas

também a qualidade de serviço, porque os

produtos HS ou UHS podem apresentar

defeitos, caso o seu tempo de secagem e

cura seja excessivamente prolongado, o que

é inevitável na secagem ao ar.

Este sistema de chama directa na veia de ar

permite elevar a temperatura da cabina

mais rapidamente em ciclo de secagem, o

que aumenta a produtividade da cabina e a

rotação de veículos em reparação, para além

de atingir uma temperatura óptima para a

secagem de resinas acrílicas.

Gestão electrónica

As cabinas de pintura actuais possuem

sistemas de gestão electrónica, como

programas estudados para cada produto e

para cada situação de trabalho. A selecção

dos comandos é efectuada por teclas ou por

um ecrã táctil interactivo, segundo a marca

da cabina. Também é comum as novas

cabinas terem sinais de aviso visuais e/ou

acústicos, através dos quais o operador

pode ser informado de avarias no

queimador, nos motores/turbinas, extracção

de vapores, no termostato da cabina ou dos

intervalos de manutenção dos filtros (tecto,

solo e filtragem prévia). É também habitual

estes painéis de comando terem

informações sobre o tempo acumulado de

Fig.

01

Fig.

02

MOTORES E CAUDAIS

Sistemas complementares

de ventilação da cabina do

tipo QAD permitem secar

mais rapidamente a superfície

pintada do veículo.

A tecnologia de chama de gás

em veia de ar é a que permite

maior eficiência energética e

rapidez de aquecimento, para

além de manutenção mais

reduzida.

Impulsão e extracção

2 motores de 10 Kw/unidade

20.000 a 25.000/m3

Impulsão c/ extracção forçada

1 motor (5 - 7,5 - 10 Kw) 15.000/18.000 ou 20.000/m3

Inverter Impulsão e extracção

2 motores de 9 e 11 Kw

30.000 a 34.000/m3

Fig.

03

Fig.

04

A tecnologia inverter baseiase

no controlo automático

das frequências e outros

parâmetros da corrente

eléctrica, maximizando o seu

aproveitamento. Em termos

práticos, isso significa mais

corrente por menos dinheiro.

O envelhecimento das

lâmpadas, dos respectivos

reflectores e do vidro protector

dos painéis de iluminação

pode reduzir a intensidade da

iluminação da cabina, exigindo

operações de controlo regular

da mesma.

funcionamento, horas do queimador,

parâmetros de ventilação, etc..

Por outro lado, a construção da cabina deve

ser sólida e possuir bom isolamento térmico

e acústico, tanto na cabina, como no

compartimento do grupo de aquecimento e

ventilação. O fosso da cabina e a tubagem

de extracção de ar devem permitir a rápida

saída dos vapores, evitando a sobrepressão

e a ineficiência de renovação de ar. Além

disso, uma cabina adequada deve manter as

suas características e parâmetros de

funcionamento ao longo de toda a sua vida

útil, que pode ir de 10 a 15 anos (15.000 a

20.000 horas de trabalho).

A iluminação deve ser uniforme em todos os

pontos da cabina e apresentar uma

intensidade mínima de 800 lux, ao nível do

solo, isto é, a uma distância de cerca de 2,5

metros dos painéis iluminantes (Fig. 4).

Outro factor importante de qualidade da

cabina é área do tecto filtrante (plénum),

que deve ocupar pelo menos 80% da

superfície total do tecto, a fim de evitar

correntes de ar parasitas no fluxo vertical do

ar de impulsão, que geram turbulências

prejudiciais para o bom decorrer das

operações de pintura. O ritmo de renovação

de ar no interior da cabina de oscilar entre as

200 e as 300 renovações por hora, pelo que

o fluxo de ar deve atingir uma velocidade

média igual ou superior a 1,4 m/s, sem

valores individuais inferiores a 0,3 m/s.

Do mesmo modo, a temperatura no interior

da cabina deve ser uniforme em qualquer

ponto da mesma, tanto em altura, como na

horizontal. As eventuais diferenças de

temperatura não devem ultrapassar os 5º C.

Quanto ao sistema de aquecimento, deve

estar apto a proporcionar um mínimo de

120.000 Kcal/h, até 280.000 kcal/h,

dependendo do volume de ar que se

pretenda aquecer.

Protecção ambiental

Ao transferir a tinta para a superfície do

veículo, com a pistola aerográfica, há uma

quantidade de tinta atomizada que fica em

suspensão no ar, devendo ser eliminada

quase totalmente (85/90%), antes do ar ser

enviado para a atmosfera. Para tal, existem

filtros de solo colocados num fosso abaixo

do piso da cabina, com uma capacidade de

retenção avaliada em horas de

funcionamento da cabina. Para que a cabina

funcione normalmente e cumpra os

requisitos de emissões, esses filtros devem

ser mudados no momento certo. O fosso

possuiu uma grade central ou dois canais

longitudinais protegidos por rede metálica,

através dos quais o ar é extraído para o

exterior da cabina. Esse fosso deve ter uma

profundidade igual ou superior a 1,4 m, a

fim de favorecer o fluxo vertical de ar na

cabina.

Ao trabalhar, o veículo deve estar afastado

cerca de 1 metro das paredes e do tecto da

cabina.

Em termos de requisitos legais, as cabinas

devem apresentar homologação CE

certificada, excluídas de classificação Zona 0

e com certificação ATEX. Os riscos de

explosão ATEX variam desde Zona 0 (risco

constante), a Zona 1 (risco ocasional) e Zona

2 (risco raro, em caso de avaria), tendo sido

estabelecidos pela directiva 94/9/CE.


DEZEMBRO 2011

PRODUTO JORNAL DAS OFICINAS

92 POLIMENTOS PRESTA www.jornaldasoficinas.com

DEMONSTRAR

O PRODUTO NAS OFICINAS

|| A COTEQ fez o relançamento em Portugal da marca Presta. Trata-se de uma linha de produtos de polimento

para o sector automóvel e indústria, que se destaca pela rapidez de aplicação e facilidade de uso

A

Presta é uma marca de polimentos

com a qual a Coteq já está

familiarizada. Este produto já foi

comercializado pela empresa no passado

com grande sucesso. “Trata-se de um

produto de polimento no qual confiamos e

como tal de uma solução que pretendemos

disponibilizar aos nossos clientes”, começa

por referir Gil Oliveira da Coteq.

A estratégia de lançamento para este

produto é muito simples e muito clara…

demonstrar o produto nas oficinas. Desta

forma, segundo a Coteq consegue-se não

só demonstrar os esquemas de polimento

que a Presta oferece, como também

adaptar esses mesmos esquemas às

necessidades de cada oficina e de cada

profissional.

“O produto da Presta é um produto que

sendo usado correctamente proporciona

um polimento rápido, fácil, eficaz e

duradouro”, diz o mesmo responsáve,

adiantando que “o resultado final obtido

com um polimento Presta tem uma

durabilidade elevada. Os seus produtos não

contêm qualquer tipo de produtos de

enchimento que muitas vezes “camuflam” o

resultado final e que pouco tempo depois

revelam os defeitos que não foram bem

eliminados no processo de polimento”.

Em termos de posicionamento no mercado

a Presta estará sempre relacionado com a

sua excelente relação qualidade/preço, de

acordo com Gil Oliveira, por isso “estou

seguro, que apesar de a Presta estar a ser

relançada no mercado ainda há pouco

tempo, terá muito em breve um lugar de

destaque entre os produtos de polimento

existentes no mercado nacional”.

Para a Coteq a Presta sempre foi uma marca

muito presente na memória de muitas

oficinas que utilizaram este produto no

passado. “Este foi também um dos motivos

pelos quais decidimos relançar esta marca

no mercado nacional. A divulgação da

Presta tem sido muito bem aceite por todos,

tanto pelos clientes que já conheciam a

marca como pelos que estão a utilizá-la pela

primeira vez”, revela Gil Oliveira.

De acordo com a Coteq, a Presta não deve

ser um produto para ser vendido

isoladamente sem dar continuidade e

acompanhamento ao cliente. Desso modo,

diz Gil Oliveira que “a Presta deve ser

apresentada como uma verdadeira solução

e mais valia para a secção de polimentos. O

acompanhamento não deve ser apenas

comercial, mas também técnico para

garantir ao cliente a máxima rentabilidade

na aquisição desta marca de polimentos”.

Em termos de distribuição, o produto Presta

seguirá a mesma lógica de outros produtos

que a Coteq comercializa. Contudo, “de

nada serve a qualidade de um produto, se

este não for correctamente demonstrado e

devidamente acompanhado”, diz Gil

Oliveira, argumentando que “nos tempos

que correm fala-se muito em preço, preço,

preço… por muito barato que um produto

seja, se este estiver a ser mal aplicado o

preço tornar-se-á sempre caro. O preço

“mais barato” está na melhor aplicação, que

se deve obter de forma rápida e eficaz,

tornando o produto e o serviço o mais

rentável possível”.

Para terminar, e atendendo à enorme

concorrência que existe no sector, o

responsável da Coteq afirma que “existem

muitas marcas de polimento em Portugal,

como também existem muitas marcas de

tintas e de produtos associados à repintura.

O espaço para todos estes produtos é

sempre o mesmo, por isso não depende do

espaço em si, mas sim de quem merece e de

quem conquista um lugar neste mesmo

espaço. A nossa experiência no mercado

diz-nos que a Presta será uma mais valia

para os seus utilizadores. Estamos cá não

apenas para o afirmar, mas para o

demonstrar e para o provar”.

|| De acordo com a Coteq, a marca Presta

não deve ser usado como um produto

para ser vendido isoladamente sem

dar continuidade e acompanhamento

ao cliente, nomeadamente através de

formação e suporte técnico

|| FICHA TÉCNICA

COTEQ

Sede: Rua de Mazagão, N.º 78 – Aveleda

4705-074 Braga

Responsável:

Gil Oliveira

Telefone: 253 670 663

Fax: 253 674 212

E-mail: geral@coteq.pt

Internet: www.coteq.pt


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SERVIÇO

SUBSTITUIR VIDROS COM SEGURANÇA

DEZEMBRO 2011

93

O PÁRA-BRISAS

E A SEGURANÇA

|| Sendo a colagem um dos factores mais importantes na substituição do vidro automóvel,

é com naturalidade que os profissionais do sector procuram produtos de qualidade no

mercado e que lhes dêem garantias

pára-brisas é um elemento

estrutural e integrante da carroçaria

O das viaturas modernas e actua

também como componente crítico no

sistema de segurança activo e passivo das

viaturas. Para além das suas muitas funções

de segurança, o pára-brisas também serve

de suporte à abertura do airbag do lado do

passageiro. Na eventualidade de uma

colisão, um pára-brisas que não esteja

instalado correctamente, pode descolar e

separar-se do veículo, potenciando sérios

ferimentos aos ocupantes e transeuntes,

bem como provocar estragos nas

imediações do local do acidente.

Um factor importante no desenvolvimento

de um sistema de colagem que permite a

instalação segura de um pára-brisas é

concebê-lo de tal forma que a sua

utilização seja simples e que permita

reduzir ao máximo a possibilidade de erros.

A Sika esforça-se para que os produtos que

desenvolve sejam da mais elevada

qualidade, para que quando utilizados de

acordo com as respectivas especificações a

segurança dos seus clientes fique

assegurada.

O Pára – Brisas como Apoio

Em milésimos de segundo após uma

colisão frontal, pequenos sensores

detectam o impacto e de imediato fazem

disparar os airbags numa tentativa de

proteger os ocupantes do veículo. Depois

de totalmente insuflado, o airbag

consegue suportar e absorver a elevada

força que o peso de um passageiro

mesmo sem cinto exerce no impacto.

Para operar eficazmente, o airbag

CAMPANHA GLOBAL SIKA

“NO SHORTCUTS TO SAFETY”

Desde 1990, a Sika é pioneira na aplicação do conceito

SDAT (Safe Drive Away Time/Tempo de Imobilização

Seguro) no mercado da substituição de vidro

automóvel. O conceito “Tempo de Imobilização”

(SDAT) é o tempo que o adesivo necessita

para atingir um nível de força que permita

fixar com segurança um pára-brisas na

eventualidade de uma colisão. A Sika

efectua os testes de acordo com a

interpretação mais rigorosa da norma da

FMVSS (Federal Motor Vehicle Safety

Standards 212/208).

A campanha “With Sika, There’s No Shortcut to Safety” foi lançada tendo em

consideração que os profissionais de vidro automóvel não podem correr riscos, e

existem normas (FMVSS 212/208) que garantem a segurança das pessoas.

Com esta acção, a Sika pretende sensibilizar os profissionais e clientes quanto às

vantagens no uso de adesivos de qualidade, para a defesa da própria vida dos

condutores de veículos.

Uma instalação segura de um pára-brisas usando os procedimentos e adesivos

adequados é um factor decisivo.

necessita de ser suportado pela estrutura

do veículo e, em particular, pelo párabrisas.

Se o pára-brisas não estiver bem

colado ou os tempos de imobilização

(SDAT – Safe Drive Away Time) não

tiverem sido cumpridos, o vidro irá

descolar do veículo, colocando os

passageiros em elevado perigo físico. Este

é o factor principal pelo qual os

automóveis não devem circular logo após

a mudança do vidro automóvel. Este

tempo de imobilização deve ser sempre

respeitado pois os acidentes acontecem

quando menos se espera.

No caso de um automóvel sair de um

centro de montagem de vidro automóvel

sem que o tempo de imobilização seja

respeitado e caso suceda um acidente, o

pára-brisas pode descolar e, ao ser

projectado, provocar danos materiais e

físicos no meio onde o automóvel está a

circular.

O Pára-Brisas

como Elemento Estrutural

A maioria dos veículos actuais são

desenhados de tal forma que dependem

especificamente do pára-brisas para

actuar como elemento estrutural,

permitindo uma maior rigidez e

resistência à torção. Os fabricantes de

automóveis mais conhecedores têm o

cuidado de seleccionar adesivos de

poliuretano (PUR) de alto módulo para

colar o pára-brisas ao veículo. Durante a

condução, este PUR de alto módulo

permite a transferência eficaz das forças

dinâmicas da estrada para o veículo e

finalmente para o pára-brisas, resultando

numa maior rigidez e controlo optimizado

do veículo.

Utilizando o pára-brisas como elemento

estrutural, o adesivo de alto módulo

permite ao fabricante reduzir a espessura

da chapa de aço utilizada para produzir o

carro, reduzindo simultaneamente o peso

e os custos de fabrico. É importante a

utilização de colas que respeitem as

especificações dos fabricantes

automóveis, para restituir ao automóvel

toda a sua condição original.

O Pára-brisas

como última linha de defesa

Obviamente uma das mais importantes

funções do pára-brisas é evitar que os

ocupantes sejam projectados para fora do

veículo em caso de acidente. Uma

instalação incorrecta e tempos de

imobilização irreais põem os ocupantes à

mercê de grandes riscos durante uma

colisão. A projecção dos ocupantes é

possível e daí toda a preocupação e

atenção da Sika às questões de segurança.


DEZEMBRO 2011

ACTUALIDADE JORNAL DAS OFICINAS

94 www.jornaldasoficinas.com

DESTAQUES

NOVAS INSTALAÇÕES AUTOGIRAR

Fundada em 1971, a AutoGirar – Sociedade

Comercial de Automóveis, Lda., é uma

empresa estável e conceituada no distrito de

Santarém (onde representa a marca Nissan),

com um historial de 40 anos de experiência.

A AutoGirar abriu novas instalações no

concelho de Santarém. A empresa investiu

cerca de 1 milhão de euros nestas novas

instalações, numa estratégia clara para

aumentar a sua quota de mercado e apostar na proximidade com o cliente e assim na sua

satisfação.

A estratégia da AutoGirar passa também pela excelente performance na prestação de

serviços, num alargamento da área de intervenção e esforço de visibilidade e contacto em

áreas cuja cobertura era mais deficitária e numa contínua atenção na formação dos

colaboradores.

Para suportar esta actividade, as novas instalações ocupam uma área total de 2.421m2, com

espaço dedicado a viaturas novas e a viaturas usadas, oficina e após-venda, e conta com uma

equipa profissional composta por 23 pessoas.

NOVO CONCESSIONÁRIO

VOLKSWAGEN EM BEJA

A Volkswagen abriu um novo espaço no

distrito de Beja. Localizado na Rua Afonso

III, nº 43, o ‘Luzias Car’ oferece os serviços

de venda e após-venda da marca

Volkswagen.

O novo espaço tem uma área superior a

475 m2, no qual se destaca o stand com

capacidade de exposição para 10 viaturas,

uma ampla área de atendimento ao

Cliente e um espaço dedicado às crianças.

O Luzias Car dispõe ainda de um Serviço

de Após Venda especializado que garante

a mais alta qualidade e rigor Volkswagen.

A empresa Irmãos Luzia, fundada em 1981,

passa assim a representar a Volkswagen

no Distrito de Beja.

SUZUKI SWIFT 1.3 DDIS VAN

ÚTIL E AGRADÁVEL

O primeiro argumento do Swift VAN é o

da funcionalidade, aspecto em que este

modelo é bem mais competitivo na

variante 5 portas no que a de 3 portas,

pois o acesso ao plano de carga pode ser

feito pelas portas laterais traseiras.

Usado como carro de trabalho, os 620

litros de capacidade da bagageira são

mais do que suficientes para a grande

maioria das necessidades, e se o objectivo

não for transportar carga então este Van

|| FICHA TÉCNICA

Suzuki Swift 1.3 DDiS Van

Cilindrada cc: 4/1.248

Potência Cv/rpm: 75/4.000

Binário Nm/rpm: 190/1.750

Velocidade Km/h: 165

Acel.0-100 km/h seg.: 12,7

Cons.Médio L/100Km: 4,2

Preço (desde)

18.350 Euros

tornar-se num normal Swift de apenas

dois lugares.

Com uma chapeleira bem construída e

sem ruídos parasitas que tapa eficazmente

a bagageira, podemos estar seguros de

que nada fica à vista atenta dos amigos do

alheio.

No habitáculo temos todo o conforto da

variante de passageiros, com níveis de

equipamento semelhantes, onde se

destaca uma excelente posição de

condução.

O novo motor 1.3 DDiS Turbodiesel

common-rail, com filtros de partículas,

não é muito potente, nem muito

performante, pelo que para se andar ao

ritmo dos outros “comerciais” os

consumos sofrem um pouco.

O novo Swift Van 1.3 DDiS GL+ é proposto

com um preço de 18.350 euros, sendo que

3.431 Euros podem ser dedutíveis, o que é

uma boa ajuda para as empresas.

I.S. CAR JUNTA-SE À REDE DE HYUNDAI

A Hyundai e o Entreposto VH, apesar da conjuntura macroeconómica pouco favorável,

continuam a reforçar a rede de Concessionários, prova do compromisso com os clientes

e com o mercado português, demonstrando clara confiança na nova gama de produtos

Hyundai.

Com uma área de influência compreendida entre Vila Franca de Xira, Alenquer, Arruda

dos Vinhos e Azambuja, a I.S. Car vem assim alargar a oferta dos modelos Hyundai nesta

importante zona do território nacional.

Com instalações localizadas na Castanheira do Ribatejo – Quinta da Areias, Lt 39, 2600

Vila Franca de Xira – a I.S. Car disponibiliza um espaço totalmente remodelado para

venda de veículos novos, outro para a comercialização de unidades usadas e ainda uma

área dedicada à assistência técnica e pós venda.

Num espaço remodelado e decorado de acordo com as directrizes e nova imagem da

Hyundai, respeitando conforto, funcionalidade e agradabilidade para os clientes, a I.S.

Car tem ao seu serviço uma equipa de colaboradores altamente especializada,

orientados para oferecerem o melhor serviço com qualidade e satisfação.

Demonstrado o empenho da I.S. Car neste novo papel de Concessionário Hyundai, está

previsto um serviço de cortesia para todos os clientes, com transporte até aos locais

mais próximos do espaço de assistência técnica ou até à rede de transportes públicos.

VOLKSWAGEN POLO 1.2 TDI BLUEMOTION

VALE A PENA

Existem argumentos aos quais ninguém

pode ficar indiferente. Um deles é o preço

do carro o outro são os seus consumos.

Digamos que o novo Polo 1.2 TDi

Bluemotion consegue ser mais ou menos

competitivo nos consumos, mas o seu preço

mais caro (2.300 Euros) face ao normal 1.2

TDi existente na gama Polo, coloca algumas

dúvidas sobre se vale a pena ser “verde” (ou

|| FICHA TÉCNICA

Volkswagen Polo 1.2 TDi Bluemotion

Cilindrada cc: 4/1.248

Potência Cv/rpm: 75/4.200

Binário Nm/rpm: 180/2.000

Velocidade Km/h: 173

Acel.0-100 km/h seg.: 13,9

Cons.Médio L/100Km: 3,3

Preço (desde)

18.700 Euros

azul no caso da VW).

O motor de 3 cilindros, tem apenas 75 cv,

mas achamos que a sua desenvoltura é

enorme quer em cidade quer em estrada.

Logicamente que com quatro passageiros a

bordo nas subidas mais íngremes em

estrada este Polo ressente-se, mas quanto

ao resto cumpre bastante bem.

Os consumos estão sempre acima dos

anunciados pela marca, mas mesmo assim

trata-se de um modelo muito económico

com médias de 4,5 litros, que até podem ser

inferiores.

A caixa de velocidades possui relações

longas, mas isso até é bom quer em cidade

quer em estrada, o sistema Star&Stop

funciona bem, a suspensão proporciona

bom conforto, pelo que a agradabilidade de

condução é um dos factores positivos deste

Polo.


A AP Comunicação

deseja a todos os clientes e leitores

Feliz Natal e Bom Ano 2012

Um especial agradecimento a todos os anunciantes,

que tornam possível todo o trabalho realizado anualmente

a nível das publicações, eventos e web.

AP Comunicação | Tel: 219 280 052 | www.apcomunicacao.com

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