Mais SEBRAE

carolinalopes

Publicação do SEBRAE/RS

CAPA

A REVISTA DO EMPREENDEDOR GAÚCHO

Maio 2015 | Ano 1 | Nº 1

POR UM RS

COMPETITIVOpág. 44

Grupo de 36 microcervejarias

gaúchas será capacitado

pelo SEBRAE/RS com foco

em gestão e tecnologia

pág. 10

Eureka! Capital criativo

brasuca é matéria-prima

para impulsionar negócios

das MPEs

pág. 14

1


Apoio Estadual:

Realização:

Apoio técnico


EDITORIAL

Retorno a esta nobre Casa, na qualidade de

presidente do Conselho Deliberativo (CDE),

pela terceira vez. Mais do que nunca, esta

missão assumida à frente do CDE do

SEBRAE/RS vem ao encontro de um especial

momento em que vivemos, o qual

exige engajamento e união de entes públicos

e privados em prol da retomada

do desenvolvimento econômico do Rio

Grande do Sul.

É chegada a hora de nosso Estado, considerado

por décadas referência para o

País, voltar a crescer, e a nossa missão enquanto

membros de um colegiado forte e

representativo, como é peculiaridade exclusiva

do SEBRAE/RS, é contribuir para essa

iminente necessidade. Reitero que, nesta

gestão que se inicia, trazemos renovada disposição

para atuarmos, de forma integrada,

em busca de soluções que gerem o fortalecimento

do Estado gaúcho, em especial,

das micro e pequenas empresas (MPEs).

E o Conselho Deliberativo do SEBRAE/RS,

composto por 15 das mais importantes

instituições do nosso Estado, entre elas,

entidades empresariais e órgãos públicos,

tem papel fundamental na promoção da

competitividade e do desenvolvimento sustentável

dos pequenos negócios.

É fato que as MPEs fortalecidas representam

um Estado mais próspero economicamente

e justo socialmente. No

último ano, atendemos 176,3 mil empreendimentos

levando a estes soluções

e qualificação em gestão. Nossas metas

mobilizadoras foram todas superadas,

permitindo consolidar inúmeras ações em

todo o Rio Grande do Sul.

Articulando com instituições públicas e

privadas, colocamos em prática essa ideia

de mobilizar para crescer. Unindo esforços,

conseguimos atingir objetivos com mais

rapidez e com maior efetividade.

Temos muitos desafios para superar em

2015 e nos próximos anos. Vamos nos

concentrar, fortemente, no estímulo ao

desenvolvimento regional do Rio Grande

do Sul, fazendo os municípios e suas instituições

se unirem em torno de ideias

comuns de avanço e progresso, deixando

de lado diferenças que, muitas vezes,

impedem o crescimento do Estado.

Trabalhando em parceria, somando conhecimentos

e experiências e resgatando as

raízes empreendedoras que formaram o

Estado, voltaremos a ver um Rio Grande

do Sul pujante e com papel de destaque

que sempre ocupou no cenário nacional!

Carlos Rivaci Sperotto

Presidente do Conselho Deliberativo

Estadual do SEBRAE/RS

3


CONSELHO DELIBERATIVO

Presidente: Carlos Rivaci Sperotto

• Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A – BANRISUL

Titular: Túlio Luiz Zamin

Suplente: Guilherme Cassel

• Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul – FIERGS

Titular: Heitor José Müller

Suplente: Marco Aurélio Paradeda

• CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Titular: Ruben Danilo de Albuquerque Pickrodt

Suplente: Fábio Müller

• Centro das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul – CIERGS

Titular: André Vanoni de Godoy

Suplente: Marlos Davi Schmidt

• Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia-SDECT

Titular: Fábio de Oliveira Branco

Suplente: Gilberto Machado de Pinho

• BANCO DO BRASIL S/A

Titular: Tarcísio Hübner

Suplente: Elimar Drehmer

• Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do

Sul – FEDERASUL

Titular: Ricardo Russowsky

Suplente: Gustavo Leipnitz Ene

• Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul – FARSUL

Titular: Carlos Rivaci Sperotto

Suplente: Valmir Antônio Susin

• Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande

do Sul – FECOMÉRCIO

Titular: Luiz Carlos Bohn

Suplente: Zildo De Marchi

• Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE

Titular: José Paulo Dornelles Cairoli

Suplente: André Silva Spínola

• Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI/RS

Titular: César Rangel Codorniz

Suplente: Alexandre De Carli

• Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul – FAPERGS

Titular: Abilio Afonso Baeta Neves

Suplente: Marco Antonio Baldo

• SENAR - RS - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural

Titular: Gilmar Tietböhl Rodrigues

• FCDL- Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul

Titular: Vitor Augusto Koch

Suplente: Fernando Luis Palaoro

• BADESUL Desenvolvimento S/A - Agência de Fomento/RS

Titular: Marcelo de Carvalho Lopes

Suplente: Luis Felipe Maldaner

CONSELHO FISCAL

Titulares

• FEDERASUL: José Benedicto Ledur (Presidente)

• FIERGS: Gilberto Brocco

• FCDL/RS: Jorge Claudimir Prestes Lopes

Suplentes

• FECOMÉRCIO: Ivanir Antonio Gasparin

• Banco do Brasil: Carlomagno Goebel

• Caixa Econômica Federal: Pedro Amar Ribeiro de Lacerda

DIRETORIA EXECUTIVA DO SEBRAE/RS

Diretor-Superintendente: Derly Cunha Fialho

Diretor Técnico: Ayrton Pinto Ramos

Diretor de Administração e Finanças: Carlos Alberto Schütz

EXPEDIENTE

É uma publicação trimestral

do SEBRAE/RS desenvolvida

pela Gerência de Comunicação

e Marketing.

Coordenação e Edição:

Luciana Bueno Santos

Reportagem:

César Moraes, Josine Haubert,

Larissa Mamouna e Renata Cerini

Design Gráfico e Editoração:

Carol Lopes

Capa:

Carol Lopes

Revisão Ortográfica:

Plural - Revisão Ltda.

Impressão:

Gráfica Relâmpago

Tiragem:

10 mil exemplares

Aplicativo Mais SEBRAE:

Disponível em iOS e Android

FALE COM A REDAÇÃO:

sebraeimprensa@sebrae-rs.com.br

(51) 3216.5165/3216.5182

Contatos com o SEBRAE/RS:

• 0800 570 0800 - atendimento

gratuito de segunda a sexta-feira,

das 8h às 20h, e aos sábados, das

8h às 12h

• www.sebrae-rs.com.br

O visitante pode fazer download

de publicações e no link “Agência

SEBRAE de Notícias” ficar sabendo

das novidades da instituição

• www.sebrae.com.br - SEBRAE

Nacional

• Espaço Pesquisa SEBRAE/RS

Acervo de livros, revistas, vídeos

e dicas de oportunidades de

negócios enfocando gestão

empresarial. O material pode ser

consultado em todas as regionais.

Em Porto Alegre, na Regional

Metropolitana, Rua General João

Manoel, 282 - Centro ou Rua Antônio

Joaquim Mesquita, 259 - Zona Norte

De segunda a sexta-feira, das

9h às 18h.

4


SUMÁRIO

AGRONEGÓCIOS

06

FARSUL, SENAR-RS e SEBRAE/RS reafirmam parceria

Juntos para Competir para 2015

COMÉRCIO

E SERVIÇOS

10

Grupo de 36 empresas gaúchas será capacitado

pelo SEBRAE/RS com foco em gestão e tecnologia

POR UM RS

COMPETITIVO

INDÚSTRIA

Eureka! Capital criativo brasuca é matéria-prima

para impulsionar negócios das MPEs

14

EMPREENDEDORISMO

Estudo do SEBRAE aponta

negócios promissores para 2015

INOVAÇÃO

INOVAÇÃO

CASOS DE SUCESSO

18

24

Quarenta e duas MPEs tiveram seus projetos inovadores

selecionados pelo SEBRAE/RS para receber recursos não

reembolsáveis que variam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil

30

Empresas interessadas em aderir ao Programa ALI

– Agentes Locais de Inovação podem inscrever-se

até o dia 30 de junho

Siga o exemplo dessas três empresárias

34

CAPA

44

País precisa disponibilizar condições adequadas para

que as empresas possam se tornar mais competitivas

PRÊMIOS

50

Proprietária de loja de decoração em Caxias do

Sul ficou com o troféu Prata na etapa nacional no

prêmio SEBRAE Mulher de Negócios

NOVIDADES E

54

OPORTUNIDADES

SEBRAE/RS disponibiliza aplicativo de sua revista

para smartphones com tecnologia Android e IOS

POLÍTICAS PÚBLICAS

Iniciativa do SEBRAE/RS é colocada em prática

nas regiões da Campanha e da Fronteira Oeste

do Rio Grande do Sul, beneficiando 22 municípios

36

FATOS E FOTOS

56

ENTREVISTA

40

FRASES EM DESTAQUE

58

Carlos Sperotto, presidente da Farsul

e do Conselho Deliberativo do SEBRAE/RS

5


AGRONEGÓCIOS

JUNTOS PELO

AGRONEGÓCIO

GAÚCHO

FARSUL, SENAR-RS e SEBRAE/RS

reafirmam parceria Juntos para

Competir para 2015

Foto: Fagner Almeida

6


AGRONEGÓCIOS

A

FARSUL, o SENAR-RS e o SEBRAE/RS

seguem unidos em 2015 em prol

do agronegócio gaúcho. A sequência

da parceria Juntos para Competir

neste ano foi assinada pelo presidente

do Sistema FARSUL e do Conselho Deliberativo

do SEBRAE/RS, Carlos Sperotto,

pelo superintendente do SENAR-RS, Gilmar

Tietböhl, e pelos diretores executivos do

SEBRAE/RS, Derly Fialho, Ayrton Pinto

Ramos e Carlos Alberto Schütz, na Expodireto

Cotrijal, em Não-Me-Toque.

O Juntos para Competir prepara o produtor

rural para ampliar a capacidade de

gerenciamento de forma a possibilitar um

acréscimo de qualidade no seu produto,

gerando mais renda para ele e colaborando

para o crescimento da economia

do Rio Grande do Sul. “A renovação do

convênio entre as entidades tem um

significado muito importante tendo em

vista a representatividade do programa

junto aos produtores rurais, que estão

mudando suas realidades, podendo projetar

um futuro melhor e estimulando

os filhos a permanecerem no campo”,

afirma Carlos Sperotto.

7


AGRONEGÓCIOS

Foto: Fagner Almeida

Assinatura da parceria Juntos para Competir entre FARSUL, SENAR e SEBRAE.

É o caso do produtor de uvas de Flores

da Cunha Marcelo Golin que, a partir das

consultorias do Juntos para Competir,

aprendeu a implementar melhorias em

sua propriedade, como incluir processos

de organização e limpeza nos galpões.

“Também construímos um espaço específico

para os defensivos agrícolas, dentro

das normas estabelecidas”, relata o produtor.

As novas oportunidades que estão

surgindo também serviram de estímulo

para que Golin voltasse a estudar depois

de 30 anos afastado dos bancos escolares.

Através do Juntos para Competir, o produtor

de ovinos de São Sepé Alexandre

Kurtz Scherer participou de diversas capacitações,

como Manejo de Ovinos,

Manejo de Forrageiras e Controle das Finanças

no Campo. Os resultados do esforço

têm se refletido nos bons números

apresentados na propriedade, onde a verminoses

são controladas e o rendimento

de carcaças dos cordeiros aos 5 meses

de idade é de 52%.

Alexandre Becker, produtor de leite e

suínos do município de Travesseiro, é outro

gaúcho que está sendo beneficiado pelas

ações do Juntos para Competir. Através do

programa, ele teve acesso a novas técnicas

de manejo e adubação das pastagens e implementou

melhorias simples e de baixo

custo como, por exemplo, manejo adequado

do pasto, fácil acesso à água no piquete,

redução do uso de silagens e uso racional

da ração. “Antes do projeto, produzíamos

entre 15 e 22 litros de leite ao dia e hoje passamos

para 18 e 24 litros/dia”, comemora o

“Antes do projeto, produzíamos

entre 15 e 22

litros de leite ao dia e hoje

passamos para 18 e 24

litros/dia.”

Alexandre Becker,

produtor de leite e suínos do município

de Travesseiro

8


AGRONEGÓCIOS

produtor. Segundo ele, o Juntos para Competir

já faz parte da história da sua família.

Investimento

FARSUL, SENAR-RS e SEBRAE/RS investirão

R$ 12,3 milhões nos 26 projetos coletivos

do Juntos para Competir, atingindo 3 mil

produtores rurais dos segmentos da bovinocultura

de corte e de leite, fruticultura,

grãos, horticultura, ovinocultura, vitivinicultura

e multissetoriais. A atuação do programa

em grupos de produtores de um

mesmo setor e região é resultado de um

contínuo processo de evolução que visa

aumentar os ganhos econômicos, sociais

e culturais das regiões envolvidas, possibilitando

a permanência do homem no

campo. O programa é gerenciado através

de projetos, permitindo assim estabelecer

metas específicas, transformando intenções

em resultados. Além disso, objetiva

ampliar cada vez mais os seus atendimentos

e sua capilaridade, atendendo a iniciativas

pontuais de produtores em ações de

prospecção de oportunidades e formação

de novos grupos.

No SENAR-RS, Gilmar Tietböhl, ressalta

que o Juntos para Competir é uma iniciativa

que promove o incremento do

empreendedorismo rural, dando uma

grande contribuição para o fortalecimento

da economia gaúcha. “Buscamos

alcançar a excelência em resultados

nas cadeias produtivas atendidas pelo

programa. Para isso, promovemos um

trabalho permanente de avaliação de

resultados e ajustes para que os consultores

setoriais tenham as linhas de ação

bem definidas”, enfatiza.

Objetivos do Juntos

para Competir

• Capacitar produtores rurais buscando

profissionalizar os distintos setores

através da melhoria dos processos

gerenciais e da inovação tecnológica,

primando pela melhoria constante da

qualidade e pelo padrão dos produtos,

desenvolvendo novos canais de comercialização.

• Resgatar e fortalecer atividades

geradoras de riqueza e renda para a

empresa rural, realizando ações de

difusão tecnológica e organização de

mercado.

• Melhorar a eficiência produtiva e a

disseminação dos conceitos de certificação,

no sentido de diferenciar a produção

gaúcha através de mecanismos

de agregação de valor, que atendam

aos mercados mais exigentes.

• Contribuir para o desenvolvimento

das mais variadas atividades econômicas

do agronegócio gaúcho, buscando

integrar os elos envolvidos, trabalhando

para uma maior estabilidade econômica

e os consequentes benefícios sociais

para produtores e colaboradores das

cadeias produtivas por meio da ampliação

do mercado doméstico.

• Fortalecer a visão sistêmica das pequenas

propriedades rurais do Estado,

através dos princípios da Produção Integrada

de Sistemas Agropecuários e

do suporte às ações que estabeleçam

sustentabilidade aos negócios rurais.

Como participar?

Produtores rurais interessados podem

participar do programa. Para isso, basta

procurar o SEBRAE, o SENAR ou o Sindicato

Rural mais próximo de sua região.

9


COMÉRCIO E SERVIÇOS

UM BRINDE ÀS

MICROCERVEJARIAS

Grupo de 36 empresas gaúchas será capacitado

pelo SEBRAE/RS com foco em gestão e tecnologia

POR RENATA CERINI

Não importa se é loura ou morena, encorpada ou mais suave,

a cerveja, definitivamente, é “a cara do brasileiro”. A mistura

de água, cevada maltada e lúpulo simboliza a integração,

a alegria, entre outros traços característicos da sociedade brasileira.

Hoje, o País é o terceiro maior produtor mundial de cerveja, embora

esteja longe de competir, em consumo per capita, com checos

e alemães, por exemplo.

Foto: Banco de Imagem

10


COMÉRCIO E SERVIÇOS

Nesse cenário pujante e ainda com potencial

de crescimento, as chamadas cervejas

especiais têm ganhado cada vez mais

espaço no paladar dos consumidores,

o que se reflete em grandes oportunidades

de negócio. Em Porto Alegre,

um grupo de dez microcervejarias,

concentradas no bairro Anchieta,

região industrial próxima ao Aeroporto

Salgado Filho, produz, em

média, 5 mil litros por mês e vende,

em geral, diretamente para bares e

restaurantes da Capital. Para melhorar

aspectos relacionados à gestão e tecnologia,

o SEBRAE/RS entra em cena

em 2015 com o projeto Desenvolver

as Microcervejarias Artesanais do Rio

Grande do Sul, que reunirá, ao todo,

36 empresas localizadas em Alvorada,

Canela, Canoas, Caxias do Sul, Encantado,

Gramado, Morro Reuter, Nova Prata,

Novo Hamburgo, Passo Fundo, Picada

Café, Porto Alegre, Santa Maria, Santa Cruz

do Sul, São Leopoldo e Viamão.

Rodrigo Ferraro, sócio-proprietário da cervejaria

Irmãos Ferraro

A iniciativa da instituição também pretende

mapear o setor, tendo em vista que o segmento

ainda é considerado novo. “O Brasil

produz 14 bilhões de litros/ano e apenas

cerca de 5% correspondem às microcervejarias.

Isso nos mostra que existe bastante a

ser explorado”, afirma a gestora do projeto

no SEBRAE/RS, Francine Dagnino. Os dados

são do Sistema de Controle de Produção de

Bebidas da Receita Federal (Sicobe).

O sócio-proprietário da cervejaria Irmãos

Ferraro, Rodrigo Ferraro, iniciou a produção

da bebida em 2009 e, de forma

caseira, utilizava as panelas de alumínio

da mãe, o fogão de casa e os amigos

mais próximos como “cobaias”. De lá

Fotos: SEBRAE/RS

11


COMÉRCIO E SERVIÇOS

para cá, saltou dos 80 litros por mês para 15

mil litros/mês da bebida, que leva 100% de

cevada maltada e lúpulo. Nos últimos dois

meses, a Irmãos Ferraro dobrou sua produção,

atingindo a capacidade máxima dos

atuais equipamentos da indústria. Os oito

tipos de cerveja são comercializados para

bares, restaurantes e lojas especializadas no

Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte,

São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do

Sul, Pernambuco e Bahia. A Irmãos Ferraro

está presente em 250 lojas espalhadas pelo

Brasil.

Babel Cervejaria é premiada no Chile

Instalada no polo cervejeiro do bairro

Anchieta desde 2013, a Babel Cervejaria

conquistou, no ano passado, o primeiro

título com a cerveja Lucky Jack, considerada a

melhor Pale Ale (cerveja de cor dourado

e que pode ir até ao âmbar ou acobreado,

pouco amargas, com sabor característico

de um malte levemente tostado)

inglesa das Américas, na Copa Cervezas

de América, um dos mais importantes

concursos cervejeiros da América Latina,

realizado no Chile. A mesma também

conquistou Medalha de Bronze no Concurso

Brasileiro de Cervejas 2015.

Com 1.400 metros quadrados de fábrica,

a Babel comercializa no Rio Grande do

Sul seis tipos de cerveja: Blonde, Três Tigres

(Weiss), Lucky Jack (bitter inglesa), Ka’a

(cerveja feita com erva-mate), Ignatius (Cascade

IPA) e Summer Stout (Dry Stout). O

sócio-proprietário da microcervejaria, Humberto

Fröhlich, acrescenta que hoje a empresa

está produzindo 2 mil litros/mês da

bebida, porém, em 2015 pretende ampliar

esse número e também a comercialização

através de garrafas, atualmente muito focada

em barris. “Em 2014, foi a consolidação

“Em 2014, foi a consolidação

da empresa. Neste

ano, pretendo sair da parte

operacional e me dedicar

mais ao estratégico, com

foco em vendas, chegando

mais forte ao consumidor.”

Humberto Fröhlich,

sócio-proprietário da microcervejaria Babel

da empresa. Neste ano, pretendo sair da

parte operacional e me dedicar mais ao estratégico,

com foco em vendas, chegando

mais forte ao consumidor”, revela.

Para Fröhlich, que inspirou-se nas cervejas

consumidas durante uma viagem à Alemanha,

a carga tributária é o pior entrave

do setor. No caso da Babel, os custos ultrapassam

50% da receita bruta da empresa.

Humberto Fröhlich, sócio-proprietário

da microcervejaria Babel

Foto: André Feltes

12


COMÉRCIO E SERVIÇOS

Rodrigo Ferraro também encontra dificuldades

devido aos altos impostos e cita, ainda,

a logística de transporte e distribuição. Para a

Bahia, por exemplo, a carga leva cerca de 20

dias para chegar. No que se refere aos tributos,

torna-se mais caro levar cerveja para Santa

Catarina do que para Europa”, compara.

Na opinião dos empreendedores, o

projeto do SEBRAE/RS pode contribuir

com as microcervejarias principalmente

no que tange à gestão, à organização e

ao planejamento. “Temos muito o que

melhorar enquanto empresários, mesmo

porque estamos nesta condição

há pouco tempo. Uma coisa é gostar e

saber fazer cerveja de qualidade, outra

é administrar a fábrica em tudo que ela

comporta, parte financeira, comercial,

marketing, recursos humanos”, reflete

Rodrigo Ferraro. E Fröhlich acrescenta:

“Existe espaço para todos, mas isso requer

produtos diferenciados, mais organização

e planejamento. São esses aspectos

que vão garantir a permanência das microcervejarias

no mercado”.

Cerveja faz bem à saúde,

SE CONSUMIDA COM MODERAÇÃO

Produzida a partir da combinação de ingredientes naturais, a cerveja pode trazer

benefícios diretos e indiretos para a saúde humana, se consumida com moderação.

Segundo recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde), o consumo

diário deve ser de uma lata para mulheres e duas para homens. A cerveja possui

ótima capacidade antioxidante devido a compostos fenólicos existentes no malte

e no lúpulo, por isso, os diversos benefícios relacionados à bebida. Dentre eles, estão

a manutenção de níveis saudáveis do colesterol total no sangue; a melhora da

hipertensão e de marcadores de inflamação; a reidratação corporal; e a proteção

contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A relação da cerveja com

os benefícios para a saúde do coração é o indicador de maior evidência dentre os

estudos já desenvolvidos na área. A maioria das pesquisas mostra uma redução

de 30 a 35% no risco de doença cardíaca. Composta basicamente por água (95%)

e com baixo teor alcoólico (entre 4% e 8%), a cerveja é a bebida que apresenta o

menor valor calórico dentre as bebidas alcoólicas.

Consumo diário recomendado:

mulheres:

1 lata

homens:

2 latas

Benefícios relacionados:

manutenção de níveis

saudáveis do colesterol

total no sangue

melhora da hipertensão

e de marcadores de

inflamação

reidratação corporal

proteção contra o

desenvolvimento de

doenças cardiovasculares

Mais informações podem ser obtidas no Anuário 2014 da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (Cervbrasil).

13


INDÚSTRIA

QUANDO UMA CULTURA

VIRA UMA EMPRESA

Eureka! Capital criativo brasuca é matéria-prima

para impulsionar negócios das MPEs

POR LARISSA MAMOUNA

“Não há nada como o sonho

para criar o futuro. Utopia hoje, carne

e osso amanhã”. A frase é do poeta, escritor e

dramaturgo francês autor de Les Misérables, Victor

Hugo (1802-1885), e ilustra, nesta reportagem,

a ascensão da classe criativa nos negócios. Sua

potência já é visível no País apesar do seu conceito

um tanto nebuloso, à primeira vista, por ser o

oposto da produção em série e da

massificação de matérias-primas.

As empresas inseridas na Economia

Criativa movimentaram, em 2013,

R$ 126 bilhões, o equivalente a

2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro,

conforme mapeamento da Federação

das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan),

divulgado em dezembro do ano passado.

Trata-se do estudo mais recente sobre este

assunto em terras verde-amarelas, até o

fechamento desta edição.

Mas, afinal, o que é Economia Criativa? É

um termo criado para nomear modelos

de negócio ou gestão que se originam

em atividades, produtos ou serviços desenvolvidos

a partir de conhecimento,

criatividade ou capital intelectual de indivíduos

com vistas à geração de trabalho

e renda. Este termo começou a se tornar

popular em 2011, quando o escritor

e pesquisador John Howkins aplicou o

conceito a 15 indústrias relacionadas com

criatividade cultural e inovação.

No Brasil, segundo definição do Ministério

da Cultura, a Economia Criativa está distribuída

em 13 áreas: arquitetura, artesanato,

artes cênicas, artes plásticas e

antiguidades, cinema e vídeo, editoração

e publicações, design, moda, música,

14


INDÚSTRIA

publicidade, rádio, televisão e softwares

de lazer. Seus princípios norteadores

são a diversidade cultural, a inovação,

a sustentabilidade e a inclusão social.

Bem-vindo a um novo mundo, onde o

que faz a diferença são as pessoas, as ideias

e os projetos, e a criatividade passa a ser

entendida como recurso estratégico para

as empresas – principalmente as micro e

pequenas.

“Os criativos passaram a entender que, a

partir do capital intelectual, podiam desenvolver

seus produtos e serviços gerando

lucro para suas próprias empresas e

ganhando dinheiro. Eles não concorrem

com preço ou outras questões que norteiam

os produtos de massa. Seu diferencial é,

justamente, a experiência proporcionada

– tanto para quem produz como para

quem consome”, explica a técnica do

SEBRAE/RS, Fabiana Zin, responsável por

três iniciativas da instituição com foco na

Economia Criativa.

Originalidade

Desde o ano passado, o SEBRAE/RS trabalha

com grupos de empresas inseridas

na Economia Criativa, esclarecendo que

fazer o que se gosta dá trabalho e que

transformar uma ideia em negócio exige

educação empreendedora. O sócio-proprietário

da Blast Produtora, especializada

em comunicação audiovisual em Caxias

do Sul, Marcelo Colaziol dos Santos, explica

que muitos empreendedores do setor

da Economia Criativa priorizam a atenção

para as técnicas, tendências e estética e

deixam em segundo plano as questões

da organização, gestão e planejamento

da empresa. Formado em Design Gráfico,

sua empresa já tem 11 anos de mercado,

mas participa, pela primeira vez, de um

projeto coletivo do SEBRAE/RS. No total, o

grupo de Economia Criativa do SEBRAE/RS

na região da Serra reúne 18 negócios, distribuídos

entre as áreas de publicidade, fotografia,

música, produção cultural, galeria de

arte e tem, inclusive, uma escritora.

15


INDÚSTRIA

“Nosso resultado foi

imediato com aumento

superior a 30% no faturamento

já no primeiro

mês que colocamos

em prática as ferramentas

de gestão aprendidas.”

Marcelo Colaziol dos Santos,

sócio-proprietário da Blast Produtora

Marcelo Colaziol dos Santos, sócio-proprietário

da Blast Produtora, especializada em comunicação

audiovisual em Caxias do Sul

A iniciativa, desenvolvida em parceria com

a Secretaria de Cultura de Caxias do Sul,

já proporcionou capacitação em plano

de negócios no modelo Canvas, Empretec,

rodadas de integração, entre outros.

“Nosso resultado foi imediato com aumento

superior a 30% no faturamento

já no primeiro mês que colocamos em

prática as ferramentas de gestão aprendidas”,

destaca Santos, complementando

que passou, inclusive, a trabalhar para

ampliar a rede de relacionamento e divulgação

da Blast Produtora, para avaliar

riscos e para buscar outras oportunidades

em novos mercados de forma mais assertiva.

“Dois mil e quatorze foi um dos

melhores anos da empresa, apesar dos

efeitos da crise econômica mundial nesta

região, que é essencialmente industrial”,

comemora o sócio-proprietário.

Formalizado como Microempreendedor

Individual desde 2012, Joel Rosa é outro

exemplo de negócio inserido na Economia

Criativa e que recebe atendimento especializado

do SEBRAE/RS. Em seu ateliê,

em Bento Gonçalves, ele confecciona

bolsas artesanais reaproveitando couro e

palha. “Não faço produção em série”, afirma,

complementando que está pesquisando

outros tipos de materiais para lançar a sua

primeira coleção, que terá como tema os

vinhos e as vinícolas da região. “O planejamento

estratégico que aprendi por meio

do SEBRAE/RS está fazendo uma grande

diferença no meu negócio. Passei a entender

e investir, por exemplo, na cultura

da minha marca e estou buscando novos

mercados”, compara.

Rosa participa de um projeto coletivo

com outras 11 empresas do segmento de

confecções, bolsas em couro, acessórios

e componentes e estamparia, desenvolvido

em parceria com a Associação Brasileira

de Empresas de Componentes para

Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal)

e o Instituto by Brasil (IBB). O SEBRAE/RS

também atua com 19 empresas inseridas

16


INDÚSTRIA

Foto: Vinicius Prado

“O planejamento estratégico

que aprendi por meio do

SEBRAE/RS está fazendo

uma grande diferença no

meu negócio. Passei a

entender e investir, por

exemplo, na cultura da

minha marca e estou buscando

novos mercados.”

Joel Rosa,

microempreendedor individual

na Economia Criativa na capital gaúcha

com o apoio da Fundacine e do Arranjo

Produtivo Audiovisual POA.

“O ingresso do SEBRAE/RS nos segmentos

da Economia Criativa sinaliza uma

nova fonte de sustentação para despertar

a capacidade empreendedora e de gestão

de artistas e profissionais para que trans-

formem suas atividades em um negócio

diferenciado”, finaliza o técnico da Gerência

Setorial da Indústria do SEBRAE/RS,

Paulo César Bruscatto. Segundo ele,

a instituição começou 2015 com um

novo grupo de empresas localizadas em

Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí e

Porto Alegre, das áreas de design gráfico,

multimídia, móveis, arquitetura e música.

Foto: Andre Pellizzari Fotografia

Joel Rosa, microempreendedor individual que confecciona bolsas artesanais de couro e palha

17


EMPREENDEDORISMO

UMA BOA IDEIA

PARA INVESTIR

Estudo do SEBRAE aponta

negócios promissores

para 2015

POR JOSINE HAUBERT

Foto: Banco de Imagens

18


EMPREENDEDORISMO

Casar ou comprar um carro?

Nem um, nem outro. O grande

sonho do brasileiro atualmente

é ter o próprio negócio. Dados da última

edição da pesquisa Global Entrepreneurship

Monitor (GEM) revelaram

que virar empresário é o terceiro maior

desejo dos brasileiros, atrás apenas de

adquirir casa própria e viajar pelo Brasil.

Ter o próprio automóvel e formar uma

família aparecem lá atrás na lista de

desejos, em 6º e 9º lugares, respectivamente.

Com tantas pessoas buscando

o empreendedorismo como caminho

profissional, é natural que a concorrência

seja cada vez maior e mais qualificada,

exigindo mais de quem empreende.

O primeiro passo para ter sucesso na

vida de empresário é identificar uma

(boa) ideia de negócio. Mas como

chegar até ela? Acompanhar as mudanças

no comportamento da população

e estar atento às tendências são

boas dicas para quem busca inspiração

para empreender. Estudos do SEBRAE

também podem ajudar os potenciais

empresários na tomada desta decisão.

No começo de 2015, a instituição divulgou

uma relação de negócios mais

promissores para o ano, elaborada

com base no quadro econômico do

País. A análise mostrou os segmentos

com maior potencial de expansão nos

últimos anos e os que mais tendem a

se beneficiar com movimentos da sociedade.

São eles:

• preparo de alimentos para consumo

domiciliar e comércio de alimentos;

• construção, instalações elétricas,

sanitárias, hidráulicas e de gás;

• confecção e comércio de roupas;

• cabeleireiros, atividades de estética

e beleza, comércio de cosméticos;

• bijuterias e artefatos semelhantes;

• reparação de veículos automotores

e motocicletas;

• reparação de computadores e equipamentos

de informática;

• reparação e recarga de cartuchos

para equipamentos de informática;

• reciclagem.

Estes negócios têm em comum o fato de

serem voltados para o mercado interno

e atenderem às necessidades básicas da

população, que adquiriu novos hábitos

de consumo nos últimos anos, a partir

da ascensão econômica de milhões de

famílias das classes C e D. “Eles também

refletem uma mudança de comportamento

da população em geral, que está mais

preocupada com o consumo consciente,

compartilhamento e sustentabilidade”,

analisa o gerente setorial de Comércio e

Serviços do SEBRAE/RS, Fábio Krieger, que

destaca o grande potencial dos negócios

do segmento de serviços. “A baixa barreira

de entrada desses negócios resulta numa

concorrência intensiva, onde o produto

deixa de ser o principal fator de sucesso.

Assim, o atendimento qualificado e customizado

destaca-se como um grande

diferencial competitivo”, analisa.

19


EMPREENDEDORISMO

Na análise de Fábio Krieger, com a vida

mais corrida, as pessoas tendem a pagar

mais por produtos e serviços que facilitem

suas rotinas. “Outra tendência que temos

percebido muito aqui no Rio Grande do

Sul é a maior preocupação dos gaúchos

com a saúde e com a qualidade de vida, o

que está resultando em bons negócios nos

setores de alimentação saudável e academias

de ginástica”, exemplifica o gerente.

Ana Paula Carneiro Monteiro, 48 anos, é

exemplo de empresária que está lucrando

com esta tendência saudável dos gaúchos.

Há cerca de um ano, ela abriu em Porto

Alegre a empresa Ana Monteiro, especializada

em alimentos sem leite e sem glúten. O

objetivo, na época, era atender a um nicho

específico: pessoas, assim como ela, alérgicas

a estes ingredientes. Logo percebeu,

no entanto, que pessoas sem nenhuma

restrição alimentar estavam interessadas

em seus produtos. “Como está na moda

cortar glúten e lactose da dieta, pessoas

que não têm alergia mostraram interesse

pelos produtos, o que melhorou o desempenho

da empresa neste primeiro ano de

atividade”, comemora a empreendedora.

Outra tendência apontada pelo SEBRAE e

que Ana Paula segue é trabalhar em casa.

Ela explica que optou por fazer de sua

cozinha a base do negócio por ser mais

econômico e prático. “Não ter que enfrentar

o trânsito para trabalhar é uma grande

vantagem, não é?”, questiona. Hoje, além

de atender pedidos, Ana Monteiro também

fornece seus produtos para cafés, confeitarias

e empórios de produtos naturais da

capital gaúcha e da região Metropolitana.

Ana Paula Carneiro Monteiro, empresária

Foto: SEBRAE/RS

Foto: SEBRAE/RS

20


EMPREENDEDORISMO

Investindo em beleza

Nos últimos anos, o setor de beleza e estética

foi um dos que mais cresceu no Brasil.

De acordo com a Associação Brasileira de

Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos

(ABIHPEC), o gasto mensal das famílias com

serviços de cabeleireiro ultrapassou a marca

de R$ 1 bilhão no último ano e, segundo levantamento

do SEBRAE/RS, seguirá em alta

em 2015. Quem já está investindo no setor

garante: ainda há espaço para crescer. É o

caso de Zezeh Lima, 59 anos, proprietária

do salão Pérola Negra. Em 2014, após anos

atuando como cabeleireira especializada

em cabelos afro em uma pequena sala

comercial no bairro Cidade Baixa, em Porto

Alegre, ela resolveu abrir seu salão em uma

loja térrea no Centro da Capital. Hoje, mesmo

com poucos meses de trabalho, já está

colhendo resultados positivos. “Além de

manter a minha clientela antiga, estou conseguindo

trazer para o salão as pessoas do

bairro que buscavam serviço

de qualidade em um local

bonito e aconchegante”,

explica. Segundo Zezeh, o

público negro, no qual é especializada,

ascendeu economicamente

e conquistou

poder de compra que antes

não tinha. A maior busca

por serviços de beleza é

consequência deste crescimento

econômico. “Percebi

que meus clientes queriam

glamour e meu novo salão

nasceu para atender a este

desejo”, explica.

Zezeh Lima, proprietária do salão Pérola Negra

Foto: SEBRAE/RS

Foto: SEBRAE/RS

21


EMPREENDEDORISMO

Indústria

O levantamento do SEBRAE também apontou

o setor de confecção como negócio

potencial para indústrias de micro e pequeno

porte no Brasil. Na análise da gerente

setorial da Indústria do SEBRAE/RS, Danyela

Pires, os empreendedores que forem investir

neste setor em 2015 precisam estar atentos

para a necessidade de diferenciação, principalmente

para evitar a grande concorrência

que o setor sofre em relação aos produtos

importados. “As pequenas indústrias que

estão investindo em qualidade e design e

se posicionando pela diferenciação estão

conseguindo ser mais competitivas do que

aquelas que preferem brigar por preço”,

observa a gerente.

De acordo com a gerente, as indústrias

criativa e digital são nichos promissores do

setor para este e para os próximos anos,

mas quem deseja empreender precisa estar

atento e ter alguns cuidados. “O cenário

econômico do Estado e do País está complicado

e a concorrência é muito forte.

Quem busca o sucesso precisa investir

em processos de produção assertivos, que

evitem desperdícios. Qualificar a mão de

obra também é fundamental”, alerta.

Agronegócio

Embora a pesquisa de tendências seja

focada em negócios urbanos, há muito

espaço para quem quer empreender no

setor primário, por isso, os produtores

rurais também precisam acompanhar a

mudança no comportamento dos consumidores.

“As pessoas já estão aceitando

pagar mais por um alimento sustentável

e seguro, cuja produção respeite o meio

ambiente e boas práticas de produção”,

analisa o gerente setorial de Agronegócio

do SEBRAE/RS, João Paulo Kessler.

De acordo com Kessler, o segmento que

vêm se destacando e que está em expansão

no Rio Grande do Sul é a olivicultura

– cultivo de oliveiras, no qual o

produtor pode atuar tanto como fornecedor

de matéria-prima, no caso a azeitona,

como produtor do azeite. “É uma cadeia

que está se estruturando no Estado e tem

grande potencial de crescimento”, afirma o

gerente, revelando, ainda, que, em breve, o

programa Juntos para Competir – parceria

entre FARSUL, SENAR-RS e SEBRAE/RS –

começará a atuar no setor.

22


EMPREENDEDORISMO

“As pequenas indústrias

que estão investindo

em qualidade e design

e se posicionando pela

diferenciação estão

conseguindo ser mais

competitivas do que

aquelas que preferem

brigar por preço.”

Danyela Pires,

gerente setorial da Indústria

“As pessoas já estão

aceitando pagar mais

por um alimento

sustentável e seguro,

cuja produção respeite

o meio ambiente e

isso é uma tendência

que deve expandir nos

próximos anos.”

João Paulo Kessler,

gerente setorial de Agronegócio

Vai empreender?

Então prepare-se!

Independentemente do setor

em que se queira empreender,

é preciso estar preparado.

Elaborar um plano de negócios

é o primeiro passo para

transformar em realidade o

sonho de ter a própria empresa.

Em todo o Brasil, o SEBRAE

oferece consultorias, treinamentos,

palestras, seminários, eventos,

publicações, entre outros

serviços, muitos deles gratuitos.

O atendimento pode ser feito

presencialmente, pelo telefone

0800.570.0800 ou pelo site:

www.sebrae-rs.com.br

23


INOVAÇÃO

INCENTIVO A

IDEIAS CRIATIVAS

Foto: Banco de Imagens

Quarenta e duas MPEs

tiveram seus projetos

inovadores selecionados

pelo SEBRAE/RS para

receber recursos não

reembolsáveis que

variam entre R$ 50 mil

e R$ 100 mil

24


INOVAÇÃO

Um smartphone, um visor 3D

HMD (Head Mounted Display –

capacetes de realidade virtual)

e um joystick (periférico de computador

e videogame pessoal). Com estes

três itens, surgiu um produto inovador

que irá contribuir para a diminuição

dos acidentes de trabalho ocasionados

pela prática de atividades de risco. A invenção

gaúcha, que parece simples à

primeira vista, é da Nexo Capacitação

Digital, especializada em soluções educacionais

multiplataforma para empresas.

O Simulador de Realidade Virtual (SRV)

Imersiva Mobile é a segunda versão da

ideia inicial, que foi desenvolvida sob

demanda de uma grande empresa do

setor de energia elétrica. “Como o custo

do produto inviabilizaria a venda em larga

escala, tivemos que reajustá-lo, adotando

o uso de um smartphone, o qual

acoplado ao visor permite ao usuário

visitar um espaço semelhante ao real,

vendo, ouvindo e interagindo em três dimensões”,

explica o sócio-fundador da

Nexo, Frederico Faria.

Agora, a pequena empresa, com sedes em

Porto Alegre e São Paulo, está trabalhando

no aprimoramento do protótipo em

ergonomia, robustez e tracking – resposta

de sincronização entre o movimento do

olhar e as imagens. Com recursos conquistados

através do Inova Pequena Empresa

RS, iniciativa do SEBRAE/RS, Faria e

sua equipe já estão com a mão na massa

e pretendem lançar a ferramenta ainda

no primeiro semestre de 2015. De acordo

com o empreendedor, seu objetivo é ser

a primeira empresa de simuladores HMD

do Brasil e talvez até do mundo, já que

não existe nada semelhante no mercado.

“Temos quatro multinacionais interessadas

em nosso produto”, comemora.

Foto: SEBRAE/RS

“Como o custo do

produto inviabilizaria a

venda em larga escala,

tivemos que reajustá-lo

adotando o uso de

um smartphone,

o qual acoplado ao

visor permite ao

usuário visitar um

espaço semelhante

ao real, vendo, ouvindo

e interagindo em três

dimensões.”

Frederico Faria,

sócio-fundador da Nexo

Frederico Faria, sócio-fundador da Nexo

25


INOVAÇÃO

Como funciona o SRV* :

• Produção dos módulos de treinamento: ocorre através da modelagem em

3D da empresa contratante junto com o apontamento de todos os riscos de

acidente que envolvem a atividade em questão (software).

• O módulo é transformado em um aplicativo, que é instalado no smartphone.

É ele que será acionado quando o usuário fizer uso do simulador.

• Com a utilização do visor, é possível realizar a imersão ao ambiente virtual,

que recria, com alto grau de realidade, a tarefa cumprida no dia a dia pelo funcionário.

Manipulando o joystick, ele conseguirá apontar quais são os aspectos

que percebe e identifica como de risco. O resultado das atividades junto aos

funcionários resulta em um relatório que servirá de insumo para a construção

do plano de ação preventivo da empresa.

Conforme ilustra o esquema abaixo:

visor

informações em nuvem

transformadas em

aplicativo

aplicativo instalado

em smartphone

joystick

experiência no

ambiente virtual

*Simulador de Realidade Virtual

O Inova Pequena Empresa destinou recursos

financeiros entre R$ 50 mil e R$

100 mil para projetos inovadores nas

áreas de Petróleo e Gás, Energias Alternativas,

Tecnologia da Informação e Comunicação,

Metalmecânico, Agronegócio,

Meio Ambiente e Saúde. O apoio financeiro

não reembolsável (Subvenção Econômica)

contempla desde a etapa de pesquisa

e desenvolvimento até o protótipo, incluindo

produção de lote experimental

e comercialização. Foram selecionadas

42 empresas, entre pequenas e micro

localizadas em incubadoras e parques

tecnológicos, que se destacaram pelas

características inéditas de suas propostas.

O valor total do investimento destinado

pelo SEBRAE/RS soma R$ 4 milhões.

26


INOVAÇÃO

Foto: Divulgação

Celso Antônio Tissot e Fernanda Fanti Tissot, proprietários da Luxion Iluminação

Segundo o gestor do projeto Inova pelo

SEBRAE/RS, Gustavo Schneck Moreira, a

iniciativa, que está na terceira edição, tem

como objetivo “promover o desenvolvimento

tecnológico das MPEs do Estado

através do compartilhamento de custos

do processo de inovação, diminuindo

riscos e estimulando a ampliação das atividades

inovadoras no universo empresarial”.

“Promover o desenvolvimento

tecnológico das

MPEs do Estado através

do compartilhamento

de custos do processo

de inovação, diminuindo

riscos e estimulando a

ampliação das atividades

inovadoras no universo

empresarial.”

Gustavo Schneck Moreira,

gestor do projeto Inova pelo SEBRAE/RS

Uma luminária a favor da saúde

Baseada em pesquisas científicas referentes

à interferência da luz no organismo humano,

a ideia dos empreendedores Celso

Antônio Tissot e Fernanda Fanti Tissot,

proprietários da Luxion Iluminação, é

desenvolver uma luminária cuja intensidade

e cor reproduzam a luz natural

do sol, variando conforme o horário e as

estações do ano. O projeto não significa

apenas a possibilidade de desenvolver um

equipamento que ofereça iluminação,

mas, principalmente, que oferte maior

qualidade de vida a pacientes, visitantes

e funcionários das instituições hospitalares”,

justifica Tissot, também contemplado

com recursos do Inova Pequena

Empresa.

27


INOVAÇÃO

Foto: Divulgação

Segundo estudos analisados pela

equipe da Luxion, essa variação

de luz regula o ciclo circadiano,

principal responsável pelo ritmo

bioquímico do organismo

humano. Isso significa, principalmente,

melhora na atenção,

na qualidade do sono, no funcionamento

intestinal, no humor,

entre outros benefícios. A

utilização dessas luminárias

auxilia no tratamento de diversas

doenças, principalmente

aquelas que levam o paciente ao

isolamento, ou seja, internados

nas Unidades de Terapia Intensiva

(UTIs). “A tecnologia, batizada

inicialmente de Cicluz, poderá

ser aplicada, ainda, em casas

geriátricas, consultórios médicos,

laboratórios, e até mesmo

em locais comuns, como escritórios,

shoppings centers e

afins”, explicam os empresários

de Caxias do Sul.

Outro aspecto positivo do projeto

é a tecnologia LED, que

será utilizada na Cicluz, a qual

não emite radiação ultravioleta

e infravermelho, ao contrário

das lâmpadas fluorescentes

tradicionais. Desta forma, tornam-se

grandes aliadas no

tratamento de pessoas sensíveis

à luz UV, bem como portadores

de doenças, como lúpus e

câncer de pele. Além de serem

mais econômicas e duráveis.

Como a tecnologia é pioneira

no Brasil, a Luxion já entrou

com requerimento de patente

junto ao Instituto Nacional de

Propriedade Industrial (INPI).

28


INOVAÇÃO

Fotos: Divulgação

Reflexos na empresa no 1º ano:

atingir entre aumento de aumento de

3% e 5% 10% 15% 20% 10%

dos leitos de UTIs

de gênero particular

no RS

no faturamento

gradativamente nos

anos subsequentes

no quadro funcional,

além de geração de

empregos indiretos

29


INOVAÇÃO

Foto: Banco de Imagens

INOVAÇÃO

E PEQUENOS

NEGÓCIOS

CAMINHANDO

JUNTOS

30


INOVAÇÃO

Empresas interessadas

em aderir ao Programa

ALI – Agentes Locais

de Inovação podem

inscrever-se até o

dia 30 de junho

31


INOVAÇÃO

Pensar (e implementar) uma ideia

nova, que melhore o desempenho

da empresa, não é uma tarefa fácil

para a maioria dos empresários brasileiros.

A solução que, muitas vezes,

parece óbvia para quem está de fora

pode ser difícil de ser percebida por

quem comanda o negócio. Isso pode

ser ainda mais difícil para empresários

de pequenos negócios, que, em sua

maioria, fazem sozinhos a gestão financeira,

de pessoas, o controle de

vendas e de estoque no negócio. Pensando

nisso, o SEBRAE, em parceria

com o Conselho Nacional de Desenvolvimento

Científico e Tecnológico

(CNPq) criou o Programa Agentes Locais

de Inovação (ALI), cujo objetivo

é massificar soluções de inovação e

tecnologia nas pequenas empresas.

O programa funciona da seguinte forma: as

empresas que se candidatam recebem a visita

dos agentes bolsistas do CNPq – profissionais

graduados capacitados pelo SEBRAE na

metodologia do programa. Após realizar um

diagnóstico na empresa, o agente determina

um plano de ação adequado à estratégia

de inovação da empresa. As mudanças

geram impacto direto na gestão empresarial,

na melhoria de produtos e processos

e na identificação de novos nichos de mercado

para os seus produtos. As empresas

interessadas em aderir ao programa podem

candidatar-se através da Central de Relacionamento

SEBRAE/RS: 0800.570.0800. O

prazo é até 30 de junho, mas as vagas são

limitadas e estão distribuídas nos municípios

das seguintes regionais: Metropolitana; Noroeste;

Planalto; Serra Gaúcha; Sinos, Caí e

Paranhana; Sul; Vales do Taquari e Rio Pardo.

Quem pode participar?

Podem participar do Programa ALI

empresas de pequeno porte, com

faturamento anual entre

R$ 360.000, 01 e

R$3.600.000, 00

atuantes nos setores de Indústria,

Comércio ou Serviços.

Fotos: Banco de Imagens

32


INOVAÇÃO

Quais são os benefícios?

Acompanhamento In Loco - o agente vai até o negócio

e monitora, de forma customizada, a implantação

das ações inovadoras que o empresário decidir utilizar.

Acompanhamento Continuado - o acompanhamento

do ALI é, em sua essência, continuado, pois envolve repetidas

visitas às empresas.

Acompanhamento Customizado - as soluções são

apresentadas de acordo com a necessidade da empresa.

Acompanhamento Especializado - as ações

propostas pelo ALI são validadas por um consultor

especialista de mercado, o que possibilita uma orientação

mais fiel e coerente.

Acompanhamento Gratuito - destaca-se a não

cobrança de taxa para o acompanhamento do ALI.

Compreende-se, naturalmente, que as ações sugeridas

pelo ALI podem incorrer em custos para o empresário,

principalmente por envolverem a aquisição de novos

equipamentos, serviços ou tecnologias.

33


CASOS DE SUCESSO

SIGA O EXEMPLO

“Tive contato com o SEBRAE/RS pela primeira vez em

2013, quando participei do curso de Gestão Financeira.

Já a partir dos conhecimentos adquiridos nele, implementei

uma série de melhorias na minha loja, como um

novo programa para controle do estoque e do caixa.

Depois, através de uma consultoria em marketing, descobri

um universo de coisas que eu poderia fazer para

comunicar novidades para os clientes. Foi então que

o Facebook da loja foi profissionalizado e passou a ser

uma ferramenta bem direcionada de vendas. Também

participei de consultorias que me ajudaram a encontrar

novos fornecedores e a perceber a importância de ter

código de barras nos produtos. O processo todo de

qualificação resultou em aumento de vendas e consequente

necessidade de locar uma segunda sala e aumentar

o quadro de funcionários. Também estou abrindo

a loja virtual. Por tudo isso, eu digo que o SEBRAE

foi um divisor de águas para a minha empresa.”

Marina Petroli - Bento Gonçalves

Labaro Loja de Variedades

“Iniciei minha atividade após ter ensinado meus pais a utilizarem

o computador para se comunicar com meu irmão

que foi morar fora do Brasil. Meus pais me recomendaram

aos amigos deles por eu ser uma pessoa calma, pacienciosa,

conhecedora da tecnologia e com a didática

adequada para ensinar pessoas da terceira idade. Tive

meus primeiros alunos sem empresa, mas logo procurei

o SEBRAE para formalizar meu negócio, pois observei

a demanda das pessoas da terceira idade nesta área de

tecnologia e percebi que esse seria um negócio promissor.

Com ajuda do SEBRAE, registrei meu negócio como

Microempreendora Individual (MEI), participei da oficina

Elaborando um Plano de Negócios e recebi orientações

de marketing e de finanças. Aprendi como formar preços,

delimitar a área de abrangência para atender o meu público-alvo

e como divulgar meu trabalho. Com isso, aumentei

o número de alunos atendidos, ampliei meu faturamento,

fidelizei clientes e recebi indicações do meu trabalho.

Agradeço e confio no SEBRAE.”

Elenise Corbari - Porto Alegre

Te Ajuda - Professora de Informática

34


CASOS DE SUCESSO

Curso Gestão Financeira

Na Medida

Ensina a importância de implantar

e analisar os controles financeiros

e econômicos para uma gestão

mais eficaz da empresa. Nele, o

empresário aprende a reconhecer

a importância da formação de

preços de produtos e serviços e a

registrar as informações financeiras

e econômicas nos controles

de caixa e de resultado.

Duração: 20h

Investimento:

R$ 180,00 - Pessoa Jurídica

R$ 230,00 - Pessoa Física

Oficina Elaborando um

Plano de Negócio

Auxilia os participantes na compreensão

e estruturação de um

roteiro de plano de negócios que

os permita refletir sobre abrir, expandir

ou manter um negócio. O

objetivo dele é gerar reflexão sobre

a importância de ter um roteiro

estruturado, levando os novos

empreendedores e empresários a

refletirem sobre a boa utilização

dos recursos que dispõem.

Duração: 8h

Investimento:

R$ 50,00 - Pessoa Jurídica

R$ 65,00 - Pessoa Física

Acesse nossa

agenda de cursos

e veja quando eles

serão realizados na

sua região:

“Eu já havia participado de cursos do

SEBRAE/RS quando era funcionária de

uma empresa. Há cerca de dois anos, decidi

abrir meu próprio negócio e vi como

era difícil estar do “outro lado do balcão”.

Estava tendo muita dificuldade em gerenciar

e liderar a equipe. Foi então que procurei

o SEBRAE/RS novamente. Desta vez,

fiz o curso de Gestão de Pessoas e Equipes

na Medida, Bônus Consultoria em Recursos

Humanos e Consultoria Gerencial. A

partir das lições aprendidas, eu reorganizei

a equipe, defini cargos, passei a dar feedbacks

constantes para os funcionários e hoje sou

mais respeitada. É claro que todo este processo

culminou em uma melhoria no desempenho

financeiro da empresa.”

Ivone Salles - Santana do Livramento

La Buenna Pizza

Gestão de Pessoas e Equipes

na Medida

Permite que o empresário aproprie-se

dos conhecimentos que

o permitirão criar condições e

potencializar a capacidade empresarial

de atrair, desenvolver e

manter talentos.

Duração: 24h

Investimento:

R$ 180,00 - Pessoa Jurídica

R$ 230,00 - Pessoa Física

35


POLÍTICAS PÚBLICAS

A PROMOÇÃO DO

DESENVOLVIMENTO

REGIONAL SUSTENTÁVEL

Iniciativa do SEBRAE/RS

é colocada em prática

nas regiões da Campanha

e da Fronteira Oeste

do Rio Grande do Sul,

beneficiando 22

municípios

36


POLÍTICAS PÚBLICAS

Mobilizar, qualificar e integrar

lideranças para a promoção

do desenvolvimento regional

sustentável. Inspirado neste conceito,

o SEBRAE/RS está colocando em

prática os projetos Líder Campanha e

Líder Fronteira Oeste, buscando unir

os setores público e privado, além do

terceiro setor, para a criação de um ambiente

favorável ao crescimento e fortalecimento

dos pequenos negócios dessas

importantes regiões gaúchas.

O diretor-superintendente do SEBRAE/RS,

Derly Fialho, pondera que “desenvolvimento

exige protagonismo local, sendo

que a mudança e a liderança precisam

ocorrer em todos os planos”. Ainda, segundo

ele, “a mobilização de todos os

atores desse processo é fundamental

para o estímulo do alinhamento das demandas

no plano local e sua convergência

para as políticas de fomento estaduais

e nacionais”.

Para o dirigente, os projetos Líder Campanha

e Líder Fronteira Oeste “são um

importante passo junto às lideranças,

onde o SEBRAE/RS oportuniza um conjunto

de confiança, comprometimento e

engajamento dos líderes. O empreendedor

deve ser uma pessoa ativa e determinada,

pensando sempre no futuro,

buscando que o amanhã seja sempre

melhor. A tarefa do líder é avançar, cumprir

com confiança e entendimento suas

responsabilidades”.

Com esta ação, o SEBRAE/RS cumpre

seu papel de promover o desenvolvimento

regional como uma das etapas

de resgate do protagonismo econômico

e social do Rio Grande do Sul. O líder

pretende transformar o pensamento e a

atitude empreendedora das lideranças da

Campanha e Fronteira Oeste, alinhando

o trabalho de grupos para se ter mais

foco, recursos e efetividade de trabalho,

podendo desenvolver o potencial socioeconômico

regional.

“Quando conseguimos unir recursos

humanos, financeiros e materiais, o resultado

é sempre positivo. Entretanto,

para que isso seja possível, temos que ser

bons gestores desses recursos. Assim,

teremos organizações altamente produtivas

e alcançaremos o sucesso na busca

do nosso objetivo, visto que o conjunto

dessas organizações é que gera o desenvolvimento”,

salienta Derly Fialho.

“Quando conseguimos

unir recursos humanos,

financeiros e materiais,

o resultado é sempre

positivo. Entretanto, para

que isso seja possível,

temos que ser bons

gestores desses recursos.

Assim, teremos

organizações altamente

produtivas e alcançaremos

o sucesso na busca

do nosso objetivo, visto

que o conjunto dessas

organizações é que gera

o desenvolvimento.”

Derly Fialho,

diretor-superintendente do SEBRAE/RS

37


POLÍTICAS PÚBLICAS

Estágios para o desenvolvimento

de lideranças

Os projetos Líder Campanha e Líder

Fronteira Oeste são constituídos por dez

estágios, fundamentados em paradigma

e cultura empreendedoras. Os estágios

envolvem identificação da situação

regional, sensibilização e formação do

grupo, construção da coesão e identidade

do grupo, gestão compartilhada da

mudança, desenvolvimento da liderança

empreendedora, oportunidades de articulação

e negociação, formulação

de estratégias de desenvolvimento,

gestão estratégica do desenvolvimento

e institucionalização e governança do

desenvolvimento da região.

Os estágios fomentam o processo de

atuação integrada dos líderes, estimulando-os

a saber aonde chegar e quando

(metas); saber como chegar (planejamento);

criar ferramentas (planos e projetos);

implementar e monitorar. O grupo

de participantes destas ações é constituído

por empresários, gestores municipais

e do terceiro setor, com perfil de liderança

e potencial de atuação para o desenvolvimento

regional sustentável.

O prefeito de Bagé, Dudu Colombo, destaca

a importância da ação do SEBRAE/RS. “É

preciso trabalhar cada vez mais e de forma

integrada pelo desenvolvimento da região.

Queremos aglutinar forças em todos os

municípios nos próximos meses, para

conhecer melhor a nossa realidade regional

e projetar o seu desenvolvimento”.

Bagé sedia o polo do Projeto Líder Campanha,

que abrange outros 11 municípios.

Já Uruguaiana é a cidade polo do Líder

Fronteira Oeste, englobando um grupo

com mais nove localidades vizinhas. “Esta

iniciativa do SEBRAE/RS é fundamental

para que os pequenos negócios da

região se agigantem e contribuam, cada

vez mais, com o crescimento dos municípios,

da região e do Estado”, destaca

o prefeito uruguaianense, Luiz Augusto

Schneider.

O diretor-superintendente do SEBRAE/RS

lembra que “para contribuir com o desenvolvimento,

é preciso articular

políticas públicas

voltadas para o desenvolvimento

das micro

e pequenas empresas.

Os pequenos negócios

têm uma relação muito

forte com os municípios

e com as pessoas, sendo

grandes parceiros na

hora de gerar emprego e

renda”.

Os municípios que integram

o projeto Líder

Campanha são: Aceguá,

Bagé, Candiota, Caçapava

do Sul, Dom Pedrito,

Hulha Negra, Lavras do

Sul, Pinheiro Machado,

Rosário do Sul, Santa

38


POLÍTICAS PÚBLICAS

Margarida do Sul, Santana do Livramento

e São Gabriel.

Já o projeto Líder Fronteira Oeste

agrupa os municípios de Alegrete,

Barra do Quaraí, Garruchos, Itacurubi,

Itaqui, Maçambará, Manoel Viana,

Quaraí, São Borja e Uruguaiana.

“É preciso trabalhar,

cada vez mais, e de

forma integrada pelo

desenvolvimento da

região. Queremos

aglutinar forças em

todos os municípios

nos próximos meses,

para conhecer melhor

a nossa realidade

regional e projetar o

seu desenvolvimento.”

Dudu Colombo,

prefeito de Bagé

39


ENTREVISTA

“Precisamos nos

unir para que o

Rio Grande do

Sul volte a ser

forte”

CARLOS SPEROTTO,

PRESIDENTE DA FARSUL

E DO CONSELHO

DELIBERATIVO DO

SEBRAE/RS

40


ENTREVISTA

Mais SEBRAE: A mobilização

de todos os

setores, públicos e privados,

é a solução ideal para

resgatar o protagonismo

do Rio Grande do Sul no

cenário nacional?

Presidente Sperotto – A

articulação de instituições

públicas e privadas permite

colocar em prática

a ideia de mobilizar para

crescer. Unindo esforços,

conseguimos atingir objetivos

com mais rapidez

e com maior efetividade.

É chegada a hora do Rio

Grande do Sul voltar a

crescer. Isso é uma premissa

da nossa nova gestão à

frente do SEBRAE/RS, pois

vivemos um momento que

exige o engajamento de todos.

O presidente da Federação da Agricultura

do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL),

Carlos Rivaci Sperotto, assumiu a presidência

do Conselho Deliberativo Estadual do

SEBRAE/RS, para o quadriênio 2015-2018,

em janeiro deste ano.

Sperotto defende uma grande mobilização

de instituições públicas e privadas para viabilizar

que o Estado conte com micro e pequenas

empresas mais fortes, que tenham

condições de contribuir decisivamente

para a retomada do crescimento econômico

e social do Rio Grande do Sul. Para ele,

a união de todos é o caminho ideal para

permitir que os gaúchos possam usufruir de

tempos melhores de avanço e prosperidade.

Acredito que trabalhando

em parceria, somando

conhecimento e experiências

e resgatando

as raízes empreendedoras

que formaram o Estado,

voltaremos a ter o papel

de destaque que sempre

ocupamos no cenário nacional.

Mais SEBRAE: É possível a

união de todos em busca

de um Estado fortalecido?

Presidente Sperotto – Entendo

que todos devem

ter foco na questão do estímulo

ao desenvolvimento

regional do Rio Grande

do Sul. Efetivamente é

preciso que a sociedade

gaúcha se una em torno

de ideias comuns de

avanço e progresso, deixando

de lado diferenças que,

muitas vezes, impedem o

crescimento do Estado.

41


ENTREVISTA

Quando falo em desenvolvimento

regional, vejo

que nossos municípios devem

trabalhar em parceria

para promover o crescimento

de suas regiões.

O SEBRAE/RS aposta fortemente

nesse processo.

Cito como exemplo o

Projeto Líder, uma iniciativa

da instituição que

busca a promoção do

desenvolvimento regional

sustentável.

Com esta ação, que estamos

iniciando na Campanha

e na Fronteira

Oeste, buscamos mobilizar,

qualificar e integrar

lideranças para a criação

de um ambiente favorável

ao crescimento e fortalecimento

dos pequenos

negócios regionais.

Mais SEBRAE: Estudo divulgado

pela Confederação

Nacional da Indústria

(CNI), denominado “Competitividade

Brasil 2014”,

coloca o Brasil no penúltimo

lugar em termos de

competitividade para o

ambiente de negócio, em

um ranking de 15 países

avaliados. Na sua opinião,

como é possível reverter

esse quadro?

Presidente Sperotto – Entendo

que a competitividade

no Brasil está fortemente

ligada ao aumento

da participação dos pequenos

negócios na cadeia

de valor dos principais

setores da economia

brasileira.

Observo que as micro e

pequenas empresas estão

dando efetiva contribuição

para reverter

esse quadro, superando os

gargalos e as dificuldades

que se apresentam a todo

momento. Entre 2011 e

2014, por exemplo, foram

responsáveis por gerar

mais de 3,5 milhões de

novos empregos, respondendo,

ainda, por 27% do

Produto Interno Bruto (PIB)

brasileiro. A taxa de sobrevivência

nos primeiros dois

anos de atividade também

aumentou, está em 73%.

São indicadores que

mostram o quanto o fator

competitividade é fundamental

para que os pequenos

negócios possam

prosperar. O Brasil precisa

ofertar condições adequadas

para que os empreendimentos

de micro

e pequeno porte possam

se tornar mais competitivos

a ponto de enfrentar

a concorrência.

Mais SEBRAE: Na sua

avaliação, quais as perspectivas

das micro e pequenas

empresas gaúchas para o

ano de 2015?

Presidente Sperotto – Temos

um 2015 com desafios

que precisam ser

vencidos, mas vejo que

as nossas micro e pequenas

empresas estão

se preparando adequadamente

para tanto, fortalecendo-se

a cada ano

que passa. Nesse sentido,

o SEBRAE/RS trabalha

intensamente para permitir

que os pequenos

negócios do Rio Grande

do Sul tenham condições

de enfrentar e superar os

obstáculos que se apresentam,

especialmente

no que diz respeito aos

“O SEBRAE/RS

TRABALHA

INTENSAMENTE

PARA PERMITIR

QUE OS PEQUE-

NOS NEGÓCIOS

DO RIO GRANDE

DO SUL TENHAM

CONDIÇÕES DE

ENFRENTAR E

SUPERAR OS

OBSTÁCULOS QUE

SE APRESENTAM,

ESPECIALMENTE

NO QUE DIZ

RESPEITO

AOS AJUSTES

ECONÔMICOS

QUE VIVENCIA-

MOS NO PAÍS.”

42


ajustes econômicos que

vivenciamos no País.

Mesmo que os primeiros

sinais de 2015 apontem

um certo pessimismo

em relação ao Brasil, nós

acreditamos que muito trabalho,

criatividade e investimento

em inovação são

pontos importantíssimos

que farão a diferença no

crescimento das micro e

pequenas empresas. O empreendedor

não pode e não

deve ficar se lamentando,

mas, sim, arregaçar as mangas

e encarar os desafios

com coragem e ousadia.

Mais SEBRAE: De que forma

o SEBRAE/RS irá contribuir

para que os pequenos

negócios gaúchos

tenham sucesso em 2015?

Presidente Sperotto –

Nosso objetivo para 2015

é atender a 180 mil micro

e pequenas empresas,

oferecendo soluções

em educação, consultoria,

acesso ao crédito e ao

mercado, além de incentivar

a abertura de novos

pequenos negócios e a

qualificação das empresas

gaúchas já existentes.

O SEBRAE/RS possui um

colegiado forte e representativo,

integrado por 15

das mais importantes instituições

do Rio Grande do

Sul. O nosso papel é fundamental

na promoção

e no desenvolvimento

sustentável dos pequenos

negócios gaúchos.

Nesta nova gestão à frente

do Conselho Deliberativo

do SEBRAE/RS, trazemos

renovada disposição para

atuarmos em favor dos pequenos

negócios do nosso

Estado. Temos como foco

o estímulo à integração e à

participação das lideranças

de diversas entidades representativas

de segmentos

da economia e da administração

pública para fortalecer

a pequena e microempresa.

Investiremos, de forma

igualitária, em todos

os setores da nossa

economia (Agronegócio,

Comércio e Serviços e,

Indústria), além de seguir

trabalhando pela implementação

de políticas

públicas que favoreçam

o desenvolvimento dos

pequenos negócios e incentivando

o uso da inovação

pelas MPEs.

Mais SEBRAE: Qual o

seu recado para os empreendedores

que já possuem

uma micro ou pequena

empresa? E para

quem deseja ser dono de

seu próprio negócio?

Presidente Sperotto – O

recado é para que contem

permanentemente

com o apoio do SEBRAE/RS.

Nós estamos de portas

abertas para receber

todos os empreendedores

do Rio Grande

do Sul, sejam aqueles

que já possuem um

negócio e que desejam

crescer, sejam aqueles

que possuem uma ideia

de negócio e querem

colocá-la em prática.

Estamos presentes em todas

as regiões do nosso Estado,

com pontos fixos de

atendimento e unidades

móveis que levam nossas

ENTREVISTA

soluções em gestão para

os empreendedores. Desta

forma, é possível estar

ainda mais próximo de

nossos clientes e fomentar

o progresso econômico

e social da sociedade

rio-grandense.

“MESMO QUE

OS PRIMEIROS

SINAIS DE 2015

APONTEM UM

CERTO PESSIMIS-

MO EM RELAÇÃO

AO BRASIL, NÓS

ACREDITAMOS

QUE MUITO

TRABALHO, CRI-

ATIVIDADE E IN-

VESTIMENTO EM

INOVAÇÃO SÃO

PONTOS IMPOR-

TANTÍSSIMOS QUE

FARÃO A DIFER-

ENÇA NO CRESCI-

MENTO DAS MI-

CRO E PEQUENAS

EMPRESAS.”

43


CAPA

POR UM RS

COMPETITIVO

País precisa disponibilizar condições adequadas

para que as empresas, especialmente as de micro e

pequeno porte, possam se tornar mais competitivos

POR CÉSAR LUIS DE MORAES

No início de 2015, a Confederação

Nacional da Indústria (CNI) apresentou

seu já tradicional estudo

a respeito da competitividade do Brasil,

comparando o País com outras 14

nações em oito fatores decisivos para

as empresas conquistarem os mercados

interno e externo. E, os resultados foram

negativos, mostrando que, apesar dos

pequenos avanços em disponibilidade

e custo

China, Espanha, Austrália, Coreia do Sul

e Canadá. Com realidade semelhante, o

Rio Grande do Sul não tem evoluído na

melhoria do ambiente de negócios. Conforme

ranking dos estados brasileiros

mais competitivos, realizado pela Revista

britânica The Economist, em 2014, o Estado

gaúcho permanece em quarto lugar

desde 2011 perdendo para São Paulo (1º

lugar), Rio de Janeiro (2º lugar) e para o

nosso vizinho, o Paraná (3º lugar).

da mão de obra, peso

dos tributos e na microeconomia,

o País retrocedeu em

infraestrutura e na macroeconomia.

O Brasil continua em penúltimo

lugar no ranking da competitividade,

ficando à frente apenas da Argentina

na soma dos quesitos avaliados. Desde

2012 o Brasil se mantém na mesma

posição na lista, que além da Argentina,

inclui Colômbia, México, Polônia,

Turquia, Índia, Rússia, África do Sul, Chile,

“Esses estudos mostram o quanto é

necessário que todos os setores da sociedade

brasileira e gaúcha se mobilizem

e se unam em torno de propostas que

possibilitem parar a perda de competitividade

e viabilizar que as empresas resgatem

seu viés de crescimento”, avalia o

presidente do Conselho Deliberativo do

SEBRAE/RS, Carlos Sperotto. Para ele,

o principal desafio da competitividade

é associar a gestão pública com o empenho

do setor privado, para avançar em

qualidade e resultados.

44


CAPA

O SEBRAE avalia que competitividade

está fortemente ligada ao aumento da

participação dos pequenos negócios na

cadeia de valor dos principais setores da

economia. Por isso, têm procurado contribuir

efetivamente na melhoria dos índices

de produtividade e competitividade,

adotando a estratégia de encadeamento

produtivo, na qual os pequenos negócios

se inserem nas cadeias de valor de grandes

empresas, por meio de relacionamentos

cooperativos de longo prazo e mutuamente

atraentes. “A competitividade empresarial

não se reduz à atuação da empresa

individualmente, é o resultado da

eficiência da cadeia de valor ou aglomerado

local no qual se estrutura um determinado

segmento produtivo. Dessa forma,

as empresas que fazem parte de uma cadeia

de valor precisam ser competitivas.

Diminuir a assimetria de produtividade

entre pequenos e grandes empreendimentos

é um desafio da economia brasileira

e gaúcha”, aponta o diretor-superintendente

do SEBRAE/RS, Derly Fialho.

No quesito Disponibilidade e Custo do

Capital o País ficou em último lugar

devido à alta taxa de juros real de curto

prazo e maior spread da taxa de juros.

“Esses estudos mostram

o quanto é necessário

que todos os setores da

sociedade brasileira se

mobilizem e se unam

em torno de propostas

que possibilitem parar

a perda de competitividade

e viabilizar que as

empresas resgatem o

crescimento.”

Carlos Sperotto ,

presidente do Conselho Deliberativo

do SEBRAE/RS

Mesmo com esse forte trabalho de promoção

da competitividade e da sustentabilidade

das micro e pequenas

empresas promovido pelo SEBRAE, é

preciso que outros avanços sejam realizados

para fortalecer os pontos que

se revelaram enfraquecidos no estudo

da CNI. Fatores como Infraestrutura e

Ambiente Macroeconômico mostram

que o Brasil regrediu entre 2013 e 2014,

passando da 13ª para a 14ª posição e do

10º para o 12º lugar, respectivamente.

“Estamos atentos à manutenção

da competitividade

do setor produtivo. Mesmo

que o governo federal promova

medidas mais duras

para recuperar a economia, é

preciso manter a agenda da

competitividade em movimento,

sob pena de inviabilizar

a atuação de muitos

empreendimentos”, pontua

Fialho.

45


CAPA

Desafios para as MPEs

Alguns entraves importantes impedem

um crescimento mais acelerado das

micro e pequenas empresas. Burocracia

e carga tributária são pontos que

causam preocupação para os pequenos

negócios no País. Mas mesmo esses aspectos

estão sendo atenuados graças a

uma série de articulações realizadas por

instituições públicas e privadas que trabalham

fortemente na redução da burocracia

para abertura e fechamento de

empresas e, também, buscam reduzir os

tributos que oneram as MPEs.

Corajosamente, as micro e pequenas

empresas estão ocupando seu espaço

na economia do País, superando os

gargalos e as dificuldades que se apresentam

a todo momento. Entre 2011 e

2014, por exemplo, foram responsáveis

por gerar mais de 3,5 milhões de novos

empregos, respondendo, ainda,

por 27% do Produto Interno Bruto

(PIB) brasileiro. A taxa de sobrevivência

nos primeiros dois anos de atividade

também aumentou: está em 73%. O

salário médio pago pelas micro e pequenas

empresas aumentou 14,4% na

década passada, já descontada a inflação

do período, um ritmo três vezes

maior do que o aumento de 4,4% registrado

nas médias e grandes empresas.

Esses indicadores mostram o quanto o fator

competitividade é fundamental para que os

pequenos negócios possam prosperar. O

Brasil precisa ofertar condições adequadas

para que os empreendimentos de micro

e pequeno porte possam se tornar mais

competitivos a ponto de enfrentar a concorrência,

que é cada vez maior, inclusive

Responsabilidade econômica das micro e

pequenas empresas no País entre 2011 e 2014

geraram mais de

3,5 milhões

de novos empregos

taxa de sobrevivência de salário médio pago

73% 14,4%

nos dois primeiros

anos de atividade

maior do que na

década passada

46


CAPA

“Nesse aspecto,

o SEBRAE pode dar uma

grande contribuição para

que o mercado externo

não seja visto apenas

como uma alternativa

para aumentar o faturamento

das empresas,

mas para que elas se desenvolvam

e se tornem

mais competitivas.”

Derly Fialho,

diretor-superintendente do SEBRAE/RS

com produtos e serviços vindos do exterior.

Também é importante que as micro e pequenas

empresas invistam na possibilidade

de ingressar no mercado externo, exportando

seus produtos. “Nesse aspecto, o

SEBRAE pode dar uma grande contribuição

para que o mercado externo não seja visto

apenas como uma alternativa para aumentar

o faturamento das empresas, mas para

que elas se desenvolvam e se tornem mais

competitivas”, destaca Derly Fialho.

Segundo ele, o empreendedor precisa buscar

oportunidades e se preparar para elas. “O

cenário competitivo é igual para todos, mas o

que faz a diferença é a gestão da porta para

dentro das empresas. E o SEBRAE intensificará

as ações de capacitação do empreendedor,

de melhora da gestão, de promoção da

inovação e da sustentabilidade”, diz ele.

Ações para ampliar

a competitividade

O diretor-superintendente aponta o fortalecimento

do ambiente legal como outro

fator fundamental para melhorar a competitividade

dos pequenos negócios. “Toda

vez que temos ambiente legal favorável, a

resposta é imediata. Por isso, temos nos

dedicado muito para tornar o ambiente legal

dos municípios, do Estado e do País

mais compatível com a realidade dos

empreendimentos de micro e pequeno

portes”, destaca.

O dirigente lembra que o SEBRAE possui

programas voltados para aumentar a

competitividade das micro e pequenas

empresas e também para mostrar o

caminho para a inovação. “Estamos

empenhados em desenvolver projetos

que permitam melhorar os indicadores

dos fatores que levaram o Brasil a ter

uma posição tão ruim neste ranking.

Procuramos trabalhar a competitividade

através da gestão de indicadores,

utilizando programas que desenvolvam

indicadores de desempenho, além de

realizar projetos setoriais que auxiliem na

melhoria da produtividade, que facilitem

o acesso ao crédito e que viabilizem o

acesso de pequenos negócios a investidores

em capitais de risco”, ressalta.

Outros pontos importantes se referem à

continuidade do trabalho de implementação

da Lei Geral das Micro e Pequenas

Empresas em todos os municípios do Rio

Grande do Sul, fazendo os benefícios da

legislação serem efetivamente colocados

em prática, trazendo uma nova realidade

para 99% dos empreendimentos estabelecidos

no Estado. “Queremos, também,

ampliar nossas soluções de inovação e

tecnologia, fomentar redes de inovação e

viabilizar novos editais de subvenção para

empresas inovadoras”, aponta Fialho.

47


CAPA

Os setoriais Agronegócio, Indústria e

Comércio e Serviços do SEBRAE/RS utilizam

estratégias de condução dos seus

projetos que visam fortalecer os aspectos

relevantes e superar os gargalos de

cada segmento atendido. Com isso,

ajudam a aumentar a produtividade das

empresas atendidas, a ampliar a qualidade

de produtos e serviços, a capacitar

gerencialmente os empresários e a fortalecer

vendas e ações inovadoras. Para

tanto, utilizam capacitações e consultorias

em gestão, promoção de acesso a

mercado (com participações em feiras,

visitas técnicas e rodadas de negócios) e

incentivo à inovação com atividades de

cursos, palestras e consultorias, além de

orientações para acesso ao crédito.

de técnicas inovadoras, o diagnóstico

“Índice de Sustentabilidade na Empresa

Rural”, (buscando uma produção aliada à

maior preservação do meio ambiente), e

o programa PISA (Produção Integrada de

Sistemas Agropecuários, cujo objetivo é

melhorar os processos produtivos, bem

como a qualificação tecnológica e gerencial

dos produtores rurais.

O setorial Agronegócio trabalha junto aos

empreendedores rurais a produção de

alimentos de forma sustentável, e com

menor agressão ambiental e maior eficiência

e gestão do processo produtivo.

Destacam-se, nestes aspectos, iniciativas

como o Programa D’Olho na Qualidade

Rural, com implementação das regras

do 5S, as consultorias tecnológicas em

diferentes temáticas, visando o aumento

da produtividade e implementação

O setorial Comércio e Serviços trabalha

fortemente com redes de cooperação,

criação de novos diagnósticos com aspectos

relacionados a perceber a potencialidade

e competitividade do coletivo

de empresas dos grupos setoriais,

promoção de grandes ações estaduais

focadas em segmentos como beleza,

moda, gastronomia e turismo, além do

desenvolvimento de soluções que visam

a melhoria do layout das empresas,

atendimento e gestão de pessoas para

melhoria da produtividade e, consequentemente,

da competitividade.

48


CAPA

O segmento da Indústria atua expressivamente

no encadeamento produtivo, na

inserção nos mercados nacional e internacional,

na sustentabilidade ambiental

e dá muita ênfase para a inovação. Com

estas ações, o foco está colocado no aumento

da competitividade, por meio da

melhoria da produtividade com redução

de perdas e otimização de recursos.

Derly Fialho salienta que os ganhos em

produtividade precisam chegar também

às micro e pequenas empresas do País.

E adiciona um ingrediente ao esforço

pelo aumento da capacidade de competição

no mercado: a gestão empresarial.

Segundo ele, a melhoria das competências

administrativas fortalecerá o

mundo das MPEs, que “lida muito com o

mercado interno, cada vez mais na mira

da concorrência externa”.

A gerente setorial da Indústria do

SEBRAE/RS, Danyela Pires, explica que

focar em competitividade é crucial,

“pois é isso que vai realmente permitir

uma recuperação econômica robusta

e aumentar a resiliência das economias

que enfrentam alguns ventos contrários

hoje. As economias mais competitivas

são aquelas capazes de criar empregos

produtivos”.

“É a competitividade

que vai realmente permitir

uma recuperação

econômica robusta e

aumentar a resiliência

das economias que

enfrentam alguns ventos

contrários hoje. As

economias mais competitivas

são aquelas capazes

de criar empregos

produtivos.”

Danyela Pires,

gerente setorial da Indústria do SEBRAE/RS

Ela destaca que o mapa estratégico da

indústria para o período 2013-2022,

elaborado pela CNI, está focado na competitividade

com sustentabilidade,

apontando caminhos

que o setor industrial e o

Brasil devem percorrer nos

próximos anos para aumentar

os níveis de produtividade

e eficiência. “É fundamental

reduzir o uso de recursos e

eliminar gargalos produtivos

para ter ganho de produtividade”,

exemplifica.

49


PRÊMIOS

TOQUE DE ARTE

Proprietária de loja de decoração em Caxias do Sul

ficou com o troféu Prata na etapa nacional

no prêmio SEBRAE Mulher de Negócios

Cristiane Marcante, trabalhando em sua loja Cristiane Marcante Decoração

50


PRÊMIOS

Desde pequena, Cristiane Marcante

quis trabalhar com a arte

e com o belo. A origem humilde

da paduense não a impediu de sonhar

em ter o próprio negócio no segmento

de decoração. “Frequentei cursos gratuitos

até conquistar a vaga de menor

aprendiz em uma conhecida fábrica de

móveis”, relembra. O sonho começou

a se concretizar através de um pequeno

bazar em Nova Pádua. Alguns anos

e muito trabalho depois, o comércio de

Cristiane ficou grande demais para o município

de pouco mais de 2 mil habitantes

e ela, então, abriu uma loja maior em

Caxias do Sul. “Enfrentei muitas dificuldades

por não conhecer o mercado e as

características da cidade, mas não desisti.

Busquei parcerias com lojistas, promovi

exposições, divulguei artistas e resolvi

estudar Administração de Empresas para

buscar conhecimentos”, conta a proprietária

da Cristiane Marcante Decoração,

empresa que hoje é um exemplo de

gestão, com controle do negócio, gerenciamento

de equipe e cuidados com o

clima organizacional.

Mais do que uma loja de decoração, o

negócio funciona hoje como uma pequena

galeria de arte, onde acontecem

exposições e os clientes recebem consultoria

sobre decoração. “A essência do

negócio é entender os desejos e sonhos

dos clientes, transformando-os em realidade.

Esse envolvimento é determinante

para a fidelização e conquista de novos

fregueses”, afirma a empreendedora,

que, agora quer investir na ampliação

da loja e “quem sabe até abrir franquias”,

projeta Cristiane, que, além de comandar

o negócio, também está à frente de

projetos de referência no cenário cultural

de Caxias do Sul, como o Circulação

da Arte, que reproduz obras de

arte nos vidros traseiros de 50 ônibus

que percorrem vários bairros da cidade

e distribui outras réplicas das imagens

para escolas públicas e particulares do

município.

“Enfrentei muitas

dificuldades por não

conhecer o mercado

e as características da

cidade, mas não desisti.

Busquei parcerias

com lojistas, promovi

exposições, divulguei

artistas e resolvi estudar

Administração de

Empresas para buscar

conhecimentos.”

Cristiane Marcante,

proprietária da Cristiane Marcante

Decoração

51


PRÊMIOS

No começo de março, o trabalho e a trajetória

da empresária foram reconhecidos

em Brasília, com o troféu Prata na

categoria Pequenos Negócios na etapa

nacional do Prêmio SEBRAE Mulher de

Negócios, iniciativa realizada em parceria

entre SEBRAE, Secretaria Especial de Políticas

para as Mulheres (SPM), Federação das

Associações de Mulheres de Negócios e

Profissionais do Brasil (BPW) e Fundação

Nacional da Qualidade (FNQ) que visa

reconhecer e premiar as melhores iniciativas

do público feminino no empreendedorismo

brasileiro. No fim de 2014, ela

havia conquistado o troféu Ouro na

etapa estadual da disputa ao lado das

também empresárias Flávia Malacarne e

Patrícia Benevides, vencedoras estaduais

nas categorias Produtora Rural e Microempreendedora

Individual, respectivamente,

fato que levou as três gaúchas

à etapa nacional do reconhecimento.

Cristiane Marcante na premiação nacional

Vencedoras do Prêmio Mulher de Negócios na etapa nacional, que ocorreu em Brasília

52


PRÊMIOS

Inscrições abertas

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, marcou

a abertura das inscrições para a 11ª edição do Prêmio SEBRAE

Mulher de Negócios. Empreendedoras maiores de idade, com

mais de um ano de atividade fiscal e com faturamento anual de

até R$ 3,6 milhões podem se candidatar até o dia 31 de julho no

site: http://www.mulherdenegocios.sebrae.com.br/

A premiação contempla três categorias: pequena empresa,

voltada para as proprietárias de micro e pequenas empresas

que estejam estabelecidas formalmente; produtora rural, categoria

que reconhece mulheres que exploram atividades agrícolas,

pecuárias ou pesqueiras, nas quais não sejam alteradas a

composição e características do produto in natura; e empresária

individual, que premia o destaque entre as que trabalham por

conta própria e com faturamento anual de até R$ 60 mil ao ano.

A ficha de inscrição, (um questionário de autoavaliação do

negócio, com critérios como iniciativa, visão de futuro e planejamento),

deve ser enviada junto com um relato escrito, contando

a trajetória da candidata como empresária. As vencedoras

estaduais concorrem à premiação nacional, que dá direito a

um selo e uma viagem de capacitação no Brasil, além de uma

viagem internacional para algum centro de referência em empreendedorismo.

O Oscar da Micro

e Pequena Empresa

Na cerimônia nacional de premiação do Prêmio de Competitividade

para Micro e Pequenas Empresas, o MPE Brasil, o Rio

Grande do Sul também esteve em destaque. Duas empresas do

Estado alcançaram a excelência e ficaram em primeiro lugar em

suas categorias: a Lycos Equipamentos, de Caxias do Sul, venceu

entre as indústrias; e a Loja Paty’s, de Santa Clara do Sul, é a

referência entre as empresas do comércio. As inscrições para a

edição 2015 do Prêmio MPE Brasil, uma realização do Movimento

Brasil Competitivo, SEBRAE e Gerdau, estão abertas até 31 de

julho no site: http://mpepremio.postbox.com.br

53


NOVIDADES E OPORTUNIDADES

AO ALCANCE

DE UM CLIQUE

SEBRAE/RS disponibiliza aplicativo de sua revista

para smartphones com tecnologia Android e iOS

54


NOVIDADES E OPORTUNIDADES

O

ano começou repleto de novidades

para quem empreende ou

está se preparando para abrir o

próprio negócio no Rio Grande do Sul. A

revista do SEBRAE/RS virou aplicativo e já

está disponível para smartphones com tecnologia

iOS e Android. Para acessar, basta

buscar por Mais SEBRAE nas lojas Google

Play e AppStore e fazer o download gratuito

em seu aparelho de telefone ou tablet.

Desenvolvido pela empresa ISUL Tecnologia,

há dez anos no mercado, o aplicativo foi

customizado com formato de navegação

simples e intuitivo, em que os usuários não

terão dificuldades em acessar as reportagens

e compartilhar o conteúdo nas mídias sociais

Facebook e Twitter. “O aplicativo é mais

uma ferramenta on-line para a instituição

estar à frente na preparação e sensibilização

dos empreendedores para a necessidade

de uma gestão eficaz e eficiente”, explica a

gerente de Comunicação e Marketing do

SEBRAE/RS, Luciana Bueno Santos.

A ferramenta digital não é, entretanto, a

única novidade do SEBRAE/RS para os

empreendedores gaúchos neste ano.

A versão impressa da revista mudou de

formato, está mais compacta e atraente.

Luciana explica que a atualização do

formato impresso visa facilitar a leitura e

o manuseio do periódico. “O SEBRAE/RS

está conectado com a realidade do empreendedor

gaúcho, que diariamente é

impactado com um grande volume de

demandas e informações. Queremos

proporcionar uma leitura mais agradável

e leve, que gere informação e entretenimento

ao empresário”, detalha a gerente.

Histórico

A Mais SEBRAE é produzida desde 2009

pela Gerência de Comunicação e

Marketing da instituição e distribuída

gratuitamente para clientes, autoridades,

entidade e veículos de comunicação do

Rio Grande do Sul. Inicialmente intitulada

Tempo de Agir, a revista mudou para

Mais SEBRAE, tendo em vista abranger

todas as soluções de gestão que a

instituição oferece para os pequenos

negócios do Estado. Sua tiragem é de 10

mil exemplares. Além do aplicativo, ela

está disponível na íntegra para leitura no

site: www.sebrae-rs.com.br.

55


FATOS E FOTOS

O presidente da Federação da Agricultura do

Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), Carlos

Rivaci Sperotto, assumiu, em 6 de janeiro, a

presidência do Conselho Deliberativo Estadual

do SEBRAE/RS para o quadriênio 2015-2018. A

solenidade também marcou a posse dos novos

dirigentes executivos do SEBRAE/RS: Derly

Cunha Fialho, diretor- superintendente; Ayrton

Pinto Ramos, diretor técnico; e Carlos Alberto

Schütz, diretor de administração e finanças.

O diretor-superintendente do SEBRAE/RS, Derly

Fialho, acompanhado pelo secretário estadual de

Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia

do Rio Grande do Sul, Fábio Branco,

visitou e participou da abertura oficial da Couromoda

2015, em São Paulo, em janeiro. Fialho

conversou com os expositores que integraram

o Estande Coletivo do Estado na feira e destacou

a importância do evento para os pequenos

negócios do setor coureiro calçadista gaúcho.

Um grupo de 50 micro e pequenas empresas

gaúchas do setor varejista participou, em janeiro,

do maior evento de varejo do mundo:

a NRF 2015, em Nova Iorque, Estados Unidos.

A comitiva, que buscou inspiração, conhecimento

e inovação para dar novos rumos a

seus negócios, integrou a missão empresarial

organizada pelo SEBRAE/RS. O grupo contou

com a participação do diretor técnico da instituição,

Ayrton Pinto Ramos, e do presidente

da FCDL-RS, ex-presidente e conselheiro do

SEBRAE/RS, Vitor Augusto Koch.

O presidente do Conselho Deliberativo do

SEBRAE/RS, Carlos Sperotto, e o diretor-superintendente

da instituição, Derly Fialho, acompanharam,

em fevereiro, o lançamento, pelo Governo

Federal, do programa Bem Mais Simples

Brasil e o Sistema Nacional de Baixa Integrada

de Empresas, que diminui a burocracia para a

abertura e o encerramento de micro e pequenas

empresas. O anúncio foi feito pela presidenta

Dilma Rousseff, em solenidade realizada

no Palácio do Planalto, em Brasília.

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FATOS E FOTOS

O município de Bagé recebeu, em janeiro,

o evento “Ovinocultura em Debate”, no qual

lideranças estaduais e produtores rurais se

reuniram para discutir ações visando o aprimoramento

do setor no Estado. O diretorsuperintendente

do SEBRAE/RS, Derly Fialho,

participou do encontro e defendeu que

a mudança se faz por meio da ação mobilizadora

de todos. A partir deste encontro,

as principais demandas do setor devem ser

trabalhadas em conjunto pelas entidades

envolvidas no desenvolvimento da ovinocultura

no Estado.

O município de Viamão foi homenageado, dia

14 de abril, pela implementação da Lei Geral da

Micro e Pequena Empresa. O certificado de mérito

foi entregue ao prefeito Valdir Bonatto pelo

diretor-superintendente do SEBRAE/RS, Derly

Fialho. Viamão já aplicada a Lei em vários quesitos:

realiza licitações exclusivas para as micro e

pequenas empresas, alterou processos de abertura,

alteração e baixa de empresas, e mantém

a alíquota do IPTU residencial para os Microempreendedores

Individuais que trabalham em

casa. Os próximos passos são criar o Conselho

de Desenvolvimento, com membros das entidades

e da sociedade, e a Sala do Empreendedor.

Em fevereiro, o presidente do Conselho Deliberativo

do SEBRAE/RS, Carlos Sperotto, e a

diretoria executiva da instituição (diretor-superintendente,

Derly Fialho; diretor técnico, Ayrton

Pinto Ramos; e diretor de administração e finanças,

Carlos Alberto Schütz) prestigiaram a

solenidade de posse do presidente do Conselho

Deliberativo Nacional (CDN) do SEBRAE para o

quadriênio 2015-2018, Robson Braga de Andrade.

No evento em Brasília, também tomaram

posse os novos diretores executivos nacionais,

Luiz Barretto (presidente), Heloísa Menezes (diretora

técnica) e José Claudio dos Santos (diretor

de Administração e Finanças).

Gramado foi palco do Fórum de Secretários e Dirigentes

Municipais de Desenvolvimento Econômico

Região Sul. A iniciativa da Frente Nacional de Prefeitos

(FNP) com apoio do SEBRAE Nacional, SEBRAE/RS,

SEBRAE/SC, SEBRAE/PR e SEBRAE/MS, reuniu lideranças

municipais para compartilhar práticas em

desenvolvimento econômico. No evento, aberto

pelo diretor-superintendente do SEBRAE/RS, Derly

Fialho, os participantes falaram sobre boas práticas e

trocaram relatos e iniciativas que podem estimular o

empreendedorismo, além de acompanhar as iniciativas

dos municípios de Gramado/RS e Três Rios/RJ,

distinguidas com o Prêmio SEBRAE Prefeito Empreendedor

em 2014.

57


FRASES EM DESTAQUE

“É fundamental para o equilíbrio social

contarmos com pequenos negócios

fortes e sustentáveis que contribuam

para a prosperidade do nosso Estado,

que apresenta raízes na tradição do

empreendedorismo, herdada de nossos

antepassados que aqui aportaram

e fizeram deste um dos mais pujantes

Estados do Brasil.”

CARLOS RIVACI SPEROTTO,

Presidente do Conselho Deliberativo

do SEBRAE/RS, por ocasião de posse no

cargo para o quadriênio 2015-2018

“O SEBRAE/RS está disposto a contribuir

para ajudar o Rio Grande do Sul a

retomar seu desenvolvimento. Podemos

oferecer suporte técnico para os

temas relacionados ao fortalecimento

e crescimento dos diversos setores

produtivos.”

DERLY FIALHO, Diretor-superintendente

do SEBRAE/RS, em reunião com o secretário

estadual da Fazenda do Rio Grande do Sul,

Giovani Feltes

“É importante que todos tenham a dimensão

do momento de fragilidade

das finanças do Estado. Precisamos

encontrar mecanismo para superar

este momento e, neste sentido, saúdo

a disposição do SEBRAE/RS em

contribuir para encontrar alternativas

que sejam boas para todos os atores.”

GIOVANI FELTES, secretário estadual da

Fazenda do Rio Grande do Sul, em reunião

com o diretor-superintendente do SEBRAE/RS,

Derly Fialho

“A NRF oferece muita informação e

conhecimento, mas o principal benefício

que traz para o Mercado Brasco

é uma visão mais abrangente de futuro

e, com isso, mais embasamento

para a formulação de estratégias.”

GABRIEL DRUMOND DE MORAES,

sócio-proprietário do Mercado Brasco, de

Porto Alegre, integrante da missão empresarial

à NRF 2015, em Nova Iorque

“O consumidor evolui a cada dia. O

varejista que não acompanhar essa

evolução terá problemas. É preciso

proporcionar ao cliente uma primeira

experiência sem nenhum tipo de problema

que atrapalhe a sua compra.”

TONY BARTEL, presidente da empresa americana

GameStop Corporation, em palestra na

NRF 2015, em Nova Iorque

“O Projeto Líder é uma importante iniciativa

do SEBRAE/RS para buscar o

desenvolvimento da região da Campanha

e Fronteira Oeste, permitindo

agrupar um conjunto de demandas

que viabilizem esse crescimento de

forma articulada e integrada.”

DUDU COLOMBO, prefeito de Bagé, por

ocasião de reunião de apresentação do Projeto

Líder, do SEBRAE/RS, para lideranças da região

da Campanha e Fronteira Oeste

58


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