Introdução ao Curso

mobilizab

Curso de Especialização em Atenção Domiciliar

Módulo 1

Introdução ao Curso

Marta Verdi

Maria Esther Baibich

Melisse Eich


GOVERNO FEDERAL

Presidente da República

Ministro da Saúde

Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES)

Diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES)

Coordenador Geral de Ações Estratégicas em Educação na Saúde

Responsável Técnico pelo Projeto UNA-SUS

UNIVERSIDADE FEDERAL

DE SANTA CATARINA

Reitora | Roselane Neckel

Vice-Reitora | Lúcia Helena Pacheco

Pró-Reitora de Pós-graduação |

Joana Maria Pedro

Pró-Reitor de Pesquisa | Jamil Assereuy Filho

Pró-Reitor de Extensão | Edison da Rosa

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

Diretor | Sérgio Fernando Torres de Freitas

Vice-Diretora | Isabela de Carlos Back Giuliano

DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA

Chefe do Departamento | Antônio

Fernando Boing

Subchefe do Departamento | Fabrício

Menegon

Coordenadora do Curso de Especialização |

Marta Verdi

REPRESENTANTES UNA-SUS/UFSC

Antônio Fernando Boing

Elza Berger Salema Coelho

AUTORAS

Marta Verdi, Maria Esther Baibich,

Melisse Eich

VALIDAÇÃO EXTERNA DE CONTEÚDO

Fernando Mendes Massignam

EQUIPE DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM

ATENÇÃO DOMICILIAR

Coordenação Geral | Marta Verdi

Coordenação Executiva | Rosângela

Leonor Goulart

Coordenação de Avaliação | Kenya

Schmidt Reibnitz

Coordenação de AVEA | Alexandra

Crispim Boing

Coordenação de Tutoria | Deise Warmling

Supervisão de Tutoria | Sabrina Faust

Coordenação de Atividades de Aprendizagem

Melisse Eich

Assessoria Pedagógica | Marcia Luz

Assessoria de Mídias | Marcelo Capillé

Apoio de Atividades de Aprendizagem

Maria Esther Baibich

Apoio Encontros Presenciais | Elisângela

Miranda

Apoio AVEA | Cecília Giuffra Palomino

Apoio | Eliane Ricardo Charneski

Secretaria Academica | Olivia Zomer dos

Santos, Dalvan de Campos

EQUIPE DE PRODUÇÃO DE MATERIAL

Coordenação de Desenvolvimento Moodle

Maicon Hackenhaar de Araújo

Moodle Design | Elisa Vitório

Desenvolvimento de Tecnologia da

Informação | Bruno Perotti, Pedro Muller

Design Instrucional | Izabella Acioly

Revisão Textual | Tony Rodrigues,

Jaqueline Tartari

Design de Capa, Projeto Gráfico e

Diagramação | Laura Martins Rodrigues

Criação da Marca do Curso

Pedro Paulo Delpino


Módulo 1

Introdução ao Curso

Florianópolis | SC

UFSC

2015


© 2015 Todos os direitos de reprodução são reservados à Universidade Federal de Santa

Catarina. Somente será permitida a reprodução parcial ou total desta publicação,

desde que citada a fonte.

Edição, distribuição e informações: Universidade Federal de Santa Catarina

Campus Universitário, 88040-900 Trindade – Florianópolis – SC

Disponível em:

U588i

Universidade Federal de Santa Catarina. Programa Multicêntrico de Qualificação

Profissional em Atenção Domiciliar. Centro de Ciências da Saúde. Curso de

Especialização em Atenção Domiciliar - Modalidade a Distância.

Introdução ao curso [recurso eletrônico] / Universidade Federal de Santa Catarina;

Organizadoras: Marta Verdi, Maria Esther Souza Baibich, Melisse Eich — Florianópolis:

Universidade Federal de Santa Catarina, 2015.

92 p.

Modo de acesso: www.unasus.ufsc.br

Conteúdo do módulo: A Atenção Domiciliar como política e assistência no SUS.

– A estrutura e dinâmica do curso. – Usando os recursos didáticos e estudando a

distância. – O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar.

1. Educação a distância. 2. Atenção domiciliar. 3. Especialização. 4. Educação

continuada. 5. Assistência domiciliar. I. UFSC. II. Verdi, Marta. III. Baibich, Maria Esther.

IV. Eich, Melisse. V. Título. VI. Série.

CDU: 616-083

Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária responsável Eliane Maria Stuart Garcez, CRB 14/074.


Sumário

Carta dos autores____________________________________________________________7

Unidade 1

A Atenção Domiciliar como política e assistência no SUS____________________11

Unidade 2

A estrutura e a dinâmica do curso___________________________________________15

2.1 O surgimento do curso___________________________________________________16

2.2 Objetivos do curso e perfil profissional___________________________________17

2.3 Estrutura e matriz curricular _____________________________________________19

2.4 A trilha de aprendizagem _______________________________________________ 23

2.5 Tutoria__________________________________________________________________ 26

2.6 Processo de avaliação__________________________________________________ 27

2.7 Trabalho de conclusão de curso_________________________________________ 34

2.8 Certificação____________________________________________________________ 35

Unidade 3

Usando os recursos didáticos e estudando a distância______________________ 37

3.1 Recursos didáticos______________________________________________________ 38

3.2 O processo de ensino e aprendizagem na Educação a Distância - EaD___ 48


Unidade 4

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar_____________________ 57

4.1 Bases instrumentais para o Projeto de Saúde no Território______________ 59

4.2 O Projeto de Saúde no Território e a gestão do Serviço

de Atenção Domiciliar___________________________________________________ 68

4.3 Um modelo de Projeto de Saúde no Território para o

Serviço Atenção Domiciliar ______________________________________________74

Referências_________________________________________________________________ 85

Síntese do módulo__________________________________________________________ 90

Autoras_____________________________________________________________________ 91


Carta dos autores

Seja bem-vindo ao curso de Especialização em Atenção Domiciliar.

Para você, trabalhador da área de Atenção Domiciliar (AD), com interesse em

desenvolver competências para qualificar a prática assistencial, é que este curso

foi pensado e organizado. Você é o verdadeiro protagonista de seu aprendizado,

por isso contamos com a sua parceria e dedicação nesse processo.

Assim, convidamos você a conhecer o curso, nesse módulo de Introdução, a

partir das motivações que o impulsionaram para realizá-lo como uma das ofertas

para a qualificação profissional no âmbito do SUS. Aqui, você conhecerá

estrutura e dinâmica pedagógicas, as ferramentas de ensino-aprendizagem

preparadas para o seu desenvolvimento, assim como os pré-requisitos necessários

para acompanhar o curso de forma adequada, tais como o funcionamento

das ferramentas técnicas de ensino à distância e o processo de avaliação.

Você também conhecerá o processo de elaboração de um Projeto de Saúde no

Território (PST) voltado para a Atenção Domiciliar. Essa ferramenta tecnológica

do trabalho em saúde será útil para o diagnóstico situacional de um território

que, por sua vez, é essencial para a implantação da AD e visa à superação

da fragmentação da assistência à saúde.


Almejamos que este módulo lhe dê o suporte e instrumentos necessários para

dar continuidade aos estudos com motivação e estímulos suficientes para

o bom desenvolvimento de suas competências como profissional da saúde,

atuante em Atenção Domiciliar.

Desejamos bons estudos e sucesso na trajetória de aperfeiçoamento profissional

que você escolheu.

Ementa do módulo

Apresenta a Atenção Domiciliar no âmbito das políticas públicas do SUS e a

sua necessidade de qualificação profissional. Expõe a estrutura e dinâmica

do curso, enfatizando a trilha de aprendizagem com metodologia de ensino a

distância e o desenvolvimento de habilidades no Ambiente Virtual de Ensino e

Aprendizagem. Proporciona o desenvolvimento de competências sobre Projeto

de Saúde no Território como ferramenta para a coprodução de saúde na Atenção

Domiciliar.

Objetivo geral do módulo

Ao final do módulo, o aluno deve ser capaz de compreender a importância e a

aplicabilidade do Projeto de Saúde no Território para a Atenção Domiciliar em

distintos territórios, bem como reconhecer a estrutura, o funcionamento e as

ferramentas de aprendizagem para o desenvolvimento do curso.


Objetivos específicos do módulo

• Conhecer o contexto da política de saúde em Atenção Domiciliar no

âmbito do SUS e a necessidade de qualificação profissional para essa

modalidade assistencial.

• Compreender a organização, a estrutura, o funcionamento, a metodologia

de ensino e as ferramentas didáticas que serão utilizadas no desenvolvimento

do curso.

• Conhecer os conceitos básicos e as terminologias da Educação a Distância,

bem como as estratégias para gerir seu aprendizado.

• Identificar a importância da análise do território e o uso do Projeto de

Saúde no Território para a organização da gestão de cuidados e para a

implantação de um Serviço de Atenção Domiciliar.

Carga Horária do módulo: 15 h


Unidade 1

A Atenção Domiciliar

como política e

assistência no SUS


A Atenção Domiciliar (AD), uma antiga demanda no âmbito do Sistema Único de

Saúde (SUS), passou a ser uma das políticas setoriais prioritárias do Ministério

da Saúde, por meio do Programa Melhor em Casa. Tal programa visa à expansão

e qualificação da AD na rede de atenção do SUS, cujas ações são definidas

pela Coordenação-Geral de Atenção Domiciliar (CGAD) do Departamento de

Atenção Básica (DAB).

Para o início do diálogo, convém destacar que a AD se institucionaliza no SUS

a partir de 2011, cuja normativa foi revista dois anos depois através da Portaria

do MS nº 963 de 27 de maio de 2013.

A Atenção Domiciliar consiste numa modalidade de atenção à saúde

substitutiva à internação hospitalar (nos casos em que se faz possível

o cuidado em casa) ou complementar à ação da Atenção Primária à

Saúde (APS), caracterizada por um conjunto de ações de promoção à

saúde, prevenção, tratamento de doenças, reabilitação e cuidados paliativos

prestados em domicílio, com garantia de continuidade de cuidados

e integrada às redes de atenção à saúde (BRASIL, 2013a).

A AD é organizada por meio de Serviços de Atenção Domiciliar (SAD), prevendo

três diferentes modalidades de atenção conforme a complexidade do cuidado,

a caracterização do usuário, o tipo de atenção e os procedimentos utilizados

para a realização do cuidado (AD1, AD2 e AD3). O SAD prevê que a atenção

deva ser desenvolvida por equipes profissionais classificadas em Equipes Multiprofissionais

em Atenção Domiciliar (EMAD) do tipo I e do tipo II e a Equipe

Multiprofissional de Apoio (EMAP). Considerando que a AD deva ser desenvolvida

por meio de um trabalho em rede, a previsão é que as ações de AD1

sejam desenvolvidas pelas equipes da Atenção Básica, sendo possível ainda

Unidade 1

12


a formação de uma Equipe Multiprofissional em Atenção Domiciliar (EMAD) na

Atenção Hospitalar, desde que o hospital seja de grande porte e pertença ao

Programa SOS Emergências (BRASIL, 2013a).

Essa modalidade de assistência potencializa a gestão dos leitos hospitalares

e o uso mais adequado dos recursos, como também serve de “porta de saída”

para a rede de urgência/emergência, diminuindo a superlotação nesses serviços.

Os SADs compõem a Rede de Atenção à Saúde e devem estar integrados

mediante o estabelecimento de fluxos assistenciais, protocolos clínicos e de

acesso, e mecanismos de regulação, em uma relação solidária e complementar

(BRASIL, 2012a).

Figura 1 – Atenção Domiciliar.

Fonte: Fotolia/Sandor Kacso (2015).

A Atenção Domiciliar como política e assistência no SUS

13


Você, que trabalha na Atenção Domiciliar, percebe a importância das equipes

estarem preparadas para uma atenção qualificada e resolutiva, integrando a

promoção da saúde e a prevenção ao tratamento de doenças e reabilitação da

saúde. Entretanto, é necessário ir além, superar a simples abordagem diagnóstica

e terapêutica das situações clínicas comuns na Atenção Domiciliar, buscando

a compreensão do contexto social do usuário e sua família, integrando

a determinação social como referência conceitual.

Nesse sentido, a presente formação profissional em atenção domiciliar busca

oferecer as bases conceituais e as ferramentas metodológicas necessárias

para o desenvolvimento de habilidades que considerem além dos fatos clínicos,

os valores que compõem a vida dos usuários e familiares/cuidadores em uma

determinada comunidade, oportunizando uma atenção domiciliar qualificada.

Saiba mais

Se você quiser conhecer mais sobre o Programa

Melhor em Casa, acesse: .

Síntese da unidade

Nesta unidade, você iniciou o seu contato com a Atenção Domiciliar como

política setorial e como modalidade assistencial no SUS, decorrente do

Programa Melhor em Casa, e reconheceu a necessidade de formação e

aperfeiçoamento das Equipes Multiprofissionais em Atenção Domiciliar.

Unidade 1

14


Unidade 2

A estrutura e a

dinâmica do curso


2.1 O surgimento do curso

A Atenção Domiciliar como política prioritária é relativamente recente e para

o Ministério da Saúde caracteriza-se como um elemento importante para o

aumento do acesso e da qualidade da atenção à saúde no SUS. Entretanto,

a expansão e efetivação dessa modalidade assistencial requer o esforço de

formação e capacitação de profissionais qualificados e competentes para o

cuidado em AD.

Nesse sentido, em 2012, constituiu-se a parceria entre o Ministério da Saúde e

as Universidades integrantes da Rede Universidade Aberta do SUS – UNA-SUS

(UFC, UFCSPA, UFMA, UFMG, UFPE, UFPel, UFSC, UERJ) para o desenvolvimento

do Programa Multicêntrico de Qualificação Profissional em Atenção Domiciliar

a Distância. Esse programa visa a capacitar gestores no processo de

implantação e gerenciamento dos serviços de atenção domiciliar, bem como

profissionais de saúde em habilidades para qualificar a atenção prestada nessa

modalidade, dando suporte à capilarização e consolidação do Programa Melhor

em Casa no território nacional.

É importante que você conheça como funciona a rede UNA-SUS e suas características

de inserção social, considerando que o curso que você está iniciando

neste momento faz parte dessa rede.

Dentre as ofertas educativas previstas no Programa Multicêntrico, destaca-se

a formação em nível de especialização ou pós-graduação lato sensu, cujo foco

é a qualificação técnica e ética dos profissionais de saúde que integram as

equipes multiprofissionais dos Serviços de Atenção Domiciliar.

Unidade 2

16


Saiba mais

Para conhecer mais sobre o funcionamento

da rede UNA-SUS, acesse:

.

2.2 Objetivos do curso e perfil profissional

No âmbito do Programa Multicêntrico de Qualificação Profissional em Atenção

Domiciliar a Distância, o curso de Especialização é destinado aos profissionais

enfermeiros e médicos integrantes do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD).

a. Objetivo geral do curso:

O objetivo principal é formar, em nível de especialização, profissionais

competentes para o cuidado na Atenção Domiciliar no âmbito do SUS, com

visão crítica sobre a realidade e as necessidades de saúde da população.

b. Objetivos específicos do curso

Para alcançar tal meta, foram delineados os seguintes objetivos específicos

para o curso:

• desenvolver competências para o reconhecimento das diretrizes

organizativas e estratégias operacionais da Atenção Domiciliar no

âmbito do SUS, considerando o cuidado domiciliar na lógica multiprofissional

e longitudinal;

A estrutura e a dinâmica do curso

17


• desenvolver competências técnicas e ético-profissionais específicas

para o cuidado domiciliar em situações e intercorrências clínicas

mais comuns em crianças, adultos e idosos;

• desenvolver competências para o reconhecimento dos princípios

para o cuidado domiciliar e habilidades para executar técnicas básicas.

Todo esse processo tem como meta a formação de especialistas em Atenção

Domiciliar, os quais, além de competência técnica, também estejam preparados

para o mundo do trabalho em saúde, questionando e refletindo sobre o

processo de produção de saúde e possibilitando a articulação entre a teoria

e a prática. Tem a pretensão de formar profissionais com competência para

interferir no seu processo de trabalho exercitando a solução de problemas e a

tomada de decisões na perspectiva da construção de uma postura ética.

Nesse contexto, o perfil pretendido ao final do curso é de profissionais competentes

para atuar na Atenção Domiciliar, articular e desenvolver programas

de saúde. Assim como prestar assistência integral às pessoas doentes e aos

familiares no contexto do seu domicílio e sua comunidade, integrando com as

demais equipes e serviços de saúde que compõem a rede de atenção do SUS.

Para alcançar esse perfil profissional, você precisa envolver-se com a proposta

do curso, conhecer sua estrutura e seu funcionamento, acompanhar as atividades

e conquistar o seu certificado de especialista em Atenção Domiciliar.

Unidade 2

18


2.3 Estrutura e matriz curricular

Para enriquecer e organizar o seu processo de aprendizado, o curso de Especialização

em Atenção Domiciliar está estruturado em três eixos de conteúdo relativos

ao cuidado domiciliar, além do módulo que aborda a metodologia do Projeto

de Intervenção de elaboração de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC):

Eixo 1

Módulo 1 - Introdução ao curso

Módulo 2 - Implantação e gerenciamento do SAD

Módulo 3 - Gestão do cuidado na Atenção Domiciliar

Módulo 4 - Abordagem familiar na Atenção Domiciliar

Eixo 2

Módulo 5 - Situações comuns na atenção domiciliar em crianças

Módulo 6 - Situações comuns na atenção domiciliar em adultos

Módulo 7 - Situações comuns na atenção domiciliar em idosos

Enfermeiros

Médicos

Módulo 8

Princípios para o

cuidado domiciliar I

Incorrências agudas

no domicílio I

Eixo 3

Módulo 9

Princípios para o

cuidado domiciliar II

Incorrências agudas

no domicílio II

Módulo 10

Princípios para o

cuidado domiciliar III

Incorrências agudas

no domicílio III

Módulo 11

Metodologia

Quadro 1 – Estrutura do curso.

Fonte: do autor (2015).

A estrutura e a dinâmica do curso

19


Os eixos estão constituídos por módulos de aprendizagem que tratam os conteúdos

de forma integrada para que você conquiste cada uma das etapas necessárias

à sua formação como especialista em Atenção Domiciliar.

Por último, temos um módulo que aborda a metodologia do Projeto de Intervenção

para dar suporte à elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Esse módulo será desenvolvido ao final dos três eixos de conteúdos, possibilitando

que a construção do TCC seja articulada aos conteúdos estudados.

2.3.1 Eixo I: Fundamentos para a Atenção Domiciliar

O Eixo I está organizado em quatro módulos sequenciais, perfazendo um total

de 105 horas.

Módulos

Conteúdo

Carga

Horária

Créditos

Módulo 1 Introdução ao curso 15 h 01

Módulo 2

Módulo 3

Módulo 4

Implantação e

gerenciamento do SAD

Gestão do cuidado na

Atenção Domiciliar

Abordagem familiar na

Atenção Domiciliar

30 h 02

30h 02

30 h 02

Total do Eixo 105 h 07

Quadro 2 – Módulos do Eixo I - Fundamentos para a Atenção Domiciliar.

Fonte: do autor (2015).

Unidade 2

20


Ao estudar esses módulos, você terá aprofundado seus conhecimentos acerca

das diretrizes e estratégias que envolvem a Atenção Domiciliar no âmbito do

Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, terá desenvolvido competências

iniciais para atuar nos processos de implantação e gerenciamento do Serviço

de Atenção Domiciliar (SAD) integrado à Rede de Atenção à Saúde (RAS) para

a gestão do cuidado domiciliar e abordagem da família na Atenção Domiciliar.

2.3.2 Eixo II: Bases para o cuidado domiciliar

O Eixo II está organizado em três módulos sequenciais, totalizando 135 horas.

Módulos

Conteúdo

Carga

Horária

Créditos

Módulo 5

Situações clínicas comuns

na AD em crianças

45 h 03

Módulo 6

Situações clínicas

comuns na AD em adultos

45h 03

Módulo 7

Situações clínicas

comuns na AD em idosos

45 h 03

Total do Eixo 135h 09

Quadro 3 – Módulos do Eixo II - Bases para o cuidado domiciliar.

Fonte: do autor (2015).

Ao estudar esses módulos, você poderá ser capaz de atuar estratégica e colaborativamente

na assistência integral à saúde de crianças, adultos e idosos na

Atenção Domiciliar.

A estrutura e a dinâmica do curso

21


2.3.3 Eixo III: Princípios e procedimentos do cuidado domiciliar

Os módulos desse eixo abordam temas importantes para a qualificação das

ações de médicos e enfermeiros com base nas intercorrências mais comuns e

nos princípios para o cuidado domiciliar. Nos três primeiros módulos do eixo, a

grade curricular foi preparada de maneira a atender às especificidades da atuação

de cada profissão, considerando as diferentes competências e habilidades

profissionais na Atenção Domiciliar. Assim, este eixo está composto por três

módulos de 30 horas cada para enfermeiros e três módulos de 30 horas cada

para médicos, que somados ao módulo de Metodologia, totalizam 120 horas.

Módulos

Conteúdo para

Enfermeiros

Conteúdo para

Médicos

Carga

Horária

Créditos

Módulo 8

Princípios para o

cuidado domiciliar I

Intercorrências

comuns no domicílio I

30 h 02

Módulo 9

Princípios para o

cuidado domiciliar II

Intercorrências

comuns no domicílio I

30 h 02

Módulo 10

Princípio para o

cuidado domiciliar III

Intercorrências

comuns no domicílio I

30 h 02

Módulo 11 Metodologia 30 h 02

Total do Eixo 120h 08

Quadro 4 – Módulos do Eixo III - Princípios e procedimentos do cuidado domiciliar

Fonte: do autor (2015).

22

Unidade 2


Ao terminar o estudo desses módulos, você terá desenvolvido habilidades para

atuar, de forma eficaz, nas intercorrências mais comuns na Assistência Domiciliar

(no caso do profissional médico) e nos princípios para o cuidado domiciliar

(no caso do profissional enfermeiro). Por último, apreenderá, no módulo

de Metodologia, como fazer um Projeto de Intervenção e estará apto para a

elaboração do trabalho de conclusão de curso (TCC) articulando os conteúdos

estudados ao longo desta especialização.

Desse modo, você terá um processo de aprendizagem articulado com sua realidade

de trabalho. Contamos com você para a contextualização desse processo

de formação no seu cotidiano junto à equipe de Atenção Domiciliar.

2.4 A trilha de aprendizagem

Baseado na lógica construtivista e na metodologia dos desafios, o curso prevê

atividades didáticas estabelecidas a partir da sua prática profissional, visando

ao desenvolvimento de competências técnicas e éticas que contribuam diretamente

com o seu fazer cotidiano.

A trilha de aprendizagem a ser seguida em cada módulo prevê atividades sequenciais

e articuladas que buscam desafiar você a encontrar soluções criativas,

inovadoras e resolutivas para a situação problema inicialmente colocada:

A estrutura e a dinâmica do curso

23


A Trilha de aprendizagem

História

Como fio condutor do seu processo de aprendizagem, a história

trata de uma situação problema relacionada com o seu

cotidiano de trabalho. Em cada módulo, são apresentadas

situações ou acrescentadas informações que enriqueçam a

sua percepção sobre os detalhes necessários para a resolução

do desafio proposto para o módulo.

Desafio

Com base na história, são apresentados alguns questionamentos

que servem como guia para os estudos e as atividades

de aprendizagem no decorrer no módulo.

Conteúdo

Material teórico sobre o tema do módulo, desenvolvido por

especialistas de diversas universidades brasileiras que participam

do Programa Multicêntrico de Qualificação Profissional

em Atenção Domiciliar.

Teste

Assim que terminar a leitura do conteúdo, você poderá

responder, diretamente no AVEA, a primeira atividade avaliativa,

cujo objetivo é acompanhar seu desenvolvimento

acadêmico.

Unidade 2

24


Midiateca

Está composta de conteúdos adicionais e diversas fontes

de informação e conhecimento, com sugestões de leituras,

links, vídeos, downloads e outros arquivos que complementam

o tema estudado.

Fórum

Este é o espaço de participação do ambiente colaborativo

de aprendizagem para troca de ideias, discussões e debates

sobre as possibilidades de resolução dos desafios com

colegas, tutores e professores.

Diário

Espaço destinado para a construção de suas reflexões e

resposta ao desafio proposto no módulo. Você terá o auxílio

de um roteiro previamente elaborado e o acompanhamento

de seu tutor.

Quadro 5 – Trilha de aprendizagem.

Fonte: do autor (2015).

Aproveite e explore ao máximo esse momento de aprendizagem através das

reflexões em desafios, fóruns de debates, diário e leituras complementares

com uma diversidade de mídias relacionadas ao tema da Atenção Domiciliar.

E lembre-se de sempre anotar as suas dúvidas e dialogar com o tutor.

A estrutura e a dinâmica do curso

25


Reflexão

Você está percebendo que, ao longo deste processo de formação, terá

oportunidade de articular a sua realidade de trabalho na Atenção Domiciliar

com a construção de um referencial que viabilize, de forma mais

participativa, a sua prática assistencial?

2.5 Tutoria

O acompanhamento através de tutoria tem como objetivo auxiliar você no desenvolvimento

da sua aprendizagem durante o curso. Você, como aluno, terá

um tutor que lhe acompanhará no dia a dia, em todas as atividades, auxiliando

na busca de solução às dúvidas sobre o conteúdo e no uso do ambiente virtual.

O tutor é um profissional da saúde, médico ou enfermeiro, que está a sua disposição

desde o início do curso até o término do último módulo, que é a metodologia.

Nesse percurso, ele realiza as correções e as indicações de melhoramento

das atividades, tais como desafios e diários, sendo também um mediador nos

fóruns de debates.

Além disso, o tutor possui uma função administrativa. Ele irá auxiliar você em

relação aos métodos de estudos e na administração do tempo para a entrega

das atividades do curso.

Lembre-se, o tutor é a sua referência e o seu contato no curso.

Unidade 2

26


2.6 Processo de avaliação

Desde o início do curso, é importante você conhecer as atividades avaliativas

que integram o processo de aprendizagem. Afinal, você é o principal interessado

em saber o quanto do tema está apreendendo.

Serão realizadas duas diferentes modalidades de avaliação: online e presencial.

Essas avaliações têm funções formativas (que colaboram com o aprendizado

durante sua realização), somativas (que atribuem nota para aprovação e certificação)

e diagnósticas (que fornecem informações para professores e alunos

sobre os principais pontos de dificuldades no conteúdo).

2.6.1 Atividades avaliativas online

Ao longo do curso, você será avaliado através das seguintes atividades online:

Fórum Diário Teste online

Fórum

No decorrer dos módulos, você é orientado a participar dos fóruns de discussões

baseados em questões propostas pelos professores. Nessa atividade,

você pode expor suas ideias, trocar informações com colegas do curso e, eventualmente,

de trabalho.

A estrutura e a dinâmica do curso

27


Nessas discussões, que têm como principal objetivo abrir um espaço para a

reflexão coletiva, você pode compartilhar os relatos dos desafios dos colegas,

contribuir para a resolução deles e ao mesmo tempo obter sugestões criativas

para os seus próprios desafios.

Nos fóruns, que são mediados pelos tutores, o foco da avaliação é a sua participação

colaborativa e a pertinência dessa colaboração.

Diário

Esta atividade é uma avaliação formativa de aplicação prática do conteúdo estudado.

Você terá a oportunidade de exercitar a elaboração de algumas etapas

de um Projeto de Saúde no Território (PST) ou um Projeto Terapêutico Singular

(PTS) dependendo do conteúdo do módulo em estudo. Com uma sequência de

ações lógicas para aplicação do conhecimento e sob a orientação dos tutores,

esta atividade é executada na ferramenta Diário do AVEA.

De caráter obrigatório, esta avaliação formativa está presente em todos os módulos

do curso e é computada na média final do módulo.

Teste online

A avaliação online tem função somativa, além de fornecer dados para diagnosticar

como estão o desenvolvimento do conhecimento e a absorção de informações

fornecidas ao longo do módulo. Este instrumento de avaliação será

composto por 10 questões objetivas, disponibilizadas aleatoriamente a partir

de um banco de questões, com resposta única e níveis de dificuldade variados.

Você responderá a prova diretamente no sistema, onde e quando puder. Para

facilitar o seu acesso, vamos deixá-la disponível durante todo o período em que

Unidade 2

28


estiver estudando o módulo em questão. Você tem três chances para responder

ao teste online e obter a nota almejada (no mínimo 7 pontos).

Se, durante o teste, você se sentir inseguro em relação ao conteúdo, opte por

voltar aos estudos e adiar a avaliação. Você poderá utilizar o botão “Salvar avaliação

sem enviar” para que o sistema suspenda a prova e guarde as respostas

que você já registrou. Dessa forma, você pode revisitar o conteúdo quantas vezes

forem necessárias. Somente depois que você clicar no botão “Enviar tudo e

terminar” é que a sua prova será fechada e a sua nota registrada. Os resultados

são gerados automaticamente pelo sistema e ficam disponíveis no seu relatório

de aproveitamento.

2.6.2 Avaliação presencial e a dinâmica do encontro presencial

No final de cada Eixo do curso é realizado um encontro presencial (EP) para a

discussão de casos, relacionados à temática em estudo, com um teste descritivo

obrigatório. E, um quarto e último EP, para a apresentação do seu TCC no

formato de banner.

Serão quatro encontros presenciais, organizados por Polos Regionais

em finais de semana predefinidos, os quais estão disponibilizados no

cronograma do curso.

Para a realização da avaliação presencial de cada eixo, é obrigatório o aluno

ter completado toda a trilha de aprendizagem do eixo e as suas respectivas

avaliações – fórum de debates, teste online e diário.

A estrutura e a dinâmica do curso

29


Com a finalidade de promover a socialização da aprendizagem e do conhecimento,

as avaliações do EP ocorrem em dois momentos: no primeiro momento,

em grupos de até 10 alunos, ocorre a discussão de um caso guiada

por questões elaboradas pelos professores; no segundo momento, cada aluno,

individualmente, responde descritivamente às questões debatidas em grupo.

Ressalta-se que tais momentos ocorrem no mesmo dia, sequencialmente:

Avaliação: encontro presencial

Primeiro momento

Discussão em grupo

Segundo momento

Avaliação descritiva individual

Figura 2 – Avaliação - encontro presencial.

Fonte: do autor (2015).

Os casos para a discussão em grupo serão os mesmos para enfermeiros e

médicos até o Eixo II, e a partir do Eixo III a avaliação abordará questões específicas

para cada profissão, de acordo com a competência profissional. Desse

modo, os EPs têm como objetivo a discussão e o aprofundamento dos conteúdos

curriculares estudados em cada Eixo, focalizando a contextualização

teórico-prática sobre a Assistência Domiciliar.

O encontro presencial é o momento em que você tem a oportunidade de encontrar

pessoalmente seus colegas de turma, bem como os professores e o

seu tutor. Em cada encontro presencial, além de serem abordados aspectos

inerentes ao alcance dos objetivos dos módulos que compõem os eixos de

Unidade 2

30


aprendizagem, também será realizado atendimento individual para a orientação

de atividades online e/ou recuperação de notas dessas atividades.

No terceiro encontro presencial, além da avaliação referente ao Eixo de conteúdo,

serão realizadas as orientações sobre a elaboração do TCC e a organização

do quarto encontro presencial. Este será em forma de seminário público, para

a apresentação do TCC na modalidade de banner, culminando com a avaliação

final do curso. Acompanhe abaixo a organização dos encontros presenciais:

Atividades dos encontros presenciais

1° EP

• Informações gerais

• Avaliação do Eixo 1

2° EP

• Informações gerais

• Avaliação do Eixo 2

3° EP

• Informações gerais

sobre TCC

• Avaliação do Eixo 3

4° EP

• Apresentação do TCC em

formato de banner

• Avaliação final do curso

Figura 3 – Atividades dos encontros presenciais.

Fonte: do autor (2015).

A estrutura e a dinâmica do curso

31


Importante!!

Conforme a regulamentação do MEC sobre a educação a distância, todos

os encontros presenciais e as respectivas avaliações, inclusive o

trabalho de conclusão de curso (TCC), são obrigatórios.

A não participação nos encontros presenciais impede a certificação ao estudante,

e a não recuperação das atividades inerentes ao encontro presencial impossibilitará

o estudante de realizar a avaliação presencial e, por conseguinte,

de seguir para o próximo eixo.

2.6.3 Processo de recuperação das notas

As atividades devem ser cumpridas nos prazos informados no cronograma do

curso. Observe que o tutor estará a sua disposição para ajudá-lo a cumprir todas

as atividades nos prazos. Em caso de necessidade, você pode fazer a recuperação

das atividades. Mas lembre-se de que a recuperação ocorrerá apenas

em casos justificados e para reforço de aprendizagem.

Nesses casos, os estudantes serão convidados a participar de atividades de

recuperação a serem combinadas com o tutor. Elas podem ocorrer no polo de

forma presencial nos dias do encontro presencial, durante o período da manhã,

ou em Florianópolis, município do estado de Santa Catarina, em datas e períodos

agendados previamente com o tutor.

Os estudantes, que estiverem impossibilitados de participar das atividades

presenciais no final de semana agendado no seu polo, deverão solicitar, antecipadamente,

participar do encontro presencial de recuperação. Este encontro

Unidade 2

32


ocorrerá, em Florianópolis, exatamente 15 dias após a data marcada para a

prova em seu polo.

Caso o estudante falte às duas possibilidades de participação no encontro presencial,

com a devida justificativa, a avaliação deverá ser agendada com o tutor.

Assim, todas as atividades de recuperação serão realizadas em Florianópolis,

na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mediante o agendamento.

Em caso de alguma dúvida em relação ao processo de recuperação, você pode consultar

o seu tutor. Se não for possível você comparecer ao encontro presencial em

nenhum dos polos já agendados, entre em contato imediatamente com seu tutor

para providenciar a recuperação e minimizar os prejuízos no seu aproveitamento.

2.6.4 Cálculo do aproveitamento da aprendizagem

O cálculo do seu aproveitamento no processo de aprendizagem é feito a partir

das atividades online e da prova presencial. Delas, é necessário que você obtenha

no mínimo conceito B que equivale à nota 7,0. Para facilitar, observe o

esquema abaixo:

Média final do módulo (MFM) =

(F × 1) + (D × 3) + (T × 2) + (P × 4)

10

F → Fórum (Peso 1)

(critério participação)

D → Diário (Peso 3)

T → Testes online (Peso 2)

P → Prova presencial (Peso 4)

Figura 4 – Cálculo da média final dos módulos.

Fonte: do autor (2015).

A estrutura e a dinâmica do curso

33


Você poderá acompanhar o seu aproveitamento por meio de relatórios no ambiente

virtual de aprendizagem, sempre no formato de notas. A transformação

do aproveitamento em conceitos no sistema de educação a distância só acontece

no final do curso para avaliação final e TCC.

2.7 Trabalho de conclusão de curso

Ao término do módulo de metodologia, você iniciará o trabalho de conclusão

de curso. Aqui encerram-se as atividades de tutoria e você

inicia a elaboração do seu TCC com a orientação de um professor.

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) será um projeto de intervenção que

trabalhe na mesma lógica resolutiva das situações-problema abordadas durante

o curso, com fundamentação teórica e análise crítica das possibilidades.

Propomos que seu TCC, que é uma das formas obrigatórias de avaliação final,

esteja perfeitamente articulado com a prática profissional vivenciada por você

e pela equipe na qual você está inserido.

Para tanto, espera-se que o processo de construção dos TCCs promova uma

reflexão sobre a realidade de seu território de atuação, que apresente indicadores

de acompanhamento e avaliação das ações desenvolvidas e que proponha

alternativas para a melhoria da assistência domiciliar de sua comunidade.

Em suma, o TCC aportará ferramentas e espaços para a estruturação do pensamento

reflexivo do especializando, a fim de contribuir para o diagnóstico

da situação da realidade. Este deverá desenvolver um projeto de intervenção

Unidade 2

34


visando à transformação das práticas de Atenção Domiciliar de modo multiprofissional,

interdisciplinar e com estímulo à formação de redes de cuidado.

2.8 Certificação

Para você receber a certificação de conclusão

exitosa do curso de especialização

em Atenção Domiciliar, são necessários os

seguintes requisitos:

• completude de cada módulo com

Figura 5 – Finalização do curso.

avaliação mínima de conceito B

Fonte: Fotolia/destina (2015).

(nota 7);

• elaborar e apresentar TCC com conceito mínimo de B (nota 7).

Veja a tabela de conversão de notas em conceitos aplicada neste curso, respeitando

as regras de aprovação e certificação do sistema acadêmico da UFSC:

Tabela de conversão de notas em conceitos

Notas entre 9,0 e 10

Notas entre 7,0 e 8,9

Notas entre 6,0 e 6,9

Notas entre 0 e 5,9

Conceito A

Conceito B

Conceito C

Conceito E

Quadro 6 – Tabela de conversão de notas em conceitos.

Fonte: do autor (2015).

A estrutura e a dinâmica do curso

35


Síntese da unidade

Nesta unidade, você iniciou o contato com a proposta do Curso de Especialização

em Atenção Domiciliar, conheceu o seu surgimento, os objetivos

do curso, o perfil esperado desse especialista, a trilha de aprendizagem,

a matriz curricular e o processo de avaliação de aprendizado.

Unidade 2

36


Unidade 3

Usando os recursos

didáticos e estudando

a distância


Para quem faz um curso à distância existem algumas informações que são

extremamente importantes: quais recursos didáticos estão disponíveis, como

utilizar cada um deles e como obter o melhor aproveitamento.

3.1 Recursos didáticos

O curso de especialização em Atenção Domiciliar a distância ocorre num ambiente

virtual de ensino e aprendizagem (AVEA) denominado MOODLE (acrônimo

de “modular object-oriented dynamic learning environment”). O moodle é o

responsável por gerenciar os materiais didáticos, seus acessos, contato com

colegas de aula e tutores, notas e todos os relatórios de aproveitamento. Nele,

estará a sua sala de aula virtual. Acompanhe a imagem a seguir e conheça o

ambiente virtual de aprendizagem.

Figura 6 – Capa de um módulo de estudo.

Fonte: do autor (2015).

Unidade 3

38


Essa é a capa do módulo de estudo onde você terá disponível basicamente

duas camadas de recursos digitais: os recursos que compõem a trilha de

aprendizagem de cada módulo e as ferramentas de gestão de aprendizagem,

no canto superior direito.

3.1.1 A trilha de aprendizagem

Ao clicar nos ícones da sua trilha de aprendizagem ou rolando a Barra de rolagem

do lado direito, você terá disponível todos os recursos da trilha de aprendizagem.

Figura 7 – Indicação da trilha de aprendizagem.

Fonte: do autor (2015).

Usando os recursos didáticos e estudando a distância

39


Figura 8 – Navegação pela trilha de aprendizagem.

Fonte: do autor (2015).

Observe que o menu da trilha de

aprendizagem recolherá para não

atrapalhar você durante a leitura.

Sempre que quiser utilizá-lo, clique

nos botões do canto superior direito,

que ele aparecerá.

Figura 9 – Trilha de aprendizagem em menu.

Fonte: do autor (2015).

Unidade 3

40


Figura 10 – Trilha de aprendizagem em menu clicado.

Fonte: do autor (2015).

Alguns dos recursos foram desenvolvidos obedecendo à usabilidade responsiva.

Você poderá acessar o seu curso e estudar os conteúdos programáticos

na ferramenta tecnológica que preferir: computadores de mesa, notebooks, tablets

e celulares. Os conteúdos irão se reorganizar da melhor forma possível

para facilitar sua leitura e uso dos elementos disponíveis.

A sua trilha de aprendizagem dentro de cada módulo foi organizada da seguinte

forma:

Figura 11 – Trilha de aprendizagem detalhada.

Fonte: do autor (2015).

Usando os recursos didáticos e estudando a distância

41


1. Início: apresenta o módulo informando qual o tema você irá estudar e qual

o objetivo de aprendizagem você deve ter em mente enquanto estiver planejando

seu desenvolvimento de competências.

2. História: a história que começa a ser contada nesse primeiro módulo é o fio

condutor do seu processo de aprendizagem e trata de uma situação-problema

contextualizada em núcleo familiar.

Figura 12 – Acesso a História.

Fonte: do autor (2015).

Para ver a história, contada de maneira lúdica, clique no botão azul. Abrirá

uma nova tela onde você navegará como se estivesse lendo um livro.

3. Desafio: uma vez que você já acessou a história, são apresentados alguns

questionamentos que nortearão seus estudos no decorrer no módulo. Você

deverá apresentar uma resposta para esses questionamentos no final do

módulo.

Unidade 3

42


4. Conteúdo: após a leitura do desafio, você tem o conteúdo. Para acessar,

basta clicar no botão azul e o conteúdo abrirá em uma nova tela.

Figura 13 – Acesso ao conteúdo.

Fonte: do autor (2015).

Os conteúdos dos módulos

estão organizados em unidades

(capítulos) de estudo

e poderão ser acessados por

um flipbook interativo, onde

você terá acesso direto aos

links recomendados.

Figura 14 – Navegação em Flipbook.

Fonte: do autor (2015).

Usando os recursos didáticos e estudando a distância

43


Os módulos foram desenvolvidos por especialistas de diferentes instituições

que integram o Programa Multicêntrico de Qualificação Profissional

em Atenção Domiciliar a Distância. Através deles, você terá a oportunidade

de enriquecer o seu conhecimento com uma diversidade de informações a

respeito do tema do curso.

Se você preferir estudar offline ou tiver problemas

de conexão com a internet, poderá baixar

o livro no formato PDF com todo o seu conteúdo

de estudo, para leitura na tela ou para

impressão.

5. Teste: ao finalizar a leitura do conteúdo, você poderá responder à atividade

avaliativa online. A navegação para a realização dessa atividade é bem simples

e intuitiva. Quando se sentir pronto, clique no botão Responder para

iniciar seu teste. Você será direcionado para a prova no próprio moodle.

Siga as instruções que forem aparecendo na tela. Escolha uma das alternativas

de cada pergunta e, ao concluir, envie sua prova clicando no botão

“Enviar tudo e terminar”, disponível no final do questionário. Analise os comentários,

aprenda com seus acertos ou erros e, se não estiver satisfeito

com seu aproveitamento, lembre que você poderá tentar mais duas vezes.

6. Midiateca: depois de ter apreendido conhecimentos teóricos, você poderá

continuar sua busca por informações relevantes para a resolução do seu

desafio. Ao clicar no botão azul Acessar Midiateca, você será direcionado

para a área do moodle onde estão organizados os links e materiais para

downloads do curso.

Unidade 3

44


Figura 15 – Acesso a Midiateca.

Fonte: do autor (2015).

Novos recursos serão disponibilizados no decorrer do curso, que podem

ser decisivos para a resolução do seu desafio. Então, esteja atento às novas

inclusões de informações.

7. Fórum: neste espaço, você poderá interagir virtualmente, debatendo e conversando,

com os seus colegas e seu tutor sobre a questão elaborada pelo

professor responsável.

Ao clicar no botão azul Acessar Fórum, você será direcionado para a ferramenta

fórum do moodle. Além de ser bastante intuitiva na navegabilidade,

ainda pode enviar cópia das mensagens para seu e-mail e deixá-lo sempre

bem informado do que está acontecendo no curso.

Acompanhe e participe das discussões do Fórum!

Usando os recursos didáticos e estudando a distância

45


8. Diário: espaço destinado para você enviar a sua resposta sobre o desafio

proposto para o módulo. Ao clicar no botão azul Acessar Diário, você será

direcionado para a ferramenta diário do moodle.

Figura 16 – Acesso a ferramenta diário.

Fonte: do autor (2015).

Nela, estará o roteiro, com orientações dos tutores, de como você deverá

escrever a solução para o desafio de maneira assertiva. Trata-se de uma ferramenta

bastante fácil de usar e, por ser uma atividade avaliativa, seu tutor

também poderá acessar para acompanhar e avaliar seu desenvolvimento.

9. Opinião: aqui você deverá responder a algumas questões rápidas sobre a

sua opinião a respeito do módulo recém-concluído. Esta etapa visa a abrir

um espaço para que você possa contribuir com o aperfeiçoamento constante

do módulo e dos materiais nele disponibilizados. Sua opinião é indispensável

para nós.

Unidade 3

46


3.1.2 Gestão da aprendizagem

Para auxiliá-lo na tarefa de organizar seus estudos,

disponibilizamos em todos os módulos,

uma área específica com ferramentas de

gestão da aprendizagem. Nessa área, estarão

disponíveis informações que possivelmente

você irá consultar durante toda a sua trajetória

de estudo.

Ao clicar no ícone “ferramentas” localizado no

canto superior direito, abrirá um menu de acesso.

Acompanhe o detalhamento de cada uma

dessas ferramentas a seguir:

Figura 17 – Ferramentas de

gestão da aprendizagem.

Fonte: do autor (2015).

1. Notícias: espaço destinado para avisos

e informações da área de AD e da organização do curso. O fórum de

notícias é de participação obrigatória no moodle e funciona como um

mural do curso. Por isso, sua utilização é restrita para comunicados

importantes de tutores e coordenadores do curso. Sempre que você

quiser rever uma mensagem ou acompanhar o que está acontecendo

no seu curso, acesse o menu Notícias.

2. Guia do Aluno: nele você encontra orientações sobre a trilha de aprendizagem

e navegabilidade. Sempre que você tiver dúvidas sobre a utilização

dos recursos didáticos, as informações necessárias estarão

disponíveis e atualizadas no guia do aluno, de forma resumida e direta

para você ter a informação que precisa sem perder tempo.

Usando os recursos didáticos e estudando a distância

47


3. Cronograma: aqui você encontra o cronograma atualizado do curso,

com os prazos limites para cada atividade, datas dos encontros e provas

presenciais, assim como outras programações necessárias para o

andamento do curso.

4. Atendimento geral: neste link você acessa a ferramenta de comunicação

com a Secretaria e a Gestão do curso para tirar suas dúvidas

sobre o funcionamento do sistema, gestão da aprendizagem e outros

assuntos relacionados a esses serviços.

5. Dúvidas Frequentes: espaço onde você terá acesso a uma listagem

com as perguntas e respostas mais frequentes entre os alunos a distância.

Caso sua dúvida não esteja na lista, você poderá enviar sua pergunta

para a central de atendimento que ela será respondida e disponibilizada

para todos.

6. Contato tutor: neste link, você acessa a ferramenta de comunicação com

os tutores para tirar suas dúvidas sobre os conteúdos programáticos, gestão

da aprendizagem e outros assuntos relacionados a esses serviços.

3.2 O processo de ensino e aprendizagem na

Educação a Distância - EaD

Normalmente, o aluno que participa de um curso a distância está preocupado

em como obter o melhor aproveitamento, levando em consideração a necessidade

de desenvolver competências profissionais consistentes versus a disponibilidade

de tempo para dedicação. Afinal, estudar a distância não requer

menos do que estudar em um curso presencial.

Unidade 3

48


Na realidade essa é uma metodologia cada vez mais utilizada no Brasil por

minimizar algumas das dificuldades mais comuns, tais como tempo para locomoção

e distância entre alunos e instituição de ensino. De alguma forma,

essas dificuldades podem também fazer parte de sua vida, e você precisa estar

atento para não deixar seu curso a distância ficar distante de você.

A educação a distância (EaD) não é tão recente como pensam a maioria dos

alunos. Alguns autores afirmam que a educação a distância remonta aos tempos

da escrita, quando o que antes era transmitido só oralmente, passou a

ser comunicado sem a necessidade de um narrador presente. Outros autores

creditam à invenção da imprensa, no século XV.

Para Maia e Mattar (2007), a EaD se desdobra em três gerações, sendo o seu

início com os cursos técnicos por correspondência, onde os materiais eram

autoinstrutivos e o aluno fazia sua própria “caminhada”. A segunda geração é

marcada pelo desenvolvimento de novas mídias, como a televisão, o rádio e o

telefone. A terceira geração, online, passou a explorar os recursos da internet,

resultado do avanço das telecomunicações e da flexibilização dos processos

informacionais e comunicativos, caracterizada pela integração das mídias que

convergem para as tecnologias de multimídia e o computador. Entretanto, outras

correntes mais atuais afirmam que já temos seis gerações de EaD.

Multimídia

Para conhecer mais sobre a história da EaD no Brasil

assista ao vídeo “Evolução da Educação a Distância”.

Usando os recursos didáticos e estudando a distância

49


A EaD exige que o aluno seja autônomo e independente, responsável pelo seu processo

de aprendizagem e preocupado com o autodesenvolvimento, disposto à

autoaprendizagem. Nesse sentido, o autodesenvolvimento está associado à ideia

de você como protagonista de seu processo de aprendizagem e de formação.

É importante refletirmos que autoaprendizagem em EaD é um método no qual

o centro do processo de ensino e aprendizagem não está mais centrado no professor

como nos métodos tradicionais, mas no que o aluno precisa aprender.

E uma vez que esse estudante não precisa estar fisicamente presente em um

ambiente, seu aprendizado é contínuo e permanente. Tempo e espaço não são

limites para o aprendiz virtual, que poderá aproveitar todos os momentos de

que dispõe para se dedicar aos estudos.

Sabemos que todos temos diferentes modo de agir, pensar, sentir e também

de aprender. Mas, a partir do ritmo de aprendizagem e da experiência de cada

um, é possível estabelecer alguns métodos que irão auxiliá-lo nos estudos e na

aquisição dos conhecimentos teóricos e práticos do nosso curso.

Responsabilidade, perseverança e dedicação são as características de um

bom estudante e, se você está disposto a desenvolvê-las, com certeza tem os

ingredientes necessários para obter êxito no curso. Outra característica muito

importante é aproveitar e gerenciar o seu tempo de estudos. Mantenha as suas

leituras, as suas atividades e as suas tarefas atualizadas e procure desenvolver

seus estudos diariamente. E sempre que precisar de auxílio você pode contar

com seu tutor.

Estudar a distância pode ser mais fácil do que você imagina, porém, para isso,

é preciso organização e dedicação. Visando ao seu sucesso neste processo

de “aprender a aprender”, apresentamos a seguir algumas estratégias e orien-

Unidade 3

50


tações que lhe servirão de guia de estudo para obter uma gestão da aprendizagem

eficaz:

Gerencie seu tempo de estudo

Nossa vida gira em torno do tempo.

Mas o tempo é uma vivência subjetiva

e interpretada individualmente.

Quando estamos fazendo algo que

nos agrada, parece que o tempo passa

rápido demais; quando a atividade

é cansativa ou nos desagrada, parece

que não passa.

Quando dizemos que não temos tempo,

geralmente é porque não temos o

Figura 18 – Gerencie seu tempo de estudo

Fonte: Fotolia/Les Cunliffe (2015).

controle do tempo ou não sabemos

aproveitá-lo. É preciso organizar-se para aproveitar todos os momentos de

nossa vida pessoal, profissional, familiar, social.

Nem sempre longas horas de estudo revertem em produtividade. Organize

seu tempo de estudo estabelecendo metas claras e seguindo os

cronogramas do curso.

Além disso, é necessário organizar seu tempo para interagir com o tutor e com

seus colegas por intermédio da plataforma virtual de aprendizagem.

Usando os recursos didáticos e estudando a distância

51


Dicas:

• Organize e planeje seu tempo.

• Crie rotinas e estabeleça metas diárias a serem alcançadas.

• Aprenda a gerenciar prioridades: O que é mais importante? O que é urgente?

• Elabore um quadro geral de horários semanal, incluindo e distribuindo

todas as suas atividades e compromissos (trabalho, lazer, estudo, etc.).

Crie hábitos de estudo

Figura 19 – Crie hábitos de estudo.

Fonte: Fotolia/peshkova (2015).

Assim com um atleta que cria uma rotina

e se dedica horas diárias ao seu treino,

nossa concentração também precisa ser

treinada e exercitada. A perda de concentração

é um dos grandes desafios a serem

enfrentados pelo estudante, quando, por

exemplo, inicia um estudo e não dá continuidade,

ou quando se desliga do objeto de

estudo e perde o foco de sua atenção.

Dicas:

• Discipline sua atenção.

• Estabeleça uma lista de prioridades que institua uma ordem.

• Não adie as tarefas.

• Verifique sempre o cronograma e as atividades de cada módulo.

• Reserve todos os dias um tempo para o estudo.

Unidade 3

52


Estabeleça um local de estudo

Uma ótima estratégia para aumentar sua

concentração é destinar um local em casa

para seus estudos, onde não será interrompido.

Mesmo que você estude em seu

local de trabalho, este deve ser bem ventilado

e iluminado, para que você transforme

sua atividade de estudo em um ritual e

em um momento especial.

Figura 20 – Estabeleça um local de estudo.

Fonte: Fotolia/urope (2015).

Dicas:

• Destine um cômodo ou espaço em sua casa para os estudos.

• Arrume este local para que seja organizado e agradável.

• Monte um acervo bibliográfico e o deixe à vista para suas consultas.

• Evite comer, ver televisão, ouvir música, atender ligações em seu local

de estudo.

Organize seu material de estudo

Para aproveitar melhor seu tempo, sugerimos algumas atitudes que podem

facilitar os seus estudos.

Dicas:

• Deixe seu material sempre no mesmo lugar.

• Obtenha um bom dicionário de língua portuguesa.

• Procure esclarecer na hora suas dúvidas ou dificuldades de compreensão.

Usando os recursos didáticos e estudando a distância

53


Acesse regularmente o Ambiente Virtual de Ensino

e Aprendizagem (AVEA)

É um dos melhores mecanismos de interação e colaboração entre os alunos,

com os tutores online e com todas as pessoas envolvidas no curso. Nele, você

irá encontrar vários recursos que irão auxiliá-lo na sua gestão de aprendizagem,

como espaços para discussão, diálogo, orientações, entre outros; todos

relacionados às atividades de estudo.

Dicas:

• Procure acessar frequentemente o AVEA.

• Respeite a opinião dos outros.

• Mantenha uma participação ativa em todas as atividades do curso.

Figura 21 – Acesse o AVEA.

Fonte: Fotolia/adam121 (2015).

Os cursos a distância priorizam a sua

aprendizagem. Por isso, tenha sempre em

mente que, nesse processo você é um dos

protagonistas da construção do seu conhecimento.

Procure conduzir suas atividades

da maneira mais dedicada possível e conte

sempre com o nosso serviço de tutoria.

Unidade 3

54


Síntese da unidade

Nesta unidade, você obteve importantes informações sobre o processo

de ensino e aprendizagem na Educação a Distância (EaD), tais como os

recursos didáticos disponíveis e a utilização de cada um deles para obter

o melhor aproveitamento do curso. Conheceu a navegabilidade na trilha

de aprendizagem e a gestão da aprendizagem com estratégias para a organização

de seus estudos, que lhe possibilitarão tornar-se protagonista

do seu processo de formação.

Usando os recursos didáticos e estudando a distância

55


Unidade 4

O Projeto de Saúde

no Território na

Atenção Domiciliar


Agora que você já conhece o curso, seu funcionamento, as pessoas envolvidas

e o que é preciso fazer para ter um bom aproveitamento, já podemos entrar em

um tema mais próximo da prática da Atenção Domiciliar no âmbito do SUS, que

será importante para seu aprendizado ao longo do curso.

O Projeto de Saúde no Território (PST)

e o Projeto Terapêutico Singular (PTS)

são ferramentas de auxílio para o desenvolvimento

de um processo de

trabalho em saúde, sendo utilizados

segundo a abordagem temática de

cada eixo.

Como vimos na trilha de aprendizagem,

o curso prevê ao longo dos módulos, diversos

exercícios cujo objetivo é o desenvolvimento

de competências para a AD.

Essa série de atividades são interligadas e

derivadas de uma situação problema, que

direcionará você para a construção de um

Projeto de Saúde no Território (PST) ou um

Projeto Terapêutico Singular (PTS) no final

de cada eixo de estudo.

Esta Unidade terá como foco o Projeto de Saúde no Território (PST), enquanto

a outra ferramenta tecnológica, o Projeto Terapêutico Singular (PTS), será

abordado ao longo dos módulos do Eixo II, intitulado Bases para o Cuidado

Domiciliar.

Ao discutirmos o Projeto de Saúde no Territorio, serão abordadas as bases conceituais

do PST no contexto da Atenção Domiciliar. Além disso, será indicado

um modelo de construção do PST para a implantação e gerenciamento da Atenção

Domiciliar como modalidade de atenção à saúde substitutiva à internação

hospitalar ou complementar à ação da Atenção Primária à Saúde (APS).

Unidade 4

58


Link

Para ler sobre as ferramentas ou os dispositivos úteis para a gestão do

cuidado no processo de trabalho das equipes de AD, consulte o Caderno

de Atenção Domiciliar, volume 2, Capítulo 1 - Gestão do cuidado na atenção

domiciliar, disponível através do link: ou .

Para a melhor compreensão das bases conceituais do PST, e para uma elaboração

consistente do mesmo, é essencial reconhecer a importância do território,

da qualidade das informações e do conceito ampliado de saúde, que

discutiremos a seguir.

4.1 Bases instrumentais para o Projeto de Saúde

no Território

Para a construção da modalidade de Atenção Domiciliar é necessário você

compreender o conceito de saúde ampliado em que “modo de produção e formação

social devem ser pensados teoricamente ao mesmo tempo” (SANTOS,

2012, p. 29) para então poder refletir sobre graus ou níveis de saúde das pessoas

e populações.

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

59


Reflexão

Na reflexão sobre níveis de saúde de pessoas e populações, você precisa

considerar que saúde não é apenas o resultado unilateral das formas

de organização social e de produção ou de determinações biológicas e

genéticas. A saúde engloba, também, as formas de organização da vida

cotidiana, da sociabilidade, da afetividade, da subjetividade, da cultura e

das relações do ser humano com o meio ambiente.

A saúde deve ser abordada como um elemento complexo, que abrange desde

as características biológicas e sociais, até as mais subjetivas e particulares a

cada indivíduo.

Portanto, saúde “é antes resultante do conjunto da experiência social, individualizado

em cada sentir e vivenciado num corpo que é também, não esqueçamos,

biológico” (VAITSMAN, 1992, p. 171). Desse modo, para você compreender o

significado de saúde como produto social, é necessário refletir também sobre

o significado do indivíduo, em sua singularidade e subjetividade, na relação

com os outros e com o mundo.

O Conceito Ampliado de Saúde foi discutido e proposto na VIII Conferência

Nacional de Saúde, “realizada em 1986, em torno dos temas da saúde como

direito de cidadania, da reformulação do sistema nacional de saúde e do financiamento

do setor” (NORONHA; LIMA; MACHADO, 2008, p. 436).

Em síntese, esse conceito define que a saúde é resultado das condições sociais.

Como sabemos, tal conceito foi defendido e introduzido na Constituição

Federal (CF) brasileira de 1988 na qual imprimiu-se, no Art. 196, que

Unidade 4

60


“a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantida mediante políticas

sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença

e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e aos

serviços para sua promoção, proteção e recuperação” (BRASIL, 1988).

Para concretizar esse direito, instituiu-se o Sistema Único de Saúde (SUS) através

da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, que afirma:

A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre

outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio

ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e

o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da

população expressam a organização social e econômica do País

(BRASIL, 1990).

Fica explícito na Lei, a produção social da saúde, isto é, a saúde e a doença

como resultado de processos sociais. Marcado por este paradigma de produção

social da saúde, denominação baseada na noção abrangente de saúde, o

SUS propõe abordagens interdisciplinares, direcionadas à saúde e à comunidade,

resgatando a integralidade da atenção, a participação social e o fortalecimento

das redes solidárias, entendendo que as pessoas são sujeitos do

processo saúde-doença (DA ROS, 2006).

Como você pode ver, o conceito ampliado de saúde trouxe importantes transformações

no âmbito político brasileiro, influenciando diretamente o campo da

legislação. Observe a seguir a linha do tempo que representa essa influência

ao longo da década de 1980:

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

61


1986

influenciou

Conferência

Nacional de Saúde

Proposição e discussão do

conceito ampliado de saúde,

vista como resultado de

condições sociais.

1988

impulsionou

1990

Constituição

Federal

Instituição

do SUS

Considera que o Estado deve

garantir saúde mediante

políticas sociais e econômicas.

Criação de um Sistema Único

de Saúde, que passa a propor

abordagens interdisciplinares,

direcionadas à saúde e à

comunidade.

Figura 22 –O conceito ampliado de saúde na política brasileira

Fonte: do autor (2015).

Além de possibilitar importantes mudanças no campo legislativo, o conceito

ampliado de saúde extrapola a visão restrita que se tinha até então: de que saúde

era simplesmente a ausência de doenças, como resultado exclusivo de fatores

biológicos e genéticos e, no limite de comportamentos individuais inadequados.

Em outras palavras, se busca superar “o paradigma médico-biológico que

conceitua a doença como um fenômeno biológico individual” (LAURELL, 1979).

Para se contrapor ao modelo médico-biológico, o conceito ampliado de saúde

apresenta o modelo da determinação social, que entende a saúde como produto

social.

Unidade 4

62


Link

Para ler mais sobre a evolução histórica dos conceitos de saúde e doença

no âmbito das sociedades, e conhecer as diferenças entre o modelo

biomédico e o modelo da determinação social da doença, você pode

acessar o texto: VERDI, M.; DA ROS, M.; CUTOLO, L. R. Saúde e sociedade.

2. ed., revisada e ampliada. Florianópolis: UFSC, 2012.

Para isso, basta você clicar no link:

ou .

O modelo da determinação social considera outras variantes, além das biológicas,

que determinam e condicionam a saúde de indivíduos e populações

- sobretudo as relações entre saúde e as

condições de vida e trabalho, as quais Determinantes Sociais da Saúde

vêm sendo definidas como Determinantes

Sociais da Saúde (DSS), isto é, cos, culturais e comportamentais que

(DSS) são fatores sociais, econômi-

a saúde entendida como produto social. exercem influência sobre a saúde dos

indivíduos.

Sendo assim, conhecer e intervir sobre

esses determinantes deverá ser, também, uma das tarefas da Atenção Domiciliar.

Este é o motivo da utilização do PST como ferramenta de trabalho das

equipes do SAD e da territorialização - instrumento de trabalho da APS - assumir

o importante papel instrumental para a elaboração de um PST.

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

63


Ambiente

de trabalho

Educação

Produção

agrícola e de

alimentos

Condições de vida

e de trabalho

Desemprego

Condições socioeconômicas, culturais e ambientais gerais

Redes sociais e comunitárias

Estilo de vida dos indivíduos

Idade, sexo e

fatores

hereditários

Água e

esgoto

Serviços

sociais

de saúde

Habitação

Figura 23 – Modelo de determinantes sociais da saúde.

Fonte: Dahlgren e Whitehead, 2008.

A territorialização e as informações de saúde são essenciais para se conhecer

os DSS. Contudo, o “reconhecimento do território e o acompanhamento

sistemático do espaço social” (LACERDA; MORETTI-PIRES, 2012) que almejamos

enfatizar pelas equipes de AD deve fundamentar-se numa determinada

concepção de território.

Conforme Lacerda e Moretti-Pires (2012, p. 71), “de maneira geral, a delimitação

de território definida pela gestão é orientada pela lógica burocrática

-administrativa, com base em critérios geográficos”. Embora esta lógica seja

importante para a delimitação espacial da área de abrangência e de atuação

das equipes de saúde, a noção de “território-processo”, utilizado por Mendes

(1995) nos permite ir além da orientação burocrático-administrativa definida

pela gestão.

Unidade 4

64


Para Lacerda e Moretti-Pires (2012, p. 71),

O entendimento de território-processo utilizado por Mendes

(1995) vai além da ideia de um espaço físico acabado, definido

apenas por consonância administrativa. Ele engloba, também,

os aspectos econômicos, políticos, culturais e epidemiológicos.

Dessa forma, o mapeamento do território deve considerar os problemas

de saúde e sua relação com aspectos da vida dos diferentes

grupos populacionais que ali habitam.

Mas para olharmos para o território, precisamos compreender seu significado.

De acordo com Santos (2012), a expressão da constituição dos territórios se

dá a partir de dois momentos: o momento das verticalidades e o momento das

horizontalidades.

Verticalidades

Horizontalidades

Se formam através de pontos distantes

uns dos outros, por meio de uma

interdependência hierárquica dos territórios,

como consequência do processo

de globalização capitalista.

Seriam os domínios de contiguidades,

formadas por

uma continuidade territorial.

No âmbito dos serviços de saúde do SUS, no qual se insere o SAD, espera-se

que os territórios se estruturem através de horizontalidades, de modo a favorecer

a constituição da Rede de Atenção à Saúde (RAS), seguindo os princípios

da universalidade, da equidade, da integralidade e da regionalização.

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

65


Na ótica do território-processo que se constitui no momento das horizontalidades,

a RAS é o arranjo organizativo formado pelo conjunto de serviços e

equipamentos de saúde, num determinado território geográfico. Tal território é

responsável não apenas pela oferta de serviços, mas que se ocupa também de

como estes estão se relacionando, assegurando, dessa forma, que a ampliação

da cobertura em saúde seja acompanhada de uma ampliação da comunicação

entre os serviços, a fim de garantir a integralidade da atenção (BRASIL,

2009; BRASIL, 2011).

Em síntese, a ideia de território-processo com a noção de território estruturado

por horizontalidades deve fundamentar as ações de territorialização

das equipes do SAD. Contudo, é importante enfatizar que uma

territorialização depende, ainda, da qualidade das informações em

saúde disponíveis e vice-versa.

Nesse sentido, o Ministério da Saúde instituiu o Sistema de Informação em

Saúde para a Atenção Básica (SISAB) para atender à necessidade de utilização

de um sistema de informação em saúde que contemple os dados das

equipes da AB e que se relacione com todos os níveis de assistência do SUS.

Contudo, a qualidade dessas informações depende da coleta dos dados simplificados

(CDS) e da alimentação desses dados no Sistema Integrado de Saúde

(SIS), principalmente no SISAB, bem como, da criação do Prontuário Eletrônico

do Cidadão (PEC) (BRASIL, 2013).

Desse modo, a qualidade das informações depende sobremaneira de todas as

equipes atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS). Isto é, depende de profissionais

da Estratégia da Saúde da Família (ESF), dos Consultórios na Rua (CnR),

Unidade 4

66


dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), do Programa Saúde na Escola

(PSE), da Academia da Saúde e, para destacar, de todas as equipes de Atenção

Domiciliar. Essas informações dependem ainda das ferramentas de busca disponíveis

por meio do e-SUS. Como afirmam Mota e Carvalho (2003, p. 605),

Na atenção à saúde, as informações são imprescindíveis ao atendimento

individual e à abordagem de problemas coletivos, utilizando-se

o conhecimento que gera desde a assistência à população

nas unidades de saúde até o estabelecimento de políticas

específicas, à formulação de planos e programas, sua implementação

e avaliação.

Em resumo, os sistemas de informação contribuem com os meios para a construção

do conhecimento em saúde e é de extrema importância para a elaboração

do PST. Nesta perspectiva, Verdi, Freitas e Souza (2012, p. 14) afirmam que:

Objetivando enfrentar o desafio de caminhar em direção a essa

nova maneira de pensar/trabalhar a saúde, o PST introduz novos

elementos e ferramentas que visam a proporcionar uma atenção

integral à saúde, procurando olhar o processo saúde-doença

através das lentes do Conceito Ampliado e da Produção Social

de Saúde.

Desse modo, o conceito ampliado de saúde, a territorialização, os determinantes

sociais de saúde e as informações de saúde qualificadas são essenciais

para a elaboração de um PST, que é fundamental para a implantação e funcionamento

do SAD. O SAD, por sua vez, visa interferir nas informações de saúde

e DDS do território determinado. Observe a seguir o esquema que demonstra

esse ciclo de atendimento:

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

67


2

Elaboração do

Projeto de Saúde no

Território (PST)

3

1

Caracterização do

território

Ação do Serviço de

Atendimento

Domiciliar (SAD)

• Territorialização

• Informações de saúde

• Determinantes Sociais

de Saúde

INTERVENÇÃO

Figura 24 – Ciclo de atendimento

Fonte: do autor (2015).

Como você pode ver, o Projeto de Saúde no Território faz parte de um processo

dinâmico, que visa influenciar os dados de saúde de um território através do

Serviço de Atenção Domiciliar (SAD).

4.2 O Projeto de Saúde no Território e a gestão do

Serviço de Atenção Domiciliar

Como foi possível você acompanhar até o momento, o agir em saúde está diretamente

conectado ao contexto social, pois, de forma interligada, saúde e sociedade

influenciam a construção do conhecimento, de práticas, e de formações

políticas, refletindo nas concretas contribuições para a efetivação do SUS.

Unidade 4

68


A proximidade dos profissionais de saúde, no âmbito da Atenção Domiciliar,

com o modo como a vida se organiza nos territórios oportuniza

a identificação de uma série de problemas que interferem no processo

saúde, doença e cuidado, cujo enfrentamento demanda o uso de estratégias

para a sua resolução.

A partir do conceito ampliado da saúde, coloca-se o desafio de organizar estratégias

de gestão que integrem os diferentes planos de cuidado existentes no

território, investindo na qualidade de vida e na autonomia de sujeitos e comunidades

(BRASIL, 2014).

Nessa direção, o Projeto de Saúde no Território (PST) é um potente instrumento

que busca ações direcionadas à produção de saúde e à redução de vulnerabilidades

em um determinado território, por meio da implementação de estratégias

de coprodução, de cogestão e do trabalho em equipe e em redes (VERDI;

FREITAS; SOUZA, 2012).

Estabelecer tais estratégias é condição essencial para melhor identificar problemas,

situações e demandas que envolvem áreas ou populações em situação

de vulnerabilidade.

A territorialização e a busca de informações qualificadas sobre os problemas

de saúde das pessoas num dado território são condições para o desenvolvimento

de um PST. Desse modo, a territorialização é uma ferramenta importante

para a implantação e efetivação da Assistência Domiciliar, “[...] partindo da

concepção de que o território é um espaço dinâmico no qual a equipe deverá

atuar não apenas nas demandas estritamente biológicas dos indivíduos, mas

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

69


também na comunidade e seus determinantes” (LACERDA; MORETTI-PIRES,

2012). Além disso, é importante considerar que

através do diagnóstico da realidade local e das situações de saúde

que se manifestam a partir das dinâmicas relações sociais,

econômicas e políticas historicamente produzidas entre os sujeitos

que convivem no território, é possível direcionar as práticas

em saúde às necessidades da população (VERDI; FREITAS; SOU-

ZA, 2012, p. 15).

Reflexão

A apropriação do território permite conhecer as condições em que as

pessoas vivem, moram, trabalham, adoecem e morrem. Dessa forma é

possível construir estratégias específicas e integradas para a produção

de saúde neste território.

Os profissionais de saúde em Atenção Domiciliar, no cotidiano da assistência,

trabalham muitas vezes com situações complexas, seja pelas características

clínicas dos usuários (multipatologia, polifarmácia, patologias avançadas, entre

outras), seja pelas condições socioeconômicas em que se encontram (BRA-

SIL, 2013c). Ao realizar a análise de um território, a equipe deve considerar em

que contexto estão sendo identificados os problemas. Levando em conta as

seguintes especificações:

• Uma Equipe Multiprofissional em Atenção Domiciliar (EMAD) pode atender

uma população de até 100.000 habitantes.

Unidade 4

70


• A EMAD tipo 1 pode realizar cuidados em 60 usuários concomitantemente

e a EMAD tipo 2 abrange o cuidado de até 30 usuários.

• Se uma equipe possuir número elevado de usuários em uma comunidade

adstrita, existe a possibilidade da formulação de PST nessa área

específica para a gestão de cuidado.

• No reconhecimento de uma área que abranja toda a população do território

macro, é necessário coletar informações da área populacional

adstrita do município para a implantação do SAD.

Dessa forma, para a organização da

Rede de Atenção à Saúde (RAS), é preciso

considerar a definição da região de

saúde, o que implica na demarcação dos

seus limites geográficos e sua população,

bem como no estabelecimento do

rol de ações e serviços que serão ofertados

nesta região de saúde.

Para tanto, o PST servirá como guia

para o reconhecimento da realidade de Figura 25 – Região de Saúde.

um território. Ao mesmo tempo, a territorialização

e as informações de saúde

Fonte: Fotolia/Mikael Damkier (2015).

qualificadas são os fundamentos do PST e são essenciais para os processos

de planejamento e programação das ações das equipes de Atenção Domiciliar.

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

71


Link

O processo de trabalho (ações/atribuições) da Equipe de Saúde da Família

está explicitado na Política Nacional de Atenção Básica através

da Portaria Ministerial nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Para conhecer,

acesse: .

É importante considerar que o PST tem sido muito efetivo como ferramenta

tecnológica do NASF na Atenção Básica, pois introduz o território como foco

da atenção, cujas informações alimentam qualitativamente o planejamento

das ações da equipe de saúde. Da mesma forma, entende-se o PST como

uma importante ferramenta para a implantação do SAD e gestão do cuidado

domiciliar.

Com base em Nascimento (2010, p. 94), podemos afirmar:

Por se tratar de um processo ainda em construção, a implantação

[...] [do Serviço de Atenção Domiciliar] implica a necessidade de estabelecer

espaços rotineiros de reunião, planejamento e discussão

de casos para definição de projetos terapêuticos compartilhados

por toda a equipe, de forma validada e significativamente reconhecida

sob o ponto de vista dos gestores, na forma de projetos terapêuticos

singulares (PTS) e projetos de saúde no território (PST).

Portanto, o estabelecimento de espaços de planejamento e sua discussão são

as primeiras condições para se definir um PST, mas não são as únicas. É preciso

partir de um conceito ampliado de saúde que seja capaz de compreender os

Unidade 4

72


seus determinantes sociais e apresentar soluções concretas e compartilhadas

para os problemas que necessitam de cuidados a domicílio.

O PST pode ser considerado uma estratégia para o desenvolvimento de

ações compartilhadas entre os serviços de saúde do território e outros

setores sociais, visando a conformação de redes de atenção à saúde e

intersetoriais capazes de impactar na produção da saúde territorial ampliando

a qualidade de vida e a autonomia de sujeitos e comunidades

(BRASIL, 2010).

Em síntese, o PST pretende ser um instrumento para o trabalho das equipes

de saúde em determinado território, ancorado no conceito ampliado de saúde,

na participação social e a intersetorialidade das ações. Assim, visa ao fortalecimento

da integralidade, ou seja, vincula ações da clínica à vigilância em

saúde e à promoção da saúde, instaurando processos de cooperação entre os

diferentes atores envolvidos e estabelecendo redes de cogestão e corresponsabilidade

no território.

Link

Para conhecer sobre as ferramentas tecnológicas do processo de trabalho

em saúde na Atenção Básica e do NASF, consulte o Caderno de

Atenção Básica nº 27, disponível através do link: ou .

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

73


Para você compreender o processo de elaboração do PST, é fundamental perceber

a importância do trabalho em rede e da cogestão para a identificação

das possibilidades de seu uso e prática na Atenção Domiciliar como potência

para o trabalho integrado com as equipes de Saúde da Família e do SOS emergência,

com os Núcleos de Apoio à Saúde da Família.

SOS

emergência

Núcleo de

apoio à saúde

familiar

Equipes de

saúde da família

Projeto de

Saúde no Território

Figura 26 – Projeto de Saúde no Território como elemento integrador.

Fonte: do autor (2015).

4.3 Um modelo de Projeto de Saúde no Território para

o Serviço Atenção Domiciliar

Até o momento, foi conceituado o PST como uma estratégia em que a equipe

identifica uma área ou população em situação de vulnerabilidade, por meio de

uma análise da situação de saúde do território; e a partir disso procura entender

a situação ou necessidade de saúde em questão, definindo objetivos, metas,

ações, parcerias e instituições potencialmente envolvidas. Para tanto, as

Unidade 4

74


equipes consideram e utilizam não apenas as informações epidemiológicas e

os dados socioeconômicos, mas também a disponibilidade de serviços, as características

da estrutura social das áreas e os processos históricos e sociais

que conferem singularidade a cada território.

Como visto anteriormente, na construção de um PST é preciso considerar

como pilares a promoção da saúde, a participação social e a intersetorialidade

(VERDI; FREITAS; SOUZA, 2012).

Link

Sugerimos conhecer os significados de cada um desses pilares, no livro

do Curso de Especialização Multiprofissional em Saúde da Família. VER-

DI, Marta Inez Machado; FREITAS, Tanise Gonçalves de; SOUZA, Thaís Titon

de. Projeto de Saúde no Território. 1. ed. Florianópolis: Universidade

Federal de Santa Catarina, 2012.

Basta clicar no link e acessar o caderno Projeto de Saúde no Território:

ou .

Esclarecido o conceito e delineados os pilares e as condições que estruturam o

PST, partimos agora para a proposição de um modelo, em que apresentaremos

linhas guias de elaboração de um Projeto de Saúde no Território.

Primeiramente, o PST deve ser planejado por meio da Pactuação do Apoio,

onde num momento inicial, os gestores e as equipes de saúde discutem e pactuam

o desenvolvimento do processo de trabalho das equipes e definem as

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

75


metas a serem alcançadas. Essa atividade deve ser rotineira e precisa incorporar

a definição de objetivos, problemas prioritários, critérios de encaminhamento

ou compartilhamento de casos, critérios de avaliação do trabalho da equipe

e dos apoiadores e as formas de explicitação e gerenciamento resolutivo de

conflitos (BRASIL, 2010).

Após a Pactuação de Apoio, o passo seguinte é a Operacionalização do PST

por meio de roteiros baseados nas etapas descritas na figura abaixo:

1

Preparação

• Identificar área e/ou população vulnerável

• Compreender processo histórico e social singular do território

• Justificar priorização da área e/ou população

• Definir objetivos e estabelecer ações efetivas para alcançá-los

• Identificar os pontos de atenção importantes para o PST

2

Planejamento e implementação

• Criação de espaço coletivo ampliado: intersetorialidade,

gestão participativa

• Sinergia com outras políticas e/ou serviços públicos:

processo de cooperação, intersetorialidade

• Construção compartilhada do PST: consenso, reformulação,

pactuação, corresponsabilização

• Plano de ação para a implementação

3

Avaliação

• Reflexão sobre o processo de implementação e os resultados

em relação aos objetivos pactuados no início

Figura 27 – Etapas necessárias para a elaboração de um PST

Fonte: adaptado de BRASIL (2010).

Unidade 4

76


Como você pode observar, se inicia o PST a partir da identificação e da análise

da área e população vulneráveis. É necessário que a equipe de saúde, os

gestores e a comunidade se reúnam em diversos momentos, identificando os

usuários e as áreas territoriais que apresentam problemas a serem trabalhados

pela Atenção Domiciliar.

Cabe destacar que a etapa inicial do projeto é direcionada para a identificação

da necessidade de implantação da modalidade de assistência

Atenção Domiciliar em um respectivo território ou para um acompanhamento,

monitoramento e avaliação de um SAD, implantado em uma comunidade

específica.

Para identificar tanto a área quanto a população vulnerável que necessita dos

serviços do SAD, é necessário conhecer sua situação de saúde por meio da

análise dos elementos que compõem o perfil de saúde da população do território,

apresentados na figura a seguir:

Perfil de saúde da população

Perfil

territorial

Perfil

ambiental

Perfil

epidemológico

Indicadores

do SISAB

Perfil

demográfico

Perfil

socioeconômico

Figura 28 – Levantamento do perfil de saúde da população de um território.

Fonte: do autor (2015).

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

77


Cada um destes componentes do perfil de saúde leva em conta informações

específicas:

• Perfil territorial: aspectos geográficos do território, limites territoriais,

fluxos da população, barreiras geográficas.

• Perfil demográfico: número total de habitantes na área e sua distribuição

por sexo e faixa etária.

• Perfil socioeconômico: condições de moradia, educação, renda familiar,

trabalho, lazer, segurança.

• Perfil epidemiológico: natalidade, morbidade, mortalidade, cobertura

vacinal, entre outros indicadores.

• Perfil ambiental: condições de saneamento básico e do meio ambiente.

• Indicadores do SISAB: número de áreas e microáreas atendidas, número

de famílias cadastradas, de diabéticos, de hipertensos, entre outras

informações. Essas informações são acessíveis no e-SUS por fichas de

atendimento e relatórios agregados por indivíduo, por equipe, por região

de saúde, município, estado ou nacional.

Saiba mais

Para melhor compreender o Sistema de Informação em Saúde para a

Atenção Básica (SISAB), acesse a Portaria nº 1.412, de 10 de Julho de

2013 e no link: .

Unidade 4

78


De acordo com a realidade de cada território, podem–se acrescentar ainda outras

informações que possam ser considerados relevantes, como os dados do

e-SUS Atenção Domiciliar.

No levantamento de dados é preciso compreender o processo histórico e social

singular do território, com a descrição da formação da comunidade ou município:

como se organiza, quais os valores e a cultura. Além disso, devem ser

levadas em conta a subjetividade, a percepção dos indivíduos em relação ao

meio em que vivem, e outras informações complementares para a formulação

de uma justificativa de cuidado.

Em seguida, com base no levantamento de dados, se justifica a priorização de determinada

área ou população a ser atendida pelo SAD, pois é no reconhecimento

da realidade que se pode mapear e contextualizar as necessidades de saúde dos

usuários com indicação de assistência domiciliar. Esse reconhecimento é feito

com base nas informações do processo de territorialização, indicadores de saúde

do Sistema de Informações de Saúde (SIS) e características socioculturais.

A partir deste mapeamento se torna possível delinear os objetivos do Serviço

de Atenção domiciliar para um território específico, assim como as ações necessárias

para seu alcance.

Reflexão

E no seu território, você já pensou quais seriam os objetivos para o Serviço

de Atenção Domiciliar? E quais seriam as ações necessárias para

alcançá-los?

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

79


Para a definição dos objetivos e as respectivas ações, é preciso descrever a

indicação de atendimento domiciliar nas modalidades AD1, AD2, AD3 no território

específico.

Saiba mais

Para saber sobre os critérios de inclusão nas modalidades de assistência

AD1, AD2 e AD3, leia o Manual Instrutivo, Atenção Domiciliar. Brasília:

Ministério da Saúde, 2013d.

Acesse o Manual Instrutivo no link:

ou .

É nesse momento que se identificam as profissões que irão compor a equipe

de AD, bem como as modalidades de AD que deverão ser implantadas no SAD

e que poderão trazer mais efetividade às demandas priorizadas.

Para uma efetiva elaboração de objetivos e ações para alcançá-los, é necessário

continuar com a estruturação dos elementos essenciais para o funcionamento

de um SAD, tais como a indicação do estabelecimento de saúde que

sediará as equipes e as condições estruturais, como de mobiliário, veículos e

equipamentos.

A apresentação das pretensões da gestão do sistema deve ser escrita

de forma clara e traduzida em impactos esperados, levando em conta

os recursos humanos e materiais necessários.

Unidade 4

80


Na definição dos objetivos e das respectivas ações ainda é preciso identificar

os pontos de atenção da rede de saúde importantes para que haja um fluxo de

encaminhamento sempre com referência e contrarreferência, tais como Atenção

Básica, Hospital, Serviço de Urgência/Emergência, especialidades, SAMU

ou transporte móvel e Regulação.

Em contrapartida, é essencial a identificação da inserção do SAD na Rede de

Atenção à Saúde, incluindo à sua grade de referência, de forma a assegurar: a)

retaguarda de especialidades; b) métodos complementares de diagnóstico; c)

internação hospitalar. Para tanto, será exigido:

Existência de SAMU ou serviço de atendimento móvel

de atenção às urgências.

Existência de hospital de referência no município ou

na região metropolitana que ele integra, que possua

mais de 60 leitos abrangendo clínicas básica ou que

possua UTI, ou que esteja habilitado em oncologia.

Existência de retaguarda laboratorial e diagnóstica.

Figura 29 – Elementos necessários ao fluxo de encaminhamentos.

Fonte: do autor/Fotolia/Thaut Imagens/Sam Spiro/mgpelobello (2015).

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

81


Depois de definidos os recursos e ações necessários ao alcance dos objetivos

do Projeto de Saúde no Território, a etapa seguinte é identificar quais são os

setores sociais, as instituições e os grupos externos à saúde que possam se

constituir como parceiros para a efetivação do PST. Faz-se necessária a criação

de um espaço coletivo com reuniões periódicas entre os envolvidos no PST

para a sua discussão e implantação mediante o consenso, reformulação, pactuação,

corresponsabilização (LACERDA; MORETTI-PIRES, 2012). Dessa forma,

a promoção do diálogo por meio de conselhos municipais (saúde, educação,

assistência social), órgãos de proteção ao cidadão e outros auxilia na organização

e implementação dessa modalidade de assistência em um município.

A partir daí, com a inclusão de equipes de SAD no território, isto é, nas

Redes de Atenção à Saúde, passa-se a implementar o plano de ação do

PST.

É importante destacar que este plano de ação não é estático, e necessita ser

revisto e adaptado de acordo com seus resultados. Com base em Lacerda e

Moretti-Pires (2013), periodicamente, os profissionais do SAD, os representantes

dos usuários e os parceiros intersetoriais, devem se reunir para realizar a

avaliação e reflexão sobre os resultados, corrigindo as distorções, mantendo

ações ou modificando o curso do PST, cuja principal finalidade é a produção

de saúde integral à comunidade, que se refletirá no perfil de morbimortalidade.

Unidade 4

82


Figura 30 – Reunião de avaliação dos resultados do PST

Fonte: Fotolia/Rido (2015).

Após o Planejamento é preciso realizar a avaliação em que os gestores e as

equipes da Estratégia da Saúde da Família, do Serviço de Atenção Domiciliar

e da Atenção Especializada devem discutir e pactuar o desenvolvimento do

processo de trabalho.

Para o êxito do PST, é fundamental que os saberes necessários à sua

construção sejam incorporados por todos os integrantes da equipe. O

trabalho em equipe multiprofissional é essencial à organização e ao desenvolvimento

do processo de trabalho no SAD.

O Projeto de Saúde no Território na Atenção Domiciliar

83


Como afirmam Nascimento e Oliveira (2010, p. 95): “a articulação dos saberes

por meio de uma interação comunicativa e horizontal é um requisito indispensável

no cotidiano do trabalho em equipe, com vista à interdisciplinaridade”.

Saiba mais

Para saber mais sobre como organizar a Atenção Domiciliar no território,

leia o documento AD no Território: ou .

A elaboração de um PST colaborativo e bem fundamentado é essencial para

direcionar as atividades da Atenção Domiciliar. Para tanto, os profissionais das

diferentes áreas devem eleger, assim como reavaliar sempre que possível, as

ações e recursos (humanos e materiais) necessários ao alcance de objetivos

claros, definidos a partir das características histórico-sociais e dados de saúde

da comunidade a ser atendida.

Síntese do módulo

Nesta unidade, foram apresentadas as bases conceituais do Projeto de

Saúde no Território no contexto da Atenção Domiciliar, bem como a sua

formulação e elaboração para a implantação e gerenciamento da Atenção

Domiciliar, sob a ótica da determinação social da saúde.

Unidade 4

84


Referências

Referências

AMARAL, Juliana Bezerra do; POVEDA, Maria Antônia Martorell; MENEZES,

Maria do Rosário de. A Enfermagem e os Cuidados Paliativos à pessoa idosa.

In: SILVA, Rudval Souza da; AMARAL, Juliana Bezerra do; MALAGUTTI, William

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São Paulo: Martinari, 2013.

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Senado Federal, 1988. Disponível em: . Acesso em: 7 mar. 2015.

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Família. Brasília, 2014. (Cadernos de Atenção Básica, n. 29).

______. Ministério da Saúde. Caderno de princípios e diretrizes do Núcleo

de Apoio à Saúde da Família (NASF). Brasília, 2010. (Cadernos de Atenção

Básica, n. 27).


______. Ministério da Saúde. Portaria nº 963, de 27 de maio de 2013. Redefine

a Atenção Domiciliar no Âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário

Oficial da União, Brasília, DF, 2013a. Disponível em: . Acesso em: 7 fev.

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de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção

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DF, 20 set. 1990. Disponível em: . Acesso em: 3 jan. 2015.

______. Núcleo de Apoio à Saúde da Família. v. 1. Brasília: Ministério da

Saúde, 2014.(Cadernos de Atenção Básica, n. 39).

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Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de

diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia

Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde

(PACS). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 out. 2011.

86


______. Ministério da Saúde. Portaria Nº 1.412, de 10 de Julho de 2013:

Institui O Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB).

Diário Oficial da União. Brasília-DF, 2013 e. Disponível em:

______. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.414, de 10 de julho de 2013. Institui

o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). Diário

Oficial da União, Brasília-DF: Ministério da Saúde, 2013a.

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Catarina, 2012.

89


Síntese do módulo

O módulo de Introdução ao Curso inicialmente contextualizou a Atenção Domiciliar

no âmbito das políticas públicas de saúde do SUS. Possibilitou o contato

com a proposta do Curso de Especialização em Atenção Domiciliar, com

a estrutura e a dinâmica do curso, bem como com a utilização dos recursos

didáticos do ensino a distância, trazendo a você sugestões para um melhor

aprendizado. Ainda, você conheceu as bases conceituais e elementos metodológicos

da ferramenta de trabalho Projeto de Saúde no Território (PST). O

desenvolvimento de um PST na Atenção Domiciliar foi apresentado como uma

forma de articular a Rede de Atenção à Saúde e os demais atores envolvidos

com a produção de saúde num determinado território, sob a ótica da cogestão

e do trabalho em redes, com o propósito de implantar e gerenciar os Serviços

de Atenção Domiciliar.

90


Autoras

Marta Inez Machado Verdi

• Endereço do currículo na plataforma Lattes:


Maria Esther Baibich

• Endereço do currículo na plataforma Lattes:


Melisse Eich

• Endereço do currículo na plataforma Lattes:


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