Edição 56 download da revista completa - Logweb

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Edição 56 download da revista completa - Logweb

J O R N A LLogWeb❚❚❚❚❚❚❚❚LogísticaSupply ChainTransporte MultimodalComércio ExteriorMovimentaçãoArmazenagemAutomaçãoEmbalagemE D I Ç Ã O N º 5 6 — O U T U B R O — 2 0 0 6R E F E R Ê N C I A E M L O G Í S T I C AGrupoJBS-Friboiinaugura CDem Osasco, SP(Página 3)Volkswagenrenovacontrato coma CSI Cargo(Página 18)Encontrotêxtil discutelogística dosegmento(Página 24)Nestlé aprovaserviço decabotagem daAliança(Página 26)PROFISSIONAL DE LOGÍSTICAOs professoresensinam:estudar é oprincipalO profissional de logística precisa ter uma formaçãomultidisciplinar, que inclui habilidades de negociação, visãointegrada da cadeia produtiva e uso de tecnologia de informação,além de possuir raciocínio lógico e abstrato, boagestão de rede de relacionamento, conhecimento prático sobrefluxos produtivos, fluência em diversos idiomas e espírito deequipe. (Página 6)EMPILHADEIRASO papel dooperador namanutençãoOs representantes do setor deempilhadeiras citam dois pontosfundamentais: realizar check-listdos equipamentos a cada oitohoras e informar irregularidadesao responsável pelo setor. Detalhe:serviços de manutençãosó de autorizadas. (Página 16)TRANSPORTE RODOVIÁRIOACIDENTESNAS ESTRADAS:MUITAS VIDAS,MUITODINHEIROMultimodalInclua o jornal LogWebno seuplano de mídia 2007Fale conosco:Fone: (11) 3081.2772Nextel: (11) 7714.5380 -ID: 15*7583


2EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAPalavrado Leitor“Com relação à nota ‘Salade bateria modular édestaque da Easytec’,publicada à página 2 daedição 55 do jornalLogWeb, gostaria quedestacar que a bateria nãoé a “vilã” da empilhadeiracomo repercutiu naentrevista. Podemosressaltar que ela, como defato, é o item mais caro damesma, por isso mereceuma Sala de Bateria bemmontada e equipada epessoal treinado para quea mesma tenha uma vidaútil maior.”Dircílio Barbosa Neiva,diretor industrial daEasytec.Notíciasr á p i d a sGraberRastreamentolança pacote derecursos digitaispara logísticaA Graber Rastreamento (Fone:11 4688.0808) está lançandoum pacote de serviçosque, segundo o gerentede tecnologia da empresa,Paulo Félix, permite que ocliente possa obter, de umaúnica fornecedora, os serviçosde monitoramento, rastreamento,roteirização, cercavirtual, maximização detempo da rota e de gasto decombustível, análise das rotasmais seguras e acompanhamentode apoio táticoaéreo e terrestre em caso derecuperação de veículo ecarga. “Tanto para as frotasurbanas quanto para as delonga distância, a GraberRastreamento pode personalizaresse pacote de serviçosde acordo com a necessidadede cada caso”,explica Félix. Ele também informaque as frotas que jápossuem rastreadores deoutras empresas podem sebeneficiar, pois o softwaredesenvolvido pela Graber seadequa a qualquer soluçãoexistente no mercado.


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA3EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006EditorialPROFISSIONAISDE LOGÍSTICAEM FOCOOque é requerido do profissional delogística hoje, em termos de atitudese “bagagem cultural”. Este é o foco de umadas matérias centrais desta edição do jornalLogWeb. A análise é feita por professoresdas mais diversas instituições deensino e de vários locais do país, criandoum painel amplo sobre as atribuições desteprofissional. Como eles são vistos dentrodo contexto empresarial e a próprialogística em si também são avaliaçõesfeitas pelos entrevistados.Outro destaque desta edição é o papeldo operador na manutenção das empilhadeiras– ou seja, como ele pode ajudar paraque os equipamentos operem sempre dentroda normalidade, sem comprometer o fluxode movimentação por paradas não previstas– e também por ações indevidas, daítambém a indicação da necessidade de treinamentos.Outro foco desta matéria é nomodo como escolher um prestador de serviçosde manutenção em empilhadeiras.Já no caderno “Multimodal”, um dosdestaques envolve os acidentes nas estradas,com dados fornecidos pelo COPPEAD/UFRJ e pela Polícia Militar Rodoviária doEstado de São Paulo e que mostram as causasde perdas de vidas e de muito dinheiro.Ainda no mesmo caderno, está o resultadoda cobertura do 4º Encontro Brasileirode Logística Têxtil, realizado no dia19 de setembro em São Paulo. Sãoenfocadas as três palestras apresentadas,abrangendo Gargalos no Setor Logístico,Gestão de Perdas e Operadores Logísticos,e o Case Lojas Renner.Por fim, este caderno abordao case da Nestlé, que temusado, com sucesso, a cabotagempara o transporte rumoao Norte e o Nordeste do país.Wanderley G. Gonçalves - Editorjornalismo@logweb.com.brDISTRIBUIÇÃOGrupo JBS-Friboiinaugura CD emOsasco, SPOGrupo JBS-Friboi(Fone: 11 3144.4609)acaba de inaugurar oseu primeiro Centro de Distribuição,dedicado a sua Unidadede Higiene e Limpeza e localizadoem Osasco, SP. O Grupo,além de fornecer carne innatura (linhas Maturatta,Organic Beef Friboi e CabañaLas Lilas), oferece produtos industrializados(Swift, Bordon,Kitut, Anglo e Fluminense) epossui, também, uma Unidadede Negócios de Higiene e Limpeza,representada pelas marcasAlbany (cuidados pessoais)e Minuano (limpeza do lar).”Temos grandes desafios pelafrente, o que nos faz acreditarque este CD será apenas o primeiroa ser operado”, afirma odiretor de Supply Chain daUnidade de Negócios Higienee Limpeza, Adrian da Hora.Ele também ressalta que acidade foi escolhida por teruma localização favorável e serum importante pólo de distribuição.O CD está situado próximoa algumas das principaisrodovias de São e ao Rodoanel.Isso permite um rápido escoamentopara as demais regiões dopaís e otimiza a distribuição paraSão Paulo.CARACTERÍSTICASO novo CD está localizadonuma área de 31.000 m 2 , sendo86.000 m 2 de área construída.Tem capacidade de armazenamentode 8.200 posições paletese 20 docas. “Ele já está operandopara a região de São Paulo,sendo sua implementação gradualpara atingir todo o Brasil apartir de novembro”, diz Adrian,destacando que o CD consolidaas cargas das fábricas de SP efatura para os clientes a partir deum sistema de roteirização emontagem de carga.Atualmente, a JBS possuicinco pontos de produção noEstado de São Paulo que, com onovo CD, terão um único localpara faturamento. A nova plantareceberá todas as mercadoriasdestas fábricas e realizará osserviços de armazenagem,picking e expedição.Também terá uma linha deprodução de kits promocionaise de packs voltados para asnecessidades específicas dealguns clientes. Além dessasatividades, realizará toda apaletização dos produtos daUnidade de Produção deLuziânia, GO, que serão destinadosaos CDs das grandesredes de varejo. ●JORNALLogWebPublicação mensal, especializada em logística, da LogWebEditora Ltda. Parte integrante do portal www.logweb.com.brRedação, Publicidade, Circulação e Administração:Rua dos Pinheiros, 234 - 2º andar - 05422-000 - São Paulo - SPFone/Fax: 11 3081.2772Nextel: 11 7714.5379 ID: 15*7582Redação: Nextel: 11 7714.5381 - ID: 15*7949Comercial: Nextel: 11 7714.5380 - ID: 15*7583Editor (MTB/SP 12068)Wanderley Gonelli Gonçalvesjornalismo@logweb.com.brAssistente de RedaçãoCarol Gonçalvesredacao@logweb.com.brDiagramaçãoFátima Rosa PereiraOs artigos assinadosnão expressam,necessariamente,a opinião do jornal.MarketingJosé Luíz Nammurjlnammur@logweb.com.brDiretoria ExecutivaValeria Limavaleria.lima@logweb.com.brDiretoria ComercialDeivid Roberto Santosroberto.santos@logweb.com.brAssistente Comercial (Estagiária)Maui NogueiraAdministração/FinançasLuís Cláudio R. Ferreiraluis.claudio@logweb.com.brRepresentantesComerciais:SP: Nivaldo ManzanoCel.: 9701.2077nivaldo@logweb.com.brBH: Eugenio RochaFone: (31) 3278.2828Cel.: (31) 9194.2691comercial.bh@logweb.com.brRJ/Salvador: Jader PintoFones: (24) 3354.6290(21) 8221.5258jlrpinto@uol.com.br


4EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAENTREVISTAA logística da SEW-Eurodrivepor Marcelo Silveira PauliloAlém de atender ao mercado interno, e de ser atendida por este mesmo mercado e, também, pelamatriz da Alemanha, a empresa realiza exportações de componentes para montadoras da América doNorte e do Sul.Paulilo é gerente de logística eexportação da SEW-EurodriveBrasil. Ele é formado em engenhariaelétrica, com ênfase em eletrotécnica,pela Escola Federal de Engenhariade Itajubá, MG. Tem pós-graduaçãoem Gestão de Negócios Internacionais,pela FAAP - Fundação ArmandoAlvares Penteado, SP, e especializaçãoem Logística Empresarial, pelaFGV - Fundação Getúlio Vargas, SP.Já a SEW-Eurodrive está presenteem mais de 40 países e possui 11 fábricasinstaladas em países como França,Finlândia, Estados Unidos, Rússia,China e Brasil. Sua estrutura aindainclui 60 montadoras localizadas emvários pontos do mundo. Presente nopaís desde 1978, a SEW-EurodriveBrasil oferece uma linha completapara a área de acionamentos, que incluiredutores, motos-redutores econversores de freqüência.LogWeb: Explique osprocessos logísticos da SEW:dos fornecedores para aempresa e da empresa para osdistribuidores.Paulilo: A SEW-Eurodrive produz,na fábrica de Guarulhos, SP, amaioria dos componentes utilizadosem seus equipamentos e tem comoprincipal fornecedor, para as peças queainda não são produzidas no Brasil, aprópria matriz localizada na Alemanha.No mercado nacional, a SEWadquire, principalmente, componentesnormalizados, como rolamentos, retentorese parafusos, entre outros. Na áreade recebimento, temos de 10 a 20 fornecedorespor dia, uma média de 700fornecedores/mês. São cerca de 200toneladas de produtos como aço e fiosentre outros/mês. Como os equipamentosSEW possuem grande complexidadetécnica e são dimensionados deacordo com as características de cadaaplicação, a empresa optou por distribuir,diretamente de Guarulhos ou damontadora de Joinville, SC, os equi-pamentos e peças solicitadas pelosclientes no mercado nacional. Odepartamento de expedição despachaaproximadamente 30 toneladas deprodutos acabados por dia.Os clientes no Brasil são atendidospelas filiais regionais de vendas ecentros de serviço em São Paulo,Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro,Rio Grande do Sul, Santa Catarina,Amapá, Pará, Mato Grosso, EspíritoSanto e Amazonas e representantesautorizados na Bahia, Sergipe, Ceará,Maranhão, Paraíba e Rio Grande doNorte.Dentro de poucos meses, todo ointerior do Estado de São Paulo seráabastecido pela nova montadora deRio Claro, SP, já em fase final de construção.LogWeb: Quantos itens a suaempresa fornece?Paulilo: A SEW movimenta cercade 16 mil itens que possibilitammilhares de configurações para os seusequipamentos. Para o mercado nacionalsão fornecidos equipamentoscompletos, como motores, motosredutores,servos-acionamentos econversores de freqüência, customizadose montados conforme anecessidade do cliente.LogWeb: Como funciona alogística de exportação?Paulilo: O mercado de exportaçãotambém é suprido diretamente da fábricaem Guarulhos, uma vez que aSEW-Eurodrive Brasil é responsávelpelo fornecimento de componentespara as montadoras da América doNorte (5 nos EUA e 1 no Canadá) eAmérica do Sul (Chile, Argentina,Peru, Colômbia e Venezuela), totalizandoaproximadamente 25 contêineresexportados por mês. Para estemercado, diferentemente do mercadonacional, exportamos somente as peçasnecessárias para a montagem dosequipamentos, o que significa cercade 1.800 itens diferentes.LogWeb: Quais os maioresproblemas logísticos?Paulilo: Os principais problemasenfrentados referem-se à precariedadede nossa rede rodoviária, principalmentepara as regiões Centro-Oeste,Norte e Nordeste, a falta de melhorestrutura portuária que dificultaa logística de exportação e importação,agravada ainda pelas constantesgreves na alfândega, a grande burocracianos processos aduaneiros e a faltade capacidade dos terminais de carga,fazendo com que os custos destasoperações sejam muito mais altosquando comparados aos de países daEuropa ou dos Estados Unidos.LogWeb: Como essesproblemas foram resolvidos?Paulilo: Para contornar os problemasanteriormente mencionados, aSEW procura sempre a parceria deempresas transportadoras com umaboa estrutura nos estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, distribui paraa região Sul a partir da montadora deSanta Catarina, preocupa-se em otimizaros fretes tanto rodoviários quantoaéreos e centraliza na unidade de Guarulhosuma parte dos processos decomércio exterior, como a emissão defaturas e packing lists e a estufagemdos contêineres de exportação. ●


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA5EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006Notíciasr á p i d a sÁrea disponívelem Embu dasArtes, SP, paraplantasindustriaisEstá disponível para venda– e indicada para aconstrução de centros dedistribuição, transportadorase plantas industriais -uma área de 17.200 m 2 noinício da BR 116, na rodoviaRegis Bittencourt, km287, em frente à ChurrascariaCaminho do Sul, entradade Embu das Artes,interior de São Paulo. Oterreno tem baixo valorvenal, conta com frentepara a marginal local, éterraplanado e murado.Mais informações comReynaldo pelo telefone 119821.6749.Perfis daEcoblock sãoproduzidos commadeiraecológicaOs perfis da Ecoblock (Fone:11 3224.9082), utilizadospara a fabricação de paletese embalagens industriais quedispensam o processo de fumigaçãopara exportação,são produzidos em madeiraecológica, que, segundo aempresa, substitui a madeiranatural com eficiência,além de contribuir para a preservaçãodo meio ambiente.O produto exige baixo consumoenergético; eliminabactérias e inertiza partículaseventualmente tóxicas;não gera subprodutos e nãopolui; e é 100% reciclável.Além disso – ainda segundoo fabricante - não solta farpas,é impermeável e aceitabeneficiamento, como cortes,furação, pintura e moldura.


6EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAPROFISSIONAL DE LOGÍSTICAOs professoresensinam: estudaré o principalO profissional de logística precisa ter uma formação multidisciplinar, que inclui habilidades de negociação, visão integradada cadeia produtiva e uso de tecnologia de informação, além de possuir raciocínio lógico e abstrato, boa gestão de rede derelacionamento, conhecimento prático sobre fluxos produtivos, fluência em diversos idiomas e espírito de equipe.De acordo com HélioMeirim, professor universitárioe consultor daHRM Logística Consultoria Empresarial(Fone: 21 9233.1943),as empresas de todo o mundo vivemum momento desafiador, cujocenário é caracterizado pela buscapor maior competitividade,maior desenvolvimento tecnológico,maior oferta de produtos eserviços adequados às expectativasdos clientes e maior desenvolvimentoe motivação de seu capitalintelectual (recursos humanos).“Para superação destes desafios,algumas empresas buscam nalogística o diferencial competitivopara se manterem no mercado,com isso planejam e coordenamsuas ações gerenciais de uma formaintegrada, avaliando todo oprocesso desde o fornecimentoda matéria-prima até a certeza doperfeito atendimento ao cliente”,explica.Felizardo, da FIC: profissionaltambém deve obterconhecimentos na área dapsicologia do consumidorEntão, para o sucesso destasestratégias logísticas, o professorjulga necessário contar comprofissionais qualificados e quepossuam uma formação multidisciplinar(ver o tópico “Atributosde um Gestor de ProcessosLogísticos”, página 9).“Conhecimentos sólidos deadministração e uma visão sistêmicada empresa em sua cadeiaprodutiva são requisitos indispensáveispara o profissional delogística”, é o que diz Adelar Markoski,professor dos cursos de graduaçãoe pós-graduação em administraçãoda URI – UniversidadeRegional Integrada do Alto Uruguaie das Missões e da UNOESC– Universidade do Oeste de SantaCatarina e pesquisador da área delogística (Fone: 55 3746.1784).Segundo ele, como o estudoe a utilização da logística no Brasilé recente, considerando a ascensãona última década, é comumencontrar, neste cargo, profissionaisque migraram de atividadescomo gerente de materiais,PCP ou chefe de almoxarifado.“Esta experiência é importante,mas não suficiente. Umavisão integrada da cadeia produtivapermite entender o fluxo deprodutos/serviços, informações erecursos a montante e a jusante,transcendendo as fronteiras daempresa. É a atividade do profissionalde logística, na concepçãode logística interna, que vai permitira inserção de sua empresa nacadeia produtiva e, conseqüentemente,colaborar para a criação dacadeia de valor”, considera.Para Markoski, a visão de quea logística é uma importante fronteiracompetitiva permite que“O que é necessáriopara garantir suaempregabilidadeneste ramo?O que deve ser feito?Como agir?Estes sãoquestionamentosque devem ser feitostodos os dias porestes profissionais”empresas agreguem valor a seusprodutos por meio de serviços,contudo, independente de qualetapa da cadeia a empresa estásituada, o conhecimento do consumidoré decisivo em termos decompetitividade.“Desta forma, cabe ao profissionalde logística dominar, também,a tecnologia disponível natroca de informações ao longo dacadeia, para a utilização de mecanismoscomo VMI, EDI, RF,ECR e WMS, entre outros disponíveis.Estes permitem aplicarum modelo estratégico de negóciosno qual fornecedores, empresae distribuidores agregamvalor ao consumidor”, conclui opensamento.Na opinião do professor delogística e marketing e consultorde empresa Waldeck Lisboa Filho(Fone: 81 9973.0746), já quea logística está passando, naturalmente,para uma fase de participaçãototal dentro de uma organização,o profissional tem deestar integrado ao planejamentoestratégico desta organização,fazendo parte de sua criação.“Vemos cada vez mais osresultados das técnicas operacionaise indicativos da logísticaparticipando de uma missão, visão,objetivos, metas, análiseswot [a Swot Analysis estuda acompetitividade de uma organizaçãosegundo quatro variáveis:forças, fraquezas, oportunidades eameaças], ou seja, tudo que incorporaa relação da empresa comfornecedores e clientes”, afirma.No entanto, Lisboa Filhopreocupa-se com a visão do empresárioquanto à função da logística.Segundo ele, os empresáriossabem da necessidade da logística,mas ainda não valorizam oprofissional, principalmente namédia e pequena empresa. Esteacaba sendo apenas um empregadointerno, que tem a obrigaçãode receber, armazenar e expedirmercadorias, além de fazeros devidos controles de estoque.“Nossa esperança está numcrescimento proporcional: o empresáriovalorizando os processoslogísticos e o profissional. Eo profissional, por sua vez, preparando-separa o mercado”,revela.Lisboa Filho também destacao desnorteamento do mercadona oferta acadêmica de conceituaçãologística moderna na preparaçãode profissionais. Deacordo com ele, os universitáriosperceberam a oportunidadelogística no futuro, mas as empresasainda não assimilaram estenível de importância.“A preparação focada somentenos materiais e conceitos afinsnão basta. O profissional delogística tem de estar preparadoem outras profissões, comoum advogado, um médico, umadministrador, etc.”, salienta.Para ele, a visão do profissionaltem de estar amplamentese alongando no mercado, sejaem estratégia ou em qualidade deoperação. “O profissional delogística precisa conhecer todasas áreas e crescer em cada umadelas para consolidar a sua performancena organização”, finalizaseu ponto de vista.Dalva Santana, diretora delogística reversa e meio ambientedo Núcleo de Logística do RioGrande do Sul, membro doCONDEMA - Conselho Municipalde Meio Ambiente, consultorae professora de logística empresarial(Fone: 51 3427.1070),por sua vez, aponta os desafiosdos profissionais da logística.Para ela, a oportunidade naárea logística é um campo muitovasto, sendo preciso estar atentoaos atributos necessários paramanter a empregabilidade, termodefinido como ações que devemser operacionalizadas para garantiro direito de escolher seus passosfuturos na carreira.“O que é necessário para garantirsua empregabilidade nesteramo? O que deve ser feito?Como agir? Estes são questionamentosque devem ser feitostodos os dias por estes profissionais”,informa.Dalva descreve que para o“crescimento” do profissional, épreciso desenvolver competênciase habilidades. “Há muitas maneirasde busca de conhecimentoque devem ser exercidas durantetoda a vida. Nas competênciase habilidades cabe verificarse as suas estão dentro do perfilque a empresa espera e vice-versa.É estar preocupado na buscade desafios que o motivem nabusca por resultados. É ter dentrode si uma certa pergunta: oque me faz ficar motivado? SeráMarkoski, da URI: a visão de quea logística é uma importantefronteira competitiva permiteagregar valor a produtos


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA7EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006que estou preparado?”, diz.As redes de relacionamentoconstruídas ao longo da carreirae como é feita a gestão deste itemtambém são pontos importanteslembrados por ela. Além de sersignificativo o conhecimento,não apenas adquirido de maneiraformal, mas também aqueleque está sempre latente e, cadaum: leituras, palestras, seminários,internet e reuniões informais.“Ter uma boa gestão da rede derelacionamento é uma maneirade aproximar-se mais de suasmetas, agregando e compartilhandoconhecimentos dentro efora da rede. Já sobre ter perfilde servir e não de apenas ser servidoé uma quebra de paradigmas,uma vez que, culturalmente aprende-sea ser servido. É interessantelembrar a seguinte frase de umamericano: ‘o que eu posso fazerpelo meu país’, em vez da outrafrase: ‘o que pode o meu país fazerpor mim’. Isso denota o quantomudou de lá para cá! No mundoempresarial também mudoumuita coisa: passamos do ‘eu’ parao ‘nós’”, enfatiza.A professora de logísticaempresarial também ressalta queé importante servir a equipe detrabalho com entusiasmo, “nãodeixar a chama apagar e apaixonar-sepelo o que está fazendo.Colocar intensidade no exercícioda atividade e ‘incendiar’ suaequipe.”Lígia, da Faculdade Anchieta:cursos de logística vieram nacontramão do ensino superiorTambém para Marcos HenriqueYamakawa, professor/coordenadordo curso de logística daEscola Técnica Estadual BentoQuirino (Fone: 19 3251.8934),a visão do técnico em logísticadeve ser generalista, é necessárioconhecer a empresa como umtodo, principalmente no que sediz respeito a sua missão e visão.Para o professor, o perfilrequerido no mercado é de umprofissional voltado para a execuçãodos processos de planejamento,operação e controles deprogramação da produção debens e serviços, programação demanutenção de máquinas e deequipamentos, compras, recebimento,armazenamento, movimentação,expedição e distribuiçãode materiais e produtos, utilizandotecnologia de informaçãona busca constante da melhoriada qualidade de produtos e serviçose redução dos custos.“Sua formação não se baseiasomente nas habilidades técnicasda área operacional, como tambémna área administrativa emseus processos, rotinas e operações”,enfoca.A este tipo de formação ampla,na opinião de Leonardo deOliveira Pontual, professor universitário,coordenador de projetosacadêmicos da Faculdade Integradado Recife - FIR e consultor(Fone: 81 2101.8342), inclui tambéma formação humanista.“Dentre as qualidades desseprofissional eu destacaria: raciocíniológico (precisa deduzir esubtender as causas de um problema);raciocínio abstrato (compreendera complexidade dasvariáveis e enxergar virtualmentee antecipadamente os impactosde uma ação sobre o mercadoe a operação); visão sistêmica(precisa ter uma visão integradados recursos existentes na empresae saber desenhar e entender osprocessos e procedimentos);relacionamento interpessoal (precisasaber conversar, motivar einfluenciar pessoas); conhecimentosdo marketing (precisa se colocarsempre no lugar do cliente, semperder de vista o custo total); próatividade(precisa ser ligado, ativo,prever possíveis gargalos eagir, sempre). Além disso, precisater familiaridade com softwares degestão e conhecer razoavelmentea língua inglesa”, anuncia.É o que Helio Flavio Vieira,professor/pesquisador (graduaçãoe pós-graduação), mestre edoutor em logística e transportepela Universidade Federal de SantaCatarina (Fone: 47 3367.3666), também valoriza: a somado pessoal com o profissional.“Entendemos que um profissionalde logística, antes de tudo,Yamakawa, da Escola TécnicaEstadual Bento Quirino: a visãodo técnico em logística deveser generalistatem de ser uma pessoa dinâmicae determinada, com uma boadose de conhecimento prático sobrefluxos produtivos e, por outrolado, com um grande embasamentoteórico sobre os conceitos,procedimentos, técnicas e métodoslogísticos, assim como dasprincipais tecnologias de informaçãoenvolvidas nos processos.A visão desse profissionaldeve ter um foco abrangente, ouseja, estar analisando um determinadoprocesso sempre com aperspectiva da influência desteem processos posteriores. Comoa própria logística o é, com umavisão sistêmica”, explica.Também pensa assim JeanMari Felizardo, coordenador daAgência de Comércio Exterior daFaculdade Integrada do Ceará -FIC, professor de logística empresariale internacional na graduaçãoe pós-graduação da mesmafaculdade (Fone: 85 4005.9964).Para ele, o profissional de logísticadeve ter capacitação técnica e humana,ou seja, deve ter raciocíniológico, flexibilidade, capacidadede relacionamento, ser integrador,bom negociador, além depossuir fluência em diversosidiomas, ter visão de futuro e nãoter medo de mudar/inovar.“Ter conhecimento do sistemaintegrado tanto da empresa quantodos fornecedores e clientes. Bemcomo, conhecimentos das atividadespara o comércio internacional,


8EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAprincipalmente dos processos aduaneirose dos fatores de escolha domodal e de unitização para ainternacionalização dos produtosbrasileiros”, acrescenta.Felizardo também alerta parao profissional não estar focado emcapacitar-se somente na área delogística, mas também obter conhecimentosna área da psicologiado consumidor, educação dotrabalhador (em relação a alocar ofuncionário de acordo com as necessidadesdos processos),ergonomia e meio ambiente (tantopara utilizar a logística reversade pós-consumo quanto alogística verde). “Ele deve entenderque o processo de logísticaprecisa ser disseminado na empresa,como se fosse a filosofiada organização”, assinala.Múltiplas habilidades deve tero profissional, segundo Paulo SérgioGonçalves, professor universitário(graduação e pós-graduação)da Faculdade IBMEC/RJ(originada do Instituto Brasileirode Mercado de Capitais) e consultorde empresas (Fone: 21 2283.3728), o que seria uma junção detécnica, informação e liderança.“O profissional de logística dehoje deve ter uma forte formaçãona área de matemática aplicada,seja ele graduado em engenhariaou administração. Ter um vastoconhecimento das técnicas inerentesà atividade (gestão de estoques,gestão de transporte, gestão decompras, supply chain, etc.). Possuiruma boa bagagem na área detecnologia da informação, conhecendo,de preferência, softwaresaplicativos destinados à gestãologística. Ter um perfil pró-ativo,ser criativo e, acima de tudo, contarcom um grande espírito deequipe. Preferencialmente ter umperfil de liderança para gerenciarequipes multidisciplinares. Aliadoa esse perfil básico é extremamenterelevante que busque constantementeaperfeiçoamento, assimcomo conhecimentos dasmodernas técnicas aplicadas àgestão logística em seus diversosramos de atividades”, expõe.Lígia Duarte Guerra, coordenadorado curso superior detecnologia em logística da FaculdadeAnchieta (Fone: 11 6823.1017), também fala sobre a importânciada educação formal paraeste profissional, que busca garantiro perfil profissiográfico desejadopelas organizações por meiode cursos superiores que oferecemconhecimentos e habilidades quepodem garantir a qualificação.Além disso, Lígia apresentauma importante novidade no setoreducacional: a criação do CatálogoNacional dos Cursos Superioresde Tecnologia. “Com o crescimentodos cursos de graduaçãoem tecnologia, no final de julho, oMinistério da Educação – MEC,em sintonia com o setor produtivo,criou o Catálogo Nacional dosCursos Superiores de Tecnologia,cujo intuito é orientar os agentesLisboa Filho: o profissionaltem de estar integrado aoplanejamento estratégico daorganizaçãoenvolvidos na oferta do ensinosuperior, enquadrando o profissionalde logística na área de gestãoe comércio, estabelecendo diretrizescurriculares com o objetivode formar um profissional especializadoem armazenagem, distribuiçãoe transporte, que planeja,coordena, gerencia, estabeleceprocessos, identifica e negociapadrões de recebimento, armazenagem,movimentação e embalagensde materiais”, explica.Segundo ela, os cursos delogística vieram na contramão doensino superior, pois os primeirosdeles nasceram na pós-graduação,formando especialistas profissionaisde áreas distintas como engenheiros,administradores, economistas,arquitetos, etc., emseguida nasceram os cursos superioresde Tecnologia em Logística.“Estes cursos superiores demonstrama necessidade de profissionaisaptos a reconhecer e definirproblemas; equacionar soluçõespor meio do pensamentoestratégico; introduzir modificaçõesno processo produtivo, atuandopreventivamente; transferire generalizar conhecimento eexercer, em diferentes graus decomplexidade, o processo detomada de decisões”, detalha.Também são buscados profissionaiscapazes de desenvolverexpressão e comunicação compatíveiscom o exercício profissional,inclusive nos processos denegociação e nas comunicaçõesinterpessoais ou intergrupais; refletire atuar, criticamente, sobre aesfera da produção, compreendendosua posição e função na estruturaprodutiva sob seu controle egerenciamento; desenvolver raciocíniológico, crítico e analíticopara operar com valores e formulaçõesmatemáticas presentes nasrelações formais e causais entrefenômenos produtivos, administrativose de controle, expressando-sede modo crítico e criativodiante de diferentes contextosorganizacionais e sociais, adicionaa coordenadora.“Além disto, deve possuir iniciativa,criatividade e determinação,vontade política e administrativa,vontade de aprender, estaraberto a mudanças e consciente daqualidade e das implicações éticasde seu exercício profissional; desenvolvercapacidade de transferirconhecimentos da vida e daexperiência cotidiana para o ambientede trabalho e de seu campode atuação profissional, emdiferentes modelos organizacionais,revelando-se profissionaladaptável”, completa Lígia.Ela relata, ainda, que o profissionalserá remunerado proporcionalmenteàs competências ehabilidades que sua vida profissionalcotidiana demandar, desdeoperações internas e/ou externasaté multioperações, assim as redesde cooperação entre as organizaçõesé que demandarão o profissional.“É bom lembrar que oprofissional deverá estar semprepreparado para assumir os modelosmais complexos desenvolvidospelas Redes de Negócios”, alerta.Ligia também soma às qualidadesnecessárias ao profissionalde logística ser um empreendedortalentoso, criativo, feliz, autoconhecedordo que faz, tomador dedecisões velozes como a transmissãode informações. “Além disso,as pesquisas apontam para um conhecedorde processos complexosinterconectado em networking.Assim, sua formação deverá sertécnica, porque lidará com modelageme simuladores buscandoleadtimes cada vez menores, comerros calculados durante as operaçõese custos baixos, e humana,porque lidará com pessoas eprecisará cada vez mais de qualidadede vida no trabalho, pois oslíderes mais desejados são fascinantese interessantes”.


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA9EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006Atributosde um gestorde processoslogísticos▲ Ter visão integrada esistêmica de todos os processosda empresa. A ausênciadeste conceito fazcom que cada área/departamentopense e trabalhede forma isolada, gerandoconflitos internos por poder,fazendo com que os maioresconcorrentes de umaempresa estejam dentrodela mesma;▲ Fazer com que materiaise informações movimentem-seo mais rápidopossível, otimizando osinvestimentos em ativos(estoques);▲ Enxergar toda a cadeiade suprimentos como parteimportante do processo.Fornecedores, colaboradores,comunidade e clientessão como elos de uma correntee estão intimamenteinterligados. Por isso, devesesempre avaliar se as necessidadese expectativasestão sendo plenamenteatendidas;▲ Planejar (estratégica,tática e operacionalmente)e avaliar constantemente odesempenho por meio deindicadores: ferramentasgerenciais essenciais parao desenvolvimento de umbom sistema logístico;▲ Possuir habilidades denegociação tanto no ambienteinterno (com relaçãoaos seus pares, clientes efornecedores internos)como em relação ao ambienteexterno (clientes,fornecedores, vizinhos eacionistas);▲ Estar atento e atualizadoem relação aos avançostecnológicos que podemproporcionar melhorias nosprocessos logísticos;▲ Desenvolver uma visãode colaboração no sentidode compartilhar informaçõese recursos entre oselementos da cadeia de suprimentos,visando a quetodos obtenham benefíciosque serão revertidos paraa cadeia como um todo.Fonte: Hélio Meirim ●


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA11EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006Notíciasr á p i d a sSeton dispõe deetiquetas decontrole paraescritaDotadas de cobertura laminada,as etiquetas de controlepara escrita da Seton(Fone: Tel.: 0800 0177123)evitam alterações e perda demarcações e informações.São disponíveis nos tamanhosde 3,8x1,5 e 5,7x2,5cm e indicadas para identificaçãode estoque, armazenagemde materiais, controlede manutenção, inspeçãoe aprovação de equipamentose maquinários. Têmconstrução em poliéster,com cobertura em polipropileno,resistindo a temperaturasde -40º a +126º.Siba fornecerodíziosmultidirecionaise trilhosroletadosA Siba Equipamentos eRoletes (Fone: 19 3246.2313) fornece rodízios multidirecionaispara soluções demovimentos em todas as direçõespara uso em esteirase processos que requeremdeslocamentos laterais deprodutos no manuseio. Aempresa também fornecetrilhos em alumínio e comroletes em polipropileno dealta resistência para estruturasflow racks e esteiras,condutivos e não-condutivose com ou sem guias laterais.São utilizados para abastecimentosem linhas de montagensou picking. Tambémsão oferecidas soluções emmódulos de alumínio ou açocarbono conforme a necessidadedo cliente.


12EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICASegurança & Confiabilidadena Movimentação de MateriaisSAFECARDCARTÃO DE SEGURANÇADOS EQUIPAMENTOS EACESSÓRIOS DE MOVIMENTAÇÃODE MATERIAISOs equipamentos automotrizes de movimentação de materiais e os acessóriosde amarração de cargas para elevação precisam ter as suas condiçõesoperacionais sob rigoroso controle, visando manter a confiabilidade e asegurança das operações nas quais são utilizados.Equipamentos como pontes rolantes,pórticos, guindastes, talhas, guinchos,gruas, empilhadeiras, transpaleteiras erebocadores devem possuir oSAFECARD atualizado periodicamente,para consulta rápida das suas condiçõesoperacionais.Os acessórios de amarração de cargas,como cabos de aço, correntes, cintassintéticas ou metálicas, ganchos,olhais rosqueáveis e manilhas, entre outros,também devem possuir oSAFECARD, com registros desde asua aquisição, passando pelas diversasinspeções preventivas, enfim, um históricodetalhado das suas condições de uso.Este sistema pode ser informatizado,através do desenvolvimento de umsoftware, ou escrito, e deve contemplar,no mínimo, os seguintes itens:▲ Nome técnico do equipamento ou doacessório;▲ Identificação ou código do produto;▲ Principais características construtivas;▲ Especificações técnicas de operaçãoou aplicação;▲ Normas de conformidade atendidas;▲ Certificado de garantia;:▲ Fabricante homologado;▲ Fornecedor autorizado ou homologado;▲ Locador: (quando o equipamento forterceirizado);▲ Principais aplicações operacionais;▲ Capacidade de carga nominal;▲ Fator de segurança embutido;▲ Alocação: (setor onde é utilizado);▲ Data da aquisição;▲ Data da última revisão;▲ Periodicidade das revisões;▲ Setor e profissional responsável pelasrevisões;▲ Data das inspeções de rotina: (efetuadaspelos operadores ou usuários);▲ Procedimentos e tolerâncias parainspeção;▲ Recomendações especiais;▲ Procedimentos em casos de danos;▲ Operadores e usuários autorizados.Recomenda-se que o SAFECARD sejarealizado e monitorado pelo Setor deManutenção, com acompanhamento periódicoda Supervisão dos setores onde estesequipamentos e acessórios estejamalocados, e supervisionados pelo Setor deEngenharia de Segurança do Trabalho.A adoção do SAFECARD contribuipara o aumento da vida útil destes equipamentose acessórios e, comprovadamente,reduz os custos com a manutenção corretivados mesmos, além, evidentemente, decriar, dentre os seus usuários, uma mentalidadee uma consciência preventiva e ocomprometimento com a conservação dopatrimônio da empresa, mantendo segurasas operações de movimentação demateriais.Colaboração Técnica:Eugenio Celso R. Rocha, consultor e instrutorem logística, movimentação de materiaise segurança do trabalho.eugenio-rocha@uol.com.brNotíciasr á p i d a sColson fabricarodas e rodíziosA Colson do Brasil (Fone: 413033.7555) fornece uma linhacompleta de rodas e rodízios comcaracterísticas específicas e adequadaspara cada utilização.Como a roda Performa, com bandade material termoplástico macio,resistente ao desgaste e comabsorção de choques, e núcleo depolipropileno de alto impacto. A empresatambém disponibiliza rodíziospneumáticos, em aço galvanizadocom rolamento de precisão.Maximu´soferece embalagensespeciaisA Maximu’s Embalagens Especiais(Fone: 11 4479. 8838), fornececalços em espuma de polietilenoexpandido e EVA, sacarias emPEBD e PEAD, plástico-bolha emantas em polietileno expandido,todos desenvolvidos de acordocom necessidades específicas. Anovidade da empresa é o materialPB (Polymer Blend), uma espumadesenvolvida através da combinaçãode polímeros. “Tem a mesmascaracterísticas de proteção que asjá conhecidas mantas de polietileno,porém com maior resistênciae estabilidade, possibilitandoo desenvolvimento de embalagensmais resistentes e duráveis”, dizErick H. C. de Souza, gerente comercialda empresa. Ele tambéminforma tratar-se de um produto100% reciclável, reutilizável, flexívele de superfície macia, idealpara o desenvolvimento de colméias,bandejas e separadores paratransportar peças com superfíciespolidas, lisas ou cromadas.


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA13EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006LivroImportação & exportaçãosem complicaçãoAutor: Paulo N. RodriguesEdição: CosimexNº Páginas: 44Pode ser baixadogratuitamente em:www.caribbeanexpress.com.brEntre os temas tratadosestão: Registro Importador/Exportador; Mercosul e aIntegração Latino-Americana;Mercosul - MercadoComum do Sul; Estrutura doMercosul; Certificado deOrigem Mercosul/ALADI/SGPC/SGP; Tarifa ExternaComum – TEC; Exemplo deCálculo com Alíquota “ADValorem“; Classificação Fiscalde Mercadorias; NCM -Nomenclatura Comum doMercosul; Siscomex - SistemaIntegrado de ComércioExterior; Siscomex na ImportaçãoLI - DI – CI; Siscomexna Exportação RC - RE - RV- SD – CE; Documentos deComércio Exterior; Incoterms;Drawback; Transportesno Comércio Internacional;Modalidades de Exportação- Direta/Indireta/TradingCompany; Recebimentosdas Divisas de Exportação;Termos Usuais em umaCarta de Crédito; Contrataçãode Câmbio; Formaçãode Preço para Exportação;Planilha para Formação dePreço de Exportação; Determinaçãodo Preço de Exportação;Embarque das Mercadorias;Seguro Internacional;Importação; Impostose Taxas que Incidem na Importação;Formação de Preçona Importação; Pagamentona Importação; Recebimentodas Mercadorias;Amostras e Pequenas Encomendas;Valoração Aduaneira.


14EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA15EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006


16EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAEMPILHADEIRASO papel dooperador namanutençãoOs representantes do setor de empilhadeiras citam dois pontos fundamentais: realizar check-list dos equipamentos acada oito horas e informar irregularidades ao responsável pelo setor. Detalhe: serviços de manutenção só de autorizadas.Os representantes dosetor de empilhadeirassão unânimes quanto àimportância do operador no processode manutenção de empilhadeiras.De acordo com eles, a atuaçãodaquele que mais convivecom o equipamento é fundamentadana realização de check-liste no fornecimento de informaçãosobre os problemas encontradosao responsável pela manutenção.A empilhadeira precisa serencaminhada ao setor de manutençãoconforme o seu manualpara manutenção de 500/1.000/1.500 e 2.000 horas. O operadordeve fazer inspeções diárias acada oito horas, conferindo e ajustandoníveis de fluidos (sistema derefrigeração, reservatório de freioe óleo do motor); verificando oestado geral dos garfos, grade decarga, pneus, funcionamento dosfreios, vazamentos hidráulicos,funcionamento de lanternas eitens de segurança, baterias eruídos estranhos, rodas, componentesquebrados e parafusosfrouxos, além de atentar-se à limpezado equipamento.Para tal, é necessário que eletenha uma noção básica de manutençãoe conte com treinamentoadequado do distribuidor/representante,ressaltam Farias eIngrid, ambos da Commat.Piazza Filho, da Vinnig, por suavez, dá a dica: “treine seu operadore consulte o fabricante daempilhadeira sobre os treinamentosdisponíveis”. Já para Tadeu,da Paletrans, ler atentamente omanual de operação do equipamentoe trabalhar com cuidado eatenção também são boas dicas.A operação correta do equipamento,dentro dos limites de segurançae daquilo para o qual elefoi projetado, deve estar somada àobediência criteriosa da periodicidadedas manutenções preventivas,que ajudam na diminuição danecessidade de manutenção corretiva,destaca Nunes, da Linde.Já Santos, da Intrupa, completa:“além disso, a reciclagemdo profissional é muito importante,não só para obter a máximaprodutividade, mas também parareforçar as regras de segurançadurante as manobras”.Segundo Carmacio, da DaboInformações cedidas por: Alexandre Smith, gerente de suporte ao produto da Bauko (Fone: 11 3693.9316); Ramatis Pedrosa Fernandes, diretor-presidenteda Central Distribuidora Cascade e Peças para Empilhadeiras (Fone: 11 5013.2808); Nelson Cherutti, gerente de empilhadeiras da Comac São PauloMáquinas (Fone: 11 3769.2400); Durval Farias, diretor, e Ingrid Gellert, diretora do departamento de peças, ambos da Commat (Fone: 11 4208.3812); MarcoCarmacio, national sales manager da Dabo Brasil/Clark (Fone: 19 3881.1599); Newton Santos, gerente geral da Intrupa (Fone: 11 6653.7113); CláudioNunes, supervisor de vendas de peças da Linde (Fone: 11 3604.4755); Jorge Luís Santana, supervisor de Serviços da Makena, Máquinas, Empilhadeirase Lubrificante (Fone: 51 3373.1115); Marcilio Ribeiro dos Anjos, sócio-gerente de peças da Mapel Manutenção, Peças, Empilhadeiras (Fone: 19 3278.1822);Gustavo Barbosa Coelho, do departamento comercial da Movimenta MG (Fone: 31 3495.1486); Badar Uz Zaman, gerente da assistência técnica da NaccoMaterials Handling Group Brasil (Fone: 11 5683.8525); Eder Tadeu, gerente de pós-vendas da Paletrans Equipamentos (Fone: 16 3951.9999); Sergio GrossiCoura, diretor comercial da Retec (Fone: 31 3372.5955); Sérgio L. Guimarães, diretor técnico da Retrak (Fone: 11 6431.6464); J. Ary Leme, gerente de pósvendada Skam Empilhadeiras Elétricas (Fone: 11 4582.6755); João Lourenço Rodrigues, supervisor de vendas de peças e serviços, e Carlos EduardoRossi Kiss, supervisor de serviços técnicos da Somov (Fone: 11 3718-5090); José Roberto Coelho, gerente de pós-vendas da Still Brasil (Fone: 11 4066.8146);Naoto Hiramatsu, gerente de pós-vendas da Toyota Industries Mercosur (Fone: 11 3511.0400); Luiz Antônio de Araújo Neto, gerente de assistência técnicada Tradimaq (Fone: 31 2104.8003); Clayton Rodrigues Silva, departamento comercial da Transall Equipamentos Industriais (Fone: 11 6954.1919); RuyPiazza Filho, diretor da Vinnig Componentes Eletrônicos (Fone: 21 3083.1627); Luis Humberto Ribeiro da Zeloso Indústria e Comércio (Fone: 11 3694.6000).Brasil/Clark, a empresa enfatizaa cada nova entrega técnica quea manutenção está diretamenteligada à segurança, não apenas dooperador, mas também daquelesque estão a sua volta. “Um operadorbem orientado fará comque a empilhadeira permaneçamuito mais tempo em disponibilidade”,garante.O papel do operador deempilhadeira também influenciadiretamente no bolso, conformelembram os representantes dosetor de empilhadeiras. De acordocom a maneira com que osequipamentos são utilizados, oscustos de manutenção podemaumentar ou diminuir, bem comoo nível de disponibilidade da frota.“Uma boa utilização, com segurançae respeitando os limitesdos equipamentos, tem efeito diretona durabilidade dos componentese na performance total,tanto da operação como da frota”,declaram Rodrigues e Kiss,da Somov.Também fala dos custosCoelho, da Still. De acordo comele, identificar possíveis irregularidadesnos componentes é a diferençado tempo de paralisaçãoe dos custos de manutenção, poisalguns itens necessitam somentede ajustes que, quando não executados,provocam desgaste, sendonecessária a substituição destesitens.Araújo Neto, da Tradimaq,por sua vez, exemplifica a importânciado operador com a fala deum cliente: “em uma mesma aplicação(piso - ciclo - carga), commáquinas idênticas e pneus iguais(marca e tipo), troco os pneus deuma máquina bem antes das demais”.E avalia: “seguramente oproblema está na operação”.Após a identificação dos problemas,cabe ao operador montaruma lista e enviar ao responsávelpela manutenção. “O operadoré o primeiro elo de ligaçãocom o mecânico, passando a instruçãodo ocorrido e permitindoao técnico um diagnóstico fácil,rápido e certeiro”, explica Leme,da Skam.“O operador permanece emmédia sete horas no equipamentoe possui informações de problemasocasionais, operacionaise até intermitentes que podemnão ser detectados na revisão”,avalia Coelho, da Still.Para finalizar, Ribeiro, daZeloso, afirma que o operador/usuário tem de entender que amáquina é parte integrante do seutrabalho, e que um sempre necessitado outro, portanto, conhecimentosbásicos e cuidados recomendadospelo fabricante sãopontos principais para o sucessono seu uso.


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA17EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006Como escolher umprestador de serviçosde manutenção emempilhadeiras?▲ Conhecer o histórico do contratado:experiência, idoneidade, tipos emarcas de empilhadeiras que trabalhae principais clientes;▲ Visitar o prestador e considerarlimpeza, organização e disponibilidadede peças em estoque, condiçõesdas máquinas que estão em manutenção,controles operacionais e equipede plantão;▲ Verificar a estrutura - prédio, oficina,localização, etc. - anos de atuaçãono mercado e referências;▲ Atentar para o fato de possuir registrosde acompanhamentos de serviços,pesquisa de satisfação decliente e certificado de qualidade, tipoISO;▲ Considerar critérios rígidos dequalidade e do perfil da prestadora:material humano hábil e treinado e seguidoradas normas de segurança deintegração do cliente (CIPA);▲ Levar em conta a qualidade técnicae não somente o aparente baixocusto oferecido por alguns prestadoresde serviços de manutenção deempilhadeiras;▲ Analisar custo total de manutençãoem longo prazo, e não apenas ospreços imediatos de mão-de-obra epeças;▲ Verificar se possui certificaçãodas exigências legais e trabalhistas;▲ Atentar para o fato de possuir aparelhagemde testes e diagnósticos,ferramental avançado e especialmenteindicado para cada tipo de serviço,literaturas técnicas, processos e programasde manutenção preventiva,preditiva e corretiva, sistemas esoftwares de controle de manutençãoe disponibilidade dos equipamentoscom o menor custo por hora possível;▲ Saber se possui auxílio técnico dafábrica, veículo de manutenção volanteequipado e devidamente identificadopara realizar os trabalhos de manutenção,seja ela corretiva ou preventiva;▲ Procurar sempre um posto autorizadoou a própria montadora/distribuidorada marca;▲ Considerar a distância da empresaprestadora de serviços e o localonde opera a empilhadeira;▲ Verificar se a empresa tem um númerode técnicos suficiente para atenderaos contratos que possui em até24 horas e se são previstas multaspara a falha no atendimento após as24 horas aceitáveis;▲ Atentar para o pronto atendimentoem serviços e peças;▲ Nunca entregar as empilhadeirasaos cuidados de curiosos, pois elescertamente reduzirão a sua vida útil eprovocarão gastos desnecessários.●


18EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICASERVIÇOS LOGÍSTICOSVolkswagenrenova contratocom a CSI CargoAVolkswagen assinou, nocomeço de setembroúltimo, a renovação decontrato de serviços logísticosterceirizados com a CSI CargoLogística, empresa controladapelo Grupo Cargo, holding argentina.O contrato, no valor deR$ 120 milhões, terá duração detrês anos e envolverá a plantaVolkswagen/Audi em São Josédos Pinhais, PR.Segundo conta AndrésCeballos, diretor-presidente daCSI Cargo, “o principal desafiopara nossa equipe foi vencer aacirrada concorrência feita pelaVolkswagen”. Desde o vencimentodo primeiro contrato coma Volkswagen – que durou quatroanos -, a CSI Cargo vinha participandodo processo de concorrênciacom as maiores e principaisempresas de logística do mundo.Ceballos: “Fizemos a nossa contribuiçãopara que a Volkswagenobtivesse uma forte redução noscustos logísticos”SERVIÇOSPelo contrato, a CSI CargoLogística fornecerá uma grandevariedade de serviços, abrangendodesde o recebimento administrativo/fiscaldos materiais até oabastecimento da linha de montagem,utilizando-se dos sistemasKanban e seqüenciamentos, entreoutros. O projeto envolve 800pessoas, dada a complexidade daplanta da Volkswagen/Audi. A CSICargo propôs, ainda, melhoriasbaseadas em investimentos e inovaçãode processos logísticos, assumindoa responsabilidade pelosinvestimentos decorrentes dasmelhorias projetadas.“Fizemos a nossa contribuiçãopara que a Volkswagen obtivesseuma forte redução nos custoslogísticos e grande flexibilidadena incorporação de novosmodelos na linha de montagem”,afirma Ceballos, destacando queisto significou a redução de custoslogísticos de produção porcarro de até 10 vezes.“O aprimoramento da operaçãopermitiu que a fábrica alcançassea capacidade máxima deprodução na ordem de 810 carros/dia.Implantamos um sistemapleno de just-in-time estruturadojunto a fornecedores.”Dessa forma, a localizaçãoestratégica dos “moduleiros”, nafábrica da Volkswagen, fez comque muitos componentes fossementregues a qualquer momento nalinha de produção, através dedocas com acesso exclusivo parafornecedores, e evitou a formaçãode filas em docas comuns.Outro benefício alcançadodurante o primeiro contrato coma CSI foi a redução de caminhõestrafegando pela planta Volks/Audi, na coleta de componentesde fornecedores de outros estados.“Ao invés de 1.600 caminhões porsemana, como era de se esperar,tendo em vista a produção dafábrica, a logística reduziu o númeropara um terço dessa projeção.As docas e o milk-run tambémajudaram a reduzir pela metadeo estoque necessário paramanter o nível de produção”,informa o diretor-presidente.Ceballos explica que CSI Cargoimplantou soluções flexíveiscomo, por exemplo, o “supermercado”,uma área de seqüenciamentode peças para abastecimentode linha, baseado em módulosde produção, com os funcionáriosrecorrendo a prateleiras do armazémde peças para encher cestasou carrinhos com os componentesdesejados para a montagemdos automóveis. “Os carrinhosacompanham os veículos nalinha de produção de forma sincronizadae são alimentados deacordo com o mix de modelosque entram na produção. Essarevisão de processos permitiuganho de espaço na linha de produção,redução nos custos e, conseqüentemente,a otimizaçãologística da Volkswagen/Audi doParaná”, conclui. ●AgendaNovembro 2006EventosEXPO-TRANSCOMFeira de Transportes,Combustíveis, Logística eComércio Exterior2º SIMTRA - SimpósioNacional de Tecnologia doTransporte de Cargas1º SIMCOMEXSimpósio Nacional deComércio ExteriorPeríodo: 7 a 10 de novembroLocal: Blumenau - SCRealização: SETCESC –Sindicato das Empresas deTransportes de Carga noEstado de Santa Catarina eMonte Belo Feiras & EventosInformações:www.montebelloeventos.com.bred.camargo@terra.com.brFone: (47) 3325.402616º Simpósio CicloDesenvolvimento – Gestãode NegóciosPeríodo: 22 e 23 de novembroLocal: São Paulo – SPRealização: Ciclo Marketing &ComunicaçãoInformações:www.ciclo.srv.brciclo@ciclo.com.brFone: (11) 6941.7072Cursos GratuitosIdentificação deUnidades Logísticas comCódigos de BarrasPeríodo: 6 de novembroLocal: São Paulo – SPRealização: GS1 BrasilInformações:www.gs1brasil.org.brFone: 0800 110789EPC e a Identificação porRadiofreqüênciaPeríodo: 7 de novembroLocal: São Paulo – SPRealização: GS1 BrasilInformações:www.gs1brasil.org.brFone: 0800 110789Cursos PagosLocalização Estratégica deCentro de DistribuiçãoPeríodo: 7 de novembroLocal: São PauloRealização: Brasil SCMInformações:divulgacao@brasilscm.com.brFone: (11) 3644.9129Logística TributáriaPeríodo: 7 e 8 de novembroLocal: São Paulo – SPRealização: CetealInformações:www.ceteal.comceteal@ceteal.comFone: (11) 5581.7326


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA19EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006Planejamento de RedesLogísticasPeríodo: 8 e 9 de novembroLocal: São Paulo – SPRealização: CEL - Coppead/RFRJInformações:www.cel.coppead.ufrj.brcel@coppead.ufrj.brFone: (21) 2598.9812O Uso do Excel no Desenhoe no Dimensionamento deArmazénsPeríodo: 8 e 9 de novembroLocal: São Paulo – SPRealização: TigerlogInformações:www.tigerlog.com.brkelly.bueno@tigerlog.com.brFone: (11) 6694.1391O que é 4PL?Período: 9 de novembroLocal: São PauloRealização: Brasil SCMInformações:divulgacao@brasilscm.com.brFone: (11) 3644.9129Gestão Integradade Cadeia de SuprimentosPeríodo: 22 e 23 de novembroLocal: São Paulo – SPRealização:CEL - Coppead/RFRJInformações:www.cel.coppead.ufrj.brcel@coppead.ufrj.brFone: (21) 2598.9812SERVIÇOS DE LOGÍSTICAAGM tambémoferece operaçõesin-houseAAGM Logística e Guardade Documentos (Fone:21 2107.6000) é umaprestadora de serviços de logística,envolvendo transferência,armazenagem e distribuição deprodutos de diversos segmentosda indústria e do comércio. A empresaoferece, também, serviçosde gerenciamento, guarda e movimentaçãode arquivo inativos.“Destaques nas atividades daempresa são as operações inhouse”,diz Luiz Carlos Vieira,gerente comercial da AGM.Ele cita que, na UnidadeNova América, a empresa prestaserviços de recebimento, armazenageme expedição de matérias-primase produtos acabados,com cerca de 80 funcionários,distribuídos pelas funções deconferentes, movimentadores,operadores de empilhadeiras eanalistas de logística. Ali é realizadaa movimentação mensalmédia de 40.000 toneladas deaçúcar.“Já na Unidade Ampla, com8.000 m 2 de área, prestamos serviçosde recebimento, armazenagem,expedição e transporte desuprimentos de energia elétricapara todo o Estado do Rio de Janeiro.A operação é composta porcerca de 40 colaboradores, entremovimentadores, operadores deempilhadeiras, conferentes, administrativose supervisores delogística. A operação envolveaproximadamente 700 SKU’s eutiliza sistema WMS com coletoresWi-Fi através de radiofreqüênciapara todo o armazém esistema TMS para gerenciamentodo transporte”, diz Vieira.Na Unidade Texaco, a AGMé responsável pela movimentaçãoVieira: são usados sistema WMScom coletores Wi-Fi através deradiofreqüência e TMS paragerenciamento do transportee carregamento de 15.000 toneladas/mêsde lubrificantes, contandocom um estoque no valorde R$ 40.000.000,00, totalizando750 SKU´s, carregamento de1.200 veículos/mês, 78 colaboradorese 20 empilhadeiras comcarga horária de 18 horas.ESTRUTURASobre a estrutura da empresa,o gerente comercial conta quesão três filiais, duas no Rio de Janeiro,RJ, e uma em Curitiba, PR.A Filial Gamboa, no Rio,possui 12.000 m 2 de área e prestaserviços de gestão de documentos,almoxarifado e distribuiçãode produtos na modalidadearmazém geral ou centro de distribuição.Por sua vez, a Filial Pavunatem 7.200 m 2 de área de armazenagem,prestando serviços degestão de documentos, armazenageme distribuição de produtosem todo o Estado do Rio deJaneiro e tendo como clientesseguradoras, bancos, financeirase empresas dos setores alimentícios.A operação envolve 40 colaboradorese utiliza sistemasWMS e gerenciamento de estoquecom coletores Wi-Fi atravésde radiofreqüência e TMS comogerenciador de transporte. A frotaé composta de 50 veículos leves,médios e grandes de até25.000 kg.Por fim, a Filial Curitiba possui2.750 m 2 de área em condomíniofechado, atendendo todasas agências a nível Brasil doHSBC e Losango, com armazenageme distribuição de suprimentos.●Curso Básico de Exportação:Procedimentos e SistemáticaPeríodo: 22 e 23 de novembroLocal: São Paulo – SPRealização: CetealInformações:www.ceteal.comceteal@ceteal.comFone: (11) 5581.7326Marketing Aplicado aEmpresas de Logística eTransportesPeríodo: 23 de novembroLocal: São Paulo – SPRealização: TigerlogInformações:www.tigerlog.com.brkelly.bueno@tigerlog.com.brFone: (11) 6694.1391Embalagem Industriale de ExportaçãoPeríodo: 23 e 24 de novembroLocal: São Paulo – SPRealização: IMAMInformações:www.imam.com.brimam@imam.com.brFone: (11) 5575.1400No portalwww.logweb.com.br,em “Agenda”, estãoinformações completassobre os diversos eventosdo setor a serem realizadosdurante o ano de 2006.


20EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAARTIGONa logística, o diabojá não consegueesconder o raboSeja porque o rabo cresceu muitoou o espaço está cada vezmais reduzido, o fato é que oDemo anda com sérios problemas paracontinuar incógnito. Na medida em queo país começa atingir um nível maisalto de maturidade, a maldição do “jeitinhobrasileiro”, que de brasileiro nãotem nada, já que pode ser encontradona maioria dos países subdesenvolvidos,vai dando lugar a processos elaborados,em que a criatividade, associadaà determinação e ao trabalho duro, levama soluções de melhoria contínua,racionalizando custos, aumentando aeficiência, tornando as empresas e opaís mais competitivos e aptos a atuarnuma economia globalizada.Práticas de criar dificuldades paravender facilidades são bastante conhecidaspor nós. Elas se fazem presentesde forma acentuada na máquina pública,tanto estatal como política, mas tambémdeixam seus rastros nas empresasprivadas. O esforço dos que se locupletamcom este atraso está concentradoem não permitir que a informaçãoflua de forma sistêmica. Acontece quea sociedade como um todo, e as pessoasindividualmente, não aceitam maisesta situação, pois tem a percepção deque este é o caminho do fim.Os exemplos estão aí. Sanguessugase mensalões vão levar, inexoravelmente,a processos mais transparentes,coibindo as soluções via “jeitinho”,que consomem grande parte dos recursos,já escassos, em descontrole ecorrupção. Ícones das empresas privadas,antes considerados inabaláveis,estão indo à lona, em traumáticos processosde “recuperação judicial”, levadosa este estágio por administradoresineptos e corruptos, que os tornaramanacrônicos e incapazes de permanecerem um mercado onde a governançacorporativa da concorrência prima pelatransparência na aplicação dos recursosdisponíveis.Na logística, os agentes envolvidosjá se deram conta de que a mudança decultura é uma necessidade imperiosapara a sobrevivência. Esta mudançapermeia toda a cadeia, indo desde asgrandes operadoras logísticas até osmais simples caminhoneiros.A contratação de fretes vem mudandoradicalmente. Agora, operadoreslogísticos e embarcadores cobram dotransportador custos competitivos e informaçãoem “tempo real” da mercadoriaem trânsito, integrada aos sistemasdo contratante. Esta mudança culturalvem trazendo a todo o processoum “circulo virtuoso”, onde cada agenteou evolui ou está fora. Como a racionalizaçãode custos impõe a terceirizaçãomassiva (hoje 70% do frete nacional érealizado por motoristas autônomos ouEPPs), sistemas que fazem a gestão detoda esta frota em trânsito passaram aser essenciais para atendimento dasnovas demandas. Com a utilização dasnovas técnicas, as transportadoras, alémde nivelar o controle dos terceiros aosda frota própria, ganham enormeflexibilização estratégica.É fundamental que os postos fornecedoresde combustíveis, que hoje representam35% em média do valor dofrete, também estejam integrados aosistema on-line. Ser um fornecedor deum insumo tão importante a preços competitivosnão é mais suficiente. É necessárioque se tornem escritórios avançadosdos clientes e através da tecnologiadisponível executem as tarefas complementaresque sua localização geográficaprivilegiada potencializa.Plataformas sistêmicas disponíveissão capazes de integrar, de forma relativamentesimples, todos estes elementosaos ERPs (sistemas de gestão interna),trazendo a todos os departamentosdas empresas envolvidas e seusprestadores de serviços acesso, de formaseletiva, às informações disponíveis.Com estas práticas, que se tornamcada vez mais usuais, os vícios e seuspromotores vão sendo exorcizados,limpando o mercado das pragas queatravancam seu desenvolvimento. ●Fernando Carvalho - diretor-presidente daRepom E-mail:comercial@repom.com.br.EMPILHADEIRASMovelev promove festa paracomemorar 15 anosAMovelev (Fone: 11 6421.4545), representante da Stillpara a região do Vale do Paraíba,SP, realizou, no último dia 9 desetembro, uma festa em comemoraçãoaos seus 15 anos.Na ocasião do evento, que ocorreuno Buffet Prelude, em Guarulhos, SP,houve premiação dos colaboradoresque, neste ano, estão comemorando de5 a 9 anos de casa e também aos que jácompletaram 10 e 15 anos.“As pessoas que formam a Movelevcrêem muito umas nas outras e isto ésempre um motivo para comemorarmoso fato de trabalharmos juntos e vivermosas agruras e alegrias que isto nosproporciona. Completar quinze anos émarcante para todos nós que nos sentimosbem em atravessar diversas dificuldadese continuarmos ativos e juntos.Para sentirmos isto, só mesmo umafesta organizada pela segunda geraçãoda Movelev, que já começa a dirigila”,declaram Mauro Fernandes dosSantos, diretor administrativo, eNewton Varmas Pires de Freitas, diretortécnico, ambos da Movelev.Segundo eles, a premiação é umreconhecimento de toda a equipe a cadaum de seus integrantes, a cada dia deesforço que contribuiu para a continuidadeda empresa. ●


22EDIÇÃO Nº55—SETEMBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICATRANSPORTE RODOVIÁRIOACIDENTES NASA pesquisa também aponta que oacidente mais comum nas estradas brasileirasé o tombamento, com 47% dototal, resultado da imprudência demotoristas que andam em alta velocidadee com carga acima do permitido.MultimodalESTRADAS: MUITASVIDAS, MUITO DINHEIRODados da recente pesquisa doCentro de Estudos em Logística– CEL, do COPPEAD/UFRJ,denominada “Custos de Acidentes eMortes no Transporte Rodoviário deCargas”, de responsabilidade do professorPaulo Fleury, apontam dadosassustadores em relação ao assunto.O primeiro deles: os prejuízoscausados por perdas de cargas emacidentes nas rodovias brasileiras somamR$ 2 bilhões a cada ano, e custamquase três vezes mais do que osroubos, cujas despesas totalizam R$700 milhões anualmente.No caso dos acidentes, se foremconsiderados ainda prejuízos à vida,ao patrimônio e ao veículo, entre outros,as estimativas de custo podemficar entre 6 e 9 bilhões de reais. Porano, 34 mil pessoas morrem nas rodoviasbrasileiras.O trabalho elaborado pelo CEL/UFRJ revela ainda outro dado inusitado:85% das ocorrências com caminhõesnas estradas sucedem coma pista em bom estado de conservação.Para Fleury, temas relegados asegundo plano pelas administraçõesdas rodovias, como a sinalização e afiscalização do movimento de veículose suas condições, têm tanto oumais importância quanto a conservaçãodas estradas.“Mesmo com os investimentosanunciados pelo Governo Federal,que disponibilizou verbas para amelhoria da sinalização rodoviária, osproblemas da fiscalização do excessode carga nos caminhões e das condiçõesde trabalho dos motoristascontinuam sendo fatores determinantesno alto índice de acidentes”,informa Fleury.O estudo também mostra que nãosão apenas as estradas esburacadas eo mau tempo os responsáveis pelosacidentes nas rodovias brasileiras. Amaioria dos casos de colisões envolvendoveículos de carga é provocadapor falta de atenção do motorista,excesso de velocidade, ultrapassagensproibidas e sono. Os acidentesocorrem em pistas bem conservadas,à noite, e com tempo bom, sem chuvaou neblina.FOTO: STOCK.XCHNG“O trabalho mostra que nãoadianta ter boa malha rodoviária se asinalização não for adequada e afiscalização, rígida”, avalia Fleury.Segundo ele, em pistas de melhorqualidade, os motoristas abusam davelocidade para aumentar a produçãoe melhorar a remuneração. Algumasvezes, nessas rodovias, tentam recuperaro tempo perdido em estradasmais precárias, onde a velocidade éreduzida.Resultado disso é que 66% dosacidentes ocorrem por falha humana,principalmente imprudência (43%).Entre os casos provocados pelas condiçõesdas estradas (47% do total),20% são atribuídos a curvas fechadas,15% à má conservação, 7% apistas escorregadias e 2% à sinalizaçãoinadequada. O estudo coletoudados de acidentes - que podem termais de uma causa, o que justifica asoma ultrapassar 100% - ocorridos noBrasil em 2005.Na malha brasileira, estima-seque ocorram 280 mil acidentesanuais. Os veículos de carga sãoresponsáveis por 91 mil casos e umprejuízo de R$ 7,3 bilhões.POLÍCIA RODOVIÁRIAO 1º tenente Cláudio RogérioCeoloni, do setor de assuntos civis, eo 1º sargento Márcio Antonio Vaz deOliveira, auxiliar da subseção técnicado gabinete de treinamento, ambosdo Comando de PoliciamentoRodoviário da Polícia Militar do Estadode São Paulo (Fone: 113327.2625), também apontam dadosrelativos aos acidentes nas estradas.Segundo eles, os acidentes envolvendocaminhões estão distribuídosna seguinte proporção: choque, 27%;colisão traseira, 20%; colisão lateral,19%.“Em 2004, tivemos 2.329 acidentes,sendo que desse total 723 tinhamalgum tipo de veículo de carga envolvido;em 2005, ocorreram 2.333 acidentese desse total 716 tinham algumtipo de veículo de carga; em 2004,tivemos 31,04% e em 2005 30,69%,demonstrando, assim, uma diminuiçãono número de acidentes envolvendoveículos de carga. Isso ocorreuem virtude de campanhaseducativas de trânsito e palestras dedireção defensiva que a Polícia MilitarRodoviária e os órgãos de trânsitoem todas as instâncias vêm desenvolvendo”,diz o 1º tenente, referindo-seao Estado de São Paulo.Quanto às causas destes acidentes,as mais prováveis, segundo aPolícia Militar Rodoviária, são faltade atenção, perda de controle, sono eimprudência.O 1º sargento revela que estudoscomprovam que o cansaço é o inimigoinvisível dos motoristas de caminhões.“Provavelmente ele é umaCausas de acidentes com veículos de carga nas rodovias brasileiras (2005)*Falha Humana (66%), envolvendo:◆ Imprudência ........................... 43%◆ Responsabilidade domotorista de outro veículo ...... 33%◆ Velocidade incompatível ........ 13%◆ Fadiga .................................... 10%◆ Álcool ....................................... 1%Condições das Estradas (47%), abrangendocondições do local do acidente:◆ Curva fechada ......................... 20%◆ Má conservação ..................... 15%◆ Pista escorregadia .................... 7%◆ Má sinalização .......................... 2%◆ Sobrelevação negativa .............. 2%◆ Desvio ....................................... 1%Condições climáticasxPercentual de acidentes◆ Tempo bom ........................ 81%◆ Chuva ................................ 17%◆ Neblina ................................. 2%Fonte: COPPEAD/RJDefeitos Mecânicos (11%) e os tiposde acidentes:◆ Tombamento ........................... 7%◆ Abalroamento ....................... 27%◆ Colisão .................................. 15%◆ Capotagem ........................... 10%◆ Incêndio .................................. 2%* Como o estudo coletou dados de acidentes que podem ter mais de uma causa, a soma ultrapassa 100% - Fonte: COPPEAD/RJ


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA23EDIÇÃO Nº55—SETEMBRO—2006Como evitarestes acidentes?1. Antes de viajar,procurardormir bem;2. Nunca viajarcansado;3. Evitar dirigir mais de8 horas por dia;4. Planejar a viagem;5. A cada 2 horas nadireção, parar,relaxar e descansarpor 15 minutos;6. Durante a viagem,preferir refeiçõesleves;7. Se possível,evitar viajar sozinho;8. Se a viagem forlonga, éaconselhável quehaja revezamentode condutores;9. Sempre que sentircansaço ou sono,parar e, se puder,dormir. Não insistirem dirigir com sono;10.. Jamais tomarremédios ouqualquer substânciaque afetem oualterem os sentidos.Fonte: Comando de PoliciamentoRodoviário da Polícia Militar doEstado de São Paulocausa, nem sempre detectadaou presente nos relatóriospoliciais, que, certamente,responde por até30% dos acidentes. O motoristacansado tem suasreações lentas, o que dificultaa identificação derisco e, conseqüentemente,a reação”, afirma.Ainda segundo a PMR,muitos outros acidentes sãocausados pelo sono, ocasiãoem que o condutor,evidentemente, nem reage.E isso é comprovado pelaausência de frenagem nolocal.“As conseqüências dascausas enumeradas são asmutilações, gerando invalidez;as mortes, gerando odesamparo da família; e osdanos materiais que atingembilhões de reais aoano”, concluem os representantesda Polícia MilitarRodoviária do Estado deSão Paulo. ●


24EDIÇÃO Nº55—SETEMBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAEVENTOENCONTRO TÊXTILEM SÃO PAULO DISCUTELOGÍSTICA DO SEGMENTOMultimodalCom o objetivo de integrar a cadeialogística têxtil, a quartaedição do Encontro Brasileirode Logística Têxtil, que ocorreu noúltimo dia 19 de setembro, no HotelNovo Jaraguá, em São Paulo, SP, contoucom a apresentação dos temas:‘Gargalos no Setor Logístico”; “Gestãode perdas – Reduzindo o Custode sua Operação”; “OperadoresLogísticos: Realidade ou Desafio noBrasil?”; e o Case Lojas Renner.O primeiro, “Gargalo no SetorLogístico”, foi apresentado pelo professorManoel Reis, coordenador doCELog – Centro de Excelência emLogística e Cadeias de Abastecimentoda FGV-SP (Fone: 11 3281.7946).Segundo ele, a indústria têxtil brasileiravem sofrendo uma expressivaconcorrência, fruto da abertura dopaís e, em particular, do fenômeno chinês.“A China vem se desenvolvendoem criatividade, deixando de ser consideradade baixa categoria, continuandoa crescer com baixo custo devidoà mão-de-obra barata”, observou.Reis dividiu as diferenças dacompetitividade entre empresas concorrentesem efetividade operacionale posicionamento estratégico.“A efetividade operacional é emrelação ao Supply Chain. Além dosaspectos internos, inclui o relacionamentocom os parceiros da cadeia –fornecedores e clientes –, apesar deser um processo difícil de ganha-ganha”,explicou.O professor destacou que a importânciaestratégica da logística é quenão basta ser o melhor, tem de ter qualidade.Para isto, citou dois fatores dediferencial significativo e duradourosegundo o escritor Martin Christopher(em “Logística e gerenciamento dacadeia de suprimentos – estratégiapara a redução de custos e melhoriados serviços”): o custo e o valor.As vantagens do custo, conformeexplicou, podem ser obtidas por meiodo aumento da produtividade, pelaeconomia de escala, com diluição decustos fixos e por meio da logística,que racionaliza e reduz custos.Já a agregação de valor pode serfeita por meio de fatores intrínsecos– como características físicas e desempenho– e fatores intangíveis –serviço ao cliente, imagem da marcae da empresa, etc.“O valor intrínseco tem baixa capacidadede diferenciação em virtudeda comoditização que os bens deconsumo e os bens duráveis vêm sofrendo.Os fatores intangíveis são osmais importantes para a competitividade,pois estão particularmente associadosao serviço ao cliente”, comparouReis.De acordo com ele, a importânciaestratégica da logística é devidaa sua capacidade de reduzir custos eagregar valor intangível, dois fatoresfundamentais para a diferenciaçãocompetitiva nos dias atuais.O professor também discursousobre os gargalos logísticos, que diminuema efetividade operacionaldas empresas e podem ser classificadosem gargalos internos e externosàs empresas.Gestão Integrada da Cadeia de Suprimentos– Desenvolvimento de Estratégia– Planejamento da ProduçãoGestão Integrada da Distribuição– Rede de Distribuição– Gestão de Estoques– Previsão de vendas– Processamento de Pedidos– Relatórios GerenciaisGerenciamento de RiscoGestão de CanaisSeparaçãoEmbalagem, Etiquetagem, PaletizaçãoAcompanhamento do Ciclo do PedidoGerenciamento de FrotaSeleção de TransportadorasMonitoramento da CargaArmazenagemTransporteCrescimento do mercado de operadores logísticos no Brasil (em termos do aumento do valor agregado)Os gargalos internos incluem deficiênciasde mão-de-obra, desconhecimentodos processos e técnicaslogísticas, deficiências de infra-estrutura(instalações, equipamentos e TI),rede logística ineficiente e falta de colaboraçãoentre parceiros na cadeiade abastecimento. Reis apontou que asolução ou atenuação destes gargalosdepende basicamente das empresas.Com relação aos externos, o professorcitou legislação obsoleta ecomplexa, infra-estrutura deficiente,sistema nacional de transportesdesbalanceados (uso principal do rodoviário,sem ferroviário e pluvial),câmbio desfavorável e moda x clima.“A solução depende das entidades declasse atuantes, em especial junto agovernos, que podem induzir amelhorias substanciais”, afirmou.Sobre o problema moda x clima,Reis acredita que a solução é realizarpoucas entregas com mais freqüência.“Grande quantidades enviadas paralojas não são aconselhadas”, disse.O segredo para essa solução acontecer,conforme Reis, é passar informaçõesao fornecedor. “É preciso tero interesse em fazer a parceira, convencidosdos bons resultados”, relatou.Questionado por um dos presentes,também fez considerações sobrea falta da mão-de-obra no Brasil. Oproblema, segundo ele, está na formaçãoe educação. “Hoje não há problemade tecnologia, mas de custobenefícioe de recursos também. A soluçãoé buscar o que é necessário efetivamente”,salientou.Para o professor, os paulistas fazempouca pressão em Brasília. “Éatravés de pressão que se consegueas coisas”, exaltou.Reis aproveitou o momento e destacouque o CELog está desenvolvendo,junto com o Centro Paula Souza(que inclui FATECs e ETs), uma pesquisapara entender as principais necessidadesde mercado. Dentro de trêsa quatro meses, espera-se que estapesquisa esteja concluída.Fonte: Booz | Allen | Hamilton


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA25EDIÇÃO Nº55—SETEMBRO—2006Reis fez uma comparação entre ocusto logístico de alguns países. NaChina, o custo é de 20% do valor final,nos Estados Unidos é 8% e no Brasil,ele acredita ser 20% também, mas hápesquisas que indicam 17% e 16% e até13%. “Esse número pode ser reduzidocom soluções intermodais”, concluiu.GESTÃO DE PERDASOutro tema exposto no encontro foi“Gestão de Perdas – Reduzindo o Custode sua Operação”, ministrado porLiliam Lorosa, superintendente de novosnegócios do grupo Trade ExpressVale Seguros (Fone: 11 5573.4498).Para exemplificar o assunto, Liliamutilizou-se do filme “Três casamentose um funeral” como metáfora. Os trêscasamentos seriam: pessoas, pneu ecombustível. Já o funeral seria uma ferramentade trabalho mal utilizada.O 1º “casamento” inclui, segundoela, 50% de despesas com salários/honoráriose custos variáveis como combustível,manutenção e treinamento.Chega-se à conclusão de que R$ 223,89é o custo da bandeirada por tonelada decarga fracionada. “Muito caro”, avaliou.No 2º “casamento”, o pneu, o cálculodo custo é feito por quilômetros.E nesse ponto, há cinco ladrões de quilometragem,que são, conforme Liliamexpôs: alinhamento – 25%, balanceamento– 20%, controle de pressão – 25%,desenho da banda – 40%, e emparelhamento– 25%. Outro “casamento” caro.Já o 3º deles envolve fatores queinfluenciam no consumo de combustível,como velocidade, modo de condução,carga transportada, etc. “Asvariações de consumo chegam a até30%”, assinalou.Em relação ao “funeral”, Liliamcitou o mau uso do equipamento derastreamento.“A tecnologia tem que de ser a serviçodo seu serviço”, salientou.Deve-se, segundo ela, atentar-se àsegurança; controle de itens de consumocomo pneus, combustível, temperaturado baú, velocidade, etc.; telemetria:diagnóstico remoto; prevençãode acidentes; controle logístico; controlede frota; otimização e comunicaçãocom o motorista; e qualidade paraos serviços prestados.Liliam, da Trade Express: carga, veículo,descarga e paradas são pontos críticos,itens coordenados são a soluçãoVieira, da Booz | Allen | Hamilton:“O operador logístico é o agenteexterno que pode prestar serviço demaior valor agregado”“É considerado funeral por que: écaro, a comunicação pode não ser apropriadaà operação, a operadora datecnologia celular não é a mais adequadapara a região da operadora, a empresade tecnologia não trabalha coma prestadora de celular mais adequadaà região que acontece a operação, etc.”,detalhou.Além disso, Liliam citou carga, veículo,descarga e paradas como pontoscríticos, cuja solução é contar com itenscoordenados.OPERADOR LOGÍSTICO“Operadores Logísticos: Realidadeou Desafio no Brasil?” foi o tema discorridopor Luiz Vieira, vice-presidenteda Booz | Allen | Hamilton (Fone: 115501.6200).Primeiramente, Vieira explicou oque seriam os operadores logísticos, jáque as funções incluem serviços demaior valor agregado, como incorporarfunções de gestão de pedidos e desenhode soluções logísticas, e não somentetransporte ou armazenagem.Segundo ele, o mercado de operadoreslogísticos no Brasil cresceusignificativamente nos últimos anostambém devido à tendência de aumentodo valor agregado dos serviçoslogísticos no país. Para detalhar melhoressa questão, Vieira utilizou-se deuma pirâmide que compara os anos de1995 e 2005 em termos do aumentodo valor agregado (veja figura).Na base da pirâmide está o transporteou a armazenagem. Acima estãoserviços de transporte e armazenagem.Mais acima, serviços logísticos de altovalor agregado. E, no topo da pirâmide,gestão integrada da distribuição e dacadeia de suprimentos, além de gerenciamentode risco e gestão de canais.“Uma Cadeia de Suprimentos típicado setor têxtil inclui fibras/filamento,fiação, tecelagem/malharia, beneficiamento,confecção, atacado e varejo. Ooperador logístico pode resolver problemasnesses setores. Ele é o agente externoque pode prestar serviço de maiorvalor agregado”, explica.De acordo com ele, o nível de terceirizaçãona cadeia ainda é bastante limitado–terceirização de encabidamento,etiquetagem e expedição oferecempotencial significativo de ganhos deeficiência.Vieira expôs que os operadoreslogísticos têm diversas oportunidades deatuação no setor têxtil, como na execuçãoe gestão do fluxo físico; na consolidaçãode rotas e estoques na etapa deconfecção; na operacionalização dalogística reversa (cabides, caixas), comredução de 30% da necessidade deespaço físico, redução de 40% de custosde embalagens, menor lead-time emaior giro de vendas; e na etiquetagemde preços na origem.A dica para a contratação de um operadorlogístico dada por ele é observaros aspectos menos tangíveis: existênciade pessoal qualificado, experiência nagestão de parcerias e alianças e alavancagemda utilização dos recursos de TI(como utiliza a comunicação, ou seja,as informações úteis). O maior entraveda indústria têxtil, conforme assinalou,é a desconfiança. “Cadeia de suprimentoé interação”, destacou.Depois de selecionado o operador, deacordo com Vieira, o sucesso da implementaçãodepende de cuidados específicospara a eliminação de barreiras iniciais,como: assinar contrato detalhado,definir políticas e procedimentos,implementar processo de comunicação,nomear um time de transição e desenvolverindicadores de desempenho.Entretanto, Vieira também dá a dicapara quem não tem condições, ainda, decontratar os serviços de uma grande operadoralogística: “treine um transportadorseu que tenha capacidade. Selecionealguns e desenvolva melhor esses colaboradores.Não passe para terceiros oque pode ser desenvolvido por você”,finalizou.O SEGREDO DO ENCANTAMENTOJosé Galló, presidente das LojasRenner – do segmento varejista de vestuário,artigos de beleza e serviços –palestrou sobre o diferencial da Renner:a política do encantamento. “Procuramosatingir um nível acima do da satisfação/expectativa,partindo para o encantamento”,explica.O 4º Encontro de Logística Têxtiltambém contou com um debate nacionalsobre a cadeia têxtil e mais dois fóruns.Os Encontros de Logística Têxtil são organizadospelo Clube de Logística, patrocinadopelas empresas Mostoles doBrasil, A&E Products do Brasil, PlastromSensormatic e Sete Estradas Logística. ●


26EDIÇÃO Nº55—SETEMBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICACABOTAGEMNESTLÉ APROVASERVIÇO DAALIANÇA PARA ASREGIÕES NORTE ENORDESTEANestlé vem utilizando, há mais deum ano, o serviço de cabotagem daAliança Navegação e Logística(Fone: 11 5185.5600) para distribuir osseus produtos nas regiões Norte e Nordeste.Foi realizado um estudo para mudançado modal - análises do perfil do mercadoe o seu respectivo impacto na Redede Distribuição – e a decisão de substituirparte do transporte rodoviário pelomodal marítimo se deve à qualidade doserviço porta-a-porta oferecido pela Aliança,batizado recentemente de BR-Marítima.Segundo o chefe de Operações deTransporte Nacional & Internacionalda Nestlé, Marco Antônio Dominguez, aparticipação da cabotagem na logística daempresa cresceu consideravelmentequando comparada com os anos anteriores.“O aumento do número de navios eda freqüência nos portos estimulou umamaior utilização da cabotagem, bemcomo a mudança da matriz de transportesda empresa para o atendimento dasregiões Norte e Nordeste. Atualmente, otempo total de transporte porta-a-porta éde 7 dias para Recife e de 9 dias para Fortaleza.Esse transit-time foi possível graçasao trabalho elaborado em parceriapela Aliança e Nestlé”, afirma.Além da baixa incidência de avarias,outras vantagens apontadas porDominguez com relação à cabotagem sãoa integridade da carga, a regularidade doserviço e o preço competitivo. “A Aliançaoferece mais segurança e preços competitivosem relação ao transporte rodoviário.A redução geral de custos comtransporte foi significativa não só no frete,mas também nas demais condições queenvolvem o transporte. Além disso, aAliança vem apresentando alternativasque visam a melhor utilização dacabotagem, como uma programaçãosemanal de navios nos principais portosdo país”, explica Dominguez.A entrega programada no destino é,segundo ele, um outro diferencial dacabotagem da Aliança, uma vez que permiteuma melhor gestão do recebimento.O armador prioriza as cargas críticas e levaem consideração as necessidades de movimentaçãodos Centros de Distribuição.“Todo o processo, desde a retirada atéa entrega, é realizada pela Aliança (porta-a-porta).Mas, é bom destacar, operamosprincipalmente com a Aliança, porém,temos, também, outros grandesprestadores de serviços para esse modal”,expõe o chefe de Operações da Nestlé.Como relação aos produtos transportados,Dominguez diz que, com exceçãodaqueles que necessitam de temperaturaespecial (shelf life baixo), o restante éfactível. “Produtos perecíveis possuemum ‘shelf life’ baixo. Quando falamos emcabotagem, sem dúvida, pela própria característicadesse modal, o transit time émaior, ou seja, deve ser feita uma análisemais criteriosa”, completa. ●Notíciasr á p i d a sGrupo Mesquitainicia testes derastreamento deentregas pelocelularO Grupo Mesquita (Fone: 114393.4910) está testando emseu portal logístico o projetopilotode um sistema de acompanhamentode entregas porcelular, o Delivery Mobile, desenvolvidopela Ib Software(Fone: 5572.5817). A soluçãopermite que o motorista recebano seu celular as informaçõesde todas as entregas quedeverá efetuar no dia seguinte.Integrado ao sistema TMS doGrupo, o Ib Delivery Mobile capturatodos os CTCs (conhecimentos)que serão embarcados,distribui nos celulares dosmotoristas e permite à área deoperações, e também ao cliente,o acompanhamento on-linede todo o processo. Em funçãoda especialização do Grupo naprestação de serviços logísticose de transportes de produtosperigosos, a solução tambémoferece os recursos deinformações do programa “Olhovivo na estrada”, da Abiquim -Associação Brasileira dasIndústrias Químicas.Embaquim lançaembalagem de200 litros paralíquidosA Embaquim (Fone: 116166.2333) está anunciando olançamento de uma bolsa plásticavalvulada, com capacidadepara 200 litros, ideal para o usoem caixas de papelão ondulado.Segundo a empresa, o novosistema de embalagem é vistopelo mercado como uma alternativaeficiente na otimizaçãodas etapas logísticas de transportee de armazenagem deprodutos líquidos, principalmentequímicos e alimentícios.Inicialmente, o novo bag seráutilizado em caixas de papelãoondulado fabricadas pelaRigesa. As caixas possuem umdesign exclusivo, com oito faces.Já o sistema de válvula dabolsa garante, segundo a empresa,higiene e assepsia aoprocesso de envase e de escoamentodo produto.


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA27EDIÇÃO Nº55—SETEMBRO—2006


28EDIÇÃO Nº56—OUTUBRO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA

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