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CARTA DO EDITORMirian Toméeditor@canalbioenergia.com.br20unica11241911 BIOELETRICIDADEPrimeiro bloco da linha de transmissão que irá exportar a energia produzida porusinas do setor sucroenergético na Região Sudoeste de Goiás será entregue este mês.paulo rezende stock.xchngvalecA expansão continuaO ano começa com boas perspectivaspara toda a cadeia produtiva do açúcar, doetanol e da bioeletricidade. Os mercados deaçúcar e etanol estão aquecidos e osinvestimentos em linhas de transmissão paraescoar a energia produzida nas usinassucroenergéticas começam a se tornar umarealidade, mesmo que ainda sejam poucos osempreendimentos.Embora estejamos em plena entressafra,as usinas seguem em atividade, realizando osserviços de manutenção em máquinas eequipamentos para que a próxima safra, queterá abertura a partir do início de maio,transcorra sem maiores problemas.O assunto é o tema de nossa reportagemde capa, que aborda a importância damanutenção para minimizar os riscos deocorrência de danos nas máquinas durantea fase de produção, o que sempre geraatrasos e prejuízos econômicos.Outra reportagem de destaque enfoca oaumento da demanda por trabalhadores nasusinas, resultado da contínua expansão dosetor no Brasil, especialmente nos Estados daregião Centro-Oeste. Para atender àscrescentes necessidades, as indústrias debase, que fornecem máquinas eequipamentos para as usinas, tambémcontratam mais colaboradores e investemem qualificação, um claro sinal de que todaa cadeia produtiva está novamenteaquecida.Não deixe de conferir esses e muitosoutros assuntos importantes que trazemosnesta edição.Boa Leitura!20 ETANOLGerador flex elétrico proporcionarámaior aproveitamento da produçãodo biocombustível e redução decusto nas usinas.24 MAIS BRASILA diversidade de destinos para passar ocarnaval no Brasil é grande o suficientepara atender a todos os perfis. Vejaqual deles tem mais a ver com você.19 NORTE-SULObras da extensão sul da ferrovia, queliga Petrolina, em Goiás, a EstrelaD'Oeste (SP), numa extensão total de670 quilômetros, foram iniciadas.04 ENTREVISTAAndré Rocha, presidente-executivo doSifaeg/ Sifaçúcar, concede entrevistaexclusiva ao CANAL, em que fala sobreos cenários do setor sucroenergético.CANAL, o Jornal da Bioenergia, é uma publicação daMAC Editora e Jornalismo Ltda. - CNPJ 05.751.593/0001-41DIRETOR EXECUTIVO: César Rezende - diretor@canalbioenergia.com.brDIRETORA EDITORIAL: Mirian Tomé DRT-GO-629- editor@canalbioenergia.com.brGERENTE ADMINISTRATIVO: Patrícia Arruda- financeiro@canalbioenergia.com.brGERENTE DE ATENDIMENTO COMERCIAL: Beth Ramos - comercial@canalbioenergia.com.brATENDIMENTO: Ana Carolina Vasconcellos - assinaturas@canalbioenergia.com.brEDITOR: Evandro Bittencourt DRT-GO - 00694 - redacao@canalbioenergia.com.brREPORTAGEM: Evandro Bittencourt, Fernando Dantas,Luisa Dias e Mirian ToméDIREÇÃO DE ARTE: Fábio Santos - arte@canalbioenergia.com.brREPRESENTANTE: SÁ PUBLICIDADE E REPRESENTAÇÕES LTDA. BRASÍLIA,GOIÁS, TOCANTINS, MATO GROSSO, MATO GROSSO DO SUL, REGIÕES NORTEE NORDESTE. Thiago Sá Thiago@sapublicidade.com.br (61) 3201 0073 (62) 3275 7678BANCO DE IMAGENS: UNICA - União da Agroindústria Canavieira de São Paulo:www.unica.com.br; SIFAEG - Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado deGoiás: www.sifaeg.com.br; / REDAÇÃO: Av. T-63, 984 - Conj. 215 - Ed. Monte LíbanoCenter, Setor Bueno - Goiânia - GO- Cep 74 230-100 Fone (62) 3093 4082 - Fax (62)3093 4084 - email: canal@canalbioenergia.com.br / TIRAGEM: 10.000 exemplares /IMPRESSÃO: Ellite Gráfica – ellitegrafica2003@yahoo.com.br / CANAL, o Jornal daBioenergia não se responsabiliza pelos conceitos e opiniões emitidos nas reportagens eartigos assinados. Eles representam, literalmente, a opinião de seus autores. É autorizadaa reprodução das matérias, desde que citada a fonte.www.twitter.com/canalBioenergiaAssine o CANAL, Jornal da Bioenergia - Tel. 62.3093-4082 assinaturas@canalbioenergia.com.brO CANAL é uma publicação mensal de circulação nacional e está disponível nainternet no endereço: www.canalbioenergia.com.br e www.sifaeg.com.brCAPA: Foto de Ismar Almeida (USJ)“...Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensinao que é útil e te guia pelo caminho em quedeves andar. "(Isaías 48:17)


ENTREVISTA - André Rocha, presidente-executivo do Sifaeg/SifaçúcarCenários da bioenergiaO DESEMPENHO DO ESTADO DE GOIÁS NO SETOR SUCROENERGÉTICO,TENDÊNCIAS DE MERCADO E PERSPECTIVAS PARA 2011 SÃO ALGUNSDOS ASSUNTOS ABORDADOS NA ENTREVISTA COM ANDRÉ ROCHAEvandro BittencourtPresidente-executivo dos sindicatos da Indústriade Fabricação de Etanol e Açúcar do Estadode Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar), André Luiz BaptistaLins Rocha é formado em engenharia civil, foipresidente da Companhia Energética de Goiás (Celg)e diretor comercial da A.M. Engenharia e ConstruçãoLtda. Atua como coordenador do GT de Bioeletricidadeda Câmara Setorial da Cana-de-Açúcar do Ministérioda Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa);preside o Conselho Temático de Agronegócio daFederação da Indústria do Estado de Goiás (Fieg),onde também é o 1º Tesoureiro; é integrante do FórumSucroenergético Nacional e membro do ConselhoTemático da Agroindústria da Confederação Nacionalda Indústria (CNI). André Rocha foi diretor doSindicato da Indústria da Construção do Estado deGoiás (Sinduscon) e membro dos conselhos temáticosde Comércio Exterior e de Infraestrutura da Fieg.Desenvolveu, também, diversas atividades na áreade engenharia e na administração pública.Que avaliação o senhor faz a respeito dodesempenho de Goiás no cenário da produçãosucroenergética nacional?Goiás é um dos Estados onde ocorre uma dasmaiores expansões do setor. Nos últimos três anosrecebeu a maior quantidade de novas unidades produtivas.Nós, hoje, já somos o terceiro produtor decana-de-açúcar, o segundo produtor de etanol,atrás apenas de São Paulo, e o quinto maior produtorde açúcar. Temos unidades novas e modernas.Além dos investidores goianos, temos atraído aatenção de investidores tradicionais de outrasregiões, do Nordeste e de São Paulo, e também denovos entrantes, como a British Petroleum, que temseu único investimento no Brasil localizado emGoiás. A ETH, uma empresa nova, tem realizado seusmaiores investimentos no Estado, onde tem duasunidades e está construindo a terceira. A Petrobrastambém tem feito investimentos significativos emGoiás. O Estado foi o primeiro a receber um projetogreenfield da Cosan, que é a maior empresa do setorno mundo e tem uma parceria com a Shell. Goiásdeixou de ser um estado periférico, no que dizrespeito à produção do etanol, e hoje se destaca nocenário nacional. Estamos nos aproximando de ter,nos próximos anos, mais de 10% da produção decana-de-açúcar do País.Vimos que nos últimos anos tem ocorrido umasérie de fusões e aquisições de empresas. Qual suaopinião sobre essa intensa movimentação no mercadosucroenergético e que também inclui, muitofortemente, a entrada de empresas de capitalestrangeiro?Essa é uma realidade e, assim como a globalização,não adianta a gente se posicionar contra ou afavor, porque é uma questão que vai acontecer. Porse tratar de um setor forte da economia, ele atraia presença do capital estrangeiro, porque aimportância estratégica de se produzir energialimpa e renovável é bem compreendida. O setortem muito a crescer, não só na produção de produtostradicionais, como o etanol, o açúcar e abioeletricidade, mas também novos produtos,como o diesel e a gasolina a partir da cana, assimcomo outros tipos de álcool mais nobres, como ofarneseno. Essa atratividade é natural e, especificamenteem Goiás, essas consolidações se derampraticamente em empresas que tinham maior presençanos Estados de São Paulo e do Paraná. EmGoiás, a única movimentação foi a incorporaçãoda Brenco pelo grupo ETH. Podemos observar, também,que o setor continua acreditando em Goiás,a exemplo do grupo Cerradinho, que acabouvendendo unidades do grupo em São Paulo para oNoble Group, de Hong Kong, preservando aunidade nova, a Porto das Águas, em Goiás, e jáindicando não só uma expansão da usina, mas,ainda, planos para a construção de uma novaunidade no Estado.Segundo o presidentedo Sifaeg, Goiás deveresponder por 10% daprodução nacional decana em alguns anosO setor sucroenergético brasileiro também tem semostrado atrativo para grandes petroleiras. Comoo senhor vê essa movimentação?É um sinal que o etanol tem um bom futuro e quenós devemos, em breve, ter a abertura do mercadoamericano e europeu. Não é à toa que empresascomo a British Petroleum e a Shell estão fazendoinvestimentos no setor, assim como grandestradings, a exemplo da Noble, Cargil, Bunge eDreyfus. Essa é também uma tendência das empresasque antes eram chamadas de petrolíferas e hojese consideram empresas de energia e vão continuar,cada vez mais, a investir em energiasrenováveis, limpas e que consumam menos carbono.Isso é o que hoje é demandado pelasociedade como um todo. Temos um processo produtivode cana-de-açúcar capaz de gerar créditosde carbono, uma energia limpa e renovável que,cada vez mais, tem ganhos, a ponto de o etanol decana-de-açúcar ser considerado pelo governo daCalifórnia como combustível avançado.O senhor acredita que em função da tendência defusões e aquisições no mercado as pequenas emédias empresas do setor desapareçam com otempo?A consolidação do setor é um passo que estásendo dado e assim vai continuar, mas é umprocesso de longo prazo. Nós temos 430 usinas noPaís e em torno de 200 grupos que as controlam.É significativo o tamanho do mercado que os cincomaiores grupos concentram em relação há trêsanos, mas acho que o que vai ocorrer primeiro éterminar a fase romântica. Os grupos vão ter de seprofissionalizar, ser mais eficientes em gestão, naindústria e na agricultura. Há uma tendência queindica a redução desse número de grupos, a médioe longo prazos. Mas isso vai demorar, não vai ocorrerem menos de 10 anos. Grande parte dessesgrupos pode sair da parte industrial e continuarcom a produção agrícola, a exemplo do que ocorreucom a família Rezende Barbosa, que vendeu aNova América para a Cosan e se tornaram grandesacionistas.Quais são as perspectivas para 2011 no que serefere às previsões climáticas para a próximasafra de cana-de-açúcar?É muito difícil a gente fazer qualquer previsãoneste momento. Nós vamos ter de esperar o comportamentodas chuvas de verão. A safra foi muitoatingida pela estiagem, prejudicando muito ocrescimento e maturação das plantas e, com isso,houve uma diminuição da produção, atrasandotambém o plantio. A crise financeira que atingiuo setor nos últimos anos e os baixos preços praticadosaté o ano passado fizeram com que oscanaviais, de modo geral, não fossem aumentados.Agora, principalmente em São Paulo, há a necessidadede uma reforma maior desses canaviais. A04 CANAL, Jornal da Bioenergia


partir do fim de fevereiro e início de março é quenós teremos mais condições de falar um pouco dasafra, não só em Goiás como no Centro-Sulbrasileiro, onde está praticamente 90% da produção.Goiás e Mato Grosso do Sul acabam sendomenos afetados, porque são áreas onde se temcanaviais mais novos, mais recentes. De qualquermaneira, preocupa muito o início da safra, tanto éque ela volta agora ao seu período normal de início,na segunda quinzena de abril, com poucasexceções. E temos que ver também o comportamentoclimático durante o ano. No ano passado,o setor também sofreu muito com chuvas deinverno acima da média. Mais do que nunca, é SãoPedro quem está determinando o tamanho e odesempenho da safra.Na última safra, apesar dos problemas climáticos,pode-se afirmar que Goiás teve um bom desempenhoem relação à moagem de cana-de-açúcar?Nós moemos cerca de 46,5 milhões de toneladasde cana. Na safra passada foi algo em torno de 40milhões, o que representa um aumento de aproximadamente16% na produção de cana. A produçãode açúcar e de etanol cresceu 30%, aproximadamente,o que se deve ao melhor rendimentoda cana esse ano em relação à safra 2009/2010 naregião Centro Sul, que teve um desempenho muitoruim na produção industrial. O ATR (Açúcar TotalRecuperado) foi muito baixo e Goiás ficou abaixoda média do Centro-Sul. Na safra 2010/2011aconteceu o contrário, Goiás teve um ATR acimada média nacional. A média do Centro Sul foi de,aproximadamente, 141kg e Goiás deve fechar comum ATR em torno de 146 kg. A produção de açúcardeve girar em torno de 1,8 milhão de toneladase a de etanol em torno de 3 bilhões de litros nasafra 2010/11.O senhor acredita que em função das dificuldadesclimáticas previstas pode haver risco deuma produção insuficiente para atender ademanda e que isso possa elevar significativamenteos preços do etanol?No que diz respeito ao açúcar, apesar de o Brasilser o maior exportador, nós precisamos ver odesempenho de outros países produtores. AAustrália, que é um grande produtor de açúcar, foiatingida por fortes chuvas e inundações.Precisamos observar o que está ocorrendo naÍndia, que é outro grande produtor, como o Brasil,e, em função disso, analisar o desempenho domercado de açúcar. Há uma tendência de o mercadocontinuar em alta, em função da baixa produçãonos outros países. Há três anos, nós tivemosos preços dessa commodity bem abaixo da médiahistórica e agora temos os preços remunerandomais. Diante disso, aquelas unidades que produzemaçúcar e etanol, vão honrar seus contratosde etanol, mas vão privilegiar a produção de açúcar.No ano passado, 43% da produção do Centro-Sul foi de açúcar e 57% de etanol. Nesta safra, nósPara André Rocha,expansão da rede básicade energia e recuperaçãoda malha viária sãoalgumas das prioridadesrelacionadas àinfraestruturadevemos ter em torno de 45% da produção voltadapara o açúcar e 55% para o etanol, no Centro-Sul. Em Goiás, cerca de 72% do mix é de etanol e28% de açúcar. Das 34 unidades, 13 fazem açúcare etanol e 21 fazem somente etanol. Além docomportamento das chuvas, temos de ver o mercadodo petróleo e como é que o governo vai secomportar em relação a esses preços.No período em que o preço do açúcar não estavafavorável muitas novas usinas construídas se especializaramna produção de etanol. Essa é umatendência que deve mudar com a valorização doaçúcar no mercado internacional, para que essasempresas tenham uma maior flexibilidade de mercadoe se beneficiem de momentos de mercadoremunerador, como agora?Acho que ainda é cedo para pensar nisso. Tivemosuma diminuição da quantidade de novas unidadesstock.xchngentrando em operação. Foram mais de 20 inauguradasem 2009, em 2010 foram cinco e no ano quevem estão previstas a entrada em operação de quatrounidades, mas para a produção de etanol. Podeser que haja uma retomada do setor, com o início daconstrução de novas unidades a partir de 2012, masvamos depender de cenários. Se nesse período nóstivermos uma possibilidade de abertura do mercadoamericano, como tem sido sinalizado, poderemosmaximizar. O investimento numa fábrica de açúcaré alto e nós temos também que analisar o comportamentodo mercado indiano. A Índia, por exemplo,há dois anos, era o maior produtor de açúcar, maspassou a produzir outras culturas e houve umadiminuição drástica na produção, que também foiafetada por chuvas. Acho que o setor vai continuarcrescendo no álcool, carburante ou para outrosfins, como tem sido sinalizado, pois há umatendência cada vez maior do mix produtivo serpredominantemente alcooleiro.Quais são, na sua opinião, os investimentos prioritáriosem infraestrutura para que o Estado deGoiás ganhe mais competitividade na produção deetanol e açúcar?Entre os investimentos que precisam ser feitosestá a expansão da rede básica de energia, o quefica a cargo da Empresa de Pesquisas Energéticas,por meio de concessões. Dessa forma facilitamos oacesso não só das usinas e das térmicas movidas àbiomassa, como é o caso das usinas de açúcar eálcool, como das PCHs. Desse modo é possívelbaratear os custos da energia para o consumidorfinal. No que diz respeito ao governo estadual,para nós é fundamental que haja uma recuperaçãoda malha rodoviária e construção de algumasestradas, pois hoje o escoamento da nossa produçãoé, basicamente, por rodovias. Independenteda construção dos etanoldutos, nós precisamos damalha viária para podermos transportar as nossasmatérias-primas para as indústrias e para recebermáquinas e equipamentos. Hoje, em Goiás, porexemplo, a qualidade das estradas é muito ruim, oque tem prejudicado não só a safra sucroenergética,mas também a de milho, soja e outros grãos.Além disso, é necessário que o governo estadualatue politicamente junto ao setor produtivo e aoutros, que também sejam beneficiados, para amelhoria de estruturas relacionadas à energia, ferroviase até dutos, pois ele tem capacidade de retiraruma quantidade significativa de caminhõesdas rodovias. CANAL, Jornal da Bioenergia 05


Qual a perspectiva em relação à Norte-Sul?Esperamos que o governo federal conclua e comecea operar a Ferrovia Norte-Sul e que ela tenhatarifa. Há uma expectativa dos setores em relaçãoà possibilidade de ser aprovada uma resolução quepermita que outros usuários possam fazer o uso daFerrovia, mediante o pagamento de uma taxa. Hoje,infelizmente, é muito difícil escoar a produçãode qualquer produto por ferrovia. Quem tem utilizadoas ferrovias, basicamente, são as concessionárias,como a Vale do Rio Doce, que é a principalusuária, por exemplo, da Ferrovia Centro-Atlântica.O setor não consegue preços competitivos enem disponibilidade de vagões para poder escoaros seus produtos. Como ela já é uma das concessionáriasda Ferrovia Norte Sul, falta ser concedidoo restante da malha e a preocupação é se teremospreços que permitam competitividade e a utilizaçãodo modal rodoviário. Nos outros países eleé o mais eficiente, consome menos carbono, émais barato e mais rápido, mas infelizmente noBrasil isso não tem ocorrido.E quanto ao Ramal Sudoeste da ferrovia, o etanoldutoe outros modais?Temos também uma preocupação para que sejafeito um investimento no trecho da Ferrovia Norte-Sulsaindo de Anápolis e indo para o interior deSão Paulo e, nesse caso, também temos a preocupaçãode como serão as tarifas para utilizar essemodal, pois isso, para nós, é importante. Há tambémuma expectativa grande para que o Brasil,Setor ainda esperapolíticas consistentes deestocagem do etanolnos próximos anos, possa utilizar mais o modal hidroviário,que é o mais barato e eficiente no quediz respeito ao uso de carbono. Nós já temos escoadouma boa parte da produção de açúcar do sudoestegoiano por hidrovias e esperamos poderutilizar também essas barcaças para escoar o nossoetanol. Além disso, nossa principal expectativaé o etanolduto. Nós esperamos que em 2013 ou2014 nós já tenhamos um duto saindo de Jataí, indopara Itumbiara e, de lá, para os principais mercados,para os portos e, quem sabe, um ramal deItumbiara para Senador Canedo, o que ajudariamuito a escoar a nossa produção. Hoje, menos de30% da nossa produção é consumida em Goiás.Quando somamos Goiás, Tocantins e Brasília, oconsumo não responde nem por 40% da produção.Esperamos, também, investimentos, na modernizaçãodos portos, para que sejam mais eficientes,e em navios para transportar os produtosnão só para o exterior, mas também para que possaser utilizada a navegação de cabotagem, que émais rápida e eficiente, mas que hoje praticamentenão ocorre por falta de navios e por deficiênciasdos nossos portos.Qual tem sido o impacto da carência de mão deobra qualificada para atender à crescente demandaresultante da mecanização dos processos produtivosdo setor e o que tem sido feito para resolveresse problema?O Brasil não estava preparado para crescer, vinhacrescendo só a voo de galinha, por assim dizer e,por isso, nunca preparou mão de obra. Hoje nóstemos carência de trabalhadores diversos, desde oservente de pedreiro e do cortador de cana até engenheirose gerentes. Há uma carência geral demão de obra no país, pois ele está crescendo. TeremosCopa do Mundo e Olimpíadas no País e háuma disputa por mão de obra qualificada em todosos setores, a exemplo da construção civil e daagricultura. Temos procurado entidades como oSenar e o Senai e feito parceria com as usinas paraqualificar os cortadores de cana e transformá-06 CANAL, Jornal da Bioenergia


BIOELETRICIDADE GOIÁSNova linhade transmissãocomeça a operarBLOCO CONSTRUÍDO PELO CONSÓRCIOTRANSENERGIA, EM QUIRINÓPOLIS, ATENDERÁUSINAS DOS GRUPOS SÃO MARTINHO E USJOconsórcio Transenergia, integradopelas companhias Furnas(49%), Delta (25,5%) e FuadRassi (25,5%), entrega, este mês, oprimeiro bloco da linha de transmissãodo lote C do leilão da Aneel (8/2008)que terá 600 quilômetros de extensãototal e irá exportar a energia produzidapor usinas do setor sucroenergéticona região Sudoeste de Goiás. O primeirobloco está localizado em Quirinópolis(GO) e irá atender as usinasSão Francisco, do Grupo USJ, e BoaVista, do Grupo São Martinho.O bloco possui capacidade para captaraté 120 MW/h de energia. Cerca de95% das obras já estão conclusas, deacordo com o diretor da Transenergia,Célio Oliveira, engenheiro eletricista. Estaparte da nova linha possui uma subestaçãocoletora, em Quirinópolis e váriasoutras estações até a entrega daenergia na rede básica de distribuição.Os outros dois blocos estão localizadosem Jataí e Palmeiras, onde irão atender,respectivamente, ETH Brenco, Cosane Tropical Bioenergia. O próximo bloco,que atenderá a região de Jataí, deve serentregue em agosto deste ano, após liberaçãodo Ibama para nova etapa deobras. De acordo com a Cel Engenharia,60% das instalações deste bloco, que iráexportar 400 MW/h, já estão prontas.Com o primeiro bloco, a linha já iráenviar e também captar energia paraas empresas instaladas na região. "Eusempre digo que nós estamos construindoestradas, que levarão e trarãoenergia para quem precisa. Outras usinaspoderão entrar nesta estrada eGoiás passará de importador para exportador,um atrativo para novas empresas",afirma Célio.A obra total, coordenada pela Cel Engenharia,terá investimentos de até R$318,8 milhões na implantação de uma linhade transmissão de energia elétricagerada por nove usinas goianas de açúcare álcool, a partir da queima do bagaço dacana. O período de concessão é de 30anos. Atualmente, 2.200 trabalhadoresestão atuando na instalação da linha.Estão entre os municípios atendidospela nova linha, quando conclusosos outros dois blocos, Aporé, Chapadãodo Céu, Edéia, Indiara, Jataí,Mineiros, Palmeiras de Goiás, Perolândia,e Serranópolis.CANAL, Jornal da Bioenergia 11


Clarentino Souza, gerente deManutenção Industrial da JallesMachado: “atrasos na manutençãopodem resultar em grandes prejuízos”cessário às ações. Com isso, o processo de manutenção éfeito por profissionais treinados e capacitados para recuperaremos equipamentos, utilizando materiais,peças e ferramentas apropriadas. Segundo a assessoriade imprensa da Cosan, apesar de proporcionarum valor econômico significativo, é difícilmensurar o retorno financeiro. O que é possívelavaliar com a manutenção, de acordocom a empresa, é que traz à atividade de safrauma grande disponibilidade operacional.PREVENÇÃOAtenta à necessidade estabelecida pelomercado, a Brumazi Soluções Industriais investiumaciçamente, em 2010, na capacitaçãode equipes de manutenção e assistênciatécnica, com profissionais aptos a atender emregime de plantão 24 horas, para apresentar soluçõesviáveis e rápidas às usinas no período deentressafra em 2011. Localizada em Sertãozinho, polosucroenergético no interior de São Paulo, a empresaatende usinas como Paranapanema, Grupo Umoe Bioenergy,Noroeste Paulista, Grupo Noble, Alta Mogiana, ParaísoBioenergia, entre outros. De acordo com Paulo Lança, responsávelpela área de Marketing da empresa, não basta apenas os técnicos seremcapacitados, o ideal é que os operadores das unidades produtivasrecebam treinamento, realizem inspeções periódicas e acompanhem asinstruções de uso do manual do fabricante – qualidade, especificação,instruções de montagem etc –, podendo assim diminuir o desgaste eotimizar a vida útil das máquinas.Paulo ressalta que, nos últimos anos, as usinas passaram a adotaruma postura de manutenção preventiva. "De forma gradual, mas positiva,as usinas têm monitorado todos os processos e equipamentos deuma planta, diminuindo a incidência de paradas indesejadas, o queocasionaria prejuízos gigantescos, levando até a uma parada total desua produção", ressalta.Quando há a necessidade da troca de peças, as usinas, geralmente,separam os tipos de materiais por classes que indicam qual a formaideal para utilização desses itens. Devido à concepção adotada pelasusinas em relação à sustentabilidade, informa Paulo, é de extrema importânciaa forma no qual são descartados todos os itens gerados eutilizados pela usina para a produção de açúcar, etanol e energia.Mas especialistas esclarecem que é preciso investigar a causa doproblema, e não adotar a prática de trocar por trocar. Com essa ação,itens que ainda possuem vida útil vão parar no lixo. O resultado é o inversodo esperado, ou seja, aumento dos gastos ao invés de redução.Tanto é que, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Manutenção(Abraman), muitas empresas gastam mais com manutenção doque o ideal. O levantamento foi feito com diversos segmentos da indústriae revela a realidade do setor sucroenergético também. Por isso,conhecer os equipamentos é essencial para um resultado positivona etapa de manutenção.Capacitação decolaboradores daArmo do BrasilCANAL, Jornal da Bioenergia 17


Manutenção corretivaquando existe a ocorrênciade uma parada/quebra,normalmente inesperada, eo equipamento precisa sersubstituído/consertado.Manutenção preventivamanutenção planejada, queprevine a ocorrênciacorretiva. Os programas maisconstantes desse tipo demanutenção sãomonitoramento, análise devibração, análise de óleos,reparos, lubrificação, ajustes,recondicionamentos demáquinas para toda plantaindustrial.armo/dibulgaçãoKarina CamiloBorges, diretoracomercial daArmo do BrasilAGILIDADEComo as usinas trabalham com cronograma definido, e relativamentecurto, o tempo determinado para a manutenção deequipamentos e máquinas deve ser seguido à risca. Atrasos emqualquer etapa podem atrapalhar o início da safra e, ainda,causar prejuízos à usina. As empresas que fornecem produtos ourealizam reparos e consertos de maquinário devem seguir corretamenteo calendário planejado. Por exemplo, demorar na entregade algum produto é inaceitável. E a Armo do Brasil, empresacom sede em Ribeirão Preto (SP), tenta sempre seguir essa regra,informa a diretora comercial da empresa, Karina Camilo Borges.A Armo atende, aproximadamente, 80 usinas, de Estados comoGoiás, Minas Gerais e São Paulo. Com três mil itens em sua linhade vendas, a empresa vê, nessa época de entressafra, triplicar acomercialização de seus produtos. São vendidos lençóis de borracha,abrasivos, discos de cortes, discos de desgaste, mangueiras,apoio hidráulico, produtos para vedação, entre outros.Por trabalhar apenas com revenda, a Armo se prepara paraatender à demanda que surge nesse período informando àsfábricas que é preciso cumprir prazos estabelecidos. "Nessaépoca, como a procura é grande, alguns produtos tendem afaltar. Então, se a empresa não se organizar com antecedência,isso pode prejudicar a relação com as usinas", revela. Jáque as vendas triplicam na entressafra, Karina garante que éinadmissível aceitar erros, principalmente de falta de produtos."Se a fábrica não me atender com agilidade, eu não consigoatender a usina. E para mim, que sou revendedora, o queconta é ter o produto a pronta entrega. A usina não podeesperar", acrescenta.A preparação para atender corretamente é feita também coma seleção antecipada de novos colaboradores. A contratação dosprofissionais é feita nos meses de outubro e novembro. Karinaexplica que não dá para colocar uma pessoa para atender semantes passar por uma capacitação. Atualmente, a empresa possui34 profissionais, que atuam principalmente em vendas, feitas pormeio de atendimento personalizado, internet ou telefone.brumazi/dibulgaçãoDesfibrador emmanutençãoAtenção redobradaNas unidades do Grupo USJ, cumprir com as metas de produçãode açúcar e etanol só é possível com a correta manutençãodos equipamentos e máquinas agrícolas. "Com os equipamentosindustriais em pleno funcionamento, aliado à dedicação doscolaboradores, a safra tem mais garantias de sucesso", diz o gerentecorporativo de Manutenção do Grupo USJ, MarceloAzevedo. O processo de manutenção nas usinas do Grupo ganhaatenção não somente no período de entressafra, mas em todo oano também. Há um sistema de monitoramento dos equipamentosdurante a utilização no período de produção. Tanto é que foicriada a área de Planejamento e Controle de Manutenção, quegerencia os recursos destinados aos consertos, mão de obra eserviços contratados.O Grupo USJ atua com três principais eixos de trabalho:engenharia de confiabilidade, planejamento de manutenção eexecução desta manutenção. Segundo Marcelo, a empresa ganhoucom ações planejadas e envolvimento do colaborador paragarantir o bom funcionamento dos equipamentos das indústriase, assim, evitar as famosas paradinhas por causa dos consertos.O gerente corporativo de Manutenção explica, ainda, que aprimeira ação foi estruturar inspeções de monitoramento dosequipamentos, como um check-up médico para avaliar sinaisvitais e evitar estragos maiores. Os intervalos, ressalta, variam pormaquinário e podem ser de três a 30 dias. "Com o diagnóstico emmãos, é realizada parada programada para o conserto antes daquebra deste equipamento, a chamada engenharia demanutenção, e a área de produção pode se planejar no períodoem que ficará sem determinado maquinário", reforça. Com arealização das inspeções, as paradas na indústria passaram a serplanejadas e os consertos feitos antes de um defeito maior e danecessidade de gastos financeiros para troca de peças ou até dopróprio equipamento.18 CANAL, Jornal da Bioenergia


NORTE-SUL LOGÍSTICAIniciada construçãoda extensão sulda ferroviaA VALEC ENGENHARIA COMEÇOUEM JANEIRO AS OBRAS DAFERROVIA, QUE LIGA OURO VERDE(GO) A ESTRELA D´OESTE (SP)AValec Engenharia, responsável pela construçãoda Ferrovia Norte-Sul, começou em janeiro asobras da extensão sul da ferrovia, que ligaPetrolina, em Goiás, a Estrela D'Oeste (SP), numaextensão total de 670 quilômetros. O lançamentoaconteceu em Quirinópolis (GO), onde o presidente daconstrutora, José Francisco das Neves (Juquinha),falou sobre a nova etapa das obras e sobre a não conclusãodo trecho principal, de Anápolis a Porangatu,previsto para 2010. Em Quirinópolis, estão instaladasduas das maiores usinas de Goiás, a Usina SãoFrancisco, do Grupo USJ, e a Usina Boa Vista, do GrupoSão Martinho.As obras do primeiro ramal estão orçadas em R$2,45 bilhões, recurso previsto no orçamento peloTesouro Nacional. Este trecho deve ser concluído atédezembro de 2012, de acordo com a Valec. SegundoJuquinha, o ramal vai cruzar os municípios deBrazabrantes, Goianira, Jandaia, Indiara, Santa Helena,Quirinópolis e São Simão, chegando a Santa Vitória,em Minas Gerais, e depois a Estrela d´ Oeste, em SãoPaulo. O trecho em Goiás terá 450 quilômetros."Agora, as obras andarão mais rápidas, graças àexperiência adquirida na construção do trecho principalda ferrovia em Goiás, que liga Anápolis à Porangatu,no Norte do Estado", afirmou Juquinha. Com as obras,devem ser criados 12 mil empregos diretos. O primeiroramal será construído por cinco consórcios e cincoempresas de engenharia, que ganharam a licitação.ministerio dos transportes/valec/divulgaçãoSaiba maisAs obras da ferrovia Norte-Sul foramanunciadas há 24 anos, em 1987, no finalda era Sarney. Quando concluída, possuiráa extensão de 1.980 km e cortará osEstados do Pará, Maranhão, Tocantins,Goiás, Minas Gerais, São Paulo e MatoGrosso do Sul.Apenas em setembro do ano passado foraminaugurados os primeiros 50 quilômetros daferrovia, entre Anápolis e Petrolina deGoiás, de um trecho total de 516quilômetros no Estado de Goiás.A ferrovia tem em construção outros 843quilômetros no Estado do Tocantins,totalizando 1.359 quilômetros até a ligaçãocom o trecho principal da ferrovia, noEstado do Maranhão.A ferrovia foi concebida sob o propósito deampliar e integrar o sistema ferroviáriobrasileiro e aumentar o escoamento daprodução dos Estados norte e central do País.PLATAFORMASEste novo ramal terá plataformas de embarque edesembarque de cargas, armazéns e outras estruturaslogísticas nos municípios de Goianira e Santa Helenae um pátio de carregamento em Quirinópolis, o queatenderá a Região Sudoeste de Goiás, onde a produçãode cana-de-açúcar, etanol e açúcar precisa deuma nova logística para escoamento da produção.Para o prefeito de Quirinópolis, Gilmar Alves, o terminala ser construído na capital do setor sucroenergéticoem Goiás será importante para o crescimentode toda a região. "A Ferrovia Norte-Sul é a espinhadorsal do desenvolvimento do Brasil e o Terminal deCargas de Quirinópolis vai consolidar o processo dedesenvolvimento da região, pois com esta infraestruturanecessária ao embarque e desembarque,armazenamento, ordenamento e reembarque de mercadoriasa cidade pode se transformar, no futuro, emgrande polo industrial, já que muitas empresasacabam utilizando esses espaços para implantaremcomplexos produtivos, aproveitando a logística que aferrovia proporciona, integrada com rodovias e outrosmodais de transporte", destacou.CANAL, Jornal da Bioenergia 19


TECNOLOGIA GERADORESAlém dospostos decombustíveisEMPRESAS VÃO LANÇAR NO MERCADO, EM 2011,NOVOS GERADORES ELÉTRICOS QUE PODERÃO SERABASTECIDOS COM ETANOL. ENTRE AS VANTAGENSESTÁ A REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE GASESCAUSADORES DO EFEITO ESTUFAFernando DantasHá alguns anos o etanol tem extrapolado a fronteira dospostos de combustíveis e passado a ser utilizado de outrasformas, como na aviação agrícola, na produção deplástico verde, entre outros. A novidade é que essa fonte deenergia limpa, que abastece os mais de 11 milhões de carros flexvendidos no Brasil, poderá ser usada em geradores elétricos.Novas tecnologias estão sendo produzidas e chegarão ao mercadono próximo ano com tecnologia flex.É o caso do grupo gerador de energia equipado com motorda FPT - Powertrain Technologies. O protótipo, exposto emnovembro de 2010 na Feira Rio Infraestrutura 2010, é equipadocom o novo motor E.torQ 1.8 16V, lançado recentemente nomercado de automóveis equipando veículos da linha 2011 daFiat Automóveis, como o Punto e o Novo Idea. Utilizado nogrupo gerador, o propulsor gera 70 KVA de energia e pode serabastecido com etanol, gasolina ou a mistura dos dois, em qualquerproporção.Considerado o primeiro gerador flex do mundo, o protótipofoi desenvolvido pelas empresas Grameyer e Jimenez em parceriacom a FPT. "A grande vantagem da tecnologia flex é que oconsumidor tem o poder de escolher qual é o combustível quemelhor vai atender à sua demanda de acordo com a relaçãocusto benefício, naquele determinado momento", explicaLeonidas Pagoto, gerente Comercial da FPT.A expectativa é que no primeiro semestre de 2011 o GeradorFlex já esteja disponível para atender a uma parcela de clientesque, até então, não consideravam viável ter um grupo gerador deenergia, como, por exemplo, pequenos hotéis, postos de combustíveis,escolas e comércio de pequeno porte. Segundo informaçõesda FPT, o gerador é capaz de atender a demanda de energiaelétrica de um prédio de 20 andares por 10 horas, com funcionamentode dois elevadores, bomba d´água, luzes de emergênciae portões. "Esse novo gerador chega como uma opção maiseconômica, silenciosa e ecologicamente correta, o que facilita suainstalação em ambientes fechados e de menores dimensões", afirmaEdgardo Goyret, gerente Comercial da Grameyer, uma das parceirasda FPT no desenvolvimento do projeto.Além do grande potencial de atrair novos clientes, o GeradorFlex tem virtudes para agradar a um público específico e jágrande consumidor de energia: "As usinas de açúcar e álcoolestão ávidas por um sistema de geração de energia que as permitautilizar o seu próprio produto, o que garantiria ainda maioraproveitamento da produção e redução de custo no processoprodutivo" explica Laércio Jimenez, presidente do GrupoJimenez, que também atua no desenvolvimento do projeto donovo Gerador Flex.PRÁTICAO público que visitou o estande do Projeto AGORA no SalãoInternacional do Automóvel, realizado em outubro de 2010 emSão Paulo (SP), pôde visualizar, na prática, a utilização do etanolpara a geração de energia elétrica. Todo o estande foi abastecidocom energia produzida por dois geradores de 400 kVA depotência, movidos a etanol. A tecnologia utilizada foi desenvolvidapela Vale Soluções em Energia (VSE), empresa criada pelaVale em sociedade com o BNDES para desenvolver equipamentose sistemas de geração de energia ambientalmente sustentáveis.Segundo o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, se comparado a geradores convencionais,movidos a diesel, os geradores a etanol proporcionam68% de redução nas emissões de gases causadores do efeito estufa.Jank acrescenta que além da redução na emissão de gasesque produzem o efeito estufa, os geradores a etanol zeram aemissão de particulados e virtualmente eliminam a emissão decompostos de enxofre.De acordo com o diretor-presidente da VSE, James Pessoa, osgeradores são protótipos, que vem sendo desenvolvidos pela VSEno complexo de São José dos Campos (SP). "Numa cidade comoSão Paulo, hoje existem mais de dois mil geradores a diesel,muitas vezes sendo utilizados em horários de pico. Imagine oimpacto, não apenas na capital paulista mas em qualquer áreaurbana populosa, se esses geradores forem substituídos pormodelos a etanol", relata.20 CANAL, Jornal da Bioenergia


Navio movido à energiaeólica chega ao BrasilO navio E-Ship 1, de bandeira alemã,atracou em janeiro no Porto do Pecém, noCeará. Trata-se da primeira embarcaçãomovida à energia eólica que opera no portocearense, utilizado para atividades com cargaseca de múltiplo uso. O E-Ship 1, com ocomprimento de 130,4 metros, opera comconversores de energia eólica, transportandoequipamentos para a indústria Woben,instalada no Complexo Industrial e Portuáriodo Pecém e fabricante de aerogeradores.Piracicaba terá Centro deGaseificação de BiomassaO Centro de Desenvolvimento deGaseificação de Biomassa (CDGB)será construído no futuro ParqueTecnológico de Piracicaba, informa aSecretaria de DesenvolvimentoEconômico, Ciência e Tecnologia doEstado de São Paulo. O projeto, quedeverá receber investimento de R$ 80milhões, será viabilizado por umaparceria entre o Instituto dePesquisas Tecnológicas (IPT), aFinanciadora de Estudos e Projetos(Finep) e o BNDES.De acordo com o IPT, o centroabrigará, em uma área de 80 mil m²,uma planta-piloto que desenvolverá atecnologia de gaseificação do bagaçode cana-de-açúcar, a exemplo dacorrida tecnológica que se desenrolaem outros países para consolidar esseprocesso, só que com diferentesmatérias-primas, como a palha demilho e o carvão. A gaseificação évista como uma ferramenta demitigação de emissão de gases deefeito estufa.Carro elétrico será lançadoem Israel em 2011O consórcio Better Place planejalançar oficialmente o carro elétrico emIsrael no dia 1º de outubro de 2011, emconjunto com a Renault. A montadorafrancesa iniciou, na Turquia, em junho,aprodução do modelo elétrico conhecidocomo Fluence. Já foram produzidas 660unidades, destinadas a dez programaspilotoem todo o mundo.Testado nascondições adversas das temperaturas deverão em Israel e no Sul da Espanha, omodelo superou as expectativas. Estudosmostram que o preço do Fluence elétrico,sem os custos da bateria, equivale aopreço do modelo Fluence a diesel. ABetter Place deve comprar 115 mil carroselétricos da Renault.Bahia terá noveusinas eólicasO Banco Nacional deDesenvolvimento Econômico eSocial (BNDES) aprovoufinanciamento no valor deR$ 588,9 milhões para aconstrução de nove usinaseólicas no interior da Bahia,com potência instalada deaté 195,2 megawatts(MW). A beneficiada é aempresa Renova Energia,vencedora do leilão deenergia de reserva de2009. O financiamentocorresponde a 74,35%do investimento totalde R$ 792,2 milhões.Casca de eucaliptona produção de etanolA viabilidade da produção de etanol apartir das cascas de eucaliptos descartadaspelas fábricas de celulose e papel foicomprovada em pesquisa da EscolaSuperior de Agricultura Luiz de Queiroz(Esalq) da USP, em Piracicaba. Osexperimentos realizados pelo químicoJuliano Bragatto mostraram que umatonelada de resíduo gera 200 quilos deaçúcares, que permitirão produzir 100litros de etanol. O número pode dobrarcom o aproveitamento do açúcar existentena estrutura das cascas. Os resultados doestudo fazem parte da tese de doutoradode Juliano Bragatto, orientada peloprofessor Carlos Alberto Labate, da Esalq.Como reaproveitara água da chuva? Para aproveitar o tempo chuvoso, que seestende até março, todos nós podemos realizar oaproveitamento da água da chuva, o que geraeconomia financeira e preserva o meioambiente. Apesar da água da chuva não serprópria para o consumo ou banho, ela pode termúltiplas utilidades em uma residência, como alimpeza, a jardinagem e as descargas. Para quem mora ou possui uma empresa emuma casa, pode-se construir um sistema paracaptação, filtragem e armazenamento da água. Acaptação é feita com a instalação de um conjuntode calhas no telhado, que direcionam a água paraum tanque subterrâneo ou cisterna, onde orecurso ficará armazenado; No reservatório, é preciso instalar um filtropara a retirada de todas as impurezas, comofolhas e detritos e uma bomba para levar a águaa uma caixa d´água específica; O aproveitamento pode ser feito de maneiramais simples com o uso de baldes grandes para acaptação da água da chuva e, posteriormente,aser distribuído em recipientes menores, quefacilitarão o seu consumo; A água da chuva pode ser usada para regaras plantas, limpar as calçadas, lavar os carros,na descarga dos banheiros e ainda na lavagemde roupas; Para quem irá escolher uma futura moradiaem um condomínio é importante observar esteitem, porque muitas construções já usam desterecurso com sistemas diferenciados de tubulaçãopara água potável e água de chuva.CANAL, Jornal da Bioenergia 21


BIOCOMBUSTÍVEL INOVAÇÃOTocantinspesquisabiodiesela partirde algasMICROALGAS SÃO RETIRADASDA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DEESGOTO PARA EXTRAÇÃO DE ÓLEO ETRANSFORMAÇÃO EM BIODIESELGeórgya Laranjeira Corrêafotos: uft/divulgaçãoAtividades da pesquisa desenvolvidas no laboratório da UFT: microalgas daestação de tratamento de esgoto fornecem o óleo para a obtenção de biodieselAprodução de biodiesel a partir de algas é maisuma alternativa promissora na corrida porfontes de energia limpas e mais baratas no Estadodo Tocantins. O uso de algas como matéria-primana produção do biocombustível vem sendopesquisado pela Universidade Federal do Tocantins.No Estado, o trabalho está sendo realizado por umaluno do Curso de Engenharia Ambiental do Campus dePalmas (TO), Aderlânio da Silva Cardoso, que desenvolveuuma pesquisa sobre a obtenção de biodiesel a partirde microalgas coletadas na estação de tratamentode esgoto da região das Arnos, em Palmas, capital doTocantins.A pesquisa consiste em retirar microalgas da estaçãode tratamento para extração de óleo e a obtenção debiodiesel. Uma das vantagens é a diminuição de impactosambientais que podem ser gerados pela grandequantidade de microalgas no meio ambiente e a utilizaçãodesses organismos para a produção de combustíveislimpos, como biodiesel, etanol, biogás e o hidrogênio.Para Cardoso, a pesquisa representa um avanço econômicoe social de forma sustentável. "É muito importantemostrar que o Tocantins, em especial a UniversidadeFederal do Tocantins, possui pesquisas de qualidade,investimentos que podem proporcionar o desenvolvimentoda região. O Estado possui recursos naturaisabundantes, que podem ser utilizados para a obtençãode bicombustíveis", explicou.Segundo a professora e pesquisadora da UFT, GláuciaEliza Gama Vieira, doutora em química, orientadora deAderlânio da Silva Cardoso, a pesquisa é inovadora ecomeçou a ser desenvolvida em 2007. O trabalho tor-22 CANAL, Jornal da Bioenergia


nou-se parte da monografia do acadêmicoe ainda poderá gerar vários desdobramentosna produção de bicombustíveis.PREMIAÇÃOO estudante Aderlânio da Silva Cardosotem 24 anos e, recentemente, conquistou o3º lugar (categoria estudante de graduação)no Prêmio Jovem Cientista – Edição 2010.Sua orientadora, a professora Gláucia ElizaGama Vieira, também obteve sucesso com a3ª colocação na categoria Projeto de NaturezaAmbiental (que destaca os trabalhosinovadores) do Prêmio Professor SamuelBenchimol e Banco da Amazônia de EmpreendedorismoConsciente.ORIGEMSegundo o jovem pesquisador, inicialmentepensava-se em cultivar as microalgas(que é a forma mais realizada nosEUA e Europa). No entanto, várias dificuldadesforam encontradas pelos produtores,principalmente em relação aoselevados custos do processo. Baseadonisto, a forma mais viável encontrada foia utilização da biomassa nova (as microalgas)existentes. Desta maneira foi-seretirando naturalmente as algas da lagoade estabilização para reduzir gastos comenergia e nutrientes, estes últimos jápresentes no esgoto.CANAL, Jornal da Bioenergia 23


Para quandoo Carnavalchegar...Luisa DiasdivulgaçãoComo diz o samba de Chico Buarque, "estoume guardando para quando o Carnavalchegar", os brasileiros e os estrangeirosaguardam pelo feriado mais comemoradoem todos os cantos do Brasil. Este ano, oCarnaval será no início do mês de março,mas quem estará de folga já começa aprogramar a diversão e o descanso. Desdeos que adoram comemorar nas ruas ou nosbailes com muito samba no pé até os queaproveitam o feriado prolongado paradescansar e repor as energias, o Brasilpossui opções variadas que agradam todosos públicos com festas animadas ou roteirosturísticos belos e diferenciados. Entre os dias4 e 9 de março, o destino do turista serápautado pela alegria e pela beleza dascidades brasileiras.Você sabia?Origem do CarnavalO Carnaval tem origem Antiguidade. O cristianismo recuperou este período defestas regidas pelo ano lunar, que começava no dia de Reis, 6 de janeiro, eterminava na quarta-feira de cinzas, que marca o início das comemorações daSemana Santa. O termo Carnaval significa "adeus à carne" ou "carne nadavale". No século XIX, surgiu o carnaval moderno, com desfiles e fantasias. OCarnaval é a maior festa popular do calendário do Brasil, sendo que festastradicionais acontecem no Rio de Janeiro, Bahia e Recife.O Canal Bioenergia selecionou as principais dicas de locais, que incluemfestas tradicionais e até muito descanso em destinos paradisíacos. Afesta pagã começa na sexta-feira, antes do Carnaval, quando muitas cidadesjá têm eventos festivos com apresentação de bandas e festas nosclubes. O feriado tem programação tradicional no Rio de Janeiro, Bahia,Recife e São Paulo, mas também tem boas opções em Goiás, Minas Geraise em todo o litoral brasileiro.Um dos lugares mais visitados é a cidade do Rio de Janeiro, onde acontecemos espetaculares desfiles das escolas de samba, conhecidos internacionalmente.Para quem deseja conhecer o sambódromo, na Marquês deSapucaí, é preciso paciência e persistência para conseguir uma vaga e assistirao desfile de grupos com cerca de cinco mil integrantes desfilando24 CANAL, Jornal da Bioenergia


fantasiados e com muito samba no pé. Durante a noite, os desfiles movimentama capital fluminense e, durante o dia, é possível curtir a orlacarioca e belezas naturais, como o Pão de Açúcar e o Jardim Botânico.Na capital paulista, os desfiles também dão o tom ao Carnaval, nasexta e no sábado. Mas para quem quer curtir o sossego longe dos agitosde São Paulo, o cenário ideal é o litoral paulista, com cidades comoUbatuba, onde lindas praias fazem a festa de famílias inteiras. Aorla paulista possui belezas naturais e várias ilhas, onde o bom preçoe a boa gastronomia atendem aos turistas. Em Ubatuba, um passeioimperdível é no aquário, onde é possível observar várias espécies marinhas,incluindo tubarões. Na cidade, 80% da Mata Atlântica é naturale preservada.Já a capital baiana Salvador possui um Carnaval gigantesco, movidoao som dos trios elétricos, que arrastam pelas ruas milhões de animadoscarnavalescos, ao som da axé music, cantada por musas como IveteSangalo e Cláudia Leitte. O feriado na capital baiana se estende alémda quarta-feira de Cinzas e ganha vários momentos de muita folia epouco descanso. Ainda no Nordeste, são muitas as opções de praias paradisíacascom diversão para a família. Entre elas, o paraíso de Fernandode Noronha, onde é possível observar os golfinhos e até mergulharcom eles. A visita à ilha é condicionada a um número limitado de vagase ao pagamento da taxa de preservação ambiental. Um passeio imperdívelé a Trilha do Atalaia, como vários mirantes e piscinas naturais.Para quem vai sair de casa no feriado a principal dica é se programarcom antecedência e fechar os pacotes turísticos ainda em fevereiro,o que possibilita escolher os melhores locais de hospedagem egarantir bons preços nas negociações. Os pacotes de hospedagem variamentre R$ 500 a até R$ 10 mil. Os valores dependem do destinoescolhido pelos viajantes e o tipo de hospedagem: hotel ou pousada.Ainda há opção, em alguns locais, de locar apartamentos ou casas paratemporada e usar as áreas de camping. Cidades do interior, sem tantabadalação, estão entre os destinos mais baratos. Já Rio de Janeiro eSalvador, onde as festas são reconhecidas internacionalmente, possuempreços mais elevados e menor número de vagas disponíveis na redehoteleira.“Conheci Ubatuba e fiquei encantado comas opções de lazer e diversão para toda afamília. As praias são espetaculares e duasestão entre as dez mais lindas do País. Éum passeio próximo para quem está naregião central, com boa infraestrutura euma gastronomia formidável”.Igor Otto Montenegro, executivo do Grupo USJdivulgaçãoGOIÁSO Estado goiano possui boas opções de destino para quem irá visitaras suas cidades durante o feriado. Em Pirenópolis, a 115 quilômetros deGoiânia, carinhosamente chamada de Piri, a programação inclui marchinhashistóricas e muita dança nas antigas ruas da cidade centenária,onde é proibido o uso de som automotivo. A cidade, tombada comoconjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico peloInstituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1989,possui atrações como casarões e igrejas do século 18, a Igreja Matriz deNossa Senhora do Rosário (1728-1732), a Igreja de Nossa Senhora doCarmo (1750-1754) e a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (1750-1754).E para quem quer aproveitar o feriado para "recarregar as baterias", acidade é rica em cachoeiras cercadas por natureza exuberante.O carnaval de rua é uma herança das tradicionais Cavalhadas, queembalam a cultura pirenopolina. Para quem quer ficar longe do agito,cachoeiras e trilhas ecológicas são a opção perfeita. Longe das notasmusicais da festa, é possível contemplar a beleza do Cerrado e a riquezadas águas em Pirenópolis. Uma dica para quem busca um passeiohistórico é visitar as fazendas da região e tomar o tradicional café-damanhãcom direito à carne de lata, pão de queijo e outras iguarias produzidasna zona rural. A gastronomia é um dos pontos fortes de Pirenópolis,com a presença de chefs ilustres e cozinheiras tradicionais, queusam o fogão à lenha para montar banquetes fartos com o melhor daculinária goiana, incluindo doces de fruta cristalizados e em compota.Para quem procura uma festa que atenda a toda família, Caldas Novas,a 156 quilômetros de Goiânia, é uma opção excelente. A maior estânciahidrotermal do mundo oferece ecoturismo, badalação e diversasopções de hospedagem com lazer e diversão inclusas. As águasquentes dos clubes tornam o lugar perfeito para estar durante showsde axé e pagode, que invadem a programação da cidade. Este anotambém está prevista a volta do carnaval de rua com shows, que devemreunir cerca de 80 mil pessoas no Centro de Eventos.Mas a cidade oferece ainda passeios mais calmos, como percorrer olago de Corumbá com lanchas alugadas no próprio local. A dica paraa cidade é fazer a reserva com semanas de antecedência para conseguiruma boa hospedagem no local. A cidade oferece 45 mil leitos emhotéis, pousadas, villages e clubes. Outras opções são apartamentos ecampings. Além dos foliões, famílias em busca de descanso vão à cidade,que também é cercada pela natureza.CANAL, Jornal da Bioenergia 25


PROGRAME-SEHISTÓRIAOutro destino certo de quem busca descansoe animação é a cidade de Goiás, comseu centro histórico e as belezas do Rio Vermelho.No município, a festa fica por contada apresentação dos blocos, que se apresentamna Praça do Rio Vermelho e se deslocamaté a Praça do Coreto, além da apresentaçãodas marchinhas vencedoras do 2° Concurso. O Bloco do Rosário, um dos mais tradicionaisda cidade, canta as belezas da primeira capital goiana. Na cidade de Goiás, a gastronomiatambém atrai turistas com o tempero tradicional e muita inovação trazida pornovos chefs e a hospedagem é garantida por pousadas e hotéis com boa infraestrutura.Em Aruanã, os rios Araguaia e Vermelho são os grandes atrativos para o folião (fotoabaixo). O carnaval de rua na praça central é bastante animado com cerca de 80 milpessoas e conta com bandas de fora para animar amultidão. A cidade, que recebe turistas em busca deecoturismo e passeios radicais, têm como opção dehospedagem hotéis, pousadas e camping. Para quemquer admirar a beleza do rio Araguaia ao nascer do sol,a melhor opção é se hospedar nos campings montadosna beira da praia.Para quem busca um cenário completamente "zen",a Chapada dos Veadeiros (foto no alto da página), nomunicípio de Alto Paraíso de Goiás, a 420 km deGoiânia, é um paraíso no coração do Brasil com diversasopções de turismo ecológico e clima de místico.Além do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, é possível conhecer outras belezasnaturais da região, como as cachoeiras em Alto Paraíso e São Jorge.MINAS GERAISPara quem quer fugir do luxo do Carnaval cariocaou do agito de Salvador, um roteiro muito interessanteé formado pelas cidades históricas de Minas Gerais.Em Diamantina, Mariana, Ouro Preto, Sabará, SãoJoão del Rei e Tiradentes é possível conhecer um poucodo Brasil colonial com sua arquitetura barroca eartistas consagrados, como o Aleijadinho, e se divertirna folia de rua, com blocos carnavalescos tocandosambas e as tradicionais marchinhas. Em todas as cidades,a dica é deixar o carro de lado e subir as ladeiraspara observar as obras arquitetônicas, as igrejas ricasem esculturas e pinturas e a natureza vibrante quecerca o circuito.joão fernandesRIO DE JANEIROCapitalwww.rioguiaoficial.com.br(21) 2542-8080/ 2542-8004SÃO PAULOCapitalwww.cidadedesaopaulo.com/sp/br/culturaelazer(11) 2226-0400Ubatubawww.ubatuba.com.br(12) 3837-7000BAHIASalvadorwww.turismo.salvador.ba.gov.br(71) 3176-4200 / 4217PERNAMBUCOPorto de Galinhaswww.portodegalinhas.tur.br(81) 3551-1147Fernando de Noronhawww.noronha.pe.gov.br(81) 3076.9777MINAS GERAISDiamantina, Mariana, Ouro Preto, Sabará,São João del Rei e Tiradenteswww.visiteminasgerais.com.br(31) 3915-9454GOIÁSAruanãwww.aruana.go.gov.br(62) 3376-1595Cidade de Goiáswww.goiasvelho.com.br(62) 3371-7010Caldas Novaswww.caldanovas.go.gov.br(64) 3454-3524Pirenópoliswww.pirenopolis.com.br(62) 3331-2835/3560/ 3639Chapada dos Veadeiroswww.chapadadosveadeiros.info(62) 3446-1159arquivo pessoal/divulgaçãoarquivo pessoal/divulgação“Eu gosto de estar em locais bonitos,agradáveis e calmos. Eu não gosto de agitação,de som alto ou automotivo. Qualquer lugarque for bonito é o meu destino preferido. Paraquem ainda não se decidiu por um destino noCarnaval, eu indico as cidades históricas deMinas, que são muito bonitas e apresentamum Brasil colonial e Fernando de Noronha,onde a natureza é surpreendente”.“Um ótimo lugar para passeio éPorto de Galinhas , onde você pode sehospedar na Pousada Doce Cabana.A praia é perfeita para alugar buguee passear nas praias de MuroAlto e Marcaípe”.Henrique Penna de Siqueira, diretor técnico do Grupo Jalles Machado, ao lado daesposa, BárbaraJosé Mauro de Oliveira Ferreira, superintendente do Sifaeg/Sifaçucar em Goiás, na foto coma esposa, Márcia26 CANAL, Jornal da Bioenergia


CANA-DE-AÇÚCAR FITOSSANIDADEPesquisacaracteriza níveisde risco climáticoZONEAMENTO PODERÁ SER EMPREGADO NOPLANEJAMENTO VARIETAL DOS CULTIVOS DECANA PARA EVITAR PROBLEMAS COM AFERRUGEM ALARANJADARISCO CLIMÁTICO X REGIÕES CANAVIEIRASsizuo matsuokaAacadêmica Dayana Lardo dos Santos, do curso de EngenhariaAgronômica da Escola Superior de AgriculturaLuiz de Queiroz (USP/Esalq) desenvolveu, sob orientaçãodo professor Paulo César Sentelhas, do Departamentode Engenharia de Biossistemas (LEB), o trabalho Zoneamentoda favorabilidade climática para a ocorrência da ferrugemalaranjada da cana-de-açúcar no Estado de São Paulo. Otrabalho foi desenvolvido em estágio profissionalizante realizadono Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). "Em dezembro de2009, a nova praga chegou ao país e já vem apresentando danosà cultura, principalmente às variedades suscetíveisRB72454, SP89-1115 e SP84-2025, chamando a atenção do setor",explica Dayana.Para estabelecer o zoneamento e os níveis de risco climáticopara a ocorrência da ferrugem no Estado de São Paulo, de modoa subsidiar a alocação de variedades nas diferentes regiões produtoras,a pesquisadora caracterizou as variáveis climáticas condicionantesao desenvolvimento da doença, a partir do levantamentodas epidemias da ferrugem alaranjada ocorridas na Provínciade Queensland, Austrália, em 1999/2000 e, no Estado deSão Paulo, em 2009/2010. "Com vários tipos de ambientes deprodução, devido à sua extensão territorial, nosso país apresenta,entre os fatores produtivos, cultivo influenciado pelas condiçõesedafoclimáticas, as quais determinam suas aptidões agrícolase fitossanitárias", revela a pesquisadora.A pesquisa aponta que, nos lugares onde a ferrugem alaranjadatem ocorrido, o controle tem sido feito, basicamente, como plantio de variedades resistentes. Nas variedades suscetíveis,o controle vem sendo feito por meio de aplicação de fungicidasdurante as janelas de favorabilidade à doença e no iníciodo ciclo das infecções. "Porém, segundo Dayana, vários aspectosimportantes ainda precisam ser conhecidos para um manejoadequado e racional. As condições, épocas e locais maisfavoráveis para a ocorrência da doença são informações extremamentenecessárias".Dessa forma, foram estabelecidas como variáveis climáticasfavoráveis à ocorrência da ferrugem alaranjada o número dedecêndios com excedente (NDEXC) e o número de decêndioscom temperatura média ideal (NDTideal). Essas variáveis foramutilizadas no desenvolvimento de modelos lineares para determinaçãoda severidade da doença, com base nos dados observadosem diferentes regiões do Estado. A elaboração do índicede Favorabilidade Climática à Ferrugem Alaranjada da Cana-de-Açúcar(IFAC) se baseou na ponderação das severidadesestimadas para séries de 15 a 30 anos. Posteriormente, o IFACfoi correlacionado com as coordenadas geográficas e a altitude,o que permitiu se estimar o IFAC para todo o Estado. O índicede favorabilidade foi empregado na confecção dos mapasde risco, estabelecendo-se o zoneamento das regiões de favorabilidadeclimática à doença."Observou-se que as regiões canavieiras no oeste do Estadoapresentaram risco de muito baixo a moderado, enquanto as regiõesno centro-leste apresentaram risco moderado-alto, o quecoincidiu com as observações da severidade no ano 2009/2010",conclui a pesquisadora.SINTOMASOs primeiros sintomas da ferrugem alaranjada são pequenaspontuações alongadas com halo amarelo esverdeado pálido queevoluem gradativamente para pústulas salientes e que, em seguida,vão se tornando alaranjadas a alaranjadas amarronzadas.As pústulas tendem a se agrupar próximas ao ponto de inserçãoda folha ao colmo, sendo em condições de alta severidade da doençacomum a aglutinação das mesmas e necrose das folhas, oque geralmente ocorre a partir das bordas. Esse agrupamentopode causar o rompimento das folhas com consequente perda deágua pela planta, levando a um estresse hídrico e comprometendoo desenvolvimento da cultura. (CANAL com assessoria decomunicação da Esalq).CANAL, Jornal da Bioenergia 27


Da esquerda para a direita: Lúcio Girundi, DavidBell, Carlos Hernandez e Anthony BamfordProprietário da multinacionalJCB visita sede da LocaGynO proprietário da multinacional JCB,AnthonyBamford visitou, no dia 14 de janeiro, em Goiânia,a sede de seu distribuidor exclusivo no Brasil, aLocaGyn. Presente em 150 países,com fábricas emseis deles,incluindo o Brasil, a indústria de máquinasJCB é um termômetro dos investimentos eminfraestrutura em todo o mundo.É a maiorprodutora global de retroescavadeiras,máquinasnecessárias para obras que vão de mineração aestradas,passando pela construção de edifícios.Bamford veio acompanhado pelo diretor deDesenvolvimento Corporativo,David Bell, pelodiretor geral para a América Latina, CarlosHernandez, pelo diretor de Vendas do Brasil, NeyHamilton.A comitiva, que conheceu a estrutura daLocaGyn, distribuidora da JCB,foi recebida pelopresidente da LocaGyn, Lúcio Girundi.TransEspecialista: novosprojetos e crescimento em 2011Depois de 2010 ter sido um ano de muitasconquistas, 2011 também promete muitosavanços para a TransEspecialista. SegundoRicardo Amadeu da Silva, diretorsuperintendente da transportadora, o setorsucroenergético, um dos principais mercadosda empresa, está em plena fase deconsolidação e profissionalização. “O setorpassa por uma maturidade. Uma consciênciacoletiva em fazer etanol e açúcar comqualidade.Fazer esses produtos teremcredibilidade internacional é a exigência paracommodities dos grandes grupos nacionais einternacionais que estão entrando com forçaneste setor. A TransEspecialista começa 2011com duas certificações de peso: a ISO 9001 e oSASSMAQ (Sistema de Avaliação de Saúde,Segurança, Meio Ambiente e Qualidade).Usina Alta Mogiana adquireequipamentos da BrumaziA Usina Alta Mogiana já se prepara parao início da safra de 2011. Com o objetivo deaumentar a produção de açúcar, adquiriu daBrumazi um Cozedor de Batelada, doisCondensadores Barométricos, um TanqueSelo e um Separador Externo. O Cozedorque será instalado na usina terá capacidadede produção de 800Hl. Os novosequipamentos serão entregues este mês.Localizada em São Joaquim da Barra (SP), ausina Alta Mogiana teve sua primeira safraem 1985.fotos: divulgaçãoEquipalcool, vencedora do PrêmioSesi Qualidade no TrabalhoA Equipalcool é a vencedora do prêmio SesiQualidade no Trabalho – PSQT – 2010, nascategorias Cultura Organizacional e Educação eDesenvolvimento. O primeiro lugar foiconquistado com o programa de Política de Incentivoà Educação e à Qualificação Profissional e a segundacolocação ficou a cargo da Cultura Organizacional.Aempresa apresentou o Projeto de Inclusão eValorização da Diversidade, realizado em parceriacom o Cape – Centro Avançado de PedagogiaEmpresarial, tendo como carro chefe o projeto Gentecomo a Gente,que realiza a inclusão social daspessoas com deficiência no mercado de trabalho.Fábrica da New Holland écertificada pela norma OHSASA fábrica da New Holland localizadaem Curitiba (Paraná) foi recomendadapela auditoria da SGS para a certificaçãoda OHSAS 18001 (Occupational Healthand Safety Assessment Series).O certificado é uma ferramenta quepermite que a unidade controlesistematicamente os níveis dedesempenho de segurança e saúde dotrabalho estabelecidos e em conformidadecom a legislação municipal, estadual efederal sobre o assunto.Aquecedores para a Usina Rio ClaroOito aquecedores de caldo convencional,modelo vertical, foram entregues pelaBrumazi para a usina Rio Claro, da ETHBioenergia, em Caçu (GO). A Brumazipossui tecnologia própria para fabricaçãode aquecedores.28 CANAL, Jornal da Bioenergia


fotos: divulgaçãoGrupo Coral e seu novo casede sucesso: Coral ChefO Grupo Coral é um dos grupos empresariais mais tradicionaisdo Centro-Oeste. Líder no mercado brasileiro em serviços,atualmente opera em nove Estados brasileiros e em mais de 300cidades, empregando diretamente 8 mil colaboradores.No ano de 2010, após uma série de análises de mercado, foilançada a nova Coral Chef, empresa do grupo que atua no segmentode refeições coletivas. O reposicionamento estratégico dessaoperação elevou o nível de excelência e requinte para atuar comvários tipos de clientes de grande porte, inclusive usinas e indústriasdo agrobusiness. O resultado superou o projetado inicial de 30% decrescimento, surpreendendo as expectativas dos clientes com umproduto novo e com a qualidade intrínseca de um grande grupoempresarial.Esse trabalho foi capitaneado e idealizado pelo presidenteexecutivodo Grupo, Lélio Viera Carneiro Júnior . "Acreditamosmuito no nosso planejamento de negócios.Fomos muitoconscientes e assertivos no reposicionamento da Coral Chef", dizLélio Júnior.A Coral Chef possui 30 anos de experiência, operando nomercado brasileiro com alimentação transportada tipo buffet oumarmitex, terceirização de restaurante ou refeitório e assessoriaespecializada em montagem de cozinha industrial.A empresa jáproduziu mais de 30 milhões de refeições em sua história, semprezelando pela alta qualidade, pontualidade e frescor de seus produtos.Maximiliano Schaefer, profissional de mercado com vastaexperiência na direção de empresas nos segmentos de hotelaria elogística, que ocupava a cadeira de (CFO) do Grupo Coral, assumiu aDiretoria Executiva da Coral Chef. "Estamos muito animados comessa nova fase da Coral Chef, principalmente por ser uma empresarespeitada e reconhecida pela qualidade na prestação de serviçosgastronômicos junto aos seus clientes", afirma o executivo.As inovações não param. A Coral Chef começou 2011 com olançamento de sua marca de fast-food: Snack Chef.A primeiraunidade foi inaugurada dia 18 de janeiro, em Brasília, no SenadoFederal, e foi um sucesso, superando todas as expectativas, com umagrande variedade de sanduíches, doces e salgados, aliados a grandesparceiros comerciais, como Coca-Cola, Kraft Foods e Brassol.O Snack Chef começa como uma excelente opção de lanchesrápidos, além de contar com uma cafeteria exclusiva, pronta paraatender os mais exigentes paladares.O Grupo Coral, fundado em 1972, atua também nos ramos desegurança privada especializada, limpeza e conservação,rastreamento de veículos, locação de mão de obra, agronegócios eterceirização de serviços em geral.Diretor da Caldema, João Luiz Sverzut, e aassistente social Maira Severi ladeiam oganhador da bicicleta, Cauã CordeiroA Caldema EquipamentosIndustriais, de Sertãozinho (SP),distribuiu 350 kits de materiais escolaresaos seus funcionários e dependentes queestudam, de acordo com os níveis deensino de cada um. A ação faz parte doprojeto "Material Amigo", que foilançado há mais de 10 anos pela empresae que tem como objetivo principalincentivar seus colaboradores para aimportância do estudo.A entrega demateriais escolares aconteceu duranteevento organizado pela empresa e queteve como tema a responsabilidadesocioambiental.Antes da entrega dos kits, a Caldemarealizou uma festa para os dependentesestudantes de seus funcionários econvidados. O evento também contoucom a participação de diretores daempresa; do diretor do Sesi, CyroMaricato Lovato, e de autoridadesmunicipais.Durante o evento, foi anunciado ovencedor do concurso cultural realizadointernamente na empresa, que escolheuo nome para o viveiro de mudas queserá instalado na sede da indústria, nospróximos meses. Segundo informaçõesda assistente social da empresa, Maira B.Público retira tubetes e plantasementes de Ipê Roxo para levar paracasa: preservação do meio ambienteCaldema destaca importância da educação na vidade seus colaboradores e dependentes estudantesTait Severi, a Comissão Julgadora queavaliou os nomes propostos pelosparticipantes do concurso foi compostapelo prefeito Nério Costa (representadopelo secretário municipal de MeioAmbiente, Sebastião Macedo); peladiretora de Meio Ambiente, HalineNobre Cezar; pela coordenadora deunidade do Sesi,Ana Maria Del PicchiaBisson; e pelo diretor do Instituto Federalde Educação, Ciência e Tecnologia de SãoPaulo e Lacyr João Sverzut(representado no evento por Lívia MariaLovato, coordenadora de extensão).Dentre os nomes sugeridos, Caldemudasfoi eleito o vencedor, para nomeação doviveiro de mudas da Caldema.Quatro pessoas sugeriram o mesmonome para o viveiro de mudas. Destaforma, durante o evento, foi realizadoum sorteio para definir quem seria ovencedor e levaria como prêmio umabicicleta. O garoto Cauã Cordeiro, deseis anos de idade, filho de umfuncionário da empresa, foi quem teve asorte.Além de dar um nome originalpara o viveiro de mudas, ganhou umabicicleta. Os outros três participantes,que também sugeriram o mesmo nome,ganharam um MP3 cada um.Aliança inaugurainstalações noEstado de GoiásO ano de 2011 começou aquecido para o mercado sucroenergético.Já na segunda semana, no dia 8 de janeiro, aAliança realizou a inauguração de sua estrutura, com a participaçãode funcionários e convidados. Com uma propostaímpar no mercado, além de inovadora na região deGoiás, a Aliança propõe trazer soluções agrícolas e industriaispara o setor sucroenergético.Entre seus serviços para área agrícola destacam-se amanutenção de colhedeiras, redução final, corte de base,reindustrialização de engrenagens, bombas, motores, pistõese manutenção geral e, também, a reindustrializaçãode quinta-rodas. Na indústria, os serviços se estendem aválvulas em geral (manual e controle), bombas, motores,entre outros. Com mais de 6 mil m² e equipe especializada,a Aliança propõe resultados importantes para o setor, diminuindocustos, riscos e tempo de manutenção, além de facilitaras vistorias e acompanhamento dos trabalhos pelaproximidade dos clientes.CANAL, Jornal da Bioenergia 29


CLIMA SAFRASol ouchuva?INTERFERÊNCIA CLIMÁTICAPREOCUPA SETOR, QUE VÊNO RETORNO DAS CHUVASREPETIÇÃO DOSRESULTADOS OBTIDOS NASAFRA 2009/2010Asafra 2011/12 da cana-de-açúcar, que teráinício a partir do mês de maio, já começacom a interferência do clima. O grande períodode estiagem, no final do ano passado, noCentro-Sul brasileiro, entre os meses de abril e setembrodo ano passado, e a previsão de chuvas durante aentressafra, devem pautar os resultados da safra queainda nem começou.A cana colhida no primeiro trimestre de 2010 nãovoltou a crescer e atrasou o início da safra, que devecomeçar entre abril e maio. No ano passado, muitasusinas da região começaram a colheita ainda em fevereiro.Além de uma entressafra maior, o setor sucroenergéticojá espera colher os frutos do alto volume dechuvas em janeiro deste ano, em todo o Brasil, que trazemcomo conseqüência a ameaça da ferrugem e alterama qualidade do produto final.Segundo o presidente da Datagro Consultoria, PlínioNastari, durante a abertura da 10ª Conferência Internacionalde Açúcar e Etanol, em função do brotamentotardio, não haverá matéria-prima suficiente para que asafra seja iniciada em março, como estava acontecendonos últimos anos e a prioridade na próxima safra aindadeve ser o açúcar. "Os produtores deverão reagir aos melhorespreços do açúcar. Enquanto os preços do etanolno mercado interno possuem um limite de crescimento,que é a sua paridade com os preços da gasolina, as cotaçõesdo açúcar estão livres para subir", afirma.De acordo com a Archer Consultig, que já estudouo mercado para 2011, as usinas devem retardar a moagemem busca de maior rendimento e de qualidadeno produto colhido, o ATR (Açúcares Totais Recuperáveis)."A preocupação envolvendo as condições climáticasno Centro-Sul levam a ideia de uma redução deoferta na próxima temporada", explica Arnaldo LuizCorrea, diretor da consultoria, que também confirma ofoco no açúcar por causa das melhores remunerações.No início de janeiro, 21 usinas ainda estavam moendona região Centro-Sul: 11 unidades no estado de SãoPaulo, uma no Espírito Santo, duas em Minas Gerais,quatro usinas no Mato Grosso de Sul e três no Paraná.O fechamento oficial da safra totalizou 555,00 milhõesde toneladas de cana-de-açúar, abaixo do previsto noinício do ano. A expectativa é que safra cresça em 5%,com 574,8 milhões de toneladas. Mas agora é a vez daschuvas ameaçarem este resultado.CHUVASSegundo os institutos de metereologia, 2011 seráum ano chuvoso com o efeito da La Niña. O El Niñoperdeu força e agora, o Brasil começa a sofrer força dooutro fenômeno, que promove a irregularidade dachuva no Centro-Sul do Brasil.Os produtores rurais podem esperar um volumealto de chuvas para fevereiro e março, só não equiparadoa janeiro. Segundo a Superintendente de DesenvolvimentoCientífico e Tecnológico da SecretariaEstadual de Tecnologia (Sectec), Rosidalva Lopes daPaz, durante a webconferência sobre clima do SistemaFaeg/Senar, a expectativa é de boa distribuiçãodas chuvas, em contraponto com a longa estiagemdo ano passado.30 CANAL, Jornal da Bioenergia

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