eDição 168 - Revista Jornauto

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PanoramaEdoardo BeneventeSão Paulo, SPPadronizar para crescerMudança do perfil do cliente, aquecimento do mercado e aconcorrência cada vez mais forte, estimulam montadoras apadronizar tudo na sua rede de concessionárias. A meta é ofereceros serviços eficientes, baratos e da forma mais homogêneapossível e com uma identidade que marque de cara o consumidor.O mercado brasileiro de veículos comerciais é um dos maiores domundo. Possui sete montadoras e algumas com linhas de produçãoatuando em três turnos. O ano de 2008 foi o maior de todos, emprodução, vendas e emplacamentos.Mercado maior traz, por conseqüência, novos clientes e olhos aindamais sedentos das marcas. A briga em cada categoria tem sido disputadaa cada cavalo de potência, a cada quilo de torque e a cada distânciade entre-eixos. Ninguém quer perder nada. Ninguém quer ceder nada.As estratégias de marketing dos fabricantes têm buscado cada vezmais a criatividade. Porém, e não é de hoje, a rede de concessionáriasse tornou um fator mais decisivo, um verdadeiro calcanhar de Aquiles.Uma boa rede tem feito a diferença na hora de saborear o imenso banqueteque o mercado esteve oferecendo neste ano. E, se cair em funçãoda crise, a importância da sua eficiência será ainda maior. Por isso,os fabricantes estão investindo e procurando padronizar seus serviços,incluindo até a fachada e o layout interno. A tendência é fazer com queo cliente se acostume a ver as revendas cada vez mais iguais.Rede oficial x independentePor um lado, ter os pontos de atendimento padronizados traz dois benefíciosclaros ao cliente: facilidade e menos dor-de-cabeça. Tornar ospreços mais baratos é o próximo passo e as marcas sabem disso. A concorrênciacom as oficinas ou lojas de autopeças independentes, tem sidoMapa Brasil dedistribuidores Agrale6Agraledigna de filmes hollywoodianos. Fenômeno também realçado por contado aumento do número de autônomos, operadores de caminhões semilevese leves, acentuado pelas restrições de circulação nos grandes centros.Eles pensam três vezes antes de passar perto de uma concessionária. Ofácil acesso, preço baixo e bom serviço prestado pelos estabelecimentosindependentes, apoiados por grandes fabricantes de autopeças, às vezes,são mais atraentes do que a garantia do ponto oficial.Por outro lado, as cidades cresceram. Muitas concessionárias quecomeçaram no centro de alguns municípios não conseguem maisoperar no local. A proximidade às estradas é o caminho para a sobrevivênciae expansão de negócios.Outro fator ligado à reestruturação da rede, por parte das montadoras,é o exemplo das matrizes, especialmente as européias, queapregoam a padronização como ponto fundamental do fortalecimentoe da visibilidade da logomarca. Fato consumado é o retorno que apadronização tem oferecido aos cofres das montadoras e dos gruposeconômicos, donos de concessões. Retração nos custos de manutençãodo negócio, de quadro e retorno de serviços. Montantes que vem oferecendooxigênio para reinvestimentos importantes, especialmente nomomento virtuoso que vive o setor, até agora. Ter produtos no showroomprovoca aumento no tráfego de clientes. Clientes na revenda padronizadafideliza ainda mais a marca e oferece a eles o mesmo tipode atendimento em qualquer lugar do Brasil. A fórmula é simples, masexige um cálculo, digamos, o mais parecido possível com a perfeição.A única montadora 100% brasileira, já vem realizando um processo mais amplo de renovação da redehá alguns anos. Mas, começou a pegar mais fogo quando a marca gaúcha decidiu entrar na categoriados caminhões médios. “Originalmente, sempre atuamos na venda dos leves. Como a partir do anopassado passamos a oferecer produtos no segmento de médios, a rede precisou aumentar o espaço naoficina e nos boxes de atendimento”, conta Pedro Soares, gerente de Marketing da Agrale.Segundo o executivo, há exatos três anos foi criado o Programa de Qualidade do Concessionário Agrale,com a missão de colocar em prática padrões mais adequados aos quatro pontos-chave da rede: Pós-Vendas,Comercial, Estrutura e Financeiro. “Certificando a rede podemos oferecer, no país inteiro, o mesmo atendimento”,diz. Com o processo de padronização de fachada, maior luminosidade dos ambientes, identificaçãoPedro Soaresda revenda e obras civis, Soares afirma que hoje, 70% da rede já está dentro do padrãode qualidade almejado. Os frutos começaram a ser colhidos. “Sentimos uma agressiva melhora. Neste segundosemestre, estreamos um novo critério de avaliação mais rigoroso. Crescemos os degraus de requisitos. Queremos queo nosso vendedor saia para buscar o cliente e não fique apenas esperando por ele na revenda”. Soares reconheceque a Agrale não cobrava tanto dos concessionários a padronizaçãovisual. “A partir desse ano estamos sendo mais rigorosos,também na questão da pintura da oficina e uniformização dosmecânicos. A concessionária que se enquadrar no maior númerode pontos, terá mais bônus”, avisa.Nº de colaboradores da Rede de Concessionários: 1.706Nº de concessionárias*: 82Meta para 2009*: 90Investimentos recentes: Não divulga*contando plenas e postos de atendimentoVisite


PanoramaMercedes-BenzA Mercedes-Benz é um grandeexemplo da necessidade de reestruturare modernizar a rede. Com52 anos no Brasil, uma grandeparte dos concessionários começoucom a marca. “Ou seja, é umarede antiga, do ponto de vista deinstalações e diversas localizadasnos centros das cidades. O concessionáriotinha o costume depriorizar as áreas administrativas,Tânia Silvestri com isso os custos eram altos”,relembra Tânia Silvestri, diretorade Marketing e Desenvolvimento da Rede de Concessionários daMercedes-Benz.A marca resolveu, então, em 2005, iniciar um processo de recolocaçãoe padronização visual. Mudou a estratégia e a partir dissoo proprietário está investindo mais no contato com o cliente,no acesso dele às instalações, no aumento da área da oficina, naconstrução de salas de vendas especiais e de espera e se preocupamais com o show-room. “É uma evolução profunda e demorada,mas as concessionárias, já dentro dos novos padrões, estãoreduzindo em 30% os custos fixos. O impacto no fluxo de serviçosnas oficinas também está sendo positivo. Já houve aumento entre30% a 40%”, revela.Essa reformulação também contempla os processos. “Queremossempre colocar o atendimento e a satisfação do cliente notopo de nossos objetivos. Lançamos em 2006, o programa ‘StarClass’ de certificação e a rede está se empenhando em conseguiríndices cada vez melhores. Todos ganham”, diz.A marca também criou duas estruturas de atendimento exclusivo.Em 2006, foram implantados os Center Bus – Centro Especializadoem Ônibus, com equipes especializadas de gerentes,vendedores e assessores ao frotista. Hoje, já existem 24, distribuídospelo país. Além do Axor Center, criado em 2007, para atenderclientes de veículos pesados e extrapesados da linha Axor. Atualmente,existem 57 e a ordem é expandir.Nº de colaboradores da Rede de Concessionários: cerca de 4.000Nº de concessionárias: 210Meta para 2009: 216Investimentos recentes: Não divulgaScaniaDesde 2004 que a Scania vem chacoalhandosua rede para um profundoprocesso de reestruturação em todasas operações. Seja no visual, treinamentoou instalações. “Queríamos queo caminhoneiro em qualquer parte doBrasil soubesse onde está”, conta AntonioBarros, gerente de desenvolvimentoda Gestão da Rede da Scania.Antonio BarrosEm paralelo, a Scania trabalhou namelhoria dos serviços, principalmente, na redução do tempo deespera. O processo veio evoluindo e atingiu o apogeu em julhodeste ano, quando foi iniciada a mudança mais radical. “A partirdesse momento queremos que nosso cliente chame nossa concessionáriade “casa”. Mudamos o slogan para “Tudo por você”.Dessa forma, desejamos que o cliente se imagine num ambienteaconchegante, como se estivesse em seu próprio lar”, afirma. Ogrande objetivo da marca é desmistificar que, nas concessionárias,tudo é caro e demorado.Ter todas as concessionárias com a mesma cara é um método parecidocom a estratégia do Mc Donald´s. “Atualmente, dos 98 pontosde atendimento, 60 já estão adequados ao novo conceito. Queremostoda a rede padronizada em dois ou três anos. Para isso, o treinamentotambém é fundamental. Sabemos que nosso serviço tem excelência,mas sempre incentivamos o profissional da rede. Se hoje estábom, pode melhorar. O funcionário é quem faz a diferença”.De acordo com Barros, o conjunto de mudanças contribuiu paraa tão sonhada agilidade dos serviços. “Percebemos que haviauma diferença no tempo de reparo de alguns postos. Estamosconsertando isso, justamente, com treinamento. Na oficina, implantamosum novo layout, maior e em sintonia mais afinada coma área de peças”. Barros também revela que nesses quatro anos,o retorno dos reparos nas oficinas da rede já diminuiu 50%.Nº de colaboradores da Rede de Concessionários: Cerca de 4.000Nº de concessionárias: 98Meta para 2009: 105Investimentos recentes: R$ 30 milhões8Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


PanoramaVolkswagenQuando a Volkswagen lançousua nova cabine Constellation, em2005, sabia que começaria umarevolução na rede. Como a cabineé maior e pode puxar bitrem, porexemplo, era necessário um espaçoamplo. As mudanças foram necessáriaspara a marca não perderclientes e se adequar aos novostempos. “A rede precisa responderimediatamente à demanda doSergio Beraldo mercado. Encaramos a prestaçãode serviços como prioridade”, dizSergio Beraldo, gerente de Desenvolvimento da Rede da VW Caminhõese Ônibus.Na Volks, o processo de relocação das concessionárias perto dasrodovias está evoluindo há algum tempo. Hoje, boa parte já estáadequada. “Nós auxiliamos o concessionário na reforma paraque o posto seja o mais funcional possível e gastando pouco”,afirma Beraldo. As áreas de estoque de peças também ganharamnovos padrões, para garantir uma maior agilidade nos serviços.Outra preocupação depois do lançamento da nova cabine e daadequação das oficinas, foi dividir o atendimento pelos perfis dosclientes. Por exemplo, o cliente que possui um veículo da linhaDelivery, que são pequenos frotistas e autônomos, precisam deum atendimento rápido. Já os frotistas que utilizam veículos dacategoria extrapesados, necessitam de um serviço exclusivo, poissua carga é, geralmente, de alto valor e não pode ficar muitotempo parada. Há ainda o frotista de ônibus que sempre precisade atualização dos mecânicos.Além disso, a VWCO está repensando no conceito do posto deatendimento (PA). “Originalmente, é um local menor, mas nósqueremos que ele seja tão grande ou o mais próximo possível damatriz, inclusive com a estrutura de pernoite”, completa.Nº de colaboradores da Rede de Concessionários: cerca de 6.000Nº de concessionárias: 108Meta para 2009: 150Investimentos recentes: Não divulgaVolvoO ponto-chave na reestruturaçãoda rede da Volvo foi o crescimentodo mercado. Em 2000,a marca sueca vendeu 4.500 caminhõese a diretoria sabia quehaveria crescimento. Tanto que noano passado o volume subiu paracerca de 10 mil. A necessidade deexpansão era imediata.A padronagem, sem surpresas, segueas normas da matriz sueca. NoBrasil, ela foi definida há sete anos. Marcelo GonçalvesUma particularidade da rede Volvo,é não possuir área de show-room. Totem, texteira, bandeira e coressão iguais e obrigatórias. Porém, a estrutura física pode serconstruída de acordo com a região. No Nordeste, as revendas sãomais abertas por conta do calor; já no Sul, as estruturas físicasseguem um padrão alemão.“Os novos prédios estão tendo bastante flexibilidade na escolhada “cara” de suas fachadas”, revela Marcelo Gonçalves, gerentede desenvolvimento de concessionárias da Volvo.Em 2008, a montadora levou os donos das concessões paraconhecer concessionárias do tipo padrão na Itália e Portugal.“Voltamos cheios de idéias, desde reaproveitamento de espaços,organização, até em processos mais funcionais. Hoje, temos umarede muito profissional, com claras preocupações com renovação,investimentos e sucessão. Prova disso, é que em nossas pesquisasde satisfação de clientes, 70% respondem com notas 4 de satisfeitoou 5, de totalmente satisfeito”.Neste ano, os clientes da marca ganharam quatro novos concessionários.“Nosso crescimento é pé-no-chão. Temos uma estratégiabem traçada. Acho que o grau de capacidade de qualidade deuma rede não se resolve apenas com novas casas. O cliente quero serviço rápido e se baseia em três itens: prazo de entrega, preçoe veículo arrumado”, conclui Gonçalves.Nº de colaboradores da Rede de Concessionários: 3.459Nº de concessionárias: 78Meta para 2009: Cerca de 90Investimentos recentes: Não divulga10Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


PassageirosGilberto FilhoTeresópolis, RJTecnologia aserviço dospassageirosNas recentes eleições, umadas bandeiras dos candidatosfoi a mobilidade da população.Esse tema será cada vezmais discutido pela sociedade em geral, cobrando dosadministradores públicos soluções efi cientes. A Scania estáfazendo sua parte, oferecendo tecnologia de ponta para melhorgerir os negócios dos operadores.A montadora disponibilizará, a partir de janeiro,no mercado sul-americano, alta tecnologia vinda daEuropa. A nova família de chassis Série K incorporadiversos recursos visando a segurança e o confortode passageiros e motoristas, tanto da cidade, comoentre elas, em curta, média ou longa distância.São seis modelos para uso urbano e oito para o segmentorodoviário. Todos com motorização traseira, suspensãoa ar e muita eletrônica, recursos voltados para ummelhor desempenho. Wilson Pereira, gerente Executivode Vendas de Ônibus da Scania no Brasil, esclarece: “aSérie K disponibiliza uma família de produtos com todosos benefícios da tecnologia oferecida na Europa, porém,adaptadas para atender as exigências do transportador brasileiro”.Wilson PereiraO que chegou e o que mudouComeçando pelo ambiente do motorista, a Scania mudou os comandospara o volante ou coluna de direção, evitando ao máximo aretirada das mãos do volante e a dispersão da atenção operacional.Segundo a montadora, o novo posicionamento das pedaleiras, a partirdo painel, e não mais do assoalho, dividem os esforços entre a musculaturadas cochas e panturrilhas, resultando e um menor desgaste físicodo motorista. O volante ajustável pode ser movimentado 85 milímetrosno sentido do comprimento e entre 24 e 44 graus na inclinação.Para o painel de instrumentos, a empresa destaca o grande esforçoem colocar todos os sinais, símbolos, luzes de advertência e comandosde forma que seja fácil e rápida a interpretação por parte do operador.Para facilitar, somente é mostrada a informação necessária, porexemplo: a faixa verde que informa a rotação mais econômica agorasó aparece quando, por tempo prolongado, o giro de operação estáfora do recomendado. Segundo o fabricante, isso ajuda o motoristater uma melhor performance no trabalho.Um mostrador de 3 polegadas, também no painel de instrumentos,informa o peso sobre os eixos. Sensores colocados nas câmaras dear mostram o peso em cada eixo e o peso bruto total e também se atransferência de carga está ativa.A transferência de carga é feita por meio do esvaziamento das câmarasde suspensão do eixo traseiro de apoio, aplicando mais pesosobre o eixo de tração, reduzindo o risco de as rodas patinarem empisos escorregadios. Até 30% do peso pode passar de um para ooutro eixo, de forma manual ou automática.Segurança otimizadaPara ter o sistema de transferência é necessário ter o EBS (ElectronicBrake System) que também integra o controle de tração e o ABS.Ele possibilita que o veículo tenha a mesma eficiência de frenagemestando totalmente cheio ou vazio.Freios a disco podem fazer parte desse novo pacote de segurançaoferecido pela Scania. Montados separados das rodas e uma estruturasimples, dão ao conjunto um bom desempenho em uso prolongado.Modelos urbanos12Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


PassageirosOutro sistema que auxilia na segurança é o daparada automática em aclive. O equipamento fazuma série de leituras dos vários sensores espalhadospelo chassi, evitando que o veículo retrocedaem uma subida. Basta acelerar novamente que osfreios são desacoplados. Ainda para o sistema defreios, existe o de parada em ponto de ônibus. Essesistema pode ser acionado por meio da aberturadas portas. Todas as vezes que estiver parado, osfreios são acionados e evita que as portas sejamabertas em movimento e ainda reduz a carga detrabalho do motorista que não precisa ficar pisandono pedal quando estiver parado.Outros sistemas eletrônicos estão disponíveis,como o programa de estabilidade (ESP),que monitora continuamente o movimento e avelocidade do veículo e o giro das rodas. Casoo sistema identifique uma diferença entre ocomando do condutor e o movimento real doveículo, ele interage no torque do motor e nosfreios ajudando na retomada do controle.Faz parte ainda do pacote a proteção contratombamento, que atua nas câmaras de ar esvaziando-aspara abaixar o centro de gravidade.Por meio do ELC, que monitora o controle eletrônicode nível da suspensão, é possível ter o ‘ajoelhamento’ do ônibuse seu rebaixamento total. Dois sistemas distintos permitem regulara altura do chassi. O primeiro, eleva em 50 mm e é mais utilizado comChristopher PodgorskiAndré OliveiraModelos Rodoviárioso veículo em movimento, sendo desligado quando atinge 60 km/h e,o outro, em até 100 mm, parado ou em movimento de até 30 km/h,utilizado para transpor obstáculos e auxiliar no embarque ou desembarque.Ou, também, atravessar um local com piso muito irregular comele totalmente levantado, evitando danos à carroceria.Tudo isso tem um preço, e será que o transportador está dispostoa desembolsar mais para ter toda essa tecnologia? Para os executivosda montadora os resultados irão mostrar que sim. ChristopherPodgorski, diretor geral da Scania Brasil, argumenta: “teremos quequebrar paradigmas, e provar na prática que o investimento se pagacom um custo operacional mais baixo”.Economia com tecnologiaNão mudaram as potências dos motores em relação ao modelo anterior,mas foram adicionados componentes eletrônicos resultando emuma designação diferente e um desempenho mais econômico.Estão disponíveis motores de cinco cilindros de 9 litros com 230,270 e 310 hp; 11 litros com seis cilindros gerando 340 hp e 12 litrostambém com seis cilindros mas com 380 e 420 hp.As caixas de câmbio são as modelos GR801 e GR875R. Esta segundaagora incorporou o freio auxiliar hidráulico, o Scania Retarder.Com o novo desenho, ela ficou 14 quilos mais leve devido aeliminação de mangueiras e reservatório de fluído, e ainda melhorousua eficiência em 15%. Mas a GR875R só pode ser aplicadana versão de 12 litros e 420hp.A montadora ainda oferece caixaautomática de 5 ou 6 marchas, dependendoda aplicação.André Oliveira, responsável pelaintrodução de mercado de ônibuspara a América Latina, finaliza: “desenvolvemosos melhores chassispara atender as expectativas de rentabilidadedo transportador”.Chassi RodoviárioChassi UrbanoChassi UrbanoChassi RodoviárioPedais acoplados ao painel13


PremiaçãoGilberto GardesaniSão Paulo, SPQuando a uniãorealmente faz a forçaEm 1981, a Volkswagen Caminhões e ônibus inaugurou emResende, RJ, não só uma nova fábrica, mas um sistema inéditode como construir veículos comerciais em total parceria com seusfornecedores. De mão para mão, assim nasceu, para o mundo, oConsórcio Modular.Passados tantos anos, a montadora ainda temseu mérito reconhecido e acaba de ganhar o PrêmioMarketing Best 2008, pelo case “VolkwagenCaminhões e Ônibus – sucesso além da medida”.Quem nos dá a verdadeira dimensão desta distinçãoé Ricardo Barion, gerente de Marketing daempresa. “Vencer o Marketing Best 2008 foi umagrande honra para nossa empresa perante o mercadopublicitário, mas muito mais importante queo prêmio é poder confirmar a nossa busca e persistênciaem encontrar sempre as melhores estratégiasde Marketing. Vamos continuar trabalhandopara sermos reconhecidos como uma empresa ousadae inovadora em nossas estratégias”.Ricardo BarionA trajetória de 27 anosdas linhas Constellation, Worker e Delivery estão simbolizados porembalagens de diversos produtos como leite, alimentos, cimento egarrafas. O objetivo é mostrar que a marca é a melhor no transportede qualquer tipo de produto. A campanha, que também é destaqueno case premiado, recebeu dois Leões de Prata no Festival de Publicidadede Cannes, na França.A VWCO tem tido excelente participação no mercado nacional, comsua linha de caminhões e ônibus, com PBT acima de 5 toneladas.Abaixo, as vendas no atacado acumuladas até novembro.JANEIRO À novembro2007 2008 VARIAÇÃOCaminhões 27.368 35.238 29%O trabalho vencedor descreve a trajetória da montadora desde1981, quando começaram a ser vendidos os primeiros veículos damarca, até os dias de hoje, em que a montadora comemora a liderançado mercado brasileiro de caminhões acima de cinco toneladaspor quase seis anos consecutivos.Um dos destaques do case é o Consórcio Modular da fábrica deResende (RJ), onde os principais fornecedores, trabalhando sob omesmo teto, encarregam-se da montagem dos veículos, enquantoà Volkswagen cabe a responsabilidade pelo desenvolvimentodos produtos e pelo controle de qualidade. O método produtivopermitiu à Volkswagen desenvolverum conceito inédito e que a tornouúnica no mercado: o dos “veículossob medida”.Campanha premiadaPara divulgar o conceito Sob Medida,que levou a montadora ao topo dasvendas domésticas em pouco tempode mercado, a empresa lançou recentementea maior campanha publicitáriade sua história. Nela, os caminhões16JANEIRO À novembro2007 2008 VARIAÇÃOÔnibus 6.408 7.680 20%Sobre o prêmioO Marketing Best é o mais importante prêmio de Marketing do País,instituído pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo daFundação Getulio Vargas – FGV-EA-ESP – e o Madiamundomarketing.Homenageia anualmente as empresasque, por meio da utilizaçãodas ferramentas de Marketing, possamser reconhecidas publicamentepor seu desempenho e/ou de seusprodutos e serviços. Essa não é a primeiravez que a Volkswagen Caminhõese Ônibus recebe esse prêmio.Em 2001, a empresa foi agraciadapelo case “Caminhões VolkswagenSérie 2000”.Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


Comercial LeveGilberto GardesaniAtibaia, SPFord Transit chega aomercado nacionalMostrada pela primeira vez na Fenatran de 2007, a Ford concluiu seustrabalhos de desenvolvimento para aplicação no Brasil das versões decarga e passageiros dos utilitários mais vendidos na Europa. Na suasétima geração, a Transit traz interessantes novidades em relação àmecânica, segurança e conforto.Oswaldo JardimCláudio TercianoMercado tem espaçoAs más notícias com relação à economia nãocriam um cenário ideal para a chegada do produtoao mercado nacional. Mas, um dos segmentosque mais está atraindo a atenção devários fabricantes é, justamente, o de transportede passageiros e cargas no setor urbano.A Transit terá de disputar espaço com tradicionaismarcas já conhecidas do usuáriobrasileiro, mas o fabricante garante que qualidadesnão lhe faltam.Segundo Oswaldo Jardim, diretor de Operaçõesda Ford Caminhões América do Sul, “as vansvendidas hoje no Brasil têm seu projeto baseadonuma geração anterior em relação aos modelossimilares produzidos nas suas matrizes. A Transité diferente: importada da Turquia, chega com omesmo modelo usado na Europa e, por isso, é amais avançada linha comercializada no País”.“O seu projeto é voltado para o conforto, asegurança, a ergonomia e o desempenho. Essaé a assinatura da Transit que parte do conceitode quem trabalha bem, trabalha melhor. Ousuário que utiliza este tipo de veículo, comomotorista ou passageiro, valoriza esses atributos.Em resumo: representa muito em termos deprodutividade”, garante Jardim.Essa é a interpretação da Ford que pesquisou o mercado e detectouas necessidades e desejos dos usuários desse tipo de produto. Foramrealizadas pesquisas quantitativas e qualitativas com empresastransportadoras do segmento devans e furgões com peso brutototal acima de 2.800 kg.“Além das característicasbásicas de umavan e furgão, essemercado é determinadopelo preço,a experiênciada marca, a potência do motor, o espaço interno, a confiabilidadee o conforto” afirma Cláudio Terciano, gerente de Vendas e Marketingda Ford Caminhões.“A Ford Transit apresenta muitas vantagens em todos esses atributos,em relação às opções existentes no mercado”, afirma o executivo. Elerevela que esse é um setor que cresceu de forma consistente e quaseque dobrou nos últimos três anos, saltando de 13 mil unidades, em 2005para as atuais 22.000 unidades. “As vans e furgões atendem importanteparcela do setor comercial urbano. Esse tipo de veículo oferece facilidadede condução, capacidade de carga adequada e versatilidade, principalmentediante das restrições ao tráfego nos grandes centros, fatores queimpulsionam essa expansão”, diz Terciano.Qualidades destacadasA Transit 2009 utiliza nova plataforma, motor e design. Está disponívelnos modelos furgão curto ou longo e van de passageiros, todoscom tração traseira. O furgão curto tem peso PBT de 3.350 kg, tetocom 2.404 mm de altura e capacidade para 7,5 m 3 e 1.400 kg decarga (R$83.990,00). O furgão longo com PBT de 3.500 kg tem compartimentotraseiro com 2.619 mm de altura e acomoda cargas com11,3 m 3 ou 1.420 kg (R$93.290,00). Ambas levamtrês ocupantes no banco da frente e podem ser implementadaspara aplicações como ambulância, UTImóvel, bombeiro, polícia, controle de trânsito, prestaçãode serviços, oficinas móveis e cargas especiaiscomo refrigeradas.A versão Van, com PBT de 3.550 kg e capacidadede carga de 1.130 kg (R$103.990,00), transporta 14ocupantes (13 passageiros + motorista), com janelasamplas para todos os ocupantes. Todos os assentospossuem cintos de segurança de três pontos. Está equipadacom motor turbodiesel Ford Duratorq 2.4 L TDCIPuma com potência de 115cv@3500rpm e torque de31,5kgfm@1750/2000rpm.A transmissão é de seis marchassincronizadas e tem sistema decontrole e auxílio de tração BTCS,que evita a patinação das rodas emelhora a capacidade de arranqueem pistas com pouca aderência.17


TransporteGilberto GardesaniAngra dos Reis, RJTector, anova geraçãodo EuroCargoO semipesado premium chegaao mercado nacional com16 diferentes versões queatendem as mais variadasnecessidades de transporte.Custará entre 15% e 20% maiscaro do que o EuroCargo.Renato MastrobuonoMarco PiquiniA Iveco considera o novo caminhão semipesadoTector como o mais moderno e avançado veículo desua categoria no mercado latino-americano. Garanteque ele oferece desempenho, economia e confortoacima de seus concorrentes.Para Renato Mastrobuono, diretor de Desenvolvimentode Produto da Iveco, o modelo foi totalmenteadequado pelo Centro de Desenvolvimento de Produtoem Sete Lagoas para operar nas condições deuso e rodagem da América Latina. “Além de levar emconsideração o clima, a topografia e a infra-estruturada região, ouvimos os clientes e realizamos todas asintervenções necessárias para atender as sugestões epedidos que recolhemos”, afirma o executivo.Tem um novo motor, nova cabina, curta e leito,três versões de tração, quatro diferentes distânciasde entre-eixos, chassi plataforma e cavalo mecânicoe três modelos de transmissão com 6, 9 e 10marchas todas sincronizadas, tudo para colocá-loadequadamente em qualquer tipo de operação decurta, média e longas distâncias.Mercado representativoÉ o quarto lançamento da montadora italiana nosúltimos 12 meses e foi desenvolvido com base na mais recente versão domodelo EuroCargo que continuará a ser produzido tem preços competitivose atenderá o mercado de entrada nos países latino-americanos.Para diferenciá-lo, foi escolhido o nome Tector, o mesmo do motorque equipa também o EuroCargo. Quem explica é Marco Piquini, diretorde Comunicação da Iveco na América Latina: “a empresa apenasseguiu a denominação dada pelo mercado. O motor é tão bom que,em boa parte da região, os clientes já chamavamde Tector o modelo EuroCargo atual”. Aliás, dadosda empresa dizem que, entre janeiro e outubro de2008, as vendas do Iveco EuroCargo cresceram180% no Brasil e 65% na Argentina.Para o marketing da Iveco, esse tipo de produto,que tem um PBT elástico, variando entre 16 e 26toneladas, representa mais de 30% do mercadonacional e 25% na Argentina.“Ser moderno é estar à frente em eficiência, emprodutividade e em segurança. O novo caminhãoTector é a modernidade que chega a este importantesegmento do mercado”, afirma Marco Mazzu,presidente da Iveco America Latina. Para ele, o EuroCargoé um produto para quem avalia somente ofator custo x benefício, já o Tector é para quem quer e precisa de maisconforto, conteúdo, requinte e busca maior valor de revenda.Robustez mecânicaProduzido em Sete Lgoas, MG, pela FPT, o motorTector de 6 cilindros e 5,9 litros quevem em nova versão, gera 250cvde potência, 10cv a mais que aversão mais forte utilizada noEuroCargo, o que, de acordocom a Iveco, faz dele um dosmais potentes deste segmentoe também se coloca entre os líderesdo mercado com seus 950 Nmde torque máximo, 17% a maisque o modelo anterior.Marco Mazzu: “A Ivecomanterá todos osseus investimentoscom lançamento dedois modelos porano, até 2011”.18Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


TransporteDestaca ainda que, equipado com sistema eletrônico de injeção common rail, provou que consomeaté 4% menos combustível que a versão anterior de 240cv, que já se colocava entre as mais econômicasdo segmento dos semipesados. Como os demais motores da marca, o Tector já é homologadopara utilizar o B5. Tem freio motor de série com três sistemas de acionamento.O cavalo mecânico 4x2 e o chassi plataforma 4x2 e 6x2 utilizam câmbio Eaton FS-6306B de seismarchas e com dupla relação no eixo traseiro. A versão 6x2 para aplicação rodoviária, está equipadacom a caixa 9S1110, de nove marchas sincronizadas, com relação simples no eixo traseiro.A versão plataforma 6x4, especial para utilização em canteiros de obras, que utilizam básculase betoneiras, traz a transmissão Eaton FTS 16108LL, de 10 marchas, a única caixa sincronizadadisponível no mercado, neste segmento.A Iveco informa que foi desenvolvido, no Brasil, um novo sistema de engate que reduz em até 50%o esforço exigido para a troca de marchas.Nova cabina, mais confortoCom todas as opções aplicativas que o produto oferece, a Iveco teriaque disponibilizar também cabinas apropriadas aos mais variados tiposde operação. Destaca-se por oferecer um belo desenho, com frontal modernoe bem agradável. Tem duas opções: curta e com leito.A engenharia da Iveco também se preocupou em desenvolver um interiorque valorizasse a praticidade e o conforto, visando dar ao motoristamaior conforto, segurança e, assim, aumentar sua produtividade.Computador de bordo, volante com coluna regulável na altura e nainclinação, banco com suspensão pneumática de série, vidros verdestambém de série, 10 porta-objetos, escotilhas laterais com espaço para260 litros e cama medindo 1,90m por 0,62m. Rebatida, dá acesso a umamplo espaço para a guarda de objetos.A cabina está suportada por molas helicoidais e amortecedores,sistema projetado para ampliar o conforto com o veículo em movimento.O pacote de opcionais inclui ar-condicionado, travas, vidroselétricos e rádio CD-player.O Tector será produzido em uma nova e moderna unidade de caminhõespesados que será inaugurada em janeiro de 2009, compondoseu Centro Industrial Integrado de Sete Lagoas(MG), e também naunidade de Córdoba (Argentina). Começa já com 65% de índice deutilização de peças nacionais.Modelos e opções disponíveisMotor Tector de 6 cilindros FPTTransmissões Eaton modelosFS-6306B e FTS 16108LLConfiguração Plataforma 4x2 Plataforma 6x2 Plataforma 6x4Cavalo Mecânico4x2Modelo 170E25 240E25 260E25 170E25TCabina Curta Leito Curta Leito Curta Leito CurtaEntre eixos 3.690mmEntre eixos 4.815mmEntre eixos 5.175mmEntre eixos 5.670mmCâmbio ZF 9S1110Opcional19


EntrevistaEdoardo BeneventeSão Paulo, SPCOMJOVEM, a novageração do transporteA próxima geração de gestores das transportadoras brasileirasestá sendo formada com muito cuidado dentro da COMJOVEM– Comissão de Jovens Empresários e Executivos do TransporteRodoviário de Cargas. A comissão faz parte do Setcesp - Sindicatodas Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região.Ana Carolina Ferreira Jarrouge,31 anosCargo: Gerente Administrativa eJurídica da Transportadora AjoferFormação: Graduação em Direitoe Pós-graduação em Direitoe Relações do TrabalhoRoberto Mira Junior,31 anosCargo: Diretor de Suprimentosdo Mira TransportesFormação: EconomiaEvandro Samuel Ferrari,33 anosCargo: Gerente Geral doGrupo Bento BelémFormação: Pós-graduação em LogísticaDiferentemente de seus pais e avós queaprenderam na “raça” e, talvez por falta detempo, não se esforçaram para formar umaunião entre eles, os futuros sucessores têmestruturado suas carreiras em parcerias equerem o setor unido comercialmente. Tudoregado a muito profissionalismo. E os frutosjá estão sendo colhidos.Além do crescimento da formação profissionalde cada membro, as montadoras efornecedores vislumbraram a importância dogrupo e de seu futuro poder de decisão, enão cansam de fazer convites para eventosou visitas às suas plantas.Dessa nova geração, 100% está cursandoou tem formação universitária. Uma realidadetambém diferente do passado. A RevistaJornauto bateu um papo com a linha defrente do grupo paulista. O coordenador,Roberto Mira Junior, do Mira Transportes, eos vice-coordenadores Evandro Samuel Ferrari,do Grupo Bento Belém e Ana Carolina20Ferreira Jarrouge, da Transportadora Ajofer.Com essa bagagem toda, não será meracoincidência se os participantes da comissãoconseguirem mudar a imagem, implantar amodernização e aumentar a eficiência dotransporte rodoviário de cargas.Jornauto – O que é a COMJOVEM e qualo tipo de trabalho que vocês desenvolvem?Evandro – Somos um grupo de cerca de107 participantes. Fazemos uma reuniãopor mês, com uma freqüência média de15 a 25 pessoas. Podem participar jovensde 18 a 35 anos. Apesar de sermos vinculadosao Setcesp, não associados podemfreqüentar o grupo sem problemas. Alémdisso, organizamos um evento externo acada mês. Geralmente, são visitas técnicasa fornecedores de serviços e produtosdo nosso segmento. Recebemos muitosconvites e precisamos estar sempre coma agenda estrategicamente organizada.Nossa missão é aperfeiçoar e integrar ojovem empresário, algo que hoje dificilmenteexiste no nosso setor. Tambémtrocar experiências, unir os sucessores epreparar a próxima geração.Jornauto – Mas, vocês são concorrentes...Mira Júnior – Isso não é problema. Somosconcorrentes apenas no mercado. Realmente,a minha empresa é concorrente da do Evandro,por exemplo. Porém, nos damos superbem, temos sinergia e empatia e isso futuramentevai ter influência positiva no setor.Quer queira, quer não. Quando o Evandro foro presidente da Bento Belém, nós vamos nosunir para batalhar melhores preços. Hoje, porexemplo, já existem cotações de rastreamentoem conjunto com diversas transportadoras.Eu mesmo já fiz uma cotação de pneus emparceria com um integrante do grupo que éda Granero. Estamos nos integrando para, lána frente, tornar o setor mais forte.Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


EntrevistaJornauto – Até para não ocorrer o fechamentodo grupo como houve no passado.Mira Júnior – Exatamente. Queremos queo setor esteja unido comercialmente, algoque não ocorre hoje. A COMJOVEM foi fundadaem 1996 e extinta em 1999. Estavamà frente da comissão meu tio, Carlos Mira,Adalberto Panzan (que hoje é presidente daAslog) e Cesar Pelucio (filho de FranciscoPelucio, atual presidente do Setcesp). Infelizmente,as faltas de apoio do sindicato eda união que hoje impera no setor foram ossepultadores de uma idéia que nasceu comum propósito muito nobre.Jornauto – E quando foi dada a voltapor cima?Mira Júnior – Em 2004, na gestão deUrubatan Helou à frente do Setcesp. Elequis reativar a comissão. Na época, CarlosMira assumiu a coordenação. Depois de trêsmeses houve uma eleição e desde então ogrupo só vem se fortalecendo e crescendo.Jornauto – Como o Setcesp vê o grupo?Mira Júnior – Somos bem vistos pelosindicato tanto que a COMJOVEM se tornounacional. Foi um case de sucesso paulistaque gerou um interesse em Flávio Benatti,presidente da NTC&Logística, de torná-lanacional. A COMJOVEM nacional já estáabrindo as filiais regionais e expandindo ainiciativa de preparar os sucessores. Tanto ocoordenador nacional, quanto o de São Paulo,têm direito a uma cadeira na reunião dediretoria do Setcesp.Jornauto – Quando foi iniciada essaexpansão?Mira Júnior – Em março deste ano. Jáforam abertas sete COMJOVEM regionais. Oquadro de participantes soma mais de 200pessoas, fora São Paulo.Jornauto – Além de propagar a uniãoentre os futuros empresários, qual a maiorcontribuição da COMJOVEM a vocês?Mira Júnior – O aperfeiçoamento dos membros.O que a gente aprendeu nas visitas técnicas,sobre pneus, montadoras, fornecedores,não tem preço. Nenhuma escola ensina...Ana Carolina – ... também sobre sucessãofamiliar, um tema que estará semprepresente em nossos debates e em palestrastécnicas. Não tem jeito, cerca de 90% dastransportadoras é familiar.Mira Júnior – É uma questão que a gentefala entre si e o meu problema é parecidocom o do outro. A troca de experiências, nocaso da sucessão familiar, é fundamental.Queremos melhorar as nossas empresas.Jornauto – Quais os planos para 2009?Mira Júnior – Queremos expandir aindamais a comissão. Temos planos de continuarcom as visitas técnicas e também de conheceras próprias transportadoras. Para ver otrabalho de cada uma e trocar experiências.Ana Carolina – Temos sempre como objetivodespertar outras lideranças sindicais.Hoje, nossos pais estão à frente do sindicato,mas no futuro nós é que estaremos. Com otempo, queremos trazer o jovem para ele irse acostumando ao ambiente do sindicatoe a saber enfrentar os desafios que a nossageração vai encontrar.Jornauto – A COMJOVEM se envolve emprojetos como, por exemplo, de melhoriadas estradas? Vocês pretender fazer algoneste sentido?Evandro – Na verdade não cabe a nós. Osassuntos decisivos são tocados pelo Setcesp.A gente debate em nossas reuniões, porémapenas trocamos opiniões...Jornauto – ... mas vocês estarão à frentedo sindicato no futuro...Mira Júnior – Podemos dar a nossa opiniãona reunião do sindicato, mas não temospor objetivo, durante nossos encontros,listar propostas. Queremos apenas atualizare capacitar os jovens sobre o que está acontecendo.Aí sim, lá na frente teremos umabagagem para saber encontrar as melhoressoluções para o setor.Jornauto – A questão da falta motoristasqualificados é um problema atual. Porém, comcerteza, vocês vão herdar esse problemão...Ana Carolina – Sem dúvida, precisamoscada vez mais de qualificação. As montadorasnos oferecem caminhões sofisticados, comcomputador de bordo etc. Não podemos contratarum profissional semi-analfabeto.Evandro – A situação é delicada. Recentemente,fizemos uma seleção na BentoBelém para contratar dois motoristas. Nasala, estavam 15 candidatos e ninguémpassou. Alguns estavam trabalhando, oque é mais grave.Mira Júnior – Estamos acompanhandoos centros de formação que serão construídosem São Paulo e em outros estados. Esseé o caminho. Mas, também achamos quevamos herdar muitas outras dificuldades,como a péssima condição das estradas e atributação. O setor de transporte é o maiorarrecadador de impostos do Brasil. É precisomudar isso.Jornauto –Como vocês imaginam queserá o futuro do Setor de Transportes?Evandro – Por fazer parte da COMJOVEM,imagino que o futuro será muito mais integrado.Muito mais do que foi passado pelosnossos antecessores. Hoje, tenho mais facilidadede tomar decisões pelas amizades queformei. Se tenho um problema, não tenhodificuldades de ligar para um colega que jáencontrou uma solução. Estamos construindoum círculo de amizade, mas ao mesmotempo muito profissional. Teremos um futurotranqüilo no âmbito da gestão, contudo,os problemas vão sempre existir. Porém, estaremosmais preparados para tornar nossasempresas competitivas.Ana Carolina – Teremos uma herançamelhor do que nossos pais tiveram do setor.Essa oportunidade de conhecer o mercadocomo um todo pela COMJOVEM nos propiciater muito mais visão estratégica, firmezae rapidez na tomada de decisões. Estamosresolvendo os problemas de forma racional epreocupados com os custos. Queremos apenastrabalhar com quem nos dá lucro.Mira Júnior – A troca de experiênciasserá a tendência essencial para a gestãodo futuro. As grandes fusões que estãoacontecendo lá fora, vão ocorrer emmaior escala no Brasil. Começou com aTNT comprando a Mercúrio, depois a JúlioSimões comprando a TransportadoraGrande ABC. Ainda destaco a governançacorporativa e a cada vez maior entradade analistas de logística e engenheirosno setor. Sem dúvida, teremos um futuromuito mais profissional. O Brasil continuarásendo movido por caminhões.21


AutopeçasAdriana LampertCaxias do Sul, RSFabricantes apostam nomercado de reposiçãoSuspensys, Fras-le e Master, integrantes das EmpresasRandon, de Caxias do Sul (RS), investem em novas instalações,equipamentos, produtos e em tecnologia. As três fabricantesfornecem para 100% das montadoras no Brasil e querem aindaampliar sua atuação no mercado de reposição, consolidando asmarcas e aumentando a competitividade de seus produtos.A Suspensys SistemasAutomotivos Ltda, fabricantede sistemas desuspensões, eixos, vigas,cubos, tambores de freiose suportes para veículoscomerciais, encerrou osegundo semestre apostandoforte no mercadode reposição, através deinvestimentos que, somados,chegaram a R$10 milhões. Parte destevalor foi destinado à fabricação de novositens para compor seu portfólio. Mas o investimentotambém visou a construção deum novo prédio, onde será produzida todaa linha de produtos da Reposição AprovadaSuspensys.“Atualmente, contabilizamos cerca de 16mil itens ativos nesta linha, entre componentespara suspensões, eixos para caminhões,ônibus e semi-reboques. Até o finalde 2008, serão lançados mais 100 novositens de autogiro para estes três tipos deveículos”, avisa Eduardo Dalla Nora, ge-Eduardo Dalla Nora24Foto aérea Suspensysrente de Vendas e Marketing da empresa.Segundo ele, os investimentos seguem ameta da Suspensys de crescer em 25% aoano, até 2013.Crescimento constanteO novo prédio, que será entregue no finalde dezembro, tem uma área de 2.500m² dentro do complexo de 22 mil m² daSuspensys. “Em janeiro, já estaremos produzindona fábrica nova”, antecipa EduardoNora. “Para tanto, vamos remanejara mão-de-obra e contratar 50 novos funcionáriospara produção e expedição”. Eleressalta que, no plano de desenvolvimentoda empresa para os próximos cinco anos,a previsão é de que sejam produzidos 300novos códigos de peças para serem incorporadosna atual linha de reposição aprovada.“Visamos também fortalecer nossoscanais de distribuição - aumentando a capacidadede produção, para atender à demanda”.Dos novos produtos Suspensys,Eduardo antecipa alguns: balancim, pinose buchas, rolamentos e tambor.Fábrica SuspensysE não é por poucacoisa que a Suspensysestá apostando cadavez mais no mercadode reposição.Desde que lançoua linha de ReposiçãoAprovada, nos últimostrês anos, a empresacresceu 70%, e 40%do seu faturamento(de R$ 650 milhões em2007) vem deste nicho.Rogério Luiz RagazzonFortalecimento do grupoO Mercado de reposição de peças tambémé bastante significativo para outrasduas empresas Randon: a Master SistemasAutomotivos - fabricante de freios a ar paramontadoras - vem conquistando espaçoneste mercado, a cada ano. De acordo como diretor, Sérgio Onzi, de janeiro a setembrode 2008, a empresa atingiu um crescimentode 35% nos negócios na reposição, em comparaçãoao mesmo período, em 2007.Para outra empresa do grupo, a Fras-le S.A.,o mercado de reposição de peças representa65% de seu faturamento - os outros 35%vêm do fornecimento para as montadoras -somando os negócios no exterior. Somenteno Brasil, o mercado de reposição significa38% do faturamento total da empresa. Comum parque industrial em uma área total de309.624m², com uma área construída de58.583m², a Fras-le destaca-se por ser omaior fabricante de materiais de fricção doBrasil e da América Latina. A empresa conta,Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


Autopeçasatualmente, com uma capacidade de produçãode 144 milhões de peças/ano, considerandotodas as linhas - lonas pesadas e leves,pastilhas, revestimentos de embreagem,sapatas e produtos especiais. “No total, sãonove mil itens em toda a linha de produção.Mas nosso carro-chefe são lonas e pastilhaspara freios das linhas pesada e leve”, ressaltaRogério Luiz Ragazzon – diretor Comercialda empresa. “Temos todos os itens dereposição e constantemente lançamos produtosnovos no mercado”, enfatiza.Produtos e tecnologiaA Fras-le vem crescendo a uma taxa médiaanual de 14,3% em sua receita líquida consolidadanos últimos cinco anos. “Em contrapartida,os investimentos médios anuaisrealizados têm se mantido. Em 2007, foramR$ 27,6 milhões investidos em máquinas eequipamentos, ferramentas, veículos, construçõese obras civis”, conta Ragazzon. Em2008, os investimentos foram voltados para aconclusão de um campo de provas, que ocupará87 hectares e que está sendo construídono município de Farroupilha (RS), a quatroquilômetros de Caxias – numa iniciativa dasEmpresas Randon - e deverá começar a operarem 2009 para testar veículos e autopeças,como os materiais de fricção aplicados emcaminhões, reboques e semi-reboques, alémde caminhões especiais que utilizarão pistasconcretadas e/ou pistas off-road.”O campode provas vem colocar a empresa em outropatamar tecnológico, garantindo competitividadeaos produtos”, observa Ragazzon.Ele e Eduardo Dalla Nora têm a mesmaopinião a respeito do mercado de reposiçãode peças, como nicho de investimento nosetor: “É um mercado extremamente potencial,que cresce cada vez mais no Brasil.Nos últimos 10 anos, a frota brasileira decaminhões, ônibus e semi-reboques cresceucerca 30% ao ano”, diz o gerente deMarketing da Suspensys. “Uma das vantagensdeste setor é atender o cliente compeças de qualidade e segurança, que seequivalem às originais”, completa.Foto aérea Fras-LeFábrica Fras-Le


PremiaçãoSão Paulo, SPABIAUTO elegeos melhorescarros de2008Jornalistas especializados de todo oBrasil elegeram os melhores carrosà venda no mercado nacional e,comemorando seus dez anos deexistência, a entidade elegeu o carro da década.Gilberto Gardesani, editorda Revista Jornauto ediretor da Abiauto, nomomento da votação.A Abiauto – Associação Brasileira da ImprensaAutomotiva reúne jornalistas de todoo Brasil, especializados no setor automotivo.A premiação promovida pela entidade éconsiderada como a distinção de maior importânciado mercado nacional. Esses experientesprofissionais estão presentes em todos os lançamentosde novos veículos e faz constantesavaliações da tecnologia, praticidade, confortoe desempenho de cada modelo.Em noite de gala que contou com a presençade Jackson Schneider, presidente daAnfavea, a escolha dos melhores veículos de2008 foi realizada por 57 jornalistas, representandojornais, revistas, sites e emissorasde rádio e televisão.“É uma distinção onde prevalece a votação secreta e, portanto,incontestável, considerada por todas as montadoras e importadorascomo o maior reconhecimento das qualidades de seus produtos”, dizPaulo Rodrigues, presidente da Abiauto. Célia Murgel, vice-presidente,foi a responsável pela organização do evento que contou com oapoio de várias empresas como Iveco, Goodyear, FPT, PST Eletronics,Traxx e Volkswagen Caminhões e Ônibus.Concorreram todos os veículos à venda no mercado nacional, em cincocategorias. Na primeira seleção, os jornalistas classificaram os cinco que,na opinião de cada um, tinham melhor representatividade levando emconsideração o projeto, a tecnologia e o seu posicionamento comercial.Paulo Rodrigues, presidente e Célia Murgel, vicepresidenteda Abiauto homenageiam JacksonSchneider, presidente da Anfavea.final. Os premiados foram:Carro Abiauto 2008: Chevrolet Captiva, Nacional: Ford Focus, Popular:Ford Ka, Importado: Ford Fusion, Picape: Chevrolet S10, UtilitárioEsportivo: Chevrolet Captiva e Minivan: Citröen Grand C4 PicassoEm homenagem aos 10 anos de existência da Abiauto e do PrêmioImprensa Automotiva, os jornalistas especializados elegeram oVolkswagen Gol como o Melhor Carro da Década.Destaque no SalãoOs dois primeiros dias do 25 o . salão do automóvel sempre são reservadospara a visita da imprensa especializada quando as montadorasfazem apresentações oficiais e detalhadas dos modelos expostos emseus estandes. Nas coletivas, as montadoras que tiveram seus veículospremiados pela Abiauto, aproveitaram para fazer ampla divulgaçãodo fato, demonstrando a importância que o prêmio tem. Na GM e naFord, fabricantes mais premiados, com três troféus cada, o presidente daAbiauto, Paulo Rodrigues repetiu a entrega oficial do troféu “Melhoresda Abiauto” às diretorias das empresas, representadas pelos seus presidentes,vice-presidentes e, inclusive, diretores das matrizes.Os melhores, dentre os melhoresDurante o dia, as montadoras colocaram seus modelosà disposição dos jornalistas, no kartódromo de Aldeia daSerra, em São Paulo, para que pudessem fazer um testedrive e dar a última aferida na sua opinião.À noite, com a presença e a torcida de todos os representantesdas montadoras, aconteceu a votação28Relação dos GanhadoresVolkswagen Gol - “Carro da Década”Ford Focus - Melhor Carro NacionalFord KA - Melhor Carro PopularFord Fusion - Melhor Carro ImportadoChevrolet S10 - Melhor picapeCitröen Grand C4 Picasso - Melhor MinivanChevrolet Captiva - Melhor Utilitário Esportivo e Carro Abiauto 2008


Fiat Línea:diferenciaise apelosDisputar o segmento mais aguerrido do mercado, o dossedãs de quatro portas, pode parecer falta de tino. Afinal, é oque mais cresce, mas conta com maiores competidores.Neste ano, o segmento venderá 220 mil unidades dentre todos osconcorrentes líderes e referenciais como Honda Civic, Toyota Corolla,Renault Megane, Chevrolet Vectra, Logan, Citroën C4, Peugeot 307Sedan, Ford Fusion em versões antiga e nova.Mas a Fiat priorizou fazer o Linea. Razões simples: a necessidadede se liberar do rótulo de fábrica de carros pequenos; a exigência depreencher espaços na insólita posição de líder de vendas; o rótulo debase de projeto e difusora da marca na América Latina.Os diferenciais aplicadosNo Línea, a Fiat se aplicou nos itens que interfaceiam com os compradores.Fez um apelo aos sentidos. Investiu na arquitetura mecânica,desenvolvendo a plataforma do Punto, aumentando a largura, as bitolas.Da carroceria, herdou o pára brisas e as duas portas frontais. No portamalas garante que cabem 500 litros. Cuidou da motorização. Desenvolveuum motor com cilindrada pouco superior a 1.800 cm 3 e chamou-o1.9. Quatro cilindros, duplo comando para 16 válvulas, 130 cv de potênciae 18,1 kgmf de torque, se iniciando em baixas rotações.No caso, importou da Itália um motor 1.400 cm 3 com turbo e intercoolerem primoroso acerto: eliminou as sensações de ausências outrancos na entrada ou saída do sopro do turbo.Aplicou-se ao restante: freios a disco nas quatro rodas com ABS eseu gestor EBD. E complementando segurança, cinto de segurançacom três pontos de fixação; apoio para cabeça no lugar central dobanco traseiro, vidros traseiros, maior dose de cor. Complementoucom adereços eletrônicos: Blue&MeTM, Blue&MeTM NAV com navegadorGPS, sensor de estacionamento, de chuva e crepuscular, atéseis air bags, ar-condicionado automático digital.Mas na formulação estética a montadora mostrou a italiana origeme intimidades no compor veículos. Mantém a atual assinaturada marca, a harmonização frontal entre grupo óptico, pára lamas egrade. Uma aura de Maserati e harmonia estética dos imbatíveis esportivositalianos dos anos ‘60. Cores vivas, jogo de cores no interior,uso de tonalidades claras para dar noção de espaço.Em síntese, apelos na práticaAutosRoberto NasserSão Paulo, SPNa prática, buscou remunerar os sentidos nas quatro versões, duasmotorizações, câmbio mecânico ou automatizado pelo sistema Dualogic,e três níveis de decoração. As versõescom turbo são chamadas TJet. A Fiat nãoquer a imagem de esportivo de quatro portas,mas de sedã performático. Os 152 cavalosde potência e a linha plana de torque de21,1 kgm entre 2.250 a 4.500 rpm, leva oveículo a 203 km/h, e de 0 a 100 km/h em8,5s. Diz a Fiat, com baixo consumo de gasolina.O motor TJet não é flex. Só o 1.9.A disposição da Fiat é envolver o cliente.Começa pela garantia de três anos, com revisõesa cada 15 mil km; segue por distinguilocomo membro do Clube L ‘Unico. Vanta-diretor Comercial, “o FiatSegundo Lélio Ramos,gens? Tratamento individualizado. Começa Linea vai muito alémdo estilo refinado, poispor conjunto numa pasta: manual, CD sobreele nasceu em torno doo veículo. Se tiver o equipamento Bluethoot, indivíduo, para acolhê-lo,um pen drive com mapa para o aparelho de protegê-lo e agradá-lo”.GPS. A dedicação às firulas eletrônicas é umadas preocupações e passa pelos comandos de telefone e GPS porvoz. Importante, um contato na fábrica. Em caso de qualquer questão,será sua referência para receber, tratar e resolver o assunto, sempassar o cliente para anônimos atendentes de call center.Em resumo, o segmento é disputado, os concorrentes tem peso erelêvo mas, em hipotética balança aferidora de sensações, o Linea éa única diferença dentre os demais. Afinal, todos praticam fórmulamais ou menos idêntica. Uns tem confiabilidade, são econômicos,mas lhes falta porta-malas e interesse dinâmico. Outros, tem mecânicaafinada, são performáticos, atuais, mas seguem o figurino depouco atrevimento estético e decoração careta; o Megane deixoupassar a oportunidade e o Vectra, tipo túnel do tempo, foi devidamenterotulado de carroceria bonita sobre plataforma de sensaçõesantigas. Sobra o Linea, diferenciado por proposta estética, decorativa,e a opção performática do motor turbo. Faz bem aos olhos, a tato,ao espírito. É uma regulagem fina no cenário do mercado.Fiat Línea 1.9 16V1.9 16VDualogicAbsolute T-JetCâmbio Mecânico Dualogic Dualogic MecânicoMotor 1.9 16V Flex 1.4 16V TurboPotência Gas.:130 cv / Álc.:132 cv 152 cvTorqueGas.:18,1 kgm / Álc.:18,6 kgmAmbos a 4.500 rpm21,1 kgm(2.250 a 4.500 rpm)Preço (R$) 60.900,00 63.900,00 68.840,00 78.900,0029


AutomechanikaGilberto GardesaniBuenos Aires, ArgentinaAutomechanika Argentinacresce e apareceA quarta edição da Automechanika realizada em Buenos Aires,Argentina, apesar da crise, foi a maior de todos os tempos,com 576 expositores, sendo 165 de empresas internacionais.Destacamos a forte presença de empresas brasileiras. A próximaAutomechanika será realizada de 3 a 6 de novembro de 2010.E/D: Fernando Gorbarán, Presidente de Indexport Messe Frankfurt, StephanKurzwaski, vice-presidente da Messe Frankfurt GmbH e responsávelpela marca Automechanika a nivel mundial, Rodolfo Achille, Presidenteda AFAC, Fernando Fraguio, Secretario da Indústria do Governo, AdolfoEnrique Deibe, Secretario de Empregos do Governo, Salvador Lupo,Presidente da FAATRA, Antonio Cacciola, Presidente da FACCERA eMarcelo Elizondo, Diretor Executivo da Fundação Export.Ar.O vice-Presidente da Messe Frankfurt GmbHe responsável pela marca Automechanika emnível mundial, Stephan Kurzawski, declarouna inauguração: “nos juntamos aqui parafalar novamente de nossa indústria, mas começamoscontando que a palavra “crise” emchinês consiste de dois signos: um significa“perigo” e o outro “oportunidade”.Com recorde de visitantes - os organizadoressomaram 42.264, na maior parteprofissionais - a Automechanika Argentinamostrou um setor pujante que, mesmo afetadopela crise mundial, não baixou os braçose procurou brindar o público com belosestandes e produtos de qualidade, além demostrar know how e bons serviços.A mostra ocupou todos os pavilhões da LaRural Predio Ferial onde foi anexada umaestrutura modular trazida da Bélgica paraoferecer mais lugares para os expositores.O Presidente da Asociação de Fábricas Argentinasde Componentes (AFAC), correspondenteao nosso Sindipeças, Rodolfo Achille,também se referiu à crise mundial e como osetor se encontra frente à mesma: “agora, nofinal deste ano, aconteceu uma crise de nívelglobal sem precedentes. Obviamente, a atividadeautomotriz não ficará imune a ela e, denós dependerá exclusivamente saber de quemaneira utilizaremos nossa capacidade: parareduzi-la ou para agravá-la. Este é um desafioque deveremos enfrentar e resolver, em muitopouco tempo”.De acordo com Marcelo Elizondo, DiretorExecutivo da Fundación ExportAr, um pontomuito importante dentro da feira foi a “2ºRonda Internacional de Compradores deAutopartes” quando foram convocadas 66empresas locais do setor que mantiveram280 reuniões com empresas provenientes devários países., dentre eles Botswana, Brasil,Colômbia, Egito, Emirados Árabes Unidos,Estados Unidos, Marrocos, México, África doSul, Tunísia, Ucrânia.30 Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


Automechanika“Estamos muito contentes com oexcelente resultado da exposicão.A mostra cresceu, amadureceu ese transformou em um eixo indiscutidoe altamente valorizado portodo o setor automotriz, em nívelinternacional. Cabe recordar quea mostra se realizou em outros 14países do mundo onde tambémteve singular êxito. A AutomechanikaArgentina 2008 ofereceu umpouco de ar fresco no meio destacrise de nível internacional, porquea maioria dos expositores se reencontroucom seus clientes, contatounovos e mostrou o potencial de seusprodutos. Houve um incremento de assistenteslatino americanos e de outros continentesque são, basicamente, os clientes aquem dirigem suas exportações”, declarouFernando Gorbarán.Presença brasileiraAs fotos mostram os estandes de importantesempresas brasileiras, a maioria já antigaOrigem dos 223 visitantes cadastrados noestande da apex brasil:69,5%4,9%4,0%3,6%3,1%4,4%3,1%70,0%10,0%11,0%41,0%17,0%38,0%ArgentinaUruguaiBrasilParaguai e Venezuela, cada umChileAlemanha, Itália, Tailândia, China, e MarrocosPerú, Colômbia e El Salvador e MéxicoDistribuidoresTradingsFabricantes/sistemistas ou empresas que lidam com OEMOperam com linhas pesada e leveSó com a linha pesadaCom a linha leveTheophil Jaggiparticipante da Automechanika Argentina.O Sindipeças participou com um estandecoletivo, levando 10 fabricantes– Acument, Birkson, DHB, Fiamm, Keko,KL/Rayton, Knorr-Bremse, Olimpic, Pradolux,RCN/RFI e contou com o apoio daApex, Agência para a Promoção de Exportaçãoe Inversões.Segundo Theophil Jaggi, Conselheiro doSindipeças, “a base de trabalho da Apexé a associação com o setor privado, quebusca sempre ampliar o número de empresasexportadoras, abrindonovos mercados para osprodutos brasileiros”.“O mercado argentino é umparceiro muito importante ea Automechanika se destacaoferecendo excelentes oportunidadespara ampliar orelacionamento com clientestanto das montadoras, comodo setor de reposição. Todosos participantes do estandedo Sindipeças / Apex ficaramsatisfeitos com os resultados”,acrescenta Théo.


CargasCatarina CarozziUberlândia, MGDo interior de Minaspara o BrasilReinaldo Elias Costa teve seu primeiro contatocom uma empresa de transportes em 1963. Aindajovem, começou como Office boy. Hoje, possui suaprópria empresa, a REC Transportes de cargas. DeUberlândia para o resto do país, Reinaldo transportatodos os tipos de carga.Em sua passagem pela Minas Goiás, Reinaldoressalta que teve a oportunidade de conhecertodos os elos da cadeia de transportes,passando por vários setores até chegar à diretoria.Em sua opinião, para se tornar um profissionalcompleto, foi necessário ter conhecimentosobre todas as operações da empresa.E, em sua trajetória, ele teve a oportunidadede gerenciar equipes em todos os setores.Fundada há 15 anos, por Reinaldo e suaesposa, a REC Transportes é uma empresa familiarque hoje conta com a participação tambémdos seus filhos na sua administração.Hoje, firmada no tripé qualidade, segurançae pontualidade, a REC Transportesbusca responder às demandas do mercadosempre inovando e primando pela qualidadena prestação de serviços logísticos(transporte rodoviário, armazenamento,gerenciamento de risco, roteirizarão decargas, paletização, distribuição schirinkageme logística reversa) de carga seca comênfase em material de limpeza, alimentos,grãos, bebidas e eletroeletrônicos.São mais de 40 clientes fixos, atendidos por150 veículos entre frota própria e de terceirosfidelizados. Especializada em transportesde mercadorias na região Centro-Sul, osveículos da transportadora chegam a rodardistancias superiores a 1200 km paraatender a todas as exigências de seusparceiros.A matriz da empresa fica em Uberlândia,que para Reinaldo, é um ponto estratégicono mapa do país. Ele explica que num raiode 600 km, saindo da cidade, tem-se 1/3da população e 2/3 de todo o consumodo país. Filiais em São Paulo, Rio de Ja-neiro, Contagem, Goiania, Brasília, Linharese São Bernardo do Campo foram montadaspara atender com a mesma qualidade todasas regiões nas quais a REC atua.Qualificação é essencialA REC possui 192 profissionais em suaequipe e, desses, 80 são motoristas. Segurançaé um dos principais lemas da empresa.Para a contratação de motoristas é realizadoum rigoroso processo seletivo. Em seguida,passa por um treinamento completo envolvendoo uso correto dos instrumentosdo painel do veículo e do rastreador, alémdos procedimentos adotados pela empresaquanto às normas de segurança e atendimentoao cliente.Reinaldo afirma que ainda está longe dechegar a sentir tranqüilidade quando seusmotoristas saem em viagem. A empresa possuium departamento de gerenciamento deriscos com profissionaisespecializados,para acompanhamentodeReinaldo Elias Costatodo o trajeto que o motorista irá realizar,desde o pedido de coleta de carga até a entregaefetiva para os clientes. “A viagem sótermina quando o motorista volta para umade nossas bases”, desabafa. A falta de segurançao obriga a controlar todos os quilômetrospercorridos por seus motoristas praticamenteon-line. “Eles possuem trajeto e rotaspré-definidas e suas paradas só ocorremem postos conveniados. Rádios, celulares ecomputadores de bordo são complementosoferecidos para dar um pouco mais de tranqüilidadee confiança.“, completa.“Sempre trabalhei com transporte e nãome vejo fazendo outra coisa. Minha experiênciae meu engajamento na melhoria dascondições e de estruturas para o setor aindame motivam a lutar e vivenciar durantemuito tempo pelas causas do setor. Nãomudaria nada em minha trajetória. Aprendicom os sucessos a valorizar nossa empresae com as dificuldades a necessidade deatualizar e manter a chamado transporte sempreacesa, finalizaReinaldo”.32


CargasGuilherme RagepoSalvador, BAEclipse atropela os“aventureiros” regionaisFundada comouma empresa degrande porte, aEclipse Transportessegue hoje padrõesaltos de qualidadepara apresentar osmelhores serviçosaos clientes. Esteano a transportadoraampliou a atuaçãono Nordeste,visando atender ocarente mercadoda área de logísticada região. Mesmojogando contra os“aventureiros”, oobjetivo de crescernão sai dos planosda diretoria.“O mercado nordestino é muito poucoexplorado e em muitas das vezesdesrespeitado por pessoas que nãotêm compromisso com os clientes”.Assim é definida a atual situação daregião Nordeste pelo gerente da filialda Eclipse Transportes em Salvador,Sérgio Dias. Ele avalia o mercado combase nos mais de 40 anos de experiênciaque tem. “Infelizmente, muitasempresas nascem somente para desestabilizaroutras. Esses aventureirosdevem ser fiscalizados com mais rigorpelo governo”, queixa-se.Ele reclama disso porque convive regularmentecom situações de perda de clientes paraempresas que apresentam serviços mais baratos.“O problema é que essas transportadorasnão respeitam prazos e não oferecem qualquertipo de segurança ou garantia a clientela”, afirmaDias. E conclui: “as companhias que fazemum trabalho bem feito, com monitoramento eque cumpre metas são preteridas pelos valorescobrados por outras, que só se prestam a queimara imagem de quem tem anos de mercadoe trabalho reconhecido”.Desenvolvimento na criseNeste momento de inconstância no mercado,a Eclipse Transportes procura oferecermelhor qualidade nos serviços. Para isso,além de ser regulamentada pelas normasda Sassmaq (Sistema de Avaliação de Segurança,Saúde, Meio Ambiente e Qualidade),está em processo de aquisição do certificadoISO 9002. “Queremos atestar aos nossosclientes a responsabilidade com que trabalhamos”,diz o gerente.Existe também a preocupação com osfuncionários. Todos os colaboradores sãocapacitados e depois direcionados ao trabalho.E ainda a dedicação com o depósitoe estocagem das mercadorias. Em Salvador,por exemplo, o corpo gestor está negociandoa aquisição de um galpão próprio com3.000 m² no bairro de Porto Seco Pirajá.Sérgio Dias“Devido ao crescimento do mercado baiano,é necessário um galpão operacional maior,com mais plataformas de cargas e descargaspara atender a demanda”.Uma importante estratégia implementadaeste ano é a Rota Nordeste. É um novoroteiro dedicado exclusivamente às cidadesnordestinas que visa ao atendimento nascapitais e principais cidades do interior emtodos os estados do Nordeste. “Pouquíssimasempresas fazem entregas nesta rota,nós nos dedicamos e ajudamos a melhoraro setor”, avalia Sérgio Dias.Compromisso desde o inícioA Eclipse foi fundada em Recife no ano de1997, ao mesmo tempo em que lançou cincofiliais, em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ),Aracaju (SE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA).Hoje a empresa conta com mais de 100 veículospróprios, entre trucks e carretas baús,graneleiras, furgões para entrega, carroceriaaberta, munks. Toda esta frota é rastreadapara realizar as entregas.Também pensando no Nordeste, foi criadarecentemente uma filial na cidade deDelmiro Gouveia (AL). “Atuar nos estadosnordestinos é uma estratégia de crescimentoimplementado desde o início na Eclipse.A empresa sempre esteve voltada a atendercom atenção a todos os clientes, principalmenteaqueles que estão na região Nordeste,onde se nota crescimento, mas muita carênciana logística”, avalia Sérgio Dias.34Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


CargasGuilherme RagepoSalvador, BASempre em buscade novas linhasZuleika MeloTreze anos de mercado proporciona à ViaVerde Transportes a capacidade de poder analisá-lo com basenas necessidades dos clientes. A transportadora atua com onzefrentes e realiza ligações importantes entre empresas da regiãoSudeste com a Nordeste.Os planos são de facilitar o transporte decargas entre empresas da Bahia, Sergipe,São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Pernambuco,Paraíba, Rio Grande do Norte eCeará. A cada nova estratégia, aumenta aquantidade de localidades na região Nordeste.Para a gerente comercial da Via Verde,Zuleika Melo, “os estados nordestinosprecisam dessa ligação com os centros fornecedoresdo Sudeste, principalmente SãoPaulo e Rio de Janeiro”.Zuleika também afirma que a satisfação ea valorização dos clientes é o ponto-chavepara os bons resultados da empresa. Segundoela, são mais de mil contratos firmados ea certeza de que são bem atendidos. “Trabalhamosem cima da necessidade do cliente,voltando nossas ações à agilidade na coleta,embarque e entrega das mercadorias”.“Também fazemos questão de honrar prazos,metas, sem esquecer da segurança notransporte”, afirma a executiva, enumerandoos mecanismos de proteção utilizadospela transportadora. A garantia que é oferecidase baseia em uma estratégia de gerenciamentode risco, que conta com seguro eserviço de auto-track, o rastreamento dotrajeto, 24 horas, via satélite. “Havendoqualquer desvio na rota, é feito o travamentoimediato do veículo”, explica.Expansão pelas estradasA Via Verde Transportes iniciou as atividadesno ano de 1995, com um trajetoque ligava as duas principais sedes, Salvadore Aracaju. Há oito anos, a instalaçãosimultânea nessas cidades atende umagrande demanda, coletando, embarcandoe entregando em 24 horas. Já em 2003,com novas parcerias formalizadas, foraminauguradas mais duas sedes, Recife, Maceióe mais adiante uma terceira em João Pessoa,ampliando ainda mais o mercado.A década atual foi de crescimento aceleradopara a empresa. Depois de oito anosganhando corpo no mercado e mais doisampliando o alcance no Nordeste, foi a vezde atingir os pólos de emissão de produtos.“Os estados nordestinos ainda são importadores,por isso, em 2005 inauguramos umafilial em São Paulo. Serviu para aumentar ocontato com as matrizes das empresasque nos contratam ou mesmoque mandam seus produtospara cá”, resume a gerente comercial,se referindo à ponte que fazentre Sudeste e Nordeste.E a cada ano que passa, aumenta onúmero de filiais. Somente na Bahiasão duas além de Salvador, com umaem processo de lançamento. “Operamoslinhas que saem e chegam dacapital baiana, Feira de Santana etambém em Ilhéus”, ela conta e nãoesquece das mais recentes instalaçõesem outras capitais nordestinas como asde Natal e Fortaleza, lançadas ainda no primeirosemestre deste ano.Carga e transportesA transportadora utiliza a mão-de-obra depelo menos cinquenta funcionários diretos,apenas em Salvador, entre colaboradoresdo setor administrativo e os que trabalhamdiretamente com o carregamento, descarregamentoe transporte. “Quando temosdemanda que excede nossa capacidade,terceirizamos o serviço de entrega, mastudo é feito com base nos nossos contratoscom clientes, eles estão em primeiro lugar”,revela Zuleika.“Todos os veículos que circulam dentro dacapital baiana são próprios, já aqueles quefazem as transferências interestaduais são,na maior parte, contratados”. Zuleika afirmaque a empresa realiza entrega de “todo tipode carga não perecível”. “O que a clientelaprecisar transportar, de carga seca, nós realizamos”,finaliza.36Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


ServiçosAdriana LampertCaxias do Sul, RSA oficina das oficinasEm janeiro de 2009,a Mecânica Rotta- entrará no mercadode pesados, após33 anos no ramo deassistência à linhaleve e utilitários. Aoficina irá prestarserviços tambémpara outras oficinasmecânicas, no RioGrande do Sul.Especialista em conserto de freios,direção hidráulica, suspensão ear-condicionado, a Mecânica Rotta,situada em Caxias do Sul (RS),passará a atender também veículospesados. Há seis meses, a empresacomeçou a atuar também na distribuiçãode peças de reparos paradireção hidráulica de caminhões,fabricadas pela TRW Automotive.“Hoje, estamos com 60 itens de peçasde direção hidráulica para linhapesada”, ressalta Paulo Robertodos Reis, proprietário e gerente da Rotta. Elediz que grande parte da clientela da oficina jásão outras mecânicas e concessionárias espalhadaspor 25 municípios próximos a Caxias.“Agora, além de fornecer as peças, vamosprestar serviços para eles, na parte de veículoscomerciais pesados. Estamos habilitados paradar assistência inclusive durante o período degarantia das peças”, explica Reis, lembrandoque há dois anos, a Rotta já é posto autorizadoda TRW para linha leve.Parceria ampliada“O serviço que nossa empresa ofereceráserá diferente: o reparo será feito com a peçafora do caminhão. As outras oficinas farãoapenas a extração da peça que será enviadapara nós. Enquanto eles consertam o freio,consertamos a direção. É uma forma de ampliara parceria e agregar mais um serviço,sendo que o ferramental e a peça ficam porconta da Rotta, e a outra oficina não perdeo cliente por não ter como oferecer o serviçopara a direção hidráulica”, resume Reis.Ele revela que o mesmo procedimento jáacontece hoje na linha leve. “Temos ligaçãocom 1.500 oficinas, onde ensinamos a fazer odiagnóstico e remover a peça para enviar paranossa empresa realizar o serviço”. Resultado:a oficina-cliente lucra pela mão de obra daremoção da peça. Esta parceria dá tão certoque, atualmente, 60% da clientela da Rottasão outras oficinas. “Formamos uma parceria,onde estas se tornam verdadeiros postosavançados da Mecânica Rotta. Pretendemosfazer o mesmo, a partir de 2009, com a linhaPaulo Roberto dos Reisde pesados”, diz o proprietário da empresa.Ele admite que o ramo de pesados é totalmentenovo para a Rotta. “Vamos começarcom a estrutura que temos, mas se crescere tiver uma boa demanda, iremos abrir umaempresa só para atender caminhões, em umlocal próximo à BR”, planeja.Prevenir é mais baratoAlém de agregar serviço às oficinas, PauloReis também quer atingir os frotistas, oferecendo“manutenção-preventiva”, ondeos caminhões passem por revisão dentro daRotta, evitando despesas e parada excessivaquando já atinge o estágio de conserto.“O frotista já sabe que a manutenção émais cara e exige a troca total das peças. Nocaso de revisões preventivas, isso pode serevitado”, realça.A Mecânica Rotta fica situada em uma áreade 460m 2 , dividida em oficina (com 8 boxpara atendimento de veículos de linha leve),salas de administrativo, estoque e laboratóriopara reparo de direções hidráulicas. Dos10 funcionários, três mecânicos estão destinadospara atender as peças de caminhões.“Em 2009, teremos condições de atender10 caixas de direção/dia (na linha pesada),além dos atuais 15 atendimentos/dia da linhaleve”, projeta Reis, que ainda pretendeinvestir na aquisição de novos itens de peçaspara venda. “A partir do momento que incorporarmoso serviço de manutenção parasuspensão e freios de pesados, iremos colocarà venda um total de 500 itens, parareparos de direção, freios e suspensão”.38Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


ServiçosGuilherme RagepoSalvador, BAFaísca, preocupada comos jovensMaurício SantosFaísca, prestadorade serviçoselétricos, tem maisde quinze anosde experiência, ededicação aos seusclientes. Tambémdedica atenção anovos aprendizes. Ameta agora é abriruma filial no interiorda Bahia e expandiro atendimento paraoutras frentes.Crispina Cruz“Se houvesse maior incentivo doGoverno, nós poderíamos ser maisum meio de tirar jovens das ruas edar a eles uma profissão”, avalia osócio-proprietário da Faísca Comércioe Serviços Elétricos, Maurício Santos.Ele diz que já qualificou muitos jovensque hoje estão empregados em outrasempresas. “É uma forma de mostrar aeles que podem ganhar dinheiro honestamentee afastá-los do mundo dasdrogas e da violência”.Para Santos, os anos que ele passounas oficinas de companhias de ônibuse os cursos que recebeu foram muitoimportantes para chegar onde está. Eleé uma referência no meio local dos serviçoselétricos. “É tão respeitado que é procuradopor empresas concorrentes para fazer o trabalhoque elas não conseguem”, diz a sóciaproprietária,Crispina Cruz.Ela completa dizendo que o respeito e ahonestidade com que Faísca, como Maurícioé conhecido no mercado, trata os clientestambém favorece a manutenção de umaboa clientela: “não temos queixas de quemé atendido pela nossa empresa”. Desdeque foi fundada, em 2000, se dedica à remanufaturade peças elétricas de veículosleves e da linha pesada. “Funcionávamosno bairro do Alto do Carbito, crescemos eviemos para onde a procura é maior, emPirajá”, explica Crispina.Mudanças e produtosA sócia-proprietária afirma que, com apenascinco anos, a evolução foi grande. Do pequenoimóvel onde apenas eram realizadosos consertos de peças, a empresa se mudoupara outro ponto num importante trecho depassagem de veículos da linha pesada, emuma instalação de dois andares. “Ampliamostambém a nossa atuação. Agora, alémdos serviços elétricos, também oferecemosvenda de peças”.São mais de mil itens no estoque, organi-zados em um sistema informatizado própriopara facilitar seu controle. “Queremos estarsempre preparados para atender os nossosclientes. Por isso colocamos à disposição diversasmarcas de um mesmo produto como,por exemplo, motor de partida ou chave deseta”. Entre as disponibilizadas para o público-alvoformado por companhias de ônibuse frotistas, estão a Fiorenze, Arielo, Bosh,Gauss e Unifap.Além disso, a Faísca mantém contato diretocom as fábricas. “Quando não temos a peça,encomendamos, sob medida. O objetivo ésatisfazer o cliente da melhor forma possível”,explica Maurício Santos. Para atender ademanda, são quatro funcionários que realizamos serviços e mais dois no atendimentode balcão. “Atendemos também onde ocliente está. Se não há possibilidade de trazera peça defeituosa aqui, vamos no localem que o veículo está parado”.Com a conquista de uma clientela forteno mercado de Salvador, o objetivo agora éabrir frentes no interior do estado. CrispinaCruz afirma que “os planos são abrir umafilial na cidade de Feira de Santana até o finaldo ano que vem”. A sócia-proprietáriatambém coloca nas metas São Sebastião doPassé. Segundo ela, o município é um importantecentro da linha pesada, onde a cartade clientes pode crescer muito.40Visitewww.jornauto.com.brCultura Automotiva


Boelter projetacrescimento de12% para 2009ServiçosAdriana LampertPorto Alegre, RS“Tradição com qualidade”, este é olema da Boelter Mecânica e Metalurgia,empresa gaúcha que completou em junho60 anos no mercado.André de Oliveira BoelterEste sucesso é atribuído ao trabalho realizadodesde o início pelos fundadores quesempre primaram pela honestidade, qualidadee atendimento em busca de soluções paraos clientes. “E esta continua sendo nossa filosofiade trabalho”, avalia André de OliveiraBoelter, diretor e filho do proprietário, ArnoGermano Boelter. Nestas seis décadas, teminovado em muitos dos serviços e, atualmente,conta com mais de 900 clientes ativos.A empresa tem como principal negócio amanutenção de veículos pesados (suspensão,chassi e transmissão) e recuperação de componentesmecânicos como alojamentos derolamentos da carcaça do diferencial, eixos detransmissão, assentos de rolamento de rodatraseiro e dianteiro, alojamentos de rolamentosde caixa de câmbio, alinhamento e embuchamentode eixos dianteiros. “Também comercializamospeças, mas isto é uma conseqüência doserviço, sendo que a venda é quase exclusivamenteinterna e representa em torno de 30%do nosso faturamento”, ressalta Oliveira.Serviço pesadoA oficina se divide em setores especializadose de mecânica geral e contacom 16 colaboradores entre as váriasespecialidades - mecânicos, torneiros,soldadores, geometrista, alinhadoresde chassis. No local também há setoresespecíficos, como laboratório paramontagem de diferencial, setor debalanceamento e montagem de eixoscardan, setor de usinagem de eixos ecarcaças do diferencial. Com esta estrutura,os mecânicos da Boelter têm capacidadepara atender cinco veículos/dia,contando com 10 box de mecânica geralpara caminhões e ônibus e quatro box dealinhamento e alongamento de chassi.“A nossa média de atendimento é de300 ordens de serviço por mês, entreassistência a veículos e venda de peçasavulsas. Nossos principais clientes sãoempresas de transporte coletivo, transportadorase empreiteiras. Trabalhamoscom todas marcas e modelos de caminhõese alguns tipos de serviços em camionetasF-1000, D-20, Hylux, entre outras”, resumeOliveira, que gerencia todos os 25 funcionáriose tem muitas histórias para contar.Dificuldade cria soluções“Diante da dificuldade de obtenção de peçaspara manutenção de veículos na época daSegunda Guerra,meu pai e tios, resolveramabrir uma empresa especializada em soldae usinagem para conserto de peças de caminhões”,diz Oliveira. Em 1983, a empresasofreu a primeira cisão com a saída de um dosirmãos, que ficou com o segmento de máquinasagrícolas da empresa. Em 1995 houve asegunda cisão. Desta vez o irmão mais velhooptou pelo segmento de geometria, balanceamentoe suspensão de veículos leves. Namesma época, a Boelter S.A criou uma novaempresa para atuar somente na representaçãoda bandeira ZF do Brasil, fabricante dedireções hidráulicas e caixas de câmbio.Recentemente, esta empresa foi vendida ehoje a Boelter se concentra novamente em suasorigens, comandada por Oliveira e seu pai.Os dois fazem planos de investimentospara o próximo semestre, com a aquisiçãode novas ferramentas e máquinas. “A metapara 2009 é consolidar nossa posição demercado e buscar um crescimento de 12%através de novos clientes e aumento departicipação no dia a dia de nossos principaisclientes. Para tanto planejamos investirna melhoria do perfil de nosso estoque,aquisição de novas ferramentas e máquinascom o objetivo de tornar o serviçomais rápido e um trabalho de campo maisagressivo visitando clientes e prospectandonovas oportunidades de negócio”, projetao diretor da empresa.41


EstatísticaAcumulado - Janeiro a Novembro de 2008 / 2007Informações sempre atualizadas em nosso sitewww.jornauto.com.brProdução por segmento de mercadoTipo de veículo ........ 2008........ 2007................Var %Automóveis....................... 2.349.238.............2.095.444.........................12,1Comerciais Leves.................. 410.992.............352.393............................16,6Cam. Semileves......................... 7.382.............5.284................................39,7Cam. Leves............................. 28.446.............23.942..............................18,8Cam. Médios.......................... 15.023.............12.581..............................19,4Cam. Semipesados.................. 51.126.............39.849..............................28,3Cam. Pesados......................... 55.882.............43.106..............................29,6Ônibus.................................... 37.323.............33.384..............................11,8Total................ 2.955.412........ 2.605.983.......... 13,4LicenciamentosTipo de veículo ........ 2008........ 2007................Var %Automóveis....................... 1.830.778.............1.621.085.........................12,9Comerciais Leves.................. 315.979.............249.704............................26,5Cam. Semileves......................... 5.480.............4.823................................13,6Cam. Leves............................. 23.423.............20.571..............................13,9Cam. Médios.......................... 11.049.............10.208................................8,2Cam. Semipesados.................. 34.654.............25.755..............................34,6Cam. Pesados......................... 35.254.............25.174..............................40,0Ônibus.................................... 25.144.............21.071..............................19,3Total...........2.281.761....... 1.978.391.....15,3Exportação (Veículos + CKD)Tipo de veículo ........ 2008........ 2007................Var %Automóveis.......................... 519.484.............548.728............................ -5,3Comerciais Leves.................. 115.330.............133.448.......................... -13,6Cam. Semileves......................... 1.508.............1.167................................29,2Cam. Leves............................... 5.063.............4.834..................................4,7Cam. Médios............................ 2.444.............2.815.............................. -13,2Cam. Semipesados........... .......10.570.............11.768 ........................... -10,2Cam. Pesados......................... 17.680.............16.695................................5,9Ônibus.................................... 14.741.............13.939................................5,8Total.................. 686.820........ 733.394............. -6,4Ranking RenavamAutomóveisUtilitários1. Gol............................... 266.562.......... 1.Strada.................... 66.6642. Palio............................ 187.604.......... 2. EcoSport............... 40.7143. Mille............................ 129.824.......... 3. Montana............... 31.9834. Corsa Sedan......................128.750............4. S-10......................... 29.4445. Celta.................................120.688............5. Saveiro...................... 29.1336. Fox/Cross Fox.....................111.686............6. Kombi........................ 26.4107. Siena...................................89.519............7. Hilux.......................... 19.5118. Ka.......................................57.007............8.Tucson........................ 18.5569. Corolla................................54.550............9. L200.......................... 17.62710. Fiesta Hatch.......................53.453............10. Fiorino..................... 16.89911. Corsa Hatch.......................48.372............11. Pajero...................... 16.65912. Prisma...............................44.670............12.Ranger..................... 12.73113. Civic..................................43.610............13.Hynday HR............... 12.15414. Sandero.............................42.193............14.Tracker....................... 8.05015. Logan................................37.713............15.Courier....................... 7.95016. Punto................................37.042............16.Ducato....................... 7.22417. Palio Weekend...................36.399............17.Sportage.................... 6.58618. C3.....................................33.386............18.Hilux SW4.................. 6.50919. Fiesta Sedan......................32.521............19.Frontier...................... 5.68120. Idea...................................25.772............20.Honda CRV................. 4.164Vendas de caminhões no atacadoSemileves (3,5 / 6 - Ton./PBT)Fabricantes......2008...Part. %......2007. Part. %... Var. %Mercedes....................... 2.884............. 35,3........... 2.889............36,4.............-0,2Ford............................... 2.385............. 29,2........... 2.399............30,3.............-0,6Iveco............................. 2.031............. 24,9........... 1.189............15,0............ 70,8Volkswagen...................... 859............. 10,5........... 1.419............17,9...........-39,5Agrale.................................. 0 .............. 0,0 ............... 30 .............0,4.............. 0,0Total................8.159...................7.926....................2,9Leves (6 / 10 - Ton./PBT)Fabricantes......2008...Part. %......2007. Part. %... Var. %Volkswagen................... 9.030............. 36,4........... 7.881............37,9............ 14,6Mercedes-Benz.............. 7.891............. 31,8........... 7.033............33,8............ 12,2Ford............................... 6.470............. 26,1........... 5.110............24,6............ 26,6Iveco................................ 790............... 3,2.............. 311..............1,5.......... 154,0Agrale ............................. 611............... 2,5 ............. 468..............2,2 ........... 30,6Total............. 24.792.................20.803...................19,2Médios (10 / 15 - Ton./PBT)Fabricantes......2008...Part. %......2007. Part. %... Var. %Volkswagen................... 5.452............. 45,7........... 5.113............49,3.............. 6,6Mercedes-Benz.............. 3.916............. 32,8........... 3.067............29,6............ 27,7Ford............................... 2.380............. 20,0........... 2.138............20,6............ 11,3Agrale.............................. 177............... 1,5................ 46..............0,4 ......... 284,8Total...............11.925 .................10.364................... 15,1Semipesados (acima de 15 Ton./PBT)Fabricantes......2008...Part. %......2007. Part. %... Var. %Volkswagen................. 12.556............. 33,9........... 9.056............33,8............ 38,6Mercedes..................... 11.917............. 32,2........... 9.215............34,4............ 29,3Ford............................... 8.239............. 22,2........... 6.203............23,2............ 32,8Volvo............................. 2.910............... 7,9........... 1.723..............6,4............ 68,9Iveco............................. 1.432............... 3,9.............. 567..............2,1.......... 152,6Scania ................................. 1 .............. 0,0 ................. 3..............0,0...........-67,7Total............. 37.055................. 26.767.................. 38,4Pesados (acima de 15 Ton./PBT/PBTC/CMT)Fabricantes......2008...Part. %......2007. Part. %... Var. %Mercedes-Benz.............. 9.294............. 24,7........... 7.393............27,3............ 25,7Scania........................... 7.477............. 19,9........... 5.987............22,1............ 24,9Volkswagen.................. 7.341............. 19,5........... 3.899............14,4............ 88,3Volvo............................. 6.508............. 17,3........... 5.572............20,5............ 16,8Iveco............................. 5.470............. 14,6........... 2.696..............9,9.......... 102,9Ford............................... 1.472............... 3,9........... 1.581..............5,8.............-6,9Total............. 37.562..................27.128.................. 38,5Vendas de ônibus no atacadoFabricantes......2008...Part. %......2007. Part. %... Var. %Mercedes..................... 12.556............. 46,8......... 12.112............52,4.............. 3,7Volkswagen................... 7.680............. 28,6........... 6.408............27,7............ 19,9Agrale........................... 5.363............. 20,0........... 3.219............13,9............ 66,6Scania.............................. 808............... 3,0.............. 972..............4,2...........-16,9Volvo................................ 298............... 1,1.............. 264..............1,1............ 12,9Iveco ............................... 124 .............. 0,5 ............. 158 ............ 0,7...........-21,5Total............. 26.829 ................23.133...................16,0Fonte: Anfavea / Fenabrave42

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