Baixe em PDF - Sindpd

sindpd.org.br

Baixe em PDF - Sindpd

Sã o Pa u l oFilie-se e aproveite os benefíciosTotvs exemplo a ser seguidoApós o acordo entre o Sindpd e a Totvse a forte campanha de filiação feita pelosdiretores do sindicato, os cerca de 1200empregados, podem preencher o cadastrona Intranet da empresa e se tornarem sóciosdo Sindpd. O acordo estará em vigoraté dezembro e até lá os funcionários daempresa vão conhecer e usufruir os benefíciose convênios mantidos pelo Sindpd,entre eles os descontos que o sindicatotem com muitas faculdades e diversas opçõesde lazer e descanso como em Ilhabelae Campos do Jordão. Você, empregadoda Totvs aproveite esta oportunidade.Dataprev e SerproTrabalhadores atentos aos reajustesAs empresas Serpro e Dataprev, cujadata base é maio, até agora não chegarama um acordo de reajuste salarial com seusempregados. A comissão nacional de negociaçãojá garantiu a manutenção da database, como também a maioria dos benefíciosda convenção de 2006/2007. No entanto,apesar das inúmeras rodadas de negociaçãoas empresas chegaram a ofertarsomente o índice de 6,54 % de reajuste,abaixo do índice inflacionário.Os trabalhadores chegaram a ficar em“Assembléia Permanente” e se declararamem “Estado de greve”. No último dia 23 dejulho, os trabalhadores da Serpro rejeitaramo reajuste proposto pela empresae decidiram em assembléia entrar comindicativo de greve na próxima rodada denegociação, marcada para o dia 6 de agosto.Na Dataprev, os empregados da empresarealizaram assembléia no dia 29 dejulho e decidiram paralisar as atividadesdurante as 24 horas do dia 31 de julho.Assembléia na Serpro no dia 23 de julhoAssembléia na Dataprev no dia 29 de julho7


Sã o Jo s é d o s Ca m p o sSindpd inaugura sua 10ª sede regional eagora cobre todo o Estado de São PauloCom mais de 2 milhões de habitantes,o Vale do Paraíba paulista agora terá umasede regional do Sindpd em São José dosCampos. A partir de agosto, os diretoresdo Sindpd João Batista Domingues Netoe Oscar de Azevedo Nolf estarão atuandona região para darem atendimento nasmais de 192 empresas cadastradas que láestão localizadas. Esta era a única regiãoque faltava para o Sindpd cobrir todo oEstado de São Paulo.São José dos Campos é conhecidacomo um importante pólo tecnológicodo nosso país e é sede do maior póloaeroespacial da América Latina. Nela estãoinstalados importantes centros de ensino epesquisa como o ITA - Instituto Tecnológicoda Aeronáutica, o CTA – Centro TécnicoAeroespacial, o INPE - Instituto Nacionalde Pesquisas Espaciais e grandes empresascomo a Embraer, a Petrobras, a Philips, aPanasonic, a Johnson & Johnson, a GeneralMotors, a Monsanto, entre diversas outras.Este é um grande desafio para os doisdiretores que estão deixando a capital paraatuar nesta importante região e para melhoratender as necessidades e expectativas dacategoria. Hoje, as localidades abrangidaspela nova regional já possuem sócios e embreve esperamos aumentar ainda mais osnúmero de associados no Vale do Paraíba.A nova regional está localizada naRua Major Vaz, nº 274, na Vila Adyanaem São José dos Campos.Para maiores informações ligue para(12) 3942-9705 ou 3921-6428, ou envieum email para: sjcampos@sindpd.org.brou acesse o Portal do Sindpd:www.sindpd.org.br.As 28 cidades abrangidas pela nova regional são:AparecidaAreiasBananalCaçapavaCachoeira PaulistaCampos do JordãoCruzeiroCunhaGuaratinguetáIgaratáJacareíJambeiroLavrinhasLorena8Monteiro LobatoParaíbunaPindamonhangabaPiquetePotimQueluzRedenção da SerraRoseiraSanta BrancaSão José do BarreiroSão José dos CamposSilveirasTaubatéTremem


Ar a r a q u a r aMais formação para os trabalhadores da área de TINo dia 12 de junho, a Prefeitura deAraraquara, a UNESP e a Microsoft Brasillançaram o projeto Escola de TecnologiasInovadoras na Escola MunicipalGilda Rocha, na cidade de Araraquara.O principal objetivo do projeto é ampliaro contato dos alunos com a te-cnologia, aliando a didática às novasferramentas tecnológicas.Para a secretária de educação,Clélia Mara Santos, o projeto propõeum novo modelo de aprendizagempara os estudantes, aliando a didáticada escola com os conhecimentosFormatura e novo programa para a área deTI na regiãoDurante a formatura dos alunos doprograma Student to Business e PlanseqSoftware, no último dia 19 de junho, ocorreuo anúncio da inserção de Araraquarano novo programa na área de TI da Microsoft,o Great2B.Universitários de instituições públicasou privadas da cidade podem se inscreverno programa que é gratuito. O curso é realizadovia on-line. Com a certificação e alicença, os alunos ganham a autorizaçãopara vendas de produtos Microsoft. Bastaacessar o site www.great2b.com.br para secadastrar e iniciar o curso.O Sindpd, através do diretor da regionalde Araraquara, Daniel Forini, esteve presentena solenidade que contou com a presençado prefeito Edinho Silva; do secretário deDesenvolvimento Econômico, AlexandreKopanakis; o ex-secretário e diretor da Brasscom- Associação Brasileira das Empresas deSoftware e Serviços para Exportação, Paulotecnológicos, proporcionando aulasmais dinâmicas.Parabéns a Araraquara pela iniciativa.Agora, nesta escola, os jovens alunos dãoos primeiros passos para se tornarem, emum futuro próximo, os novos profissionaisda área de TI.Sérgio Sgobbi; o vereador Everson Inforsato,o Dicão e diversos representantes das empresasde tecnologia da região.Ba u r uNovo plano de saúde para os sóciosO convênio Sindpd/Beneplan firmadoem 2007, pela Regional de Bauru,tem atraído um elevado número desócios que buscam a comodidade eacesso a um excelente plano de saúdecom preços atrativos.O plano de saúde Sindpd/Beneplangarante acesso a todos os procedimentosclínicos, cirúrgicos e ambulatoriaisoferecidos pelo Hospital BeneficiênciaPortuguesa de Bauru, além de uma amplarede conveniada na cidade.Em breve, o plano deverá atendertambém usuários de toda a região.O convênio firmado oferece planos desaúde, a partir de R$ 30,56 mensais. Os sóciosdo Sindpd podem, ainda, beneficiartodos os seus dependentes e agregados,tais como pai, mãe, sogro, sogra e netos.De acordo com os Diretores da Regionalde Bauru, Wagner e Erick, a expectativa éque o plano de saúde incremente em 30% oquadro de associados do Sindpd na região.Para aderir ao plano, o sócio doSindpd deve comparecer à Regional deBauru, ou entrar em contato através dotelefone (14) 3234-4965, para fornecer osdocumentos necessários à inscrição.9


Ca m p i n asInauguração da GerênciaRegional de CampinasA inauguração da nova sede da GerênciaRegional do Trabalho e Emprego emCampinas, realizada no último dia 16 dejunho, contou com a participação de CarlosLupi, Ministro do Trabalho e Emprego; daDrª. Lucíola Rodrigues Jaime, SuperintendenteRegional do Trabalho e Emprego emSão Paulo; Dr. Hélio de Oliveira Santos, Prefeitode Campinas; o Secretário Geral doSindpd, Gustavo e os diretores do Sindpd,Mirian, Marco Kronka, Loide e Ney Moraes.Com a inauguração, a nova Gerênciaagora contará com um espaço de 2.500 m²de área, um ganho de aproximadamente1.400 m². Outra mudança significativa écom relação a rede de computadores.Antes o prédio comportava somente 16pontos de rede, com as novas instalaçõeso sistema terá capacidade de conectar até220 computadores. Isso é um ganho nãosomente em estrutura, mas em comodidadeaos usuários e servidores.As cidades abrangidas pela Gerênciade Campinas são as cidades de Americana,Amparo, Araras, Jaguariúna, Mogi-Guaçú,Mogi-Mirim, Paulínia, São João da Boa Vista,Serra Negra, Sumaré e Valinhos. A localizaçãodo novo prédio é na Avenida Marechal Carmona,nº 686, Vila João Jorge em Campinas.O gerente Regional de Campinas, SebastiãoJesus da Silva, desde 1984 faz partedo quadro de servidores do Ministério doTrabalho e Emprego e agora assume estegrande desafio. Conversamos com ele sobresuas prioridades, desafios e a relaçãocom os sindicatos, confira abaixo:Sindpd: Como o Sr. pretende dirigir aGerência Regional de Campinas? Quais sãoas suas prioridades? E quais são os principaisdesafios?Sebastião: Pretendo dirigir a Gerência Regionaldo Trabalho e Emprego em Campinasdesenvolvendo as atividades com os olhosFachada da Nova Sedevoltados para o futuro. De uma área útil de1.100 m2, a Gerência ocupa , a partir de agora,2.500m2 , em prédio próprio da União. Foiampliado de 12 para 50 pontos de transmissãode dados, e 50 para telefonia podendo chegarao dobro de sua capacidade. Além disso, a unidadede Campinas do MTE dará a possiDiretores do Sindpd com o Gerente Regional de Campinas, Miriam,Sebastião Jesus, Loide, Gustavo, Ney MoraesPrefeito Dr. Hélio de Oliveira discursa, ao fundoa a Procuradora do Trabalho Eleonora Bordini, aSuperintendente da DRT Lucíola Rodrigues Jaimee o Ministro Carlos Lupi10


Ca m p i n asMinistro Lupi discursabilidade de acesso imediato dos Auditoresao banco de dados da empresa em que laborao trabalhador reclamante. Visa-se , coma análise prévia , a agilização nas ações delevantamento do FGTS e a notificação doperíodo efetivamente inadimplente: beneficiandoportanto, todos os trabalhadoresda empresa investigada (não só quanto aoFGTS , mas em especial quanto ao registroe salário , dentre outros atributos) .Hoje, são feitos cerca de 500 atendimentos/dianos serviços próprios de nossasfunções, tais como: seguro desemprego,registro profissional, orientação trabalhista,homologação, protocolo, emissão de carteiraprofissional, fiscalização direta e eletrônica- com acesso ao banco de dados atravésdo recém criado serviço de inteligência -,serviços de medicina e segurança no ambientede trabalho – visando à eliminaçãodos riscos à saúde do trabalhador -, serviçode atendimento as empresas, setor de relaçõesdo trabalho, mesas redondas, análise eregistro de acordos coletivos enviados pormeio eletrônico, trabalho temporário, setorde multas e recursos, gestão de políticaspúblicas, qualificação de mão de obra,aprendiz e inserção de pessoas portadorasde deficiência física no mercadode trabalho.Sebastião Jesus da Silva, Gerente Regionalde CampinasSindpd: Como o Sr. avalia a relação entre ossindicatos e a Gerência Regional de Campinas?Sebastião: A integração com os sindicatosé primordial para elaboração do planejamentodas ações de fiscalizações, focandosempre o coletivo, já que as ações pontuaissão impossíveis no pronto atendimentoconsiderando o número de auditores fiscaisinsuficiente. Para suprir essa lacuna,creio que o conselho sindical nos auxiliaránas prioridades, visando a emissão de notificaçõescoletivas para empresas selecionadasde comum acordo e, ao mesmo tempoatender ao planejamento de 2008 da Secretariade Inspeção do Trabalho.Acordos aprovados na região deCampinasA assembléia para a renovação do acordocoletivo de trabalho e do acordo de PLRna Empresa Matera Systems Informática S/Ae mais 7 empresas que são do mesmo grupoocorreu em junho. A assembléia que aprovoupor unanimidade os acordos foi conduzidapelo secretário geral do Sindpd, Josée a diretora da regional de Campinas, Loide.No mesmo dia foi aprovada em assembléiapela maioria dos empregadosda empresa CI&T Software S/A, a renovaçãodos acordos coletivos de trabalho.Diretora do Sindpdé reeleita noConselho SindicalNo dia 24 de junho, foi realizada emCampinas a primeira reunião do novo ConselhoSindical para os anos 2008/2009. A diretoraLoide, da regional do Sindpd de Campinas,foi eleita novamente para participar dogrupo de trabalho do Conselho Sindical.11


Centrais entregam 1,6 milhão de assinaturase debatem redução de jornada na CâmaraOs presidentes da CGTB, CUT, ForçaSindical, UGT, Nova Central e CTB entregaram,dia 3 de junho, para o presidenteda Câmara dos Deputados, ArlindoChinaglia e ao presidente do Senado,Garibaldi Alves Filho, mais de 1,6 milhãode assinaturas recolhidas nos últimosmeses em apoio à PEC 393/01 (de autoriados senadores Paulo Paim e Inácio Arruda)que prevê a redução da jornada detrabalho de 44 para 40 horas semanais.O ato de entrega ocorreu durante aComissão Geral realizada no Plenário daCasa, onde trabalhadores, empresários,deputados e representantes de institutosde pesquisa expuseram suas posiçõessobre o assunto.Os dirigentes sindicais defenderama redução da jornada de trabalho comouma medida essencial para o incrementodo emprego e o aprofundamento da distribuiçãode renda no país. Maior tempopara a qualificação profissional, reduçãodos acidentes de trabalho e melhor qualidadede vida também foram benefícioselencados pelos sindicalistas como resultadoda aprovação da medida na Câmara.O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia,anunciou que vai mediar as negociaçõespara a votação das propostas deredução da jornada de trabalho. O anúnciofoi feito no encerramento da comissão geralsobre o assunto. Ele disse que os projetosem tramitação na Casa sobre o tema devemser priorizados, em razão do apoio popularà medida. Ele citou, o abaixo-assinado commais de 1,6 milhão de assinaturas entreguepelas centrais sindicais. “Não há tema proibidopara a Câmara, e esse tema precisa servotado em algum momento”, disse.Coube aos representantes do setorpatronal, obviamente, a defesa da manutençãoda carga horária excessiva e estafante.Algo não muito estranho, porémrevelador, foram os argumentos e a defesaintransigente das negociações coletivascomo o instrumento para reduzir ajornada de trabalho. Para o representanteda Febraban – Federação Brasileira deBancos, Magnus Ribas Apostólico, o paísdeve parar com a mania de querer colocaros direitos dos trabalhadores em lei,Fotos: Antonio Cruz/ABrCentrais sindicais levam ao Congresso documento com mais de 1 milhão de assinaturaspedindo a redução da jornada de trabalhodeve deixar que os patrões determineme que o famigerado mercado regule.Esta “lógica”, que vem mantendo aindano país casos de trabalho escravo, exploraçãoda força de trabalho do povo, concentraçãoda riqueza nas mãos de poucos conglomerados,a maioria estrangeira, foi refutadapelos líderes sindicais, que destacaram asconquistas da Constituição de 1988 e a necessidadede aumentar a força e organizaçãodos trabalhadores para lutar por melhorescondições de trabalho e de vida.O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, recebe de representantes decentrais sindicais documento com mais de 1 milhão de assinaturas pedindo aredução da jornada de trabalho. Atrás, o deputado Paulo Pereira da Silva13


para suprir o crescimento da demanda. Estámais do que evidente que a origem desseprocesso inflacionária é outra. Primeiro, ospreços que estão aumentando estão bemlocalizados: produtos agrícolas, matériasprimas metálicas e petróleo; segundo, ospreços estão aumentando em nível mundial,e não apenas no Brasil.Então, não é um alegado excesso dademanda brasileira que está pressionandoos preços. Portanto, de nada adianta utilizarexpedientes, como a elevação dosjuros, que visem coibir a demanda interna.Há quem diga, como o ex-ministroDelfim Netto, em matéria recente, que éo aumento da demanda da China, da Índiae da Rússia que estaria por trás dessapressão sobre os preços dos produtosbásicos. Duas razões podem relativizaressa crença: 1) essa demanda não poderiaexplicar o astronômico aumento que vemocorrendo nesses preços; 2) a desaceleraçãoda economia dos EUA, da Europa e doJapão poderia compensar em nível mundial,puxando para baixo, a forte demandadaqueles países.A explicação está em outra esfera. Nãoestá na esfera real da economia, e sim naesfera especulativa: especulação comerciale especulação financeira. Na área comercial,o cartel das transnacionais queoperam com alimento já vem, há algumtempo, empurrando os preços para cima.Mas o fato mais importante vem ocorrendona área da especulação financeira. Osgrandes bancos e “fundos de investimentos”,que tinham gigantescas somas de recursosaplicadas no mercado imobiliário eno mercado financeiro dos EUA, foram surpreendidoscom grandes perdas pelo estouroda bolha imobiliária e pela queda dataxa básica de juros dos EUA, que, em funçãoda crise hipoteco-imobiliária, baixou de5,25% para 2%, e começaram a aplicar seusrecursos na especulação com as chamadascommodities. Como estas são cotadas emdólares, esse movimento especulativo é reforçadopela desvalorização dessa moeda.É, portanto, o aumento da demanda queestá pressionando esses preços para cima,mas não uma demanda real, e sim uma demandapuramente especulativa.Esse movimento, de um lado, favoreceo Brasil, que é grande exportadorde produtos básicos e é auto-suficienteem petróleo – portanto, o aumento dospreços favorece nossa balança comercial.No entanto, como os que controlam ocomércio de produtos básicos no Brasil- em grande medida empresas transnacionais- procuram cobrar dentro do País osmesmos preços que cobram no mercadointernacional, esse aumento dos preçospressiona a inflação interna para cima.Como o governo deve combater essemovimento altista? Em primeiro lugar,proporcionando, como já fez neste ano,mais recursos para a agricultura, acompanhadade uma política de preços mínimosque incentive a atividade agrícola(o financiamento da safra a ser plantadaneste ano deverá contar com um volumede recursos da ordem de R$ 78 bilhões);17segundo, adquirindo parte significativa daprodução agrícola (o que impediria o movimentoespeculativo dos atravessadores),revendendo os estoques assim formadosa preços que coíbam o movimento especulativo;limitando a exportação daquelesprodutos que eventualmente possam terproblemas de abastecimento gerados poresse mesmo movimento especulativo.Ou seja, deve-se combater a inflaçãoespeculativa com ações que garantam oabastecimento a preços adequados, e nãocom o corte da demanda e o sacrifício docrescimento da economia. Está certo oPresidente Lula quando diz que não vaidiminuir o consumo neste País. Disseentão: "Eu não vou diminuir o consumoneste País, porque se tem uma coisa queo povo pobre passou a vida inteira esperandoé o direito de comer três vezes aodia, o direito de entrar num shopping ecomprar uma roupinha, comprar algumacoisa e isso nós vamos garantir. Vamos garantir,custe o que custar”.* Nilson Araújo de Souza éarticulista da Web Rádio Sindpd,economista com pós doutoradopela USP - Universidade deSão Paulo, professor e escritor.


Vamos aumentar a pressãopara aprovar a convenção 158 da OITNo segundo mandato do presidenteLula, as entidades sindicais cresceram a suaunidade e tiveram espaço para buscarem oreconhecimento das Centrais Sindicais, quejuntas reivindicam direitos fundamentaispara a melhoria dos trabalhadores brasileiros.Algumas destas bandeiras de lutas são aredução da Jornada de Trabalho,a redução dos juros e a ratificaçãopelo governo brasileiro dasconvenções 151 e 158 da OIT– Organização Internacional doTrabalho; entre outras.No caso da convenção 158,que trata da garantia de estabilidadedo trabalhador no emprego,ou seja, os empregadossomente poderão ser demitidoscaso a empresa comprovar crisefinanceira, conjunturas de mudançastecnológicas ou mesmose provar que o funcionário nãotem mais condições de exercersuas funções ou por incompetência.A ratificação da convenção vai contraos princípios seguidos por alguns membrosdo patronato, que muitas vezes demite porrazões políticas ou econômicas. Ou seja, parainibir a ação coletiva sindical e dos trabalhadores,ou até mesmo quando estimulam arotatividade dos empregados para rebaixar osdireitos e os salários conquistados.O Congresso Nacional, em 1992, haviaratificado a norma em 1992, sendo incorporadaao direito brasileiro em 1996,mas no mesmo ano, o então presidenteFernando Henrique Cardoso denunciou aconvenção, sendo então excluída da legislaçãotrabalhista do Brasil. A Anamatra –Associação Nacional dos Magistrados daJustiça do Trabalho, com dados doDieese – Departamento Intersindicalde Estatística e Estudos Socioeconômicos,critica a rotatividade do emprego no país,que é de 40%. Dados do Ministério doTrabalho demonstram que 14 milhões depessoas foram contratadas no Brasil em2007, mas aproximadamente 12 milhõesde pessoas perderam seus empregos. Deacordo com a Anamatra, “a Convenção158 permitiria maior perenidade nas relaçõeslaborais, proporcionando segurançaeconômica aos trabalhadores, evitandoproblemas no mercado de trabalho ocasionadospela precarizaçãodas relações trabalhistas,pelo alto índice de desemprego,pela alta taxa deinformalidade e de rotatividadeda mão-de-obra”.Infelizmente, no últimodia 25 de junho, por 20 votoscontra 1, a convenção 158 daOIT foi rejeitada, inclusiveo próprio relator, o deputadoJúlio Delgado (PSB/MG)posicionou-se abertamentecontrário a ratificação damesma. O representante doMTE, André Luis Grandizoliafirmou que caso a convençãofosse aprovada, “Ao invés de deixar umproblema de lado, nas relações de trabalhohaverá a busca de solução da questão”. Osdeputados que trabalham a favor de algunssegmentos do patronato ficaram satisfeitoscom a rejeição da convenção. Mas os trabalhadores,representados pelas Centrais Sindicaisnão desistirão e já decretaram que a luta continuarápela ratificação da 158.18


Federação Interestadual parafortalecer a categoriaA assembléia de fundação da Feittinf- Federação Interestadual dos Trabalhadoresem Processamento de Dados eTecnologia da Informação aconteceu, noSindpd, com a presença de muitos sindicalistas,no último dia 22 de julho.A presidência da federação que congregaos trabalhadores em processamento dedados e tecnologia da informação dos estadosde São Paulo, Minas Gerais e Paraná,será exercida por Antonio Neto, presidentedo Sindpd e da CGTB – Central Geral dosTrabalhadores do Brasil.A aprovação do estatuto e da fundaçãoda federação foi unânime entre os presentes.Foi um grande passo para a futuracriação de uma confederação nacional dostrabalhadores da categoria.Para o secretário geral do Sindpd e secretáriode políticas sociais da nova fe-deração,Gustavo, a fundação da Feittinf, que englobaos 3 estados será seguida da fundação de outraInterestadual no Nordeste. A elas deverão sesomar a Fenadados – Federação Nacional dosTrabalhadores em Processamento de Dadose após todo o processo de regulamentaçãodelas junto ao MTE – Ministério do Trabalho eJoão Antonio, vice-presidente do Sindpd, dirige a assembléia de fundação da FederaçãoEmprego se unirão para criar a ConfederaçãoNacional de Processamento de Dados. A uniãode todas elas alcançará o número necessáriode 3 federações, que congregará em uma entidadetodos os sindicatos de processamentode dados do Brasil. Uma força política queserá extraordinária e essencial para defenderos direitos dos trabalhadores.Para o secretário de comunicação e imprensado Sindpd e secretário de políticassindicais da Feittinf, Paulo Roberto; com anova federação teremos uma entidade degrau superior. Para ele, isso deixará a categoriaainda mais forte e melhor representada.Além do seu fortalecimento, passa ater uma responsabilidade muito maiorcom a sociedade. Confirma na práticaa constituição brasileira que a classificacomo categoria de atividade essenciale, como tal, cada vez mais está sendoreconhecida e respeitada.A criação da confederação será umimportante instrumento de luta para ostrabalhadores de processamento de dadose tecnologia da informação, no âmbito nacional,com o objetivo de igualar os direitosjá conquistados para todos e ampliar asreivindicações comuns da categoria.1919


Hino Nacional foi cantando na abertura do eventoPresidente Antônio Neto, discurssa depois de empossadoNova diretoria reafirma seuscompromissos com a categoriaCategoria Unida foi o nome da chapa que apresentou oconjunto de diretores que se elegeram para dirigir o Sindpd,no período de maio de 2008 até novembro de 2012.Mais uma vez, os trabalhadores da categoria de processamentosde dados e tecnologia da informação compareceramàs urnas e depositaram seus votos de confiança nacondução que Antonio Neto e seus companheiros de diretoriaderam para a organização e crescimento do sindicatoe dos trabalhadores.A última gestão teve muito para comemorar no jantar daposse da nova diretoria, que também será presidida por AntonioNeto. Um sabor indiscutível de vitória, com alegria esatisfação que só tem quem cumpre a sua missão. A antigagestão entrega o sindicato com sede própria, mais de 23 milassociados, nove regionais espalhadas pelo interior e litoralde São Paulo, uma das melhores convenções coletiva, acordosde formalização do emprego, vários acordos de PLR e de pautasespecíficas entre muitas outras vitórias.A experiente diretoria empossada recebeu a missão de levara categoria para intensificar seus direitos já adquiridos emgestões anteriores e conquistar novas vitórias como a regulamentaçãoda profissão, mais empregos, melhores salários,trabalho com carteira assinada para todos, participação noslucros e resultados, redução da jornada de trabalho sem perdasalarial, ratificação das convenções 151 e 158 (sobre o funcionalismopúblico e as demissões imotivadas), diminuição dosjuros para acelerar o desenvolvimento social e econômico dopaís e dos trabalhadores, entre outras reivindicações.20


Uma mulher que defende o trabalhadorEntrevista com Dra. Lucíola Rodrigues Jaime*.Uma parceira que vale muito ter ao nosso lado. A parceira fiel dos trabalhadores.São mais de 20 anos de batalhas e conquistas, como auditora fiscal, sempre defendendoo trabalho conjunto (estado, sindicatos e empresas) para ampliar direitos,formar pessoas, criar mapas de riscos, formalizar empregos, dar acesso aostrabalhadores com deficiências, entre outras ações.O Sindpd sempre a teve a honra de tê-la como parceira e são inúmeras as vitóriasconquistadas conjuntamente. Portanto, oferecemos aos nossos leitores uma singelaentrevista com a primeira mulher a ocupar o cargo de superintendente da SRTE/SPSuperintendência Regional de Trabalho e Emprego de São Paulo, antiga DRT/SP.SINDPD - A Senhora é formada emBelas Artes e em Direito. Como convivea vocação artística com seu trabalhode direção na Delegacia Regionalde São Paulo?Lucíola - Me formei em Belas Artes,quando ainda morava em Goiás. Era solteirae já ganhava alguns prêmios com algumasesculturas. Eu gosto de arte e tenho facilidade,gosto demais de mexer com arte. Pareiquando me casei e fiz o curso de Direitoque é o meu trabalho até hoje.SINDPD - Como foi a sua trajetóriadesde a sua formação em Direito atéassumir este cargo?Lucíola - Entrei no ministério do trabalhocomo fiscal e fiquei em Osasco. Assumiem 1985 a função de sub-delegada naépoca, hoje o cargo seria de gerente, fiquei19 anos como sub-delegada em Osasco.Depois em 2004 assumi a função de chefe“ É a primeira vez nahistória do estado deSão Paulo que umamulher assume a funçãonesse cargo ”da fiscalização do trabalho do Estado SãoPaulo, fiquei até 2007. Em 2007 me desentendicom o delegado da época e saí, fuipara rua fiscalizar depois de 22 anos, coisaque ninguém faz, ninguém tem coragemporque você perde um pouco o jeito, vocênem conhece mais a legislação porqueestá em cargo de chefia e por ter mudadomuita coisa, mesmo assim, eu fui para rua.Foi muita coragem, fiquei cinco meses fiscalizandona rua, quando fui convidada aser delegada da DRT/ SP. É a primeira vezna história do Estado de São Paulo queuma mulher assume a função nesse cargoe é a primeira vez que um auditor fiscaldo trabalho assume em definitivo, sem serinterino. Já tivemos 2 ou 3 interinos o queficou por mais tempo ficou por sete meses,já faz quase 1 ano que estou aqui. Entãoé isso, essa foi a minha trajetória parachegar até aqui.24


SINDPD - De onde vem tanta garrae determinação para o trabalho eesse espírito empreendedor que aSenhora tem?Lucíola - Eu puxei o meu pai, ele valorizavaseus empregados apesar de ser umhomem muito bem sucedido, se dizia naépoca comunista, sempre queria protegeros mais fracos. Quando assumi a funçãode auditora fiscal do trabalho entendi queesse também era o meu objetivo. Se eupodia ir a uma empresa, mexer nos documentosdela e penalizá-la, então podiamais. Podia ajudar a empresa a cumprir alegislação porque reconheço que é muitodifícil cumprir toda a legislação trabalhistano Brasil. Acho que temos leis demais e,como auditora fiscal, tenho que agir maiscomo agente na transformação social. Entendoque tanto os trabalhadores comoas empresas esperam mais do Ministériodo Trabalho, não essa simples fiscalização.Chegar lá, multar e virar as costas nãoadianta, eu vejo a multa como falta de resultadoe não como solução. Sempre busqueiresultados, principalmente para ostrabalhadores. Só que antes eu não tinhacomo agir diferente, tinha que seguir asdeterminações e agir como simples fiscaldo trabalho.SINDPD - Mas, como auditora fiscaljá defendia isso, já noticiamos na revistado Sindpd, quando a Sra dizia“o importante não é multar o importanteé alertar e conscientizar asempresas do seu papel, para que elascumpram os seus deveres com ostrabalhadores e nesse sentido é necessárioo trabalho conjunto, entreempresa, SRTE e sindicato”. O que éexatamente este trabalho conjunto?Lucíola - O trabalho conjunto é o seguinte,pela primeira vez o Ministério doTrabalho, em 1986, procurou se relacionarcom as entidades sindicais que lidam comessas questões e fui eu, que criei essa formade trabalhar em Osasco. Quando comeceiesse trabalho conjunto, chamei noprimeiro momento o sindicato dos trabalhadores,depois as indústrias representadaspelo Centro das Industrias - Ciesp deOsasco. Nos desenvolvemos várias açõescoletivas e depois fomos envolvendoa sociedade. Foi o primeiro termo decompromisso assinado com o ministériopúblico, na época não tinha o ministériopúblico do trabalho, fui eu quefirmei, lá em Osasco, para a gente trabalharde forma coletiva nas nossas ações.Sempre com resultados altamente satisfatórios,esse trabalho em conjunto nospossibilitou mudar a cara da fiscalizaçãodo trabalho naquela região.“ Podia ajudar a empresaa cumprir a legislaçãoporque reconheço que émuito dificil cumprir todaa legislação trabalhistano Brasil. ”SINDPD - A Senhora pode nos daralgum exemplo de ações conjuntasque deram resultados positivos paraos trabalhadores?Lucíola - Então nós tínhamos, lá,um índice muito grande de acidentes,doenças e mortes no trabalho porqueOsasco era um pólo industrial. Então,desenvolvemos um programa excepcionalde combate aos acidentes detrabalho priorizando o que mata, oque mutila e o que causa doenças profissionaisenvolvendo a sociedade25


e as empresas.A coisa estava grave e eu tive notíciade uma história de mapa de riscos que estavamdesenvolvendo em Belo Horizonte,chamei o pessoal para Osasco sempre assim,com o apoio conjunto das empresas esindicatos, pois o Ministério do Trabalhonão gastava dinheiro com essas coisas.A FUNDACENTRO de Minas Gerais, quedesenvolvia a pesquisa, nos deu um cursode como faziam, e eu implantei essemapa, que era importante para trabalhador,mostrando onde estava o risco paraque ele pudesse se recusar a trabalhar emambientes perigosos.SINDPD - Qual foi a repercussão daimplantação dos mapas de riscos emOsasco? A Senhora conseguiu implantá-lono Estado de São Paulo?Lucíola - Nos capacitamos, e com essacapitação treinamos os instrutores daCiesp e dos sindicatos dos trabalhadores,que fizeram centenas de cursos de mapasde riscos na região de Osasco. O pessoalde São Paulo ia lá fazer o curso e conseguiimplantar esse mapa de riscos em 700“ Quando assumi, me viem uma situação muitodifícil, porque eu tinhaque atender muitasexpectativas. E, estoutentando (risos)...”empresas de Osasco, quando ele não eraobrigatório. Com esse trabalho conseguimosdiminuir acidentes, doenças e mortese, principalmente, fazer com que a direçãocentral do Ministério do Trabalho formalizasseos mapas através de uma portaria.Dra. Lucíola, apresenta seu livro no encontro de CIPAS do Sindpd em 2006.Foi quando o mapa de riscos se tornouobrigatório e esse é um bom exemplo doresultado em um trabalho conjunto com asociedade. Além disso, criamos encontrosinter institucionais de avaliação. No começopara avaliar questões de segurança esaúde, depois de avaliações das questõesrelacionadas ao trabalho.E quando saí de lá, já tínhamos feitos18 encontros anuais com as empresas e ossindicatos como parceiros.SINDPD - Lucíola como você veiopara São Paulo? Você estava em Osasco,muito reconhecida e estimadapor todos, ficou lá 19 anos.Lucíola - Eu fui convidada a ser achefe da fiscalização do Estado de SãoPaulo. Mais um desafio para a minhavida, então aceitei e trouxe esses programase essa forma de trabalhar emconjunto para o Estado. Treinamos todospara fazer esse trabalho em conjuntocom a sociedade, entidades eparcerias relacionadas ao trabalho. Oresto, já contei um pouquinho comofoi até eu me tornar a primeira mulhersuperintendente da DRT (atual SRTE)de São Paulo.Quando assumi, me vi em uma situaçãomuito difícil, porque eu tinha queatender muitas expectativas. E estou tentando(risos), é o que estou fazendo, oque nós estamos fazendo no Ministériodo Trabalho do Estado de São Paulo que,na verdade, considero o coração do Brasil,porque você sabe que São Paulo é 40% doPIB, aqui temos todas as matrizes de todosos bancos, temos todas as centrais sindicais,temos grandes sindicatos, temos asmaiores empresas e não dá para compararSão Paulo com o resto do Brasil, simplesmenteé um outro País e o que pega emSão Paulo, acredito que ser for bom, será26


que na população masculina este índicechegava a 70%. Atualmente, 55% das mulherestrabalham.Estudos do IPEA - Instituto de PesquisasEconômica Aplicada, mostram atravésde simulações, os impactos da reduçãoda desigualdade salarial e da inserçãoda mulher no mercado de trabalho paraa redução da pobreza. Um salário semelhanteentre homens e mulheres reduziriaem 10% a proporção de pobres no nossopaís e o acesso igual ao mercado de trabalhoaumentaria este índice para 25%.A presidente da FMP, Lídia Correa completouainda mais os debates ao comentarque “trabalhar, produzir e contribuir comsua inteligência é uma necessidade damulher para ela se desenvolver como serhumano, para um país que quer crescer.Assim, não podemos ser dominados porum ‘mercado’ que visa apenas o lucro, aexploração da mão de obra que beneficiapoucos conglomerados internacionais”.A principal conclusão do Seminário foique o direito ao trabalho e a emancipaçãodas mulheres inevitavelmente será atravésda libertação das populações que estãopresas aos oligopólios. A produção dosproblemas econômicos e sociais produzidaspelos “atores” principais da economiaserve para manter este sistema excludente,permitindo a exploração das pessoase dos paises menos desenvolvidos.Use o seu voto e a consciênciaOs políticos que vamos eleger para ospróximos 4 anos nas nossas cidades serãoeleitos este ano. Por isso, saiba usar bemo seu voto, pratique o voto consciente.Aqui vão algumas dicas:- É importante conhecer o passado docandidato. Procure saber se o candidatotem a “ficha suja”. Não podemos votar noscandidatos que criarão as novas leis que acomunidade vai seguir, se não confiamosnele ou se foi provado que ele é corrupto.- Descubra o desempenho do candidato,pois não adianta votar em quem prometee não faz. Pesquise se ele cumpriu oque prometeu nas últimas eleições.- Veja se o candidato que você quer votarcumpre as leis eleitorais como, por exemplo,os períodos de propaganda eleitoral. As regraseleitorais podem ser conferidas nos sitesdos TREs – Tribunais Regionais Eleitorais.- Procure conhecer a orientação políticado seu candidato. Se ele está em um partidopor ter um discurso alinhado ao pensamentodele ou se está na legenda por oportunismo.Seguindo estas dicas com certeza vocêestará usando a sua consciência e tornandoo seu voto cidadão. Boa escolha.31


Três milhões de pessoas deixaram apobreza nos últimos seis anosO bom desempenho da economia perante as crises internacionais e o aumentode trabalhadores com carteira assinada são dois pontos fundamentaisno avanço da classe média segundo a pesquisa. O Brasil tem, hoje, umcrescimento sustentável que prioriza a população mais carente.Três milhões de pessoas deixaram apobreza nos últimos seis anos nas seis principaisregiões metropolitanas do país, o quecorresponde a uma queda de 8,8 pontospercentuais na pobreza. Os dados são da pesquisaPobreza e Riqueza no Brasil Metropolitano,divulgada no dia 5/08, pelo Instituto dePesquisa Econômica Aplicada (Ipea), comdados de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife,Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.Segundo o presidente do IPEA, MárcioPochmann, explica que de acordo com osdados levantados, no ano de 2008 tivemosa continuidade da diminuição da pobrezado ano de 2007, seguindo uma tendênciadesde 2004, quando a economia do paíspassou a se recuperar.Segundo dados da FGV – FundaçãoGetúlio Vargas, divulgados, também no dia5 de agosto, a cada 100 pessoas no Brasil,aproximadamente 52, hoje, fazem parte daparcela da população brasileira que maiscresceu nos últimos 4 anos, a classe média.A classe C, em 2004, representava 42% dapopulação. Atualmente mais da metadedos brasileiros pertencem a este estrato socialque ganha entre R$ 1.061 e R$ 4.591.Para o economista Marcelo Neri, doCentro de Políticas Sociais da FGV, essesdados são positivos e se refletem na melhoriada distribuição de renda. “A queda nadesigualdade que estamos presenciando agoraé espetacular, com uma intensidade comparávelà do crescimento da concentração darenda na década de 1960. O Brasil descobriunesse movimento uma espécie de poço depetróleo que, bem explorado, está ajudandoa tirar milhões de famílias da miséria.”Neri ressalta que a mobilidade social noBrasil sempre existiu e foi grande, principalmenteentre a população mais pobre que subiapara a classe média, mas que logo voltavampara a pobreza. Neste momento ele afirmaque os dados são mais animadores, para ele,“Esse movimento não parece mais um vôo degalinha, como tantos que tivemos no Brasil”.O estudo da FGV, baseado em nas pesquisasmensais do IBGE - Instituto Brasileirode Geografia e Estatística e dados do próprioMinistério do Trabalho, constatou ainda aqueda na desigualdade social e na misériaem 30% nos últimos 6 anos. A estes dadossoma-se ainda que no Brasil 25,16% da populaçãoainda vive na classe E, a menor taxadesde 2002, quando era de 35%, mas queainda representa 36 milhões de brasileirosque ganham menos do que R$ 768 por mês.32Foto: Antonio Cruz/ABrPresidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann,divulga pesquisa, demonstrando que o crescimento econômico do País está sendoacompanhado por uma melhora na renda familiar.Nas regiões metropolitanas, de Belo Horizonte,Rio de Janeiro e Salvador, Porto Alegre,Recife e São Paulo, 32% dessas populaçõesque estavam na miséria no início deste ano,aumentaram sua renda e mudaram de classesocial após quatro meses. Estes são pontos importantesquando pensamos na “nova” classemédia brasileira, a mobilidade social aumentoua classe C, mas principalmente ajudou adiminuir bastante a desigualdade social.De acordo com a metodologia trabalhada,em 2003 a população pobre, comrenda familiar até R$ 207,50 era de 35%.Ano passado essa parcela foi de 25,2%.A recuperação da economia é notável, adiminuição da desigualdade social e a ascensãoda população brasileira são visíveis. O governoconseguiu recuperar a economia de umaforma forte e consistente, agora, e cada vezmais afirmadas com os números.


Momento histórico para os trabalhadores com alegalização das Centrais SindicaisO último dia 5 de agosto é uma datahistórica para os trabalhadores brasileiros.Nesta data, durante reunião com os líderesdas Centrais Sindicais, o ministro do trabalho,Carlos Lupi anunciou as seis CentraisSindicais que atenderam aos critérios doMTE - Ministério do Trabalho e Emprego. Atéentão estas entidades não contavam com orespaldo legal para as suas atividades, ficandofora da estrutura sindical, mesmo exercendoum papel fundamental.As Centrais que obtiveram a legalizaçãoforam a CGTB – Central Geral dos Trabalhadoresdo Brasil, CUT – Central Única dosTrabalhadores, Força Sindical, UGT – Uniãogeral dos Trabalhadores, NCST – Nova CentralSindical de Trabalhadores e CTB – Central dosTrabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Paraatender aos critérios da Lei 11.648, sancionadapelo presidente Lula, e serem legalizadas, asCentrais provaram a filiação de no mínimo100 sindicatos e 5 setores de atividades diferentes,devendo ser localizados nas cincoregiões geográficas do Brasil. Cada uma teveque comprovar a filiação de no mínimo 5%dos sindicalizados no país, e em 2 anos estenúmero passará para 7%.Com a palavra, os seis presidentesDe acordo com Antônio Neto, presidente da CGTB e vice-presidente da FSM - Federação Sindical Mundial,“o reconhecimento das centrais sindicais representa a consolidação da democracia no Brasil”. “Esta é maisuma importante vitória da classe trabalhadora. A unidade das centrais sindicais, o respeito ao acordo firmadocom o governo Lula e a nossa mobilização garantiram esta conquista que levou mais de uma década para serconsolidada”, afirmou Neto. “Dessa forma, enfrentamos a campanha difamatória de setores da mídia contra aestrutura sindical, que possibilita lutarmos com mais força contra a exploração dos trabalhadores”, completou.“O reconhecimento das centrais sindicais é oprimeiro passo que consolida o avanço na estruturasindical brasileira. Os trabalhadores eo Brasil saíram fortalecidos com este avançoda democracia, que só foi possível com a bandeirada unidade das nossas entidades. Acabamoscom a prática anti-sindical”, afirmou opresidente da CUT - Central Única dos Trabalhadores,Artur Henrique.“O anuncio do reconhecimento das centraisé uma vitória histórica do movimento sindical.E isto só foi possível com a unidade e aluta que desenvolvemos ao longo dos anos”,destacou o presidente da Força Sindical, odeputado federal (PDT/SP) Paulo Pereira daSilva (Paulinho).Para José Calixto, presidente da NCST– Nova Central Sindical de Trabalhadores,“o reconhecimento da unidadee do trabalho das centrais sindicais émerecido, pois foram muitos anos deluta e conquistas para os trabalhadoresdo Brasil”.Para, Wagner Gomes, presidenteda CTB, “este momento representauma grande conquista da luta dostrabalhadores. Estas entidades têmum papel político importante em defesado desenvolvimento econômicodo país, da redução das taxas abusivasdos juros, da redução da jornadade trabalho para 40 horas semanaissem redução de salário, em defesaconstante da recuperação do poderaquisitivo do salário mínimo e demelhores condições de trabalho”.“Hoje é um dia de festa pra todos ostrabalhadores”, disse Ricardo Patah,presidente da UGT. “A legalização vaipermitir que qualifiquemos melhor asnossas lideranças e permitirá umamaior dinamização de todo o movimentosindical’’.33


Sindpd brilhanos Jogos da CidadeO Sindpd inscreveu 8 equipes nacompetição e 6 chegaram na fase finalda etapa regional. Confira quais, noquadro ao lado.PELA REGIONAL LAPA:• voleibol feminino• voleibol masculino• futsal feminino• futsal masculino• basquete masculino• futebol de campoPELA REGIONAL MÓOCA:• voleibol masculinoForam eliminados nas quartas de finaiso futebol de campo e o futsal mascu-lino nas disputas da regional Lapa.Equipes do Sindpd nasFinais da Copa Sport AçãoFutsal Feminino é campeão!A equipe do Sindpd conquistouo seu segundo títuloda Copa Sport Ação apósvencer a equipe do UniãoSilva Telles por 4x1, com doisgols de Flávia, e um de Vivian e Carolineno ginásio da FPFS – Federação Paulistade Futebol de Salão.A partida teve um início tenso,pois as equipes não queriam se exporpara não tomar algum gol. A partirde uma jogada bem trabalhada pelasatletas do Sindpd, abrimos o placare assim a equipe adversária saiu parao jogo, facilitando os bons contraataquesda equipe do Sindpd. Infelizmente,muitos gols foram desperdiçadospela nossa equipe, pois a goleirada equipe adversária realizou umagrande partida.Após jogada individual da atletaFlávia, que culminou com um pênalticonvertido ao nosso favor, ampliamoso marcador para 2x0. O início da segundaetapa continuou marcado pelasinúmeras oportunidades perdidaspela nossa equipe, mas aumentamoso placar para 3x0. O gol de honra dotime adversário surgiu na falha danossa defesa e o jogo terminou 4x1para a nossa equipe.A vitória tornou a equipe do Sindpdbicampeã da Copa Sport Ação, pois jáconquistamos o campeonato de 2006.Parabéns para as atletas do Sindpd, queconquistaram seu segundo título do ano.34


Futsal Masculino é viceO Sindpd jogou contra a equipe do FOX/Macrol a final da Copa Sport Ação na categoriaamador. O jogo aconteceu no ginásio daFPFS, no dia 27 de julho, mas infelizmentefomos derrotados nos pênaltis por 4x3.Com um enorme equilíbrio entre asduas equipes, o jogo empatou em 2x2. Nosegundo tempo do jogo, o Sindpd ganhavapor 1x0 quando o adversário partiu para otudo ou nada, atacando constantemente anossa equipe. Aos 5 minutos da etapa final oFutsal Interno SindpdDefinidos os finalistas das séries ouroe prata do Campeonato Interno do Sindpd.Confira os jogos abaixo:FINAL OUROMinicon X Bull (1º e 2º)Eds-Dtc X Sonda / Procwork (3º e 4º)FINAL PRATATivit/Spi X Ids Scher (1º e 2º)Work Image "A" X Tecban (3º e 4º)O destaque das quartas de finais ficoupor conta da disputa entre as equipesSonda/Procwork x TIVIT/SPI. O jogo foiconsiderado um dos melhores do campeonatoaté o momento, pois ambos ostimes tiveram chances de vencer. A equipexSonda / ProcworkFOX/Macrol virou o jogo para 2x1.Com issopartimos para o ataque, tornando o jogo totalmenteaberto na marcação, o que geroumuitas faltas das duas equipes. Atravésda TIVIT/SPI sempre esteve em desvantagemno placar, mas soube buscar o empatesempre de forma aguerrida e corajosa.Com grande destaque, o goleiro da equipeda TIVIT/SPI segurou muito bem o ataquedo time adversário. O resultado chegousomente no minuto final da partida, quandoa Sonda/Procwork marcou o sexto gol,deixando o jogo em 6x5. Com a vitória, aequipe da Sonda/Procwork se juntou aosoutros vitoriosos da rodada, que agora disputama série ouro. Já os perdedores destaúltima rodada se enfrentam na série prata.Ambos os jogos das finais serão realizadosno dia 16 de agosto.Tivit / Spide um tiro livre o Sindpd empatou adisputada partida.A decisão foi nos pênaltisRestou a decisão nos pênaltis, onde osdestaques ficaram por conta das defesasdos goleiros, que defederam 3 cobrançascada. O Sindpd teve uma cobrança desperdiçadana trave. O Sindpd conquistouo vice campeonato com a derrota por 4x3,mas vale lembrar que a nossa equipe nãoperdeu um jogo sequer.Basquetemasculino écampeão!!!Em sua primeira participação naCopa Paulista de Basquete, em junho,o Sindpd sagrou-se CAMPEÃO de formainvicta após vencer na semifinal o CírculoMilitar por 50x31. Na final venceu oSampaio Basket por 59x50 em um grandejogo. Parabéns a todos os atletas queconquistaram mais este título!Voleibol Master:A equipe ficou com aterceira colocação naLiga APAV na série prata.APAV – Associação Paulista de Árbitros de Volleyball.Voleibol Masculino:O Sindpd joga a semifinalcontra o time de Jacareípela Liga Pré Olímpico.35Futebol de Campo:As equipes das categoriasPrincipal e Veterano venceramno Campeonato Interclubes.


Sindpd e Sesc, uma parceria que osócio pode desfrutarA parceria entre o Sindpd e o SESCproporciona para os associados dosindicato os mesmos benefícios que oscomerciários tem com o Sesc - ServiçoSocial do Comércio. Com ela você podeusufruir inúmeras programações e atraçõesque o Sesc proporciona para todosos seus usuários.São inúmeras programações e atrações,que vão desde shows musicais,exposições, peças de teatro, cinema,cursos, colônias de férias, atividadesfísicas, culturais e infantis. O Sescconta com programação o ano inteiroe constantemente atualizada nas váriasunidades espalhadas pelo estado deSão Paulo e pelo Brasil.No estado de São Paulo, muitas cidadesque contam com sedes regionaisdo Sindpd também possuem unidades doSesc, como Araraquara, Bauru, Campinas,Unidade Bertioga - LitoralUnidade Pinheiros - CapitalUnidade Santo André - Grande SPUnidade Bauru - InteriorPresidente Prudente, Ribeirão Preto, SãoJosé do Rio Preto, São José dos Campos,Santos e Sorocaba. Na grande São Paulo,15 unidades do Sesc estão espalhadaspara atender todas as localidades.Para conhecer esta extensa programação,acesse o site www.sescsp.org.br eveja as atrações, os cursos disponíveis eos preços de cada atividade.O sócio do Sindpd para usufruirdo Sesc na categoria de comerciário,na qual os descontos são mais expressivos,paga uma taxa anual de R$ 1,00(individual) e R$ 2,00 (familiar). Mas,somente os trabalhadores das empresasque recolhem a GFIP e estejam cadastradasno sistema da Receita Federalpodem solicitar as suas carteirinhas deassociado do SESC. Entre em contatocom o Departamento Social do Sindpde solicite mais informações.Turismo UrbanoOs associados do Sindpd tambémpodem curtir diversos parques e passeiospara toda a sua família. Confira todos osconvênios e os respectivos descontos nosite www.sindpd.org.brwww.thermasdovale.com.brwww.aquariodesaopaulo.com.brwww.cinemark.com.brwww.wetnwild.com.brwww.fabricasaopaulo.com.brwww.chequeteatro.com.brwww.clubefantasy.com.brwww.omundodaxuxa.com.brwww.playcenter.com.brwww.parquehopihari.com.brwww.parquemonica.com.br36

More magazines by this user
Similar magazines