agenda-legislativa-do-cooperativismo-2014

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E d i ç ã o20i4


sumárioProposiçõesTodos os RamosPLS 03/2007 – Lei Geral das Cooperativas..........................................................................................................................................44PLP 271/2005 – Ato Cooperativo............................................................................................................................................................. 45PL 3.723/2008 – Tratamento Tributário................................................................................................................................................46PL 1.953/2011 – Juntas Comerciais ......................................................................................................................................................... 47PL 1.572/2011 – Novo Código Comercial ...............................................................................................................................................48PL 6.692/2013 – Cargos de Diretoria Novo! ...................................................................................................................................49AgropecuárioPL 2.182/2011 – Classificação de Produtos Vegetais ........................................................................................................................ 52PL 2.353/2011 – Importação de Leite ..................................................................................................................................................... 53PL 05/2011 – Biocombustíveis ................................................................................................................................................................. 54PL 5.487/2009 – Pagamento por Serviços Ambientais.................................................................................................................... 55PLC 57/2013 – Licenciamento de Máquinas Agrícolas Novo! ................................................................................................... 56PLS 432/2013 – Trabalho Escravo Novo! .........................................................................................................................................57PL 5.981/2013 – Crédito Rural Novo! ................................................................................................................................................ 58PL 6.459/2013 – Produção Integrada Novo! .................................................................................................................................. 59ConsumoPL 2.543/2007 – Isenção de CSLL............................................................................................................................................................ 63CréditoPL 3.067/2011 – Crédito Rural e FAT........................................................................................................................................................ 67PLP 100/2011 – Operações Financeiras ................................................................................................................................................68PL 409/2011 – Fundos Constitucionais.................................................................................................................................................. 69PL 2.760/2011 – Jornada de Trabalho .................................................................................................................................................... 70PL 5.408/2005 – Depósitos de Entes Públicos.................................................................................................................................... 71PL 3.931/2004 – Adicional da CSLL......................................................................................................................................................... 72PL 6.214/2009 – Responsabilidade Objetiva Novo! .................................................................................................................... 73EducacionalPLS 250/2009 – Acesso ao Prouni ......................................................................................................................................................... 76PL 8.035/2010 – Plano Nacional de Educação Novo! ...................................................................................................................77EspecialPL 7.699/2006 – Estatuto do Portador de Deficiência......................................................................................................................80PL 1.931/2007 – Cooperativas Sociais ....................................................................................................................................................81HabitacionalPL 6.945/2013 – Modelo Estatutário Novo! ................................................................................................................................... 85InfraestruturaPL 7.063/2010 – Descontos Especiais....................................................................................................................................................89PL 3.672/2012 – Eficiência Energética ..................................................................................................................................................90PL 3.048/2011 – Energia de Pequeno Porte .........................................................................................................................................91MineralPL 2.538/2007 – Pronamim....................................................................................................................................................................... 95PL 5.807/2013 – Novo Marco Regulatório da Mineração Novo! .............................................................................................. 96PL 6.515/2013 – Garimpagem Novo! ................................................................................................................................................. 97ProduçãoPL 7.755/2010 – Profissão de Artesão...................................................................................................................................................101SaúdePDC 2.349/2009 – Resolução Normativa ANS 175/2008.............................................................................................................. 105PLS 277/2004 – Segmentação de Planos .......................................................................................................................................... 106PL 318/2011 – Cooperativas de Profissionais da Saúde .................................................................................................................107PL 422/2007 – Segurança e Medicina do Trabalho......................................................................................................................... 108PL 6.964/2010 – Contratos entre Operadoras e Prestadores de Serviços.............................................................................. 109SindicalPEC 314/2004 – Organização Sindical ................................................................................................................................................. 113PEC 71/1995 – Contribuição Sindical......................................................................................................................................................114PEC 36/2013 – Contribuição Sindical Novo! .................................................................................................................................. 115PL 1.981/2003 – Condições de Trabalho Novo! ............................................................................................................................ 116PLS 245/2013 – Custeio de Negociação Coletiva Novo! ............................................................................................................ 117TrabalhoPL 142/2003 – Vínculo Empregatício................................................................................................................................................... 120PL 1.490/2011 – Participação em Licitações ....................................................................................................................................... 121PL 6.420/2005 – Participação em Licitações ................................................................................................................................... 122PL 4.330/2004 – Terceirização Novo! ............................................................................................................................................ 123sumário4 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 5


TransportePL 3.833/2008 – Limites de Peso...........................................................................................................................................................127PL 7.646/2010 – Danos Materiais Causados a Terceiros .............................................................................................................. 128PL 5.943/2013 – Estatuto do Motorista Novo! ............................................................................................................................ 129Turismo e LazerPL 5.774/2009 – Turismo Rural...............................................................................................................................................................133PosicionamentosA nudez das cooperativas de trabalho.................................................................................................................................................137Cooperativas de transporte de cargas na legislação brasileira..................................................................................................141Novo Marco Regulatório da Mineração: um desafio necessário................................................................................................. 143Um modelo de governança para as agências reguladoras........................................................................................................... 145Trabalho escravo e desapropriação confiscatória.......................................................................................................................... 149sumárioLegislaçãoCooperativismo na Constituição Federal.............................................................................................................................................155Cooperativismo no Código Civil...............................................................................................................................................................157Lei Geral das Cooperativas...................................................................................................................................................................... 1586Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4


Palavra doPresidente dOSISTEMA OCBRepresentaçãopolíticapor umcooperativismomais forte eatuanteOBrasil está em evidência. Olhares do mundo todo estarão voltados parao nosso país em 2014. E nós, brasileiros, temos uma missão importanteneste ano. É momento de vivenciarmos o processo democrático, deexercitarmos o nosso direito de cidadãos, o direito ao voto, à escolha daquelesque serão os nossos representantes no Executivo e no Legislativo.Como cooperativistas – integrantes de um movimento de tamanha expressividade– colocaremos em prática, mais uma vez, o nosso maior diferencial: aunião. Estaremos mobilizados por uma grande causa, apoiar candidatos realmentecomprometidos com a bandeira cooperativista. Nada mais justo, afinal,somos um movimento social organizado que, por uma representação políticaatuante, busca um ambiente que impulsione o seu contínuo fortalecimento.Assim, pretendemos fazer de 2014 um ano de muitas conquistas para ascooperativas brasileiras, assim como foi 2013. Mas, para isso, é fundamentalcontarmos com parlamentares que abracem as causas cooperativistas e asdefendam no Congresso Nacional. Eles reforçam o nosso time no Poder Legislativo,compondo a Frente Parlamentar do Cooperativismo, trabalhando emsintonia com o Sistema OCB, com as nossas unidades estaduais e equipes técnicas.Juntos, temos um grande propósito – refletir as necessidades da nossabase e fortalecer os marcos regulatórios do setor.Os nossos desafios são muitos, com certeza, mas alguns merecem destaquepor sua amplitude. Temos atuado fortemente para concretizar umponto fundamental ao crescimento do cooperativismo no Brasil, a aprovaçãode um marco regulatório que trate do adequado tratamento tributário aoato cooperativo. A proposição trará reflexos positivos para todos os ramosnos quais atuam as nossas cooperativas. Nosso objetivo é garantir que nãosejamos tributados duas vezes – a cooperativa, como pessoa jurídica, e ocooperado, como pessoa física.Este é um exemplo de muitas das proposições de interesse do cooperativismobrasileiro que estão em tramitação na Câmara dos Deputados eno Senado Federal. As principais delas, cerca de 60, estão reunidas nesta 8ªedição da Agenda Legislativa do Cooperativismo, um guia para nossa atuaçãono Congresso Nacional.Márcio Lopes de FreitasPresidente do Sistema OCB


ENTENDA O COOPERATIVISMOEntenda o cooperativismoCooperativismoBaseado na união de pessoas, o cooperativismo é um modelo socioeconômico com referenciais de participaçãodemocrática, solidariedade, independência e autonomia. Por sua natureza e particularidades, visa àsnecessidades do grupo, aliando o economicamente viável ao ecologicamente correto e ao socialmente justo.O objetivo final é promover – simultaneamente – o desenvolvimento econômico e o bem-estar social de todos.CooperativasEmpreendimento entre pessoas que se unem voluntariamente em busca de melhor renda, respeitando valorescomo ajuda mútua e equidade. Neste modelo empresarial, cada pessoa representa um voto. As decisõessão tomadas coletivamente e os resultados obtidos são distribuídos de forma justa e igualitária, na proporçãode sua participação na cooperativa.Cooperativismo no mundoO modelo cooperativo surgiu no século XVIII, após a Revolução Industrial, na Inglaterra. Um grupo de 28operários – a maioria tecelões – da cidade de Rochdale se uniu para superar as dificuldades e buscar uma formade organização que respeitasse valores humanos e praticasse regras, normas e princípios mais solidários.Em 1844, nascia a primeira cooperativa moderna: Sociedade dos Probos de Rochdale, pertencente aoramo consumo. Em apenas doze anos, os 28 pioneiros já tinham mobilizado mais de 3 mil pessoas nessenovo modelo empresarial, que movimentou a economia da região e melhorou a qualidade de vida de todos osseus associados.A experiência deu tão certo que se espalhou pelo mundo. Hoje, o setor cooperativista reúne 1 bilhão depessoas em mais de 100 países e responde pela geração de mais de 100 milhões de empregos diretos. O setoré representado internacionalmente pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) – associação independente enão governamental, com sede em Genebra (Suíça), que congrega mais de277 organizações representativas docooperativismo nos cinco continentes.Príncipios do cooperativismo1. Adesão voluntária – as cooperativas são abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviçose a assumir responsabilidades como membros, sem discriminação de gênero, cor, política, religião ouclasse social.2. Gestão democrática – o controle da cooperativa é realizado por seus membros, que são convidados acompartilhar todas as decisões. Cada associado tem direito a um voto, independentemente de seu capitalno empreendimento.3. Participação econômica dos membros – cada associado contribui para a constituição do capital desuas cooperativas, controlando-o democraticamente;4. Autonomia e independência – as cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua, controladaspor seus membros de forma independente.5. Educação, formação e informação – as cooperativas promovem a educação e a formação de seus associadospara que estes possam contribuir, cada vez mais, com o crescimento do empreendimento.6. Intercooperação – as cooperativas devem ajudar-se entre si, trabalhando – sempre que possível – emconjunto. A lógica é unir forças. Pensamento oposto à competição vivida pelas empresas tradicionais.7. Interesse pela comunidade – as cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suascomunidades e devem tomar todas as suas decisões de maneira socialmente responsável.Cooperativismo no BrasilOs ideais cooperativistas fazem parte da nossa história desde o tempo das missões, mas foi somente noséculo XIX que surgiram as primeiras cooperativas brasileiras. O registro mais antigo deste modelo econômicodata de 1889, ano da fundação da Sociedade Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto (MG), cooperativade consumo, habitação e crédito.O marco definitivo do cooperativismo brasileiro aconteceu alguns anos depois, no Sul do país. Lá, maisprecisamente na cidade de Nova Petrópolis (RS), surgiu a primeira cooperativa de crédito do Brasil. O empreendimento- fundado em 1902 pelo padre jesuíta suíço Theodor Amstad – funciona até hoje e já reúne mais de doismilhões de brasileiros.O segundo grande marco do cooperativismo brasileiro foi a criação da Organização das CooperativasBrasileiras (OCB), em 1969. A entidade trabalha fortemente para a expansão e a legitimação do segmento,dando maior visibilidade política ao movimento cooperativista. Sua atuação foi determinante para a sanção,em 1971, da Lei 5.764, que regula o setor e especifica as regras para a criação de cooperativas. A autogestãodo processo foi instituída em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, que prevê a não interferênciado Estado nas associações.ENTENDA O COOPERATIVISMO10 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 11


RamosAtualmente, as cooperativas mantêm atividade em 13 ramos distintos da economia. Esta divisão tem porobjetivo dar maior visibilidade a cada tipo de negócio e mostrar a diversidade do setor.Conheça os 13 ramos do cooperativismo:ENTENDA O COOPERATIVISMOAgropecuárioCooperativas de produtores ruraisou agropastoris e de pesca, cujosmeios de produção pertencem aocooperado.EducacionalCooperativas de profissionaisem educação, de alunos, depais de alunos, de empreendedoreseducacionais e deatividades afins.ConsumoEmpreendimentos dedicadosà compra em comum deartigos de consumo paraseus cooperados.EspecialCooperativas constituídaspor pessoas que precisam sertuteladas ou que se encontramem situação de desvantagem, nostermos da Lei nº 9.867/1999.CréditoCooperativas destinadas apromover a poupança e financiarnecessidades ou empreendimentosdos seus cooperados.HabitacionalDestinadas à construção, àmanutenção e à administração deconjuntos habitacionais para seuquadro social.InfraestruturaAtendem direta eprioritariamente aoseu quadro social comserviços essenciais, comoenergia e telefonia.TrabalhoCooperativas que se dedicam àorganização e à administraçãodos interesses inerentes àatividade profissional dos seustrabalhadores associados paraa prestação de serviços nãoidentificados com outros ramos járeconhecidos.MineralCooperativas coma finalidade depesquisar, extrair,lavrar, industrializar,comercializar, importare exportar produtosminerais.TransporteCooperativas que atuam naprestação de serviços detransporte de cargas e depassageiros.ProduçãoEstimula oempreendedorismo,reunindo pessoasdispostas a produzir bense produtos, como donosdo seu próprio negócio.SaúdeCooperativas destinadasà preservação e àpromoção dasaúde humana.Turismo e LazerAtendem direta ou prioritariamenteao seu quadro social, comserviços turísticos, de lazer, deentretenimento, de esportes,artísticos, de eventos e dehotelaria.ENTENDA O COOPERATIVISMO12 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 13


Sistema OCBContatos do Sistema OCBSISTEMA OCBNo Brasil, o movimento cooperativista é representado oficialmente pelo Sistema OCB, com suas trêsentidades complementares: Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Confederação Nacionaldas Cooperativas (CNCoop) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).O Sistema conta com uma unidade nacional e 27 estaduais – localizadas nas capitais de cada estado etambém no Distrito Federal. Seu papel é trabalhar pelo fortalecimento do cooperativismo no Brasil. São focosdiferenciados e, ao mesmo tempo, complementares. A soma de todas essas forças têm um importante objetivocomum: potencializar a presença do setor na economia e na sociedade brasileira.Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop)Órgão de representação sindical das cooperativas no país, composto também por federações e sindicatos.Tem por missão a defesa dos direitos e interesses individuais ou coletivos da categoria econômica dosetor, no âmbito extrajudicial e judicial, em todo o território nacional.Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)Entidade representativa do cooperativismo no país, responsável pela promoção e defesa do sistemacooperativista em todas as instâncias políticas e institucionais, no Brasil e no exterior. Disposta a promovera competitividade e o crescimento do setor, a OCB investe no futuro e desenvolve produtos e serviçosestratégicos há mais de 40 anos. Dentre eles, destacam-se: cadastro e registro das cooperativas; coordenaçãoe representação institucional; articulação política; consultoria jurídica, contábil e tributária; e inteligênciacomercial.Serviço nacional de aprendizagem do cooperativismo (sescoop)Integrante do “Sistema S”, é responsável pela promoção da educação cooperativista desde 1999. A instituiçãotem três focos principais: a formação profissional, a promoção social e o monitoramento das cooperativas.Um de seus diferenciais é o compromisso com a sustentabilidade, fomentado, por exemplo, em projetosdesenhados para a juventude com o objetivo de educar e levar a filosofia cooperativista às novas gerações.Unidade NacionalOrganização das Cooperativas Brasileiras - OCBSetor de Autarquias Sul, Quadra 04, Bloco “I”70070-936 – Brasília-DFTel.: (61) 3217-2119Fax: (61) 3217-2121Home Page: www.brasilcooperativo.coop.brE-mail: ocb@ocb.coop.brRegião Centro-OesteDistrito Federal – OCDFSindicato e Organização dasCooperativas do Distrito FederalSetor Comercial Sul Quadra 4, Bloco “A”,Sala 218/222, Ed. Embaixador70300-907 – Brasília - DFTel: (61) 3345-3036Fax: (61) 3245-3121Home Page: www.dfcooperativo.coop.brE-mail: ocdf@ocdf.org.brGoiás – OCB/GOSindicato e Organização das CooperativasBrasileiras no Estado de GoiásAv. H com Rua 14, n° 550 - Jardim Goiás74810-070 - Goiânia - GOTel: (62) 3240-2600Fax: (62) 3240-2602Home Page: www.ocbgo.org.brE-mail: ocbgo@ocbgo.org.brMato Grosso – OCB/MTSindicato e Organização das CooperativasBrasileiras no Mato GrossoRua 2, Quadra 4, Lote 3, Setor A, Centro PolíticoAdministrativo (CPA)78049-050 – Cuiabá-MTTel.: (65) 3648-2400Fax: (65) 3644-2306Home Page: www.ocbmt.coop.brE-mail: secretaria@ocbmt.coop.brMato Grosso do Sul – OCB/MSSindicato e Organização das CooperativasBrasileiras no Mato Grosso do SulRua Ceará, 2245 – Vila Célia79022-390 – Campo Grande-MSTel.: (67) 3389-0200Fax: (67) 3389-0221Home Page: www.ocbms.org.brE-mail: ocbms@ocbms.org.brRegião NorteAcre – OCB/ACOrganização das Cooperativas do Estado do AcreRua Coronel Alexandrino, 580, salas 05 a 08Bairro Bosque69909-730 - Rio Branco-ACTel.: (68) 3224-9151 / 3223-8189 / 3223-7697Fax: (68) 3223-8189E-mail: sescoop.ac@globo.comSISTEMA OCB14 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 15


SISTEMA OCBAmapá – OCB/APSindicato e Organização das Cooperativasdo Estado do AmapáRua Jovino Dinoá, 1770, 3º andar - Centro68900-075 – Macapá-APTel.: (96) 3223-0110Fax: (96) 3223-0110Home Page: www.sescoop-ap.coop.brE-mail: ocb-ap@uol.com.brAmazonas – OCB/AMSindicato e Organização das Cooperativasdo Estado do AmazonasAvenida Japurá, 241 – Centro69025-020– Manaus-AMTel: (92) 3611-2226Fax: (92) 3631-8518Home Page: www.ocbam.coop.brE-mail: secretariaam@ocbam.coop.brPará – OCB/PASindicato e Organização das CooperativasBrasileiras do Estado do ParáTv. Humaitá nº 2778, próximo àAv. João Paulo II - Bairro do Marco66093-040– Belém-PATel.: (91) 3226-5280/3226-4140Fax: (91) 3226-5014Home Page: www.paracooperativo.coop.brE-mail: secretaria@paracooperativo.coop.brRondônia – OCB/ROSindicato e Organização das CooperativasBrasileiras no Estado de RondôniaRua Quintino Bocaiúva, n° 1671, Bairro São Cristovão76804-076 – Porto Velho-ROTel: (69) 3229-2866 / 3224-6116 / 3229-2866Fax: (69) 3229-4475Home Page: www.ocb-ro.org.brE-mail: ocb-ro@uol.com.brRoraima – OCB/RRSindicato e Organização das CooperativasBrasileiras no Estado de RoraimaAvenida Major Williams, 1018 – São Francisco69305-110 – Boa Vista-RRTel.: (95) 3623-2912 / 3623-2312Fax: (95) 3623-0978Home Page: www.ocbrr.coop.brE-mail: sescooprr@yahoo.com.brTocantins – OCB/TOSindicato e Organização das Cooperativasno Estado do TocantinsAvenida JK, 110 Norte, Lote 11 - Centro77006-130 – Palmas-TOTel.: (63) 3215-3291Fax: (63) 3215-3291Home Page: www.ocbto.coop.brE-mail: secretaria@ocbto.coop.brRegião NordesteAlagoas – OCB/ALSindicato e Organização das Cooperativasdo Estado de AlagoasAvenida Governador Lamenha Filho, 1880 – Feitosa57043-000 – Maceió-ALTel: (82) 2122-9494Fax: (82) 2122-9464Home Page: www.ocb-al.coop.brE-mail: secretaria@ocb-al.coop.brBahia – OCEBSindicato e Organização dasCooperativas do Estado da BahiaRua Boulevard Suísso, 129, Nazaré.40050-330 - Salvador - BATel.: (71) 3421-5800Fax: (71) 3322-0145Home Page: www.bahiacooperativo.coop.brE-mail: oceb@svn.com.brCeará – OCB/CESindicato e Organização das CooperativasBrasileiras no Estado do CearáRua Ildefonso Albano, 1585 - Salas 02/04 Aldeota60115-000 – Fortaleza-CETel: (85) 3535-3650Fax: (85) 3535-3666Home Page: www.ocbce.coop.brE-mail: ocbce@ocbce.coop.brMaranhão – OCEMASindicato e Organização das Cooperativasdo Estado do MaranhãoRua do Alecrim, 415 Ed. Palácio dos Esportes– 3º andar – sala 310 - Centro65010-040 – São Luís – MATel: (98) 3221-3292Home Page: www.ocema.com.brE-mail: ocema@terra.com.brParaíba – OCB/PBSindicato e Organização das Cooperativasdo Estado da ParaíbaAvenida Coremas, 498 – Centro58013-430 – João Pessoa-PBTel.: (83) 3222-3660Fax: (83) 3222-3660Home Page: www.paraibacooperativo.coop.brE-mail: ocbpb@ocbpb.coop.brPernambuco – OCB/PESindicato e Organização das CooperativasBrasileiras em PernambucoRua Manuel Joaquim de Almeida, 165 – Iputinga50670-370 – Recife-PETel.: (81) 3032-8300Fax: (81) 3271-4142Home Page: www.pecooperativo.coop.brE-mail: sescoop@sescoop-pe.org.brSISTEMA OCB16 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 17


SISTEMA OCBPiauí – OCEPISindicato e Organização dasCooperativas do Estado do PiauíRua Alta Longar, S/Nº, Ed. Cidapi, Salas3 e 4 – Bairro Água MineralCEP: 64.006-140 – Teresina – PITel.: (86) 3225-3034Home Page: www.sescoop-pi.coop.brE-mail: ocepi@sescoop-pi.coop.brRio Grande do Norte – OCB/RNSindicato e Organização das Cooperativasdo Estado do Rio Grande do NorteRua Jerônimo Câmara, 2994 –Nossa Senhora de Nazaré59060-300 – Natal-RNTel.: (84) 3605-2531Fax: (84) 3605-2532Home Page: www.sescooprn.org.brE-mail: sescooprn@sescooprn.org.brSergipe – OCESESindicato e Organização das Cooperativasdo Estado de SergipeRua Dr. Leonardo Leite, nº 368 - Bairro São José49.015-000 – Aracaju/SETel.: (79) 3259-1134Fax: (79) 3259-2752E-mail: ocese@sescoopse.org.brRegião SudesteEspírito Santo – OCB/ESSindicato e Organização das CooperativasBrasileiras do Estado do Espírito SantoAvenida Marechal Mascarenhas deMoraes, 2501 – Bento Ferreira29050-625 – Vitória-ESTel.: (27) 2125-3200Fax: (27) 2125-3201Home Page: www.ocbes.coop.brE-mail: ocbes@ocbes.coop.brMinas Gerais – OCEMGSindicato e Organização das Cooperativasdo Estado de Minas GeraisRua Ceará, 771 – Funcionários30150-311 – Belo Horizonte - MGTel.: (31) 3025-7118 / 3025-7119Fax: (31) 3025-7120Home Page: www.minasgerais.coop.brE-mail: ocemg@minasgerais.coo.brRio de Janeiro – OCB/RJFederação e Organização das CooperativasBrasileiras do Estado do Rio de JaneiroAvenida Presidente Vargas, 583, Sala 1202 a 120520071-003 – Rio de Janeiro-RJTel: (21) 2232-0133Fax: (21) 2232-0344Home Page: www.ocbrj.coop.brE-mail: secretariaocbrj@ocbrj.coop.brSão Paulo – OCESPOrganização das Cooperativas do Estado de São PauloRua Treze de Maio, 1376 - Bela Vista01327-002 – São Paulo-SPTel.: (11) 3146-6200Fax: (11) 3146-6210Home Page: www.portaldocooperativismo.org.brE-mail: atendimento@ocesp.org.brRegião SulParaná – OCEPARSindicato e Organização das Cooperativasdo Estado do ParanáAvenida Cândido de Abreu, 501 – Centro Cívico80530-000 – Curitiba-PRTel.: (41) 3200-1100Fax: (41) 3200-1199Home Page: www.paranacooperativo.coop.brE-mail: ocepar@sistemaocepar.coop.brRio Grande do Sul – OCERGSSindicato e Organização das Cooperativasdo Estado do Rio Grande do SulRua Félix da Cunha, 12 - Bairro Floresta90570-000 – Porto Alegre-RSTel: (51) 3323-0000Fax: (51) 3323-0026Home Page: www.ocergs.coop.brE-mail: ocergs@ocergs.coop.brSanta Catarina – OCESCSindicato e Organização das Cooperativasdo Estado de Santa CatarinaAvenida Almirante Tamandaré, 633 - Bairro Capoeiras88080-161 – Florianópolis-SCTel: (48) 3878-8800Fax: (48) 3878-8815Home Page: www.ocesc.org.brE-mail: ocesc@ocesc.org.brSISTEMA OCB18 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 19


Frente Parlamentar do cooperativismoalta Representatividade no Congresso NacionalFRENCOOPFrencoop: atuação focada em momentos-chave do processo políticoLevantar a bandeira do cooperativismo juntoaos atores políticos e à opinião pública,inserindo os interesses do Sistema OCB nadeliberação de proposições no Congresso Nacionale no processo de formulação de normativose de políticas públicas do Governo. Estes são osprincipais objetivos da Frente Parlamentar do Cooperativismo(Frencoop), bancada formada pordeputados federais e senadores da República,independentemente do seu estado de origem oufiliação partidária.Instalada pela primeira vez em 1986, a Frencoopestá em evidência no Poder Legislativo desde aConstituinte, período em que inseriu a criação decooperativas e sua autogestão entre os direitos egarantias fundamentais dos cidadãos brasileiros,conforme dispõe o art. 5º da Constituição Federalde 1988. Em 2014, a Frente Parlamentar do Cooperativismocompleta 28 anos de atividade, consolidando-secomo uma importante ferramentade aproximação dos líderes cooperativistas como processo político-decisório.Contribuindo diretamente para esse processo,a Gerência de Relações Institucionais trabalhasistematicamente para acionar os integrantes daFrencoop em momentos-chave do processo político,sendo esta atuação focada em ações pontuaise de impacto macro, de modo a potencializara atuação exercida pelo Sistema OCB nas comissõese nos Plenários da Câmara dos Deputados edo Senado Federal, bem como na inserção do cooperativismoentre as prioridades da agenda dedecisões governamentais.Em recente pesquisa realizada no CongressoNacional pelo Sistema OCB foi comprovado queum em cada quatro deputados federais é associadoa pelo menos uma cooperativa. O estudo ouviu223 deputados e 25 senadores, com o objetivo demensurar o grau de conhecimento dos parlamentaresacerca do cooperativismo. Do total de entrevistados,90% possuem uma imagem positivaacerca do setor. De maneira geral, a palavra “cooperativismo”e associada a temos como união, associativismo,solidariedade e cooperação.Um em cada quatro deputadosé associado a pelo menosuma cooperativa.A representatividade do cooperativismo no CongressoNacional é de 23% do total de deputados esenadores, sendo:maior quea porcentagemde cadeiras domaior partido naCâmara*17,1%* Fonte: Câmara dos Deputados (out/2013) – Total de deputados (513); e total dedeputados do maior partido da Câmara (88).** Fontes: IBGE (jun/2013) – nº de habitantes no Brasil (201 mi); e Sistema OCB(jul/2013)– nº de cooperados no Brasil (11 mi)Reputação positiva entre os parlamentaresmaior quea porcentagemde cooperadosna populaçãobrasileira**5,5%FRENCOOPEssa articulação tem início na base, nas própriascooperativas, com a escolha e o apoioàqueles que serão os representantes do setorna Câmara dos Deputados e no Senado Federal.Por este motivo, a ampliação dos canais de comunicaçãocom os parlamentares integrantes daFrente tem sido recorrente entre as prioridadesde atuação do Sistema OCB.Assim, percebemos que o cenário para fortalecero movimento cooperativista no Poder Legislativoé positivo e existe espaço para ampliar cadavez mais a legitimidade da defesa dos interessesdo Sistema OCB e a definição de marcos regulatórioscoerentes à realidade das cooperativas.dos parlamentares possuemimagem positiva90%do cooperativismo.De maneiraespontânea, osparlamentaresassociam ocooperativismocom conceitosrelacionados a:união,associativismo,solidariedade ecooperação.20 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 21


O quadro de integrantes da FrencoopDeputado(a) Partido UFChico Lopes PCdoB CEDeputado(a) Partido UFFlaviano Melo PMDB ACAs frentes parlamentares são associações suprapartidárias compostas por pelo menos 1/3 dos integrantesdo Poder Legislativo e extintas ao final de cada Legislatura, conforme determina o Ato daMesa Diretora da Câmara dos Deputados 69/2005.Cida Borghetti PROS PRCleber Verde PRB MADalva Figueiredo PT APFrancisco Praciano PT AMGenecias Noronha SDD CEGeraldo Resende PMDB MSA seguir, segue a lista da Frencoop atualizada até março de 2014:Darcísio Perondi PMDB RSDécio Lima PT SCGeraldo Thadeu PSD MGGiovani Cherini PDT RSCâmara dos DeputadosDiego Andrade PSD MGDilceu Sperafico PP PRGiovanni Queiroz PDT PAGiroto PMDB MSFRENCOOPDeputado(a) Partido UFAbelardo Lupion DEM PRAdemir Camilo PROS MGAdrian PMDB RJAelton Freitas PR MGAfonso Hamm PP RSAlberto Filho PMDB MAAlceu Moreira PMDB RSAlex Canziani PTB PRAlexandre Leite DEM SPAlexandre Roso PSB RSAlfredo Kaefer PSDB PRAlfredo Sirkis PSB RJAline Corrêa PP SPAndré Figueiredo PDT CEAndré Moura PSC SEAndré Zacharow PMDB PRÂngelo Agnolin PDT TOAníbal Gomes PMDB CEAntônia Lúcia PSC ACAntônio Andrade PMDB MGDeputado(a) Partido UFAntonio Balhmann PROS CEAntônio Carlos Mendes Thame PSDB SPAriosto Holanda PROS CEArnaldo Faria de Sá PTB SPArnaldo Jardim PPS SPArnon Bezerra PTB CEArtur Bruno PT CEAssis do Couto PT PRÁtila Lins PSD AMAugusto Carvalho SDD DFBernardo Santana deVasconcellosPR MGBiffi PT MSBruna Furlan PSDB SPCarlos Alberto Leréia PSDB GOCarlos Bezerra PMDB MTCarlos Magno PP ROCarlos Sampaio PSDB SPCarlos Souza PSD AMCelso Maldaner PMDB SCCesar Conalgo PSDB ESDomingos Savio PSDB MGDr. Jorge Silva PROS ESDr. Ubiali PSB SPDuarte Nogueira PSDB SPEdinho Araújo PMDB SPEdinho Bez PMDB SCEdson Pimenta PSD BAEduardo Barbosa PSDB MGEduardo Sciarra PSD PREleuses Paiva PSD SPErika Kokay PT DFEsperidião Amin PP SCEudes Xavier PT CEFábio Faria PSD RNFábio Trad PMDB MSFátima Bezerra PT RNFátima Pelaes PMDB APFernando Francischini SDD PRFernando Marroni PT RSFernando Torres PSD BAFlávia Morais PDT GOGivaldo Carimbão PROS ALGladson Cameli PP ACGonzaga Patriota PSB PEGorete Pereira PR CEGuilherme Campos PSD SPHenrique Oliveira SDD AMHeuler Cruvinel PSD GOHugo Leal PROS RJIrajá Abreu PSD TOJaime Martins PSD MGJairo Ataíde DEM MGJanete Rocha Pietá PT SPJerônimo Goergen PP RSJesus Rodrigues PT PIJoão Ananias PCdoB CEJoão Dado SDD SPJoão Magalhães PMDB MGJorge Boeira PP SCJorge Corte Real PTB PEJorge Tadeu Mudalem DEM SPJorginho Mello PR SCFRENCOOP22 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 23


FRENCOOPDeputado(a) Partido UFJosé Airton PT CEJosé Guimarães PT CEJosé Linhares PP CEJosé Mentor PT SPJosé Otávio Germano PP RSJosias Gomes PT BAJosué Bengston PTB PAJulio Cesar PSD PIJúlio Delgado PSB MGJunji Abe PSD SPLázaro Botelho PP TOLeandro Vilela PMDB GOLelo Coimbra PMDB ESLeonardo Monteiro PT MGLeonardo Quintão PMDB MGLeopoldo Meyer PSB PRLincoln Portela PR MGLira Maia DEM PALourival Mendes PTdoB MALuciana Santos PCdoB PELuciano Castro PR RRLuis Carlos Heinze PP RSLuiz Carlos PSDB APLuiz Couto PT PBLuiz Fernando Faria PP MGLuiz Nishimori PR PRManato SDD ESMandetta DEM MSManoel Junior PMDB PBDeputado(a) Partido UFManuela D'Avila PCdoB RSMarçal Filho PMDB MSMárcio Bittar PSDB ACMarcio Marinho PRB BAMarco Tebaldi PSDB SCMarcos Montes PSD MGMarinha Raupp PMDB ROMauro Lopes PMDB MGMauro Mariani PMDB SCMendonça Prado DEM SEMoreira Mendes PSD RONelson Marchezan Júnior PSDB RSNelson Marquezelli PTB SPNelson Meurer PP PRNelson Pellegrino PT BANilton Capixaba PTB ROOdair Cunha PT MGOnofre Santo Agostini PSD SCOsmar Serraglio PMDB PROsmar Terra PMDB RSOziel Oliveira PDT BAPadre João PT MGPastor Eurico PSB PEPastor Marco Feliciano PSC SPPaulo Abi-Ackel PSDB MGPaulo Cesar Quartiero DEM RRPaulo Foletto PSB ESPaulo Pimenta PT RSPaulo Rubem Santiago PDT PEDeputado(a) Partido UFPaulo Wagner PV RNPerpétua Almeida PCdoB ACProfessor Sétimo PMDB MAProfessora Dorinha SeabraRezendeDEM TORaimundo Gomes de Matos PSDB CERaul Lima PP RRReinaldo Azambuja PSDB MSReinhold Stephanes PSD PRRenato Molling PP RSRenzo Braz PP MGRicardo Izar PSD SPRoberto Balestra PP GORoberto Britto PP BARoberto de Lucena PV SPRoberto Teixeira PP PERogério Peninha Mendonça PMDB SCRonaldo Benedet PMDB SCRonaldo Caiado DEM GORonaldo Nogueira PTB RSRose de Freitas PMDB ESRubens Otoni PT GOSabino Castelo Branco PTB AMSandes Júnior PP GOSandra Rosado PSB RNSandro Alex PPS PRSebastião Bala Rocha SDD APSibá Machado PT ACSilas Câmara PSD AMDeputado(a) Partido UFSueli Vidigal PDT ESTaumaturgo Lima PT ACValdir Colatto PMDB SCValdivino de Oliveira PSDB GOValtenir Pereira PROS MTVander Loubet PT MSVicente Candido PT SPVieira da Cunha PDT RSVilson Covatti PP RSVitor Penido DEM MGWaldir Maranhão PP MAWalney Rocha PTB RJWalter Ihoshi PSD SPWandenkolk Gonçalves PSDB PAWashington Reis PMDB RJWeliton Prado PT MGWilliam Dib PSDB SPZé Silva SDD MGZeca Dirceu PT PRFRENCOOP24 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 25


FRENCOOPSenado FederalSenador(a) Partido UFAcir Gurgacz PDT ROAlvaro Dias PSDB PRAna Amélia PP RSAna Rita PT ESCasildo Maldaner PMDB SCCícero Lucena PSDB PBCiro Nogueira PP PICristovam Buarque PDT DFCyro Miranda PSDB GODelcídio do Amaral PT MSFrancisco Dornelles PP RJGim PTB DFGleisi Hoffmann PT PRInácio Arruda PCdoB CEIvo Cassol PP ROSenador(a) Partido UFJorge Viana PT ACJosé Pimentel PT CEKátia Abreu PMDB TOLuiz Henrique PMDB SCPaulo Bauer PSDB SCPaulo Paim PT RSRicardo Ferraço PMDB ESRodrigo Rollemberg PSB DFRomero Jucá PMDB RRValdir Raupp PMDB ROVanessa Grazziotin PCdoB AMWaldemir Moka PMDB MSWalter Pinheiro PT BAWellington Dias PT PIaconteceu em 2013Principais resultados em matérias de interesse do cooperativismoUm trabalho de representação política voltado ao acompanhamento contínuo e à atuação efetiva emmais de 550 projetos de lei, medidas provisórias e demais proposições de interesses do cooperativismono Congresso Nacional. Este é parte do papel de representação desempenhado pela Organização dasCooperativas Brasileiras (OCB), que em 2013 conquistou avanços significativos no marco regulatório dosetor, com impacto mensurável de mais de R$ 1 bilhão para as cooperativas.Dentre as principais conquistas, destacam-se: os avanços na tramitação do PLP 271/2005, que trata sobreo adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, e do PL 3.067/2011, que permite o acesso dascooperativas de crédito ao FAT; bem como a inclusão de pleitos cooperativistas nas medidas provisóriasque trataram sobre temas tributários, como pode ser analisado a seguir.Projetos da Agenda LegislativaPLP 271/2005 – Adequado tratamento tributário ao ato cooperativoAprovação do regime de urgência do PLP 271/2005 no Plenário da Câmara.Em 2013, o movimento cooperativista brasileiro esteve mobilizado para a aprovação do Projeto de LeiComplementar (PLP) 271/2005, que regulamenta o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo,no Plenário da Câmara dos Deputados. Ao todo, foram realizadas mais de 15 reuniões técnicas entre aOCB, parlamentares e Poder Executivo (Ministério da Fazenda, Receita Federal do Brasil, Secretaria deRelações Institucionais da Presidência da República e Casa Civil), para debater o conceito e a abrangênciado projeto, sempre com o objetivo de buscar um texto apropriado aos vários seguimentos que abrangemo cooperativismo brasileiro.aconteceu em 2013Como resultado desta ação, em conjunto com as Unidades Estaduais, que também mobilizou representantesdo governo, parlamentares cooperativistas, foi aprovado no Plenário da Câmara, o regime de urgênciado PLP 271/2005.A aprovação da urgência ao PLP 271/2005 corresponde a um avanço significativo para a conquista doadequado tratamento tributário ao ato cooperativo, pois reflete o reconhecimento, pelo Congresso Nacionale pelo Poder Executivo, da importância de se votar a matéria. Além disso, a aprovação de urgência26Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 27


permite que o Plenário da Câmara dos Deputados possa pautar e votar o projeto imediatamente após aconstrução de um texto consensual entre Sistema OCB, Governo e Poder Legislativo, sem que a matériaprecise tramitar pelas comissões. As negociações continuam em 2014.PL 7.063/2010 – Desconto nas tarifas de energia para agricultura e aquiculturaAprovação de parecer favorável na CME.aconteceu em 2013PL 3.067/2011 – Acesso do cooperativismo de crédito aos recursos do FATAprovação de parecer favorável do PL 3.067/2011 na CTASP.Após ser aprovada no Senado Federal em 2011, a proposta que assegura o repasse dos recursos do Fundode Amparo ao Trabalhador (FAT) aos bancos cooperativos, confederações e centrais de cooperativas decrédito, obteve avanço em sua tramitação pelo segundo ano consecutivo. Se em 2012, o PL 3.067/2011teve seu parecer aprovado na Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (CAPADR), em2013, foi deliberado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), a partir darelatoria do deputado André Figueiredo (CE).A inclusão do cooperativismo de crédito entre os operadores do FAT é uma demanda do setor desde atramitação do PLS 293/1999, que deu origem ao Sistema Nacional de Crédito Cooperativo – SNCC (LeiComplementar nº 130/2009). Antes de ser apresentada como projeto de lei, a proposta em referência foidebatida pelo Conselho Especializado de Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (Ceco/OCB) e apresentado pela senadora Ana Amélia (RS), a partir da sugestão do Sistema OCB.Ao longo da tramitação da matéria, o Sistema OCB obteve avanços consideráveis no debate do temajunto a órgãos do Governo, tornando possível um entendimento no sentido da aprovação da proposta.Por outro lado, a matéria ainda deve ser apreciada pelas Comissões de Finanças e Tributação (CFT) e deConstituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), sendo necessária a continuação das tratativas com o PoderExecutivo e com os demais atores econômicos interessados na proposta.Após trabalho realizado pelo Sistema OCB junto ao relator da matéria, deputado Adrian (RJ), a Comissãode Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados, aprovou, em abril de 2013, o projeto que amplia aaplicação de descontos especiais nas tarifas de energia elétrica utilizada nas atividades de agriculturairrigada e aquicultura. O relator apresentou parecer favorável ao substitutivo já apreciado pela Comissãode Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), conforme posicionamentodo cooperativismo.Já na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), por solicitação do Sistema OCB, foi designado comorelator da matéria o deputado Dr. Ubiali (SP), integrante da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo(Frencoop). No momento, a proposta aguarda deliberação de seu parecer, que contempla asdemandas do cooperativismo.PL 7.755/2010 – Define a profissão de artesãoAprovação de parecer favorável ao PL 7.755/2010 na CCULT.Em 2013, o projeto que define a profissão de artesão possibilitando que sejam criadas políticas de incentivopela União garantindo linhas de créditos especiais, foi aprovado pela Comissão de Cultura (CCULT) daCâmara dos Deputados, com parecer favorável, da deputada Luciana Santos (PE), conforme posicionamentodo Sistema OCB.aconteceu em 2013A matéria, que tramita no momento na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público(CTASP), aguarda apreciação do relatório do deputado Isaias Silvestre (MG), que também segue as indicaçõesdo setor cooperativista.28 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 29


PLS 252/2012 – Duração dos mandatos e elegibilidade dos dirigentes sindicaisResultados em Medidas ProvisóriasArquivamento do PLS 252/2012.MPV 582/2012 – Redução de IR para transportadores de carga autônomosO PLS, apresentado em 2012, visava modificar o prazo de duração dos mandatos sindicais de três paraquatro anos, limitar a reeleição do dirigente sindical para um único mandato subsequente e vedar a candidaturade cônjuges e parentes até segundo grau. O Sistema OCB entende que a Constituição estabelecea não intervenção do Poder Público na organização sindical e na vida associativa da entidade sindical.Conforme posicionamento do cooperativismo, em abril de 2013, o autor da proposta, senador CássioCunha Lima (PB), solicitou a retirada do projeto de tramitação no Plenário do Senado Federal. Assim, amatéria foi arquivada.Redução do Imposto de Renda devido pelo prestadorautônomo de transporte de carga de 40% para10% do valor do frete Redução da carga tributáriada ordem de 75%. A economia para as cooperativasde transporte pode chegar a R$ 700 milhõespor ano. Aprovada em fevereiro de 2013, transformou-sena Lei nº 12.794/2013.MPV 609/2013 – Alíquota zero para produtos da cesta básica / Equidade da tarifa dascooperativas de eletrificação rural em relação às concessionáriasaconteceu em 2013Medidas Provisórias de interesse do cooperativismoNas últimas legislaturas, o Poder Executivo teminfluenciado, por meio de Medidas Provisórias(MPVs), a agenda deliberativa do Congresso Nacional.Como são espécies normativas que possuemforça de lei, sendo editadas pelo presidente da Repúblicaem situações de urgência e relevância, asMPVs possuem uma tramitação muito mais célereem relação às demais proposições legislativas.Para tanto, o Sistema OCB tem acompanhado deperto a tramitação dessas matérias, com o objetivode inserir interesses do cooperativismo naagenda governamental e impedindo que propostasque não se adequem à realidade e necessidadedo setor sejam aprovadas.A atuação do Sistema OCB em Medidas Provisóriasgarantiu resultados positivos para cooperativasde todos os ramos, com economia mensurável demais de R$ 1 bilhão por ano.A Medida Provisória, que reduz a zero as alíquotasda Contribuição para o PIS/PASEP, da COFINS,da Contribuição para o PIS/PASEP-Importaçãoe da COFINS-Importação incidentes sobre a receitadecorrente da venda no mercado interno esobre a importação de produtos que compõem acesta básica, foi modificada conforme pleitos doSistema OCB, que trabalhou diretamente com orelator da matéria. Além disso, pleitos das cooperativasde infraestrutura foram contempladosna MPV: diminuiu distorções geradas entre astarifas das cooperativas e os demais entes dosetor elétrico garantindo que os consumidoresfinais das cooperativas de energia elétrica obtenhamos mesmos benefícios dos consumidoresdas concessionárias. Aprovada no CongressoNacional, em junho de 2013, transformou-se naLei nº 12.839/2013.MPV 610/2013 – Fundo para a estiagem da região da Sudene / Adequação da desoneraçãoda folha de pagamentos às especificidades das cooperativasaconteceu em 2013Medidas Provisórias deinteresse do cooperativismoacompanhadas pelo SistemaOCB, com inclusões favoráveisao setor em 12 delas.20 130Dias ou aproximadamente 1040horas dedicadas pelo SistemaOCB na defesa dos interesses docooperativismo em MPVs.Economia de mais de R$ 1 bilhãoA proposição, que amplia o valor do BenefícioGarantia-Safra para a safra 2011-2012 e amplia oAuxílio Emergencial Financeiro relativo aos desastresda estiagem de 2012, foi aprovado pelosPlenários do Senado Federal e da Câmara dosDeputados, auxiliando as cooperativas da regiãoda SUDENE. O relator, senador Eunício Oliveira(CE), acatou solicitações do Sistema OCB, adequandoa desoneração da folha de pagamentosàs especificidades das cooperativas. Assim, aMedida Provisória excluiu do processo desoneratórioas cooperativas, que, por possuírem poucosempregados e tendo por consequência umafolha de pagamento reduzida, eram oneradas.No entanto, as cooperativas agroindústrias, quenecessitam de mais empregados para o desenvolvimentode suas atividades – sendo vantajosoestar na política de desoneração – permanecemna política desoneratória. Aprovada no CongressoNacional, em julho de 2013, transformou-se naLei nº 12.844/2013.30 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 31


aconteceu em 2013MPV 615/2013 – Subvenção econômica de etanol e de cana-de-açúcar / Reforma do PIS-Cofins da Soja / Permissão de repasse da concessão de taxista por motivos de falecimentoAlém da autorização do pagamento de subvençãoeconômica aos produtores de etanol e de cana--de-açúcar (safra 2011/2012) da região Nordeste,a medida garantiu a reforma do PIS/Cofins dacadeia da soja, desonerando o grão comercializadono mercado interno. O texto possibilita queas empresas e as cooperativas passem a calcularos créditos presumidos na comercialização dosprodutos derivados de sua industrialização, semlimitações de aproveitamento, mesmo que vendidoscom alíquota zero.A conquista foi possível graças ao importante trabalhorealizado pelo Sistema OCB, que participoude intensas negociações junto ao Governo Federale a entidades de representação, além de sensibilizaros parlamentares sobre a importância daaprovação da MPV.Estima-se que, com a aprovação da matéria, oincremento de créditos a serem aproveitadosanualmente pelas cooperativas ultrapasse a casados R$ 300 milhões. A medida de desoneração melhora,ainda, a renda do produtor rural (cooperado/cooperativa), já que haverá igualdade de condiçõestributárias na disputa pela produção do setor. Ouseja, os preços se equilibrarão com a neutralizaçãode eventuais atravessadores entre a cooperativa eo mercado (industrialização e exportações), assimcomo ocorreu com o setor de café.A aprovação da MPV nº 615/2013 atendeu tambémà demanda das cooperativas de taxistas. Pelaproposta, a permissão para realizar transporte depassageiros poderá ser repassada, como herança,aos sucessores diretos, caso o condutor venha afalecer. Isso proporciona o direito à exploração doserviço do titular, durante o período de validadeda concessão. Tal medida proporciona às famíliasum tempo de recuperação e reorganização patrimonial.Uma medida justa, visto que elas tambémherdam as dívidas relativas aos veículos. Aprovadaem setembro de 2013, transformou-se naLei nº 12.865/2013.Outra importante conquista para o sistema cooperativistadiz respeito às alterações na legislaçãotributária federal referente às operadoras deplanos de saúde. A MPV deixa claro que os custosassistenciais das OPS (despesas com hospitais,SADT, honorários médicos, dentre outros) devemser excluídos da base de cálculo do PIS/Cofins.A MPV garantiu, ainda, a renegociação do estoquede dívidas do setor armazenador brasileiroAudiências públicas e discursos parlamentares(armazéns, pessoas físicas e cooperativas).Nos últimos anos, o Sistema OCB contribuiuativamente para construção da proposta, participandode diversas reuniões no âmbito daCompanhia Nacional de Abastecimento (Conab)e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(Mapa).Aprovada em outubro de 2013, transformou-se naLei nº 12.873/2013.Foram acompanhadas 153 audiências públicasna Câmara dos Deputados e no Senado Federal,dentre as quais 10 contaram com a participaçãode expositores do Sistema OCB. Entre os temasdebatidos, citamos como exemplo a Lei do Motorista,a cadeia produtiva do leite no Brasil e aspropostas para o Plano Safra. Já no Plenário daCâmara, foram contabilizados mais de 242 discursossobre temas referentes ao cooperativismoproferidos nos Plenários da Câmara e do Senado.aconteceu em 2013MPV 619/2013 – Equiparação tributária do FGCoop / Isenção de PIS-Cofins de custosassistenciais de cooperativas de saúde / ArmazenamentoPoucos dias antes de ser aprovada a ResoluçãoCMN/Bacen nº 4.284/2013, que possibilitou ainstituição do FGCoop, fundo sistêmico de todasas cooperativas de crédito do Brasil e bancoscooperativos integrantes do Sistema Nacionalde Crédito Cooperativo (SNCC), o Congresso Nacionalaprovou a MPV 619/2013, que equiparou,para fins tributários, o FGCoop ao Fundo Garantidordas Instituições Financeiras (FGC). Assim,o FGCoop, assim como o FGC, passa a estar isentoda incidência do Imposto de Renda, inclusivesobre suas aplicações de renda fixa e variável,bem como da Contribuição Social sobre o LucroLíquido em suas movimentações financeiras,deixando de ser onerado em milhões de reaispor ano.Resultados geraisAtualmente, o Sistema OCB acompanha 554 proposições no Congresso Nacional 1 . Destas, 84 foramdeliberadas em 2013 em comissões e Plenários, com 71 resultados positivos e 13 resultados negativos.1 Para a mensuração destes resultados, não foram computadas as medidas provisórias.32 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 33


Resultados do cooperativismo noCongresso Nacional em 2013Positivos Negativos TotalMineral 2 0 2aconteceu em 2013Por Casa LegislativaCasa Legislativa Resultados Positivos Resultados Negativos TotalCâmara 46 10 56Senado 25 3 28Total 71 13 84Na Câmara, os resultados positivos representaram 82,1% do total de proposições deliberadas. No Senado,a porcentagem foi ainda maior, sendo igual a 89,3%.84,5%Do total de votações referentes aocooperativismo, representaram resultadospositivos do Sistema OCB no CongressoNacional em 2013.Produção 3 1 4Saúde 1 1 2- Todos os Ramos 3 3 6Trabalho 2 0 2Transporte 7 1 8Turismo e Lazer 2 1 3- Sindical 1 0 1Total 71 13 84MetodologiaPara mensurar estes resultados, classificamos osresultados conforme descrito abaixo.aconteceu em 2013Por temáticaPositivos Negativos TotalAgropecuário 33 4 37Crédito 4 0 4Infraestrutura 5 0 5- Meio Ambiente 8 2 10Resultados positivosPropostas favoráveis ao desenvolvimentodo cooperativismo, que foram aprovadasem comissões ou nos Plenários, conformeposicionamento do Sistema OCB.Propostas desfavoráveis ao desenvolvimentodo cooperativismo, que foram rejeitadasem comissões ou nos Plenários, conformeposicionamento do Sistema OCB.Resultados negativosPropostas desfavoráveis ao desenvolvimentodo cooperativismo, que foram aprovadasem comissões ou nos Plenários, sematender o posicionamento do Sistema OCB.Propostas favoráveis ao desenvolvimentodo cooperativismo, que foram rejeitadasem comissões ou nos Plenários, sem atendero posicionamento do Sistema OCB.34 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 35


siglasResultados 20I3Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 37


O Congresso Nacional é composto de duas Casas, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Cada umadelas possui suas comissões parlamentares, que podem ser de caráter permanente, temporário e/ou misto,com funções legislativas e fiscalizadoras definidas pela Constituição Federal e por seus respectivos RegimentosInternos.É tarefa das comissões avaliar as informações, antecedentes e conveniência de uma proposição, poramplas discussões, com a participação da sociedade, seja por meio de audiências públicas ou dos relatores,para, em seguida, formar uma decisão final sobre a proposição, que surge na forma do parecer da comissãoao texto avaliado.No Senado Federal, o número de integrantes de cada comissão permanente está definido em seu RegimentoInterno. Já na Câmara dos Deputados, é fixado por Ato da Mesa no início dos trabalhos de cada Legislatura.Em ambos os casos, os membros são indicados pelos líderes partidários, conforme o cálculo da proporcionalidadepartidária.SiglaCLPCMADSCMECREDNCSPCCOCSSFCTASPCTURCVTNomeComissão de Legislação ParticipativaComissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento SustentávelComissão de Minas e EnergiaComissão de Relações Exteriores e de Defesa NacionalComissão de Segurança Pública e Combate ao Crime OrganizadoComissão de Seguridade Social e FamíliaComissão de Trabalho, de Administração e Serviço PúblicoComissão de TurismoComissão de Viação e TransportessiglasNa Câmara, 22 comissõesConfira os nomes e siglas das comissões permanentes da Câmara dos Deputados:No Senado Federal, 12 comissõesA seguir, as comissões permanentes instaladas no Senado Federal:siglasSiglaCAPADRCCTCICCJCCCULTCDCCDUCDEICCDHMCECESPOCFTCFFCCINDRANomeComissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento RuralComissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e InformáticaComissão de Constituição e Justiça e de CidadaniaComissão de CulturaComissão de Defesa do ConsumidorComissão de Desenvolvimento UrbanoComissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e ComércioComissão de Direitos Humanos e MinoriasComissão de Educação e CulturaComissão do EsporteComissão de Finanças e TributaçãoComissão de Fiscalização Financeira e ControleComissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da AmazôniaSiglaCAECASCCJCCTCDHCDRCECICMACRACRECSFNomeComissão de Assuntos EconômicosComissão de Assuntos SociaisComissão de Constituição, Justiça e CidadaniaComissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e InformáticaComissão de Direitos Humanos e Legislação ParticipativaComissão de Desenvolvimento Regional e TurismoComissão de Educação, Cultura e EsporteComissão de Serviços de InfraestruturaComissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e ControleComissão de Agricultura e Reforma AgráriaComissão de Relações Exteriores e Defesa NacionalComissão Senado do Futuro38 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 39


No Congresso Nacional, comissões mistasCriadas no âmbito do Congresso Nacional, são compostas simultaneamente de deputados e senadores,podendo ser permanentes ou temporárias. Assim como as demais comissões de cada uma das Casas, têm regrasde criação e funcionamento definidas no Regimento Comum (Resolução nº 01, de 1970-CN).Comissão Mista do Congresso Nacional de Assuntos Relacionados à Comunidade dos países de LínguaPortuguesa (CMCPLP)Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher (CMCVM)Proposições de interesse do cooperativismoAs proposições de interesse do cooperativismo no Congresso Nacional são muitas e diversificadas. Com oobjetivo de divulgar essas matérias ao Sistema Cooperativista Brasileiro, aos parlamentares e demais interessados,foram selecionadas para a Agenda Legislativa de 2014 as principais proposições que, de forma positivaou não, afetam o desenvolvimento do movimento cooperativista no país.Para facilitar o manuseio, esta edição agrupa as proposições por áreas temáticas, cada qual indicada poruma cor. Além da identificação das proposições no topo da página, conforme sua tramitação no Congresso Nacinoal,o leitor também visualiza um quadro com informações básicas da matéria.Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC)Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO)siglasComissão Mista Representativa do Congresso Nacional no Fórum Interparlamentar das Américas (FIPA)ProposiçõesA elaboração de normas jurídicas, ainda que não exclusivamente, é de competência do Poder Legislativo esão as proposições que, seguindo as regras de tramitação da Constituição Federal e dos respectivos RegimentosInternos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, iniciam o processo legislativo federal.Descrição: Resume os principais pontos indicados na proposição e sua última tramitação noCongresso Nacional.Posicionamento: De forma clara, objetiva e sintética, relata qual a importância ou carênciasda matéria em relação às demandas do cooperativismo brasileiro. O posicionamento tambémé representado por ícones no topo da página: verde significa apoia, quando a proposição vai aoencontro dos interesses do Sistema; laranja, é a indicação de apoia, com ressalvas, quando hánecessidade de adequações; e vermelho, não apoia, nas vezes em que o texto é contrário aos objetivosdo cooperativismo.siglasSeguem abaixo as principais espécies de proposições que tramitam no Congresso Nacional:Sigla Descrição Casa onde tramitaMPV Medida Provisória SF/CDPEC Proposta de Emenda à Constituição SF/CDPLV Projeto de Lei de Conversão SF/CDPLC Projeto de Lei da Câmara dos Deputados SFPLS Projeto de Lei do Senado Federal SFPDS Projeto de Decreto Legislativo do Senado Federal SFPDC Projeto de Decreto Legislativo CDPL Projeto de Lei CDPLP Projeto de Lei Complementar CDProposta: Sugestão de linha de ação do Sistema OCB para a proposição, com o objetivo de indicar ocaminho para as autoridades que desejam agir em favor dos interesses cooperativistas.O que mudou? São listadas as últimas mudanças ocorridas na tramitação da matéria.Novo! Indica proposições que, por sua relevância para o setor cooperativista brasileiro, passaram aconstar da Agenda Legislativa do Cooperativismo.40 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 41


Todosos ramos


PLS 03/2007 PLP 271/2005Autor: Senador Osmar Dias (PR).Ementa: Dispõe sobre sociedades cooperativas.Despacho: Senado Federal: Às Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); deAgricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Assuntos Econômicos (CAE).Apensado a este: PLS 153/2007.Apoiamoscom ressalvasAutor: Deputado Luiz Carlos Hauly (PR).Ementa: Dispõe sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria eComércio (CDEIC); de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensados a este: PLP 62/2007, PLP 198/2007 e PLP 386/2008.Apoiamoscom ressalvasTodos os ramosDescriçãoRevoga a Lei nº 5.764/1971, estabelecendo novo regime jurídico para a constituição de sociedades cooperativas. Nomomento, o projeto aguarda deliberação do parecer do relator, senador Waldemir Moka (MS), na CRA-SF.PosicionamentoDesde 2007, o Sistema OCB debate com dirigentes e técnicos de cooperativas o projeto que revoga a Lei nº 5.764/1971,no intuito de destacar os pontos mais importantes da proposta. A ideia central é que a legislação cooperativista sejaadaptada às necessidades reais e atuais das sociedades cooperativas sem, entretanto, necessitar de uma revogaçãototal, o que romperia a ordem legal vigente. Um dos pontos meritórios do projeto é a criação do Certificado de CréditoCooperativo, cuja intenção é fomentar capital para as cooperativas. Outras iniciativas poderiam se somar ao texto,tais como a definição de um modelo de recuperação judicial especialíssimo e adequado à realidade das sociedadescooperativas ou ainda a possibilidade de reunião destas em grupos, com concentração econômica benéfica aos cooperadose à expansão de suas atividades, sem que implique em sua transformação em sociedade empresária ou nasua dissolução. No entanto, o projeto apresenta alguns pontos que merecem maior debate, como a questão da sujeiçãodas cooperativas ao processo de falência, a definição de ato cooperativo para fins societários, entre outros queestão hoje devidamente estabelecidos na Lei nº 5.764/1971 e devem ser resguardados.DescriçãoO projeto visa dar o adequado tratamento tributário às operações praticadas pelas cooperativas, demonstrandoexatamente em que momento incide a legislação tributária brasileira em suas operações, atendendo assim ao preceitoconstitucional do art. 146, III, “c”, da Constituição Federal de 1988. A proposição contempla ainda a distinçãoentre ato cooperativo e ato não cooperativo. O projeto encontra-se no Plenário da Câmara dos Deputados, aguardandodeliberação.PosicionamentoEm consonância com a previsão constitucional a respeito do adequado tratamento tributário ao cooperativismo, oprojeto tem o objetivo de evitar que a cooperativa seja obrigada a recolher tributos cujos fatos geradores nela nãotenham ocorrido, em razão de suas características, haja vista a ausência de fins lucrativos nas sociedades cooperativas.Estão nessa relação, por exemplo, o Imposto de Renda, a CSLL, as contribuições PIS/Cofins. Assim, busca-sedelimitar a incidência tributária na pessoa do cooperado, verdadeiro contribuinte.PropostaAprovação de um substitutivo que contemple as indicações do setor cooperativista.Todos os ramosPropostaAprovação de um substitutivo que contemple as indicações do setor cooperativista.O que mudou?Ao longo do ano de 2013, o projeto foi intensamente debatido pelo Sistema OCB, tanto internamente, quanto com oatual relator e com o Poder Executivo, sempre na busca de aliar a necessária modernização do texto legal com a preservaçãodo já consagrado modelo cooperativista brasileiro. Em março de 2014, o relator apresentou parecer pelaaprovação do projeto, com substitutivo, e pela rejeição do PLS 153/2007, apensado.O que mudou?Em maio de 2013, com voto favorável de 360 deputados, foi aprovado, em sessão extraordinária da Câmarados Deputados, requerimento de urgência ao projeto. Com isso, a proposição será avaliada diretamentepelo Plenário da Casa e pode ser aprovada imediatamente após a construção de um texto consensual entreSistema OCB, Governo e Poder Legislativo.44 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 45


PL 3.723/2008 PL 1.953/2011Autor: Poder Executivo.Não ApoiamosEmenta: Dispõe sobre o tratamento tributário aplicável às sociedades cooperativas em geralno âmbito federal.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e DesenvolvimentoRural (CAPADR); de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC); de Finanças e Tributação (CFT) e deConstituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensado a este: PL 5.770/2009.Autor: Deputado Reinaldo Azambuja (MS).ApoiamosEmenta: Altera a redação do cabeço do art. 1 º; do art. 10 e do Inciso I do art. 12 e acrescenta oInciso VI ao art. 37, da Lei nº 8.934 de 18 de novembro de 1994, que “Dispõe sobre o registro Públicode Empresas Mercantis e Atividades Afins e da outras providências”.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); deDesenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC); de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição eJustiça e de Cidadania (CCJC).Todos os ramosDescriçãoO projeto visa regulamentar, em regime ordinário, o tratamento tributário aplicável a cada ramo de atividade do cooperativismobrasileiro. A matéria encontra-se na CAPADR-CD, onde aguarda parecer do relator, deputado DomingosSávio (MG).PosicionamentoUm projeto de tal ordem somente pode ser aprovado após a edição da Lei Complementar de que trata o artigo 146, III,alínea “c”, da Constituição Federal de 1988, matéria tratada no PLP 271/2005 e que tem sido objeto de intensa atuaçãodo Sistema OCB. Além disso, não pode uma lei ordinária estipular taxativamente quais são os ramos do cooperativismo,ou, ainda, quais os atos praticados pelas cooperativas que se enquadram no adequado tratamento tributárioprevisto constitucionalmente. Portanto, o projeto original merece amplo reparo, de modo que possa remeter, primeiramente,ao tratamento da ordem geral da Lei Complementar prevista na Constituição Federal (art. 146, III, “c”). Deveprever também que o elenco de ramos, bem como todos os atos descritos para cada um, seja meramente exemplificativo,podendo ser criados novos ramos, e serem constatadas outras operações que se enquadram no conceito doadequado tratamento tributário ao ato cooperativo, ante a liberdade de adoção de que qualquer gênero de atividadeou serviço lícitos pelas sociedades cooperativas.DescriçãoO projeto altera a Lei nº 8.934/1994, aumentando o número mínimo de vogais para incluir representantes das filiadasda OCB (Sindicatos e Organizações Estaduais) na composição dos membros das Juntas Comerciais, impondo, ainda, oregistro prévio na OCB como item obrigatório para instrução dos pedidos de arquivamento dos atos constitutivos nasJuntas Comerciais, quando formulados por cooperativas. No momento, encontra-se na CTASP-CD, aguardando deliberaçãodo parecer do relator, deputado Alex Canziani (PR).PosicionamentoA participação de vogais, indicados pelo Sistema OCB, para análise dos atos constitutivos de Juntas Comerciais, contribuipara o aprimoramento do quadro de vogais dessas entidades, que passarão a contar com a participação de pessoasque, com vasta experiência em cooperativismo, estão em condições de multiplicar o conhecimento entre seuspares. A exigência prévia do registro na OCB como item necessário à instrução do pedido de arquivamento de atosconstitutivos de cooperativa também se faz imprescindível, considerando que na qualidade de órgão técnico consultivodo governo e entidade de representação do Sistema Cooperativista Nacional, a entidade está apta a atestar aregularidade e conformidade dos atos dessas sociedades com a Lei nº 5.764/71 e demais normas aplicáveis.Todos os ramosPropostaSugerimos o arquivamento da proposição.PropostaAprovação da proposição.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.46 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 47


PL 1.572/2011 PL 6.692/2013Autor: Deputado Vicente Cândido (SP).Ementa: Institui o Código Comercial.Despacho: Câmara dos Deputados: À Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projetode Lei nº 1.572, de 2011.Apoiamoscom ressalvasAutor: Deputado Carlos Bezerra (MT).Não ApoiamosEmenta: Altera o art. 47 da Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971, para explicitar que oscargos de diretoria de sociedade cooperativa podem ser ocupados por não associados, nascondições que especifica.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), ede Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Todos os ramosDescriçãoO projeto, que agrega 670 artigos, divididos em cinco livros, altera o atual Código Comercial, em vigor desde 1850. Aproposta é sistematizar e atualizar a legislação sobre as relações empresariais entre pessoas jurídicas. Entre outrosassuntos, trata da denominação empresarial, de títulos eletrônicos e do comércio na internet. No momento, aguardaparecer do relator geral, deputado Paes Landim (PI), na Comissão Especial que avalia a matéria.PosicionamentoO projeto, embora traga em seu bojo somente dois dispositivos que tenham implicações diretas às sociedades cooperativas(art. 12 e 410), traria consequências danosas ao cooperativismo, caso aprovado em seu texto original. Aproposta apresentada promove uma inadmissível equiparação de sociedades cooperativas às sociedades empresárias,chocando-se com o Código Civil (que equipara as sociedades cooperativas às sociedades simples), e com a Lei nº5.764/1971, o que poderia implicar em diversos problemas sistêmicos, dentre os quais destacam-se: a) risco iminentedas sobras serem interpretadas como lucros, trazendo desdobramentos indesejáveis na seara tributária, com repercussãonegativa direta na tese do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo; b) dificuldades de se estabelecero regime de dissolução da sociedade e repartição dos fundos, ferindo a indivisibilidade do FATES; c) possívelequiparação dos associados de cooperativa a empregados, com implicações danosas de ordem trabalhista; d) riscode sujeição da relação entre cooperados e cooperativas às normas consumeristas, dentre outros.Novo!DescriçãoO projeto permite que não associados componham o Conselho de Administração e/ou Diretoria da cooperativa, objetivandoo que denomina de “profissionalização da gestão”. No momento, a proposição aguarda parecer do relator,deputado Antonio Balhmann (CE), na CDEIC-CD.PosicionamentoEm direito cooperativo, a autogestão é a regra, e esta é, inclusive, preservada pela Lei Complementar n o 130/2009, aopermitir a possibilidade de uma diretoria composta por não associados, porém desde que sob vigilância de um Conselhode Administração composto por associados eleitos em assembleia geral, o que a proposta não assegura. Alémdisso, de acordo com a literatura especializada nesse tema, um regime complexo de governança nem sempre se faznecessário em toda empresa, como também em toda cooperativa. Considerando ainda os custos que tal propostaenseja, critérios devem ser preestabelecidos para que os associados possam identificar a necessidade e o melhormodelo, e que o projeto em questão ignora completamente, o que motiva maiores estudos nesse aspecto antes deuma alteração legal.Todos os ramosO Sistema OCB tem atuado na Comissão Especial, junto à Comissão de Juristas, ao autor e relatores da proposta, nosentido de demonstrar os equívocos e dificuldades destacados. Além disso, atua paralelamente no PLS 487/2013,que tramita no Senado Federal com a mesma finalidade, no qual já houve a inserção do §3º do art. 49, que exclui as cooperativasdo âmbito de aplicação do Código Comercial, ressalvando a lei especial.PropostaSugerimos o arquivamento da proposição.PropostaAprovação do texto, com exclusão dos artigos 12 e 410.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.48 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 49


Agropecuário


PL 2.182/2011 PL 2.353/2011Autor: Deputado Homero Pereira (MT).Ementa: Altera a Lei nº 9.972, de 2000, que institui a classificação de produtos vegetais,subprodutos e resíduos de valor econômico, e dá outras providências.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento eDesenvolvimento Rural (CAPADR) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Não ApoiamosAutor: Deputado Alceu Moreira (RS).ApoiamosEmenta: Acrescenta o § 9º ao art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, para vedar acom ressalvasaquisição de leite importado no âmbito da administração pública direta e indireta.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento eDesenvolvimento Rural (CAPADR); de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).AgropecuárioDescriçãoO projeto altera a Lei nº 9.972/2000, para tornar obrigatória a classificação dos produtos vegetais, seus subprodutose resíduos de valor econômico, sempre que o produto for objeto de comercialização, independente se no mercado internoou no externo. No momento, aguarda encaminhamento para análise do Senado Federal.PosicionamentoO substitutivo aprovado pela CAPADR-CD restringe a obrigatoriedade da classificação somente aos grãos vegetais,quando comercializados no mercado doméstico ou internacional, além de prever como prerrogativa exclusiva doEstado a classificação dos produtos vegetais importados ou exportados. Para o Sistema OCB, a proposta representainterferência do Poder Público na relação negocial das cooperativas que exercem a atividade de classificação, armazenageme comercialização de grãos junto a seus associados, já que os cooperados têm plena autonomia paraparticipar das decisões relativas aos procedimentos adotados. Além disso, a aprovação do projeto, sem a exclusãodas cooperativas, geraria forte elevação dos seus custos operacionais, que seriam repassados aos seus associados.PropostaIncluir no texto a seguinte redação:“A obrigatoriedade da classificação oficial dos grãos vegetais prevista no § 4º do artigo 1º desta lei não se aplicanas operações entre cooperados e suas cooperativas, quando caracterizado ato cooperativo.”DescriçãoDe autoria da Subcomissão do Leite, criada no âmbito da CAPADR-CD, o projeto pretende proteger o mercado brasileiroda entrada indiscriminada de leite estrangeiro, especialmente nos casos de produtos subsidiados, sob riscode desarticulação da atividade econômica nacional e seus imediatos reflexos sobre preços, empregos e renda dapopulação brasileira. Para tanto, a proposta veda a importação de leite e seus derivados, salvo se não houver disponibilidadede produto nacional para atender a demanda do órgão ou entidade da administração pública. A matéria, já foiaprovada na CAPADR-CD com alterações propostas pelo Sistema OCB. No momento, aguarda deliberação do parecerdo deputado José Humberto (MG), na CFT-CD.PosicionamentoA produção de leite brasileira cresceu, nos últimos 10 anos, a uma taxa superior a 5,5% ao ano, chegando a 2012, de acordocom o IBGE, a um volume total de 32,3 bilhões de litros. Neste contexto o setor cooperativista brasileiro responde pormais de 40% do total de leite produzido no país. Esse crescimento vem, dentre outros fatores, de ações de fomento aoaumento da produção, aliadas a políticas governamentais. Dessa forma, o projeto vem ao encontro dos pleitos das cooperativasdo setor, garantindo a continuidade do crescimento da produção. Visando uma maior abrangência e eficáciado texto, o Sistema OCB sugeriu que a redação do artigo 1º incluísse a expressão “e seus derivados”, e não somente “leite”,o que foi prontamente acatado pelo relator, e aprovado na CAPADR-CD.PropostaAprovação da proposição com a emenda da CAPADR-CD, que traz melhorias à redação do projeto.AgropecuárioO que mudou?Entendendo que a proposição não pode ser alterada em seu mérito pela CCJC-CD e visando garantir a autonomia dasrelações entre a cooperativa e seus cooperados, o deputado Osmar Serraglio (PR) apresentou, em março de 2014,voto em separado na Comissão ressaltando a necessidade de alteração do projeto no Senado Federal, resguardandoos interesses do movimento cooperativista. O parecer do relator, deputado Alceu Moreira (RS), pela aprovação dosubstitutivo da CAPADR-CD, foi aprovado em março de 2014, na CCJC-CD.O que mudou?Em 2013, o deputado José Humberto (MG) foi designado relator da matéria na CFT-CD e apresentou parecer pela nãoimplicação da matéria com aumento ou diminuição da receita ou da despesa públicas e, no mérito, pela aprovação doprojeto e da emenda apresentada pela CAPADR-CD, conforme pleitos do cooperativismo.52 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 53


PL 05/2011 PL 5.487/2009Autor: Deputado Weliton Prado (MG).Ementa: Dispõe sobre a criação do Programa Nacional de Produção de Biocombustíveis porCooperativas (PNBC) e dá outras providências.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento eDesenvolvimento Rural (CAPADR); de Minas e Energia (CME); de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição eJustiça e de Cidadania (CCJC).Apoiamoscom ressalvasAutor: Poder Executivo.Ementa: Institui a Política Nacional de Serviços Ambientais, o Programa Federal de Pagamentopor Serviços Ambientais, estabelece formas de controle e financiamento desse Programa, e dáoutras providências.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e DesenvolvimentoRural (CAPADR); de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS); de Finanças e Tributação (CFT) e deConstituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensado ao: PL 792/2007.Apoiamoscom ressalvasAgropecuárioDescriçãoO projeto institui o Programa Nacional de Produção de Biocombustíveis por Cooperativas (PNBC), através do qual osprodutores rurais poderão associar-se em cooperativas agropecuárias para produção e comercialização de biocombustível,com isenção de tributos indiretos sobre a produção desses produtos e permissão de venda direta. A matéria,que foi aprovada na CAPADR-CD em 2012, com a inclusão dos pleitos do Sistema OCB e, no momento, aguarda apresentaçãode parecer pelo deputado Arnaldo Jardim (SP), na CME-CD.PosicionamentoO Sistema OCB aprova o mérito do projeto de criação do programa de biocombustíveis para as cooperativas agropecuárias,isentando-as de tributos indiretos sobre a produção e comercialização e permitindo o consumo própriode seus associados. A proposta faz ainda ressalva quanto a necessidade de garantir a não-incidência de PIS e Cofinsquando do consumo próprio realizado pelos cooperados. Importante destacar que este projeto está desenhado parabeneficiar as cooperativas que optarem por produzir biocombustíveis e seus associados, que poderão utilizá-los emsua frota de caminhões, colheitadeiras e demais veículos que tenha o seu funcionamento com a especificidade docombustível produzido. No caso de compra de biocombustível pela cooperativa, a comercialização de excedentesaplica-se nos moldes regulamentados atualmente.PropostaAprovação de um substitutivo que contemple as indicações do setor cooperativista.DescriçãoO projeto institui a Política Nacional dos Serviços Ambientais, seus princípios, diretrizes e instrumentos, com o objetivode disciplinar a atuação do Poder Público em relação aos serviços ambientais, para promover o desenvolvimentosustentável e aumentar a provisão desses serviços em todo o território nacional. Também cria o Programa Federalde Pagamento por Serviços Ambientais, estabelecendo requisitos e a possibilidade de subprogramas. A matéria estáapensada ao PL 792/2007 e aguarda parecer na CFT-CD do relator, deputado Arnaldo Jardim (SP).PosicionamentoO sistema cooperativista defende a necessidade de criação de instrumentos que permitam a realização de pagamentopor serviços ambientais como forma de promover a redistribuição dos ônus ambientais com toda a sociedade.Nesse sentido, por considerar que supre as deficiências contidas na redação original do PL 5.487/2009, o Sistema OCBapoia o substitutivo aprovado pela CMADS-CD, no qual foram adequadamente tratados, entre outros pontos: o entrelaçamentodos aspectos ambiental, econômico e social como o eixo do Programa; o reconhecimento da importânciada geração de serviços ecossistêmicos mesmo em áreas legalmente protegidas, as quais passariam a ser elegíveispara pagamento por serviços ambientais; a previsão de um Conselho com participação paritária entre Poder Públicoe sociedade civil. Além disso, o mencionado substitutivo atende à ressalva apresentada pelo Sistema OCB, de modo anão mais restringir o direcionamento de recursos exclusivamente para comunidades tradicionais, povos indígenas eagricultores familiares.AgropecuárioO que mudou?Em 2013, o então relator da matéria na CME-CD, deputado Márcio Junqueira (RR), a devolveu sem manifestação. Em2014, o deputado Arnaldo Jardim (SP) foi designado novo relator do projeto na CME-CD.PropostaAprovação do substitutivo da CMADS-CD, que traz melhorias à redação do projeto.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.54 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 55


PLC 57/2013 (Identificação na Câmara dos Deputados: PL 3.312/2012) PLS 432/2013Autor: Deputado Alceu Moreira (RS).ApoiamosEmenta: Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de TrânsitoBrasileiro, para desobrigar as máquinas agrícolas do registro e licenciamento anual.Despacho: Senado Federal: Às Comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Constituição, Justiça eCidadania (CCJ).Câmara dos Deputados: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR)e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Autor: Comissão Mista de Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação deDispositivos da Constituição Federal.Ementa: Dispõe sobre a expropriação das propriedades rurais e urbanas onde se localizem aexploração de trabalho escravo e dá outras providências.Despacho: Senado Federal: À Comissão Mista de Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação deDispositivos da Constituição Federal.Apoiamoscom ressalvasNovo!Novo!AgropecuárioDescriçãoO projeto visa desobrigar as máquinas agrícolas do registro e licenciamento anual. Para isso, altera os artigos 115,120 e 130 da Lei n° 9.503/1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Com o apoio do Sistema OCB, a matéria foiaprovada pela Câmara dos Deputados em agosto de 2013, e aguarda apreciação do parecer pelo relator, senadorLuiz Henrique (SC), na CCJ-SF.PosicionamentoO registro e licenciamento, além de aumentar o custo aos produtores rurais, aumentaria também a exigência burocráticae não cumpriria sua finalidade, uma vez que o tráfego em vias públicas ocorre de forma esporádica, além dapossibilidade de abrir precedentes para outros custos como cobrança de Imposto sobre Propriedade de VeículosAutomotores (IPVA) e necessidade de inspeção veicular. A utilização quase estrita destas máquinas no campo,cumprindo integralmente a sua finalidade em operações mecanizadas e não para outros fins, faz com que o seuregistro e licenciamento seja totalmente dispensável, assim como já é previsto pela legislação para a categoria deveículos bélicos.PropostaAprovação da proposição.DescriçãoA proposta define o conceito de trabalho escravo para fins de expropriação, bem como garante a inaplicabilidade dosconceitos da legislação trabalhista para o texto constitucional em questão. Determina, ainda, a aplicação do Códigode Processo Civil nas ações expropriatórias em que for localizado trabalho escravo na propriedade, além de criar ofundo especial previsto no parágrafo único do art. 243 da Constituição Federal. Criado com a intenção de regulamentara PEC 57A/1999, conhecida como PEC do Trabalho Escravo, o projeto inclui as alterações propostas pelo SistemaOCB e entidades do setor ao relator, senador Romero Jucá (RR), na Comissão Mista. Em novembro de 2013, foi apresentadocomo Projeto de Lei no Senado em Plenário, recebendo 55 emendas ao texto. No momento, as emendas aoprojeto aguardam parecer do relator, na Comissão Mista.PosicionamentoA legislação nacional carece de unificação dos conceitos e de redações que tornem claras as condições de trabalhoanálogas a de escravo, trabalho exaustivo e degradante e supressão dos direitos do trabalhador, e a proposta buscadirimir problemas quanto a interpretações para fins da expropriação de terras prevista na alteração do art. 243 daConstituição Federal pela PEC 57A/1999. O reconhecimento da exploração de trabalho escravo em uma propriedadedeve ser uma decisão que vá além da análise subjetiva de fiscalização ou condenação criminal, sendo necessária aregulamentação do art. 243 da Constituição Federal, para garantir a razoabilidade do julgamento. Desta forma, oprocedimento judicial para caracterização do trabalho escravo para fins de expropriação não só garante esta razoabilidadee isonomia na apuração, como proporciona a defesa dos envolvidos, em atenção ao direito fundamental aocontraditório e a ampla defesa.AgropecuárioO que mudou?Em agosto de 2013, o projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e enviado para análise do Senado Federal.Em novembro, o Sistema OCB participou dos debates relacionados à proposta na CRA-SF, que aprovou o parecerfavorável da senadora Ana Amélia (RS) ao projeto. No momento, aguarda apreciação do parecer pela aprovação, dosenador Luiz Henrique (SC), na CCJ-SF.PropostaPela aprovação da proposição, com a manutenção de dispositivo que garanta a expropriação do imóvel somenteapós sentença transitada em julgado.56 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 57


PL 5.981/2013 PL 6.459/2013(Identificação no Senado Federal: PLS 330/2011)Autora: Deputada Sandra Rosado (RN).ApoiamosEmenta: Dispõe sobre a substituição e a liberação parcial de garantias em operações de créditorural e adota outras providências.Despacho: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), de Finançase Tributação (CFT), e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensado ao: PL 4.171/2008.Autora: Senadora Ana Amélia (RS).ApoiamosEmenta: Dispõe sobre os contratos de integração, estabelece condições, obrigações eresponsabilidades nas relações contratuais entre produtores integrados e integradores e dáoutras providências.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e DesenvolvimentoRural (CAPADR) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Senado Federal: Às Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).Apensados a este: PL 4.378/1998, PL 4.444/2004, PL 3.979/2008 e PL 8.023/2010.Novo!AgropecuárioDescriçãoO projeto dispõe sobre a substituição e a liberação parcial de garantias em operações de crédito rural. Apresentadaem 2013, a matéria foi apensada ao PL 4.171/2008, que aguarda apresentação de parecer pelo relator, deputado ArmandoVergílio (GO), na CCJC-CD.PosicionamentoA liberação de garantias ou a substituição das mesmas, especialmente em operações de crédito rural renegociadas,é uma demanda de produtores e cooperativas. Mesmo amortizados os valores ao longo dos anos, continuam com atotalidade de seu patrimônio vinculado como garantia de contrato de financiamento. Exemplo oportuno surge quandona análise de programas voltados ao Pesa, Securitização e Recoop. De fato, as renegociações do endividamentodos produtores e cooperativas, através destes programas, exigiram a cessão de patrimônio como garantia. Depois demais de 15 anos, no entanto, essas garantias continuam comprometidas, o que limita a capacidade de realizarem novoscontratos de financiamento e expandir a produção e os investimentos em tecnologia e modernização ou mesmoampliação de suas estruturas agroindustriais. A principal consequência faculta um forte poder impeditivo, uma vezque a vinculação das garantidas a uma única instituição financeira, impedem o acesso a crédito em outras instituiçõesbancárias, pela falta de garantia hipotecária liberada, necessária para contratar operações de crédito rural, nostermos do Decreto-Lei 167/67, impedindo também a possibilidade de novos investimentos e custeios.Novo!DescriçãoA proposição tipifica os contratos de integração vertical nas atividades agropastoris, estabelecendo obrigações eresponsabilidades gerais para os produtores integrados e agroindústrias integradoras, instituindo mecanismos detransparência na relação contratual, com o intuito de criar uma relação mais harmônica entre produtores e integradoras.Além disso, cria fóruns nacionais de integração e as Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento eConciliação da Integração (Cadec), respeitando as estruturas já existentes. Em 2013, a matéria foi aprovada em doisturnos pelo Senado Federal e enviada à Câmara dos Deputados, para deliberação dos deputados. Lá, foram apensadosao projeto outros quatro, sobre o mesmo tema. No momento, aguarda inclusão na Ordem do Dia do Plenário.PosicionamentoResultado de discussões que se iniciaram em 2010 entre representantes do produtor integrado, do produtor cooperado,cooperativas, integradores e do Poder Legislativo, o projeto contempla as propostas do Sistema OCB emseu parágrafo único, ao preservar a essência do ato cooperativo nas relações entre cooperativa e cooperados noprocesso de integração.AgropecuárioPropostaAprovação da proposição.PropostaAprovação da proposição.58 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 59


consumoconsumo60Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4


PL 2.543/2007Autor: Deputado Valdir Colatto (SC).ApoiamosEmenta: Revoga o art. 69 da Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, que “altera a legislaçãotributária federal e dá outras providências”, e o parágrafo único do art. 39 da Lei nº 10.865, de 30de abril de 2004.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Desenvolvimento Econômico Indústria e Comércio (CDEIC); deFinanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensado ao: PL 1.209/2007.DescriçãoA proposição revoga o artigo 69 da Lei nº 9.532/1997, que equipara as cooperativas de consumo, que tenham porobjeto a compra e fornecimento de bens aos consumidores, às empresas mercantis, para fins tributários. Além disso,revoga o parágrafo único do art. 39 da Lei nº 10.865/2004, que exclui as cooperativas de consumo da isenção daContribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), aplicada aos outros ramos do cooperativismo. Na CDEIC-CD, o PL1.209/2007 foi rejeitado e o PL 2.543/2007, aprovado, conforme posicionamento do Sistema OCB. O projeto aguardaapresentação do parecer do relator, Aelton Freitas (MG), na CFT-CD.PosicionamentoA presença de cooperativas de consumo no mercado tende a levar à redução dos preços e a conter os potenciaisabusos do poder econômico promovido pelas empresas mercantis. O projeto, ao evitar que as cooperativas sejamequiparadas às empresas para fins tributários, consolida a diferença entre um simples ato de consumo, esporádicoe instável, da complexidade que define as relações cooperativistas, que são estáveis e duradouras. Assim, é fundamentalressaltar a distinção entre a lógica embasada nos princípios cooperativistas, que se reflete numa forma deorganização e funcionamento absolutamente diversos daqueles tipicamente de viés mercantil.consumoPropostaAprovação do PL 2.543/2007, apensado, e rejeição do PL 1.209/2007, principal.O que mudou?Em 2013, o deputado Aelton Freitas (MG) foi designado relator na CFT-CD e, em novembro, apresentou parecer pelainadequação financeira e orçamentária de ambos os projetos. Em 2014, o parecer foi devolvido, para atualização dalegislação orçamentária.Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 63


créditocrédito64Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4


PL 3.067/2011(Identificação no Senado Federal: PLS 40/2011)Autora: Senadora Ana Amélia (RS).ApoiamosEmenta: Altera o art. 9º da Lei nº 8.019, de 11 de abril de 1990, e o art. 2º da Lei nº 8.352, de 28de dezembro de 1991, para autorizar o acesso de instituições financeiras oficiais, agências dedesenvolvimento oficiais, bancos de desenvolvimento oficiais, bancos cooperativos e confederações e centrais decooperativas de crédito aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para fins de concessão de crédito rural.Despacho: Senado Federal: Às Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE).Câmara dos Deputados: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR);de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiçae de Cidadania (CCJC).Apensados a este: PL 7.142/2002, PL 7.145/2002, PL 7.161/2002, PL 941/2003, PL 4.882/2005, PL 7.518/2006 e PL7.645/2006.DescriçãoA proposição, redigida em parceria com o Sistema OCB, possibilita o acesso direto aos recursos provenientes do Fundode Amparo ao Trabalhador (FAT) pelos bancos cooperativos, confederações e centrais de cooperativas de crédito.O projeto que já foi aprovado pela CAPADR-CD e CTASP-CD, aguarda apresentação de parecer pelo relator, deputadoGiovani Cherini (RS), na CFT-CD.créditoPosicionamentoCom mais de cinco mil pontos de atendimento, as cooperativas de crédito hoje são os agentes do mercado financeirocom a melhor relação de distribuição de volume na carteira de crédito rural. Além disso, possuem um forte apelo paraa inclusão financeira e microfinanças, uma vez que mais de 70% de seus empréstimos são com valores abaixo de R$ 5mil. Assim, o acesso ao FAT por parte das cooperativas de crédito é uma alternativa segura e eficiente para promovero acesso ao crédito de forma efetiva, gerando desenvolvimento para o país através do aumento de emprego, renda eprodução de alimentos.PropostaAprovação do texto do Senado Federal na Câmara dos Deputados.O que mudou?Em 2013, após intenso trabalho do Sistema OCB, o projeto foi aprovado na CTASP-CD, com parecer do deputado AndréFigueiredo (CE). Em seguida, a matéria foi enviada para análise da CFT-CD, sob relatoria do deputado Giovani Cherini (RS).Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 67


PLP 100/2011PL 409/2011Autor: Deputado Domingos Sávio (MG).ApoiamosEmenta: Altera o §1º do art. 2º da Lei Complementar nº 130, de 17 de abril de 2009, que “Dispõesobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e revoga dispositivos das Leis nº 4.595, de 31 dedezembro de 1964, e 5.764, de 16 de dezembro de 1971”.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e deCidadania (CCJC).Apensado a este: PLP 241/2013.Autor: Deputado Dr. Ubiali (SP).ApoiamosEmenta: Modifica os arts. 7º, 9º, 16 e 20 da Lei nº 7.827, de 27 de setembro de 1989, alterada pela Lei nº10.177, de 12 de janeiro de 2001.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional(CINDRA); de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).créditoDescriçãoA proposição, redigida em parceria com o Sistema OCB, possibilita que as cooperativas de crédito possam realizaroperações financeiras (captar depósitos e conceder crédito) com os entes públicos municipais, seus órgãos e entidadescontroladas. O projeto aguarda parecer do relator, deputado Arnaldo Jardim (SP), na CFT-CD.PosicionamentoA possibilidade das cooperativas de crédito poderem captar depósitos e conceder crédito aos entes públicos municipais,certamente, consiste em uma das mais democráticas, inovadoras e eficazes ações para potencializar o crescimento,gerando desenvolvimento e fomentando as economias locais de muitos dos mais de cinco mil municípios do país.Acreditamos ser inconcebível que existam reservas de mercado para o desenvolvimento do Brasil, como é o caso daimpossibilidade das prefeituras depositarem seus recursos nas instituições financeiras que de fato estão localizadasem seus municípios e que neles promovem o desenvolvimento e o fortalecimento da economia por meio da oferta decrédito, da geração de emprego e renda, da inclusão financeira, da formação de poupança e da melhoria da qualidade devida da população. O cooperativismo de crédito, com suas características peculiares de gestão profissional e governançavoltadas para os reais interesses locais, pode contribuir substancialmente como instrumento de desenvolvimento,fomentando, fortalecendo e potencializando a economia local, uma vez que, podendo administrar as disponibilidadesde caixa dos entes públicos municipais, terá maior capacidade de ofertar o crédito orientado produtivo local.DescriçãoA proposição, redigida em parceria com o Sistema OCB, autoriza os bancos cooperativos e as confederações de cooperativasde crédito a receberem e repassarem recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento. No momento,aguarda parecer do relator, deputado Wilson Filho (PB), na CINDRA-CD.PosicionamentoO Sistema OCB apoia a aprovação desse projeto, uma vez que os bancos cooperativos e confederações de cooperativasde crédito, além de reunirem capacidade e qualificação técnica para operar com estes recursos, possuem a condiçãode canalizá-los por meio da rede de cooperativas de crédito que, por muitas vezes, está presente onde outrasinstituições financeiras não chegam e, portanto, favorecem substancialmente a distribuição desses recursos e oalcance de seus propósitos. Assim, o acesso aos Fundos Constitucionais por parte das cooperativas de crédito se justificapor ser uma alternativa segura e eficiente para promover o acesso ao crédito de forma efetiva, dinâmica e commenor burocracia, gerando desenvolvimento para as regiões beneficiadas através do aumento de emprego, renda eprodução de alimentos.PropostaAprovação da proposição.créditoPropostaAprovação da proposição.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.O que mudou?Em agosto de 2013, o relator na CFT-CD, deputado Arnaldo Jardim (SP), apresentou parecer pela aprovação do projeto.No entanto, o parecer foi retirado para reexame em setembro.68 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 69


PL 2.760/2011PL 5.408/2005Autor: Deputado Edson Pimenta (BA).Não ApoiamosEmenta: Acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, a fim de equiparar oempregado de cooperativa de crédito ao bancário.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Seguridade Social e Família (CSSF); deTrabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça ede Cidadania (CCJC).Apensado ao: PL 7.190/2010, PL 1.417/2007 e PL 14/1999.Autor: Deputado Luiz Carlos Hauly (PR).Ementa: Autoriza, nos termos do § 3º do art. 164 da Constituição Federal, que até cinco por centodas disponibilidades de caixa dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios sejam depositadasem cooperativas de crédito.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC); deFinanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apoiamoscom ressalvascréditoDescriçãoO projeto equipara o trabalhador de cooperativa de crédito ao bancário, estabelecendo aos primeiros a mesma jornadados trabalhadores de agências bancárias. Apensado ao PL 14/1999, aguarda parecer do relator, deputado ArnaldoFaria de Sá (SP), na CSSF-CD.PosicionamentoO Sistema OCB entende que as cooperativas de crédito se distinguem em sua essência e propósitos das agências bancáriasdo ponto de vista operacional, uma vez que, diferente daquelas, não visam o lucro e tem como objetivo atenderseus associados. Com a equiparação, o custo de manutenção de uma estrutura cooperativa sofreria impactos que inviabilizariamtotalmente o desenvolvimento do segmento. Também não se pode deixar de lado o caráter institucionaldas cooperativas, com incentivos para os seus empregados na formação social, educacional e técnica, já que a Lei nº5.764/1971 permite aos mesmos o acesso aos recursos do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates).Soma-se a isso o entendimento jurídico emanado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) na Orientação Jurisprudencialnº 379, que distingue com clareza e não deixa dúvidas quanto a questão. Portanto, tal proposição não é apoiadavisto que desconsidera a realidade do ambiente cooperativo de crédito e a jurisprudência do TST, não coadunandocom o preceito constitucional de apoio e estímulo ao cooperativismo.DescriçãoAutoriza os estados, Distrito Federal e municípios a depositarem até 5% das respectivas disponibilidades de caixaem cooperativas de crédito. A matéria aguarda deliberação do parecer do relator, deputado João Magalhães (MG), naCFT-CD.PosicionamentoO Sistema OCB está de acordo com esta proposição, com a ressalva de que não seja imposto limitador de 5%. É inegávela contribuição que as cooperativas de crédito podem fazer em prol do desenvolvimento local uma vez que tenhama condição de receber os depósitos relativos às disponibilidades de caixa dos entes públicos. Na crise financeira de2008, por exemplo, as cooperativas de crédito a nível mundial foram as instituições financeiras menos atingidas emrazão de sua característica de aplicar seus recursos no local onde estão inseridas. Desta forma, além de serem reguladaspelo Conselho Monetário Nacional e fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil, possuem em sua essência o fomentopara o desenvolvimento local, investindo e ofertando crédito para a geração de emprego, renda e aumento daprodutividade. Nesse sentido, não existem argumentos para que exista restrição de valores ou percentuais a seremdepositados nas cooperativas de crédito.PropostaAprovação do projeto, com a supressão do percentual de 5% nos artigos 1º e 2º.créditoPropostaSugerimos o arquivamento da proposição.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.O que mudou?Em 2013, o deputado João Magalhães (MG), como presidente da CFT-CD, avocou a relatoria do projeto. O parlamentarapresentou parecer pela não implicação da matéria com aumento ou diminuição da receita ou da despesa públicas e,no mérito, pela aprovação do projeto. No entanto, o percentual de 5% é mantido.70 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 71


PL 3.931/2004Autor: Deputado Paulo Delgado (MG).Não ApoiamosEmenta: Define lucro extraordinário obtido pelas instituições financeiras que se beneficiamde políticas governamentais de estabilização restritivas, cria adicional da Contribuição Socialsobre o Lucro Líquido e dá outras providências.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Seguridade Social e Família (CSSF); de Finanças e Tributação(CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensado ao: PL 1.952/2003.Apensados a este: PL 6.977/2006 e PL 251/2007.PL 6.214/2009Autor: Deputado Marçal Filho (MS).Ementa: Estabelece a responsabilidade objetiva das instituições financeiras por danos sofridospelos usuários de seus serviços.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Defesa do Consumidor (CDC); de Finanças eTributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensados a este: PL 2.574/2011 e PL 4.076/2012.Não ApoiamosNovo!créditoDescriçãoEsse projeto cria novo encargo tributário para as instituições financeiras, inclusive as cooperativas de crédito, denominadolucro extraordinário. Esse encargo é um adicional a ser calculado a partir dos resultados das instituiçõesfinanceiras do país e constitui base de cálculo adicional para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL),com alíquota de 18%. O projeto tramita apensado ao PL 1.952/2003 e aguarda parecer do deputado Eduardo Cunha(RJ) na CCJC-CD.PosicionamentoO projeto não conta com o apoio do Sistema OCB, uma vez que as cooperativas de crédito não acumulam receitas lucrativas,ou seja, não formam base de cálculo para CSLL. Lembramos que as cooperativas de crédito são instituiçõesfinanceiras sem fins lucrativos, reguladas pelo Conselho Monetário Nacional, fiscalizadas pelo Banco Central do Brasile com legislação própria, a Lei Complementar nº 130/2009. As mesmas destinam-se a oferecer produtos e serviçosfinanceiros para seus sócios a fim de promover sua melhor capacidade de poupança e crédito, melhorando por consequênciasuas condições financeiras individuais, por meio do esforço coletivo mútuo reunido na cooperativa.DescriçãoO projeto responsabiliza objetivamente as instituições financeiras, independentemente da comprovação de dolo ouculpa, por dano material ou moral ocorrido em dependências a serviço das mesmas, tai como agências, postos e caixaseletrônicos. Em outubro de 2013, a CDC-CD aprovou o parecer do deputado Ricardo Izar (SP) pela rejeição do projetoe de seus apensados. No momento, aguarda apreciação do parecer do relator, deputado João Magalhães (MG), naCFT-CD, pela não implicação da matéria com aumento ou diminuição da receita ou da despesa públicas e, no mérito,pela aprovação do PL 6.214/2009 e do PL 2.574/2011, apensado, com substitutivo, e pela rejeição do PL 4.076/2012.PosicionamentoO Sistema OCB não apoia o projeto, pois ele contraria a sistemática de responsabilidade adotada pelo Código Civilbrasileiro que adotou como regra geral da responsabilidade civil a teoria subjetiva, cujo fundamento para indenizaçãodo dano está na prova da culpa do agente. A proposta também afronta a garantia constitucional ao contraditórioe a ampla defesa, prevista no art. 5º, inciso LV da Constituição Federal. Cumpre destacar, ainda, que as cooperativasnão estão abrangidas no âmbito do Código de Defesa do Consumidor, pois não há qualquer relação entre fornecedor econsumidor. A cooperativa é sociedade formada pela união de pessoas que reciprocamente se obrigam para prestarserviços, sem qualquer finalidade lucrativa, ao seu próprio quadro social.créditoPropostaSugerimos o arquivamento da proposição.PropostaSugerimos o arquivamento da proposição.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.72 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 73


educacional


PLS 250/2009PL 8.035/2010(Identificação no Senado Federal: PLC 103/2012)ApoiamosAutora: Senadora Marisa Serrano (MS).Ementa: Altera a Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, para permitir o acesso de estudantes oriundosde cooperativas educacionais aos benefícios do Programa Universidade para Todos (PROUNI).Despacho: Senado Federal: À Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).ApoiamosAutor: Poder Executivo.Ementa: Aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020 e dá outrasprovidências.Despacho: Câmara dos Deputados: À Comissão Especial destinada a proferir parecer ao PL 8.035/2010.Senado Federal: Às Comissões de Assuntos Econômicos (CAE); de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e deEducação, Cultura e Esporte (CE).com ressalvasNovo!educacionalDescriçãoO projeto inclui os estudantes que tenham cursado o ensino médio completo em cooperativas educacionais no rolde beneficiários de bolsas de estudos distribuídas no âmbito do Programa Universidade para Todos (Prouni). No momento,a proposição aguarda inclusão na Ordem do Dia do Plenário do Senado Federal.PosicionamentoAs escolas mantidas por cooperativas educacionais desempenham papel ímpar na prestação de serviços dessa natureza.Grande parte delas foca sua atuação em áreas onde o Poder Público é ausente ou tem presença meramenteformal, falhando no atendimento às necessidades de aprendizagem da população. Ou seja, a contribuição das cooperativaseducacionais à sociedade vai muito além das questões educativas. Entretanto, é perceptível a falta de estímuloslegais a sua atuação. O que se observa, com relativa freqüência, é a edição de leis restritivas ao seu trabalho.O projeto em questão, por sua vez, retificando essa tendência, ampliará as oportunidades de acesso às bolsas doProuni, inclusive para as escolas mantidas por cooperativas educacionais, fazendo valer o princípio de valorização doassociativismo presente na Constituição Federal.PropostaAprovação da proposição, com a emenda da CE-SF, que traz melhorias à redação do projeto.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.DescriçãoO projeto aprova o Plano Nacional de Educação (PNE), que traça as diretrizes, metas e estratégias da área para ospróximos 10 anos, com o intuito de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e assegurara manutenção e desenvolvimento do ensino por meio de ações integradas das diferentes esferas federativas. Foiaprovado com alterações pela Câmara dos Deputados em 2012, e, em seguida, pelo Plenário do Senado Federalcom emendas, em 2013. No momento, aguarda apreciação do parecer do deputado Angelo Vanhoni (PR), na ComissãoEspecial.PosicionamentoO PNE orienta e define metas para a educação no país, representando um importante avanço para o desenvolvimentonacional. O substitutivo aprovado pelo Senado Federal aprimorou a proposta inicial, garantindo o envolvimento dasociedade civil tanto nas fases de elaboração e adequação dos planos de educação dos Estados Distrito Federal e Municípios,quanto nas Conferências Municipais, Estaduais e Nacionais, incluindo assim a possibilidade de atuação domovimento cooperativista. Neste sentido, configura-se um espaço para que as cooperativas, em especial, as educacionais,possam participar do processo de execução de políticas para a consecução das metas do PNE nos três níveisde Governo. Para o Sistema OCB, esta é uma oportunidade para demonstrar o potencial agregador do cooperativismoa serviço da educação. Além disso, a proposta do Senado permite que os recursos destinados para a educação, não serestrinjam à educação pública, permitindo que programas como FIES, PROUNI e PRONATEC continuem a beneficiar asociedade no modelo atual e que a iniciativa privada seja partícipe ativo no processo de melhoria do cenário educacionaldo país.educacionalPropostaAprovação das emendas do Senado Federal na Câmara dos Deputados.76 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 77


especial


PL 7.699/2006(Identificação no Senado Federal: PLS 06/2003)Autora:PL 1.931/2007Autor: Senador Paulo Paim (RS).Ementa: Institui o Estatuto do Portador de Deficiência.Despacho: Senado Federal: À Comissão de Direitos Humanos (CDH).Câmara dos Deputados: À Comissão Especial destinada a emitir parecer sobre o PL 7.699/2006.Apensados a este: O projeto tramita com 299 projetos apensos a ele.ApoiamosDeputada Janete Rocha Pietá (SP).Não ApoiamosEmenta: Altera o art. 3º da Lei nº 9.867, de 10 de novembro de 1999, para dispor sobre ainclusão dos idosos como pessoas em desvantagem para efeito de inserção no mercadoeconômico por meio de Cooperativas Sociais, bem como para permitir que os representantes legais das pessoasem desvantagem e incapazes, nos termos do Código Civil, possam ser sócios das referidas Cooperativas.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC); deSeguridade Social e Família (CSSF) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).especialDescriçãoO projeto institui o Estatuto do Portador de Deficiência, estabelecendo diretrizes gerais, normas e critérios básicospara assegurar, promover e proteger o exercício pleno e em condições de igualdade para todos os direitos humanose liberdades fundamentais das pessoas com deficiência, visando à inclusão social e cidadania participativa efetiva.Além disso, inclui as cooperativas como forma de inserção das pessoas com deficiência no trabalho. Aguarda inclusãona Ordem do Dia do Plenário da Câmara dos Deputados.PosicionamentoO Sistema OCB reconhece o mérito do projeto e é favorável à sua aprovação. Ao contemplar o trabalho cooperativocomo uma modalidade de inserção da pessoa com deficiência no trabalho, a proposta converge com a perspectiva deinclusão e desenvolvimento socioeconômico fomentada pelo cooperativismo e, de modo específico, pelas cooperativasdo Ramo Especial, instituídas pela Lei 9.867/1999.PropostaAprovação da proposição.DescriçãoO projeto amplia o conceito de “pessoa em desvantagem” presente na Lei nº 9.867/1999, incluindo idosos com sessentaanos ou mais nessa categoria. Além disso, o texto original permite que representantes legais de pessoas incapazestambém possam ser sócios da cooperativa social. A proposição aguarda deliberação do parecer do relator,deputado Paulo Maluf (SP), na CCJC-CD.PosicionamentoAs cooperativas regem-se por princípios e regras, dentre as quais, a neutralidade política e a indiscriminação religiosa,racial e social. Por promover o pleno exercício da democracia econômica, reconhece em seus membros igualdadede condições e a mais plena autonomia para a tomada de decisões colegiadas, por meio dos órgãos sociaisprevistos em Lei. Em sendo assim, a cooperativa não está autorizada, pela regra do art. 4º, IX, da Lei nº 5.764/1971, atolerar tratamento distinto entre seus membros, em virtude da condição social em que se encontrem. Além do que,o Estatuto do Idoso não foi editado com o objetivo de reconhecer a desvantagem social do idoso, pelo contrário, elereforça a noção de que o idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, conforme dispostoem seu art. 2º.especialO que mudou?Em 2013, o Plenário da Câmara dos Deputados promoveu uma Comissão Geral para debater o projeto. A relatora damatéria, deputada Mara Gabrilli (SP), prorrogou, até dezembro de 2013, o prazo para apresentação, por parte da sociedade,de sugestões ao texto do projeto.PropostaSugerimos o arquivamento da proposta.O que mudou?Em 2013, a matéria recebeu parecer na CCJC-CD, do relator, deputado Paulo Maluf (SP), pela constitucionalidade, juridicidadee técnica legislativa do projeto e das emendas da CSSF-CD, que suprimem do texto as disposições que permitemque os representantes legais das pessoas em desvantagem e incapazes se associem a cooperativas sociais.80 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 81


HABITACIONAL


PL 6.945/2013Autora: Deputada Janete Rocha Pietá (SP).Ementa: Dispõe sobre as cooperativas habitacionais.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Desenvolvimento Urbano (CDU) e deConstituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Não ApoiamosNovo!DescriçãoO projeto tem como objetivo determinar o modelo estatutário das cooperativas habitacionais. Neste sentido, determinaa natureza e os princípios das mesmas, os objetivos a classificação, os atos cooperativos, os direitos e osdeveres dos associados, o modelo administrativo e os fundos das cooperativas. Por fim, a matéria trata da gestãocompartilhada, determinando os direitos e deveres das empresas contratadas pelas cooperativas para a construçãodas moradias. A matéria aguarda parecer na CDU-CD da relatora, deputada Luciana Santos (PE).PosicionamentoA proposta em questão pretende regulamentar o cooperativismo habitacional. Porém, apesar do louvável intuito, otexto reescreve institutos consagrados na Lei n o 5.764/1971, que contam o apoio do ramo habitacional e estimulamseu desenvolvimento. Assim, a matéria não atinge o objetivo proposto pelo autor por não atender as demandas doramo, que estão mais focadas na busca por uma política habitacional que de fato prestigie o modelo cooperativocomo instrumento de desenvolvimento de moradias dignas. O setor necessita de ações para combater os seus principaisgargalos, como: i) ampliação de crédito; ii) diminuição da burocracia no que diz respeito ao registro imobiliário; eiii) tratamento tributário adequado.HabitacionalPropostaSugerimos o arquivamento da proposta.Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 85


INFRAESTRUTURA


PL 7.063/2010Autor: Deputado Raimundo Gomes de Matos (CE).Apoiamoscom ressalvasEmenta: Modifica a Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, para acrescentar parágrafo único aoart. 25, de modo a ampliar a aplicação de descontos especiais nas tarifas de energia elétricautilizada nas atividades de agricultura irrigada e aqüicultura.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e DesenvolvimentoRural (CAPADR); de Minas e Energia (CME); de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e deCidadania (CCJC).DescriçãoA proposta consiste em ampliar a concessão de tarifas diferenciadas de energia elétrica para consumidores quedesenvolvem atividades de irrigação e aqüicultura no período diurno dos dias de final de semana e feriados, parapromover o desenvolvimento do meio rural. No momento, aguarda deliberação do parecer do deputado Dr. Ubiali(SP), na CFT-CD.PosicionamentoO Sistema OCB entende que o texto aprovado na CAPADR-CD trará benefícios reais aos produtores rurais e agroindústriasao conceder tarifas diferenciadas de energia elétrica em períodos de baixo consumo, garantindo menor custo deprodução agropecuária e ao otimizar a geração e a utilização da rede de distribuição de energia elétrica. Além disso, afim de evitar distorções, a proposição prevê o repasse dos descontos também às cooperativas de eletrificação rural,na proporção de seus produtores rurais.InfraestruturaPropostaAprovação do substitutivo da CAPADR-CD, que traz melhorias à redação do projeto.O que mudou?Em abril de 2013, com o apoio do Sistema OCB, a matéria foi aprovada na CME-CD. Em seguida, em dezembro, o deputadoDr. Ubiali (SP), relator na CFT-CD, apresentou parecer pela aprovação do projeto, na forma do substitutivo daCAPADR-CD, de acordo com os pleitos cooperativistas.Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 89


PL 3.672/2012Autora: Senadora Ana Amélia (RS).(Identificação no Senado Federal: PLS 430/2011)Autor:Apoiamoscom ressalvasEmenta: Acrescenta parágrafo único ao art. 5º da Lei nº 9.991, de 24 de julho de 2000, paradisciplinar a aplicação dos recursos destinados a programas de eficiência energética.Despacho: Senado Federal: Às Comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação eInformática (CCTCI) e de Serviços de Infraestrutura (CI).Câmara dos Deputados: Às Comissões de Minas e Energia (CME) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).PL 3.048/2011Deputado Dr. Aluizio (RJ).Ementa: Prevê medidas para estimular a geração de energia de pequeno porte e de fontesalternativas.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Minas e Energia (CME) e de Constituição eJustiça e de Cidadania (CCJC).Apoiamoscom ressalvasInfraestruturaDescriçãoA proposição tem por objetivo priorizar a utilização dos recursos destinados a programas de eficiência energética,previstos na Lei nº 9.991/2000, na indústria nacional. O projeto, que já foi deliberado pelo Senado Federal, foi aprovadocom os pleitos do Sistema OCB na CME-CD e aguarda envio para avaliação da CCJC-CD.PosicionamentoO sistema cooperativista apoia a vinculação dos programas de eficiência energética ao desenvolvimento da indústrianacional, reafirmando a necessidade dos grandes atores do setor em colaborar e investir em tais programas. Porém,vemos como ineficiente tal obrigatoriedade às cooperativas de eletrificação, uma vez que os recursos arrecadadospara este fim são insuficientes para desenvolver programas de qualidade e eficácia, em função das características doseu mercado, agindo somente para onerar o consumidor final. Deste modo, entendemos como fundamental desoneraro consumidor das cooperativas, contribuindo assim para o desafio brasileiro em reduzir os custos da energia.PropostaAprovação da proposição, com a inclusão de parágrafo no artigo 1º da Lei nº 9.991/2000, modificada pelo artigo1º do projeto de lei:DescriçãoA proposta altera as Leis nº 9.427/1996 e 6.938/1981, visando estimular a geração de energia de pequeno porte e defontes alternativas, entre elas: eólica, geotérmica, a partir das marés, e solar. Aprovado com substitutivo na CME-CDem 2012, no momento, o projeto aguarda deliberação do parecer apresentado na CCJC-CD pelo relator, deputado AlceuMoreira (RS).PosicionamentoConsiderando a necessidade de incrementos anuais na quantidade de energia gerada, visando atender a crescentedemanda brasileira para o desenvolvimento econômico do país e a manutenção da qualidade de vida dos cidadãos, oSistema OCB acredita ser fundamental o incentivo a fontes alternativas de energia, com destaque para as renováveis.Porém, entendemos ser necessário ampliar as fontes de energia elencadas para a diferenciação do desconto aplicadoàs tarifas de uso do sistema elétrico de transmissão ou distribuição, uma vez que é premente a diversificação damatriz energética brasileira e o pleno aproveitamento dos recursos existentes. Contrária a esta lógica, a propostaoriginal penaliza o aproveitamento de alguns recursos que são, majoritariamente, de pequeno porte, como a geraçãode energia através de biodigestores de resíduos da agropecuária. Adicionalmente, os projetos de pequena escala temgrande dificuldade de viabilidade econômica nos primeiros anos de implantação. Deste modo, acreditamos que osubstitutivo aprovado na CME-CD confere ao tema o tratamento mais adequado, uma vez que garante a estes projetosdescontos em função do porte do empreendimento.Infraestrutura“Art. 1º ...........................................................................................................§ 2º Não se aplica o caput às cooperativas permissionárias de serviços públicos de distribuição de energia elétrica cuja energiavendida, anualmente, seja inferior a 500GWh.” (NR)”.PropostaAprovação do substitutivo da CME-CD, que traz melhorias à redação do projeto.O que mudou?O Sistema OCB atuou junto ao relator da matéria na CME-CD, deputado Bernardo Santana de Vasconcellos (MG), e àAgência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para a inclusão dos pleitos do cooperativismo no texto. Durante a votaçãodo projeto o relator fez a modificação proposta pelo Sistema OCB oralmente.O que mudou?Em 2013, o deputado Alceu Moreira (RS) foi designado relator da matéria na CCJC-CD e, em outubro, apresentou parecerpela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa deste e do substitutivo da Comissão de Minas eEnergia, conforme o posicionamento do Sistema OCB.90 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 91


mineralMineralMineral92 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 93


PL 2.538/2007Autora: Deputada Sandra Rosado (RN).Ementa: Institui o Programa Nacional para o Fortalecimento da Mineração de Pequeno PorteApoiamoscom ressalvas– Pronamin.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC);de Minas e Energia (CME); de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).DescriçãoO projeto institui o Programa Nacional para o Fortalecimento da Mineração de Pequeno Porte (Pronamin), para empresasde mineração de pequeno porte, de caráter familiar, ou com até 20 empregados e mineradores individuais.Aprovado com emendas na CDEIC-CD em 2011, o projeto aguarda parecer na CME-CD do relator, deputado MarcosMontes (MG).PosicionamentoA atividade de mineração, como fonte de riqueza no país, necessita de atenção especial para o desenvolvimento sustentável,gerando inclusão social, emprego e renda, além de preservação do meio ambiente. Observamos que o setormineral está se organizando através de cooperativas, aderindo aos princípios que agregam o pequeno minerador, ogarimpeiro e a comunidade em que estão inseridos. Neste sentido, acreditamos que o projeto é de extrema importânciae, com ajustes, atenderá às cooperativas do ramo mineral, maiores fomentadoras da atividade mineradora empequeno porte.MineralPropostaAprovação da proposição com alteração do art. 1° e inclusão de parágrafo único ao artigo, que passa a ter aseguinte redação:“Art. 1º Fica instituído o Programa Nacional para o Fortalecimento da Mineração de Pequeno Porte - Pronamin, destinado aoatendimento a empresas mineradoras de pequeno porte, e sociedades cooperativas que tenham por objeto o exercício de umaatividade econômica, de proveito comum, de pesquisa, lavra, industrialização e comercialização, ou ainda, de consumo de matériasprimas ou produtos minerais, para fomento de suas atividades”.“Parágrafo único. Consideram-se empresas mineradoras de pequeno porte, as organizações constituídas de acordo com a LeiComplementar 123, de 14 de dezembro de 2006, e sociedades cooperativas, aquelas constituídas segundo as regras da Lei 5.764,de 16 de dezembro de 1971”.O que mudou?Em março de 2014, por solicitação do Sistema OCB, foi designado como relator da matéria o deputado Marcos Montes(MG), na CME-CD.Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 95


PL 5.807/2013Autor: Poder Executivo.Ementa: Dispõe sobre a atividade de mineração, cria o Conselho Nacional de Política Mineral e aAgência Nacional de Mineração - ANM.Despacho: Câmara dos Deputados: À Comissão Especial.Apensado ao: PL 37/2011.Apoiamoscom ressalvasPL 6.515/2013Autora: Deputada Dalva Figueiredo (AP).Ementa: Altera o art. 10 da Lei nº 7.805, de 18 de julho de 1989, que versa sobre atividade degarimpagem.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Minas e Energia (CME) e Constituição e Justiça e deCidadania (CCJC).Apoiamoscom ressalvasNovo!Novo!MineralDescriçãoO projeto dispõe sobre a regularização da atividade de mineração e criação do Conselho Nacional de Política Mineral(CNPM) e a da Agência Nacional de Mineração (ANM), propondo um Novo Marco Regulatório da Mineração, simplificadoe moderno para otimização da atividade. Em 2013, após a instalação da Comissão Especial, foram realizadasdiversas audiências públicas e visitas a estados produtores de minério. As demandas do Sistema OCB ao projeto foramapresentadas ao relator, deputado Leonardo Quintão (MG), durante três reuniões com o mesmo. No momento, aproposta aguarda apresentação de parecer na Comissão Especial.PosicionamentoDada à importância do projeto de lei e a representatividade das cooperativas no processo produtivo, entendemoscomo relevante o enquadramento das cooperativas neste momento histórico para o setor mineral. Garantindo ainserção e continuidade da prática cooperativista, que historicamente integra o processo de extração mineral, propomosalguns ajustes na redação do projeto, resguardando a atuação de forma organizada e compatível com osprincípios cooperativistas, tornando a implementação viável e atendendo todas as peculiaridades do setor. Dentre osdiversos pontos de atenção, destacamos a possibilidade de elevação dos custos, a permanência da falta de linhas definanciamento específica para o setor, os prazos estipulados para o desenvolvimento/investimento e comprovaçãoda atividade, a falta de incentivos, e o fomento de cooperativas desorganizadas e desalinhadas com o Sistema OCB,podendo gerar conflitos e descrédito dos envolvidos. Para atender algumas das preocupações levantadas pelas cooperativasminerais, o Sistema OCB apresentou três emendas ao projeto (268, 269 e 270).DescriçãoO projeto altera a Lei no 7.805/89 para determinar que o órgão responsável pela regulação e fiscalização das atividadesminerais informe os tipos de ocorrência em que será permitida a atividade garimpeira e quando será exigido umPlano de Aproveitamento Econômico. No momento aguarda apresentação de parecer pelo relator, deputado DudimarPaxiuba (PA) na CME-CD.PosicionamentoO setor mineral, de forma intensa, demanda ao Governo Federal ajustes importantes para regularização e adequaçãoda sua atividade. Garantir que todas as substâncias garimpáveis sejam atendidas pela legislação, que o órgão reguladortenha subsídios e prazos para análise, que a extração seja ambientalmente sustentável e que haja a possibilidadede aproveitamento de toda matéria prima extraída com redução dos processos legais, são os principais pleitos.PropostaAprovação da proposição com as seguintes alterações:Art. 10 ............................................................................... ............................................................................... ...............................................................................§ 1º São garimpáveis as substâncias minerais ocorrentes em depósitos aluvionar, eluvionar e coluvial: o ouro, o diamante, acassiterita, a columbita, a tantalita e wolframita, a sheelita, as demais gemas, o rutilo, o quartzo, o berilo, a muscovita, o espodumênio,a lepidolita, o feldspato, a mica e outras matérias primas, que vierem a ser indicadas, a critério do órgão responsável pelaregulação e fiscalização das atividades do setor mineral no país.MineralPropostaAprovação de um substitutivo que contemple as indicações do setor cooperativista.§ 2º .................................................................................... ............................................................................... ...............................................................................§ 3º .................................................................................... ............................................................................... ...............................................................................§ 4º Nos depósitos aluvionar e eluvionar, o limite em profundidade da cava será a exaustão do depósito. Nos depósitos coluviais,a profundidade máxima da cava será de trinta metros, exceto nos casos de solução técnica aprovada pelo DNPM, comoprevisto no § 3º.§ 5º No decorrer da vigência da PLG, a lavra para minérios considerados primários, é facultado ao cessionário dar continuidadeao desenvolvimento da atividade mediante a solicitação direta de portaria de lavra, segundo critérios estabelecidos pelo DNPM,de forma adequada e compatível à realidade e natureza dos depósitos característicos à mineração de pequeno porte.96 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 97


produção


PL 7.755/2010(Identificação no Senado Federal: PLS 136/2009)ApoiamosAutor: Senador Roberto Cavalcanti (PB).Ementa: Dispõe sobre a profissão de artesão e dá outras providências.Despacho: Senado Federal: À Comissão de Assuntos Sociais (CAS).Câmara dos Deputados: Às Comissões de Cultura (CCULT); de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP);de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensados a este: PL 763/2011, PL 925/2011, PL 3.795/2012 e PL 4.544/2012.DescriçãoA matéria define a profissão de artesão e afirma que o artesanato será objeto de políticas de incentivo por parteda União, garantindo linhas de crédito especiais, qualificação permanente, além de programas de certificaçãode qualidade. Além disso, permite a criação da Carteira Nacional do Artesão e da Escola Técnica Federal do Artesanato.No momento, o projeto, que já foi aprovado pelo Senado Federal, aguarda parecer do deputado DanielAlmeida (BA), na CTASP-CD.PosicionamentoA proposição possibilita que sejam criadas políticas de incentivo, de financiamento e de promoção do trabalho artesanal,combatendo assim o maior obstáculo à sua sobrevivência: a informalidade. Dessa forma, o reconhecimento e aregulamentação da profissão do artesão viabilizam o aumento de seus rendimentos, diminuem os custos da matéria--prima, além de fomentar a comercialização de seus produtos. Fortalecer a atividade artesanal por meio de regulamentaçãoe fomento é o início da construção de um novo perfil profissional do artesão.ProduçãoPropostaAprovação da proposição.O que mudou?Em setembro de 2013, a CCULT-CD aprovou o parecer da relatora, deputada Luciana Santos, pela aprovação do projeto.Em 2014, o projeto foi encaminhado para parecer do deputado Daniel Almeida (BA), na CTASP-CD.Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 101


saúde


PDC 2.349/2009Autor: Deputado Arnaldo Jardim (SP).ApoiamosEmenta: Susta a Resolução Normativa (RN) nº 175, de 22 de setembro de 2008, da AgênciaNacional de Saúde Suplementar, que “acrescenta o item 2 ao Anexo I e o item 3 ao Anexo IV daResolução Normativa (RN) nº 85, de 7 de dezembro de 2004, acrescenta o inciso V ao art. 25 da mesma Resoluçãoe dá outras providências”.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Seguridade Social e Família (CSSF) e de Constituição e Justiçae de Cidadania (CCJC).DescriçãoA matéria susta a Resolução Normativa nº 175/2008, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que obrigaas cooperativas médicas a incluírem cláusula restritiva em estatutos sociais. Essa cláusula prevê que o estatuto dacooperativa não poderá impedir os profissionais cooperados de se credenciarem ou referenciarem a outras operadorasde planos de saúde e determina que seja considerado nulo qualquer dispositivo que possua essa cláusula deexclusividade. No momento, aguarda deliberação na CSSF-CD do parecer do relator, deputado Mandetta (MS), pelaaprovação do projeto.PosicionamentoO Sistema OCB apoia a intenção do autor, visto que a RN 175/2008 sobrepõe-se à vontade soberana da cooperativa,violando a Lei nº 5.764/1971, por meio de uma interpretação equivocada do art. 18, inciso III, da Lei nº 9.656/1998.Acreditamos no papel da ANS de regular a atuação das operadoras de planos de saúde, prevendo condutas e impondopenalidades. No entanto, cabe-nos defender a iniciativa cooperativa e a legitimidade dos estatutos sociais elaboradospelos próprios associados, evitando interferências externas na redação dos mesmos. Assim sendo, a Resoluçãoatinge a liberdade das cooperativas de deliberar sobre a fidelidade associativa, impedindo a escolha da forma deatuação dessas organizações. Defendemos que não se pode obrigar a inserção de cláusulas por meio de resoluçõesnormativas, sem previsão em lei, inclusive prevendo penalidades a serem aplicadas às cooperativas que não a cumprirem,ainda mais se levarmos em consideração que o que deve constar obrigatoriamente nos estatutos sociais dascooperativas médicas já é determinado pela Lei Geral do Cooperativismo (Lei nº 5.764/1971).SaúdePropostaAprovação da proposição.O que mudou?Em 2013, não houve nenhuma alteração na tramitação.Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 105


PLS 277/2004Autora: Senadora Lúcia Vânia (GO).Ementa: Altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, para permitir o oferecimento e a contrataçãode planos de saúde com coberturas reduzidas.Despacho: Senado Federal: Às Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS).ApoiamosPL 318/2011Autor: Deputado Bernardo Santana de Vasconcellos (MG).ApoiamosEmenta: Regulamenta o exercício da atividade das Cooperativas de Profissionais da Saúde quecom ressalvasmenciona e dá outras providências.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria eComércio (CDEIC); de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); de Seguridade Social e Família (CSSF) ede Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensado a este: PL 237/2012.SaúdeDescriçãoAltera a Lei dos Planos de Saúde, para permitir o oferecimento e a contratação, apenas em regime individual ou familiar,de planos com uma amplitude de procedimentos menor que a do Plano Referência. A matéria foi aprovada em suaintegralidade em 2011, na CAE-SF. No momento, aguarda parecer da relatora, senadora Ana Amélia (RS), na CAS-SF.PosicionamentoO Sistema OCB acredita que a subsegmentação estimulará o mercado e adequará a oferta de produtos à realidade social,com a implantação de planos com assistência alternativa à cobertura referencial, mas ainda assim devidamenteautorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).A regulação padronizou os planos tornando mais fácil seu entendimento e comercialização, mas também inibiu o desenvolvimentode novos produtos ao limitar as segmentações possíveis. O Plano Referência tornou-se, na prática, oúnico plano existente no mercado, apenas com as segmentações hospitalar e ambulatorial, com ou sem obstetrícia ouodontologia. Assim, diferenças de preço são possíveis apenas pela diferenciação da rede prestadora, tornando alto ocusto dos planos. A regulação, que foi necessária para prover estabilidade e transparência ao mercado, não evoluiu paraenfrentar o novo cenário socioeconômico, com uma crescente camada da população demandante de novos produtosde saúde. Em seu artigo 4º, a Lei nº 9.961/2000, prevê a subsegmentação dos produtos, no entanto, a ANS recusa-se aimplantá-la, ainda que de forma regionalizada. O cooperativismo de saúde, compromissado com o acesso dos brasileirosà saúde de qualidade e em ofertar produtos para todos os tipos de públicos, não poderia deixar de apoiar a iniciativa,sobretudo porque alcança apenas os planos individuais e familiares, o segmento mais afetado pelo engessamento daoferta de produtos diferenciados e por consequência, onde ocorreu a maior retração de usuários.DescriçãoA proposta pretende regulamentar a constituição de cooperativas formadas por profissionais da saúde, estabelecendocritérios a fim de que sejam evitadas fraudes na relação de trabalho cooperado, definindo a inexistência derelação de emprego entre o cooperado e as empresas contratantes de cooperativas. No momento, aguarda parecerda relatora, deputada Fátima Pelaes (AP), na CTASP-CD.PosicionamentoAs cooperativas de saúde são formadas por profissionais autônomos da mesma ocupação profissional ou de diversasespecialidades. Essas cooperativas podem dispor de instalações, capital e equipamentos, produzindo bens eserviços sem depender de um tomador de serviço. Quando têm apenas a mão-de-obra disponível, elas atuam nas instalaçõesdos tomadores, como é o caso das cooperativas que hoje prestam serviços na rede pública e privada de saúde.Deste modo, a relação de parceria entre a cooperativa e o contratante é uma relação na qual todos os profissionaisestão vinculados à cooperativa na qualidade de sócios e de usuários dos serviços da mesma, conforme o disposto noart. 3º, da Lei nº 5.764/1971. No entanto, entendimentos equivocados por parte de órgãos como o Ministério do Trabalhoe Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MTU), têm inferido a existência de vínculo empregatícioentre os contratantes e os profissionais médicos que prestam serviços através de suas cooperativas. Desta indevidaconclusão, os contratantes têm sofrido autuações ou mesmo Ações Civis Públicas compelindo-os a procederem aoregistro destes profissionais, desestimulando sua contratação e inviabilizando a atividade das cooperativas sériasque prestam seus serviços no regramento legal, sendo necessária a regulamentação desta prática.SaúdePropostaAprovação da proposição.PropostaAprovação de um substitutivo que contemple as indicações do setor cooperativista.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.106 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 107


PL 422/2007PL 6.964/2010(Identificação no Senado Federal: PLS 276/2004)ApoiamosAutor: Deputado Flaviano Melo (AC).ApoiamosEmenta: Altera o art. 162, Seção III, e o art. 168, Seção V, do Capítulo V do Título II da ConsolidaçãoAutora: Senadora Lúcia Vânia (GO).Ementa: Altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que dispõe sobre os planos e segurosprivados de assistência à saúde, com a redação dada pela Medida Provisória nº 2.177-44, de 24 deagosto de 2001, para tornar obrigatória a existência de contratos escritos entre as operadoras e seus prestadoresde serviços.Despacho: Senado Federal: À Comissão de Assuntos Sociais (CAS).Câmara dos Deputados: Às Comissões de Defesa do Consumidor (CDC); de Seguridade Social e Família (CSSF) e deConstituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).das Leis do Trabalho, relativo à segurança e medicina do trabalhoDespacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC);de Seguridade Social e Família (CSSF); de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) e de Constituição eJustiça e de Cidadania (CCJC).Apensado a este: PL 3.707/2008.SaúdeDescriçãoO projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelecendo a obrigatoriedade da inclusão de examesodontológicos nas consultas de saúde ocupacional, nos trabalhadores admitidos em empresas com mais de 100 empregados.No momento, aguarda apreciação de parecer do relator, deputado Paes Landim (PI), na CCJC-CD.PosicionamentoAtualmente o cooperativismo de saúde está trabalhando em um novo modelo focado na prevenção de doenças. Dentrodessa mudança de cultura, onde a atenção primária ganha espaço frente aos tratamentos curativos, o acompanhamentoodontológico periódico do empregado se faz mais que necessário, uma vez que se reveste de característicasimportantes para o trabalhador e a empresa, seu estado psicológico e sua atividade na comunidade. Assim, acreditamosque não se pode falar em atenção primária e integral à saúde do trabalhador, sem que as ações de saúde bucal estejamcontempladas e conduzidas dentro dos Programas de Saúde Ocupacional por odontólogos devidamente capacitados.Assim, o cooperativismo de saúde e, em especial o odontológico, apoia a iniciativa do projeto, que está alinhada à filosofiaque há 42 anos norteia a fundação de cooperativas odontológicas em todo território nacional: preocupação com oacesso dos brasileiros à assistência odontológica, oferta de bons serviços prestados por profissionais especializadose redução constante dos custos do tratamento odontológico, para que mais pessoas tenham acesso aos consultórios.DescriçãoA proposição visa tornar obrigatória a existência de contratos escritos entre as operadoras de planos de saúde eprofissionais de saúde, na qualidade de pessoa física, ou estabelecimentos de saúde, na qualidade de pessoa jurídica.Aprovado no Senado e na CDC-CD em 2010 e na CSSF-CD e CFT-CD em 2012, o projeto aguarda parecer do relator, deputadoFabio Trad (MS), na CCJC-CD.PosicionamentoApoiamos a matéria, visto que as alterações propostas à Lei nº 9.656, vão ao encontro da necessidade de trabalharcom o devido regramento legal, de modo a estabelecer um relacionamento menos conflituoso entre prestadoresde serviços de saúde e operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde. Para que haja uma atuaçãoeficaz da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é necessária sua participação qualificada e completa nomercado de saúde, de forma a promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde e regularas operadoras setoriais - inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores. Assim, a definição decritérios contratuais, o estabelecimento de índices de reajuste, somados a fiscalização da relação entre operadorasprivadas e prestadores de serviços, é fundamental para equilibrar o sistema, contribuindo para a satisfação dos beneficiáriosdos planos de assistência à saúde e a harmonia entre os diversos atores do segmento.SaúdePropostaAprovação do substitutivo da CSSF-CD, que traz melhorias à redação do projeto.PropostaAprovação da proposta com alteração do §5º do art. 17-A da Lei nº 9.656/1998, acrescido pelo art. 3º desta proposição:O que mudou?Após intermediação do Sistema OCB, em 2012 foi aprovado, na CTASP-CD, parecer favorável nos termos do substitutivoda CSSF-CD. Em 2013, o deputado Paes Landim (PI) apresentou parecer pela inconstitucionalidade, que aguarda apreciaçãona CCJC-CD. Foram apresentados 20 votos em separado ao parecer do relator.“Art. 17-A ..............................................................................................................................................................................................................................................§5º A ANS deverá constituir, na forma da legislação vigente, câmara técnica com representação proporcional das partes envolvidaspara o adequado cumprimento desta lei”.108 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 109


sindicalSaúdeSaúde110 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 111


PEC 314/2004Autor: Deputado Ivan Valente (SP).Ementa: Dispõe sobre a Organização Sindical e dá outras providências.Despacho: Câmara dos Deputados: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensadas a esta: PEC 426/2005 e PEC 369/2013.Não ApoiamosDescriçãoA matéria propõe nova redação aos artigos 7º, 8º, 9º, 11, 37, 103 e 114 da Constituição Federal de 1988, que dispõemsobre a organização sindical. No momento, aguarda parecer do relator, deputado Moreira Mendes (RO), na CCJC-CD.PosicionamentoO texto apresentado, não obstante apresentar alguns poucos aspectos positivos, como a supressão do termo “deacordo”, na proposta de dissídio coletivo pelas entidades sindicais, contém propostas que trariam mais dúvidas aosistema jurídico sindical brasileiro, do que propriamente soluções, haja vista que, ao alterar o inciso I, e suprimir oinciso II do art. 8º da Constituição Federal, retira do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a prerrogativa de controledos registros sindicais e da unicidade sindical, o que contraria a Súmula 677 do Supremo Tribunal Federal, a qual,textualmente, diz: “Até que lei venha dispor a respeito, incumbe ao MTE proceder ao registro das entidades sindicais,e zelar pela observância do princípio da unicidade”. Da forma como a PEC está proposta, seria um retrocesso para osistema sindical, com sérias implicações no cenário jurídico. Por sua vez, ao propor a alteração da competência daJustiça do Trabalho, a PEC atribui a essa justiça especializada as lides que envolvem servidores públicos estatutários,e nada diz a respeito de sua competência para o exame de questões de representação sindical, o que é temerário nocenário jurídico atual.sindicalPropostaSugerimos o arquivamento da proposição.O que mudou?Em 2013, por sugestão do Sistema OCB, o deputado Moreira Mendes (RS) foi designado relator da matéria na CCJC-CD.Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 113


PEC 71/1995PEC 36/2013Autor: Deputado Jovair Arantes (GO).Ementa: Dá nova redação ao art. 8º, inciso IV, da Constituição Federal.Despacho: Câmara dos Deputados: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensadas a esta: PEC 102/1995, PEC 247/2000, PEC 252/2000 e PEC 305/2013.Não ApoiamosAutor: Senador Blairo Maggi (MT).Ementa: Modifica o art. 8º, IV, da Constituição Federal, para alterar as fontes de custeio dasentidades sindicais.Despacho: Senado Federal: À Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).Não ApoiamosNovo!DescriçãoA matéria proíbe constitucionalmente a fixação de qualquer contribuição compulsória dos não-filiados a associação,sindicato ou entidade sindical. Dessa forma, elimina-se a possibilidade de previsão de contribuição sindical em lei. Aproposição aguarda deliberação na CCJC-CD do parecer do relator, deputado Moreira Mendes (RO).DescriçãoA proposição modifica o inciso IV do art. 8 o da CF/88, para suprimir a obrigatoriedade da contribuição sindical. Aguardaapresentação de parecer na CCJ-SF pelo relator, senador Francisco Dornelles (RJ).sindicalPosicionamentoA extinção de contribuições sindicais compulsórias não condiz com o atual cenário jurídico trabalhista nacional, mitigandoa representatividade proporcionada pelos entes sindicais.PropostaSugerimos o arquivamento da proposição.PosicionamentoA proposição, tal como apresentada, mostra-se temerária, posto que não traz em si, ou mesmo remete à lei infraconstitucional,um mecanismo de transição entre a situação vigente e a ausência dessa importante fonte de custeio para asentidades sindicais, em que pese, com ressalvas, as fundamentadas críticas do autor do projeto, em suas justificativas.PropostaSugerimos o arquivamento da proposição.sindicalO que mudou?Após intermediação do Sistema OCB, o relator, deputado Moreira Mendes (RO), apresentou parecer na CCJC-CD, emdezembro de 2011, pela inadmissibilidade da PEC 71/1995, e apensadas, conforme posicionamento do cooperativismo.Em 2013, a matéria foi devolvida ao relator para reexame de seu parecer.114 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 115


PL 1.981/2003PLS 245/2013Autor: Deputado Vicentinho (SP).Não ApoiamosEmenta: Dispõe sobre a participação dos sindicatos no sistema de inspeção das disposiçõeslegais relativas às condições de trabalho e à proteção dos trabalhadores no exercícioprofissional.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) e deConstituição e Justiça e Cidadania (CCJC).Autor: Senador Blairo Maggi (MT).Não ApoiamosEmenta: Modifica a Consolidação das Leis do Trabalho – aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452,de 1º de maio de 1943, para regulamentar a contribuição para custeio de negociação coletiva,destinada ao financiamento das entidades sindicais.Despacho: Senado Federal: Às Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ).Novo!Novo!DescriçãoO projeto permiti aos sindicatos participar das inspeções realizadas pelo Ministério do Trabalho relativas ascondições de trabalho e à proteção dos trabalhadores. A proposta ainda determina quais os procedimentospassíveis de serem adotados pelos sindicatos. O projeto já foi aprovado pela CTASP-CD e aguarda deliberação doparecer na CCJC-CD.DescriçãoA proposição dá nova redação ao artigo 578 da CLT e revoga os artigos 579 a 589; regulamenta a contribuição paracusteio de negociação coletiva no âmbito das categorias econômica e profissional e determina que a contribuiçãosindical não poderá ultrapassar a 0,3% (três décimos por cento) do salário base do trabalhador. Também estabeleceos percentuais da contribuição a serem distribuídos entre os sindicatos, federações e confederações. A matériaaguarda apresentação de parecer na CCJ-SF pelo relator, senador Francisco Dornelles (RJ).sindicalPosicionamentoA legitimidade do ato de fiscalização por parte dos agentes do Estado decorre do poder de polícia, portanto, de se verque tal poder foi concedido unicamente à Administração Pública, por intermédio de seus agentes, além desse conflitocom o estabelecido em lei, o projeto ressente-se de uma finalidade clara em relação à necessidade de representantesdo sindicato participarem da fiscalização dos agentes públicos.PropostaSugerimos o arquivamento da matéria.PosicionamentoO projeto fere a liberdade sindical no tocante à sua forma de administração e organização, e remete a um órgão do PoderExecutivo Federal a imposição de limites na vida sindical das entidades, sob critérios pouco objetivos.PropostaEm 2013, foi aprovado requerimento para a redistribuição do projeto. Assim, a matéria foi enviada para análiseda CCJ-SF e, no momento, aguarda apresentação de parecer pelo relator, senador Francisco Dornelles (RJ).sindicalO que mudou?A proposição foi aprovada em 2008 pela CTASP-CD. Em 2011 o deputado Paes Landim (PI) apresentou na CCJC-CD seuparecer pela inconstitucionalidade e injuridicidade da matéria. O projeto aguarda deliberação pela CCJC-CD.116 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 117


trabalho


PL 142/2003Autor: Deputado Aloysio Nunes Ferreira (SP).Ementa: Revoga o parágrafo único do artigo 442 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT,aprovada pelo Decreto - Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Trabalho, de Administração e ServiçoPúblico (CTASP) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apensados a este: PL 427/2003, PL 439/2003, PL 951/2003 e PL 1.293/2003.Não ApoiamosPL 1.490/2011Autor: Deputado Laércio Oliveira (SE).Não ApoiamosEmenta: Veda a participação, em licitações, de cooperativas nos casos que especifica e dáoutras providências.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústriae Comércio (CDEIC); de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); de Finanças e Tributação (CFT) e deConstituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).trabalhoDescriçãoO projeto retira da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) a declaração de ausência do vínculo de emprego entre acooperativa e seu sócio e entre este e o terceiro, tomador de serviços contratados com a cooperativa. No momento,aguarda parecer do relator, deputado Osmar Serraglio (PR), na CCJC-CD.PosicionamentoO Sistema OCB não apoia o mérito do projeto e de seus apensados, pois a retirada do parágrafo único do art. 442 daCLT representará elevado retrocesso à interpretação e à aplicação dos princípios cooperativistas e ao exercício desuas atividades. Salienta-se ainda que nos casos de caracterização de vínculo empregatício a jurisprudência é claraquanto à aplicação do princípio da primazia da realidade, no qual poderá ser descaracterizada a natureza cooperativistano caso de descumprimento da Lei nº 5.764/1971.PropostaSugerimos o arquivamento das proposições.DescriçãoA matéria proíbe a participação de cooperativas em licitações que envolvam subordinação jurídica, própria da relaçãode emprego, entre tomador e fornecedor de serviço. E especifica ainda, de modo expresso, as hipóteses de serviçosobjeto de editais de convocação cuja execução será totalmente vedada às cooperativas. O projeto aguarda apreciaçãode parecer do deputado Sandro Mabel (GO), na CTASP-CD.PosicionamentoA participação de cooperativas em licitações é um fato social constitucionalizado em nosso ordenamento jurídico.Qualquer discriminação a esse direito subjetivo dos trabalhadores reunidos em cooperativa configura ofensa não sóà liberdade de iniciativa destes, como também à igualdade de participação de concorrentes no processo licitatório,na busca pela melhor proposta para a Administração Pública. Além disso, a presença de elementos que evidenciemuma subordinação jurídica não é algo que meramente pode ser declarado por Lei, depende do exame de cada casoconcreto. Sob essa ótica simplista, qualquer pessoa jurídica é sujeita a configuração de subordinação jurídica. Porém,o critério não pode ser aplicado dessa forma, dado que a Constituição de 1988 permite apenas o estabelecimento deexigências de qualificação técnica e econômica, matérias estas vinculadas ao direito administrativo tão somente, nãoao direito do trabalho, como o é a subordinação jurídica.trabalhoO que mudouAprovado na CTASP-CD em 2010, o projeto foi encaminhado para análise da CCJC-CD. Em 2013, por sugestão do SistemaOCB, o deputado Osmar Serraglio (PR) foi designado relator da matéria.PropostaSugerimos o arquivamento da proposição.O que mudou?Rejeitado na CDEIC-DC em 2011, foi encaminhado para análise da CTASP-CD, onde, em novembro de 2013, recebeu parecerpela aprovação com substitutivo do relator, deputado Sandro Mabel (GO).120 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 121


PL 6.420/2005(Identificação no Senado Federal: PLS 344/2004)NãoPL 4.330/2004Autor: Senador Rodolpho Tourinho (BA).ApoiamosEmenta: Altera as Leis nºs 8.666, de 21 de junho de 1993, e 8.429, de 2 de junho de 1992, pararegular a contratação de empresas prestadoras de serviços e dá outras providências.Despacho: Senado Federal: À Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).Câmara dos Deputados: Às Comissões Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); de Finanças eTributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Autor: Deputado Sandro Mabel (GO).Ementa: Dispõe sobre o contrato de prestação de serviços a terceiros e as relações de trabalhodele decorrentes.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústriae Comércio (CDEIC); de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); e de Constituição e Justiça e deCidadania (CCJC).Apensados a este: PL 5.439/2005, PL 6.975/2006, PL 1.621/2007, PL 6.832/2010 e PL 3.257/2012.Apoiamoscom ressalvastrabalhoDescriçãoO projeto original altera a Lei de Licitações, Lei nº 8.666/1993, acrescentando normas gerais destinadas a regular acontratação de empresas prestadoras de serviços pelo Poder Público, impedindo a participação de cooperativas naslicitações em determinadas atividades. A matéria foi aprovada no Senado Federal em 2004, e na CTASP-CD, com textosubstitutivo, em 2008. No momento, aguarda apresentação de parecer na CFT-CD pelo relator, deputado GuilhermeCampos (SP).PosicionamentoA participação de cooperativas em licitações é um fato social constitucionalizado em nosso ordenamento jurídico.Qualquer discriminação à esse direito subjetivo dos trabalhadores reunidos em cooperativa configura ofensa não sóà liberdade de iniciativa destes, como a igualdade de participação de concorrentes no processo licitatório, na buscapela melhor proposta para a Administração Pública. Com o advento da aprovação da Lei nº. 12.690/2012, o risco daocorrência de subordinação entre o tomador e cooperado diminuiu, a partir da instituição da figura do coordenador(art. 7º, §6º). O art. 10, por sua vez, autoriza a cooperativa adotar por objeto social qualquer gênero de serviço, operaçãoou atividade, desde que previsto no seu Estatuto Social. Não existe limitação de atuação da cooperativa em razãoda natureza da atividade, operação ou serviço prestado ao tomador (sem fim ou meio), o que implica reconhecer queas cooperativas de trabalho poderão atuar em qualquer atividade, operação ou serviço, garantindo dignidade ao trabalhadorcooperado sem riscos para o tomador de serviços.DescriçãoO projeto visa regular a contratação de serviços terceirizados, definindo os requisitos do contrato de prestação deserviços e estabelecendo obrigações e responsabilidades às partes contratante e contratada. No momento, o projetoaguarda apreciação do parecer do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (BA), na CCJC-CD.PosicionamentoO Sistema OCB acredita que o país carece de um tratamento adequado aos trabalhadores que optam por exercer suasatividades laborativas por meio de empresas de terceirização, tendo em vista que a matéria, de grande complexidade,vem sendo regulada unicamente pelo Enunciado 331 do TST. Porém, é fundamental esclarecer que as cooperativas detrabalho possuem seu regramento definido pelas Leis nº 5.764/1971 e 12.690/2012, não se enquadrando, portanto,no escopo daquelas empresas de prestação de serviços a que se refere o projeto de lei. Assim, apesar de atuarem nomesmo mercado, as relações cooperativa-cooperado são completamente distintas e com características peculiaresque as diferenciam do vínculo que se estabelece entre o empregado e empregador. Neste sentido, a exclusão dascooperativas do âmbito do projeto, defendida pelo Sistema OCB, justifica-se pelo fato de que todo o texto legal foiconstruído tendo como premissa básica a existência de relação de emprego entre a empresa prestadora de serviços eseus empregados.trabalhoPropostaSugerimos o arquivamento da proposição.PropostaAprovação da proposição sem inclusão das sociedades cooperativas no conceito de contratada trazido peloprojeto de lei.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.122 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 123


transporte


PL 3.833/2008Autor: Deputado Valdir Colatto (SC).ApoiamosEmenta: Altera a Lei nº 7.408 de 25 de novembro de 1985, para dispor sobre a tolerância máximasobre limites de peso dos veículos de carga.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Viação e Transportes (CVT) e de Constituição e Justiça e deCidadania (CCJC).DescriçãoO projeto modifica o art. 1º da Lei nº 7.408/1985, com o propósito de aumentar de 5% para 10% a tolerância máximasobre limites de peso bruto transmitido por eixo de veículo à superfície das vias públicas. Encontra-se naCCJC-CD, onde aguarda deliberação do parecer do relator, deputado Félix Mendonça Júnior (BA), pela inconstitucionalidadeda matéria.PosicionamentoO Sistema OCB apoia o mérito do projeto, uma vez que o percentual de tolerância visa evitar que, por conta da possibilidadede ocorrência de erro metrológico, como também das dificuldades inerentes à distribuição homogênea dacarga, sejam feitas autuações injustas aos transportadores de cargas. Entretanto, o substitutivo da CVT-CD tem umtexto ainda mais completo, que enaltece a possibilidade de deslocamento da carga dentro do caminhão, o que fazcom que muitas vezes se ultrapasse o percentual legal sobre o limite de peso por eixo.TransportePropostaAprovação do substitutivo da CVT-CD, que traz melhorias à redação do projeto.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 127


PL 7.646/2010PL 5.943/2013Autor: Deputado Júlio Delgado (MG).ApoiamosEmenta: Estabelece a contratação obrigatória de seguro de responsabilidade civil por danosmateriais causados a terceiros pelos transportadores rodoviários de carga.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Viação e Transportes (CVT); de Finanças e Tributação (CFT) ede Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Autor: Comissão Especial da Lei do Motorista (CEMOTOR).ApoiamosEmenta: Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, altera a Consolidação das Leis doTrabalho (CLT) no que se refere ao empregado, e a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Códigode Trânsito Brasileiro) bem como a Lei nº 11.442 de 5 de janeiro de 2007 (Empresas e transportadores autônomosde carga), para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissionalDespacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Viação e Transportes (CVT); de Trabalho, de Administração eServiço Público (CTASP) e de Constituição e Justiça e de Cidadania.Apensado ao: PL 4.246/2012.TransporteDescriçãoO projeto pretende alterar o Decreto-Lei nº 73/1966, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados eregula as operações de seguros e resseguros, para incluir o seguro de responsabilidade civil dos transportadores rodoviáriosde carga por danos materiais causados a terceiros, com cobertura mínima equivalente ao valor de mercadodo veículo de transporte, entre os aqueles considerados obrigatórios. No momento, a proposta aguarda parecer dorelator na CFT-CD, deputado José Humberto (MG).PosicionamentoA modalidade rodoviária responde por uma parcela significativa do serviço de transporte de carga no país, contando,normalmente, com dois tipos de seguro: um que garante as próprias mercadorias transportadas e outro, de contrataçãoobrigatória por parte do transportador, que garante o recebimento e a entrega da carga. No caso do seguro de responsabilidadecivil por danos materiais causados a terceiros, o seu atual caráter facultativo restringe sobremaneira aabrangência das coberturas, expondo aqueles que circulam pelas rodovias nacionais aos riscos patrimoniais decorrentesda atividade econômica de transporte de carga. Além disso, ainda que esta modalidade de seguro não possuacaráter obrigatório, já é exigido pelos grandes embarcadores (contratantes) de seus fornecedores, sendo obrigatórionas operações internacionais. Este fato é ainda mais relevante quando a frota contratada é vinculada a uma cooperativa,já que nos casos de sinistros com estas frotas, a justiça costuma definir indenizações maiores, por entender quese trata de uma “empresa” e não somente de um transportador autônomo.DescriçãoO projeto revoga a Lei n o 12.619/2012 e propõe uma nova regulamentação para a profissão de motorista. A matéria,que contou com o apoio do Sistema OCB para sua elaboração traz, entre outros aspectos, a possibilidade das cooperativasde transporte utilizarem, no caso de furto ou acidente, seguros privados ou fundo específico a ser criado pelacooperativa. A matéria aguarda parecer do relator, deputado Diego Andrade (MG), na CVT-CD.PosicionamentoA Lei n o 12.619/2012 representa um importante avanço na regulamentação do setor. No entanto, são necessários mecanismospara garantir a sua aplicabilidade. Neste sentido, acreditamos ser fundamental, por exemplo, reformular oprazo da entrada em vigor, sua adequação à realidade brasileira e de cada rodovia e a definição de responsabilidadede concessionárias/governo na criação de pontos de parada, além da redução do período de descanso intrajornadase da isonomia de tratamento entre motoristas brasileiros e estrangeiros.PropostaAprovação da proposição.Novo!TransportePropostaAprovação da proposição.O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.128 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 129


turismoe lazer


PL 5.774/2009Autor: Deputado Homero Pereira (MT).Ementa: Institui a Política Nacional de Fomento ao Turismo Rural.Despacho: Câmara dos Deputados: Às Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento eDesenvolvimento Rural (CAPADR); de Turismo e Desporto (CTD) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).Apoiamoscom ressalvasDescriçãoO projeto define o conceito de turismo rural para então estabelecer os princípios, objetivos e ações da Política Nacionalde Fomento ao Turismo Rural, com a finalidade de promover ações que visem ao planejamento da atividade, alémde desenvolver, impulsionar e difundir os produtos e as potencialidades do setor rural. A matéria, aprovada na CAPA-DR-CD em 2009, e na CTD-CD em 2010, no momento, aguarda deliberação do parecer do relator, deputado MoreiraMendes (RO), pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto, na CCJC-CD.PosicionamentoO Sistema OCB acredita ser meritória a proposição que pretende desenvolver a atividade turística no setor rural, cujopotencial não tem sido explorado em nosso país. A falta de políticas públicas e regulamentação restringem a práticado turismo rural nas propriedades do campo, que poderiam estar gerando renda e emprego ao mesmo tempo em que avegetação local é preservada para o turismo ambiental sustentável. Assim, visando o aumento da atividade turística nomeio rural, com desenvolvimento regional apoiado pela população local, entendemos que a Política Nacional de Fomentoao Turismo Rural possibilitará a promoção da atividade, gerando emprego e renda para a população e trazendo aindaum olhar sustentável para manutenção e preservação dos bens naturais. Como consequência do desenvolvimento dosetor, surge oportunidade para um processo mais amplo e intenso de intercâmbio entre os moradores das áreas urbanase rurais, estimulando serviços de hotelaria, restaurantes e valorização e resgate do artesanato regional.turismoPropostaAprovação da proposição na Câmara dos Deputados e inclusão, no Senado Federal, no art. 5º do projeto, ondecouber, do seguinte inciso:“Incentivar a organização dos produtores de forma associativista e ou cooperativista com vistas à sustentabilidadeda atividade desenvolvida.”O que mudou?Não houve nenhuma alteração na tramitação.Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 133


posicionamentosturismoturismo134 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 135


A nudez das cooperativas de trabalhoAs cooperativas de trabalho já mostraramque são um excelente modelo de inserçãoeconômica e social. No entanto, existemduas questões importantes para refletirmos nestemomento: cooperativas de trabalho, quando terceirizam,existem de fato? Em caso positivo, suasatividades devem ser reguladas pelo Enunciado331 do Tribunal Superior do Trabalho? Ressalte-se,porém, que para o Direito do Trabalho, essas cooperativasnão podem existir nesse modelo quandose comportam como empresas que terceirizamserviços, pois sua natureza jurídicaé desconstituída. Nesse caso,os elementos de sua identidade,contidos na Lei nº 5.764/1971, sãoignorados e o que passa a valer sãoos requisitos do Direito do Trabalhopara identificar o que são.Esse é um problema que foi vividopelas cooperativas de trabalhobrasileiras, que se viram recentemente enredadaspela Justiça, pelo Ministério e auditores doTrabalho, tendo de lutar para provar que não eramuma fraude, conforme alegações desses órgãos.Por conta desse embate, estabeleceu-se uma lutaintensa entre os que defendiam as cooperativascomo sociedades legítimas para atuar na área trabalhistae os que argumentavam que a única possibilidadede se intermediar mão de obra seria pormeio de empresas reguladas pela Consolidaçãodas Leis do Trabalho (CLT).O Direito do Trabalho, em seu ataque às cooperativas,impingiu-lhes um estigma, qual seja: vocêsnão são o que são, porque vestem uma roupa para“disfarçar” sua identidade e perpetuar a fraudeà legislação trabalhista. Dessa forma, passam a“obrigá-las” a usar outra roupagem que não a sua,mas da CLT, sob a alegação de que seriam na verdade“proto-cooperativas”, ou disfarces de cooperativas.A partir desse momento, sociedades cooperativaspassaram a lutar para se desvencilhardesse discurso, dessa roupa que o Direito do Trabalhoas havia obrigado a usar (a CLT), uma vestimentaque não servia para ocorpo delas. Na impossibilidadede se ajustar à “roupa celetista”,que não fora feita para elas, masque já estava impregnada emseu corpo, as cooperativas optarampor jogá-la fora, ficando,assim, nuas diante de todos.“As cooperativas detrabalho já mostraramque são um excelentemodelo de inserçãoeconômica e social.”E foi o que fizeram, em quepesasse a vergonha inicial do desconforto de todosos olhares. Tiveram a coragem de se despir,tirar os penduricalhos do Direito do Trabalho e semostrar como efetivamente são, literalmente deforma nua e crua. Fizeram-no por meio da Organizaçãodas Cooperativas Brasileiras (OCB), pormeio do documento denominado “Critérios deIdentificação das Cooperativas de Trabalho”. Mostraram,por este documento, como era realmenteseu corpo, sua silhueta, forma, volume.Entretanto, mesmo diante do seu desnudamento,as cooperativas de trabalho continuaramsendo severamente castigadas, em especial noposicionamentosOrganização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 137


posicionamentosmomento em que estavam expostas. O Direito doTrabalho argumentava que, sem a roupagem daCLT, elas não eram nada e que por isso deveriamestar enquadradas nas leis que regulam o trabalhocom emprego. Enfim, continuavam obrigandoas cooperativas a admitir o que não eram.Hoje, após um dolorido parto, as cooperativasde trabalho sabem o que são e como são. Mastudo teve um preço. Seu corpo ficou marcadopelos chicotes do Ministério Público, da Justiça,dos auditores do Trabalho, enfim, do Direito doTrabalho, que insistia, inclusive, em arrancara confissão das próprias cooperativas, qual seja:“que não eram o que acreditavam ser” e “que praticavamatividade ilegal”.Em alguns momentos, a pressão funcionou.Por conta disso, parte da sociedade foi levadaa crer que “só em um país evoluído, o cooperativismo,principalmente o de trabalho, vinga”.Um pensamento perversamente elitista e preconceituosopara com os mais humildes. O maisgrave é que parte dessa crença foi introjetadapor alguns cooperativistas, difundindo a ideiade que cooperativas de trabalho, ou mesmo ocooperativismo enquanto doutrina, só seriapossível em outros lugares, mas não no Brasil,por conta da baixa educação de seus trabalhadores,que sempre se comportam de forma subordinada,como empregados.As chibatadas surtiram efeito. Atualmente,como foi dito, estão as cooperativas desnudas,mas portando Documento de Identidade eidentificação (critérios). Contudo, estão muitomachucadas, algumas mortalmente feridas,sem força ou vontade para continuar explicandoo que são e para o que vieram. Por isso, reina o“silêncio cooperativista” e as cooperativas detrabalho, cansadas, se recolheram, justo agoraque possuem identidade.O momento é de reflexão e recolhimento. Acreditamosque, em futuro breve, as cooperativas detrabalho se ergam novamente fortes e vigorosas,mas usando outro “modelito”, vestindo uma novaroupa, adequada às suas características, medidas,ao seu tamanho, que lhes sirva sem desconforto.Mas elas precisam se apresentar com suafigura nova, ou caso contrário serão encaradascomo antigamente, como “pseudo-cooperativas”.O problema é que, embora sua vestimentanova pudesse se estampar também na Lei nº12.690/2012, que regula sua atividade sob o pontode vista jurídico-trabalhista, algumas delas nãoestão dispostas a usar o modelo sugerido pelareferida legislação. Elas se negam a aceitar essaroupagem, preferindo ficar nuas e mostrar suasmarcas, o quanto foram castigadas, mas não selibertam do discurso de vítimas.Ainda que não tenham consciência disso, naverdade o que fazem é “dar a outra face” paraapanhar de novo. Esse movimento só tem sentido,sob o ponto de vista espiritual, se for feito comconsciência, permitindo a reflexão e evolução daalma. Por ora, a situação é essa: as cooperativascontinuam argumentando que a vestimenta nãolhes cabe, não é para elas e continua lhes apertandoo corpo, criando desconforto. Parte delasalega, inclusive, que a roupa sugerida pela Lei nº12.690/2012 é muito cara. Pode até ser bonita,rendada, colorida, atraente, mas é impossíveladquiri-la por conta do seu elevado custo.Pode até ser, mas esse é o único modelo oferecidonas principais lojas de departamento representadopela realidade, enquanto não houveroutros à disposição. Se sociedades cooperativasde trabalho insistirem em não usar a roupa quelhes é oferecida, voltarão, nuas e vulneráveis,para a boca de seus algozes, que falarão em alto ebom tom o seguinte: “olha lá elas de novo, do mesmojeito, não mudaram nada..., vamos novamentelhes castigar, marcar seu corpo com dor, sangue ”.É certo que o Direito do Trabalho não pode enunca deveria ser o referencial para se dizer oque vem a ser ou não uma cooperativa de trabalho.Mas efetivamente não foi, uma vez que os“Critérios de Identificação das Cooperativas deTrabalho” utilizam os conceitos de “direito aotrabalho” para identificar a cooperativa e não “Direitodo Trabalho”. Apesar de próximos, não são amesma coisa.É certo que a doutrina cooperativistadeveria prevalecer nessecontexto, sendo como referencialexclusivo para esse fim. Mas nãofoi assim. É certo, também, quetudo isso deveria ser consideradolonge do Enunciado 331 do TST,como dito acima. Mas não é assim.Mas não podemos nos esquecerque o Direito do Trabalho, concordemou não alguns, funciona comoum imenso imã, que atrai para seu núcleo todosos tipos de relações de trabalho.Essa dificuldade, de se afastar de tudo o que oDireito do Trabalho considera fraude, é enfrentadanão só pelas cooperativas, mas também pelas“É certo que o Direitodo Trabalho não podee nunca deveria ser oreferencial para se dizero que vem a ser ounão uma cooperativade trabalho.”empresas de capital, que lutam tenazmente parase desvencilhar das amarras seculares de umramo do direito que, literalmente, estacionou suacarruagem no século 19 e de lá não quer mais sair.O Brasil é campeão mundial em “dores do trabalho”,representados pelos seus quase 4 milhõesde ações trabalhistas por ano, número que vemaumentando. E, mesmo assim, o Direito do Trabalhoacredita que não tem nada a ver com essesentimento, terceirizando a culpa para o mercado.Para demonstrar que não é assim, basta citarum exemplo: uma das piores dores do trabalhoocorre quando a Justiça do Trabalho decide o futuroda empresa por meio de interpretação de seusEnunciados, como, por exemplo, o 331, ainda queo empresário não tenha convidado o juiz do Trabalhopara ser seu sócio.Mas assim é. A teoria do risco,no campo das relações detrabalho, se manifesta dessaforma: o risco sempre é do empregador,ainda que a Justiça doTrabalho contribua brutalmentepara a inviabilização da empresapor meio do que se denomina“estrangulamento normativo”,quando os tribunais engessam agestão empresarial por meio deinterpretações legais das maisdiversas ordens, até seu sufocamento.Enquanto a realidade exige do país a modernidadedas instituições laborais, obrigando asempresas a se adaptarem rapidamente aos modelosde concorrência globalizada, o Direito doposicionamentos138 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 139


posicionamentosTrabalho insiste em manter o Brasil na esquinado mundo, com uma lata na mão, pedindo aospassantes que joguem no seu interior suas moedasde compreensão.Por que a Lei nº 12.690/2012 contém elementosde direito do trabalho e de Direito ao Trabalho?Por que nasceu dessa forma? Porque estamos noBrasil, que tem o sistema trabalhista mais complexo,intrincado e doente do planeta. A dor do trabalhoestá no próprio sistema que tem como missãoevitá-la, como acima citado. É nesse contextoque estão inseridas as cooperativas de trabalho,ainda que uns insistam, infrutiferamente, em negaressa realidade.Se para o Direito do Trabalho, as cooperativasde trabalho existem ou não, se estão inseridasno contexto do Enunciado 331, isso poucoimporta. Um Enunciado que se dá o trabalhode falar sobre o que é “atividade fim, atividademeio” sem saber o que significa nem uma nemoutra coisa merece ser relegado ao esquecimento,visto que hoje se terceiriza atividade fim,e nem por isso a empresa deixa de existir ou otrabalho executado é precário. O mesmo servepara a atividade exercida das cooperativas.Ao que parece, hoje o que realmente importapara as cooperativas de trabalho é dizer que,enfim, “estão vestidas” não por uma roupagemque lhes é imposta pelo vendedor da loja,que só sabe vender um tipo de roupa, o da CLT.O momento é de as cooperativas de trabalhovestirem-se lindamente para a festa e se apresentaremao mercado com dignidade, altiveze orgulho, ainda que por debaixo de sua novaroupa esteja um corpo marcado pelo açoite. Nãointeressa mais para as cooperativas de trabalhomostrarem suas feridas, mas sim as cores novasque as cobrem.José Eduardo Gibello PastoreEspecialista em Direito do Trabalho eAssociativismo e sócio-diretor do escritórioPastore e Advogados.Cooperativas de transporte decargas na legislação brasileiraAo longo dos últimos anos, o setor de transporterodoviário de cargas (TRC) brasileirotem passado por transformações significativas,motivadas principalmente por seu disciplinamento,desencadeado pela Lei nº 11.442/2007e, posteriormente, regulamentado pelas Resoluçõesnº 3.056/2009 e nº 3.658/2011 da AgênciaNacional de Transportes Terrestres (ANTT). E,nestas resoluções, especificamente, a previsãodeterminante da atividade do cooperativismode transporte rodoviáriode carga.A importância do setor detransportes se confirma com indicadoresdo próprio órgão regulador.Segundo dados da ANTT de2013, na matriz do país predominao modal rodoviário, sendo responsávelpor cerca de 60% dasoperações. Paralelamente, osmodais ferroviário e aquaviáriorespondem, respectivamente, por20% e 13%.Nesse cenário, estão as cooperativas detransporte, com um papel importante na organizaçãoe profissionalização de pequenos emédios transportadores. No modelo cooperativode negócio, muitos representantes do segmentoencontraram um caminho para o exercício daprofissão de forma economicamente viável. Juntose organizados, eles são mais competitivos e“Em 2013, existiam 50mil transportadorescooperativados nopaís, responsáveispela circulação demais de 330 milhõesde toneladas decargas”.conseguem, consequentemente, melhor posicionamentono mercado.E a organização desses grupos de transportadoresautônomos sob a forma cooperativatem como primeira base legal a Lei 5.764/1971.Segundo o artigo 5º do respectivo normativo, “associedades cooperativas poderão adotar porobjeto qualquer gênero de serviço, operação ouatividade, assegurando-se-lheso direito exclusivo e exigindose-lhesa obrigação do uso daexpressão “cooperativa” em suadenominação”. O dispositivo traz,portanto, um ambiente legalfavorável à criação das cooperativasde transporte.Assim, o segmento vem crescendoanualmente. Em 2013,existiam 50 mil transportadorescooperativados no país, responsáveispela circulação de mais de330 milhões de toneladas de cargas, resultandoem uma movimentação econômica superior a R$ 6bilhões. Essas mesmas cooperativas geram 6.336empregos e congregam, direta e indiretamente,mais de 170 mil pessoas. Os dados demonstram aimportância do setor para o desenvolvimento socioeconômicobrasileiro.Considerando a expressividade e, principalmente,as peculiaridades das cooperativas deposicionamentos140 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 141


posicionamentostransporte, torna-se imperativo adequar a legislaçãoque regulamenta o transporte rodoviário decargas, em especial a Lei nº 11.442/2007. A intenção,neste caso, é contemplar tais especificidades,garantindo, assim, a isonomia entre os atores dotransporte de carga, contribuindo, ainda, com aestruturação do próprio setor no país.Para tanto, faz-se necessáriaa inclusão expressa da categoria“Cooperativa de Transporte Rodoviáriode Cargas” na referida leipara assegurar a perenidade e asegurança jurídica necessária àoperação do segmento. Atualmente,sua atividade está prevista somenteem ato normativo da ANTT,na Resolução nº 3.056/2009, comodito anteriormente, gerando riscosde alteração e questionamentos.Da mesma forma, é de fundamentalimportância inserir na legislaçãoo Certificado de Registroe Licenciamento de Veículo (CRLV),fazendo constar a informação do pertencimentodo veículo por um associado de cooperativa detransporte de cargas, com a identificação dessarespectiva sociedade cooperativa. Tal modificaçãosolucionará questões operacionais quehoje geram prejuízo e afastará interpretações“Tais ajustes,combinados comum ambiente bemregulado, geramnão apenas maiorsegurança jurídicae transparência aosetor, mas tambémconduzem para areorganização dosoperadores”equivocadas da legislação e da fiscalização, reafirmandoo conceito de que o veículo cadastradosob a categoria CTC, ainda que de propriedadedo associado, compõe a frota da cooperativa.Situações como essa evidenciam as peculiaridadesdo cooperativismo que, se não refletidas nosnormativos brasileiros, podem gerar não apenasdistorções e prejuízos, mas tambémum real esvaziamento daatividade cooperativista.Muitos serão os benefíciosadvindos dessas e de outraspropostas de alteração da leijá apresentadas pelo SistemaOCB ao Congresso Nacional e aoPoder Executivo. Tais ajustes,combinados com um ambientebem regulado, geram não apenasmaior segurança jurídica e transparênciaao setor, mas tambémconduzem para a reorganizaçãodos operadores, viabilizandocondições mais adequadas aofuncionamento das cooperativasde transporte rodoviário de cargas, contribuindopara a profissionalização do setor de transportecomo um todo.Conselho Consultivo doRamo Transporte da OCBNovo marco regulatório da mineração:um desafio necessárioAprodução mineral no país movimentoucerca de U$ 50 bilhões em 2012, com o expressivoimpacto de U$ 29,55 bilhões nabalança comercial 1 . Para além de seu potencialeconômico direto, diversos outros segmentosprodutivos brasileiros dependemindissociavelmente da mineração.Seja a construção de obras de“76 cooperativasinfraestrutura (estradas, portos,ferrovias, usinas hidrelétricas, de mineração,moradias), passando pelos mais espalhadas em 17variados segmentos da indústriadiferentes estados da(química, automobilística, metalúrgica,papel, têxtil, cerâmica), Federação. Trata-seaté a agropecuária nacional (fertilizantese adubos) – todos de-da fonte de trabalho erenda para cerca dependem da extração e do beneficiamentode substâncias minerais 85 mil pessoas”.para desempenhar plenamentesuas atividades. Também no aspectosocial, o setor é bastanterelevante para o país, estimando-se que cadaposto de trabalho existente na mineração geraoutros 13 empregos diretos ao longo da cadeiaprodutiva. Além disso, em razão de suas inerentescaracterísticas, a relação da atividademinerária com o equilíbrio e a qualidade do meioambiente também se revela um aspecto de sumaimportância para toda a coletividade.Todas essas razões deixam transparecer a funçãoestratégica que o setor mineral desempenhapara o desenvolvimento sustentável do Brasil. E ocooperativismo brasileiro tem participado ativamentedo processo de expansão do ramo ao longodos últimos anos. Na Organização das CooperativasBrasileiras (OCB), atualmente estão registradas76 cooperativas de mineração,espalhadas em 17 diferentesestados da Federação. Trata-seda fonte de trabalho e renda paracerca de 85 mil pessoas que estãodiretamente associadas àscooperativas, além de outra expressivaquantidade de empreendedorese empregados dosdiversos segmentos produtivosabastecidos pelos bens mineraisque são por elas extraídos e beneficiados.Entretanto, não obstantea sua inegável relevância, a atividademinerária nacional aindaé juridicamente disciplinada porlegislação editada há mais de 46 anos (Decreto--Lei 227/67), encontrando-se hoje obsoleta paraexercer apropriadamente o fundamental papel deorganizar e fomentar o setor, diante das transformações(econômicas, sociais e ambientais) ocorridasnas últimas décadas.Nesse contexto, em 2013, o Poder Executivoencaminhou o Projeto de Lei n o 5.807/13 para oCongresso Nacional, iniciando a discussão sobreum novo marco regulatório para a mineração bra-posicionamentos1 IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração. Informações e Análises da Economia Mineral Brasileira. 7. ed. Dezembro de 2012.142 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 143


posicionamentossileira. Desde o início de sua tramitação, na Câmarados Deputados, a OCB não apenas acompanhaa proposta legislativa, como também realiza umasérie de ações para contribuir propositivamentena elaboração do novo diploma legal, notadamentevisando demonstrar a necessidade de quecontemple regras que sejam capazes de conferir otratamento adequado e diferenciado para as cooperativasde mineração, tal como expressamentedetermina a própria Constituição Federal de 1988.A partir das discussões realizadasem diversos encontros promovidospelo seu Conselho Consultivodo Ramo Mineral, a OCB compilouuma série de sugestões de aprimoramentoao texto originalmenteapresentado pelo governofederal, transformando-as empropostas de emendas ao referidoprojeto de lei, que foram encaminhadas,justificadas e defendidasjunto ao relator da proposição.Ainda há um longo caminhode tramitação, mas as primeirassinalizações indicam que diversas proposiçõesdo setor cooperativista podem ser incorporadasno texto debatido pelo Poder Legislativo, entreas quais se destacam: a expressa menção ao incentivoàs cooperativas minerárias como umadiretriz da nova legislação; o respeito aos direitosminerários preexistentes, quando da utilização debens minerais para a realização de obras públicas;a desburocratização do processo de cessão de direitosminerários; a ampliação dos prazos fixadospara a vigência de autorizações de exploração derecursos minerais; a possibilidade de delegaçãoda tarefa de expedir autorização minerária paraos estados; a inclusão da OCB no Conselho MinerárioNacional, como forma de ampliar a representaçãodos interesses do setor; a aplicação do valormais baixo previsto para a taxa de fiscalização àscooperativas; a fixação das alíquotas da CompensaçãoFinanceira pela Exploração de RecursosMinerais diretamente na lei,reduzindo a insegurança quedecorre da discricionariedadedo Poder Executivo quanto àmatéria; a possibilidade deoferecer os direitos minerárioscomo garantia para a obtençãode financiamento; o total aproveitamentoda matéria-primaextraída, minimizando a produçãode resíduos.“As primeirassinalizações indicamque diversasproposições do setorcooperativista podemser incorporadas notexto debatido peloPoder Legislativo”.Além dessas medidas, outraspropostas continuam sendodefendidas pelo setor, especialmenteno que se refere à redução da tributaçãoincidente sobre as atividades das cooperativasminerárias, de modo a diminuir os impactos fiscaisem seus custos. Ao longo de 2014, as discussõessobre o Novo Marco Regulatório da Mineraçãodevem ser retomadas no Congresso Nacional.Assegurar que os interesses e peculiaridades docooperativismo sejam contemplados é um desafiotão grande, quanto necessário.Um modelo de governançapara as agências reguladorasAs agências reguladoras exercem um papelfundamental no Estado Moderno, o de desenvolvimentodos setores regulados coma manutenção de serviços necessários à sociedade.Para que isto ocorra, é essencial que os PoderesExecutivo e Legislativo criem um ambientefavorável, com o aprimoramento do arcabouçolegal, que possibilite a plena adoçãode boas práticas regulatórias,modernizando assim os mecanismosde atuação das agências.Nesse processo, o cooperativismoentende como essencial para aevolução da regulação o aprimoramentoda transparência, interaçãoe geração de conhecimento,elementos que possibilitem a inovaçãoe o pleno desenvolvimentodos setores regulados.Necessidade esta reforçadapelos efeitos da crise financeira e econômicamundial que trouxeram à tona a fragilidade dosmercados e grandes falhas em governança eregulação, diminuindo o grau de confiança eminstituições públicas e privadas. Assim, seráprimordial para a recuperação da confiança e docrescimento, conferir transparência e eficiênciaaos mercados, além de manter um ambiente denegócios estável que permita o desenvolvimentode todos os modelos societários, dentre eleso cooperativismo.No Brasil, o processo regulatório ganhou publicidadecom as grandes privatizações nos setoresde infraestrutura, energia e comunicação, no finalda década de 1990, em função da necessidade decontrole e fiscalização dos serviços prestadospelas empresas vencedoras dos processos de concessão.Surgem, então, as agências regulatórias,com o objetivo de garantir queos serviços públicos e os setoresde infraestrutura, mesmoconduzidos por mãos privadas,cumpram com o fim de provercondições para o desenvolvimentoeconômico, sempre emconsonância com os princípiosda soberania nacional, da propriedadeprivada, de sua funçãosocial, da livre concorrência,da defesa do consumidor edo meio ambiente.“O cooperativismoentende comoessencial para aevolução da regulaçãoo aprimoramentoda transparência,interação e geração deconhecimento”.Em seu bojo de competência, as agênciasregulatórias devem garantir, por meio de regrasclaras e estáveis, a execução dos contratos e oconsequente provimento da segurança jurídica,ou seja, criar um ambiente favorável aos investimentosnecessários nos setores de atuação.No processo natural de maturação, a recenteregulação brasileira pode apresentar falhas,cabendo ao Estado o esforço de desenvolvimentodos chamados mecanismos de governançaregulatória.posicionamentos144 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 145


posicionamentosÉ importante considerar que tais mecanismosde governança no ambiente regulado podempermitir decisões independentes e coerentes àstão almejadas políticas de Estado, fortalecendoa confiança do público de que esses processosdecisórios serão justos e imparciais, legitimandoo processo regulatório. Isso porque, há de se consideraros reflexos naturais dos posicionamentosdas agências no mercado do setor regulado,muitas vezes com consequências significativas.É necessário também o fortalecimento demecanismos de controle independente às própriasagências, a partir dos quais seja possívelavaliar e revisar decisões importantes que podemafetar em maior grau os mercados, a concorrênciae os modelos de negócios regulados.Dessa forma, seus normativos devem estar sujeitosa uma apreciação independente, especialmenteaqueles que geram impactos econômicos,mercadológicos e societários significativos sobreas partes reguladas.Um dos maiores desafios para a atual regulaçãobrasileira está na busca por sintonia ecoordenação dos atos das diferentes agênciasreguladoras. Muitos são os exemplos de normase resoluções que se sobrepõe e têm impacto umassobre as outras, seja porque os temas reguladossão de natureza similar (por exemplo, relacionadoscom a proteção do consumidor), seja porqueinteragem com as mesmas empresas, fornecedorese prestadores de serviços. Os reguladoresdevem ser encorajados a se enxergar como partede um sistema integrado de regulação, trabalhare aprender mutuamente. Para isso, é fundamentalaumentar a conscientização sobre a complexidadedo sistema de regulação e sua transversalidadenos diferentes setores da economia,identificando as questões comuns aos diversossegmentos econômicos, promovendo coerênciaentre as abordagens regulatórias, evitando, assim,o conflito de normas e melhorando o ambientede negócios.Análise do impacto regulatório e revisão do estoque normativoApós mais de uma década da instalação dasprimeiras agências reguladoras no Brasil, econsolidado o conceito de Estado regulador emsetores-chave da economia, é chegada a horade um aperfeiçoamento da atividade regulatóriabrasileira. E que esse processo tenha foco naqualidade e eficiência dos serviços prestados,revisão do estoque normativo e correção derumo da política regulatória visando ao alinhamentoàs mudanças ocorridas no cenário nacionale internacional.É necessária uma avaliação criteriosa dasnormas e regramentos hoje existentes, pois o volumeda burocracia tende a aumentar ao longo dotempo, complicando a vida cotidiana dos cidadãose impedindo o funcionamento eficiente dos negócios.O arcabouço legal também pode ser onerosopara o setor público e reduzir a sua eficiência.Diminuir a carga administrativa das regulaçõessobre os cidadãos, empresas e o setor públicodeve ser parte de uma estratégia de melhora dodesempenho econômico e da produtividade.Para tanto, é fundamental a adoção de ferramentasde Análise de Impacto Regulatório(AIR). As mesmas podem ser utilizadas como ummecanismo de avaliação ou procedimento para atomada de decisão sobre o modo de regulação. E ofoco será atingir eficientemente as metas estabelecidaspelas políticas públicas.Tal processo deve estar ligado a procedimentosde consulta ao setor regulado para o desenvolvimentoe a evolução dos instrumentos regulatórios.É fundamental que haja uma agenda deaprimoramento, garantindo o conhecimento– com antecedência –das possíveis iniciativas regulatórias,utilizando estudos e trabalhosdesenvolvidos por especialistasdos setores envolvidos, bem comoaudiências públicas e câmaras temáticaspara avaliação de impactona fase de regulação.Os documentos gerados no trâmitedesse processo devem, tantoquanto possível, ser disponibilizadosao público, com acesso facilitado(inclusive online), a fim deatuam.”se garantir transparência, aumentandoa confiança nas tomadasde decisão do órgão regulador. A adoção dessasmedidas ampliaria a compreensão, pelas própriasagências, das diferenças entre os entes quecompõem o mercado, como as entidades do setorcooperativista brasileiro. Estas, especificamente,são dotadas de peculiaridades muitas vezes nãopercebidas pelo atual sistema de regulação econômicaaplicado no Brasil, baseado em um modelocapitalista altamente competitivo.Em alguns setores da economia, o avançosocial das cooperativas ainda não pode ser devidamentemensurado. Isso porque os indicadoresde mercado têm como base o volume da remuneraçãodo capital e dos lucros obtidos, fatoresestes que não são aplicados à prática cooperativista.Essa disparidade pode ser facilmenteconstatada nos ramos infraestrutura e crédito. Oprimeiro, embora possua a aprovação de seu público,tem sua existência muitas vezes ameaçadapela prevalência de ações que visem à economiade escala regulatória, o que não se reverte namanutenção da qualidade deprestação de serviço ao cooperado.Já o segundo tem crescidoem volume de Postos de AtendimentoCooperativo (PACs),levando recursos a regiões dopaís onde bancos estatais e privados,lastreados pelo lucro dasoperações, não atuam.“Tem crescido emvolume de Postos deAtendimento Cooperativo(PACs), levandorecursos a regiõesdo país onde bancosestatais e privados,lastreados pelo lucrodas operações, nãoEm outros segmentos, comosaúde, por exemplo, os altos custosimpostos pelas exigênciasdos órgãos reguladores, em vezde estimularem a competição,provocam o efeito de concentraçãonatural dos agentes econômicos.Enquanto as empresas de medicina degrupo têm no lucro o suporte para sua atuação, ascooperativas - como sociedades de pessoas semfinalidade lucrativa - têm no trabalho dos profissionaisde saúde cooperados a base para suportaros custos de uma operadora.É importante mencionar que, em sua grandemaioria, as organizações cooperativas surgiramposicionamentos146 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 147


posicionamentosBoas práticasEmbora haja diversos pontos necessários àmelhoria do atual ambiente regulado para as sociedadescooperativas, o sistema identifica modelospositivos, como os de órgãos reguladores dasinstituições financeiras e do transporte terrestre.Este último, no cumprimento de regulamentar osetor no país, criou uma categoria específica paraas cooperativas, que outrora estavam descaracterizadasneste mercado. Tal segmentação, aindaque careça do devido amparo legal, contribuiupara o desenvolvimento do cooperativismo commaior autonomia.No tocante às instituições financeiras, foicriado pelo órgão regulador, o Banco Central doBrasil, o Departamento de Supervisão de Cooperativase de Instituições Não Bancárias (Desuc),responsável pela fiscalização do cooperativismode crédito. O trabalho desenvolvido pelo Desucem parceria com o próprio setor merece destaque,pois não se limitou à fiscalização e demaisatribuições legais. Ao contrário, inovou ao proporajuste à norma para viabilizar o crescimentosaudável e sustentável das instituições cooperativas,assegurando adequada mensuração econtrole de risco, fomentando o profissionalismoantes do advento das agências reguladoras. Porisso, algumas das normas e resoluções adotadaspor esses órgãos hoje têm contribuído para umaredução quantitativa dessas sociedades, o quenão é salutar para o mercado, e muito menos parao consumidor, no tocante à livre iniciativa e concorrência.O cenário decorre de recentes políticaspúblicas desenvolvidas pelo governo federal,sem considerar as peculiaridades e o histórico dascooperativas, quando, na verdade, a ConstituiçãoFederal de 1988 estabelece o incentivo ao movimentocooperativista.gerencial e dos seus mecanismos de governançade forma compatível com seu negócio e objetivoseconômicos e sociais.O sistema cooperativista acredita que asboas práticas relatadas acima podem e devemser adotadas por todas as agências reguladoras.Mais do que isso, em um regime de participaçãodemocrática, é necessário que essas entidades incluama sociedade em seus processos decisórios,permitindo críticas prévias às normas, em buscada melhor adequação possível.E, nesse processo, a Organização das CooperativasBrasileiras (OCB), na condição de representantedo sistema cooperativo nacionale legalmente constituída como órgão técnicoconsultivodo governo federal, pode contribuirsensivelmente para a adequação do ambienteregulatório às especificidades da prática cooperativista.O objetivo é garantir que as característicasdas sociedades cooperativas sejamconsideradas no momento de definição dosnormativos que irão regular sua atuação no mercado,alcançando, assim, melhores resultadossociais, ambientais e econômicos.Trabalho escravo edesapropriação confiscatóriaO trabalho escravo é tema polêmico e muitocontroverso no Brasil – quando o foco é a sua conceituaçãojurídico-legal.O Brasil é signatário de instrumentos internacionaisque dispõem acerca do trabalho escravo,tais como o artigo IV da Declaração Universal dosDireitos Humanos e o art. 2º da Convenção 29 daOrganização Internacional do Trabalho.No entanto, as definiçõestrazidas pelas normas internacionaissão amplas e imprecisasquanto ao que vem a ser o trabalhoescravo, servindo apenas comodiretrizes para erradicação dessaprática em todo o mundo.No âmbito da legislação nacional,apesar do artigo 149 do Códigoescravo”.Penal fazer referência ao termo“condição análoga à de escravo” 1 , definindo-ocomo trabalho forçado, jornada exaustiva, condiçõesdegradantes de trabalho ou cerceamentoao direito de liberdade do trabalhador, a lei restouomissa quanto ao significado, caracterização edelimitação destas expressões que traduzem otipo criminal.A única base normativa para definição dos elementosidentificadores da existência de trabalhoescravo é a Instrução Normativa nº 91 do Ministériodo Trabalho e Emprego, que dispõe sobre a fiscalizaçãopara erradicação do trabalho em condiçõesanálogas à de escravo em qualquer atividade econômica,seja ela urbana, rural ou marítima. Contudo,os conceitos da referida norma regulamentarestão restritos à aplicação exclusivamente em relaçãoà fiscalização administrativa das condiçõestrabalhistas na esfera do órgão que a editou.Assim, diante da insegurança jurídica geradapela falta de uma conceituaçãoprecisa do que venha a serconsiderado trabalho escravono Brasil, o Projeto de Reformado Código Penal Brasileiro(Projeto de Lei do Senado - PLSnº 236/2012) pretende incluir,dentre outras alterações, a tipificaçãoadequada do conceito de“condição análoga à de escravo”.A intenção é, assim, trazeresclarecimentos quanto ao significado,abrangência e características para finsde aplicação da lei penal.“As definições trazidaspelas normas internacionaissão amplas eimprecisas quanto aoque vem a ser trabalhoNo entanto, apesar das inovações conceituaisdo projeto de reforma do Código Penal supramencionadas,no sentido de avançar na formulação doconceito de trabalho escravo, remanesce, ainda,outra discussão. Uma definição, construída parafins de aplicação da lei penal, pode ser utilizadanos casos de expropriação/desapropriação confiscatória2 , prevista na Proposta de Emenda Constitucional- PEC nº 57A 3 , de 1999, que visa alterar oart. 243 da Constituição Federal de 1988?posicionamentos148 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 149


posicionamentosA dúvida se justifica porque a citada PEC pretendeincluir o trabalho escravo como uma dassituações que permitem a expropriação, semqualquer indenização, das propriedades rurais eurbanas nas quais for identificada tal exploração.Um ato de tal natureza, sem que se tenha umaclara e adequada definição das situações que caracterizamo trabalho escravo, dá margem à arbitrariedadenos atos expropriatórios.Além da problemática dasincertezas dos conceitos a seremadotados, muito se discute tambémquanto aos efeitos da normaconstitucional disposta no art.243 da CF/1988, perquirindo-sese a mesma teria eficácia plena,produzindo os seus efeitos imediatos.Significa dizer que, pelaatual redação da PEC 57A/1999,identificado o plantio de culturaspsicotrópicas ou a exploraçãode trabalho escravo, a propriedadepoderia ser imediatamenteexpropriada, sem qualquer indenizaçãoao proprietário, independentementede uma análise deculpabilidade de qualquer dos envolvidos, aindaque terceiro de boa-fé.O tema pode se agravar ainda mais se consideradoo texto da proposta de redação doparágrafo único do já citado dispositivo constitucional.Segundo a norma em questão, “todo equalquer bem de valor econômico apreendidoem decorrência” dos tipos previstos no caput doartigo para expropriação “será confiscado e revertido”a fundo com destinação própria. Nessesentido, com a nova redação proposta pela PEC57A/1999, os produtos frutos da exploração detrabalho escravo poderão serapreendidos e confiscados,ainda que estejam de posse deterceiros de boa-fé.“A propriedade poderiaser imediatamenteexpropriada, semqualquer indenizaçãoao proprietário,independentementede uma análisede culpabilidadede qualquer dosenvolvidos”.Destaque-se que o SupremoTribunal Federal (STF) já reconheceua relevância da apuração daresponsabilidade dos envolvidosna prática ilícita prevista na atualredação do artigo 243 da CF/1988ao julgar o Recurso Extraordinário(RE 635.336/PE) em situaçãoanáloga à proposta pela novaredação do artigo constitucional.Pelo referido recurso, o MinistérioPúblico Federal (MPF) pretendea reforma do acórdão do Tribunal RegionalFederal da 5ª Região, que entendeu ser irrelevanteo fato de o proprietário das terras não ter conhecimentodas culturas ilegais de plantas psicotrópicasno local. O ministro Cézar Peluso, então presidentedo STF e relator do recurso, em seupronunciamento, diversamentedos fundamentos apresentadospelo MPF, reconheceu a existênciade Repercussão Geral, dada a importânciada matéria que envolveo direito fundamental de propriedade,questão que transcende oslimites subjetivos do caso.As consequências que poderãoacarretar a nova redação do artigo243 da CF/1988, proposta pela PEC57A/1999, preocupam diversossetores da economia, inclusive algunsramos de cooperativas. Issoporque há a possibilidade de que, sendo caracterizadaa exploração de trabalho escravo, os efeitosda expropriação da área podem ser estendidosa todos os envolvidos na cadeia produtiva, aindaque terceiros de boa-fé.Diante da necessidade de conceitos e critériosobjetivos sobre a definição de trabalhoescravo para fins de expropriação, o senadorRomero Jucá, como relator da Comissão Mista deConsolidação da Legislação, elaborou propostade regulamentação do dispositivo constitucional,consubstanciada no PLS432/2013. O texto traz o conceitode trabalho escravo parafins de expropriação, bem comogarante a inaplicabilidade dasdefinições da legislação trabalhistapara o texto constitucionalem questão. Determina, ainda,os procedimentos a seremadotados nas ações expropriatóriasem que for localizado trabalhoescravo na propriedade,resguardando a ampla defesae o contraditório, além de criaro fundo especial previsto noparágrafo único do art. 243 daConstituição Federal.“Sendo caracterizadaa exploração detrabalho escravo, osefeitos da expropriaçãoda área podem serestendidos a todos osenvolvidos na cadeiaprodutiva, ainda queterceiros de boa-fé.”A proposta apresenta significativos avançoscom relação ao tema, uma vez que, se aprovada,em princípio, sanará as fragilidades aqui elencadase mitigará os riscos de expropriações arbitráriase confiscatórias, cabendo, em um segundomomento, a adequada aplicação da lei pelos órgãosde fiscalização e pelo Poder Judiciário.posicionamentos1 Expressão legal utilizada no Brasil devido à abolição da escravidão com a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888.2 O termo desapropriação confiscatória é utilizado por doutrinadores para designar a hipótese específica de expropriação prevista no art. 243 da CF/1988.Para José dos Santos Carvalho Filho “a desapropriação-confisco tem por objetivo a expropriação, sem qualquer indenização ao proprietário, de glebas emque sejam localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas, as quais passam a ser destinadas ao assentamento de colonos para o cultivo de produtosalimentícios e medicamentoso.” (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 21ª Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009, p. 852)3 PEC 57A - Art. 243. As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do país onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou aexploração de trabalho escravo serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem qualquer indenização aoproprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, observado, no que couber, o disposto no art. 5º.Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e da exploração detrabalho escravo será confiscado e reverterá a fundo especial com a destinação específica, na forma da lei.150 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 151


Legislação


Cooperativismo na Constituição FederalEm diversos capítulos da Constituição Federal de 1988, o cooperativismo é disciplinado. São disposições queconsagram direitos, deveres e princípios em vários campos das relações sociais.A seguir, os dispositivos constitucionais que incentivam e defendem o cooperativismo no Brasil.Título IDos Princípios FundamentaisArt. 1º. A República Federativa do Brasil, formada pelaunião indissolúvel dos Estados e Municípios e do DistritoFederal, constitui-se em Estado democrático deDireito e tem como fundamentos:(...omissis...)III – a dignidade da pessoa humana;IV – os valores sociais do trabalho e da livreiniciativa;(...omissis...)Art. 3º. Constituem objetivos fundamentais da RepúblicaFederativa do Brasil:I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;II – garantir o desenvolvimento nacional;III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduziras desigualdades sociais e regionais;IV – promover o bem de todos, sem preconceitosde origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outrasformas de discriminação.Título IIDos Direitos e Garantias FundamentaisCapítulo IDos Direitos e Deveres Individuais e ColetivosArt. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção dequalquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aosestrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direitoà vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e àpropriedade, nos termos seguintes:(...omissis...)XVIII – a criação de associações e, na forma da lei,a de cooperativas independem de autorização,sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento.Título VIDa Tributação e do OrçamentoCapítulo IDo Sistema Tributário NacionalSeção IDos Princípios GeraisArt. 146. Cabe à Lei Complementar:(...omissis...)III – estabelecer normas gerais em matéria delegislação tributária, especialmente sobre:(...omissis...)c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativopraticado pelas sociedades cooperativasTítulo VIIDa Ordem Econômica e FinanceiralegislaçãoOrganização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 155


legislaçãoCapítulo IDos Princípios Gerais da Atividade EconômicaArt. 170. A ordem econômica, fundada na valorização dotrabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurara todos existência digna, conforme os ditames dajustiça social, observados os seguintes princípios:(...omissis...)II – propriedade privada;III – função social da propriedade;IV – livre concorrência;V – defesa do consumidor;(...omissis...)VII – redução das desigualdades regionais esociais;(...omissis...)Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercíciode qualquer atividade econômica, independentementede autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstosem lei.(...omissis...)Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividadeeconômica, o Estado exercerá, na forma da lei, asfunções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendoeste determinante para o setor público e indicativopara o setor privado.(...omissis...)§ 2º. A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outrasformas de associativismo.§ 3º. O Estado favorecerá a organização da atividade garimpeiraem cooperativas, levando em conta a proteçãodo meio ambiente e a promoção econômico-social dosgarimpeiros.§ 4º. As cooperativas a que se refere o parágrafo anteriorterão prioridade na autorização ou concessão parapesquisa e lavra dos recursos e jazidas de minerais garimpáveis,nas áreas onde estejam atuando, e naquelasfixadas de acordo com o art. 21, XXV, na forma da lei.Capítulo IIIDa Política Agrícola e Fundiáriae Da Reforma AgráriaArt. 187. A política agrícola será planejada e executada naforma da lei, com a participação efetiva do setor de produção,envolvendo produtores e trabalhadores rurais, bemcomo dos setores de comercialização, de armazenamentoe de transportes, levando em conta, especialmente:VI – o cooperativismo.(...omissis...)Capítulo IVDo Sistema Financeiro NacionalArt. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado deforma a promover o desenvolvimento equilibrado dopaís e a servir aos interesses da coletividade, em todasas partes que o compõem, abrangendo as cooperativasde crédito, será regulado por leis complementares quedisporão, inclusive, sobre a participação do capital estrangeironas instituições que o integram.Ato das Disposições Constitucionais TransitóriasArt. 47. Na liquidação dos débitos, inclusive suas renegociaçõese composições posteriores, ainda queajuizados, decorrentes de quaisquer empréstimos concedidospor bancos e por instituições financeiras, nãoexistirá correção monetária desde que o empréstimotenha sido concedido:(...omissis...)§ 7º. No caso de repasse a agentes financeiros oficiaisou cooperativas de crédito, o ônus recairá sobre a fontede recursos originária.Cooperativismo no Código CivilA Lei nº 10.406, que dispõe sobre o Código Civil Brasileiro, publicada no dia 10 de janeiro de 2002, trata da sociedadecooperativa, suas características e responsabilidade dos sócios, no Capítulo VII.Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002Capítulo VIIDa Sociedade CooperativaArt. 1.093. A sociedade cooperativa reger-se-á pelodisposto no presente Capítulo, ressalvada a legislaçãoespecial.Art. 1.094. São características da sociedade cooperativa:I – variabilidade, ou dispensa do capital social;II – concurso de sócios em número mínimo necessáriopara compor a administração da sociedade,sem limitação de número máximo;III – limitação do valor da soma de quotas do capitalsocial que cada sócio poderá tomar;IV – intransferibilidade das quotas do capital a terceirosestranhos à sociedade, ainda que por herança;V – quorum, para a assembléia geral funcionar e deliberar,fundado no número de sócios presentes àreunião, e não no capital social representado;VI – direito de cada sócio a um só voto nas deliberações,tenha ou não capital a sociedade, e qualquerque seja o valor de sua participação;VII – distribuição dos resultados, proporcionalmenteao valor das operações efetuadas pelo sócio coma sociedade, podendo ser atribuído juro fixo ao capitalrealizado;VIII – indivisibilidade do fundo de reserva entre ossócios, ainda que em caso de dissolução da sociedade.Art. 1.095. Na sociedade cooperativa, a responsabilidadedos sócios pode ser limitada ou ilimitada.§ 1º. É limitada a responsabilidade na cooperativa emque o sócio responde somente pelo valor de suas quotase pelo prejuízo verificado nas operações sociais,guardada a proporção de sua participação nas mesmasoperações.§ 2º. É ilimitada a responsabilidade na cooperativa emque o sócio responde solidária e ilimitadamente pelasobrigações sociais.Art. 1.096. No que a lei for omissa, aplicam-se as disposiçõesreferentes à sociedade simples, resguardadasas características estabelecidas no art. 1.094.legislação156 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 157


Lei Geral das CooperativasIX – neutralidade política e indiscriminação religiosa,racial e social;pos visando à transformação, no futuro, em cooperativassingulares que a elas se filiarão.A Lei n o . 5.764/1971 foi promulgada pelo então presidente da República Emílio Garrastazu Médici e publicada noDiário Oficial da União no dia 16 de dezembro de 1971. Além da Política Nacional do Cooperativismo, a lei estabelece oregime jurídico das cooperativas e institucionaliza o Sistema de Representação do Cooperativismo Brasileiro.X – prestação de assistência aos associados, e,quando previsto nos estatutos, aos empregadosda cooperativa;§ 2º A exceção estabelecida no item II, in fine, do caputdeste artigo não se aplica às centrais e federações queexerçam atividades de crédito.legislaçãoLei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971Define a Política Nacional de Cooperativismo, institui oregime jurídico das sociedades cooperativas, e dá outrasprovidências.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CongressoNacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:Capítulo IDa Política Nacional de CooperativismoArt. 1°. Compreende-se como Política Nacional de Cooperativismoa atividade decorrente das iniciativas ligadasao sistema cooperativo, originárias de setor públicoou privado, isoladas ou coordenadas entre si, desdeque reconhecido seu interesse público.Art. 2°. As atribuições do Governo Federal na coordenaçãoe no estímulo às atividades de cooperativismo noterritório nacional serão exercidas na forma desta Lei edas normas que surgirem em sua decorrência.Parágrafo único. A ação do Poder Público se exercerá,principalmente, mediante prestação de assistênciatécnica e de incentivos financeiros e creditórios especiais,necessários à criação, desenvolvimento e integraçãodas entidades cooperativas.Capítulo IIDas Sociedades CooperativasArt. 3°. Celebram contrato de sociedade cooperativa aspessoas que reciprocamente se obrigam a contribuircom bens ou serviços para o exercício de uma atividadeeconômica, de proveito comum, sem objetivo de lucro.Art. 4º. As cooperativas são sociedades de pessoas,com forma e natureza jurídica próprias, de naturezacivil, não sujeitas a falência, constituídas para prestarserviços aos associados, distinguindo-se das demaissociedades pelas seguintes características:I – adesão voluntária, com número ilimitado de associados,salvo impossibilidade técnica de prestaçãode serviços;II – variabilidade do capital social representado porquotas-partes;III – limitação do número de quotas-partes do capitalpara cada associado, facultado, porém, o estabelecimentode critérios de proporcionalidade, seassim for mais adequado para o cumprimento dosobjetivos sociais;IV – incessibilidade das quotas-partes do capital aterceiros, estranhos à sociedade;V – singularidade de voto, podendo as cooperativascentrais, federações e confederações de cooperativas,com exceção das que exerçam atividade de crédito,optar pelo critério da proporcionalidade;VI – quorum para o funcionamento e deliberação daAssembléia Geral baseado no número de associadose não no capital;VII – retorno das sobras líquidas do exercício, proporcionalmenteàs operações realizadas pelo associado,salvo deliberação em contrário da AssembléiaGeral;VIII – indivisibilidade dos fundos de Reserva e de AssistênciaTécnica Educacional e Social;XI – área de admissão de associados limitada àspossibilidades de reunião, controle, operações eprestação de serviços.Capítulo IIIDo Objetivo e Classificação dasSociedades CooperativasArt. 5°. As sociedades cooperativas poderão adotar porobjeto qualquer gênero de serviço, operação ou atividade,assegurando-se-lhes o direito exclusivo e exigindo--se-lhes a obrigação do uso da expressão “cooperativa”em sua denominação.Parágrafo único. É vedado às cooperativas o uso da expressão“Banco”.Art. 6º. As sociedades cooperativas são consideradas:I – singulares, as constituídas pelo número mínimode 20 (vinte) pessoas físicas, sendo excepcionalmentepermitida a admissão de pessoasjurídicas que tenham por objeto as mesmas oucorrelatas atividades econômicas das pessoasfísicas ou, ainda, aquelas sem fins lucrativos;II – cooperativas centrais ou federações de cooperativas,as constituídas de, no mínimo, 3 (três)singulares, podendo, excepcionalmente, admitirassociados individuais;III – confederações de cooperativas, as constituídas,pelo menos, de 3 (três) federações de cooperativasou cooperativas centrais, da mesma ou dediferentes modalidades.§ 1º Os associados individuais das cooperativas centraise federações de cooperativas serão inscritos noLivro de Matrícula da sociedade e classificados em gru-Art. 7º. As cooperativas singulares se caracterizampela prestação direta de serviços aos associados.Art. 8°. As cooperativas centrais e federações de cooperativasobjetivam organizar, em comum e em maiorescala, os serviços econômicos e assistenciais de interessedas filiadas, integrando e orientando suas atividades,bem como facilitando a utilização recíprocados serviços.Parágrafo único. Para a prestação de serviços de interessecomum, é permitida a constituição de cooperativascentrais, às quais se associem outras cooperativasde objetivo e finalidades diversas.Art. 9°. As confederações de cooperativas têm por objetivoorientar e coordenar as atividades das filiadas, noscasos em que o vulto dos empreendimentos transcendero âmbito de capacidade ou conveniência de atuaçãodas centrais e federações.Art. 10. As cooperativas se classificam também deacordo com o objeto ou pela natureza das atividadesdesenvolvidas por elas ou por seus associados.§ 1º Além das modalidades de cooperativas já consagradas,caberá ao respectivo órgão controlador apreciare caracterizar outras que se apresentem.§ 2º Serão consideradas mistas as cooperativas queapresentarem mais de um objeto de atividades.§ 3º (Revogado pela Lei Complementar nº 130, de 2009)Art. 11. As sociedades cooperativas serão de responsabilidadelimitada, quando a responsabilidade do associadopelos compromissos da sociedade se limitar aovalor do capital por ele subscrito.Art. 12. As sociedades cooperativas serão de respon-legislação158 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 159


legislaçãosabilidade ilimitada, quando a responsabilidade do associadopelos compromissos da sociedade for pessoal,solidária e não tiver limite.Art. 13. A responsabilidade do associado para com terceiros,como membro da sociedade, somente poderá serinvocada depois de judicialmente exigida da cooperativa.Capítulo IVDa Constituição dasSociedades CooperativasArt. 14. A sociedade cooperativa constitui-se por deliberaçãoda Assembléia Geral dos fundadores, constantesda respectiva ata ou por instrumento público.Art. 15. O ato constitutivo, sob pena de nulidade, deverádeclarar:I – a denominação da entidade, sede e objeto defuncionamento;II – o nome, nacionalidade, idade, estado civil, profissãoe residência dos associados, fundadores queo assinaram, bem como o valor e número da quota--parte de cada um;III – aprovação do estatuto da sociedade;IV – o nome, nacionalidade, estado civil, profissão eresidência dos associados eleitos para os órgãos deadministração, fiscalização e outros.Art. 16. O ato constitutivo da sociedade e os estatutos,quando não transcritos naquele, serão assinados pelosfundadores.Seção IDa Autorização de FuncionamentoArt. 17. A cooperativa constituída na forma da legislaçãovigente apresentará ao respectivo órgão executivofederal de controle, no Distrito Federal, Estados ou Territórios,ou ao órgão local para isso credenciado, dentrode 30 (trinta) dias da data da constituição, para fins deautorização, requerimento acompanhado de 4 (quatro)vias do ato constitutivo, estatuto e lista nominativa,além de outros documentos considerados necessários.Art. 18. Verificada, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias,a contar da data de entrada em seu protocolo, pelo respectivoórgão executivo federal de controle ou órgão localpara isso credenciado, a existência de condições de funcionamentoda cooperativa em constituição, bem como a regularidadeda documentação apresentada, o órgão controladordevolverá, devidamente autenticadas, 2 (duas) vias àcooperativa, acompanhadas de documento dirigido à JuntaComercial do Estado, onde a entidade estiver sediada, comunicandoa aprovação do ato constitutivo da requerente.§ 1° Dentro desse prazo, o órgão controlador, quandojulgar conveniente, no interesse do fortalecimento dosistema, poderá ouvir o Conselho Nacional de Cooperativismo,caso em que não se verificará a aprovaçãoautomática prevista no parágrafo seguinte.§ 2º A falta de manifestação do órgão controlador noprazo a que se refere este artigo implicará a aprovaçãodo ato constitutivo e o seu subseqüente arquivamentona Junta Comercial respectiva.§ 3º Se qualquer das condições citadas neste artigo nãofor atendida satisfatoriamente, o órgão ao qual competeconceder a autorização dará ciência ao requerente,indicando as exigências a serem cumpridas no prazo de60 (sessenta) dias, findos os quais, se não atendidas, opedido será automaticamente arquivado.§ 4° À parte é facultado interpor da decisão proferidapelo órgão controlador, nos Estados, Distrito Federalou Territórios, recurso para a respectiva administraçãocentral, dentro do prazo de 30 (trinta) dias contado dadata do recebimento da comunicação e, em segundae última instância, ao Conselho Nacional de Cooperativismo,também no prazo de 30 (trinta) dias, exceçãofeita às cooperativas de crédito, às seções de créditodas cooperativas agrícolas mistas, e às cooperativashabitacionais, hipótese em que o recurso será apreciadopelo Conselho Monetário Nacional, no tocante àsduas primeiras, e pelo Banco Nacional de Habitação emrelação às últimas.§ 5º Cumpridas as exigências, deverá o despacho dodeferimento ou indeferimento da autorização ser exaradodentro de 60 (sessenta) dias, findos os quais, naausência de decisão, o requerimento será consideradodeferido. Quando a autorização depender de doisou mais órgãos do Poder Público, cada um deles terá oprazo de 60 (sessenta) dias para se manifestar.§ 6º Arquivados os documentos na Junta Comercial efeita a respectiva publicação, a cooperativa adquirepersonalidade jurídica, tornando-se apta a funcionar.§ 7º A autorização caducará, independentemente dequalquer despacho, se a cooperativa não entrar em atividadedentro do prazo de 90 (noventa) dias contadosda data em que forem arquivados os documentos naJunta Comercial.§ 8º Cancelada a autorização, o órgão de controle expedirácomunicação à respectiva Junta Comercial, quedará baixa nos documentos arquivados.§ 9° A autorização para funcionamento das cooperativasde habitação, das de crédito e das seções de créditodas cooperativas agrícolas mistas subordina-se, ainda,à política dos respectivos órgãos normativos.§ 10º (Revogado pela Lei Complementar nº 130, de2009)Art. 19. A cooperativa escolar não estará sujeita ao arquivamentodos documentos de constituição, bastandoremetê-los ao Instituto Nacional de Colonização e ReformaAgrária, ou respectivo órgão local de controle,devidamente autenticados pelo diretor do estabelecimentode ensino ou a maior autoridade escolar do município,quando a cooperativa congregar associações demais de um estabelecimento de ensino.Art. 20. A reforma de estatutos obedecerá, no que couber,ao disposto nos artigos anteriores, observadas asprescrições dos órgãos normativos.Seção IIDo Estatuto SocialArt. 21. O estatuto da cooperativa, além de atender aodisposto no artigo 4º, deverá indicar:I – a denominação, sede, prazo de duração, área deação, objeto da sociedade, fixação do exercício sociale da data do levantamento do balanço geral;II – os direitos e deveres dos associados, natureza desuas responsabilidades e as condições de admissão,demissão, eliminação e exclusão e as normas parasua representação nas assembléias gerais;III – o capital mínimo, o valor da quota-parte, o mínimode quotas-partes a ser subscrito pelo associado,o modo de integralização das quotas-partes,bem como as condições de sua retirada nos casosde demissão, eliminação ou de exclusão do associado;IV – a forma de devolução das sobras registradasaos associados, ou do rateio das perdas apuradaspor insuficiência de contribuição para coberturadas despesas da sociedade;V – o modo de administração e fiscalização, estabelecendoos respectivos órgãos, com definiçãode suas atribuições, poderes e funcionamento, arepresentação ativa e passiva da sociedade emjuízo ou fora dele, o prazo do mandato, bem comoo processo de substituição dos administradores econselheiros fiscais;VI – as formalidades de convocação das assembléiasgerais e a maioria requerida para a sua instalaçãoe validade de suas deliberações, vedado odireito de voto aos que nelas tiverem interesse particularsem privá-los da participação nos debates;VII – os casos de dissolução voluntária da sociedade;VIII – o modo e o processo de alienação ou oneraçãode bens imóveis da sociedade;legislação160 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 161


legislaçãoIX – o modo de reformar o estatuto;X – o número mínimo de associados.Capítulo VDos LivrosArt. 22. A sociedade cooperativa deverá possuir os seguinteslivros:I – de Matrícula;II – de Atas das Assembléias Gerais;III – de Atas dos Órgãos de Administração;IV – de Atas do Conselho Fiscal;V – de presença dos Associados nas AssembléiasGerais;VI – outros, fiscais e contábeis, obrigatórios.Parágrafo único. É facultada a adoção de livros de folhassoltas ou fichas.Art. 23. No Livro de Matrícula, os associados serão inscritospor ordem cronológica de admissão, dele constando:I – o nome, idade, estado civil, nacionalidade, profissãoe residência do associado;II – a data de sua admissão e, quando for o caso, desua demissão a pedido, eliminação ou exclusão;III – a conta corrente das respectivas quotas-partesdo capital social.Capítulo VIDo Capital SocialArt. 24. O capital social será subdividido em quotas--partes, cujo valor unitário não poderá ser superior aomaior salário mínimo vigente no país.§ 1º Nenhum associado poderá subscrever mais de 1/3(um terço) do total das quotas-partes, salvo nas sociedadesem que a subscrição deva ser diretamente proporcionalao movimento financeiro do cooperado ouao quantitativo dos produtos a serem comercializados,beneficiados ou transformados, ou ainda, em relação àárea cultivada ou ao número de plantas e animais emexploração.§ 2º Não estão sujeitas ao limite estabelecido no parágrafoanterior as pessoas jurídicas de direito públicoque participem de cooperativas de eletrificação, irrigaçãoe telecomunicações.§ 3° É vedado às cooperativas distribuírem qualquerespécie de benefício às quotas-partes do capital ouestabelecer outras vantagens ou privilégios, financeirosou não, em favor de quaisquer associados ou terceiros,excetuando-se os juros até o máximo de 12%(doze por cento) ao ano que incidirão sobre a parteintegralizada.Art. 25. Para a formação do capital social poder-se-áestipular que o pagamento das quotas-partes seja realizadomediante prestações periódicas, independentementede chamada, por meio de contribuições ou outraforma estabelecida a critério dos respectivos órgãosexecutivos federais.Art. 26. A transferência de quotas-partes será averbadano Livro de Matrícula, mediante termo que conteráas assinaturas do cedente, do cessionário e do diretorque o estatuto designar.Art. 27. A integralização das quotas-partes e o aumentodo capital social poderão ser feitos com bens avaliadospreviamente e após homologação em Assembléia Geralou mediante retenção de determinada porcentagem dovalor do movimento financeiro de cada associado.§ 1º O disposto neste artigo não se aplica às cooperativasde crédito, às agrícolas mistas com seção de créditoe às habitacionais.§ 2° Nas sociedades cooperativas em que a subscriçãode capital for diretamente proporcional ao movimentoou à expressão econômica de cada associado, o estatutodeverá prever sua revisão periódica para ajustamentoàs condições vigentes.Capítulo VIIDos FundosArt. 28. As cooperativas são obrigadas a constituir:I – Fundo de Reserva destinado a reparar perdase atender ao desenvolvimento de suas atividades,constituído com 10% (dez por cento), pelo menos,das sobras líquidas do exercício;II – Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social,destinado à prestação de assistência aos associados,seus familiares e, quando previsto nos estatutos,aos empregados da cooperativa, constituídode 5% (cinco por cento), pelo menos, das sobraslíquidas apuradas no exercício.§ 1° Além dos previstos neste artigo, a Assembléia Geralpoderá criar outros fundos, inclusive rotativos, com recursosdestinados a fins específicos fixando o modo deformação, aplicação e liquidação.§ 2º Os serviços a serem atendidos pelo Fundo de AssistênciaTécnica, Educacional e Social poderão ser executadosmediante convênio com entidades públicas e privadas.Capítulo VIIIDos AssociadosArt. 29. O ingresso nas cooperativas é livre a todosque desejarem utilizar os serviços prestados pelasociedade, desde que adiram aos propósitos sociaise preencham as condições estabelecidas no estatuto,ressalvado o disposto no artigo 4º, item I, destaLei.§ 1° A admissão dos associados poderá ser restrita, acritério do órgão normativo respectivo, às pessoas queexerçam determinada atividade ou profissão, ou estejamvinculadas a determinada entidade.§ 2° Poderão ingressar nas cooperativas de pesca e nasconstituídas por produtores rurais ou extrativistas aspessoas jurídicas que pratiquem as mesmas atividadeseconômicas das pessoas físicas associadas.§ 3° Nas cooperativas de eletrificação, irrigação e telecomunicações,poderão ingressar as pessoas jurídicasque se localizem na respectiva área de operações.§ 4° Não poderão ingressar no quadro das cooperativasos agentes de comércio e empresários que operem nomesmo campo econômico da sociedade.Art. 30. À exceção das cooperativas de crédito e dasagrícolas mistas com seção de crédito, a admissão deassociados, que se efetive mediante aprovação de seupedido de ingresso pelo órgão de administração, complementa-secom a subscrição das quotas-partes decapital social e a sua assinatura no Livro de Matrícula.Art. 31. O associado que aceitar e estabelecer relaçãoempregatícia com a cooperativa, perde o direito de votare ser votado, até que sejam aprovadas as contas doexercício em que ele deixou o emprego.Art. 32. A demissão do associado será unicamente aseu pedido.Art. 33. A eliminação do associado é aplicada em virtudede infração legal ou estatutária, ou por fato especialprevisto no estatuto, mediante termo firmado porquem de direito no Livro de Matrícula, com os motivosque a determinaram.Art. 34. A diretoria da cooperativa tem o prazo de 30(trinta) dias para comunicar ao interessado a sua eliminação.Parágrafo único. Da eliminação cabe recurso, com efeitosuspensivo à primeira Assembléia Geral.Art. 35. A exclusão do associado será feita:I – por dissolução da pessoa jurídica;II – por morte da pessoa física;III – por incapacidade civil não suprida;IV – por deixar de atender aos requisitos estatutáriosde ingresso ou permanência na cooperativa.legislação162 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 163


legislaçãoArt. 36. A responsabilidade do associado perante terceiros,por compromissos da sociedade, perdura paraos demitidos, eliminados ou excluídos até quandoaprovadas as contas do exercício em que se deu o desligamento.Parágrafo único. As obrigações dos associados falecidos,contraídas com a sociedade, e as oriundas de suaresponsabilidade como associado em face de terceiros,passam aos herdeiros, prescrevendo, porém, após umano contado do dia da abertura da sucessão, ressalvadosos aspectos peculiares das cooperativas de eletrificaçãorural e habitacionais.Art. 37. A cooperativa assegurará a igualdade de direitosdos associados sendo-lhe defeso:I – remunerar a quem agencie novos associados;II – cobrar prêmios ou ágio pela entrada de novosassociados ainda a título de compensação das reservas;III – estabelecer restrições de qualquer espécie aolivre exercício dos direitos sociais.Capítulo IXDos Órgãos SociaisSeção IDas Assembléias GeraisArt. 38. A Assembléia Geral dos associados é o órgãosupremo da sociedade, dentro dos limites legais e estatutários,tendo poderes para decidir os negócios relativosao objeto da sociedade e tomar as resoluções convenientesao desenvolvimento e defesa desta, e suasdeliberações vinculam a todos, ainda que ausentes oudiscordantes.§ 1º As Assembléias Gerais serão convocadas comantecedência mínima de 10 (dez) dias, em primeiraconvocação, mediante editais afixados em locaisapropriados das dependências comumente mais freqüentadaspelos associados, publicação em jornal ecomunicação aos associados por intermédio de circulares.Não havendo no horário estabelecido quorumde instalação, as assembléias poderão ser realizadasem segunda ou terceira convocações, desde que assimpermitam os estatutos e conste do respectivo edital,quando então será observado o intervalo mínimode 1 (uma) hora entre a realização por uma ou outraconvocação.§ 2º A convocação será feita pelo Presidente, ou porqualquer dos órgãos de administração, pelo ConselhoFiscal, ou após solicitação não atendida, por 1/5(um quinto) dos associados em pleno gozo dos seusdireitos.§ 3° As deliberações nas Assembléias Gerais serão tomadaspor maioria de votos dos associados presentescom direito de votar.Art. 39. É da competência das Assembléias Gerais, ordináriasou extraordinárias, a destituição dos membrosdos órgãos de administração ou fiscalização.Parágrafo único. Ocorrendo destituição que possaafetar a regularidade da administração ou fiscalizaçãoda entidade, poderá a Assembléia designar administradorese conselheiros provisórios, até a posse dosnovos, cuja eleição se efetuará no prazo máximo de30 (trinta) dias.Art. 40. Nas Assembléias Gerais o quorum de instalaçãoserá o seguinte:I – 2/3 (dois terços) do número de associados, emprimeira convocação;II – metade mais 1 (um) dos associados em segundaconvocação;III – mínimo de 10 (dez) associados na terceira convocaçãoressalvado o caso de cooperativas centraise federações e confederações de cooperativas, quese instalarão com qualquer número.Art. 41. Nas Assembléias Gerais das cooperativas centrais,federações e confederações de cooperativas, arepresentação será feita por delegados indicados naforma dos seus estatutos e credenciados pela diretoriadas respectivas filiadas.Parágrafo único. Os grupos de associados individuaisdas cooperativas centrais e federações de cooperativasserão representados por 1 (um) delegado, escolhido entreseus membros e credenciado pela respectiva administração.Art. 42. Nas cooperativas singulares, cada associadopresente não terá direito a mais de 1 (um) voto, qualquerque seja o número de suas quotas-partes.§ 1° Não será permitida a representação por meio demandatário.§ 2° Quando o número de associados, nas cooperativassingulares exceder a 3.000 (três mil), pode o estatutoestabelecer que os mesmos sejam representados nasAssembléias Gerais por delegados que tenham a qualidadede associados no gozo de seus direitos sociais enão exerçam cargos eletivos na sociedade.§ 3° O estatuto determinará o número de delegados, aépoca e forma de sua escolha por grupos seccionais deassociados de igual número e o tempo de duração dadelegação.§ 4º Admitir-se-á, também, a delegação definida noparágrafo anterior nas cooperativas singulares cujonúmero de associados seja inferior a 3.000 (três mil),desde que haja filiados residindo a mais de 50 km (cinqüentaquilômetros) da sede.§ 5° Os associados, integrantes de grupos seccionais,que não sejam delegados, poderão comparecer às AssembléiasGerais, privados, contudo, de voz e voto.§ 6° As Assembléias Gerais compostas de delegadosdecidem sobre todas as matérias que, nos termos dalei ou dos estatutos, constituem objeto de decisão daassembléia geral dos associados.Art. 43. Prescreve em 4 (quatro) anos a ação para anularas deliberações da Assembléia Geral viciadas deerro, dolo, fraude ou simulação, ou tomadas com violaçãoda lei ou do estatuto, contado o prazo da data emque a Assembléia foi realizada.Seção IIDas Assembléias Gerais OrdináriasArt. 44. A Assembléia Geral Ordinária, que se realizaráanualmente nos 3 (três) primeiros meses após o términodo exercício social, deliberará sobre os seguintesassuntos que deverão constar da ordem do dia:I – prestação de contas dos órgãos de administraçãoacompanhada de parecer do Conselho Fiscal,compreendendo:a) relatório da gestão;b) balanço;c) demonstrativo das sobras apuradas ou dasperdas decorrentes da insuficiência das contribuiçõespara cobertura das despesas da sociedade e oparecer do Conselho Fiscal;II – destinação das sobras apuradas ou rateio dasperdas decorrentes da insuficiência das contribuiçõespara cobertura das despesas da sociedade,deduzindo-se, no primeiro caso, as parcelas paraos Fundos Obrigatórios;III – eleição dos componentes dos órgãos de administração,do Conselho Fiscal e de outros, quandofor o caso;IV – quando previsto, a fixação do valor dos honorários,gratificações e cédula de presença dos membrosdo Conselho de Administração ou da Diretoriae do Conselho Fiscal;V – quaisquer assuntos de interesse social, excluídosos enumerados no artigo 46.§ 1° Os membros dos órgãos de administração e fiscalizaçãonão poderão participar da votação das matériasreferidas nos itens I e IV deste artigo.legislação164 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 165


legislação§ 2º À exceção das cooperativas de crédito e das agrícolasmistas com seção de crédito, a aprovação do relatório,balanço e contas dos órgãos de administraçãodesonera seus componentes de responsabilidade, ressalvadosos casos de erro, dolo, fraude ou simulação,bem como a infração da lei ou do estatuto.Seção IIIDas Assembléias Gerais ExtraordináriasArt. 45. A Assembléia Geral Extraordinária realizar--se-á sempre que necessário e poderá deliberar sobrequalquer assunto de interesse da sociedade, desde quemencionado no edital de convocação.Art. 46. É da competência exclusiva da Assembléia GeralExtraordinária deliberar sobre os seguintes assuntos:I – reforma do estatuto;II – fusão, incorporação ou desmembramento;III – mudança do objeto da sociedade;IV – dissolução voluntária da sociedade e nomeaçãode liquidantes;V – contas do liquidante.Parágrafo único. São necessários os votos de 2/3 (doisterços) dos associados presentes, para tornar válidasas deliberações de que trata este artigo.Seção IVDos Órgãos de AdministraçãoArt. 47. A sociedade será administrada por uma Diretoriaou Conselho de Administração, composto exclusivamentede associados eleitos pela Assembléia Geral,com mandato nunca superior a 4 (quatro) anos, sendoobrigatória a renovação de, no mínimo, 1/3 (um terço)do Conselho de Administração.§ 1º O estatuto poderá criar outros órgãos necessáriosà administração.§ 2° A posse dos administradores e conselheiros fiscaisdas cooperativas de crédito e das agrícolas mistas comseção de crédito e habitacionais fica sujeita à prévia homologaçãodos respectivos órgãos normativos.Art. 48. Os órgãos de administração podem contratargerentes técnicos ou comerciais, que não pertençamao quadro de associados, fixando-lhes as atribuições esalários.Art. 49. Ressalvada a legislação específica que rege ascooperativas de crédito, as seções de crédito das cooperativasagrícolas mistas e as de habitação, os administradoreseleitos ou contratados não serão pessoalmenteresponsáveis pelas obrigações que contraíremem nome da sociedade, mas responderão solidariamentepelos prejuízos resultantes de seus atos, se procederemcom culpa ou dolo.Parágrafo único. A sociedade responderá pelos atos aque se refere a última parte deste artigo se os houverratificado ou deles logrado proveito.Art. 50. Os participantes de ato ou operação social em quese oculte a natureza da sociedade podem ser declaradospessoalmente responsáveis pelas obrigações em nomedela contraídas, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.Art. 51. São inelegíveis, além das pessoas impedidaspor lei, os condenados a pena que vede, ainda que temporariamente,o acesso a cargos públicos; ou por crimefalimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão,peculato, ou contra a economia popular, a fé públicaou a propriedade.Parágrafo único. Não podem compor uma mesma Diretoriaou Conselho de Administração os parentes entresi até 2º (segundo) grau, em linha reta ou colateral.Art. 52. O diretor ou associado que, em qualquer operação,tenha interesse oposto ao da sociedade, não podeparticipar das deliberações referentes a essa operação,cumprindo-lhe acusar o seu impedimento.Art. 53. Os componentes da Administração e do conselhofiscal, bem como os liquidantes, equiparam-se aosadministradores das sociedades anônimas para efeitode responsabilidade criminal.Art. 54. Sem prejuízo da ação que couber ao associado,a sociedade, por seus diretores, ou representada peloassociado escolhido em Assembléia Geral, terá direitode ação contra os administradores, para promover suaresponsabilidade.Art. 55. Os empregados de empresas que sejam eleitosdiretores de sociedades cooperativas pelos mesmoscriadas gozarão das garantias asseguradas aosdirigentes sindicais pelo artigo 543 da Consolidaçãodas Leis do Trabalho (Decreto-Lei nº 5.452, de 1° demaio de 1943).Seção VDo Conselho FiscalArt. 56. A administração da sociedade será fiscalizada,assídua e minuciosamente, por um Conselho Fiscal,constituído de 3 (três) membros efetivos e 3 (três) suplentes,todos associados eleitos anualmente pela AssembléiaGeral, sendo permitida apenas a reeleição de1/3 (um terço) dos seus componentes.§ 1º Não podem fazer parte do Conselho Fiscal, alémdos inelegíveis enumerados no artigo 51, os parentesdos diretores até o 2° (segundo) grau, em linha reta oucolateral, bem como os parentes entre si até esse grau.§ 2º O associado não pode exercer cumulativamentecargos nos órgãos de administração e de fiscalização.Capítulo XFusão, Incorporação e DesmembramentoArt. 57. Pela fusão, duas ou mais cooperativas formamnova sociedade.§ 1° Deliberada a fusão, cada cooperativa interessadaindicará nomes para comporem comissão mista queprocederá aos estudos necessários à constituição danova sociedade, tais como o levantamento patrimonial,balanço geral, plano de distribuição de quotas-partes,destino dos fundos de reserva e outros e o projeto deestatuto.§ 2° Aprovado o relatório da comissão mista e constituídaa nova sociedade em Assembléia Geral conjunta,os respectivos documentos serão arquivados, paraaquisição de personalidade jurídica, na Junta Comercialcompetente, e duas vias dos mesmos, com a publicaçãodo arquivamento, serão encaminhadas ao órgão executivode controle ou ao órgão local credenciado.§ 3° Exclui-se do disposto no parágrafo anterior a fusãoque envolver cooperativas que exerçam atividadesde crédito. Nesse caso, aprovado o relatório dacomissão mista e constituída a nova sociedade em AssembléiaGeral conjunta, a autorização para funcionare o registro dependerão de prévia anuência do BancoCentral do Brasil.Art. 58. A fusão determina a extinção das sociedadesque se unem para formar a nova sociedade que lhe sucederános direitos e obrigações.Art. 59. Pela incorporação, uma sociedade cooperativaabsorve o patrimônio, recebe os associados, assume asobrigações e se investe nos direitos de outra ou outrascooperativas.Parágrafo único. Na hipótese prevista neste artigo, serãoobedecidas as mesmas formalidades estabelecidaspara a fusão, limitadas as avaliações ao patrimônio daou das sociedades incorporandas.Art. 60. As sociedades cooperativas poderão desmembrar-seem tantas quantas forem necessárias paraatender aos interesses dos seus associados, podendouma das novas entidades ser constituída como cooperativacentral ou federação de cooperativas, cujasautorizações de funcionamento e os arquivamentosserão requeridos conforme o disposto nos artigos 17 eseguintes.Art. 61. Deliberado o desmembramento, a Assembléiadesignará uma comissão para estudar as providênciaslegislação166 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 167


legislaçãonecessárias à efetivação da medida.§ 1° O relatório apresentado pela comissão, acompanhadodos projetos de estatutos das novas cooperativas, seráapreciado em nova Assembléia especialmente convocadapara esse fim.§ 2º O plano de desmembramento preverá o rateio, entreas novas cooperativas, do ativo e passivo da sociedadedesmembrada.§ 3° No rateio previsto no parágrafo anterior, atribuir--se-á a cada nova cooperativa parte do capital socialda sociedade desmembrada em quota correspondenteà participação dos associados que passam a integrá-la.§ 4° Quando uma das cooperativas for constituídacomo cooperativa central ou federação de cooperativas,prever-se-á o montante das quotas-partes que asassociadas terão no capital social.Art. 62. Constituídas as sociedades e observado odisposto nos artigos 17 e seguintes, proceder-se-á àstransferências contábeis e patrimoniais necessárias àconcretização das medidas adotadas.Capítulo XIDa Dissolução e LiquidaçãoArt. 63. As sociedades cooperativas se dissolvem depleno direito:I – quando assim deliberar a Assembléia Geral, desdeque os associados, totalizando o número mínimoexigido por esta Lei, não se disponham a assegurara sua continuidade;II – pelo decurso do prazo de duração;III – pela consecução dos objetivos predeterminados;IV – devido à alteração de sua forma jurídica;V – pela redução do número mínimo de associadosou do capital social mínimo se, até a Assembléia Geralsubseqüente, realizada em prazo não inferior a 6(seis) meses, eles não forem restabelecidos;VI – pelo cancelamento da autorização para funcionar;VII – pela paralisação de suas atividades por maisde 120 (cento e vinte) dias.Parágrafo único. A dissolução da sociedade importará nocancelamento da autorização para funcionar e do registro.Art. 64. Quando a dissolução da sociedade não for promovidavoluntariamente, nas hipóteses previstas noartigo anterior, a medida poderá ser tomada judicialmentea pedido de qualquer associado ou por iniciativado órgão executivo federal.Art. 65. Quando a dissolução for deliberada pela AssembléiaGeral, esta nomeará um liquidante ou mais, eum Conselho Fiscal de 3 (três) membros para procederà sua liquidação.§ 1º O processo de liquidação só poderá ser iniciado apósa audiência do respectivo órgão executivo federal.§ 2° A Assembléia Geral, nos limites de suas atribuições,poderá, em qualquer época, destituir os liquidantes e osmembros do Conselho Fiscal, designando os seus substitutos.Art. 66. Em todos os atos e operações, os liquidantesdeverão usar a denominação da cooperativa, seguidada expressão: “Em liquidação”.Art. 67. Os liquidantes terão todos os poderes normaisde administração podendo praticar atos e operaçõesnecessários à realização do ativo e pagamento do passivo.Art. 68. São obrigações dos liquidantes:I – providenciar o arquivamento, na Junta Comercial,da Ata da Assembléia Geral em que foi deliberadaa liquidação;II – comunicar à administração central do respectivoórgão executivo federal e ao Banco Nacional deCrédito Cooperativo S/A. a sua nomeação, fornecendocópia da Ata da Assembléia Geral que decidiua matéria;III – arrecadar os bens, livros e documentos da sociedade,onde quer que estejam;IV – convocar os credores e devedores e promover olevantamento dos créditos e débitos da sociedade;V – proceder nos 15 (quinze) dias seguintes ao desua investidura e com a assistência, sempre quepossível, dos administradores, ao levantamento doinventário e balanço geral do ativo e passivo;VI – realizar o ativo social para saldar o passivo e reembolsaros associados de suas quotas-partes, destinandoo remanescente, inclusive o dos fundos indivisíveis,ao Banco Nacional de Crédito Cooperativo S/A.;VII – exigir dos associados a integralização das respectivasquotas-partes do capital social não realizadas,quando o ativo não bastar para solução dopassivo;VIII – fornecer aos credores a relação dos associados,se a sociedade for de responsabilidade ilimitadae se os recursos apurados forem insuficientespara o pagamento das dívidas;IX – convocar a Assembléia Geral, a cada 6 (seis)meses ou sempre que necessário, para apresentarrelatório e balanço do estado da liquidação e prestarcontas dos atos praticados durante o períodoanterior;X – apresentar à Assembléia Geral, finda a liquidação,o respectivo relatório e as contas finais;XI – averbar, no órgão competente, a Ata da AssembléiaGeral que considerar encerrada a liquidação.Art. 69. As obrigações e as responsabilidades dos liquidantesregem-se pelos preceitos peculiares aos dosadministradores da sociedade liquidanda.Art. 70. Sem autorização da Assembléia não poderá oliquidante gravar de ônus os móveis e imóveis, contrairempréstimos, salvo quando indispensáveis para opagamento de obrigações inadiáveis, nem prosseguir,embora para facilitar a liquidação, na atividade social.Art. 71. Respeitados os direitos dos credores preferenciais,pagará o liquidante as dívidas sociais proporcionalmentee sem distinção entre vencidas ou não.Art. 72. A Assembléia Geral poderá resolver, antes deultimada a liquidação, mas depois de pagos os credores,que o liquidante faça rateios por antecipação dapartilha, à medida que se apurem os haveres sociais.Art. 73. Solucionado o passivo, reembolsados os cooperadosaté o valor de suas quotas-partes e encaminhadoo remanescente conforme o estatuído, convocará o liquidanteAssembléia Geral para prestação final de contas.Art. 74. Aprovadas as contas, encerra-se a liquidação ea sociedade se extingue, devendo a ata da Assembléiaser arquivada na Junta Comercial e publicada.Parágrafo único. O associado discordante terá o prazode 30 (trinta) dias, a contar da publicação da ata, parapromover a ação que couber.Art. 75. A liquidação extrajudicial das cooperativaspoderá ser promovida por iniciativa do respectivo órgãoexecutivo federal, que designará o liquidante, eserá processada de acordo com a legislação específicae demais disposições regulamentares, desde quea sociedade deixe de oferecer condições operacionais,principalmente por constatada insolvência.§ 1° A liquidação extrajudicial, tanto quanto possível,deverá ser precedida de intervenção na sociedade.§ 2° Ao interventor, além dos poderes expressamenteconcedidos no ato de intervenção, são atribuídas funções,prerrogativas e obrigações dos órgãos de administração.Art. 76. A publicação, no Diário Oficial, da ata da AssembléiaGeral da sociedade, que deliberou sua liquidação,ou da decisão do órgão executivo federal quandoa medida for de sua iniciativa, implicará a sustaçãode qualquer ação judicial contra a cooperativa, pelolegislação168 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 169


legislaçãoprazo de 1 (um) ano, sem prejuízo, entretanto, da fluênciados juros legais ou pactuados e seus acessórios.Parágrafo único. Decorrido o prazo previsto neste artigo,sem que, por motivo relevante, esteja encerradaa liquidação, poderá ser o mesmo prorrogado, no máximopor mais 1 (um) ano, mediante decisão do órgãocitado no artigo, publicada, com os mesmos efeitos, noDiário Oficial.Art. 77. Na realização do ativo da sociedade, o liquidantedeverá:I – mandar avaliar, por avaliadores judiciais oude Instituições Financeiras Públicas, os bens desociedade;II – proceder à venda dos bens necessários ao pagamentodo passivo da sociedade, observadas, no quecouber, as normas constantes dos artigos 117 e 118 doDecreto-Lei nº 7.661, de 21 de junho de 1945.Art. 78. A liquidação das cooperativas de crédito e daseção de crédito das cooperativas agrícolas mistasreger-se-á pelas normas próprias legais e regulamentares.Capítulo XIIDo Sistema Operacional das CooperativasSeção IDo Ato CooperativoArt. 79. Denominam-se atos cooperativos os praticadosentre as cooperativas e seus associados, entreestes e aquelas e pelas cooperativas entre si quandoassociados, para a consecução dos objetivos sociais.Parágrafo único. O ato cooperativo não implica operaçãode mercado, nem contrato de compra e venda deproduto ou mercadoria.Seção IIDas Distribuições de DespesasArt. 80. As despesas da sociedade serão cobertas pelosassociados mediante rateio na proporção direta dafruição de serviços.Parágrafo único. A cooperativa poderá, para melhoratender à equanimidade de cobertura das despesas dasociedade, estabelecer:I – rateio, em partes iguais, das despesas gerais dasociedade entre todos os associados, quer tenhamou não, no ano, usufruído dos serviços por ela prestados,conforme definidas no estatuto;II – rateio, em razão diretamente proporcional, entreos associados que tenham usufruído dos serviçosdurante o ano, das sobras líquidas ou dos prejuízosverificados no balanço do exercício, excluídasas despesas gerais já atendidas na forma do itemanterior.Art. 81. A cooperativa que tiver adotado o critério de separaras despesas da sociedade e estabelecido o seurateio na forma indicada no parágrafo único do artigoanterior deverá levantar separadamente as despesasgerais.Seção IIIDas Operações da CooperativaArt. 82. A cooperativa que se dedicar a vendas em comumpoderá registrar-se como armazém geral, podendotambém desenvolver as atividades previstas na Leinº 9.973, de 29 de maio de 2000, e nessa condição expedirConhecimento de Depósito, Warrant, Certificadode Depósito Agropecuário - CDA e Warrant Agropecuário- WA para os produtos de seus associados conservadosem seus armazéns, próprios ou arrendados, semprejuízo da emissão de outros títulos decorrentes desuas atividades normais, aplicando-se, no que couber,a legislação específica.§ 1° Para efeito deste artigo, os armazéns da cooperativase equiparam aos “Armazéns Gerais”, com as prerrogativase obrigações destes, ficando os componentesdo Conselho de Administração ou Diretoria Executiva,emitentes do título, responsáveis, pessoal e solidariamente,pela boa guarda e conservação dos produtosvinculados, respondendo criminal e civilmente pelasdeclarações constantes do título, como também porqualquer ação ou omissão que acarrete o desvio, deterioraçãoou perda dos produtos.§ 2° Observado o disposto no § 1°, as cooperativas poderãooperar unidades de armazenagem, embalageme frigorificação, bem como armazéns gerais alfandegários,nos termos do disposto no Capítulo IV da Lei nº5.025, de 10 de junho de 1966.Art. 83. A entrega da produção do associado à sua cooperativasignifica a outorga a esta de plenos poderespara a sua livre disposição, inclusive para gravá-la edá-la em garantia de operações de crédito realizadaspela sociedade, salvo se, tendo em vista os usos e costumesrelativos à comercialização de determinadosprodutos, sendo de interesse do produtor, os estatutosdispuserem de outro modo.Art. 84. (Revogado pela Lei Complementar nº 130, de 2009)Art. 85. As cooperativas agropecuárias e de pesca poderãoadquirir produtos de não associados, agricultores,pecuaristas ou pescadores, para completar lotesdestinados ao cumprimento de contratos ou suprir capacidadeociosa de instalações industriais das cooperativasque as possuem.Art. 86. As cooperativas poderão fornecer bens e serviçosa não associados, desde que tal faculdade atendaaos objetivos sociais e estejam de conformidade com apresente lei.Parágrafo único. (Revogado pela Lei Complementar nº130, de 2009)Art. 87. Os resultados das operações das cooperativascom não associados, mencionados nos artigos 85 e 86,serão levados à conta do “Fundo de Assistência Técnica,Educacional e Social” e serão contabilizados em separado,de molde a permitir cálculo para incidência detributos.Art. 88. Poderão as cooperativas participar de sociedadesnão cooperativas para melhor atendimento dospróprios objetivos e de outros de caráter acessório oucomplementar.Seção IVDos PrejuízosArt. 89. Os prejuízos verificados no decorrer do exercícioserão cobertos com recursos provenientes do Fundode Reserva e, se insuficiente este, mediante rateio,entre os associados, na razão direta dos serviços usufruídos,ressalvada a opção prevista no parágrafo únicodo artigo 80.Seção VDo Sistema TrabalhistaArt. 90. Qualquer que seja o tipo de cooperativa, nãoexiste vínculo empregatício entre ela e seus associados.Art. 91. As cooperativas igualam-se às demais empresasem relação aos seus empregados para os fins dalegislação trabalhista e previdenciária.Capítulo XIIIDa Fiscalização e ControleArt. 92. A fiscalização e o controle das sociedades cooperativas,nos termos desta lei e dispositivos legaisespecíficos, serão exercidos, de acordo com o objeto defuncionamento, da seguinte forma:I – as de crédito e as seções de crédito das agrícolasmistas pelo Banco Central do Brasil;II – as de habitação pelo Banco Nacional de Habitação;III – as demais pelo Instituto Nacional de Colonizaçãoe Reforma Agrária.§ 1º Mediante autorização do Conselho Nacional de Co-legislação170 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 171


legislaçãooperativismo, os órgãos controladores federais poderãosolicitar, quando julgarem necessário, a colaboraçãode outros órgãos administrativos, na execução dasatribuições previstas neste artigo.§ 2º As sociedades cooperativas permitirão quaisquerverificações determinadas pelos respectivos órgãos decontrole, prestando os esclarecimentos que lhes foremsolicitados, além de serem obrigadas a remeter-lhesanualmente a relação dos associados admitidos, demitidos,eliminados e excluídos no período, cópias deatas, de balanços e dos relatórios do exercício social eparecer do Conselho Fiscal.Art. 93. O Poder Público, por intermédio da administraçãocentral dos órgãos executivos federais competentes,por iniciativa própria ou solicitação da AssembléiaGeral ou do Conselho Fiscal, intervirá nas cooperativasquando ocorrer um dos seguintes casos:I – violação contumaz das disposições legais;II – ameaça de insolvência em virtude de má administraçãoda sociedade;III – paralisação das atividades sociais por mais de120 (cento e vinte) dias consecutivos;IV – inobservância do artigo 56, § 2º.Parágrafo único. Aplica-se, no que couber, às cooperativashabitacionais o disposto neste artigo.Art. 94. Observar-se-á, no processo de intervenção, adisposição constante do § 2º do artigo 75.Capítulo XIVDo Conselho Nacional de CooperativismoArt. 95. A orientação geral da política cooperativistanacional caberá ao Conselho Nacional de Cooperativismo- CNC, que passará a funcionar junto ao InstitutoNacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA,com plena autonomia administrativa e financeira, naforma do artigo 172 do Decreto-Lei nº 200, de 25 defevereiro de 1967, sob a presidência do Ministro daAgricultura e composto de 8 (oito) membros indicadospelos seguintes representados:I – Ministério do Planejamento e Coordenação Geral;II – Ministério da Fazenda, por intermédio do BancoCentral do Brasil;III – Ministério do Interior, por intermédio do BancoNacional da Habitação;IV – Ministério da Agricultura, por intermédiodo Instituto Nacional de Colonização e ReformaAgrária - INCRA, e do Banco Nacional de CréditoCooperativo S/A.;V – Organização das Cooperativas Brasileiras.Parágrafo único. A entidade referida no inciso Vdeste artigo contará com 3 (três) elementos parafazer-se representar no Conselho.Art. 96. O Conselho, que deverá reunir-se ordinariamenteuma vez por mês, será presidido pelo Ministroda Agricultura, a quem caberá o voto de qualidade,sendo suas resoluções votadas por maioria simples,com a presença, no mínimo, de 3 (três) representantesdos órgãos oficiais mencionados nos itens I a IVdo artigo anterior.Parágrafo único. Nos seus impedimentos eventuais, osubstituto do Presidente será o Presidente do InstitutoNacional de Colonização e Reforma Agrária.Art. 97. Ao Conselho Nacional de Cooperativismocompete:I – editar atos normativos para a atividade cooperativistanacional;II – baixar normas regulamentadoras, complementarese interpretativas, da legislação cooperativista;III – organizar e manter atualizado o cadastro geraldas cooperativas nacionais;IV – decidir, em última instância, os recursos origináriosde decisões do respectivo órgão executivo federal;V – apreciar os anteprojetos que objetivam a revisãoda legislação cooperativista;VI – estabelecer condições para o exercício dequaisquer cargos eletivos de administração ou fiscalizaçãode cooperativas;VII – definir as condições de funcionamento do empreendimentocooperativo, a que se refere o artigo 18;VIII – votar o seu próprio regimento;IX – autorizar, onde houver condições, a criação deConselhos Regionais de Cooperativismo, definindo--lhes as atribuições;X – decidir sobre a aplicação do Fundo Nacional deCooperativismo, nos termos do artigo 102 desta Lei;XI – estabelecer em ato normativo ou de caso acaso, conforme julgar necessário, o limite a ser observadonas operações com não associados a quese referem os artigos 85 e 86.Parágrafo único. As atribuições do Conselho Nacionalde Cooperativismo não se estendem às cooperativas dehabitação, às de crédito e às seções de crédito das cooperativasagrícolas mistas, no que forem regidas porlegislação própria.Art. 98. O Conselho Nacional de Cooperativismo - CNCcontará com uma Secretaria Executiva que se incumbiráde seus encargos administrativos, podendo seu SecretárioExecutivo requisitar funcionários de qualquerórgão da Administração Pública.§ 1º O Secretário Executivo do Conselho Nacional deCooperativismo será o Diretor do Departamento de DesenvolvimentoRural do Instituto Nacional de Colonizaçãoe Reforma Agrária - INCRA, devendo o Departamentoreferido incumbir-se dos encargos administrativosdo Conselho Nacional de Cooperativismo.§ 2° Para os impedimentos eventuais do SecretárioExecutivo, este indicará à apreciação do Conselhoseu substituto.Art. 99. Compete ao Presidente do Conselho Nacionalde Cooperativismo:I – presidir as reuniões;II – convocar as reuniões extraordinárias;III – proferir o voto de qualidade.Art. 100. Compete à Secretaria Executiva do ConselhoNacional de Cooperativismo:I – dar execução às resoluções do Conselho;II – comunicar as decisões do Conselho ao respectivoórgão executivo federal;III – manter relações com os órgãos executivos federais,bem assim com quaisquer outros órgãospúblicos ou privados, nacionais ou estrangeiros,que possam influir no aperfeiçoamento do cooperativismo;IV – transmitir aos órgãos executivos federais eentidade superior do movimento cooperativistanacional todas as informações relacionadas coma doutrina e práticas cooperativistas de seu interesse;V – organizar e manter atualizado o cadastro geraldas cooperativas nacionais e expedir as respectivascertidões;VI – apresentar ao Conselho, em tempo hábil, a propostaorçamentária do órgão, bem como o relatórioanual de suas atividades;VII – providenciar todos os meios que assegurem oregular funcionamento do Conselho;VIII – executar quaisquer outras atividades necessáriasao pleno exercício das atribuições do Conselho.Art. 101. O Ministério da Agricultura incluirá, em suaproposta orçamentária anual, os recursos financeirossolicitados pelo Conselho Nacional de Cooperativismo- CNC, para custear seu funcionamento.Parágrafo único. As contas do Conselho Nacional delegislação172 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 173


legislaçãoCooperativismo – CNC – serão prestadas por intermédiodo Ministério da Agricultura, observada a legislaçãoespecífica que regula a matéria.Art. 102. Fica mantido, junto ao Banco Nacional de CréditoCooperativo S/A., o “Fundo Nacional de Cooperativismo”,criado pelo Decreto-Lei nº 59, de 21 de novembrode 1966, destinado a prover recursos de apoio aomovimento cooperativista nacional.§ 1º O Fundo de que trata este artigo será suprido por:I – dotação incluída no orçamento do Ministério daAgricultura para o fim específico de incentivos àsatividades cooperativas;II – juros e amortizações dos financiamentos realizadoscom seus recursos;III – doações, legados e outras rendas eventuais;IV – dotações consignadas pelo Fundo FederalAgropecuário e pelo Instituto Nacional de Colonizaçãoe Reforma Agrária - INCRA.§ 2° Os recursos do Fundo, deduzido o necessário aocusteio de sua administração, serão aplicados peloBanco Nacional de Crédito Cooperativo S/A., obrigatoriamente,em financiamento de atividades que interessemde maneira relevante o abastecimento daspopulações, a critério do Conselho Nacional de Cooperativismo.§ 3º O Conselho Nacional de Cooperativismo poderá,por conta do Fundo, autorizar a concessão de estímulosou auxílios para execução de atividades que, pela suarelevância sócio-econômica, concorram para o desenvolvimentodo sistema cooperativista nacional.Capítulo XVDos Órgãos GovernamentaisArt. 103. As cooperativas permanecerão subordinadas,na parte normativa, ao Conselho Nacional de Cooperativismo,com exceção das de crédito, das seções decrédito das agrícolas mistas e das de habitação, cujasnormas continuarão a ser baixadas pelo Conselho MonetárioNacional, relativamente às duas primeiras, eBanco Nacional de Habitação, com relação à última, observadoo disposto no artigo 92 desta Lei.Parágrafo único. Os órgãos executivos federais, visandoà execução descentralizada de seus serviços, poderãodelegar sua competência, total ou parcialmente, aórgãos e entidades da administração estadual e municipal,bem como, excepcionalmente, a outros órgãos eentidades da administração federal.Art. 104. Os órgãos executivos federais comunicarãotodas as alterações havidas nas cooperativas sob asua jurisdição ao Conselho Nacional de Cooperativismo,para fins de atualização do cadastro geral das cooperativasnacionais.Capítulo XVIDa Representação do Sistema CooperativistaArt. 105. A representação do sistema cooperativista nacionalcabe à Organização das Cooperativas Brasileiras -OCB, sociedade civil, com sede na Capital Federal, órgãotécnico-consultivo do Governo, estruturada nos termosdesta Lei, sem finalidade lucrativa, competindo-lhe precipuamente:a) manter neutralidade política e indiscriminaçãoracial, religiosa e social;b) integrar todos os ramos das atividades cooperativistas;c) manter registro de todas as sociedades cooperativasque, para todos os efeitos, integram a Organizaçãodas Cooperativas Brasileiras - OCB;d) manter serviços de assistência geral ao sistemacooperativista, seja quanto à estrutura social, sejaquanto aos métodos operacionais e orientação jurídica,mediante pareceres e recomendações, sujeitas,quando for o caso, à aprovação do ConselhoNacional de Cooperativismo - CNC;e) denunciar ao Conselho Nacional de Cooperativismopráticas nocivas ao desenvolvimento cooperativista;f) opinar nos processos que lhe sejam encaminhadospelo Conselho Nacional de Cooperativismo;g) dispor de setores consultivos especializados, deacordo com os ramos de cooperativismo;h) fixar a política da organização com base nas proposiçõesemanadas de seus órgãos técnicos;i) exercer outras atividades inerentes à sua condiçãode órgão de representação e defesa do sistemacooperativista;j) manter relações de integração com as entidadescongêneres do exterior e suas cooperativas.§ 1º A Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB– será constituída de entidades, uma para cada Estado,Território e Distrito Federal, criadas com as mesmascaracterísticas da organização nacional.§ 2º As Assembléias Gerais do órgão central serão formadaspelos Representantes credenciados das filiadas,1 (um) por entidade, admitindo-se proporcionalidadede voto.§ 3° A proporcionalidade de voto, estabelecida no parágrafoanterior, ficará a critério da OCB, baseando-seno número de associados – pessoas físicas e as exceçõesprevistas nesta Lei – que compõem o quadro dascooperativas filiadas.§ 4º A composição da Diretoria da Organização das CooperativasBrasileiras – OCB – será estabelecida emseus estatutos sociais.§ 5° Para o exercício de cargos de Diretoria e ConselhoFiscal, as eleições se processarão por escrutínio secreto,permitida a reeleição para mais um mandato consecutivo.Art. 106. A atual Organização das Cooperativas Brasileirase as suas filiadas ficam investidas das atribuições eprerrogativas conferidas nesta Lei, devendo, no prazode 1 (um) ano, promover a adaptação de seus estatutose a transferência da sede nacional.Art. 107. As cooperativas são obrigadas, para seu funcionamento,a registrar-se na Organização das CooperativasBrasileiras ou na entidade estadual, se houver,mediante apresentação dos estatutos sociais e suasalterações posteriores.Parágrafo único. Por ocasião do registro, a cooperativapagará 10% (dez por cento) do maior salário mínimovigente, se a soma do respectivo capital integralizadoe fundos não exceder de 250 (duzentos e cinqüenta)salários mínimos, e 50% (cinqüenta por cento) seaquele montante for superior.Art. 108. Fica instituída, além do pagamento previstono parágrafo único do artigo anterior, a ContribuiçãoCooperativista, que será recolhida anualmente pela cooperativaapós o encerramento de seu exercício social,a favor da Organização das Cooperativas Brasileiras deque trata o artigo 105 desta Lei.§ 1º A Contribuição Cooperativista constituir-se-á deimportância correspondente a 0,2% (dois décimospor cento) do valor do capital integralizado e fundosda sociedade cooperativa, no exercício social do anoanterior, sendo o respectivo montante distribuído,por metade, a suas filiadas, quando constituídas.§ 2º No caso das cooperativas centrais ou federações,a Contribuição de que trata o parágrafo anterior serácalculada sobre os fundos e reservas existentes.§ 3° A Organização das Cooperativas Brasileiras poderáestabelecer um teto à Contribuição Cooperativista, combase em estudos elaborados pelo seu corpo técnico.Capítulo XVIIDos Estímulos CreditíciosArt. 109. Caberá ao Banco Nacional de Crédito CooperativoS/A. estimular e apoiar as cooperativas, medianteconcessão de financiamentos necessários ao seu desenvolvimento.legislação174 Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) 175


legislação§ 1° Poderá o Banco Nacional de Crédito Cooperativo S/A.receber depósitos das cooperativas de crédito e das seçõesde crédito das cooperativas agrícolas mistas.§ 2° Poderá o Banco Nacional de Crédito CooperativoS/A. operar com pessoas físicas ou jurídicas, estranhasao quadro social cooperativo, desde que hajabenefício para as cooperativas e estas figurem naoperação bancária.§ 3° O Banco Nacional de Crédito Cooperativo S/A.manterá linhas de crédito específicas para as cooperativas,de acordo com o objeto e a natureza desuas atividades, a juros módicos e prazos adequadosinclusive com sistema de garantias ajustado àspeculiaridades das cooperativas a que se destinam.§ 4º O Banco Nacional de Crédito Cooperativo S/A.manterá linha especial de crédito para financiamentode quotas-partes de capital.Art. 110. Fica extinta a contribuição de que trata o artigo13 do Decreto-Lei nº 60, de 21 de novembro de 1966,com a redação dada pelo Decreto-Lei nº 668, de 3 dejulho de 1969.Capítulo XVIIIDas Disposições Gerais e TransitóriasArt. 111. Serão considerados como renda tributável os resultadospositivos obtidos pelas cooperativas nas operaçõesde que tratam os artigos 85, 86 e 88 desta Lei.Art. 112. O Balanço Geral e o Relatório do exercício socialque as cooperativas deverão encaminhar anualmenteaos órgãos de controle serão acompanhados, ajuízo destes, de parecer emitido por um serviço independentede auditoria credenciado pela Organizaçãodas Cooperativas Brasileiras.Parágrafo único. Em casos especiais, tendo em vista asede da Cooperativa, o volume de suas operações e outrascircunstâncias dignas de consideração, a exigênciada apresentação do parecer pode ser dispensada.Art. 113. Atendidas as deduções determinadas pela legislaçãoespecífica, às sociedades cooperativas ficaráassegurada primeira prioridade para o recebimento deseus créditos de pessoas jurídicas que efetuem descontosna folha de pagamento de seus empregados,associados de cooperativas.Art. 114. Fica estabelecido o prazo de 36 (trinta e seis)meses para que as cooperativas atualmente registradasnos órgãos competentes reformulem os seus estatutos,no que for cabível, adaptando-os ao dispostona presente Lei.Art. 115. As Cooperativas dos Estados, Territórios oudo Distrito Federal, enquanto não constituírem seusórgãos de representação, serão convocadas às Assembléiasda OCB, como vogais, com 60 (sessenta) dias deantecedência, mediante editais publicados 3 (três) vezesem jornal de grande circulação local.Art. 116. A presente Lei não altera o disposto nos sistemaspróprios instituídos para as cooperativas de habitaçãoe cooperativas de crédito, aplicando-se ainda, noque couber, o regime instituído para essas últimas àsseções de crédito das agrícolas mistas.Art. 117. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,revogadas as disposições em contrário e especificamenteo Decreto-Lei nº 59, de 21 de novembrode 1966, bem como o Decreto nº 60.597, de 19 de abrilde 1967.Brasília, 16 de dezembro de 1971; 150º da Independênciae 83º da República.Emílio G. MédiciAntônio Delfim NettoL. F. Cirne LimaJoão Paulo dos Reis VellosoJosé Costa Cavalcanti176Agenda Legislativa do Cooperativismo - 20I4


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