Edição 108 download da revista completa - Logweb

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Edição 108 download da revista completa - Logweb

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6 | edição nº108 | Fev | 2011 |InvestimentoCom CD para Whirlpool,Penske passa a operar emManaus, AMComo parte da estratégia decrescimento em longoprazo no Brasil, a PenskeLogistics (Fone: 11 3738.8200)inaugurou recentemente um CDem Manaus, AM, onde iráarmazenar e distribuir produtosda Whirlpool, incluindoaparelhos de ar-condicionado emicro-ondas das marcas Consule Brastemp, para os clientes devarejo da empresa em todo oBrasil.É a primeira vez que aOperadora Logística opera nacapital amazônica. SegundoPaulo Sarti, diretor de operaçõessênior da Penske LogisticsAmérica do Sul, a empresachegou ao local, inicialmente,para atender à Whirlpool.Contudo, pretende ampliar aoperação na região, queapresenta grandes oportunidadesde crescimento, não só porconta da Zona Franca deManaus, mas, também, pelorecente crescimento do poderde consumo da população.Além disso, de acordo comSarti, a região também viviauma carência na área dearmazenamento. “Enxergamosuma oportunidade de chegar àregião em um momento em quenossos concorrentes ainda nãochegaram. Operando próxima auma importante zona de livrecomércio industrial, a Penskeserá capaz de fornecer para osfabricantes na região osserviços de armazenagem deque precisam”, destaca oexecutivo.Com a perspectiva deaumentar a operação emManaus, a empresa pretendeconquistar novos clientes, mastambém dará atenção especialaos clientes atuais e que têmoperação na cidade, mas anteseram atendidos por CDssituados em outros pontos.“Hoje, a operação em Manausrepresenta 5% do faturamentoda companhia. O objetivo é queesta operação venha a representaraté 15% dos nossosnegócios”, destaca Sarti.O novo CD, que recebeuinvestimentos de aproximadamenteR$ 2,5 milhões, ocupauma área de 11.000 m 2 , comcapacidade para armazenar até15.000 m 3 , utilizando armazenagemverticalizada. Em umprimeiro momento, a estruturaserá exclusiva para a Whirlpool,com capacidade para dobrar deárea caso haja demanda.Inclusive, o cliente já está estudandouma possível expansão.No local, a Penske vai fazero trabalho de recebimento,armazenagem e expedição demais de 140 SKUs de produtosda Whrilpool. A operação contacom empilhadeiras equipadascom clamps, devido ao perfil doSarti: hoje, a operaçãoem Manaus representa5% do faturamento dacompanhia. O objetivo éque esta operação venhaa representar até 15%dos negóciosproduto armazenado, queexige, ainda, a armazenagemblocada, ao invés deestruturas portapaletes.Em relação aos sistemasutilizados no CD, Sarti contaque foi instalado o ERP Logix erevela que toda a operação doarmazém é controlada por umWMS e dispõe da utilizaçãode coletores de dados viaradiofrequência. As informaçõessão trocadas entre ossistemas Penske e o ERP docliente para que ambos sejamatualizados.No que diz respeito àlogística externa, o transportede transferência entre aplanta da Whirlpool e oarmazém da Penske érealizado por modal rodoviário.Todavia, a empresa delogística está trabalhandojunto ao cliente para que sejainiciada, também, a transferênciapara o restante do paíscom a utilização de transporterodofluvial.Como principais dificuldadespara iniciar as operaçõesem Manaus, Sarti apontaa escassez de mão de obraespecializada, a baixa disponibilidadede equipamentos demovimentação e o alto custodos serviços de telecomunicações,além da baixa oferta deáreas adequadas paraarmazenagem. “Tivemos umgrande desafio em transportodas estas dificuldades paraa implantação de umaoperação no prazo de duassemanas, e para isto contamoscom a divisão de tarefasentre a nossa equipe e oauxílio de fornecedores jápreviamente contratados naregião”, finaliza o diretor deoperações. ●9 anos“A Logweb faz um trabalhosério, conquistando dia apósdia seu espaço e se tornandouma das referências comoveículo de comunicaçãoespecializado em logística emnosso país. A forma de abordageme a riqueza de conteúdonas matérias apresentadas érealmente o que nós, leitores,esperamos encontrar. Parabénse muito sucesso!”Italo Fagá, gerente comercial daMeggalog, empresa do Grupo Megga“A PST Electronics parabenizaa revista Logweb pelo seunono aniversário e desejaainda mais sucesso nospróximos anos. A publicaçãoé leitura obrigatória e nosmantém informados sobretoda a cadeia de logística,principalmente a respeito desetores importantes para anossa empresa, como ossegmentos automotivo eeletroeletrônico.”Kelly Nakaura, gerente demarketing da PST Electronics“Com a Logweb acompanhamosas tendênciasmercadológicas nacionais emundiais, descobrimosnegócios, parcerias e outrasações positivas que auxiliama atuação da Rayflex. É umprivilégio ter uma publicaçãodessa qualidade que trata deseu tema central, a logística,em todos os segmentos daeconomia, de forma séria eobjetiva. Nossos votos são detotal prosperidade e muitoconteúdo.”Elenice Fernandes, gerente demarketing da Rayflex PortasFlexíveis e Automáticas“A equipe da Repomparabeniza a Logweb pelosseus nove anos! A revista sediferencia por sua linguagemágil, diagramação moderna,qualidade e independênciajornalística. Desejamos que osucesso continue por muitoanos, sempre com matérias dequalidade, criativas e comótimo conteúdo!”Fernando Marinari, gerentecomercial da Repom


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8 | edição nº108 | Fev | 2011 |Condomínios logísticosNovos empreendimentosserão inauguradosem 2011Omercado brasileiro decondomínios logísticossegue aquecido e comobras em andamento. A CapitalRealty (Fone: 41 2169.6850)acaba de inaugurar a primeirafase do Mega Centro LogísticoItajaí, em Santa Catarina,enquanto a GWI Real Estate(Fone: 11 3702.3222) deverálançar a primeira etapa doGlobal Jundiaí, em São Paulo,no mês de março próximo, e aGR Properties (Fone: 11 3709.2660) quer iniciar as operaçõesno GR Campinas, também emSão Paulo, em julho deste ano.Os empreendimentos daCapital Realty e da GRProperties apresentam umacoincidência: cada um receberáinvestimentos de aproximadamenteR$ 40 milhões. No casodo Mega Itajaí, o investimentoserá parte da Capital Realty eparte oriunda de financiamentos.Já no GR Campinas, o valor seráarcado pela GR Properties e pelaINI2 Implantações ImobiliáriasA primeira fase do Mega Centro Logístico Itajaí,da Capital Realty, foi entregue em janeiro(Fone: 19 3251.2388), quedesenvolvem o projeto, bemcomo por parceiros investidorescujos nomes não foram revelados.O condomínio da GWI RealEstate, por sua vez, já temprevisão até para a inauguraçãoda segunda fase: outubro de2011. As obras da Fase 2 deverãoter início logo que a Fase 1 forinaugurada. “Neste projetoserão investidos R$ 55 milhões,dos quais 50% dos recursos sãoprovenientes da própria GWIReal Estate”, conta o gerente dedesenvolvimento, LeandroAbreu. Para a Fase 2, aliás, emdezembro último, o BNDES –Banco Nacional do Desenvolvimentoaprovou o financiamentode R$ 27,4 milhões.E as novidades não parampor aí. Segundo o diretor geral,Rodrigo Demeterco, a CapitalRealty tem projetos de novoscondomínios logísticos emCuritiba, PR, e Araraquara, SP,enquanto a GR Properties, deacordo com o gerente de incorporação,André Gavazza, tem umcondomínio em fase de aprovaçãoem Campinas e mais algunsoutros projetos num raio de100 km da cidade de São Paulo.Já a GWI Real Estate possuioutros seis empreendimentosem desenvolvimento: três naregião metropolitana deCampinas e três próximos àscidades de Sorocaba, Jundiaí eVinhedo, todas no interiorpaulista.Todavia, enquanto estasnovidades ainda estão em fasede projetos e as empresas nãoadiantam muitas informações,conheça um pouco do MegaCentro Logístico Itajaí, do GRCampinas e do Global Jundiaí,que já estão em fase denegociação com locatários.Mega CentroLogístico ItajaíEm um terreno de 89.000 m²e área construída de aproximadamente34.000 m², com possibilidadede expansão, o novocondomínio logístico da CapitalRealty será construído em trêsfases. Na primeira, inauguradaem janeiro último, foramentregues o armazém 1 e a áreade apoio ao empreendimento.Já na segunda fase, em maio de2011, será entregue o armazém2, ao passo que na terceiraacontecerá a inauguração doarmazém 3, em maio de 2012.“É com muita alegria que recebemos a notícia do 9ºaniversário da revista Logweb. Gostaríamos de felicitar atodos que fazem parte desse veículo e dizer que acompanhamosvocês desde sua primeira publicação, em 2002.Trazendo sempre matérias ricas e de bom gosto, comcaracterísticas de reportagens que mostram uma visão realde mercado, alcançando todas as diferenças regionais comoum raio-x, mostrando novos caminhos, possibilidades ecom muita informação. A credibilidade e responsabilidadede suas matérias conquistam, a cada dia, mais leitores, seuprojeto gráfico, um grande diferencial que cativa a leituracom prazer. Uma revista quase perfeita. O único problemaé a nossa ‘briga’ aqui na empresa para ver quem a lêprimeiro. Parabéns Logweb. São os votos de toda equipeda S&A Sistemas e Automação.”Marcelo Ferreira, diretor de marketing da S&A Sistemas e Automação“É com grande satisfação quecelebramos o 9º aniversário deuma publicação séria erenomada que consegue informar,com propriedade e qualidadeincomparável, sobre o setor delogística como um todo. Façovotos de que muitos anos a maisvenham, trazendo matériasrelevantes e com formatomoderno, que são fonte deconsulta para executivos,fornecedores e usuários do setor.Parabéns à equipe da Logweb!”Daniel Mayo, diretor geral da LinxLogística e da Linx Fast Fashion“Um veículo dirigido comconteúdo de qualidade,como é o caso da Logweb, éuma contribuição imprescindívelpara a evoluçãotecnológica em nossomercado. Congratulaçõespelo vanguardismo.”L. C. Fontes, diretor comercial daÍmola Transportes9 anos


| edição nº108 | Fev | 2011 |11Do total deR$ 55milhõesinvestidosno GlobalJundiaí,R$ 27,4milhõesserãofinanciadospelo BNDESmento Global Cumbica, em Guarulhos,tivemos uma experiência comum inquilino que adaptou o galpãopara uma operação refrigerada”.O aspecto de sustentabilidadeambiental também foi priorizado noprojeto, que conta com sistemasde reciclagem de águas pluviais,iluminação zenital e sistemastermoacústico e de circulação dear, visando à economia de energia.“O financiamento do BNDESreforça o seu compromisso como desenvolvimento da infraestruturalogística brasileira e, para aGWI Real Estate, representa umimportante passo para o desenvolvimentoda empresa, tanto doponto de vista de ampliação dasoperações quanto de governançacorporativa e relacionamento como mercado de capitais”, ressaltao diretor da empresa, CarlosBarcellos.Abreu revela que inúmerasempresas já manifestaram ointeresse na locação total ouparcial do galpão, mas as propostasrecebidas até o momentoestão em análise. De acordo cominformações fornecidas por ele,os interessados no empreendimentotêm projetos de logísticapara as indústrias de cosméticos,bens de consumo e farmacêutica.“A procura pelo Global Jundiaítem sido grande e acreditamosque a localização privilegiada(km 66 da Rodovia Anhanguera)manterá a demanda no longoprazo”, projeta. ●9 anos“Em nome da Sascar, cumprimento todos os integrantes darevista pelos nove anos da publicação que se tornoureferência no setor de logística. Com jornalismo sério ecriterioso, a Logweb tem colocado em pauta os temasmais relevantes do setor, tendências do mercado ehistórias de sucesso, oferecendo ao leitor o panorama deum dos segmentos mais dinâmicos de nossa economia.O setor de transportes e logística aumenta cada vez maissua participação na economia e tem importância crucialpara impulsionar o crescimento sustentável do país, razãopela qual merece a atenção privilegiada que lhe dá apublicação. A toda equipe da Logweb, os nossos parabéns.”Rigoberto Almeida Costa, diretor de produtos e marketing daSascar Tecnologia e Segurança Automotiva“Ao longo desses 9 anos a Logweb vem se posicionandono mercado como um veículo referência no segmento delogística. Para nós do www.empilhaedirasonline.com.br,que estamos nos primeiros meses de vida, será umaprendizado seguirmos como parceiros nos próximos anosque virão!”Graciella Felix, gerente de marketing dowww.empilhadeirasonline.com.br


12 | edição nº108 | Fev | 2011 |ArtigoIntegração SistemáticaPensando em um sistema deintegração em seu CD? Vejaalgumas dicas. Pensar emintegração de sistemas pode serassustador. O processo de reunirmúltiplas tecnologias pressupõetempo e recursos... e, claro,riscos.O objetivo é conectar cadauma das peças e formar umsistema único. O sucesso doprojeto, e até de sua carreira,depende do bom resultado desua implementação. Aqui vale otermo “falhar não é uma opção”,assim como no projeto ApolloXIII da NASA. Então, apresentamosalguns conselhos:1. Obtenha o valor deinvestimento: este tipo deinvestimento requer suporte daalta administração, visto queenvolve diversas áreas, como:vendas, operações, manufatura,TI, etc. O que requer uma orquestraçãoquanto às expectativas,bem como orientar os interessesda empresa como um todo, enão apenas deste ou daqueledepartamento em especial.Mas o ponto aqui não éexatamente apenas a relaçãocom as questões de estratégias,táticas e relacionamentos interdepartamentais.O foco é orecurso necessário para completaro projeto, tanto em termos dehorizonte de tempo, como recursoshumanos e financeiros paraa implementação. Decisões deredefinir escopo e simplificaçõespor conta de orçamento maldimensionados são verdadeirosdesastres.2. Planeje com contingências:apesar de parecer óbvio, écomum projetos desenvolvidoscom base no “mundo ideal”, semconsiderarem qualquer desvio derota ou problemas potenciais.O segredo desta etapa está noplanejamento, e não na execução.Quanto mais tempo dedicamosao planejamento, mais robusto econsistente este deve estar.Riscos, como mitigá-los, planos decontingências, etc., tudo considerado.Note que quanto maistempo temos para a atividade deplanejamento, melhor será seuresultado. Postergar o início deum projeto/estudo pode ser umgrande problema a ser administradofuturamente. É certo quetemos expectativas de prontaresposta, de tomada de decisões,e tudo mais, mas precipitar émais crítico do que você podeimaginar.3. Desenvolva umcronograma realista: encurtarprazos é outro risco desnecessário.De uma forma imediata elecompromete a fase de planejamentoe muito provavelmentedemonstrará um outro risco: deque não temos muito tempo epossivelmente faltará tambémrecursos físicos e financeiros parao projeto de integração.O ponto aqui não é exclusivamentesobre a pressão porredução de tempo, mas também ocuidado para não acreditarmostanto nos imprevistos, problemas etudo que nos leva a alargarmosdemais o prazo do projeto, desde oplanejamento até sua implementação.Neste particular, o fato deas premissas irem se ajustando, asreferências se modificando e astendências alteradas fará com queseu projeto seja realmente semfim. Vamos reavaliando em umafrequência, que passamos asreuniões de concepção paravalidação de dados e cenários, eentão o projeto entra em um“looping”, uma espiral sem fim, eque se arrastará por muito tempo...


14 | edição nº108 | Fev | 2011 |EmpilhadeirasAcessórios: 2010 apontoucrescimento, o mesmoprevisto para 2011O setor de acessórios para empilhadeiras não tem do que reclamar em relação ao ano de 2010.Representantes de empresas que atuam no setor apontam crescimento significativo, embalado pelaretomada da economia, e mantêm o otimismo para 2011.Quando se lê os balançosdas empresas com relaçãoao ano de 2010, o quemais se destaca é o positivismo:o ano foi realmente muito bom etrouxe certo alívio para asempresas, ante a criseeconômica de 2009.E isto também aconteceu nosetor de acessórios para empilhadeiras.“Dois mil e dez foi um anode redenção quando comparadoa 2009. As vendas de garras eoutros acessórios tiveram umaumento em torno de 18%, e degarfos para empilhadeiras de35%”, comemora RamatisPedrosa Fernandes, diretorpresidenteda Cascade do Brasil(Fone: 13 2105.8803).Crescimento semelhanteteve a HGX Controlls – SistemasInteligentes (Fone: 51 3072 3552),segundo conta o representante daempresa, Vagner Santos: o anofoi muito bom, com um incrementode 30% no faturamento.“O setor de movimentaçãode cargas e materiais cresceubastante no ano de 2010. Com omercado interno aquecido, anecessidade de transporte emovimentação é proporcionalmentemaior também”, completaGilberto Guilherme Boettcher,diretor da Movikraft Indústria deEquipamentos para Movimentação(Fone: 47 3425.0044).Victor Cruz, gerente demarketing & vendas da MSI-Forks Garfos Industriais (Fone:11 5694.1000), tambémcomemora os bons resultadosalcançados em 2010. De acordocom ele, o ano se revelou derápido crescimento e de francaretomado da economia nosegmento. “Devido ao ritmoacelerado dessa retomada,inúmeros desafios surgiram,sendo o principal o abastecimentoda cadeia de suprimentos.Em nossos clientes OEMs(fabricantes de empilhadeiras),as projeções de demanda eramalteradas quase semanalmente,com incrementos de até50%. Para nós, a solução doproblema foi utilizar nossapresença global e redirecionara capacidade produtiva ociosade outras unidades para oBrasil temporariamente,enquanto abastecíamos a redede suprimentos. A partir dejulho já estávamos empatamares superiores aos anosde 2007 e 2008 pré-crise”,revela Cruz.De fato, o ano de 2010esteve mais aquecido comparadoao ano de 2009, de acordocom Indo José Kunz, gerentede aplicação da Saur (Fone: 553376.9322). Concordando como gerente de marketing &vendas da MSI-Forks, o da Saurdiz que o setor de acessórios,assim como a comercializaçãode empilhadeiras, acompanhouo crescimento industrial.2011E 2011, o otimismo continua?Fernandes diz que, para aCascade do Brasil, as perspectivaspara 2011 são excelentes,no que concorda Santos, da HGXControlls – “esperamos umcrescimento igual ou maior aoapresentado em 2010”, diz ele.Outro que mantém boasperspectivas para 2011 é Kunz,da Saur. Ele estima que ocrescimento industrial continue,bem como a perspectiva devenda de empilhadeiras, o quereflete diretamente no aumentoda comercialização dos equipamentospara empilhadeiras.Mais contido no seu otimismo,Boettcher, da Movikraft,aponta que em 2011 há umaexpectativa muito grande decrescimento, apesar da tendênciade retração na economia emfunção da ameaça de percentuaisde inflação acima do esperado.Cruz, da MSI-Forks: oabastecimento da cadeiade suprimentos foi oprincipal desafio naretomada da economiaFernandes, da Cascade:as tendências envolvemprofissionalização eespecialização dosconsultoresBoettcher, da Movikraft:“observamos que o nossosegmento segue, ainda queem menor ritmo que 2010,crescendo”Kunz, da Saur: “a tendênciasegue a lógica domercado em otimizar otempo e aumentar aprodução com segurança”


| edição nº108 | Fev | 2011 |15“Temos observado que nossosegmento segue, ainda que emmenor ritmo que 2010, crescendo.Acreditamos que as empresasque conseguiram fazeros investimentos necessários em2009 e 2010 para um novopatamar de demanda colherãoboa parte dos frutos dessesinvestimentos em 2011”,completa Cruz, da MSI-Forks.TendênciasJá que estamos falando emfuturo, quais as tendências parao setor de acessórios paraempilhadeiras?“Continuar em forte crescimento,pelo menos nos próximos2 anos”, acredita Santos, da HGXControlls.Fernandes, da Cascade, porseu lado, destaca que as tendênciasenvolvem profissionalizaçãoe especialização dos consultoresda área comercial e técnica deacessórios para empilhadeira.“Para nós, a principal tendênciaem 2011 será a conscientizaçãodas tecnologias que já estãono mercado e que são utilizadaspela minoria das empresasdevido aos investimentosnecessários. A necessidade demaior eficiência e produtividadenas empresas em curto espaçode tempo fará com que a base declientes que investem emmovimentação de material e,consequentemente, os respectivosacessórios cresçam rapidamente”,diz o gerente de marketing& vendas da MSI-Forks.Para Kunz, da Saur, a tendênciasegue a lógica do mercadoem otimizar o tempo e aumentara produção com segurança,justificando a existência de umaampla gama de equipamentospara empilhadeiras, que seaplicam nos mais variadossetores.Já para o diretor da Movikraft,a tendência no setor de acessóriospara empilhadeiras é o investimentoem novas tecnologias defabricação e construção, a fimde dotar os equipamentos demaior durabilidade, resistência ecapacidade de diminuir o ciclo detrabalho, gerando possibilidadede movimentação de mais peçasem menos tempo, e, também,oferecer mais segurança aooperador e às pessoas envolvidasno processo de movimentação.TecnologiaJá que o assunto tecnologiafoi citado, quais as novas queestão surgindo no setor deacessórios para empilhadeiras?Fernandes, da Cascade,aponta especificamente o casode sua empresa: o lançamentode um nova série de garras parafardos de celulose, novos modelosde posicionadores de garfos dasérie "Revolution" e novodispositivo de segurança paragarras no transporte de bobinasde papel, caixas, etc.Para Cruz, da MSI-Forks, nocaso do acessório garfo deelevação, não se pode dizer quesejam novas tecnologias, mas,sim, tecnologias que já existiamno exterior e que agora seencontram também disponíveisno Brasil. Alguns exemplos sãoos garfos antifaíscas feitos deaço inox e garfos de chanfrointeiro para movimentação depalete aeronáutico, entre outros.“A introdução desses novosprodutos no país é consequênciado amadurecimento do mercadode empilhadeira como um todo,demandando produtos maisespecíficos para cada finalidade.”Entre as tecnologias que vêmsurgindo nesse setor, a Saur jádesenvolve e disponibiliza osistema de câmeras instaladasna empilhadeira, o qual facilita aoperação dos equipamentos comdifícil visibilidade. Também foidesenvolvido o kit de controle deinclinação de torre e giro e o kitde controle automático de forçade aperto, que reduz os danosna mercadoria.


16 | edição nº108 | Fev | 2011 |Acessórios para empilhadeirasAlongador de garfosFabricante: MovikraftCapacidade: até 3 toneladasAplicação: Garfo de empilhadeiraCaçamba hidráulicaFabricante: Saur/KaupModelo: CHSCapacidade: 0,4a2,0m³peso de 380 a 960 kgAplicação: Carregamento,transportare descarregamentode granéisConfigurações adicionais: Basculamentorealizado através de cilindrohidráulico e requer uma funçãohidráulica na empilhadeiraControlador de tração paramotores DCFabricante: HGX ControllsModelo: HGX2315MIPCapacidade: 24 – 48 V/150 AAplicação: Controle de tração deempilhadeiras depequeno porte eveículos elétricosGarfoFabricante: MSI-ForksModelo: ClasseII,IIIeIVCapacidade: de 1.000 a 7.500 kgAplicação: Movimentação decargas paletizadasConfigurações adicionais: Comprimentosde lâmina até 2400 mmFabricante: MSI-ForksModelo: PINType/OlhalCapacidade: de 7500 a 12.000 kgAplicação: IndustrialeportuáriaConfigurações adicionais: Comprimentosde lâmina até 2400 mmFabricante: Saur/VetterModelo: GSCapacidade: 2.000a25.000kg,a600 mmAplicação: Manuseio de cargaspaletizadasConfigurações adicionais: SistemaOptima, que consiste em uma seçãomaior no “cotovelo” do garfo, o quepermite o prolongamento da vidaútilematétrêsvezesFabricante: MovikraftModelo: EngateCapacidade: até 30 toneladasAplicação: EmpilhadeirasFabricante: MovikraftModelo: OlhalCapacidade: até 30 toneladasAplicação: EmpilhadeirasDispositivo automático paracarregamento de big-bagsFabricante: Saur/KaupModelo: EspecialCapacidade: 4.000kgAplicação:Manipulaçãoautomática de big-bagsConfigurações adicionais: Parteinferior com chapa abaulada, comrotator, carreteleválvulasolenóideFixador de tubosFabricante: SaurCapacidade: de acordo com oAplicação:modelo de empilhadeiraFixação e transporte detubos, longarinas,barraseperfismetálicos de grandecomprimentoConfigurações adicionais: Compensadorde deformação dos garfosGarra giratória para montantesFabricante: Saur/KaupModelo: AGSCapacidade: Abertura entre 550 e1800 mmAplicação: Movimentação demontantes, permitindoo giro em cargaslongasConfigurações adicionais: EngatetraseiroparaportagarfosISOIeISOIIGarra hidráulica paratubos de concretoFabricante: Saur/KaupModelo: GGBSCapacidade: 2.800kgAplicação:Carregamento de tubosde concreto dediversos diâmetrosConfigurações adicionais: Aberturade 300 a 1.600 mm, giro contínuo de360º e conchas estriadasModelo: HGX2430EXSCapacidade: 24 – 48 V/300 – 500 AAplicação: Controle de tração deempilhadeiras eveículos elétricosModelo: HGX2430MSSCapacidade: 24 – 48 V/300 – 500 AAplicação: Controle de tração deempilhadeiras eveículos elétricosModelo:Aplicação:HGX1201TPRProgramador manualpara os controladoresHGXConfigurações adicionais: Sistemamicroprocessado, programável eadaptável a qualquer necessidade eaplicação de empilhadeiras eveículos elétricosFabricante: MSI-ForksModelo: “Heavy Duty”/HK, PN ou BLCapacidade: de 20.000 a 150.000 kgAplicação: Siderurgia ou mineraçãoConfigurações adicionais: Comprimentosde lâmina até 2400 mmGarfo invertidoFabricante: MovikraftModelo: 30t.Capacidade: até 30 toneladasAplicação: Movimentação decontêinerGarfo telescópicoFabricante: Saur/KaupModelo: T4666Capacidade: 2.000 a 4.500 kgAplicação:Carregamento decaminhões por um ladosó, armazenamentocom dupla profundidadeConfigurações adicionais: Podemser acopladas luvas limitadorasGarra para barris(Drum clamp)Fabricante: CascadeModelo: SérieDCapacidade: 1.135 a 1.590 kgAplicação:Movimentação debarrisnasindústriasquímicaepetrolífera.Configurações adicionais: Válvulareguladora de pressão


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18 | edição nº108 | Fev | 2011 |Acessórios para empilhadeirasGarra para blocos de concretoFabricante: Saur/KaupModelo: T412Capacidade: 1.250 a 6.200 kgAplicação:Carregamento de blocosde concretoConfigurações adicionais: Braçoscom revestimentos em Vulcollan,borracha e poliuretano, e êmboloscom dimensões variadasGarra para caixasFabricante: Saur/KaupModelo: GHSCapacidade: 1.000 a 5.000 kgAplicação: Movimentação de caixasConfigurações adicionais: Braços emaçodealtaresistênciaerevestidosinternamente com placas de borrachabranca, preta ou de poliuretanoGarra para fardosFabricante: CascadeModelos: Bale Clamp e Pulp BaleClampCapacidade: de 1.135 a 8.170 kgAplicação: Movimentação geraldefardosdecelulose,algodão,lã,tecidos,papelão ondulado,papel de imprensa,trapo,fenoesucataConfigurações adicionais: Controlehidráulico de pressãoInversor/empurrador de cargasFabricante: Saur/KaupModelo: ICSCapacidade: 1.500 a 2.500 kgAplicação: Transferência de cargade um palete paraoutro e carregamentode caminhões semutilizaçãodospaletesConfigurações adicionais:Deslocador lateral integrado ouinstalado na empilhadeiraGarra para bobinasFabricante: Saur/KaupModelo: GGBS 38 MUE com SwingCapacidade: Até 3.800 kgAplicação: Manuseio e deslocamentolateral debobinas de papelConfigurações adicionais: Braçosdelgados e articulações com buchasautolubrificadas, eixos temperados epontos de contato com o soloresistentesao desgaste, bem como superfíciedecontatorevestidadeinoxGarra para eletrodomésticosFabricante: Saur/KaupModelo: GHSCapacidade: 1.000 a 2.000 kgAplicação: Manuseio de grandesvolumes em blocosinteirosdecargaouem camada de caixasindividuais, eliminandoautilizaçãodepaletesConfigurações adicionais: Braços dediversos tamanhos e tipos comrevestimento em borracha antiderrapantee deslocamento lateralFabricante: Saur/KaupModelo: GHSCapacidade: 1.000 a 10.000 kgAplicação:Manuseio de fardos decelulose, aparas depapel,algodão,lã,feno,bagaço de cana eblocos de sucata eespuma. Também podeserutilizadaparamovimentação decaixasConfigurações adicionais: Buchasautolubrificantes, regulador de fluxohidráulico, válvulas de alívio paraajuste da pressão de aperto, engatetraseiro de acordo com o portagarfosda empilhadeira e deslocamento lateralopcionalKit sistema de câmerasFabricante: SaurAplicação:Em equipamentos compouca visibilidade, queatuam em corredoresestreitosequerealizam estufamentode contêineresConfigurações adicionais: Câmerasdevídeonafacefrontaldasempilhadeiras ou garfos e monitor nacabine de operação, que permitemvisualizar diferentes ângulosFabricante: CascadeModelo: SérieHCapacidade: 2.050 a 12.000 kgAplicação: Movimentação debobinas de qualquerdiâmetro, peso ou tipodepapel.Configurações adicionais: Placas decontato, reguladores de pressãomanuais e hidráulicos/eletrônicos,controle de rotação, controle deinclinação da torre, acumuladores dechoque,indicadordeforçadeapertoFabricante: CascadeModelos: SérieDCapacidade: 680 a 2.270 kgAplicação:Movimentação deeletrodomésticos,produtos eletrônicos,bebidas e de uso emarmazéns que lidamcom cargas em caixasde papelão,Configurações adicionais: Válvulareguladoraeletrônicade7pressões,válvula reguladora manual depressão,controle deinclinaçãodatorre,indicadordeforçadeapertoGarra para tijolosFabricante: Saur/KaupCapacidade: 2.000 a 3.000 kgAplicação: Manuseio de tijolosConfigurações adicionais: Braços comrevestimento interno de borracha,com densidade 20 macia e 20 duraKit sistema de controleautomático de forçaFabricante: SaurModelo: CAFAplicação:Regulagem automáticada força de aperto nosequipamentos SaurConfigurações adicionais: Operaçãorealizadaatravésdesistemaeletrônicocom hidráulica proporcional


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20 | edição nº108 | Fev | 2011 |Acessórios para empilhadeirasPino da cargaFabricante: MovikraftModelo: AríeteCapacidade: até 30 toneladasAplicação: EmpilhadeirasPosicionador múltiplo degarfos (Single-double)Fabricante: CascadeModelo: SérieGCapacidade: 2500 a 4090 kgAplicação:Transportedeatéquatropaletesporvez.Possui,ainda, a função dedeslocamento lateral.Configurações adicionais: Encosto decargaespecial,estabilizadordecargasPosicionador quádruplode garfosFabricante: Saur/KaupModelo: T419-2-4/-4-8LCapacidade: 4000 a 12000 kgAplicação:Movimentação de 2 ou4paletesladoaladoou4ou8paletesConfigurações adicionais: Deslocamentolateral independentementePosicionador triplo degarfosFabricante: Saur/KaupModelo: T429-1-2-3Capacidade: 3.000 a 5.000 kgAplicação: Carregamento de atétrêspaletessimultaneamenteConfigurações adicionais:Deslocamento lateral independentee garfos parafusadosFabricante: Saur/KaupModelo: T429-4-6Capacidade: 6.000 a 10.000 kgAplicação: Movimentação de 4ou6paletessimultaneamenteConfigurações adicionais:Deslocamento lateral independenteegarfosparafusados com duplaprofundidadePush-PullFabricante: CascadeModelos: SérieECapacidade: 1.260 a 2.045 kgAplicação: Movimentação decargas armazenadassobrefolhasdeslizantes(slipsheets).Configurações adicionais: Válvuladecontroleealíviodepressão,engate rápido, salva-folhas,posicionadorhidráulicodegarfosparamovimentar slip-sheet e/ou paleteSelecionador de camadas(Layer picker)Fabricante: CascadeCapacidade: 545 kgAplicação:Ao empilharpaletesde cargamista, movimentacamadasindividuaisoumúltiplas deprodutos enlatadose engarrafadosConfigurações adicionais:Válvula reguladora de pressão,controle de movimentos laterais,placas especiaisSpreaderFabricante: Saur/KaupModelo: TSS e SISCapacidade: 5.000 a 35.000 kgAplicação: Movimentação decontêineres vaziose carregadosConfigurações adicionais:Modelos adaptáveis emempilhadeiras, pórticos eguindastes ●9 anos“Parabéns à Logweb peloseu 9º aniversário. Comconteúdo independente euma excelente equipeprofissional, além dereferência para o mercado,a revista sempre foi grandeparceira da Cascade doBrasil. É com muito orgulhofazemos parte do seucrescimento e história.”Ramatis Fernandes,diretor-presidente daCascade do Brasil“A Ceva parabeniza toda aequipe da Logweb pelosseus 9 anos como referênciaem logística.”Wagner Covos, vice-presidente dedesenvolvimento de negócios emarketing daCeva Logistics“Logística é um mercadoque cresce a cada dia.Completar nove anosoferecendo sempre todas asnovidades e acontecimentosdesse mercado não pode serpara qualquer revista.A Logweb está de parabéns,pois a cada ano conseguiusurpreender e atender àsnecessidades da área.Eu acompanho a Logweb.”Philipos Kokkinos, diretorcomercial da CSI“Parabenizo todo o time daLogweb pelo excelentetrabalho efetuado ao longoda jornada de sua existência.Presenciei as conversas doinício da empreitada decriação das empresas doGrupo ainda na década de90 no Center Norte.”Durval Motta, Territory Manager –Brazil da Datamax-O’NeilNÓS ESTAMOS PREPARADOSPARA 2011. E VOCÊ?CONTE CONOSCO.referência em logística“Parabéns à revistaLogweb! A publicação setornou referência no setorde logística e a cada anoconquista mais leitores comreportagens pertinentes aocotidiano dos profissionaisda área.”Paulo Tigevisk, gerente demarketing e vendas daBrasilmaxi


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| edição nº108 | Fev | 2011 |23O ano de 2010 podeser considerado omelhor do setorSobre as novas tecnologias,o profissional não vê a um curtoespaço de tempo alguma grandeinovação quanto às tecnologiaspara carga de baterias tracionárias.“Até porque, elas só surgirãoa partir de grandes inovaçõesnas baterias, pois os carregadoresdevem obedecer exatamenteàs especificações dos fabricantesdas baterias, quanto aoprocesso de carga”, diz.De acordo com Jefferson, hátrabalho, sim, em melhorias dastecnologias já consagradas econfiáveis, como também nainteração homem x máquina, nasimplicidade com confiabilidadee na disponibilidade de dadosvia comunicação digital.Quanto à parte de recuperaçãode baterias, ele diz queesses serviços dependemexclusivamente dos fabricantesde baterias e seus serviçosautorizados. Esses, sim, comdomínio da tecnologia dasbaterias e dos processoscorretos de reparos e recuperação.“A Powerbras não tem enem pretende desenvolverqualquer acessório de carregadorque possa ser interpretadopelo cliente como um recuperadorde bateria, objetivo esseque não será alcançado, e quepode ser confirmado pelosfabricantes de bateria.”O profissional ressalta queos grandes entraves para acolocação de produtos maisinteligentes e com maistecnologia embarcada são:➥ Falta de conhecimentotécnico do produtopelo comprador;➥ Baixa qualificaçãotécnica dos operadoresde salas de baterias;➥ Preço, não valor, queos usuários querempara o produto.Já para Kafka e Macan,da KM, o setor de carregadoresde baterias está emconstante evoluçãotecnológica. Segundo eles, oequipamento perfeito tem deeconomizar energia, aumentara vida útil da bateria, recuperara bateria sulfatada eproporcionar o melhor horáriopara a carga quando a energiaé mais barata, fora do horáriode pico. “Em abril, na feiraCeMAT, apresentaremos comonovidade o carregador comcarga pulsante”, revelam. ●9 anos“Parabéns à revista Logwebpelos 9 anos de coberturas nosegmento de logística. A cadaano, a revista se consolidacomo um dos principaisveículos com informaçõessobre movimentação de cargase logística. Desejamos muitosucesso daqui para a frente!”Thaís Zovico, Marketing LatinAmerica da DHL Supply Chain“O Expresso Jundiaí parabenizaa revista Logweb pelosseus nove anos. Nesse período,informações relevantes e comcredibilidade sobre o mercadode transportes e logísticaforam e continuam sendofundamentais para acompanharmoso dia a dia do setor.Felicitações a toda a equipe.”Alessandro Panzan, gerente geral daDivisão Logística do Expresso Jundiaí


24 | edição nº108 | Fev | 2011 |EmpilhadeirasBaterias: satisfação pelodesempenho em 2010 eotimismo para 2011Quando o setor de logística caminha a passos largos, cresce a utilização de equipamentos paramovimentação e, por consequência, o mercado de baterias tracionárias também sai ganhando.Foi o que aconteceu em 2010 e o que as empresas do setor esperam que continue neste ano.Após a tão falada criseeconômica mundial, o anode 2010 foi um legítimodivisor de águas. Destacando oque se viu na economia brasileira,se no ano anterior as palavras davez eram “preocupação e cortes”,em 2010 os termos “retomada ecrescimento” voltaram a pautaro dia a dia de grande parte dasempresas brasileiras, incluindo asque atuam com baterias tracionárias,segmento diretamenteinfluenciado pelo desempenhodo setor de logística.Com o aquecimento daeconomia, a retomada de investimentose o bom momento daindústria em geral, os fabricantese distribuidores de bateriastracionárias puderam comemorarbons resultados no último ano eprojetam 2011 com otimismo.De acordo com Wagner A.Brozinga, gerente comercial e denovos negócios da BateriasFulguris (Fone: 11 2413.5600),2010 foi um ano histórico, tantoBrozinga, da Fulguris: aempresa prevê crescimentode 20%, tanto em vendasquanto em produçãoem produção como em vendas.“Inicialmente, analisando ocenário de 2009, que foi um anode crise global, prevíamos umcrescimento na ordem de 20%.Porém, devido ao aquecimento ecrescimento no setor, tivemosum crescimento superior a 60%,batendo todos os recordes daempresa em produção, vendas,investimentos e contratações”,festeja. Já André Furtado,gerente comercial de bateriastracionárias da Moura (Fone:0800.7012021), diz que aempresa cresceu 70% nasvendas, além de ter investidoem estrutura fabril e pessoas.Com isso, aumentou suaparticipação no segmento.Marcelo Mota de Bitencourt,diretor comercial da Batersul(Fone: 47 3368.7171), comentaque o primeiro semestre de 2010foi muito bom, impulsionadoainda pelo excelente desenvolvimentoe crescimento registradosno último trimestre de 2009. Nosegundo semestre, contudo, aeconomia e os investimentosforam um pouco menores, porconta das eleições e de outrosacontecimentos que fizeram osempresários e investidoresobservarem o que realmente iriaacontecer com a economiabrasileira e mundial pré e póseleição.Representando a Matrac(Fone: 11 2905.4108), EdmilsonAnjos Ferreira destaca que,assim como ocorre desde afundação da empresa, em 1989,o crescimento registrado em2010 foi da ordem de 20%. Nocontexto do desempenho daMatrac, ele observa umaparticularidade: o número debaterias vendidas para reposiçãosofreu uma sensível queda,enquanto o número de bateriasvendidas para empilhadeirasnovas teve uma alta considerável.“Cremos que os clientesestiveram inclinados à renovaçãode suas frotas deempilhadeiras, impulsionadospelos incentivos governamentais”,opina. “Houve ainda, nosegundo semestre, uma altaconsiderável na locação debaterias tracionárias porperíodos entre dois e seismeses, o que creditamos àsazonalidade e ao aumento damovimentação de materiais”,acrescenta.Otimismo mantidoPara 2011, a Prestbater(Fone: 11 4496.4430) estábastante otimista. Desde o finaldo ano passado, iniciou umprocesso de profissionalização,prevendo que o setor continuaráaquecido. Para Arlindo dosSantos, diretor da empresa,fatores como a mão de obracada vez mais escassa e dedifícil controle, a maiorexigência dos clientes, arenovação de frotas, a manutençãoda política econômica e afacilidade do financiamento,principalmente do FINAME/BNDES, farão com que o setorcontinue crescendo.Bitencourt, da Batersul:“provavelmente voltaremosaos parâmetros de crescimentodo passado”


| edição nº108 | Fev | 2011 |25BatersulA principal novidade é a bateria Log HDPPremium da Moura. “Trata-se de uma tecnologiabaseada em células elétricas que proporcionamàs baterias mais densidade de energia, maiorvida útil e uma autonomia superior nasoperações com máquinas elétricas, tanto emaltas como em baixas temperaturas,” segundoBitencourt.Em termos de tendências, de acordo comele, cada vez mais o mercado brasileiro estáaumentando a participação de máquinaselétricas e observando os benefícios que estesequipamentos trazem na relação custo-benefícioem médio prazo, além da questão do meioambiente. Para Bitencourt, os fabricantes quenão investirem em qualidade irão sumir domercado. “O nosso mercado está exigindoprodutos de excelente qualidade a um custotambém razoável, que justifique o investimentoe a escolha.Outro fator importante – segundo o diretorda Batersul – é que com o crescimento acima damédia nos últimos dois anos, os fabricantes quenão investiram na estrutura terão problemaspara atender à demanda do mercado. “Vimos,no ano passado, fábricas demorando até trêsmeses para entregarem seus produtos.O Grupo Moura fez diversos investimentos eminfraestrutura e compra de novos equipamentose aumentou no final do ano passado mais de50% a sua capacidade produtiva. Além disso,deve, até 2012, inaugurar uma nova unidadefabril somente para atender à demanda debaterias industriais no Brasil e na América doSul”, informa.FulgurisBrozinga destaca que os produtos daFulguris são fabricados com equipamentosadquiridos recentemente e são compostos porplacas positivas tubulares, separadores de altaresistência, vasos injetados, chumbo comcontrole máximo de pureza, caixa de ferro comproteção corrosiva, sistemas de abastecimentoautomático ou manual e interligações em caboflexível. Ele lembra, ainda, que a empresa contacom uma planta de reciclagem própria – comcertificação ISO 14.000 – em sua unidade fabril.Acerca das tendências para o setor, ogerente comercial da Fulguris crê que eventoscomo a Copa do Mundo e as Olimpíadas irãoatrair investimentos internacionais para o Brasil,que é um país seguro para se obter retorno deinvestimento. “Certamente os setores alimentício,logístico e a indústria em geral irão aproveitar ocrescimento para renovar suas frotas deequipamentos e, com isto, haverá investimentoem energia e baterias”, profetiza.A Matractambém espera que2011 seja mais umano de crescimento.Segundo Ferreira, aempresa irá manter oestoque de baterias novas nomesmo patamar para atender aomercado de pronta entrega eaumentará em 20% o estoquede baterias para locação, poisacredita no constante aumentodeste segmento. A Moura, porsua vez, diz que pretende ampliarainda mais os negócios, avançandoestrategicamente e focadacada vez mais nas necessidadesdo cliente, de acordo com Furtado.Já Brozinga, da Fulguris, dizque a empresa está observandoe analisando o cenário global enão pode criar falsas expectativas.Mesmo assim, está bastanteotimista e com previsão decrescimento da ordem de 20%,tanto em vendas quanto emprodução.Bitencourt, da Batersul,projeta que 2011 será um ano deinvestimentos moderados, porconta do arrocho econômico donovo governo, brecando financiamentosem longo prazo e comtaxas um pouco maiores. “Provavelmentedeveremos voltar aosparâmetros de crescimento queestávamos acostumados nopassado”, revela, especulandoque o primeiro semestre devecorresponder a mais ou menos35% a 40% do volume de vendase faturamentos, enquanto asegunda metade do ano deveráter um número perto dos 60% dofaturamento anual das empresasno segmento de movimentação elogística. “Podemos ter algumassurpresas agradáveis no segundosemestre. Se realmente o novogoverno voltar a dar subsídios einvestir neste segmento,podemos acabar 2011 melhoraté que 2010”, pondera.N ovidades etendênciasA seguir, os entrevistadosdesta matéria especial sobrebaterias tracionárias discorremsobre as principais novidades etendências que, no entendimentodeles, nortearão o segmentoem 2011 e no futuro próximo.


26 | edição nº108 | Fev | 2011 |BATERIASTRACIONÁRIASBatersulBatersulNewpowerMatracPrestbater/EurotracFabricante(F)ouDistribuidor(D):MarcaaModelooCapacidade(Ah)TensãoD D F D F e DMouraHDP Premiu mMouraLog Monobloc oFulgurisTSF Premium /Silverlin e/Fulltube126a 1.750 Ah85a 370 AhAté 3.800 Ah2 V até a voltagem quecliente precisarA plicaçãoEmpilhadeiras elétricas ,paleteiras etranspaleteiras elétricas,rebocadores elétricos,equipamentos demovimentação emaeroportos, mineração eoutros veículos de traçãoelétricao6 a 12 VDe acordo com a especificaçã odo equipamentoRebocadores e veículosindustriais, plataformaselevatórias, carros degolfe, paleteiras eempilhadeiras de pequenoporte, lavadoras evarredoras de pisoindustriaisAutomotivas, empilhadeiras,paleteiras, rebocadores,arranque de locomotivas, metrô,grupo motogerador, submarinos,boias de sinalização náutica,no-breaks, iluminação deemergência, subestação deenergia, telecomunicações,telefonia celular, painéisfotovoltaicos (energia solar)FulgurisTSFEurotra cEPZ S120a 1.520 Ah200 a 1.500 Ah6,12, 18, 24, 36, 48 e 72 V 6, 12, 24, 36, 48, 72 e 80 VEmpilhadeiras elétricas,paleteiras elétricas,lavadoras de piso,rebocadores e demaisveículos elétricos decorrente contínuaEmpilhadeiras elétricas,paleteiras e rebocadoresTecnologia:Tubular(T)ouuEmpastada(E)Ciclagem:NormaAplicadaan.i. = não informadoPlana Blindada1 .600 a 1.800 ciclo s n.i.ABNT e DINPlana Blindad aABNT e DINPrimeira linha tubular esegunda linha empastadaPrimeira linha tubular superior a1.600 ciclos, segunda linhaempastada 900 ciclosDINTubularTubula r1.600ciclos1.500 ciclo sDINDINMatracPara Ferreira, é difícil afirmar que as bateriastracionárias sofreram avanços tecnológicos noque tange à parte acúmulo de energia e recarga,uma vez que o Brasil já produz há muito tempouma das melhores baterias tracionárias domundo, usando a melhor tecnologia (placaspositivas pluritubulares) e os melhores insumos.“O que vemos hoje é um progresso constante naparte externa das baterias como, por exemplo,sistema de enchimento automático de água,caixas de ferro com tratamentos anticorrosãomais eficientes, sistema de agito de eletrólitopara diminuição do tempo de recarga, polosrosqueados, etc.”, explica.Ele acredita que os fabricantes de bateriastracionárias tendem a um grande retrocessotecnológico nas características construtivas dasbaterias tracionárias, em função da incessantebusca pela diminuição dos custos de produção,visando torná-los mais competitivos com osfabricantes nacionais de segunda linha e asbaterias importadas que encontram portasabertas no Brasil, devido à baixa cotação dodólar. “É preocupante, pois com certeza haverá,também, redução na qualidade das baterias”,assegura.Moura“Continuaremos abuscar cada vezmais tecnologias nomundo para nossasbaterias HDP Premium”,resume Furtado, falandosobre as novidades daMoura. Ainda, em umarápida análise, eleaponta que o mercado debaterias tracionáriasdeverá continuarseguindo as tendênciasestabelecidas em 2010,ou seja, expansão dosgrandes magazines,locadores, indústriaautomobilística, etc.PrestbaterSantos, da Prestbater, também não vê muitasnovidades no setor de baterias tracionárias. “Todosos anos o segmento oferece novos modelos aomercado. Contudo, entendo que sempre estamosoferecendo o mesmo modelo, mas requentado.Bateria é um acumulador de energia que precisa decuidados especiais e, desde seu descobrimento, hámais de 120 anos, continua com o mesmo princípioeletroquímico, usando uma combinação de placas dechumbo e acido sulfúrico”, explica.De acordo com o diretor da Prestbater, muitaspesquisas estão em fases avançadas no mundo, mascom custos ainda muito elevados, principalmente sefor levado em conta que no Brasil as empresas aindaescolhem baterias somente pelo preço, sem levarem consideração o conjunto “empilhadeiras,carregador e baterias”. “A gente se esquece de quea bateria é a alma da empilhadeira elétrica”, diz,lembrando que as opções mais recentes no mercadosão baterias combinando células combustível,regeneração de energia, aceleração de processos decarga (agito de eletrólito) e baterias gel, entreoutras. No que tange às tendências, Santos diz quea Prestbater vai continuar terceirizando as operaçõesde logística e de movimentação de materiais comempresas especializadas. ●


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28 | edição nº108 | Fev | 2011 |EmpilhadeirasPeças: busca pororiginais faz setorcrescer cada vez maisAlém do aquecimento da economia brasileira e do consequente aumento da demanda porequipamentos, um fator que faz com que o segmento de peças para empilhadeiras esteja a todo vaporé a conscientização das empresas pela busca de peças originais.Companhias como a ToyotaBT (Fone: 11 3511.0400),por exemplo, têm tentadode tudo para convencer osconsumidores de que utilizarpeças não-originais traz prejuízosao próprio usuário, já que estescomponentes do chamadomercado paralelo podem causardanos às empilhadeiras. Emoutras palavras, o barato sai caro,muito caro. Mas, os usuáriosestão compreendendo a importânciade optar por peças originais,e isto já está refletindo nosresultados do setor de peçaspara empilhadeiras.O gerente de peças e serviçosda empresa japonesa, EduardoMatsubara, diz que o reflexo davenda de empilhadeiras é umponto importante para mensuraro crescimento das vendas depeças registrado em 2010 – foi orecorde da Toyota no Brasil,embora ele não tenha reveladovalores. Contudo, as campanhasrealizadas pela companhia paraincentivar o uso de peçasoriginais também têm grandeparticipação no ótimo momento.“Realizamos dois tipos decampanha, uma com um focoesclarecedor e outra com foconos preços”, explica.Segundo Matsubara, ascampanhas com foco esclarecedorexplicam a importância dautilização de peças originais, asvantagens (como a garantia defábrica) e os problemas quepodem ocorrer nos equipamentoscom a utilização de peçasparalelas. Já as campanhas comfoco nos preços têm como baseuma grande negociação daempresa com os principaisfornecedores de peças no Japão,negociação esta que permitiucomercializar peças com até30% de desconto. “Esta açãopassou a ser muito importante,uma vez que quebra algunsparadigmas, como ‘as peçasoriginais são muito caras’”,pontua o gerente da Toyota BT.A Marcamp Equipamentos(Fone: 19 3772.3333) – conformecontam o gerente comercial,Gallo, da Moviplam: oano que se inicia traz aperspectiva de dobrar ofaturamento registradoem 2010Antonio Carlos Silvestre Junior,e o supervisor de materiais,Ricardo Moreno – percebeu, emtodas as suas unidades, que ofornecimento de peças vindas deserviços autorizados obteve apreferência por parte dasempresas clientes deste setor,quando comparado a outrosfornecedores. “No início de 2010houve momentos de aumento deprazos de entrega, mas rapidamenteequilibrado pelosfabricantes. Foi um excelenteano, quando comparado aovolume de 2009”, festejam.O supervisor de vendas daAesa Empilhadeiras (Fone: 113488.1466), Antonio Carlos deCarvalho, endossa o coro decomemoração pela conscientizaçãode se usar peças genuínas.“O setor teve um crescimento de8% em relação ao ano anterior,e a consciência do mercado emutilizar peças originais tambémfoi um fator de contribuição paraeste aumento”, garante.Também apostando na conscientizaçãoquanto à utilizaçãode peças originais, a Commat(Fone: 11 2808.3306), por suavez, registrou um aumento nasvendas de peças em 15% em2010, segundo o engenheiro demanutenção, Hugo Niglio. “Aspeças originais têm a qualidadede material e o processo defabricação, o que nos permiteproporcionar uma vida útil maior,se comparado aos seus semelhantesnacionalizados. Outravantagem de trabalhar commaterial original é ter melhorcobertura dos serviços prestadospelo representante, com apoioda fábrica. No quesito valoresde peças originais, os preçosnão chegam a superar em 5% osda concorrência. No caso dosmotores, por exemplo, a Crown– marca representada pelaCommat – remanufatura 100%”,detalha.Leandro Prado, gerentecomercial da Crow Matec (Fone:11 2951.8777), observa que oano de 2010 foi de retomada decrescimento do setor, que éatrelado ao nível da produçãoindustrial e distribuição demercadorias no país. “O segundosemestre nos apresentou umaresposta muito positiva, elevandoas vendas ao mesmo patamar de2008, antes da crise global”,revela. “Além disso, boa parteda demanda reprimida em 2009foi retomada em 2010, o quecontribuiu para a melhora donosso setor”, acrescenta RodrigoZilli, supervisor de peças daLinde Material Handling Brasil(Fone: 11 3604.4755). Por outrolado, ele comenta que como amaioria dos fornecedoresreduziu ao máximo a produçãode peças de reposição em 2009,em 2010 ainda foi percebidauma relativa dificuldade nofornecimento, já que toda acadeia produtiva teve deretomar a produção de um nívelmuito baixo para um patamarquase tão alto quanto antes dacrise.


| edição nº108 | Fev | 2011 |29“O ano de 2010 foi extremamenteaquecido pela fortedemanda de peças e pelaescassez de mão de obra especializadano setor”, opina AndréBarbosa da Silva, gerente depeças de reposição da PaletransEquipamentos (Fone: 163951.9999).Quem também avalia 2010como extremamente positivo é aStill Brasil (Fone: 11 4066.8100),que encerrou o ano 15% acimadas próprias previsões. Segundoo gerente de peças, Paolino DeMontis, as metas da empresaforam revistas três vezes –todas para cima – ao longo doano. A Retrak Empilhadeiras(Fone: 11 2431.6464), por suavez, cresceu 40% em sua receitade peças e serviços, de acordocom o diretor executivo, FábioPedrão.A Movicarga (Fone: 115014.2477), que em 2008 e 2009se consolidou como distribuidoroficial da Nissan Forklift noBrasil, estruturou o seu estoquede peças e aumentou a venda deempilhadeiras e, consequentemente,de peças genuínasNissan. “Como previsto, o setorteve um crescimento expressivoem relação ao ano de 2009, tendocomo principais fatores a crisefinanceira do período anterior eo aumento do número de equipamentosvendidos”, avalia demaneira global o diretor geral daempresa, Guilherme Osório.Bento Gonçalves Neto, gerentecomercial da Retec Comércioe Serviços (Fone: 31 3372.5955),entende que com o aumento nasoperações dos clientes, aliado àmaior atenção com a manutençãopreventiva, a venda de peçasaumentou consideravelmente noano de 2010. “Assim como nosetor de serviços, tivemostambém um considerávelaumento na demanda de peçase acessórios para aplicação nosequipamentos de movimentaçãoe armazenagem”, informa.A Vinnig ComponentesEletrônicos (Fone: 21 3979.0283)De Montis, da Still: 2010foi muito produtivo paraa empresa, que encerrouo ano 15% acima dasprevisõescredita o bom desempenho em2010 ao mercado aquecido e aoestoque próprio, que a empresaavalia como cada vez mais completo.“Tivemos uma explosãonas vendas de componentesCurtis no Brasil. Nossas vendascresceram 22% de 2009 para2010”, destaca o diretor, RuyPiazza Filho.Por ser nova no mercado,tendo iniciado as atividades em2010, a Moviplam (Fone: 114581.4397) faz uma análise mês amês de seu desempenho. E oresultado, assim como dasdemais empresas do setor, épositivo. O gerente de peças eacessórios, Alex Roberto Piccolo,revela que a empresa apresentoucrescimento em venda de peçasde reposição de 15% ao mês,devido à consolidação da basede clientes.A Empicamp (Fone: 193246.3113), por sua vez,alcançou um crescimentobastante expressivo em 2010,tendo o ano anterior como base:o setor de peças teve aumentode mais de 40%, segundo odiretor Jean Baptista, queenfatiza que, apesar dasdificuldades impostas pela


30 | edição nº108 | Fev | 2011 |guerra fiscal entre estados,ainda compensa para váriosclientes comprar peças noEstado de São Paulo (a empresaé sediada em Campinas, nointerior paulista).A Nova Central Peças paraEmpilhadeiras (Fone: 13 3349.5720) conseguiu um crescimentode 27,49% no volume de vendasem 2010, sendo que 100% sãopeças importadas. A gerentecomercial da empresa, MagnóliaRocha, aproveita para fazeralgumas considerações no quetange ao desempenho da NovaCentral. “Os modelos de empilhadeirascom mais de três anosde uso (fora da garantia defábrica) foram os que maisconsumiram peças; o volume devendas projetado para as empilhadeiraseuropeias e asiáticasnão foi alcançado; e apesar docrescimento nas vendas doscomponentes eletrônicos,percebemos que as pequenasoficinas e os locadores nãoestão familiarizados com amanutenção de empilhadeiraselétricas”, analisa.Perspectivaspara 2011Carvalho, da Aesa, diz que aexpectativa para este ano é quea venda de peças cresça 15%em relação a 2010, com base nonúmero de novos equipamentoslançados. Além disso, ele apontaque o uso de peças originaisO PREÇO DA TECNOLOGIA E ARACIONALIZAÇÃO NOS CUSTOSDE PEÇAS E MÃO DE OBRAEm uma breve reflexão, Pedrão, da Retrak, diz que a evoluçãoda tecnologia embarcada nos equipamentos exige componentescada vez mais sofisticados. Segundo ele, estes mesmoscomponentes retornam ao usuário em equipamentos maismodernos, rápidos, produtivos e seguros. Esta tecnologiapermite menos manutenções ao longo da vida útil do equipamento,porém mais caras quando se faz necessário o reparo.“Cada vez mais equipamentos eletrônicos de diagnóstico sãonecessários. Se junta ao exposto o fato de você necessitar desoftware para programação e parametrização do equipamentode acordo com a característica do cliente e/ou do operador. Aspeças são cada vez mais complexas e difíceis de recuperação.O computador informa ao técnico qual o código do defeito e aspeças que devem ser testadas e, eventualmente, substituídas.Estes materiais, com possibilidades remotas de recuperação,podem tornar o custo de manutenção economicamente inviávelentre cinco e oito anos após o início da vida econômica doequipamento. É o preço da tecnologia e da racionalização noscustos de peças e mão de obra”, alerta o diretor da Retrak.tende a crescer ainda mais. “Osfabricantes estão investindo empeças mais eficientes a custosmais atrativos. A qualidade temaumentado e a baixa do dólarcolabora para a competitividadecom as peças paralelas”, analisa.Jean, da Empicamp, acreditano crescimento do setor nesteano e destaca que uma políticaunificada de impostos facilitariao cenário positivo. Ele destacaque os fabricantes estão muitomais focados no pós-venda dosequipamentos, inclusivebuscando informações comconsultores da Alemanha, porexemplo, e trarão melhorescondições de aproveitamento depeças regionais com expressivamelhoria de preço. Além disso,entende que o mercado externoestá prestando mais atenção aoBrasil, como consumidor.Piazza Filho, da Vinnig, projetaque em 2011 o crescimento nasvendas de peças será da ordemde 20%, devido ao aquecimentodo mercado como um todo e ànecessidade cada vez maior deMatsubara, da ToyotaBT: “temos comometa um aumento de40% nas vendas depeças para o ano”máquinas elétricas. Ele apontaque cada vez mais os clientespressionam por preços maisbaixos, uma distribuição eficientee por qualidade de ponta. Emseu entendimento, a antigapercepção de que qualidadecusta mais caro já não valemais. Os fornecedores têm deter qualidade, distribuiçãoeficiente e preço competitivo.“A tendência é a procura cadavez maior por peças de qualidade,que tenham um excelentesistema de distribuição e preçoscompetitivos”, sintetiza.Osório, da Movicarga, lembraque o mercado de peças temuma característica que permitetrabalhar com longo prazo, poisé crucial para a disponibilidadede equipamentos e o bom anda-“A Fiorde cumprimenta a direção e a redaçãoda revista Logweb pela passagem de seu nonoaniversário. Desde que apareceu no mercadoeditorial, a Logweb tornou-se uma referênciana área de logística, apresentando mensalmentereportagens, entrevistas e artigos de profundointeresse para o setor, além de promovereventos que já se incorporaram ao calendárioda comunidade que trabalha com o comércioexterior, como o Prêmio Top de Transporte e oFórum Internacional de Intralogística e SupplyChain. Que esse veículo de comunicaçãocontinue na trajetória ascendente que o temmarcado em quase uma década de circulação,são os votos da nossa empresa.”Milton Lourenço, diretor-presidente daFiorde Logística Internacional“Difícil determinar quando a leitura deuma publicação se torna parte denossos hábitos. Mas no caminho paratornar-se perene, em algum momento,passamos a ler com mais familiaridade,passamos a manusear com maisfacilidade e prazer o material de leituraque nos é oferecido. Foi o que aconteceunestes nove anos de Logweb. Parabénsaos editores e equipe, e porque não,também aos leitores, que fazem destauma publicação viva e dinâmica. Quemuitos e muitos anos venham pelafrente é o meu desejo, representando ode toda a equipe da GKO."Ricardo Gorodovits, diretorcomercial da GKO Informática“A revista Logweb temsido, ao longo de 9 anos,um dos principais veículosde divulgação do queacontece com a logística noBrasil e no mundo. Parabénsà direção da Logweb pelainiciativa.”Fernando Trigueiro, diretor daFocus Trigueiro9 anos


| edição nº108 | Fev | 2011 |31mento da produção. Portanto, dizque é preciso sempre trabalharpara ampliação otimizada deestoque, busca agressiva deredução de preços e diversificaçãode produtos. Para ele, ocrescimento constante do setorde peças irá continuar em 2011,porque é impulsionado pelavalorização do real frente aodólar, o que reduz o custo da peçaimportada, e pela percepção dosclientes quanto aos benefíciosem se utilizar uma peça genuínaque apresenta preços cada vezmais competitivos e viáveis.“Nosso objetivo para 2011 émanter um crescimento sustentável,com foco na disponibilidadepara atendimento imediato eredução de preços das peçasNissan”, projeta.A Commat espera, para esteano, a maior participação/suporte dos fabricantes, o queajudará a melhorar a qualidadedos estoques de peças e aredução de custos para o cliente,ao garantir maior produtividadedos equipamentos. No que tangeà empresa, Niglio diz que oobjetivo principal é oferecerpeças através das vendas deserviços de manutenção preventivaaos clientes, mostrando aeles, por meio de informaçõesdetalhadas, as vantagens dacompra de peças originais. Aindaem 2011, a Commat focará ofornecimento de serviços demanutenção pelo departamentode peças. “Um dos grandespontos de desenvolvimento navenda de peças para 2011 serãoas propostas de treinamento àsáreas técnicas de manutençãode nossos clientes”, explica.Zilli, da Linde, prevê ocrescimento do setor por contado aquecimento da economia edas grandes obras de infraestruturaprevistas para os próximosanos já anunciadas pelo governo.“Com muitas delas já em andamento,a necessidade demáquinas aumenta e, porSilvestre Junior, daMarcamp: o fornecimentode peças vindas de serviçosautorizados obteve apreferência dos clientesconsequência, a venda de peçascresce para que essas máquinassigam trabalhando”, argumenta,arriscando a dizer que 2011 podeaté mesmo superar 2010 emtermos de vendas. “O ano poderáatingir recordes”, projeta. Já ÍtaloFagá (Fone: 11 4409.0909), daMeggalog, acredita que ademanda deverá continuar emalta em 2011, visto o grandevolume de vendas do anopassado. “Será necessário umesforço maior do mercado,principalmente porque aestimativa é que teremos mais20.000 máquinas novas nomercado”, justifica.Silva, da Paletrans, contaque a empresa está fazendo umgrande investimento emmáquinas e mão de obra especializada,buscando se tornar referênciano segmento de peças dereposição. Em uma análise domercado, o gerente destaca queos investimentos no país aindanão amadureceram totalmente, oque deve manter o mercadoaquecido em serviços também.Em contrapartida, Prado, daCrow Matec, tem uma ideia diferentedo que será 2011. Para ele,a perspectiva é que o crescimen-


32 | edição nº108 | Fev | 2011 |Prado, daCrow Matec:o ano de2010 foi deretomada decrescimentosignificativodo setorto de 2010 seja mantido nesteano, porém com uma demandamais estável entre o primeiro esegundo semestre. Ainda, ogerente comercial diz que com aevolução da tecnologia empregadanos equipamentos, está cadavez mais difícil a nacionalizaçãodas peças de reposição, tendo asempresas que recorrerem aomercado de peças importadas.Magnólia crê que em 2011haja um aumento no faturamentoda Nova Central, através davenda de peças das empilhadeirasde modelos mais novos, além decrescimento nos negóciosreferentes às empilhadeiraselétricas. Como novidade, eladestaca o aumento de componentesfabricados no mercadointerno em função do índice denacionalização exigido para quea venda da empilhadeira sejafinanciada pelo BNDES – BancoNacional do Desenvolvimento.Para a Moviplam, o ano quese inicia traz a perspectiva dedobrar o faturamento registradoem 2010, seu primeiro ano deatuação. Para tal, Piccolo revelaque a empresa deverá ampliar aárea destinada ao estoque deUMA VISÃO DIFERENTEA Nova Central só trabalha com peças importadas. Magnólia dizque por se tratar de um processo com riscos, e como a garantiada peça é a mesma dada pela indústria nacional, a qualidadedeve vir sempre em primeiro lugar. Ela também entende que omercado está mais exigente, mas, ao contrário dos outrosentrevistados, aponta que a maior parte dos usuários deempilhadeiras ainda não tem a cultura da manutençãopreventiva. “Disponibilizar na prateleira peças recomendadaspelos fabricantes ainda não é considerado investimento”,lamenta. Mas isto tende a mudar. A gerente comercial prevê queo mercado deverá absorver mais profissionais da área delogística, pessoas recém-formadas nos cursos superioresespecializados que deverão implantar nas empresas novosconceitos em gestão de manutenção dos equipamentos quemovimentam suas cargas. Além disso – pensa Magnólia –, onível de exigência do consumidor será cada vez maior, o quebeneficiará os fornecedores que vendem produtos e serviços dequalidade e procedência garantida.peças e reformular o site parainiciar as vendas por e-commerce.Na Retec, a expectativatambém é de crescimento nesteano, inclusive nas aplicações emreforma de máquinas e estoquedos próprios clientes. A empresanão espera grandes novidadesno setor, mas Gonçalves Netoprojeta um importante fato quedeve se concretizar: o aumentode fabricantes que se instalarãono Brasil em virtude do crescimentodo país e da crescentedemanda.Pedrão, da Retrak, observaque o aumento do PIB para 2011indica um ano de crescimentosustentado e semelhante a2010, ano em que a receita daempresa em peças e serviçosaumentou 40%. Em contrapartida,acusa que o ano de 2009, com acrise econômica mundial,represou parte do crescimentoque ocorreu em 2010. Destaforma, prevê 2011 com aumentode receita em peças e serviçosao redor de 30%, quandocomparado ao ano passado.Apostando na melhoracontínua da eficiência noatendimento, em 2011 a Stillpretende se empenhar nosuporte à rede e aos clientes.“Temos um programa de treinamentocontinuado para quenossa rede mantenha um padrãoOsório, daMovicarga:o mercadode peçaspermitetrabalharcom longoprazode excelência no atendimento.Estamos também buscando,através de nossa rede, maiorcapilaridade, atuando sempreem novas regiões e mercados”,comenta De Montis, revelandoque a empresa projeta um fortecrescimento, mas sabe que terámuito trabalho pela frente emuita concorrência, principalmentedo mercado paralelo.“Mesmo assim, estamos nospreparando para ser cada vezmais eficientes e competitivos.Nosso objetivo é aumentar aparticipação em vendas de peçase, assim, manter nossas curvas decrescimento em faturamento”,comenta.Silvestre Junior e Moreno,da Marcamp, esperam umaumento sensível das vendasneste ano, principalmente defornecedores ligados aosfabricantes. Eles entendem quecomo acontece em serviços, ocliente continuará exigente emter confiança na compra, queenvolve qualidade, durabilidade,idoneidade, etc., o que se traduzem boa relação valor x benefício.Sobre novidades do setor, elescomentam que em termos“Nós da Grumey parabenizamos toda aexcepcional equipe desta conceituada revistapelo seu aniversário. Vale salientar a objetividade,a facilidade de comunicação, a credibilidadee a organização das matérias. Não deixo, comoprofissional de logística, de acompanhar todasas edições. Vida longa à Logweb!”Adriano Braga de Albuquerque, gerente comercial/operacional da Grumey Armazéns Gerais“A Logweb, com apenas nove anos de existência,alcançou a maturidade editorial, contribuindonas discussões de temas importantes do setor delogística e transporte. É uma publicação dinâmica,atenta e certamente indispensável para quemquer estar atualizado nesse mercado”.Marcelo Orpinelli, presidente do Grupo Localfrio"A Penske Logistics parabeniza a Logwebpelos 9 anos de importante contribuição aodebate e ao crescimento do mercado delogística brasileiro. Desejamos à revista umlongo e próspero caminho no mercadoeditorial."Paulo Sarti, da Penske Logistics South America“Certamente obter longevidade em qualquersegmento, principalmente no Brasil, é umfeito heróico e motivo de orgulho. Por estemotivo devemos comemorar muito estes 9anos da revista Logweb, principal meio decomunicação e informação sobre logística doPaís. Parabéns!!!”Giovani Marcos Pereira, gerência comercial da HCHornburg – Carrocerias Frigoríficas“O trabalho da Logweb éde suma importânciapara o mercado delogística e tem nosservido de uma fontepreciosa de informações einovações de mercado.”Pablo Martinez, área devendas da Martinez Express9 anos


| edição nº108 | Fev | 2011 |33técnicos não há nada derelevante. “O que está ocorrendoé uma melhoria significativana eficiência de expedição,transporte e recebimento”,ressaltam.Matsubara, da Toyota BT,destaca que as perspectivastambém são muito positivaspara 2011. “Temos como metaum aumento de 40% nas vendasde peças para o ano. Para tal,vamos reforçar as campanhasque realizamos em 2010”,revela. Em termos de novidades,ele diz que a Toyota está focadaem peças diferenciadas e naquestão dos preços, além deinvestir na parte de segurança,que passou a ter muita importânciano setor de máquinas eequipamentos. “Vamos importaracessórios que atendam a estanecessidade, como sistema demonitoramento dos equipamentos,sistema sonoro de deslocamentoe acessórios para fechamentoda cabine”, informa. ●9 anos“Antes do surgimento da revistaLogweb sentíamos falta de um veículoque tratasse o mercado de movimentaçãoe armazenagem de materiais demaneira simples e sucinta. Trata-se deuma revista agradável de ler, poisenfoca as necessidades desse mercadode maneira clara e direta.Desejamosparabéns e sucesso a toda equipe daLogweb pelo natalício e trabalhorealizado até o momento.”Edmilson Anjos Ferreira, diretor da MatracComércio e Serviços“Parabéns à equipe Logweb pelos 9anos de excelência no veículo que tantocontribui para o avanço das empresasdo setor de logística.”Marcelo Yamamoto,gerente da SDO Equipamentos“A Logweb ‘Referência em Logística’ comemora9 anos, todos estes dedicados à disseminação deinformações para aprimoramento e crescimento dalogística nos seus vários segmentos, agregandovalor e proporcionando conhecimento a tantosprofissionais. A cada dia, percebe-se pelo teor econsistência das informações o quanto a equipeLogweb trabalha em busca de novas conquistas esucessos, que merecem ser reconhecidos pelo seuvalor. Existe uma frase que costumo utilizardiariamente para conquistas de minhas metas,elaborada por Joel Backer, que é a seguinte: ‘Açãosem visão é um simples passatempo. Visão semação, não passa de um sonho. Somente visão comação pode transformar o mundo.’ Esta fraseproporciona a compreensão de forma clara eobjetiva da receita de sucesso desta revista tãoconceituada no âmbito logístico. Disponibilizandoconteúdo de qualidade com visão e ação no que faz,a revista Logweb, que cresce a cada ano, conquistacada vez mais leitores sendo um veículo decomunicação de qualidade e confiabilidade para osprofissionais de logística de todos os segmentos ehierarquias. Desejo a todos da equipe Logwebsucesso e meus parabéns pelos 9 anos de existência,contribuindo de forma efetiva para o crescimentoda logística e de seus profissionais.”Amarildo Nogueira, diretor de desenvolvimento e inovaçãoda Mega Inovação Consultoria e Treinamento


34 | edição nº108 | Fev | 2011 |EmpilhadeirasServiços: novastecnologias exigemmão de obra qualificadaUma das tendências destacadas pelos entrevistados é a necessidade de treinamentos técnicos deacordo com os avanços tecnológicos, ainda mais agora que a demanda por máquinas está crescendoem relação a 2010.Um novo ano se inicia e,além de aumentar asperspectivas de maisnegócios fechados, tambémpromete novidades na área deserviços em empilhadeiras. É oque revelam os representantesdas empresas do setor nestamatéria especial, que tambémenvolve uma análise de 2010 eas expectativas para 2011.Cláudio Nunes, supervisor delocação, peças e serviços da KKLogística (Fone: 11 4197.6642),acredita que com a chegada denovas tecnologias, como asmáquinas híbridas, e a ampliaçãoda utilização de injeção eletrônica,além de outros componenteseletrônicos de controle, a novidadeno segmento de serviçospara empilhadeiras fica na áreade treinamento, seja para ostécnicos com treinadores vindosdiretamente das fábricas nosEstados Unidos e Japão ou otreinamento destinado ao usuáriodo equipamento, o operador demáquina. “Esse treinamento visaobter a melhor performance damáquina, evitando paradasimprevistas, maior durabilidade,uso adequado e correto e, principalmente,a segurança e preservaçãodo meio ambiente”, conta.Segundo Carlos Kiss, gerentede pós-vendas da Linde MaterialHandling Brasil (Fone: 11 3604.4755), uma tendência cada vezmaior para serviços nos próximosanos são contratos de full service,ou seja, aqueles em que estãoinclusos peças e serviços. “Essamodalidade é muito comum naEuropa e nos Estados Unidos, eno Brasil estamos cada vez maiscaminhando para isso”.Para Jorge Luis Santana,gerente de serviços da MakenaMáquinas, Equipamentos eLubrificantes (Fone: 51 3373.1115), as maiores novidades nosetor estão por conta das tecnologiasdisponíveis para consultasde manuais e diagnósticos. Hojeas fábricas estão disponibilizandoacompanhamento on-line dosproblemas surgidos em campo.“Os sistemas integrados conectamtodas as informações pertinentesà pane, unindo o técnico,a engenharia, o diagnóstico e asGuimarães, da Still:“fechamos em 2010 osprimeiros contratos demanutenção do tipo FullService, modalidade quedeve crescer em 2011”peças necessárias para soluçãodo problema num único sistema.Isto agiliza sobremaneira osatendimentos juntos aos clientes,minimizando o tempo do equipamentoindisponível e criando umbanco de dados para que problemasfuturos sejam diagnosticadosde imediato”, explica.Em tendências, o profissionalacredita que a maior delas e,acima de tudo, a maior necessidade,é tornar o setor de serviçosefetivamente um negócio rentávele autossustentável. “É precisoentender a complexidade doproduto, entender seu valor etorná-lo atraente ao cliente.”Na opinião de Antonio CarlosSilvestre Junior, gerente comercialda Marcamp Equipamentos(Fone: 19 3772.3333), a novidadefica por conta do uso de recursosde TI em todas as fases do processode serviços. Já as tendênciasestão no planejamento anualde manutenções a serem executadase no monitoramento maispreciso dos valores. “As empresas,cada vez mais, estão avaliandomelhor o custo de máquinaparada e que esse valor pode serelevado se comparado quandonão adotam sistemática de prevençãoe planejamento”, declara.As grandes novidades são nocampo da eficiência, segundoRuy Piazza Filho, diretor da VinnigComponentes Eletrônicos (Fone:21 3979.0283). “Até poucos anosatrás, era comum levar até 20dias para reparar um controladorde impulso e, hoje, o fazemos em2 horas. Ou seja, um avançotremendo em métodos, disponibilidadede peças e placas,investimento em tecnologia delaboratório e treinamento detécnicos”, destaca.Segundo ele, a tendência é aexigência cada vez maior deeficiência. “Não se admite maister uma empilhadeira ou veículoelétrico parado por causa de umcontrolador danificado. Os controladoresa base de troca tambémsão uma tendência, pois encurtammais ainda o tempo de máquinaparada.”Segundo Lauriston da SilvaAraujo, coordenador de operaçõesda Aesa Empilhadeiras (Fone: 113488.1481), a principal novidadedo segmento tem sido o altoinvestimento em especializações,assim como em ferramentalcomputadorizado para realizarmanutenções nos equipamentosmais modernos.Ele acredita que o setor deserviços terá um enfoque especial.“Em geral, os profissionais daárea deverão estar preparadospara a nova onda de equipamentoscom alto nível de eletrônicaembarcada. Para tanto, é deextrema valia cursos técnicos demecatrônica”, lembra.No mesmo ponto tocaLeandro Prado, gerente comercialda Crow Matec (Fone: 11 2951.8777), para quem a entrada deequipamentos importados e oaumento da tecnologia dasempilhadeiras nacionais criarama necessidade de especialização


| edição nº108 | Fev | 2011 |35dos mecânicos. “Nesse sentido,as grandes empresas preferemcontratar as empresas prestadorasde serviços aptas a lidarcom essa nova tecnologia.”No entanto, Hugo Niglio,engenheiro de manutenção daCommat Comércio de Máquinas(Fone: 11 2808.3306), acreditaque uma postura cada vez maisvista no mercado é treinartécnicos dos clientes, repassandoo conhecimento sobre equipamentose educando-os sobre aimportância do atendimentotécnico e fornecimento de peçasfeito pelo representante dafábrica: maior qualidade e boarelação custo-benefício, encurtandoo tempo de paradas eaumentando a disponibilidadedos equipamentos.De acordo com Sérgio GrossiCoura, diretor comercial da RetecComércio e Serviços (Fone: 313372.5955), com o forte aumentoda demanda e com a pressãocada vez maior pela capacitaçãoe especialização dos técnicos,as tendências são de umasignificativa valorização dosprofissionais. “O que provavelmenteacarretará, também, emum aumento considerável dospreços cobrados pelos serviçosespecializados, além da possibilidadede ocorrer um gargaloneste setor, em virtude dacrescente procura e valorizaçãodo mercado de trabalho porprofissionais da área técnica,que hoje já são escassos nomercado. Portanto, a minhaprevisão é de que as empresasque doravante não investirem deforma constante na formação ena capacitação de novos técnicosnão conseguirão suprir a demandado mercado e, consequentemente,não crescerão de formasustentável neste segmento”,descreve o profissional.Segundo Fábio Pedrão, diretorexecutivo da Retrak Empilhadeiras(Fone: 11 2431.6464), osnovos equipamentos dotados demotores de corrente alternada esistema de regeneração deenergia na frenagem, que exigemcada vez mais mão de obra,Kiss, da Linde: “assimcomo em 2010, em 2011 háuma tendência dos clientesem reforma de máquinas econtratos de manutenção”treinada, habilitada e reciclada,são as novidades. “O mesmotécnico que conserta uma máquinatem de estar apto a repararequipamentos com tecnologiasmenos modernas. A meu ver, agrande novidade, não tão novaassim, é a equação entre treinamentoe capacitação de gerarsoluções técnicas”, expõe.Quanto às tendências para osetor de serviços em 2011,Pedrão diz que são similares àsvistas em 2010: os investimentosem equipamentos mais modernospara atender a diversas condiçõesde aplicação e o treinamento/capacitação de pessoal, sejapara operar esses equipamentose saber manusear seus avançadosrecursos, seja para executarsua correta manutenção egarantir que o equipamento terálonga vida útil.“Na prestação de serviços,um dos grandes diferenciais é terprofissionais de diferentes níveisde capacitação para manutençãoe reparos, pois existe uma amplavariedade de equipamentos,muitos deles com componentese tecnologia embarcada querequerem profissionais que atéfalem outras línguas. Cabe anós, prestadores de serviços,mostrar ao cliente que cedemos


36 | edição nº108 | Fev | 2011 |Piazza Filho, da Vinnig: “oscontroladores a base detroca são uma tendência,pois encurtam mais ainda otempo de máquina parada”o equipamento e a mão de obraespecializada, mas que eletambém precisa fazer a lição decasa e preparar seus profissionaispara operar esses equipamentos,garantindo assim aprodutividade e sua durabilidade”,opina o diretor da Retrak.Na opinião do engenheiroVagner Marcondes Araújo, supervisorde serviços da NMGH Brasil,fabricante das marcas Hyster eYale (Fone: 11 5683.8509), agestão de pós-vendas deverá sera principal ferramenta para aevolução do setor de serviços.“O usuário de empilhadeirasnão deverá mais se preocuparcom a manutenção de sua frota,mas somente com sua produçãoe movimentação. A exigênciadeverá ser a de ter o equipamentoo maior número possível dehoras disponíveis e, para isto,será necessário conhecer profundamentea movimentação de seucliente e antever os processospara que isto seja possível. Pareceutopia, mas ao chegarmos aisto, a satisfação total do meucliente deixará de ser uma frase.”Quanto às tendências, Vagnerdiz que sobrevivência sempreserá o foco. Para ele, o maiordesafio de qualquer empresa emnossos dias é manter-se nomercado e, se possível, ser líderdele. “Tanto um como outro sãoextremamente difíceis, em virtudede uma série de fatores. Portanto,ao se negociar um produto,deverá ser levado em conta opós-vendas.”O profissional conta que asgrandes montadoras já acordarampara esta realidade e tratamdo assunto dentro de um projetoque a maioria chama de “Excelênciaem pós-vendas”. “Na verdade,a rede de distribuição deve sairdefinitivamente da prisão quecriou devido a atender a umamarca de primeira linha para setornar, ‘ele’, uma marca de primeiralinha. O mercado mudou!”De acordo com o supervisorde serviços da NMGH Brasil,esta ação deve partir da rede dedistribuição, e ela deve exigirparticipação efetiva da fábricafornecedora, com isto os resultadosserão efetivos e sólidos.“Ouso afirmar que já há clientesno mercado que não compram umproduto pela marca do fabricante,mas pela marca do representante,naturalmente a qualidade doproduto é primordial. Já presencieiclientes dizendo que comprariaqualquer produto que umdeterminado distribuidor oferecesse.Isto se chama pós-venda,isto é atendimento, isto é eficácia,isto é o que o mercado busca.Um verdadeiro diferencial, umamarca que não está atrelada aoproduto, mas ao conjunto produtox pós-vendas. Com isto, o setor deserviço transformará a sua marcaem um referencial sólido”, expõe.Falando especificamente dasnovidades da Empicamp Comércioe Serviços de Empilhadeiras(Fone: 19 3246.3113), JeanRobson Baptista, do departamentocomercial, conta que aempresa está implantando umsistema de acompanhamento aocliente Linde, que, ao adquirir oequipamento, automaticamenteterá um funcionário do suportetécnico acompanhando horímetroe mantendo-o informado sobreeventuais manutençõesprevistas em manual.Já na Meggalog (Fone: 114409.0909), de acordo com ItaloFagá, gerente comercial, oatendimento será cada dia maispersonalizado. “Vamos traçar umplano de manutenção preventivapara evitar quebra de equipamentonos piores momentos e,principalmente, para garantir adisponibilidade de um profissionalpara atender nas horassolicitadas”, conta.Em 2011, a Movicarga (Fone:11 5014.2477) fará investimentosem instalações e ferramentaspara atendimento de equipamentosmais modernos quedemandam uma manutençãomais assertiva e eficaz. “Tambémampliaremos nossa estruturapara atendimento ao cliente”,revela Guilherme Osório, diretorgeral da companhia.Por sua vez, a MoviplamEmpilhadeiras e MovimentaçãoPlanejada de Materiais (Fone: 114581.4397) implantará tecnologiasna prestação de serviços eseguirá o modelo utilizado pelasgrandes concessionárias deautomóvel, com oficinas limpas,técnicos uniformizados e informatizados,“todos muito bemtreinados nas fábricas”, garanteo diretor comercial, Luiz AntonioGallo. Ele conta, ainda, que aMoviplam está implantandonovidades neste novo setor deserviços e contratou o engenheiroMarcelo Tessarotto como sóciogerente.Já a Still Brasil (Fone: 114066.8146) fechou em 2010 osprimeiros contratos de manutençãodo tipo Full Service, pelo qualos clientes pagam um valor fixopara serviços e peças de manutençãoao longo do tempo docontrato, permitindo um planejamentode custos de manutençãosem riscos. “A procura poresta modalidade de contrato vemcrescendo e deve ter um grandeaumento em 2011”, informa ogerente de pós-vendas, AndréGuimarães.Ele diz, ainda, que existe umaforte tendência na profissionalizaçãoda prestação de serviços.“A economia aparente na contrataçãode um serviço de baixa“É com grande satisfação que deixamos aquinosso depoimento à revista Logweb pela suatrajetória durante estes 9 anos de sucesso einovação. Tê-los como parceiro potencial nadivulgação de nossos equipamentos paramovimentação de cargas e locação é sinônimode sucesso sempre. Parabéns a toda equipe darevista Logweb, que dissemina informações dequalidade com maestria e expertise. Englobandosempre matérias de toda a cadeia logísticade altíssimo conteúdo informativo, atualizando-nose nos mantendo sempre conectados àsúltimas notícias, seja através da revista ou doportal.Nosso Byg Parabéns !!!!”Renata Rangon, diretora de marketing daByg Transequip“Dos 9 anos de atuação da revistaLogweb, tivemos a oportunidade deacompanhar os 4 últimos e podemosdizer que a publicação surpreende acada edição com matérias interessantes,novidades e eventos do mercado. É umarevista especializada em logística queconsegue, através de uma linguagemclara, atualizada e dinâmica, interligartodo o setor. Isso que é o mais interessantena revista, nela você consegueencontrar informação de ‘qualidade’,seja de quem está vendendo, comprando,chegando, mudando, crescendo, unindoforças ou simplesmente anunciando.”Vanuza Dias, publicitária, marketing daRetha Imóveis & Serviços“A Rodaco agradece eparabeniza a revista Logwebpor esses nove anos de totaldedicação e divulgação dosfatos e acontecimentos dalogística no Brasil.”Paulo Nobre, gerente comercialnacional da Rodaco9 anos


| edição nº108 | Fev | 2011 |37qualidade e/ou confiabilidadepode resultar em prejuízos muitasvezes maiores que a supostaeconomia inicial”, aponta.A Toyota BT (Fone: 11 3511.0400) está com um plano depreparação para atender àcrescente demanda por serviços.“Um dos passos mais importantesneste plano é a preparação damão de obra, e ela está muitoligada ao treinamento dos nossostécnicos. Atualmente, todas asempresas do setor ‘sofrem’ coma falta de mão de obra qualificadano mercado. Esta qualificaçãoinclui a parte técnica e a comportamental.Na parte técnica,realizamos uma parceria com oSenai do Ipiranga, São Paulo, SP,para treinar todos os nossostécnicos e das nossas autorizadascom a principal finalidade queestes conheçam cada detalhedas nossas máquinas, sejamespecialistas em equipamentosToyota BT, e com isto, consigamprestar um serviço de qualidadeem um tempo adequado”, contaEduardo Matsubara, gerente depeças e serviços da empresa, quetem um plano de realizar 175treinamentos no ano de 2011.“Na parte comportamental tambémestamos desenvolvendo umcronograma de treinamento parao ano de 2011”, complementa.AnálisePassada a crise, 2010 sórecebe comentários positivos,como o de Italo, da Meggalog,que diz que houve um crescimentoinesperado para este setor,pegando todos de surpresa.“A demanda foi tanta que muitosperderam grandes oportunidadesde crescimento por falta demão de obra especializada. Quemapostou, pagou estes profissionaisa preço de ouro”, revela.De acordo com ValentimMaia, gerente técnico da TalEquipamentos (Fone: 11 2408.4639), o ano de 2010 foi “superturbinado”,confirmando asprevisões. “Com a demandacrescente no uso de equipamentosde movimentação de cargas,houve também uma grandedemanda de mão de obra especializadapara efetuar as manutençõesnecessárias aos equipamentos,agora em abundânciano mercado. Aí voltamos aovelho e conhecido problema detodos nós administradores demanutenção e/ou usuário deempilhadeiras, que é a falta demão de obra qualificada.”Para 2011, todos osindicativos analisados pelaTal Equipamentos levaram àcerteza que, a exemplo dos doisanos anteriores, 2011 tambémserá um ano aquecido. “Porém,na minha visão, haverá umadesaceleração, tendo comoresultado não a diminuição deofertas, mas, sim, sua acomodação,principalmente no segmentode serviços voltados paralogística e agregados. Diantedesta perspectiva, não temosdúvidas que o setor de serviçosnecessariamente tenha deacompanhar a tendência enecessidade do mercado”,destaca Maia.Ele lembra, ainda, que osetor de mão de obra especializadavem há muito temposofrendo a carência deprofissionais especializados,fruto ainda do período Collor epós-Collor, quando todos doramo deixaram para um segundoplano a formação de novostécnicos, agravada com asvárias e “necessárias” demissõesda época.“Volto a sugerir aos fabricantesde empilhadeiras que‘parem’ com a descriminação naoferta de cursos específicos detécnico de empilhadeiras epermitam a participação deoutros técnicos das váriasempresas proprietárias deempilhadeiras e/ou prestadorade serviços que, normalmente,são também locadoras e atéfiéis de alguma marca. Com


38 | edição nº108 | Fev | 2011 |certeza os fabricantes estariampreservando a originalidade eeficiência de suas empilhadeiras”,expõe o gerente técnico daTal Equipamentos.Nunes, da KK Logística, contaque, ano após ano, a companhiavem observando que muitasempresas deixam de ver apenas o“custo de manutenção” e passama considerar “investimentos nasegurança operacional”, dandomais atenção a revisões periódicas,principalmente executadascom peças originais e mãode obra especializada de representantesoficiais.Para o profissional, as projeçõespara 2011 são muito positivas,sejam elas na área de assistênciatécnica, serviços de oficinaou locação. “A similaridade entrealguns componentes, como motor,sistemas de alimentação echassis entre diversos fabricantestem feito com que clientesque adquiriram equipamentos demarcas menos conhecidas eestruturadas tenham procuradopor oficinas de bandeiras tradicionaise bem treinadas paraexecução de serviços e planosde manutenção”, declara Nunes.Também Kiss, da Linde,analisa que em 2010 houve umaretomada em investimentos emserviços, tanto em reforma demáquinas como em contratos demanutenção. “Investimentos queforam reprimidos em 2009 eretomados em 2010, principalmenteem função do aumento dademanda produtiva das empresas,máquinas que estavamencostadas ou funcionando precariamenteem 2009 precisaramvoltar à ativa em 2010”, observa.Para o profissional, assimcomo em 2010, em 2011 há umatendência dos clientes emreforma de máquinas e contratosde manutenção, impulsionadopelo crescimento do setor e daeconomia brasileira.De acordo com Santana, daMakena, 2011 se apresenta comoum ano em que a estabilidadedeve sobrepor o ritmo transicionalde 2010. “A atenção para semanter os clientes antigos e osesforços para captar novoscontratos de manutenção deverãocriar uma base mais sólida eestável. Mas as perspectivassão muito boas e a demandadeve seguir crescendo”, expõe.Já Vagner, da NMGH Brasil,diz que se tem observado umacrescente neste setor, principalmentepara algumas chamadas“empresas de fundo de quintal”,que, segundo ele, têm surpreendidoem sua evolução devido,talvez, a dois aspectos: o espaçodeixado pelos representantesdas grandes marcas e por focarsomente em serviços. “Mas nemum nem outro foram capazes deatender à demanda e, com isto, obolo foi dividido para muitos.”Analisando 2011, o profissionalcomeça com uma constatação:ano após ano, a perguntaque todos os distribuidores deequipamentos espalhados peloBrasil fazem é: o setor de serviçosgera lucros ou despesas?“Em função de não se saber aresposta a esta indagação, aárea de serviços vive sempre nacorda bamba, confiando apenasnas estratégias de vendas e emsuas campanhas de marketing,trabalhando sempre na buscapor novos clientes e se esquecendode trabalhar os jáconquistados, gerando perdasdestes clientes para outros quepossuem um melhor pacote deofertas, onde, naturalmente, opreço faz parte, mas não na suatotalidade”, conta.Na visão de Vagner, o ano de2010 foi marcado por ganhos semgrandes esforços, o aquecimentodo mercado acabou gerando estechamado conforto. “No entanto,para 2011, os erros que o mercadocometeu no decorrer de 2010farão com que haja necessidadede se focar os aspectos acimacitados. Em outras palavras, seráexcelente para aqueles queenxergarem isso. Não podemosesquecer que o cliente tem umagrande capacidade de se adaptare será naturalmente maisexigente”, alerta o profissional.Pedrão, da Retrak, acreditaque, em 2011, o setor deserviços se beneficiará de umaconjuntura positiva recebida de2010 somada a estratégiasbaseadas em capacitação depessoal (treinamento ereciclagem) e capacidade deatendimento com frota modernae ativa. Também continuará cadavez mais exigente na qualificaçãoda mão de obra pararevisões e reformas de equipamentos.Priscila, da Byg Transequip:“através do atendimento dopós-venda podem surgirnovos negócios e afidelização do cliente”“Isto se faz necessáriodevido à tecnologia embarcadados equipamentos. Além detécnicos treinados e experientes,serão necessários equipamentosde apoio como handset, notebooke softwares de programação,entre outros, para dar apoio aesta demanda”, revela Pedrão.Na análise de Lauriston, daAesa, 2010 foi de investimentosem tecnologia e especialização.“Serviço sempre foi atividade deenfoque dentro da Aesa e, comoresultado, tivemos uma procuramuito grande, criando umgargalo na capacidadeprodutiva, problema que já foisanado para 2011”, conta.Ele acredita que no primeirosemestre de 2011 o faturamentoda empresa com serviços cresceráentre 7% e 10% ou mais nacomparação com o mesmoperíodo de 2010. “Com a baixado dólar, as empresas que prosperaramno ano anterior investirãoem novos equipamentos,criando um mercado atrativopara manutenções preventivas,além disso, a população deempilhadeiras com mais decinco anos de uso se mantém,fazendo com que o mercado demanutenções corretivas ereformas se mantenham”, diz.Em 2010, a Byg Transequip(Fone: 11 3583.1312) teve umgrande aumento nos serviços.“Mês a mês tivemos um crescimentonas reformas de equipamentos,atendimentos aosclientes e locação, nos direcionandocada vez mais para umamelhora em nosso setor,podendo atender, assim, aocliente e a todas as suasnecessidades, desde a aquisiçãodo equipamento até a reformado mesmo”, conta a coordenadorado pós-vendas, PriscilaPenilha.Agora em 2011, a empresatem grandes perspectivas decrescimento na área de serviços,direcionando o cliente a obtercontratos para manutenção elocação, pois assim, de acordocom Priscila, ele poderá sempreestar preparado para eventuaisquebras em seus equipamentos.“Hoje, todas as empresas demovimentação estão bem voltadaspara a área de serviços, poisatravés do atendimento do pósvendapodem surgir novos negóciose a fidelização do cliente.”Por sua vez, no ano passado,a Commat concentrou sua forçade trabalho nos contratos delocação – somente parte destamão de obra foi dedicada aserviços de manutenção, principalmenteno atendimento doOperador Logístico McLane e ementregas técnicas de máquinasvendidas para clientes.“Focaremos em 2011 avenda de equipamentos casadacom contratos de manutençãodos equipamentos. Esta seráuma forma de promover a áreade serviços e oferecer melhoresoportunidades ao mercado, quetanto demanda por serviçosapós a compra e a locação deequipamentos”, expõe Niglio.Já a Empicamp fechou 2010com um aumento aproximado de25% nos serviços. Houvetambém um aumento de 12%de equipamentos em contrato.“Esperamos para 2011 acontinuidade destes aumentos,tanto que, no segundo semestrede 2010, aumentamos nossoquadro de funcionários parasuporte ao cliente, visandominimizar o tempo de resposta aeste”, ressalta Jean.Para a Moviplam, 2010apresentou um “desempenhograndioso” no segmento deserviços. “Adquirimos mais doiscarros-oficina e iniciamos acontratação de mais 6 técnicos”,revela Gallo.Em função dos resultados de2010, a empresa projeta para2011 a ampliação da área de


| edição nº108 | Fev | 2011 |39serviço, que passará de 400 m 2para 1.000 m 2 de área útil, dosquais 400 m 2 serão reservadospara a loja e a área comercial,e 600 m 2 para a oficina.“O intuito deste incremento épodermos montar de fato umaoficina moderna, completa,ampla e operante.”Para a Retec, 2010 apresentouuma forte demanda nosetor de serviços, na ordem de30% sobre o ano anterior, oque forçou a empresa a investirno aumento de área de galpão(oficina) e na capacidade instalada,na contratação eno respectivo treinamento denovos técnicos, ferramentais,etc., para suprir a demandaatual, bem como a esperadapara os próximos anos.Como expõe Matsubara,da Toyota BT, a empresa bateuo seu recorde em vendas em2010. Para 2011, a tendência éde crescimento para todo osetor de serviços. “Hojepercebemos que o crescimentose dá não somente no númerode empresas que contratam osserviços de mão de obraespecializada da Toyota, mastambém no tipo de empresa.Antes, as que valorizavam esteserviço eram de grande porte.Agora, percebemos o cresci-mento em todos os setores etamanhos de empresas. Umexemplo para esta situação é acontratação dos serviços peloslocadores, que antes tinham asua própria mão de obra paramanutenção e passaram acontratar a Toyota”, salienta oprofissional.Já para Piazza Filho, daVinnig, 2010 foi um ano muitoimportante para o laboratóriode reparos de controladores deimpulsos da empresa.“Treinamos novamente nossopessoal com visitas deengenheiros da Curtis dos EUAe passamos a ter um estoquemaior de placas eletrônicas ecomponentes dos controladores.Com isso, nossotempo médio de reparo, queera de quatro horas, foiencurtado para apenas duas.Essa eficiência foi exigidapelos nossos clientes. Comoconsequência, nosso laboratórioteve uma expressiva cargade serviços de reparos decontroladores em 2010”,ressalta.A empresa espera que em2011, “com a eficiência queatingimos e com a economiaforte, cheguemos a 25% decrescimento em vendas deserviços”. ●“Tive o prazer de acompanharo nascimento,crescimento e o amadurecimentoda Logweb, que,baseada em valores como osnossos da Powerbras, detrabalho honesto, íntegro etransparente, se consolidoucomo respeitado veículo decomunicação na área delogística, e que hoje já seestende, através do InstitutoLogweb. Muito me honrapoder ter algumas linhas emum meio de comunicaçãotão importante. Só tenho aagradecer, parabenizá-los edesejando poder ler aindamuitas edições desse suporteimportante para nossasdecisões empresariais.”Jefferson Newton,gerente industrial daPowerbras Indústria Eletrônica9 anos“A Retrak Empilhadeirasparabeniza toda a equipe darevista e do site Logwebpelos 9 anos de sucessoescritos com integridade,imparcialidade e ética.A publicação já conquistouseu espaço entre as empresasparticipantes do mercado delogística e intralogística epode comemorar não apenasos anos de trabalho, comotambém as conquistasmarcantes desta trajetóriaao retratar um segmentocomplexo e de vital importânciapara a economia dopaís. À equipe Logweb, aRetrak deseja a perpetuaçãodestas conquistas e, deforma contínua, muitosucesso.”Fábio Pedrão, diretor executivoda Retrak Empilhadeiras“Parabéns pelo grande esforço e empenho que valoriza tantoo nosso mercado. A Logweb, através destes 9 anos, faz dainformação um canal para apresentar e fortalecer asempresas do ramo, mostrando os avanços e lançamentos commuita segurança da equipe Logweb para o conhecimentogeral. Parabéns por essa brilhante e vitoriosa jornada!!!!”Kleber Li, gerente de importação da Pothimaq


40 | edição nº108 | Fev | 2011 |EmpilhadeirasPneus: economiaaquecida impulsionaráprodução no BrasilRepresentantes de empresas do setor comemoram o cenário econômico positivo, revelam tendências,como a utilização cada vez maior dos pneus superelásticos, e a preocupação ambiental, além deanalisarem o desempenho e o futuro do segmento.Aexplicação é simples: oótimo momento econômicovivido pelo Brasil – eque deverá se estender em 2011e nos próximos anos – contribuipara o desenvolvimento daindústria e gera demanda para autilização de equipamentos como,por exemplo, empilhadeiras.Desta forma, os fabricantes depneus para estas máquinasestão bastante otimistas comrelação ao desempenho do setor.De acordo com RafaellaSene, da área de marketing daTrelleborg (Fone: 14 3269.3600),a empresa projeta um crescimentode mais de 15% nesteano, em comparação com 2010.Além de considerar que o setorindustrial, em vários segmentos,tem anunciado ampliação ecriação de novas fábricas, o queproporcionará o crescimento dosetor de movimentação demateriais, ela observa que osinvestimentos para a Copa doMundo, as Olimpíadas e obrasdo PAC serão expressivos jáneste ano.Vinícius Penna, supervisorde vendas de pneus industriaisda Continental Pneus (Fone:0800.170061), também entendeque as perspectivas para 2011são extremamente positivas,principalmente pelo contínuocrescimento da produção industrial.“Há uma tendência nacontinuação do crescimentomacroeconômico do país em2011. Por consequência, omercado de pneus para empilhadeirasdeverá acompanhar essecenário”, explica MarioGuimarães, coordenador demarketing para a linha de pneuscomerciais da Goodyear (Fone:0800.7257638).Tendo como base perspectivastraçadas por especialistas ediversos setores da economia,Paulo Cesar Nobre da Silva,gerente comercial nacional daRodaco (Fone: 11 4427.6656), dizque a empresa está otimista edeverá fechar 2011 novamentecom crescimento. Até por isso,ele revela que a Rodaco já iniciounovos investimentos em equipamentos,na ampliação da plantaprodutiva e no aumento doquadro de colaboradores.“Acreditamos que se 2010 foidez, 2011 realmente será onze”,profetiza.Por sua vez, Flávio BettiolJunior, diretor da Unidade deNegócios Truck e Agro da Pirellina América Latina (Fone:0800.7287638), conta que, nesteano, a empresa dá início ao seuplano trienal até 2013, queBettiol Junior, da Pirelli:neste ano, a empresainvestirá mais deUS$ 300 milhões nascinco fábricas no Brasilcontará com investimentos demais US$ 300 milhões nas cincofábricas no Brasil. Com isso,objetiva aumentar a produção emelhorar processos em todas aslinhas, sempre visando acompanharo crescimento da demandaem cada segmento.Em análise um pouco maiscontida, Julimar Rodrigues,gerente comercial nacional daStandard Tyres (Fone: 113790.0070), comenta que asperspectivas para 2011 sãopositivas – de crescimento emtodos os segmentos industriais–, mas um pouco mais moderadasem relação a 2010. “Os quefizeram conta em 2010 continuarãofazendo e influenciandooutros em 2011. Afinal, umaredução de custos que chega a80% em relação a um pneumáticoconvencional é extremamentesignificativa”, opina.Tendências e novastecnologiasCom o mercado aquecido,novas tecnologias vêm sendodesenvolvidas para melhoratender aos usuários. Uma fortetendência neste setor, segundoRodrigues, da Standard Tyres, é autilização de pneus superelásticos,ao invés dos pneumáticos.“A cada ano a utilização é maior,e isso mostra que nosso paístende rapidamente a se igualaraos mercados norte-americano eeuropeu, onde a participaçãodeste tipo de produto é superiora 80%”, destaca, informandoque a tecnologia de produçãodos pneus superelásticos consideradostop é muito desenvolvida.Ele também fala da durabilidadedestes pneus, “de três aseis vezes a de um pneumáticoconvencional”, e dos preços,“que chegam a ser um terço deum radial, sendo que eles sãotão macios quanto um pneumáticocorretamente calibrado”.Na visão do gerente comercialda Standard, com ummercado cada vez mais exigente,com mais clientes que prezampor um reduzido custo-hora,


| edição nº108 | Fev | 2011 |41ergonomia e segurança, asinovações tendem a se concentrarem compostos mais resilientes,garantindo uma condução suavedo equipamento, manutençãoreduzida, devido ao menor índicede vibrações, e maior durabilidadedos pneus em função de umamelhor dissipação do calor. Alémdisso, ele revela que existemtrabalhos em andamentobuscando otimizar o desenho dabanda de rodagem.Rafaella, da Trelleborg,também destaca que a grandetendência é cada vez mais autilização de pneus superelásticos,que eliminam inconvenientesde furos, cortes e necessidadede calibragem, sem falar que amanutenção e a previsão detroca são mais precisas, facilitandoa programação de compra eparada de máquina. Acerca dasnovidades no setor de pneusindustriais, ela destaca quedepois da tecnologia CDM, asgrandes descobertas estão nodesenvolvimento de novasmatérias-primas, mais resistentes,que podem proporcionarpara o pneu maior vida útil emaior capacidade de carga.“Hoje, além do composto convencional,temos o não-manchanteHL para maior capacidade decarga e ambiente muito quente”,acrescenta.Endossando as palavras deRodrigues e Rafaella, Silva, daRodaco, afirma que em funçãodas exigências de tempo econdições de trabalho cada vezmaior aplicadas às empilhadeiras,os pneus superelásticos e ospneumáticos radiais tendem aser cada vez mais utilizados, poissão os que proporcionam melhorresultado de custo-benefício paraestas exigências. Em funçãodisso, a Rodaco incorporou aoseu quadro de colaboradoresuma pessoa com vasto conhecimentoem tecnologias de superelásticos.Segundo Silva, estapessoa está implementando umanova tecnologia de compostos evulcanização, que aumentará aresistência dos pneus superelásticosa altas temperaturas detrabalho, que representam o maiorredutor da vida útil deste produto.Ao abordar a tendência pelautilização dos pneus superelásticos,os entrevistados repetidamenteadotam as palavras durabilidadee resistência. Esta busca,segundo Guimarães, da Goodyear,representa uma forte tendênciapara os pneus industriais paraempilhadeiras. “Isto para que aempilhadeira aumente sua capacidadede carga e não sofra danosem caso de colisões. O grandeobjetivo com isso é reduzir otempo de máquina parada, já queesse é um fator crítico para aprodutividade industrial. Quantomenos problemas os pneus dasempilhadeiras apresentarem,mais eficiente será a operaçãodos nossos clientes”, sintetiza.A respeito de novidades dosetor, o coordenador de marketingda Goodyear aponta que asempresas estão desenvolvendopneus para atender a diversasexigências, como carga máximaa ser transportada e elevada,velocidade máxima e distânciaprovável a ser percorrida, condiçãodo piso, condições ambientais,estabilidade, risco de fogoou explosão e temperaturas altas,o tipo de motor da empilhadeira(elétrico, a combustão) e anatureza dos produtos que sãolevados pelo equipamento. Comisso – explica –, novos formatosestão surgindo, levando emconta essas tecnologias quegarantem mais resistência emaior durabilidade aos pneusindustriais.Para exemplificar, Guimarãescita um caso da Goodyear: “coma tendência de crescimento domercado, passaremos a oferecerem 2011 mais uma medida paraa linha Xtra Traction Mine II: a5.00-8, que já dispõe das medidas6.50-10, 7.00-15 e 28x9-15.Assim, complementamos nosso


42 | edição nº108 | Fev | 2011 |portfólio para atender àsnecessidades cada vez maisespecíficas do mercado”.A busca por maior durabilidadee resistência se junta a outroimportante objetivo das empresasdo segmento: a preocupaçãocom os impactos ambientais.Nesse sentido, Bettiol Junior, daPirelli, assegura que a empresacontinua a desenvolver produtoscom menor impacto ambiental emaior valorização de todo o ciclode vida do pneu. Segundo ele,esses produtos estão amparadosem constantes pesquisasinternas com foco na redução daresistência ao rolamento e navida útil cada vez maior, além debuscar novos materiais eprocessos produtivos inovadores.Perguntado sobre novidades,Bettiol Junior lembra o pneu CI84para empilhadeiras de pequenoporte, que, de acordo com ele,proporciona mais horas de trabalho,o que resulta em um menorvolume de pneus inservíveis.“O grande diferencial da linhaCI84 é o fato de ter uma maiorcamada de borracha na banda derodagem. Ela também possuiprotetores metálicos que reforçamsua estrutura e conferemalta resistência a cortese perfurações”, descreve.Sob o ponto de vista ambiental,Penna, da Continental, destacacomo tendência para osegmento de pneus industriais aotimização de compostos deRodrigues, da Standard:uma forte tendência nosetor é a utilização depneus superelásticos aoinvés dos pneumáticosborracha para ampliar a durabilidadee diminuir a resistência aorolamento e, assim, o consumode combustível e as emissõesde CO 2dos veículos. Asnovidades – conta ele – são osprodutos voltados à redução doconsumo de energia e commaior durabilidade, como oradial ContiRT20 Performance,que durante mais de dois anosfoi alvo de pesquisa, desenvolvimentode novos compostos etestes. “Este produto é voltadopara aplicações em aeroportos,que envolvem alta velocidade elongas distâncias. Ele proporcionaconforto durante o transportee elevação, especialmente emterrenos irregulares, graças aodesenho de sua banda, queminimiza as vibrações”,comenta.Como foi 2010para o setor?Se as expectativas para2011 são muito boas, asempresas revelam que o últimoano também foi positivo.“Conseguimos aumentar asvendas e ampliar a nossa redede distribuição”, informaRafaella, da Trelleborg. “O anopassado apresentou um bomcrescimento graças ao cenáriomacroeconômico do país. OBrasil produziu mais naqueleano e, por consequência, amovimentação de carga tambémcresceu. O mercado de pneuspara empilhadeiras acompanhoubem esse cenário, registrandocrescimento tanto na indústriaquanto nas atividades portuárias”,completa Guimarães, daGoodyear.Bettiol Junior, da Pirelli,lembra que 2010 foi marcadopela retomada do crescimentoeconômico nacional, e aempresa, que tem forte atuaçãono fornecimento de pneus deempilhadeiras na indústrianacional, também obteve umdesempenho bastante positivono período. “A interligação entresetores beneficiou o nossonegócio: o segmento detransporte de cargas, porexemplo, foi impulsionado pelacolheita recorde de 2010 e oaumento do consumo em geral,que, por sua vez, demandouuma maior produção de empilhadeiraspara movimentação nosdepósitos e portos”, ilustra.A Rodaco, no final de 2010,completou dez anos de atuaçãono Brasil, e a comemoração foimais um ano encerrado comresultados positivos. Silvaconta que no último ano acompanhia fechou parceriascom grandes empresas delogística, distribuidores elocadores. Além disso, amplioutanto a fábrica brasileira comoo CD de Santo André, SP, eincorporou novos produtos àlinha de comercialização, comoos pneus radiais.Quem também festeja odesempenho em 2010 éRodrigues, da Standard. Ele dizque o ano foi marcado pelaretomada do mercado e foiimportante para a Standardconsolidar sua atuação comofabricante de pneussuperelásticos.Penna, da Continental, éoutro a destacar que 2010 foi aretomada do mercado após acrise do ano anterior. Do pontode vista dele, a tendência eramesmo de aumento do volumede vendas, e o mercado correspondeuàs expectativas. “Houveaumento tanto da produçãoindustrial como da compra deempilhadeiras e, consequentemente,do consumo de pneus”,elucida, informando que, para aContinental, foi mais um anode excelentes resultados nadivisão de pneus industriais,com um expressivo incrementonas vendas em relação ao anoanterior.Ele credita o bom desempenhoda companhia à consolidaçãode parcerias firmadas comempresas de grande porte.Hoje, além de comercializarprodutos, a Continental agregaoutros valores nesse processo,como a oferta de treinamentostécnicos e de vendas aosprofissionais envolvidos nacomercialização de pneusindustriais. “No ano passado,ampliamos a disponibilidade deentrega de nossos pneus eaumentamos o número devisitas aos usuários finais denossos pneus em conjunto comnossos parceiros comerciais”,informa Penna. ●9 anos"Quando uma boa ideia éimplementada por profissionaisaltamente competentes,determinados, dedicados ecomprometidos com um ideal,o resultado não poderia seroutro senão o sucesso absolutoe incontestável. É com alegriaque descrevemos desta formaa trajetória vitoriosa darevista Logweb no cenáriologístico nacional, que passoua ser a revista de leituraobrigatória pelos profissionaisde logística. Parabenizamos atoda a equipe Logweb pelosnove anos de trabalho intensoe sempre focado na intençãode proporcionar aos seusleitores um conteúdo de altaqualidade, diversificado,confiável e sempreatualizado."Eugenio Rocha, diretor técnico eoperacional da Safemov LogísticaConsultoria & Treinamentos“Divulgar as inovações etendências para tornar osprocessos logísticos maiseficientes é uma das principaiscaracterísticas da revistaLogweb, a qual é referênciana busca de informaçõessobre produtos para omercado de movimentação decargas. Para a Saur é umagrande satisfação contar coma parceria da equipe daLogweb para apresentar suasnovidades. Parabéns pelosnove anos de profissionalismoe qualidade.”Monica Schlieck Heinrichs,assessora de imprensa da SaurEquipamentos“É com grande prazer queparabenizo todo o pessoal queforma a equipe da Logwebpor estes 9 anos de sucesso.Cheguei ao Brasil faz essemesmo tempo e assisti aocrescimento desta publicaçãoao longo desta quase década,desde os formatos iniciais.Vocês transformaram umsonho em realidade comgrande esforço e dedicação.Parabéns!! Continuem assimpor muitos anos.”Daniel del Campo, Ceo LatinAmerica da SSI-Schaefer


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44 | edição nº108 | Fev | 2011 |CarnavalLogística também entra na foliaHá quem diga que, no Brasil,o ano só começa efetivamenteapós o Carnaval,tamanha a importância desteacontecimento para o calendárionacional. Considerando o papeldesta festa popular na culturabrasileira e aliando a isto o fatode a logística estar presente emtudo o que se possa imaginar, aLogweb mostra nesta matériaespecial como funcionam asoperações logísticas para transportede carros cenográficos,fantasias, pessoas e tudo o queenvolve o Carnaval.Uma das festas de maiorrepercussão no país é o Carnavalde São Paulo, realizado noSambódromo do Anhembi,próximo à Marginal Tietê, umadas mais importantes vias dametrópole paulistana. Sendoassim, se faz necessária umacomplexa organização logísticapara não travar o restante dacidade em época de desfiles,antes, durante e depois de asEscolas de Samba passarempela avenida.Segundo o engenheiro JoséLuiz de Oliveira, o Zelão, responsávelpela infraestrutura na áreatécnica da Liga SP – Liga Independentedas Escolas de Sambade São Paulo, a Prefeitura é umagrande parceira do evento efacilita toda a parte logísticapara a realização do Carnaval.“São algumas centenas deprofissionais envolvidos nessagrande operação, que envolvemais de 50 mil pessoas pornoite, desfilando ou assistindo”,destaca. “A eficiência de todaoperação logística realizada pelaLiga garante o sucesso do evento,pois não há espaço para falhasou atrasos. É uma operaçãocomplexa e exige pessoalaltamente especializado”, afirma.As operações especiais de transporte envolvem Escolas deSamba, a Liga e órgãos como a CET e a SPTransOs carros cenográficos são transportados semi-acabados,e a montagem é concluída no SambódromoFoto: Walber SilvaO engenheiro explica que otranslado dos carros cenográficosexige uma grande operação delogística que envolve as escolase a coordenação técnica da Liga,com apoio da CET – Companhiade Engenharia de Tráfego e daEletropaulo, companhiaresponsável pelo fornecimentode energia elétrica. O transporteem si é realizado pelas própriasescolas.Para se ter ideia da complexidadeda operação, Zelão explicaque, semi-acabados, os carrostêm dimensões de 18 metros decomprimento, 8 metros delargura e 4,5 metros de altura,sendo transportados assim efinalizados no Sambódromo,justamente para que durante opercurso não haja contato comfiações, galhos de árvores,viadutos, etc., minimizando apossibilidade de danos. “Essaoperação é realizada sempre namadrugada, das 23h30 às 5h,com o acompanhamento da CET,minimizando assim o impacto notrânsito”, revela Zelão.Já o transporte dos integrantesdas agremiações envolve até65 ônibus, que realizam trajetosde ida e volta de várias partes dacidade. É uma operação contratadapela Liga e supervisionadapela SPTrans. Segundo Zelão,cada escola leva de três a cincomil pessoas ao desfile. “São 22agremiações nos grupos Especiale Acesso e quatro dias de desfiles,sendo que sete escolas voltam noquarto dia para o Desfile dasCampeãs”, acrescenta.Outro ponto a se destacar nalogística do Carnaval é a utilizaçãode guinchos telescópicos para oacabamento dos carros cenográficos– que podem chegar a ter até14 metros de altura –, bem comopara a colocação e retirada dosdestaques nos dias de desfiles,sempre com a supervisão da Ligae operação de brigadistas. Sóquem não exige operaçõesespeciais de transporte são asfantasias, que são entreguespreviamente aos componentesdas escolas, os quais já chegamfantasiados para o desfile, usandoos ônibus cedidos pelas escolasou seus próprios veículos.Após os desfiles, os carroscenográficos são guardados – ou,logisticamente falando, armazenados– num terreno em frenteao Sambódromo, já que após aapuração e o conhecimento dasescolas vencedoras, sete delasretornarão à avenida para oDesfile das Campeãs. Depoisdisso, todas as escolas transpor-Foto: Wanderlei Celestino


| edição nº108 | Fev | 2011 |45tam os carros, semidesmontados,de volta aos seus barracões. Todaesta operação é acompanhada,da mesma forma que acontece notrajeto Barracão-Sambódromo. Jáos materiais utilizados nos carroscenográficos são de responsabilidadedas escolas, e as fantasiasficam na maioria das vezes comos componentes.Fábrica de Sonhos,a Cidade do SambaPaulistanoApesar de as operações viremdando certo, Zelão admite quetransportar carros cenográficosem grandes distâncias é umadificuldade. Grande parte dasescolas é sediada em locaisdistantes do Sambódromo,aumentando a complexidadelogística. Contudo, a solução paraeste problema já está a caminho,inspirada na Cidade do Samba, noRio de Janeiro: a construção daDuas Ligas, várias escolasA Liga SP – Liga Independente das Escolas de Samba de SãoPaulo representa escolas do Grupo Especial (Rosas de Ouro,Mocidade Alegre, Unidos de Vila Maria, Acadêmicos do Tucuruvi,X9 Paulistana, Águia de Ouro, Tom Maior, Nenê de Vila Matilde eUnidos do Peruche) e do Grupo de Acesso (Imperador do Ipiranga,Leandro de Itaquera, Camisa Verde e Branco, Morro da Casa Verde,Uirapuru da Mooca e Acadêmicos do Tatuapé) – conformeresultado do Carnaval 2010. A Super Liga das Escolas de Sambada Cidade de São Paulo, fundada em 2008 por escolas dissidentesda Liga SP, também foi procurada pela reportagem, mas nãomostrou interesse em participar. A entidade é formada pelasagremiações Mancha Verde, Vai-Vai, Pérola Negra, Gaviões daFiel, Império de Casa Verde, Dragões da Real e Torcida Jovem.Fábrica de Sonhos, na Av. AbraãoRibeiro com a Av. Castelo Branco(Marginal Tietê), próximo à Ponteda Casa Verde.Trata-se de um projeto propostopela prefeitura da capitalpaulista não só para facilitar asoperações de transporte emépoca de desfile, mas tambémpara valorizar o Carnaval dacidade, oferecendo instalaçõesde qualidade e melhores condiçõesde trabalho às escolas.Além disso, a prefeitura apostaque a Fábrica de Sonhos serámais um ponto turístico de SãoPaulo e almeja implantarprojetos sócio-educativos e deinclusão social no local.O terreno ocupa uma áreade 77.000 m 2 e deverá reunir os14 barracões das Escolas doGrupo Especial a menos de 1 kmdo Sambódromo. “Quando esteprojeto estiver concluído, iráfacilitar muito essa operaçãologística de translado de carroscenográficos. Bastará cruzar aPonte da Casa Verde”, comemoraZelão. A expectativa é que asescolas já ocupem o novo endereçoem 2012, talvez em agosto.Em contrapartida, uma pendênciaainda pode impedir que oprojeto saia do papel, segundoinformações do jornal O Estadode S. Paulo. Em 1976, o terrenofoi cedido pela Prefeitura àFaculdade de Ciências Médicasda Santa Casa de São Paulo, queutiliza o local como sede esportivadesde então. O Município afirmaque a instituição perdeu o direitode uso do terreno em 2004 emoveu uma ação de reintegraçãode posse no final do anopassado. Apesar de a prefeiturater aberto diálogo para cederuma nova área para a SantaCasa, a situação foi parar naJustiça e ainda não foi definida. ●


46 | edição nº108 | Fev | 2011 |ArtigoComo aplicar nossosconhecimentos sobre logísticaempresarial para reduziro impacto de desastres naturaisLeandro Callegari CoelhoEditor do site LogísticaDescomplicada(www.logisticadescomplicada.com).Cursa PhD em Gestão deOperações e Logística no HECMontreal, no Canadá, sendomembro do CIRRELT – CentroInter-universitário de Pesquisaem Redes de Empresa,Logística e Transportes(www.cirrelt.ca). É mestre emEngenharia de Produção comfoco em Logística eTransportes, possuiespecialização emAdministração e é graduadoem Engenharia de ProduçãoElétrica. Atua na área deestratégia logística eestatística aplicada,especialmente modelos deprevisão e redução deestoques.Em épocas de desastresambientais como as chuvase os desmoronamentos quevivenciamos no Rio de Janeiro noinício deste ano – ou emcatástrofes como os terremotosdo Chile e do Haiti no anopassado – percebemos queajudas humanitárias são requisitadasem (e recebidas de) todasas partes do mundo.Neste momento notamos queos conhecimentos que temos emlogística empresarial e gestão dacadeia de suprimentos sãoválidos e podem ajudar a aliviaras dificuldades daqueles queestão nos locais afetados.Semelhanças entrea logística empresariale a logísticahumanitáriaAntes de destacar as semelhançasentre os dois sistemas,vejamos de maneira simplificadao que a logística faz por umaempresa tradicional.Começando pelos consumidores:a empresa percebe qual ademanda esperada para os próximosperíodos baseada em informaçõesprovenientes do mercadoconsumidor. Esta demanda serve,então, de motor que impulsiona afabricação de produtos, o agendamentoda mão de obra e a comprade matérias-primas. Para atingirestas etapas é preciso fazercontato com fornecedores,avaliar os estoques e o fluxofinanceiro, além de coordenar otransporte das partes individuaisentre cada elo.Sob o ponto de vista dalogística humanitária, podemosfazer analogias em todas asfases deste processo: o mercadoconsumidor passa a ser a populaçãoatingida. A demandaestimada é a necessidade deágua, comida, roupa e bens paraatender à população. Ao invés decentros de distribuição,passamos a ter postos de coletae de distribuição de donativos.A linha de produção vira umaestação de triagem e redirecionamentodo material recebido.Empresas, governo e voluntáriospassam a agir como fornecedores.E, finalmente, é preciso quetodos os donativos sejamdirecionados para a área atingida,necessitando de transporterápido e adequado.A fase de preparação– informação éfundamentalInformação sobre a demandae sobre a população atingida éfundamental para o início de umaoperação de ajuda. Mas mesmoantes da ocorrência do desastre,informações já são fundamentaisem outros aspectos.Ter conhecimento sobre áreasde risco é a primeira etapa. Agir etomar providências para que estasáreas deixem de ser áreas derisco é uma obrigação do poderpúblico. Seja através de obras deinfraestrutura ou mesmo dadesocupação da área, sãomedidas que devem ser tomadaspara evitar prejuízos futuros:vidas, perdas materiais e gastosenormes no caso de um incidente.Há desastres, no entanto,que não podem ser evitados:terremotos e alagamentos têmsua origem na natureza, que nãopode ser diretamente controladapelo homem. Ainda assim, ainformação advinda de sistemasde monitoramento e de dadoshistóricos pode ajudar na evacuaçãopreventiva das áreaspotencialmente atingíveis.Uma vez ocorrido o desastreé preciso saber de antemão paraquem recorrer, quais os locais dearmazenamento e distribuiçãodos donativos, regiões comamparos para os desabrigados,enfim, ter algum conhecimentoprévio sobre as cadeias desuprimentos para este evento.Atuação rápidapode ser chave parao sucessoTendo as informações préavaliadastorna-se mais fácilresponder com velocidade eagilidade, quando necessário.Em especial, questões logísticasprecisam estar pré-definidas:rotas dos veículos, meios detransporte utilizados e localizaçãodos centros de coleta, detriagem e de distribuição.Para que estas ações sejamcoordenadas com eficiência, épreciso haver uma linha decomando, uma hierarquia. Setodos os envolvidos souberem aquem se reportar e de ondeesperar as ordens, o sistemafuncionará de modo mais adequado.Por vezes as ordens parecem


| edição nº108 | Fev | 2011 |47dispersas e não sabemos quemrealmente manda na situação:bombeiros, defesa civil, CruzVermelha, a mídia... é precisocentralizar o poder de decisãopara que, com esforços coordenados,a ajuda seja mais eficaz.Além disso, algumas decisõestomadas no início (ou até mesmoantes do início) dos processos deresgate e ajuda têm papel fundamentalno desenrolar da operação:onde estabelecer os centrosde emergência, tanto para coletae distribuição dos recursos(materiais e humanos, tais comoequipes de resgate, voluntários,ambulâncias), mas também ondefazer a recepção, o alojamentotemporário e a triagem dosdesabrigados e/ou feridos.Estas decisões de localizaçãopodem levar em consideraçãofatores mais simples, como áreade cobertura, facilidade deinstalação ou rapidez no atendimentode uma determinada área,como podem também ser maiscomplexas, envolvendo os custosde instalação e de transportepara as áreas atingidas.É possível que nos primeirosmomentos da crise seja necessárioutilizar aviões ou helicópteros,pois as estradas podemestar interditadas ou mesmodestruídas. Saber onde buscarestes recursos é fundamentalpara poder levar comida, remédiose água potável para aspopulações atingidas da maneiramais rápida possível.Estabelecer e divulgar centrosde coleta de doações é outramedida fundamental, comoveremos na seção a seguir. Sercapaz de transportar as toneladasde doações arrecadadas atéalgum centro de triagem edistribuição próximo do local dodesastre é outra etapa importante.Finalmente, fazer a distribuiçãoem pequenos lotes para toda aregião atingida utilizando todos oscaminhos disponíveis faz com queo máximo possível de pessoasatingidas sejam ajudadas.Todos estes são problemasque as grandes empresas enfrentamtodos os dias e para os quaisexiste conhecimento logísticopara diminuir custos e maximizara cobertura e eficiência. Desde alocalização de um centro dedistribuição, passando pelaescolha de fornecedores emodais de transporte, até alogística de distribuição física, épossível fazer analogias com asnecessidades enfrentadas poraqueles que querem ajudar emcasos de tragédias.A valiação dedesempenho deoperações delogísticahumanitáriaÉ difícil fazer uma avaliaçãode desempenho de uma operaçãode logística humanitária, damesma forma que é difícil levantarindicadores de desempenho paraum hospital. Se houve umamorte, é possível classificar aoperação como um sucesso?Como vimos, a ajuda deve serágil e rápida para evitar danospós-tragédia. Em uma operação deresposta a um desastre é precisoconsiderar a agilidade/velocidadeda ajuda, a eficiência em entregaros produtos necessários em quantidadessuficientes aos locaisatingidos e o custo da operação.Em conjunto com operaçõesda Cruz Vermelha, a pesquisadoraAnne Davidson conseguiu elaborarum conjunto de 4 indicadoresde desempenho que podem ajudara compreender o quão bem-sucedidaé uma operação deste porte.1. Cobertura dos recursos:este indicador divide-se em doisoutros que irão mostrar o percentualde bens necessários frenteao que foi arrecadado e qual opercentual dos bens arrecadadosque foi efetivamente entregue àpopulação atingida. O primeiroajuda a entender quão rapidamenteconsegue-se arrecadaraquilo que é necessário; o segundomostra um índice de eficiênciano transporte e na distribuiçãodos donativos. Juntos, mostram aeficiência em arrecadar e distribuiros produtos necessários.2. Tempo entre doação eentrega: assim como o lead timefunciona na logística empresarial,este indicador mostra quantotempo perde-se nos processos detransporte e triagem.3. Eficiência financeira:nem sempre os produtos provêmde doações – como é o caso deremédios, às vezes compradosàs pressas, de laboratórios maispróximos e sem grandespesquisas de preço. Então, éimportante saber o custo extraincorrido pela necessidade deser rápido. Além disso, normalmentea infraestrutura local estádevastada e meios de transportemais caros devem ser usados nosprimeiros dias. Com o tempo, ocusto de transporte tambémdeve diminuir, mas é importantesaber quanto se pagou a maispelo uso de meios alternativos.4. Exatidão da avaliação:em momentos de crise, cominformações escassas e poucotempo para avaliação, é comumque ocorram divergências entreaquilo que de fato era necessárioe aquilo que foi divulgado.Eventualmente espera-senecessitar de roupas e comidapara 100 mil pessoas, quando naverdade 50 mil pessoas teriamsido atingidas. Conhecer osprocessos de tomada de decisãoe avaliar a exatidão dos númerosestimados é importante para quemedidas corretivas sejam tomadaspara os próximos desastres.ConclusãoO que vemos é que a logísticaempresarial tem muito a ajudarnos casos de desastres em quea logística humanitária se faznecessária. Muitos conceitosutilizados diariamente porempresas, tais como roteirização,instalação, estocagem ecoordenação de uma cadeiade suprimentos, estão presentestambém nas decisões dalogística humanitária.Assim como nas empresas,o treinamento das equipes deresgate se faz essencial paraque estejam preparados a agirquando necessário. Isto é válidopara as equipes responsáveispelo atendimento (como bombeiros,defesa civil ou ONGs),mas, também, através da ofertade cursos de primeiros socorrospara as comunidades e paraa população em geral.Vimos que com um processoclaro e bem definido é possívelsalvar mais vidas através de umatendimento ágil e eficiente,utilizando da melhor maneirapossível os recursos materiais ehumanos disponíveis para atarefa. ●9 anos“Parabéns por estes nove anosde muito trabalho, informaçãoe profissionalismo. É gratificantesaber que a Logwebcresce a cada ano que passa,apesar de todas as dificuldadesencontradas no nosso paíse no nosso segmento também.Isto só mostra que vocês estãono caminho certo. Continuemassim nos surpreendendo acada nova edição. Desejo avocês muito sucesso.”Frank Bender, CEO daKion Group South America“A Logweb, sem dúvida, estáentre os melhores veículossegmentados que abordam ostemas de logística. É deextrema importância para aTGestiona ter referências decrédito para consultarinformações sobre o mercado,transporte, cases de sucesso eentrevistas. Com objetividadee ferramentas modernas,mantém os interessados nacadeia logística a par de tudoo que acontece no setor. É umcanal que já faz parte denosso dia a dia. A Logwebcertamente vence o desafio deatender seu público-alvo!Parabéns pelos 9 anos! É comgrande orgulho que aTGestiona participa destahistória, seja anunciando,ouvindo ou compartilhandoinformações, estudos, cases econquistas. Sucesso a todos eque venham os 10 anos!”Marcelo Sousa, diretorde logística da TGestiona“A revista Logweb é um dosveículos de comunicação maisconceituados para nos mantermosinformados sobre osassuntos da área de logística.É, com certeza, uma sólidareferência jornalística, quepreza pela credibilidade eprecisão na divulgação deinformações setoriais. Aolongo de seus nove anostornou-se leitura obrigatóriapara quem trabalha no setore deseja aprimorar seusconhecimentos e manter-seatualizado. A Total Expressparabeniza a Logweb peloseu contínuo sucesso.”Sérgio Brito, gerentecomercial da Total Express


48 | edição nº108 | Fev | 2011 |Negócio FechadoBysoft fecha parceria com aProjecta WebA Bysoft (Fone: 11 3585.6000), especializada em soluções para o gerenciamento deprocessos de comércio exterior, acaba de firmar parceria com a Projecta Web –desenvolvedora de soluções para aumento da produtividade das empresas – com oSistema Frotanyware, possibilitando atender às demandas de transportadoresrodoviários, prestadores de serviços de desembaraço aduaneiro, agenciamento decargas, comerciais importadoras e exportadoras, entre outros. A integração dasduas empresas visa proporcionar uma solução integrada ao controle financeiro queobedeça toda a legislação e emissão de documentos pertinentes à área, por meiodos sistemas da linha i-Global e com o Frotanyware para controle de transporte decargas. As duas empresas proporcionarão aos prestadores de serviços de operaçãologística a integração entre o processo aduaneiro de desembaraço e a entrega damercadoria efetiva, com total gestão sobre o documental necessário e rastreamento desua mercadoria por intermédio de consulta de maneira web. A novidade, o sistemaFrotanyware, é capaz de controlar os custos como abastecimento, pneu e manutenção,emitir documentos fiscais e coleta no transporte de cargas, além de centralizar asinformações geradas pelos diversos setores operacionais, diminuindo o custo e tempode trabalho através do módulo de gerência. O sistema i-Finance, responsável pelocontrole e gestão financeira, irá receber as informações do Frotanyware e encaminharo retorno das mesmas. A partir daí, todas as informações constantes nos processos,contas a pagar administrativo, conta corrente financeira, baixa de valores sobre osserviços de transportes e controle por centro de custos serão disponibilizadas,permitindo uma rápida visualização e gestão centralizada do financeiro.Retha Imóveisrealiza locação degalpão da DVR paraa DaveneA Retha Imóveis & Serviços (Fone: 11 4777.9800),especializada em soluções industriais e logísticasdentro ou fora de condomínios, viabilizou alocação de galpão no Condomínio DVR BusinessPark Jundiaí Itupeva para a Davene – a empresaalugou da DVR Participações o espaço de25.262 m 2 . O condomínio fica situado na divisaentre as cidades de Jundiaí e Itupeva, noEstado de São Paulo, e oferece opções demodulação de 3.573,8 a 15.000 m 2 einfraestrutura completa de um CondomínioIndustrial de alto padrão: piso nivelado a lasercom resistência de 6 toneladas por metroquadrado, pé direito de 10 a 12 metros eisolamento termoacústico, além de prédio deapoio com sala de reunião, refeitório, cozinhaindustrial, ambulatório, central de segurança eárea de lazer com quadra poliesportiva,churrasqueira, vestiários e banheiros.


| edição nº108 | Fev | 2011 |49ALL fecha acordo com GlobalLogística para construção determinal de grãosA ALL – América Latina Logística (Fone: 41 2141.7459) ampliou a sua parceria com aGlobal Logística, agora para construção de um terminal retroportuário de grãos emSão Francisco do Sul, SC. Com investimentos de cerca de R$ 7 milhões, o terminalterá capacidade estática para 30 mil toneladas de carga e irá ampliar o volume demovimentação em 16%. Tem entrega prevista para março de 2011 e contará comtrês silos verticais e um horizontal, que possibilitarão a operação de milho, soja e farelode diversos clientes, dentre eles Bunge, Seara e ADM. De acordo com AdrianoBernardi, gerente de Projetos Logísticos da ALL, essa parceria permitirá melhorar aprodutividade dos ativos da ALL. “O objetivo do investimento é melhorar a produtividadee o fluxo de carga para o porto. A ampliação da capacidade estática de armazenagemem São Francisco do Sul ajudará o sistema a suprir deficiências operacionais eintempéries”, disse.Moura realiza parceria com a VixA Baterias Moura agora é fornecedora exclusiva de acumuladores para a Vix Logística.“A Vix fez uma pesquisa e viram que o desempenho da LOG Diesel é o melhor paraas necessidades da empresa, que realiza serviços pesados”, informou o diretor daMoura no Espírito Santo, Célio de Carvalho. A Moura já fornecia baterias para a Vix doEspírito Santo através da Comal (Comercial de Acumuladores e Componentes).A parceria foi renovada e agora é em todo o Brasil. A frota nacional da Vix é compostapor 4.848 automotores, entre ônibus, veículos leves, semirreboques e cavalosmecânicos.Store Automação e NDDigitalintegram soluções para atenderSped FiscalPara atender à nova demanda do SPED Fiscal, que obriga as empresas do segmentode armazéns gerais a emitirem suas notas fiscais no formato eletrônico, a StoreAutomação (Fone: 11 3083.3058), fornecedora de TI para o setor logístico, e aNDDigital (Fone: 49 3251.8000), desenvolvedora de softwares voltados para negóciosde gestão de impressão e documentos eletrônicos, anunciam a integração de suastecnologias. Alguns clientes da Store já passaram a utilizar as soluções WMAS eWMAS Redex junto à tecnologia NDDigital NF-e. Juntas, as empresas passam a teracesso a um sistema web totalmente automatizado e pronto para a recepção, validação,emissão e encaminhamento eletrônico das notas fiscais para a Receita Federal.RTE Rodonaves adquire13 caminhões Iveco TectorA RTE Rodonaves (Fone: 11 2192.3100) ampliou sua frota de caminhões semipesadoscom a aquisição de 13 Iveco Tector 240E25 6×2, de 250 cv. As unidades estão sendoutilizadas para o transporte de cargas secas fracionadas do segmento de autopeçasem geral. Os novos Iveco Tector da Rodonaves foram implementadas com baú erodam, em média, 9.000 km mensais por todos os tipos de vias. No total, a empresapossui 35 veículos Iveco em sua frota. Do lote total, a transportadora escolheu 12modelos com cabine curta e um equipado com cabine leito, todos com o kit conforto(que contempla vidros elétricos, trava elétrica e CD Player com MP3).


50 | edição nº108 | Fev | 2011 |Negócio FechadoPC Sistemas anuncia acriação da TransBR emparceria com a AssisteA PC Sistemas (Fone: 0800 707.2707), especializada emsistemas de gestão para o setor atacado/distribuidor,uniu-se com a Assiste, empresa com foco em sistemaspara manutenção de frotas, e anunciou a criação daTransBR, que permitirá uma oferta em conjunto de umnovo sistema de gerenciamento de frotas, denominadoLogSist. A nova solução tem como principais módulos osprocessos de gerenciamento, tráfego, custos eorçamentos, gestão de materiais e manutenção básicae preventiva. Disponível em tempo real, fornecesubsídios para as empresas, gerando diagnósticosinstantâneos, além de disponibilizar relatórios sobre amanutenção dos veículos. E tem uma interface totalmenteintegrada ao WinThor Distribuidor, carro chefe da PCSistemas, e seus principais módulos, como WMS,Contábil, Radiofrequência, CRM e NF-e.Tradeworks e AC&K Bernafazem parceria paraampliar atendimentoA Tradeworks (Fone: 19 3753.1000), que presta serviços na áreade comércio exterior, fechou parceria com a AC&K Berna (Fone:12 3922.8795), atuante nas áreas de logística e Supply Chain,marcando presença com uma representação comercial na regiãodo Vale do Paraíba, SP. Ignacio Fraga, diretor comercial daTradeworks, diz que o objetivo da parceria é ampliar as regiõesde atendimento da empresa. “Com a AC&K Berna, retornamosao Vale do Paraíba, onde já tivemos uma filial no passado, parapoder explorar mais de perto aquele mercado”, diz. Por outrolado, o diretor da AC&K Berna, Antônio Carlos Berna, salientaque a parceria surgiu de uma necessidade de completar o seu“menu” de serviços, reforçando o seu trabalho no comércioexterior da região. “Nesse sentido, precisávamos de um parceirocom experiência no mercado, que, em conjunto com nossaempresa, nos permitisse atender toda a região do Vale doParaíba, na área de comércio exterior”, expõe.


| edição nº108 | Fev | 2011 |51Confenar faz acordo com aNutricash para monitoramento dafrota dos associadosA Confenar – Confederação Nacional das Revendas AmBev e das Empresas de Logísticada Distribuição (Fone: 11 5505.2521) anuncia parceria com a Nutricash para aquisição deserviços de controle de frota e ampliação dos benefícios para os colaboradores. O acordoprevê aos associados taxas e tarifas diferenciadas para a compra das soluções fornecidaspela empresa. “Além de benefícios aos funcionários, estratégia fundamental para ocrescimento de qualquer companhia, também oferecemos serviços adicionais para omonitoramento dos veículos. Dessa forma, é possível antecipar possíveis problemase melhorar a produtividade”, afirma o diretor da área de negócios da Confenar, PedroLuiz Ciccotti. A Nutricash é especialista em soluções direcionadas a refeição,benefícios e controle real da frota. Com estas ferramentas, que podem ser acompanhadaspela Internet, as revendas aumentarão o canal de relacionamento com seusfuncionários e o controle das informações. Para o controle de frota, a solução MaxiFrota, por meio do Sistema Integrado da Nutricash, permite a autogestão dasinformações dos veículos leves e pesados. Os serviços englobam o MaxiFrota Gestãode Abastecimento e o MaxiFrota Gestão de Manutenção, que atuam no acompanhamentoda vida útil dos pneus, controle de estoque, compras e abastecimento.Ceva anuncia contrato com a Hondano Brasil e a com a Levi’sA Ceva Logistics (Fone: 11 2199.6700) acaba de fechar contrato com duas grandesempresas de segmentos diferentes. Para a Honda Automóveis do Brasil, a CevaGround – divisão de transportes terrestres da empresa – ficará responsável pelotransporte e cross-docking de peças de reposição no Estado de São Paulo. O contratoé de três anos e o valor de R$ 13 milhões, envolvendo a distribuição de peças eacessórios para o mercado de duas e quatro rodas, totalizando 203 concessionáriosHonda. As operações ficarão a cargo de 30 funcionários recém-contratados, queatuarão em dois armazéns localizados nas cidades de Louveira e Diadema, SP.Também haverá uma equipe alocada na planta da Honda, em Sumaré, interior de SãoPaulo. A outra parceria firmada é com a Levi’s, marca de moda com 157 anos deexperiência no mercado global. Pelo contrato, a Ceva irá transportar confecções apartir de vinte pontos de origem em todo o mundo para o Centro de Distribuição daLevi’s em Itapevi, interior de São Paulo. Também irá gerenciar os procedimentos detransporte internacional, desembaraço aduaneiro para a importação e entrega.“Começamos com 30% do volume total de importações da Levi’s para o Brasil e hojesomos responsáveis por 60% do total de itens trazidos para o país”, conta WagnerCovos, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios e Marketing da Ceva.Grupo RBS contrata Eichenbergpara distribuição de jornaisA divisão de carga aérea nacional do Centro Logístico Eichenberg & Transeich (Fone:51 3023.1000) acaba de ser contratada pelo Grupo RBS para fazer a distribuição deseus jornais de Santa Catarina para outros estados. O trabalho envolve a logística dedistribuição do Jornal de Santa Catarina (Blumenau), Diário Catarinense(Florianópolis), Hora (Florianópolis) e A Notícia (Joinville) nas praças de Brasília,Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A operação consiste em apanharos jornais no Centro de Distribuição e enviar, via aérea, para outros Estados, tendosempre um plano de contingência. Há quatro anos a Eichenberg já realiza trabalhosemelhante para as publicações gaúchas do Grupo RBS.


52 | edição nº108 | Fev | 2011 |Alimentos & BebidasCana-de-açúcarCosan adota sistema paraotimizar operaçõeslogísticas de abastecimentoPara identificar gargalos epontos de melhoria na áreade logística agrícola, aCosan (Fone: 11 3897.9797)adotou recentemente o softwarede simulação de processosSimio, comercializado pelaParagon (Fone: 11 3849.8757),empresa que presta consultoriaem simulação e soluções matemáticas.Com isso, a companhiaespera otimizar as atividadeslogísticas no transporte e naentrada de cana-de-açúcar emtodas as suas 23 usinas,diminuindo custos e ganhandoagilidade nas operações.A fase piloto do projetodurou três meses e foi aplicadana Usina Costa Pinto, localizadaem Piracicaba, SP, a mais antigada Cosan e terceira maior unidadeprodutora da companhia.Segundo Mário Cerqueira, gerentede logística agrícola daempresa, a unidade foi escolhidadevido à facilidade de acesso aosdados, pois lá também funcionaa sede administrativa da Cosan.“Foram simuladas as operaçõesSoftware é utilizado na Usina Costa Pinto.A companhia pretende aplicar o Simio emsuas 23 unidades até a metade de 2012Solução identifica gargalos e pontos passíveis demelhoria no fluxo do CCT – Corte, Carregamentoe Transporte de cana-de-açúcarde todos os equipamentosdestinados ao corte, carregamentoe transporte da cana-deaçúcar,a fim de identificargargalos e possíveis pontos demelhoria no fluxo das operações.Desta maneira, pode-seprocurar atender à usinautilizando menos equipamentos,o que reduz os custos”, explica.Nesta fase, o projeto dimensionoua frota de transporterodoviário das lavouras àunidade, avaliou a capacidadereal de recepção de cana-deaçúcarda usina e identificougargalos e pontos passíveis demelhoria no fluxo do CCT – Corte,Carregamento e Transporte decana. Cerqueira comenta quedurante os testes foram obtidosresultados que mostravam umaredução nos ativos de transportesna ordem de 5%, tornandopossível testar novos modelosoperacionais com aumentosignificativo de produtividadede todo o sistema logístico.O gerente de logísticaagrícola destaca que uma dasprincipais vantagens do Simio éque ele foi construído sobreuma moderna plataforma NET,da Microsoft, e integrado aoGoogle, o que permite utilizarimagens do Google Warehouse3D e do Google Earth. “Sendoassim, é possível simular asmais diversas operações queenvolvem a área agrícola de umausina, como a operação demáquinas colhedoras, porexemplo. O sistema permite,ainda, a visualização de pontos deformação de filas e os recursosque têm alta e baixa ocupação,para posterior otimização”,explica Cerqueira, lembrando queas frentes de colheita mecanizadatambém podem ser vistasdetalhadamente e a ferramentaainda poderá ser empregada paraa modelagem de outras operaçõesagrícolas, como o redimensionamentoda frota de caminhõescomboio, por exemplo.A companhia pretende aplicaro Simio em suas 23 unidades atéa metade de 2012. “A experiênciaempreendida na usina CostaPinto permitiu à Cosan enxergarum potencial expressivo deganhos econômicos e operacionais.Após testar diferentescenários e alternativas, foipossível reduzir cerca de 5% dosativos de transporte. Com aaplicação da ferramenta nasdemais usinas, revendo e redimensionandoas atividades, afrota pode ser reduzida aindamais e os ganhos, ampliados”,assegura o gerente de logísticaagrícola.Cerqueira enfatiza que aCosan sabe que a área delogística é a espinha dorsal desuas operações. Por isso, foicriada, há pouco mais de umano, a área corporativa delogística agrícola, cuja missão égerenciar as atividades deabastecimento das usinas ebuscar oportunidades demelhoria dos sistemas.Das 23 unidades produtorasda Cosan, 21 ficam em São Paulo,uma em Jataí, GO, e outra emCaarapó, MS. A companhia conta,ainda, com quatro refinarias edois terminais portuários, atuano varejo com as marcas União eDa Barra, no segmento dedistribuição de combustíveiscom a marca Esso e na produçãoe distribuição de lubrificantesautomotivos e industriais com amarca Mobil. Além disso, estápresente no segmento logísticocom a Rumo Logística. ●


54 | edição nº108 | Fev | 2011 |Logística & Meio AmbienteGrupo TPCimplementaDiretoria de Óleoe Gás e MeioAmbienteO Grupo TPC (Fone: 712108.9798), empresa desoluções logísticas presente em12 estados brasileiros, estáimplementando uma Diretoriade Óleo e Gás e Meio Ambientede olho nas oportunidadesderivadas da descoberta dacamada pré-sal. Para tocar esseprojeto, a empresa contratouPedro Antonio Maziero,executivo formado em EngenhariaIndustrial e pós-graduadoem Administração pela FGV.Além do desenvolvimento denegócios nestes segmentos, oprofissional estará à frente doSistema de Gestão Integrado(SGI) do Grupo TPC.Paletes dematerial recicladoA Wisewood SoluçõesEcológicas (Fone: 11 4594.5813)criou paletes em madeiraplástica produzida a partir deaparas de fraldas descartáveis,folhas, resíduos plásticosrecicláveis, tubos de cremedental, garrafas plásticas eembalagens Tetra Pak. Possuemalta durabilidade, são imunes apragas e fungos, não soltamfarpas e não absorvemumidade, além de resistirem àcorrosão e poderem sertrabalhados com as mesmasferramentas usadas na madeiranatural, como furadeiras,serradeiras e aparafusadeiras,além de aceitarem colagem.No final da vida útil, podem sermoídos e servir de base para afabricação de novos paletes.Parque Logístico Imigrantes recebecertificação LEED Gold no BrasilEntregue pela Bracor (Foto: 11 4083.7777) em abril de 2010, oParque Logístico Imigrantes acaba de receber a certificaçãoLEED Gold (Leadership in Energy and Environmental Design) peloUSGBC (United States Green Building Council), fato inédito noBrasil para um imóvel logístico. A certificação é considerada omais alto padrão na avaliação socioambiental e no reconhecimentode empreendimentos projetados e operados visando àdiminuição dos impactos ao meio ambiente e no Brasil vemsendo chamada de “Selo Verde”.O Parque recebeu investimentos da Bracor em parceria com aElog, empresa controlada pelo grupo EcoRodovias. A RacionalEngenharia foi contratada para o desenvolvimento da obra,enquanto o processo de certificação foi assessorado pelaSustentax. O empreendimento total tem localização estratégica,no entroncamento da Rodovia dos Imigrantes com o Rodoanel, epossui área de terreno de 655.000 m². Em 2011, o Parque LogísticoImigrantes dará início às operações de um novo centro logístico.O primeiro Centro de Distribuição funciona no local desdefevereiro de 2010. Construído pela Bracor no sistema build-tosuit,construção sob medida, tem 65.000 m² e está totalmentelocado para a Colgate Palmolive.Por estar em uma área de proteção de mananciais, o projeto doParque Logístico Imigrantes atendeu aos mais rigorososprincípios da construção sustentável, adotando soluções para oconforto térmico, iluminação natural e utilização de águaspluviais, que diminuem a dependência de sistemas de ventilação,aquecimento e iluminação artificiais. O empreendimentotambém possui equipamentos de redução de consumo deenergia elétrica e água, medidas que, somadas, fizeram cair ocusto operacional do edifício em até 30% com relação a projetosconvencionais.CCR ViaOeste firma parceria comInstituto Butantan e ONG Pé de PlantaUma área de 27 hectares da Fazenda São Joaquim, emAraçariguama, SP, região de Sorocaba, deverá ser reflorestada apartir de uma iniciativa do Instituto Butantan, em parceria com aconcessionária CCR ViaOeste (Fone: 11 4136.6000) – responsávelpela administração do Sistema Castello-Raposo e quegerencia 168,62 quilômetros de rodovias, compreendendo asRodovias Castello Branco (SP-280), de Osasco a Itu; RaposoTavares (SP-270), de Cotia a Araçoiaba da Serra; Senador JoséErmírio de Moraes (SP-075), de Sorocaba a Itu, e Dr. CelsoCharuri (SP-091/270), em Sorocaba – e a ONG Pé de Planta.A fazenda São Joaquim abriga os cavalos utilizados no processode produção de soros do Instituto Butantan.O projeto planeja o plantio de 46.000 mudas de árvores e serviráde compensação ambiental para obras da ViaOeste. E prevê,ainda, o tratamento do solo da fazenda, a restauração de umespaço que servirá de alojamento para veterinários e a construçãode três piquetes com todas as especificações ambientaislegais. A Pé de Planta ainda promoverá diversos trabalhos deeducação ambiental com os funcionários e crianças da Fazenda.9 anos“Nós da Toyota BT todosos meses lemos todo oconteúdo da revista,sempre com matériasmuito interessantes.Particularmente sempredou uma atenção especialaos artigos referentes àanálise setorial, queapresentam um panoramade alguns segmentos,sempre com informação dequalidade”.Roberto Ueda, gerentegeral de venda Toyota BT“A revista Logweb é umaimportante fonte deinformação para todos dosegmento de logística, comum conteúdo muitointeressante e escrito emuma linguagem clara eobjetiva.”Naoto Hiramatsu, gerente geralde pós-vendas e planejamentoda Toyota BT“Registramos nossa satisfaçãoem cumprimentá-lospelo nono aniversário darevista. Raras empresas dosetor de comunicaçãoconseguem informar tãodidaticamente como vocês.Os diagnósticos, além deprecisos, retratam comobjetividade os impactos ereflexos do setor logísticojunto aos mercados internoe externo.”Apparicio Penteado Júnior,diretor executivo da ABIAF –Associação Brasileira daIndústria de ArmazenagemFrigorificada"Comemorar nove anos emum setor tão competitivo,como o editorial, é umimportante marco. A ACAVacompanhou o crescimentoda revista e deseja outrasinúmeras comemoraçõespara a publicação. Assimcomo para a Logweb,2011 será de celebraçãopara a ACAV, que completa30 anos de atividades."Sérgio Zonta, presidente daACAV – Associação Brasileirados Concessionários MAN LatinAmerica


56 | edição nº108 | Fev | 2011 |MultimodalTransporteQuímico e petroquímico:setor apresenta tendênciasde crescimento e de mudançasPela análise feita por alguns representantes de Operadores Logísticos e transportadorasouvidos pela Logweb, o setor apresentou ganhos em 2010 e deve continuar a fazê-lo em2 011. E, ainda, passará por mudanças, inclusive adotando tarifas diferenciadas, pela faltade novos players e pelo fato de algumas empresas estarem saindo deste segmento.Oano de 2010 já acabou.Mas, como ele terá sidopara os OperadoresLogísticos e as transportadorasque atuam no segmento dequímica e petroquímica?Segundo Marcelo Murta,diretor comercial da AbrangeLogística (Fone: 19 2106.81000),o ano foi de crescimento, com aretomada de atividades suspensasou paralisadas em virtude dacrise internacional de 2009.Houve, ainda segundo ele, muitacompetitividade no setor, e oavanço tecnológico tem motivadoas empresas em busca demelhorias. “De fato, o ano de2010 teve melhora significativa secomparado com 2009. A economiabrasileira retomou totalmenteSantos, da TGA Logística:processos mais modernosde gerenciamento de riscocomeçam a chegar aomercadoÉ preciso levar em consideração a volatilidadee as necessidades especiais do setore o ano foi fechado com crescimentoem todos os segmentos”,completa Abílio Neto, da diretoriada Brasiliense Cargo (Fone: 192102.4900). Alex Feijolo, CEO daCélere Intralogística (Fone: 115670.5670), também faz suaanálise por este caminho: foi umano marcado pelo início daretomada após a crise de 2009.Segundo ele, algumas indústriasnacionais não sentiram muito osefeitos da crise, porém os investimentosforam em grande parteadiados, sobretudo emmultinacionais.“Foi um ano bom, em termosde volume, que cresceu gradativamente,principalmente nosegundo semestre”, completaJose Roberto Bueno, vicepresidentedo Bueno Grupo(Fone: 12 3955.1100) – Armavalee Rodoviário Transbueno. E estecrescimento, segundo MaurícioGomes, diretor geral da TALOG -TA Logística (Fone: 19 2101.7185),foi acompanhado pela necessidadede investimentos para supriresta demanda.“Pelas próprias condiçõesoferecidas pelo nosso governo, oano de 2010 foi muito representativoem volume e negociaçõesneste setor”, complementa JoséCarlos D'Agostini, diretor delogística da Mira OTM Transportes(Fone: 11 2142.9000). Falandoem ações governamentais,Marcelo Martins de Oliveira,gerente financeiro da TransportadoraContatto (Fone: 192113.7500), diz que 2010 foi umano de recuperação, de oportunidadesde melhoria nos investimentos,também em razão daredução do IPI e das taxas dejuros nas operações junto aoBNDES.Já Paulo Tigevisk, gerente demarketing e vendas da BrasilmaxiLogística (Fone: 11 2889.61000),afirma que, baseado no faturamentoda empresa, é possíveldizer que houve um grande crescimentoem 2010, tanto no transportecomo no armazenamentodos produtos químicos. “Para osetor petroquímico, houvegrandes mobilizações internaspara atender a este público tãoexpressivo, existem grandesperspectivas para ele em nossofaturamento de 2011.”Na opinião de André LuisFaçanha, diretor executivo doGrupo Toniato (Fone: 24 2106.30320), os segmentos químicoe agroquímico cresceramsignificativamente em 2010com a retomada da economia.O reflexo disso no negócio foio crescimento superior a doisdígitos, motivado fortementepela movimentação na logísticainbound e outbound paraabastecer as indústrias commatérias-primas e os clientesfinais com os produtos acabados.“Houve um crescimento significativono volume de cargas em2010, e pode-se perceber que as


| edição nº108 | Fev | 2011 |57indústrias estão cada vez maisexigindo a questão de segurançapara seus fornecedores”, acrescentaJacomo João Isotton,gerente administrativo da TransjoiTransportes (Fone: 47 4009.5600).Guto Dalçoquio, presidente,Antonio Bonomini, vicepresidente,e Oscar Ferreira,diretor comercial, todos daDalçoquio (Fone: 47 3341.3933),também mostram os bonsresultados, salientando que oano do 2010 pode ser divididonitidamente em duas partes,sendo que o segundo semestrefoi, sem dúvida, muito bom, jáque se consolidou o crescimentodo Brasil, e o setor teve umagrande recuperação, quando ademanda superou a oferta, o quepossibilitou um trabalho mais deparceria entre clientes e fornecedoresna busca de soluções.“A chamada indústria de baseteve um crescimento nosvolumes de cargas. Contudo,observamos que a cada ano asCom a palavra, o embarcadorA Bluestar (Fone: 11 3741.9705)trabalha com silicones e cargasseca, a granel e em forma sólida elíquida. Seu Operador Logístico é aCélere. “A Célere tem uma equipede projetos que está continuamenteanalisando a demanda da Bluestarpara implantar melhorias e paraatender às novas demandas.A equipe de projeto e comercialtem muita vivência nas operações,e as soluções desenhadas são defato possíveis de operacionalizar”,comenta Clarisse CarvalhoRodrigues, gerente de SupplyChain e compras da Bluestar.Ela também enfatiza que a Célere, em conjunto com a BluestarSilicones, tem trabalhado para melhorar a performance e reduzircustos. “Com os novos processos de trabalho, a performance deexpedição e recebimento melhorou, reduzindo o tempo de esperados fornecedores. Em conjunto com a Célere redesenhamos olayout do armazém, aumentando a capacidade de armazenagem”,completa Clarisse.indústrias com cargas químicasestão melhorando seus controlese estoques”, acrescenta RicardoMolitzas, diretor de logística daSantos Brasil Logística (Fone: 114393.4900).O diretor executivo da TGALogística Transportes Nacionaise Internacionais (Fone: 11 3464.8181), Adilson Gomes dos Santos,por sua vez, destaca que em 2010houve um aumento de competitividadeentre os OL e transportadores,no que diz respeito aquem consegue atender aosclientes com mais agilidade eadaptabilidade às semprecrescentes exigências destesegmento delicado.Para Marco Antonio deOliveira, superintendente delogística e transportes daTranslocal Intermodal Transportee Armazenagens (Fone: 13 3344.3030), o mercado do transporte deproduto químico voltou a crescerdepois de dois anos, porém ocrescimento foi gradativo devido


58 | edição nº108 | Fev | 2011 |Multimodalao gargalo logístico que o paísvem sofrendo. Outro pontoimportante – ainda segundoOliveira – foi o grande investimentoque o setor está recebendoem qualificação e especializaçãono transporte de produtosperigosos.Gustavo Tassi, diretoradministrativo da Transtassi(Fone: 35 2101.1600), também éoutro profissional do setor que fazuma análise positiva de 2010.Segundo ele, foi um excelenteano, “acreditamos que foi umano que mostrou o que serádaqui para a frente, depois dacrise de 2009, quando fomosatingidos em cheio. Foi um anode muito aprendizado e desolidificação no mercado. A crisefoi boa para a autoestima do povobrasileiro e, com isso, as tendênciasde consumo devem semanter em alta, tudo é umacadeia”, comemora.Análise diferente sobre 2010faz Alex Meneses Augusto,gerente geral de operações daOmnitrans Logística e Transportes(Fone: 13 3797.7000). Segundoele, foi um ano em que o segmentoobteve grande demanda decarga, gerando, assim, um grandeaumento nos custos. “O queajudou a elevar estes custosforam os aumentos do óleodiesel, salário dos motoristas,perda de produtividade eaquecimento do mercadoimobiliário. O preço dos serviçosprestados no ano fechou comdéficit de 10 a 15%”, avalia.D'Agostini, da Mira: oano de 2010 foi muitorepresentativo emvolume e negociaçõesneste setorN ovas tecnologiasAlguns dos nossos entrevistados aproveitam a oportunidadepara falar sobre as tecnologias que estão surgindo em termosde transporte, manuseio e distribuição dos produtos dosegmento.Por exemplo, Murta, da Abrange, cita o desenvolvimento denovas embalagens para atendimento à legislação.“Como operador intralogístico, não atuamos em transporte edistribuição. Em relação a manuseio, não há nada que possamosconsiderar como completamente novo. O que temos visto é aindústria química e petroquímica buscando utilizar plenamenteas tecnologias já disponíveis e que normalmente não utilizavam.Podemos citar como exemplo sistemas WMS com coletor decódigos de barras. Temos visto, também, uma grande preocupaçãocom as ferramentas de gestão que possam otimizar osativos e reduzir custos”, destaca Feijolo, da Célere.“Acreditamos que os softwares mais sofisticados de controle dearmazenagem e distribuição, bem como aqueles ligados aocontrole de embarque e rastreamento de carga sejam asgrandes vedetes. Processos mais modernos de gerenciamentode risco também começam a chegar ao mercado, garantindomais segurança no transporte das cargas e mais agilidade naresolução de problemas envolvendo possíveis sinistros. Alémdisso, os novos programas de CRM já conseguem umaintegração mais sinérgica entre o recurso humano, técnico e deequipamento, aumentando, assim, a produtividade de quem osutiliza”, aponta, por sua vez, Santos, da TGA Logística.Façanha, do Grupo Toniato, também destaca o avanço datecnologia da informação facilitando o processo de gestão dasoperações de transporte e armazenagem. “A automação dosarmazéns e toda tecnologia embarcada nos veículos detransporte nos permite integrar fluxos e, sobretudo, anteciparinformações, resultando em ações rápidas e otimizadas emlinha com a expectativa do cliente.”Para Augusto, da Omnitrans Logística e Transportes, uma novatecnologia é o CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico),através do qual alguns órgãos governamentais e setores dasempresas serão integrados, gerando transparência ecredibilidade ao serviço prestado.“As novas tecnologias no segmento rodoviário estão sendo osequipamentos com maior número de itens à disposição dotransportador, como: freio ABS (carreta e cavalo), retarder ecâmbio automático em um custo acessível. Também há novastecnologias embarcadas, que estão voltadas para segurança,avaliando o histórico de frenagem brusca, balanço lateral,frontal e redução de velocidade em dias de chuva e de outrositens em desenvolvimento”, finaliza Oliveira, da Translocal.2011Se 2010 foi excelente, para amaioria dos nossos entrevistados,quais as perspectivas para 2011?Para Jose Roberto, do BuenoGrupo, é de ser mantido o mesmonível de crescimento de 2010,em torno de 20 a 30% no ano, eo mercado focar em treinamento,tecnologia de ponta e atendimentoao cliente.“Com a aproximação dosgrandes eventos mundiais (Copado Mundo e Olimpíadas) comsede no Brasil, acreditamos queo comércio exterior como umtodo terá grande aumento deFeijolo, da Célere: há umagrande preocupação comas ferramentas de gestãoque possam reduzir custosvolume, em todos os segmentos.Para 2011 projetamos um crescimentode aproximadamente20%”, diz Abílio Neto, daBrasiliense. O Grupo Toniato, porsua vez, projeta crescimento de15% para ambos os segmentos.“Já aprovamos investimento de35 milhões de reais em aquisiçãode novas áreas, construção denovos armazéns, renovação eincremento da frota de caminhõese empilhadeiras, aquisição deestrutura portapaletes, hardware,software e TI, segurança patrimoniale de processos”, completaFaçanha, diretor executivo doGrupo.Tassi, da Transtassi, ressaltaque as perspectivas para 2011são as melhores possíveis, “ecada ano, daqui para frente, serámelhor que o outro, acreditamosdemais no Brasil. Tem Copa,Olimpíadas e o próprio Brasil,que é realmente a bola da vez.Chegou nossa vez”, festeja.As expectativas positivaspara o crescimento econômiconos próximos anos, o aumentoda participação do Brasil nofluxo de comércio internacional,a Copa do Mundo (2014) e osjogos olímpicos no Rio deJaneiro (2016), destacandotambém o início da exploraçãocomercial do petróleo da área dopré-sal, sustentarão importantesinvestimentos no setor, na opiniãodos representantes da Dalçoquio.Guto, Bonomini e Ferreiradestacam, ainda, que como omodal rodoviário já compõe 70%da matriz logística brasileira, asmelhores oportunidades decrescimento encontram-se nos


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60 | edição nº108 | Fev | 2011 |MultimodalAs tendências de consumodevem se manter em altasegmentos de portos e navegaçãocosteira. “Este crescimentoeconômico impactará positivamentenos setores químico epetroquímico, para os quais asexpectativas são muito otimistas,porém temos um desafio pelafrente, a ser enfrentado pelasempresas do setor e os OperadoresLogísticos: a busca da produtividade,sinergia entre as diferentesempresas e produtos e orealinhamento das tarifas, aindaem um marco de competitividade.A semente da saúde, segurançae meio ambiente é hoje umtrabalho e uma preocupaçãodiária, tanto de empresas comode Operadores Logísticos, e,como tal, está bastante amadurecida,porém, agora temos dedesenvolver a otimização e abusca de soluções logísticas”,avaliam o presidente, o vicepresidentee o diretor comercialda Dalçoquio.O CEO da Célere Intralogísticatambém acredita que 2011deve ser um ano de grandesvolumes e grandes investimentospara ampliação de capacidadedas indústrias, o que significaperspectivas de negócios para osoperadores. “A grande preocupaçãodeve ser a disponibilidadede mão de obra qualificada. Jácomeçamos a sentir dificuldadesem contratações no final de2010”, lamenta Feijolo.“Realmente, 2011 devemanter o crescimento ocorridoem 2010 e vai exigir muito dosOperadores Logísticos, principalmenteem relação à tecnologia emão de obra”, completa Gomes,da TALOG.Análise semelhante fazOliveira, da Translocal. Emboraas perspectivas para 2011 sejamas melhores para o segmentoem relação a crescimento dovolume transportado e faturamento,devendo quebrar todosos recordes do passado, podehaver problemas com a falta deespecialização na mão de obra ea não eficiência em operação,devido à falta de estrutura dopaís, considera o superintendenteda Translocal.Para Isotton, da Transjoi, em2011 estima-se um crescimentono volume de cargas químicas,mas apenas para as transportadorasque acatarem os requisitosdo cliente e, principalmente, aslegais. “Em virtude do crescimentoem 2010, da perspectiva decrescimento maior em 2011 e danecessidade de maior competitividade,haverá a necessidade deinvestimento na área de logística,tanto da parte governamentalquanto das empresas, o que abreportas para a terceirização.As oportunidades estarão nasatividades que agregam valorcom inovação e na atuação nalogística reversa. Quem tivereste know-how estará à frente”,aponta Murta, da Abrange.D'Agostini, do Mira OTMTransportes, também apontauma perspectiva que 2011 sejasuperior em relação a 2010,porém, também, fontes conservadorasrevelam que seja semelhantea 2009/2010, tendo emvista o desconhecimento daspropostas do novo governo.Por sua vez, Augusto, daOmnitrans Logística e Transportes,aponta que 2011 será umano de grande pressão para arecuperação dos valores nosserviços prestados para a logística(fretes e armazenagem).Com a falta de Infraestrutura nosportos, aeroportos e ferrovias einvestimentos governamentais –ainda segundo ele – haveráalteração no segmento, onde ocenário de armazenagem decargas será fortalecido.Pessimista está Oliveira, daTransportadora Contatto. Paraele, 2011 será um ano difícil emrazão das pressões inflacionáriasnos custos e a dificuldade derepasse aos fretes. “Tambémteremos dificuldade na contrataçãode mão de obra qualificada.”TendênciasDiante do apresentado, quaisseriam as tendências futuras nosegmentos de química epetroquímica?Murta, da Abrange, apostano crescimento, apesar dasdificuldades existentes, como adisputa acirrada com empresasinternacionais, ou seja, haveráuma busca pela maior competitividade.O diretor da Abrangetambém acredita que haverárisco de problemas no setor senão houver apoio governamentalpara a solução de problemastributários, logísticos e deinvestimento em infraestrutura.A análise de Jose Roberto,do Bueno Grupo, aponta que, emvirtude do alto custo de inventário,o cliente cada vez mais estáterceirizando as suas operaçõeslogísticas com operadores,focando, assim, na sua atividadefim, e o cliente final comprandomais fracionado.Isotton, da Transjoi, destacaque cada vez mais a indústriaquímica irá procurar empresas detransportes que proporcionemagilidade, no que diz respeito aprazos de entrega, mas que,acima de tudo, cumpram asexigências legais do setor,Façanha, do Grupo Toniato:a empresa projeta crescimentode 15% para ossetores químico epetroquímico


| edição nº108 | Fev | 2011 |61principalmente quando se tratarde químicos perigosos e controlados,cujas indústrias irão zelarpela segurança da carga e,consequentemente, do meioambiente e de todos osenvolvidos.Ponto de vista semelhantetem Oliveira, da Translocal. Elediz que a tendência é a reavaliaçãodas transportadoras decarga química perigosa, pois,além de certificações tradicionais,como o SASSMAQ –Sistema de Avaliação deSegurança, Saúde, MeioAmbiente e Qualidade, asgrandes indústrias estão investindoem programas voltados paraa redução de acidentes, atingindoa consciência de motoristas eseus colaboradores sobre suaação no trânsito e de terceiros,bem como investimento pesadoA atuação nestes dois segmentos requer cuidadosespeciais, sobretudo em termos de armazenagemem treinamento, buscandosempre a redução de acidentes.“Devido ao aquecimento daeconomia, é esperada maiorproximidade dos clientes comseus Operadores Logísticos,visando garantir disponibilidadede frota e armazém para sustentaro crescimento projetado paraos próximos anos. A parceria teráde ser ampliada visando ao usomais racional dos recursos eredução de ociosidade, motivadospelo aumento do volume, e,sobretudo, pela percepção daoportunidade de redução doimpacto ambiental. O momentotambém será oportuno pararepactuar tarifas, recompondoperdas históricas com o únicoobjetivo de viabilizar caixa paranovos investimentos necessáriospara acompanhar os novosvolumes do setor”, analisaFaçanha, do Grupo Toniato.Abílio Neto, da Brasiliense,aponta, como tendências, amáxima exigência. Sua análise éparecida com a do representantedo Bueno. “Sabemos quetrabalhar com grandes estoquesnão é mais a tendência dasempresas. Portanto, as áreas decompras x produção x estoquetrabalham em Just in time paraevitar custos extras na produção.


62 | edição nº108 | Fev | 2011 |MultimodalEntender o processo e contribuirpara o seu sucesso é papel doparceiro logístico para com o seucliente. As implicações de seescolher uma transportadora nãoespecializada neste segmentopodem variar de pequenas avariasnos equipamentos transportadosaté grandes atrasos nas entregas,o que ocasionaria grandesimpactos na produção, trazendoprejuízos financeiros tanto para ocliente quanto para o transportador”,aponta o representante dadiretoria da Brasiliense.Tigevisk, da Brasilmaxi Logística,destaca que existe umagrande tendência para o aumentodo transporte de matérias-primaspara as construções voltadas aopré-sal. “Queremos estar presentesem cada uma delas.”Gomes, da TALOG, acrescenta:“o setor vem demonstrandotendência crescente, principalmentena região Nordeste, ondeestamos direcionando grandeparte dos investimentos para2011”.Por sua vez, Santos, da TGALogística, faz sua análise ressaltandoque um estudo bastanteinteressante de uma conceituadaconsultoria aponta que nospróximos 10 anos o progresso dequalquer companhia química serádeterminado, entre outros fatores,pelo seu starting point, peloambiente econômico, pelasmegatendências e por suasestratégias e ações. “Portanto,nossa posição é tentar redefinir eajustar nossas estratégias deatendimento a este setor, levandoem consideração a volatilidade eas necessidades especiais destemercado”, completa.Jose Roberto, do BuenoGrupo: a perspectiva émanter o crescimento emtorno de 20 a 30% em 2011Feijolo, da Célere Intralogística,aposta que a tendência deconsolidação e competitividadeglobal da indústria deve continuarpelos próximos anos. Aindasegundo ele, esta tendênciaobriga os operadores a fornecerum alto nível de serviço com umcusto competitivo. Estasnecessidades têm obrigado asindústrias a buscar operadoresespecialistas em suas atividades.O CEO da Célere destaca,também, a enorme preocupaçãocom a segurança do trabalhonas operações de indústriasquímicas e petroquímicas.Molitzas, da Santos Brasil,aponta que há uma tendência deredução da quantidade deempresas habilitadas para cargaperigosa. “Observamos que asobrigações e responsabilidadesneste segmento vêm crescendoem proporção exponencial,portanto existem poucosentrantes no segmento.”Outra tendência – aindasegundo o diretor de logística daSantos Brasil – é que as tarifassejam diferenciadas, pela faltade novos players e pelo fato dealgumas empresas estaremsaindo deste segmento,baseando-se na regra da procurae da oferta. “Deveremos ter umaumento significativo nestesegmento, compatível com aresponsabilidade.”Molitzas acredita quetambém devem ser ampliadas ascertificações e auditorias pelosembarcadores. “Estas ferramentas,bastante utilizadas pelaindústria automobilística, deverãoser cada vez mais exploradasdentro dos Operadores Logísticose transportadores. Devem ampliara quantidade de workshops paradefinição, acompanhamento econtrole de KPI´s. Com nível deserviço estabelecido previamente,todos os envolvidos participamdas discussões e entendemqual a responsabilidade de cadaelemento no processo. Outroganho enorme para embarcadorese Operadores Logísticos é amelhoria contínua que estemodelo proporciona, pois todasas equipes trabalham emharmonia e estão dispostas atrazer novas sugestões”,completa o diretor de logísticada Santos Brasil.“Todo esse tempo venhoacompanhando o crescimentoe a consolidação dapublicação, ao longo dessesanos sempre trazendo ainformação atualizada,dinâmica e confiável.Parabéns pelas publicaçõesimpressas – e pelanewsletter.”Rodrigo Rosa, coordenadoroperacional da AratúAmbiental“Parabenizamos aosdiretores, corpo editorial ecolaboradores da Logwebpor terem alcançado, emtempo recorde, o espaçoque hoje ocupam na áreaeditorial da ‘logística’. Sea ‘logística’ caminhou a‘passos largos e rápidos’, a‘Logweb’ foi seu porta-voze sinalizador das novastendências, acompanhando-a‘passo a passo, ladoa lado’. Agradecemos porestarem sempre ao nossolado na ‘Cadeia Logísticado Frio’!”Laudizio Marquesi, daConsulog Consultoria“São 9 anos de valiosainformação, através darevista ou do portal, e deprestação de serviço paraleitores interessados nocontexto do setor delogística. O contato e ainteração com o mercado,propiciados pela revistaLogweb, norteiam efacilitam nossas decisões.Que vocês permaneçampor muito tempo nessaimportante atividade.Parabéns!”Hermeto Bermúdez, CEO daTito Global Trade Services“Parabéns à revista Logwebpelos 9 anos! Consideramosa publicação sinônimode ótima cobertura dasprincipais informações naárea de logística no Brasile no mundo e importantefonte de consulta sobretemas relevantes ao setor.”Mauri Mendes, diretor geral daGolden Cargo9 anos "Em nome do Grupo LC,gostaria de parabenizar arevista Logweb e toda a suaequipe de profissionais peloseu nono aniversário. Nessesanos, a revista tem sido umaimportante ferramenta deinformação, seja pela qualidadede suas reportagens, sejapelo apoio como mídia para osetor logístico. O Grupo LCdeseja muito sucesso para arevista Logweb.”Noêmia Lima, gerente comercial/marketing do Grupo LC Logística“Tenho o prazer de estaracompanhando a extraordináriacontribuição da revistaLogweb nestes 9 anos de suaexistência. Através dosartigos, matérias, entrevistase notícias, profissionais,estudantes, professores eentusiastas da logística têm apossibilidade de se manteremconstantemente atualizados.Ao longo deste período fuiassíduo leitor e tive a grataoportunidade de contribuircom alguns artigos e com amatéria anual sobre o perfildo profissional de logística.Neste momento em que arevista completa seus 9 anos,gostaria de parabenizar atoda a equipe Logweb que,com garra, criatividade emuita competência, vemrealizando um grandetrabalho de disseminação deconhecimento para osprofissionais interessados emse desenvolver na área delogística.”Hélio Meirim, criador do blogwww.hrmlogistica.wordpress.com"Neste ano em que a IDLogistics também completa 9anos de operações no Brasil,ficamos muito gratificados emparabenizar a revista Logwebpor desenvolver um excelentetrabalho jornalístico. Paranós, sempre foi importantecontar com o apoio informativodas reportagens publicadas.Desejamos sinceramente quevocês possam continuar comesse trabalho de sucesso!"Rodrigo Bacelar, gerente dedesenvolvimento comercial emarketing da ID Logistics


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64 | edição nº108 | Fev | 2011 |MultimodalTransportadoreseOperadoresLogísticosnasÁreasQuímicaePetroquímicaPerfildaempresaTransportadora(T)ouOperadorrLogístico(OL)?AbrangeLogísticaFone:192106.81000OLArmavalrmavaleFone:123955.11000BrasilienseCargoFone:192102.47000BrasilmaxiLogísticaFone:112889.61788OLT OLCélereIntralogísticaaFone:115670.56700OLEstruturstruturaLocalizaçãodamatriz( (Cidade/EstadoCidade/Estado)NúmerodefiliaiseEstadossondeestãolocalizadasQuantidadedeCDseEstadossondeestãolocalizadasRegiõesatendidaspelaempresmpresaQuantidadedecargaamovimentadaporano(Ton)Seeadotaosistemadef franquias,quantas?Piracicaba,SP7: SP (2), ES, AL, BA,CE, SEJacareí,SPCampinas,SPSão Paulo, SP4:SP3:SP, PR, RJFiliais e pontos de apoio em São Paulo e noRio de JaneiroSão Paulo, SP3:SP (2), CE (1)4:SP3 : SP, PR, RJ6:SP (3), RJ (3)-Sudeste; Centro-Oeste;NordesteTodo o territórionacionalEstado de São Paulo; Rio deJaneiro; CuritibaNorte;Nordeste; Centro-Oeste; Sudeste; Sul2: RJ, RSTodo o território naciona ln.i.480.000n .i.n .i.n.i.NãoNãoNãoN ãon.i.ServiçosOferecidosEspecialidadesdetransportessTransferências entr eunidades; cargasfechadasLogística reversa;montagem de kits;gestão de estoqueAutopeças; eletrônicos; refrigerados;produtosfarmacêuticos/medicamentos;cosméticos; químicos/perigososTransporte dedicado; transporte decontêineres, transporte de produtos químicos;transportes emergenciaisMovimentação interna;transferênciasServiçosagregadosaostransportessGerenciamento dasentregasLogísticaArmazenagemM ilk-run; just in time; Kanba nn.i.PrincipaisclientesnasáreasquímicaepetroquímicetroquímicaN itro Química Henkel; Rhodia Brasil ;Cheminova do Brasil;Solutia BrasilExterran; GE Oil & Gás; PPG; ArchQuímica; GE Betz, Sabic; IBGB asf; BJ Química; Huntsman; GE Química Solvay Indupa do Brasil ;Syngenta Proteção de Cultivo;Bluesatr SiliconesOperaçãperaçãoTotalveículosffrotaprópriaTotalveículosffrotaagregadaa6050142194-37- 8 162-Frotarastreada?TecnologiasusadassnorastreamentoSim- Sim,100%n.i.- AutotracSim-Omnilink;Autotrac; Itura n-TecnologiasutilizadasnasoutrasoperaçõesexecutadasCertificadanaISO 9000?CertificadanaISO 14000?CertificadaSASSMAQ?ServiçosdiferenciadosoferecidosnasáreasquímicaepetroquímicetroquímicaEquipamentos/acessórioquipamentos/acessóriossespeciaisquepossuiparaatuarnestasáreasn.i. = não informadoControle de frota;software de simulação;computador de bordo;RFID; WMSSimNãoEm andament oLogística reversa deembalagens; milk-run;Projetos específicosWMS; TMS; ERP;consulta de serviçospela internetSimNãoNãoRotulação;carimbagem;etiquetagem;montagem de kits;paletizaçãoWebLogística - Todas as etapas sãorastreadas, permitindo a medição dotempo gasto e a identificação degargalosSimNãoSimEnvio de pré-alerta paraagendamento da carga; solicitaçãoautomática de monitoramento eescolta; rastreamento da cargaatravés da Web Logística pelocliente, inclusive com a localizaçãodo caminhão "on-line" através do"Google Map"n .i.n .i.n.i.WMS;CMS; TMSSimWMS; TMS; PMP; Aren aEm certificaçã oN ãon.i.S imn.i.Estrutura para cross-docking de produtosquímicos como: bacia de contenção; espaçoespecífico para armazenagem de produtosquímicos; plano emergencial; kit deemergência; treinamentos para colaboradoresMáscaras semifaciais; filtros Vo e GA; óculo sAmpla Visão; luvas de PVC; aventaisimpermeáveis; botas de PVC; fitas zebradas;pás e enxadas antifaiscantes; vassourões;rodos; sacos de vermiculita; conesRecepção; armazenagem; gestãode estoques; controle deinventário; abastecimento delinhas; faturamento; expedição;gestão de transportesEmpilhadeiras a combustão eelétricas; rebocadores;paleteiras; transpaleteiras;minicarregadores; esteirasroletadas; tratores


| edição nº108 | Fev | 2011 |65ColumbiolumbiaFone:113305.98100OLDalçoquialçoquiooFone:473341.31000DRTTransportessFone:513393.50000FassinassinaaFone:133298.30111OLT T e OLBarueri,SPItajaí,SCPorto Alegre, RSSantos, SP22:SP, PR, SC, RS, BA, RJ 20: Buenos Aires (Argentina), BA, ES, GO, MG,MT, MS, PR (3), RJ (2), RS (2), SP (5), PE6:SC (2), PR, SP, RJ, MG 6: SP8:BA, SP, RJ, PR7:RS, SC, PR, SP, RJ, ES0 1: SPTodo o território nacionalTodo o território naciona lSul; Sudeste; Centro -Oeste; NordesteSul; Sudeste45.889200.000.000em 2010n.i.360.000NãoNãoNãoNãoTransporte de produtosquímicos perigosos (menosradioativos e explosivos)Logística reversa;etiquetagem; amostragemInformação confidencial(cláusula contratualfirmada com o cliente)Transporte de carga seca, refrigerada e líquidaOperação de sistemas de abastecimento deaeroportos e embarcações; operação de carga edescarga de produtos químicos perigosos emterminais terrestres, marítimos e fluviais;armazenagem e distribuição de produtosembalados, operador portuário (lei 8630/93),incluindo cargas conteinerizadas e frigorificadasn.i.Distribuição;transferênci aRodoviário de carg ageral/contêiner(produto químicoinclusive)N ãoArmazenagem ;terminais Redex; Depotde contêineresA le Combustívei s Quattor; IQ Soluções ;IQBC1007003 248255, sendo 68especializados emtransportes químicosSim4500 240SimSimSimTMS; rádio; celular;rastreadores (Autotrac,Omnilink)WMS; EDI; coletores dedados com radiofrequênciaAutotrac;JaburSatTMS;WMS; SIGA; ERPOnixOmniSat RI 1460 max(celular e via satélite)N ãoTMS; WMS; CTF ;PAMCARDSimNãoNãoSimNãoNãoNãoNãoSimSimNãoSimArmazenagem em padrõesinternacionais desegurança; profissionaisespecialistas econstantemente recicladosCredenciado por todos os órgãos competentespara este tipo de operação; estrutura definidanas áreas de Segurança, Saúde, Qualidade eMeio AmbienteNãoFarmacêutic ocontratado; licençasAnvisan.i.Todosos exigidos pela lei, para cada cas oTruck com 4° eix oStacker s


66 | edição nº108 | Fev | 2011 |MultimodalTransportadoreseOperadoresLogísticosnasÁreasQuímicaePetroquímicaPerfildaempresaTransportadora(T)ouOperadorrLogístico(OL)?LagexpressFone:112714.3216MiraTransportessFone:one:112142.90000OmnitransLogísticaeTransporteransportessFone:133797.70000T e OLT OLRápido9000Fone:112632.09000T e OLEstruturstruturaLocalizaçãodamatriz( (Cidade/EstadoCidade/Estado)NúmerodefiliaiseEstadossondeestãolocalizadasQuantidadedeCDseEstadossondeestãolocalizadasRegiõesatendidaspelaempresmpresaQuantidadedecargaamovimentadaporano(Ton)Seeadotaosistemadef franquias,quantas?Osasco,SPSão Paulo, SP3 20: SP, RJ, MG, PR, SC, MT, MS, DF, GO,TO3 10: SC, DF, MT, MS, SP (2), PR, GO, RJ,MGGoiás; DistritoFederal; Tocantins;Triangulo MineiroCentro-OesteSantos,SPSão Paulo, SP1:SP20: SP (6), MG, DF, RJ (4), GO (4), RS, PE, BA, ES0 3: RJ, GO, PERegião de São Paulo até 350 kmSudeste; Nordeste; GO; DF; TO; RS110.000n.i.30.0701.090.000 em 2010NãoNãoNãoNãoServiçosOferecidosEspecialidadesdetransportessTransportes elogísticaCarga geral; carga expressa; produtossensíveis; produtos farmacêuticos ecosméticosTransporte de produtosclassificados e não-classificadosTransporte rodoviário de carga e logísticaServiçosagregadosaostransportessA rmazém geral Armazenagem; controle de estoque ;embalagem; montagem de kits econjuntos; gerenciamento de transportes;paletização; cross-docking; logísticareversa; desenvolvimento de projetosRemoção; armazenagem;consolidação e desconsolidação;Redex; embarque; gestão deestoqueLogística; armazenagem; distribuição;movimentação; embalagem; manuseio; cross-docking; expedição; emissão de NF; controle deestoque; logística in-housePrincipaisclientesnasáreasquímicaepetroquímicetroquímicaHenkel; UniãoQuímicaS yngenta; Petrobrasn.i.Grupo Basf; Akzo Nobel; Grupo Ultra; Petrobra sOperaçãperaçãoTotalveículosffrotaprópriaTotalveículosffrotaagregadaaFrotarastreada?30carretas450556033021046400SimSimSimSimTecnologiasusadassnorastreamentoSascarOmnilinkAutotracSistemas de rastreamento RI 4484 da Omnilink -tripla comunicação - via dupla rede celular e viasatéliteTecnologiasutilizadasnasoutrasoperaçõesexecutadasTrava baú; satélitehíbridoERP; EDI;internet; protocolo de entregavia celularTMS;WMS; RFID; Nextel; celular Softwares de monitoramento com o SITR90 0(Sistema Integrado de Transportes Rápido 900);módulos administrativo, operacional, financeiro ecomercial; controle e manutenção de frota; EDI(Troca Eletrônica de Dados); WMSCertificadanaISO 9000?SimSimNãoSimCertificadanaISO 14000?SimNãoNãoNãoCertificadaSASSMAQ?SimSimSimSimServiçosdiferenciadosoferecidosnasáreasquímicaepetroquímicetroquímicaAtendimento com oserviço 14 e 36horasEscolta; gerenciamento de risco;segurança patrimonial; estrutura nasfiliais; expertise de entrega grandes redesde varejoArmazenagem e estocagem deprodutos químicos tanto nospátios, quanto nos armazéns;licenças para armazenamento deprodutos controlados pelo ExércitoAtestados e certificações específicas do segmento(essencial); manuseio, armazenagem, embalagem,paletização e amarração da carga de formadiferenciada; curso MOPP para os motoristasEquipamentos/acessórioquipamentos/acessóriossespeciaisquepossuiparaatuarnestasáreasTodo equipamentoexigido pelaSassmaqÁreas segregadas e com todos osdispositivos de segurança e treinamentopara manuseio de cargas inflamáveisCavalos; bugs; carretas;empilhadeiras; reach stackercapacitados e homologadosn.i.n.i. = não informado


| edição nº108 | Fev | 2011 |67RenascerTransportessFone:473445.0069Rota90Fone:433158.4950SantosBrasilLogísticaFone:114393.49000TA A LogísticaFone:192101.7185T T OLOLJoinville,SCIbiporã,PRSantos,SPCampinas, SP- 12: PR, SP, RS, MG,BA, MT7:SP4: SP (3), PE- 2:PR, BA2:SP5: SP (4), PESul; Sudeste; Centro-OesteSul; Sudeste;Centro-Oeste;Nordeste; NorteTodo o território nacionalTodo o territóri onacional12.000500.000n.i.60.000n.i.NãoNãoNãoCargas fechadas;produtos químicosperigosos; moldes;ferramentas; estruturasProdutos químicos;commodities/sementes; bebidasTracking via web para transporterodoviário e distribuição; transporte decontêiner (FCL e LCL) e distribuição (FTLe LTL)Distribuição;transferênciasRastreamento;monitoramento; seguro decargas; seguro ambiental;plano de atendimentoemergencialArmazenagem;operação logística;logística reversaEmissão de nota fiscal; abastecimentode linha; tracking; roteirização;gerenciamento de transportes;acompanhamento de performance e prémontagemdefatura; montagem de kits;grade; etiquetagemGestão completa detransportes; Milk-runBuschle & Lepper; Incasa;Carbocloro; M. Marinho;RiverMonsanto; Milenia;FMCDow; Ciba; Basf; Rhodia; Nalco; AkzoNobel; ChevronGivaudan; JohnsonDiversey; M Cassab;DVA Químico; Fortitech;8 879015800300Maisde 25085SimSimSimSimSascar (trava de 5ª roda,sensor de engate, sensorde porta)OnixSat;Autotracn .i.n.i.Tecnologia via web e satélite (GPS eNextel)WMS;TMS; radiofrequênci aOmnilink; AutotracSaga; TMS; roteirizado rNãoNãoS imn.i.N ãon.i.SimNãoSimSimSimNãoPrazo de entregadiferenciadon.i.Cross-docking; armazenagem geral ealfandegada; embalagem; pickingn.i.n .i.n.i.Empilhadeiras de pequeno e grand eporten.i.


68 | edição nº108 | Fev | 2011 |MultimodalTransportadoreseOperadoresLogísticosnasÁreasQuímicaePetroquímicaPerfildaempresaTegmaTGA LogísticaFone:112175.8826Fone:one:113464.81811Toniato(Grupo)Fone:113478.08000TransaransalFone:483411.10000Transportadora(T)ouOperadorrLogístico(OL)?OLT e OLOLTEstruturstruturaLocalizaçãodamatriz( (Cidade/EstadoCidade/Estado)NúmerodefiliaiseEstadossondeestãolocalizadasQuantidadedeCDseEstadossondeestãolocalizadasRegiõesatendidaspelaempresmpresaSão Bernardo do Campo, SPOsasco,SP62,em diversas cidadesNo Brasil, 5: SP (2), RS (3)No Chile: 1, + 1 escritórioNa Argentina: 2No Paraguai: 1Barra Mansa, RJMorro da Fumaça, SC10:RJ (5), SP (4), MG6: SP, PR, SC (2), RS(2)11:RJ, ES, SP, MG, RS, PR4:SP (2), RS (2)10:RJ (5), SP (4), MG-Todo o território nacionalBrasil;Chile; Mercosu lS udeste; Sul; Centro-Oest eSul; Sudeste (SP )Quantidadedecargaamovimentadaporano(Ton)Seeadotaosistemadef franquias,quantas?1.1milhões de veículos 0 km e mais de 800.000 ton25.000750.000200.000NãoNãoN ãon.i.ServiçosOferecidosEspecialidadesdetransportessServiçosagregadosaostransportessPrincipaisclientesnasáreasquímicaepetroquímicetroquímicaT ransporte rodoviári oTransporte rodoviário de carga ;FTL e LTL; FCL e LCLG estão logística; armazenagem de cargas especiais Suprimento; coordenação ;distribuição; porta a porta;transferência; milk-run;gerenciamento intermodalUniveler;Petrobras; Shell; IpirangaBlanver; Huntsman; Henke lLoctite; Sherwin Williams;Unilever; Croda; Akzo Nobel; SunChemicalCarga lotação e fracionada; granel;carga secagases; líquidos;Gerenciamento de risco; gerenciamento detransporte; cross-docking; roteirização; central demonitoramento via KPIs; tecnologia embarcada paragerenciamento de operação de transporte;motoristas classificadosTransporte rodoviáriode cargas fracionadase a granelB asf; Dupont; Bayer; SyngentaBrenntag Química ;Quimisa; ArinosQuímica; Farben; AnjoQuímican.i.OperaçãperaçãoTotalveículosffrotaprópriaTotalveículosffrotaagregadaaFrotarastreada?TecnologiasusadassnorastreamentoTecnologiasutilizadasnasoutrasoperaçõesexecutadasWMS; TMS; ERP;7679 5502202.953250150-SimSimG PS; satéliteTrack&Tracing; JaburSat (satélite) ;celularDOCNICS; ferramentas de modelageme simulaçãoWMS; TMS; ERP; CRMpróprio/consultas de serviços pelainternet e por celularSimAutotracSimRastreador; localizado rW MS; TMS; radiofrequêncian.i.CertificadanaISO 9000?SimNãoS imn.i.CertificadanaISO 14000?SimNãoS imn.i.CertificadaSASSMAQ?SimNãoSimSimServiçosdiferenciadosoferecidosnasáreasquímicaepetroquímicetroquímicaGestão de estoque do cliente; gestão do estoque dosfornecedores; transporte inbound de matéria-prima;armazenagem de matéria-prima; operação de descargada matéria-primaCertificado Suatrans -Atendimento a emergênciasquímica e ambiental; motoristasqualificados com curso MOPPLogística in-house; projetos logísticos;dimensionamento e construção de armazém compadrão internacional modalidade built to suit;dimensionamento e redesenho de operaçõesCargas expressas paratodo territórionacional; carga secaou a granelEquipamentos/acessórioquipamentos/acessóriossespeciaisquepossuiparaatuarnestasáreasSemirreboque térmico de carbono + maçarico;semirreboque em aço carbono; semirreboque rodotrembaú; semirreboque rodotrem de alumínio; semirreboquetanque isotérmico em carbono; semirreboques tritrem/rodotrem/superbitrem/bitrem/carretas silo; semirreboquerodotrem e bitrem de inox; Semirreboque de inoxtérmico; semirreboque bitrem graneleiroKit segurança para motoristas;veículos adequados ao transportedesse tipo de cargaEmpilhadeiras elétricas retráteis econtrabalançadas; empilhadeiras a combustão;veículos especiais customizados conforme projeto;paleteiras elétricas; paleteiras elétricas compatolas; paleteiras manuaisFrota com idademédia de 5 anosn.i. = não informado


| edição nº108 | Fev | 2011 |69TransbuenransbuenoFone:123955.11000TransjoransjoiFone:474009.56000TranslocaranslocallFone:133344.30300TransportadorransportadoraaContattontattooFone:192113.75000TranstassranstassiFone:352101.16000T e OLT T T TJacareí,SPPorto Alegre, RSGuarujá,SPSão Paulo, SPPoços de Caldas, MG6:SP5:RS (2), SC, PR, SP2 7: SP, PR, MG, GO,BA, SE, RJ8; MG,SP, RJ, BA, PE,RS, PR5:SP5:RS (2), SC, PR, SP2:SC, PE0 0Todo o território nacionalRS;SC; PR; SPTodo o territóri onacionalSul; Sudeste;Nordeste; Centro-OesteSudeste; Norte;Nordeste; Sul; Centro-Oeste160.000269.802,9822.000.000706.301.379480.000NãoNãoNãoNãoNãoPorta a porta; transportede produtos refrigeradosTransporte de cargaembalada em geral equímicos para indústriaTransporte dequímicos perigosos;carga geralTransporte rodoviáriode produtosperigososCarga a granel; líquidaArmazenagem;suprimento; coordenação;distribuição;transferência; Milk-runOperação logística;sistema derastreamento; EDIArmazenagem;distribuiçãoControle de estoquedo cliente; operaçãode descarga doproduton.i.Henkel; Rhodia Brasil;Cheminova do Brasil;Solutia BrasilPor solicitação dosclientes, não podeminformarBasf; Dow Agro;Rhodia; DowCorningBraskem; ValeFosfatadosAir Liquide Brasil;Petrobras Distribuidora;Dow Química; Basf;Bayer12017125025025384fixos352008524SimSimSim150veículo sSimAutotracSighraOmnilinkZatixOnixSa tWMS; TMS; ERP;consulta de serviços pelainternetVeículos rastreados;sistemas decomunicação; EletronicData Interchange - EDIPositronS oftware própri on.i.SimSimEm process oSimNãoSimNãoNãoNãoNãoSimSimSimSimSimArmazenagem; rotulação;carimbagem;etiquetagem; montagemde kits; paletizaçãoLicenças de acordo coma legislação aplicávelpara cada tipo deprodutoArmazenagem;distribuição- Estação de Tratament ode Resíduos;n.i.Veículos apropriado spara transporte químicoembalado, sendocarretas siderpneumáticasS3ider para 105 mou 33 toneladas- Equipamentos 100%confeccionados em açoInox 304; bombas paradescargas; lavador degases; monitoramentoon-line●


70 | edição nº108 | Fev | 2011 |MultimodalAgendaMarço2011FeirasTransport & Logistiek2011Período: 15 a 16 de marçoLocal: HolandaRealização: easyFairsInformações:www.easyfairs.com/transport-nlbianca.wouters@easyfairs.comPromat – Feira deLogística e Transporte deMateriaisPeríodo: 21 a 24 de marçoLocal:Chicago – Estados UnidosRealização: MHIA– The Material HandlingIndustry of AmericaInformações:www.promatshow.comcustomerservice@promatshow.comSITL Europa – SemanaInternacional do Transportee LogísticaPeríodo: 29 a 31 de marçoLocal:Paris – FrançaRealização: ReedExpositions FranceInformações:www.salon-sitl.comalain.bagnaud@reedexpo.frMissão TécnicaMissão Técnica à FeiraPromat 2011Período: 21 a 24 de marçoLocal: Chicago – EUARealização: ILOGInformações:www.ilog.org.brfabia@ilog.org.brFone: 11 2936.9918WorkshopPIT STOP 2011 Logística eSupply ChainPeríodo: 16 e 17 de marçoLocal: São Paulo – SPRealização: Ciclowww.portalsupplychain.com.brvoce@ciclo.srv.brFone: 11 3862.0959CursosApuração de CustosOperacionais no TRC eFormação de FretePeríodo: 12 de marçoLocal: São Paulo – SPRealização: SetcespInformações:www.setcesp.org.brtreinamento@setcesp.org.brFone: 11 2632.1088Certificação Executivaem Supply ChainManagementPeríodo: 14 de março a27 de julhoLocal: São Paulo – SPRealização: InbrascInformações:www.inbrasc.org.br/certificacaoFone: 11 3302.9292Logística daProdução/PPCPPeríodo: 15 e 16 de marçoLocal: São Paulo – SPRealização: ILOGInformações:www.ilog.org.brfabia@ilog.org.brFone: 11 2936.9918Gestão Integradade MRPPeríodo: 17 a 19 de marçoLocal: São Paulo – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.comsac@cebralog.comFone: 19 3289.0903Gestão eDimensionamento deEstoquesPeríodo: 18 e 19 de marçoLocal: São Paulo – SPRealização: ILOGInformações:www.ilog.org.brfabia@ilog.org.brFone: 11 2936.9918Veja a agendacompleta no Portalwww.logweb.com.brGestão dos CustosLogísticosPeríodo: 22 de marçoLocal: São Paulo – SPRealização: TigerlogInformações:www.tigerlog.com.brvanessa.silva@tigerlog.com.brFone: 11 2694.1391Controle de Estoque ePlanejamento daDemandaPeríodo: 22 e 23 de marçoLocal: São Paulo – SPRealização: ASLOGInformações:www.aslog.org.brenaslog@enaslog.org.brFone: 11 3668.5513Formação de Preçosem Serviços deLogística e TransportesPeríodo: 23 de marçoLocal: São Paulo – SPRealização: TigerlogInformações:www.tigerlog.com.brvanessa.silva@tigerlog.com.brFone: 11 2694.1391Visibilidade naSupply ChainPeríodo: 24 a 26 de marçoLocal: São Paulo – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.comsac@cebralog.comFone: 19 3289.0903S&OP – Sales andOperations PlanningPeríodo: 26 de marçoLocal: São Paulo – SPRealização: TigerlogInformações:www.tigerlog.com.brvanessa.silva@tigerlog.com.brFone: 11 2694.1391Como Organizar seuAlmoxarifadoPeríodo: 26 de marçoLocal: São Paulo – SPRealização: SetcespInformações:www.setcesp.org.brtreinamento@setcesp.org.brFone: 11 2632.1088


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