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Commerzbank Aktiengesellschaft - CMVM

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<strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong><br />

Sede: Kaiserplatz, 60261 Frankfurt am Main, República Federal da Alemanha<br />

Sociedade constituída nos termos da<br />

Lei Alemã das Sociedades Anónimas<br />

Capital Social registado: EURO 1,415,761,128.60<br />

Registo Comercial número: HRB 32 000<br />

RELATÓRIO E CONTAS ANUAL 2002


ÍNDICE<br />

CAPÍTULO 1 .................................................................................................................. 3<br />

CONTAS CONSOLIDADAS DO GRUPO COMMERZBANK................................ 3<br />

1.1. Relatório de Gestão............................................................................................... 3<br />

1.2. Demonstração de Resultados ............................................................................. 79<br />

1.3. Balanço................................................................................................................. 81<br />

1.4. Demonstração de movimentos nos capitais próprios....................................... 83<br />

1.5. Demonstrações de Fluxos de Caixa ................................................................... 86<br />

1.8. Notas às Demonstrações Financeiras ................................................................ 88<br />

1.7. Relatório de Auditoria às Contas Consolidadas do Grupo <strong>Commerzbank</strong> 211<br />

1.8. Relatório do Conselho Fiscal............................................................................ 212<br />

1.9. Conselhos, membros de outros conselhos, directores do Grupo, directores de<br />

sucursais e directores de empresas do Grupo ................................................ 216<br />

CAPÍTULO 2 .............................................................................................................. 262<br />

CONTAS INDIVIDUAIS DO COMMERZBANK AG .......................................... 262<br />

CAPÍTULO 3 .............................................................................................................. 263<br />

EXTRACTO DA ACTA DA ASSEMBLEIA GERAL ANUAL DO<br />

COMMERZBANK AG REALIZADA NO DIA 30 DE MAIO DE 2003 .............. 263<br />

CAPÍTULO 4 .............................................................................................................. 264<br />

PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS ..................................................................... 264<br />

- 2 -


CAPÍTULO 1<br />

CONTAS CONSOLIDADAS DO GRUPO COMMERZBANK<br />

1.1. Relatório de Gestão<br />

Análise global do Grupo <strong>Commerzbank</strong><br />

A economia mundial: ainda sem uma evolução positiva<br />

Em 2002, o crescimento da economia mundial continuou a ser desanimador. A<br />

economia norte-americana, de facto, saiu da recessão mais rapidamente do que se<br />

previa, registando uma expansão do PIB de 2,4%, muito superior à taxa do ano anterior.<br />

Porém, na Europa Ocidental, a reanimação da actividade económica perdeu o impulso,<br />

cifrando-se o crescimento médio apenas nos 1%, em 2002. A crescente tensão no Médio<br />

Oriente fez aumentar o prémio de risco sobre o preço do petróleo; desapareceu a<br />

confiança na sustentabilidade da recuperação dos EUA e o preço das acções desceu de<br />

novo, para o que contribuíram também os escândalos financeiros nos Estados Unidos.<br />

Considerando o ano como um todo, podemos dizer que se manteve a estagnação<br />

na Alemanha, iniciada em meados de 2000. O crescimento económico de 0,2% foi<br />

novamente inferior ao dos outros países da UE, em grande parte devido à sobrecarga<br />

financeira específica resultante da reunificação alemã, e cujo impacto ainda se faz<br />

sentir. No ano passado, o investimento na construção diminuiu ainda mais, sendo<br />

mesmo inferior ao de 1991. A pesada carga fiscal e de contribuições para a segurança<br />

social – apenas em parte resultantes da unificação - não sofreu qualquer alívio.<br />

Verificou-se, assim, a perda de 396.000 postos de trabalho durante o ano, tendo o<br />

desemprego atingido mais 262.000 pessoas e elevando o número de desempregados<br />

para os 4.2 milhões. Simultaneamente, as falências de empresas atingiram um nível<br />

recorde de 38.000.<br />

Em 2003, não existem grandes probabilidades de se registar uma melhoria de<br />

peso. Uma vez mais, o crescimento económico na Alemanha irá ser inferior a 1%. Só<br />

quando tiver desaparecido a incerteza gerada pela crise no Iraque é que as forças do<br />

crescimento irão prevalecer. No entanto, é fundamental que sejam efectuadas reformas<br />

estruturais mais ambiciosas, nas finanças públicas, nos sistemas de segurança social e<br />

no mercado de trabalho, para se obter um maior crescimento e a criação de mais postos<br />

de trabalho a médio prazo.<br />

O balanço do <strong>Commerzbank</strong> reflecte a desconsolidação do Rheinhyp e a redução<br />

dos activos ponderados em função do risco<br />

Em 2002, o total do balanço do Grupo <strong>Commerzbank</strong> foi reduzido em 15,8%, isto é, de<br />

€79,2 mil milhões, para €422,1 mil milhões, devido, em grande parte, à desconsolidação<br />

do Rheinhyp e das suas subsidiárias. Adicionalmente, a fraqueza do dólar norteamericano<br />

provocou uma diminuição no total do balanço de aproximadamente €15 mil<br />

milhões.<br />

- 3 -


No ano passado, também reduzimos sistematicamente os nossos activos<br />

ponderados em função do risco, incluindo o risco de mercado, em €43,4 mil milhões,<br />

passando para €160,2 mil milhões. Com o ajustamento do Rheinhyp, os créditos<br />

interbancários diminuíram em €5,8 mil milhões, situando-se em €54,3 mil milhões; os<br />

créditos sobre clientes desceram em €12,2 mil milhões, passando para €148,5 mil<br />

milhões – em parte resultante da emissão de títulos securitizados.<br />

O aumento de €21,4 mil milhões de activos detidos para negociação, elevandoos<br />

para €117,2 mil milhões, deveu-se exclusivamente aos valores justos positivos dos<br />

instrumentos derivados que foram substancialmente mais elevados, graças ao<br />

alargamento da margem entre as taxas de juro fixas e variáveis, em consequência da<br />

descida das taxas de juro, no ano transacto.<br />

A nossa carteira de investimentos e de títulos sofreu uma redução de €19,9 mil<br />

milhões, passando para €84,6 mil milhões. Daquele valor, pelo menos €17,4 mil<br />

milhões foram devidos à desconsolidação do Rheinhyp. Pelo contrário, o aumento de<br />

€2,7 mil milhões, em investimento em empresas associadas reflecte principalmente a<br />

inclusão, pela primeira vez, da EUROHYPO AG, que consolidámos, pelo método de<br />

equivalência patrimonial.<br />

Clientes do Grupo <strong>Commerzbank</strong><br />

em milhões<br />

O decréscimo na nossa base de clientes, provocada pela desconsolidação do Rheinhyp,<br />

foi compensado pela expansão em algumas das nossas subsidiárias, principalmente no<br />

BRE Bank.<br />

Crescimento animador nos depósitos de poupança<br />

Enquanto que os empréstimos interbancários aumentaram em 5,4%, passando para €115<br />

mil milhões, as dívidas a clientes – excluindo o Rheinhyp – diminuíram em €6,9 mil<br />

milhões, passando para €95,7 mil milhões. É de salientar nestes o aumento de 12,8% em<br />

depósitos de poupança, para €12,1 mil milhões. É indubitável que esta forma de<br />

aplicação é, actualmente, atractiva para muitos clientes que ficaram desconfiados com a<br />

situação no mercado bolsista. Reduzimos drasticamente o passivo titularizado em €97,9<br />

mil milhões, passando para €92,7 mil milhões. Nesta diminuição, o Rheinhyp contribuiu<br />

com €53,6 mil milhões.<br />

- 4 -


Rácios de capital em nível elevado<br />

Enquanto que os passivos subordinados diminuíram, devido à desconsolidação do<br />

Rheinhyp e a vencimento de emissões, o saldo dos nossos certificados de participação<br />

de lucros mantiveram-se virtualmente ao nível do ano transacto.<br />

No entanto, no final de 2002, os nossos capitais próprios eram 25,1% inferiores<br />

aos de um ano antes. Em primeiro lugar, a reserva de reavaliação positiva de €189<br />

milhões passou para um valor negativo de €769 milhões. O maior impacto foi<br />

provocado pelos valores justos mais baixos das nossas participações no Banco<br />

Santander Hispano, no Banca Intesa e no Generali. A avaliação da cobertura de risco de<br />

fluxos de caixa também sofreu uma acentuada alteração negativa, de um valor negativo<br />

de €397 milhões para um valor negativo de €1,248 milhões, principalmente devido à<br />

descida do nível das taxas de juro.<br />

Apesar do nível mais baixo dos capitais próprios no balanço, registou-se uma<br />

acentuada subida nos nossos rácios de capital, sentindo-se aqui o impacto global da<br />

redução de activos ponderados em função do risco. De acordo com o BIS, o rácio de<br />

capital de base, incluindo o risco de mercado – subiu de 6%, no final de 2001 para<br />

7,3%, no final de 2002. O rácio de fundos próprios passou de 10,3% para 12,3%. A<br />

médio prazo, manteremos um rácio de fundos próprios de base não inferior a 7%,<br />

enquanto que o rácio de capital total não deverá descer abaixo dos 12%.<br />

A demonstração de resultados reflecte o ambiente difícil<br />

Em breve resumo, a nossa demonstração de resultados relativa a 2002 revela que<br />

progredimos muito na nossa ofensiva de contenção de custos e que conseguimos<br />

diminuir substancialmente os custos operativos. O que nos falta são proveitos que<br />

caíram, sobretudo em consequência do modesto desempenho da economia e da<br />

prolongada debilidade nos mercados bolsistas.<br />

Só a margem financeira do Grupo <strong>Commerzbank</strong>, de €3,1 mil milhões, foi<br />

praticamente € 500 milhões mais baixa em 2002 do que no ano anterior. Esta descida<br />

deve-se a várias causas: desde que o August Rheinhyp foi integrado no novo<br />

EUROHYPO, deixou de ser apresentado nas nossas demonstrações, apesar de até ao<br />

mês de Julho ter contribuído com cerca de €38 milhões por mês para os nossos<br />

proveitos de juros. Adicionalmente, lançámos programas de títulos securitizados para<br />

um volume de crédito de €4,4 mil milhões, o que, embora tivesse reduzido os nossos<br />

activos ponderados em função do risco, provocou a descida da nossa margem<br />

financeira. Por fim, os proveitos de juros com origem na zona do dólar foram muito<br />

mais baixos no último trimestre, devido à valorização do euro.<br />

Em meados do ano, elevámos as provisões para ligeiramente acima de €1,3 mil<br />

milhões para o ano inteiro; seguindo uma abordagem bastante prudente, conseguimos<br />

manter este nível. Porém, foi quase mais €400 milhões do que em 2001. Sendo um<br />

banco de grandes dimensões, com operações em todo o território nacional, não<br />

podíamos escapar à tendência geral, o que significa que a onda recorde de falências,<br />

verificadas no ano transacto na Alemanha, não deixou de nos afectar também. No<br />

entanto, foi animador o facto de, no último trimestre, termos necessitado de um<br />

montante inferior em 26% ao do trimestre transacto.<br />

- 5 -


Perante esta situação, o nosso rácio de provisionamento de 0,77% é bastante aceitável; e<br />

mesmo em termos de comparação internacional pode ser considerado uma cifra<br />

aceitável.<br />

Participações do <strong>Commerzbank</strong> no sector não financeiro<br />

Superiores ou iguais a 5% do capital em 31 de Dezembro de 2002<br />

Alno AG<br />

Pfullendorf/Baden 29,3%<br />

Buderus AG<br />

Wetzlar 10.5 2)<br />

Heidelberger<br />

Druckmaschinen AG<br />

Heidelberg 10% 1)<br />

Ferrari S.p.A.<br />

Modena 10.0%<br />

Linde AG<br />

Wiesbaden 10%<br />

MAN AG<br />

Munique 6,8% 1)<br />

Neschen AG<br />

Bückeburg 6,8%<br />

1) detidas indirecta e directamente;<br />

2) detidas indirectamente<br />

Sucesso na venda de fundos de investimento imobiliário abertos<br />

A redução nas comissões líquidas foi limitada, embora os mercados accionistas<br />

estivessem longe de ser fonte de satisfação. Nas operações de títulos, conseguimos<br />

grandes êxitos de vendas com o nosso fundo de investimento imobiliário aberto Haus-<br />

Invest, quase compensando, assim, o pouco interesse dos nossos clientes em acções.<br />

Registaram-se ganhos na actividade comercial estrangeira, operações de pagamentos e<br />

comissões de garantias. As operações sindicadas e a actividade de gestão de activos<br />

foram, pelo contrário, mais fracas. Em resumo, as comissões líquidas diminuíram €147<br />

milhões, ou seja 6,5%, passando para €2,1 mil milhões.<br />

As taxas de juros mais baixas provocaram um resultado negativo na<br />

contabilização dos produtos de cobertura de risco, no valor de €56 milhões, em<br />

comparação com um resultado positivo de €63 milhões um ano antes.<br />

- 6 -


O estado pouco animador do mercado de capitais afectou muito especialmente<br />

os nossos lucros de operações financeiras em 2002, ficando os mesmos reduzidos a<br />

menos de metade, numa comparação anual, passando para €544 milhões. Só nos<br />

Títulos, onde estão actualmente agrupadas todas as nossas actividades com títulos e em<br />

divisas, os proveitos desceram praticamente €500 milhões.<br />

No ano passado, o resultado da nossa carteira de investimentos financeiros e de<br />

títulos, que apresenta um saldo negativo de €88 milhões, foi afectado por diversos<br />

factores extraordinários. Inclui amortizações de T-Online, de vários certificados de<br />

fundo de investimento e em investimentos de private-equity. A nota positiva foi o<br />

rendimento proveniente da nossa operação Crédit Lyonnais.<br />

Acentuada redução nos custos operativos<br />

Nem mesmo o nosso êxito na contenção de despesas conseguiu compensar a descida<br />

dos proveitos de exploração. Mas, de qualquer modo, os nossos custos operativos<br />

baixaram em €700 milhões, passando para €5,15 mil milhões, o que significa que<br />

ultrapassámos a nossa meta de contenção de custos, uma ofensiva iniciada em 2001,<br />

destinada a fazer baixar os custos para valores inferiores a €5,5 mil milhões.<br />

A redução em 12,6% em custos com pessoal deveu-se fundamentalmente à<br />

eliminação de postos de trabalho. A nível do Grupo, durante o ano, o quadro de<br />

trabalhadores foi reduzido em cerca de 3.000 elementos, passando para 36.566.<br />

Adicionalmente, bónus mais baixos em 2002 também teve efeito nos custos, baixando<br />

aproximadamente um terço, em média.<br />

Outros custos operativos diminuíram 13,9%, passando para €1,9 mil milhões. O<br />

impacto das nossas medidas económicas pode notar-se também na amortização de<br />

móveis e equipamento de escritório e imóveis que, em vez de aumentarem, diminuíram<br />

3,1%, passando para €538 milhões.<br />

Estrutura da provisão para riscos de crédito<br />

Grupo <strong>Commerzbank</strong>, em € milhões 2002 2001 2000 1999 1998<br />

Alemanha 946 555 529 522 395<br />

Estrangeiro 365 325 148 89 394<br />

Provisão global 10 47 8 78 92<br />

Total provisão líquida 1.321 927 685 689 881<br />

- 7 -


O saldo de outros proveitos e custos de exploração reflecte fortemente os<br />

proveitos da nossa operação Rheinhyp em 2002; atingiu os €768 milhões, em<br />

comparação com um valor negativo de €104 milhões, no ano anterior. Este saldo inclui<br />

também a amortização de €170 milhões na nossa subsidiária Montgomery Asset<br />

Management.<br />

A amortização regular do goodwill, que aparece agora como um item separado<br />

na demonstração de resultados, desceu ligeiramente 6,9%, passando para €108 milhões.<br />

Tal como fizemos no ano anterior, nas demonstrações financeiras de 2002,<br />

reconhecemos as despesas de reestruturação para as nossas diversas medidas estruturais<br />

e de pessoal, que atingem os €209 milhões. Além dos €32 milhões indicados no<br />

relatório semestral, em 30 de Setembro, para a reestruturação no comdirect bank, inclui<br />

igualmente valores substanciais relativos ao nosso novo posicionamento estratégico nas<br />

áreas da Banca de Retalho e Títulos. Foram também afectas quantias consideráveis para<br />

a reestruturação da organização, gestão das facilidades de negócio e também para as<br />

áreas de crédito e do pessoal.<br />

Dividendo proposto de €0,10 por acção<br />

Depois de consideradas as despesas de reestruturação, o saldo de todos os itens de<br />

proveitos e custos apresenta um resultado negativo, antes de impostos, de €372 milhões,<br />

em 2002. Depois de considerado o imposto sobre lucros de €103 milhões e após os<br />

interesses minoritários de €29 milhões, registamos um prejuízo consolidado de €298<br />

milhões.<br />

Apesar deste resultado anual pouco satisfatório, vamos propor à Assembleia<br />

Geral Anual, a realizar em 30 de Maio, o pagamento de um dividendo de €0,10 por<br />

acção. O valor global de dividendos a pagar ascende a €54 milhões e será realizado a<br />

partir do resultado líquido da nossa Empresa-mãe, em conformidade com o Código<br />

Comercial Alemão - HGB. Nas demonstrações financeiras consolidadas, este montante<br />

deve ser contudo retirado dos resultados transitados. Os titulares dos nossos certificados<br />

de participação de lucros irão eventualmente receber uma distribuição integral.<br />

A nossa proposta de dividendo reflecte a nossa confiança em como iremos dar a<br />

volta em 2003. Nas demonstrações financeiras de 2002, as provisões foram adequadas,<br />

de modo a podermos enfrentar este exercício o mais confortavelmente possível.<br />

Esperamos obter mais suporte das medidas da segunda ofensiva de contenção de custos,<br />

que estamos presentemente a implementar de forma expedita. O nosso objectivo é<br />

limitar os custos operativos para €4,9 mil milhões, em 2003.<br />

Informação segmentada com divisão dos lucros, pela primeira vez<br />

Nas demonstrações financeiras de 2002, adoptamos um novo formato para a informação<br />

segmentada. Deixámos de apresentar a rubrica “contributo para os resultados de<br />

negócios encaminhados de outros sectores” de cada um dos tipos de negócio; optámos<br />

por dividir directamente os proveitos, evitando, desta forma, que sejam apresentados<br />

duas vezes. Os valores do exercício transacto foram ajustados em conformidade. A<br />

performance de um segmento é medida com base nos resultados operacionais (antes dos<br />

- 8 -


factores extraordinários, amortização regular do goodwill e despesas de reestruturação),<br />

resultado antes de impostos e valores da sua rendibilidade dos capitais próprios e rácio<br />

custos/proveitos.<br />

A Banca de Retalho regressou ao negro, após um nítido prejuízo de €243<br />

milhões em 2001. No exercício transacto, os resultados operacionais tinham subido para<br />

um valor positivo de €53 milhões, contribuindo para uma rendibilidade de capitais<br />

próprios de 3,2%. Temos, no entanto, de considerar aqui as despesas de reestruturação<br />

de €97 milhões.<br />

Na Gestão de Activos, conseguimos à justa obter um lucro nas operações<br />

financeiras; mas os consideráveis encargos extraordinários, no montante de €247<br />

milhões tinham de ser cobertos. Com a amortização regular do goodwill e as despesas<br />

de reestruturação de €10 milhões, registou-se um resultado negativo antes de impostos,<br />

de €330 milhões.<br />

O segmento de Empresas e instituições foi negativamente afectado, no ano<br />

passado, por encargos com o provisionamento em cerca de €450 milhões mais elevados,<br />

facto que reduziu praticamente para metade os resultados operacionais. O contributo de<br />

factores extraordinários para a diminuição dos proveitos foi reduzido.<br />

Os valores mobiliários, que passaram agora a incluir as operações em divisas,<br />

reflectem claramente o estado depressivo dos mercados accionistas. Depois de um valor<br />

positivo de €256 milhões no último exercício, o resultado operacional caiu para um<br />

valor negativo de €296 milhões em 2002. Adicionalmente, foram incorridas €52<br />

milhões em despesas de reestruturação para a nova orientação estratégica na banca de<br />

investimento.<br />

A Tesouraria do Grupo, que inclui a gestão da liquidez e gestão da estrutura do<br />

capital, atingiu os €169 milhões, quando comparados com os €199 milhões em 2001.<br />

Não teve de suportar quaisquer encargos extraordinários.<br />

Até ao mês de Julho, o segmento de Bancos Hipotecários incluía o Rheinhyp –<br />

para além do Hypothekenbank de Essen e o Erste Europäische Pfandbrief- und<br />

Kommunalkreditbank Luxemburg. Desde Agosto que a EUROHYPO AG, onde<br />

detemos uma participação de 34,6%, através da integração da nossa subsidiária<br />

Rheinhyp Rheinische Hypothekenbank AG, tem sido consolidada pelo método de<br />

equivalência patrimonial. O resultado operacional atingiu os €281 milhões, face aos<br />

€439 milhões do exercício anterior.<br />

No seio do Grupo como um todo, antes dos factores extraordinários de €247<br />

milhões negativos, da amortização regular do goodwill de €108 milhões e das despesas<br />

de reestruturação de €209 milhões, obtivemos um resultado operacional de €192<br />

milhões. Isto traduz uma rendibilidade de capitais próprios de 1,6% e um rácio<br />

custos/proveitos de 77,3%, marcando uma ligeira melhoria face a 2001.<br />

- 9 -


Bancos hipotecários<br />

Capitais próprios aplicados<br />

(€ milhões )<br />

Rendibilidade de exploração<br />

dos Capitais Próprios<br />

Índice custos/proveitos na<br />

actividade de exploração<br />

Corporate governance<br />

2002<br />

1,931<br />

14,6%<br />

22,4%<br />

No dia 26 de Fevereiro de 2002, uma comissão governamental apresentou o Código de<br />

Corporate Governance alemão. Este código de boas práticas descreve as principais<br />

disposições legais para a gestão e supervisão de sociedades alemãs cotadas e engloba<br />

normas reconhecidas tanto a nível nacional como internacional sobre um governo eficaz<br />

e responsável das sociedades cotadas. O seu objectivo é tornar o sistema de corporate<br />

governance alemão transparente e mais fácil de interpretar, bem como promover a<br />

confiança junto de investidores, clientes, empregados e o público em geral na gestão e<br />

supervisão das sociedades cotadas.<br />

O <strong>Commerzbank</strong> acolhe com grande prazer e apoia o Código de Corporate<br />

Governance alemão, bem como todas as metas e os objectivos nele consagrados. No<br />

ano transacto, o Conselho de Administradores Delegados e o Conselho Fiscal<br />

apresentaram o Código de Corporate Governance do <strong>Commerzbank</strong> AG, publicado<br />

desde Novembro na internet, na www.commerzbank.de. No futuro, o Banco anunciará<br />

anualmente se as recomendações da Comissão foram cumpridas e quais as<br />

recomendações não aplicadas – cumprindo rigorosamente o princípio de ”cumprir-ouexplicar”.<br />

Esta declaração de conformidade pode também ser consultada na internet e<br />

aparece também nas Notas às demonstrações financeiras consolidadas, pág. 168 do<br />

relatório anual.<br />

O Banco ainda adaptou os seus estatutos e as normas de procedimento do<br />

Conselho de Administradores Delegados e do Conselho Fiscal às regras do Código de<br />

Corporate Governance. A Assembleia Geral Anual, a realizar em 30 de Maio de 2003,<br />

deliberará sobre as alterações aos estatutos, documentadas na agenda da Assembleia<br />

Geral Anual.<br />

Na assembleia do ano passado, o Conselho Fiscal manteve um forte debate sobre<br />

o tópico corporate governance; informação pormenorizada sobre esta matéria pode ser<br />

consultada no relatório do Conselho Fiscal, págs. 178-182 do relatório anual.<br />

Adicionalmente e para garantir uma transparência maior, o Conselho de<br />

Administradores Delegados fornece um relatório detalhado sobre o tipo e a composição<br />

de sua remuneração, e ainda sobre a remuneração do Conselho Fiscal (nas Notas às<br />

demonstrações financeiras consolidadas).<br />

- 10 -


Resultados trimestrais<br />

Exercício 2002<br />

em € m 1º trimestre 2º trimestre 3º trimestre 4º trimestre Total ano<br />

Margem financeira 873 861 721 678 3,133<br />

Provisão para riscos de crédito –254 –308 –436 –323 –1,321<br />

Margem financeira após provisionamento 619 553 285 355 1,812<br />

Comissões líquidas 575 554 501 490 2,120<br />

Resultado líquido da contabilização de cobertura de<br />

risco<br />

- 11 -<br />

–32 51 –21 –54 –56<br />

Lucro de operações financeiras 313 104 36 91 544<br />

Resultado líquido de investimentos e da carteira de<br />

títulos (disponíveis para venda) 92 60 –531 291 –88<br />

Outros resultados de exploração 12 40 884 –168 768<br />

Amortização regular do goodwill 28 29 26 25 108<br />

Resultados 1,551 1,333 1,128 980 4,992<br />

Custos operacionais 1,398 1,308 1,229 1,220 5,155<br />

Lucro da actividade corrente antes de<br />

despesas de reestruturação 153 25 –101 –240 –163<br />

Despesas de reestruturação – – 32 177 209<br />

Lucro da actividade corrente após as<br />

despesas de reestruturação 153 25 –133 –417 –372<br />

Resultado extraordinário – – – – –<br />

Resultado antes de impostos 153 25 –133 –417 –372<br />

Impostos sobre o lucro 52 6 –20 –141 –103<br />

Lucro após impostos 101 19 –113 –276 –269<br />

Lucro/prejuízo atribuível a interesses minoritários –29 –17 –16 33 –29<br />

Resultados líquidos 72 2 –129 –243 –298


Resultados trimestrais<br />

Exercício 2001<br />

em € m 1º trimestre 2º trimestre 3º trimestre 4º trimestre Total ano<br />

Margem financeira 905 929 859 888 3,581<br />

Provisão para riscos de crédito –152 –177 –242 –356 –927<br />

Margem financeira após provisionamento 753 752 617 532 2,654<br />

Comissões líquidas 613 603 569 482 2,267<br />

Resultado líquido da contabilização de cobertura<br />

de risco 2 11 15 35 63<br />

Lucro de operações financeiras 312 290 58 537 1,197<br />

Resultado líquido da Carteira de investimentos e<br />

títulos (disponíveis para venda)<br />

- 12 -<br />

129 50 –74 114 219<br />

Outros resultados de exploração –33 47 26 –144 –104<br />

Amortização regular do goodwill 23 28 31 34 116<br />

Resultados 1,753 1,725 1,180 1,522 6,180<br />

Custos operacionais 1,430 1,479 1,459 1,487 5,855<br />

Lucro da actividade corrente antes de<br />

despesas de reestruturação 323 246 –279 35 325<br />

Despesas de reestruturação – – – 282 282<br />

Lucro da actividade corrente após as<br />

despesas de reestruturação 323 246 –279 –247 43<br />

Resultado extraordinário – – – – –<br />

Resultado antes de impostos 323 246 –279 –247 43<br />

Impostos sobre o lucro 120 92 –104 –222 –114<br />

Lucro após impostos 203 154 –175 –25 157<br />

Lucro/prejuízo atribuível a interesses<br />

Minoritários –27 –28 –16 16 –55<br />

Resultados líquidos 176 126 –191 –9 102


Pesada responsabilidade<br />

O <strong>Commerzbank</strong> a favor da Sustentabilidade<br />

O conceito de sustentabilidade foi redefinido nos últimos anos. Já não designa apenas<br />

um comportamento amigo do ambiente, em prol das gerações futuras, mas também um<br />

comportamento em sintonia com os interesses da sociedade e os benefícios do negócio a<br />

longo prazo. Pretendemos referir-nos a essas actividades em seguida, apresentando não<br />

só exemplos de sustentabilidade ecológica, mas também outros de tipo social e<br />

económico, para ilustrar a sustentabilidade praticada no <strong>Commerzbank</strong>.<br />

A educação e o conhecimento<br />

A educação e o conhecimento estão destinados a aumentar de importância nos próximos<br />

anos. Na Alemanha, sendo um espaço de negócio em especial, este assunto desempenha<br />

um papel importante. Também no <strong>Commerzbank</strong> isso se vem reflectindo desde há<br />

muitos anos, em formação básica, formação superior interna e também na promoção de<br />

ideias inovadoras.<br />

Esquema de sugestões<br />

Os conhecimentos que possuem os colaboradores de uma empresa, constituem o factorchave<br />

para o êxito desta. Estudos revelaram que os empregados que põem a sua<br />

experiência ao serviço do seu posto de trabalho ou que conseguem apresentar ideias<br />

novas para melhorar o processo de trabalho estão muito mais motivados e empenhados,<br />

podendo, assim, introduzir um novo impulso na empresa. Por isso, em 1998 foi criado o<br />

COMIDEE, um esquema interno de sugestões no <strong>Commerzbank</strong>. Desde então, já foram<br />

apresentadas mais de 13.000 ideias e propostas inovadoras. Como recompensa, foram<br />

atribuídos aos colaboradores do Banco prémios monetários no valor aproximado de<br />

€1,1 milhões. O benefício obtido graças a essas sugestões foi muito superior.<br />

A protecção do ambiente na formação básica<br />

Desde 1998 que o tema da protecção do ambiente faz parte da formação básica. Os<br />

nossos formandos têm estudado diversos temos ambientais em numerosos projectos. Os<br />

resultados abrangem desde sugestões para melhoria dos processos de trabalho até<br />

questões de imagem, motivação e desenvolvimento de novos produtos.<br />

O Gestor do Conhecimento do ano<br />

O prémio “Gestor do Conhecimento do Ano” foi oferecido pela primeira vez em 2002<br />

pelo <strong>Commerzbank</strong>, com o patrocínio do Ministério da Economia da Alemanha. Entre<br />

os cerca de 60 concorrentes, foram atribuídos aos vencedores de três categorias prémios<br />

no valor total de €30,000. O novo concurso tem o seu início em Abril de 2003.<br />

Cada vez mais empresas têm a certeza de que a gestão do conhecimento<br />

constitui um aspecto de crescente importância para alcançarem êxito contra a<br />

concorrência. Quando criámos o prémio, a nossa teoria de que a gestão orientada para o<br />

conhecimento estimula o êxito comercial e a capacidade de enfrentar o futuro foi bem<br />

confirmada pelos nossos vencedores do prémio.<br />

- 13 -


“O empenho do <strong>Commerzbank</strong> na sustentabilidade é muito anterior à sua assinatura da<br />

declaração do UNEP, em 1992; de facto, incluímos o empenho da protecção do<br />

ambiente nos nossos princípios corporativos básicos, dois anos antes daquela data. Este<br />

empenho da nossa parte deu origem a uma diversidade de actividades no nosso Banco.<br />

Continuamos a considerar o tema da sustentabilidade como uma missão importante e<br />

um desafio relacionados com a nossa responsabilidade.<br />

Esperamos conseguir uma maior aceitação deste tema global e, principalmente, as<br />

necessárias alterações no comportamento das pessoas.”<br />

Klaus-Peter Müller,<br />

Presidente do Conselho de Administradores Delegados<br />

<strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong><br />

13.000 ideias inovadoras através do<br />

COMIDEE, o esquema de sugestões<br />

internas do Banco<br />

Concessão do prémio<br />

”Gestor do Conhecimento do Ano”<br />

Clube de Informações de Professores<br />

No seguimento do nosso empenho na política da educação, criámos um clube de<br />

informações de professores, onde os professores podem obter gratuitamente, através da<br />

formação pela internet, dados relativos aos temas Banca e negócio. Para este efeito, o<br />

<strong>Commerzbank</strong> coopera intimamente com a fundação alemã StiftungLesen.<br />

Um projecto de escola<br />

Desde há alguns anos que, para assegurar a admissão de pessoal mais jovem a longo<br />

prazo, o <strong>Commerzbank</strong> vem seguindo vias alternativas ao recrutamento tradicional de<br />

pessoal jovem. Uma dessas vias é o projecto “So mobil ist die Schule”. (Mobilidade<br />

típica das escolas). Para que os alunos das escolas se interessassem por uma formação<br />

bancária, o <strong>Commerzbank</strong> tem patrocinado este concurso escolar, a nível nacional. Este<br />

concurso pretende promover a acção e lições orientadas para o projecto, no grupo etário<br />

dos 11 a 13 anos, em toda a Alemanha. Graças ao seu empenho numa política social, o<br />

<strong>Commerzbank</strong> está a ajudar a melhorar a educação escolar em geral e a ensinar aos<br />

alunos a assumirem a responsabilidade pelas suas acções, a adquirirem conhecimento<br />

por sua própria iniciativa e a pensarem de modo multidisciplinar. São estas as<br />

qualidades que pretendemos dos jovens bancários.<br />

- 14 -


O ambiente de trabalho no <strong>Commerzbank</strong><br />

Para nós, um clima de igualdade, transparência e aceitação da responsabilidade constitui<br />

a base de uma política sustentável e orientada para o empregado. Foi neste espírito que,<br />

nos últimos anos, temos introduzido várias medidas relativas ao pessoal, para criar<br />

condições de trabalho em sintonia com as necessidades do nosso pessoal e que<br />

constituem simultaneamente a base do nosso êxito corporativo. Mesmo em tempos<br />

difíceis, continuamos a seguir este princípio, que é muito importante para nós.<br />

Igualdade de oportunidade<br />

Desde os anos oitenta que nos ocupamos intensamente do tema igualdade de<br />

oportunidade, para implementação de uma política de pessoal, no interesse dos nossos<br />

colaboradores. Na área da família e da carreira profissional, a mulher no mundo da<br />

banca moderna e a diversidade das funções na carreira profissional e na vida privada,<br />

criámos uma série de inovações e medidas, que o <strong>Commerzbank</strong> reuniu na rubrica<br />

“consenso”. Há três aspectos especialmente relevantes:<br />

• facilitar a combinação da vida familiar com a carreira profissional<br />

• formar mais mulheres para mais altos cargos específicos e directivos<br />

• desenvolvendo um conhecimento e uma abertura mais ampla para o tema da igualdade<br />

de oportunidades dentro do Banco.<br />

É sobretudo a possibilidade de combinar a família com a carreira profissional<br />

que representa um esforço central na via para oportunidades iguais. Fizemos um grande<br />

progresso na nossa empresa, graças a uma série de diferentes esquemas, que incluem<br />

medidas internas para promover a assistência à criança, tais como subsídios para a<br />

vigilância dos filhos, regulamentos sobre licenças especiais e provisão de serviços de<br />

consulta e agência por organismos especiais (Familienservice). O êxito destas<br />

iniciativas foi reconhecido, já que o <strong>Commerzbank</strong> foi votado como uma empresa<br />

amiga da família.<br />

www.commerzbank.de/konzern/<br />

oeffentl/lehrer_club/<br />

Crianças & Co.<br />

Uma novidade no campo do apoio concedido pela empresa na assistência à criança, é<br />

Crianças & Co. – uma ideia que, entretanto, foi retomada por muitas outras empresas<br />

alemães.<br />

Se os planos normais de assistência à criança falharem ou se surgir incompatibilidade<br />

com os compromissos profissionais, muitos pais têm dificuldade em combinar a família<br />

com a carreira profissional. Foi por isso que Crianças & Co. – uma cooperação entre o<br />

<strong>Commerzbank</strong> e o Familienservice – se especializou espontaneamente em cuidar dos<br />

filhos dos empregados, após solicitação em curto espaço de tempo. Se surgir um<br />

problema temporário no lar, uma equipa de peritos pedagógicos ocupa-se de crianças<br />

- 15 -


entre os seis meses e os doze anos, em estabelecimentos especiais de cuidados de dia.<br />

Este é um serviço gratuito para os pais que trabalham no <strong>Commerzbank</strong>. Este serviço de<br />

vigilância de crianças tem-se expandido constantemente, desde que foi criado em<br />

Frankfurt; o Familienservice já criou sete estabelecimentos idênticos.<br />

Gestão da mudança<br />

Virtualmente em todos os sectores da economia, processos de reestruturação e<br />

mudanças de grande alcance são realidades quotidianas. É de notar que, em muitas<br />

empresas, só um reduzido número de mudanças satisfazem as expectativas. As razões<br />

são complexas e multifacetadas. A verdade é que muitos processos de transformação<br />

fracassam, porque o pessoal não está suficientemente integrado no processo de<br />

mudança, pelo que não tem vontade de aceitar a mudança nem desenvolve a capacidade<br />

de a enfrentar.<br />

Foi por isso que o <strong>Commerzbank</strong> se dedicou a estudar intensamente o tema da<br />

gestão da mudança durante meia década e atribui grande importância às actividades<br />

relacionadas com a mesma. Estas actividades vão desde um aconselhamento estratégico,<br />

antes de iniciado o processo, até ao desenvolvimento da arquitectura da gestão da<br />

mudança e uma participação activa, durante a fase de implementação. O objectivo é<br />

colocar as unidades em posição de formarem, elas próprias, o processo de mudança.<br />

Outros aspectos da nossa filosofia de gestão da mudança são workshops para<br />

empregados e executivos, medidas para desenvolver equipas recém-criadas,<br />

aconselhamento e preparação, para melhorar o nível de habilitações e ajudar os<br />

colaboradores. Graças a estas actividades, conseguimos assegurar a qualidade das<br />

medidas relativas às necessárias medidas de reestruturação e também que o nosso<br />

pessoal aceitasse de boa mente a mudança, pondo-a em prática com maior êxito.<br />

Distinção do <strong>Commerzbank</strong>:<br />

Empresa amiga da família<br />

Design do produto<br />

A atenção aos riscos ambientais do negócio e às oportunidades no design do produto é<br />

também um contributo para um desenvolvimento sustentado. Deste modo, o negócio<br />

tradicional de banca pode mesmo combinar a ecologia e a economia.<br />

O risco torna-se uma oportunidade<br />

Os riscos ambientais de um mutuário representam um risco de crédito para o Banco.<br />

Para evitar esse risco, o <strong>Commerzbank</strong> elaborou o seu próprio sistema de avaliação para<br />

sociedades que têm de apresentar informação sobre indicadores ambientais, que se<br />

reflectem na sua idoneidade creditícia e reputação de solvabilidade.<br />

No entanto, não é só uma questão de medir e evitar riscos, mas também de<br />

aproveitar as oportunidades. As nossas sucursais no Norte da Alemanha especializaramse<br />

no financiamento de estabelecimentos com energia eólica, tornando o <strong>Commerzbank</strong><br />

o líder nesta área, graças à sua cota de mercado superior a 30%. O centro de<br />

- 16 -


competências de energias renováveis tornou-se uma interface na divulgação dos<br />

conhecimentos técnicos.<br />

O <strong>Commerzbank</strong> também desempenha um papel determinante, metendo os<br />

clientes em contacto com programas governamentais de promoção da protecção do<br />

ambiente.<br />

Investir na sustentabilidade<br />

O mercado de investimentos financeiros dedicado à sustentabilidade é ainda um nicho.<br />

Resulta, assim, que continua a ser grande a necessidade de informação. É por isso que o<br />

<strong>Commerzbank</strong> suporta a plataforma da internet www.nachhaltiges-investment.org, uma<br />

iniciativa do Instituto de Gestão Ambiental e Administração Empresarial da Escola de<br />

Comércio Europeia, com o apoio do Ministério da Educação e Pesquisa alemão. A<br />

participação do <strong>Commerzbank</strong> está actualmente representada em três índices de<br />

sustentabilidade.<br />

Os nossos fundos de investimento<br />

Com a criação e a comercialização de fundos de investimento ecológicos e éticos,<br />

estamos a apoiar empresas com actividades de promoção da sustentabilidade e,<br />

simultaneamente, conseguimos oferecer aos nossos clientes produtos de investimento<br />

atractivos. A filial do <strong>Commerzbank</strong> no Reino Unido, a Júpiter Asset Management,<br />

beneficia de muitos anos de experiência, nesta área. No final de 2002, geria €853<br />

milhões de fundos. Também na Alemanha aumentou muito o interesse em fundos<br />

ecológicos. Sob a forma de ADIG Fund NewPower (código alemão dos valores<br />

mobiliários n.º 591 978), oferecemos um fundo baseado em acções, centralizado no<br />

desenvolvimento e realização de conceitos de energia renovável. Os seus activos sob<br />

gestão atingiram os €18 milhões, no final de 2002. Desde Março de 2002, os clientes na<br />

Alemanha podem comprar Jupiter Global SRI Fund (código alemão de valores<br />

mobiliários n.º 764 935), um fundo de investimento a nível mundial, aplicando critérios<br />

ambientais e éticos.<br />

30% de cota do mercado no<br />

financiamento de estabelecimentos com<br />

energia eólica<br />

O <strong>Commerzbank</strong> nos índices de sustentabilidade<br />

ESI – Ethibel Sustainability Index<br />

FTSE4GOOD<br />

Humanix Ethical Index<br />

www.nachhaltiges-investment.org/<br />

Aposta na protecção do ambiente e da natureza<br />

- 17 -


Protecção da natureza<br />

O <strong>Commerzbank</strong> é parceiro de parques nacionais alemães desde 1990. Tem sido nossa<br />

preocupação prestar apoio à criação de uma maior consciencialização ambiental e a<br />

actividades de relações públicas. Graças aos nossos muitos projectos nestas áreas,<br />

adoptamos uma abordagem selectiva, que muito contribui para a aceitação e o<br />

desenvolvimento de parques nacionais na Alemanha.<br />

O nosso “internato ambiental”, através do qual mais de 60 estudantes<br />

contribuem para um crescente entusiasmo de turistas e moradores locais por estas<br />

importantes paisagens naturais, tem alcançado grande êxito.<br />

A nossa exposição especial destinada a promover a utilização de energia solar e<br />

que pode ser vista nas sucursais do <strong>Commerzbank</strong> em toda a Alemanha, apresenta a<br />

protecção prática do ambiente, mostrando como conservar a energia.<br />

A ecologia a nível da empresa<br />

A nomeação do nosso primeiro empregado amigo do ambiente num grande banco<br />

alemão, em 1990, marcou o início das nossas actividades na área da protecção do<br />

ambiente, a nível de empresa. O nosso objectivo é economizar recursos e reduzir custos.<br />

Mesmo na construção de edifícios ou na instalação dos respectivos<br />

equipamentos, são aplicáveis directivas e normas, regulamentando, por exemplo,<br />

materiais e móveis amigos do ambiente. No entanto, os resultados das nossas ecoauditorias<br />

levam também a novos contratos de instalações e locais de gestão. A gestão<br />

de facilidades avalia o consumo de energia e de água dos grandes edifícios, procurando<br />

pontos fracos específicos. Graças a boas técnicas ecológicas, conseguimos um nível de<br />

consumo de energia no novo edifício sede do <strong>Commerzbank</strong>, em Frankfurt am Main,<br />

concluído em 1997, de cerca de 35% inferior ao registado nas tradicionais torres de<br />

edifícios.<br />

O papel é um dos grandes artigos de consumo numa empresa de indústria de<br />

serviços. Graças à utilização da moderna tecnologia de informação, podem ser<br />

impressas listas em papel contínuo, de ambos os lados, ou eliminar-se completamente o<br />

papel; as listas online, por exemplo, fornecem os dados directamente aos monitores, o<br />

que, complementado com o nosso sistema de formulário electrónico, nos permite<br />

economizar 95 milhões de folhas de papel e €4 milhões por ano. Neste ano, o consumo<br />

diminuirá ainda mais 23 milhões de folhas, graças à utilização de circulares<br />

electrónicas.<br />

Uma vasta informação na intranet sobre este e outros temas relativos ao<br />

ambiente e à natureza incita o pessoal a ter um comportamento ecologicamente<br />

responsável. Existem ainda informações regulares na newsletter Commerzielles do<br />

pessoal.<br />

O <strong>Commerzbank</strong> é apoiado neste domínio pela Bundesdeutscher Arbeitskreis für<br />

Umweltbewusstes Management B.A.U.M. (“grupo de trabalho alemão a favor de uma<br />

gestão ecologicamente consciente”) em Hamburg, de que o Banco é membro desde<br />

1988.<br />

- 18 -


É nesta base que queremos dedicar mais atenção à sustentabilidade.<br />

Futuramente, um novo centro de competência irá coordenar todas as actividades e<br />

desenvolver metas e programas mais ambiciosos.<br />

Este projecto foi distinguido com o<br />

Prémio de Patrocínio internacional<br />

em 2001<br />

Saldo energético positivo:<br />

Menos 35% de consumo na mais alta<br />

torre de escritórios da Europa, graças<br />

à tecnologia ambiental<br />

Medidas para reduzir o consumo<br />

de papel:<br />

Através de formulários electrónicos,<br />

listas online, etc., economizámos 95<br />

milhões de folhas de papel por ano.<br />

A nossa visão<br />

- 19 -


Estrutura do Grupo <strong>Commerzbank</strong><br />

Gestão do Grupo<br />

Conselho de Administradores Delegados<br />

Banca de Retalho e<br />

Gestão de Activos<br />

Divisões de Corporate<br />

- 20 -<br />

Corporate e Banca de<br />

Investimento<br />

Serviços<br />

Departamentos de pessoal Departamento de Banca Departamentos de serviço<br />

● Contabilidade e Impostos ● Gestão de Activos ● Corporate Banking ● Banca de Investimento<br />

● Conformidade e Segurança ● Operações de Crédito<br />

● Corporate<br />

● Instituições Financeiras Operações Globais<br />

de Clientes Particulares ● Operações Globais de Crédito ● Desenvolvimento de TI<br />

Comunicações e Pesquisa ● Private Banking ● Empresas multinacionais ● Banca de Investimento em TI<br />

Económica<br />

● Controlo Financeiro<br />

● Tesouraria do Grupo<br />

● Recursos Humanos<br />

● Auditoria Interna<br />

● Serviços Jurídicos<br />

● Controlo do Risco<br />

● Estratégia e Controlo<br />

● Banca de Retalho ● Imobiliário ● Produção de TI<br />

Cooperação na área de<br />

bancassurance<br />

● Títulos ● Suporte de TI<br />

Rede de balcões nacionais e estrangeiros<br />

Empresas do Grupo e principais participações<br />

● Organização<br />

● Banca de Transacções<br />

● Hypothekenbank in ● COMINVEST ● BRE Bank SA ● Commerz<br />

Essen AG Asset Management GmbH NetBusiness AG<br />

● <strong>Commerzbank</strong> (Budapest) Rt.<br />

● Erste Europäische ● ADIG-Investment Luxemburg S.A ● pdv.com Beratungs-<br />

Pfandbrief- und ● <strong>Commerzbank</strong> (Eurasija) SAO GmbH<br />

Kommunalkredit- ● AFINA Bufete de Socios<br />

bank AG Financieros, S.A. ● <strong>Commerzbank</strong> International ● SOLTRX Solutions<br />

(Ireland) for financial business


● EUROHYPO AG ● Caisse Centrale GmbH<br />

de Réescompte, S.A. ● <strong>Commerzbank</strong> (Nederland) N.V.<br />

● Korea Exchange Bank ● TC TrustCenter AG<br />

● Commerz International Capital ● Commerz (East Asia) Ltd.<br />

Management (Japan) Ltd.<br />

● <strong>Commerzbank</strong> Europe (Ireland)<br />

- 21 -<br />

● P.T. Bank Finconesia<br />

● Banque Marocaine du<br />

● Jupiter International Group plc Commerce Extérieur<br />

● Montgomery Asset ● Unibanco – União de Bancos<br />

Management, LLC Brasileiros S.A.<br />

● comdirect bank AG ● Commerz Grundbesitz-<br />

gesellschaft mbH<br />

● COMMERZ PARTNER<br />

Beratungs- ● CommerzLeasing und<br />

gesellschaft für Vorsorge- und Immobilien AG<br />

Finanzprodukte mbH<br />

● CBG Commerz Beteiligungs-<br />

● Commerz Service GmbH gesellschaft Holding mbH<br />

● <strong>Commerzbank</strong> International S.A. ● <strong>Commerzbank</strong> Capital<br />

● <strong>Commerzbank</strong><br />

Markets Corp.<br />

(South East Asia) Ltd. ● <strong>Commerzbank</strong> Capital Markets<br />

● <strong>Commerzbank</strong> (Switzerland) Ltd<br />

Banca de retalho e gestão de activos<br />

(Eastern Europe) a.s.<br />

● Commerz Futures, LLC<br />

● Commerz Securities (Japan) Co.Ltd.<br />

Desde há vários anos que os vários sectores de negócio que compõem a divisão Banca<br />

de Retalho e Gestão de Activos enfrentam problemas, devido a alterações nas<br />

necessidades dos clientes. A nossa resposta a estas novas exigências foi através de<br />

inúmeras medidas de reestruturação que implicavam um forte investimento. Apesar<br />

deste processo ainda estar por concluir, estamos no bom caminho de reconquista da<br />

rentabilidade sustentada nestas áreas.<br />

Departamentos de Banca de Retalho e Private Banking<br />

Melhoria notável nos resultados, não obstante um clima de mercado<br />

persistentemente difícil<br />

O ano de 2002 foi também caracterizado por um ambiente de mercado de capitais muito<br />

difícil. O movimento negativo nos mercados accionistas, iniciado em 2000, após um


mercado altista, acompanhado por taxas de juros em queda e baixa inflação em todo o<br />

mundo, serviu de desculpa para uma aversão crescente ao risco. A juntar às previsões de<br />

lucros e valorizações revistas, os mercados de valores mobiliários foram afectados por<br />

uma forte quebra na confiança por parte dos investidores, despoletada, por exemplo, por<br />

escândalos na contabilidade de várias importantes empresas norte-americanas. O índice<br />

Dax alemão e o Eurostoxx 50 perderam cerca de 40% do seu valor, entre o período de<br />

Janeiro a Dezembro de 2002. Como seria de esperar, esta evolução influenciou<br />

directamente os negócios que envolvem os nossos clientes particulares.<br />

A fuga dos investidores para formas de investimento de baixo risco (fundos de<br />

mercado monetário) deu origem a outra redução nas comissões recebidas de transacções<br />

de valores mobiliários. Contudo, na área dos depósitos, não só foi possível, graças a<br />

produtos especiais como “Juros-Extra“, ganhar novos clientes, como aumentar os<br />

proveitos de depósitos de poupança em mais de 4%, comparativamente ao ano anterior.<br />

Simultaneamente, a redução nos proveitos, que afectou particularmente as transacções<br />

de acções, foi, no mínimo, parcialmente equilibrada por um resultado encorajador nos<br />

fundos de investimento imobiliário aberto, fundos de investimento e produtos<br />

estruturados.<br />

Na nossa actividade creditícia, conseguimos manter os proveitos estáveis e a um<br />

nível favorável e as provisões para reavaliação dentro de limites razoáveis, graças a uma<br />

política de risco consistente. Esta política permitiu-nos registar um lucro superior a €2<br />

mil milhões nestas áreas de negócio em 2002, malgrado as condições de mercado<br />

desfavoráveis.<br />

Melhoria nos resultados operacionais em cerca de €300 milhões<br />

As inúmeras medidas para conseguir manter uma melhoria sustentada nos resultados<br />

têm-se demonstrado eficazes, sobretudo no tocante à contenção de custos. Após um<br />

prejuízo de €243 milhões antes dos impostos e de despesas de reestruturação em 2001, o<br />

segmento de Banca de Retalho registou um resultado operacional de €53 milhões em<br />

2002, representando uma rendibilidade de capitais próprios de 3,2%. A sustentabilidade<br />

das medidas é realçada pelo facto de o <strong>Commerzbank</strong> ter conseguido, na actividade de<br />

retalho, e apesar das condições de mercado adversas, obter um resultado operacional<br />

positivo em todos os quatro trimestres de 2002. Neste intuito de atingir uma<br />

rendibilidade de capitais próprios antes de impostos superior a 17% a médio prazo,<br />

acelerámos as medidas tomadas para a ofensiva da contenção de custos e no âmbito do<br />

CB 21, tornando possível concluir projectos importantes mesmo até finais de 2002. O<br />

impacto total nos resultados será, por conseguinte, já sentido em 2003.<br />

Departamento de banca de retalho<br />

2002<br />

Capitais próprios aplicados (€m) 1,644<br />

Rendibilidade de exploração dos<br />

capitais próprios<br />

3,2%<br />

- 22 -


Rácio custos/proveitos na actividade de<br />

exploração<br />

89,8%<br />

Custo mais baixos, através de uma abordagem eficiente e diferenciada à rede de<br />

balcões<br />

A acentuada queda nos custos deve-se, em grande parte, à eficácia da nossa rede de<br />

balcões. Com as suas 727 sucursais, o <strong>Commerzbank</strong> possui actualmente uma rede<br />

poderosa e eficiente, na Alemanha, cobrindo todas as regiões e grupos-alvo da banca de<br />

retalho. Não estão planeados mais encerramentos. Paralelamente, conseguimos<br />

implementar a decisão de reduzir o quadro de pessoal mais rapidamente do que o<br />

previsto, sem rescisões imediatas e de um modo aceite socialmente.<br />

O êxito, através de consultoria de elevada qualidade e de soluções em linha com as<br />

necessidades<br />

O exemplo do Neuer Markt (Novo Mercado), que foi especialmente afectado, realça a<br />

importância de uma estrutura de carteira limpa ou ainda mais, no negócio envolvendo<br />

clientes particulares. Graças a módulos de consultoria aperfeiçoados, temos agora um<br />

dos mais modernos e eficientes sistemas de informação a clientes, permitindo-nos<br />

aumentar ainda mais a satisfação e a lealdade do cliente, embora o mercado accionista<br />

já não esteja em expansão. Podemos oferecer, em qualquer altura, aos nossos clientes<br />

um controlo actualizado da sua conta de custódia; a dotação à conta do cliente é<br />

comparada diariamente com o modelo de dotações do <strong>Commerzbank</strong> para a classe<br />

relevante de risco. Com base nos gráficos resultantes, é possível analisar os desvios e, se<br />

necessário, corrigi-los.<br />

O nosso êxito no negócio de fundo de investimento deve-se também à nossa<br />

abordagem da “melhor escolha” relativamente à consultoria, o que - com base num<br />

processo de selecção estruturado e objectivo – selecciona os melhores produtos dos<br />

fundos da nossa subsidiária COMINVEST e outras empresas para o cliente. É isto o que<br />

entendemos por consultoria objectiva e orientada para o cliente.<br />

Recorrendo a uma arquitectura de fundo aberto, em 2002, não só lançámos<br />

fundos ADIG com êxito, mas também mais do que duplicámos as vendas de produtos<br />

fora do Grupo em cerca de um terço do afluxo líquido nos fundos (excluindo fundos do<br />

mercado monetário). Simultaneamente, o <strong>Commerzbank</strong> é um dos fornecedores mais<br />

inovadores de produtos estruturados da Alemanha. O certificado de o “melhor início”,<br />

introduzido em meados de 2002, constitui uma solução para as necessidades de<br />

investimento do cliente a retalho, para quem ninguém na concorrência conseguiu, até<br />

agora, oferecer algo semelhante.<br />

Vendemos um volume recorde de €1,5 mil milhões no nosso principal produto, o<br />

Haus-Invest, o único fundo aberto imobiliário alemão ao qual foram concedidas cinco<br />

estrelas pelo Moody’s, o que foi fundamental para o êxito do fundo, atraindo 25% do<br />

afluxo global em fundos alemães de propriedade abertos.<br />

- 23 -


Graças à introdução de instrumentos mecânicos de pontuação, as decisões sobre<br />

empréstimos estão a ser mais rápidas e mais fáceis. Este apoio ao pessoal de vendas,<br />

orientado para os clientes e que reflecte as suas necessidades, reforçou a posição do<br />

<strong>Commerzbank</strong> no difícil ambiente do mercado e ajudou a estabilizar mais os proveitos<br />

da actividade de exploração.<br />

Exigências claramente definidas, relativamente à idoneidade creditícia dos<br />

clientes e à rendibilidade do nosso negócio levaram a uma margem média claramente<br />

melhorada quanto à nossa actual carteira de empréstimos, reduzindo o volume do novo<br />

negócio, em comparação com 2001. Além disso, conseguimos um substancial aumento<br />

do negócio em que servimos de intermediários. A nossa carteira de empréstimos ao<br />

consumo contraiu-se um pouco, devido à situação económica. Conservámos o mesmo<br />

volume de empréstimos a clientes empresariais, conseguindo uma melhoria de<br />

qualidade, graças aos respectivos sistemas de aprovação de crédito.<br />

O programa “jogar para ganhar” lançado com êxito<br />

Em Março de 2002 lançámos com êxito o programa “jogar para ganhar”, na banca de<br />

retalho, destinado a assegurar um aumento sustentado da rentabilidade. Para o efeito,<br />

foram iniciados 15 projectos coordenados, cobrindo não só iniciativas a curto e a médio<br />

prazo, no lado do custo e dos proveitos, mas também a expansão estratégica do negócio<br />

do <strong>Commerzbank</strong> ao cliente particular. O nosso objectivo é tornar as actividades do<br />

<strong>Commerzbank</strong> relativamente ao cliente particular como a melhor escolha para as<br />

pessoas orientadas para a performance, que pretendam colocar as suas oportunidades<br />

financeiras numa aplicação rentável do nosso Banco.<br />

Estamos confiantes que o nosso modelo de negócio nos vai permitir conseguir<br />

uma rendibilidade sustentada de capitais próprios, antes de impostos, de 17% e,<br />

portanto, um resultado anual de cerca de € 300 milhões no negócio de retalho. Em 2005,<br />

o programa “jogar para ganhar” terá um contributo de €150 – 200 milhões, cobrindo as<br />

lacunas de rendimentos ainda existentes. Além dos factores que provocaram uma<br />

alteração completa nos resultados do exercício transacto, os projectos “jogar para<br />

ganhar” constituem a garantia de atracção e de actividades de banca de retalho com<br />

sucesso comercial no futuro.<br />

Private banking criada como área de crescimento<br />

Desde 1997 que oferecemos serviços de banking a clientes privados abastados, através<br />

de consultores especialmente formados. Instalámos equipas de private banking em 20<br />

agências principais e noutras adequadas. O sucesso destas actividades e os potenciais<br />

40.000 clientes de private-banking calculados entre os nossos actuais clientes, levaramnos<br />

a criar um departamento separado para este grupo.<br />

O Private Banking está mais integrado do que no passado nas actividades do<br />

cliente privado das nossas agências. Seguimos uma abordagem holística constante; o<br />

gestor da conta de private banking é apoiado por especialistas em títulos e imobiliário,<br />

assim como gestores de activos.<br />

commerzbanking.de com um bom pontapé de saída<br />

- 24 -


Com o lançamento do nosso balcão na internet, em Maio passado, criámos mais um<br />

componente na gama multicanal de serviços do <strong>Commerzbank</strong>. Em<br />

www.commerzbanking.de.<br />

Os clientes particulares podem efectuar operações de banca online com toda a facilidade<br />

e simplicidade, obter informação vasta sobre produtos, confirmar preços, gráficos e<br />

opiniões de analistas independentes e facilitar a sua tomada de decisões, com a ajuda de<br />

vários calculadores financeiros.<br />

A homepage customizada oferece um serviço especial. Depois de entrar no<br />

sistema, os clientes obtêm uma visão-geral da situação da sua conta corrente e da de<br />

custódia, índices e notícias seleccionadas individualmente. Outras funcionalidades, tais<br />

como uma newsletter, acesso ao centro de pesquisas do <strong>Commerzbank</strong>, ao seu centro de<br />

impressos e várias oportunidades de entrarem em diálogo e em contacto com o<br />

<strong>Commerzbank</strong> completam a gama de serviços.<br />

A resposta positiva a este novo canal de distribuição está a crescer<br />

constantemente, o que é comprovado pelo crescente número de participantes, e que<br />

contando com o com comdirect, são agora mais de um milhão.<br />

Os clientes particulares do Grupo <strong>Commerzbank</strong> em milhares<br />

<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

comdirect bank<br />

Empresas de fundos de investimento<br />

Banco do BRE<br />

Actividades de “bancassurance” continuam em expansão<br />

Commerz partner, uma joint venture com o nosso parceiro de bancassurance Aachen-<br />

Münchener Versicherung, expandiu a sua actividade com êxito em 2002. Este sucesso<br />

traduz-se no emprego actual de 250 funcionários, que oferecem apoio e informação<br />

sobre aplicações e financiamento a clientes de terceira idade. E, neste ano, vão-se-lhe<br />

juntar mais 150.<br />

- 25 -


Juntamente com o Aachen-Münchener, consideramos que existem ainda<br />

potencialidades por descobrir no negócio do bancassurance que iremos explorar em<br />

conjunto.<br />

Sucesso do comdirect bank em programas vastos virados para o futuro<br />

O comdirect bank consolidou a sua posição no mercado como o maior corretor online<br />

na Alemanha, com mais de 622.000 clientes. comdirect ltd, a sua subsidiária britânica,<br />

mais que duplicou a sua base de clientes, subindo do oitavo para o quarto lugar na lista<br />

dos corretores online mais populares do Reino Unido.<br />

Os resultados do comdirect reflectem a debilidade dos mercados de capitais pelo<br />

terceiro ano consecutivo. A relutância dos clientes em colocar ordens de compra levou a<br />

uma quebra de 17% nas comissões líquidas, devido, entre outros factores, às taxas mais<br />

baixas no mercado monetário, a margem financeira antes das provisões desceu em<br />

13,8%. Apesar de tudo, os resultados antes de impostos e os lucros de actividades<br />

correntes do Grupo comdirect bank registaram uma acentuada melhoria no ano anterior.<br />

Os resultados antes de impostos em 2002 foram negativos de €18,6 milhões, em<br />

comparação com o valor negativo de €150,5 milhões no mesmo período de 2001. A<br />

nível de grupo, o comdirect foi o único corretor online alemão a conseguir lucros das<br />

suas actividades correntes – ou seja €4,7 milhões, após uma perda de €52 milhões no<br />

ano anterior. Portanto, o comdirect revelou bem que a corretagem online constitui um<br />

modelo viável de negócio, mesmo em tempos difíceis.<br />

Esta situação deve-se fundamentalmente ao vasto programa do banco para o<br />

futuro, “com one”, tendo as necessárias despesas de reestruturação já sido<br />

contabilizadas no terceiro trimestre de 2002. As medidas introduzidas para contenção de<br />

custos estão a ter o seu impacto. O centro de serviços em Kiel foi encerrado, a redução<br />

de 300 postos de trabalho a tempo inteiro, anunciada em Setembro passado, ficou<br />

concluída dois meses antes da data prevista. Simultaneamente, as funções foram<br />

integradas e as estruturas corporativas, no seu conjunto, ficaram mais leves. O terceiro<br />

componente do com one é a estabilização dos proveitos. Com um modelo de preços na<br />

corretagem em sintonia com as condições do mercado e uma carteira equilibrada de<br />

produtos mais centralizados em instrumentos financeiros derivados e em produtos de<br />

fundos, o comdirect já tinha melhorado a sua margem média no final do ano.<br />

O Quickborn está a desenvolver-se no centro de competência do banking directo<br />

do Grupo <strong>Commerzbank</strong>. Com a transferência para Quickborn do call centre da<br />

Commerz Service Gesellschaft (CSG), as instalações de base telefónica para os clientes<br />

particulares do <strong>Commerzbank</strong>, é possível uma melhor utilização dos recursos técnicos<br />

existentes no Grupo <strong>Commerzbank</strong>, sem as partes envolvidas– comdirect e CSG –<br />

perderem a sua identidade. Com esta transferência, o CSG continua a existir como<br />

empresa independente, realizando as suas actividades de negócio por sua própria conta.<br />

Em consequência, a diferença do foco de negócio das duas empresas está documentado<br />

dentro e fora do Banco.<br />

Planos ambiciosos para a actividade de retalho<br />

- 26 -


No ano passado, já tínhamos conseguido 50% da melhoria de resultados planeada para<br />

apenas finais de 2004 – sem qualquer ajuda dos mercados. Estão a ser implementadas<br />

todas as medidas para contenção de despesas e as destinadas a estimular os proveitos<br />

começam a produzir resultados. Todos os nossos funcionários compreenderam o<br />

ambicioso programa de “jogar para ganhar” e estão a apoiá-lo. Por tudo isto, estamos<br />

confiantes em alcançar a meta de tornar o nosso banco no melhor e mais bem sucedido<br />

qualitativamente, no sector de clientes particulares da Alemanha.<br />

Departamento de Gestão de Activos<br />

2002<br />

Capitais próprios aplicados (€m) 799<br />

Rendibilidade de exploração dos<br />

capitais próprios<br />

Rácio custos/proveitos na actividade de<br />

exploração<br />

Europa: Mercado base<br />

1,6%<br />

97,4%<br />

O Departamento de Gestão de Activos geria activos de € 102.5 mil milhões no final do<br />

ano passado, representando as sociedades europeias mais de três quartos deste total.<br />

A criação da COMINVEST no exercício passado criou as bases de uma concentração<br />

ainda maior no mercado alemão, juntamente com um núcleo de países seleccionados.<br />

Esta empresa gere aproximadamente metade dos activos totais sob gestão.<br />

COMINVEST, o novo “guarda-chuva” de protecção<br />

Em Setembro passado, as nossas actividades de gestão de activos na Alemanha foram<br />

intensificadas com a criação da COMINVEST Asset Management GmbH. A subsidiária<br />

de fundo de retalho, ADIG Allgemeine Deutsche Investment-Gesellschaft mbH, a<br />

subsidiária para fundos fechados, <strong>Commerzbank</strong> Investment Management GmbH, e a<br />

Commerz Asset Managers GmbH, a unidade de gestão e pesquisa de carteiras foram<br />

agrupadas formando uma nova empresa. Foram também integrados sectores do<br />

departamento de Gestão de Activos. A integração de operações de retalho e de<br />

institucionais vai permitir ao COMINVEST uma maior rapidez na resposta às<br />

necessidades dos clientes. Além disso, os recursos resultantes destas sinergias e da<br />

melhor eficiência serão investidos numa expansão selectiva de actividades de marketing<br />

e de venda na Europa que irão fortalecer consideravelmente a posição no mercado e a<br />

geração de proveitos.<br />

Um ambiente difícil para os fundos de retalho<br />

Num ambiente difícil de mercado, os fundos de retalho vendidos pela ADIG registaram<br />

fluxos de resgate superiores às subscrições no ano passado. Os seus fundos, quer os<br />

- 27 -


geridos de forma activa quer passiva atingiram os €22,7 mil milhões, no final de 2002; o<br />

volume do fundo de fundos ADIG situava-se em €1,2 mil milhões, conseguindo<br />

aumentar a sua quota de mercado para 7,6%, ficando, mais uma vez, no quinto lugar<br />

entre as empresas alemães gestoras de fundos de retalho.<br />

No final do exercício transacto, a Gestão de Activos estava a gerir activos no<br />

montante de €102,5 mil milhões, em que as empresas europeias eram responsáveis por<br />

mais de três quartos deste valor total.<br />

Numa área de importância crescente como a dos serviços de custódia, a<br />

“arquitectura fácil” introduzida à data de 1 de Janeiro de 2003 permitiu negociar<br />

também os fundos de outras empresas de investimento numa conta de custódia ADIG.<br />

Isto significa que a COMINVEST é a primeira empresa de investimento de capital a<br />

oferecer este serviço aos seus parceiros de distribuição.<br />

Quanto a produtos, os fundos garantidos constituirão também um tópico<br />

importante, neste ano. A COMINVEST constitui uma fonte primordial de fundos de<br />

investimento garantido, na Alemanha, os quais foram introduzidos em 1996, sob o lema<br />

“Totalmente garantidos na bolsa de valores”. Actualmente, são geridos €1,3 mil milhões<br />

neste segmento, em 17 fundos diferentes; a gama do produto oferece cinco linhas,<br />

abrangendo todas as áreas importantes do investimento.<br />

Contratos de consultoria compensam redução no negócio institucional<br />

No final do ano, a secção institucional da COMINVEST estava a gerir um volume total<br />

de €25,9 mil milhões em fundos fechados, gestão livre de carteira e fundos de<br />

investimento, assim como €2,7 mil milhões em contratos de consultoria. Em 2002,<br />

foram adquiridos 18 novos contratos, correspondente a um volume de €942 milhões.<br />

Simultaneamente, os contratos existentes aumentaram em €1,2 mil milhões. Devido à<br />

difícil situação no mercado de capitais e a uma menor confiança por parte dos<br />

investidores institucionais, não se obtiveram os elevados afluxos líquidos como em anos<br />

anteriores. Mudanças estruturais no mercado de fundos fechados originaram perdas de<br />

volume; estas poderão, no entanto, ser largamente compensadas pela aquisição de novos<br />

contratos de consultoria. No final do ano passado, estavam a ser geridos 381 fundos<br />

fechados, totalizando €22,5 mil milhões, 30 contratos discricionários, principalmente<br />

para clientes institucionais estrangeiros, totalizando €2,5 mil milhões, e 29 contratos de<br />

consultoria, totalizando €2,7 mil milhões. No final do ano, os 12 fundos de<br />

investimento, com um volume total de €849 milhões, correspondiam a cerca de 1.000<br />

Mittelstand investidores.<br />

No tocante a European Bank for Fund Services GmbH (ebase), a COMINVEST<br />

possui uma plataforma de compensação especializada na custódia e serviços de TI. No<br />

final de 2002, a ebase geria um total de 865.167 contas de custódia, com um volume<br />

global de €3,7 mil milhões. Graças à sua experiência em gerir um grande número de<br />

contas de custódia, assim como à sua capacidade técnica em TI, a ebase tem a<br />

preparação ideal para enfrentar uma concorrência cada vez maior e assegurar parceiros<br />

de cooperação, muitos dos quais ainda não comprometidos numa plataforma específica.<br />

O bom desempenho das subsidiárias europeias<br />

- 28 -


Também no ano passado, a nossa subsidiária no Reino Unido, a Jupiter International<br />

Group plc produziu fortes resultados em áreas relativas a fundos, promovendo, assim, a<br />

sua marca. A actividade de fundo de fundos, adquirida a Lazard, foi integrada com êxito<br />

em 2002. Foi lançado um outro produto inovador, sob a forma de Fundo de<br />

Oportunidades Emergentes na Europa. No final do ano, a Júpiter estava a gerir activos<br />

de aproximadamente €14 mil milhões.<br />

A Caisse Centrale de Réescompte (CCR) francesa terminou o ano de 2002 com<br />

€12,4 mil milhões. Uma diminuição do volume de fundos baseados em acções e fundos<br />

mistos foi compensada por entradas líquidas em fundos do mercado monetário. Na<br />

gestão de acções, a CCR beneficiou da sua especialização na abordagem de criação de<br />

valor, registando entrada líquida de fundos.<br />

A ADIG-Investment Luxemburg estava a gerir um volume global de €11,5 mil<br />

milhões no seu negócio de base, o serviço de fundos, no final de 2002. A empresa<br />

assumiu também a administração de mais €1,3 mil milhões, pertencentes associados<br />

fora do Grupo. No domínio de serviços a accionistas, tinha a seu cargo 28.608 contas de<br />

custódia, envolvendo um volume de €854 milhões. As contas de custódia de bancos e<br />

gestores de activos nos países do Benelux atingem actualmente os €233 milhões – um<br />

aumento de 65% face a 2001. Quanto à recém-criada Generali Asset Managers S.A., a<br />

ADIG-Investment Luxemburg conseguiu comprovar a sua orientação de serviço na<br />

qualidade de integrador de negócios. Para o corrente ano, prevê-se aumentar a<br />

cooperação com o Grupo Generali.<br />

Apesar dos mercados difíceis, a Afina espanhola manteve a sua estratégia de<br />

crescimento em 2002, duplicando os seus activos sob gestão para €400 milhões. Em<br />

determinados segmentos, tal como fundos de fundos individuais, a Afina pode ser<br />

mesmo considerada um dos gestores com crescimento mais rápido em Espanha.<br />

Retirada dos EUA, reviravolta na Ásia<br />

Com vista à focalização na Europa, foi vendido à Wells Capital Inc., no último trimestre<br />

de 2002, a maior parte dos activos geridos pela Montgomery Asset Management, de S.<br />

Francisco. Esta transferência só ficará concluída no primeiro semestre do corrente ano,<br />

assinalando, assim, a retirada completa dos EUA do grupo de gestão de activos do<br />

<strong>Commerzbank</strong>.<br />

No ano passado, as empresas de gestão de activos na Ásia conseguiram dar um<br />

novo rumo aos seus negócios. Os activos que tinham sob gestão aumentaram de 5,7 mil<br />

milhões de dólares americanos para 7,5 mil milhões, obtendo um lucro de 2,1 milhões<br />

de dólares americanos. A contenção de custos, revisão dos produtos oferecidos e uma<br />

maior cooperação entre as empresas asiáticas do Grupo levaram a um aumento de venda<br />

de produtos e produziram um aumento de proveitos. Além da redução de custos, este<br />

ano o enfoque será principalmente no desenvolvimento das actividades de vendas.<br />

O ano de 2002 foi inteiramente dedicado a um reenfoque na Gestão de Activos. Foram<br />

alienadas as empresas que já não se ajustavam à estratégia europeia deste negócio e<br />

foram reduzidos os processos e aperfeiçoada a gama de produtos. Portanto, com as<br />

- 29 -


elevadas despesas extraordinárias incorridas, criou-se, em 2002 uma base sólida para<br />

uma futura expansão e um aumento de proveitos superior à média.<br />

Empresas do Grupo e participações financeiras<br />

na divisão de Banca de Retalho e Gestão de Activos<br />

Departamento de Banca de Retalho<br />

comdirect bank AG Commerz Service Gesellschaft<br />

für Kundenbetreuung mbH<br />

Quickborn 58,7% 2<br />

Essen 100%<br />

Departamento de Private Banking<br />

<strong>Commerzbank</strong><br />

International S.A.<br />

Luxemburgo 100% 2)<br />

Hispano <strong>Commerzbank</strong><br />

(Gibraltar) Ltd.<br />

Gibraltar 50%<br />

<strong>Commerzbank</strong> International<br />

Trust (Singapore) Ltd.<br />

Singapura 100% 1)<br />

Departamento de Gestão de Activos<br />

COMINVEST<br />

Asset Management GmbH<br />

Frankfurt am Main 100% 2)<br />

Caisse Centrale de<br />

Réescompte, S.A.<br />

Paris 100%<br />

<strong>Commerzbank</strong> Asset<br />

Management Asia Ltd.<br />

Singapura 100% 2)<br />

Jupiter International<br />

Group plc<br />

Londres 100% 2)<br />

European Bank for Fund<br />

Services GmbH (ebase)<br />

Munique 100% 2)<br />

Capital Investment Trust<br />

Corporation<br />

Taipei 24,3% 1)<br />

<strong>Commerzbank</strong> Asset<br />

Management Italia S.p.A.<br />

Roma 96,6%<br />

KEB Commerz Investment<br />

Trust Management Co. Ltd.<br />

Seúl 45%<br />

- 30 -<br />

COMMERZ PARTNER Beratungs-<br />

gesellschaft für Vorsorge- und<br />

Finanzprodukte mbH<br />

Frankfurt am Main 50%<br />

<strong>Commerzbank</strong><br />

(South East Asia) Ltd.<br />

Singapura 100%<br />

ADIG-Investment<br />

Luxemburg S.A.<br />

Luxemburgo 100% 1)<br />

<strong>Commerzbank</strong><br />

(Switzerland) Ltd<br />

Zurique 100% 2)<br />

AFINA Bufete de Socios<br />

Financieros, S.A.<br />

Madrid<br />

CICM Fund Management Ltd. Commerz Advisory<br />

Management Co. Ltd.<br />

Dublin 100% 2)<br />

<strong>Commerzbank</strong> Europe<br />

(Ireland)<br />

Dublin 40%<br />

Montgomery Asset<br />

Management, LLC 3)<br />

São Francisco 97.2%<br />

Taipei<br />

48,7%<br />

100% 2)<br />

Commerz International<br />

Capital<br />

Management (Japan) Ltd.<br />

Tokyo<br />

100% 2


1) A Empresa-mãe detém parte da participação de forma indirecta.<br />

2) A Empresa-mãe detém a participação de forma indirecta.<br />

3) Grande parte da empresa foi alienada no último trimestre; a transacção ficará concluída no primeiro semestre de<br />

2003.<br />

Corporate e banca de investimento<br />

A divisão de Corporate e Banca de Investimento trata de todas as relações com<br />

empresas e instituições, produtos relevantes e actividades comerciais, assim como do<br />

negócio de imóveis e de locação financeira do Banco.<br />

A nomeação de directores regionais – quatro na Alemanha, dois na Europa, um<br />

na América e outro na Ásia – revelou ser uma decisão acertada. A sua presença melhora<br />

o relacionamento com os clientes e cria novos estímulos nas vendas.<br />

O desenvolvimento do nosso segmento de empresas, principalmente de<br />

pequenas e médias empresas, continua a ter uma acentuada importância estratégica.<br />

Com uma orientação estritamente para o cliente e uma gama de produtos de qualidade,<br />

pretendemos apresentar o perfil do banco mais importante no relacionamento com PME<br />

ou Mittelstand (médias) de êxito.<br />

Departamento de Corporate<br />

A débil actividade económica, a onda de falências e, por consequência, provisões mais<br />

elevadas, dificultaram as condições do nosso negócio com as empresas, reflectido, entre<br />

outros, pelo facto de, em virtude de uma procura de crédito de modo geral fraca, os<br />

nossos créditos terem baixado. No entanto, nesta área, uma maior titularização de<br />

créditos - para aliviar a pressão sobre os capitais próprios regulamentares - também<br />

desempenhou um importante papel.<br />

Considerando as condições adversas, foi muito satisfatório o resultado obtido<br />

por este sector de negócio. Mas vamos fazer tudo o que nos for possível para reduzir as<br />

dotações de provisões nos próximos anos e também para assegurar uma melhoria dos<br />

nossos proveitos. Isto inclui uma margem média mais ampla nos nossos créditos e um<br />

contributo para os resultados, para tornar mais rentável a relação com o cliente<br />

individual. Estamos a abordar estes temas de modo incisivo no diálogo com os clientes.<br />

Para um apoio de vendas, principalmente de modernos produtos típicos da banca<br />

de investimento, criámos os chamados centros de engenharia financeira em Berlim,<br />

Hamburgo, Dusseldórfia e Frankfurt. Com os gestores empresariais de relacionamento<br />

locais, o respectivo pessoal é responsável pela definição das necessidades de produtos<br />

financeiros e de mercado de capitais estruturados, oferecendo soluções financeiras<br />

“feitas por medida”, juntamente com peritos em banca de investimento.<br />

Consultoria orientada para a notação de risco, destinada às Mittelstand<br />

Desde o Outono passado que, para promover ligações mais fortes com as empresas<br />

Mittelstand, estamos a oferecer consultoria qualificada e independente sob a designação<br />

“notação de risco do commerzbank: treinador” relativamente a todos os aspectos<br />

- 31 -


elacionados com a notação de risco da empresa. Numa base remunerada, os nossos<br />

peritos analisam os dados empresariais e elaboram uma análise financeira histórica, uma<br />

comparação sectorial e uma análise dos pontos fortes e fracos. Deste modo, é possível<br />

identificar a tempo as possíveis fragilidades e elaborar estratégias de aperfeiçoamento.<br />

Após contacto confidencial com a empresa são apresentadas recomendações específicas<br />

e introduzidas contra-medidas, criando, assim, uma nova esfera de acção e activando<br />

um potencial não utilizado. Este serviço consultoria, muito bem aceite, assume um<br />

maior significado tendo em vista os requisitos e as oportunidades criadas por “Basel II”.<br />

Banca de Empresas e Instituições<br />

2002<br />

Capitais próprios aplicados (€ m) 5,339<br />

Rendibilidade de exploração dos<br />

capitais próprios<br />

8,5%<br />

Rácio custos/proveitos na actividade de<br />

exploração<br />

45,9%<br />

Portal na internet agora também para grandes empresas<br />

Depois de termos introduzido com êxito, em Maio passado, o nosso portal na internet<br />

vocacionado para as empresas de média dimensão, “companydirect”, que actualmente<br />

conta já com 16.000 utilizadores, lançámos também um portal para grandes empresas,<br />

“companyworld”, em Setembro. Através do “companydirect”, empresas de menores<br />

dimensões podem negociar produtos normais, tais como pagamentos na Alemanha e<br />

transfronteiriços, assim como solicitar produtos bancários, relativos ao investimento de<br />

fundos e financiamento. Também têm acesso aos serviços do Grupo e de associados<br />

financeiros terceiros, por exemplo, para financiar investimento, através de soluções de<br />

locação financeira ou de factoring.<br />

Para as Mittelstand, o “companydirect” constitui um supermercado online, a<br />

preço razoável, cobrindo as suas necessidades quotidianas de serviços financeiros. O<br />

“company-world”, pelo contrário, é uma especialização virtual, centralizando-se na<br />

gestão de tesouraria, negócios em moeda estrangeira, tesouraria, análise de liquidez e<br />

gestão de divisas. O nosso objectivo manifesto é virmos a ser o prestador líder de<br />

clientes empresariais na Alemanha.<br />

Cada vez se torna mais importante a cobertura de eventualidades<br />

Horários de trabalho mais flexíveis constituem um dos nossos maiores desafios no<br />

mercado de trabalho, principalmente em épocas de dificuldades económicas. Com os<br />

seus produtos especiais para garantia dos saldos de créditos, provenientes de contas<br />

“working-time, o <strong>Commerzbank</strong>, juntamente com outros parceiros profissionais,<br />

orgulha-se de deter uma boa posição no mercado. Verifica-se uma animadora tendência<br />

- 32 -


ascendente nos saldos garantidos no nosso Banco. Consideramos que existe uma forte<br />

potencialidade na expansão deste negócio nos próximos anos.<br />

Financiamento às exportações saudável<br />

No financiamento a médio e longo prazo, manteve-se o desenvolvimento positivo dos<br />

últimos anos. Embora se façam sentir as repercussões do 11 de Setembro de 2001, o<br />

financiamento à aviação tem corrido bem. Houve uma procura especial de<br />

financiamento comercial estruturado em que nós conseguimos melhorar a nossa posição<br />

no mercado.<br />

com:pany.news – newsletter para empresas<br />

Introduzimos a com:pany.news como um serviço por tópico e informativo para os<br />

nossos clientes empresariais. Trata-se de relatórios em newsletters trimestrais sobre<br />

temas práticos relativos à gestão de investimento, financiamento e operações.<br />

Principalmente, procura apresentar aos clientes empresariais recomendações concretas<br />

que estes possam implementar. A versão online desta newsletter permite um diálogo<br />

directo com os nossos clientes. A com:pany.news faz parte da nossa estratégia de<br />

marketing e comunicação para reforçar o contacto com os nossos clientes.<br />

Departamento de Instituições Financeiras<br />

A principal função do departamento de Instituições Financeiras é as relações com os<br />

bancos e outros prestadores de serviços financeiros, bancos centrais e países.<br />

Conseguimos prestar aos nossos clientes nacionais e internacionais amplos serviços<br />

feitos à medida das suas necessidades. Esta função acarreta também a responsabilidade<br />

dos nossos escritórios de representação em todo o mundo.<br />

Actualmente quota de 17% do comércio externo alemão<br />

Quanto mais exótico for o mercado, mais importante se torna o apoio profissional para<br />

as empresas com actividades a nível mundial. Nós formamos a ponte entre os nossos<br />

clientes nacionais e os bancos locais na região. Para tal, cooperamos com mais de 6.000<br />

bancos em todo o mundo, virtualmente em todos os países e, em muitos casos, desde há<br />

décadas. Esta densa rede, quase única, permite-nos desempenhar um papel efectivo no<br />

aspecto financeiro do comércio externo alemão. Os nossos clientes agradecem este<br />

serviço e foi por isso que conseguimos, uma vez mais, aumentar a nossa quota de<br />

mercado no comércio de importação e exportação, para a considerável percentagem de<br />

17%.<br />

A nossa forte posição no comércio externo reflecte-se não só nas operações de<br />

pagamentos em mais de 70 moedas nacionais, mas também em cobrir cartas de conforto<br />

e créditos com garantia, assim como uma gama completa de produtos de financiamento<br />

do comércio externo. Nas operações de pagamento transfronteiriços, consolidámos a<br />

nossa posição como banco europeu líder em operações europeias e como elemento<br />

importante nos sistemas de compensação em euro.<br />

Participação recente no Sudeste Europeu<br />

- 33 -


Embora o enfoque do nosso negócio seja na Europa, possuímos uma rede de vendas<br />

global, graças às nossas sucursais no estrangeiro, às empresas do Grupo, aos escritórios<br />

de representação e principais participações financeiras. Actualmente, o <strong>Commerzbank</strong><br />

tem representação directa em 43 países. No ano passado, encerrámos as nossas agências<br />

em Varsóvia e no Rio de Janeiro. No entanto, ainda estamos presentes nestes dois<br />

países, através da nossa participação no BRE Bank e no Unibanco, respectivamente, e<br />

de uma representação em São Paulo.<br />

No Sudeste da Europa reforçámos a nossa posição com a participação em bancos<br />

locais de microfinanças. A primeira acção deste tipo, no ano 2000, foi a participação –<br />

juntamente com outras instituições bancárias internacionais – no Micro Enterprise Bank<br />

Kosovo. Entretanto, adquirimos participações noutras instituições na Sérvia, Bósnia-<br />

Herzgovina, Albânia, Bulgária, Roménia e Georgia. Além disso, contribuindo com<br />

conhecimentos técnicos e experiência, o <strong>Commerzbank</strong>, na qualidade de parceiro<br />

comercial daqueles organismos, é também responsável pela realização de pagamentos<br />

internacionais e operações de comércio externo.<br />

Êxito desigual no estrangeiro<br />

Os contributos dos vários sectores de negócio no estrangeiro foram algo desiguais,<br />

marcados por um ambiente muito difícil. As nossas quatro sucursais na América do<br />

Norte, por exemplo, conseguiram aumentar o seu lucro após impostos em mais de 40%,<br />

alcançando um novo recorde de aproximadamente 250 milhões dólares americanos, o<br />

que se traduziu numa rendibilidade de capitais próprios superior a 25%. Este<br />

excepcional resultado deveu-se fundamentalmente a uma gestão bem sucedida de<br />

activos/responsabilidades e de actividades do mercado secundário; simultaneamente,<br />

houve uma contenção de despesas superior a um décimo.<br />

Distribuição geográfica de activos ponderados em função do risco<br />

de acordo com o BIS, Grupo <strong>Commerzbank</strong>, em € mil milhões<br />

Alemanha Europa América Ásia/África<br />

- 34 -


A situação era diferente em muitas subsidiárias europeias, particularmente evidente na<br />

Polónia, por exemplo, onde o BRE Bank, onde detemos uma participação de 50%,<br />

registou perdas, após anos de lucros muito elevados. Consideráveis provisões,<br />

amortizações das carteiras de títulos e menores proveitos conduziram a um resultado<br />

negativo de €95 milhões. No entanto, estamos confiantes que as medidas de<br />

reestruturação que introduzimos irão assegurar, este ano, o regresso aos lucros.<br />

Estamos a expandir sistematicamente o nosso negócio empresarial na Europa<br />

Ocidental e Meridional. A nossa meta é uma utilização mais eficiente da nossa rede<br />

europeia, principalmente para serviços de gestão de tesouraria e de pagamentos.<br />

Simultaneamente, continuamos a concentrar-nos nas empresas grandes e nas<br />

multinacionais.<br />

Departamento de títulos<br />

2002<br />

Capitais próprios aplicados (€m) 1,302<br />

Rendibilidade de exploração dos<br />

capitais próprios<br />

Rácio custos/proveitos na actividade de<br />

exploração<br />

-22,7%<br />

136,1%<br />

Após a integração, no ano passado, de parte das actividades de corporate-finance do<br />

Banco no departamento de Títulos, em meados de 2002 o departamento de divisas foi<br />

também transferido da Tesouraria para essa unidade. O departamento de Títulos pode<br />

agora oferecer aos nossos clientes a gama completa dos nossos produtos e serviços no<br />

domínio de acções, obrigações e divisas e derivados, assim como consultoria F&A, a<br />

partir de uma única plataforma integrada.<br />

O resultado desta linha de negócio foi desanimador, principalmente na área das<br />

acções. Nem sequer a mudança do enfoque para sectores rentáveis, tais como<br />

rendimento fixo, e a considerável contenção de custos, foram o suficiente para<br />

compensar o fraco desempenho das bolsas.<br />

Já se efectuou mais de metade da redução acordada de, pelo menos, 425<br />

elementos do pessoal no front-office na banca de investimento – simultâneo com o<br />

recrutamento de 75 novos colaboradores para áreas rentáveis. A redução afectou<br />

principalmente as instalações no estrangeiro de Nova Iorque, Tóquio e Singapura, onde<br />

algumas gamas de produto foram totalmente suspensas e outras reduzidas ao mínimo<br />

necessário para manter as relações comerciais com os clientes empresariais. Uma vez<br />

concluída esta reestruturação, o nosso quadro de trabalhadores na banca de investimento<br />

- 35 -


ficará quase 30% mais pequeno. O animador início de 2003 confirma o sucesso deste<br />

nosso reposicionamento das operações.<br />

Orientação sistemática para o cliente<br />

Simultaneamente, iniciámos um processo de harmonização da nossa gama de produtos e<br />

serviços de um modo ainda mais sistemático no sentido de uma consultoria sofisticada<br />

de risco e estruturação de capital. Os Mercados de Capital, por exemplo, foram<br />

posicionados de modo a oferecer amplas soluções financeiras, combinando dívidas,<br />

acções, derivados e consultoria F&A, o que criou também ligações mais efectivas com o<br />

sector de transacções comerciais, uma das nossas principais metas estratégicas.<br />

Actividade animadora em obrigações e títulos com activos subjacentes<br />

Tal como no exercício anterior, registámos sucesso na actividade de emissões e<br />

negociação de títulos de rendimento fixo e empréstimos sindicados. Fomos mandated<br />

lead arranger da ThyssenKrupp, Infineon, Vodafone e Bombardier. A nossa aposta<br />

neste segmento de Mercado foi reconhecida quando uma publicação líder da indústria<br />

nos elegeu European ABS Research House do Ano. Apenas no mês de Dezembro,<br />

liderámos três emissões de créditos garantidos por hipotecas com um volume total de €4<br />

mil milhões.<br />

No mercado obrigacionista, as transacções a destacar vão para a Volkswagen,<br />

uma oferta de benchmark de €1,5 mil milhões e as primeiras duas emissões pelo Irão<br />

desde 1979, com um volume total de € 1 mil milhões. O <strong>Commerzbank</strong> foi distinguido<br />

com o muito desejado Sovereign and EEMEA Bond of the Year para uma destas<br />

transacções.<br />

Cooperação em actividades de F&A<br />

O nosso negócio F&A, para a Europa, continua a ser uma característica fundamental do<br />

nosso espectro de serviços de banca de investimento. Celebrámos uma aliança exclusiva<br />

com a empresa norte-americana Compass Partners International, dedicada à consultoria<br />

sobre transacções F&A de média e grandes dimensões nos EUA e na Alemanha. Este<br />

serviço vai-nos permitir prestar um grande apoio às actividades dos nossos clientes<br />

empresariais alemães, no mercado norte-americano. Os números demonstram que este<br />

é, de longe, o mais importante mercado estrangeiro, atraindo mais de 30% de todo o<br />

investimento directo alemão.<br />

Derivados cada vez mais importantes<br />

O ano de 2002 foi de sucesso no nosso grupo de derivados. Um factor importante foi a<br />

decisão de integrar todos os aspectos de negociação de crédito, tais como swaps para<br />

crédito vencido, criando uma plataforma de risco única. Além disso, criámos uma nova<br />

equipa de Corporate Trading, que passa a integrar os grupos Negociação de Crédito,<br />

Negociação de Derivados de Acções e Obrigações Convertíveis. No Estudo “Thomson<br />

Extel Survey 2002”, fomos classificados em primeiro lugar em todas as categorias<br />

relativas às nossas actividades com obrigações convertíveis.<br />

- 36 -


Investigação na Europa<br />

Na área da investigação, estamos a concentrar-nos em acções e obrigações europeias,<br />

taxas de juro e divisas, assim como em títulos securitizados. Uma principal área de<br />

enfoque consiste na investigação independente, numa base sectorial, especificamente<br />

sobre sociedades alemãs.<br />

Em 2002, a integração de estudos sobre capitais próprios e endividamento deu<br />

origem ao primeiro relatório de análise multi-activos, sobre a France Telecom, que foi<br />

muito bem recebido no mercado. De acordo com a Extel, a nossa análise europeia subiu<br />

para o sétimo lugar, melhorando a sua posição pelo quarto ano consecutivo.<br />

Tesouraria do Grupo<br />

A Tesouraria do nosso Grupo foi reorganizada no início do ano transacto. Após a<br />

transferência das unidades de Divisas e de Mercados locais para a Banca de<br />

Investimento, está agora ainda mais concentrada na gestão de activos e passivos. Tem<br />

agora a responsabilidade, a nível do Grupo, pela definição dos riscos de taxas de juros,<br />

cambiais e de preço do livro do banco e tem a seu cargo obter fundos no mercado<br />

monetário e de capitais, e também assegurar que o Grupo satisfaz os rácios de capitais<br />

próprios e possui liquidez suficiente. Frankfurt, Londres e Luxemburgo cobrem todos os<br />

locais na Europa, enquanto que Nova Iorque e Tóquio servem as unidades norteamericanas<br />

e asiáticas.<br />

Os valores necessários para a orientação do Grupo são definidos pelo Comité de<br />

Activos e Passivos (ALCO), cujos membros incluem o presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados e os membros do conselho responsáveis pela tesouraria e<br />

finanças. Para reflectir melhor os aspectos locais, foram criados ALCOs locais nas<br />

unidades mais importantes, a nível mundial.<br />

No Outono passado, a nossa Tesouraria foi confrontada com grandes desafios,<br />

quando circularam rumores de que o <strong>Commerzbank</strong> teria problemas de liquidez. Mas,<br />

na realidade, nessa altura tínhamos uma reserva de liquidez muito grande, o que, em<br />

última análise, ajudou a tranquilizar os mercados.<br />

Apesar destes problemas, a Tesouraria do Grupo conseguiu obter outro bom<br />

resultado líquido, repetindo, assim, os êxitos dos anos anteriores.<br />

Departamento Imobiliário<br />

O nosso departamento Imobiliário abrange a CommerzLeasing und Immobilien AG<br />

(CLI), Dusseldórfia, uma das principais empresas de locação financeira alemãs, e a<br />

Commerz Grundbesitz Gesellschaft mbH (CGG), Wiesbaden. No ano passado,<br />

conseguiu melhorar os resultados em cerca de 50%, para ligeiramente acima dos €100<br />

milhões.<br />

Resultados recordes da CLI<br />

Apesar do ambiente difícil e das incertezas relativas à tributação fiscal, 2002 foi o ano<br />

de maior êxito nos mais de 30 anos de história do Grupo CommerzLeasing und<br />

- 37 -


Immobilien. O grupo é composto pela CLI AG, 13 subsidiárias e participações<br />

financeiras, assim como 900 empresas imobiliárias individuais. Com os seus quatro<br />

segmentos: Investimentos Estruturados, Investimentos Próprios, Fundos CFB e Leasing<br />

Mobiliário, assim como as suas unidades de serviço, assegura a cobertura de todo o<br />

espectro do negócio de locação financeira e imobiliário.<br />

Tesouraria do Grupo 2002<br />

2002<br />

Capitais próprios aplicados (€m) 168<br />

Rendibilidade de exploração dos<br />

capitais próprios<br />

Rácio custos/proveitos na actividade de<br />

exploração<br />

Imobiliário<br />

Alemanha e estrangeiro<br />

Investimentos<br />

Estruturados<br />

(Locação financeira de<br />

imóveis, bens móveis de<br />

grandes dimensões e<br />

financiamento estruturado)<br />

100,6%<br />

29,3%<br />

Grupo CommerzLeasing e Imobiliário<br />

Investimentos<br />

próprios<br />

Serviço Imobiliário<br />

14 escritórios<br />

- 38 -<br />

Fundos CFB<br />

Serviço do<br />

Investidor<br />

Gestão da Construção Gestão de Imóveis<br />

900 empresas individuais de imobiliário<br />

Bens móveis<br />

Alemanha e estrangeiro<br />

Bens Móveis<br />

Locação Financeira<br />

Serviço de Bens Móveis<br />

No ano passado, os novos negócios registaram um aumento de praticamente um terço,<br />

atingindo €2,4 mil milhões, sendo a quota-parte dos imóveis de €1,8 mil milhões e a dos<br />

bens móveis de €0,6 mil milhões. Esta evolução é tanto mais notável, porquanto tanto o<br />

investimento global na área de negócios como o investimento na área de locação<br />

financeira registaram uma quebra no mesmo período. Grande parte dos novos negócios<br />

no imobiliário foi gerada no estrangeiro; mas, na Alemanha, conseguimos um aumento<br />

animador de aproximadamente 16%. Na área de bens móveis, o novo negócio subiu um<br />

quinto.<br />

São dignas de registo as seguintes importantes transacções, realizadas no ano passado:


• Investimentos estruturados: um contrato de arrendamento de €370 milhões nos EUA<br />

por parte de uma central municipal de esgotos e ainda um financiamento de €120<br />

milhões para instalações completas de produção.<br />

• Integração num fundo CFB de um edifício de escritórios em Nova Iorque, com um<br />

volume de 300 milhões dólares americanos e um capital de 107 milhões dólares<br />

americanos. Em poucas semanas, a totalidade do fundo do East Building – Nova Iorque<br />

foi vendida a mais de 3.000 investidores, aumentando o montante de capitais próprios<br />

colocado pelo CFB em fundos de investimento fechado para €3,2 mil milhões.<br />

• O facto digno de nota na locação financeira de bens móveis foi a criação da<br />

ComSystems GmbH, no domínio de financiamento de TI, uma joint venture com a<br />

DaimlerChrysler.<br />

Commerz Grundbesitz, líder no mercado alemão<br />

Em 2002, o Grupo Commerz Grundbesitz registou também estrondosos êxitos de venda.<br />

Na forma de uma holding, o grupo é constituído pela Commerz Grundbesitz-<br />

Investmentgesellschaft mbH (CGI), que gere o fundo de investimento imobiliário aberto<br />

Haus-Invest e pela Commerz Grundbesitz-Spezial-fondsgesellschaft mbH (CGS), que<br />

se ocupa de negócios relacionados com fundos fechados.<br />

No ano passado, perto de €2,9 mil milhões de fundos novos entraram na Haus-<br />

Invest - cerca de um quarto de todas as entradas líquidas em fundos de investimento<br />

imobiliário abertos alemães. Este afluxo recorde foi imediatamente investido em<br />

imóveis atractivos. No final do ano, o fundo estava a gerir bens imóveis em nove países<br />

e em 57 cidades; a participação não-alemã nesses activos aumentou novamente,<br />

chegando a atingir cerca de 76%. Os activos da Haus-Invest ultrapassam agora os €10<br />

mil milhões, tornando-o o maior fundo deste tipo na Alemanha, com uma quota de<br />

mercado de 14%.<br />

O CGS, criado em 2001, lançou dois fundos de investimento imobiliário,<br />

especialmente para investidores institucionais, adquirindo para esses fundos um total de<br />

15 imóveis, nos quais investiu cerca de €280 milhões.<br />

- 39 -


Sociedades do Grupo e participações no capital<br />

no Departamento de Corporate e de Banca de Investimento<br />

Departamento de Corporate Banking<br />

BRE Bank SA <strong>Commerzbank</strong> (Budapest) Rt. <strong>Commerzbank</strong> (Eurasija) SAQ <strong>Commerzbank</strong><br />

(Nederland) N.V.<br />

Varsóvia 50%<br />

<strong>Commerzbank</strong> International<br />

(Ireland)<br />

Dublin 100% 2)<br />

Unibanco – União de<br />

Bancos Brasileiros S.A.<br />

São Paulo 8,6% 1)<br />

Departamento de títulos<br />

CBG Commerz Beteiligungsgesellschaft<br />

Holding mbH<br />

Bad Homburg v.d.H. 100%<br />

Commerz Securities<br />

(Japan) Company Ltd.<br />

Hong Kong/Tóquio 100%<br />

Budapeste<br />

Departamento Imobiliário<br />

Commerz Grundbesitz-<br />

gesellschaft mbH<br />

Wiesbaden 100%<br />

100%<br />

- 40 -<br />

Moscovo 100%<br />

Amesterdão<br />

Commerz (East Asia) Ltd. P.T. Bank Finconesia Banque Marocaine du<br />

Commerce Extérieur, S.A.<br />

Hong Kong 100%<br />

<strong>Commerzbank</strong> Capital Markets<br />

Corporation<br />

Nova Iorque 100%<br />

CommerzLeasing und<br />

Immobilien AG<br />

Dusseldórfia 100%<br />

1) A Empresa-mãe detém parte da participação de forma indirecta.<br />

2) A Empresa-mãe detém a participação de forma indirecta.<br />

Jacarta 51%<br />

<strong>Commerzbank</strong> Capital Markets<br />

(Eastern Europe) a.s.<br />

Praga 100%<br />

100% 2)<br />

Casablanca 10%<br />

Commerz Futures, LLC<br />

Chicago 100% 1)


Relatório de recursos humanos e assistência social<br />

O ano fiscal de 2002 caracterizou-se pela necessidade de reduzir substancialmente as<br />

despesas com pessoal. Por isso, avançámos com a nossa política de contenção de custos,<br />

iniciada no ano anterior, o que provocou inevitavelmente importantes reduções. Um<br />

aspecto primordial neste domínio era implementar o mais rapidamente possível todas as<br />

medidas necessárias, com a aprovação do sindicato de trabalhadores, de um modo<br />

socialmente aceitável.<br />

Apesar de todos os problemas, os nossos colaboradores continuaram a trabalhar<br />

com grande empenho em 2002, e queremos aproveitar esta oportunidade para lhes<br />

mostrar a nossa gratidão.<br />

Contenção de custos<br />

Já reduzimos consideravelmente as despesas com pessoal, diminuindo as várias<br />

gratificações, incluindo a gratificação especial de Natal, renunciando ao aumento linear<br />

relativamente a vencimentos negociados individualmente e também diminuindo os<br />

benefícios adicionais. Porém, a redução dos benefícios não foi suficiente para assegurar<br />

a necessária contenção de custos, já que apenas cerca de 10% das despesas em pessoal<br />

podem ser orientadas com flexibilidade. A maioria do pessoal tem vínculo contratual,<br />

pelo que só seria possível diminuir mais os gastos, reduzindo substancialmente o quadro<br />

de trabalhadores.<br />

Redução de pessoal<br />

Em 2001, no âmbito da nossa ofensiva de contenção de custos, além do congelamento<br />

de recrutamento, foi decidido retirar 3.400 elementos do pessoal a tempo inteiro no<br />

Grupo. No final de 2002, deviam ser afastados 2.640 colaboradores a tempo inteiro.<br />

Este objectivo foi quase atingido, uma vez que ficámos com menos 2.502 colaboradores<br />

a tempo inteiro, desde o lançamento da ofensiva de contenção de custos em Junho de<br />

2001. Além disso, o Rheinhyp foi desconsolidado, afastando mais 788 colaboradores a<br />

tempo inteiro do quadro de trabalhadores do Grupo.<br />

Um factor importante na implementação da decidida redução de pessoal,<br />

segundo este esquema, foi o plano de compensação social acordado com os<br />

representantes dos nossos colaboradores. O princípio fundamental era que o Banco não<br />

demitia colaboradores, desde que a diminuição do pessoal fosse efectuada dentro do<br />

esquema acordado. Em 30 de Junho, 30 de Setembro e 31 de Dezembro, efectuaram-se<br />

controlos, aplicando os critérios estabelecidos, para verificar se as reduções estavam a<br />

processar-se segundo o plano. Para concretizar as medidas necessárias, mais<br />

rapidamente possível, utilizaram-se diversos instrumentos. Além da redução individual<br />

e colectiva do horário laboral, uma acentuada reanimação do mercado de emprego<br />

interno do Banco e a utilização selectiva da rotatividade natural de pessoal, recorreu-se<br />

à reforma antecipada e ao trabalho em regime de horário reduzido para o pessoal mais<br />

idoso, bem como a modelos de outplacement. Este novo instrumento oferece a todos os<br />

empregados do Banco que aceitem rescindir o contrato de sua livre vontade, a<br />

oportunidade de, antes da sua saída da empresa, participarem num curso intensivo de<br />

- 41 -


cinco dias, proporcionando-lhes uma orientação moderna e preparando-os para o<br />

mercado de trabalho.<br />

Alterações no pessoal permanente a tempo inteiro<br />

Grupo <strong>Commerzbank</strong>,<br />

valores trimestrais<br />

Um número elevado de reduções de pessoal foi conseguido logo na nossa primeira<br />

ofensiva de corte de custos. Este corte de postos de trabalho, iniciado em 2001,<br />

continuou a verificar-se no ano passado, reduzindo o número de pessoal permanente do<br />

Grupo <strong>Commerzbank</strong> em 2.796, para os 31.046 no decurso de 2002. De notar aqui a<br />

desconsolidação da Rheinhyp, em Julho de 2002, envolvendo 788 trabalhadores a<br />

tempo inteiro.<br />

Dados sobre o pessoal do <strong>Commerzbank</strong> *)<br />

- 42 -<br />

2002 2001 Variação em %<br />

Total pessoal do Grupo 1) 36.566 39.481 –7,4<br />

Pessoal permanente do Grupo 2) 33.224 36.053 –7,8<br />

Total pessoal da Empresa-mãe 1) 28.343 30.021 –5,6<br />

Incluindo: pessoal colocado no estrangeiro 2.604 2.552 2<br />

Incluindo: formandos 1.530 1.651 –7,3<br />

Pessoal permanente da Empresa-mãe 25.303 26.693 –5,2<br />

Anos de serviço<br />

mais de 10 53,2% 50,8%<br />

mais de 20 21,0% 22,2%<br />

Total pensionistas e dependentes sobrevivos 11.267 10.892 3,4<br />

incluindo: os que se reformarão ainda neste exercício 446 519 –14,1<br />

os que entram na reforma antecipada 291 182 59,9<br />

Pessoal mais idoso em regime de horário reduzido 316 235 34,5


*) Número real de empregados; 1) incluindo pessoal local de escritórios de representação e pessoal de limpeza e<br />

cozinha, excluindo pessoal com baixa de parto e baixa por doença prolongada; 2) empregados, excluindo formandos,<br />

pessoal executivo júnior, pessoal temporário, voluntários, pessoal de limpeza e cozinha, pessoal com baixa de parto e<br />

baixa por doença prolongada.<br />

Medidas de reestruturação<br />

Para além de se terem cumprido os requisitos estipulados na ofensiva de contenção de<br />

custos, foram empreendidas importantes medidas de reestruturação. A reorganização da<br />

área de operações de crédito e de gestão de activos e o reposicionamento na banca de<br />

retalho também contribuíram para uma acentuada diminuição do número de<br />

trabalhadores.<br />

Graças às medidas atrás referidas – contenção de custos, redução de postos de<br />

trabalho e reestruturação - os custos com pessoal no passado ano financeiro diminuíram<br />

em €387 milhões, passando para €2.679 milhões, o que representa uma diminuição de<br />

12,6%.<br />

Queremos agradecer ao nosso pessoal<br />

A redução do pessoal só pode ser implementada de forma rápida e respeitando os<br />

objectivos através de uma boa cooperação entre a administração e os representantes dos<br />

trabalhadores. Gostaríamos de agradecer às comissões de trabalhadores locais, à<br />

comissão central de trabalhadores e também à comissão porta-voz do pessoal sénior, aos<br />

representantes dos deficientes físicos e do pessoal mais jovem do Banco pelo modo<br />

responsável na sua colaboração, apresentando soluções mutuamente aceitáveis, no<br />

interesse tanto do Banco como dos empregados.<br />

Formação de directores, em tempos difíceis<br />

É principalmente em épocas económicas difíceis que a qualidade empresarial dos<br />

dirigentes desempenha uma função crucial na satisfação das crescentes exigências de<br />

um ambiente em constante mudança, o que se reflecte numa rigorosa evolução<br />

profissional dos executivos, concretizada na utilização sistemática de processos de<br />

selecção e subsequentes círculos de gestão da empresa (A a C). Definem-se os padrões<br />

em todos os níveis de direcção e favorece-se o desenvolvimento das potencialidades<br />

internas.<br />

No círculo de gestão C, existem actualmente 236 colaboradores a completar a<br />

sua qualificação, 102 dos quais começaram no ano passado, após um processo de<br />

selecção. No círculo de gestão B, onde vamos recrutar os executivos para a direcção<br />

média, 55 eram recém-chegados. Actualmente são constituídos por 119 colaboradores,<br />

no total, 22% dos quais são do sexo feminino.<br />

Para assegurar um elevado nível de planeamento na substituição de pessoal, nos<br />

últimos dois anos e meio, as funções directivas de topo têm sido preenchidas<br />

internamente, exclusivamente com colaboradores do círculo de gestão A, e a prévia<br />

- 43 -


auditoria de gestão de um dia, conta com participação do conselho de administração.<br />

Actualmente, este círculo conta com 28 membros, quatro do sexo feminino.<br />

No ano passado, o círculo de gestão internacional C – equivalente ao círculo de<br />

gestão nacional C – entrou na quarta geração e constitui um importante elemento na<br />

formação de executivos para cargos internacionais. No final de 2002, 62 jovens<br />

executivos passaram nos necessários processos de selecção.<br />

Sistema de Feedback do <strong>Commerzbank</strong><br />

O Sistema de Feedback do <strong>Commerzbank</strong> é um processo normalizado e anónimo, que<br />

permite o feedback sobre a avaliação de uma pessoa por empregados, colegas,<br />

superiores e clientes. O objectivo é melhorar a comunicação interna, a cooperação e a<br />

disponibilidade no atendimento dos nossos clientes internos e externos. No projectopiloto<br />

realizado em Abril passado na nossa principal sucursal em Kiel, participou uma<br />

elevada percentagem de 83% do pessoal, reflectindo uma grande aceitação e grandes<br />

expectativas, o que é notável, atendendo às difíceis condições. Pensamos continuar com<br />

este projecto também noutras áreas, aumentando, assim, gradualmente a sua base.<br />

Formação do pessoal mais jovem<br />

No ano passado, um total de 577 jovens iniciou a sua formação no <strong>Commerzbank</strong>.<br />

Embora este número seja inferior ao do ano anterior, este recrutamento recente salienta<br />

o facto de o <strong>Commerzbank</strong> oferecer formação aos jovens, mesmo em tempos difíceis.<br />

Os novos formandos optaram por carreiras de empregados bancários especializados<br />

(442), peritos em office-communication (20), cientistas em informação bancária (18),<br />

pessoal administrativo (19), ou formação terciária na academia vocacional (67) ou numa<br />

universidade especializada em banca (11) 64% dos jovens admitidos eram do sexo<br />

feminino.<br />

A elevada qualidade da formação interna do Banco é revelada pelos resultados:<br />

no ano passado, mais de 98% dos formandos concluíram o curso com êxito, um terço<br />

dos quais com a classificação de bom ou muito bom.<br />

Gestão de cuidados de saúde<br />

Para nós, a saúde dos nossos colaboradores é um bem valioso. No passado ano<br />

financeiro, intensificámos a assistência médica prestada pelo Banco. Desde 2001 que o<br />

<strong>Commerzbank</strong> trabalha em conjunto com o prestigiado serviço de medicina do trabalho,<br />

a Deutsche Bahn Gesundheitsservice GmbH. Tornou-se assim possível uma acentuada<br />

melhoria qualitativa dos cuidados de saúde na empresa e um grau muito maior de<br />

cuidados médicos profissionais, sem um aumento significativo de custos.<br />

Da igualdade de oportunidades à diversidade<br />

Na última década, o <strong>Commerzbank</strong> vem defendendo, com êxito, a igualdade de direitos<br />

entre homens e mulheres no local de trabalho. A criação de uma série de instrumentos<br />

inovadores contribuiu para facilitar a conjugação da família com a carreira profissional,<br />

- 44 -


oferecendo às mulheres a oportunidade de acederem sistematicamente a funções<br />

especializadas e dirigentes, cada vez mais elevadas.<br />

Foi sempre nosso desejo que os nossos colaboradores mantenham um grande<br />

nível de aceitação em relação à vasta gama dos diferentes modos de vida. E esta atitude<br />

constitui igualmente a base do nosso novo “Diversidade: viver na variedade”. A<br />

variedade de cada personalidade permite encarar os problemas sob diferentes<br />

perspectivas, desenvolver soluções criativas e aumentar, assim, a nossa competitividade.<br />

A tolerância e o respeito nas relações pessoais constituem um dos componentes<br />

fundamentais do êxito da nossa empresa. Com o nosso projecto “Diversidade: viver na<br />

variedade”, pretendemos mostrar que consideramos as diferenças de cultura,<br />

nacionalidade, idade, sexo, religião e estado físico do nosso pessoal, assim como o seu<br />

comportamento e modo de vida constituem um aspecto positivo e de interesse para a<br />

nossa empresa.<br />

O esquema de sugestões internas<br />

A riqueza das ideias e a capacidade inovadora dos nossos colaboradores assumem uma<br />

importância fundamental na nossa ofensiva de contenção de custos. Quanto mais<br />

colaboradores conseguirmos envolver no processo de optimização interna, tanto maior<br />

será o êxito e as vantagens para ambas as partes. Esta é a razão pela qual, no ano<br />

passado, continuámos a patrocinar o COMIDEE, o esquema de sugestões internas do<br />

<strong>Commerzbank</strong>.<br />

O aumento de 14% no número de sugestões recebidas, passando para 3.670, é a<br />

prova de que aumentou consideravelmente a aceitação do COMIDEE por parte dos<br />

nossos colaboradores.<br />

Tal como nos anos anteriores, quase 10% das sugestões foram premiadas e,<br />

consequentemente, implementadas. No total, foram atribuídos prémios num montante<br />

aproximado de €200,000. Despendemos cerca de €60,000 em prémios não pecuniários,<br />

atribuídos em sinal de reconhecimento. O maior prémio individual concedido no ano<br />

passado atingiu os €25,000. A economia de custos globais obtida foi de praticamente<br />

um milhão de euros.<br />

As nossas acções, estratégia e perspectivas<br />

No ano passado, o índice Dax alemão baixou para metade: de mais de 5.155 pontos<br />

positivos no início de 2002, caiu até aos 2.519 em Outubro – um nível antes vistos pelos<br />

investidores em 1996, quando começaram a surgir os primeiros sinais de um mercado<br />

em alta. Em particular as empresas alemãs do sector financeiro registaram uma<br />

acentuada baixa de preços, nalguns casos inclusivamente abaixo do seu valor<br />

contabilístico.<br />

No primeiro semestre de 2002, as acções do <strong>Commerzbank</strong> conseguiram reduzir<br />

ao mínimo a difícil situação da bolsa; no entanto, no Verão, tornou-se evidente que o<br />

ambiente iria deteriorar-se ainda mais. A pressão sobre o <strong>Commerzbank</strong> aumentou<br />

simultaneamente por dois motivos: para além da debilidade da bolsa e da respectiva<br />

descida dos lucros de comissões e de transacções, agravou-se também a situação<br />

- 45 -


económica das empresas alemãs. O cenário macroeconómico não facilitava a situação<br />

ao Banco, como demonstra o número recorde de falências. Em consequência,<br />

aumentaram-se mais as provisões, à custa dos proveitos. Em reacção à actual situação,<br />

desmotivante, dos proveitos, acompanhada pela ausência de melhores perspectivas, os<br />

analistas reagiram com a desclassificação das nossas acções nos seus relatórios.<br />

Rumores desagradáveis<br />

A ajudar esta situação, surgiram especulações, nalguns casos, malévolas e relatos<br />

aparentemente falsos, deliberadamente veiculados à imprensa financeira londrina em<br />

Outubro passado contra o <strong>Commerzbank</strong>, desprovidos de qualquer fundamento.<br />

Afirmavam que o Banco tinha problemas de liquidez, que havia violado as normas<br />

internacionais sobre capital, ou que enfrentava graves problemas com os seus produtos<br />

derivados de crédito. Quando a situação começou a deteriorar-se, o Bundesbank<br />

primeiro e, a Autoridade de Supervisão Financeira da Alemanha (BAFin) depois,<br />

intervieram resolutamente, declarando que a liquidez dos bancos alemães não estava em<br />

dúvida, nem havia razão de preocupação em relação às mesmas; terminando assim a<br />

descida do preço das nossas acções.<br />

361.000 accionistas do <strong>Commerzbank</strong><br />

percentagem de capital detido<br />

(em 31 de Dezembro de 2002)<br />

No estrangeiro Alemanha<br />

15,5% Investidores institucionais 14,0% Investidores institucionais<br />

0,8% Intesa 5,5% WCM<br />

1,6% Mediobanca 10,4% Munich Re<br />

3,7% SCH 34,6% Investidores privados<br />

9,9% Generali<br />

4,0% Investidores privados<br />

- 46 -


Volume de acções do <strong>Commerzbank</strong><br />

Valores trimestrais, em € mil milhões<br />

Evolução das acções do <strong>Commerzbank</strong><br />

Números de final de mês, Janeiro de 1999 = 100<br />

Acção do <strong>Commerzbank</strong> CDAX (Bancos) DJ Euro Stoxx Bancos<br />

Mas aquilo que frequentemente se referiu como a “campanha contra o<br />

<strong>Commerzbank</strong>” deixou as suas marcas prejudiciais. Além de o seu prestígio ter ficado<br />

consideravelmente abalado - o que se tornou evidente no preço das acções, de €5,04, o<br />

preço mais baixo registado pela última vez nos anos 80 – o Banco teve que proceder a<br />

um novo aumento nos custos de financiamento, embora o mercado estivesse novamente<br />

tranquilo.<br />

Relações de negócio estáveis<br />

Queremos agradecer aos nossos clientes e parceiros comerciais em todo o mundo que<br />

não se deixaram impressionar pelos terríveis boatos e mostraram corajosamente a sua<br />

lealdade ao Banco.<br />

O dia do Investidor 2002<br />

O Dia do Investidor do <strong>Commerzbank</strong>, introduzido pela primeira vez em 2002,<br />

representou uma animadora mudança relativamente a todas as notícias negativas do ano.<br />

Cerca de 80 analistas e gestores de fundos não só da Alemanha como também de outros<br />

países aceitaram o convite para virem a Frankfurt para se inteirarem dos últimos<br />

desenvolvimentos do Banco, a sua estratégia, o progresso obtido com a ofensiva de<br />

contenção de custos e muito mais. A resposta positiva da comunidade financeira,<br />

confirmada pelo grande número de debates, dá-nos confiança para o próximo ano e<br />

revela também que a confiança no <strong>Commerzbank</strong> continua bem firme.<br />

- 47 -


Ofensiva de contenção de custos<br />

O <strong>Commerzbank</strong> reagiu à mudança na tendência do mercado, tomando uma série de<br />

medidas que irão permitir ao Banco apresentar de novo resultados satisfatórios.<br />

Realizou-se, primeiro e principalmente, uma acção rápida e directa na contenção de<br />

custos. Em consequência, os custos operativos desceram cerca de € 700 milhões, ou seja<br />

12%, em 2002, passando para €5,15 mil milhões, caminhando assim facilmente para a<br />

meta de €5,5 mil milhões. Além da desconsolidação do Rheinhyp, os principais factores<br />

a contribuir para esta situação consistem nas despesas de pessoal – foi em grande parte<br />

realizada a redução do pessoal de 3.400 elementos, ao abrigo da ofensiva de contenção<br />

de custos lançada em 2001 – e despesas não de pessoal. As economias conseguidas vão<br />

desde a compra de materiais até encargos de arrendamento de instalações e projectos de<br />

TI.<br />

A chamada ofensiva de contenção de custos plus, decidida no final do primeiro<br />

trimestre de 2003, ultrapassa em muito as medidas referidas; o seu impacto irá sentir-se<br />

durante 2003. Os custos serão reduzidos muito abaixo do valor de €5 mil milhões. No<br />

final de 2004, esperamos uma base de custos de cerca de €4,5 mil milhões,<br />

aproximadamente €1,5 mil milhões inferior à de 2001.<br />

Um programa de cinco pontos para aumentar a eficiência<br />

Ofensiva de contenção de custos implementação melhor do que o<br />

planeado<br />

Análise de crédito problemas de crédito identificados e<br />

soluções implementadas<br />

Ofensiva de preços primeiros efeitos positivos graças a<br />

margens maiores, rescisão de termos e<br />

condições especiais<br />

Medidas estruturais e de Pessoal novas contratações para posições-chave<br />

Alienação de participações nãoestratégicas<br />

Comunicação do mercado de capitais<br />

- 48 -<br />

Redução ou venda de interesses em<br />

empresas financeiras ou industriais<br />

Também no último ano recorremos a todos os instrumentos disponíveis para podermos<br />

responder devidamente às crescentes exigências de comunicação e satisfazer as<br />

necessidades do mercado de capitais. Entre as iniciativas, além do Dia do Investidor em<br />

2002, contam-se vários encontros com analistas e eventos para os investidores,<br />

conferências e espectáculos de rua, assim como debates em grupo e individuais.


Simultaneamente, tem vindo a aumentar o número de investidores privados que<br />

pretendem ser incluídos nas nossas actividades de relação com o investidor.<br />

Consideramos esta tendência como uma oportunidade de alargar a base de accionistas<br />

do <strong>Commerzbank</strong> e de satisfazer, mais do que no passado, as exigências deste grupoalvo.<br />

Para tal, utilizamos primariamente os serviços da internet e do e-mail.<br />

Internet<br />

O relançamento da internet no ano passado marcou um novo alargamento e uma<br />

melhoria do serviço que fornecemos a analistas e a accionistas. Com o nosso design<br />

empresarial e o slogan do <strong>Commerzbank</strong> “avançar com as ideias”, é agora mais fácil<br />

navegar no nosso website e este é mais amigo do utilizador. Deste modo, estamos a<br />

procurar, não só estabelecer comunicação com os nossos accionistas, mas também<br />

cultivar o diálogo com os nossos investidores privados e institucionais. Neste aspecto, a<br />

internet vai tornar-se ainda mais importante. Como revelam os números relativos à<br />

participação por internet durante os últimos anos, permanece bem firme a tendência de<br />

seguir os encontros com analistas e partes da AGM ao vivo no monitor.<br />

Acções do <strong>Commerzbank</strong><br />

Acções ao portador 803 200<br />

Reuters CBKG.DE<br />

Bloomberg CBK GR<br />

ISIN DE0008032004<br />

Calendário financeiro 2003/2004 do <strong>Commerzbank</strong><br />

7 de Maio de 2003 Relatório interino em 31 de Março de 2003<br />

30 de Maio de 2003, 10.00 a.m. Assembleia Geral Anual, Festhalle, Frankfurt am Main<br />

6 de Agosto de 2003 Relatório interino em 30 de Junho de 2003<br />

11 de Novembro de 2003 Relatório interino em 30 de Setembro de 2003<br />

18 de Fevereiro de 2004 Conferência de imprensa para apresentação dos resultados anuais de 2004<br />

12 de Maio de 2004 Relatório interino em 31 de Março de 2004<br />

12 de Maio de 2004 Assembleia Geral Anual, Jahrhunderthalle, Frankfurt am Main<br />

Princípios de Agosto de 2004 Relatório interino em 30 de Junho de 2004<br />

Princípios de Novembro de 2004 Relatório interino em 30 de Setembro de 2004<br />

Todos os novos grandes temas do <strong>Commerzbank</strong> estão também disponíveis em<br />

“Investor Relations”, na nossa página em: www.commerzbank.com.<br />

Decisões estratégicas<br />

O ano de 2003 será decisivo para o <strong>Commerzbank</strong>. Na fase actual, a administração<br />

tomou a clara decisão de manter o curso adoptado; o Banco tornar-se-á mais consciente<br />

da sua força e concentrar-se-á mais nas suas principais competências, para voltar a<br />

níveis de rentabilidade positivos. Este é o motivo pelo qual afirmamos<br />

peremptoriamente que todos os factores, sem excepção alguma, que não contribuam<br />

- 49 -


para atingir o nosso objectivo de uma rendibilidade de 10% sobre o custo de capital em<br />

cada área de negócio, serão objecto de escrutínio.<br />

Para além da já referida ofensiva de contenção de custos, é necessário<br />

reexaminar a nossa carteira de investimento, em acções industriais e em acções<br />

financeiras, e manter estável o nível de activos do Banco ponderados pelo risco, com o<br />

objectivo de conservar constante o rácio de capital de base (Tier I), não inferior a 7%.<br />

O <strong>Commerzbank</strong> continuará activo no mercado interno, a Alemanha, e em<br />

regiões da Europa muito prometedoras e, sobretudo em crescimento – contando ainda<br />

com algumas unidades rentáveis no estrangeiro, principalmente nos Estados Unidos.<br />

- 50 -


RELATÓRIO DO RISCO<br />

Estratégia para o risco<br />

A estratégia para o risco do <strong>Commerzbank</strong> estabelece os princípios para a<br />

ponderação profissional do risco. É estabelecida, periodicamente examinada e, se<br />

necessário, ajustada pelo Conselho de Administradores Delegados do <strong>Commerzbank</strong>. A<br />

responsabilidade ela implementação da estratégia para o risco fica a cargo do Chief Risk<br />

Officer (CRO).<br />

Como componente permanente em todas as actividades de negócio, os riscos<br />

implicam, não só potenciais perdas, mas também oportunidades, representando,<br />

portanto, um factor essencial na criação de proveitos. Para limitar o risco para o Banco<br />

em geral, a apetência global para o risco é determinado por um limite máximo, definido<br />

pelo Conselho de Administradores Delegados, tendo em consideração a capacidade do<br />

Banco.<br />

Para medir e gerir devidamente o risco, este deve ser identificado de um modo<br />

amplo e total. A medição profissional do risco, efectuada nesta base, é sobretudo<br />

realizada com a aplicação das técnicas de best-practice, embora adaptadas às<br />

necessidades especiais do <strong>Commerzbank</strong>, e às novas condições do mercado,<br />

examinando-se constantemente a adequação e o valor informativo destas técnicas. Os<br />

riscos indesejáveis são minimizados, através de uma gestão proactiva e do controlo do<br />

risco, e da utilização activa de técnicas e instrumentos para suavização do risco.<br />

O Conselho de Administradores Delegados consegue equilibrar risco e<br />

oportunidade, graças a uma transparência regular, ampla e objectiva do risco, que<br />

permite também aos intervenientes do mercado avaliarem a actual situação de risco do<br />

Banco.<br />

Em termos legislativos e económicos, a utilização de abordagens de poupança de<br />

capital no cálculo do capital legal, nos termos do Princípio I da Lei da Banca alemã<br />

(KWG) e na futura Basel II, é de importância primordial para o <strong>Commerzbank</strong>. Além<br />

disso, o cálculo e a repartição do capital económico destinam-se a representar o risco<br />

global do Banco, assim como o risco inerente num dado sector de negócio ou operação<br />

individual. Na gestão do risco e orientada para os proveitos do Banco como um todo, é<br />

necessário ter em consideração o capital económico, visto que apenas é possível manter<br />

os lucros sustentados no risco e na gestão do Banco orientada para o rendimento, já que<br />

só é possível obter lucros sustentados, mantendo uma relação correcta entre o risco e o<br />

retorno. O uso optimizado do capital ajuda a aumentar o valor do accionista.<br />

Organização da gestão do risco/controlo do risco<br />

No <strong>Commerzbank</strong>, a gestão do risco abrange todas as medidas apropriadas para<br />

aumentar o valor do Banco no mercado, baseadas numa gestão activa e consciente por<br />

parte de todas as unidades de gestão do risco. No entanto, o controlo do risco engloba<br />

identificação, medição, limitação e monitorização, bem como a sua divulgação. Com<br />

base nas avaliações quantitativas e qualitativas que efectua, a unidade de controlo do<br />

- 51 -


isco apresenta também recomendações e ideias úteis para uma orientação operacional<br />

das unidades envolvidas em actividades de mercado.<br />

As directivas da política de risco são estabelecidas pelo Conselho de<br />

Administradores Delegados. O Director Principal de Risco (CRO), membro do<br />

conselho, é o responsável pela sua implementação em todo o Grupo. Além de assumir a<br />

responsabilidade pelo Departamento de Controlo de Risco (ZRC), o CRO tem também a<br />

seu cargo os Departamentos de Operações Globais de Crédito (ZCO) e de Operações de<br />

Crédito a Clientes (ZCP).<br />

Organização de gestão do risco/controlo do risco<br />

Foram criados comités especiais para agruparem e supervisionarem as decisões<br />

sobre o risco, e estes apoiam o Conselho de Administradores Delegados na sua tomada<br />

de decisões. O Comité de Risco (RC), presidido pelo CRO, trata sobretudo de todos os<br />

tópicos relacionados com o risco de mercado, o risco operacional e a situação de risco<br />

global do Banco.<br />

O Comité de Novos Produtos (NPC), um subcomité do Comité de Risco, é<br />

constituído por representantes de várias unidades de negociação e departamentos de<br />

- 52 -<br />

Conselho de Administradores Delegados<br />

Controlo de<br />

risco<br />

Quantificação do<br />

risco<br />

Identificação do<br />

risco<br />

Mitigação do<br />

risco<br />

Transparência do<br />

risco<br />

Estratégia Estratégia para para o risco o<br />

risco<br />

Tipos de<br />

risco<br />

Risco de crédito, risco de<br />

mercado, risco de liquidez, risco<br />

operacionl, risco jurídico, risco<br />

comercial, risco de estratégia<br />

Gestão do risco<br />

Controlo independente: Auditoria Interna<br />

(ZRev)


serviço e é presidido pelo chefe da ZRC. É responsável pela aprovação da introdução de<br />

novos produtos e mercados.<br />

O Comité de Risco Operacional (OpRiskCo), presidido pela ZRC, funciona<br />

como um subcomité do Comité de Risco, tratando de assuntos mais amplos,<br />

relacionados com o risco operacional.<br />

Dentro da hierarquia global dos órgãos de aprovação de empréstimos, o Comité<br />

de Crédito (CC) - igualmente presidido pelo CRO - decide, tendo em consideração o<br />

rating, todas as responsabilidades de crédito do <strong>Commerzbank</strong>, até 2% dos seus capitais<br />

próprios e emite pareceres sobre todas as decisões de crédito do Conselho de<br />

Administradores Delegados.<br />

O Comité de Administração de Activos (ALCO), presidido pelo membro do<br />

conselho de Administração responsável pela tesouraria, determina a estratégia para o<br />

risco face aos activos e passivos do Banco.<br />

Organização de controlo do risco<br />

O controlo do risco no <strong>Commerzbank</strong> é confiado, para todos os tipos de risco, ao ZRC.<br />

Com uma estrutura organizativa de orientação global, o departamento de Controlo do<br />

Risco desempenha um papel fundamental na implementação da política de risco,<br />

definida pelo Conselho de Administradores Delegados.<br />

Para além de tornar as operações de risco transparentes e de controlar o risco<br />

global do Grupo <strong>Commerzbank</strong>, agrupado pelos diferentes tipos, o Controlo do Risco<br />

deverá desenvolver uma gestão orientada para o risco e os lucros ainda mais sofisticada<br />

para o Banco, na sua globalidade. As funções fundamentais do ZRC no processo de<br />

controlo de risco incluem não só o cálculo, a análise e o reporte do risco de mercado,<br />

mas também o seu controlo proactivo. Adicionalmente, as suas principais funções<br />

englobam a definição de directrizes e procedimentos para o tratamento do risco de<br />

mercado, de crédito e operacional, e também a elaboração de métodos para cálculo<br />

desses mesmos riscos.<br />

Para além de implementar os requisitos de supervisão (relativos ao risco), o ZRC<br />

concentra-se na elaboração de informação para o Conselho de Administradores<br />

Delegados e na produção de análises quantitativas de risco e rácios fundamentais para<br />

orientação das posições de negociação. O ZRC desempenha simultaneamente uma<br />

função consultiva interna sobre todos os assuntos de risco relevantes.<br />

Organização da gestão do risco: a função do crédito<br />

Com o objectivo de atingir uma maior eficiência e os “requisitos mínimos para a<br />

actividade de concessão de crédito por parte de instituições de crédito” (Mak), a função<br />

de crédito operacional, ou a análise e aprovação de crédito (back office), nos segmentos<br />

empresarial e de clientes particulares estão a ser reestruturadas. As unidades de back<br />

office para o segmento de empresas a nível mundial estão reunidas no departamento de<br />

Operações Globais de Crédito (ZCO), enquanto que as relativas aos clientes particulares<br />

- 53 -


estão agrupadas no departamento de Operações de Crédito para Clientes Privados<br />

(ZCP). Ambos os departamentos reportam directamente ao CRO.<br />

A gestão do ZCO tem a seu cargo quatro unidades back office, agrupadas em<br />

três áreas (cada uma delas para a chamada área branca (segmentos de notação de risco<br />

de 1.0 a 4.0), tratamento intensivo e banking de Institutos Financeiros/Investimento.<br />

Para o ramo de negócios alemão, conta com o apoio de quatro directores de crédito<br />

regionais (RCO) e para as operações de crédito fora da Alemanha, conta com três RCOs<br />

(um para a Europa, outro para a América e outro para a Ásia). O âmbito geográfico das<br />

responsabilidades dos RCOs é idêntico aos dos membros do conselho de administração<br />

regional e abrange toda a gama de operações de crédito, incluindo o tratamento<br />

intensivo. A revisão de orientação para a elaboração de relatórios foi efectuada na<br />

Alemanha em 1 de Janeiro de 2003, as correspondentes alterações na estrutura das<br />

unidades no estrangeiro terão lugar durante o ano 2003.<br />

No sector de clientes particulares, foram já processados créditos em 62<br />

instalações regionais. Os analistas de crédito foram responsáveis, tanto pela decisão de<br />

empréstimo como pelo subsequente processamento do crédito. A nova organização,<br />

aprovada em 2001, concentrou a análise e aprovação de crédito em seis centros de<br />

crédito, sob a direcção de seis directores de crédito regionais que reportam à gestão do<br />

ZCP.<br />

Tanto no sector empresarial como no de clientes particulares, os órgãos de<br />

aprovação de crédito foram revistos e adaptados às novas condições. Foi reforçado o<br />

princípio da tomada de posição pela comissão e todas as comissões são presididas por<br />

peritos em análise e aprovação de crédito, com direito a vetar as decisões. Abaixo do<br />

nível de conselho de administração, não pode ser concedido um crédito, se o<br />

representante do back office votar contra. Em cada nível de aprovação, o front-office<br />

pode declarar o seu desacordo. A decisão é, então, tomada no nível superior<br />

imediatamente a seguir. Esta nova abordagem organizativa garante que as decisões de<br />

crédito são independentes da área das vendas, como exigido pelos Requisitos Mínimos<br />

para o sector de empréstimos das instituições de crédito, assegurando esta orientação<br />

até ao nível do conselho de administração.<br />

Organização da gestão do risco: controlo de risco de exploração<br />

Gestão do risco no sentido restrito – condução do risco – é feita para os vários tipos de<br />

risco pelas unidades comerciais relevantes: ZGS (Títulos), ZGT (Tesouraria do Grupo)<br />

e ZAM (Gestão de Activos), e ainda ZIPS (Banca de Retalho), ZCB (Banca de<br />

Empresas), ZFI (Instituições Financeiras), ZMC (Empresas Multinacionais) e ZIM<br />

(Imobiliário). No âmbito das suas actividades, as unidades de gestão do risco têm a<br />

responsabilidade imediata pelos riscos e pelos proveitos. No que respeita a sistemas,<br />

procedimentos e tecnologia, os departamentos de serviços da sede são responsáveis pela<br />

gestão do risco operacional.<br />

Ao departamento de Serviços Jurídicos (ZRA) está confiada a orientação do<br />

risco jurídico, enquanto a responsabilidade do risco estratégico cabe ao departamento de<br />

Estratégia e Controlo (ZKE).<br />

- 54 -


Gestão do Banco como um todo<br />

Integrado no cálculo da capacidade de assumir o risco, o risco avaliado actualmente<br />

para o Grupo é comparado ao capital de risco. A finalidade desta comparação é<br />

determinar se o Banco está em posição de enfrentar perdas potenciais inesperadas, sem<br />

efeitos negativos graves para as suas oportunidades de negócio e compensar o seu<br />

impacto. Para o distinguir de outros conceitos de capital, utilizados em contabilidade, o<br />

risco total computado é também designado por capital económico, por ser<br />

economicamente necessário para compensar flutuações inesperadas de resultados.<br />

O capital económico é composto pela quantificação do risco de mercado, risco<br />

de crédito e risco operacional. No caso do risco de mercado, distingue-se também entre<br />

risco de mercado no livro de trading e no livro do banco, assim como o risco de<br />

investimentos estratégicos e não estratégicos. Para todos os tipos de risco, o capital<br />

económico é referente a um período de doze meses à data do balanço e a um nível de<br />

confiança de 99,80%. Juntando os vários riscos e tomando em consideração os efeitos<br />

da diversificação, o capital económico do Grupo <strong>Commerzbank</strong> era de €3,5 mil<br />

milhões, em 31 de Dezembro de 2002.<br />

Capital económico,<br />

- 55 -<br />

por tipo de risco<br />

2,9% Risco de mercado (livro de trading)<br />

7,4% Risco de mercado (livro do banco)<br />

38,2% Risco de mercado (participações<br />

financeiras)<br />

38,3%Risco de crédito<br />

13,2%Risco operacional


O quadro à direita mostra a percentagem dos vários tipos de risco no capital<br />

económico global do Banco.<br />

Além de garantir ao Banco uma base de capital adequada ao seu perfil de risco,<br />

o objectivo de uma abordagem cobrindo o Banco, no seu todo, é a distribuição dos<br />

capitais próprios o melhor possível - por outras palavras, aplicá-los em sectores de<br />

negócio, com capacidade para um forte retorno , mesmo tomando o risco em<br />

consideração. É possível elaborar uma forma de trabalhar com o risco tendo em conta<br />

que aos vários sectores de negócio está atribuído, não só o capital de base legal<br />

(Princípio I KWG), mas também o capital económico destinado àqueles.<br />

Definições<br />

É indispensável uma interpretação uniforme do risco, no seio do Banco, para a criação<br />

de uma sensibilização a todos os tipos de risco, para os quais apresentamos as seguintes<br />

definições:<br />

• Risco de crédito é o risco de perdas ou lucros perdidos em resultado de<br />

incumprimentos inesperados ou da deterioração inesperada da capacidade creditícia<br />

das contrapartes. Adicionalmente, o risco de crédito cobre sobretudo o risco do<br />

emitente, o risco da contraparte e o risco-país.<br />

• Risco de mercado é a perda potencial que pode resultar de posições detidas pelo<br />

Banco em virtude de alterações dos preços ou dos parâmetros que determinam os<br />

preços nos mercados financeiros. Faz-se uma distinção entre risco de mercado geral<br />

e específico bem como risco de taxa de juro, de moeda, de capital, de<br />

mercadorias/metais preciosos e de volatilidade. O risco de mercado específico (risco<br />

de spread) é o risco de perda devido a alterações dos preços de cada uma das taxas<br />

de juro e instrumentos financeiros baseados em acções relativamente a alterações<br />

nos principais índices de mercado - reflectidos pelo risco de mercado geral.<br />

O risco específico é composto pelo risco residual e o risco de ocorrência<br />

‡ Risco residual é o risco de o preço de um instrumento financeiro mudar<br />

constantemente no decorrer do tempo, relativamente ao mercado.<br />

‡ Risco de ocorrência reflecte directamente as alterações, sob a forma de uma<br />

ocorrência repentina (por ex: mudanças na idoneidade creditícia) “no interior da<br />

esfera” do emitente do instrumento financeiro relevante.<br />

• Risco de liquidez é o risco do Banco não conseguir cumprir os seus compromissos<br />

com pagamentos actuais e futuros. O risco de liquidez do mercado é o risco do<br />

Banco não ser capaz de liquidar ou cobrir o risco das suas posições de negociação,<br />

atempadamente e na extensão desejada.<br />

• Risco operacional é o risco de perda que resulta de procedimentos internos, pessoas<br />

e sistemas inadequados ou inapropriados, ou de acontecimentos externos. No<br />

<strong>Commerzbank</strong>, define-se risco jurídico como fazendo parte do risco operacional e<br />

resulta de contratos inadequados ou da estrutura global legal.<br />

- 56 -


• Risco de negócio é o risco de uma evolução negativa inesperada nos resultados, que<br />

pode ser devido à estratégia de negócio adoptada e a alterações inesperadas no<br />

volume de negócio ou nas margens médias em consequência de novas condições<br />

globais para o Banco ou dos ciclos de negócio.<br />

• Risco estratégico é o risco de uma evolução negativa inesperada nos resultados, em<br />

consequência de decisões básicas. Estas podem ser decisões relativas a sectores de<br />

negócio ou a associados de negócio, ou decisões relativas à escolha de uma<br />

abordagem estratégica local.<br />

• Risco de reputação é o perigo de perdas ou proveitos inferiores, devido a<br />

ocorrências negativas no negócio que o público venha a saber e que prejudicam a<br />

confiança no Banco.<br />

Novos requisitos de supervisão: Basel II e MaK<br />

O principal objectivo do novo Acordo de Capital da Basileia - designado<br />

abreviadamente por Basel II* - é fomentar e assegurar a estabilidade do sistema<br />

bancário e financeiro. O Basel II constitui uma mudança paradigmática no sector<br />

bancário, no sentido de uma supervisão bancária com ênfase na qualidade. Por isso,<br />

contém requisitos para que os bancos procedam a uma monitorização mais cuidadosa<br />

dos riscos assumidos, numa convergência da visão económica e reguladora do risco. A<br />

análise do risco, ao nível da carteira, exigido pelo Basel II, torna possível implementar<br />

as regras de adequação do capital de modo racional e orientado para o alvo, integradas<br />

na gestão de risco, dentro do Banco na sua globalidade.<br />

A equipa do projecto Base II, lançado em 2001 no departamento de Controlo de<br />

Risco, prosseguiu as suas actividades no ano passado, em conjunto com os<br />

departamentos do banco, departamento de pessoal e subsidiárias, coordenando a<br />

implementação dos requisitos em todo o Grupo. Embora, a maior ênfase continue a<br />

incidir sobre o 1º pilar, em 2002, iniciaram-se numerosos projectos relacionados com o<br />

2º e o 3º pilares; conseguiu-se atingir todos os marcos visados, tal como a participação<br />

bem sucedida no terceiro estudo quantitativo de impacto (QIS 3). Além do trabalho de<br />

implementação técnica e especializada, o projecto Basel II está já a investigar o tempo<br />

“a seguir”, ou seja, o impacto das novas regras de adequação do capital e está a incitar<br />

as actividades relevantes. Quanto a questões relevantes, o <strong>Commerzbank</strong> desempenha<br />

um papel activo em órgãos nacionais e internacionais, tais como o Instituto de Finanças<br />

Internacional (IIF) e o comité de política de risco da Bundesverbanddeutscher Banken<br />

(Associação de Bancos Alemães).<br />

Em 20 de Dezembro de 2002, as Entidades Federais de Supervisão Financeira<br />

publicaram os Requisitos Mínimos para o sector de crédito das instituições de crédito<br />

(MaK), definindo as normas qualitativas de organização do negócio de crédito e que<br />

entraram em vigor à data de publicação da circular. Simultaneamente, os bancos podem<br />

proceder à implementação até 30 de Junho de 2004 (primeira fase de implantação). Os<br />

necessários ajustamentos à TI têm de ser implementados até 31 de Dezembro de 2005.<br />

Os requisitos centralizam-se principalmente em assegurar um ambiente<br />

adequado de risco, no âmbito do qual pode ser realizado o negócio de crédito. Portanto,<br />

- 57 -


os bancos são obrigados a criar e implementar internamente as condições gerais para<br />

estabelecer a organização e os procedimentos apropriados ao negócio de crédito e<br />

também ao desenvolvimento de métodos de identificação, orientação e monitorização<br />

do risco de crédito.<br />

Nas condições gerais, destaca-se a elaboração da estratégia de risco de crédito,<br />

definindo as actividades de crédito para um período de planeamento adequado, o que<br />

deverá reflectir a capacidade de um banco assumir o risco, assim como a análise de uma<br />

determinada situação de negócio e uma avaliação dos riscos relacionados com o negócio<br />

de crédito.<br />

O requisito fundamental no que toca à organização consiste na separação entre<br />

as funções do front e do back-office. A função de controlo do risco de crédito consiste<br />

numa monitorização independente do risco, a nível da carteira, e na elaboração<br />

autónoma de relatórios.<br />

O <strong>Commerzbank</strong> já satisfez os principais requisitos, tais como a implementação<br />

dos métodos de notação de risco e de padrões de procedimento de aprovação de<br />

empréstimo, assim como a separação organizativa entre as funções do front e do backoffice.<br />

*) Apresentámos um resumo dos requisitos de Basel II no nosso relatório do risco de<br />

2001.<br />

No ano em análise, foi lançado um projecto Mak, dentro do ZRC, que – em estreita<br />

coordenação e cooperação com o projecto Basel II – assegura a implementação dos<br />

requisitos do MaK em todo o Grupo.<br />

Procedimento de controlo de risco/gestão de risco<br />

Monitorização e controlo do risco de crédito<br />

Processo de notação de risco e procedimentos de notação de risco<br />

Corporate business<br />

Desde o início dos anos 90 que o <strong>Commerzbank</strong> tem recorrido aos procedimentos de<br />

notação detalhada e pontuação para verificação da capacidade creditícia e padronização<br />

nas decisões de crédito, obrigatórios nas nossas filiais e subsidiárias na Alemanha e em<br />

todos os outros locais. Os mutuários são classificados segundo dez níveis de notação,<br />

desde 1,0 (capacidade creditícia excepcionalmente boa) até 5,5 (capacidade creditícia<br />

muito limitada), assim como dois níveis de notação de risco, para empréstimos<br />

problemáticos (6,0 e 6,5 para compromissos calculados). A notação para os clientes<br />

alemães da Mittelstand é computada com ajuda de uma equipa de especialistas, que<br />

analisam os principais valores das demonstrações financeiras, tendo também em conta<br />

os dados qualitativos da empresa.<br />

Na validação das notações de risco, os métodos de notação de risco empregues<br />

no corporate business foram sujeitos a um exame ainda mais rigoroso, no ano passado.<br />

Benchmarking contra Moody’s RiskCalc, um sistema externo de confirmação da<br />

- 58 -


idoneidade creditícia e ainda outras análises por agências internacionais de notação de<br />

risco salientaram a elevada qualidade e o rigor dos métodos usados, principalmente o<br />

método de notação de risco mecânico para empresas de pequena e média dimensão<br />

(CODEX). Estabeleceu-se um modelo pré-definido, com base nos números-chave das<br />

demonstrações financeiras que podem servir de benchmark para os nossos métodos de<br />

notação de risco em corporate business.<br />

Cliente de retalho<br />

No crédito de retalho, o <strong>Commerzbank</strong> tem aplicado com êxito desde há vários anos, os<br />

processos de classificação e métodos de notação de risco para avaliar a capacidade<br />

creditícia de mutuários que sejam simultaneamente funcionários do Banco, e a clientes.<br />

Todos estes métodos baseiam-se em computador e utilizam processos reconhecidos e<br />

altamente fiáveis, predominantemente matemático-estatísticos, para um reconhecimento<br />

precoce do risco.<br />

O <strong>Commerzbank</strong> vem utilizando, há mais de dois anos, um procedimento de<br />

classificação do comportamento numa base nacional que – monitorizando os<br />

pagamentos internos e o registo de pagamento do cliente – permite uma monitorização<br />

e um ajustamento permanentes e totalmente automáticos dos limites possíveis<br />

relativamente a mais de um milhão de clientes, mantendo contas de operações de<br />

pagamento.<br />

No final de 2001, já dispúnhamos da gama completa dos procedimentos<br />

relevantes para as notações de risco, e cuja utilização depende, por exemplo, do grupo<br />

de cliente em questão ou da utilização a ser dada ao crédito. No ano passado, o<br />

<strong>Commerzbank</strong> modificou a sua classificação do comportamento, para permitir uma<br />

avaliação constante, de base informática, da capacidade creditícia de candidatos a<br />

empréstimo, simultaneamente funcionários. Este processo satisfaz, mesmo actualmente,<br />

um dos requisitos reguladores que vão entrar em vigor apenas em 2007, quando for<br />

implementado o novo Acordo de Capital da Basileia. De modo geral, não é necessário<br />

que os mutuários sejam envolvidos neste processo (por ex: apresentar demonstrações de<br />

resultados, etc.)<br />

Processo de validação<br />

O Banco está a criar um processo de validação que, tendo em conta os dados<br />

disponíveis, permite a verificação da capacidade de cada sistema de notação de risco<br />

interno para a devida classificação dos riscos, utilizando métodos adequados. Numa<br />

primeira fase, todos os procedimentos de notação do risco foram cuidadosamente<br />

analisados a fim de se confirmar a sua capacidade da validação.<br />

Atendendo ao constante progresso nos procedimentos de notação de risco, o<br />

principal enfoque consiste, actualmente, no controlo e na documentação profissionais,<br />

para assegurar que as notações do risco cubram todas as responsabilidades de<br />

empréstimo do Banco e que os procedimentos de notação do risco sejam aplicados<br />

uniformemente nas sucursais. Devido às novas regras Basel de adequação do capital,<br />

todos os processos de notação de risco estão a ser gradualmente ligados à base de dados<br />

central histórica, de forma a que todos os parâmetros relevantes para as notações de<br />

- 59 -


isco fiquem disponíveis para as necessárias medidas de simulação e validação.<br />

Simultaneamente, estão a ser revistos os aspectos técnicos de muitos sistemas de<br />

notação do risco.<br />

Na área do risco de crédito, o projecto Basel II está a adoptar todas as medidas<br />

de implementação da Abordagem de Fundação IRB (baseado na Notação Interna de<br />

Risco). O <strong>Commerzbank</strong> está ainda a considerar uma alteração, para determinar o<br />

necessário capital, por meio da Abordagem Avançada IRB.<br />

Quantificação do risco da carteira de crédito<br />

Entretanto, os modelos de carteira de crédito tornaram-se numa característica regular do<br />

controlo interno de muitos bancos e estão a abrir caminho para um futuro<br />

reconhecimento pelos legisladores, como base de elaboração do capital necessário para<br />

apoiar o risco de crédito (“Basel III”). As solicitações quanto a esse modelo vão desde<br />

uma monitorização global das carteiras, a nível de grupo, até à quantificação dos<br />

contributos de risco para transacções individuais.<br />

O principal resultado obtido com o modelo de carteira é o que se designa por<br />

distribuição da perda, permitindo a conclusão sobre probabilidades no que toca a<br />

possíveis perdas nas operações de crédito, de que resulta a perda esperada (custos<br />

padrões do risco [SRC]), assim como a perda (valor do crédito em risco [credit VaR]).<br />

Num determinado intervalo de confiança, o crédito VaR representa uma estimativa<br />

superior do grau em que a potencial perda na carteira de crédito pode ultrapassar a perda<br />

esperada. Utiliza-se um intervalo de confiança de 99,80%, relacionado com a análise da<br />

capacidade do Banco assumir o risco.<br />

No Grupo <strong>Commerzbank</strong>, a quantificação do valor do crédito em risco baseia-se<br />

no modelo CreditRisk+, muito utilizado na banca; porém, foi consideravelmente<br />

aperfeiçoado e adaptado aos requisitos específicos do <strong>Commerzbank</strong>. Entre outras<br />

possibilidades, o modelo permite também uma redistribuição ajustada ao risco do<br />

impacto da carteira e da diversificação entre os sectores de negócio individuais. Deste<br />

modo, pode-se determinar a comparticipação relativa do risco global de crédito<br />

suportado pelas unidades individuais.<br />

O modelo abrange variados factores de risco. Além de conclusões conservadoras<br />

quanto à exposição esperada, em caso de incumprimento e ao reconhecimento do<br />

impacto da compensação, inclui também valores estatísticos, tais como percentagem de<br />

incumprimento e correlações sectoriais. Os parâmetros de entrada, para cálculo dos<br />

riscos são sujeitos a um ajustamento constante às alterações das condições gerais, sendo<br />

tomados em consideração os resultados dos métodos de cálculo estatístico,<br />

implementados ao abrigo do projecto Base II.<br />

Durante o ano, os ajustamentos combinados com crescentes percentagens de<br />

incumprimento e rácios de deterioração de upgrade/downgrade provocaram um<br />

aumento geral nos rácios de risco.<br />

O quadro seguinte apresenta os contributos dos vários sectores de negócio para a<br />

SRC e o credit VaR do Grupo. No segmento tradicional de Mittelstand, onde se<br />

- 60 -


desenvolve o principal risco de crédito do Banco, o rácio do risco inesperado em relação<br />

ao esperado apresenta-se mais ou menos equilibrado. Porém, no negócio relativo a<br />

empresas multinacionais e a áreas de banca de investimento, domina o risco de perda<br />

inesperada, ao passo que a perda esperada desempenha um papel importante no negócio<br />

de retalho, atendendo ao seu elevado grau de diversificação.<br />

Custos de risco padrão (SRC) e valor em risco do crédito (CvaR)<br />

Decomposição por área de negócio, em € milhões<br />

Banca de Empresas, Alemanha<br />

Banca de Empresas, no estrangeiro<br />

Subsidiárias<br />

Cliente Particulares<br />

Empresas Multinacionais<br />

Títulos<br />

Instituições financeiras<br />

Tesouraria<br />

Gestão de activos<br />

O quadro seguinte (página 68) mostra o contributo de cada uma das indústrias<br />

para o risco de crédito da banca comercial. Uma vez mais, surgem aqui os contributos<br />

do SRC e do credit VaR, apresentando ainda a sua participação no que se designa por<br />

volume de risco. Define-se volume de risco de uma operação individual como a<br />

previsão de perda, no caso de incumprimento por parte do cliente (tendo em<br />

consideração os factores colaterais e de recuperação); portanto, pode ser interpretado<br />

como um volume de crédito, de risco ajustado.<br />

Além da sua função na medição do risco, atrás referida, os custos padrão de<br />

risco são utilizados também para calcular o desempenho no negócio do cliente e na<br />

gestão da carteira de crédito. No cálculo real dos custos, os custos padrão do risco<br />

fornecem ao pessoal de vendas sinais específicos do cliente. Na elaboração da<br />

retribuição da equity (RoE), os custos padrão do risco servem de variável de controlo,<br />

em diferentes níveis de agregação, desde a transacção individual até sectores de<br />

negócio, no seu conjunto. No cálculo preliminar de custos relativamente a créditos<br />

novos e complementares, estão incluídos os custos padrão do risco como prémio de<br />

seguro, para futuros incumprimentos. A integração sistemática dos custos padrão do<br />

risco no cálculo RoE assegura a aplicação de métodos uniformes, tornando o risco de<br />

crédito relevante nas decisões sobre empréstimos. Assegura-se, assim, o predomínio da<br />

orientação do risco no que toca aos empréstimos e ainda que a capacidade creditícia se<br />

encontra reflectida na determinação do preço.<br />

- 61 -<br />

VaR de crédito Custos de risco padrão


Volume do risco, custos do risco padrão (SRC) e valor em risco do crédito (CvaR)<br />

decomposto por indústria, em percentagem<br />

Produção<br />

Propriedade comercial<br />

Serviços<br />

Reciclagem, remoção de resíduos<br />

Sector público<br />

Transporte e tráfego<br />

Comércio grossista<br />

Comércio retalhista<br />

Construção<br />

Outras indústrias<br />

VaR do crédito<br />

- 62 -<br />

Custos de risco<br />

padrão<br />

Volume do risco<br />

Existe aqui um processo vindo das esferas mais baixas da organização, em que o ponto<br />

de vendas é responsável pela orientação, tomando consciência do custo.<br />

Órgão de aprovação de crédito<br />

A estrutura de aprovação do crédito no <strong>Commerzbank</strong> relacionada com a notação do<br />

risco constitui a base de gestão óptima do risco de crédito em todo o Banco. As decisões<br />

de crédito para mutuários individuais ou grupos de mutuários são tomadas com base<br />

numa exposição conjunta, nos termos do Art. 19, (2), Lei da Banca Alemã – KWG<br />

(unidade mutuária), ou de uma entidade económica mais ampla. O nível relevante de<br />

aprovação de crédito é determinado pela dimensão do crédito e pela notação de risco.<br />

Procedimento de monitorização do limite para actividades de negociação<br />

Utiliza-se um sistema de verificação de limites para controlar se a utilização diária<br />

permanece dentro da estrutura definida. O sistema de limites intervém directamente nos<br />

sistemas comerciais e assegura que a exposição ao crédito, resultante de actividades<br />

comerciais seja monitorizada globalmente, em tempo real, e vinte e quatro horas por<br />

dia. Além dessa informação, são fornecidos dados às unidades comerciais, informando<br />

sobre a disponibilidade dos limites relevante. Só poderão ser concluídos acordos<br />

comerciais, no caso de a designada verificação pré-negocial do limite confirmar a


disponibilidade de linhas comerciais livres. As ultrapassagens dos limites são relatadas<br />

diariamente à administração. Estas ultrapassagens são reconduzidas aos limites, graças a<br />

um procedimento escalonado.<br />

Evolução do risco e provisões para riscos<br />

Os riscos de crédito são contabilizados através da constituição das provisões adequadas.<br />

Para os riscos latentes, constituímos provisões gerais. Para riscos latentes de capacidade<br />

creditícia de mutuários individuais – que são indicados pela notação – a provisão é<br />

constituída, através de métodos aplicados pelo Grupo, com base em estimativas de<br />

avaliação específicas da dimensão da perda potencial. O montante de provisões exigido<br />

será calculado com base no montante da exposição sem garantia de compromissos<br />

calculados de créditos com uma notação de 6,0.<br />

Na concessão de crédito internacional, a situação económica e política do país<br />

reflecte-se também na avaliação global do mutuário. Para empréstimos a mutuários com<br />

um risco-país maior (risco de transferência ou de incumprimento), as provisões são<br />

constituídas, se necessário, para os empréstimos sem garantia, reflectindo a notação<br />

interna relevante do país, sob a forma de provisão para risco-país ou riscos individuais.<br />

Neste caso, atribuímos sempre prioridade ao último tipo de risco.<br />

Os créditos com problemas são classificados pela notação e registados num<br />

sistema de TI especial que permite o processamento eficiente de transacções individuais<br />

e a supervisão dos riscos. Supervisionamos regularmente as nossas provisões a fim de<br />

verificarmos se são adequadas a nível das carteiras. Adicionalmente, com base em<br />

estimativas cuidadosas, as provisões que se calculam que sejam necessárias para o<br />

Grupo <strong>Commerzbank</strong> são sempre computadas na Primavera e no Outono.<br />

Risco-país<br />

Em virtude do carácter internacional das actividades do Banco, a supervisão e gestão do<br />

risco-país através de notações do país, que são constantemente actualizadas, são<br />

particularmente importantes. As notações são computadas independentemente por um<br />

grupo na ZKV (Comunicações Empresariais e Investigação Económica).<br />

Há alguns anos, foi introduzido um sistema de “sinalização” que visava indicarnos<br />

sobre a futura direcção da actividade creditícia. O sistema englobou um grupo de<br />

países classificados entre 3.0 ou menos, sujeitos a uma determinada exposição mínima.<br />

Fazia a distinção entre banca comercial e banca de investimento, por um lado, e<br />

exposições de médio/longo prazo do outro.<br />

Os riscos/exposições-país são monitorizados em intervalos mensais. Utiliza-se<br />

um sistema de relatórios para possíveis discrepâncias entre as tendências projectadas e a<br />

evolução real da exposição do Banco, o que nos permite tomar contra-medidas passíveis<br />

de serem rapidamente introduzidas. São elaborados periodicamente relatórios de riscopaís<br />

que descrevem o desenvolvimento de países e regiões individuais, estabelecendo<br />

directrizes para a concessão de crédito no futuro. Desta forma, conseguimos um<br />

controlo dos riscos e uma diversificação geográfica da nossa exposição no estrangeiro.<br />

- 63 -


Reporte<br />

Os CoMKIS, o sistema de informação de gestão de crédito central do <strong>Commerzbank</strong>,<br />

reunem e apresentam os principais parâmetros de orientação e os rácios de risco para a<br />

concessão de crédito. Os CoMKIS, como instrumentos de controlo, apresentam<br />

importantes estruturas de risco – relativas, por exemplo a indústrias e a notações de<br />

risco - permitindo também análises diferenciadas e flexíveis da carteira. Podem definirse<br />

especificamente vários critérios de pesquisa e indicadores de reconhecimento<br />

precoce, para análises de pontos fracos.<br />

Risco-país, por grupo de notação de risco<br />

Entre outros aspectos, a informação apresentada no negócio de empréstimo nacional e<br />

estrangeiro constitui a base da secção de crédito do relatório de risco mensal, da carteira<br />

descentralizada de controlo nas sucursais do Banco e nas suas subsidiárias estrangeiras e<br />

também a base de medidas limitativas do risco que tenham de ser implementadas.<br />

Desde 2002 que o sistema de informação da carteira é disponibilizado<br />

localmente aos departamentos de crédito das nossas unidades no estrangeiro. Foram<br />

também integrados naquele sistema os dados de exposição do país, acessível a um<br />

círculo autorizado de utilizadores, através da internet. Além disso, apresentam-se novos<br />

indicadores, para medição da qualidade da carteira. Trata-se de análises de migração da<br />

notação de risco, incluindo os respectivos rácios de upgrade/downgrade, informação<br />

essa que constitui um componente regular do controlo de risco de crédito.<br />

Empréstimo, por estrutura de notação de risco<br />

Empresa-mãe, em 31.12.2002, em percentagem<br />

- 64 -


Para 2003, estamos a planear um maior aperfeiçoamento dos CoMKIS,<br />

integrando mais itens fundamentais, de modo a criar um sistema de informação a nível<br />

do Grupo, para o sector de crédito.<br />

O risco de crédito proveniente de transacções comerciais é relatado na base de<br />

requisitos mínimos para as actividades de negociação de instituições de crédito (MaH).<br />

As ultrapassagens de limites são relatadas diariamente à administração. Além disso, a<br />

administração é informada mensalmente sobre os maiores saques efectuados no sector<br />

das operações bancárias baseadas em comissões extrapatrimoniais. Além disso, os<br />

limites e as exposições são relatados por tipo de negócio, maturidade da transacção,<br />

país, classificação de risco e categoria de contraparte. Os relatórios da carteira são<br />

elaborados numa base regular, para certos grupos de contrapartes.<br />

Regiões de exposição no estrangeiro<br />

0,8% África Austral<br />

0,5% América do<br />

Sul/Central<br />

1,2% Centros<br />

financeiros intern.<br />

Caraíbas<br />

0,6% Organizações<br />

internacionais<br />

Derivados de crédito<br />

O <strong>Commerzbank</strong> realiza, com sucesso, transacções de produtos derivados de crédito –<br />

fundamentalmente em operações financeiras – como “criador” de mercado,<br />

principalmente para credit default swaps (CDS). Adicionalmente, os conhecimentos<br />

específicos adquiridos são utilizados selectivamente para utilização de produtos<br />

contabilísticos do banco como cobertura e como fazendo parte dos investimentos, para<br />

uma diversificação, verdadeiramente consciente, da carteira de créditos por parte do<br />

Banco.<br />

Produtos derivados de crédito do livro de trading<br />

Activos de referência, por classe de notação de risco, em € milhões<br />

Fiador Fideicomissário<br />

- 65 -<br />

66,2% Europa e Turquia<br />

22,2% América do<br />

Norte<br />

7,5% Ásia/Pacífico<br />

1% Médio Oriente e<br />

Norte de África


Titularização de activos<br />

A <strong>Commerzbank</strong> AG é um dos principais emissores de transacções ABS/MBS da<br />

Europa. Neste campo, destacam-se:<br />

• titularizações sintéticas (a transferência de risco assume a forma de credit-linked<br />

notes e credit default swaps), e<br />

• titularizações de venda verídica (true sale) (integrada no papel comercial<br />

securitizado) (ABCP) do programa conduit ”Kaiserplatz Funding Ltd.”).<br />

Os activos subjacentes são fundamentalmente compostos por empréstimos<br />

hipotecários, privados e comerciais, assim como créditos empresariais e também letras<br />

comerciais. Por outro lado, o <strong>Commerzbank</strong> investe, em grau razoável, em áreas ABS.<br />

O <strong>Commerzbank</strong> utiliza titularizações, conforme definidas no novo Acordo de<br />

Capital da Basileia (Basel II), como fonte de efeitos de redução do seu capital regulador<br />

e de venda consciente e cobertura de futuros riscos de crédito. Em 2002, o Banco<br />

aproveitou também a oportunidade de colaborar com o Kreditanstalt für Wiederaufbau<br />

(KfW) relativamente a plataformas de “providenciar-e-prometer”.<br />

O quadro seguinte apresenta uma panorâmica dos activos titularizados do<br />

<strong>Commerzbank</strong> (volume nominal dos programas de titularização interna, em 31 de<br />

Dezembro de 2002):<br />

- 66 -<br />

Valor nominal em € m<br />

Collateralized loan obligations (CLO)* 6,960 6,960<br />

Residential mortgage-backed securities (RMBS) 6,165<br />

Letras de negociação* 332<br />

13,457<br />

* Uma vez que as CLO e as securitizações de letras de negociação representam igualmente pools rotativos,<br />

o volume real securitizado foi, em 2002, respectivamente de €25,553 milhões e €1,530 milhões.<br />

Monitorização e controlo do risco de mercado<br />

O <strong>Commerzbank</strong> utiliza, desde 2001, um modelo de orientação interna de riscos<br />

específicos da taxa de juro. No ano passado, foi um dos primeiros bancos a ser aprovado<br />

pelas Entidades de Supervisão Financeira da Alemanha, por elaborar o suporte de<br />

capital necessário para riscos específicos da taxa de juro, com base naquele modelo<br />

interno, o que permite ao Banco economizar um valor importante, no que respeita a este<br />

tipo de risco.


O <strong>Commerzbank</strong> utiliza ainda um modelo interno de avaliação do capital<br />

necessário para cobrir o risco geral do mercado; este modelo é utilizado pela empresamãe<br />

e pelas suas sucursais estrangeiras, abrangendo as categorias de capital próprio<br />

(incluindo risco residual), taxa de juro e risco de moeda estrangeira.<br />

Política de valor em risco<br />

O método do valor em risco (VaR) é o processo actualmente utilizado na quantificação<br />

do risco do mercado pela maioria dos bancos com implantação internacional. O valor<br />

em risco indica a perda máxima em valor de uma carteira com um dado grau de<br />

probabilidade (intervalo de confiança), pressupondo-se que a composição da carteira<br />

permanece inalterada durante o período de detenção. Um valor em risco de €1 milhão,<br />

com um intervalo de confiança de 99% e um período de detenção de um dia, significa<br />

que só ocorrerá uma perda superior € 1 milhão, num dia, numa probabilidade não<br />

superior a 1%, desde que as posições permaneçam inalteradas.<br />

No <strong>Commerzbank</strong>, utiliza-se o período de detenção de 1 dia e o nível de<br />

confiança de 97,5%, para efeitos de orientação interna. Para informações externas - e<br />

para cálculo do capital legislador - o grau de confiança utilizado é de 99%. O valor em<br />

risco resultante é depois graduado num período de detenção de 10 dias.<br />

Valor em risco do Grupo durante 2002<br />

Máximos e mínimos semanais, em € milhões<br />

Período de detenção de 1 dia; 97,5% grau de confiança<br />

Jan. Fev. Março Abril Maio Junho Julho Agos. Set. Out. Nov. Dez. Médio<br />

Simulação histórica de risco de mercado geral<br />

Devido à complexidade das carteiras de negociação, o <strong>Commerzbank</strong> utiliza o método<br />

de simulação histórica, a fim de calcular o valor em risco para o risco de mercado geral.<br />

As alterações ocorridas no mercado, no ano anterior (ou, mais exactamente, nos últimos<br />

255 dias de actividade comercial), são aplicadas diariamente à carteira actual, e<br />

calculada a distribuição dos potenciais ganhos e perdas. As alterações das taxas de juro,<br />

moedas, preços de acções e a volatilidade são incluídas na simulação histórica. Uma das<br />

- 67 -


vantagens especiais da simulação histórica é de ser bastante fácil calcular o risco global,<br />

com base nos resultados individuais relativos a níveis mais baixos da carteira.<br />

Política de variação-co-variação de risco específico<br />

Nos últimos anos, a negociação de créditos tem assumido uma importância crescente.<br />

Contrariamente à situação quanto ao risco geral do mercado, o enfoque neste domínio<br />

incide sobre simples instrumentos OTC, para os quais, de modo geral, apenas estão<br />

disponíveis limitados dados sobre o mercado (por ex: spreads de crédito). Neste campo,<br />

o método da variância - co-variância assume uma importância prática, já que utiliza<br />

sempre aproximações simples quanto aos próprios factores de risco e é fixo, em<br />

comparação com a simulação prática, no que respeita aos dados históricos do mercado.<br />

Este método utiliza a co-variância dos factores de risco e a sensibilidade do valor da<br />

carteira relativamente a estes factores de risco, para calcular aproximadamente o valor<br />

em risco. Não recorre aos cenários de dados do mercado, como no caso da simulação<br />

histórica, mas calcula directamente o risco, sob a forma do valor em risco da carteira.<br />

Valor em risco agregado<br />

O cálculo interno em todo o Grupo quanto ao valor em risco abrange as unidades de<br />

negócio ZGS e ZGT, devido à sua reestruturação. A comparação directa com os<br />

números do ano anterior só é possível muito limitadamente - assim como os riscos da<br />

taxa de juro e da Gestão de Activos e as subsidiárias de bancos hipotecários. O quadro<br />

seguinte mostra o valor em risco do Grupo e das unidades de negócio. Os valores<br />

máximo e mínimo em risco indicam a margem de flutuação dos números, no corrente<br />

ano.<br />

Grupo Unidades de negociação<br />

- 68 -<br />

ZGS ZTD/ZGT<br />

em € m 2002 2001 2002 2001 2002 2001<br />

Máximo 72,835 64,293 18,639 17,360 24,760 27,400<br />

Médio 50,468 46,929 9,919 9,508 15,602 6,538<br />

Mínimo 32,825 32,828 5,220 6,417 9,418 4,753<br />

Valor no final do ano 36,985 54,164 16,234 13,504 14,876 12,964<br />

Back-testing<br />

É examinada periodicamente a fiabilidade dos métodos VaR aplicados, para avaliar a<br />

qualidade da previsão do modelo de risco interno para o risco geral do mercado e para o<br />

risco específico da taxa de juro, assim como relativamente aos requisitos de supervisão.<br />

Procede-se primeiro a uma comparação dos riscos de previsão com os lucros e as perdas<br />

que se teriam verificado, supondo-se que as posições ficariam inalteradas (designado


por ”clean back-testing”). Em conformidade, o VaR – baseado no período de detenção<br />

de 1 dia – com uma margem de confiança de 99%, seria ultrapassado por essa perda<br />

apenas em 1% de todos os dias de negócio sob análise. A taxa de excepções constitui a<br />

base de avaliação dos modelos de risco interno por entidades de supervisão,<br />

consequentemente, também para o cálculo do capital regulador.<br />

Percentagem média distribuição do risco de mercado em 31.12.2002<br />

período de detenção de 1 dia; grau de confiança 97,5%<br />

Outros<br />

Valor em risco durante 2002<br />

Médias semanais, em € milhões<br />

Período de detenção de 1 dia; Grau de confiança de 97,5%<br />

Jan. Fev. Março Abril Maio Junho Julho Agos. Set. Out. Nov. Dez.<br />

Stress testing e análise da sensibilidade<br />

Como o método do valor em risco, geralmente não toma em consideração os<br />

movimentos extremos do mercado, a qualidade e a fiabilidade da quantificação do risco<br />

são complementadas por análises adicionais. Além disso, estas análises consistem em<br />

- 69 -


testes de stress, e avaliam a escala de perdas, em condições extremas de mercado, como<br />

as surgidas em situações de crise no passado. Geralmente, os cenários construídos<br />

baseiam-se em estudos de longo prazo e referem-se a todos os mercados relevantes.<br />

Nalguns casos, “reconstroem-se” também crises passadas. Os testes de stress utilizados<br />

diferem de um sector de negócio para outro, sendo adaptados às carteiras individuais.<br />

Também se efectuam análises de sensibilidade, que revelam a sensibilidade da<br />

resposta do desempenho de uma carteira, à mudança nos factores de risco (tais como a<br />

taxa de juro). Os resultados ajudam-nos a gerir as posições do negócio.<br />

Stress test durante 2002<br />

Médias semanais, em € milhões<br />

Jan. Fev. Março Abril Maio Junho Julho Agos. Set. Out. Nov. Dez.<br />

Risco de taxa de juro<br />

O risco da taxa de juro do Grupo <strong>Commerzbank</strong> resulta tanto das posições do livro de<br />

trading como do livro do banco. No livro do banco, os riscos da taxa de juro provêm<br />

principalmente das diferentes maturidades do passivo e do activo do Banco – por<br />

exemplo, em virtude de financiamento a curto prazo de créditos concedidos a longo<br />

prazo. Para calcularmos o risco da taxa de juro, incluímos tanto os itens de rendimento<br />

fixo balanço como os produtos derivados com eles relacionados.<br />

Quanto ao livro de trading, o risco de taxa de juro do livro do banco é medido<br />

com base numa abordagem do valor actual líquido, segundo o método da simulação<br />

histórica (valor em risco); isto permite a comparação do risco de taxa de juro<br />

proveniente tanto do livro de trading como do livro do banco e também a apresentação<br />

dos resultados numa forma agregada, a nível do Grupo, incluindo os resultados das<br />

carteiras.<br />

Procedimento de definição e monitorização de limites<br />

O <strong>Commerzbank</strong> desenvolveu um sistema global de limites para limitar o risco de<br />

mercado. Tem como base os rácios de risco já especificados bem como outros factores<br />

tais como rácios de sensibilidade para produtos transaccionados. Os limites de risco do<br />

mercado são determinados pelo Conselho de Administradores Delegados ou pelo<br />

Comité de Risco. Os limites do risco de mercado globais foram atribuídos a sub-<br />

- 70 -


carteiras específicas das unidades de negócio respectivas e podem apenas ser alterados<br />

através de um processo formal de alteração dos limites.<br />

Procedimento de definição de limites<br />

Overnight<br />

Limites VaR<br />

(97,5% intervalo de<br />

confiança)<br />

Conselho de Administração<br />

Comité de risco<br />

Overnight<br />

Limite do stress test<br />

- 71 -<br />

Avisos para análise<br />

de perdas (sinal de<br />

aviso de perdas)<br />

A monitorização diária do risco de mercado examina os números de risco<br />

criados, para apurar a utilização dos limites e as possíveis ultrapassagens. Os<br />

controladores de risco, responsáveis pelas várias áreas de negócio, monitorizam<br />

constantemente as posições de negócio em aberto e o consequente risco. Além de<br />

monitorizar as posições globais, a ZRC examina também todas as transacções de<br />

operações financeiras, para assegurar que o preço reflecte as condições do mercado, de<br />

acordo com as regras MaH.<br />

Reporte<br />

O reporte de risco no Grupo <strong>Commerzbank</strong> ocorre a vários níveis de carteira, tanto<br />

numa base diária como mensal. Os controladores de risco locais informam todos os<br />

responsáveis pela tomada de decisões das unidades de negócio sobre o valor do risco<br />

que calcularam. Adicionalmente, os valores do risco são compilados, concentrados e por<br />

fim, agregados, formando um número de risco para o Grupo.<br />

O reporte de risco diário adopta a forma de dois relatórios elaborados em alturas<br />

diferentes e que também diferem no conteúdo. Como suplemento do flash report, que<br />

representa uma forma preliminar de informação, o relatório MaH (final do dia)<br />

apresenta valores do risco para todos níveis das carteiras relevantes, incluindo valores<br />

do lucro e perdas calculados pela ZBS (Contabilidade e Impostos).<br />

Em estreita coordenação com a empresa-mãe, os bancos hipotecários filiais do<br />

<strong>Commerzbank</strong> e também a comdirect bank AG criaram o seu próprio controlo de risco.<br />

Os riscos surgidos nestas subsidiárias são geridos e controlados no próprio local. Os<br />

valores do risco que determinam são utilizados pela unidade central de controlo de<br />

risco, para computação do risco do Grupo.


Processo de reporte<br />

Relatório MaH<br />

ZBS<br />

comdirect<br />

Conselho de<br />

Administração<br />

Comité de risco<br />

Relatório mensal<br />

sobre o risco<br />

Controladores de<br />

risco centrais<br />

Controladores de<br />

risco locais<br />

Unidades de<br />

negociação<br />

- 72 -<br />

Relátório Flash<br />

Bancos hipotecários<br />

Decisores de<br />

unidades de<br />

negociação<br />

O relatório mensal sobre o risco contém avaliações e apresentações<br />

pormenorizadas de todos os tipos relevantes de risco, e principalmente sobre temas<br />

como: capacidade de risco, risco de mercado, risco de crédito e risco de exploração.<br />

Monitorização e controlo do risco de participação nos capitais próprios<br />

Do ponto de vista da organização, a monitorização e orientação do risco dos capitais<br />

próprios é gerida por duas unidades diferentes do Banco; a área de actividade de capital<br />

de risco/equity privada é gerida pelo Departamento de Títulos, enquanto que o<br />

Departamento de Estratégia e Controlo é responsável pelas participações estratégicas e<br />

todas as não estratégicas no capital.<br />

Ao mesmo tempo que as medidas de due diligence acima descritos deverão<br />

descobrir antecipadamente riscos no caso de novas aquisições de participações, são<br />

necessárias outras formas de reconhecimento do risco em investimentos em capital já<br />

existentes.


Quando o Banco se torna accionista é imediatamente instalado um sistema de<br />

supervisão baseado em relatórios regulamentares feitos pela empresa na qual o Banco<br />

adquiriu a participação.<br />

Para além destas medidas extensivas, é quantificado o risco dos investimentos<br />

do Banco em acções cotados na bolsa, assim como se procede ao cálculo das posições<br />

de negociação, monitorizadas e relatadas regularmente ao Conselho de Administradores<br />

Delegados. Um dos instrumentos de monitorização é o relatório mensal, apresentando<br />

os riscos provenientes de investimentos estratégicos e não estratégicos do Grupo<br />

<strong>Commerzbank</strong>, como parte do risco agregado.<br />

Monitorização e controlo do risco de liquidez<br />

Risco de liquidez<br />

A Tesouraria do Grupo (ZGT) é responsável pela gestão do risco de liquidez. A tarefa<br />

da gestão de risco é garantir que o <strong>Commerzbank</strong> esteja sempre solvente, não só em<br />

condições normais, mas também em situações de stress. A ZGT elabora saldos de<br />

liquidez e previsões de cash-flow, sujeitas a um exame constante, durante o ano. É com<br />

base nestas análise que é calculada a necessidade futura de financiamentos. O objectivo<br />

é tornar a gestão da liquidez tão eficiente quanto possível através de financiamentos<br />

regulares e cobrir o Banco devidamente contra a flutuação do mercado. As medidas<br />

adoptadas pela ZGT nesta área estão perfeitamente adaptadas às propostas de Basel II:<br />

• A ZGT prossegue uma política de maturidade do financiamento, harmonizada a longo<br />

prazo; ou seja, os créditos a longo prazo são em grande parte financiados a longo prazo.<br />

• A ZGT mantém substanciais carteiras de liquidez nos principais centros monetários.<br />

Para além de créditos (comerciais) e letras de câmbio elegíveis de servirem de garantia,<br />

as carteiras são constituídas exclusivamente por títulos de primeira qualidade, que<br />

podem ser dados como garantia junto dos bancos centrais, para aumentar a liquidez a<br />

curto prazo. No final de 2002, o Banco tinha uma reserva de liquidez (garantias não<br />

utilizadas), de €17 mil milhões.<br />

Em conformidade com os requisitos de supervisão (Princípio II), a liquidez de<br />

uma instituição é considerada adequada, se os activos líquidos disponíveis para a<br />

mesma, num prazo de 30 dias, cobrirem as obrigações de pagamento exigíveis durante<br />

esse período. Em 2002 (2001), o coeficiente de liquidez situa-se entre 1.13 (1.13) e 1.<br />

31 (1. 23) e, portanto, sempre acima do valor de 1.0, oficialmente necessário, o que<br />

revela que o <strong>Commerzbank</strong> cumpriu sempre os requisitos de liquidez.<br />

Em 8 de Outubro de 2002, a agência de notação de risco Standard & Poor’s<br />

baixou a notação de risco de crédito do <strong>Commerzbank</strong> AG para o passivo a longo prazo<br />

de A para A- (perspectiva negativa) e também para o passivo a curto prazo de A-1 para<br />

A-2. Em simultâneo, começaram a circular boatos no mercado relativamente à solvência<br />

do Banco.<br />

- 73 -


As dúvidas quanto à solvência do <strong>Commerzbank</strong> eram totalmente infundadas. O<br />

Banco nunca teve dificuldades de liquidez. A gestão da liquidez funcionou sempre<br />

perfeitamente e, mesmo nessa situação adversa, o Banco conseguiu colocar liquidez a<br />

curto prazo no mercado.<br />

Avaliação do risco de liquidez<br />

A ZRC lançou um projecto de risco de liquidez em estreita colaboração com a ZGT. As<br />

principais metas deste projecto são o cálculo diário do fluxo de caixa esperado,<br />

relativamente a todas as posições da Empresa-mãe (na Alemanha e no estrangeiro,<br />

excluindo a gestão de activos), tanto em condições normais de mercado, como em<br />

condições de stress (”stressado”). São também diariamente trabalhados os activos que<br />

possam ser rapidamente convertidos em numerário e que estejam disponíveis para<br />

carências de liquidez. Com estes dados e este conjunto de instrumentos, a ZGT fica em<br />

posição de gerir ainda mais eficazmente a posição de liquidez do Banco (além dos<br />

requisitos do Princípio II). E, não menos importante, a implementação deste projecto,<br />

no início de 2003, satisfez os requisitos reguladores de Basel II, relativamente à gestão<br />

da liquidez, assegurando também a sua monitorização pelo Controlo de Risco.<br />

Risco de liquidez do mercado<br />

O <strong>Commerzbank</strong> monitoriza o risco de liquidez do mercado com a ajuda do VaR da<br />

liquidez, baseado na simulação histórica. Este VaR da liquidez é definido como a<br />

possível perda durante o período no qual a carteira está a ser totalmente liquidada, em<br />

termos de risco, num determinado nível de probabilidade (nível de confiança). Ao<br />

contrário do VaR de um dia acima descrito, referido no item “Monitorização e controlo<br />

de risco do mercado”, tem igualmente em conta o período necessário para ajustar as<br />

posições específicas, em termos de risco, o que significa vender, cobri-las ou protegêlas,<br />

através das transacções relevantes.<br />

Para a quantificação desse risco, é considerada a liquidez do mercado das<br />

transacções subjacente, através de estratégias de venda ou anulação do risco específicas<br />

da carteira. Estas estratégias revelam a percentagem de uma carteira que, se necessário,<br />

cujo risco poderá ser anulado e o número de dias necessários para efectuar essa mesma<br />

anulação. As estratégias de venda são actualizadas regulamente através de consultas<br />

feitas aos respectivos departamentos do banco.<br />

Monitorização e controlo do risco operacional<br />

Quadro operacional de gestão do risco operacional<br />

No ano passado, o <strong>Commerzbank</strong> criou uma estrutura de gestão do risco operacional,<br />

definindo as funções e as responsabilidades das várias unidades do Banco para a<br />

identificação, quantificação e a introdução de um sistema adequado de reporte e gestão<br />

do risco operacional. O elemento central da estrutura organizativa é o recém-criado<br />

Comité de Risco Operacional, presidida pela ZRC, que reporta ao Comité de Risco do<br />

Banco.<br />

- 74 -


Com esta estrutura, criámos também as bases de implementação das “Boas<br />

práticas de gestão e supervisão do risco operacional”, segundo a Comissão de Basileia<br />

de Fevereiro de 2003.<br />

Estrutura de gestão de risco operacional<br />

Métodos de risco operacional<br />

Estratégia de risco<br />

operacional<br />

Políticas e directrizes<br />

Metodologias e ferramentas<br />

Processo de gestão de risco operacional<br />

Cultura de risco operacional<br />

Para além de implementar o quadro operacional de gestão de risco, o ZRC desenvolveu<br />

ainda os planos de monitorização do risco operacional. O objectivo é calcular os nossos<br />

capitais próprios no futuro, de acordo com Basel II, aplicando a Política de Avaliação<br />

Avançada (AMA), um procedimento de avaliação desenvolvido internamente, e que se<br />

baseia em dados de perdas históricos e análises de risco qualitativo, reflectindo, deste<br />

modo, o perfil de risco do Banco.<br />

Por forma a atingir este objectivo, centralizámo-nos, em termos metodológicos e<br />

sistemáticos, na recolha estrutural de dados sobre a perda proveniente do risco<br />

operacional, tomando em consideração os requisitos de Basileia anunciados até à data.<br />

Além disso, criámos mais abordagens matemático-estatísticas quanto à formação do<br />

modelo de riscos, com base nos dados recolhidos, e criámos as condições sistémicas<br />

para a sua inclusão na arquitectura global de risco do Banco. Os resultados já<br />

disponíveis foram incluídos na recolha de dados de perda, iniciada pelo BIS, integrada<br />

no QIS 3 (Estudo de Impacto Quantitativo). Como alguns dos requisitos ainda não estão<br />

devidamente especificados nos documentos de consulta do Basel II, estamos também a<br />

assegurar a implementação da Abordagem Normalizada. Pela nossa participação nos<br />

respectivos organismos nacionais e internacionais, estamos a desempenhar um papel<br />

activo no debate dessas questões.<br />

- 75 -


O Banco é também um dos membros fundadores da Operational Riskdata<br />

eXchange, Association, Zurich (ORX). Através da ORX, é possível a permuta de dados,<br />

tanto para benchmarking com participantes internacionais, como para a formação de<br />

modelos de avaliação do risco ou da necessidade de capital.<br />

Contingência do negócio e planeamento da continuidade<br />

A necessidade de um planeamento vasto da contingência e continuidade do negócio, de<br />

acordo com as necessidades dos vários sectores de negócio, ficou confirmada pela<br />

catástrofe natural ocorrida na Alemanha, no Verão passado.<br />

Através de auto-avaliações regulares, o Banco cria para si próprio uma<br />

panorâmica padronizada de medidas de emergência, sendo a sua responsabilidade<br />

assumida pelas unidades sujeitas a MaH. Além disso, o Banco efectua numerosos testes<br />

de emergência, simulando, por exemplo, a falha de todo o centro de actividade e serviço<br />

ou de várias instalações ou sistemas.<br />

Monitorização e controlo do risco jurídico<br />

Compete aos Serviços Jurídicos (ZRA) identificar e gerir o risco jurídico. Com o<br />

objectivo de limitar ou eliminar esse risco, os ZRA fazem recomendações, com a<br />

participação de outras unidades do Banco. Os ZRA são responsáveis por apresentar<br />

directrizes e minutas de contrato, bem como pela sua implementação e monitorização.<br />

Compete-lhes ainda aconselhar as sucursais nacionais, os departamentos da sede, vários<br />

escritórios e subsidiárias estrangeiros relativamente a questões jurídicas. Cabe ainda aos<br />

ZRA informar o Conselho de Administradores Delegados e os departamentos da sede<br />

sobre as principais alterações jurídicas e o risco, para além de adaptar, se necessário, as<br />

suas próprias directrizes e minutas de contratos padrão a novas situações e condições.<br />

Monitorização e controlo do risco estratégico<br />

O risco estratégico não pode ser medido em termos quantitativos; por outras palavras,<br />

não pode ser expresso na forma de uma figura de risco, calculado com ajuda de métodos<br />

estatísticos. Portanto, as decisões estratégicas e, consequentemente, o risco, devem ser<br />

sujeitas ao controlo qualitativo por parte do <strong>Commerzbank</strong>. O tratamento de questões<br />

estratégicas constitui uma das competências chave da Estratégia e Controlling (ZKE). A<br />

responsabilidade final por decisões estratégicas cabe ao Conselho de Administradores<br />

Delegados, mas algumas decisões requerem também a aprovação do Conselho Fiscal.<br />

Controlo independente: auditoria interna<br />

Todas as actividades de controlo de risco e gestão de risco estão sujeitas ao exame por<br />

parte do Departamento de Auditoria Interna (ZRev). Este controlo constitui parte<br />

integrante do sistema de controlo de risco e gestão de risco anteriormente mencionado<br />

que, independente das instruções e influências externas, funciona como uma unidade<br />

independente dos procedimentos de negócio e tem como objectivo identificar o risco,<br />

numa fase inicial e monitorizá-lo. O ZRev incide principalmente na experimentação e<br />

avaliação da eficácia das duas medidas de segurança inseridas no método de trabalho e<br />

nas verificações internas existentes e no reporte à gestão da empresa, aos departamentos<br />

- 76 -


do banco e departamento de suporte relacionados, sobre a estrutura, funcionamento e<br />

adequação da monitorização do risco.<br />

Os relatórios contêm recomendações e sugerem possíveis melhorias e são<br />

disponibilizados à direcção e às unidades de auditoria, que reportam sobre as medidas<br />

que adoptaram. Também adquirem a forma de verificações e exames do sistema de TI,<br />

do sistema de controlo interno, e documentam o processo de risco. A ênfase principal<br />

das auditorias do risco é no reconhecimento, análise, supervisão e reporte da limitação<br />

do risco de crédito e do mercado, bem como no reconhecimento e limitação do risco<br />

operacional.<br />

O ZRev gere o risco de crédito através da verificação da capacidade creditícia, a<br />

nível da transacção individual, ao abrigo dos poderes de aprovação baseados na notação<br />

de crédito, e também assegurando que o processo de pontuação está a ser observado. Ao<br />

examinar os métodos para limitação do risco de mercado originado na negociação, o<br />

ZRev concentra-se especialmente na consistência das transacções de negociação e<br />

liquidação (posição legal), em assegurar a conformidade com as condições de mercado<br />

e com as transacções a serem coordenadas com as contrapartes, nos parâmetros<br />

utilizados para calcular os riscos e resultados, e no reporte e informação baseados nos<br />

mesmos.<br />

Pelo menos uma vez por ano, o departamento de Auditoria Interna fornece<br />

informação a todas as unidades de negociação relativa à implementação de um sistema<br />

de limites e à sua observância, e sobre a forma completa, correcta e rápida do cálculo<br />

das suas posições e dos seus resultados entre as unidades de negociação e o sistema de<br />

contabilidade do Banco. Na área do risco operacional, o ZRev focaliza a sua atenção<br />

nos pontos fracos da liquidação e controlo dos procedimentos de negociação. A este<br />

respeito, verifica os planos de emergência (planos de continuação da actividade) nos<br />

locais de negociação e avalia a apresentação sistemática de novos produtos (produtos<br />

derivados) no Comité de Novos Produtos.<br />

Sumário e perspectivas<br />

Relativamente à gestão de risco de bancos espalhados em todo o mundo, 2002 foi um<br />

dos anos mais difíceis de sempre, testando os métodos de quantificação risco ao seu<br />

máximo. Os sistemas de gestão do risco do <strong>Commerzbank</strong> conseguiram, no entanto,<br />

confirmar a sua extrema eficácia de funcionamento, pelo que foram julgados<br />

positivamente por agências de rating externas. O ano de 2003 irá também apresentar<br />

novos desafios em termos de risco e continuaremos apostar na gestão activa do risco.<br />

Em termos de controlo de risco, estamos neste ano a concentrar nos novos<br />

requisitos legais impostos a toda a indústria bancária no âmbito do Basel II e MaK. Pelo<br />

facto de agirmos numa fase ainda inicial, estamos a cumprir os principais requisitos do<br />

Basel II e MaK.<br />

Em termos quantitativos, para além de continuarmos a desenvolver os nossos<br />

métodos de cálculo do risco e de políticas ambiciosas de quantificação do risco<br />

operacional, apostamos no aperfeiçoamento dos métodos de avaliação do risco<br />

complexos (mercado) e de risco de crédito. Entre outros factores, as perdas inesperadas<br />

- 77 -


na concessão de crédito assumem um maior significado no que respeita à análise da<br />

carteira e na orientação das linhas de actividade, a que fornece as bases. Na sequência<br />

da validação bem sucedida do nosso método de notação de risco para os clientes<br />

Mittelstand, em 2003 a validação da notação de risco será alargada a outras áreas.<br />

Este ano, os nossos esforços na área do risco e orientação do Banco na sua<br />

globalidade, para a retribuição, serão centralizados na integração do risco económico na<br />

avaliação do desempenho do <strong>Commerzbank</strong>.<br />

- 78 -


1.2. Demonstração de Resultados<br />

- 79 -<br />

1.1.–31.12.2002 1.1.–31.12.2001 Variação<br />

Notas € m € m em %<br />

Juros recebidos 18,032 22,571 –20,1<br />

Juros pagos 14,899 18,990 –21,5<br />

Margem financeira (29) 3,133 3,581 –12,5<br />

Provisão para riscos de crédito (11, 30, 48) –1,321 –927 42,5<br />

Margem financeira após provisionamento 1,812 2,654 –31,7<br />

Comissões recebidas 2,416 2,566 –5,8<br />

Comissões pagas 296 299 –1<br />

Comissões líquidas (31) 2,120 2,267 –6,5<br />

Resultado líquido da contabilização de cobertura<br />

de risco (32) –56 63 •<br />

Lucro de operações financeiras (33) 544 1,197 –54,6<br />

Resultado líquido da Carteira de investimentos e<br />

títulos (disponíveis para venda)<br />

(34) –88 219 •<br />

Custos operacionais (35) 5,155 5,855 –12<br />

Outros resultados operacionais (36) 768 –104 •<br />

Amortização regular do goodwill (37) 108 116 –6,9<br />

Lucro da actividade corrente antes de<br />

despesas de reestruturação<br />

–163 325 •<br />

Despesas de reestruturação (38) 209 282 –25,9<br />

Lucro da actividade após as despesas<br />

de reestruturação –372 43 •<br />

Resultado extraordinário – – –<br />

Resultado antes de impostos –372 43 •<br />

Impostos sobre o lucro (39) –103 –114 –9,6<br />

Lucro após impostos –269 157 •<br />

Lucro/prejuízo atribuível a interesses<br />

minoritários<br />

–29 –55 –47,3<br />

Perda líquida/lucro líquido (40) –298 102 •


Apropriação de resultados 2002 2001 Variação<br />

- 80 -<br />

€ m € m em %<br />

Perda líquida/lucro líquido –298 102 •<br />

Transferência de resultados transitados 352 115 •<br />

Resultados consolidados 54 217 –75,1<br />

A transferência dos resultados transitados do Grupo não teve um impacto negativo nos<br />

rácios dos capitais próprios do Grupo <strong>Commerzbank</strong>, ao abrigo da Lei de Actividade<br />

Bancária Alemã (KWG). Quando calculado de acordo com o Acordo de Capital da<br />

Basileia, a transferência de resultados transitados irá reduzir os capitais próprios.<br />

O lucro consolidado corresponde ao lucro para distribuição da Empresa-mãe, a<br />

<strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong>. A proposta será apresentada à Assembleia Geral<br />

Anual que deliberará sobre o pagamento de um dividendo de €0,10 por acção do lucro<br />

líquidos da Empresa-mãe. Com 542.2 milhões de acções em circulação, isto representa<br />

um pagamento de dividendos geral de €54 milhões (ano anterior: 541.8 milhões acções,<br />

um dividendo de €217 milhões).<br />

Lucro base por acção 2002 2001 Variação<br />

Notas € € em %<br />

Lucro base por acção (40) –0,56 0,19 •<br />

O cálculo da perda/lucro por acção em conformidade com as IAS baseia-se na<br />

perda/lucro líquida, deduzido dos interesses minoritários. A perda/lucro diluída por<br />

acção é idêntica à perda/lucro por acção, uma vez que – como no ano anterior – não<br />

existiam quais direitos de conversão ou opção por exercer à data do balanço.


1.3. Balanço<br />

Activos 31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

- 81 -<br />

Notas € m € m em %<br />

Reservas de caixa (9, 43) 8,466 7,632 10,9<br />

Créditos sobre bancos (10, 44, 46, 47) 54,343 63,392 –14,3<br />

Créditos sobre clientes (10, 45, 46, 47) 148,514 220,315 –32,6<br />

Provisão para riscos de crédito (11, 48) –5,376 –5,648 –4,8<br />

Valores justos positivos de instrumentos derivados<br />

de cobertura de risco<br />

(13) 3,131 3,868 –19,1<br />

Activos detidos para negociação (14, 49) 117,192 95,826 22,3<br />

Carteira de investimentos e títulos (15, 47, 50, 53) 84,558 104,455 –19<br />

Imobilizações incorpóreas (16, 51, 53) 1,151 1,484 –22,4<br />

Imobilizações corpóreas (17, 18, 52, 53) 2,505 3,374 –25,8<br />

Impostos a recuperar (24, 54) 5,995 3,618 65,7<br />

Outros activos (55) 1,655 2,996 –44,8<br />

Total 422,134 501,312 –15,8


Capitais próprios e passivo 31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

- 82 -<br />

Notas € m € m em %<br />

Dívidas a bancos (19, 46, 56) 114,984 109,086 5,4<br />

Dívidas a clientes (19, 46, 57) 95,700 116,398 –17,8<br />

Passivo titlularizado (19, 58) 92,732 190,670 –51,4<br />

Valores justos negativos de instrumentos derivados<br />

de cobertura de risco<br />

(20) 5,696 5,381 5,9<br />

Débitos de actividades de negociação (21, 59) 83,238 47,836 74<br />

Provisões (22, 23, 60) 3,528 3,356 5,1<br />

Impostos a pagar (24, 61) 3,664 2,098 74,6<br />

Outras responsabilidades (62) 3,285 2,859 14,9<br />

Passivo subordinado (25, 63) 9,237 10,524 –12,2<br />

Interesses minoritários 1,262 1,344 –6,1<br />

Capitais próprios (27, 65, 66, 67) 8,808 11,760 –25,1<br />

Capital subscrito (65) 1,378 1,394 –1,1<br />

Reserva de capital (65) 6,131 6,197 –1,1<br />

Resultados transitados (65) 3,268 4,046 –19,2<br />

Reserva de reavaliação (15, 65) –769 189 •<br />

Avaliação de cobertura de riscos de fluxo de caixa (6, 65) –1,248 –397 •<br />

Reserva cambial (7, 65) –6 114 •<br />

Resultados consolidados 54 217 –75,1<br />

Total 422,134 501,312 –15,8


1.4. Demonstração de movimentos nos capitais próprios<br />

€ m<br />

Situação líquida em<br />

Capital<br />

subscrito<br />

Reserva de<br />

capital<br />

- 83 -<br />

Lucros<br />

retidos<br />

Reserva de<br />

reavaliação<br />

Avaliação de<br />

coberturas de<br />

risco de<br />

fluxos de<br />

caixa<br />

Reserva<br />

cambial<br />

Lucro<br />

consoli<br />

dado<br />

1.1.2002 1,394 6,197 4,046 189 –397 114 217 11,760<br />

Emissão de acções para empregados<br />

Transferência de resultados transitados<br />

Total<br />

1 6 7<br />

–352 –352<br />

Distribuição de dividendos –217 –217<br />

Lucro consolidado 54 54<br />

Alteração líquida da reserva de reavaliação<br />

Alteração líquida de cobertura de risco de<br />

fluxos de caixa<br />

–1,168 –1,168<br />

–847 –847<br />

Aquisição de acções próprias –17 –72 –89<br />

Alteração em empresas incluídas na<br />

consolidação e outras alterações<br />

Situação líquida em<br />

–426 210 –4 –120 –340<br />

31.12.2002 1,378 6,131 3,268 –769 –1,248 –6 54 8,808<br />

Em 31 de Dezembro de 2002, o capital subscrito da <strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong><br />

ascendia a €1,410 milhões, de acordo com os Estatutos do Banco; encontra-se dividido<br />

em 542.206.626 acções sem valor nominal (valor de referência por acção: €2,60). Após<br />

serem deduzidos as 12.263.172 acções próprias detidas pelo Banco em 31 de Dezembro<br />

de 2002, o capital subscrito ascende a €1,378 milhões.<br />

O Banco utilizou a autorização aprovada pela Assembleia Geral Anual de 31 de<br />

Maio de 2002, para adquirir acções próprias para fins de negociação, em conformidade<br />

com o Art. 71, (1), nº 7, da Lei alemã sobre Sociedades Anónimas– AktG. Os ganhos e<br />

perdas da negociação das acções próprias do Banco não estão registados na<br />

demonstração de resultados.


Durante o ano de 2002 não foi utilizada a deliberação da Assembleia Geral<br />

Anual de 31 de Maio de 2002, que autoriza o Banco a comprar as suas acções próprias,<br />

ao abrigo do Art. 71, (1), nº 8, AktG, para fins que não de negociação.<br />

Quaisquer outras alterações da conta de resultados transitados, da reserva de<br />

reavaliação e da avaliação de coberturas de risco de fluxos de caixa relacionadas com<br />

alterações nos capitais próprios de empresas associadas, em conformidade com a IAS<br />

28, devem ser registadas proporcionalmente sem qualquer efeito sobre os resultados<br />

líquidos.<br />

A alteração no grupo de empresas incluídas na consolidação está relacionada<br />

com a desconsolidação do Grupo RHEINHYP.<br />

- 84 -


Alterações nos interesses minoritários<br />

€ m<br />

Interesses minoritários<br />

Interesses<br />

minoritários<br />

Reserva de<br />

reavaliação<br />

- 85 -<br />

Valorização da<br />

cobertura de<br />

risco de fluxo de<br />

caixa<br />

Reserva<br />

resultante da<br />

conversão<br />

cambial<br />

Ganhos/<br />

em 1.1.2002 1,131 215 –87 30 55 1,344<br />

Aumentos de capital 1 1<br />

Dotação de lucro líquido 29 29<br />

Distribuições –89 –89<br />

Alteração líquida da reserva de reavaliação 119 119<br />

Alteração líquida de cobertura de risco de<br />

fluxos de caixa<br />

Alterações em empresas incluídas na<br />

consolidação e outras alterações<br />

Interesses minoritários<br />

perdas<br />

Total<br />

–45 –45<br />

–89 –42 34 –97<br />

em 31.12.2002 1,043 334 –132 –12 29 1,262


1.5. Demonstrações de Fluxos de Caixa<br />

- 86 -<br />

2002 2001<br />

€ m € m<br />

Resultado líquido<br />

Posições não líquidas no resultado líquido e ajustamentos para reconciliar o resultado líquido com os fluxos de<br />

caixa de actividades de exploração:<br />

–298 102<br />

Amortizações, depreciação, ajustamentos, actualizações de imobilizações corpóreas e outros activos,<br />

alterações de provisões e alterações líquidas devidas à contabilização da cobertura de risco<br />

Alterações de posições não líquidas:<br />

1,114 1,573<br />

Valores justos positivos e negativos de instrumentos financeiros derivados<br />

(produtos derivados para cobertura de risco e negociação) 1,607 985<br />

Afectações líquidas a impostos diferidos –867 –499<br />

Lucro da venda de activos 88 –219<br />

Lucro da venda de imobilizações corpóreas –12 –1<br />

Outros ajustamentos (líquido) –3,133 –3,581<br />

Sub-total<br />

Alterações no activo e no passivo de actividades de exploração após correcção para os componentes não<br />

líquidos:<br />

–1,501 –1,640<br />

Créditos sobre bancos 9,049 11,262<br />

Créditos sobre clientes 71,801 4,522<br />

Títulos detidos para negociação 13,424 –12,815<br />

Outros activos de actividades de exploração 2,604 1,165<br />

Dívidas a bancos 5,898 5,550<br />

Dívidas a clientes –20,698 8,744<br />

Passivo titularizado –97,938 10,719<br />

Outros passivos de actividades de exploração – –3,102 –2,567<br />

Juros e dividendos recebidos 18,032 22,571<br />

Juros pagos –14,899 –18,990<br />

Pagamento de impostos –201 –48<br />

Caixa líquida proveniente de actividades de exploração<br />

Proveitos da venda de:<br />

–17,531 28,473<br />

Carteira de investimentos e títulos 65,905 14,798<br />

Imobilizações corpóreas<br />

Pagamentos pela aquisição de:<br />

1,955 822<br />

Carteira de investimentos e títulos –47,039 –43,049<br />

Imobilizações corpóreas<br />

Efeitos das alterações no grupo de empresas incluídas na consolidação<br />

–738 –1,556<br />

Pagamentos pela aquisição de subsidiárias –238 –11<br />

Caixa líquida aplicada em investimentos 19,845 –28,996<br />

Proveitos de aumentos de capital –82 153<br />

Dividendos pagos –217 –542


Outras actividades de financiamento (líquido) –1,287 627<br />

Caixa líquida proveniente de actividades de financiamento –1,586 238<br />

Caixa e equivalentes no final do período anterior 7,632 7,895<br />

Caixa líquida proveniente de actividades de exploração –17,531 28,473<br />

Caixa líquida aplicada em investimentos 19,845 –28,996<br />

Caixa líquida proveniente de actividades de financiamento –1,586 238<br />

Efeitos de alterações cambiais sobre a caixa e equivalentes 106 22<br />

Caixa e equivalentes no final do período 8,466 7,632<br />

As alterações na caixa líquida proveniente de actividades de exploração e a caixa líquida aplicada em investimentos devem sobretudo<br />

à desconsolidação do Grupo RHEINHYP.<br />

A demonstração de fluxos de caixa revela a estrutura de e as alterações na caixa e<br />

equivalentes durante o ano. Está dividida em actividades de exploração, actividades de<br />

investimento e actividades de financiamento.<br />

Na rubrica Caixa líquida proveniente de actividades de exploração, são<br />

revelados os pagamentos (entradas e saídas) de créditos sobre bancos e clientes e<br />

também títulos da carteira de negociação e outros activos. Os aumentos e as<br />

diminuições de dívidas a bancos e clientes, do passivo titularizado e de passivo<br />

pertencem também às actividades de exploração. Os pagamentos de juros e dividendos,<br />

resultantes de actividades de exploração, estão analogamente reflectidos na caixa<br />

líquida proveniente de actividades de exploração.<br />

A caixa líquida aplicada em investimentos revela os pagamentos relativos à<br />

carteira de investimentos e títulos, bem como as imobilizações corpóreas e os<br />

pagamentos pela aquisição de subsidiárias. Regista-se ainda nesta rubrica o impacto das<br />

alterações na lista das empresas consolidadas.<br />

A caixa líquida proveniente de actividades de financiamento cobre os proveitos<br />

dos aumentos de capital, assim como os pagamentos recebidos e efectuados<br />

relativamente ao passivo subordinado. O pagamento de dividendos é igualmente<br />

registado nesta rubrica.<br />

Definimos a caixa e equivalentes como sendo o item do balanço caixa e<br />

disponibilidades que inclui o numerário disponível, os saldos em bancos centrais bem<br />

como a dívida emitida pelos mutuários do sector público e as letras de câmbio a serem<br />

redescontadas em bancos centrais. Os créditos à vista sobre bancos não estão incluídos<br />

pois são considerados como parte da actividade operacional.<br />

No que respeita a bancos, a demonstração do fluxo de caixa não pode ser<br />

considerado muito esclarecedora. Para nós, a demonstração do fluxo de caixa não<br />

substitui o plano de liquidez ou o plano de financiamento, nem o consideramos como<br />

um instrumento de orientação. No intuito de proporcionar um melhor esclarecimento da<br />

posição da nossa liquidez, incluímos nas notas (cfr. Nota 83), a cifra do Princípio II, que<br />

deverá ser calculada nos termos do Art. 11, Lei da Banca Alemã – KWG.<br />

- 87 -


1.8. Notas às Demonstrações Financeiras<br />

Princípios de contabilidade consolidada<br />

As demonstrações financeiras do Grupo, datadas de 31 de Dezembro de 2002, foram<br />

elaboradas em conformidade com as directivas 83/349/CEE (directiva sobre<br />

demonstrações financeiras consolidadas) e 86/635/CEE (directiva sobre contas anuais<br />

dos bancos), com base nas Normas Contabilísticas Internacionais (IASs) – no futuro:<br />

Normas de Reporte Financeiras Internacionais (IFRS) – aprovadas e publicadas pelo<br />

Conselho das Normas Contabilísticas Internacionais (IASB) - e com a sua interpretação<br />

pelo Comité Permanente de Interpretação (SIC), ou pelo Comité Internacional de<br />

Interpretação de Reporte Financeiro (IFRIC). As páginas 95 a 97 do relatório anual<br />

apresentam um resumo dos regulamentos que foram aplicados. Deu-se cumprimento à<br />

directiva nas contas anuais dos bancos, através da estruturação adequada dos itens no<br />

balanço, na demonstração de resultados e das notas. Nos termos do Art. 292a do Código<br />

Comercial Alemão (HGB), estas demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de<br />

acordo com as IAS, isentam o Banco da necessidade de elaborar as demonstrações<br />

financeiras em conformidade com os princípios contabilísticos alemães. Nas páginas<br />

109 a 110 do relatório anual, apresentamos as principais diferenças entre as<br />

demonstrações financeiras das IAS e as elaboradas segundo as regras contabilísticas<br />

alemãs. As demonstrações financeiras consolidadas reflectem também as normas<br />

aprovadas pela Comissão de Normas Contabilísticas Alemãs (GASB) e publicadas pelo<br />

Ministério da Justiça da Alemanha Federal, nos termos do Art. 342, (2), HGB.<br />

Para além do balanço consolidado e da demonstração de resultados consolidada,<br />

as demonstrações financeiras consolidadas incluem igualmente o mapa de alterações na<br />

situação líquida e nos interesses minoritários, uma demonstração de fluxos e as notas. O<br />

reporte por segmento aparece nas páginas 118 a 126 das notas ao relatório anual.<br />

O relatório separado sobre riscos relacionados com os futuros desenvolvimentos<br />

(relatório do risco, nos termos do Art. 315, (1), HGB) aparece nas páginas 58 a 82 do<br />

relatório anual.<br />

Todos os valores são expressos em milhões de Euros, salvo indicação em<br />

contrário.<br />

Métodos de contabilização e de aferição<br />

(1) Princípios básicos<br />

As demonstrações financeiras consolidadas baseiam-se no princípio da especialização<br />

dos exercícios. Os custos e proveitos são registados numa base pro-rata temporis; são<br />

mostrados no período ao qual são atribuídas em termos económicos.<br />

Tal como no exercício anterior, a contabilidade da empresa foi efectuada<br />

aplicando a IAS 39, juntamente com os princípios de classificação e aferição diferentes<br />

aconselhados por esta norma. A fim de reflectir as diferentes regras desta norma, os<br />

activos e passivos financeiros foram atribuídos às seguintes categorias:<br />

- 88 -


1. Empréstimos e créditos originados pelo Banco.<br />

2. Activos financeiros detidos até ao seu vencimento.<br />

3. Activos financeiros detidos para transacções (activos detidos para negociação) e<br />

determinados passivos financeiros (débitos de actividades de negociação.<br />

4. Activos financeiros disponíveis para venda.<br />

5. Outros passivos financeiros.<br />

No caso de instrumentos para cobertura de risco de derivados, aplicaram-se as<br />

regras pormenorizadas para a contabilização da cobertura de risco (para mais<br />

informações, cfr. a nota 6).<br />

Todas as empresas incluídas na consolidação elaboraram as suas demonstrações<br />

financeiras à data de 31 de Dezembro de 2002.<br />

Na elaboração das suas demonstrações financeiras, foram aplicados métodos de<br />

contabilização e aferição uniformes a todo o Grupo <strong>Commerzbank</strong>.<br />

(2) Alterações no método de divulgação<br />

Anteriormente, os títulos concedidos em empréstimo eram registados no balanço sob a<br />

rubrica Créditos sobre bancos ou clientes. Mas os títulos tomados de empréstimo eram<br />

registados sob a rubrica Activos detidos para negociação, e um compromisso idêntico<br />

de devolver os títulos aparecia na rubrica Dívidas a bancos e a clientes.<br />

Alterámos este método de divulgação em 31 de Dezembro de 2002 e, de acordo<br />

com a prática internacional, continuamos a apresentar os títulos concedidos de<br />

empréstimo na nossa carteira de títulos. Registamos os títulos tomados de empréstimo<br />

num razão auxiliar; deixaram de aparecer no balanço. Não se introduziu nenhuma<br />

alteração no método de aferição. Como as discrepâncias não eram substanciais, não se<br />

procedeu a um ajustamento dos números relativos ao ano anterior.<br />

Na demonstração de resultados, apresentamos agora a amortização regular do goodwill<br />

como um item separado. Previamente, eram considerados como custos operativos, com<br />

comentários referidos nas notas. Procedemos a um ajustamento dos números relativos<br />

ao ano anterior.<br />

(3) Aplicação das regras das IAS, SIC, GASB<br />

Normalmente, ocorre um lapso de tempo entre a aprovação de uma IAS ou a<br />

interpretação relacionada com a mesma, e a data de entrada em vigor. No entanto, de<br />

modo geral, o IASB recomenda a aplicação prévia de normas e interpretações ainda não<br />

vigentes, mas já aprovadas.<br />

No Grupo <strong>Commerzbank</strong>, a nossa contabilidade e aferição baseiam-se em todas<br />

as IASs aprovadas e publicadas até 31 de Dezembro de 2002.<br />

- 89 -


As demonstrações financeiras consolidadas de 2002 baseiam-se na estrutura do IASC e<br />

nos seguintes IASs que são relevantes para o Grupo <strong>Commerzbank</strong>:<br />

IAS 1 Apresentação de demonstrações financeiras<br />

IAS 7 Demonstrações de fluxos de caixa<br />

IAS 8 Lucro líquido ou perda para o ano, erros fundamentais e alterações nas políticas contabilísticas<br />

IAS 10 Acontecimentos posteriores à data do balanço<br />

IAS 12 Impostos<br />

IAS 14 Informação segmentada<br />

IAS 16 Terrenos, edifícios e equipamento<br />

IAS 17 Locação financeira<br />

IAS 18 Resultados<br />

IAS 19 Benefícios dos colaboradores<br />

IAS 21 Efeitos de alterações nas taxas de câmbio<br />

IAS 22 Combinações de actividades<br />

IAS 23 Custos de financiamento obtido<br />

IAS 24 Divulgação de partes conexas<br />

IAS 27 Demonstrações financeiras consolidadas e contabilização de investimentos em subsidiárias<br />

IAS 28 Contabilização de investimentos em associadas<br />

IAS 30 Divulgação nas demonstrações financeiras de bancos e instituições financeiras semelhantes<br />

IAS 31 Reporte financeiro de participações em joint ventures<br />

IAS 32 Instrumentos financeiros: divulgação e apresentação<br />

IAS 33 Lucro por acção<br />

IAS 36 Desvalorização de activos<br />

IAS 37 Provisões, passivos contingentes e activos contingentes<br />

IAS 38 Imobilizado incorpóreo<br />

IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e aferição<br />

IAS 40 Bens imóveis de investimento<br />

- 90 -


Não aplicámos as IAS 2, 11, 15, 20, 26, 29, 34, 35 e 41, uma vez que não são relevantes<br />

para a nossa instituição ou não tinham de ser aplicadas nas demonstrações financeiras<br />

consolidadas.<br />

Para além das normas atrás mencionados, às nossas demonstrações financeiras<br />

consolidadas foram aplicadas as seguintes interpretações SIC, que consideramos<br />

relevantes para nós:<br />

SIC-2 Consistência – capitalização dos custos de financiamento obtido IAS 23<br />

SIC-3 Eliminação de lucros e perdas não realizados de transacções com associadas IAS 28<br />

SIC-5 Classificação de instrumentos financeiros – provisões de liquidação contingentesIAS<br />

32<br />

SIC-6 Custos de modificação de software existente IASC<br />

SIC-7 Introdução do Euro IAS 21<br />

SIC-9 Combinações de actividades – classificação como aquisição ou união de IAS 22<br />

interesses<br />

SIC-12 Consolidação – veículos para fins especiais IAS 27<br />

SIC-15 Locação operacional – incentivos IAS 17<br />

SIC-16 Capital social –acções próprias readquiridas (acções próprias) IAS 32<br />

SIC-17 Capitais próprios – custos de uma transacção de capital IAS 32<br />

SIC-18 Consistência –métodos alternativos IAS 1<br />

SIC-20 Método de equivalência patrimonial – reconhecimento de perdas IAS 28<br />

SIC-21 Impostos – recuperação de activos reavaliados não amortizáveis IAS 12<br />

SIC-24 Lucro por acção –instrumentos financeiros e outros que poderão ser liquidados IAS 33<br />

com acções<br />

SIC-25 Impostos – alterações na tributação de uma empresa ou de seus accionistas IAS 12<br />

- 91 -<br />

correspondência<br />

SIC-27 Avaliação de transacções sob a forma de locação financeira IAS 1, 17, 18<br />

SIC-28 Combinações de actividades – “data de troca” e valor justo de instrumento de IAS 22<br />

capital<br />

SIC-30 Moeda de reporte – conversão de moeda de aferição para moeda de apresentação<br />

IAS 21, 29


SIC-32 Imobilizado incorpóreo – custos de construção de web site IAS 38<br />

SIC-33 Método de consolidação e equivalência patrimonial – direitos de voto potenciais IAS 27, 28, 39<br />

e atribuição de direitos de propriedade<br />

As interpretações SIC ou as interpretações IFRIC 1, 8, 10, 11, 13, 14, 19, 22, 23, 29 e<br />

31 foram irrelevantes para as nossas demonstrações financeiras consolidadas, pelo que<br />

não foram aplicadas.<br />

Além disso, nas presentes demonstrações financeiras consolidadas, foram tomadas em<br />

consideração as seguintes Normas Contabilísticas Alemãs (GAS), que tinham de ser<br />

aplicadas até 31 de Dezembro de 2002, e que foram aprovadas pelo Conselho de<br />

Normas Contabilísticas Alemãs (GASB) e que tinham sido anunciadas pela Ministério<br />

da Justiça da Alemanha Federal, nos termos do Art. 342, (2), HGB:<br />

GAS 1 Isenção das demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com o parág.<br />

292a, HGB<br />

GAS 1a<br />

Isenção das demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com o parág. 2<br />

92a, HGB – goodwill e outras imobilizações incorpóreas não correntes<br />

GAS 2 Demonstrações de fluxos de caixa<br />

GAS 2-10 Demonstrações de fluxos de caixa de instituições financeiras<br />

GAS 3 Informação segmentada<br />

GAS 3-10 Informação segmentada de bancos<br />

GAS 4 Método de equivalência patrimonial utilizado nas demonstrações financeiras<br />

consolidadas<br />

GAS 5 Reporte do risco<br />

GAS 5-10 Reporte do risco pelas empresas financeiras<br />

GAS 7 Apresentação dos capitais próprios nas demonstrações financeiras consolidadas<br />

GAS 8 Contabilização de investimentos em associadas<br />

GAS 9 Reporte financeiro de participações em joint ventures<br />

GAS 10 Impostos diferidos e demonstrações financeiras consolidadas<br />

GAS 11 Divulgação de partes conexas<br />

GAS 12 Imobilizações incorpóreas não correntes<br />

GAS 13 Princípio de consistência e correcção de erros<br />

- 92 -


(4) Empresas consolidadas<br />

As demonstrações financeiras consolidadas incluem, para além das 95 subsidiárias (101<br />

em 2001) da Empresa-mãe, nas quais a <strong>Commerzbank</strong> AG detém, directa ou<br />

indirectamente, mais de 50% do capital ou tem controlo sobre as mesmas. Destas 95<br />

subsidiárias, 44 têm a sua sede legal na Alemanha (44 em 2001) e 51 (57 em 2001)<br />

noutros países.<br />

Não foram incluídas 167 subsidiárias e empresas associadas (173 em 2001) de<br />

menor importância para o activo, a posição financeira e os resultados do Grupo; foram<br />

contudo registadas na rubrica Carteira de investimentos e títulos, como participações em<br />

subsidiárias ou investimentos. Em termos do total do balanço global do Grupo, estas<br />

empresas representam menos de 0,2% (0,2% em 2001).<br />

O Grupo <strong>Commerzbank</strong> tem três subgrupos:<br />

• CommerzLeasing und Immobilien AG, Dusseldórfia<br />

• Jupiter International Group plc, Londres<br />

• comdirect bank AG, Quickborn<br />

que apresentaram demonstrações financeiras dos sub-grupos.<br />

As sete seguintes subsidiárias – cinco delas com sede na Alemanha – foram<br />

incluídas pela primeira vez na consolidação no ano de 2002:<br />

• COMINVEST Asset Management GmbH, Frankfurt am Main 1)<br />

• <strong>Commerzbank</strong> Inlandsbanken Holding AG, Frankfurt am Main 2)<br />

• CommerzBaumanagement GmbH und CommerzImmobilien GmbH GbR –<br />

Neubau Molegra, Dusseldórfia<br />

• European Bank for Fund Services GmbH (ebase), Haar, junto de Munique<br />

• Jupiter Asset Managers (Jersey) Limited, Jersey<br />

• Molegra Grundstücks-Vermietungsgesellschaft mbH & Co Objekt<br />

Projektentwicklungs KG, Dusseldórfia<br />

• Stampen S.A., Bruxelas<br />

Pela primeira vez no exercício de 2002 e segundo as IAS 27 e SIC-12, ou IFRIC<br />

12, além das 95 subsidiárias (101 em 2001), incluímos nas nossas demonstrações<br />

financeiras consolidadas os seguintes veículos para fins especiais e fundos fechados:<br />

Veículos para fins especiais<br />

• Four Winds Funding Corporation, Wilmington/Delaware<br />

- 93 -


• Hanging Gardens 1 Limited, Grand Cayman<br />

Fundos fechados<br />

• ABN AMRO-Credit Spread-Fonds, Frankfurt am Main<br />

• CDBS-Cofonds, Frankfurt am main<br />

• CICO-Fonds I, Frankfurt am Main<br />

• CICO-Fonds II, Frankfurt am Main<br />

• <strong>Commerzbank</strong> Alternative Strategies-Global Hedge, Luxemburgo<br />

• dbi-Fonds HIE1, Frankfurt am Main<br />

• DEGEF-Fonds HIE 1, Frankfurt am Main<br />

• DEVIF-Fonds Nr. 533, Frankfurt am Main<br />

• GRUGAFONDS, Munique<br />

• HIE-Cofonds I, Frankfurt am Main<br />

• HIE-Cofonds II, Frankfurt am Main<br />

• HIE-Cofonds III, Frankfurt am Main<br />

• HIE-Cofonds IV, Frankfurt am Main<br />

A inclusão, pela primeira vez, de veículos para fins especiais e de fundos<br />

fechados, não teve grande impacto na apresentação dos activos, posição financeira e<br />

resultados do Grupo.<br />

As seguintes empresas foram retiradas da lista das empresas consolidadas:<br />

• ADIG Allgemeine Deutsche Investment-Gesellschaft mbH, Frankfurt am Main 1)<br />

• Berliner Commerz Grundstücks- und Verwaltungs-gesellschaft mbH, Berlim<br />

• Capital Development Limited, Isle of Man<br />

• comdirect S.A., Paris<br />

• comdirect bank S.p.A., Milão<br />

• Commerz Asset Managers GmbH, Frankfurt am Main 1)<br />

• <strong>Commerzbank</strong> Investment Management GmbH, Frankfurt am Main 1)<br />

• IF Limited, Bermuda<br />

- 94 -


• KL Limited i.L., Bermuda<br />

• RHEINHYP-BRE Bank Hipoteczny S.A., Varsóvia<br />

• RHEINHYP Bank Europe plc, Dublin 3)<br />

• RHEINHYP Finance, N.V., Amesterdão 3)<br />

• RHEINHYP Rheinische Hypothekenbank <strong>Aktiengesellschaft</strong>, Frankfurt am Main 3)<br />

16 importantes empresas associadas (12 em 2001) – oito das quais com sede na<br />

Alemanha – foram aferidas através do método de equivalência patrimonial. A Eurohypo<br />

<strong>Aktiengesellschaft</strong>, Frankfurt am Main, na qualidade de empresa associada importante,<br />

foi adicionada ao grupo de empresas incluídas na consolidação nos capitais própriosl,<br />

em 1 de Agosto de 2002. Em resultado da fusão do Grupo RHEINHYP com a Eurohypo<br />

AG, passamos a deter uma participação de 34,57% no novo banco (a pág. 108 apresenta<br />

informações mais detalhadas sobre a RHEIN-HYP/Eurohypo <strong>Aktiengesellschaft</strong> ).<br />

Além da Eurohypo <strong>Aktiengesellschaft</strong>, aparecem, pela primeira vez, nos capitais<br />

próprios do ano passado, as seguintes três empresas:<br />

• ILV Immobilien-Leasing Verwaltungsgesellschaft<br />

Düsseldorf mbH, Dusseldórfia<br />

• KEB Commerz Investment Trust Management Co. Ltd., Seúl<br />

• RHEINHYP-BRE Bank Hipoteczny S.A., Varsóvia<br />

A Siebte Commercium Vermögensverwaltungsgesellschaft mbH, Frankfurt am<br />

Main, recebeu a nova denominação de <strong>Commerzbank</strong> Auslandsbanken Holding AG,<br />

Frankfurt am Main; a empresa continua a estar totalmente consolidada. A RHEINHYP-<br />

BRE Bank Hipoteczny S.A., Varsóvia, antes totalmente consolidada, aparece nos<br />

capitais próprios, desde 1 de Agosto de 2002.<br />

Nas páginas 170-174 do relatório anual, apresenta-se uma lista completa das<br />

subsidiárias, empresas associadas, veículos de fins especiais e fundos fechados incluídas<br />

nas nossas demonstrações financeiras consolidadas.<br />

(5) Princípios de consolidação<br />

A consolidação das contas do capital baseia-se no método do valor contabilístico, em<br />

que o custo histórico da participação na subsidiária é compensado pela participação no<br />

capital que foi adquirida nessa altura. Tanto quanto possível, quaisquer diferenças<br />

residuais do valor serão atribuídas aos activos e passivos da subsidiária, reflectindo a<br />

percentagem de participação do capital detido. Se resultarem algumas diferenças<br />

positivas após essa atribuição, estas serão registadas como goodwill na rubrica<br />

imobilizações incorpóreas do balanço e são depreciadas para reflectir a sua provável<br />

vida económica útil durante um período de 15 anos, recorrendo ao método linear.<br />

- 95 -


1) As nossas anteriores subsidiárias ADIG Allgemeine Deutsche Investment-<br />

Gesellschaft mbH, Commerz Asset Managers GmbH e <strong>Commerzbank</strong> Investment<br />

Management GmbH foram fundidas, prosseguindo a sua actividade sob a denominação<br />

de COMINVEST Asset Management GmbH.<br />

2) Anteriormente Zweite StorCom AG, Frankfurt am Main.<br />

3) O subgrupo RHEINHYP Rheinische Hypothekenbank <strong>Aktiengesellschaft</strong>, Frankfurt<br />

am Main, foi fundido na Eurohypo <strong>Aktiengesellschaft</strong>, Frankfurt am Main.<br />

Os créditos e dívidas resultantes de relações de negócio entre as empresas do<br />

Grupo, assim como os custos e proveitos foram eliminados como parte dos ganhos da<br />

consolidação; os ganhos ou perdas contabilísticos intra-Grupo e registados durante o<br />

ano são eliminados, a não ser que tenham muito pouca importância.<br />

As empresas associadas são avaliadas segundo o método de equivalência<br />

patrimonial e são registadas como investimento em empresas associadas na rubrica<br />

Carteira de Investimentos e títulos. O custo de aquisição destes investimentos e o<br />

goodwill são determinados na altura em que são pela primeira vez incluídos nas<br />

demonstrações financeiras consolidadas, aplicando-se as mesmas regras utilizadas para<br />

as subsidiárias. O valor contabilístico do capital transportado e que é registado ou não<br />

na demonstração de resultados, baseia-se nas demonstrações financeiras das empresas<br />

associadas, elaboradas pela empresa associada, segundo as regras contabilísticas locais<br />

ou em cálculos auxiliares, em conformidade com as regras IAS.<br />

As participações em subsidiárias não consolidadas devido à sua reduzida<br />

importância e os investimentos são registados pelo valor justo ou, se este não puder ser<br />

definido de forma fiável, pelo custo, na carteira de Investimentos e títulos.<br />

(6) Instrumentos financeiros: reconhecimento e aferição (IAS 39)<br />

Segundo a IAS 39, o balanço deve apresentar todos os activos e passivos financeiros,<br />

incluindo também os instrumentos financeiros derivados. Para tal, deve-se decompor<br />

toda a carteira em vários grupos e aferi-la segundo a respectiva categoria.<br />

As observações seguintes apresentam uma visão sobre o modo como aplicámos<br />

as regras desta norma, dentro do Grupo <strong>Commerzbank</strong>:<br />

a) Categorização dos activos e passivos financeiros e sua aferição<br />

• Empréstimos e créditos originados pelo Banco:<br />

Os empréstimos concedidos directamente ao mutuário e créditos devidos directamente<br />

pelo mutuário são atribuídos a esta categoria. São aferidos pelo custo amortizado. Os<br />

prémios e os descontos aparecem no item Margem financeira durante toda a sua vida.<br />

• Activos financeiros detidos até ao seu vencimento:<br />

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Os activos financeiros de produtos não derivados, com um vencimento fixo, podem ser<br />

incluídos nesta categoria se não puderem ser atribuídos à categoria de ”Empréstimos e<br />

créditos originados pelo Banco”, e se houver intenção e capacidade de os manter até ao<br />

vencimento final. São aferidos pelo custo amortizado, com prémios e descontos<br />

registados durante toda a sua vida até ao vencimento. O Grupo <strong>Commerzbank</strong> também<br />

não utilizou a categoria ”Activos financeiros detidos até ao seu vencimento” no ano de<br />

2002.<br />

• Activos detidos para negociação e Débitos de actividades de negociação:<br />

Todos os activos financeiros detidos para fins de negociação são atribuídos a esta classe.<br />

Incluem instrumentos financeiros originais (principalmente títulos de rendimento fixo,<br />

acções e livranças), metais preciosos e instrumentos financeiros derivados, com um<br />

valor justo positivo.<br />

Todos os débitos de actividades de negociação são atribuídos a esta classe. Incluem<br />

instrumentos financeiros derivados que apresentem um valor justo negativo e<br />

obrigações de entrega resultantes de vendas de títulos a descoberto.<br />

Segundo a IAS 39, os instrumentos financeiros derivados são classificados como<br />

fazendo parte da carteira de negociação, desde que não sejam qualificados como<br />

derivados de cobertura de risco, utilizados em contabilidade de cobertura de risco.<br />

Os activos detidos para negociação e os débitos de actividades de negociação são<br />

aferidos pelo valor justo, à data do balanço. Os ganhos e perdas de aferição são<br />

incluídos no Lucro de operações financeiras da demonstração de resultados.<br />

• Activos financeiros disponíveis para venda:<br />

Todos os activos financeiros não derivados são atribuídos a esta categoria caso não<br />

tenham sido atribuídos às categorias já referidas. Estes são sobretudo títulos de<br />

rendimento fixo, acções, promissórias e investimentos. Este grupo é também referido<br />

como Carteira disponível para venda.<br />

Inicialmente, são aferidos pelo custo e, subsequentemente, pelo valor justo. Depois de<br />

considerados os impostos diferidos, o resultado de aferição é registado com um efeito<br />

neutro na demonstração de resultados, num item separado dos capitais próprios (reserva<br />

de reavaliação). Se o activo financeiro for vendido, a valorização cumulativa registada<br />

previamente na reserva de reavaliação é anulada e registada na demonstração de<br />

resultados. Se o valor dos activos apresentar uma desvalorização contínua, a reserva de<br />

reavaliação terá de ser reduzida pelo valor de desvalorização, que se reflectirá na<br />

demonstração de resultados. Se o valor justo não se puder ser apurado com fiabilidade,<br />

procede-se a uma aferição pelo custo amortizado. Os prémios e os descontos aparecem<br />

no item Margem financeira de juros toda a sua vida.<br />

• Outros passivos financeiros:<br />

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Inclui todos os passivos financeiros originais, principalmente dívidas a bancos e clientes<br />

e também responsabilidades títularizadas. São aferidos pelo custo amortizado. Os<br />

prémios e os descontos aparecem no item Margem financeira durante toda a sua vida.<br />

b) Produtos derivados intrínsecos<br />

A IAS 39 também regula o tratamento de produtos derivados intrínsecos. Estes são<br />

produtos derivados que fazem parte de um instrumento financeiro original e estão<br />

inseparavelmente ligados ao mesmo. Estes instrumentos financeiros são também<br />

referidos na IAS 39 como instrumentos financeiros híbridos e incluem reverse<br />

convertible bonds (obrigações cujo pagamento pode ser efectuado por meio de acções)<br />

ou obrigações com pagamentos de juros indexados. Segundo a IAS 39, os produtos<br />

derivados intrínsecos devem ser separados do contrato original, em determinadas<br />

condições, e justificados e aferidos em separado, pelo valor justo, como um produto<br />

derivado intrínseco. Essa separação deverá ser efectuada se as características e os riscos<br />

do produto derivado intrínseco não estiverem intimamente relacionados com os do<br />

contrato original. Neste caso, o produto derivado intrínseco tem de ser considerado<br />

como fazendo parte da carteira de negociação e ser registado pelo valor justo. As<br />

alterações pelo valor justo deverão ser registadas na demonstração de resultados. O<br />

contrato original é justificado e aferido aplicando-se as regras da respectiva categoria do<br />

instrumento financeiro. No entanto, se as características e os riscos do produto derivado<br />

intrínseco estiverem intimamente ligadas aos do contrato original, o produto derivado<br />

intrínseco não será separado deste último, e o instrumento financeiro híbrido será<br />

avaliado em conformidade com as cláusulas gerais.<br />

c) Contabilização da cobertura de risco<br />

A IAS 39 estabelece regulamentos abrangentes e muito complicados com base nos<br />

quais deverá ser feita a contabilização dos instrumentos de cobertura de risco, que se<br />

sobrepõem às regras contabilísticas gerais acima descritas para os produtos derivados e<br />

também para as operações com produtos não derivados. De acordo com regulamentos<br />

gerais, os produtos derivados são classificados como operações de negociação (activos<br />

detidos para negociação ou débitos de actividades de negociação), e são aferidos pelo<br />

valor justo. O resultado dessa aferição é registado na demonstração de resultados no<br />

item Lucro de Operações Financeiras.<br />

Se os produtos derivados forem usados para cobrir riscos de operações que não<br />

sejam de negociação, a IAS 39 permite, em determinadas condições, a aplicação de<br />

regulamentos especiais ao abrigo da contabilização da cobertura de risco. Existem duas<br />

formas principais de contabilização da cobertura de risco:<br />

• Contabilização da cobertura de risco pelo valor justo:<br />

Para produtos derivados destinados à cobertura do risco do valor justo de activos ou<br />

passivos reconhecidos (as coberturas de risco do valor justo), a IAS 39 determina a<br />

utilização da contabilização da cobertura de risco do valor justo. O risco de uma<br />

alteração do valor justo existe sobretudo no caso de crédito e garantias concedidos e<br />

passivos com taxa de juro fixa.<br />

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De acordo com os regulamentos para a contabilização da cobertura de risco do valor<br />

justo, o produto derivado de cobertura de risco é registado pelo valor justo e as<br />

alterações do valor justo aparecem na demonstração de resultados. Quaisquer alterações<br />

do valor justo do activo ou do passivo de cobertura de risco, resultantes do risco<br />

coberto, também têm de ser reconhecidas na demonstração de resultados. Caso se<br />

verifique uma relação de cobertura de risco perfeita, as alterações na aferição<br />

reconhecidas na demonstração de resultados para a cobertura de risco e a operação de<br />

cobertura de risco, anular-se-ão quase na totalidade.<br />

Se o activo ou o passivo forem reconhecidos pelo custo amortizado, segundo os<br />

regulamentos gerais (por ex: um empréstimo prorrogado ou uma obrigação pendente), o<br />

valor contabilístico deverá ser ajustado pelas alterações acumuladas no valor justo,<br />

resultantes do risco coberto. No entanto, se o activo for reconhecido pelo valor justo<br />

(por ex: um título disponível para venda), as alterações do valor justo, resultantes do<br />

risco coberto, deverão ser reconhecidas na demonstração de resultados contrariamente à<br />

regra geral.<br />

• Contabilização da cobertura de risco do fluxo de caixa:<br />

Para produtos derivados destinados a servir de cobertura de risco de fluxo de caixa<br />

futuros (as coberturas de fluxo de caixa), a IAS 39 determina a utilização da<br />

contabilização de cobertura de risco de fluxo de caixa. Existe um risco relativo à<br />

dimensão do fluxo de caixa futuro, principalmente para empréstimos a taxa variável,<br />

garantias e passivos, assim como para operações previstas (por ex: uma angariação de<br />

fundos ou investimentos financeiros previstos). Simultaneamente, a IAS 39 também<br />

determina a aplicação das regras de contabilização de cobertura de risco do fluxo de<br />

caixa para a cobertura de risco de fluxo de caixa futuro de negócios pendentes.<br />

Os instrumentos financeiros derivados utilizados na contabilização de cobertura de risco<br />

do fluxo de caixa são registados pelo valor justo. O reconhecimento do ganho ou da<br />

perda deverá ser repartido numa parte efectiva e noutra não efectiva. A parte efectiva é a<br />

que representa uma cobertura efectiva do risco de fluxo de caixa. Depois de<br />

considerados os impostos diferidos, é reconhecida directamente num item separado dos<br />

capitais próprios. (Aferição das coberturas de risco do fluxo de caixa). Contrariamente,<br />

a parte não efectiva é registada na demonstração de resultados. Para as transacções<br />

subjacentes à cobertura de risco do fluxo de caixa, não existe nenhuma alteração nas<br />

regras de contabilização gerais atrás referidas.<br />

A aplicação das regras de contabilização da cobertura de risco está ligada a um<br />

determinado número de condições adicionais, relacionadas principalmente com a<br />

divulgação da relação de cobertura de risco e também com a sua eficácia.<br />

A cobertura de risco deve ser divulgada na altura da sua conclusão. A<br />

divulgação abrange sobretudo a identificação do produto derivado para a cobertura de<br />

risco e a operação coberta e também informações sobre o risco coberto e o método<br />

utilizado para determinar a eficácia da cobertura de risco. A divulgação de uma<br />

operação coberta com um produto derivado pode estar relacionada com um activo ou<br />

um passivo, um passivo, um negócio pendente ou uma operação prevista ou com uma<br />

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carteira de itens sujeitos a um tratamento contabilístico idêntico. No entanto, não basta<br />

divulgar uma posição de riscos líquida a ser coberta.<br />

Além dessa divulgação, a IAS 39 exige prova de uma cobertura de risco eficaz<br />

para a aplicação das regras contabilísticas de cobertura de risco. Neste aspecto, eficácia<br />

significa a relação entre a alteração do valor justo ou o fluxo de caixa resultante da<br />

transacção subjacente protegida e a alteração do valor justo ou o fluxo de caixa<br />

resultante da cobertura. Se estas alterações se equilibrarem quase completamente, é<br />

porque existe um elevado grau de eficácia. A prova de eficácia exige, por um lado, que<br />

futuramente se possa contar com um elevado grau de eficácia numa relação de cobertura<br />

(eficácia prospectiva). Por outro lado, quando existe uma relação de cobertura, tem de<br />

se demonstrar regularmente que foi altamente eficaz durante o período em análise<br />

(eficácia retrospectiva). Existe elevado grau de eficácia retrospectiva, se o rácio de<br />

alterações no valor justo ou o fluxo de caixa se situarem entre 0.8 e 1.25. Aqui, é<br />

necessário indicar os métodos utilizados na determinação da eficácia.<br />

O Banco cobre o valor justo de um instrumento financeiro contra os riscos<br />

resultantes da alteração na taxa de juro de referência, preço da acção e/ou taxa de<br />

câmbio, através de uma cobertura de risco do valor justo. Para o efeito, são utilizados<br />

principalmente swaps de taxa de juro e swaps taxa de juro/cambial, o que está<br />

relacionado primariamente com a actividade de novas emissões do Grupo e com a<br />

carteira de títulos utilizada na gestão da liquidez, desde que estes sejam títulos de<br />

rendimento fixo. As acções que compõem estas carteiras têm o seu risco coberto por<br />

produtos derivados com carácter de opção. O mesmo se aplica aos outros riscos de<br />

preço de emissões estruturadas.<br />

Os riscos da taxa de juro, resultantes de posições em taxas de juro abertas, na<br />

gestão de activos/passivos, são cobertos por meio de coberturas de risco do fluxo de<br />

caixa, utilizando swaps de taxa de juro.<br />

(7) Conversão cambial<br />

Os activos e passivos e também os itens da demonstração de resultados, expressos em<br />

moeda estrangeira, assim como as operações cambiais não vencidas, são convertidos à<br />

taxa spot, e os contratos cambiais a prazo à taxa a prazo à data do balanço. A conversão<br />

cambial para investimentos e participações em subsidiárias, denominadas em moeda<br />

estrangeira, é efectuada pelo custo histórico. Os ganhos e perdas provenientes da<br />

conversão da consolidação das contas de capital são registados no balanço, na rubrica<br />

Capitais Próprios.<br />

Em resultado da sua actividade de negócio, economicamente independente, as<br />

demonstrações financeiras das nossas unidades no estrangeiro, preparadas em moeda<br />

estrangeira, são convertidas à taxas spot, à data do balanço.<br />

Os custos e proveitos gerados pela conversão dos itens do balanço são<br />

reconhecidos na demonstração de resultados. Os proveitos e custos com cobertura de<br />

risco são convertidos à taxa de cobertura de risco.<br />

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Aplicam-se as seguintes taxas de conversão para as moedas mais importantes do Grupo<br />

<strong>Commerzbank</strong> (valor por €1 na respectiva moeda):<br />

2002 2001<br />

USD 1.0422 0.8813<br />

JPY 124.27 115.33<br />

GBP 0.6500 0.6085<br />

CHF 1.4548 1.4829<br />

(8) Compensação<br />

Todos os itens são registados pelo seu valor nominal, com excepção da dívida emitida<br />

pelos mutuários do sector público, que vem indicada pelo valor justo.<br />

(9) Caixa e disponibilidades<br />

Todos os itens são registados pelo seu valor nominal, com excepção da dívida emitida<br />

pelos mutuários do sector público, que vem indicada pelo valor justo.<br />

(10) Créditos<br />

Os créditos sobre bancos e clientes, originados pelo Grupo <strong>Commerzbank</strong> e não detidos<br />

para negócio, foram registados ao seu valor nominal ou pelo custo amortizado. Os<br />

prémios e os descontos aparecem no item Margem financeira durante toda a sua vida.<br />

Os valores contabilísticos de créditos qualificados para contabilização da cobertura de<br />

risco são ajustados pelo ganho ou perda atribuíveis ao risco coberto.<br />

Os créditos não originados pelo <strong>Commerzbank</strong> – sobretudo livranças - que não<br />

façam parte da carteira de negociação, estão incluídos na carteira de Investimentos e<br />

títulos.<br />

(11) Provisão para riscos de crédito<br />

Tomamos medidas relativas aos riscos especiais, associados à actividade bancária,<br />

constituindo dotações para avaliação individual, dotações para a avaliação do país e<br />

dotações para avaliações globais.<br />

A fim de cobrirmos os riscos de concessão de empréstimos representados por<br />

créditos sobre bancos e clientes, constituímos dotações para avaliações individuais,<br />

segundo as normas uniformes do Grupo. Deverão ser constituídas dotações para<br />

avaliação de um empréstimo, se for provável que nem todos os pagamentos de juros e<br />

os reembolsos do capital poderão ser efectuados, nos termos do contrato. A dimensão da<br />

dotação para avaliação corresponde à diferença entre o valor contabilístico do<br />

empréstimo, depois de considerada a garantia suficiente e o valor de caixa do futuro<br />

fluxo de caixa esperado, deduzida a taxa de juro efectiva original.<br />

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No caso de crédito concedido a mutuários de países com risco aumentado de<br />

transferência (risco-país), a situação económica desse país é avaliada, com base nos<br />

dados económicos apropriados. Os resultados são ponderados pela respectiva notação<br />

de risco interna do país. Sempre que necessário, são constituídas dotações para<br />

avaliação do país.<br />

Cobrimos riscos de crédito potenciais, através de dotações para avaliações<br />

globais. Perdas de empréstimos anteriores servem de referência quanto à dimensão das<br />

dotações para avaliações globais que irão ser constituídas.<br />

Na medida em que se refere a créditos no balanço, o valor global da provisão<br />

para riscos de crédito é registado separadamente dos Créditos sobre bancos e dos<br />

Crédidos sobre clientes. No entanto, a provisão para riscos de actividades<br />

extrapatrimoniais – garantias, avales prestados, compromissos de empréstimo - é<br />

registada como provisão para riscos de crédito.<br />

As contas irrecuperáveis são amortizadas imediatamente. Os montantes<br />

recebidos de créditos amortizados são registados na demonstração de resultados.<br />

(12) Acordos de recompra genuínos (repo deals) e actividade de empréstimo de<br />

títulos<br />

Os Acordos repo combinam a compra ou venda à vista de títulos com a sua compra ou<br />

venda a prazo, sendo a contraparte idêntica em qualquer dos casos. Os títulos vendidos<br />

ao abrigo de acordos de recompra (venda à vista) continuam a ser registados e são<br />

aferidos no balanço consolidado, como fazendo parte da carteira de títulos. De acordo<br />

com a contraparte, a entrada de liquidez, proveniente de uma operação repo, é registada<br />

no balanço como dívida a bancos ou a clientes. O pagamento dos juros acordado é<br />

contabilizado como juros pagos, reflectindo os diversos vencimentos.<br />

As saídas de liquidez, provocadas por reverse repos, aparecem como créditos<br />

sobre bancos ou clientes e são aferidas em conformidade. Os títulos adquiridos ao<br />

abrigo de acordos de recompra e que servem de base para a transacção financeira<br />

(compra à vista), não são registados no balanço, nem são aferidos. Os juros acordados,<br />

resultantes dos reverse repos, são incluídos como proveitos de juros, reflectindo os<br />

diversos vencimentos. Os créditos resultantes de reverse repos não são compensados<br />

face aos débitos de repos que envolvam a mesma contraparte.<br />

Registamos as transacções de empréstimo de títulos de modo análogo ao dos<br />

títulos, em acordos de recompra. Os títulos cedidos como empréstimo continuam na<br />

nossa carteira de títulos e são aferidos em conformidade com as regras da IAS 39. Os<br />

títulos tomados como empréstimo – se fizerem ainda parte da carteira - não são<br />

incluídos no balanço, nem são aferidos. As garantias em dinheiro por nós prestadas no<br />

âmbito de operações de empréstimos de títulos são registadas como crédito e garantia<br />

rercebida a título de dívida.<br />

(13) Valores justos positivos de instrumentos derivados de cobertura de risco<br />

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Sob esta rubrica, incluímos os instrumentos financeiros derivados, usados para<br />

cobertura de risco que se qualificam para a contabilização de cobertura e que têm um<br />

valor positivo. Os instrumentos são aferidos pelo valor justo.<br />

Os instrumentos cotados na bolsa são aferidos ao preço de mercado; para os que<br />

não estão cotados, utilizam-se modelos de preço internos (modelo de valor actual<br />

líquido ou do preço de opção). Os resultados da contabilização da cobertura de risco<br />

para coberturas de risco de valores justos são registados na demonstração de resultados,<br />

na rubrica Resultado líquido da contabilização de cobertura de risco. Pelo contrário, as<br />

partes efectivas de ganhos e perdas de cobertura de risco de fluxo de caixa são<br />

reconhecidas na rubrica Aferição de cobertura de riscos de fluxo de caixa, nos capitais<br />

próprios.<br />

(14) Activos detidos para negociação<br />

Os títulos detidos para negociação, as livranças e os metais preciosos são registados no<br />

balanço pelo valor justo, à data do mesmo. Todos os instrumentos financeiros<br />

derivados, não utilizados como instrumentos de cobertura de risco na contabilização de<br />

cobertura de risco e que têm um valor justo positivo, são também registados pelo valor<br />

justo. No caso dos produtos cotados, utilizam-se os preços de mercado; os produtos não<br />

cotados são aferidos com base no método do valor actual líquido ou outros modelos de<br />

aferição adequados (por ex: modelos de opção-preço. Todos os ganhos e perdas<br />

realizados e também as alterações não realizadas aparecem como parte de Lucro de<br />

Operações Financeiras, na demonstração de resultados. Nesta rubrica, estão também<br />

incluídos os proveitos de juros e de dividendos das carteiras de negociação, deduzidos<br />

dos custos exigidos para o seu financiamento.<br />

As operações à vista são reconhecidas logo que estejam concluídas; surgem no<br />

balanço, na altura em que são efectuadas.<br />

(15) Carteira de investimentos e títulos<br />

A nossa carteira de investimentos e títulos inclui todas as obrigações, dívidas sem<br />

garantia e outros títulos de rendimento fixo, acções e outros títulos de rendimento<br />

variável e todos os investimentos, assim como investimentos em empresas associadas e<br />

participações em subsidiárias não consolidadas que não sejam detidas para negociação.<br />

Adicionalmente, de acordo com a IAS 39, incluímos nesta rubrica todos os créditos<br />

sobre bancos e clientes não originados pelo Banco, em particular as livranças.<br />

Estas carteiras são contabilizadas e aferidas pelo valor justo ou custo<br />

amortizado, segundo o método de equivalência patrimonial, no caso de investimentos<br />

em empresas associadas. Se não for possível calcular o valor justo de modo fiável, o<br />

item é indicado ao valor de custo; isto aplica-se principalmente aos activos não cotados.<br />

As variações líquidas são apresentadas - após impostos diferidos - na rubrica Reserva de<br />

reavaliação nos capitais próprios. Os ganhos e perdas realizados apenas afectam a<br />

demonstração de resultados quando as participações são vendidas. Os prémios e<br />

descontos são reconhecidos na Margem financeira durante o tempo de vida do<br />

investimento ou do título. No entanto, se existir uma cobertura efectiva com um<br />

instrumento financeiro derivado no caso de investimentos, títulos ou créditos não<br />

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originados pelo Banco, essa parte da variação no valor justo atribuível ao risco coberto<br />

é apresentada na rubrica Resultado líquido da contabilização de cobertura de risco da<br />

demonstração de resultados. No caso de desvalorização contínua, é apresentado o valor<br />

recuperável; a necessária amortização é levada à demonstração de resultados.<br />

Na medida em que as razões que levaram à amortização já não se apliquem,<br />

procede-se a uma anulação da amortização, afectando o lucro ou a perda líquida, a qual<br />

não poderá exceder o montante originalmente amortizado.<br />

(16) Imobilizações incorpóreas<br />

Para além do software especial desenvolvido internamente e dos lugares na Bolsa<br />

adquiridos pelo Banco, incluímos nesta rubrica de Imobilizações incorpóreas sobretudo<br />

o goodwill adquirido. À data de cada balanço, o goodwill é examinado tendo em vista a<br />

sua futura utilidade económica. Se for aparente que a utilidade esperada não se irá<br />

concretizar, procede-se a uma depreciação extraordinária. O goodwill é amortizado ao<br />

longo de uma vida útil provável de 15 anos, pelo método linear. O software é<br />

amortizado ao longo de um período de dois a cinco anos.<br />

Vida provável em anos<br />

Goodwill 15<br />

Software 2 – 5<br />

Outros 2 – 10<br />

(17) Imobilizações corpóreas<br />

Os terrenos e edifícios, par além do mobiliário e equipamento de escritório apresentados<br />

sob esta rubrica, são capitalizados ao valor de custo, deduzido da amortização regular.<br />

Procede-se a uma amortização extraordinária e a amortizações totais, se o valor<br />

apresentar uma desvalorização permanente.<br />

Na determinação da vida útil, são considerados o desgaste físico provável, a<br />

obsolescência técnica e também as restrições contratuais e legais. Todas as<br />

imobilizações corpóreas são depreciadas ou amortizadas ao longo dos períodos<br />

seguintes, utilizando o método linear:<br />

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Vida provável em anos<br />

Edifícios 30 – 50<br />

Mobiliário e equipamento de escritório 2 – 10<br />

Equipamento TI adquirido 2 – 8<br />

De harmonia com o princípio da materialidade, as aquisições de imobilizações<br />

corpóreas de baixo valor são imediatamente reconhecidas como custos operativos. Os<br />

lucros realizados na alienação de imobilizações corpóreas aparecem na rubrica Outros<br />

lucros de exploração e as perdas em Outros custos operativos.<br />

(18) Locação financeira<br />

De acordo com a IAS 17, uma locação financeira é classificada como uma locação<br />

operacional, se não transferir substancialmente para o locatário todos os riscos e<br />

compensações que são inerentes à posse. As locações financeiras, pelo contrário, são<br />

contratos que transferem substancialmente todos os riscos e compensações para o<br />

locatário.<br />

– O Grupo como locador –<br />

O negócio das empresas de locação financeira do Grupo <strong>Commerzbank</strong> envolve<br />

locações operacionais em que o locador é uma empresa do Grupo e retém a propriedade<br />

económica do objecto do contrato. Os activos locados figuram no balanço consolidado<br />

na rubrica Imobilizado. Os objectos locados são registados ao valor de custo ou de<br />

produção, deduzido das amortizações regulares durante a sua vida económica útil ou da<br />

amortização extraordinária necessária, devido a uma desvalorização contínua. A menos<br />

que casos individuais sugiram uma distribuição diferente, os lucros das operações de<br />

locação financeira são reconhecidos numa base linear, durante a vigência do contrato,<br />

sendo apresentados na rubrica Margem Financeira.<br />

Se forem transferidos para o locatário virtualmente todos os riscos e<br />

recompensas relativos à propriedade locada (locações financeiras), o Grupo<br />

<strong>Commerzbank</strong> reconhece um crédito sobre o locatário. O crédito é apresentado pelo<br />

valor de investimento líquido no início do contrato. O rendimento recebido é dividido<br />

como uma parcela de juros, que é apresentado como proveito de juros e de reembolso.<br />

O rendimento é reconhecido como proveito de juros para o respectivo período.<br />

– O Grupo como locatário –<br />

Os pagamentos efectuados ao abrigo de contratos de locação operacional são incluídos<br />

na rubrica Custos operativos. Os custos são calculados como um pagamento de uma<br />

renda, numa base regular, correspondente à vida útil da propriedade locada. No ano de<br />

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2002, não existiam obrigações contratuais que devessem ser classificadas como<br />

locações financeiras.<br />

(19) Dívidas a bancos e clientes e também dívidas tituladas<br />

Os passivos financeiros são contabilizados pelo custo amortizado. Os derivados<br />

incluídos nos passivos (derivados intrínsecos), foram separados do seu instrumento de<br />

dívida base, avaliados pelo valor justo e apresentados quer na rubrica Activos detidos<br />

para negociação quer na Débitos de actividades de negociação. Como parte da<br />

contabilização de cobertura de riscos, os passivos cobertos foram ajustads para o ganho<br />

ou perda atribuível ao risco coberto.<br />

(20) Valores justos negativos de derivados de cobertura de riscos<br />

Nesta rubrica, apresentamos instrumentos derivados de cobertura com um valor justo<br />

negativo que não servem para efeitos de negócio. Os instrumentos financeiros são<br />

avaliados ao valor justo, sendo o preço de mercado utilizado como base de avaliação de<br />

instrumentos cotados na bolsa; no caso de produtos não cotados, aplicam-se modelos de<br />

preço internos (modelos do valor líquido actual ou de preços de opção). O resultado<br />

líquido da contabilização da cobertura de risco para os instrumentos classificados como<br />

coberturas do valor justo aparece na demonstração de resultados. Apresentamos as<br />

parcelas efectivas de ganhos ou perdas das coberturas de fluxo de caixa na rubrica de<br />

Aferição de cobertura de riscos de fluxo de caixa em capitais próprios.<br />

(21) Débitos de actividades de negociação<br />

Os instrumentos financeiros derivados com um valor justo negativo, e as obrigações de<br />

entrega resultantes da venda a descoberto de derivados são apresentados como Débitos<br />

de actividades de negociação. Esses débitos são aferidos pelo valor justo.<br />

(22) Provisões para pensões e encargos similares<br />

Efectua-se uma provisão para as pensões de velhice, quer directamente, quer através de<br />

contribuições para a Versicherungsverein des Bankgewerbes a.G. (BVV), Berlim, e para<br />

a Versorgungskasse des Bankgewerbes e.V., Berlim, destinada aos empregados da<br />

Empresa-mãe e de algumas subsidiárias na Alemanha. O sistema de pensões de velhice<br />

baseia-se em pagamentos da Empresa-mãe e de várias das suas subsidiárias e em<br />

contribuições pagas à BVV ou à Versorgungskasse. Em várias unidades no estrangeiro,<br />

as contribuições são pagas para planos de pensões da indústria bancária. No caso de<br />

planos baseados em contribuições, os pagamentos efectuados às instituições de pensões<br />

são reconhecidos como despesas do exercício corrente.<br />

O montante das provisões criadas para o sistema de aprovisionamento para a<br />

velhice baseado em pagamentos depende do tempo de serviço, do salário elegível e dos<br />

escalões actualmente válidos para os subsídios dos empregados.<br />

Todas as provisões para pensões são calculadas com base no método de<br />

projected unit credit, em conformidade com a IAS19. Os encargos futuros são<br />

elaborados com base em métodos actuariais. Neste cálculo, toma-se em consideração<br />

- 106 -


não só as actuais pensões e as expectativas de pensão na data do balanço, mas também<br />

as taxas de aumento dos salários e das pensões a esperar no futuro. Para determinar o<br />

valor dos encargos com pensões, utiliza-se uma taxa de juro em vigor no mercado. Só<br />

reconhecemos encargos mais elevados ou mais reduzidos, em resultado dos cálculos<br />

actuariais, se estes se situarem para além da banda da flutuação de 10% do valor<br />

actuarial calculado.<br />

As hipóteses em que se baseiam os cálculos actuariais são:<br />

31.12.2002 31.12.2001<br />

Taxa de juro de cálculo 5,75% 5,75%<br />

Variação nos salários 2,75% 3,00%<br />

Ajustamento das pensões 1,50% 1,50%<br />

Nos cálculos actuariais, considerou-se os efeitos de um aumento no limiar dos<br />

proveitos para as contribuições para o plano de seguro de pensões, que entrou em vigor<br />

a 1 de Janeiro de 2003.<br />

Os encargos similares aos das pensões incluem os encargos com esquema de<br />

pré-reforma e esquemas de trabalho para pessoal mais idoso, os quais são calculados<br />

recorrendo a regras actuariais.<br />

A Empresa-mãe planeia, tanto para ela própria, como para algumas de suas<br />

subsidiárias alemãs, manter um seguro através de encargos de pensão na velhice no<br />

âmbito de um acordo de trust contratual, não coberto contra a insolvência pela Pension-<br />

Sicherungs-Verein (PSV). Neste contexto, o trustee exigido para manter um trust<br />

bilateral foi criado na forma de <strong>Commerzbank</strong> Pension-Trust e.V. Prevê-se para o<br />

exercício de 2003 a primeira alocação ao património do trust.<br />

(23) Outras provisões<br />

Formamos as Outras provisões no montante considerado necessário para passivos de<br />

valor indeterminado para com terceiros e para perdas antecipadas relacionadas com<br />

contratos não vencidos. De acordo com as regras IAS, não estamos autorizados a<br />

estabelecer provisões para despesas não relacionadas com um compromisso externo. No<br />

exercício de 2002, estabelecemos uma provisão para medidas de reestruturação no valor<br />

de €285 milhões. A base para esta provisão foi um plano geral detalhado, coordenado<br />

com as administrações das empresas afectadas, fornecendo informação sobre medidas<br />

individuais concretas – especialmente, encerramento de balcões e redução de pessoal.<br />

(24) Impostos sobre o lucro<br />

- 107 -


Os actuais impostos a recuperar e a pagar são calculados aplicando as taxas de imposto<br />

aplicáveis, às quais se espera um reembolso por parte de ou um pagamento às<br />

autoridades fiscais relevantes.<br />

Os impostos a recuperar e a pagar diferidos derivam de diferenças entre o valor<br />

de um activo ou de um passivo, conforme apresentado no balanço, e o valor que lhes foi<br />

atribuído, em termos fiscais. No futuro, estas diferenças irão provavelmente fazer<br />

aumentar ou diminuir os impostos sobre os lucros (diferenças temporárias). Foram<br />

avaliadas às taxas de imposto sobre os lucros específicas, aplicáveis no país onde a<br />

empresa em questão tem a sua sede e que se espera que sejam aplicáveis no período em<br />

que são realizadas. Os impostos diferidos sobre perdas, até agora não utilizadas,<br />

transitadas, são apresentados no balanço, se houver probabilidade de ocorrerem lucros<br />

tributáveis, na mesma unidade. Os impostos a recuperar e a pagar diferidos são<br />

formados e registados de modo a que - conforme o tratamento do item subjacente -<br />

sejam reconhecidos quer como Impostos sobre lucros, na demonstração de resultados,<br />

quer sejam compensados com os itens de capital relevantes, sem qualquer impacto na<br />

demonstração de resultados.<br />

Os custos ou proveitos dos impostos sobre os lucros, ou proveitos atribuíveis ao<br />

lucro de actividades ordinárias, após as despesas de reestruturação, são apresentados na<br />

rubrica Impostos sobre os lucros, na demonstração de resultados consolidados e<br />

divididos, nas notas, em impostos correntes e diferidos no exercício. Outros impostos,<br />

independentes do lucro, estão resumidos na rubrica Outros resultados de exploração. Os<br />

impostos correntes e diferidos a receber e a pagar aparecem como itens separados no<br />

activo ou no passivo no balanço. No exercício transacto, não houve lugar a impostos<br />

sobre os lucros, relativos a actividades extraordinárias.<br />

(25) Passivo subordinado<br />

Na rubrica Passivo subordinado, apresentamos as emissões de certificados de<br />

participações nos lucros, assim como passivos subordinados, titulados ou não. Após o<br />

seu reconhecimento inicial ao preço de custo, são apresentados pelo custo amortizado.<br />

Os prémios e descontos são registados na rubrica Margem financeira durante toda a<br />

vida.<br />

(26) Actividade de trust<br />

As actividades de trust relativas à gestão ou colocação de activos por conta de outrem<br />

não figuram no balanço. As comissões recebidas dessas actividades são incluídas na<br />

rubrica Comissões na demonstração de resultados.<br />

(27) Acções próprias<br />

As acções próprias detidas pela Empresa-mãe na sua carteira na data do balanço são<br />

deduzidas directamente dos capitais próprios. Os ganhos e as perdas, resultantes das<br />

acções próprias do Banco são compensados contra os lucros retidos, sem qualquer<br />

impacto no lucro líquido.<br />

(28) Planos de remuneração do pessoal<br />

- 108 -


O Grupo aprovou quatro “planos de performance de longo prazo” (PLP) para os seus<br />

executivos e outros membros seleccionados do pessoal. Estes planos permitem uma<br />

remuneração em numerário ligada à performance da cotação das acções ou do índice;<br />

no âmbito da classificação actualmente em vigor, são considerados planos de stock<br />

options “virtuais”. Os programas incluem um compromisso de pagamento se as acções<br />

do <strong>Commerzbank</strong> registrarem uma performance acima do índice Dow Jones Euro<br />

Stoxx® Bank (PLP 1999, 2000, 2001 e 2002) e/ou se a performance absoluta das acções<br />

do <strong>Commerzbank</strong> for, no mínimo de 25% (PLP 2000, 2001 e 2002).<br />

O PLP 1999 irá ser posto em prática durante três anos que podem ser<br />

prorrogados até um máximo de cindo anos, se a meta for atingida (performance superior<br />

à do índice). O pagamento ficará ligado a um aumento na performance das acções do<br />

<strong>Commerzbank</strong> relativamente ao índice Dow Jones Euro Stoxx® Bank, num intervalo de<br />

1 a 10 pontos percentuais. O empregado pode receber entre € 10,000 e € 150,000,<br />

conforme o seu grupo de função e o seu desempenho aferido na altura em que o plano<br />

foi introduzido, e também conforme a percentagem de performance acima da do índice.<br />

Se, ao fim de três anos, a meta não tiver sido atingida, o que ocorreu no final do<br />

primeiro trimestre de 2002, será efectuada uma nova avaliação ao fim de quatro anos e,<br />

pela última vez, ao fim de cinco anos. Se, nessa altura, não se tiver atingido um nível<br />

mínimo de performance acima da do índice, caduca o direito ao pagamento, ao abrigo<br />

do PLP 1999.<br />

O PLP 2000, 2001 e 2002 requerem que os participantes elegíveis no plano<br />

adquiram acções do <strong>Commerzbank</strong>. A dimensão dessa participação, para o pessoal que<br />

não seja membro do Conselho de Administradores Delegados, depende do seu grupo de<br />

função (possível participação: entre 100 e 1.200 acções). Os pagamentos ao abrigo<br />

destes planos serão determinados por dois critérios:<br />

Para 50% das acções:<br />

• as acções do <strong>Commerzbank</strong> registam uma performance superior à do índice Dow<br />

Jones Euro Stoxx® Bank (pagamento garantido por exceder a performance em, pelo<br />

menos, 1 ponto percentual até um máximo de 10 pontos percentuais).<br />

Para 50% das acções:<br />

• um aumento absoluto do preço das acções do <strong>Commerzbank</strong> (pagamento garantido por<br />

um aumento de, pelo menos, 25 pontos percentuais, até um máximo de 52 pontos<br />

percentuais).<br />

Caso se registem os níveis máximos dos dois critérios, os participantes elegíveis<br />

receberão €100 por acção da sua própria participação, correspondendo às acções do<br />

<strong>Commerzbank</strong> entregues na conta de custódia dos participantes a 50% deste montante<br />

bruto.<br />

O pagamento e a entrega das acções dependem da distribuição de dividendos<br />

pela Empresa-mãe relativamente ao exercício anterior ao da comparação da<br />

performance.<br />

- 109 -


Em qualquer dos casos, a primeira comparação dos preços de base do primeiro<br />

trimestre de 2000 (PLP 2000) ou do primeiro trimestre de 2001 (PLP 2001), ou o<br />

primeiro trimestre de 2002 (PLP 2002) com os dados para o período comparável será<br />

efectuada ao fim de três anos, para cada caso. Se em nenhum dos critérios os objectivos<br />

tiverem sido atingidos após aquele período, procede-se a uma comparação anual com os<br />

dados base. Se, decorridos cinco anos, não tiver sido atingido nenhuma das metas de<br />

performance, termina o plano.<br />

Calculamos anualmente, segundo o modelo padrão GASB relevante, o valor<br />

global pro-rata do PLP, relativamente aos compromissos dos referidos PLPs; sempre<br />

que necessário, criamos uma provisão e levamo-la a Custos operativos. Atendendo à<br />

performance insatisfatória do preço das acções da Empresa-mãe, não foi necessário criar<br />

provisões para o ano exercício de 2002.<br />

No seio do Grupo Jupiter International plc (JIG), existiam dois planos de<br />

remuneração do pessoal/stock option, à data de 31 de Dezembro de 2002. Nos termos<br />

do chamado Plano de acções B ou de Participação nos Lucros, os membros elegíveis do<br />

pessoal recebem um pagamento, garantido por contrato, ligado à participação de acções<br />

virtuais e ao respectivo lucro líquido do Grupo Jupiter, no final do ano 2002 até 2004.<br />

Cada pagamento é efectuado em três prestações anuais e o valor do pagamento é<br />

ajustado aos lucros de 2000. Se, nos anos subsequentes, o lucro líquido for inferior a<br />

este valor base, o pagamento também será reduzido. Foram efectuadas as devidas<br />

dotações para reservas, no grau necessário, e contabilizadas em custos operativos.<br />

O chamado Plano de acções C ou acções com grande potencial de crescimento -<br />

Growth Shares - concede aos colaboradores elegíveis o direito de subscreverem acções<br />

da CommerzAsset Management (UK) plc, que ficam também sujeitas à obrigação de<br />

compra por parte da Empresa-mãe. O preço destas acções é orientado para a alteração<br />

tipificada no valor do Grupo JIG. Os colaboradores elegíveis não recebem um<br />

pagamento garantido, já que o número de referência pode sofrer alterações, quer<br />

positivas, quer negativas. Os colaboradores têm o direito de propor a entrega de acções<br />

anualmente, dentro de certos limites, mas também têm a possibilidade de alienar toda a<br />

sua carteira, ao fim de quatro anos. Além da dotação com base na remuneração anual,<br />

existem determinados direitos relacionados com uma cláusula de mudança de controlo.<br />

À data de 31 de Decembro de 2002, não era necessária nenhuma provisão, devido à<br />

alteração do valor do Jupiter International Group.<br />

Além disso, é possível em algumas subsidiárias, incluindo na Gestão de Activos,<br />

que alguns colaboradores seleccionados participem, através de modelos de private<br />

equity, na performance da respectiva empresa, Nesses casos, o pagamento depende da<br />

medida em que os objectivos fixados de performance são atingidos. Estes modelos<br />

incluem investimento directo em acções da respectiva empresa; são frequentemente<br />

oferecidas a preços reduzidos e combinadas com opções de compra ou de venda. Além<br />

disso, são emitidos warrants e direitos de subscrição de acções. São também concedidos<br />

prémios que podem ser utilizados analogamente para subscrever acções. A observância<br />

de períodos de indisponibilidade e acordos de recompra posterior determinam, se será<br />

recebido algum rendimento adicional. Para esses modelos, calculamos anualmente,<br />

através de métodos adequados, a necessidade de provisões que são registadas na rubrica<br />

Custos operativos.<br />

- 110 -


Fusão do Grupo RHEINHYP com a nova Eurohypo <strong>Aktiengesellschaft</strong><br />

No final de 31 de Julho de 2002, desconsolidámos o Grupo RHEINHYP, quando a<br />

RHEINHYP Rheinische Hypothekenbank <strong>Aktiengesellschaft</strong>, juntamente com as suas<br />

subsidiárias foi fundida na nova Eurohypo <strong>Aktiengesellschaft</strong>. Simultaneamente, foi<br />

registada nos nossos livros a nossa participação de 34,75% na Eurohypo<br />

<strong>Aktiengesellschaft</strong>. À data de 1 de Agosto de 2002, estas acções foram avaliadas pelo<br />

método de equivalência patrimonial, em conformidade com a IAS 28.<br />

Através da alienação ou permuta das nossas acções na RHEINHYP Rheinische<br />

Hypothekenbank <strong>Aktiengesellschaft</strong>, registámos um lucro de € 721 milhões. Segundo o<br />

relatório de um auditor independente, o Grupo RHEINHYP foi avaliado por um valor<br />

superior ao valor contabilístico da nossa particaipação na RHEINHYP Rheinische<br />

Hypothekenbank <strong>Aktiengesellschaft</strong>. Este rendimento está apresentado na rubrica<br />

Outros proveitos de exploração, na demonstração de resultados. Além disso, criámos<br />

uma provisão que cobre totalmente possíveis créditos, ao abrigo da garantia dada no<br />

contrato de fusão que nos obriga, em certas condições, a compensar faltas de<br />

cumprimento na actual carteira de empréstimos.<br />

A inclusão pela primeira vez da Eurohypo <strong>Aktiengesellschaft</strong> nos capitais<br />

próprios aumentou o goodwill para €284 milhões, que é registado no balanço<br />

consolidado na rubrica Investimentos em empresas associadas, sendo amortizado<br />

durante um período de 15 anos. Relativamente à consolidação pela primeira vez,<br />

tínhamos à nossa disposição o balanço inicial da Eurohypo <strong>Aktiengesellschaft</strong>. Todos os<br />

activos e passivos identificáveis foram reconhecidos e aferidos pelo valor justo.<br />

Principais efeitos da desconsolidação do Grupo RHEINHYP no balanço consolidado e<br />

capitais próprios:<br />

- 111 -<br />

€ mil milhões<br />

Créditos sobre banco –3,2<br />

dos quais: empréstimos do sector público –2,6<br />

Créditos sobre clientes –59,6<br />

dos quais: empréstimos do sector público –25,1<br />

empréstimos hipotecários –32<br />

Carteira de investimentos e títulos –17,4<br />

Dívidas a bancos –10,3<br />

Dívidas a clientes –13,8<br />

Dívidas tituladas –53,6<br />

Total balanço consolidado –81,8<br />

Capitais próprios (após consolidação de contas do capital) –0,5<br />

Activos ponderados em função do risco –22,4<br />

Capitais próprios –0,4<br />

Capital suplementar –0,6


Principais diferenças nos métodos de contabilização, valorização e consolidação:<br />

comparação entre as IAS (Normas Internacionais de Contabilidade) e o HGB<br />

(Código Comercial alemão)<br />

O objectivo das demonstrações financeiras, baseadas nas IAS, é fornecer informações<br />

sobre a posição financeira e os activos, e os resultados do grupo, assim como a sua<br />

variação no decorrer do tempo. Por seu lado, as demonstrações financeiras, baseadas no<br />

HGB, são orientadas primariamente para a protecção dos investidores e são igualmente<br />

influenciados por disposições da lei fiscal, devido ao seu carácter oficial para o balanço<br />

elaborado para fins fiscais. Atendendo a estes objectivos diferentes, surgem as seguintes<br />

diferenças principais nos métodos de contabilização e valorização entre as IAS e o<br />

HGB:<br />

Provisão para riscos de crédito<br />

A provisão para riscos de crédito é apresentada como um débito no lado do activo. Nos<br />

termos do Art. 340f, HGB, nas demonstrações financeiras ao abrigo das IAS, não se<br />

podem criar reservas ocultas.<br />

Carteira de negociação e instrumentos financeiros derivados<br />

Em conformidade com a IAS 39, os activos financeiros detidos para negociação<br />

(Activos detidos para negociação), e certos passivos financeiros (Débitos de actividades<br />

de negociação), assim como os instrumentos derivados não detidos para negociação<br />

(derivados de cobertura de risco), têm de ser avaliados pelo valor justo. Conforme a<br />

classificação destes instrumentos financeiros, todos os ganhos e perdas devem figurar<br />

na demonstração de resultados ou na rubrica capitais próprios, sem qualquer impacto<br />

nos lucros líquidos, independentemente de serem ou não realizados. No entanto, de<br />

acordo com as regras do HGB, os ganhos não realizados não podem ser apresentados.<br />

Carteira de investimentos e títulos<br />

Os investimentos e os títulos, assim como os créditos disponíveis para venda não<br />

originados pelo Banco, são avaliados pelo valor justo, em conformidade com a IAS 39<br />

ou, se não for possível apurá-lo de modo fiável, são apresentados ao preço de custo. O<br />

resultado da valorização é apresentado com um efeito neutro no lucro e na Reserva de<br />

reavaliação. Em conformidade com os princípios contabilísticos alemães, os<br />

investimentos fazem parte das imobilizações corpóreas e têm de ser apresentados ao<br />

preço de custo. Se for provável que o seu valor irá sofrer uma desvalorização contínua,<br />

deverão ser amortizados para o seu valor mais baixo.<br />

Em termos da sua natureza, os títulos da carteira disponíveis para venda são<br />

detidos como parte da reserva de liquidez, em conformidade com o HGB, devendo,<br />

assim, ser classificados como activos correntes. Em conformidade com as regras do<br />

HGB, aplica-se o princípio restrito do “menor dos preços de custo ou de mercado” na<br />

valorização das carteiras desses títulos. Segundo as regras contabilísticas alemãs, os<br />

créditos não originados pelo Banco, têm de ser reconhecidos pelo custo amortizado,<br />

deduzidos das amortizações.<br />

- 112 -


Contabilização da cobertura de riscos<br />

Em conformidade com a IAS 39, podem ser estabelecidas relações de cobertura entre<br />

um item coberto e um instrumento financeiro derivado, para efeitos de contabilização da<br />

cobertura. Os itens cobertos podem ser activos financeiros (por ex: créditos ou títulos) e<br />

compromissos (por ex: débitos ou obrigações emitidas). Existem regras pormenorizadas<br />

que determinam que o valor justo de um instrumento derivado de cobertura seja<br />

apresentado pelo valor bruto tanto relativamente a coberturas do valor justo como para<br />

as coberturas de fluxo de caixa. No entanto, em conformidade com os princípios<br />

contabilísticos alemães, as transacções de cobertura são consideradas pelo princípio de<br />

“menor dos preços de custo ou de mercado compensado” para a valorização dos itens<br />

cobertos.<br />

Imobilizações incorpóreas desenvolvidas internamente e goodwill<br />

Embora as imobilizações incorpóreas desenvolvidas internamente não possam ser<br />

reconhecidas segundo as regras do HGB, a IAS, pelo contrário, já o exige, caso se<br />

verificarem determinadas condições. O goodwill, resultante da consolidação total que,<br />

em conformidade com as disposições do HGB pode ser compensada directamente<br />

contra lucros transitados nas demonstrações financeiras consolidados, tem de ser<br />

reconhecido como um activo e amortizado em conformidade com as regras IAS.<br />

Compromissos com pensões<br />

Em conformidade com as IAS, os compromissos com pensões são calculados pelo<br />

método projected-unit-credit. No cálculo, tomam-se em consideração os compromissos<br />

futuros, reflectindo os futuros aumentos nos salários e pensões, assim como a inflação.<br />

Em conformidade com as regras IAS, o factor de desconto está ligado à taxa de juro de<br />

longo prazo. Pelo contrário, a contabilização segundo o HGB orienta-se normalmente<br />

para a respectiva regulamentação fiscal em vigor, em particular o método normal de<br />

idade de entrada.<br />

Outras provisões<br />

Em conformidade com as IAS, só podem ser criadas provisões, se estas estiverem<br />

relacionadas com um compromisso externo. Não são permitidas provisões para<br />

despesas, para efeitos de reconhecimento de pagamentos futuros como despesas no<br />

exercício anterior, o que é possível ao abrigo do HGB. As regras da IAS exigem dados<br />

mais concretos do que o HGB para a criação de provisões para reestruturação, cobrindo,<br />

entre outros itens, o desenvolvimento, a adopção e o anúncio de um plano<br />

pormenorizado.<br />

Impostos a recuperar e a pagar diferidos<br />

Em conformidade com as regras IAS, os impostos a recuperar e a pagar diferidos são<br />

calculados com referência ao balanço. As vantagens provenientes das perdas transitadas<br />

têm de ser capitalizadas, se se puder considerar que serão utilizados em data posterior.<br />

As taxas do imposto sobre os lucros, utilizadas para medir as diferenças entre os valores<br />

inscritos no balanço e os valores para efeitos tributários, são orientadas para o futuro.<br />

- 113 -


Não existe compensação. Pelo contrário, a abordagem do HGB no reconhecimento de<br />

impostos a recuperar e a pagar diferidos está ligada à demonstração de resultados, com a<br />

aplicação de taxas de imposto sobre os lucros actualmente em vigor. As diferenças nas<br />

abordagens revelam uma tendência para tornar os impostos diferidos mais elevados pelo<br />

método das IAS.<br />

Capitais próprios<br />

Nas demonstrações financeiros das IAS, os interesses minoritários são registados no<br />

balanço como um item separado. Nos termos do Art. 307 do HGB, as participações<br />

detidas por outros accionistas têm de ser apresentadas em separado nos capitais<br />

próprios. Com a aplicação das regras da IAS 39, as variações atribuíveis aos<br />

investimentos financeiros e carteira de títulos, assim como as partes efectivas dos<br />

ganhos e perdas nas cobertura de fluxo de caixa têm de ser apresentadas nos capitais<br />

próprios, sem qualquer impacto no lucro líquido.<br />

Este tipo de contabilização sem impacto nos lucros não consta das regras contabilísticas<br />

alemãs. Em conformidade com as regras IAS, as acções próprias detidas na data do<br />

balanço, são deduzidas aos capitais próprios; os ganhos e perdas atribuíveis às acções<br />

própria são compensados contra reservas, sem qualquer impacto no lucro. Em<br />

conformidade com as determinações do HGB, a reserva para acções próprias tem de ser<br />

constituída por um valor equivalente ao das acções próprias, inscrita no lado do activo<br />

do balanço, enquanto que os resultados da valorização e negociação são reflectidos na<br />

demonstração de resultados.<br />

Actividade de trust<br />

As actividades de trust que surgem no balanço de acordo com o HGB, ao abrigo das<br />

IAS não aparecem.<br />

Avaliação fiscal<br />

De acordo com o chamado princípio autorizado inverso, os princípios de avaliação são<br />

aplicados segundo a regulamentação da HGB, cumprindo as disposições da lei fiscal.<br />

As demonstrações financeiros elaboradas segundo a regulamentação da IAS não podem<br />

conter princípios especiais de depreciação e de avaliação, que são permitidos ao abrigo<br />

da regulamentação tributária, na medida em que se desviem das avaliações exigidas pela<br />

regulamentação IAS. A partir do ano financeiro de 2003, esta proibição aplica-se<br />

também às demonstrações financeiras consolidadas, elaboradas segundo o HGB, devido<br />

às alterações legais contidas na legislação alemã sobre transparência e divulgação.<br />

- 114 -


Notas à demonstração de resultados<br />

(29) Margem Financeira Líquida<br />

Proveitos de juros de empréstimos e de transacções de mercado<br />

monetário e da carteira de títulos disponíveis para venda<br />

- 115 -<br />

2002 2001 Variação<br />

€ m € m Em %<br />

17,681 21,849 –19,1<br />

Dividendos de títulos 84 156 –46,2<br />

Resultado corrente de investimentos 117 246 –52,4<br />

Resultado corrente de investimentos em empresas associadas 58 3 •<br />

Resultado corrente de participações em subsidiárias 3 3 –<br />

Rendimento corrente de locação financeira 89 314 –71,7<br />

Margem financeira 18,032 22,571 –20,1<br />

Juros pagos sobre passivo subordinado 623 667 –6,6<br />

Juros pagos sobre dívidas tituladas 5,318 7,092 –25,0<br />

Juros pagos sobre outras dívidas 8,934 10,949 –18,4<br />

Custos correntes da locação financeira 24 282 –91,5<br />

Custos de juros 14,899 18,990 –21,5<br />

Total 3,133 3,581 –12,5<br />

Margem financeira:<br />

A margem financeira média, baseada na média dos activos ponderados em função do<br />

risco nas transacções do balanço de acordo com BIS, foi de 2,16% (ano anterior:<br />

2,22%).


(30) Provisão para riscos de crédito<br />

A provisão para riscos de crédito é a seguinte na demonstração de resultados<br />

consolidada:<br />

- 116 -<br />

2002 2001<br />

€ m € m<br />

Variação<br />

em %<br />

Dotação para provisões –1,974 –1,520 29,9<br />

Reposição de provisões 690 651 6<br />

Amortizações directas –99 –96 3,1<br />

Rendimento recebido a título de créditos amortizados 62 38 63,2<br />

Total –1,321 –927 42,5


(31) Comissões líquidas<br />

- 117 -<br />

2002 2001<br />

€ m € m<br />

Variação<br />

em %<br />

Transacções de títulos 823 913 –9,9<br />

Gestão de activos 511 526 –2,9<br />

Transacções de pagamentos e transacções comerciais estrangeiras 346 333 3,9<br />

Garantias 140 127 10,2<br />

Rendimento de actividades sindicadas 80 122 –34,4<br />

Outras comissões líquidas 220 246 –10,6<br />

Total 2,120 2,267 –6,5<br />

(32) Resultado líquido da contabilização da cobertura de risco<br />

2002 2001<br />

€ m € m<br />

Variação<br />

em %<br />

Resultado líquido sobre derivados usados como instrumentos de<br />

cobertura de riscos –281 28 •<br />

Resultado líquido sobre itens cobertos 225 35 •<br />

Total –56 63 •<br />

Este item reflecte os lucros e perdas atribuíveis a coberturas de risco efectivas em<br />

ligação com a contabilização da cobertura do risco. O resultado de de instrumentos de<br />

cobertura de risco e dos itens cobertos relacionados representa apenas a variação na<br />

valorização das coberturas do valor justo.<br />

(33) Lucro de operações financeiras<br />

O Lucro das operações financeiras foi divido em duas componentes:<br />

• Resultado líquido das operações financeiras sobre títulos, livranças, metais preciosos e<br />

instrumentos derivados.<br />

• Resultado líquido da valorização dos instrumentos financeiros derivados que não<br />

formam parte do livro de trading e não se qualificam para a contabilização da cobertura<br />

de risco.


Todos os instrumentos financeiros detidos para negociação são avaliados pelo<br />

valor justo. Utilizamos preços de mercado para avaliar os produtos cotados, enquanto<br />

que utilizamos modelos de preço internos (valor actual líquido e modelos de preço de<br />

opções), na determinação do valor corrente de transacções de negociação não cotadas.<br />

Para além dos ganhos e perdas, realizados e não realizados, atribuíveis às actividades de<br />

negociação, o Lucro de operações financeiras inclui também os proveitos de juros e<br />

dividendos relacionados com essas transacções e também com os seus custos de<br />

financiamento.<br />

À medida que redistribuímos as funções entre os sectores de negócio relativos a<br />

negociação proprietária, no ano exercício de 2002, ajustámos em conformidade os<br />

números do ano anterior, no quadro seguinte.<br />

- 118 -<br />

2002 2001<br />

€ m € m<br />

Variação<br />

em %<br />

Departamento de Títulos 500 981 –49,0<br />

Departamento de Tesouraria 1)<br />

25 20 25,0<br />

Outros 40 163 –75,5<br />

Resultado líquido de operações financeiras 565 1,164 –51,5<br />

Resultado líquido de valorização de instrumentos financeiros derivados –21 33 •<br />

Total 544 1,197 –54,6<br />

1) incluindo a gestão de activos/passivos em unidades estrangeiras<br />

(34) Resultado líquido da Carteira de investimentos e títulos (carteira disponível<br />

para venda)<br />

Na rubrica de Resultado líquido da carteir de investimentos e títulos, apresentamos as<br />

receitas de alienações e o resultado de valorização dos títulos disponíveis para venda,<br />

créditos não originados pelo Banco, investimentos, investimentos em empresas<br />

associadas e participações em subsidiárias que não foram consolidadas.


Resultado de títulos disponíveis para venda e créditos não originados<br />

pelo Banco<br />

Resultado da alienação e avaliação de investimentos,<br />

- 119 -<br />

2002 2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

–127 171 •<br />

investimentos em empresas associadas e participações em subsidiárias 39 48 –18,8<br />

Total –88 219 •<br />

Registámos um lucro de €726 milhões na alienação de investimentos, montante este que<br />

inclui os proveitos da transacção do Crédit Lyonnais. Todos os investimentos e títulos<br />

da carteira disponíveis foram sujeitos a um teste de desvalorização (impairment test) e<br />

justificaram amortizações que totalizaram €687 milhões. O item mais elevado dizia<br />

respeito à participação na T-Online International AG, que foi reduzido em €506<br />

milhões.<br />

No referido teste de desvalorização, foi necessário recorrer a toda a informação<br />

disponível (preços de mercado, demonstrações financeiras, notações de risco, pareceres<br />

de analistas, etc.). A desvalorização só seria assumida caso existissem dificuldades<br />

económicas fundamentais, envolvendo prejuízos, desgaste nos capitais próprios e fluxos<br />

de caixa de exploração negativos. No âmbito do critério por nós criado, uma possível<br />

fraqueza do preço da acção em si não conduziria a uma situação de desvalorização. Esta<br />

abordagem está em linha com as instruções sobre aplicação da Implementation<br />

Guidance Committee da IAS 39.


(35) Custos operacionais<br />

Os custos operativos do Grupo englobam as despesas com pessoal e outros encargos, e a<br />

amortização no mobiliário e equipamento de escritório, no imobiliário e ainda outras<br />

imobilizações incorpóreas. Comparativamente ao exercício, foram reduzidos em 12%,<br />

ou seja, € 5,155 milhões, sobretudo devido às medidas adoptadas no âmbito do projecto<br />

de ofensiva de redução de custos. Estes custos dividem-se da seguinte forma:<br />

Custos com pessoal:<br />

- 120 -<br />

2002 2001<br />

€ m € m<br />

Variação<br />

em %<br />

Remunerações e salários 2,113 2,500 –15,5<br />

Contribuições obrigatórias para a segurança social 307 330 –7<br />

Custos com pensões e outros benefícios dos trabalhadores 259 236 9,7<br />

dos quais: contribuições para BVV 53 60 –11,7<br />

plano de pensões da empresa 206 176 17<br />

Total 2,679 3,066 –12,6<br />

Outros custos:<br />

2002 2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Despesas com instalações 604 566 6,7<br />

Custos de TI 527 646 –18,4<br />

Contribuições obrigatórias, outras despesas administrativas e<br />

legais<br />

277 340 –18,5<br />

Custos com publicidade, RR e promocionais, consultoria 111 195 –43,1<br />

Custos com os postos de trabalho 247 268 –7,8<br />

Diversos 143 201 –28,9<br />

Total 1,909 2,216 –13,9


Amortização de mobiliário e equipamento de escritório, propriedade imobiliária e<br />

outras imobilizações incorpóreas:<br />

- 121 -<br />

2002 2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Mobiliário e equipamento de escritório 511 518 –1,4<br />

Propriedade imobiliária 27 37 –27<br />

Outras imobilizações incorpóreas 29 18 61,1<br />

Total 567 573 –1<br />

(36) Outros resultados de exploração<br />

Para além dos proveitos de €721 milhões (cfr. pág. 108) obtidos da Integração do Grupo<br />

RHEINHYP na Eurohypo <strong>Aktiengesellschaft</strong>, os Outros resultados de exploração<br />

englobam fundamentalmente as dotações e as reposições de provisões, assim como<br />

custos e proveitos provisórios atribuíveis a acordos de locação financeira-compra. Os<br />

custos e proveitos resultantes de comissões de construção e de arquitectura ocorrem no<br />

âmbito da gestão de construção do nosso subgrupo CommerzLeasing und Immobilien<br />

AG. Outros impostos são igualmente incluídos neste item.<br />

2002 2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Outros principas custos operacionais 358 270 32,6<br />

Venda de activos da Montgomery Asset Management 170 – –<br />

Custos com edifícios e serviços de arquitectos 63 16 •<br />

Dotações para provisões 63 83 –24,1<br />

Custos de locação financeira-compra e despesas de arrendamento provisório 62 119 –47,9<br />

German Business Foundation Initiative – 52 –<br />

Outras principais proveitos de exploração 985 209 •<br />

Lucros da alienação do Grupo RHEINHYP 721 – –<br />

Reposição de provisões 78 44 77,3<br />

Proveitos de locação financeira-compra e proveitos de arrendamento provisório 70 122 –42,6<br />

Proveitos de edifícios e services de arquitectos 69 21 •


Proveitos de alienações de imobilizações incorpóreas 47 22 •<br />

Saldo de outros custos operacionais /proveitos de exploração diversos 141 –43 •<br />

Outros resultados de exploração 768 –104 •<br />

(37) Amortização regular do goodwill<br />

A amortização regular do goodwill totalizou €108 milhões (ano anterior: €116 milhões).<br />

Este valor inclui ainda a amortização do goodwill de empresas incluídas nos capitais<br />

próprios.<br />

(38) Despesas de reestruturação<br />

- 122 -<br />

2002 2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Despesas de medidas de reestruturação iniciadas 209 236 –11,4<br />

Projecto de balcões nacionais – 46 –<br />

Total 209 282 –25,9<br />

Para as medidas perconizadas no âmbito da ofensiva de redução de custos, a qual inter<br />

alia conduzirá à fusão e encerramento de balcões e incluirá igualmente uma redução de<br />

pessoal, inclusivamente na sede, foram consideradas despesas de medidas de<br />

reestruturação. No exercício de 2002, foram inscritas medidas de reestruturação no<br />

montante de €209 milhões na demonstração de resultados. Para além das despesas de<br />

reestruturação relativas à comdirect bank <strong>Aktiengesellschaft</strong>, o supra citado montante<br />

foi em grande parte dispendido no reposicionamento estratégico nos departamentos de<br />

Banca de Retalho e Valores Mobiliários. Adicionalmente, a reestruturação da<br />

organização, gestão de instalações e áreas como crédito e pessoal contribuíram<br />

largamente para esse elevado valor.<br />

(39) Impostos sobre lucros<br />

Os impostos sobre os lucros dividem-se da seguinte forma:<br />

2002 2001 Variação<br />

€ m € m Em %<br />

Impostos correntes sobre os lucros 356 385 –7,5<br />

Impostos diferidos –459 –499 –8<br />

Total –103 –114 –9,6


Os impostos diferidos no lado dos activos do balanço incluem custos de impostos<br />

diferidos no montante de € 26 milhões (ano anterior: € 131 milhões) da actualização de<br />

benefícios capitalizados derivados de perdas transitadas, que foram usadas no exercício<br />

anterior.<br />

A seguinte apresentação de transição mostra a ligação entre o resultado de exploração e<br />

os impostos sobre os lucros no exercício anterior:<br />

- 123 -<br />

2002 2001<br />

€ m € m<br />

Resultado líquido antes dos impostos de acordo com IAS –372 43<br />

Taxa de imposto sobre os lucros do Grupo 40% 39%<br />

Imposto sobre os lucros calculado e pago no exercício –148 17<br />

Efeitos de taxas de impostos diferentes que afectam os lucros durante os<br />

períodos em questão<br />

Efeitos de impostos de exercícios anteriores e reconhecidos no exercício<br />

transacto<br />

40 60<br />

92 –197<br />

Efeitos de custos operacionais não dedutíveis e lucros isentos de impostos –1,021 –141<br />

Amortização regular do goodwill 43 46<br />

Activos com impsotos diferidos não reportados 821 89<br />

Outros efeitos 70 12<br />

Impostos sobre os lucros –103 –114<br />

A taxa de imposto seleccionada como base para a apresentação de transição é composta<br />

pela taxa de imposto sobre as sociedades de 25% introduzida na Alemanha a partir de 1<br />

de Janeiro de 2001, através de legislação de redução de impostos, acrescida da taxa de<br />

solidariedade de 5,5% e uma taxa média de 18,4% para o imposto sobre os lucros das<br />

operações financeiras. Tendo em consideração a possibilidade de dedução do imposto<br />

sobre os lucros das operações financeiras, a taxa de imposto sobre os lucros alemã ronda<br />

os 40%.<br />

Os efeitos fiscais reflectem a discrepância entre as taxas de imposto efectivas<br />

causadas pelas diferenças entre a taxa de imposto sobre os lucros alemã e as dos vários<br />

países em que estão sediados membros do Grupo, que variam entre 0% e 46% (10% e<br />

48% respectivamente, no ano anterior), sendo igualmente devidas aos factores de<br />

diferimento para multiplicar o imposto municipal sobre operações financeiras na<br />

Alemanha.


(40) Lucro base por acção<br />

Lucro/prejuízo por acção 31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

Lucro/prejuízo líquido (€ m) –298 102 •<br />

Número médio de acções ordinárias em circulação (unidades) 533.637.824 536.253.922 –0,5<br />

Lucro/prejuízo por acção (€) –0,56 0,19 •<br />

Lucro/prejuízo por acção antes de despesas de reestruturação (€) –0,28 0,51 •<br />

Lucro/prejuízo por acção antes de despesas de reestruturação e amortização<br />

do goodwill (€)<br />

- 124 -<br />

em %<br />

–0,07 0,74 •<br />

Lucro/prejuízo por acção, calculados de acordo com a IAS 33, tem como base o<br />

lucro/prejuízo líquidos excluindo o lucro/prejuízo atribuível a interesses minoritários. O<br />

lucro/prejuízo líquidos é dividido pelo número médio de acções ordinárias em<br />

circulação.<br />

No exercício anterior e em 31 de Dezembro de 2002, não existiam direitos de<br />

conversão ou opção em circulação. O lucro/prejuízo por acção diluídos correspondem,<br />

deste modo, ao lucro/prejuízo por acção.<br />

(41) Rácio custos/proveitos<br />

Rácio custos/proveitos antes de despesas de reestruturação<br />

2002 2001 Variação<br />

e amortização do goodwill 80,3 81,1 –1<br />

(42) Informação segmentada<br />

Os resultados das áreas de negócio cobertas pelo Grupo <strong>Commerzbank</strong> Group são<br />

reflectidos na informação segmentada. A base para estes resultados é apresentada nos<br />

nossos memorandos de informação de gestão interna, preparados mensalmente de<br />

acordo com as regras IAS.<br />

A segmentação em areas de negócio baseia-se na estrutura da organização<br />

interna do Grupo, composta por duas divisões desde o dia 1 de Janeiro de 2001: Banca<br />

de Retalho e Gestão de Activos, por um lado, e Corporate e Banca de Investimento, por<br />

outro.<br />

em %


A divisão de Banca de Retalho e Gestão de Activos cobre o negócio com os<br />

clients de retalho e particulares, bem como as actividades de gestão de activos.<br />

A divisão de Corporate e Banca de Investimento engloba as nossas actividades<br />

com clientes empresa negócios que evolvem instituições, bem como as secções de<br />

operações financeiras da banca de investimento. A gestão de taxas de juros e moedas foi<br />

transferida do anterior Departamento de Tesouraria e Produtos Financeiros para o<br />

Departamento de Títulos, pertencente a esta divisão. Os valores do exercício anterior<br />

foram ajustados em conformidade.<br />

Apresentamos os bancos hipotecários como uma área separada. A Tesouraria do<br />

Grupo também é apresentada em separado.<br />

Estrutura das divisões válidas no exercício anterior:<br />

Divisão de Banca de<br />

Retalho e Gestão de<br />

Activos<br />

Divisão de Corporate e<br />

Banca de Investimento<br />

Bancos hipotecários<br />

- 125 -<br />

Departamento de Banca de<br />

Retalho<br />

Departamento de Private Banking<br />

Departamento de Gestão de<br />

Activos<br />

Departamento de Banca de<br />

Empresas<br />

Departamento de Empresas<br />

Multinacionais<br />

Departamento de Instituições<br />

Financeiras<br />

Departamento de Imobiliário<br />

Departamento de Títulos<br />

1) Agrupados em conjunto na informação<br />

segmentada em Clientes empresa e institucionais<br />

1)<br />

1)<br />

1)<br />

1)


O nosso reporte por segmento divide-se nos sete segmentos seguintes, que têm<br />

obrigatoriedade de reporte:<br />

• Banca de retalho, que inclui o private banking e a banca directa através de nossa<br />

subsidiária comdirect bank <strong>Aktiengesellschaft</strong>.<br />

• Gestão de activos, essencialmente com COMINVEST Asset Management GmbH,<br />

ADIG-Investment Luxemburg S.A., Jupiter International Group plc e Montgomery<br />

Asset Management, LLC.<br />

• Clientes empresa e institucionais, com os departamentos de Banca de Empresas,<br />

Empresas Multinacionais, e Instituições Financeiras, assim como com o negócio<br />

imobiliário e as actividades de clientes empresa das nossas unidades domésticas e<br />

estrangeiras.<br />

• Segmento de títulos com todas as actividades de negociação de acções e obrigações,<br />

negociação em instrumentos derivados, gestão de taxas de juros e moedas, assim como<br />

o negócio de F&A.<br />

• Tesouraria do Grupo, responsável pela gestão da liquidez doméstica e pela gestão da<br />

estrutura do Banco.<br />

• Bancos hipotecários, compostos pela Eurohypo <strong>Aktiengesellschaft</strong>, Hypothekenbank<br />

in Essen AG e também o Erste Europäische Pfandbrief- und Kommunalkreditbank den<br />

Luxemburgo. A RHEINHYP Rheinische Hypothekenbank <strong>Aktiengesellschaft</strong>,<br />

incluindo as suas subsidiárias, foram desconsolidadas em 31 de Julho de 2002. Na<br />

informação segmentada os valores totalmente consolidados são, por conseguinte,<br />

registados até ao dia 31 de Julho de 2002, inclusivé; desde Agosto que a Eurohypo<br />

<strong>Aktiengesellschaft</strong> foi consolidada nos nossos capitais próprios.<br />

• O segmento ”outros e consolidação”, inclui as contribuições para o lucro pelas quais<br />

cada um dos departamentos do banco não são responsáveis, assim como os itens de<br />

custos e proveitos que são necessários para reconciliar as variáveis de controlo da<br />

contabilidade interna, apresentadas na informação segmentada dos departamentos<br />

operacionais, em linha com os correspondents dados de contabilidade externa.<br />

O resultado gerado pelos segmentos é medido em termos dos proveitos de<br />

exploração e do resultado antes de impostos, assim como dos valores utilizados na<br />

rendibilidade de exploração dos capitais próprios e no rácio custos/proveitos. Devido à<br />

apresentação do resultado antes dos impostos, os interesses minoritários ficam incluídos<br />

no resultado e nos capitais próprios médios aplicados. Todos os proveitos relativamente<br />

aos quais existe um segmento responsável, é assim, reflectido no lucro antes de<br />

impostos. Isto significa que foi eliminada a duplicação dos proveitos, representados pelo<br />

contributo do lucro relativo ao negócio do ano anterior. Os números do ano anterior<br />

foram ajustados em conformidade.<br />

A rendibilidade operacional dos capitais próprios ou de rendibilidade dos<br />

capitais próprios antes de impostos, como uma das variáveis de controlo do Grupo<br />

<strong>Commerzbank</strong>, é calculada a partir da relação entre o lucro de exploração ou lucro<br />

- 126 -


antes de impostos, e os capitais próprios médios aplicados; mostra a retribuição dos<br />

capitais próprios investidos num dado sector de negócio.<br />

O rácio custos/proveitos é outra variável de controlo central, reflectindo a<br />

rentabilidade dos vários sectores de negócio. O rácio custos/proveitos na actividade de<br />

exploração representa o quociente formado pelos custos operativos (excluindo factores<br />

extraordinários) e os proveitos antes de provisões.<br />

Os proveitos e os custos operativos são apresentados de modo a reflectirem a<br />

unidade originária e aparecem ao preço do mercado, com a taxa de juro do mercado<br />

aplicada, no caso de instrumentos de taxa de juro. O juro líquido da respectiva unidade<br />

inclui também a respectiva rendibilidade de capitais próprios e o lucro do investimento,<br />

como variáveis imputadas. As unidades com capitais próprios ou que foram dotadas de<br />

capital são imputadas do juro sobre o seu capital, para assegurar a possibilidade de<br />

comparação com as unidades que não têm capitais próprios. O lucro de investimento<br />

obtido pelo Grupo sobre os seus capitais próprios é atribuído a várias unidades, de modo<br />

a reflectir o valor médio de capital imobilizado. A taxa de juro aplicada corresponde à<br />

de um investimento isento de risco no mercado de capitais a longo prazo. Os capitais<br />

próprios são calculados em conformidade com o Princípio I da supervisão bancária<br />

alemã, com base no valor médio estabelecido dos activos ponderados em função do<br />

risco e dos encargos de capital relativos ao risco do mercado (equivalentes a activos<br />

ponderados em função do risco).<br />

As despesas directas e indirectas (excluindo os factores extraordinários)<br />

representam as despesas de exploração (excluindo os factores extraordinários)<br />

apresentadas nos lucros de exploração. São constituídas pelos custos com pessoal, por<br />

outras despesas, pela depreciação do imobilizado e por outras imobilizações<br />

incorpóreas, excluindo o goodwill. Os custos e os proveitos provenientes de factores<br />

extraordinários, da amortização regular do goodwill e das despesas de reestruturação,<br />

aparecem em lucro de exploração, no lucro antes de impostos. As despesas de<br />

exploração estão atribuídas aos sectores de negócio individuais, com base no princípio<br />

de causalidade. As despesas indirectas relativas a serviços internos são imputadas ao<br />

beneficiário ou creditados à unidade que executou o serviço. Enquanto no ano anterior,<br />

6,1% dos custos operativos não foram afectados aos sectores de negócio, esta<br />

percentagem foi reduzida para 5,7% no último exercício.<br />

O saldo de custos/proveitos de factores extraordinários no segmento de Gestão<br />

de activos refere-se a despesas incorridas na venda dos activos da Montgomery Asset<br />

Management, assim como a amortizações de investimentos em unidades estrangeiras de<br />

gestão de activos.<br />

- 127 -


Decomposição, por área de negócio<br />

Exercício 2002<br />

€ m<br />

Banca de<br />

retalho<br />

Gestão de<br />

activos<br />

Clientes<br />

empresa e<br />

instituições<br />

- 128 -<br />

Títulos<br />

Tesouraria<br />

do Grupo<br />

Banca<br />

hipotecária<br />

Outros e<br />

consolidação<br />

Margem financeira 1,156 –19 2,011 95 214 444 –768 3,133<br />

Provisão para riscos de crédito –150 – –1,068 – – –103 – –1,321<br />

Margem financeira após provisionamento 1,006 –19 943 95 214 341 –768 1,812<br />

Comissões líquidas 809 508 606 229 – –32 – 2,120<br />

Resultado líquido da contabilização de<br />

cobertura de risco<br />

Total<br />

– – –3 – 26 –79 – –56<br />

Lucro de operações financeiras – –6 120 500 –25 12 –57 544<br />

Resultado líquido da Carteira de<br />

investimentos e títulos<br />

(excl. factores extraordinários)<br />

Outros resultados de exploração (excl.<br />

factores extraordinários)<br />

1 –6 –15 –7 24 128 –136 –11<br />

24 17 93 4 – 22 778 938<br />

Resultados 1,840 494 1,744 821 239 392 –183 5,347<br />

Custos operacionais (excl. factores<br />

extraordinários)<br />

1,787 481 1,291 1,117 70 111 298 5,155<br />

Resultados operacionais 53 13 453 –296 169 281 –481 192<br />

Saldo de custos/proveitos – –247 – – – – – –247<br />

Amortização regular do goodwill – 86 5 – – 12 5 108<br />

Despesas de reestruturação 97 10 8 52 – – 42 209<br />

Resultado antes de impostos –44 –330 440 –348 169 269 –528 –372<br />

Média de capitais próprios aplicados 1,644 799 5,339 1,302 168 1,931 688 11,871<br />

Rendibilidade de exploração dos<br />

capitais próprios (%)<br />

Rácio custos/proveitos na actividade de<br />

exploração (%)<br />

3,2 1,6 8,5 –22,7 100,6 14,6 – 1,6<br />

89,8 97,4 45,9 136,1 29,3 22,4 – 77,3<br />

Rendibilidade de capitais próprios<br />

antes de impostos<br />

–2.7 –41.3 8.2 –26.7 100.6 13.9 – –3.1<br />

Pessoal (empregados) (nº médio) 12,159 2,252 9,614 1,510 83 657 10,175 36,450


Decomposição, por área de negócio<br />

Exercício 2001<br />

€ m<br />

Banca de<br />

retalho<br />

Gestão de<br />

activos<br />

Clientes<br />

empresa e<br />

instituições<br />

- 129 -<br />

Títulos<br />

Tesouraria<br />

do Grupo<br />

Banca<br />

hipotecária<br />

Outros e<br />

consolidação<br />

Margem financeira 1,135 35 2,213 85 321 591 –799 3,581<br />

Provisão para riscos de crédito –145 – –622 – – –158 –2 –927<br />

Margem financeira após provisionamento 990 35 1,591 85 321 433 –801 2,654<br />

Comissões líquidas 853 611 538 334 –32 –40 3 2,267<br />

Resultado líquido da contabilização de<br />

cobertura de risco<br />

Total<br />

1 – –4 – 2 64 – 63<br />

Lucro de operações financeiras 1 13 195 981 –79 16 70 1,197<br />

Resultado líquido da Carteira de<br />

investimentos e títulos<br />

(excl. factores extraordinários)<br />

Outros resultados de exploração (excl.<br />

factores extraordinários)<br />

–10 –37 55 – 39 94 78 219<br />

–14 9 –41 –1 –1 26 –82 –104<br />

Resultados 1,821 631 2,334 1,399 250 593 –732 6,296<br />

Custos operacionais (excl. factores<br />

extraordinários)<br />

2,064 587 1,502 1,143 51 154 354 5,855<br />

Resultados operacionais –243 44 832 256 199 439 –1,086 441<br />

Saldo de custos/proveitos – – – – – – – –<br />

Amortização regular do goodwill 2 99 5 1 – 4 5 116<br />

Despesas de reestruturação 140 10 15 – – – 117 282<br />

Resultado antes de impostos –385 –65 812 255 199 435 –1,208 43<br />

Média de capitais próprios aplicados 1,685 821 6,124 1,495 321 1,564 1,056 13,066<br />

Rendibilidade de exploração dos<br />

capitais próprios (%)<br />

Rácio custos/proveitos na actividade de<br />

exploração (%)<br />

Rendibilidade de capitais próprios antes<br />

de impostos<br />

–14,4 5,4 13,6 17,1 62 28,1 – 3,4<br />

105 93 50,8 81,7 20,4 20,5 – 81,1<br />

–22,8 –7,9 13,3 17,1 62,0 27,8 – 0,3<br />

Pessoal (empregados) (nº médio) 14,121 2,351 10,113 1,439 102 1,011 9,218 38,355


Resultados trimestrais, por área de negócio<br />

€ m<br />

Banca<br />

de<br />

retalho<br />

Gestão<br />

de<br />

activos<br />

Clientes<br />

empresa e<br />

instituições<br />

- 130 -<br />

1º trimestre 2002<br />

Títulos<br />

Tesourari<br />

a do<br />

Grupo<br />

Banca<br />

hipotecária<br />

Outros e<br />

consolidação<br />

Margem financeira 284 2 511 21 58 167 –170 873<br />

Provisão para riscos de crédito –33 – –203 – – –18 – –254<br />

Margem financeira após<br />

provisionamento 251 2 308 21 58 149 –170 619<br />

Comissões líquidas 237 144 159 50 –1 –12 –2 575<br />

Resultado líquido da contabilização<br />

de cobertura de risco – – – – 13 –45 – –32<br />

Lucro de operações financeiras – 3 58 210 –16 28 30 313<br />

Resultado líquido de Carteira de<br />

investimentos e títulos<br />

(excl. factores extraordinários) – 3 – 1 – 71 17 92<br />

Outros resultados de exploração<br />

(excl. factores extraordinários) 1 – 29 2 – 3 –23 12<br />

Resultados 489 152 554 284 54 194 –148 1,579<br />

Custos operacionais (excl. factores<br />

extraordinários) 485 135 357 269 21 38 93 1,398<br />

Resultados operacionais 4 17 197 15 33 156 –241 181<br />

Saldo de custos/proveitos – – – – – – – –<br />

Amortização regular do goodwill – 25 2 – – 1 – 28<br />

Despesas de reestruturação – – – – – – – –<br />

Resultado antes de impostos 4 –8 195 15 33 155 –241 153<br />

Total


€ m<br />

Banca Gestão de Clientes<br />

de activos empresa e<br />

retalho instituições<br />

- 131 -<br />

2º trimestre 2002<br />

Títulos<br />

Tesourari<br />

a do<br />

Grupo<br />

Banca<br />

hipotecária<br />

Outros e<br />

consolidação<br />

Margem financeira 296 –9 512 26 35 136 –135 861<br />

Provisão para riscos de crédito –53 – –230 – – –25 – –308<br />

Margem financeira após<br />

provisionamento 243 –9 282 26 35 111 –135 553<br />

Comissões líquidas 215 141 152 47 3 –11 7 554<br />

Resultado líquido da contabilização<br />

de cobertura de risco<br />

Total<br />

– 1 –3 – 21 32 – 51<br />

Lucro de operações financeiras 1 –6 1 170 –25 –18 –19 104<br />

Resultado líquido da Carteira de<br />

investimentos e títulos<br />

(excl. factores extraordinários) – 19 11 – –8 –20 58 60<br />

Outros resultados de exploração<br />

(excl. factores extraordinários) 4 8 24 – –1 7 –2 40<br />

Resultados 463 154 467 243 25 101 –91 1,362<br />

Custos operacionais (excl. factores<br />

extraordinários) 454 123 315 286 20 42 68 1,308<br />

Resultados operacionais 9 31 152 –43 5 59 –159 54<br />

Saldo de custos/proveitos – – – – – – – –<br />

Amortização regular do goodwill – 26 1 – – 2 – 29<br />

Despesas de reestruturação – – – – – – – –<br />

Resultado antes de impostos 9 5 151 –43 5 57 –159 25


€ m<br />

Banca Gestão de Clientes<br />

de activos empresa e<br />

retalho instituições<br />

- 132 -<br />

3º trimestre de 2002<br />

Títulos<br />

Tesouraria<br />

do<br />

Grupo<br />

Banca<br />

hipotecária<br />

Outros e<br />

consolidação<br />

Margem financeira 290 –1 503 34 64 63 –232 721<br />

Provisão para riscos de crédito –59 – –330 – – –47 – –436<br />

Margem financeira após<br />

provisionamento 231 –1 173 34 64 16 –232 285<br />

Comissões líquidas 192 118 139 91 –1 –6 –32 501<br />

Resultado líquido da contabilização<br />

de cobertura de risco – –1 1 – –9 –12 – –21<br />

Lucro de operações financeiras –1 –9 10 70 38 –16 –56 36<br />

Resultado líquido da Carteira de<br />

investimentos e títulos<br />

(excl. factores extraordinários) 1 –9 23 – 32 39 –617 –531<br />

Outros resultados de exploração<br />

(excl. factores extraordinários) 4 5 72 1 1 2 799 884<br />

Resultados 427 103 418 196 125 23 –138 1,154<br />

Custos operacionais (excl. factores<br />

extraordinários) 424 120 298 282 15 21 69 1,229<br />

Resultados operacionais 3 –17 120 –86 110 2 –207 –75<br />

Saldo de custos/proveitos – – – – – – – –<br />

Amortização regular do goodwill – 24 1 – – 1 – 26<br />

Despesas de reestruturação 32 – – – – – – 32<br />

Resultado antes de impostos –29 –41 119 –86 110 1 –207 –133<br />

Total


€ m<br />

Banca Gestão de Clientes<br />

de activos empresa e<br />

retalho instituições<br />

- 133 -<br />

4º trimestre de 2002<br />

Títulos<br />

Tesouraria<br />

do<br />

Grupo<br />

Banca<br />

hipotecária<br />

Outros e<br />

consolidação<br />

Margem financeira 286 –11 485 14 57 78 –231 678<br />

Provisão para riscos de crédito –5 – –305 – – –13 – –323<br />

Margem financeira após<br />

provisionamento 281 –11 180 14 57 65 –231 355<br />

Comissões líquidas 165 105 156 41 –1 –3 27 490<br />

Resultado líquido da contabilização<br />

de cobertura de risco – – –1 – 1 –54 – –54<br />

Lucro de operações financeiras – 6 51 50 –22 18 –12 91<br />

Resultado líquido da Carteira de<br />

investimentos e títulos<br />

(excl. factores extraordinários) – –19 –49 –8 – 38 406 368<br />

Outros resultados de exploração<br />

(excl. factores extraordinários) 15 4 –32 1 – 10 4 2<br />

Resultados 461 85 305 98 35 74 194 1,252<br />

Custos operacionais (excl. factores<br />

extraordinários) 424 103 321 280 14 10 68 1,220<br />

Resultados operacionais 37 –18 –16 –182 21 64 126 32<br />

Saldo de custos/proveitos – –247 – – – – – –247<br />

Amortização regular do goodwill – 11 1 – – 8 5 25<br />

Despesas de reestruturação 65 10 8 52 – – 42 177<br />

Resultado antes de impostos –28 –286 –25 –234 21 56 79 –417<br />

Total


Resultados, por mercado geográfico<br />

A alocação aos segmentos respectivos com base na sede do balcão ou empresa<br />

consolidada leva à seguinte divisão:<br />

Exercício 2002<br />

€ m<br />

Alemanha Europa<br />

- 134 -<br />

(excluindo<br />

Alemanha)<br />

América Ásia Outros<br />

Proveitos líquidos de juros 2,130 466 379 147 11 3,133<br />

Provisão para riscos de crédito –957 –306 –77 19 – –1,321<br />

Margem financeira após provisionamento 1,173 160 302 166 11 1,812<br />

Comissões líquidas 1,366 526 142 82 4 2,120<br />

Resultado líquido da contabilização de<br />

cobertura de risco –69 16 –3 – – –56<br />

Lucro de operações financeiras 541 –28 19 12 – 544<br />

Resultado líquido da Carteira de<br />

investimentos e títulos –173 157 7 –2 –77 –88<br />

Outros resultados de exploração 939 –14 –153 2)<br />

países<br />

Total<br />

–4 – 768<br />

Amortização regular do goodwill 28 79 1 – – 108<br />

Custos operacionais 3,787 936 278 150 4 5,155<br />

Resultados de exploração<br />

antes de custos de reestruturação –38 –198 35 104 –66 –163<br />

Activos ponderados em função do risco de<br />

acordo com BIS1)<br />

104,257 33,629 13,899 4,140 615 156,540


No anterior exercício, alcançámos os seguintes resultados nos mercados geográficos:<br />

Exercício 2001 Alemanha Europa<br />

€ m<br />

- 135 -<br />

(excluindo<br />

Alemanha)<br />

América Ásia Outros<br />

Proveitos líquidos de juros 2,543 583 329 117 9 3,581<br />

Provisão para riscos de crédito –609 –71 –155 –92 – –927<br />

Margem financeira após provisionamento 1,934 512 174 25 9 2,654<br />

Comissões líquidas 1,387 538 238 100 4 2,267<br />

Resultado líquido da contabilização de<br />

cobertura de risco 67 –9 4 1 – 63<br />

Lucro de operações financeiras 816 284 81 12 4 1,197<br />

Resultado líquido da Carteira de<br />

investimentos e títulos 132 94 7 –14 – 219<br />

Outros resultados de exploração –78 –24 1 –3 – –104<br />

Amortização regular do goodwill 21 79 16 – – 116<br />

Custos operacionais 4,233 1,042 380 196 4 5,855<br />

Resultados de exploração<br />

antes de custos de reestruturação 4 274 109 –75 13 325<br />

Activos ponderados em função do riscode<br />

acordo com BIS1)<br />

1) excluindo riscos de mercado;<br />

2) dos quais: Montgomery Asset Management –€170milhões<br />

países<br />

Total<br />

133,048 39,959 16,560 5,197 679 195,443


Notas ao balanço<br />

(43) Caixa e disponibilidades<br />

Incluímos os seguintes itens na rubrica Caixa e disponibilidades:<br />

- 136 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Caixa 898 788 14,0<br />

Disponibilidades em bancos centrais 5,714 5,160 10,7<br />

Dívida emitida por entidades do sector público e letras redescontáveis em<br />

bancos centrais<br />

Títulos de tesouro e obrigações do tesouro descontáveis, e dívida semelhante<br />

emitida pelo sector público<br />

1,854 1,684 10,1<br />

1,511 1,277 18,3<br />

Letras 343 407 –15,7<br />

Total 8,466 7,632 10,9<br />

As disponibilidades em bancos centrais incluem créditos no Bundesbank (banco central<br />

alemão) no total de €4,371milhões (ano anterior: €4,474 milhões). O requisito de<br />

reserva mínima a ser cumprido no final de Dezembro de 2002 ascendia a €2,166<br />

milhões (ano anterior: €2,479 milhões).<br />

(44) Créditos sobre bancos<br />

Total à vista outros créditos<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação 31.12.2002 31.12.2001 31.12.2002 31.12.2001<br />

€ m € m em % € m € m € m € m<br />

Bancos alemães 22,226 29,644 –25,0 3,111 6,605 19,115 23,039<br />

Bancos estrangeiros 32,117 33,748 –4,8 10,685 7,220 21,432 26,528<br />

Total 54,343 63,392 –14,3 13,796 13,825 40,547 49,567<br />

Os créditos sobre bancos incluem €6,560 milhões de créditos ao sector público (ano<br />

anterior: €8,796 milhões) concedidos pelos bancos hipotecários.


(45) Créditos sobre clientes<br />

Os créditos sobre clientes dividem-se da seguinte forma:<br />

- 137 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Créditos sobre clientes nacionais 95,843 147,885 –35,2<br />

Créditos sobre clientes estrangeiros 52,671 72,430 –27,3<br />

Total 148,514 220,315 –32,6<br />

Os créditos sobre clientes incluem €25,718 milhões (ano anterior: €58,963 milhões) de<br />

créditos garantidos por hipotecas ou outras garantias sobre imobiliário, assim como<br />

€19,174 milhões (ano anterior: €44,143 milhões) de créditos do sector público.


(46) Créditos sobre e dívidas às subsidiárias e participações de capital<br />

Os créditos sobre e dívidas a subsidiárias não consolidadas, empresas associadas e<br />

empresas onde se detem uma participação de capital são os seguintes:<br />

- 138 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Créditos sobre bancos 954 102 •<br />

Subsidiárias 18 44 –59,1<br />

Empresas associadas e empresas onde se detem uma participação de capital 936 58 •<br />

Créditos sobre clientes 304 582 –47,8<br />

Subsidiárias 234 237 –1,3<br />

Empresas associadas e empresas onde se detem uma participação de capital 70 345 –79,7<br />

Obrigações, dívidas não garantidas e outros títulos de rendimento fixo 932 – –<br />

Subsidiárias 30 – –<br />

Empresas associadas e empresas onde se detem uma participação de capital 902 – –<br />

Acções e outros títulos de rendimento variável 358 – –<br />

Empresas associadas e empresas onde se detem uma participação de capital 358 – –<br />

Total 2,548 684 •<br />

Dívidas a bancos 71 128 –44,5<br />

Subsidiárias 2 21 –90,5<br />

Empresas associadas e empresas onde se detem uma participação de capital 69 107 –35,5<br />

Dívidas a clientes 47 59 –20,3<br />

Subsidiárias 34 41 –17,1<br />

Empresas associadas e empresas onde se detem uma participação de capital 13 18 –27,8<br />

Total 118 187 –36,9


(47) Total do crédito concedido<br />

Empréstimos a bancos 1)<br />

Créditos sobre clientes 1)<br />

- 139 -<br />

NOTAS<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

10,223 15,725 –35<br />

139,522 204,737 –31,9<br />

Letras descontadas 347 428 –18,9<br />

Créditos originados pelo Banco 2)<br />

21,379 18,852 13,4<br />

Total 171,471 239,742 –28,5<br />

1) excluindo reverse repos;<br />

2) incluídos nos investimentos financeiros e carteira de títulos<br />

Distinguimos empréstimos a bancos de créditos sobre bancos, por forma a que apenas<br />

sejam incluídos como empréstimos a bancos os créditos para os quais foram celebrados<br />

acordos de empréstimo especiais com os mutuários. Assim, as transacções do mercado<br />

monetário interbancário, por exemplo, não contam como empréstimos a bancos.


(48) Provisão para riscos de crédito<br />

A provisão para riscos de crédito é feita de acordo com regras que se aplicam a todo o<br />

Grupo e cobre todos os riscos de empréstimos e de país perceptíveis. Com base na<br />

experiência do passado, constituímos dotações para a avaliação global de riscos de<br />

crédito latentes.<br />

Créditos originados<br />

pelo Banco 1)<br />

Dotações para<br />

avaliação dos<br />

países<br />

- 140 -<br />

Dotações para a<br />

avaliação global<br />

Total<br />

2002 2001 2002 2001 2002 2001 2002 2001 Variação<br />

€ m € m € m € m € m € m € m € m em %<br />

em 1.1. 5,402 5,146 134 146 410 370 5,946 5,662 5<br />

Dotações 1,927 1,422 10 41 37 57 1,974 1,520 29,9<br />

Deduções 1,388 1,198 55 64 27 10 1,470 1,272 15,6<br />

Utilizadas 760 605 20 16 – – 780 621 25,6<br />

Reposições 628 593 35 48 27 10 690 651 6<br />

Alterações nas empresas<br />

consolidadas<br />

Variações/transferências na<br />

taxa cambial<br />

Provisão para riscos de<br />

crédito em 31.12<br />

1) incluindo provisões<br />

–449 –13 – – –101 9 –550 –4 •<br />

–172 45 –18 11 –5 –16 –195 40 •<br />

5,320 5,402 71 134 314 410 5,705 5,946 –4,1<br />

Tendo em consideração as amortizações directas e o rendimento recebido de créditos<br />

amortizados, as dotações e reposições reflectidas na demonstração de resultados<br />

levaram a riscos de provisão de €1,321 milhões (ano anterior: €927 milhões).


A provisão para riscos possíveis foi formada para:<br />

- 141 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Dívidas a bancos 83 110 –24,5<br />

Dívidas a clientes 5,293 5,538 –4,4<br />

Provisão para cobertura de itens do balanço 5,376 5,648 –4,8<br />

Garantias, avales prestados, compromissos de crédito 329 298 10,4<br />

Total 5,705 5,946 –4,1<br />

Após a dedução da garantia com um valor conservador no montante de €1,683 milhões,<br />

os créditos de valor ajustado que não recebiam juros nem rendimento ascendiam a<br />

€5,163 milhões.<br />

A provisão para riscos de crédito divide-se da seguinte forma:<br />

€ m<br />

Dotações para<br />

avaliação individual e<br />

provisões para crédito<br />

concedido<br />

Perdas em<br />

empréstimos 1)<br />

em 2002<br />

Dotação líquida 2)<br />

para avaliação e<br />

provisões para<br />

crédito concedido<br />

Clientes alemães 4,392 404 946<br />

Empresas e trabalhadores por conta própria 3,734 344 885<br />

Indústria 702 48 190<br />

Construção 280 7 56<br />

Serviços de distribuição 487 97 143<br />

Serviços, incl. professões, e outros 2,265 192 496<br />

Outros clientes particulares 658 60 61<br />

Clientes estrangeiros 928 455 353<br />

Bancos 50 1 –<br />

Empresas e clientes particulares 878 454 353<br />

Total 5,320 859 1,299<br />

1) Amortizações directas, dotações de avaliação individual utilizadas e provisões para crédito concedido<br />

2) Dotações menos reposições


Dados sobre a provisão para riscos de crédito:<br />

em % 2002 2001<br />

Rácio de dotação 1)<br />

Rácio de anulação de crédito 2)<br />

Rácio de cobertura 3)<br />

- 142 -<br />

0,77 0,39<br />

0,48 0,28<br />

3,33 2,48<br />

1) Provisões líquidas (novas provisões menos reposições de dotações de provisões e provisões tanto para créditos<br />

comerciais como a países e também provisão geral, mais o saldo das amortizações directas e os proveitos recebidos<br />

em créditos anteriormente alvo de amortizações) como percentagem do crédito total<br />

2) Incumprimentos (dotações de provisões e provisões utilizadas tanto para créditos comerciais como a países, mais o<br />

saldo das amortizações directas e os proveitos recebidos em créditos anteriormente alvo de amortizações) como<br />

percentagem do crédito total<br />

3) Provisões existentes (nível de dotações de provisões e provisões para riscos de contraparte em empréstimos<br />

comerciais, risco-país e provisão geral) como percentagem do crédito total<br />

Crédito total = volume de empréstimos comerciais e empréstimos a países


(49) Activos detidos para negociação<br />

As actividades de negociação do Grupo incluem a negociação em obrigações, dívidas<br />

não garantidas e outros títulos de rendimento fixo, acções e outros títulos de rendimento<br />

variável, livranças, câmbios e metais preciosos, para além de instrumentos financeiros<br />

derivados. Todos os itens da carteira de negociação são apresentados pelo valor justo.<br />

Os valores justos positivos incluem igualmente instrumentos financeiros que não<br />

podem ser utilizados como instrumentos de cobertura de risco na contabilização da<br />

cobertura do risco.<br />

- 143 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Obrigações, dívidas não garantidas e outros títulos de rendimento fixo 35,148 40,419 –13,0<br />

Instrumentos de mercado monetário 983 3,396 –71,1<br />

emitidos pelo sector público 359 354 1,4<br />

emitidos por outros mutuários 624 3,042 –79,5<br />

Obrigações e dívidas não garantidas 34,165 37,023 –7,7<br />

emitidos pelo sector-público 20,916 15,463 35,3<br />

emitidos por outros mutuários 13,249 21,560 –38,5<br />

Acções e outros títulos de rendimento variável 5,412 12,617 –57,1<br />

Livranças detidas para fins comerciais 515 669 –23,0<br />

Valores justos positivos de derivados de cobertura de risco 76,117 42,121 80,7<br />

Transacções em divisas 9,721 7,622 27,5<br />

Transacções de juros 59,197 27,808 •<br />

Outras operações 7,199 6,691 7,6<br />

Total 117,192 95,826 22,3<br />

€35,550 milhões (ano anterior: €49,542 milhões) das obrigações, dívidas não garantidas<br />

e outros títulos de rendimento fixo, assim como acções e outros títulos de rendimento<br />

variável eram títulos cotados.


(50) Carteira de investimentos e títulos<br />

A Carteira de Investimentos e títulos é composta por créditos não originados pelo<br />

Banco, todas as obrigações, dívidas não garantidas e outros títulos de rendimento fixo,<br />

acções e outros títulos de rendimento variável não detidos para negociação, assim como<br />

investimentos, participações em empresas associadas aferidos segundo os seus capitais<br />

próprios e participações em subsidiárias não incluídas na consolidação.<br />

- 144 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Créditos sobre bancos e clientes não originados pelo Banco 21,379 18,852 13,4<br />

Obrigações, dívidas não garantidas e outros títulos de rendimento fixo 53,400 74,767 –28,6<br />

Instrumentos de mercado monetário 431 2,478 –82,6<br />

emitidos pelo sector público 74 3 •<br />

emitidos por outros mutuários 357 2,475 –85,6<br />

Obrigações e dívidas não garantidas 52,969 72,289 –26,7<br />

emitidas pelo sector público 26,878 36,912 –27,2<br />

emitidas por outros mutuários 26,091 35,377 –26,2<br />

Acções e outros títulos de rendimento variável 1,999 4,351 –54,1<br />

Investimentos 3,629 5,225 –30,5<br />

dos quais: em bancos 1,999 2,780 –28.1<br />

Investimentos em empresas associadas 3,584 852 •<br />

dos quais: em bancos 3,250 439 •<br />

Participações em subsidiárias 567 408 39<br />

da qual: em bancos 60 67 –10,4<br />

Total 84,558 104,455 –19<br />

dos quais: aferidos pelo custo amortizado 1,609 1,318 22,1


Valores justos de investimentos financeiros cotados:<br />

- 145 -<br />

31.12.2002 31.12.2001<br />

€ m Valor justo Valor justo<br />

Obrigações, dívidas não garantidas e outros títulos de rendimento fixo 49,139 66,452<br />

Acções e outros títulos de rendimento variável 811 1,273<br />

Investimentos e investimentos em empresas associadas 5,815 4,456<br />

Total 55,765 72,181<br />

Investimentos em empresas grandes detidas pelo Grupo <strong>Commerzbank</strong>, de acordo com<br />

o Art. 313, (2), nº 4, do HGB:<br />

Designação social Sede<br />

Percentagem de capital detida<br />

31.12.2002 31.12.2001<br />

Al Wataniya Casablanca 9 9,5<br />

Banque Marocaine du Commerce Extérieur, S.A. Casablanca 10 10<br />

Buderus <strong>Aktiengesellschaft</strong> Wetzlar 10,5 10,5<br />

Compagnie Monégasque de Banque S.A.M. Mónaco – 10,4<br />

Heidelberger Druckmaschinen <strong>Aktiengesellschaft</strong> Heidelberg 10 9,9<br />

Holsten-Brauerei <strong>Aktiengesellschaft</strong> Hamburgo 7,2 7,2<br />

Linde <strong>Aktiengesellschaft</strong> Wiesbaden 10 10,4<br />

MAN <strong>Aktiengesellschaft</strong> Munique 6,8 6,5<br />

Sachsenring Automobiltechnik AG i.L. Zwickau 10 10<br />

Security Capital Group Inc. Santa Fé – 5,1<br />

Unibanco Holdings S.A. São Paulo 11,5 11,5<br />

Willy Vogel Beteiligungsgesellschaft mbH Berlim 19 19


(51) Imobilizações incorpóreas<br />

- 146 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Goodwill 1,040 1,380 –24,6<br />

Outras imobilizações incorpóreas 111 104 6,7<br />

Total 1,151 1,484 –22,4<br />

O goodwill é amortizado ao longo de uma vida útil provável de 15 anos, pelo método<br />

linear. O goodwill de outras empresas registado nos capitais próprios está incluído nos<br />

investimentos em empresas associadas (€341 milhões).<br />

Das outras imobilizações incorpóreas, o software desenvolvido internamente ascendia a<br />

€90 milhões (ano anterior: €100 milhões).<br />

(52) Imobilizações corpóreas<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Terrenos e edifícios 709 739 –4,1<br />

Mobiliário e equipamento de escritório 1,417 1,846 –23,2<br />

Equipamento em locação financeira 379 789 –52,0<br />

Total 2,505 3,374 –25,8<br />

No âmbito dos novos requisitos de informação sobre a classificação de nossas<br />

operações de locação financeira, contabilizámos o montante €0,4 mil milhões para o<br />

equipamento em locação financeira, que é apresentado na rubrica Créditos sobre<br />

clientes.


(53) Alterações do valor contabilístico das imobilizações corpóreas e dos<br />

investimentos<br />

Foram registadas as seguintes alterações para as imobilizações corpóreas e<br />

imobilizações incorpóreas e também para os investimentos, investimentos em empresas<br />

associadas e subsidiárias no exercício de 2002:<br />

€ m<br />

Imobilizações incorpóreas Imobilizações corpóreas<br />

Goodwill Outras<br />

imobilizações<br />

incorpóreas<br />

- 147 -<br />

Terrenos e<br />

edifícios<br />

Mobiliário e<br />

equipamento de<br />

escritório<br />

Valor contabilístico em 1.1.2002 1,380 104 739 1,846<br />

Custo de aquisição/produção<br />

em 1.1.2002 1,700 144 884 3,954<br />

Aumentos em 2002 – 53 92<br />

254<br />

Alienações em 2002 24 6<br />

87 431<br />

Transferências/alterações em empresas consolidadas –79 –13 –22 –52<br />

Custo de aquisição/produção<br />

Em1.12.2002 1,597 178 867 3,725<br />

Anulações em 2002 – – – –<br />

Amortizações cumulativas em 31.12.2001 320 40 145 2,108<br />

Diferenças cambiais –10 – –<br />

–14<br />

Aumentos em 2002 257 29 27<br />

511<br />

Alienações em 2002 – 1 5<br />

261<br />

Transferências/alterações em empresas consolidadas –10 –1<br />

–9 –36<br />

Amortizações cumulativas em 31.12.2002 557 67 158 2,308<br />

Valor contabilístico em 31.12.2002 1,040 111 709 1,417


€ m<br />

Imob. corp. Investimento<br />

Equipamento<br />

em locação<br />

financeira<br />

- 148 -<br />

Investimentos<br />

em empresas<br />

associadas<br />

Participações em<br />

subsidiárias<br />

Valor contabilístico em 1.1.2002 789 5,225 852 408<br />

Custo de aquisição/produção<br />

em 1.1.2002 1,335 5,428 886 408<br />

Aumentos em 2002 38 613 2,468 199<br />

Alienações em 2002 217 690 – 3<br />

Transferências/alterações em empresas consolidadas -721 –22 79 –<br />

Transferências/alterações em empresas consolidadas – –923 317 –<br />

Custo de aquisição/produção/valor justo<br />

em 31.12.2002 435 4,406 3,750 604<br />

Anulações em 2002 – 8 – –<br />

Amortizações cumulativas em 31.12.2001 546 203 34 –<br />

Aumentos em 2002 13 582 122 37<br />

Alienações em 2002 217 – – –<br />

Transferências/alterações em empresas consolidadas –286 – 10 –<br />

Amortizações cumulativas em 31.12.2002 56 785 166 37<br />

Valor contabilístico em 31.12.2002 379 3,629 3,584 567


(54) Impostos a recuperar<br />

- 149 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Impostos actuais a recuperar 704 881 –20,1<br />

Alemanha 607 773 –21,5<br />

Estrangeiro 97 108 –10,2<br />

Impostos diferidos a recuperar 5,291 2,737 93,3<br />

Impostos diferidos a recuperar 4,949 2,668 85,5<br />

Benefícios capitalizados de perdas transitadas não utilizadas 342 69 •<br />

Total 5,995 3,618 65,7<br />

Os impostos diferidos representam a redução potencial nos impostos sobre os lucros<br />

devido a diferenças temporárias entre os valores atribuídos a activos e passivos no<br />

balanço de acordo com as IAS e os seus valores para efeitos fiscais de acordo com a<br />

regulamentação fiscal local de empresas consolidadas.<br />

Os impostos a recuperar e a pagar diferidos foram directamente compensados e<br />

totalizaram € 409 milhões em 31 de Dezembro de 2002 (ano anterior: €3 milhões).<br />

Não foram reconhecidos impostos diferidos para perdas transitadas no montante<br />

de €2,796 milhões (ano anterior: €632 milhões), dado que actualmente não é certo se<br />

irão ser realizados.


Os impostos diferidos a recuperar foram formados no âmbito dos seguintes itens<br />

do balanço:<br />

- 150 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Créditos sobre bancos e clientes 139 102 36,3<br />

Dívidas a bancos e clientes 148 117 26,5<br />

Valor justo de derivados de cobertura de risco 2,050 545 •<br />

Activos detidos para negociação e débitos de actividades e<br />

negociação 1,537 1,058 45,3<br />

Passivo titularizado 287 366 –21,6<br />

Provisões 318 129 •<br />

Outros itens do balanço 470 351 33,9<br />

Total 4,949 2,668 85,5<br />

(55) Outros activos<br />

Os outros activos consistem principalmente nos itens seguintes:<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Cobranças 284 379 –25,1<br />

Pagamentos adiantados 435 722 –39,8<br />

Diversos, incluindo itens diferidos 936 1,895 –50,6<br />

Total 1,655 2,996 –44,8


(56) Dívidas a bancos<br />

- 151 -<br />

total<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Bancos alemães 42,893 26,807 60<br />

Bancos estrangeiros 72,091 82,279 –12,4<br />

Total 114,984 109,086 5,4<br />

dos quais: à vista outros passivos<br />

31.12.2002 31.12.2001 31.12.2002 31.12.2001<br />

€ m € m € m € m<br />

Bancos alemães 3,608 1,841 39,295 24,966<br />

Bancos estrangeiros 9,500 12,150 62,591 70,129<br />

Total 13,108 13,991 101,876 95,095


(57) Dívidas a clientes<br />

As dívidas a clientes consistem em depósitos de poupança, depósitos à ordem e<br />

depósitos a prazo, incluindo certificados de poupança.<br />

Depósitos de poupança Outros passivos<br />

- 152 -<br />

À vista<br />

Com prazo de vencimento<br />

acordado ou pré-aviso<br />

€ m 31.12.2002 31.12.2001 31.12.2002 31.12.2001 31.12.2002 31.12.2001<br />

Clientes alemães 11,035 9,838 26,857 27,799 31,647 43,413<br />

Empresas 41 38 16,782 16,286 20,885 30,565<br />

Clientes particulares e outros 10,989 9,795 9,684 10,928 7,572 8,259<br />

Sector público 5 5 391 585 3,190 4,589<br />

Clientes estrangeiros 1,038 866 6,251 8,790 18,872 25,692<br />

Empresas e clientes particulares 1,037 865 6,072 8,450 16,522 24,128<br />

Sector público 1 1 179 340 2,350 1,564<br />

Total 12,073 10,704 33,108 36,589 50,519 69,105<br />

Os depósitos de poupança dividem-se da seguinte forma:<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Depósitos de poupança com pré-aviso de três meses 11,262 9,773 15,2<br />

Depósitos de poupança com pré-aviso de mais de três<br />

meses<br />

811 931 –12,9<br />

Total 12,073 10,704 12,8


(58) Passivo titularizado<br />

O passivo titularizado engloba as obrigações e dívidas não garantidas, incluindo<br />

Pfandbriefe hipotecárias e do sector público, instrumentos do mercado monetário (p.ex.<br />

certificados de depósito, Euro-notes, papel comercial), certificados de índice, aceites e<br />

livranças pendentes.<br />

- 153 -<br />

total<br />

Dos quais: emitidos por<br />

bancos hipotecários<br />

31.12.2002 31.12.2001 31.12.2002 31.12.2001<br />

€ m € m € m € m<br />

Obrigações e dívidas não garantidas pendentes 74,905 144,081 53,967 107,275<br />

Instrumentos do mercado monetário pendentes 17,502 46,258 1,477 5,751<br />

Aceites e livranças pendentes 325 331 – –<br />

Total 92,732 190,670 55,444 113,026<br />

A taxa de juros paga em títulos do mercado monetário varia entre 0,10% e 29,1% (ano<br />

anterior: 0,50% e 23,75%); para as obrigações e dívidas não garantidas, varia entre<br />

0,05% e 32% (ano anterior: 0,05% e 25,20%). Os períodos de maturidade inicial dos<br />

títulos do mercado monetário podem ser de até um ano. Das obrigações e dívidas não<br />

garantidas, €54 mil milhões (ano anterior: €101 mil milhões) têm um prazo inicial<br />

superior a quatro anos.


A tabela seguinte apresenta as obrigações e dívidas não garantidas mais importantes<br />

emitidas em 2002:<br />

Equivalente Moeda Emitente Taxa de juro<br />

Maturidade<br />

em € m<br />

2,000 EUR Hypothekenbank in Essen AG 4,250 2006<br />

1,000 EUR Hypothekenbank in Essen AG 3,240 2004<br />

750 EUR Hypothekenbank in Essen AG 3,537 2004<br />

500 EUR Hypothekenbank in Essen AG 3,149 2003<br />

400 EUR Hypothekenbank in Essen AG 3,281 2003<br />

250 EUR Hypothekenbank in Essen AG 4,500 2004<br />

250 EUR Hypothekenbank in Essen AG 3,327 2004<br />

250 EUR Hypothekenbank in Essen AG 3,250 2003<br />

231 GBP <strong>Commerzbank</strong> AG 3,940 2003<br />

204 CHF Hypothekenbank in Essen AG 0,727 2005<br />

200 EUR Hypothekenbank in Essen AG 3,510 2003<br />

200 EUR Hypothekenbank in Essen AG 3,304 2004<br />

154 GBP <strong>Commerzbank</strong> AG 4,270 2003<br />

150 EUR Hypothekenbank in Essen AG 2,100 2003<br />

- 154 -


(59) Débitos de actividades de negociação<br />

Nos Débitos de actividades de negociação são apresentados os valores justos negativos<br />

de instrumentos derivados não utilizados como instrumentos de cobertura de risco no<br />

âmbito da contabilização da cobertura de risco. As obrigações de entrega resultants de<br />

vendas de títulos a descoberto são também incluídas nos Débitos de actividades de<br />

negociação.<br />

- 155 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Transacções baseadas em moedas 10,978 8,357 31,4<br />

Transacções baseadas em taxa de juro 58,982 28,264 •<br />

Obrigações de entrega resultants de vendas de títulos a descoberto 8,131 4,954 64,1<br />

Outras transacções 5,147 6,261 –17,8<br />

Total 83,238 47,836 74,0<br />

(60) Provisões<br />

As provisões dividem-se da seguinte forma:<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Provisões para pensões e encargos semelhantes 1,516 1,499 1,1<br />

Outras provisões 2,012 1,857 8,3<br />

Total 3,528 3,356 5,1


As variações nas provisões para pensões foram as seguintes:<br />

€ m<br />

Pensões de empregados no activo e<br />

antigos empregados<br />

em Pagamentos Dotação Transferências /<br />

em<br />

de pensões<br />

alterações nas<br />

1.1.2002<br />

empresas<br />

consolidadas<br />

31.12.2002<br />

821 – 91 –110 802<br />

Pensionistas 612 71 37 64 642<br />

Pessoal pré-reformado 33 15 12 – 30<br />

Trabalho a tempo parcial para<br />

empregados 33 20 30 –1 42<br />

Total 1,499 106 170 –47 1,516<br />

Na sua maioria, as provisões para pensões e compromissos semelhantes representam<br />

provisões para compromissos da empresa com pensões de reforma a pagar, com base<br />

nos direitos directos de benefícios. O tipo e escala das pensões de reforma para<br />

empregados com direito a benefícios são determinados pelos termos do acordo de<br />

pensões que se aplica (directrizes de pensões, esquema de pensões, plano de pensões<br />

com base em contribuições, compromissos individuais com pensões), que depende<br />

essencialmente da data de admissão do empregado no Banco. É com base neste sistema<br />

que as pensões são pagas aos empregados que atingem a idade de reforma, ou mais cedo<br />

no caso de invalidez ou morte.<br />

Os compromissos com reformas são calculados anualmente por um actuário<br />

independente, aplicando o método “projected unit credit”.<br />

O “projected unit credit” para compromissos com pensões em 31 de Dezembro<br />

de 2002 era de €1,576 milhões (ano anterior: €1,615 milhões). A diferença de €60<br />

milhões (ano anterior: €116 milhões) entre este número e as provisões para pensões é o<br />

resultado de alterações nos parâmetros actuariais e nas bases de cálculo em anos<br />

recentes. Os relatórios do actuário tiveram ainda em consideração o aumento no limiar<br />

dos proveitos dos pagamentos para o esquema de pensões que entrou em vigor a 1 de<br />

Janeiro de 2003.<br />

- 156 -


Em 2002, as dotações para provisões para esquemas de pensões com base em<br />

pagamentos do Banco dividem-se da seguinte forma:<br />

- 157 -<br />

2002 2001<br />

€ m € m<br />

– Custo de serviço 40 46<br />

– Custo de juro 91 88<br />

– Custo não-recorrente de pré-reformas e esquema de trabalho a tempo parcial<br />

para empregados idosos 39 31<br />

Dotações para provisões para esquemas para os quais o Banco contribui 170 165<br />

Variações em Outras provisões:<br />

€ m<br />

em Utilizadas Anulações Dotação/<br />

em<br />

1.1.2002 Variações 31.12.2002<br />

em empresas<br />

consolidadas<br />

Área de pessoa 676 432 79 364 529<br />

Medidas de reestruturação 203 112 – 194 285<br />

Riscos da concessão de crédito 298 16 63 110 329<br />

Bónus para esquemas especiais de poupança 115 115 – 116 116<br />

Processos legais e recursos 108 13 30 30 95<br />

Diversos 457 243 64 508 658<br />

Total 1,857 931 236 1,322 2,012<br />

As provisões na área de pessoal dizem basicamente respeito a provisões para vários<br />

tipos de bónus, a serem pagos a empregados do Grupo no primeiro trimestre de 2003.<br />

Foi constituída uma provisão de €194 millhões para as medidas de reestruturação<br />

introduzidas e anunciadas no exercício de 2002.<br />

O montante constituído aparece na demonstração de resultados nas Despesas de<br />

reestruturação. A provisão para a garantia prestada à Eurohypo AG para compensação<br />

de possíveis incumprimentos de crédito está incluída nas Diversas Provisões, por um<br />

montante abrangente.


(61) Impostos a pagar<br />

- 158 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variações<br />

€ m € m em %<br />

Impostos sobre os lucros a pagar 278 398 –30,2<br />

Impostos sobre os lucros a pagar a autoridades fiscais 3 33 –90,9<br />

Provisões para impostos sobre lucros 275 365 –24,7<br />

Impostos sobre lucros a pagar diferidos 3,386 1,700 99,2<br />

Impostos diferidos a a pagar sobre os lucros 3,386 1,700 99,2<br />

Total 3,664 2,098 74,6<br />

As provisões para impostos sobre os lucros são impostos a pagar para os quais não foi<br />

ainda recebido um aviso de tributação final formal. Os montantes a pagar às autoridades<br />

fiscais representam obrigações de pagamento de impostos correntes às autoridades<br />

alemãs e estrangeiras. Os impostos diferidos no lado do passivo representam a carga<br />

fiscal potencial resultante de diferenças temporárias entre os valores atribuídos aos<br />

activos e passivos no balanço consolidado de acordo com as IAS e os seus valores para<br />

efeitos fiscais de acordo com as regulamentações fiscais locais das empresas<br />

consolidadas.<br />

Os impostos diferidos a pagar sobre os lucros resultaram os seguintes itens:<br />

Activos detidos para negociação e débitos de actividades de<br />

negociação<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variações<br />

€ m € m em %<br />

777 338 •<br />

Carteira de investimentos e títulos 1,276 834 53<br />

Valores justos de derivados de cobertura de risco 885 – –<br />

Créditos sobre bancos e clientes 259 349 –25,8<br />

Dívidas a bancos e clientes 8 10 –20<br />

Diversos 181 169 7,1<br />

Total 3,386 1,700 99,2


(62) Outros passivos de actividades operacionais<br />

Os outros passivos de actividades operacionais dividem-se da seguinte forma:<br />

- 159 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Juros diferidos do passivo subordinado 324 381 –15<br />

Efeitos da aferição de itens de passivo subordinado cobertos<br />

(IAS 39)<br />

820 230 •<br />

Passivos diversos, incluindo itens diferidos 2,141 2,248 –4,8<br />

Total 3,285 2,859 14,9


(63) Passivo subordinado<br />

O passivo subordinado divide-se da seguinte forma:<br />

- 160 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

Passivos subordinados 6,845 8,011 –14,6<br />

dos quais: capital tier III, conforme definido no Art. 10, (7), KWG 774 1,175 –34,1<br />

do quais: com maturidade dentro de dois anos 974 1,985 –50,9<br />

Certificados de participação de lucros pendentes 2,392 2,513 –4,8<br />

dos quais: com maturidade dentro de dois anos 266 15 •<br />

Total 9,237 10,524 –12,2<br />

Por forma a cumprir os requisitos legais aplicáveis a esses passivos subordinados,<br />

apresentámos os efeitos de aferição de itens cobertos de acordo com a IAS 39 e, ainda<br />

os pagamentos de juros diferidos referentes a essas transacções, na rubrica Outros<br />

passivos.<br />

Os passivos subordinados são fundos exigíveis conforme definido no Art. 10,<br />

(5a), da KWG. Os direitos dos credores ao reembolso destes passivos são subordinados<br />

aos dos outros credores. Os emitentes não podem ser obrigados a efectuar reembolsos<br />

antecipados. Em caso de falência ou dissolução, os passivos subordinados apenas<br />

poderão ser alvo de reembolso após terem sido satisfeitos os direitos de todos os<br />

credores seniores.<br />

No final de 2002, as principais emissões de passivos subordinados pendentes eram as<br />

seguintes:<br />

Ano de emissão € m Moeda em m Emitente Taxa de juro Data de Maturidade<br />

2000 590 590 EUR <strong>Commerzbank</strong> AG 6,500 2010<br />

1999 550 550 EUR <strong>Commerzbank</strong> AG 4,750 2009<br />

2001 490 490 EUR <strong>Commerzbank</strong> AG 6,125 2011<br />

1997 308 200 GBP <strong>Commerzbank</strong> AG 7,875 2007<br />

1999 300 300 EUR <strong>Commerzbank</strong> AG 6,250 2009<br />

2002 275 275 EUR <strong>Commerzbank</strong> AG 5,500 2008<br />

2001 250 250 EUR <strong>Commerzbank</strong> AG 5,100 2011<br />

1999 231 150 GBP <strong>Commerzbank</strong> AG 6,625 2019


Durante o exercício em análise, os juros pagos pelo Grupo por passivos subordinados<br />

totalizaram €432 milhões (ano anterior: €475 milhões). Este valor inclui €151 milhões<br />

(ano anterior: €189 milhões) de encargo de juros diferidos de juris devidos mas ainda<br />

não pagos e são registados na rubrica Outros passivos.<br />

Os certificados de participação de lucros pendentes servem para reforçar o capital do<br />

Banco de acordo com as disposições da Lei Bancária Alemã (Art. 10, (5), KWG). Eles<br />

são directamente afectados pelas perdas do exercício. Os pagamentos dos juros são<br />

feitos apenas em caso de distribuição de lucro. O direito dos titulares de certificados de<br />

participação de lucros a reembolso do capital está subordinado ao de outros credores.<br />

As principais emissões de certificados de participação de lucros que se encontram<br />

pendentes são as seguintes:<br />

Ano de emissão € m Emitente Taxa de juro Data de maturidade<br />

1993 409 <strong>Commerzbank</strong> AG 7,250 2005<br />

2000 320 <strong>Commerzbank</strong> AG 6,375 2010<br />

1991 256 <strong>Commerzbank</strong> AG 9,500 2003<br />

1992 256 <strong>Commerzbank</strong> AG 9,150 2004<br />

1994 256 <strong>Commerzbank</strong> AG 4,572 2006<br />

1996 256 <strong>Commerzbank</strong> AG 7,900 2008<br />

Os juros a pagar no âmbito dos certificados de participação de lucros pendentes para o<br />

exercício de 2002 totalizam €191 milhões (ano anterior: €192 milhões). Na rubrica<br />

Outros passivos foram registados €173 milhões.<br />

(64) Capital híbrido<br />

Tal como nos anos anteriores, o Grupo <strong>Commerzbank</strong> aumentou o capital híbrido no<br />

exercício de 2002.<br />

- 161 -


(65) Estrutura do capital<br />

- 162 -<br />

31.12.2002 31.12.2001<br />

€ m € m<br />

a) Capital subscrito 1,378 1,394<br />

b) Reserva de capital 6,131 6,197<br />

c) Resultados transitados 3,268 4,046<br />

d) Reserva de reavaliação –769 189<br />

e) Avaliação das coberturas de fluxo de caixa –1,248 –397<br />

f) Reserva de conversão cambial –6 114<br />

g) Lucro/prejuízo consolidado 54 217<br />

Total 8,808 11,760<br />

a) Capital subscrito<br />

O capital subscrito (capital social) da <strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong> está dividido<br />

em acções sem valor nominal, com um valor nocional de €2,60 cada. As acções são<br />

emitidas como acções ao portador.<br />

1.000 unidades<br />

Número de acções em circulação em 1.1.2002 536.051<br />

mais: acções próprias em 31.12. do ano anterior 5.776<br />

Emissão de acções para os empregados 380<br />

Número de acções emitidas em 31.12.2002 542.207<br />

menos: acções próprias 12.263<br />

Número de acções em circulação em 31.12.2002 529.944<br />

Antes das acções próprias serem subtraídas de acordo com o Art. 71, (1), no. 7, AktG, o<br />

capital subscrito ascende a €1,410 milhões. Não existem direitos preferenciais no<br />

<strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong> ou restrições ao pagamento de dividendos.


O valor das acções emitidas, em circulação e autorizadas é o seguinte:<br />

- 163 -<br />

31.12.2002 31.12.2001<br />

€ m 1.000 unidades € m 1.000 unidades<br />

Acções emitidas 1,410 542.207 1,409 541.827<br />

– Acções próprias –32 –12.263 –15 –5.776<br />

= Acções em circulação (capital subscrito) 1,378 529.944 1,394 536.051<br />

+ Acções ainda não emitidas do capital autorizado 493 189.705 414 159.183<br />

Total 1,871 719.649 1,808 695.234<br />

O número de acções autorizadas totaliza 731.912 milhares de unidades (ano anterior:<br />

701.010 milhares de unidades). O montante representado pelas acções autorizadas é de<br />

€1,903 milhões (ano anterior: €1,823 milhões).<br />

Em 31 de Dezembro de 2002, tinham sido depositadas 7.891 milhares de acções<br />

(ano anterior: 12.106 milhares de unidades) junto do Grupo como garantia. Isto<br />

representava 1,5% (ano anterior: 2,2%) das acções em circulação na data do balanço.<br />

b) Reserva de capital<br />

Na reserva de capital registam-se os prémios de emissão de acções. Adicionalmente, a<br />

reserva de capital inclui montantes que foram realizados para direitos de conversão e<br />

opção, dando o direito aos detentores a adquirirem acções, quando se emitiam<br />

obrigações e dívidas não garantidas.<br />

A reserva de capital do Grupo é o montante apresentado para o <strong>Commerzbank</strong><br />

<strong>Aktiengesellschaft</strong> menos as acções próprias detidas. Os valores representados pelas<br />

subsidiárias na reserva de capital são eliminados como parte da consolidação das contas<br />

de capital ou figuram como interesses minoritários.<br />

c) Resultados transitados<br />

Os resultados transitados consistem na reserva legal e outras reservas. A reserva legal<br />

inclui as reservas que foram constituídas de acordo com a lei nacional; nas<br />

demonstrações financeiras individuais, os montantes atribuídos a esta reserva não<br />

podem ser distribuídos. O montante global dos resultados transitados apresentado no<br />

balanço é de €3 milhões de reserva legal (ano anterior: €3 milhões) e €3,265 milhões<br />

(ano anterior: €4,043 milhões) de outras reservas.<br />

d) Reserva de reavaliação<br />

Os resultados de avaliação da carteira de investimentos e títulos pelo valor justo, se for<br />

necessário considerar os impostos diferidos, são atribuídos à reserva de reavaliação. Os


ganhos ou perdas apenas figuram na demonstração de resultados quando o activo é<br />

alienado ou totalmente amortizado.<br />

e) Avaliação das coberturas de fluxo de caixa<br />

Os ganhos ou perdas em coberturas efectivas utilizadas nas coberturas de fluxo de caixa<br />

aparecem – depois de considerados os impostos diferidos – neste item do capital.<br />

f) Reserva de conversão cambial<br />

A reserva de conversão cambial refere-se a ganhos e perdas de conversão resultantes da<br />

consolidação das contas de capital. Aqui são incluídas diferenças nas taxas de câmbio<br />

que resultam da consolidação de subsidiárias e de empresas associadas.<br />

(66) Capital condicionado<br />

O capital condicionado destina-se a ser utilizado para a emissão de obrigações<br />

convertíveis ou obrigações com warrants e igualmente certificados de participação de<br />

lucros com direitos de conversão ou de opção.<br />

Alterações no capital condicionado do Banco:<br />

€ m<br />

Obrigações convertíveis/<br />

Capital<br />

condicionado<br />

Adições Vencimentos<br />

- 164 -<br />

Utiliza-<br />

ções<br />

Capital<br />

Condicionado<br />

1.1.2002 31.12.2002<br />

capital<br />

dos quais:<br />

condicionado<br />

utilizado<br />

linhas<br />

disponíveis<br />

obrigações com warrants 78 – 78 – – – –<br />

Obrigações convertíveis/<br />

obrigações com<br />

warrants/direitos de<br />

participação nos lucros 200 – – – 200 – 200<br />

Total 278 – 78 – 200 – 200<br />

Conforme deliberado na Assembleia Geral Anual de 30 de Maio de 1997, o aumento<br />

condicional do capital social do Banco para €78,000,000 milhões, expirou a 30 de Abril<br />

de 2002.<br />

Conforme deliberado pela Assembleia Geral Anual de 21 de Maio de 1999, o<br />

capital social foi aumentado condicionalmente até €200,070,000 Euros. Esse aumento<br />

de capital condicionado apenas será efectuado na medida em que os detentores de<br />

obrigações convertíveis, de obrigações com warrants ou certificados de participação


com direitos de opção ou conversão a serem emitidos até 30 de Abril de 2004, quer pelo<br />

<strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong> ou por empresas em que o Banco detenha, directa ou<br />

indirectamente, um interesse maioritário, exerçam os seus direitos de opção ou<br />

conversão ou os detentores de obrigações convertíveis ou certificados de participação<br />

com direitos de conversão a serem emitidos até 30 de Abril de 2004, quer pelo<br />

<strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong> ou por empresas em que o Banco detenha, directa ou<br />

indirectamente, um interesse maioritário, cumpram a obrigação de exercer os seus<br />

direitos de conversão.<br />

- 165 -


(67) Capital autorizado<br />

Data<br />

deliberação<br />

da AGA<br />

Montante<br />

original<br />

Utilizado em anos anteriores<br />

para aumentos de capital<br />

Utilizado em 2002 para<br />

aumentos de capital<br />

- 166 -<br />

Autoriza-<br />

ção expirada<br />

Montante<br />

remanescente<br />

€ m € m € m € m € m<br />

Data limite<br />

da<br />

autorização<br />

30.05.1997 26 10 1 15 – Expirado<br />

21.05.1999 175 – – – 175 30.04.2004<br />

21.05.1999 175 25 – – 150 30.04.2004<br />

21.05.1999 86 13 – – 73 30.04.2004<br />

31.05.2002 30 – – – 30 30.04.2007<br />

31.05.2002 65 – – – 65 30.04.2007<br />

Total 557 48 1 15 493<br />

O Conselho de Administradores Delegados está autorizado a aumentar, mediante<br />

aprovação do Conselho Fiscal, o capital da Sociedade até 30 de Abril de 2004, através<br />

da emissão de acções sem valor nominal, contra numerário, numa só tranche ou em<br />

várias, por um montante máximo de €175,000,000 milhões. O Conselho de<br />

Administradores Delegados poderá, mediante a aprovação do Conselho Fiscal, excluir<br />

os direitos de subscrição de accionistas na medida necessária para oferecer aos titulares<br />

de direitos de conversão ou opção, quer já emitidos ou a emitir pela <strong>Commerzbank</strong><br />

<strong>Aktiengesellschaft</strong> ou as suas subsidiárias, direitos de subscrição na medida a que eles<br />

teriam direito como accionistas após terem exercido os seus direitos de conversão ou<br />

opção. Adicionalmente, quaisquer montantes fraccionados de acções podem ser<br />

excluídos dos direitos de subscrição dos accionistas.<br />

O Conselho de Administradores Delegados está autorizado a aumentar, mediante<br />

a aprovação do Conselho Fiscal, o capital social da Sociedade até 30 de Abril de 2004,<br />

através da emissão de acções sem valor nominal, contra numerário ou contribuições em<br />

espécie, numa só tranche ou em várias, por um montante máximo de €149,563,570.80.<br />

Em princípio, deverão ser oferecidos aos accionistas direitos de subscriçãos; contudo, o<br />

Conselho de Administradores Delegados poderá, mediante aprovação do Conselho<br />

Fiscal, excluir os direitos de subscrição dos accionistas na medida em que sejam<br />

necessários para oferecer aos detentores de direitos de conversão ou opção, quer já<br />

emitidos ou a emitir pelo <strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong> ou as suas subsidiárias,<br />

direitos de subscrição na medida em que a eles teriam direito como accionistas após<br />

terem exercido os seus direitos de conversão ou opção. Adicionalmente, quaisquer<br />

montantes fraccionados de acções podem ser excluídos dos direitos de subscrição dos<br />

accionistas. Para além disso, o Conselho de Administradores Delegados pode, com a<br />

aprovação do Conselho Fiscal, excluir os direitos de subscrição dos accionistas na<br />

medida em que o aumento de capital seja feito contra pagamentos em espécie com a<br />

finalidade de adquirir empresas ou participações em empresas.


O Conselho de Administradores Delegados está autorizado a aumentar, mediante<br />

a aprovação do Conselho Fiscal, o capital social da empresa até 30 de Abril de 2004,<br />

através da emissão de acções sem valor nominal contra pagamentos em numerário,<br />

numa só tranche ou em várias, no montante máximo de €73,669,684.60. O Conselho de<br />

Administração pode, com a aprovação do Conselho de Supervisão, excluir os direitos de<br />

subscrição dos accionistas, se o preço de emissão das novas acções não for<br />

substancialmente inferior ao das acções já cotadas oferecendo as mesmas condições.<br />

O Conselho de Administradores Delegados está autorizado a aumentar, mediante<br />

a aprovação do Conselho Fiscal, o capital social do banco até 30 de Abril de 2007,<br />

através da emissão de novas acções sem valor nominal contra pagamentos em<br />

numerário, numa só tranche ou em várias, no montante global de €30,000,000,<br />

excluindo, desta forma, os direitos de subscrição de accionistas, para efeitos de emissão<br />

destas acções para os empregados do Banco.<br />

O Conselho de Administradores Delegados está autorizado a aumentar, mediante<br />

a aprovação do Conselho Fiscal, o capital social da empresa até 30 de Abril de 2007,<br />

através da emissão de acções sem valor nominal contra pagamentos em numerário,<br />

numa só tranche ou em várias, no montante máximo de €65,000,000. O Conselho de<br />

Administradores Delegados poderá, mediante a aprovação do Conselho Fiscal, excluir<br />

os direitos de subscrição dos accionistas, se o preço de emissão das novas acções não<br />

for substancialmente inferior ao das acções já cotadas oferecendo as mesmas condições.<br />

- 167 -


(68) A posição em divisas do Banco<br />

Em 31 de Dezembro de 2002, o Grupo <strong>Commerzbank</strong> tinha os seguintes activos e<br />

passivos em moeda estrangeira (excluindo o valor justo dos derivados):<br />

- 168 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ m € m em %<br />

USD JPY GBP Outros Total Total<br />

Reservas de caixa 245 801 0 166 1,212 286<br />

Créditos sobre bancos 12,080 3,254 2,839 3,362 21,535 23,323 –7,7<br />

Créditos sobre bancos 29,541 3,936 3,188 6,433 43,098 57,307 –24,8<br />

Activos detidos para negociação 3,724 2,159 1,453 2,127 9,463 14,640 –35,4<br />

Carteira de investimentos e títulos 7,431 852 525 1,321 10,129 19,666 –48,5<br />

Outros itens do balanço 3,854 720 1,303 2,027 7,904 5,361 47,4<br />

Activos em moeda estrangeira 56,875 11,722 9,308 15,436 93,341 120,583 –22,6<br />

Dívidas a bancos 26,303 5,560 5,954 9,110 46,927 61,815 –24,1<br />

Dívidas a clientes 10,591 2,231 4,124 4,133 21,079 27,960 –24,6<br />

Passivo titularizado 10,482 347 6,119 3,138 20,086 53,716 –62,6<br />

Outros itens do balanço 6,660 577 2,398 2,382 12,017 5,344<br />

Passivos em moeda estrangeira 54,036 8,715 18,595 18,763 100,109 148,835 –32,7<br />

Devido às alterações nas taxas de câmbio durante o exercício de 2002, o total do<br />

balanço consolidado aumentou cerca de €15 mil milhões; no ano anterior, o aumento foi<br />

de cerca de €4 mil milhões.


Notas aos instrumentos financeiros<br />

(69) Operações com produtos derivados<br />

As tabelas a seguir apresentam os respectivos montantes nominais e valores justos de<br />

derivados OTC e produtos derivados transaccionados em bolsa. De modo a reduzir o<br />

risco de crédito de contratos de derivados tanto para efeitos económicos como<br />

regulamentares, celebrámos acordos-mestre (acordos de compensação bilaterais) com<br />

associados nossos (p.ex., em 1992, o Acordo-mestre Trans-fronteiriço Multimoedas<br />

ISDA; o Acordo-mestre Alemão sobre Futuros Financeiros). Ao abrigo destes acordos<br />

de compensação bilaterais, os valores justos positivos e negativos dos contratos<br />

derivativos, incluídos num acordo mestre, podem ser compensados, reduzindo, deste<br />

modo, o risco de crédito a um simples crédito líquido de uma das partes do contrato<br />

(close-out netting).<br />

Tanto para efeitos de relatórios de entidades reguladores como para a<br />

quantificação e monitorização interna dos nossos compromissos de crédito, apenas<br />

recorremos a estas técnicas de redução do risco se as considerarmos exequíveis na<br />

respectiva jurisdição, caso o nosso parceiro comercial se torne insolvente. Recorremos a<br />

pareceres jurídicos de várias sociedades internacionais de advogados sobre os principais<br />

sistemas jurídicos para confirmarmos a exequibilidade destas técnicas.<br />

Em analogia com os acordos-mestre temos os acordos colaterais (p.ex.<br />

aditamento de colateralização de contratos futuros financeiros, Aditamento a Suporte de<br />

Crédito), que celebramos com nossos parceiros comerciais, com o objectivo de garantir<br />

o crédito líquido ou a dívida que perdurará após a compensação. Regra geral, a gestão<br />

colateral contribui para reduzir o risco através de avaliações frequentes (diárias ou<br />

semanais) e ajustamentos das transacções afectadas e da garantia do compromisso.<br />

Atingimos, em média, uma redução em 79% do risco de crédito de contratos de<br />

produtos derivados e de garantias cobertas por estas técnicas de redução do risco,<br />

poupando assim o capital regulamentar.<br />

Em 31 de Dezembro e 2002 (ano anterior: €17,5 mil milhões) as nossas<br />

actividades de negociação de crédito originaram posições de crédito (protecção vendida)<br />

que ascendem a €38,8 mil milhões 2002 face aos €43,1 mil milhões (ano anterior: €19,8<br />

mil milhões) de protecção adquirida.<br />

- 169 -


- 170 -<br />

NOTAS<br />

31.12.2002 Montante nominal Valor justo<br />

€ milhões<br />

Transacções a prazo em divisas<br />

inferior a<br />

1 ano<br />

Prazo de<br />

vencimento residual<br />

1-5 anos<br />

mais de<br />

5 anos<br />

total positivo negativo<br />

Produtos OTC 399,133 96,456 38,591 534,180 10,633 12,296<br />

Operações de moeda à vista e a prazo 284,190 19,522 1,366 305,078 6,563 8,141<br />

Swaps de taxas de juro e de moeda 49,270 70,830 36,787 156,887 3,489 3,417<br />

Opções de compra de moeda 33,577 3,417 219 37,213 581 –<br />

Opções de venda de moeda 32,096 2,687 219 35,002 – 738<br />

Outras operações cambiais – – – – – –<br />

Produtos negociados em bolsa 291 72 – 363 – –<br />

Futuros de moeda 289 72 – 361 – –<br />

Opções de moeda 2 – – 2 – –<br />

Total 399,424 96,528 38,591 534,543 10,633 12,296<br />

Transacções de futuros de taxa de juro<br />

Produtos OTC 1,334,628 939,749 762,201 3,036,578 61,276 63,158<br />

Contratos a prazo de taxa de juro 341,578 2,306 – 343,884 361 454<br />

Swaps de taxas de juro 951,349 773,229 632,982 2,357,560 56,863 57,680<br />

Opções de compra sobre futuros de taxas de juro 13,796 56,978 54,341 125,115 3,372 –<br />

Opções de venda sobre futuros de taxas de juro 14,944 66,682 62,237 143,863 – 3,641<br />

Outros contratos de taxa de juro 12,961 40,554 12,641 66,156 680 1,383<br />

Produtos negociados em bolsa 153,362 16,009 6,064 175,435 – –<br />

Futuros de taxas de juro 68,916 8,463 2,521 79,900 – –<br />

Opções de taxas de juro 84,446 7,546 3,543 95,535 – –


Total 1,487,990 955,758 768,265 3,212,013 61,276 63,158<br />

Outras operações a prazo<br />

Produtos OTC 27,411 53,409 58,440 139,260 7,339 5,349<br />

Produtos estruturados de capital ou índices 2,405 4,409 470 7,284 2,472 418<br />

Opções de compra de acções 7,892 12,166 197 20,255 3,648 –<br />

Opções de compra de acções 7,037 11,932 260 19,229 – 3,735<br />

Produtos derivados de crédito 782 24,902 57,513 83,197 1,185 1,137<br />

Contratos de metais preciosos 9,295 – – 9,295 34 59<br />

Outras operações – – – – – –<br />

Produtos negociados em bolsa 23,036 4,204 – 27,240 – –<br />

Futuros de acções 4,666 2 – 4,668 – –<br />

Opções sobre acções 18,370 4,202 – 22,572 – –<br />

Outros futuros – – – – – –<br />

Outras opções – – – – – –<br />

Total 50,447 57,613 58,440 166,500 7,339 5,349<br />

Total das operações a prazo não vencidas<br />

Produtos OTC 1,761,172 1,089,614 859,232 3,710,018 79,248 80,803<br />

Produtos negociados em bolsa 176,689 20,285 6,064 203,038 – –<br />

Total 1,937,861 1,109,899 865,296 3,913,056 79,248 80,803<br />

- 171 -


Em 31 de Dezembro de 2001, os dados eram os seguintes:<br />

31.12.2001 Montante nominal Valor justo<br />

€ milhões<br />

Transacções a prazo em divisas<br />

inferior a<br />

1 ano<br />

- 172 -<br />

Prazo de<br />

vencimento residual<br />

1-5 anos<br />

mais de<br />

5 anos<br />

total positivo negativo<br />

Produtos OTC 535,441 105,837 31,858 673,136 9,150 8,999<br />

Operações de moeda à vista e a prazo 420,586 30,230 1,293 452,109 5,205 4,943<br />

Swaps de taxas de juro e de moeda 34,526 68,348 30,565 133,439 3,336 3,385<br />

Opções de compra de moeda 39,347 4,091 – 43,438 609 –<br />

Opções de venda de moeda 40,982 3,168 – 44,150 – 671<br />

Outras operações cambiais – – – – – –<br />

Produtos negociados em bolsa 162 – – 162 – –<br />

Futuros de moeda 116 – – 116 – –<br />

Opções de moeda 46 – – 46 – –<br />

Total 535,603 105,837 31,858 673,298 9,150 8,999<br />

Transacções de futuros de taxas de juro<br />

Produtos OTC 1,323,525 816,188 629,648 2,769,361 30,148 33,003<br />

Contratos a prazo de taxa de juro 277,087 1,975 – 279,062 270 248<br />

Swaps de taxas de juro 988,528 664,863 508,414 2,161,805 27,188 30,139<br />

Opções de compra sobre futuros de taxas de juro 22,914 52,240 47,146 122,300 2,185 –<br />

Opções de venda sobre futuros de taxas de juro 28,685 63,931 56,513 149,129 – 2,412<br />

Outros contratos de taxa de juro 6,311 33,179 17,575 57,065 505 204<br />

Produtos negociados em bolsa 158,472 4,720 3,158 166,350 – –<br />

Futuros de taxas de juro 59,319 2,211 1,060 62,590 – –<br />

Opções de taxas de juro 99,153 2,509 2,098 103,760 – –<br />

Total 1,481,997 820,908 632,806 2,935,711 30,148 33,003


Outras operações a prazo<br />

Produtos OTC 33,640 76,928 4,000 114,568 6,691 6,261<br />

Produtos estruturados de capital ou índices 606 2,412 749 3,767 629 406<br />

Opções de compra de acções 11,350 22,287 238 33,875 5,798 –<br />

Opções de compra de acções 11,513 20,399 562 32,474 – 5,632<br />

Produtos derivados de crédito 3,210 31,666 2,451 37,327 262 223<br />

Contratos de metais preciosos 6,961 164 – 7,125 2 –<br />

Outras operações – – – – – –<br />

Produtos negociados em bolsa 47,752 5,882 – 53,634 – –<br />

Futuros de acções 8,310 146 – 8,456 – –<br />

Opções sobre acções 39,442 5,736 – 45,178 – –<br />

Outros futuros – – – – – –<br />

Outras opções – – – – – –<br />

Total 81,392 82,810 4,000 168,202 6,691 6,261<br />

Total das operações a prazo não vencidas<br />

Produtos OTC 1,892,606 998,953 665,506 3,557,065 45,989 48,263<br />

Produtos negociados em bolsa 206,386 10,602 3,158 220,146 – –<br />

Total 2,098,992 1,009,555 668,664 3,777,211 45,989 48,263<br />

- 173 -


Divisão das operações com produtos derivados, por grupo mutuário:<br />

€ m<br />

- 174 -<br />

31.12.2002<br />

Valor justo<br />

31.12.2001<br />

Valor justo<br />

positivo negativo positivo negativo<br />

Governos centrais de OECD 308 150 134 76<br />

Bancos da OECD 73,407 74,363 40,029 42,764<br />

Instituições financeiras da OECD 2,197 2,560 2,588 2,884<br />

Outras empresa, particulares 2,790 3,135 2,614 1,860<br />

Bancos fora da OECD 5 46 595 624 679<br />

Total 79,248 80,803 45,989 48,263<br />

Os valores justos aparecem como os totais das somas dos montantes positivos e<br />

negativos por contrato, dos quais não foram deduzidas quaisquer garantias penhoradas e<br />

não foram tomados em consideração possíveis acordos de compensação. Por definição,<br />

não existem valores justos positivos para as opções de venda. Muitas destas operações<br />

relacionam-se com a actividade de negociação do Grupo <strong>Commerzbank</strong>.<br />

(70) Risco de mercado de actividades de negociação<br />

Para a aferição diária e monitorização do risco do mercado, especialmente na<br />

negociação financeira, aplicamos métodos matematico-estatísticos para calcular o valor<br />

em risco.<br />

Os parâmetros estatísticos subjacentes baseiam-se num período de observação<br />

dos últimos 255 dias de negociação, uma exposição de 10 dias e um intervalo de<br />

confiança de 99%. Os modelos do valor em risco estão a ser constantemente adaptados<br />

às mudanças ambientais.<br />

Com base nos rácios de risco, o Grupo gere o risco de mercado para todas as<br />

unidades operacionais por um sistema de limites de risco, principalmente limites para<br />

valor em risco e cenários stress test, assim como avisos para a análise de perdas.<br />

A posição de risco da carteira de negociação do Grupo no final do ano mostra os<br />

dados do valor-em-risco, divididos por áreas de negócio que efectuam negociação<br />

financeira. O valor-em-risco mostra as potenciais perdas que não serão superiores a<br />

99% do grau de probabilidade.


Posição de risco da carteira de negociação (riscos do Princípio I):<br />

31.12.2002 Período de detenção Intervalo de<br />

Carteira confiança<br />

€ m 99%<br />

Grupo 10 dias 49,3 *)<br />

Departamento de títulos 10 dias 50,77<br />

Departamento de tesouraria 10 dias 29,14<br />

*) O valor em risco relativamente baixo no intervalo do Grupo resulta dos fortes efeitos<br />

da carteira entre os Departamentos de Títulos e Tesouraria.<br />

31.12.2001 Período de detenção Intervalo de<br />

Carteira confiança<br />

€ m 99%<br />

Grupo 10 dias 41,07<br />

- 175 -


(71) Risco de taxa de juro<br />

O risco de taxa de juro do Grupo <strong>Commerzbank</strong> resulta dos itens do livro de trading e<br />

do livro do banco. Neste último, os riscos de taxa de juro surgem principalmente através<br />

do desencontro de maturidade entre os activos e passivos do Banco, isto é, através do<br />

financiamento de curto prazo de empréstimos de longo prazo. A avaliação do risco de<br />

taxa de juro inclui os itens de rendimento fixo que figuram no balanço e os derivados<br />

com eles relacionados.<br />

Os riscos de taxa de juro do livro do banco são avaliados com base numa abordagem de<br />

valor presente líquido, aplicando o método de simulação histórica:<br />

31.12.2002 Período de detenção Livro do banco Livro de trading Risco geral de<br />

Carteira Intervalo de taxa de juro<br />

€ m Confiança: 99%<br />

Grupo 10 dias 103.44 46,01 142.04<br />

31.12.2001 Período de detenção Livro do banco Livro de trading Risco geral de<br />

Carteira Intervalo de taxa de juro<br />

€ m Confiança: 99%<br />

Grupo 10 dias 184.36 19,92 197.33<br />

Os dados do valor em risco apresentam a perda potencial em € milhões, ou seja, no<br />

período de detenção indicado de 10 dias, não será excedido com uma probabilidade de<br />

99%.<br />

- 176 -


(72) Concentração do risco de crédito<br />

Podem surgir concentrações de riscos de crédito através das relações comerciais com<br />

mutuários individuais ou grupos de mutuários que partilham um determinado número de<br />

características e cuja capacidade individual para servir a dívida depende na mesma<br />

medida de variações em determinadas condições económicas gerais. Estes riscos são<br />

geridos pelo departamento de Gestão do Risco de Crédito. O risco de crédito de todo o<br />

Grupo é monitorizado através da utilização de limites para cada mutuário individual e<br />

unidade mutuária, através da provisão da garantia apropriada e através da aplicação de<br />

uma política uniforme de concessão de crédito. Por forma a minimizar o risco de<br />

crédito, o Banco conclui um determinado número de acordos de compensação, os quais<br />

asseguram o direito a compensar os créditos sobre e os débitos para com um cliente no<br />

caso de incumprimento ou falência deste. Adicionalmente, a administração monitoriza<br />

regularmente as carteiras individuais. A concessão de empréstimos do Grupo não revela<br />

qualquer dependência especial em sectores individuais.<br />

Em 31 de Dezembro de 2002, em termos de valores contabilísticos, os riscos de crédito<br />

referentes aos instrumentos financeiros no balanço eram os seguintes:<br />

- 177 -<br />

Créditos<br />

€ milhões 31.12.2002 31.12.2001<br />

Clientes na Alemanha 95,843 14,885<br />

Empresas e trabalhadores por conta própria 46,269 72,348<br />

Indústria 12,612 17,177<br />

Construção 871 1,583<br />

Serviços de distribuição 5,824 9,410<br />

Serviços 24,460 35,921<br />

Outros 2,502 8,257<br />

Sector público 15,658 35,901<br />

Outros clientes particulares 33,916 39,636<br />

Clientes estrangeiros 52,671 72,430<br />

Empresas e clientes particulares 49,155 64,188<br />

Sector Público 3,516 8,242<br />

Sub-total 148,514 220,315<br />

menos dotações de provisões –5,293 –5,538<br />

Total 143,221 214,777


(73) Activos dados em garantia<br />

Activos nos montantes abaixo foram dados em garantia dos seguintes passivos:<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

- 178 -<br />

€ milhões € milhões em %<br />

Dívidas a bancos 45,993 25,407 81<br />

Dívidas a clientes 10,436 13,252 –21,2<br />

Total 56,429 38,659 46<br />

Os activos seguintes foram dados em garantia dos passivos acima mencionados:<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ milhões € milhões em %<br />

Créditos sobre bancos 582 7,421 –92,2<br />

Créditos sobre clientes 11,346 4,892 •<br />

Activos detidos para negociação e<br />

Carteira de investimentos e títulos 45,904 30,610 50<br />

Total 57,832 42,923 34,7<br />

A prestação de garantia para tomada de fundos emprestados tomou a forma de acordos<br />

de recompra de títulos (repos). Ao mesmo tempo, foi prestada garantia para fundos<br />

tomados para finalidades específicas e em ligação com operações de empréstimos de<br />

títulos.


(74) Vencimentos, por prazo residual<br />

€ milhões<br />

Exigíveis<br />

à vista<br />

- 179 -<br />

Prazos residuais em 31.12.2002<br />

Até<br />

3<br />

meses<br />

De 3 meses<br />

a<br />

1 ano<br />

De 1 ano<br />

a<br />

5 anos<br />

Mais<br />

De<br />

5 anos<br />

Créditos sobre bancos 13,796 26,136 5,670 4,433 4,308<br />

Créditos sobre clientes 17,110 34,124 14,243 32,638 50,399<br />

Obrigações e dívidas não garantidas de activos detidos<br />

para negociação<br />

Obrigações, dívidas não garantidas e outros títulos de<br />

rendimento fixo e ainda créditos não originados pelo<br />

Banco detidos na Carteira de investimentos e títulos<br />

5<br />

388<br />

2,408<br />

3,411<br />

7,128<br />

7,802<br />

15,094<br />

30,027<br />

10,513<br />

33,151<br />

Total 31,299 66,079 34,843 82,192 98,371<br />

Dívidas a bancos 13,108 76,792 10,703 4,846 9,535<br />

Dívidas a clientes 33,108 47,888 4,549 3,545 6,610<br />

Passivo titularizado 23 20,996 18,094 34,683 18,936<br />

Passivo subordinado – 133 901 2,593 5,610<br />

Total 46,239 145,809 34,247 45,667 40,691


€ milhões<br />

Exigíveis<br />

à vista<br />

- 180 -<br />

Prazos residuais em 31.12.2001<br />

Até<br />

3<br />

meses<br />

De 3 meses<br />

a<br />

1 ano<br />

De 1 ano<br />

a<br />

5 anos<br />

Mais<br />

De<br />

5 anos<br />

Créditos sobre bancos 13,825 28,836 10,458 3,996 6,277<br />

Créditos sobre clientes 17,096 48,356 19,880 47,960 87,023<br />

Obrigações e dívidas não garantidas de activos detidos<br />

para negociação 9 3,444 7,207 20,223 9,536<br />

Obrigações, dívidas não garantidas e outros títulos de<br />

rendimento fixo e ainda créditos não originados pelo<br />

Banco detidos na Carteira de investimentos e títulos<br />

21<br />

7,000<br />

11,510<br />

33,327<br />

41,761<br />

Total 30,951 87,636 49,055 105,506 144,597<br />

Dívidas a bancos 13,991 59,233 18,603 6,255 11,004<br />

Dívidas a clientes 36,589 57,211 4,192 6,610 11,796<br />

Passivo titularizado 24 35,554 42,955 72,099 40,038<br />

Passivo subordinado 15 213 978 3,599 5,719<br />

Total 50,619 152,211 66,728 88,563 68,557<br />

O prazo residual é definido como o período entre a data do balanço e a maturidade<br />

contratual do crédito ou débito. No caso de créditos ou débitos que são pagos em<br />

montantes parciais, o prazo residual foi reconhecido para cada montante parcial.


(75) Valor justo dos instrumentos financeiros<br />

A tabela abaixo compara os valores justos dos itens do balanço com os seus valores<br />

contabilísticos. O valor justo é a quantia pela qual os instrumentos financeiros podem<br />

ser vendidos ou comprados em termos justos na data de balanço. Nos casos em que<br />

estavam disponíveis preços de mercado (por exemplo para títulos), utilizámo-los para a<br />

avaliação. Para a maioria dos instrumentos financeiros, na ausência de preços de<br />

mercado foram utilizados modelos de avaliação internos envolvendo parâmetros de<br />

mercado actuais. Em particular, foram aplicados o método do valor actual líquido e os<br />

modelos de preços de opções. Sempre que os créditos sobre e os débitos para com<br />

bancos e clientes tinham um prazo remanescente inferior a um ano, considerou-se que o<br />

valor justo era o apresentado no balanço.<br />

Valor justo Valor contabilístico Diferença<br />

€ milhões 31.12.2002 31.12.2001 31.12.2002 31.12.2001 31.12.2002 31.12.2001<br />

Activo<br />

Reserva de caixa 8,5 7,6 8,5 7,6 – –<br />

Créditos sobre bancos 54,3 63,6 54,3 63,4 – 0,2<br />

Créditos sobre clientes 150,6 220,2 148,5 220,3 2,1 –0,1<br />

Instrumentos de cobertura de<br />

risco 3,1 3,9 3,1 3,9 – –<br />

Activos detidos para negociação 117,2 95,8 117,2 95,8 – –<br />

Carteira de investimentos e<br />

títulos 84,6 104,5 84,6 104,5 – –<br />

Passivo<br />

Dívidas a bancos 115,1 109 115 109,1 0,1 –0,1<br />

Dívidas a clientes 95,9 116,8 95,7 116,4 0,2 0,4<br />

Passivo titularizado 93 189,5 92,7 190,7 0,3 –1,2<br />

Instrumentos de cobertura de<br />

risco 5,7 5,4 5,7 5,4 – –<br />

Dívida de actividades de<br />

negociação 83,2 47,8 83,2 47,8 – –<br />

Outros passivos 9,2 10,8 9,2 10,5 – 0,3<br />

Em termos líquidos, a diferença entre o valor contabilístico e o valor justo, que pode ser<br />

considerado uma reserva oculta, totalizou, para todos os itens, €1,5 mil milhões (ano<br />

anterior: €0,7 mil milhões) em 31 de Dezembro de 2002. Para cobrir todos estes itens,<br />

- 181 -


utilizou-se coberturas de risco de fluxo de caixa para grande parte deles. Em 31 de<br />

Dezembro de 2002, a avaliação das coberturas de risco do fluxo de caixa totalizou –1,2<br />

mil milhões (ano anterior: -0,4 mil milhões). Quanto às duas datas de 31 de Dezembro<br />

de 2002 e 31 de Dezembro de 2001, as reservas ocultas nos activos e passivos com juros<br />

foram superiores à avaliação negativa das coberturas de risco do fluxo de caixa.<br />

- 182 -


Outras notas<br />

(76) Activos subordinados<br />

Os activos subordinados a seguir indicados estão incluídos no balanço:<br />

- 183 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ milhões € milhões em %<br />

Créditos sobre bancos – 17 –<br />

Créditos sobre clientes 89 63 41,3<br />

Obrigações e dívidas não garantidas 53 188 –71,8<br />

Outros títulos de rendimento variável 388 53 •<br />

Total 530 321 65,1<br />

incluindo: bancos onde existe um investimento em<br />

capitais próprios<br />

358<br />

– –<br />

Os activos são considerados subordinados se os créditos que representarem não forem<br />

reembolsados antes dos créditos de outros crededors em caso de liquidação ou<br />

insolvência do emitente.


(77) Compromissos extra-patrimoniais<br />

- 184 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ milhões € milhões em %<br />

Passivos contingentes 29,057 31,016 –6,3<br />

De letras redescontadas creditadas aos mutuários 4 21 –81<br />

De garantias e acordos de indemnização 29,053 30,995 –6,3<br />

Garantias de crédito 3,144 3,291 –4,5<br />

Outras garantias 15,206 15,769 –3,6<br />

Cartas de crédito 8,052 8,661 –7<br />

Outros itens 2,651 3,274 –19<br />

Compromissos irrevogáveis 45,979 71,511 –35,7<br />

Créditos contabilísticos a bancos 2,523 2,624 –3,8<br />

Créditos contabilísticos a clientes 41,420 66,861 –38,1<br />

Créditos por meio de garantias 673 330 •<br />

Cartas de crédito 1,363 1,696 –19,6<br />

Outros compromissos 27 130 –79,2<br />

A provisão para riscos resultantes de compromissos extrapatrimoniais foi deduzida dos<br />

respectivos itens.


(78) Volume de fundos geridos<br />

Por tipo de fundo gerido, os activos que gerimos podem ser divididos da seguinte<br />

forma:<br />

- 185 -<br />

31.12.2002 31.12.2001<br />

Número<br />

de<br />

fundos<br />

Activos do<br />

fundo<br />

€ milhões<br />

Número<br />

de<br />

fundo<br />

Activos do<br />

fundo<br />

€ milhões<br />

Fundos de investimento de retalho 361 42.3 457 58.6<br />

Fundos baseados nos capitais próprios e<br />

de acções mistos<br />

243 19.5 315 31.3<br />

Fundos de obrigações 97 10.8 117 14.1<br />

Fundos de mercado monetário 21 12.0 25 13.2<br />

Fundos fechados 1,356 29.1 1,441 41.8<br />

Fundos imobiliários 3 10.6 3 8.1<br />

Total 1,720 82.0 1,901 108.5<br />

Região em que o fundo foi lançado:<br />

31.12.2002 31.12.2001<br />

Número<br />

de<br />

fundos<br />

Activos do<br />

fundo<br />

€ milhões<br />

Número<br />

de<br />

fundos<br />

Activos do<br />

fundo<br />

€ milhões<br />

Alemanha 499 46,5 537 54,2<br />

Reino Unido 989 12,6 1.005 17,3<br />

Outros países europeus 172 19 240 25,1<br />

América 20 2,1 102 11<br />

Outros países 40 1,8 17 0,9<br />

Total 1,720 82.0 1.901 108,5


Nos valores acima mencionados, a Montgomery Asset Management foi incluída com 16<br />

fundos e €1.4 mil milhões de activos sob gestão em 31 de Dezembo de 2002 (ano<br />

anterior: 106 fundos e €8.5 mil milhões de activos sob gestão).<br />

(79) Acordos de recompra genuínos<br />

Ao abrigo dos seus acordos de recompra genuínos, o Grupo <strong>Commerzbank</strong> vende e<br />

compra títulos com a obrigação de os recomprar ou devolver. Os rendimentos que<br />

derivam dos acordos de recompra em que o Grupo <strong>Commerzbank</strong> é um mutuário<br />

(compromisso de receber de volta os títulos) são registados no balanço como um débito<br />

para com bancos ou clientes. Se empresas do Grupo ou o Banco forem mutuantes<br />

(compromisso de devolver os títulos), os contravalores pagos figuram no balanço como<br />

créditos sobre bancos ou clientes.<br />

Os acordos de recompra genuínos celebrados até à data do balanço dividem-se da<br />

seguinte forma:<br />

Acordos de recompra genuínos, como mutuário<br />

(acordos repo)<br />

- 186 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ milhões € milhões em %<br />

Dívidas a bancos 27,913 16,884 65,3<br />

Dívidas a clientes 9,746 10,597 –8<br />

Total 37,659 27,481 37<br />

Acordos de recompra, como mutuante<br />

(acordos reverse repo)<br />

Créditos sobre bancos 21,076 19,196 9,8<br />

Créditos sobre clientes 8,992 13,944 –35,5<br />

Total 30,068 33,140 –9,3


(80) Operações de empréstimo de títulos<br />

As operações de empréstimos de valores mobiliários são efectuadas com outros bancos<br />

e clientes por forma a cobrir a nossa necessidade de satisfazer compromissos e para ter<br />

capacidade de efectuar acordos de recompra de títulos no mercado monetário.<br />

Registamos os títulos emprestados por terceiros (desde que ainda os detenhamos) na<br />

rubrica Activos detidos para negociação ou na Carteira de investimentos e títulos,<br />

enquanto que um compromisso de devolver os títulos aparece no lado do passivo. Na<br />

medida em que as comissões de empréstimo relativas às operações de empréstimo de<br />

títulos digam respeito ao exercício anterior, elas são reflectidas na demonstração de<br />

resultados.<br />

- 187 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ milhões € milhões em %<br />

Títulos concedidos em empréstimos 9,546 7,954 20<br />

Títulos tomados em empréstimos 11,953 13,695 –12,7


(81) Actividade de trust por conta de terceiros<br />

As actividades de trust que não precisam de figurar no balanço totalizaram o seguinte à<br />

data do balanço:<br />

- 188 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ milhões € milhões Em %<br />

Créditos sobre bancos 27 203 –86,7<br />

Créditos sobre clientes 168 156 7,7<br />

Investimentos em capitais próprios 466 – –<br />

Activos fiduciários por conta de terceiros 661 359 84,1<br />

Dívidas a bancos 56 183 –69,4<br />

Dívidas a clientes 605 176 •<br />

Passivos fiduciários por conta de terceiros 661 359 84,1<br />

(82) Activos ponderados em função do risco e rácios de capital, conforme definidos<br />

pelo acordo de capital da Basileia (BIS)<br />

À semelhança de outros bancos com presença internacional, o Grupo <strong>Commerzbank</strong><br />

empenhou-se em satisfazer as exigências de adequação dos capitais, contida no Acordo<br />

de Capital da Basileia. Nos termos deste acordo, os bancos são obrigados a um requisito<br />

mínimo de 8% de capitais próprios sobro os activos ponderados em função do risco<br />

(rácio de fundos próprios). Um requisito mínimo de 4% aplica-se universalmente para o<br />

rácio entre o capital and activos ponderados em função do risco (rácio de capital de<br />

base).<br />

Os capitais próprios são definidos como o capital envolvido que é constituído por<br />

capital Tier I e capital suplementar, mais o capital Tier III capital. O capital Tier I<br />

(capital de base) consiste principalmente em capital subscrito, mais reservas e interesses<br />

minoritários, deduzidos do goodwill. O capital suplementar compreende os certificados<br />

de participação de lucros pendentes e passivos subordinados de longo prazo. O capital<br />

Tier III representa os passivos subordinados de curto prazo.


Estrutura do capital do Grupo <strong>Commerzbank</strong>, de acordo com o BIS:<br />

- 189 -<br />

31.12.2002 31.12.2001 Variação<br />

€ milhões € milhões Em %<br />

Capital Tier I 11,691 12,187 –4,1<br />

do qual: capital híbrido – – –<br />

Capital suplementar 7,762 8,245 –5,9<br />

Capital envolvido 19,453 20,432 –4,8<br />

Capital Tier III 209 466 –55,2<br />

Capitais próprios elegíveis 19,662 20,898 –5,9


em 31.12.2002 Ponderações sobre o capital em % Total<br />

€ m 100 50 25 20 10 4<br />

Actividades do balanço 105,733 6,265 – 10,562 – – 122,560<br />

Actividades extrapatrimoniais tradicionais 5,369 17,061 14 781 325 50 23,600<br />

Actividades com derivados na carteira de<br />

investimento<br />

- 190 -<br />

– 3,699 – 6,681 – – 10,380<br />

Activos ponderados em função do risco, total 111,102 27,025 14 18,024 325 50 156,540<br />

Posição de riscos de mercado ponderado<br />

conforme o risco multiplicado por 12.5<br />

Total de itens a serem ponderados em função do<br />

risco<br />

3,650<br />

160,190<br />

Capitais próprios elegíveis 19,662<br />

Rácio de capital Tier I (excluindo a posição de riscos de mercado) 7,5<br />

Rácio de capital Tier I (incluindo a posição de riscos de mercado) 7,3<br />

Rácio de capitais próprios (incluindo a posição de riscos de mercado) 12,3


em 31.12.2001 Ponderações sobre o capital em % Total<br />

€ m 100 50 25 20 10 4<br />

Actividades do balanço 129,229 13,973 – 14,078 – – 157,280<br />

Actividades extrapatrimoniais tradicionais 4,060 21,189 199 881 679 60 27,068<br />

Actividades com derivados na carteira de<br />

investimento<br />

- 191 -<br />

– 5,900 – 5,195 – – 11,095<br />

Activos ponderados em função do risco, total 133,289 41,062 199 20,154 679 60 195,443<br />

Posição de riscos de mercado ponderado<br />

conforme o risco multiplicado por 12.5<br />

Total de itens a serem ponderados em função do<br />

risco<br />

8,163<br />

203,606<br />

Capitais próprios elegíveis 20,898<br />

Rácio de capital Tier I (excluindo a posição de riscos de mercado) 6,2<br />

Rácio de capital Tier I (incluindo a posição de riscos de mercado) 6,0<br />

Rácio de capitais próprios (incluindo a posição de riscos de mercado) 10,3


Reconciliação do capital reportado com o capital elegível, de acordo com o BIS<br />

31.12.2002<br />

€ m<br />

Fundos próprios de<br />

base/capitais próprios<br />

- 192 -<br />

Interesses<br />

minoritários<br />

Capital suplementar/<br />

subordinado<br />

Capital<br />

Tier III<br />

Reportado no balanço 8,808 1,262 9,237 – 19,307<br />

Reclassificações<br />

Interesses minoritários 1,031 –1,060 –29<br />

Capital Tier III –774 774 –<br />

Lucro líquido –54 –54<br />

Dedução do goodwill, se relevante para<br />

a consolidação Basileia<br />

Total<br />

–217 –217<br />

Alterações nas empresas consolidadas 106 106<br />

Partes do passivo subordinado não<br />

elegíveis devido a prazo residual<br />

limitado<br />

Reserva de reavaliação e aferição da<br />

cobertura de risco do fluxo de caixa<br />

Capital não utilizado mas elegível da<br />

classe<br />

Provisões gerais/reservas para<br />

incumprimento<br />

–910 –910<br />

2,017 –202 1,815<br />

–565 –565<br />

314 314<br />

Outras diferenças –105 –105<br />

Capital elegível 11,691 – 7,762 209 19,662<br />

(83) Rácio de liquidez do <strong>Commerzbank</strong> AG (Princípio II)<br />

Ao abrigo do Art. 11, KWG, os bancos são obrigados a investir os seus fundos de forma<br />

a que esteja permanentente garantida uma liquidez adequada para eventuais<br />

pagamentos. Neste contexto, devem comprovar que possuem uma liquidez adequada, na<br />

forma de uma análise da liquidez (Princípio II). Os activos ponderados em função da<br />

liquidez (créditos, títulos, etc.), estruturados de modo a reflectir o seu respectivo escalão<br />

de maturidade, são compensados face a determinados passivos intra e extrapatrimoniais<br />

ponderados em função da liquidez (dívidas, compromissos de concessão de crédito),<br />

decompostos pelo prazo residual. O rácio entre os fundos no primeiro escalão de


maturidade (prazo residual até um mês) e as obrigações de pagamento que poderão<br />

vencer-se durante este período devem atingir um valor em cada dia decorrido. Caso o<br />

rácio regista o valor de um, a liquidez será considerada adequada. Em 31 de Dezembro<br />

de 2002, o rácio de liquidez da <strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong> ascendia a 1.13 (ano<br />

anterior: 1.18). A liquidez excessiva ascendia a €14.8 mil milhões (ano anterior: €22.6<br />

mil milhões).<br />

(84) Securitização de crédito<br />

O uso de produtos derivados de crédito (p.ex. swaps por incumprimento de crédito,<br />

swaps de retorno total e credit-linked notes) pode reduzir o risco imputado de uma<br />

carteira de crédito, em que o efeito de cobertura de risco de um produto derivado de<br />

crédito pode dizer respeito a créditos individuais ou a títulos e a todas carteiras de<br />

créditos ou títulos. Regra geral, a garantia é dada por meio de um securitização sintética<br />

(credit default swap) ou de uma garantia de caixa. As formas de cobertura tradicional<br />

(p.ex. alienação de créditos) também são possíveis. Os programas de cobertura de risco<br />

lançados pelo Grupo <strong>Commerzbank</strong> destinam-se a aliviar a pressão existente sobre o<br />

capital regulamentarl.<br />

Até ao final do exercício de 2002, a <strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong> e duas<br />

subsidiárias suas tinham lançado dez programas de securitização, na qualidade de partes<br />

securitizadas. Num dos programas, a cobertura era garantida através de uma creditlinked<br />

note e não de um credit default swap, enquanto os restantes programas<br />

envolviam apenas uma cobertura de risco sintética.<br />

O período de tempo vai de 4 a 32 anos. Em resumo, os créditos a clientes, no<br />

montante de €13.1 mil milhões estavam cobertos até finais de Dezembro de 2002, o que<br />

permitiu aliviar a pressão sobre os activos ponderados em função do risco no Banco em<br />

€9.4 mil milhões.<br />

- 193 -


Nome<br />

da transacção<br />

Ano da<br />

conclusão<br />

Duração da<br />

transacção<br />

em anos<br />

Tipo de crédito<br />

- 194 -<br />

Valor do<br />

crédito<br />

Redução de Entidade garantida<br />

activos<br />

ponderados em<br />

função do risco<br />

€ m € m<br />

Kaiserplatz 263 1999 4 Crédito empresarial 1,500 1,182<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

Residence 2000-1 2000 32 Crédito habitação<br />

particular<br />

783 507<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

(CLN)<br />

Residence 2000-1 2000 32 Crédito habitação<br />

particular<br />

1,116 500<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

(CDS)<br />

Residence 2001-1 2001 30 Crédito habitação<br />

particular<br />

1,387 576<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

Paneuropean CLO 2001 6 Crédito empresarial 3,784 2,941<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

Paneuropean CLO 2001 6 Crédito empresarial 81 64<strong>Commerzbank</strong><br />

(Nederland) N.V.<br />

Paneuropean CLO 2001 6 Crédito empresarial 135 108<strong>Commerzbank</strong><br />

International (Ireland)<br />

Promise C 2002-1 2002 8 Crédito empresarial 1,460 1,191<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

Residence 2002-1 2002 31 Crédito habitação<br />

particular<br />

1,444 1,444<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

Residence 2002-2 2002 31 Crédito habitação<br />

particular<br />

1,435 899<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

13,125 9,412


(85) Número médio de pessoal contratado pelo Banco durante o ano<br />

2002 2001<br />

total homens mulheres total homens mulheres<br />

Grupo 36,450 19,082 17,368 38,355 18,813 19,542<br />

na Alemanha 28,785 14,375 14,410 30,673 15,080 15,593<br />

no estrangeiro 7,665 4,707 2,958 7,682 3,733 3,949<br />

Os números acima indicados incluem tanto pessoal a tempo inteiro como a tempo<br />

parcial. O número médio de empregados em formação dentro do Grupo não está<br />

incluído nestes dados. O tempo médio de trabalho do pessoal a tempo parcial é de 58%<br />

(ano anterior: 57%) do tempo de trabalho standard.<br />

total homens mulheres<br />

2002 2001 2002 2001 2002 2001<br />

Formandos 1,526 1,626 576 617 950 1,009<br />

(86) Remuneração e empréstimos a membros dos Conselhos<br />

Foram pagas as seguintes remunerações aos membros do Conselho de Administradores<br />

Delegados e do Conselho Fiscal:<br />

- 195 -<br />

2002 2001<br />

€’’000 €’ 000<br />

Conselho de Administradores Delegados 11,097 13,513<br />

Conselho Fiscal 613 1,677<br />

Administradores reformados e seus dependentes 7,567 5,655<br />

A remuneração do Conselho de Administradores Delegados era composta pelos<br />

seguintes componentes:<br />

1. Remuneração de base<br />

No exercício de 2002, a remuneração de base de cada um dos membros do Conselho de<br />

Administradores Delegados era de €360,000; o presidente recebeu um prémio adicional.<br />

A remuneração de base permaneceu inalterada no exercício anterior.<br />

2. Remuneração variável (bónus)


A remuneração variável recebida por um membro do Conselho de Administradores<br />

Delegados baseou-se no sucesso comercial do Grupo e nos objectivos atingidos por<br />

cada um dos trabalhadores. Uma vez que a remuneração variável depende da<br />

apresentação das demonstrações consolidadas publicadas e auditadas como base para a<br />

avaliação do sucesso comercial do Grupo, esta remuneração será paga no actual<br />

exercício relativamente aos resultados do exercício anterior e será incluída na<br />

remuneração publicada do Conselho de Administração no actual exercício. O montante<br />

global da remuneração variável pago no exercício de 2002 aos membros activos do<br />

Conselho de Administradores Delegados do <strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong>, a título<br />

de Empresa-mãe do Grupo, foi de €4.9 milhões, face aos €7.5 milhões no exercício de<br />

2001. Este montante representa um declínio superior a um terço<br />

3. Remuneração em espécie<br />

Aos membros do Conselho de Administradores Delegados foi concedida uma<br />

remuneração em espécie na escala habitual.<br />

4. Remuneração dos conselhos de subsidiárias<br />

Por fim, os membros do Conselho de Administradores Delegados receberam uma<br />

remuneração adicional em determinados casos, por assumirem funções nos conselhos<br />

das subsidiárias.<br />

Os membros activos do Conselho de Administradores Delegados participaram<br />

nos planos de performance de longo prazo de 1999, 2000, 2001 e 2002 descritos na nota<br />

28. Neste âmbito, os beneficiários individuais investiram até 5.000 acções do<br />

<strong>Commerzbank</strong> em cada plano, aos preços diários actualmente válidos. Não foram<br />

efectuados pagamentos que tenham de ser reportados ao abrigo destes planos no<br />

exercício de 2002.<br />

Os membros do nosso Conselho Fiscal receberam uma remuneração fixa total de<br />

€76 mil no exercício de 2002 e uma remuneração variável de €537 mil (ano anterior:<br />

€76 mil fixa, €1.601 mil variável).<br />

Na data do balanço, o montante agregado de adiantamentos e empréstimos concedidos,<br />

assim como os passivos contingentes, era o seguinte:<br />

- 196 -<br />

31.12.2002 31.12.2001<br />

€1,000 €1,000<br />

Conselho de Administradores Delegados 5,231 7,834<br />

Conselhos Fiscais 1,318 1,217<br />

Os membros do Conselho de Administradores Delegados e dos Conselhos Fiscais<br />

pagam juros às taxas de mercado normais por todos os empréstimos que lhes são<br />

concedidos.


(87) Outros compromissos<br />

Os compromissos com empresas fora do grupo e não incluídos na consolidação por<br />

pagamento não devido sobre acções em empresas particulares de responsabilidade<br />

limitada emitidas, mas não totalmente pagas, ascedem a €17m (ano anterior: €21m).<br />

O Banco é responsável pelo pagamento de avaliações de até €38 milhões à<br />

Liquiditäts-Konsortialbank (Liko) GmbH, Frankfurt am Main, a instituição “salva<br />

vidas” da indústria bancária alemã. Cada uma das associações bancárias é igualmente<br />

responsável pelo pagamento de avaliações à Liko. Para cobrir essas avaliações, as<br />

empresas do Grupo comprometem-se com a Liko a honrar qualquer pagamento a favor<br />

de suas respectivas associações.<br />

Ao abrigo do Art. 5, (10) dos estatutos do Fundo de Garantia de Depósito dos<br />

bancos alemães, comprometemo-nos a indemnizar a Associações dos Bancos Alemães<br />

por quaisquer perdas incorridas através do apoio fornecido a bancos em que o<br />

<strong>Commerzbank</strong> detenha uma participação maioritária. As obrigações para com as bolsas<br />

de futuros e opções e também para com centros de compensação, para os quais foram<br />

depositados títulos como garantia, ascendem a €1,957milhões (ano anterior: €1,950<br />

milhões).<br />

As nossas subsidiárias Caisse Centrale de Réescompte S.A., Paris e ADIG-<br />

Investment Luxemburg S.A., Luxemburgo, forneceram garantias de performance para<br />

fundos seleccionados.<br />

As actuais obrigações do Grupo que resultam de acordos de arrendamento e de<br />

locação – edifícios, mobiliário de escritório e equipamento – levarão a despesas de €353<br />

milhões em 2003 e €410 milhões por ano, para o período entre 2004-2006, e €433<br />

milhões a partir de 2007.<br />

- 197 -


(88) Carta de conforto<br />

No que respeita às subsidiárias abaixo indicadas e incluídas nas demonstrações<br />

financeiras consolidadas de nosso Banco, garantimos que, excepto em caso de riscos<br />

políticos, estas têm capacidade para cumprir os seus compromissos contratuais.<br />

Designação social Sede<br />

ADIG-Investment Luxemburg S.A. Luxemburgo<br />

Atlas-Vermögensverwaltungs-Gesellschaft mbH Bad Homburg v.d.H.<br />

BRE Bank SA Varsóvia<br />

BRE Leasing Sp. z.o.o. Varsóvia<br />

Caisse Centrale de Réescompte, S.A. Paris<br />

CBG Commerz Beteiligungsgesellschaft Holding mbH Bad Homburg v.d.H.<br />

CBG Commerz Beteiligungsgesellschaft mbH Frankfurt am Main<br />

CCR-Gestion Paris<br />

CICM Fund Management Limited Dublin<br />

comdirect bank <strong>Aktiengesellschaft</strong> (sub-group) Quickborn<br />

COMINVEST Asset Management GmbH Frankfurt am Main<br />

Commerz (East Asia) Ltd. Hong Kong<br />

Commerz Asset Management (UK) plc Londres<br />

Commerz Asset Management Asia Pacific Pte Ltd. Singapura<br />

Commerz Asset Management Holding GmbH Frankfurt am Main<br />

Commerz Equity Investments Ltd. Londres<br />

Commerz Europe (Ireland), Inc. Wilmington/Delaware<br />

Commerz Futures, LLC. Wilmington/Delaware<br />

Commerz Grundbesitzgesellschaft mbH Wiesbaden<br />

Commerz Grundbesitz-Investmentgesellschaft mbH Wiesbaden<br />

Commerz International Capital Management (Japan) Ltd. Tóquio<br />

Commerz NetBusiness AG Frankfurt am Main<br />

Commerz Securities (Japan) Company Ltd. Hong Kong/Tóquio<br />

- 198 -


Commerz Service Gesellschaft für Kundenbetreuung mbH Essen<br />

<strong>Commerzbank</strong> (Budapest) Rt. Budapeste<br />

<strong>Commerzbank</strong> (Eurasija) SAO Moscovo<br />

<strong>Commerzbank</strong> (Nederland) N.V. Amesterdão<br />

<strong>Commerzbank</strong> (South East Asia) Ltd. Singapura<br />

<strong>Commerzbank</strong> (Switzerland) Ltd Zurique<br />

<strong>Commerzbank</strong> Asset Management Asia Ltd. Singapura<br />

<strong>Commerzbank</strong> Asset Management Italia S.p.A. Roma<br />

<strong>Commerzbank</strong> Auslandsbanken Holding AG Frankfurt am Main<br />

<strong>Commerzbank</strong> Belgium S.A. N.V. Bruxelas<br />

<strong>Commerzbank</strong> Capital Markets (Eastern Europe) a.s. Praga<br />

<strong>Commerzbank</strong> Capital Markets Corporation Nova Iorque<br />

<strong>Commerzbank</strong> Europe (Ireland) Unlimited Dublin<br />

<strong>Commerzbank</strong> Europe Finance (Ireland) plc Dublin<br />

<strong>Commerzbank</strong> Inlandsbanken Holding AG Frankfurt am Main<br />

<strong>Commerzbank</strong> International (Ireland) Dublin<br />

<strong>Commerzbank</strong> International S.A. Luxemburgo<br />

<strong>Commerzbank</strong> Overseas Finance N.V. Curaçao<br />

<strong>Commerzbank</strong> Società di Gestione del Risparmio S.p.A. Roma<br />

Designação social Sede<br />

<strong>Commerzbank</strong> U.S. Finance, Inc. Wilmington/Delaware<br />

CommerzLeasing und Immobilien AG (sub-group) Dusseldórfia<br />

Erste Europäische Pfandbrief- und Kommunalkreditbank<br />

<strong>Aktiengesellschaft</strong> in Luxemburg Luxemburgo<br />

European Bank for Fund Services GmbH (ebase) Haar, junto de Munique<br />

Gracechurch TL Ltd. Londres<br />

Hypothekenbank in Essen AG Essen<br />

Jupiter Administration Services Limited Londres<br />

- 199 -


Jupiter Asset Management (Asia) Limited Hong Kong<br />

Jupiter Asset Management (Bermuda) Limited Bermuda<br />

Jupiter Asset Management (Jersey) Limited Jersey<br />

Jupiter Asset Management Limited Londres<br />

Jupiter Asset Managers (Jersey) Limited Jersey<br />

Jupiter International Group plc Londres<br />

Jupiter Unit Trust Managers Limited Londres<br />

Montgomery Asset Management, LLC São Francisco/Wilmington<br />

NIV Vermögensverwaltungsgesellschaft mbH Frankfurt am Main<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungsgesellschaft mbH&Co., Objekt Jupiter KG Dusseldórfia<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungsgesellschaft mbH&Co., Objekt Luna KG Dusseldórfia<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungsgesellschaft mbH&Co., Objekt Neptun KG Dusseldórfia<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungsgesellschaft mbH&Co., Objekt Pluto KG Dusseldórfia<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungsgesellschaft mbH&Co., Objekt Uranus KG Dusseldórfia<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungsgesellschaft mbH&Co., Objekt Venus KG Dusseldórfia<br />

P.T. Bank Finconesia Jacarta<br />

Stampen S.A. Bruxelas<br />

TI Limited i.L. Bermuda<br />

TOMO Vermögensverwaltungsgesellschaft mbH Frankfurt am Main<br />

Tyndall Holdings Limited Londres<br />

Tyndall International Group Limited Bermuda<br />

Tyndall International Holdings Limited Bermuda<br />

Tyndall Investments Limited Londres<br />

Tyndall Trust International I.O.M. Limited Isle of Man<br />

von der Heydt-Kersten & Söhne Wuppertal-Elberfeld<br />

Zweite Umbra Vermögensverwaltungsgesellschaft mbH Frankfurt am Main<br />

- 200 -


Declaração de conformidade com o Código Corporate Governance alemão, de<br />

acordo com o Art. 161, AktG<br />

Em 11 de Novembro de 2002, o Conselho de Administradores Delegados e o Conselho<br />

Fiscal da <strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong> emitiram a seguinte declaração conjunta:<br />

“As recomendações da comissão do Código de Corporate Governance alemão,<br />

elaboradas pelo governo alemão e que foram anunciadas pelo Ministério da Justiça da<br />

Alemanha Federal, na secção oficial do Diário Federal electrónico (Bundesanzeiger) em<br />

20 de Agosto de 2002, foram cumpridas, com excepção das seguintes recomendações.<br />

Em conformidade com a secção 5.3.2 do Código, cabe ao Comité de Auditoria tratar<br />

não só as questões de contabilidade e da auditoria das demonstrações financeiras anuais,<br />

mas também a gestão de risco do Banco. O <strong>Commerzbank</strong> incumbiu as questões de<br />

gestão do risco ao seu Comité de Risco que desde há anos tem se ocupado do risco de<br />

crédito e de mercado do Banco, e não ao Comité de Auditoria. Foram tomadas medidas<br />

para que o Comité de Auditoria seja devidamente informado sobre questões de gestão<br />

do risco, pelo próprio Presidente do Comité de Auditoria que também é membro do<br />

Comité de Risco.<br />

Conforme a secção 6.6 do Código, os membros do Conselho de Administração ou do<br />

Conselho Fiscal deverão informar imeditamente a Empresa de toda e qualquer aquisição<br />

ou alienação, por si ou por empresas do Grupo de acções do Banco. A Empresa deve<br />

divulgar essa informação sem demora. De acordo com o disposto no Art. 15a, Lei de<br />

Transacção de Títulos Alemã – WpHG, esta secção do Código aplica-se sujeita à<br />

condição de que as referidas transacções apenas deverão ser notificadas e publicadas<br />

caso o montante global das transacções do respectivo membro do Conselho de<br />

Administração ou Conselho Fiscal ascender a €25.000 ou mais num prazo de 30 dias.”<br />

- 201 -


Conselhos da <strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong><br />

Conselho Fiscal<br />

Dr. h.c. Martin Kohlhaussen<br />

Presidente<br />

Hans-Georg Jurkat<br />

Vice-Presidente<br />

Dott. Gianfranco Gutty<br />

até 27 de Outubro de 2002<br />

- 202 -<br />

Dr. Erhard Schipporeit<br />

Dr.-Ing. Otto Happel Werner Schönfeld<br />

Dott. Sergio Balbinot Detlef Kayser Prof. Dr.-Ing. Ekkehard<br />

desde 5 de Novembro de 2002<br />

Schulz<br />

Heinz-Werner Busch Dieter Klinger Alfred Seum<br />

Oswald Danzer<br />

desde 1 de Maio de 2002<br />

Uwe Foullong Klaus Müller-Gebel<br />

desde 31 de Maio de 2002<br />

Dietrich-Kurt Frowein<br />

até 25 de Maio de 2002<br />

Dr. Torsten Locher Hermann Josef Strenger<br />

Prof. Dr. Jürgen F. Strube<br />

Mark Roach Dr. Klaus Sturany<br />

Horst Sauer<br />

até 30 de Abril de 2002<br />

Conselho de Administradores Delegados<br />

Klaus-Peter Müller<br />

Presidente<br />

Jürgen Lemmer<br />

até 31 de Maio de 2002<br />

Dr.-Ing. E.h. Heinrich Weiss<br />

Michael Paravicini<br />

até 13 de Dezembro de 2002<br />

Martin Blessing Andreas de Maizière Klaus M. Patig<br />

Mehmet Dalman Klaus Müller-Gebel<br />

até 31 de Maio de 2002<br />

Wolfgang Hartmann<br />

Dr. Axel Frhr. v. Ruedorffer


Participações em empresas afiliadas e noutras empresas<br />

Empresas afiliadas incluídas na consolidação<br />

Designação social<br />

Sede<br />

- 203 -<br />

Participação<br />

no capital<br />

detido em %<br />

do qual:<br />

indirectamente<br />

em %<br />

Capitais<br />

próprios em<br />

milhares<br />

ADIG-Investment Luxemburg S.A. Luxemburgo 100 25 € 75,827<br />

Atlas-Vermögensverwaltungs-Gesellschaft mbH Bad Homburg v.d.H. 100 € 1,045,222<br />

TOMO Vermögensverwaltungsgesellschaft mbH Frankfurt am Main 100 100 € 26<br />

Zweite Umbra Vermögensverwaltungs-<br />

gesellschaft mbH Frankfurt am Main 100 100 € 46<br />

BRE Bank SA Varsóvia 50 ZI 1,551,634<br />

BRE Leasing Sp. z.o.o. Varsóvia 74,9 74,9 ZI 6,813<br />

Caisse Centrale de Réescompte, S.A. Paris 100 € 165,160<br />

CCR-Gestion Paris 96 96 € 5,488<br />

Commerz (East Asia) Ltd. Hong Kong 100 HKD 391,207<br />

Commerz Asset Management (UK) plc Londres 100 £ 185,501<br />

Jupiter International Group plc (sub-group) Londres 100 100 £ 172,707<br />

Jupiter Asset Management Limited Londres 100 100<br />

Jupiter Unit Trust Managers Limited Londres 100 100<br />

Tyndall Holdings Limited Londres 100 100<br />

Jupiter Administration Services Limited Londres 100 100<br />

Tyndall Investments Limited Londres 100 100<br />

Tyndall International Holdings Limited Bermuda 100 100<br />

Jupiter Asset Management (Asia) Limited Hong Kong 100 100<br />

Jupiter Asset Management<br />

(Bermuda) Limited Bermuda 100 100<br />

Jupiter Asset Management (Jersey) Limited Jersey 100 100<br />

Jupiter Asset Managers (Jersey) Limited Jersey 100 100


TI Limited i.L. Bermuda 100 100<br />

Tyndall Trust International I.O.M. Limited Isle of Man 100 100<br />

Tyndall International Group Limited Bermuda 100 100<br />

Commerz Asset Management Holding GmbH Frankfurt am Main 100 € 414,595<br />

COMINVEST Asset Management GmbH Frankfurt am Main 100 100 € 244,263<br />

European Bank for Fund Services GmbH (ebase) junto de Munique 100 100 € 45,953<br />

Commerz Asset Management Asia Pacific Pte Ltd. Singapura 100 100 S$ 32,021<br />

<strong>Commerzbank</strong> Asset Management Asia Ltd. Singapura 100 100 S$ 6,184<br />

Commerz International Capital<br />

Management (Japan) Ltd. Tóquio 100 100 ¥ 1,090,881<br />

CICM Fund Management Limited Dublin 100 100 € 12,875<br />

CBG Commerz Beteiligungsgesellschaft Holding mbH Bad Homburg v.d.H. 100 € 6,137<br />

CBG Commerz Beteiligungsgesellschaft mbH Frankfurt am Main 100 100 € 6,196<br />

Commerz Equity Investments Ltd. Londres 100 £ 50,014<br />

CFM Commerz Finanz Management GmbH Frankfurt am Main 100 € 310<br />

Commerz Futures, LLC. Wilmington/Delaware 100 1 US$ 13,881<br />

Commerz Grundbesitzgesellschaft mbH Wiesbaden 100 € 103,399<br />

Commerz Grundbesitz-Investmentgesellschaft mbH Wiesbaden 75 75 € 46,054<br />

Commerz NetBusiness AG Frankfurt am Main 100 € 3,899<br />

- 204 -


Empresas afiliadas incluídas na consolidação<br />

Designação social Sede<br />

- 205 -<br />

Participação no<br />

capital detido em<br />

%<br />

do qual:<br />

indirectamente<br />

em %<br />

Capitais<br />

próprios em<br />

milhares<br />

Commerz Securities (Japan) Company Ltd. Hong Kong/Tóquio 100 ¥ 12,243,040<br />

Commerz Service Gesellschaft für<br />

Kundenbetreuung mbH Essen 100 € 26<br />

<strong>Commerzbank</strong> (Budapest) Rt. Budapeste 100 Ft 14,116,472<br />

<strong>Commerzbank</strong> (Eurasija) SAO Moscovo 100 Rbl 946,451<br />

<strong>Commerzbank</strong> (South East Asia) Ltd. Singapura 100 S$ 177,741<br />

<strong>Commerzbank</strong> Asset Management Italia S.p.A. Roma 96,6 € 20,649<br />

<strong>Commerzbank</strong> Società di Gestione<br />

del Risparmio S.p.A. Roma 100 100 € 1,254<br />

<strong>Commerzbank</strong> Auslandsbanken Holding AG Frankfurt am Main 100 € 3,560,142<br />

<strong>Commerzbank</strong> (Nederland) N.V. Amesterdão 100 100 € 242,448<br />

<strong>Commerzbank</strong> (Switzerland) Ltd Zurique 100 100 sfr 204,335<br />

<strong>Commerzbank</strong> International S.A. Luxemburgo 100 100 € 2,185,927<br />

<strong>Commerzbank</strong> International (Ireland) Dublin 100 100 € 171,884<br />

<strong>Commerzbank</strong> Belgium S.A. N.V. Bruxelas 100 € 119,201<br />

<strong>Commerzbank</strong> Capital Markets (Eastern Europe) a.s. Praga 100 Kc 398,387<br />

<strong>Commerzbank</strong> Capital Markets Corporation Nova Iorque 100 US$ 177,745<br />

<strong>Commerzbank</strong> Europe (Ireland) Unlimited Dublin 40 € 528,211<br />

Commerz Europe (Ireland), Inc. Wilmington/Delaw<br />

are<br />

100 100 US$ 2<br />

<strong>Commerzbank</strong> Europe Finance (Ireland) plc Dublin 100 100 € 40<br />

<strong>Commerzbank</strong> Inlandsbanken Holding AG Frankfurt am Main 100 € 3,006,410<br />

comdirect bank <strong>Aktiengesellschaft</strong> (sub-group) Quickborn 58,7 58,7 € 527,524<br />

comdirect ltd. Londres 100 100<br />

<strong>Commerzbank</strong> Overseas Finance N.V. Curação 100 € 1,079


<strong>Commerzbank</strong> U.S. Finance, Inc. Wilmington/Delaw<br />

are<br />

- 206 -<br />

100 US$ 10<br />

CommerzLeasing und Immobilien AG (sub-group) Dusseldórfia 100 € 88,779<br />

ALTINUM Grundstücks-<br />

Vermietungsgesellschaft mbH & Co.<br />

Objekt Sonninhof KG i.L. Dusseldórfia 100 100<br />

ASTRIFA Mobilien-Vermietungsgesellschaft mbH Dusseldórfia 100 100<br />

CFB Commerz Fonds Beteiligungsgesellschaft mbH Dusseldórfia 100 100<br />

CFB Verwaltung und Treuhand GmbH Dusseldórfia 100 100<br />

COBA Vermögensverwaltungsgesellschaft mbH Dusseldórfia 100 100<br />

CommerzProjektconsult GmbH Frankfurt am Main 100 100<br />

Commerz Immobilien GmbH Dusseldórfia 100 100<br />

CommerzBaucontract GmbH Dusseldórfia 100 100<br />

CommerzBaumanagement GmbH Dusseldórfia 100 100<br />

CommerzBaumanagement GmbH und<br />

CommerzImmobilien GmbH GbR<br />

– Neubau Molegra Dusseldórfia 100.0 100<br />

CommerzLeasing Mobilien GmbH Dusseldórfia 100.0 100<br />

CommerzLeasing Auto GmbH Dusseldórfia 100.0 100<br />

CommerzLeasing Mietkauf GmbH Dusseldórfia 100.0 100<br />

FABA Vermietungsgesellschaft mbH Dusseldórfia 95.0 95


Empresas afiliadas incluídas na consolidação<br />

Designação social Sede<br />

Molegra Grundstücks-Vermietungs-<br />

gesellschaft mbH & Co<br />

- 207 -<br />

Participação no<br />

capital detido em %<br />

do qual:<br />

indirectament<br />

e em %<br />

Objekt Projektentwicklungs KG Dusseldórfia 99 99<br />

NESTOR GVG mbH & Co.<br />

Objekt ITTAE Frankfurt KG Dusseldórfia 100 95<br />

NOVELLA GVG mbH Dusseldórfia 100 100<br />

SECUNDO GVG mbH Dusseldórfia 100 100<br />

Erste Europäische Pfandbrief- und Kommunal-<br />

Capitais<br />

próprios em<br />

milhares<br />

kreditbank <strong>Aktiengesellschaft</strong> in Luxemburg Luxemburgo 75 € 49,371<br />

Gracechurch TL Ltd. Londres 100 £ 19,786<br />

Hypothekenbank in Essen AG Essen 51 € 630,102<br />

Montgomery Asset Management, LLC San Francisco/ 97,2 US$ –57,427<br />

Wilmington<br />

NIV Vermögensverwaltungsgesellschaft mbH Frankfurt am Main 100 € 30<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungs-<br />

gesellschaft mbH & Co., Objekt Jupiter KG Dusseldórfia 100 € 11,768<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungs-<br />

gesellschaft mbH & Co., Objekt Luna KG Dusseldórfia 100 € 1,995<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungs-<br />

gesellschaft mbH & Co., Objekt Neptun KG Dusseldórfia 100 € 5,017<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungs-<br />

gesellschaft mbH & Co., Objekt Pluto KG Dusseldórfia 100 € 18,869<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungs-<br />

gesellschaft mbH & Co., Objekt Uranus KG Dusseldórfia 100 € 23,708<br />

OLEANDRA Grundstücks-Vermietungs-


gesellschaft mbH & Co., Objekt Venus KG Dusseldórfia 100 € 9,560<br />

P.T. Bank Finconesia Jacarta 51 Rp. 149,381,562<br />

Stampen S.A. Bruxelas 99.4 € 66,017<br />

von der Heydt-Kersten & Söhne Wuppertal-<br />

Elberfeld<br />

- 208 -<br />

100 € 5,113


Empresas associadas incluídas na consolidação pelo método de equivalência<br />

patrimonial<br />

Designação social Sede<br />

- 209 -<br />

Participação no<br />

capital detido em<br />

%<br />

do qual:<br />

indirectamente<br />

em %<br />

Capitais<br />

próprios em<br />

milhares<br />

Capital Investment Trust Corporation Taipei/Taiwan 243 5 TWD 1,331,865<br />

Clearing Bank Hannover <strong>Aktiengesellschaft</strong> Hanover 20 € 6,772<br />

Commerz Unternehmensbeteiligungs-<br />

<strong>Aktiengesellschaft</strong> Frankfurt am Main 40 € 106,144<br />

COMUNITHY Immobilien AG Dusseldórfia 49,9 49,9 € 7,861<br />

Deutsche Schiffsbank <strong>Aktiengesellschaft</strong> Bremen/Hamburg 40 40 € 349,882<br />

Eurohypo <strong>Aktiengesellschaft</strong> Frankfurt am Main 34,6 34,6 € 4,625,797<br />

Hispano <strong>Commerzbank</strong> (Gibraltar) Ltd. Gibraltar 50 £ 7,495<br />

ILV Immobilien-Leasing Verwaltungs-<br />

gesellschaft Düsseldorf mbH Dusseldórfia 50 € 28,124<br />

IMMOPOL GmbH & Co. KG Munique 40 40 € 0<br />

KEB Commerz Investment Trust<br />

Management Co. Ltd. Seúl 45 W 32,817,985<br />

Korea ExVariação Bank Seúl 32,6 W 1,674,888,000<br />

Prospect Poland U.K., L.P. Jersey 39,5 1,6 US$ 7,461<br />

RHEINHYP-BRE Bank Hipoteczny S.A. Varsóvia 50 50 ZI 140,911<br />

Second Interoceanic GmbH Hamburgo 24,8 24,8 € 102,157<br />

The New Asian Land Fund Limited Bermuda 46,8 46,8 £ 230,625<br />

The New Asian Property Fund Limited Bermuda 45,0 45 £ 66,782


Entidades especiais e fundos fechados incluídos na consolidação de acordo com as<br />

IAS 27 e SIC-12<br />

Designação social<br />

Entidades especiais<br />

Sede/participação da<br />

empresa gestora<br />

- 210 -<br />

Percentagem de capital<br />

detido ou percentagem<br />

do investidor no fundo<br />

em %<br />

Capitais próprios ou<br />

activos no fundo em<br />

milhares<br />

Four Winds Funding Corporation Wilmington/Delaware - US$ –22,650<br />

Hanging Gardens 1 Limited Grand Cayman 0- € 10<br />

Fundos fechados<br />

ABN AMRO-Credit Spread-Fonds Frankfurt am Main 100 € 102,356<br />

CDBS-Cofonds Frankfurt am Main 100 € 99,454<br />

CICO-Fonds I Frankfurt am Main 100 € 96,691<br />

CICO-Fonds II Frankfurt am Main 100 € 217,333<br />

<strong>Commerzbank</strong> Alternative Strategies-Global Hedge Luxemburgo 99,4 US$ 121,210<br />

dbi-Fonds HIE1 Frankfurt am Main 100 € 56,004<br />

DEGEF-Fonds HIE 1 Frankfurt am Main 100 € 105,422<br />

DEVIF-Fonds Nr. 533 Frankfurt am Main 100 € 153,001<br />

GRUGAFONDS Munique 100 € 100,492<br />

HIE-Cofonds I Frankfurt am Main 100 € 82,825<br />

HIE-Cofonds II Frankfurt am Main 100 € 158,254<br />

HIE-Cofonds III Frankfurt am Main 100 € 158,251<br />

HIE-Cofonds IV Frankfurt am Main 100 € 79,195


Outras empresas importantes não incluídas na consolidação<br />

Designação social<br />

Sede<br />

- 211 -<br />

Percentagem<br />

de capital<br />

detido em %<br />

do qual:<br />

indirectamente<br />

em %<br />

Capitais<br />

próprios em<br />

milhares<br />

ALNO <strong>Aktiengesellschaft</strong> Pfullendorf 29,3 € 25,597<br />

PIVO Beteiligungsgesellschaft mbH Hamburgo 52,0 52 € 17,567<br />

Regina Verwaltungsgesellschaft Munique 25,0 25 € 451,595<br />

Frankfurt am Main, 14 de Março de 2003<br />

O Conselho de Administradores Delegados<br />

1.7. Relatório de Auditoria às Contas Consolidadas do Grupo <strong>Commerzbank</strong><br />

Auditámos as demonstrações financeiras consolidadas preparadas pelo <strong>Commerzbank</strong><br />

<strong>Aktiengesellschaft</strong>, Frankfurt am Main, que consistem no balanço, na demonstração dos<br />

resultados e nas demonstrações de alterações nos capitais próprios e dos fluxos de caixa,<br />

assim como as Notas às demonstrações financeiras para o exercício de 1 de Janeiro a 31<br />

de Dezembro de 2002. A elaboração e o conteúdo destas demonstrações financeiras<br />

consolidadas são da responsabilidade do Conselho de Administradores Delegados da<br />

Sociedade. A nossa responsabilidade é a de expressarmos uma opinião, baseada na<br />

nossa auditoria, sobre se essas demonstrações financeiras consolidadas estão em<br />

conformidade com as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS).<br />

Conduzimos a nossa auditoria às demonstrações financeiras consolidadas de acordo<br />

com as regras de auditoria alemãs e os princípios geralmente aceites para a auditoria a<br />

demonstrações financeiras promulgadas pelo Institut der Wirtschaftsprüfer (IDW) e,<br />

adicionalmente, tomámos em consideração as Normas Internacionais de Auditoria<br />

(ISA). Essas normas requerem que a auditoria seja planeada e executada de forma a<br />

obtermos um grau de segurança razoável sobre se as demonstrações financeiras<br />

consolidadas contêm, ou não, distorções materialmente relevantes. O conhecimento das<br />

actividades de negócio e do enquadramento económico e legal da Sociedade e de<br />

avaliações sobre possíveis distorções são tomados em consideração na determinação dos<br />

procedimentos de auditoria. A evidência dos suportes aos valores e informações<br />

constantes das demonstrações financeiras consolidadas é verificada por amostragem<br />

como parte integrante da auditoria. A auditoria inclui a avaliação das demonstrações<br />

financeiras das sociedades incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas, o<br />

âmbito da consolidação, os princípios contabilísticos e de consolidação adoptados e a<br />

avaliação das estimativas utilizadas pelo Conselho de Administradores Delegados na<br />

apresentação das demonstrações financeiras consolidadas. Entendemos que o exame<br />

efectuado proporciona uma base razoável para a emissão da nossa opinião.


Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma<br />

verdadeira e apropriada os capitais próprios, a posição financeira, os resultados das<br />

operações e os fluxos de caixa referentes ao exercício, de acordo com as IAS.<br />

A nossa auditoria, que se estende igualmente ao relatório de gestão do Grupo preparado<br />

pelo Conselho de Administradores Delegados para o exercício de 1 de Janeiro a 31 de<br />

Dezembro de 2002, não mereceu quaisquer reservas. Na nossa opinião, o relatório de<br />

gestão do Grupo, no seu conjunto, oferece uma explicação adequada da posição do<br />

Grupo e apresenta adequadamente os riscos do desenvolvimento futuro.<br />

Adicionalmente, confirmamos que as demonstrações financeiras consolidadas e o<br />

relatório de gestão do Grupo para o exercício de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2002<br />

satisfazem as condições requeridas para a isenção do dever da Sociedade de preparar<br />

demonstrações financeiras consolidadas e o relatório de gestão do Grupo de acordo com<br />

a lei contabilística alemã. Tendo por base a interpretação da 7ª Directiva Europeia<br />

efectuada pelo Comité de Normas Contabilísticas Alemão (DRS1), conduzimos a nossa<br />

auditoria sobre a consistência contabilística do Grupo com a referida Directiva<br />

requerida para a isenção do dever de contabilização consolidada de acordo com a lei<br />

comercial alemã.<br />

Frankfurt am Main, 17 de Março de 2003<br />

PwC Deutsche Revision <strong>Aktiengesellschaft</strong> Wirtschaftsprüfungsgesellschaft<br />

1.8. Relatório do Conselho Fiscal<br />

Apresentamos, de seguida, o relatório do Conselho Fiscal das suas actividades no<br />

exercício de 2002. Estão incluídas as alterações nos membros do Conselho Fiscal e do<br />

Conselho de Administradores Delegados da <strong>Commerzbank</strong> AG durante o período em<br />

análise e apresentam-se os principais pontos de discussão nas reuniões da sessão<br />

plenária e dos comités e, principalmente, apresenta-se o comentário, relativamente<br />

pormenorizado, ao resultado da análise das demonstrações financeiras anuais e das<br />

demonstrações financeiras anuais consolidadas.<br />

Alterações no Conselho Fiscal e no Conselho de Administradores Delegados<br />

No exercício anterior, ocorreram as seguintes alterações na composição do Conselho<br />

Fiscal:<br />

No final do seu mandato ao serviço do <strong>Commerzbank</strong>, Horst Sauer, representante dos<br />

empregados, abandonou o seu cargo a 30 de Abril de 2002. A partir de 1 de Maio de<br />

2002, Mr. Sauer foi substituído por Oswald Danzer, membro substituto eleito.<br />

Dietrich-Kurt Frowein, representante dos accionistas, abandonou o seu cargo no final da<br />

Assembleia Geral Anual de 31 de Maio de 2002. Em sua substituição, foi eleito Klaus<br />

Müller-Gebel, que saiu do Conselho de Administradores Delegados da <strong>Commerzbank</strong><br />

AG, para o substituir durante o resto do mandato até completar a idade de 65 anos.<br />

Ocorreram igualmente alterações no Conselho de Administradores Delegados: tal como<br />

Klaus Müller-Gebel, Jürgen Lemmer saiu do Conselho de Administradores Delegados,<br />

- 212 -


no final da Assembleia Geral Anual de 31 de Maio de 2002, e Michael Paravicini<br />

apresentou a demissão em meados de Dezembro de 2002.<br />

Monitorização e consultoria<br />

Num ambiente económico difícil para a indústria bancária no seu conjunto, o Conselho<br />

Fiscal examinou cuidadosamente a situação do Banco no exercício de 2002.<br />

Desempenhou as suas funções ao abrigo da lei e dos estatutos do Banco, facultando<br />

constantemente os seus conselhos ao Conselho de Administradores Delegados e<br />

supervisionando a condução dos negócios do Banco. O Conselho de Administradores<br />

Delegados manteve o Conselho Fiscal permanentemente informado, a intervalos<br />

regulares e sempre com prontidão, sobre o desenvolvimento económico e financeiro do<br />

Banco, assim como sobre os desenvolvimentos importantes do negócio. Em particular,<br />

o Conselho de Administradores Delegados consultou o Cosnelho Fiscal em todas as<br />

decisões de importância fundamental.<br />

O Presidente do Conselho Fiscal e o Presidente do Conselho de Administradores<br />

Delegados realizaram reuniões de trabalho regulares, assegurando, deste modo, um<br />

fluxo constante de informações entre os dois organismos. O Presidente do Conselho<br />

Fiscal recebeu as actas das reuniões do Conselho de Administradores Delegados<br />

juntamente com as deliberações propostas, e foi sempre mantido informado de todas as<br />

ocorrências significativas na Empresa-mãe e dentro do Grupo.<br />

Sempre que necessário, o Conselho Fiscal ou os seus comités relevantes concederam a<br />

sua aprovação sobre transacções individuais, para as quais era requerida a sua<br />

aprovação, conforme exigido por lei, pelos estatutos do Banco ou pelas regras de<br />

procedimento. O Conselho Fiscal adoptou deliberações nas sessões plenárias ou dos<br />

comités. Em 2002, não foram adoptadas deliberações por circulação de documentos<br />

relevantes, em vez de convocação de reunião.<br />

Sessões Plenárias do Conselho Fiscal<br />

No exercício anterior, as sessões plenárias do Conselho Fiscal foram sobretudo<br />

dedicadas aos programas de “ofensiva de contenção de custos” e de “ofensiva de<br />

contenção de custos mais (plus)”, iniciados pelo Conselho de Administradores<br />

Delegados, através dos quais se deviam implementar - e foram-no realmente - as<br />

medidas de contenção de custos, tornadas inevitáveis pela difícil situação dos proveitos.<br />

O Conselho Fiscal também examinou cuidadosamente a política estratégica do Banco,<br />

orientada para a criação de proveitos adicionais e à reestruturação dos departamentos de<br />

Banca de Retalho, Banca de Investimento e Gestão de Activos. Em resumo, foram<br />

realizadas cinco sessões plenárias.<br />

Dado que as obrigações do Conselho Fiscal foram delegadas aos comités, estes<br />

relataram regularmente as suas actividades nas sessões plenárias.<br />

O trabalho dos comités<br />

- 213 -


O Conselho Fiscal criou vários comités, no intuito de desempenhar as suas funções de<br />

monitorização e de consultoria com uma maior eficácia, através de uma maior<br />

cooperação entre os membros do Conselho Fiscal, funcionando em menores grupos.<br />

O Comité Dirigente foi mantido regularmente informado sobre o progresso das<br />

actividades da Empresa-mãe, das suas várias divisões e do Grupo <strong>Commerzbank</strong>. Para<br />

esse fim, o Conselho de Administradores Delegados informou regularmente e em<br />

pormenor o Comité Dirigente sobre a performance do negócio. As transacções de<br />

elevada importância e a orientação estratégica do Banco foram discutidas com Conselho<br />

de Administradores Delegados.<br />

As medidas relativas à ofensiva de contenção de custos e o programa mais (plus) foram<br />

também tema de intensa discussão. Além disso, o Comité Dirigente ocupou-se e<br />

discutiu assuntos relativos ao pessoal, Conselho de Administradores Delegados,<br />

incluindo a remuneração. No exercício de 2002, o Comité Dirigente reuniu-se cinco<br />

vezes, uma das quais nas suas funções de comité responsável pela análise das<br />

demonstrações financeiras.<br />

A evolução do risco de crédito e da situação de risco global do Banco foram discutidas<br />

no Comité de Empréstimos. Visto que este comité passou a monitorizar não só os riscos<br />

relativos ao crédito, mas também à posição global de risco do Grupo, foi-lhe dado o<br />

novo nome de Comité de Risco. Ocupou-se intensamente da criação de provisões,<br />

estudo do risco específico da indústria, além do risco geral de crédito. Também discutiu<br />

neste âmbito, o impacto do princípio “Basel II” no <strong>Commerzbank</strong>. Conforme<br />

confirmado pelos auditores ao comité, os preparativos do Banco estão a ser efectuados<br />

inteiramente em conformidade com o plano. O Comité de Crédito e de Risco manteve<br />

longas reuniões com o Conselho de Administradores Delegados sobre os compromissos<br />

relativos a um maior grau de risco e casos especiais no sector do crédito. O comité lidou<br />

com os compromissos de crédito que, por lei ou segundo os estatutos do Banco,<br />

conforme lhe é exigido. Sempre que necessário, o comité aprovou as transacções que<br />

lhe foram apresentadas, incluindo as relativas à detenção de acções. No último<br />

exercício, o Comité de Empréstimo/Risco reuniu-se quatro vezes.<br />

O Comité de Assistência Social discutiu assuntos sobre o pessoal e de assistência social<br />

de maior importância para os colaboradores do Banco. Neste contexto, foi dada vasta<br />

cobertura ao impacto das ofensivas de contenção de custos. Mas o comité ocupou-se<br />

ainda de outras medidas tendentes a facilitar a combinação da família com a carreira<br />

profissional, assim como de instrumentos de política de pessoal. O Comité de<br />

Assistência Social reuniu-se uma vez, em 2002.<br />

O Comité de Conciliação, criado da Lei de Co-Determinação Alemã, não se reuniu em<br />

2002.<br />

Em Novembro passado, foi criada o Comité de Auditoria, ao qual o Comité Dirigente<br />

incumbiu a tarefa da análise das demonstrações financeiras.<br />

Evolução do corporate governance<br />

- 214 -


De especial significado para o trabalho do Conselho Fiscal, no ano passado, foi o debate<br />

na Alemanha sobre a política de aperfeiçoamento da gestão e supervisão das empresas,<br />

designado por corporate governance, e o Código de Governação Empresarial Alemã,<br />

elaborado por uma comissão de peritos, nomeados pelo governo alemão. As questões<br />

suscitadas nesta área foram discutidas pormenorizadamente e resolvidas pelo Comité<br />

Dirigente, reunido em sessões plenárias.<br />

Nos termos do novo regulamento Art. 161, da AktG, o Conselho de Administradores<br />

Delegados e o Conselho Fiscal de uma empresa cotada devem declarar que cumpriram<br />

as recomendações da Comissão de Código no anterior exercício, ou as recomendações<br />

não cumpridas. O resultado do forte debate do Conselho Fiscal sobre o tema de<br />

corporate governance está reflectido no Código do <strong>Commerzbank</strong>. Na sua reunião em<br />

11 de Novembro de 2002, o Conselho Fiscal aprovou os princípios de gestão e<br />

supervisão relevantes para o <strong>Commerzbank</strong>, o Código de Corporate Governance da<br />

<strong>Commerzbank</strong> <strong>Aktiengesellschaft</strong>, e apresentou a declaração de conformidade, nos<br />

ternos do Art. 161, AktG; estes dois documentos estão disponíveis ao público no<br />

website da <strong>Commerzbank</strong> AG (www.commerzbank.<br />

com/konzern/governance/index.html).<br />

O Conselho Fiscal comparou a anterior prática de corporate governance do Banco com<br />

o actual Código de Corporate Governance da <strong>Commerzbank</strong> AG. Esta comparação<br />

revelou a não necessidade de se introduzirem grandes ajustamentos. No entanto, o<br />

Conselho Fiscal – assim como o Conselho de Administradores Delegados – entendeu<br />

que, com base nessa comparação, seria necessário rever algumas partes das suas<br />

próprias regras de procedimento. Uma das alterações relaciona-se com os comités que<br />

deveriam ser criados pelo Conselho Fiscal. Para aumentar a independência daquele<br />

órgão, a função de análise das demonstrações financeiras anuais, anteriormente<br />

atribuída ao Comité Dirigente, será assumida, no futuro, por um Comité de Auditoria<br />

independente. O Comité de Risco que, durante anos, se ocupou do risco de crédito e do<br />

mercado, assim como dos compromissos individuais de empréstimo, continuará a ser<br />

responsável nos casos de gestão de risco.<br />

O Presidente do Conselho Fiscal é membro e presidente dos outros comités, com<br />

excepção do Comité de Auditoria. No exercício transacto, não surgiu nenhum conflito<br />

de interesses entre os membros do Conselho Fiscal.<br />

Análise das demonstrações financeiras e das demonstrações<br />

financeiras consolidadas<br />

O Comité Dirigente, que assumiu as funções de Comité de Auditoria até Novembro do<br />

ano transacto, debateu os principais tópicos relativos ao exercício de 2002 com os<br />

auditores, PwC Deutsche Revision <strong>Aktiengesellschaft</strong>, Wirtschaftsprüfungsgesellschaft,<br />

Frankfurt no Meno, e encarregou estes da auditoria.<br />

Os auditores analisaram as demonstrações financeiras e o relatório de gestão da<br />

Empresa-mãe (de acordo com o disposto no Código Comercial Alemão - HGB) e<br />

também as demonstrações financeiras consolidadas e o relatório de gestão (de acordo<br />

com as Normas Contabilísticas Internacionais-IAS), do exercício de 2002. As<br />

demonstrações financeiras e o relatório de gestão da Empresa-mãe, juntamente com os<br />

- 215 -


livros contabilísticos em que aqueles se basearam, receberam a certificação<br />

incondicional dos auditores.<br />

Na sua reunião de 28 de Março de 2003, o Comité de Auditoria, e o Conselho Fiscal,<br />

em reunião realizada a 31 de Março de 2003, analisaram as demonstrações financeiras e<br />

o relatório de gestão da Empresa-mãe e do Grupo, assim como a proposta de<br />

apropriação dos resultados. Com grande antecedência em relação à respectiva reunião,<br />

foram enviados a todos os membros do Conselho Fiscal os relatórios anuais e os<br />

relatórios dos auditores. Além disso, foram enviados a todos os membros do Comité de<br />

Auditoria os documentos e as notas relativas aos relatórios dos auditores.<br />

Os auditores participaram nas deliberações do Comité de Auditoria e do Conselho<br />

Fiscal sobre as demonstrações financeiras. O Comité de Auditoria e o Conselho Fiscal<br />

discutiram as demonstrações financeiras e o resultado da auditoria com os auditores,<br />

que explicaram os principais resultados e responderam também a perguntas sobre a<br />

auditoria e o resultado desta.<br />

O Conselho Fiscal deu o seu acordo aos resultados da auditoria. No âmbito das<br />

disposições legais, o Conselho Fiscal examinou as demonstrações financeiras e os<br />

relatórios de gestão da Empresa-mãe e de Grupo, relativos ao exercício 2002, bem como<br />

a proposta do Conselho de Administradores Delegados quanto à constituição de<br />

reservas ou distribuição dos lucros. Não encontrou qualquer motivo para objecção.<br />

Na reunião de hoje, o Conselho Fiscal aprovou as demonstrações financeiras<br />

apresentadas pelo Conselho de Administradores Delegados, pelo que podem ser<br />

consideradas como tendo sido adoptadas. O Conselho Fiscal está de acordo com a<br />

proposta de apropriação de lucros.<br />

Frankfurt am Main, 31 de Março de 2003<br />

O Conselho Fiscal<br />

Martin Kohlhaussen<br />

Presidente<br />

1.9. Conselhos, membros de outros conselhos, directores do Grupo, directores de<br />

sucursais e directores de empresas do Grupo<br />

Conselho Fiscal<br />

Dr. Walter Seipp<br />

Presidente Honorário<br />

Frankfurt am Main<br />

Dr.-Ing. Otto Happel<br />

Luserve AG<br />

Lucerna<br />

- 216 -<br />

Prof.Dr.-Ing. Ekkehard<br />

Schulz<br />

Presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

ThyssenKrupp AG<br />

Dusseldórfia


Dr.h.c. Martin<br />

Kohlhaussen<br />

Presidente<br />

Frankfurt am Main<br />

Hans-Georg Jurkat<br />

Vice-Presidente<br />

Colónia<br />

Dott. Sergio Balbinot<br />

Director-Geral<br />

Assicurazioni Generali<br />

S.p.A.<br />

Trieste<br />

Heinz-Werner Busch<br />

Membro do Conselho<br />

Executivo Nacional<br />

E Conselho de Associação<br />

Deutscher Bankangestellten-<br />

Verband<br />

Dusseldórfia<br />

Oswald Danzer<br />

<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

Frankfurt am Main<br />

Uwe Foullong<br />

Chefe de Coordenação dos<br />

Serviços Financeiros<br />

ver.di National<br />

Administration<br />

Berlim<br />

Detlef Kayser<br />

<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

Berlim<br />

Dieter Klinger<br />

<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

Hamburgo<br />

Dr. Torsten Locher<br />

<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

Hamburgo<br />

Klaus Müller-Gebel<br />

Bad Soden<br />

Mark Roach<br />

ver.di National<br />

Administration<br />

Berlim<br />

Dr. Erhard Schipporeit<br />

Membro do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

E.ON <strong>Aktiengesellschaft</strong><br />

Dusseldórfia<br />

Werner Schönfeld<br />

<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

Essen<br />

- 217 -<br />

Alfred Seum<br />

<strong>Commerzbank</strong> AG<br />

Frankfurt am Main<br />

Hermann Josef Strenger<br />

Presidente Honorário do<br />

Conselho Fiscal<br />

Bayer AG<br />

Leverkusen<br />

Prof. Dr. Jürgen F.<br />

Strube<br />

Presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

BASF <strong>Aktiengesellschaft</strong><br />

Ludwigshafen<br />

Dr. Klaus Sturany<br />

Membro do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

RWE <strong>Aktiengesellschaft</strong><br />

Essen<br />

Dr.-Ing. E.h. Heinrich<br />

Weiss<br />

Presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

SMS <strong>Aktiengesellschaft</strong><br />

Dusseldórfia


Comités do Conselho Fiscal<br />

Comité Dirigente Dr. h.c. Martin Kohlhaussen,<br />

Presidente<br />

Hans-Georg Jurkat<br />

Dieter Klinger<br />

Hermann Josef Strenger<br />

Comité de Auditoria Klaus Müller-Gebel, Presidente<br />

Hans-Georg Jurkat<br />

Dr.-Ing. Otto Happel<br />

Dieter Klinger<br />

Hermann Josef Strenger<br />

Comité de Risco Dr. h.c. Martin Kohlhaussen,<br />

Presidente<br />

Klaus Müller-Gebel<br />

Hermann Josef Strenger<br />

Dr.-Ing. E.h. Heinrich Weiss<br />

Comité de Previdência Social Dr. h.c. Martin Kohlhaussen,<br />

Presidente<br />

Detlef Kayser<br />

Klaus Müller-Gebel<br />

Werner Schönfeld<br />

Alfred Seum<br />

Hermann Josef Strenger<br />

Comité de Conciliação<br />

(Art. 27, (3), Lei de Co-determinação<br />

alemã)<br />

Conselho Consultivo Central<br />

Dr.-Ing. Burckhard<br />

Bergmann<br />

Presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

Ruhrgas AG<br />

Essen<br />

Membro do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

E.ON <strong>Aktiengesellschaft</strong><br />

- 218 -<br />

Dr. h.c. Martin Kohlhaussen,<br />

Presidente<br />

Hans-Georg Jurkat<br />

Dr. Torsten Locher<br />

Hermann Josef Strenger<br />

Prof. Dr.-Ing. E.h. Hans-<br />

Olaf Henkel<br />

Presidente<br />

Leibniz-Gemeinschaft<br />

Berlim<br />

Hans Reischl<br />

Presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

REWE-Zentral AG<br />

Colónia


Dusseldórfia<br />

Dr. Michael E. Crüsemann<br />

Membro do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

Otto Versand (GmbH + Co<br />

KG)<br />

Hamburgo<br />

Christian R. Eisenbeiss<br />

Presidente do Conselho Fiscal<br />

Holsten-Brauerei AG<br />

Hamburgo<br />

Dr. Hubertus Erlen<br />

Presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

Schering AG<br />

Berlim<br />

Dietrich-Kurt Frowein<br />

Frankfurt am Main<br />

Dr. Manfred Gentz<br />

Membro do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

DaimlerChrysler AG<br />

Estugarda<br />

Dr.-Ing. Dr.-Ing. E.h.<br />

Hans-Peter Keitel<br />

Presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

HOCHTIEF AG<br />

Essen<br />

Uwe Lüders<br />

Presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

Buderus AG<br />

Wetzlar<br />

Friedrich Lürssen<br />

Chief Executive<br />

Fr. Lürssen Werft (GmbH &<br />

Co.)<br />

Bremen<br />

Dr. Siegfried Luther<br />

Vice-Presidente do Conselho<br />

de Administradores<br />

Delegados<br />

Bertelsmann AG<br />

Gütersloh<br />

Dr. Jörg Mittelsten Scheid<br />

General Partner<br />

Vorwerk & Co. KG<br />

Wuppertal<br />

- 219 -<br />

Dr. Ernst F. Schröder<br />

General Partner<br />

Dr. August Oetker KG<br />

Bielefeld<br />

Dr.-Ing. Ulrich<br />

Schumacher<br />

Presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

Infineon Technologies AG<br />

Munique<br />

Dr. Walter Thiessen<br />

Presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

AMB Generali Holding AG<br />

Aachen<br />

Dr. Klaus Trützschler<br />

Membro do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

Franz Haniel & Cie. GmbH<br />

Duisburg<br />

Wilhelm Werhahn<br />

Membro do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

Wilh. Werhahn<br />

Neuss


Jürgen Radomski<br />

Membro do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

Siemens AG<br />

Erlangen<br />

- 220 -


Conselho de Administradores Delegados<br />

Klaus-Peter Müller<br />

Presidente do Conselho de<br />

Administradores Delegados<br />

Departamentos de Pessoal<br />

Comunicações Empresariais<br />

e Investigação Económica<br />

Estratégia e Controlling<br />

Andreas de Maizière<br />

Departamentos Bancários<br />

Banca de Empresas<br />

Instituições Financeiras<br />

Empresas Multinacionais<br />

Wolfgang Hartmann<br />

Departamento de Pessoal<br />

Controlo de Risco<br />

Departamentos de Banca<br />

Operações de Crédito<br />

Clientes Particulares<br />

Operações de Crédito<br />

Global<br />

Imobiliário<br />

Martin Blessing<br />

Departamentos de Banca<br />

Private Banking<br />

Banca de Retalho<br />

Departamentos de serviço<br />

Operações Globais<br />

Banca de Investimento<br />

Tecnologia de Informação:<br />

Desenvolvimento de TI<br />

Banca de Investimento de<br />

TI<br />

Produção de TI<br />

Suporte de TI<br />

Organização<br />

Transaction Banking<br />

Mehmet Dalman<br />

Departamento de banca<br />

Títulos<br />

- 221 -<br />

Klaus M. Patig<br />

Departamentos de Pessoal<br />

Tesouraria do Grupo<br />

Recursos Humanos<br />

Serviços Jurídicos<br />

Departamento Bancário<br />

Gestão de Activos<br />

Dr. Axel Frhr. v. Ruedorffer<br />

Departamentos de Pessoal<br />

Contabilidade e Impostos<br />

Conformidade e Segurança<br />

Controlling Financeiro<br />

Auditoria Interna


Membros do Conselho Regional<br />

Clientes empresa<br />

Hermann Bürger<br />

Regiões no estrangeiro<br />

EUA, Canadá,<br />

América Latina<br />

Andreas Kleffel<br />

Principais sucursais<br />

Bielefeld, Colónia,<br />

Dortmund, Dusseldórfia,<br />

Essen, Wuppertal<br />

Wojciech Kostrzewa<br />

Regiões no estrangeiro<br />

Europa Central e Leste,<br />

CIS<br />

Klaus Kubbetat<br />

Principais sucursais<br />

Berlim, Dresden,<br />

Erfurt, Leipzig<br />

Burkhard Leffers<br />

Principais sucursais<br />

Frankfurt, Mainz,<br />

Mannheim, Munique,<br />

Nuremberga, Estugarda<br />

Michael J. Oliver<br />

Regiões no estrangeiro<br />

Ásia, Oceania<br />

Mariano Riestra<br />

Regiões no estrangeiro<br />

Europa Ocidental<br />

Nicholas R. Teller<br />

Principais sucursais<br />

Bremen, Hamburgo,<br />

Hanover, Kiel<br />

Região no estrangeiro<br />

Escandinávia<br />

- 222 -<br />

Clientes particulares<br />

Joachim Hübner<br />

Principais sucursais<br />

Bielefeld, Bremen,<br />

Colónia, Dortmund,<br />

Dusseldórfia, Essen,<br />

Hamburgo, Hanover,<br />

Kiel, Wuppertal<br />

Dr. Dirk Mattes<br />

Principais sucursais<br />

Berlim, Dresden,<br />

Erfurt, Frankfurt,<br />

Leipzig, Mainz,<br />

Mannheim, Munique,<br />

Nuremberga, Estugarda


Directores do Grupo<br />

Jochen Appell<br />

Consultor Jurídico Principal<br />

Serviços Jurídicos<br />

Jürgen Berger<br />

Desenvolvimento TI<br />

Udo Braun<br />

Banca de Investimento em TI<br />

Dr. Thorsten Broecker<br />

Controlling Financeiro<br />

Peter Bürger<br />

Empresas Multinacionais<br />

Peter Bürger<br />

Controlo de Risco<br />

Dr. Rudolf Duttweiler<br />

Tesouraria e Produtos<br />

Financeiros<br />

Klaus-Peter Frohmüller<br />

Transaction Banking<br />

Hans-Joachim Hahn<br />

Imobiliário<br />

Dr. Peter Hennig<br />

Instituições Financeiras<br />

Dr. Bernhard Heye<br />

Recursos Humanos<br />

Lutz Kirchner<br />

Auditoria Interna<br />

Wolfgang Kirsch<br />

Organização<br />