a norte - Ordem dos Arquitectos

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nov 2009ano XVII nº 202ARQUITECTOSwww.arquitectos.pt www.oasrs.org www.oasrn.orgPREMI FAD D'ARQUITECTURA 2009FOMENT DE LES ARTS I DEL DISSENYESTAÇÃO BIOLÓGICA DO GARDUCHO, HERDADE DOS GUIZOS, MOURÃO (2008)ventura trindade arquitectos (JOÃO MARIA VENTURA)© André Carvalho / José Manuel Silva Esta obra integra a Exposição Nacional de Arquitectura «Habitar Portugal 2006/2008, Selecção Mapei/Ordem dos Arquitectos»


02 ARQUITECTOSa norteOBRA ABERTAVISITAS GUIADASA OBRAS DOARQUITECTO JOSÉMARQUES DA SILVA17 OUTUBRO > 5 DEZEMBROIniciou no passado mês de Outubro, com as visitas à Estação de S. Bento (guiada por Nuno Tasso de Sousa),ao Teatro São João (por Luís Soares Carneiro) e à Avenida dos Aliados / Palácio Conde de Vizela (por Rui Tavarese Luís Aguiar Branco), o programa de visitas guiadas Obra Aberta, organizado pela OA/SRN. O ciclo pretende,enquanto instrumento de difusão e informação da Actividade do Arquitecto junto da sociedade, criar itineráriosque no nosso dia -a -dia são percursos improváveis e dar valor a fragmentos da cidade que habitualmente nospassam despercebidos.O programa conta com mais três paragens: no próximo dia 7 de Novembro, Gonçalo Canto Moniz e Manuel Ságuiam a visita à Escola Secundária Rodrigues de Freitas; no dia 21, Rui Ramos conduz a visita à casa-atelierMarques da Silva e, por fim, o ciclo encerrará com a visita à Casa e Jardins de Serralves, por André Tavares.7 NOVEMBROz Liceu Rodrigues de Freitas (1918-1932),Praça Pedro NunesArquitecto Gonçalo Canto Monize arquitecto Manuel Sá21 NOVEMBROz Casa-Atelier Marques da Silva (1909),Praça Marquês do Pombal 44Arquitecto Rui Ramos5 DEZEMBROz Casa e jardins de Serralves (1925-1943),R. de Serralves 999Arquitecto André TavaresO preço de cada visita é de 6 euros e as inscrições(até um limite de 30 participantes) terão de ser feitasaté às 17h do dia anterior.Mais informações em www.oasrn.org > CulturaOrganização Ordem dos Arquitectos – Secção Regional NorteComissariado Ana Maio e Luís Tavares PereiraApoio Fundação Marques da Silva (FIMS)Agradecimentos CP – Comboios de Portugal; Teatro Nacional S. João;Escola Secundária Rodrigues de Freitas; Fundação de SerralvesDECLARAÇÃO DE INSCRIÇÃO NA OAPROCEDIMENTO DE ENVIOO Conselho Directivo Regional do Norte procederá, entre 14 e 18 de Dezembro, ao envio, via CTT, das declaraçõessemestrais de certificação de inscrição na OA, respeitantes ao 1.º semestre de 2010.Todos os membros que preferirem receber a Declaração por carta registada com aviso de recepção oupresencialmente na Sede da SRN, têm que informar a Secretaria da OA-SRN, por fax 222 074 259 ou e-mailsecretaria@oasrn.org, até ao dia 27 de Novembro, de modo a que possa ser entregue do modo solicitado. Quandofor por carta registada, será enviada à cobrança do destinatário.As reclamações de extravio, pelas quais a OA-SRN não se pode responsabilizar, deverão ser apresentadas, por fax,correio ou presencialmente na secretaria, até ao dia 18 de Janeiro de 2010. Até esta data, a emissão e envio da2.ª via do documento, decorrente de reclamação de extravio, não terá custos adicionais. Após esta data, a emissãode uma 2.ª via do documento é paga e tem o custo de €10.27 NOVEMBROz DATA LIMITE PARA ACTUALIZAÇÃO DE MORADA E INDICAÇÃO DE TIPO DE ENVIO PRETENDIDOPRÉMIO FERNANDO TÁVORA5.ª EDIÇÃOO Regulamento da 5ª edição do Prémio FernandoTávora é distribuído com esta edição do boletimArquitectos.O encerramento da 4.ª edição do Prémio FernandoTávora verificou-se com a conferência «Diário doDeserto – Namibe 2009» da arquitecta premiada,Cristina Salvador, no Salão Nobre dos Paços doConcelho de Matosinhos (ver nota na página 4).Na ocasião foi anunciada a constituição do Júri da5.ª edição: Dr. Emílio Rui Vilar (Presidente do Conselhode Administração da Fundação Calouste Gulbenkian)e arquitectos Nuno Brandão Costa, João Rapagão (emrepresentação da Casa da Arquitectura), Ana Tostões(em representação da família Távora) e Maria ManuelOliveira (em representação da OA-SRN).O Prémio Fernando Távora é um prémio anual destinadoa todos os membros da Ordem dos Arquitectos,instituído em homenagem ao arquitecto portuense,figura de referência da arquitectura portuguesa pelasua actividade enquanto arquitecto e pedagogo.Fernando Távora viajou incessantemente para estudarin loco a arquitectura de todas as épocas, em todos oscontinentes, utilizando-a como conteúdoe método da sua actividade pedagógica.O prémio de uma bolsa de viagem, no valor de €6 000,é atribuído à melhor proposta de viagem deinvestigação, por um júri constituído, em cada edição,por arquitectos e personalidades de diversas áreas.O Regulamento da 5ª edição do Prémio FernandoTávora é distribuído com esta edição do boletimArquitectos.2 FEVEREIRO 2010z Data limite de entrega de candidaturas5 ABRIL 2010z Anúncio do vencedor da 5.ª edição do PrémioFicha de inscrição,regulamento e outrasinformações emwww.oasrn.org > PrémioFernando TávoraOrganização Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte,Pelouro da CulturaComissariado Ana Maio, Maria Manuel Oliveira e Luís Tavares PereiraParceria Câmara Municipal de Matosinhos, Associação Casa daArquitectura e Centro de Documentação Álvaro SizaPatrocínios Axa e Barclays BankNOVOSz 17 880 FOI O NÚMERO ATRIBUÍDOAO ÚLTIMO MEMBRO INSCRITONA OA NO MÊS DE SETEMBROA NORTEÂnia Gabriel Rosa AbrantesAntónio Bernando Cabralde CarvalhoAntónio Miguel Falcão de CarvalhoElói Bruno Barbosa de FariaFrancisco Magalhães BarreiroLuís António Pinheiro RochaLuís Filipe Pires CoelhoMaria Cristina da ConceiçãoQueirósMariana Cruz Vaz PimentelMarilia Sofia Santos OliveiraPhilipp Allegro BarnstorfRosa Maria DominguesCardosoA SULAndreia Valença PiresAna Filipa da Costa FerreiraAna Manuela Duarte HortêncioAna Raquel Gonçalves EusébioBruno Rafael Lucas DiasCarla Sofia Gomes NetoCatarina Filipa Teixeira ÂngeloCatarina Ribeiro Barbosa CabralCátia Isabel Mestre ToméClara Isabel Fernandes PereiraDaniela Cristina de Oliveira GrossoDaniela Filipa Teodoro RuivoDiana Maria Canhoto CardosoDiana Pilar Órfão PinheiroElisa Andrade PinheiroEugénio José Agostinho dos SantosFábio Daniel Coutinho CardosoFilipe Figueiredo de Sousa RodoGustavo Rodrigues da Silva CastroHugo Alves RamosHugo Emanuel de Almeida DiasInês Isabel Lebre DiasInês Maria Ferreira FernandoJoana Rita de Campos MartinsJoão Nuno Prates JoséMafalda Croft de Moura PossoloMargarida Isabel Neves LameiroMário Alexandre Mendes SoaresMário Luís de Oliveira AfonsoNélia Maria Bacalhau LacãoNuno Miguel da Cruz AmaroRita Junqueira JustinianoRita Sofia Nunes MartinsRui Manuel de Almeida CarvalhoSara Rute Pires TeixeiraSónia Alexandra FerreiraRodriguesSónia Cristina Esteves NunesSusana Delfina JequeTherezia Benedicta Sloet Tot Everlonacionalbase de dados digitalO Conselho Directivo Nacional pretende constituiruma base de dados de contactos digitais dosmembros, inscritos nas Secções Regionais Nortee Sul, que queiram receber informações atravésdaqueles suportes.O propósito é agilizar a comunicação de formaa divulgar iniciativas e assuntos de interessedos arquitectos, nomeadamente aquelas quesão promovidas ou aqueles que estão a seracompanhados pela OA.Para o efeito, envie os dados pessoaisz nome e nº de membroz telemóvel, se estiver interessado em receber SMSz e-mailpara o e-mailordemdosarquitectos.producao@gmail.comou para a sede nacional, por correioCDN/Produção, Travessa do Carvalho 23,1249-003 Lisboa.COLÉGIO DAESPECIALIDADEDE URBANISMOPRIMEIRAS CANDIDATURASNa sequência dos anúncios publicados no boletime no site nacional alguns arquitectos têm vindo aapresentar requerimento para a sua inscrição juntoda Comissão Executiva do Colégio.Conta-se entre as atribuições do Colégio daEspecialidade de Urbanismo (CEU) a defesa dosinteresses profissionais dos arquitectos que intervémno domínio do urbanismo nomeadamente através doregisto sistemático da autoria dos estudos realizadosnaquele domínio.No seu interesse, inscreva-se, de acordo com oprocedimento documental descrito no site nacional.www.arquitectos.pt/?no=101086,299novembro 2009


03 ARQUITECTOSnacionalUMA MÃO EXPERIENTE E UM ESPÍRITO ACUTILANTEÁLVARO SIZA VIEIRA FOI DISTINGUIDO COM O TÍTULO DE MEMBRO HONORÁRIO DA ORDEM DOS ARQUITECTOS – CONFORME PROPOSTAAPROVADA PELO CONSELHO DIRECTIVO NACIONAL (CDN) NO PASSADO DIA 15 DE JUNHO. A SESSÃO SOLENE DO DIA MUNDIAL DAARQUITECTURA REALIZOU-SE A 14 DE OUTUBRO, NO PAVILHÃO DE PORTUGAL, EM LISBOA.Com esta distinção, a Ordem dosArquitectos pretende assinalar ehonrar o contributo extraordináriode Álvaro Siza Vieira para a afirmaçãoe dignificação da Arquitectura e daProfissão de Arquitecto em Portugale no Mundo.A proposta de atribuição do título demembro honorário ao arquitecto ÁlvaroSiza Vieira, submetida ao plenário doCDN, subscrita pelo Presidente da OA,sublinhou:z a relevância nacional e internacionaldo mais destacado arquitecto portuguêscontemporâneoz a sua notoriedade, fruto de umpercurso profissional longo, árduo,afortunado e admiravelmenteequilibradoz uma excepcional culturaarquitectónica e um saber peculiar acada problema, demonstrando, em cada projecto e em cada obra, tantaconcentração e tanta capacidade de observação e caracterização,conjugando o que é distinto em coisa una e o que é uno em coisa distinta.z uma invulgar capacidade de produzir autenticidade e de, em simultâneo,surpreender o status quo cultural com o inesperado«Reconhecem-se como pioneiras da arquitectura portuguesacontemporânea, a Casa de Chá da Boa Nova (1958-1963) ou as Piscinasde Marés em Leça da Palmeira (1961-1966). Outras permanecerão comosímbolos de participação social, como o Bairro Social da Bouça/SAAL(Porto, 1975-1977) ou o Bairro da Malagueira (Évora, 1977-1995). Outras,também, como exemplo da construção de cidade, como o Edifício BonjourTristesse (Berlim, 1980-1984), o Conjunto de Schilderwijk (Haia, 1983-1988)© Tânia Araújoou o Plano de Reconstrução do Chiado (Lisboa, 1988). Outras, ainda, comoparadigmas da cultura e da formação, como a Escola Superior de Educaçãode Setúbal (1986-1994), o Centro de Arte Contemporânea de Santiago deCompostela (Espanha, 1988-1993), a Faculdade de Arquitectura do Porto(1986-1996) ou o Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves(Porto, 1991-1999). E muitas, sobretudo as últimas, revelam quanto amaturidade pode ser sinónimo de liberdade,de inquietude e de inovação, como o Pavilhão de Portugal (Lisboa, 1995--1998), o Pavilhão Anyang (Coreia do Sul, 2006), o Complexo Desportivoem Cornellà de Llobregat (Barcelona/Espanha, 2006), ou o Museu IberêCamargo (Porto Alegre/Brasil, 1998-2007).»a versão integral do documento foi disponibilizada em www.arquitectos.ptDurante a sessão, Siza Vieira apresentouuma conferência intitulada «Arranjos deEspaços Exteriores» e autografou o seuúltimo livro 01Textos.«Álvaro Siza Vieira não é só o arquitectoportuguês mais conhecido mas estátambém entre os mais respeitadosarquitectos do mundo. Siza Vieiramanteve desde sempre uma atitudecomprometida com a envolvente daprópria arquitectura. Acredito quetenha sido este comprometimentoque trouxe a Siza Vieira a reputação deintegridade entre aqueles com quemtem contactado. E foi a empatia de Sizapara com os mestres da arquitecturacom quem contactou que o inspirarame influenciaram.Ao longo dos anos Siza sempretentou evitar as tentações das novastecnologias. Poucos arquitectos mostraram um tão grande poder deobservação e sketching. Nos cadernos pretos escolares, a caneta de pontafina é comandada por uma mão experiente que, por sua vez, é guiada porum espírito assertivo e acutilante.A obra de Siza Vieira é mais importante agora do que nunca. Conheçopoucos arquitectos cuja obra tenha estado tão empaticamentecomprometida com culturas preexistentes, cuja atitude tenha sido semprede aprendizagem com o contexto envolvente e cuja humildade tenhaassegurado uma tão equilibrada relação entre o antigo e o novo.»Wilfried Wang, arquitectoextracto da apresentação do homenageadoCOMISSÃO EUROPEIA ADOPTAPOLÍTICA DE ARQUITECTURAEM COMUNICADO DO FINAL DE SETEMBRO 2009, A COMISSÃO DAS COMUNIDADESEUROPEIAS DIVULGA UM GUIA DE «BOAS PRÁTICAS» QUE DEFINE AS GRANDES LINHASDA SUA POLÍTICA DE ARQUITECTURA E OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADEDOS NOVOS EDIFÍCIOS A CONSTRUIR OU DOS PROJECTOS DE REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOSEXISTENTES PARA ALOJAR OS SEUS SERVIÇOS EM BRUXELAS E NO LUXEMBURGO,SELECCIONADOS ATRAVÉS DE CONCURSAMENTO.O Guia agora publicado define orientações para os concursos dearquitectura que tenham como objectivo a encomenda dos edifícios dosdiversos serviços da Comissão Europeia em resultado da aplicação dasgrandes linhas da sua Política de Arquitectura.A Política de Arquitectura da Comissão Europeia centra-se na qualidadearquitectónica do imóvel e o documento procura clarificar e agilizar aaplicação de cada um dos critérios que possa concorrer para essa qualidade.CRITÉRIOS DE QUALIDADE1. Integração urbana integração harmoniosa e coerente noambiente urbano onde se situa.2. Acessibilidade fácil acesso a transportes públicos assim como apessoas com mobilidade reduzida tendo como base o conceito de Design for All.3. Respeito pelo ambiente e eficácia energética reduçãodo consumo energético e desenvolvimento do edifício segundo um conceitoenergético global, favorecendo o recurso a energias renováveis e tendo emconta uma utilização ecológica do edifício durante o seu tempo de vida.4. Qualidade da construção e bem-estar qualidadedos materiais utilizados tendo em vista não só o envelhecimento doedifício como também a qualidade do ar, a acústica e a luminosidadeque influenciam o bem-estar e a saúde dos seus habitantes.5. Inovação valorização de esforços que apontem para melhoriassignificativas aos níveis económico e ambiental.6. Legibilidade e compreensão dos imóveis distribuiçãoclara dos diferentes volumes permitindo uma utilização fácil ecompreensível dos imóveis pelos seus utilizadores e visitantes.7. Estética e imagem sendo porventura este o conceito mais difícilde avaliar, pretende-se que os edifícios sejam avaliados tendo em vista oseu contexto; a imagem de um imóvel revela a sua função e o seu papelno ambiente urbano em que se integra.8. Funcionalidade, modularidade e flexibilidadecomunicação entre entradas e saídas; utilização eficaz dos espaçosdisponíveis; possibilidade de extensão, evolução e reorganização emcaso de necessidade.9. Custos diminuição dos custos de investimento e exploração.10. Elementos de coesão o «fio vermelho» – simbolismo comuma todos os imóveis ocupados pela Comissão Europeia permitindo uma boaleitura e visibilidade da sua presença na cidade.BOAS PRÁTICASO documento conclui que a qualidade arquitectónica se fundamenta numaclara definição prévia do programa, num acompanhamento correcto dosprocessos e no recurso sistemático ao concursamento.O programa deve dar resposta aos quatro aspectos: conceito, comunicaçãoespacial, funcionalidade e técnica. O facto de um edifício satisfazeras exigências do programa constituirá a garantia de um resultado dequalidade. Tal como a selecção do projecto através de um concurso europeude arquitectura para todos os grandes projectos de desenvolvimentoimobiliário, no caso de obras novas ou de obras de requalificação de edifíciosexistentes. Deve ser prestada uma atenção particular à composiçãodos júris de concursos; devem assegurar, por um lado, uma naturezamultidisciplinar e, por outro, a adequada qualificação dos seus membros.PORQUE É QUE FAZFALTA UMA POLÍTICANACIONAL DEARQUITECTURA?Uma resposta possível está na edição nº 50 da revista Arquitecturas (Outubro/Novembro 2009). Jorge Bonito, vogal do CDN, membro da direcção do FórumEuropeu das Políticas de Arquitectura e da Comissão Organizadora do 12ºCongresso dos Arquitectos, a realizar nos próximos dias 10 a 12 de Dezembrona Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, explica que uma Política Nacionalde Arquitectura (PNA) é «uma ferramenta essencial para elevar a qualidadedas obras de arquitectura e do desenho urbano. (...) Porque o que nósdefendemos é que todos devem ter acesso à arquitectura e ao espaço públicode qualidade. (…) É, de algum modo, complementar à revogação do 73/73.(...) Enquanto a questão de quem pratica os actos pode ser corporativa, aquestão da existência de uma Política Nacional de Arquitectura e da Paisagemdiz respeito a toda a sociedade. Nós, arquitectos, não ganhamos nadadirectamente. O que nós queremos é levar a um compromisso por parte daadministração, seja ela central, regional ou local, para com a arquitectura, deprocurar que a arquitectura, a construção, o desenvolvimento urbano tenhamcomo grande preocupação a qualidade. E quando se fala aqui de qualidade,não se trata de uma mera qualidade de desenho; trata-se de uma qualidadeconstrutiva e funcional e até de se adaptar a novos usos. (…) Um edifíciomais sustentável e que vai servir melhor as populações.Outra forma em que se tem vindo a implementar estas políticas é através deuma consciencialização da população, feita no ensino. (…) Era importanteque se começasse a falar no ensino básico sobre qual a importância daarquitectura e do urbanismo no meio ambiente e quais as mais-valiasque estão associadas a uma resposta de qualidade às necessidades daspessoas. Além de ficarem mais exigentes, o que se tem verificado noutrospaíses é que ficam também mais disponíveis para participar em discussõesque têm a ver com o planeamento da sua cidade. (…) Quando há esteenvolvimento mais cedo nas questões da cidade, as pessoas estão maisdisponíveis e mais atentas para participar nestas discussões. E isto ajudatambém a criar um espírito de cidadania, que nós achamos que não existede uma forma muito forte na sociedade actual. (…)»novembro 2009


05 ARQUITECTOS44hp0608Edição: Pedro GadanhoAutores: Pedro Gadanho,Pedro Bandeira, Nuno Grande,Pedro Jordão, Luís SantiagoBaptista, Ricardo Camacho,Pedro Machado CostaLisboa: Caleidoscópio, Ediçãoe Artes Gráficas, SA, 2009384 p., ilustrado, 25.5 cm,português/inglêsISBN: 978-989-658-042-1Na sua terceira edição, a Exposição Nacionalde Arquitectura Habitar Portugal 2006-2008pretende levar ao público a diversidadeda produção arquitectónica nacionaldos últimos três anos, nas mais diversasescalas e com os mais diversos programas,quer em território português, quer noestrangeiro.Na sua primeira exibição, estando previstoum programa de itinerância nacional eno estrangeiro, e com o apoio da CâmaraMunicipal de Cascais, Habitar Portugal2006/2008 esteve patente ao público noEspaço Multiusos da Marina-Terra, entre4 de Outubro a 1 de Novembro 2009. Ainauguração aconteceu no dia 3 de Outubro,na presença do então Ministro das ObrasPúblicas, Transportes e Comunicações, doGovernador Civil de Lisboa, do Presidente daCâmara Municipal de Cascais, do Presidenteda OA, do Comissário-geral e de grandenúmero dos arquitectos autores dos 80projectos seleccionados.A exposição integrou um espaço lúdicoe pedagógico em que existiu uma áreade leitura onde os visitantes puderamconsultar uma outra «selecção» de livrossobre arquitectura portuguesa publicadosnos últimos três anos. No Dia Mundial da1Arquitectura 2009 (5 de Outubro) e emtodos os sábados foram organizadas visitasguiadas conduzidas pelos comissários daExposição.1portal sensórioUma antecâmara que marca a passagemdo espaço público para a exposição,proporcionando um momento derecolhimento sensorial através da cor eda expressão da cortiça em contraste coma luz e a leveza da resina. Prepara-nos paraa exposição, pelo silêncio que ajudaà concentração.www.kaputt.pt2MORTOS VIVOSUma instalação do Studio Astolfi foi criadausando um lote de peças obsoletas paraabate da Câmara Municipal de Cascais.Mesas, cadeiras, gavetas, um aspiradore um escadote foram algumas das peçasencontradas neste ‘cemitério de monos’ doarmazém da Câmara, prontas para seremabatidas. Queria ressuscitarestes objectos, celebrá-los, torná-losúteis. Esta instalação é composta por cincomódulos de argamassa que quando juntoscriam um ‘balcão multiusos’ que serve derecepção, ponto de venda de catálogos e‘sitting area’. As peças rompem o betãocomo se estivessem a lutar pela vida, apedir para serem salvas.3playtectureUm jogo ficcional de arquitectura queexplora a criação de um ambiente urbano,lúdico e emocional que muda e interage emtempo real com o público. Um jogo leva-nosàs raízes da criatividade, tem o potencialde nos libertar da função intrínseca deutilitarismo para poder criar outrasrelações sociais. Playtecture incentiva esterelacionamento através de interacçõesvirtuais no mundo real, desvanecendo asfronteiras de cada um. Assim a cidade seráo resultado de uma actividade global dosvisitantes e não apenas de uma actividadeindividual, uma vez que cada um vai criaruma relação dinâmica com o outro.www.playtecture.comwww.dass.ptwww.nearinteraction.comAgradecimentosPatrocinador exclusivo Mapei, SAApoio Câmara Municipal de Cascais/Marinade Cascais Concepção gráfica -nada-Website Simplicidade.com Editor Caleidoscópio,Edição e Artes Gráficas, SAA todos os arquitectos e escritóriosde arquitectura, autores de desenhos,fotografias e textos reproduzidos,que estiveram sempre disponíveis pararesponder a todas as solicitações,À equipa de assistentes da exposiçãoAlexandre, Jorgiana e Josénovembro 2009© Alexandre Esgaio © Paula Melâneo23Fotografias © Luís Rocha


06 ARQUITECTOSconcursosResultadosCONCURSO PÚBLICO PARA AELABORAÇÃO DO PROJECTO DE«RECONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIOCENTRO DE ARTE GRAÇA MORAIS(ENCONTRO DAS ARTES/ESPAÇOGRAÇA MORAIS)»Encontram-se homologados pelaCâmara Municipal de Vila Flor(CMVF), os resultados do «ConcursoPúblico para a elaboração doProjecto de Reconstrução doEdifício Centro de Arte Graça Morais(Encontro das Artes/ Espaço GraçaMorais)», propostos pelo Júri:1º Prémio: António Portugal& Manuel M. Reis – Arquitectos& Associados, Lda2º Prémio: Nuno Teixeira Rosado(em nome do atelier ImpromptuArquitectos)3º Prémio: Canata & Fernandes– Arquitectos, LdaMenção Honrosa: Serôdio Furtado& Associados Arquitectos, LdaMenção Honrosa: Cristina VeríssimoDiogo Burney – ArquitectosAssociados, LdaConforme se pode ler no respectivoRelatório, o Júri considerouque a proposta do escritórioAntónio Portugal & Manuel M.Reis – Arquitectos & Associados,Lda. como, «(...) a proposta maisequilibrada e a que melhorinterpreta o Programa do Centro deArte Graça Morais.» «É a propostaque melhor interpreta o contexto,sobretudo no que se refere àsdiferentes pré-existências, tantono que se refere ao edificadocomo no que se refere ao espaçopúblico envolvente.» Assim como aproposta «(...) que melhor integraa nova construção na paisagemurbana existente (...)» assegurando«(...) uma convivência tranquila masrenovada entre o que está e o queserá construído em seu lugar.»O Júri ressalva também, entreoutros aspectos, a clareza esimplicidade da composição, osentido da escala dos espaçose dos percursos, a linguagemexpressiva, e, em relação espaçoexpositivo criado, a riqueza plástica,o dinamismo, a amplitude e amultiplicidade de situações de uso.A proposta do atelier ImpromptuArquitectos, segundo o Júri, «éuma proposta que mostra grandesensibilidade ao papel que o espaçoexterior pode desempenhar nainterpretação do Programa doCentro de Arte Graça Morais»;tendo ressalvado que a grandeaposta e grande qualidade destaproposta reside no enriquecimentodo espaço urbano resultante,embora numa lógica que «(...) alterasignificativamente a lógica urbanaexistente (...)». O Júri salienta que«(...) esta proposta propõe umequilibrado grau de adequabilidadedo ponto de vista da resposta àsexigências programáticas emtermos quantitativos e recorre auma linguagem arquitectónico/construtiva de tipo neutral,ainda que afirmativa na suasingeleza elegante assim comona sua depurada interpretaçãoespacial das diferentes valênciasprogramáticas.»Quanto à proposta apresentada porCanata & Fernandes – Arquitectos,Lda, o Júri ressalva tratar-se de«uma proposta que parte de umavontade explícita de respeitaruma boa parte das pré-existências(memórias) ainda que, em algunscasos, despojadas da sua funçãooriginal. Neste sentido, é uma opçãoque se distingue positivamente dasduas anteriores», numa soluçãoque se desenvolve «(...) a partirde um jogo entre o antigo e ocontemporâneo de que o autorpretende tirar partido no sentido dasua mútua valorização.»Destaca ainda que a «(...) propostaem apreço responde de formaglobalmente equilibrada aoprograma e propõe uma atitudede projecto que é afirmativa etendente a singularizar a imagemdo Centro como equipamento comclaro sentido de modernidade»;criando, pela forma alternativa comque utiliza materiais locais, «(...)situações de enriquecimento doléxico construtivo autóctone.»O Júri do concurso foi presididopelo engenheiro FernandoFrancisco Teixeira de Barros(em representação da CMVF), econstituído pelo arquitecto AugustoJosé Marques Costa (designado pelaCMVF), pelo engenheiro AntónioRodrigues Gil (designado pelaCMVF), pelo arquitecto José ManuelCastro Carvalho Araújo (designadopela OASRN), pelo arquitecto PedroAlarcão Silva (designado pelo CentroNacional de Cultura), pelo arquitectoNuno Manuel Macedo Pinto deSousa (designado pela Associaçãode Municípios de Terra QuenteTransmontana) e pelo músico PedroCaldeira Cabral (em representaçãoda Pintora Graça Morais).Nas reuniões do júri de avaliação dosprojectos o membro Pedro CaldeiraCabral foi substituído pelo arquitectoManuel Correia Fernandes.CONCURSO INTERNACIONALDE IDEIAS PARA UMA NOVAPONTE CICLÁVEL EM LISBOAA dupla Telmo Cruz e MaximinaAlmeida ganhou o 1º prémio doConcurso promovido pela EXD’09com a Fundação Galp Energia.A nova ponte tem por objectivofacilitar a travessia da 2ª Circularpor bicicletas e peões, promovendoa utilização destas formas delocomoção e constituindo umlegado para Lisboa e para os seushabitantes. Aberto a ateliersde arquitectura, gabinetesde engenharia, bem como aarquitectos e engenheiros,portugueses e estrangeiros, oconcurso recebeu propostas, entrenacionais (39) e internacionais(32); destas últimas o ReinoUnido foi o país «mais fortementerepresentado», segundo aorganização.O segundo prémio coube aosbritânicos Moxon ArchitectsLimited, sendo o terceiro lugaratribuído aos portuguesesImpromptu Arquitectos + SelahattinTuysuz Architecture. Foram aindaatribuídas duas menções honrosasaos Studio Kawamuka Ganjaviande Espanha e ao Atelier do Cardoso(PT/ES). O júri distinguiu ainda aproposta do arquitecto Tiago Barroscom uma Menção Especial.O projecto vencedor e a shortlistdo júri estiveram expostos noLounging Space durante a EXD’09até 8 de Novembro.«De facto os fundamentos dahistória desta ponte devem serprocurados no futuro, mais que nascondições do presente.É já detectável nas diversasinvestigações em curso sobredeslocações uma cada vez maiorhibridização dos distintos modosde transporte, tendendo a dissolvera fronteira entre o transporteindividual, usualmente privado,e o transporte colectivo. Conceptcars de dimensões reduzidas,dos quais o SMART é já um 1ºresultado aplicado, a SegwayPersonal Transporter, veículosdiversos a pedais, muito eficazese leves, são todos evoluções dosmodos e aparelhos de transporteindividuais que em comum têm aminimização de esforço e reduçãode dimensões, posicionando-se emescalas intermédias entre o actualtransporte automóvel e o peão.Sobre as cidades pousam jánovos mapas de deslocaçõesque testemunham esta novatendência. Combinações debicicleta e comboio, metro ou barcosão já soluções frequentes, queradaptando o serviço de comboiose metros, com elevadores própriosou parques de bicicletas, querarticulando e aligeirando aspróprias bicicletas.Esta ponte pertence a essesnovos mapas, nos quais filigranasde novos e existentes caminhosvinculados em maior grau adeslocações individuais, sesobrepõem, cruzam e ligam àsactuais infra-estruturas dascidades, aos actuais caminhos dotransporte, individual ou colectivo.Aqui, no local e contexto do projectodesta ponte, azinhagas e alamedasdas quintas de Benfica, da Luz e deTelheiras, são uma oportunidadepara construir este novo mapa.Podem passar a fazer parte dohorizonte dos habitantes dosbairros novos, estabelecendo novoscorredores, mais vivificantes damalha da cidade, já chamados deecológicos. Importante tambémserá recuperar para a Cidaderetalhos, susceptíveis de memória,alicerçada numa rede de trilhos eespaços, parcialmente existentes,mas actualmente isolados, e comotal perdidos.É deste novo mapa que esta ponteemerge, literalmente descolandodo solo uma nova rede de caminhos,passando sobre a grande artériaque é a 2ª circular, deixandoapenas um rasto luminoso queaqui coreografa a sobreposiçãodas diferentes escalas e modos dedeslocação.A ponte torna-se assim umelemento modelador dos fluxosviários terrestres, assumindoum papel determinante numuniverso ligado à deslocaçãoindividual, a pé, de bicicleta, deskate ou patins, de segway, de ...,essencialmente não motorizado,e não poluente. Neste sentido aPonte, torna-se um referencialà mobilidade, simultaneamentevinculado e vinculante de cenáriosurbanos futuros, cúmplice de umaurbanidade cujos contornos se vêmdefinindo, cada vez mais, sobreconceitos de desenvolvimentosustentável.»Telmo Cruz e Maximina Almeida1 123442 3Concurso público para a elaboração doprojecto de «Reconstrução do EdifícioCentro de Arte Graça Morais (EncontroDas Artes/ Espaço Graça Morais)»1.º Prémio: António Portugal & ManuelM. Reis – Arquitectos & Associados, Lda2º Prémio: Nuno Teixeira Rosado (emnome do atelier Impromptu Arquitectos)3º Prémio: Canata & Fernandes –Arquitectos, LdaConcurso Internacional de Ideias parauma nova ponte ciclável em LisboaTelmo Cruz e Maximina AlmeidaPRÉMIO FAD DE ARQUITECTURAO PRÉMIO FAD DE ARQUITECTURAFOI ATRIBUÍDO À ESTAÇÃOBIOLÓGICA DO GARDUCHO,NA AMARELEJA (MOURÃO,ALENTEJO), DA AUTORIA DOARQUITECTO JOÃO MARIATRINDADEOs Prémios FAD, por muitosconsiderados os mais prestigiadosà escala ibérica, são atribuídos peloFoment de les Arts Decoratives deBarcelona a pessoas, entidadesou instituições que se candidatemcom obras terminadas duranteo ano anterior em Espanha ePortugal. Foram fundados em1958 pelo arquitecto Oriol Bohigase compreendem 4 categorias –arquitectura, interiorismo, espaçosexteriores e espaços efémeros.Mais de 522 obras, incluindo 25de Portugal, apresentaram-se àedição deste ano, a 51ª dos PrémiosFAD. Foram seleccionadas 27finalistas – 14 em Arquitectura, seisem Interiorismo, três em Cidade ePaisagem e quatro em IntervençõesEfémeras.Entre os finalistas contavam-se aindauma habitação unifamiliar em Marcode Canaveses de Nuno Graça Moura,o Centro Comunitário São Cirilo noPorto, de Nuno Valentim, e a EscolaSuperior de Tecnologia no Barreiro,de José Mateus e Nuno Mateus.Recorda-se que, entre as obraspremiadas com o Prémio FAD deArquitectura, encontram-se oPavilhão do Conhecimento de JoãoLuis Carrilho da Graça (1999) eo Estádio Municipal de Braga deEduardo Souto de Moura (2005).A Estação Biológica do Garduchointegra a Exposição Nacional deArquitectura «Habitar Portugal2006/2008, Selecção Mapei/Ordemdos Arquitectos», que estevepatente no espaço multiusosda Marina de Cascais até 1 deNovembro.DESIGN-ITPRÉMIO DO MUSEUGUGGENHEIM DE NOVA YORK,UM CONCURSO INTERNACIONALPARA DESIGN DE ABRIGOSO prémio do público foi atribuídoa David Mares, que revelou quenão recebeu a notícia com grandesurpresa «porque estava com umagrande vantagem sobre o segundoclassificado», mas sublinhou que foium «alívio» saber que tinha ganho.O abrigo, que está instalado emVale de Barris, perto de Setúbal,conquistou 64.875 votos doscibernautas.O trabalho, que David Maresfez «numa semana de férias»,segundo revelou à agência Lusa emSetembro, era um dos dez finalistasescolhidos entre cerca de 600participantes oriundos de 68 países,tendo o arquitecto concorrido«apenas por desportivismo».Feito sobretudo de cortiça, o abrigoassenta numa estrutura de perfis deaço, integra ripas de madeira e deviadestinar-se a um estudante.«Eu procurei responder a essedesafio, criando um ambiente emque pudesse relaxar e tambémestudar, que tivesse isolamentotérmico e acústico, e lembrei-meda cortiça, que é um materialnosso», disse.www.guggenheim.org/new-york/education/sackler-center/design-itshelter/vote-for-shelters/project/517http://davidmares.net76.netnovembro 2009


07 ARQUITECTOSagenda Novembro/dezembrolegislaçãoformação12 NOVEMBROevocação hassan fathyA Sinfonia Esquecida:Arquitectura para ospobres 40 anos depoisEloy Algorri GarciaAuditório da sede nacional daOrdem, Lisboa, 19h12 E 17 NOVEMBRO€.ARQUITECTURA ACESSÍVEL.€Bar «À Margem», Doca do BomSucesso, Lisboa, 21hA apresentação de cada um dosprojectos seleccionados noconcurso, com um formato aocritério dos autores, terá a duraçãomáxima de 13 minutos. No final,segue-se uma conversa/debate.12 NOVz Apartamento no Bairro Alto,Lisboa (Manuel Belo + Nuno Silva)z Casa em Barcelos (Rui Grazina)z Apartamento RS, Setúbal (AntónioRosa da Silva)z Máquina Invisível- ProduçõesFotográficas, Beato, Lisboa (LaraSeixo Rodrigues)z Casa Soares, Lisboa (NadirBonaccorso Arquitectos)17 NOVz Balance Health Club & SPA, Caldasde Rainha (Rui Dias)z Apartamento na Junqueira, Lisboa(Filipe Borges de Macedo)z Casa FIVI 2, Vila Nova de Cerveira(Francisco Spratley)z Uniscala Interiores, Porto(Cláudio Vilarinho)z Casa em Gavião (MaximinaAlmeida + Telmo Cruz)A frequência de cada uma das sessõesconfere 1 crédito no âmbito da formaçãoobrigatória em temáticas opcionais.www.oasrs.org13 NOVEMBROem trânsito #029A Sinfonia Esquecida:Arquitectura para ospobres 40 anos depoisEloy Algorri GarciaCinema Passos Manuel, Porto, 22h00Bilhete: €3As conferências de arquitectura«em trânsito» são organizadas pelaOASRN e contam com o patrocínio da AXA.Mais informações disponíveis emwww.oasrn.org > Cultura> 18 NOVEMBROARQUITECTURA EM REVISTAGERAÇÃO Z #01[1] MOOV E ARQUITECTOSANÓNIMOS®Galeria da sede nacional da OrdemPrimeira parte da exposição quepromove práticas emergentes daarquitectura portuguesa, promovidapela revista de Arquitectura eArte Arq|a, no âmbito do ciclo«Arquitectura em Revista» queintegra as comemorações da OA-SRSdo Dia Mundial da Arquitectura 2009.geracaoz.wordpress.comwww.oasrs.org19 NOVEMBROARQUITECTURA EM REVISTAGERAÇÃO ZLivraria A+A, sede nacionalda Ordem, Lisboa, 19hLançamento da edição Nov/Dez 09da revista Arq|a.www.livrariaamaisa.ptgeracaoz.wordpress.com21 NOVEMBROOBRA ABERTAOBRAS DO ARQUITECTOJOSÉ MARQUES DA SILVACASA-ATELIER MARQUESDA SILVA (1909)Arquitecto Rui RamosPraça Marquês de Pombal 44,Porto, 10h30Inscrição obrigatóriaMais informações emwww.oasrn.org > Cultura23 > 27 NOVEMBRO2ª EDIÇÃO DO CURSODE FORMAÇÃOINVENTARIAÇÃO DE PATRIMÓNIOARQUITECTÓNICOInstituto da Habitação e daReabilitação Urbana, Av. ColumbanoBordalo Pinheiro 5, LisboaA produção, a gestão e a divulgaçãode inventários técnico-científicosde património arquitectónico,urbanístico e paisagístico sãoconsideradas actividades essenciaisde suporte ao reconhecimento,identificação, estudo, compreensãoe «apropriação» desses objectospatrimoniais pelos indivíduos,comunidades e organizações e, bemassim, à sua gestão, salvaguarda evalorização.Baseando-se nos princípios e regrasde inventariação preconizados noKIT01 – Património ArquitectónicoGeral, é objectivo deste Curso dotaros formandos das ferramentas econhecimentos teórico-práticosque lhes permitam reconhecer,identificar e documentar, deforma normalizada, técnica ecientificamente consistente,edifícios e estruturas construídasdas mais diversas tipologias.Custo de Inscrição: 300€ – inclui omanual do formando, uma cópia doKIT01: Património Arquitectónico Geral ecertificado de presençaDuração: 30 horas – 5 dias, de 2ª a 6ª feira,das 9.30 às 12.30 e das 14.30 às 17.30Docentes: Dra. Paula Noé – Doutora PaulaFigueiredoPara qualquer esclarecimento contactar:Paula Figueiredo, tel. 219 427 780,avfigueiredo@ihru.ptPaula Noé, tel. 219 427 780,apnoe@ihru.ptJoão Silva, tel. 219 428 064,jvsilva@ihru.pt24 NOVEMBROCOMEMORAÇÃODOS 40 ANOS DO NAUBAIRROS VIVOS, CIDADES VIVASPequeno Auditório do Centro deCongressos do LNEC, Avenida doBrasil 101, LisboaConferência comemorativa dos40 anos de actividade contínuado Núcleo de Arquitectura eUrbanismo (NAU) do LNEC,sob um tema considerado naactualidade um objectivo centraldo desenvolvimento urbano.Contam-se entre os oradoresvárias individualidades quedesenvolveram actividade ou quecooperaram de perto com o NAUao longo deste percurso no tempopara criar um espaço para umareflexão colectiva sobre a situaçãopresente e futura da investigaçãoem arquitectura e urbanismo, numaperspectiva multidisciplinar.A inscrição é gratuita e obrigatória.Tel. 218 443 515apinho@lnec.pt26 > 27 NOVEMBROENCONTRO 2009OS DEZ ANOS DO REGIMEJURÍDICO DA URBANIZAÇÃO E DAEDIFICAÇÃOA EVOLUÇÃO DO LICENCIAMENTOMUNICIPAL DE OPERAÇÕESURBANÍSTICASCentro de Congressos do LNEC,Avenida do Brasil 101, LisboaA Ad Urbem dedica o seu EncontroAnual de 2009 ao Regime Jurídicoda Urbanização e da Edificação(RJUE) que perfaz a primeira décadada sua existência, contada a partirda data da publicação do Decreto--Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro,o diploma que procedeu à suaaprovação.Os resumos das comunicaçõesaprovados pela Comissão Científicado Encontro encontram-sedisponíveis para consulta no siteda Ad Urbem, permitindo a todosos membros e interessados sabermais sobre os temas que irão serapresentados pelos oradorese submetidos à discussão dosparticipantes.Ad Urbem – Associação para oDesenvolvimento do Direito doUrbanismo e da ConstruçãoTel. 218 443 792 (dias úteis, das 9 às 13h)Fax 218 443 028adurbem@adurbem.pt26 NOVEMBRO> 23 DEZEMBROARQUITECTURA EM REVISTAGERAÇÃO Z #01[2] KAPUTT! + AUZPROJEKTGaleria da sede nacional da Ordem,LisboaSegunda parte do ciclo quepromove práticas emergentesda arquitectura portuguesa,promovido pela revista deArquitectura e Arte Arq|a e queintegra as comemorações daOA-SRS relativas ao Dia Mundialda Arquitectura 2009.7 DEZ CONFERÊNCIAAuditório da sede nacionalda Ordem, 21hKaputt! + AUZprojekt + GonçaloFurtado + Luís Santiago Baptista(moderador)21 DEZ CONFERÊNCIAGaleria da sede nacionalda Ordem, LisboaGERAÇÃO Z #02, NextEmbaixada + Extrastudio+ Plano B + Red + MargaridaVentosa (moderadora)Geracaoz.wordpress.comwww.oasrs.org5 DEZEMBROOBRA ABERTAOBRAS DO ARQUITECTO JOSÉMARQUES DA SILVACASA E JARDINS DE SERRALVES(1925-1943)Arquitecto André TavaresRua de Serralves 999, Porto, 10h30Inscrição obrigatóriaMais informações emwww.oasrn.org > Cultura> 6 DEZEMBROREPRESENTAÇÃO OFICIALPORTUGUESA8ª BIENAL INTERNACIONALDE ARQUITECTURA DESÃO PAULOCINCO ÁFRICAS / CINCO ESCOLASPavilhão Ciccillo Matarazzo, ParqueIbirapuera, São Paulo – BrasilExposição, organizada e produzidapela Direcção-Geral das Artes/Ministério da Cultura, comissariadapor Manuel Graça Dias queapresenta os projectos / deUma escola para Cabo Verde /Inês LoboUma escola para a Guiné-Bissau /Pedro Maurício BorgesUma escola para São Tomé ePríncipe / Pedro ReisUma escola para Angola / JorgeFigueiraUma escola para Moçambique /Pedro Ravara + Nuno Vidigalwww.dgartes.pt/saopaulo2009/exposicao.htmEXERCÍCIODA PROFISSÃOPortarian.º 1379/2009,de 30 deOutubroRegulamenta as qualificaçõesespecíficas profissionais mínimasexigíveis aos técnicos responsáveispela elaboração de projectos, peladirecção de obras e pela fiscalizaçãode obras.A publicação desta Portaria vemconcluir o processo de revogaçãodo Decreto 73/7310 > 12dezembro12º CONGRESSO DOS ARQUITECTOSARQUITECTURA PARA TODOS:UMA POLÍTICA PÚBLICA DE ARQUITECTURA PARA PORTUGALCasa das Artes, Parque de Sinçães, Vila Nova de FamalicãoUma Política Pública de Arquitectura promove a Arquitectura comorecurso para qualidade e sustentabilidade do ambiente construído,para a qualidade de vida dos cidadãos, para afirmação cultural e parao desempenho da economia, dando particular relevância àparticipação das comunidades, à educação pela arquitectura, àcriatividade e património arquitectónico, e à melhoria do exercícioprofissional dos arquitectos.Para isso, esta Política, para além da definição de grandes princípiose objectivos, é sempre precisada num programa detalhado demedidas e acções, com metas temporais concretas.Oportunidade de participação associativa e de reflexão conjunta,cujas conclusões se esperam fundamentais para o futuro daArquitectura e do exercício profissional dos arquitectos em Portugal;momento importante para aceder ao conhecimento de matériase ouvir peritos e especialistas que decerto enriquecerão o nossosaber como arquitectos; e espaço de partilha e de confraternizaçãoentre arquitectos – que trabalham em domínios distintos e nos maisdiversos actos próprios da nossa profissão – de todo o País.www.arquitectos.pthttp://12congressodosarquitectos.blogspot.comhttp://pt-pt.facebook.com/people/Ordem-Dos-Arquitectos/100000442277582A NORTEMiguel Nery [responsável de formação]Bárbara Belo [coordenação de formação]Tel. 222 074 258formacao.continua@oasrn.orgFORMULÁRIOS DE INSCRIÇÃOE OUTRAS INFORMAÇÕESEM WWW.OASRN.ORG > FORMAÇÃO4, 5, 11 E 12 DEZEMBROCURSONOVA REGULAMENTAÇÃO DESEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOEM EDIFÍCIOS(10h00 às 13h00 e 14h30 às 17h30)Numa altura em que a construçãose torna progressivamentemais especializada, a legislaçãomais apertada, as exigênciasde qualidade mais elevadas eo controlo de custos e prazosmais rigoroso, a distribuição dotrabalho de projecto por equipasmultidisciplinares devidamentecoordenadas é a cada vez mais umasolução inevitável.A coordenação das actividadesdos intervenientes no projectotem como objectivo a integraçãodas suas diferentes partes numconjunto harmónico e coerentede fácil interpretação e capazde fornecer todos os elementosnecessários à boa execução da obra.Esta formação pretende sensibilizararquitectos e estudantes dearquitectura para a importância dotema no âmbito da sua actividadeprofissional e dotá-los de meios,noções e técnicas elementaresque lhes permitam desenvolvermétodos próprios de coordenaçãode projecto e de especialidades.Destinatários: arquitectos,arquitectos estagiários eestudantes de arquitectura.As vagas disponíveis para estecurso já se encontram preenchidas.Programa completo e informações emwww.oasrn.org/Formacao6 JANEIRO 2010 | DATALIMITE DE INSCRIÇÃOCURSO DE ESPECIALIZAÇÃOCOORDENAÇÃO DE SEGURANÇAE SAÚDE NA CONSTRUÇÃOJANEIRO > MARÇO 2010Com a promulgação do Decreto-Lein.º 273/03, de 29 de Outubro, queregula a existência da Coordenaçãode Segurança e Saúde, duranteas fases de projecto e realizaçãode obra, surge a necessidade deadequar técnicos para o exercíciodesta nova função.O Coordenador de Segurança é afigura que assegura a integraçãodos princípios/objectivos inerentesao Decreto-Lei, promovendo everificando a implementação dosprincípios gerais de prevençãode riscos profissionais, desde aelaboração do projecto até à fasede exploração da obra.Este curso, dirigido a arquitectos,arquitectos estagiários,engenheiros e estudantes dearquitectura e engenharia, irádecorrer de Janeiro a Março 2010,às segundas, terças e quintasdas 19h00 às 23h00 (existe apossibilidade de ocorrerem sessõesesporádicas ao sábado).Integra o Ciclo de Formação«Gestão em Arquitectura».Inscrições, programa completo e maisinformações em www.oasrn.org/ganovembro 2009


concursosA DECORRERCONCURSO PÚBLICO DE CONCEPÇÃO PARA A ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE INSTALAÇÃO DOCONTEÚDO EXPOSITIVO DA TRIENAL DE ARQUITECTURA DE LISBOA NO MUSEU COLECÇÃO BERARDOÉ OBJECTIVO DO PRESENTE CONCURSO PROCEDER À ESCOLHA DA EQUIPA PROJECTISTA QUE IRÁ DESENHAR O SUPORTE E ENQUADRAMENTO EXPOSITIVO DA EXPOSIÇÃO DA TRIENAL A REALIZAR EM PARCERIA COM O MUSEU BERARDO,A INSTALAR NO GRANDE HALL DO CENTRO CULTURAL DE BELÉM ENTRE OUTUBRO DE 2010 E JANEIRO DE 2011.O objectivo do Concurso é seleccionar astrês propostas que o Júri considerar quedevem participar no processo de negociaçãopara contratação por ajuste directo. Paraesse efeito será solicitada a cada uma dastrês equipas seleccionadas a preparação deuma apresentação oral das ideias na qualpoderá ser acrescentado todo o material decomunicação julgado necessário.Essa apresentação ocorrerá no espaçomáximo de 2 semanas após a comunicaçãodo resultado do Concurso.A Trienal de Arquitectura de Lisboa 2010constará de um conjunto de exposições;dois ciclos de conferências e um conjuntode publicações, para além de actividadeseducativas envolvendo as comunidadesescolar e académica e outras acções paralelas.É ainda caracterizada pela realizaçãode um conjunto de concursos (dirigidosa escolas portuguesas de arquitectura,abertos à participação internacional epara projectos expositivos no seu próprioâmbito), bem como pelo desenvolvimentode um conjunto de acções conducentes àsua internacionalização.A Trienal desenvolver-se-á em diversasinstituições da cidade de Lisboa, cada umaacolhendo e co-produzindo um sector comuma envolvente temática comum:Centro Cultural de Belém – Museu ColecçãoBerardo de Arte Moderna e ContemporâneaExposição: Norte/Sul – Arquitecturacontemporânea em diálogoNo piso térreo do Museu Colecção Berardoficará sedeada a grande zona expositivadedicada à arquitectura portuguesacontemporânea, bem como um foco naSuíça através de um sector da exposição co--produzida com o museu de arquitectura deBasel, para além de um foco na arquitecturado Norte da Europa, especificamente dospaíses escandinavos.Este núcleo será confrontado com a arquitecturanascente de África, com uma tónica emAngola e Moçambique, bem como no Brasil.A ideia central desta grande exposição,multifacetada nas diferentes abordagensaos vários contextos de produçãoarquitectónica, situa-se na ideia de que háuma crescente necessidade de reenquadrarPortugal como um pólo nevrálgico nodiálogo entre o Norte e o Sul (...).Tratando-se de uma exposição que incluina sua estrutura diferentes «secções»cujo conteúdo é pensado por comissáriosespecíficos, é por natureza uma obracolectiva que resultará da interacção entreprojectista e a equipa de comissárioscoordenada pelo Curador Geral esupervisionada pelas direcções do eventoTrienal 2010 e do Museu Berardo.Espera-se de todos os envolvidos a necessáriacapacidade de trabalho conjunto, reservandoseao projectista a responsabilidade de criar apartir dessa interacção o conceito expositivoglobal, num contexto que se poderá designarde work in progress.Dado que a actividade dos comissários daexposição começou apenas recentemente,a Trienal fornece aos concorrentesos elementos mínimos para que osconcorrentes «ensaiem» conceitosexpositivos de forma a que o júri possaavaliar a sua capacidade e adequação ànatureza de projecto em causa, bem como aqualidade das ideias ou a sua criatividade.Dentro deste contexto, pensa-se quedeve haver espaço de liberdade para osconcorrentes colocarem em prática a suaforma pessoal de expressão e comunicaçãodas ideias, não havendo por isso qualquerrestrição à natureza dos desenhos,maquetes (apenas admissível fotografias),imagens 3D de computador, ou outrosprocessos que cada equipa entendercolocar em prática.Poderemos destacar os seguintes pontosimportantes a tomar em consideração:z Trata-se de uma exposição que inclui«secções» ou «zonas» distintas que nãopodem ser pensadas como «células»individuais encerradas sobre si próprias.O projectista deve demonstrar a capacidadede criar um contexto em que estas se cruzem.São essas secções (5 de dimensão idêntica):Norte (Escandinávia e Suíça) + Portugal (espaçointermédio/central) + Sul (África e Brasil);z Deverá ser incluída à saída uma «célula»onde se possa colocar à venda catálogosda exposição ou oferecer merchandisingproduzido para o efeito;z É fundamental demonstrar a formade montar/desmontar um blocorepresentativo da exposição, quecorresponda a um «pack» itinerante quevirá a ser instalado noutros espaços, semque para tal haja necessidade de construir/destruir novos cenários.A flexibilidade que permita novasconfigurações e a facilidade demanipulação, associados à qualidadedo conceito proposto, serão aspectosfundamentais na avaliação;z Qualidade expressiva, estética e naturezainovadora do conceito de exposição;z Qualidade e natureza da relação com o temada Trienal 2010 – Falemos de Casas, bemcomo com o universo geográfico e culturalespecífico abordados nesta exposição;z Adequação ao espaço previsto no MuseuBerardo – Centro Cultural de Belém,nomeadamente tirando partido das suascaracterísticas e não colocando em causa asua integridade;z A equipa projectista deverá incluir nacaracterização da equipa as especialidadesque julgar necessárias para além daarquitectura e do design gráfico (devendoneste caso abranger no mínimo a sinaléticae legendagem que obedecerá ao manualde normas a fornecer pela Trienal);z A verba prevista para a produçãoexpositiva não é destinada apenas ao«suporte cenográfico», sendo desejávelque contribua para o reforço dosconteúdos expostos e para uma elevadaeficácia comunicacional.Extracto do Programa do ConcursoPROCESSO DO CONCURSOEncontra-se patente, para consultados interessados, todos os dias úteis,nas Secções Regionais da Ordem dosArquitectos (das 10 às 13 horas e das 14 às17 horas), bem como nas suas DelegaçõesRegionais, durante os dias e horas normaisdos respectivos expedientes, desde o diada primeira publicação do anúncio até aotermo do prazo para a apresentação dostrabalhos.FORNECIMENTO DAS PEÇASDO PROCEDIMENTOA disponibilização do Processodo Concurso é feita, gratuitamente,através dos websites www.oasrs.orge www.trienaldelisboa.comCALENDÁRIORespostas aos Pedidosde Esclarecimento até 16 NOVENTREGA DOS TRABALHOSATÉ ÀS 17H DE 25 NOVActo Público em 26 NOVMais informações emwww.trienaldelisboa.com > ConcursosPRÉMIO ARQUITECTAR’09A SHORTLISTA shortlist de finalistas do PrémioArquitectar’09 – Prémio SquareArquitecto Revelação – já foidivulgada, contemplando dezprojectos, dos 70 que foramapresentados a concurso.Os arquitectos seleccionadossão os seguintes:z Ângela Frias e Gonçalo Dias;Emanuel Jorge Cardoso Romãoe Paula Maria de Almeida LemosRomão;z João José Gouveia G. Donato eHugo Miguel Silva B. Pinto;z Mariana Machado PinhalFernandes e Thomas Raben-Lange;z Nuno Miguel da Costa Brás e MarcoAlexandre Simões da Silva;z Salvatore Pirisi e Nuno TimóteoJosé Vieira;z Sílvia Vasconcelos e Miguel Cabral;z Sofia Almeida Raposo;z Tiago Filipe Bernardo dos Santos;z Vítor Hugo da Mota Moinhos deMatos e Daniela Helena Trigo Lopes.Em preparaçãoSeguiu-se a apresentação dasrespectivas maquetas que decorreuaté 2 de Novembro e o anúncio dovencedor e entrega do prémio terálugar a 17 de Novembro.A 2.ª edição de Arquitectar’09, queconta com a assessoria técnica daOA-SRS, organizou-se este ano emtorno das energias renováveis. Esteprémio, uma iniciativa da SquareImobiliária, pede «inovação earrojo» num projecto cujo tema foi«Moradia Unifamiliar de tipologiaT3 com vista para o rio ou o mar,orientada para um segmentomédio-alto do mercado imobiliário,de formalismo contemporâneo».O júri, constituído pelos arquitectosJoão Luís Ferreira (atelierPromontório), Jorge Graça Costa(Arquitectura Sustentável), LíviaTirone (Tirone Nunes, ActividadesImobiliárias SA), Luís SantiagoBaptista (director da revista Arq/a)e Selwin Wever (Home Energy– arquitectura bio-climática),apreciou a «utilização de recursos/energias renováveis e/ou outrassustentabilidades aplicadas àarquitectura» num lote de terrenoexistente em «território nacionalcom vista de rio ou de mar». Foramainda ponderados os factores de«exequibilidade» e da «melhorrazão entre arquitectura inovadora,o custo da obra e o uso de sistemasbio-climáticos», assim como a«audácia no desenvolvimento»do projecto.Arquitectar’09 consiste num únicoprémio indivisível de €5 000 aatribuir ao primeiro classificado,podendo o júri atribuir uma únicaMenção Honrosa, caso assimo entenda.O projecto vencedor será publicadono jornal Público, revista Arq/ae revista Imobiliária.Consulte a informação actualizada sobre osconcursos com apoio da oa-srn www.oasrn.org > concursosOA-SRN DETECTA MAIS DOIS CASOSGRAVES DE INCUMPRIMENTO DOCÓDIGO DOS CONTRATOS PÚBLICOSA Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos,OASRN, emitiu nos dias 16 e 20 de Outubro, doiscomunicados dirigidos aos membros da OA nos quaisdeclarou como inaceitáveis os seguintes concursosde concepção:Concurso público para trabalhos de concepção para selecçãoda equipa projectista para elaboração dos projectos dearquitectura e especialidades do edifício das bancadasdo Estádio Municipal de Mêda, promovido pela CâmaraMunicipal de Mêda, publicado no Diário da Repúblican.º 196, de 9 de Outubro de 2009;Concurso público para trabalhos de concepção para aelaboração do estudo global de concepção do RecintoDesportivo do Soito, incluindo estudo prévio de PavilhãoDesportivo, promovido pela Câmara Municipal doSabugal, publicado no Diário da República n.º 197,de 12 de Outubro de 2009.O número crescente de procedimentos pré-contratuaisque não salvaguardam a aplicação do Código dosContratos Públicos (CCP), neste âmbito da aquisiçãode serviços, sejam estes ajustes directos, concursospúblicos ou concursos de concepção, tanto namodalidade de concurso público como na de concursolimitado por prévia qualificação, motiva a preocupaçãodesta Secção Regional, pois considera-se que estasirregularidades detectadas são, manifestamente, umobstáculo à prossecução do interesse público.Em causa está, reiteradamente, a aplicação dosprincípios da transparência, da igualdade e daconcorrência, e a garantia de condições dignas parao exercício da actividade profissional do arquitecto,em particular, e dos demais técnicos que integramas equipas projectistas, em geral.Em súmula, oincumprimento do Código dos Contratos Públicos, noque se refere à aquisição de serviços no âmbito deplanos, ou de projectos nos domínios da arquitecturaou da engenharia, esvaziaos princípios fundamentais que norteiam a Lei.Além da consequência imediata da irregular instruçãodos procedimentos, converge-se para a limitação domercado, que se pretende concorrencial, e para aimponderabilidade do uso dos investimentos públicos,e, essencialmente, não se garante a qualidade doambiente construído, como mais-valia que assiste, pordireito, ao cidadão.Trata-se da terceira vez em 2009 que a OASRN intervémdesta forma em procedimentos que apresentamelevado grau de irregularidade.Já em Fevereiro de 2009, foi emitido comunicadoidêntico relativamente ao concurso «ConcursoPúblico para a elaboração do projecto de execuçãodo loteamento e três edifícios do Parque de Ciência eTecnologia de Vila Real», promovido pela Associaçãopara o Desenvolvimento do Régia Douro Park, Vila Real.Na sequência do Comunicado emitido aos Membros e do Ofícioenviado pela OASRN à Câmara Municipal do Sabugal, o Municípioprocedeu, entretanto, à revogação da decisão de contratar,ficando, assim, anulado o concurso (Declaração de Rectificaçãopublicada em D.R. n.º 211, de 30 de Outubro de 2009).Consulte os comunicados na íntegraem www.oasrn.org > ConcursosConselho Editorial/dIRECTOR João Belo Rodeia Director-AdjuNTO Pedro Cortesão Monteiro Editora PRINCIPAL Cristina Meneses EDIÇÃO CdN Rosa Azevedo Edição SRN Filipa Guerreiro com Carolina Medeiros PublicidadE Maria Miguel com Carla Santos Direcção De ArteE PaginaçÃO Silva!Designers AdministraçÃO Travessa do Carvalho 23, 1249-003 Lisboa – tel.: 213 241 110, fax: 213 241 101, e-mail: cdn@ordemdosarquitectos.pt IMPRESSÃO Ligrate, Atelier Gráfico, Lda, Rua Augusto Gil 21, Moinhos da Funcheira, 2700-098 Amadora – tel.: 214 986 550,fax: 214 986 555 TIRAGEM 18.500 exemplares Depósito LEGAL 63720/93 PeriodicidadE Mensal ISSN 0872-4415 O título «Boletim Arquitectos» é propriedade da Ordem dos Arquitectos

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