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Viajanteaprendiz deJAN/FEV/MAR 2014 ANO 2 N O 5APRENDIZDEVIAJANTE.COMPARIS&LONDRESDESTINOS DE INVERNO AURORA BOREAL NOVA YORKCANADÁ | PRODUTOS DE VIAGEM | SOUVENIR DE VIAGEM | MICHIGAN| CAMPOS DO JORDÃO | PERFIL: ADRIANA LACERDA


NESTA EDIÇÃOESPECIAIS8 Londres28 Paris52 Destinos de InvernoPARA VIAJAR50 10 Coisas para Fazer emEdimburgo60 Esportes de Inverno noCanadá66 Seis blogueiros esquiandopela 1a vez71 Dog Sleading em UpperMichiganD78 Roadtrip: Campos doJordão82 Aurora BorealSEÇÕES5 Colaboradores destaEdição6 Produtos de Viagem39 Hotéis em Destaque:Mandarin Oriental Paris85 Uma Cidade, TrêsOrçamentos: Nova York89 Entrevista: AdrianaLacerda95 Souvenir de Viagemwww.aprendizdeviajante.com• 2 • @aprendizviajant


qual a matéria que você mais gostou nasnossas revistas? Conte pra gente eCONCORRA A UM IPADConcorra a um iPad Mini com as quatro edições da revista. Basta participar lá no site contando a matéria quevocê mais gostou nas nossas edições. E não se esqueça de indicar um amigo para assine a revista!Veja os detalhes da promoção em: http://bit.ly/sorteioadvipadwww.aprendizdeviajante.com• 4 • @aprendizviajant


COLABORADORES DESTA EDIÇÃOCLAUDIA SALEHHELOISA RIGHETTOLUCIANA MISURAClaudia Beatriz Saleh trocou as praias do Riode Janeiro pela vizinhança da Casa Branca emWashington há 9 anos. Casada, tem dois filhos,Dylan de 4 anos e Nicollas de 20 anos.Apaixonada por Viagens e Fotografia. Quandonão está escrevendo sobre viagens ou fotografando,a “nerd confessa” dá consultoria, treinamentoe escreve sobre tecnologia, gerenciamentode conteúdo e mídias sociais. Siga aClaudia no Twitter: @aprendizviajantHeloisa Righetto é designer por formaçãomas dedica-se a escrever sobre o assuntopara sites, revistas e blogs no Brasil e nomundo. Casada com o Martin, ela moraem Londres, desde 2008 e trabalha comocorrespondente para as mídias especializadas.Mantém o blog http://miblogito.blogspot.com, seu trabalho pode ser vistono site www.helorighetto.com. Siga a Helôno Twitter: @helorighettoLuciana Bordallo Misura começou a blogarem 2001 no Colagem, mora nos EUAdesde 2002 (atualmente em Austin, TX ejá morou em Michigan e Washington) e éfundadora do Mundo Pequeno, índice deblogs brasileiros no exterior. É designere apaixonada por fotografia. Tem dois filhos,Julia e Eric e viaja com eles e o maridopraticamente todo mês. Siga a Lucianano Twitter @lucianamisuraMAURICIO DE SOUZAMAURICIO OLIVEIRAEDSON MAIEROMaurício de Souza é formado em Economia eMarketing Internacional pela Georgetown Universityem Washington, D.C. Crescido na Itáliae na Suíça, trabalhou no mercado financeiro aoredor do mundo e é Editor Contribuinte há 14anos para a revista Cool Magazine no Brasil. Elefala e escreve em seis idiomas. Twitter @mauriciocoolMauricio Oliveira é blogueiro e ama viajar.Apreciador das coisas boas da vida, curteturismo de luxo, esporte de aventura, vinhoe um belo por do sol. É o CEO do site eblog Trilhas e Aventuras, criador de projetoscomo o BlogTur e VIP Blogger, membroda RBBV e dos Travel Brothers. Twitter: @aventureirosEdson Maiero é paulista, apaixonado porfotografia e viagens. Gosta de conhecergrandes cidades, mas por outro lado, temuma atração enorme por lugares ermos,onde a natureza mostra sua força e nos fazpensar em como somos frágeis perante a ela.Para registrar suas viagens ele usa seu blogPhotoTravel360 . Twitter: @phototravel360.comwww.aprendizdeviajante.com• 5 • @aprendizviajant


PRODUTOSDEVIAGEMuPara levar o mundo com você nas viagens: colar com pingente de globoterrestre, feito a mão! Custa U$12,99 na Novelty Jewelshttp://www.etsy.com/listing/130254743/world-traveler-necklace-globe-necklace10 PRODUTOS PARA FAZER SUA VIAGEMFICAR MAIS ESTILOSA OU LEVAR A VIAGEMPARA DENTRO DE CASA.uÍmãs de mapas: Caixa de metalcom 24 ímas com desenhosde mapas estilo retrô.Super bacana pra espalhar.£14,95 na Bloomsbury & Co.http://www.bloomsburystore.com/home_interior/home_accessories/stationery/organisation/cavallini_magnets_vintage_maps.htmuUma graça esse anel de prata e cobre com o recorte da América doNorte e América do Sul. Feito por Letters to Sarah, custa U$40,00http://www.etsy.com/listing/168186200/north-and-south-america-twistcontinentColoque suas memórias de viagem nessecaderno de 30 páginas com caparevestida em tecido com desenho doArco do Triunfo. Custa R$99,00, daLilou Estudiohttp://www.tanlup.com/store/677/lilouestudiouuAdesivo de parede do mapa mundi,com 30 adesivos de pinos paravocê marcar os lugares que já visitou,adora e que gostaria de conhecer. Otamnho 150x80cm custa R$169,00 e ode 200x100cm custa R$239,00 na lojaGrudadohttp://www.grudado.com.br/adesivo-de-parede-mapa-mundiwww.aprendizdeviajante.com• 6 • @aprendizviajant


Que tal revestir um pedacinho da sua casa comum papel de parede estampado com omapa de Londres do século 19? Não precisaser necessariamente uma parede: use o papelde uma maneira diferente, seja cobrindo ofundo da estante ou a porta do quarto de hóspedes.Um rolo custa £57 na Wallpaper Direct.http://www.wallpaperdirect.com/products/zoffany/london/82966uuPoster super colorido do skylineparisiense: Torre Eiffel, Arco doTriunfo, Notre Dame e outros prédios econstruções famosas da cidade luz. Disponívelem três tamanhos – 41x30cm,45x56cm e 51x91cm. A partir deU$22,00 na Art Pause. http://www.etsy.com/listing/156620389/paris-france-skyline-art-print-12x16-upPra levar Paris em suas outras viagens:necessaire com o mapa da cidade.Por £19,99 na loja Not The Usualhttp://www.nottheusual.co.uk/metropolitan-paris-wash-bag“Paris is always a good idea”. Concorda com a famosa citação da AudreyHepburn? Então decore o sofá com essa almofada, a venda por U$28,00 naSpools and Bobbins http://www.etsy.com/listing/153664810/paris-is-always-a-good-idea-12-x-18uuOutra cidade, outra citação, outra almofada: “If a man is tired ofLondon, he is tired of life”. A frase de Samuel Johnson lindamenteilustrada pela The Motivated Type custa U$34,00 http://www.etsy.com/listing/164037299/if-a-man-is-tired-of-life-he-is-tired-ofuwww.aprendizdeviajante.com• 7 • @aprendizviajant


LONDRESFOTO: FILIPE XAVIERwww.aprendizdeviajante.com• 8 • @aprendizviajant


FOTO: FILIPE XAVIERTexto: Heloisa Righetto“LONDRESPODE SERPERSONALIZADA.FAÇA DELONDRESA SUA LONDRES!”De todos os posts e matérias que já escrevi sobre viagem, essa é o parágrafo introdutóriomais desafiador que já fiz! Coloquei meus pés em Londres há pouco mais de 5 anos – vimde mala e cuia, sem nunca ter atravessado o Atlântico antes, e hoje quando escrevo sobre acidade sei que a emoção interfere. Afinal, como não me emocionar ao falar de um lugar quenão apenas me acolheu, mas me ensinou e me transformou de uma maneira que eu jamais poderiaimaginar?O que mais gosto daqui é o fato de que, mesmo após os 5 anos e com uma rotina já bem estabelecida,eu descubro algo novo a cada dia. De verdade. Seja uma loja no caminho entre a estação de treme o prédio que trabalho, ou então um café que abriu perto de casa. Pode ser uma exposição grandiosana National Gallery, ou um museu super pequeno que até então tinha passado despercebido.Hoje, por exemplo, um artista de rua tocava violão e cantava quando eu estava saindo do trabalho.Nunca tinha visto ele antes.Desde que cheguei aqui, tento dividir um pouco da minha vida em Londres, e ao longo dos cincoanos venho juntando dicas e conteúdo que acredito que podem ajudar bastante quem está planejandovir para cá.Acredito que Londres tem conteúdo pra todo mundo. Gosta de arte? De boa comida? De caminharsem rumo? De andar de ônibus? De descansar na grama? Gosta de balada? Ou prefere um bar maiscalmo? Enfim, Londres pode ser personalizada – faça de Londres a sua Londres!www.aprendizdeviajante.com• 9 • @aprendizviajant


Roteiro de Cinco DiasRoteiroROTEIRO DE 5 DIASCLIQUE NO ÍCONE DO MAPADURANTE O ROTEIRO PARA VER OMAPA POR DIA NO GOOGLE MAPS.Ah, a eterna discussão do “quanto tempoé necessário pra conhecer tal cidade?” achoque não termina nunca! Vamos combinar quenão existe nada mais frustrante do que voltarde viagem e alguém te perguntar: “mas vocênão foi em tal canto? Deveria ter ficado maistempo”. Precisamos lembrar que a sua viagemnão é igual a minha, mesmo que a gente useo mesmo roteiro. Eu não fui onde você amoumas provavelmente você também não foinaquele restaurantezinho que eu achei. Não háquantidade de dias que possa resolver coisasassim – o que nos resta é otimizar o tempodisponível e tentar absorver o que pudermos.Esse roteiro de cinco dias em Londres foi feitopara quem vem a cidade pela primeira vez –mas serve mesmo para quem já está escolado,e também uma boa referência para passeiosclássicos, para passar naqueles lugares quevemos em filmes, fotos famosas e que fazem afama de Londres.Pra quem vai ficar menos que cinco dias, tenteescolher suas atrações preferidas, e quem vaificar mais dias, aproveite para acordar tarde eespalhar as dicas do roteiro em mais dias!Antes de começar, não se esqueça de comprarseu cartão Oyster, para usar no transportepúblico. Compre o tipo travelcard de umasemana para zonas 1/2 e aí não terá nenhumapreocupação!www.aprendizdeviajante.com• 10 • @aprendizviajant


igreja de st paulbeira do rio tâmisatate moderntower of londonDIA 1O PASSEIO CLÁSSICO PELA BEIRA DO RIO TÂMISAMapa Dia 1Comece o dia cedo, na Tower of London – mas nãovai dar tempo de entrar lá! Porém o exterior é bembacana e já da pra ter uma ideia do tanto história queesse lugar carrega. Circule todo o perímetro da “torre”e vá até Tower Bridge – a famosa ponte que abre efecha.Atravesse a Tower Bridge (com várias paradas prafoto, claro!) e no final dela, do lado sul, desça as escadaspra ir para o mesmo nível do Rio Tâmisa. Antesde ir pra direita (direção Waterloo), vá pro outro ladoe entre na rua Shad Thames. Aquela área é uma graçae inclusive tem vários cafés/restaurantes caso vocêqueira parar para um cafézinho ou pra comer umbrunch.Agora sim é hora de começar a caminhada pra Waterloo.Você vai sempre andando na “beira” do Rio e veráícones londrinos tanto do “lado de lá” como no ladoque você está andando – um dos primeiros prédiosda caminhada que vai chamar atenção é a prefeiturade Londres, que tem quem fale que parece o capacetedo Darth Vader, ja outros acham que parece um ovo.Preste atenção também nas várias pontes que conectamos dois lados são bacanas, e cada uma tem umahistorinha.Perto de London Bridge está o The Shard, o prédiomais alto de Londres que foi recentemente inaugurado.É possível subir e ter uma impressionante vista360 graus da cidade.Caso seja uma quinta, sexta ou sábado, o BoroughMarket estará aberto – vale a pena fazer uma pausa lápra um boquinha. Nos outros dias da semana (menosdomingo) alguns pequenos restaurantes que funcionamnos arredores também estão abertos, mas omercado completo, apenas nesses dias específicos.Após a parada no Borough, volte para a beira do Rioe siga na mesma direção, até chegar na Tate Modern(você também vai passar em frente ao Shakespeare’sGlobe, teatro a céu aberto que, como diz o nome, epalco para peças do escritor). Antes de entrar na Tate,atravesse a Millenium Bridge e vá até a St. Paul’sCathedral, do outro lado do rioAqui você tem duas opções: ou entrar na St. Paul’s,ou voltar e entrar na Tate. Mesmo que você entre naSt. Paul’s, volte pela mesma ponte e continue a caminhadapelo lado sul. Ambos lugares são maravilhosos,mas fica mesmo a seu critério – prefere museus ouigrejas? Seja qual for sua escolha, o tempo é curto– então reserve no máximo 1 hora e meia de visita.Longe do ideal, mas dá pra satisfazer a vontade!www.aprendizdeviajante.com• 11 • @aprendizviajant


Em Londres durante a primavera/verão?Experimente Pimm’s!Pimm’s é uma bebida a base de gin que é servida misturada com “lemonade” (pode ser Schwepps Citrus ouSprite) e com várias frutinhas, como laranja, morango, maçã e framboesa. Uma folhinha de menta é fundamental,assim como algumas rodelas de pepino e muito gelo. Você pode pedir um copo ou então uma jarra, sódepende da sede! O interessante é que a Pimm’s só é vendida nos pubs durante a primavera/verão – há outrasversões de Pimm’s (essa do verão é a número 1), mas nenhuma tão popular como essa!BOASCOMPRAS DEDESIGNO complexo cultural Southbank Centreé um dos meus pontos favoritosde Londres, e digamos que a loja fazjus a importância do lugar. La vocêvai encontrar livros, bijuterias, almofadas,brinquedos, cartões, papelde parede, e mais muitos acessóriosfofos para casa.O destaque vai para a coleção de produtosque homenageia os 60 anos do“Festival of Britain”, como o papel deparede e as canecas estampadas.O melhor: os preços são bem razoáveis– dá pra comprar um anel or£6 por exemplo, ou um poster por£20.Aberto de segunda a sexta das 10 às21h, sábado das 10 às 20h e domingose feriados das 12 às 20h, fica aolado do Royal Festival Hall, saídado mezanino.Caso você não tenha parado pra comerno Borough Market, uma boa pedidaé ir no pub que fica praticamenteem frente a Tate Modern, o FoundersArms.Depois do pit stop, é hora de acelerar opasso – mas claro, sem deixar de apreciara “paisagem” já que você vai passarpela OXO Tower, Gabriel’s Wharf e vero skyline da cidade no outro lado do rio.Já bem perto da London Eye, você vaise deparar com o Southbank Centre– complexo cultural que engloba RoyalFestival Hall, Hayward Gallery, QueenElizabeth Hall, BFI e mais um montede lugares bacanas. Por ali sempre rolaum burburinho, você vai se sentir emum calçadão de praia. Perto do Natal épor ali que fica o Southbank ChristmasMarket. E ali também, mais precisamenteembaixo da ponte Waterloo,que sempre tem um mercado de livrosusados.Chegou a hora de embarcar na LondonEye! É possível comprar ingresso comantecedência pela internet, e até dá prapagar mais pra não ter que enfrentarfila. A volta completa leva meia hora,e é uma das atrações pagas que maisgosto em Londres. Independente do horário,é sempre um bom programa – eajuda se o dia não estiver muito feio.Hora de atravessar a WestminsterBridge e ir em direção ao Big Ben, masantes passe por baixo da ponte (literalmente)e veja o Parlamento de frente,sem turistas pra atrapalhar as fotos.Chegamos na parada final do primeirodia: Parliament Square, que concentraParlamento e Big Ben e tambéma Westminster Abbey. Caso você façaquestão de entrar na Abadia, fiqueatento aos horários de funcionamento,que estão no site.Hora de encerrar por hoje. Algumasdicas de lugar pra jantar: o Aji, que ficapraticamente atrás da London Eye;Giraffe, Pizza Express, Ping Pong ouWagamama (todos tem uma filial alipertinho do Southbank Centre) ou entãoqualquer pub bacana no caminho!www.aprendizdeviajante.com• 12 • @aprendizviajant


Projeto Fourth PlinthDIA 2ÍCONES DE LONDRES, DO PALÁCIO A PICCADILLYO 2o dia começa em um ponto icônico deLondres: o Palácio de Buckingham! Depoisde fotografá-lo em todos os ângulospossíveis (se você quiser assistir a trocada guarda, confirme o dia e horário nosite http://www.changing-the-guard.com/dates-times.html), vá caminhando pelaThe Mall (a avenidona bem em em frenteao Palácio) em direção a Trafalgar Square.Mas não fique só na calçada – a sua direitaestará o lindíssimo St. James’s Park, quetem flora e fauna riquíssimas. Caso vocênão tenha tomado café da manhã ainda, adica é dar um tempo no Inn The Park.10 Pinturas Imperdíveis naNational Gallery1. A Young Woman Standing at a Virginal,Johannes Vermeer (entre 1670 e 1672)2. Miss La La at the Cirque Fernando,Hilaire-Germain-Edgar Degas (1879)3. Sunflowers, Vincent Van Gogh (1888)4. The Arnolfini Portrait, Jan van Eyck(1434)5. The Courtyard of a House in Delft,Pieter De Hooch (1658)6. The Execution of Lady Jane Grey, PaulDelaroche (1833)7. The Toilet of Venus, Diego Velázquez(entre 1647 e 1651)8. The Umbrellas, Pierre-August Renoir(entre 1881 e 1886)9. The Virgin of the Rocks, Leonardo DaVinci (entre 1491 e 1508)10.The Execution of Maximilian, EdouardManet (entre 1867 e 1868)palácio de buckinghamA The Mall termina na Trafalgar Square, afamosa praça onde fica a coluna do Nelson(Lord Nelson, que derrotou Napoleão naBatalha de Trafalgar), o projeto FourthPlinth e, é claro, a sensacional NationalGallery.A National Gallery é daqueles museus quemerece repetidas visitas, mas dessa vez émelhor ficar apenas de uma a duas horaspor lá.Saindo da National Gallery, é hora de daruma passada em Covent Garden. Vá caminhandopela Strand e vire a esquerdaem uma ruazinha chamada SouthamptonStreet – essa ruazinha termina noCovent Garden Market, o “centro dasatenções” de Covent Garden. Ali existemvárias lojinhas e restaurantes, oque não faltam são opções de lugarespra almoçar. Dê uma voltinha por ali,você vai notar que a Royal Opera Housee o London Transport Museum estão aoredor do mercado.Pelo lado oposto do qual você chegou nomercado, suba outra ruazinha, a JamesStreet, até chegar na Long Acre, que éuma rua cheia de lojas de marcas conhecidascomo a Muji, Zara e Reiss. Masuma das minha lojas preferidas dessarua é a Stanfords, uma livraria especializadaem viagem.Chegando na Long Acre, vire a esquerdae vá caminhando sempre reto, equando chegar em um cruzamento queparece um tanto quanto confuso, sigapela Cranbourn Street (que é tipo umacontinuação da Long Acre). Logo depoisÉ impossível passear pela TrafalgarSquare e não notar a estátua que ficasobre o pilar logo em frente da NationalGallery: ela faz parte do projetoFourth Plinth, que há alguns anosconvida artistas a criarem instalaçõestemporárias para o espaço.Esse pilar foi projetado em 1841 parareceber uma estátua permente de umhomem sobre um cavalo, o que acabounão rolando por falta de fundos. O pilarficou lá, vazio, até que em 1998 foiocupado por uma escultura temporária:o sucesso foi tanto que acabou gerandoesse projeto, agora entitulado deFourth Plinth.A ideia é exatamente essa, que o pilarsirva como plataforma para artistasexibirem trabalhos temporariamente.Antes do galo azul que você vê hoje(Hanh/Cock de Katharina Fritsch),passaram por lá a Powerless Structure,Fig 101 (de Elmgreen e Dragset),o Nelson’s Ship in a Bottle (De YinkaShonibare, que agora está no NationalMaritime Museum em Greenwich) e ofamoso projeto One &Other, que durante3 meses e meio teve uma pessoadiferente a cada hora dia (24 horas pordia) utilizando o pilar como quisesse.hanh/cock - katharina fritschwww.aprendizdeviajante.com• 13 • @aprendizviajant


national gallerysunflowers - vicent van goghvocê vai atravessar a Charing Cross Road e seguirreto: você chegou na Leicester Square (pronuncia-seLéster Square), a praça dos cinemas que recebe oslançamentos de filmes. Não tem muita coisa para verali, mas o burburinho é legal e, quem sabe, no diaque você passar lá, está rolando um “red carpet”?conservas, biscoitos, chás, cafés, bolos… uma loucura.Um pouco antes da Fortnum & Mason tem umaigrejinha chamada St. James’s Church Piccadilly, quevale uma olhadinha. Do lado de fora da igreja quasetodo dia rola uma feirinha de artesanato.Mapa Dia 2Atravesse a Leicester Square e continue reto, prafinalmente chegar em Piccadilly Circus, região que éconsiderada por muita gente o coração de Londres.Por ali, muitas lojas procuradas por brasileiros, comoa LillyWhites e umas das melhores Boots (farmácia)que conheço. Mas o que faz da Piccadilly Circus tãofamosa são certamente os painéis luminosos e afonte com a estátua do Eros. Como é um cruzamentoimportante, conectando Piccadilly, Regent Street,Haymarket e Coventry Street, tome bastante cuidadopra atravessar a rua: respeite os faróis e não seesqueça que aqui a mão é “do avesso”A parte final do segundo dia será na rua Piccadilly– pois é, muita gente não se dá conta que Piccadillynão é apenas Piccadilly Circus, mas também uma ruasuper importante e cheia de lugares legais.Um desses lugares é a Fortnum & Mason, loja tradicionalíssimae cheia de pompa – mas ao mesmotempo nada metida a besta. O andar térreo é o maislotado, pois é um mercado gourmet, dá vontade decomprar tudo: doces, geléias, vários tipos de mel,Praticamente do outro lado da rua fica a Royal Academyof Arts, museu que sempre tem umas exposiçõesinteressantíssimas (todas pagas). A não ser quevocê queira ver uma exposição específica, melhordeixar a visita para uma outra vez.Se tiver sobrado tempo, faça um desvio e vire aesquerda na Duke Street St. James’s, e no final delavire a esquerda – você chegou em uma pracinhamuito fofa, chamada St. James’s Square. Note a diferençaentre a correria de Piccadilly e a calmaria desseloca, rodeado por casas georgeanas – nem parece quevocê está no centro de Londres! Ali perto, na JermynStreet, fica uma loja de queijos que é uma perdição,a Paxton & Whitfield (eles fornecem queijo para aRainha!).Essa altura do campeonato as pernas já devem estarbem cansadas – é hora de terminar o dia em um restaurante!Pegue um táxi e aproveite o resto da noiteem algum lugar bacana como o Riding House Café,Union Jacks, Ceviche, Comptoir Libanais ou HonestBurgers.www.aprendizdeviajante.com• 14 • @aprendizviajant


itish museumDIA 3COMPRAS E UM DOS MUSEUS MAIS FAMOSOS DO MUNDOChegou a hora de usar o cartão de crédito! O 3o dia começa naPiccadilly Circus, e dali você vai subir a Regent Street. Além detodas as lojas legais, olhe pro alto e preste atenção também naarquitetura. Algumas das lojas da Regent Street: Mango, Zara,Zara Home, Banana Republic, H&M, Uniqlo, Timberland, Russel&Bromley,Reiss, Levi’s, Esprit, Hamley’s (famosa loja debrinquedos), Apple, Ted Baker, Jaeger.. ufa! E isso porque nemchegamos a Oxford Street ainda!Antes de chegar no famoso cruzamento com a Oxford Stret –Oxford Circus – faça um pequeno desvio para a direita e explorea região de Carnaby Street. Essa rua fechada para o trânsito étambém cheia de lojas bacanas – e os arredores dela também revelammais um tanto de ruazinhas fofas com lugares mais fofosainda. Muitas lojas de maquiagem, roupa e coisinhas para a casa.Explore tudo por ali e aproveita para almoçar no Cha Cha Moon(que fica dentro de Kingly Court,um minishopping a céu abertoque tem entrada na Carnaby Street), restaurante de comida asiáticaque serve noodles deliciosos. Caso você queira gastar menosna alimentação, escolha um sanduíche do Pret a Manger, temuma filial grande quase na ponta norte da Carnaby Street.Pela Carnaby Street você chega na Liberty, a loja de departamentosque mais gosto de Londres. É linda, super tradicional, etem de tudo um pouco: setor de beleza, setor de bolsas, setor deroupas, etc etc etc. Eu amo o último andar, dedicado a móveis eluminárias. O terceiro andar é um oásis pra quem curte tecidos ecostura, além de vender acessórios lindíssimos para casa.Antes de seguir para Oxford Circus/Oxford Street, e tambémpara dar um tempo nas vitrines, é hora de conhecer oBritishMuseum, o museu mais antigo do mundo. Você pode ir caminhando(uns 20 minutos), pegar o metrô (uma estação pela CentralLine – pegue sentido eastbound em Oxford Circus e desça naestação seguinte, Tottenham Ct. Road) ou então pegar um táxi,para otimizar tempo (deve dar menos que £8). Claro que seráimpossível ver o museu todo, mas vale a pena esse “pulinho”para ver as múmias ou apenas ficar boquiaberto com o teto dosaguão principal, uma maravilha arquitetônica. O British temuma coleção vasta, rica e além disso rolam também exposiçõestemporárias, sempre muito boas. Tente se concentrar em umdois pontos de sua prefrência, para não ficar mais do que duashoras por lá.Gosta do British Museum?Conheça então o Petrie!O Petrie (Petrie Museum of Egyptian Archaeology) é ummuseu pequeno, pouco conhecido e escondido mas que é umajóia (daqueles segredos que não deveriam ser segredos!), principalmentepra quem gosta de arqueologia e história egípcia.Faz parte da University College London e possui mais 80 milobjetos – para se ter uma ideia de sua importância, o Petriefica logo atrás de instituições do naipe do British Museum,Museu do Cairo e Ägyptisches Museum em Berlim nos quesitosqualidade e quantidade do acervo.Aberto de terça a sábado das 13 às 17h, entrada gratuita (endereço:Malet Place, WC1E 6BT)www.aprendizdeviajante.com• 15 • @aprendizviajant


Wallace CollectionUm dos lugares mais bonitos de Londresa poucas quadras da PrimarkHora de voltar as compras!oxford streetjohn lewisEnfim você está na Oxford Circus. Vamos para aesquerda, no sentido Marble Arch. Nas 4 esquinasde um dos cruzamentos mais famosos da cidadevocê já vai ver 4 lojas bem legais: Tezenis (lingerie –canto sul direito), Nike(artigos esportivos – cantonorte direito), Benetton (moda – canto sul esquerdo)e H&M (moda – canto norte esquerdo). Ah, aolado da Nike está a flagship store da Top Shop, umadas grades queridinhas das inglesas. Mas arme-sede paciência – ela está sempre bem cheia.Quando você acha que já conhece Londres de cabo a rabo e que nãoexiste um lugar mais lindo que a National Gallery ou a St. Paul’s Cathedral,descobre que há sim mais uma mina de ouro e que ela ficamais perto do que você imagina: a Wallace Collection.O ponto alto da coleção são as pinturas holandesas do século 17 eas francesas dos séculos 18 e 19 - vale falar que além dos quadroseles tem também peças de mobiliário, cerâmica, armaduras, armase objetos decorativos.O impacto do lugar é forte não apenas pela coleção, mas pelo espaçoem si. Parece que a gente volta no tempo e está em algum palácio darealeza de séculos atrás: os quadros ocupam todo e qualquer cantinhodas paredes, e ficamos com aquela sensação mais intimistade que estamos na residência de alguém e não em um museu, quegeralmente é mais frio e impessoal.A entrada é gratuita e você se depara com obras de artistas comoCanaletto, Rembrandt, Corot, Claude, Titian, Delacroix, Rubens emuitos, muitos outros.Aberto diariamente das 10 às 17h.Endereço: Manchester Square, W1U 3BNClaro que antes de seguir para o oeste, Marble Arch,você pode dar uma fuçada no outro lado, tem algumaslojas boas como a Urban Outfitters. Mas garantoque a parte oeste da Oxford é a melhor. Alémdas lojas de marcas específicas é nessa parte quevocê vai encontrar grandes lojas de departamentos,como a John Lewis e aSelfridges. Ambas são boas,cada uma tem um estilo bem próprio: a John Lewisé mais prática, e um tanto quanto mais acessível,enquanto a Selfridges é mais luxuosa – tenho a impressãode que a JL atrai mais locais e a Selfridgesatrai mais turistas (para a mulherada que gosta desapatos, a seção da Selfridges é uma das mais completasque existem – é um paraíso na Terra, tem detudo, de todas as marcas). Ah – aproveite as lojas dedepartamentos para usar o banheiro!www.aprendizdeviajante.com• 16 • @aprendizviajant


Uma das lojas mais concorridas da Oxford St. é a Primark– quase no fim da rua, a poucos metros da Marble Arch, esseverdadeiro paraíso de compras está sempre cheio, graças aospreços bem amigos e a grande variedade de produtos. Modafeminina, masculina, infantil, lingerie, acessórios (sapatos,bolsas, bijuterias) e até alguns artigos para casa. A Primark ébarata mesmo, e sempre tem coisa nova chegando. Não diriaque a qualidade é assim uma maravilha, mas certamente émelhor que o esperado se você leva em consideração o custo.Gosto de comprar coisas básicas lá: pijama, meia calça e camisetinhasmonocromáticas. Pra quem vem no inverno e nãotem roupas para combater o frio, vale a pena ir lá assim quechegar para arrematar casacos e pullovers gastando cerca de£35/£50. Ah, também é um boa hora para comprar presentinhos,principalmente paras as amigas que gostam de colares,pulseiras etc.Sugiro jantar em algum pub da cidade: peça recomendação noseu hotel ou escolha um pub antigo, cheio de história (vejalista no quadro ao lado).Mapa Dia 37 Pubs Antigos em LondresSEVEN STARS• Um dos poucos edifícios da City of London asobreviver ao incêndio de 1666• Um pub funciona nessa construção desde 1602Ye Olde Cheshire Cheese• Aberto em 1538 com o nome The Horm, foi reconstruídoem 1667, após o grande incêndio•O teto é proveniente de um monastério do séculoYE OLDE CHESHIRE CHEESE• Mark Twain era frequentador• Serve cervejas da Samuel Smith apenas, umacervejaria de 1758LAMB & FLAG• A construção data da dinastia Tudor• Existe um pub ali desde 1772, chama-se Lamb &Flag desde 1833• Charles Dickens era clienteCITTIE OF YORK• Um pub existe nesse endereço desde 1420, aprincípio funcionava principalmente como hospedaria• A construção que está lá hoje é de 1645 aproximadamente• Foi reformado na década de 1920THE ANGEL• Há um pub nesse endereço desde o século 15, aprincípio era mantido pelos monges que moravamem um monastério beneditino ali perto, que por suavez existia desde o século 11• Totalmente reconstruído no início do século 19THE MAYFLOWER• Há um pub nesse endereço desde 1550• Muito próximo dali foi o ponto de saída do famosonavio The Mayflower, que partiu com rumos aosEstados Unidos dia 5 de agosto de 1620THE GEORGE INN• A última hospedaria com espaço para estacionaras carruagens que ainda existe em Londres.• Aparece na serie “Little Dorrit”, de Charles Dickens,publicada entre 1855 e 1857.• O pub data do século 15, reconstruidoem 1676.Mapa dos Pubswww.aprendizdeviajante.com• 17 • @aprendizviajant


hyde parkprincess diana memorialhyde parknatural history museumDIA 4UM PARQUE, MUITOS MUSEUSEntre parques, praças e jadins, Londres tem muitasareas verdes, mas a mais famosa delas é o Hyde Park/Kensington Gardens (o lago Serpentine divide os doisparques). E hoje a manhã será dedicada a exploraresse lindo pedaço da cidade. Mesmo que você visiteLondres no inverno, tem muita coisa pra ver e aproveitarali.Entre por Marble Arch e vá caminhando em direção aSerpentine, sem se preocupar muito com o caminho.Fique de olho nos esquilos, aprecie a área verde etente chegar na Old Police House, o QG dos parqueslondrinos.Caminhe até a Serpentine Sackler Gallery, uma alanova da galeria Serpentine (a original fica ali perto,vamos chegar lá), projetada por Zaha Hadid. Ali fica orestaurante The Magazine, é uma boa ideia para caféda manhã, brunch ou almoço.Atravesse a ponte sobre o lago Serpentine pra chegarna “velha” galeria Serpentine. A entrada é gratuita,e sempre rolam boas exposições ali. Dependendo daépoca do ano, você verá uma construção do lado defora, é o Serpentine Pavillion, uma construção temporáriaque a cada ano é projetada por um arquitetodiferente (geralmente rola de julho a outubro).Antes de sair do parque, passe pelo Princess DianaMemorial Fountain, inaugurado em 2004 em memóriaa Diana.Saia pela Exhibition Road, a rua que te levará aos museus:Ciência, História Natural e Victoria & Albert.Aí você terá a difícil tarefa de escolher qual museu irávisitar (ou então você pode ficar um pouco em cadaum, todos tem entrada gratuita para os acervos).www.aprendizdeviajante.com• 18 • @aprendizviajant


Victoria & Albert entrada do V&A Esculturas no V&AMapa Dia 4Caso ainda não tenha almoçado (ou queira fazeruma pausa para o café/chá), recomendo o restaurante/cafédo Victoria & Albert – e já que você estarápor ali, não deixe de passar na loja do museu, queé imensa e um dos melhores lugares para comprarpresentes mais bacanas e originais.Ainda tem fôlego para uma caminhada final? Vá paraesquerda na Cromwell Road (que em poucas quadrasmuda de nome para Brompton Road), o objetivo échegar na Harrods, a tradicional loja de departamento,talvez a mais famosa de Londres. Ela fica lindailuminada a noite, e mesmo que você não se interesseem fazer compras lá, vale a pena pelo menos fuçaro Food Hall ou então aproveitar para experimentaro chá da tarde no Terrace Bar (quarto andar) ou noTea Room, que fica no segundo andar.Pra terminar o dia por ali mesmo, e em grande estilo,recomendo jantar no Bar Boulud ou, caso vocêqueira ir num restaurante com estrela Michelin, noDinner by Heston Blumenthal – os dois ficam noHotel Mandarin Oriental (faça reserva com antecedência!).Drinks literários: Mr Fogg’sAinda tem ânimo para um drink depois do jantar? Pegue um táxi para a chiquérrimaregião de Mayfair e termine a noite no Mr. Fogg’s, um bar 100% inspirado nopersonagem principal do clássico de Julio Verne “A Volta ao Mundo em 80 Dias”.Chegando lá, você dá de cara com uma fachada de uma “casa”, que nada lembra umbar. E lá dentro, a grande supresa é a decoração: impecável, realmente trouxe a vidaa história do livro. Desde as mesinhas e assentos aos detalhes e iluminação, vocêpercebe que não está em um bar qualquer. O balão, as bicicletas, os acessórios decorativos“exóticos” adquiridos por ele durante os suas viagens: tudo tem um porque.Até a trilha sonora é especial.O cardápio dos drinks é muito bacana: é pra ser o diário do Phileas Fogg, e cadadrink tem uma historinha, como se ele tivesse escrito, contando da onde veio ainspiração para a receita.Vale lembrar que pra ir lá tem que entrar no clima: nada de pedir Coca Cola diet(não tem) ou fazer cara feia para os atores e garçons que fazem toda uma encenação.Incorpore o Mr. Fogg que há em você e participe da brincadeira – com osdrinks fica até mais fácil.15 Bruton Lane, Mayfair – W1J 6JD+44 20 7299 1200 | reservations@mrfoggs.comwww.aprendizdeviajante.com• 19 • @aprendizviajant


DIA 5SÁBADO- LONDRES E OS MERCADOSMapa Dia 5Sábado é o dia ideal para conhecer alguns mercadosde Londres – apesar de ser o dia mais cheio,é também quando você pode ver os mercados em“toda sua glória”, já que durante a semana muitosvendedores não participam. Vamos começar o diabem cedo, pra dar bastante tempo de atravessara cidade – e o ponto de partida e a estação demetrô Notting Hill Gate (Linhas Central, Districte Circle).Que tal começar com o café da manhã no Recipease,loja/café do Jamie Oliver? O café fica nosegundo andar, mas aproveite para fuçar a loja notérreo, e tente resistir aos produtos que levam aassinatura do famoso chef.Com a barriga cheia, é hora de conhecer a tãofamosa Portobello Road em Notting Hill, e exploraras lojas e barracas que vendem antiguidades,comidas e até roupas. Uma das minhas lojaspreferidas é a Chloe Alberry, especializada empuxadores e ganchos. Sim, puxadores! Parece estranho,mas não tem como não se encantar coma variedade de produtos na loja – e os preços sãobons!Outra loja bem bacana, que vende acessórios eantiguidades é a Alice’s – entre e ande com cuidado,pois o espaço é pequeno para a quantidade decoisas que vendem!Aproveite a barraca de comidas mais pra frentepra fazer uma boquinha, ou então, caso a fomeesteja mais avançada, uma boa pedida é comerum hamburguer no GBK (Gourmet Burger Kitchen)que tem por ali.Continue andando na Portobello Road até a ruaLancaster Road: vire a esquerda e entre na estaçãoLadbroke Grove, onde você vai pegar o metrô(Central ou Hammersmith & City line, sentidowestbound). Faça baldeação na estação King’sCross St. Pancras: pegue a Northern Line sentidoNorthbound e desça em Camden Town. Pronto,você está no famoso reduto dos punks – mas quena verdade já não é tão punk assim.Atenção: verifique no site tfl.gov se o metrô estáfuncionando normalmente, pois as vezes algunstrechos fecham para manutenção no fim de semana.Para essa viagem entre Portobello Road eCamden, reserve pelo menos 30 minutos.www.aprendizdeviajante.com• 20 • @aprendizviajant


camdenold spitalfields marketCamden tem vários mercados e lojas– quando você sair da estação vire a direitae vá caminhando. Existem muitasopções para comer por ali – pubs (comoo The Lock Tavern e The Hawley Arms),restaurantes e barracas de comida. Nocaminho você vai atravessar o Regent’sCanal, o canal mais famoso de Londres(é possível caminhar por ele desde aregião de Maida Vale até King’s Cross,inclusive).Sugestão extra:Dependendo do seu fôlego e do tempodisponível, ainda dá pra visitar maisum mercado, o Old Spitalfields Market– que fecha as 5 da tarde (se você terminarCamden depois das 3, fica muitocorrido, a não ser que você pegue umtáxi).Para chegar lá a partir de Camden usandotransporte público temos as seguintesopções:• Pegue o Overground na estaçãode Camden Road (fica perto de CamdenTown), sentido New Cross/West Croydon/CrystalPalace e desça na estaçãoShoreditch High Street. Caminhe 15minutos pela Commercial Street atéchegar no Old Spitalfields Market• Pegue a Northern Line em ChalkFarm – atenção, existem duas vias dessalinha que você pode pegar nessa estação,preste atenção no placar eletrônicoda plataforma. Sentido southbound,mas o destino final tem que via Bank.Faça baldeação na estação de Moorgatepara a linha Metropolitan, sentido Eastbounde desça em Liverpool Street. Delá, vá andando pela rua Bishopsgate evire a direita na Brushfield Street, vocêlogo verá o Old Spitalfields MarketO Old Spitalfields Market é super descoladoe tem de tudo um pouco: designersindependentes que vendem roupas,bijuterias e arte; livros, quadros,comidas e diversos acessórios para casa.Além das barracas, o mercado abrigatambém várias lojas (como a Benefit, demaquiagens) e um montão de restaurantes.Como esse mercado fica perto da BrickLane, você pode ainda dar uma esticadinhapro jantar e escolher um dosmuitos restaurantes indianos que ficamnaquela rua, ou então comer um SaltBeef Bagel no Beigel Shop, que ficaaberto a noite inteira.Compra do bem: Big IssueDurante seu passeio londrino, é bemprovável que você cruze com um vendedorda revista Big Issue. Essa revistaé vendida por moradores de rua, quesão registrados, compram a revista ea revendem. É tudo super honesto e ainiciativa é bem interessante.A Big Issue, além de produzir a revista,oferece vários cursos profissionalizantese tenta ao máximo encaminharessas pessoas para um vida melhor:alguns deles conseguem trabalho, oucomeçam a estudar.Muitos vendedores da Big Issue vestemum colete vermelho, mas comonão é obrigatório, não há problemaalgum de comprar de alguém sem colete.A revista custa apenas £2,50 (emdezembro o preço vai para £3, paradar uma ajudinha extra na época dasfestas) e é publicada semanalmente.Que tal dar uma força?foto: liliana stahrwww.aprendizdeviajante.com• 21 • @aprendizviajant


10 LUGARESPARA VERLONDRESDO ALTOPara os padrões europeus, Londres até que tem vários arranha--céus, mas pra quem conhece cidades como Nova York, Chicagoe até mesmo São Paulo, a cidade é baixa – portanto fácil de serapreciado do alto. Geralmente, os prédios mais altos de Londresestão em alguns “hubs” (como Canary Wharf e City), o que deixamuitas “áreas livres” – como você verá nessa lista, até de construçõesnão muito altas já é possível ter Londres a seus pés.Clique paraver no mapa1.THE MONUMENT (http://www.themonument.info/)- O monumento dá nome a estação de metrôMonument e fica há alguns metros do local onde ogrande incêndio de 1666 iniciou. Para subir os 311degraus e ver Londres a 61 metros de altura bastapagar 3 libras, vale muito a pena. Cansativo desubir, mas recompensador.Metrô: Monument (District/Circle lines)2. ROYAL FESTIVAL HALL (http://www.southbankcentre.co.uk/venues/royal-festival-hall)– dica insider hein? A turma que não curte subir escadasvai gostar: entre no Royal Festival Hall e pegue o elevador até osegundo andar. Pronto! Você vai se surpreender com a vista linda davaranda, pois apesar de não ser tão alto assim, essa parte da cidade ébaixa. Gratuito!Metrô: Waterloo (Northern/Jubilee/Bakerloo lines)3. LONDON EYE (http://www.londoneye.com/) – essatodo mundo conhece, e a fama é merecida: o passeiovale muito a pena, mesmo em dias nublados ou a noite(aliás, a noite é maravilhoso). O diâmetro da rodagigante é de 120 metros e dá pra ver a cidade em 360graus. Os ingressos custam a partir de £17,00. Até atocha olímpica deu uma volta na London Eye!Metrô: Waterloo (Northern/Jubilee/Bakerloo lines).4.CABLE CAR (EMIRATES AIR LINE) (http://www.emiratesairline.co.uk/) – a versão londrina do “bondinho” foi aberta há um mês noleste de Londres, conectando North Greenwich com Royal Victoria. Éuma nova perspectiva da paisagem, já que as grandes atrações estãoconcentradas no lado central/oeste da cidade. Os preços variam muito,mas espere algo em torno de £3,20 a £4,30.Metrô: North Greenwich (Jubilee line)www.aprendizdeviajante.com• 22 • @aprendizviajant


5. TATE MODERN (http://www.tate.org.uk/visit/tate-modern) –um dos museus mais importantes e lindos de Londres oferecetambém uma vista de tirar o fôlego, lá no último andar. Vá até ocafé/restaurante, faça uma pausa para organizar as ideias depoisde ver tanta coisa bonita e aprecie St. Pauls Cathedral e MilleniumBridge a sua frente.Metrô: London Bridge (Jubilee/Northern lines) ou Blackfriars (District/Circle lines)6. OBSERVATÓRIO DE GREENWICH (http://www.rmg.co.uk/royal-observatory/) – outra maneirade ir pro alto sem gastar nada! O GreenwichPark é lindo por si só, mas a atração principal é oMeridiano. É preciso comprar ingresso pra pisarnele mas, antes de entrar lá, gaste muitos minutosfora, no topo do “hill”. A visão do NationalMaritime Museum, Queen’s House, e mais alémCanary Wharf, é um prato cheio para fotógrafos.Metrô: Cutty Sark (DLR)É um pássaro? É um avião? Não, é o Meridianode Greenwich!Todos os dias do ano, quando anoitece, ele está lá:o raio laser verde que é emitido do Observatório deGreenwich, no topo do Greenwich Park, marcando omeridiano.Ele vai longe, e engana muito o olhar - depende deonde você está, parece que o laser está na vertical, ousubindo, ou descendo. Mas, é claro, é uma linha reta.Fica a dica: pra quem visita Greenwich, espereanoitecer e vá para perto do parque. O desafio éconseguir fazer a linha verde sair na foto, coisa que ofotógrafo Filipe Xavier (foto ao lado)fez muito bem!7. PRIMROSE HILL (http://www.primrosehill.com/) – um dos parques maischarmosos da cidade, e que serve de jardim para algumas celebridades quemoram por ali. O skyline do West End todinho a sua frente! É só achar umbom cantinho pra fazer um pic-nic e pronto!Metrô: Chalk Farm (Northern line) ou St. John’s Wood (Jubilee line)8. THE GHERKIN (http://searcys.co.uk/venues/the-gherkin/) – conseguir subir até o topo do The Gherkin(obra prima do arquiteto Norman Foster), mais precisamente o bar/restaurante Searcy’s 40/30 não étarefa fácil. É necessário ter um membership pra frequentar o lugar, ou ser convidado por alguém que otem. Outras opções: fechar para eventos (casamentos ou festas corporativas),você mesmo bancar umafestinha para seus amigos ou esperar o único fim de semana no ano que fica aberto para o público –Open House London (consulte o site http://www.londonopenhouse.org/ para a data – geralmente emsetembro - e prepare-se para acordar cedo e enfrentar fila!).Metrô: Aldgate do metrô (Metropolitan/Circle lines)9. THE VIEW FROM THE SHARD (http://www.theviewfromtheshard.com)– mais alto que o The Shard, só a janelinha do avião!Reserve seu ingresso com antecedência no site (custa £24,95). Láde cima dá pra ver, entre outros ícones: o estádio de Wembley, oestádio Olímpico, o Cutty Sark e a Battersea Power Station, alémdas construções mais conhecidas como a Tower Brige, a LondonEye e o Parlamento, mas esses são bem mais fáceis de avistar.Metrô: London Bridge (Jubilee/Northern lines)10. O2 (http://www.theo2.co.uk/) - a arena de shows O2, que fica em GreenwichPeninsula (você pode chegar lá de barco a partir de vários pontos aolongo do rio Tâmisa), pode ser “escalada”, oferecendo uma vista bem legal daleste da cidade, principalmente Greenwich e Canary Wharf. É preciso reservarcom antecência pelo site https://booking.upattheo2.co.uk/book – adultospagam £33. Metrô: North Greenwich (Jubilee line)www.aprendizdeviajante.com• 23 • @aprendizviajant


1YOOBI (https://www.facebook.com/loveyoobi): a paixão dos brasileirospelo temaki foi a inspiração para o Yoobi, a primeira temakeria de Londres.O menu é compacto (9 sabores, e eventualmente alguns especiais), masalém dos temakis há também algumas opções de sushi e sashimi. O preçodo temaki vai de £3,20 a £4,00. E como a inspiração da temakeria vem doBrasil, outra boa notícia é que eles servem Guaraná! £BUBBLEDOGS (http://www.bubbledogs.co.uk/): oBubbledogs abriu abriu as portas há quase 2 anos e é umdos cantos mais hypados de Londres, graças ao menubem original: só tem hot dog! A proposta, segundo opróprio restaurante, é ser um champagne bar que nãoserve caviar. Ou seja, o dog é que serve de acompanhamentopro champagne. O único problema é a fila, queestá sempre longa, independente do dia e da hora – ouvocê dá sorte, ou vá armado de paciência! ££4 20CHA CHA MOON (http://www.chachamoon.com/) –Noodle bar muito bacanaque fica pertinho da CarnabyStreet. São várias mesascomunitárias, então vocêacaba sentando perto deoutras pessoas, tem que entrarno clima e desencanar.A comida é super boa, maso lugar quase sempre estálotado e é preciso se munirde um tantinho de paciênciapra conseguir chamar ogarçom. Mas, recomendoassim mesmo! Faz um tempinhoque não vou, mas até jálevei meus pais lá e eles curtiram.££53RESTAURANTES PARAVOCÊ ESCOLHERFoi-se o tempo em que Londres não era destino gastronômico:a cidade ganha novos restaurantes semanalmente,e pra felicidade geral existem opções para todosos bolsos e paladares. Selecionei 20 restaurantes – algunsde rede, alguns bem caros e outros que não pesam nobolso – dentre os meus favorito: as dicas aqui são testadase aprovadas!£ - até £20 p/ pessoa | ££ - até £50 p/ pessoa | £££ - até £100 p/ pessoaFIFTEEN (http://www.fifteen.net/): Apesar do Jamie Oliverhoje comandar um império – mais que um chef, ele é uma marca– que inclui redes de restaurantes, livros, lojas, programas detelevisão, linha de produtos para cozinha entre muitas outrascoisas – o restaurante Fifteen é seu mais icônico projeto, pelomenos aqui em Londres. O menu não é dividido em entrada eprato principal: todos os pratos estão em uma única lista, e aideia é pedir várias coisas e todo mundo dividir. Há uma boavariedade: tem carne bovina, de porco, salmão, carneiro, salada,carneiro – ou seja, a “base” é bem “British”. Eles usam apenasingredientes locais e é possível que haja uma variação nocardápio no que diz respeito e verduras/legumes, por causa daestação. Todo lucro vai para a Fundação Fifteen, que cuida dejovens em situação de risco. £££2BYRON BURGER (http://www.byronhamburgers.com/): um doslugares mais famosos de Londresque serve hamburguer. Apesar dehoje eles serem uma rede grande,não pense que é roubada ou que aqualidade da comida é duvidosa: acarne vem da Escócia e o hamburgeré feito por eles, pra não rolarnenhuma dúvida do que está noseu hamburguer! Bom, a ideia doByron é simplicar o hamburguer –em vez de encher de coisas, servirele com menos acompanhamentosou “add ons”, focando na carnemesmo. Importante: eles fazem ohamburguer sempre ao ponto, sevocê gosta de bem passado o Byronnão é pra você! £6FLOATING LOTUS (http://www.lotusfloating.co.uk/):esse é pra quem está pelaregião de Canary Wharfe gosta de dim sum. Aquinão tem frescura, o lugar éenorme e simples e os atendentesmal falam inglês.Peça várias porções e tenteexperimentar ingredientesvariados, como porco, camarãoe vegetais. O preçoé ótimo, pra almoçar dia desemana, por exemplo, vocêgasta cerca de £15 e comemaravilhosamente bem. £www.aprendizdeviajante.com• 24 • @aprendizviajant


7DINNER by Heston Blumenthal (http://www.dinnerbyheston.com/)- O Heston Blumenthal é um chef estreladoe quem tem uma abordagem peculiar: ele gosta de fazer experiênciascom os alimentos e uma refeição criada por ele temo objetivo de ir bem além do paladar. O conceito do Dinner é oseguinte: a inspiração para os pratos (todos, desde as entradasaté as sobremesas) foram receitas britânicas antigas, datandodesde o século 16. Cada prato “conta” sua origem no menu, eo ano da receita original. Possui duas estrelas Michelin. £££PING PONG (http://www.pingpongdimsum.co.uk/): Especializado8em dim sum, existem vários pela cidade. O sistema lá é assim: eles colocamuma lista das opções na mesa, e você marca (coloca um “x” noquadradinho correspondente) o que quer e entrega a lista pro garçom.Cada porção vem com 3 ou 4 dim sums, então a gente já pede umas 7ou 8 porções (ou mais…). Geralmente, comendo bem e tomando umdrink delicioso (strawberries & passio fruit) eu pago cerca de £23.Minhas porções favoritas: spinach & mushroom dumplings, chivedumpling, scallop & shitake dumpling e crab & prawn dumpling. ££109BARBECOA (http://www.barbecoa.com/home): mais uma empreitada donosso amado Jamie Oliver, e aqui a especialidadeé carne. Mas né, com aquelejeito jamieoliveriano de fazer as coisas:muito caprichado, muito bem feito. Alocalização também é privilegiada, emfrente a St. Pauls Cathedral no shoppingOne New Change. Estivemos láuma vez apenas, a convite de um casalde grandes amigos que estavam hospedadosaqui em casa. Foi maravilhoso,mas preciso dizer que deve ter doído nobolso deles ; ) Ah, para a turma que gostade cozinhar: o Barbecoa tem tambémum açougue (praticamente ao lado) eoferecem aulas de corte. £££STRADA (http://www.strada.co.uk/):rede de restaurantesitalianos, tem portodo lado e servem aquelemenu certeiro: massas, risottose pizzas são os maispopulares. É uma boa pedidapra quando você está comaquela dúvida de onde comer,está bem no meio do passeioe não sabe se vai entrarnum restaurante “roubada”.Vá no Strada, pois os pratossão bem servidos e os preçosrazoa’veis ££1311SÔNG QUÊ: restaurante vietnamita ótimo no lestede Londres, dica insider total hein? Outro lugar comaparência super simples, frescura zero, mas olha, quedelícia. Uma ótima surpresa. Os rolinhos e dumplingssão bem servidos e o melhor, é bem barato (uns £15 porpessoa). Vale a pena se deslocar até lá só pra comer oSummer Roll. £HEAP’S SAUSAGES (http://heapssausages.com/): esse é umcantinho muito especial em Greenwich. Se você planeja passearpor esses lados, vai lá experimentar um prato de sausages& mash (linguiças e purê de batatas). As linguiças são feitaslá mesmo, você pode até ver a pequena produção. Tem váriossabores, de diferentes animais (porco, carneiro, vaca) com diferentestemperos e combinações criativas. ££12TAYYABS (http://tayyabs.co.uk/): comida indiana/paquistanesa (servem carne, ouseja, o menú é mais do norte daÍndia e nesse caso engloba tambémalguns pratos paquisteneses).Está sempre lotado, e olhaque é imenso! Servem pratosbem conhecidos, como ChickenTikka, King Prawns e LambChops. O preço é bom, em tornodos £18 por pessoa. Ah,importante: eles não servembebida alcoólica, então se vocêfaz questão de uma cerveja ouvinho, leve seu próprio (é supernormal). Caso queira experimentaralgo local, tome mangolassi. ££www.aprendizdeviajante.com• 25 • @aprendizviajant


14WAHACA(http://www.wahaca.co.uk/): rede de restaurantesmexicano criada pela ganhadora de um reality show gastronômico,é todo bacanudo e está sempre cheio. Apesar dospratos serem os mexicanos famosos – quesadillas, tacos, etc– os ingredientes são todos locais e sazonais: ou seja, podemrolar variações no cardápio. ££1615CEVICHE (http://cevicheuk.com/): especializadoem culinária peruana, o Ceviche fica no Soho.As porções são pequenas, o que te dá a oportunidadede experimentar vários ceviches. A decoraçãoé uma graça, ao mesmo tempo em quenada se destaca, o “conjunto da obra” deu muitocerto. Confortável, bem iluminado e com algunspoucos acessórios escolhidos a dedo. £CANTEEN (http://www.canteen.co.uk/): taí um bom lugarpra provar gastronomia britânica e aprender que vaimuito além do fish & chips (que também está no menu).Meu prato preferido é o sausages and mash (linguiça e purêde batata), ou então vejo qual é o “roast” (assado) do dia.De sobremesa, peça um pedaço de bolo victoria sponge ouscones com geléia e creme. ££171918LEON (http://www.leonrestaurants.co.uk/):o Leon é conhecidocomo um fast food saudável.A preocupação com a procedênciados ingredientes e a maneiraque eles são processados é o lemadeles, que conquistaram os londrinosque estão acostumados acomer sanduíche/refeição prontana mesa de trabalho na hora doalmoço (coisa muito comum aqui).Aliás, essa foi a motivação para acriação do Leon, oferecer comidasaudável para quem não tem tempode sentar num restaurante poruma hora. £20MAROUSH (http://www.maroush.com/): o Maroushé uma rede enorme e só naEdgware Road (west endlondrino) eles tem uns oitorestaurantes: um de sanduiches,um com músicaao vivo e dança, outro maischique e por aí vai. Pra todosos gostos e bolsos (masclaro, o menú é sempreuma variação de comidas libanesas).É uma perdição,tem todas aquelas delíciaslibanesas como hummus,kibe e kafta. £RIDING HOUSE CAFÉ (http://www.ridinghousecafe.co.uk/):perto de Oxford Circus, um restaurantebem bacana para almoçar com os amigos ou para umanoite romântica. É dividido em duas áreas: uma maisiluminada, junto ao bar, que inclusive tem uma mesacomunitária; e outra mais intimista, com mesas noestilo “casulo”. Além disso eles tem áreas para eventosfechados. A decoração é super bonita, rica em detalhes– e o destaque fica para as arandelas de esquilo. Omenu é variado, ou seja, não é especializado em umaregião ou um ingrediente. Nós por exemplo optamospor pedir várias pequenas porções (small plates) pradividir entre a mesa. ££LA TASCA (http://www.latasca.com/): o perigo doLa Tasca é você pedir muitomais do que pode comer,já que o menu de tapas espanholasé de babar. Batatas,cogumelos, bolinho decarne, croquetes, lula… Existemvários por toda a cidade,todos com decoraçãotemática. ££Mapa de Restauranteswww.aprendizdeviajante.com• 26 • @aprendizviajant


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Foto acima: Arco do Triunfo,por Claudia SalehCLIQUE NO ÍCONE DO MAPADURANTE O ROTEIRO PARA VER OMAPA POR DIA NO GOOGLE MAPS.Texto: Luciana MisuraParis foi um caso de amor à primeiravista. Ainda lembro da minha primeira viagemcomo se fosse hoje: de andar pela cidade maravilhada,me sentindo dentro de um livro dehistória, em dias de verão que não acabavamnunca. Tenho gravada na memória a minhaprimeira vez no Arco do Triunfo, eram mais de9 da noite e o sol estava se pondo, deixandoo céu em tons de rosa enquanto eu apreciavaa vista lá de cima. Foi uma viagem intensa, 7dias com um guia francês (radicado no Brasil),um professor de arte, que queria mostrar omáximo possível da sua querida Paris para umbando de estudantes de arte e arquitetura. Omelhor dia foi quando me perdi do grupo (eu e omeu namorado na época) e fomos literalmentedescobrindo a cidade, andando sem mapa, semsaber nada, dando de cara com a Notre Dame,com a Torre Eiffel, tentando ligar pro hotel parasaber onde encontrar o nosso grupo – mas agente não falava francês e o pessoal do hotel nãofalava nem inglês nem português, e fomos paraos lugares errados. Que bom! Nada se comparaa estar andando sem rumo e dar de cara com aTorre Eiffel, foi melhor do que se a gente tivesseido até lá de propósito.Voltei outras duas vezes a Paris, 7 dias a cadavez, em outras estações e com outras companhias,mas o que não mudou foi a minha paixãopela cidade. E acredite, ainda tenho muito o quever. Se você vai pela primeira vez, não desanime:Paris é uma cidade para muitas viagens, a nãoser que você resolva se mudar para lá e passaruma vida explorando cada cantinho. O que nãoseria uma má ideia...Esse roteiro de 5 dias é uma mistura de váriasdas minhas viagens, e tem uma ou outra coisaque ainda não fiz mas quero fazer. Da última vezque estive em Paris, em 2011 na primavera, euestava grávida e com a minha filha na época com3 anos, então foi uma viagem bem devagar.Mas Paris fica melhor assim, quando é saboreadalentamente, vendo a vida passar nos belosjardins floridos, comendo um sanduíche nabaguette enquanto as crianças correm atrás dospombos. Se você não tem tempo para isso agora,tudo bem, volte futuramente para descobrir aParis do dia-a-dia que os turistas apressados nãoconseguem ver. Um dia eu fui uma destas turistas– e não foi um problema não. O bom é voltare poder experimentar a cidade de várias formas.www.aprendizdeviajante.com• 29 • @aprendizviajant


DIA 1 DO MUSÉE D’ORSAY À TORRE EIFFELFoto acima: MuséeD’Orsay, porLuciana MisuraMapa Dia 1Sugiro que você comece a sua primeira manhã como Musée D’Orsay, a antiga estação de trem que foireformada e virou esse museu fantástico, à beira doSena. Você pode comprar o Paris Museum Pass nabilheteria ali mesmo, nós compramos e achei que valeua pena (o passe inclui atrações diversas na cidade,não apenas museus, e você poupa além de dinheiro,tempo em filas). O Musée D’Orsay tem uma coleçãode quadros Impressionistas de chorar de emoção(lembre-se, eu era estudante de arte e design, e quasechorei mesmo quando vi esses quadros a primeiravez, me dê um desconto!). O meu preferido até hoje éA Igreja de Auvers, de Van Gogh, de um azul tão profundoque parece vibrar, nenhuma foto em nenhumlivro de arte consegue mostrar aquele azul. Atualmentenão se pode mais fotografar dentro do MuséeD’Orsay, as minhas fotos são ainda da época em queera permitido. Não deixe de ver a maquete detalhadíssimado prédio da Ópera de Paris, tão perfeita querealmente é uma obra de arte.Saia do museu e vá andando pelo 7º arrondissement,na direção do Musée Rodin, e almoce em um dos restaurantespor ali mesmo. Passe em alguma pâtisseriee prove um dos macarons coloridos ou outros docesdivinos que os franceses fazem tão bem – éclairs,mil-folhas, tartes (tortinhas diversas)...Na categoriasobremesas mas não na pâtisserie, lembro bemdo sorvete de mirtillo que tomei na minha primeiraviagem, a frutinha azul arroxeada que na época nãoconhecia, blueberries em inglês. Para quem adoraesses docinhos, recomendo o site Paris Pâtisseries,que é só dando dicas dos melhores doces e pâtisseriesna cidade. Não me responsabilizo pelos quilos quevocê vai ganhar ao final da viagem!Dependendo da hora e do seu interesse, visite oMusée Rodin, que é uma das coisas que eu ainda nãofiz e estava no meu roteiro todas as vezes. O horárionunca deu certo pra mim, mas tudo bem, é mais ummotivo para voltar. Do Musée Rodin você tem duasopções: caminhar até a Torre Eiffel ou pegar o metrôaté a estação Trocadéro. Pode não fazer muito sentidoolhando no mapa, mas pra mim o melhor jeito de vera Torre Eiffel é do Trocadéro, e vale o detour. Vejam asfotos e me digam se não concordam comigo! A minhafilha ficou absolutamente enlouquecida quando viu aTorre, ela começou a dançar, rodar, posar pra fotos,tudo ao mesmo tempo. Dali você anda pelos Jardinsdo Trocadéro em direção a Torre, e dependendo daépoca do ano, esses jardins estarão maravilhosos – naprimavera estavam cheios de tulipas, jacintos e cerejeirasem flor.E aí você vai chegando pertinho dela, a famosa Torreque era pra ser temporária, construída para a ExposiçãoMundial de 1889, e que acabou ficando e setornando o símbolo da cidade. Eu nem imaginava quea torre em si fosse tão bonita, o trabalho em metalé cheio de detalhes ornamentais, e vê-la de perto foimuito emocionante. Entre na fila para comprar osingressos para subir, ou suba de escada se tiver cora-www.aprendizdeviajante.com• 30 • @aprendizviajant


gem. Você pode comprar ingressos antecipados pelainternet, mas eu pessoalmente me recuso a fazer issoe ter que subir em um dia de chuva ou nublado, masaí é decisão de cada um. A fila pode ser bem grande,tem épocas do ano que chega a mais de 2 horas,escolha o que fizer sentido para você. Eu gosto desubir até o segundo observatório, já fui até o 3º, láááno topo, mas acho a vista do 2º melhor, porque vocêconsegue identificar bem os monumentos e prédiosimportantes e eles tem ainda um tamanho interessante.Claro que isso é questão de gosto, recomendoque todo mundo suba até o alto pelo menos uma vezpara decidir o que prefere. Também prefiro subir nofinal do dia para pegar o pôr-do-sol lá de cima, tirarfotos com a luz do dia e à noite, e ver a torre se acendere piscar pela primeira vez. A minha filha e meumarido ficaram literalmente assistindo boquiabertos.É lindo, não tem outra palavra melhor.Se dinheiro não for problema, você pode jantar norestaurante no topo, o Le Jules Verne, que é consideradosuper romântico (e a comida é muito elogiadatambém, do prestigiado chef Alain Ducasse). Na horade ir embora, não esqueça de se afastar da Torre paraapreciá-la acesa, à noite. Foi um primeiro dia incrível?Se prepare que o segundo dia vai ser tanto quanto!Mapa Dia 1Nas fotos: Topo - Torre vista dos Jardins do Trocadéro, porClaudia Saleh. À direita: Julia vendo a Torre pela primeiravez, e chegando pertinho depois, por Luciana Misura.www.aprendizdeviajante.com• 31 • @aprendizviajant


DIA 2 DO LOUVRE AO ARCO DO TRIUNFOFoto acima: FamíliaMisura no Musée duLouvreMapa Dia 2Comece a sua manhã no maior museu do mundo, oMuseu do Louvre. Para quem não sabe, o Louvrecomeçou como uma fortaleza e depois passou a ser oPalácio Real. Quando o rei Luis XIV se mudou com acorte para Versalhes, o Louvre foi transformado emmuseu para exibir parte da coleção real. O prédio emsi já valeria uma visita mesmo se não tivesse uma dascoleções de arte mais valiosas do mundo ali dentro. OLouvre é gigantesco e você poderia facilmente passarmuitos dias ali dentro, então saiba o que você querver e tenha um plano antes de entrar, a não ser quevocê tenha muitos dias na cidade (nesse caso sinta-sea vontade para se perder pelo Louvre o dia inteiro).Dependendo da hora, você pode tomar o café damanhã ou almoçar no Paul, que fica ali no subsolo, etem sanduíches ótimos na baguette, quiches e saladinhas.Vejao quadro Top 10 para ver no Louvre.Depois de passar algumas horas no Louvre, vamossair do museu e andar pela cidade: veja o Arco doTriunfo do Carrossel, que foi construído antes doArco do Triunfo e ficava em frente ao Palácio das Tulherias,que foi destruído por um incêndio. Você podeseguir caminhando pelo lindo Jardim das Tulheriasou fazer um desvio e dar uma passada no PalaisRoyal, que tem as divertidas colunas listradas querendem ótimas fotos e também um belo jardim. Aofinal do Jardim das Tulherias você estará na Place dela Concorde (e antes disso no Musée L’Orangerie,pequenino, que tem 8 painéis imensos das ninféiasde Monet, entre outras obras impressionistas). E aí aTOP 10 DO LOUVRE1- MONALISA, DE LEONARDO DA VINCI2- VENUS DE MILO, ESTÁTUA GREGA DEAPROX 100 A.C.3- VITÓRIA DE SAMOTRÁCIA, ESTÁTUA GREGADE APROX 190 A.C4- MÚMIAS E SARCÓFAGOS NA SEÇÃO EGÍP-CIA, ALA DENON5- ESCULTURAS NA SEÇÃO ETRUSCA E ROMA-NA, ALA DENON6- AS PIRÂMIDES DE VIDRO (DO LADO DEFORA) E A PIRÂMIDE INVERTIDA (DENTRO)7- A COROAÇÃO DE NAPOLEÃO, QUADRO DEJACQUES-LOUIS DAVID8- A VIRGEM DOS ROCHEDOS, QUADRO DELEONARDO DA VINCI9- PSIQUÊ REVIVIDA PELO BEIJO DE EROS, ES-CULTURA EM MÁMORE DE ANTONIO CANOVADE APROX 178710- O ESCRAVO MORIBUNDO, ESCULTURA DEMICHELANGELO DE APROX 1516www.aprendizdeviajante.com• 32 • @aprendizviajant


Fotos: (acima) Juliano Palais Royal;chá com macaronsna Ladurée, porLuciana Misura.Abaixo: vista doArco do Triunfo, porGabriel Misura.Mapa Dia 2decisão é sua: entrar no museu, continuar andandopassando pelo Grand Palais e Petit Palais, e seguirpela Avenida Champs Elysées até o Arco do Triunfo,lááá no final, ou pegar um metrô até o Arco para salvaros pés um pouquinho. Você pode pegar o metrôna estação Concorde ou na Champs-Elysées Clemenceau,em frente ao Grand Palais. São 2.6 km da Place dela Concorde até o Arco. Pessoalmente não recomendoir andando porque você vai precisar subir os 284graus do Arco do Triunfo depois de andar isso tudo.Mas se você não vai subir, gaste a sola dos sapatosandando mesmo. Vá parando para ver as muitas lojaslindas da Champs Elysées. Você pode tomar um chácom macarons na Ladurée como nós fizemos, ou naconcorrente Pierre Hermé. As duas são renomadaspelos seus macarons, e aconselho experimentar osdois para tirar a prova!Se você pegou o metrô, desça na estação George V, eaí caminhe até o Arco do Triunfo, que foi inauguradoem 1836 comemorando as vitórias militares deNapoleão Bonaparte. Você pode ir direto até a estaçãoCharles de Gaulle – Étoile, mas vai sair bem embaixodo Arco, o que não rende as melhores fotos. Apreciea arquitetura do arco, suas esculturas, veja o túmulodo soldado desconhecido, uma homenagem a todosos soldados que morreram na Primeira Guerra Mundial,e encare a escadaria até o topo. Tem muita genteque não sobe, mas eu adoro a vista do Arco, acho quevale muito a pena subir pelo menos uma vez. Comoele fica no meio da Étoile (estrela) que é uma praçacircular na convergência de 12 ruas e avenidas, a vistalá de cima é muito bacana – a Torre Eiffel pertinho,o Arco de La Defense ao longe, a linda ChampsElysées em frente. Só não subi da última vez porqueestava grávida, senão tinha ido novamente. Depoisde aprecisar a vista, desça e vá descansar os pés emalgum café ou restaurante nas ruas menores ao redorda Champs Elysées. Uma palavra sobre restaurantesem Paris: é difícil achar bons restaurantes perto dasatrações turísticas, porque eles normalmente são voltadosaos turistas e justamente por isso, mais carose não tão bons quanto os restaurantes direcionadosaos moradores. Se você não liga pra isso, beleza, masse você quer comer bem, vai ter um trabalhinho praencontrar os lugares legais. Recomendo usar sites eapps de reviews de restaurantes, como o Yelp, pranão cair nas roubadas. Nessa área o bistrô Le Hidetem excelentes reviews, mas não é baratinho.www.aprendizdeviajante.com• 33 • @aprendizviajant


DIA 3 - CONTRASTE DO MODERNO E MEDIEVALFoto acima: CentrePompidou, porLuciana MisuraMapa Dia 3Comece o terceiro dia visitando o Centre GeorgesPompidou, que é o museu de arte moderna de Paris.O prédio de 1977 se destaca de tudo ao seu redor,uma estrutura de metal com fiações e tubulações coloridasexpostas, que causou reações indignadas dosparisienses na época. Ao lado fica a Fonte Stravinsky,com suas esculturas coloridíssimas e muito loucas.Tem sempre artistas de rua nessa área, barraquinhasvendendo crepe de nutella, cafés e restaurantes transbordandode gente. O museu tem obras importantes(e polêmicas!) de vários artistas famosos como Duchamp,Dalí, Pollock, Kandinsky, Andy Warhol, Picasso,Léger, Munch, Roy Lichtenstein, entre outros.Para quem entende uma das 5 línguas do AudioGuide(não tem português), recomendo alugar um, porquepara quem não conhece arte moderna é difícil mesmoentender qual é o motivo daquilo tudo ali. Não deixede apreciar a vista panorâmica do alto do prédio (sequiser você pode comprar um ingresso mais barato sópra isso). O restaurante no topo também é super bemfalado, e tem a bela vista. Você pode almoçar ali ouseguir para a Île St Louis.Se não gosta de Arte Moderna e não quer nem tentaro Pompidou, comece o dia pela Île St Louis. Essailha pequenininha e linda tem um monte de lojasde rua cheia de coisas interessantes, de marionetesa produtos de design modernos e coloridos naPylones, passando por azeites, doces, bijuterias, masnão pense que são lojas de souvernirs vagabundospara turistas não, tudo com muito bom gosto (aslojas ficam na Rue St Louis en l’ile). Almoçamos nacreperia Au Lys d’Argent, pequenina e deliciosa.Galettes são crepes de trigo sarraceno, então eles nãosão branquinhos como os crepes de farinha de trigo.Todos os crepes que pedimos estavam deliciosos, e ospreços bem razoáveis. Depois do almoço passamospara tomar o sorvete mais famoso de Paris naMaison Berthillon. É realmente delicioso, tomei ode avelãs, divino. Cuidado com a hora nas lojinhas,porque as igrejas não fecham muito tarde. Continueandando até atravessar a ponte que liga a Île St Louisà Île de la Cité, que é onde fica a Catedral de NotreDame.Entre pelo jardim dos fundos da Notre Dame, quena primavera fica lindíssimo cheio de tulipas. Dê avolta apreciando a arquitetura gótica da Igreja quecomeçou a ser construída em 1163 e só realmente foifinalizada mais de 200 anos depois. Entre na NotreDame e aprecie os vitrais lindíssimos e a meia-luz deuma catedral gótica, com suas centenas de velas, estátuase o teto altíssimo. Nós entramos num domingoa tarde, bem na hora da missa (acidentalmente) e oórgão de tubos estava tocando, foi incrível. Se vocêtiver pernas para isso, suba a escadaria até o alto dastorres, para uma bela vista da cidade. Eu ainda não fizisso, das primeiras vezes a fila estava monstruosa, eda última vez, grávida, não encarei. Mas está na listapra quando eu voltar à cidade!Saindo da Notre Dame, siga em frente para visitar awww.aprendizdeviajante.com• 34 • @aprendizviajant


Sainte Chapelle, que eu considero a igreja mais bonita quejá vi na vida. Aliás, eu recomendo visitar a Notre Dame primeiro,porque eu visitei a Sainte Chapelle primeiro e achei aNotre Dame sem graça depois (questão de opinião, mas enfim,a Sainte Chapelle pra mim é incomparável). A fila costuma sersempre grande e não tem uma fila separada pra quem tem oParis Museum Pass, então tem que encarar. Você vai ter até quepassar por detector de metais, porque é o mesmo complexo doPalais de Justice, então a segurança é forte.Você entra nesta igreja gótica medieval de 1248 pela capela inferior,que já é bonita, e depois sobe os degraus circulares paraa capela superior, e quando entra...o seu queixo cai no chão.Mas não pare embasbacado na porta, por favor, porque temmuita gente subindo atrás de você (as pessoas vivem fazendoisso, o choque é grande). As paredes altíssimas são cobertaspor vitrais, é uma visão espetacular. Obviamente a luz externavai influir – se o dia for de sol e muita luz, os vitrais ficarão aindamais bonitos e coloridos, e se for o fim do dia com pouca luzou nublado, as cores não vão ser tão impressionantes (nessecaso é melhor inverter a ordem e passar na Notre Dame maistarde). O Brasil nem sonhava em ser descoberto e essa maravilhajá estava de pé. Impressionante.Se tiver tempo ainda, pode visitar a Conciergerie, a prisãofamosa onde ficou Maria Antonieta e centenas de prisioneirosda Revolução Francesa.Jante na margem esquerda do Sena, em um dos muitos restaurantesao redor do Quartier Latin, no 5º arrondissement,ou no 6º arrondissement, entre a Île de la Cité e o Jardim deLuxemburgo. Um restaurante que experimentamos ali foi o LeMauzac, comi um pato com cogumelos delicioso.Fotos: (esquerda) Notre Dame, acima, eSainte Chapelle, abaixo. Fotos: LucianaMisuraMapa Dia 3LIVRARIA SHAKESPEARE & CO.Quando for visitar a Notre Dame, atravesse a rua (37 Ruede la Bucherie) e vá conhecer a livraria Shakespeare & Co. Apequena livraria independente é especializada em livrosem inglês e adotou seu nome quando seu dono, o americanoGeorge Whitman resolveu homenagear uma outraexpatriada americana, Sylvia Beach, que era a dona da“Shakespeare & Company” original. A livraria original foia única que se dispôs a publicar Ulysses, de James Joyceque tinha sido banido nos Estados Unidos e Reino Unido.Ela também acolheu váriosartistas e escritores na livraria- Ernest Hemingway e F.Scott Fitzgerald eram assíduospor lá. A livraria original foifechada em 1940 durante a 2aguerra e nunca mais reabriu.www.aprendizdeviajante.com• 35 • @aprendizviajant


DIA 4 - SAINDO DE PARISPensei muito no que recomendar pra esse dia, porquevocê ainda tem muita coisa pra ver, mas decidi deixara minha sugestão para sair de Paris e ir até o Paláciode Versailles ou a Giverny, fora da cidade. Se estivercom crianças, tem ainda a Disneyland Paris ouo Parc Astérix como opções.Foto acima e àdireita: Versaillespor Trizek(Wikimedia) ePonte japonesa porClaudia SalehO Parc Astérix só funciona de abril a outubro. Givernyé uma ótima opção mas tem que ser na época certado ano – meados da primavera até o final do verão,para ver os jardins realmente no seu esplendor (vejamatéria sobre Giverny nesta edição). O Palácio de Versaillesé magnífico em qualquer época, mas fica aindamais bonito com seus jardins floridos na primavera everão. Meu voto fica para Versailles, o palácio do ReiSol Luís XIV, que construiu o palácio mais opulentodo mundo. Parar ir é só pegar o RER C para Versailles– Rive Gauche e andar 10 minutos até o palácio. Ficabem cheio, nunca vi a fila pequena para entrar.Outras alternativas: passear pela margem esqueda doSena: Jardim de Luxemburgo, Pantheon, Place de LaSorbonne, Igreja St Sulpice, Musée Rodin (se nao foino 1o dia) e Le Grand Epicerie de Paris.E ainda: ir até a Place de la Bastille, se perder peloMarais, passar na Place des Vosges, e fazer qualquercoisa que você ainda não tenha conseguido fazer dosdias anteriores.Mapa Dia 4www.aprendizdeviajante.com• 36 • @aprendizviajant


DIA 5 - DA ÓPERA A MONTMARTREComece andando pela Avenue de l’Opera rumo àÓpera: Palais Garnier, o prédio lindíssimo que foiconstruído entre 1861-1875 para abrigar a Ópera deParis. O ingresso dá direito a entrar no prédio, masnem sempre você consegue visitar o teatro, por causade ensaios. O melhor mesmo é conseguir comprar umingresso para um espetáculo, mas aí vai depender docalendário de shows bater com as datas da sua viagem,e nem sempre eles cabem no bolso. Saindo dali,dê uma passadinha nas Galeries Lafayette, a mecadas compras parisienses, que foi inaugurada em 1895e passou por várias expansões até ocupar a área quetem hoje. É uma loja de departamentos super elegante.Foto acima: Basílicade Sacré-Coeur, porFilipe XavierMapa Dia 5Curiosidade: se você gosta de comida japonesa, a RueSainte-Anne ali perto tem vários restaurantes japonesesautênticos, a comida maravilhosa e os preçosrazoáveis (dependendo do restaurante, claro). Podevaler a pena almoçar em um deles (os dois que eufui estavam ótimos, infelizmente não tenho mais osnomes).Caminhe em direção a Place de la Madeleine, passandona frente do tradicionalíssimo Café de la Paix,que era frequentado pela alta sociedade da Belle Époquefrancesa. Se você quiser experimentar, prepare obolso, é um dos melhores cafés da cidade e cobra porisso.Você vai chegar à Igreja de La Madeleine e a Placewww.aprendizdeviajante.com• 37 • @aprendizviajant


de mesmo nome. A famosa casa de produtos gourmets Fauchonestá ali, eu adoro os chás deles, mas a loja inteira é umaperdição. Pegue o metrô na estação Madeleine até Pigalle, Blancheou Abbesses, rumo a Montmartre.Vá subindo as ruas estreitas de Montmartre até a Place duTertre, que é a praça dos artistas que fica lá no alto da colina.Não aconselho subir ou descer a pé pelas escadas em frente aBasílica de Sacré-Coeur, porque ali tem um grande númerode histórias de golpes com turistas, vendedores abusados eagressivos e afins, evite. Já peguei o metrô até Blanche ou Pigallee fui andando até a Place du Tertre pelas ruas pequeninase suas escadarias.Montmartre foi ponto de encontro de artistas, principalmentedos pintores impressionistas, e muitos pintores conhecidos jámoraram ou tiveram estúdio no local, como Camille Pissarro,Salvador Dalí, Monet, Picasso, Matisse e Van Gogh. O bairroacabou aparecendo em inúmeros quadros por causa disso – ocabaré Moulin Rouge fica ao pé da colina (perto da estação demetrô Blanche). A Place du Tertre até hoje concentra os artistaslocais vendendo seus trabalhos e alguns pintando na hora,sob encomenda, e você pode ter o seu retrato feito na hora sequiser.Um pequeno museu com trabalhos de Salvador Dalí, o EspaceDalí, fica pertinho da praça. O café Les Deux Moulins, do famosofilme Amélie Poulain, também fica em Montmartre. E éclaro, a Igreja Sacré-Coeur, que pode ser vista de várias partesda cidade, com suas cúpulas sempre brancas e uma bela vistade Paris. A Igreja é bem bonita por dentro, mas não é permitidofotografar.E para encerrar a sua viagem, um passeio de barco pelo RioSena, nos clássicos Bateaux Mouches, passando por váriospontos importantes da cidade se acendendono final do dia (eles tem passeios com jantartambém). Au revoir!Fotos: ruas de Montmartre, por FilipeXavier Mapa Dia 5TRASLADOS E PASSEIOS POR PARIS E FRANÇAwww.aprendizdeviajante.com• 38 • @aprendizviajant


HOTEL EM DESTAQUEMANDARIN ORIENTALPARIS COM ESTILOTexto: Claudia SalehFotos: Claudia Saleh e DivulgaçãoTERRACO DA SUITE ROYALE ORIENTALEwww.aprendizdeviajante.com• 39 • @aprendizviajant


O Mandarin OrientalParis está localizado naRue de Saint-Honoréconsiderada uma dasruas mais elegantes domundo.Paris... a cidade por si só já evoca uma aura deestilo e luxo. A arquitetura, os parques, a culinária,tudo colabora para esse encantamentoque atrai viajantes do mundo todo. O MandarinOriental Paris se ajusta perfeitamente aesse cenário e foi escolha fácil para me hospedarna cidade numa viagem onde o foco era oluxo e estilo requintado de Paris.Conhecida pela excelência no serviço, a redede hotéis com decoração inspirada na Ásiatem no Mandarin Oriental Paris todas asamenidades que se espera de um luxuosohotel 5 estrelas.A elegância e o luxo de que tanto falo estãoestampados em cada ambiente do hotel,começando pela fachada Art Deco que sedestaca na rua ladeada por lojas de grifes. Serrecepcionada com uma taça de champagneenquanto fazia o checkin sentada no sofá dobelíssimo lobby depois de quase 18 horas devoo foi só o começo de uma estadia perfeita.A localização do hotel não podia ser mais conveniente.Se Paris é melhor apreciada quandoexplorada a pé, se hospedar ao lado dasprincipais atrações se torna imprescindível. OMandarin Oriental está no centro de luxo deParis, rodeado pelas lojas de alta costura dedesigners europeus da Saint-Honoré. Aindanão se localizou? Que tal estar ao lado dapraça Vendôme (com uma loja da Godiva bemna esquina, que era meu ponto de referênciae minha paradinha básica todos os dias paraum chocolate), do jardim das Tuilleres e como Museu do Louvre a apenas alguns quarteirõesde distância?O quarto é bem espaçoso para os padrõeswww.aprendizdeviajante.com• 40 • @aprendizviajant


Website:http://mandarinoriental.com/parisEndereço:251 rue Saint-Honoré75001, Paris, FrançaDiárias a partir de 845 Euros.parisienses, com uma cama central, TV deLCD e uma mesinha de trabalho. A decoraçãoé moderna e luxuosa, com detalhes Art Decoe toques orientais. A cama é super confortável,os travesseiros em diversas opções detamanho e densidade. Há um menu com outraopções se por acaso não encontrar o maisadequado já na sua cama. São 99 quartos e 39suítes, com cama tamanho King em todos ostipos de quarto e suítes ou opção de camas desolteiro, mas essas apenas no quarto Deluxe.Alguns dos quartos tem uma varandinha, comvista para o jardim interno.O banheiro de mármore tem três áreas separadas.O toalete, a pia dupla com produtinhosde luxo da diptyque e a minha parte favorita: abanheira! Acredite quando eu digo que depoisde 18 horas entre aeroportos e aviões, nadamelhor que um bom banho de banheira comsais... e um copo de champagne. Na frentedela, uma televisão embutida na parede ficaquase imperceptível por trás do espelho. Umtoque de modernidade sem comprometer adecoração. Outras amenidades como cofre,roupões, um closet espaçoso, máquina de cafétambém fazem parte do padrão do quarto. OWiFi é gratuito quando a reserva for feita pelapágina do hotel.O hotel conta com um bar, dois restaurantese uma loja de doces. O BAR 8 serve cocktails eentradinhas de 11 da manhã às 2 da manhã deterça a sábado e até a meia noite no domingoe segunda-feira. Camélia, onde são servidos ocafé da manhã do hotel, serve um menu francêsde 7 da manhã à 11 da noite. Lá é possíveltomar um delicioso chá da tarde ou chocolatequente, combinados com os deliciosos docesda Cake Shop. O Sur Mesure do Chef TierryMarx é o restaurante gourmet do hotel, tododecorado em branco e com menu para almoçode 5 ou 9 pratos e jantar de 6 ou 9 pratos.O melhor de Paris em um só lugar!www.aprendizdeviajante.com• 41 • @aprendizviajant


ROTEIRO DE CINEMA:Meia Noite em ParisTexto e Fotos:Claudia SalehPara quem ama e quer matar as saudades de Paris, uma boa pedida é assitir o filme “Meia Noite em Paris”. A cidade luz estálinda, poética e mais convidativa pro romance do que nunca. Na abertura uma coleção de cenas dos lugares mais famosos dacidade.Meia Noite em Paris é um passeio pela cidade, de dia, a noite, por hotéis, restaurantes, pontos turísticos e outros lugarzinhosnem tão conhecidos assim. As locações dão um roteiro prontinho pra uma viagem deliciosa a Paris, então aqui estão osendereços pra se quiser, fazer o seu roteiro por conta própria.A) TORRE EIFFEL E CHAMPS ELYSEES aparecemem vários momentos e é impossível nãoreconhecer, mesmo para quem nunca foi a cidade.GIVERNY OS JARDINS DE MONET - Os jardinssão fora de Paris - veja matéria completa nestaedição com mais detalhes.Endereço: 84, Rue Claude Monet, Giverny, FrançaE) LE MEURICE - Hotel 5 estrelas em Paris e nofilme é onde acontece a degustação de vinhos. Asdiárias começam em 700 Euros.Endereço: 228 rue de Rivoli, 75001 Paris, FranceF) RESTAURANTE LE GRAND VÉFOUR - Inezjantando com os pais.Endereço: 17 rue de Beaujolais 75001 ParisMapa do RoteiroMeia Noite em ParisC) MUSÉE DE L’ORANGERIE - É onde ficam ospainéis enormes das Ninfeias do Monet, um dosmeus museus preferidos de Paris no filme está emuma cena que além das Ninféias, eles vão pra umaoutra ala onde conversam sobre um quadro dePicasso. É um museu pra ir com calma.Endereço: Jardin des Tuileries 75001 Paris, FrançaD) HOTEL LE BRISTOL - O hotel onde Gil e Inezestão hospedados é um 5 estrelas queridinho dosfamosos de hollywood. Endereço: 112, rue du FaubourgSaint-Honoré 75008 Paris, FrançaG) MUSÉE DES ARTS FORAINS - Esse museuque tem carrosséis, balanços e bicicletas e swingsand bicycles.Endereço: 53, avenue des Terroirs de France, Paris,FrançaH) MAXIM’S - Esse restaurante é conhecido peloseu museu e interior em “art nouveau”. É aqui queGil e Adriana se perdem na Belle Époque.Endereço: 3, rue Royale - 75008 Paris, FrançaRIO SENA - Aparece várias vezes no filme e em


especial na cena do Gil andando sem rumo pela beira doSena e na capa do filme. O rio corta a cidade, tem váriosbarcos de turismo que fazem um tour pelo Sena.I) MUSEU RODIN - Nos jardins do museu é aconteceuma das cenas onde Paul, um dos personagens metido asabe tudo, tenta mostrar todo o seu “conhecimento” e éonde a 1a dama Carla Brunni faz a sua ponta como umaguia do museu.Endereço: 79 Rue de Varenne, Paris, FrançaJ) ESCADARIA NA RUA MONTAGNE - Essa escadariaé onde o Gil senta todas as noites. Esta rua fica no 5e arrondissementperto do Panthéon. Os sinos que se ouvemaqui são da igreja St Etienne du Mont.Endereço: Rue Montagne St. GenevieveK) MARCHÉ PAUL BERT - é onde Gil compra um discoe conhece Gabrielle. É um mercado a céu aberto com especialistasem antiguidades, moda e decoração.Endereço: Rue des Rosiers - 93400 Saint Ouen FrançaL) QUAI DE LA TOURNELLE: Varias bancas de livrosestão nessa quai e é onde Gil compra o diário escrito porAdriana.QUE TAL UM DIA DE ESTRELADE CINEMA EM PARIS?M) CHOPARD’S - Perto da praça Vendome é onde Inez ea mãe olham anéis de noivado.Endereço: 1 Place Vendôme, Paris, FrançaN) RUE DES RENAUDES AND BOULEVARDCOURCELLES - Nessas ruas em Paris é onde a personagemInez e a mãe procuram movéis antigos.O) SQUARE JEAN XXXIII - Esta praça fica atrás da catedralde Notre-Dame e no filme é onde a guia do museutraduz o diário de Adriana para Gil.Endereço: 4eme arrondissement atrás da Catedral de NotreDame, Paris, FrançaImagine fotos lindas daquela sua viagem inesquecível para Paris!Pois se você, como eu, fica mais atrás que na frente das cameras,sabe que a gente volta de viagem cheia de fotos de paisagens lindas,mas com pouquíssimas fotos “que prestam” da gente.Mas não precisa ser assim. O Filipe Xavier, fotógrafo brasileirooferece um serviço de roteiro com fotos por Paris que está fazendoo maior sucesso. Eu experimentei e aprovei na minha últimaviagem à cidade.Para ver mais fotos, visite o website Filipe Xavier Fotografias(http://www.filipexn.com/) ou entre em contato pelo email filipexn@filipexn.comQ) PONTE ALEXANDRE III: Nesta ponte acontecea cena final do filme, quando Gabrielle encontra Gil ecomeça a chover.É uma das pontes mais lindas de Paris,cheia de detalhes, que conectam as áreas de ChampsElysses e Torre Eiffel.P) SHAKESPEARE & CO. BOOKSTORE: Uma das maisfamosas livrarias do mundo, onde vários escritores famososse reuniam. No filme, Gil aparece saindo da loja. Vejamais detalhes na matéria nesta edição.Endereço: 37 rue de la Bûcherie 75005 Paris, França


OS JARDINS DE MONET EMGIVERNYTexto e Fotos: Claudia Beatriz Salehsensação é exatamente a que eu imaginei... estar entrando em uma pintura. Faltam os “borrados” impressionistas,A tudo é muito vivo, verde e colorido, mas a impressão é que a qualquer momento eu vou me deparar com Claude Monetpintando em seus jardins. Preciso sentar em um banquinho, respirar fundo para tentar absorver toda a beleza dolugar. Custo a acreditar que estou no lugar que serviu de inspiração para alguns dos meus quadros favoritos e que finalmente,depois de muitos anos sonhando com este dia, eu consegui visitar os jardins de Monet em Giverny.www.aprendizdeviajante.com• 44 • @aprendizviajant


Uma gravura do quadro “Woman with Umbrella”, 1886 ( mulhercom a sombrinha) que ganhei quando adolescente foi o quedespertou a minha paixão pelo pintor e seus quadros impressionistas.Claude Monet, o responsável por toda essa beleza não sódeixou quadros maravilhosos para o mundo, mas acho que suamaior obra arte é esse jardim que pode ser visitado em boa partedo ano.Para visitar os jardins de Monet em Giverny, separe um diaenquanto estiver visitando Paris. Fazer um bate e volta de Parisé bem possível a não ser que você queira emendar com outrosdestinos próximos como Rouen (onde Monet pintou a Catedral).Há inclusive excursões que saem de Paris e fazem o Jardim deMonet e Versailles no mesmo dia, o que não aconselho, já quenão dá pra aproveitar bem nem um outro, mas é sempre umaopção para quem tem pouco tempo.PLANEJANDO SUA VISITAGiverny está localizada a 80 Km de Paris e pode -se chegar facilmentea esta vila francesa usando carro ou trem. Os jardins deMonet abrem normalmente do fim de abril ao fim de outubro.Em 2014 o local estará aberto do dia primeiro de abril a primeirode novembro.Se estiver de carro, é possível estender a viagem por outrascidadezinhas locais ou a caminho de outras regiões, mas paraquem vai ficar somente em Paris, a melhor opção é ir de trem.Planejamento antecipado é essencial para o sucesso da visita,pois os horários são poucos durante o dia. Compre a passagempela internet (http://www.raileurope.com.br ) para evitar problemasna estação - as máquinas de self-service nem sempre estãofuncionando, as filas são grandes para o atendimento.O trem sai da Gare St Lazare em Paris e a estação para ir paraGiverny é Vernon. O destino final do trem normalmente éRouen. Os trens são os da Intercites e custam em torno de 14.30euros cada.Quando descer em Vernon, siga as placas que indicam o shuttlebus para Giverny. O shuttle custa 8 euros ida e volta e sai a cada15 minutos depois da chegada do trem em Vernon.Para quem gosta de pedalar, alugue uma bicicleta em frente a estaçãode Vernon. Siga as placas Musées De Giverny – Piétons EtCyclistes. São 7 Km de pedaladas.www.aprendizdeviajante.com• 45 • @aprendizviajant


A melhor época para visitar é certamente a primavera, quando osjardins estão mais floridos, mas há beleza nos jardins o ano inteiro.A minha visita foi no último dia da temporada em 2013 e apesar dosjardins não estarem totalmente floridos, ver as cores do outono foi umespetáculo inesquecível.Depois de comprar o ingresso, há três áreas para serem visitadas. ACasa de Monet, com vários dos seus artefatos e os dois jardins.O interior da casa foi restaurado e abriga uma coleção de pinturas deMonet além de movéis da época. Ela não pode ser fotografada, mas doquarto de Monet pode-se fotografar da janela e ter uma visão lindíssimado .O Clos Normand fica em frente a casa e é um jardim assimétrico commuitas plantas, cores e formas e o Jardim de águas onde está a pontejaponesa. Para chegar ao Jardim de águas é preciso atravessar umpequeno túnel, já que a propriedade fica do “outro lado da rua”.Andando pelos jardins a gente começa a entender um pouquinho osmotivos que levaram Claude Monet a pintar esse cenário tantas vezes.Cada cantinho tem algo a ser descoberto, ver os reflexos das árvorese da ponte na água, as flores adornando os lagos, a luz do dia que vaimudando e alterando as cores ao nosso redor. Visitar Giverny é fazerum passeio dentro de uma obra de arte.Para ver mais sobre Monet em Parisvisite o Museu Marmottan, L’Orangeriee o Museu D’Orsay que temvárias obras do pintor em exposiçãoINFORMAÇÕES ÚTEISENDEREÇO: 84, Rue Claude Monet GivernyINGRESSO: 9.50 Euros para adultos, 5 euros paracrianças a partir de 7 anos e estudantes. Criançasmenores de 7 anos não pagam.DATAS E HORÁRIOS: 1o de Abril a 1o de Novembrode 2014 de 9:30 as 18:00h.WEBSITE: http://giverny.orgwww.aprendizdeviajante.com• 46 • @aprendizviajant


PARIS A LONDRES DE EUROSTARpor Claudia Beatriz SalehUma das melhores opções de viagem entre Paris e Londres são os trensda Eurostar. Eu adoro viagens de trem, principalmente porque as estaçõesde trem ficam no meio do cidade e é sempre mais fácil de chegarao destino final. Em Paris os trem saem da Paris Nord e em Londreschegam na estação St Pancras. Além disso a viagem dura apenas 2horas e 16 minutos de uma estação a outra e custa a partir de 48 Euros.Precisa de mais alguma razão para considerar uma esticadinha emLondres quanto estiver em Paris ou vice versa?Comprando os BilhetesÉ possível comprar os bilhetes online pelo site da RailEurope, quevende passagens de trem não só para esse trecho da Eurostar de Paris/Londres mas também para várias outras empresas de trem da Europa.Uma das vantagens é que este site é em Português e você pode fazer acompra e imprimir os bilhetes em casa mesmo o que facilita na hora dechegar para o aeroporto. É possível comprar bilhetes da Eurostar comaté 180 dias de antecedência e o quanto antes você comprar, melhor,porque há preços diferenciados de assentos e os mais baratos acabamsendo vendidos primeiro.Para conseguir os melhores preços tente marcar sua passagem para omeio do dia, fora do horário de pico. Sexta-feira e Domingo no fim datarde são os horários mais disputados e também véspera de feriado.Depois de comprar seus tickets, você pode escolher se quer receberos tickets pelo correio em casa(é cobrada uma taxa extra de entrega),se quer imprimir em casa ou na estação. As duas últimas opções sãogratuitas.Antes de EmbarcarNo dia do embarque chegue com antecedência na estação de trem - arecomendação é 45 minutos, mas se for num período como feriadosou fim de semana, melhor chegar mais cedo só pra garantir! Um fatoimportante que é bom lembrar e muita gente esquece... como você estásaindo de um país para outro, será necessário passar pela imigraçãoantes de embarcar. Se você não tem passaporte da União Européia épreciso preencher um documento padrão da imigração inglesa, apresentaro passaporte e responder a algumas perguntas ao agente deimigração - Qual o motivo da visita? Quanto tempo pretende ficar nopaís? De onde você veio? Quando dias ficou?Durante a ViagemDepois que abrirem os portões para a entrada, é só se encaminhar parao seu vagão e poltrona. Você pode levar no máximo duas malas, alémda bagagem de mão. Se você estiver na primeira classe, há tomadas eservem um lanchinho meio da viagem.Para o inverso, Londres-Paris valem as mesmas considerações. Aí é sórelaxar... botar os pés pra cima, curtir a viagem até chegar a Londres nabelíssima estação da St Pancras.www.aprendizdeviajante.com• 47 • @aprendizviajant


5 LUGARESPARA VERPARISDO ALTOTexto: Claudia Saleh e Helô RighettoParis é linda de todos os ângulos e ver a cidade de cimadá uma nova dimensão à cidade e sua fascinante arquitetura.Há vários lugares pela cidade para se ver Paris doalto, mas aqui escolhemos os 5 principais para você fazeras melhores fotos de Paris do alto. A torre Eiffel precisade dia e hora marcada para visitas, mas os outros deixeflexível no seu roteiro para tentar subir nesses lugaresquando o dia estiver claro e a visibilidade boa.Depois disso é só preparar a câmera e boas fotos!1.TORRE EIFFEL (http://www.eiffel-tower.com/pt)A Torre Eiffel é o lugar clássico para ver a cidade de cima. Ela foi construídapor Gustave Eiffel em 1889 e ficaria em exposição por apenas 20 anos, maspra nossa sorte, depois de muita controvérsia, foi declarada permanente eestá aí até hoje pra gente apreciar. As fotos ficam lindas com ela, mas é delaque se tem uma das visões mais lindas de Paris. Fotografe de todos os ângulose se o dia permitir, suba até o último andar.Prefira o fim do dia, para assistir o por do sol e ver a cidade anoitecer e as luzesse acendendo. Como esse é o período mais popular do dia, as filas são sempreenormes para comprar ingressos e para evitá-las, basta comprar seu ticketcom antecedência com dia e hora marcada pelo site: http://ticket.toureiffel.fr/index-css5-sete-lgen-pg201.html. Custa 14.50 € para adultos, 13 € para jovensde 12 a 24 anos e 10 € para crianças de 4 a 10 anos.Metrô: Bir-Hakeim ou Trocadero2. ARCO DO TRIUNFO (http://arc-de-triomphe.monuments-nationaux.fr/en/)O Arco do Triunfo, construído em 1806 é um dos monumentos mais lindos eimponentes em Paris, exatamente como Napoleão Bonaparte queria. Situadona Champs-Elysées, além de tirar fotos lindíssimas dele e com ele, que talencarar uma subida para ver Paris de cima?Para chegar ao arco, não atravesse a rua, use a passagem subterrânea. Façauma visitinha ao túmulo do soldado desconhecido e prepare as pernas. Atéo topo são 285 degraus em uma escada circular de tirar o folêgo. A vista érecompensada com a belíssima avenida Champs-Elysées e oportunidade paralindas fotos da Torre Eiffel. Se for à noite, espere até que ela esteja acesa enão perca seu espetáculo de luzes. Preço: 9.50 € para adultos.Metrô: Charles de Gaulle- Etoilewww.aprendizdeviajante.com• 48 • @aprendizviajant


3. MONTPARNASSE (http://www.cieldeparis.com/)Não tem como negar que a grande vantage de subir naTour Montparnasse é poder ver a Torre Eiffel de um ângulototalmente diferente. O símbolo mais conhecido deParis geralmente aparece nas fotografias visto de baixo oua partir de locais estratégicos como o Trocadero e algumasdas pontes que cortam o Sena, mas em Montparnasse vocêpode vê-la como se estivesse em uma maquete – isso apesarde a Torrei Eiffel ser mais alta (317 metros contra os210 metros de Montparnasse).O prédio em si não é dos mais bonitos e pelo que sei muitosparisienses o detestam – mas acho que a vista que eleproporciona compensa esse problema. Chegar lá é superfácil, basta descer na estação Montparnasse-Bienvenüe dometrô (linhas M4, M6, M12 e M13) e seguir as placas paraa saída correta.A primeira “parada” é no andar 56, coberto e com janelõesde vidro. Lá já se tem uma vista sensacional de toda a cidade,mas você ainda pode subir (de escada) até o andar 59,que é literalmente o topo do prédio e é descoberto (mas aslaterais são todas protegidas com vidro).O ingresso custa 14 euros, é possível comprar online comantecedência (mas não é essencial). Funciona todos osdias, das 9:30 às 23:30 entre abril e setembro, das 9:30 às22:30 entre outubro e março (sexta e sábado até as 23h).Dica extra: para “esticar” um pouco seu tempo no topo daTorre Montparnasse, você pode reservar uma mesa paraalmoçar ou jantar no restaurante Ciel de Paris, que fica noandar 56. Projetado por Noe Duchaufour-Lawrence mereceuma visita principalmente se você gosta de design einteriores.4. NOTRE DAMEQuando vou a Paris tenho sempre a impressão de quetodos os caminhos levam a Notre Dame. Invariavelmenteacabo passando por lá – e muitas vezes entrando já que avisita ao interior da catedral é gratuita. A subida nas torres,porém, é um passeio a parte (pago) que vale demais apena.Prepare as pernas, pois são 387 degraus. Uma das coisasmais bacanas de subir a Notre Dame é que, junto com avista, você vê de muito perto os detalhes da arquitetura eos gárgulas – que adoram posar para fotos! ; )Atenção! A entrada para subir as torres é fora da catedral(olhando de frente, do lado esquerdo). Abre todos osdias, exceto 25/12, 01/01 e 01/05. Os horários variamde acordo com a época do ano: april a setembro das 10 às18:30 (nas sextas e sábados de julho e agosto fica abertaaté as 23h!). De outubro a março das 10 às 17:30h. Oingresso custa 8,50 euros.Metrô: Cité - linha M4Metrô: Montparnasse-Bienvenüe linhas M4, M6, M12 e M135. SACRÉ-COEURFoto: Filipe XavierPara chegar a Sacré-Coeur, no coração da boêmia Montmartre, é preciso encarar uma escadariade 200 degraus – mas há uma maneira menos cansativa: usar o funicular (use um dos seus ticketsde metrô). Essa posição privilegiada da basílica oferece uma vista linda de Paris e é umaótima maneira de começar o passeio pela região. A arquitetura da Sacré-Coeur é diferente dequalquer outro monumento parisiense: o exterior branquinho de estilo bizantino merecem muitasfotos.A basílica está aberta todos os dias das 6 às 22:30 e a entrada é gratuita. Por 5 euros, é possívelsubir ainda mais, até o domo principal: são 300 graus para uma vista maravilhosa – muita gentediz ser a melhor vista da cidade. Os horários para subir ao domo variam durante a época do ano:de maio a setembro das 8:30 às 20h e de outubro a abril das 9 às 17hMetrô: Abbesses, linha M12www.aprendizdeviajante.com• 49 • @aprendizviajant


1O COISAS PRA FAZER EMEDIMBURGOTexto e Fotos: Heloisa RighettoA charmosa e encantadora capital escocesa tem atrações para todo tipo de viajante: quem curteluxo, quem viaja de mochila, quem gosta de bater perna, quem adora umas comprinhas, os aficcionadospor museus e os apaixonados por paisagens. Resumir a cidade em dez ítens é quase inconcebível,mas ao mesmo tempo gratificante – pois uma lista eclética assim não é qualquer destino quetem!Escolha seu item preferido e boa viagem!1. VISITAR OCASTELO DE EDIMBURGO2. CAMINHAR NAROYAL MILE3. VER A CIDADE DO ALTO4. FOTOGRAFAR A ESTÁTUADO GREYFRIARS BOBBYOcastelo de Edimburgonão é apenas a atraçãomais famosa de Edimburgo,mas tambémde toda Escócia. O imponentecastelo, que domina a paisagemda cidade, merece umavisita detalhada, de no mínimoduas horas. Afinal, são muitasatrações lá dentro, como o PalácioReal e o Scottish NationalMemorial. E caso você visite ocastelo de segunda a sábado,procure o One O’clock Gun,um canhão que fica no MillsMount Battery e é acionadoa uma da tarde – proteja osouvidos!ARoyal Mile é a rua maisfamosa da cidade, ecomeça no Castelo deEdimburgo. Para quemestá de apenas de passagem, aRoyal Mile é o lugar mais recomendadopara conhecer, poisé o coração da cidade e passeandopor ali você se dá contade que está mesmo em Edimburgo.Algumas das atraçõesda Royal Mile incluem o ScotchWhisky Experience, Writer’sMuseum e a Thistle Chapel.Pra quem tem fôlegoextra, Edimburgo temdois pontos “estratégicos”que possibilitamvistas espetaculares: CaltonHill e Arthur’s Seat. Caso vocêtenha vários dias na cidade,vale a pena visitar ambos – sãopontos de vista diferentes e éimpossível decidir qual o maisbonito.Edimburgo tem dezenasde monumentos,museus e atraçõesgrandiosas, mas apequena estátua do GreyfriarsBobby, um simpático cachorro,também “rouba” a atençãode quem passa pela regiãode Greyfriars e Grassmarket.Existem várias versões para ahistória, mas a mais famosadiz que Bobby, após a mortede seu dono John Gray, serecusou a deixar o túmulo epermaneceu lá até morrer, 14anos depois em 1972. Um anodepois, a estátua foi construídagraças a doações do público.www.aprendizdeviajante.com• 50 • @aprendizviajant


5. CONHECER O PARLAMENTO ESCOCÊSOparlamento fica na Royal Mile, na ponta oposta do Castelode Edimburgo, e pode ser visitado pelo público (oshorários mudam dependendo da época do ano, é semprebom checar o site www.scottish.parliament.co.uk).É possível ver a sala onde os ministros questionam o PrimeiroMinistro e tambem fazer um tour guiado pelo prédio de projetoarquitetônico moderno.6. JANTAR NO ECCO VINODepois de um dia cansativo batendo perna, nada melhordo que achar um restaurante com atmosfera intimista.O Ecco Vino é assim, e tem um menu delicioso demassas e risotos, mas vale a pena prolongar a visita ecomeçar degustando as entradas acompanhadas de uma taçade vinho – peça a opinião do garçom! O lugar é pequeno, tantoque a cozinha funciona bem na sua frente, junto ao bar – os doiscozinheiros não param um minuto!7. FAZER COMPRAS NAPRINCESS STREET8. PROVAR O FAMOSOHAGGIS9. VISITAR A SCOTTISHNATIONAL GALLERY10. PASSEAR PELAREGIÃO DE LEITHLeith, a região portuáriade Edimburgo quede decadente passoua “cool”, vale umavisitinha pra fugir da muvucado centro e ver uma Edimburgodiferente. É uma vibe meiocalçadão, com cafés e restaurantesbacaninhas. Por ali ficatambém o Royal Yatch Britannia,barco da família real pormuitos anos e que hoje, ancorado,funciona como museu.Tudo bem que Edimburgonão é um destinode compras, masé sempre bom saberonde você pode ir caso preciseum par de luvas extra ou entãoqueira levar para casa o famosoquilt escocês – ou qualquer outrosouvenir. Mas a caminhadapela Princes não necessariamentesignifica gastar suaspreciosas libras: ali você vai vero lindíssimo e imponente ScottMonument e terá uma lindavista do castelo e dos jardinsque “cortam” a cidade.Para quem quer umaautêntica experiênciagastronômica escocesa,precisa experimentar oHaggis. Mas atenção! O gostoé bem forte já que misturacoração, fígado e pulmão decarneiro. Geralmente ele apareceno cardápio como “haggis,neeps and taties (neeps =nabo, tatties = batatas) e casovocê esteja inseguro sobre osabor, peça como entrada.AScottish NationalGallery não passadespercebida, graçasa sua localizaçãoperfeita – entre o East e WestPrinces St Gardens. Lá vocêvai ver obras que datam desdeo Renascimento até o fim doséculo 19, incluindo pinturasde Botticelli, Constable, PeterPaul Rubens e Rembrandt. Aentrada é gratuita, então entrenem que seja por alguns minutos!www.aprendizdeviajante.com• 51 • @aprendizviajant


InvernoDESTINOS DEDOS ESTADOS UNIDOS A EUROPA, ALGUNS DOS DESTINOSMAIS FAMOSOS PARA SUAS FÉRIAS DE INVERNOPor: Mauricio de SouzaPara os que apreciam os esportes de inverno, os Estados Unidos e a Europa oferecem lugares fantásticospara férias inesquecíveis com muita neve. Essa é uma seleção de alguns dos mais exclusivos destinos deinverno - uma combinação de pistas incríveis com ótimos hotéis e restaurantes. Mas se você gostar deum destes destinos e os hotéis sugeridos forem acima do seu orçamento, independente do lugar ondevocê ficar hospedado, a neve e a montanha com acesso às grandes pistas e lugares maravilhosos vai serigual para todo mundo. Agora, se o viajante estiver procurando por “glitz” e “glamour”, não terá queprocurar muito.www.aprendizdeviajante.com• 52 • @aprendizviajant


THE ARRABELLE AT VAIL SQUARECom 62 quartos e suítes primorosamentedecorados, o hotel esbanja emluxo e amenidades. O hotel está a poucospassos da Eagle Bahn gôndola e docoração de Lionshead Village. A equipeque projetou o Arrabelle viajou para osmais tradicionais e requintados destinosalpinos da Europa, para capturar o caráterautêntico e clássico desses lugares. OArrabelle é uma referência à herança doambiente romântico dos Alpes europeus,com toques de arquitetura característicada Áustria e da AlemanhaVail,ColoradoEsse pequeno vilarejo no estado do Colorado,tem um aeroporto igualmentepequeno, que só abre durante o períododa alta estação, de novembro a maio. Casonão for possível obter um vôo direto paraVail, a outra opção é o aeroporto de Denver.Sendo a maior área para o esporte deesqui do continente norte-americano, Vailtem 32 meios de elevação à disposiçãoe um “grooming” diário de praticamentetodas as pistas, tornando-se uma dasmaiores estruturas para esqui do mundo.Para os que não podem deixar o Iphone delado, existe até um aplicativo para sabercomo estão as condições das pistas e dametereologia.Para os que não quiserem esquiar, nãotem problema: Vail tem diversas lojas eboutiques de luxo, pista de patinação nogelo, hotéis maravilhosos e excelentesrestaurantes. O restaurante Flame dentrodo super-chic Four Seasons Hotel Vail,tem até carnes exóticas de alce e de búfalono extenso menu. Para os que quiseremum café-da-manhã dos deuses, o restauranteoferece um menú que pode ser “à lacarte” ou estilo “buffet chic” com estaçõesde pratos quentes e frios. Um outro restauranteinteressante é o elegante GameCreek. A viagem começa com a gôndolae termina chegando ao local através do“snowcat”, uma espécie de trator comcabine fechada, que serve para arrumar aspistas de ski durante a noite.Um outro fantástico restaurante é o The10th. Todo de vidro e madeira, no topoda montanha de Vail e com vista de tiraro fôlego, ele é super dramático. Tapetesde pele, sofás gigantescos e uma lareira:sonho para qualquer apaixonado pelamontanha. A comida é excelente, especialmenteas batatas fritas com trufas e aspizzas.Todos os quartos e suítes possuem banheiroem mármore e madeira, pias separadase banheira de imersão profunda.Apesar da decoração clássica em madeirae couro e lustres de cristal, o hotel oferecetodas as amenidades modernas.O Spa de quase 1.000 m² é uma emoção.Com vista de cartão-postal para as montanhasdo Colorado, o Spa posiciona-seno número 19 entre os 270 melhores domundo. Totalmente voltado para a sustentabilidade,o Spa utiliza somente produtoscertificados, naturais e orgânicos.Recomendável é a massagem profunda.O hotel também dispõe de atividadespara crianças, serviços de babá e baby--sitter, aluguel de esqui, estacionamentocom manobrista, serviço de quarto 24horas e guarda de ski, que está situadajunto ao teleférico Eagle Bahn.O restaurante Tavern on the Square dentrodo hotel , que é uma espécie de “pub”servindo uma culinária sofisticada commúsica ao vivo, merece a visita. O menúdo café-da-manhã é “à la carte” e bemextenso, servindo excelentes omeletes,sucos e frutas variadas.www.aprendizdeviajante.com• 53 • @aprendizviajant


DOLDER GRAND HOTELLocalizado em Adlisberg, um dos bairrosmais luxuosos da cidade, o hotel acaboude passar por uma reforma, comandadapelo escritório de arquitetura Foster +Partners ao custo de mais de 400 milhõesde francos suíços.Zurich, SuíçaAos pés dos Alpes, encontra-se essa cidadefantástica, famosa pelo seus chocolates,relógios e bancos de investimentos. Tudoem Zürich e em toda a Suíça funciona deacordo com o relógio. Dentro da estaçãode trem existe um relógio gigantesco damarca Mondaine. Esse relógio serve paralembrar que quando o trem parte às 10:13significa que ele esta saindo da estação às10:13 em ponto. Inútil dizer que muitaspessoas acabam perdendo o horário.Considerada cidade global, até o barulhodos carros é medido através de postesque medem os decibéis. A água das fontespode ser bebida sem problema, pois vemdiretamente dos Alpes.Para chegar até Zürich, a melhor maneiraé com a Swiss, linhas aéreas da Suíça.Swiss International Airlines é a maiorcompanhia aérea do país e consideradauma das melhores companhias aéreas daEuropa. Com vôos diários de São Paulo aZürich, ou para quem estiver nos EstadosUnidos, desde Nova York, a empresa oferececonexões para 48 destinos europeus.Chegando em Zürich, um dos melhoreshotéis para se hospedar é o Dolder GrandHotel (veja mais informaçõe no quadro aolado).Comer no restaurante Garden, no hotel, éuma outra emoção seja no café-da-manhãque no jantar. A primeira refeição do diaé “à la carte” com vários tipos de sucos,queijos e pães. Já no jantar, o cardápioé bem extenso variado, de acordo com aestações do ano. Recentemente, sendoa época das raras trufas brancas, o hotelproporcionou a seus hóspedes um festivalde deliciosas comidas com essa finíssimaiguaria.Com seus 173 quartos e suítes, dividosem duas alas, a ala de golfe e ala de Spa,o hotel tem vista deslumbrante para olago e o centro da cidade, os Alpes e umcampo de golfe.O hotel é um verdadeiro centro derepouso no meio de uma área verde de40.000 m² e afastado da confusão frenéticada cidade. Para quem quiser ir até aocentro, o hotel dispõe de mini vans, queacompanham os hóspedes. Por incrívelque possa parecer, o trajeto não duramais do que oito minutos.Considerado um dos melhores UrbanSpas do mundo, o Dolder Grand Hoteltem um Spa magnífico com 4.000m² e18 quartos de tratamento. Os produtosoferecidos são das casas La Prairie, KerstinFlorian e Amala.Além dos quartos de terapia, o Spa temuma gigantesca piscina, saunas quentese a vapor, jacuzzis internas e externas eoutros tipos de amenidades.www.aprendizdeviajante.com• 54 • @aprendizviajant


HOTEL ALPINA GSTAADO hotel do momento e o belíssimoAlpina Gstaad. Após 15 anos esperandoa autorização para que as obraspudessem começar e 335 milhõesde dólares gastos na reconstrução,finalmente o hotel abre as suas portas,como o único hotel de luxo construídoem Gstaad nos últimos 100 anos.Gstaad, SuíçaA melhor maneira de chegar em Gstaadé de trem, a partir de Zürich: os suíçosutilizam o trem com muita frequência,já que a infraestrutura de transportepúblico cobre todo o país. Os trens sãoconfortáveis e a viagem super agradável.No final da estada nesse vilarejo que éconsiderado um dos mais bonitos domundo, pegue o trem panorâmico, quedesce rumo a Montreux, passando porvinhedos e fazendas até chegarndo aoLago de Genève.Gstaad é o lugar de férias de inverno degrande parte da aristrocacia européia.O ex-rei Constantino da Grécia e arainha Ana Maria da Dinamarca, aex-imperatriz do Irã, Farah Diba e opríncipe Henry da Inglaterra, entreoutros. Afinal, quem vai para Gstaadnão quer e nem precisa fazer algo parachamar atenção. Esnobismo em Gstaadnão é toleradoApesar das lojas de grife e joalherias,Gstaad esbanja um luxo que não éostentoso: parece aquelas cidadesde filme, florida e com ruas só parapedestres. Opção perfeita para quemquiser ver um verdadeiro vilarejo suíçocom vaquinhas e chalés.Um dos melhores restaurantes é o LaBagatelle. Conceituadíssimo, serve pratosde várias regiões do país e excelentemassas. Para quem não come carne, osfrutos-do-mar são super frescos, trazidosdiariamente.Um outro restaurante que não devefaltar na lista é o Hamilton Lodge. Localizadono topo da montanha, o local ofereceum menú internacional, porém comuma vista fantástica para os Alpes. Já norestaurante Rialto, a comida é saborosa,pois reflete as cores e as texturas devárias regiões da Itália. A carta de vinhoé extensa e o restaurante é uma famosainstituição no vilarejo.Com somente 56 quartos e suítes, todosequipados com “gadgets” eletrônicosde última geração, os aparelhos, a luz eas cortinas são comandados através decontrole remoto produzido pela empresaBang & Olufsen. O design dos quartos esuítes é super moderno misturando-secom uma acochegante arquitetura típicados Alpes suíços. A chegada no hotel jáimpressiona com a sua grande escadariaem madeira.Um dos maiores mimos que o hotel podeoferecer é o Six Sense Spa. Holístico einspirado nas tradições de bem-estarasiáticos, esse Spa oferece 12 salasde tratamento, além de uma sala deflutuação, banho turco, um quarto paracolonterapia, uma sala de terapia de cor,uma sala de tratamento ayurvédico, umquarto oriental, um quarto de terapiado sal, um quarto para tratamentos paracasais e cinco salas de tratamento único,sendo completamente multifuncional.Os tratamentos são projetados de acordocom a necessidade de cada cliente.O restaurante Swiss Stübli é outra razãopara comer em Gstaad, principalmentepara quem quiser um autêntico fondue.Tudo nesse restaurante é maravilhoso ecom um serviço impecável com direitosomente a superlativos. O café damanhã, servido no restaurante Sommet,é dos deuses com um serviço buffet ou“à la carte” com tudo o que se possaimaginar em termos de alta culinária.www.aprendizdeviajante.com• 55 • @aprendizviajant


HOTEL KEMPINSKIA arquitetura impressiona pois lembraum castelo de conto de fadas, e o serviçoé espetacular.St Moritz, SuíçaAqui a palavra mágica é “glamour”. Tudoem em St. Moritz é muito caro: umasimples mini pizza custa 30 dólarese um cafezinho 12 dólares. Ferrari,Lamborghini e Bugatti Veyron desfilampela rua principal.St. Moritz é o lugar onde o sol reina 322dias por ano e o vilarejo oferece atividadessuficientes para que ninguém fique entediado.O Cartier Polo on Snow é uma atração ondejogadores de pólo praticam o esporte sobreo lago congelado.Um outro espetáculo esperado nessa estaçãoé o White Turf. Competição divididaem três modalidades, a primeira é o turfe,propriamente dito, com um percurso de2.000 metros com a partipação de jóqueisde vários países, almejando um prêmio demais de 120 mil francos suíços. A segundamodalidade é a Trabrennen, uma corridade 1.900 metros com trenós puxados pelocavalo trotador. A terceira modalidade e,a mais esperada, é o Skijoring, um tipo decompetição em que os jóqueis são esquiadorespuxados por cavalos, que podematingir uma velocidade de até 50 km/hdurante a disputa. Esta prova conta com12 esquiadores que devem percorrer umtraçado de 2.700 metros em pouco menosde dez minutos. Prova muito perigosa,pois uma caída do jóquei-esquiador podese tornar um acidente fatal causado peloscavalos que vem atrás. No final do dia,muita champagne e ostras são servidosnas barraquinhas gourmets montadas emcima do lago congelado.Um outro evento muito famoso é o St.Moritz Gourmet Festival, que dura umasemana e conta com chefs estrelados devárias parte do mundo. Cada dia é umjantar em um hotel ou restaurante famoso.Esse ano, a inauguração do festivalcomeçará com um jantar no Grand Hoteldes Bains Kempinski com a partipaçãodo chefe argentino Mauro Colagreco, querecebeu a sua segunda estrela Michelinno seu restaurante Mirazur em Menton,no sul da França. O restaurante ChesaVeglia, pertencente ao famosíssimo HotelBadrutt’s Palace, um ícone em St. Moritz,merece destaque. Ele é dividido em trêsrestaurantes, a parte gourmet com o LeRestaurant, uma ala dedicada a pratosinternacionais no Patrizier Stube e umaPizzeria. A comida no Patrizier Stube éfantástica. O tagliatelli com lagosta é detirar o fôlego. O restaurante conta comuma grande carta de vinhos internacionais.O lobby em mogno, mármore provenienteda Sardenha e pedra do Vale daEngadina, é uma verdadeira passarela degente jovem. O hotel providencia umavan, que leva os esquiadores até a entradado skilift, que por sinal fical a trêsminutos de carro do hotel. Quem quiserpode ir até a pé.O café da manhã no restaurante LesSaisons Grill & Dine é fabuloso. Chefsde cozinha preparam, diferentes pratossaborosos enquanto os hóspedes escolhemoutras delícias no grande “buffet”.Vários tipos de queijos suíços locais doVale da Engadina, sucos de frutas exóticas,diferentes tipos de pães, geléiasfeitas no hotel, mel ainda no favo trazidodas montanhas próximas, enfim, o hotelesbanja na culinária. O jantar também émaravilhoso com pratos internacionais.Já o jantar no restaurante Ca d’Oro, deuma estrela Michelin, é sublime. A comidaé estilo “nouvelle cuisine” contemplandoos sabores da cozinha italiana.O restaurante tem uma vasta coleção de“grappa”, o famoso destilado italiano. OLounge é um local para comida rápidacom pratos típicos suíços.Para uma indulgência à alma e ao corpo,uma passagem pelo Spa de 2800 m²é obrigatório. Água glacial, granito deBergell, ervas aromáticas provenientesdas montanhas e madeira do Vale daEngadina complementam esse mágicoambiente.www.aprendizdeviajante.com• 56 • @aprendizviajant


HOTEL LES FERMES DE MARIEComo diz a família Sibuet, proprietáriado local, “Les Fermes de Marie é maisdo que um hotel e sim um recanto detradição e de charme”. São nove chalésantigos e transformados em suítes. Esseschalets, eram antigas fazendas do altodas montanhas locais, completamenterestaurados. A família Sibuet foi uma daspioneiras neste tipo de transformação naFrança. Cada pedra, objeto de antiguidadeou pedaço de madeira está ali paracontar uma história.Megève,FrançaNo final do dia, a maioria dos clientesadora ficar no hotel lendo um livro nabiblioteca ou simplesmente jogandoxadrez ou ainda tomando uma taça devinho no bar do hotel.A história do desenvolvimento de Megèveé muito interessante. Por volta doano de 1920, Noémie de Rothschild, dacelébre família de judeus banqueiros daFrança, estava entrando em um hotel emSt. Moritz, na Suíça, para repousar, apóster feito trabalhos de caridade durante aguerra mundial, quando se depara comum oficial alemão. Imediatamente pede aoseu motorista para levá-la de volta para aFrança e começa a procurar um lugar quefosse autenticamente francês com o “savoir-vivre”único do seu país de nascimento.Procurou vários lugares, até que umcerto dia chega em Megève e se enamorado lugar, decidindo que seria o local de esportesde inverno da aristocracia francesae de industriais famoso.Hoje, Megève conta com a presença damaior parte das grandes fortunas daFrança, como Bernard Arnault do grupoLVMH, Robert Peugeot da grande marcade automóveis e Liliane Bettencourt dogrupo L’Oréal, entre outros. Caminharpelo centro de Megève em si já é emocionante.Megève, todos os anos, arma umabelíssima árvore de Natal para embelezaro vilarejo. Comer no vilarejo é uma perdição,em um bom sentido.Para os apaixonados por doces e tortas,uma visita ao autêntico e mais antigoComptoir du Père Sotieu é uma excelenteopção. Outro restaurante que não devefaltar no roteiro é o restaurante Le Refuge,localizado na parte mais alta da cidade.Serve comida francesa e internacional e ospeixes e crustáceos são deliciosos.Um outro hors-concours” é o FloconsVillage, o “bistrot” estrelado do chefeEmmanuel Renault, que serve deliciosospratos regionais. Um local super interessanteé La Ferme de Joseph, uma fazendaonde o dono a transformou em restaurante.O local vende também produtos feitosno local como queijos, geléias e outrasguloseimas. Os clientes podem chegarlá alugando uma “calèche” (charrete) nocentro de Megève.O Spa é excelente com sauna seca e avapor, uma piscina e duas jacuzzis, umaexterna e outra interna. Os produtosde alta cosmetologia foram criados pelaproprietária do hotel, Jocelyne Sibuet,que desenvolveu os produtos Pure Altitude.Esses produtos , confecionados apartir de mais de 50 diferentes tipos deplantas de montanha, ajudam a combateros radicais livres.Comer no restaurante Alpine é uma boaopção quem gosta de fondue: peça o decogumelos e vinho branco. Já o café damanhã vá ao luxuoso restaurante Traditionnele se delicie com vários tiposde pães, queijos franceses, croissantse geléias, além de omeletes e sucos. Omenu tem pratos orgânicos feitos comingredientes das fazendas próximas.O hotel tem um serviço de van para levaros clientes ao centro da cidade e as pistasde esqui.www.aprendizdeviajante.com• 57 • @aprendizviajant


HOTEL LE STRATOCourchevel 1850 é sinônimo de confortoabsoluto, luxo e prestígio. O Le Stratooferece tudo isso, mas em um ambienteque parece o chalé da família: grandeschaminés e assentos de pelúcia.Courchevel, FrançaEssa famosa estação de esportes de invernoé dividida entre cinco vilarejos: St.Bon Tarentaise, Le Praz 1300, Courchevel1550, Courchevel 1650 e Courchevel1850. O preço dos imóveis e dos serviçosvão subindo de acordo com a altitude. Astrês primeiras estações são dedicadas àsfamílias enquanto Courchevel 1650 recebeum público mais jovem. Courchevel1850 recebe milionários do mundo todo,competindo por um espaço nos mais de600 quilômetros de pistas de esqui.Chanel, Prada, Cartier: em Courchevel1850 encontram-se todas as marcas deluxo. O vilarejo charmoso significa “fiesta”:alguns a chamam de St. Tropez dosAlpes. Boates, bares e restaurantes famososfazem parte do roteiro dos visitantes.Para os baladeiros de plantão, Le Ku DeTa funciona de nove até as 4 da manhãassim como o La Grange – um lugar deestilo marroquino. Existem alguns clubesexclusivos como o Les Caves de Courchevel,o mesmo de St. Tropez. Já o La Mangeoireé um restaurante e piano-bar, quefica aberto até tarde, para quem gosta demúsica ao vivo após 11 da noite. O Tremplintem karaokê e o queridinho de quemnão quiser ir para balada é o L’Oxigen, umbar-lounge super cool com um restaurantetambém.Courchevel 1850 tem mais hotéis de luxoe restaurantes com estrela Michelin doque qualquer outro lugar no mundo. São11 hotéis de 5 estrelas, dois de 6 estrelas esete restaurantes totalizando 12 estrelasMichelin.Para os que não quiserem esquiar, Courchevel1850 tem pista de patinação nogelo e o Centro de Turismo de Courcheveldistribui folhetos com trilhas marcadasna floresta para caminhadas. Noites comfilmes, exposições de arte, apresentaçõesteatrais e jogos são organizados por diferentesempresas de entretenimento.Para os que não quiserem alugar um carro,existe um serviço de shuttle que conectaas diferentes estações. Além desse serviço,São somente 25 suítes, todas decoradasindividualmente. Laurent Boix-Vives esua esposa Janine, donos da marca deesqui Rossignol, desenvolveram o LeStrato como um refúgio, “um confortocom a arte de viver e suavidade paravivenciar a montanha pura e em boacompanhia”.Para os fãs de alta gastronomia: oproprietário do hotel recrutou o chefJean-André Charial (que trabalhou no“Oustau de Baumanière” para juntar-seaos irmãos Sylvestre e Jonathan Wahidno centro gastronômico.Quem tem a sorte de fazer uma refeiçãopor lá pode apreciar o menu inspiradono Mediterrâneo com uma pitada deinfluência da montanha. Espere ingredientescomo trufas, ouriço do mar ecaranguejo gigante do Alaska.Na parte dos doces, seu irmão, JonathanWahid reinterpreta grandes clássicoscomo o omelete norueguês ou o Mont-Blanc.é possivel alugar carros com motorista.A empresa Chabé, fundada em 1921, épioneira neste tipo de serviço, e é possívelencontrar um carro com motorista a qualquerhora do dia e da noite.www.aprendizdeviajante.com• 58 • @aprendizviajant


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INVERNO DO CANADÁDIVERSÃO PARA TODAS AS IDADESTexto e Fotos: Mauricio OliveiraNo Canadá, a paixão pelos esportes de inverno já vem no sangue. Durante minha viagem a Vancouver, Whistler,Banff e Lake Louise pude ver diversas famílias levando seus filhos para a montanha. Enquanto no Brasilas crianças ganham uma camisa e uma bola de futebol, no Canadá os primeiros presentes são roupas eequipamentos para neve. É interessante ver as crianças deslizando suavemente por montanhas que muitos adultostemem apenas de olhar.O mais recomendado é pagar aulinhas para elas. Desta forma, aprendem as técnicas certas desde o começo. Os professoressão super atenciosos e estão sempre presentes para ajudar. Enquanto elas aprendem, você tem tempo paracurtir os resorts nas montanhas ou também aperfeiçoar suas técnicas no ski ou snowboard.Mas não pensem que elas fazem feio. Elas se divertem de tal forma, que uma simples queda não as desmotiva. Muitopelo contrário, cair faz parte do processo de aprendizado e isso é um ensinamento para a vida inteira.


VANCOUVERVamos começar por Vancouver, que éuma das principais portas de entrada noCanadá. Por lá, as crianças vão adorar asatrações do Stanley Park e as aventurasde Capilano Bridge indo para a GrouseMountain.O Stanley Park é uma imensa área verderepleta de atrações. São bosques, praiasintocadas, jardins, áreas de lazer, pistasde patinação e corrida, totens indígenas,e muitas árvores centenárias que cabemuma pessoa em pé dentro de seu tronco.Lá as crianças tem um espaço dedicadosó para elas, com fazendinha, mini ferrovia,parque aquático e diversas piscinas(para ser curtidas no verão, claro).O nome pode parecer estranho, mas aponte é famosa no cinema. Você se lembrado Indiana Jones correndo em umaenorme ponte em “O Templo da Perdição”?E que tal o recente filme dos vampirose lobisomens brigando na floresta,em “Crepúsculo”? Pois é, ambos os filmesusaram a Capilano Suspension Bridgecomo locação e foram sucesso de bilheteria.É mais um dos parques incríveis doCanadá com espaços dedicados apenas àscrianças. Um dos passeios mais procuradosé o Treetop Adventure.São sete pontes suspensas em meio asárvores do parque, que aos poucos vãose afastando do chão, chegando a até 30metros de altura, proporcionando umaperspectiva única da floresta. As criançasadoram e os adultos também.Mas para se aventurar na neve, a melhoropção é a Grouse Mountain há menos de1 hora de carro de Vancouver. Tem pistasde patinação no gelo, trilhas na neve(Snow Shoeing), trenós com cachorros,pistas de ski e snowboard, tirolesa e muitomais.DICAS ÚTEISEnquanto você se diverte em GranvilleIsland, a loja Kids Market é especialistaquando o assunto é entretenimentoinfantil. É praticamente um mini-shoppingonde as crianças vão passar horasentretidas com tudo que tem lá dentro.Bem pertinho de Stanley Park está oVancouver Aquarium que fascina pessoasde todas as idades. Aquários comenormes animais marinhos vão entretertoda a família. É um passeio de aproximadamente2 horas que vale muito apena.Estando hospedado em Vancouver épossível visitar a Capilano SuspensionBridge com transfer grátis! Os pontos deembarque são: Canada Place Way pertodo Quiosque de Informações, MelvilleStreet na entrada do Hyatt Hotel e HotelBlue Horizon, em 1225 Robson St.Em Grouse Mountain não deixe de fazero passeio com as renas. Se você for próximoao Natal, eles tem até uma casinhacom o Papai Noel e as renas para as criançastirarem fotos.


WHISTLERDICAS ÚTEISEm Whistler, além da tirolesa no meioda floresta e das milhares de pistas deski e snowboard também é possível fazerpasseios mais radicais. O de Snowmobileé bem divertido. São como os jet-ski, sóque na neve.Diversas trilhas podem ser feitas comSnowshoe nas montanhas (que sãoaquelas “raquetes” nos pés para andarna neve. E tem também o Bungee Jumpsobre o rio congelado para os super radicais!O café da manhã servido no PortobelloMarket é dos deuses! Ele fica anexo aohotel The Fairmont Chateau Whistler. Seestiver em busca de um jantar românticoa dois, o The Chalet é o melhor lugar paracelebrar um momento especial com fonduee vinhos das melhores safras.A cidade de Whistler fica a cerca de duashoras de distância de Vancouver e possuiuma das rotas mais cênicas que vocêjamais sonhou, a Sea to Sky Highway.Já haviam me dito: “A estrada de Vancouverpara Whistler é um espetáculo aparte. Não durma!”. Eu estava ansiosopara ver e posso garantir que não pregueios olhos nem por um minuto. Sãodezenas de montanhas, lagos, represas,e até cachoeiras. Um visual incrível!Todo branquinho coberto de neve.Em Whistler, os pequenos também possuemdiversas opções de diversão. O lugaré o point dos esportes de neve e umdos melhores do mundo para praticarski e snowboard, tanto para os adultosquanto para as crianças. Por ter sediadoas Olimpíadas de Inverno em 2010, ainfraestrutura herdada é deslumbrante.São diversas opções de pistas e atrações.Um dos passeios mais procurados porlá são o circuito de tirolesas nas árvorescheias de neve e um rio congelado. Umcenário espetacular na base das montanhasde Whistler que atraem criançase adultos a procura de emoção. A segurançaé total e absoluta. A ZiptrekEcotours é a empresa responsável quecoleciona prêmios desde a sua inauguraçãoem 2002.Ao redor da pequena cidade é possívelfazer diversas trilhas, todas bem sinalizadase seguras. Mas são os passeiospelas gôndolas de Whistler e Blackcombque realmente impressionam. Mesmoque você não vá esquiar (o que eu achoum desperdício), só o passeio pelas gôndolasjá valem a subida.Uma vez lá em cima não deixe de fazeroutro passeio que liga o pico da montanhade Whistler ao pico da Blackcomb.A Peak 2 Peak Gondola é simplesmentedeslumbrante. São 4,4 km comuma vista panorâmica de 360 ​grausde toda a região. Tanto os pequeninosquanto os grandalhões vão delirar coma aventura.As escolinhas de ski e snowboard estãopresentes em todos os lugares de Whistler.É possível ver filas de crianças comseus instrutores pela montanha. Façasua inscrição e aproveite!


BANFFBanff é o destino favorito para os praticantesdos esportes de inverno, e conhecero famoso Lake Louise congelado éum passeio obrigatório. Ele é o símboloda magia e beleza no coração das MontanhasRochosas Canadenses. Um curtovoo de Vancouver (aproximadamente 2horas de duração) te leva até Calgary, ede lá com mais 2 horas de carro chega-sea Banff. O cenário da estrada é inspiradore único!Se você gosta mesmo de esquiar, emBanff a sua experiência de inverno seráainda mais incrível. Existem day-passespara adultos e crianças onde você podevisitar todas as estações de ski da regiãousando um transfer gratuito. Simplesmenteperfeito, não é mesmo? Banfftambém possui atrações para as criançasse sentirem livres e independentes,assim como Whistler e Vancouver. Comoem todas as grandes estações de ski,você também pode contratar aulinhasparticulares ou em grupos para elas teremas melhores experiências de neve.E que tal se hospedar em um super hotelno Parque Nacional de Banff que faz partedo Patrimônio Mundial da UNESCOe fica dentro da pista de ski e snowboardna montanha? Essa facilidade fazde você o primeiro nas pistas todas asmanhãs se ficar no The Sunshine Village.Bem ao lado do hotel há uma outra áreacom lojas e restaurantes, onde é possívelcontratar aulas, alugar equipamentos eroupas, fazer compras, refeições ou apenasdar uma paradinha para esquentar etomar uma bebida quente.DICAS ÚTEISA cidade de Banff é simplesmente encantadora.Você vai se apaixonar. O visualao redor de onde ela está inserida é impressionante.Tem toda a infraestruturanecessária para atender turistas ávidospor se aventurar pelas montanhas, trilhase lagos surpreendentes da região.Existem diversos tipos de passes paraas estações de esqui. Você pode escolherpasses diários, semanais, mensais e atépara toda a temporada. Compre online:https://store.skibanff.com. E se vocênunca praticou, não tem problema. Alugueseu equipamente e contrate aulas deski e snowboard por lá mesmo e seja felizna montanha.Para os apreciadores de uma boa cerveja,o The Banff Ave Brewing é a única cervejariade Banff. Toda a cerveja servida éfeita lá mesmo com água pura que vemdireto da montanha. Gostoso para curtirna companhia dos amigos. Faça o tourpara conhecer a cervejaria que funcionano próprio local e peça uma tábua de degustaçãopara começar os trabalhos danoite.


LAKE LOUISEDICAS ÚTEISA estação de ski Lake Louise Ski Area éuma das mais procuradas por famíliascom crianças devido a qualidade e diversidadeda infraestrutura oferecida. Oacesso é fácil e o transporte é gratuito sevocê estiver com os passes de ski. Essespasses podem ser comprados em Banffou pela internet.Se puder, vá almoçar um dia no TheStation Restaurant. É um requintadorestaurante que funciona em um vagãode trem e serviu de cenário para o filmeDr. Jivago. Vale a pena.Faça também uma visitinha ao belíssimoThe Fairmont Chateau Lake Louise paratomar algo quente no restaurante quetêm vista para o lago. De um lado estãoas montanhas, e do outro, o glaciar e ofamoso Lake Louise.Um cenário ainda mais espectacularespera por você em Lake Louise. A paisagemé linda e inspiradora. Tambémlocalizado no coração do majestoso ehistórico Parque Nacional de Banff,Lake Louise é um cenário que pareceter saído de filmes de fantasia.Com pistas espalhadas nas quatrofaces da montanha, o Lake Louise SkiArea é uma das maiores estações deesqui da América do Norte. O layoutúnico permite que as famílias e gruposde diferentes habilidades possam esquiarjuntos. Há pistas para crianças eesquiadores iniciantes, intermediáriose experts. É mais uma das estações daregião que podem ser acessadas com ospasses.Porém, em Lake Louise a grande atraçãono inverno é o lago congelado eo passeio em volta dele. É possívelpatinar no gelo, jogar hockey e fazermanobras radicais no gelo. Ao redor dolago você irá descobrir ângulos incríveise avistar animais como coelhos,raposas, águias, esquilos e muito mais.


Para finalizar...Vale lembrar que todos os restaurantes quevisitamos no Canadá possuem uma grandediversidade de opções no cardápio para ascrianças. Sempre com opções leves, saudáveise com ótimos preços.E se mesmo com tantas opções, suas criançasnão quiserem fazer nada, o simples fato deestar na neve já é motivo de sobra para diversão.Que tal construir castelinhos e bonecosde neve? Ou ainda brincar de jogar bolas deneve? Ou procurar coelhos e avistar pássaros?Assistir ursos dormindo através de câmerasinstaladas em cavernas? Correr atrás de esquilospor entre as árvores?Independente da idade tenho certeza quequalquer criança se diverte no Canadá. Atraçõespara elas é o que não faltam. Isso semfalar nos adultos que voltam à infância numestalar de dedos, não é mesmo?INFORMAÇÕES ÚTEIS- PRECISO DE VISTO E PASSAPORTE PARA VISITAR O CANADÁ?SIM! O serviço do VAC (www.csc-cvac.com) é a solução! Ele está presente noRJ, SP e DF, e também pode ser solicitado através do correio e internet.- PRECISO SABER FRANCÊS PARA CONHECER O CANADÁ?Não, mas se você for para a costa leste é interessante saber algumas palavrinhaspara um primeiro contato. Depois você engata no inglês. Isso abrirámuitas portas.- É PRECISO LEVAR MINHAS ROUPAS DE NEVE OU POSSO ALUGARLÁ?Caso você seja um frequentador de lugares com frio/neve o ideal é ter suaspróprias roupas, caso contrário os hotéis, resorts e lojas na região têm oequipamento completo para alugar.- QUAL A VOLTAGEM E COMO SÃO AS TOMADAS PARA CARREGARMEUS GADGETS?A voltagem no Canadá é 110v e as tomadas são aquelas de barras achatadase paralelas. Leve seu adaptador universal para garantir.- PROTETOR SOLAR, LABIAL E HIDRATANTE? É PRECISO NO FRIOTAMBÉM?Sim. Use sempre que estiverexposto ao sol, principalmentedurante a prática de esportes naneve. Tenha sempre um protetorlabial no seu bolso!- É OBRIGATÓRIO SEGURO/ASSISTÊNCIA VIAGEM?Não é obrigatório para entrar noCanadá, mas é recomendável.Dica: alguns cartões de créditotambém oferecem seguro casovocê tenha comprado a sua passagem com eles.- O CELULAR FUNCIONA POR LÁ? TEM WI-FI EM TODOS OS LUGA-RES?Sim, porém fique atento às taxas abusivas e exorbitantes da sua operadorapara roaming internacional. Diversos hotéis disponibilizam ligações viaVOIP de graça. Use e abuse das redes Wi-Fi Grátis.- BRASILEIRO É BEM VISTO NO CANADÁ?Sim. Muito bem visto. O canadense é um povo bastante receptivo e caloroso,tais como nós brasileiros. Fique a vontade para falar que é do Brasil ereceberá um grande sorriso em troca.Maurício Oliveira do Trilhas e Aventuras viajou a convite do CTC (Comissão de TurismoCanadense) para viver experiências de inverno no Canadá. Todas as matériaspodem ser encontradas em http://Canada.trilhaseaventuras.com.br


FOTO: DANIEL CONCEICAO6 BLOGUEIROS CONTAM ONDE E COMO FOIESQUIAR OU FAZERSNOWBOARDPELA PRIMEIRA VEZwww.aprendizdeviajante.com• 66 • @aprendizviajant


SERRA DA ESTRELA, PORTUGALFernanda Castelo Branco - http://www.vontadedeviajar.com/Durante o intercâmbio em Portugal, fui passar umfim de semana de inverno na Serra da Estrela comos amigos da faculdade. Nos hospedamos na Pousadada Juventude da cidade de Covilhã, um albergueno alto de uma montanha a 1520 metros de altitude,de onde se tinha uma vista linda sobre a serra.Com instalações espaçosas e lounge com salão dejogos, a Pousada é um bom lugar para socializar euma ótima opção para quem viaja em grupo, mastambém tem suítes para casais.Nas estações, além do ski e do snowboard, asaventuras incluem o snowpaint, uma espécie depaintball na neve. As noites da Serra da Estrelaterminam na discoteca Companhia Club, na Ruada Indústria de Covilhã. Já na estrada de volta, adica é dar uma paradinha no município de Seia paravisitar o Museu do Pão, onde se pode aprender tudosobre o processo de produção dessa especialidadeportuguesa. Vale aproveitar para almoçar no restaurantedo museu e apreciar outras delícias serranas,como o queijo ovelha curado, o chouriço e o mel.Thais Costa - http://www.viagememcena.comVALE NEVADO, CHILEVisitei o Valle Nevado, no Chile, em junho de 2013. Para mimfoi uma experiência incrível, pois além de ter sido a primeiravez que eu esquiei, pude também curtir o visual lindíssimoda Cordilheira dos Andes. Passei somente o dia no centrode esqui e me hospedei em Santiago, no The Aubrey HotelBoutique, que, por sinal, recomendo bastante.Quando fui, os hotéis do Valle Nevado ainda não estavamabertos, pois a temporada de inverno tinha acabado de começar.Foi bem simples chegar, pois há algumas empresasque realizam esse transfer, facilitando a vida dos turistasque não estão acostumados a dirigir na neve, ainda maiscom curvas bem sinuosas. A distância também não é tãogrande, são 60km da capital. Como sou iniciante, preferi fazeruma aula em grupo antes com um dos professores queauxiliam os praticantes. E para repor as energias depois detanto esquiar, escolhi comer um lanche no restaurante BajoZero, o mais próximo das pistas. Muito bom, mas com preçosum pouco altos.Recomendo o Valle Nevado a todos que gostam de esquiar,pois há uma infra-estrutura muito boa para todos os níveisde praticantes, incluindo crianças, e é muito bonito.www.aprendizdeviajante.com• 67 • @aprendizviajant


USHUAIA, ARGENTINADebora Garcia e Luiz Kreile - www.revistadeviagem.netO nosso destino escolhido para esquiar e fazer snowboard pelaprimeira vez foi Ushuaia, na Argentina, durante uma roadtrip.Depois de 20 e poucos dias viajando, foi emocionante finalmentechegar ao nosso destino branquinho, coberto de neve.Primeira parada: Glaciar Martial. O que nos atraiu foram as aulasde esqui e snowboard a preços acessíveis, a proximidade com acidade de Ushuaia e o fato da pista de descida ser para iniciantes.Diferente dos outros centros invernais na região, o GlaciarMartial só tem uma pista de descida mas para nós, marinheirosde primeira viagem, foi suficiente. Depois de uma aula, lá estavaLuiz descendo a montanha sozinho. Que medo!Nós passamos cinco dias muito agradáveis no Antactica Hostel(www.antarcticahostel.com - Antártida Argentina 270, 9410Ushuaia, Argentina), um albergue bem localizado e com ótimaestrutura. Alugamos um quarto privado bem espaçoso, com umacama confortável e piso aquecido.Em uma de nossas andanças, cruzamos com La Cantina Fueguinade Freddy ( Av San Martín 318, Ushuaia, Argentina), um restaurantepequeno mas bastante conhecido na cidade principalmentepor suas lagostas vivas expostas na vitrine. Não teve jeito, tivemosque entrar e provar um King Crab. Aprovado!Ushuaia oferece muitas opções de lazer no inverno (e no verão).Vale a pena dar uma chance a cidade mais austral do mundo e carimbarseu passaporte com o carimbo do “Fim do mundo”! Vocêvai se surpreender!www.aprendizdeviajante.com• 68 • @aprendizviajant


Cláudia Pelegrini - http://www.a4pes.com.brBARILOCHE, ARGENTINAO Cerro Catedral, em Bariloche, foi nossa escola por doisdias em agosto de 2013 e tivemos a sorte de lindos dias desol, estava realmente agradável para as primeiras quedas emuitas risadas. Fomos sempre na parte tarde, pagando meioperíodo. Além de adorar o snowboard, as cafeterias tambémme conquistam, nada como um bom chocolate quente paraaquecer, e lá tem boa opções para um lanche, almoço e atémesmo bares para um drink/cervejas.Ficamos hospedados no Achalay Hostel, no centro turísticode Bariloche, um clima bem família e de muitos brasileirosnesta época do ano. Você não pode sair da cidade sem conhecero restaurante La Fonda del Tio e a chocolateira RapaNui, para mim, a melhor da cidade. Um passeio fácil e muitobonito é subir caminhando no Cerro Campanário, de lá vocêtem uma vista privilegiada de toda cidade e seus arredores,e de graça; se você gosta de bicicleta, alugue uma e não deixede fazer o Circuito Chico, lindas paisagens de Bariloche paravocê conhecer e não esquecer.LAS LEÑAS, ARGENTINADaniel Conceição - http://www.umhomemprecisaviajar.com.brFui chamado por alguns amigos para passar uma semana na estação deLas Leñas, Argentina, e aceitei - seria minha primeira viagem dedicada aesquiar!Las Leñas fica relativamente próxima a Mendoza e Santiago do Chile e oaeroporto mais próximo é o da cidade de San Rafael, Argentina. Entretanto,não fica tão próxima assim, e a maioria dos esquiadores se hospeda naprópria estação, diferente de Cerro Catedral (Bariloche) ou Valle Nevado(Santiago).A rotina numa estação de esqui é acordar cedo e ir para as pistas, voltandosó no fim da tarde. Com o passar do tempo fica cada vez mais difícilacordar cedo devido ao cansaço e dores oriundas dos tombos… Mesmoassim cumprimos nosso papel e fomos bravamente às pistas durante osseis dias que ficamos por lá. Existem três restaurantes nas pistas e maisalguns na base da estação como opções para o almoço, e a noite eles oferecembons pratos para o jantar, mas com preços altos, principalmentepara os padrões argentinos. Para economizar é possível comprar comidano mercadinho de lá e fazer no hotel.Outra forma de diversão em Las Leñas são os bares/boates. Lá pras duasda manhã alguns restaurantes “se transformam” em boates e galera queagüenta cai na noitada. O UFO Point é o mais famoso deles.O restauranteBrasero oferece um happy hour a partir das 16:30h com karaokê ao vivo.Boa opção para tomar um vinho ou cerva e ainda cantar uma musiquinha.Depois de um dia de esqui e cheio de relaxante muscular na ideia, é umaboa pedida e mais fácil que cair na noite ás duas da manhã!www.aprendizdeviajante.com• 69 • @aprendizviajant


COLORADO, CHILEMauro César Noskowski - http://www.meulimite191paises.comEstávamos hospedados no Hotel Victória no centro de Santiago e dalicom um micro ônibus seguimos até a Estação de Ski Colorado. Lá iriarealizar meu sonho de esquiar. Locamos o equipamento e na sequência,já me sentindo um robô, calçamos as duras botas e as fixamos nas tábuas(pranchas) de ski e para finalizar mal conseguindo ficar em pé nosentregaram os bastões. Feliz da vida me sentindo o Pateta com enormespés, passo a passo seguimos até a pista escola, ali ficamos caindo ecaindo o tempo todo até encontrarmos o equilíbrio, deslizei por uns 50metros de pista e já acreditei que estava pronto para vencer a montanhade neve.Fizemos amizade com outros brasileiros, inclusive uma era de minhacidade. Ela incentivou e juntos fomos em direção ao teleférico, observeicomo ela fez e a segui. Subindo a montanha o frio é muito grande, onariz congelou, o rosto parece que vai estilhaçar e o dedo dos pés já nãoos sentia. A subida é lenta, parece que nunca chegarei ao topo e sentadopode-se observar os esquiadores a deslizar pela branca neve, parecemuito fácil.O teleférico não para ao chegar ao topo, você deve se posicionar e seguiresquiando para forra da estação, ali já fui de cara ao chão. Em pé novamentefui bem devagar para o local de onde começaríamos a descer, osusto foi por demais. A montanha é enorme, parece que iria me engolire eu congelei até os neurônios, não conseguia me movimentar, mas demedo.A brasileira experiente dizia: “venha, é fácil, é só ir em zigue zague, veja”e lá se foi ela montanha abaixo e eu ali paralisado e agora sozinho. Tenteiseguir em linha reta pelo topo e lá fui eu novamente com a cara naneve. Tentei novamente e o medo só aumentou. Destravei as botas daspranchas e com elas na mão fui em direção de onde as pessoas sobempelo teleférico e disse ao responsável que queria descer e ele respondeuque era impossível, que teria que descer esquiando, meu Deus e agora?Expliquei a ele a situação, ele se comunicou com o pessoal na base pelorádio e diminuíram a velocidade do teleférico para que eu pudesse embarcar.Sentado na cadeirinha com o equipamento em mãos fui descendo, erao único que descia, pois todos descem esquiando e eu ali com o equipamentonas mãos a observar os esquiadores e é claro pagando mico. Adescida foi tranquila, o vento estava forte e congelava, mas não tinha oque fazer, tinha que seguir em frente. Quando cheguei à base novamentefui com a cara na neve, outro tombo e o equipamento se espalhou,como o teleférico não para e sem o equipamento nos pés, o tombo foicerteiro.Recuperado dos tombos e do mico, entreguei o equipamento, reencontreimeus amigos e um chocolate quente reanimou meus neurônios.Para finalizarmos ficamos brincando na neve, pois todo o turista é igual,somente muda de endereço.www.aprendizdeviajante.com• 70 • @aprendizviajant


O MUNDOCONGELADO DAUPPER PENINSULATexto e Fotos: Luciana MisuraImagine uma floresta silenciosa com árvores altíssimascobertas de neve, o único som que vocêouve ao caminhar é o das suas próprias botas entrandona neve fofa. Quando a temperatura sobe um pouco,o pinga pinga das estalactites de gelo derretendo nobeiral do telhado da sua cabana de troncos pode ser ouvido.Um esquilo procura algo para comer perto da cabana.Esse mundo congelado fica no norte do estado de Michigan,na fronteira entre EUA e Canadá, e se chama Upper Peninsula.www.aprendizdeviajante.com• 71 • @aprendizviajant


Trilha em Tahquamenon Falls State Park: quer ver neve?Esta península entre 3 dos Grandes Lagos(Lago Superior, Lago Michigan e Lago Huron)é praticamente desabitada, cobertapor florestas temperadas que ficam dentrode parques nacionais e estaduais. O invernopor ali chega com muita neve e gelosempre (ainda em novembro), e é diversãogarantida para quem quer brincar na nevee ver paisagens congeladas incríveis. Nãopense que a Upper Peninsula é pequena:são 510 km de comprimento (leste-oeste,fazendo fronteira a oeste com o Wisconsin)e a largura (norte-sul) varia até 201km! Você vai precisar de alguns dias paracobrir essas distâncias, principalmente sequiser aproveitar pra se hospedar dentrode um dos parques.A forma mais fácil de chegar é de carro,a partir de Detroit, são 4 horas até MackinacCity, que é a “porta de entrada”mais prática. Você vai atravessar a pontede mesmo nome, Mackinac Bridge, queliga a Lower Peninsula (onde fica Detroite a maioria da população de Michigan) àUpper Peninsula. E aí é só escolher o tipode paisagem que você quer ver: cachoeirascongeladas (ou quase) como TahquamenonFalls, Munising Falls, Miner Falls; asfalésias coloridas no Lago Superior quefazem parte da Pictured Rocks NationalLakeshore, com formações rochosaslindíssimas; se hospedar em uma cabanade troncos dentro da Hiawatha NationalForest; fazer um passeio em um trenópuxado por cachorros (dogsledding), quepode ser apenas de um dia ou muitos,atravessando a península e acampandono meio da floresta gelada. As estradasprincipais ficam abertas para os carros,mas muitas estradas menores ficam fechadaspela neve, e são apenas acessíveispilotando um snowmobile (um trenó commotor, pense num jetski para a neve), queos nativos adoram e você pode alugar. Seanimou para encarar o frio e curtir essapaisagem branquinha? Vou contar comoforam os nossos 3 dias na Upper Peninsuladurante o inverno.No total a viagem durou 5 dias – um prair, 3 na Upper Peninsula, e um para voltar– o primeiro dia foi dirigindo de Detroitaté Mackinac City e passamos a noite lá.Mesa e bancos de picnic cobertos de neve em Tahquamenon Falls State Parkwww.aprendizdeviajante.com• 72 • @aprendizviajant


Tahquamenon Falls, a caminho das Lower FallsNo segundo dia nós atravessamos aponte e entramos na Upper Peninsula.Começamos a explorar o lado leste, indoaté Tahquamenon Falls, que é a maiorcachoeira de Michigan. A cachoeira ficadentro do Tahquamenon Falls StatePark, e o parque tem trilhas que podemser usadas em qualquer época do ano.Nós fomos na semana entre Natal e AnoNovo e ficamos impressionados com omovimento de gente fazendo cross-countryski (skis para caminhada, e não paradescidas) ou snowshoeing (já viram aquelesdesenhos onde as pessoas parecemusar umas raquetes amarradas nos pés?São esses!).Nós estávamos caminhando mesmo, comnossas botas de neve pesadas, e ficamosnas trilhas demarcadas. Fomos andandoaté as Lower Falls, que não tem tanta graça,mas a trilha coberta de neve já é muitolinda. Depois dirigimos até o início da trilhapara as Upper Falls, que é a cachoeiragrande – e a paisagem estava fantástica! Orio praticamente congelado, mas a cachoeiranão, a água descia por baixo do gelo eda neve. O vapor d’água que subia se condensavanas árvores ao redor e congelava,cobrindo os galhos de gelo.Almoçamos na cidade de Paradise, aliperto, bem simples (aliás, tudo na UpperPeninsula é bem simples e rústico, nãoespere luxo). Levamos duas horas paradirgir até onde iríamos passar a noite, porconta de uma chuva que estava criandogelo na estrada, então fomos bem devagar.Pra quem se preocupa em dirigir comgelo e neve, Michigan é uma beleza – amaioria das estradas é prontamente limpaquando neva, e quando tem neve ou geloacumulado, é só ir devagar – o terreno,plano, ajuda muito. Encerramos o dia alugandouma cabana de troncos na HiawathaNational Forest, parecia que estávamosem outro mundo, muito distante doque a gente conhece.Tahquamenon Falls, Upper Fallswww.aprendizdeviajante.com• 73 • @aprendizviajant


Nossa cabana na Hiawatha ForestAcordamos na manhã do terceiro diacom uma surpresa, a temperatura tinhasubido para 1 grau positivo. A chuva dodia anterior lavou a neve das árvores, e apaisagem não estava tão incrível quantono dia anterior.Fomos até a casa do Fred e da Jenniferdo Wilderness Trail Outfitters parafazer o passeio de trenó puxado peloscachorros, eles são os donos dos cães eguias para os passeios. Eles tem mais de50 cães! Acho que não preciso dizer que sevocê não gosta de cachorros esse passeionão é indicado, né? Você vai estar no meiode uma cachorrada latindo, brincando,dormindo, querendo carinho, tem de tudo(a maioria presos, alguns soltos). Elesselecionam os cachorros que vão puxaros trenós (6 cachorros para cada um dosnossos trenós, e 10 cachorros para o trenódos guias, que levam suprimentos) e oscachorros ficam enlouquecidos querendocorrer imediatamente, dando puxões, éum frenesi. Os guias ensinam os comandos:Stop (Pare), Stay (fique) e Pull Tight(para alinhar os cachorros na hora decorrer). Falam dos freios do trenó, e o quea gente vai fazer – o nosso passeio era deum dia, então a gente ia passear pela floresta,parar pra almoçar e depois voltar.Saímos em 4 trenós, duas pessoas emcada – eu e Gabe (ele “conduzindo” e eusentada), meus pais, meus sogros e otrenó dos guias. Nessa saída é bom ficaratento, porque os cachorros dão umpuxão super forte, o meu sogro caiu paratrás (ainda bem que foi na neve fofa!).Entramos na floresta e daí em diante erasó o silêncio da floresta congelada e obarulhinho dos cachorros correndo (e nãomais latindo).www.aprendizdeviajante.com• 74 • @aprendizviajant


Dogsledding!Não estávamos indo tão rápido quantopoderíamos, porque com a temperaturaacima de zero a neve estava derretendolentamente, o que diminui a velocidadedos trenós. Mas estava um dia lindo decéu azul, fomos apreciando a beleza dolugar e nem nos demos conta que já tínhamosandado por três horas quando paramospara almoçar (e o tempo fechou).Os guias fizeram uma fogueira e assaramos nossos pasties, que são como unspastéis de forno com recheio de legumese batata tradicionais da Upper Peninsula,e serviram chocolate quente. Alguns doscachorros descansaram um pouco, outrosestavam na maior algazarra pedindoatenção, e os cães do trenó do Fred supercomportados, deitadinhos. Ele escolhe oscães mais disciplinados e melhores corredorespara o seu trenó, porque ele passamuitas vezes dias atravessando a florestacom eles (acampando pelo caminho, inclusiveé um passeio que você pode reservartambém, se tiver coragem pra encararesse frio todo acampando). Dá para notarbem a diferença entre os cachorros!Depois do almoço foi hora de pegar atrilha para voltar ao ponto de partida, oque fizemos com tristeza. Com certeza umpasseio inesquecível! Nos despedimos dos“nossos” cachorros na saída, que estavammais comportados (leia: cansados).No quarto dia fizemos check-out da nossacabana e partimos rumo a Munising,cidade que tínhamos visitado no verãoe feito o passeio de barco por PicturedRocks National Lakeshore. O barco nãoPausa para o almoço - chocolatequente e pastiesMe despedindo de Summer e Stormwww.aprendizdeviajante.com• 75 • @aprendizviajant


As falésias de Pictured Rocks, Lake Superiorfunciona no inverno, então você tem queandar a pé ou de carro pela costa mesmo,o que não permite uma vista das falésiastão bonita quanto do barco. Foi impressionantever boa parte das rochas cobertaspor neve e gelo, tão diferente da paisagemcolorida do verão. De lá conferimos algumascachoeiras que também tínhamosvisitado antes: Munising Falls e MinersFalls, ambas semi-congeladas, suspensasno tempo. Para chegar nessas cachoeirasteria sido mais adequado alugar um snowmobile,mas felizmente não atolamos ocarro na neve (não aconselho ninguém afazer esse teste!).No quinto e último dia voltamos paraDetroit, tínhamos passado a noite novamenteem Mackinac City, e dirigimos as 4horas até a área metropolitana. Para quemtiver mais tempo, uma visita a MackinacIsland ali pertinho também é muitointeressante: no mês de fevereiro o Lagocongela entre Mackinac City e a ilha, evocê pode atravessar de snowmobile.A ilha é muito interessante: tem um forteconstruído pelos ingleses na época daGuerra de Independência dos EUA, quepode ser visitado; e a ilha é inteira tombadapelo Patrimônio Histórico, porqueas construções são todas preservadas ecarros não são permitidos, apenas cavalos,charretes e bicicletas circulam emMackinac Island (e os trenós no inverno!).Se o Lago ainda não estiver congelado,você atravessa de hidroavião (para 6 pessoas,$24 por pessoa). Durante os mesesquentes a travessia é de barco. Vale a penapassar uma noite em um dos Bed and Breakfastsem casas vitorianas de MackinacIsland, parece uma viagem no tempo.Munising Falls, quase congeladaswww.aprendizdeviajante.com• 76 • @aprendizviajant


PRIMEIRO GUIAAPRENDIZ DE VIAJANTEFinalmente, nosso primeiro guia! Depoisde muitos meses de trabalho, pesquisa, ediçãoe design, ficou pronto o primeiro GuiaAprendiz de Viajante, o Guia de Detroit. Sevocê vai a Michigan, Detroit é a sua porta deentrada e você vai se surpreender quandodescobrir a quantidade de coisas interessantesque a cidade oferece.A cidade que costuma aparecer nosnoticiários sempre com notícias ruins,está com muitos projetos turísticos emandamento, novos restaurantes e hotéis,eventos interessantes e tem inúmerasatrações para quem gosta de arte, história,música e é claro, carros. E com muitasopções de shoppings e outlets na áreametropolitana, ninguém precisa deixar ascomprinhas de lado.Para quem vai a Chicago ou Toronto, muitasvezes Detroit é uma opção de vôo maisbarata, por ser um hub da Delta, e o restoda viagem pode ser feito de carro, em boasestradas.COMPRE JÁ o Guia de Detroit Aprendiz deViajante, 98 páginas com muitas fotos einformação, para ler no computador, celular,tablet, onde você quiser.www.aprendizdeviajante.com• 77 • @aprendizviajant


ROADTRIPUM FIM DE SEMANA EMCAMPOS DO JORDÃOTexto e fotos: Edson MaieroCampos do Jordão é famosa como destino de inverno, principalmente durante o mês de julho, quando ela é invadidapor milhares de turistas, que querem acompanhar seu famoso Festival, com muitos shows de música clássica,fazer compras nos Shopping Centers, muitos montados exclusivamente neste período, e é claro, desfrutar daculinária e romantismo da cidade.Mas acredite, Campos do Jordão é uma cidade para ser visitada durante todo o ano. Alias, é justamente fora dos feriadose da alta estação que podemos aproveitar melhor tudo o que ela tem a oferecer. Para provar isto, darei algumas dicas parapassar um final de semana lá, independente da estação do ano.www.aprendizdeviajante.com• 78 • @aprendizviajant


ondinho a5 cortando a cidadelago no horto florestalárvorismo no horto florestalrestaurante baden badenCampos do Jordão é acidade mais alta doBrasil, localizada a 1628metros de altura naSerra da MantiqueiraSaindo de São Paulo são pouco mais de 2 horasde estrada até Campos do Jordão e as estradassão muito boas, com belas paisagens. Primeiropegamos a Rodovia Ayrton Senna, emendamosna Carvalho Pinto e finalmente chegamos naSP-123, Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro,que nos deixa em Campos do Jordão. Localizadana Serra da Mantiqueira a 1.628 metros dealtura, Campos do Jordão é a cidade mais altado Brasil.O ideal é chegar na sexta-feira a noite, e jantarem um dos inúmeros restaurantes da Vila Capivari,o centro turístico de Campos do Jordão.Todos eles oferecem pratos saborosos, uma dasopções é ir ao Baden Baden ($$), o restaurantemais famoso da cidade. Lá você pode pedir umalinguiça recheada com provolene, especialidadeda casa, e se a noite estiver fresca, escolherum Fondue: queijo, carnes ou chocolate, vocêdecide. Para beber não deixe de provar a cervejaBaden Baden, uma verdadeira instituição dacidade. Outra opção é o Churrasco ao Vivo ($$),uma churrascaria a la carte que oferece diversoscortes de carne, como o Bife Chorizo, Carréde Cordeiro e Leitão ao Fogo de Chão, e que emmuitas noites oferece um show ao vivo.Na manhã de sábado é hora de sair pela cidadepara respirar o ar puro da montanha. Paracomeçar uma boa pedida é ir ao Horto Florestal.Localizado a 15 quilômetros do centro, éum ótimo lugar para caminhar e interagir coma natureza e esquecer o stress e poluição dacidade grande. Você pode alugar uma bicicleta,praticar arborismo, caminhar por uma das 5trilhas do parque ou se preferir, apenas sentar àbeira do lago e deixar o tempo passar.Depois da visita ao Horto Florestal, hora dealmoçar! Dentro do próprio parque, existe umrestaurante que oferece opções de carne, peixese aves, a preços muito convidativos ($). Masse você prefere algo mais elaborado, existemdiversas opções de restaurantes pela região,os meus favoritos são o Costela no Bafo($$),com diversas e saborosas opções de costela epicanha, o Restaurante do Elio($$$), com umaseleção de carnes e massas e o Krokodilo($$),que além de uma opção self-service, com comidaem forno a lenha, também oferece carnesexóticas, como o jacaré e javali. Seja qual for awww.aprendizdeviajante.com• 79 • @aprendizviajant


caminhada pedra do baúzinhoteleférico morro abaixopedro do baú vista da rampa de saltosua escolha, em qualquer um deles você terá um excelente almoço.Após o almoço, vamos voltar para Capivari e conhecer um poucodo bairro mais badalado de Campos do Jordão. Lá você encontradiversos bares, restaurantes, shopping centers, lojas com excelentesmalhas, e é claro, chocolate. Não deixe de visitar a PraçaCapivari, e se você tiver sorte, ver um show gratuito na ConchaAcústica. Durante o Festival de Inverno estes shows são praticamentediários, e no restante do ano acontecem esporadicamente.Da Praça Capivari, caminhe até a estação de trem e faça umdos passeios de bonde ou na elegante Baronesa, uma simpáticalocomotiva a vapor, que marca sua presença na cidade com suafumaça e seu apito inconfundível.Agora que você já passeou de trem, é hora de andar no teleféricoque sobe até o Morro do Elefante, de onde temos uma excelentevista de Capivari. O que deixa a desejar no passeio são os cadeirasindividuais. Seria muito mais romântico se fossem cadeirinhasduplas.Depois de um dia cheio, o jantar precisa ser caprichado, e a Arteda Pizza ($$) é o lugar ideal para um jantar romântico ou emfamília. Ela fica no Grande Hotel, um Hotel-escola do Senac, etanto o serviço, como o sabor são impecáveis. Para mim a pizzade alho-poró é a campeã.O tempo passou voando, e já estamos no domingo. A nossa primeiraparada é a Pedra do Bauzinho, distante 20 km de Capivarie que na verdade fica na cidade vizinha, São Bento de Sapucaí.Após uma trilha de baixa dificuldade, temos uma vista de tirar ofôlego do vale abaixo e da famosa Pedra do Baú, com seus 1950metros de altura.Na volta da Pedra do Baú a sugestão é um almoço rápido noPastelão do Maluf, em Capivari, parada obrigatória por aqui.Você pode escolher diversos recheios para seu pastel de 32 cmde comprimento. Mesmo se estiver de regime, não perca estaoportunidade, e divida o pastel com sua companhia.Uma ótima opção para esta tarde de domingo é visitar o MuseuFelícia Leiner. Isto mesmo um museu, mas um museu a céuaberto e que também é a sede do Auditório Claudio Santoro,onde acontecem apresentações do Festival de Inverno e diversosshows ao longo do ano. Este museu é na verdade um parque, enos seus jardins temos diversas estátuas em concreto branco eferro fundido, todas obras da artista que deu nome a ele.Infelizmente nosso final de semana esta chegando ao fim, maso lado bom é que Campos do Jordão fica bem pertinho e dá paravoltar diversas vezes durante o ano. Além disto, existem muitasoutras opções de lazer e restaurantes por lá e você só precisa revisitaro que realmente gostou, do contrário dá para se conhecernovos locais nos outros finais de semana que certamente vocêvai querer repetir a visita.ONDE SE HOSPEDARCANADA LODGE ($$$): uma pousada temáticasobre o Canadá, localizada a quatro quadras de Capivari,super charmosa e que vive sempre cheia. Sendoassim, faça sua reserva com antecedência. Não é suaopção caso você tenha um cão e queira viajar comele, pois eles não são aceitos.CONSTELATION ($$): outra pousada temática,desta vez com foco na aviação. Com 20 suites confortáveise preparadas para o inverno, esta localizada aalguns quilômetros de Capivari, o que lhe obrigará adirigir até lá. Aceita cães.REFUGIO COMODO ($): um lugar para se sentirem casa, com agradáveis chalés e o toque pessoal dafamília Comodo. Esta localizada a alguns quilômetrosde Capivari, e você terá que dirigir até lá.www.aprendizdeviajante.com• 80 • @aprendizviajant


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Aurora Boreal na Islândia Foto: Luíza FerrariONDE VER AAURORA BOREALTexto: Claudia SalehVer a Aurora Boreal, que também é conhecida como “Northern Lights” é um dos itens favoritos nas listas de viajantes,inclusive na minha. Esse fenômeno natural deixa o céu colorido, com diversas formas. Se você também gostariade ver a Aurora Boreal de perto, veja nossas dicas para aumentar as chances de ver o fenômeno de perto e tambémdicas e a experiência de quem já foi.www.aprendizdeviajante.com• 82 • @aprendizviajant


Uma coisa é certa, como todo fenômenonatural, apesar de todas as previsões, nãohá garantia que vá acontecer e isso acabadeixando muita gente frustrada. Paraevitar que isso aconteça, o ideal é planejarbem e combinar a viagem com outras atividadesque você queira fazer no mesmopaís ou na área e se vir a Aurora Boreal,maravilha!O fenômeno conhecido como Aurora Borealou “Northern Lights” acontece quandopartículas do sol entram na atmosferaterrestre e durante o impacto, emitemgases que produzem luzes de cores diferentes- oxigênio produz verde e amarelo enitrônio produz a cor azul.Aurora Boreal em Tromso-Noruega Foto: Fernanda e Diego SanchesA área onde é possível ver a Aurora Borealfica no extremo Norte perto da áreaconhecida como Pólo magnético. Algunspaíses que ficam exatamente nesta áreasão onde se pode ver a Aurora Boreal.Para aumentar as suas shances de ver aAurora Boreal, em primeiro lugar escolhaum lugar onde elas acontecem mais comumente.7 LUGARES PARA VER A AURORA BOREAL1. Fairbanks, Alaska2. Tromsø, Noruega3. Reykjavik, Islândia4. Lapland, Polônia5. Kangerlussuaq, Greenland6. Jukkasjärvi, Suécia7. Whitehorse, Yukon, CanadaA melhor época para ver a Auroral Borealvai do fim de Setembro ao fim de Março,com os meses de Setembro e Março sendoos períodos de pico de atividades. É possívelver também do fim de agosto ao fimde abril em áreas como Alaska, Yukom noCanadá, Islândia e Norte da Escandinávia.Como a Aurora Boreal só aparece quandoo sol está bem escuro, o melhor períododo dia é entre 6 da noite e as 4 da manhã.Nos períodos intensos acontece por até 30minutos em intervalo.“A Islândia é grandiosa e impressionante.Não existe uma pessoa que não saia de lácompletamente encantada com tudo.Umasemana lá não foi suficiente para ver tudoo que o país tem a oferecer, e sem dúvidas,voltar está nos meus planos” disse LuizaFerrari do blog London Sô que visitou opaís no mês de março.“Fiquei hospedada no CenterHotel Klöpp,um ótimo hotel bem no centro de Reykjavik,mas depois percebi que teria sidomelhor ficar hospedada em outras cidadespara poder dar a volta no país sem ter queficar voltando para a capital todo dia.Para ver a Aurora Boreal na Islândia, épreciso apenas fugir das luzes da cidade eir para algum canto isolado alcançável emcerca de 30 minutos a partir do centro deReykjavik. No mês de Março a atividadesolar costuma ser mais forte, sendo omais indicado para quem quer presenciareste fenômeno.Para quem quer ver belas cachoeiras, geysersque explodem e podem chegar a 20metros, glaciares, uma lagoa glacial cheiade icebergs, praias de areia preta, paisagensde tirar o fôlego e ainda ver a AuroraBoreal de perto, a Islândia não poderiaser uma pedida melhor.” conclui Luiza.Helder e Lilian do blog Nerds Viajantesqueriam visitar alguns parques nacionaisamericanos, dentre eles o Denali. “Nossomaior interesse era ver as paisagens e osanimais que habitam por lá, principalmenteursos grizzly. O parque tambémabriga o ponto mais alto da América doNorte, o Mount McKinley.”“Para investir nos passeios resolvemoseconomizar na hospedagem. Escolhemosum quarto privativo mas com banheirocompartilhado em um albergue próximoao parque. No meio da primeira noite,tivemos vontade de ir ao banheiro e tivemosque sair do quarto em plena madrugada.Para nossa surpresa, o céu estavamuito iluminado. Luzes verdes dançavampelo céu criando um maravilhoso espetáculo!Fomos presenteados com a auroraboreal.” conta ela.Uma pena que por causa da surpresa e dofrio eles não conseguiram fotografar. “Nasnoites seguintes colocamos o despertadorpara acordar novamente de madrugada ever se conseguíamos ver a aurora novamente.Infelizmente, a sorte só nos brindouuma vez.”Mas ela não tem arrependimentos:“Apesar de não ter fotos, temosas belas imagens registradas em nossamemória para sempre!”www.aprendizdeviajante.com• 83 • @aprendizviajant


A Louise Elali do blog SOS Viagem, a Fernanda e o Diego Sanches do blog Viagens Across the World, e a Débora Giusto viram aAurora Boreal em Tromso, na Noruega. Veja como foram diferentes as experiências no mesmo país.“Escolhemos Tromso na Noruega depoisme muita pesquisa pela facilidade delocomoção. Sabíamos que era uma cidadebem pequena, e não esperávamos muitodo local em si, além da expectativa de vera Aurora, é claro. Mas acabamos gostandomuito da charmosa vila de pescadores quedeu origem ao lugar que, com mais de 70mil habitantes, nem é tão mínimo assim,espalhando-se por uma área considerávele várias ilhas. Nos sentimos em uma fantasiade inverno!Ficamos na parte antiga, que se organizaao redor de umas quatro ruas centrais,com uma lindíssima igreja de madeira aocentro e uma grande na praça onde estavaacontecendo uma competição de esculturasem gelo. Bem perto daí fica a bibliotecamunicipal, que é um prédio maiscontemporâneo, com grandes vidraças,e o museu do Ártico, no qual há relatosimpressionantes de expedições e uma ricaexposição sobre a vida naquela região.Fora da ilha principal há uma catedralcontemporânea muito bonita. O porto ébem colorido e abriga vários dos melhoresrestaurantes da cidade, a maioria compratos baseados em peixe: de um típicobacalhau norueguês a um sofisticadosushi.Ficamos três noites no lugar, para aumentaras chances de ver as luzes no céu. Acabamostendo este privilégio na segundanoite, quando fomos caçar a Aurora Borealem uma pequena excursão guiada porespecialistas. No final, ficamos com vontadede voltar, tanto no inverno para revera Aurora, quanto no verão para vivenciarum outro fenômeno natural do lugar: osol da meia-noite.”“Estivemos em Tromso na Noruega emMarço de 2012 e vimos a Aurora Borealem 3 das 4 noites em que ficamos nacidade. A cidade é bem pequena e charmosa,destaque para a arquitetura daCatedral de Tromso e do aquário Polaria.Apesar do frio, a noite há também algunspubs bem animados no centro da cidade.Nos hospedamos no Scandic Tromso quefica bem próximo ao aeroporto mas umpouco distante do centro da cidade. Umadica de um restaurante muito gostoso é oPeppe’s Pizza no centro da cidade.O legal para quem visita a cidade é queela tem uma estrutura bem legal parareceber turistas, principalmente os quevão em busca da Aurora Boreal. Sem falarque também faz menos frio que qualqueroutro destino boreal.Para encontrar a Aurora Boreal existemvárias agências que fazem o tour mastambém há a opção de alugar um carro ebuscar por conta.Nós alugamos um carro e acho que foiuma ótima escolha porque é fácil encontrarum bom lugar para ver a AuroraBoreal além de poder conhecer melhor aregião. Num dos dias em que estivemospor lá fomos até um pequeno vilarejo naFinlândia, indo pela “Northern LightsRoute” que é uma rota que começa naNoruega, passa pela Finalândia e terminana Suécia. A rota é cheia de bons lugarespara se ver a Aurora Boreal.”Depois de ler em alguns blogs, percebi queTromso na Noruega é uma cidade comestrutura e muitos empresas que fazem a“Caça a Aurora Boreal”.Só sabia que precisaria de um céu abertoe sorte. No 1º dia vi o céu estrelado desdeas 17hs, tinha certeza que veria.Bom, depois de algumas explicações do“guia”/ “caçador” de Aurora Boreal, percebique a coisa era mais difícil do que euimaginava. Mas não tinha como voltaratrás, os três passeios noturnos, com trêsempresas diferentes para caçar a AuroraBoreal estavam pagas, algo eu teria quever.Na primeira noite vi o que era caçar aAurora, o guia dirige até um local que nãotenha luzes por perto, sem nuvens , quepossamos ver em todas as direções (quase180 graus). Depois de uma hora ele mostraalgo no céu, e começamos ver umaformação verde, que foi aumentando parao lado. E isso era o inicio de uma AuroraBoreal, que de repente acabou.Na segunda noite, paramos em doislugares e os guias disseram que a visibilidadenão estava boa, voltamos ao onibus,e o motorista dirigiu até a Finlandia. Vimenos que a primeira noite.Na terceira noite, já sabia que seria difícilde ver algo, o céu estava cheio de nuvense ventando bastante. Paramos num pontoe esperamos. Minha ultima noite e não vinada.O fato é que não é fácil ver a Aurora Boreal,mas adorei os passeios, e aqueles doisdias de céus estrelados... foi algo incrivelque eu nunca esquecerei, mas ainda nãoestou satisfeita com a Aurora Boreal quevi. Bora planejar a próxima caçada!www.aprendizdeviajante.com• 84 • @aprendizviajant


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A VOLTA AO MUNDO DATETÉ LACERDAPor: Heloisa RighettoDar a volta ao mundo. Muitagente sonha em fazer isso,mas poucos conseguem transformaro projeto em realidade.A Adriana Lacerda, também conhecidapelo delicioso apelido Teté, é umatremenda inspiração para quem estáadiando essa realização – ela está nafase final da viagem e respondeu essaentrevista da Indonésia.Aqui, a Teté fala com o coração, ecada sentença é um ensinamento – dávontade de colocar tudo entre aspas,sabe? Depois de ler a entrevista, corrapara o seu lindo blog, EscapismoGenuíno (http://escapismogenuino.com.br/), pra mergulhar ainda maisfundo nessa viagem sensacional eaprender mais com essa viajante queridíssima.www.aprendizdeviajante.com• 89 • @aprendizviajant


“SAÍ PRA VER O MUNDO POR UM TEMPOMAIS LONGO E SEI QUE JAMAIS SEREI AMESMA. IMPOSSÍVEL SER A MESMA.”www.aprendizdeviajante.com• 90 • @aprendizviajant


Além de ser blogueira, o que é que você faz?Atualmente trabalho com marketing, atendimentode clientes e pesquisa na agência de viagem PlantelTurismo no Rio.Quando você começou a volta ao mundo?Comecei em março de 2013 e ela termina em marçode 2014. Será um ano viajando, eu e meu marido(apesar de ter ido sozinha para alguns lugares,pois meu marido estava trabalhando em outros).Fui sozinha para o Catar, Omã, norte da Tailândia,Malásia... Sabendo se comportar e estando conscientedos riscos , é tranquilo. E outra, acho umaboa experiência viajar sozinha de vez em quando. Élibertador e você aprende muito sobre si mesma.E qual o propósito da viagem?Tem o lado pessoal e o profissional. Não é só sobreconhecer lugares, mas principalmente conhecerpessoas e a mim mesma. No lado profissional temmuita pesquisa, com foco em hotelaria (mas não ficoapenas em hotéis de luxo, fico também em lugaresbem simples). Adoro o estilo high- low. Acho que oluxo é mais valorizado quando nos abstemos dele. Enas guesthouses se conhece mais gente, as pessoassão mais abertas a conversar e é onde tenho trocasriquíssimas sobre viagens e vida e tenho feitasótimas amizades. Acredito q precisamos do friopara apreciar o calor e o calor para apreciar o frio,e é assim com os estilos de viagem - oscilar entre osimples e o luxuoso, o importante é transitar todosos mundos com simplicidade, naturalidade e bomhumor.Você conhece muita gente que também está“na estrada”?Essa é a melhor parte. Muitos deles estão em viagenslongas como a minha, ou estão querendo seachar, ou fugindo de algo, passaram por algumatristeza, ou não estavam satisfeitos com algumaspecto da sua vida. Pra mim é o contrário disso,Adoro minha vida no Brasil! Meu trabalho, a cidadeq escolhi viver que amo, marido, família. Não estoufugindo de nada. Esta viagem é curiosidade genuínapelo mundo. Um sonho de 7 anos. Mas não é umano sabático tampouco. Trabalho todo dia, todahora - para a agência e para o blog. Transformeimeu sonho em um projeto então a realização dele éatravés de muito trabalho e pesquisa.


Por onde você já passou e por quais ainda pretende passar?A ideia sempre foi passar por destinos exóticos e menos percorridos.Já morei nos EUA e na Europa e são destinos mais óbvios.Eu queria conhecer lugares que precisam de paciência, energia,mais afastados, que requerem mais tempo. Comecei na Africa,fiquei 45 dias lá entre Moçambique, Namíbia, Zâmbia, Zimbabwe,Tanzânia e Quênia. Parei brevemente na Espanha poralguns dias por que meu marido foi lá a trabalho. Depois fui parao Oriente Médio onde passei 30 dias entre Emirados, Jordânia,Líbano, Qatar e Omã. De lá vim para a Ásia, o continente éenorme e tem muita coisa pra ver. Fui para o Nepal, Butão,Índia, Sri Lanka, Maldivas, Hong Kong e Macau (foi complicadoconseguir o visto da China e por isso desisti e deixei pra outraviagem), Malásia, Cingapura, Vietnã, Laos, Camboja, Mianmar,Tailândia e agora Indonésia, onde estou. Daqui vou praAustrália, Nova Zelandia, Califórnia e Havaí (Estados Unidos),México e Cuba, se tudo der certo.Você fica bastante tempo em cada lugar que visita, mergulhandomesmo na cultura local: isso é algo essencial emqualquer roteiro que você faça?Sim, viajar pra mim é sinônimo de mergulhar na cultura - conhecere conversar com o povo local, provar a comida (e muitavezes aprender a cozinhar), visitar mercados, templos, mesquitas,lugares sagrados, assim como atividades fora da zona doconforto como explorar vilarejos, fazer trekking, etc. Em algunslugares fiquei hospedada na casa de locais, como em Omã, Líbano,Espanha e Tailândia ou na casa de brasileiros que moram nopaís, como em Moçambique, Tanzânia e Dubai. Me hospedei emuma vila Masai Mara no Quênia.www.aprendizdeviajante.com• 92 • @aprendizviajant


Como você lida com a distância da família e amigos e ofato de estar levando uma vida meio nômade?Sinto saudade das pessoas, mas não sinto saudade (até agora)de nada - nem da rotina, nem da cidade, nem uma casa,nem de ir ao salão, de ter uma vida normal. Mas sei que épor que sei que vou voltar e tenho uma cidade, casa, amigose família me esperando.Existe algum outro “contra” pra pesar na balançaquando se faz uma viagem desse porte?Dar a volta ao mundo não é pra todo mundo. Claro que olado bom é ver o mundo e conhecer gente. Acredito realmenteque viajar é a única coisa na qual gastamos dinheiro,mas nos torna mais rico. Estou vivendo em 1 ano o quepoucos vivem numa vida inteira e valorizo isso diariamente.Mas não é fácil. É cansativo, pra começar. Ficar pingandode lugar em lugar, fazendo e desfazendo mala cansa. Seacostumar com a moeda local, algumas palavras do idioma,e daqui a pouco mudar para outro país e fazer isso de novo.Assim como pegar o mapa, se achar, entender o local. Combastante frequência acordo, abro o olho e não tenho ideiaonde estou. Preciso de alguns segundos pra me situar. Fazeruma viagem longa requer muito desapego, desprendimento.Primeiro pra viver com apenas uma mala, usar e reusar asmesmas roupas. Segundo, deixar para trás família, amigos,seu lar e sua rotina. Na estrada é difícil ter rotina, por issotudo muda - como me alimento, como me exercito, atividadesque gosto como ler, escrever e ver filmes. Tudo mudoue meu tempo nunca fui tão escasso. Se não estou vivendoo lugar, estou escrevendo, fazendo anotações, tirando foto,postando no blog e redes sociais, é muito coisa. Mas numaviagem longa, vc tem que tirar um dia, pela sua sanidademental, pra ler um livro, ver um filme, e desconectar. Noinício eu tinha dificuldade disso, pensava, “estou em CapeTown, como vou parar pra ler um livro?”. Queria absorvertudo. Mas não é humanamente possível e depois de algunsmeses você pode pifar. Então sim, tiro dias pra relaxar, ler,escrever, ver filmes, é necessário emular dias de “vida normal”.Outra coisa - não posso comprar quase nada, outrodesapego. Comprei algumas poucas coisas pra me lembrarde alguns lugares q me marcaram mais, mas não da pra sairfazendo compras.Você teve algum problema com alimentação, já queestá passando por países com hábitos tão diferentesdos nossos?Eu sou foodie e gulosa, como de tudo. Não sou fresca e soucuriosa, então sempre provo a culinária local sem problemas.Não tive problemas graves, uma dorzinha de barrigaaqui e ali, o que é normal por conta das especiarias e pimentas.Na vila Masai Mara no Quênia vi meu jantar sendo abatido epreparado na minha frente. Mataram uma cabra, tiraram a pele eforam retirando, limpando e cozinhando os órgãos. Teve rim cru,sangue, depois outras partes assadas na fogueira. Na Tailândia,Vietnã e Laos comi insetos: gafanhotos, larvas, entre outros. Ogafanhoto temperado com alho frito e folha de bergamota no Laosestava ótimo. Comi vários órgãos de porco, mas isso tem na Bahia(no sarapatel). Ver o frango piri piri sendo preparado na beira daestrada em Maputo é uma experiência cultural - conversando comas mulheres e tomando cerveja. A comida libanesa é uma das melhoresdo mundo, assim como a da Tailândia. São minhas preferidas.Você tem alguma dica para lidar com vistos e papelada?Alguns vistos eu tirei no Brasil, dos primeiros países que eu ia naÁfrica e da Jordânia. Os demais eu não podia tirar no Brasil poisexpirariam antes de eu chegar no próprio país. Temos a sorte quemuitos vistos podem ser obtidos no aeroporto, na chegada. Outrostive que ir numa embaixada em outro país ou fazer pela internet. Éa parte mais chata da viagem. Sempre viajo com fotos de diferentestamanhos.Você tem um blog lindo e super informativo. E você, lê blogsde viagem? Acredita que eles estão fazendo diferença navida de quem organiza uma viagem?Claro! Leio blogs de viagem há anos! Comecei com os blogs de viagemem inglês, pois eu morava nos Estados Unidos, vi o NomadicMatt, Velvet Escape entre outros começarem. Quando eu moreino Chipre, todos ficaram curiosos sobre a minha vida, aí comeceio meu e comecei a ler outros blogs em português. Blogs são superinformativos, pesquiso muito neles e mando mensagens para osblogueiros se preciso de mais informação. Nada como dicas pessoaisde quem já esteve lá ou já passou por aquilo.www.aprendizdeviajante.com• 93 • @aprendizviajant


Qual é seu destino dos sonhos?Meu sonho era fazer esta viagem volta ao mundo. É um sonhode 7 anos que só agora estou conseguindo realizar. Estou vendomuita coisa, mas claro que faltam alguns destinos... (risos)Tibete Mongólia estão no topo da lista. Espero realizar em breve.Sei que muita gente fala que não há motivo para sentir insegurançaquando se planeja uma viagem. Mas não tem jeito: háquem realmente não se sinta confortável planejando uma viagem,já que pode ser mesmo bem trabalhoso, ainda mais para lugarestão distantes (fisicamente e culturalmente) como os paísesque você está visitando.O que você pode passar de dica pra ajudar na prática quem nãotem experiência?Ler e pesquisar, e ao chegar no local, conversar com locais e outrosviajantes. Trocar o medo pela curiosidade, confiar nos sinaisque aparecem (escrevi sobre isso no blog recentemente) e confiarnas suas habilidade de viajante. Quando mais você viaja, maisvocê fica preparado e descolado. Já sabe os primeiros passos,como se cuidar, o que evitar. Mas sempre, sempre, converse comos locais e outros viajantes que estão lá.É importante pesquisar religião, comportamentos e vestimenta.Vi muita mulher estrangeira usando roupas inadequadas emalguns lugares, o que é falta de respeito e as vezes tem que comprarou alugar algo para entrar em templos e mesquitas. Temque saber se vestir: em alguns países por questão de respeito, emoutros até por questão de segurança.O que está sempre na sua mala?www.aprendizdeviajante.comEu sempre viajo com computador, câmera, iphone - são meus instrumentosde trabalho. Sempre tenho um livro, não gosto muitode ler em iPad, uso o iPad pra ver filmes e as vezes ler revistas.Fora que tem ocasiões que você não vai tirar um iPad pra ler, né?Tipo em um trem local na Ásia. Chama muito a atenção. E eugosto do papel, do cheiro de um livro novo. Também troco livrosou faço doações. Chapéu que pode dobrar e molhar também temsido importante.Minha mala é super prática - roupas leves e confortáveis, lençospra mudar o visual, já que to sempre com as mesmas roupas(e são todas de cores sóbrias, fáceis de combinar como branco,preto, bege e cinza), camiseta que seca rápido, caso precise lavarna pia. Tênis, calça de fazer trekking, um suéter (morro de frioem avião), necessaire, havaianas, biquini. Também não faltarepelente, protetor solar e uma pequena farmácia. Tiger balmtambém. Na África tem perigo da malária e em alguns países daÁsia tem dengue, inclusive a hemorrágica. Não dá pra vacilarcom repelente. Tiger balm é bom pra picada de mosquito, dormuscular e dor de cabeça, é uma mão na roda.Mais algum conselho pra quem está programando umaviagem desse tipo?Uma viagem longa como essa não requer apenas energia, bomhumor e desapego, mas também muita adaptabilidade e sabermudar, improvisar, se adaptar rapidamente. Como já me mudeimuito estou acostumada a isso, mas nessa viagem você precisadestas habilidades com mais frequência e tem que botar emprática rápido.Como comentei, pra mim está funcionando o estilo high-low,longa duração, com muitas mudanças. Tem gente que não saide casa para ter menos conforto do que tem em casa, outrosgostam de mochila, uns não comem pimenta. Mas o importanteé sair pra ver o mundo. É isso que estou fazendo. Saí pra ver omundo por um tempo mais longo e sei que jamais serei a mesma.Impossível ser a mesma.• 94 • @aprendizviajant


SOUVENIR DE VIAGEMAS CANECAS DA CLARISSAGeralmente, quando penso em souvenir, me vem a mente um objeto puramente decorativo – acho queporque meus pais costumavam comprar aquelas miniaturas que ficam na estante, sabe? E também, claro,porque a minha coleção (de globos de neve, sobre a qual falei na primeira edição da revista para inauguraressa seção!) segue esse preceito: são enfeites, que ficam na minha prateleira como parte da decoração da casa.Então acho bem interessante quando “descubro” uma coleção de souvenirs que é também funcional – o caso dascanecas da Clarissa. E bota caneca nisso! “São 156”, diz ela, “precisei recontar, havia perdido a conta!”www.aprendizdeviajante.com• 95 • @aprendizviajant


Tudo começou quando ela foi para Berna, em setembro de2009, sua primeira viagem internacional sozinha (e que marcouo início do blog que ela comanda, o Viagem e Viagens):“lembro até hoje como encontrei a loja de canecas na cidade deBerna na Suíca. Nunca tinha conhecido uma loja assim antes.Fiquei completamente apaixonada e decidi comprar canecas detodas as cidades que visitasse dali por diante.”Na coleção, você encontra um pouco de tudo, desde Curitiba(aliás, uma das mais recentes aquisições da Clarissa) até atéPisa na Itália, passando pelo Peru (outra bastante recente) eRepública Dominicana. Mas, acredito que como todo mundoque tem uma coleção, ela tem uma peça “queridinha”: “amo ade Paris! Comprei duas canecas que formam um coração quandose encaixam e mandei para meu namorado (hoje marido).Na ocasião estava visitando Paris sozinha, foi em 2010. Envieias canecas com um cartão. O bom é que meu marido acabougostando de canecas tanto quanto eu!”E é fácil encontrar as canecas? “Depende da cidade. Às vezes éfácil, mas não são canecas legais, que retratam a cidade. Entãoacabo demorando para achar uma que seja mais autêntica. Jáaconteceu de encontrar “a caneca” na primeira loja que entrei.A mais difícil até hoje foi a de Porto Alegre. Acabei achandoapenas na terceira visita a cidade”, conta Clarissa.Guardar uma coleção assim requer espaço: as canecas ficamem uma estante especialmente feita para esse fim, na salada casa. Pra tentar economizar espaço, ela acaba comprandopeças menores, “mas se achar uma bonita que seja de tamanhogrande, compro assim mesmo.”Acesse o blog da Clarissa (http://www.viagemeviagens.com )para saber mais sobre suas viagens – jajá deve ter caneca novano pedaço!www.aprendizdeviajante.com• 96 • @aprendizviajant


Agora também disponível naNewsstand da Apple Storewww.aprendizdeviajante.com• 97 • @aprendizviajant


NÃO PERCA NA PRÓXIMA EDIÇÃO:ESPECIALCOMPRASWWW.APRENDIZDEVIAJANTE.COMwww.aprendizdeviajante.com• 98 • @aprendizviajant

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