Edição 67 download da revista completa - Logweb

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J O R N A LLogWebEDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007LogísticaSupply ChainTransporte MultimodalComércio ExteriorMovimentaçãoArmazenagemAutomaçãoEmbalagemR E F E R Ê N C I A E M L O G Í S T I C A


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 20073EditorialPOR DENTRODA LOGÍSTICArês são os destaques desta edição do jornalTLogWeb.O primeiro é o denominado “Por dentro dalogística”, onde são enfocados os armazénsgerais e os frigorificados, os portos secos e osgalpões industriais (estruturados e infláveis).Em cada um dos tópicos, especialistas fazemanálises de grande interesse para o profissionaldo setor, proporcionando informaçõesúteis para o seu dia-a-dia.Outra abordagem interessante é sobre acadeia do frio. Entrevistas com representantesde diversos segmentos que integram o setorpermitem uma ampla análise, inclusive apontandoas tendências. Ainda com relação àcadeia do frio são mostrados alguns dos serviçosdisponíveis nos vários modais, além dosprodutos oferecidos e como algumas empresasatuam.O terceiro destaque da edição fica por contado courier/encomendas expressas. Especialistasavaliam a dinâmica do setor, o papellogístico e as novas atividades das empresasque atuam na área.Vale lembrar que este número do LogWebcontém, ainda, uma ampla explanação sobre acabotagem no Brasil – incluindo suas vantagenspara o tomador do serviço – e outrasmuitas informações sobre parcerias entreempresas, novas atividades e novos produtose serviços. E também dá continuidade à nossa“Entrevista”, desta vez com o gerente delogística de uma das principais lojas de arquiteturae decoração do país.Quanto à próxima edição, ela estará destacandoos participantes da Fenatran, que aconteceem São Paulo, e da Logística 2007, queocorre em Joinville. E também estará circulandoem ambas as feiras.INFORME PUBLICITÁRIOSMH do Brasil, ex-Intrupa,opera em novo endereço eanalisa concorrência chinesaApós a mudança da razão socialpara SMH do Brasil (Fone: 113205.8555), a Intrupa já estáoperando em novo endereço,mesmo com algumas adequaçõesainda em andamento. Agoralocalizada no Espace Center,na avenida Embaixador MacedoSoares, 10.735, Galpão 19, VilaAnastácio, junto à marginal doTietê, em São Paulo, SP, aempresa conta com mais de1.650 m2 no novo armazém – otriplo das instalaçõesantigas – e um callcenter com 200 m2.O motivo damudança, conformeexplica NewtonSantos, gerentegeral da SMHBrasil, foi a falta deespaço físico. “Comoa empresa foi compradae vamos iniciar a importação denovos produtos, um local maiortornou-se necessário. Agora,temos condições físicas de oferecer550 mil itens”, conta. Alémdisso, não havia mais espaçopara o escritório, já que o númerode funcionários tambémaumentou.“O motivo mais importante damudança, logisticamente falando,é o ponto estratégico. Agoraestamos localizados perto deimportantes rodovias paulistas edo rodoanel, com acesso facilitado.É um ponto promissor”,destaca o gerente geral da SMH.Com a nova instalação, a expectativaé aumentar a cobertura domercado e a quantidade depeças oferecidas, já que aempresa receberá novas peçasda Europa. Com isso, é esperadoque o faturamento dobre até ofinal do ano.A respeito da concorrência daChina, que oferece produtos abaixo custo, Santos declaraque ela não assustaporque há no mercadodesse país tantoprodutos de altaquanto de baixaqualidade. “Não temporque se preocuparcom a ‘invasão chinesa’.Os clientes gostammuito do atendimentopós-venda, o que não é o forteda cultura desse país. Sem umbom atendimento, não se fazmercado, já que há muita exigênciapor parte dos clientes.Qualidade é predominante, e opós-venda é muito importante”,expõe.Para Santos, não é preciso seassustar com esta concorrência.De acordo com ele, o brasileirotem de aprender a vender mercadoria– com todos os serviçosagregados – e não preço.Wanderley Gonelli GonçalvesEditorjornalismo@logweb.com.brJ O R N A LLogWebPublicação mensal, especializada em logística, da LogWebEditora Ltda. Parte integrante do portal www.logweb.com.brRedação, Publicidade, Circulação e Administração:Rua dos Pinheiros, 240 - conjunto 12 - 05422-000 - São Paulo - SPFone/Fax: 11 3081.2772Nextel: 11 7714.5379 ID: 15*7582Redação: Nextel: 11 7714.5381 - ID: 15*7949Comercial: Nextel: 11 7714.5380 - ID: 15*7583Editor (MTB/SP 12068)Wanderley Gonelli Gonçalvesjornalismo@logweb.com.brAssistente de RedaçãoCarol Gonçalvesredacao@logweb.com.brDiagramaçãoPaulo JunqueiraOs artigos assinadose os anúnciosnão expressam,necessariamente,a opinião do jornal.Diretoria ExecutivaValeria Limavaleria.lima@logweb.com.brDiretoria ComercialDeivid Roberto Santosroberto.santos@logweb.com.brMarketingJosé Luíz Nammurjlnammur@logweb.com.brMarketing/Pós-vendasMaíra Canhettemarketing@logweb.com.brPatricia Badarócomercial.2@logweb.com.brAdministração/FinançasLuís Cláudio R. Ferreiraluis.claudio@logweb.com.brAssistente AdministrativoMaui Nogueiraadmin@logweb.com.brRepresentantes Comerciais:Nivaldo ManzanoCel.: (11) 9701.2077nivaldo@logweb.com.brValdir Dalle DeaFone/Fax: (11) 6408.4727vededea@icnnet.com.br


4EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●ENTREVISTASergio Luis Ravazzie a logística da EtnaNesta entrevista, o gerente de logística da Etna Home Store - uma das principaislojas de arquitetura e decoração do país – fala sobre a logística da empresa.LogWeb: Como é alogística da empresa:número de Centros deDistribuição, localização,dimensões, etc.Ravazzi: A logística daEtna é constituída de umcentro de distribuição localizadoem Barueri, SP, com30.000 m2 e 60 docas. Aindatemos um estoque físicoem cada loja para vendadireta.LogWeb: Como é a frotada empresa? Própria outerceirizada? Por quê?Quantos veículos?Ravazzi: A frota é terceirizada.Contamos com 40veículos do tipo VUC e 4Tocos para transferênciasentre CD e lojas. Optamospela terceirização para teruma produtividade alta emaior agilidade para atendera uma variação dedemanda.A terceirização dá a oportunidadede focarmos no nossonegócio sem perderenergia para controlar umafrota própria.LogWeb: Qual aabrangência de atuaçãodesta frota?Ravazzi: São Paulo, GrandeSão Paulo, litoral e interioraté 120 km da capital.LogWeb: A distribuição érealizada a partir de umCD ou das lojas Etna?Como ela se dá?Ravazzi: Toda a distribuiçãoé realizada a partir doCD. Ela ocorre através depedidos e entregas em pessoafísicaLogWeb: Há algumcuidado logístico especialpara o transporte decertos produtos? Quaissão esses cuidados?Ravazzi: Todos os produtosEtna têm cuidados especiais.Por se tratarem demóveis e utilidades domésticas,eles são frágeis e despendemum cuidado especial,prezado pela Etna.Tomamos cuidado em treinarnossos montadores emotoristas para o manuseioda carga, nossa ocupaçãonão atinge 50% do veiculo,utilizamos embalagens eprotetores em toda a carga.LogWeb: A empresaimporta algunsprodutos? Quais? Como érealizado o processo deimportação?Ravazzi: Sim, trabalhamoscom produtos importadosde diferentes regiões doplaneta. Sempre procuramosinovações e novidadespara satisfazer o nossocliente. Nossa principallinha de importados incluipresentes que não têm similaresno Brasil.LogWeb: Quais são osmaiores problemasenfrentados em relação àlogística? Por quê?Ravazzi: Os problemas sãoos de sempre: demanda definal de mês, tempo deentrega prejudicado pelotrânsito, clientes ausentes.LogWeb: Como estesproblemas foramsuperados pela empresa?Ravazzi: Atuamos prontamenteem cada gargalo,projetamos nosso fluxopara corrigirmos a demandade vendas, elaboramosrotas alternativas e utilizamosnosso SAC para diminuiras ausências.LogWeb: Quais aspróximas ações da Etnaem termos de logística?Há novidades?Ravazzi: A Etna semprebusca melhorias nos seusprocessos, estamos elaborandonovos projetos comsistemas melhores e maisrápidos, visando à diminuiçãodo tempo de atendimentoe maior qualidade.Ravazzi tem MBA emLogística empresarialpela FGV – Fundação GetúlioVargas e atua há mais de 15 anosno segmento logístico e há5 anos em empresas moveleiras.O destaque nestaentrevista é a logísticada Etna (Fone: 11 3585.8700),uma Home Store com mais de18 mil itens à disposição.A grandiosidade doempreendimento torna possívelqualquer sonho de consumo: demudanças pontuais arenovações completas.Sua variada linha de móveisapresenta um verdadeiromix de estilos, onde ocliente tem a opção demesclar mobiliários eobjetos de linhasdiferentes.LogWeb: Em quais casos érealizado o processo delogística reversa? Comoele se dá? Explique.Ravazzi: Nossa logísticareversa é realizada pelaassistência técnica. Todo oproduto que requer melhoriasou trocas de peças pormotivo de quebra ou desgastetem o respaldo daassistência técnica que,através de um rigorosocontrole de Ordem de Serviço,atende nosso clientecom prazos curtos e qualidade.LogWeb: Quais as estratégiaslogísticas desenvolvidasem casos de maiordemanda?Ravazzi: Nossas estratégiassão de planejamento dademanda visando ter omínimo de impacto. Planejamoscom meses de antecedênciapara que a pressãoseja melhor e acompanhea demanda com assertividade.●


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 20075EMPILHADEIRASLinde lança empilhadeira retrátilelétrica e inaugura nova sedeAo mesmo tempo em queinaugurou sua nova unidade,em Osasco, SP, aLinde (Fone: 11 3604.4755)também fez, no dia 10 de agostoúltimo, o lançamento da ActiveBR, empilhadeira retrátil elétricaem versões para 1.700 e2.000 kg e com altura de elevaçãode 11,5 m.Segundo informou GabrielMoraes, diretor industrial daESA - Empilhadeiras Sul Americanas,fabricante das empilhadeirasStill e Linde, “com estelançamento, a Linde torna-seainda mais respeitada trazendopara o Brasil todos os conceitospresentes em sua linha de equipamentosimportados, que visamqualidade superior, ergonomiae tecnologia”.Por sua vez, Jean RobsonBaptista, do departamentocomercial da Empicamp (Fone:19 3289.6557) – representanteLinde na região de Campinas –ressaltou que o lançamento damáquina foi antecipado de outubropara agosto em razão dosucesso de vendas da rede derevendedores. “Somente nasemana do lançamento foramvendidas 20 máquinas”, comemorou.Para ele, trata-se de umamáquina inovadora, atuandocom controles de tração, direçãoe freio independentes e controledigital que permite maiorotimização do trem de força dosmotores AC, proporcionandomaior produtividade, autonomiade operação, menor custo operacionale maiores possibilidadesde configurações.“A Linde reforça com estelançamento sua meta de ampliaçãoe consolida sua posição nomercado brasileiro”. Aliás, asnovas máquinas Active BR utilizamos mesmos componentese tecnologia da linha européia”,disse Baptista.Gilberto Cordeiro, técnico devendas da Remocarga (Fone: 413284.3238), representante daLinde em Curitiba, PR, tambémestá esperando aumento de participaçãono mercado e de vendascom as novas empilhadeiras.“Os motores de AC são quesitosmuito fortes perante a concorrência.A Linde vem buscandotrazer para o mercado brasileiroo que existe de melhor lá fora emtermos de tecnologia. Este é umponto significativo para o fortalecimentoda rede de distribuidores”,destacou.Por seu lado, José Carlos daCosta Ferreira, da Cam System(Fone: 19 3849.7606), representanteda empresa em Valinhos,SP, revelou que o lançamento daActive BR só vem a concretizaro padrão de qualidade mundialda Linde, em termos de equipamentosque englobam robustez,ergonomia e, principalmente,qualidade. “Mais uma vez aLinde lança um equipamentovencedor. A nossa visão, comodistribuidor, é que a Lindeinveste cada vez mais no mercadonacional, porque o potencialé muito grande e há necessidadede equipamentos de qualidade.Com este lançamento, tambémnossos clientes poderão ter acerteza de que a Linde se solidificacada vez mais no Brasil”,completou Ferreira.Christiano de Araújo Furtado,da Metal Part´s (Fone: 343822.5300), representante Lindeem Contagem, MG, tambémse mantém otimista, considerandoque estas máquinas terãogrande aceitação pelo fato deterem baixo índice de manutençãoe avanços tecnológicos,“superando as expectativas domercado nacional e demonstrandoa força que a fábrica Lindeno Brasil tem na produçãodestas máquinas desenvolvidasno mercado internacional. Elasrepresentam o futuro de nossasvendas”, completou.CARACTERÍSTICASAlém de algumas das característicasjá citadas, as máquinasActive BR possuem direçãoelétrica, sistema de troca debateria de fácil manuseio emanutenção, assento com sistemade amortecimento e ajuste,controles e alavancas de comandode fácil acesso e de alta ergonomia,motores de AC trifásicospara translação e elevação quenão requerem manutenção, frenagemregenerativa eletrônica,evitando desgastes das partesmecânicas, e controle de velocidadepreciso, com e sem carga,elevando e baixando.Como opcional, podemincluir painel para controle emonitoração de todos os acessórios,o que facilita a operação,concentrando todas as funçõesao alcance do operador.●


6EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●POR DENTRO DA LOGÍSTICAArmazéns gerais exercemimportante papel na logísticaEsta observação ocorre, principalmente, se considerarmos os problemas atuais decaos aéreos e o previsto apagão logístico. Mas, na verdade, desde 1903 eles vêmatuando como “pulmão” para diversos tipos de carga.Amparados pelo Decreto1.102, de 21 de novembrode 1903, os armazénsgerais têm como principalcaracterística a guarda e conservaçãodas mercadorias aeles confiadas, além da emissãode títulos que os representam:conhecimento de depósitoe warrant.E, já que operam com mercadoriasde terceiros, nacionaisou nacionalizadas, parasimples armazenagem e movimentação,os armazéns geraisexercem importante papel dentroda logística. Principalmenteno contexto atual, com osproblemas de caos aéreo e oprevisto apagão logístico.Para Edson Depolito, diretorcomercial da Brucai Logística(Fone: 11 3658.7288),com a previsão do apagãologístico, as empresas maisorganizadas acabarão por montarplanos estratégicos quefoquem um estoque e segurançamaior, tanto nas suas estruturasde produção (matéria-prima),como nas suas estruturasde estoques para vendas deprodutos acabados e, assim,normalmente os estoques terãoagora uma tendência a subir,de forma que garantam quenão haja qualquer impedimentoà produção ou mesmo naalimentação do mercado.“Neste momento, a figura doarmazém geral é o apoio deconveniência, evitando expandiráreas próprias das empresasusuárias, que se obrigariam ainvestimentos e energias consideráveispara uma utilizaçãopor tempo incerto”, avalia.Ainda segundo Depolito, ocaos aéreo poderá vir a impactareventual modificação nocomportamento de algumaspoucas “cargas especificas”que normalmente, pelo seu“alto valor agregado”, utilizamo modal aéreo para suprimentodo mercado, mas, de formageral, não são, na visão daBrucai, comprometedores aponto de desequilibrar o setorde armazéns gerais ou ampliarqualquer demanda significativaa nível de espaços de armazenagem.“Sem dúvida, os armazénsgerais têm papel fundamentalna cadeia logística do país.Além de contarem com totalestrutura operacional, têm umcore business expertise damovimentação e guarda demercadorias, deixando paraseus clientes a preocupaçãocom sua função principal, sejaela industrial ou comercial. Noatual momento prestam-se a‘pulmões’ das empresas naarmazenagem de matérias-primase produtos acabados”,avalia, por sua vez, NivaldoTuba, diretor da Columbia(Fone: 11 3305.9999).Adriano Braga de Albuquerque,gerente comercial/operacionalda Grumey ArmazénsGerais Guardatudo (Fone: 212589.0355), também chama oarmazém geral de “pulmão” eaponta que ele é, sem dúvida, ogrande aliado no cenário logísticoatual.Segundo Albuquerque, oarmazém geral vem servindocomo um “braço” para empresaslocalizadas em outros estadosou municípios, como tambémcomo base de apoio aempresas de transporte quenecessitem armazenar suascargas utilizando os maisvariados serviços de movimentaçãode mercadorias com todasegurança.“Isso já vem ocorrendoindependente do caos aéreo oudo sempre existente apagãologístico, dada a distânciaentre cidades, como, também,principalmente, aos modais eàs condições de utilização destes.A precariedade e a degradaçãode nossos portos e rodoviasfizeram com que grandesempresas se utilizassem de‘pulmões’, a fim de garantirsempre um estoque reguladorem determinados centros,assegurando aos seus clientesuma pronta entrega de seuspedidos. Esses ‘pulmões’ respondempor armazéns gerais”,diz o gerente da Grumey.Samir Ferreira de Carvalho,gerente do armazém da Carvalhão(Fone: 21 2775.1747),também concorda que o armazémgeral funciona como umpulmão para dar uniformidadee continuidade ao abastecimentode matéria-prima, componentese produtos acabadosdemandados pelo cliente. Ouseja, sua importância é proverum fluxo eficiente de materiaisao longo de toda a cadeia deabastecimento.“Se a previsão do apagãoaéreo se concretizar, as empresasprecisarão aumentar o seunível de estoque e, consequentemente,a área de armazenagempara compensar a ineficiênciado transporte e, assim,evitar a falta do produto para ocliente final. Nesse contexto,caso a empresa não possuaárea para alocação desse estoque,a mesma deve tomar adecisão entre armazenagemprópria e terceirizada. Em temposde caos aéreo e apagãologístico, a opção de possuirum estoque mais próximo aocliente deve ser consideradapara manter nível de serviço,evitando a falta de produto porestas oscilações na logística”,diz Carvalho.Ele também aponta as vantagensde terceirização daarmazenagem: transformar oscustos fixos que existem naarmazenagem própria em custosvariáveis, quando é contratadoum armazém geral; focono core business; rateio doscustos operacionais com outrasempresas; desmobilização dosativos, melhorando o fluxo decaixa; aumento de produtividadee a redução de perdas, namaioria dos casos.“Atualmente, os armazénsgerais podem oferecer auxíliologístico principalmente naquestão armazenagem. Armazénsque possam operar junto agrandes centros urbanos(maior consumo) são fundamentaisno momento oportunoda distribuição das mercadorias.O baixo custo, se comparadoa aluguéis praticados porlocais mais centrais, é outroaspecto relevante. A especificidadedas operações oferecemaior eficiência e se-gurançana guarda de produtos”, completaEmir Francisco Benelli,gerente da Banrisul ArmazénsGerais (Fone: 51 34771144).TENDÊNCIASDiante do exposto, quaissão as tendências nesta área?Marcos Oliveira, gerenteco-mercial, e André Ricardo,gerente operacional, ambos daArmazena (Fone:11 4771.1564), consideram que a renovaçãoda frota terrestre e o incentivodestinado a ferrovias ehidrovias farão a necessidadede novos centros de apoiologístico uma realidade a curtoprazo.“Existe uma tendência aocrescimento pela agilidade,menor custo e também porsuprir a falta de opções em terminaisaéreos”, aponta Benelli,da Banrisul.Depolito, da Brucai Logística,é mais objetivo. Segundoele, as tendências apontampara ampliação, com crescimentoestimado em 30% paraos próximos meses, considerando-setambém o maiorvolume comercial que existe anível geral no segundo semestre,período de final de ano,custo do dinheiro atual, etc.,que, de certa forma, já contribuempara demarcar uma linhaascendente.“De fato, a tendência é degrande crescimento dos armazénsgerais, pois trazem racio-Tuba, da Columbtrazem racionaliz


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 20077nalização operacional,redução dos custos dearmazenagem e a possibilidadede uma empresa manterseus produtos dentrodas áreas de demanda,independente do local deprodução”, declara Tuba,da Columbia.Carvalho, da Carvalhão,pondera que, menos dispostosa carregar estoques,os clientes procuram fazerpedidos cada vez menorese com a maior freqüência,forçando o estoque paratrás na cadeia de suprimentos.A redução do tamanhodo pedido aumenta ademanda pelas operaçõesde picking, que possui umacomplexidade maior.“Além disso, por estaremtrabalhando com estoquemais baixos, os clientesdemandam menorestempos de respostas deseus fornecedores, aumentandoa pressão de agilidadee confiabilidade noarmazém ou centro de distribuição.Outros fatorescomo redução do ciclo devida do produto, aumentode SKUs e tolerância zeropara erros impulsionam oaumento da demanda deempresas especializadasno serviço de armazenagem”,acrescenta o gerenteda Carvalhão.Já Albuquerque, da Grumey,destaca que as principaistendências neste contexto,a seu modo de ver,são as empresas buscaremmuito mais parceiros,como os armazéns gerais.“Poucos são os segmentosque transmitem tanta confiança.Podemos citar, semo menor receio, que todasas empresas nacionais oumultinacionais, além detodos aqueles que um diaprecisaram de espaço, buscaraminformações, pesquisarampreços e visita-Tuba, da Columbia: armazéns geraistrazem racionalização operacional


8EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●ram um armazém geral.Somos, sem dúvida, o principalelo entre a fábrica e ocliente, seja ele final ou não, asolução emergencial quandode uma produção ou importaçãoacima da demanda, excedentestambém no campo ouna fábrica, a solução para aguarda de equipamentos e benspessoais”, completa.ARMAZÉNS GERAISE PORTOS SECOSAfinal, qual a diferençaentre os armazéns gerais e osportos secos? Benelli, da BanrisulArmazéns Gerais, ésucinto: a diferença é que PortoSeco (antiga EADI) é umrecinto alfandegado que sópode operar através do regimede concessão ou permissão deórgão competente (ReceitaFederal) e armazéns gerais nãosão recintos alfandegados.“Resumindo: o armazémgeral é um regime que permiteguarda e conservação de mercadoriasde terceiros, nacionaisou nacionalizadas, parasimples armazenagem e movimentação.Já o porto seco é umrecinto alfandegado de usopúblico no qual são executadasoperações de movimentação,armazenagem e despachoaduaneiro de mercadorias e debagagem, procedentes do exteriorou a eles destinadas”,aponta.“De uma forma geral, e atépara facilitar o entendimentodas pessoas que não atuam naárea, podemos simplificarcolocando que as principaiscaracterísticas destes instrumentoslogísticos seriam aidentificação da figura doarmazém geral operando cargasdomésticas, portanto,armazenadas depois de produzidasno âmbito de comérciointerno ou mesmo materiaisimportados, mas, já nacionalizados.E os portos secos sendoos primeiros prestadores deserviço na zona secundária(fora do porto), no sentido derecepcionarem materiais emprocesso de importação oumesmo de exportação, quandofora destas áreas organizadasdos portos. Assim, poderãotambém estar localizados nointerior do território, onde sãomuito conhecidos como EstaçãoAduaneira Interior”, explicaDepolito, da Brucai.Qual a função específica deum e de outro? Segundo odiretor comercial, o armazémgeral armazena produtos detodo gênero dentro do contextode comercio nacional, atendendoa demanda, estoque desegurança e de conveniênciaaos seus usuários, que muitasvezes preferem terceirizar seusestoques a manterem a gestãodos mesmos dentro da sua própriaestrutura. Já os portosecos, na maioria das vezes, seprestam a receber ainda consolidadasas cargas procedentesdo exterior, podendo ounão nacionaliza-las de imediato,funcionando, neste caso,como estando os materiaisnuma zona ou território de“entreposto aduaneiro”.“Assim, os portos secosfuncionam prestando a armazenagemaos importadorespelo período que estes desejarem,mantendo o regime desuspensão de impostos, fazendoa nacionalização, de conformidadecom as necessidadesdestes importadores”,completa Depolito.“A principal diferença entreo armazém geral e o porto secoé que o primeiro não operacom cargas alfandegadas e temcomo função específica ser acontinuidade de empresas quenão possuam espaço ou queiramreduzir custos, lembrandosempre que isto cabe também apessoas físicas, além de servircomo base de apoio logístico aoutras empresas que não possuamespaço e mão-de-obraqualificada, a fim de realizaremserviços como picking,cross-docking, etc.”, destacaAlbuquerque, da Grumey.Já o porto seco – ainda deacordo com o gerente - possuicaracterística distinta, poissomente opera com produtosimportados ou que seguirãopara exportação, embora possafazer armazenagem e movimentaçãodas cargas ali estocadas,tanto para quem vendecomo para quem compra forado Brasil.●PALETESNovo galpão da Matrapara pool de paletesjá está operandoCirielli eZelenski: Matraé pioneiraem adotarsistemas para ahigienizaçãode paletesEspecializada na produçãode paletes e caixas demadeira para movimentaçãoe armazenagem de materiais,a Matra do Brasil (Fone:11 4648.6120) anuncia o iníciodas atividades do seu novo galpão,localizado em Itaquaquecetuba,SP.Sua função é abrigar as atividadesdo sistema PDS - PBRDynamic System, que consisteem locação simples e plus,manutenção e pool de paletesPBR. “Nele os paletes são vistoriados,reformados, tratados epintados. Somos a única empresa100% nacional que operacom este sistema”, explica FernandoCirielli, gerente de logísticada Matra que, de acordocom dados de 31 de julho último,tem 536 mil paletes em circulaçãono Brasil.“O galpão conta com cabineautomática para a pintura dopalete, porta automática, cortinade ar, janelas com telas milimétricase CIPRAG - ControleIntegrado de Pragas, e recebepulverização quinzenal comantibactericida, ou seja, as instalaçõesestão em conformidadecom a portaria 275 da ANVISA.Para paletes destinados à exportação,o novo complexo contacom estufa para tratamento demadeiras através do sistema HT(calor)”, complementa AntonioValdir Zelenski, gerente comercialda empresa.O novo galpão apresenta áreatotal de 6.000 m2, área construídade 2.000 m2 – com 12 m depé direito – e possui uma áreafechada para estocagem dospaletes prontos para embarque.A capacidade de produção deunidades novas é de 2.200 paletesPBR/dia e a de reformadosde 2.000 paletes/dia. A capacidadede pintura é de até 5.000paletes/dia em um turno de trabalho.Zelenski aproveita paraanunciar mais uma novidade.“A Matra é a pioneira em adotarsistemas para a higienização depaletes, além dos itens já emfuncionamento, encontra-se emfase de instalação um sistemade limpeza do palete a vaporseco, com 120 libras de pressãoe até 170º C, o que irá eliminarobjetos incrustados e esterilizaro palete.”LOCAÇÃOE SOFTWAREOutra novidade da Matra doBrasil é o sistema de locação depaletes acompanhado de softwarepara gerenciamento dotrânsito de paletes. “O sistema émuito simples: ao efetuar umalocação com a Matra e com opagamento mensal de uma taxade manutenção e atualização dosoftware, que varia conforme ovolume de paletes locados, ocliente recebe a instalação doprograma, com o cadastramentodos pontos de trânsito de paletes,relatórios diários de saldode paletes por ponto cadastrado,enfim, toda a movimentaçãointerna e externa de paletes. Aflexibilidade do sistema permitea adaptação às reais necessidadesdo cliente com relação àsinformações sobre o palete”,explica o gerente comercial daempresa.O sistema é administradoatravés de uma central com umrobô, que recebe a informação,processa e lança em cada ponto,informando diariamente os saldosexistentes.●


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 20079Notíciasr á p i d a sMetalúrgicaCentral - 60 anosCompletando 60 anos nomercado, a Metalúrgica Central(Fone: 11 2272.9377) –cuja divisão AçoLog é especializadaem armazenagem –tem como um dos seus marcosa inauguração, em 1978,da sede na Av. Henry Ford,em São Paulo, SP, com10.000 m², onde está localizadaaté hoje. “Durante todosesses anos de lutas, a empresaprocurou oferecer produtosde alta qualidade, origináriosde uma engenhariaempenhada em situar-se semprena liderança. Exemplodisso é o fato de sermos a primeiraempresa nacional a utilizara pintura a pó em seusprodutos”, destaca Léo AlbinoTrindade, diretor da companhia.De acordo com ele,os últimos investimentos realizadosforam no sentido demodernização do setor deprojetos, onde estão instaladoscomputadores com Autocad.Já os próximos investimentosserão direcionados àmodernização dos equipamentosem busca do aperfeiçoamentoda linha de produção.“Nesses 60 anos de vida,temos acreditado fortemente,e agora, mais do que nunca,no crescimento sustável danossa economia”, declaraTrindade, acrescentando, ainda,que a empresa projeta umcrescimento de 20% para esteano.Brasil Rental temparcerias paraconversão deempilhadeirasSeguindo a exigência do mercadopara a conversão deempilhadeiras ao GNV – GásNatural Veicular, a BrasilRental (Fone: 19 3414.1817),atuante no mercado de empilhadeiras,salienta suas duasparcerias estratégicas: umacom a Varga Serviços Americana(Fone: 19 3461.7374) eoutra com a Mais Pneus (Fo -ne: 19 3407.2743), ambas localizadasem Americana, SP.Além da conversão de veículose empilhadeiras a GNV,as empresas realizam serviçosautomotivos em geral


10EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●POR DENTRO DA LOGÍSTICAArmazéns frigorificados:são requeridos cuidadosespeciais para operaçãoPelas suas características, estes armazéns requerem cuidados, principalmente os ligados à higienização econtrole rígido de temperatura, incluindo, neste caso, o fornecimento constante de energia elétrica.Imprescindíveis nos processoslogísticos, os armazénsfrigorificados acabam requerendocuidados especiais para asua operação.“Eles envolvem a higienização,equipamentos compatíveiscom a demanda e, principalmente,equipe qualificada e naquantidade necessária”, apontaLuiz Carlos Hackbart de Oliveira,diretor técnico-comercial daCompanhia Estadual de Silos eArmazéns – CESA (Fone: 513233.4611). “É preciso cuidarda descarga e do acompanhamentodo estado do produtopela inspeção da empresa”,emenda João Butori sócio-diretorda Santa Rita Logistic(Fone: 11 4141.7000), enquantoque Bento Sá Barreto Miranda,diretor de logística do GrupoKarneKeijo (Fone: 81 2121.8862) diz que, primeiramente, ocuidado deve ser com a cadeiado frio, seguido de segurançaalimentar e controle de estoques.José Dias Silva de Souza,gerente geral da Friozem Logística& Armazéns (Fone: 114789.8200), já aponta que oscuidados são relativos à localização,além de terreno adequado,facilidade de acesso e proximidadede rodovias importantes.Ainda segundo ele, tambémdevem ser tomados cuidadosquanto à infra-estrutura – energia,rede de transmissão dedados, sistemas de isolamento erefrigeração adequados, etc.Gilberto Gutierrez, gerentede marketing da Refrio (Fone:11 2132.9350), é mais abrangenteem sua avaliação dos cuidadosespeciais necessáriospara a operação de um armazémfrigorificado.“Some-se às operações comprodutos tidos como secos umrígido controle de temperaturase umidade relativa do ar. Astemperaturas exigidas normalmentevariam entre +18° C e-25° C, o que torna necessária,em determinadas circunstâncias,a utilização de EPI´s –Equipamentos de Proteção Individualadequados às respectivastemperaturas. Observam-se,também, intervalos de descansocom mais freqüência, em razãodas baixas temperaturas, quandoé o caso. Tecnicamente, exige-seum rigoroso controle das temperaturas,o que é exercido por instrumentosde medição automáticose manuais, com chek-inloco,e monitorados por sistemasinformatizados”, analisa ogerente da Refrio.TECNOLOGIASSobre as tecnologias utilizadaspara a sistematização dosprocessos nestes armazéns, Oliveira,da CESA, diz que os produtosdevem ser segregados naentrada e ter um programa derastreabilidade por origem edestino, além de serem acondicionadosem estruturas portapaletesou drive-in.“Também são usados sistemasde estoques WMS comendereçamento para a armazenageme localização dos produtosdentro das câmaras, controlede portaria e almoxarifado,além de sistema de faturamentointegrado”, informa, por suavez, Souza, da Friozem.“O WMS e a radiofreqüênciareduzem os erros a níveis muitobaixos”, acrescenta Miranda, doKarneKeijo.No caso da Refrio, Gutierrezdiz que utiliza tecnologia deponta em WMS e operações dearmazenagem e picking – “videnosso armazém vertical com 28metros de pé direito, até -30C°e totalmente automatizado, comoito corredores e quatro transelevadoresgerenciados por softwaresde ponta” –, além de leitorasópticas com radiofreqüência.Concluindo este assunto, ede forma mais genérica, Butor,da Santa Rita Logistic, diz astecnologias são as mais variadaspossíveis: “dependemos saberde número de SFKs, se o produtoestá paletizado, se é para serdistribuído fracionado, etc.”TENDÊNCIASCom relação às tendências naárea, Oliveira, da CESA , informaque são de crescimento sustentável,tanto no mercadointerno como, e principalmente,no externo. Parecer igual ao deSouza, da Friozem: crescimentocom a grande demanda deexportação e, no mercado interno,destaque para distribuiçãofísica.“Acredito na centralizaçãode produtos em operadoreslogísticos, com estes fazendo opapel total em substituição a umCD próprio – é uma questão decusto e de core business. Terfrota ou não para entregas é circunstanciale geralmente o próprioembarcador cuida do transporte,assim como de toda ainteligência da operação terceirizada,onde reside, efetivamente,a parte ‘nobre’ da logísticade distribuição”, completaGutierrez, da Refrio.Butori, da Santa Rita Logistic,também está otimista. Paraele, as tendências são as melhorespossíveis – “porém, terãosucesso as empresas que realmentevierem a fazer parte domercado europeu. É preciso terqualidade em toda a operaçãopara ter este quesito”.Por sua vez, Miranda, doKarneKeijo, acredita que, como crescimento do food service, atendência é de aumento da procurada indústria por armazénsfrigorificados. “A padronizaçãodas embalagens também sofreráajustes para melhorar a eficiênciada movimentação”, ressalta.SERVIÇOSADICIONAISCom relação aos serviçosadicionais oferecidos pelosarmazéns frigorificados participantesdesta reportagem especial,Oliveira diz que a CESA,por estar habilitada para osdiversos mercados de exportação,oferece a condição deexportar diretamente de seusentrepostos para os portos comguia de exportação.“Oferecemos armazenagemconvencional, blocada e emporta-palete, separação de pedido,congelamento, recuperaçãode frio, paletização, cross-docking,etiquetagem, transbordo,coleta, distribuição física e serviçode carga direta”, relacionaSouza, da Friozem.“Com a experiência adquiridados nossos consultores, estamoshabilitados a oferecer eparticipar, junto com os clientes,desde a concepção da idéiade terceirização/centralizaçãode seus produtos, até a efetivaimplantação do projeto”, avaliaGutierrez, da Refrio.No caso do KarneKeijo, osserviços adicionais incluem


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200711controle de recepção (segurançaalimentar), controlede temperatura informatizadoe indicadores dedesempenho por tipo deoperação, segundo o diretorde logística.Por último, Butori dizque a Santa Rita Logisticoferece serviços adicionaisde stretch, de paletização,de etiquetagem e de preparação,entre outros.ARMAZÉNSCLIMATIZADOS EREFRIGERADOSNo caso do Grupo LCLogística (Fone: Fone: 114143.7400), a especializaçãoé em cargas climatizadase refrigeradas.“Os cuidados especiaisnecessários para a operaçãode um armazém refrigeradodevem envolver um planode contingência de energiaelétrica, controle de temperaturacom temo-higrógrafo(carta de registro), alarmes,EPI´s específicos e docasdoble door”, segundo destacaNoêmia Lima, do departamentocomercial/SAC doGrupo LC.No caso das tecnologiasutilizadas, ela cita o WMS –que permite a automaçãodos estoques – e que os serviçosadicionais oferecidospelo Grupo, na área de refrigerados,incluem embalagens,re-rotulagem, etiquetageme fracionamento.●


12EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●AgendaOutubro 2007FeirasExpocargo’2007 – 8ª Feira deMovimentação, Armazenagem eTerminais de Cargas, Transportee LogísticaPeríodo: 3 a 5 de outubroLocal: Novo Hamburgo – RSRealização: Sinal ComunicaçõesInformações:www.expocargo.com.brexpocargo@sinalcom.com.brFone: (51) 3525.9269Expo Comex 2007 – 5taExposición Internacional deProductos Y Servicios para elComercio ExteriorPeríodo: 9 a 11 de outubroLocal: Buenos Aires – ArgentinaRealização: ExpotradeInformações:www.expotrade.com.arexpocomex@expotrade.com.arFone: 54 011 4779.5300FENATRAN –16º SalãoInternacional do TransportePeríodo: 15 a 19 de outubroLocal: São Paulo – SPRealização: Alcântara MachadoInformações:www.fenatran.com.brinfo@fenatran.com.brFone: (11) 3921.9111Logística’2007 – 1ª Feira deLogística e Movimentação deCargasPeríodo: 23 a 26 de outubroLocal: Joinville – SCRealização: MarkteventsInformações:www.marktevents.com.brmarktevents@marktevents.com.brFone: (47) 3028.0002Outros EventosPlanejamento de RedesLogísticas (Curso)Período: 2 e 3 de outubroLocal: São Paulo – SPRealização: CEL - Coppead/RFRJInformações:www.centrodelogistica.com.brcel@coppead.ufrj.brFone: (21) 2598.9812Armazéns Enxutos, Ultra Rápidose Flexíveis – Lean Warehouse(Curso)Período: 8 de outubroLocal: São Paulo – SPRealização: TigerlogInformações:www.tigerlog.com.brcontato@tigerlog.com.brFone: (11) 6694.1391Logística da Distribuição eTransporte (Curso)Período: 9 e 10 de outubroLocal: São Paulo – SPRealização: IMAMInformações:www.imam.com.brimam@imam.com.brFone: (11) 5575.1400Logística Reversa (Curso)Período: 15 de outubroLocal: Campinas – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.com/agenda.phplognet@cebralog.comFone: (19) 3289.4181


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200713Missão Técnica Internacional –Advanced Global Supply ChainPeríodo: 15 a 19 de outubroRealização: CEL - Coppead/RFRJInformações:www.centrodelogistica.com.brcel@coppead.ufrj.brFone: (21) 2598.9812Aplicação do BSC – BalancedScorecard e do Benchmarking naGestão da Operação Logística(Curso)Período: 20 de outubroLocal: São Paulo – SPRealização: TigerlogInformações:www.tigerlog.com.brcontato@tigerlog.com.brFone: (11) 6694.1391Simpósio Gestão de NegóciosPeríodo: 24 e 25 de outubroLocal: São Paulo – SPRealização: CicloDesenvolvimentoInformações:www.portalsupplychain.com.brciclo@portalsupplychain.com.brFone: (11) 6941.7072Transporte Internacional deCargas (Curso)Período: 31 de outubroLocal: Campinas – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.com/agenda.phplognet@cebralog.comFone: (19) 3289.4181Cursos GratuitosPráticas de E-Commerce e EDIPeríodo: 22 de outubroIntrodução ao Código de Barras eà IdentificaçãoPeríodo: 22 de outubroFundamentos de LogísticaIntegradaPeríodo: 23 de outubroIntegração da Cadeia deSuprimentos com o Sistema GS1Período: 23 de outubroFundamentos de Gestão deEstoquesPeríodo: 24 de outubroReposição Eficiente de Estoques:VMI e CMIPeríodo: 24 de outubroAutomação de Processos –Módulo I: Controle de EstoquesPeríodo: 25 de outubroAutomação de Processos –Módulo II: Expedição eRecebimentoPeríodo: 25 de outubroEPC e a Identificação por Radiofreqüência– RFIDPeríodo: 26 de outubroGerenciamento Eficiente deTransportes com o Sistema GS1Período: 26 de outubroLocal: São PauloRealização: GS1 BrasilInformações:www.gs1brasil.org.brautomacao@gs1brasil.org.brFone: (11) 3068.6229No Portalwww.logweb.com.br,em Agenda Estãoinformações completassobre diverssos eventosdo setor a serem realizadosdurante o ano de 2007.


14EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●POR DENTRO DA LOGÍSTICAPortos secos: fundamentaisno comércio exteriorA perfeita operacionalidade dos portos secos contribui de maneira relevante para o bom funcionamento docomércio exterior nacional, seja no fluxo de importação, seja no de exportação. Porém, burocracia, falta deinfra-estrutura e outros fatores afetam o bom desempenho do processo aduaneiro brasileiro.EADIS ou portos secos sãoterminais de carga alfandegadosonde, obrigatoriamente,passam todas as mercadoriasoriundas de importação aserem nacionalizadas ou mercadoriasque serão exportadas.Ficam localizados em zonasecundária (fora do porto) e nelessão executados serviços de movimentação,armazenagem, despachode mercadorias e bagagens,sendo realizado, ainda, o desembaraçoaduaneiro de todas as cargasque ali transitam.“A perfeita operacionalidadedos portos secos contribui demaneira relevante para o bomfuncionamento do comércioexterior nacional, seja no fluxode importação, seja no de exportação.Quando falamos de operacionalidadedo porto seco devemoslembrar que vários órgãosparticipam do processo (ReceitaFederal, Anvisa – AgênciaNacional de Vigilância Sanitária,Ministério da Agricultura eoutros), além, é claro, do permissionárioou concessionário doporto seco”, explica NivaldoTuba, diretor da Columbia(Fone: 11 3305.9999), falandosobre a importância do bom funcionamentodos portos secos nacadeia logística.De fato, Wendel Leal, gerenteoperacional da EADI Empório(Fone: 71 8179.2695), maximizaesta importância. Primeiro, dizque os portos secos possibilitammelhorar a balança comercialbrasileira, em face dos problemaslogísticos que enfrentamos, principalmentelevando em conta afalta de estrutura da zona primária(portos e aeroportos). “Elessão áreas que podem amenizar osproblemas referentes às distânciaspercorridas entre os pontosde produção e consumo, minimizandoo tempo em que os fluxosocorrem - denominados tempode trânsito. Este tempo de trânsitoé uma variável importante nalogística do Brasil, pois influi nosvolumes de estoque, nos custosde manutenção, em períodos decobrança, afetando diretamente onível de qualidade. Nos portossecos são também executadostodos os serviços aduaneiros acargo da Secretaria da ReceitaFederal, inclusive os de processamentode despacho aduaneirode importação e de exportação(conferência e desembaraçoaduaneiros), permitindo, assim, ainteriorização desses serviços noPaís.”Murillo Mello, gerente denegócios, e Monica AndreaSturm, gerente geral, ambos daEADI Salvador - Logística e Distribuição(Fone: 71 2106.7200),também destacam que a cada diaos portos secos alcançam umpapel de maior destaque na logísticabrasileira, principalmente emrazão da falta de infra-estrutura.“Com a falta de estrutura dosportos brasileiros e a escassez deárea nos grandes centros, junto aesses portos, para expansão dazona primária, a tendência é quemais e mais os portos se tornemsomente área de passagem dascargas provenientes de importaçãoe para exportação. Suas atividadesdevem ser focadas na operaçãoportuária, buscando umamaior agilidade nas operaçõesdos navios, o que torna o cenáriomais atraente para que os armadoresdisponibilizem mais linhasescalando os portos brasileiros.Sem os portos secos, as zonasprimárias estariam ainda maissobrecarregadas e a agilidadeque os importadores e exportadoresdemandam para desembaraçodas suas cargas estaria definitivamentecomprometida”, destacamos gerentes da EADI Salvador.“Ao permitir desembaraçarmercadorias importadas próximasdo seu destino final e prepararmercadorias para exportarpróximo à zona de produção, osportos secos agilizam o procedimentodo importador/exportador– fazer o serviço próximo aointeressado (o importador e/ouexportador) – o que, consequentemente,agiliza o procedimentonos portos molhados, aeroportose zonas de fronteira, cujos recintosestão sempre lotados, onerandosobremaneira os procedimentosa fins”, completa FranciscoAntonio de Almeida, diretorgeral do Porto Seco Cuiabá(Fone: 65 3667.0006).Suellen Faria Paiva Gomes,do departamento comercial doPorto Seco Sul de Minas (Fone:35 3219.1215), também apontaque os portos secos foram criadospara aliviar o fluxo de mercadoriasdas zonas primárias – portanto,o seu bom funcionamentoproporciona aos importadores eexportadores agilidade nodesembaraço aduaneiro, númerode processos naturalmente reduzidos,custos menores e proximidadedos importadores/exportadoresdo terminal alfandegado/Secretariada Receita Federal/órgãoanuentes.MAIOR RAPIDEZMesmo com todos os benefíciosoferecidos pelos portossecos, ainda é possível perceberque algumas ações deveriam sertomadas para que haja umamaior rapidez no processo aduaneirobrasileiro.Por exemplo, Tuba, daColumbia, cita que a equalizaçãodas ações de fiscalização, obviamentedentro dos parâmetroslegais nacionalmente estabelecidos,aliada a uma maior sistematizaçãodos processos seriamações que racionalizariam os trâmitesaduaneiros.“Acredito que as principaisações no momento são focar osportos secos como os terminaisdirecionados para envio de carga(carga solta e contêiner), ficandoo terminais da zona primária paraoperação dos navios e aviões decarga, com ênfase maior nos portos,que são, hoje, no meu pontode vista, um dos maiores problemasnos processos aduaneiros.Outra questão importante envolveas cargas que precisam deliberação do Ministério da Agricultura:esta questão precisa rapidamenteser repensada, a vejo,hoje, como um gargalo – sãopoucos fiscais. Vejo a dificuldadeenorme de locomoção para osportos secos, atrasando a liberaçãodas cargas, também muitasvezes por falta de veículos, gasolinaetc. Sugiro que em cada portoseco haja um posto do Ministérioda Agricultura e/ou, se nãotiver volume que compense, queo governo disponibilize mais fiscais,mais viaturas, um apoiologístico melhor. Isto se aplicatambém à Anvisa”, analisa Leal,da EADI Empório.Almeida, do Porto Seco Cuiabá,também faz suas críticas esugestões. “A fiscalização final,exceto quando amplamente justificada,deveria ser feita no destinofinal do trânsito, onde se processariao desembaraço aduaneiro.Oauditor da Receita Federalna zona primária tem até 5 diaspara iniciar o trânsito aduaneiro,prazo absurdamente dilatado.Isto pode ser feito no máximo nodia seguinte ao pedido. Tal procedimentoajudaria em muito adesobstruir a dita zona primária.No caso de alguma suspeita, oauditor da zona primária remeteriaà zona secundária (portossecos), através da Receita Federal,as exigências que seu colegadeverá proceder quando danacionalização e, também, juntoao importador, que sempre teráseu domicílio fiscal o mais próximodessa zona secundária.”Para Suellen, do Porto SecoSul de Minas, são várias as açõesque deveriam ser tomadas parauma maior rapidez no processoaduaneiro brasileiro: no âmbitode que diminuísse a burocracianos procedimentos envolvidosnas operações internacionais, aampla redução da carga tributáriae não existência de greves dosórgãos intervenientes no processoaduaneiro, bem como aimplantação de novas tecnologiasque facilitem os trâmitesoperacionais.Otimista, Rogério Fortunato,diretor superintendente da Multilog(Fone: 47 3341.5000), apontaque o processo aduaneiro jáFortunato, da Multilog: porto seco auxiliano escoamento de cargas


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200715vem sofrendo nos últimosanos uma melhoria significativa.Segundo ele, uma dasações de maior impacto paraagilidade nos processos darse-ácom a implantação doSISCARGA (programa eletrônicodesenvolvido pelogoverno que agilizará ocomércio exterior brasileiroe permitirá uma mais amplasupervisão de suas operações),previsto ainda paraeste ano.NORMAS LEGAISOutro assunto que merecedestaque é se as normaslegais que dispõem sobre ofuncionamento de portossecos merecem revisão pelasautoridades ou são satisfatórias.Tuba, da Columbia, eAlmeida, do Porto SecoCuiabá, concordam que, demaneira geral, elas atendemàs necessidades de controles,segurança e operacionalidade.“Podemos destacar quemelhorias poderiam ser adotadasno processo que habilitaos portos secos, bem comono sistema que rege a arrecadaçãotributária incidentesobre as operações dos portossecos”, completa o diretorda Columbia.Suellen, do Porto SecoSul de Minas, concorda comos seus colegas, mas lembraque as normas devem sersempre atualizadas de acordocom acontecimentos, nãosó relativos ao porto seco,mas às empresas que utilizama prestação de serviçosaduaneiros do mesmo.“No meu ponto de vista,as normas podem, sim, serrevisadas, dentro de adequaçõesde melhorias, seguindoo mundo globalizado, e atémesmo dentro de todos osproblemas logísticos quevivemos no Brasil”, diz Leal,da EADI Empório.Fortunato, da Multilog,também diz que as normasaduaneiras estão sendo constantementerevistas pelasecretaria da Receita Federale os usuários do comércioexterior vêm se adequandopara o atendimento e simplificaçãodos processos paraliberação das mercadorias.“Muitos projetos, como oSISCARGA e IN 969, sãoreflexos das melhorias quevêm sendo implantadas, propiciandoagilidade e maissegurança nos processosaduaneiros/logísticos”,aponta.CAOS AÉREOEmbora solucionado emparte, o caos aéreo ainda trazreflexos negativos para aeconomia como um todo.Neste sentido, vale a pergunta:os portos secos tiveram eainda estão tendo problemasem virtude do caos aéreo?“Sim, quem não sofreu, equem não sofre hoje no Brasil,devido ao apagão aéreo?Os reflexos maiores no meuponto de vista são as diminuiçõesde rotas e aeronavespelas companhias aéreasinternacionais para o Brasil,afetando a cadeia logística e,obviamente, a economia”,comenta Leal, da EADIEmpório.Na opinião de Mello eMonica, da EADI Salvador,o transporte aéreo, na suagrande maioria, é voltadopara cargas urgentes e de altovalor agregado. “Qualqueratraso que aconteça paraquem contrata esse serviçoacarreta em elevado custo.Frente a esta realidade, asatividades dos portos secossão completamente prejudicadas,pois a agilidade queos nossos clientes precisamacaba sendo prejudicada.Um outro ponto importante éque no comércio internacional,a transparência e ademonstração de que o paísproporciona aos investidoresinternacionais uma infraestruturaque atenda àdemanda das suas plantas éfundamental. Todos essesproblemas e a demonstraçãode completa falta de planejamentopelas autoridades acabamdiminuindo a movimentaçãodo comércio internacionale, conseqüentemente,dos portos secos”, dizem osrepresentantes da EADI Salvador.Fortunato, da Multilog,também considera que ocaos aéreo instaurado no paísrefletiu negativamente norecebimento de cargasaéreas, pois esta modalidadede operação tem sua naturezade urgência máxima emliberação e qualquer atrasogera grandes prejuízos àsempresas que necessitamdestes serviços. “Estamossendo afetados sim. O atendimentodas companhiasaéreas tem sido precaríssimoe caro”, destaca, por sua vez,Almeida, do Porto SecoCuiabá.Opiniões diferentes têmSuellen, do Porto Seco Sulde Minas, e Tuba, da Columbia.A primeira comenta queos portos secos não estãotendo problemas em virtudedo caos aéreo, pois este afetadiretamente os passageiros.“Os aviões cargueiros estãofuncionando normalmentecom possibilidade de possíveisatrasos, porém que nãoafetam o processo”, diz ela.Já o diretor da Columbiadiz que os portos secos sãofacilitadores dos processosaduaneiros, portanto a suafuncionalidade minimiza osefeitos do caos aéreo.“Importante destacar quezonas primárias deveriamdedicar-se exclusivamente àmovimentação rápida de‘passageiros’ e ‘cargas’,enquanto que todo processoburocrático aduaneiro deveriaser desenvolvido emzonas secundárias, devidamenteestruturadas para tal,como é o caso dos portossecos”, ressalta.APAGÃOLOGÍSTICOJá que estamos falandodos efeitos externos no bomdesempenho da logística,vale destacar também opapel dos portos secos noprocesso de evitar o já temido"apagão logístico".Na opinião dos representantesda EADI Salvador, o“apagão logístico” já existe eé uma realidade vivenciadadiariamente pelas empresasque enfrentam longas filasnos portos de zona primáriapara retirar ou entregar carga,pelas transportadoras quetêm o custo do seu serviçomuito maior em razão daspéssimas condições dasestradas, do alto índice deroubos de carga, da infraestruturaportuária que acarretana diminuição de escalasde navios, entre outros.Ainda para Murillo eMônica, o “apagão logístico”é enfrentado diariamentepelas empresas que contratamesses serviços e têm quepagar por isso. “O papel dosportos secos é fundamentalpara minimizar essa situaçãoe isso foi uma ação positivado Governo Federal no passado.Disponibilidade deárea para armazenagem, agilidadena carga e descargados caminhões evitandoestadias e celeridade nos processosde importação eexportação são essenciaispara tornar as empresas brasileirasmais competitivas. Apartir do momento em que osportos brasileiros foremsomente área para passagemde carga, e não de armazenagem,pois não possuemestrutura para tal, os usuáriosdesses serviços poderão, semsombra de dúvida, tornar ospreços de seus produtos maisatraentes e, conseqüentemente,os seus negócios maisrentáveis”, avaliam os gerentesda EADI Salvador.“Acredito que temos quepressionar o governo paraachar soluções imediataspara o apagão aéreo. Achoque deveríamos expor maisas nossas opiniões, e atémesmo formar um comitêem nome dos portos secospara acompanhar e levarsugestões ao governo, alémde posicionar melhor os nossosclientes que, sem dúvida,também têm pleno interessena solução deste caos”,aponta Leal, da EADIEmpório.Já Tuba, da Columbia,ressalta que os portos secostêm papel fundamental nosprocessos aduaneiros, evisam racionalizar e otimizaros desembaraços de importaçãoe exportação, operaçõesfundamentais para o desenvolvimentoeconômico doPaís.“De fato, o porto secovem para auxiliar o escoamentode cargas, assim comooferecer um serviço logísticocompleto e de qualidade,dando suporte às zonas primáriasno processo dedesembaraço de cargas”,completa Fortunato, da Multilog.Almeida, do Porto SecoCuiabá, fianaliza dizendoque o propósito do portoseco é justamente dar agilidade,rapidez, eficiência esegurança ao comércio internacional,porém somentepoderá fazê-lo se todas as organizaçõesenvolvidas estiverem comprometidas com oprocesso.●


16EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●POR DENTRO DA LOGÍSTICAGalpões industriais:rapidez, segurança eeconomia na armazenagemÉ o que todo cliente procura. E é o que os galpões industriais oferecem, deacordo com empresas do setor. Além disso, também são disponíveis nos tiposestruturados e infláveis, entre outros.Os galpões industriaisatendem às mais diversasnecessidades dearmazenagem, seja ela temporáriaou não. E também são disponíveisem vários tipos, comopode ser verificado na descriçãodas empresas abaixo que participamdesta reportagem especialdo LogWeb. AAraya do Brasil Industrial(Fone: 12 3627.4200) fabricagalpões com estruturas treliçadasde aço e cobertos com lonavinílica (Vinilona® Sansuy).“Somos a única empresa a compraro aço certificado das usinassiderúrgicas e perfilá-lo em nossafábrica”, salienta AntonioCarlos G. Silva, representanteda empresa.De acordo com ele, estes galpõessão mais utilizados nosdiversos segmentos de mercadocomo rápida, segura e econômicaproposta para armazenagemem geral e como coberturaspara áreas de produção, escritórios,alojamentos e afins.“Os principais benefícios sãoa rápida montagem, o custoreduzido quando comparado aconstruções convencionais, aversatilidade em ampliações oumudanças no layout, a isençãode habite-se por tratar-se deconstrução não definitiva eoutras isenções de impostos esua fácil desmontagem e montagempara aproveitamento emudanças”, declara Silva.De acordo com ele, a tendênciaé seguir sempre a necessidadejust-in-time que o mercadoanseia, oferecendo uma rápida esegura solução para armazenagem. A Canvas Coberturas, Galpõese Serviços (Fone: 114795.1618) fabrica galpõesestruturados desmontáveis comlonas no teto e nas laterais; galpõesestruturados desmontáveiscom telhas metálicas no teto elaterais ou telhas no teto e lonasnas laterais; e armazéns infláveis.As principais aplicaçõesenvolvem armazenagem emgeral, recebimento, expedição ecanteiro de obras, entre outros.Já os benefícios, de acordocom Vicente Domingues, diretorcomercial da empresa, são:equipamento pré-fabricado;obra rápida e limpa; não necessitade projetos, aprovações,plantas e demais burocracias deuma construção convencional;contratos flexíveis – o clientealuga pelo período/temponecessário; e melhor custo/benefícioem relação a transportare armazenar em outro galpãofora da empresa.Sobre as tendências no segmento,Domingues declara queo galpão desmontável estáficando cada dia mais útil, maisprático, mais barato e mais aceitável,pois havia no mercadouma certa resistência em alugar/comprareste tipo de equipamentodevido às pessoas nãoestarem completamente informadasquanto às suas peculiaridades.“No entanto, após asempresas conhecerem melhoras vantagens deste tipo de equipamento,se deram conta de queo custo logístico em relação aocarregar, transportar, segurar earmazenar sua produção oumatéria-prima em outro localfora da empresa realmente compensa,e muito, alugar ou comprarem galpão desmontável.Vejo que a tendência é a cadadia mais empresas utilizaremcoberturas desmontáveis”, opina. A Pistelli Engenharia (Fone:0800 162828) aluga galpõesinfláveis, galpões estruturados egalpões estruturados tipo pirâmide.“Nossos clientes vão desdeempresas de armazéns geraise eventos, chegando até asindústrias de papel, de eletrodomésticos,química e farmacêuti-


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200717ca ou, até mesmo, usinas de açúcar eindústrias de fertilizantes”, contaAcheli Pimentel, gerente comercial daempresa.Ela explica que utilizados paraarmazenagem temporária ou permanentee até mesmo para linhas de produção,estes galpões apresentam vantagensao dispensar projetos especiais.Também são fáceis de montar e fixar,adaptando-se a qualquer tipo de terreno.Possuem áreas que vão de 300 a4.000 m2, podendo aumentar o tamanhodependendo da necessidade decada cliente.“A locação de um galpão estruturadoou mesmo inflável torna-se a cadadia um negócio rentável para indústriasque dependam de rapidez, segurançae qualidade para seus produtos”,salienta Acheli. A Rentank (Fonte: 11 4138.9266)produz galpões/armazéns estruturadosem aço galvanizado e cobertura emlona vinílica para locação e venda.“Produto seguro, de fácil montagem acustos competitivos”, descreve SebastiãoLuis da Silva, gerente comercialda empresa.De acordo com ele, estas soluçõessão direcionadas a empresas que alugamarmazéns temporariamente oupermanentemente, entre elas usinas deaçúcar, áreas portuárias e indústrias deembalagens. A finalidade é supriralguma necessidade com uma soluçãorápida de armazenagem, declara Silva.Sobre os benefícios dos galpõesestruturados, destaca: “têm facilidadede montagem e desmontagem; durabilidade;produto com valor agregado,podendo ser instaladosem todos tipos depisos, desde que niveladose compactadoscom estacas ou chumbadores;são consideradosedificação transitória;suportam ventoconforme ABNT NBR6123; os tetos podemser com lona de PVCtranslúcidos paramaior incidência de luzpois pode ser relocado em poucos dias;não incide IPTU; e as exigências parainstalação são significativamentemenores”.Quanto às limitações, o gerentecomercial da Rentank diz que existemempresas de seguro que não operamcom este tipo de construção porquetêm expertise com galpões em telhasou alvenaria.Já como tendências em galpões/armazéns,na opinião de Silva,estão a consolidação da aplicação destetipo de produto como solução rápida,segura e de baixo custo e a excelenterelação custo/benefício. A Supporte Engenharia e Construções(Fone: 11 3742.8008) é umagerenciadora de projetos e obras especializadana construção de galpõesindustriais e comerciais, desenvolvendotambém projetos arquitetônicospara galpões e armazéns industriaisutilizando estrutura convencional, prémoldadaou metálica.Estas estruturas são principalmenteaplicadas nas indústrias metalúrgica,siderúrgica e farmacêutica, além deem outras atividades.Como benefícios, Odilon EdisonAlexandre Junior e Jocy S. Galassi,sócios-diretores da empresa, destacamos grandes vãos que as estruturasmetálicas e pré-moldadas são capazesde “vencer”, proporcionando grandesáreas livres de piso. “Além disso, aobra é muito mais rápida, limpa, geramenos desperdício e utiliza menosmão-de-obra civil”, apontam.Dentre as poucas limitações, ossócios-diretores dizem que arquitetonicamenteo trabalho é desenvolvidode forma modular e pré-estabelecidapelas peças padrão fabricadas pelosfornecedores, além de se caracterizarempelas linhas retas.A Tópico Coberturas Alternativas(Fone: 11 4704.6516) oferece galpõesestruturados fabricados em açocarbono galvanizado a fogo conformeABNT NBR 6323, com colunas debase articulável com cabos de açogalvanizado para contraventamentoe canaletas de alumínio para fixaçãoda lona, esta feita de PVC com tecidode poliéster de alta tenacidade, comtratamento auto-extinguível conformeABNT NBR 9442/1986, impermeávele com tratamento antimofo.Os galpões também possuem portascorrediças, seguindo sempre a alturado pé direto de cada modelo de galpão:vãos de 10 m a 40 m – pésdireitos que variam entre 5,0 m a 6,0m – os vãos são múltiplos de 5 m.Podem ser utilizados por todos ossegmentos, desde a matéria-primaaté o produto acabado, informaSimone Milano, gerente comercial daempresa.Entre os benefícios dos galpõesestão: não necessitam de fundação,natural; nos galpões modulares, ocliente pode aumentar ou diminuiros vãos conforme a necessidade,depois de instalados; e podem seracoplados a outros tipos de galpões,interligando os mesmos com calhase tapadeiras.“Estamos sempre procurandosoluções e alternativas seguras parasegurança e qualidade que oferecemosaos nossos clientes, uma vezque somos responsáveis pelo materialque fabricamos e instalamos”,diz Simone.Sobre as tendências em galpões/armazéns,Alexandre Junior e Jocy citama industrialização dos processos executivosna construção civil, além demaior planejamento no canteiro deobras, o que gera a necessidade daatualização e especialização da mãode-obracivil, maior preocupação coma estética através de acabamentos maissuavizados, encaixes mais desenvolvidose novas peças.“Falando diretamente dos galpões, atendência é que, além de serem cada vezmais utilizados, sejam cada vez maiorese atendam, além do armazenamento, afunção de sede empresarial, com escritórios,salas de reunião, departamentos ediretorias”, expõem.●


18EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●Acessórios para empilhadeirasCascade tem novidades em produtos,especialização e infra-estruturaACascade Corporation(Fone: 13 2105.8800) –especialista no desenvolvimento,fabricação ecomercialização de acessórios egarfos para empilhadeiras –acaba de inaugurar a sede daCascade do Brasil na cidade deSantos, SP, que possui aproximadamente500 m2 de áreaconstruída.Para Ramatis Fernandes,diretor-presidente da empresa,os motivos que levaram à escolhado local foram: o porto esuas operações que envolvem ouso de garras para exportação/importaçãode celulose,bobinas de papel e fardos dealgodão; suprir a carência degarfos para empilhadeiras detodas as capacidades; mão-deobraespecializada local; enecessidade de instalaçõesmaiores a um custo operacionalmenor.Fernandes detalha que o pisosuperior da nova sede abriga osdepartamentos administrativo,de vendas, financeiro, logística,comunicação, jurídico e diretoria.Já o piso térreo possui umagrande área para armazenamentode peças, garfos e equipamentos,como também uma oficinapara reforma e manutençãoem geral.Além da mudança, a CascadeCorporation também traz para opaís um dos maiores especialistasem movimentação de produtos.Brad Vandehey é o diretorinternacional de produtos damultinacional há 12 anos, sendooito deles especializados emgarras de bobinas de papel. Possuiexperiência adquirida nasindústrias e nos portos de paísesda Europa, Ásia e Oceania, e éresponsável pelo desenvolvimentodas garras modelos 38F,25H, 33H, 120H, 90FX e dasplacas de contato UDP e RXH.Além disso, participou da criaçãodo Programa de Redução deDanos para todos os acessóriosda empresa, e também dosDVDs de instruções e treinamento.“Ele veio ao Brasil para apresentaraos clientes melhoressoluções de movimentação, atravésdas diferentes opções deequipamentos e acessórios. Como objetivo de fortalecer a marca,aumentar as vendas e fornecer amesma qualidade de atendimentoe assistência técnica utilizadapela matriz, ele e outros profissionaisespecializados de qualqueruma das fábricas da CascadeCorporation, localizadas em 8diferentes países, virão para daro suporte que a Cascade do Brasile o cliente necessitarem”,explica Fernandes.Quanto às perspectivas emrelação ao mercado, o diretorpresidenteconsidera que sãoexcelentes. De acordo com ele,vários são os fatores que contribuempara isso, como a expansãoda indústria e da economiabrasileira e os mercados nacionale internacional exigindogarras e acessórios com tecnologiaque visam maior produtividade,segurança e redução dedanos. “A propósito, gostaria dechamar a atenção dos operadoreslogísticos em geral comrelação a esse último tópico dotrinômio trabalhado pela Cascade,a redução de danos. Temosobservado que o conceito de‘avaria’ no mercado brasileironão é o mesmo no mercadointernacional. Não tenho receioalgum em afirmar que, além deprejuízo financeiro, muitasempresas acabam tendo a imagemde seus produtos comprometidae, conseqüentemente, asua também, por não darem adevida importância a esse simplestópico”, declara.NOVIDADES EMPRODUTOSEntre as novidades em produtosda Cascade para até oquarto trimestre de 2007 estãoas garras para bobinas de papelda série H, “com braços deespessura mais fina, maiorcapacidade residual, maior visibilidadee segurança e conseqüenteaumento de produtividade”,detalha Fernandes.Outra novidade é o singledouble ou posicionador duplode garfos da série G. “Esse equipamentorequer pouca manutenção,oferece maior visibilidade,maior capacidade residual edurabilidade de aproximadamente2,5 vezes superior aosimilar disponível no mercado,ou seja, por volta de 250 ciclos,se usado corretamente, conformetestes realizados”, conta.Os garfos para empilhadeirasda marca Worldfork – garfomundial – também estão entreas novidades, assim como oselecionador de camadas – layerpicker –, que permite o manuseioe o empilhamento em paletesde camadas individuais oumúltiplas de produtos enlatadosou engarrafados.●


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200719EMPILHADEIRASPaletrans comemora 25anos e amplia fábricaAo comemorar seus 25 anos deatuação no mercado brasileiro,a Paletrans (Fone: 163951.9999) está anunciando a expansãode sua unidade fabril, que ganhoumais 4.000 m2. Com isto, irá dobrarde tamanho e quadruplicar sua capacidadeprodutiva atual.“A meta, com esta expansão física,é aumentar o faturamento nos próximosanos, passando dos previstos R$70 milhões, em 2007, para R$ 250milhões e, conseqüentemente, criarnovos postos de trabalho, passandodos atuais 210 funcionários para350”, diz Augusto Zuccolotto, diretorde operações da empresa. Além disso,também está previsto, para 2008, umprojeto de robotização das áreas desolda e pintura, com a instalação deestações automatizadas de tratamentode superfície dos equipamentos.LINHA DE PRODUTOSLineu Penteado, presidente daempresa, diz que há motivos de sobrapara comemorar os 25 anos da Paletrans.“Nosso último lançamento, aempilhadeira retrátil elétrica de correntealternada PR, é sucesso de vendas.A empresa foi a primeira a fabricareste tipo de equipamento no Brasil”,comemora.Segundo ele, a Paletrans produz30.000 transpaletes manuais por anoe, além de ser líder no mercado brasileiro,é a 6ª maior produtora mundialdestes equipamentos. “Estamos atrássomente de três fábricas chinesas,uma sueca e uma italiana”, diz.Ele também aponta alguns dosequipamentos fabricados pela empresa.“As atividades da Paletrans começaramem 1982 com a fabricação dotranspalete manual hidráulico, hojeconhecido como TM e com capacidadepara 2.200 e 3.000 kg. Em 1994, aempresa tornou-se líder no mercadobrasileiro deste equipamento, posiçãoque mantém até hoje”, diz Penteado.Por sua vez, lançada em 1987, aempilhadeira hidráulica manual LMtem capacidade para 500 e 1.000 kg eelevação de 1.000 e 1.600 mm. “APaletrans alcançou a atual liderançade mercado com este equipamentoem 1992”, afirma o presidente.Já a empilhadeira elétrica manualLE foi lançada em 1988. Possui capacidadepara 1.000 kg e elevação de1.600, 2.600 e 3.400 mm, estandodisponível em versões de correntescontínua e alternada. Conforme lembraPenteado, a liderança da Paletransno mercado com este equipamentoveio em 1995 e se mantém até hoje.A empresa também produz empilhadeirastracionárias ou stackers nosmodelos PT, de bateria tracionária, ePX, de bateria automotiva. O presidenteda empresa destaca que, quatroanos depois de seu lançamento, em1999, a Paletrans se tornou líder demercado neste segmento. O equipamentopossui autonomia de oito horasde operação, capacidade máxima decarga de 1.600 kg e elevação de 1.600a 5.400 mm.Lançado em 2000, o transpaleteelétrico TE possui capacidade para1.800 e 2.500 kg e está disponível nosmodelos de corrente contínua e alternada,com opção de operador a bordoou a pé. “Após seis anos de seu lançamento,o transpalete elétrico foi totalmentemodificado e ganhou novaengenharia, o que levou a Paletrans aalcançar, no momento, a 3ª posiçãono mercado deste segmento”, apontaPenteado.E o presidente da empresa continua:“a menos de um ano do lançamentoda empilhadeira retrátil elétricaPR, em 2006, a Paletrans já se tornouvice-líder de vendas deste equipamentono Brasil e pretende alcançarem breve o primeiro lugar”. Aempilhadeira tem capacidade para2.000 kg e elevação de até 11.600mm.LOCAÇÃOPenteado também informa que aDisktrans, empresa do grupo Paletrans,é considerada a pioneira nomercado de locação de transpaleteshidráulicos, com serviços prestadosnesta área desde 2001. Atualmente –segundo ele –, tem 8 mil equipamentoslocados e atende vários tipos declientes, com frotas superiores a 500unidades.“O sistema diferenciado da Disktransgarante que a frota locada permaneçasempre em operação, semperdas com equipamentos parados. Ocliente não corre nenhum risco deficar sem transpaletes para movimentarsuas cargas, pois garantimos asubstituição do equipamento quebradopor um novo ou reformado no prazomáximo de 72 horas”, diz IvêniaCarnaúba dos Santos, diretora comercialda Disktrans.Além disso, para facilitar a troca desistema dos novos clientes, a empresase compromete com a compra da frotaantiga. “Outra vantagem é o preço dalocação, extremamente baixo. Isso seexplica pela economia de escala, quereduz nossos custos de manutenção,aquisição e administração de equipamentos”,completa Ivênia.Além de atuar num raio de 150 kmde São Paulo, a empresa está presentetambém em Porto Alegre, Rio deJaneiro e Ribeirão Preto. Os equipamentoslocados apresentam capacidadesde 2.200 kg e 3.000 kg.●


Informe PublicitárioAcumuladores Mouraassume liderança embaterias tracionáriasEmpresa comemora 50º aniversário executando estratégia para ganhar mercadoe ser a primeira no setor de logística em dois anos.Até o final deste ano, as baterias LOG HDP, fabricadaspelo Grupo Moura, estarão com uma fatia de 37%do mercado. O percentual será resultado da estratégiada empresa de assumir a liderança geral no setor debaterias tracionárias, reposição e montagem em atédois anos.Para a expansão de mercado, a Acumuladores Mourafoca em ações contundentes e voltadas ao aumento demarket share. O grupo, inclusive, estuda a aquisição defabricantes concorrentes. Outra ação do grupo, até o finaldo ano, é o fechamento de uma parceria internacionalvisando o intercâmbio de tecnologia com fabricantesreconhecidos mundialmente. Também está acontecendo acontratação de técnicos que reforçarão o staff ligado àLOG HDP, além do aumento da estrutura de assistênciatécnica em São Paulo e nos outros estados.Ainda focada na melhoria constante do atendimento,a empresa fortalece a sua rede de distribuidores, que jáconta com mais de cinqüenta pontos em todo o Brasil, eos representantes da linha LOG HDP. Entre os clientesatendidos estão fabricantes de máquinas utilizadas nosetor de deslocamento de carga como a Skam, Paletranse Clark. Todos eles usam a LOG HDP, única no Brasil comEdson MororóMoura,fundador daempresa:início compouquíssimosrecursosa renomada tecnologia americana de placas planas envelopadas,um destaque na indústria nacional, já que estátomando boa parte do mercado por ser robusta o suficientepara resistir às condições extremas das operaçõeslogísticas. No início deste ano, a linha LOG HDP indicavauma participação de cerca de 25% do mercado.O aumento para 37% até dezembro significaum incremento de 12% em apenas 12 meses.Com essa expansão e uma estratégia ousada, a BateriasMoura reforça a participação da sua linha LOG HDP.As baterias receberam inovações no projeto e na distribuição,garantindo o seu fornecimento ao cliente onde eleestiver e a qualquer tempo. As principais melhorias nosacumuladores tracionários da Baterias Moura foram apresentadasaos players do mercado de logística na últimaMovimat, realizada de 7 a 10 de agosto deste ano em SãoPaulo.Aniversário e ampliação – A ampliação da fábricaem Belo Jardim, PE, aumentará em 25% a capacidade deprodução, o que significa um milhão de unidades a maispor ano. “Vimos que era hora de investir”, afirma o vicepresidentefinanceiro da Moura, Paulo Salles. O aporte deUS$154 milhões servirá, ainda, para modificar a tecnologiade fabricação das baterias. Todo o processo estaráconcluído em três anos. Com esse investimento, os acumuladoresMoura, que já possuem um padrão de qualidademundial, ficarão ainda melhores.Essas ações da Moura acontecem quando a companhiacomemora seus 50 anos. No início, Edson MororóMoura se lançou com pouquíssimos recursos ao desafiode produzir baterias automotivas, na cidade de Belo Jardim(a 187 km do Recife, PE). Hoje, a companhia é umadas mais prósperas do setor, líder de mercado no Brasil ena América Latina e está pronta para o futuro investindoem gestão e qualidade total nos seus processos administrativos,industriais e comerciais.Linha LOG – A linha de baterias LOG tornou-se amais completa do mercado nacional com a integração detrês famílias distintas, sendo a LOG HDP, LOG Diesel eLOG monobloco.Linha LOG HDP – Entre as baterias LOG há as quesão montadas com a exclusiva tecnologia HDP. Os acumuladoresdessa família acabam de receber novos componentes.O resultado é um desempenho melhor. As placasplanas estão mais densas e protegidas por retentoresPaulo Salles,vice-presidentefinanceiro da Moura:“vimos que era horade investir”de maior porosidade. As curas e os planos de formaçãodas placas ganharam curvas de controles ainda mais precisas,reduzindo a variabilidade final do processo. A taxade compactação dos elementos foi elevada na montageme as placas positivas passaram a ser ancoradas. Tudoisso tornou a bateria mais robusta para enfrentar o regimede trabalho intenso, típico das operações logísticas.Além de tudo isso, um outro destaque é a facilidade demanutenção, pois cada uma de suas células é parafusada,e não soldada, o que permite que as intervenções noproduto sejam feitas facilmente no próprio local e de formamais rápida.LOG Monobloco – Esta família equipa um conjuntocrescente de veículos e dispositivos de tração elétrica. Osacumuladores estão presentes em montagens industriais,Instalações industriais da Moura em Belo Jardim, PE


Bateria tracionáriaLOG HDP: 37% domercado, até o finaldo anonosdesenvolvimentosde veículoselétricos e híbridos. O destaqueé a sua durabilidade e utilizaçãode componentes específicos paratração elétrica em operações logísticas.LOG Diesel – Oferece o maior rendimento quilométricodo mercado, cerca de 50% maior que as bateriascomuns. É o acumulador mais robusto da categoria, idealpara equipar caminhões, ônibus e tratores movidos a óleodiesel. A LOG Diesel é utilizada em larga escala comoequipamento original das montadoras de caminhões epassou a equipar progressivamente frotas em operaçõesprofissionais.A Moura e os Mercados – Segundo dados do SindicatoNacional da Indústria de Componentes para VeículosAutomotores (Sindipeças), apenas 24,7% das empresasda área foram fundadas até 1960. Ainda hoje, a BateriasMoura foge do padrão, já que foi fundada em 1957 e estáentre as 31,2% das empresas do setor de autopeças instaladasfora de São Paulo.Desde a fundação da Baterias Moura muita coisamudou. A história da empresa está naturalmente inseridano contexto evolutivo tanto da indústria automobilísticanacional quanto da evolução na tecnologia dos produtos,dos processos de produção e, também, das abordagensgerenciais. A Moura passou nos últimos 50 anos portodos os ciclos evolutivos enfrentados pelo setor industrialdo mundo inteiro. O que a torna peculiar é que, aocontrário das demais, conseguiu crescer e assumir a liderançafora dos grandes centros industriais.Atualmente, seus produtos fornecem energia paraoperações logísticas, carros, embarcações, telefonia celulare fixa e são encontrados na Europa, Américas do Sul eCentral. A cada investida internacional a empresa se consolidacomo principal exportadora de Pernambuco, forado segmento sucroalcooleiro, possuindo uma produçãoanual que supera 3,6 milhões de unidades.No segmento automotivo, sua bateria é a peça originalde fábrica da Volkswagen, Ford,Renault, Fiat, Daimler Chrysler e Iveco.De cada dez carros produzidos noBrasil, seis são equipados originalmentecom seu produto. Esse é umnúmero significativo quando sepensa numa frota estimada emmais de 23,2 milhões de automóveisno País, segundo dadoscoletados em 2005 e formatadosem 2006 pelo Sindipeças.Opção pela logística –A empresa enxergou oportunidadesno segmento delogística. Compreendeu omovimento surgido em tornoda urgência de maiorcompetitividade, principalmentedo suprimento nahora e no local definido,com o menor custo. Umcontexto em que foram instaladosos centros de distribuição,operadores logísticos,terceirização de váriosserviços de infra-estrutura,transporte e armazenamento.É neste momento, quandoocorre a busca de ofertasmais competitivas, que aMoura lança, em 2002, assuas baterias tracionáriascom a linha LOG HPD. Com ainiciativa o grupo conquistouum crescimento de 15% nassuas receitas. Um outroaspecto positivo do investimentoestá relacionado a suasinergia tecnológica. O domíniodo conhecimento de acumuladoreselétricos e suas várias aplicações têmsido uma das bases do desenvolvimento daMoura. Hoje, a LOG HDP é essencial parao Grupo, caracterizando-se como um produtoreconhecido pela qualidade intrínseca e pelosserviços associados.Visão de Excelência – A Moura é atualmenteo fabricante brasileiro de acumuladores deenergia elétrica com o portfólio mais amplo.A empresa investe em processos de gestão daqualidade há mais de 15 anos. Também aplicarecursos em pesquisa e desenvolvimento de novaslinhas de produtos. A Moura mantém intercâmbioscom indústrias européias, universidades de outros paísese nacionais, participa de projetos de veículos especiais– elétricos, híbridos – e apóia o desenvolvimento deprotótipos e edificações ecoeficientes, alimentadas porfontes energéticas renováveis.Desenvolvimentos – A LOG HDP é um exemplo decomo um desenho flexível na estrutura da empresa podereduzir o tempo entrea observação dasoportunidades do mercadoe o desenvolvimentoefetivo de produtos.A Moura possuivários comitês interfuncionais.Alguns sãopermanentes, outrostemporários, direcionadospara resolverquestões específicas.A Moura Baterias Industriais dispõe de uma ampla assistênciatécnica e conta, também, com empresas ligadasao grupo que são especializadas no trato direto com osclientes.Embora caiba aos departamentos de marketing ecomerciais o primeiro insight sobre um novo produto, odesenvolvimento com todos os detalhes de produção éum trabalho que envolve uma grande equipe. Todos sãoconvocados para contribuir nos desenvolvimentos, inclusiveos diretores. Os projetos só podem ser aprovados setiverem seus investimentos e retornos planejados. Os planos,transformados em metas com indicadores dedesempenho, são implementados e reavaliados sistematicamente.Canais de negócios – A Moura conta com distribuidoresposicionados nos principais centros urbanos doPaís. Cada um deles é responsável por uma área geográfica,que pode ser uma cidade, uma micro-região ou mesmoum Estado. Eles também fazem prospecção, atendimentoaos clientes de varejo e dão assistência técnicaaos consumidores finais. Portanto, as empresas clientesterão suporte da Moura não importando onde estejaminstaladas.Linhas especiais – O atendimento dos clientes daslinhas especiais – Clean e Log – é realizado diretamentepela Moura,contando com o suporte de uma rede de distribuição.Isso pode ser explicado pelas característicascorporativas de cada um desses mercados – onde asrelações comerciais se estabelecem de forma business tobusiness (B2B), em geral com volumes concentrados.A internacionalização da marca – A Moura conquistoumercados em outros países da América Latina. Oprimeiro a receber a bandeira da Moura foi Porto Rico. NaArgentina, a empresa exporta diretamente para a Ford eVolkswagen. A Moura chega ainda ao Paraguai e Uruguai.Na Europa, a Moura está presente no Reino Unido. Osacumuladores da empresa equipam automóveis e foiclassificada como bateria premium por seus clientes daterra da rainha Elizabeth II. Uma média de 12% da produçãoda Moura é exportada.Fone: 0800 701.2021LOG Diesel: rendimentoquilométrico 50% maiorque o das bateriascomuns


24EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●Cadeia do FrioArmazenagem frigorificada:para que ter armazéns próprios?Segundo o presidente da ABIAF, é melhor negociar um bom contrato com um prestador de serviçoem armazenagem e distribuição do que construir sua própria câmara e ter frota própria.De acordo com o trabalhode coleta de informaçõesrealizado pela ABIAF –Associação Brasileira da Indústriade Armazenagem Frigorificada(Fone: 17 3345.5900), arede brasileira de armazéns frigoríficosde uso público é compostapor 150 unidades distribuídaspraticamente em todosos Estados da Federação, totalizando4.265.554,3 m³, equivalentesà ocupação de 1,05milhões de paletes ISO II.O estudo da ABIAF apontaque a central de estocagem frigorificadanão é um depósito,mas um dinâmico centro de serviçospara produtos perecíveis.E, ainda, descreve que a redebrasileira, de uma maneira geral,opera em níveis melhores doque os recomendáveis pelalegislação. “Essa postura daindústria de armazenagem frigorificada,nivelando ‘por cima’em termos tecnológicos, foi oque possibilitou ao país exportarprodutos agroindustriais para osmercados mais exigentes esofisticados”, diz o estudo.Por meio dele também éobservada a grandeza do apoioda rede de frigoríficos de usopúblico à economia brasileira,contribuindo com a exportaçãode alimentos congelados, particularmentecom as indústrias decarne bovina, frangos e suco delaranja, que atingiram os primeiroslugares no comérciomundial. Além disso, há empresasque alugam os espaços e osserviços desejados, e o pagamentose dá pelos períodos utilizados.De acordo com o trabalho daABIAF, a grande dificuldadepara o armazenamento de alimentosperecíveis está naQuantidadede Unidades: Setor Privado: Setor Público: Total113 = 75,33% 37 = 27,67% 150 = 100%Obs.: Considerou-se o número de unidades públicas, desprezando-se acapacidade instalada de cada unidade. Só a Infraero dispõe de 15unidades distribuídas em 11 Estados, totalizando 21.684,5 m³.manutenção da sua “boa qualidade”,ao longo de toda a cadeiado frio. “Enquanto que nas centraisde estocagem há um perfeitocontrole de todo o processo,o mesmo não ocorre completamenteem outros segmentos,como o dos transportes, eem grande parte da rede devarejo”, analisa.De acordo com o estudo, osarmazéns frigoríficos oferecemuma ampla gama de serviçosque os torna uma verdadeiraextensão das instalações dosclientes. Além da armazenagemfrigorificada, para a qual toda amovimentação é mecanizadacom a utilização de paletes eoutros sistemas, a totalidade dasempresas opera as cargas e descargasem áreas climatizadas.Muitas mercadorias são submetidasa processos de pré-resfriamento,congelamento ou dedescongelamento controlado.Algumas recebem também serviçosadicionais, como pesagens,vistorias, embalagem oureembalagem, etiquetagens econtroles de qualidade.Várias instalações prestamserviços às exportações, como apreparação dos lotes, marcações,colocação em paletes oneway,vistorias, carregamento decontêineres, acompanhamento esupervisão de embarques.“Em geral, estas unidades,além da aprovação e supervisãode suas operações pela SIPA doMinistério da Agricultura, sãovistoriadas por técnicos deoutros países como os do MercadoComum Europeu, aliás, osmais exigentes. Várias delastêm a condição de EntrepostoEspecial Aduaneiro”, destaca oestudo da ABIAF.Ele também explica que, emgeral, os armazéns frigoríficospúblicos prestam serviços adicionaisde fornecimento deenergia elétrica a caminhões econtêineres, assim como vistorias,lavagem, desinfecção eforração de veículos.Fornecem, também, váriasdessas empresas, recibos,conhecimentos de depósito ou“warrants”, permitindo ao proprietáriodas mercadorias financiaros seus estoques e negociálos.Além de controles diáriosdos estoques, com a ajuda dainformática, que permite aocliente conhecer a qualquermomento a sua posição em termosde volume, valores, tiposde produtos e outras informações,até os prazos de reposiçãodos estoques.Outro assunto tratado noestudo é o crescente número deempresas de armazenagem frigorificadaenvolvidas nos processosde distribuição física.Atualmente, toda a rede dearmazéns frigorificados de usopúblico está, em maior oumenor escala, especializadaneste serviço.O futuro da armazenagemfrigorificada, de acordo com apesquisa realizada pela ABIAF,é apresentado nos tópicos aseguir:Na medida em que aumentao poder aquisitivo e na medidaem que a sociedade evolui culturalmente,maior é a demanda porprodutos frigorificados e, conseqüentemente,a armazenagemnecessitará expandir-se.As pessoas tendem a dedicarmenos tempo aos afazeresdomésticos e buscam alimentosprontos, semipreparados.A indústria de fornecimentode refeições, os restaurantes,os hospitais, as escolas e outrasinstituições procuram, cada vezmais, abastecer-se com matériaprimasemipronta.A modernização da agricultura,a melhoria de qualidadedos seus produtos e a busca demaior estabilidade de preçosconverge para a frigorificação,como o principal e mais eficientemétodo de conservação.Mas, o estudo também avisa:“essa indústria é, no entanto,extremamente especializada.São necessários extensosconhecimentos tecnológicospara se ter êxito. Temos assistidoa muitos fracassos e perdasde dinheiro por falta de conhecimentosadequados”.TENDÊNCIASSobre a tendência atual dealguns grandes frigoríficos estaremconstruindo seus Centrosde Distribuição refrigeradospróprios, Apparicio PenteadoJunior, presidente da ABIAF,analisa que isso demonstra queo assunto não foi avaliado emtoda a sua extensão.Ele demonstra que os custosde uma operação própria sãosignificativamente maiores doque aquele apurado em armazénsterceirizados. Isso porqueno armazém próprio todos oscustos diretos e indiretos geradosserão absorvidos integralmentepela empresa, ao passoque se operacionalizado emcentros de distribuição deArmazéns de Uso Publico essecusto é proporcionalmente rateadoentre multiclientes, alémde se pagar pelos serviços prestadossomente em função dareal utilização dos espaços.“Seria a mesma comparaçãode adquirirmos uma aeronavepara transportarmos nossos funcionáriospara não pagarmoscompanhias aéreas de terceiros.O custo de uma câmara operadaessencialmente para um únicocliente é altíssimo”, apontaPenteado Junior, citando custosde energia, mão-de-obra operacional,equipe de manutenção,corpo gerencial, riscos degerenciamento dos estoques,custos de inventários, acompanhamentoda validade dos produtos,manutenção de toda umaestrutura administrativa parasuporte, como: emissão dedocumentos fiscais, relatóriospara o SIF, sistemas de gerenciamentoWMS - com seus custosde licença, implantação,customizações e taxas demanutenção, etc.“Para que tudo isso, sepodem contar com empresasaltamente capacitadas para executartodos esses serviços deforma mais organizada e de baixocusto? Se fizessem realmentea conta na ponta do lápis, nãofariam centros próprios de distribuição”,opina o presidenteda ABIAF.De acordo com ele, é melhornegociar um bom contrato comum prestador de serviço emarmazenagem e distribuição doque construir sua própria câmarae ter frota própria. “Os valoresinvestidos em Centros deDistribuição deveriam ser canalizadaspara a produção, que é oprincipal foco de negócio docliente”, finaliza.●Cuidados com os produtos resfriados*Os alimentos chamados “resfriados” devem ser mantidos, em geral, emtemperaturas de 0° C até 16° C. Cada produto tem sua faixa de temperaturaespecífica, assim como um adequado nível de umidade relativa.*Os alimentos “congelados” (também chamados de “supergelados”) podem serarmazenados todos à mesma temperatura. As normas internacionaisdeterminam o nível máximo de -18° C. Esse nível deve ser observado nostransportes, armazenagem e na rede de varejo.*As instalações brasileiras, a exemplo do que ocorre em outros países,adotaram os níveis de -25° C e -30° C para atender ao aumento dos prazos dearmazenamento e a alguns produtos mais sofisticados, além de ofereceremsegurança extra contra eventuais problemas nos transportes e distribuição.Fonte: ABIAF


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200725Cadeia do FrioALL tambémtransportacongelados viaferroviaA ALL – América LatinaLogística (0800 701 2255),operadora logística combase ferroviária, tambémtem um importante papel nacadeia do frio. Sua primeiraoperação de carga refrigeradateve início em 2002, paraa Sadia. Em 2005, começoua operar, em parceria com aStandard, um expresso defrigorificados, com cargasde fabricantes variadas.Atualmente, realiza operaçõespara uma série declientes do setor, entre eles,Sadia, Perdigão e Seara.Do segmento de congelados,a empresa transportafrango frigorificado, frangointeiro, corte de frango esuíno, e também estuda apossibilidade de iniciar otransporte de carne bovina.As operações se concentramno sul do país, comdestino final no Porto deParanaguá, PR, e o transporteé intermodal. Entre 2002e 2006, a operação era feitacom um vagão gerador paracada cinco vagões em umacomposição. Em 2006, noentanto, foi realizado umprojeto para a Sadia, a fimde melhorar o tempo detrânsito. A ALL instalougeradores nos terminais deCascavel, Guarapuava eIguaçu, todos no Paraná,além de no Porto de Paranaguá,para possibilitar quefossem feitas recargas defrio em cada uma das paradas.A iniciativa eliminou anecessidade do vagão geradore viabilizou uma economiapara a operadora logística.O segmento de cargas frigorificadasé estratégicopara a unidade de industrializadosda empresa. Em2006, foram fechadas cinconovas operações, triplicandoo volume realizado no anoanterior. Em 2007, a companhiatornou-se o operadorlogístico da Sadia, além deiniciar operação para a Perdigãoem janeiro.●


26EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007Cadeia do Frio●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●Para Perdigão, controlesde temperatura rastreáveissão muito importantesControle da cadeia de frio mantendoos custos a um nívelcompetitivo e a excelência naqualidade dos produtos e serviços”.Este é o desafio da Perdigão (Fone:0800 7017782) – considerada uma dasmaiores companhias de alimentos daAmérica Latina – descrito por VitorLuiz Berto, gerente de armazenagem edistribuição da empresa.De acordo com ele, a situação atualdemonstra uma malha rodoviária precária,e o aumento nos volumes vendidostorna as operações, dentro dosCentros de Distribuição, mais complexas.“Ainda assim estamos apresentandoótimo desempenho no balanceamentodas sazonalidades semanais edando sinergia e otimização das operaçõeslogísticas”, informa Berto.De qualquer forma, segundo ele,sempre haverá um ponto a ser atacadopara que se mantenham constantes asmelhorias. São elas: a atualização dossistemas de informação, os pontos detransbordo e a rastreabilidade dos veículos.“Citamos também como um denossos diferenciais o sistema utilizadopara a roteirização, que foi centralizada,agregando maior controle, eficáciae visão macro da operação”,acrescenta.Para o gerente de armazenagem edistribuição, é de suma importância, afim de manter a qualidade na cadeiado frio, que se tenha os controles detemperatura, mantendo-os rastreáveisnos elos logísticos. Minimizar os temposde exposição fora do ambienteresfriado, monitorar o tempo em queos veículos ficam parados, além damanutenção de uma frota nova, comequipamentos de ponta, também sãopontos essenciais.Recentemente, a empresa adquiriu,no que se refere ao mercado interno,novas unidades produtoras em MirassolD’Oeste, MT (bovinos); Mineiros,GO (aves); e Sino do Alpes, RS (processados);mais as margarinas Doriana,Delicata e Claybom, e a joint-venture(UP Alimentos) com a Unilever,onde a Perdigão responde pela distribuiçãoda marcas Becel e BecelProActive.Tais investimentos são vistos pelacompanhia não só como aumento deprodução e ou portfólio, mas tambémcomo oportunidade de negócio nestesmercados. Hoje, a Perdigão possui 16unidades processadoras de carnes, instaladasem Santa Catarina (seis); RioGrande do Sul (quatro); Paraná (uma);Goiás (três); Mato Grosso (duas), alémde duas unidades processadoras de lácteos,no Paraná e em Santa Catarina.Para manter a cadeia abastecida efazer a distribuição, a empresa contacom 17 CDs estrategicamente posicionadosem Belém, PA; Belo Horizonte,MG; Brasília, DF; Campinas,Santos e São Paulo, SP; Florianópolis,SC; Fortaleza, CE; Manaus, AM;Marau, RS; Recife, PE; Rio de Janeiro,RJ; Rio Verde e Videira, GO; Salvador,BA; São José dos Pinhais, PR;e Vitória, ES.Dentro do plano de crescimento até2011, a companhia investirá um montantede R$ 206 milhões na ampliaçãodos centros de distribuição, com tecnologiasque são as atuais referênciasno que diz respeito à armazenagem emovimentação de produtos congeladose resfriados.●


28EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●Cadeia do FrioLogística do pequeno e do imediatoÉ assim que a chefe do Centro de Qualidade em Horticultura da CEAGESP define o processo logístico dacadeia do frio para os alimentos. “A comercialização é uma corrida contra o tempo”, diz.Quando o assunto é transportee armazenagem deprodutos resfriados,logo vem à mente um tipo decarga: alimentar, ou, maisespecificamente, frutas, legumese verduras.Por isso, o jornal LogWeb,nesta edição especial sobre acadeia do frio, obteve importantesdados com a CEAGESP -Companhia de Entrepostos eArmazéns Gerais de São Paulo(Fone: 11 3643.3700), queadministra uma rede de armazenagem– incluindo armazéns,silos e graneleiros – e outra deentrepostagem, assegurandogrande parte do abastecimentodo Estado.O valor da produção agrícolano Brasil, semelhante ao valorda produção de grãos e oleaginosas,gira em torno de R$ 15bilhões. Nos supermercados, há73.965 lojas onde ocorrem 80%da venda de alimentos, 9% dovalor dos alimentos e 19% dovalor dos alimentos perecíveis.Nas grandes empresas de refeiçãocoletiva, há 8,9 milhões derefeições por dia, 900 empresase 19% do custo. São os dadosfornecidos por Anita de SouzaDias Gutierrez, chefe do Centrode Qualidade em Horticultura daCEAGESP.De acordo com ela, a importânciada CEAGESP dentro dalogística de hortifrutis é muitogrande, já que o local recebe produtosde mais de 1.400 municípiosbrasileiros e 24 Estados,responde por 12 a 13% da produçãonacional de frutas e hortaliçasfrescas e 50% de todo ovolume comercializado nas ceasasbrasileiras. “Recebemos, sóem São Paulo, 10.000 toneladaspor dia de frutas e hortaliçasfrescas”, conta Anita.Em relação à logística dacadeia do frio, ela declara quealguns dos aspectos que devemser analisados para a busca demodernização do setor de hortifrutisenvolve o fato de o produtorser pequeno, a produção,sazonal, e o produto, perecível.Anita conta que uma partegrande dos produtos é produzidapróxima a São Paulo, em tornode 200 km de raio (principalmenteas hortaliças). “O produtocontinua vivo, respirando, transpirandoe se transformandodepois da colheita. O valor doproduto é determinado pela suaaparência, frescor e sabor”,aponta. De acordo com ela, existemgrandes diferenças de tolerânciaao frio entre as espécies,as variedades e o estágio dematuração do produto. O conteúdode água do produto gira emtorno de 85 a 95%, e a perda demassa é dramática na póscolheita.Ela informa que o préresfriamentonão é utilizado(raras exceções), e que a quebrada cadeia de frio é o procedimentonormal e acelera a senescência(envelhecimento).“É a logística do pequeno edo imediato. A comercializaçãoé uma corrida contra o tempo”,analisa a chefe do Centro deQualidade em Horticultura daCEAGESP.Na sua opinião, é preciso instituirum Programa de Modernizaçãoda Logística das Frutas eHortaliças Frescas que prevejaincentivos e financiamentos paramodernização, em todos os elos.Para ela, a refrigeração é partedo processo de modernização.“Um outro aspecto é a capacitaçãodo pessoal que já utilizarefrigeração. Hoje está tudo errado,o que acaba depreciando oprocesso”, diz.Anita também expõe que nãoexiste elo coordenador na cadeiade produtos hortícolas frescos.Conforme declara, o produtoestá pronto para o consumo nomomento da colheita e nadapode ser feito para melhorá-lo,só para conservá-lo. Segundoela, em outros países, algumaspolíticas públicas alavancam aExpectativas em relação aosegmento de transportesrefrigerados paraatendimento do mercadoalimentício*Uma solução para o armazenamentorefrigerado do mix de produtosmais adequada ao atacado e ao varejo:troca de ar constante, umidaderelativa entre 85 e 95% etemperatura entre 12º e 15 ºC.*Capacitação dos usuários derefrigeração para o manejo adequadoda refrigeração.*Estabelecimento de regras de utilizaçãoe das responsabilidades dos prestadoresde serviço de transporte refrigerado e dearmazenamento refrigeração.*Associação com outros setores daeconomia no desenvolvimento doPrograma de Modernização da Logísticadas Frutas e Hortaliças Frescas.Fonte: CEAGESPorganização dos agentes deprodução, a comercializaçãopara o desenvolvimento e tecnologia,a garantia de padrõesmínimos de qualidade e nomarketing do seu produto (noseu sentido mais amplo); omelhor exemplo são as “comissions”americanas. “No Brasilnão temos nada parecido. Existeuma proposta tramitando naCâmara Setorial de Hortaliçasdo Ministério da Agricultura”,adianta.Em relação às perdas, Anitaconsidera o assunto complicado.“Existe perda que vai parao lixo e existe perda de valor,muito mais difícil de medir emuito mais importante. Só 1%do que entra na CEAGESP vaipara o lixo (medido pelo controlede entrada e a pesagem dolixo), menor do que nas ceasasda Europa”, conta.De acordo com ela, as perdaspodem acontecer pelodesenvolvimento de problemasque deveriam ter sido prevenidosdurante a produção, pordanos causados aos produtosna colheita e pós-colheita e porferimentos que permitem odesenvolvimento de microorganismosoportunistas. Anitainforma que há vários programasde prevenção de perdas; omais antigo é operacionalizadopelo Centro de Qualidade emHorticultura da CEAGESP:Programa Brasileiro para aModernização da Horticultura,que foi criado pelas CâmarasSetoriais Estaduais de Frutas ea de Hortaliças.●


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200729Cadeia do FrioCargolift abre filial em Santos paraatender o Frigorífico MargenUma das especialidades da CargoliftTransportes e Logística(Fone: 41 2106.0700) é justamenteo transporte de cargas refrigeradas.E, como novidade neste segmento,a empresa anuncia a aberturade uma filial em Santos, SP, paraampliar o atendimento ao FrigoríficoMargen, um dos maiores processadoresde carne bovina da América Latina,que utiliza o porto para a exportaçãode carne industrializada provenientede cinco Estados.“A carga chega ao porto na vésperado embarque e isso representa umaredução de custos importante”, declaraThiago Lopes, da área de logística daexportação do Frigorífico Margen,destacando o serviço de entrega justin-timeda Cargolift. Todo o fluxo dotransporte é acompanhado pelo clienteon-line, em tempo real, salienta MarkensonMarques, diretor-presidente datransportadora. “Oferecemos um serviçode gerenciamento de risco de cargae de frota em trânsito e a garantia doprazo de entrega”, acrescenta.Para atender às necessidades dofrigorífico, a Cargolift adquiriu 10equipamentos – carretas porta-contêinere rodotrem – com capacidade paratransportar dois contêineres por viagem.●Cadeia do FrioRR Etiquetas lança etiquetaspara medição de temperaturade produtos perecíveisUma etiqueta para medição detemperatura, colocada nomomento do embarque damercadoria, pode fornecer uma leituraprecisa da temperatura doambiente durante todo o processo detransporte de produtos frigorificados,congelados e resfriados.A função básica dessa etiqueta éregistrar as alterações de temperaturae indicar, em tempo real, se osprodutos frescos e sensíveis estiveramexpostos a condições que possamcomprometer a sua qualidadeoriginal.Lançada pela RR Etiquetas (Fone:11 6525.9055), a etiqueta RR TXi épré-programada, de acordo com a faixade temperatura especificada paracada produto, e sua aplicação podeser feita pelo próprio cliente ou porseu operador logístico, que simplesmentefixa as etiquetas aos paletes ouembalagens dos produtos. Antes de oproduto ser embarcado, a etiquetadeve ser ativada, dobrando-se um dosseus vértices.As novas etiquetas podem ser lidasde duas maneiras. Primeira, atravésdos LED´s (diodos emissores de luz)nelas localizados, que proporcionamuma rápida indicação visualse o embarque permaneceudentro da faixa de temperaturaaceitável – o verdeindica que o produtoesteve sempre dentrodos parâmetros aceitáveis;o amareloindica que houvedesvios fora dafaixa aceitável,indicandoa necessidadede algumainvestigação posterior.As leituras dos LED´s sãoúteis para o pessoal que descarregaa mercadoria e de qualidade, emvirtude da facilidade visual proporcionada.Já para uma leitura mais detalhadadas flutuações de temperatura ocorridasdurante o transporte, todas as leiturasde temperaturas armazenadasna etiqueta podem ser descarregadaspara uma planilha Excel. As leiturasde temperaturas são tomadas a intervalosde 5 minutos ou podem ser programadasde acordo com sua exataespecificação. Isto favorece a identificação,com precisão, do momentoexato em que houve desviosdas especificaçõesde temperatura epor quanto tempo,permitindo resolverproblemas de custo dedistribuição e tomarmelhores decisões sobresegurança do produto.Esses dados são armazenadosem um microchip descartávelintroduzido na própria etiqueta.Posteriormente, ele é coletadopara análises. Pode-se monitoraratividades de até dois meses.Se porventura as alterações de temperaturaestiveram fora dos limitesestabelecidos e vierem a prejudicar aqualidade do produto ou afetar suavida útil, ele é imediatamente descartado,evitando-se, assim, sua distribuiçãoao mercado.●


30EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●ArtigoPrincípios da logísticana cadeia do frioPinturas rupestres mostramo homem pré-históricodescobrindoque, colocando caça perto dofogo, esta durava mais tempo,num dos primeiros sinaisde conservação dos alimentosperecíveis. Na civilizaçãooriental, em 2000 a.C. oschineses já conservavampeixes utilizando gelo. ASegunda Grande Guerratrouxe grandes mudanças nasociedade e nos países dohemisfério Norte. No Brasil,na década de 40, surgiu emSanta Catarina o FrigoríficoSadia. Em princípio, um dosproblemas foi o transportedos produtos perecíveis aosgrandes centros consumidoresda região Sudeste. Comisto surgiu, na década de 50,a Sadia Transportes Aéreos,para transporte rápido eseguro das cargas perecíveise até... passageiros.Em 1970 o país dispunhade uma rede de armazénsfrigorificados com capacidadede 100.000 m³ e umapopulação de 70 milhões dehabitantes acreditando noMilagre Econômico.Na década de 80, a indústriaforneceu o apoio indispensávelao crescimento domercado interno e dasexportações de pescado,frangos, carne bovina, suínose mais recentemente,sucos de frutas cítricas e tropicais,polpas e frutas “innatura”e derivados lácteos,dentre outros. Os principaisfrigoríficos atuais, comoSadia, Perdigão, Seara,Aurora, Avipal, Frangosul(aves e suínos) e Friboi, Bertin,Minerva e Independência(bovinos), entre outros,atendidos por 26.000 carretasrefrigeradas, iniciaramsua trajetória de sucesso e dequalidade. E esta qualidadeavança à medida que asexportações crescem e as“melhores práticas de qualidade”são requeridas. Nomercado interno, os armazénsfrigorificados evoluírampara operadores logísticos,com 4.265.554,3 m³,para atender, com 26.000veículos médios e pequenosrefrigerados, um consumode 188 milhões de brasileirose a rede de abastecimentorepresentada por 2100lojas do CBD - Pão de Açúcar- Carrefour e Wall Mart,além das 74.000 lojas deredes de supermercados evarejistas e os segmentos defast-food e refeições coletivas.No Brasil, o movimentoanual dos supermercadosrepresenta 6% do PIB e ofaturamento em 2006 foi deR$ 105 bilhões, gerando800 mil empregos diretos e1.2 milhões de empregosindiretos.Neste segmento de alimentosem rápida expansão,cabe e bem, o conceito básicode logística: “A mercadoriafrigorificada certa, noprazo certo, pelo preço certoe no cliente certo”.●Laudizio MarquesiConsultor logístico daConsulog Consultoriasermavix@uol.com.brE-commercePão de Açúcar Delivery inauguraCD em São Caetano, SPO canal de vendas pelainternet Pão de Açúcar Delivery(www.paodeacucar.com.br) anuncia seu novoCentro de Distribuição nomunicípio de São Caetano,SP, com investimentos deR$ 700 mil. “Em seu estágiode maturidade, o novo CDpossui capacidade para 550entregas por dia. Mensalmente,a empresa realiza emtorno de 17.000 entregas”,conta João Edson, diretorregional do Pão de Açúcar.Com esse núcleo, a redeespera aumentar em 40% asua capacidade de processamentode pedidos e entregasdiárias até o final do ano,especialmente nas cidadesvizinhas, como Campinas eJundiaí, a capital e o litoralpaulista. Após dois anos, aexpectativa de aumento damovimentação é de 100%.Hoje, o site atende as praçasde São Paulo (Grande SãoPaulo e litoral), Rio deEdson: mensalmente, o Pãode Açúcar realiza em tornode 17.000 entregasJaneiro e Niterói, Brasília eCuritiba.A escolha do lugar sedeu pela localização geográficae pela capacidadeinstalada da loja Pão deAçúcar de São Caetano,conforme explica Edson.O outro CD da empresafica na Zona Norte de SãoPaulo.O Grupo tem entre osprincipais projetos desenhadospara os próximos anos aexpansão do e-commerceem seus negócios. Paraisso, prevê o investimentode R$ 40 milhões até 2010,com ações iniciadas desde oano passado para suas duasoperações virtuais: Extra.com.br e Pão de AçúcarDelivery. Hoje as vendasvirtuais respondem pormenos de 1% do faturamentototal da companhia(R$ 16,5 bilhão, em 2006).TECNOLOGIAJá a Loja Conceito doPão de Açúcar, no ShoppingIguatemi, São Paulo, SP,conta com inovações tecnológicasque estão entre asmais modernas no mundo,segundo a GS1 Brasil -Associação Brasileira deAutomação, antiga EANBrasil, responsável poradministrar a numeração docódigo de barras e pelos testescom o EPC – CódigoEletrônico de Produto.“A novidade deverá despertara atenção e a curiosidadedos consumidoressobre o EPC, pois ele proporcionauma experiênciafuturística única. O uso doRFID, tecnologia que deverárevolucionar a forma decompra, é um exemplo. Aoutra é a forma inovadora deexplorar o código de barras.É importante salientar umaquestão que, muitas vezes,passa desapercebida ao consumidor:essas tecnologiascontam com padrões quegarantem a sua rápida adoçãoe o baixo custo. O GrupoPão de Açúcar sempreapóia o uso de padrões, sendopioneiro na adesão aoEPC, assim como foi com ocódigo de barras”, salientaRoberto Matsubayashi,gerente de Soluções deNegócios da GS1 Brasil.●


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200731MovimentaçãoDematic temnovidades emequipamentosA Dematic (Fone: 116877.3607) está oferecendoao mercado uma série denovos equipamentos paramovimentação não automatizada.Entre eles estãotransportadores de roldanasou roletes com dimensõespadronizadas, transportadoresflexíveis, transportadoresmóveis para carga e descarga,transpaletes e empilhadeirasmanuais e elétricas.“Estes equipamentos sãofabricados em parte no paíse outros no exterior, comoresultado de acordo mundialda Dematic. O motivopara estes lançamentos éque a Dematic tem comoobjetivo ser reconhecida nomercado como uma ‘Onestopshop Company’, oferecendoum leque abrangentede opções em sistemas eprodutos logísticos paraatender a uma grande variedadede necessidades específicas,automatizadas ounão”, diz Valério Zorzi Garcia,diretor executivo daempresa.Ele também informa que,tendo em vista que a empresaestá presente no mercado brasileirohá 33 anos e com umaextensa lista de clientes jáatendidos – mais de 1.800 –,têm expectativa de alcançaruma participação expressivaneste novo segmento. “Nossameta a médio prazo é sermosuma das empresas líderesneste mercado, a exemplode nossa posição atualnos sistemas logísticos:temos a maior base instaladano país”, diz Garcia.Os 33 anos de presençafísica no Brasil da Dematicocorreram com os nomesRapistan, Mannesman Dematic,Siemens Dematic eagora Dematic. “Possuímosuma estrutura local semsimilar para atender o mercadobrasileiro. Somos umaempresa global, com mais de4.000 funcionários em todo omundo, com mais de 5.000projetos de sistemas realizadose com um faturamentoglobal de 800 milhões deEuros, em 2006”, finaliza odiretor executivo. ●


32EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●SegurançaExcel: segurança deve ser efetivadadentro de um conceito de resultadosAExcel (Fone: 11 6097.5922) atua em todos os segmentosque abrange asegurança empresarial: segurançapatrimonial; escolta armada;segurança pessoal; gerenciamentode risco; segurança eletrônica;inteligência operacional integradana segurança.“O principal diferencial daExcel está na sua especializaçãofocada em operações de risco.Após 12 anos atuando na segurançaem situações de risco quesempre envolvem projetos deproteção a operações com medicamentos,componentes e insumosde informática, eletroeletrônicos(DVD’s, microsysteam,telas de LCD/plasma, etc.), linhabranca (geladeiras, fogão,máquinas de lavar, etc.), carregamentosde cigarros, cargas depneus, etc., podermos afirmarque nunca tivemos qualquer sitesobre nossa responsabilidadeinvadido. Este resultado permitea nossos parceiros condições deoperação diferenciais e, até mesmo,possibilita negociações vantajosasem Apólices de Seguro, oque chega a compensar o custeioda estrutura de segurança”, afirmaBenedito Fernando RochaPallu, diretor comercialEle também informa que aExcel investe em seus profissionaisde forma efetiva e, assim,sempre possui condições de fornecerequipamentos e procedimentoseficazes. “Entendemosque o emprego da tecnologiadeve estar equilibrado com o projetoe a necessidade existente,pois de nada adianta oferecer umequipamento ‘de ponta’ se o custodo mesmo não é absorvido noprocesso. Sem dúvida alguma,dominamos a tecnologia a pontode poder encontrar o equilíbrionecessário entre Custo x Beneficiox Resultado”, afirma Pallu.Sobre os serviços oferecidopela Excel na área de segurançano transporte de cargas, o diretordestaca que cada vez que é precisodesenvolver um projeto, aempresa procura compreender asnuances de cada operação, poisatuar na proteção de cargas éinteragir com um dos mercadosde maior foco, chamado naempresa de “Crime Negócio”, enão permite amadorismo. “Fazemosuma avaliação de trajeto,desenvolvemos orientações especificas,buscamos compreenderfatores específicos do veiculode transporte para termoscomo definido o fato de que otrajeto está adequado – nãoadianta colocar uma escolta enão perceber que um veículomais antigo não vai superar umtrecho de serra mais acentuado,por exemplo, com uma cargaespecifica. Ou seja, não nos limitamosa colocar um veiculo naesteira de um caminhão. Fazemossegurança na sua maisampla realidade”, destaca.Com relação às tendênciasem vista dos crescentes problemasde falta de segurança, odiretor acredita que o setor temum grande espaço empresarialpara desenvolver-se, porém,também visualiza que a profissionalizaçãodo segmento iraprovocar uma depuração há muitoacentuada, e necessária, tirandodo mercado aventureiros emilagreiros. “Esta ótica está calcadana realidade de que fazersegurança é uma coisa séria erequer profissionais e muito trabalho– que não existem resultadoseficazes sem muito trabalho”,completa.PROBLEMASSobre os principais problemasenfrentados pelas empresasno quesito segurança, o diretorcomercial diz que fica difícil respondera esta questão sem tocarna realidade, onde a maior partedas empresas ainda não compreendeuque a segurança hámuito deixou de ser um Centrode Custo que deve ser alocadono item despesa. “Falamos issopor que é muito comum, quandosomos chamados para desenvolverum trabalho, escutarmos aseguinte frase: ‘Olha, vamos terque mexer na segurança e queremosuma proposta. Mas, cá entrenos, sabemos muito bem que seo ladrão quiser, ele vem, entra erouba.’ Esta nunca foi a nossavisão, muito pelo contrário, acreditamosque a segurança deveser efetivada dentro de um conceitode resultados, que tudo tema ver com as medidas que realizamosnormalmente dentro deum empreendimento empresarial,assumindo riscos sim,porém calculados, minimizadosdentro de um planejamento coesoe efetivo”.Pallu lembra que a contrataçãode uma empresa especializadade segurança deve ser feitaquando a sua atuação tornar-seum fator positivo dentro da rotinade uma empresa. “O que queremosdizer com isso é que, muitasvezes, a contratação de serviçosde segurança traz ônus à rotinade uma empresa e/ou pessoa.Senão vejamos: uma famíliadeve ter consciência de que ainclusão de um estranho na rotinada mesma é necessária paraevitar danos maiores, como umseqüestro ou uma outra violênciaqualquer que pode provocar perdasirreparáveis, até mesmo devidas. Isto deve ficar claro, porque, no caso da segurança pessoalcomo estamos falando, vocêcontrata um serviço que tiraliberdade, privacidade. Achamosbastante adequado que esta realidadefique clara a todos, poissomente com uma conscientizaçãoclara, uma decisão pode tornar-seefetiva e correta.”●


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200733PremiaçãoMarketingExpert paradiretor doLogWebJosé Luiz Nammur, oZelão, diretor de marketingdo jornal e do portal Log-Web, recebeu, da EditoraReferência e da Escola deAdministração de Empresasde São Paulo da FundaçãoGetulio Vargas – FGV-EAESP, o diploma de “MarketingExpert”, pela suacolaboração e contribuiçãopara o desenvolvimento domarketing no Brasil, tambémconsiderando a suaconsistente trajetória profissional.Zelão também fez indicaçõesque contribuíram paraa escolha das empresas finalistasdo Prêmio MarketingBest 2007 (veja as indicadasno site www.marketingbest.com.br),que está completando20 anos.Segundo Armando Ferrentini,diretor-presidente daEditora Referência, “emdecorrência do elevadonível dos ‘cases’ das empresaspremiadas, o MarketingBest se transformou emreferência de excelência emmarketing para as empresasque buscam uma ‘certificação’para o sucesso de suasestratégias”.Neste mês de setembro,após análise criteriosa dos“cases” inscritos, o júri,composto por cinco consagradasautoridades de marketinge eleito pelas entidadesidealizadoras do MarketingBest, divulgará o nomedas empresas vencedorasdeste ano, e que receberão oPrêmio durante a solenidadeque acontecerá em dezembropróximo.●


34EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007COURIER●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●Serviço expresso emercado dinâmicoMultimodalO surgimento de novos competidoresno setor, a realização deinvestimentos pelos atuaisplayers em infra-estrutura ecanais de distribuição, adiversificação e expansão daoferta de serviços e o aumento dademanda contribuem para agrande movimentação atual dosegmento de entregas expressas.De 1994 a 2006, osetor brasileiro detransportes teve 83fusões e aquisições, dasquais 11 no ano passado, 10em 2005 e 11 em 2004. É oque mostram os dados daConsultoria KPMG, segundoinforma Carlos Ienne,diretor geral para o Mercosulda FedEx Express(Fone: 11 5641.7788).Os números estão equilibrados,mas como está asituação do mercado paraas empresas de courier/entregasexpressas no Brasil?Para Ronaldo TakahashiAraujo, chefe do departamentocomercial de encomendasdos Correios(Fone: 0800 5700100), omercado de encomendasexpressas no país está numagrande dinâmica – que seconstata pelo surgimento denovos competidores nosetor, realização de investimentospelos atuais playersem infra-estrutura e canaisde distribuição e diversificaçãoe expansão da ofertade serviços. Esta oferta deserviços, por sua vez, estásendo impulsionada pelocrescimento da demandadevido a diversos fatoresfavoráveis, como a tendênciade redução de estoquesnos Pontos de Vendas –PDVs, proporcionando aumentode pedidos expressos;terceirização, pelas empresas,de suas atividades logísticas;desconcentração dasindústrias em busca deincentivos fiscais e reduçãode custos de mão-de-obra, oque as distanciam dos consumidoresfinais; desenvolvimentopelos varejistas,Ienne, da FedEx: empresas decourier geram oportunidadespara diversos negóciosTranjan, da TNT Express: transporteexpresso tem função vital nofechamento de negócio internacionaisprincipalmente do segmentode telefonia móvel, eletroeletrônicose e-commerce,do marketing de pósvendasno que diz respeitoà garantia de troca ou devoluçãode mercadorias pormotivos de falhas de funcionamento,arrependimentoou erro de pedido, gerandodemanda de logísticareversa; e crescimento dasvendas a distância e, principalmente,do comércio eletrônico.“Aliado a essesfatores propulsores, o fatode os indicadores macroeconômicosserem positivoscontribui diretamente paraum bom cenário da indústriade encomendas expressas”,expõe.Já Helio Eustaquio Fernandes,diretor-presidenteda Via Aérea do Brasil(Fone: 31 2123.0099), acreditaque, atualmente, todasas empresas de courier etransportes em geral estãopassando por uma reestruturaçãoem seu sistemaoperacional, procurandodar ênfase ao atendimentorápido e eficiente com


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200735informações precisas. “O mercadoestá exigindo de todosuma sistemática operacionalcom resultados, e o cliente temtotal controle da situação doserviço por ele solicitado”,declara.Papel logístico“As empresas de courier/serviçoexpresso são conhecidaspela confiança depositada nelaspor seus clientes, que optam porpagar uma tarifa maior peloatendimento personalizado e orelacionamento direto e constante.”É desta forma que Fernandes,da Via Aérea do Brasil,define o papel destas empresas.E, ainda, complementa:“posso dizer que somos umaespécie de office boy de luxo,com um serviço oferecido umpouco mais caro, mas tambémse considera, nesse sentido, quesomos uma extensão do clienteno sistema de coleta e entregaporta-a-porta com mais rapidezque uma transportadora convencional”.A logística deste serviço, deacordo com Fernandes, sebaseia nos aspectos seguintes:1 - monitoramento do serviçodesde a coleta até a entrega;2 - informações instantâneasque todo cliente necessita;3 - entrega ponto-a-pontosem seguir várias vezes umarota, atrasando, assim, a entregada mercadoria;4 - atendimento fora do horáriocomercial;5 - atendimento aos sábados,domingos e feriados;6 - viagem imediata paraqualquer localidade solicitada,principalmente no Brasil;7 - coleta e entrega dentro domesmo dia para várias localidadesaéreas e rodoviárias.viços aos consumidores finais,conforme as exigências requeridasem termos de tempo, local eforma desejados.“Num plano prático, os provedoresde serviços expressoscontribuem para a aceleração dociclo logístico, facilitam a ativaçãode novos canais de distribuição(tipo e cobertura), reduzemcustos logísticos e, principalmente,disponibilizam soluçõesque entregam conveniência,velocidade, cobertura e flexibilidadeaos consumidores”,explica.Na análise de José Tranjan,gerente nacional de operaçõesda TNT Express do Brasil(Fone: 11 5564.8600), a indústriado transporte expresso temfunção vital no fechamento denegócios internacionais, umavez que é através deste modalque circulam amostras que possibilitamque os importadoresconheçam o produto que pretendemcomprar e também documentosimportantes no comércioexterior.Por estes e outros motivos,Ienne, da FedEx Express, consideraque o papel das empresas decourier no mundo é essencial,não só pelas vantagens que trazem,mas por gerararem oportunidadespara diversos negóciosem cada ponto do planeta.QUER MAIS?Fernandes,da Via Aérea:mercado estáexigindo umasistemáticaoperacionalcomresultadosComo no mundo dos negóciosa busca por diferenciais fazparte do relacionamentos mercadológico,nas entregas expressasnão acontece diferente.As atividades oferecidas porestas empresas já foram citadas,mas quais são as novas prestadaspelo setor?Para Araujo, dos Correios, osclientes vêm exigindo cada vezmais das empresas de entregasexpressas soluções completasde serviços, que vão muito alémdas atividades de coleta, transportee entrega de mercadorias.De acordo com ele, demandama prestação de serviços visandoatender suas necessidadesdiversas relacionadas aos seusfluxos de informações com osconsumidores finais, atendimentoespeciais, coletas e entregascustomizadas, etc., comcomodidade e em prazos cadavez menores. “Com o objetivode atender essas novas demandasdos clientes, por exemplo,os Correios criaram em seuportfólio o negócio de LogísticaIntegrada, passando a ofertarserviços customizados paragrandes clientes, desde o gerenciamentode armazéns até a realizaçãode entregas especiais”,cita o chefe do departamentocomercial de encomendas daempresa.Fernandes, da Via Aérea doBrasil, também aponta a exigênciados clientes por novosserviços. “Criam-se novasregras baseadas na necessidadede cada cliente. Geralmente,quem cria essas regras são ospróprios clientes e eles determinamcomo querem que sejamfeitas”, expõe.Exemplificando os novas atividades,Ienne, da FedExExpress, cita o programa FedExPyMEx Membership, de apoioaos pequenos e médios empresáriosque querem exportar ouampliar suas exportações. “Oprograma objetiva levar maisinformação a esses empresários,para que eles possam inserir suamarca no mercado global, alémde oferecer descontos em cursos,especializações e tambémno envio de remessas”, explica.Já o Transportation Solutions,também da FedExExpress, é um conjunto de serviçosque permitirá às empresasenviar remessas simples ou commúltiplos destinos para os EstadosUnidos em quatro ou seisdias úteis, “complementando oFedEx International Priority,que garante entrega de 24 a 48horas em todo o mundo”, destacaIenne.Quanto à TNT Express doBrasil, Tranjan conta que aempresa presta o serviço DSE -Declaração Simplificada deExportação, para produtos quenão podem ser exportados viamodal courier devido a restriçõesalfandegárias ou à necessidadede fechamento cambial. Aempresa libera a exportação noBrasil como carga, porém,quando esta remessa chega aseu destino, tem o tratamentoexpresso dentro da rede de distribuiçãoda TNT.●Analisando o cenário atual,Araujo, dos Correios, diz que acompetição em vários segmentosda economia se intensificoumuito. “Percebe-se que as atividadesde logística tornam-secada vez mais vitais para odesempenho do marketing dasempresas, figurando, inclusive,como diferencial competitivona conquista de mercado. Issoporque os consumidores estãose tornando mais exigentes emmelhores níveis de serviços epreço”, considera.Nesse contexto, Araujoaponta que o principal papel dosprovedores de soluções deentregas expressas é o de tangibilizaro marketing das empresasno que diz respeito à disponibilizaçãodos produtos e ser-


36EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●TRANSPORTE AQUAVIÁRIOCabotagem: vantagens parao tomador do serviçoSegundo o diretor da Antaq, a cabotagem apresenta importantes vantagens para o tomador do serviço, em função da redução doscustos de transporte e da qualidade e integridade com que a carga é entregue no destino.MultimodalPara tratar do assuntocabotagem, nada comobuscar informaçõescom a Antac - AgênciaNacional de TransportesAquaviários (Fone: 613447.1035), vinculada aoMinistério dos Transportes.Cabe à Agência regular,supervisionar e fiscalizar asatividades de prestação deserviços de transporte aquaviárioe de exploração dainfra-estrutura portuária eaquaviária, “harmonizandoos interesses do usuário comos das empresas prestadorasde serviço, preservando ointeresse público”, segundoinformações encontradas nosite da entidade.Primeiramente, quais sãoos tipos de navegação? Sãoeles: navegação de cabotagem- aquela realizada entreos portos ou pontos do territóriobrasileiro, utilizando avia marítima ou estas e asvias navegáveis interiores;navegação de longo curso -realizada entre portos brasileirose estrangeiros; navegaçãointerior - realizada emhidrovias interiores, em percursonacional ou internacional;navegação de apoiomarítimo - realizada para oapoio logístico a embarcaçõese instalações em águasterritoriais nacionais e naZona Econômica, que atuemnas atividades de pesquisa elavra de minerais e hidrocarbonetos;navegação de apoioportuário - realizada exclusivamentenos portos e terminaisaquaviários, para atendimentoa embarcações e instalaçõesportuárias. É o queensina Murillo Barbosa,diretor da Antaq.Ele informa que nos últimosanos tem sido observadoimportante incremento dotransporte marítimo: cercade 90% das cargas relativasao comércio exterior brasileirosão movimentadas porvia marítima. “Em função damovimentação de novas cargaspara o transporte internono país e da prestação de serviço‘feeder’ para as cargasoriundas da navegação delongo curso, o transporte decontêineres na cabotagem,de acordo com dados do SindicatoNacional das Empresasde Navegação Marítima– SYNDARMA, aumentoude 20.000 TEU, em 1999,para 370.000 TEU, em 2005,o que representa um crescimentode 1.700% no período”,detalha Barbosa.De acordo com ele, otransporte de mercadoriaspor via aquaviária torna-seeconomicamente viávelquando realizado paramédias e longas distâncias.“Nesse sentido, quandocomparado com os modaisterrestres, o transporte realizadopela cabotagem marítimaapresenta importantesvantagens para o tomador doserviço, em função da reduçãodos custos de transportee da qualidade e integridadecom que a carga é entregueno destino”, declara o diretorda Antaq, acrescentando quecomo conseqüência naturalda transferência do transportede cargas das estradas parao ambiente aquaviário, vislumbram-seoutras vantagensde natureza ambiental eeconômica relacionadas àredução da poluição ambientale do consumo de combustíveis,assim como dos custosreferentes à manutençãodas estradas.PARA MELHORARA respeito dos problemasque comprometem a competitividadeda cabotagem,Barbosa os separa em dois


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200737foto Sérgio SeiffertBarbosa:ainda há poucoconhecimentodas vantagensdo modalaquaviáriogrupos principais:a) problemasrelacionados aos navios: frota com idade média avançadae navios inadequados paraatender às necessidades do mercado; dificuldades para a renovaçãoda frota, em função da situaçãofinanceira dos estaleiros nacionais;e alto custo do diesel marítimona costa brasileira.b) problemasrelacionados aos portos: falta de tratamento prioritáriode acesso aos navios empregadosna cabotagem, em algunsportos; baixa produtividade em operaçõesde embarque e desembarquede cargas; e altos custos portuários comreflexo sobre o valor do fretemarítimo.De acordo com o diretor daAntaq, contrapondo-se ao crescimentoda movimentação de cargasna navegação de cabotagem,a frota de navios vem encolhendoe envelhecendo ao longo dosúltimos anos; logo, a ampliaçãoe a renovação da frota brasileiradeve nortear as ações a seremempreendidas pelo GovernoFederal, por intermédio doMinistério dos Transportes, nosentido de desenvolver o setor detransportes aquaviários.“Para tanto, é necessário criarcondições adequadas para a realizaçãode novas obtenções epara a retomada da construçãode navios modernos e adaptadosà operação nos portos brasileirose ao perfil da carga transportadana cabotagem”, destaca. A títulode curiosidade, o Brasil possuitrinta e sete portos públicos.Na área portuária, em continuaçãoao esforço para modernizara infra-estrutura portuária epara reduzir os custos das operaçõesportuárias, o GovernoFederal, por intermédio daSecretaria de Portos, e a iniciativaprivada devem desenvolverinstrumentos operacionais destinadosa priorizar as escalas dosnavios empregados na navegaçãode cabotagem e proporcionartarifas e preços adequados aoaumento da competitividade dotransporte da cabotagem emrelação ao modal rodoviário,opina Barbosa.Por último, ainda segundoele, está a necessidade da implementaçãodos instrumentos criadospela Lei nº 9.432/97 emapoio ao desenvolvimento daMarinha Mercante Nacional,entre os quais cita a equiparaçãodo preço dos combustíveiscobrados para a navegação delongo curso à navegação decabotagem, cuja implementaçãodeverá influir para a redução docusto de operação do navio e dovalor do frete marítimo na cabotagem.A respeito dos fatores queimpedem o maior investimentono transporte aquaviário, o diretorda Antaq avalia que o navioconstruído no Brasil ainda é consideradocaro, quando comparadoà prática internacional. “Emque pese os nítidos sinais derecuperação do setor de construçãonaval, considera-se que a faltade garantias dos estaleiros emcumprir os contratos e os riscosassociados na conclusão dasobras de construção ainda contribuemdecisivamente para o posicionamentocauteloso dos investimentosno setor”, revela.A este fator, Barbosa acrescentaque ainda existe um grandedesconhecimento dos usuáriosdo transporte de cargas arespeito das vantagens comparativasdo modal aquaviário sobreos demais modais de transporte.E O FUTURO?O Brasil é um país eminentementemarítimo, possuidor deum extenso litoral, ao longo doqual concentra-se grande parcelada população e a maior parte daeconomia nacional. O comércioexterior brasileiro, realizadoquase que integralmente por viamarítima, é responsável pelageração anual de cerca de US$10 bilhões em fretes marítimos,dos quais apenas uma pequenaparcela é gerada por navios debandeira brasileira.De acordo com o diretor daAntaq, tais fatos já seriam suficientespara demonstrar aimportância do transporte aquaviáriopara o Brasil. “Mas éimportante acrescentar que aindapossuímos uma importantemalha hidroviária capaz decontribuir para a solução dossérios gargalos logísticos existentes.À luz dessa realidadeentende-se que é prioritárioesclarecer os diversos segmentosda sociedade brasileirasobre a importância do transporteaquaviário para o país edesenvolver políticas para odesenvolvimento do setor demodo a possibilitar a maior participaçãodo modal aquaviáriona matriz de transportes de cargasdo Brasil”, diz.Para Barbosa, o crescimentoda cabotagem está diretamenterelacionado ao aumento da ofertade capacidade de transporte,traduzido pelo maior número denavios operando nas rotas e pelomaior número de escalas nosportos nacionais, assim comopelo aumento da produtividadedas empresas, a partir da ofertade serviços integrados de logísticacada vez mais eficientes.Com base nos números promissoresproduzidos pelo setornos últimos cinco anos e de acordocom a perspectiva de novosinvestimentos na direção darenovação e expansão da frotaempregada na navegação decabotagem, o diretor da Antaqdeclara que é esperado o aumentoda atração de novas cargas domodal rodoviário para o aquaviário,principalmente considerandoa perspectiva de aumentodos fretes rodoviários, em decorrênciada adoção de medidasmais rigorosas de controle sobreo transporte rodoviário de cargasno país.Já para aumentar a oferta deserviços de logística intermodal,Barbosa expõe que estaquestão está diretamente relacionadaao ingresso no mercadode novas empresas que ofereçamserviços integrados para amovimentação portuária e otransporte de cargas em contêineresporta-a-porta, por meio dautilização dos modais aquaviário,ferroviário e rodoviário,assim como a armazenagem dascargas em terminais especializados.“Como exemplos deempresas que já desenvolvemcom eficiência tais serviços,estão a Log-in Logística Intermodale a Aliança Navegação eLogística”, finaliza.●


38EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●TRANSPORTE AÉREOABSA Cargo Airlintambém atua noshow businessMultimodalRoger Waters Tour,High School Musicale Blue ManGroup. O que estesshows têm em comumem relação ao segmentode logística? O fato é queos três eventos escolheram,por meio de seusrespectivos agentes decarga, a ABSA CargoAirline (Fone: 0300 7882272) para o transportede todos os equipamentosde som e de palco, emvôos charters (fretados),realizados por um Boeing767-300 F, que cobriramtodo o roteiro de espetáculosrealizados entremarço e julho deste anona América Latina.Para o atendimentodas agendas e do roteirode cada um destes showsfoi necessária uma logísticaespecífica, traçadapelos agentes responsáveisde cada grupo. “Osresponsáveis pelas turnêsprovidenciaram todo oembale correto de cadaequipamento e acessório,cenografias e outros itens.Em cada vôo tivemos umresponsável da equipeacompanhando toda aviagem. Nossa responsabilidadefoi garantir quetudo estaria no seu destinona hora e nas condiçõesadequadas”, explicaLindelso de Jesus, gerentede vendas da empresaaérea.Já o gerente regionalde vendas da ABSA Cargo,Alexandre J. Silva,conta que a companhiaremanejou sua malharegular de vôos internacionaiscom o objetivo deter, no dia e hora previamenteestipulados, a aeronaveposicionada noaeroporto de origem dacarga. “Nossas equipes deterra também foram instruídaspreviamente a dartoda a agilidade requeridano processo de carregamento/descarregamentoda aeronave”, diz.Em março, a ABSACargo realizou o transportedos equipamentosda Roger Waters Tournos trajetos Bogotá(Colômbia) – Lima(Peru) e Lima – Santiago(Chile). Em maio, aempresa cobriu toda aagenda da High SchoolMusical na AméricaLatina, com o transportede seus equipamentos deBuenos Aires (Argentina)– Santiago; Santiago– Viracopos (Brasil);Viracopos – Caracas(Venezuela) e Caracas –Monterey (México). E,em julho, foi realizado otransporte de todos osequipamentos da BlueMan Group, na rota Riode Janeiro (Brasil) –Santiago.LOGÍSTICA DOSHOW BUSINESSQuanto ao processologístico que envolveeste setor, Silva informaque o início se dá pelaconsulta efetuada peloagente de cargas pararealização dos vôos, ain-


●J O R N A LLogWeb●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 200739AirlinessnoSilva:companhiaremanejousua malharegularde vôosinternacionaisda durante o planejamentoda turnê. “Assim que confirmadaa contratação dotransporte, com dia e horáriosdefinidos, a ABSA Cargoremaneja sua malha devôos regulares com o objetivode ter a aeronave noaeroporto de origem exatamentena data e hora contratadas”,conta.Ele explica que duranteuma turnê, logo após o términode cada evento, osequipamentos são desmontadose acondicionados emcaixas especiais e transportadosao aeroporto, onde recebemtratamento especial deliberação aduaneira e, imediatamente,são preparadospara embarque em paletesaeronáuticos e enviadas.O vôo é normalmenteacompanhado por representantedo agente de cargas quese encarrega, através do seuescritório na cidade de destino,de coordenar a liberaçãoaduaneira e o transporte dosequipamentos do aeroportoaté o local do evento.Para a escolha da empresatransportadora neste setor,Silva expõe que são consideradoscapacidade de transporte,custo e, principalmente,pontualidade, já que atrasosde minutos podem comprometero sucesso de umevento.●


40EDIÇÃO Nº67 - SETEMBRO - 2007●J O R N A LLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●MultimodalTRANSPORTE AÉREOFedEx Express amplia capacidade decarga e fecha parceria com a VarigLogAFedEx Express(Fone: 11 5641.7788)acaba de anunciarduas novidades no que dizrespeito ao aumento de suacapacidade de carga: entre oBrasil e os Estados Unidos ena região do Cone Sul naAmérica Latina – Brasil,Argentina e Chile, esta últimapor meio de parceria coma VarigLog (Fone: 113119.7003).A respeito do aumento dacapacidade de carga entreBrasil e Estados Unidos, desdeo início do mês de agosto,os vôos operados de segundaa quinta-feira entre o Aeroportode Viracopos (Campinas,SP) e o Hub Central daFedEx Express em Memphis(Tennessee, EUA), antes feitospor uma aeronave MD10,passaram a ser executadospor um MD11. Aos sábados,a companhia já operava comDa esquerda para a direita: Ienne, da FedEx Express, e Sousa,da VarigLog: inicialmente, as empresas pretendemcooperar com um interlineessa aeronave de maior capacidade.A troca de equipamentosdurante a semanapossibilitará à FedExExpress um aumento decapacidade total da ordem de36 toneladas semanais – umincremento de cerca de 10%em relação à capacidadeanterior, resultando em umacapacidade total de 385 toneladaspor semana.“A demanda crescente e aexpressividade com que aFedEx Express vem atuandono mercado brasileiro fizeramda expansão de capacidadeuma necessidade”, afirmaCarlos Ienne, diretorgeral executivo da empresapara a região.Sobre a maior capacidadepara a região do Cone Sul –Argentina, Chile e Brasil, aFedEx Express amplia a presençapor meio de um acordode serviços cooperativoscom a VarigLog, companhiade logística doméstica. Inicialmente,as duas empresaspretendem cooperar com uminterline, por meio do qualirão transferir carga de umvôo para outro, mas essesvôos continuarão operandosob os códigos das companhias.Após receber todas asaprovações governamentais,a FedEx Express e a VarigLogpretendem implementarum code-share com acordode espaços bloqueados, oque irá melhorar o nível decooperação desses serviços,por meio dos quais cadacompanhia permitirá à outrautilizar um determinadoespaço em suas aeronavesque operam na região doCone Sul da América Latina,triplicando a capacidade decarga disponível para essaárea.“O mesmo avião amparadireitos e obrigações deambas as empresas. Os vôossão da VarigLog e da FedEx.As duas exploram o avião etêm obrigações operacionaise comerciais”, explica JoãoLuis Bernes de Sousa, presidenteda VarigLog.Ele também declara quepara viabilizar uma operaçãode transporte aéreo é necessáriomesclar produtos debaixo e alto valor agregado,por isso a parceria com aFedEx se torna satisfatória,já que ambas as empresasabastecem o avião comdiversos tipos de produtos.A capacidade adicionalpermitirá à FedEx Expressoferecer o serviço InternationalPriority Freight® –com tempo definido deentrega para cargas paletizadas– tanto para os países doCone Sul entre si, quantodentro e fora da Argentina edo Chile.De segunda a quinta-feira,a FedEx Express podeutilizar espaços de uma dasaeronaves da frota B-757,recém-adquirida pela VarigLog.Aos sábados, a VarigLogterá acesso a espaçosna aeronave MD11 daFedEx Express.O resultado do acordooperacional inclui o desenvolvimentode mercadosinternos do Cone Sul, oaumento no nível do serviçoe a simplificação de operaçõesna Argentina e no Chile,permitindo a chegada da cargamais cedo em Santiago.“Esse acordo será muitobenéfico não só às duasempresas, mas aos mercadosenvolvidos, cujas transaçõesde autopeças, automóveis,vinho, couro e outros produtosestão amadurecendorapidamente”, conclui.●

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