Edição de Julho e Agosto de 2011 - Jornal de Oleiros

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Edição de Julho e Agosto de 2011 - Jornal de Oleiros

www.jornaldeoleiros.com ·deOLEIROSAno 2, Nº17, Julho/Agosto 2011 • Preço: 0,01€ (inclui IVA) • Edição BimestralJornalDirectorPaulino B. FernandesInfluente na região do Pinhal Interior Sul, Beira Interior Sul e Cova da BeiraJosé Santos MarquesComendadorEditorialpágina 2No Carrosselda Escolapágina 2Jovens emEspaço Ruralpágina 3Estátua do PadreAntónio de Andradefoi inaugurada emOleirospágina 6Restaurante-Bar“Olhar o Zêzere”O Presidente da República, Dr. Cavaco Silva, reconheceu as elevadascapacidades do Presidente da Câmara de Oleiros, também a Suadedicação por inteiro e de uma vida à Sua terra.Em consequência, José Santos Marques viu ser-lhe concedida aCondecoração de COMENDADOR, numa cerimónia realizada no Dia dePortugal, condecoração justa e que orgulha todos os Oleirenses e aquidesejamos destacar.FeiraRenascentistaDr. AntónioMoreiraGoverno nasnuvensXV Festilpágina 10página 5Já abriupágina 16Praia de ÁlvaroTelefone 965 622 621página 11LOURANTUNES, LdaTelefone /Fax: 272 682 464Telemóveis: 966092649 e 964785156


2 Jornal de OLEIROS 2011 JULHO/AGOSTOEDITORIALDe “Olho” na EducaçãoNo Carrosselda EscolaManuela MarquesUma edição muitoespecialO Jornal de Oleiros destaedição enquadra-se no grandeacontecimento de Oleiros,A FEIRA DO PINHAL, pólode desenvolvimento e afirmaçãode uma região com notoriedadecrescente.Por esta razão, entre outrasque se prendem com a afirmaçãocontinuada do jornal,aumentámos o número depáginas.O conteúdo é rico em importantese muito qualificadascolaborações, mas retrataum período intenso em Oleiros,para continuar apesar dacrise.Uma Europaem criseNão se trata só da crise graveem Portugal.A gravidade é maior poisatinge diferentes países e vaiincluindo economias maisdesenvolvidas. É, desta forma,uma crise que originapreocupações acrescidas eque podem colocar em causaa EU e o EURO.Há projectos como a “ MO-DEST PROPOSAL “ conduzidapor Yanis Varoufakis eStuart Holland com capacidadepara salvar e dinamizara Europa. Acontece que paraaplicar as suas teorias, necessitamosde coragem política.Como diz Yanis, se cada paísse quiser salvar a ele próprio,não pode distanciar-se dosrestantes. Pelo contrário.Esperamos que a sua teoriapossa ser aplicada, comas 17 economias juntas e adividirem a dívida em duaspartes (a dívida azul 60%,quota máxima que o Tratadode Maastricht permite) a serfinanciada por um período20 anos com a taxa máximade 3%, e os restantes 40% dasdívidas – a dívida vermelha -a serem geridas e financiadasno mercado pelos respectivospaíses. Isto permitiria a libertaçãode meios para dinamizara economia, a redução docolossal esforço interno emcada país, colocando o BEI– Banco Europeu de Investimentono grupo de entidadesfinanciadoras e remetendo acapitalização da banca paraos seus próprios meios (porisso são privados)…Na próxima ediçãocelebramoso 2º AniversárioPreparamo-nos para celebrardois anos de vida e fá-loemoscom dignidade, afirmaçãoe com a contenção que operíodo recomenda.Procuraremos associar asEntidades Oficiais da nossaregião que aqui convidamosa apoiar o Jornal de Oleiros,instrumento colaborante efortemente interveniente nadivulgação da região, segurosque aceitarão o Convite ereconhecerão a importânciada nossa manutenção no dia–a-dia. nDirectorEmail: jornaldeoleiros@sapo.pt.Este carrossel que é a Escolaacaba mais uma voltinha – a de2010/2011 – e prepara-se paraorganizar já o próximo círculo2011/2012, agora com novo representanteno leme da educação emPortugal, cujo objectivo principalna nova legislatura é poupar umapipa de massa, por ordem da Troika,mas terá, no meio dos seussemelhantes, o primeiro objectivoe crucial de semear a concórdia,estabelecer a confiança na suagovernação educativa e efectivamenteatacar, com força e vontade,sem intransigências, aquilo que hámuito vai mal na educação, semoriginar tsunamis contra os docentesdeste país. Terá, pois, umatarefa dificílima entre mãos, já quea poupar dinheiro daquela maneira(mais de 190 milhões) qualquerum fica de pés e mãos atados…BoaSorte Sr. Ministro!De pés e mãos atados não ficouo Agrupamento de Escolas PadreAntónio de Andrade, que encerrouo ano lectivo de uma formasurpreendente, como jamais o fizerae que deu nas vistas além Oleiros.Ouviu-se por entre o público:“Fantástico”, “Maravilha”, “Épreciso continuar esta iniciativa”.E esta iniciativa foi uma modesta(ou não) Feira Quinhentista paracomemorar a atribuição do Foralà vila de Oleiros e homenagear opatrono da Escola, o Padre Antóniode Andrade, nos dias 18 e 19de Junho, que se tornaram inesquecíveispara alunos, professores,funcionários, pais e encarregadosde educação e, principalmente, acomunidade oleirense que deliroucom a animação nos dois dias.Essa que contou com a presença daViv’Arte, uma das melhores companhiasde recriação histórica internacionalmenteconhecida.Amef escreveu no Jornal de Canasde Senhorim, uma bela vila dodistrito de Viseu, ladeada pelosrios Mondego e Dão, quando poderianão o ter feito, algo acercadas gentes de Oleiros e da feira naqual participaram e que, claramente,não poderia deixar de transcrever,porque sei que vai emocionarmuitas pessoas: «Numa iniciativado Agrupamento de Escolas PadreAntónio de Andrade, nos pretéritosdias 18 e 19, teve lugar a I FeiraQuinhentista de Oleiros. O Municípioapoiou e a Viv’Arte animou.Curioso foi ver como alunos e professoresse empenharam na realizaçãoda Feira. Assistimos – comonunca tínhamos assistido – a uminfindável cortejo de figuras rigorosamentetrajadas à época, o que– convenhamos provoca um efeitovisual inesquecível - (…). Lá, osmiúdos brincam, deambulam pelafeira, representam, dançam… (…).Lá, os professores trabalham naTaverna do Padre, vendem coposde vinho e cerveja, para regaremos grelhados servidos em camade pão! (…) Lá, o Presidente daCâmara, José dos Santos Marques(um “dinossauro” a cumprir o seuúltimo mandato e a ganhar actoseleitorais com 80% da votação),misturou-se com o Povo vestidinhoa rigor! (…) Quanto ao carrossel…lá foi cumprindo a sua obrigaçãode proporcionar umas voltas amiúdos e graúdos (que quiseramser pequenitos outra vez…) e nãohá dúvida que continua a fazer sucesso,por ser coisa pouco vista…Mas, para nós, o que conta é quecontinuamos a divulgar o nomeda nossa terra e a conhecer outrase outras gentes. Desta feita, gentebem simpática, ou, se preferirem,simplesmente…afável! E, por isso,deixamos o desafio: na primeiraoportunidade vá até Oleiros! Sãomenos de 140 quilómetros porpaisagens deslumbrantes (apesardaquele malvado incêndio terdestruído grande parte daquelafloresta, há alguns anos atrás). Pelaparte que nos toca…cedo lá voltaremos!».( in, Jornal de Canas deSenhorim, pág.7)Esta grandiosa gente de Canasde Senhorim, estes artistas docarrossel, engrandeceram a nossafeira com uma maravilha para apequenada, um brinquedo deverassurpreendente, de tão perfeito,criado e preparado com tanta dedicaçãopelos homens que lhe dãoa força motriz para a volta no cavalinhotosco, mas extraordinariamentecompleto.A Feira Quinhentista do AEPAA– Oleiros foi um sucesso porqueo deve a muitos parceiros, tantoàqueles que financiaram este projecto,desde a Câmara Municipalque abraçou completamente estainiciativa, surgida no seio escolarhá dois anos, até às juntas de freguesiaque também contribuírammonetariamente e em tempos decrise, de apertar bem o cinto aomáximo, assim como algumas empresase instituições do concelhoque cederam materiais e se disponibilizarampara ajudar na montageme construção de todo o cenário,como o grupo de Escuteiros ea terminar uma noite auspiciosa,uma explosão pirotécnica de corcom fogo dos deuses…Louvável aprestação dos pais e encarregadosde educação no esmero com queelaboraram os fatos e acompanharamos filhos nos dois dias. E ossenhores professores, esse motorde criatividade, talento e trabalhoinfindável na escola, pelas horasde breu fora a construir as bancas,onde venderam e a confeccionarfatos, que trajaram a rigor, depoisde horas a leccionar e a cumprir amaldita burocracia interminável,que retira todas as vontades…Estesprofessores deram o exemploaos seus alunos e que exemplo! Venhammais feiras.Agora que Deméter está feliz, coma filha Perséfone nos braços, e mandaque Éolo sopre calor em brisasquentes e suaves, que fazem crescero fruto da terra, estão alguns dosnossos alunos em avaliação externa,outros descansam já do rigorosoano; os nossos professores estão eminúmeras reuniões de balanço finaldo ano, a corrigir os exames nacionaise a fazer os seus relatórios deauto-avaliação, numa tentativa loucade reunir as famigeradas evidênciaspara provarem a sua mais quemerecida avaliação. E as direcçõesdas escolas do país estão a braçoscom os preparativos do novo anoque chega já em Setembro, esperando,claro, por alterações própriasde quem inicia mandato, pois novoministro, novas regras…Oxalá melhores,práticas e com mais autonomia.É assim a vida incessante de umaescola, um carrossel que umas vezesgira “nas calhas de roda a entreter arazão…”, outras só gira porque osprofissionais do ensino a ele se dedicamde corpo e alma. nManuela MarquesFAÇAA SUA ASSINATURAOpoie o Seu jornal.Ficha nesta edição na pag 14O Seu Jornal de Oleiros à distância de um CLICClic em: www.jornaldeoleiros.comAcompanhe-nos diáriamentee promova junto de AmigosEscreva-nos também para:jornaldeoleiros@sapo.pt


4 Jornal de OLEIROS 2011 JULHO/AGOSTOFestival da Paisagem 2011Um evento global para desafios globaisNo âmbito da Semana Europeia deGeoparques decorreu o Festival daPaisagem 2011 entre 4 de Maio e 26de Junho, no território do GeoparkNaturtejo.Esta é uma das mais importantesiniciativas da Rede Europeia de Geoparques,numa grande celebraçãoda memória da Terra, e da históriadas paisagens que se tornaram umconceito cultural, comemorada emsimultâneo nos 43 geoparques espalhadospor 18 países da Europa: sãocentenas de milhares de pessoas unidaspela Terra em que habitam.Durante este período alargado dequase 2 meses de comemoração daspaisagens geoculturais do GeoparkNaturtejo da Meseta Meridional, numerosasentidades, desde os municípiose as freguesias, às escolas, associaçõeslocais e do ambiente, uniramesforços para oferecer o que existe demelhor e de mais representativo datradição cultural num vasto territórioonde a diversidade e a inovaçãoacontecem diariamente.O Festival da Paisagem tem porobjectivo sensibilizar os participantessobre a geodiversidade que nossustenta, dando este ano uma importânciaparticular às florestas enquantoecossistemas fundamentaispara o Homem. Com esta iniciativapretendeu-se transmitir o respeitopelas espécies autóctones e alertarpara a importância da nossa floresta,como factor de riqueza paisagística eeconómica.O Festival da Paisagem atrai cadavez mais pessoas de todas as geraçõese de todo o país, para a nossaregião, tendo sido considerado umdos 5 festivais mais importantes detoda a Região Centro de Portugalpara 2011.O município de Oleiros tem sidoum dos mais participativos nas celebraçõesdas Semana Europeia deGeoparques, promovendo diversasactividades de sucesso como aapresentação do folheto PatrimónioGeológico de Oleiros, os semináriosinternacionais sobre o Padre Antóniode Andrade e as Montanhas deOleiros que lançaram as primeiraspedras para o desenvolvimento deum produto turístico – A Rota dasMontanhas – que está a organizar eirá certamente desenvolver o sectorturístico de Oleiros, a visita temáticaAs Jóias Naturais do Orvalho ouo passeio de kayak Pelos Meandrosdo Zêzere, que decorreu em 2008 eque demonstrou as potencialidadesda aldeia de xisto de Álvaro para ostours aquáticos. O festival de 2009 ficoumarcado pelo Concurso GeoDoce,o lançamento dos GeoPostais, agrande inauguração do PR3 GeoRotado Orvalho, um caso de sucesso paraos percursos pedestres da região, e oconcerto Pelos Meandros da Música.No ano passado destacaram-se aGeoParty na Praia Fluvial do AçudePinto, a inauguração do PR4 Trilhosdo Estreito e a primeira etapa do IITTransGeopark, uma demonstraçãode que o Todo Terreno pode dar aconhecer um território minimizandoa pegada ecológica dos visitantes eaumentando a sua pegada económicanas aldeias por onde a caravanapassa.No ano em que a Rede Europeiade Geoparques completa o 10º aniversário,em que se comemora o Centenáriodo Turismo em Portugal e oAno Internacional da Floresta, o GeoparkNaturtejo associou-se a estascelebrações no Festival da Paisagem2011, reforçando a sua importâncianacional para a dinâmica turística epara a conservação da Natureza emPortugal.A abertura do Festival da Paisagemdecorreu em Oleiros, com o EncontroDistrital de Clubes da FlorestaPROSEPE, onde foram descobertosnovos valores de flora reliquial nascascatas da Fraga da Água d’Altaque, uma vez mais, vêm demonstrara necessidade de um trabalho científicomultidisciplinar que permitavalorizar este geomonumento, contribuindopara a sua conservação eusufruto.Numa região onde a Naturezaimpera, o desporto tem uma expressãoprivilegiada na já consagradaGeoRota do Orvalho, nos Trilhos doEstreito e na visita temática “Todoscom a Floresta”. Mas a história deveser revitalizada e o trabalho feitopelo Agrupamento de Escolas PadreAntónio de Andrade, transportandoOleiros a um período áureo da suaOs Meandros do Zêzere de Oleiros entre outras iniciativas europeias no cartaz daSemana Europeia de Geoparques de 2011evolução na Feira Renascentista, envolvendotoda a comunidade escolarno seu contexto social, é um marcodecisivo na estratégia turística queaqui floresce e que irá abrir as portasda região ao mundo.Nesta perspectiva, o concursoescolar “Recursos Naturais para aSustentabilidade” para as escolas doGeopark, desenvolvido em colaboraçãocom a Comissão Nacional daUNESCO, traduz verdadeiramenteo significado da mudança que estáa acontecer junto das novas geraçõesde Oleirenses, no sentido da consciencializaçãopara o valor da suaterra, das suas paisagens, dos seusrecursos. A maioria dos prémios atribuídosfoi para alunos do Pré-escolarde Oleiros, Estreito e Orvalho e paraalunos do 12º ano do Agrupamentode Escolas Padre António de Andrade.O Festival da Paisagem doGeopark Naturtejo está a tornar-seuma referência para esta região, alargandoos horizontes da inovação amercados cada vez mais aliciantes ea públicos cada vez mais ávidos deconhecer Oleiros. nCarlos Neto de CarvalhoJoana Rodrigues(geólogos do Geopark Naturtejo)Oferta2011/12[nível 4]Cursos de Educação e Formação para Jovens [nível 2]Cursos de Educação e Formação de Adultos [nível 4]Cursos de Educação e Formação de Adultos [nível 2]Cursos de Especialização Tecnológica [nível 5]Condução de ObraConstrução e Administração de Websites“Qualificar é Crescer”Contactos: email. geral@etpzp.pt | Tlf. 236486341Apoios:AlimentaçãoAlojamentoTransportesAulas de Apoio


2011 JULHO/AGOSTOJornal de OLEIROS 5Governo nas nuvensCarlos Marques de AlmeidaProfessorA primeira decisão do Governopertence ao domínio da violênciafiscal. Os portugueses sãosujeitos passivos que para efeitosfiscais são a fonte da eterna liquidez.Cortar em 50% o subsídio deNatal não é política de Esquerdanem de Direita porque é a políticada facilidade e do desespero.Para o Governo mais Liberal dademocracia portuguesa começarpor aumentar impostos não é umaproeza, mas um delito no cadastro.O Governo mais Liberal dademocracia portuguesa tem defazer recuar as fronteiras do Estado.Este é o compromisso e esta éa exigência.Aliás, vive-se um clima de excessivatolerância perante o ritmolento da governação. Para além damudança de estilo, o Governo nãoconsegue imprimir um programaintenso de anúncios e de reformas.O ‘élan’ reformista casa mal com oestilo demorado de um gabinete deestudos. O Governo de Passos temde mostrar estamina, determinaçãoe coragem se quer mudar Portugal.E o tempo para a determinação éagora, fresco de uma legitimidadeeleitoral renovada e frente a um PSesgotado pela governação e fechadosobre si mesmo com a luta pelasucessão. Se Passos Coelho querfazer a diferença, tem de começara fazer a diferença já.O benefício da dúvida pertenceao passado. Os portugueses nãopodem dar mais tempo ao Governoporque o País já não tem tempo– Portugal vive o crédito deum tempo emprestado. Basta depalavras eloquentes porque a verdadeiraeloquência está na acçãopolítica.O Governo pretende libertar aeconomia do peso do Estado, mastambém deseja a definição de umnovo Estado Social na variante deum Estado Garantia. Um EstadoSocial não dirigista nem estatista,em estreita ligação ao TerceiroSector e em que a partilha do riscoocorre entre o Estado, o Indivíduoe o conjunto da Sociedade Civil.Em vez do Estado Social na burocraciado ‘guichet’, Passos Coelhoquer na Sociedade Civil a matriz ea alma do novo Estado Social. EmPortugal este objectivo equivale auma revolução. Quando a austeridadeventilar a vida dos portugueses,a maioria absoluta do Governovai enfrentar as minorias vocais,a maioria silenciosa e o novo proletariadodos recibos verdes. OPrimeiro-Ministro Passos tem deperceber que a calma social e políticade hoje é uma paz podre. Euma ilusão perigosa.Asfixiados pelo ‘deficit’, imobilizadospela paralisia na Europa,ensombrados pelo Sol Helénico,os portugueses começam a estarcansados e a violência verbal explodenos fóruns das televisõese nos comentários aos artigos dejornal. O Primeiro-Ministro Passosprecisa da habilidade do consensoe da coragem da ruptura. OMemorando da Troika garante odinheiro, mas também pode produziros dias de chumbo nas ruasda cidade com uma legião de desempregadossem nada a perder.Nem as nuvens escapam ao rumordos dias difíceis.NaturezaDasCoisas@gmail.comNota do Director: O ProfessorDoutor Carlos Marques de Almeida,Colunista do Diário Económico,honrou-nos com a autorizaçãoexpressa de publicação do presenteartigo, facto que muito agradecemos.nSítio das PlantasComercialização de Plantas, Lda.Vendaao Públicoe RevendaContabilidade . Salários . IRS/IRC . PocalRua Cabo da Devesa, 6160-412 Oleirosemail: contoleiro@mail.telepac.pt • Telefone 272 682 795Dispomos de serviço de Restaurante e Residencial Pôr do Sol 2com Salas para todos os tipos de eventos (incluindo casamentos e batizados)Sítio dos Poços, EN n.º 366, Azambuja, 2050-145 Aveiras de Cima Agência de OleirosPraça do Município, 30Telefone 272680000 - Fax 272680007


6 Jornal de OLEIROS 2011 JULHO/AGOSTOO FAROLAntónio GraçaO novo Governo,a nova agricultura e a florestaNota: O presente artigo não adoptaas regras do acordo ortográficoAntes de abordarmos os temascentrais do nosso artigo queremostransmitir ao nosso Presidente daCâmara as mais calorosas felicitaçõespela distinção que lhe foiconferida, ao mais alto nível, comoreconhecimento do mérito da suaobra à frente dos destinos da autarquia.Um exemplo a seguir.Um grande abraço Presidente JoséMarques.Finalmente, Portugal tem umGoverno novo, e novo em toda aextensão da palavra, quer na médiade idades, quer nos conceitosde estrutura e de escolha dos ministros.Alguns analistas, politólogose tudólogos, manifestaram a suaapreensão por não existirem pesospesadosno actual governo, talvezestejam a confundir a formação doGoverno com o popular concursotelevisivo.A verdade é que deste governofazem parte pessoas tecnicamentemuito competentes e, o que é importante,não comprometidos comos habituais interesses que queremter agentes nos governos.Alguns dos novos ministros,como seja o novo ministro da educaçãoserão incómodos para certascorporações. Mas, isso faz parte danecessidade de mudança.Facto igualmente novo é a eleiçãode uma mulher para Presidenteda Assembleia da República(a segunda figura do Estado). Aeleição da Dr.ª Assunção Estevesé a prova de que as mulheres nãoprecisam que lhes sejam atribuídasquotas para assumirem cargos deresponsabilidade. Basta-lhes seremcompetentes. Aliás, em nossoentender, o sistema de quotas é, elesim, discriminatório e atentatórioda dignidade feminina.Ainda relativamente ao Governo,e, em nome da transparênciainvocada durante a campanha eleitoral,seria bom que se esclarecessee fossem apuradas responsabilidadesno que diz respeito ao estranhocaso das instalações do S.E.F.O Senhor Presidente da Repúblicaafirmou, no seu discurso de10 de Junho, que o país tem deapostar na agricultura. Pensamosque, mais do que uma aposta, quese pode ganhar ou perder, a agriculturatem de ser um objectivoestratégico. É claro que, hoje emdia a actividade agrícola é bastantediferente do conceito tradicional.Hoje, o consumidor é maisexigente na qualidade dos produtos.Essa qualidade começa naapresentação dos mesmos (aspecto,calibragem, embalagem, etc.),na capacidade de resposta rápidaà procura do mercado, entre outrosfactores.A agricultura de hoje tambémrecorre às novas tecnologias parao controle dos seus produtos, existindojá em Portugal empresas quefornecem, soluções de softwarepara diversos segmentos, comosejam a floricultura, a fruticulturae para a actividade florestal. Estasmudanças verificadas na actividadeagrícola poderão ser um incentivopara a captação de jovens paraesta área. Deverá ser um objectivoestratégico, já que necessitamos deproduzir muito mais daquilo queconsumimos na nossa alimentação.Por esse motivo, o Alentejotem de voltar a ser o celeiro nacional,a Barragem do Alqueva foiconstruída para permitir culturasde regadio no vasto território alentejanoe não para servir a ganânciade promotores imobiliários.Agora, que estamos em plenaFeira do Pinhal, convirá recordarque a floresta é , ainda, uma dasmaiores riquezas do país, merecendomuito mais atenção do queaquela que até agora lhe tem sidodispensada. Aparte algumas meritórias,embora isoladas acções,pouco mais tem sido feito.Seria de muito interesse a criaçãode uma entidade voltada parao estudo dos problemas e das potencialidadesda floresta, algo semelhantea um Centro de EstudosFlorestais, a sediar num local integradona área florestal nacional,uma instituição vocacionada paraa investigação dos seus produtose aplicações dos mesmos, da suapreservação, manutenção, e ordenamento.Esta instituição estabeleceriaprotocolos com Universidadesque desenvolvam investigaçãode interesse para a floresta, podendoela própria ser um centro deinvestigação, que reuniria váriasáreas da Ciência, como as Engenharias;Química, dos Materiais,Agronomia, silvicultura, etc. captandopara essa tarefa jovens recémlicenciados.Seria um investimento de maiorinteresse para a comunidade e parao país do que mais um punhado dequilómetros de asfalto.Até breve nArquivo da Web Portuguesa:encontre informação que jádesapareceu da InternetEm www.arquivo.pt é possívelpesquisar por palavra como nummotor de busca normal, ou porendereço específico para a eventualidadede se pretender encontrarversões antigas de uma determinadapágina. O Arquivo da WebPortuguesa permite encontrar informaçãopublicada na Internet apartir de 1996 e que já não se encontradisponível nos seus sitesoriginais.Cada vez mais informação é publicadaexclusivamente na Web.Se não for feito um esforço paraa sua preservação na actualidade,haverá no futuro uma lacuna nadocumentação histórica e culturaldo país.O Arquivo da Web Portuguesaarmazena diariamente um conjuntode publicações que foramseleccionadas em colaboração coma Biblioteca Nacional. Trimestralmente,é feito um arquivo exaustivode toda a Web portuguesa.O Arquivo da Web Portuguesaé um serviço da Fundação paraa Computação Científica Nacional,FCCN, lançado em 2007, nasequência de financiamento doPOS_C e da UMIC. Este serviçotem como missão última arquivarperiodicamente conteúdos deinteresse nacional disponíveis naInternet.Como o projecto existe apenasdesde 2007, foram integradosconteúdos históricos detidos porentidades externas (ex. InternetArchive, Biblioteca Nacional) quese tornaram acessíveis através dosistema de pesquisa disponibilizadopelo Arquivo da Web Portuguesa.A Web portuguesa é compostapor todos os conteúdos alojadossob o domínio .PT e outros alojadosfora deste domínio de manifestointeresse para a comunidadeportuguesa. Qualquer pessoapode sugerir o arquivo de sitesque lhes pareçam interessantesatravés da página http://arquivo.pt/sugerir.Para saber mais consulte http://sobre.arquivo.pt. nFinalmente a estrada para a Sertã...Obras de construção da EN 238entre Oleiros e Sertãjá arrancaramAs ansiadas obras de construçãoda EN 238 entre a Sertã e Oleirosjá arrancaram e no terreno já se encontramas máquinas a operar. Estaconstrução, há muito reclamada, teráperfil de itinerário e integra a concessãode estradas Pinhal Interior, adjudicadaà empresa Acendi.Recorde-se que esta é uma obraurgente que os autarcas locais e todaa população ansiavam ver avançarno terreno. José Marques, Presidenteda Câmara de Oleiros manifestou asua satisfação pela concretização noterreno de uma luta com a qual sedebatia há décadas, vindo a resolverdefinitivamente o problema da ligaçãoao IC8, na Sertã, beneficiando oacesso a Lisboa e a todo o litoral.Santos Marques considera queesta é uma questão de justiça paratoda esta região e defende ainda umanecessária ligação à capital de Distrito,Castelo Branco, a qual não estácontemplada nesta concessão e querepresenta uma grande necessidadepara os Oleirenses. ■Estátua emhomenagem aoPadre António deAndrade descerradaem OleirosDurante a inauguração da novazona envolvente aos Paços doConcelho aconteceu a cerimóniade descerramento da estátua dehomenagem ao Padre António deAndrade, colocada em destaqueem frente daquele edifício. Este éum elemento de arte pública daautoria do escultor José Leitão dePaula representando mais um tributoque o Município presta a estailustre figura da História, nascidaem Oleiros no século XVI e tidocomo uma das figuras mais universaisda História do concelho.Considerado um dos GrandesPortugueses, em Oleiros, o seulegado está bem presente na perseverançadas gentes locais e nomemorial situado no Jardim Público,numa homenagem dos seusconterrâneos. Nascido em Oleirosem 1581, é considerado o primeiroocidental a atingir o Tibete, noano de 1624. Consta que o Rei,após algum tempo e dos esforçosdiplomáticos do padre Oleirense,parece ter mostrado interesse paracom a religião cristã, acabando porautorizar não somente o retornodos padres, como lhes prometeuacontecimento marcantepermitir o estabelecimento de umamissão em Chaparangue, no anoseguinte. Vem a falecer em Goa,em 1634, supostamente envenenado,quando se preparava para regressarao Tibete. Recorde-se queo Padre António de Andrade, paraalém de escalador dos Himalaias,notabilizou-se como descobridordo Tibete.A obra escultórica baseou-se emalgumas descrições da fisionomiae dos hábitos do padre jesuíta, tendohavido a colaboração da Companhiade Jesus nesse sentido. Segundoum retrato a óleo existente,partindo de uma descrição do Bispod?Angra, D. João Maria Pereirad?Amaral e Pimentel, António deAndrade aparece representado“com o rosto ovado, cabelo e sobrancelhaspretas, assim como osolhos e barba, que é cortada à tesourae com bigode; vestido comroupeta de jesuíta, com o chapéuna mão, contas ao pescoço, suspendendonelas pelo dedo polegaro braço esquerdo; os olhos são vivose com o cabelo cortado rente,tendo como um ângulo dele sobrea testa”. n


2011 JULHO/AGOSTOJornal de OLEIROS 7CRÓNICAS DE LISBOAPor que não se calam?Serafim MarquesEconomistaSe bem se lembram, numa cimeiraibero-americana, realizadahá poucos anos, o rei de EspanhaJuan Carlos, virou-se para o presidenteda Venezuela Hugo Cháveze disse-lhe; “Por que não te calas?”O rei tomou a esta deselegante atitudee, de certo modo, violando oprotocolo, perante o presidentevenezuelano, dado que este, comoé seu timbre, a todos atacava como seu radicalismo e verbalismo eanti-americanismo e seus “aliados”,mesmo ali em plena cimeirade chefes de estado e de governo.Lembro-me, frequentemente,deste episódio, ainda mais porque,segundo a imprensa, HugoChávez estará com problemasde saúde grave, porque no nossopaís há muita gente que passa otempo a dizer mal, isto é, faz damaledicência o seu passatempofavorito. Se ao “portuga sabe tudoe de tudo gosta de opinar” aindase perdoa, já aos profissionais dapolítica e aos “opinion makers”,alguns pagos pelos jornais e demaisimprensa, o recato, o rigore a oportunidade deveriam fazerparte da sua conduta cívica.Veja-se o exemplo recente do Prof.Marcelo Rebelo de Sousa queanunciou o nome de um Secretáriode Estado, sem que a lista oficialtivesse sido tornada pública,criando um problema porque esteacabou depois por ficar de fora dogoverno! Porque dizer mal , apenaspara marcar posição ou “botarfigura”, em nada favorece a formaçãoe a atitude cívica dos portugueses,muitos deles com déficede conhecimentos de causa e queouvindo ou lendo esses “protestantesprofissionais” acabam porficar baralhados e a animosidadeperante os políticos aumenta, emnada favorecendo a“união” desejadae a conjugação de esforçospara que possamos vencer a criseque nos foi legada pelos diversosgovernos anteriores. O tempo é degrandes desafios e esses exigemque haja contenção e recato nascríticas destrutivas.Será que não nos libertamosdesta tão nossa característica deestarmos sempre do contra, comose a política e a vida do país fosseuma espécie de “clubite/campeonite”,e cultivarmos a maledicência,quase que revelando, dessemodo, uma dose elevada de invejae ciúme? Compete às elites daro seu contributo na formação doscidadãos para que a nossa atitudee consciência cívica seja engrandecida,porque uma democraciaadulta exige que essas duas caracteristicasejam elevadas. Aospolíticos, incluindo os da oposição,considerando também algunsmilitantes do PSD e do CDS quenão fazem parte do governo oudeputados, que gostam de “mandarumas bocas”, exige-se que“não falem de mais” e, acima detudo, que as suas palavras nãosejam o “rastilho” para inflamar eradicalizar posições do povo. Porexemplo, o líder da CGTP Carvalhoda Silva, fez, há dias e peranteos trabalhadores dos estaleirosde Viana do Castelo (EVC), umdiscurso fortemente agitador ecito e em síntese: “O Presidenteda República, que tem apregoadoque o mar é um objectivo defundamental importância para onosso país, perante a situação deameaça de desemprego para estestrabalhadores, o homem fica caladoe adquire uma figura seráfica”,cheirando a hipocrisia as palavrasproferidas nos discursos oficiais”.Aquele sindicalista, homem cujabagagem cultural foi adquiridaa pulso e estando muitos furosacima nos conhecimentos dosindicalismo e da “economia dotrabalho”, conceito este de quenão gosta muito, sabe que o seudiscurso poderá gerar atitudes irracionais,(“perdido por cem perdidopor mil”), daqueles trabalhadorese que sentem os seus postosde trabalho ameaçados. Mas sabiae sabe também que não é ao PRque compete “governar” e resolveros problemas dos EVC, poisestes problemas já vêm de longee cujo défice de exploração está aser pago pelos nossos impostos.De quem é a responsabilidadepelo estado a que os EVC chegaram?Ao povo é que a responsabilidadenão cabe mas é a este que sepedem que “pague a conta”, poisos EVC são uma empresa pública,o que não impediu que o governoregional dos Açores recusassereceber um barco ali encomendadoe construído e que terá um“pequeno defeito”! Será justo? Asolidariedade tem limites.Aos novos governos é usual atribuir“um estado de graça”, mas aeste parece que nem isso lhe queremosconceder, como lhe fossemimputáveis as (maiores) culpaspelo estado a que o nosso país chegou.Olhemos, porque as imagensque nos chegam são “inimagináveis”para o berço da democracia,para o (mau) exemplo da Gréciaonde os radicalismos estão a agravaras terríveis condições a que opaís chegou e cujos estilhaços podematingir o nosso país. Será quedestruir a “coisa pública” é uma“luta justa e correcta”, embora nospareça que é obra de “agitadoresprofissionais”, mas que têm suporteem classes que beneficiavamda política do desgoverno ali reinante?As histórias que se contamsobre o “funcionalismo públicogrego” parecem surrealistas!“Em tempo de guerra não selimpam armas”, - diz o povo eque os militares bem conhecemdos teatros de guerra, sendo queesta frase se aplica, nos temposactuais de crise, em não usar asarmas da destruição (greves, manifestações,“não pagamos”, etc),mas sim colocar de lado, enquantodurar a crise, as divergênciasque existem em todas as classes/países. Primeiro, temos que evitarque o barco se afunde e depois entãoteremos condições para lutarpelos nossos direitos, incluindoseo direito à divergência de opinião.Obviamente que “estado degraça” não significa suspender ademocracia e a livre opinião, masapenas que as divergências sejambem geridas por nós e obedeçama uma certa contenção nos discursose nas atitudes. “Por que não secalam”, apetece-mo tantas vezespedir, como o fez o rei atrás citado.Em Portugal e não só, diz-semal dos políticos e, em muitas situaçõesse calhar com razão, masser político nos tempos de crise éum acto de coragem, ainda maisporque a “democracia os derruba”facilmente. Este governo estácheio de pessoas que deixaram,ainda que temporariamente, assuas cómodas vidas profissionaispara aceitarem este enorme desafioque o país atravessa e que nãopode falhar. Louvemos-lhes a corageme desejemos-lhes o maiorsucesso, para bem de todos nós.nRONDA PELAS FREGUESIASFestas de Verão na MadeirãConvívio IntermunicipalExistem pelo menos dezoitocasais naturais das freguesias vizinhas,Madeirã, do Concelho deOleiros e Pedrógão Pequeno, doConcelho de Sertã,A Comissão encarregue da organizaçãodas festas do corrente ano,pretende promover um grande encontro/ convívio integrado nas secularese tradicionais festas anuaisem Honra do Senhor Jesus do ValeTerreiro e Nossa Senhora de BomSucesso, como que a proporcionara todos uma segunda “boda”.Para isso, a Comissão organizadorajá enviou convites aos 18 casais,aos Senhores Presidentes dasJuntas de Freguesia de Madeirã ePedrógão Pequeno, bem como aosSenhores Presidentes dos Municípiosde Oleiros e Sertã, anunciandoo evento e que o mesmo serádiferente de tudo quanto se fez atéhoje, contamos com a presença detodos e familiares.A Comissão chama-lhes deslocadospor casamento, e como a deslocaçãode pessoas entre concelhosdiferentes é uma complementaridaderegional, pretende-se que oevento seja também participadopelos seus autarcas e familiares,sendo que a presença dos maisaltos representantes e de todos osintervenientes na ligação entre asfreguesias e concelhos vizinhos podemrepresentar inequivocamenteuma união mais firme, e um fortalecidoconvívio tanto na populaçãoem geral como na dos homenageadose dos familiares nestes casamentosintermunicipais.As férias convidam ao descansoe à amizade, e isso, contribuirápara um grande convívio Intermunicipal,porque a visibilidade dosautarcas e de quem os elege é fundamental.O convívio é fundamental para oequilíbrio e bem-estar das pessoas,sendo este, uma forma nobre, parasolidificar as relações e as amizades.A organização apela aos responsáveisautarcas que seja difundidopelos meios disponíveis aos seusmunícipes e representantes esteacontecimento.Programa das Festas em: http://gafm.jfelix.pt/Inscrições e informações pelo sitee pelos telefones: 272 664 116, 214521 644, 919 354 207, 935 445 006 e962 800 870. n–Cabeleireiro–Manicure–Pedicure––Depilação–Unhas de Gel–Praça da República - Oleiroswww..gloss-cabeleireico.comTelefone 272 682 50


8 Jornal de OLEIROS 2011 JULHO/AGOSTOJornal de Oleirosaproxima FamíliasCarne de qualidadePraça do Município . OleirosTelefone 962567362e-mail: mariaclcc@gmail.comTelef.: 272 688 058Agora com pagamento de facturasdomésticas e carregamento de telemóveisJuntade Freguesiado EstreitoPresentesna Feira do PinhalO Jornal de Oleiros, consciente dosseus deveres cívicos, passará a visitarregularmente a Santa Casa da Misericórdiade Oleiros e a estabelecer contactocom Amigos espalhados pelomundo que possuem familiares nestaimportante Instituição.É justo reconhecer o empenho e ocarinho que esta Casa dispensa aosque estão ao seu cuidado.Isso é visível na organização do diaa-dia,na simpatia de quem ali trabalha,no empenho do Senhor Provedore de toda a Sua equipa.Inauguramos hoje esta atitude pública,com imagem da Sra Da. MariaGertrudes, Mãe da Da. Maria AdéliaAntunes Afonso que se encontra naAlemanha e muito em breve nos visitará.Todos os que aqui possuem familiares,sabem agora que podem atravésdo Jornal de Oleiros, estar mais próximosdos seus familiares.Para o Jornal de Oleiros é uma honrapoder prestar esta homenagem atodos e a todos saudar. nEquipa de PescaDesportiva da “A.R.C.O”pode fazer históriaDepois das provas dos dias 2 e 3 deJulho a 3ª e 4ª jornada do “CampeonatoNacional de Pesca Embarcada aoAchigã,” jornadas que foram marcadaspelo pouco peixe capturado, estátudo em aberto.À entrada para estas jornadas a equipada “A.R.C.O” ocupava o 8º lugar databela e sairam do Castelo de Bodenum promissor 5º lugar com a mesmapontuação do 4º classificado.A equipa consegui um 8º lugar e um10º nas respectivas jornadas.Neste momento a equipa da “ARCO” encontra-se apenas a 13 pontos do 1º lugar,deixando para asduas jornadas finais tudo em aberto, aguardando-se com expectativa as provas de Alqueva. nSobre Seguros, Mediação de Seguros, LdaPortela, nº 6, 6160-401 Oleirosemail: antunes.seguros@sapo.ptTelefone 272 682 090 - Fax 272 682 088


2011 JULHO/AGOSTOAconteceu em OleirosAs últimas semanas têm sido degrandes cometimentos em Oleiros,revelando um dinamismo a que jános vamos habituando.Além do Presidente da Câmarater sido nomeado Comendador(matéria em separado dada a importância),aconteceram os jantaresda LAFAmieira, da LAFIsna, sempreextremamente concorridos, reunindoimensos familiares e amigos.As Mulheres Sportinguistas fizeramo seu jantar anual, realizaçãoque vai sendo um momento de fortemanifestação clubista, mas abrangenteo que se destaca.Também o Centro Cultural daGaspalha marca o ritmo e agraganovos residentes.O XV FESTIL realizado pela“A.R.C.Oleiros” foi um enormesucesso reunindo imensas criançasdas nossas escolas e revelando,muito provávelmente, valôres degrande futuro.Destaque ainda para a Feira Quinhentistaque o Agrupamento deEscolas Padre António de Andraderealizou com enorme sucesso e repercussãointernacional.Destacamos o enriquecimentodas nossas praias, nomeadamentea de Álvaro que conta agora com onovo Restaurante “Olhar o Zêzere”e a nova e estupenda Esplanada deCambas a permitir um bom convívioapós a saída da praia.O Pôsto de Turismo continua aexibir persistentemente exposiçõesde grande valia como a que estáagora patente.Ao nível de novas obras destacamosas da Praça Central e do Largoda Câmara, bem como a inauguraçãoda nova Junta de Freguesia deque daremos conta em separado.Oleiros promete vencer o marasmodo país, é o que desejamos. nJornal de OLEIROS 9Festa dos Tabuleirosem Tomar,um enorme êxitoO nosso jornal esteve representadoem Tomar pelo Sub-Director-Europa do Jornal Povo de Portugal,Paulo Alexandre Marques na fotocom o Presidente da Câmara, Dr.Curvêlo de Sousa e, dá conta doenorme êxito das festas deste ano.Estrondoso êxito humano e de trabalhoevidenciado é o que ficou bemexpresso também ao nível do programaartístico com destaque paraTony Carreira entre outros.Nas próximas festas, os dois jornais( Povo de Portugal e Jornal deOleiros) farão directos permanentesa partir das festas e durante estas. nApontamentosMiguel MarquesCom uma diferença de poucosmeses tivemos duas notíciasque não deixaram ninguém indiferente,a explosão ocorrida nacasa da actriz Sónia Brazão quea lançou para a cama do hospitalcom queimaduras graves portodo o corpo, a lutar entre a vidae a morte, suspeitando-se deuma tentativa de suícidio e o acidentede viação que resultou namorte do cantor e actor AngélicoVieira.A actriz vivia um período maisdifícil da sua vida, queixando-seda falta de trabalho, ao passo queo cantor e actor vivia uma épocade euforia, com inúmeras solicitações,idolatrado por adolescentes,a que se juntava o lançamentode um novo disco.Em comum, tinham o facto deserem famosos, aparecerem natelevisão e na capa de revistas ejornais.Por vezes a fama tem o condãode roubar o discernimento e arazão ao ser humano, que se deixainvadir por uma sensação deimortalidade.Porém, a realidade não é estae a comprová-lo estes dois episódiostrágicos.A fama não passa de um merosopro de vento que vai desaparecendoe com a qual é precisosaber lidar para o bem e para omal. nBar Calado: bar_calado@hotmail.comEstr. Nac. 238, Alverca, OleirosTelefone 936 355 742 (Frente à zona indústrial)


10 Jornal de OLEIROS 2011 JULHO/AGOSTODr. António MoreiraAntónio Moreira, Advogadoestabelecido em Torres Vedras,natural de Penha Garcia em Idanha-a-Nova,ex- Procurador doMinistério Público no Alentejo eem Lisboa, de 66 anos é o autor deuma Acção Popular contra o estadopor abandono do interior.São 14 páginas que o Dr. AntónioMoreira nos enviou e que contamcom o apoio do nosso jornal e doDirector, dada a matéria que muitonos importa.António Moreira diz que “ as aldeiasdo interior estão abandonadas.Por lá apenas se encontram algunsidosos e cães abandonados ”.A acção corre no Tribunal Administrativode Lisboa e, a ser julgadafavorávelmente como se desejae importa, obrigará o estado portuguêsa apresentar uma propostaem Bruxelas visando a alteração dapolítica agrícola comum, uma dasgrandes responsáveis por este estadode abandono.António Moreira refere os 220mil agricultores que em Portugalrecebem subsídios para não produzir– “ políticas erradas que levaramao abandono dos campos”afirma.A “economia do sector primário,a agricultura, não funciona”.Trata-se de uma acção inédita, degrande oportunidade que apoiamosser reservas. nDr. António Moreiraprocessa estado porabandono do interiorConsequências do abandono do interiorEscolas em risco de fecharDistrito de Castelo BrancoConcelhoEscolaCastelo Branco Póvoa de Rio MoinhosFundãoCalveteCaceiraLeresAldeia NovaIdanhaPenha GarciaOleirosOrvalhoS.Martinho AmoreirasVale de SantiagoSertãSerra S. DomingosVV RódãoFratelPor zonas do paísCentro 82Norte 118Alentejo 87Algarve 9Lisboa e vale Tejo 69Total 365Maioriadas Autarquiasnão é sustentável- Governo pretende extinguir entre 1000 e 1500 Freguesias -Um estudo realizado pela Caixa Geral de Depósiots (CGD) em parceriacom a SAER, chegou à conclusão que 262 municípios correspondentes a85,5% do total de 308 registaram défices orçamentais em 2008.No mesmo ano, a dívida total das autarquias ascendeu a 7,1 mil milhõese, estes dados têm vindo a agravar-se.O défice da administração local e regional aumentou de 300 milhões em2008 para 1000 milhões em 2009, devido ao acréscimo de despesa e à reduçãoda receita.Em 2009 existiam já 71 câmaras com excesso de endividamento líquidoface aoo legalmente permitido e, no final de 2009, cerca de 100 municípiosestava em situação de desequilíbrio orçamental.Segundo o Dr. José Poças Esteves, Presidente da SAER, a grande maioriados municípios não é sustentável por não ter racionalidade económica quepermita o equilíbrio.Segundo este responsável, o problema reside na forma como se desenvolveram,numa lógica "político-jurídico-administrativa" e não numa lógicade autosustentabilidade, ou seja, muitas desenvolveram-se como sedes demunicípios (centros administrativos) e não como centros de geração e acumulaçãode riqueza.Dependem das transferências do Orçamento de Estado e não da criação eprodução de riqueza assente nos seus próprios activos.Em 2008, 76% dos municípios (234 câmaras), apresentam um nível de independênciafinanceira inferior a 50% e 29,5% do total (91) câmaras registaramum nível de independência abaixo dos 20%.Ora, os constrangimentos actuais vão agravar este estado de coisas.É indispensável reduzir municípios por "fusão", diz José Poças Esteves.Esta atitude permitiria ganhar escala.A outra alternativa para manter a independência política dos municípios,passa por trabalharem em conjunto.Até junho de 2012, o Governo terá de reduzir substancialmente o númerode câmaras (308) actualmente e de freguesias (4259) actualmente.No acto eleitoral de 2013 já a redução deverá estar concluída e devidamentelegislada.O plano de acção autárquicoobriga a:. Desenvolver uma visão estratégica integradora;. Promover a identidade de cidade e da região;.Considerar fronteiras funcionais flexíveis, com a associação de municípios;. Envolver o sector privado;. Fomentar projectos estruturantes e estimular a cooperação entre vilas ecidades.Um imenso trabalho pela frente... nFernando CarvalhoOleiros: DestinoGastronómico?Os eventos gastronómicos emOleiros são já uma “tradição”. Têmvindo a repetir-se, de forma reiterada,facto que merece ser assinalado!Tal facto deve-se fundamentalmenteà excelência das iguarias ea uma divulgação muito eficaz. Asiguarias são apelativas e têm associadoum factor importante que éa sua genuinidade: tratam-se, semdúvida, de produtos muito singularesno panorama gastronómiconacional. No que se refere à comunicação,não há dúvida que éexcelente, na forma e no conteúdo:desperta a curiosidade e convida àvisita!Contudo, à expectativa criadanão correspondem Equipamentosde Restauração ao mesmo nível deexcelência, quer ao nível das instalaçõesquer de serviço. Trata-se deuma oferta bastante desenvolvidaem quase todo o País, fundamentalpara assegurar um serviço profissionale uma oferta gastronómicaconsistente, que permitam a prestaçãode um serviço de qualidade.A concorrência é, efectivamente,muito competitiva!Assim, para que o sucesso doseventos gastronómicos se consolide,seria importante promover diversasiniciativas, de entre as quaispoderíamos destacar algumas, semqualquer critério de prevalência:- Realização de Cursos de Formaçãoem Restauração (Mesas,Cozinha, Atendimento, Higiene eSegurança Alimentar, AgriculturaBiológica, Gastronomia e Enologia,etc.);- Concretizar parcerias com EscolasProfissionais de FormaçãoHoteleira próximas;- Envolver Chefes de Cozinhade prestígio (agora muito mediatizados)que ajudem a “recriar” aoferta gastronómica alusiva àquelasiguarias, aumentando a sua notoriedade;- Promover a renovação dos espaçosde Restauração no que serefere às condições de Higiene eSegurança Alimentar, Equipamentosde produção e Zonas Públicas,modernizando-os (manter um ambienterural mas acrescentar algum“requinte”);- Elaboração de Manual de BoasPráticas, que pudesse ser usadocomo guia;- Privilegiar a utilização de produtoslocais e da época, através doincentivo à produção de produtosgenuínos (agricultura e pecuária);- Promover a realização de concursose prémios, durante a realizaçãodos eventos gastronómicos,através de critérios de avaliaçãopreviamente definidos por um júricredível ou equipa de consultores;- Apostar, o mais possível, nospratos mais genuínos da região. Sãosuficientes para criar uma “marca”que possa ser fácil e instintivamenteassociada a Oleiros. Com umaboa estratégia de divulgação, hojerelativamente fácil, rapidamentese poderá criar um “destino gastronómico”para aquelas iguarias.Outras, de menor relevância mastambém características da região,apanharão a “boleia”;- Actividades lúdicas (animação)deveriam estar associadas a esteseventos, numa vertente dinâmicae apelativa, dirigindo-se a públicosmais alargados.Este trabalho, de médio prazo eefectuado de forma sistematizada,representa um investimento comretorno assegurado.Uma oferta qualitativa diferenciada,trará certamente maisvisitantes, para além dos locais ecom raízes na região. Este públicoé muito importante, e até determinantecomo alavanca para osinvestimentos efectuados, mas insuficientepara manter uma ofertaconsistente, consolidada e sustentável.nJornal de Oleirosinsere-se nasociedadeoleirenseO título do Jornal de Oleirosestá hoje disperso por váriosOleirenses, mantendo PaulinoB. Fernandes, Director e Fundador44,0%.José António Martins GarciaSilva com 26,66%, AntónioFernandes com 4,66%, LuisMateus com 2%, Vitor Antunescom 1,83, Augusto de Matoscom 1,67%, António LopesGraça e J. Silvério Mateuscom 1,66%, com 1% FernandaRamos, Vânia Ramos, ManuelaMarques, Isabel Maria O.Gonçalves, Maria Alda BarataSalgueiro, Miguel Marques,Maria da Conceição Rocha,Fernando Carvalho, AntónioMendes, António Jorge Antunes,José Fernandes e o Centrode Saúde do Orvalho, FranciscoA. R. Mateus, com 0,87 %Maria Ivone Roque Luis Fernandes,com 0,50 % GracindoVeríssimo e Joaquim Félix ecom 0,33 % Anabela Rodrigues,Manuel da Cunha e AnaMaria. n


2011 JULHO/AGOSTOJornal de OLEIROS 11BREVESCampanha Portaa Porta da VALNORem OleirosSubordinada ao tema “Separação de Resíduos Sólidos Urbanos”,realizou-se em Oleiros, no auditório da Casa da Cultura, no passadodia 6 de Julho, uma acção de sensibilização destinada aos proprietáriosde estabelecimentos comerciais e Juntas de Freguesia,dando a conhecer a empresa intermunicipal VALNOR, S.A:, a qualo Município de Oleiros passou a integrar em Agosto de 2010, assimcomo a campanha de recolha Porta a Porta. Esta campanha, comoo próprio nome indica, consiste na recolha de papel e embalagens,por intermédio de uma viatura própria para o efeito, propriedadeda VALNOR, S.A., a qual percorrerá as entidades assinaladascomo aderentes a esta iniciativa. Qualquer entidade, de entre asquais estabelecimentos comerciais, que esteja interessada em sercontemplada por esta campanha deverá contactar o responsável daVALNOR, S.A. por esta recolha Porta a Porta através do número 9397 80 931 ou do endereço de e-mail herminio.fernandes@valnor.pt.A VALNOR, S.A. o Município de Oleiros, em conjunto, têm vindoa desenvolver políticas potenciadoras do alcance das metas definidasno programa de Prevenção de Resíduos Urbanos (PPRU), atravésde acções concretas que contribuam para o objectivo nacionalde redução das quantidades de resíduos produzidas por habitante.Segundo o Decreto - Lei n.º 178/2006, de 5 de Setembro, “a gestãode Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) cuja produção diária não excedaos 1100 litros por habitante deve ser assegurada pelos municípios”,facto que motivou a associação dos municípios em sistemasmunicipais e intermunicipais, criando infra-estruturas de recolha,tratamento e valorização de resíduos sólidos. nJosé MendesFernandes apoiaClubesO EURO, que futuro?O economista João Ferreira doAmaral afirmou que o programa da‘troika’ vai colocar a economia emmaiores dificuldades.“Este programa da ‘troika’ poderesolver o problema de financiamentopúblico nos próximos anos,mas não resolve o problema da economia.O programa da troika poráa economia em maiores dificuldades”,considerou hoje o economistado ISEG, numa conferência organizadapelo IDEFF e pela Ordem dosTécnicos Oficiais de Contas.João Ferreira do Amaral defendeuainda que Portugal terá de abandonara moeda única e que o deveriafazer de forma organizada, casocontrário será “empurrado” numasituação muito pior do que aquelaem que se encontra.“Fui contra a entrada mas não fuiadepto da saída, até que verifiqueique a questão se põe agora em moldesdiferentes do que há dois, trêsQuero iniciar a minha crónicapor pedir desculpa aos leitores e aoDirector do Jornal de Oleiros pelaausência durante alguns números.Este foi um ano em que todosos fins de semana houve desportoem Oleiros, quer fosse Futebol de11, quer fosse Futsal. Isto demonstraa vitalidade e o interesse quetemos em, utilizando as diversasinfra-estruturas ao nosso dispor,proporcionar as condições para aspráticas dos referidos desportos.Com uma Direcção em início demandato, e com alguns problemaspara resolver, a ARCO fez quanto amim uma época aquém do que eraesperado e desejado. Como já tiveocasião de referir à uns temposatrás, a ARCO, devido ao investimentoque é feito, tem que ficar nos6 primeiros lugares e desse modoestar nas decisões do campeonato.Claro que a ida à final da Taça foibom, pena não termos conseguidoa vitória, mas espero que parao ano a ARCO consiga fazer umcampeonato melhor. Cá estaremospara apoiar.ECONOMIAO Que Se Vê DaquiUma modalidade que apareceuem força foi o Futsal. Aposta daARCO e da Casa do Benfica, ficouprovado que pode ser conciliadocom o Futebol de 11 e dessa formadar mais actividade aos nossos jovens.Excelente campeonato queos Juvenis da ARCO efectuaram,espero que para o ano a aposta semantenha, pois a equipa tem bastantepotencial e pelo desempenhoque tiveram, os nossos jovens mostraramque merecem uma novaaposta.Em relação à Casa do Benfica,estivemos a um passo do Play-Off.Foi pena não o termos conseguido,mas estou certo que para o anoestaremos mais fortes e queremosdessa forma dar uma alegria aosnossos adeptos, que diga-se, foramincansáveis no apoio que nos deram.Não posso deixar de destacaro apoio que surgiu de um grupode jovens, que, espontaneamente,criou uma claque, os Red Brugos.Quero aqui deixar o agradecimentodo plantel da Casa do Benficae dizer-lhes que contamos com oanos. A questão é se nós podemospermanecer no euro. Do meu pontode vista não temos condições parapermanecer no euro muito maistempo”, disse.O economista considera que Portugalse encontra numa situação de“ausência completa de instrumentospara tentar lidar com a situação” eque apesar de reconhecer que setrataria de um grande choque, consideraque a longo prazo seria piormanter-se no euro.“Não tenho esperança nenhumaem ser ouvido nesta matéria. Achoque vamos deixar apodrecer nestasituação. (...) Iremos ser empurradosda Zona Euro, e provavelmente emmuito má situação, uma situaçãotipo a Argentina”, considera.Para minimizar esta eventual saídado euro, o economista defende queteria de ser feita uma compensação,através da entrada para o mecanismode taxas de câmbio II (que controlaa variação das taxas de câmbioentre países fora e dentro do euro),com uma ajuda do Banco CentralEuropeu que impedisse uma grandedesvalorização da moeda (eventualmenteum novo escudo) e quePortugal pudesse emitir nova moedapara financiar défices, de forma acompensar em parte o aumento dasdívidas, também dos particulares edas empresas. napoio deles no próximo campeonato.Uma novidade foi também a FeiraQuinhentista, organizada peloAgrupamento de Escolas PadreAntónio de Andrade e que envolveugrande parte da população.Uma excelente iniciativa, a abrircada vez mais a Escola à população,e que espero que para o anose repita.Como o tempo voa, já estamosoutra vez na altura da Feira do Pinhal.Como tenho dito, espero queas Associações compareçam naFeira, é uma oportunidade de mostrarmais uma vez o nosso trabalhoa quem nos visita. Estou certo queisso irá acontecer.Termino desejando a todos umasexcelentes férias, que se divirtamna Feira do Pinhal, na Festa deSanta Margarida e nas restantesFestas que vão acontecer um poucopor todo o Concelho. nAntónio Mendestonimendes@hotmail.cominclusão socialVALNOR entrega maisuma Cadeira de RodasA “Casa do Benfica de Oleiros” e a“A.R.C.O. “ vão receber duas motorizadas,oferta de José Fernandes paraserem objecto de sorteio e com as receitascontribuir para as duas Instituições.É um gesto que se aplaude. nRogério Neves, com 51 anos,portador da doença DistrofiaMuscular Progressiva, receberáno seu aniversário, uma Cadeirade Rodas numa cerimónia quedecorrerá no dia 2 de Julho, pelas11 horas, nas instalações da AssociaçãoHumanitária de Apoio aosDiabéticos do Concelho de Avis ena qual associados, amigos, bemcomo representantes da VALNOR,da Câmara Municipal e Junta deFreguesia estarão presentes.A oferta da cadeira de rodasrepresenta o culminar da campanhaque decorreu ao longo decerca de 1 ano e movimentou asolidariedade de vários pontos dopaís, que gentilmente ofereceramas suas tampas de plástico, coma finalidade de ajudar a atingir aquantidade de tampas, necessáriapara que a troca se pudesse realizar.n


12 Jornal de OLEIROS 2011 JULHO/AGOSTOOLEIROS EM MOVIMENTOMadeiras raras expostasno Posto de Turismode OleirosEm pleno Ano Internacional dasFlorestas, o Município de Oleirosaposta no seu artesanato local epromove, no Posto de Turismode Oleiros, de 1 a 30 de Julho aexposição “Artesanato em Madeira”,da autoria do oleirense MárioAntunes.Com 80 anos de idade,o artesão cria peças utilitárias emmadeira, as quais derivam de diferentesespécies florestais, devários continentes, privilegiando,através da sua criatividade e imaginação,não só do meio naturalonde vive, mas também outroslocais.Na infância, Mário Antunes usavaraiz de amieiro, “uma madeiramuito macia” que lhe permitiamoldar brinquedos à sua vontade.Aos 80 anos, a prática na carpitariaajudou-o a dominar as característicasde cada espécie e combina diferentestipos de madeira para obteros resultados pretendidos. “Nãouso nada pintado. Quando querodar cor, escolho as tonalidadesmais apropriadas”, explica.Pinho e oliveira estão entre asmatérias-primas mais usadas, masnas peças expostas destacam-se 24pequenos pratos que são uma autênticamontra de madeiras, algumasdas quais em extinção. “Cadaprato é de uma espécie diferente,oriunda de vários continentes”, explica.Há espécies como o mucibo,que foi queimado até estar quaseem extinção, em Angola, assimcomo outras madeiras raras vindasde Ásia e Brasil. “Alguns erampedaços pequenos que tinha nacarpintaria, outros pedi a colegas.”Na mostra que pode ser vista noPosto de Turismo de Oleiros, há relógiose molduras que resultam dacombinação de tonalidades, assimcomo pratos com encaixes a duascores. O leque de peças é variado,incluindo loiças e fruteiras, bancose cadeiras, as medidas de alqueireantigamente usadas para cereais,jarras ou mealheiros. “Procuro queFeira Renascentistaas peças tenham sempre algumautilidade”, explica o artesão oleirense.Barris de pequenas dimensõessão, de todas as peças que faz,as que mais tempo exigem. MasMário Antunes pretende testarem breve um novo objecto quepromete dar que fazer: “Querotentar criar um candeeiro, mas écomplexo do ponto de vista dasegurança”. Quando deita mãos àobra, tem sempre uma ideia clarado que quer. “O artesanato desenvolvea mente e o físico. Estousempre a mexer”, explica com umsorriso. nA Feira do Pinhal realiza-se no mesmo local (largo das feiras e mercados)mas com algumas alterações assinaláveis para melhor:- Os espetáculos serão realizados no recinto da feira, enquanto que,nos anos anteriores, na feira, apenas decorriam os referentes à Mostradas Atividades Musicais do Concelho e as Bandas e concertos decorriamno arraial de Santa Margarida. Esta alteração é muito boa porquepermite, especialmente, ao sector da restauração durante e apósespetáculos.Nos dias 10 e 11 o certame encerrará excepcionalmente às 2 horas,no dia 12, à 1:00H e nos dias 13 e 14, pelas 24 horas.No que se refere ao horário de abertura, será às 18 horas nos dias desemana e às 17 horas, durante o fim-de-semana.- Outra alteração dá-se ao nível das actividades de desporto: temosa novidade da realização da primeira edição da Liga dos Campeõesde Matraquilhos Humanos, assim como o IV Campeonato de Paintballdo Pinhal, actividades que integram o chamado Sábado Radical(no dia 13).- ATUAÇÕES (continuação da página 3) Nas comemorações do Dia do Concelho (15) podemos ainda destacara cerimónia do Içar da Bandeira, com a presença da Fanfarrados Bombeiros Voluntários de Oleiros; a apresentação do livro “OsMendes Barata da Longra”, da autoria de Pedro Amaro e o concertode Pedro Abrunhosa e os Comité Caviar. Como se vê, motivos nãofaltam para ir até Oleiros.Não esquecer que, a tradicional Alvorada de Domingo acordará as pessoaslogo pela manhã bem cedo. Tradição que se mantém bem viva e aindabem. A alvorada servia e serve para avisar os povos que há festa nesse dia.Ainda me lembro (50 anos volvidos) do sr. Abel a lançar foguete a fogueteno largo da capela do Espírito Santo. Antes do primeiro foguete já a Bandase encontrava lá e tocava “a alvorada” e, no final de todos os foguetesserem lançados, percorria as principais ruas da Vila. Aí estava a festa. Aspessoas levantavam-se ao som de música e em espírito festivo.- As criançasDesde há anos, a Câmara Municipal tem conseguido atrair as criançaspara este momento especial, colocando-lhes à disposição insufláveise outros tipo de divertimentos que levam os mais jovens a fazeremfila para entrar nessas brincadeiras. Nota positiva para essainiciativa.- Quanto à parte religiosaNo Domingo – concentração das fogaças no adro da igreja às 17H00horas e Missa na igreja matriz às 18H00 de onde sairá a procissão coma imagem muito linda de Santa Margarida (que não é a padroeira deOleiros. Essa é Nossa Senhora da Conceição) e ainda as fogaças comas oferendas até ao arraial que, normalmente, são os elementos doRancho Folclórico que transportam algumas e, outras, em cima decarrinhas de caixa abertas.Há anos, todas as fogaças, simples, com duas ou quatro pessoaseram transportadas pelas próprias pessoas dos povos que ofertavame que chegavam a ser 150.Lembrar que o dia da Santa é no dia 20 de Julho, com cerimóniasreligiosas na sua capela e procissão para a igreja matriz, onde a santaficará até ao Domingo de festa que sairá em procissão rumo novamenteà capela.O Jornal de Oleiros deseja a todos um Verão cheio de divertimentose convívios saudáveis. n


2011 JULHO/AGOSTOAlda Barata SalgueiroSenhores Autarcas,tenham dó dasAlminhas!Jornal de OLEIROS 13Casa do Benfica OleirosFesta de fim de anoÉ com alguma dor de alma queao aproximar-me da minha aldeia,Vilar dos Condes, vislumbrolá no alto (e não posso deixarde olhar), no meio dos pinheiros,dois pequenos templos outroradesignados por Alminhas.O primeiro fica junto ao Vale daGalega, no desvio da EN350 parao Roqueiro. Encontra-se miseravelmenteabandonado e é umapena, pois possui um pequenoretábulo em madeira, muito antigo,onde já mal se percebemas cores primitivas. Pertence àfreguesia de Pedrógão Pequeno,concelho da Sertã.O segundo é as Alminhas daPedrogueira mandadas construirpelo padre José Dias Camelo naturalde Vilar Cimeiro, com adata inscrita de 1789. O seu interioré um painel de azulejos,erradamente colados, certamenteporque o artífice não sabia ler,mas que com esforço se consegueuma leitura linear.Esta pequena capela fora, desdea sua construção, colocada nodesvio da antiga estrada que vinhade Pedrógão Pequeno, e indicavao acesso para os Vilares.Recentemente, com o traçado danova estrada EN350, o solo baixouuns 3 a 4 metros e ficou opequeno templo no cocuruto deuma ravina, rodeado de areia ede restos de materiais de construção,a olhar de soslaio para anova rodovia.Estes minúsculos templos faziamparte da cultura popularreligiosa e localizavam-se à beirados caminhos por todo o País,muitas vezes nas encruzilhadas.Além de indicarem nomes de localidades,tinham principalmentea função de fazer lembrar, aoscaminhantes, as almas dos que jáhaviam partido e que se encontravamno Purgatório à esperado momento de subirem ao reinodos céus. Era necessário, pois,que os vivos rezassem para que asua libertação fosse mais célere.Para quem passasse por umasAlminhas era obrigatório fazer oSinal da Cruz, rezar um Padre-Nosso e uma Avé- Maria e, sepossível, depositar uma moedana caixa das esmolas destinadasà celebração de missas por almados fiéis defuntos.Era um hábito saudável enraizadona vivência quotidiana dasAlminhas do cruzamento para oRoqueiropessoas, e além disso, estes monumentossingelos embelezavamos caminhos e sensibilizavam oscorações.As Alminhas da Pedrogueirasempre pertenceram à Madeirã.Actualmente a indicação da freguesiaavançou e as Alminhas ficaramlá atrás, junto ao Bravo e atéjá lhe apagaram o topónimo (agoradespropositado) que ali sobreviveudurante décadas. Por direitopertencem a Vilar dos Condes,portanto à Madeirã. Seria, pois,uma legitimidade da autarquiase mandasse deslocar o pequenomonumento para o lugar ondedeve estar -junto ao actual desvioRodapŽEmigranteCA_262x48_AF.pdf 1 09/06/11 17:53Alminhas da Pedrogueirada EN350. Não seria tarefa difícilnem dispendiosa, seria sim umasimpática gentileza da freguesiapara com Vilar dos Condes, quecertamente não esqueceria a magnitudedo seu gesto.Hoje os automobilistas quepassam, diariamente, nas estradasnão têm tempo para olhar emuito menos para rezar, mas hácada vez mais caminhantes que,durante o Verão, palmilham asestradas e os caminhos das pequenasaldeias em busca de vestígiosdo passado e de paisagensacolhedoras. O nosso concelhodevia ter em conta esta nova realidadee valorizá-la. nA Casa do Benfica em Oleiros organizoua festa de encerramento daépoca da Escolinha de Futebol, Infantis,Escola de Dança e do Futsal.A festa teve início pelas 11h00 noCampo Municipal de Oleiros ondese realizou um jogo entre os alunos,alunas e os seus pais.De seguida, cerca das 13h00, houveum almoço oferecido pela Casado Benfica em Oleiros que serviu deacompanhamento à boa disposiçãode todos os presentes e que teve lugarna Praia Fluvial do Açude Pinto.Por volta das 15h00 decorreu aactuação das alunas da Escola deDança.Foi um dia muito bem passadonum ambiente de grande confraternização,convívio e camaradagementre todos os alunos e os seus familiares,professores e dirigentesda Casa do Benfica e restantes convidados.nPresentesna Feira do Pinhal


14 Jornal de OLEIROS 2011 JULHO/AGOSTOAna Nevesananevesmar@gmail.comAs LadainhasCasa da Comarcada Sertã celebrou65º aniversário(E quando dos regaços, brotarampedras…)Na década de cinquenta, a agricultura,além de um desígnionacional, era uma questão de sobrevivênciapara a maior partedos Oleirenses. A economia localcentrava-se na floresta e no cultivodas terras, dependendo o ano agrícoladas calamidades naturais quepudessem ocorrer, as quais semapoios governamentais poderiamoriginar um ano de dificuldadespara as famílias.Pedia-se então, com fervor, aprotecção divina para os camposque eram abençoados nas grandesfestas litúrgicas da Primavera.Com o mesmo propósito, nos trêsdias que antecediam a Quintafeirad´Ascensão, tinham lugar asLadainhas (procissões que invocandoos Santos, saíam da IgrejaMatriz em direcção às capelas doEspírito Santo, S. Sebastião e SantaMargarida).Durante estas celebrações, contaseque algumas devotas Oleirensesapanhavam as pedras pisadas pelosacerdote, crentes que estas, atiradasàs hortas, na manhã de S. João,pudessem afugentar ratos e outraspragas. Esta era uma crença muitoenraizada, reforçada pela tradiçãopopular, segundo a qual a orvalhadaque se formava nesta manhã derituais e magias possuía efeitos benéficospara as culturas.Foi por esta época colocado, naParóquia de Oleiros, um jovem padreque pretendendo acabar comcrendices e superstições, numadessas celebrações, admoestou oseu “rebanho” no sentido de acabarcom esses rituais pagãos. Imediatamentedos bolsos e regaçosdas santas mulheres, brotaram roliçase abençoadas pedras, em vezde rosas. Acabou aí uma agriculturabiológica cujos produtos tinhamum sabor autêntico que só Eça conseguedescrever na sua obra Cidadee as Serras.Actualmente, as pragas sucumbemapenas sob a acção de produtosquímicos que somos obrigadosa consumir e as bactérias, queeram desconhecidas até então, hojetêm nome e matam gente, como éo caso da famosa E. coli. Por seulado, os alimentos, abençoados naquelaaltura, hoje são ostracizadose temidos, cada um a seu tempo,em função de um qualquer interessepor nós desconhecido.Espero que o leitor, por momentos,tenha esquecido o FMI, aTROIKA e os sacrifícios exigidos.E neste tempo de preocupações eincertezas, só me resta invocar, paratodos nós, em jeito da Ladainha:- Santa Margarida!!!- Orai por nós…nA “CCS” um marco na nossa região assinalou o aniversário, destavez em Proença.Ao Engº Pedro Amaro e à Sua Direcção enviamos um abraço e saudamoso imenso trabalho desenvolvido em prol da Cultura da regiãoe não só.OLEIROS esteve representado no almoço comemorativo pelo SenhorVereador Vitor Antunes e também por outro grande Amigo, Manuelda Cunha. nCentro Social do Orvalho, impressionaO Centro de dia e lar de Idosos doOrvalho e o quase acabado edifíciodos Cuidados Continuados são aprova de que “a vontade dos Homensmove montanhas”..António Natário tem boas razõespara estar feliz.Concebeu, lutou, construiu, podeser exibido.Já com 80 utentes este completoCentro oferece condições e enquadramentoímpares.85 postos de trabalho criados paraum investimento superior 2700 milhõesde euros orgulham o criador ea região.O edifício, moderno, funcional,com três andares oferece condiçõesextraordinárias indiscritíveis numartigo de jornal.Em fase final de construção, jámuita adiantada, está o edifício fronteirodos Cuidados Continuados,dotado de todos os meios, inclusivépiscina coberta aquecida. Aqui serãocriados em breve mais 35 postos detrabalho. Voltaremos em breve poisdesejamos mostrar imagens reais dapiscina coberta aquecida, do Ginásiodeste edifício e de todas as infraestruturas.António Natário sublinha sempreos Amigos que o apoiaram, o Dr.Dias de Carvalho, Pediatra conceituadoe Amigo da região, o PadreTomaz que com a sua acção socialesteve na origem de um projectoimportante, mas cuja dimensão foiconferida por António Natário.Continuaremos a acompanhar ofinalizar desta grandiosa obra e felicitamoso Amigo António Natário. n


16 Jornal de OLEIROS 2011 JULHO/AGOSTOXV FestilOrganizado pelo “A.R.C.O.” deOleiros, foi um enorme sucesso oXV FESTIL.Compreende-se a alegria doPresidente Ramiro Roque a quemse deve a organização que mereceuo apoio da Câmara Municipal,Juntas de Freguesia e das Escolasde Oleiros, Estreito e do Orvalho.Perante uma assistência entusiasmadaque enchia completamenteo Jardim Central de Oleiros,fica claro que este importanteespectáculo é para continuar.O Júri integrava entre outrasPersonalidades a Dra Isabel, Directorada Escola Padre Antóniode Andrade e o Presidente daCâmara de Oleiros, José SantosMarques.Tarde entusiasmante onde eramvisíveis tantas crianças, no fundo,um futuro promissor para Oleiros.nRua do Ramalhal, Lj 2, r/c esq,6160-418 OleirosTelefones 272688023/925228223Fax 272688024E-mail: oleimed@sapo.ptEspecialidades: Exame de Densitometria Óssea, Exames Auditivos, Electrocardiograma, Fisioterapia, Massagem facial e Corporal, Medicina Dentária,Podologia, Hidrotox, Acupunctura, Terapia da Fala, Psicologia ClínicaConsultas Médicas de Clínica Geral ( Dra. Graça Veiga e Dr. Carlos David), Fisiatria (Dr. João Saraiva),Pediatria (Dra. Almerinda Silva ), Ginecologia/Obstetrícia (Dr. Luis Abreu - Maternidade BissayaBarreto/Coimbra ), Oftalmologia (Dr. Pedro Nunes) e Analises ClínicasAcordos com, ADSE, PT, Médis, Multicare, Mondial Assistance, CGD, Clinicard, Fidelidade, Mundial, Império Bonança

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