Garantir o futuro

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Garantir o futuro

caixamundonoEdição n.º 20 | Setembro 2011accumEmSempre a seu ladocaixa ao encontrodos clientes de fériasem portugalMar reinventadoo futuro do nosso paíspassa pelos oceanosMiguel GonçalvesMendesa arte da realizaçãoGarantir o futurooferecemos-lhe as melhores soluçõesde poupança e de investimento


notíciascaixaPrémioSustentabilidade de sucessoA aposta consistente na sustentabilidade volta a ser distinguida,desta vez, na quarta edição do «Prémio DesenvolvimentoSustentável»ACGD recebeu o «PrémioDestaque», na edição2010/2011 da iniciativada Heidrick & Strugglese do Diário Económico. Estes prémiosreconhecem a aplicação das melhorespráticas de sustentabilidade em váriossectores de actividade, em Portugal, tendoa Caixa sido distinguida pela sua evolução,comparativamente à edição anterior.O reconhecimento reflecte o percursoque a CGD tem consolidado, no âmbito doCompromisso Caixa Sustentável, reforçandoaquilo que havia sido já objecto de outrasdistinções este ano: «Instituição Financeiramais Sustentável de Portugal em 2010»,atribuído pela The New Economy e da qual aedição anterior da Caixa no Mundo lhe deuconta, e «Marca de Confiança na ActuaçãoAmbiental», das Selecções Reader’s Digest.A CGD está firmemente comprometidacom o desenvolvimento sustentável,promovendo a aplicação regular dasmelhores práticas na sua actividade.Esta forma de actuar traduz-se na adopçãovoluntária de um conjunto de compromissosde cariz económico, ambiental e social,que contribuem para o desenvolvimentodo negócio, aumento da competitividadee para uma relação responsável comos vários stakeholders.Exemplo disso é o Relatóriode Sustentabilidade anual, cuja terceiraedição, relativa a 2010, foi recentementepublicada. Elaborado de acordo com asdirectrizes da Global Reporting Initiative,o Relatório obteve o nível máximo (A+)de cumprimento das directrizes, apósvalidação independente por entidadeexterna.CompromissoCaixa responsávelA CGD subscreveu a Carta para o Negócio Responsável, firmando, assim,o seu compromisso com uma actuação comercial responsávelACaixa pauta, desde sempre, a suaactuação por critérios rigorosos eresponsáveis. A subscrição destaCarta traduz esse compromisso,em particular, no que diz respeito àsrelações justas e transparentes com osClientes, à promoção da acessibilidade eda inclusão financeira, ao negócio amigodo ambiente, à contribuição responsávelpara a comunidade, ao desenvolvimento derelações responsáveis com os colaboradorese à comunicação.Esta é uma iniciativa inserida no âmbitodo European Savings Bank Group (ESBG) –do qual a Caixa é membro –, que representaalgumas das maiores redes bancáriasde retalho da Europa, concebendo,facilitando e gerindo projectos bancáriostransfronteiriços deelevada qualidade. Osmembros do ESBGsão, por norma,bancos de depósitose de retalho ouassociações do géneroque reinvestiram deforma responsável, nasua região, ao longo dedécadas, constituindo-se como uma referênciapara as actividades de responsabilidadesocial empresarial, na Europa e no mundo,assumindo um forte compromisso com odesenvolvimento sustentável.O Modelo de Gestão para aSustentabilidade, os Relatórios deSustentabilidade com notação máximaA+ e as políticas assumidas neste âmbito(sustentabilidade, ambiente e envolvimentocom a comunidade), a par de exemplos ecasos de estudo afectos à actividade correnteda CGD, atestam o cumprimento dosprincípios de actuação referidos.C a i x a n o m u n d o 3


a caixano mundoRosto de SucessoInvestigadora reconhecidaViajante por natureza, Inês Pires-Urquiza viveu já em seis países e investigouem mais de 35. Agora, já em Bruxelas, a portuguesa foi distinguida pela COTECLicenciada em economia, InêsPires-Urquiza é investigadoraem estratégia de comunicaçãointercultural, protocolointernacional e política global. O seutrajecto profissional começou duranteo período de estudante, como jornalista deO Independente, no suplemento económico.Desde então, investigou em mais de 35países e, entre outras graduações, tirouum mestrado em Política Internacional eoutro em Protocolo, Diplomacia e RelaçõesInterculturais.A 8 de Junho deste ano, Inês recebeudas mãos do Presidente da Repúblicauma distinção, no âmbito do PrémioEmpreendedorismo Inovador da DiásporaPortuguesa, da COTEC, pelos esforçosna promoção do diálogo intercultural epela criação da Internacional School ofProtocol & Diplomacy (ISPD). Sediadaem Bruxelas, esta organização sem finslucrativos, da qual é directora executiva,actua no desenvolvimento de competênciasinternacionais e conta com escritórios emSingapura e Médio Oriente.Três anos depois da sua criação, a ISPD temuma prestigiada carteira de clientes, incluindodezenas de governos, empresas multinacionaise embaixadores. A sua perseverançaconquistou, também, figuras de renome paracolaboradores da ISPD. Foi o caso de AliceHeacht, ex-chefe de protocolo de Kofi Annan,ou François Brunagel, chefe de protocolo doParlamento Europeu, entre muitos outros.Além disso, Inês Pires-Urquiza é sócia daconsultora internacional Bringing DownBorders, sendo convidada, regularmente,para intervir em universidades, eventosinternacionais e junto de governos. A isto,acrescem-se cargos anteriores como o deassessora na área de Negócios EstrangeirosInês Pires-Urquizae Relações Transatlânticas de José PachecoPereira, aquando da sua passagem pela vice--presidência do Parlamento Europeu, e deVasco Graça Moura, na Comissão da Cultura.Autora de vários artigos e ensaios, Inêsacredita que só usando a racionalidade e acriatividade podemos atingir uma tomada dedecisão forte. Imbuída neste espírito, junta,actualmente, a preparação do doutoramentoem Psicologia Intercultural e ComunicaçãoInternacional ao prazer da leitura e do jazz,no qual não esconde o gosto de cantar.brevesBCI é o melhor bancocomercial em MoçambiqueA revista World Finance atribuiu o prémio«The Best Commercial Bank 2011Mozambique» ao BCI, elegendo-o, assim,como o melhor banco comercial a actuar emMoçambique. O BCI, Banco maioritariamenteparticipado pela CGD, ficou posicionado emprimeiro lugar, entre os bancos comerciaismoçambicanos, ao nível dos resultadosalcançados e das boas práticas, da inovaçãoe da qualidade dos produtos, assim comoda contribuição para o desenvolvimento domercado e da excelência dos serviços, entreoutros critérios.Esta distinção é atribuída ao BCI pela primeiravez, no ano em que se completam 15 anos deconstituição, o que reflecte o sucesso da suaestratégia de crescimento e desenvolvimento.É o feliz corolário de um conjunto de distinçõesque o BCI tem recebido: Melhor Banco dasProvíncias de Nampula e de Cabo Delgado;«Best Correspondent Bank – April 2011»,atribuído pelo Bank of New York Mellon,dos Estados Unidos; «Troféu Internacionalde Qualidade» e «Gold Medal for BusinessExcellence», ambos pelo Trade Leader’s Club,da Suíça; «Prémio Inovação no AtendimentoPersonalizado de Clientes», pela AltitudeSoftware.O BCI é, cada vez mais, o Banco preferidodos moçambicanos e uma referência nosistema financeiro do país, ao serviçodo desenvolvimento da economia, dasempresas e das famílias moçambicanas, deforma socialmente responsável e sustentada.4 C a i x a n o m u n d o


oas-vindasCaixa recebe os emigrantesportugueses no seu regressoO retorno a casa de muitos portugueses foi brindado pela Caixa, em acçõesde acolhimento em Vilar Formoso e em diversas iniciativas locaisForam milhares os portugueses queatravessaram a fronteira de VilarFormoso, no último fim-de-semanade Julho. De regresso a casa paraas férias do Verão, além do sol e do calornatural das terras beirãs, todos puderamtestemunhar o calor do acolhimento daCaixa.Tal como em anos anteriores, a Caixatornou ainda mais especial aquele momentode reencontro com o ambiente e com ascores típicas da raia lusa. De sorriso abertoe boa disposição visível, os recém-chegadostiveram a reacção esperada e uma respostaimediata. De todos, a Caixa recebeu a mesmareacção: «Muito obrigado!»Além da forte presença, visível comt-shirts e balões, esta operação passou pelaoferta de deliciosos pastéis de nata e, ainda,da edição diária do Jornal de Noticias, comcapa especial. A alegria foi a de sempre, coma qual a Caixa acompanha os seus Clientestodos os dias, quer em Portugal, quer nospaíses onde se encontra representada.Distribuídas entre 29 e 31 de Julho,as capas incluíam um convite para que aspessoas se dirigissem a uma Agência daCaixa, onde as aguardava uma pequenalembrança. Uma recordação da Caixa, dePortugal e destas férias em família.A iniciativa da CGD encetou umprograma alargado de boas-vindas aosClientes que aproveitaram o mês de Agostopara visitar as famílias e recuperar o saborportuguês. Desde a Festa da Europa, noSabugal, passando pela Tocha, Bragança eAlcobaça (páginas 6 e 7), entre muitas outrasiniciativas locais, a Caixa fez questão detransmitir uma mensagem de envolvimentoe ânimo, sempre com distribuição de brindese vouchers que convidavam a uma visita àsAgências do Banco.Também os mercados, em muitos pontosdo País, sentiram esta onda de intensaalegria. Da Guarda a Sintra, passando peloFundão, Peniche, Viana do Castelo ouLamego, entre outros, aqueles que por lápassaram puderam assistir a acções queenvolveram a entrega de brindes no local.Quem preferiu o avião para o regressoa casa, além dos inúmeros cartazes comas boas-vindas da Caixa, encontrou noaeroporto um mupi interactivo que permitiaAcção de acolhimento emVilar Formoso (em cima) contoucom pastéis de nata e uma edição doJornal de Notícias (em baixo)registar o momento da chegada a Portugal,tirando uma fotografia com a família eenviando-a por e-mail, enquanto esperavapela bagagem.Foram, portanto, muitas as iniciativasque comprovaram que a Caixa faz questãode proporcionar bons momentos aosportugueses residentes no estrangeiro nesteregresso a casa para umas merecidas férias,da mesma maneira que o manifesta noacompanhamento diário dos seus Clientesao longo do ano. No regresso, assim comona partida, a Caixa consegue ter respostapara as diversas necessidades de quemoptou por viver no estrangeiro, apoiando acomunidade lusa nas suas decisões de aforroe de trabalho.Conheça todos os detalhes e osmomentos mais divertidos desta acçãoalargada de acolhimento da Caixa emhttp://residentesnoestrangeiro.cgd.pt.C a i x a n o m u n d o 5


Tiago Pitta e Cunha aponta, mesmo, otransporte marítimo de curta distância comoum desses nichos, para o qual o porto deSines poderá ter um contributo decisivo.Quer pela sua localização, quer por estarpensado como um porto nevrálgico, onde éfeito o transshipment de mercadorias.Porém, há que não encarar os oceanoscomo um remédio providencial para aeconomia nacional, pese embora a suaimportância estratégica para o País. «Omar não vai resolver todos os problemas dePortugal, mas, sem o mar, Portugal nuncase reencontrará como nação», conclui otambém autor do ensaio Portugal e o Mar.Esse reencontro não terá consequênciasem uma política integrada. Há quepensar o mar português e o seuenquadramento de modo concertado.E criar condições competitivas paraque um tecido empresarial comoo nosso, alicerçado em pequenas emédias empresas, possa encontrarno mar uma indústria apetecível. Deigual modo, há que encarar o oceanocomo um recurso a ser explorado,mas de forma sustentável. Se não ofizermos, adverte Tiago Pitta e Cunha,acabaremos por «matar a galinha dosovos de ouro».Activo de e para o futuroA consciência do valor dos «tesouros» quejazem no Atlântico começou a avistar-secom a realização da Expo’98, em Lisboa,sob o mote Oceanos, um Património para oFuturo. Seguindo na onda da sensibilizaçãopara os assuntos do mar, a ComissãoEstratégica para os Oceanos, no seurelatório Oceano: Um Desígnio Nacional parao Século XXI, voltou a trazer a discussãoà tona. Porém, só nos últimos anos, coma publicação do estudo da SaeR, se temnotado uma maior atenção para o marpor parte dos responsáveis políticos e dainiciativa privada – da qual as associaçõesFórum Empresarial para o Mar e OceanoXXI têm sido dinamizadoras. Comprovandoque as sinergias nesta área podem serdeterminantes, a Caixa Geral de Depósitostem também encetado iniciativas comoa Conferência Economia do Mar – UmaParceria para a Competitividade, organizada,conjuntamente com o Jornal de Negócios, a12 de Outubro de 2011, pelo segundo anoconsecutivo.No rol de mercados a explorar, o turismotoma um dos lugares de dianteira. Apesarde uma fatia substancial da nossa economiaestar já apoiada no sector, a oferta nacionaldirigida ao mar tem-se cingido ao turismocosteiro, deixando o turismo náutico numestado ainda incipiente. Por seu turno, aconstrução de terminais náuticos, marinas,postos de amarração e o acolhimento deprovas desportivas internacionais poderãoatirar Portugal para um dos lugares cimeirosda Europa.Quanto ao sector marítimo-portuário,um dos que mais contribuem para o PIBTiago Pitta e Cunha,consultor da Presidênciada República parao Ambiente, a Ciênciae os Assuntos do Marhá que criar condiçõescompetitivas paraque o nosso tecidoempresarial encontreno mar uma indústriaapetecívelnacional, a ausência de infra-estruturasque permitam um escoamento intensivode mercadorias para os demais territórioseuropeus, por via ferroviária, tem tiradopoder competitivo aos portos portugueses.No entanto, considerando que a Europadomina mais de um terço da frota mercantilmundial, o posicionamento estratégico deportos como os de Sines e Leixões poderáser uma mais-valia. E sendo o segundo maiorconsumidor de peixe da UE, mas importandocerca de 60 por cento do peixe consumido,Portugal terá, também, de reinventar aindústria do pescado, apostando, sobretudo,na aquicultura de recirculação.Por último, há dois sectores que vale apena não descurar. Por um lado, a energiaproveniente de fonte marítima – das ondase, sobretudo, eólica offshore –, que seacredita que possa ser fundamental paraalcançar a marca europeia de 20 por centode energias renováveis em 2020. Por outro,a biodiversidade oceânica, na qual o Paísbeneficia de uma riqueza sem paralelo. É elaa força motriz da investigação científica, naqual continuamos a ter uma palavra a dizere que poderá ser o sustentáculo para osdemais sectores.investigando o marImporta, pois, investir cada vezmais no ensino e na investigação. Eexemplos não faltam de instituiçõesque fizeram já a sua aposta no mar,começando pelo Centro de Ciênciasdo Mar, da Universidade do Algarve,ou pela Universidade de Aveiro,com quem a Caixa estabeleceu umaparceria. Designada Cátedra do Mar– Estudos do Mar, a iniciativa tempor objectivo promover o avançocientífico, bem como as sinergiasnecessárias ao desenvolvimentoda economia do mar.A Escola Superior de Turismo eTecnologias do Mar, do Instituto Politécnicode Leiria, é outro dos exemplos, sendoparceira da Fórum Estudante e da CâmaraMunicipal de Peniche na organização daSemana Tanto Mar, uma iniciativa dirigidaa estudantes do ensino secundário, quetem como objectivo sensibilizar as novasgerações para a importância do mar.Além destas, também a Nova School ofBusiness and Economics, da UniversidadeNova de Lisboa, avançou nesta área,criando o major in Maritime Business, umaespecialização inovadora em Portugal,que lança o desafio Creating Value with theOceans. Apoiado pela CGD, este mestradopermitirá aos alunos nacionais e estrangeirosconhecer e potenciar a posição estratégicado País relativamente ao mar.Estas são, apenas, algumas dasinstituições que se lançaram já em direcçãoao mar, numa aposta de futuro.C a i x a n o m u n d o 11


talentoem portuguêsmiguel gonçalves mendesO filme é uma armaQue não mata, mas corta a vida do Prémio Nobel da Literatura português, José Saramago,em dois (ou três). E se ergue em riste para trazer justiça à injustiça das imagenssobre ele feitas, pela mão – e câmara – do realizador que gosta de dar arte à lutaPorque sim. Desarmante, MiguelGonçalves Mendes, 32 anos,atalha o fio à meada a mais dequatro anos de trabalho, 240horas de gravações e 125 minutos de arte,a sétima. O argumento que o levou a filmaro retrato de José e Pilar – assim, sem mais– começou a escrever-se na vontade defazer «coisas porque sim, porque acreditas,porque fazem parte de ti. Ponto final».Ponto e vírgula, apetece dizer, na carreira derealizador, produtor, por vezes actor, sempre«pessoa com vontade de fazer coisas». Comluz, câmara e muita acção.A frase sobrepõe-se à imagem, atapetadapela música Palco do Tempo, do portuguêsNoiserv, que desaparece arrastada.«Porque tudo pode ser contado de outramaneira», lê-se no remate do trailer deJosé e Pilar, candidato português a MelhorFilme Estrangeiro dos Óscares de 2012.As palavras que tomou de empréstimo aSaramago condensam o leitmotiv da longa--metragem que, só em Portugal, estevequatro meses consecutivos em cartaz parauma audiência de 22 mil espectadores,tornando-se o documentário mais visto desempre no nosso País. A cifra foi duplicadano Brasil, onde os mais de cinco meses emexibição lhe valeram 40 mil espectadores,estando prevista a estreia nas salas de cinemanorte-americanas em Abril de 2012. José ePilar traz para o grande ecrã o testemunhoraro do quotidiano de um dos mais notáveisescritores portugueses e da sua mulher.Ou, corrige o autor da película, sobretudo,de uma terceira parcela «que é a soma dosdois», juntos na «necessidade de ter tempopara escrever, para amar e para lutar».De luta fizeram-se, também, osquatro anos e 240 horas de filmagens –«dolorosamente» cortadas até chegar aos125 minutos finais – e de gestação de maisuma história que Miguel Gonçalves Mendesquis partilhar. Depois de já ter aberto umajanela para a intimidade de Mário Cesariny,em Autografia, melhor documentárioportuguês, no docLisboa, em 2004, aideia de mostrar o outro lado do Nobelda Literatura, desconhecido de muitos esurpreendente para outros tantos, veio doanseio de fazer justiça pela própria câmaraa uma certa imagem pública de Saramago,que considerava distorcida. E da admiraçãopessoal profunda pelo escritor e pelohomem. «Os meus amigos dizem que eu nãodevia dizer isto em público, mas digo: fiz ofilme, também, porque queria conhecê-lo»,confessa, de sorriso convicto. A película,que «ganhou vida própria» e conquistou opúblico nacional e internacional, deixou-lhea certeza do «dever cumprido», um sentidoorgulho e cem mil euros de dívidas – «omeu contributo para a cultura portuguesa»,riposta. E uma lição impagável: «O exemplode José e Pilar, de que não se pode parar,mudou-me. Neste momento, não percotempo a lamentar-me.»E porque tudo pode sercontado de outra maneira,começou-se a desfiar estahistória pelo final – ou pelomeio, considerando os novosprojectos «e as 500 mil ideias»que lhe surgem todos os dias.Porém, para desvendar o Miguelque há além de Saramago, podiater-se começado pelo pontode partida para um percursotrilhado a pulso, desde o berço,na Covilhã, passando por Olhão,onde cresceu e se formou, atépartir, aos 18 anos, para Lisboa,a cidade da luz cinematográficaonde diz querer morrer. Nacapital, aos cortes com os cursosde Arqueologia, de Cinema– no qual viria a licenciar-se,mais tarde – e de RelaçõesInternacionais, seguiram-setrabalhos como actor em vários grupos deteatro e, já em 2002, a criação da JumpCut,a sua própria produtora de teatro e cinema.«No fundo, construí o meu caminho»,resume Miguel, manifesto «apologista dealgo que só se fala em Portugal agora, masque existe em Inglaterra desde o século XIX:o conceito de self-made man».Nem quando se lhe pergunta se éessencialmente um realizador que tambémé actor, Miguel Gonçalves Mendes baixa aarma na luta que assume como sua. «Não seio que sou, nem sequer se sou», dispara.Mas vamos poder continuar a vê-lo atrabalhar pela arte, a sua e a dos outros,como quando, mais recentemente, seenvolveu na constituição da AcademiaPortuguesa de Cinema. «Tudo é fruto dotrabalho. Qual sorte? Estamos à esperade quê, de um rasgo de luz?» Miguel nãoesperou pelo seu rasgo de luz. E, por isso,partiu para a acção.12 C a i x a n o m u n d o


inovaçãoco-labUm laboratóriode soluçõesForam dois dias de trabalho para discutira inovação social e desenhar respostasconcretas para problemas reais.E o trabalho do Co-Laboratóriode Inovação Social está só a começarÉnos momentos de crise quesurgem as grandes inovações eas grandes mudanças», lembrouDiogo Vasconcelos, presidente daSocial Innovation Exchange, ao iniciar ostrabalhos do Co-Laboratório de InovaçãoSocial, organizado pela CGD e a associaçãoTese – no que seria a sua última intervençãopública. Ao longo de dois intensos dias detrabalho, a Sede da Caixa Geral de Depósitosacolheu participantes dos sectores público,privado e social, que vieram trocar ideias,cruzar perspectivas e gerar soluções para osgrandes problemas sociais do País.Animados e inspirados por um conjuntode apresentações de especialistas nacionaise internacionais em inovação social,os participantes tiveram a oportunidadede conversar com cada um dos oradores,em almoços de trabalho, antes de selançarem no seu próprio trabalho deinovação. O Co-Laboratório focou-se emtrês problemas concretos da sociedadeportuguesa: a transição activa das pessoaspara a situação de reforma, as dificuldadesde poupança das famílias de classemédia-baixa e os desafios de conciliaçãoda vida profissional com a educação dascrianças (nomeadamente, no que toca àdesadequação dos horários dos serviçosde apoio à infância). Divididos em seisgrupos, os participantes criaram seis ideiasinovadoras para atacar de frente estesproblemas sociais.No fim, a ideia vencedora foi a de criaçãode uma loja de reformados, com a marcaCafé, Chá ou Limonada. Trata-se de uma lojasocial, na qual profissionais em situação deOs próximos passosO trabalho doCo-Laboratório aindanão acabou.Empenhadas em dar corpoàs ideias geradas no evento,a Caixa e a associação Tesejá agendaram um conjuntode reuniões de seguimentoe workshops técnicos quevão acompanhar as equipasencarregues de desenvolvere concretizar as ideias inovadoras.O objectivo é chegar ao fim do anocom projectos de implementaçãode cada ideia, para, em 2012, seremfeitos roadshows de apresentaçãoa potenciais apoiantese investidores. Trata-se, afinal,de mobilizar a criatividade geradano Co-Laboratório para ter umimpacto positivo na sociedadeportuguesa.reforma podem continuar a vender produtose serviços, aproveitando as suas capacidades ecompetências e recebendo formação e treinoespecíficos para enfrentarem esta nova fase.Esta ideia – assim como as outras geradas noCo-Laboratório – será, agora, desenvolvidapara se estudar a sua aplicação no terreno.«A ideia é continuarmos o trabalho,em conjunto», sublinhou a directora deComunicação e Marca da Caixa, SuzanaFerreira, no encerramento do Co--Laboratório. «Vamos continuar porqueestas ideias são um capital que temosde aproveitar.» Num momento em quesão precisas respostas criativas para osproblemas do País, também a presidente daassociação Tese, Helena Gata, reafirmou opropósito de manter o Co-Laboratório emfuncionamento, para dar futuro às ideiasgeradas. A Caixa, garantiu, por seu lado,Suzana Ferreira, continuará com entusiasmoa apoiar o projecto. Saiba mais sobre esteprojecto em www.colabsocial.com.Em cima: Apresentação «Colaboraçãopara a sustentabilidade: o papel do designcomo catalisador da mudança social»,por Ezio Manzini (coordenador da DESIS Network)Em baixo: Apresentação da ideia «Troco a troco»por três membros da equipa: Virgílio Varela (FundaçãoEDP), Margarida Couto (Vieira de Almeida & Associados)e Isabel de la Peña (Barclays)C a i x a n o m u n d o 13


eventoscaixabrevesEncontro na Ilha BravaO BCA promoveu um encontrocom Clientes emigrantes na ilha Brava,no âmbito das festividades de SãoJoão, que teve lugar no Cento CulturalEmigrante. Enquadradonuma política de proximidade,o encontro permitiu a apresentaçãode produtos, tendo-se realizadoum sorteio de uma passageminternacional, cujo premiado foiJay da Silva, cabo-verdiano residentena Florida, nos Estados Unidos.O encontro reforça, assim, o papeldo Banco no apoio à comunidadecabo-verdiana emigrante.Império com novasinstalaçõesno LuxemburgoA Sucursal da Império Bonançano Luxemburgo tem, desde Julho,novas e melhores instalações paraservir os seus Clientes. Situadasna Route de Longwy, na capitaldo país, no mesmo edifícioda Mediateca do Luxemburgo,estas instalações dispõem de maiorvisibilidade, melhores acessos e,sobretudo, condições de atendimentode nível superior.O novo espaço é moderno e dotadodos mais recentes equipamentose tecnologia em utilização peloGrupo CGD.Associado à oferta de produtose serviços que a Império tem vindoa proporcionar aos seus Clientes,estas instalações contribuempara a evolução da Seguradorano mercado luxemburguês.A comunicação institucional e asacções de marketing, em estreitaarticulação com as equipas comerciaisda Caixa Geral de Depósitos,têm resultado na captaçãode novos Clientes, no aumentodo cross-selling e na ascensãoda notoriedade das duas marcasdo Grupo no Luxemburgo.Infoinclusão em MoçambiqueBCI doa computadoresA iniciativa reforça o apoio do Banco ao desenvolvimentodas comunidades locaisDurante os meses de Junho eJulho, o BCI ofereceu cerca de 50computadores a várias instituiçõesde cariz social e associativo,em Moçambique. Esta iniciativa surge noâmbito da responsabilidade social do Banco,maioritariamente participado pela CGD, quese tem preocupado em reforçar o apoio ainstituições que contribuem para a melhoriadas condições de vida das comunidades ondese inserem.Algumas das instituições agora abrangidasforam a Escola Primária Dignidade da Matola,o Hospital Geral da Machava, o HospitalRural de Cuamba, a Cinfortécnica e aCâmara de Comércio Moçambique Brasil. Oscomputadores foram recebidos com muitoentusiasmo pelos responsáveis e beneficiáriosdos estabelecimentos contemplados,resolvendo necessidades diversas deEm prol do conhecimentoProtocolos em Timor-LesteCaixa aposta no desenvolvimento da população timorenseASucursal de Timor-Leste e aUniversidade Nacional de Timor--Leste assinaram um protocolo decooperação, iniciativa que agregaum conjunto de valores de grande significadopara o futuro das duas Instituições.No imediato, este protocolo traduzir--se-á na transferência da actual Mediateca,situada nas instalações da Sucursal, para umnovo espaço no recinto da Universidade,tornando o acesso à informação e à culturamais abrangente, a começar pela populaçãouniversitária. O novo espaço terá todas ascondições de conforto e acessibilidade e seráuma referência no contexto cultural do país.Numa segunda fase, a Caixa contaalargar o âmbito de apoio, com produçãode cartões de identificação para a populaçãoequipamento informático, o que permitirádar um novo ímpeto no desenvolvimento dasactividades das instituições.Até ao final de 2011, o BCI doará cerca de300 computadores devidamente equipadosa entidades reconhecidas pelo seu trabalhono desenvolvimento de Moçambique, emdiversas áreas de actuação. A educação, asaúde, a cultura e as artes, o desporto e acidadania são as áreas privilegiadas pelo BCI.universitária, que poderão ter a valênciabancária, assim seja tecnicamente possível.Além disso, o novo Campus Universitárioestá em fase de execução, estando previstono protocolo a transferência definitivada Mediateca para aquele grande espaço,concretizando-se, assim, o objectivo finaldesta estratégia.Ainda com o intuito de potenciar o acessoà informação, a Caixa estabeleceu umaparceria com a Timor Telecom (TT), atravésde uma linha de crédito destinada à aquisiçãode um kit, que integra um computador e umaplaca de banda móvel. Designado KitNet,o pacote está disponível na rede de lojas daTT, podendo os Clientes da Sucursal recorrera uma linha de crédito com condiçõespreferenciais.14 C a i x a n o m u n d o


No LuxemburgoCGD apoia culturaCursos de Verão na Mediatecada CGD promovem a culturae a língua luxemburguesasAlemanhaEscritório de Representação, BerlimTelefone: (49 30) 204 54 492/3E-mail: berlim@cgd.ptDelegados ComerciaisStuttgart/Frankfurt/Hamburgo/ColóniaTelemóvel: (49 151) 119 016 34E-mail: carlos.adalberto.pereira@cgd.ptEscritórios de Representação da CaixaReino UnidoÁrea de Particulares, LondresTelefone: (44 207) 280 02 50E-mail: personalbanking@cgd-uk.comSuíçaEscritório de Representação, GenèveTelefone: (41 22) 908 03 60E-mail: geneve@cgd.ptHamburgoTelemóvel: (49 171) 60 60 141E-mail: miguel.raposo@cgd.ptBélgicaEscritório de Representação, BruxelasTelefone: (32 2) 533 34 60/2E-mail: Bruxelas@GrupoCGD.comCanadáEscritório de Representação, TorontoTelefone: (001) 416 260 2839E-mail: toronto@cgd.ptDelegado ComercialFernando SequeiraTelemóvel: (41 79) 823 66 57E-mail: cgd-lausanne@bluewin.chVenezuelaEscritório de Representação, CaracasTelefone: (58 212) 263 41 32 / 264 52 70E-mail: caracas@cgd.ptSucursais da CaixaFilipe Santos (Resp. de Imagem e Comunicação da Sucursal) e Nely Linster(formadora dos cursos de língua e cultura lux.). De pé, alguns formandose Mili Tasch-Fernandes, da Associação Moien - Eng Bréck fir eis SproochAMediateca da CGD no Luxemburgo foi, esteano, um dos locais de eleição da AssociaçãoLuxemburguesa Moien – Eng Bréck fir eisSprooch, para a dinamização de cursosintensivos de Verão de língua e cultura luxemburguesas.As duas sessões realizadas na Mediateca tiveram lugarnos meses de Julho e Agosto, tendo o número definalistas – de diferentes nacionalidades – ultrapassado acentena.Fundada no ano de 2005, com o objectivo não sóde leccionar, mas, também, de estimular a utilizaçãoda língua e de tornar mais acessível a cultura e o modode vida luxemburgueses, a Moien dinamizou, ainda,diversas formações em diferentes locais da cidade doLuxemburgo, durante os meses de Verão.Esta iniciativa representa um excelente exemplo daintegração da CGD na sociedade civil luxemburguesae, em particular, da mais-valia da sua Mediateca. Estavalência continua a assumir-se como um importanteveículo de acesso à informação e ao conhecimento, útilàs comunidades de língua portuguesa, aos portuguesese às demais comunidades residentes no Luxemburgo,projectando uma imagem positiva e inovadora do GrupoCGD. Através da sua Mediateca, a Caixa tem apoiadodiversas iniciativas no Luxemburgo, na sua maioria, emcolaboração com instituições culturais luxemburguesasde prestígio, que reforçam o compromisso e o empenhoassumidos pelo Grupo CGD, no capítulo da cultura, daformação e do desenvolvimento social.Sucursal de FrançaParis (46 Agências)Telefone: (33 1) 56 02 56 02E-mail: contact@cgd.frSucursal do LuxemburgoLuxemburgo (2 Agências)Telefone: (352) 299 676E-mail: cgdsuclu@pt.luBanca de RetalhoÁfrica do Sul – Mercantile BankAngola – Banco Caixa Geral Totta de AngolaCabo Verde – Banco Comercial do AtlânticoCabo Verde – Banco InteratlânticoChina (Macau) – Banco Nacional UltramarinoChina (Macau) - CGD – Subsidiária Offshore deMacauEspanha – Banco Caixa GeralMoçambique – Banco Comerciale de InvestimentosSão Tomé e Príncipe – Banco Internacionalde São Tomé e PríncipeOutras estruturas do GrupoSucursal de Timor-LesteDíli (8 Agências)Telefone: (670 3) 32 33 85E-mail: cgd.timor@mail.timortelecom.tpSucursal Financeira Exteriorda Madeira, FunchalTelefone: (351) 291 20 27 90E-mail: OffshoreInternacionalFunchal-9930@GrupoCGD.comWholesale e Bancade Investimento / CorporateArgélia – Representante CGDBrasil – Banco Caixa Geral BrasilChina (Zhuhai) – Sucursal CGDEspanha – Sucursal CGDEUA (Nova Iorque) – Sucursal CGDIlhas Caimão – Sucursal CGDÍndia – Escritório de Representação CGDReino Unido (Londres) – Sucursal CGDCaixadirecta Internacional / Números telefónicos internacionais gratuitosEuropa (*).............................................................................00 800 351 351 00EUA/Canadá.............................................................011 800 351 351 00Brasil..............................................................................................0 800 888 12 13África do Sul...........................................................................0 800 980 964Macau...........................................................................................................0 800 961Venezuela..............................................................................0 800 100 4698(*) Europa: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Luxemburgo, Suíça, Reino Unido e PortugalOutros países (não gratuito)................00 351 707 24 24 24Internet: www.cgd.pt e http://Residentesnoestrangeiro.cgd.ptC a i x a n o m u n d o 15

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