Relatório de atividades PROBIO 2002-2004 - Ministério do Meio ...
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<strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> AmbienteProjeto <strong>de</strong> Conservação e Utilização Sustentável daDiversida<strong>de</strong> Biológica BrasileiraRELATÓRIO DE ATIVIDADES<strong>PROBIO</strong><strong>2002</strong> - <strong>2004</strong>PROBiO
República Fe<strong>de</strong>rativa <strong>do</strong> BrasilPresi<strong>de</strong>nte: Luiz Inácio Lula da SilvaVice-Presi<strong>de</strong>nte: José Alencar Gomes da Silva<strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> AmbienteMinistra: Marina SilvaSecretaria ExecutivaSecretário: Cláudio Roberto Bertol<strong>do</strong> Langone
<strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente - MMAProjeto <strong>de</strong> Conservação e Utilização Sustentável da Diversida<strong>de</strong>Biológica Brasileira - <strong>PROBIO</strong>RELATÓRIO DE ATIVIDADES<strong>PROBIO</strong><strong>2002</strong> - <strong>2004</strong>Brasília, DF<strong>2004</strong>
Secretaria <strong>de</strong> Biodiversida<strong>de</strong> e FlorestasSecretário: João Paulo Ribeiro CapobiancoPrograma Nacional <strong>de</strong> Conservação da Biodiversida<strong>de</strong>Diretor: Paulo Yoshio KageyamaGerência <strong>de</strong> Conservação da Biodiversida<strong>de</strong>Gerente: Braulio Ferreira <strong>de</strong> Souza DiasProjeto <strong>de</strong> Conservação e Utilização Sustentável da Diversida<strong>de</strong> BiológicaBrasileira - <strong>PROBIO</strong>Gerente: Daniela América Suárez <strong>de</strong> OliveiraEquipe <strong>PROBIO</strong>Equipe Técnica: Carlos Alberto Benfica Alvarez, Cilúlia Maria Rodrigues <strong>de</strong> Freitas Maury, CláudiaCavalcante Rocha Campos, Danielle Teixeira Tortato, Gláucia Jordão Zerbini, Júlio César Roma,Márcia Noura Paes, Rita <strong>de</strong> Cássia CondéEquipe Financeira: Arles Eduar<strong>do</strong> Noga, Danilo Pisani <strong>de</strong> Souza, Gisele da Silva, Karina MoraesGontijo Pereira, Ronal<strong>do</strong> Brandão <strong>do</strong>s Santos, Rosângela Abreu, Sérgio Luiz PessoaEquipe Administrativa: Edilei<strong>de</strong> Silva, Marinez Lemos CostaGerente <strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong> junto ao Banco Mundial: Adriana MoreiraOr<strong>de</strong>na<strong>do</strong>r <strong>de</strong> <strong>de</strong>spesas <strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong> no CNPq: Jovan Guimarães Gadioli <strong>do</strong>s SantosTextoCilúlia Maria Rodrigues <strong>de</strong> Freitas MauryDaniela América Suárez <strong>de</strong> OliveiraRevisãoMaria Beatriz Maury <strong>de</strong> CarvalhoProjeto Gráfico e EditoraçãoAna Lúcia PratesApoioGlobal Environment Facility - GEF; Banco Mundial - BIRD; Conselho Nacional <strong>do</strong> DesenvolvimentoCientífico e Tecnológico - CNPq, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - ProjetoBRA/00/021.Fotos gentilmente cedidas por:Ana Lúcia Prates, André Stella, Cacau Oliveira, Cláudio Savaget, Daniela Oliveira, Gustavo Mozzer,José Sabino, Magno Botelho Castelo Branco, Miguel Rodrigues, Quelmo Novaes, Rafael Oliveira,Rita Condé, Sérgio Pamplona e projetos apoia<strong>do</strong>s pelo <strong>PROBIO</strong>.Foto da capaAna Lúcia PratesCatalogaçãoAl<strong>de</strong>rleia M. Milhomens CoelhoBrasil. <strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente. Projeto <strong>de</strong> Conservação e Utilização Sustentável da Diversida<strong>de</strong> BiológicaBrasileira - <strong>PROBIO</strong>.<strong>Relatório</strong> <strong>de</strong> ativida<strong>de</strong>s <strong>PROBIO</strong> <strong>2002</strong>-<strong>2004</strong> / <strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente. Projeto <strong>de</strong> Conservação eUtilização Sustentável da Diversida<strong>de</strong> Biológica Brasileira; texto <strong>de</strong> Daniela América Suárez <strong>de</strong> Oliveira e CilúliaMaury. -- Brasília: <strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente, <strong>2004</strong>.58p.: il.1.Biodiversida<strong>de</strong> - Brasil. I. Título. II. Oliveira, Daniela América Suárez. III. Maury, Cilúlia.<strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente - MMACentro <strong>de</strong> Informação e Documentação Ambiental e Editoração Luís Eduar<strong>do</strong> Magalhães - CID AmbientalEsplanada <strong>do</strong> <strong>Ministério</strong>s - Bloco B - TérreoCep: 70068-900 Brasília - DFTel: 0 xx 61 317-1235 / Fax: 0 xx 61 224-5222e-mail: cid@mma.gov.brCDU 504.7
Sumário12345678910111213141516Foto: José SabinoProjeto <strong>de</strong> Conservação e Utilização Sustentável da Diversida<strong>de</strong> Biológica Brasileira - <strong>PROBIO</strong> ............... 7Apoio à realização <strong>de</strong> inventários nas áreas consi<strong>de</strong>radas prioritárias para investigação científica .......... 9Utilização sustentável <strong>de</strong> recursos da biodiversida<strong>de</strong> nas áreas <strong>de</strong> entorno <strong>de</strong> Unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Conservação <strong>de</strong>proteção integral localizadas em ecossistemas abertos - Implementação <strong>do</strong>s Planos <strong>de</strong> DesenvolvimentoSustentável <strong>do</strong> Entorno das Uc’s .............................................................................................. 13Manejo <strong>de</strong> espécies da fauna ameaçadas <strong>de</strong> extinção e <strong>de</strong> espécies invasoras, visan<strong>do</strong> à conservação dadiversida<strong>de</strong> biológica brasileira .................................................................................................. 15Uso sustentável e restauração da diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> poliniza<strong>do</strong>res autóctones na agricultura e nosecossistemas relaciona<strong>do</strong>s ....................................................................................................... 21Elaboração <strong>de</strong> informes sobre espécies exóticas invasoras ............................................................ 25Levantamento <strong>do</strong>s remanescentes da cobertura vegetal <strong>do</strong>s biomas brasileiros ................................ 27Plantas <strong>do</strong> Futuro .................................................................................................................. 29Mudanças Climáticas e Biodiversida<strong>de</strong> ...................................................................................... 33Apoio à realização <strong>de</strong> estu<strong>do</strong>s para elaboração <strong>de</strong> roteiro meto<strong>do</strong>lógico <strong>de</strong> planejamento <strong>de</strong> corre<strong>do</strong>resecológicos ............................................................................................................................ 37I<strong>de</strong>ntificação e mapeamento da distribuição geográfica e conservação <strong>do</strong>s parentes silvestres e das raçaslocais/varieda<strong>de</strong>s crioulas das principais espécies <strong>de</strong> plantas cultivadas no país ............................... 39Levantamento para i<strong>de</strong>ntificação das instituições, incluin<strong>do</strong> os movimentos sociais e as organizações nãogovernamentais,envolvidas com a conservação ex situ, on farm e in situ <strong>de</strong> recursos genéticos da flora,da fauna e <strong>do</strong>s microorganismos .............................................................................................. 43Elaboração <strong>de</strong> material educativo e instrucional sobre biodiversida<strong>de</strong> brasileira, espécies da fauna brasileiraameaçadas <strong>de</strong> extinção, fragmentação <strong>de</strong> ecossistemas, biomas brasileiros, espécies invasoras e unida<strong>de</strong>s<strong>de</strong> conservação ..................................................................................................................... 45Publicações <strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong> ............................................................................................................ 47Próximos passos ................................................................................................................... 53O <strong>PROBIO</strong> em números ............................................................................................................ 55
Foto: Rita Condé
1Projeto <strong>de</strong> Conservação e UtilizaçãoSustentável da Diversida<strong>de</strong> BiológicaBrasileira - <strong>PROBIO</strong>Foto: José SabinoFoto: Rafael Oliveira
8IntroduçãoO Projeto <strong>de</strong> Conservação eUtilização Sustentável da Diversida<strong>de</strong>Biológica Brasileira - <strong>PROBIO</strong> é resulta<strong>do</strong> <strong>do</strong>Acor<strong>do</strong> <strong>de</strong> Doação TF 28309, firma<strong>do</strong> em05 <strong>de</strong> junho <strong>de</strong> 1996, entre o GovernoBrasileiro e o Global Environmental Facility(GEF) / Banco Internacional <strong>de</strong>Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD),com duração inicialmente prevista <strong>de</strong> cincoanos. Em 2003 sua execução foiprorrogada <strong>de</strong>ven<strong>do</strong> encerrar-se em<strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2005.Segun<strong>do</strong> o Acor<strong>do</strong>, cabe ao<strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente ogerenciamento e a coor<strong>de</strong>nação <strong>do</strong> Projeto,por meio das seguintes ativida<strong>de</strong>s: aanálise e integração <strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>s dasavaliações da biodiversida<strong>de</strong>; a oferta <strong>de</strong>apoio na preparação <strong>de</strong> uma estratégianacional <strong>de</strong> biodiversida<strong>de</strong>; omonitoramento e a avaliação <strong>do</strong>ssubprojetos; e uma ampla disseminação<strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>s <strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong>. O <strong>PROBIO</strong> é<strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> em parceria com o ConselhoNacional <strong>de</strong> Desenvolvimento Científico eTecnológico (CNPq), este na qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong>gestor administrativo, contratan<strong>do</strong> ossubprojetos e liberan<strong>do</strong> recursos.O <strong>PROBIO</strong> é o mecanismo <strong>de</strong> auxíliotécnico e financeiro na implementação <strong>do</strong>Programa Nacional da Diversida<strong>de</strong>Biológica - PRONABIO, sen<strong>do</strong> todas as suasações aprovadas pela Comissão Nacional<strong>de</strong> Biodiversida<strong>de</strong> - CONABIO. Esta écomposta por representantes <strong>do</strong> setorempresarial, acadêmico, organizaçõesnão-governamentais ambientalistas esociais, povos indígenas e representantes<strong>do</strong> Governo Fe<strong>de</strong>ral, engloban<strong>do</strong> as áreas<strong>de</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente, Ciência e Tecnologia,Agricultura, Saú<strong>de</strong>, Planejamento,Relações Exteriores e Integração Nacional.Durante estes quase nove anos <strong>de</strong>existência, o <strong>PROBIO</strong> já apoiou 149subprojetos, com uma alocação <strong>de</strong>recursos na or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> R$ 37.296.305,00.Objetivo <strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong>É objetivo <strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong> é auxiliar oGoverno <strong>do</strong> Brasil no <strong>de</strong>senvolvimento <strong>do</strong>PRONABIO: i<strong>de</strong>ntifican<strong>do</strong> as ações prioritárias edan<strong>do</strong> apoio à formulação <strong>de</strong> políticaspúblicas; estimulan<strong>do</strong> a execução <strong>de</strong> projetosque promovam parcerias entre ossetores públicos e priva<strong>do</strong>s, visan<strong>do</strong> àconservação e à utilização sustentávelda diversida<strong>de</strong> biológica brasileira; geran<strong>do</strong> e divulgan<strong>do</strong> conhecimentose informações no que tange aconservação e a utilização sustentávelda diversida<strong>de</strong> biológica brasileira.Como atua o <strong>PROBIO</strong>As ações <strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong> são executadaspor meio <strong>de</strong> apoio a subprojetos ecompreen<strong>de</strong> os componentes:A - I<strong>de</strong>ntificação <strong>de</strong> priorida<strong>de</strong>s paraa aplicação <strong>de</strong> recursos;levantamento <strong>de</strong> informações edisseminação <strong>de</strong> resulta<strong>do</strong>s.B - Apoio a projetos <strong>de</strong>monstrativos<strong>de</strong> conservação e utilizaçãosustentável da diversida<strong>de</strong> biológicabrasileira.C - Administração <strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong>.O <strong>PROBIO</strong> atua por meio <strong>de</strong> <strong>de</strong>mandainduzida - Editais e Cartas Consulta (não há<strong>de</strong>manda espontânea). As propostas sãoavaliadas por consultores ad hoc reuni<strong>do</strong>sem Câmaras Técnicas Temporárias, nostermos <strong>do</strong> instrumento <strong>de</strong> convocação. Aspropostas <strong>de</strong> projeto indicadas paraaprovação pela Câmara TécnicaTemporária são analisadas pela ComissãoNacional <strong>de</strong> Biodiversida<strong>de</strong> - CONABIO e,após sua aprovação e <strong>do</strong> Banco Mundial,são conveniadas pelo CNPq.Em junho <strong>de</strong> <strong>2002</strong> o <strong>PROBIO</strong> publicouseu primeiro relatório que compreendia operío<strong>do</strong> <strong>de</strong> 1996 ao primeiro semestre <strong>de</strong><strong>2002</strong>.Este relatório <strong>de</strong>screve os principaisresulta<strong>do</strong>s alcança<strong>do</strong>s entre o segun<strong>do</strong>semestre <strong>de</strong> <strong>2002</strong> e o primeiro semestre <strong>de</strong><strong>2004</strong>.A seguir uma breve <strong>de</strong>scrição <strong>do</strong>ssubprojetos seleciona<strong>do</strong>s e apoia<strong>do</strong>s nesteperío<strong>do</strong>.
2Apoioà realização <strong>de</strong> inventáriosnas áreas consi<strong>de</strong>radas prioritáriaspara investigação científicaFoto: Magno Botelho Castelo Branco
A partir <strong>de</strong> 1998 até 2000, o <strong>PROBIO</strong>apoiou a avaliação <strong>do</strong>s biomas brasileiros ea realização <strong>de</strong> cinco seminários paraavaliação <strong>do</strong> esta<strong>do</strong> <strong>de</strong> conservação ei<strong>de</strong>ntificação <strong>de</strong> áreas e ações prioritáriaspara a conservação e utilização sustentávelda biodiversida<strong>de</strong> encontrada nestesbiomas. Uma das recomendaçõesresultantes <strong>de</strong>stes seminários foi anecessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> realização <strong>de</strong> inventáriosem 311 áreas, indicadas peloreconhecimento das lacunas <strong>de</strong>informações a respeito <strong>de</strong>las sen<strong>do</strong>consi<strong>de</strong>radas, portanto, prioritárias parainvestigação científica. O <strong>PROBIO</strong> propôspara o atendimento <strong>de</strong>sta recomendação arealização <strong>de</strong> inventários, entendi<strong>do</strong>s comouma caracterização inicial, em curto espaço<strong>de</strong> tempo, da relevância biológica da área e<strong>de</strong> sua importância para a conservação. Osgrupos taxonômicos consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong>sindicativos <strong>de</strong>sses parâmetros tornaram-seo alvo principal <strong>do</strong>s levantamentos. Assim,o Edital teve como objetivo a seleção <strong>de</strong>projetos para a realização <strong>de</strong> inventáriosnas áreas consi<strong>de</strong>radas prioritárias para aconservação da diversida<strong>de</strong> biológica, nasquais houvesse si<strong>do</strong> recomendada arealização <strong>de</strong> inventários biológicos, pelasavaliações por bioma referentes aoCerra<strong>do</strong> e Pantanal, Caatinga, MataAtlântica e Campos Sulinos, Amazônia eNº. Projeto Biomas Nome Área Prioritária1Inventário biológico nos vales <strong>do</strong>srios Jequitinhonha e Mucuri nosEsta<strong>do</strong>s <strong>de</strong> Minas Gerais e BahiaMata Atlântica eCampos SulinosMA-619 - Vitória da Conquista - Jordânia;MA-623 - Salto da Divisa; MA-627 -Remanescentes na região <strong>de</strong> Teófilo Otoni1023Avaliação da diversida<strong>de</strong> naLagoa <strong>do</strong> Cerra, na Lagoa <strong>do</strong>Casamento e em seusecossistemas associa<strong>do</strong>s, ZonaCosteira, Rio Gran<strong>de</strong> <strong>do</strong> SulDiversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vertebra<strong>do</strong>s <strong>do</strong>Pantepui - AMZona Costeira eMarinhaAmazôniaMC-849 - Lagoa <strong>do</strong> Casamento; MC-851- Lagoa <strong>do</strong> CerroAM-247-T.I. Yanomani no AM; AM-250 -Extensão ao sul <strong>do</strong> P.E. Serra <strong>do</strong> Araçá4Inventário biológico das áreasSucuriju e região <strong>do</strong>s Lagos,AmapáAmazônia eZona CosteiraAM-145 - Sucuriju; MC-739 - Foz <strong>do</strong>Rio Amapá Gran<strong>de</strong> à Foz <strong>do</strong> RioAraguari5Biota marinha da costa oeste <strong>do</strong>CearáZona Costeira eMarinhaMC-751 - Rio Mundaú ao Rio Cauípe6P.A.R. <strong>do</strong> Território Yanomami(RR)FlorestaAmazônicaAM-251 - T.I.-Yanomami em RR7Análise das variações dabiodiversida<strong>de</strong> da caatinga como apoio <strong>de</strong> sensoriamento remotoe sistema <strong>de</strong> informaçõesgeográficas para suporte <strong>de</strong>estratégias regionais <strong>de</strong>conservaçãoCaatingaCA-391 - Reserva da Serra das Almas;CA-457 - Betânia; CA-454 - Curimataú8Paisagens e biodiversida<strong>de</strong>:Uma perspectiva integrada parainventário e conservação daSerra <strong>do</strong> CachimboAmazôniaAM-85 - T.I. Kayabi ; AM-87 - T.I.Munducuru9Biodiversida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s Campos <strong>do</strong>sPlanaltos das AraucáriasMata Atlântica eCampos SulinosMA-729 - Rio Pelotas - São Mateus10Composição, riqueza ediversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> espécies <strong>do</strong>Centro <strong>de</strong> En<strong>de</strong>mismoPernambucoMata Atlântica eCampos SulinosMA-579 - Gurjaú/Camaçari; MA-584 -Complexo Caten<strong>de</strong>11Inventário zoobotânico <strong>do</strong> Riodas Mortes-MTFlorestaAmazônicaAM-65 - Rio das Mortes12Biota das florestas <strong>do</strong> Planalto<strong>de</strong> Conquista, Su<strong>do</strong>este da BahiaMata Atlântica eCampos SulinosMA-619 - Vitória da Conquista -Jordânia
Nº. Projeto Biomas Nome Área Prioritária13 Chapada Diamantina: biodiversida<strong>de</strong> Cerra<strong>do</strong> ePantanal1415161718192021Inventário da biota aquática comvistas à conservação e utilizaçãosustentável <strong>do</strong> bioma cerra<strong>do</strong>(Serra e vale <strong>do</strong> Rio Paranã)Inventário da diversida<strong>de</strong>biológica <strong>do</strong> Complexo JauruInventário da biodiversida<strong>de</strong> <strong>do</strong>Vale e Serra <strong>do</strong> Paranã e <strong>do</strong> Sul<strong>de</strong> TocantinsAvaliação ecológica e seleção<strong>de</strong> áreas prioritárias àconservação <strong>de</strong> savanasamazônicas, arquipélago <strong>do</strong>Marajó, Esta<strong>do</strong> <strong>do</strong> ParáInventário faunístico na área <strong>do</strong>médio Ma<strong>de</strong>iraInventários da biodiversida<strong>de</strong> naSerra <strong>do</strong> AmolarDiversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vertebra<strong>do</strong>s noAlto Rio <strong>do</strong>s Marmelos (BX 044)RAP Ilha Gran<strong>de</strong>: Umlevantamento da biodiversida<strong>de</strong>Cerra<strong>do</strong> ePantanalCerra<strong>do</strong> ePantanalCerra<strong>do</strong> ePantanalFlorestaAmazônica /Cerra<strong>do</strong> ePantanal /FlorestaAmazônicaFlorestaAmazônicaCerra<strong>do</strong> ePantanalFlorestaAmazônicaZona CosteiraCP-475 - P.N. Chapada DiamantinaCP-499 - Vale e Serra <strong>do</strong> ParanãCP-551 - JauruCP-482 - Sul Tocantins - RegiãoConceição - Manuel Alves; CP-499 -Vale e Serra <strong>do</strong> ParanãCP-534 - Savanas da Ilha <strong>de</strong> MarajóAM-110 - Médio Ma<strong>de</strong>ira(a); AM-111 -T.I. PinatubaCP-537 - Borda Oeste <strong>do</strong> Pantanal AAM-105 - Interstício entre a T.I. Tenharim<strong>do</strong> Igarapé Preto e a T.I. Tenharim /MarmelosMC-813 - Baía <strong>de</strong> Ilha Gran<strong>de</strong>Tab1. Projetos seleciona<strong>do</strong>s pelo Edital <strong>PROBIO</strong> 02/2001 e as áreas inventariadas.11Foto: Cláudio Savaget
12Foto: arquivo <strong>do</strong> proketo Manejo e conservação <strong>do</strong> muriqui em Minas Gerais
Foto: José Sabino3Utilização sustentável <strong>de</strong> recursos da biodiversida<strong>de</strong> nasáreas <strong>de</strong> entorno <strong>de</strong> Unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Conservação <strong>de</strong> proteçãointegral localizadas em ecossistemas abertos - Implementação<strong>do</strong>s Planos <strong>de</strong> Desenvolvimento Sustentável <strong>do</strong> Entorno dasUC´sFoto: José Sabino
14Lança<strong>do</strong> em parceria com o Fun<strong>do</strong>Nacional <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente - FNMA, o Edital03/2001 teve como finalida<strong>de</strong>, induzir aconservação, sobre bases sustentáveis, dabiodiversida<strong>de</strong> contida em unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>conservação e seu entorno, contribuin<strong>do</strong>para a proteção <strong>do</strong>s processos ecológicosque <strong>de</strong>terminaram a criação <strong>de</strong>ssasunida<strong>de</strong>s, por meio <strong>do</strong> envolvimento daspopulações resi<strong>de</strong>ntes no entorno <strong>de</strong>ssasáreas. As 13 propostas selecionadas naprimeira Chamada e apoiadas pelo <strong>PROBIO</strong> eas 11 propostas apoiadas pelo FNMANº Subprojeto1234Implementação das açõesprioritárias <strong>do</strong> Plano <strong>de</strong>Eco<strong>de</strong>senvolvimento no entorno<strong>do</strong> PARNA Serra da Bo<strong>do</strong>quenaImplementação <strong>do</strong> Plano <strong>de</strong>Desenvolvimento Sustentável <strong>do</strong>entorno <strong>do</strong> Parque NacionalGran<strong>de</strong> Sertão VeredasPlano <strong>de</strong> DesenvolvimentoSustentável para o entorno daReserva Biológica <strong>do</strong> IbirapuitãAções prioritárias àsustentabilida<strong>de</strong> dascomunida<strong>de</strong>s <strong>do</strong> entorno daEstação Ecológica <strong>do</strong> TaimInstituiçãoExecutoraFundaçãoNeotrópica <strong>do</strong>Brasil -NEOTRÓPICAFundação Pró-Natureza -FUNATURAInstituto para oDesenvolvimento<strong>de</strong> EnergiasAlternativas eAutoSustentabilida<strong>de</strong>- IDEAASNúcleo <strong>de</strong>Educação eMonitoramentoAmbiental -NEMA<strong>de</strong>senvolveram ativida<strong>de</strong>s visan<strong>do</strong>i<strong>de</strong>ntificar, junto às comunida<strong>de</strong>s locais e àcomunida<strong>de</strong> científica, as principais ações aserem <strong>de</strong>senvolvidas para promover o<strong>de</strong>senvolvimento sustentável no entorno <strong>de</strong>unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> conservação.Na Chamada II, que teve comoobjetivo a implementação das ações quepropiciassem o <strong>de</strong>senvolvimentosustentável das comunida<strong>de</strong>s no entorno <strong>de</strong>Unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Conservação, foramseleciona<strong>do</strong>s e contrata<strong>do</strong>s quatrosubprojetos:Principais Ativida<strong>de</strong>sCapacitação e sensibilização <strong>do</strong>sproprietários rurais das comunida<strong>de</strong>s<strong>do</strong> entorno para a prática <strong>do</strong>ecoturismo; realização <strong>de</strong> fiscalizaçãoeducativa juntamente com os órgãospúblicos; incentivo e apoio a pesquisacientífica por meio <strong>do</strong> monitoramento<strong>de</strong> espécies indica<strong>do</strong>ras dadiversida<strong>de</strong> biológica; apoio ao<strong>de</strong>senvolvimento da agroecologia naspequenas proprieda<strong>de</strong>s <strong>do</strong> entorno;Incentivo e incremento das áreasprotegidas no entorno <strong>do</strong> PNSB, pormeio da criação <strong>de</strong> áreas privadasprotegidas; criação e implementação<strong>de</strong> um Fun<strong>do</strong> para financiar as ações,por meio <strong>do</strong> Conselho Consultivo, daimplementação <strong>do</strong> Plano <strong>de</strong>Eco<strong>de</strong>senvolvimento da Serra daBo<strong>do</strong>quenaCapacitação, intercâmbio e ativida<strong>de</strong>seducacionais; fortalecimento daorganização comunitária; implantação<strong>de</strong> unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>monstrativas;implantação <strong>de</strong> unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>beneficiamento e comercialização;Turismo e assistência técnica aosprodutoresImplementação e avaliação <strong>de</strong> ummo<strong>de</strong>lo funcional <strong>de</strong> plantio florestalcom espécies nativas e elaborar estu<strong>do</strong><strong>de</strong> viabilida<strong>de</strong> econômica; <strong>de</strong>limitaçãoda zona <strong>de</strong> amortecimento da ReservaBiológica e regulamentação <strong>do</strong> uso <strong>de</strong>recursos naturais internosImplantação <strong>de</strong> um sistema <strong>de</strong> visitaçãoorientada no entorno da ESEC Taim;Elaboração <strong>de</strong> um plano <strong>de</strong> diretrizes<strong>de</strong> or<strong>de</strong>namento territorial para ascomunida<strong>de</strong>s da Capilha e Serraria;Viabilização da participação dascomunida<strong>de</strong>s na gestão da pescaartesanal da região; fomento dasiniciativas ecológicas <strong>de</strong> produçãoagropecuária; estimulo à gestãoparticipativaTab2. Proj. seleciona<strong>do</strong>s pelo Edital FNMA/<strong>PROBIO</strong> 03/2001 Chama<strong>do</strong> II e ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas.
4Manejo<strong>de</strong> Espécies da Fauna Ameaçadas<strong>de</strong> Extinção e <strong>de</strong> Espécies Invasoras,Visan<strong>do</strong> à Conservação da Diversida<strong>de</strong>Biológica BrasileiraFoto: José Sabino
16Segun<strong>do</strong> a Convenção <strong>de</strong>Diversida<strong>de</strong> Biológica, o termo “diversida<strong>de</strong>biológica” significa a variabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong>organismos vivos <strong>de</strong> todas as origens,compreen<strong>de</strong>n<strong>do</strong>, entre outros, osecossistemas terrestres, marinhos e outrosecossistemas aquáticos e os complexosecológicos <strong>de</strong> que fazem parte, além dadiversida<strong>de</strong> <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong> espécies, entreespécies e <strong>de</strong> ecossistemas.A perda da diversida<strong>de</strong> biológicapo<strong>de</strong> se dar por meio da extinção <strong>de</strong>espécies, <strong>do</strong> empobrecimento <strong>do</strong>secossistemas e da perda da variabilida<strong>de</strong>genética. A extinção <strong>de</strong> espécies, por outrola<strong>do</strong>, po<strong>de</strong> ser causada pela perda <strong>de</strong>habitat, tráfico, caça ou pelos efeitos<strong>de</strong>letérios das espécies invasoras sobre asespécies nativas.A Lista Nacional <strong>de</strong> Espécies daFauna Brasileira Ameaçadas <strong>de</strong> Extinção,lançada em maio <strong>de</strong> 2003 e maio <strong>de</strong> <strong>2004</strong>,apresenta cerca <strong>de</strong> 600 espécies nestacondição. O manejo para a conservação <strong>de</strong>espécies ameaçadas envolve, além <strong>de</strong>profun<strong>do</strong> conhecimento sobre a biologia<strong>de</strong>ssas espécies (habitat, área <strong>de</strong> vida,dieta, reprodução, etc.), a i<strong>de</strong>ntificação dascausas que levaram ao seu processo <strong>de</strong>extinção e das técnicas disponíveis paraque estas se recuperem em número evoltem a existir nas áreas em que sedistribuíam originalmente.Como no Brasil, ainda há váriaslacunas <strong>de</strong> informação sobre manejo <strong>de</strong>espécies ameaçadas <strong>de</strong> extinção, o<strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente <strong>de</strong>cidiu apoiarEspécies ameaçadas <strong>de</strong> extinçãoprojetos que gerem informações práticassobre o manejo <strong>de</strong> espécies da faunaameaçadas <strong>de</strong> extinção e <strong>de</strong> espéciesinvasoras que permitam a elaboração <strong>de</strong>políticas públicas específicas para essasespécies e a proteção <strong>do</strong> patrimôniobiológico e genético <strong>do</strong> país.Des<strong>de</strong> 2001, vem sen<strong>do</strong>acompanha<strong>do</strong> o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> 14subprojetos volta<strong>do</strong>s para a elaboração ouimplementação <strong>de</strong> planos <strong>de</strong> manejo <strong>de</strong>espécies ameaçadas <strong>de</strong> extinção ouespécies invasoras, além <strong>de</strong> outros 13projetos apoia<strong>do</strong>s pelo FNMA.O Edital <strong>PROBIO</strong>/FNMA 01/2003,também lança<strong>do</strong> em parceria com o Fun<strong>do</strong>Nacional <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente, <strong>de</strong>stinou-se àseleção <strong>de</strong> projetos que tratassem <strong>de</strong>fomento ao manejo <strong>de</strong> uma ou maisespécies da fauna brasileira ameaçadas <strong>de</strong>extinção visan<strong>do</strong> a conservação dadiversida<strong>de</strong> biológica brasileira e a geração<strong>de</strong> subsídios para a formulação <strong>de</strong> políticaspúblicas para a conservação e utilizaçãosustentável da diversida<strong>de</strong> biológica nopaís. Foram seleciona<strong>do</strong>s e estão emexecução 11 subprojetos apoia<strong>do</strong>s pelo<strong>PROBIO</strong> e 13 apoia<strong>do</strong>s pelo FNMA.Soma<strong>do</strong>s to<strong>do</strong>s os projetosapoia<strong>do</strong>s pelo <strong>PROBIO</strong> e pelo FNMA, asduas iniciativas estão elaboran<strong>do</strong> ouimplementan<strong>do</strong> planos <strong>de</strong> manejo paragarantir a sobrevivência <strong>de</strong> 61 espéciesameaçadas <strong>de</strong> extinção e para controlar aspopulações <strong>de</strong> 10 espécies animais evegetais invasores, além <strong>de</strong> váriosmicrorganismos.Nº. Projeto Espécies Novo vulgar1Conservação e reintrodução <strong>de</strong>populações <strong>de</strong> árvoresameaçadas <strong>de</strong> extinçãoAmburana cearensisCedrela fissilisCerejeiraCedro2Estratégias para conservação emanejo sustenta<strong>do</strong> da arnicaLychnophora ericoi<strong>de</strong>sArnicaMyracrodruon urun<strong>de</strong>uvaAroeira-<strong>do</strong>-sertão3Plantas da caatinga ameaçadas<strong>de</strong> extinçãoSchinopsis brasiliensisBrumelia obrusifoliaBaraúnaQuixabeiraAmburana cearensisUmburana <strong>de</strong> cheiro4Conservação e manejo <strong>de</strong>espécies florestais ameaçadas<strong>de</strong> extinção: pau-rosa eaquariquaraAniba rosaeo<strong>do</strong>raMinquartia guianensisPau-rosaAquariquara5Conservação e biologia <strong>de</strong>Pontoporia blainvilleiPontoporia blainvilleiToninha
Syngonanthusmucugensis6Conservação e manejo <strong>de</strong>espécies <strong>de</strong> orquidáceas ecactáceas da ChapadaDiamantinaSyngonanthus curralensisCattleya tenuisLaelia sincoranaOrquí<strong>de</strong>aOrquí<strong>de</strong>aMelocactus glaucescensCactoMelocactus paucispinusCacto7Plano <strong>de</strong> manejo <strong>de</strong>metapopulação para o micoleão-<strong>do</strong>ura<strong>do</strong>Leontopithecus rosaliaMico-leão-<strong>do</strong>ura<strong>do</strong>8Manejo e conservação <strong>de</strong>preda<strong>do</strong>res no entorno <strong>do</strong> PARNAEmasPuma concolorPanthera oncaChrysocyon brachyurusOnça-pardaOnça-pintadaLobo-guará9Sassafrás: bioecologia e usosustentávelOcotea o<strong>do</strong>riferaCanela10Avaliação das populações <strong>do</strong>macaco prego <strong>do</strong> peito amareloCebus xanthosternusMacaco-prego-<strong>do</strong>-peito-amareloRhinobatos horkeliiRaia-violaSquatina guggenheimCação-anjo-espinhoso11 Salvar seláquios <strong>do</strong> sul <strong>do</strong> BrasilSquatina occultaSphyrna lewiniMustelus fasciatusCação-anjo-lisoTubarão-marteloCação1712Elaboração <strong>de</strong> plano <strong>de</strong> manejopara a uruçu-amarelaMelipona rufiventrisUruçu-amarela13Ecologia e distribuição <strong>de</strong>Mazama bororoMazama bororoVea<strong>do</strong> bororo14Viabilida<strong>de</strong> populacional <strong>do</strong>muriquiBrachyteles hypoxanthusMuriqui15Estu<strong>do</strong>s <strong>de</strong> ecologia e genéticapara a conservação <strong>do</strong> macacoSaguinusSaguinus bicolorSagüi-<strong>de</strong>-duas-cores16Biologia, parâmetrospopulacionais e análise <strong>do</strong>comércio <strong>de</strong> cavalos marinhosHippocampus erectusHippocampus reidiCavalo-marinhoCavalo-marinho17 Conservação <strong>de</strong> Euterpe edulis Euterpe edulis Palmiteiro18Implementação da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong>resgate e reabilitação <strong>do</strong> peixeboimarinhoTrichechus manatusPeixe-boi marinho19Conservan<strong>do</strong> Caprimuluscandicans no BrasilCaprimulgus candicansBacurau-<strong>de</strong>-rabo-branco20Plano <strong>de</strong> Manejo paraLonchophylla <strong>de</strong>keyseriLonchophylla <strong>de</strong>keyseriMorcego21Estratégias <strong>de</strong> conservaçãopara a Toninha (PontoporiaBlainvillei) nas áreas <strong>de</strong> manejoI e II: buscan<strong>do</strong> alternativas parasalvar uma espéciePontoporia blainvilleiToninha
22 Anfíbios <strong>de</strong> altitu<strong>de</strong> <strong>do</strong> ItatiaiaHoloa<strong>de</strong>n ba<strong>de</strong>iParatelmatobius lutziiCrax fasciolata pinimaPyrrhura lepida lepidaSapinhoRãzinhaMutum-<strong>de</strong>-penachoTiriba-pérola23O status das aves endêmicasda Amazônia OrientalPyrrhura lepidacoerulescensDendrocincla merulabadiaTiriba-pérolaArapaçu-da-taoca-maranhensePhlegopsis nigromaculataparaensisMãe-<strong>de</strong>-taoca-pintada24Proposta <strong>de</strong> elaboração <strong>do</strong>plano <strong>de</strong> manejo <strong>de</strong> Dinoponeralucida Emery, a formiga gigante<strong>do</strong> corre<strong>do</strong>r central da MataAtlânticaDinoponera lucidaFormiga gigante25Elaboração <strong>do</strong> plano <strong>de</strong> manejo<strong>do</strong> ouriço-preto (Chaetomyssubspinosus)Chaetomys subspinosusOuriço preto26Estu<strong>do</strong>s para o manejo <strong>de</strong>Leopardus tigrinusLeopardus tigrinusGato-<strong>do</strong>-matoGlaucidium mooreorum1827Aves endêmicas <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong>Pernambuco, uma propostapara o manejo e conservaçãoPhily<strong>do</strong>r novaesiTerenura sickiMyrmotherula snowiSynallaxix infuscataLimpa-folha-<strong>do</strong>-nor<strong>de</strong>steZi<strong>de</strong>dê-<strong>do</strong>-nor<strong>de</strong>steChoquinha-<strong>de</strong>-AlagoasTatacPhylloscates ceciliaeCara-pintadaTangara fastuosaPintor-verda<strong>de</strong>iro28Distribuição, <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> e umaproposta <strong>de</strong> manejo paraLeptagrion acutum(Coenagrionidae: O<strong>do</strong>nata)Leptagrion acutumLibélula29Plano <strong>de</strong> manejo <strong>do</strong> Soldadinho<strong>do</strong>Araripe AntilophiabokermanniAntilophia bokermanniSoldadinho-<strong>do</strong> Araripe30Elaboração <strong>do</strong> plano <strong>de</strong> manejoda espécie ameaçada dafauna brasileira - Pari<strong>de</strong>sburchellanus - Westwood (1872)- Lepi<strong>do</strong>pteraPari<strong>de</strong>s burchellanusBorboleta31Plano <strong>de</strong> manejo da tartaruga-De-penteEretmoscheles imbricataTartaruga <strong>de</strong> pente32Manejo e conservação dastartarugas marinhasChelonia mydasCaretta carettaDermochelys coriaceaTartaruga-ver<strong>de</strong>, AruanãCabeçuda, Tartaruga-meio-penteTartaruga-<strong>de</strong>-couro33Manejo e conservação <strong>do</strong>muriqui em Minas GeraisBrachyteles hypoxanthusMuriqui
34Variabilida<strong>de</strong> populacional <strong>do</strong>Muriqui - Brachyteleshypoxanthus (Primates,Atelidae), em fragmentos <strong>de</strong>Mata Atlântica no esta<strong>do</strong> <strong>do</strong>Espírito Santo - Fase IIBrachyteles hypoxanthusMuriqui35Conservação <strong>de</strong> Brachyteles:uma síntese da ecologia <strong>do</strong>gênero e um plano <strong>de</strong> açãopara a Estação Biológica <strong>de</strong>Caratinga, MGBrachyteles hypoxanthusMuriqui36Implantação <strong>do</strong> Plano <strong>de</strong> Manejo- Amazona vinaceaAmazona vinaceaPapagaio-<strong>do</strong>-peito-roxo37Manejo e conservação <strong>do</strong>macaco Saguinus bicolorSaguinus bicolorSagui-<strong>de</strong>-duas-cores38Manejo <strong>de</strong> lagartixa-<strong>de</strong>-areiaLiolaemus lutzaeLiolaemus lutzaeLagartixa-<strong>de</strong>-areia39Manejo integra<strong>do</strong> para aconservação <strong>do</strong> mico-leão<strong>do</strong>ura<strong>do</strong>Leontopithecus rosaliaMico-leão-<strong>do</strong>ura<strong>do</strong>40Manejo <strong>do</strong> lobo-guará(Chrysocyon brachyurus)Chrysocyon brachyurusLobo-guará41Implementação <strong>do</strong> plano <strong>de</strong>Manejo para conservação <strong>do</strong>macaco-prego-<strong>do</strong>-peito-amarelo(Cebus xanthosternos)Cebus xanthosternosMacaco-prego-<strong>do</strong>-peito-amareloTab3. Projetos seleciona<strong>do</strong>s pelos Editais FNMA/<strong>PROBIO</strong> 04/2001 e Edital <strong>PROBIO</strong>/FNMA 01/2003 e as espécies estudadas.19Foto: Arquivo <strong>do</strong> projeto Conservação <strong>de</strong> Brachyteles: uma síntese da ecologia <strong>do</strong> gênero e umplano <strong>de</strong> ação para a Estação Biológica da Caratinga, MG
Espécies invasorasNº. Título Espécies Novo vulgar1Ecologia <strong>de</strong> peixes exóticos nomédio Rio DoceCichla ocellarisPygocentrus nattereriTucunaréPiranha2Água <strong>de</strong> lastro: análise <strong>de</strong> risco,plano <strong>de</strong> manejo emonitoramento <strong>de</strong> espéciesexóticas no Porto <strong>de</strong> ParanaguáVáriasMicroalgas e zooplâncton3Controle <strong>de</strong> gramíneasinvasoras no PARNA das EmasVáriasDiversos4Búfalos selvagens da REBIO <strong>do</strong>Vale <strong>do</strong> GuaporéBubalus spRaça Carabao (rosilho), raçaJafarabadi5Manejo <strong>de</strong> áreas invadidas porAlgarobeirasProsopis julifloraAlgarobeira6Monitoramento e<strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> tecnologiaspara o manejo <strong>de</strong> espéciesexóticas em águas <strong>do</strong>cesCichla ocellaris (C. cf.monocolus)PlagioscionsquamosissimusTucunaré comumPescada <strong>do</strong> Piauí, Corvina,Pescada branca e Pescada <strong>do</strong>ParnaíbaMelanoi<strong>de</strong>s tuberculataMolusco2078Plano <strong>de</strong> Manejo <strong>de</strong> TupinambismerianaeManejo <strong>de</strong> Gomphrena elegansem BonitoTupinambis merianaeGomphrena elegansTeiú9Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Agentes paraControle <strong>de</strong> Tecoma stansTecoma stansAmarelinho, ipêzinho <strong>de</strong> jardimTab4. Projetos seleciona<strong>do</strong>s pelo Edital FNMA/<strong>PROBIO</strong> 04/2001 e espécies estudadas.Foto: Ana Lúcia Prates
5UsoFoto: Gustavo Mozzersustentável e restauração dadiversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> poliniza<strong>do</strong>res autóctonesna agricultura e nos ecossistemasrelaciona<strong>do</strong>sFoto: Quelmo Novaes
22Segun<strong>do</strong> a Convenção <strong>de</strong>Diversida<strong>de</strong> Biológica, o termo “diversida<strong>de</strong>biológica” significa a variaA polinização éum serviço essencial para os ecossistemase <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> principalmente das relaçõesentre espécies: a polinizada e a <strong>do</strong>poliniza<strong>do</strong>r. Em muitos casos a polinizaçãoenvolve relações complexas entre planta eanimal e a redução ou perda <strong>de</strong> qualquerum <strong>do</strong>s <strong>do</strong>is afetará a sobrevivência <strong>de</strong>ambos. A diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> espécies,inclusive nos cultivos agrícolas, <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>muito da polinização animal. Pelo menosum terço das plantas agrícolas <strong>do</strong> mun<strong>do</strong><strong>de</strong>pen<strong>de</strong>m da polinização fornecida porinsetos e outros animais. Outros cultivossão poliniza<strong>do</strong>s pelo vento ou produzemfrutos sem polinização. A polinizaçãoanimal necessita da existência <strong>de</strong> recursospara a reprodução e alimentação <strong>do</strong>s seusagentes, como remanescentes <strong>de</strong>vegetação natural primitiva, não sen<strong>do</strong>,portanto, um serviço ecológico gratuito.On<strong>de</strong> os ecossistemas relaciona<strong>do</strong>s estãoreduzi<strong>do</strong>s ou perdi<strong>do</strong>s, os poliniza<strong>do</strong>restornam-se limita<strong>do</strong>s e é necessária aa<strong>do</strong>ção <strong>de</strong> práticas sustentáveis <strong>de</strong> manejodas espécies para a restauração <strong>de</strong> suadiversida<strong>de</strong>.No mun<strong>do</strong> inteiro, a produçãoagrícola e a diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong>agroecossistemas estão ameaçadas pelos<strong>de</strong>clínios das populações <strong>de</strong> poliniza<strong>do</strong>res.As principais causas para este <strong>de</strong>clínio temsi<strong>do</strong> a fragmentação <strong>de</strong> habitats; ouso <strong>de</strong>substâncias químicas agrícolas eindustriais; os parasitas e as <strong>do</strong>enças; e aintrodução <strong>de</strong> espécies exóticas.A diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> plantas silvestres ea variabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> plantas cultivadas<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>m da diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong>poliniza<strong>do</strong>res. Embora as abelhas sejam ogrupo mais importante <strong>de</strong> poliniza<strong>do</strong>res,com mais <strong>de</strong> 25.000 espécies diferentes,morcegos, pássaros, borboletas,mariposas, moscas e besouros tambémcontribuem com este serviço. Algumasplantas recebem visitas <strong>de</strong> muitospoliniza<strong>do</strong>res diferentes, enquanto outrastêm exigências específicas. O mesmoacontece com os poliniza<strong>do</strong>res; alguns sãogeneralistas e outros altamenteespecializa<strong>do</strong>s, como é o caso <strong>de</strong> espécies<strong>de</strong> figueiras e vespas que <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>m umada outra para se reproduzirem. Diante<strong>de</strong>sta diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> papéis e exigências, apolinização requer investigações<strong>de</strong>talhadas e, com freqüência, a aplicação<strong>de</strong> práticas <strong>de</strong> manejo é complexa. Namaioria <strong>do</strong>s casos, falta conhecimentosobre as relações exatas entre espécies <strong>de</strong>plantas e seus poliniza<strong>do</strong>res que,freqüentemente são bastante específicas.No Brasil, são conhecidas,aproximadamente, 2.000 espécies <strong>de</strong>abelhas poliniza<strong>do</strong>ras potenciais. Omanejo <strong>de</strong> poliniza<strong>do</strong>res envolve, além <strong>de</strong>profun<strong>do</strong> conhecimento sobre a biologiadas espécies <strong>de</strong> poliniza<strong>do</strong>res e <strong>de</strong>polinizadas, a i<strong>de</strong>ntificação das causas quelevaram ao <strong>de</strong>clínio daquela população e,em conseqüência, da produção dasculturas agrícolas e das técnicasdisponíveis, para que as espéciespoliniza<strong>do</strong>ras se recuperem em número evoltem a ocupar áreas on<strong>de</strong> se distribuíamoriginalmente.Como, no Brasil ainda há lacunas <strong>de</strong>informação sobre manejo <strong>de</strong> poliniza<strong>do</strong>res,o <strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente <strong>de</strong>cidiuapoiar projetos que gerem informações,meto<strong>do</strong>logias e práticas sobre o tema,<strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong>s localmente.O Edital <strong>PROBIO</strong> 02/2003 permitiu aseleção <strong>de</strong> cinco propostas queobjetivavam o manejo <strong>de</strong> uma ou maisespécies poliniza<strong>do</strong>ras autóctones <strong>de</strong>culturas <strong>de</strong> interesse econômico que<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ssem <strong>de</strong> polinização animal,visan<strong>do</strong> o uso sustentável e a restauraçãoda diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> poliniza<strong>do</strong>res naagricultura e nos ecossistemasrelaciona<strong>do</strong>s e a geração <strong>de</strong> subsídios paraa formulação <strong>de</strong> políticas públicas para aconservação e utilização sustentável dadiversida<strong>de</strong> biológica no país.Foto: Rita Condé
Nº.SubprojetoInstituiçãoExecutoraRecursos <strong>PROBIO</strong>(R$)1Manejan<strong>do</strong> Meliponaquadrifasciata em cultivosprotegi<strong>do</strong>s <strong>de</strong> tomate: umaalternativa conservacionistaInstituto <strong>de</strong> Pesquisa daMata Atlântica - IPEMA149.956,002Diagnóstico <strong>de</strong> poliniza<strong>do</strong>res novale <strong>do</strong> São FranciscoCentro <strong>de</strong> PesquisaAgropecuária <strong>do</strong> TrópicoSemi-Ári<strong>do</strong>108.795,003Plano <strong>de</strong> manejo parapoliniza<strong>do</strong>res <strong>de</strong> fruteirasEscola Politécnica daBahia149.354,004Poliniza<strong>do</strong>res <strong>de</strong> maracujás noParanáFundação da Universida<strong>de</strong>Fe<strong>de</strong>ral <strong>do</strong> Paraná para oDesenvolvimento daCiência, da Tecnologia eda Cultura - FUNPAR148.230,005Diagnóstico e manejo <strong>do</strong>spoliniza<strong>do</strong>res <strong>de</strong> mangabeira eaceroleiraFundação <strong>de</strong> Apoio aoDesenvolvimento daUniversida<strong>de</strong> Fe<strong>de</strong>ral <strong>de</strong>Pernambuco - FADETab5. Projetos seleciona<strong>do</strong>s pelo Edital <strong>PROBIO</strong> 02/2003.89.842,76O conjunto <strong>de</strong> propostas recebidasevi<strong>de</strong>nciou que havia uma <strong>de</strong>mandareprimida relacionada ao manejo <strong>de</strong>espécies <strong>de</strong> interesse sócioeconômico. Ouseja, espécies vegetais utilizadasextrativamente. Esta observação resultouna edição <strong>de</strong> um novo edital, Edital <strong>PROBIO</strong>01/<strong>2004</strong>, para aten<strong>de</strong>r a esta <strong>de</strong>manda. Oresulta<strong>do</strong> foi a seleção <strong>de</strong> oito subprojetosque estão sen<strong>do</strong> executa<strong>do</strong>s.23Nº.1(SubprojetoPoliniza<strong>do</strong>res <strong>do</strong> muriciByrsonima crassifolia ,Malpighiaceae ) em áreasnativas, Maranhão: diversida<strong>de</strong><strong>de</strong> espécies, nidificação e seuuso sustentável na agricultura.(InstituiçãoExecutoraFundação Sousândra<strong>de</strong><strong>de</strong> Apoio aoDesenvolvimento daUFMARecursos <strong>PROBIO</strong>(R$)129.574,002Manejo <strong>de</strong> poliniza<strong>do</strong>resautóctones <strong>de</strong> açaizeiroEuterpe oleracea Mart.) naAmazônia OrientalFundação <strong>de</strong> Apoio àPesquisa e aoDesenvolvimentoAgropecuário e Florestalda Amazônia - FUNAGRI125.667,003Diagnóstico e manejo <strong>do</strong>spoliniza<strong>do</strong>res <strong>de</strong> algo<strong>do</strong>eiro e(gravioleiraFundação <strong>de</strong> Apoio aoDesenvolvimento daUniversida<strong>de</strong> Fe<strong>de</strong>ral <strong>de</strong>Pernambuco - FADE149.872,004Poliniza<strong>do</strong>res <strong>de</strong> araticum(Anonnaceae) no cerra<strong>do</strong> matogrossenseUniversida<strong>de</strong> <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong><strong>de</strong> Mato Grosso -UNEMAT102.674,005Polinização <strong>do</strong> cupuaçuTheobroma grandiflorum,Sterculiaceae) na AmazôniaCentral: <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong>Técnicas para manejo <strong>do</strong>splantios e <strong>do</strong>s poliniza<strong>do</strong>resFundação Djalma Batista57.900,00
6Manejo agrícola e riqueza <strong>de</strong>poliniza<strong>do</strong>resUniversida<strong>de</strong> EstadualPaulista - UNESP149.967,007Manejo sustentável <strong>de</strong> Xylocopaspp. (Apidae, Xylocopini),polinização e produção <strong>do</strong>maracujá-amarelo (Passifloraedulis f. flavicarpa) no triângulomineiroFundação <strong>de</strong> ApoioUniversitário -Universida<strong>de</strong> Fe<strong>de</strong>ral <strong>de</strong>Uberlândia146.008,008Poliniza<strong>do</strong>res <strong>de</strong> maracujá nonorte fluminenseFundação NorteFluminense <strong>de</strong>Desenvolvimento Regional- FUNDENOR49.555,00Tab6. Projetos seleciona<strong>do</strong>s pelo Edital <strong>PROBIO</strong> 01/<strong>2004</strong>24Foto: Gustavo Mozzer
6Elaboração<strong>de</strong> informes sobreespécies exóticas invasorasFoto: Magno Botelho Castelo Branco
26As espécies exóticas invasoras sãoorganismos que se encontram fora da suaárea <strong>de</strong> distribuição natural e que ameaçama diversida<strong>de</strong> biológica. Além <strong>de</strong> causaremenormes prejuízos econômicos,constituem uma das principais ameaças àbiodiversida<strong>de</strong> e aos ecossistemasnaturais, além <strong>do</strong>s riscos à saú<strong>de</strong> humana.São consi<strong>de</strong>radas a segunda causa <strong>de</strong>extinção <strong>de</strong> espécies no mun<strong>do</strong>, atrásapenas da perda <strong>de</strong> habitat. A crescenteglobalização, com o incremento <strong>do</strong>transporte, <strong>do</strong> comércio e <strong>do</strong> turismointernacional, o início das mudançasclimáticas causadas pelo efeito estufa emudanças no uso da terra ten<strong>de</strong>m a ampliaras oportunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> introdução eexpansão <strong>de</strong> espécies exóticas invasorasna América <strong>do</strong> Sul.No Brasil já se conhecem algunsexemplos marcantes <strong>do</strong>s efeitos <strong>de</strong>letériosdas espécies exóticas invasoras, como ocaso <strong>do</strong> mexilhão-<strong>do</strong>ura<strong>do</strong> (Limnopernafortunei), bivalve asiático que vemcausan<strong>do</strong> problemas sérios nas águascontinentais da região Sul <strong>do</strong> país e mesmoo caso <strong>de</strong> espécies da fauna brasileira,como o tucunaré (Cichla ocellaris), peixecarnívoro originário da bacia amazônica,introduzi<strong>do</strong> nos rios e reservatórios daregião su<strong>de</strong>ste e nor<strong>de</strong>ste, on<strong>de</strong> causasérios danos à ictiofauna local.A ecologia e controle das espéciesinvasoras são temas complexos, queenvolvem <strong>de</strong>s<strong>de</strong> os meios <strong>de</strong> entrada edispersão <strong>de</strong>stas espécies, passan<strong>do</strong> pelascaracterísticas biológicas que as tornaminvasoras, pela relação entre as ativida<strong>de</strong>shumanas e sua disseminação, os impactossócioeconômicos (positivos (ou) negativos)que causam, até aspectos legais e técnicas<strong>de</strong> manejo.Em agosto <strong>de</strong> 2003, foi lançada umacarta-consulta para a seleção <strong>de</strong>subprojetos visan<strong>do</strong> a produção <strong>de</strong>informes sobre espécies exóticasinvasoras, atuais ou potenciais, que afetamos ambientes terrestre, marinho, as águascontinentais, a saú<strong>de</strong> humana e ossistemas <strong>de</strong> produção (agricultura,pecuária e silvicultura). Estes informesservirão <strong>de</strong> base para a produção, pelo<strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente, <strong>de</strong> umInforme Nacional sobre Espécies ExóticasInvasoras, que será o primeiro diagnósticonacional sobre a distribuição <strong>de</strong>stasespécies e a capacida<strong>de</strong> instalada no paíspara tratar o problema. A partir <strong>de</strong>stediagnóstico, o <strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambientepo<strong>de</strong>rá <strong>de</strong>finir medidas concretas para aprevenção e o controle <strong>de</strong> espéciesexóticas invasoras no país. Os subprojetosem andamento são os seguintes:Nº.SubprojetoInstituiçãoExecutoraRecursos <strong>PROBIO</strong>(R$)1Organismos que afetam oambiente marinhoFundação <strong>de</strong> Estu<strong>do</strong>s ePesquisas Aquáticas -FUNDESPA149.776,402Informe sobre espécies exóticasinvasoras: organismos queafetam o ambiente terrestreThe Nature Conservancy -TNC149.974,003Espécies exóticas invasorasque afetam a saú<strong>de</strong> humanaFundação para oDesenvolvimento Científicoe Tecnológico em Saú<strong>de</strong> -FIOTEC149.841,784Informe sobre espécies exóticasinvasoras - sistemas <strong>de</strong>produção da agricultura,pecuária e silviculturaFundação <strong>de</strong> Apoio àPesquisa e aoAgronegócio - FAGRO150.000,005Informe sobre espéciesinvasoras que afetam as águascontinentais (fauna, flora eMicroorganismos)Fundação ArthurBernar<strong>de</strong>s - FUNARBE147.574,80Tab7. Projetos seleciona<strong>do</strong>s para elaboração <strong>do</strong> informe nacional sobre espécies exóticasinvasoras.
Foto: Daniela Oliveira7LevantamentoFoto: Rita Condé<strong>do</strong>s remanescentesda cobertura vegetal <strong>do</strong>s biomasbrasileiros
28Devi<strong>do</strong> a sua dimensão continental eà gran<strong>de</strong> variação geomorfológica eclimática, o Brasil apresenta uma gran<strong>de</strong>varieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> ambientes naturais. Estavariação ambiental levou à constituição <strong>de</strong>um complexo conjunto <strong>de</strong> ecossistemas euma significativa diversificação da fauna eflora que fazem com que o país possua amaior riqueza biológica <strong>do</strong> mun<strong>do</strong>,abrigan<strong>do</strong> entre 10% a 20% <strong>de</strong> 1,5 milhão<strong>de</strong> espécies já catalogadas.Consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> o fato <strong>de</strong> que a maiorparte da biodiversida<strong>de</strong> mundial ainda estápor ser <strong>de</strong>scoberta, e que os países<strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong>s estão muito à frente emtermos <strong>de</strong> inventários biológicos, estima-seque as <strong>de</strong>scobertas no Brasil elevarãosignificativamente a posição <strong>do</strong> país nestasestatísticas, baseadas nos númerosdisponíveis atualmente.A análise da situação <strong>de</strong>conservação e ameaça <strong>do</strong>s biomasbrasileiros não é uma tarefa simples. Hápoucas informações qualificadasdisponíveis e, quan<strong>do</strong> existem, elas nãoestão organizadas <strong>de</strong> forma uniforme,dificultan<strong>do</strong> uma avaliação comparativa,e/ou apresentam da<strong>do</strong>s controversos. Além<strong>de</strong>stes problemas, há uma gran<strong>de</strong>diferença em termos <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> equantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> informações sobre osdiferentes biomas. A Amazônia e a MataAtlântica são os que possuem maiorquantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> da<strong>do</strong>s e são os únicos quesão objeto <strong>de</strong> programas permanentes <strong>de</strong>monitoramento da evolução da coberturavegetal.A fim <strong>de</strong> realizar um levantamentodas iniciativas <strong>de</strong> mapeamento existentesnos biomas, completar lacunas <strong>de</strong>conhecimento e atualizar da<strong>do</strong>s, o <strong>PROBIO</strong>lançou o Edital 2/<strong>2004</strong> “Levantamento <strong>do</strong>sremanescentes da cobertura vegetal <strong>do</strong>sbiomas brasileiros” o qual selecionousubprojetos que tratassem <strong>do</strong>levantamento da cobertura da vegetação<strong>do</strong>s remanescentes <strong>do</strong>s biomas brasileiros,na escala 1:250.000, e que gerassemsubsídios para a formulação <strong>de</strong> políticaspúblicas para a conservação e utilizaçãosustentável da diversida<strong>de</strong> biológica nopaís. Foram seleciona<strong>do</strong>s cincosubprojetos.Nº.SubprojetoInstituiçãoExecutoraRecursos <strong>PROBIO</strong>(R$)1Levantamento e mapeamento<strong>do</strong>s remanescentes dacobertura vegetal <strong>do</strong> biomaPantanal, perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> <strong>2002</strong>, naescala <strong>de</strong> 1:250.000EMBRAPA InformáticaAgropecuária - CNPTIA139.850,002Levantamento da coberturavegetal e <strong>do</strong> uso <strong>do</strong> solo <strong>do</strong>bioma CaatingaAssociação Plantas <strong>do</strong>Nor<strong>de</strong>ste - APNE355.975,363Levantamento <strong>do</strong>sremanescentes da coberturavegetal <strong>do</strong> bioma Cerra<strong>do</strong>Fundação <strong>de</strong> apoio àPesquisa e aoAgronegócio - FAGRO682.663,004Remanescentes <strong>do</strong> biomaCampos SulinosFundação <strong>de</strong> Apoio daUniversida<strong>de</strong> Fe<strong>de</strong>ral <strong>do</strong>Rio Gran<strong>de</strong> <strong>do</strong> Sul -FAURG145.528,005Uso e cobertura da terra naFloresta AmazônicaFundação <strong>de</strong> Ciência,Aplicações e TecnologiaEspaciais - FUNCATE511.402,80Tab8. Projetos seleciona<strong>do</strong>s pelo Edital <strong>PROBIO</strong> 02/<strong>2004</strong> para mapeamento <strong>do</strong>s remanescentesflorestais.
8Plantas<strong>do</strong> FuturoFoto: Ana Lúcia Prates
Fotos: Rita Condé30A biodiversida<strong>de</strong> é a base dasativida<strong>de</strong>s agrícolas, pecuárias, pesqueirase florestais e, também, para a estratégicaindústria da biotecnologia. Apesar da ricabiodiversida<strong>de</strong> brasileira, gran<strong>de</strong> parte dasativida<strong>de</strong>s agrícolas no país está baseadaem espécies exóticas. Portanto, éfundamental que sejam intensifica<strong>do</strong>sinvestimentos na busca <strong>de</strong> um melhoraproveitamento da riqueza natural quedispõe.A utilização da biodiversida<strong>de</strong><strong>de</strong>pen<strong>de</strong> da disponibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> matériaprima,<strong>de</strong> investimentos em tecnologias eda criação <strong>de</strong> merca<strong>do</strong>s. A exploraçãofarmacológica da biodiversida<strong>de</strong> brasileira,por exemplo, está em seu início, com muitocampo aberto à pesquisa <strong>de</strong> novosrecursos genéticos. Sabe-se que,atualmente, os fitoterápicos representamaproximadamente 25% <strong>do</strong> merca<strong>do</strong>mundial, o que implica em umamovimentação financeira, para produtos<strong>de</strong>riva<strong>do</strong>s <strong>de</strong> recursos genéticos, situadaentre US$ 500 e 800 bilhões anuais. Aexploração comercial <strong>de</strong> componentes <strong>do</strong>patrimônio genético requer e envolveativida<strong>de</strong>s diversificadas, como abioprospecção, a pesquisa, a produção, atransformação e a comercialização <strong>de</strong> umagama <strong>de</strong> produtos, incluin<strong>do</strong> alimentos,fármacos e fitoterápicos, cosméticos,fibras, ma<strong>de</strong>iras, entre outros.A utilização comercial <strong>de</strong> recursosgenéticos autóctones é ainda incipiente noBrasil, apesar da existência <strong>de</strong> um númeroeleva<strong>do</strong> <strong>de</strong> espécies já <strong>do</strong>mesticadas, ouem processo <strong>de</strong> <strong>do</strong>mesticação, queremontam aos primeiros povosamericanos. A <strong>do</strong>mesticação <strong>de</strong> plantasnativas, incluin<strong>do</strong> aquelas já conhecidas ecomercializadas por populações locais eregionais, porém com pouca penetração nomerca<strong>do</strong> nacional ou internacional, é umagran<strong>de</strong> oportunida<strong>de</strong> a ser explorada. NoBrasil, essa riqueza permanecesubutilizada, particularmente em razão <strong>de</strong>padrões culturais impostos e fortementearraiga<strong>do</strong>s, que privilegiam produtos ecultivos exóticos. N o e n t a n t o , o smerca<strong>do</strong>s mais expressivos, tantonacionais como internacionais, estãoávi<strong>do</strong>s por novas opções <strong>de</strong> produtos,razão pela qual os recursos biológicos egenéticos <strong>do</strong> Brasil apresentam enormepotencial para satisfazer estas <strong>de</strong>mandas<strong>de</strong> merca<strong>do</strong> e gerar riquezas. Nestecontexto, iniciativas <strong>de</strong>dicadas a aten<strong>de</strong>r<strong>de</strong>mandas <strong>de</strong> merca<strong>do</strong> por novos produtosocupam, cada vez mais, posição <strong>de</strong><strong>de</strong>staque no cenário nacional einternacional.Visan<strong>do</strong> contribuir parapotencializar a utilização sustentável dabiodiversida<strong>de</strong> brasileira, hoje subutilizada,o <strong>PROBIO</strong> lançou uma carta-consulta queteve como objetivo apoiar subprojetosobjetivan<strong>do</strong> a i<strong>de</strong>ntificação, a priorização, ea divulgação <strong>de</strong> informações sobre o uso <strong>de</strong>espécies <strong>de</strong> plantas nativas, <strong>de</strong> importânciaeconômica atual ou potencial, em benefícioda socieda<strong>de</strong>, abrangen<strong>do</strong> as cinco regiõesgeopolíticas brasileiras (Norte, Centro-Oeste, Nor<strong>de</strong>ste, Su<strong>de</strong>ste e Sul).Os subprojetos visam agregar edisponibilizar informações provenientes <strong>de</strong>diferentes fontes para uso direto pelo setoragrícola e para criar outras oportunida<strong>de</strong>s<strong>de</strong> investimentos, com a geração <strong>de</strong> novosprodutos. Cada subprojeto irá gerar umportfolio, que conterá, entre outrasinformações, a <strong>de</strong>scrição <strong>de</strong>talhada <strong>de</strong>cada espécie, as características agro-ecoflorestais,potencial <strong>de</strong> uso econômico easpectos fitossanitários. O portfolio comabrangência regional, servirá <strong>de</strong> base paraa <strong>de</strong>finição <strong>de</strong> estratégias para ampliar oaproveitamento <strong>de</strong> cada espéciepriorizada, <strong>de</strong> importância econômica atualou potencial, além <strong>de</strong> impulsionar o setorempresarial com novas oportunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>investimento.
Foto: Sérgio PamplonaNº.SubprojetoInstituiçãoExecutoraRecursos <strong>PROBIO</strong>(R$)1A flora <strong>de</strong> importânciaeconômica atual ou potencialna região NorteMuseu Paraense EmílioGoeldi - MPEG275.840,882Espécies da flora nor<strong>de</strong>stina<strong>de</strong> importância econômicaPotencialAssociação Plantas <strong>do</strong>Nor<strong>de</strong>ste - APNE277.971,603Plantas <strong>do</strong> futuro - regiãoCentro OesteEMBRAPA RecursosGenéticos e Biotecnologia- EMBRAPA - CENARGEN279.947,004I<strong>de</strong>ntificação e divulgação <strong>de</strong>informações sobre espécies <strong>de</strong>importância econômica atual oupotencial, para uso direto e/oupara ampliar a utilizaçãocomercial, com vistas afomentar o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong>produtos volta<strong>do</strong>s para omerca<strong>do</strong> interno e <strong>de</strong>exportação - região Su<strong>de</strong>steFundação Biodiversitaspara a Conservação daDiversida<strong>de</strong> Biológica279.591,345I<strong>de</strong>ntificação e divulgação <strong>de</strong>informes sobre espécies daflora da região Sul <strong>de</strong>importância econômica atual oupotencial para uso direto e (ou)para ampliar a utilizaçãocomercial, com vistas afomentar o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong>produtos volta<strong>do</strong>s para omerca<strong>do</strong> interno e <strong>de</strong>exportação.Fundação <strong>de</strong> Amparo aPesquisa e ExtensãoUniversitária279.429,3331Tab9. Projetos seleciona<strong>do</strong>s para i<strong>de</strong>ntificação das plantas <strong>do</strong> futuro.
32Foto: Gustavo Mozzer
Foto: Cacau OliveiraFoto: Arquivo <strong>do</strong> projeto Conservação <strong>de</strong> Brachyteles: uma síntese da ecologia <strong>do</strong> gênero e um plano <strong>de</strong> ação para a EstaçãoBiológica da Caratinga, MG9Mudanças Climáticase Biodiversida<strong>de</strong>
34Des<strong>de</strong> 1995, o IntergovernamentalPanel on Climate Change - IPCC vemamplian<strong>do</strong> suas áreas <strong>de</strong> interesse paraalém <strong>do</strong> entendimento <strong>do</strong>s mecanismosque levam às alterações climáticas,<strong>de</strong>s<strong>do</strong>bran<strong>do</strong>-se na avaliação <strong>do</strong>s impactosdas Mudanças Climáticas Globais - MCGsobre a biodiversida<strong>de</strong> e os ecossistemasnaturais ou antropiza<strong>do</strong>s, tanto sobresetores <strong>do</strong> processo produtivo como, porexemplo, sobre a macroeconomia, a saú<strong>de</strong>pública, a oferta <strong>de</strong> energia ou <strong>de</strong> emprego.Consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> os avanços científicoselabora<strong>do</strong>s pelos relatórios <strong>do</strong> IPCC,pesquisa<strong>do</strong>res, toma<strong>do</strong>res <strong>de</strong> <strong>de</strong>cisão empolíticas públicas e conservacionistas, <strong>de</strong>maneira consensual, assumiram que oclima da terra está mudan<strong>do</strong>. As emissõesantrópicas <strong>de</strong> gases <strong>de</strong> efeito estufaprovocam uma maior dinâmicaatmosférica, ampliam a instabilida<strong>de</strong> <strong>do</strong>secossistemas e aceleram as taxas naturais<strong>de</strong> extinção <strong>de</strong> espécies. Entretanto, amaior parte das estratégias empregadasatualmente para conservação e manejo dabiodiversida<strong>de</strong> está ancoradas em umavisão climática estática. Ou seja, o clima <strong>do</strong>futuro é consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong> igual ao clima <strong>do</strong>presente. Evidências <strong>do</strong> passa<strong>do</strong> ecenários climáticos futuros, <strong>de</strong>riva<strong>do</strong>s <strong>do</strong>smo<strong>de</strong>los <strong>de</strong> mudanças climáticas globais,atestam que esta premissa é distorcida - oclima e a relação entre biodiversida<strong>de</strong> epadrões climáticos mudaram através <strong>do</strong>stempos geológicos e continuam sealteran<strong>do</strong> em uma escala <strong>de</strong> tempohumana.Os diversos cenários <strong>de</strong> emissões<strong>de</strong> gases <strong>de</strong> efeito estufa para os próximos100 anos indicam a possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong>impactos climáticos significativos sobre osecossistemas planetários e no Brasil. Se astendências <strong>de</strong> crescimento das emissõesse confirmarem, os mo<strong>de</strong>los climáticosindicam que po<strong>de</strong>rá ocorrer aquecimento<strong>de</strong> 4º a 6ºC em partes <strong>do</strong> País(principalmente, na Amazônia) até o final <strong>do</strong>século XXI. Há ainda muita incerteza comrelação às possíveis mudanças naprecipitação pluviométrica e quanto amodificações na freqüência <strong>de</strong> extremosclimáticos (secas, inundações, geadas,tempesta<strong>de</strong>s severas, vendavais, granizo,etc.). De qualquer maneira, parece certoque o País estará sujeito a impactosclimáticos adversos. Ecossistemasnaturais po<strong>de</strong>m ser vulneráveis a estesimpactos climáticos.Os impactos das mudançasclimáticas nas espécies e nosecossistemas refletem sobre aconservação da biodiversida<strong>de</strong>. Asalterações climáticas <strong>do</strong> passa<strong>do</strong> sãoconhecidas por correspon<strong>de</strong>rem a gran<strong>de</strong>smudanças na composição das espécies emuma comunida<strong>de</strong> ou em episódios <strong>de</strong>mega-extinção <strong>de</strong> fauna e flora. Com asmudanças climáticas aceleradas pelasativida<strong>de</strong>s antrópicas, estratégias <strong>de</strong>conservação <strong>de</strong>vem ser <strong>de</strong>senvolvidaspara respon<strong>de</strong>r às esperadas mudanças nadistribuição, fisiologia e ecologia dasespécies.Assim, o <strong>PROBIO</strong> lançou três cartasconsultavisan<strong>do</strong> apoiar subprojetos quecontribuam para a avaliação <strong>do</strong>s impactosdas Mudanças Climáticas Globais sobre osecossistemas brasileiros, que possamresultar na i<strong>de</strong>ntificação: (1) das tendências<strong>de</strong> alterações na distribuição <strong>do</strong>s biomasterrestres; (2) das tendências <strong>de</strong> alteraçõesinternas nos ecossistemas terrestres; (3)<strong>do</strong>s efeitos da elevação <strong>do</strong> nível <strong>do</strong> mar e<strong>do</strong> aquecimento <strong>do</strong> oceano sobre osecossistemas naturais costeiros.Nº. Subprojeto Instituição ExecutoraRecursos <strong>PROBIO</strong>(R$)1Os efeitos da elevação <strong>do</strong> nível <strong>do</strong> mar<strong>de</strong>correntes <strong>do</strong> aquecimento global daatmosfera, nos ecossistemas brasileiros:o sistema Cananéia-Iguape, litoral sul<strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>de</strong> São PauloInstituto Oceanográfico daUniversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> São Paulo99.172,002Proposta <strong>de</strong> diagnóstico sobre os efeitosda elevação <strong>do</strong> nível <strong>do</strong> mar <strong>de</strong>corrente<strong>do</strong> aquecimento global da atmosfera nosecossistemas costeiros brasileiros: subregião<strong>do</strong> litoral das regiões su<strong>de</strong>ste e sul- estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> caso da baía e estuário <strong>de</strong>Santos e São Vicente (SP)Fundação Centro Tecnológico<strong>de</strong> Hidráulica99.922,00
3Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> caso da Ilha <strong>do</strong>s Marinheiros,estuário da Laguna <strong>do</strong>s Patos, RS, Brasil:diagnóstico ambiental, mo<strong>de</strong>lo <strong>de</strong>elevação digital e avaliação davulnerabilida<strong>de</strong> frente a cenários <strong>de</strong>elevação <strong>do</strong> nível <strong>do</strong> marFundação <strong>de</strong> Apoio àUniversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Rio Gran<strong>de</strong>74.724,00Tab10. Projetos seleciona<strong>do</strong>s para elaboração <strong>de</strong> diagnóstico sobre os efeitos da elevação <strong>do</strong> nível <strong>do</strong>mar <strong>de</strong>corrente <strong>do</strong> aquecimento global da atmosfera nos ecossistemas costeiros brasileiros.Nº. Subprojeto Instituição ExecutoraRecursos <strong>PROBIO</strong>(R$)1Caracterização <strong>do</strong> clima atual e<strong>de</strong>finição das alterações climáticas parao território brasileiro ao longo <strong>do</strong> séculoXXIInstituto <strong>de</strong> PesquisasEspaciais - INPE276.866,00Tab11. Projetos seleciona<strong>do</strong>s para caracterização <strong>do</strong> clima atual e <strong>de</strong>finição das alterações climáticaspara o território brasileiro ao longo <strong>do</strong> século XX.Nº. Subprojeto Instituição Executora1Diagnóstico da saú<strong>de</strong> ambiental <strong>de</strong>ecossistemas recifais da costa brasileiracom a utilização <strong>de</strong> foraminíferosbentônicosRecursos <strong>PROBIO</strong>(R$)Fundação Eucli<strong>de</strong>s da Cunha 99.931,40352PROBAC - Proteínas <strong>de</strong> choque térmicocomo bioindica<strong>do</strong>ras <strong>de</strong> alteraçãoclimáticaFundação <strong>de</strong> Apoio daUniversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Rio Gran<strong>de</strong> -FAURG89.117,003Diagnóstico <strong>de</strong> alterações <strong>de</strong>vi<strong>do</strong> aoimpacto das mudanças climáticas sobreo ecossistema costeiro tempera<strong>do</strong>brasileiro (Rio Gran<strong>de</strong> <strong>do</strong> Sul) através davegetação e <strong>do</strong> macrozoobentosFundação Universida<strong>de</strong> <strong>do</strong>Rio Gran<strong>de</strong> - FURG67.472,164A diversida<strong>de</strong> e abundância <strong>de</strong> peixesem zonas rasas estuarinas comoindica<strong>do</strong>res sensíveis a parâmetrosclimáticos regionais e globais: osestuários <strong>do</strong> Rio Gran<strong>de</strong> <strong>do</strong> Sul como umestu<strong>do</strong> <strong>de</strong> casoFundação <strong>de</strong> Apoio daUniversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Rio Gran<strong>de</strong> -FAURG99.205,695Levantamento <strong>de</strong> indica<strong>do</strong>res sensíveis aparâmetros climáticos no PantanalFundação Dalmo Giacometti 98.910,00Tab12. Projetos seleciona<strong>do</strong>s para levantamento <strong>de</strong> indica<strong>do</strong>res sensíveis a parâmetros climáticos.
36Foto: Miguel Rodrigues
à realização <strong>de</strong> estu<strong>do</strong>spara elaboração <strong>de</strong> roteirometo<strong>do</strong>lógico <strong>de</strong> planejamento10Apoio<strong>de</strong> corre<strong>do</strong>res ecológicosFoto: Rita Condé
38No processo <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimentonacional, a perda <strong>de</strong> ecossistemas naturaise a fragmentação em manchas isoladassão <strong>de</strong>safios que se apresentam econstituem as mais importantes ameaças àconservação da biodiversida<strong>de</strong> no país eno mun<strong>do</strong>. A fragmentação <strong>de</strong>ecossistemas tem por efeito o isolamento<strong>de</strong> populações da biota. Algumas áreas sãosimplesmente pequenas <strong>de</strong>mais para que<strong>de</strong>tenham os requisitos necessários àmanutenção da variabilida<strong>de</strong> genética epara resistir a eventos aleatórios, como<strong>do</strong>enças, enchentes, incêndios e outros,que po<strong>de</strong>m conduzir a extinções locais.Por outro la<strong>do</strong>, a ampliação dasescalas <strong>de</strong> abrangência <strong>do</strong>s programas <strong>de</strong>conservação e <strong>de</strong>senvolvimento, <strong>de</strong> mo<strong>do</strong>a englobar ecossistemas inteiros,representa uma das mais atuais eavançadas abordagens, ao alcance <strong>do</strong>splaneja<strong>do</strong>res, ao orientar o manejo para aconservação <strong>de</strong> blocos inteiros <strong>de</strong>paisagens.A implementação <strong>de</strong> corre<strong>do</strong>resecológicos, por meio da abordagemecossistêmica, constitui-se em opçãoapropriada para minimizar, ou até mesmo,solucionar o isolamento <strong>de</strong>ssas áreas epara a implementação <strong>de</strong> políticas públicasque busquem a conciliação entre aconservação da biodiversida<strong>de</strong> e as<strong>de</strong>mandas da socieda<strong>de</strong> sobre os recursosnaturais.Experiências <strong>de</strong> implementação <strong>de</strong>corre<strong>do</strong>res ecológicos coor<strong>de</strong>nadas porinstituições governamentais, nos níveisfe<strong>de</strong>ral, estadual e municipal, e nãogovernamentais,institutos <strong>de</strong> pesquisa,universida<strong>de</strong>s, entre outros, estão emcurso nos diferentes biomas brasileiros. OIBAMA promoveu, em 1991, um semináriosobre corre<strong>do</strong>res ecológicos no Brasil, combase nas experiências práticas <strong>de</strong> gestãobiorregional existentes no país. O objetivofoi reunir subsídios e indicativos, para aconstrução <strong>de</strong> uma proposta comum <strong>de</strong>conceito, meto<strong>do</strong>logia e gestão <strong>de</strong>corre<strong>do</strong>res ecológicos, que promovesseuma maior interação entre os atoresenvolvi<strong>do</strong>s no processo e facilitasse aintegração entre as diferentes iniciativasem curso. Durante o Seminário foiconstatada a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong>estabelecimento <strong>de</strong> um roteirometo<strong>do</strong>lógico para planejamento,implantação, monitoramento e gestão <strong>de</strong>corre<strong>do</strong>res ecológicos que retratasse oacúmulo <strong>de</strong> experiências brasileiras. Parapreencher esta lacuna, o <strong>PROBIO</strong> apóia umsubprojeto que cujo objetivo é revisar eanalisar as meto<strong>do</strong>logias existentes para oplanejamento, a implementação, omonitoramento e a gestão <strong>de</strong> corre<strong>do</strong>resecológicos e elaborar um roteirometo<strong>do</strong>lógico que incorpore asmeto<strong>do</strong>logias e experiências<strong>de</strong>senvolvidas e acumuladas nesta área eque <strong>de</strong>sse acervo resulte a consolidação <strong>de</strong>um novo paradigma a ser utiliza<strong>do</strong> nosprojetos <strong>de</strong> corre<strong>do</strong>res ecológicos.Nº. Subprojeto Instituição Executora1Revisão e análise das meto<strong>do</strong>logiasexistentes para o planejamento,implementação, monitoramento e gestão<strong>de</strong> corre<strong>do</strong>res ecológicos e elaboração<strong>de</strong> roteiro meto<strong>do</strong>lógicoAssociação <strong>de</strong> Defesa Etno-Ambiental KanindéTab13. Projeto seleciona<strong>do</strong> para elaboração <strong>do</strong> Roteiro Meto<strong>do</strong>lógico.Recursos <strong>PROBIO</strong>(R$)149.963,00
Foto: André StellaFoto: André Stellae mapeamento da distribuiçãogeográfica e conservação <strong>do</strong>s parentes silvestres edas raças locais/varieda<strong>de</strong>s crioulas das principais11I<strong>de</strong>ntificaçãoespécies plantas cultivadas no país
40Apesar <strong>de</strong> o Brasil ser o maior<strong>de</strong>tentor da biodiversida<strong>de</strong> <strong>do</strong> planeta, umaparte significativa das ativida<strong>de</strong>seconômicas <strong>do</strong> País <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> <strong>de</strong> espéciesexóticas. A agricultura nacional, porexemplo, está baseada nos recursosgenéticos da cana-<strong>de</strong>-açúcar provenienteda Nova Guiné, <strong>do</strong> café da Etiópia, <strong>do</strong> arrozdas Filipinas, da soja e da laranja da China,<strong>do</strong> cacau da América Central e México e <strong>do</strong>trigo da Ásia Menor, entre outras. Asilvicultura nacional <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> <strong>de</strong> eucaliptosda Austrália e <strong>de</strong> pinheiros da AméricaCentral. Consi<strong>de</strong>ra-se fundamental,portanto, que o país estimule a criação <strong>de</strong>novos programas <strong>de</strong> pesquisa eintensifique a implementação <strong>de</strong> ações,envolven<strong>do</strong> os diversos setores dasocieda<strong>de</strong>, para a caracterização e a busca<strong>de</strong> um melhor aproveitamento dabiodiversida<strong>de</strong> brasileira e <strong>do</strong>s seusrecursos genéticos.A conservação <strong>do</strong>s recursosgenéticos das plantas cultivadas - aquelasutilizadas na alimentação e seus parentessilvestres - tem si<strong>do</strong> uma das questõesmais importantes e controvertidas para ahumanida<strong>de</strong>. Vive-se em um mun<strong>do</strong> on<strong>de</strong>se prevê, ainda, um gran<strong>de</strong> incremento dapopulação. Além disso, as mudançasclimáticas em curso po<strong>de</strong>rão gerar,também, gran<strong>de</strong>s embaraços ao ambiente,compelin<strong>do</strong> a algumas modificações naagricultura. É essencial, para asobrevivência humana, a <strong>de</strong>dicação <strong>de</strong>suficientes esforços para a conservação<strong>do</strong>s recursos genéticos, <strong>de</strong> mo<strong>do</strong> a tornálosdisponíveis para sua utilização, comonovas opções para o agricultor, bem como,também, em programas <strong>de</strong> melhoramentoque visem a produção <strong>de</strong> culturas novas emelhoradas, com as quais se po<strong>de</strong>rá contarno futuro.Muitas espécies, das quais foramselecionadas as plantas cultivadas,continuam ainda sobreviven<strong>do</strong> emcondições naturais. O mesmo acontececom as espécies silvestres afins. Esse“pool” <strong>de</strong> espécies silvestres constitui osparentes silvestres das plantas cultivadas.Apesar <strong>de</strong> ainda estarem evoluin<strong>do</strong> nanatureza, os parentes silvestres vivem sobregras muito diferentes em relação àsculturas, sobreviven<strong>do</strong> os mais adapta<strong>do</strong>s.Muitos parentes silvestres evoluíram parasobreviver à seca, às inundações, ao calore ao frio extremos, e adaptaram-se paraenfrentar as diferentes condições adversasda natureza. Freqüentemente, muitas<strong>de</strong>stas espécies <strong>de</strong>senvolveramresistências às pragas e às <strong>do</strong>enças quecausam tantos danos às culturas afins.Estas são algumas das razões porque osparentes silvestres das plantas cultivadas esuas raças locais/varieda<strong>de</strong>s crioulas são<strong>de</strong> tanto valor para a humanida<strong>de</strong>.É nesse senti<strong>do</strong> que o MMA, pormeio <strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong>, vem apoian<strong>do</strong> propostasvisan<strong>do</strong> a i<strong>de</strong>ntificação <strong>do</strong>s parentessilvestres, bem como das raçaslocais/varieda<strong>de</strong>s crioulas <strong>de</strong> algumas dasprincipais espécies <strong>de</strong> plantas cultivadas noPaís; o levantamento das áreas <strong>de</strong>ocorrência; o mapeamento da distribuiçãogeográfica <strong>de</strong> cada um <strong>do</strong>s parentessilvestres i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s e das raçaslocais/varieda<strong>de</strong>s crioulas; avaliação dascondições <strong>de</strong> conservação <strong>de</strong>ssasespécies e das raças locais/varieda<strong>de</strong>scrioulas e a indicação <strong>de</strong> ações que <strong>de</strong>vemser <strong>de</strong>senvolvidas para a manutenção e omelhor aproveitamento <strong>de</strong>sse acervogenético. A i<strong>de</strong>ntificação e o mapeamentodas raças locais/varieda<strong>de</strong>s crioulaspermitirão, ainda, o conhecimento darealida<strong>de</strong> da conservação on farm, além <strong>de</strong>viabilizar a organização <strong>de</strong> estratégias <strong>de</strong>manutenção e minimizar as perdas <strong>de</strong>recursos genéticos.Espera-se que o resulta<strong>do</strong> <strong>de</strong>ssetrabalho subsidie as <strong>de</strong>cisões que estãosen<strong>do</strong> tomadas no País com OrganismosGeneticamente Modifica<strong>do</strong>s (OGMs),especialmente pela Comissão TécnicaNacional <strong>de</strong> Biossegurança (CTNBio),particularmente no que se refere àliberação <strong>de</strong>sses organismos no meioambiente. Espera-se, também, que asinformações resultantes <strong>do</strong>s subprojetos,com ênfase para a distribuição geográfica<strong>do</strong>s parentes silvestres das principaisespécies cultivadas, das raçaslocais/varieda<strong>de</strong>s crioulas, venhamcontribuir significativamente para a tomada<strong>de</strong> <strong>de</strong>cisão relativa ao zoneamento daszonas <strong>de</strong> exclusão <strong>de</strong> transgênicos, <strong>de</strong>mo<strong>do</strong> a preservar os direitos <strong>de</strong> terceiros eminimizar os impactos sobre componentesda diversida<strong>de</strong> biológica, particularmentedas espécies silvestres e das raçaslocais/varieda<strong>de</strong>s crioulas.São objetivos gerais <strong>do</strong>ssubprojetos: a) i<strong>de</strong>ntificação emapeamento da distribuição geográfica<strong>do</strong>s parentes silvestres e das raçaslocais/varieda<strong>de</strong>s crioulas das principais
espécies <strong>de</strong> plantas cultivadas no País; b)avaliação das condições <strong>de</strong> conservação,tanto ex situ quanto in situ, <strong>do</strong>s parentessilvestres das espécies cultivadas; c)proposição <strong>de</strong> mecanismos para ampliação<strong>do</strong> uso, quer diretamente pelo agricultor,quer por meio <strong>do</strong> melhoramento genético;d) proposição <strong>de</strong> medidas efetivas para apreservação, a curto, médio e longo prazos,<strong>de</strong> cada parente silvestre, bem como dasraças locais/varieda<strong>de</strong>s crioulas.Foto: André StellaNº. Subprojeto Instituição ExecutoraRecursos <strong>PROBIO</strong>(R$)1Prospecção e caracterização <strong>de</strong>populações das espécies <strong>do</strong> gêneroGossypium nativas ou naturalizadas <strong>do</strong>BrasilEMBRAPA Algodão 99.917,192I<strong>de</strong>ntificação e mapeamento dadistribuição geográfica e caracterizaçãoda diversida<strong>de</strong> biológica das espéciesbrasileiras <strong>de</strong> Arachis (Leguminosae),com vistas à conservação permanente eem condições a<strong>de</strong>quadas <strong>do</strong>s parentessilvestres e das raças locais ouvarieda<strong>de</strong>s crioulas <strong>do</strong> amen<strong>do</strong>im(Arachis hypogaea L.)EMBRAPA CENARGEN 75.885,94413Coletar, conservar e analisar os acessos<strong>de</strong> varieda<strong>de</strong>s tradicionais e espéciessilvestres <strong>de</strong> arroz coletadas no BrasilEMBRAPA Arroz e Feijão 66.151,004Pupunha - raças primitivas e parentessilvestresFundação Djalma Batista 96.345,525Diagnóstico participativo sobredistribuição geográfica, condições <strong>de</strong>conservação e diversida<strong>de</strong> genética <strong>de</strong>Cucurbita spp.EMBRAPA CENARGEN 74.966,666Diagnóstico das condições <strong>do</strong>germoplasma das espécies silvestres eraças locais ou varieda<strong>de</strong>s crioulas damandioca.EMBRAPA CENARGEN75.000,007I<strong>de</strong>ntificação e mapeamento dadistribuição geográfica e caracterizaçãoda diversida<strong>de</strong> biológica das espéciesbrasileiras da Anacardium(Anacardiaceae), com vistas àconservação <strong>do</strong>s parentes silvestres edas raças locais ou varieda<strong>de</strong>s crioulas<strong>do</strong> cajueiro (Anacardium occi<strong>de</strong>ntale L.)EMBRAPA AgroindústriaTropical75.000,008I<strong>de</strong>ntificação <strong>de</strong> variabilida<strong>de</strong> existenteem bancos <strong>de</strong> germoplasma <strong>de</strong> milho noBrasil e comparação com a coleçãomantida na EMBRAPAEMBRAPA Milho e Sorgo 68.927,50Tab14. Projetos seleciona<strong>do</strong>s para mapeamento <strong>de</strong> parentes silvestres e raças locais/varieda<strong>de</strong>s crioulas
42Foto: André Stella
para i<strong>de</strong>ntificação das instituições,incluin<strong>do</strong> os movimentos sociais e as organizaçõesnão governamentais, envolvidas com a conservaçãoex situ, on farm e in situ <strong>de</strong> recursos genéticos da12Levantamentoflora, da fauna e <strong>do</strong>s microorganismos.Foto: Cacau Oliveira
44Nas últimas décadas as ativida<strong>de</strong>sligadas à conservação <strong>do</strong>s recursosgenéticos no País tiveram gran<strong>de</strong>crescimento, asseguran<strong>do</strong> posição <strong>de</strong><strong>de</strong>staque entre os países tropicais.Ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas por órgãos comoa EMBRAPA Recursos Genéticos eBiotecnologia, bem como por outrasunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> pesquisa foram fundamentaispara o avanço brasileiro na conservação eutilização <strong>de</strong> recursos genéticos.Paralelamente, o País experimentouavanços significativos na implantação <strong>de</strong>Unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Conservação, amplian<strong>do</strong>fortemente a conservação in situ dabiodiversida<strong>de</strong> e promoção da utilizaçãosustentável <strong>do</strong>s recursos genéticosnativos. A conservação on farm é aindabastante fragmentada, apesar <strong>de</strong> ser um<strong>do</strong>s méto<strong>do</strong>s mais tradicionais no País,sen<strong>do</strong> conduzida, basicamente, porcomunida<strong>de</strong>s locais e populaçõesindígenas. Somente nos últimos anos é queeste tipo <strong>de</strong> conservação ganhouimportância, passan<strong>do</strong> a ser maisreconhecida pelos setores acadêmicos egovernamental. A socieda<strong>de</strong> civilorganizada, atualmente, exerce li<strong>de</strong>rançana conservação on farm no País,promoven<strong>do</strong> o uso sustentável e,principalmente, a troca <strong>do</strong>s recursosgenéticos entre os agricultores, <strong>de</strong>ntro eentre comunida<strong>de</strong>s.Contu<strong>do</strong>, apesar <strong>de</strong> to<strong>do</strong> esseavanço, <strong>de</strong>ve-se reconhecer que osesforços volta<strong>do</strong>s à conservação <strong>do</strong>srecursos genéticos no País encontram-se,ainda, bastante isola<strong>do</strong>s. Basicamente, são<strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong>s por instituições fe<strong>de</strong>rais eestaduais, por organizações sociais e porcomunida<strong>de</strong>s locais. Além disso, falta aoPaís um inventário <strong>do</strong> trabalho conduzi<strong>do</strong>por essas instituições, incluin<strong>do</strong> osmovimentos sociais e as organizações nãogovernamentais,particularmente no quediz respeito às instituições que mantémessas coleções <strong>de</strong> recursos genéticos, àsespécies/populações conservadas, à infraestruturaexistente em cada uma <strong>de</strong>ssascoleções, bem como às necessida<strong>de</strong>srelativas à conservação <strong>de</strong>sses materiaisem curto, médio e longo prazos. Por estarazão, o <strong>PROBIO</strong> lançou uma carta-consulta,com a finalida<strong>de</strong> básica <strong>de</strong> coletarinformações relativas à conservação ex situe in situ <strong>de</strong> recursos genéticos no País, bemcomo <strong>do</strong>s recursos genéticos que sãocultiva<strong>do</strong>s ou utiliza<strong>do</strong>s por comunida<strong>de</strong>slocais e populações indígenas,especialmente no que se refere àsvarieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> plantas cultivadas e às raças<strong>de</strong> animais crioulas (conservação on farm).Consi<strong>de</strong>ra-se que os da<strong>do</strong>s obti<strong>do</strong>s serão<strong>de</strong> fundamental importância para que o<strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente possa, emparceria com outras áreas <strong>do</strong> governo e osdiversos setores da socieda<strong>de</strong>,<strong>de</strong>senvolver políticas e propor açõesvoltadas à melhoria das condições <strong>de</strong>conservação <strong>do</strong>s recursos genéticos(coleções in situ e ex situ), à promoção <strong>do</strong>resgate e da troca e ao uso sustentável daagrobiodiversida<strong>de</strong> (on farm).Nº. Subprojeto Instituição ExecutoraRecursos <strong>PROBIO</strong>(R$)1Realização <strong>de</strong> levantamento parai<strong>de</strong>ntificação das instituições, incluin<strong>do</strong> osmovimentos sociais e as organizaçõesNão-governamentais, envolvidas com aconservação ex situ, on farm e in situ <strong>de</strong>recursos genéticos da flora, da fauna e<strong>do</strong>s microrganismos.Centro Nacional <strong>de</strong> RecursosGenéticos e BiotecnologiaCENARGEN/EMBRAPA99.608,00Tab15. Projeto seleciona<strong>do</strong> para levantamento <strong>de</strong> informações na região Centro-oeste.
Foto: Cacau Oliveira<strong>de</strong> material educativo e instrucionalsobre biodiversida<strong>de</strong> brasileira, espécies da faunabrasileira ameaçadas <strong>de</strong> extinção, fragmentação <strong>de</strong>ecossistemas, biomas brasileiros, espécies13Elaboraçãoinvasoras e unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> conservaçãoFoto: José Sabino
Foto: Daniela OliveiraO <strong>PROBIO</strong> vem, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 1996,apoian<strong>do</strong> uma enorme gama <strong>de</strong>subprojetos, para o conhecimento econservação da biodiversida<strong>de</strong> brasileira.Apesar disso, fatores diversos, como aperda <strong>de</strong> habitats, a fragmentação <strong>de</strong>ecossistemas, o problema das espéciesinvasoras, entre outros, têm causa<strong>do</strong> umaenorme perda <strong>de</strong>ssa diversida<strong>de</strong>,extinguin<strong>do</strong> espécies, não só no Brasil,como em to<strong>do</strong> o mun<strong>do</strong>. Torna-se evi<strong>de</strong>nteque para uma reversão <strong>do</strong> atual quadro,configura<strong>do</strong> como uma gigantesca tarefa, énecessário também levar o conhecimentogera<strong>do</strong> sobre temas específicos quecontribuem para a conservação dabiodiversida<strong>de</strong> a um amplo público, comvistas a aliar, igualmente ao conhecimento,as práticas educacionais. É consenso queum <strong>do</strong>s mais importantes instrumentos paraa mitigação e reversão da situação <strong>de</strong>veráser o esclarecimento e a divulgação <strong>do</strong>problema, acompanha<strong>do</strong> <strong>de</strong> amplascampanhas educativas. A disseminação daimportância da biodiversida<strong>de</strong> e outrostemas relaciona<strong>do</strong>s a um público maisamplo surgem da constatação da dimensãoe gravida<strong>de</strong> <strong>de</strong> sua perda e temascorrelatos.O objetivo <strong>do</strong> subprojeto apoia<strong>do</strong> é aprodução <strong>de</strong> informes sobre abiodiversida<strong>de</strong> brasileira, as espécies dafauna brasileira ameaçadas <strong>de</strong> extinção(constantes da lista oficial), a fragmentação<strong>de</strong> ecossistemas, os biomas brasileiros, asespécies invasoras e as Unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>Conservação. Para tanto serão produzi<strong>do</strong>sportfolios para cada tema e uma cartilhapara professores/instrutores, que incluirásugestões <strong>de</strong> ativida<strong>de</strong>s a serem<strong>de</strong>senvolvidas com alunos <strong>do</strong> ensinofundamental e comunida<strong>de</strong>s. Este materialcontribuirá com o Programa Nacional <strong>de</strong>Educação Ambiental - ProNEA/MMA e coma Diretoria <strong>de</strong> Educação Ambiental <strong>do</strong><strong>Ministério</strong> da Educação.46Nº. Subprojeto Instituição Executora1Elaboração <strong>de</strong> material educativo einstrucional sobre biodiversida<strong>de</strong> brasileira,espécies da fauna brasileira ameaçadas <strong>de</strong>extinção, fragmentação <strong>de</strong> ecossistemas,biomas brasileiros, espécies invasoras eunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> conservaçãoFundação Universida<strong>de</strong> <strong>de</strong>BrasíliaTab16. Projeto seleciona<strong>do</strong> para a elaboração <strong>do</strong> material educativoRecursos <strong>PROBIO</strong>(R$)279.970,28
14 Publicações<strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong>Foto: Cláudio Savaget
Em atendimento ao objetivo <strong>do</strong>componente “A” <strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong>, no que serefere ao “Levantamento <strong>de</strong> Informações eDisseminação <strong>do</strong>s Resulta<strong>do</strong>s”, o projetovem promoven<strong>do</strong> a divulgação edisseminação <strong>de</strong> resulta<strong>do</strong>s <strong>do</strong>ssubprojetos apoia<strong>do</strong>s, visan<strong>do</strong> a atingir umamplo público e contribuir para ainformação <strong>de</strong> uma clientela formada portécnicos, executivos, estudantes e públicoem geral. A disseminação da importânciada biodiversida<strong>de</strong> e outros temasrelaciona<strong>do</strong>s a um público mais amplosurgem da constatação da dimensão egravida<strong>de</strong> da perda biodiversida<strong>de</strong> e temascorrelatos.Biodiversida<strong>de</strong> brasileira: avaliação e i<strong>de</strong>ntificação<strong>de</strong> áreas e ações prioritárias para a conservação,utilização sustentável e repartição <strong>de</strong> benefícios dabiodiversida<strong>de</strong> brasileira.48O <strong>de</strong>senvolvimento <strong>do</strong>s cincosubprojetos que tiveram como objetivoavaliar e i<strong>de</strong>ntificar áreas e açõesprioritárias para a conservação <strong>do</strong>s biomasbrasileiros - Floresta Amazônica, Cerra<strong>do</strong> ePantanal, Caatinga, Floresta Atlântica eCampos Sulinos e Zona Costeira e Marinha- foi uma das mais bem sucedidasiniciativas <strong>do</strong> <strong>PROBIO</strong>, e cujos resulta<strong>do</strong>sainda repercutem. Com seu<strong>de</strong>senvolvimento, pela primeira vez, foipossível i<strong>de</strong>ntificar as áreas prioritáriaspara conservação da biodiversida<strong>de</strong>,avaliar os condicionantes socioeconômicose as tendências atuais da ocupaçãohumana <strong>do</strong> território brasileiro, bem comoformular as ações mais importantes paraconservação <strong>do</strong>s nossos recursos naturais.O trabalho organizou informações sobreto<strong>do</strong>s os biomas, que se encontravamdispersas em <strong>de</strong>zenas <strong>de</strong> órgãos públicos einstituições privadas, e gerou umconsi<strong>de</strong>rável acervo que constituiu, paraalguns <strong>do</strong>s biomas brasileiros, o primeirotrabalho <strong>do</strong> gênero.O envolvimento <strong>de</strong> diferentesinstituições, nacionais e internacionais, <strong>de</strong>pesquisa<strong>do</strong>res <strong>de</strong> todas as regiões <strong>do</strong> País,mostrou-se também um esforço inéditopara gerar informações que permitiram aa<strong>do</strong>ção <strong>de</strong> ações capazes <strong>de</strong> proporcionargran<strong>de</strong> avanço no conhecimento e naefetiva proteção da biodiversida<strong>de</strong>brasileira.Este livro sintetiza e consolida osresulta<strong>do</strong>s obti<strong>do</strong>s, <strong>de</strong> forma a po<strong>de</strong>rdivulgá-los, amplamente para toma<strong>do</strong>res<strong>de</strong> <strong>de</strong>cisão, proponentes e executores <strong>de</strong>projetos, instituições <strong>de</strong> ensino, <strong>de</strong>pesquisa e <strong>de</strong> extensão, entre outros.
Fragmentação <strong>de</strong> Ecossistemas: causas, efeitos sobre abiodiversida<strong>de</strong> e recomendações <strong>de</strong> políticas públicas<strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> AmbienteFragmentação <strong>de</strong> EcossistemasCausas, Efeitos sobre a Biodiversida<strong>de</strong> eRecomendações <strong>de</strong> Políticas Públicas6Este livro expõe os resulta<strong>do</strong>s <strong>do</strong>ssubprojetos apoia<strong>do</strong>s em resposta ao Edital01/1997, “Fragmentação <strong>de</strong> EcossistemasNaturais”, quan<strong>do</strong> foram <strong>de</strong>senvolvidas 15propostas que apresentaram varia<strong>do</strong>s e ricosenfoques <strong>de</strong> abordagem ao tema proposto e queresultaram também em recomendações <strong>de</strong>políticas públicas para mitigar os efeitos da perdada biodiversida<strong>de</strong>, causada pela fragmentação<strong>do</strong>s ecossistemas brasileiros.Os projetos, to<strong>do</strong>s já finaliza<strong>do</strong>s, e asinstituições que os executaram foram osseguintes:1.Conservação, manejo e restauração <strong>de</strong>fragmentos <strong>de</strong> Mata Atlântica no Esta<strong>do</strong> <strong>do</strong> Rio<strong>de</strong> Janeiro: mamíferos como táxon focal para aformulação <strong>de</strong> estratégias. Associação Mico-leãoDoura<strong>do</strong>.2.Efeito <strong>do</strong> processo <strong>de</strong> fragmentaçãoflorestal na sustentabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> algunsecossistemas periféricos aos eixos ro<strong>do</strong>viáriosno su<strong>do</strong>este acreano. EMBRAPA Acre.3.A fragmentação e a qualida<strong>de</strong> da dieta<strong>do</strong> primata folívoro endêmico da FlorestaAtlântica. Fundação BIORIO.4.Efeito da fragmentação <strong>de</strong> áreas úmidasnas populações <strong>de</strong> aves limícolas migratóriasintercontinentais: uma análise sobre oscorre<strong>do</strong>res migratórios no norte <strong>do</strong> BR.Fundação <strong>de</strong> Amparo e Desenvolvimento daPesquisa - FADESP.5.Efeitos da fragmentação <strong>de</strong> habitatsobre populações <strong>de</strong> mamíferos no médio ebaixo Tapajós, Pará. Fundação <strong>de</strong> Amparoe Desenvolvimento da Pesquisa - FADESP.6.Estratégia para conservação emanejo <strong>de</strong> biodiversida<strong>de</strong>: fragmentos <strong>de</strong>florestas semi<strong>de</strong>cíduas. Fundação DalmoGiacometti.7.Fragmentação natural e artificial<strong>de</strong> rios: comparação entre os lagos <strong>do</strong>médio Rio Doce (MG) e as represas <strong>do</strong>médio Tietê (SP). FAI-UFSCar.8.Estu<strong>do</strong>s <strong>de</strong> conservação erecuperação <strong>de</strong> fragmentos florestais daAPA <strong>de</strong> Camanducaia. Fundação <strong>de</strong>Desenvolvimento da Pesquisa - FUNDEP.9.Efeitos temporais e espaciais dafragmentação <strong>de</strong> habitats em populações<strong>de</strong> insetos e pássaros: subsídios para omanejo e conservação <strong>de</strong> florestas.Fundação <strong>de</strong> Desenvolvimento daPesquisa - FUNDEP.10.Estrutura e dinâmica da biota <strong>de</strong>isola<strong>do</strong>s naturais e antrópicos <strong>do</strong> cerra<strong>do</strong>.Fundação <strong>de</strong> Empreendimentos Científicose Tecnológicos - FINATEC.11.Conservação <strong>do</strong> bioma florestacom araucária. Fundação <strong>de</strong> PesquisasFlorestais - FUPEF.12.Remanescentes <strong>de</strong> florestas naregião <strong>de</strong> Una - RESTAUNA. Fundação Pau49
Brasil - FUNPAB.13.A fragmentação sutil, um estu<strong>do</strong>na mata atlântica. Fundação UniversitáriaJosé Bonifácio - FUJB.14.Abordagens ecológicas einstrumentos econômicos para oestabelecimento <strong>do</strong> corre<strong>do</strong>r <strong>do</strong><strong>de</strong>scobrimento: uma estratégia para revertera fragmentação florestal na mata atlântica <strong>do</strong>sul da Bahia. Instituto <strong>de</strong> Estu<strong>do</strong>s Sócio-Ambientais <strong>do</strong> Sul da Bahia - IESB.15.Ilhas <strong>de</strong> biodiversida<strong>de</strong> comocorre<strong>do</strong>res na restauração da paisagemfragmentada <strong>do</strong> Pontal <strong>do</strong> Paranapanema,São Paulo. Instituto <strong>de</strong> PesquisasEcológicas - IPÊ.Estiveram envolvidas na execução<strong>de</strong>sses projetos mais <strong>de</strong> 50 instituiçõesgovernamentais (em suas diferentesesferas) e não-governamentais, contan<strong>do</strong>com a participação <strong>de</strong> 315 pesquisa<strong>do</strong>resseniores, pós-<strong>do</strong>utoran<strong>do</strong>s, alunos <strong>de</strong> pósgraduação<strong>de</strong> mestra<strong>do</strong> e <strong>do</strong>utora<strong>do</strong> ealunos <strong>de</strong> graduação, além <strong>de</strong> técnicos <strong>de</strong>nível superior e médio.Para sintetizá-los e divulgá-los paraa socieda<strong>de</strong> brasileira o <strong>PROBIO</strong> elaborouesta publicação, que apresenta resulta<strong>do</strong>sconsistentes e que muito contribuem para aformulação e ajuste das políticas públicasrelacionadas à conservação dabiodiversida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s ecossistemasbrasileiros.Biodiversida<strong>de</strong> da Caatinga:áreas e ações prioritárias para a conservação50Entre 21 e 26 <strong>de</strong> maio <strong>de</strong> 2000, o<strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong> Ambiente apoiou arealização em Petrolina, Pernambuco, <strong>do</strong>seminário “Avaliação e Ações Prioritáriaspara Conservação da Biodiversida<strong>de</strong> naCaatinga”, inseri<strong>do</strong> no esforço <strong>de</strong>ampliação <strong>do</strong> conhecimento <strong>do</strong>s diferentesbiomas brasileiros e na indicação <strong>de</strong> açõese áreas prioritárias para sua conservação.Esse seminário contou com a participação<strong>de</strong> 140 pesquisa<strong>do</strong>res gerou umaformidável gama <strong>de</strong> informações sobre oesta<strong>do</strong> <strong>de</strong> conhecimento e as lacunas <strong>de</strong>informação <strong>de</strong>sse bioma, até então,possivelmente, o mais <strong>de</strong>sconheci<strong>do</strong> <strong>do</strong>país.As conclusões <strong>do</strong> trabalho estãoapresentadas neste livro que agrega, aolongo <strong>de</strong> 382 páginas, divididas em trêspartes e 25 capítulos, amplas informações
e análise <strong>do</strong>s aspectos bióticos (vegetaçãoe flora, invertebra<strong>do</strong>s, biota aquática,répteis e anfíbios, aves e mamíferos) osaspectos não-bióticos - socioeconomia epolíticas públicas para o <strong>de</strong>senvolvimentosustentável (estratégias <strong>de</strong> conservação,pressão antrópica e <strong>de</strong>senvolvimentoregional, e uso sustentável dabiodiversida<strong>de</strong> da Caatinga).Por meio da leitura <strong>de</strong>sse livrorevela-se um bioma belo e rico,<strong>de</strong>smistifican<strong>do</strong> a visão superficial <strong>de</strong> umaCaatinga estéril e pobre em biodiversida<strong>de</strong>,além das recomendações para o usosustentável <strong>de</strong>ste único biomaexclusivamente brasileiro.Esta publicação resultou <strong>de</strong> umtrabalho conjunto <strong>do</strong> <strong>Ministério</strong> <strong>do</strong> <strong>Meio</strong>Ambiente, da Universida<strong>de</strong> Fe<strong>de</strong>ral <strong>de</strong>Pernambuco, da Fundação <strong>de</strong> Apoio àUniversida<strong>de</strong> Fe<strong>de</strong>ral <strong>de</strong> Pernambuco, daConservação Internacional <strong>do</strong> Brasil, daFundação Biodiversitas e da EMBRAPASemi-Ári<strong>do</strong>.Mapa das áreas prioritárias para a conservação,utilização sustentável e repartição <strong>de</strong> benefícios dabiodiversida<strong>de</strong> brasileira.Áreas prioritárias para a conservação,utilização sustentávele repartição <strong>de</strong> benefícios dabiodiversida<strong>de</strong> brasileirA51RRAPAMPAMAPICERNPBPEACROTOBAALSEMTDFGOMGESMSSPRJPRRSSCProjeto <strong>de</strong> Conservação e Utilização Sustentávelda Diversida<strong>de</strong> Biológica Brasileira<strong>PROBIO</strong>Secretaria <strong>de</strong> Biodiversida<strong>de</strong>e FlorestasEste mapa consoli<strong>do</strong>u o resulta<strong>do</strong>das avaliações <strong>do</strong>s biomas brasileiros eapresenta as 900 áreas indicadas comoprioritárias para conservação dabiodiversida<strong>de</strong>, utilização sustentável erepartição <strong>de</strong> benefícios da biodiversida<strong>de</strong>brasileira, os municípios abrangi<strong>do</strong>s e asrecomendações <strong>de</strong> ações feitas a cadauma das áreas. A publicação apresenta umCD-Rom com um mapa interativo e umaversão no formato PDF. Além disso,polígonos das áreas são disponibiliza<strong>do</strong>sno formato “shapefile”.
Brejos <strong>de</strong> altitu<strong>de</strong> em Pernambuco e Paraíba:história natural, ecologia e conservaçãoBrejos <strong>de</strong> Altitu<strong>de</strong> emPernambuco e ParaíbaHistória Natural, Ecologia e Conservação(Orgs.)Kátia C. PôrtoJaime J.P. CabralMarcelo Tabarelli52Biodiversida<strong>de</strong> 9Este livro apresenta o resulta<strong>do</strong> <strong>de</strong>quatro anos <strong>de</strong> pesquisas propiciadas pelo<strong>de</strong>senvolvimento <strong>do</strong> projeto “Recuperaçãoe manejo <strong>do</strong>s ecossistemas naturais <strong>de</strong>Brejos <strong>de</strong> Altitu<strong>de</strong> da Paraíba ePernambuco” apoia<strong>do</strong> pelo <strong>PROBIO</strong>. EsteProjeto teve como objetivo promover aconservação <strong>do</strong>s remanescentes <strong>de</strong> brejos<strong>de</strong> altitu<strong>de</strong> no agreste <strong>de</strong> Pernambuco eParaíba, por meio <strong>de</strong> um aproveitamentosustenta<strong>do</strong> <strong>de</strong>sses recursos, levan<strong>do</strong> emconta os interesses da população local econtan<strong>do</strong> com a sua participação, através<strong>do</strong> estabelecimento <strong>de</strong> mecanismoseficazes <strong>de</strong> transferência <strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>sdas pesquisas para as comunida<strong>de</strong>s. Nestetrabalho foram envolvidas universida<strong>de</strong>sespecialmente, a Universida<strong>de</strong> Fe<strong>de</strong>ral <strong>de</strong>Pernambuco e a Universida<strong>de</strong> Fe<strong>de</strong>ral daParaíba, além da Socieda<strong>de</strong> Nor<strong>de</strong>stina <strong>de</strong>Ecologia e da Fundação <strong>de</strong> Apoio àUniversida<strong>de</strong> Fe<strong>de</strong>ral <strong>de</strong> Pernambuco(FADE), além <strong>de</strong> inúmeros outros apoios.Até então pouco estuda<strong>do</strong>s, osbrejos <strong>de</strong> altitu<strong>de</strong> são áreas <strong>de</strong> exceção,úmidas e isoladas, nas zonas semi-áridas <strong>do</strong>agreste e <strong>do</strong> sertão nor<strong>de</strong>stino. Estas áreasapresentam características peculiares, como:altitu<strong>de</strong>s superiores a 600 m; clima úmi<strong>do</strong> ousubúmi<strong>do</strong>, precipitação anual entre 900-1300mm; solos profun<strong>do</strong>s, argilosos, com alto teor<strong>de</strong> água disponível. Como encraves da MataAtlântica no interior <strong>do</strong> Nor<strong>de</strong>ste, apresentamvegetação natural <strong>de</strong> floresta perenifólia ousubperenifólia, que recobrem os topos e asvertentes <strong>de</strong> serras circundadas por vegetaçãoxerófila <strong>de</strong> Caatinga.O livro é constituí<strong>do</strong> <strong>de</strong> três partes: oambiente e o homem; diversida<strong>de</strong> biológica eprocessos ecológicos e conservação. Estestemas são aborda<strong>do</strong>s ao longo <strong>de</strong> 23 capítulos,escritos por 39 pesquisa<strong>do</strong>res.
Foto: Arquivo <strong>do</strong> Projeto Diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vertebra<strong>do</strong>s <strong>do</strong> Pantepui - AMFoto: José Sabino15Próximos Passos
Foto: Ana Lúcia PratesMapeamento <strong>do</strong>s remanescentesda Mata AtlânticaConfecção <strong>do</strong> Primeiro <strong>Relatório</strong>Nacional sobre Perda <strong>de</strong>Biodiversida<strong>de</strong> nosBiomas BrasileirosA falta <strong>de</strong> propostas para realizar omapeamento <strong>do</strong>s remanescentes da MataAtlântica obrigou o <strong>PROBIO</strong> a elaborar umedital para selecionar um projeto que venhaa mapear este importante e ameaça<strong>do</strong>bioma. Ainda em <strong>2004</strong> esta proposta estaráem execução.Um edital foi elabora<strong>do</strong> paraselecionar uma proposta que vise<strong>do</strong>cumentar a perda da biodiversida<strong>de</strong> noBrasil e o ritmo em que ela vem ocorren<strong>do</strong>,com a apresentação <strong>de</strong> seus principaisindica<strong>do</strong>res, bem como <strong>do</strong>cumentar oimpacto das ações a<strong>do</strong>tadas para areversão <strong>de</strong>sta perda, a partir <strong>de</strong> da<strong>do</strong>sexistentes e abrangen<strong>do</strong> o tema em umrelatório-síntese.54
16 O <strong>PROBIO</strong>em númerosFoto: Arquivo <strong>PROBIO</strong>
BolsistasAté o final junho <strong>de</strong> <strong>2004</strong>, 574 pesquisa<strong>do</strong>res foram apoia<strong>do</strong>s com bolsas <strong>do</strong> CNPq para<strong>de</strong>senvolver ativida<strong>de</strong>s relacionadas aos subprojetos.Bancos <strong>de</strong> Da<strong>do</strong>sUm total <strong>de</strong> 153 bancos <strong>de</strong> da<strong>do</strong>s foram cria<strong>do</strong>s conten<strong>do</strong> os resulta<strong>do</strong>s das pesquisas <strong>do</strong>sdiversos subprojetos.DivulgaçãoOito ví<strong>de</strong>os, 18 cartilhas e manuais, 19 fol<strong>de</strong>rs e posteres, 255 apresentações <strong>de</strong> resumos emcongressos e simpósios, oito CD-ROM, 119 cursos ofereci<strong>do</strong>s para as comunida<strong>de</strong>s.Publicações19 livros, 29 capítulos <strong>de</strong> livros, 123 artigos publica<strong>do</strong>s em revistas especializadas.56Subprojeto por Região Administrativa12%5%10%35%21%17%NORTENORDESTECENTRO-OESTESUDESTESULA DEFINIR
Subprojetos apoia<strong>do</strong>s por naturezaadministrativa <strong>do</strong> executor9%2%3%38%9%FUNDAÇÃOONGGOV. FEDERAL/ESTADUALUNIVERSIDADECOORDENADORA DEFINIR39%57Nº160140120100806040200Números acumulativos <strong>de</strong> projetos apoia<strong>do</strong>sNúmero pelo acumulativo <strong>PROBIO</strong> por <strong>de</strong> ano projetosapoia<strong>do</strong>s por ano141105856027 28 297 719961997199819992000Ano2001<strong>2002</strong>2003<strong>2004</strong>
Subprojetos apoia<strong>do</strong>s por área temática139551015451554121132558Avaliações <strong>do</strong>s biomasEstu<strong>do</strong>s Especiais/Induzi<strong>do</strong>sRe<strong>de</strong> <strong>de</strong> Informação em Biodiversida<strong>de</strong>Conservação d e E cossistemasFragmentação d e H abitatsCriação d e U C´sManejo d e espécies ameaçadas <strong>de</strong> extinção e i nvasorasUso sustentável no entorno <strong>de</strong> UC´sInventários em áreas prioritáriasImplementação <strong>do</strong> PDS no entorno <strong>de</strong> UC´sInforme Exoticas InvasorasParentes S ilvestresPlantas <strong>do</strong> FuturoManejo <strong>de</strong> pol iniza<strong>do</strong>resMudanças ClimáticasMapeamento d e r emanescentes
Projeto <strong>de</strong> Conservação e Uso sustentável daDiversida<strong>de</strong> Biológica Brasileira - <strong>PROBIO</strong>SCEN Trecho 2 Edf. Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> IBAMA Bloco HCep: 70818-900 Brasília-DFTel: 0 xx 61 4009-9569Fax: 0 xx 61 4009-9593probio@mma.gov.brwww.mma.gov.br/probio