Edição 52 download da revista completa - Logweb

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4EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAIndicadoresde DesempenhoEmpresarialÉ IMPORTANTETER UM SÓINDICADOROs indicadores de desempenhovariam de setor a setor e deempresa a empresa, poisdependem dos objetivosprincipais que estas organizaçõestencionam alcançar.Entretanto, é sempreimportante ter um só indicadorque englobe todas os demais eque seja a representação dosdesejos dos proprietários ecolaboradores da empresa.Em pesquisa realizada emabril de 2006 pela MMConsult& Associados (http://mmconsult-a.com/nl/resultado_pesquisa_2006.pdf),o indicador financeiro principalé o Fluxo de Caixa seguido doEBITDA (Earnings BeforeInterest, Taxes, Depreciationand Amortization), que podeser comparado ao LucroOperacional antes das DespesasFinanceiras, acrescido daDepreciação do período.Para os indicadores nãofinanceiros continua liderandoa satisfação dos clientes.Esses indicadores servem deguia para a empresa alcançar osresultados desejados e verificarcomo podem melhorá-lo a cadainstante.Qual é o principal indicador financeiroutilizado?2006 2003EBIT ............................................ 8% .. 0%EBITDA ...................................... 17% 17%EVA ............................................. 8% .. 9%Fluxo de Caixa ........................... 51% 32%IVA ............................................... 0% .. 9%Lucro Líquido ............................... 0% .. 0%Lucro / Vendas ............................. 0% 17%Margem Bruta .............................. 8% .. 0%Receitas de Vendas ..................... 0% .. 9%ROC / ROI ................................... 8% .. 9%Qual é o principal indicadornão financeiro utilizado?2006 2003Horas de Treinamento .................. 0% .. 9%Lançamento Produtos Novos ....... 0% .. 0%Participação de Mercado ........... 16% .. 9%Perda de Material na Produção ... 0% .. 9%Produtividade ............................. 16% 17%Satisfação dos Clientes ............. 52% 32%Satisfação de Funcionários .......... 8% .. 9%Tempo de Atendimento/Resposta 8% 17%Colaboração técnica: MauroMartins, sócio da MMConsultE-mail: mm@mmconsult-a.com


6EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAEMBALAGENSMyers já opera no BrasilComeçou a operar no Brasil,em janeiro último, aMyers (Fone: 19 3847.9990), fabricante de caixas, paletese contenedores plásticospelo processo de espuma estruturada,que utiliza plástico comgás, o que proporciona, segundoJosé A. Panosso, diretor regionalda empresa, maior leveza do produtoe maior resistência mecânica.“Enquanto as outras embala-gens são produzidas através deinjeção com alta pressão, as nossassão fabricadas com polietilenode alta densidade em baixapressão, com multipontos deinjeção”, diz ele.Panosso também ressalta quea unidade brasileira da Myers –“que conta com as melhores máquinas,uma delas com operaçãoem regime de 300 libras/150 kgde injeção (única no mundo), eperiféricos existentes no mercado”- vai se dedicar à produçãode grandes produtos, atendendo,ainda, aos mercados da AméricaLatina, Europa e Estados Unidos.“Um dos nossos produtos é a caixa-silopara granulados, com capacidadepara 1.400 kg eempilhamento em até quatro alturas.Também produzimos umaampla linha de embalagensretornáveis, incluindo caixascolapsíveis para até 900 kg, epaletes one-way. Nossa linhatambém inclui 35 medidas e tiposdiferentes de paletes, sendoque no Brasil estamos produzindoseis diferentes tipos depaletes”, acrescenta Ivan SenteioRiado, gerente comercial da empresa.Ainda em termos da unidadebrasileira, instalada em Jaguariúna,SP, ela ocupa uma área de6.200 m 2 , em um terreno de9.000 m 2 , e conta inclusive comsistema de tratamento de água. Aprodução é sob encomenda, etambém são disponibilizadosprodutos para pronta entrega eoutros importados da matriz daempresa, instalada nos EstadosUnidos. “A Myers está entre astrês maiores empresas do mundoem transformação de resinas plásticase conta com cerca de 20 milmoldes ativos em todo o mundo,já que abrange um conglomeradode 14 empresas, incluindo o Brasil”,lembra Panosso.Aliás, referindo-se ao por queda instalação da empresa no Brasil,o diretor regional lembra queela ocorreu em virtude do processode globalização e do fato de aMyers precisar estar próxima deseus clientes. Neste contexto, oBrasil foi escolhido o primeiropaís para expansão, considerandoque a diretoria da empresa acreditaque a América Latina deveráse desenvolver bastante nos próximosanos e que haverá umagrande integração entre os países.“Por outro lado, a fixação da empresano Brasil deveu-se ao mercadointerno e à qualidade de suamão-de-obra”, explica Panosso.Já Riado diz que a unidadebrasileira vai oferecer uma opçãode qualidade, de nível internacional,para os clientes e umagrande variedade de produtos, “oque não se acha no país”. Eletambém lembra que a empresaatende a clientes exigentes, comoa indústria automobilística – GM,Ford, Toyota, Mercedes Benz eFiat -, de autopeças e operadoreslogísticos no mundo todo, oferecendoprodutos para aplicaçãoem praticamente todos os tiposde indústrias, como alimentícias,de cosméticos, agrobusines e outras.“Temos um departamentode engenharia que pode desenharqualquer tipo de produto que ocliente precise”, completa ogerente comercial.METASSobre as metas da empresabrasileira, Panosso diz que até omomento já foram investidos20 milhões de dólares na unidadede produção e que o objetivoé dobrar o tamanho da mesmanos próximos três anos.Com relação ao mercado, oobjetivo é estar próximo dosclientes, oferecendo soluções naárea de logística, já que o mercadobrasileiro é bastante promissore gera muitas oportunidades,principalmente na área desubstituição de caixas e paletesde madeira. “Acredito que aMyers possa oferecer muitas alternativaspara reduzir o ataqueao meio ambiente, substituindoo uso da madeira. Também valedestacar que o mercado brasileiroé bastante jovem na área delogística em relação aos paisesmais desenvolvidos, e achamosque podemos colaborar para reduziros custos logísticos dasempresas”, completa o diretorregional. ●


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA7EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006LogWeb: O que é macrologística?O que elaenvolve?Yoshizaki: Macrologísticaenvolve todos os aspectos ambientais,basicamente a infra-estruturageral da logística. Chamasemacro porque é usado o pontode vista macro (país, sociedade,governo, indústria) e não micro(nesse caso, chama-se logísticaempresarial).LogWeb: Defina os limitesoperacionais damacrologística.Yoshizaki: Os limites operacionaisda macrologística sãoamplos. Define os parâmetros deinfra-estrutura do país, da sociedade,do governo e do setorindustrial.LogWeb: Qual a relaçãoentre macrologística ecadeia de abastecimento?Yoshizaki: Logística é parteintegrante ou subconjunto doSupply Chain Management, ouseja, é uma de suas preocupações.É a parcela do processo da cadeiade suprimentos que planeja,implanta e controla o fluxo conscientee eficaz de matérias-primas,estoque em processo, produtosacabados e informaçõesrelacionadas, desde seu ponto deorigem até o ponto de consumo,com o propósito de atender aosrequisitos dos clientes.LogWeb: Qual a relaçãoentre macrologística elogística interna?Yoshizaki: Do ponto de vistada sociedade e da macrologística,não temos infra-estruturasuficiente, por isso não temos boalogística dentro do país, nem boalogística de portos e aeroportos,nem operadores logísticos adequadospara exportar e importar.ENTREVISTAHugo Yoshizakifala sobre amacrologísticaHugo Tsugunobu Yoshida Yoshizaki – especialista em macrologística – éengenheiro naval, mestre em engenharia de transportes e doutor em engenhariade produção pela Escola Politécnica da USP. Também é professordo Departamento de Engenharia de Produção da POLI/USP, da FundaçãoVanzolini e Fundação Instituto de Administração da USP, além de especialistaem logística, sistemas de produção e Supply Chain Management.LogWeb: Qual a relaçãoentre macrologística elogística internacional?Yoshizaki: O rápido crescimentodo comércio internacionalgerou uma enorme demanda pelalogística internacional. Isto demandaprojetos de macrologísticaglobais como instrumentospoderosos de simplificaçãodos complexos modelos de cadapaís com um consumo mínimo derecursos, no menor tempo possível,no momento e local certos ecom a mais reduzida circulaçãode capitais possível.LogWeb: Dentro do conceitode macrologística, fale sobreplanejamento geral de redes detransporte de mercadorias e redeslogísticas, planejamento territorialintegrado de logística e transporte demercadorias; consultoria de setores detransporte de mercadorias e logística eplanejamento territorial integrado delogística e transporte de mercadorias.Yoshizaki: Envolve desde fator indutor dodesenvolvimento pela acessibilidade dada pelamacrologística, como pela necessidade de visãode longo prazo e de direcionamento de investimentospúblicos e privados, que inclui as PPP´s.●Notíciasr á p i d a sLogWeb tem representanteem Belo HorizonteEugenio Rocha (Fone: 31 3278.2828) é o novorepresentante do LogWeb em Belo Horizonte. Comamplos conhecimentos no segmento de logística,ele é o responsável por trazer para o jornal e o portalLogWeb as empresas mineiras que trabalham nosetor, e fazem com que este Estado tenha um dosmelhores processos logísticos do país.Kabi produz poliguindaste paracaçambas roll-on-roll-offA Kabi (Fone: 212481-3122) lançou opoliguindaste Kabi-Multicaçambas-Roll-On-Off ® modeloKPG-110/185-SHA-BART-2KCE-50Roll-On-Off®, projetadopara operar duas caçambas estacionárias de aplicaçãomúltipla Kabitudo® ou similares de até 5 m 3cheias, carregar/levantar ao nível do solo e até 2.8 mde altura, assim como bascular/despejar ao nível dosolo e até 3 m de altura. Possui sistema hidráulico quepermite carregar, transportar, descarregar e bascularcaçambas estacionárias Kabítudoroll, tanques, carroçariastipo carga seca, silos, estrados e baús.


8EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAGESTÃO DE FROTASFleet One gerenciafrotas da Liquigásem SP e RSOPERADOR LOGÍSTICOGefco esperadobrar faturamentona América LatinaApós vencer licitação, aFleet One (Fone: 0800770.1522), empresa especializadana gestão de frotascorporativas e individuais, adquiriu83 utilitários Sprinter daMercedes-Benz (Fone: 0800970.9090) para entrega naLiquigás (Fone: 11 3177.2000),que utilizará os veículos para distribuiçãode gás em São Paulo eno Rio Grande do Sul. O direitoà prestação deste novo serviço foiganho por meio de concorrênciaenvolvendo oito empresas dosetor de logística.Os novos equipamentos,modelo 313 CDI, possuem chassicom cabina e 3 550 milímetrosde entre-eixos, permitindocarroçarias curtas de 3,50 m decomprimento e 2,10 m de largura.As dimensões, consideradascompactas, objetivam agilizar asUtilitários agilizam entregaentregas nos centros urbanos, emespecial nas localidades de difícilacesso.De acordo com Paulo Silveira,presidente da Fleet One, “essanova frota substituirá os caminhõesmais antigos da Liquigáscom design diferenciado e carrinhosergonômicos para que osfuncionários entreguem o gássem se machucar. Optamos pelaSprinter da Mercedes-Benz porqueé um veículo potente, flexívele com grande produtividade.Além disso, os modelos têmacesso mais fácil em regiões emque os caminhões não entravamfacilmente”.Conforme o projeto, a Liquigáspagará um aluguel pelosveículos nos próximos cinco anose a Fleet One centralizará osserviços de gestão da frota, o queinclui manutenção, gasto decombustível e atualização dedocumentos como IPVA e seguro,entre outros. Os caminhõesusados antigamente circulavamcom três funcionários, e as novasSprinter contarão com um únicomotorista. ●AGefco (Fone: 21 2103.8100), operador logísticodo Grupo Peugeot-Citroën (PSA), espera alcançaraté 2008 um faturamento de 150milhões de euros na AméricaLatina, onde possui filiais naArgentina e no Brasil. Das 32agências ou centros que a empresapossui no Mercosul, 14 delesestão ligados ao transporte marítimoe aéreo internacional, 14ao transporte terrestre de mercadoriase 4 ao transporte e logísticade automóveis.De acordo com o presidenteda empresa, Louis Defline, ofaturamento do grupo no Mercosulaumentou 60% em 2.005,comparado a 2.004, passando de51 milhões de euros a 82 milhõesde euros. “Ambicionamos dobraressa soma em menos de 3 anos”,declara. E, para isso, a Gefco pre-Da esquerda para direita:Schmitt, Zbylut, Defline e Gerardtende aumentar a oferta de serviçospara os clientes com as quaisjá trabalha no país e no exterior.Apesar de problemas comoinfra-estrutura e limitações governamentais,Defline vê grandedesenvolvimento para Brasil eArgentina. Dominique Schmitt,diretor geral na Argentina, declaraque “problemas existem, masnão são decisivos quanto ao investimento”.Por sua vez, o diretorgeral da logística do Brasil,Jean-Noël Gerard, tem boas perspectivas:“estou confiante em relaçãoao Brasil, apesar da instabilidadeeconômica. Temos 300clientes fortes no país”.Atualmente, a operadoralogística conta com clientes dediferentes setores no Mercosul,como de higiene-beleza e automotivo,entre eles a Bosch. Desde2.005 a empresa responde noBrasil pelo abastecimento da fábricade autopeças e ferramentaselétricas da Bosch. Por meio deum sistema de suprimento contínuo,a Gefco coleta peças em cercade 15 fornecedores e entregana unidade da empresa em Campinas.“O contrato com a Bosché um exemplo que queremos seguir.A partir do contrato feito noBrasil, passamos a prestar serviçopara a companhia também naEuropa, ou seja, a Bosh foi conquistadapelo Brasil e depoiscresceu para outros países”, afirmaDefline.Christian Zbylut, vice-presidentede Network, conta que osprocessos da Gefco são os mesmosem qualquer lugar, “o clientepode obter o mesmo serviçoem outros países graças à integraçãoentre filiais e suporteinformativo”.●


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA9EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006AgendaJulho 2006Logística de Distribuiçãoe TransportePeríodo: 1 de julhoLocal: Recife – PERealização: Focus TrigueiroConsultoria e TreinamentoInformações:www.focustrigueiro.com.brtreinamento@focustrigueiro.com.brFone: (81) 3432.7308Metodologia Prática paraDimensionamento de EstoquesPeríodo: 4 e 5 de julhoLocal: São Paulo – SPRealização: IMAMInformações:www.imam.com.brimam@imam.com.brFone: (11) 5575.1400Operadores LogísticosPeríodo: 5 e 6 de julhoLocal: Rio de Janeiro – RJRealização: CEL - Coppead/RFRJInformações:www.cel.coppead.ufrj.brcel@coppead.ufrj.brFone: (21) 2598.9812Logística de ManufaturaPeríodo: 15 de julhoLocal: Recife – PERealização: Focus TrigueiroConsultoria e TreinamentoInformações:www.focustrigueiro.com.brtreinamento@focustrigueiro.com.brFone: (81) 3432.7308CONTÊINERESCoopercargalança terminal noGuarujá, SPACoopercarga - Cooperativade Transporte de Cargasdo Estado de SantaCatarina (Fone: 41 3364.9365)acaba de lançar o seu Terminalde Contêineres no Guarujá, SP, a6 km do porto.Com início das operaçõesprojetadas para o mês de julhopróximo, o novo terminal iráagregar valor para a cooperativa,como operador logístico, além degerar grande crescimento com oaumento das oportunidades naatividade. “O objetivo deste novoterminal é oferecer aos armadoresa estrutura das 33 filiais daCoopecarga espalhadas por todoo Brasil, ou seja, estamos aproveitandoa estrutura das filiais eagregando este novo negócio.Somos fortes no transporte a agoraqueremos oferecer serviçoscompletos de logística. Estare-mos proporcionando os mesmosserviços que já disponibilizamosno terminal de Itajaí, SC, lembrandoque também estamosprospectando negócios em Criciúma,SC, e em Salvador, BA”,afirma Cláudio Savoldi, gerentede terminais de contêineres dacooperativa.Ele salienta, ainda, que estesprojetos visam atender ao cooperadoque, passando por um momentodifícil no transporte, podeusar os terminais para obtermaior produtividade do caminhão.“Afinal, no terminal, o caminhãopode ser descarregado rapidamente,ao contrário do queacontece no porto – que, ao contráriodo terminal, concentra váriasatividades –, obtendo maisprodutividade, como já aconteceno porto de Itajaí”, diz o gerente.INSTALAÇÕESLocalizado no Bairro Vicentede Carvalho, à margem daRodovia Cônego DomenicoRangoni (antiga Piaçaguera), oTerminal Retroportuário, queestá em fase de construção, teráuma área pavimentada de85 mil m², cercada com segurança24 horas e capacidade paraarmazenar 7.000 contêineresestáticos.O terminal também vai disporde estrutura para prover serviçosde reparos e manutenção de contêineres- a oficina será coberta eterá 1.000 m² -, de acordo com asnormas internacionais IICL, e alimpeza e descontaminação decontêineres com produtos especiaise ecologicamente corretos. Oempreendimento contará comuma Estação de Tratamento deEfluentes ocupando uma área de150 m², além de dispor de 250tomadas para P.T.I. e manutençãode contêineres cheios. “Tambémestarão disponíveis cinco stackerpara altura de 5”, diz Savoldi.Profissionais treinados com osistema Modal, da Datasul, paracontrole de estoque, estarãoatuando no Gate de 200 m². Alémdisso, o novo terminal da Coopercargadisponibilizará uma área delavação em concreto armado deaproximadamente 500 m², comportandoum total de 36 contêineres.Para os caminhões, haveráuma estrutura de 5.000 m² deestacionamento com infra-estruturapara acomodar motoristas.As primeiras movimentaçõesdesta unidade de negócio devemgerar mais de 80 empregos diretose 500 indiretos. “Com a expansãode nossas atividades, temosa perspectiva de sermos reconhecidosno mercado comouma nova opção para soluçõeslogísticas”, completa o gerente. ●Gestão de Transportes eDistribuição – Ênfase emLogísticaPeríodo: 17 a 21 de julhoLocal: São Paulo – SPRealização: CetealInformações:www.ceteal.comceteal@ceteal.comFone: (11) 5581.7326WMS – WarehouseManagement System – Teoriae PráticaPeríodo: 19 de julhoLocal: São Paulo – SPRealização: TigerlogInformações:www.tigerlog.com.brkelly.bueno@tigerlog.com.brFone: (11) 6694.1391Missão Técnica Internacional –MB LogísticaPeríodo: 31 de julho a4 de agostoLocal: Estados UnidosRealização: CEL - Coppead/RFRJInformações:www.cel.coppead.ufrj.brcel@coppead.ufrj.brFone: (21) 2598.9812No portalwww.logweb.com.br,em “Agenda”,estão informações completassobre os diversos eventos dosetor a serem realizadosdurante o ano de 2006.


10EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICATransporte marítimoAliança apresentanovo conceito para oserviço de cabotagemDa navegação que temorigem e destino dentrodo território nacional, oconceito foi ampliado, transformando-senum transporte portaa-porta.Pelo menos é isto que propõea BR-Marítima, “ou nova cabotagem,um novo conceito para oserviço de cabotagem que consisteno transporte porta-a-portae que abrange todo o territórionacional por meio de parcerias”,como diz José Antônio CristóvãoBalau, diretor de operações,logística e cabotagem da AliançaNavegação e Logística (Fone:11 5185.5600), a empresa responsávelpor este novo serviço.Afinal, segundo garanteBalau, “num país com cerca de7.400 km de costas e 80% de populaçãovivendo até 200 km dolitoral, a cabotagem é a opçãomais lógica e econômica”.Embora priorize o transportemarítimo, a BR-Marítima envolveparcerias importantes comempresas rodoviárias e ferrovias,como Coopecarga, Fassina eMRS, entre outras, o que possibilitaa entrega das mercadoriassem retirar a carga do contêiner.A partir do segundo semestredeste ano, os navios “AliançaEuropa” e “Aliança Brasil”, quejá atendem o longo curso, serãoincorporados à BR-Marítima.“Com a nova estrutura, a empresaespera ampliar em mais de20% a sua capacidade de atendimentoaté o final do ano, secomparado com o mesmo períodode 2005. Hoje, a AliançaNavegação e Logística contacom sete navios para atender acabotagem”, diz Balau.Ele também informa que, noano passado, a empresa movimentou200 mil TEUs nestemodal. Em 2006, a perspectivaé chegar a 250 mil TEUs. “Paraisso, estamos oferecendo espaçoe novas alternativas de serviço,melhorando a regularidadee a confiabilidade, esperando,assim, ter um retorno significativodo mercado aos nossosinvestimentos”, afirma o diretorda Aliança.VANTAGENS DABR-MARÍTIMAPara os usuários do serviçode cabotagem da Aliança, asprincipais vantagens, de acordocom Balau, são custos mais baixospara longas distâncias, segurançae previsibilidade, uma vezque a empresa mantém regularidadedos serviços, com saídassemanais – em dias fixos – nosprincipais portos brasileiros. Aintegridade da carga, combaixíssimo índice de avarias, éoutro destaque da cabotagemassinalado pela empresa.Além disto, outras vantagenssão apontadas, como a gestão dalogística porta-a-porta feita pelomesmo operador, a agilidade epontualidade nas entregas e aintegração de todas as regiões dopaís.Já os principais serviços destacadossão, primeiramente, oporta-a-porta: sistema que associao transporte terrestre – rodoviárioe/ou ferroviário – e marítimopara a coleta e entrega dacarga em local defendido pelocliente. As entregas são coordenadas,com agendamento, deacordo com a necessidade dorecebedor. “O serviço permiteuma melhor gestão dos recebimentosatravés de programaçãoprévia”, diz Balau.Já o “carga fracionada” éuma extensão do transporteintermodal porta-a-porta. Consisteem uma ou mais coletas, apartir de 500 kg, para um ou váriosdestinos diferentes. Tanto asoperações de coleta quando as deentrega são conduzidas integralmentepela Aliança, por meio dacontratação de parceiros locaisespecializados na distribuiçãofracionada. “Este serviço é idealpara as empresas que não conseguemlocar um contêiner, masque desejam atender a clientescom pequenos volumes, mantendocustos baixos, ou abrir novosmercados”, explica o diretor.Também há o serviço de“cargas de projetos”, que consisteno transporte de cargas pesadas,como transformadores ebobinas, entre outros. A Aliançadisponibiliza esse serviço regularmente,escalando os principaisportos entre Manaus eBuenos Aires.A empresa também desenvolvesoluções específicas delogística, como redesenho deprocessos de distribuição, gerenciamentode transporte, gestãodo fluxo de informações, suporteno desenvolvimento de embalagens,assessoria fiscal e gestãoda armazenagem estratégica –estoque avançado e gestão deinventário. ●


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA11EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006Notíciasr á p i d a sRevogada aInstruçãoNormativa nº 07que oficializava aNIMF 15 no BrasilA Instrução Normativa nº 07 queoficializava a NIM15 no país foirevogada através de publicação noDiário Oficial da União do dia 15de maio último. A Instrução Normativanº 07 que regulamentava acertificação fitossanitária das embalagense suportes de madeirautilizadas no trânsito internacionalde mercadorias foi publicada noDiário Oficial no dia 17 de março eentraria em vigor de forma definitivano dia 16 de maio. No entanto,o Ministério da Agricultura Pecuáriae Abastecimento (MAPA) decidiurevogar a IN 07 considerandoas alterações aprovadas na I Reuniãoda Comissão de MedidasFitossanitárias (CMF), realizadaem Roma, no período de 3 a 7 deabril de 2006. Devido a esta revogação,continuará em vigor a InstruçãoNormativa nº 4, que atendeàs recomendações do Fundo dasNações Unidas para a Agriculturae Alimentação (FAO) e simplifica oprocesso de certificação fitossanitáriacom o uso de marca internacional.Mais informações junto àABRAFIT – Associação Brasileiradas Empresas de TratamentoFitossanitário e Quarentenário(Fone: 11 5522.3300, ou peloe-mail abrafit@abrafit.org.br).Translovato recebePrêmio SantistaA Transportes Translovato (Fone:54 3026.2777) acaba de conquistaro Prêmio Santista Têxtil de Suprimentose Logística na categoria“Melhor Prestador de ServiçosLogísticos – Outbound (Distribuição)– 2005”, pelo qual os participantessão avaliados nos quesitosqualidade, pontualidade, atendimentoe satisfação dos clientesinterno e externo. A empresa, noseu primeiro ano de atuação, consagrou-secom 99,87% de eficácia.OPERADOR LOGÍSTICOBomfim CargasExpressas firma-seem São PauloDepois de dois anosatuando em São Paulo,SP, com parceria, operandodentro de outra empresa dosetor, a Bomfim Cargas Expressas(Fone: 11 6406.0707) – cujamatriz está em Acarajú, SE –,acaba de instalar-se em um novoprédio, em Cumbica, SP, comárea construída de 1500 m 2 econtando com galpão de 1000 m 2 .“A mudança ocorreu por, pelomenos, dois motivos. O primeirofoi implementar a filosofia quetemos no Nordeste, onde a Bomfimjá tem um nome fortementeestabelecido – temos 26 linhasoperando apenas dentro do Nordeste,cruzando a região. Outrofator é que queremos crescer emSão Paulo, atuar em novos mercados,já que somos fortes daBahia para cima”, explica LucianaMenezes, diretora geral daBomfim Cargas Expressas.Ele destaca que as perspectivasneste novo mercado são tãoboas que acreditam em um crescimentode 30% por parte da filialde São Paulo ainda este ano.A diretora também informaque a Bomfim Cargas é origináriade uma empresa de ônibuscom 45 anos de atuação no mercado,e que em 1996 foi feita aseparação das duas empresas, quepassaram a atuar de forma independente.“No Nordeste ainda égrande o referencial das empresasde ônibus, no sentido de quetêm um compromisso com ocliente, não atrasam, saem nohorário. Daí o conceito que aBomfim Cargas mantém em todaa região”, diz a diretora geral,destacando que os seus maioresclientes são as empresas de autopeçase de medicamento.Este é apenas um dos diferenciaisda empresa, segundo explicaMarcos Ribeiro, sócio daBomfim Logística. “O maior diferencialé o fato de a Bomfimconseguir fazer uma ligação‘internordeste’, o que não acontececom as empresas que atendem,de forma geral, todo o Brasil.Temos condições de fazer ascargas chegarem até o interior,enquanto as empresas de SãoPaulo, por exemplo, não têm estainfra-estrutura”, diz Ribeiro.Ele considera que, em SãoPaulo, a empresa vai “brigar” emnível de serviço, usando a experiênciaque tem no Nordeste, e inclusiveestabelecendo planos paracontar com carros rápidos, comdois motoristas, de modo a percorrera distância entre Recife e Salvadorem no máximo 24 horas.Para isto, tanto Luciana quantoRibeiro informam que a empresaconta com uma frota própriano caso dos carros de transferência.No que diz respeito aoscarros para distribuição, são usadosveículos próprios e terceirizados.São cerca de 60 veículospróprios, todos rastreados, emenos de 5% do transporte é realizadoem ônibus em alguns trechosno Nordeste. Já os agregadossomam cerca de 140 veículos,fora os que estão sendo colocadospara atuar em São Paulo,onde a Bomfim também vai trabalharcom frota própria e agregados.“Já estão colocados 30veículos próprios para distribuiçãoe transferência, todos rastreados”,lembra o sócio da BomfimLogística. Ele também ressaltaque a Bomfim Cargas está sepreparando para ser operadorlogístico, através da BomfimLogística, mas sem abandonar atradição da Bomfim Cargas. ●


12EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICASALAS DE BATERIAComo planejare evitar errosSegundo os entrevistados, temperatura ambiente, ventilação forçada, piso antiácido, área para lavagem de baterias,caixa de contenção de resíduos, chuveiro de emergência e transportadores de baterias/carrinhos são alguns dos itensfundamentais para uma sala de baterias adequada.Um dos assuntos especiaisdeste mês é salas de bateria.Contando com aparticipação de representantes dosetor, o jornal LogWeb informacomo executar o projeto de umasala de baterias e como evitar erros.DETALHES QUE FAZEMA SEGURANÇA“Avaliar se o local para instalaçãoé o melhor e mais adequadopara a execução de manutençãodas baterias (recarga, complementarágua, etc.) e a chegadae saída das empilhadeiras”.Este é um dos fatores importan-tes a considerar em um projetode salas de baterias de acordocom Simei Trindade de Ávila,desenhista-projetista da EatonPower Quality (Fone: 15 3235.8136). Ele também revela serimportante considerar os requisitosmínimos de ventilação necessáriospara a operação segura:o dimensionamento da trocade ar da sala deve ser calculadoem função da quantidade e tipodas baterias a serem carregadasem conjunto. Também é precisoconsiderar a necessidade de talhaou guincho para levantamentoda bateria da máquina adequadoao tipo de bateria utilizada,pois, de acordo com Ávila, o pesopode variar de 200 a 1.500 kgaproximadamente.“Devem ser observados itenscomo quantidade, dimensões etipo das baterias dos retificadores/carregadoresa serem utilizadosdurante a carga para estabelecero layout da planta. Alémdisso, é necessário projetar a salaprevendo facilidades de locomoçãode equipamentos e pessoas;saber qual será o tipo de máquinaque estará utilizando as baterias,e se as máquinas entrarão ounão na sala de carga para trocada bateria”, acrescenta o desenhista-projetista.Já na opinião de SandroRavazi, gerente da divisão tracionáriada Newpower Sistemas deEnergia (Fone: 11 6412.1922),“estima-se que cada bateria e seurespectivo carregador necessitemde pelo menos 3 m 2 de espaçoútil, com isso evita-se acúmulo eriscos de acidentes”. Quanto àventilação, Ravazi também alertapara a boa circulação de ar paraque os gases, oxigênio e hidrogênio,que se desprendem dasbaterias ao final da carga sejamfacilmente dispersados.Por outro lado, analisa a questãoJoão Carlos Waldmann, diretorda JLW (Fone: 19 3491. 6163).Segundo ele, deve-se considerara área que o cliente disponibiliza,a localização mais próxima possíveldo maior fluxo de trabalho,definir quantos turnos de trabalhopor dia e o tipo de empilhadeira.“Existem máquinas comextração lateral nas quais utilizamoscarrinhos para saque da bateriado compartimento, e empilhadeirascom saque da bateriapor cima, onde necessitamos deuma ponte rolante ou uma talha”,completa Waldmann.Temperatura ambiente, ventilaçãoforçada por exaustor, pisoantiácido, área para lavagem debaterias, ponto de água de mangueira,caixa de contenção de resíduos,observação de espaço mínimoentre bateria e carregador,coluna de água desmineralizada/destilada, altura do pé direito,estrutura metálica com pinturaantiácida, chuveiro de emergênciade acionamento rápido, extintorpara equipamentos elétricos,placa indicativa “não fume”,EPI’s – Equipamentos de ProteçãoIndividual básicos, instalaçõesdos carregadores à prova deexplosão, iluminação com proteçõese ter bicarbonato de sódiosão outros itens da lista fornecidapor Walter Filho, supervisor técnicoda Fortim Exide/SAT Brasil(Fone: 11 6480.2520).Além destes, Fernando Pessoa,diretor da Comab Comércioe Manutenção de Baterias (Fone:11 6412.0240), acrescenta outrosrequisitos necessários para umasala de baterias, como: racks paraacondicionamento de bateriastratados para resistir a eletrólito;lavadores de olhos e pessoas comdistância de até nove metros daárea de trabalho; facilidades paraesguichar e neutralizar o eletrólitoderramado; proteção contrafogo; e proteção durante a trocada aparelhagem contra danoscausados pelos veículos. Já paracarga e armazenagem de baterias,“a instalação para troca debaterias deve ser localizada emáreas adequadas para este propósito;quando racks são usadospara suporte de baterias deverãoser feitos de material não-condutivo(roletes revestidos) paranão gerar faísca; um transportador,talha ou equivalente equipamentopara manuseio deve serprovidenciado para manusear abateria; o transportador para bateriasdeve ser propriamente posicionadoe preso ao veículo; umamáscara deve ser providenciadapara manuseio de eletrólito; veículosdevem ser devidamenteposicionados freados antes datentativa ou o intuito de trocar oucarregar as baterias; quando carregando,as válvulas dos elementosdevem estar no local para


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA13EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006evitar o spray do eletrólito; cuidadosdevem ser tomados paraassegurar que as válvulas estejamem funcionamento; a bateria (ouo compartimento) e as tampasdevem ser limpas para dissipar ocalor; precauções devem ser tomadaspara evitar chamas, faíscase arcos elétricos na área de cargade baterias; ferramentas e objetosmetálicos devem ser guardadoslonge da parte superior dasbaterias”, complementa Pessoa.“Geralmente as salas sãoconstruídas em função do númerode baterias a serem carregadas.O ideal é que seja em umlocal onde haja uma ventilaçãonatural, que não tenha temperaturamuito elevada e que não estejalonge dos materiais a seremtransportados e movimentados,tudo isso é fundamental para seter um projeto bem estruturado efuncional”, salienta MarceloMota de Bitencourt, gerente comercialda Acumuladores Moura(Fone: 81 2121.1600).O projeto de sala de bateria,conforme explica Jose Luis Garcia,gerente de vendas da AméricaLatina da MTC (Fone: 281380.1693), começa com a necessidadede ordenar os recursospara carregar as baterias de maneiraeficiente e produtiva. “Primeirodeterminamos o númerototal de carregadores e bateriasna sala de baterias e damos umasolução específica para cada necessidadee cliente”, diz Garcia.Ruberval Fernandes Boneto,gerente de vendas da Dieletro(Fone: 11 6911.2048), aconselhasempre a escolher o local maisindependente ou que faça divisacom a parte externa da fábrica ouCD, de preferência uma área queseja muito arejada.“É importante considerar osturnos de operação (um, dois outrês); verificar se a troca de bateriasserá por carrinho ou talha;dimensionar a quantidade de carregadores,baterias tracionárias,esteiras para apoio de baterias,circuito de água destilada e água‘suja’; verificar bitola (circuitoelétrico de cabos), quadro dedisjuntor central e disjuntor individualpara cada carregador;observar se haverá destilador ouse usará água destilada; separarlocal para manutenção preventivae corretiva das baterias; conferirinstrumentos para controledas baterias: relatórios, multímetro,densímetro e termômetro aálcool; e atentar-se para que o pisode concreto receba tratamento antiácido”,informa Boneto.Já para o gerente comercialda Matrac (Fone: 11 6905.4108),Antonio Donizetti Mazzetti,“além do dever de as salas seremmontadas obedecendo à normaVDE no que diz respeito à ventilação,é preciso também respeitartoda a legislação ambiental”.A ventilação, como um dositens mais importantes, pode serexplicada mais detalhadamentede acordo com Gilberto CesarPadilha Donadio, gerente de vendasde baterias tracionárias daEnersystem do Brasil (Fone: 116412.7522). “As baterias chumbo-ácidasventiladas (que exalamgases livremente), na reação derecarga, principalmente no finaldesta, exalam uma quantidadebastante grande de gases, principalmenteo hidrogênio, causadorde mau cheiro e, quando acumuladoa proporções de 3,8% oumais no ar, pode causar explosãoespontânea. Para se ter umaidéia desta quantidade, uma bateriade paleteira de aproximadamente350Ah/8h/24 volts exalaaté 88 litros de hidrogênio porhora após atingir estágio final decarga, ou seja, nas últimas 3 horasfinais. No entanto, a quantidadede ar suficiente para diluireste hidrogênio a proporçõesbem abaixo de 3,8% da composiçãode ar deverá ser absurdamentemaior, levando-se em contatambém o fator de segurança.Um elemento carregado para 1Ah de carga decompõe 0,343 gde água, produzindo 0,42 litrosde gás de hidrogênio. Este volumede gás deve ser diluído como11 litros de ar para perder a suapropriedade explosiva. Além disso,deve ser aplicado um fator desegurança de três vezes. Consideram-sesalas de baterias suficientementeventiladas quandoexiste a troca do seguinte volumede ar por hora: Q = V. q. S. I.Sendo: Q = Volume de ar em litros,a ser trocado por hora; V =Fator de diluição = 100% divididopor 3,8% igual a 26,3 (constante)- este fator é a relação dear para hidrogênio sujeita à explosão(se a porcentagem forigual ou maior a 3,8%, a misturaexplode com grande violência naocorrência da menor faísca) -;q = 0,42 (constante equivalenteà quantidade em litros de hidrogêniopor Ah exalado); S = Fatorde segurança, para instalações empiso térreo = 3 (se fosse subsoloseria = 5); I = Corrente em A, quecausa a produção de hidrogêniovisando dimensionamento. Estacorrente é, normalmente, a correntefinal de carga que, no casomais crítico, carga com correnteconstante, pode ser consideradacomo 5 A por 100 Ah de capacidadenominal (C8) ou 5% damesma capacidade nominal”,explica Donadio.Para melhor compreensão, ogerente de vendas exemplifica:para uma única bateria de12 elementos para paleteira de 350Ah/8 h em corrente final de cargade 17,5 A tem-se: V = 26,3;q = 0,42 litros; S = 3; N = 12 elementos;I = 17,5A; Q = 26,3 x0,42 x 3 x 12 x 17,5 = 6.959litros. “Neste caso, necessariamentea troca de no mínimo6.959 litros ou 6,959 m 3 de ar porhora, da sala de baterias, seránecessária para manter o ambienteseguro.”Ainda segundo ele, “valesalientar que o hidrogênio, alémde sua propriedade explosiva,possui um mau cheiro característicoquando exalado de bateriasporque leva consigo substânciasa base de enxofre, que ématéria-prima do ácido sulfúrico.O hidrogênio acaba servindo apenascomo transporte e não causadanos aos operadores que o respiram.No hidrogênio, as propriedadesnocivas do gás doenxofre estão extremamentediluídas, sendo capazes de causarapenas o incomodo olfativo”.Rinaldo Alberto Drumond,sócio-proprietário da BTR (Fone:31 3428.4077), crê que em umprojeto para sala de baterias, alémdos itens já citados, deve-se daratenção especial ao projeto darede elétrica, para atender à demandados carregadores (nãopode haver oscilação), e de arcomprimido.


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA15EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006namento da operação sejam tomados.”Para Carlos Santos, gerente deoperações da BT (Fone: 41 9685.0760), existem diferentes modelos desalas de baterias em virtude da quantidadede baterias, espaço disponívelpara a montagem da sala, etc. “Masos fabricantes, de uma forma geral,têm informações sobre as diversas soluçõesexistentes no Brasil e no mundo.No momento da aquisição dosequipamentos é importante que o fabricantee/ou representante informedimensões, peso, capacidade dasbaterias, mesas de troca e carregadores,indicando, inclusive, a voltagem defuncionamento e consumo”, salienta.Já Marco Aurelio Carmacio, gerentenacional de vendas e marketingda Dabo Brasil/Clark (Fone: 193881.1599), garante: “nossa empresadisponibiliza o layout para melhoralocar não só as baterias, mas, também,os carregadores. Na etapa deseleção e compra do equipamento,treinamentos específicos são oferecidosaos usuários finais”.A questão da experiência no assuntoé um dos pontos destacado porJean Robson Baptista, do departamentocomercial da Empicamp (Fone:19 3289. 3712): recomenda-se fazeruma visita a uma empresa que játenha uma sala de baterias, pois estajá tem experiências positivas e negativasque podem poupar tempo e minimizarcustos na elaboração desta sala.Marco Antônio Augusto, engenheirode aplicação da Hyster (Fone:11 3718.5090), é sucinto no assunto:“os fabricantes de baterias/carregadoresdisponibilizam instruções para elaboraçãoe implementação de umasala de carga de baterias apropriada”.A única ajuda, segundo AlexMontovanelli, supervisor técnico daCommat (Fone: 11 4208. 3812), é comrelação ao número de baterias, tamanhose quantidades necessárias paraa operação.Para concluir, Luiz Antonio Gallo,gerente de vendas da Skam EmpilhadeirasElétricas (Fone: 11 4582.6755),destaca que a empresa, como fabricantede empilhadeiras elétricas, contacom um corpo de engenheiros especializadose fornece aos clientestodo o suporte técnico, com desenhosespecíficos para salas de baterias,orientação sobre os itens, acessóriosque se fizerem necessários e assessoriacompleta sobre o assunto. ●


16Informe PublicitárioMatrac: especialistaem vendas, manutençãoe reparos de bateriasAlém destes setores, a Matrac está consolidada e forte no apoio à criação de salas de baterias, quandofornece layout e diversas dicas. E, para atender ao mercado, acaba de ampliar as suas instalações.Instalada no mercado desde1989, a Matrac (Fone: 116905.4107), empresaespecializada na venda,manutenção e reparos debaterias tracionárias, acaba deampliar as suas instalações emmais 1000 m 2 . Junto com aoficina, a empresa conta agoracom uma área total de 1250 m 2 .“Há um ano e meio mudamosnossa representação epassamos a atender à marcaFulguris, que possui uma maiorlinha de baterias e nos ofereceuma condição para prontaentrega seis ou sete vezesmaior do que a nossa representadaanterior – então de cercade 30 baterias. Em razão disso,tivemos que ampliar nossasinstalações para atender ànova gama de clientes daFulguris que precisam destesprodutos. Também precisávamosde uma área maior para aestocagem das baterias parapronta entrega. Além disto,investimentos em frota,instalações e força deA Matrac já ocupa as novasinstalaçõesInvestimentos foram feitos em área para estocagem das baterias, frota e força de trabalhotrabalho”, diz Edmilson AnjosFerreira, diretor da empresa.“A Newpower Fulguris(Fone: 11 6412.1922) ‘namorou’a Matrac por bastantetempo, na certeza de que umdia ela seria a sua representantetécnico-comercial paraSão Paulo. O namoro viroucasamento há mais de um anoe meio e colhemos excelentesresultados. Realizamos umapesquisa muito longa ecriteriosa para elegermos anossa representante técnicocomerciale encontramos naMatrac todos os requisitos quebuscávamos. A Matrac foiescolhida, dentre várias outrasempresas do ramo de assistênciatécnica em baterias, porcontar com a melhor estruturae corpo técnico. A solideztécnica, a rapidez, a infraestruturae o carinho com queos clientes são tratados foramaspectos fundamentais paraessa nossa escolha. Nossacobertura de serviços nagrande São Paulo às vezesficava prejudicada, pois nossasequipes técnicas se revezamRavazi:“A NewpowerFulguris tinhacerteza de queum dia a Matracseria a suarepresentantetécnicocomercial”para todos os tipos de bateriasque fabricamos e, com isso,ocorriam chamados para asbaterias tracionárias quetínhamos de atender no diaseguinte ou até mais. Com aentrada da Matrac, que éespecialista na assistência àsbaterias tracionárias, conseguimosreduzir o atendimentopara menos de 24 horas,contadas a partir do contatodo cliente. Esse pequenodetalhe trouxe tranqüilidadepara nós e para todos osnossos clientes, uma vez quetanto a Fulguris quanto aMatrac sabem que o pósvendasé o mais importante.Poder conceder aos nossosclientes a certeza de queexistem pessoas competentes,que lhes darão todo o suportenecessário nas baterias, é umfator que os tranqüiliza e dá acerteza de que não só estãocomprando a melhor bateria,como também criando amigos.”A análise é de SandroRavazi, gerente da divisãotracionária da NewpowerFulguris.Por sua vez, Ferreirainforma, ainda, que a partir dejunho, a Matrac passa a contarcom 150 baterias de diferentespadrões no estoque para prontaentrega. E que conta com oitoequipes de assistência técnicana rua, mais uma equipeinterna, de modo a atender omercado de baterias compronta entrega.Todo cuidado é tomado pelaempresa na manutenção dasbaterias


17também vendemos, além dasbaterias novas, acessórios. Aassistência técnica abrangetodo o Estado de São Paulo,enquanto a venda de bateriastracionárias com prontaentrega ocorre em todo oBrasil”, acrescenta AntonioDonizetti Mazzetti, gerentecomercial da Matrac.Fotos: Paulo JunqueiraFerreira: “Também fazemosavaliações do parque debaterias, envolvendo relatóriosdo equipamento e dasoperações”“Quando de uma máquinaparada, o cliente pode ligarpara qualquer fabricante debaterias e, provavelmente, estefabricante não terá a bateriapara pronta entrega, o que nãoacontece com a Matrac.Certamente, com base nonosso estoque, sempre teremosuma bateria para atender deimediato às necessidades destecliente”, diz Ferreira, destacandoque, embora seja representanteautorizado da Fulguris, aempresa também pode efetuarreparos em baterias dequalquer marca, tantonacionais quanto importadas.“Oferecemos atendimentoem menos de 24 horas, tantoem termos de vendas quantode assistência técnica, ePessoal é treinado em fábrica,com respaldo desta mesmafábricaNOVO PRÉDIOA Matrac acaba de seinstalar no novo prédioconstruído ao lado de suaantiga oficina no bairro de VilaGuilherme, em São Paulo, SP.Ali é possível a armazenagemde 150 baterias, sendoque a oficina para reparo debaterias ocupa 250 m 2 e osescritórios outros 200 m 2 . “Aoficina é totalmente adequadaàs normas ambientais, contando,inclusive, com uma Estaçãode Tratamentos de Efluentes. Jáos resíduos gerados no clientetambém são encaminhadospara nossas instalações e,junto com os criados internamente,recebem destinaçãoadequada”, diz Ferreira.“A nossa frota é compostapor oito carros-oficina paraatendimento junto aos clientese as garantias de fábrica. Estescarros incluem dois técnicostreinados na fábrica, além detodo o ferramental necessáriopara a manutenção dasbaterias. Também contamoscom um caminhão de apoiopara entrega e retirada debaterias. Por tudo isto, a Matracestá consolidada e forte emtermos de contratos demanutenção e na orientaçãopara criação de salas debaterias, quando fornecemosdiversas dicas. Oferecemostodo o suporte para amontagem de salas debaterias, desde o layout até asFrota também inclui caminhão de apoio para entrega e retirada de bateriasMazzetti: “Oferecemosatendimento em menos de24 horas, tanto em vendasquanto em assistência técnica”regras para atendimento àsnormas ambientais”, esclarece,por sua vez, Mazzetti.DIFERENCIAISReferindo-se aos diferenciaisda Matrac em relação às outrasempresas que atuam no mesmosegmento, Ferreira informa que,no caso das empilhadeiraselétricas, a bateria é consideradao “combustível” e, quandodanificada, há necessidade deum atendimento imediato, deuma solução rápida, como nocaso de um automóvel semgasolina. “Também é precisolembrar que esta situação émais grave no caso dospequenos frotistas, com uma ouduas máquinas, que precisa deum atendimento imediato. É aíque está o diferencial do prontoatendimento da Matrac”, dizFerreira.“Eu relacionaria, além deste,outros diferenciais da Matrac: opessoal treinado em fábricacom respaldo desta mesmafábrica, incluindo laboratório esuporte para dar o apoio aocliente; a nossa preocupaçãocom a preservação do meioambiente, recolhendo osresíduos de ácido e chumbo; ea assistência técnica rápida,não ultrapassando 24 horasOficina conta comEstação de Tratamentode Efluentesdesde o chamado”, informaMazzetti.A Matrac também mantémcontratos de manutençãopreventiva com várias empresasde renome e dos mais variadossegmentos do mercado, além decontratos de terceirização desalas de baterias. No caso damanutenção, ela é feita deacordo com as necessidades docliente, ou seja, envolvendovisitas semanais, quinzenais emensais. Na terceirização desalas de baterias, os técnicosrealizam desde a troca debaterias na empilhadeira até amanutenção efetiva do equipamento.“Por exemplo, há casosde empresa onde a CIPA –Comissão Interna de Prevençãode Acidentes não aprova a trocade baterias pelo pessoal interno.Neste caso, o pessoal da Matracfaz a troca e a manutenção totaldas baterias. Já no caso dasmanutenções mais curtas e emoutras empresas, as trocas sãofeitas pelo pessoal interno e aMatrac cuida das revisões.Também executamos avaliaçõesdo parque de baterias, envolvendorelatórios das condiçõesdo equipamento e dasoperações”, conclui Ferreira. ●


18EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICASupply Chain ManagementTENDÊNCIAS NODESENVOLVIMENTO DOSCM NO BRASILNa última década, a compreensãoe o interesse pelasaplicações e potencialidadesdo Supply Chain Managementtêm crescido mundialmente. Asconseqüências no Brasil têm sidosignificativas nas áreas de serviço,notadamente na área de consultoriaespecializada e na indústria, particularmentena área automotiva,que vem se empenhando em tornaras propostas inovadoras empráticas efetivas nas empresas,sejam elas nacionais ou multinacionais,que compõem sua Cadeiade Abastecimento.SITUAÇÃO ATUALO Outsourcing, utilizado inicialmenteem áreas de suporte,como informática, vem se tornandoa cada dia uma prática mais efetivae amplamente utilizada nasáreas de produção, manutenção,distribuição e marketing. A opçãopor terceirizar áreas específicas eestratégicas passou a significaruma relação de parceria e integraçãonos negócios, que deve ser bemplanejada e implementada, de preferênciabalizada por uma entidadeexterna (consultoria), com o objetivode garantir que as necessidadesatuais e futuras das partesserão atendidas, em termos decrescimento do relacionamentocolaborativo, desenvolvimentointerdependente e investimentosnecessários. Na indústria, o processode seleção de um novo parceirologístico tem um impacto importanteno seu desempenho junto aomercado, que vai além do inbounde outbound, chegando ao maiorgrau de facilidade na concepção edesenvolvimento de produtos eplanos de crescimento.O Benchmarking tornou-setambém uma ferramenta queviabiliza disponibilizar e obterinformação no mercado, com oobjetivo de integração das estratégiascompetitivas das cadeiasprodutivas, compatibilizando eadequando as medidas de desempenhode cada empresa às realidadese aos objetivos do segmentoonde estão inseridas.Agregando-se nesse compartilhamentode informações eintegração de infra-estrutura entreclientes e fornecedores se inseremdiversas Iniciativas de Integraçãoque passam por sistemas e práticasgerenciais (EDI, ReposiçãoAutomática, ECR, Lean Manufacturing,SCOR), agilizando asoperações no padrão just-in-timee diminuindo a necessidade de estoquesao longo da cadeia, aumentandoa visibilidade das necessidadesde abastecimento dos clientese o grau de previsibilidade dademanda, beneficiando o balanceamentoda capacidade produtivapor parte dos fornecedores eadicionalmente demandando daspartes um alto grau de agilidadena solução de gap´s e desviosoperacionais.O Desenvolvimento Colaborativode novos produtos, com oenvolvimento prévio dos fornecedores,tem se mostrado tambémcomo tendência irreversível, proporcionandouma drástica reduçãode tempo entre o projeto e a finalizaçãodo produto acabado, alémde diminuição de custos inseridosnesse processo.A contínua reestruturação econsolidação da quantidade de fornecedorese clientes tem possibilitadoum maior grau de sinergianos resultados finais, tanto econômicosquanto ligados ao aumentode nível de serviço e eficiência, aoaumento do relacionamento colaborativoe ao surgimento e construçãode parcerias anteriormenteinviáveis no médio/longo prazo.O objetivo básico do SCM émaximizar e efetivar a potencialidadesinérgica da empresacom os player´s de sua cadeia produtiva,atendendo aos clientes deforma eficiente, com custo reduzidoe adicionando valor ao produtofinal, com maior grau deautomação e previsibilidade da demanda.Colaboração técnica: FernandoNeres, consultor sênior de SupplyChain da Qualilog Consultoria, quedesenvolve suas atividades noaconselhamento e implementaçãode soluções em logística e supplychain management nonível estratégico e operacional.www.qualilog.com.brNotíciasr á p i d a sHand Held lançaleitor de códigosde barras emsuperfícies deferro e alumínioOs leitores móveis 6300 e6320 Series Direct Park Mark,recém-lançados no Brasil pelaHand Held Products (Fone: 112178.0500), lêem códigos debarras gravados em superfíciescomo ferro, alumínio, vidroe acrílico. Até então, essadecodificação só era possívelcom o uso de leitores fixos.“Outro atributo dos leitores é acapacidade de adaptação aambientes agressivos. Podemoperar em temperaturas de-10º C a 50º C e em espaçoscom até 95% de umidade”, dizo executivo de contas da HandHeld, Deivid Nicolas Delgado.Os equipamentos contam comcomunicação bluetooth, quedá autonomia para os processos,e sistema de identificaçãoDPM - Direct Part Mark, quepermite um maior desempenhode leitura e decodificaçãode códigos lineares ebidimensionais gravados emsuperfícies metálicas.Sistema da Atechvisa diminuircustos notransporte decargasO Ares Solução para GestãoIntegrada de Logística e Transporte,desenvolvido pela AtechTecnologias Críticas (Fone: 113040.7300), “tem uma versãofocada nas características dosoperadores logísticos e transportadorese outra dedicadaao atendimento dos embarcadores”,explica o líder denegócios da empresa, ElbsonQuadros. O sistema, que funcionaem tempo real, oferecefunções avançadas de TransportationManagement System(TMS) e possui estruturamodular. Também está integradoa recursos de gestão de negóciose operacionais. “O mapainterativo na tela do computadormostra a localizaçãodo caminhão que transportauma carga por uma rodoviabrasileira, em tempo real.


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA19EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006Numa sala, a equipe treinadamonitora desde a rota eocorrências até a localizaçãoexata da carga. A soluçãocompara o desempenhoplanejado, nível de serviço erentabilidade com os efetivamenterealizados”, explicaQuadros. Dessa forma, épossível controlar desde frotas,fretes, rotas, valor decargas e indicadores de desempenhoaté informaçõessobre o centro de distribuição,entre outros dados.Toledo lançaindicadorgráfico paraautomatizar aspesagens decaminhõesA Toledo do Brasil está lançandoo Toledo 8540, umindicador gráfico para balançasrodoviárias que permitea automação das pesagensde caminhões em distribuidorasde produtos, transportadorase empresas delogística. É considerado oúnico do mercado que enviae-mail do ticket de pesagempara dois endereços, o quepossibilita a checagem daentrada e saída de produtos,a rastreabilidade dos pesose informações e a integraçãoentre as várias áreas daempresa. “Com o sistema deautomação, pode-se posicionarcorretamente o caminhãona plataforma da balança,reduzindo o tempo depesagem e evitando desperdíciosque, em geral,ocorrem quando não é feitaa checagem do correto posicionamentodo veículo”,explica Michel AugustoMathias, analista de produtosda Toledo.


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA21EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006Notíciasr á p i d a sMetropolitanvai disputaro mercadodoor-to-doornas importaçõesA Metropolitan Logística (Fone 116802.2000) vai disputar o mercadode entregas “door-to-door” emoperações de importação. A empresavai atuar em sinergia com aMetropolitan Trading & FreightForwarder, responsável pelasoperações do grupo em comérciointernacional. “Vamos focar nossaatuação principalmente emempresas importadoras de produtosacabados”, explica CristianoBaran, diretor da MetropolitanLogística. O novo portfólio de serviçosabrange todas as etapas dacadeia logística - desde a coletados produtos na fábrica de origem,transporte até o porto/aeroporto,freight forward, contratação eacompanhamento dos naviosjuntos aos armadores, desembaraçoaduaneiro, armazenagemnos depósitos da companhia edistribuição para os clientesfinais no Brasil.ThyssenKrupp eJaguar Plásticosusam contêineresaramados paraotimizar logísticaA ThyssenKrupp Molas (Fone: 116332.2400), especializada na fabricaçãode componentes para suspensãoautomotiva, agilizou o processode movimentação, armazenageme transporte de barrasestabilizadoras ao substituir as caçambasde aço pelos contêineresaramados da Artok (Fone: 116100.8022). Os equipamentos permitema movimentação tanto manualquanto por empilhadeiras e,por enquanto, estão sendo utilizadossomente para algumas barrasestabilizadoras, mas a Thyssen-Krupp já estuda a possibilidade deestender a sua utilização para amovimentação de outras peças. AJaguar Plásticos (Fone: 19 3867.2831) também fez a substituição decaixas de papelão pelos contêineresaramados Artok na movimentação,armazenagem e transportede tampas para detergente ecopos de requeijão, que representam30% da sua produção.


22EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAMultimodalTRANSPORTE RODOVIÁRIOO PAPEL DASTRANSPORTADORASNA CADEIA DE SUPRIMENTOSDe acordo com um dos entrevistados, as transportadoras são fundamentais para o sucesso dosoperadores logísticos, pois executam uma das fases mais difíceis: fazer chegar ao cliente, comintegridade e no prazo estipulado, a mercadoria do embarcador.Em virtude da expansãodos serviços logísticos,que levou ao surgimentodos operadoreslogísticos, como ficará o papeldas transportadoras?Transportador e operadorlogístico são a mesma coisa?Se não, como deve ser a parceriaentre eles e o contratante?Para responder a essasperguntas, o jornal LogWebdeste mês preparou esta matériaespecial com empresasde transporte rodoviário.IMPORTÂNCIA“Lembrando que o transporteé uma das diversas operaçõesenvolvidas na logística,o papel das transportadorasé fundamental para osucesso dos operadores logísticos,pois estas executamuma das fases mais difíceis:fazer chegar ao cliente, comintegridade e no prazo estipulado,a mercadoria doembarcador.” Esta é a opiniãode Roberto Dexheimer,gerente comercial da SicallCargas e Encomendas (Fone:11 3858.5811), sobre o papeldas transportadoras frente aosoperadores logísticos.Na opinião de RubensLuiz Pereira, diretor comercialda Exato TransportesUrgentes (Fone: 11 6409.8909), apesar das novidadesno setor, o transporte rodoviárioainda é bastante procuradono país. “É preciso levarem consideração que, noBrasil, a maioria dos embarcadoresainda contrata e remuneradiretamente as transportadorasque irão distribuiros seus produtos. Até por umaquestão de economia, permanecea tendência de não sequarteirizar o transporte,mesmo entre as empresas queutilizam operadores logísticos.Dessa forma, os serviçoslogísticos mais procuradoscontinuam sendo os dearmazenagem e expediçãodos produtos. É claro queessa não é uma situação definitiva,muito pelo contrário,mas, por ora, o papel dastransportadoras não foi alteradotão acentuadamente,como se esperava.”Marcelo Almeida Alencar,gerente comercial e deprojetos logísticos da CamposOperador Logístico(Fone: 19 3782.6800), porsua vez, analisa a importânciado transporte rodoviáriona cadeia logística, inclusivepor realizar o serviço portaa-porta,conforme ele mesmoexplica: “via de regra, o custodo transporte representamais de 60% dos custos logísticose, portanto, sua participaçãona matriz logísticaé de extrema relevânciapara qualquer empresa. Apercepção do cliente finalsobre a qualidade dos serviçoslogísticos prestados se dáinicialmente no cumprimentodos prazos de entrega, evidenciando-sea importânciado transporte. Na realidadebrasileira, o transporte rodoviáriode carga continua sendoo único modal a realizar oporta-a-porta, além de ser omais utilizado nas operaçõesde transferências. O operadorlogístico tem como uma desuas premissas o gerenciamentode suas operações,com informações consistentese em tempo real de todo ofluxo da cadeia logística dosseus clientes. E para isso, suadependência das informaçõespassadas pelo transportadorse torna ainda mais premente.O sucesso de um operadorlogístico está intimamenteligado à sua aliança estratégicacom os transportadores.Isto, obviamente, quandoo escopo do serviço prestadoao seu cliente envolvertambém as atividades de distribuiçãoe/ou transferências”.Leandro de Carvalho Pinto,diretor executivo, e MarceloCovizzi Alvarez, diretorde logística, ambos do GrupoGrande ABC (Fone: 114360.6000), também salientama importância das transportadoras.Para os diretores,“elas são um elo fundamentalna Cadeia de Suprimentos,desempenhando um papelimportante pois, além deoperacionalizarem o deslocamentodos materiais, tanto nosuprimento das fábricas ecentros de distribuição comona distribuição física dos produtos,elas devem garantir ocumprimento dos horários eprazos pactuados entre clientese fornecedores, zelar pelaintegridade e segurança dascargas sob sua administração,disponibilizar informaçõesdos materiais em trânsito(rastreabilidade de carga) edas operações efetuadas atravésde Indicadores de Performance(base fundamentalpara gestão e otimização daCadeia Logística). Acreditamostambém que o planejamentoe a otimização dasoperações são tarefas fundamentaisque devem serfornecidas pelos ‘operadoresde transporte’”.O diretor administrativoda Transportadora Americana(Fone: 19 2108.9000),Celso Luchiari, também falasobre o papel preponderanteda transportadora na Cadeiade Suprimentos. Segundoele, isto ocorre “em funçãoda alta concentração de carganesse modal no país. Comisso, cada dia mais, os operadoreslogísticos buscarãoparceiros em transporte comexcelência em qualidade. Nacontrapartida, obrigará ostransportadores a buscaremalto nível de investimento emtecnologia, veículos e umagestão profissional das suasoperações. A expectativa éque o setor se especialize eamadureça ainda mais. Acreditamosque empresas comprometidascom a qualidadee a excelência se destacarãonesse contexto”.Para André Ferreira, gerentede marketing e vendasda Rápido 900 (Fone: 116632.0947), existe uma parceriaentre operadores logísticose transportadoras, tantoque há empresas de transporteque acabam tornando-se,também, operadores logísticos.“A maioria das transportadorasfaz as transferênciasde produtos e distribuições,prestando serviço aosembarcadores. Existem nomercado várias empresas detransporte que se tornaramtambém operadores logísticos.”Ronald Vieira, diretorcomercial e operacional daTransportadora Cardoso Minas(Fone: 11 6483.1000),também acredita nesta interdependênciaentre transportadorae operador logístico,pois o papel das transportadorasé de “fundamental importância,haja vista que osoperadores logísticos não investemem ativos, papel estedos transportadores. Dessemodo, defendo a tese de queum depende do outro”.TRANSPORTADORA XOPERADOR LOGÍSTICO?Como se pode observar,há uma tênue linha entretransportadora e operadorlogístico. Afinal, ele exercemas mesmas funções? De fato,não.De acordo com Alencar,da Campos, o transportadorfaz parte do contexto logísticocomo uns dos agentespartícipes da cadeia logísticade qualquer empresa, masisto não quer dizer que eleseja um operador logístico.Segundo ele, “o operador logísticoé o agente responsávelpor ter a visão e gestãosistêmica dos dois principaisfluxos – mercadorias e informações– ao longo de toda aSupply Chain. E para isto sefaz necessária a detenção doconhecimento e dos recursostecnológicos que viabilizema efetivação deste tipo de serviço.Desta forma, um transportadorrodoviário queeventualmente tenha se estruturadocom os recursosnecessários (pessoal, tecnologiae equipamentos) para aprestação dos serviços de umoperador logístico pode, sim,oferecer aos seus clientesnovas soluções que lhes possibilitemum diferencial frenteao mercado.”Apesar da ligação entreas atividades, segundoLuchiari, da TransportadoraAmericana, o operador logísticodesenvolve várias atividadesdentro da cadeia logística,sendo que o transporteé uma delas. Além disso, “astransportadoras são parceirase fornecedoras de serviços


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA23EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006para os O.L., e a prestaçãodos serviços de um O.L., geralmente,é de longo prazo,assim como o processo decontratação pelo cliente”.Vieira, da TransportadoraCardoso Minas, tambémfaz uma observação sobre oassunto: “se o transportadorobtiver todos os requisitosque compreendem as qualidadesde um operadorlogístico, pode ser consideradoum. Mas o ativo imobilizadodescaracteriza-ocomo operador logístico,que investe apenas em knowhowe tecnologia”.Pereira, da Exato, porsua vez, alerta para a necessidadede evolução dos serviçosprestados pelo transportador.De acordo com ele,“o transportador não é operadorlogístico, mas devepensar em tornar-se um, comurgência. Apesar de havermencionado que as transportadorasainda não forammuito afetadas pelos operadoreslogísticos, é previstoque isso acabe ocorrendo, acurto ou médio prazo. Portanto,os transportadores quenão se adaptarem aos novostempos serão transformadosem carreteiros de luxo. Se,hoje em dia, conseguir fretesdignos negociando diretamentecom os embarcadores,os donos dos produtos,já é uma tarefa hercúlea,imagine-se, então, quandotivermos que discuti-los comintermediários”.Carvalho Pinto e Alvarez,do Grupo Grande ABC,e Ferreira, da Rápido 900,concordam que, em muitoscasos, uma transportadoraassume o papel de planejar,administrar, contratar esubcontratar, otimizar, controlare consolidar dados eoperações físicas para um oumais clientes, caracterizando-se,assim, como operadorlogístico para estes clientes,ainda que não seja este seufoco de negócios.Por outro lado, examinamFerreira, da Exato, eDexheimer, da Sicall, háempresas de transporte queusam em sua razão social otermo ‘logística’ inaquedadamente.“Infelizmente,nãosó não executam essa atividadecomo possuem um conhecimentobastante superficialde tudo o que está envolvidoem uma operaçãologística. Como já tive oportunidadede trabalhar emgrandes operadores logísticosnacionais, acompanheiinúmeras operações desde oseu início junto à linha deprodução até o momento dalogística reversa, ou seja, adevolução da embalagem doproduto após o seu uso peloconsumidor final, o que evidentementeenvolve inúmerasoutras fases, além dotransporte. Por isso, podemosdefinir o transportadorcomo quem executa uma dasatividades envolvidas nacadeia logística, certamentede grande importância, masnão a única”, acrescentaDexheimer.A UNIÃO FAZ A FORÇAJá que é necessário trabalhoem conjunto, comodeve ser a parceria transportadora/operadorlogístico/contratante de modo quebeneficie os três envolvidosno transporte rodoviário decargas?“Como em toda e qualquerparceria, transparênciae confiança devem ser as característicasmais marcantesno relacionamento diárioentre as partes. Deve-se entenderque cada vez mais háno mercado competiçõesentre as Cadeias de Suprimentos,e não mais pontualmenteentre empresas. Ouseja, a união faz a força.”Essa é a opinião de Alencar,da Campos, que aindaexplica que, neste contexto,o transporte rodoviário selocaliza quase que invariavelmentena ponta da cadeia,ou seja, todo e qualquer atrasoocorrido ao longo da cadeiaacaba tendo que ser tiradono momento da entregado produto. Por outro lado,o transportador que eventualmenteatrasa uma entregaacaba comprometendoigualmente o trabalho de todos.Para Alencar, os agentesda Cadeia de Suprimentosdevem ter suas responsabilidadese obrigações claramentedefinidas e mensuradas,através de indicadoresde performance, durantetodo o processo. Todos devemencarar o consumidorfinal como seus clientesponta,e desta forma saberinterpretar as eventuais tendênciasdo mercado, paraque então se tenha o menortempo de resposta possível.O gerente comercial daCampos alerta, ainda, para asituação mais crítica e quedeve ser evitada a todo custo:o desconhecimento porparte de um dos agentes sobresua importância para onegócio com um todo, e aocultação ou distorção deinformações entre os elosdesta cadeia.Sobre a parceria, Pereira,da Exato, admite que seos embarcadores optarempor contratar diretamente astransportadoras (como muitosjá vêm fazendo), apesarde utilizarem serviços deoperadores, a parceria trarábenefícios a todos, afinal,“não se supõe que um operadorcontrate uma transportadorapara distribuir os produtosdo seu cliente semaplicar um over price aosfretes ou, o que é mais provável,em face das circunstânciasde mercado, sem exigirque a transportadora lheconceda um substancial desconto”.Para sucesso da parceria,o diretor comercial daExato dá a dica sobre o quenão fazer: “não se deve matara galinha dos ovos deouro: embarcadores e operadoresprecisam das transportadoraspara manterem osseus negócios funcionando”.Transparência e ética norelacionamento são os fatoresfundamentais segundo adupla do Grande ABC: CarvalhoPinto e Alvarez. Alémdisso, eles acrescentam,para o sucesso da parceria,o detalhamento formal dasobrigações de cada um dosparceiros, limites de atuaçãoe de responsabilidades. Deacordo com eles, toda a operaçãodeve ser medida atravésde Indicadores Operacionaise Financeiros, commetas bem definidas, deforma a permitir a gestão damesma.Ferreira, da Rápido 900,concorda: “a união deveexistir da maneira mais saudávele transparente possível,por que entendo queparceria só é boa quandotodos ganham. Cada umdeve cumprir o seu papel.”Para Dexheimer, daSicall, os benefícios são todosdo contratante, mas elealerta para a escolha adequadadas empresas, nãoapenas pelo custo. “Inúmeros‘cases de sucesso’ comprovamque essa parceria éextremamente vantajosapara os três envolvidos. Ocontratante acaba sendo omaior beneficiado, claroque quando faz a escolhacerta, pois pode concentrarseus esforços no desenvolvimento,produção e comercializaçãode seus produtos,enquanto seu operador logísticoe transportador utilizamcada um sua expertisecumprindo com sua parte naoperação. Quanto aos critérios,são muito peculiares acada tipo de produto, regiãoa ser atendida e objetivosdefinidos pelo embarcador,porém não é o tamanho dooperador ou transportadorque garante o sucesso daoperação, haja vista o númerode pequenos OPL´s etransportadores que executamas mais diversas operaçõescom resultados satisfatórios”,diz o gerente comercialda Sicall.Ética e transparênciatambém são as palavras usadaspor Luchiari, da TransportadoraAmericana, parao sucesso da relação. “Antesde mais nada, deve havera parceria e o comprometimentodas partes. A negociaçãodeve ser saudávelpara que viabilize o negóciodo transportador e mantenhaa rentabilidade do O.L.O contratante, por sua vez,deve ser atendido integralmentena qualidade do serviço,com preços competitivos,além do que, o melhor emais adequado serviço deveser garantido do início ao fimda operação”, salienta odiretor administrativo.“Foco e segmentação: secada qual seguir o seu nãohaverá problema, pois ocontratante passa a gestãologística ao operador, queelabora o projeto de viabilidadejuntamente com otransportador (investidor), e,em tudo se atrelando, cadaqual terá sua função, direitose deveres. Os critérios a seguirseriam transparência,seriedade e honestidadecorporativa”. Este o pontode vista de Vieira, da TransportadoraCardoso Minas,finalizando o assunto. ●


24EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAMultimodalOPERADORES LOGÍSTICOSO CONTRATANTEE A TERCEIRIZAÇÃODAS OPERAÇÕESHá um consenso, entre os entrevistados, que o contratante deverá mudar sua visão da terceirização dasoperações logísticas, sobretudo em razão da mudança de perfil das empresas que atuam no setor e,também, do maior amadurecimento das empresas usuárias destes serviços, à medida que algumas jáconseguem separar as que são, realmente, operadores logísticos.Na edição anterior dojornal LogWeb enfocamoso futuro dosoperadores logísticos no Brasil,envolvendo as mudançasprevisíveis e as tendências.Nesta edição, enfocamosa seguinte questão: o contratantedeverá mudar sua visãoda terceirização das operaçõeslogísticas?MAIOR APROXIMAÇÃOEdson Depolito, diretorcomercial da Brucai Logística(Fone: 11 3658.7288),avalia que a simples permissibilidadeem se iniciar procedimentosde terceirizaçãode tarefas logísticas em fábricas,CDs e armazéns de apoioindustrial introduzindo aterceirização de tarefas comorecebimento de matéria-prima,picking e expedição deacabados, emissão de N.F.,confiabilidade de gestão deestoques e abastecimento deprodução, entre outros, já refleteuma maior aproximaçãode tudo o que um operadorlogístico pode fazer. Esta seqüênciapode ser aproveitadapara repensar e adequarmudanças e adaptações atudo o que estiver ligado aoponto ótimo de suas atividades,facilmente quantificadaspelos índices de atendimentoe de performance, que serãoautomaticamente passadospelos indicadores dosoperadores aos clientes.Paulo Roberto Guedes,superintendente operacionale administrativo da Columbia(Fone: 11 3305.9999), destacaque os clientes ainda têmmuitas dificuldades paraaceitar um projeto logísticocomo uma revisão na estratégiaempresarial. “Geralmentequerem terceirizar asoperações mais tradicionais etêm, como objetivos prioritários,segundo pesquisas daCelCoppead de 2004, reduçãode custos, foco em seucore business, aumento daflexibilidade operacional eredução de investimentos emativos. Ainda são poucas asempresas que buscam aterceirização dos serviçoslogísticos mais sofisticados(projetos logísticos, porexemplo) e que tenham objetivosclaramente estratégicos,como seria a busca deexpansão de mercado.”“Portanto – continua osuperintendente operacionale administrativo da Columbia- as empresas contratantesprecisam difundir, no âmbitointerno, o conceito logísticoe a sua importância. Precisamalinhar a função dalogística com a estratégia daprópria empresa, isto é, compreenderque a logística é uminstrumento estratégico quecria vantagens competitivassignificativas, pois é fundamentala integração e a coordenaçãodas funções logísticasdentro de um planejamentoque incorpore seusfornecedores e clientes. “Épreciso entender que o operadorlogístico poderá vir aser um grande parceiro e queas empresas contratantes poderãoaperfeiçoar as atividadesligadas à cadeia de suprimentos(Supply Chain Management)e descobrir novasoportunidades. Para isso énecessário que essas empresascompreendam que a comprade serviços logísticos émuito mais complexa do quea compra de commodities”,completa Guedes.Esteban Kinjô Escobar,diretor de logística da CoimexLogística Integrada(Fone: 27 2122.3285), tambémenfoca o fator custo paraafirmar que, sim, o contratantedeverá mudar sua visão daterceirização das operaçõeslogísticas. “O foco atual estámuito voltado a custos, quandona realidade este deve serum dentre vários balizadores.Há uma série de outros aspectosa serem levados em consideraçãona contratação deum provedor de serviçoslogísticos, como nível de serviço,aderência à soluçãologística, capacidade de investimento,flexibilidade,sinergia com as demais operações,compartilhamento deganhos em função de metaspré-estipuladas e capacidadede investimento, entre outros.Entendo que existe a necessidadeda conscientização dadiferença entre fornecedor deserviços logísticos para parceiroe provedor de soluçõeslogísticas”, ressalta o diretorde logística.“O contratante tem papelfundamental no sucesso detoda a operação. Principalmenteconseguindo identificarno mercado o operadorlogístico apto e qualificadopara suas necessidades e tendoa compreensão de que essacontratação implica numaparceria operacional de altovalor agregado onde há a necessidadede sincronia, conhecimentoe transparênciade informações, com foco naotimização dos negócios,além de clareza de metas eobjetivos que pretende alcançar.A partir daí, estar dispostoa participar de uma equipemultidisciplinar (operador eempresa contratante) naespecificação das necessidades,na preparação do projeto,na montagem do cronogramade ações necessárias ena gestão da implantação,itens de extrema importânciapara a obtenção das metasestabelecidas e para o sucessodo projeto”, avalia RicardoMolitzas, diretor comercial ede marketing da MesquitaSoluções Logísticas (Fone:11 4393.4900).Pelo seu lado, MárioReis, diretor de operações daFly Logística – Recife (Fone:81 3378.0000), aponta que amaioria dos embarcadoresainda não se sente segura paracompartilhar informações estratégicascom os operadoreslogísticos. “Mas isso ocorreporque o mercado brasileirode logística ainda não separouo joio do trigo. Nesteponto, como em tantos outros,ainda estamos duas décadasatrasados em relaçãoaos Estados Unidos, onde asempresas já operam em colaboraçãono Supply Chain.Aqui, muitas indústrias aindadefinem o operador pelopreço do serviço e, se este nãoconsegue atender a contento,é trocado por outro a partir omesmo critério. Quando embarcadorese operadores passarema atuar em sinergia, oganho na negociação serámaior para ambos. A empresade logística será remuneradapela redução e eficáciana cadeia logística do cliente,e não mais por entrega”,diz o diretor da Fly.Monica Canova Passos,gerente de desenvolvimentode novos negócios da Mclanedo Brasil (Fone: 11 2108.8800), também fala em insegurança.De acordo comela, o mercado brasileiro estácomeçando a falar em quarteirização,mas ainda é inseguroquanto à compra desteserviço. Neste caso, o foco docontratante da terceirizaçãopassa a ser em relacionamentoestratégico, conhecimentoe informação, compartilhamentode riscos e ganhos,capacidade de prover tecnologiaavançada e em sercolaborativo, adaptativo eflexível.Edward Montarroios, diretorde vendas do RapidãoCometa (Fone: 81 8802.9782), considera que, dentroda máxima de que a tendênciado mercado é cada vezmais ouvir o consumidor eatendê-lo, respeitando asespecificidades dos diversosmercados, o contratante deverámigrar para operadoresde grande “musculatura” eque possam responder rapidamentepor quaisquer demandas.“A principal mudançana ótica do contratante é


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA25EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006que o operador responda aosdesejos do seu cliente e, paratal, desenvolverá mecanismosde pressão transformandoo operador logístico nasua mais importante arma demercado. Se antes o contratanteolhava com temor essanova figura sob a alegaçãoque estaria abrindo ‘segredos’da empresa e que ficariarefém do operador, isso ficouno passado. Hoje as empresasde ponta cada vez maisaderem à figura do operadorlogístico como solução paraas freqüentes mudanças emuma economia globalizada,onde mercados cada vez maisexigentes e acirrada concorrênciaconspiram a favor dosmais ágeis e daqueles queentenderam que o mundomudou e que é preciso tercompetência para não sucumbir”,diz Montarroios.Para Eduardo Guimarãesde Assumpção, diretor comerciale operacional doGrupo Localfrio (Fone: 119997.3701), aquele que contrataquer saber, também,quem executa. “Mesmo queo coordenador assuma as responsabilidades,o problema,quando acontece, tem que serexplicado, tratado e resolvido,e neste momento o executortambém é chamado àmesa. Se assim já acontece,para que fingir que um só faztudo?”“Desta forma – prossegueo diretor –, o processo me pareceque acontecerá de maneiramais aberta, ou seja, ocoordenador deverá apresentaràquele que contrata seuserviço e aos seus parceiros,suas funções, suas qualificaçõestécnicas e operacionaise, uma vez homologados, estesserão contratados. A qualificaçãodos operadoreslogísticos estará na qualificaçãode seus parceiros.”Ainda para Assumpção,vai acabar a época de umprestador de serviço poucoqualificado estar presente emoperações importantes, mascaradoou escondido atrás debandeiras de alto prestígio,operando como subcontratadoa serviço daquele queganhou a concorrência ou foiescolhido pela sua estruturade informação.Por sua vez, GuilhermeSantos Severino, gerente dedesenvolvimento de negóciosda Menlo WorldwideLogística do Brasil (Fone: 113841.4441), diz que, sim, ocontratante também deverámudar sua visão da terceirizaçãodas operações logísticas,mesma opinião de MarcosRibeiro, sócio da BomfimLogística (Fone: 116406.0707), para quem deveráhaver uma maior profissionalizaçãopor parte das indústrias,selecionando com maisrigidez seus operadores ebuscando novos serviços.De acordo com Severino,da Menlo Worldwide, à medidaque a complexidade dasoperações logísticas das empresasvai aumentando, aumentatambém o grau de exigênciae os cuidados quese deve ter no momento de secontratar um operador logístico.“Há pouco tempo, bastavao operador ter algumainfra-estrutura física (espaço/galpão) para estar habilitadoa ser um prestador de serviços.Hoje, o que se esperade um operador logístico ébem mais do que isso. Envolvecapacitação em desenho,melhorias e gestão de processos,capacitação tecnológica(WMS/TMS, Análise, EDI,Barcoding, RFID, segurançade dados), gerenciamento deRH e de performance, infraestrutura(espaço/galpão,equipamentos, veículos, etc.),conhecimento fiscal/legal egerenciamento de riscos”,ressalta Severino.Vanderlei Cardoso deOliveira, gerente de logísticada Starlog Operador Logístico(Fone: 11 2142.5825),também concorda com a afirmativasobre este assunto.Afinal, de acordo com ele, ocontratante não quer somenteum PSL que ofereça reduçãode custos operacionais,mas, também, um prestadorde serviços que possa agregarestratégias ao seu negócioe oferecer competênciaoperacional e tecnológica quepossibilite aumentar seu market-sharepor meio de novoscanais de distribuição e/ou serviçosdiferenciados ainda nãodesenvolvidos pela concorrência.“A mesma febre que oscontratantes tiveram emsubstituir suas operaçõespróprias visando a terceirizaçãocomo forma primordialde minimizar seus custosestá superada. A nova visãoé ter uma operação logísticacom empresas que possamoferecer custo, benefícioe segurança ao contratante(agregar mais valor)”, avaliaJosé Carlos S. D’Agostini,diretor da Target Logistics(Fone: 11 2142.9009), concordandocom a afirmativa.“Sim, o tomador do serviçoterá que amarrar o contratoem cima de nível de serviço,ou seja, o operador deveráser remunerado combase em metas atingidas”,destaca Bento Miranda, diretorexecutivo de logística daTru Logística (Fone: 812121.8899).“Essa é a grande mudançapor trás desse cenário”,completa Roberto Kiss, dadiretoria de novos negóciosda Transportadora Binotto(Fone: 49 3221.1846).Segundo ele, “identificamosclientes em todos os estágiosda evolução do posicionamentologístico, desdeaqueles que fazem pura ‘gestãode fretes’ até aqueles queefetivamente buscam umagestão da Logística Integrada.Porém, todos passam por forteefeito da globalização e,sobretudo, da variação cambial,que leva o mercado a umabusca desenfreada por menorescustos, em detrimento atéda qualidade ou continuidadedo atendimento.”Ainda segundo o representanteda Binotto, comisso, se fortalece o mercadovirtual de logística, sobretudocom a prática de leilõesreversos, onde apenas o custoé relevante, uma vez queos participantes não têm umapré-qualificação que os coloqueno mesmo patamar emtermos de estrutura depessoal, investimentos emtecnologia, em ativos, emsistema de gestão, em capacidadee saúde financeira dasempresas.“Felizmente, essa tendênciajá foi superada em algumasempresas, que perceberamque esse modelo não sesustenta enquanto não houveruma efetiva abertura de informações,lastreamento porcontratos e relacionamentode longo prazo. Infelizmenteprevalece a questão culturalque está frustrando todasas projeções das grandesconsultorias em termos deprazo de transição e evoluçãodo mercado, que tem se mostradoextremamente resistente”,completa Kiss.Ricardo Hoerde, gerentegeral da ViaLOG (Fone: 513218.4420), acrescenta que émuito comum o contratantese preocupar exclusivamentecom o fornecedor direto,sem conhecer o seu formatode contratações. “Só conhecendoa estrutura global deoperação de um terceirizadopodemos medir os riscos donegócio. A terceirização é umcaminho sem volta em função,principalmente, da reduçãodos custos. Porém, o contratantedeve instalar um processomuito rigoroso, tantona seleção como no controlemensal das responsabilidadestotais (operacionais, trabalhistase tributárias) de umaempresa terceirizada. Esteprocesso acaba reduzindo osganhos, porém é infinitamenteinferior aos riscos futuros deuma má contratação”, conclui.Rodrigo Paglino, gerentede negócios do Grupo FasterBrasex - Unidade Logística(Fone: 11 4772.8006), alegaque, hoje, o contratante já possuiuma visão bastante críticae profissional sobre o assunto“terceirização em logística”.Atingiu, em pouco tempo,um grau de conhecimento eexigência bastante avançado,a ponto de se tornar uma dasforças mais importantes quepromove as mudanças nessesetor.Segundo o gerente de negócios,“o cliente deve manter-sesempre de olho nomercado em busca de soluçõescada vez mais específicasao seu segmento de atuaçãoe perfil de seus clientes,já que o mercado logísticodeixou de ser comoditizadoe esse movimento parece serirreversível”, completa.●


26EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAARTIGOImpostosa favor dacompetitividadeVocê já paroupara pensar que,do ponto devista logístico, produzirem Manaus para atendera um mercado consumidorconcentradonas regiões Sul e Sudesteé uma tremenda incoerência?E o que dizerdas empresas que fazemsua mercadoria “passear”milhares de quilômetrospara obter benefíciosfiscais? O que leva, então, as companhiasa tomar decisões como essas?No Brasil, o custo tributário costumaser um importante fator de competitividade,norteando as decisões sobre o localde instalação de fábricas e centros de distribuição,proximidade de portos, além dadefinição dos fluxos de mercadoria. Tratando-sede assunto vital para a saúde financeiradas organizações, alguns passose aspectos importantes devem ser observadospara que os impostos revertam embenefício da competitividade. O primeiropasso é nos convencermos de que issoé possível.Com margens apertadas, processoságeis e otimizados, concorrência comempresas sonegadoras e o governo insistindona manutenção da carga tributáriaem níveis alarmantes, as instituições sãoconstantemente pressionadas a reduzircustos. E uma das formas de fazê-lo érever todo o modelo de negócio, identificando-se,principalmente, a variáveltributária.O modelo tributário brasileiro é complexo– impostos federais, estaduais e municipais,regras que variam por categoriade produto, índices de nacionalização,localização dos fornecedores, origem edestino por tipo de transação, entre outrosfatores. Não bastassem as regras básicasde aplicação dos impostos (débito ecrédito e base de cálculo), ainda há as inúmerasexceções à regra (substituição tributária,políticas de financiamento de tributos,crédito presumido, entre outras)que são justamente as que fazem a diferença.E se não é fácil mapear todas asregras, imagine combiná-las em cenários!Para tornar essa tarefa factível, devemosprimeiramente selecionar alternativasminimamente viáveis, considerandoainda outros fatores, como localização dademanda e fornecedores. Somente paraos cenários que passaram por esse filtroinicial levantam-se as regras (eexceções) tributárias.Um aspecto fundamental, muitasvezes negligenciado por algumasempresas, é olhar toda a cadeiade abastecimento, levando emconta não só as alterações em custo,mas também em receita. Dependendodo modelo tributário, hátambém um impacto para o clienteque deve ser avaliado. Por exemplo,se em determinado modelo aindústria passa a pagar menosICMS e o cliente tem exatamentea mesma redução no crédito desse imposto,essa diferença não pode ser consideradacomo ganho, uma vez que o clientecertamente irá exigir a redução no valorfaturado e a redução na receita será igualà redução de custos.Com as informações tributárias jáconhecidas é possível estruturar ummodelo de simulação que combine essasvariáveis de impostos com outras queimpactem a competitividade, como custode produção, disponibilidade e qualificaçãode mão-de-obra em cada região,disponibilidade de energia, localizaçãodos fornecedores e infra-estrutura deserviços, entre outros. Deve-se buscar amelhor relação custo (incluindo custotributário) e nível de serviço.Finalmente, devemos levar em contaque decisões como localização de fábricas,de centros de distribuição ou de portosde importação geralmente implicamem investimentos significativos e impactoem pessoas, devendo, portanto, estarmuito bem sustentadas. Uma boa formade ter essa segurança é por meio de análisesde sensibilidade de algumas variáveis,principalmente daquelas com maioresprobabilidades de mudança, como as regrastributárias, tendo em vista a velocidadecom que essas regras mudam noBrasil.Enfim, fazer uma análise profunda domodelo de negócio, considerando oportunidadestributárias, é tarefa que nãocostuma atrair os executivos, justamentepela complexidade e aridez do trabalho.Mas pode fazer toda a diferença eimpactar positivamente na competitividade.Se o seu modelo for mais eficienteque o dos concorrentes, seguramenteos impostos serão revertidos a favor desua empresa.Bruno Zanni - Consultor da Integrationbzanni@integration.com.br


JORNAL• •LogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA27EDIÇÃO Nº52—JUNHO—2006Notíciasr á p i d a sCompanhiaBandeirantesadota softwaresda Sisplan paragerenciamento dearmazénsA Companhia Bandeirantesde Armazéns Gerais acabade instalar softwares desenvolvidospela Sisplan Processamentode Dados (114221.1844), de São Caetanodo Sul, SP, para o gerenciamentode quatro armazénsinstalados em Santos: doisgerais e dois que atuam noregime Redex (Recinto Especialpara Despacho Aduaneirode Exportação). Em todoseles foi instalado o SISWMS,sistema de controle que utilizacoletores de dados portáteise código de barras e atendea todas as exigências paraoperação no regime Redex. ABandeirantes já utiliza oSISWMS para o gerenciamentode seus armazéns localizadosnos bairros doIpiranga e Jaguaré, na capitalpaulista. “O SISWMS tambémoferece outros diferenciais,como o acesso às informaçõesde estoque via internete a integração aos softwarescorporativos e do clientefinal”, afirma Mário BartolletiJr., diretor da Sisplan.DM lançaViagem RápidaA DM Transporte e LogísticaInternacional (Fone: 51 3481.7100) acaba de lançar o ViagemRápida DM. “Com estenovo serviço, as cargas sãoentregues na hora e no localescolhidos pelo cliente, nomenor tempo e com melhorcusto global. O objetivo é reduziro transit time e gerarmaior produtividade na operação”,explica o diretor deoperações DM, José MarceloDossa. Esta nova modalidadede transporte proporcionavantagens para ambosos lados: o cliente paga menospor um serviço mais rápido,com a conseqüente reduçãode seus estoques, e a DMobtém uma melhor margemde lucro, mesmo cobrando tarifasmenores.

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