Demonstração Financeira 2011 - Zagope

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Demonstração Financeira 2011 - Zagope

As contas


Demonstrações financeiras

em 31 de dezembro de 2011


Balanços

em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010

montantes em milhares de euros

RUBRICAS Notas 31-12-2011 31-12-2010

ATIVO

Ativo não corrente:

Ativos fixos tangiveis 8 86.599 100.617

Ativos intangiveis 7 636 -

Participacões financeiras - método de equivalência patrimonial 10 14 4.656

Participacões financeiras - outros métodos 10 608 600

Ativos por impostos diferidos 11 112 69

Total do ativo não corrente 87.969 105.943

Ativo corrente:

Inventários 12 9.174 2.260

Clientes 13 229.190 124.793

Adiantamento a fornecedores 4.884 4.804

Estado e outros entes públicos 14 2.461 4.974

Acionistas / sócios 6 91.997 90.551

Outras contas a receber 15 88.337 123.642

Diferimentos 16 5.216 4.290

Caixa e depósitos bancários 4 179.872 283.438

Total do ativo corrente 611.132 638.752

TOTAL DO ATIVO 699.101 744.695

CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO

Capital próprio:

Capital realizado 17 50.000 50.000

Prestações suplementares e outros instrumentos de capital próprio 75.928 75.928

Reservas legais 18 3.448 3.155

Resultados transitados 14.911 9.836

Ajustamentos em ativos financeiros (488) 811

Excedentes de revalorização 66 66

Outras variações no capital próprio (7.630) 42

Resultado líquido do período (10.166) 5.865

Passivo:

Total do capital próprio 126.069 145.702

Passivo não corrente:

Provisões 19 7.904 6.973

Financiamentos obtidos 20 155.949 147.734

Passivos por impostos diferidos 11 2.516 2.640

Total do passivo não corrente 166.370 157.347

Passivo corrente:

Fornecedores 67.436 100.864

Adiantamento de clientes 89.222 115.243

Estado e outros entes públicos 14 2.677 1.328

Acionistas / sócios 6 112.880 56.879

Financiamentos obtidos 20 89.897 92.476

Outras contas a pagar 21 23.752 30.561

Diferimentos 16 20.798 44.295

Total do passivo corrente 406.662 441.646

Total do passivo 573.032 598.993

TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO 699.101 744.695

As notas anexas fazem parte integrante do Balanço para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Eng. Leandro de Aguiar

Eng. Arnaldo José Gomes

Eng. Clovis Martines

Dr. José Francisco Cadório Ferreira Lino

Eng. José Nicomedes Moreira

Dr. Pedro Augusto de Jesus Ricco

Eng. Remo Loschi Brunelli Filho

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS

Dr. Miguel Alexandre Martins Cardoso dos Santos Barreiros (TOC n o 45.224)

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ZAGOPE Relatório e Contas 2011


Demonstrações dos resultados por naturezas

em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010

montantes em milhares de euros

RUBRICAS Notas 2011 2010

RENDIMENTOS E GASTOS

Vendas e serviços prestados 23 506.386 625.235

Ganhos / Perdas imputados de subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos 10 (4.993) (775)

Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas 12 (66.931) (81.901)

Fornecimentos e serviços externos 24 (325.897) (425.634)

Gastos com pessoal 25 (59.490) (55.270)

Imparidade de dívidas a receber (perdas / reversões) 26 93

Provisões (aumentos/reduções) (227) 408

Outros rendimentos e ganhos 26 20.385 34.726

Outros gastos e perdas 27 (26.736) (20.920)

Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos 42.523 75.961

Gastos / reversões de depreciação e de amortização 8 (44.800) (43.491)

Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos) (2.277) 32.470

Juros e rendimentos similares obtidos 28 38.013 25.690

Juros e gastos similares suportados 28 (43.441) (47.676)

Resultado antes de impostos (7.705) 10.484

Imposto sobre o rendimento do período 29 (2.461) (4.619)

RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO (10.166) 5.865

As notas anexas fazem parte integrante da Demonstração dos resultados por naturezas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011.

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Demonstrações de fluxos de caixa

em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010

montantes em milhares de euros

RUBRICAS NOTAS 2011 2010

Fluxos de caixa das atividades operacionais

Recebimentos de clientes 404.955 602.038

Pagamentos a fornecedores (468.361) (485.953)

Pagamentos ao pessoal (53.913) (43.152)

Caixa gerada pelas operações (117.318) 72.933

Outros recebimentos/pagamentos 49.472 23.278

Fluxos de caixa das atividades de investimento

Pagamentos respeitantes a:

Fluxos de caixa das atividades operacionais (1) (67.846) 96.211

Ativos fixos tangíveis (3.519) (5.567)

Investimentos financeiros (7) -

Outros ativos -

Recebimentos provenientes de:

(28.000)

Ativos fixos tangíveis 21 135

Juros e rendimentos similares 7.285 5.701

Dividendos -

Fluxos de caixa das atividades de investimento (2) 3.779 (27.731)

Fluxos de caixa das atividades de financiamento

Recebimentos provenientes de:

Financiamentos obtidos 79.500 61.750

Realizações de capital e de outros instrumentos de capital próprio -

Pagamentos respeitantes a:

-

18.378

Financiamentos obtidos (55.597) (31.938)

Juros e gastos similares (23.259) (12.941)

Dividendos -

(18.378)

Outras operações de financiamento (38.568) (31.966)

Fluxos de caixa das atividades de financiamento (3) (37.924) (15.095)

Variação de caixa e seus equivalentes (1+2+3) (101.991) 53.385

Efeito das diferenças de câmbio (1.574) (2.486)

Caixa e seus equivalentes no ínicio do período 4 283.438 232.539

Caixa e seus equivalentes no fim do período 4 179.872 283.438

As notas anexas fazem parte integrante da Demonstração de fluxos de caixa para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011.

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ZAGOPE Relatório e Contas 2011


Demonstrações das alterações no capital próprio

em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010

DESCRIÇÃO

POSIÇÃO EM 01.01.2010 6 50.000

ALTERAÇÕES NO PERÍODO

Primeira adoção de novo referencial contabilístico -

Diferenças de conversão de demonstrações financeiras -

Outras alterações reconhecidas no capital próprio 18 -

7 -

RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO 8

RESULTADO INTEGRAL 9=7+8

OPERAÇÕES COM DETENTORES DE CAPITAL NO PERÍODO

Distribuições -

Outras operações -

10 -

POSIÇÃO EM 31.12.2010 11=6+7+8+10 50.000

POSIÇÃO EM 01.01.2011 6 50.000

ALTERAÇÕES NO PERÍODO

Primeira adoção de novo referencial contabilístico -

Diferenças de conversão de demonstrações financeiras -

Outras alterações reconhecidas no capital próprio 18 -

7 -

RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO 8

RESULTADO INTEGRAL 9=7+8

OPERAÇÕES COM DETENTORES DE CAPITAL NO PERÍODO

Distribuições -

Outras operações -

10 -

POSIÇÃO EM 31.12.2011 11=6+7+8+10 50.000

As notas anexas fazem parte integrante da Demonstração de alterações no capital próprio para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011.

NOTAS

CAPITAL

REALIZADO


OUTROS

INSTRUMENTOS

DE CAPITAL

PRÓPRIO

CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍDO AOS DETENTORES DO CAPITAL DA EMPRESA-MÃE

RESERVAS

LEGAIS

RESULTADOS

TRANSITADOS

AJUSTAMENTOS

EM ATIVOS

FINANCEIROS

EXCEDENTES DE

REVALORIZAÇÃO

OUTRAS

VARIAÇÕES DO

CAPITAL PRÓPRIO

RESULTADO

LÍQUIDO DO

PERÍODO

montantes em milhares de euros

57.549 1.793 9.913 46 66 42 26.910 146.319 146.319

- - 30 - - - - 30 30

- - (107) 765 - - - 658 658

- 1.362 - - - - (8.532) (7.170) (7.170)

- 1.362 (77) 765 - - (8.532) (6.482) (6.482)

TOTAL

TOTAL DO CAPITAL

PRÓPRIO

5.865 5.865 5.865

(2.667) (2.667) (2.667)

- - - - - - (18.378) (18.378) (18.378)

18.378 - - - - - - 18.378 18.378

18.378 - - - - - (18.378) - -

75.928 3.155 9.836 811 66 42 5.865 145.702 145.702

75.928 3.155 9.836 811 66 42 5.865 145.702 145.702

- - - - - - - - -

- - - - - - - - -

- 293 5.075 (1.299) - (7.672) (5.865) (9.468) (9.468)

- 293 5.075 (1.299) - (7.672) (5.865) (9.468) (9.468)

(10.166) (10.166) (10.166)

(16.031) (16.031) (16.031)

- - - - - - - - -

- - - - - - - - -

- - - - - - - - -

75.928 3.448 14.911 (488) 66 (7.630) (10.166) 126.069 126.069

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ZAGOPE Relatório e Contas 2011


Anexo às demonstrações financeiras

em 31 de dezembro de 2011


1. Nota introdutória

A ZAGOPE – CONSTRUÇÕES E ENGENHARIA, S.A. (“Empresa”) com sede em Oeiras, no Lagoas Park, Edi-

fício 6 1º piso, foi constituída em 13 de janeiro de 1967, tendo por objeto a execução direta, por conta de outrem

ou ainda em participação com terceiros, de quaisquer obras públicas e particulares, a realização de estudos

técnicos, assim como quaisquer operações industriais e comerciais, e ainda o exercício de qualquer outro ramo

de comércio, excetuando aqueles para os quais seja necessária autorização especial.

O capital da Empresa é detido exclusivamente pela ZAGOPE, SGPS, S.A., sendo as operações da Empresa influen-

ciadas por decisões tomadas ao nível do Grupo ANDRADE GUTIERREZ (“Grupo”), o qual detém aquela entidade.

Estas demonstrações financeiras individuais foram aprovadas pelo Conselho de Administração sendo opinião

que estas demonstrações financeiras refletem de forma verdadeira e apropriada as operações da ZAGOPE,

bem como a sua posição e performance financeira e fluxos de caixa.

2. Referencial contabilístico de preparação das

demonstrações financeiras

2.1 Base de preparação

As demonstrações financeiras anexas estão em conformidade com todas as normas que integram o Sistema

de Normalização Contabilística (SNC). Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas a Estrutura

Concetual (aviso n.º 15652/2009) as Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras (decreto-lei

n.º 158/2009), os Modelos de Demonstrações Financeiras (portaria n.º 986/2009), o Código de Contas (portaria

n.º 1011/2009), as Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF) (aviso n.º 15655/2009) e as Normas

Interpretativas (aviso n.º 15653/2009).

Sempre que o SNC não responda a aspetos particulares de transações ou situações, são aplicadas supletiva-

mente e pela ordem indicada, as Normas Internacionais de Contabilidade, adotadas ao abrigo do Regulamento

(CE) n.º 1606/2002, de 19 de julho; as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS) e as Normas Internacionais

de Relato Financeiro (IFRS), emitidas pelo IASB, e respetivas interpretações (SIC-IFRIC).

2.2 Derrogação das disposições do SNC

Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas demonstrações financeiras, quaisquer casos

excecionais que implicassem diretamente a derrogação de qualquer disposição prevista pelo SNC.

2.3 Comparabilidade das demonstrações financeiras

Os elementos constantes nas presentes demonstrações financeiras são comparáveis com os do exercício anterior,

sendo que no entanto, devido à reestruturação ocorrida ao nível do Grupo, até ao ano de 2010, a ZAGOPE incorporava

nas suas demonstrações financeiras as rubricas de resultados das Sucursais ANDRADE GUTIERREZ sob

sua gestão, o que deixou de se verificar em 2011.

3. Principais políticas contabilísticas

As principais políticas de contabilidade aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras são as que

abaixo se descrevem. Estas políticas foram consistentemente aplicadas a todos os exercícios apresentados,

salvo indicação contrária.

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ZAGOPE Relatório e Contas 2011


3.1 Bases de apresentação

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a

partir dos livros e registos contabilísticos da empresa, mantidos de acordo com as NCRF em vigor à data da

elaboração das demonstrações financeiras.

3.2 Conversão cambial

Moeda funcional e de apresentação

As demonstrações financeiras da ZAGOPE e respetivas notas deste anexo são apresentadas em milhares de

euros, salvo indicação explícita em contrário, por esta ser a moeda principal das operações da Empresa.

Transações e saldos

Na preparação das demonstrações financeiras, os ativos e passivos de entidades estrangeiras expressas em

moeda estrangeira foram convertidos para euros, ao câmbio de 30 de dezembro de 2011 (taxa de câmbio à data

de balanço). Os rendimentos e gastos do exercício foram convertidos para euros à taxa média anual. As diferenças

de câmbio resultantes da aplicação destas taxas comparativamente aos valores anteriores foram refletidas

como uma componente separada do capital próprio.

No caso de liquidação ou de cessão da totalidade ou de parte da participação, as diferenças de transposição,

são integradas nos resultados.

Cotações utilizadas

As cotações de moeda estrangeira utilizadas para conversão de saldos expressos em moeda estrangeira, foram

como segue:

Cotação moeda estrangeira

País Moeda 2011 2010

Angola AOA 133,9285 122,3550

Argélia DZD 98,3583 102,8565

Brasil BRL 2,4159 2,2177

Comunidade Económica Monetária África Central * XAF 655,9570 655,9570

Emirados Árabes Unidos AED 4,7524 4,4822

Estados Unidos da América USD 1,2939 1,3362

Líbia LYD 1,6187 1,6749

Mauritânia MRO 374,0920 369,4200

Moçambique MZM 34,9600 43,5900

Qatar QAR 4,7116 -

República da Guiné GNF 9.574,8600 8.230,0300

República do Gana

* Inclui Camarões, República do Congo, Guiné Equatorial e Mali

GHS 2,0944 -

3.3 Ativos fixos tangíveis

Os ativos tangíveis encontram-se valorizados ao custo deduzido das depreciações acumuladas e eventuais perdas

por imparidade. Este custo inclui o custo estimado à data de transição para o SNC, e os custos de aquisição

para ativos obtidos após essa data.

O custo de aquisição inclui o preço de compra do ativo, as despesas diretamente imputáveis à sua aquisição

e os encargos suportados com a preparação do ativo para que se encontre na sua condição de utilização. Os

custos incorridos com empréstimos obtidos para a construção de ativos tangíveis são reconhecidos como parte

do custo de construção do ativo.

Os custos subsequentes incorridos com renovações e grandes reparações, que façam aumentar a vida útil, ou a

capacidade produtiva dos ativos são reconhecidos no custo do ativo ou reconhecidos como um ativo separado,


conforme apropriado, apenas quando for provável que os benefícios económicos futuros que lhe estão associa-

dos fluam para a entidade e quando o custo poder ser mensurado com fiabilidade; a quantia escriturada da parte

substituída é desreconhecida do Balanço.

Os dispêndios com reparações, inspeções e reparações de natureza corrente, que não aumentem a vida útil

dos ativos nem resultem em melhorias significativas nos elementos dos ativos fixos tangíveis, são reconhecidos

como gasto do período em que incorridos.

Os custos a suportar com a desmontagem, desmantelamento ou remoção de ativos, quando se traduzam em

montantes significativos, serão considerados como parte do custo inicial dos respetivos ativos.

As depreciações são calculadas, após a data em que os bens estejam disponíveis para serem utilizados, pelo

método da linha reta, em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens. Os terrenos

não são depreciados. As taxas de depreciação utilizadas, nos restantes ativos, correspondem aos seguintes

períodos de vida útil estimada (em anos):

Edifícios e outras construções 10 a 50

Equipamento básico 2 a 15

Equipamento de transporte 2 a 10

Equipamento administrativo 2 a 10

Outros ativos tangíveis (em função da vida útil estimada)

As vidas úteis dos ativos são revistas em cada data de relato financeiro, para que as depreciações praticadas

estejam em conformidade com os padrões de consumo dos ativos. Existindo algum indício de que se verificou

uma alteração significativa da vida útil ou da quantia residual de um ativo, é revista a depreciação desse ativo de

forma prospetiva para refletir as novas expetativas.

Sempre que existam indícios de perda de valor dos ativos fixos tangíveis, são efetuados testes de imparidade,

de forma a estimar o valor recuperável do ativo, e quando necessário registar uma perda por imparidade. O

valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o preço de venda líquido e o valor de uso do ativo,

sendo este último calculado com base no valor atual dos fluxos de caixa futuros estimados, decorrentes do uso

continuado e da alienação do ativo no fim da sua vida útil.

As mais ou menos valias resultantes da alienação ou abate do ativo fixo tangível são determinadas como a

diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo reconhecidos

na demonstração dos resultados nas rubricas “Outros rendimentos e ganhos” ou “Outros gastos

e perdas”.

3.4 Ativos intangíveis

Os ativos intangíveis adquiridos separadamente são registados ao custo deduzido de amortizações e perdas

por imparidade acumuladas. As amortizações são reconhecidas numa base linear durante a vida útil estimada

dos ativos intangíveis. As vidas úteis e método de amortização dos vários ativos intangíveis são revistos

anualmente, sendo o efeito das alterações a estas estimativas reconhecido na demonstração dos resultados

prospetivamente.

Os ativos intangíveis (independentemente da forma como são adquiridos ou gerados) com vida útil indefinida

não são amortizados, sendo sujeitos a testes de imparidade com uma periodicidade anual, ou então sempre que

haja uma indicação de que o ativo possa estar em imparidade.

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ZAGOPE Relatório e Contas 2011


3.5 Imparidade de ativos

À data de cada relato, e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem

que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperável, é efetuada uma avaliação de

imparidade dos ativos fixos tangíveis e intangíveis.

Os ativos com vida útil finita são testados para imparidade sempre que eventos ou alterações nas condições

envolventes indiquem que o valor pelo qual se encontram registados nas demonstrações financeiras não seja

recuperável.

Sempre que o valor recuperável determinado é inferior ao valor contabilístico dos ativos, a Empresa avalia se a

situação de perda assume um carácter permanente e definitivo, e se for esse o caso, regista a respetiva perda

por imparidade. Nos casos em que a perda não é considerada permanente e definitiva, é feita a divulgação das

razões que fundamentam essa conclusão. As perdas por imparidade são registadas na demonstração dos resultados

na rubrica “Imparidade de investimentos depreciáveis/amortizáveis (perdas/reversões)”, ou na rubrica

“Imparidade de dívidas a receber (perdas/reversões)”, caso a mesma respeite a ativos não depreciáveis.

O valor recuperável é o maior entre o justo valor do ativo deduzido dos custos de venda e o seu valor de uso. O

preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades

independentes e conhecedoras, deduzido dos custos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o

valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do ativo

e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada ativo, individualmente

ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o ativo pertence. Para a

determinação da existência de imparidade, os ativos são alocados ao nível mais baixo para o qual existem fluxos

de caixa separados identificáveis (unidades geradoras de caixa).

Quando há lugar ao registo ou reversão de imparidade, a amortização e depreciação dos ativos são recalcula-

das prospetivamente de acordo com o valor recuperável. A reversão de perdas por imparidade reconhecidas

em exercícios anteriores é registada quando se conclui que as perdas por imparidade reconhecidas anteriormente

já não existem ou diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração

dos resultados na rubrica supra referida. A reversão da perda por imparidade é efetuada até ao limite da quantia

que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse

registado em exercícios anteriores.

3.6 Participações financeiras

As participações financeiras em empresas conjuntamente controladas, com particular ênfase para os Agrupamentos

Complementares de Empresas (ACE’s), foram integradas nas demonstrações financeiras pelo método

de consolidação proporcional, desde a data em que o controlo é partilhado.

De acordo com a NCRF13 e a NCRF15 e segundo os procedimentos de consolidação, os itens idênticos de

ativos, passivos, rendimentos e ganhos e gastos e perdas são adicionados rubrica a rubrica nas demonstrações

financeiras individuais, na proporção do controlo atribuível à Empresa.

As transações, saldos e dividendos entre empresas são eliminadas, no processo de consolidação, por inteiro.

Sempre que necessário, são efetuados ajustamentos às demonstrações financeiras das entidades conjuntamente

controladas para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas na Empresa.

A classificação dos investimentos financeiros em empresas conjuntamente controladas é determinada com

base em acordos contratuais que regulamentam o controlo conjunto, na percentagem efetiva de detenção e/ou

nos direitos de voto detidos.


A rubrica “Participações financeiras – outros métodos” inclui os investimentos em participadas na qual a em-

presa não exerce controlo (o que ocorreria se a empresa controlasse direta ou indiretamente, mais de 50%

dos direitos de voto em Assembleia Geral ou detivesse o poder de controlar as suas políticas financeiras e

operacionais) nem influência significativa (o que ocorreria se a empresa participasse nas decisões financeiras

e operacionais da empresa o que geralmente ocorre nos investimentos que representam entre 20% a 50% do

capital de uma empresa).

As participações financeiras são relevadas ao custo subtraído de qualquer perda por imparidade acumulada. Os

dividendos são reconhecidos quando se estabelece o direito ao respetivo recebimento por parte da empresa, e

são relevados em “Juros e outros rendimentos similares”.

3.7 Clientes e outras contas a receber

As rubricas de “Clientes e Outras contas a receber” constituem direitos a receber pela prestação de serviços

ou outros débitos no decurso normal do negócio da ZAGOPE. Estes direitos são reconhecidos inicialmente

ao justo valor, sendo subsequentemente mensuradas ao custo amortizado, deduzido de ajustamentos por

imparidade (quando aplicável). Sempre que exista um acordo formal para o diferimento dos montantes a

receber, o justo valor da retribuição é determinado de acordo com o método da taxa de juro efetiva, que

corresponde à taxa que desconta exatamente os recebimentos de caixa futuros estimados pelo prazo de

reembolso previsto.

As perdas por imparidade dos clientes e contas a receber são registadas, sempre que exista evidência objetiva

de que os mesmos não são recuperáveis conforme os termos iniciais da transação. As perdas por imparidade

identificadas são registadas na demonstração dos resultados, em “Ajustamento de contas a receber”, sendo

subsequentemente revertidas por resultados, caso os indicadores de imparidade deixem de se verificar. Para

tal, a entidade tem em consideração informação de mercado que demonstre que o cliente está em incumprimento

das suas responsabilidades, bem como informação histórica dos saldos vencidos e não recebidos.

3.8 Caixa e equivalentes de caixa

O caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, depósitos bancários, e descobertos bancários. Os descobertos

bancários são apresentados no Balanço, no passivo corrente, na rubrica “Financiamentos obtidos”.

3.9 Capital social

O capital social é totalmente detido pela ZAGOPE SGPS, S.A., sendo que foi realizado o montante de 50.000

milhares de euros.

3.10 Inventários

As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao custo de aquisição, deduzido

do valor dos descontos de quantidade concedidos pelos fornecedores, o qual é inferior ao respetivo valor

de mercado. O custo de aquisição inclui as despesas incorridas até ao armazenamento, utilizando-se o Custo

Médio Ponderado como fórmula de custeio, em sistema de inventário permanente.

3.11 Contratos de construção

A entidade adota a NCRF 19 – Contratos de Construção no reconhecimento dos contratos celebrados com

os seus clientes. Assim, sempre que o desfecho de um contrato puder ser determinado com alguma fiabilidade,

a entidade adota o método da percentagem de acabamento/grau de acabamento para reconhecer o

rédito associado ao contrato. Para determinar a percentagem de acabamento, a entidade recorre aos autos

de medida, bem como ao grau de incorporação de materiais na obra, de modo a avaliar o nível de execução

da mesma. Este método consiste no reconhecimento do rédito na mesma proporção do nível de execução

do trabalho.

78

79

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


Ao invés, quando o desfecho de um contrato não é determinado com alguma fiabilidade, então é adotado o método do

lucro nulo, que consiste, fundamentalmente, no reconhecimento do rédito até ao limite do valor dos gastos incorridos.

3.12 Passivos financeiros

A ZAGOPE classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado, os passivos financeiros:

i) cujo prazo seja à vista ou tenham maturidade definida;

ii) cujo reembolso seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável correspondente a um indexante

de mercado;

iii) e que não possuam nenhuma cláusula contratual da qual possa resultar uma alteração à responsabilidade

pelo reembolso do valor nominal e do juro acumulado a pagar, como sejam os financiamentos obtidos,

contas a pagar (fornecedores, outros credores, etc.) e instrumentos de capital próprio.

O gasto de juros a reconhecer em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro

efetiva, que corresponde à taxa que desconta exatamente os pagamentos de caixa futuros estimados durante a

vida esperada do instrumento financeiro.

Os passivos financeiros (ou parte de um passivo financeiro) são desreconhecidos quando se extinguem, isto é,

quando a obrigação estabelecida no contrato é liquidada, cancelada ou expira.

3.13 Empréstimos obtidos

Os financiamentos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de custos de transação e montagem

incorridos. Os financiamentos são subsequentemente apresentados ao custo amortizado sendo a diferença

entre o valor nominal e o justo valor inicial reconhecida na demonstração dos resultados ao longo do período

do empréstimo, utilizando o método da taxa de juro efetiva.

Os financiamentos obtidos são classificados no passivo corrente, exceto se a ZAGOPE possuir um direito in-

condicional de diferir o pagamento do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço, sendo neste

caso classificados no passivo não corrente.

Os custos com empréstimos obtidos são reconhecidos como gasto na demonstração dos resultados do exercí-

cio de acordo com o pressuposto do acréscimo, regra geral.

3.14 Locações

A classificação das locações financeiras ou operacionais é realizada em função da substância dos contratos

em causa e não da sua forma. Assim sendo, as locações de ativos fixos tangíveis, relativamente às quais a

ZAGOPE detém substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade do ativo são classificados

como locações financeiras. São igualmente classificadas como locações financeiras os acordos em que a

análise de uma ou mais situações particulares do contrato aponte para tal natureza. Todas as outras locações

são classificadas como locações operacionais.

As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor entre o justo valor do ativo locado

e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação, cada um determinado à data de início do contrato. A

dívida resultante de um contrato de locação financeira é registada líquida de encargos financeiros, na rubrica de

“Financiamentos obtidos”. Os encargos financeiros incluídos na renda e a depreciação dos ativos locados, são

reconhecidos na Demonstração dos resultados, no período a que dizem respeito.

Os ativos tangíveis adquiridos através de locações financeiras são depreciados pelo menor entre o período de

vida útil do ativo e o período da locação, quando a ZAGOPE não tem opção de compra no final do contrato, ou

pelo período de vida útil estimado quando a Empresa tem a intenção de adquirir os ativos no final do contrato.


Nas locações consideradas operacionais, as rendas a pagar são reconhecidas como gasto na demonstração

dos resultados numa base linear, durante o período da locação.

3.15 Rédito

O rédito corresponde ao justo valor do montante recebido ou a receber relativo aos serviços prestados no decurso

normal da atividade da Sociedade. O rédito da prestação de serviços é reconhecido na demonstração de

resultados com referência à fase de acabamento da prestação de serviços à data do balanço.

O rédito é apresentado líquido de quaisquer montantes reais, estimados ou ambos relativos a descontos

comerciais, descontos de quantidade e descontos de pré-pagamento. Estes montantes são estimados com

base em informações históricas, termos contratuais específicos ou das expetativas futuras relativamente à

evolução do rédito, e são deduzidos no momento em que o rédito é reconhecido, mediante a contabilização

de passivos e/ou provisões apropriadas. Sempre que exista um acordo formal para o diferimento dos montantes

a receber, o justo valor da retribuição é determinado de acordo com o método da taxa de juro efetiva,

que corresponde à taxa que desconta exatamente os recebimentos de caixa futuros estimados pelo prazo de

reembolso previsto.

O rédito proveniente da venda de bens apenas é reconhecido quando:

i. são transferidos para o comprador os riscos e vantagens significativos da propriedade dos bens;

ii. não seja mantido um envolvimento continuado de gestão com grau geralmente associado com a posse ou

o controlo efetivo dos bens vendidos;

iii. a quantia do rédito possa ser fiavelmente mensurada;

iv. seja provável que os benefícios económicos associados com as transações fluam para a empresa; e

v. os custos incorridos ou a serem incorridos referentes à transação possam ser mensurados com fiabilidade.

As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização,

pelo justo valor do montante recebido ou a receber.

As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o pressuposto do acréscimo pelo que são reco-

nhecidas à medida que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas.

As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são

registadas nas rubricas de “Diferimentos” ou “Outras contas a pagar ou a receber”.

Quando o grau de acabamento/execução/produção é superior à percentagem de faturação emitida, a ZAGOPE

reconhece a diferença numa conta de devedores por acréscimo. Ao invés, isto é, se a faturação for superior ao

grau de acabamento, então a entidade reconhece a diferença numa conta de rendimentos a reconhecer.

3.16 Provisões

As provisões são reconhecidas quando a Empresa tem: i) uma obrigação presente, legal ou construtiva resultante

de eventos passados; ii) para a qual seja necessário um dispêndio de recursos internos no pagamento

dessa obrigação; e iii) o montante possa ser estimado com razoabilidade. Sempre que um dos critérios não seja

cumprido ou a existência da obrigação esteja condicionada à ocorrência (ou não ocorrência) de determinado

evento futuro, a ZAGOPE divulga tal facto como um passivo contingente, salvo se a avaliação da exigibilidade

da saída de recursos para pagamento do mesmo seja considerada remota.

As provisões são mensuradas ao valor presente dos dispêndios estimados para liquidar a obrigação utilizando

uma taxa antes de impostos, que reflete a avaliação de mercado para o período do desconto e para o risco da

provisão em causa.

80

81

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


As provisões são revistas na data de cada demonstração da posição financeira e ajustadas de modo a refletir a

melhor estimativa a essa data.

3.17 Imposto sobre o rendimento

O imposto sobre rendimento do período compreende os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos

sobre o rendimento são registados na demonstração dos resultados, exceto quando estão relacionados com

itens que sejam reconhecidos diretamente nos capitais próprios. O valor de imposto corrente a pagar, é determinado

com base no resultado antes de impostos, ajustado de acordo com as regras fiscais em vigor.

Os impostos diferidos são reconhecidos com base na responsabilidade de balanço, considerando as diferenças

temporárias resultantes da diferença entre a base fiscal de ativos e passivos e os seus valores nas demonstrações

financeiras.

Os impostos diferidos são calculados com base na taxa de imposto em vigor ou já oficialmente comunicada à

data do balanço, e que se estima que seja aplicável na data da realização dos impostos diferidos ativos ou na

data do pagamento dos impostos diferidos passivos.

Os impostos diferidos ativos são reconhecidos na medida em que seja provável que existam lucros tributáveis

futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária. Os impostos diferidos passivos são reconhecidos

sobre todas as diferenças temporárias tributáveis, exceto as relacionadas com: i) o reconhecimento inicial do

goodwill; ou ii) o reconhecimento inicial de ativos e passivos, que não resultem de uma concentração de atividades,

e que à data da transação não afetem o resultado contabilístico ou fiscal.

No final de cada período é efetuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sem-

pre que deixe de ser provável a sua utilização futura.

3.18 Compensação de saldos e transações

Os ativos, passivos, rendimentos e gastos não são compensados salvo se exigidos ou permitidos pelas NCRF.

3.19 Julgamentos e estimativas

As estimativas e julgamentos com impacto nas demonstrações financeiras da ZAGOPE são continuamente

avaliados, representando à data de cada relato a melhor estimativa do Conselho de Administração, tendo em

conta o desempenho histórico, a experiência acumulada e as expetativas sobre eventos futuros que, nas circunstâncias

em causa, se acreditam serem razoáveis.

A natureza intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que haviam sido alvo de

estimativa possam, para efeitos de relato financeiro, vir a diferir dos montantes estimados. As estimativas contabilísticas

mais significativas refletidas nas demonstrações financeiras incluem:

• Vidas úteis dos ativos fixos tangíveis e intangíveis;

• Análise de imparidade, nomeadamente de contas a receber;

• Provisões.

As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações

financeiras e com base no melhor conhecimento e na experiência de eventos passados e/ou

correntes. No entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data,

não foram consideradas nessas estimativas. As alterações a essas estimativas, que ocorram posteriormente

à data das demonstrações financeiras, serão corrigidas na demonstração de resultados de forma prospetiva.


3.20 Acontecimentos subsequentes

Os acontecimentos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que exis-

tam à data do balanço são refletidos nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que

proporcionem informação sobre condições que ocorram após a data do balanço são divulgados nas demonstrações

financeiras, se forem considerados materiais.

3.21 Especialização dos exercícios

Os gastos e rendimentos são registados no período a que se referem, independentemente do seu pagamento

ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização dos exercícios. As diferenças entre

os montantes recebidos e pagos e os correspondentes rendimentos e gastos são reconhecidas como ativos ou

passivos, se se qualificarem como tal.

4. Fluxos de caixa

4.1 Desagregação dos valores inscritos na rubrica de caixa e depósitos

bancários

A caixa e seus equivalentes inclui: numerário, depósitos bancários imediatamente mobilizáveis e aplicações de

tesouraria no mercado monetário, líquidos de descobertos bancários e de outros financiamentos de curto prazo

equivalentes, apresentam os seguintes valores:

2011 2010

Caixa 5.360 3.578

Depósitos bancários 174.513 279.859

179.872 283.438

O detalhe do montante considerado como saldo final na rubrica de “Caixa e equivalentes de caixa” para efeitos da

elaboração da demonstração dos fluxos de caixa para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 é como segue:

2011 2010

Numerário

Caixa

Depósitos bancários

5.360 3.578

Depósitos à ordem 75.193 56.618

Depósitos a prazo 99.319 223.242

174.513 279.859

179.872 283.438

5. Politicas contabilísticas, alterações nas

estimativas contabilísticas e erros

Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 não ocorreram alterações de políticas contabilísticas, face

às consideradas na preparação da informação financeira relativa ao exercício de 2010.

6. Partes relacionadas

Em 31 de dezembro de 2011, a ZAGOPE, SGPS, S.A. (entidade sediada em Portugal) é detentora de 100% do

capital da Empresa.

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83

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


6.1 Transações e saldos com partes relacionadas

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a empresa apresentava os seguintes saldos e transações com entidades

relacionadas:

Acionistas

Contas

a receber

Contas

a pagar

Fornecimentos

e serviços

externos

2011

Ativos fixos

Outros gastos

operacionais

Vendas e

Serviços

Outros

rendimentos

operacionais

Empresas do Grupo e Associadas

Construtora Andrade Gutierrez (CONSAG) - 1.837 46.498 - - - 12

CONSAG - Sucursais - 84.823 - - - 45.016 -

AGZG Camarões 8.355 - - - - - -

Agrupamentos 6.568 - - - - - -

Agcomex - 2.663 4.163 2.942 - - -

Zagope Angola, S.A. - 23.378 33.302 - - - -

Zagope Algérie, S.A.R.L. - 180 - - - - 19

Zagope Gulf Contracting, LLC 7.404 - - - - - -

Novazagope Investimentos, S.A. 800 - - - - - 116

Zagope, SGPS, Lda. 68.641 - - - - - 2.340

Acrossgiga, Lda 96 - 258 - - 100 73

INZAG, S.A.R.L. 85 - - - - - 85

INZAG II, SARL 44

INZAG GERMANY, GMBH 5

91.997 112.880 84.220 2.942 - 45.116 2.646

Empresas do Grupo e Associadas

Construtora Andrade Gutierrez (CONSAG) - 38.243 55.942 - - - 80

CONSAG - Sucursais - 12.042 57.406 - 10.445 122.964 277

AGZG Camarões - 1.262 2.359 - - - -

Agrupamentos 17.395 - - - - - -

Agcomex - 5.333 2.792 9.532 - - -

Zagope Angola, S.A. 10.846 - - - - 6.983 35.995

Zagope Algérie, S.A.R.L. 445 - - - - - 1

Zagope Gulf Contracting, LLC 1.565 - - - - - -

Novazagope Investimentos, S.A. 672 - - - - - 98

Zagope, SGPS, Lda. 58.810 - - - - - 2.613

Acrossgiga, Lda 81 - 258 - - 108 88

INZAG, S.A.R.L. 736 - - - - - 60

90.551 56.879 118.757 9.532 10.445 130.055 39.212

2010

6.2 Remuneração dos membros dos órgãos sociais

As remunerações aos membros dos órgãos sociais da Empresa nos exercícios findos em 31 de dezembro de

2011 e 2010 foram:

2011 2010

Conselho de Administração 691 628

Fiscal Único 28 27


7. Ativos intangíveis

A composição desta rubrica diz respeito à aquisição de licenças e software para o ERP a ser implementado até

ao final do ano de 2012, momento em que começará a ser amortizado dentro da vida útil a definir pela empresa.

O ativo encontra-se, no final de 2011, em curso.

8. Ativos fixos tangíveis

Durante o período findo em 31 de dezembro de 2011 e 2010, o movimento ocorrido na quantia escriturada dos ativos

fixos tangíveis, bem como nas respetivas depreciações acumuladas e perdas por imparidade, foi o seguinte:

Ativos

Terrenos e

recursos

naturais

Edifícios

e outras

construções

Equipamento

Básico

Saldo inicial 504 8.532 206.593 13.769 2.280 2.188 (40) 233.826

Aquisições - 454 24.412 843 254 953 - 26.915

Alienações - (5) (8) (160) (2) - - (175)

Transferências e abates - - (804) (208) - - 4.295 3.282

Regularizações - - (376) - - - - (376)

Saldo final 504 8.981 229.816 14.243 2.532 3.141 4.255 263.471

Depreciações acumuladas e perdas por imparidade

Saldo inicial - 2.927 116.427 10.880 1.670 1.304 - 133.209

Depreciações do exercício - 946 41.187 1.688 195 783 - 44.800

Alienações - (5) (8) (160) (1) - - (175)

Transferências e abates - - (133) (96) - - - (229)

Regularizações - - (732) - - - - (732)

Saldo final - 3.869 156.741 12.311 1.864 2.087 - 176.872

Ativos líquidos 504 5.112 73.075 1.931 668 1.054 4.255 86.599

Ativos

Terrenos e

recursos

naturais

Edifícios

e outras

construções

Equipamento

básico

Saldo inicial 504 5.497 147.259 11.873 2.456 1.410 1.189 170.187

Aquisições - 3.062 60.170 2.525 107 781 - 66.645

Alienações - (26) (472) (372) (283) (3) - (1.156)

Transferências e abates - - (363) (258) - - (1.229) (1.850)

Saldo final 504 8.532 206.593 13.769 2.280 2.188 (40) 233.826

Depreciações acumuladas e perdas por imparidade

Saldo inicial - 2.017 77.690 9.009 1.764 716 - 91.195

Depreciações do exercício - 937 39.289 2.485 188 592 - 43.491

Perdas por imparidade do exercício - - - - - - - -

Transferências e abates - - (80) (242) - - - (322)

Saldo final - 2.927 116.427 10.880 1.670 1.304 - 133.209

Ativos líquidos 504 5.605 90.166 2.889 610 883 (40) 100.617

Equipamentos

de Transporte

Equipamento

de transporte

2011

2010

Equipamento

Administrativo

Equipamento

administrativo

Outros AFT

Outros AFT

AFT em curso

AFT em curso

Total

Total

84

85

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


9. Locações

9.1 Locações financeiras

Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a empresa mantém os seguintes bens em regime de locação financeira:

Custo

aquisição

2011 2010

Depreciações /

perdas imparidade

acumuladas

Quantia

escriturada

Quantia

escriturada

Edíficios e outras construções 2.486 1.011 1.476 1.583

Equipamento básico 170.513 114.867 55.646 74.110

Equipamento de transporte 2.923 2.534 389 762

Equipamento administrativo 685 209 477 340

Outros ativos fixos tangíveis 986 561 426 116

177.594 119.181 58.414 76.910

Os pagamentos das locações financeiras em 31 de dezembro de 2011 são detalhados conforme se segue:

Instituições Financeiras Taxa Média

Montante

em dívida 2012 2013 2014

2015

e seguintes

BARCLAYS BANK 4,18% 14.098 5.270 4.864 2.410 1.554

BNP PARIBAS 6,43% 197 72 81 44 0

BCP 4,80% 1.940 1.860 80 0 0

BES 6,93% 4.744 2.026 893 700 1.125

BPI 4,08% 440 183 189 68 0

CATERPILLAR 6,41% 20.750 8.126 7.332 4.761 531

CGD - CLF 7,93% 38.787 14.651 12.608 6.974 4.554

MONTEPIO 7,43% 62 14 14 15 19

SANTANDER TOTTA 6,43% 9.364 3.009 2.608 1.945 1.802

DE LAGE LANDEN 6,68% 794 188 198 209 199

9.2 Locações operacionais

91.176 35.400 28.868 17.125 9.784

Os principais contratos de locação operacional da empresa respeitam, essencialmente, os contratos de renting

de viaturas ligeiras com Millennium BCP e a LeasePlan e equipamento informático com o BBVA.

As rendas de locação operacional vincendas são como se segue:

Ano de vencimento Montantes

Até 1 ano 479

Entre 1 a 5 anos 698

1.177


10. Investimentos em subsidiárias, associadas

e empreendimentos conjuntos

10.1 Empresas participadas

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a empresa detinha participações nas seguintes entidades:

Sede

Zagope Gulf Contracting, Llc (b)

Emirados

Árabes Unidos

49% (2.126) (4.243) - (4.243) 265 (46)

Zagope Algerie, Sarl (b) Argélia 50% (1.552) (1.452) - (726) 53 (93)

Zagope Angola, SA (c) Angola 0,005% 39.499 23.969 1 - 1 -

Viamadeira, SA (b) Funchal 16% 81 (149) 13 (24) 80 -

AEDL - Auto Estradas Douro Litoral, SA (c) Aveiro 9% - - 608 - 7 -

35.901 18.125 622 (4.993) 406 (139)

Zed, Lda (a) e (c) Funchal 25% - - - - 1 -

Portec Baumterchman, Gmbh (a) e (c) Berlim 50% - - - - 26 -

Zagope Gulf Contracting, Llc (b)

Emirados

Árabes Unidos

49% 2.163 (783) 4.575 (783) 265 (33)

Zagope Algerie, Sarl (b) Argélia 50% 86 59 43 29 53 (361)

Zagope Angola, SA (c) Angola 0,005% 14.664 14.591 1 - 1 -

Viamadeira, SA (b) Funchal 16% 230 (133) 37 (21) 80 (1)

AEDL - Auto Estradas Douro Litoral, SA (c) Aveiro 9% (93.630) (3) 600 - 6 -

(76.487) 13.730 5.256 (775) 432 (395)

(a) Empresas sem atividade;

(b) Participações valorizadas pelo método da equivalência patrimonial;

(c) Participações valorizadas pelo método do custo de aquisição.

10.2 Entidades conjuntamente controladas

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a empresa detinha os seguintes interesses em entidades conjuntamente

controladas, os quais foram integrados pelo método de consolidação proporcional:

Entidades conjuntamente controladas Localização 2011 2010

Zagope - Tecnovia, ACE Porto Salvo 50% 50%

Mota Engil, Zagope, Urbaser, ACE Linda-a-Velha 31,50% 31,50%

Douro Litoral, ACE Porto Salvo 20% 20%

DLOEACE - Douro Litoral Obras Especiais, ACE Porto Salvo 20% 20%

Hidroalqueva, ACE Porto Salvo 50% 50%

Novaestação, ACE Porto Salvo 25% 25%

CONBATE - Construções Baixo Tejo,ACE Porto Salvo 17,50% 17,50%

LGV, ACE Lisboa 15,50% 15,50%

Deste modo, as demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 e 2010 integram os ativos, passivos,

rendimento e ganhos e gastos e perdas dos Agrupamentos Complementares Empresas (ACE’s), na proporção

% detida

Capital

próprio

Resultado

Líquido

Quantia

escriturada

2011

2010

Proporção

no resultado

Valor de

Aquisição

Ajustamentos

(MEP)

86

87

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


da percentagem de participação da Empresa nas referidas entidades, tendo-se procedido à anulação de saldos

e transações, como segue:

Rubrica 2011 2010

Ativos correntes 34.284 49.276

Ativos não correntes 1.704 2.266

Passivos correntes 20.223 27.511

Passivos não correntes 2 -

Vendas e prestações de serviços 85.123 111.735

Custo mercadorias vendidas e matérias consumidas (5.419) (6.512)

Fornecimento serviços externos (73.969) (99.719)

Gastos com pessoal (1.346) (1.687)

Outros rendimentos e gastos 298 253

Resultado integrado 4.687 4.068

11. Ativos e passivos por impostos diferidos

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, os saldos reconhecidos relativamente a impostos diferidos são apresentados

no balanço pelo seu valor bruto:

Ativos por Impostos

Diferidos

2011 2010

Passivos por

Impostos Diferidos

Ativos por Impostos

Diferidos

Passivos por

Impostos Diferidos

Saldo inicial

Movimentos do exercício

69 2.640 - 3.483

Provisões - (202) - (843)

Outros 43 77 69 -

Saldo final 112 2.516 69 2.640

12. Inventários

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, os inventários tinham a seguinte composição:

Quantia

Bruta

2011 2010

Perdas por

imparidade

Quantia

líquida

Quantia

Bruta

Perdas por

imparidade

Quantia

líquida

Matérias-Primas, subs. e de consumo 9.174 - 9.174 2.260 - 2.260

9.174 - 9.174 2.260 - 2.260

A quantia de inventários reconhecida como gasto durante os períodos findos em 31 de dezembro de 2011 e

2010, detalham-se conforme segue:

2011 2010

Matérias Primas, Subsidiárias e de Consumo Matérias Primas, Subsidiárias e de Consumo

Inventários iniciais 2.260 4.466

Compras 73.844 79.696

Inventários finais 9.174 2.260

Custo das mercadorias vendidas

e das matérias consumidas

66.931 81.901


13. Clientes

Clientes

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a decomposição da rubrica de “Clientes”, é como se segue:

2011 2010

Corrente Não corrente Total Corrente Não corrente Total

Clientes outros 230.464 - 230.464 126.093 - 126.093

Clientes perdas por imparidade (1.274) - (1.274) (1.299) - (1.299)

Total clientes 229.190 - 229.190 124.793 - 124.793

Os créditos cedidos através do factoring sem recurso e pendentes de cobrança a 31 de dezembro de 2011 e

2010, e deduzidos ao saldo de clientes conta corrente, ascendem a:

2011 2010

BES Leasing e Factoring 116.313 156.264

BCP Factoring / ASSICOM 14.187 14.187

BNP Factor 1.118 1.118

Caixa Leasing e Factoring 7.268 14.249

Santander-Totta Crédito especializado 71.465 71.735

Caixa Económica Montepio Geral 43.188 9.773

Deutsche Bank 15.000 -

Ajustamentos de clientes

268.539 267.326

Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e 2010, ocorreram os seguintes movimentos na rubrica

“Perdas por imparidade de dívidas de clientes”:

2011 2010

A 1 de janeiro 1.299 1.392

Aumentos - -

Utilizações - -

Reduções (26) (93)

A 31 de dezembro 1.274 1.299

14. Estado e outros entes públicos

No exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de “Estado e outros entes públicos”, apresentava

a seguinte composição:

2011 2010

Ativo Passivo Ativo Passivo

Imposto sobre o rendimento - 824 - 152

Retenção de impostos sobre o rendimento - 953 - 425

Imposto sobre o valor acrescentado 1.875 - 3.858 -

Contribuições para a segurança social - 657 - 514

Outros - 243 - 238

ACE’s 586 - 1.117 -

2.461 2.677 4.974 1.328

88

89

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


15. Outras contas a receber

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, o saldo da rubrica “Outras contas a receber” foram como se segue:

2011 2010

Corrente Não Corrente Total Corrente Não Corrente Total

Adiantamentos fornec. imobilizado 403 - 403 440 - 440

Devedores por acréscimos de rendimentos 71.862 - 71.862 111.788 - 111.788

Outros devedores 15.717 - 15.717 11.046 - 11.046

Pessoal 356 - 356 368 - 368

88.337 - 88.337 123.642 - 123.642

Relativamente aos Outros acréscimos de rendimentos, o seu detalhe é como se apresenta de seguida:

2011 2010

Juros a receber 316 401

Valores a faturar por aplicação da NCRF 19 2.501 1.353

Sucursais/Estabelecimento estável 64.835 106.276

Outros valores a faturar 4.209 3.758

71.862 111.788

16. Diferimentos

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, o saldo da rubrica “Diferimentos” do ativo e do passivo foram como se segue:

Gastos a reconhecer:

Correntes

2011 2010

Rendas pagas 52 64

Encargos com seguros 30 39

Publicidade - 39

Outros 1.358 -

Sucursais/Estabelecimentos estáveis 3.532 3.637

ACE´s 244 511

Rendimentos a reconhecer:

Correntes

5.216 4.290

Juros compensatórios 226 631

Receitas antecipadas por aplicação da NCRF 19 513 1.785

Sucursais/Estabelecimentos estáveis 9.035 23.970

ACE´s 11.024 17.909

20.798 44.295

17. Capital social

Em 31 de dezembro de 2011 o capital social da ZAGOPE, totalmente subscrito e realizado, ascendia a 50.000

milhares euros e estava representado por 10.000.000 ações ao portador de valor nominal de 5 euros, cada.

A sociedade ZAGOPE, SGPS, S.A. (entidade sediada em Portugal) é detentora de 100% do capital da empresa.


18. Reservas

Estas rubricas registaram os seguintes movimentos durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e 2010:

Reservas Legais

Saldo inicial 3.155

Aplicação do resultado do exercício de 2010 293

Saldo final 3.448

De acordo com a legislação comercial em vigor, pelo menos 5% do resultado líquido anual se positivo, tem de

ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente 20% do capital.

19. Provisões, passivos contingentes e ativos

contingentes

Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, verificaram-se os seguintes movimentos na rubrica

de “Provisões”:

Saldo

inicial

Constituição e

aumentos (Utilizações) (Reversões)

Saldo

final

Garantias a clientes 2.882 - - (7) 2.874

Processos judiciais em curso 1.679 - - (17) 1.662

Matérias ambientais - 251 - - 251

Outras provisões 2.412 990 - (286) 3.117

6.973 1.241 - (310) 7.904

Foi criada uma provisão para matérias ambientais, para garantir o cumprimento do estipulado no artigo. 22º do

decreto-lei 147/08 relativo à responsabilidade ambiental.

A rubrica “Outras provisões” inclui a participação nos prejuízos (capitais próprios negativos) das sociedades

Zagope Algerie, Sarl e Zagope Gulf Contracting, LLC.

20. Empréstimos obtidos

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, os financiamentos decompõem-se como se segue:

2011 2010

Financiamentos obtidos Correntes Não Correntes Correntes Não Correntes

Empréstimos bancários 54.452 100.173 59.448 73.537

Descobertos bancários 46 - 65 -

Locações financeiras 35.400 55.777 32.963 74.197

89.897 155.949 92.476 147.734

Os empréstimos bancários não correntes, em 31 de dezembro de 2011 apresentavam o seguinte plano de reembolso

previsto:

2013 21.250

2014 49.500

2015 29.423

100.173

90

91

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


As taxas de juro médias dos empréstimos bancários suportadas pela empresa no ano de 2011 e 2010 foram

5,40% e 3,79% respetivamente.

Seguidamente apresenta-se o detalhe dos principais empréstimos obtidos, com referência ao exercício findo em

31 de dezembro de 2011, contidos nos quadros acima apresentados:

Instituições Financeiras Data inicial Divisa Montante em dívida

Banco Espírito Santo 29-06-2006 EUR 32.917

BNP Paribas 29-05-2008 EUR 2.987

BBVA 25-08-2008 EUR 5.000

Millennium BCP 20-02-2009 EUR 20.000

Montepio Geral 14-12-2010 EUR 4.500

Deutsche Bank 23-12-2010 EUR 28.500

Banco Itaú 23-12-2010 EUR 60.000

Caixa Geral de Depósitos 27-12-2010 EUR 721

154.625

21. Outras contas a pagar

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, o detalhe da rubrica de “Outras contas a pagar” é como segue:

Corrente

2011 2010

Não

Corrente Total Corrente

Não

Corrente Total

Credores por acréscimos de gastos 18.851 - 18.851 20.950 - 20.950

Outros credores 3.916 - 3.916 8.666 - 8.666

Pessoal 984 - 984 944 - 944

23.752 - 23.752 30.561 - 30.561

Relativamente aos Outros acréscimos de gastos, o seu detalhe é como se apresenta de seguida:

2011 2010

Juros a liquidar 2.043 1.855

Remunerações a liquidar 6.975 8.762

Sucursais/Estabelecimento estável 6.821 5.185

Serviços prestados ainda não faturados 3.012 5.148

18.851 20.950

22. Contratos de construção

A quantia de réditos de contratos reconhecidos em 2011 e 2010, foi de 503.567 milhares de euros e de 620.607

milhares de euros, respetivamente.

Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a informação relativa a contratos de construção em

curso pode ser analisada como se segue:

2011 2010

Custos incorridos 815.057 1.103.585

Lucros/Perdas reconhecidos 921.647 1.250.272

Adiantamentos recebidos 89.222 115.243

Garantias dadas a clientes 398.065 385.297


23. Rédito

Quantia de cada categoria significativa de rédito reconhecidas durante os períodos de 2011 e 2010, incluindo:

2011 2010

Venda de bens 503.567 620.607

Prestações de serviços 2.819 4.628

Juros 26.723 5.626

533.109 630.861

O valor do rédito é composto sobretudo pelos proveitos reconhecidos pelo grau de acabamento da obra em curso.

As vendas e prestações de serviços por segmentos geográficos podem ser analisadas como se segue:

2011 2010

Mercado Europeu 200.091 227.177

Mercado Africano 306.294 398.058

24. Fornecimentos e serviços externos

A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” é detalhada conforme se segue:

506.386 625.235

Rubricas 2011 2010

Subcontratos 216.111 261.606

Trabalhos especializados 39.104 68.072

Conservação e reparação 15.930 17.153

Materiais 5.884 8.877

Deslocações, estadas e transportes 14.279 21.996

Rendas e alugueres 13.221 19.231

Energia e fluidos 3.639 4.183

Comunicação 1.645 1.790

Seguros 1.733 1.996

Outros fornecimentos e serviços 14.351 20.729

325.897 425.634

25. Benefícios dos empregados

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a rubrica de “Gastos com o pessoal” apresentava a seguinte composição:

Gastos com o pessoal 2011 2010

Remunerações dos orgãos sociais 691 628

Remunerações do pessoal 44.009 42.284

Indemnizações 686 668

Encargos sobre remunerações 6.820 3.170

Seguros de acidente de trabalho e doenças profissionais 1.305 1.089

Gastos de ação social 626 348

Outros gastos com o pessoal 854 583

Gratificações de balanço 4.500 6.500

59.490 55.270

O número médio de empregados durante o ano de 2011 foi de 6.857 colaboradores, sendo que no ano transato

foi de 6.012 colaboradores.

92

93

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


26. Outros rendimentos e ganhos

A decomposição da rubrica de “Outros rendimentos e ganhos” no final de 31 de dezembro de 2011 e 2010 é

conforme se segue:

2011 2010

Rendimentos suplementares 5.284 9.731

Descontos de pronto pagamento 128 46

Diferenças de câmbio 8.956 13.771

Rendimentos e ganhos em investimentos não financeiros 56 136

Outros 2.901 1.778

Ace´s 468 556

Sucursais/Estabelecimentos estáveis 2.591 8.707

20.385 34.726

27. Outros gastos e perdas

A decomposição da rubrica de “Outros gastos e perdas” no final de 31 de dezembro de 2011 e 2010 é conforme

se segue:

2011 2010

Impostos e taxas 3.168 5.516

Gastos e perdas em investimentos não financeiros 5 71

Correções relativas a exercícios anteriores 202 16

Donativos 107 101

Quotizações 77 83

Insuficiência de estimativa para impostos - 30

Multas fiscais e não fiscais e penalidades contratuais 53 11

Indemnizações 233 31

Outros 1.375 1.257

Ace´s 172 99

Sucursais/Estabelecimentos estáveis 21.343 13.704

26.736 20.920

28. Juros e outros rendimentos e gastos

similares

Os juros e rendimentos similares obtidos reconhecidos no decurso dos anos de 2011 e 2010 são detalhados

conforme se segue:

2011 2010

Depósitos em instituições de crédito 7.285 5.626

Juros de vendas e de prestações de serviços 19.439 6.069

Diferenças de câmbio positivas 10.637 12.878

Outros rendimentos 73 653

Ace’s 580 464

38.013 25.690


Os juros e gastos similares suportados reconhecidos no decurso dos anos de 2011 e 2010 são detalhados

conforme se segue:

2011 2010

Juros suportados 23.259 13.235

Diferença de câmbios desfavoráveis 11.091 28.124

Outros gastos de financiamento 8.870 6.024

Ace’s 221 293

43.441 47.676

29. Impostos sobre o rendimento (“IRC”)

A Empresa está sujeita a Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (“IRC”), atualmente a uma taxa de

25% acrescida de Derrama até à taxa máxima de 1,5%, podendo atingir uma taxa máxima agregada de imposto

de 26,5%. Para além disso, está ainda sujeita a uma Derrama Estadual para a parte do lucro tributável acima

de 2.000 milhares de euros.

Nos termos do artigo 88º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas, a Empresa encon-

tra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo

mencionado.

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por parte das

autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), exceto quando

tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspeções, reclamações

ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são prolongados

ou suspensos.

Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2008 a 2011 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.

Realça-se ainda que a Empresa enquadra-se no Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades

(RETGS), pelo qual a sociedade dominante (ZAGOPE, SGPS) será responsável por entregar ao estado os impostos

apurados pelo Grupo, inclusive pela Empresa.

O Conselho de Administração entende que as eventuais correções resultantes de revisões/inspeções por parte

das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações

financeiras em 31 de dezembro de 2011.

Tal como preconizado na Norma Contabilística e de Relato Financeiro 25, a Empresa contabiliza os impostos

diferidos resultantes das diferenças temporárias entre o resultado contabilístico e o fiscal. Durante o exercício

2011 e 2010, a Empresa atualizou os valores relativos a impostos diferidos, como se demonstra:

Reconciliação da taxa de imposto: 2011 2010

Resultado antes de impostos (7.705) 10.601

Taxa nominal de imposto 26,50% 29,00%

Imposto esperado (2.042) 3.074

Diferenças permanentes (i) 2.224 1.088

Ajustamentos à coleta (ii) 1.496 1.300

Estimativa impostos sucursais 985 -

Imposto sobre o rendimento do exercício 2.663 5.462

Taxa efetiva de imposto 34,56% 51,53%

Imposto corrente 2.663 5.462

Imposto diferido gerado no ano (202) (843)

2.461 4.619

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95

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


(i) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, este montante tinha a seguinte composição:

2011 2010

Alteração do método de reconhecimento contratos empreitada 3.205 2.491

Lucro tributável imputado por sociedades transparentes 50 500

Reintegrações e amortizações não aceites 50 80

Efeito líquido de mais e menos valias (11) (36)

Anulação do método da equivalência patrimonial 4.993 795

Correções relativas a exercícios anteriores 11 16

Despesas confidenciais 1.070 1.257

Benefícios fiscais (40) (110)

Correções por aplicação do Artº 19 vs DC3 - 690

Outras situações líquidas (937) 560

8.391 3.752

Taxa nominal de imposto 26,50% 29,00%

2.224 1.088

(ii) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, este montante tinha a seguinte composição:

Despesas com viaturas ligeiras de passageiros 1.573 1.309

Despesas de representação 1.206 370

2.779 1.679

Taxa nominal de imposto 10,00% 10,00%

Despesas com quilometros em viatura própria 157 147

Ajudas de custo 800 300

957 447

Taxa nominal de imposto 5,00% 5,00%

Remunerações variáveis pagas a adminsitradores 1.816 1.375

1.816 1.375

Taxa nominal de imposto 35,00% 35,00%

Despesas confidenciais 1.070 1.257

Taxa nominal de imposto 50,00% 50,00%

Tributação autónoma 1.496 1.300

30. Contingências

Garantias prestadas

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, as garantias prestadas a terceiros referentes a garantias bancárias e a

seguros de caução prestados a donos de obra são como se segue:

Objeto 2011 2010

Contratos construção 398.065 385.297

Outras garantias prestadas 73.822 144.553

471.887 529.850


31. Matérias ambientais

A Empresa reconheceu na rubrica “Provisões – Matérias Ambientais” provisões de caráter ambiental no mon-

tante de 251 milhares de euros, garantido desta forma, a constituição de um fundo próprio destinado a assumir

a responsabilidade ambiental inerente à atividade desenvolvida.

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a Empresa tinha os seguintes passivos de caráter ambiental reconhecidos:

2011 2010

Passivos não correntes

Matérias ambientais 251 0

251 0

32. Acontecimentos após a data do balanço

Após o termo do exercício e até à presente data, não ocorreu qualquer facto relevante, considerado material,

para a atividade da Empresa que não tenha sido divulgado no anexo às demonstrações.

33. Data de emissão

A Administração autorizou a emissão das demonstrações financeiras a 5 de março de 2012.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Eng. Leandro de Aguiar

Eng. Arnaldo José Gomes

Eng. Clovis Martines

Dr. José Francisco Cadório Ferreira Lino

Eng. José Nicomedes Moreira

Dr. Pedro Augusto de Jesus Ricco

Eng. Remo Loschi Brunelli Filho

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS

Dr. Miguel Alexandre Martins Cardoso dos Santos Barreiros (TOC n o 45.224)

96

97

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


Certificação legal das contas

INTRODUÇÃO

1. Examinámos as demonstrações financeiras da ZAGOPE – Construções e Engenharia, S.A., as quais

compreendem o Balanço em 31 de dezembro de 2011, (que evidencia um total de 699.101 milhares de euros

e um total de capital próprio de 126.069 milhares de euros, incluindo um resultado líquido negativo de 10.166

milhares de euros), a Demonstração dos resultados por natureza, a Demonstração das alterações no capital

próprio, a Demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data, e o correspondente Anexo.

RESPONSABILIDADES

2. É da responsabilidade da Administração a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de

forma verdadeira e apropriada a posição financeira da Empresa, o resultado das suas operações e os fluxos

de caixa, bem como a adoção de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema

de controlo interno apropriado.

3. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e independente, baseada no

nosso exame daquelas demonstrações financeiras.

ÂMBITO

4. O exame a que procedemos foi efetuado de acordo com as Normas Técnicas e as Diretrizes de Revisão /

Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado

com o objetivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão

isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu:

• a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das demonstrações

financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pela Administração,

utilizadas na sua preparação;

• a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adotadas e a sua divulgação, tendo em

conta as circunstâncias;

• a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade; e

• a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras.

5. O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância do relatório de gestão com as demonstrações

financeiras.

6. Entendemos que o exame efetuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.

98

99

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


OPINIÃO

7. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos

os aspetos materialmente relevantes, a posição financeira da ZAGOPE – Construções e Engenharia, S.A.,

em 31 de dezembro de 2011, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa no exercício findo naquela

data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.

ÊNFASES

8. Sem afetar a opinião expressa no parágrafo anterior, chamamos a atenção para a seguinte situação:

8.1. De acordo com a Nota 2.3 do Anexo, até ao ano 2010, os resultados das Sucursais ANDRADE GUTIERREZ

sob sua gestão, nos termos do contrato de mandato celebrado entre as duas empresas, eram incorporados

nas demonstrações financeiras da ZAGOPE – Construções e Engenharia, S.A.. Esta incorporação deixou

de se verificar em 2011, pela não renovação do referido contrato de mandato.

RELATO SOBRE OUTROS REQUISITOS LEGAIS

9. É também nossa opinião que a informação constante do relatório de gestão é concordante com as demontrações

financeiras do exercício.

Lisboa, 15 de março de 2012

O Fiscal Único

Amália Baleiro & Associado

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

Representada por: Maria Amália Baleiro


Relatório e parecer do fiscal único

Senhores Acionistas,

1. No desempenho das funções previstas no artº 420º do Código das Sociedades Comerciais, cumpre-nos

emitir relatório e dar parecer sobre os documentos de prestação de contas da ZAGOPE – Construções e

Engenharia, S. A., relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011.

2. Acompanhámos a evolução da gestão da Empresa ao longo do exercício tendo recebido da Administração

todos os elementos e esclarecimentos necessários ao desempenho das nossas funções.

3. As contas foram por nós analisadas na qualidade de Revisores Oficiais de Contas, tendo emitido a Certificação

Legal das Contas e o Relatório Anual da Fiscalização Efetuada, documentos cujos conteúdos se dão

como integralmente reproduzidos neste Relatório e Parecer.

4. PARECER:

Tudo devidamente ponderado, somos de parecer que a Assembleia Geral:

a) aprove o Relatório de gestão e as contas do exercício de 2011, apresentados pelo Conselho de Administração;

b) aprove a proposta de aplicação de resultados contida no relatório de gestão apresentada pelo Conselho de

Administração;

c) proceda à apreciação geral da Administração e Fiscalização da Sociedade e delas tire as conclusões refe-

ridas no artº 455º do Código das Sociedades Comerciais;

d) aprove um voto de louvor ao Conselho de Administração, pelo trabalho desenvolvido.

Lisboa, 15 de março de 2012

O Fiscal Único

Amália Baleiro & Associado

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

Representada por: Maria Amália Baleiro

100

101

ZAGOPE Relatório e Contas 2011


ZAGOPE no mundo Portugal - Sede

Lagoas Park Edifício 6, Piso 1

2740-244 Porto Salvo, Portugal

Tel.: +351 218 432 500

Fax: +351 218 432 510

Estaleiro de Palmela

Estrada Velha da Moita, km 1

Lugar dos Poços, 2651-901 Palmela

Tel.: +351 212 336 010

Fax: +351 212 330 528

Delegação da Madeira

Rua do Ribeirinho de Baixo n.º8A, 2ºE, D e H

9050-447 Funchal

Tél.: +351 291 200 950

Fax: +351 291 230 348

Angola - Luanda

Bairro do Benfica – Setor Talatona

Zona Residencial 6B, Via AL4A,

n.º Z R6B, Samba – Luanda, Angola

Tel.: +244 222 405 394

Arábia Sáudita - Riyadh

Olaya Street – Akaria 2 Building

– Office n.º 315, P.O. Box 300104

– Riyadh – 11372, Kingdom of Saudi Arabia

Tel.: +966 121 518 00

Fax: +966 121 520 21


Argélia - Alger

13 Rue les Palmiers, Jardin des

Pins, El Biar - 16.406 Alger, Algérie

Tel.: +213 219 152 56

Camarões- Yaoundé

Immueble Credit Foncier du

Cameroun,

3ème étage – Porte 321,

B.P. 7422 Yaoundé, Cameroun

Tel.: +237 223 08 86

Emirados Árabes Unidos

Abu Dhabi

P.O. BOX 42787 - Office n.º 204

- Building C-169, Zone 19/02 - East

Defense Road,

United Arab Emirates

Gana - Accra

5 Alima Avenue, Ap. 13

Accra, Gana

Guiné Equatorial

- Batta Litoral

Calle Udubuandjolo (Bisa) S/N

Al lado de Iglesia de Salesianos

Batta Litoral, Guinea Ecuatorial

Tel.: +240 534 849

Índia - Gurgaon, NCR

H304, Park View City 2

Gurgaon-Sohna Road,

Haryana 122 002

Tel.: +911 244 00 78 84

Iraque - Erbil

Ster Tower – 10th Floor

Erbil – Kurdstan, Iraq

Líbia - Tripoli

Alseyeaheya - As Fhan Road A73

Tripoli, Libya

Mali - Bamako

Immeuble du Patronat – CNPM

2ème étage de l’aile sud Hamdallaye

ACI 2000, Bamako, Mali

Mauritânia - Nouakchott

Rue 42-066 llot 19, Salle 105

B.P. 5627 Nouakchott, Mauritanie

Moçambique - Maputo

Av. do Zimbabwe, 560

Maputo, Moçambique

Tel.: +258 214 927 54/5

Qatar - Doha

Palm Tower – Cornish area

Majlis Al-Tawoon Street

- 34th Floor Office 4

P.O. BOX 17965 Doha ,

Qatar

Tel.: +974 448 384 60

República da Guiné

- Conakry

Immeuble Résidence Jeannine

Rue D.I. 017 Camayenne

B.P. 1419 Conakry,

Republique de Guinée

República do Congo

- Brazzaville

129, Rue de Reims - Centre

B.P. 943 Brazzaville,

Republique du Congo

Tel.: +242 622 16 06

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ZAGOPE Relatório e Contas 2011


CERTIFICADOS: 2001/CEP. 1569; 2008/AMB.0359 e 2008/SST.0166

”ZAGOPE - CONSTRUIMOS COM QUALIDADE,

EM SEGURANÇA E RESPEITO PELO AMBIENTE”

Alvará de Construção nº 92

www.zagope.pt


Ficha Técnica

Coordenação

ZAGOPE

Fotografias

arquivo ZAGOPE, Jerónimo Coelho,

Marcílio Gazzinelli, André Maceira,

Cadu Salles.

Agradecimentos

aos Colaboradores da ZAGOPE / AG

fotografados nas páginas 5, 16, 17, 20,

23, 48, 51, 52, 54, 55, 61, 66, 98.

Design gráfico

UP - Agência de Publicidade

www.UP.co.pt

Impressão

Gazela - Artes Gráficas, Lda.

Tiragem

500 exemplares

Publicação

maio 2012


www.zagope.pt

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