Edição 62 download da revista completa - Logweb

logweb.com.br
  • No tags were found...

Edição 62 download da revista completa - Logweb

J O R N A LLogWeb❚❚❚❚❚❚❚❚LogísticaSupply ChainTransporte MultimodalComércio ExteriorMovimentaçãoArmazenagemAutomaçãoEmbalagemE D I Ç Ã O N º 6 2 — A B R I L — 2 0 0 7R E F E R Ê N C I A E M L O G Í S T I C AInforme Publicitário


J O R N A LLogWeb❚❚❚❚❚❚❚❚LogísticaSupply ChainTransporte MultimodalComércio ExteriorMovimentaçãoArmazenagemAutomaçãoEmbalagemE D I Ç Ã O N º 6 2 — A B R I L — 2 0 0 7R E F E R Ê N C I A E M L O G Í S T I C ABiometriatambém possuiaplicações naárea delogística(Página 4)Terceirizaçãoé tema deencontro daABML emSão Paulo(Página 8)Tok&Stok eMulticoisastêm novosCentros deDistribuição(Página 16)CMA-CGMinaugura linhaexpressaÍndia-OrienteMédio(Página 30)FerroleaseinvesteR$ 10,5 milhõesna comprade vagões(Página 30)TRANSPORTE RODOVIÁRIOPEDÁGIO:VALE O QUANTOSE PAGA?Entrevistados explicam que o pedágio ideal deveser inferior aos benefícios trazidos pelasmelhorias introduzidas na rodovia para o usuário,mas os valores cobrados estão acima dasbenfeitorias. (Página 26)AMARRAÇÃO E ELEVAÇÃO DE CARGASQuando douso de cintas,todo cuidadoé pouco(Página 12)LOGÍSTICAFAST-FOOD:RAPIDEZ NAMESA E NAESTRADACom suas peculiaridades, pelavariedade de produtos transportados,a logística na área de fast-foodapresenta características particulares.Tanto que a tendência é pelaterceirização. (Página 32)EMPILHADEIRALayout:produtividadee segurançadependem dele(Página 20)Multimodal


4EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICASchenker éprovedora deserviços delogísticaintegradaCom vendas anuais de 8,9 bilhõesde Euros, 42.000 funcionáriose 1.100 escritórios presentesno mundo, a Schenker(Fone: 11 3318. 9000) é umadas líderes de mercado comoprovedora de serviços delogística integrada, e oferecetransportes terrestre, aéreo emarítimo, assim como soluçõeslogísticas através dogerenciamento global da cadeiade suprimentos a partir deuma única fonte. A Schenkerfaz parte da Divisão de Logísticae Transporte da DeutscheBahn AG e, no ano passado,passou pela aquisição eintegração da Bax Global.LD Citrusmovimenta maiscargas no Portode GhentA Louis Dreyfus Citrus (Fone :32 9 251.0550) pretendetransformar seu terminal desuco de frutas no Porto deGhent, na Bélgica, em umcentro de distribuição para omundo inteiro. Não somentemais carga será transportadapara o mercado europeu atravésdo Porto de Ghent, comotambém mais volumes serãoenviados a outros continentes.Para o fornecimento desuco de fruta concentradovindo do Brasil através doPorto de Santos, a LD Citrusagora utiliza a empresa detransporte Gearbulk, queconstruiu quatro tanques especiaisno navio “Ibis Arrow”,apresentando capacidadetotal de 6.800 toneladas. Onavio opera entre os portosde Santos e Ghent chegandoao porto flamengo a cadaseis/oito semanas.


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA5EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007EditorialVÁRIOSDESTAQUESNESTA EDIÇÃOQuatro matérias especiais integram estaedição do jornal LogWeb.A primeira diz respeito às cintas paraamarração e elevação de cargas. O destaqueé a segurança das operações, incluindo dicaspara a inspeção destes importantes componentesda movimentação de materiais.A outra matéria envolve a importânciado layout de CDs, armazéns e até de áreasexternas para a boa operação das empilhadeiras.Aqui, especialistas explicam comodesenvolver um layout adequado e apontamos riscos de acidentes, principalmente emfunção de obras mal executadas.Outra matéria envolve o custo do pedágiono processo logístico. Profissionaisdo setor fazem uma ampla análise das nossasrodovias, dos custos dos pedágios eoutros assuntos relacionados ao tema.A última matéria especial discute alogística no setor de fast-food. Como é oprocesso logístico das empresas da área,quais os problemas e as soluções encontradase tendências são os enfoques.Também é interessante notar que estaedição inclui notícias de algumas das empresasque estarão participando da feiraIntermodal, que acontece agora em abrilem São Paulo, SP. E que também estãoinseridas informações sobre três empresasvarejistas que acabam de implementar novosCDs, além de incluir uma entrevistainteressante sobre biometria.E não pára por aí. Diversas outras matériasintegram esta edição, fortalecendo oconceito que o jornal LogWeb alcançou nomercado, nestes cinco anos de existência,o de “referência em logística”. A ponto deser considerado leitura obrigatória pelosprofissionais do mercadoe de ser fonte de consultanas faculdades.Wanderley G. GonçalvesEditorjornalismo@logweb.com.brTECNOLOGIAMercado buscaserviços logísticosde excelênciaAárea de logística temsido objeto de muitosavanços sob todos osaspectos, e a tecnologia do setornão é exceção”. Esta declaraçãoé de Ricardo Gorodovits,diretor comercial da GKOInformática (Fone: 21 2533.3503), que aborda o assuntocom destaque ao que se esperado setor de softwares para omercado logístico.Gorodovits aponta que,além das novidades nas áreas decomputação móvel e identificação,vale a pena chamar a atençãopara as novas soluções deavaliação de custos logísticos“que, usando sofisticados modelosmatemáticos, permitemdirecionar os esforços para amelhor administração dos recursosdisponíveis e, no caso dosserviços contratados, como, porexemplo, o transporte, viabilizama percepção de novos caminhospara uma contrataçãootimizada dos mesmos”.Sobre o que esperar do futurodo setor, o diretor comercialacredita ser o mesmo quese esperava no passado e o que,provavelmente, seguirá sendonecessário no futuro: serviçoslogísticos de excelência. “O quese percebe hoje é uma espéciede ‘segunda onda’ na oferta deserviços logísticos, já mais sofisticadose carregando o conhecimentoque as eventuais falhasanteriores lhes permitiu adquirir”,complementa.Atualmente, para Gorodovits,as empresas desejam ter informaçõesmais rapidamenteacessíveis, que não demandemNovas soluções permitem avaliaros custos logísticos usandomodelos matemáticosa iniciativa dos usuários, ou seja,cujo acesso seja fruto de um estímuloexterno, sistêmico. “Todo odesenvolvimento associado àcomputação móvel, todos os processosde integração entre sistemase parceiros da cadeia de suprimento,tudo isso deve caminharnessa direção”, expõe.Além disso, segundo ele, a outragrande demanda é a de conseguirfiltrar dados para transformálosem informação, de forma eficientee econômica. O diretor comercialexplica que isso significa queo conceito de BI – BusinessIntelligence estará cada vez maisarraigado a todas as soluções.Gorodovits aproveita, ainda,para destacar a peça mais importanteem todo o processo. “Muitasvezes, a distância entre a ferramentade tecnologia e o resultadoesperado do seu uso se tornaimensa pela simples ausência docomponente mais importante emtodo o processo: pessoas capazesde oferecer conhecimento sobreo melhor uso dos recursos disponíveise, posteriormente, pessoascapazes de usufruir de formacompetente desses mesmos recursos”,finaliza. ●JORNALLogWebPublicação mensal, especializada em logística, da LogWebEditora Ltda. Parte integrante do portal www.logweb.com.brRedação, Publicidade, Circulação e Administração:Rua dos Pinheiros, 234 - 2º andar - 05422-000 - São Paulo - SPFone/Fax: 11 3081.2772Nextel: 11 7714.5379 ID: 15*7582Redação: Nextel: 11 7714.5381 - ID: 15*7949Comercial: Nextel: 11 7714.5380 - ID: 15*7583Editor (MTB/SP 12068)Wanderley Gonelli Gonçalvesjornalismo@logweb.com.brAssistente de RedaçãoCarol Gonçalvesredacao@logweb.com.brDiagramaçãoFátima Rosa PereiraMarketingJosé Luíz Nammurjlnammur@logweb.com.brDiretoria ExecutivaValeria Limavaleria.lima@logweb.com.brDiretoria ComercialDeivid Roberto Santosroberto.santos@logweb.com.brOs artigos assinados e os anúnciosnão expressam, necessariamente,a opinião do jornal.Assistente Comercial(Estagiária)Maui Nogueiracomercial.2@logweb.com.brAdministração/FinançasLuís Cláudio R. Ferreiraluis.claudio@logweb.com.brRepresentante Comercial:SP: Nivaldo ManzanoCel.: (11) 9701.2077nivaldo@logweb.com.br


6EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAENTREVISTATrês profissionaisanalisam a biometriana logísticaUm tema ainda não muito conhecido em nosso país, a biometria é analisada, nesta entrevista, por três profissionaiscom ampla experiência no assunto: Américo Lobo Neto, sócio-diretor, e Luciano Santos, gerente comercial, ambos daBioLógica Sistemas (Fone: 21 2232.7026), e Ivan Duran, consultor com experiência nas áreas comercial e de marketing,CRM e Elaboração de Projetos. As respostas foram elaboradas em conjunto.LogWeb: O que é abiometria? Explique oprocesso.Resposta: Biometria [bios dogrego (vida) + métron (medida)]é definida como a aplicação demodelos matemáticos e estatísticospara a obtenção de medidasfísicas das formas de vida e dascaracterísticas físicas ou comportamentaisde seres vivos. Biometriapode ser mais bem definidacomo as mensurações anatômicas,fisiológicas e/ou característicasde comportamento que podemser obtidas e utilizadas parafins de comparação e análise.Uma das áreas de aplicação maisconhecidas da biometria é a identificaçãohumana. Nela podemser utilizados diversos modos debiometria, incluindo impressõesdigitais, voz, retina, íris, reconhecimentode face, imagem térmica,análise de assinatura, palmada mão e outras técnicas. No passado,as técnicas de biometriaeram aplicadas manualmente, eempregavam mão-de-obra especializada.Os dados obtidos comas medições eram armazenadosem papel e depositados em livros,fichas, cartões e outros documentos.Com o surgimento da computaçãoe da automatização, abiometria foi muito beneficiada,surgindo então a “biometriacomputacional”. O termo biometriaacabou incorporando o ladocomputacional; atualmente todasas técnicas de biometria podem sercomputadas, e diversas novas técnicase métodos de medição, comparaçãoe análise surgiram em conseqüênciadas possibilidades oferecidaspela automação. Com oaperfeiçoamento das tecnologiasbiométricas, a sua popularizaçãofoi inevitável. Hoje, a tecnologiabiométrica mais popular é a daimpressão digital.LogWeb: Que tipos deequipamentos/sistemasestão envolvidos noprocesso?Resposta: Os equipamentossão scanners, ou leitores, que realizama captura das informações,as armazenam em bancos de dadose, posteriormente, realizama “leitura” daquela característicahumana, individual, requeridapelo sistema na identificação,seja esta a face, a íris, as impressõesdigitais, a voz, as mãos ououtros. As impressões digitais sãoas mais usadas em função de quedelas se extraem características,chamadas minúcias, em númerode aproximadamente 14 por impressãodigital e porque temos,normalmente, dez dedos. Istopermite um número muito maiorde combinações.LogWeb: Particularmentena logística, quais asaplicações da biometria?Resposta: A logística está presentehoje em quase todas as atividadeshumanas. Na logística,assim como em outras atividades,a biometria é recomendada naidentificação, na validação e nacertificação de transações e movimentações.Imaginemos que aolongo da cadeia das atividadeslogísticas haja necessidade (querseja pelos valores envolvidos,quer seja pela periculosidade dacarga) de identificação dos responsáveispelas diferentes etapasde movimentação. Neste caso, abiometria é o meio mais seguroa ser indicado.LogWeb: Vocês podemcitar exemplo de empresasque já usam a biometria naárea de logística - noBrasil e/ou no exterior?Resposta: Há, sim, exemplostanto no Brasil, quanto no exterior.No Brasil, há um distribuidorda Ambev no Centro-Oeste,e na Europa há também operadoreslogísticos utilizando recursosde RFID (Identificação porradiofreqüência) e biometria(voz) em suas operações, mas éum campo novo. Entretanto, éinegável a necessidade de seagregar mais segurança às operaçõeslogísticas e, neste particular,a identificação biométrica éinsubstituível, pois a combinaçãode outros sistemas (cartões oucrachás com chip ou do tipomyfair) com a validação biométricatorna quase impossível“quebrar” os protocolos de segurança.Lembre-se de que qualquerum pode emprestar o crachá,cartão ou a sua senha secretapara outra pessoa, mas nãopode emprestar suas impressõesdigitais, não é mesmo?Santos, gerente comercial daBioLógicaLobo Neto, sócio-diretor daBioLógicaLogWeb: E as outrasaplicações?Resposta: A biometria é, tradicionalmente,adotada na identificaçãode pessoas e na validaçãode transações que exijam omáximo em segurança. Os usuáriostradicionais são os institutosde identificação, setores do poderjudiciário, delegacias de polícia,polícia federal, as instituiçõesfinanceiras e as seguradoras,os setores que armazenam informaçõessigilosas, enfim, ondeseja necessário dotar operaçõesde mais segurança, sigilo econfiabilidade, sem produzir aumentodos custos.LogWeb: A biometria éuma tendência?Resposta: No final do séculoXVIII, um policial britânico estabeleceua primeira classificaçãode impressões digitais. Atualmente,a comparação de impressõesé feita com base nas“minutiae” (características únicasda impressão). Em média, aimagem de uma digital tem entre30 e 40 destas minúcias. Entretanto,padrões internacionaisdão como aceitável a identificaçãode 14 delas. Segundo estudosdo FBI, duas pessoas nãoapresentam mais do que 8 pontoscoincidentes. Com o adventoda informática e o aumento davelocidade de processamento doscomputadores atuais, a biometriaganha mais e mais espaço. Recentementeaconteceu em Barcelonaa Feira & Congresso 3GSM,que é o maior evento do setor.Nesta edição, a indústria apresentounovidades, que incluem aparelhoscelulares munidos de convergência.Com estes aparelhosé possível acionar vários outrosperiféricos, inclusive televisorese internet. Com isto aumenta anecessidade de identificaçãosegura, por biometria.LogWeb: Quais osbenefícios da biometria?Resposta: O uso da biometriavem oferecer muitos benefícios,tanto às instituições quanto aosusuários envolvidos, pois incorporaconfiabilidade aos procedimentos.As vantagens vão desdeos mais simples sistemas de controlede acesso físico, que podemestar instalados nas portarias deprédios, como aqueles um poucomais sofisticados sistemas decontrole de acesso lógico, que estabelecemhierarquia no acessoàs informações de um banco dedados. As aplicações mais sofisticadassão aquelas utilizadaspelos institutos de identificaçãopara a emissão de documentos deidentidade (carteiras de identidade,habilitação e passaportes),autenticação de transações financeirasem caixas eletrônicos. Éoportuno explicar o funcionamentodesta tecnologia. Para simplificaro entendimento vamosusar como exemplo as impressõesdigitais, por serem as maisusadas. Primeiramente temos afase de captura das impressõesdigitais num equipamento pequenochamado de finger scan.Depois vem a fase do armazenamentono sistema, ou banco dedados, e, por último, a fase de comparação,quando se compara adigital solicitada para ingresso,identificação ou autenticação detransação. Nesta fase, o sistemacompara a digital apresentadacontra aquelas armazenadas nobanco de dados e confirma ounega. ●Duran é consultor de empresas


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA7EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007Bysoft lançai-Global,nova linha deprodutos emtecnologia JavaA Bysoft (Fone: 11 5583.3336), empresa que desenvolvesistemas para comércioexterior, está lançandoos seguintes produtos:i-Transport (solução para oplanejamento e administraçãode frotas de transportes)e i-Warehouse (solução queoferece várias estratégiaspara administração de depósitoem tempo real). Eles fazemparte da nova linha deserviços da empresa, a i-Global,que utiliza tecnologiaJava e contemplará todos osprocessos do comércio exterior,seja para importadores,exportadores, trades,comissárias, agentes de cargaou empresas de logística.O projeto estará completoem até um ano. Além destes,a empresa também apresentao lançamento doDDMantra (sistema de comunicaçãoque efetuará aconsulta dos processos deimportação aérea a partir dainformação dos números deMaster e House, capturadosdiretamente dos produtosDDGip Lite e DDBroker) e doDDBL (integração dos sistemasde exportação da Bysoftao banco de dados dosarmadores, evitando a redigitaçãodos dados necessáriospara a emissão do BL),sistemas que otimizam aconsulta dos processos noMantra e no Inttra.


8EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICACONTROLE DE ARMAZÉMEtna Home Storeinstala novo CD e adquireWMS da SydecoASydeco – System DevelopmentCompany(Fone: 11 5506.0861)acaba de conquistar mais umcliente, na área de WIS - WarehouseInformation System. Trata-sedo Etna Home Store (Fone:0800 702 8012), uma das principaislojas de arquitetura e decoraçãodo país que possui trêsgrandes lojas, sendo duas em SãoPaulo e uma em Campinas, SP.Segundo Eveli Morasco, diretorda Sydeco, “nosso desafioagora é colocar o sistema no arem 30 dias no novo Centro deDistribuição da Etna, que desejainiciar a operação de casa nova eWIS funcionando”, explica.Ele também informa que oWIS tem se destacado ultimamentedevido ao aquecimento domercado de logística e “foi oprimeiro software de WMSdesenvolvido no país”.NOVAS INSTALAÇÕESSobre o novo CD da EtnaHome Store, Silvio R. Fernandes,diretor de logística e operaçõesda empresa, diz que ele está localizadono município de Barueri,SP, e tem 28.000 m² de área, alémde capacidade para 17.000 posiçõespalete. E conta com empilhadeirasretráteis de última geração,estruturas porta-paletes novas edimensionadas para receberdiversos tamanhos de paletes.“Nesse CD ficam estocadosprodutos das linhas de móveis,presentes, cama, mesa e banho.Não trabalhamos com linhas deeletrônicos e linha branca”,afirma Fernandes.Morasco, da Sydeco: WIS tem sedestacado devido ao aquecimentodo mercado de logísticaO diretor também conta queo novo WMS foi adquirido porter grande aderência com o desenhofeito de seus processos, indodo recebimento de produtos,estocagem dentro de critérios dedemanda (ABC), inteligência deressuprimento de picking, separaçãopor produtos e a destinaçãoàs docas de expedição.“Desde o início do processoaté seu final, todas as operaçõessão feitas via RF (coletoresSymbol série 9000) e com trakingde produtos e operadores. Teremosnum segundo momento a convocaçãoativa, que proporcionará adistribuição de atividades automaticamente,bem como a avaliaçãodiária de cada operador.”Sobre as perspectivas com onovo CD e o WMS, Fernandesdiz que esperam que, após aimplementação do software, tenhamcondições de melhorar emmuito o padrão de serviços aosclientes. “Além disso, estaremospreparados para assimilar o crescimentoesperado da empresapara os próximos anos e, com certeza,seremos os melhores emserviços do segmento”, completa,destacando que a Sydeco foiescolhida para fornecer o WMSpor estar presente em grandesmagazines, administrando armazénsde grande porte e, principalmente,pela flexibilidade do sistemaem customizações e adaptações.De fato, a Sydeco possuisistemas WIS implantados naMarabraz, Kolumbus, Ponto Frioe Casa&Vídeo. ●ESTRATÉGIAConselho deGestão da TNTvisita o BrasilBakker: “Muito em breve vamostestar o etanol e o gás liquefeitoem nossos veículos”Após a recente aquisiçãoda brasileira Mercúriopela holandesa TNT(Fone: 11 5564.8600), em janeirodeste ano – veja matéria naedição 60 (fevereiro/2007) dojornal LogWeb –, o Conselho deGestão da empresa e o presidentedo conselho de administração(CEO), Peter Bakker, estiveramem São Paulo como parte de umaviagem de quatro dias ao Brasil,com o objetivo de visitar a Mercúrioe rever a estratégia da companhiapara a América do Sul.Segundo Bakker, os objetivosda empresa com a expansão sãoo fortalecimento da marca, a reduçãoda emissão de carbono devidoao aquecimento global e odesenvolvimento de uma equipesempre melhor. “O diferencial daTNT é que consideramos importantetornar os nossos funcionáriosorgulhosos de trabalhar naempresa”, disse.A respeito do problema doaquecimento global, Bakkeracredita que a companhia podeaprender com o que é feito noBrasil, como o uso do etanol, eexportar para outros países. Afinal,o CEO considera que é obrigaçãoda TNT investir em tecnologiasmodernas e limpar a suafrota, já que, de acordo com estatísticas,o transporte é responsávelpor 14% das emissões depoluentes. “Muito em breve vamostestar o etanol e o gás liquefeitoem nossos veículos”, contou.A projeção é de que sejaminvestidos mais de 20 milhões deEuros em biocombustível.Além disso, Pakker afirmouque a meta da companhia é alcançarum crescimento de doisdígitos no Brasil, aproveitando oboom no mercado doméstico deentrega expressa. “A TNT passa aser a primeira empresa de serviçoexpresso na América do Sul a oferecertanto entregas domésticascomo internacionais”, concluiu. ●


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA9EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007TECONDI comemoracrescimento em2006O TECONDI - Terminal paraContêineres da Margem Direita(Fone: 13 2101.7150) divulgousuas conquistas e investimentosrealizados em 2006, quando superousuas expectativas e mostrounúmeros de crescimento. Amovimentação anual foi superior,apontando um crescimento de22%. Em 2005, o Terminal movimentou201,015 de TEU´s. Em2006 fechou o ano com 245,300TEU´s, o que demonstra um períodototalmente produtivo. Os númerossão reflexos das váriasações, investimentos e do planejamentopreparado para o ano. Nodecorrer de 2006, o TECONDI promoveuuma série de mudanças.Ampliou seus departamentos paraatender ainda melhor seus clientese realizou a recolocação de diversoscolaboradores, além deintegrar novos profissionais pararealização da ampliação dos serviçose projetos do Terminal; conquistouo certificado de qualidadeISO 9001:2000, concedido pelaBVQI; adquiriu dois guindastespós-panamax importados da indústriaaustríaca Liebherr-WerkNenzing, no valor de US$ 7 milhões,através do Reporto; passoua disponibilizar um serviço especialpara os Agentes de Cargas, aredestinação de cargas LCL porDeclaração de Trânsito Aduaneiro– DTA; e reduziu em aproximadamente50% o número de acidentesentre o primeiro quadrimestrede 2005 e o mesmo período de2006.


10EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAASSOCIAÇÃOTerceirização é temade encontro da ABMLem São PauloAABML – AssociaçãoBrasileira de Movimentaçãoe Logística (Fone:11 3884.5930) promoveu, no últimodia 19 de março, o seminário“Operadores Logísticos eTerceirização”. O evento ocorreunas dependências da FIESP – Federaçãodas Indústrias do Estadode São Paulo.Abrindo o seminário, ÂngeloDias, do departamento de operadoreslogísticos da ABML ediretor de logística & projetos daMesquita Soluções Logísticas,expôs o tema “A Visão Estratégicada Terceirização”.Ele começou com a explicaçãode terceirização: processopelo qual se repassam atividadesque não sejam “core competence”para terceiros - com o qualse estabelece uma relação deintegração. E acrescentou queoperador é aquele que exerce opapel de integrador da cadeia deSupply Chain com foco na movimentaçãofísica de materiais egestão da informação.Dias também informou queexistem três tipos de atividadeterceirizada: a básica, que envolvetransporte de suprimento, dedistribuição, de transferência,desembaraço aduaneiro e temabrangência regional; a intermediária,que inclui armazenagem,milk-run, gerenciamento detransporte multimodal e temabrangência nacional; e a sofisticada,que engloba gestão deestoques, valor agregado ao produto,projetos logísticos e tematuação global. “Não existe o melhormodelo. A tendência é queos operadores migrem do regionalpara o global e do global parao regional”, diz.De acordo com Dias, antes decontratar um serviço terceirizadoé preciso definir a estratégialogística da empresa: o objetivoé a redução de custos, a melhorado nível de serviço, a expansãoregional ou o aumento da capilaridade?Já no processo de seleção, elesugere analisar infra-estrutura/fatoresgeográficos, sinergia operacionalcom outros clientes, expertiselogístico, envolvimento daalta cúpula, profissionais, controlede informação e de expansão,custo X valor agregado, serviços/soluções, capacidade de expansão/flexibilidadee criatividade/inovação. “O operador precisaatender a todos os tipos de clientes,mas aconselho que ele busqueuma especialização”, disse.Para o sucesso da parceria,Dias considerou importanteconstruir uma rede de relacionamentos,documentar as rotinas/processos, desenvolver a interfaceentre sistemas e pessoas eintegrar todos os níveis.Segundo ele, o ciclo da implantaçãodura em média 6 meses,divididos em: elaboração doprojeto, um mês; negociação,dois meses; e implantação, trêsmeses. “Este último é o mais crítico,pois é preciso encaixar umaempresa diferente entre a sua e ocliente. Por isso, são necessáriasgarantias”, declarou.Dias acredita ser fundamentalna parceria que todos os problemasda empresa contratantesejam abertos à contratada. “Nãose pode esconder as irregularidades.Com a terceirização, aproveita-separa colocar a empresaa limpo”, diz.Após a implantação, ele declarouque é necessário analisara base da logística da empresa,que inclui tecnologia, processose pessoas. Além disso, convém ouso de KPI´s - Indicadores Chavede Desempenho para medir,comparar e melhorar os processoslogísticos desenvolvidos.O evento enfocou temas como visão estratégica e a importância daelaboração do contrato de prestação de serviços, entre outrosOutra palestra realizada foicom Marcelo Bueno Brandão,gerente de projetos, pesquisa &desenvolvimento da Columbia,que discorreu o tema “TerceirizaçãoLogística: Benefícios doCliente na Visão do OperadorLogístico”.Utilizando um case comobase, Brandão destacou as característicasgerais da operação realizadapela Columbia: produtos100% importados (Chicago eAtlanta); insumos comprados eenviados pelo cliente; pedidosfracionados; grande variação depeso e medida dos produtos; áreadedicada + área variável; e transporteFOB.As possíveis melhoriasidentificadas pela Columbia, conformedescreveu o gerente, incluemlead-time; parceria (análiseda cadeia de valor); melhoriacontínua dos processos; reduçãode custos; e valor agregado nasoperações (montagem de kits,etiquetagem, etc.). Com isso, asações executadas envolvemdesenvolvimento do entrepostoaduaneiro e do centro de distribuiçãointegrados; integração dosprocessos e dos sistemas (TI);melhorias operacionais (processose sistemas); identificação denovas oportunidades de negócio;e otimização de recursos emalgumas operações.Já as ações em portos secosenglobam o controle de todas asoperações por coletor (on-line),inventários cíclicos, integraçãocom o SISCOMEX (Receita Federal)e outros. No centro de distribuição,a Columbia realiza revisãode fluxo operacional, rastreabilidadedos produtos armazenadose dos volumes montadospara expedição, entre outros.Com isso, Brandão concluique a contratante obteve reduçãode custo em 10%; redução notempo de separação de 4 para 2horas, em média; ganho de produtividadecom o aumento noprocessamento de 200 para 350linhas de pedido/dia, em média,além de outros resultados.A Rapidão Cometa tambémapresentou cases por meio deAugusto Almeida, gerente nacionalde logística de distribuição,e Eduardo Araújo, gerentenacional de logística de infraestruturada empresa.O serviço realizado pelaRapidão Cometa inclui um ambientecompartilhado de logística


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA11EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007fiscal, engenharia e investimentoem infra-estrutura logística,integração de sistemas logísticos,otimização econômica, operacionale de gestão de riscos de sistemaslogísticos, gerenciamento defretes, otimização de sistemaslogísticos de serviço, transportesrodoviário e aéreo/operadorlogístico.O contrato da Rapidão Cometaenvolve atendimento ao cliente,SLA/KPI’s (bônus e ônus),seguro/gris, WMS, inventários/auditoria externa, transdutor,armazenagem, montagem dekit’s, ad valorem, gris, retorno aosacionistas, acompanhamento decustos, acompanhamento dereceita, custo capital e PMR.Almeida explicou que para aoperação na companhia de comunicaçõesOi (handset), os serviçosprestados são: recebimento, armazenagem,montagem e expediçãode kit’s, embalagem, faturamentode pedidos, pré-ativação de chips,distribuição, logística reversa,assistência técnica e inventários(rotativo e semestral). Na Oi(Logística EMI Telemar), atua norecebimento e armazenagem,controle de estoque e de prazos degarantia, saída – atendimento dereservas, montagem de kit’s, remessapara assistência técnica,logística reversa (reparo), inventários,operação e monitoramentodos transportes aéreo e rodoviárioe operação de cow’s.Já na Ezconet, empresa detecnologia e distribuição de telefoniacelular e eletrônicos, os serviçossão de recebimento, armazenagem,expedição, logísticareversa de aparelhos, logísticareversa de contratos, agendamentode entrega (pessoa física) e inventários(rotativo e semestral).Na CVRD – Companhia Valedo Rio Doce, os serviços prestadospelo Rapidão Cometa incluemrecebimento e armazenagem,saídas – atendimento dereservas, inspeção técnica, preservaçãode materiais e check deendereços (I.R.).Rodrigo Guerra, diretor deoperações do Grupo Predial/In-Haus, por sua vez, apresentou oCase “In-Haus - Braskem, ANova Tendência na Terceirizaçãode Serviços”.Guerra começou explicandoo dilema geral do contratante,que realiza o contrato de serviçopensando em menor preço e melhorserviço, enquanto o prestadorentende menor margem emaior empenho. Essa diferença,disse o diretor, acaba desgastandoo relacionamento.Como solução, ele sugeriu ouso de SLA - Service LevelAgreement ou ANS - Acordo deNível de Serviço. Existe o SLAforte, que prima por 100% decontrole e 0% de subjetividade;o balanceado, cujo mote é maiorcontrole sem aumento de custos;e o light, controle mínimocobrando apenas resultado.O diretor destacou, ainda,quatro premissas do desenvolvimentode um SLA: definição dosserviços prestados, definição daexpectativa do nível da qualidadedo serviço, existência de ummecanismo de medição pré-acordadoe existência de penalidadese bônus após aferição. “Os indicadoresdão noção dos gargalose do ganho que você pode obtersolucionando-os”, declarou.Como sugestões para implantaçãode um SLA, Guerra disseque é preciso entender o processoprodutivo do cliente e encontrarindicadores que meçam a eficiênciaou eficácia de um serviço,e não indicadores que meçamseus procedimentos internos.Além disso, é importante simularos índices e o resultado doSLA no resultado do contratomês-a-mês, usando, se possível,um simulador estatístico; estabelecerum período de acompanhamentoe teste para ajuste de metasnão inferior a três meses,como também um indicadorcontratual de ganho compartilhadopor aumento de produtividade;e estabelecer no contrato odetalhamento do serviço prestado,e não da mão-de-obra cedida.Como exemplo de quesitos eformação de índices, Guerra citouíndices de diálogos de segurançae comportamentais, de reuniõesprogramadas, investigaçãode perdas, de investimentos emmelhorias, de treinamento, de reconhecimento,do plano de inspeçãoe outros, além de taxas deacidentes pessoais, materiais eambientais maiores e menores.O QUE DIZ A LEIA Advogada Cléa Correa, daDemarest & Almeida Advogados,apresentou o tema “A importânciada Elaboração Adequada deum Contrato de Prestação de Serviços”.Baseada em leis, a advogadadeclarou que a atividade deterceirização não é muito bemvista pelo Judiciário, tanto que ainterpretação difere dependendodo juiz em um possível caso jurídico.A partir do contrato de umserviço terceirizado, Cléa considerouindispensável que o tomadorpeça mensalmente ao operadorlogístico comprovantes depagamentos previdenciários, trabalhistase fiscais dos funcionárioscolocados à disposição da empresa.“Escolheu mal ou vigiou malvai pagar por isso”, alertou.Pela lei, ela explicou que nãoé aceito que se faça a terceirizaçãode uma atividade-fim daempresa, ou seja, que seja objetosocial dela. O que é aceito éterceirizar uma atividade-meio:aquela que não está relacionadaàs atividades da empresa diretamente.“Mas esse não é um conceitoabsoluto, há controvérsias.É um vácuo na legislação. Cadajuiz pode entender de uma maneiradiferente”, declarou Cléa.Para estar de acordo com a lei, aadvogada ofereceu dicas aotomador, como: não dar ordem aofuncionário terceirizado, porqueisso significa vínculo e o contratode serviço é impessoal; evitarterceirização parcial, ou seja, nãoter empregados terceirizados fazendoas mesmas funções queempregados internos; e atentarsepara o fato de o contratado teroutros clientes.Sobre quarteirização, a questãofica mais difícil, conforme explicouCléa. Para ela, se a terceirizaçãojá não é bem vista peloJudiciário, a quarteirização é umasituação mais difícil ainda de seraceita. Ela sugeriu que, em vezde o operador contratado (terceirizado)utilizar os serviços de umparceiro para atuar em um localnão atendido por ele, o tomadordeve constar em seu contrato tambémesse parceiro, assumindorelação direta com ele e descaracterizandoa quarteirização.Segundo Cléa, a terceirizaçãoveio pra ficar, apesar das controvérsiaslegais. “A tendência é quese tenha uma lei própria no futuro”,declarou a advogada.Já a palestra “Aspectos Legaise Tributários no Dia-a-dia daTerceirização” foi apresentadapor Alfredo da Cunha Neto, consultortributário do departamentode operadores logísticos daABML e diretor da Atmcon.Cunha Neto contou que dentreas vantagens oferecidas pelaterceirização da Consultoria Tributária,destacam-se: maior flexibilidadee capacidade de administrarimpostos, planejamentoadequado e administração eficiente.“Contando com outra empresapara cuidar das operaçõestributárias do dia-a-dia, você ficalivre para focalizar o negócioprincipal. Terceirizar é, em últimainstância, cortar custos, mesmoque a intenção seja apenas teracesso a especialistas com osquais não se pode contar dentroda empresa”, explicou.O evento finalizou com umamesa redonda sobre “O Futuroda Terceirização no Brasil:Caminhos, oportunidades edesafios”, envolvendo todos ospalestrantes. ●


12EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAEVENTOA 9ª Transpo-Sulacontece em julho, emPorto Alegre, RSOrganizada peloSETCERGS –Sindicato das Empresasde Transportes deCarga no Estado do RioGrande do Sul (Fone: 513342.9299) e pela FE-TRANSUL – Federação dasEmpresas de Transporte deCarga no Estado do RioGrande do Sul (Fone: 513342.2053), será realizada,no período de 19 a 21 dejulho próximo, a primeiraedição da Transpo-Sul -Feira e Congresso de Transportee Logística em PortoAlegre, RS, no Centro deEventos da FIERGS.Na verdade, trata-se da9ª edição do evento: depoisde passar por duas ediçõesem Canela, duas em Gramadoe quatro em Bento Gonçalves,agora chegou a vezde a capital gaúcha receberaquele que é considerado omaior evento do gênero naRegião Sul do Brasil.Segundo o coordenadorda comissão organizadoradesta edição, Francisco Cardoso,a Transpo-Sul iniciaum processo de diversificaçãode expositores com focona logística, armazenagem,movimentação e transportede passageiros, além de atrairos tradicionais fornecedoresda cadeia de transporterodoviário de cargas. “A presençade fornecedores, consumidores,empresários,profissionais e autoridadesdesses segmentos em umúnico evento representa aunidade e a relevância desetores que literalmente irãotransportar o Brasil a umaposição de potente na economiamundial”, afirma. Paraleloà feira, a Transpo-Sulrealiza um congresso comenfoque nas áreas de transporte,logística, economia,gestão e comportamentomotivacional. “Autoridadese lideranças dos segmentosde logística, transporte decargas e passageiros, nacionaise internacionais,estarão debatendo propostase soluções para muitosde nossos problemas e entravesatuais”, completa ocoordenador. ●EMPILHADEIRASStill realiza convençãode vendas em Itu, SPFoi realizada, nos dias9, 10 e 11 de fevereiroúltimo, em Itu, SP,a convenção de vendas daStill (Fone: 11 4066. 8100).O evento reuniu cerca de 70profissionais, entre representantesde vendas e integrantesdos serviços autorizadosde todo o Brasil e daAmérica do Sul, bem comocolaboradores da empresa.Além das apresentaçõesdos resultados de 2006 eperspectivas para 2007,feitas por Frank Bender,diretor-presidente, e AdrianaFirmo, gerente geral, o eventoapresentou como diferencialum dia inteiro de atividadesde aventura, na Base84 – local para treinamentoscorporativos e eventos demarketing e esportivos.Afinal, segundo Adriana, “aEvento reuniu cerca de 70 profissionais da América do Sulsuperação física é importantepara saber que o nossolimite é bem maior doque imaginávamos, assimcomo nos negócios”.O evento foi encerradocom a premiação da fórmulaE, na qual foram avaliadositens como conhecimentode mercado e númeroe modelos de máquinasvendidas – a campeã foi aMoviminas, que recebeu oprêmio de melhor representantecomercial Still. Tambémhouve a apresentaçãode um grupo de jazz – MarceloTorres Band – que comparoua organização e asnecessidades de uma bandade Jazz com as mesmas dentrode uma empresa. ●AgendaMaio 2007FeirasApas’200723ª Feira Internacional deNegócios em SupermercadoXXXIII Congresso de Gestãode Negócios emSupermercadosPeríodo: 14 a 17 de maioLocal: São Paulo – SPRealização:Associação Paulista deSupermercados – ApasInformações:www.apas.com.brrose@promovisao.com.brFone: (11) 3647.5000FITBRASIL’20071ª Feira Internacional deTecnologia da Informação eComunicaçãoPeríodo: 15 a 18 de maioLocal: Bento Gonçalves – RSRealização: Lions ClubeInformações:www.fitbrasil2007.com.brfitbrasil@fitbrasil2007.com.brFone: (54) 3451.7242Minas em Negócios2ª Feira de Negócios deComércio ExteriorPeríodo: 23 a 25 de maioLocal: Varginha – MGRealização: Israel Scalioni MEInformações:www.minasemnegocios.com.brisraelscalioni@yahoo.com.brFone: (35) 3221.2648Agrishow’2007Luís Eduardo MagalhãesPeríodo:29 de maio a 2 de junhoLocal: Luís EduardoMagalhães – BARealização: PubliêInformações:www.agrishow.com.bradm@agrishow.com.brFone: (11) 5591.6326Cursos e EventosGestão de Estoquese Custos LogísticosPeríodo: 5, 12 e 19 de maioLocal: São Paulo – SPRealização: CetealInformações:www.ceteal.com.brceteal@ceteal.com.brFone: (11) 5581.7326Como Minimizar Custos eMaximizar Valor emArmazénsPeríodo: 15 e 16 de maioLocal: São Paulo – SPRealização: TigerlogInformações:www.tigerlog.com.brcontato@tigerlog.com.brFone: (11) 6694.1391


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA13EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007CursosFormação de Preçosna ExportaçãoPeríodo: 16 de maioLocal: São Paulo – SPRealização: NetComexInformações:www.netcomex.com.brfernanda@netcomex.com.brFone: (11) 3673.4822SERVIÇOS LOGÍSTICOSAvant Logística operaem mais um terminalda ALL em MTSimpósio Demand PlaningPeríodo: 16 de maioLocal: São Paulo – SPRealização:Ciclo DesenvolvimentoInformações:www.portalsupplychain.com.brciclo@portalsupplychain.com.brFone: (11) 6941.7072II Fórum Internacional deTecnologia da InformaçãoAplicada à Logística &Supply ChainPeríodo: 16 e 17 de maioLocal: São Paulo – SPRealização:CEL - Coppead/RFRJInformações:www.centrodelogistica.com.brcel@coppead.ufrj.brFone: (21) 2598.9812Identificação de UnidadesLogísticas comCódigo de Barras(Curso Gratuito)Período: 21 de maioLocal: São PauloRealização: GS1 BrasilInformações:www.gs1brasil.org.brautomacao@gs1brasil.org.brFone: (11) 3068.6229Gestão de FrotasPeríodo: 21 e 22 de maioLocal: São Paulo – SPRealização: Log IntelligenceInformações:www.logintelligence.com.brtreinamento@logintelligence.com.brFone: (11) 3285.5800Gestão de EstoquesPeríodo: 25 de maioLocal: Sapucaia do Sul – RSRealização:FAE – Faculdades EquipeInformações:www.faculdadesequipe.com.brcontato@faculdadesequipe.com.brFone: (51) 3474.4515No portalwww.logweb.com.br,em “Agenda”, estãoinformações completassobre os diversos eventosdo setor a serem realizadosdurante o ano de 2007.A Avant está encarregada de toda a manutenção eletromecânica e operação logística doterminalFocada no atendimentoà logística degrandes empresas, aparanaense Avant Logística(Fone: 41 3643.3243) fechoumais uma parceriacom a América LatinaLogística - ALL (Fone: 412141.7555), desta vez paraa operação do terminal deAlto Araguaia, no MatoGrosso.A Avant está encarregadade toda a manutençãoeletromecânica e operaçãologística do terminal, incluindopesagem, transbordo,carga e descarga de caminhões/vagõesde granéissólidos, além da armazenagemdos produtos em silos.Atualmente, passamneste terminal cerca de 250vagões por dia, que escoamprincipalmente soja, farelodo Mato Grosso para o Portode Santos e outras regiõesdo Brasil, e é por meio desteterminal que chegam adubospara a região mato-grossense.Este número deverásubir para 400 vagões nopico da safra e mais de 700caminhões.Além de Alto Araguaia,a Avant Logística tambémgerencia outro terminal daALL, em Alto Taquari, nomesmo estado. Nos doisterminais atuam 130 funcionários.Segundo Claudio Cavagnaride Oliveira, diretorgeral da Avant, a empresafoi escolhida pela ALL devidoao conhecimento técnicodiferenciado, que possibilitatrabalhar comestrutura enxuta, “ofertando,assim, um valor do serviçoprestado muito maiscompetitivo do que o encontradoneste mercado”.Também destaca como fatorimportante a empresa jáadotar procedimentos semelhantesaos da ALL econtar com ex-funcionáriosde empresas de logística,como da Vale do Rio Doce,Ferropar, Ferronorte e daprópria ALL.Diogenes Myata, diretorde operações, tambémda Avant, expõe que um dosdiferenciais da empresaestá na transparência nasnegociações comerciais.“Trabalhamos com planilhade custo aberta, com isto registramosuma grandeconfiabilidade com nossacarteira de clientes”, diz.De acordo com ele, parceriano dia-a-dia, procurandosoluções criativas e debaixo custo para ambas aspartes, e confiabilidadetambém estão entre os diferenciais.A Avant é uma empresanova, presente no mercadodesde 2.004. Como vantagensdesta “jovialidade”,Ronaldo Picanço, diretoradministrativo e financeiro,cita estrutura física moderna,sem adaptação de estruturasultrapassadas. “Temosum time jovem, com energiae garra, e cultura corporativaainda em formação,possibilitando lapidá-lamais facilmente de acordocom as melhores e maismodernas práticas gerenciais”,acrescenta.Ainda para este ano, acompanhia tem como planosassumir a gestão denovos terminais de clientesque utilizam a ferrovia emsua matriz de transporte;crescer na coleta/entrega(distribuição) de cargas; eduplicar da capacidade dearmazenagem em Araucária,PR, que possui atualmente2.000 m 2 . Com isso,o armazém terá desvio ferroviário,pátio para caminhõese outros equipamentos.Nele, a empresa atendeas operações de armazenagemde produtos industrializados,aço, polietileno,papel, placas de madeira,higiene e limpeza para asempresas ALL, Bosch, FundiçãoTupy, Brasken, Ipirangae International Paper,entre outros.A Avant presta serviçosde carga, descarga, transbordo,armazenamento,limpeza e manutenção eletromecânicaem terminaisrodos-ferroviários própriosou pertencentes a ALL,além de realizar entrega ecoleta aos clientes finaisvia ponta rodoviária. ●


14EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAAMARRAÇÃO E ELEVAÇÃO DE CARGASQuando do usode cintas, todocuidado é poucoVerificar certificados de qualidade dos acessórios, fatores de segurança, cantos vivos, tipos de laçamento eamarração, além de realizar inspeção de rotina periodicamente nas cintas e nas ferragens, são pequenas ações quefazem toda a diferença na operação de içamento de cargas.Às vezes, o que parece pequenodetalhe pode geraruma grande diferençano processo como um todo.Isso vale para cintas de amarraçãoe elevação de cargas: se nãohouver atenção especial aos detalhesque envolvem carga e cinta,a conseqüência poderá serrealmente grande, incluindo prejuízosmateriais.Primeiramente, é importanteprestar atenção aos certificados dequalidade emitidos pelos fabricantesou fornecedores dos acessórios.O engenheiro André Carrion,supervisor técnico comercial daGunnebo Industries (Fone: 114055.9800), explica que os laudosde conformidade técnica e os certificadostécnicos garantem a qualidadedo processo utilizado na fabricaçãodos produtos controladospelas organizações regulamentadoras,assim como o atendimentodas especificações técnicas requeridasnas normas vigentes no país.Cláudio Miller, gerente de vendasda Tecnotextil (Fone: 133229.6100), acrescenta que tantoo laudo de conformidade técnicaquanto os certificados de qualidadevalidam o produto, garantindopara o usuário que os materiais estãodentro dos padrões de segurançaexigidos. “As cintas de elevação eamarração seguem as especificaçõesrecomendadas pela ComunidadeEuropéia – EN 1492-1/2 para elevaçãoe EN 121/95 para amarração.As cintas de elevação têm Fatorde Segurança (FS) de 7:1 e asde amarração de 2:1 para a capacidadea que são destinadas”, diz.Por sua vez, Ednaldo da PurificaçãoSilva, gerente de vendas daSpanset do Brasil (Fone: 243360.4595), considera essencialque as empresas e os usuários te-nham acesso a todas as informações,assim como a um planode carga para um transporte seguro.Ele diz que a rastreabilidade,em caso de acidentes ou incidentes,é a garantia do produto; e quea etiqueta identifica a capacidade,o fabricante e seu código de fabricação.“Infelizmente, por umaquestão exclusiva de preços, existemempresas que ainda utilizame adquirem os conjuntos de amarraçãosem conhecer a procedência”,informa.Silva também adianta que aABNT – Associação Brasileira deNormas Técnicas, por meio doComitê Brasileiro de Têxteis e doVestuário, o CB-17, está finalizandoas normas para elevação deCargas - parte 1 - Cintas planas;Elevação de Cargas - parte 2 - Cintastubulares; Amarração de Cargas- parte 1 - Cálculo de tensões;e Amarração de Cargas - parte 2 -Cintas de amarração.No caso de acidentes, ele consideraser fundamental levar emconta as questões: como ocorreuo acidente; qual a responsabilidade;qual o custo para as empresas;e qual o custo para a sociedade.SEGURANÇAMas, o que querem dizer osnúmeros chamados de Fatores deSegurança (FS), ou melhor, o quesão esses fatores?Carrion, da Gunnebo, explicaque fator de segurança é a relaçãoentre a carga máxima de trabalhoe a mínima carga de ruptura domaterial em ensaios normalizados.Por exemplo: Fator 7:1 - Cintas dePoliéster. Uma cinta com carga detrabalho máxima de uma toneladadeve atingir em ensaio no mínimosete toneladas de carga. “Mas suaO usuário deve seguir as orientações de inspeção, realizando semprea manutenção dos equipamentos, mantendo um trabalho preventivocarga de trabalho depende da formacomo a mesma está sendo utilizada.Diferentes formas de amarração,cargas de trabalho, ambientese ângulos possuem limites detrabalho que devem ser seguidosconforme o produto e o fabricante”,ressalta.Miller, da Tecnotextil, destacaque o fabricante que segue as normasinternacionais garante a segurançae, com isso, evita o risco dorompimento das cintas, danos aosacessórios e, conseqüentemente, apossibilidade de acidentes. “Esteé um item importante a ser considerado.A segurança na movimentaçãoé fundamental. Um equipamentoaquém das especificaçõespõe em risco os colaboradores, acomunidade, o investimento e aimagem da empresa”, declara.Já Silva, da Spanset, informaque o conjunto de amarração decargas mais usual é o de 50 mmcom resistência de 2.5 t e 5.0 t,respectivamente na utilização retae no sistema envolvente. Neste sistema,o fator de segurança aplicadoé o de 2:1.Quanto às laçadas, Carrion, daGunnebo, diz que a maneira delaçamento ou amarração da cargadeve ser escolhida de acordo coma carga a ser movimentada. Eleinforma que enforcando o acessório,a perda de carga é de cerca de20%. Além disso, sobrecargas,temperaturas elevadas, cantos vivos,movimentos bruscos, torsãonas correntes, cintas e lingas diminuemas cargas de trabalho.Carrion alerta que as formas deamarração devem ser utilizadas deacordo com o tipo de acessório eas instruções de trabalho fornecidaspelo fabricante.Miller, da Tecnotextil, diz queas formas mais usuais são o enlaçado(que corresponde ao basketna elevação de carga), a forma direta(vertical) e a envolvente (a fitasai da catraca e retorna na mesmacatraca, envolvendo a carga).Citando as amarrações diretas,conhecidas como amarração poratrito, que têm como objetivo fixara carga no assoalho do caminhão,impedindo que ela se desloque,Silva, da Spanset, tambémrevela que existe uma portaria quetorna obrigatória a utilização decabos de aço ou cintas têxteis notransporte de produtos siderúrgicos,porém, a considera muito vagae sem embasamento técnico, ouseja, “existe a obrigatoriedade daamarração, mas as leis estão totalmenteequivocadas e, se analisarmos,poderíamos afirmar que 90%destas amarrações não suportariama carga em uma frenagembrusca, mesmo a baixa velocidade”,conta.Silva também comenta sobrea Norma EN-121/95, que estipulaos valores de amarração poratrito, os quais, somados com onúmero de amarrações, garantema perfeita segurança para o transporte.“Cargas que são muito baixas(por exemplo, chapas de aço)ou muito altas, tendem a ser asmais difíceis para a amarração”,avisa.O gerente de vendas daSpanset conta, ainda, que o ângulode amarração reduz significativamentea capacidade deamarração do conjunto, sendoproibido o transporte quando aamarração tiver um ângulo inferiora 30º.Como é possível notar, a capacidadedas cintas depende domodo com que são utilizadas, e,além disso, existem alguns fatoresque podem danificar os acessóriospara amarração e elevaçãode cargas.Carrion, da Gunnebo, consideraque os problemas variam deacordo com o produto utilizado,“mas em todos os casos, o cumprimentodo uso do produto deacordo com sua carga de trabalhoespecificado pelo fabricante é essencialpara garantir a segurançados usuários e da carga em processode elevação ou movimentação”,assinala.Por sua vez, Miller, da Tecnotextil,aponta como danificadoresmais comuns a má fixação dosacessórios nos caminhões ou veículosde transporte e a utilizaçãode terminais inadequados, principalmentecom relação ao engateindevido do caminhão e à colocaçãoda parte sintética da fita deamarração em cantos ou arestassem proteção. Além disso, dá algumasdicas para proteção da cinta,que acabam ajudando tambémna proteção dos acessórios, como:conhecer o peso e o centro de gravidadeda carga; observar as condiçõesde embalagem ou de


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA15EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007amarração da carga com dobradaatenção; verificar a existência decantos vivos e preparar proteçõespara evitar danos à cinta; jamaisexceder as especificações técnicas;usar ganchos com raio de apoionunca inferior ao diâmetro de umapolegada de seção lisa e redonda;evitar movimentos bruscos; e nuncautilizar cintas danificadas.Para Silva, da Spanset, os acessórios,fornecidos como parte integrantedo conjunto, já devem serdimensionados para a capacidadee finalidade a que se destinam. “Eproteções para os cantos vivos devemser utilizadas, já que permitemmaior segurança e melhoramarração”, aponta.Silva cita também que podemacontecer desgastes nas cintas porfalta de proteção quando tencionadas,que ocorrem quando entramem contato direto com a carga,muitas delas em superfícieáspera e/ou cortante. E aconselhaanalisar os acessórios, verificandose não têm desgastes ou trincas.Carrion, da Gunnebo, consideralevar em conta na inspeção desegurança: deformação permanenteem conseqüência da sobrecargado acessório, fissuras, evidência decontatos com temperaturas elevadase outros.“Para evitá-los deve-se seguirDicas para a inspeção das cintas de amarração e elevação de cargasRoteiro básico para inspeçãode rotina1. Colocar a cinta em umasuperfície plana;2. Examinar com atençãoambos os lados;3. Examinar cuidadosamenteos olhais;4. Examinar cuidadosamenteas proteções e osacessórios (se houver).Periodicidade das inspeções➥ Os períodos de exame e inspeçãodeverão ser determinadospor uma pessoa qualificada, considerando-seas aplicações, oambiente, a freqüência de uso equestões similares;➥ As cintas que não foremutilizadas deverão serexaminadas pelo menos umavez por ano por uma pessoacompetente e qualificada paraestabelecer sua adequaçãoquanto à continuidade de uso.Os registros desses examesdeverão ser mantidos;➥ As cintas danificadas deverãoser recolhidas do serviço eprovidenciado o descarte,cortando o produto em váriaspartes menores para garantirque não será utilizada;➥ Nunca tente executar reparosnas cintas por sua conta.Inspeção das ferragens➥ Realizar controles sobre oestado das ferragens em todosos seus componentes, comotravas, pinos, etc.;➥ Controlar o desgaste nasparedes das peças e alargamentoplástico causado porsobrecarga;➥ Considerar, entre outrascaracterísticas: alongamentointerno e externo,amassamento nos elos oucabo, danos mecânicos,deformação visual, desgastepor arraste e corrosão,entalhamento, torção, etc.;as especificações dos fabricantespara uso e manutenção dos acessóriose verificar, de acordo como produto, se todas as especificaçõescontinuam disponíveispara consulta no caso de dúvida”,aconselha.Miller, da Tecnotextil, concorda:o usuário deve seguir as orientaçõesde inspeção, realizandosempre a manutenção dos equipamentos,mantendo um trabalhopreventivo. “O foco deve ser semprevoltado para evitar que os acessóriossofram algum dano, comotrincas e desgastes”, diz.Acessórios fora de conformidadetécnica em operações de içamentode cargas, conforme citamCarrion, da Gunnebo, e Miller, daTecnotextil, podem romper e sesoltar do componente de amarração,deixando a carga solta e causandoacidentes, a exemplo dostombamentos de cargas em rodovias,além de acarretar prejuízoseconômicos e muitas vezes até amorte das pessoas próximas aolocal do acidente.A respeito dos sistemas de ancoragem,Silva, da Spanset, dizque os dispositivos fixos, que estãoincorporados ao sistema de➥ Especificamente para osganchos, devem ser retiradosde uso quando a abertura daboca tiver uma deformaçãosuperior a 10%, ou quandoapresentar desgaste nasparedes superior a 5% outrincas/rachaduras. Tambémdeverão ser imediatamentesubstituídos se apresentardobras laterais (encaixe datrava de fixação “fora decentro”);➥ As anilhas de suspensãodevem assentar-se corretamenteno gancho de içamento.Fonte: Tecnotextiltransporte (caminhão) e onde sãoanexados os conjuntos de traçãoou amarração, estão totalmentefora de uma resistência conformea Norma EN 12.195, parte 1 - cálculode tensões. “Verificamossempre que o objetivo das empresasde implemento é fornecer umsistema antigo e obsoleto que seriao de amarração com cordas”,comenta. ●


16EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICATermares movimenta30.026 TEU´s em 2006As ações comerciais realizadas pela Termares- Terminais Marítimos Especializados (Fone:13 3213.3000) durante o ano de 2006 resultaramem movimentação recorde de30.026 TEU’s, aumentando o market sharedo Terminal em 28%. Para 2007, segundo asupervisora comercial do Termares, BethBarbeito, as previsões seguem o mesmo caminhodo ano anterior. “As importações continuamcomo foco e devem ter um aumentoem torno de 20%. Já as exportações tambémtendem a aumentar, segundo especialistas,por volta de 8%. Em 2007, nossa metade crescimento será de 25% no faturamento.”Especializada no manuseio e armazenagemde cargas de exportação e importação,sob regime aduaneiro, a Termares estálocalizada na Zona Primária do Porto de Santos,a 150 m do Cais do Saboó. Com umaárea total de recinto alfandegado de mais de30 mil metros quadrados, totalmente pavimentadose cercados, o Terminal conta comcapacidade estática para armazenamento deaté 3.000 TEU’s.Fiorde estuda aconstrução de novosarmazéns em 2007Em 2006, a Fiordi Logística Internacional(Fone: 0800 773.4010) cresceu em torno de15%. Segundo o vice-presidente da empresa,Mauro Lourenço Dias, a previsão para2007 é de aumento de 15% em relação a2006. O vice-presidente destaca que, em2006, a Fiorde mudou sua sede em São Paulopara um edifício de seis andares, com3.500 m 2 de área, com instalações modernase infra-estrutura de TI de última geração.Para 2007, ainda de acordo com ele, osprincipais investimentos da Fiorde estãoconcentrados na área de TI (SW e HW) eaquisição de novos caminhões. “Pretendemostambém continuar investindo na partede distribuição, além de estudar a construçãode armazéns e a compra de mais veículose equipamentos para trabalhar com adistribuição”, adianta. A empresa oferece umamplo programa de serviços para o setorlogístico, que inclui carga projeto, door todoor, Delivery Duty Paid (DDP), Delivery DutyUnpaid (DDU), assessoria e consultoriaaduaneiras, projetos de draw back, laudostécnicos, embarques aéreos e marítimosFCL/LCL, entre outros.Porto do Rio Grandeé conhecido como o“Porto do Mercosul”Dotado de uma infra-estrutura operacionaldividida em pública e privada, o Porto do RioGrande (Fone: 53 3231.1366), RS, vem destacando-secomo o líder em movimentação demercadorias entre os portos do extremo suldo Brasil e com importante atuação na Américado Sul. Além disso, está entre os quatro maioresportos do Brasil, sendo apontado como oporto mais eficiente do país de acordo com pesquisarealizada pelo Instituto Coppead da UniversidadeFederal do Rio de Janeiro. O portorio-grandino também se destaca por ocupar oprimeiro lugar no Brasil na movimentação demaquinário agrícola e está entre os maioresmovimentadores de contêineres do país. Emseu cais público, conhecido como Porto Novo,possui áreas para operação de granéis sólidose líquidos, fertilizantes, contêineres, veículos ecarga geral. Em sua estrutura privada, possuiterminais especializados, cada um em um tipode operação. A estrutura é formada por oito terminais:Tecon Rio Grande (contêineres), Termasa(granéis), Tergrasa (terminal trigo e soja),Bianchini (granéis), Bunge (grãos, farelos e óleosvegetais), Trevo (matéria-prima para fertilizantes),Píer Petroleiro (produtos derivados depetróleo e ácidos para fabricação de adubos) eCopesul (produtos petroquímicos). Por todosesses motivos, o porto rio-grandino, já conhecidocomo o “Porto do Mercosul”, consolidasecada vez mais como um grande movimentadorde cargas entre os portos da Américado Sul. Atualmente o porto gaúcho servecomo base para os navios que, devido às restriçõesde calado, não completam a sua capacidademáxima de carga nos portos do Uruguaie Argentina, sendo Rio Grande uma alternativapara realizar o top-off (completar a capacidadede carga do navio), devido a sua proximidadee a seu calado de 40 pés.Haidar atua nocomércio exteriorA Haidar (Fone: 11 3346. 6911) é especializadaem comércio exterior, proporcionando completoassessoramento aduaneiro. Oferece osseguintes serviços: administração de processosde importação/exportação (outsourcing);desembaraços alfandegários; fretes nacionaise internacionais; suporte jurídico/logístico/comercial;gerenciamento para obtenção de regimesespeciais (draw back, Linha Azul, Recof,etc.); e Agente NVOCC/IATA.


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA17EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007Vanguard éespecializada emcargas marítimasA Vanguard Logistics Servicesdo Brasil (Fone: 11 3049.8122), pertencente ao grupoOTS, é uma empresa especializadaem cargas marítimasLCL e FCL com atuação em todosos continentes, tanto paraimportação como exportação.Considerada líder em cargasconsolidadas no mercadoamericano e asiático, passoua ser competitiva também nocontinente europeu com a recenteaquisição do grupoConfreight. Segundo informaçõesda empresa, somentenos Estados Unidos movimentamais de 50% de toda acarga LCL naquele mercado.Na América Latina conta comescritórios próprios no Brasil,Chile e na Argentina. Em 2006iniciou as atividades no México,onde possui uma forteatuação nas cargas LCL e FCL.Localfriocompleta 50 anosEsse ano, a Localfrio (Fone:11 3046.4600) completa 50anos. Localizada na margemesquerda do Porto de Santos,no município de Guarujá, emSão Paulo, a empresa está habilitadatambém a operar emregime especial do entrepostoaduaneiro, licenciada a armazenare movimentar qualquertipo de carga para importaçãoe exportação, sendo o únicoterminal frigorificado e alfandegadono Porto de Santos.Com a Unidade Móoca, instaladaem São Paulo, SP, atendea grande demanda porfracionamentos de cargas deatacadistas e supermercados.Outro destaque é a UnidadeAnhanguera, também em SãoPaulo, SP, que possui fácilacesso às principais rodoviasdo Estado, permitindo rápidoescoamento de produtos congeladose resfriados, comoperação 24 horas. A empresatem, ainda, um terminal emItajaí, SC, com capacidadepara 6.000 TEUs.


18EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAARMAZENAGEM E DISTRIBUIÇÃOTok&Stok e Multicoisasinvestem em novos Centrosde DistribuiçãoDuas grandes empresasdo setor de comérciovarejista investiramem novos Centrosde Distribuição: a Tok&Stok(Fone: 0800 7010161), consideradalíder no segmentode móveis e acessórios comdesign, e a Multicoisas(Fone: 11 2131.8788), redeespecializada em produtospara reparos domésticos ebricolagem.AMPLIAÇÃOApós investir fortementeno plano de expansãopara a abertura de lojas novase renovação das unidadesantigas, a Tok&Stokacaba de implantar mais umcentro de distribuição emBarueri, município da GrandeSão Paulo. O objetivo éalinhar o departamento delogística ao ritmo de crescimentoda Tok&Stok, hojecom 25 lojas, todas organizadaspara expor os 9.000itens ofertados e com capacidademédia para manter1,5 milhão de peças estocadospara o serviço de prontaretirada.“Hoje expedimos 230mil peças por semana, emtrês turnos de trabalho. Oobjetivo é ampliar para 300mil peças operando o novoCD em apenas dois turnos”,explica o gerente de logísticada Tok&Stok, LeopoldoDuarte.O novo centro possuiárea total construída de 6.300m 2 , pé direito de 8 m, 7 docase uma rampa de acessodireto ao piso. Apresenta capacidadepara alocar 6.000paletes, que receberão os estoquesde acessórios e semipadronizados,como, porexemplo, cortinas, tapetes,prateleiras e porta-CDs.Duarte diz que a proposta éque ele seja responsável pelasoperações fracionadas,que demandam atividadesinternas com as mercadoriasde forma unitária, comoCD da Multicoisas: meta, nos próximos cinco anos, é atender 100 lojas com um estoque deaté 5.000 itensseparação, etiquetagem,acondicionamento em embalagense expedição a granel.Com relação ao centrode distribuição existente, de21.000 m 2 , localizado tambémem Barueri, será específicopara atacado, ou seja,organizado para o produtosair do estoque da mesmaforma como entrou.O gerente de logísticadestaca que tanto o códigode barras como a radiofreqüênciae as tecnologiasempregadas no novo estoqueserão os mesmos aplicadosno atual. A Tok&Stokutiliza os sistemas WMS -Warehouse ManagementSystem e o GC, software degestão comercial, ambos desenvolvidosinternamente.Tok&Stok: novo CD possuisete docas e uma rampa deacesso direto ao pisoEXPANSÃOEngajada em um forteplano de expansão, que prevêa abertura de 10 lojas porano, a Multicoisas mudou eampliou o seu centro de distribuição.Denominado RedeForte, o centro agora está instaladono Parque IndustrialMazzei, no município deOsasco, em São Paulo. A expectativaé que o local tenhacapacidade para atender até100 lojas, com um estoquede até 5.000 itens, meta queserá atingida num prazo máximode cinco anos.Segundo o diretor demarketing e expansão daempresa, Luis HenriqueStockler, o espaço anteriorestava no limite de sua capacidadee, “além disso, em2005 sofremos uma enchentemuito forte e perdemosboa parte do estoque. Apesarda recuperação ter sidorápida, o local foi amplamenteafetado”.Os requisitos básicosconsiderados para a implementaçãoda nova unidadeforam a altitude do terreno ea proximidade com as marginais,rodovia Castelo Brancoe Rodoanel. “Localizadoo galpão, os pontos determinantespara o fechamento docontrato foram a área, queO CD da Tok&Stok temcapacidade para alocar6.000 paletespartiu de 3.800 para5.500 m 2 , as docas, de 2 para8, propiciando a otimizaçãodo tempo da carga e descarga,melhor espaço para separaçãoe preparação dosembarques e ampla claridadeatravés de luz natural que,além de arejar o ambiente,gerará uma economia de30% no gasto com energiaelétrica”, diz o diretor.Além disso – ainda deacordo com Stockler – foicriado um pátio de manobrasamplo, localizado dentrodo próprio terreno, aumentandoa segurança doscaminhões que aguardam oembarque e desembarque.“Outra vantagem donovo centro é que, mesmoque a rede cresça mais queo previsto, temos a flexibilidadee a possibilidade deampliação, já que ainda háespaço na área externa docentro de distribuição”, finalizaStockler. ●


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA19EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007DISTRIBUIÇÃONa Páscoa, McLane distribuichocolates da Hershey´s,Americanas e Top CauEm função da Páscoa,a McLane do Brasil(Fone: 11 2108.8844) fechou três contratospara prestação de serviçoslogísticos. Os novos clientessão Hershey’s, considerada amaior fabricante de chocolatesdos Estados Unidos, aLojas Americanas, uma dasprincipais redes de varejo dopaís, e a Top Cau, uma dasmaiores fornecedoras deovos de Páscoa de marcaprópria no Brasil.Com experiência de oitoanos em operações logísticassazonais para o períododa Páscoa, a McLane prevêmovimentar com as novasoperações 700 mil caixasno período. “Em média,registramos um aumento de30% no volume de negóciosnesta época”, ressalta a gerentede Desenvolvimento deNovos Negócios da McLanedo Brasil, Monica Passos.Monica, da McLane:“Em média, registramos umaumento de 30% no volumede negócios nesta época”CONTRATOSO contrato com a Hershey’sestabelece a armazenagempermanente de todosos produtos da fabricante dechocolates (Hershey’s Barra,Hershey’s Creme, Hershey’sBalls, Hershey’s Mais,Hershey’s Kisses, Io-iôCrem e Visconti), totalizandouma movimentação de 4,5mil paletes por mês. “O contratocom a Hershey’s é deum ano, renovável por períodosiguais, e contempla a armazenagemfria de toda a linhade produtos e matériaprimada Hershey’s, gestãodo estoque e CustomerService”, explica Monica.Para as Lojas Americanase a Top Cau, as operações sãosazonais, apenas para o períododa Páscoa, ou seja, entreos meses de dezembro de2006 e abril de 2007. Para arede varejista, a McLane vaiarmazenar e distribuir cercade 250 mil caixas com chocolatespara 130 lojas localizadasnos Estados de SãoPaulo e Minas Gerais e nasregiões Centro-Oeste e Sul.A operação da Top Cau tambémé de armazenagem emovimentação e totaliza 350mil caixas de ovos de Páscoa.Para atender a estesclientes, a gerente de Desenvolvimentode Novos Negóciosdiz que a Mclanecontratou mão-de-obra adicional.“A empresa possuiuma estrutura de RH bastanteágil para contratar e treinarnovos colaboradorespara as operações novas esazonais”, diz ela.Monica finaliza destacandoa estrutura que aMcLane colocou à disposiçãodestas empresas: 4.500posições-palete convencionaise push-back em câmarafria para a Hershey’s, emais área fria para cerca de700 mil caixas blocadas deovos de Páscoa para os demais.Também foram disponibilizadosequipamentos demovimentação, mão-deobraqualificada e treinada,interface de sistemas, gestãodo estoque, inventário, gestãodas informações e acompanhamentodas entregas. ●EMPILHADEIRASEvento marca os 50 anos daNMHG no BrasilDa esquerda para a direita: Ulmer, Brogan, Sousa, Wilson eDonoghueEm evento realizadono dia 15 de marçoúltimo, no ClubeTransatlântico, em São Paulo,SP, a NMHG – NaccoMaterials Handling Group(Fone: 11 5683.8500), fabricantedas máquinas Hyster eYale, comemorou os seus 50anos de atividades no Brasil(Veja matéria na edição 61 –março/2007 – do JornalLogWeb).Do evento participaramintegrantes da alta administraçãointernacional da empresa,como Michael Brogan,president CEO; Colin Wilson,chief operating officer; RayUlmer, vice president financeand IT; e Jim Donoghue, vicepresident marketing anddistribution. Além destesestiveram presentes ao eventorepresentantes da Hyster eda Yale de todo o Brasil, pessoalda mídia especializadado setor, advogados da PinheiroNeto e fornecedores.O evento foi animado pelogrupo Acrobático Fratelli.Em seus discursos na ocasião,Brogan e Wilson elogiaramo desempenho da unidadebrasileira no contexto dogrupo, e também ressaltaramo excelente trabalho de ÁlvaroSousa como diretor-gerenteda NMHG há 15 anos.Aliás, pelo seu trabalhodirigindo a empresa no Brasil,Sousa foi homenageado,tendo recebido uma placacomemorativa. ●


Informe PublicitárioLinde:Qualidade nalocação e vendade empilhadeirasA Linde foi fundadaem 1879 na Alemanha,inicialmente com afabricação de materialgasoso (gasesindustriais). Sua entrada nomercado de empilhadeirasaconteceu em 1958, com acriação do sistemahidrostático, que freia sem autilização de freios –tecnologia revolucionária,tanto para a época, quantopara os dias de hoje, já que aconcorrência possui sistemassemelhantes, mas nãoiguais.O Grupo Linde faz partedos 650 maiores gruposindustriais do mundo. Aempresa atua em quasetodos os segmentos demercado que utilizam alogística e armazenamento,como indústrias alimentíciase de bebidas, supermercadose atacadistas, aeroportos,madeireiras, agroindústrias,portuários, indústriasautomotivas, além de fazerparte de um dos maioresgrupos industriais do mundo– a Linde AG –, que ocupa oprimeiro lugar no ranking deequipamentos para movimentaçãoe armazenagem,e conta com mais duasatividades principais: GasesIndustriais e Engenharia.A Linde é, há 10 anos, umdos maiores fabricantesmundiais de empilhadeiras,com presença no Brasil há 8anos. Toda a equipe deconsultores técnicos, emtodo o Brasil, está apta aajudar as empresas quenecessitam adequar osequipamentos de movimentaçãoe armazenagem àssuas necessidades maiscomplexas. A linha deprodutos Linde, fabricadosno Brasil, Alemanha, França,Inglaterra, Itália, EstadosUnidos e China, são os maiscompletos do setor. Sãodesde paleteiras manuaishidráulicas atéempilhadeiras paracontêineres, empilhadeiraspadrão, a GLP e complexasmáquinas trilaterais elétricaspara corredores estreitos e14 m de altura de elevação.E, para dar suporte, a Lindeoferece um grande estoquede peças, equipes de técnicostreinados no Brasil e noexterior e uma boa frota demáquinas de aluguel edemonstração. As máquinasLinde são conhecidasmundialmente por suascaracterísticas superiores emrobustez, economia, desempenho,produtividade, vidaútil, design, autonomia,custos de operações emanutenção.A EMPRESAA Linde é uma empresade origem alemã e uma daslíderes mundiais na fabricaçãoe comercialização deequipamentos de movimentaçãoe armazenagem, alémde ser a única do mundo ater o sistema de “freio semfreio”. Fundada em 1879, suaentrada no mercado deempilhadeiras aconteceu em1958 e, num prazo de cincoanos, firmou-se como aempresa número 1 doplaneta. Acreditando nogrande potencial do Brasil,em 1996 a Linde iniciou suasatividades no país com arepresentação de equipamentose, em seguida,instalou uma filial emOsasco, SP, para proporcionaro atendimento dentro dospadrões mundiais de qualidadena venda e pós-venda,com mais de 120 modelos deequipamentos. No Brasil, aLinde possui mais de 2 milmáquinas com representaçãoem 23 Estados, atuando emtrês segmentos de mercado:venda, manutenção elocação. No final de 2003, aempresa passou a utilizarpeças nacionais para reposiçõesnos equipamentosimportados, o que diminuiuconsideravelmente osvalores de manutenção dasmáquinas. No segundosemestre de 2004, a


empresa iniciou a fabricaçãode alguns modelos no Brasil,como as retráteis e astranspaleteiras, que antessomente eramdisponibilizadas pela Lindeao mercado através deimportações da Alemanha.A Linde nacional é compostapor: Transpaleteira T20 BR!,Transpaleteira EWR 20 BR!,Selecionadora de PedidosN20 BR!, Patolada L14 BR!E Retrátil R17!. Além dessesprodutos, a Linde lançou aH 20T, a primeiraempilhadeira a combustãototalmente montada noBrasil. Os resultados obtidos,frutos da nacionalização,estão sendo bastantepositivos. Com a fabricaçãode empilhadeiras nacionais,os equipamentos ficaram até50% mais baratos, a manutençãoficou ainda maisrápida e eficiente e a Lindetambém passou a fornecerseus produtospara toda aAmérica Latina,principalmentepara oMercosul.ASSISTÊNCIA TÉCNICA DA LINDE CONTACOM TÉCNICOS TREINADOS E ESPECIALIZADOSPARA O SUPORTE EM QUALQUER LOCALIDADEA Linde dispõe de técnicos treinados e especializados naempresa para darem suporte a todo o Brasil. A solicitação daassistência técnica pode ser feita pelo telefone 11 3604.4755ou através de um chamado pela Internetwww.lindeempilhadeiras.com.br/ordemservico.htm. Assim que aempresa recebe o chamado é aberta uma ordem de manutençãode atendimento que será atendida em até seis horas úteis. Alémda manutenção realizada através de solicitações isoladas, existea manutenção através dos contratos para atendimentos preventivose pré-agendados. Fechar um contrato de manutenção mensalcom a Linde garante aos clientes um funcionamento integral dosequipamentos, além de evitar a parada inesperada dos mesmos.Dentro do contrato de manutenção há as seguintes modalidadesde atendimento:M(01): mão-de-obra + deslocamento – Neste caso, osserviços dos técnicos especializados em manutençõesLinde estarão à disposição para atendimentos preventivose corretivos se necessário. O atendimento será realizadoem até seis horas comerciais após a abertura do chamadopelo site ou por telefone.M(02): mão-de-obra + deslocamento + peças demanutenção preventiva – Além dos atendimentospreventivos e corretivos, estarão inclusas no valor docontrato todas as peças necessárias para as manutençõespreventivas, como óleos e filtros.Contrato Full Service (mão-de-obra + deslocamento+ peças preventivas e corretivas) – Todas as peças eserviços estarão inclusos no valor do contrato e, sempreque for solicitado um de nossos técnicos especializados,independente de serviços corretivos ou preventivos, ocliente não paga mão-de-obra, deslocamento e peças,sendo elas para manutenções preventivas ou corretivas.GRANDE GAMA DE PEÇAS PARA REPOSIÇÃOA Linde, através de suas diversas fábricas no mundo, inclusiveno Brasil, oferece muito mais do que peças de reposição, pois aempresa se preocupa com todos os processos de seus clientes. Aestrutura da Linde conta com áreas de Planejamento, Programaçãoe Desenvolvimento, que se baseiam em informações dasunidades fabris e de cada representante da rede em todo o país,para, cada vez mais, reduzir prazos e adequar os estoques àsnecessidades dos cliente. A equipe Linde dispõe de pessoalqualificado para esclarecer e orientar na consulta e aplicação depeças e componentes, sejam pneus, componenteseletroeletrônicos, atuadores hidráulicos, peças para motores –elétricos ou a combustão (GLP/ Diesel) – e acessórios.QUALIDADE TOTALTAMBÉM NA LOCAÇÃO DEEQUIPAMENTOSO mercado nacional delocação de empilhadeirascontinua em expansão e, cadavez mais, as empresas optampor terceirizar suas frotas.Para atender a esta demandae à alta exigência dos clientes,a Linde se especializouem atender a todas as etapasde locação de equipamentospara uma prestação deserviços com total qualidade,que vai do pronto atendimentoda assistência técnica aocompleto estoque de peças dereposição das empilhadeiras epaleteiras locadas. Nalocação de equipamentos, ocliente tem algumas vantagens,como: empilhadeirascom alto índice de disponibilidade,serviço técnico imediatoe qualificado para atendimentoao cliente com extremaeficácia e equipamentos paraatendimento nos picos desazonalidade e baixo investimento,além da forte parceriaentre locador e locatário.Mesmo com estas vantagens,ao locar um equipamento, ocliente não se baseia apenasna robustez, versatilidade eeconomia, mas, principalmente,no suporte técnico emqualquer momento. Porém,vale evidenciar que hádesvantagens na locação deequipamentos e um dospontos que devem ser consideradosé a escolha dolocador, que precisa ser bemfeita e o contrato equilibrado.Apesar de a locação ofereceruma série de vantagens, aLinde também disponibilizaequipamentos seminovos dasua frota de locação paravenda em todo o Brasil, comtotal segurança e garantia defuncionamento. ◆


22EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAEMPILHADEIRALayout:produtividadee segurançadependem deleEntre as definições para a importância do layout de armazéns, CDs e também de áreas externas para a movimentaçãode materiais, estão a busca pela redução das distâncias de movimentação e a realização das operações com maisrapidez, sempre com segurança e visando a redução de custos.Antes da análise a respeitoda importância dolayout de armazéns, CDse também de áreas externas paraa movimentação de materiais porempilhadeiras, cabe um detalhamentosobre o que é layout. ERodrigo Bastos Cavalcante, gerentecomercial da Brasif Rental(Fone: 21 2123.3026), dá a suadefinição. “Layout é a locaçãoeconômica e racional das váriasseções internas e externas de umambiente fabril, resultando namenor distância e menor tempopossível.”Segundo ele, nenhum layoutdeve negligenciar a razão primeirada produção: o homem, já queo trabalhador satisfeito produzmelhor. Cavalcante diz que umlayout deve promover integraçãodos homens, materiais e equipamento,reduzindo as distâncias demovimentação, permitindo fluxoconstante de material sem inconvenientesde prolongadas esperase aproveitamento do espaço cúbico,sendo que a estocagem éreduzida quando o layout utilizaa dimensão vertical.Neuton T. Karassawa, diretorexecutivo da Célere (Fone: 115670.5670), por sua vez, diz quena definição e concepção do projetoe layout de armazéns e CDsnão se pode dissociar eficiênciaoperacional da segurança dosoperadores e dos equipamentos.A solução de layout, para ele, temcomo objetivo racionalizar os fluxosde materiais, reduzindo otrânsito desnecessário de empilhadeirase de pessoas, comotambém os custos da operação edo produto entregue ao clientefinal. “Estes objetivos devem seralcançados preservando semprea segurança das pessoas e a integridadedos produtos e máquinas”,salienta.Roberta Rocha Fernandes, diretoraadministrativa da Coparts(Fone: 11 6633.4000), concordaque na hora de fazer o projeto degrandes armazéns deve-se levarem conta o espaço para circulaçãode pessoas e de máquinascomo empilhadeiras, respeitandosempre as medidas de segurança.Segundo ela, o armazenamentodos produtos é o certificadode que eles não serão danificadosapós a sua fabricação.De acordo com NelsonMagni Junior, do departamentocomercial da Retrak (Fone: 116431.6464), o arranjo físico detodo centro de distribuição deveser planejado de forma a atendera todas as necessidades dalogística e também atender aoscritérios de segurança. Ele dizque indiferente do material aser movimentado, as regras deoperação segura com empilhadeirasestabelecem critérioscomo estabilidade da carga, limitede peso, etc. “O layout existepara se cumprir um conceitobásico de organização, que é ‘umlugar para cada coisa e cada coisaem seu lugar’, definir áreas ondeo fluxo de movimentação é maiore organizar sua produção paraobter o máximo sem afetar asegurança”, declara.Em segurança também falaGuilherme Gomes Martinez, daárea de Vendas Yale WHE (Fone:11 5521.8100). “Quanto maior odetalhamento do layout de armazéns/CDs,maior será a segurançaobtida, bem como o aumentode produção garantida pelo bomplanejamento e execução dolayout”, considera.Ele revela que muitas vezes aempresa se depara com projetosque poderiam ter uma eficiênciaO que diz aNR 11A Norma Regulamentadora 11(transporte, movimentação e manuseiode materiais) tem os seguintesitens sobre o assunto:11.3.2. O material armazenadodeverá ser disposto de formaa evitar a obstrução de portas,equipamentos contra incêndio,saídas de emergências, etc.11.3.4. A disposição da carganão deverá dificultar o trânsito,a iluminação, o acesso àssaídas de emergência.11.3.5. O armazenamentodeverá obedecer aos requisitosde segurança especiais a cadatipo de material. Cabe ao SESMT(Serviço Especializado em Engenhariade Segurança e Medicinado Trabalho), em conjunto com oplanejamento de cada empresa,definir as normas internas demovimentação de materiais.Fonte: Ministério do Trabalho e Empregomaior, mas, infelizmente, devidoà falta de tempo (geralmente emcima da hora) e/ou “engessamento”do projeto, não podemsequer fazer tais mudanças. “Umdos maiores obstáculos nesteponto é, na verdade, a dificuldadeque tal modificação de layout,que muitas vezes não passa de umprojeto, possa se transformar emum ganho de produtividade devidoà falta de visualização e/ouimaginação dos contratantes”, diz.Martinez considera que emqualquer modificação/análise delayout sempre deverá ser levadoem conta o seguinte tripé: fornecedorde empilhadeiras, fornecedorde estanterias e a empresa oudepartamento de engenharia daempresa responsável pela partede construção civil (principalmentepiso), para que cada partepossa dar a melhor solução possívelreferente a sua área, expondo,assim, os pontos positivos enegativos de cada layout, cabendoao cliente final/usuário decidirem conjunto a melhor solução.“Com isso, evita-se aquelevelho jogo de ‘empurra- empurra’.O projeto final sempre deveráser submetido ao departamentode Segurança do Trabalho daempresa contratante, e para melhordesempenho de todo esteprocesso, este departamento deveráexpor inicialmente as limitações/regrasque deverão ser seguidaspara cada projeto, pois,por incrível que pareça, isto variamuito de empresa para empresa,bem como entre áreas da própriaempresa”, comenta.José Renato da Costa Corrêa,supervisor rental da Bauko(Fone: 11 3693.9340), expõe queo layout na movimentação de materiaisé fundamental na otimização,economia de recursos (empilhadeiras)e combustível, gerandomaior produtividade, evitandomovimentações desnecessárias ediminuindo as avarias. “O quedeve ser evitado é um layout ondea empilhadeira realize mais movimentaçõeshorizontais do que operaçõesde verticalização”, destaca.Produtividade também estána declaração de Eduardo SpaletaJunior, assistente da diretoria daSkam (Fone: 11 4582.6755), querelata que a importância de umlayout para a empresa pode estarligada tanto a sua produtividadecomo a sua capacidade de faturamento.Pois, segundo ele, se aárea de matéria-prima que abastecea produção for mal planejadapodem ocorrer problemascomo falta de produto, demora naalimentação da produção e errona seleção da matéria-primaselecionada, entre outros.Spaleta Junior avalia que issoacaba interferindo diretamente naempresa de uma forma geral:faturamento, desperdício de mãode-obra(parada da produção),atraso nas entregas, etc.Ruy Piazza Filho, diretor daPiazza Equipamentos (Fone: 116481.2708), acrescenta que olayout e mesmo a construção de


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA23EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007um depósito de materiais devesempre levar em conta a compatibilidadedas estanterias e dasempilhadeiras para que se possatirar o maior proveito da área edo pé direito disponíveis. “Se oprédio, as estantes e as empilhadeirasnão forem compatíveis,certamente o resultado será o desperdíciode área e volume de armazenagem.Além disso, o riscode acidentes aumenta drasticamente,pois as empilhadeiras nãoconseguirão operar nos corredoresprojetados, as cargas residuais,quando da elevação de materiais,excederão os limites do projeto daempilhadeira, etc.”, cita o diretor.Para Leo Resende, supervisorde vendas da Aesa (Fone: 113488.1475), o objetivo do layoutde armazéns, CDs e pátios é ofereceras melhores soluções paraotimizar o uso do espaço, atendendoa todas as necessidades eespecificações de cada segmento,fazendo o uso de produtos corretos,como racks empilháveis, porta-paletesconjugado, drive-in,drive-thru, cantilever e outros.Bento Gonçalves Neto, gerentede filial da Retec (Fone: 343231.9226), acredita estarmos emtempos de aproveitamento máximodos recursos disponíveis. Paraele, o melhor aproveitamento dosespaços, equipamentos e pessoalinflui diretamente nos custos finaisdos produtos e na agilidade doatendimento. “Portanto, quando olayout é planejado de forma técnicaconseguimos alcançar ótimosíndices de eficiência na movimentaçãoe armazenagem de cargas,bem como minimizamos osriscos de acidentes decorrentes douso de empilhadeiras”, considera.Para Adolpho Troccoli Filho,gerente de vendas da Still Brasil(Fone: 11 4066.8100), o layoutbem definido significará melhorRiscos de umlayout malplanejado➥ Corredor operacional entreestanterias estreito demaisonde nenhum equipamentoconsegue manobrar paraarmazenar ou desarmazenara carga;➥ Altura do último nível da estanteriamal planejada, não levandoem conta a altura totaldo mastro, interferindo com opé direito e não havendoequipamento que atenda;➥ Piso mal projetado no layout,não suportando a carga pontualaplicada pelo equipamento,podendo levar ao tombamentoda empilhadeira nomomento da operação;➥ Rampas de acesso de um armazémpara outro mal projetadas,podendo haver umainclinação excessiva demais;➥ Restrições de passagem nãoprevistas no layout inicial;➥ Falta de área útil de manobrado equipamento para mudançade corredor.Fonte: Lindeaproveitamento do tempo de movimentaçãode carga e a reduçãodo consumo de energia empregadana movimentação. “Logo teremosum baixo custo de armazenagem,pois este é o objetivodo negócio”, diz.Na análise de Italo Faga, gerentecomercial da Linde (Fone:11 3604.4755), são poucas as empresasque se preocupam com umlayout de seu armazém ou CD,com o tipo e a qualidade de cargaa ser movimentada, com o aumentoda altura de elevação das cargas,com a redução do tamanhodos corredores operacionais e coma qualidade do piso, visando umaotimização do espaço disponívelno galpão, aumentando, assim, acapacidade de armazenagem e asua lucratividade, num ambienteecologicamente limpo com o menorconsumo de energia possível.De acordo com ele, a otimizaçãodo espaço é importantepara que os equipamentos ofereçammenor corredor operacionale uma alta capacidade residualem grandes elevações.RISCOS E ACIDENTESCorrêa, da Bauko, tambémlembra que os riscos de acidentesem um CD ou armazémpodem aumentar quando o nívelde deslocamentos horizontais émaior por conta de um layoutruim, gerando mais avarias e deslocamentosdesnecessários eexcessivos. “Uma estrutura portapaletesou drive-in com dimensõesfora dos padrões prejudicaa produtividade e a segurança daoperação, pois exige maiorhabilidade do operador e cuidadosredobrados para não geraracidentes”, declara.Para Karassawa, da Célere, osriscos potenciais de um layoutmal feito são diversos e podemprovocar uma infinidade de acidentes,como colisão entre máquinas,atropelamentos e avariadas estruturas de armazenagem edos produtos estocados. “Porisso, é fundamental que o layoutseja bem concebido, mas isto nãobasta. É fundamental que existauma cultura de segurança entreos profissionais que trabalham naoperação, pois cada funcionáriodeve zelar pela sua segurança edos colegas. Isso se conseguecom um trabalho forte deconscientização”, propõe.Ruy, da Piazza, fala em perdada eficiência e também de riscosde acidentes ao se operar com umdepósito mal projetado. E cita:cargas e empilhadeiras podemtombar, bater nas estanterias ederrubá-las, cair das docas de recebimentoe despacho, desgasteprematuro de rodas devido a pisosruins, maior incidência dedefeitos nos componentes eletrônicosdas empilhadeiras devido àalta vibração provocada por pisosinadequados, etc. “Infelizmente,essa lista de riscos é enorme e, piorainda, é muito comum vermosdepósitos em péssimas condiçõesde uso. O custo de operação dessesdepósitos inadequadamenteprojetados é muito alto e, principalmente,muito superior aoscustos de um depósito adequado.Sem dúvida, é um importante fatorde competitividade”, opina.Para Martinez, da Yale WHE,todos estes fatores multiplicadostêm como produto final a perdade produtividade e de sua eficiência,que indica que nem semprea ‘economia’ feita inicialmentecom um layout mais modesto,sem contemplar tais variações ouum detalhamento mais conciso eapurado, seja de fato uma economiareal. “Muitas vezes isto serepetirá por dias, meses e até anosa fio ate que venha uma novamodificação. O pior de tudo é quemuitas empresas não conseguemenxergar tais perdas, dando istocomo desvios do processo, onerandoo seu produto final, repassandosua perda para o consumidore gerando uma oportunidade


24EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICApara a concorrência”, expõe.Ele ainda destaca que muitasvezes é possível ver várias operaçõescom máquinas inadequadasou obsoletas, ou então máquinasfazendo um trabalho superou subdimensionado, ou, ainda,estanterias sendo usadas (ou atéreaproveitadas) de formas inadequadassem um limite ou aval dofabricante para isto, piso/juntassem planicidade ou então estruturapara agüentar máquinastrabalhando com um peso acimado que foi planejado. “Tudo istosomado nos remeterá a ‘quebras’não previstas de máquinas, piso eestanterias, gerando um problemaque não terá uma solução tão rápida,afinal todos ficarão discutindoquem veio primeiro: o ovo ou agalinha, sem ter nenhuma soluçãopara o problema criado”, revela.Troccoli Filho, da Still Brasil,considera que os corredoresde operação e as docas de expediçãoe recebimento são os locaisde maior fluxo de equipamentose pessoas. E resume que umlayout mal feito poderá proporcionarexcesso de carga nas docas,fluxo elevado de equipamentosnos corredores, acidente compessoal, quebra de equipamentoe carga danificada.COMO DESENVOLVERUM BOM LAYOUT?Alguns pontos importantes paraum bom planejamento de layoutConhecer que tipo de cargaserá armazenado:➥ tamanho e peso;➥ giro da carga no armazém(estoque máximo e médio);➥ tipo de separação(fracionada, inteira);➥ volume de carga naexpedição/recebimentoAcesso à carga:➥ facilitar a localização doproduto;➥ identificação das ruas, níveise boxes do armazémCorrêa, da Bauko, diz que odesenvolvimento de um layoutprodutivo e seguro tem que partirna concepção inicial do projetode um armazém ou CD, considerando-setodas as variáveis,como tipo de máquinas (GLP ouelétricas), tipo de piso, tipo deproduto movimentado, estruturade armazenagem e outros fatoresligados à movimentação do produtocomo alto ou baixo giro.Cavalcante, da Brasif, consideraque um layout deve ser desenvolvidoe melhorado em relaçãoà movimentação de materiaisprincipalmente para evitar manuseiosexcessivos e longas distâncias,que expõem a um maior riscode acidentes, sendo seu desenvolvimentoanalisado por meiode três ambientes – estático, utilizaçãoe, principalmente, de circulação,que é destinado ao trânsitodo equipamentos que develevar em consideração os espaçosmínimos necessários para a movimentaçãosegura dos equipamentos.Já Karassawa, da Célere, destacaoutra solução: fazer especialistasdas áreas de projeto, operaçõese de segurança trabalharemjuntos para maximizar a melhorsolução que atenda aos fatoresagilidade, segurança e produtividade.“Por isso é importante queo layout contemple corredorescentrais amplos, com faixa de pedestres,espelhos nos cruzamentosentre corredores de tráfego intenso,boa sinalização indicando velocidade-limitee uso de equipamentosindividuais de segurança,acesso restrito a pessoas que trabalhamno local, entre outras açõesque mitigam riscos”, descreve.Para uma boa movimentaçãode materiais, Roberta, da Coparts,ressalta que é necessáriodeixar o devido espaço para queo trabalho ocorra com agilidade,segurança e, conseqüentemente,com produtividade.Na opinião de Faga, da Linde,para desenvolver um layout quepermita a movimentação de materiaisde maneira segura é necessáriolevar em conta fatores comotipo e qualidade de carga a sermanuseada pelo cliente, definir aaltura de elevação das cargas,procurar reduzir os corredoresoperacionais, manter uma boaqualidade do piso, visando umaotimização do espaço disponívelno galpão, aumentando, assim, aTroccoli Filho, da Still: oscorredores de operação e asdocas de expedição erecebimento são os locais demaior fluxo de equipamentos epessoasEquipamentos de movimentação:➥ definir o melhor tipode equipamentos demovimentação (empilhadeira,transpaleteira, etc.);➥ Que tipo de combustível seráempregado (elétrica ou gás);Estrutura a ser utilizada:Qual será o sistema dearmazenagem (estrutura portapaletes,drive-in, estruturadinâmica, etc.) que proporcionarámelhor aproveitamento de espaço,flexibilidade e velocidade demovimentação.Fonte: Still Brasilcapacidade de armazenagem e asua lucratividade, num ambienteecologicamente limpo, que é umatendência mundial, com o menorconsumo de energia possível.Um fator importante expostopor Ruy, da Piazza, é sempre queum armazém for projetado, consultaros fabricantes de estanterias,de empilhadeiras, de docasniveladoras, de portas automáticas,de equipamentos deradiofreqüência e demais equipamentosque comporão o armazémpara ter certeza que o projetoé compatível com esses equipamentos.“A contratação de umconsultor experiente e de renomepode também ser uma boa opçãoquando não se tem engenheirosexperientes dentro da própriaorganização”, sugere.Gonçalves Neto, da Retec,sugere, além das medidas já citadas,desenvolver trajetos queevitem cruzamentos constantes,movimentos em zig-zag e seqüênciasde idas e vindas desnecessárias,além de prever faixasde trânsito prioritárias e distintasa equipamentos e pedestres,bem como disponibilizar sinalizaçãode vias e endereçamentosdos armazéns. “Desta forma estaremosagilizando os processos,economizando combustível e garantindoa segurança”, diz.Já Magni Junior, da Retrak,relata ser importante, primeiramente,um trabalho envolvendoPlanejamento e SESMT - ServiçoEspecializado em Engenhariade Segurança e em Medicinado Trabalho, definir áreasde maior fluxo de empilhadeiras,criando ruas com sentidodefinido, e realizar as demarcaçõesno piso, além cuidar dasinalização (espelhos convexosesféricos em cruzamentos e sina-


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA25EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007lização de velocidade máxima,quase sempre 10 km/h).Para ele, tudo isso são medidasbásicas de segurança. “CadaCD tem seu tipo de material, umtrabalho afinco deve ser realizadoenvolvendo até mesmo pessoalde Sistemas de Tecnologiada Informação, que ajuda naidentificação do material logo naentrada, direcionando ao localcorreto”, declara.Para Spaleta Junior, da Skam,o layout deve estar diretamenterelacionado à segurança e produtividade,pois o cliente busca umaumento de produtividade na áreade armazenamento ou de movimentaçãode produtos acabadosou matéria-prima (recebimento/expedição) e, para montar umlayout seguro, há a necessidadede atender bem algumas característicasfundamentais:▲ Característica do palete –dimensional e capacidade;▲ Característica do produto ecomo será montado no palete;▲ Entender o fluxo do produto acabadoe o fluxo da matéria-prima;▲ Se o produto acabado ou matéria-primanecessita de um tempode estocagem, antes de serentregue ou processado;▲ Características do piso (resistência);▲ Características do pé direito dogalpão e alturas das luminárias.Ainda de acordo com o assistenteda diretoria da Skam, essasinformações podem dimensionarcorretamente a quantidade deequipamentos a serem usados, aestrutura e os paletes corretos,montando um fluxo operacionalonde se deve aplicar regras de segurançapara área e para o pessoalque irá trabalhar, abrangendo:▲ Conscientização do pessoalenvolvido na operação comrelação às normas de segurançaoperacional na área;▲ Utilização dos IPI‘s – Equipamentosde Proteção Individual;▲ Definição de área específica paratrânsito de pedestre;▲ Sinalização de trânsito de empilhadeiras;▲ Área específica para troca debaterias, com pessoas devidamentequalificadas.“Acho que o principal paradesenvolver um layout com segurançaé envolver todas as partesresponsáveis desde o início,ou seja, fornecedor de máquinas,estanterias, piso, engenharia civilda empresa contratante e segurançado trabalho, bem como ousuário final e, até mesmo, osoperadores do dia-a-dia, quandopossível, que, com certeza, contribuirãocom sugestões que asoutras partes não conseguem enxergar,bem como expor as limitaçõesde tal projeto, pois estessão detentores da prática do diaa dia. Acho que fazendo isto,limitaremos em boa parte achance de erros nos projetos”, dizMartinez, da Yale WHE.No entanto, ele achaque cabem algumas dicas(ver abaixo).“Não podemos esquecerque, para a consolidaçãoe o bom desempenhode um excelente layout,dependemos de pessoas.Portanto, planeje tambémum período de aprendizagemno novo layout, bemcomo o treinamento constante e periódico dosusuários deste sistema, e jamais permita queeste treinamento deixe de ser feito, pois quantomaior for a perseverança nisto, maior será aeficiência”, conclui Martinez. ●Dicas para desenvolver um bom layout12345678910Foque sempre no dinamismo da operação. Quanto de flexibilidadeseu projeto tem quanto a mudanças de peso, medidas de carga,volumes de movimentação, etc.;Quanto mais específica for a máquina ou a estanteria, maior será arestrição de máquinas que você terá em caso de substituição. Vocêse torna mais dependente ainda;Crie corredores de trânsito geral e corredores de trânsito específicopara cada setor/máquina, ou até de sentido. Isto reduz o risco dechoques;Analise cada situação de entrada e saída de paletes do seu armazém,onde estão as docas e qual será a distância média;Trabalhe com o foco de sempre reduzir o número de máquinas, afim de reduzir o trânsito das mesmas, com bom senso. Ou seja, sevocê tiver que comprar duas máquinas e puder comprar uma quefaça o serviço das duas, escolha esta última máquina, pois além deter um operador só, você reduzirá o fluxo de trânsito de seu armazém;Para qualquer projeto de layout, tenha sempre em mãos a curvaABC dos produtos armazenados com suas respectivas medidas(altura, largura, comprimento, peso), bem como quantidade,sazonalidade, pico de entrada, pico de saída, cuidados de recebimentoou embarque (produtos frigorificados), entre outros;Tenha em mente que a altura de elevação de máquina é diretamenteproporcional à exigência de planicidade e estruturação de piso ejuntas. Não levando isto em conta, com certeza problemas futurosserão constantes;Analise sempre a capacidade cúbica de armazenagem de cadalayout, bem como os pontos positivos e negativos de cada um;Sempre desenvolva um projeto com a melhor tecnologia disponívelhoje, pois, com certeza, nos próximos 5 anos, você será cobradoapenas de produtividade, sem ter a verba para qualquer incrementoou troca de projeto, pois, com certeza, quem investiu lhe cobraráo retorno;Sempre use os devidos acessórios recomendados pelo fabricante,como:a. Para máquinas: pré-selecionador de altura, indicador de altura,balança eletrônica, câmera e monitor que facilitam a operação,entre outros;b. Para estruturas: protetores de pé de colunas, trilhos de guiapara sistema de drive-in, sistemas de guias de paletes nas estanterias,larguras corretas para sistemas de drive-in (compatíveiscom a elevação desejada), entre outros;c. Para pisos: pinturas especiais com cores diferentes, indicadoresde sentido de fluxo (no chão), placas de velocidade máxima,entre outros.Fonte: Yale WHE


26EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAEMBALAGEMMyers investeem nova linhade produtosConhecendo as necessidadesdo mercado nacionale suas características, assimcomo as diferentes aplicaçõesda indústria brasileira, a Myers doBrasil (Fone: 19 3847. 9993) fezrecentemente investimentos naordem de US$ 4,000,000 em novalinha de produtos.“Fazem parte desta linhacaixas R-KLT, em várias medidasintercambiáveis entre si e com asexistentes no mercado, muitoutilizadas pelo segmento automobilístico,a linha Rako em váriostamanhos, que são amplamenteutilizadas pelo segmentofármaco-alimentício, e o novopalete plástico Antonelli duplaface, para uso com sacariasdiversas, entre outros produtos”,diz Ivan Senteio Riado, gerentecomercial da empresa.Ele também informa que aMyers Industries Inc. acaba decomprar a Arca Systems, que erauma forte concorrente mundial etambém possui uma vasta linhade produtos para o segmento demovimentação e armazenagem demateriais. “Com isso, a Myers doBrasil disponibilizará em brevemuitos outros produtos para omercado latino-americano e, principalmente,o Brasil”, diz Riado.BUCKHORNA Myers Industries Inc. é umaholding norte-americana atuanteno segmento de plásticos, detentorada marca Buckhorn conhecidano Brasil nos segmentos delogística.A empresa chegou ao Brasilhá dois anos e já possui uma fábricaem plena atividade – localizadaem Jaguariúna, interior doEstado de São Paulo, a 130 kmda capital paulista –, realizando,Empresa oferece várias opçõesde embalageminclusive, exportações para a Europa,os Estados Unidos e toda aAmérica Latina, com enfoqueem servir, principalmente, o mercadobrasileiro.“A Myers trouxe ao Brasiltoda sua linha mundial, desdebins plásticos multicoloridos atécontêineres plásticos de diversostamanhos, aplicáveis a todos ossegmentos industriais”, diz o gerentecomercial.Com máquinas de injeçãoconvencional e Structural Foam,a empresa fabrica diversos modelose tamanhos de paletes,contêineres e caixas plásticas. Todosos contêineres podem ser identificadospara ajudar no controlede produtos estocados e remetidos.A Myers também oferece embalagensretornáveis planejadas e desenhadasde acordo com as exigênciasde seus clientes.“Contando com profissionaisaltamente qualificados, com largaexperiência em desenvolvimentode fluxos logísticos otimizados edesenvolvimento de embalagensespeciais e exclusivas, a empresaatende todos os segmentos demercado”, explica Riado.A empresa dispõe, também,de uma área de engenharia parao desenvolvimento de projetos debandejas e separadores, sendopossível oferecer embalagensadequadas e especialmente desenhadaspara cada produto ou segmentode mercado. “Desta forma,pode-se dizer que a Myers vempreencher uma lacuna do mercado,contribuindo para melhorar aeficiência da cadeia de suprimentos,reduzindo os custos comlogística”, completa Riado. ●Indaiá atuacom logísticainternacionalA Indaiá Logística Internacional(Fone: 11 5090.4400) atua nogerenciamento de operações delogística internacional, prestandoserviços de administração de pedidos,fretes marítimos, aéreos erodoviários, desembaraço aduaneiro,administração de gestão dedrawback, consultoria e assessoriaaduaneira e projetos internacionais.Segundo Evandro Najar, dosetor de desenvolvimento de negócios,as perspectivas de negóciospara 2007 incluem umpercentual de crescimento de 20%no geral. Ele também diz que aIndaiá “conta com um sistema únicona indústria – o MyIndaia, quepossui interface com sistemas degestão (ERP) e de comércio exteriorde nosso clientes e conexãoon-line com SISCOMEX.”Ergomax loca evende equipamentos,seus componentese acessóriosA Ergomax (Fone: 11 5533. 0269)assiste (manutenção), aluga ecomercializa equipamentos paramovimentação de cargas, seuscomponentes e acessórios. Entreos equipamentos oferecidos estão:empilhadeiras com capacidade acimade 10.000 kg, dispositivos paramovimentação de chapas, tarugose bobinas de aço, reach stackerpara empilhamento de contêineresaté 6 de alto, empilhadeiras elétricascom capacidades de 0,8 a 15t, spreader para RTG, RMG e reachstacker, pórticos, transtêineres,portêineres sobre pneus e sobretrilhos, guindastes industriais ecompactos com capacidade de3.000 a 12.000 kg, guindastes hidráulicos“AT” e “RT” com capacidadesa partir de 30.000 kg e guinchosportáteis a gasolina para até2.272 kg. Também oferece peçasde reposição para guindastes eempilhadeiras nacionais ou importadas,importação de equipamentos,ferramentas e peças de reposiçãoproduzidos em qualquer continente,locação de longo prazo deempilhadeiras, reach stackers eguindastes e locação diária deguindastes com capacidade de25.000 até 200.000 kg em todoBrasil.


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA27EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007Equiport édistribuidor daTerex, Luna eCapacityA Equiport - Equipamentos paraPortos (Fone: 13 3227.6025) é odistribuidor oficial da Terex I PPMpara a linha de produtos reachstackers no Brasil. Segundo a empresa,ela está assentando a suaposição de líder do mercado brasileirocom este reach stacker, tendoapresentado em 2006 uma taxade crescimento de 10%, comparadoao ano 2005. A empresa tambémrepresenta a Luna, daEspanha, fabricante de reachstackers e top lifters para contêineresvazios, e a Capacity, dos EstadosUnidos, fabricante de tratorespara terminais. E também oferececontratos de manutenção.Libra Terminaisfaz grandesinvestimentosA Libra Terminais (Fone: 113071.3606) tem realizado significativosinvestimentos em seusterminais. Em Santos, SP, foi feitaa aquisição de sete novos RTGscom capacidade de empilhamentode 6 de alto, além de recém-introduzidasoito novas empilhadeiras,também com capacidade de empilhamentoa 6 de alto. Também oreforço do 5º berço e o prolongamentodos trilhos em 280 m foramadiantados de 2008 para 2007,estando operacional a partir do iníciodo segundo semestre. Já o terminaldo Rio de Janeiro RJ, receberáum portêiner super postpanamaxno segundo semestredeste ano. Por sua vez, o terminalde Imbituba, SC, recentementeconcluiu um novo pátio com40.000 m 2 , bem como adicionouum novo MHC, e equipou o entãoexistente com um moderno spreaderautomático, permitindo, assim,disponibilizar dois guindastes deterra simultaneamente aos navios.Os volumes movimentados pelosterminais operados pela LibraTerminais em 2006 foram: Santos,736.252 TEUs ou 478.561 unidades;Rio de Janeiro, 178.638 TEUsou 128.559 unidades; Imbituba,20.396 ou 15.007 unidades.


28EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAMultimodalTRANSPORTE RODOVIÁRIOPEDÁGIO:VALE OQUANTOSE PAGA?Entrevistadosexplicam que opedágio ideal deveser inferior aosbenefícios trazidospelas melhoriasintroduzidas narodovia para ousuário, mas osvalores cobradosestão acima dasbenfeitorias e,ainda, há problemasde conservação dasestradas queimpedeminvestimentos e,conseqüentemente,o crescimento daempresa.Desde que AppiusClaudius Caecus, em312 a.C., autorizou aconstrução da Via Apia, estradaque cortava o Império Romano,muito se tem discutidosobre estradas, o direito deusá-las e, principalmente,quem pagaria por esse direito”.É usando um fato históricoque Rômulo Lara Nunes,da área de gestão e qualidadedo Grupo Gat Logística(Fone: 11 6488. 2033), começaa discorrer sobre o assuntopedágio, tema desta reportagem.“Por muito tempo o Brasilnão se lembrava mais doque era pedágio. Somenteconhecíamos, muito bem, oque eram rodovias de péssimaqualidade. Através de decisõesmais políticas do quetécnicas, algumas rodoviasforam sendo ‘concedidas’ aempresas que realizariam suamanutenção. Em contrapar-?tida passaram a cobrar umataxa: o pedágio”, conta.Nunes assinala que, indiscutivelmente,as rodovias“pedagiadas” possuem melhorinfra-estrutura e qualidade,o que diminui os custos eos riscos aos veículos quenelas transitam – menos quebras,menos consumo decombustível e pneus, ganhode tempo, etc. Para ele, essefato serve de principal argumentopara que algunsembarcadores não aceitemque o preço cobrado pelospedágios seja repassado aofrete. “Em síntese, algunsacreditam que a melhora nosníveis de performance dosveículos – a diminuição dasquebras e o ganho de tempo,entre outros – por si só, trariamaos transportadores ‘ganhosde produtividade’. Esses‘ganhos’ permitiriam que osvalores decorrentes dos pedágiosnão fossem repassadosaos embarcadores”, detalha.Segundo Nunes, essa linhade pensamento não levaem conta que o preço do pedágiopago no Brasil – especificamenteem São Paulo –é exageradamente alto, chegando,no extremo, a absurdos.Como exemplo, cita opedágio na marginal da RodoviaCastelo Branco, emSão Paulo: um caminhão de3 eixos – truck – pagaR$ 13,50 para utilizar 6 kmde rodovia – São Paulo aAlphaville. “Se não for omais caro, certamente é umFoto: Afonso Lima/stock.xchngdos mais caros pedágios domundo! Não há ganho deprodutividade que pagueesse custo!”, exalta.De acordo com Nunes,outra informação que não foilevada em conta é que, paramédias distâncias – até 500km – aproximadamente 40%do tempo da operação não égasto em trânsito nas rodoviase, sim, nos processos decarga e descarga, os quais,via de regra, ainda são “arcaicose desrespeitosamentedemorados”, considera. Eacrescenta, ainda, que sempreque um transportadorsugere a cobrança de qualquertaxa devido à demoraem um desses dois processos– carga e descarga –, oembarcador não aceita.Desse modo – avaliaNunes – não diferente depaíses como Estados Unidos,Canadá e México e póloscomo a União Européia,o pedágio tornou-se umcomponente importante nocusto final do transporte, oqual, por sua vez, é uma seçãoigualmente importanteda logística.Ele ressalta que o problemanão é o pedágio propriamentedito, mas, sim, a granderelutância de alguns embarcadoresem ter o custo dopedágio repassado à sua tarifa.“De um lado, os transportadorestentam repassar ocusto com essa taxa. De outro,os embarcadores não desejandorepassar esse custoao seu produto. É uma brigaboa...”, aponta.Edson Depolito, diretorcomercial da Brucai (Fone:11 3658.7288), confirma queesse repasse existe: “apesarda importância do pedágiona categoria, ele já está hojeIltenir Júnior, do Grupo Gat:o pedágio introduziu umnovo cenário, chamado de“indústria do transporte”absorvido em grande partepelos embarcadores, uma vezque os transportadores repassamno mínimo 50% destecusto à maioria de seusclientes”. Ele acrescenta queo percalço pior é para o operadorde linhas curtas, quetem que bancar o retorno vazio– quando não conseguecobrar a tarifa de ida e voltano frete original, que deveriaser regra básica do mercado.Sobre este assunto polêmico,Iltenir Júnior, gerentede carga aérea do Grupo GatLogística (Fone: 11 6488.2033), afirma que o pedágiointroduziu um novo cenário,chamado de “indústria dotransporte”: inclui ofertadoresde infra-estrutura (concessionáriasou governos) eoutros, dentro de uma visãologística moderna, que acompanhamovimentos observadosno setor produtivo comoum todo.De acordo com ele, a compreensãodo papel de cadaoperador logístico ou transportadoré fundamental para análisessobre participação dopedágio nos custos do transportede cargas. “A ênfase, portanto,fica por conta da necessidadede uma análise sistêmica,lembrando que transporte(infra-estrutura e operação)constitui atividades-meio, aserviço da eficiência da economia”,declara.Após conferir análises daNTC - Associação Nacionaldo Transporte de Cargas, ogerente constatou que os estudosdo DNER - DepartamentoNacional de Infra-Estruturade Transportes superdimensionaramos custosoperacionais do veículo decarga, acarretando uma definiçãodo valor do pedágio poreixo consideravelmente acimado benefício trazido pelamelhoria do pavimento.“Com isso, estaria trazendoum ônus de cerca de 15%para o transportador. O pedágiorepresenta acréscimo deaproximadamente 20% nocusto total; 40% sobre os custosvariáveis; 90% do custodo diesel; e mais de 100% dosalário do motorista maisencargos sociais”, informaIltenir Júnior.Sobre benefícios e melhoriastambém discorre NeutoGonçalves dos Reis, assessortécnico e coordenador doDecope - Departamento deCustos Operacionais e EstudosTécnicos e Econômicos


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA29EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007Oliveira, da OTI:“É menos ruim pagarpedágio do que expor afrota a estradas precárias”da NTC& Logística (Fone:11 6632.1500). De acordocom ele, o custo dos caminhõesé muito sensível aoestado de conservação dasrodovias, e a melhora desteestado traz como principalbenefício a redução doscustos operacionais. “O pedágioideal deve ser inferioraos benefícios trazidospelas melhorias introduzidasna rodovia para ousuário. Neste caso, o pedágiotraz redução final decusto para o usuário e parao custo logístico do país”,explica. No entanto – continua– se o custo do pedágiosupera seus benefícios,estará contribuindo paraaumentar o custo Brasil.De acordo com o assessor,como só se admite rodoviaconcedida em excelenteestado, o benefíciodepende muito do estadoinicial de conservação darodovia. “Quanto pior elaestiver, maiores serão osbenefícios e vice-versa”,diz. Como exemplo cita aRodovia Presidente Dutra,em São Paulo, “que estavapéssima antes de ser concedida”.Segundo estudos daNTC&Logística, nos locaisonde o pedágio custacerca de R$ 7,50 por eixoa cada 100 km, o beneficiopara os caminhões é superiorao custo. Já nas rodoviaspaulistas, que sempretiveram estado de conservaçãorazoável e nas quais ocusto do pedágio chega a superarR$ 11,00 por 100 kmpor eixo, este custo superaos benefícios, explica Reis.De acordo com ele, a segundaetapa das concessõesprevê tarifas bem mais módicas,na faixa de R$ 5,00 acada 100 km, o que poderátornar o pedágio benéficopara o consumidor.


30EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAMultimodalNunes, do Grupo Gat: O problema não é o pedágio, mas arelutância de alguns embarcadores em ter o custo repassadoà sua tarifaOutro aspecto importantesalientado pelo assessor émudar a atual e equivocadapolítica de taxação, que associao custo de cada eixo dosveículos de carga ao custo deum automóvel. Ou seja, umbitrem de sete eixos, porexemplo, paga o mesmo quesete automóveis.Na construção e conservaçãode uma rodovia existemcustos, como os de terraplenageme sinalização, que devemser atribuídos a todos osveículos, pois todos vão utilizarigualmente tais benfeitorias,declara Reis. “No entanto,quem determina a espessurae destrói o pavimentoé exclusivamente os veículospesados (caminhões e ônibus).Por serem muito leves, os danoscausados pelos automóveissão desprezíveis em relaçãoaos provocados pelosveículos pesados”, aponta.Conforme informa, emgeral, o custo da pavimentaçãorepresenta cerca de 50%do custo total da rodovia. Emrodovias com elevado percentualde veículos pesados,como é o caso das brasileiras,o custo por eixo resultamuito inferior ao de um automóvel.“Ou seja, o caminhãodeve arcar sozinho commetade dos custos. A outrametade deve ser rateadaigualmente por todos os veículos”,sugere.Segundo estudos de umaconsultora internacional paraa BR 116/324, quanto maioro número de eixos, menos eledeve pagar por eixo. “Opercentual médio por eixo ficouem 67% da tarifa do automóvel.O caso extremo é dorodotrem de nove eixos, quedeveria pagar apenas o equivalentea 5,4 automóveis”,conta o assessor.Exemplificando com númerosas perdas, UrubatanHelou, diretor-presidente doGrupo H&P, cuja empresamãe é a Braspress (Fone: 113429.3333), diz que o quilômetropor eixo nas rodoviasestaduais privatizadas custaaté R$ 0,12; nas estradasfederais privatizadas, o custocai para R$ 0,07, masambas as situações acabamonerando o transportador. “Ocrescimento das praças depedágio, em detrimento demelhoria e segurança, impedeque realizemos maioresinvestimentos na renovaçãoda frota”, diz.E, de fato, Carlos FernandoSena, gerente comercialda Brasilmaxi (Fone: 116889. 6100), conta que a empresasofreu um aumento em2005 de 9,08%, que refletiu2,63 nas despesas operacionais,a exemplo das viagenscom truck, 23%, e carretamédia, de 18%, considerandoas rodovias Anchieta/Imigrantese Anhanguera/Bandeirantes,em São Paulo.Palmério Gusmão, do departamentocomercial daTransportadora XV de Novembro(Fone: 11 4428.6200), também faz a sua reclamaçãocom base na própriaempresa, cujo modal rodoviáriopossui maior participaçãona matriz de transportes.“Historicamente, porquestões de infra-estrutura eoutros, o escoamento da produçãoe do setor produtivotem nas rodovias a principalalternativa, e o custo do pedágioonera e impacta principalmentesobre produtos debaixo valor agregado, representandouma parcela consideráveldesse tipo de mercadoria”,descreve. SegundoGusmão, as melhorias emfunção dos valores recolhidosdeveriam ser maiores,justificando exorbitantes tarifasde algumas praças.Nesse ponto também tocaLuciano Luft, vice-presidenteda Luft (Fone: 11 4688.0020): “além das tarifas seremreajustadas, ainda estão sendocriadas novas praças.Como não existe um índiceque meça o impacto dessas alteraçõesem cada Estado, ficamuito difícil às empresas quefazem a distribuição fracionadarepassarem todo o custoaos embarcadores”, declara.De acordo com ele, asplanilhas de custo das concessionáriasdeveriam sermais abertas e fiscalizadaspor auditorias independentes,com o objetivo de sempremanter a rentabilidade dasconcessionárias, mas evitar oabuso na cobrança dos pedágios.“Uma alternativa interessantepara os transportadoresseria o desconto do pedágiofora dos horários depico”, sugere.Para Ricardo Conte, diretorcomercial da Sete EstradasLogística e da Celote Logísticae Transportes (Fone: 114391.8800), além dessesproblemas, dependendo darota, o pedágio chega a sermaior do que o custo do combustívelquando foi implementadaa lei federal queobrigava o embarcador a pagaro pedágio. “O que aconteceué que pela maioria doscontratos fomos obrigados adar descontos para que o fretetotal fosse igual”, conta.Edilson Sérgio Binotto,diretor de operações & negóciosda Binotto (Fone: 493221.1824), acrescenta que oBrasil é um país de contrastes:“se compararmos nossasrodovias com as auto-estradasda Europa, percebemosque, ao invés de efetuar investimentosque permitamum veículo transitar com segurançaa 200 km/hora, deixamosnossas estradas cheiasde buracos, placas eternasde trechos em obras e ummonte de radares para obterreceita de multas, obrigandoos veículos a trafegarem a 40a 60 km por hora!”, exalta.Portanto, com o aumentodo valor do transporte nosdiversos níveis, como foi visto,outros modais, em algunstrechos, levam vantagemcompetitiva insuperável pelasimples ausência do pedágio,conforme aponta Míriam SilviaFerreira de Carvalho, diretoracomercial da Carvalhão(Fone: 21 2775.1712).Para Rogério K. de Oliveira,sócio-diretor da OTI Transportes(Fone: 51 3361. 1919),essa situação é a inversa doque deveria ser, já que a idéiamoderna do bom gerenciamentodo transporte tem comobase a minimização dos custosou, ao menos, a não elevaçãodesses, a fim de que a empresanão tenha sua rentabilidadeprejudicada e possa,com isso, se assim a sua condiçãoatual permitir, partirpara etapas sucessivas decrescimento. “Desse modo, oimpacto de qualquer elevaçãono valor do pedágio é nefastopor dois motivos: vai nacontramão das aspirações dosetor empresarial brasileiro,que já é massacrado com umpercentual de impostos – boaparte, inclusive, destinada àmanutenção da malha rodoviáriabrasileira – próximoa alguns países da comunidadeeuropéia, sem a evidentecontrapartida em serviçosque esses países apresentam;e porque, evidentemente,eleva os custos doserviço”, enumera.Em última instância,Oliveira destaca que diantedo acirramento da concorrênciano setor e do grau deexigência cada vez mais altodos clientes – menores valoresde frete/melhores serviços– essa constante elevaçãopode levar ao desaparecimentode empresas demenor porte no ramo detransportes e à conseqüenteconcentração empresarialno setor, o que, segundo ele,nunca é aconselhável numaeconomia que pretende seguiros rumos de uma economiade mercado. “Contudo,ainda me parece menosruim pagar pedágio – mesmoque isto represente umadupla taxação por um mesmoserviço – do que expora frota a estradas precárias,que só fazem aumentar oscustos de manutenção deveículos”, expõe.E, Luiz Carlos Alcântara,superintendente operacionaldo Grupo FasterBrasex (Fone: 11 4772.8000), concorda. Para ele,em curto prazo, o impactodo pedágio onera com certezaos custos de transporte,porém em longo prazo éobtida maior produtividadede veículos, maior agilidadee, conseqüentemente,maior diluição dos custosno contexto geral. ●


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA31EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007ABSA CargoAirline registracrescimento de31% nofaturamento brutoem 2006A ABSA Cargo Airline (Fone:19 2138.4400), empresa aéreacargueira regular, de bandeirabrasileira, registroucrescimento de 31% nofaturamento bruto de 2006 emcomparação com 2005,contabilizando US$ 203,5 milhões,ante os US$ 156 milhõesdo ano anterior. A fortedesvalorização do dólar frenteao real contribuiu para queas importações respondessempor 69% da receita totalobtida pela companhia no anopassado, atingindo US$ 106,5milhões. As atividades de despachode carga aérea paraoutras empresas com as quaisa ABSA Cargo mantém acordosde prestação de serviçostambém apresentaram incrementoda ordem de 19,6% emrelação a 2005, chegando apouco mais de US$ 9 milhões.Ainda assim, as cargas de exportaçõesregistraram crescimentode 3% em comparaçãocom o ano anterior, sendo queos últimos quatro meses doano foram os melhores paraa companhia. O acréscimo registradono faturamento daABSA Cargo é resultado doaumento de 10% no movimentototal de carga transportadapela companhia em 2006,sendo que esse crescimentosignificou um aumento de24% da carga transportadaem frota própria e 10% pormeio dos acordos que a ABSAtem com outras companhias.Parte do crescimento registradoem 2006 é creditado àaquisição de mais uma aeronave,em meados de 2005, eaos ajustes de rotas, com oaumento da freqüência devôos regulares mistos paracidades como Buenos Aires(Argentina) e Lima (Peru).Além disso, outro fator positivopara o crescimento de2006 foi o fator ocupacionalde 76%, índice bastante positivopara a empresa.


32EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICATRANSPORTE MARÍTIMOCMA-CGMINAUGURALINHA EXPRESSAÍNDIA-ORIENTEMÉDIONovos serviços utilizam oito naviosAarmadora francesa CMA-CGM (Fone: 473344.7300) – a terceira maior transportadoramarítima do mundo e quinta em operação noBrasil – inaugurou em março último dois novos serviços,sendo um uma linha expressa Brasil-Índia-OrienteMédio e outro para América Central e Estados Unidos.Os serviços têm periodicidade semanal no Portode São Francisco do Sul, SC, e utilizam oito naviosoperando com contêineres.O primeiro serviço, denominado Vasco Express, ligaos portos do Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá, RioGrande e São Francisco do Sul aos portos de Salalah,em Oman; Khorfakkan, nos Emirados Árabes; NhavaSheva, na Índia; Port Louis, nas Ilhas Mauritius; eDurban, na África do Sul.O outro novo serviço é o New Brazex, que liga osportos do Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá, São Franciscodo Sul, Suape e Fortaleza aos portos deCartargena, Port of Spain, Miami e ao porto deKingston, na Jamaica.A companhia tem sede em Marselha, na França,fatura 5,7 bilhões de euros por ano e consolida-se comoa empresa de transporte marítimo que mais cresce noBrasil. ●Entre nomundo daLogísticawww.logweb.com.brTRANSPORTE FERROVIÁRIOFERROLEASEINVESTER$ 10,5 MILHÕESNA COMPRA DEVAGÕESAFerrolease (Fone: 41 3025.7600), empresa degerenciamento de frota que oferece serviços de aluguelde equipamentos ferroviários, vai investir R$10,5 milhões na compra de mais 35 vagões que estarão disponíveispara locação a partir deste mês.Com isso, a empresa passa a ter uma frota de 146 vagõesem território nacional. “A expectativa é gerar um aumentode 40% no nosso faturamento com essa aquisição”,afirma o presidente da Ferrolease, Estefano Vaine Júnior.Os vagões adquiridos pela Ferrolease são tanques de86 m 3 na bitola larga, com possibilidade de rápida conversãopara operação na malha métrica. Este avanço tecnológicoé especialidade da fabricante Amsted-Maxion, o “maincontractor”, responsável pela fabricação do cilindro do tanquee montagem de todos os componentes dos equipamentos.Para a fabricação dos subconjuntos de montagem, aFerrolease vai contar com a Hewitt e outros fornecedoresnacionais.Os vagões adquiridos são tanques na bitola largaCRESCIMENTOPara Vaine Júnior, o mercado de locação começou a aquecerno país nos últimos dois anos e tem grande perspectivade expansão. Segundo ele, o crescimento da frota de vagõesde junho de 2005 a junho de 2006 foi de 6,2%: mais de4.800 vagões entraram em operação neste período. “Só onúmero de vagões de terceiros, alugados por clientes dasferrovias, neste mesmo período, saltou para 2.291 unidades,o que prova o avanço do setor”, comenta o presidente.Ainda segundo ele, o volume de carga a ser transportadapelas ferrovias brasileiras deverá crescer a taxas de 7%a.a. nos próximos 5 anos, e a participação desse modal emrelação aos outros deverá subir de 23,8% a.a. (base 2005)para 27% em 2010. “Esse crescimento vai provocar umademanda média neste período de 5 mil vagões/ano, e é poressa expectativa que estamos nos preparando”.Para este desafio, em 2006 a Ferrolease buscou novossócios no mercado e, além das sócias, a americana GlobalRailroad Leasing (GRL) e a brasileira ATT Centro-Oeste(Grupo ATT) agora entram no negócio a Membeca LLC,com investidores americanos, a Sofimax Participações e Investimentos,com investidores brasileiros (Grupo GATX/Boni), e pequenos investidores brasileiros, que passam tambéma definir as estratégias para o futuro da empresa.●


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA33EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007Average fornecesoftwares paracomércio exteriorA Average (Fone: 11 3124.5314) oferece soluções de comércioexterior - importações,exportações, câmbio e drawback.Os produtos da empresaapresentam as seguintes características:controles gerenciais,funcionalidades adequadas àsnecessidades atuais e tecnologiade ponta; maturidade donegócio; status automático doprocesso; integração ao Siscomex/Suframa;follow-up;avaliações; estatísticas; acompanhamento;câmbio; contabilização;multi-empresa/multifilial; integração comdespachante; versão WEB;integração com diversassoluções corporativas - ERPscomo SAP R/3, BPCS etc.ExpressoAraçatubacomemora 55O Expresso Araçatuba (Fone:11 2108.2800) – consideradolíder no transporte rodoviárioe aéreo de cargas nas regiõesCentro-Oeste e Norte, e nasrotas internacionais da Américado Sul – está comemorando55 anos de atuação nomercado. E faturou R$ 200milhões em 2006, alcançandoum crescimento de 16%em relação ao ano anterior. Aexpectativa para 2007 é chegara R$ 238 milhões, 20%superior ao ano passado. Paraatingir as metas, a empresa iráinvestir R$ 15 milhões eminfra-estrutura, recursos humanose tecnologia da informação.A empresa implantaránovos terminais de cargasem Belém, PA, Cuiabá, MT,Belo Horizonte, MG, Rio Verde,GO, Goiânia, GO, e PortoAlegre, RS, e fará benfeitoriase ampliações em outros terminaisde cargas nos principaispontos do país. Na áreade tecnologia da informação,a empresa investirá na comprade um novo servidor, queproporcionará a implantaçãodo sistema de BusinessIntelligence, além de relatóriosgerenciais e processos deautomação, como a “baixa porcelular” e o projeto de códigode barras.


34EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICALOGÍSTICAFAST - FOOD:RAPIDEZ NA MESAE NA ESTRADACom suas peculiaridades, pela variedade de produtos transportados, desde perecíveis, como carnes,batatas e pães, até copos e pratos descartáveis, entre outros, a logística na área de fast-food apresentacaracterísticas particulares. Tanto que a tendência é pela terceirização, entregando-a a empresas cominfra-estrutura e operações especiais.MultimodalQuando se pensa nofast-food, já vem àmente aquele tipo dealimentação preparada demodo padronizado e para rápidoatendimento, servida emlanchonetes e restaurantes.Tão rápida quanto a preparaçãodeste tipo de comida deveser a logística para a sua entreganos mais distantes pontosde vendas, geralmente espalhadospor todo o país. Éisto o que vamos mostrar nestareportagem com algumasempresas da área.INFRA-ESTRUTURANum primeiro momento,é interessante acompanhar ainfra-estrutura logística queestas empresas operam, geralmenteterceirizada.Por exemplo, a Fast &Food (Fone: 11 3232.4900)é a responsável pela logísticae distribuição dos insumos eprodutos negociados da Chinain Box e da Giraffas.Daniel de Andrade Garcia,gerente de operações da Fast& Food, informa que a empresacoloca à disposição deseus clientes três Centros deDistribuição, localizados emSão Paulo, Brasília e no Recife.A área total dos três sitesé de 51.300 m 2 , enquanto ototal de armazenagem, tambémdos três sites, é de16.000 m 2 . “Temos uma unidadeem Taboão da Serra, SãoPaulo, que é própria, além dePor tratar de produtos especiais, a logística nesta áreatambém precisa ser especialoutras duas terceirizadas, umaem Gama, Brasília, e outra noRecife. Nos três sites temos7.000 posições/paletes”, dizGarcia.Quanto à frota, ela éterceirizada, e composta de40 veículos dedicados ou exclusivosà operação da Fast& Food – 38% da frota incluiveículos leves e superleves(van, VUC e VLC) e62% são veículos pesados esuperpesados (toco, truck ecarreta). Toda esta estruturapermite atender a 125 pontosde venda, em todo o país.“A rede China in Box definiucomo uma das principaisdiretrizes estratégicasterceirizar a logística de suprimentose distribuição. ONa Rede Viena, os pedidos são solicitados via sistemafoco sempre foi a construçãode um relacionamento colaborativo,de longo prazo ecom nível de serviço sustentáveljunto aos seus clientese ao prestador de serviçologístico. Em julho de 1998,nasceu a parceria com a Fast& Food, focada em soluçõespara o segmento fast-foodatravés de abastecimento inteligentee desenvolvimentode produtos e fornecedores.Sustentada por uma infra-estrutura,a empresa é capaz dearmazenar, controlar e distribuiralimentos e não alimentosem compartimentos e câmarasde até três temperaturasdiferentes”, explica Garcia.No caso da Rede Giraffas,que possui 215 pontos devenda em vários estados brasileiros,o gerente de operaçõesda Fast & Food contaque, no início, toda a produçãoe a logística eram realizadaspelo Giraffas. “Umprocesso de terceirização foiimplantado em 1998, em funçãodo crescimento da Rede.Hoje, todo o processo de preparaçãodos alimentos e dasembalagens é terceirizado.”Já no caso do McDonald’sBrasil (Fone: 11 4196.9800), como explica, por suavez, Celso Cruz, diretor decompras, a logística segue opadrão de operação e qualidadede toda a rede McDonald’sno mundo.“O McDonald’s trabalhacom um fornecedor exclusivo,a Martin-Brower, comooperador logístico. A maioriados materiais e alimentos saida Cidade do Alimento, localizadana Rodovia Anhanguera,em São Paulo, SP, localonde os fornecedores – de 70a 80 – entregam os produtosque serão enviados para todosos 540 restaurantes no Brasil.Toda a logística é operada pelaMartin-Brower.”


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA35EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007“Duaspreocupações queenvolvem o fastfoodsão qualidadedos alimentos epontualidade naentrega”Cruz diz, também, quecada restaurante recebe acarga num horário e datapré-determinada (cerca de2,3 vezes por semana, dependendoda unidade). Emcada um deles há funcionáriostreinados para recebere armazenar adequadamentecada produto, checandoantes a temperatura e outrosdados de acordo com o padrãode qualidade McDonald’s.“Para isto, contamoscom uma frota de 70 caminhões,com divisões paratrês temperaturas diferentes(congelado, resfriado eseco), em sua maioria damarca Scania. Por ano, sãotransportados 15 milhões dequilos de carne, 3,5 milhõesde quilos de frango, 20 milhõesde quilos de batatas,23 milhões de dúzias depães e 180 milhões de copos,entre outros itens”, explicao diretor de compras.Para a Subway, é a LuftFood Service - FBD (Fone:11 3602.8900) quem prestaos services logísticos, segundorevela Henrique Costa,diretor da empresa.Para isto, contam comárea de armazenagem de12.000 m 2 e capacidade para12.000 paletes, terceirizada,e com uma frota de 70 veículosrefrigerados, tambémterceirizada, permitindoatender a 80 pontos de vendasem todas as regiões doBrasil.Por sua vez, a Rede Viena(Fone: 0800 122.564)conta com um depósito comárea de cerca de 950 m 2 ;165 m 2 de câmeras frias;280 m 2 de mezanino; 360 m 2para armazenagem de alimentos;e 145 m 2 de área deexpedição.“As operações internassão próprias do Viena, e incluemum diretor de operações,um supervisor e maistrinta funcionários”, contaCarlos Galdino, supervisordo Centro de Distribuição daRede Viena.


36EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAMultimodalAlém disto, o Grupo tem,em São Paulo, SP, uma frotacomposta de oito veículospróprios e um terceirizado,entre caminhões, uma sprinterrefrigerada e dois automóveis.Galdino ressalta que alogística do grupo opera com22 pontos de atendimento –21 em São Paulo e um no Riode Janeiro - e 31 pontos devenda (restaurantes). Entre osrestaurantes estão: VienaDelicatessen, com atendimentoa la carte, buffet e rodíziode pizza; Viena Express,versão fast-food do restauranteViena e adaptado paraas praças de alimentação;Viena K Express, localizadono Hospital Israelita AlbertEinstein, em São Paulo, SP, eespecializado em comidakasher; Ráscal, cozinhacontemporânea com acentoitaliano; e Grano, uma espéciede “Ráscal Express”.STARTSobre como é dado o startpara a entrega dos produtos –desde os alimentos até os demaisinsumos – aos pontos devenda, Garcia lembra que,apesar da espinha dorsal donegócio da Fast & Food serestruturado em logística dedistribuição e Supply Chain,atualmente, cerca de 70% dosprodutos no cardápio doGiraffas são desenvolvidospor uma equipe de engenheirosde alimentos, com funçõesrelacionadas desde a homologaçãodos fornecedorese pesquisas até o treinamentono preparo à apresentação doprato e/ou sanduíche.Sobre como funciona oprocesso logístico, tanto nocaso do Giraffas quanto daChina in Box, o gerente deUm dos problemas na áreaé a distância entre ospontos de vendaOs alimentos são os principais integrantes da logística na áreaoperações descreve que, “apartir da definição do mix deprodutos, fornecedores, preços,premissas operacionaise nível de serviço, a entregade mercadorias ao ponto devenda tem o conceito OneStop Shop (todo mix em umaúnica entrega) e está relacionadasistemicamente aoPlanejamento de Demanda,Negociação com Fornecedores,Logística de Suprimentos,Armazenagem, Transportee Atendimento ao Cliente.Estes sistemas são sustentadospor um modelo de gestãopor processos, com ferramentascustomizadas às necessidadesdo negócio e altacapacitação e treinamento doscolaboradores para garantir aestabilidade e a execução dosprocedimentos operacionais”.Garcia também informaque uma das premissas denegócio é atender aos clientescom o pedido perfeito, doprocesso de captação à entreganas lojas, com um ciclo depedido programado em funçãoda malha de distribuição,localidade e consumo das lojas.“Para suportar o pedidoentregue completo, no prazoe com a qualidade esperada,foram desenvolvidas ferramentase definidos processos.”No caso do Processamentode Pedidos, foi desenvolvidoe customizado umSistema Colaborativo comconceito CRM, chamado e-SUPRI, cujas principaisfuncionalidades são a captaçãode pedidos com interface“A distância e asituação dasestradasdificultam aoperação delogística na áreade fast-food”ao ERP Fast & Food, canalde relacionamento com mensagenson-line e tratamentode reclamações, status do pedido,protocolo das notas fiscaisemitidas, histórico decompra, títulos pagos e emaberto. “Noventa por centodos pedidos são captados poreste canal, os demais são distribuídospor e-mail, telefonee fax”, explica o gerentede operações da Fast & Food.No caso da Armazenagem,as áreas foram dimensionadaspara três temperaturase um mix de aproximadamente1.500 SKUs, suportadaspor processos de Controlede Estoque e Estocagembaseados em políticas deshelf life, critério de movimentaçãoPVPS ou FEFO,inventário rotativo, auditoriase estratégias de armazenagemcom foco na otimizaçãoda área, na acuracidade e qualidadede armazenamento dasmercadorias. São utilizadasestratégias de picking porzona, por lote e por pedidode acordo com o tipo de transportee entrega aos clientes,com áreas de espera e consolidaçãoda separação ematé três temperaturas. Na Expediçãoas cargas são conferidase consolidadas obedecendoàs prioridades de entregapor tipo de carga, temperatura,transporte e compartimentodos veículos paraaté três temperaturas, conformeos horários e prazos deentrega programados.“No Transporte, o principalmodal é o terrestre. Amodalidade aérea é utilizadaapenas para abastecimentosemergenciais e expressos. Oprocesso de transporte é planejadono cadastramento dosclientes e lojas. A roteirizaçãoé diária, após o horário decorte da captação de pedidos– assegurando as premissasde atendimento e otimizaçãoda frota, os pedidos sãoalocados em rotas semifixasprogramadas. O transporte éterceirizado. As transportadorassão homologadas e desenvolvidascom frota exclusivae/ou dedicada, com perfil deveículos definidos pela Fast& Food, a fim de garantir ospadrões de qualidade, temperatura,acomodação e integridadedas mercadorias. Osveículos são equipados comrastreadores via satélite, aparelhosde refrigeração, baús,divisórias e pisos especiaispara manter a temperaturaideal da carga, cortinas dePVC para reduzir a troca decalor com o ambiente, portaslaterais e carrinhos de movimentaçãode carga. As entregassão acompanhadas pornossa equipe de transporte,verificando o status das rotas,executando follow-up com asequipes de entrega, buscandoprevisão de entrega dospedidos, antecipação a problemase, quando necessário,Costa, diretor da Luft FoodService, que atende aSubwaySão 70 veículos refrigeradosque integram a frota da Luftdisparo dos planos de contingências”,continua Garcia.Ele também informa quea equipe de entrega é preparadapara atender aos clientescom programas de treinamentoe incentivo visando oresultado esperado. Sãouniformizadas, identificadas,equipadas com rádios ou telefonespara contato, termômetrose documentação paraefetuar as entregas. Em todaentrega são registrados, atravésde relatório padrão Fast& Food, pelos responsáveisdo recebimento das lojas,pontos de controle referentesaos veículos, a equipe de entrega,mercadorias, notas fiscaise devolução. A finalidadedestes registros é medir aperformance da entrega e nívelde serviço, avaliar astransportadoras e proporcionarmais um canal de comunicaçãocom os clientes.O gerente de operaçõestambém destaca que, paracentralizar e organizar o fluxode informações, como umhub de sistemas de redes naestrutura organizacional doFast & Food, o Atendimentoao Cliente é segmentado portipo de clientes.O processo logístico deentrega para a Subway começapela internet, conformeexplica Costa, da Luft FoodService. “Semanalmente, asdiversas lojas espalhadas portodas as regiões do Brasilentram em um site na internetespecialmente concebidopara colocação dos pedidos,que são consolidados noCentro de Distribuição daLuft, e depois de processadossão entregues, simultaneamente,nas três temperaturastípicas do food service, segundoo agendamento acordadocom a administração daSubway para cada loja.”Na Rede Viena, o startparte do princípio da necessidadede cada loja: os pedidossão solicitados, tambémvia sistema (interface), aosetor de faturamento, onde


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA37EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007“Problemas deatrasos naentrega são superadospor meiode gestão econtrole rigorosode estoque”são processados e, depois,geradas requisições internade produtos. Como explicaGaldino, estas requisiçõessão encaminhadaspara o depósito e revisadas.A seguir, as mercadoriassão separadas e conferidasde acordo com a logísticade distribuição. Após aseparação e emissão dasnotas fiscais, os veículossão carregados e liberadospara distribuição nos váriospontos de venda.Os processos são divididosem duas etapas: naprimeira, são tratados osprodutos perecíveis (refrigerados),que são transportadosisoladamente, e, nasegunda, os alimentos consideradossecos e insumosem geral. No geral cadaloja tem em media cincoentregas semanais.PROBLEMASCom relação aos maioresproblemas enfrentados,principalmente considerandoo tipo de logísticapraticada, Garcia, da Fast& Food, diz que menos de6% dos pedidos apontamproblemas. Os mais comunssão atrasos nas entregas,em janelas programadasde 2 horas, causadospor congestionamentosnas metrópoles e acidentesnas estradas. “Problemascomo estes são superadospor meio de gestãoe controle rigoroso deestoque, para evitar a rupturae garantir o atendimentodas programaçõesde entrega”, diz o gerentede operações.Na verdade, as soluçõesadotadas pela empresapara solucionar estesproblemas são bastanteabrangentes. Elas estão nassuas estratégias em excelênciaoperacional, gestãopor processos e foco emresultados, na execuçãoconstante de diagnósticos


38EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAestratégicos, táticose operacionais, nos planos decontingências para respostasrápidas e atendimentos emergenciaise, principalmente, navalorização e capacitação docapital humano.Cruz, do McDonald’s Brasil,aponta que o maior problemaenfrentado é chegar aosrestaurantes de Manaus. “Adistância e a situação das estradasdificultam a operação.Duas preocupações são: qualidadedos alimentos e pontualidadena entrega. Porém, diferentede outros setores, acidentese assaltos não ocorrem.Em 2006, por exemplo, oMcDonald’s registrou apenas1 acidente e 1 roubo. Númerosinsignificantes se comparadoscom outras empresas deporte semelhante no Brasil”,pondera o diretor de compras.Sobre as soluções adotadaspela empresa, ele dizque, para Manaus, o problemaé resolvido por meio daoperação logística da Martin-Brower. O transporte é feitovia caminhão e balsa, e asverduras são enviadas via aérea.“O McDonald’s trabalhacom motoristas altamentetreinados e todos os caminhõespossuem computadorde bordo que registram todasas ações dos motoristas. Todoo equipamento é adequadopara o transporte, divididoem três temperaturas paraacomodar os produtos e alimentos.Na parte congeladaMultimodalnos níveisA Martin-Brower é o operador logístico do McDonald’s Brasil“Uma dastendências está nalogística centralizada,com produtosexclusivos eserviços agregados”vão as carnes e batatas; naresfriada vão as verduras e osmolhos; na seca vão guardanapos,canudos, embalagens,etc.”, explica.O diretor da Luft FoodService já considera que aprincipal questão é ter o mesmopadrão onde quer quehaja uma loja da rede. “É fundamental,para o valor damarca e sua segurança, termosa definição do produtoideal e fazer com que ele chegueadequadamente em cadaum de nossos pontos de venda.Adotamos uma centralizaçãologística terceirizadacom a Luft Food Service, oque consiste em ter um Centrode Distribuição onde secompram os produtos homologadosde forma consolidadae deste Centro de Distribuiçãopartem os produtos deforma fracionada, em três diferentestemperaturas simultaneamente,para todas as lojasda Subway. As lojas têmo facilitador de colocar o pedidopela internet em um sitefeito exclusivamente paraeste fim e, com isso, o processode abastecimento ficoumuito mais simplificado eseguro”, completa Costa.Para a Rede Viena, umdos maiores problemas enfrentadosenvolve a dificuldadegeográfica e a distânciapercorrida entre os diversospontos de venda. Segundo osupervisor do Centro de Distribuiçãoda Rede, com o aumentodo número de veículosde carga e a diminuição de suacapacidade, conforme DecretoMunicipal 45.821, de 6 abrilde 2005, aumentou consideravelmentea freqüência e apermanência dos veículos nasvias, trazendo um aumento decusto e um elevado grau de risco.Um fator também relevanteé que, em alguns pontos,“Pode-se dizer quea terceirização naárea logística dasgrandes cadeias ée será umaconstante”os horários são limitados,dificultando o acesso.Em frente aos problemasdecorridos da estrutura geográficada cidade e a dificuldadede acesso aos pontos, aRede Viena procura avaliar eentender corretamente todosos processos relacionados àlogística e distribuição, trabalhando,interagindo, trocandoinformações e gerenciandoconflitos e os problemasque porventura existam.“O nosso objetivo é colocaro produto certo, no local correto,no momento adequadoao menor custo possível, desdea fonte, que é o nosso CD,até o destino, nossas lojas.Quando se fala em perdas,seja tangível ou não, o tempoé o grande responsávelpela maior parte dessas perdas,por isso procuramos conhecerbem os processos,mapeando todas as atividadesrelacionadas as nossas operações,a fim de reduzir e eliminarao máximo os problemasinerentes à cadeia logística.Para isto precisamos expandirnossa atuação geográficacom centros avançados dedistribuição, ou seja, focadoem ficar mais próximo dosnossos clientes, a fim de melhorara performance de atendimento”,acrescenta Galdino.TENDÊNCIASPelo que se pode perceber,a terceirização é uma tendênciana área de fast-food.Será isto? Ou somente istoem termos de tendências?“Pode-se dizer que, deforma geral, a terceirizaçãona área logística das grandescadeias é e será uma constante.A diversidade de rotas, asdistâncias continentais aliadasà complexidade tributáriade nosso país conduzemà terceirização da logísticapor meio de empresas especializadascomo a Martin-Brower”, aponta o diretor decompras do McDonald’sBrasil.Costa, da Luft FoodService, já acha que a tendênciapara redes de fast-foodcom crescimento arrojado éprocurar facilitar a operaçãode cada loja, assim como garantirsegurança para a marca,através de uma logísticacentralizada, com produtos exclusivose serviços agregados.Para Garcia, da Fast &Food, são várias as tendênciasna área de fast food em termosde logística: expansãodos pontos de venda para áreasmetropolitanas nas regiõesNorte, Nordeste e AméricaLatina; operações sazonais emlojas de temporadas, para formarpraças de alimentação emeventos temáticos, concentraçãode multibandeiras, outletse feiras de negócios; aumentodas exigências de qualidade deprodutos e entregas, alinhadaA Rede Giraffas possui 215 pontos de venda em váriosestados brasileirosa padrões e certificações internacionaise segurança alimentar;aumento das exigênciasde nível de serviço ecustos acessíveis para entregasprogramadas em pequenasjanelas de horários de entregas,em shopping centers,horários noturnos, centros urbanose grandes metrópoles;acessibilidade às soluções deTI para abastecimento eletrônico,controles de estoques,compras, captação e processamentode pedidos, picking,rastreabilidade dos pedidos,visibilidade/integração/sincronismoda cadeia de abastecimento,monitoramentoon-line dos veículos de entregacom dados de temperatura,tempo, movimentação estatus on-line das entregasdos pedidos; alta freqüênciade entrega (áreas de estocagemreduzidas) nas lojas, lotesmínimos (baixo drop sizee ticket médio), aumento danecessidade de fracionamento,maior mix de produtosna mesma entrega (secos,limpeza, descartáveis, refrigerados,congelados e FLV),custos de desenvolvimento deembalagens e compartimentos;crescimento do serviçode delivery (comida em caixinhas,encomendas expressas);e crescimento do númerode operadores logísticos,especialização e capacitaçãodos profissionais para acadeia de frio.Galdino, da Rede Viena,considera que, atualmente, adinamicidade do mercado écada vez maior e o grau deexigência tem provocadouma diminuição dos ciclosde vida dos produtos, exigindorespostas mais eficazesda gestão de materiais e dadistribuição física, ou seja,da logística como um todo,surgindo o conceito de logísticaintegrada, que consideratodas as atividades de movimentaçãoe armazenageme facilita o fluxo dos produtosdesde o ponto inicial atéo ponto de consumo.“Com o objetivo de garantira qualidade dos produtose serviços prestados paraas lojas, a tendência é criar ummecanismo de análise focadonas necessidades dos clientesem uma visão ampla, realizandotrabalhos de melhoriacontínua entre os clientes internose externos, com monitoramentoda sua respectivaevolução”, conclui o supervisordo Centro de Distribuiçãoda Rede Viena. ●


nLogWebJORNALnREFERÊNCIA EM LOGÍSTICA39EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007Mac Logisticse preparapara umcrescimento de70% em 2007“O ano de 2007 será o melhorano da história da nossaempresa, pois preparamosa companhia para umcrescimento bastante grande,já sentimos nos primeirosmeses do ano o reflexodas nossas ações e estamosprevendo um crescimentoem todos os setoresda nossa organização. Traçamosum plano de crescimentobastante ousadoque, se cumprindo, permitiránosso crescimento aoredor de 70% durante o anode 2007. Com a expansãoda nossa empresa para todosos países latinos, estamospreparados e muitomotivados a dominar estemercado.” A afirmativa é deEveraldo Barros, vice presidenteda América Latina daMAC Logistic Int’l Group(Fone: 11 4062.5881). Segundoele, há vários planosde investimentos em 2007.“Iremos apresentar a aquisiçãodo terminal de transbordo(Termel), no RioGrande do Sul, como umdos maiores empreendimentose suporte à logísticano Mercosul, que compreende100.000 m 2 de áreaoperacional. Adquirimosparticipação importante eestaremos tornando-o umdos maiores hubs de exportaçãoe importação rodoviáriopara o Mercosul. Jáassumimos a direção doterminal e iremos efetuargrandes investimentos emsua infra-estrutura. Alémdisso, estamos focados naexpansão dos nossos escritóriosna América Latina,que já somam escritóriospróprios em 10 países, restandopraticamente Equadorpara finalizarmos nossoprojeto de sermos reconhecidoscomo o maior emelhor operador logísticona América Latina”,completa Barros.


40EDIÇÃO Nº62—ABRIL—2007JORNALnnLogWebREFERÊNCIA EM LOGÍSTICAServiços da TAMExpress incluementrega “porta aporta”Os serviços prestados pelaTam Express (Fone: 115079.9999) incluem o TamCargo, Tam Próximo Vôo,Tam Próximo Dia e Tam Convencional,com sistemas deentrega “aeroporto-aeroporto”e “porta a porta”. O transporteinternacional de cargasna TAM Express é realizadopor meio do TAM Cargo. Oserviço atende às demandasde importação e exportaçãode cargas entre o Mercosul,América do Norte, Europa eExtremo Oriente, na modalidadeaeroporto-aeroporto.No mercado doméstico, podemser destacados comoexpressos, o Tam PróximoVôo – indicado para qualquertipo de encomenda que tenhaurgência em ser transportada– e o Tam Próximo Dia –adequado para o envio dequalquer tipo de encomendacujo recebimento, pelo destinatário,seja no próximodia subseqüente ao seu envio.A terceira e última modalidadedoméstica é o TamConvencional, cujo pressupostoé o transporte de grandesquantidades volumétricasde cargas especiais eaquelas que não demandamprazos de entrega tão reduzidoscomo os serviçosanteriormente citados.Taim Cade forneceequipamentospara instalaçõesportuáriasA Taim Cade (Fone: 0413698.4848) fornece instalaçõesportuárias para manuseio,carga e descarga degraneis e contêineres, carregadoresde navios móveis,fixos ou sobre trilhos e descarregadoresde navios comgrabs de grande capacidade.

More magazines by this user
Similar magazines