indústria - Canal : O jornal da bioenergia

canalbioenergia.com.br
  • No tags were found...

indústria - Canal : O jornal da bioenergia

CARTA DO EDITORMirian Toméeditor@canalbioenergia.com.br10john deere12241412 MUDANÇAS CLIMÁTICASCom o fracasso da COP-15, cabe a cada país contribuir para diminuir os níveisde poluição. O Brasil se destaca nessa iniciativa pelo uso do etanol, que evitou aemissão de 80 milhões de toneladas de CO2 entre os anos de 2003 a 2009.fotos: stock.xchngcnh latin américaConfiança restabelecidaO clima positivo que reina em 2010 temdeixado bem animados todos os agentes queatuam na cadeia sucroenergética brasileira. Oinício de um novo ano sempre traz boasesperanças, mas, neste momento, em especial,as condições são realmente adequadas àretomada do crescimento.A indústria de máquinas agrícolas projetainvestimentos vultosos e estima aumento deaté 25% nas vendas em 2010. Representantesdo setor de indústrias de base, que fornecepeças, equipamentos e serviços ao setorsucroenergético, também vislumbram arecuperação da atividade canavieira e o acessoao crédito caminha para a normalização.A projeção de crescimento da safra decana-de-açúcar é superior a 10%, devendochegar a 590 milhões de toneladas na safra2010/2011. A perspectiva de números recordesé reforçada com o início da produção denovos empreendimentos, que devem ocorrer,em sua maioria, ainda no primeiro semestrede 2010. A antecipação do início da colheitatambém revela que, este ano, o ritmoprodutivo será intenso.Deficiências estruturais vêm sendocorrigidas, ainda que numa velocidade inferiorà necessária, para dar suporte ao crescimentoda atividade canavieira. Exemplos são osinvestimentos em ferrovias e em linhas detransmissão para a bioeletricidade. É fato: aoingressarmos neste segundo trimestre de 2010já podemos sentir que vivemos dias melhorese que a confiança na continuidade dodesenvolvimento está restabelecida.Boa leitura !10 MÁQUINAS AGRÍCOLASSetor tem as condições necessáriaspara crescer este ano. Desempenhodeve ser até 25% superior emrelação a 2009.14 COLHEITA MECANIZADAExperimento do InstitutoAgronômico de Campinas avaliou aeficácia da implantação de lâminasserrilhadas no corte basal da cana.24 BIOELETRICIDADEEnergia elétrica gerada por noveusinas instaladas em Goiás seráescoada por linha de transmissãocom 600 Km de extensão.28 MAIS BRASILAlém da natureza exuberante e paisagenscinematográficas, o Rio de Janeiro temvários outros atrativos que encantamturistas de todos os cantos do mundo.CANAL, o Jornal da Bioenergia, é uma publicação daMAC Editora e Jornalismo Ltda. - CNPJ 05.751.593/0001-41DIRETOR EXECUTIVO: César Rezende - diretor@canalbioenergia.com.brDIRETORA EDITORIAL: Mirian Tomé DRT-GO-629- editor@canalbioenergia.com.brGERENTE ADMINISTRATIVO: Elisa Gonçalves- financeiro@canalbioenergia.com.brGERENTE DE ATENDIMENTO COMERCIAL: Beth Ramos - comercial@canalbioenergia.com.brEDITOR: Evandro Bittencourt DRT-GO - 00694 - redacao@canalbioenergia.com.brREPORTAGEM: Evandro Bittencourt, Fernando Dantas,Luisa Dias, Maiara Dourado e Mirian ToméDIREÇÃO DE ARTE: Fábio Santos - arte@canalbioenergia.com.brREPRESENTANTE: SÁ PUBLICIDADE E REPRESENTAÇÕES LTDA. BRASÍLIA,GOIÁS, TOCANTINS, MATO GROSSO, MATO GROSSO DO SUL, REGIÕES NORTEE NORDESTE. Thiago Sá Thiago@sapublicidade.com.br (61) 3201 0073 (62) 3275 7678BANCO DE IMAGENS: UNICA - União da Agroindústria Canavieira de São Paulo:www.unica.com.br; SIFAEG - Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado deGoiás: www.sifaeg.com.br; / REDAÇÃO: Av. T-63, 984 - Conj. 215 - Ed. Monte LíbanoCenter, Setor Bueno - Goiânia - GO- Cep 74 230-100 Fone (62) 3093 4082 - Fax (62)3093 4084 - email: canal@canalbioenergia.com.br / TIRAGEM: 12.000 exemplares /IMPRESSÃO: Ellite Gráfica – ellitegrafica2003@yahoo.com.br / CANAL, o Jornal daBioenergia não se responsabiliza pelos conceitos e opiniões emitidos nas reportagens eartigos assinados. Eles representam, literalmente, a opinião de seus autores. É autorizadaa reprodução das matérias, desde que citada a fonte.www.twitter.com/canalBioenergiaAssine o CANAL, Jornal da Bioenergia - Tel. 62.3093-4082 assinaturas@canalbioenergia.com.brO CANAL é uma publicação mensal de circulação nacional e está disponível nainternet no endereço: www.canalbioenergia.com.br e www.sifaeg.com.br“Confia os teus cuidados ao Senhor,e Ele te sustentará."(Salmos 55:22)


ENTREVISTA - Adézio Marques, presidente do Ceise BrPreparados para a retomadaINDÚSTRIAS DE BASE, QUE DÃO SUPORTE AO SETORSUCROENERGÉTICO, REAGIRAM RÁPIDO DIANTE DASPERSPECTIVAS DE RETOMADA DOS INVESTIMENTOSEvandro BittencourtGraduado em administração de empresas,Adézio José Marques, presidente do CentroNacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiroe Energético - Ceise Br, acumula longaexperiência como empresário, à frente de empresascomo a Camaq, Caldeiraria e Máquinas IndustriaisLtda, onde ocupa o cargo de diretor presidente.É sócio-diretor da Destilaria Alvorada doBebedouro, em Guaranésia (MG) e, ainda, diretortitular da Diretoria Regional do Centro das Industriasdo Estado de São Paulo, Sertãozinho (SP).O Ceise Br atua como representante de toda acadeia produtiva do setor sucroenergético nacional,notadamente das indústrias de base e prestadoresde serviço, cujo foco é o suporte ao desenvolvimentodo setor. A entidade é, ainda, arealizadora da maior feira mundial do setor sucroenergético,a Fenasucro (Feira da IndústriaSucroalcooleira) e da Forind (Feira dos FornecedoresIndustriais do Interior de São Paulo).fotos: arquivoO ano de 2008 e o primeiro semestrede 2009 representaramum período difícil para as indústriasde base do setor sucroenergético,com cancelamento de pedidosde peças e manutenção. Hojejá é possível afirmar que os efeitosda crise econômica mundial foramsuperados?É possível sim. Nós tivemos a crisefinanceira internacional, que teveinício no fim de 2008, mas algumasmedidas adotadas pelo governo,acredito, fizeram com que o Brasilsaísse da crise antes de outros países.Outro problema foi a incidênciade chuvas fora da normalidade,o que fez com que o setor não conseguisseproduzir o suficiente paraobter um melhor faturamento. Emmeados de 2009 a gente observouuma amenização da crise, já tendoem vista um retorno do acesso aocrédito, por exemplo.Paralelamente à crise tivemos umfato positivo, que foi a queda daprodução de açúcar na Índia.Com isso, houve uma maior demandainternacional pelo nossoaçúcar, fazendo com que o preçosubisse. Por esse motivo eu acreditoque, apesar da crise, nós tivemosum fator de sorte.Ainda devido à crise, algumas indústriasforam obrigadas a demitirfuncionários. Essas indústriasjá voltaram a abrir os postos detrabalho fechados?Efetivamente, a indústria voltou acontratar novos trabalhadores eisso foi constatado numa pesquisada Fiesp e do Ciesp no Estadode São Paulo. Essa pesquisa mostraque em janeiro, por exemplo,a regional do Ciesp de Sertãozinhofoi a segunda maior em geraçãode emprego no Estado de SãoPaulo, mas não creio que no anode 2010 a gente tenha condiçõesde recontratar o equivalente atodas as demissões que aconteceramno ano passado. Acreditoque a recuperação dos postos detrabalho fechados ao longo de2010 será em torno de 85%.Quais são os maiores desafios paraos fabricantes de equipamentos,peças e prestadores de serviçospara a indústrias sucroenergéticanesse momento de retomadada expansão do setor?No ano passado, durante a baixade investimentos, o fabricante daindústria de base precisou diversificare identificar novos segmentosda economia que ele pudesseatender. Agora, nesse momentode retomada do setor sucroenergético,o maior desafio éestar novamente preparado paraatender as demandas das usinas.Tem empresa que, quando precisadiversificar, abandona um setorpara atuar em outro. E não é issoo que deve acontecer. É precisoestar preparado para atender váriossetores, dentre eles o sucroenergético,pois a expectativa é demuitos investimentos nos próximosanos.E como está se dando o atendimentodas demandas das indústrias sucroenergéticas,atualmente?Por sorte dos empresários do setor,não há necessidade de aguardarlongos períodos. Em 2007, aentrega de peças e equipamentosteve de ser retardada, devido àalta carga que essas empresa tinham,o que chegou a atrasar oinício da safra.Posso garantir que as indústrias estãopreparadas para atender ao crescimento dademanda que resultará dos investimentosque serão realizados nos próximos anos.Na última safra, as chuvas atrapalharamo cronograma de colheitae moagem da cana nas usinas.Isso também atrapalhou as indústriasde base?Sem dúvida. Em 2009, os preçosdo açúcar estavam bons, mas aschuvas atrapalharam a produção.Algumas usinas, aqui na região,num período de três meses, chegarama ficar até 45 dias paradasdevido às chuvas. Com isso, faturarammenos e investiram menos,afetando indiretamente as indústriasde base.Como o senhor avalia o atual cenárioda produção de etanol, açúcare bioletricidade no Brasil?O Brasil é uma dos países maisimportantes na produção de açúcar.O produto está com um preçobom e com o mercado internacionaldemandando, tendo emvista, ainda, os reflexos dos problemasna produção da Índia noano passado. O etanol tambémtem um cenário positivo, devendomanter um preço que remunererazoavelmente o produtor. Em relaçãoà bioletricidade, muitasunidades produtoras estão investindona cogeração de energiaelétrica, por meio da biomassa dacana-de-açúcar, com perspectivasde grandes investimentos paraos próximos anos nesse segmentoda cogeração de energia.As indústrias de base estão preparadaspara atender a essa retomadados investimentos em bioeletricidade?Posso garantir que as indústriasde base estão preparadas paraatender ao crescimento da demandaque resultará dos investimentosque, certamente, serãorealizados nos próximos anos. Temosconhecimento de grandesprojetos para a cogeração deenergia, o que gera uma expectativanova para o setor.As usinas praticamente emendaramas safras, em razão do atrasona produção, provocado pelaschuvas. Isso está gerando uma demandapostergada por peças,equipamentos e serviços?Exatamente. Em algum momentoo o setor vai ter que parar e fazeressa manutenção. Algumas unidadesprodutoras que a genteacompanha estão se preparandopara fazer uma manutenção inteligente.Não vão parar como normalmenteé feito, com o fim dasafra em dezembro, para voltarem abril e, nesse período, fazer amanutenção. Farão uma manu-04 CANAL, Jornal da Bioenergia


tenção programada, em peças dedesgaste, como correntes, rolamentose mancais. Essa manutençãopode ser feita em momentosque a indústria precisa parar.Um exemplo é a fase de reproduçãodo fermento ou os dias emque há previsão de chuva. Vamoster uma manutenção realizadadurante a safra, o que é inédito.A indústria da cana-de-açúcar estáem expansão. As indústrias debase também estão redirecionandosuas atividades para novasfronteiras da produção agrícola?Sim, principalmente Goiás, MatoGrosso e Mato Grosso do Sul. Háuma expansão do plantio da cana-de-açúcare, consequentemente,uma demanda maior porpeças, equipamentos e serviços.Tanto que nós, que temos em Sertãozinhoa maior feira sucroenergéticado mundo, a Fenasucro, levamosparte da mostra dessa feirapara Goiás, que ocorre, paralelamente,à Ffatia, uma feira dealimentação.Como o senhor avalia os investimentosem inovação nas indústriasde base? O setor tem passadopor atualizações tecnológicasconstantes?Sim, o setor tem investido eminovações tecnológicas, na criaçãode novos produtos, e isso pôdeser percebido na Fenasucro de2009, surpreendentemente, apesarda recente crise. A indústriareage muito rápido à perspectivado mercado. Em meados do anopassado a gente já sentia que opior da crise tinha ficado paratrás. Nós podemos dizer que enfrentamosduas crises, uma específicado setor e a crise financeirainternacional, que atingiu,principalmente, o acesso ao crédito.A crise interna pela qualpassamos estava relacionada aoexcesso de oferta e preços baixos,que acabou individando algunsgrupos.E em relação à mão-de-obra qualificada.Essa ainda é uma carênciadas indústrias de base do setorsucroalcooleiro?Hoje o mercado está mais ajustado.Não existe uma disputa porprofissionais como aconteceu em2007 e 2008, quando havia umaeuforia e investimentos fora donormal dentro do setor sucroenergético.As indústrias de baseestavam praticamente lotadas,empresários de outras áreas passarama investir no setor e muitasnovas indústrias começaram asurgir, o que provocou uma disputade mão-de-obra qualificadaque eu nunca tinha visto antes.Naquele momento nós partimospara qualificar mão-de-obra e issotambém aconteceu dentro daprópria indústria, além das parceriascom o Centro das Indústriasde São Paulo e escolas profissionalizantes,como o Senai, e escolastécnicas federais e estaduais,como a Fatec. Devido a isso, hojepodemos afirmar que há mão-deobraqualificada disponível para aindústria.E em relação à demanda externapor peças e equipamentos. Elaexiste também?Sim, o aumento dos certificadosde origem comprovam que há umcrescimento das exportações. Nóstivemos nos últimos dois anosempresas que montaram consórciose venderam usinas voltadasao setor sucroalcooleiro pelo sistema"chave na mão". Além disso,temos empresas que venderamcaldeiras de grande capacidadepara países da África e da Américado sul, a exemplo da Venezuelae da Colômbia.CANAL, Jornal da Bioenergia 05


Cosan aumentaráproduçãoA Cosan processou na safrapassada 53,2 milhões de toneladasde cana-de-açúcar. Agora, nessasafra que se inicia, a previsão dacompanhia é processar de 5% a10% a mais. A companhiaencerrou a temporada 2009/10com produção de álcool de,aproximadamente, 2 bilhões delitros, 17% de aumento em relaçãoaos 1,717 bilhão do ciclo anterior.A produção de açúcar fechou ociclo em cerca de 4 milhões detoneladas, expressivo crescimentode 25% sobre a safra 2008/09,quando foram produzidos 3,267milhões de toneladas dacommodity. Com 23 usinas no País– além de projetos "greenfield"(construção a partir do zero) emcurso – a Cosan também iniciouem fevereiro a moagem de sua 24ªunidade, o projeto de Caarapó, emMato Grosso do Sul. Noacumulado dos três trimestres dasafra 2008/09, a Cosan registrouuma receita líquida de R$ 10,9bilhões, ante os R$ 3,9 bilhões deigual período do ano anterior.Safra de cana cresce em Minas GeraisA produção de cana-deaçúcarem Minas Gerais irácrescer 75% até o ano de2020. A estimativa é doMinistério de Agricultura,Pecuária e Abastecimento.Segundo o Mapa, Minasirá produzir 98,1 milhõesde toneladas na safra2019/2020, consolidandoO diretor comercial eadministrativo da JallesMachado, Segundo BraoiosMartinez, participou daBiofach - Alemanha, a maiore mais importante feirainternacional de produtosorgânicos. O evento,realizado no Centro deExposições de Nuremberg,de 17 a 20 de fevereiro,reuniu os maioresexpositores e compradoresde orgânicos do mundo. AJalles Machado produzaçúcar orgânico desde 2003 esua posição de segundomaior produtor do País. Nasafra 2009/2010, o Estadoproduziu 56 milhões detoneladas de cana-deaçúcar.O crescimento nospróximos 10 anos será omaior entre os principaisEstados produtores decana-de-açúcar.Jalles Machado participa de feira de orgânicosexporta o produto paravários países, inclusive para aAlemanha. Braoios afirmaque sua participação rendeubons resultados. "Tivecontato com pessoas queficaram interessadas emadquirir a marca Itajá etambém com todos os nossoscompradores. A Hipp,empresa alemã que compra onosso produto para utilizarna fabricação de papinhaspara bebês, colocou o nossoaçúcar em evidência noestande deles", ressaltou.Usinas do Grupo Naoumapresentam Plano deRecuperação em assembléiaA Assembleia Geral de Credores das usinasdo Grupo Naoum está marcada para o dia 9 deabril de 2010. O evento deve reunir, a partir das9:00 horas da manhã, no auditório do Senac, nacidade de Anápolis (GO), credores que avaliarãoo Plano de Recuperação proposto pelas usinas.A sessão será conduzida pelo administradorjudicial, Dr.Airton Fernandes de Campos, quefará a abertura, e, em seguida, será apresentadoo Plano de Recuperação.Recuperação JudicialNo final de 2008, as usinas do GrupoNaoum, com sede nas cidades de SantaHelena, Estado de Goiás (Usina Santa Helenade Açúcar e Álcool S/A) e Jaciara, no MatoGrosso (Usina Jaciara S/A e Usina Pantanalde Açúcar e Álcool Ltda), pediramrecuperação judicial à 4ª. Vara Cível daComarca de Anápolis, cujo titular é o Dr.Dioran Jacobina Rodrigues.A recuperação foi concedida com o objetivode viabilizar a superação da crise financeiravivida pela empresa no período da recessãointernacional, a fim de permitir a manutençãoda fonte produtora, do emprego doscolaboradores e dos interesses dos credores.06 CANAL, Jornal da Bioenergia


OPINIÃOALEXANDRO ALVES é engenheiro agrônomoe assessor técnico da Federação da Agriculturae Pecuária de Goiás (Faeg) para a área de canade-açúcare bioenergiadivulgaçãoBioenergia, a bola da vezOcampo da bioenergia em2010 deverá se consolidarainda mais. Hoje há um focomundial na produção de combustíveisrenováveis e a inclusão do etanolcomo um das principais commoditiesé uma questão de tempo. Apesarda grande crise que se abateusobre o setor sucroenergético noano passado, especialmente na regiãoCentro-Sul, vislumbra-se um horizontebem melhor este ano.Atualmente, o setor da bioenergiapassa por um processo de consolidaçãode grupos industriais e acredita-seque o cenário para 2010 serámelhor. Prova disso é a busca de negóciosno setor por parte das indústriaspetrolíferas, pesados investimentosestrangeiros e aquisição deunidades industriais por grupos queatuam em outras áreas específicas,como a de alimentos. Uma provadessa consolidação são as fusões comerciaisque ocorreram. Somenteem 2009 foram 379 pedidos de fusõesem todo País, 23% delas foramdo setor sucroenergético. No mesmoano, o BNDES injetou R$ 6,5 bilhõesno setor sucroenergético na formade empréstimos.Após terem chegado ao fundo dopoço, as usinas saíram da crise.Apesar disso, crê-se que não haveráuma expansão acelerada, porque osetor vive uma "ressaca" e, nessemomento, ainda há ajustes. A credibilidadefoi um pouco afetada, mas,ao poucos, ela ganha força novamente,principalmente pela consolidaçãode algumas usinas em grandesgrupos.A safra 2009/2010 começou compessimismo muito grande, mas houveuma transição para o otimismo,especialmente entre os meses deagosto e setembro, quando os preçosdo açúcar dispararam no mercadointerno e externo. Devido a isso, asusinas conseguiram produzir, financiare exportar tendo fluxo de caixa.Obviamente não foram todas. Algumasusinas ainda enfrentam problemasde liquidez, de falta de créditoe não conseguem obter financiamentopara construir estoques ououtros investimentos, apesar da mudançano cenário.As perspectivas são muito favoráveispara 2010. A matriz energéticaque o Brasil tem hoje, invejada pelomundo todo, é fortemente baseadaem energia renovável, onde o etanoltem um papel de destaque. Devido,principalmente, problemas relacionadosao aquecimento global, o Brasilpode liderar um grande processode mudança da matriz energéticamundial, o que certamente mudarátodo panorama agrícola mundial.Hoje, em praticamente todas aspartes do mundo, há programas parauso de etanol como combustíveldos veículos. No Japão, por exemplo,estuda-se, em curto prazo, amistura de 10% de etanol na gasolinautilizada nos veículos. Atualmente,o limite é 3%. O nosso grandeproblema é a oferta. Até se cogitou,no mês de janeiro deste ano,importações do produto dos EstadosUnidos. Para tentar solucionaro problema, neste ano de 2010, ogoverno federal pretende investirR$ 2,5 bilhões de reais para construçãode um estoque regulador natentativa de que não haja escassezdo produto e que isso, consequentemente,evite oscilações tão bruscasno mercado, e não cause repercussõesnegativas em todo mundo.O cenário de produção mundialtem mudado com o investimento deoutros países na produção de canade-açúcar,tanto no continente americanocomo na África. Investidoreseuropeus já sondam terras africanascom o objetivo de produzir açúcare etanol nesses locais e exportaremos produtos para a Europa a taxazero. Outros países do sul daÁsia e Oceania também investemna produção de derivados de cana,focando também o etanol.Até 2013, a Petrobras Biocombustíveisdeve investir 4,5 bilhões dedólares com o objetivo de incrementara produção brasileira de etanol,além de investimentos na produçãodo biodiesel, objetivando ser a maiorprodutora do país desse tipo decombustível.Nesse cenário, a produção de cana-de-açúcardeve crescer nessa safra,passando de 594 milhões de toneladaspara 654 milhões, um incrementode mais de 10% na produção.De um lado temos o etanol, energialimpa e relativamente barata, de outrotemos o açúcar, atualmente acommodity mais cobiçada do mundo.Ambos são importantes instrumentospara o incremento do PIBnacional. Por tudo isso, abioenergiaé, sem dúvida, a "bola da vez" e oBrasil tem a felicidade de ser um dosprecursores desse importante elementono contexto econômico, ambientale social em todo mundo.CANAL, Jornal da Bioenergia 07


INDÚSTRIA MÁQUINAS AGRÍCOLAScnh latin américaVendas de máquinasdevem crescer 25% este anoEM JANEIRO DE 2010,O AUMENTO DACOMERCIALIZAÇÃO DEMÁQUINAS AGRÍCOLASFOI DE MAIS DE 15%.EM UM CENÁRIO PÓS-CRISE, SETOR ESPERARECUPERAR PERDASDO ANO PASSADORhudy Crysthian, Especial para o CANALEconomia estável e safra em expansão, somadosàs linhas de financiamento do BancoNacional do Desenvolvimento Econômicoe Social (BNDES) e outras linhas de crédito,como o Programa de Sustentação do Investimento(PSI), criam as condições necessárias para fazercom que o setor de máquinas agrícolas cresça25% este ano em comparação a 2009. Paraalcançar esse resultado serão investidos cerca deR$ 9 bilhões em 2010.De acordo com a Associação Brasileira da Indústriade Máquinas e Equipamentos (Abimaq),entidade que reúne empresas do setor, só em janeirodeste ano houve um aumento de 15,7% navenda de máquinas agrícolas. Os dados da Abimaqsinalizam que a crise que assolou a economiamundial nos últimos dois anos já não assombramais o segmento.Em 2009, as baixas foram significativas em relaçãoao ano anterior. A queda foi de 28,2% nasvendas. Este ano, além das linhas de financiamentoe de crédito, a agricultura contará, também,com uma grande safra pela frente, destacao presidente da câmara setorial de máquinas eequipamentos agrícolas, Celso Casale.Para ele, a estabilidade econômica do Brasiltem gerado a segurança necessária para o segmentose desenvolver. "O único fator que pesacontra o setor é o câmbio", reclama Casale. Oexecutivo da Abimaq afirma que o câmbio é determinantena queda do faturamento, porqueprejudica as exportações. Isso sem contar a entradacada vez mais agressiva dos chineses nomercado de máquinas e implementos agrícolas.A Associação Nacional dos Fabricantes de VeículosAutomotores (Anfavea) projeta um crescimentomais tímido, de 10% a 15%, nas vendas demáquinas agrícolas em 2010. Tal desempenho deveser sustentado pelas mesmas bases calculadaspela Abimaq, o Programa de Sustentação de Investimento(PSI), no qual a taxa de juro da linhade crédito Finame, do BNDES, foi reduzida de10,5% para 4,5%. De acordo com a Anfavea, amedida deu impulso às vendas de máquinas agrícolasde alta potência e ajudou a reverter a trajetóriade queda do setor a partir do último trimestrede 2009.O vice-presidente da Anfavea, Milton Rego, observaque o cenário é bastante positivo. "Com osprogramas de apoio do governo para compra detratores, a indústria espera retornar aos níveis de2008, um dos melhores anos para o segmento", diz.EMPRESASO retorno de empresas fabricantes de tratorese colhedoras a grandes feiras e eventos do setorsó reafirma as expectativas das entidades empresariais.Para se ter uma ideia, empresas como aJohn Deere, New Holland, Case IH, Massey Ferguson,Valtra e Agrale já confirmaram presença na17ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola emAção (Agrishow), em abril, considerada a maisimportante feira do setor agropecuário da AméricaLatina. As mesmas empresas não participaramda última edição do evento.Amparadas por esse cenário positivo, muitomais que participar de eventos, as empresasanunciam novos investimentos. O grupo Case08 CANAL, Jornal da Bioenergia


New Holland, por exemplo, investiu R$ 1 bilhão em nova fábrica inauguradano último mês em Sorocaba, interior paulista, onde serão produzidasmáquinas agrícolas e equipamentos para construção (veja matériacorrelata). "Com esta unidade, inauguramos o maior e mais moderno centrode produção da empresa na América Latina", afirma o presidente daCase New Holland, Valentino Rizzioli.Segundo o representante do braço agrícola da Case, Sérgio Ferreira, aempresa espera um crescimento de 16%, este ano, só no ramo de colheitadeiras.Para 2011 o crescimento esperado é de 19% e, em 2012, 25%."Para 2010, esperamos 15% no aumento da comercialização de colhedorasde cana e os mesmo 15% para colheitadeiras de grãos. Ano passado,o mercado de colhedoras de cana da Case cresceu 10% e não houve crescimentonas colheitadeiras de grãos", calcula Ferreira.A nova fábrica poderá produzir até 8 mil máquinas por ano, quase umterço do número de produtos fabricados pela CNH no Brasil em 2009. Noano passado, foram fabricadas 23 mil máquinas no País, entre tratores,colheitadeiras, colhedoras e máquinas de construção. Rizzioli explica quea unidade integrará o sistema global de produção da companhia, comcondições de fornecer componentes e máquinas para todo o mundo.De acordo com o executivo, a inauguração do complexo e a retomadadas vendas do setor não são mera coincidência. "Estudamos e analizamoso mercado profundamente, para escolhermos a hora certa de investir",comemora. Ele lembra que o setor sofreu perdas severas no primeiro semestrede 2009, mas conseguiu recuperar parte desta retração com os incentivosdo governo. Para o presidente da Câmara Setorial de Máquinase Equipamentos Agrícolas da Abimaq, Celso Casale, a Case está no caminhocerto ao projetar investimentos para este ano. "Não poderia haverum momento mais oportuno", completa.Sem anunciar novos grandes investimentos, a DMB Máquinas e ImplementosAgrícolas, empresa pioneira na fabricação de implementos para acana e com a maior participação no mercado de plantadoras, cultivadorese outros implementos para a cultura, também enxerga um cenário positivo."Como os preços do açúcar e do etanol tendem a ficar nos atuaispatamares, ou até crescerem, as perspectivas de vendas no mercado internosão positivas", afirma o gerente de marketing da empresa, AuroPardinho, sem divulgar números.Pardinho afirma que a DMB tem condições de aumentar a produçãode implementos sem precisar investir na ampliação da fábrica. A empresatem unidade produtora em Sertãozinho (SP) e exporta para todos ospaíses produtores de cana. "Para o caso de venda de implementos paracana-de-açúcar, os negócios devem crescer. No momento, a venda deplantadoras de cana está bastante aquecida, principalmente devido aocrescimento da mecanização do plantio da cultura", comemora.Para ele, planejar com o pé no chão é fundamental para o setor."Quando chegou a crise, o setor estava em crescimento desenfreado, quefoi parado de uma vez. Agora, o crescimento será retomado, mas em umritmo mais moderado. O que é mais conveniente para todos, afinal, trabalhamoscom uma cultura que produz por seis anos e a montagem deuma usina não ocorre com menos de três anos", completa.Ele explica que os investimentos em desenvolvimento de novos implementose de melhorias dos já comercializados é uma constante na empresa."Muitas vezes, se faz isso até mesmo em plena época de dificuldades,porque entendemos que assim que o mercado começar a reagir podemossair na frente e recuperar o tempo perdido mais rapidamente".Não poderiahaver ummomento maisoportuno parainvestimentos”.Celso Casalepresidente da Câmara Setorialde Máquinas e EquipamentosAgrícolas da Abimaqfotos: divulgaçãoAs perspectivasde vendas nomercadointerno sãopositivas”.Auro PardinhoGerente de marketing daDMB Máquinas eImplementos Agrícolasdmb divulgaçãoCANAL, Jornal da Bioenergia 09


cnh latin américaCase inaugura nova indústriaA nova fábrica da Case (foto) é resultadode um investimento de R$ 1bilhão, que faz parte do plano de investimentosdo Grupo Fiat para o período2007-2011, anunciado em novembrode 2006. Esse é o maior investimentoda indústria de máquinas,realizado num único momento,já feito na história do País.A nova fábrica poderá produziraté 8 mil máquinas por ano, quaseum terço do número de produtos fabricadospelo Grupo Case New Hollandno Brasil em 2009. No ano passado,foram fabricadas 23 mil máquinasno País, entre tratores, colheitadeiras,colhedoras e máquinas deconstrução. A unidade tem condiçõespara fornecer componentes emáquinas para todo o mundo.Da fábrica de Sorocaba serão produzidosequipamentos que abastecerãoo mercado interno e que tambémserão exportados para a AméricaLatina e mais de 50 paises nos outroscontinentes. "Sorocaba vai produzirmáquinas agrícolas e de construção,que fazem parte da plataformamundial das duas marcas. Comela, vamos aumentar nossa produção,atendendo melhor aos mercadosagrícolas e de construção", informaValentino Rizzioli, presidente daCase New Holland.O empreendimento conta com oque existe de mais eficiente em termosde logística e distribuição. A novaunidade tem equipamentos de últimageração, como máquinas decorte a laser de chapas de aço, comalimentador automático, estaçõesrobotizadas de solda, transportadoresaéreos para peças e componentes,além dos mais modernos sistemasde pintura.Além de máquinas, a nova plantaproduzirá componentes para equipamentosfeitos em outras unidades daCNH, como a de Piracicaba, onde sãofabricadas colhedoras de cana, etambém para exportação.PLANEJAMENTOA construção começou em meadosde 2008, antes do início da crisefinanceira. Segundo Rizzioli, a decisãojá estava feita e o valor incluídono orçamento. "Não havia motivopara paralisar as operações durante acrise. Se tivéssemos parado, não estaríamospreparados para o cenáriopositivo que se tem agora", afirma.O presidente da CNH diz que a novafábrica servirá de modelo para asdemais unidades da companhia nomundo por trabalhar com os maisavançados sistemas tecnológicos."Teremos um sistema de produçãosequenciado em fluxo contínuo, integradocom fornecedor, linha deprodução e montagem dos componentes",afirma Rizzioli.A abertura desse complexo industrialirá gerar 2 mil empregos diretos eaté 6 mil, com os indiretos, na região,numa perspectiva de até dois anos,quando a fábrica deverá atingir a suacapacidade plena de produção.MATÉRIA-PRIMA BIODIESELPinhão-manso é destaqueem ações de pesquisasAEmbrapa Agroenergia realizará, nos próximos trêsanos, o projeto "Pesquisa, desenvolvimento e inovação(PD&I) em pinhão manso (Jatropha curcas L.)para a produção de biodiesel". Os recursos são da Financiadorade Estudos e Projetos, Finep, do Ministérioda Ciência e Tecnologia, MCT, e totalizam o valor deR$6.860 milhões.Serão realizadas pesquisas desde a parte agronômicaaté a produção do biodiesel e a destoxificaçãoda torta do pinhão-manso. A parceria de 98 pesquisadoresirá impulsionar o desenvolvimento da culturado pinhão manso.São 22 instituições, sendo 16 unidades da Embrapa(Solos, Florestas, Milho e Sorgo, Gado e Leite, Agroindústriade Alimentos, Cerrados, Clima Temperado,Agropecuária Oeste, Soja, Semi-Árido, Algodão, RecursosGenéticos e Biotecnologia, Rondônia, InformáticaAgropecuária e Meio Norte) 5 universidades (Federaldo Paraná, Estadual do Norte Fluminense, Federal deLavras, Universidade de Brasília e Federal do Tocantins)e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais(Epamig).Entre as ações previstas estão a instalação de BancoAtivo de Germoplasma (BAG), a definição de sistemasde produção, destoxificação da torta, desenvolvimentode estudos de viabilidade e sustentabilidade na cadeiaprodutiva, incluindo estudos de impacto sócio-econômico-ambiental,balanço energético e ciclo de vida.BIODIESELEm 2009, o biodiesel a partir de plantas oleaginosascresceu 39% em relação ao ano anterior, com 1,56 bilhãode litros consumidos. A soja corresponde a cercade 80% da matéria-prima utilizada para essa produção.O restante é dividido entre o sebo bovino, algodãoe a mamona. O Governo Federal incentiva as pesquisaspara que outras oleaginosas (pinhão-manso e palmeirasoleíferas) atendam o mercado.stock.xchng10 CANAL, Jornal da Bioenergia


Atenção à logística de suprimentosQuando realizado de forma adequada e profissional processo proporciona economia, segurança e eficáciaProfissionalismo. Uma palavra que cada vez maisé exigida das transportadoras e operadores logísticos.É preciso buscar capacitação constanteutilizando as melhores ferramentas disponíveis.Dominar conhecimentos modernos e oferecer um projetoconfiável para logística de suprimentos é para poucasempresas do País, pois exige know-how e muita dedicação,24 horas por dia.Esse processo vai bem além de transportar a mercadoriade um lugar para o outro. Exige uma ferramenta degestão que envolve todas as operações relacionadas comas funções logísticas que, realizadas de modo integrado,podem agregar valor aos serviços oferecidos aos usuários.É o processo de planejar, executar e controlar, eficientemente,a movimentação e armazenagem dos materiais,garantindo integridade e prazos de entrega aos usuários.Segundo Ricardo Amadeu da Silva, superintendenteda TransEspecialista, a logística de suprimento, quandobem feita, pode representar grande economia, com segurançae eficácia. “Caso contrário, incorremos em riscosadicionais e transtornos. Para nós, logística de suprimentosé coisa séria”, finaliza Ricardo.PROJETO LOGÍSTICOPor incorporar essa filosofia profissional é que a TransEspecialistaadquiriu renome no mercado e está entreas melhores empresas do País, sendo a maior parceira dosetor sucroenergético do Brasil em matéria de logísticade suprimentos.“Oferecemos ao mercado um projeto para o ano todo”,diz Ricardo. Do fornecimento de insumos durante amoagem até o período de manutenção. Para o transportedos fracionados diários, peças e equipamentos, atécargas excedentes. O projeto logístico elaborado pelaTransEspecialista aos clientes faz um planejamento preventivo,envolvendo os gestores desde a área de suprimentos,às áreas de almoxarifado, agrícola e industrial. Oplanejamento favorece as operações, eliminam os riscose evita as urgências e os contratempos de última hora.O primeiro passo é fazer um BID organizado (escolhertransportadoras qualificadas e homologá-las). O critériochave é selecionar empresas que possam atendê-lo comqualidade, utilizando-se de critérios que possam asseguraradequação no que diz respeito à infraestrutura, certificações,clientes de referência, segurança e sustentabilidade,entre outros pontos.Sistema de informação (ERP/TMS)O sistema de informação garante a qualidadedos serviços e das informações, conformeas bases ora definidas. Favorece a parametrizaçãodas tabelas e a conferência das mesmas. Osistema de informação integrado também possibilitaa visibilidade das operações via web(através do site e senha). A integração do TI éuma ferramenta facilitadora na gestão dodepartamento de suprimentos. Outra ferramentaimportante para a segurança e confiançadas informações é o rastreamento viasatélite, que além de oferecer posicionamentoon-line, melhora a segurança.O objetivo sintetizado do case é ser umaexcelente ferramenta facilitadora para a gestãode suprimentos da usina. Objetivos: encurtardistâncias, atuar com agilidade e segurança.Também é preciso conscientizar os usuários,reduzir paulatinamente as incidências deurgências, planejar a logística, inserir-se noplanejamento da empresa e planejar com antecedênciaas necessidades do ano.PLANEJAR É OBTER RESULTADOSugerimos que a usina opte por um parceiroprincipal e deixe homologado mais duas ou trêsempresas para eventuais gargalos. Por exemplo,os itens de processo. Os itens críticos, quesão imprescindíveis para a montagem e ocumprimento dos cronogramas de manutençãoou de moagem, devem ter fluxo contínuo, conformeestabelecido em contrato. A usina precisater a quem cobrar, uma empresa que seresponsabilize pelo todo da parte assumida.MUDANÇASVárias usinas estão em busca de soluçõeslogísticas, e ações planejadas melhoram seusprocessos logísticos. Mas a busca é por parceirosconscientes, com atuação responsável,por parceiros que oferecem o melhor e aindasalvam vidas. Reduzindo acidentes, não poluindoo planeta etc.Dominar conhecimentos modernos e oferecerum projeto confiável para logística desuprimentos é para poucas empresas do PaísRicardo Amadeu: “O projeto de logística desuprimentos é um case de sucesso daTransespecialista”A TransEspecialista vem, através de informescomo esse, oferecer possibilidades, agregarvalor e colocar-se à disposição de todos os seusparceiros, para a assessoria, o planejamento ea operação de sua logística de suprimentos.Nosso pioneirismo no Centro-Oeste, na especializaçãono segmento, e nossas constantesmudanças para trazer o melhor do mercadopara sua empresa fazem parte de nossa missãoe do nosso dia a dia, porque a gente se preocupapara você ficar tranquilo.CANAL, Jornal da Bioenergia 11


ETANOL MUDANÇAS CLIMÁTICASSetor sucroenergéticogera redução de CO2USO DO BIOCOMBUSTÍVEL DE CANA CONTRIBUI PARA REDUZIR AQUECIMENTO GLOBALElisa GonçalvesAs marcas deixadas pela industrialização em nossoplaneta são claras, por isso, cientistas e ambientalistasde todo mundo são unânimes ao afirmar quenão dá mais para adiar ações que viabilizam o desenvolvimentoconsciente, capaz de reverter ou amenizar asameaças ao meio ambiente. Com o fracasso da 15ª Conferênciado Clima (COP-15) em 2009, cabe a cada paíscontribuir de forma efetiva para diminuir os níveis de poluiçãoque aumentam a emissão de gases de efeito estufa(GEE) e alteram as condições climáticas do planeta. Éconsensual a necessidade de mobilização da sociedade,governos e empresas, para temas ligados ao desenvolvimentosustentável.Uma das soluções é o investimento em fontes renováveisde energia, entre elas, os biocombustíveis, a co-geraçãode energia, o uso racional da água e o investimentoem tecnologias que garantam a sustentabilidade do setor.A redução do consumo de água sempre foi uma preocupação,por se tratar de um recurso natural e essencial àsobrevivência no planeta. "A água é a principal commodityque o Brasil detém e a que possibilita ocupar uma posiçãode liderança na produção de alimentos, fibras, raçõese agroenergia. Portanto, é fundamental cuidar muitobem deste patrimônio", afirmou o presidente da Uniãoda Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank.De acordo com dados da Unica, em 30 anos o Estadode São Paulo reduziu o consumo de água em 90%. A captaçãomédia pelo setor sucroenergético caiu dos 15 a 20metros cúbicos por tonelada na década de 70, para a médiade dois metros cúbicos por tonelada, analisada desde2005, com algumas usinas chegando a captar apenas ummetro cúbico por tonelada. Essas informações são abordadasno Manual de Conservação e Reuso de Água naAgroindústria Sucroenergética, lançado no ano passado,em São Paulo, pela instituição.Com informações ambientais relacionadas ao gerenciamentode recursos hídricos, a publicação traz informaçõesvoltadas para a adoção e utilização de processos industriaisem conjunto com os conceitos do desenvolvimento sustentávele da melhoria da qualidade ambiental em relaçãoà utilização da água. "Esta aparente abundância de águano Brasil tem sustentado uma cultura de desperdícios, aocontrário do que ocorre no setor sucroenergético, e que temapresentado, ao longo do tempo, uma queda acentuadana captação de água", explica o pesquisador do Centro deTecnologia Canavieira (CTC), André Elia Neto.O esgotamento dos recursos naturais não-renováveis,como os combustíveis fósseis, principalmente o petróleo,tem exigido soluções para a substituição deles no processoprodutivo mundial de forma sustentável e equilibrada,diminuindo sensivelmente o impacto no clima do planeta.Segundo estudo divulgado pela Unica sobre o clima,dos pesquisadores Luis Gylvan Meira Filho e Isaias de CarvalhoMacedo, entre 1990 e 2006, o uso do etanol comocombustível permitiu a redução em 10% das emissões degases de efeito estufa no Brasil. Estima-se que, desde acriação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)da ONU, em 2005, o etanol brasileiro evitou emissão equivalentea cerca de 60% de todos os créditos de carbonogerados no mundo.Dados recentes, divulgados pela Unica, mostram que autilização do etanol como combustível pelos proprietáriosde carros flex evitou a emissão de 80 milhões de toneladasde gás carbônico (CO2) entre os anos de 2003 a 2009.O indicador previsto pela instituição deve ser atingido deacordo com o ritmo histórico das últimas medições feitaspor uma ferramenta chamada "Carbonômetro", que estimaa quantidade do poluente que deixou de ser emitidopor carros bicombustíveis desde que foram lançados nomercado brasileiro há seis anos (saiba mais pelo sitewww.etanolverde.com.br).O Consultor de Emissões e Tecnologia da Unica, AlfredSzwarc, acredita que esse percentual pode crescer aindamais, em razão do aumento nas vendas de veículos flex,que foi impulsionada pela redução do Imposto sobre ProdutosIndustrializados (IPI) para os carros bicombustíveis.Somente no ano passado foram licenciados mais de 2,4milhões de carros flex no mercado nacional, de acordocom informações da Associação Nacional de Fabricantesde Veículos Automotores (Anfavea). "Essa redução nasemissões de CO2 é extremamente significativa, pois equivaleà emissão de uma vez e meia da Dinamarca. E nósaqui no Brasil evitamos isso com o uso do etanol", completaAlfred Szwarc.12 CANAL, Jornal da Bioenergia


CANA-DE-AÇÚCAR MECANIZAÇÃOLâminas serrilhadas podemreduzir perdas na colheitaENSAIO REALIZADO PELO INSTITUTO AGRONÔMICO DE CAMPINAS AVALIOUDANOS AO COLMO, ABALO DA SOQUEIRA E DURABILIDADE DAS PEÇASAmecanização da colheita da cana-de-açúcaré um caminho sem volta. Não só por causadas pressões ambientais pelo fim da queimada lavoura, mas também porque a substituição dotrabalho braçal pelas máquinas otimiza o processode colheita diante da expansão da cultura.Na última safra, em algumas regiões de SãoPaulo, onde mais se produz cana no País, a colheitamecanizada da cana crua respondeu por 60% daárea plantada. No Estado, o fim da colheita manualtem data para acontecer. Conforme o ProtocoloAgroambiental do Setor Sucroenergético, assinadoem 2007 entre o governo do Estado e a União daIndústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o prazo parao fim das queimadas nas áreas mecanizáveis é2014. E para as que apresentam alta declividade,2017. A medida pode ser ampliada para todo oBrasil, caso seja aprovado um projeto de lei quetramita na Câmara há dois anos.E se este é um caminho sem volta é necessárioque produtores e usinas possam contar com soluçõestecnológicas que reduzam as perdas geradascom o uso das colhedoras. Estudo realizado porprofissionais do Centro de Tecnologia Canavieira(CTC) aponta que elas podem chegar a 15%.Preocupado com essa questão, o Instituto Agronômicode Campinas (IAC) realizou, através doCentro APTA de Engenharia e Automação, um experimentopara avaliar a eficácia da implantaçãode lâminas serrilhadas, desenvolvido em parceiracom a empresa Duraface Indústria e Comércio, nocorte basal da cana. Atualmente, ele é feito comdois discos rotativos, que contém, cada um, cincolâminas lisas. Ao cortar a cana em sua base por impacto,essas peças contaminam a matéria-prima,provocam perdas de colmos e abalo da soqueira.Uma das consequências é o comprometimento darebrota seguinte, o que reduz a produtividade docanavial. Pelo novo sistema proposto, as lâminasserrilhadas são fixadas nos discos em ângulo horizontalpara frente.Para efeito comparativo, teste de campo foi realizadoem terras da Usina São Martinho – com logísticacedida pela indústria – utilizando o sistemaconvencional e o de lâminas serrilhadas. A colheitafoi realizada com uma colhedora, da marca Case,modelo 7700, número de frota 800, tracionadapor esteiras.stock.xchng14 CANAL, Jornal da Bioenergia


RETOMADA ECONOMIANovas usinas e safra antecipadaprometem ‘decada de ouro‘SERÃO DEZ OS NOVOS EMPREENDIMENTOS NA REGIÃO CENTRO-SULDO BRASIL E UM CRESCIMENTO DE 10,4% NA SAFRA 2010/2011Luisa DiasAté o final de 2010, o setor sucroenergético brasileirovai ganhar o reforço de dez novas usinas e destilariasna região Centro-Sul. Os novos negócios,alguns adiados no período de crise vivido a partirde 2008, vão ser peças-chave de um crescimento de 10,4%sobre as 594,47 milhões de toneladas moídas na safra2009/2010. A previsão, divulgada pela Datagro Consultoria,é que o Brasil irá processar 590 milhões de toneladas de cana-de-açúcarna região Centro-Sul e mais 64 milhões detoneladas na safra nordestina de 2010/2011.Segundo estudo divulgado pela Datagro, a safra2010/2011 no Centro-Sul terá uma melhor produtividade eserá mais voltada para o etanol. A previsão inicial é que aquantidade de açúcar total recuperável por tonelada de canaprocessada (ATR/t), que foi de 130,86 quilos (kg) em2009/2010, chegue a 138 kg nesta safra, alta de 5,45%. Asafra 2010/2011 do Centro-Sul terá 58% da matéria-primaprocessada destinada à produção de etanol. O açúcar deverepresentar 42% da safra, contra os 52% do ano anterior.A garantia de números recordes está na abertura dos novosempreendimentos, que devem ocorrer, em sua maioria,ainda no primeiro semestre, e na antecipação do início dacolheita. Nas regiões de Ribeirão Preto e Goiás, várias usinascomeçaram a moer em março as 50 milhões de toneladasrestantes da safra 2009/2010.Oficialmente, a safra foi aberta em 29 de março, com solenidadenacional, na Usina São Francisco, em Quirinópolis(GO). É a primeira vez que o início da colheita é marcadopor um evento único, para todo Brasil, com a presença deautoridades importantes, como o ministro da Agricultura,Reinhold Stephanes.INAUGURAÇÕESOs novos empreendimentos (veja quadro) devem somarum investimento total de 1,5 bilhão de dólares e gerar umtotal de 9.600 empregos diretos nas áreas agrícola, industriale administrativa das usinas. Os projetos estão situadosem Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Mato Grosso, MatoGrosso do Sul e Rio de Janeiro.De acordo com o diretor técnico da UNICA, Antônio PáduaRodrigues, as unidades que serão inauguradas em 2010ainda são resultado do crescimento iniciado no passado.“Na verdade, o que nós assistimos de 2004 a 2006, com oregistro de preços bem remuneradores no caso do etanol eo início da frota flex em 2003, foi uma forte oferta de canae de etanol. O auge da expansão foi na safra 2008/2009e, agora, o que teremos é a abertura de unidades planejadasantes da crise econômica mundial”, afirmou.Segundo Pádua, o cenário positivo, com preços remuneradores,possibilitou a retomada de novos projetos. “O maiorreflexo deve ser sentido na safra 2013/2014. Neste momento,o setor conclui os projetos já mapeados e os investimentossão menores”. Mesmo assim, há quem comemore.Em Minas Gerais, serão três novas usinas. Duas na região doTriângulo Mineiro e uma no noroeste do Estado.Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Álcoole Açúcar de Minas Gerais (Siamig), Luiz Custódio CottaMartins, todos os projetos são anteriores à crise e serãoabertos dentro do cronograma previsto. “O que já percebemosé que o Estado de Minas continuará crescendo e vamosproduzir 55 milhões de toneladas de cana-de-açúcar napróxima safra”, explicou. Cotta Martins é taxativo ao dizerque a crise não existe mais.Na comparação com Goiás, o segundo Estado que maiscresce na produção de etanol, Minas Gerais sai ganhandocom uma usina a mais a ser inaugurada. As duas novas unidadesdo Estado goiano são em Morrinhos (Cen) e em Mineiros(Brenco). “Os dois investimentos já estavam previstosdesde 2008. Tivemos mudanças e adiamentos, mas nenhumcancelamento de novo projeto”, afirma o presidente executivodo Sindicato de Fabricação de Etanol e Açúcar do Estadode Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar), André Rocha.Um dos Estados mais beneficiados pela expansão do setorsucroenergético, Goiás deve colher os frutos da recuperaçãoa partir de 2011. “Temos vários projetos adiados que voltama entrar em compasso de investimento”, explica André.LOGÍSTICANa retomada do crescimento, o desafio do setor sucroenergéticoem Estados como Minas Gerais e Goiás é a logística.“Nossos Estados precisam vencer a dificuldade deescoar a produção de etanol e açúcar, problema vital parao nosso crescimento”, afirma o presidente do Siamig.Para ele, as usinas estabelecidas em solo goiano e mineiroprecisam receber o apoio necessário para escoar a produção.“Acho que o governo e a sociedade, em geral, precisamdar mais crédito aos produtos renováveis. Esta safraserá bem melhor, vamos ter uma grande recuperação”,diz Cotta Martins.A opinião é compartilhada por André Rocha, do Sifaeg/Sifaçúcar.“Um crescimento maior vai depender de algunscenários, entre eles o desenvolvimento das questõesde logística. Precisamos de solução para o alcoolduto, a FerroviaNorte- Sul e hidrovias”, destaca.divulgação16 CANAL, Jornal da Bioenergia


valor à produção agrícola do Estado.As obras em mais de 60% do trecho de 148Km entre Guaraí e Palmas (TO) já foram concluídas.A finalização dessa etapa está previstapara julho deste ano. Do Pátio Multimodal dePalmas, até o Córrego Jaboti, a 100 km ao suldo pátio, mais de 70% das obras já foram realizadas.Do Córrego Jaboti ao Córrego do Chicote,a 65 km ao sul do Pátio de Gurupi, sãomais 211 km de estrada em andamento, comconclusão prevista para dezembro de 2010.Do Córrego Chicote ao Rio Canabrava, já noEstado de Goiás, são mais 65,8 km em construção,com cerca de 25% das obras já concluídas,e previsão de entrega para julho de 2010.Do Rio Canabrava à GO 244, em Porangatu(GO), são 51,5 km, com o trecho já na fase deassentamento de lastros, dormentes e trilhos,com término previsto para julho de 2010.Ainda em Goiás, da GO 244 à GO 239, emMara Rosa, o trecho de 75,8 km teve suasobras iniciadas em dezembro de 2009 e seráconcluído em outubro de 2010.De Mara Rosa ao Pátio de Uruaçu, as obrasforam iniciadas em junho de 2009 e, segundoinforma a Valec, serão finalizadas em dezembrode 2010, num trecho de 71 km.Do Pátio de Uruaçu ao Pátio de Santa Isabel,o trecho de 105 km já está com as obrasadiantadas, entrando na fase de assentamentode lastros, dormentes e trilhos, com previsãode conclusão para dezembro de 2010.De Santa Isabel até o Pátio de Jaraguá, outrotrecho com mais 71 km, cujo trecho já estána fase de assentamento de lastros, dormentese trilho, deve ser concluído em julhode 2010, segundo a Valec.As obras da ferrovia nos trechos entre oPátio de Jaraguá e Ouro Verde, com 53 km deextensão, foram iniciadas em dezembro de2009 e serão concluídas em outubro de 2010.De Ouro Verde a Anápolis, num trecho de 39km, segue o assentamento dos dormentes e trilhos,o que deverá ser feito até julho de 2010.No trecho de Anápolis até o Porto Seco,onde a Norte-Sul se conectará com a FerroviaCentro-Atlântica, os 12 km da ferrovia já estãocom quase 85% das obras realizadas, devendoficar prontos em julho de 2010.(CANAL com Valec)CANAL, Jornal da Bioenergia 19


Novas variedadesde cana resistentes àferrugem alaranjadaA Rede Interuniversitáriade Desenvolvimento do SetorSucroalcooleiro (Ridesa)apresentou, em lançamentonacional realizado no mês demarço, 13 variedades de canade-açúcar.Entre as novascultivares, duas foramdesenvolvidas peloDepartamento deBiotecnologia Vegetal (DBV)do Centro de CiênciasAgrárias (CCA), campusAraras, da Universidade SãoCarlos (UFSCar).De acordo com MarcosSanches, vice-diretor do CCAe diretor executivo da Ridesa,as novas RBs, nome dasvariedades desenvolvidas pelaRidesa, são adaptadas aosclimas específicos das diversasregiões de cultivo do País etambém são resistentes àferrugem alaranjada, pragada cultura identificada pelaprimeira vez em canaviais .Biocombustíveis:Produção mundialdeve dobrarUma projeção feita pelaAgência Internacional deEnergia (AIE) indica quehaverá um aumento de maisde 100% na produção globalde biocombustíveis em 2010.Desta oferta, uma fatia de22,5% deverá ser produzidano Brasil. A produçãobrasileira saltará para 45 milbarris por dia - 38 mil deetanol e 7 mil de biodiesel.Combustível daFerrari na F1 contémetanol de segundageraçãoOs dois carros da equipe daFerrari de Fórmula 1, que chegaramem primeiro e segundo lugares nacorrida inaugural da temporada2010 em Bahrein, utilizaramgasolina que possui etanol celulósicoem sua composição.A Shell,fornecedora de combustível para aequipe Ferrari, anunciou que agasolina contém etanol produzido apartir de palha de cereais pelaempresa canadense IogenCorporation, uma das principais domundo voltadas para a biotecnologiae especializada no desenvolvimentodo etanol de celulose.A Iogen, naqual a Shell tem participação de50%, foi incluída recentemente najoint venture anunciada entre aShell e a brasileira Cosan.divulgaçãoMistura de etanol comisobutanol seráutilizada na Le MansSeries dos EUAMais um combustível limpo foiincorporado à American Le MansSeries (ALMS), que se apresentacomo a "série verde" doautomobilismo, com corridasrealizadas nos Estados Unidos eCanadá. Trata-se da mistura deetanol (80%) com isobutanol(20%), que foi utilizada pelaequipe da montadora japonesaMazda durante as 12 Horas deSebring, primeira prova datemporada 2010, na Flórida.Desenvolvido pela BritishPetroleum (BP), em pareceria coma DuPont, o novo combustívelapresenta maior densidadeenergética que outrosbiocombustíveis e será utilizadopela equipe Mazda em todas ascorridas da ALMS deste ano.Oisobutanol é um tipo de álcoolnormalmente produzido a partir depropileno, matéria-prima deorigem fóssil, muito usado comosolvente na indústria, mas que,com a tecnologia da parceria BP-DuPont, também pode serproduzido a partir de biomassa.Soro do leite pode se transformar em etanolO soro de leite pode setransformar em etanol, de acordocom um estudo em fase adiantada naUniversidade Norte do Paraná, emLondrina. Os pesquisadorestrabalham na avaliação do teor deálcool que o soro produz e esperamativar um projeto piloto com oproduto no ano que vem.A pesquisa partiu de um princípiosimples: leite tem açúcar em suacomposição, a lactose. O passoseguinte foi adaptar em laboratório omesmo processo de transformaçãoda cana em álcool. No caso do soro,são introduzidas bactérias comhabilidade para fermentar o produto.Os pesquisadores ainda estudamqual o melhor período de descansona fase de fermentação e sob qualCorrida inaugural daIndy 2010 em São Pauloterá emissão zero decarbonoA São Paulo Indy 300, corridainaugural da temporada 2010 daFórmula Indy que ocorreu dia14/03, em São Paulo, terá emissãozero de carbono. Isto porque, poriniciativa da União da Indústria deCana-de-Açúcar (Unica) e com oaval da Indy Racing League (IRL),todas as emissões de gasescausadores do efeito estufa geradaspelo evento foram medidas, e serãocompensadas com o plantio demais de 14 mil árvores.De acordo com o relatórioproduzido pelo Instituto Totum, aSão Paulo Indy 300 deve emitir1.137,8 toneladas de carbono. Para"zerar" esse volume de emissões,seria preciso plantar 8.128 árvores,mas a Unica optou por expandiresse número para 14.165 árvores,que serão plantada por empresaspaulistas. O número, acima domínimo necessário, garante quequaisquer variações nasestimativas utilizadas paracompletar o estudo estarão,também, devidamentecompensadas.temperatura, para se extrair maisrápido o etanol do soro de leite. Olaboratório da Unopar, em Londrina,tem uma mini destilaria, quereproduz uma grande usina. Porém,nesse caso, a matéria-prima queentra é soro de leite fermentado. Poraquecimento, o produto libera vapor.Quando resfria, adquire o estadolíquido, ou seja, álcool puro.CANAL, Jornal da Bioenergia 21


BIOELETRICIDADE INFRAESTRUTURAunicaGoiás investe noescoamento de energiaLINHA DETRANSMISSÃO COM600 KM DE EXTENSÃOJÁ FOI INICIADA E DEVECOMEÇAR A OPERAREM OUTUBRO DE 2010,BENEFICIANDO 11MUNICÍPIOS GOIANOSEvandro BittencourtAinda são raros os investimento em escoamentoda bioeletricidade, mas essa realidade,ainda que lentamente, parece estarmudando. No Estado de Goiás, uma nova linha detransmissão de energia elétrica, com aproximadamente600 km de extensão, servirá para escoamentoda energia gerada por nove usinas sucroenergéticas,a partir da queima da palha e do bagaçoda cana-de-açúcar.A obra está sendo construída pelo ConsórcioTransenergia Renovável, vencedor do lote C doLeilão da Aneel de linhas de transmissão, nº008/2008. A estrutura societária é formada porfurnas (49%), Delta (25,5%) e Fuad Rasssi(25,5%). As usinas geradoras que se conectarãoao lote C pertencem às empresas Cosan Centroeste,Brenco, Andrela, Usina São João, Usina BoaVista e Tropical Bioenergia. Elas estão localizadasnos municípios goianos de Jataí, Mineiros, MorroVermelho,Quirinópolis e Edeia.O presidente da empresa Cel Engenharia e diretorda Transenergia, Célio de Oliveira, explica que alinha de transmissão vai escoar a energia geradapelas usinas, ligando-a ao sistema elétrico nacional.As obras, segundo Célio de Oliveira, já foraminiciadas. A entrega do empreendimento está previstapara outubro de 2010. Conforme o presidenteda empresa, a construção de uma linha detransmissão é uma obra relativamente rápida.“"Se fizermos um comparativo, a obra será comouma estrada, que vai escoar a energia da região,fazendo com que ela deixe de ser importadora deenergia para se tornar exportadora.O diretor da Transenergia explica que a nova linhatambém pode receber energia do sistema, casoa região necessite. Além disso, como é uma linhasuperdimensionada, ela comporta outrosprojetos de produção de energia naquela região."Qualquer nova usina que queira participar doprojeto pode fazê-lo. “Até um raio de 50 quilômetrosé viável a interligação".A nova linha de transmissão tem capacidade paraescoar até 1,2 milhão de megawats. Inicialmente,a previsão é que sejam escoados 800 megawats,uma folga de aproximadamente 50%, para quenovos projetos possam participar. “ Segundo Céliode Oliveira, esse é o primeiro projeto no Brasil comessas características. Existem outras usinas que escoama energia pelas redes das Centrais Elétricasde Goiás, mas esse é um projeto específico para osetor, totalmente novo, que serviu de modelo paraos Estados de Minas Gerais e São Paulo."A estimativa dos empreendedores é que sejamcriados 4 mil empregos durante a construção e150 na operação da linha de transmissão. A obrapossibilitará que a usina passe a ter na venda deenergia uma terceira receita, por meio do LeilãoEspecial de Reserva (LER), além de etanol e açúcar.Os investimentos do consórcio, segundo Céliode Oliveira, são da ordem de 300 milhões. "Sãoaproximadamente 120 milhões do BNDES, 100milhões do FCO e 80 milhões de recursos próprios."O prazo de concessão é de 30 anos e oscustos de financiamento chegam a 18,1 milhões.22 CANAL, Jornal da Bioenergia


Potencial de geraçãoPara Onório Kitayama, diretor de bioletricidade da Coomex,(Companhia Operadora do Mercado Energético), "o planejamentodessas linhas são o resultado da constatação de que asusinas do setor sucroenergético estão indo para Goiás, concentrandoum grande potencial de geração de energia renovávele limpa. São unidades gerando de forma distribuída".Os investimentos, segundo o especialista, resultam do fatode a demanda local por eletricidade ser inferior ao potencialde geração das usinas instaladas na região, possibilitandoa exportação por meio do sistema nacional de transmissão.Para Onório, é uma brilhante ideia o planejamento,para o interior, de linhas básicas de alta tensão e linhas decoleta de energia, denominados investimentos compartilhadosde geração.Onorio Kitayama acredita ser fundamental esse tipo de investimentoem Goiás, onde estão se instalando novas usinas,pelo efeito sinérgico de viabilizar investimentos em produçãode etanol e açúcar, com aproveitamento da biomassapara gerar energia elétrica, aumentando-se a competitividadedas unidades que se estabeleceram no interior do País.Além disso, segundo o diretor de bioletricidade da Coomex,promove-se o desenvolvimento econômico regional, viabilizando-sea instalação de novas usinas sucroenergéticas eoutros tipos de agroindústria.BENEFÍCIOSA conexão dos vários projetos de cogeração de energia,por meio da Linha de transmissão, gerará benefícios a diversosagentes econômicos. Destaca-se a maior estabilidade defornecimento de energia elétrica para o Estado de Goiás, oque representa a dininuição das interrupções de fornecimentoe os consequentes prejuízos para a indústria, comércioe agropecuária.O investimento reduzirá o risco de apagão, já que a épocade safra da cana de açúcar coincide com o período de estiodas chuvas. Além disso, parte dos ativos da linha serãotransferidos, sem qualquer ônus, para as Centrais Elétricas deGoiás (Celg), a partir de 2025.fotos: divulgaçao/jalles machadoCANAL, Jornal da Bioenergia 23


BIOCOMBUSTÍVEIS PERSPECTIVASEtanolfuturoNOVA PUBLICAÇÃO DO CGEE CONFIRMAAS VANTAGENS DO BRASIL NA EXPANSÃODA CANA-DE-AÇÚCAR PARA PRODUZIRBIOETANOL E BIOELETRICIDADEAampliação da produção de bioetanol às regiões menos desenvolvidas doBrasil, a grande necessidade de investimentos em P&D no setor sucroalcooleiroe a criação de instâncias de inovação que construam as basestecnológicas da nova indústria de biocombustíveis são algumas dasrecomendações do livro recém-lançado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos(CGEE). Realizado em parceria com o Núcleo Interdisciplinar de PlanejamentoEstratégico (Nipe) da Unicamp, Bioetanol combustível – uma oportunidadepara o Brasil é o resultado da compilação de uma série de estudos desenvolvidosentre 2005 e 2008.A publicação traça perspectivas do bioetanol no mercado de combustíveis líquidosno Brasil e no mundo, descreve os processos produtivos na fase agrícola e industrial,além de avaliar as áreas potenciais para a expansão da produção de cana-de-açúcarno País e a infraestrutura já existente. O documento contempla, ainda,a construção de cenários tecnológicos sobre a produção de bioetanol no Brasil,a avaliação dos impactos macroeconômicos e riscos de o mercado previsto nãose concretizar, além da avaliação dos impactos socioeconômicos relacionados àprodução em larga escala. Outros capítulos do livro são dedicados à sustentabilidade,marco regulatório e identificação das necessidades de pesquisa e desenvolvimentoe sugestões de financiamento.BIOETANOL NO BRASILDe acordo com o livro, no ano de 2005 a área de plantio útil ocupada com cana-de-açúcarera de 5,8 milhões de hectares, enquanto 22,9 milhões de hectareseram de soja e 197 de pastagens (FAO, 2008). Em 2006, a área ocupada pela cana-de-açúcarno país era de 6,2 milhões de hectares, equivalente a 30,4% da áreatotal de plantio de cana em todo o mundo, o que colocava o Brasil à frente de ou-fotos: unica/divulgação24 CANAL, Jornal da Bioenergia


tros países grandes produtores, como a Índia.O Brasil exporta, atualmente, 15% da sua produção de etanol decana-de-açúcar. O estudo se concentrou no mercado externo projetadopara o ano de 2025. O consumo mundial de gasolina foi de 1,22trilhão de litros em 2006 (International Energy Agency – IEA, 2009) eem 2025 deverá saltar para 1,70 trilhão de litros. Com dados como esse,a pesquisa examinou e avaliou as condições necessárias para que oPaís suprisse 10% da demanda mundial de gasolina por bioetanol decana, o que equivaleria a uma produção de 205 bilhões de litros aoano e uma área adicional, no Brasil, de 24 milhões de hectares paracultivo da cana-de-açúcar.Na pesquisa sobre a ampliação da plantação de cana, foram excluídaspartes da Amazônia, do Pantanal, da Mata Atlântica, e qualqueroutra região com algum tipo de restrição, seja ambiental, militar, urbanaou social. Com base nisso, o estudo afirma que a expansão docultivo trará uma série de efeitos diretos, indiretos e induzidos, decorrentesda expansão da plantação para áreas menos desenvolvidas doPaís, como pontua o coordenador do estudo, Rogério Cerqueira Leite,professor da Unicamp.MERCADO MUNDIALJá se reconhecem mundialmente as consequências ambientais douso de combustíveis fósseis, como a gasolina, em larga e progressivaescala. Estima-se que, em 2020, o valor do barril de petróleo será deUS$ 100 ou mais. Já os custos da indústria de bioetanol vêm decaindo,tornando-o cada vez mais competitivo frente aos combustíveis fósseis.Marcelo Poppe, coordenador do estudo pelo CGEE, justifica os gastosrealizados no passado, quando do lançamento do Proálcool: "Qualquertecnologia é muito cara no começo". Segundo Poppe, são necessáriascertas políticas públicas e subsídios temporários para alavancar a produçãoque, com o tempo, torna-se acessível. Ele acrescenta, ainda, que,comparando o que se ganhou com o mercado de álcool com o que seeconomizou com a importação de petróleo, a conta é incrivelmente favorávelao bioetanol: "Ganhamos muito mais do que gastamos em subsídiose hoje o bioetanol de cana é competitivo com a gasolina.""Com a tecnologia existente, a eficiência na produção de etanol decana-de-açúcar é muito maior do que qualquer outra matéria-prima,o que é uma grande vantagem para o Brasil", observa Cerqueira Leite.No entanto, outros 130 países produtores de cana-de-açúcar podeminvestir na área e, com isso, contribuir para que o mercado internacionalde etanol cresça. Para Cerqueira Leite, "é interessante para o Brasilque outros países pudessem também produzir álcool, mesmo que deoutras matérias-primas". Segundo ele, o mercado mundial se retraipara o monopólio de uma nação no fornecimento de energia, para quenão haja dependência excessiva.Índia e China são alguns países que podem expandir a produção, porémo clima dessas regiões não é tão favorável para a cultura, bem comoa disponibilidade de terras. Já o Brasil conta com temperaturas e regimesde chuvas adequados para o plantio, além de áreas cultiváveisque não agridem o meio ambiente. O trabalho de pesquisa ainda verificouque há necessidade de se estabelecer políticas públicas para orientaressa expansão brasileira, como na área de Ciência e Tecnologia, coma criação do Laboratório de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE).INAUGURAÇÃO DO CTBEFoi inaugurado no dia 22 de janeiro, com a presença do presidenteLula, o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol(CTBE) em Campinas, São Paulo. Para apoiar a expansão sustentável doetanol de cana, os cientistas do CTBE se dedicarão a desenvolver pesquisasque ampliem ainda mais a competitividade do bioetanol produzidono Brasil. A instituição se estruturará em três grandes áreas:pesquisa básica, desenvolvimento e inovação e estudos de infraestrutura,logística e sustentabilidade. A concepção do laboratório foi subsidiada,em parte, pelos resultados apontados no livro.(CANAL, comdados da assessoria de imprensa do CGEE).CANAL, Jornal da Bioenergia 25


Aos pés dasmontanhas,diante do marEvandro BittencourtQuem ama o Rio de Janeiro,dizem, é carioca, mesmo quenão tenha nascido nestacidade onde a natureza mostrao quanto pode ser bela egrandiosa. E apaixonar-se peloRio não é difícil. Milhares deturistas, dos mais diversospontos do mundo, provamisso. Eles chegam à capitalfluminense todos os dias,durante o ano inteiro. Amaioria, com certeza, acalentao sonho de um dia voltar. Eque seja breve o retorno!Sabe aquelas cenas imortalizadas no cinema, emnovelas e em comerciais, que estamos tão acostumadosa ver? Acredite, elas são ainda mais bonitas vistasde perto, com nossos próprios olhos. Diante delas, éfácil entender porque a capital fluminense é o destinomais procurado no Brasil pelos turistas estrangeiros eos motivos que a tonaram a primeira cidade daAmérica do Sul escolhida para sediar as Olimpíadas. ORio tem uma magia especial.Grandes cidades convivem com grandes problemas,mas a violência, tão mostrada na mídia, e que hoje estápresente até em cidades do interior do País, não deve serum motivo para deixar de conhecer ou voltar ao Rio.Cuidado nunca é demais, mas, pode acreditar: pelas ruasda Zonal Sul, mesmo à noite, as pessoas caminham tranquilas,pois têm a sensação de segurança. A região oferecemuitos e bonshotéis, restaurantes e bares. Há tambémcinemas, teatros, centros comerciais. Tudo que umaverdadeira esquina do mundo pode e deve oferecer.Se você já conhece o Rio, mas há tempo não vai àcidade, esse é um momento para revisitá-lo. A capital,como andam dizendo por aí, está na moda e vive ummomento de euforia único. Se você nunca esteve lá, nãoperca tempo. Quem vai pela primeira vez pode fazer,sem culpa, típicos programas de turista. E não seesqueça da máquina fotográfica!Que tal começar a conhecer o Rio pelo alto? Suba debondinho o Pão de Açúcar para admirar a vista maisbela da cidade maravilhosa. Depois, peça as bençãos,pessoalmente, ao Cristo Redentor. E porque não, emseguida, curtir o bucolismo do bairro de Santa Teresa edeleitar-se com o paisagismo do Jardim Botânico? Emtodos os caso, não cabe arrependimento. O mais apropriadoé um sorriso de satisfação.O bondinho do Pão açúcar foi o primeiro teleféricoinstalado no Brasil. E se você tem medo de altura e nem seimagina ficar pendurado em um cabo de aço a 400 metrosdo nível do mar, não se preocupe. O bondinho do Rio é consideradoum dos mais seguros do mundo.O teleférico foi instalado em 1972 e os cabos são trocadosa cada trinta anos. Em 98 anos de história játransportou mais de 31 milhões de pessoas. Na alta temporada,o público diário chega a 3 mil pessoas. Por isso,vá sem pressa.26 CANAL, Jornal da Bioenergia


fotos: stock.xchngMuseu Imperial da Quinta da Boa Vista, Capela de Santa Rita, Ilha Fiscal e Jardim BotânicoO símbolo da cidade que a todos acolheO Cristo Redentor, consideradouma das sete novas maravilhas domundo moderno, dispensa apresentações.Construído no alto do Corcovado,de braços abertos para a capitalfluminese, ele é o maior símboloda hospitalidade que caracteriza oRio, a cidade que acolhe a todos.No passado, a subida dos 220 degrausda escadaria até os pés da estátuaera algo que diminuía o ânimode muita gente, mas o problemafoi resolvido, há oito anos. Agora, oacesso também é feito por escadasrolantes e elevadores panorâmicos.Detalhes da história desse monumentopodem ser conhecidos já naEstação do Cosme Velho, um espaçocultural e de lazer localizado nocaminho que dá acesso ao gigantesco‘cartão postal‘.O bairro Santa Teresa é uma dasviagens possíveis ao Rio Antigo. Surgiuno século dezoito e ainda mantémmuito da riqueza arquitetônicadaquela época. Pelas ruas estreitas esinuosas circulam os velhos bondes,movidos a eletricidade. Um patrimôniohistórico que confere ainda maischarme ao passeio. O bilhete custaapenas um real e as duas linhas existentessaem em intervalos de meiahora. No sobe e desce das ladeiras,um dos pontos altos é a passagempelos arcos da Lapa. Mas o passeioainda revela muitas surpresas, aexemplo do Convento de Santa Teresa,que dá nome ao bairro e abrigaa Ordem das Carmelitas Descalças,religiosas que vivem reclusas.O passeio oferece a descobertade museus, centro culturais e muitoateliês. A Casa do Navio, que imitao convés de uma embarcação, e avista da Baía de Guanabara, no largodo Curvelo, são alguns exemplos.Chegando à reta final, é bomreservar um tempo para descontrairum pouco mais em bares e restaurantesque oferecem boa comidae música de qualidade.JARDIM BOTÂNICODepois de tantos passeios, umaboa pedida é recarregar as energiasno Jardim Botânico, em contatocom a natureza. Dentro deste santuárioecológico não faltam refúgios.A primeira imagem que vem à cabeçaquando se fala neste lugar é a dasalamedas circundadas de palmeirasimperiais. Mas existe muito mais. Ojardim japonês, o orquidário, o bromeliárioe os seis lagos do jardim.Fundado em 1808, o espaçoabriga ainda um rico patrimôniohistórico, que vai desde fontes emonumentos até edificações, comoa antiga Fábrica de Pólvora, a Casados Pilões e a Casa dos Cedros.A maioria dos hotéis oferece essespasseios turísticos ao visitante,através de agências. Se você nãoquiser se preocupar com nada, estapode ser uma boa opção. Transporte,almoço, quase tudo está incluídonesses pacotes. Mas se o visitantequer um pouco mais de liberdade,vale a pena se aventurar sozinho. ORio de Janeiro é uma cidade muitobem servida de táxi e possui umadas tarifas mais baratas do País.CANAL, Jornal da Bioenergia 27


As mais famosas praias do BrasilPara quem visita o Rio, o programa praia éobrigatório ou, no mínimo, uma questão debom senso. Em 80 quilômetros de orla não faltamopções. Mas é óbvio que o circuito Copacabana,Arpoador, Ipanema e Leblon, na zonasul, continua sendo o mais procurado.Copacabana é mais famosa de todas. O desenhoem branco e preto formado pelas pedrasportuguesas no calçadão que margeia o mar éum simbolo carioca reconhecido internacionalmente.Com uma faixa de areia mais ampla,não falta espaço, mesmo em dias mais cheios,para quem quer o seu lugar ao sol. No calçadão,o visitante encontra diversos quiosques járeestilizados, que dão mais conforto a quemquer apreciar esse típico cenário carioca saboreandouma água de coco ou qualquer outrabebida refrescante.Uma das vistas mais privilegiadas da eterna“princesinha do mar” é o Forte de Copacabana.O visitante pode conhecer o lugar pagandoquatro reais. Erguido em 1914 para defender aBaía de Guanabara de possíveis invasores, eleainda guarda armamentos da época. Canhões,metralhadoras e munição pesada.Quem visita a imponente fortificação vive aaventura de reviver o mesmo ambiente dos soldadosque lá serviram durante décadas, pois olugar ainda abriga, bem preservados, antigosequipamentos de comunicação, dormitórios eaté enfermarias com móveis originais. Do altoda edificação, onde estão imensos canhões, opor do sol é magnífico.O Forte de Copacabana oferece ainda umaótima opção para almoço e lanches, pois estáinstalada no local uma filial da Confeitaria Colombo.O lugar não tem o mesmo glamour e requinteda antiga matriz, que fica no centro doRio, mas é bastante charmoso e o cardápio nãodecepciona. Mesas ao ar livre, próximas à muretade proteção que separa o forte do mar,convidam a esperar pelo por do sol. E enquantoele não chega, é possível se entreter com aaventura de garotos e até adultos nas ondas,que começam a se formar nas proximidades dasrochas. Numa cena incomum, eles surfam emlinha reta por vários metros, até a arrebentação.Uma espécies de pororoca do mar.Outro programa que vale a pena é a praia doArpoador, uma das preferidas dos surfistas. Seumaior encanto está nas pedras que parecem invadiro mar. Delas, ou da praia logo ao lado, osbanhistas se reúnem para admirar o pôr do sol.E não estranhe, é tradição, cultivada por cariocase turistas, aplaudir esse show da natureza.Por isso, não se encanhe, entre no clima. A saudaçãose propaga como uma onda, num mar depraianos, até chegar a Ipanema.O espaço é democrático, apesar da fama dereduto dos descolados. Muito disputada nosfins de semana, a praia de Ipanema acolhe visitantesde todas as partes do mundo e cariocasde todas as classe sociais. Esteja preparado parao assédio de diversos vendedores ambulantes,mas não deixe de experimentar os tradicionaise concorridos biscoitos Globo e chá matecom limão. Eles têm a cara do Rio.MOVIMENTOCorrer e caminhar são algumas das atividadespreferidas dos cariocas, que lotam suas praias ecalçadões. Vôlei, futebol, futevôlei, frescobol e petecatambém têm seu espaço garantido na faixade areia. Vendo tanta gente em movimento, atéquem é sedentário cria coragem para se mexer.Percorrer as praias pedalando pode ser umaótima opção. Os calçadões possuem ciclovia ebicicletas podem ser alugadas em lojas especializadas.Outro cenário perfeito para a práticade esportes é a Lagoa Rodrigo de Freitas. Apista da Lagoa tem quase oito quilômetros deextensão. Na água, os esportes náuticos sãouma atração à parte.fotos: stock.xchngFui à Lapa e ganhei a viagemGuarde energia para a noite. E se você quersentir ares da boemia, vá direto para Lapa. Obairro não é apenas reduto do samba. Chorinho,MPB e até música eletrônica atendem aosgostos dos mais diversos públicos.A dica é o Rio Scenarium. Localizado na ruado Lavradio, o espaço surpreende de cara peladecoração: um gigantesco antiquário com asmais inusitadas peças. A casa noturna ofereceshows de qualidade, boa comida e espaço parao visitante arriscar alguns passos de samba.A diversão no local é garantida. Outra dica dareportagem é reservar mesas com antecedência,principalmente nos fins de semana e feriados,pois não é raro grandes filas se formaremna porta da casa.No bairro, de quebra, está localizado umdos mais importantes conjuntos arquitetônicosdo Rio de Janeiro. Um lugar para se apreciarde dia e de noite.Seja em bairros como a Lapa ou em SantaTeresa, em monumentos como o Cristo Redentorou nas praias, você vai constatar : o Rio deJaneiro continua lindo!28 CANAL, Jornal da Bioenergia


FEICANA FEIBIOOtimismo coma retomada dosinvestimentosFEIRA CONTOU COM A PRESENÇA DEDIVERSAS AUTORIDADES. NOVA EDIÇÃOSERÁ REALIZADA EM FEVEREIRO DE 2011Estande do CANAL – Jornal da Bioenergia. Veículo participa da feirahá quatro anos e tem presença garantida na próxima edição do eventoA9ª edição da Feicana/FeiBio(Feira de Negócios do Setorde Energia) já está programada.Será realizada nos dias 15,16 e 17 de fevereiro de 2011, emAraçatuba (SP). A 8ª edição doevento realizada em março, foimarcada por uma participaçãomaciça dos integrantes do setorsucroenergético e pelo otimismode expositores e visitantes.A feira, realizada entre os dias9 e 11 de março, evidenciou a retomadade muitos projetos adiadosno período da crise. O volumede negócios movimentado duranteos três dias do evento aindanão foi levantado, mas a expectativaé que supere o montante daedição anterior, em 2008, quechegou a R$ 1,2 bilhão.De acordo com o diretor da SafraEventos, Flávio Nasser, a Feicana/FeiBiopode ser consideradaum sucesso, principalmentequando se leva em consideração ocontexto do setor. "Tivemos umano horrível (2009) e mesmo assimrealizamos a feira com um esforçogigantesco dos parceiros eexpositores, empresas que aindaestão sentindo os efeitos da crise,mas estão também confiantes narecuperação do setor", afirmouno encerramento do evento.O consumo crescente de etanole açúcar e o interesse de estrangeirosno setor é a “luz no fim dotúnel”, de acordo com Nasser. Ainfraestrutura montada para recebera Feicana FeiBio conta comum pavilhão coberto, com capacidadepara mais de 300 expositores(44 mil metros quadrados),totalmente climatizado.Os espaços para a instalação dosestandes da proxima feira já estãose esgotando. A área externa reservaáreas para exposição de máquinas,apresentações e demonstrações,auditório, restaurante e vitrinestecnológicas, com variedadesde cana-de-açúcar e oleaginosaspara a produção de biodiesel.A última edição da Feicana/FeiBiofoi marcada tambémpela presença de autoridades. Naabertura, o evento foi prestigiadopelo presidente da União dosProdutores de Bioenergia (Udop),José Carlos Toledo, e pelo secretáriodo Ministério da Agricultura,José Vicente Bertone.Durante a feira, os expositorescontaram com a visita da ministrada Casa Civil, Dilma Rousseff, edo presidente da Transpetro, SérgioMachado. A ministra elogioua expansão do setor, durante suavisita. “Esta é a maior representanteda força da região oestepaulista no setor”.fotos: divulgaçãoCANAL, Jornal da Bioenergia 29


Massey Ferguson apresentaem feira série Mf 7000A Massey Ferguson apresentou naFeicana/FeiBio os tratores de altapotência da nova Série MF 7000 Dyna-6. Eles são ideais para plantio e manejode grandes áreas, especialmente nacultura de cana-de-açúcar.Os quatro modelos de 150 cv a 215 cvsão equipados com transmissãointeligente Dyna-6, que permiteselecionar automaticamente a marchacom a melhor relação entre economia edesempenho.Os tratores são equipadoscom motores AGCO Sisu Power,conhecidos mundialmente peloexcelente desempenho, alta durabilidadee baixo custo operacional.Sistemas de gestão melhoramprodutividade das usinasA Compu-Software Aplicativos Corporativosé responsável pela oferta, no mercado, dosistema de gestão Compusoft ERP, que integrae compartilha, em tempo real, todos osprocessos e procedimentos em usinas do setorsucroenergético. O sistema é uma novidade queinterliga as áreas da empresa on-line paraagilizar os processos e controlar custos eprodutividade.Durante a 8ª Feicana e Feibio (09 a 11 demarço de 2010, em Araçatuba/SP), a Compu-Software percebeu aumento considerável nointeresse das usinas pela gestão profissional."Fizemos vários contatos e agendamos reuniõescom usinas que não utilizam sistemascompartilhados e outras que utilizam, masestão interessadas em incrementar sua gestão.O Compusoft ERP nasceu dentro de usinas e,portanto, foi desenvolvido considerando todasas necessidades e setores da empresasucroalcooleira", afirma José Antonio de Mello,diretor da Compu-Software AplicativosCorporativos.fotos: divulgaçãoIveco expõe novidadesA Iveco montou um estande de 450 m² na 8ªFeicana e Feibio, onde expôs os maquináriosmédios Tector e Eurocargo 6x4, o pesado Stralise o extra pesado Trakker Tractor, além dos levesDaily 70C16 e uma versão da Daily comoOficina. "A Iveco tem realizado ações específicaspara o setor de cana-de-açúcar, como os TrakkerRoad Shows, que passam por diversas cidadesbrasileiras, demonstrando na prática todo opotencial do caminhão Trakker, o principalveículo da Iveco voltado às atividadessucroalcooleiras.“Esta foi a primeira grandefeira da qual participamos este ano. O eventogerou grandes possibilidades de negócios", dizCiro Dabes, engenheiro de vendas da Iveco.Tecnologia em turbinas a vapore redutores de velocidadeCom capital 100% nacional,a TGM atua nosetor de bens de capital fornecendo soluções eequipamentos, principalmente para acionamentode geradores de energia elétrica renovável,bombas d’água,exaustores,ventiladores,compressores e picadores,desfibradores,moendase niveladores de cana,atendendo a 27 países.Asnovidades da marca estiveram presentesem um amplo estande naFeicana/Feibio.A TGBiniciou,em 1991,afabricação de peças eprestação de assistênciatécnica em turbinas avapor emSertãozinho/SP.30 CANAL, Jornal da Bioenergia

More magazines by this user
Similar magazines