Safra de cana na Região Centro-Sul entra na fase final. Resultados ...

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Safra de cana na Região Centro-Sul entra na fase final. Resultados ...

Produção em altaSafra de cana na Região Centro-Sul entra na fase final.Resultados asseguram abastecimento interno de álcoole açúcar e aumento das exportaçõesSetor canavieiro aquece comércio demáquinas e implementos agrícolasMercado sucroalcooleiro estimulafusões e aquisições de empresasPesquisas geram ganhos naprodutividade das lavouras de cana


Cartado editorSafra de avançosOs números da safra 2006/2007 de cana, açúcar e álcoolsão positivos, apesar de alguns problemas pontuaisque prejudicaram a obtenção de melhores índices de produtividade.A área colhida na Região Centro-Sul aumentará12%, o que se deve, em grande parte, à expansão dosetor, com o início da produção de novas unidades.A área colhida foi de aproximadamente 4,5 milhões dehectares, contra aproximadamente 4 milhões na safra passada,o que deve proporcionar a colheita de 370 milhões detoneladas de cana. O avanço na produção tem proporcionadouma série de reflexos positivos na economia, propiciando,por exemplo, a reação do mercado de máquinas agrícolas,que se encontrava em crise, e o aquecimento das negociaçõesenvolvendo indústrias, num visível movimentode redefinição de perfil do setor sucroalcooleiro.O bom desempenho do setor não deixa dúvidas deque o abastecimento do mercado interno está garantido,no momento em que se comemora a marca de 2milhões de carros flex vendidos no País. Não há maismotivo, também, para temer o aumento da mistura deálcool anidro à gasolina.O desejável crescimento nas exportações de álcool eaçúcar também se dará em bases seguras, sem que hajacomprometimento do abastecimento interno de álcool.É óbvio, no entanto, que oscilações de preço nocombustível no período da entresafra devem voltar aocorrer, um reflexo natural da sazonalidade da produçãodo etanol. É certo, no entanto, que não haverágrandes sobressaltos e o Brasil poderá continuar a trilharcom segurança o caminho que o levará à liderançana produção mundial de bionergia.Boa leitura e até a próxima edição.Canalcom o leitorFoi com satisfação que na sala do superintendentedo Ministério da Agricultura, no Rio de Janeiro,conheci um veículo de comunicação focado noassunto de BIOENERGIA. Sou amigo de um doscriadores do PROÁLCOOL, no Brasil e sugiroque façam uma reportagem com ele. Parabénsbioenergéticos.Jandir Passinato, Rio de Janeiro-RJRecebemos a edição do Canal e cumprimentamospela qualidade e conteúdo. Somos uma empresa derepresentação comercial e temos grandes negóciosno setor sucroalcooleiro.Antonio Henrique Lima,Skills Quimica, Dois Córregos-SPPrezados, trabalho na Petrobras em Brasília egostaria de um número de contato do Canal,Jornal de Bioenergia. Temos o interesse em fazer aassinatura e gostaria de obter maiores informações.Leila Correia Guimarães,Petrobras, Brasília-DFParabéns pelo novo veículo. Mais um quepodemos agregar ao setor. Gostaria de saberse há possibilidade de recebermosperiodicamente os exemplares.Jaqueline Taube,Assessoria de Imprensa Multiplus, Ribeirão Preto-SPEnvie para o CANAL, o Jornal da Bioenergia,sugestões de assuntos para reportagense-mail: canal@canalbioenergia.com.br06 MÁQUINAS AGRÍCOLASReação na venda de máquinas agrícolas éavaliada como o início de um processo derecuperação no mercado interno,impulsionado pelo segmento sucroalcooleiro.10 EVENTOS DO SETORV Conferência Internacional Datagro deAçúcar e Álcool e 1º SeminárioSucroalcooleiro do Centro-Oeste discutemtemas do setor.12 SAFRA DE CANARegião Centro-Sul deve colher 370 milhões detoneladas. Aumento na produção de álcool eaçúcar garante abastecimento interno e ocrescimento das exportações.16 FUSÕES E AQUISIÇÕESMercado registra em 2006 aquecimento narealização de negócios com fusões eaquisições de grande porte.18 PESQUISARede Interuniversitária para oDesenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro éreferência nacional. Mais da metade da áreacultivada com cana-de-açúcar no Paísemprega variedades desenvolvidas pela rede.CANAL, o Jornal da Bioenergia, é uma publicação daMAC Editora e Jornalismo Ltda. - CNPJ: 05.751.593/0001-41DIRETOR EXECUTIVO: Joel Fragadiretor@canalbioenergia.com.brDIRETORA ADMINISTRATIVA: Ângela Almeidaadministracao@canalbioenergia.com.brDIRETOR COMERCIAL: César Rezendecomercial@canalbioenergia.com.brASSISTENTE COMERCIAL: Fernanda Oianoconsultor@canalbioenergia.com.brDIRETORA EDITORIAL: Mirian ToméDRT-GO - 629 editor@canalbioenergia.com.brEDITOR EXECUTIVO: Evandro BittencourtDRT-GO - 00694 redacao@canalbioenergia.com.brREPORTAGEM: Evandro Bittencourt e Mirian Toméredacao@canalbioenergia.com.brARTICULISTAS: Eduardo Carvalho, FernandoBezerra, Sidnei Pimentel, Igor Montenegro,Iza Barbosa, Luciano de CastroEDITORES DE ARTE: Pauliana Caetano e Fábio Aparecidoarte@canalbioenergia.com.brTRATAMENTO DE IMAGEM: Paulo RobertoESTAGIÁRIA: Camila MityeBANCO DE IMAGENS: Studio95/Museu da Imagem (62) 3095-5789, ClicDigital Photo - www.clicdigital.com.br, ÚNICA - União da AgroindústriaCanavieira de São Paulo - www.unica.com.br, SIFAEG - Sindicato daIndústria de Fabricação de Álcool do Estado de Goiás - www.sifaeg.com.br,Canal On Line - www.canalbioenergia.com.brREDAÇÃO: Av. 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ENTREVISTA - Irenilza Alencar NaasEngenharia agrícolaA AGROENERGIA É A GRANDE SAÍDA PARA A MATRIZ ENERGÉTICA DO FUTURO E O BRASIL TEMTODAS AS CONDIÇÕES PARA SE TORNAR O CELEIRO DESSA COMMODITY• Mírian ToméIrenilza Alencar Naas tomou posse há 2meses como presidente da Comissão Internacionalde Engenharia Agrícola. Phd emengenharia da agricultura pela MichiganState University ela é titular da UniversidadeEstadual de Campinas e adjunta da FloridaUniversity, Gainesville. Nessa entrevista ao CanalBioenergia ela fala sobre agroenergia, a viabilidadedo Programa Nacional e Uso do Biodiesele comenta o cenário da agriculturamundial, com destaque para o papel que o Brasildever ocupar nesse contexto.CANAL BIOENERGIA: Qual é hoje a visão queos países mais ricos têm da agricultura brasileira?Onde somos exemplo positivo e ondeestamos errando?Irenilza Naas – Há duas visões antagônicas: ade que somos gigantes de produção de commoditiese, para tanto, estamos destruindo asflorestas tropicais. Mas há uma consciênciade que precisamos produzir para podermosdesenvolver o País. O que não fica claro paraoutros países é se estamos trabalhando noconceito de sustentabilidade.Qual deve ser o papel do Brasil no cenário daagroenergia mundial?Irenilza – A agroenergia é sem dúvida a grandesaída para a matriz energética do futuro eo papel do Brasil é de se tornar a base produtivadessa commodity. Se forem dados ospassos certos agora, poderemos, em futuropróximo, nos tornarmos o grande supridor deenergia para os países desenvolvidos, só quepara isso acontecer, o País deve investir solidamenteem desenvolvimento tecnológico.Nos anos 80 éramos líderes na produção deetanol, posição que hoje está sendo alcançadapelos Estados Unidos, a partir do milho, aum custo elevado.O que a senhora acha do Programa Nacionalde Produção e Uso do Biodiesel? Ele é viável?Irenilza – Há confusão nesse assunto. Aindanão está definido o que é o biodiesel brasileiro.O Brasil segue negociando a certificaçãode sua definição e padrões nas esferas internacionais,passo primordial se quisermos exportaro produto. O Brasil precisa sair do discursoe ter ações específicas na área de produçãode biodiesel, na sua matriz de produção,de transformação e distribuição.O Brasil tem a tecnologia da produção doetanol como trunfo na busca de uma novamatriz energética, com energias renováveis.Qual o desafio da agricultura brasileiranesse cenário?Irenilza – O desafio não é somente brasileiro,mas dos grandes produtores de alimentosno mundo. Se a matriz energética requer terraagricultável para sua produção, como seráa questão da produção de grãos para alimentaros bilhões de habitantes do planeta? Comodeverá ser a questão da aptidão de terraspara energia e alimentos? Se hoje a energiavem do oriente médio, não há competiçãocom a produção de alimentos no deserto.Quando houver, a questão se complica em todosos sentidos.Quais os desafios para quem planta cana-deaçúcarna visão da Engenharia Agrícola?Irenilza – Há dois desafios: o do custo deprodução, tanto do açúcar como do álcool,como o da escolha em função do tema produçãode alimento ou de energia. O ideal seriafazer pesquisas para se encontrar formasde, a partir da biomassa, otimizar a produçãode energia e, com isso, alterar um pouco o cenárioque se desenha hoje da matriz de energiarenovável.O Brasil tem 388 milhões de hectares de terrasagricultáveis férteis, dos quais 90 milhõesainda não explorados. Em que posição está aEngenharia Agrícola brasileira para ajudar oPaís a aproveitar esse potencial todo?Irenilza – Esse tema é controverso. Há quemdefenda que, quando calculamos a produçãoe expansão da agricultura brasileira, estamoslevando em conta somente o valor do uso daterra no curto prazo, sem computar o potencialde espécies que nem conhecemos ainda.Isso foi o que aconteceu nos cerrados e queacontece na Amazônia. A Engenharia Agrícolatrata dos assuntos de infra-estrutura deprodução e pode ajudar no planejamento, eem ações nas áreas de mecanização, irrigaçãoe drenagem e processamento, de maneiraa tornar sustentável as ações de desenvolvimentoda agricultura brasileira.“O Brasil precisa sair dodiscurso eter açõesespecíficas na área deprodução de biodieselimprensa/unicampQual a avaliação que a senhora faz da regiãoformada pelos estados de Goiás, Minas,Tocantins, Mato-Grosso e Mato Grosso doSul, considerada a nova fronteira sucroalcooleirado Brasil?Irenilza – Acredito que essa expansão devaser sustentável e não destrutiva do biomalocal. Há necessidade de se preservar áreassob pena de haver cobrança internacionalpor consumidores e o resultado pode ser aperda de mercado.“4 CANAL – outubro/novembro de 2006


COMÉRCIOO salvador da PátriaCOMO O SETOR SUCROALCOOLEIRO TEM AJUDADO A SALVAR OS NEGÓCIOS DOSPRODUTORES E REVENDEDORES DE MÁQUINAS AGRÍCOLASÉinegável que a crise dos últimos anos nosetor de grãos causou grandes prejuízospara os produtores e revendedores demáquinas agrícolas no Brasil. Os númerosda Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantesde Veículos Automotores) mostram o fracodesempenho nas vendas em 2005, com umaqueda de 38% na comercialização de colheitadeirasem relação à 2004. A resposta para osproblemas está vindo do setor sucroalcooleiro,que está sendo considerado a salvação para asvendas de máquinas, juntamente com os setoresde cítricos e café.Os números da Anfavea mostram que houveum aumento de 13,4% nas vendas internas demáquinas agrícolas no mês de setembro de 2006em comparação a setembro do ano passado. Parase ter uma idéia da quantidade, de janeiro a setembrode 2005 foram vendidas ao todo 18,5 milmáquinas, enquanto no mesmo período deste ano19,3 mil unidades foram comercializadas, o querepresenta um aumento de 4,5%.Tais números mostram o início de um processode recuperação no mercado interno de máquinasagrícolas, impulsionado, em grande parte, pelosegmento sucroalcooleiro.ETAPASA primeira etapa para a instalação de uma usinaé a compra e o arrendamento de terras, posteriormente,vem a aquisição de máquinaspesadas para a indústria e finalmentea compra de máquinas e implementospara a parte operacionalda usina. Portanto, à medida que novas usinasvão sendo instaladas e incrementadas em Goiás,Minas Gerais e Tocantins, mais os produtores vãoadquirindo máquinas e implementos para acompanharo ritmo da produção, fazendo com que essamudança aconteça a médio e longo prazo.Em Goiás, os reflexos estão sendo positivos paraos revendedores locais. É o que confirma o diretorda A&S Máquinas, Alvicto Ozores. "O setorde açúcar e álcool é a sensação do momento",afirma Alvicto. Ele diz também que o segmentomovimentou bem o mercado, pois com seus novosprojetos as indústrias tiveram que aumentar aprodução e renovar as máquinas.Da linha oferecida pela A&S Máquinas, asmais procuradas pelos empresários do setorsucroalcooleiro são a pá-carregadeira de rodase a moto-niveladora, esta utilizada para a manutençãodas estradas onde trafegam os tratorese caminhões.O gerente geral de máquinas da PlanaltoTratores, José Roberto Papacidro também está satisfeitocom os bons números trazidos pelos compradoresdo setor de cana-de-açúcar. Segundoele, favorece os revendedores de máquinas o fatode não só as usinas aumentarem suas compras,mas também as empresas terceirizadas, o que geraum ciclo favorável para os negócios.O Trator DH 180 Hi-flow, específico paracana, é a peça coringa da linha demáquinas oferecida pela Planalto, eestá em falta na empresa devido àgrande procura.


Alvicto Ozores, da A&SMáquinas, diz que osetor de açúcar e álcoolé a sensação domomentoPerspectivas parao futuroA expectativa dos revendedores de máquinas eimplementos agrícolas goianos é de um aumentomais relevante nas vendas a partir já de 2007. "Jáhouve um incremento nas vendas sim, mas para aparte de instalação das usinas. Porém, a partir doano que vem, quando a parte operacional dasindústrias começar a funcionar e crescer, as vendasde máquinas estarão a pleno vapor", diz o Diretorda Cotril, Domingos Ávila Júnior.Essa esperança no setor sucroalcooleiro,demonstrada pela Cotril Máquinas, não é em vão.A empresa viu a crise dos grãos afetar as vendas jáque os equipamentos da linha atendem a essesetor. “Agora, apostamos na pá-carregadeira daNew Holland, uma máquina muito procuradapelos produtores de açúcar e álcool”, finalizaDomingos Ávila Júnior.Domingos Ávila Júnior,diretor da CotrilMáquinas, afirma quecresceu muito a procurapela pá-carregadeira daNew Hollandfotos: diviulgação


EMPRESASE MERCADOSTECNOLOGIA DE PONTAOs tratores da Massey Ferguson , sériesMF 200, MF 600 HD e MF 6300, de 50 a220 hp, tem diferentes possibilidades deconfiguração para a cultura da cana.Destaque para a carregadeira de canamontada sobre o trator MF 290,comercializado em versão específica paramontagem desse implemento. Todos osprodutos da marca estão homologadospara trabalhar com até 5% de biodiesel.divulgaçãoMírian Toméeditor@canalbioenergia.com.brSotreq-Caterpillarinveste em máquinaspara setorsucroalcooleiroA Sotreq-Caterpillar tem 35estabelecimentos comerciais e deserviço e investe no atendimento àsempresas do setor sucroalcooleiro. Aempresa disponibiliza pás carregadeirascom arranjo especial para operarcarregamento e/ou espalhamento debagaço de cana em usinas de açúcar eálcool. A Sotreq S.A. é a revendedoraexclusiva dos produtos, serviços esistemas Caterpillar nos estados do Riode Janeiro, São Paulo, Minas Gerais,Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,Tocantins, Pará, Amazonas, EspíritoSanto, Amapá, Rondônia, Acre, Roraimae no Distrito FederalALTA POTÊNCIAsotreq4º PRÊMIO VISÃO DA AGROINDÚSTRIAO "Prêmio Visão da Agroindústria" vaiser entregue no dia 30 de novembro de2006, em Sertãozinho, São Paulo. Apromoção é da Revista Visão daAgroindústria, com apoio da ESALQ -Escola Superior de Agricultura Luiz deQueiroz, da COPLACANA - Cooperativados Plantadores de Cana do Estado de SãoPaulo, do CEISE, Centro das Indústrias dedivulgaçãoÁgua na raizA empresa Correntão Goiano fabrica, emGoiânia, o reformapasto (aerosolo), umimplemento agrícola usado para perfurar o solo,facilitando a penetração da água e fixando oxigêniona raiz da planta. O equipamento,puxado por trator, quebra os cupins eproduz mais de 200 mil furos porhectare. Os furos, numa profundidade de15 a 20 centímetros, acumulam de três a cincolitros de água, que vão direto para o sub-solo,levando junto adubo e outras substâncias,importantes para o desenvolvimento da vegetação.Sertãozinho, e com organização da AREmpreendimentos. O evento contará coma participação de mais de 600 pessoas deindústrias, usinas, destilarias, entidadesgovernamentais, cooperativas epersonalidades do cenário nacional queintegram a cadeia do agronegóciocanavieiro e que foram avaliadas pelotrabalho diferenciado em 2005/2006.A TODO VAPORA Siemens, maior fabricante mundial deturbinas industriais a vapor, tem soluçõesintegradas de automação, instrumentação,geração, distribuição, controle e supervisão deenergia, abrangendo desde a recepção da cana nausina até a produção do açúcar e do álcool. Umadas atrações da indústria é a turbina a vapor,utilizada para o auxílio no processo de geração deenergia por meio da queima do bagaço da cana.divulgaçãoA Metalcorte Motores lançou o motor elétrico industrialtrifásico de alta potência (Linha HP). A linha apresenta altapotência (até 800 CV) na carcaça 355, baixa tensão (até1000V), design desenvolvido para dissipação térmica e baixonível de ruído. Os motores atendem segmentos comoindústria química e petroquímica, extração mineral e usinasde açúcar e álcool. Empresa com sede em Caxias do Sul (RS),a Metalcorte é a segunda maior produtora de motoreselétricos de baixa tensão até 800 CV na América Latina ecomercializa seus produtos para mais de 30 países.8 CANAL – outubro/novembro de 2006


ARTIGO – José Mauro de OliveiraProfissionaisempreendedoresAtecnologia da informação,com seus modernos e ágeisrecursos coloca o clientecomo um cidadão melhor informado,que com clicar de um mousetem ao seu dispor uma enorme gamade informações sobre os produtosou bens que pretende adquirire, também, sobre as empresas queos disponibilizam. Essa revoluçãonas relações mercadológicas malcomeçou e já alterou profundamentea forma de gestão das empresas,que estão adaptando suasarquiteturas de tecnologia de informação,para melhorar as relaçõescom o mercado, e com isto,observando uma sensível modificaçãona cultura organizacional e nomodelo de negócio.De posse desta munição, disponibilizadapela "TI", o cliente se tornamais exigente e adquire maiorpoder de barganha junto às empresasque, neste cenário globalizado,somente sobreviverão se conseguiremdesenvolver mecanismos parase adaptar, rapidamente, às alteraçõesdecorrentes, tanto das evoluçõestecnológicas como das variaçõescomportamentais tornandosereconhecidas como uma "empresaem tempo real", com fortesvínculos de responsabilidade sociale consciência ambiental.A preparação da organizaçãopara se transformar em uma empresaem tempo real, envolve umamudança de postura, tanto da administraçãocomo de todo seu corpofuncional. À alta administraçãoé atribuída a responsabilidade pordefinir, de forma clara e verdadeira,os objetivos, princípios, crençase valores, que expressem de formareal e transparente a sua filosofiaempresarial.Ao se posicionar para definir estesaspectos tão determinantespara a formação da identidadeempresarial, a alta administraçãodeverá se abstrair da tentação deutilizar conceitos e virtudes admiradose elogiados por todos, e adotaro verdadeiro diferencial da organização,explicitando e reforçandoa sua postura com relaçãoaos seus colaboradores, aos seusclientes, a comunidade na qual estáinserida e ao meio ambiente,evidenciando, desta forma, seucomprometimento com o desenvolvimentoharmônico de todos oselos da cadeia.Há inúmeros exemplos de empresasexcelentes nos modelosorganizacionais, mas, na prática,repletas de procedimentos incompatíveiscom sua filosofiaempresarial, o que se torna maléficoà saúde, tanto da organizaçãoquanto das pessoas que acompõem, que são as responsáveispela defesa dos valores quedarão sustentação e sobrevida aempresa. Ao corpo funcional daorganização compete se capacitare se preparar para exercer o seupapel, em compatibilidade com aidentidade empresarial. É fundamentalque este corpo funcional,em todos os níveis, esteja cientede que é parte integrante de um"processo mercadológico" que, nasua abrangência plena, influenciae é influenciado por todas as unidadesda empresa e, também, estejaperfeitamente sintonizadocom a filosofia empresarial da organização,expressa nos seus objetivos,princípios, crenças e valores.Este processo deve ser entendidocomo uma macro função que, emboraregimentalmente possa estarvinculada a uma unidade organizacionalou gerência específica, que oconduz e direciona, deve ser absorvidoe exercido por todas as demaisáreas e funções da empresa. Anoção de sua responsabilidade funcional,da abrangência e importânciado processo mercadológico noqual está inserido, fazem com que oprofissional seja considerado um"profissional empreendedor", quecom sensibilidade, honestidade, ética,senso de oportunidade, entusiasmoe bom humor, dedica seusmelhores esforços para a consecuçãodo objetivo de sua empresaque, seja ela de que natureza for, ébuscar, continuamente, a satisfaçãodos seus clientes, o desenvolvimentoe crescimento profissional deseus colaboradores e um envolvimentopositivo com a comunidade.Este novo tipo de profissional, oprofissional empreendedor, deveráser organizado, saber definir prioridades,saber trabalhar em equipesmultifuncionais e lidar com diferenças,ter foco em resultados, serflexível para adaptar-se às mudanças.Para isto deverá dedicar tempoe esforços ao aprendizado das ferramentasde tecnologia de informação,finanças, marketing, sociologia,psicologia, etc., além das inerentesao próprio negócio, a fim depoder participar do processo degestão da organização, e colaborar,efetivamente, na busca pela compreensão,detecção e satisfação dasmuitas necessidades do cliente, domercado, do corpo funcional daempresa e da comunidade na quala mesma está inserida.Estas competências e habilidadesé que fazem a diferença entreprofissionais bons e profissionaisempreendedores. Os profissionaisempreendedores devem estar aptosa reconhecer que o mercado passoua exigir, além da competência técnicapara o exercício da função, osconhecimentos necessários paradetectar tendências, elaborar planos,desenvolver novos projetos,formular estratégias para atingir osobjetivos, interagir com as pessoase saber motivá-las, estar bem informadoe saber definir prioridades.Este é o profissional que as empresasprocuram e valorizam.José Mauro de Oliveira FerreiraSuperintendente do Sindicato da Indústriade Fabricação de Álcool do Estado deGoiás – SIFAEG“ A preparação daorganização para setransformar em umaempresa em tempo real,envolve uma mudançade postura, tanto daadministração comode todo seu corpofuncional.“CANAL – outubro/novembro de 20069


VI DATAGROMercados e produçãosucroalcooleira em pautaLEVANTAMENTO FEITOPELA UNICA MOSTRA QUE77 NOVAS INDÚSTRIASESTÃO EM FASE DEIMPLANTAÇÃO NO BRASIL• Mírian ToméAs principais lideranças do setor sucroalcooleironacional estiveram reunidas emSão Paulo na VI Conferência InternacionalDatagro de Açúcar e Álcool nos dias,23 e 24 de outubro. Em destaque temas como oscenários da produção nacional, mercados externos,produção de etanol e demanda dos veículos flex eperspectivas para a produção até 2013.As palestras e debates reuniram um público deaproximadamente 500 pessoas, entre produtores,executivos, consultores, autoridades, jornalistas erepresentantes do governo federal. Plínio Nastari,presidente da Datagro, empresa de consultoria organizadorada conferência, analisou a situaçãoatual de oferta e demanda de açúcar e álcool e fezprojeções para a próxima safra. Nastari acreditaque para o produtor o preço do álcool vai continuarmais vantajoso do que o do açúcar e estimaque as usinas terão um estoque de passagem deaproximadamente 370 milhões de litros de álcool.NOVOS INVESTIMENTOSEduardo Carvalho, presidente da União daAgroindústria Canavieira de São Paulo (Unica),disse durante o evento que a produção brasileiraestá crescendo o suficiente para atender a demandaprevista de açúcar e álcool nos mercados internoe externo. Ele citou números do último levantamentofeito pela entidade e que confirmam quejá estão em implantação 77 novas unidades produtorasno Brasil. Desse total, 35 no Estado de SãoPaulo, 18 em Minas Gerais, 10 em Goiás, 9 no MatoGrosso do Sul e 4 no Paraná. "Esses dados nãosão especulação. São dados concretos que levantamos.Essas unidades já estão em construção enão são apenas projetos aprovados”, informou ofotos: Canal/divulgaçãoPlínio Nastari, da Datagro, e Eduardo Carvalho,da Unica, analisam cenários da produçãonacional de álcool e açúcarpresidente da Unica, entidade que representa atualmente248 usinas e destilarias.Um aspecto que chama a atenção nesse fortemovimento de expansão do setor é que 63desses novos empreendimentos são de empresáriosque já atuam no setor. Apenas 14 sãoprojetos de investidores sem tradição na atividadesucroalcooleira.O presidente executivo do SIFAEG/SIFAÇUCAR,Igor Montenegro Celestino Otto, participou daconferência e ressaltou que Goiás vive um momentopositivo de investimentos no setor de produçãode açúcar e álcool e lembrou que é precisoresolver com agilidade os gargalos existentes naárea de transportes.A boa notícia é que a Petrobras confirmou parao início de 2007 o começo das obras do alcoolduto,que levará o produto goiano até a refinaria dePaulínia, em São Paulo.


Dois milhões de carros Flexarquivo canalEm setembro deste ano foi atingida a marca de 2 milhõesde carros flex vendidos no Brasil. A tecnologia 100% nacionalé a responsável pela enorme expansão no consumo de álcoolcombustível, refletindo em todos os setores da cadeiaprodutiva. Hoje, esses automóveis já representam 80% dasvendas no mercado interno.E o ritmo de vendas desses carros segue acelerado, comprovandoo sucesso da tecnologia que resultou numa aprovaçãorápida por parte do consumidor. Um cenário que surpreendeuaté mesmo os mais otimistas do setor. A marca de 2milhões de carros flex vendidos era esperada pelos fabricantesmas não tão cedo, ainda em 2006.Essa foi a razão pela qual no segundo dia da VI ConferênciaInternacional Datagro de Açúcar e Álcool as lideranças eempresários do setor sucroalcooleiro decidiram prestar umahomenagem às empresas pioneiras no lançamento de carrosbicombustíveis. Afinal, a tecnologia criou uma nova demandapara o etanol e estimulou o incremento da atividade sucroalcooleiracom efeitos positivos também em outros setores, comoo da indústria de fertilizantes, de máquinas e implementosagrícolas e de serviços.Receberam a homenagem, durante almoço que reuniu osparticipantes da conferência, as empresas Fiat AutomóveisS/A, General Motors do Brasil, Magneti Marelli, Bosch Ltda. eVolkswagen do Brasil Ltda.Representantes do setor sucroalcooleiro nacional durante almoço emhomenagem às empresas pioneiras na fabricação dos veículos flex1º CENTRO-SUCROSeminário tem grandeparticipação de públicoO Seminário Sucroalcooleiro do Centro-Oeste, realizado pelaprimeira vez em Goiânia na última quinzena de outubro, reuniuaproximadamente 150 empresários, técnicos e fornecedores depeças e serviços, entre outros. Durante o evento, os participantespuderam se atualizar com um vasto programa técnico quecontemplou aspectos das áreas agrícola e industrial do setor deprodução sucroalcooleira.A responsabilidade social das usinas foi um dos temas doevento, abordado pela consultora do Núcleo de ResponsabilidadeSocial da Unica, Iza Barbosa. A ampliação de ganhos comnovas variedades de cana foi explorada na palestra do engenheiroagrônomo André Luís Tomazela, coordenador do Programade Melhoramento Genético da CanaVialis em Conchal (SP).Na área industrial foram abordados diversos aspectos técnicos,a exemplo dos fatores de aumento de eficiência com redução decustos em unidades industriais, sob responsabilidade de JoséPaulo Stupiello, presidente da Sociedade dos Técnicos Açucareirose Alcooleiros do Brasil.Para o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Fabricaçãode Álcool e Açúcar do Estado de Goiás, Igor MontenegroCelestino Otto, o sucesso do seminário e a criação do CA-NAL Bioenergia, veículo especializado em notícias do setor deagroenergia, evidenciam o processo de crescimento e consolidaçãodo setor em Goiás. Igor Montenegro acredita que oevento vai crescer e que, além de se tornar uma referência emdifusão de conhecimentos, passe a agregar uma feira do setor,que servirá para aproximar fornecedores, prestadores de serviçose empresas. O 1º Centro-Sucro aconteceu durante à 5ª Feirade Fornecedores e Atualização Tecnológica da Indústria deAlimentação (FFATIA).CANAL – outubro/novembro de 200611


SAFRA 2006/2007Bom desempenhogarante abastecimentoNA REGIÃO CENTRO-SUL A PRODUÇÃO DE ÁLCOOL DEVE CRESCER CERCA DE 12% E A DEAÇÚCAR 18%, COM AVANÇO DE APROXIMADAMENTE 12% NA ÁREA COLHIDA• Evandro BittencourtProdução de açúcar na RegiãoCentro-Sul está estimada em 26milhões de toneladasFalta de chuvasForte veranico de abril a junho fezreduzir a projeção inicial deprodução de cana-de-açúcarÉcerto que todos os anos a safra decana-de-açúcar, como qualqueroutra cultura, tem característicasque a diferenciam da anterior e2006 não é diferente. Os númerossão positivos, apesar de problemaspontuais e períodos em que as condiçõesclimáticas prejudicaram a obtenção de melhoresíndices de produtividade. A área colhida aumentará12%, o que se deve, em grande parte, àexpansão do setor, com o início da produção denovas unidades.Também contribuiu para esse aumento acondição agrícola favorável da safra anterior,destaca Antônio de Pádua, diretor técnico daUnião da Agroindústria Canavieira de São Paulo.A reforma do canavial ficou abaixo da média ecom a redução desse manejo tem-se mais umacondição para o crescimento da área colhida,acrescenta o representante da Unica.A área colhida será de aproximadamente 4,5milhões de hectares, contra aproximadamente 4milhões na safra passada. Fora do processo decolheita, a área cultivada nesta safra, e queinclui as áreas de reforma e recém plantadas, éda ordem 5,3 milhões de hectares.A expectativa inicial dos produtores, mantendoa produtividade agrícola com a área projetada(dimensionada via satélite) era moer 375 milhõesde toneladas de cana, mas a estimativareavaliada para algo em torno de 370 milhões detoneladas não chega a decepcionar.VERANICOUm forte veranico, em abril, maio e junho, éum dos fatores responsáveis pela não confirmaçãoda projeção inicial de produção de canade-açúcarna Região Centro-Sul. A falta de chuvasnesse período não é comum e prejudicou aprodutividade da área que está sendo colhidaneste último terço de safra, correspondente aosmeses de setembro, outubro e novembro.Segundo Antônio de Pádua, da Unica, a produtividadeagrícola, que no ano passado foi de82,8 toneladas de cana por hectare, caiu paraaproximadamente 80 toneladas por hectare,determinando a oferta de 370 milhões detoneladas de cana.A produção no tempo seco, no entanto, temum fator positivo, o aumento da concentraçãode açúcar na cana. O que se vai perder na produçãoagrícola, acredita Antônio de Pádua, serácompensado com mais quantidade de açúcar portonelada de cana, de forma que em produtos asafra deve aumentar cerca de 15%, na média, emrelação à anterior.Durante a safra sucroalcooleira que está acabandoocorreram alguns problemas localizados,como as restrições relacionadas à queima dacana. A paralisação trouxe custos e transtornos,mas nenhuma unidade chegou a parar amoagem de cana devido à proibição da queima,assegura Antônio de Pádua.12 CANAL – outubro/novembro de 2006


Brasil vende mais no exteriorPaís deve exportar 19,67 milhões detoneladas de açúcar neste ano/safra,um aumento de aproximadamente3 milhões em relação ao ano anterior“A paralisação trouxe custos etranstornos, mas nenhuma unidadechegou a parar a moagem de canadevido à proibição da queima.ANTÔNIO DE PÁDUA, diretor técnico da Unica“Maior oferta de álcool hidratadoEstabilidade no consumo de álcoolanidro faz aumentar oferta deálcool hidratado no Estado deGoiás, que deve ser 17,14 % maiorque na safra anteriorColheitaEm Goiás, a maiorparte da safra de cana-de-açúcardeveestar colhida até ofim de novembro,conforme avaliaçãodo Sifaegfotos: unica /canal/sifaegMaior produção de açúcar e álcoolfavorece aumento da exportaçãoA produção de açúcar da safra 2006/2007na Região Centro-Sul do Brasil deve ficar entre25,5 e 26 milhões de toneladas, contra 22milhões de toneladas na safra passada, estimao diretor técnico da União da AgroindústriaCanavieira de São Paulo, Antônio de Pádua.A produção de álcool deve ficar entre 15,6a 16 bilhões de litros, contra 14,3 bilhões delitros do ano passado. A produção de álcoolanidro e hidratado na Região Centro-Sul serásimilar, de aproximadamente 8 bilhões delitros cada.O aumento do índice da ATR em relação àsafra passada deve ser de 3,5% a 4%. Em2005, a ATR foi de 142,5 kg por tonelada decana. A previsão da Unica é que haja um aumentodas exportações de álcool da regiãoCentro-Sul, chegando a 2,7 bilhões de litros,em comparação com a previsão inicial de 1,9bilhão de litros, o mesmo número registradona safra 2005/2006.O diretor técnico da Unica acredita queainda é cedo para fazer prognósticos para asafra de 2007/2008, mas é certo que ela serámaior. Os números desse crescimento dependemdo tamanho da expansão em curso,especialmente das unidades que começarama safra esse ano e das que vão começar noano que vem.Produção de açúcar na Região Centro-Suldeve crescer 3 milhões de toneladasCANAL – outubro/novembro de 200613


Safra de álcool deve ficarentre 15,6 a 16 milhões de litrosÁreas preferenciais para a expansãoProdução de álcool anidro e hidratadoserá similar, de aproximadamente 8milhões de litros cadaAntônio de Pádua: exportações de álcooldevem chegar a 2,7 bilhões de litrosA expansão da área de cana baseia-se nascondições de solo e de clima adequadas para ocultivo. O Oeste de São Paulo, o Sul de Goiás e oTriângulo Mineiro são regiões com tradição nacultura da cana-de-açúcar e contam com variedadesadaptadas.A cultura da cana tem se estendido sobreáreas já desmatadas, de pecuária, onde é possívelimplementar a lavoura com alto índice demecanização na colheita de cana. A expansão éfavorecida pela disponibilidade de tecnologia econhecimento necessários para a obtenção deelevados índices de produtividade.Essas áreas, afirma Antônio de Pádua, apresentamviabilidade de mercado e de logísticapara o abastecimento dos mercados interno eexterno. "Há a possibilidade de exportação viaSantos ou Paranaguá. A disponibilidade de terras,o clima e o solo próprios para a cultura, oacesso aos mercados e as condições de logísticalevam os empresários a expandirem seusnegócios nessas áreas."MATO GROSSO DO SULA produção estimada de álcool hidratado noMato Grosso do Sul é de 376 milhões de litros,contra 184 milhões de litros da safra anterior. Ade álcool anidro deve chegar a 235 milhões delitros, menos que em 2005, quando foram produzidos311 milhões de litros, segundo informaçõesdo Sindicato das Indústrias de Fabricaçãode Açúcar e Álcool do Estado.A produção de açúcar deve chegar a 503 miltoneladas, contra 402 mil toneladas do anopassado. Segundo Paulo Aurélio, diretor técnicodo Sindicato das Indústrias de Fabricaçãode Açúcar e Álcool do Estado do Mato Grossodo Sul, este ano haverá aumento de produtividadena cultura da cana-de-açúcar. “Esperamos142 kg/t de ATR. Na safra passada, a ATRfoi de 140 kg/t de cana."A área plantada com cana no Estado do MatoGrosso do Sul na safra 2006/2007 foi deaproximadamente 150 mil hectares, 15 mil hectaresa mais que na safra passada. No Estado,segundo Paulo Aurélio, ainda não há uma áreapredominantemente canavieira.A expansão da lavoura canavieira no Estado,segundo Paulo Aurélio, está se dando principalmenteem áreas de pastagens degradadas e emalgumas áreas onde se plantava a soja. "São váriosprojetos de novas unidades que, em breve,transformarão o quadro de produção de canade-açúcarno Mato Grosso do Sul."14 CANAL – outubro/novembro de 2006


Quantidade de cana colhida deve aumentar 9% em GoiásA quantidade de cana colhida em Goiásna safra 2006/2007 deve apresentar crescimentode 9%, chegando a 12,78 milhõesde toneladas de cana contra 11,72 milhõesde toneladas na safra 2005/2006. O crescimentoé significativo, embora algunsproblemas pontuais tenham ocorrido, impedindoque a produção seja um poucomaior, com destaque para alguns imprevistosrelacionados ao clíma.A produção de açúcar, até o mês de outubro,apresentou aumento de 3,2%, chegandoa 639,87 mil toneladas, ante 619,9 miltoneladas em 2005. A produção de álcoolaumentou 5,5%, alcançando 663,01 milmetros cúbicos, contra os 618 mil metroscúbicos da safra anterior.A oferta maior é de álcool hidratado,366,23 mil metros cúbicos, diferença de17,14 % a mais em relação à safra anterior,já que o consumo de álcool anidro tem semantido estável em função da redução damistura à gasolina, de 25% para 20% e daestabilidade no consumo da gasolina. A ATRobtida na safra foi de 142 quilos por toneladade cana, contra os 146,66 quilos obtidosna anterior, um desempenho 3% inferior,atribuído às condições climáticas.RESULTADOS POSITIVOSA maior parte da safra de cana deve estarcolhida até o fim da segunda quinzenade novembro, informa Igor MontenegroCelestino Otto, presidente-executivo doSindicato da Indústria de Fabricação de Álcooldo Estado de Goiás. Para o dirigente,os resultados são positivos, pois pequenasoscilações nos índices de produtividade sãonormais na atividade agrícola.Até 1º de outubro, a produtividade do álcoolera de 51,88 litros de álcool por toneladade cana, contra 52,76 litros na safraanterior. A produtividade do açúcar alcançou50,07 quilos por tonelada de cana, contra52, 88 quilos obtidos em 2005. Como asafra continua até o final de novembro, éprovável que os números fiquem bem próximosaos de 2005.Pelos volumes produzidos, acredita IgorMontenegro, o abastecimento de álcoolacontecerá normalmente, sem maiores sobressaltos,e as oscilações do preço do produtodurante a entressafra se dará em níveisrazoáveis. A produção estimada para o País,assegura, será suficiente para que a misturado álcool anidro à gasolina volte aos 25%com uma boa margem de segurança.Colheita das lavourasem fase final no Estadode Minas GeraisMinas Gerais já havia colhido, até meados domês de outubro, 22,4 milhões de toneladas decana-de-açúcar ou 78% da produção estimadaem 28,8 milhões de toneladas. Esse volume é15,8% superior aos 19,3 milhões de toneladascolhidos no mesmo período da safra passada. Aárea plantada no Estado é de 360 mil hectares,dos quais a maior parte, aproximadamente 251mil hectares, são cultivadas na região do TriânguloMineiro.A produção de açúcar, até o mês de setembro,estava em 1,56 milhão de t ou 82% da estimativade 1,9 milhão de toneladas. O volume é14,04% maior em relação a 1,36 milhão de toneladasdo mesmo período do ano passado.A produção de álcool chegou a 970 milhõesde litros ou 78% da produção prevista de 1,2 bilhãode litros, uma alta de 32% sobre os 734 milhõesde litros na comparação com o mesmo períodode 2005.O mix de produção, segundo o Sindicato dasIndústrias de Fabricação do Álcool e do Açúcarno Estado de Minas Gerais, está com a relação de49,47% para o açúcar e 50,53% para o álcool.Produção cresce em Mato GrossoNo Estado de Mato Grosso, a área decana colhida na safra 2006/2007 devefechar em 216 mil hectares. Desse total,199 mil ha são destinados à moagem,segundo informações do Sindicato dasIndústrias de Fabricação do Açúcar e doÁlcool do Estado de Mato Grosso. Nasafra anterior, foram colhidos 208 milhectares e a área de cana destinada àmoagem foi de 197 mil ha.Segundo Piero Vicenzo Parini, presidentedo Sindalcool, o Estado de MatoGrosso tem potencial para acrescentar,rapidamente, pelo menos mais 300.000ha de cana-de-açúcar, notadamente naregião do Araguaia, ao longo do eixo daBR 158. Essa expansão será favorecidacom a implantação de novos empreendimentosno setor de logística, tais comoa hidrovia Araguaia-Tocantins/FerroviaNorte-Sul/Porto de Itaqui e alcooldutoSenador Canedo-Cuiabá.Atualmente, as maiores áreas de cultivono Estado de Mato Grosso estãoconcentradas no médio Norte do Estado.Para esta safra, a ATR estimada é de127,72 kg/t, contra 117,65 kg/t, da safra2005/2006. A produção de álcoolPiero Vicenzo Parini vê grandepotencial para expansão da cultura noEstado de Mato Grossoestimada para a safra 2006/2007 é de786.915 m³, dos quais 368.015 m³ deanidro e 418.900 m³ de hidratado. Naanterior, a produção de álcool anidro foide 256.719 m³ e 474.865 m³ de álcoolhidratado, totalizando 731.584 m³.sindalcoolCANAL – outubro/novembro de 200615


MERCADOFusões e aquisições em 2006PREÇOS DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL PROPORCIONARAM O AUMENTO DOS VALORES DASEMPRESAS, PROPICIANDO AOS VENDEDORES A OPORTUNIDADE DE FECHAR BONS NEGÓCIOSOnúmero de transações em 2006 confirma as projeçõesde que este seria um ano de muitos e importantes negóciosno setor sucroalcooleiro, comportamento quedeve se manter em 2007. No primeiro semestreforam registradas 7 aquisições entre empresas de açúcar e álcool,número que corresponde ao total de transações realizadasdurante todo o ano de 2005. Até outubro, mais duas negociaçõesenvolvendo unidades produtivas foram realizadas.As transações domésticas ainda predominam. Essa situação,no entanto, vem mudando gradativamente, com o interessecada vez maior de grupos estrangeiros no setor. André CastelloBranco, responsável pela área de fusões e aquisiçõesda KPMG Internacional, empresa de assessoria empresarialque divulgou recentemente sua última pesquisa trimestralsobre o comportamento do setor sucroalcooleiro afirma: "Omercado está bastante aquecido. Os preços do açúcar e doálcool estiveram bem mais altos no ano passado, o que possibilitouque os valores negociados fossem aumentados,propiciando aos vendedores a oportunidade de fechar bonsnegócios."O preço do contrato de açúcar apresentou altas significativasem um período de pouco mais de um ano, chegando adobrar o preço. No início de 2005, estava cotado a 9 centavosde dólar por libra-peso, chegou ao pico de 18 centavosde dólar por libra-peso em fevereiro de 2006 e atualmenteencontra-se próximo a 14 centavos de dólar por libra-peso.Segundo André Castello Branco, a expectativa de preçosdos vendedores de usinas já há algum tempo é bastantealta - e existem muitas unidades à venda no Brasil -,mas os compradores nem sempre se mostram dispostos apagar. Quando os preços do açúcar aumentaram no mercadointernacional no ano passado eles se sentiram em condiçõesde pagar um preço mais alto, favorecendo a realizaçãode mais negócios.fotos: stock.xchingTENDÊNCIASA fase de fusões e aquisições de empresas do setor sucroalcooleirodeve se manter ainda por um longo período de tempo,avalia André Castello Branco. Trata-se de um processo contínuoe gradativo, acredita o sócio da KPMG. Ele lembra que o setor noBrasil se caracteriza pela presença no mercado de muitos pequenosprodutores e o mercado de commodities pela presença de poucose grandes produtores, exatamente o contrário do modo como seconfigura atualmente o setor no Brasil.O País conta atualmente com aproximadamente 350 usinas sucroalcooleirasespalhadas em diversos estados. Esse número tende a crescersignificativamente nos próximos anos, devendo chegar a 450 novasunidades, ao passo que o número de produtores segue tendência inversa,podendo cair ou manter relativa estabilidade, em decorrência da concentraçãode unidades industriais nas mãos de grandes grupos. "Um compra ooutro, reduzindo-se, então, o número de donos de usinas."16 CANAL – outubro/novembro de 2006


Perfil do investidorO perfil do investidor estrangeiro que vem atrás de oportunidades noBrasil é bastante diverso. Desde os fundos capitalistas, que não têm conhecimentodo setor, mas, em busca de bons investimentos financeiros, queremaproveitar o potencial de crescimento do mercado de etanol. Há tambémos investidores tradicionais do setor de açúcar.Também diversa é à origem dos investimentos. Há empresários sulamericanos,interessados no mercado brasileiro; investidores asiáticos,como os japoneses, que estão vindo para atuar no mercado de açúcarou para garantir álcool para suas indústrias. Há ainda famílias brasileirasque estão se fortalecendo para buscar a consolidação no mercadosucroalcooleiro.As pesquisas realizadas pela KPMG são realizadas com o objetivo de verificaro número de transações e assim identificar se está crescendo o interessedos investidores por aquisições no Brasil e se há empresas brasileirasadquirindo estrangeiras. "O crescimento de transações em relação aoano anterior, no acumulado de 9 meses, foi de 36% , o que demonstra queo Brasil tem sim um poder de atratividade muito grande para o investidor."Até o final do ano, o número de transações em todos os setores da economiabrasileira deve fechar em aproximadamente 400 transações, um aumentoestimado de 20% em relação ao ano passado.A maioria das empresas do setor sucroalcooleirono Brasil se caracteriza pela propriedadee administração familiar, compoucas unidades produtoras. Areconfiguração do setorserá baseada na profissionalização,tornando-asmais eficientes e produtivas,com a parte administrativa mais focadana produção. Nesse cenário, pequenos produtores tendem a negociar suasusinas com grandes grupos ou se associarem em cooperativas parabuscar melhores condições de competitividade.MERCADO AQUECIDONúmero de negócios até outubro é superior a todo o ano de 2005CompradoraAquisiçãoCosanUsina CoronaKIDD' CompanyCoopernaviCargilCevasaGrupo EQMDestilaria AraguaiaAdeco Agropecuária Usina Monte AlegreCosanUsina Bom RetiroEver GreenCristal Destilaria de Álcool (Cridasa)Santa TerezinhaCocamar Cooperativa AgroindustrialGuaraniProjeto Tanabi (Grupo Petribu)ANÁLISE:• Forte crescimento em 2000 e 2001 em função da desregulamentaçãodo setor, elevação dos preços do acúcar e debilidade financeira dasempresas em função dos baixos preços de 1998 e 1999• Poucos negócios entre 2003 e 2005 devido a grande “gap” naexpectativa de preços dos ativos entre compradores e vendedoresdevido à elevação dos preços internacionais do açúcar, potencial demercado do álcool e discussão da queda de subsídios parao açúcar na Europa• Espera-se grande crescimento a partir de 2006 pois o mercadonecessita de consolidação, os compradores oferecem bons preços pelosativos e empresas maiores estão se capitalizandofonte: kpmgCANAL – outubro/novembro de 200617


RIDESAUma rede de pesquisa aserviço da produtividadeREDE INTERUNIVERSITÁRIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO SETOR SUCROALCOOLEIRO TEM14 ANOS E JÁ SOMA 12 ESTAÇÕES EXPERIMENTAIS NOS PRINCIPAIS ESTADOS PRODUTORESOmais recente levantamento da produçãoagrícola, divulgado pelo IBGE, mostraque em 2006 as lavouras de cana-deaçúcarno Brasil apresentaram crescimentode 7,65 % em relação a 2005. Para fazer osetor crescer ainda mais, são necessários investimentosem pesquisas. Especialistas consideramque, atualmente, a base do agronegócio da canaé o melhoramento genético. A inserção de novasvariedades de cana-de-açúcar no Brasil com maioresprodutividades, adaptadas às condições decada região e resistentes às principais pragas edoenças é a linha de pesquisa de maior importânciapara o setor sucroalcooleiro.Para entender melhor a importância das pesquisasgenéticas, temos que voltar no tempo. Nadécada de 70, quando teve início o Proálcool, oBrasil produzia em média 87 quilos de ATR - açúcarestotais: glicose, frutose e sacarose - por toneladade cana. Na década de 90, o ganho chegoua 140 quilos, sendo que a maior parcela desseincremento, ocorrido ao longo dessas três décadas,é credenciada ao melhoramento genético.Com base nesses números verificou-se ganhoanual de 2%. Para as toneladas de colmos porhectare -o chamado TCH- o ganho anual foi de1%. Dados do IBGE mostram que a produtividademédia subiu de 49 TCH nos anos 70 para 64 TCHna década de 90. O crescimento pode ser atribuídoa um fator decisivo: o uso de tecnologia nasáreas agrícola e industrial, sendo que o melhoramentogenético responde por cerca de 50 porcento desses incrementos em produtividade.No Brasil os programas de melhoramento jásão conhecidos desde o início do século 20. Hoje,quando se fala em pesquisa para a cana-de-açúcar,destaca-se a RIDESA, Rede Interuniversitáriapara o Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro.Formam a rede as Universidades Federais de Alagoas(UFAL),Goiás(UFG), Viçosa-MG(UFV), SãoCarlos-SP(UFSCar), Paraná(UFPR) e as UniversidadesFederais Rurais de Pernambuco(UFRPE) e doRio de Janeiro(UFRRJ). Esse trabalho é referêncianacional para o setor sucroalcooleiro. A estimativados técnicos que integram a rede é de quemais da metade da área cultivada com cana-deaçúcarno País emprega as variedades desenvolvidaspela RIDESA.A Rede tem 16 anos e o trabalho já se consolidounas universidades. São 21 estações experimentaislocalizadas nos estados onde a culturaapresenta maior expressão. “Usinas de Goiás sãoparceiras da RIDESA" afirma o coordenador doprograma de melhoramento genético da cana deaçúcar em Goiás, professor Américo José dos Santos.Além do apoio de parte significativa das usinas,a rede desenvolve pesquisas nos laboratóriose capôs experimentais das sete universidades federais,com apoio de alunos dos cursos de pósgraduação,mestrado e doutorado.fotos: márcio barbosa/ufv/ufg/stock.xching


A parceria entreas universidadese as unidadesprodutoras deaçúcar e álcool éfundamentalpara as pesquisasBanco de germoplasma tem mais de 2 mil genótiposPara identificar os cultivares, a RIDESA usa asigla RB (República do Brasil). Até agora já foramliberados 31 cultivares para as regiões Centro-Oeste,Leste, Sudeste e Sul e 17 para o Nortee Nordeste do País, informa Márcio HenriqueBarbosa, coordenador do programa desenvolvidona Universidade Federal de Viçosa, em MinasGerais. O trabalho realizado em Goiás e MinasGerais tem algo em comum: as estações experimentaispara o Cerrado. Em Goiás, a variedademais usada nas usinas é a RB86.7515. Segundoo professor Américo, da UFG, a cultivar é a maisadaptada aos solos de Cerrado. E a vantagemnão é só essa: "através da pesquisa, é possívelcriar variedades resistentes a doenças e pragas,reduzindo gastos com defensivos”, explica oprofessor Américo José.Mesmo entrando há pouco tempo na RIDESA,as pesquisas em Goiás já desenvolveram cercade 20 mil clones diferentes, que estão na Escolade Agronomia da UFG. Mas em breve devemestar a disposição mais 70 mil clones. "Todas essasnovidades podem levar mais de 10 anos parachegar ao mercado, mas o importante é queas usinas já estão usufruindo dessas variedades",completa o professor.A parceria com usinas e destilarias é consideradafundamental para a realização do trabalho.Juntos, desde as etapas iniciais do programa, aadoção das novas cultivares ocorre de maneiramuito fácil, pois o agricultor produz sua própriamuda, além é claro de já ter testado os novos clonesem suas terras, por meio de experimentos etambém em talhões semi-comerciais. "A parceriapermite definir a melhor estratégia de manejo paraas novas cultivares", afirma Márcio HenriquePereira, professor da UFV.Esse melhoramento genético da cana-de-açúcartem início com a fase de hibridação realizadaanualmente, entre os meses de abril e junho, naEstação de Floração e Cruzamento Serra do Ouro,que está localizada em Murici, Alagoas (09°13´S;35°50´W;450m), a 35 km de distância geográficado litoral. O Clima é As´ na classificação de Koeppen,com chuva de outono a inverno (março aagosto), estação seca no verão (setembro a fevereiro),pluviosidade anual média de 2.363mm etemperatura média mínima de 18,9°C e médiamáxima de 27,1°C. A Serra do Ouro foi escolhidapor ser um dos poucos locais do País onde ocorreo florescimento natural dos genótipos de canade-açúcar.Atualmente, a coleção de germoplasma é compostapor 2.441 híbridos/espécies, provenientes deprogramas nacionais das mais diversas partes domundo. "Essa variabilidade genética, que concentrae agrega um pool gênico de interesse científicoe comercial, é a base do sucesso das variedadesRB, desenvolvidas pela RIDESA", afirma o professorGeraldo Veríssimo, da UFAL. Na última jornadade cruzamentos da Serra do Ouro foram trabalhadas6.691 panículas de diferentes genitoresque possibilitaram a realização de 3.005 cruzamentos.As hibridações realizadas disponibilizaram55.687,20g de sementes, possibilitando umaautonomia de produção de aproximadamente cincomilhões de indivíduos, para compor os futurosclones/variedades RB da série 06.Essas sementes foram distribuídas entre asUniversidades que integram a RIDESA. Devem serpreparadas e posteriormente plantadas nas estaçõesexperimentais, onde terá início o processo deseleção dos clones da série 06. Neste ano, a expectativada rede é de distribuir em campo maisde 1,5 milhão de indivíduos.O trabalho da RIDESA mostra que a cana émesmo uma cultura com várias utilidades. A produçãopode ser encontrada em pequenas propriedadesrurais e também nas empresas do setor sucroalcooleiro,gerando emprego e renda.E diante de um mercado que já mostra toda suapotencialidade, o melhoramento genético forneceráaos produtores e indústrias a curto, médio elongo prazo cultivares melhoradas para atender asdiferentes demandas de manejo da cultura. Para acontinuação do trabalho, é preciso cada vez maisinvestir em pesquisas. Recentemente, a RIDESArecebeu R$ 1,5 milhão, recursos considerados insuficientespara custear o trabalho de manutençãoe continuidade do programa.


AGROPECUÁRIAEstradas precáriasafetam eficiênciaRogério Carneiro Vaz - engenheirocivil ambientalista, pós-graduando emperícia ambiental e sócio-diretor daSelo Verde Engenharia Ind. e Com. Ltda.OCerrado brasileiro é a região maispromissora do mundo para o desenvolvimentosustentável docomplexo grãos-carnes-fibraslácteos.Porém, os seus custos de frete já superam40% do valor FOB do produto.Conforme estimativas da Conab, mais de64% da produção agrícola são escoados pormeio das rodovias. Estradas intransitáveis, ainexistência de ferrovias e gargalos portuárioscomem toda a eficiência adquirida naprodução primária. A produção brasileira estimadade cana-de-açúcar para 06/07 é de471,2 milhões de toneladas, na qual Goiás seposiciona em 7º lugar, praticamente empatadocom o Estado do Mato Grosso. Na regiãoSudeste do País, o destaque é para o Estadode Minas Gerais, que atualmente ocupao 4º lugar no ranking do setor sucroalcooleiro.Toda esta produção terá de ser escoadapelas estradas de terra do Cerrado.As estradas de terra normalmente sofremum grande desgaste devido às chuvas, erosões,tráfego constante de veículos pesados,entre outros. Estudos do DAEE (Departamentode Águas e Energia Elétrica) de SãoPaulo e do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas)apontam que 70% das erosões sãooriginadas pela má conservação das estradas.Estas são denominadas "caminhos daerosão". Tudo isso compromete o transporteem geral, assim como dificulta o escoamentoda safra, entrada de insumos para as fazendase o acesso às escolas e hospitais,fundamental à vida das comunidades.Focadas nessa demanda, assessorias especializadasvêm buscar a valorização dosolo laterítico e misturas de solos, como alternativasde baixo custo de pavimentaçãopara as atividades primárias. E o que se vê, éque a falta de solos com características geotécnicasapropriadas, exigidas pelos órgãosrodoviários para a construção de estradas,torna-se um dos grandes entraves para o setorde transportes no Brasil.fotos: selo verde


Estratégias para a melhoriadas condições de tráfegoA cada dia, um grande volume de cargasé transportado com freqüência, por distânciasmuito longas. Isso exige que as estradas,pavimentadas ou vicinais, tenham boascondições de tráfego.As preocupações de projeto e execução,comumente envolvem o controle geométricoe a superfície de rolamento das estradasde terra, considerando-se aderênciae resistência ao desgaste superficial,de forma que estas sejam capazes de proporcionaraos seus usuários níveis de confortoe segurança compatíveis com suaimportância econômica.Resultados de avaliações econômicas,obtidas a partir de simulações realizadaspela Escola de Engenharia de São Carlos,permitiram observar que mesmo para baixovolume diário de tráfego justifica-se economicamentea adoção de planos para melhoriade estradas de terra.Com o Biocatalizador Estabilizante deSolos, tem-se desenvolvido trabalhos buscandoalcançar tráfego perene, com boascondições de rolamento. A experiênciacomprova a utilização de pavimentos bastantedelgados com o emprego de estabilizantesenzimáticos, e a conseqüente reduçãode custos de implantação, mostrandoque os solos argilosos, quandoabordados de forma correta podem apresentarresultados satisfatórios.Em grande maioria, os substratos encontradosnas estradas de terra são compostosde misturas (solo/cascalho) devido aos processostradicionais de conservação e manutenção,que utilizam cascalhamento anualpara manter as condições de tráfego.Isso não se torna um problema, uma vezque o cascalho depositado ao longo dosanos é incorporado à mistura, possibilitandomelhoria de algumas características como,por exemplo: a aderência e a resistênciaà abrasão. Oportunamente, também sãoutilizados sub-produtos locais provenientesde atividades industriais ou minerais, ondecitamos os rejeitos de britagem, decapeamentoe refugos de by-pass.A opção do uso de enzimas na estabilizaçãose deu em função da rusticidade requeridapelos pavimentos utilizados a céuaberto. Estes, freqüentemente, são castigadospor intempéries, pelo uso atípico, comomáquinas de esteira, e pelo baixo custo demanutenção.O uso de cimentantes que reagem por hidratação- reação exotérmica (cimento ecal), e sulfactantes, foram descartados porapresentarem grandes trincas longitudinais,e por terem sua reação irreversível, impossibilitandoa recomposição do pavimentoem caso de trincas, cisalhamento ou movimentaçãoflexural, comprometendo assimseu comportamento resiliente.Para a construção pesada e as mineraçõesde grande porte, um novo trabalhode dimensionamento tem sido desenvolvidoutilizando-se do Know-how da indústria,uma vez que o método de dimensionamentode pavimentos rodoviários doDNIT tem a carga do eixo padrão e "tanden"(triplo) demasiadamente baixos paraessas utilizações.Tal trabalho se baseia na utilização de caminhõesfora-de-estrada (off-road) CAT-777D. A capacidade de carga destes caminhõesé de 90t e o peso carregado é de 160t.Para o dimensionamento, é considerada acarga do eixo traseiro, com o peso de 120t.Os resultados obtidos são: melhorescondições de tráfego, beneficiando o confortoe a segurança de seus usuários, reduzindo-seo desgaste de pneus, suspensão,câmbio e diferencial, bem como o consumode combustíveis e a exigência de manutençãode pistas.


USINANova unidade do GrupoSão João começa a operarA usina São Francisco, empresa doGrupo São João instalada no municípiode Quirinópolis, entrou em operação naúltima quinzena de outubro. A unidadedeverá processar inicialmente 500 miltoneladas de cana-de-açúcar, volume queserá triplicado na safra 2007/2008 para,na safra seguinte, atingir a moagem de2,2 milhões de toneladas de cana.Quando alcançar a capacidade total demoagem, a usina deve responder por15% da produção goiana de álcool eaçúcar. A usina vai gerar 1.000 empregosdiretos, dos quais 250 na indústria e 750na área agrícola. Segundo Carlos AlbertoOrzari, gerente administrativo efinanceiro do Grupo São João, com ainstalação da usina ainda serão criadosmais 1.550 empregos indiretos.O grupo São João está instalado emAraras, São Paulo e ocupa o 11º lugar noranking nacional de produtividadesucroalcooleira. A unidade deQuirinópolis é a primeira filial do grupoe além denascer grande investe emmodernas tecnologias, como a automaçãodos sistema de extração do caldoda cana-de-açúcar e a cogeraçãode energia elétrica.BIODIESELImposto de 12% seráunificado em todo PaísO imposto sobre o biodiesel será limitado em12%, acabando com diferenças regionais que eramconsideradas um entrave ao desenvolvimento doPrograma Nacional de Produção e Uso do Biodiesel.A decisão foi aprovada durante a 123ª ReuniãoOrdinária do Conselho Nacional de PolíticaFazendária (Confaz), realizado em Belém. Para ogoverno federal, a medida vai estimular o setor e darmaior segurança aos produtores. Maurício Möller,sócio-diretor da Rural Biodiesel, empresa que atuana produção e comercialização de sementes depinhão manso, sediada em Eldorado (MS), diz que amedida vem em boa hora, mas teme a morosidadena sua implementação nos estados.CANA-DE-AÇÚCARProdução deve chegar a900 milhões/t em 2015O Brasil poderá cultivar na safra2015/16 uma área de cana de 12,2 milhõesde hectares, suficientes para oprocessamento de aproximadamente902,8 milhões de toneladas de cana eprodução de 26 bilhões de litros de álcool.Essa é a estimativa para que se atenda ademanda futura por etanol no mundo,conforme estudo do Instituto de EconomiaAgrícola (IEA) de São Paulo. Algumasvariáveis, no entanto, poderão interferirnesses cálculos. Segundo o IEA, odesenvolvimento de tecnologias para aprodução de álcool, por meio da hidrólisedo bagaço e da palha, poderá reduzir aestimativa de expansão da área de cana. Adisponibilidade de mão-de-obra e acapacidade de produção de colhedoras, porparte do setor metal-mecânico, paraatender as necessidades das usinas sãooutros fatores que poderão alterar asprevisões. Variáveis relacionadas aosmercados externos também podem influir,tais como atraso na implantação deprogramas de uso de etanol; barreiraseconômicas e protecionistas, sobretudonos Estados Unidos e países da Europa,bem como o preço e a demanda por açúcarno mercado internacional.

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