Recursos humanos - Canal : O jornal da bioenergia

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Destilaria ESTAdo de GoiásGrupo Jalles Machadoinaugura usinaa Unidade OtávioLage está em fasede testeS EENTRARÁ EMOPERAÇÃO AINDAESSE SEMESTREOGrupo Jalles Machado, que já opera a usina domesmo nome, no município de Goianésia (GO),irá colocar em operação mais uma destilaria.Trata-se da Usina Otávio Lage, que segundo odiretor de operações da empresa, Henrique PennaSiqueira, já está com 93% de toda a obra concluída. Otérmino da fase de testes e montagem de instrumentosestá previsto para dia 11 de abril deste ano e a inauguraçãopara junho próximo.Por causa da elevada qualidade dos equipamentos e dasgrandes inovações tecnológicas da nova unidade, quetambém fica localizada em Goianésia, existe uma expectativamuito grande em relação ao nível de produtividadedo empreendimento. A Unidade Otávio Lage terá umacapacidade total de moagem de 1,5 milhão de toneladasde cana, sendo que na primeira safra, ainda este ano, deveráprocessar 550 mil toneladas da matéria-prima, resultandoem uma produção de 45 mil m³ de etanol e 34,5mil MWh de energia elétricaA unidade utilizará o conceito de automação centralizada,denominado COI – Centro de Operações Industriais,que irá otimizar a produção, já que através desse sistemaos operadores irão trabalhar em conjunto, possuindoassim uma visão mais integrada do processo de produção.O investimento total da obra foi de R$ 360 milhões,sendo R$ 253 milhões financiados pelo Banco Nacional deDesenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e R$ 107milhões financiados com recursos do próprio Grupo JallesMachado. A unidade Otávio Lage está gerando cerca de2000 empregos diretos e 6000 indiretos, beneficiandoassim a população de Goianésia e de regiões próximas.Informações técnicas da nova unidadeSegundo a assessoria do Grupo Jalles Machado, todos osequipamentos da Unidade Otávio Lage já estão instalados e astubulações de interligações estão praticamente concluídas. Já foramtestadas a adutora, a estação de tratamento de água, o sistema dedesmineralização de água (osmose reversa) e foram realizados testeshidrostáticos na caldeira e nos reservatórios de etanol. Estão emandamento os preparativos para a limpeza química da caldeira e ostestes hidrostáticos nos tanques de processo.Está em fase de montagem a interligação elétrica e deinstrumentação nos equipamentos e entre os setores,juntamente com a montagem dos instrumentos de medição econtrole, como: válvulas, medidores de vazão e sensores detemperatura e pressão. Também já tiveram início a construçãodas calçadas e nivelamento das ruas, o paisagismo e a colocaçãodos pisos das ilhas de processo.Dentre as inovações tecnológicas estão o desfibrador verticale a moenda, com acionamento individual para cada rolo; amboseletrificados, que permitem um melhor controle da rotação,além de destinar o vapor que seria utilizado aqui para aprodução de energia, melhorando o balanço energético.Outro item que merece destaque é a sonda oblíqua paraamostra de cana, que torna as amostras mais representativas eos resultados laboratoriais mais confiáveis. O sistema deevaporação a placas, tipo reboiler, também é uma inovação eproporciona uma eficiência maior, além de evitar o uso dalimpeza mecânica em espaço confinado.Fonte: Jalles Machadousina jalles machadoConheça um poucomais sobre o grupoO Grupo Jalles Machado é uma empresa familiar quefoi fundada em 1983 por Jalles Fontoura de Siqueira,filho de Otávio Lage. A sua matriz surgiu em 1980, e antesera denominada Goianésia Álcool S.A.Em 1993, com o declínio do Programa Nacional doÁlcool (Proálcool), promovido pelo Governo Federal, aempresa, que antes produzia apenas etanol, passou ainvestir também na extração de açúcar cristal, diversificandoassim sua produção.Visando inovar e aumentar sua linha de produtos, aJalles Machado iniciou em 2003 a fabricação de açúcarorgânico. Na última safra, a empresa produziu 19 miltoneladas do produto, e hoje já é a segunda maior produtoramundial do açúcar, atendendo tanto ao mercadonacional quanto ao internacional.O Grupo Jalles Machado está sempre em busca demelhorias, por isso investe em tecnologia e equipamentosde última geração, contribuindo para que sua produçãode álcool, açúcar, produtos de higiene e limpeza, energiaelétrica e a comercialização de créditos de carbono cresçacada vez mais.A empresa também se destaca pelo seu pioneirismo,tanto na implementação de novidades tecnológicas, notratamento que dá aos seus funcionários e clientes, quantona maneira de implementar ações ambientais. O Grupopromove, portanto, o desenvolvimento econômico pormeio da responsabilidade socioambiental.08 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 09


empresas AÇÕES SOCIAISNormas e certificadossilvio simõesJorge Cajazeiras,presidente do ComitêMundial da ISO 26000ISO 9001Indica que o sistema de gestão da qualidade da empresaatende a normas e padrões internacionais. É utilizada,atualmente, por mais de 750 mil organizações em 161 países.A norma contribui com as organizações para obter sucessopor meio de uma melhora na satisfação dos seus clientes, damotivação dos colaboradores e da melhoria contínua.ISO 14001É uma norma internacionalmente reconhecida que define oque deve ser feito para estabelecer um sistema de gestãoambiental (SGA) efetivo. A norma é desenvolvida comobjetivo de criar o equilíbrio entre a manutenção darentabilidade e a redução do impacto ambiental; com ocomprometimento de toda a organização. Com ela é possívelque sejam atingidos ambos objetivos.Responsabilidade socialganha nova normaCom características que a qualificam como novo guia deorientação para práticas de ações sociais, ISO 26000 é apresentadaàs empresas, governos e organizações da sociedade civilFernando DantasAs usinas e indústrias agora possuem maisum caminho de normatização e reconhecimentode suas ações sociais. Trata-se da ISO26000, norma internacional aprovada em2010 e que está à disposição das empresas de pequeno,médio e grande porte, governos e organizaçõesda sociedade civil, entre outros. A ISO 26000 foicriada para orientar as empresas sobre como melhoraro desempenho e o resultado de suas açõessociais, além de mostrar a importância da manutençãodo vínculo da responsabilidade social ao paradigmado desenvolvimento sustentável.Apresentada inicialmente em São Paulo e emGoiás, a norma tem caráter de adesão voluntária enão se constitui em sistema de gestão ou padrãonormativo certificável, ou seja, não servirá paraconseguir selos e certificados. Isso a difere da ISO9001 (sistemas de gestão de qualidade) e ISO14001 (indica que a empresa cumpre normasambientais), certificações emitidas por órgãoscompetentes que são concedidas às empresas queseguem padrões internacionais de qualidade.Uma característica importante do processo deconstrução da norma 26000 é que pela primeiravez na ISO a liderança de um processo desta naturezafoi compartilhada entre um país em desenvolvimento,o Brasil, por meio da Associação Brasileirade Normas Técnicas (ABNT) e um país desenvolvido,a Suécia (SIS, Swedish Standards Institute). Parafavorecer o entendimento do que representa anorma, o Comitê – formado por integrantes dosdois países – instituiu múltiplas questões relacionadasà responsabilidade social em sete temas centrais:direitos humanos, práticas do trabalho, meioambiente, práticas leais de operação, consumidorese envolvimento comunitário e desenvolvimento.Segundo o presidente do Comitê Mundial da ISO26000, Jorge Cajazeiras, por meio das questões decada tema será possível que a indústria ou organizaçãoentenda melhor o que é responsabilidadesocial, faça adequações necessárias e passe aimplementá-las em suas empresas. “As ações consideradassociais devem ser vistas como um novomodo de operar as atividades da organização e nãocomo um assunto à parte. Deve integrar a gestão ea estratégia da empresa”, acrescenta.A professora adjunta e coordenadora doMestrado em Ambiente, Tecnologia e Sociedade daUniversidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa),Elisabete Stradiotto Siqueira, concorda que a ISO26000 permitirá esclarecimentos do que realmenteé responsabilidade social. Segundo ela, existemquatro perspectivas - econômica, de ação social,sistêmica e de vantagem competitiva -, que permiteminterpretações e conceituar o tema. Na perspectivaeconômica, informa Elisabete, as organizaçõesexistiriam apenas com o propósito de gerarriqueza para os seus investidores e não para realizarações de cunho social. “Dessa forma, o objetivoprimeiro das organizações é a obtenção de lucro emudar esse conceito é ferir o direto de liberdadedos acionistas de utilizarem seus recursos da formaque desejarem”, informa.Com relação à perspectiva de ações sociais, elainforma que as empresas passam a atuar tomandocomo referência demandas de grupos sociais isolados,realizando atividades voluntárias e que nãofazem parte do planejamento estratégico daorganização. Já na visão sistêmica, ressalta, tantoo Estado quanto à sociedade e as organizaçõestêm sua parcela de contribuição no desenvolvimentode um ambiente saudável a todos. Por fim,na perspectiva da vantagem competitiva, Elisabeteinforma que figuram as estratégias limitadas adimensão da propaganda e publicidade, comações que buscam alcançar uma boa imagemfrente aos consumidores. Porém, a professorarevela que o ideal é se basear em uma mudançade mentalidade que se orienta pelo incentivo aempreendimentos que não prejudiquem o tecidosocial e ambiental e que ao mesmo tempo sejamfinanceiramente viáveis.qualidade aos filhos dos funcionários. Em parceriacom o Senai, são ofertados cursos técnicospara aperfeiçoamento da mão-de-obra utilizada.A empresa também mantém os projetosHorta Escolar, que ensina as crianças a cultivaralimentos orgânicos e Educação para oTrabalhador, no qual oferece alfabetização eensino fundamental para os colaboradores.Um outro setor que se desenvolveu nos últimosanos e com previsão de crescimento paraos próximos é o da construção civil. Os incentivosem linhas de financiamento e crédito oferecidospor bancos públicos e privados, programascomo o Minha Casa, Minha Vida, e as obras queserão feitas por causa de eventos como os JogosOlímpicos e Copa do Mundo tem estimuladoesse aquecimento. Além do fator econômicogerado por essa demanda, as empresas ligadasao setor de construção civil também têm sepreocupado com o desenvolvimento de açõessocioambientais.Um exemplo é a Pontal Engenharia, construtoracom sede em Goiânia, que conquistoucinco certificações - NBR ISO 9001, PBQP-H(nível A), NBR 16001, OHSAS 18001 e NBR ISO14001 – reconhecidas pelo mercado para avaliaçãode qualidade e sustentabilidade e queseguem padrões internacionais. Esse resultadofaz da Pontal a primeira construtora no Brasil areceber cinco certificações concedidas pelo ICQBrasil, como reconhecimento pelo trabalho,esforços e práticas implantadas em seu sistemade gestão. Os critérios para a certificação sãorigorosos e reconhecem as práticas responsáveisde gestão da empresa quanto à qualidade,saúde e segurança no trabalho, ao meio ambiente,e à comunidade nas diversas etapas e serviçosque realiza nas edificações que constrói.Segundo o diretor da Pontal, Ricardo MortariFaria, a construtora se orgulha de ser umaempresa certificada segundo as normas nacionaise internacionais, porque planeja o que vaifazer, executa o planejado, checa se o que foiexecutado está coerente com o planejado e ageem prol de uma melhoria contínua. “Para aPontal Engenharia, ações de responsabilidadesocioambiental são diferenciais que integramtodos os seus processos, porque o objetivo é odesenvolvimento sustentável que só é obtido apartir do ponto de equilíbrio dos interesses detodas as partes envolvidas no processo construtivo,como clientes, colaboradores, comunidade,meio ambiente e a empresa. Nós acreditamosque se cada um levar em consideração as necessidadesdas outras partes haverá um equilíbriomaior e o resultado benéfico será para todos epara o Planeta”, explica o diretor da empresa,Ricardo Mortari Faria.De acordo com o engenheiro da Pontal,Wesley de Andrade, para a construtora não serádifícil se adequar à ISO 26000, já que as açõesdesenvolvidas pela empresa, que garantiram ascinco certificações, já a qualificam para a novanorma. “Temos trabalhado constantementepara integrar a responsabilidade social nas práticasdiárias da construtora”, informa.Ações de responsabilidade socioambientalda Pontal (foto do alto) e da Jalles Machado:foco na a saúde, no lazer, na educação e nocrescimento individual dos colaboradoresfotos: divulgação jalles machado silvio simõesISO 26000É um grande guia sobre responsabilidade social, capaz deorientar organizações em diferentes culturas, sociedades econtextos. Aborda temas que engloba, desde direitoshumanos, práticas de trabalho, meio ambiente e governança,até questões de implementações.Com a palavra, as empresasA Usina Jalles Machado, localizada em Goianésia(GO), possui vários prêmios e certificações que comprovama preocupação da empresa com qualidade eresponsabilidade socioambiental. Segundo o gestorde Qualidade e Meio Ambiente da Usina, IvanZanatta, por desenvolver diversas ações na áreasocial, a Jalles Machado está estudando a ISO 26000para entender como a norma poderá melhorar oresultado dos projetos já realizados pela unidade.Hoje, com mais de 4 mil colaboradores, a Jallespromove ações que privilegiam a saúde, o lazer, aeducação e o próprio crescimento individual. Sãooferecidos aos funcionários plano de saúde, assistênciaodontológica, transporte, alimentação efarmácia com medicamentos a preço de custo,bolsas de estudo, desde o nível básico, até pós--graduação e mestrado, programas de estágio etrainee e cursos de idiomas. A empresa possuiparcerias com universidades e institutos de pesquisana área agronômica. Elabora, ainda, o Planode Assistência Social, que na última safra destinouR$ 5 milhões a projetos sociais, e compartilhacom os colaboradores os resultados obtidos nasafra e na entressafra.A Usina mantém ainda a Fundação JallesMachado para implementar ações educacionais eculturais. Construída, em 1995, a Escola Luiz Césarde Siqueira Melo garante educação básica e de14 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 15


iocombustível logísticadivulgaçãoEmpresa de transportee armazenagem de etanolALogum Logística S.A., empresa que será responsávelpela implantação de um sistema logísticomultimodal para transporte e armazenagem de etanoldeve começar a operar no final de 2012. Ela será aresponsável pela construção, desenvolvimento e operaçãodo sistema (logística, carga, descarga, movimentaçãoe estocagem, operação de portos e terminaisaquaviários) que envolverá poliduto, hidrovias, rodoviase cabotagem.A sociedade anônima fechada de capital autorizadoé composta por ações ordinárias, nominativas esem valor nominal divididas da seguinte forma:Petrobras, 20%; Copersucar S.A., 20%; Cosan S.A.Indústria e Comércio, 20%; Odebrecht TransportParticipações S.A., 20%; Camargo Correa Óleo e GásS.A., 10%; Uniduto Logística S.A., 10%.Alberto Guimarães, diretor presidente da Logumdiz que, além de reduzir custos em 20%, em média,e dar flexibilidade aos clientes, que poderão ter maisde um ponto de venda, a estrutura logística contribuirápara a preservação ambiental e da malharodoviária. "Ao atingirmos a plenitude de utilizaçãoserá possível reduzir em até 20% o custo rodoviáriopara os clientes e em 7mil toneladas/ano as emissõesde CO2" estimou.Com investimentos de R$ 6 bilhões, o SistemaMultimodal de Logística de Etanol terá, aproximadamente,1.300km de extensão e atravessará 45 municípios,ligando as principais regiões produtoras deetanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiáse Mato Grosso à Replan, em Paulínia (SP).Parte deste sistema integrado será composto porum duto de longa distância, entre as regiões de Jataí(GO) e Paulínia; o primeiro trecho entre Ribeirão Pretoe Paulínia, até então sob responsabilidade da PMCCSA, teve inicio em Novembro passado com as primeirascontratações de serviços, projetos e instalações.O empreendimento será integrado ao sistema detransporte hidroviário existente na bacia Tietê-Paraná. Os comboios de transporte, compostos pelasbarcaças de cargas e os barcos empurradores, serãoconstruídos e operados pela Transpetro. A Transpetrodeverá também operar os dutos do sistema a serviçoda Logum Logística S.A.Para garantir que o etanol chegue a outros mercadosno território nacional, por meio da cabotagem, osistema de escoamento alcançará terminais marítimosnos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro. O projetoterá uma capacidade instalada de transporte de até 21milhões de metros cúbicos de etanol por ano. (CANAL,com dados da assessoria de imprensa da Petrobras)16 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 17


RequalificarRecursos Humanosé precisomercado tem exigido nova postura profissional,principalmente com as inovações tecnológicas queinvadem os canaviais e as unidadES INdUStRIAIS.capacitação é a palavra de ordemFernando DantasAconstrução de novas unidades, a introduçãode tecnologias nas indústrias e a substituiçãodo trabalho manual por processosmecanizados de plantio e colheita de cana--de-açúcar têm provocado mudança de cenário nosetor sucroenergético. Trabalhadores que antes ocupavamdeterminadas funções nos canaviais oumesmo em outras áreas dentro das unidades industriaisagora precisam se requalificar para conseguirempregabilidade no mercado. Especialistas do setorasseguram que esse processo não é uma tendênciapassageira, deve persistir por vários anos, já que inovaçõestecnológicas chegam ao mercado a cadasafra, exigindo uma nova postura do profissional,principalmente em relação à qualificação paramanuseio dos equipamentos.Quem sabe bem a importância de assumir novasposturas profissionais e qualificar-se sempre é o gestorde Projetos e Processos da Jalles Machado,Humberto Rafael Cardoso. Ele é responsável porcoordenar a irrigação, topografia, conservação deestradas, rotação de culturas e plantio de cana nausina. Para chegar a exercer o cargo de gestor naJalles Machado, Humberto trilhou o caminho daqualificação profissional. Em 1983, ele começou atrabalhar como trabalhador rural na Cooperativa dosProdutores de Cana de Goianésia e logo foi promovidopara o almoxarifado. No ano seguinte, entãocom 18 anos, Humberto ganhou uma promoção epassou a ser comprador do setor de compras. Masainda não era suficiente para o jovem, que queriacrescer ainda mais.O passo seguinte foi investir em um cursoprofissionalizante de técnico em Agropecuáriana antiga Escola Agrotécnica Federal de RioVerde (hoje, Instituto Federal de EducaçãoTecnológica), no Sudoeste Goiano. O diplomaveio em 1987, assim como o novo emprego naDestilaria Goianésia Álcool S/A (antigo nomeda Jalles Machado). Desse período para hoje, oque não faltou na carreira desse técnico emAgropecuária foram cursos de capacitação erequalificação. “Tudo o que conquistei foi porquenunca desanimei. Sempre batalhei e traceimetas. E ainda tive oportunidades para buscarmelhorias na minha profissão”, relata Humberto.O perfil de Humberto, de profissional qualificadoe que está em constante aperfeiçoamento, é oque as usinas têm buscado no mercado. Porém,segundo especialistas, o desafio atual do setorsucroenergético é exatamente conseguir encontraressa mão-de-obra qualificada, pois o que nãofalta são postos de trabalho. Uma solução encontradapelas usinas, empresas e instituições temsido o desenvolvimento, por conta própria ou emparcerias, de cursos profissionalizantes e de treinamento,de graduação e até de pós-graduação.É o caso da União dos Produtores de Bioenergia(Udop), entidade com representação em seisEstados brasileiros e que representa produtoresde etanol, açúcar, bioeletricidade, biodiesel, similarese conexos. A entidade criou a UniversidadeCorporativa Udop (UniUdop), que qualificou ecapacitou mais de 70 mil profissionais para osegmento sucroenergético. A meta da entidadepara os próximos anos é qualificar mais 30 mildivulgação/usina jalles machadoprofissionais, por meio de cursos presenciaisnos Estados de São Paulo, Mato Grosso doSul, Minas Gerais, Goiás e Paraná, além decursos à distância.Um projeto que integra a UniUdop é oQualifica, que visa treinar de forma rápida,prática e utilizando experiências cotidianasdas pessoas que trabalham nos diversos departamentosde uma unidade produtora – agrícola,automotivo, industrial e administrativo.São seminários de atualização, cursos profissionalizantese de treinamento de operadores,com carga horária e formatos variáveis paracada tipo de capacitação. O conteúdo é ministradocom temas que vão desde formação delideranças e gestão da qualidade até programasespecíficos de formação de operadoresdedicados às áreas de produção. Segundo odiretor executivo da Udop, Antônio CésarSalibe, a ideia não é só capacitar novos profissionais,mas requalificar as pessoas que jáatuam nas empresas. “Isso é feito para melhoraro conhecimento e conseguir ter um rendimentomelhor no trabalho”, completa.A pós-graduação é outra área contempladapela UniUdop. O programa é composto pornove cursos de especialização, que tem porobjetivo formação, preparação e treinamentodiferenciado de conselheiros, acionistas e executivospara funções de alta gerência em grandesempresas e demais organizações do setorde bioenergia. Os cursos possuem uma variedadede disciplinas nas áreas de DesenvolvimentoPessoal, Gestão Estratégica, Processos eTecnologia Industrial, Processos e TecnologiaAgrícola, Gestão de Risco, Comercialização,Inserção Internacional e Exportação, GestãoAmbiental e Gestão de Pessoas.Outro exemplo de entidade que buscouinvestir para atuar na formação de profissionaisé o Centro Nacional das Indústrias do SetorSucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br).Em parceria com Instituto de Ensino e Pesquisaem Administração (Inepad), União da Indústriada Cana-de-Açúcar (Unica) e Organização dosPlantadores de Cana da Região Centro-Sul(Orplana), a entidade criou a UniversidadeCorporativa do Setor Sucroenergético (Uniceise),localizada em Sertãozinho (SP).O objetivo é promover programas de extensãopara atender demandas técnicas de formação,MBAs, cursos gerenciais temáticos comnível lato sensu, e um Programa For Presidents,voltado exclusivamente a diretores, vice-presidentese presidentes de empresas do Setor deBioenergia. “O Centro surge para preencheruma lacuna na capacitação de gestores paraatuação nas empresas que formam a cadeiaprodutiva sucroenergética”, explica AdézioMarques, presidente do Ceise Br.Humberto Rafael Cardoso:de trabalhador rural agestor de Projetos eProcessos da usina JallesMachadoQuer se qualificar? Saiba onde estão os cursosEspecialização em TecnologiaIndustrial no SetorSucroenergético(43) 3425-6460www.utfpr.edu.brCurso de especialização emGestão da Produção Sustentáveldo Setor Sucroenergético(19) 3543-2614 / 2615http://blog.cca.ufscar.br/gpsUniversidade CorporativaUdop (UniUdop)(18) 2103-0528www.udop.com.brUniversidade Corporativa doSetor Sucroenergético (Uniceise)(16) 3945-5422www.uniceise.org.brTécnico em Açúcar e Álcool(11) 3471-4071www.centropaulasouza.sp.gov.brCurso de colhedorde cana-de-açúcar(67) 3422-0050www.ciacursos.com.brCurso pós-técnico emAgropecuária com Especializaçãoem Cana-de-açúcar(81) 3525-0175 / 3525-1377www.codai.ufrpe.brTrabalhador na Operaçãoe Manutenção de TratoresAgrícolas (tratorista agrícola)(41) 2106-0401www.senarparana.com.br22 CANAL, Jornal da Bioenergia CANAL, Jornal da Bioenergia 23


Atento ao futuroPotencial HumanoDa formação de trainees ao desenvolvimentode lideranças. Essa é uma das filosofias da UsinaSão Francisco, do Grupo USJ, localizada emQuirinópolis (GO), a 293 quilômetros de Goiânia(GO). Segundo o gerente Administrativo e deGestão de Pessoas da Usina, Celso Silveira, ogrupo sempre investe na capacitação e requalificaçãode seus colaboradores, pois entende quepessoas capacitadas têm mais condições deexercer bem o trabalho, crescer na vida profissionale encontrar mais satisfação. “As pessoassão os maiores ativos de uma empresa. Todoinvestimento realizado na qualificação e capacitaçãodesses profissionais resulta no aperfeiçoamentodo ser humano como pessoa e profissional”,acrescenta.A unidade em Quirinópolis possui, atualmente,2,3 mil colaboradores. A seleção desses profissionaisé feita de acordo com o perfil comportamentalque deve se enquadrar com os valores doGrupo USJ. De acordo com Célio, devido à culturada região ser extremamente agrícola, as pessoasainda estão se adaptando a trabalhar emcorporações de grande porte, por isso a soluçãoencontrada pela Usina foi suprir as necessidadescom maciço investimento na qualificação ecapacitação dos recursos humanos da região.Um dos programas desenvolvidos pela SãoFrancisco é o Líder do futuro. Célio informa queo programa visa a requalificação dos líderesagrícolas, voltados a treinamento comportamentaise técnicos ministrados no campo e emsala de aula. “No fim da requalificação osmelhores colocados recebem pacotes de qualificaçãoque vão de término dos estudos (fundamentale médio) até bolsas de graduação”,assegura. Outro programa voltado ao colaboradoré o de qualificação e capacitação de soldadorese caldeireiros. É destinado a capacitarauxiliares, ajudantes sem experiência em soldae caldeiraria para se tornarem soldadores e caldeireiros,sendo desenvolvido em três módulos(básico, intermediário e avançado).Um acordo firmado entre o Sindicato Ruraldo município e o Grupo USJ também garante arealização do programa trainee para operadorde máquina, no qual os trabalhadores interessadose com o perfil desejado se capacitam emum programa de 12 meses para se tornaremoperadores de máquina, sendo aproveitados nafunção posteriormente.FormaturaPor estar em um processo de crescimento, aETH investe em capacitação e na requalificaçãodos seus integrantes em todos os municípiosonde possui unidade. “Ao começar a indústriaem um lugar, a gente abre perspectivas de carreira.Em cada comunidade nós temos programasde treinamento que ultrapassam 4 a 5anos. As pessoas vão treinando e mudando deposição dentro da própria empresa”, garante oresponsável por Pessoas e Sustentabilidade daempresa, Luiz Pereira de Araújo Filho.Um reflexo desse investimento pôde ser vistoem janeiro deste ano, na formatura de 54 integrantesdas Unidades Alcídia e Conquista doPontal, localizadas em Teodoro Sampaio (SP) eMirante do Paranapanema (SP), no Programa deQualificação de Operadores Industriais porProcesso. Realizado em parceria com o CentroPaula Souza, o curso qualifica operadores que jáatuam na empresa, transformando-os em profissionaiscom visão de todo o processo industrialde uma usina e preparados para atuar emtodas as etapas do sistema de operação. Oinvestimento realizado pela ETH neste programaé de R$ 150 mil.O treinamento foi composto por 600 horas deaulas teóricas e práticas, nos módulosFundamentos do Processo, Sistema de Utilidades,Extração, Caldeira/ETA e Co-Geração de Energia eFabricação de Etanol e Açúcar. “Como atuamosem um setor carente de mão-de-obra qualificada,entendemos que é imprescindível capacitarcontinuamente nossos integrantes, nivelando osconhecimentos das equipes e garantindo a qualificaçãonecessária para o crescimento profissionalde todos,” destaca Luiz Pereira, vice-presidentede Pessoas e Sustentabilidade da empresa.A ETH já aplicou R$ 3 milhões em cursos decapacitação e aprimoramento de profissionaisque já atuam em suas sete unidades e nasoutras duas a serem inauguradas no segundosemestre deste ano.Celso Silveira, da USJ: “Aspessoas são os maioresativos de uma empresa".ary pimenta filho/grupo pedra agroindustrialLucas de Carvalho Silva, da Usina daPedra, investe em capacitação para setornar mecânico agrícolaLucas de Carvalho Silva, de 25 anos, sempre teve o sonhode crescer profissionalmente. Para tornar isso possível, essebaiano, que hoje vive em Serrana (SP), tem investido emrequalificação profissional. Com apenas o 1º ano do ensinomédio, o caminho traçado por ele para alcançar esse objetivofoi o curso de Mecânico de Colhedora, um dos váriosoferecidos pelo Programa Renovação, maior programa detreinamento e requalificação profissional já implantado pelosetor sucroenergético no mundo. O projeto é desenvolvidono Estado de São Paulo pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), junto com a Federação dos EmpregadosRurais Assalariados do Estado de São Paulo (Fesraesp) eempresas da cadeia produtiva – Syngenta, John Deere e CaseIH, com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID) e Fundação Solidaridad.Para o jovem, que começou a trabalhar exercendo todas asfunções de serviços gerais na Usina da Pedra, o curso foi aoportunidade que faltava para esse crescimento. “Fiquei deolho no amanhã e a área de manutenção de colhedoras, comcerteza, será a profissão do futuro”, completa. Atualmenteatuando como auxiliar de Manutenção Agrícola na mesmausina, Lucas diz que o próximo passo será tornar-se um mecânicoagrícola. “Espero me aperfeiçoar na profissão que escolhie sempre progredir. Até porque as empresas que fabricam asmáquinas estão sempre inovando. Desta forma, os mecânicostambém devem renovar seus conhecimentos”, relata.Lucas é um dos exemplos de profissionais que buscaram acapacitação e requalificação por meio do ProgramaRenovação. Somente em 2010, mais de 2500 pessoas participaramde cursos do projeto voltados ao setor sucroenergético,como operadores de colhedoras, mecânicos, eletricistase soldadores, além de outros setores da economia comocorte e costura, inclusão digital, produção de mudas etc.Segundo a Unica, para os próximos anos a ideia é continuarcom os cursos e ampliar o número de pessoas participantes.Criado exatamente pela necessidade de requalificar profissionaisque ficaram sem função por causa da antecipação dofim da queima nos canaviais para 2014, na maior parte dasáreas cultivadas em São Paulo, o programa foi dividido em seisregiões onde são oferecidos os cursos, ministrados pelo ServiçoNacional da Indústria (Senai). As regiões são de Ribeirão Preto,Piracicaba, Bauru, Presidente Prudente, Araçatuba e São JoséRio Preto. O Projeto tem como meta capacitar e requalificarcerca de sete mil trabalhadores do corte manual da cana-de--açúcar anualmente, por meio de treinamentos tanto em atividadesdo setor sucroenergético quanto em outras áreas daeconomia. Estas últimas, aliás, são escolhidas pelos própriostrabalhadores beneficiários, com base na identificação de oportunidadesde trabalho e emprego.Próxima ediçãoPrevenção de doenças ocupacionais,assistências e benefícios aoscolaboradores. Esse será o foco daterceira matéria da série sobrerecursos humanos no setorsucroenergético produzida peloCanal Bioenergia desde a edição 53.divulgação24 CANAL, Jornal da Bioenergia CANAL, Jornal da Bioenergia 25


fotos: renan rigoEspetáculo das águasRenan RigoSe a floresta carrega o peso de joia, no ParqueNacional do Iguaçu, no Paraná, as cataratas sãoseu brilhante mais precioso. A expectativa dovisitante é grande ao partir rumo ao extremoOeste do Paraná. Da televisão, do cinema, dasfotografias ou de qualquer registro existente, aimpressão que se tem é que as Cataratas doIguaçu são poderosas. E são mesmo! Noentanto, vivenciar a realidade das águas podeser muito mais prazeroso no caminhar de cadapasso rumo ao coração da reserva de MataAtlântica da tríplice fronteira.A viagem, partindo da cidade de Foz do Iguaçu, é convidativa às inúmerasopções de lazer e entretenimento que vão desde esportes aquáticos etrilhas no meio do parque a clubes de golfe e até cassinos legais do ladoargentino da região. Mas não perca o foco. As cataratas continuam a chamar,criando a expectativa de que há algo maior por trás de toda a mata.O verde é unânime e o calor escaldante na maior parte do ano, mas o verãoainda é o melhor período para visitar a reserva, pois as chuvas da épocamantêm a vazão do Rio Iguaçu constante.Os ingressos para a entrada no parque são acessíveis e mesmo os turistas deoutros países têm uma boa opção de lazer, seja ele do Mercosul ou de qualquerparte do mundo. Aliás, um ponto positivo de Foz do Iguaçu é a infraestruturapara receber o turista. Espanhol e inglês são línguas sempre muito faladas nolocal. Portanto, aproveite e dê também aquela praticada com o turista estrangeirosentado ao lado no banco do ônibus de dois andares que leva à trilha dascataratas. A proximidade e a prática da simpatia vão trazer, além da reputaçãode boa receptividade, a oportunidade de fazer novos amigos.Não esqueça, porém, de ficar atento. A grandiosidade do parque – 185 milhectares de floresta pluvial subtropical – traz em cada detalhe não apenas ummonte de árvores, mas uma vasta diversidade de fauna e flora que podemaparecer bem do seu lado, nas asas multicoloridas das borboletas ou no passoretardado de lagartos saracoteando preguiçosamente pelas trilhas mata adentro.Aliás, quanto mais se avança na mata, maior o retumbar incessante dascorredeiras. As cataratas estão próximas. E o ônibus para.Estações de trilhas, de corredeiras... vamos à mais importante, a que nos levaà Garganta do Diabo. Desça e ande. Ande muito. Mas ande devagar e aproveitecada quilômetro. Leve muita memória na sua máquina fotográfica. Oenquadramento é perfeito para fotos que vão parecer montagem em cartão--postal de tão perfeitas em qualidade. Se Deus gastou alguns de seus preciososminutos em alguns pontos da Terra, naquele ali foram horas. Além de sedemorar no acabamento, com certeza, também sobrou um tempinho paraadmirar o trabalho concluído. Não tem como não encher os olhos diante dagrandeza e da força do rio.As corredeiras formadas pelocurso das águas no cânion do rioformam um passeio convidativoque pode ser desfrutado noMacuco Safári. Com direito abatismo em baixo das quedas, ovisitante é levado por umpercurso que dá uma dimensãomuito mais próxima dagrandiosidade das quedas26 CANAL, Jornal da Bioenergia CANAL, Jornal da Bioenergia 27


Saiba maisVeja. Sinta. Refresque-se!A trilha que desce em direção ao mirantedas cataratas não é pequena. O passeiorevela pontos de fuga do olhar que contrastamo verde da floresta no meio dos paredõesrochosos que formam os cânions dascorredeiras. O barulho aumenta a cadapasso, o suor escorre pelo rosto. Não hácomo voltar e você também não tem amínima vontade de desistir. Como queenvolto no mitológico canto das sereias queatraíam os homens ao fundo das águas parase afogarem, o visitante é atraído para ascataratas para admirar seu esplendor.Pouco a pouco as 150 quedas isoladas– 300 na cheia do rio – vão se revelando.Formados há mais de 150 milhões de anos,os paredões surgem em mais de 2.700metros de quedas em um semi-círculograndioso. Os 19 grandes saltos, com suamaioria em território argentino, não despertamqualquer tipo de inveja no ladobrasileiro. Se estão lá, nós temos a vistamais bonita! E as três quedas d’águanacionais – Floriano, Deodoro e BenjaminConstant – não deixam em nada a desejarno derrame espetacular do turbilhão deáguas. O momento é de contemplação.A palavra Iguaçu vem do tupi-guarani esignifica “água grande”. Não é difícilentender o porquê. Por mais que o desfiladeiropareça estreito na caminhada rioacima, a dimensão de todo o espetáculofaz jus à denominação indígena. A vazãomédia do rio é de 1.500 metros cúbicos,valor que pode chegar a até 6.500 metroscúbicos no período da cheia. Continuesubindo o rio e você entenderá que osvalores não são tão absurdos quanto parecem.A verdade é que é água demais.Quando por fim é possível avistar aGarganta do Diabo, a maior dentre as quedasna divisa entre Brasil e Argentina, nãohá mais dúvida: as Cataratas do Iguaçudevem ser mesmo Patrimônio Natural daHumanidade, afinal são consideradas omaior conjunto de quedas d’água do planeta.Aventure-se a ir pela passarela sobreo rio em direção às quedas. O vapor d’águaé deliciosamente refrescante e o banhodestampado pela ação da força das águascontra as rochas coroam o passeio quasecomo um descarrego, um alívio e umaalegria por estar naquele lugar.Engana-se, porém, quem acreditar queviu tudo o que tinha que ver. A continuaçãoda trilha chega, por fim, ao miranteTarobá – que leva o mesmo nome do guerreiroconsumido pela vingança do deus--serpente (veja no Box). Estar do lado damonstruosa queda d’água parece de bomtamanho, mas subir no elevador que dá avisão de cima do grande salto é de tirar ofôlego. A visão é magnânima. E a vistapouco acima é tranquila, como se o rio nãoligasse para a turbulência a que deve passar.O momento é de quietude e paz.Aproveite o restaurante panorâmico,fotografe os quatis típicos da região edescanse. Se quiser, outros passeios teesperam. As Cataratas do Iguaçu manterãosua imponência e te aguardarão parauma próxima visita. Rafting, rapel, trilhasde ecoturismo ou qualquer outra coisaserão muito bem-vindas a quem se interessar.Serão meios e não fins – o espetáculomaior ainda continuará sendo ofarfalhar das corredeiras, saltos, quedas eprecipícios que formam a grandiosidadedas Cataratas do Iguaçu.Tragédia de amorDifícil acreditar que uma tragédia seja capaz de originar algo tãoencantador, mas segundo uma antiga lenda dos índiosCaiangangues, foi por meio do impedimento do amor entre doisjovens que se originou uma das mais bonitas e estonteantesmaravilhas da natureza: as Cataratas do Iguaçu. Reza a históriaque no mundo governado pelo deus-serpente M’Boy, filho deTupã, existia uma tribo cujo cacique, Ignobi, prometera sua filha, abelíssima Naipi, em consagração ao poderoso senhor. Masacontece que Naipi havia se apaixonado por Tarobá, o guerreiro,que diante da situação correu a fugir com sua amada, rio abaixo.O que ninguém esperava era que o plano fosse descoberto porM’Boy que enfiou-se furiosamente nas entranhas da terra eretorcendo seu corpo produziu fendas, que deram origem ascataratas, tragando os fugitivos enamorados para o fundo do rio.Diz a lenda que Naipi se transformou na rocha castigada pelaságuas revoltas e Tarobá na palmeira que contempla a amada àbeira do rio sem poder tocá-la.A versão hermanitaO turista brasileiro também pode visitar o lado argentino dasCataratas do Iguaçu. Mas não espere visões estonteantes comoas nossas. Como a maioria dos saltos fica na parte de lá, a visãonão é lá grande coisa. No entanto, o passeio pode adquirir avertente da proximidade. Se optar por entrar no ParqueNacional de Iguazú, depois de passar na aduana e trocar algunsreais por pesos (moeda local), pegue o trem até uma dasplataformas para as trilhas. Em geral, os caminhos são longos enecessitam de fôlego, mas o contato quase direto com o saltopode compensar todo o esforço. Além disso, aproveite apassagem para o lado de lá da fronteira e vá as compras. PelaPonte da Amizade, no Paraguai, ou pela Ponte Tancredo Neves,na Argentina, são permitidas cotas de compras de até US$ 300por pessoa. Uma outra opção em conta também do lado de láda tríplice fronteira são os cassinos. Uma aposta certeira é deque você pode gostar!Prepare-se para um banho!Uma alternativa bem mais emocionante para conhecer ascataratas é o passeio do Macuco Safári. Vá preparado. Depois depassear de jipe aberto pela flora e fauna locais, o visitantepercorre uma trilha de 600 metros a pé até chegar ao Salto doMacuco, que leva à borda do rio. De lá saem barcos infláveisbimotores que carregam os mais aventureiros até as cataratas.Convidados a guardar sapatos e objetos pessoais em armários,os visitantes já começam a ter ideia do que os aguarda. Esperamsair um pouco molhados? Na verdade encharcados. O passeioinclui até o batismo debaixo de uma queda, mas não sepreocupe, pois tudo é preparado e você pode levar sua máquinafotográfica para registrar esses momentos – os guiasprovidenciam sacos plásticos para proteção dos eletrônicos.Aproveite e saia de alma lavada!Maravilha modernaOutra atração das águas na região de Foz do Iguaçu é a Usina eo Lago de Itaipu, formados pela barragem do Rio Paraná, divisacom o Paraguai. Criado em 1982, com o fechamento dascomportas de desvio, o reservatório tem área de 1.350quilômetros quadrados e profundidade média de 22 metros,podendo alcançar 170 metros nas proximidades da barragem.Considerada “A Obra do Século” e uma das maravilhas domundo moderno pela Sociedade Americana de Engenharia Civil,com engenheiros do mundo todo, a usina é aberta à visitação etem um espetáculo à parte com a iluminação da barragem noperíodo da noite.ServiçoFoz do IguaçuDivisas internacionais: Puerto Iguazú(Argentina) e Ciudad Del Este (Paraguai)Distâncias:Brasília – 1.573 kmSão Paulo – 1.047 kmRio de Janeiro – 1.472 kmCuritiba – 637 kmMais informações:www.fozdoiguacu.pr.gov.brwww.cataratasdoiguacu.com.brwww.itaipu.gov.brA fauna local impressiona pelaquantidade de borboletas e animaisescondidos em meio à mata, como o quati,que já se tornou mascote do parque.A dimensão das quedas d’águaimpressiona pelo tamanho e pelo volumedesprendido pela fenda no leito do rio.Lado a lado com as cachoeiras é omomento ideal para refletir namagnitude desta obra da natureza.28 CANAL, Jornal da Bioenergia CANAL, Jornal da Bioenergia 29


colheita locação de máquinasindústria tecnologiasEncontro lança 2° SimpósioQuem nãoTecnológico do Centro-Oestedivulgação/canalLuisa DiasOs avanços tecnológicos da indústria sucroenergéticaserão o tema da 2ª edição do SimpósioTecnológico do Centro-Oeste Brasileiro (Simpoeste),promovido pela Sinatub e QE Eventos, em parceriacom o Grupo de Estudo para Maximização dasEficiências Agroindustriais do Setor Sucroalcooleiro(Gemea) e do Sindicato de Fabricação de Etanol eAçúcar de Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar). O Simpósio serárealizado entre os dias 23 e 25 de novembro, noCentro de Convenções de Goiânia, com 40 palestrastécnicas, paralelamente à feira de serviços e produtos,com 110 estandes. A expectativa é que o eventoreúna cerca de 10 mil pessoas.O Simpoeste 2011 foi lançado oficialmentedurante o 9º Encontro do Gemea, no último dia11 de fevereiro, no Oitis Hotel, com a presença decerca de 100 pessoas. A abertura foi realizadapelo presidente da Sinatub, Luiz Claúdio PereiraSilva, pelo presidente do Gemea e gerente corporativoindustrial do Grupo Jalles Machado,Ricardo Steckelberg, pelo diretor de marketingdo Gemea e gerente industrial da Usina SãoFrancisco (Grupo USJ), Hélio Belai, diretora da QEEventos, Fernanda Araújo, diretor de assuntoscorporativos do Grupo USJ e presidente doConselho Temático do Agronegócio da Federaçãoda Indústria do Estado de Goiás (Fieg), IgorMontenegro, e pelo presidente do Grupo USJ,Hermínio Ometto Neto.Para o presidente da Sinatub, Luiz CláudioPereira Silva, esta 2ª edição do Simpoeste trarávárias novidades para a região. “Depois de 2009,quando realizamos pela primeira vez o evento,fizemos alguns ajustes no formato e ampliamosas possibilidades para atender a um público ávidopor informações”, explica ele. A parceria com oGemea, criado em 2010 para discutir gestão naindústria, é a grande mudança no formato doevento. “Vamos ter mais dinamismo nas palestrase mostrar novidades para o mercado, cada veztem, alugaTerceirização de serviços e aluguel demáquinas se tornam opções essenciaisPARA produtores rurais em busca decrescimento e eficiência, além documprimento da legislação vigenteLuisa DiasÀs vésperas do começo de uma nova safra,produtores de cana-de- açúcar se preparampara começar a colheita em todo Brasil. Nocampo, as colhedoras têm um papel fundamentale se tornaram um instrumento de trabalhoessencial, mesmo para quem não pode adquiri-las,por causa das exigências legais e de mercado. Aprevisão dos especialistas do setor é que até 2024 acolheita manual esteja 100% abolida, atendendo àslegislações de cada Estado e da federação. Em algunsEstados, como Goiás, a mecanização já chega a 80%.Para pequenos e médios produtores, a mecanizaçãotem se tornado realidade através do aluguel demáquinas ou da terceirização de serviços.Em 2010, a indústria brasileira de máquinas eimplementos agrícolas teve alta de 24,9% em relaçãoa 2009, de acordo com o Departamento deEconomia e Estatística da Associação Brasileira daIndústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Aretomada do crescimento, após a forte crise econômica,evidencia o fortalecimento da mecanizaçãono setor agrícola brasileiro. Para o vice-presidenteda CSMIA (Câmara Setorial de Máquinas eImplementos Agrícolas) da Abimaq, João Marchesan,um dos motivos da alavancagem das vendas demáquinas é a terceirização ou locação destes produtos.“A mecanização é inexorável e exige ummaior investimento para quem planta cana. Nestesentido, a prestação de serviço especializada, desdeo plantio, passando pela colheita e finalizando notransporte, é imprescindível”, afirma.O desafio de tornar a mecanização possível nocampo, mesmo para pequenos produtores, tem sidouma preocupação constante. As máquinas queenvolvem a colheita mecânica possuem custo elevado.Além da colhedora, que possui valor de mercadoem torno de 1 milhão de reais, o produtorprecisa ainda dos jogos de transbordos e mão-de--obra especializada. O presidente da Comissão deCana-de-Açúcar da Federação Agrícola do Estadode Goiás, Bartolomeu Braz Pereira, afirma que umadas saídas encontradas pelos produtores é buscarparcerias com empresas especializadas de locação eterceirização de serviços ou ainda a criação deconsórcios de produtores para a compra de maquinário.“A compra da própria colhedora exige umcapital maior e só compensa para quem produzacima de 90 mil toneladas de cana por safra. Então,neste caso, é bom unir esforços e tornar o custo damecanização menos elevado”.O presidente da Associação dos Fornecedores deGoiatuba (GO), Paulo Henrique Cardoso, é um dospioneiros na mecanização da colheita da cana-de--açúcar no município, onde é produtor. Lá, a saídaencontrada foi a locação de máquinas entre os própriosassociados. “Alguns produtores, dentro daassociação, já compraram o maquinário e prestamserviços para os pequenos, incluindo a mão-de-obra.Com isso, temos aqui 100% de colheita mecanizada”.Os fornecedores do município são responsáveis pelofornecimento de toda a cana moída na Usina BomSucesso. Cardoso explica que isso viabiliza a mecanizaçãopara produtores que colhem 10 ou 20 miltoneladas por safra. “Conseguimos avançar na produçãomecanizada, sem onerar para o pequenoprodutor”, explica.NovidadeDe acordo com o coordenador de pós-graduaçãode Engenharia de Sistemas Agrícolas da EscolaSuperior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (USP/Esalq), José Paulo Molin, a locação é uma novidadepara a agricultura brasileira. “Na Argentina, é muitocomum. No Brasil, o avanço deslanchou com a silagem,em empresas de grande porte, o que possibilitoua criação de empresas focadas somente em terceirização”.Para a cana-de-açúcar, ele acredita quea locação começa a se tornar realidade para os fornecedorespor causa das exigências legais da mecanizaçãona lavoura.“É uma das soluções a serem adotadas pelosetor”, explica ele, que cita ainda o uso de máquinasde pequeno porte como opção e ainda acolheita feita pela própria usina na área dos seusfornecedores, como ocorre em Quirinópolis (GO).“O conjunto da colheita, com colhedora, tratores etransbordos, ainda tem o custo alto e exige umpatamar tecnológico que nem sempre os fornecedorespossuem”. Para ele, a terceirização é umasaída provável, com grupos bem dimensionadospara o uso dos conjuntos de mecanização, o queevita a locação sem o uso total do potencial damáquina, que é de 4 mil horas/ano. “O que nãopode acontecer é, em uma terceirização feita porum grupo, o pequeno ter sua cana deixada semprepara depois. É preciso montar um calendário decolheita justo, que considere as intempéries, comochuva e manutenção, mas atenda a todos”.mais crescente nesta região brasileira”.O evento contará com ciclo de palestras emtrês auditórios, rodada de negócios e a feira comexpositores de todo o Brasil. “Vamos cumprir odesafio de desenvolver os executivos industriaispara um mercado cada vez mais competitivo”,explica Belai, diretor de marketing do Gemea. Aolongo de 10 meses, o Grupo formado por Belai eoutros 150 associados se reúne mensalmentepara troca de experiência e soluções na áreaindustrial das usinas. “Uma das prioridades noSimpoeste é apresentar aos nossos associados e aseus colaboradores ferramentas de gestão e tecnologiapara esta região”, afirma.O presidente do Grupo USJ, Hermínio OmettoNeto, convidado para abrir a primeira reunião doGemea em 2011 e lançar a segunda edição doSimpoeste, reforçou, durante o lançamento, aimportância do investimento em formação parao posicionamento das empresas do Centro-Oesteno mercado nacional e internacional. “A apostado setor é nas pessoas. Todo plano estratégicodas empresas passa por vocês”, falou ele aos presentes,afirmando que uma das grandes carênciasdo setor é a formação gerencial dos técnicosdedicados à cadeia produtiva da cana-de-açúcar.A 1ª edição do Simpoeste (foto) foi realizadano fim de 2009, com público de 4 mil pessoas.Para mais informações e inscrições para oevento, a organização disponibilizou o sitewww.sinatub.com.br.30 CANAL, Jornal da Bioenergia CANAL, Jornal da Bioenergia 31


Solução para reduzir custos de estradasA Com-Aid International, empresa sulafricana,especializada na construção de estradascom solos naturais, em substituição ao cascalho,presente desde 2007 no Brasil, traz ao País atecnologia con-aid CBRPlus . O produto não étóxico nem corrosivo e não causa impacto aomeio-ambiente. Um tambor de Con-Aid de100 litros possibilita a construção deBP Biofuels investe em produção de etanolA BP Biofuels assumiu o controle majoritárioda produtora brasileira de etanol e açúcar, aCompanhia Nacional de Açúcar e Álcool(CNAA). Além de adquirir 83% das ações daempresa, a BP Brasil irá assumir e refinanciar100% de suas dívidas. O investimento totaldestinado à compra foi US$ 680 milhões. Essa jáé a segunda aquisição da empresa no Brasil etambém a maior já realizada por ela no ramo deenergias renováveis.Desde 2008, a BP possui metade das açõesda Usina Tropical BioEnergia, localizada emGoiás, se tornando a primeira petrolífera aentrar no mercado de produção de etanol pormeio do processamento da cana-de-açúcar.Com a aquisição da CNAA, a BP ganhou duasnovas usinas. Uma localizada no Estado deGoiás, a Central Itumbiara de Bionergia eAlimentos, e a outra no Estado de MinasGerais, a Ituiutaba Bioenergia. Cada usina temcapacidade para produzir 480 milhões de litrosde etanol. Em plena operação, as três usinasjuntas terão capacidade total de moagem de 15milhões de toneladas de cana-de-açúcar porSermatec Zanini® fabrica a maior caldeirado mundo para o setor sucroenergéticoQuem passou por Sertãozinho (SP), no dia 23 defevereiro, se deparou com uma cena digna deadmiração. Com destino a Brejo Alegre (SP), eratransportado o Tubulão de Vapor da maior caldeira domundo para queima de bagaço de cana, pesandoaproximadamente 110 toneladas e 30 metros decomprimento. A maior caldeira do setorsucroenergético, com capacidade de 380 toneladas devapor/hora, pressão de 100 bar e temperatura de 535°C será instalada na unidade Revati II, pertencente aoGrupo Renuka do Brasil.“Poucas empresas na América Latina tem capacidadee competência para fabricar, com a devida qualidade,um equipamento desse porte. Tradição e experiência nafabricação são fatores críticos que devem serconsiderados na aquisição de caldeiras.” afirma oengenheiro Guilherme Antoneli, gerente deengenharia de caldeiras da Sermatec Zanini®.aproximadamente 2,8 km de estradas. Aimplantação da tecnologia é rápida e simples,assemelhando-se a incorporação de cascalhoutilizada habitualmente. Um dos benefíciosmais importantes é a possibilidade de reduçãosignificativa de custos na construção de novasestradas, não necessitando gastos posteriorescom eventuais manutenções.ano, podendo atender a demanda do mercadointerno e externo. Além disso, cada usinapoderá comercializar cerca de 340 GWs/horade energia elétrica por ano.O mercado de biocombustíveis cresce a cadaano e, segundo um estudo recente da própria BP,o setor de energia alternativa deverá ser o demaior crescimento durante as próximas duasdécadas. Segundo o presidente do Conselho deAdministração da BP, Carl-Henric Svanberg,“combustíveis de baixa emissão de carbono serãocada vez mais importantes para atender àdemanda global de energia. A BP estácomprometida em produzir biocombustíveispara ajudar a atender a esta demanda. O acordode hoje também está alinhado com a estratégiada BP de ampliar nossa presença nos mercadosde energia que mais crescem.”A BP é uma das maiores empresas deenergia do mundo. Sediada no Reino Unido,opera no setor de energia, principalmente competróleo e gás, mas tornou-se uma daspioneiras a apostar no etanol como uma novaalternativa para a geração de energia.Transespecialista adotapráticas sustentáveisDedicada à mobilidade logística, aTransespecialista se destaca no setor de transportesespeciais (produtos químicos, frágeis, de alto valoragregado, urgentes, com entrega programada,rotas diferenciadas e veículos sob demanda, entreoutros). A empresa adota políticas sustentáveis ecom foco em resultados na gestão do seu negócio.Oferece as melhores técnicas de mercado etecnologia de ponta. “Controlamos nossa emissãode CO2 na atmosfera e oferecemos condiçõesseguras, com veículos novos, equipe profissional ecomprometimento ímpar”, diz Ricardo Amadeuda Silva, diretor superintendente daTransEspecialista.De acordo com Silva, a TransEspecialista estáconectada à busca por qualidade e comprometidacom a sustentabilidade que existe na cadeiasucroenergética. Processo crucial para todos osstakeholders do setor, principalmente para osprodutores de açúcar e etanol.O diretor da TransEspecialista lembra, ainda,que a empresa embarca toda a sua inteligência evalores a favor de cada contrato, o que resultadoem redução de riscos. “Levamos para todo o país omelhor, com baixo custo e risco zero.”A TransEspecialista começa 2011 com duascertificações de peso: a ISO 9001 e o SASSMAQ(Sistema de Avaliação de Saúde, Segurança, MeioAmbiente e Qualidade). “Nossas 11 unidadesestão sempre fazendo um trabalho de refinamentoconstante, tanto na qualificação dos colaboradorescomo na busca de profissionais no mercado quepossam agregar valor à nossa necessidade. Oaperfeiçoamento contínuo dos nossos serviços éprioridade,” afirma Silva.Tubulão de vapor para a MaiorCaldeira do Mundo paraqueima de Bagaço de Cana.Maktrator naTecnoShowA empresa Maktrator Comércioe Serviço participa pela primeiravez da TecnoShow Comigo, queserá realizada em Rio Verde, Goiás,dos dias 12 a 16 de Abril. Osvisitantes poderão conferir umestande completo, onde serãoapresentadas a qualidade e aeficiência de seus produtos eserviços, no intuito de oferecernovas oportunidades de parcerias eo seu maior diferencial de mercado,a sua equipe técnica especializada,pronta para atender o clientediariamente no campo e na usina.A Maktrator é especialista emmaterial rodante para colhedora decana-de-açúcar e tratores de esteirae , também, em ferramentas parapenetração de solo, tendo comoclientes usinas, mineradoras econstrutoras. Conta com logísticaprópria para o transporte dematerial e foi a primeira empresagoiana a adquirir uma máquina dedesempenar e alinhar Trucks. ATecnoShow Comigo será, portanto,uma boa oportunidade para o setorsucroalcooleiro goiano conhecernovas tecnologias, realizar bonsnegócios e soluções importantespara a nova safra.Alltech investe napesquisa de algasA Alltech realizou suaprimeira ConferênciaInternacional de Algas - "Algas:Plataforma de Produção, no mêsde fevereiro em Lexington,Kentucky (EUA).As algas representam umgrande potencial para a produçãode biocombustíveis,biorremediação, indústriafarmacêutica e podem ser usadasdiretamente na ração animal ou naforma de suplementos. Uma sériede discussões sobre os desafiosespecíficos e as oportunidades dasalgas na agricultura, meioambiente e produção de energiarenovável surgiram entre osrepresentantes destas indústriaspresentes ao evento.Manutenção preditiva garante boa safraA MMtec, empresa originada há16 anos em Piracicaba-SP, expande,por meio da regional Centro-Oeste,o trabalho de manutenção preditivacom análise de vibrações,termografia, balanceamentos,alinhamento a laser, ultrassom emagnétoscopia nas indústriassituadas nos Estados de Goiás eMato Grosso.A empresa faz planejamento,monitoramento e inspeções deequipamentos, pré-estabelecendorotas, períodos e modos deintervenção para que osprocedimentos sejam cirúrgicos,com curto período deindisponibilidade dos equipamentos,minimizando e até mesmo evitandoo lucro cessante, um ganho ocultoAlusolda comemora ISO9001:2008O Ano do 24º aniversário daAlusolda foi marcado pelaconquista da Certificação daNorma ISO9001: 2008 pelo órgãocertificador Bureau Veritas,comprovando assim que a empresagarante a qualidade nos processosde atendimento e nos produtosque são oferecidos ao cliente.Fundada em 1987, a Alusolda estáentre as 10 melhores empresas doPaís no segmento de solda e corte,oferecendo máquinas como: FonteMIG, TIG, Plasma, Retificador,Transformador, Tartaruga deCorte e Kit Oxi – CorteFerramentas Elétricas, Tochas eque faz a diferença em qualquercorporação.Com a Integração de diversastécnicas de monitoramento,somadas a serviços de correções, aempresa oferece às indústrias omelhor custo benefício. Nasmanutenções preditivas sãomonitoradas as condição detrabalho, por meio de análises dastécnicas preditivas e sensitivas,resultando na economia deprocessos de manutenção, evitandoou prevenindo paradasdesnecessárias por quebras; paradaspor falta de conhecimento dosequipamentos; horas extras demanutenção não previstas e altonível de estoques de peças emalmoxarifados.Reguladores. Oferece, também,matérias de consumíveis parasolda e corte em arco elétrico,além de assistência técnicaautorizada das Marcas Esab,Balmer, Eletromeg, Hyperterm,Bambozzi, e Lincoln. A empresadispõe de uma equipe especializadapara manutenção em máquinas desolda dentro e fora da garantia defábrica e investe na capacitação deseus funcionários com o objetivo desolucionar problemas relacionados àmanutenção e utilização deaparelhos de solda, garantindo asatisfação e aperfeiçoamento noatendimento ao Cliente.Estudo mostra uso de redes sociais no setor agrícolaA empresa de consultoriaTerraForum apresentou em fevereiro oestudo Agronegócios 2.0 – osbenefícios das redes sociais aoagronegócio. A pesquisa, queinicialmente avaliou uma centena deempresas do segmento agropecuáriopara então concentrar-se em 13instituições, mostra, de forma pioneira,como empresas do setor agrícola e atémesmo produtores rurais estãoobtendo vantagens e gerando negóciospor meio das ferramentas deinteratividade e compartilhamento dainternet. Segundo informações daempresa, o estudo demonstrou que hágrande espaço para o crescimento dasredes sociais dentro da cadeia doagronenócio, e o resultado deve sersentido no ponto do consumidor com aoferta de melhores produtos e serviços.Minerva inauguraprimeira unidade deprodução de biodieselO Minerva S.A., um dos líderesno Brasil na produção ecomercialização de carne innatura, boi vivo e seus derivados,atuando também nos segmentosde processamento de carne bovina,suína e de aves, inaugurou, no dia18 de março, sua primeira unidadede produção de biodiesel. A plantaestá localizada na cidade dePalmeiras de Goiás (GO) junto asua unidade frigorífica.A unidade produziráinicialmente 45m3/dia debiodiesel e tem capacidade paraatingir até 100m3/dia. A matériaprima utilizada para atransformação em biodiesel será osebo bovino, subproduto dasplantas frigoríficas do Minerva noEstado de Goiás (Palmeiras deGoiás e Goianésia). “A unidade irátransformar sebo de suas fábricasou de terceiros em produto devalor, além de ter a flexibilidade depoder usar outras matérias primas,como óleo de soja. O resultado éuma fonte renovável de energia,fortalecendo nosso compromissocom a sustentabilidade e com asquestões ambientais e tambémagregando valor ao produto doMinerva.”, diz Fernando Gallettide Queiroz, presidente dacompanhia. Parte da produção debiodiesel vai abastecer a frota decaminhões da companhia e orestante será comercializadoatravés de leilões para a ANP.Além da unidade de Palmeirasde Goiás, o Minerva planeja novasplantas de produção de biodieselnas unidades de JoséBonifácio(SP) e Barretos (SP). Oobjetivo da companhia é ter umaplanta de biodiesel em cadaunidade frigorífica.www.ionixnet.com.br32 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 33


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