Edição 69 download da revista completa - Logweb

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R E V I S T ALogWebLogísticaSupply ChainTransporte MultimodalComércio ExteriorMovimentaçãoArmazenagemAutomaçãoEmbalagemEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007Negócio Fechado!Uma nova seçãoMais uma inovação, que passa a reunir todas asmatérias sobre negócios que fizeram o sucesso daLogWeb e eram publicadas ao longo da revista.(A partir da página 26)RASTREAMENTO E MONITORAMENTOSegurança começa naboa escolha dagerenciadora de riscoIdoneidade, qualidade da equipe, rota,homologações junto às seguradoras, estruturafísica e operacional são alguns dos itens quedevem ser avaliados na escolha.(Página 16)Pernambuco se destacano setor dealimentos e bebidasReportagem especial comFernando Bezerra Coelho, secretáriode Desenvolvimento Econômico doEstado de Pernambuco e presidentedo Complexo Industrial Portuáriode Suape.(Página 30)Empório D´Gustta detalhaa logística das cestasde Natal(Página 34)R E F E R Ê N C I A E M L O G Í S T I C ATRANSPORTE MARÍTIMOCRESCIMENTO DO SETORÉ PERSPECTIVA EMCURTO PRAZORepresentantes dos operadores logísticos dosegmento e da Fenamar fazem uma análisedo setor, discutindo, também, o que oGoverno e a iniciativa privada devem fazerpara incentivar o uso do modal(Página 40)5ª Fispal Nordestereúne grandesempresasDestaque a alguns dosexpositores do evento.(Página 32)DISTRIBUIÇÃODHL EXPRESS TAMBÉMCORRE NA FÓRMULA 1(Página 38)TRANSPORTE AÉREOPROJETO PRETENDE INTEGRARAEROPORTOS PAULISTAS(Página 42)BATERIAS TRACIONÁRIASCuidado eatenção nodescartePelos materiais usados emsua construção, as bateriaspodem apresentar sériosdanos ao meio ambiente,caso não sejam descartadascorretamente.(Página 12)MultimodalMULHERES NA LOGÍSTICAToque femininoestá presente emvários cargosElas são analistas, gerentes,supervisoras, coordenadorase empilhadeiristas, eacrescentam comodiferencial ao trabalhodinamismo e delicadeza.(Página 22)


EditorialCONTINUAMOSINOVANDOleitor assíduo da revista LogWeb já deve terOpercebido que estamos sempre “inventandomoda” – no bom sentido, logicamente.A cada edição acrescentamos uma novidadeà revista, sempre buscando oferecer aos nossosleitores as melhores informações sobre o setor,da maneira mais atraente e de fácil leitura.Nesta edição, por exemplo, introduzimos aseção “Negócio Fechado!”, que reúne, numsó local, as informações sobre negócios – quefazem o sucesso da LogWeb desde a sua criação– em um só local. Antes espalhadas pelarevista – na forma de “Notícias Rápidas” –, asnotícias sobre as negociações no mercadosempre foram um dos grandes atrativos dapublicação.Ainda nesta edição há uma interessantematéria sobre o descarte de baterias –visandoà preservação do meio ambiente e informandosobre os riscos do “crime ambiental” – eoutra sobre gerenciamento de risco, tambémbastante útil para o dia-a-dia dos profissionaisdo setor. Também vale destacar que nestenúmero está inserida a nossa já tradicionalreportagem sobre “mulheres na logística”.No caderno “Alimentos & Bebidas” estáinserida uma reportagem especial sobre a FispalNordeste, feira que acontece em Recife,PE, com destaque para uma análise da infraestruturade Pernambuco pelo secretário dedesenvolvimento econômico daquele Estado.Ainda no mesmo caderno encontram-sedepoimentos de algumas empresas que participamdo evento.Já no caderno Multimodal, outra matériaespecial: sobre o transporte marítimo, comuma análise de operadores logísticos e daFenamar.Amigo leitor, aguarde.Mais novidades virãonas próximas edições.Wanderley GonelliGonçalvesEditorjornalismo@logweb.com.brR E V I S T ALogWebPublicação mensal, especializada em logística, da LogWebEditora Ltda. Parte integrante do portal www.logweb.com.brRedação, Publicidade, Circulação e Administração:Rua dos Pinheiros, 240 - conjunto 12 - 05422-000 - São Paulo - SPFone/Fax: 11 3081.2772Nextel: 11 7714.5379 ID: 15*7582Redação: Nextel: 11 7714.5381 - ID: 15*7949Comercial: Nextel: 11 7714.5380 - ID: 15*7583Editor (MTB/SP 12068)Wanderley GonelliGonçalvesjornalismo@logweb.com.brAssistente de RedaçãoCarol Gonçalvesredacao@logweb.com.brOs artigos assinadose os anúnciosnão expressam,necessariamente,a opinião da revista.LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007ESTRATÉGIAGrupo Pão de Açúcarlança projeto-piloto deCentral de NegóciosPara aumentar sua lucratividade,o Grupo Pão deAçúcar (Fone: 0800773.2732) acaba de fechar parceriacom a União Brasil e darinício ao seu projeto-piloto deatuação dentro do segmento deCentral de Negócios.Nesse primeiro momento, aparceria irá atender exclusivamentea Multishow, central decompras filiada à União Brasil,que possui 52 lojas associadas.O projeto-piloto estávoltado parao Estado doEspírito Santo,próximo auma Centralde Distribuiçãodo GrupoPão de Açúcar,no Riode Janeiro,facilitando ogerenciamentode toda acadeia de suprimentoselogística. “Oacordo iráagregar valorao pequenovarejo, quepoderá se utilizardos ganhoscomerciaisem razãodos altosvolumes quenegociamos edo sortimento diferenciado.Para a indústria, esse processorepresenta um forte canal paracomercialização dos seus produtos”,afirma Ramatis Rodrigues,diretor executivo comer-Rodrigues: acordo irá agregar valor aopequeno varejo, que poderá se utilizardos ganhos comerciaisProjeto GráficoFátima Rosa PereiraDiagramaçãoPaulo JunqueiraDiretoria ExecutivaValeria Limavaleria.lima@logweb.com.brDiretoria ComercialDeivid Roberto Santosroberto.santos@logweb.com.brMarketingJosé Luíz Nammurjlnammur@logweb.com.brcial de alimentos do GrupoPão de Açúcar.A expectativa do acordo éque em seis meses 70% dosprodutos de mercearia comercializadospela Multishowsejam abastecidas pelo GrupoPão de Açúcar. Os outros 30%dizem respeito basicamente aprodutos de fornecedores regionais,que são negociadosdiretamente pela União Brasil.Com o projeto, o Pão deAçúcar deve faturar cerca deR$ 3 milhõesno primeiromês e R$ 7milhões nosmeses seguintes,chegandoa umfaturamentoanual de R$90 milhões.“É praticamenteo faturamentodeum hipermercado,massem os investimentosinerentesa estetipo de projeto”,diz odiretor comercialdogrupo, MaurícioCerruti.A intençãoé aumentar asparcerias comoutras centrais de compra dopaís, como do interior de SãoPaulo, dos Estados do Rio deJaneiro, Rio Grande do Sul eSanta Catarina e da RegiãoNordeste.●Marketing/Pós-vendasPatricia Badarócomercial.2@logweb.com.brAdministração/FinançasLuís Cláudio R. Ferreiraluis.claudio@logweb.com.brRepresentantesComerciais:Nivaldo ManzanoCel.: (11) 9701.2077nivaldo@logweb.com.br3


R E V I S T A4 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007EMPILHADEIRAS●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●Para a Piazza, mercadocontinuará crescendoOmercado brasileiro deempilhadeiras continuarácrescendo num ritmo acelerado.Pelo menos é o que apontaRuy Piazza Filho, diretor daPiazza Equipamentos para Movimentaçãode Materiais (Fone: 113473. 5465).De acordo com ele, “a estabilidadeeconômica do Brasil edo mundo tem contribuídomuito para esse crescimentoenorme verificado nos últimosanos e cremos que esse panoramacontinuará efetivo, pelomenos até final de 2008. Atépoucos anos atrás, em 2005, omercado brasileiro de empilhadeirase paleteiras elétricasera de apenas 3.000 máquinaspor ano e hoje já estamos emquase 4.100 unidades vendidasnos últimos 12 meses, com umcrescimento significativo demais de 35% num período demenos de 2 anos.”Ainda segundo Ruy, outrofator que muito ajudou nessecrescimento foi o grande desenvolvimentodas empresas delogística no Brasil, ocorrido nosúltimos anos.De acordo com ele, a tendênciaé de uso cada vez maiorde máquinas elétricas, devidoao menor corredor necessáriopara a operação e às alturas deelevação maiores que podemser atingidas com essas máquinas,quando comparadas às decombustão interna. “Como ascentrais de abastecimento eestocagem dos usuários estãolocalizadas perto dos grandescentros, onde o espaço do soloestá cada vez mais valorizado,a procura por equipamentoselétricos vem crescendo muito,pois eles possibilitam a economiadesejada de espaço nosolo, através da estocagemverticalizada dos produtos edos corredores de operaçãomais estreitos”, completa.REVENDASobre a empresa, o diretorconta que foi fundada no iníciode 2006, com sede em Guarulhos,SP. O objetivo da Piazzaé a revenda dos equipamentosfabricados pela Paletrans emCravinhos, SP, bem como alocação de equipamentos paramovimentação de materiais.“Quando a Paletrans decidiuiniciar a fabricação deempilhadeiras elétricas retráteisno final do ano de 2005,nós os auxiliamos e participamosdo projeto. Durante esseperíodo, vimos que a empresaprecisava montar uma rede derevendedores/representantesespecialistas, ou seja, com pessoalespecializado e que pudesseauxiliar seus clientescom toda a engenharia de aplicaçãode equipamentos elétricosde maior porte, como é ocaso das empilhadeiras retráteise das paleteiras elétricascom operador a bordo. Assimnasceu a Piazza, que hoje contacom uma rede de representantesespalhados no territórionacional, todos treinados eespecializados em empilhadeirase paleteiras elétricas emanuais”, conta Ruy.É oferecida uma vasta gamade equipamentos Paletranspara movimentação de materiais,que vão desde as paleteirasmanuais até as empilhadeirasretráteis de corrente alternada.“Revendemos tambémempilhadeiras manuais emanuais elétricas, empilhadeiraselétricas patoladas combaterias automotivas e combaterias tracionárias e paleteiraselétricas com operador a pée a bordo.”A Piazza conta hoje comuma nova sede na Vila Olímpiae um galpão operacional noTatuapé, ambos na capital deSP, e com representantes nosestados de RS, SC, PR, SP (einterior), MG (e interior), RJ,ES, GO e PE.“A Piazza e sua rede de distribuidoressão caracterizadaspor terem em seus quadrosespecialistas em empilhadeiraselétricas, que podem auxiliar eaconselhar seus clientes para amelhor utilização dos equipamentoselétricos para movimentaçãode materiais. Essetrabalho de consultoria é gratuitoe, na verdade, é o nossogrande diferencial”, finaliza odiretor.●


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 20075TECNOLOGIAPsion Teklogix tem novidadesem computação móvelAPsion Teklogix (Fone: 113521.7057), fornecedora desoluções robustas de computaçãomóvel, anuncia três novidades: o2nd Generation Workabout Pro, o8515 Vehicle-Mount Computer e oWorkabout Pro Speech.O primeiro aparelho é um computadorde mão indicado para serviçosde campo, armazenagem, chão defábrica, varejo e rastreamento de carga.Também pode ser utilizado na árearural, para rastreamento de animais econtrole de colheita. “O novo WorkaboutPro é compatível com váriosmódulos de expansão de fácil instalação,incluindo scanners, dispositivosde captura de imagens, módulosRFID, rádios LAN sem fio (WLAN),WAN sem fio (WWAN) e celular”,explica Carlos Santana, gerente dedesenvolvimento de negócios, principalexecutivo da empresa no Brasil.Já o 8515 Vehicle-Mount Computeré um coletor de dados para utilizaçãoem veículos que oferece, inclusive,a possibilidade de conexão bluetooth,ideal para instalação em empilhadeirasou caminhões e em áreasfechadas, como um armazém, ou emáreas externas, como portos ou usinas.Por fim, o Workabout Pro Speech éuma solução de captura de dados pormeio de voz, ou seja, toda operaçãonos processos de separação passa a serexecutada por voz. Os dados sãogerenciados por um software de interpretaçãoconectado ao ERP do cliente,que orienta o operador em tempo real.“Nosso próximo passo é ampliarnossa rede no Brasil com diferentescanais de vendas integradores de softwarese hardwares”, expõe, por suavez, Fabián H. Audisio, diretor devendas da empresa.A Psion Teklogix também ofereceum Kit de Desenvolvedor de Hardware(HDK) que permite ao clientedesenvolver seus próprios módulos deexpansão personalizados para atenderas suas necessidades singulares denegócios. Alguns desenvolvimentosrecentes incluem módulos de expansãoque captam impressões digitais,lêem etiquetas afixadas em orelhas deanimais de criação e escaneiam passaportes.“É uma arquitetura aberta queconecta várias tecnologias em cima damesma plataforma, otimizando osprocessos”, conclui Santana.●ARMAZENAGEMWurth investeem novoCentro LogísticoAWurth do Brasil (Fone: 114613.1900), empresa do GrupoWurth – multinacional especializadana fabricação de peças e químicos–, acaba de inaugurar em Brasíliaum novo centro logístico para atenderàs regiões Norte e Centro-Oeste. “OCD foi construído em Brasília paraestar estrategicamente posicionadogeograficamente para o abastecimentodas regiões Norte e Centro-Oeste”,informa César Alberto Ferreira, presidenteda Wurth do Brasil.A empresa também assumiu todo otransporte dos produtos que seguem deSão Paulo para Brasília – peças parafixação, como parafusos, porcas ebuchas, além de ferramentas e materiaisplásticos –, e que antes era feito portransportadora terceirizada. “Isto foifeito para nos permitir obter mais agilidadena entrega aos clientes das regiõesNorte e Centro-Oeste. No processoanterior, a transportadora compartilhavaa carga de várias empresas para fazeruma única viagem. Isso chegava a provocaratrasos de um dia útil nas entregas.A partir de agora, com a Wurthassumindo o transporte, isso não acontecerámais”, esclarece Ferreira.NOVA ÁREADe acordo com o presidente daWurth do Brasil, o novo espaço requereuinvestimentos próximos de ummilhão de reais e tem uma área operacionalde 1.200 m², onde passou a funcionartoda a logística da operação.Outros 200 m² foram destinados parashow room, sala de reuniões e espaçopara a promoção de eventos com clientese prospects.“As perspectivas com este novo CDsão de aumentar a agilidade na entregados produtos aos clientes e atender àdemanda crescente da região, provocandoa contratação de 300 novos funcionáriosaté o final de 2008, tanto paraa área de vendas como para a logísticainterna do centro logístico”, explicaFerreira, complementando que aempresa tem outros CDs em São Paulo,no Recife e em Porto Alegre.O presidente também esclarece quea logística interna é toda própria,enquanto que a logística de transporte éterceirizada, excetuando o transporteSP-DF, que passou a ser controladopela Wurth.●


R E V I S T A6 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●CINTAS PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGASTecnotextil dobra aprodução paraatender à demandaEspecializada na fabricaçãode cintas de elevação eamarração de carga com amarca Levtec®, a Tecnotextil(Fone: 13 3229.6100), impulsionadapela demanda do mercado,está triplicando a sua sede emSantos, SP – de 1.700 m² para5.100 m² – e dobrando a produção.De novembro de 2006 aténovembro de 2007, o montantede investimentos alcançará R$ 6milhões. A área de produção jáirá operar na nova área construída,enquanto o restante da obrade ampliação prossegue.“Cada vez mais, as cintas depoliéster são encaradas comoopção prática e de baixo custo,substituindo, em 80% dos casos,as antigas correntes e cabos deaço. Todos os segmentos decomércio e serviços que dependemde processos de logística –principalmente a área portuária,indústrias, transporte rodoviárioe ferroviário e construção civil –utilizam as cintas para movimentarcargas”, explica Luciano Vaz,diretor-presidente da Tecnotextil.Ele também informa que em2006 foram fabricadas e comercializadas200 mil cintas e consumidoo equivalente a 2.000quilômetros de fita (seria comoir de carro de São Paulo a Salvador).“As 200 mil cintas produzidasem 2006, no seu montante,seriam suficientes para elevar,com segurança, 280 mil toneladas(ou 245 estátuas do CristoRedentor). O objetivo é aumentaressa marca para 300 mil cintas.Até o fim do processo deexpansão, a previsão é que onúmero de colaboradores saltede 70 para 100”, diz Vaz.Com contratos fechados pararecebimento de matéria-primapara todo o ano de 2008, aempresa mantém um consumode fio patenteado de 25 toneladas/mês.Com a ampliação, oobjetivo é alcançar 40 toneladas/mês.“A Tecnotextil tambémaumentará a quantidade de fitaem estoque (matéria-prima paraprodução das cintas) de 80 toneladasatuais (produto final) para120 toneladas”, informa o diretor-presidente.Na Baixada Santista, estademanda por produtos ocorre,principalmente, pelo constanteaumento da circulação de mercadoriasno Porto de Santos epelo impacto que gerará aexploração de gás pela Petrobras.“Um heliponto está previstopara ser construído na sedepara facilitar o acesso de clientesque vêm de outros estados, aexemplo da Petrobras. A presençada estatal na região tambémlevou a Tecnotextil a buscar umnovo representante em SãoSebastião”, expõe Vaz.Além da ampliação da áreaconstruída, a empresa investe namodernização de seu maquináriode tecelagem e costura, ampliandoo número de teares, máquinasde costura, urdideiras e mesas decorte, o que irá agilizar o processode produção, reduzindo o leadtime de 5 para 3 dias.●Notíciasr á p i d a sNR-18 normatiza ouso deplataformas aéreasFinalmente a Norma Regulamentadoranº 18 do Ministériodo Trabalho, sobre o uso de plataformasde trabalho aéreo noBrasil, foi publicada no DiárioOficial da União. “De acordocom ela, cabe ao operador daplataforma, devidamente capacitadopelo empregador, realizartodos os procedimentos deinspeção e manutenção doequipamento, certificando-sedo perfeito ajuste e funcionamentode todos os seus sistemas.A Norma é clara quanto àobrigatoriedade do uso de cintosde segurança e proíbe que acapacidade nominal de cargadefinida pelo fabricante sejaultrapassada. Ela exige, também,que o proprietário da plataformamantenha um programade manutenção preventiva,executado por pessoa qualificada,e que siga as recomendaçõesdo fabricante. Além disso,o operador também deve sertreinado, de acordo com o conteúdoprogramático estabelecidopelo fabricante, sobre osprincípios básicos de segurança,inspeção e operação”. Aanálise é da Terex Latin America(Fone: 0800 6025600).Goodyear temduas novidadesDois lançamentos estão sendorealizados pela Goodyear(Fone: 0800 725.7638): ospneus 23.5R25 RL 2+ ** 6HUMS – para uso em caminhõesarticulados na mineração subterrânea– e o 14.00-24 NHSELV 3A 32 lonas, pneu indicadopara aplicação em operaçõesde movimentação de contêiner.“O primeiro possui desenho debanda autolimpante, nível derodagem 25% mais profundoque o standard da categoria, 42mm de profundidade, alta resistênciaa cortes e carcaça reforçadapara resistir aos serviçosmais severos”, diz RubensRodrigues Campos, coordenadorde marketing de pneus forade-estradae agrícola. Por seulado, o 14.00-24 NHS ELV 3A32 lonas apresenta capacidadede carga de até 12.800 kg.


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 20077Notíciasr á p i d a sGestão deempresas detransporteA BgmRodotec (Fone:Fone: 11 3528.2255) forneceo sistema de gestão empresarialGlobus. Trata-se deum sistema corporativocomposto por mais de 30módulos integrados destinadosa auxiliar a gestão deempresas, permitindo atenderàs necessidades operacionais,logísticas, financeiras,fiscais, comerciais eadministrativas. A novidadeé a solução Business SuiteProfessional - BSP, que“captura” as informações doGlobus, gerando gráficos,relatórios e indicadores dedesempenho, personalizandoo resultado de acordocom as necessidades de cadacliente. Também permiteagendar o envio de e-mailscom as informações desejadaspara vários destinatáriose a programação da impressãodessas informações. Porsua vez, o Globus Cel, novosistema desenvolvido pelaempresa, permite monitorara carga, informar ao motoristaa existência de umacoleta, confirmar a entregaou a coleta e possíveis ocorrênciasdurante esses processos.Funciona através deum software instalado noaparelho de celular e o enviode mensagens é realizadodiretamente entre o banco dedados do Globus e o celular.Equipamentospara transportede combustíveisA Gotti Implementos (Fone:41 3666.6474), fabricantede equipamentos rodoviáriose especializada no transportede líquidos e combustíveis,está lançando a linhaMultiflex. Ela é composta deequipamentos rodoviáriospara transporte de combustíveisque se caracteriza –segundo a empresa – pelomais baixo centro de gravidadedo mercado, além dapossibilidade de carregarvolumes variáveis de combustíveis.


R E V I S T A8 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICAEMBALAGENSSuvinil leva Brasilata ePrada para dentro da fábrica●ARTIGOA empresa e sua responsabilidadepelo dano ambientalImaginem a seguinte situação:uma empresa estáinstalada à margem de umrio e em um determinado diainúmeros peixes aparecemboiando nas margens. Apósanálise pelos órgãos ambientais,chega-se à conclusão deque os peixes estão contaminadoscom um dos produtosque esta empresa manuseia eque ela deve ser penalizadapela situação, mesmo tendo toda a documentaçãode licenciamento em dia.Ao analisarmos a legislação ambientalem vigor temos de ter em mente que,neste caso, o que conta é o dano, e não aculpabilidade, ou seja, mesmo que cumpridostodos os regulamentos legais, aresponsabilidade pela reparação dodano é indispensável.O mesmo ocorre quando o assunto épassivo ambiental. Uma empresa quevendeu suas propriedades pode ser acionadapor dano quando houver uma contaminaçãono solo, por exemplo. A lei éextremamente rigorosa emrelação ao passivo ambiental,pois estabelece uma responsabilidadeindependente deculpa. “A indenização não sedá só por conta do dano provocadoao meio ambiente,como bem de interesse dacoletividade, mas tambémpelo dano material e moralsentido pelas pessoas, pois acontaminação ambiental podegerar um estresse e perdas materiaispara a população envolvida. Nestescasos, ao contrário de multas administrativas,que têm parâmetros, a indenizaçãonão tem teto e pode levar umaempresa à falência.”O gerador de resíduos deverá sersempre responsável pelos mesmos,independentemente da venda ou da contrataçãode empresa de gerenciamentolicenciada ou não. Esta foi uma grandeconquista da legislação ambiental vigente(Lei de Crimes Ambientais) e queestá contemplada na nova PolíticaNacional de Resíduos Sólidos. Eximir ogerador da responsabilidade pelos resíduos,mesmo após sua destinação, significaabrir uma porta para formaçãoindiscriminada de passivos ambientais.Em todos os países industrializados doprimeiro mundo, o gerador permaneceresponsável pelos resíduos indeterminadamente.E aqui no Brasil não é muito diferente.Portando, empresário, pense muitobem sobre quem está cuidando de seusresíduos, se está ocorrendo contaminaçãoem sua propriedade ou até mesmose vai adquirir alguma outra.Tragédias ambientais que ocorreramno Rio dos Sinos, em Porto Alegre, RS,duas vezes em um período de 45 diasem 2006, e a que aconteceu recentementena Bahia, com mais de 50 toneladasde peixes mortos, podem ser fatais parao sucesso da empresa.●P.DSc. Roberto RocheConsultor ambientalrobertoroche@robertoroche.com.brASuvinil, marca de tintas imobiliáriasda BASF (Fone: 0800117.558), levou dois de seusprincipais fornecedores, a Brasilata(Fone: 11 3871.8500) e a CompanhiaMetalúrgica Prada (Fone: 11 5682.1000), para dentro das instalações doComplexo Industrial de Tintas e Vernizes,localizado em São Bernardo doCampo, SP. As duas empresas assumirama responsabilidade pelo manuseio econtrole do estoque de embalagens naplanta da empresa – o contrato das trêsempresas tem prazo de cinco anos.Entre os principais ganhos para aSuvinil está a maior flexibilidade noplano de produção, já que todas asembalagens estarão disponíveis nos fornecedoresdentro da própria fábrica.Antes, a embalagem poderia ser um gargalona cadeia logística da Suvinil. Aempresa solicitava as embalagens deacordo com uma previsão de produção emantinha estoques para dois dias. “Trabalhamoscom mais de 800 produtosacabados –, incluindo a variedade deprodutos e tamanhos das embalagens.Seria inviável para a Suvinil mantertodas em estoque permanente”, avaliaLuís Bueno, gerente de logística daSuvinil/ BASF.Ainda segundo ele, com a nova estrutura,o fornecimento de embalagemacompanha a ordem de produção,seguindo o sistema just-in-time. Diariamente,são estocadas apenas as embalagensque serão usadas no dia. Com isto,houve um ganho substancial, segundo ogerente, na redução de custos e noganho de espaço. “Com a nova parceria,otimizamos a cadeia de suprimentos e atornamos mais segura a custos mais baixos.Graças à agilidade que conquistamos,temos agora condições de acompanharrapidamente a demanda do mercado”,acrescenta Bueno.Para a instalação in house na Suvinil,a Brasilata e a Prada investiram juntascerca de R$ 500 mil em reformas deadequação do prédio. Além disso, asduas empresas disponibilizam no localum operador logístico que abastece diariamentea linha de produção da Suvinil.Segundo o vice-presidente de negóciosda Prada, Enrique Eiras Mayo, tambémhouve um grande benefício para a suaempresa com o projeto. “Ao levar oestoque da Suvinil para dentro da planta,ganhamos espaço na nossa fábrica ecom isso podemos otimizar, também, onosso processo de produção.”LOGÍSTICAApós a implantação de um softwareda empresa SAS Brasil, denominadoForecast Server, e a integração operacionalcom a equipe de vendas, a BASFmelhorou o acerto na previsão de vendasem mais de 50%. Esta maior exatidãoteve um impacto direto na eficiêncialogística, pois permite trabalhar de acordocom a previsão de vendas e, assim,colocar os produtos certos nos locaiscertos no prazo certo.Atualmente, a BASF é responsávelpela expedição de mais de um milhão delitros de tintas Suvinil por dia. São maisde 200 caminhões que saem diariamentedas duas unidades fabris (São Bernardodo Campo, SP, e Jaboatão dos Guararapes,PE) para abastecer clientes,portos (no caso de exportação) e os centrosdistribuidores.●


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 20079Notíciasr á p i d a sSoftware paragestão dotransportadorA Signa (Fone: 113016.9877) está lançando oe-cargo Mobile, o maisnovo membro da famíliaTMS e-cargo da empresa, eque pode ser integrado aqualquer Sistema de Gerenciamentode Transporte(TMS). “Estamos falandoem monitorar, num telefonecelular, a posição consolidadada frota de veículos detransporte de carga”, comentao diretor comercialda Signa, Nuno Figueiredo.Os benefícios oferecidospela solução são: monitoramentodas viagens dos veículospela Internet ou celular,a qualquer hora e dequalquer lugar; controle deoperações como milk-run,coletas, entregas, distribuição,carga fechada e outras;recebe macros enviadas apartir do celular do motorista;baixa eletrônica dasentregas em tempo realintegradas ao TMS; controledas janelas de espera,distâncias percorridas, tempode viagem, ociosidade ealertas logísticos. “O sistemaune as informações vindasdo celular e dos rastreadores”,finaliza Figueiredo.Batistellaflorestal lançatampa lateralecológicaA Battistella Florestal(Fone: 47 3641.2224), unidadeMadeiras, lança aStella Laterale, tampa lateralecologicamente corretapara o mercado de caminhõessemi-reboque produzidaa partir do pinus. “AStella Laterale está protegidacontra a ação de insetos,como cupins, brocas,intempérie e ação de fungos,que provocam o apodrecimentodos produtostradicionais”, declara SérgioMartini, gerente dedesenvolvimento de novosnegócios da Battistella Florestal.Além disso, não desplacae pode ser utilizadaem qualquer região e clima.


R E V I S T A10 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICADENTRO DA LEIComo se dá o processo dehomologação de embalagens paratransporte de produtos perigosos?Embalagens são recipientes quedesempenham uma função decontenção, destinados a recebere a conter sustâncias ou artigos,incluindo quaisquer meios de fechamento.Singelas, combinadas, compostas,recondicionadas, refabricadas,reutilizáveis e IBC´s são algumasdelas que existem no mercado.As embalagens devem ser construídasde maneira a se evitar qualquerperda de conteúdo quando preparadaspara transporte, perda essaque pode ser causada, nas condiçõesnormais de transportes, por vibraçãoou por mudança de temperatura,umidade ou pressão (resultante daaltitude).Toda essa explicação faz parte daintrodução ao assunto principal tratadopor Ariovaldo Francisco Paes,coordenador do departamento deprodutos perigosos da Slotter Indústriade Embalagens (Fone: 11 4791.2020): a homologação de embalagenspara o transporte de produtosperigosos.Conforme explica, os produtosperigosos devem ser acondicionadosem embalagens de boa qualidade, quesejam resistentes o suficiente parasuportar choques e carregamentosdurante o transporte, incluindo otransbordo entre unidades de transportee/ou entre os armazéns, bem comoqualquer remoção de um palete ousobreembalagem para um conseqüentemanuseio manual ou mecânico.Existem três grupos de embalagens:grupo X ou 1 – alto perigo;grupo Y ou 2 – médio perigo; e grupoZ ou 3 – baixo perigo. “Um grupode embalagem em uma classe significaque o grau de perigo pode variarconsiderando diversos fatores durantea classificação, como taxa dedecomposição, concentração, tempo,reatividade, etc.”, detalha Paes.O código de uma embalagemhomologada consiste de um númeroarábico indicando o tipo de embalagem:1 – tambor; 2 – barrica oumadeira; 3 – jerrican ou bombonas; 4– caixa; 5 – saco; e 6 – embalagemcomposta. O código também é compostopor uma letra maiúscula, indicandoa natureza do material que aembalagem foi construída: A – aço;B – alumínio; C – madeira natural; D– madeira compensada; F – madeiraaglomerada; G – papelão ondulado; eH – material plástico.Portanto, exemplifica Paes, o código4G significa caixa de papelãoondulado; o 1A1, tambor de aço comtampa fixa; o 6HG1, tambor de fibracom revestimento interno de plástico;e o 31HZ1 – IBC para líquidos, comrecipiente de plástico rígido.Em um outro exemplo mais completo,uma caixa que tem a descrição:4G/X 10/S/07BR/9203/CTA-PAAapresenta os seguintes significados: 4G: tipo da embalagem X: grau de risco (grupos 1, 2 e 3) 10: peso bruto máximo S: sólido ou combinado 07: dois últimos dígitos do anoque indica o prazo de validade daembalagem BR: país que produziu aembalagem 9203: número de registro da aeronave,no caso, que vai transportara embalagem CTA-PAA: quem certificou aembalagem aérea“Só se a embalagem for testada ehomologada ela pode ser codificada”,avisa Paes. Os testes para homologaçãosão rigorosos e envolvem ensaiosde desempenho em compressão(empilhamento), estanqueidade, pressãointerna, queda, cobb test, içamento,rasgamento, tombamento, aprumoe levantamento. Estes últimos cincosomente para embalagens IBC.Para certificação aérea, todo oprocesso é analisado e aprovado porTécnicos da ANAC – AgênciaNacional da Aviação Civil, e osensaios para aprovação estão descritosno manual DGR – DangerousGoods Regulations e no RBHA-21 –Regulamento Brasileiro de HomologaçãoAeronáutica.No caso de certificação marítima,todo o processo é analisado e aprovadopor Comandantes da Marinha queatuam na DPC – Diretoria de Portos eCostas, e os ensaios para aprovaçãoestão descritos no manual IMDGCODE – International Maritime DangerousGoods e na NORMAN-05.Já para a certificação rodoviária,todas as embalagens para transportede produtos perigosos deverão atendera ensaios de desempenho descritosna Resolução ANTT 420/04. Osensaios deverão ser executados emum laboratório acreditado e acompanhadospor um OCP – Organismo deCertificação de Produto que emitiráo Certificado de homologação comreconhecimento pelo INMETRO.


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200711“Para que as embalagensrecebam a Certificação eatendam aos requisitos daResolução ANTT 420/04 edas Portarias do INME-TRO, as empresas fabricantesde produtos ou de embalagens(denominados solicitantes)deverão escolherentre três modelos distintosde Certificação propostosno Regulamento de Avaliaçãoda Conformidade”, explicao coordenador dodepartamento de produtosperigosos da Slotter. Estestrês modelos são: Modelo 3 – Ensaio detipo, seguido de verificaçãoatravés de ensaiode amostras retiradasno fabricante; Modelo 5 – Ensaio detipo, avaliação e aprovaçãodo sistema de gestãoda qualidade do fabricante,acompanhamentoatravés de auditorias nofabricante e ensaio emamostras retiradas nofabricante; e Modelo 7 – Ensaio delote.Paes expõe, ainda, queatualmente há dois Regulamentosde Avaliação daConformidade (RAC) aprovadospelo INMETRO atravésdas seguintes Portarias:Portaria n° 326/06 – paraembalagens de até 400K/450 l; Portaria n° 250/06– para embalagens de 450 laté 3.000 l – ContentoresIntermediários para Granéis– IBC´s.Além disso, acrescentaque a Portaria n° 320, de14/08/2007, prorroga o prazopara que as embalagensutilizadas no transporte terrestrede produtos perigosossejam certificadas porum OCP – Organismo deCertificação de Produtopara 25 de janeiro de 2008.Sobre homologaçõesmultimodais, Paes declaraque não existe comunicaçãoprevista entre as Autoridadespara o aproveitamentode informações de homologação,ou seja, as homologaçõessão independentes.“O problema é ter de gastartrês vezes para homologarrodoviário, marítimo eaéreo”, expõe.Este conteúdo foi apresentadodurante o 1º SeminárioLegislação de Transportede Produtos Perigosos,realizado pela IFTTransportes (Fone: 116856.5900) no dia 30 deagosto último.●


R E V I S T A12 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICABATERIAS TRACIONÁRIASCuidado e atenção no descarte●Pelos materiais usados em sua construção, asbaterias podem apresentar sérios danos ao meioambiente, caso não sejam descartadas corretamente.Como se sabe, o descartede baterias e pilhas usadasrequer cuidados especiais,para que não haja prejuízoao meio ambiente. Seisto é sabido de todos, pressupõem-se,também é sabido quenem todos se preocupam emexecutar o descarte corretamente,daí elaborarmos estamatéria especial.LEGISLAÇÃOEm primeiro lugar, é precisodestacar que para o descartedestes materiais há decretos eleis que devem ser seguidas,sobre pena de levar os fabricantese recicladores a acusaçõesde crime ambiental.Primeiro, há a LegislaçãoFederal CONAMA 257, queregulamenta e considera osimpactos negativos causados aomeio ambiente pelo descarteinadequado de pilhas e bateriasusadas, e também a necessidadede se disciplinar o descarte e ogerenciamento ambientalmenteadequado de pilhas e bateriasusadas, no que tange à coleta,reutilização, reciclagem, tratamentoou disposição final.Esta resolução implementounormas para os fabricantes erecicladores, obrigando-os aserem responsáveis pelo descartedos produtos fabricados poreles.Por outro lado, a questão dasemissões de chumbo no Estadode São Paulo é regulamentadaRavazi, da Fulguris: houve tempoem que não se tinha o menorcuidado com o material descartadoFoto: Paulo Junqueirapela portaria da CETESB01/99,de 04/01/99, e pelo decreto997/76 (estadual), e fora doEstado por Órgãos Governamentais.Também há o Decreto8468/76 do Estado de São Paulo,que dispõe sobre a poluiçãodo solo, disposição final, acumulaçãotemporária e tratamentode resíduos de qualquer natureza.BATERIASTRACIONÁRIASNo caso específico das bateriasindustriais constituídas dechumbo e seus compostos, destinadasà movimentação de cargas,após seu esgotamento energéticodeverão ser entreguespelo usuário ao fabricante dabateria, obedecendo rigorosamenteas normas e legislaçõesambientais vigentes.“Solicitamos aos clientes quedeixem as baterias inservíveisacomodadas em lugar seco,coberto e com piso impermeável,prepare a nota fiscal deremessa para descarte e nos avise.Enviamos nosso transporte,que é próprio, com caminhãoespecial para esse tipo de cargae motorista habilitado atravésdo Curso de Movimentação deProdutos Perigosos – MOPP,recolhemos as baterias e as trazemospara nossa fábrica. Procedemosa abertura das baterias,neutralizamos os ácidos emnossos tratamentos de efluentes,separamos o plástico, o aço e ochumbo. O plástico extrusamose utilizamos em nossas própriasinjeções; o aço é encaminhadopara nosso fornecedor de chapas;e, por fim, as partes quecontêm chumbo são levadaspara nossa fundição na cidadede Pouso Alegre, MG, onde realizamosa purificação e transformamosem chumbo puro novamente”,explica Sandro Ravazi,gerente comercial da Fulguris(Fone: 11 6413.5604), quandoindagado sobre as ações daempresa no recolhimento dasbaterias tracionárias após o finalde sua vida útil.“A Nife disponibiliza a seusclientes um procedimento paraa destinação final ambientalmentecorreta das baterias apóssua vida útil. O processo funcionada seguinte forma: 1 - A Nifeemite uma carta de anuência aocliente; 2 – Envia um manualcom todas as informaçõesnecessárias para armazenamento,transporte e como emitir aNF e o MTR (Manifesto paraTransporte de Resíduos Perigosos);3 – O transporte fica a cargoda Nife ou do cliente; 4 – ANife envia a seus clientes, após oreprocessamento, um Certificadode Destinação Final; e, 5 –Comunica a CETESB sobre asquantidades reprocessadas anualmente”,explica, por sua vez,Adriano Santos de Almeida, chefedo Laboratório Químico daNife Baterias Industriais (Fone:11 6155.3874).Por sua vez, Wagner AntonioBrozinga, gerente de vendas daSaturnia (Fone: 0800 557.693),diz que “a bateria é devolvidapelo cliente em local indicadopela empresa, fica armazenadaem galpão coberto e provido decanaletas onde, num eventualvazamento, a água ácida é imediatamenteneutralizada e posteriormenteenviada para umaempresa especializada, parceirada Saturnia, para processamento”,diz o gerente de vendas.DESTINAÇÃO FINALSobre a destinação final dasbaterias tracionárias, ParaguassuBaio, diretor técnico da FortimExide (Fone: 11 6480.2520), diz que, no caso da suaempresa, ela é efetuada pelaTamarana, uma empresa queatua no ramo de beneficiamentocertificada pela CETESB.Almeida, da Nife, tambémexpõe que a sua empresa possuiparcerias com beneficiadoras desucatas de chumbo, todas autorizadaspela CETESB atravésde um CADRI - Certificado deAprovação para Destinação deResíduos Industriais.“Após todo o processo descritoanteriormente, reincerimosos materiais em nossas linhas deprodução”, completa Ravazi, daFulguris.Segundo Brozinga, da Saturnia,as baterias coletadas nosPontos de Coleta estratégicos daempresa são enviadas para aunidade fabril ou diretamentepara empresa homologada porÓrgão Governamental e Certificadana ISO 14.000, onde sãorecicladas e posteriormenteretornam em forma de lingotes.“No retorno, estes lingotes sãoanalisados por nosso laboratóriopróprio. Se aprovados, autoriza-Foto: Paulo Junqueira


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200713mos a entrada em nossoalmoxarifado e, posteriormente,sua utilização nalinha de produção”, completao gerente de vendas daSaturnia.Sobre os cuidados nesteprocedimento, Baio, da FortimExide, enumera: alojamentodas baterias para descarteem área coberta, pisocom alta resistência antiácida,área com canaletas e caixade contenção de resíduo eestação de tratamento.“A não contaminação desolo é muito importante, e omanuseio de sucata de bateriasé muito complicado:deve-se ter cuidado ao abrilaspara não deixar o ácidocair – para isso utilizamosmáquinas apropriadas. Aodesmontar os elementos écomum encontrar detritos dechumbo no fundo do jarro –esse detrito deve ser retiradocom muito cuidado e tambémtratado”, explica, porsua vez, Ravazi, da Fulguris.Almeida, da Nife, é maisdetalhista ao apresentar oscuidados. Armazenamento: éimportante que as bateriasestejam armazenadas corretamente,tanto no geradorcomo no beneficiador; Transporte:é importante que sejarealizado por empresas quepossuem autorização paratransporte de resíduos perigosos,e deve ser uma açãosegura, conforme as normasde transportes terrestre;Destino: é preciso certificar-sede que as bateriassejam enviadas e reprocessadasem empresas autorizadaspela CETESB.“Por estes resíduos representaremalto risco, devemser acondicionados em contêineresou recipientes quegarantam a integridade eestanqueidade, de acordocom a norma NBR 10.004.O transporte de bateriasdeverá atender ao decretofederal 96044, de 18/95/88,portanto o mesmo deverá serefetuado por pessoas habilitadase treinadas para o casode acidentes, nunca seesquecendo dos necessáriosEPI’s – Equipamentos deProteção Individual”, dizBrozinga, da Saturnia.DESCARTE NANATUREZASão várias e previsíveisas conseqüências do descartedestas baterias nanatureza.“Baterias usadas de


R E V I S T A14 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●quaisquer tipos ou características sendolançadas na natureza causam umimpacto ambiental contaminando olençol freático e o solo. O não cumprimentodas obrigações previstas naresolução sujeitará os infratores àspenalidades previstas nas leis NR6938”, diz Baio, da Fortim Exide.Pelo seu lado, Ravazi, da Fulguris,acredita que a pergunta certaseja: “quais as conseqüências deNÃO realizar o descarte”. Ele prossegue:“houve tempo em que não setinha o menor cuidado com esse tipode material, que era aberto por sucateirosdesinformados e grande partedos materiais contaminantes se perdiaem solo e rios. Era comum saberque sucateiros jogavam o ácido debaterias em riachos próximos ou atémesmo na rede pública. Se esse tipode contaminação continuasse a acorrerteríamos problemas seríssimosno meio ambiente. A conscientizaçãode usuários e fabricantes foi mudadaAlmeida, da Nife: reprocessamento emlocais inadequados causacontaminação do meio ambienteapós a resolução do CONAMA, em1999”, completa.“O descarte na natureza pode contaminaros rios, lagos e até mesmo olençol freático, dependendo da quantidadede baterias. O manuseio incorretopode causar vários danos à saúde,como contaminação por chumbo. Oenvio de baterias a empresas que nãopossuem compromisso com o meioambiente também é prejudicial à natureza,pois o reprocessamento emlocais inadequados pode causar contaminaçãodo ar, da água e do solo”,avalia, por sua vez, Almeida, da Nife.Brozinga, da Saturnia, tambémlembra que, como conseqüência imediatado descarte destas baterias nanatureza, teremos a contaminação dosolo e, dependendo do local, a contaminaçãodos mananciais. “E este últimoenvolve também a saúde pública,provocando efeito progressivo e irreversívelno organismo, afetandoórgãos vitais e podendo levar até mesmoà morte. Lembramos ainda queexiste co-responsabilidade das empresasque enviam suas baterias comesgotamento energético para empresasque não possuam qualquer tipo deresponsabilidade ambiental, podendoo responsável ser enquadrado em crimeambiental”, completa.●AssociaçõesABML: Está pronta a primeira normabrasileira de estruturas porta-paletesO Departamento de Sistemas deArmazenagem da ABML – AssociaçãoBrasileira de Movimentação e Logística(Fone: 11 3884.5930), sentindo anecessidade de uma melhor definiçãode parâmetros para projetar, construir eutilizar estruturas de armazenagem dotipo porta-paletes iniciou, a partir de2001, a elaboração de um “Manual deBoas Práticas e Procedimentos”, visandoa definição de regras claras e homogêneastanto no aspecto técnico comono comercial, a serem seguidas pelosfornecedores de Sistemas de Armazenagempara um aprimoramento noatendimento ao mercado. Este Manualfoi finalizado em meados de 2002 econtou com a participação de todas asempresas do Departamento.Ainda com os mesmos objetivos, aABML solicitou à ABNT – AssociaçãoBrasileira de Normas Técnicas acriação de uma Comissão de Estudospara o desenvolvimento da Normapara Sistemas de Armazenagem, encaminhandoo Manual elaborado em seuDepartamento de Sistemas de Armazenagem.Em 20 de fevereiro de 2006, aABNT, tendo por parâmetro o Manualda ABML, deu início ao trabalho dedefinição de Norma para os Sistemas deArmazenagem, através da instauraçãoda Comissão de Estudo Especial Temporáriade Sistemas de Armazenagem,com a participação de várias empresasfabricantes de estruturas, sendo a normadesenvolvida pelos técnicos dessasempresas. Foi homologada, assim, em 1de outubro de 2007, a NBR 15.524 –Sistemas de Armazenagem – Parte 1:Terminologia e a NBR 15.524 – Sistemasde Armazenagem – Parte 2: Diretrizespara o uso de estruturas tipo porta-paletesseletivos.O objetivo da norma é fornecerorientações sobre projeto, cálculo,montagem e utilização de estruturastipo porta-paletes seletivos (PPS) emsistemas de armazenagem. Destaca-seuma série de aspectos relevantes, taiscomo o capítulo “Utilização”, queorienta o usuário sobre a forma corretade carregamento das unidades de cargasno porta-paletes seletivo, bem como osprocedimentos de movimentação dasunidades de cargas nas estruturas. Já ocapítulo de “Inspeção” é de extremaimportância para determinar a necessidadede troca e manutenção na estrutura,bem como para garantir a segurançada operação como um todo. Ainda nessecapítulo destaque para a responsabilidadeda inspeção é do usuário.Segundo Robson Abade, gerente deprojetos da Fiel, que participou ativamenteda confecção da Norma, o setorde sistemas de armazenagem passarápor uma revolução com a publicação danorma, pois “o tipo de estrutura maispopular do mercado finalmente teráregras e parâmetros comuns para todosos fabricantes e usuários”.Abade comenta que o porta-paleteseletivo, como passará a ser chamado,representa cerca de 70% das soluçõesadotadas hoje nos projetos de logística edistribuição. Para os usuários, a novanorma trará imediatamente grandesbenefícios, mas também algumas responsabilidades.Para as empresas consumidorasdeste tipo de estrutura, ficarámais fácil equalizar os fornecedores,seu departamento técnico terá umaorientação para testes do material recebidoe o usuário final terá parâmetrosbem claros de utilização e manutenção.Em contrapartida, fica a cargo do usuárioagora a inspeção de segurança dasestruturas, inclusive com a periodicidadedeterminada. Abade completa dizendoque, pessoalmente, fazer parte dacriação de uma norma é uma experiênciaúnica. “O contato com os profissionaisda ABNT, da ABML, com os colegasde profissão e os usuários gerou tecnicamentee trouxe a todos um sentimentode união importante”, completa.As reuniões da comissão continuamacontecendo quinzenalmente, às segundas-feiras,na sede da ABNT - RuaMinas Gerais, 190 – Higienópolis – SãoPaulo – SP, e são abertas a todos os participantesinteressados. Atualmente acomissão está discutindo o projeto denorma para porta-paletes seletivos detráfego interno, popularmente conhecidoscomo "Drive-In".A norma pode ser comprada naABNT ou através do site da Associaçãowww.abnt.org.br ●


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200715Notíciasr á p i d a sPneu com bandade rodageminteligenteFR85 Vangard é o últimolançamento em pneus daPirelli (Fone: 0800 7287638).Ele possui banda de rodageminteligente, com indicadoresque possibilitam ao usuáriopreservar a carcaça no iníciode sua utilização e no final daprimeira vida do pneu. “Oconsumidor consegue detectarvisualmente, logo no inícioda utilização, se o pneuestá gastando mais de umlado do que de outro. Comisso, ele tem a oportunidadede verificar irregularidades nasuspensão do veículo e atuarna sua correção, eliminando apropagação do desgaste”,conta Fernando Ruoppolo,diretor da Unidade de NegóciosTruck da Pirelli Pneus.Foram investidos US$ 3,5milhões no desenvolvimentodo FR85 Vangard e em novastecnologias para produtosdestinados ao segmento decaminhões e de ônibus.Plataformaelevatória paracaminhões levesA Marksell (Fone: 114789.3690) apresenta umanova versão de sua plataformaelevatória de carga veicular,o modelo MKS 500 P3E,especialmente desenvolvidopara aplicação em caminhõesleves, com PBT a partir de3.000 kg. “Esta nova versãochega para atender às necessidadesda operação de distribuiçãode cargas, em carrinhosou paletes, em grandescentros urbanos, para o que,cada vez mais, são necessáriosveículos com agilidade edimensões reduzidas”, declarao diretor da empresa, EdisonSalgueiro Junior.


R E V I S T A16 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007RASTREAMENTO E MONITORAMENTO●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●Segurança começa na boa escolhada gerenciadora de riscoIdoneidade, casos de sucesso, qualidade da equipe, rota, capacitação técnica, homologações junto às seguradoras,estrutura física e operacional são alguns dos itens que devem ser avaliados na escolha de uma gerenciadora de risco.Sua empresa tem gerenciamentode risco? Pretendeter, mas gostaria de maisdetalhes sobre o assunto? Quersaber como escolher a melhorprestadora deste serviço? Respostasa estas e a outras questõesestão nesta matéria especial darevista LogWeb, que, além decontar com a participação daGristec/Sindirisco – AssociaçãoBrasileira das Empresas deGerenciamento de Riscos e Tecnologiade Monitoramento eRastreamento/Sindicato Nacionaldas Empresas de Gerenciamentode Riscos e das Empresasde Tecnologia de Rastreamento eMonitoramento (Fone: 11 5072.6902), apresenta as opiniões derepresentantes de quatro empresasdo setor.Para começar, vale umimportante questionamento: Oque é o gerenciamento de risco?Marcio Luiz Lira, diretorpresidenteda AngelLira RastreamentoSatelital (Fone: 493361.1777), expõe que é o contínuoprocesso de aprendizagemprocedimental, sustentado porpilares de bons profissionais,tecnologia e redundância. “Afinalidade é a integridade doveículo, da carga e do condutor,fazendo com que o transportadortenha, como principalganho, o tempo”, declara.Segundo Marcio, este nichoestá cada vez mais cheio deaventureiros, que acham quebasta um computador paragerir risco. “Empresas que seFoto: Controlsatespecializam e têm um controlede qualidade, segurança,redundância (até de pessoas),reciclagens e aperfeiçoamentonas tecnologias constantes sãomuito poucas ou quase inexistem”,revela.Na definição de DécioSegreto Junior, diretor comercialda Panorama Segurança eLogística (Fone: 12 3797.2002), gerenciamento de risco éo processo de implantação decontrole no monitoramento defrotas utilizando profissionaisespecializados, frotas de apoio,sistemas, equipamentos de rastreamentoe telecomunicaçõescom o objetivo de minimizar aocorrência de sinistros durante amovimentação de veículos oupessoas.De acordo com ele, estemercado é formado por empresasque possuem centrais demonitoramento 24 horas, capacitadaspara a avaliação operacionaldos seus clientes e elaboraçãode PGR's – Planos deGerenciamento de Risco apósa realização de consultoriaespecializada na identificaçãodos fatores congruentes àsnecessidades da movimentaçãoda frota em questão.Telmo Moreno Vieira, diretor-executivoda WCS LatinAmérica Indústria e Comércio,Controllsystem (Fone: 21 2114.6965), divide essas empresasem três setores: seguradora –muitos casos a demandante;gerenciadora – análise, planejamentoe monitoramento; e detecnologia – responsável peloequipamento rastreador e seufuncionamento.Pelo lado mercadológico,Diógenes José de Arruda,gerente comercial da SevaEngenharia Eletrônica (Fone:31 3211.1000), analisa que agestão de risco no transporte eem frotas está intrínseco à gestãode logística, buscandoredução de custos e riscos eaumentando a competitividadeem um mercado onde cadacentavo é essencial para amanutenção de um bom contrato.Arruda acrescenta que ogerenciamento de risco incluio acompanhamento de todo ociclo do transporte e condutado motorista, como velocidade(limites), locais de paradas(autorizados ou não) e pânico(alerta de situações críticas),desde o carregamento até oretorno à base, além da verificaçãodos antecedentes doscondutores do veículo. “Aempresa, para gerir risco, temde, antes de tudo, ser idônea,reta, honesta e confiável nomercado, e não um simplesaventureiro, pois há vidas emjogo”, alerta.ESCOLHA CERTAPara acertar na escolha deuma gestora de riscos, Marcio,da AngelLira, aconselha levarsempre em consideração a flexibilidadeda empresa, já que,lembra ele, vivemos em ummeio que muda na velocidadeda tecnologia. “Se a empresa éidônea, deve-se conhecer suaestrutura e seus meios de gestão.Uma vez pontuadas estasquestões, o cliente deve observaro que além do gerenciamentode risco a empresa oferece”,declara, acrescentandoque o preço é o último elementoque se deve considerarquando se trata de segurança.Quanto à escolha da tecnologia,a AngelLira recomendasempre um estudo das principaisrotas utilizadas, pois, deacordo com Marcio, existemequipamentos somente viacelular e outros híbridos (celular+ satélite) que podem causardanos à operação se foremmal planejados. “O que otransportador deve ter emmente é que um equipamentosomente via satélite, hoje emdia, é o pior negócio possívelde fazer, pois além de engessáloem suas operações sistêmi-Foto: Stock.xchng


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200717cas, o custo da comunicaçãoe manutenção é elevadíssimo”,avisa.Já Vieira, da Controllsystem,explica que geralmenteé a seguradora queaponta quem será o gerenciador,e não o cliente(transportador).Em sua opinião, a escolhapela empresa de gerenciamentodeve ser feita comanálise dos casos de sucesso,do índice de recuperação,da existência de apoiotático móvel na região emque a carga irá transitar, naqualidade do diagnósticoque a companhia apresentasobre os processos, equipee rota.De acordo com ele,geralmente é a gerenciadorade risco que aponta aempresa de tecnologia,também não cabendo aocliente tal escolha. Estadeve ser verificada quantoaos casos de sucesso, açõesno Procon, capacidade técnicaem resolver não-conformidadesnum curto espaçode tempo e dentro daárea onde a carga irá transitar,estabilidade do equipamento,redundância na operaçãode comunicação eenergia, qualidade na instalaçãoe preferencialmenteque disponibilize ao clienteo monitoramento em conjuntodo veículo via WEB,bem como acrescente relatóriosde logística à ferramentapara reduzir o custoda operação.Segreto Junior, da Panorama,por sua vez, recomendaavaliar estruturafísica e operacional adequadas,escolher empresaspossuidoras de sistemascontingenciais, equipestreinadas, capacitação técnicae homologações juntoàs seguradoras.E para saber de tudoisso, Arruda, da Seva, sugerebuscar informações nomercado e com clientes dagerenciadora, além de visitara empresa para conhecerquem será seu parceiro desegurança.A respeito de tecnologia,Arruda diz que cada operaçãonecessita de um tipo deserviço e hardware – não sedeve simplesmente escolherum produto de prateleira,e, sim, buscar a tecnologiaque de fato necessite.“Devemos considerarque estamos pagando porserviço e produto, e temoso total direito de escolher o


R E V I S T A18 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●que realmente venha a atender”,acrescenta. Para ele tambémé importante considerar ascertificações nas entidades eórgãos.ESCOLHA ERRADAA escolha errada da gestorade riscos, para Marcio, daAngelLira, acarreta em atrasosde procedimentos (liberações,desengates, bloqueios, etc.) ounão cumprimento deles, causando,em casos de sinistros,uma ação reversa por parte daseguradora. Quanto à tecnologia,pode gerar custos elevadosem manutenção, comunicação,inflexibilidades de softwaresou de desenvolvimentos personalizados.De acordo com Vieira, daControllsystem, perde-se acarga, possivelmente o casco,a seguradora não paga a apólicee a empresa perde o prêmio.Ele diz que o mau gerenciamentode risco não apontamelhorias e correções no processoe, com isso, a empresaterá um custo maior errando asmesmas coisas.No caso de um mau produtoou de uma instalação ruim,Vieira conta que o cliente acabaráperdendo a garantia nochicote do veículo (caso 0km), pode ter inúmeros prejuízosquanto a defeitos no veículoe, conseqüentemente, tempoparado, gerando perda financeira.“Se não escolher as pessoascertas, aumenta-se o seu custode operação e continua correndoos mesmos riscos. Se a parceriafor bem estabelecida,melhoram-se os processos,reduz-se o custo de operação etem-se maior segurança”,garante o diretor-executivo daFoto: Stock.xchngControllsystem.Segreto Junior, da Panorama,e Arruda, da Seva, aindaacrescentam como conseqüênciadas escolhas erradas prejuízoscom o patrimônio, negativaçãode pagamento de sinistrospelas seguradoras, vazamentode informações estratégicas,risco de morte e donegócio e perda da credibilidadedos embarcadores e clientes.OBRIGATORIEDADEDE RASTREADORESE BLOQUEADORESPara reverter os alarmantesíndices de furto e roubo de veículosno país, foi publicadapelo Contran – ConselhoNacional de Trânsito a Resolução245. De acordo com ela, apartir de agosto de 2009, todosos veículos produzidos no Brasile importados terão de sairde fábrica com dispositivosantifurto de rastreamento ebloqueio remoto instalados.Segundo o Denatran –Departamento Nacional deTrânsito, cerca de 390 mil carrossão roubados ou furtadosno país todos os anos. Dessetotal, apenas 200 mil (51%)são recuperados. Para o Denatran,o novo sistema desestimularáa ação dos criminososao permitir a recuperação deaté 90% dos veículos roubados,reduzindo, por tabela, ovalor do seguro.A AngelLira não tem dúvidade que esta lei será o melhornegócio para o usuário. SegundoMarcio, além de segurançaadicional que isto proporcionará,a gestão da informação parao usuário, em relação aos deslocamentosdo veículo, seráavançadíssima. “Acreditamosque o usuário poderá escolhero equipamento e serviço quemais lhe emprega benefícios”,opina.Vieira, da Controllsystem,acredita que as seguradoras deveículos, principalmente parapessoas físicas, irão potencializaro aumento da carteira deseguros, reduzindo os negóciosprováveis com as empresas detecnologia e, na maioria doscasos, concentrando as operaçõesde gerenciamento de riscopara o mercado de transporteem poucas empresas, o que provavelmentepoderá levar asmesmas seguradoras a realizaremesta tarefa.Ele também informa quequem escolhe o equipamento éa montadora de veículos. Já oDenatran, continua Vieira,nada fará a nível nacional,“devido à complexidade deoperar um sistema desta magnitudeem um curto espaço detempo, pois o mesmo não possuiinfra-estrutura para isso,bem como não existe no Brasilnenhuma empresa que sozinhaconsiga operar a demandatoda. A operação continuarábem aplicada de forma regional”,declara.Um outro fator relevantepara esta operação, de acordocom o diretor-executivo daControllsystem, é a falta demão-de-obra qualificada nopaís para operar estes sistemas.“Monitoramento sério não ételemarketing”, acrescenta.Para Arruda, da Seva, osórgãos governamentais deverãocontar com o apoio de entidadesespecializadas e homologadaspor Denatran, Anatel, etc. E aescolha do equipamento deveriaser feita por um conselho deÓrgãos Fiscalizadores e Entidades,como Gristec e outras.Já na opinião de SegretoJunior, da Panorama, damaneira como vem sendodeterminada, a lei fere o códigodo consumidor em doisaspectos fundamentais:nãopermite ao comprador do veículoa escolha do rastreadoradequado às suas necessidades;e obriga o consumidor a,caso queira habilitar o equipamento,ser atendido pelaempresa fornecedora do módulode rastreamento, novamentesem opção de escolha.“A lei seria interessante sepermitisse ao consumidor aescolha de uma série de equipamentospré-aprovados e,também, de uma lista deempresas habilitadas ao monitoramentodos carros”, complementa.●A Gristec/Sindirisco surgiu em 2005 paraidentificar e qualificar as empresas de gerenciamentode riscos e tecnologias de monitoramentoe rastreamento. Cyro Buonavoglia, presidenteda Gristec/Sindirisco, revela que estessegmentos surgiram há mais ou menos 12anos e, conseqüentemente, as empresasforam surgindo, por isso o mercado careciade informações sobre o assunto, até mesmopara poder selecionar as que têm condiçõesde prestar um bom atendimento e apresentamuma qualidade de serviços satisfatória.Já o Instituto Totum, especializado em certificações,tem o objetivo de auditar as informaçõesfornecidas e, caso estejam de acordocom critérios mínimos estabelecidos, aempresa auditada recebe o Selo de IdentificaçãoGristec, detalha Buonavoglia.De acordo com estatísticas da ANTT – AgênciaNacional de Transportes Terrestres, existemcadastrados em torno de 1 milhão e 700mil veículos de transporte de cargas, dosquais menos de 10% possuem sistemas derastreamento e monitoramento, “existindo aíum grande mercado a ser atingido”, revela opresidente da Gristec/Sindirisco.Segundo ele, a associação objetiva divulgar aoO papel da Gristec/Sindiriscomercado, de maneira institucional, os detentoresdo Selo de Identificação Gristec e discutirtodos os interesses comuns das duas atividadesempresariais que representa, tais comojurídicos, tributários, estabelecimento de parceriascom outras entidades, etc.A importância do Selo de Identificação Gristec,declara Buonavoglia, está exatamente emse transformar numa ferramenta para que ostransportadores, embarcadores, operadoreslogísticos, seguradoras e corretores de segurosespecializados em transporte de cargaspossam escolher adequadamente as empresasque têm condições de prestar um bomserviço e fornecer um produto condizentecom o que se propõem a fazer.Para os usuários do gerenciamento de risco,o benefício em contratar uma empresa associadaà Gristec/Sindirisco, de acordo com opresidente da associação, é que eles terão acerteza de que as informações prestadaspelas empresas certificadas dentro dos prazosde validade de cada certificação sãoauditadas por uma companhia isenta e qualificada.Segundo Vieira, da Controllsystem, o Selode Identificação Gristec “é excelente para ocliente, pois, se bem aplicado, separa o joiodo trigo, e excelente para as empresas, poisagrega um diferencial competitivo no mercadoe gera maior credibilidade ao contratantee/ou parceiro”.Para Arruda, da Seva, a grande e maior eficáciade uma certificação com associadosidôneos é a garantia de serviços e produtos,“haja vista que quem certifica e homologasão pessoas do ramo e conhecedoras,muitos até cátedras do que estão auditando”,expõe.Parceria Gristec/Sindirisco e SerasaBuonavoglia, daGristec/Sindirisco:há um grandemercado a seratingidoNo mês de outubro último, a Gristec/Sindirisco e a Serasa – empresa privada dedicada aoarmazenamento de informações cadastrais para pessoas físicas e jurídicas – fecharam parceriapara facilitar o acesso a informações de cadastros pelos associados das duas entidades.Como benefícios, trará redução nos custos das consultas cadastrais referentes às pessoasfísica ou jurídica e um atendimento diferenciado. Além do benefício financeiro, as empresasassociadas à Gristec/Sindirisco vão contar com tratamento individualizado, mais eficiente erápido, pois poderão obter as informações diretamente pelo sistema, sem necessidade defazer o pedido de consulta à Serasa.“Esta parceria demonstra a preocupação de facilitar o trabalho e aumentar a confiança dasempresas associadas com relação aos negócios e a consulta de créditos”, explica WanderleySigali, diretor executivo e comercial da Gristec/Sindirisco.


R E V I S T A20 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●AgendaDezembro 2007CursosIncotermsPeríodo: 3 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.com/agenda.phplognet@cebralog.comFone: (19) 3289.4181Como Estruturar umOperador LogísticoPeríodo: 3 e 4 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: IMAMInformações:www.imam.com.brimam@imam.com.brFone: (11) 5575.1400Fundamentos da Logística eSupply ChainPeríodo: 4 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.com/agenda.phplognet@cebralog.comFone: (19) 3289.4181Operadores Logísticos:Contratação e Gestão deRelacionamentoPeríodo: 4 e 5 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: CEL - Coppead/RFRJInformações:www.centrodelogistica.com.brcel@coppead.ufrj.brFone: (21) 2598.9812Desenvolvimento Práticode EmbalagensPeríodo: 5 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: IMAMInformações:www.imam.com.brimam@imam.com.brFone: (11) 5575.1400Gestão Integrada de Demandae SuprimentosPeríodo: 5 de dezembroLocal: Campinas – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.com/agenda.phplognet@cebralog.comFone: (19) 3289.4181Dimensionamento de Estoquede Segurança e EstoqueSazonalPeríodo: 6 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.com/agenda.phplognet@cebralog.comFone: (19) 3289.4181


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200721Maximizando a Utilização doEspaço no ArmazémPeríodo: 6 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: IMAMInformações:www.imam.com.brimam@imam.com.brFone: (11) 5575.1400Técnicas de PlanejamentoLogísticoPeríodo: 6 e 7 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: IMAMInformações:www.imam.com.brimam@imam.com.brFone: (11) 5575.1400Auditoria Logística em Comprase SuprimentosPeríodo: 7 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.com/agenda.phplognet@cebralog.comFone: (19) 3289.4181Gestão Estratégica deEstoques eArmazenagemPeríodo: 7 e 8 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: IMAMInformações:www.imam.com.brimam@imam.com.brFone: (11) 5575.1400Logística naConstrução CivilPeríodo: 8 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.com/agenda.phplognet@cebralog.comFone: (19) 3289.4181Formação de Analistas emOperações LogísticasPeríodo: 12 a 14 de dezembroLocal: São Paulo – SPRealização: IMAMInformações:www.imam.com.brimam@imam.com.brFone: (11) 5575.1400Transporte emContêineresPeríodo: 18 de dezembroLocal: Campinas – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.com/agenda.phplognet@cebralog.comFone: (19) 3289.4181Envie-nos já a programação deeventos 2008 da sua entidadepara publicação gratuita naagenda da revista e do portalLogWeb.jornalismo@logweb.com.br


R E V I S T A22 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●MULHERES NA LOGÍSTICADiferencial feminino estápresente em vários cargosElas são analistas, gerentes, supervisoras, coordenadoras e operadoras de empilhadeiras, e acrescentam comodiferencial ao trabalho dinamismo, atenção, flexibilidade e concentração, além de intuição e sensibilidade.Chegou novamente omomento especial dasmulheres na revista Log-Web. Como já faz parte da pautaanual do veículo, a matéria“Mulheres na Logística” traz esteano uma análise das exigênciasdo mercado, o diferencial femininono setor, as dificuldadesenfrentadas e as dicas para asmulheres que quiserem atuar nosegmento. Tudo isso apontadopor elas mesmas.DIFERENCIAISDiferenças. É claro quehomens e mulheres possuemmuitas diferenças em diversosaspectos. Mas e no campo profissional,principalmente na árealogística, qual o diferencialdelas?Bianca Francine Pollnow,gerente de logística do Centro deDistribuição da Britânia Eletrodomésticos(Fone: 47 3431.8412) em Joinville, SC, acreditaque a mulher tem como diferencialser extremamente detalhista,além de lidar melhor com a relação“razão x emoção”. “Certamentea mulher é mais compreensiva,utiliza o bom sensonas tomadas de decisão e naadministração de conflitos, assimcomo tem o poder de negociação,que é fundamental em determinadassituações. Creio quenestes quesitos a mulher temvantagem sobre os homens”,aponta.Dinamismo, atenção, sensibilidade,flexibilidade e concentraçãotambém são outras característicasfemininas vistas comodiferencial da mulher no campode trabalho. “O homem é maisobjetivo, e às vezes até meio secono relacionamento com outrosprofissionais, ou até mesmoclientes. A mulher procura ver ooutro lado da situação”, comparaElaine Bassi, encarregada operacionalda Braspress (Fone: 113429.3333), filial de Bauru, SP.Para Ana Paula de Araújo,analista de logística da Sadia(Fone: 0800 7028800), as mulheresencontram soluções mais eficazese de menor custo por saberemanalisar melhor as situações.“A mulher tem vontade, intuição,dedicação e uma grande vontadede conquistar de vez esse mercado”,destaca.Na opinião de AparecidaPereira, supervisora de logística(PCE – Planejamento e Controlede Estoques) da Netuno Alimentos(Fone: 81 2121.6868), asmulheres são mais responsáveisem termos de levar um desafio àfrente. “Elas se desempenham aomáximo quando lhe dão algumachance de mostrar como sãocapazes”, declara.Por sua vez, Eliane Parra,supervisora de importação daAlcon Laboratórios do Brasil(Fone: 0800 7077993), apontaoutras diferenças. “As mulherespossuem um senso crítico apuradoe são capazes de lidar comsituações de stress com equilíbrio.São capazes de buscar alternativasinusitadas para mudar osvelhos hábitos, desafiando osvelhos paradigmas. É uma coisanatural da mulher”, diz.Para Adriana Firmo, gerentegeral da Still Brasil (Fone: 114066.8100), a principal contribuiçãofeminina na logística estána maneira de gerir as equipes,“dando um toque mais suave àsrelações de trabalho sem perdada qualidade e eficiência”.EXIGÊNCIASDicas p● Adrian“vá à lutaatrás deSei que ades paranal do sesão granem qualqmercadonada impquando gque fazemcaso, portenho dopequenosRio, passo de dois a três dias da semana em Sãeventualmente também preciso viajar para outropara o exterior. É lógico que uma boa estruturafamiliar são fundamentais para dar conta de tudtive a sorte de ter uma família maravilhosa queincentiva a todo o momento”.● Adriana, da Ultragaz: “este mercado é ótimonecessários determinação, força e persistênciatar os desafios”.● Alessandra, da Delphi: “é um mercado exceleSerá que é o mercado que exigemais das mulheres ou é amulher que exige mais de si mesma?As opiniões divergem.Para Adriana Nicolau, analistade logística da Cia. Ultragaz(Fone: 11 3177.6677), a mulherexige mais dela mesma, e poreste motivo está se destacandono mercado.Alessandra Vilcek, coordenadorade logística e comércioexterior da Delphi AutomotiveSystems do Brasil (Fone: 08000118135), concorda. Esta situação,segundo ela, acontece porqueas mulheres sentem queestão sendo sempre colocadas àprova.É o que também acha Bianca,da Britânia. Para ela, a mulherexige muito de si mesma, lutapara conquistar seu espaço e derrubaro dito popular que a considerao “sexo frágil”. “Ela sempreestá na vitrine tendo quedemonstrar sua capacidade noque faz”, diz.


LogWebR E V I S T As para as mulheres que querem entrar no mercadoAdriana, da Still:vá à luta e corratrás de seus sonhos!ei que as dificuldaespara a profissioaldo sexo femininoão grandes, neste em qualquer outroercado, mas não háada impossíveluando gostamos doue fazemos. No meuaso, por exemplo,enho dois filhosequenos, moro noa em São Paulo eara outros estados etrutura e suportea de tudo, e aindasa que me apóia eé ótimo, mas sãostência para enfrenoexcelente paraatuação das mulheres, pois é dinâmico como nós, e estamosconstantemente vivenciando situações novas, desafiadorase empolgantes”.● Ana Paula, da Sadia: “é maravilhoso... adoro trabalharcom logística, mas a dica para as mulheres é que estejampreparadas, com conhecimento, experiência, emocionalmentee que não tenham medo de desafios. Eles vão ser muitos,mas também sempre vamos encontrar homens nesta áreapara apostar em nós, e esse é o primeiro passo para podermosmudar essa mentalidade do mercado logístico”.● Aparecida, da Netuno: “primeiramente as mulheresdevem procurar informações sobre a área, a fim de a conheceremmelhor, buscando assim uma identificação em umdos setores da logística. As oportunidades que estão sendooferecidas pela área são diversas, mas é necessário reconhecerdentro de si mesma essa vocação. O segmento logísticoé carente de profissionais, dessa forma as oportunidadesestão sempre surgindo, precisamos estar preparadas nahora certa para não deixar passar. Assim, as pessoas queestiverem mais preparadas para atuarem nesse ramo terãograndes oportunidades de mostrar sua capacidade e talento,tendo o prazer de fazer parte de um dos setores mais velozese dinâmicos de uma organização, e é isso que nos fazsentirmos realizadas, quando temos o reconhecimento pelonosso trabalho”.●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007● Bianca, da Britânia: “alogística é um segmento fascinante,uma área extremamentedinâmica, sem rotinas,onde você aperfeiçoa criatividade,agilidade e poder denegociação. Porém, paraquem deseja atuar na área,deve ter muita capacitação ecomprometimento, pois nomundo competitivo em quevivemos atualmente, além depreço e qualidade, a logísticatem de ser um dos grandes diferenciais da empresa”.● Elaine, da Braspress: “diria que é extremamente competitivoe concorrido, mas que vale a pena trabalhar nele”.Eliane, da Alcon: “que a mulher seja perseverante e nunca seabale. Haverá muitos obstáculos, mas é necessário persistir.Aposte em si mesma. Nunca desista. Procure aprender omáximo e colocar em prática. Seja criativa”.● Kelly, da Air Liquide: “para qualquer área que uma mulherpossa escolher, o importante é ter paixão e vontade. Não mevejo atuando em outro setor. Quem se apaixona pela logísticavive arduamente esse sentimento. É preciso saber lidarcom o inesperado”.23Para Adriana, da Still, além deexigir mais de si mesma, a mulherprecisa apresentar o dobro do resultadoque um homem ocupando omesmo cargo para que seja aceita erespeitada em seu meio. “Culturalmenteainda está muito presente aidéia de que primordialmente nascemospara ser mães e cuidar dos afazeresdomésticos, e quando nos dedicamosa uma profissão temos queprovar o tempo todo que tambémpodemos acumular as funções demães, esposas, donas-de-casa e executivas.”Eliane, da Alcon, acredita queesta exigência feminina ocorre porqueé evidente que a superação énecessária para conseguir algumespaço no mercado, já que a competitividadeé grande. Devido à discriminação,principalmente em cargosmais altos, ela acredita que há anecessidade de exigir cada vez maisde si “para conseguir algum destaque,superando a desvantagem de sermulher neste mundo de negócios queainda é dominado pelos homens,especialmente a área de logística”.Na opinião de Aparecida, daNetuno, por quererem quebrar asbarreiras do preconceito, as mulheressempre exigem mais de si mesmas,por isso procuram sempre sedestacar dentro da sua área. “Seencararmos os desafios, nunca teremosmedo de nos mostrar para omercado de trabalho onde atuamos”,salienta.A respeito do mercado, Aparecidaacredita que ele é exigente não sócom as mulheres, mas com todos osprofissionais. “Hoje em dia, se aspessoas não estiverem capacitadaspara atuar em qualquer área nãoUma frota de mulheresA PSA Peugeot Citröen (Fone: 24 3358.7119), montadora que tem seu recebimentoterceirizado pelo operador logísticoGefco, possui uma equipe de operadoresde empilhadeira formada apenas pormulheres.Elas acreditam que entre os diferenciaisdas mulheres na área operacional logísticaestão: tranqüilidade e delicadeza, resultandoem qualidade; e cuidado na hora dotransporte, já que a mulher tem uma atençãomaior em seu trabalho, além de sermais atenciosa, organizada, perfeccionista,sensível, minuciosa e perspicaz, conseqüentementecausando menos problemasou erros.Sobre se o mercado exige mais das mulheresou se é a mulher que exige mais de simesma, Ana Cláudia da Silva, Carla Carolinedo Nascimento, Denise Lopes Rios e IngridCarlos Costa acreditam que a mulher exigemais de si mesma, isso porque está semprequerendo mostrar que é capaz, também porsofrer um certo preconceito no mercado detrabalho e pelo fato de querer constantementequebrar as desigualdades com relaçãoao tabu “fragilidade”.Já para Lenita Martins de Oliveira, da mesmaforma com que a mulher exige de simesma, querendo ocupar novos postos erealizar um trabalho de qualidade, o mercadotambém exige dela, pois ainda há preconceitona realização de algumas tarefas.Também é o que pensa Marília de AlmeidaSilva. “As mulheres sempre exigiramdireitos iguais e agora o mercado e asociedade exigem delas a mesma competênciados homens, o que faz com queelas próprias se sintam na obrigação decorresponder e até superar as expectativas,valorizando, assim, a oportunidaderecebida”.Será que para as operadoras de empilhadeirada PSA a mentalidade de que alogística é “coisa de homem” está semodificando? Carla e Lenita acreditam queem certos casos sim, porque o trabalhomuitas vezes exige um pouco mais de forçafísica. Mas, segundo elas, a mentalidadejá está se modificando e as mulheresestão a cada dia ocupando mais espaçoneste setor.Marília também acha que sim, mas amudança é gradativa. “As mulheres têmmostrado que a mudança é positiva e queelas vêm para somar, e não tomar o lugardos homens”.E o que elas diriam sobre este mercadopara alguma mulher que pretende atuarnele? “Persistir é imprescindível, porqueas conquistas são proporcionais à disposiçãopara superar as dificuldades. Não hávitória sem luta”, declara Marília.“Que todas as mulheres, em qualquer queseja o trabalho, acreditem na capacidade”,diz Ana Cláudia.“Coragem é o que posso aconselhar àsmulheres, além de um aviso: faça o seu trabalhosempre e deixe os comentários maldososde lado”, sugere Carla.“Elas têm que correr atrás e fazer acontecer,porque nós vamos conseguir mostrar quetambém sabemos fazer com qualidade”,comenta Denise.“Este mercado é promissor e está seexpandindo cada vez mais”, avisa Ingrid.“Que se for de sua vontade, a mulher deveinsistir nessa carreira, pois a logística éessencial para muitas empresas”, completaLenita.


R E V I S T A24 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007Pelo lado dos homens que trabalhamcom mulheres na área logística,Luiz Carlos Lopes, diretor deoperações da Braspress TransportesUrgentes, declara que há umaevidente transformação nos mercadosde trabalho e a mulher, a cadadia, nos tempos atuais, conquistamais seus espaços. “No mercadologístico não é diferente, principalmenteaqui na Braspress, cuja experiência na contrataçãode mulheres nos processos operacionais – motoristas,conferentes, encarregadas de operações, expedidoras/digitadoras,operadoras de gerenciamento de risco,entre outras funções – mostra que elas são muitocapazes e eficientes. Tanto que determinamos ‘cotasmínimas’ de participação, com o objetivo de maximizálasem nosso quadro funcional”, expõe.Ele explica que a principal característica que motiva aempresa a ter as mulheres no quadro de funcionários éa disposição no enfrentamento de uma rotina diferentedaquela habitualmente enfrentada, “e que, diga-se depassagem, fazem com uma natureza que lhes é peculiar...serenidade, equilíbrio, bom senso, disposição,O que ele diz sobre elasterão sucesso nesse mercadocompetitivo, que a cada diaexige mais dos profissionais.Na área de logística não é diferente,é preciso estar sempreatualizado e disposto a qualquerdesafio que lhe é dado,procurando fazer da sua profissãouma das melhores no mercado”,comenta.Pelo outro lado, Ana Paula, daSadia, crê que o mercado exigemais das mulheres. “Para termoso mesmo cargo, função e saláriodos homens, temos que ter maisestudo, nos dedicarmos mais e●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICAorganização, entre outras... caracterizando-as de modo‘diferente’ quando comparadas a um padrão masculino”,salienta.Lopes acredita que o traço de exigência faz parte dapersonalidade feminina, portanto seu avanço no mercado,tradicionalmente ocupado pelos homens, é frutodaquilo que elas próprias exigem de si.De acordo com o diretor de operações da Braspress, aprincipal dificuldade enfrentada pelas mulheres no setorlogístico é o preconceito de que a atividade é masculina.Outro fator destacado por ele é a conciliação dasatividades profissionais com as domésticas, pois écomum que após a rotina profissional a mulher aindatenha que vencer os afazeres domésticos.O recado dado por Lopes para aquelas que pretendematuar no mercado logístico é o seguinte: “vocêsserão muito bem-vindas. A atividade no setor logísticooferece boas e novas oportunidades de trabalho,mas você deverá enfrentar o preconceito de formainteligente, sempre respaldada pela razão. Em nossaorganização, o salário ‘feminino’ é igualmente pago,quando comparado ao salário pago aos homens,valor que no mercado, normalmente, é depreciadoem torno de 20%”, finaliza.●provarmos constantemente quetemos mais conhecimento.”Já para Kelly Glaucia TiossoFormigoni, analista de logísticana Air Liquide Brasil (Fone: 114549.9314), empresa de Gasesdo Ar - Industriais e Medicinais,a resposta é: ambas as afirmativas.Segundo ela, o mercado exigemais das mulheres, pois asociedade é machista e não aceitao posicionamento de umamulher mais rígida e firme.“Sempre ouvimos comentáriosinconvenientes, como: ‘deve sera T.P.M.’”, expõe.Entretanto, na opinião de Kelly,a mulher também exige maisde si mesma, pois para conseguirdestaque, deve sempre superar asexpectativas dos colegas do sexomasculino. “Vale comentar tambémque ainda nosso salário émenor, mesmo desempenhandofunções e tendo responsabilidadesidênticas”, ressalta.PROBLEMASUma recente pesquisa do Ibope– Instituto Brasileiro de OpiniãoPública e Estatística mostrouque apesar de 90% doshomens brasileiros não se incomodaremcom o sucesso profissionalfeminino, 21% concordamcom a frase “lugar de mulher édentro de casa”.Segundo as entrevistadas, omachismo ainda é o pior dos problemasenfrentados pelas mulheres.Conforme expõe Adriana, daStill, muitas empresas e profissionaisainda têm uma visão míopee simplista de que contratarmulheres se torna um ônus, devidoà licença maternidade, às limitaçõesde horários e a outrosaspectos, “na sua maior partecom fundamentos fracos queacabam por prejudicar a profissional”,considera. No entanto,de acordo com ela, se a empresalevar em consideração que poderácontar com uma equipe de profissionaiscuidadosas, competentese motivadas, os ganhos sãoindiscutíveis.Relacionado a este aspecto,Aparecida, da Netuno, conta queainda existe resistência por partedos homens em relação a seremliderados por uma figura do sexofeminino. “Na área em que atuo,trabalho com muitos homens epercebo que alguns acham queeu deveria estar em outro setor,‘porque armazenagem é coisapara homens’”.Outro preconceito apontadopor ela é em relação aos saláriosque são pagos às mulheres, aindamuitos inferiores em relação aosdos homens. “A visão dasempresas ainda não mudou emrelação a essa situação, elas sempreacham que as mulheres têmque ganhar menos, mais issoacontece em todo o segmentoque as mulheres atuam. Mesmocom formação nas áreas, asoportunidades para atuarem nosetor de logística ainda são restritas”,diz Aparecida.Além da discriminação, Eliane,da Alcon, aponta como problemasa falta de colaboração doscolegas da área, “aquela coisa de‘não dar espaço’. É necessáriousar de perspicácia e aquela pitadade ‘charme’às vezes para quebraro gelo e conseguir aceitação”,dá a dica.Já Kelly, da Air Liquide, cita oproblema de a mulher precisarromper o paradigma de que écapaz de assumir responsabilidadese posições de comando, e nãosó tarefas que exijam controle eorganização.A dupla jornada é vista porElaine, da Braspress, como umdos problemas. “Os compromissose as responsabilidadesque a mulher tem com os afazeresdomésticos e a preocupaçãocom a família acabam tomandomuito do nosso tempo livre”,comenta. Especificamente notrabalho, ela acredita que asmulheres ainda enfrentam a faltade reconhecimento peloesforço dobrado que fazem nodia-a-dia para ocupar lugaresantes tradicionalmente ocupadospor homens.COISA DE HOMEM?Será que ainda existe no mercadoa idéia de que logística é“coisa de homem” ou a mentalidadejá está se modificando?


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200725Para grande parte dasentrevistadas, a mentalidadeestá mudando, mas a passoslentos. De acordo com Aparecida,da Netuno, o tabuestá sendo quebrado porqueas mulheres estão se mostrandodispostas a atuar naárea de logística, ocupandocargos importantes na área,deixando bem claro que sãocapazes de desempenhar taisfunções com responsabilidadee mais confiança. “É comdedicação e respeito que asmulheres vêm conquistandoo seu espaço nesse mercadotão competitivo, que ainda éescasso em relação a profissionaisqualificados, principalmentedo sexo feminino”,considera.Como exemplo, Kelly,da Air Liquide, diz que nodepartamento onde trabalha,do total de 12 colaboradores,seis são jovensmulheres.Para Bianca, da Britânia, apresença feminina no mercadode trabalho é muito forte,ela acredita que já caiu porterra a expressão “lugar demulher é em casa”, pois amulher adquiriu respeito porsua competência e dedicação.“É notório o público femininoem lugares antes ocupadossomente por homens, tantonas áreas estratégicas quantonas operacionais. Já é comumobservarmos mulheres operandoempilhadeiras ou dirigindocarretas e ônibus, bemcomo em cargos de gestão”,salienta.De acordo com Eliane, daAlcon, as coisas melhorarambastante, por exemplo, há noscursos de especialização ouuniversidades um númerocada vez maior de mulheresinteressadas em adquirir conhecimentoespecífico daárea. “Com o tempo fomosadquirindo mais espaço, masainda temos muito trabalhopela frente. A área de logísticaé predominantementemasculina, entretanto, aospoucos, estamos conquistandoespaço”, observa.Já segundo Adriana, daStill, infelizmente esta mentalidadeexiste, pois ainda hápoucas vagas ocupadas porprofissionais do sexo feminino,principalmente emáreas estratégicas. No entanto,declara ela, as mulheresjá conquistaram posições emmercados que antes eramtipicamente masculinos, oque acontecerá na área delogística.●(Colaboração no texto:Carol Gonçalves)


R E V I S T A26 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●Neg ´Fechado!cioAqui estãoos grandesnegóciosNegócio Fechado! agora passa a reunirtodas as matérias sobre negócios que fizeramo sucesso da LogWeb, e eram publicadasao longo da revista. Nossos leitoresterão agora, num mesmo local, as melhoresinformações sobre o mercado.Graber Rastreamento inicia parceria comRoncar e lança equipamento exclusivoReconhecida pela expertise emsoluções de comunicação, transmissãoe integração de dados paragerenciamento de frotas e recuperaçãode veículos, a Graber Rastreamento(Fone: 11 4688.0808) acabade estabelecer parceria com a Roncar(Fone: 0800 703.388) para o lançamentode rastreadores exclusivosda marca. O projeto de parceria coma empresa, considerada líder do mercadoem fabricação de autopeçaspara motociletas, também prevê suadistribuição nos mais de 8.000revendedores da rede em todo oPaís.Pelo acordo, a Graber Rastreamentofica responsável pelo fornecimentodo aparelho, desenvolvidoexclusivamente para motocicletas,pela prestação de serviços de monitoramento24 horas e pela gestão desegurança que inclui itens comosuporte preventivo, treinamento eapoio terrestre e aéreo, entre outros.Desenvolvido pela Central Tecnológicada Graber Rastreamento, o rastreadoré dotado de sensores deequilíbrio que indicam, por meio dealarme enviado à Central de Monitoramento,se a moto está sendo utilizadapor outra pessoa que não sejaseu condutor habitual.Grupo JulioSimões selança a novosnegóciosO Grupo Julio Simões (Fone: 114795.7000) passa a oferecer uma novagama de serviços e a venda de equipamentosnovos e seminovos, por meio detrês recentes negócios: a Lubiani Logística,operadora de cargas pesadas adquiridaem junho; a Transrio, concessionáriade caminhões do Rio de Janeiro, compradaem agosto; e a Julio Simões Caminhões,Ônibus e Máquinas Seminovos,inaugurada em 2006.Lubiani – Este ano, o Grupo JulioSimões comprou a Lubiani Transportes,operadora logística sediada em Piracicaba,SP, com 1.100 veículos, entre cavalosmecânicos, pranchas e carretas. Atuaem todo o território nacional e tem entreseus clientes Caterpillar, VCP, Suzano,Belgo Mineira, Volvo, Ambev, Cosipa,Ripasa, Internacional Paper, Kaiser eCBA. Também é a transportadora oficialdos carros que disputam o GP Brasil deFórmula 1. A Lubiani teve sua identidadevisual renovada, mas continuará prestandoos mesmos serviços, com uma gestãoindependente da Julio Simões.Transrio – Em agosto, o Grupo JulioSimões adquiriu as duas concessionáriasTransrio, no Rio de Janeiro, que detêmuma importante participação no comérciolocal de caminhões, ônibus e automóveisVolkswagen. A aquisição representao ingresso do grupo em mais umsegmento – o comércio de veículospesados zero km para cargas e transportede passageiros.Julio Simões Caminhões – Já a JulioSimões Caminhões, Ônibus e MáquinasSeminovos, criada em 2006, vem atendendoa uma grande demanda por veículosusados em boas condições. Suasquatro lojas – localizadas em São Paulo,SP; Betim, MG; Ribeirão Preto, SP; e emCuritiba, PR – comercializam somente afrota utilizada pelo Grupo Julio Simões.Todos os veículos e máquinas são compradoszero km pelo grupo e trocadoscom pouco tempo de uso, para que aempresa ofereça sempre o melhor serviço.Os caminhões, por exemplo, sãocolocados à venda após 2,5 anos, emmédia.Com os novos negócios, o Grupo JulioSimões revisou sua previsão de faturamentoneste ano para R$ 1,1 bilhão emoperações de transportes. Somada àreceita de 15 concessionárias de veículosde passeio, que também fazem partedo grupo, a receita total deve superar R$1,7 bilhão em 2007.Katoen Natieinicia operaçãoda Braskem naEuropaA multinacional belgaKatoen Natie (Fone: 193844.1550), uma das principaisoperadoras logísticas daBraskem no Brasil, é tambéma atual distribuidora das resinasda petroquímica na Europa.Serão distribuídos polietileno,polipropileno, UTEC(polietileno de ultra-alta densidade)por meio dos modaisferroviário e rodoviário paratoda a Europa. Com base operacionalna matriz da KatoenNatie em Antuérpia, na Bélgica,cerca de 25 profissionaisestão envolvidos neste processo.“Nessa operação, aBraskem conta com o maiorcentro multimodal dedicadoàs resinas plásticas do mundo,com mais de 1.000 silosde armazenagem, além dasinergia das operações naregião, com a utilização dasbases da Katoen Natie naEspanha, Itália e França, dentreoutros países, o quegarante maior flexibilidade naentrega dos produtos”, destacao diretor comercial daKatoen Natie, Eduardo Leonel.


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200727ALL adquire60 vagõestanquedaRandonA ALL Logística (Fone:0800 701.2255) acaba deadquirir 60 unidades de vagãotipo tanque de 103 m³ daRandon (Fone: 0800 512158), numa operação quesupera os R$ 16 milhões ecuja programação de entregavai de janeiro a abril de 2008.“Trata-se de nosso primeironegócio envolvendo bitolalarga”, diz o diretor executivoda Randon, Norberto Fabris,comemorando a competitividadeda empresa, ainda queos vagões sejam fabricadoshá mais de 1.000 km de distânciada malha de bitola largae precisem ser transportadosvia rodoviária até a regiãoSudeste do País.Cia. Heringinveste em TIA Cia. Hering (Fone: 080047. 3114) iniciou, no mês desetembro último, a implantação,em parceria com a SAP(Fone 0800 888.9988), deuma ferramenta de ERP –Enterprise Resource Planningconsiderada inédita na indústriade vestuário brasileira.Através da solução AFS –Apparel and Footware Systemda SAP, a empresa terá acessoa recursos tecnológicos degestão de produtos de vestuário,além das funçõesadministrativa, financeira,contábil e suprimentos doERP ECC 6.0. Os processosde Supply Chain Management– SCM e de administração,que serão implementados em2008, também darão maioragilidade.


R E V I S T A28 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●Neg ´Fechado!cioExpresso Araçatubaimplanta sistemada ComperaO Expresso Araçatuba (Fone: 11 2108.2990), especializado no transporte rodoviário eaéreo de cargas nas regiões Centro-Oeste eNorte do Brasil e nas principais rotas da AméricaLatina – e que conta com mais de 1.100 veículose 25.000 clientes –, acaba de adquirir oDispara, desenvolvido pela Compera (Fone: 193256.3638). Trata-se de uma solução que seráusada para monitorar as operações de entregase coletas de mercadorias da Expresso Araçatuba,priorizando as filiais de Belém, PA, eManaus, AM, área com grande dimensão geográficae, por isso, com maiores dificuldades deinfra-estrutura de comunicação.Ariovaldo Simielli Branco, gerente de tecnologiada informação, comemora que, agora, aempresa passa a ter total controle da operação,desde a visualização dos trabalhos em execuçãoaté o monitoramento detalhado de cadaetapa a ser cumprida, tudo em tempo real.Com o novo sistema, os motoristas passarama ter instalada nos celulares uma aplicaçãoque contém as respostas e status da operaçãosegundo o modo de trabalho particular daempresa. Desenvolvida em tecnologia Java, aexecução local no dispositivo móvel permiteaos motoristas atualizar status de entregas ecoletas mesmo quando fora da área de coberturadas operações ou em regiões de sombra,sem perda de informações. Os dados das baixasde entregas e coletas são automaticamenteregistrados no Dispara, que trabalha integradocom o sistema de gerenciamento de transportesda Expresso Araçatuba.Ceva fecha parceria com aBMW do BrasilA Ceva Logistics (Fone: 11 4072.6200) acaba de fechar uma nova parceriacom a BMW do Brasil – desde1999, ela é a responsável pela importação,liberação dos documentos edistribuição das peças de reposiçãoda marca.A partir de outubro, a tambémpassou a ser responsável pela gestãodas atividades de desembaraço aduaneiro,armazenagem e liberaçõesdocumentais junto à Alfândega Brasileirade carros e motocicletas BMWimportados da Europa e do México.Com esse contrato, a Ceva movimenta100% dos veículos e motos importadosdiretamente pela BMW para oBrasil.Para realizar as atividades denacionalização e armazenagem dosveículos para a BMW, além de equipeprópria (despachantes aduaneiros), aCeva estabeleceu alianças estratégicascom gestores de armazéns alfandegados,transportadores e operadoresportuários, como, por exemplo, aMarimex (Instalações PortuáriasAlfandegadas).“Vamos assumir o papel de LLP(Lead Logistics Provider) das operaçõesde importação e nacionalizaçãodos veículos e motocicletas BMW, ouseja, vamos gerenciar e coordenar osdiversos fornecedores envolvidos,oferecendo uma solução global einterface única ao nosso cliente”,explica Henrique Ballesteros, diretordo Segmento Automotivo da CevaLogistics. Para guardar os carros, aCeva conta com um armazém fechadode 3.500 m2 na Zona Primária doPorto de Santos.VarigLog adota nova solução da Hand HeldOs novos leitores sem fio IT 4620 da HandHeld Products (Fone: 11 2178.0500) foramincorporados à rotina operacional VarigLog(Fone: 11 3119.7003) para agilizar o entra esai de mercadorias de seus 1.200 centros dedistribuição.Os equipamentos possuem bateria comautonomia de 16 horas de uso contínuo, oque corresponde a mais de 50 mil leituras decódigo de barras. E têm capacidade de comunicaçãobidirecional, podendo enviar osdados lidos nos códigos de barras diretamentepara o servidor central, e, no mesmo instante,receber comandos em forma de sinaissonoros ou luminosos indicando o status dacarga. Desta forma, o operador que está amais de 10 metros de distância sabe, emtempo real, a existência de discrepância entreos dados disponíveis no servidor central e ascargas que estão sendo recebidas.Além disso, por meio de uma base decomunicação, é possível operar até sete equipamentossimultaneamente, todos controladospor um mesmo computador. O IT 4620 écapaz de ler todas as simbologias do mercado,lineares (1D), bidimensionais (2D), códigospostais e OCR (A e B) e captura de imagem.Votorantim Cimentos adquire 38empilhadeiras ClarkA Votorantim Cimentos adquiriu 38 empilhadeirasda Clark (Fone: 19 3881.1599), entre osmodelos C25, C30, CMP45, C70D e C80D e queserão entregues em várias de suas unidadesentre fábricas e centros de distribuição.Para os modelos C70D e C80D, os garfosserão de 2,5 m – o que proporciona maior eficiênciano carregamento e descarregamentoda carga, uma vez que se torna possívelmovimentar dois paletes de uma única vez.“Essa venda marca o início de nossas operaçõescom grandes clientes”, diz EuclidesAzenha, diretor-presidente da Clark Brasil.A Clark também fornecerá, através de suarede de distribuidores, serviços de manutençãopara todas as máquinas adquiridas, e quepoderá ser realizado tanto nas fábricas comonos centros de distribuição da empresa.RubberNetwork e Webb Negóciosse unem com meta de atingirfaturamento de US$ 15 milhõesA RubberNetwork – consórciomundial líder do setor de pneus eborracha pertencente a dez dasmaiores empresas do setor: ContinentalTire, Cooper Tire and Rubber,Goodyear, Hankook, Kumho, Michelin,Pirelli Tire, Sumitomo Rubber,Toyo Tire and Rubber e YokohamaRubber Co. Ltd – e a Webb (Fone: 213873.7900), empresa que desenvolveofertas focadas em serviços deConsultoria, eBusiness e Outsourcing,anunciam a formação da RubberNetwork-Webb,uma joint venturecriada com o objetivo de integrar ascompetências de cada empresa eampliar a carteira de clientes.As duas companhias, que trabalhavamem parceria na América Latina,já executaram mais de 6 mil projetosde redução de custos, alcançandoa marca de US$ 700 milhõesem economias para seus clientes. Anova empresa contará com um portfóliocompleto de serviços da cadeiade suprimentos (Supply Chain) destinadosa reduzir os custos e aumentara eficiência das empresas dosetor de pneus e borracha no relacionamentocom seus fornecedorese clientes.A RubberNetwork-Webb vai operarem mais de 30 cidades em 22países da América do Norte e Europa.Uma análise de mercado dessasduas regiões indica mais de 250grandes empresas como clientes empotencial, que juntas, compram maisde US$ 860 bilhões em materiaisdiretos, indiretos e serviços. A uniãode experiências da RubberNetwork eda Webb na área de Supply Chainpermite que o empreendimento ofereçauma ampla gama de serviçosnas áreas de Strategic Sourcing,Gestão de performance de fornecedores,Conectividade, eSourcing eLogística.


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200729Rentank fezexportação demacrogalpõespara o MéxicoA Rentank (Fone: 114138.9266) desenvolveu umprojeto e instalou no Porto deAltamira, no México, um galpãopara armazenagem dematérias-primas para diversossegmentos industriais,como siderurgia e fundição,entre outros. A compradorafoi a alemã Posshel, empresaque atua no comércio internacionalde produtos com valoragregado.O destaque é que o local dainstalação do galpão tem incidênciade ventos fortes e atéfuracões – e a Rentank garantiua resistência a ventos deaté 160 km/h.Os estudos foram realizadosbaseando-se nas normasde construção brasileira emexicana, além de ter sidodesenvolvida uma análisegeográfica que incluiu a interferênciade montanhas eárvores e a incidência dosventos por posição.A Rentank contou, também,com o auxílio de umsoftware voltado especificamentepara o cálculo de estruturasmetálicas. O programacalcula o sistema articuladocapaz de elevar o tamanhomédio dos macrogalpões de25 a 40 m de largura.A solução adotada foi amontagem de dois macrogalpõesespeciais, cada um com3.120 metros quadrados,montados por mão-de-obralocal e uma equipe técnicapara acompanhar e coordenartodo o processo, formada porum técnico de montagem, ummontador e um engenheiro.As estruturas metálicasforam adequadas conformeas condições locais, sendoreforçada a espessura do açoem alguns pontos para atenderàs exigências climáticas.


R E V I S T A30 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●ESPECIAL FISPAL NORDESTEPernambuco se destacaAlimentosBebidas&Parceria LogWeb/Fispaltambém no setor dealimentos e bebidasQue Pernambuco possui uma das melhoresinfra-estruturas em termos de logística todos jásabem. Mas, o Estado é destaque, também, nosetor de alimentos e bebidas.Pernambuco tem um dospólos mais desenvolvidosdo País no setor de alimentose bebidas.“Na área de alimentos, temosempresas do porte da Bunge, queestá construindo o maior moinhoda América do Sul, no Complexode Suape, da Vitarella, da Pilar eda Parmalat, além de Sadia e Perdigão,que anunciaram recentementeos projetos de instalaçãode unidades industriais no valorde R$ 280 milhões cada, no interiordo Estado. No caso do pólode bebidas, são cerca de 150indústrias de todas as etapas dacadeia produtiva, de cervejarias aprodutoras de garrafas e rótulos,que fazem do Estado o maisdesenvolvido do Norte e Nordestenesse setor.”A análise é de FernandoBezerra Coelho, secretário deDesenvolvimento Econômico doEstado de Pernambuco e presidentedo Complexo IndustrialPortuário de Suape (Fone: 813182.1727).Já que está abordando os segmentode alimentos e bebidas, osecretário também aproveita parafalar sobre o que significa para aregião uma feira como a FispalNordeste, que acontece em Recifeno período de 6 a 9 de novembrode 2007.“Esta feira é uma excelenteoportunidade para fortalecermosas relações com empresários dosetor, uma forma de estreitarmosos laços e mostrarmos o potencialque Pernambuco possui, sejana questão da logística, seja nasexpertises de cada um dos nossosarranjos produtivos locais, sejana qualidade do nosso capitalhumano. Estar na Fispal é darmais um passo, dentro do nossoincessante trabalho de garantir odesenvolvimento econômico doEstado e, por conseqüência, maisemprego, mais renda e umamelhor qualidade de vida para anossa população. É uma honrapara Pernambuco sediar uma feiracomo a Fispal”, afirma osecretário de Estado.INFRA-ESTRUTURACoelho também enfoca ainfra-estrutura logística de Pernambuco.Segundo ele, o Estado dispõede dois portos, Suape eRecife, que são complementares.Enquanto o do Recife possuicaracterísticas de um portocomercial, com capacidadepara receber navios de até 30mil toneladas, Suape tem portepara os grandes empreendimentos,como os que estão emfase de implantação, como aRefinaria Abreu e Lima, oEstaleiro Atlântico Sul e oPólo Petroquímico. Pela profundidadee pelas característicasnaturais, Suape pode recebernavios de 70 mil toneladas.“Também contamos com oPorto de Petrolina, que é umaunidade fluvial, e temos comodesafio desenvolver um projetopara colocá-lo em plena atividade.A idéia é criarmos uma plataformade logística, a fim de integrá-lo,via Bacia do São Franciscoe modal rodoferroviário, comos outros dois portos”, explica.Outro projeto para o PortoFluvial de Petrolina – aindasegundo o secretário – é a instalaçãode um Recinto Especialpara Despacho Aduaneiro deExportação (Redex), para efetuara liberação de contêineres de frutasjunto ao Ministério da Agriculturae Receita Federal.O Estado também dispõe doAeroporto Internacional dosCoelho: localização geográficaé um grande diferencial dePernambucoGuararapes – Gilberto Freyre,um dos mais modernos do País, edo Aeroporto Internacional dePetrolina, com características deaeroporto indústria.“Em relação ao modal rodoviário,temos a BR 232, que cortapraticamente todo o Estado eestá sendo ampliada, além dereformas na BR 101 e diversosprojetos sendo tocados paramelhorar e ampliar as rodoviasestaduais. A Transnordestina,com a construção de ramais queligarão o Sudeste do Piauí, emElizeu Martins, ao Porto de Suape,é o principal projeto domodal ferroviário”, acentua.De acordo com Coelho, sãovários os fatores que levam oEstado de Pernambuco a se tornaruma referência no Nordesteem termos de serviços logísticos.“Além do modal desenvolvido,Pernambuco tem um diferencialem relação aos demais estadospor sua localização geográfica.Veja o exemplo de Petrolina,onde estão localizados o aeroportoindústria e o porto fluvial. Acidade está localizada a uma distânciamédia de 800 km de todasas capitais do Nordeste. É tambémum corredor de passagemde quem vem do Norte para o Sule vice-versa. São nada menosque quatro BRs que cortam oEstado, em diferentes pontos, de


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200731Norte a Sul. Além da BR232, que corta quase todo oEstado, de Leste a Oeste. Já oPorto de Suape tem umaexcelente localização paraquem deseja realizar operaçõescom a África, a Europa,o Oriente Médio ou a costaleste norte-americana. Nosentido inverso, pode ser umporto concentrador paraquem deseja despejar suascargas pelas Américas Centrale do Sul.”O secretário adianta, ainda,os próximos investimentosdo Estado na área delogística.Está em curso a duplicaçãoda BR-101, Norte e Sul,com término previsto para2010 e um investimento deR$ 600 milhões. “É umarodovia importante, principalmentepara o turismo, porse tratar de uma via costeira.Nesse sentido, outras rodoviasdo corredor do LitoralSul também serão reformadas,o que deve custar algoem torno de R$ 260 milhões.O Metrô do Recife foi incluídono PAC e deverá recebercerca de R$ 295 milhões paraa sua conclusão. No Complexode Suape, também teremosobras importantes.Recentemente concluímos aconstrução do Cais 4 e a nossaprevisão é entregar maisseis cais até 2010. Tambémestamos liberando a ordemde serviço para a duplicaçãoda TDR Sul, principal via deacesso do Complexo, e daconstrução da nova estradade contorno da Refinaria.Mas, se eu tivesse que destacaralgo como o projeto maisimportante na área de logísticaseria a Ferrovia Transnordestina.Vai cortar todo oEstado e ligar o Complexode Suape com o Oeste baianoe o sudeste piauiense,onde é produzida uma grandequantidade de soja paraexportação. Também criaráum corredor mais eficientepara escoarmos a produçãodo Pólo Gesseiro do Araripee, futuramente, quando oCanal do Sertão se tornaruma realidade, para a produçãode açúcar e álcool dosertão pernambucano. Reunimos-noscom os executivosda CFN – CompanhiaFerroviária do Nordeste, nomês de outubro, e eles nosgarantiram que iniciarão asobras do trecho Trindade-Salgueiro até o final desteano”, conclui Coelho.●


R E V I S T A32 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●ESPECIAL FISPAL NORDESTE5ª Fispal Nordeste reúneAlimentosBebidas&Parceria LogWeb/Fispalgrandes empresasCom o objetivo de proporcionarnovas oportunidadesde negócios àsmarcas locais e atrair compradoresdas regiões Norte e Nordestedo Brasil, a Fispal Nordeste2007 – Feira Internacionalde Produtos, Equipamentos,Embalagens e Serviçospara Alimentação acontece emOlinda, PE, no Centro de Convençõesde Pernambuco, entreos dias 6 e 9 de novembro. AThaís Fagury, assessora executivada Abeaço – Associação Brasileirada Embalagem de Aço (Fone:11 3842.9512), diz que a entidadeestará presente na Fispal Nordestepelo potencial de geração de contatosque a feira apresenta e paraesclarecer a população sobre asvantagens do aço no envasamentode bebidas, alimentos, tintas, vernizesou qualquer outro produto.“Além disso, os visitantes da feirapoderão conhecer os diversos benefíciosda lata de aço, principalmentenos quesitos saúde, design, segurançae meio ambiente”, destaca.Segundo ela, a Abeaço é representantedas embalagens de aço e temcomo objetivo fomentar as característicasda lata no mercado nacionale internacional. “Apresentaremosjustamente isso, as vantagens dalata de aço como resistência, segurança,saudabilidade (dispensa ouso de qualquer conservante químico),melhor conservação, reciclabilidade(100% reciclável) e degradabilidadeem curtos períodos. Queremosmostrar ao público presente naFispal Nordeste que a lata é a embalageminsuperável para o acondicionamentode qualquer produto.”feira – patrocinada pelo Bancodo Nordeste (BNB) e pelaCopergás – acontece pelo quintoano consecutivo e apresentaprodutos de empresas envolvidasna cadeia produtiva de alimentose bebidas. Uma dasnovidades este ano é a ampliaçãoda participação de expositoresde matérias-primas paraas indústrias deste setor.Para facilitar a visitação dosprofissionais, a feira é divididaSegundo Thaís, a inovação continuarámuito presente nas embalagensde aço em 2007, com grandesinvestimentos destinados à produçãode latas com formatos diferenciadose inovadores, além de novosprocessos litográficos. Os fabricantesde latas e os envasadores têmbuscado desenvolvimento de novosprodutos, que se diferenciem noponto de venda, com sistemas defácil abertura, maior praticidade eem quatro setores: Alimentos,Bebidas e Matérias-Primas,Restaurahotel (Equipamentos eAcessórios para Gastronomia,Sorveteria e Panificação),Embalagens e Processos. Esteano, o evento ocupa uma áreade exposição de 12.000 m². Aexpectativa dos organizadoresé reunir 350 empresas expositorase receber mais de 26 milvisitantes.A editora LogWeb participasegurança, que representam benefíciostanto para os consumidoresquanto para o mercado em geral. Aprodução das latas de aço tambémvem avançando tecnologicamente,com aumento de eficiência e investimentosem equipamentos de ponta,que permitem maior velocidadede produção e melhores resultadosde apresentação.“Todos estes desenvolvimentos,aliados aos esforços de marketingdos fabricantes e aos jáconhecidos benefícios da embalagemde aço, trazem expectativasde bons negócios para este ano. Ogrande desafio da Abeaço para2007 é dar continuidade ao processode modernização das embalagens,além de manter o consumidorinformado sobre os benefíciosda embalagem de aço. A perspectivamaior em relação ao evento é ade poder atuar fortemente os conceitosque envolvem a lata de açona região nordeste do país, vistoque a associação é mais atuante nocentro-sul do país. Esperamostambém poder desenvolver novasparcerias e buscar novos mercadose clientes para nossos associados",completa Thaís.do evento, já que, através deparceria com a Fispal, a revistaLogWeb passou a ser aMídia Partner da Fispal Tecnologia– Feira Internacionalde Embalagens e Processospara as Indústrias de Alimentose Bebidas, além de darapoio na divulgação das feirasFispal Food Service – FeiraInternacional de Produtos eServiços para AlimentaçãoFora do Lar e Fispal Nordeste.Destacamos a seguir alguns dos expositores da Fispal NordesteEmbalagens de açoThais: lata é a embalageminsuperável para o acondicionamentode qualquer produtoTransportadores“Os produtos apresentados são da maisvariada gama, começando por transportadoresindustriais até silos de armazenagem,soluções integradas de robótica, sistemasde paletização e despaletização, sistemasde distribuição e movimentação earmazenagem inteligente.”A frase é de Karina Brandford, dodepartamento de marketing/vendas daSEE Sistemas (Fone: 11 3623.6500).Ainda segundo ela, a novidade éuma nova parceria com as empresasBrapenta e Raumak, que dividirão ostand com a SEE Sistemas e partilharãoexperiências nos negócios gerados.Sobre os motivos que levaram aempresa a participar da Fispal Nordeste,Karina diz que é pelo fato de a feira serum atrativo para todos os segmentos dacadeia produtiva regional, além de apresentarprodutos e serviços para umpúblico qualificado. “A experiência daSEE Sistemas em participar há tantosanos desse evento trouxe novos negóciose maior visão de mercado. As perspectivassão de prospectar novos clientes,consolidar antigos e apresentar osnossos produtos da melhor forma possível,contando com profissionais da áreade engenharia que poderão exemplificarsoluções de movimentação e armazenagemde materiais”, conclui.


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200733Codificadorase embaladorasa vácuo“Um dos principais motivosque levaram a Sunnyvale,juntamente com seu distribuidorDomino Nordeste, a participarda Fispal Nordeste foi apossibilidade de atingirmos opúblico da região nordeste deforma mais dirigida e pessoal.Atualmente, a feira já conquistouum espaço importanteno calendário nacional de feirase com certeza já faz partedo calendário de visitação degrandes empresas. As perspectivassão as melhores, principalmentede ampliarmos nossarede de contatos e clientesna região Nordeste”, afirmaFabíola A. Padilha Nedavaska,coordenadora de marketingda Sunnyvale (Fone: 113048.0147).Sobre os produtos a seremapresentados, ela relaciona:codificadoras ink jet A200plus – que são novidades –,codificadoras a laser da Domino,embaladoras a vácuo,codificadoras de alta resoluçãopara caixas de embarqueda Foxjet, detector de metaisIQ3 da Loma e a linha de seladorasde fabricação própria daSunnyvale.“A Sunnyvale possui umalinha de equipamentos paracodificação e marcação em caixasde embarque que reduzemo custo na compra de caixaspré-impressas para cada tipo deproduto que o cliente tenha emsua linha: são as codificadorasde alta Resolução para caixasde papelão Foxjet”, completaFabíola, relacionando os produtosda empresa para a área delogística.Papelão ondulado“A Associação Brasileira doPapelão Ondulado – ABPO sempreestá presente nas mais importantesfeiras, de diversos segmentos,como a Fispal Nordeste. Onosso objetivo é mostrar aosempresários os avanços tecnológicosdo setor de papelão ondulado,principalmente na região Nordeste,que tem se destacado comopólo exportador de frutas frescas.Constatamos que as embalagensutilizadas no embarque de frutaspara o exterior são, em sua maioria,de papelão ondulado, que evitamavarias e desperdícios.”A afirmativa é de Paulo SérgioPeres, presidente da ABPO(Fone: 11 3831.9844), sobre oporquê da participação da entidadeno evento.Ele também informa que noestande da ABPO os visitantespoderão conferir os diversosmodelos de embalagens de papelãoondulado para produtos refrigerados,frigorificados e congelados,in-natura ou industrializados.A entidade disponibilizará,ainda, o “Manual de Hortifrutícola”,que uniformiza os critériospara a fabricação, controle daqualidade e utilização da embalagempara produtos hortifrutícolas,além do “Anuário Estatístico”referente ao ano de 2006. Apublicação reúne dados coletadosde 80 empresas fabricantes depapelão ondulado, somando 103unidades industriais, com informaçõessetoriais e indicadoressocioeconômicos, entre outros.“O Sistema Modular será umdos destaques, porque é consideradoa melhor solução de embalagempara o transporte de produtoshortícolas. As embalagensmodulares têm tido muita aceitaçãopor serem versáteis, econômicase preservarem a qualidadedos produtos desde a colheita atéo consumo final e exposição noponto de venda. Atendem demaneira simples, versátil e econômica,toda a cadeia de suprimentosdos produtos que embalame ainda preservam a qualidade,a integridade e aparência dosprodutos transportados desde asua produção até o consumofinal; protegem esses produtosdos choques e das avarias mecânicas;reduzem as perdas peladiminuição do manuseio; otimizama ventilação, o resfriamentoou o congelamento; reduzem osPeres: Infelizmente, muitos aindacontinuam a olhar somente para ocusto de uma embalagemcustos de todas as fases da complexacadeia de suprimentos(menor custo de frete, não necessitamde áreas de armazenagemintermediária e dos custosos processosde higienização das embalagensretornáveis); evitam a propagaçãode pragas entre lavourasdos produtos hortícolas pela nãoreutilização de suas embalagens;contribuem com a preservação domeio ambiente porque as embalagensde papelão ondulado sãobiodegradáveis e com alta taxade reciclagem; agregam valoraos produtos no ponto de vendapela alta qualidade de impressão;e protegem a saúde dos consumidores,pois cada embalagemé utilizada nova e limpauma única vez”, afirma Peres.Ele também informa que, aoparticipar da Fispal Nordeste, aABPO pretende demonstrar,cada vez mais, que o papelãoondulado no Brasil é bastantecompetitivo e que a perda deprodutos por embalagem nãoadequada ou mal dimensionada,manuseio em demasia edesperdício são fatores importantesa serem avaliados emconjunto com o custo específicode uma embalagem. “Infelizmente,muitos ainda continuama olhar somente para ocusto de uma embalagem, semter a medida exata do custototal do processo em que elaestá inserida”, diz o presidente.


R E V I S T A34 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●FIM DE ANOAlimentosBebidas&Parceria LogWeb/FispalEmpório D´Gusttadetalha a logísticadas cestas de NatalMas uma vez, o ano“voou”, e a logísticado fim de ano jácomeça a ser assunto naRevista LogWeb. E é sobreos detalhes desta época tãomovimentada que tratamRodinei Aparecido JuliatoJunior, empreendedor, eJulio Cesar Pedrosa, gerentede operações comerciais,ambos do Empório D´Gustta(Fone: 19 3254.5711),atuante no mercado varejistade bebidas e alimentosfinos que elabora e montacestas de Natal.Os produtos que compõemestas cestas são provenientes,em sua maioria,da Europa e da AméricaLatina. São eles: azeites,risotos, condimentos, massas,queijos, chocolates,whiskies, destilados, cervejase licores – além disso, aadega da empresa é compostapor mais de 600 rótulosde vinhos.“Com recursos tecnológicoshoje disponíveis nomercado e prioridades deacesso junto a importadoras,otimizamos de formasignificativa as cotaçõesdos produtos baseando-sena demanda estimada e novolume de compra”, explicaJuliato Junior. Toda amovimentação e as açõespara a cobertura do eventocomeçam geralmente comsete meses de antecedência.Quando da chegada dosprodutos importados, aD´Gustta utiliza um “DropArea” no estabelecimentocentral em Campinas, SP,porém, para maior agilidade,otimização de custos eatender o acréscimo depedidos demandados paraeste ano, foi estabelecido ouso de dois centros de distribuiçãopara parcelamentoe pulverização de lotes.Pedrosa (à esquerda) e Juliato Junior: empresa adota entregaplanejada com clientes-empresas e com aviso prévio daentrega para os clientes pessoa físicaDe igual forma se dá oprocesso para os produtosnacionais, que atendem aomesmo princípio de demanda,porém com o diferencialde prazos de delivery maisotimizados. A maioria dosprodutos nacionais se caracterizaem vinhos provenientesdo sul do país e produtosde mercearia provenientes,na sua maioria, da região deSão Paulo.Conforme explica JuliatoJunior, a composição dascestas de Natal é totalmenteartesanal, caracterizandoe personalizando o aspectodecorativo. “Atentamosnosem adquirir os produtosmais interessantes esugestivos para os nossosclientes, com critérios rigorososde seleção, sem preocupaçãocom ofertas daépoca. O nosso compromissona seleção destesprodutos tem o objetivo depropor alegria e satisfaçãopara quem recebe uma cestado Empório D’Gustta. Onosso conceito transcendeo simples fato de venderuma cesta, ou seja, oferecemosum presente”, salienta.ESTRUTURASobre a estrutura daempresa para a armazenagemdos produtos recebidose das cestas, Pedrosaexplica que o EmpórioD´Gustta adota o sistemade crescimento modular, eatravés do sistema de efeitogatilho, por conta da sazonalidade,a terceirizaçãoocorre em função dademanda. “Acrescentamosnovos módulos, com assuas respectivas capacidadesde produção. Estamoscom uma estimativa detreinamento e envolvimentode colaboradores no processode montagem daordem de 200 pessoas”,acrescenta o gerente deoperações comerciais.


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200735A frota utilizada é terceirizada,e a empresa contacom estruturas sólidasde parcerias para transferênciasde CDs e entregaao cliente. Os tipos de veículossão utilizados deacordo com o volume e aespecificação dos produtos,inclusive para aquelesque requerem veículosrefrigerados.PROBLEMAS EPERSPECTIVASDe acordo com JuliatoJunior, os maiores problemasenfrentados no recebimentodos produtos quecompõem as cestas de Natalsão causados na chegadados importados, devido àcomplexidade dos desembaraçosaduaneiros, acúmulosde importações própriasdo período, greves portuárias,etc. Já com relação àmontagem das cestas, revelaque, apesar de o processoser meticuloso, os maioresproblemas são causados emetapas que antecedem oprocesso de montagem, porexemplo, o atraso na entregade produtos.Para resolver estes doisproblemas, a empresa minimizouos impactos comfechamentos de compras eimportações antecipados.A respeito da entregadas cestas de Natal, umdos maiores problemasrevelados pelo empreendedoré a concentração e acoincidência de datas deentregas e, por vezes, coma agravante de elevadosvolumes. Por isso, oEmpório D´Gustta minimizousignificativamente osproblemas e os respectivosimpactos implantando osistema de entrega planejadacom os clientes-empresase com aviso prévio daentrega para os clientespessoa física.Sobre as perspectivas daempresa para a distribuiçãodeste ano, em relação aosanos anteriores, JuliatoJunior informa que já estátudo preparado com o objetivode zero falhas no operacional.“Todos os colaboradoresestão envolvidosnum processo de conscientizaçãoe treinamentos paragarantirmos a excelênciano atendimento e satisfaçãodos clientes do EmpórioD’Gustta”, finaliza.●


R E V I S T A36 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●AlimentosBebidas&Parceria LogWeb/FispalTECNOLOGIAMarkem lançacodificadoraPara a codificação deembalagens plásticasflexíveis, aMarkem Brasil (Fone:0800 132020) desenvolveua codificadora portransferência térmica Série18. Recentemente, aempresa vendeu seisequipamentos para aMasterfoods, uma dasgrandes companhias doramo alimentício.“As vendas para aMasterfoods fazem partede um projeto de melhoriacontínua da empresaque culminou na substituiçãodas codificadorasink jet pelas codificadorasSérie 18”, analisaPaulo Afonso Ribeiro,diretor geral da MarkemBrasil.Já para a Ondunorte –Cia. de Papéis e PapelãoOndulado do Norte,fabricante de guardanaposde papel e de papelhigiênico, foram vendidasnove codificadoras.“A modernização do sistemade codificação daOndunorte é fruto deuma exigência das grandesredes de varejo comoWal-Mart e Carrefour,tradicionais clientes daempresa”, destaca PauloAfonso.De acordo com ele, asprincipais vantagens dacodificação por transferênciatérmica sobre osistema hot stampingsão: clareza na codificação,precisão e confiabilidadeem um processoem tempo real.O diretor geral daMarkem também explicaque a Série 18 reduz anecessidade de manutenção,minimizando o tempode parada da máquina,além de possibilitar umuso máximo dos ribbons,reduzindo as perdas eaumentando a lucratividadeda operação.●MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEMEngesystemsfabrica paletemetálico herméticoUm dos produtos fabricadospela Engesystems(Fone: 21 3252.1000) é o palete metálico hermético,que possui formatosimplificadoe é de melhorhigienização,evitandoabsorçãode umidadee eliminandoa presençade fontesde proliferaçãodefungos ebactérias.Segundo aempresa, é ideal para atenderàs necessidades de armazenagemde indústrias de alimentose câmaras frigoríficas,pois atende a portaria nº 326SVS/MS, do Serviço de VigilânciaSanitária do Ministérioda Saúde.Se comparado a outro produtosimilar –ainda de acordocom o fabricante,opalete metálicoherméticotem menorcusto, maiordurabilidade emenor peso.Quandoutilizado emestante portapalete,seusistema de travamento estampadonos esquis permitemaior segurança, minimizandoo risco de acidentes.●


pram minério da Vale.


R E V I S T A38 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007DISTRIBUIÇÃO●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●DHL Express tambémMultimodalcorre na Fórmula 1Quando Kimi Raikkonen venceuo Grande Prêmio Brasilde Fórmula 1 em Interlagos,São Paulo, SP, no dia 21 de outubroúltimo, estava terminando a temporada2007 do esporte mais elitistado mundo.Mas, o trabalho para a DHLExpress (Fone: 0800 771.3451)ainda continuava. Afinal, ela é afornecedora oficial da logística daFórmula 1, atuando em todos osgrandes prêmios.“Como São Paulo é a últimaparada da Fórmula 1, daqui temosque levar todo o material para asescuderias, além dos pneus, queseguem direto para a Bridgestoneno Japão, inclusive os utilizados noGrande Prêmio, que são analisadosna fábrica”, explica Joaquim Thrane,CEO da DHL Express.Ele também conta que a empresatem um contrato de cinco anoscom a FIA, iniciado em 2004, e quea responsabilidade vai da retiradade todo o material de um autódromoaté a entrega no outro. “Naentrada dos autódromos, as equipestiram o material dos contêineres ese encarregam da sua entrada nolocal. Na saída, acontece o processoinverso”, diz ele, lembrando quea configuração dos processos édiferente em cada país. No total,em todas as 17 corridas de umatemporada, são mais de 300 toneladasde materiais por corrida (o suficientepara encher 100 caminhões)– no Brasil, o processo envolveu757 contêineres.Um avião cargueiro 747-400 é utilizadopara o transporte de todo estematerial. Ele tem mais de 70 m decomprimento, 20 m de altura, 64 m deextensão de asa a asa e mais de113.000 kg.O portfólio de serviços para asequipes, a coordenação de prova e ospatrocinadores inclui: transporteinternacional de carros de corrida,motores, pneus, peças de reposição,equipamento das equipes e equipamentosde TV; transporte de combustível;transporte dos equipamentospara o Paddock Club e a área VIP;transporte de encomendas nos sistemas“Overnight Shipments” ou“Direct Shipments”; e um centromóvel de logística instalado em cadaum dos autódromos, que funciona 24horas por dia e possibilita o envio deencomendas pelas equipes.PARCERIAThrane também explica que háuma identificação muito grandeentre os serviços prestados pelaDHL e a Fórmula 1, como velocidade,trabalho em conjunto e de formaorientada, times e precisão. Na verdade,segundo ele, estes são integrantesdo dia-a-dia da DHL, e éusada a tecnologia da empresa, osseus procedimentos para atender aFórmula 1.“Somos parceiros na totalidadeda Fórmula 1 e, para atendermos atudo isto, temos uma equipe dedicadae trabalhamos com duasbases, uma na Itália e outra naInglaterra”, diz, por sua vez, JulianaVasconcelos, diretora de marketingda empresa, lembrando que,no Brasil, toda a operação é coordenadapela DHL Express do país.O que é transportadoem cada corrida- 3 carros completos por equipe- 44 motores- 3,5 km de cabos de energia- 5,5 km de cabos de dados- 30-40 toneladas de equipamentos por equipe- 50 toneladas de equipamento de TV- 80-120 engradados por equipe- 180 computadores- 300 notebooks- 1.100 rádios e headsets- 2.200 pneus- 10 mil componentes por equipe- 15 mil litros de combustível para as equipes- 26.500 litros de combustível para outras corridas- 37 mil litros de água mineral“Nós discutimos com as equipesas formas mais corretas de transportaras cargas, do modo maisrápido e seguro possível. E tambémtemos pessoal voltado exclusivamentepara a liberação da carga nosaeroportos, já que contamos comum chek-in muito grande e atuamoscom autoridades em diferentespaíses”, emenda o CEO da empresa,destacando, ainda, que na Europao transporte é feito, em parte,por rodovias e que a DHL Express


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200739Transportes diferenciadosPneus - Os pneus são fabricados pela empresa japonesa Bridgestone.Para cada corrida, eles são transportados de avião diretamente deTókio para o local da prova. Na média, são utilizados cerca de 2.200pneus por prova. Considerando que cada pneu dianteiro pesa cerca de9 kg e os traseiros 11 kg, o peso total chega a 22 mil quilos.Combustível – O combustível é transportado em latas reforçadas e aprova de fogo com capacidade de 50 e 200 litros. Além de facilitar otransporte, estas latas também são utilizadas para a coleta de amostrasdo combustível, o que garante que todos os competidores utilizemo mesmo produto. Os representantes dos fornecedores de combustívelsão os primeiros visitantes do paddock, às quartas-feiras. Eles fazemtestes para garantir a integridade dos combustíveis após o transporte.Durante uma temporada, a DHL Express transporta mais de um milhãode litros de combustível para as corridas.TV – Para garantir a transmissão de todas as corridas para mais de350 milhões de pessoas em todo o mundo, um amplo trabalho é realizadonos bastidores. Para cada corrida, são transportadas cerca de 8,6toneladas de equipamentos de TV.trabalha em parceria com a Lufthansapara o tráfego entre a Ásia e aEuropa.“TROFÉU VOLTA MAISRÁPIDA DHL”Ao final do Grande Prêmio Brasilde Fórmula 1, a DHL premiou opiloto Kimi Raikkonen com o troféu“DHL Fastest Lap”.Além de ganhar o campeonatomundial de pilotos, o finlandês completouuma volta no circuito de Interlagosem apenas 1:12.445, a voltamais rápida de todo o GP decisivapara o desempate da Fastest Lap.O troféu, um indicador de desempenhoe de velocidade muito desejadopelos pilotos – e que tem comoobjetivo premiar aquele com a maiorquantidade de voltas rápidas, acumuladasdurante todos os GPs – foitão disputado em sua primeira ediçãoaté a última volta, refletindo oresultado surpreendente da temporadade 2007. Nas últimas voltas daúltima etapa brasileira, Raikkonenacumulou seis voltas mais rápidasdurante toda a temporada, empatandocom seu companheiro de equipeFelipe Massa.O critério de desempate, entretanto,considerou a quantidade de voltasem que os pilotos ficaram em segundolugar no ranking de voltas maisrápidas, mas ambos os pilotos tambémempataram. A comissão organizadorado Fastest Lap, então, comparoua quantidade de corridas emque cada um deles estava em terceirolugar. Raikkonen então, recebeu oprimeiro Fastest Lap, uma homenagemao seu desempenho e performance.OUTROS ESPORTESPela sua experiência, a DHLExpress também está “de olho” nosoutros esportes praticados no país,como a Fórmula Truck e a Stock Car.“Na verdade, na América Latina,a DHL Express tem sido parceira emdiversos esportes, como o golfe e ociclismo”, diz Thrane.Quanto à atuação da empresa nopaís, Juliana diz que está prevista aabertura de mais seis lojas de varejoe, também, para pessoas físicas até ofinal do ano. Elas serão implantadasem Estados como São Paulo, Rio deJaneiro e Paraná, além de Brasília.●


R E V I S T A40 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●TRANSPORTE MARÍTIMOCrescimento do setor éperspectiva em curto prazoOs entrevistados também apontam como tendências a consolidação do conceito de transporte porta-a-porta, oferecendo umaestão única, e o aumento da importação do Extremo Oriente para o BrasilMultimodalZanin, da Fenamar: modais detransportes estão evoluindodevido à iniciativa privadaOdestaque nesta matériaespecial da Log-Web é o transportemarítimo. Operadores Logísticosdo segmento e aFenamar – Federação Nacionaldas Agências de Navegação(Fone: 13 3219.4344) fazem uma análise dasituação deste modal noBrasil, apontam o que oGoverno e a iniciativa privadadevem fazer paraincentivar o seu uso e, ainda,destacam as tendênciasno setor.Em uma análise, AndréZanin, diretor-executivo daFenamar, expõe que a percepçãoque se tem é que osmodais de transportes de ummodo geral estão evoluindodevido a pressões de produçõesmotivadas, principalmente,pela iniciativa privada,o que, infelizmente, deacordo com a Federação,ainda é em níveis inadequadosem atendimento aosanseios da sociedade produtivaem geral.Zanin considera que aindaem razão da pressão e doempreendedorismo por partedas poucas empresas dosetor privado que atuam notransporte marítimo, estemodal vem crescendo, mesmocom as dificuldades.Mas, este crescimento, apesarde ser aparentementefavorável a estas empresas, émuito aquém do ideal, emvista ao tamanho do Brasil,aponta o diretor-executivo.“Hoje sofremos as conseqüênciasde anos de ausênciaabsoluta de planejamento einvestimento de qualidadeem infra-estrutura de transportes,principalmente notransporte multimodal naintegração dos setores aquaviárioe ferroviário. Os fatosdemonstram que o Brasiltransporta de forma errôneaa sua produção, exigindo dotransporte rodoviário a execuçãode serviços além desuas condições”, declaraZanin.Por muitos anos foiincentivado o modal rodoviáriono Brasil para o transportede cargas, em detrimentodos modais ferroviárioe marítimo, notadamentemais eficientes em custo eeficiência energética. Écomo Rômulo Otoni Andrade,diretor de navegação daLog-In Logística Intermodal(Fone: 0800 7256446), entranesta questão.Ele comenta que após aprivatização da antigamalha ferroviária federal,em 1997, as concessionáriasinvestiram e alavancaram aprodução ferroviária. E éisso que a Log-In esperapara o modal marítimo: queele seja o próximo a ser destravadono país, dado todo opotencial que existe paraseu desenvolvimento emfunção da extensão da costabrasileira e pelo fato degrande parte da economia seconcentrar em até 200 kmda costa. “Apesar de todosos empecilhos e deficiênciasde infra-estrutura, existemdesde 1999 serviços regularesde navegação de cabotagemdedicados ao transportede cargas industrializadasBalau, da Aliança: transportede carga conteinerizadacresce mais na cabotagemacondicionadas em contêineres.A cabotagem já é umarealidade no Brasil e crescerácada vez mais, contribuindo,assim, para a distribuiçãomais eficiente damatriz de transporte brasileira”,diz Andrade.Também falando emcabotagem, José AntônioBalau, diretor de operações,logística e cabotagem daAliança Navegação e Logística(Fone: 11 5185.5600),conta que o transporte marítimode carga conteinerizada(produtos manufaturadose semimanufaturados) realizadopor cabotagem vemcrescendo a uma taxa superiorà observada em outrosmodais, devendo fechar2007 com 500 mil contêinerescom carga transportados.Conforme explica, em1997 esse transporte praticamenteinexistia, e hoje asempresas de navegação queoperam na cabotagem assumemum papel de operadorlogístico. “Portanto, existeum potencial de crescimentonessa modalidade detransporte desde que seinvista em infra-estruturaportuária”, revela.Para Cyntia Félix, supervisorade importação eexportação da IFT Transportes(Fone: 11 6856.5900), os problemas notransporte marítimo brasileiroenvolvem burocracia.“Faltam normas padronizadasnos diversos portos, sendoque às vezes o que valeem um determinado porto jánão vale no outro”, assinala.Em uma comparaçãocom o aéreo, ela acreditaque a burocracia e os procedimentosa cumprir são infinitamentemaiores no marítimo,exigindo maior conhe-Andrade, da Log-In: por partedo Governo, é necessáriomanter os marcos regulatórios


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200741Cyntia da IFT: faltam normaspadronizadas nos portos – às vezes, oque vale em um porto não vale em outrocimento e atenção redobrada do profissionalde comércio exterior, a fimde evitar penalidades.PARA SER MAISUTILIZADOPara que o transporte marítimo sejamais usado, Zanin, da Fenamar, apontaações necessárias em campos distintosque precisam ser executadaspelo Governo Federal, como: Extensão do não-pagamento de tributosconcedidos à navegação de longocurso na compra de combustívelpara as embarcações. “Os naviosestrangeiros que abastecem aqui noBrasil são isentos de tributos no combustívele acreditamos que seria umaboa medida implementar esta situaçãopara as empresas que atuam exclusivamenteno transporte de cabotagem”,acrescenta; Investimentos imediatos na navegaçãolacustre, onde diversos estudosapontam milhares de rios navegáveisque somente demandam investimentosem cartografia e sinalização náutica; Diminuição dos processos burocráticosde fiscalização nos portos no tratamentode cargas exclusiva de transportede cabotagem.Também por parte do Governo, aLog-In, conforme expõe Andrade,entende que é necessário manter osmarcos regulatórios atuais, uma vezque se tratam de investimentos estruturantese de longo prazo de maturação.“Não é bom que as regras mudema todo instante”, diz. Além disto, deacordo com Andrade, também énecessária uma atenção maior doGoverno às questões portuárias, principalmentecom relação à dragagemnos canais de acesso aos portos emoperação e à concessão de novas áreaspara implantação de novos portos.A respeito da iniciativa privada,acredita que ela deve continuar buscandoalternativas no modal rodoviário,que oferece preços mais baixos emenos poluição.Já Balau, da Aliança, cita comoações necessárias ao Governo incentivara construção naval no país, especialmentede navios full contêineres;igualar o preço do combustível pagona cabotagem e no longo curso -“hoje, um navio que opera na cabotagempaga 37% a mais do que umnavio de longo curso”, destaca; eincentivar investimentos em infraestruturaportuária.“A iniciativa privada está fazendo asua parte. Os armadores acreditam nacabotagem como a melhor soluçãopara o transporte de carga em médiase longas distâncias, fazendo uso dahidrovia que temos ao longo da costa,reduzindo os custos com manutençãodas rodovias”, expõe.Por sua vez, sobre este tópico, Cyntia,da IFT Transportes, diz que omodal marítimo ainda ganha a preferênciaquando o assunto é o valor defrete, pois o aéreo apresenta fretesmais altos. “Acredito que para aumentarainda mais a utilização do modalmarítimo por aqueles que optam peloaéreo, seria necessário reduzir a burocraciana importação. O serviço dosagentes de cargas acaba muitas vezescomprometido pela situação impostana importação marítima, onde se temuma excessiva quantidade de documentose prazos a cumprir, a fim deevitar penalidades”, avalia.TENDÊNCIASA Fenamar crê que o Brasil estáreaprendendo sobre a utilização dotransporte aquaviário e, em virtude dapersistência do setor privado nestecampo, a tendência é de crescimentosignificativo em curto prazo de tempo.“Somente não é possível antever seeste crescimento será o adequadodevido à enorme carência que temosenvolvendo os nossos modais detransporte e, principalmente, em setratando de transporte aquaviário”,complementa Zanin.Para Balau, da Aliança, a principaltendência é uma consolidação do conceitode transporte porta-a-porta,usando o modal marítimo como “perna”principal, oferecendo uma gestãoúnica de transporte.Outra tendência, de acordo comele, é os armadores brasileiros investiremna construção de novos navios.“A frota atual existente (17 navios)que opera na cabotagem é suficiente eserá suficiente até 2009. Hoje, a ofertade espaço oferecido pelos armadoresé de 650 mil TEUs. A demandaprevista até o final de 2007 é de 500mil TEUs. Com uma projeção de crescimentode 10% ao ano, a partir de2010 as empresas terão que inserirnovos navios para realizar o transporte”,relata.Cyntia, da IFT Transportes, comentaque atualmente a importação doExtremo Oriente para o Brasil vemaumentando, conforme a empresa temnotado, já que a região é seu maiorfoco de cotações.Além disso, ela considera que nogeral os clientes optam por quem ofereceo melhor preço, seguido domelhor atendimento.Já Andrade, da Log-In, é bem otimista:a tendência para ele é de crescimentoacelerado no setor nos próximosanos.●Como tirar os portosda estagnaçãoOs maiores problemas para a regulamentação e desenvolvimentodos portos brasileiros estão nas áreas de gestão, planejamentoe infra-estrutura. É o que pensam alguns integrantesdo Governo e representantes da iniciativa privada.Para Marco Guarita, da CNT – Confederação Nacional dosTransportes, o setor está estagnado desde a reforma do Estado,em 1990. “O Estado se afastou da produção e parou de investirnos portos”, diz.Os investimentos, segundo Guarita, só virão se a regulação dosetor for baseada na estabilidade das regras, na segurança jurídica,visando atrair o investidor privado e proteger os usuáriosdos portos.De acordo com Sérgio Castanho, diretor-geral da Anec – AssociaçãoNacional dos Exportadores de Cereais, a fila de naviosfretados pelos exportadores de soja, parados em decorrência dafalta de infra-estrutura nos portos, gera prejuízo diário em tornode US$ 40 mil por navio.Já Fernando Brito Fialho, representante da Antaq – AgênciaNacional dos Transportes Aquaviários, ressalta a importância deuma maior utilização dos rios como via de transporte. “A águanão deve servir apenas para consumo ou para a extração deenergia por meio de hidrelétricas, mas também para se integrarao processo de desenvolvimento sustentável por meio dashidrovias, que retirariam do ar boa parte dos gases tóxicos emitidospor outros transportes, como o rodoviário”, declara.


R E V I S T A42 LogWebEDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 2007●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA●MultimodalTRANSPORTE AÉREOProjeto pretende integraraeroportos paulistasformando um hub de cargaAempresa aérea cargueiraABSA CargoAirline (Fone: 0800996861) está participandode um projeto da Infraero eda Receita Federal paratransformar os aeroportosde São Paulo/Guarulhos,Viracopos/Campinas e SãoJosé dos Campos em umgrande hub de carga aérea.Hub é o aeroporto que funcionacomo um centro deconexão e distribuição depassageiros e cargas.Chamado de “AeroportosComplementares”, o projeto,dividido em módulos, podesair do papel no primeirosemestre de 2008. Sua finalidadeé integrar os três aeroportosadministrados pelaInfraero e sob jurisdição daReceita Federal em São Paulo,começando por GRU eVCP. O objetivo é reduzir otempo de operação de embarquede cargas de 16 a 24horas para, no máximo, 7horas.A ABSA Cargo Airlinerealizou testes-piloto paraverificar a viabilidade domódulo 1 do projeto, denominado“hubs integrados:GRU – VCP”. Isso paraatender à necessidade daempresa em operar aviõescargueiros puros em Guarulhos,aeroporto que atuacom vôos de passageiros.“Com os testes foi possíveldesenvolver um fluxogramaracional, onde todos os processosfuncionam de formaorquestrada, e GRU e VCPtrabalham como se fossemum só aeroporto”, explica odiretor-técnico e de planejamentoda ABSA, DarioMatsuguma. Até a primeiraquinzena de outubro últimoforam realizados 14 testescom cargas secas (sementes,grãos e têxteis) – e outrosainda deverão ser feitos. Omelhor tempo obtido foi de5 horas e 2 minutos.Este primeiro módulovisa integrar os dois aeroportospor meio de um projetoágil de transferência de cargae ocupar os espaços ociososnas aeronaves. “A idéia éampliar ao máximo o aproveitamentodo espaço disponívelnos porões das aeronavesde passageiros que voampara Guarulhos, que ofereceligações aéreas com praticamentetodas as capitais daAmérica do Sul e diversascidades da América do Norte,Europa, Ásia e OrienteMédio. A ligação com Viracopos,por meio de conexõesrápidas e simplificadas, permiteampliar a oferta de vôostambém por aeronaves cargueiras”,ex-plica o gerentede Logística da RegionalSudeste da Infraero, CarlosAlberto Alcântara.A intenção, de acordoMerino, da ABSA: entre osprojetos estão a nova freqüênciaBrasil-Venezuelacom ele, é somar o que osdois aeroportos têm de maisforte e criar um sistemaaeroportuário integrado. Paracomprovar a importânciadestes dois pólos aéreos,Alcântara conta que no Brasil,65,4% das importações e80,8% das exportações sãorealizadas por GRU e VCP.“Pelo projeto, o cliente podeescolher entre duas opçõeslogísticas qual é a melhoralternativa”, declara.Para o gerente de Logísticada Regional Sudeste daInfraero, esta integraçãotambém permite identificare eliminar os gargalos.“Para atender à demanda épreciso conectar os doisaeroportos sem perda detempo. O conceito é o decorrida de revezamento,envolvendo várias organizações”,detalha. Já o Comex,para Alcântara, é uma “corridade revezamento comobstáculos”, pois é precisoconvencer exportadoresestrangeiros a aceitarem apassagem de suas cargaspelos aeroportos brasileiros.A proposta será apresentadaà Receita Federal peloinspetor-chefe da Alfândegado Aeroporto Internacionalde São Paulo/Guarulhos,José Antônio Gaeta Mendes,que explicará a necessidadede elaboração de umalegislação específica. Apósa apresentação do projeto


LogWebR E V I S T A●●REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA EDIÇÃO Nº69 - NOVEMBRO - 200743deve ser formado um grupode estudo para analisar aproposta e preparar o cronogramade trabalho até que oplano possa entrar em operaçãonormal. “A idéia é transformaresse tripé (de aeroportos)num grande hub decarga aérea da América Latina,que hoje está em Santiagodo Chile, um aeroportomuito menor”, lembra.De acordo com Mendes,os testes comprovaram que aproposta é viável e que háinteresse do mercado. “Como projeto, a imagem do paíspode ser influenciada beneficamente”,salienta.Alcântara, por sua vez,analisa que todos os envolvidosno projeto ganham comele. “A companhia aéreaoferece um novo produto,otimizando o uso dos espaçosem seus aviões, o aeroportoganha porque a cargapermanece menos tempo emdepósito, permitindo disponibilizarespaço para outrascargas, e a Receita Federalvê seu papel de órgão fiscalizadorfocado na eficiênciae na rapidez.”PLANOSHernan Merino, diretorexecutivo da ABSA CargoAirline, conta que os projetose planos futuros da empresasão: um novo escritóriocomercial no Rio de Janeiro;a nova freqüência Brasil-Venezuela; e o Boeing 777F,que está entre os quatroadquiridos pela Lan Cargoe que a ABSA negocia apossibilidade de incorporara sua frota. “Esta é a aeronavecargueira mais modernae eficiente da frota mundial,e começará a voar emfins de 2008. Possui capacidadede transportar 104toneladas e alcance de9.200 km com o peso máximoe atenderá aos projetosde expansão da empresapara a Europa e Ásia.”●Matsuguma, da ABSA: GRUe VCP trabalham como sefossem um só aeroporto

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