XVIII Congresso Brasileiro de Engenharia Biomdica - SBIS

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SI-Adolescente. Os prontuários decrianças e adolescentes do CMSC Vila Lobatosão essencialmente semelhantes, diferindo emduas fichas de importância chave: a ficha deabertura de caso novo e a ficha de evoluçãoclínica. O escopo deste módulo é focado,portanto, nessas duas fichas que são distintas donúcleo comum do prontuário.SI-Proespa. Atendimentos individuais ouem grupos de pacientes realizados por equipesmultidisciplinares também necessitam de atençãoespecial na informação manipulada. Esse módulodo sistema é relacionado principalmente naintegração dos dados de atendimentos em grupo,utilizando informações de saúde mencionadas noSI-Proise.MétodosO planejamento da base de dadosrelacional do presente projeto foi realizado apósas etapas de especificação de requisitos de cadamódulo. Inicialmente foram realizadas reuniõesentre pesquisadores e equipe de saúde do CMSCVila Lobato e a equipe de pesquisadoresdocentes e alunos do curso de graduação emInformática Biomédica da USP, com o objetivo dedelinear os requisitos e o escopo do projeto SI-VilaLobato de forma global.Conhecido o escopo do SI-VilaLobato, elefoi dividido em quatro módulos, encarados comosub-projetos independentes, para facilitar seudesenvolvimento: SI-Criança, SI-Proise, SI-Adolescente e SI-Proespa.Os módulos foram desenvolvidosseparadamente. No entanto, tendo como metasua integração no SI-VilaLobato, ospesquisadores do CMSC Vila Lobato e osdesenvolvedores que participaram daespecificação de requisitos inicial coordenaram asreuniões e os levantamentos de requisitosespecíficos de cada módulo.O levantamento de requisitos dosmódulos foi elaborado seguindo paradigma domodelo iterativo incremental de Engenharia deSoftware. Os requisitos foram tomados comoreferência para a modelagem da base de dados,resultando nos Diagramas Entidade-Relacionamento (DER) da mesma.Caso em algum módulo fosse necessáriaalguma alteração em entidade que fosse comuma outros módulos, a modificação era avaliada eimplementada em todos os módulos, garantindoassim a integridade entre os módulos do SI-VilaLobato.Os DERs foram gerados por meio daferramenta de distribuição gratuita DBDesigner4 1 , que, posteriormente, gera automaticamentescripts na linguagem SQL para a implementaçãofísica do banco de dados. O DBDesigner gera1 DBDesigner 4 - http://www.fabforce.net/dbdesigner4/scripts para o Sistema Gerenciador de Bases deDados (SGBD) MySQL. Pequenas alteraçõesnesses scripts foram necessárias para adaptar acriação do banco de dados no SGBD queatualmente está sendo utilizado no SI-VilaLobato:o PostgreSQL 2 versão 8.2.ResultadosOs módulos foram desenvolvidosindividualmente. O primeiro subsistemadesenvolvido foi o SI-Proise, de forma que a baseestrutural de cadastro de profissionais de saúde,pacientes e atendimentos foi projetada durante aelaboração do referido subsistema.Os subsistemas SI-Criança, SI-Adolescente e SI-Proespa utilizaram a mesmaestrutura provida pelo SI-Proise incrementado-ade acordo com os requisitos específicos. Adespeito do projeto individual dos subsistemas doSI-VilaLobato, deve-se salientar que a base dedados do SI-VilaLobato é única e foi obtida comoresultado da integração dos referidos módulos. AFigura 1 ilustra os módulos e suas intersecções.As entidades que possuem uma indicação com acor vermelha pertencem ao SI-Proise, da mesmaforma entidades que possuem indicação com acor verde pertencem ao SI-Criança, o SI-Adolescente está representado pela cor azul e oSI-Proespa pela cor amarela.A entidade principal do SI-VilaLobato é aPessoa. O principal relacionamento pertinente aosistema é o relacionamento entre Pessoa eAtendimento. Todos os subsistemas utilizaramesse conceito básico como pedra angular de suaestrutura de dados.A entidade Atendimento é uma entidadegenérica que contém um conjunto básico deatributos, tais como a data do atendimento, o tipode agendamento que foi realizado (rotina, retornoassistencial, fora de dia etc.), se o pacientecompareceu ou não àquele atendimento, dentreoutros atributos. Para abordar as especificidadesde cada subsistema, sem no entantosobrecarregar ou comprometer a estrutura do SI-VilaLobato como um todo, foram planejadasespecializações do tipo parcial e exclusiva. Doisexemplos que ilustram a especializaçãomencionada são a evolução clínica da criança e aevolução clínica do adolescente. Embora sejamatendimentos, que possuem, data, horário, tipo deagendamento, entre outras informações comuns,a evolução clínica da criança, pertencente aosubsistema SI-Criança, difere da evolução clínicado adolescente, pertencente ao subsistema SI-Adolescente, pois para o adolescente sãoregistradas informações referentes a uso dedrogas e sexualidade, por exemplo, enquanto quepara a criança são registradas informações2 PostgreSQL - http://www.postgresql.org/


eferentes ao aleitamento, desenvolvimento dafala, etc.graças à integração promovida pela modelagemdos dados, é ilustrada na Figura 2. As consultasFigura 1 – Modelo de dados com as representações de integrações relacionais entre os subsistemasTanto as informações referentes a umatendimento especializado, como, por exemplo,evolução clínica da criança e evolução clínica doadolescente são registradas nas respectivasentidades e na entidade Atendimento, pois setratam de atendimentos. O registro deinformações básicas na entidade Atendimento,sendo este Atendimento especializado ou não,permite a recuperação longitudinal deinformações de maneira rápida e acessível, alémde garantir a integração e consistência dosdiferentes módulos do sistema.Adicionalmente, na estrutura de base dedados proposta foi realizado um mapeamentoentre a Classificação Estatística Internacional deDoenças (CID) e o vocabulário médico local. Asnomenclaturas utilizadas pela CID não refletemapropriadamente a terminologia local; dessaforma, foi desenvolvido um dicionário de dadosque viabilizou a portabilidade da nomenclaturadas impressões diagnósticas para outrossistemas.Relatórios construídos com asinformações estruturadas resultantes daintegração dos subsistemas do SI-VilaLobatoforam desenvolvidos a partir de simples consultasna base de dados do sistema. Um exemplo deassociação seqüencial entre informações, obtidaapresentam quais foram os atendimentos quetiveram a impressão diagnóstica (ID) dengueentre março e abril de 2008 e,consequentemente, quais são os pacientes quemoram próximos aos pacientes que tiveram odiagnóstico de dengue. A maneira como asinformações estão estruturadas nas bases dedados dos subsistemas do SI-VilaLobatopossibilita rápida identificação tanto de fatores derisco como populações em situação de risco.Discussão e ConclusõesA integração entre as bases de dadoslongitudinais dos diversos subsistemas do SI-VilaLobato obteve êxito em gerar as informaçõesque os pesquisadores e gestores de saúde doCMSC Vila Lobato necessitavam. Exemplos sãoos relatórios que, fundamentados em simplesconsultas SQL fornecem informações sobrepacientes potencialmente em risco e sobreestratégias de assistência que estão dando certoou errado.Dois fatores foram fundamentais nosucesso da referida integração. As reuniõesiniciais entre as equipes de desenvolvimento e doCMSC Vila Lobato possibilitaram a identificaçãodos requisitos do SI-VilaLobato e esclareceram alogística de atendimento do referido centro de


[5] Sigulem D. Um Novo Paradigma deAprendizado na Prática Médica daUNIFESP/EPM. Tese de Livre Docência. SãoPaulo (SP): Departamento de Informática emSaúde, Universidade Federal de São Paulo.;1997.[6] Tomasi E, Facchini LA, Maia MFS. Healthinformation technology in primary health care indeveloping countries: a literature review. Bulletinof the World Health Organization. 2004; 82 (11).[7] Cunha F, Silva HP. O prontuário eletrônicocomo unidade de transferência e criação deconhecimento em saúde. [Internet] Visualizadoem 13/07/2006. Disponível em:http://www.cinform.ufba.br/vi_anais/docs/FranciscoCunhaHelenaSilva.pdf.computacional que facilite a pesquisa acadêmicae o acompanhamento da saúde e dodesenvolvimento de adolescentes em atençãobásica à saúde. Relatório de Iniciação Científicaapresentado à Fundação de Amparo ao Ensino ePesquisa Aplicada do HCFMRP. Ribeirão Preto(SP); 2006.ContatoNome: Thiago Martini da CostaE-mail: tmartinicosta@gmail.comNome: Joaquim Cezar FelipeE-mail: jfelipe@ffclrp.usp.br[8] Costa TM, Panico SRG, Ruiz EES. Projetointerdisciplinar para a criação de uma ferramenta

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