do editor - Canal : O jornal da bioenergia

canalbioenergia.com.br
  • No tags were found...

do editor - Canal : O jornal da bioenergia

Cartado editorMirian Toméeditor@canalbioenergia.com.brMotivos para comemorar8 NOVO PARADIGMA PARA A AGRICULTURAONU estima que será necessário aumentar em 42% a produção de alimentos até 2025,paralelamente ao aumento da oferta de energia, um compromisso inadiável com o futuro.divulgação rentankusina cerradinho22 O SETOR NA BOVESPAAçúcar Guarani S.A, uma das maiores produtorasde açúcar e processadoras de cana do País, estréiana Bolsa de Valores de São Paulo.16 BIOELETRICIDADECom um potencial de geração equivalente a duasusinas de Itaipu e diante de uma crise energéticaiminente, Brasil ainda não despertou para aimportância da cogeração de energia elétrica.stock.xchingAo completar um ano de jornalismoespecializado em bioenergia, o CANAL temmuito a comemorar, pois consolida-se, acada edição, como uma das publicações demaior credibilidade do setor, com apreocupação constante de informar e fomentardiscussões sobre os temas relacionadas à produção e usoda bioenergia. Dividimos, com orgulho, o sucesso dessaempreitada com nosso leitores e anunciantes quereconhecem o nosso compromisso com a qualidade.Nesta edição, o destaque é a bioeletricidade, asolução mais viável e de menor custo econômico eambiental para fazer frente à inevitável crise energéticaque se anuncia. A importância estratégia da cogeraçãopara o País, no entanto, não é devidamente reconhecidapelo governo federal, que poderia lançar mão dosrecursos que dispõe para estimular a produção e vendade energia produzida nas usinas. Nesta edição, o CANALapresenta aos seus leitores os principais elementos dessadiscussão, que já deveria mobilizar os responsáveis pelapolítica energética brasileira. Dando continuidade àcobertura da nova fronteira da produçãosucroalcooleira, trazemos uma reportagem sobre aCentral Itumbiara de Bioenergia e Alimentos Ltda., emconstrução no sul de Goiás. Em outro destaque destaedição de aniversário do CANAL, o leitor poderá conferira reportagem sobre as tendências da agroenergia com oex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.Boa leitura!CANAL, o Jornal da Bioenergia, é uma publicação daMAC Editora e Jornalismo Ltda. - CNPJ 05.751.593/0001-4110 PLÁSTICO VERDEProdução de polietileno verde em escalaindustrial está prevista para o final de 2009por meio da Dow Chemical e da Braskem. Osinvestimentos iniciais de ambas em pesquisas,giram em torno de US$ 7 milhões.20 CENTRAL ITUMBIARAA Companhia Nacional de Açúcar e Álcoollançou em Itumbiara, Goiás, a pedra fundamentaldas futuras instalações da Central Itumbiarade Bioenergia e Alimentos Ltda. A usina entraem operação em agosto de 2008.O CANAL é uma publicação mensal de circulação nacional e está disponível na internet,no endereço: www.sifaeg.com.br e, em breve, no www.canalbioenergia.com.brDIRETOR EXECUTIVO: Joel Fragadiretor@canalbioenergia.com.brDIRETORA ADMINISTRATIVA: Ângela Almeidaadministracao@canalbioenergia.com.brDIRETOR COMERCIAL: César Rezendecomercial@canalbioenergia.com.brASSISTENTE COMERCIAL: Fernanda Oianocomercial@canalbioenergia.com.brDIRETORA EDITORIAL: Mirian Tomé DRT-GO - 629editor@canalbioenergia.com.brEDITOR: Evandro Bittencourt DRT-GO - 00694redacao@canalbioenergia.com.brREPORTAGEM: Evandro Bittencourt,Mirian Tomé e Rhudy CrysthianDESIGNERS: Pauliana Caetano e Fábio Aparecidoarte@canalbioenergia.com.brBanco de Imagens: Clic Digital Photo - www.clicdigital.com.br,Studio 95/Museu da Imagem (62) 3095-5789, ÚNICA - União daAgroindústria Canavieira de São Paulo - www.unica.com.br,SIFAEG - Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estadode Goiás - www.sifaeg.com.br, Canal On Line -www.canalbioenergia.com.br REDAÇÃO: Av. T-63, 984 - Conj. 215Ed. Monte Líbano Center, Goiânia - GO- Cep 74 230-100 - Fone(62) 3275 4085 - Fax (62) 3093 4084www.canalbioenergia.com.bremail: canal@canalbioenergia.com.br TIRAGEM: 7.000exemplares IMPRESSÃO: Ellite Gráficaellitegrafica2003@yahoo.com.brCANAL, o Jornal da Bioenergia não se responsabiliza pelosconceitos e opiniões emitidos nas reportagens e artigos assinados.Eles representam, literalmente, a opinião de seus autores. Éautorizada a reprodução das matérias, desde que citada a fonte.


ENTREVISTA - Roberto Rodrigues - co-presidente da Comissão Interamericana do EtanolMercados para o etanolPARA O EX-MINISTRO, O MELHOR CAMINHO PARA TRANSFORMAR O ETANOL EM COMMODITY ÉFAZER PARCERIAS COM OUTROS PAÍSES, NA PESQUISA E NA PRODUÇÃO DO BIOCOMBUSTÍVELRhudy Crysthian e Evandro Bittencourtsílvio simoesRoberto Rodrigues, 65 anos, é natural deCordeirópolis (SP). Engenheiro agrônomo,formado pela Esalq/USP, foi ministro daAgricultura no primeiro mandato do Governo Lula.Rodrigues é, atualmente, presidente do ConselhoSuperior do Agronegócio da Fiesp e comanda,como co-presidente, a Comissão Interamericanado Etanol. Em entrevista ao CANAL, RobertoRodrigues fala sobre alguns dos temas maispolêmicos relacionados à produção do etanol noBrasil e no mundo.CANAL - As pesquisas nos EUA para a produçãodo etanol a partir da celulose estão adiantadas.O senhor acredita que os americanos vão compartilharcom os brasileiros a tecnologia de produçãodo etanol celulósico?Roberto Rodrigues - Sem dúvida nenhuma,hoje a visão mundial é na direção de umaredução dos custos de produção e de melhoroferta de combustíveis. Toda pesquisa que viráno futuro será lastreada na articulaçãoestratégica das empresas de investigação científica.Há alguns dias em Brasília discuti com osubsecretário de Estado norte-americano essetema do compartilhamento da informação,imprescindível para que flua mais depressa oconhecimento. Sem dúvida acontecerá.O Brasil tem no momento uma responsabilidademuito grande. Estamos no umbral da mudança dacivilização, do produto fóssil para o renovávelE o Brasil, tem algo a temer com a transferênciade sua tecnologia para outros países?Precisamos criar um mercado mundial deetanol e isso implica em mais países produzindoetanol. E isso não significa concorrência,pois o Brasil é o produtor mais eficientedo mundo e quanto mais produzirmosmais vamos ganhar. O Japão já disse que nãovai importar álcool do Brasil se só o Brasilproduzir, então é preciso fazer parcerias. AEuropa quer produzir etanol na Ásia, assimcomo o Japão, então vamos fazer parceriascom eles, tanto o setor público quanto o privadopara vendermos aquilo que nós temos demelhor. Pela primeira vez na história nósdominamos uma tecnologia que pode mudaro mundo. Nós vamos ser a locomotiva dessamudança, mas para isso precisamos investircada vez mais em tecnologia.Há condições para que muitos outros paísesproduzam etanol em grande escala e ajudem aformar esse mercado, além dos que já o fazem?Na zona Tropical que o Brasil está incluída,em grande parte, praticamente toda a Áfricasetentrional e meridional também está, alémde uma enorme quantidade de países asiáticos,tais como a Tailândia, Filipinas, Malásia,Indonésia e Vietnã. Há uma enorme capacidadede produção de etanol no mundo.Que reflexos uma melhor distribuição da produçãode etanol traria para o mundo?Isso conta até para o equilíbrio de forçaseconômicas no planeta e favorece a democracia,um regime formidável, mas que, se nãotiver renda, não se sustenta. Se tiver a maioriaganhando dinheiro via agroenergia, melhora opadrão de democracia.E qual a responsabilidade do Brasil neste desafio?O Brasil tem no momento uma responsabilidademuito grande. Estamos no umbral damudança da civilização, do produto fóssilpara o renovável, do ambientalmente condenávelpara o ambientalmente correto, doque gera emprego e renda e que muda o perfilde renda no planeta inteiro, dando sustentabilidadeà democracia e a paz universalno conjunto dos princípios democráticos.O avanço da cana-de-açúcar tem sido alvo deforte polêmica. Como o senhor vê essa concorrênciada cana-de-açúcar com a cultura degrãos, por exemplo?A cana-de-açúcar é uma cultura semi-permanente,que tem a sua quinta parte renovada acada cinco ou seis anos, onde se produz grãos,tais como milho e soja. Eu arrendo a terra dasusinas para produzir cana e produzo soja eamendoim. Jabuticabal e Sertãozinho sãomunicípios canavieiros por excelência, mastambém são os dois maiores produtoresnacionais de amendoim. Ou seja, a atividadecanavieira não só não atrapalha a produção degrãos como aumenta a produção. Não se podeguiar para a frente olhando pelo retrovisor, osnúmeros são óbvios. O Brasil, nos últimos 20anos, aumentou a área plantada de grãos em20% e a produção em 119%. A tecnologiaexiste para isso, para aumentar a produtividade.4 CANAL


O produtor ainda está atolado em dívidas?A agricultura é uma atividade econômica quedepende de mercado. O brasileiro está cada vezmais integrado e buscará sempre uma soluçãopara seus problemas. Os produtos que tiveremum maior resultado comparativo terão umamaior saída e a cana é mais bem tratada quegrãos e outros produtos no Brasil. Então, não vejouma contradição e sim uma tendência natural.E o mercado está consolidado?Basicamente, não existe uma demanda criadaainda e o Brasil está empenhado nisso. O que éincorreto e precisa ser trabalhado é a concentraçãode uma única atividade em determinadasáreas. Não acredito que a cana pode invadiráreas de plantio de alimento. Essa disputa é umaquestão perfeitamente articulável sem nenhumproblema de abastecimento para ambos.Como poderia ser feita essa articulação?O Brasil tem hoje 62 milhões de hectares cultivados.Destes, 3,2 são de plantio de cana paraetanol, apenas 5% da agricultura brasileira.Temos ainda 220 milhões de hectares depastagem, dos quais 90 milhões aptos à agricultura.Destes 90 milhões, só 22 milhões estãoaptos para cana. Sobrariam 68 milhões dehectares para alimentos. O Brasil produz trêsA minha proposta é queseja criada no Brasil umaSecretaria Nacional deAgroenergia paracoordenar os esforços quehoje estão distribuídosentre oito ministérios,agências e universidadesvezes mais carnes por hectare, o que estáliberando áreas de pastagem para agricultura. Ea cana começa a dominar essa área liberada.Então a disputa é falsa e só interessa a aquelesque deixam de ganhar dinheiro. É preciso que seenxergue por trás dos interesses.O que é necessário para o Brasil se preparar paracriar um mercado sustentável?Estratégia. Temos o melhor produtor e o melhorproduto do mundo para o etanol, a cana-deaçúcar.Mas quanto precisa ser produzido,quanto para o mercado interno, o externo, qualpreço será balizado, quem irá cuidar daquestão ambiental, zoneamento e logística. Háum enorme horizonte de questões para seremtratadas. A Europa, por exemplo, já nos procuracom a intenção de substituir a madeira destinadaao aquecimento doméstico pelo bagaçode cana. A minha proposta então é que sejacriada no Brasil uma Secretaria Nacional deAgroenergia para coordenar os esforços quehoje estão distribuídos entre oito ministérios,agências e universidades.Como o senhor avalia o ritmo no crescimento daprodução de etanol no Brasil?Essa produção já está aumentando independentedo mercado. Esse é o problema. Esteano, o Brasil vai produzir 20 bilhões de litrose consumir 15 bilhões. É preciso encontrar umescoamento para esse produto e encontrar ummercado. O setor já está produzindo 7% amais que no ano passado a um preço quaseum terço menor que em 2006. A criação domercado não tem relação com o aumento daprodução, mas sim com a venda dos produtorese a posição favorável do Brasil. E paraisso é preciso que tenhamos a commoditizaçãodo etanol com o objetivo de definir melhoras taxas mercadológicas.Leia mais na pág. 8CANAL5


PANORAMACanal com Roberto RodriguesRoberto Rodrigues esteve recentementeem Goiânia para proferir palestra naFederação das Indústrias do Estado de Goiás.Na ocasião, Joel Fraga, diretor executivo doCANAL, entregou um exemplar da últimaedição para o ex-ministro da agricultura, quepassa agora a ser assinante da publicação.Grupo venderá etanol ao JapãoO Grupo Farias vai exportar etanol para oJapão através de ETBE (Éter EtílicoTercbutílico). De acordo com Eduardo Farias,presidente do grupo, o contrato para ofornecimento prevê que a empresa exportarácerca de 300 milhões de litros de etanol porano ao Japão. O combustível servirá comoalternativa à mistura na gasolina.Proeng implementa novas usinasA Proeng, empresa especializada naelaboração de plantas multidisciplinares debiocombustíveis, com sede em Jaboticabal,transformou uma antiga destilaria em uma usinamodelo de álcool e açúcar, em Tarumã, na regiãode Presidente Prudente - SP. A nova unidade,que custou R$ 35milhões, tem capacidade paraprocessar 1,3 milhão de toneladas de cana, comprevisão para moer 2,5 milhões de toneladas emquatro anos. De acordo com o diretor da ProengJoão Luiz França, a Usina Água Bonita é uma dasmais automatizadas da região. Recentemente, aProeng, já havia feito o mesmo trabalho naUsina Renascença, em Ibirarema, também naregião de Presidente Prudente. A empresaresponsável pelo projeto é a mesma que foicontratada pelo grupo norte-americano Forbespara a construção de uma planta de etanol naRepública Dominicana.usina água bonitaTecnologia made in BrasilcanalOs benefícios do Turbo Filtro Mecat foramapresentados recentemente por Attilio Turchetti(foto), proprietário da empresa, para a maiorprodutora de cana e açúcar refinado dos EUA, aU.S. Sugar Corporation. No encontro, foramdestacados a economia e o impacto de qualidadeno produto final com a utilização do Filtro. AMecat Filtrações, empresa genuinamentebrasileira, com sede em Goiás, produzequipamentos de microseparação de sólidos emsuspensão em líquidos, largamente utilizadosnas indústrias sucroalcooleiras e cítricas. Líder nomercado, as principais aplicações do Turbo Filtro sãona área do processamento final no xarope da cana,caldo clarificado, suco e licor dos cítricos.A melhorada qualidade dos produtos e economia de energia ,entre outras vantagens, determinaram a conquistade vários prêmios pela Mecat.usina jalles machadoGrupo Otávio Lage lançanovo empreendimentoO Grupo Otávio Lage deu mais um passopara materializar um dos empreendimentosidealizados por seu líder Otávio Lage deSiqueira (1924-2006). No encerramento dasemana de homenagens ao político eempreendedor que entrou para a história deGoiás como um de seus principais homenspúblicos, foi realizado o lançamento dapedra fundamental do Complexo IndustrialOtávio Lage, em Goianésia, que vaiconcentrar atividades da Usina JallesMachado e da Codora Álcool e Energia, queestá em fase de implantação. O complexodemanda investimento inicial de R$ 350milhões e vai gerar, aproximadamente, 2,5mil empregos diretos. O início da moagemestá previsto para julho de 2010. OComplexo Industrial, que está dentro dotrajeto da Ferrovia Norte-Sul, é de grandeimportância para a economia de Goiás. Aprevisão é a de que o empreendimentorecolha, aproximadamente, R$ 35 milhõesanuais em impostos.6CANAL


PESQUISA NOS ESTADOS UNIDOS PROMETE NO FUTURO UMCOMBUSTÍVEL DERIVADO DA GLUCOSE EXTRAÍDA DA MADEIRAPara suprir 10% da demandamundial de etanol nos próximos20 anos, o Brasil teriade produzir 205 bilhões delitros/ano do produto em 2025. Ovolume da demanda naturalmenteviabilizará o aparecimento de novastecnologias ou o surgimento de outrasfontes energéticas. Mas de acordocom pesquisadores americanos,não será necessário esperar muitopara desfrutar de novas alternativaspara a produção de biocombustível .Cientistas dos Estados Unidos desenvolveramum combustível maiseficiente, mais volátil e que nãoevapora tão facilmente quanto oetanol. O que resolveria os problemasna produção de álcool da canacomo a baixa densidade energética,a volatilidade e a alta absolviçãode água. Esse novo líquidotem 40% mais energia secomparado ao mesmo volumede etanol. Ele é transformadode um tipo de açúcar de origemvegetal. O professor e pesquisadorda Escola Superior deAgricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), Jorge Horii, confirma que emborao etanol seja o único combustívelautomotivo produzido emgrandes quantidades a partirda biomassa, há outras fontes potencialmentericas de energia nasplantas. São vegetais com amido efécula como milho, mandioca e arroz.Podem ser também plantas comsacarose como a beterraba ou a própriacana. Além de frutas e até melde-abelha."Mas acredito que combustívelderivado de frutas e mel estáfora de cogitação porque são produtosnobres e não matéria-prima".OUTRAS FONTESO etanol é atualmente o único biocombustívelpara carros feito emlarga escala. Mas a pesquisa dosamericanos promete ainda, umcombustível derivado da glucose extraídade partes da madeira de plantas.O pesquisador da ESALQ-USP,Jorge Horri, acredita que esses resultadospodem demorar de 10 anos a20 anos para chegar nos postos decombustível. "Mas tenho uma teoriade que os americanos já estão pesquisandouma possível fonte deenergia para abastecer os motoresde hidrogênio", acredita. Mas aindahá muito trabalho a ser feito antesque as novas fontes de biocombustívelsejam uma opção comercial viável,mas os estudiosos americanosdizem acreditar que essas fontes sãouma promessa importante para umnovo tipo de energia no futuro. Opesquisador da Universidade deCampinas (Unicamp), Carlos EduardoRossell, também acredita que um estudocomo esse ainda pode demorara entrar no mercado. "É ainda maisdemorado levá-lo à prática industrial,passar pela análise técnica-econômicae por testes de aprovação", destaca.Mas Rossell acredita que é umapesquisa que tem um desenvolvimentoválido e com potencial, masainda deverá ser confrontada com aprodução de etanol que já está estabelecida,provada e aceita.COMO É O PROCESSONo processo de produçãodo etanol a partir de matériasvegetais determinadas enzimas(substâncias que aceleram reaçõesquímicas orgânicas) reorganizamos carboidratos dasplantas numa formaaltamente oxigenadade açúcar, a frutose.Depois, outrassubstâncias são usadaspara "arrancar" osátomos de oxigênioda frutose original,até completar aprodução.CANAL7


BIOCOMBUSTÍVEISAgricultura ganha novoparadigmaO AVANÇO DO ETANOLNÃO SE REDUZ AO FATODE PRODUZIR, TAMBÉMIMPLICA CRIARCONDIÇÕES PARA QUEO MERCADO TENHAGARANTIAS DEABASTECIMENTOEvandro BittencourtAgroenergia, um Novo Paradigma AgrícolaMundial, foi o tema da palestraproferida recentemente a convidadosda Federação das Indústrias do Estadode Goiás pelo ex-ministro Roberto Rodrigues,presidente do Conselho Superior de Agronegócioda Fiesp e co-presidente da Comissão Interamericanado Etanol. Engenheiro agrônomo eprofundo conhecedor da agricultura brasileira ede suas potencialidades, Rodrigues se mostroutranqüilo quanto aos desafios a serem enfrentadospara conciliar a produção de energia e dealimentos e ressaltou a responsabilidade históricaque o Brasil deve assumir como maior produtorde energia verde do planeta.Segundo estimativa da Organização das NaçõesUnidas para Agricultura e Alimentação(FAO), só em grãos e carnes, até 2025, será necessárioaumentar em 42%, aproximadamente,a produção desses alimentos para suprir a demandado planeta. "O mundo tem menos de 20anos para aumentar essa oferta e, adicionalmente,é preciso aumentar também a oferta deenergia. É uma grande responsabilidade e umenorme compromisso que temos com o futuroda humanidade."Roberto Rodrigues destaca que os países doHemisfério Norte demandam mais energia queos do Hemisfério Sul, apesar do maior crescimentode demanda nesta região, o que já criaum fluxo de capitais norte-sul e um fluxo deagroenergia sul-norte e sul-sul. "Acho isso tãorelevante que propus formalmente ao Itamaratyque propusesse à Organização Mundial do Comércioa criação de um capítulo específico paradiscutir a energia renovável."O ex-ministro lembra que as terras ocupadassão muito menores que as terras disponíveis. "Écomo a capacidade do cérebro, que usamos umpequeno percentual. Precisamos usar mais océrebro para não falar bobagens, como a deque vai faltar comida por causa do etanol."unica


Pastagens cederão mais espaço para a agriculturaO setor de fertilizantes, segundo o ex-ministroRoberto Rodrigues, fez um estudo recentemostrando que, nos próximos 15 anos, 30milhões de hectares de pastagens serão liberadospara a agricultura, mesmo com o aumentoda produção de carne. Da área total de pastagens,correspondente a 220 milhões de hectares,informa o ex-ministro, 90 milhões de hectaressão aptos para a agricultura. "Com esses 3,2milhões de hectares que temos hoje produzimos20 bilhões de litros e se multiplicarmos por 7,5,chegando a 24 milhões de hectares, simplesmente,vamos produzir 150 bilhões de litros”.E como no limite de 15 anos deve dobrara produção de etanol por hectare, o Brasilpoderá produzir 300 bilhões de litros de álcool,o que corresponde a 12% do consumo degasolina do planeta. “E ainda sobram 69 milhõesde hectares para produzir alimentos,apenas no Brasil. Hoje nós plantamos 56 milhõesde hectares."Diante de tais número, Rodrigues acreditaque dizer que a cana-de-açúcar vai reduzir aprodução de alimentos é um erro. "É claro queexiste um ajuste circunstancial. Os EUA, porexemplo, no ano passado gastaram 23% domilho deles fazendo álcool. Com isso, o preçodo milho que era de 2,8 dólares por bushel, subiupara 4 dólares por bushel. Isso aconteceuporque a demanda cresceu muito rapidamente.Em 4 anos, os EUA saíram de 0 para 20 bilhõesde litros de etanol e o resultado foi o aumentodo preço do produto."Segundo Rodrigues, esse ano os americanosestão plantando 15% a mais de milho queno ano passado. Como resultado, o preço doproduto começou a cair. "Isso mostra que éum ajuste estratégico de curto prazo. Em doisanos, esses desequilíbrios desaparecem. O dadoé esse, tem o problema, mas é conjuntural.Do ponto de vista estrutural, de longo prazo,ele desaparece."Secretaria nacional para a agroenergiaTodo o setor sucroalcoleeiro do Brasil estáseriamente empenhado em articular os esforçosde pesquisa e produção de etanol, mas semuma articulação que torne esses esforços maisprodutivos, o novo "El Dourado" nacional podenão atingir patamares sustentáveis. Segundo opresidente do Conselho Superior de Agronegócioda Federação das Indústrias do Estado deSão Paulo (Fiesp) e ex-ministro da Agricultura,Roberto Rodrigues, é preciso que se crie umaSecretaria Nacional de Agroenergia para articulartodos os esforços do setor que se achamdispersos por oito ministérios, institutos e universidadespelo País. Para ele, não resta dúvidade que a agroenergia "mudará o mundo" e queo Brasil está na frente. Mas é necessário estabeleceruma estratégia nacional para o setor,caso o País não queira perder esse diferencial."Quem irá cuidar da logística, do marketing, dapromoção internacional e pesquisa. Tudo issodeve ser discutido e planejado em um órgãocompetente", defende.Rodrigues alerta que o avanço do etanol nãose reduz ao fato de produzir, também implicacriar condições para que o mercado tenha garantiasde abastecimento. "Nenhum País vaimudar sua base energética sem ter garantiasque terá fornecedor", justifica. Este ano, o Brasilproduzirá 20 bilhões de litros de álcool parauma demanda estimada de 15 bilhões de litros.Assim, ele alerta que o País precisa assegurarescoadouros seguros para essa produção.Usina Boa Vistadoa UTI MóvelAUsina Boa Vista, em construção emQuirinópolis, em Goiás, entregou paraa comunidade uma ambulância UTI no valorde R$ 150 mil, dotada com equipamentosde última geração. O veículo, adquiridocom recursos do BNDES, foi doado e entregueà Prefeitura de Quirinópolis durante aabertura do Rodeio Show. O presidente daUsina Boa Vista, Nelson Marinelli, reforçouque a chegada do Grupo São Martinho emGoiás objetiva não só a produção de canae álcool, mas também uma colaboração eum compromisso com o desenvolvimentoda região e com uma melhor qualidade devida a seus moradores.A Usina Boa Vista participou do RodeioShow com um estande, onde a empresaapresentou o projeto "Circuito Culturaldas Águas", uma parceria com a AgênciaAmbiental de Goiás que abordou a importânciada água para a vida e as maneirasde preservá-la. Cerca de 12 profissionaistrabalharam no estande divulgando emcada área um aspecto diferente sobre aquestão da água: o uso racional, as reservasno planeta, os riscos do desperdício, oslençóis freáticos, as matas ciliares e o problemado assoreamento dos rios, entreoutros. Aproximadamente 6 mil pessoasvisitaram o estande durante os quatro diasdo Rodeio Show. O projeto do GrupoSão Martinho é itinerante e deverá percorreroutras regiões.usina boa vistastock.xchingCANAL9


TECNOLOGIAPlástico de etanolEMPRESAS ANUNCIAM INVESTIMENTOS NA PRODUÇÃO DEPOLIETILENO VERDE, FOCADAS NO MERCADO INTERNACIONALRhudy CrysthianOinício da produção do polietileno verdeem escala industrial está previstopara o final de 2009. A Dow Chemicalterá complexo integrado de plásticode cana no País. Já a Braskem pretende iniciar aprodução com duas fábricas. Os investimentosiniciais em pesquisas de ambas giraram em tornode US$ 7 milhões para uma produção totalde 900 mil toneladas ao ano, somadas as produçõesde 2009 com outra etapa do projeto a partirde 2011 e 2014.A produção de plásticos derivado do etanol sedestina a suprir os principais mercados internacionaisque exigem produtos com desempenhoe qualidade superiores, com destaque para a indústriaautomobilística, de embalagens alimentícias,cosméticos e artigos de higiene pessoal. Amaior fabricante de resina de polietileno domundo, a Dow Chemical, deve investir US$ 2bilhões para o primeiro e talvez único complexointegrado de resinas plásticas de álcool etílicopara suprir estes mercados. Segundo a empresa,o objetivo é fugir das oscilações do petróleoque encarecem a cada mês sua produçãono mundo. A Dow inicia a construção de seucomplexo em 2008 e começa a produzir sozinha350 mil toneladas ao ano de polietilenoem 2011.O investimento da empresa norte americanaserá dividido ao meio com a terceira maior dosetor sucroalcooleiro do País, a Crystalsev, queacolhe 13 indústrias. Segundo o CEO mundial daDow, Andrew Liveris, a parceria só poderia serfeita com o Brasil porque o País possui a tecnologiade ponta para o setor. Para ele, o objetivo édiminuir a dependência do petróleo e usar o bagaçoda cana para ser auto-suficiente em energiae também oferecer o excedente ao mercado.A empresa já fornece para gigantes químicas, aexemplo da Rhodia.BRASKEM TERÁ DUAS FÁBRICASA maior petroquímica do Brasil, e umadas maiores do mundo, a Braskem, teráduas fábricas de resinas de polietileno feitasde cana. A primeira terá capacidade de200 mil toneladas ao ano; a segunda estáprojetada para 2014 e trará mais 350 miltoneladas ao ano de resinas feitas a partirdo etanol da cana.O projeto da Braskem Petroquímica entraagora em fase de detalhamento técnicoe econômico. A nova tecnologia, resultadode cerca de US$ 5 milhões em investimentos,contemplará também a indústriade plástico manufaturado sem a necessidadede fazer novos investimentos.Isso porque as resinas têm o mesmo desempenhoe propriedades do produto similarao obtido a partir de matéria-primanão renovável. A empresa garante que aprodução do polietileno a partir do etanolde cana-de- açúcar é certificada mundialmente,utilizando tecnologia competitivadesenvolvida no Centro de Tecnologia eInovação da própria companhia. A certificaçãofoi feita por um dos principais laboratóriosinternacionais, o Beta Analytic,atestando que o produto contém 100%de matéria-prima renovável.CUSTOO custo de produção da resina verdedentro de um complexo totalmente integradoserá competitivo mesmo que o barrilde petróleo chegasse a US$ 45, acreditaa presidência da Dow para a América Latina.O local dos investimentos ainda não foidivulgado, a Dow garante que todas as toneladasde cana necessárias para a produçãodo polietileno serão extraídas de ummesmo local. Já a Braskem não planeja terum complexo integrado, pois acredita haverespaço de sobra para matéria-prima.Mas analistas alertam para o custodentro do projeto na transformação doetanol entregue pela usina para eteno,que é a matéria-prima pronta para virar oplástico de polietileno. Esse custo deve serincorporado à unidade industrial que fabricaráa resina. Só o anúncio da produçãode plástico derivado do etanol já causoureações no mercado. A demanda doJapão, Europa e Estados Unidos é grande.Agora, o álcool ocupa, além da cadeia decombustíveis e de commodities, a de químicosespeciais. O que mostra que na cadeiade energia tem mais lucro quem consegueusar seus derivados integralmentetambém na cadeia petroquímica.americo joseamerico josé10CANAL


NOVOS MERCADOSGoiás e Japãonegociam parceriasEMBAIXADOR DO JAPÃO VISITA USINAS SUCROALCOOLEIRAS EM GOIÁS E DEFENDEPARCERIAS NA ÁREA DE PRODUÇÃO E COMÉRCIO DE BIOCOMBUSTÍVEISOembaixador do Japão,Ken Shimanouchi, em visitaoficial a Goiás, recentemente,conheceu a usinaSanta Helena, na Região Sudoestedo Estado. Entre os assuntostratados com o Governo de Goiás,o destaque foi a parceira para aconstrução do alcoolduto Goiânia/Paulínia/SãoSebastião, para aexportação do etanol produzidoem Goiás. O Estado também propôs,através da Agetop e do JapanBank for International Cooperation(JBIC), convênio para a aquisiçãode equipamentos para a recuperaçãode rodovias e apoio a projetosagroflorestais do Estado.O Governador Alcides Rodriguesdiz que há projetos em negociaçãocom o governo japonês e lembrouparcerias que renderam bons frutos."Tivemos uma relação comercialpositiva, com investimentos nosetor de eletrificação rural. Em seguida,com a aquisição de patrulhasmecanizadas para cuidar das estradase rodovias. Agora, queremosnovas parcerias, sobretudo na áreade energia, bioenergia e rodoviária,para a melhoria de estradas das regiõesprodutoras de etanol."Em entrevista concedida ao CA-NAL, o embaixador do Japão afirmouque há muitas parcerias a seremdesenvolvidas entre o seu Paíse Goiás, que definiu como umagrande potência. "Poderemos desenvolverprojetos em diversos setores.Fiquei impressionado com asusinas de etanol goianas e creioque há muito espaço para a cooperaçãonesta área."Ken Shimanouchi ressaltou que ogoverno japonês tem a meta de, atéo ano de 2030, diminuir sua dependênciade combustíveis fósseis ematé 80%. "Temos muita clareza emrelação à crescente importância doetanol para substituir em parte oscombustíveis derivados do petróleo.Ao mesmo tempo, algumas empresasjaponesas começaram a fazer estudosde viabilidade em Goiás. Euespero que os resultados sejam positivose seja estabelecido esse importantecanal de desenvolvimento."ALCOOLDUTOO embaixador afirmou não saberquando seu país começará a importaro etanol produzido em Goiás . Em relaçãoà construção do alcoolduto, quefacilitará o escoamento do etanol e suaexportação a preços mais competitivos,ele disse que empresas japonesas, comoa Mitsui, participam do processode construção do duto e estudam participaçãona produção de álcool.As relações entre os dois paísesatravessam uma fase de revitalização,destaca a assessoria de comunicaçãoda Embaixada do Japão. Osinteresses em investimentos porparte do Japão, atualmente, nãomais se limitam aos recursos naturais,mas se estendem às indústriasde alto valor agregado, como a aeronáuticae a eletroeletrônica. Hánovas perspectivas em relação aoetanol e à TV digital e nota-se, deambas as partes, firme disposição decooperar para o desenvolvimentotecnológico e econômico.ricardo rtuckert/prPresidente Lula recebe o embaixador em Brasília. Parceria entre Brasile Japão avança em várias áreas, com destaque para a bioenergiaGovernador de Goiás Alcides Rodrigues e o empresário Mounir Naoummostram ao embaixador a produção de etanol na usina Santa HelenaDurante a visita a Goiás, Ken Shimanouchi afirmou que seu país temgrande interesse em ser parceiro do Brasil na área de biocombustíveisfotos: wagnas cabral12 CANAL


MECANIZAÇÃOTecnologiapara áreas de alta declividadePROJETO AGREGA INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS EM RELAÇÃO ÀS MÁQUINAS CONVENCIONAISE ESTÁ ABRIGADO NA ENCUBADORA DE EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA DA UNICAMPPesquisadores da Faculdade de EngenhariaAgrícola (Feagri) da Universidadede Campinas (Unicamp) e parceirosdesenvolvem uma tecnologiaque promete revolucionar a colheita da canade-açúcarem áreas de alta declividade. Trataseda Unidade Móvel de Auxílio à Colheita(Unimac), uma colhedora concebida com apreocupação de aproveitar parte da mão-deobrautilizada na colheita manual e proporcionarmaior conforto e segurança aos trabalhadores,entre outras vantagens.As pesquisas são coordenadas pelo professorOscar Antonio Braunbeck. O projeto é financiadopela Fundação de Amparo à Pesquisa doEstado de São Paulo (Fapesp). Atendendo auma demanda que surgiu em Piracicaba háquatro anos, a equipe do professor iniciou odesenvolvimento de uma máquina capaz detrabalhar em terrenos inclinados.ERGONOMIAA pesquisa acabou se tornando mais abrangente,explica o professor. “Buscamos reduzir oscustos de investimento na colheita mecanizadae ao mesmo tempo preservar a mão-de-obrautilizada no corte manual da cana, possibilitandoo aproveitamento de até 50% dos trabalhadores."Ao mesmo tempo, explica o professor, oprojeto foi concebido atendendo a todas as recomendaçõesergonômicas que não são possíveisno corte manual, de modo a preservar asaúde do trabalhador e proporcionar a segurançanecessária para o desempenho da atividade.A máquina faz com que o trabalhador fiquenuma posição ereta. "A colheita da cana cruaevita o contato do trabalhador com fuligens eSaiba mais sobre a UnimacA colhedora deverá pesar aproximadamente quatro toneladas,quase 4 vezes menos que uma colhedora convencional.A máquina será acionada à eletricidade, em substituição aosacionamentos hidráulicos utilizados nas covencionais.O custo da colheita com o uso da Unimac será de R$ 4,00por tonelada, o que a torna altamente competitiva.As perdas com a Umimac não devem ultrapassam 5%, contra10% das colhedoras convecionais.Lançamento no mercado só poderá ser prevista a partir dosprimeiros testes em campo, por se tratar de uma tecnologiaem desenvolvimento.Fonte: Unicampcinzas, ele não fica exposto ao sol e nem éobrigado a fazer movimentos repetitivos edanosos ao corpo, como o de abaixar repetidasvezes para pegar a cana no solo e depositá-lanas leiras."Para o professor, essa pode ser uma soluçãocapaz de atender às pressões ambientais e legislaçãoque prevê o fim da queima da cana e, aomesmo tempo, preservar o emprego dos trabalhadores.Oscar lembra que a rápida expansão daárea plantada de cana inviabiliza a colheita manualem razão de não haver mão-de-obra suficientepara tamanho crescimento de demanda.Máquina tem menorcusto e reduz perdasA máquina na versão protótipo colhe simultaneamenteem quatro linhas de cana. Em cadauma delas trabalham duas pessoas, o quetotaliza, com o motorista da máquina, 9 trabalhadorespor equipamento. Além disso, permitecolher também as canas que não estão empé, ao contrário das colhedoras convencionais.Enquanto uma colhedora convencional colheem terrenos com declividade máxima de12%, a colhedora desenvolvida na Unicamp écapaz de operar em declividade de 30%, possibilitandoo corte mecanizado em praticamentetodas as áreas plantadas com cana noBrasil. Isso é possível graças à direção e traçãonas quatro rodas, permitindo a correção dedesvios de trajetória.A máquina é de funcionamento simples eopera em baixa velocidade, percorrendo cercade 400 metros por hora e imprimindo um desempenhode até 200 toneladas de cana, colhidasem um período de 10 horas, ou de 400toneladas, em caso de extensão do trabalhopara o período noturno. A colhedora convencional,embora seja capaz de colher até 800toneladas em 24 horas, tem custo médio deR$ 800 mil, mais de três vezes superior ao daUnimac, que tem preço estimado em R$ 250mil. O professor Oscar Antonio Braunbeckacredita que a máquina será especialmenteútil para usinas menores, para produtores decana organizados em cooperativa e para empresasque atuam como prestadoras de serviçona colheita da cana.CANAL15


COGERAÇÃOBiomassa,fonte estratégica de energiaTERCEIRO PRODUTO DO SETOR SUCROALCOOLEIRO, A BIOLETRICIDADE GANHA MAISIMPORTÂNCIA COM A EXPANSÃO DA CANA E O DÉFICIT ENERGÉTICO NO BRASILfotos: usina cerradinhoEvandro BittencourtOcrescimento da área cultivada com acana-de-açúcar apresenta-se comoum vasto horizonte de oportunidadespara a bioeletricidade. A expansãoprevista até 2013, tempo necessário para construiras hidrelétricas do Rio Madeira, correspondea 302 milhões de toneladas de cana e umapotência instalada de 7 mil megawats para ageração de energia no período seco do ano,mais que os aproximadamente 6 mil MW queserão geradas pelos dois empreendimentos noEstado de Rondônia.Onório Katayama, assessor da União da Indústriade Cana-de-Açúcar (Unica), ressaltaque a bioeletricidade já é o terceiro produto dosetor sucroalcooleiro e promove o efeito sinérgicode melhorar a competitividade do açúcare do etanol brasileiro. A tecnologia da hidrólisee da celulose, que o mundo busca para produzirálcool, e a geração da bioeletricidade,ressalta Katayama, iniciam um processo para ofim da produção sazonal do setor, rompendo oparadigma atual.Atualmente, aproximadamente 10% das usinasinstaladas no Brasil produzem bioletricidade.Esse número, no entanto, vem crescendocom a instalação de novas e mais modernasunidades. Segundo Katayama, a cada dia observa-seum maior reconhecimento de que oaproveitamento do potencial da biomassa éimportante. Em Goiás, das 16 usinas em funcionamento,8 delas fazem a cogeração deenergia, segundo informações do Sindicato daIndústria e do Álcool do Estado de Goiás (Sifaeg).Como o Estado tem sido visto como umareferência da expansão do setor sucroalcooleiro,observa-se o maior interesse dos empresáriosem investir na geração de eletricidade nosnovos empreendimentos. Questionado pela reportagemdo CANAL sobre o porcentual aindareduzido de usinas que produzem bioletricidadeno País, o assessor da União da Indústriade Cana-de-Açúcar diz que essa baixa adesãopode ser atribuída a uma questão cultural. "Osetor gera energia elétrica há muito tempo paraproduzir açúcar e álcool e sempre houve restriçãopara que viesse a ser um gerador deenergia elétrica para o sistema, pois no Brasil ahidroeletricidade sempre foi dominante."Por serem geradoras de energia para autoconsumo,as usinas não dispunham de pessoalqualificado, tais como engenheiro elétrico. Essaresponsabilidade ficava com um funcionárioprático, que gerenciava uma tecnologia consideradasimples, baseada em caldeiras de 21 quilos,com turbinas também rudimentares. E se alguémdo setor elétrico entendia bem do assunto,prossegue, ele não tinha como propor o aumentode geração de energia a partir da biomassa.Para Katayama, agora é que começa asurgir essa oportunidade.


Falta de conhecimento sobre o setorAs usinas passaram a contratar engenheiroselétricos e a estruturar melhor o setor decogeração apenas nos últimos anos. Nos encontrosdos gerentes e responsáveis pelas indústriashá uma maior troca de informaçõese a cada dia cresce o entendimento de queaproveitar essa energia é importante.As reservas de energia existentes, comparaKatayama, “foram dadas pela natureza oupor Deus. A energia produzida pelo homem éa da biomassa, plantada e cultivada a cadaano. Eu diria que mais do que falta de incentivohá desconhecimento."Onório Katayama lembra que o setor elétricovivia a monocultura da hidroeletricidadee assim os técnicos a entendiam. Para ele,os técnicos da área de produção de eletricidadesó agora começam a entender a importânciade se aproveitar outras fontes deenergia. "Costumo dizer que o setor sucroalcooleironão conhece o setor elétrico e o setorelétrico também não nos conhece. Estamosengatinhando nessa discussão."LEGISLAÇÃO ADEQUADASegundo Onório, a Unica recebeu recentementea visita do secretário executivo doMinistério das Minas e Energia para saberexatamente quais eram os problemas e o queprecisava ser feito para viabilizar o aproveitamentodessa energia da biomassa.Na oportunidade, foram apresentados osprincipais problemas enfrentados pelo setorsucroalcooleiro, tais como os relacionados àconexão e à legislação. Em Goiás, Katayamadiz que também já houve uma reunião comrepresentantes das Centrais Elétricas do Estadode Goiás (CELG) e que deverá ser elaboradoum trabalho técnico para mostrar o quetem de ser feito de investimento e que tambémsirva como base para um trabalho paraa mudança regulatória da legislação existente."A legislação foi baseada num tempo emque a geração de energia no Brasil era feitade forma centralizada, através de grandeshidrelétricas. Essa energia gerada nas hidrelétricassaía em linha de transmissão de 500kW, era ramificada para 230 kW e, quandochegava em 138 kW, já era linha de distribuição,pois não se imaginava que na pontadessa linha de 138 kW haveria geração distribuída,como as usinas estão fazendo, assimcomo também estão surgindo pequenascentrais hidrelétricas."O assessor da Unica diz que os representantesdo setor propuseram à CELG fazer essetrabalho técnico, ajudar no esforço políticoe contratar uma consultoria. "A decisãode investimento do empresário tem de antecedera construção do negócio, para que elesaiba se deve investir numa caldeira de baixaou de alta pressão antes de começar. E senão há essa decisão, o que isso representapara o País? Representa que vai ser construídauma usina com equipamentos obsoletos,que terão uma vida útil menor e o empresárionão vai gerar energia."Para Katayama, o Brasil não pode se dar aoluxo de perder uma fonte energéticaestratégica como essa, ainda mais tendo emvista as alternativas atuais: fazer uma usinanuclear ou trazer energia do Rio Madeira, amilhares de quilômetros de distância dosprincipais centros consumidores.Usinas investem mais em pessoal à medidaque a bioeletricidade ganha importânciaSTOCK.XCHNG


Usina Cerradinho colhe frutos do investimentoA cogeração na Usina Cerradinho, emCatanduva (SP), começou em 2001, quando oBrasil, pela primeira vez, falava em racionamentode energia. A bioletricidade ainda eramuito incipiente e a tecnologia de caldeirasde alta pressão pouco conhecida. A diretoriada indústria enxergou uma boa oportunidadede investir na produção, segundo JoséFernandes, diretor administrativo e financeiroda usina, pois à época estava em início umprocesso de ampliação da indústria que secasaria perfeitamente com o investimento."Como já tínhamos que investir em vapor etrocar caldeiras, essa seria também umaforma de investir na usina e ter retorno coma energia." A Cerradinho foi uma dasprimeiras usinas, à época, a montar umacaldeira de alta pressão, de 62 toneladas, e aprimeira a conseguir financiamento direto noBanco Nacional de Desenvolvimento Social.O processo de obtenção de crédito de carbonofoi iniciado em 2001 e em janeiro desteano a usina recebeu quase 1, 5 milhão deeuros, o que reafirmou o acerto do investimento.No ano passado, uma segunda ampliaçãona estrutura de cogeração aumentou aInstalações elétricas na Usina Cerradinhocapacidade de produção de 29 megawatspara 75 megawats - suficientes para abasteceruma cidade de 300 mil habitantes.A indústria sucroalcooleira, afirma, temuma grande quantidade de energia para oferecer."Existe uma capacidade instalada porvolta de 20 mil megawats em todo o País e oaproveitamento tem sido muito pouco.Acredito que a capacidade utilizada atualmentenão ultrapasse 2 mil megawats."A capacidade de produção está muitopróxima dos centros consumidores, o que dispensamaiores investimentos em linhas detransmissão. Além disso, não haveria problemasambientais, destaca José Fernandes.Uma solução em tempos de ameaça de colapsoO País cresce, o mundo discute soluções parao desenvolvimento sustentável, o setor de energiacorre o risco de entrar em colapso e a produçãode etanol vive um boom sem precedentes.Apesar de todos esses fatores, o governo fechaos olhos para uma área absolutamente relevantediante da conjuntura do País: a cogeração deenergia elétrica a partir do bagaço da cana.Sem uma política de financiamentos atrativae desestimulados pelos baixos preços pagospela energia de biomassa nos leilões da Aneel,alguns empresários do setor sucroalcooleironão incluíram investimentos em cogeração nasnovas usinas que estão sendo construídas."O empresário não deve ficar focado apenasna produção de álcool. A biomassa está aí,mas precisamos de uma política pública de incentivos",afirmou o presidente da CâmaraSetorial do Açúcar e Álcool, Luiz Carlos Corrêade Carvalho, diretor da Usina Alto Alegre e daconsultoria Canaplan.Como analista do setor, Carvalho enxergagrande possibilidade de expansão da cogeraçãono País, em função do crescimento da áreaplantada de cana, da produção de álcool e,conseqüentemente, do bagaço. O assunto foidiscutido na Câmara do Açúcar e Álcool do Ministérioda Agricultura e acenou-se para melhorescondições de financiamento das caldeirasde alta pressão, indispensáveis para a cogeração,mas elas não foram consideradas satisfatórias.Também o preço pago pela energianão anima os empresários. Nos leilões da Aneeleles têm girado em torno de R$ 120 reais pormegatt, enquanto o ideal seria o preço de R$150/MW para garantir um retorno de 15%.18CANAL


“Biomassa é alternativa à energia nuclearA biomassa torna-se mais importante no momentoem que se anuncia a polêmica retomadadas obras da Usina Nuclear de Angra 3, projetoque encontra discordâncias dentro do própriogoverno, por causa de seu custo ambiental etambém pelo fato da energia nuclear já ser consideradaultrapassada por alguns setores.As vantagens da biomassa obtida a partir dobagaço da cana são enormes, a começar pelos benefíciosambientais: ao contrário dos combustíveisfósseis, a utilização do bagaço reduz a emissãode gás carbônico para a atmosfera, pois o CO 2liberado na combustão de biomassa é absorvidoSem financiamentosatrativos e desestimuladospelos baixos preços pagospela energia de biomassa nosleilões de energia nova daAneel, alguns empresáriosdo setor sucroalcooleirooptaram por não incluirinvestimento em cogeraçãonas novas usinas.Luiz Carlos Corrêa de CarvalhoPresidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool“pelas plantas durante a fotossíntese. Complementarmente,o processo ajuda no aproveitamentodos resíduos da cana. Além disso, o uso dessaenergia alternativa permite a descentralização dageração de energia e o uso de equipamentos ecombustível genuinamente nacionais.A posição geográfica em que estão instaladasas usinas de cana-de-açúcar e o período de safrasão outros pontos favoráveis, pois as usinas se localizam,em maior número, na região de maiorconsumo do País e o pico da safra coincide coma seca, quando o nível dos reservatórios das hidrelétricasdiminui muito.Um potencial paracomparar com ItaipuDiversos usineiros já investem na cogeraçãode energia, mas os baixos preçosoferecidos e a falta de incentivos em financiamentosestão desestimulando projetosnovos. Projeções da Agência Internacionalde Energia indicam que o pesorelativo da biomassa em geral na geraçãomundial de eletricidade deverá chegar a27 TWh (terawatts/hora) em 2020.A capacidade de produção no Brasil,cerca de 20 mil megawats, destaca JoséFernandes, da Usina Cerradinho, correspondea quase 2 usinas com a capacidadede Itaipu, com a vantagem de teruma rápida implementação. O problemaé somente o preço pago. No últimoleilão de fontes alternativas, foi de 138reais, em média, pelo megawat. O setoresperava um preço por volta de 150reais. “Acredito que se melhorar o preço,grande parte desses 20 mil megawats decapacidade certamente vão sair dopapel." E o mais importante: uma energiarenovável, limpa e de baixo custo,depois de instalada a usina.Para o presidente da Câmara Setorialdo Açúcar e do Álcool, Luiz Carlos Corrêade Carvalho, o governo e o setor privadoprecisam sentar à mesa e definiruma política mais clara para o setor.” Esseé um tema relevante, que deve estarna pauta das discussões do País. O empresárionão pode ficar focado apenasno álcool", afirmou.Considerando que o Brasil produziuno ano passado 425 milhões de toneladasde cana-de-açúcar, é impossível ignoraressa chance de contornar o dramaanunciado da crise energética.divulgaçãoCANAL19


INVESTIMENTOSNasce a Central Itumbiarade Bioenergia e AlimentosNOVA USINA VAI PRODUZIR ÁLCOOL, AÇÚCAR E BIOELETRICIDADE NA REGIÃO SUL DE GOIÁSACompanhia Nacional de Açúcar e Álcool(CNAA) - criada pelas empresasassociadas Companhia EnergéticaSanta Elisa e o Açúcar e Álcool Fundode Investimentos e Participações (FIP) - lançouno dia 30 junho, em Itumbiara, Goiás, a pedrafundamental das futuras instalações da CentralItumbiara de Bioenergia e Alimentos Ltda. (CI-BA), empreendimento idealizado em sociedadecom a Usina Santa Luzia. A usina vai produziraçúcar e álcool além de vender energia elétricaa partir de cogeração de bagaço de cana. A unidadeentra em operação em agosto de 2008.A CIBA é uma das quatro unidades que compõemo projeto da Companhia Nacional de Açúcar eÁlcool (CNAA) em fase de implantação. Os projetosdas usinas da Companhia serão instalados nosEstados de Goiás e Minas Gerias. Todos os projetosdevem estar em operação até maio de 2009. Aprimeira unidade prevista em Minas Gerais será aUsina Ituiutaba Bioenergia Ltda., que entra emfuncionamento em 2008. Os quatro projetos dasusinas têm layouts idênticos com capacidade industrialinicial para esmagar 2,5 milhões de toneladasde cana por safra. A capacidade máxima poderáser ampliada para 5 milhões, que vai resultarnum total de 20 milhões quando estiverem emplena atuação. As unidades vão processar a canapor meio de difusores e não moendas - as novasunidades vão receber investimentos de R$ 2 bilhõespara serem construídas.A nova usina em Itumbiara vai operar preponderantementecom colheita mecanizada. A intençãoé contar com trabalhadores contratadosda região, com residência fixa comprovada. Jáforam plantados 8 mil hectares de cana-de-açúcar,com o intuito de atingir a moagem de aproximadamente1 milhão de toneladas já para oinício das operações. A capacidade total de plantioé de 10 mil hectares, que deve ser atingidaaté novembro de 2007. O projeto de cogeraçãode energia para venda será de 38 MW, o que poderesultar numa produção de até 200 mil MWhpor ano. É energia elétrica suficiente para atenderuma cidade com população em torno de500.000 habitantes.carlos alexandrePrefeito Zé Gomes (E), Anselmo Rodrigues (C), governador Alcides Rodrigues (de branco) , NicomedesBorges e deputado Álvaro Guimarães (D) prestigiaram o lançamento da usina em ItumbiaraINOVAÇÃO E TRADIÇÃOA utilização de novas tecnologias agrícolas e deprodução possibilitará ganhos significativos deprodutividade e custo. A experiência de mais de70 anos de mercado da Companhia Santa Elisa,criada em 1936, em Sertãozinho (SP), será responsávelpor preparar todos os colaboradores das áreasdas novas unidades da CNAA. Os negócios daCompanhia Santa Elisa estão em plena expansão.A empresa está em fase final de conclusão do processode fusão com as usinas da Companhia AçucareiraVale do Rosário, Usina MB, Usina Jardest eUsina Continental, todas com sede no interior doEstado de São Paulo. O grupo criado a partir dessafusão abriga mais de 16 mil funcionários e temestimativa de moer em 2007 cerca de 18 milhõesde toneladas de cana-de-açúcar.O diretor superintendente do grupo que se formacom a fusão, Anselmo Lopes Rodrigues, será oresponsável pela direção geral da CNAA. Ele explicaque o papel da Santa Elisa no processo é reunirempresas com qualidade e eficiência reconhecidasnum grupo sólido e tendo como missão o crescimentosustentável.20 CANAL


PINHÃO MANSOCooperativaproduz oleaginosa em MGOpinhão manso é a aposta de um grupode agricultultores familiares mineirospara a produção do biodiesel.A planta está vistosa nas pastagens elavouras de arroz de Santa Vitória, municípiodo Triângulo Mineiro. Os pés foram plantadosem 2004, quando um grupo de agricultores daCooperativa Agropecuária Vale da Alimentação(Coval) se interessou pelas oleaginosas, plantasdas quais é possível extrair óleos que dão origemao biodiesel."Soubemos de planos do Governo Federalpara incentivar o biodiesel e achamos que opinhão manso servia pra nós. Ele se adapta àagricultura familiar e a solos de baixa fertilidade,caso de várias propriedades de cooperados",explica o coordenador do Projeto Biodieselda Coval, Adãonete Aquino. De lá pra cá,os agricultores se mobilizaram na busca de conhecimentotécnico e conquistaram o apoiode instituições como o Sebrae em Minas, o Cetece a Universidade de São Carlos. "Como aplanta tinha ainda poucos estudos, não conseguimosfinanciamento do governo. Agora auniversidade está realizando pesquisas", contaAquino. A experiência uniu 20 dos 280 cooperadosda Coval, que hoje têm 20 hectaresplantados. "Ainda este ano chegaremos a 60hectares e, até 2009, nossa meta é a adesão deMONSANTOAGRICULTORES MINEIROS CULTIVAM PINHÃO MANSO COM OAPOIO DO SEBRAE, CETEC E DA UNIVERSIDADE DE SÃO CARLOS200 produtores com 700 hectares plantadosno total", prevê o coordenador do projeto. Segundoele, o biodiesel ainda enfrenta o receiode grande parte dos agricultores. "À medidaque conseguimos mostrar vantagens, a confiançaaumenta. Em breve poderemos dar garantiade compra e de preço mínimo", dizAdãonete. O produtor José Francisco Rodriguesquer ver mais pinhão manso em sua propriedade."Mesmo que o biodiesel produzidosirva só para as máquinas da fazenda, vale apena. O nosso gasto com diesel é muito grande",avalia. Segundo Adãonete Aquino, cercade 50% dos custos dos produtores vêm dacompra de combustível.O cultivo ainda tem a vantagem de poderser consorciado com o pasto e por isso permitirque os agricultores da Coval continuemcom sua principal atividade, o leite. Por enquanto,a renda do pinhão manso é conseguidacom a venda de sementes. Mas, assim quea produção ganhar corpo, a cooperativa pretendecomeçar a fazer o primeiro esmagamentodas castanhas para comercializar o óleobruto. "No futuro, dependendo de como for aevolução do biodiesel, poderemos até pensarem produzir o combustível em uma usina própria",antecipa Aquino.CANAL com Eliza Caetano (Sebrae- MG)AÇÚCAR GUARANINova empresana BovespaRhudy CrysthianAAçúcar Guarani S.A., uma das maioresprodutoras de açúcar e processadorasde cana do País, prometeu e cumpriu. Aempresa estreou no mês passado na Bolsade Valores de São Paulo (Bovespa). A valorizaçãofoi de 1,07% no primeiro dia deoperação. O pregão foi aberto com cadaação valendo R$ 13,01 e fechou em R$13,15 (dia 23). A valorização ficou umpouco abaixo da faixa esperada: R$ 13,5.Foram ofertados 49.315.412 milhõesde ações ordinárias (com direito a voto).A empresa espera receber R$ 731 milhõesprovenientes da oferta de ações. A Guaranipretende aplicar o dinheiro captadona compra de novos ativos e expandir suasunidades produtivas. Esses investimentosvisam aumentar o processamento decana em 2 milhões de toneladas até a safra2009/10.A companhia quer aplicar 37% da captaçãopara custear a aquisição da usinaAndrade e construção da unidade Tanabi.Outros 25% serão aplicados na expansãoda usina São José. Cerca de 15% dos recursosserão utilizados para investimentosem melhorias na ampliação da capacidadeda unidade de São José.Apesar do “período de silêncio” que todaempresa passa em processo de abertura decapital, o presidente do Conselho Administrativoe diretor presidente da Guarani,Alexis Duval, se mostra animado e gratocom o envolvimento direto dos colaboradoresno lançamento das ações. "A adesãode empregados da Companhia que decidiramadquirir ações da Guarani também foiimportante no processo", comenta Duval.Outras três empresas do setor sucroalcooleiro,a Cosan (agora também na Bolsade NY como divulgou o CANAL na ediçãopassada), a São Martinho e a SLCAgrícola já abriram seu capital. Quandoestreou na Bovespa, em 2005, a Cosancaptou R$ 886 milhões. A São Martinho,que entrou para o pregão paulista em fevereirodeste ano, levantou R$ 424 milhões.A São Martinho foi a terceira doranking e a Guarani vem em quinto lugarem porcentagem de participação em empresasdo setor na Bolsa.22 CANAL


EMBRAPA AGROENERGIAPrimeiro ano de pesquisasCom a realização de estudosde impactos do cultivo dacana, bem como outras fontesde obtenção de etanol, aEmbrapa Agroenergia comemora seuprimeiro ano de atividades. O novobraço da entidade tem como principaislinhas de pesquisa o desenvolvimentoe caracterização de espéciesde cana com tolerância aos estressesambientais, bióticos e abióticos, especialmentea resistência a pragas, aoestresse hídrico e a eficiência do usode nitrogênio. A entidade estudaagora a construção de um pólo deintegração com as Universidades emnível de pós-graduação (especialização,mestrado e doutorado). Segundoo chefe geral da Embrapa Agroenergia,Frederico Durães, a necessidadede uma coordenação dos trabalhos epesquisas de desenvolvimento de soluçõespara obtenção de energia naatividade agro-industrial foi o motivocrucial para a criação da novasubdivisão. É nesse contexto que sãodesenvolvidas pesquisas para garantira sustentabilidade e a competitividadeàs cadeias de agroenergia e quese promove a transferência de tecnologiasnessa área.Em consonância com o Plano Nacionalde Agroenergia (2006-2011), aEmpresa incluiu em sua missão o desenvolvimentode quatro plataformasde PD&I: etanol, biodiesel, florestasenergéticas e resíduos. Deacordo com Durães, o trabalhoabrange os sistemas de produção, aeficiência dos processos de transformaçãoe a definição das característicasnecessárias dos produtos ou subprodutos.Além da ampliação de infra-estruturae facilidades laboratoriaispara construção de conhecimentosnovos e competitivos.As ações contínuas da entidadese concentram agora na organizaçãoe gestão da inovação em agroenergia."Pretendemos viabilizarparcerias público-privadas pelo menosuma em cada macro-região doBrasil", projeta Durães. Segundo ele,ainda estuda-se a criação de umfundo de CT&I em agroenergia a sergerenciado por um Consórcio deInstituições Público-Privadas.CANAL23


LEGISLAÇÃOBenefícios fiscais para apreservação ambientalEMPRESAS QUE OPTAM POR TECNOLOGIAS DE MENORIMPACTO PODEM SER COMPENSADAS PELO GOVERNOImposto de renda e o incentivo tributárioApreocupação com a exploração indiscriminadados recursos naturaisrenováveis fez com que a legislaçãobrasileira fosse dotada de algunsmecanismos para defender o meio ambiente.O governo tem criado benefícios fiscais comoforma de compensação à adoção de medidaseconômicas e sociais que visam beneficiar nãosó o contribuinte, mas toda a coletividade."Temos verificado a concessão de incentivosa empresas que optam por tecnologiasmenos destrutivas ao meio ambiente. Os benefíciosfiscais podem servir de estímulo ounão, dependendo do momento e forma comoé aplicado. Pode ocorrer, por exemplo, diminuiçãode alíquotas quando o contribuinteprocura evitar danos ao meio ambiente, mastambém poderá ocorrer elevação da carga tributáriaquando tivermos, em contra partida,contribuintes que poluam ou destruam omeio ambiente", explica Fernando Quércia, sóciodo Fernando Quércia e Advogados Associadose membro do Conselho Nacional deDefesa Ambiental.O imposto de renda pode ter incentivo tributáriofiscal, por meio da lei 5.106/66, queautoriza as pessoas físicas a abater declaraçõesde rendimentos no que for empregadoem reflorestamento ou florestamento, omesmo se aplicando às pessoas jurídicas. Jáno caso do IPI, o decreto 755/93 estabeleceualíquotas diferenciadas para veículos movidosà gasolina e álcool.Verificam-se também diferenças de cobrançanas transações comerciais de importaçãoe exportação que possuam como preferênciaprodutos ambientalmente recomendados.No caso dos Estados, há incentivos noIPVA para fabricação de veículos menos poluidores.Em alguns casos, o desconto é diferentepara carros à gasolina, álcool e gás natural",diz Fernando Quércia. Na preservaçãodo meio ambiente, 75% da arrecadação deICMS é destinada aos Estados para a sua manutençãoe investimento e 25% distribuídosaos Municípios que incentivam a preservaçãoambiental, o chamado ICMS ecológico.Também nos Municípios, a abrangência é amesma, como no caso do IPTU, onde a progressividadeé efetuada de acordo com afunção social da propriedade."O incentivo para a defesa do meio ambienterepresenta um verdadeiro redimensionamentode valores, onde temos a alteraçãode um montante de verbas orçamentárias,beneficiando os que contribuem com a melhoriada qualidade de vida da população. Atributação pode ser um instrumento de políticapública ambiental. Apesar de a tributaçãoambiental estar albergada pela ConstituiçãoFederal, compete a nós darmos uma novaleitura às leis já existentes, sem criarmosnecessariamente um novo tributo", afirmaFernando Quércia.CONGRESSOCanasul debatecadeia produtivaAutoridades do setor produtivo, industrial,rural e do governo do MatoGrosso do Sul realizam nos dias 27 e 28de agosto o 1º Congresso de Tecnologiana Cadeia Produtiva da Cana-de-açúcar(Canasul). O evento terá dez palestras, intercaladaspor debates, com o objetivo depromover a responsabilidade ambiental,difundir tecnologias sustentáveis e incentivarparcerias para o desenvolvimento,integrando o esforço conjunto necessáriopara equacionar os problemas sócio-ambientais."Vamos debater todos os aspectos dacadeia produtiva, desde as questões ambientais,técnicas, jurídicas, comerciais. Osetor sucroalcooleiro desponta como abola da vez no agronegócio, é precisoapenas sermos mais integrados e estratégicos",diz o presidente da Federação deAgricultura e Pecuária do Estado (Famasul),Ademar Silva Junior. Mato Grosso doSul tem 11 usinas instaladas e processandoanualmente mais de 15,5 milhões detoneladas de cana, e mais 31 novos empreendimentosestão em andamento. Éum mercado altamente promissor e queaté 2012 representará um investimentode mais de R$ 19 bilhões no Estado.O evento é uma iniciativa da ComissãoTécnica da Cana-de-Açúcar e Biodiesel daFamasul. "Precisamos levar informações asociedade, ao produtor rural e toda a cadeiado setor", afirma Francisco Cintra,presidente da Comissão.A posição geográfica privilegiada, adisponibilidade de terras, solos de topografiae clima adequados, boa logísticaem hidrovias, portos, ferrovias, rodovias ea expectativa de implantação do poliduto,via Porto Paranaguá, fazem do Estadouma das regiões com maior potencial decrescimento no Brasil.24 CANAL


INFORME ESPECIALItumbiara-GoiásNova fronteira da bioenergiaCom terras férteis e localização estratégica, Itumbiara, no sul deGoiás, a 200 quilômetros de Goiânia, está se transformando em potênciaagro-energética. Rica em agropecuária e com vocação também para oturismo, a cidade de 85.724 habitantes, localizada às margens do RioParanaíba, atrai investidores no setor sucroalcooleiro e, em breve, omunicípio será um dos maiores produtores de etanol do Centro-Oeste, jácom uma usina em funcionamento e outras duas em fase de instalação.Dentro de no máximo três anos, Itumbiara servirá de apoio para toda aregião que recebe altos investimentos para a produção de álcool entre oEstado de Goiás e Triângulo Mineiro.O Prefeito José Gomes da Rocha, garante que o município possuiinfra-estrutura necessária para a instalação de usinas e toda uma cadeiade indústrias interessadas no setor.Além disso, Itumbiara é cortada por boas rodovias, que ligam Goiás,Mato Grosso e Distrito Federal ao Estado de São Paulo, fica próxima aoPorto de São Simão, um dos terminais da hidrovia Paraná/Tietê/Paranaíba eterá também um terminal do alcoolduto, que vai ligar o Estado de Goiás aoPorto de São Sebastião, no litoral paulista.O município, produtor também de energia hidrelétrica, gerada pelausina de Furnas, no Rio Paranaíba, vive uma fase de desenvolvimento, commuitas obras nas áreas de infra-estrutura, educação, habitação, saúde eação urbana, o que resulta no bem-estar da população. Basta dizer que oPrefeito Zé Gomes, como é conhecido, tem uma aprovação de 87,4%, deacordo com o Instituto de Pesquisa Serpes, de Goiânia.CIDADE ATRAI USINAS E INDÚSTRIASAlém da Central Itumbiara deBioenergia e Alimentos Ltda.,lançada recentemente, já funcionano município a Usina Panorama,que iniciou as atividades com amoagem de 850 mil toneladas decana por ano. Em 2008, essacapacidade salta para 1,5 milhãode toneladas. Para 2009, a previsãoé de que sejam processadaspelo menos 2,3 milhões detoneladas do produto. A usina é asegunda do Grupo Vale doVerdão, que desde 1982 está emGoiás, com uma empresa emTurvelândia. Também já estáaprovado o projeto para a construçãoda Usina Santa Luzia, domesmo grupo, que administra aCentral Itumbiara de Bioenergia eAlimentos e que deve entrar emfuncionamento em 2009.fotos: divulgação


OPINIÃOPrincípio da Autonomia ColetivaOPrincípio da AutonomiaColetiva Privada consiste,basicamente, em conferiràs partes da relação de emprego,juntamente com seus SindicatosRepresentativos, a autonomia paraa elaboração de Convenções/AcordosColetivos, por meio de negociaçãocoletiva, que passam a regulamentaras suas relações.Sendo assim, a negociação coletivaconstitui um instrumento parase alcançar relações de trabalhomais flexíveis e adaptáveis às exigênciasparticularizadas de determinadaempresa ou setor, bem comoàs peculiaridades econômicase aos novos modelos de produção.No ordenamento jurídico brasileiro,o princípio foi expressamenteadotado pela Constituição Federal,conforme pode se inferir da redaçãodo artigo 7º, inciso XXVI,que estabelece o "reconhecimentodas convenções e acordos coletivosde trabalho" e do artigo 8º, incisoIII, que determina como função dosindicato "a defesa dos direitos einteresses coletivos ou individuaisda categoria, inclusive em questõesjudiciais ou administrativas".E, conseqüentemente, as disposiçõesceletistas do TÍTULO V, quecuidam "Da Organização Sindical",nos artigos 511 e seguintes.Destaca-se que a negociação coletivatem um papel muito importanteno setor sucroalcooleiro, especialmentena agroindústria, justamentepor trabalhar com situaçõesextremamente particularizadas,que envolvem natureza híbrida(tanto industrial, quanto agrícola)em razão do local do seu desenvolvimento(na indústria ou nocampo), e, especialmente, pelo elementosubjetivo que está envolvido,o empregado (que é um trabalhadorrural ou industriário).Portanto, cabe a negociação coletivacompor, da melhor forma,esse quadro complexo a fim detentar atender e suprimir a necessidadedas partes envolvidas pormeio da livre negociação.O Tribunal Superior do Trabalho,vem, reiteradamente, em seusjulgados, prestigiando a funçãodas normas coletivas.Observa-se também essa tendênciana NR (Norma Regulamentadora)nº 31, aplicável aos trabalhadoresrurais que faculta, em algunsdispositivos, a utilização dalivre negociação coletiva.Assim, conclui-se que o Princípioda Autonomia Coletiva Privadasó tem a acrescentar para a melhoradas relações de trabalho eaprimoramento das instituiçõesjuslaboralistas.Elimara Aparecida Assad SallumAdvogada, consultora da Unica/Sifaeg


SOJACultivo no Cerradoganha nove variedades novasBIOMA POSSUIREGIÕES QUENECESSITAMDE TRABALHODE PESQUISAESPECÍFICONove cultivares de soja com a TecnologiaRoundup Ready, direcionadas exclusivamentepara o Cerrado, já estãono mercado para a safra 2007/2008. AMonsoy, empresa da Monsanto para produção ecomercialização de sementes certificadas de soja,disponibiliza os novos materiais aos agricultoresatravés de sua rede de multiplicadores regionais."O Bioma Cerrado possui regiões queexigem um trabalho de pesquisa direcionado. Éisso o que fizemos. Atendemos demandas, direcionandoprogramas de melhoramento para colocarno mercado materiais cada vez mais competitivos",diz Marcelo Nishikawa, gerente técnicode Soja da Monsanto.Elas foram desenvolvidas nas estações depesquisa da Monsanto de Sorriso, em MatoGrosso, e Morrinhos , em Goiás. Um exemplo deresposta a essas demandas específicas é o lançamentode uma variedade RR com resistência aoNematóide do Cisto, um problema que tem sedisseminado cada vez mais no Cerrado e se tornadolimitante à cultura da soja, assim como variedadesde grupo de maturação 8.3 e 8.5. "Nestecaso, atendemos à demanda de variedades tolerantesao glifosato de ciclo mais curto para aregião Norte do Mato Grosso", explica MarcosNorio Matsumoto, melhorista da Monsoy, queadianta que, além dessas novas variedades oagricultor deve ter à disposição, em breve, osprimeiros materiais RR do programa de variedadessuperprecoces.CULTIVARES E CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICASM8199RRGrupo de maturação - 8.1Resistente ao acamamento, Cancro daHaste, Mancha Olho de Rã, Oídio,Pústula Bacteriana e Nematóide deGalha (M. javanica).Recomendações de plantio:SP (Norte), GO (Sul), Triângulo MG eMS (Norte) - 15/10 a 30/11 - MT (Sul),GO (Norte) e MG (Norte) - 15/10 a30/11- BA (Oeste), TO (Sul) e MT(Norte) - 1/10 a 30/12M8336RRGrupo de maturação - 8.3Resistente ao acamamento,Cancro daHaste, Mancha Olho de Rã, PústulaBacteriana, Nematóide de Cisto raças 1e 3 (moderadamente resistente a cistoraça 6) e Nematóide Rotylenchulusreniformis.Recomendações de plantio:SP (Norte), GO (Sul), Triângulo MG eMS (Norte) - 15/10 a 30/11- MT (Sul),GO (Norte) e MG (Norte) - 15/10 a30/11-BA (Oeste), TO (Sul) e MT(Norte) - 1/10 a 30/12M8352RRGrupo de maturação - 8.3Resistente ao acamamento, Cancro daHaste, Mancha Olho de Rã, Oídio,Pústula Bacteriana e Nematóide deGalha (M. javanica).Recomendações de plantioSP (Norte), GO (Sul), Triângulo MG eMS (Norte) - 15/10 a 30/11-MT (Sul),GO (Norte) e MG (Norte) - 15/10 a30/11M8360RRGrupo de maturação - 8.3Resistente ao acamamento, Cancro daHaste, Mancha Olho de Rã e PústulaBacteriana.Recomendações de plantio:SP (Norte), GO (Sul), Triângulo MG eMS (Norte) - 1/10 a 30/11- MT (Sul),GO (Norte) e MG (Norte) - 15/10 a30/11 - BA (Oeste), TO (Sul) e MT(Norte) - 1/10 a 30/12M8384RRGrupo de maturação - 8.3Resistente ao acamamento, Cancro daHaste, Mancha Olho de Rã e PústulaBacteriana.Recomendações de plantio:SP (Norte), GO (Sul), Triângulo MGe MS (Norte) - 15/10 a 30/11- MT(Sul), GO (Norte) e MG (Norte) -15/10 a 30/11M8527RRGrupo de maturação - 8.5Resistente ao acamamento, Cancroda Haste, Mancha Olho de Rã,Pústula Bacteriana e Nematóide deGalha (M. javanica).Recomendações de plantio:SP (Norte), GO (Sul), Triângulo MG eMS (Norte) -1/10 a 30/11- MT (Sul),GO (Norte) e MG (Norte) - 1/10 a30/11- BA (Oeste), TO (Sul) e MT(Norte) - 1/10 a 30/12M8849RRGrupo de maturação - 8.8Resistente ao acamamento, Cancro daHaste, Mancha Olho de Rã e PústulaBacteriana.Recomendações de plantio:MT (Sul), GO (Norte) e MG (Norte) -1/10 a 30/11- BA (Oeste), TO(Sul) e MT (Norte) - 1/10 a 30/12- PI(Sul), MA (Sul) e TO(Norte) - 15/10 a 30/12M8867RRGrupo de maturação - 8.8Resistente ao acamamento,Cancro da Haste, Mancha Olho de Rã ePústula Bacteriana.Recomendações de plantio:MT (Sul), GO (Norte) e MG (Norte) -1/10 a 30/11- BA (Oeste), TO (Sul) e MT(Norte) - 1/10 a 30/12- PI (Sul), MA(Sul) e TO (Norte) - 15/10 a 30/12M9144RRGrupo de maturação - 9.1Resistente ao acamamento,Cancro da Haste, Mancha Olhode Rã e Pústula Bacteriana.Recomendações de plantioMT (Sul), GO (Norte) e MG (Norte) -1/10 a 30/11- BA (Oeste), TO (Sul) e MT(Norte) - 01/10 a 30/11 - PI (Sul), MA(Sul) e TO (Norte) - 15/10 a 30/12CANAL27


GRÃOS E FIBRASCultivo de variedadestransgênicas crescenos Estados UnidosRelatório recentemente publicadoPelo United States Departmentof Agriculture (USDA),indica que o cultivo de plantasgeneticamente modificadas nosEstados Unidos cresceu em 2007.De acordo com o documento, aárea de variedades transgênicasaumentou 2%, no caso da soja;4%, na do algodão e 12% nas lavourasde milho. O crescimentoda biotecnologia na produção demilho, só neste primeiro semestre,deve-se especialmente àadoção de cultivares com genescombinados de resistência a insetose tolerância a herbicidas.Conforme levantamento daUSDA, a tolerância a herbicidasjá atinge 91% do total das plantaçõesde soja GM, 70% do algodãoGM e 52% do milho GM. Oestudo avalia que a disponibilidadede plantas tolerantes aherbicidas tem permitido aosagricultores locais ampliaremsuas opções de controle eficientede ervas daninhas.SOJA MANTÉM ÁREAA resistência a insetos, em2007, é característica presenteem 49% das lavouras de milhotransgênico; e 59% das plantaçõesde algodão transgênico. Nocaso da soja não houve crescimentoporque, segundo a entidade,o ataque de pragas não seapresenta mais como um problemaque preocupa os produtoresnorte-americanos.Esses cálculos incluem a adoçãode variedades combinadas, quepossuem ambas as características(HT e Bt). As de algodão representam42% das plantações.Com relação ao milho, elas equivalema 28% do total.BIODIESELBenefícios fiscais jácontemplam 16 empresasJá são 16 as indústrias detentorasdo Selo Combustível Social,que identifica junto ao Ministériodo Desenvolvimento Agrário(MDA) as produtoras de biodieselque cedem a oportunidade de fornecimentode matéria-prima aospequenos produtores enquadradosnos critérios do Programa Nacionalde Fortalecimento da AgriculturaFamiliar (Pronaf). Os benefíciosfiscais são concedidos às usinasde biodiesel que promovem a inclusãosocial e o desenvolvimentoregional por meio da geração deemprego e de renda aos agricultoresfamiliares. Juntos, esses empreendimentos(veja quadro) possuemuma capacidade instaladatotal de 866 milhões de litros dobiocombustível.O selo é concedido aos produtoresde biodiesel que comprem, pormeio de contratos, a matéria-primada agricultura familiar em percentualmínimo de 50% na regiãoNordeste e no Semi-Árido; 10%nas regiões Norte e Centro-Oeste e30% nas regiões Sudeste e Sul.A empresa produtora de biodieseldetentora do Selo CombustívelSocial tem acesso a alíquotasde PIS/Pasep e Cofins com coeficientesde redução diferenciados eacesso a melhores condições de financiamentojunto ao Banco Nacionalde Desenvolvimento Econômicoe Social (BNDES) e a instituiçõesfinanceiras credenciadas.Unidades Industriais Município UFGranol Anápolis GOGranol Campinas SPSoyminas Cássia MGBiocapital Charqueada SPFertibom Catanduva SPCia. Refin. da Amazônia Belém PABrasil Biodiesel Crateús CEBrasil Biodiesel Floriano PIBrasil Biodiesel Iraquara BAIBR Simões Filho BABarra Álcool Barra do Bugre MTPonte di Ferro Taubaté SPOleoplan Veranópolis RSCaramuru São Simão GOBinatural Formosa GOBrasil Biodiesel Porto Nacional TOFonte: MDAFAPESP/DEDINIConvênio contempla pesquisascom o bagaço e a palha da canaUma injeção de R$ 100 milhõespara pesquisas dentro da corridatecnológica para sustentar acompetitividade do etanol de cana-de-açúcarno cenário mundial.Esse é o resultado do maior convêniojá firmado entre a Fapesp, Fundaçãode Amparo a Pesquisa do Estadode São Paulo e a iniciativa privada.Através dele haverá um incrementodas pesquisas para obtençãode álcool do bagaço e dapalha de cana.A parceira da Fapesp é a DediniIndústrias de Base, uma das líderesmundiais na oferta de tecnologiaindustrial para a cadeia produtivade açúcar e álcool. Deacordo com o convênio válido paracinco anos, metade do investimentoserá da agência de fomentoe a outra metade da empresa. Oprofessor Carlos Henrique de BritoCruz, diretor científico da Fapesp,observa que a Unicamp, em particular,desenvolve inúmeras atividadesde pesquisa sobre os temas deinteresse do convênio. "A Universidadetem pesquisadores trabalhandocom isso nas áreas de química,de física e das engenharias química,agrícola, mecânica e de alimentos,entre outras", afirma.CANAL, com informações da Assessoriade Imprensa da Unicamp.CANAL29


EMPRESAS E MERCADOSNew Holland e Cotril fazem treinamento em GoiásO setor sucroalcooleiro foi tema da reunião de treinamento realizadaem Goiânia pela New Holland, com apoio da Cotril Máquinas. Entre osequipamentos da New Holland bastante utilizados nas usinas e canaviaisestão a motoniveladora modelos RG170.B e RG200.B; e a pá carregadeira,modelos W130.B e W160.B. São equipamentos utilizados especialmentena abertura da malha viária dentro dos canaviais, preparo de terraços emcurva de nível e transporte do bagacinho. A reunião foi coordenada porRicardo Lemos Fontes, gerente comerciaL da Cotril e Adriano de Lana eSilva, gerente Unidade de Negócios da New Holland.A & S tem sistema de monitoração por satéliteEstá disponível na revendaKomatsu, A & S, de Goiânia, oKomtrax, Sistema Komatsu deMonitoração de Equipamentospor Satélite. Este sistema,desenvolvido pela própriaKomatsu, possibilita aoproprietário e à concessionária,acompanharem, à distância e emtempo real o gerenciamentototal da máquina ou da frota.São retransmitidos dados comolocalização da máquina,delimitação geográfica da área deoperação, horas em operação,consumo horário médio decombustível, notificação desubstituição de itens demanutenção periódica eanomalias. O diretor da A & S,Alvicto Ozores Nogueira lembraque o uso do equipamento reduzas paralizações das máquinas eos custos operacionais.Serquímica apresenta novos produtosA Serquímica recebeuclientes e futuros parceiros,na Fermentec, para divulgar alinha de produtos como oscontroladores de espumas(dispersantes eantiespumantes), clarificantesde caldo, xarope e caldas,anticrustantes, nutrientespara fermentações,neutralizantes de vapor eálcool, entre outros. Para odiretor da Serquímica, JoséTadeu Sebastião, o eventoconsolida os objetivos daempresa. "Além da fixação damarca, a Fermentecfotos: divulgaçãoproporciona umacomunicação direta com omercado, fomentando orelacionamento com nossosparceiros. Aproveitamostambém a ocasião paraconsolidar negócios", finaliza.Caterpillar lança nova série de escavadeirasA Caterpillar lança em setembro a série "D" de escavadeirashidráulicas, modelo de porte de 22 toneladas de peso e caçamba de1,5 metros cúbicos.A 320D é responsável pelo maior volume devendas neste mercado.A série destaca-se por utilizar motores da"família C"da Caterpillar com tecnologia ACERT, traduz-se emmotores econômicos e que atendem à todas as normasinternacionais de emissão de poluentes e nível de ruídos, maiorconforto e visibilidade na cabine do operador, eficiência hidráulica10% superior à série anterior. Em Goiânia, as máquinas Caterpillarsão encontradas na Sotreq.30CANAL

More magazines by this user
Similar magazines