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lucas fernando krug influência do beneficiamento ... - Cimento Itambé

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48Salienta-se que a

48Salienta-se que a empresa fonte de geração da cinza utilizada por Kieling (2009) é amesma utilizada neste trabalho, com um intervalo de tempo de aproximadamente 2 anos.Pode-se realizar uma comparação visual com a Figura 9, que apresenta a cinza naturalutilizada por Kieling, enquanto que na Figura 10 e Figura 11, visualiza-se o material retido napeneira 1,2mm e o material passante nesta peneira respectivamente.Através de comparação visual entre cinzas originadas na mesma empresa com intervalode 2 anos, percebe-se que a cinza mais recente (utilizada no presente trabalho) apresentaaspecto mais homogêneo e com uma quantidade menor de cascas não queimadas. O quepossibilita afirma que a empresa aumentou sua eficiência de queima tornando seu resíduomais homogêneo.3.2.2.2 Moagem da CCAComo mostrado pela bibliografia, para que a cinza possua propriedades pozolânicas,esta deve ser finamente moída. No trabalho de Santos (1997) e Kieling (2009), as autorasobservaram que após moagem de 2 horas, as cinzas já apresentavam desempenho satisfatório.Porém, Prudêncio Jr., Santos e Dafico (2003) analisaram outras cinzas e obtiveram o melhordesempenho da moagem em 4 horas. Salienta-se, no entanto que o moinho utilizado porSantos e Dafico (2003) não é o mesmo de Kieling (2009), o que proporciona diferenças namoagem e, consequentemente, nas características da cinza.Portanto como o objetivo do trabalho é de avaliar a influência do processo debeneficiamento por peneiramento, somado ao fato de cada moinho em função de suascaracterísticas, produzirem diferenças nos materiais obtidos mesmo em tempos iguais, foiadotado como tempo ideal de moagem conforme estudo piloto e estudo realizado por Kieling(2009) (balizador e motivador do presente trabalho) o tempo de 1 hora para todas as dosagensa serem realizadas. Para tanto a cinza foi moída em moinho de bolas (Gira moinho horizontalde dois andares; modelo CT – 240; marca Servitech) do Laboratório de Materiais deConstrução da Unisinos.O programa experimental piloto baseou-se primeiramente na produção de amostras deargamassa com cimento, tomando como referência moldes cilíndricos metálicos medindo 5cm de diâmetro e 10 cm de altura. Após foram moldadas amostras com substituição parcial docimento em 35% em massa, sendo esta corrigida pela compensação de volume, para osseguintes tempos de moagem: 1 hora, 2 horas, 3 horas, 6 horas e 10 horas. Para cada tempo de

moagem moldou-se 24 corpos de prova, sendo 12 com adição do plastificante e outros 12 comadição de água para atingir a consistência fixada. Para a execução deste ensaio foramutilizadas as normas ABNT NBR 7215:1996 – Cimento Portland – Determinação daresistência à compressão; e, a ABNT NBR 5752:1992 – Determinação de atividadepozolânica com cimento Portland – Índice de atividade pozolânica com cimento. A Tabela 4exemplifica a quantidade de corpos de prova produzida na fase de estudo piloto.Tabela 4 – Resumo de corpos de prova do estudo pilotoCura Úmida(ajuste da consistênciac/ adição de água)Cura Seca(ajuste da consistênciac/ adição de água)Cura Úmida(ajuste daconsistência c/plastificante)Cura seca(ajuste daconsistência c/plastificante)Referência 61 horas 6 6 6 62 horas 6 6 6 63 horas 6 6 6 66 horas 6 6 6 610 horas 6 6 6 649Após a moldagem dos corpos de prova em moldes cilíndricos, realizou-se adesenforma e posteriormente a cura durante 28 dias, com duas maneiras distintas sugeridaspelas normas acima citadas. A primeira consistiu no processo de cura convencional paradeterminação da resistência à compressão do cimento Portland, onde é realizada em câmaraúmida com umidade e temperatura controlada, imersos em solução saturada com cal. Nasegunda maneira de cura utilizou-se processo a seco, onde as amostras foram envolvidas porembalagens a fim de não perderem umidade para o meio, e colocadas em estufas comtemperatura controlada em 40°C de acordo com as normas sobre atividade pozolânica.Depois dos 28 dias de cura, os corpos-de-prova foram submetidos a testes mecânicosde resistência à compressão, especificados de acordo com a Norma ABNT NBR 7215: 1996conforme Figura 12. Os ensaios foram executados no Laboratório de Materiais de Construçãoda Unisinos, em um “Pórtico para ensaios de compressão e flexão”, marca Contenco, modeloI4079, classe II, com capacidade de carga de 30 toneladas.

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