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lucas fernando krug influência do beneficiamento ... - Cimento Itambé

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90Na Figura 48, onde se

90Na Figura 48, onde se apresenta os traços de água/aglomerante 0,49 pode-se observar ocomportamento que já era esperado e que é comprovado pela literatura. Pois todas as misturascom substituição de cinza obtiveram curvas com pico máximo de temperatura de hidrataçãoinferior ao referência. Ou seja, comprova-se que adições minerais ou pozolânicas diminuem ocalor de hidratação de concretos e argamassas.Observa-se também na Figura 48, o mesmo comportamento no que diz respeito a ordemde ascensão da temperatura até o pico, primeiramente a mistura de referência com o menortempo, seguido das misturas com 10% de cinza e posteriormente as misturas com 20% decinza. Da mesma maneira que o ensaio de tempo de pega, este comportamento é explicadopelo uso de percentual maior de aditivo plastificante nas misturas com 20% de cinza.ELEVAÇÃO DA TEMPERATURA TRAÇOS 0,57TEMPERATURA (C)403530252015M1A - REFERENCIA - ARGAMM1B - 10% CINZA NATURAL - ARGAMM1C - 20% CINZA PENEIRADA - ARGAMM1D- 10% CINZA PENEIRADA - ARGAMM1E- 20% CINZA NATURAL - ARGAM100 5 10 15 20 25 30 35 40TEMPO (hora)Figura 49 – Elevação da temperatura semi-adiabática de argamassa dos traços de água/aglomerante 0,57Pode-se observar na Figura 49 que os traços de água/aglomerante 0,57 possuem umcomportamento semelhante aos traços 0,41 da Figura 47. Pois a mistura com 20% de cinzapeneirada possui o maior tempo para elevação da temperatura. Destaca-se, no entanto, que asdemais misturas ficaram com tempos muito semelhantes e que a mistura de referênciacontinua com tempo inferior as demais misturas.Já na Figura 50, Figura 51 e Figura 52 são apresentados os gráficos de elevação detemperatura Semi-adiabática das relações 0,41; 0,49 e 0,57, respectivamente, referente àsegunda parte do programa experimental, ou seja, o concreto propriamente dito (comagregado graúdo).A Figura 50 ilustra os resultados referentes às misturas com relação água/aglomerantede 0,41. Como já era esperado e de acordo com a literatura (Dal Molin, 2005) todas as

91misturas com CCA possuem picos de temperaturas inferiores à mistura de referência. Estafigura comprova que quanto maior o percentual de substituição do cimento pela CCA menor éa temperatura de hidratação de concretos, pois as misturas com 20% de cinza possuem picosde temperaturas menores que as misturas com 10% de cinza. E a ordem de elevação datemperatura da mesma maneira, primeiramente a mistura de referência, seguida das misturascom 10% de cinza e posteriormente as misturas com 20% de cinza. Destaca-se ainda o fato deque nos dois percentuais de substituição as misturas com cinza natural possuem temperaturasuperior às misturas com cinza peneirada, em torno de 2°C nas misturas com 10% de cinza, e0,3°C nas misturas com 20% de cinza.ELEVAÇÃO DA TEMPERATURA TRAÇOS 0,41TEMPERATURA (C)35333129272523211917150 5 10 15 20 25 30 35 40TEMPO (hora)M2A - REFERENCIA - CONCRETOM2B - 10% CINZA NATURAL - CONCRETOM2C - 20% CINZA PENEIRADA - CONCRETOM2D- 10% CINZA PENEIRADA - CONCRETOM2E- 20% CINZA NATURAL - CONCRETOFigura 50 – Elevação da temperatura semi-adiabática de concreto dos traços de água/aglomerante 0,41Apresenta-se na Figura 51 os resultados referentes às misturas com relaçãoágua/aglomerante 0,49. Da mesma maneira que as relações 0,41 já era esperado e de acordocom a literatura, que todas as misturas com CCA possuíssem picos de temperaturas inferioresa mistura de referência. A ordem de elevação da temperatura de igual forma, primeiramente amistura de referência, seguida das misturas com 10% de cinza e posteriormente as misturascom 20% de cinza. Salienta-se ainda o fato das misturas com cinza natural possuirem calor dehidratação superior as misturas com cinza peneirada, em torno de 2°C nas misturas com 10%de cinza, e 1,8°C nas misturas com 20% de cinza.

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