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O Dinossauro - Ordem Livre

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203com propaganda. Para

203com propaganda. Para quê? Não são empresas competitivas. Com quem concorrem,porventura, a Petrobrás ou os Correios e Telégrafos? Tal tipo de despesa com reclame ouprotesto contra ameaça ao monopólio podem servir para influenciar órgãos da imprensa eredes de televisão em favor do governo e, nesse sentido, constitui uma violação indireta doprincípio da liberdade de expressão e do princípio de igualdade perante a lei. Ao retirar oufornecer páginas de anúncio de um grande jornal, o governo (federal ou estadual), atravésde uma estatal, pode exercer pressão para modificar a linha política de um órgão de opinião.O método é mais sutil do que aquele que utiliza o governo mexicano, o qual controla a seubel-prazer o fornecimento de papel de imprensa. Recentemente, temos visto o BANERJdespender fortunas em propaganda da campanha presidencial do latifundiário (vulgarmenteconhecido pela alcunha que lhe concedeu El Comandante Fidel Castro, "el ratón") quegovernou o estado do Rio de Janeiro. Muitos outros governos de estado fazem propagandaeleitoral de seus chefes através de reportagens pagas nos media. Revelou-se mesmo quegovernadores e outros administradores pagam jornalistas com dinheiro retirado dos cofrespúblicos para cobrirem com simpatia suas atividades. Os trens da alegria do Congresso e doExecutivo são familiarmente utilizado para corromper jornalistas e locutores de TV. Oscomboios recolhem os mais diversos tipos de passageiros, para viagens de que sairão ospolíticos beneficiados. O Itamaraty, nesse particular, se especializa nas viagens ao exterior,sempre muito procuradas. O Congresso tem sido particularmente notório no uso dessaespécie de corrupção que, pelo assalto ao erário, prejudica o princípio da imprensa livre eindependente. A omertà que protege o Estado burocrático patrimonialista é, em parte,assegurada por esse sistema.O principal problema, entretanto, é o do empreguismo.O empreguismo no serviço público é reconhecidamente uma das pragas do Brasil.Ninguém, porém, parece haver ainda avaliado o papel que desempenha no nossosubdesenvolvimento, na persistência da pobreza, na inflação e no fenômeno deconcentração de renda. Quero dar alguns exemplos para ilustrar o assunto. Como no mundototalitário e fantástico de George Orwell, Mil novecentos e oitenta e quatro — onde oMinistério da Guerra se chama Minipaz; o da Polícia Secreta, Ministério do Amor; o daPropaganda, Ministério da Verdade; e o da Economia, Ministério da Abundância — noBrasil foi o Ministério do Trabalho da época dos pelegos aquele que mais incentivou o ócio.A administração empossada em 1964 teria ali encontrado 123.273 funcionários! Para osministros do Trabalho foi feito hercúleo, semelhante à limpeza das estrebarias do reiÁugeas, resolver esse problema... Mas no Tribunal do Trabalho em Brasília prosperam

204cerca de 1.500 funcionários, grande parte dos quais nada faz. Imaginem o que seria se oTribunal, em vez de ser do Trabalho, fosse do ócio!Numa estimativa modesta, a soma que os chamados ociosos do serviço públicoconsomem nos orçamentos federal, estaduais e municipais é superior às remessas de lucrodas companhias estrangeiras, o que constituía, outrora, uma perene reclamação dosnacionalistas xenófobos. Ela se aproxima, estou certo, do total do serviço da dívida externa.Na primeira edição deste ensaio, em 1972*, fiz uma asseveração que acredito ser aindaverdadeira. Era a seguinte: essa soma é equivalente ou superior à média anual que temosrecebido, a título de ajuda, por parte dos Estados Unidos e das agências internacionais. Étambém superior à chamada "deterioração das relações de troca" de nossos produtosprimários de exportação — uma de nossas grandes queixas diplomáticas e postulado depolítica externa. É uma soma que teria sido suficiente para desencadear o tão esperadoprocesso do desenvolvimento nacional, o nosso take off...Arnold Toynbee referiu-se certa vez ao Brasil, em seu monumental Estudo daHistória, para mencionar que, ao receberem o nosso país e a China o "dom da eficiência",poderão transformar-se em grandes potências. Não sei se a China de Deng Xiaoping já foivisitada por esse carisma. O fato é que se converteu num fator de importância no palco davida internacional. Será que também precisamos de uma revolução tão brutal quanto achinesa para metamorfosear a nossa burocracia em uma administração eficiente, capacitadapara o desenvolvimento? O problema tem que ser colocado, pois é devido a umaadministração ineficiente e egoísta que morrem cada ano perto de 400.000 crianças,padecendo vinte milhões de sertanejos de endemias rurais e permanecendo nas trevas doanalfabetismo 20 milhões de adultos. Que fazer? Despedir quatrocentos ou quinhentos milociosos, deixando na miséria mais de um milhão de dependentes? O fato é que, comodemonstra M. H. Simonsen, "um funcionário ocioso que recebe o equivalente de 2.500dólares anuais impede que a economia poupe o necessário à criação de um emprego porano. Dez anos de ociosidade são dez empregos que deixaram de ser gerados". Esse cálculodeveria sensibilizar os que "têm pena" dos ociosos ou que "toleram o empreguismo comouma fórmula de apaziguamento da oferta da mão-de-obra num país sujeito à explosãodemográfica"...* * *Na Petrobrás existe uma quantidade de funcionários familiarmente denomidos* Em Psicologia do subdesenvolvimento, APEC, 1972.

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