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Estudo produtividade em pdf. - Fesete

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FESETEProdutividade nas

FESETEProdutividade nas I.T.V.C.b. Produtividade e Negociação ColectivaA Negociação Colectiva é por si só um tema complexo e controverso. As evoluções recentes ao nível daeconomia mundial, a crescente interdependência das várias economias, a inovação tecnológica permanente,a diversidade de relações de trabalho vieram introduzir transformações importantes ao nível dofuncionamento do mercado de trabalho e colocar desafios complexos aos vários intervenientes nestesprocessos.Não pretendendo entrar nas questões relativas ao papel da Negociação Colectiva no contexto actual, nãopodemos deixar de expressar a convicção de que este é um instrumento que terá uma importância crescenteno futuro na prossecução do objectivo da coesão social, sendo certo que tal sucederá apenas se houveruma credibilização do processo, o que implicará a introdução de alterações nos seus mecanismos e umesforço conjunto das várias partes envolvidas.A negociação colectiva é um instrumento que abrange diversos temas – salários; férias e períodos dedescanso; saúde, higiene e segurança; carga horária; organização do trabalho; condições de trabalho,formação; categorias profissionais; entre outros. Todas estas questões influenciam os níveis de produtividadedo trabalho, sendo de esperar que melhores condições ao nível destes factores se traduzam em melhoresníveis de produtividade. É neste sentido que a negociação de, nomeadamente, salários deva considerarnão apenas a evolução dos preços, no sentido de manter o nível de vida proporcionado aos trabalhadores,mas também a evolução da produtividade.Deste modo, seria positivo que aumentos de produtividade no ano anterior se reflectissem em aumentosdas compensações para os trabalhadores (seja salarial ou outras formas), permitindo a elevação do seunível de vida, uma vez que os trabalhadores terão contribuído para essa melhor performance. Deverá terseem conta que o factor trabalho não será o único responsável por essa melhoria , mas existindo melhoresresultados por parte das empresas, também os trabalhadores deverão ser recompensados. Paralelamente,evoluções negativas não deverão reflectir-se unicamente sobre os trabalhadores pois tal evolução não lhesé normalmente imputável e tal implicação poderá ter condições muito nefastas sobre o seu nível de motivação,por um lado, e sobre a procura interna por outro, uma vez que estas situações se verificam maisfrequentemente em fases de conjuntura negativa.A consideração de um indicador da produtividade nos processos de negociação é dificultada, no entanto,por um obstáculo de ordem técnica, pois no momento da negociação, os valores oficiaisda produtividadepara os sectores disponíveis poderão apresentar um desfasamento temporal que inviabilize a aplicação doraciocínio do parágrafo anterior.84

FESETEProdutividade nas I.T.V.C.No primeiro capítulo deste trabalho mencionava-se que a medição da produtividade pode ter objectivosdiferentes. Num processo de negociação colectiva estão envolvidas duas partes que têm objectivosdiferentes. Por um lado, as estruturas sindicais privilegiarão a questão das condições de vida, enquanto asassociações patronais terão em consideração aspectos mais ligados à eficiência e à poupança real emtermos de custos. Deste modo, na interpretação dos indicadores relativos à produtividade importa ter umanoção clara do que está em causa e das hipóteses assunidas na construção dos indicadores. Esperamosque este trabalho possa contribuir para essa finalidade.85

Anexo A - Fesete
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