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Estudo produtividade em pdf. - Fesete

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FESETEProdutividade nas

FESETEProdutividade nas I.T.V.C.1. Produtividadea. Considerações iniciaisProdutividade corresponde ao volume de produção obtido por unidade de factor(es) de produçãoutilizado(s), para um dado período de tempo.Deste modo, quando se refere a produtividade total de uma empresa, está-se a falar da relação entre ovolume de output obtido e os recursos totais consumidos para gerar esse output. E, neste sentido, ocálculo da produtividade deve permitir a identificação do contributo dos diferentes factores para a produçãoobtida e, ser assim uma referência importante na análise da repartição do rendimento.Contudo, apesar do conceito em si não parecer gerar grandes controvérsias, a medição da produtividadeapresenta grandes dificuldades. Existe um conjunto alargado de variáveis que influenciam os níveis deprodutividade, e que muitas vezes estão correlacionadas. Acresce a este facto, a dificuldade em obterinformação estatística em “tempo real” e comparável, principalmente a nível internacional, isto apesar deevoluções positivas nos últimos anos.Do ponto de vista teórico, a análise da produtividade está intimamente ligada ao estudo dos processos decrescimento e desenvolvimento económico. Neste âmbito, importa destacar o trabalho desenvolvido porRobert Solow, que desenvolveu um modelo de crescimento económico exógeno, ou seja, em que ocrescimento de longo prazo não é explicado por nenhum dos parâmetros do modelo, mas por um factorresidual que traduz o progresso técnico.Partindo de uma função de produção de tipo Cobb-Douglas, assumindo a existência de dois factores deprodução - trabalho e capital, em que as produtividades marginais destes factores são positivas edecrescentes – Solow considerou a existência de um terceiro factor, o progresso técnico, que mede aeficiência na utilização conjunta dos factores físicos e que explica aumentos das taxas de crescimento doproduto, que não são explicáveis através dos outros dois factores. O progresso técnico está assim associadoa um conjunto de elementos intangíveis e que contribuem para o crescimento, como a tecnologia, aorganização, a qualificação dos recursos humanos, etc.O progresso técnico, e mais concretamente, as novas tecnologias de comunicação e informação, levantamum conjunto de questões importantes ao nível do cálculo da produtividade. Parece inequívoco que aintrodução de novas tecnologias conduz a aumentos de produtividade, no entanto, não existem aindaestudos e trabalhos empíricos que comprovem de forma incontestável esta hipótese. Esta ideia ficoutraduzida na frase de R. Solow de 1956: “Vemos computadores por toda a parte, mas não o seu efeito nasestatísticas de produtividade”, que traduz o designado paradoxo de Solow.10

FESETEProdutividade nas I.T.V.C.O facto do contributo das novas tecnologias não se reflectir de forma explícita nos indicadores deprodutividade não significa, contudo, que não tenham impacto, pois o seu efeito sobre a forma de trabalhare comunicar a todos os níveis da sociedade introduziu alterações significativas no enquadramento e nopróprio modo de funcionamento da actividade empresarial, justificando desse modo o contínuo aumentode investimento nestas áreas.Muitas vezes, as consequências dos investimentos em novas tecnologias não têm uma tradução directanos resultados das empresas, quer porque não são imediatos em termos temporais, quer porque resultamem benefícios que não são directamente capturáveis nas estatísticas. E a obtenção desses resultados estádependente da capacidade das empresas em proceder a mudanças organizacionais e em preparar os seusrecursos humanos por forma a se adaptarem à utilização das novas tecnologias.Para Paul Strassmann (1999), não são as tecnologias de informação em si mas a capacidade de geriressas tecnologias que faz a diferença e distingue as empresas. O autor enunciou um conjunto de factoresque na sua opinião contribuem para que a adopção das tecnologias não tenha os resultados esperados eque designou de “os dez assassinos da produtividade”. Entre eles, estão a tomada de decisões de investimentosem uma rigorosa avaliação económica, antecipando ganhos de produtividade que podem não se concretizar;a falta de recursos humanos capazes de lidar com as novas tecnologias ou desfasamento temporal naformação e adaptação dos trabalhadores; a incapacidade de introduzir alterações ao nível dos processosde produção e da própria estrutura organizacional da empresa; deficiente serviço de pós-venda dosfornecedores de tecnologias; frustração dos gestores relativamente aos resultados de curto prazo daintrodução das novas tecnologias.A introdução de novas tecnologias, sejam tecnologias de informação ou comunicação, sejam tecnologiasprodutivas, implica alterações importantes que afectam a organização da empresa a vários níveis, e poresse motivo devem ser pensadas e analisadas com grande rigor por parte dos decisores da empresa, quedevem estar preparados para gerir a mudança que este tipo de processos acarreta.A mudança é algo de inevitável no mundo actual, e não se limita ao contexto económico. As profundastransformações sociais, associadas ao fenómeno da globalização tornam imprescindível uma constanteadaptação das empresas às novas situações, a todos os níveis da sua actuação, para assim conseguiremmanter altos níveis de produtividade e serem competitivas nas actuais condições dos mercados.Numa empresa, a alteração da estrutura e dos processos de trabalho pode provocar reacções positivas enegativas. O crescimento e modernização da organização, a que se associa a perspectiva de melhoria dascompensações e de evolução na carreira dos seus colaboradores, são aspectos positivos que devem serenfatizados no sentido de minorar os receios e inseguranças que naturalmente surgem em processos destanatureza.11

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