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ARTIGO OPINATIVOA lenta

ARTIGO OPINATIVOA lenta evolução daeficiência energéticaPor Luiz Fernando ZanuttoOconsumo de energia no Brasil cresceu 7,8% em2010, na comparação com o ano anterior, e atingiu419.016 gigawatts-hora (GWh, segundo dadosda Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O avançofoi puxado pela recuperação da indústria, que um ano depoisdos efeitos da crise internacional viu o consumo deenergia subir 10,6% em relação a 2009, atingindo 183.743GWh e contribuindo com 4,5 pontos percentuais para aalta geral de 7,8%.Mas um fato que levanta questionamentos nesse cenárioé que mesmo a eletricidade custando menos no Brasildo que em países desenvolvidos, um estudo feito noano passado pela Confederação Nacional da Indústria(CNI) aponta um potencial técnico de redução de 25,7%no consumo de energia nas plantas industriais. Ou seja,muitas empresas parecem preferir deixar as instalaçõesantigas como estão a investir em processos e equipamentosde maior eficiência energética, mesmo que paguem amais por isso. Em outras palavras, desperdiçam energiae repassam o custo ao consumidor final, causando aindadesnecessário impacto ambiental.A falta de interesse corporativo parece mais clara ao seconsiderar que o Brasil não tem números consolidadosde investimento em tecnologias limpas, enquanto nosEstados Unidos, Europa, Israel, China e Índia, de acordocom a Cleantech 2009, tais recursos foram elevadosda ordem de US$ 500 milhões, em 2001, para US$ 4,5bilhões, em 2006, e US$ 8,4 bilhões, em 2008.Alguns indicadores brasileiros foram levantados no anopassado pela empresa americana Johnson Controls. O4º Indicador Anual de Eficiência Energética apontouque 97,5% dos mais de 100 executivos brasileiros entrevistadosque estão construindo, planejando ou fazendoreformas e adaptações identificaram o assunto comoprioridade – a maioria eram CEOs, gerentes gerais oudiretores de instalações.Segundo os estudos da empresa, 55% dos líderes de negóciosestão prestando mais atenção ao tema; 57% delesresponderam que o gerenciamento de energia é extremamenteou muito importante; 47% buscam certificação;41% planejam incorporar elementos verdes semcertificação; 54% acham que haverá obrigatoriedade deeficiência energética em legislação até 2012. Além disso,o levantamento mostrou que os gargalos percebidos poresses executivos brasileiros para que suas empresas possamse tornar eficientes nesse quesito são as incertezaseconômicas e a falta de incentivos e de regulamentação.Observando em grande escala, dados do Programa Nacionalde Conservação de Energia Elétrica (Procel) indicamque uma média de 62% da energia consumida naindústria brasileira é empregada em equipamentos deforça matriz, o que nos coloca frente a outro problema,uma vez que a eficiência média de um motor e bomba deum sistema matriz é apenas 59%.Mas não apenas as decisões individuais das grandes consumidorasde energia afetam a eficiência energética brasileira.A falta de políticas públicas que incentivem a adoção depráticas mais sustentáveis também é algo que merece atenção.E, apesar de todas as expectativas criadas em torno dospotenciais de exploração do Pré-Sal, é de extrema importânciaque a maior disponibilidade de combustíveis fósseisnão limite a busca por fontes limpas de energia.16 Ano 4 - nº 12 - 2011ENGINEERING + ENERGY EFFICIENCY + ENVIRONMENT = ENVISIONEERING TM

A própria Petrobras parece compreender isso e desenvolveuo Plano Estratégico 2020, com metas de eficiênciaenergética bem específicas em diferentes frentes. Umdos principais pontos foi a criação de 48 comissões internaspara conservação de energia, além de cursos deeficiência energética para as forças internas de trabalhoe a realização de seminários a cada dois anos, premiandoos melhores resultados. Comissões instaladas nasunidades de produção auxiliam na propagação dessacultura para os funcionários.Outro ponto positivo que podemos destacar é o PlanoNacional de Energia (PNE 2030), que prevê iniciativassustentáveis para atender à demanda elétrica brasileiranos próximos 20 anos e considera, por exemplo, que10% dessa demanda deverá ser atendida por ações deeficiência energética, incluindo programas autônomos.O estímulo à adequação da infraestrutura da planta industrialbrasileira é o primeiro passo para a mudança deparadigma necessária junto aos executivos, que devemdeixar de lado o antigo conceito de que sustentabilidadee progresso não são compatíveis.Não se sabe se o mais difícil é implantar novos processosde fato, com ou sem políticas públicas de incentivo,ou mudar a cultura organizacional brasileira de umaforma geral, pois visando o lucro imediato, esta pensaem eficiência energética como custo e não como investimentoem longo prazo. Certamente instalar novos componentese fazer adaptações requer dinheiro, mas o queé preciso fomentar é a noção de que esse dinheiro temretorno em poucos anos e continua gerando benefíciopor um longo período.O conceito parece óbvio, e realmente é, mas quandomuitos tomadores de decisões estratégicas fecham osolhos para o mesmo assunto, a obviedade do fato perdea relevância. Ou a maior parte do empresariado brasileirodá a devida atenção ao que está ocorrendo no mundoou vai ficar para trás, de olhos fechados.cia energética bem específicas em diferentes frentes. Umdos principais pontos foi a criação de 48 comissões internaspara conservação de energia, além de cursos deeficiência energética para as forças internas de trabalhoe a realização de seminários a cada dois anos, premiandoos melhores resultados. Comissões instaladas nasunidades de produção auxiliam na propagação dessacultura para os funcionários.Outro ponto positivo que podemos destacar é o PlanoNacional de Energia (PNE 2030), que prevê iniciativassustentáveis para atender à demanda elétrica brasileiranos próximos 20 anos e considera, por exemplo, que10% dessa demanda deverá ser atendida por ações deeficiência energética, incluindo programas autônomos.O estímulo à adequação da infraestrutura da planta industrialbrasileira é o primeiro passo para a mudança deparadigma necessária junto aos executivos, que devemdeixar de lado o antigo conceito de que sustentabilidadee progresso não são compatíveis.Não se sabe se o mais difícil é implantar novos processosde fato, com ou sem políticas públicas de incentivo, oumudar a cultura organizacional brasileira de uma formageral, pois visando o lucro imediato, esta pensa em eficiênciaenergética como custo e não como investimentoem longo prazo. Certamente instalar novos componentese fazer adaptações requer dinheiro, mas o que épreciso fomentar é a noção de que esse dinheirotem retorno em poucos anos econtinua gerando benefício por umlongo período.O conceito parece óbvio, e realmenteé, mas quando muitos tomadoresde decisões estratégicas fecham osolhos para o mesmo assunto, a obviedadedo fato perde a relevância. Oua maior parte do empresariadobrasileiro dá a devidaatenção ao que estáocorrendo no mundoou vai ficar para trás, deolhos fechados.Foto: Divulgação(*) O autor é engenheiro eletricista e tem 40 anos, atua como vice-presidente da divisão de Power Electronicsda Danfoss América Latina, empresa que utiliza o conceito EnVisioneering (Engineering + Energy Efficiency +Environment) em suas áreas de atuação industrial e foi patrocinadora do World Climate Summit, que ocorreu de4 a 5 de dezembro em Cancun, no México, durante a Convenção das Nações Unidas sobre o Clima – COP 16.www.danfoss.com.br Ano 4 - nº 12 - 201117

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