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R$ 5,90 - Roteiro Brasília

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caianagandaiaEduardo

caianagandaiaEduardo OliveiraDeborah: simpatiae jogo de cinturana SabatashAnjosnoitedaEles dão duro enquanto os outros se divertem.E, ao contrário da maioria, trabalham aindamais aos sábados, domingos e feriados.24

POR CRISTIANE GALVÃOEles adoram o que fazem, algunstrocam a noite pelo dia, quase todosabrem mão da vida pessoal, do convíviocom os amigos ou mesmo de uma rotinasaudável. São garçons, recepcionistas,produtores, Djs, donos de bares,bombeiros, taxistas e tantos outros quepassam pela balada incógnitos. Ajornada é dura e, muitas vezes,imprevisível. Na bagagem da vida, elescolecionam amigos, dividem alegriase muitas histórias pra contar. Nossadiversão é o trabalho deles “e por issovale tanto a pena”, dizem. Talvez seja atédifícil para quem vive uma vida“normal” entender. Mas para esses“anjos da noite” não existe sensaçãomelhor do que aquela de ter nas mãos opoder de transformar o cotidiano muitasvezes maçante numa noite perfeita.Tudo é muito novo para DeborahGranatto. Há apenas cinco meses elarecepciona os clientes na casa noturnaSabatash, na QI 17 do Lago Sul. Ela éuma hostess. A arte? Aprendeu olhandoas dez candidatas ao mesmo cargoque, nos oito meses anteriores, não“seguraram a onda” da difícil missão:ter jogo de cintura e ser simpática, acimade tudo. Entrou na Sabatash comosegurança, mas sua beleza e carisma logoa transformaram em candidata ideal aoposto. “A gente tem que agüentar muitacoisa, ser profissional”, conta.Mas, e quando alguém apela? “Aíeu saio, respiro fundo e reapareço comum sorriso”. O assédio masculino elaleva numa boa e faz piada: “Quandoeu era segurança era muito pior. Coisado fetiche do uniforme”. E acrescenta:“Hoje estou maispara psicóloga, opovo vem chorar asmágoas e eu brincodizendo que voucobrar consulta”.Estudava cerca de16 horas por diapara concursos, epretendecontinuar, mas confessa: “Se fosse agirpelo coração, escolheria trabalhar nanoite, porque aqui vivo e aprendo com“A gente temque agüentarmuita coisa, serprofissional”Deborah GranattoGiovanni Fernandessituações que não seriam possíveis emnenhum outro emprego. É umaexperiência ímpar”.Profissionalismo e muita disciplina,eis o segredo do sucesso do DJ Hopper,único de Brasília agenciadopela poderosa Smartbiz,de São Paulo. Depois dedez anos trabalhando e aomesmo tempo se divertindona balada, ele conta quehoje, ao 34 anos, a noiteé puro trabalho. Não fuma,não bebe e quando toca nasfestas as fichas que recebepara consumir nos baressão rapidamente convertidasem coca-cola.O DJ avalia próse contras de ser umprofissional da noite: “Temfinal de semana que quero ficar em casa,ver televisão, curtir a família, mas tenhoque pegar um avião, ir pra outra cidadee tocar. Afinal, como DJ, sou umproduto, e essa é a vida que escolhi”.E justifica: “Quando vejo todo mundopulando é um prazer indescritível;DJ Hopper: trabalho e diversão ao mesmo tempo“Quando vejo todomundo pulandoé um prazerindescritível; soufeliz, pois medivirto muito maistocando do quese estivessecurtindo a festa”DJ Hoppersou feliz, pois me divirto muito maistocando do que se estivesse curtindoa festa”.Há 18 anos Rubens Carvalho é sóciode uma das casas noturnas mais famosasde Brasília, o Gate's Pub.Com agenda repleta deshows e eventos, ele recorreàs terapias alternativascomo eneagrama,alimentação ayuvédica,ioga e bioterapia paramanter o equilíbrio. Mas,ao falar da profissão, osorriso no rosto e o brilhonos olhos revelam de ondevem sua verdadeira fontede energia: “Tenho umprazer enorme pelo quefaço. Conheço pessoasinteressantíssimas”. Desanto casamenteiro a babá de filhosdos amigos, a vida de Rubens nãotem rotina, mas isso também às vezesé um problema. “As namoradas nãoentendem, o sono nunca mais fica emdia, a gente envelhece e tirar proveitoda bebida é uma arte”.25