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Tradução de Ana Biscaia Tradução de Manuel Alberto Vieira

Tradução de Ana Biscaia Tradução de Manuel Alberto Vieira

nes caminhou até à

nes caminhou até à zona das espoletas na mina, arrancou-as e atirou-as aorio. E enquanto eu estou a berrar ao coronel, Lannes inclina o chapéu nadireção dos granadeiros e eles avançam imediatamente. Assim que os artilheirosos veem, preparam-se para abrir fogo. «Quietinhos aí!», grito-lhes.«Que raio pensam vocês que estão a fazer? Isto é um armistício!» E empurro-ospara longe das peças de artilharia. Na altura em que caíram emsi, já os granadeiros estavam do lado de cá a desarmá-los. — Murat pôs-sede peito inchado e concluiu: — E foi assim, meus amigos, que apenas doishomens do Grande Exército tomaram uma ponte sobre o Danúbio de umabrigada inteira de austríacos.De imediato os oficiais começaram a aplaudir entusiasticamente eMurat retribuiu o gesto com umas quantas vénias. Napoleão saiu da escuridãopara a sala e abriu caminho à força por entre os oficiais mais atrás. Assimque a multidão se apercebeu de que o Imperador estava presente, umcaminho abriu-se para ele como por magia e ele encaminhou-se a passoslargos para o luminoso Marechal Murat.— Sire! Trago-lhe excelentes notícias. Viena é nossa! — Murat foi surpreendidopela expressão impassível no rosto do Imperador e retomou afala num tom fanfarrão. — Viena, estou-lhe a dizer. A capital do inimigo énossa. Os austríacos declararam-na uma cidade aberta e saíram precipitadamentepara se juntarem aos seus aliados russos. Deixaram o sítio desprotegido.Como estava a contar aqui aos nossos amigos, até capturámos umaponte que atravessa o Danúbio.— Já ouvi dizer — replicou Napoleão em tom monocórdico. — Gostariade falar consigo, Marechal Murat. No meu gabinete.— Com certeza, sire. Mas antes disso junte-se a nós e brinde à capturade Viena.Vários oficiais aplaudiram a sugestão, porém outros haviam tomadoconsciência do humor de Napoleão e permaneceram em silêncio, observandocircunspectamente. Napoleão fez que não com a cabeça.— Agora, Murat, se fizer o favor.Murat fitou-o, meio a sorrir, e depois passeou os olhos pela sala à procurade apoio moral, mas todos os outros oficiais se haviam silenciado ebaixado os copos. Napoleão rodou sobre si mesmo e avançou a passos largospor entre a multidão até às traseiras da casa de campo onde a cozinhaservia agora de seu gabinete; sobre a longa mesa distribuíam-se mapas eblocos de notas. Ao entrar no compartimento, Napoleão deparou com umfuncionário atarefado na atualização de um dos blocos de notas preenchidocom os regressos dos efetivos das unidades do Grande Exército.— Rua.— Sim, sire.118

O funcionário pousou de imediato a pena e apressou-se a sair docompartimento, comprimindo-se contra um dos lados do caixilho da portaenquanto Murat entrava atrás do Imperador.— Feche a porta.Logo após Murat obedecer à ordem, Napoleão gesticulou na direçãode um banco de construção simples situado num dos lados da mesa, e depoissentou-se na única cadeira existente naquele espaço, à cabeceira damesa.— Veio apresentar o seu relatório, segundo julgo saber.— Sim, sire.— Então, faça o favor de me contar aquilo que realizou.Murat exibiu um ar de surpresa e, em seguida, encheu as bochechasde ar.— Tomámos a capital inimiga. Até agora, os meus homens descobrirammais de quinhentos canhões e porventura um total de cem mil mosquetesnos arsenais austríacos, para além de colossais armazenamentos deprovisões e equipamento. Sire, com aquilo que apanhámos, podíamos reabastecertodo o Grande Exército por alguns meses. O suficiente para nossustentar durante o resto da campanha.— Sem dúvida — respondeu Napoleão. — Mas se tivesse cumpridoas ordens que lhe foram destinadas, não haveria qualquer razão para a campanhacontinuar durante meses.— Sire?Napoleão deu uma palmada na mesa.— Permitiu que os russos fugissem! Agora vão ficar a lamber as feridas,à espera que as forças austríacas se juntem a eles a partir de Itália.Todo o trabalho bem feito nesta campanha poderá ser arruinado por causada sua imprudente iniciativa em relação a Viena. O propósito últimoda minha estratégia era dividir os nossos inimigos. Agora você deu-lhes apossibilidade de concentrarem a sua força e teremos de travar uma batalhamuitíssimo mais difícil do que eu esperava. Graças a si.— Sire, eu… eu não tinha no pensamento qualquer intenção de comprometê-loquando dei a ordem.— Não tinha absolutamente nada no pensamento, pelo que me édado a ver.Napoleão fixou-se no seu subordinado. Murat encolheu-se e pôs-se aolhar para o chão, abatido.— Tinha a esperança de agradá-lo, sire.— Tinha a esperança de atrair a glória para si, quer você dizer — disparouNapoleão. Depois, respirou fundo e fechou os olhos para controlar afúria crescente. Murat cometera um erro. Um erro que custaria a Napoleão119

Tradução de: J. Espadeiro Martins, Ana Silva e Teresa Damásio
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