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Tradução de Ana Biscaia Tradução de Manuel Alberto Vieira

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estar dúvidas quanto

estar dúvidas quanto às intenções do inimigo para o dia seguinte. Depois,à meia-noite, Napoleão e os seus oficiais escutaram o soar de tambores evivas frenéticos vindos de perto.— O que é aquilo? — perguntou Napoleão. — Berthier, inteire-se doque se está a passar.Berthier sorriu.— Sire, está esquecido?— Esquecido?— Da data. — Berthier sacou do relógio de bolso. — Passa dameia-noite, sire.— E?— É dia dois de dezembro. O primeiro aniversário da sua coroação.Os homens estão a celebrar.— Claro — respondeu Napoleão rapidamente, zangado consigo mesmopor se ter esquecido de uma data tão importante. — Nesse caso, tenhode permitir que os homens vejam o seu Imperador.Abandonou a mesa e saiu para o exterior, seguido pelos outros. Erauma noite fria e o seu bafo formava uma pequena nuvem à luz lançadapelas estrelas cintilantes dispersas pelo céu. A toda a volta do lugarejo, elá em cima na Zurlan, fogueiras luminosas tremeluziam na noite, e os vivasdos soldados dirigiam-se claramente ao Imperador. No momento emque emergiu da hospedaria, escutaram-se uma salva de palmas e gritos desaudação dos homens da Guarda Imperial que se encontravam na rua. Algunsempunhavam tochas feitas de palha entrançada e Napoleão conseguiuver os calorosos sorrisos, rasgados e contidos, dos seus veteranos, homensque haviam estado com ele em campanhas anteriores. Um dos granadeirostirou o barrete de pele e colocou-o sobre a boca do mosquete, e em seguidalevantou-o bem alto enquanto aclamava o Imperador. Outros repetiram-lheo gesto e à medida que Napoleão descia o pequeno lanço de escadasrumo à estrada, uma avenida de soldados em aplauso abriu-se diantedele. Caminhou lentamente ao longo da estrada, retribuindo o sorriso aosseus homens com genuína afeição.«Vida longa ao Imperador! Vida longa ao Imperador!» Os gritos ecoaramestrada abaixo e foram rapidamente continuados pelas tropas fora dolugarejo até que a noite atroasse o canto. Napoleão sentiu o coração incharde afeto e gratidão para com aqueles homens que o haviam seguido aolongo dos anos e que agora lhe confiavam a vida. Virou-se para Berthier emurmurou:— Foi você que os pôs a fazer isto?— Não, sire. Fazem-no porque o amam.— Me amam? — A face de Napoleão abriu-se num sorriso, e por um126

momento sentiu-se tentado a pensar que Berthier o deveria estar a lisonjear.Mas não havia qualquer artifício nos rostos em seu redor e ele, consequentemente,apercebeu-se de que Berthier falara a verdade. Bateu ao deleve no braço de Berthier. — Acho que esta foi a melhor noite da minhavida. E com a madrugada virá o meu melhor dia.Capítulo 15Austerlitz, 2 de dezembro de 1805Às quatro da manhã, os oficiais e sargentos do Grande Exército começarama acordar os seus homens. A maior parte das fogueiras morrera mas aindahavia luz suficiente das cinzas incandescentes para que os soldados enfiassemas botas à pressa, ajustassem os uniformes e preparassem as armaspara a batalha que se avizinhava. Fora uma noite impiedosamente fria dacorrente do Goldbach e levantara-se uma densa neblina que agora cobria osolo de ambos os lados, pelo que as tropas francesas eram completamentevisíveis aos olhos do inimigo lá em cima no Planalto de Pratzen. O espíritode celebração ocasionado pelo primeiro aniversário do Imperador dera lugara uma silenciosa contemplação do que estava para vir. Os veteranos, nasua maioria, iniciaram os preparativos com uma calma fatalista. Os soldadosmais jovens e inexperientes ou estavam ansiosos e tomados pelo pavorde serem feridos ou se encontravam dominados por um espírito de fanfarronicee falavam com um espalhafato alegre que não enganava ninguém anão ser eles próprios.A sul da colina de Zurlan espraiava-se o vasto aglomerado de linhasde cavalaria de Murat, onde os soldados de cavalaria selavam cuidadosamenteas suas montadas, verificando cada correia e fivela para garantir queestariam bem sentados acaso necessitassem de investir. Os couraceirosajudavam-se mutuamente na colocação das couraças polidas antes de enfiaremos capacetes com as suas cristas soltas de crina de cavalo. Noutrosregimentos, os dragões 4 , hussardos e lanceiros prepararam-se e depois colocaramos cavalos em linha aguardando o início da batalha.No enorme parapeito da colina de Zurlan, as guarnições da artilhariatransportaram as primeiras cargas dos vagões de munições vertente acimaaté à concentração de baterias, onde alguns canhões estavam apontadospara o Planalto em frente enquanto outros estavam virados para sulde modo a bombardear com fogo de enfiada os ataques do inimigo através4Antigos soldados de cavalaria, que também combatiam a pé. (N. do T.)127

Tradução da doc de Perl
Tradução de: J. Espadeiro Martins, Ana Silva e Teresa Damásio
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