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Tradução de Ana Biscaia Tradução de Manuel Alberto Vieira

Tradução de Ana Biscaia Tradução de Manuel Alberto Vieira

do curso do Goldbach.

do curso do Goldbach. Embora ainda estivesse escuro, não havia qualquerdúvida quanto à localização da mais poderosa concentração das forças inimigas.Uma ligeira névoa que atravessava a linha do horizonte na direçãoda povoação de Pratzen revelava as suas posições, e os franceses sentiam-seassombrados diante do poderio das forças alinhadas contra eles.Napoleão conduziu o seu estado-maior colina acima até ao posto decomando que havia sido preparado para si na tarde anterior. Dormira numceleiro no sopé da colina, numa cama de palha, e conseguira aproveitarpara dormir três horas de sono profundo. À semelhança da maior partedos seus veteranos, Napoleão há muito que desenvolvera o talento para cairnum sono fundo quando a oportunidade surgia. Sentiu a familiar dor ligeirada excitação misturada com uma sensação de ansiedade na boca doestômago. A sua mente ainda passava em revista os detalhes do plano queelaborara e a disposição das suas tropas, e ainda havia dúvidas a ocupá-lo.Se, por alguma razão, a unidade de Davout não conseguisse chegar aoflanco certo a tempo de fortalecer a sua defesa, o inimigo poderia avançarpelo flanco e envolver a linha francesa. Davout visitara o quartel-general natarde anterior para se apresentar ao serviço e asseverar que os seus homensalcançariam o campo de batalha a tempo de desempenhar o seu papel. OMarechal parecera esgotado, e não era de admirar, refletiu Napoleão. Ele eos seus homens haviam marchado mais de cento e trinta quilómetros emdois dias depois de receberem a convocatória de Berthier. A unidade estariaexausta, mas todavia o peso do destino do Grande Exército poderia muitobem recair sobre os seus ombros.Depois havia a questão do timing do ataque principal ao Planaltode Pratzen. Fosse ele levado a cabo demasiado cedo e o inimigo detetariao perigo e teria possibilidade de reagir a tempo de bloquear a ofensiva.Fosse ele levado a cabo demasiado tarde e o flanco direito francês poderiaestar quebrado e ambos os exércitos limitar-se-iam a andar em círculos,entalados um no outro como dois veados a lutar. Napoleão sabia que,para alcançar o seu objetivo, o ataque teria de ser feito na altura certa,e que a decisão sobre quando dar a ordem dependeria do tempo que adireita e o centro enfraquecidos da linha francesa ao longo do Goldbachseriam capazes de permanecer firmes. Olhou para a direita e amaldiçooua densa neblina. Poderia ser útil esconder as posições francesas do inimigo,mas também escondia os homens da vista do seu comandante eera essencial que Napoleão soubesse exatamente o que se estava a passarem toda a extensão da sua linha de batalha no decurso do dia que seavizinhava.Voltou-se para Berthier.— Quero relatórios regulares dos comandantes, até ao nível da briga-128

da. A cada meia hora, entendido? Diligencie mensageiros adequados parao efeito.— Sim, sire. — Berthier acrescentou uma nota no seu bloco e depoisvirou-se para um dos seus oficiais subalternos para lhe transmitir a ordemdo Imperador. Enquanto falavam atrás de si, Napoleão fechou os olhos porum momento e projetou mentalmente um mapa da área circundante. OMarechal Lannes estava no flanco esquerdo, com ordens para suster quaisquerataques austríacos. A cavalaria de Murat faria linha em apoio a Lannes,e seria lançada em perseguição do inimigo acaso as coisas corressem bem.Acaso não corressem, caberia a Murat proteger a retirada do que quer querestasse do Grande Exército. Depois havia a unidade de Bernadotte, a quemhavia sido confiada a defesa da colina de Zurlan, porém pronta a explorarqualquer fraqueza na linha inimiga se porventura surgisse a oportunidade.Atrás da colina de Zurlan encontrava-se a Guarda Imperial a funcionarcomo reserva, bem como as duas divisões da unidade de Soult, escolhidaspara liderar aquele que deveria ser o ataque decisivo — se a batalha corresseconforme planeado, lembrou Napoleão a si próprio. Permitiu-se um sorrisosardónico ao recordar algo que ouvira anos antes: uma vez iniciada umabatalha, a primeira baixa do dia era sempre o plano. A apenas uma divisão,comandada pelo General Legrand, fora confiada a tarefa de suster o pesoprincipal do ataque inimigo ao longo da margem do Goldbach. Legrandteria de se manter firme até que a unidade de Davout, que vinha a caminhonuma difícil marcha, chegasse ao flanco direito e o pudesse apoiar.— Alvorada, sire. — Berthier chamou a atenção do seu Imperadorpara leste, onde a orbe rosa-mate do Sol se erguia na crista do Planalto dePratzen, destacando as tropas russas e austríacas que se reuniam para atacar.— Muito bem. Dê a ordem para que as colunas de assalto de Soultatravessem o rio e se formem. Diga a Soult para fazer bom uso desta neblinae manter os seus homens escondidos tanto tempo quanto possível.— Sim, sire.Um estrondo surdo ecoou através do vale vindo do Planalto de Pratzene os oficiais reunidos viraram-se na direção do canhão sinalizador. Passadoum momento, aconteceu uma súbita detonação de tiros de canhãopara a direita, seguida de um quase ténue rufo e estampido de mosquetes.Napoleão olhou para baixo ao mesmo tempo que sacava o relógio dobolso pequeno.— Pouco passa das sete.Berthier pôs os ouvidos e os olhos alerta ao fixar-se no flanco direitoda linha francesa. Porém a névoa e o fumo das fogueiras ainda turvava avisão e apenas a crista do Planalto e a própria colina de Zurlan sobressaíam129

Tradução de: J. Espadeiro Martins, Ana Silva e Teresa Damásio
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