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Tradução de Ana Biscaia Tradução de Manuel Alberto Vieira

Tradução de Ana Biscaia Tradução de Manuel Alberto Vieira

do miasma. Várias

do miasma. Várias colunas de soldados inimigos marchavam velozmentevertente abaixo adentrando a névoa, e era possível avistar mais tropas aavançar do centro da linha russa e austríaca para reforçar o ataque. Berthierconcentrou-se novamente no flanco.— Parece que estão a atacar a aldeia de Tellnitz.Napoleão pôs-se a escutar por um momento e depois fez que simcom a cabeça.— Tellnitz. Envie alguém para descobrir o que se passa.Enquanto Napoleão se manteve à espera, o fogo intensificou-se aolongo de toda a linha, e quando chegaram os primeiros relatórios, tornou-seclaro que o inimigo estava, de facto, a preparar um poderoso ataque à direitada linha francesa. Dali a uma hora, chegava a notícia de que Tellnitz ruírae que a aldeia de Zokolnitz se lhe seguiria não tardava nada.Napoleão acenou veementemente com a cabeça enquanto Berthierlhe relatava as notícias.— Temos de retomar aquelas aldeias. O Goldbach tem de ser defendidopor mais algum tempo. O tempo suficiente para atrair mais homensdo centro inimigo. — Fez uma pausa. — Quão perto está Davout agora?— A sua cavalaria ligeira já está a apoiar os homens que defendemTellnitz.— E a sua infantaria?Berthier folheou as mensagens que recebera até ter encontrado a maisrecente de Davout.— A sua brigada, sob o comando do General Heudelet, deverá estarperto de Tellnitz por esta altura.— Então mande Heudelet avançar para retomar a aldeia, e segurá-laa todos os custos.— Sim, sire.Quase no momento em que Tellnitz foi retomada, um novo ataque foilançado contra os franceses, e, embora Heudelet tivesse relatado que os seushomens haviam lutado heroicamente, foram completamente ultrapassadosem número e forçados a retroceder, pelo que pela terceira vez a aldeia mudoude mãos. Mas a atenção de Napoleão estava fixada no Planalto. A neblina eo nevoeiro começavam lentamente a subir, revelando mais da ladeira, masafortunadamente ainda escondiam as duas divisões de Soult, cujo generalsubira ao ponto de comando em pessoa para receber as suas ordens. Acimadeles, o inimigo continuava a reforçar os seus ataques à direita da linhafrancesa. Napoleão observou o cenário cuidadosamente, estimando rapidamentea velocidade a que as colunas inimigas estavam a atravessar o campode batalha para se juntarem ao ataque. Em seguida, voltou-se para Soult eacenou-lhe para que este se aproximasse, indicando o Planalto em frente.130

— Quero que a sua força de ataque invista na direção de Pratzen, entendido?— Sim, sire.— De quanto tempo acha que eles vão precisar para alcançar a crista?Soult olhou sobre o terreno ascendente defronte das suas duas divisõese pensou rapidamente.— Vinte minutos, sire, talvez menos.Napoleão atentou na ladeira e estimou o timing. Era cedo de mais. Eranecessário conceder ao inimigo o máximo de hipóteses de se empenhar nadireita da linha francesa. Erguendo o telescópio, Napoleão apontou-o nosentido de duas grandes colunas de soldados austríacos que marchavampara sul ao longo do Planalto. Observou-os durante mais um quarto dehora e depois fechou o telescópio com um estalido e virou-se para Soult.— Vá agora. Avance o mais depressa que conseguir e ataque o inimigocom toda a força.— Sim, sire. — Soult fez continência. — Pode contar comigo.— Eu sei. — Napoleão bateu suavemente com o punho no ombro doMarechal. — Vá.Soult apressou-se para o seu cavalo, montou-o e seguiu por entre aneblina. Em frente de Napoleão tudo estava quieto. Para a direita, o fogointensificara-se uma vez mais com um novo ataque certeiro do inimigo.Napoleão acenou com a cabeça num gesto de satisfação sinistra. Era certoque haveria pesadas baixas na divisão de Legrand, mas isso era necessáriopara que o inimigo caísse na cilada que lhes armara. Uma trombeta soou deentre a neblina no sopé do monte e, passado um momento, o intenso rufoe estrondo de tambores anunciava o avanço das divisões de Vandamme eSt-Hilaire. Havia algo de bastante transcendental nas ordens gritadas, nasbatidas nos tambores e nos gritos guturais de «Vida longa ao Imperador!»numa altura em que ainda não se via nada. Depois, as primeiras formasespectrais começaram a emergir da neblina, a cortina dispersa de escaramuçadoresavançando à frente das principais colunas. Talvez uns cem passosatrás deles seguiam as bandeiras das unidades principais, seguidas peladensa massa de infantaria caminhando a passos largos inclinação acima. Aluz do Sol era refletida das águias douradas no cimo das suas bandeiras edo eriçado aglomerado de baionetas, e os homens voltavam a gritar «Vidalonga ao Imperador! Vida longa ao Imperador!»— Estão bastante animados — disse Napoleão, enlevado.— Não é de admirar que estejam, sire — replicou Berthier. — Soultdeu-lhes a beber três emborcadelas de bebidas espirituosas antes de se formarem.— Três emborcadelas? — Napoleão abanou ligeiramente a cabeça. —131

Tradução de: J. Espadeiro Martins, Ana Silva e Teresa Damásio
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