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Tradução de Ana Biscaia Tradução de Manuel Alberto Vieira

Tradução de Ana Biscaia Tradução de Manuel Alberto Vieira

Meu Deus, terei pena dos

Meu Deus, terei pena dos russos e dos austríacos quando estes homens semandarem a eles.As duas divisões atravessaram a neblina e subiram a inclinação atéao Planalto em passo rápido. Demasiado rápido, pensou Napoleão. Nãoservia de nada alcançar a crista sem fôlego e sem capacidade para combater.Quando as duas divisões se começaram a aproximar do Planalto, os escaramuçadorestrocaram fogo com a primeira linha de soldados inimigos.Minúsculas baforadas desenharam-se ao longo da crista do Planalto e, emseguida, os austríacos desapareceram atrás de uma cortina de fumo depoisde dispararem fogo de rajada. Passado um momento, o som, um estertoragudo, chegou ao posto de comando de Napoleão. Chamando um dos seusordenanças ao pé de si, Napoleão pousou a extremidade do seu telescópiosobre o ombro do homem e observou os escaramuçadores bateremem retirada pelos flancos das divisões que avançavam. A divisão da direita,comandada pelo General St-Hilaire, dirigiu-se para a aldeia de Pratzen.Enquanto os soldados da frente entravam na aldeia, Napoleão vislumbroupor entre o fumo uma pequena força militar de austríacos a recuar apressadamentea trote ao longo do Planalto, rumo à aldeia, e esboçou um sorriso.Embora Kutusov estivesse ciente da ameaça ao seu centro, não disporia demuito tempo para fazer grande coisa em relação a isso.Napoleão olhou para o lado, na direção de Berthier.— Agora é a altura certa para o nosso flanco esquerdo avançar. Dê aordem.— Sim, sire.Assim que a ordem foi recebida, as unidades de Lannes, Bernadotte eMurat marcharam em frente desde a colina de Zurlan. Deparando com estanova ameaça, o comandante inimigo não ousou enfraquecer a sua direitapara reforçar o centro ameaçado. Napoleão acenou com a cabeça de satisfaçãoe depois voltou a fixar a sua atenção no Planalto.A divisão de St-Hilaire limpara a aldeia e avançava agora sobreas restantes forças inimigas no Planalto, enquanto o ataque do GeneralVandamme se concentrara em redor de umas fortificações quaisquerque protegiam um punhado de casas de camponeses. O fumo denso eas chamas das peças de artilharia que cruzavam o ar atestavam a ferozresistência imposta pelos defensores. Napoleão praguejou brandamenteao constatar que Vandamme estava a demorar-se o tempo suficientepara que se abrisse um espaço entre as duas divisões. A coluna da direitaavançara uma distância razoável no Planalto quando se viu forçadaa parar por força do fogo que lhe era lançado da frente e também dasunidades inimigas em cada um dos lados. O ataque já corria o risco dese ver obrigado a recuar, apercebeu-se Napoleão. Se fracassasse, não po-132

deria haver lugar a uma vitória clara, apenas a uma sangrenta batalha dedesgaste em toda a linha.— Raios — resmungou. — Precisamos de apoiar St-Hilaire.— Sim, sire — respondeu Berthier, mas em seguida esticou o braço eapontou para a inclinação em frente. — Aquele é Soult, não é? Que diaboestá ele a fazer?Napoleão baixou o telescópio e apontou-o na direção que Berthier estavaa indicar. Seis peças de artilharia estavam a ser apressadamente puxadasplanalto acima pelas suas guarnições e pelos soldados destacados para asajudar. À cabeça das parelhas de cavalos que puxavam os canhões estavauma figura numa vigorosa montada, que levantara o seu chapéu com plumasbrancas e incitava as equipas de artilharia a seguirem os seus camaradas.— É Soult — confirmou Napoleão bruscamente. — E está a fazer oque é necessário.Soult conduziu as suas peças de artilharia através de Pratzen e emfrente, em direção ao comando da divisão de St-Hilaire, onde desengatarame abriram fogo, fazendo de imediato enormes buracos na linha austríacaenquanto disparavam rajadas de metralha a curta distância. Pesadasbalas de ferro estrondearam dos canhões num compacto cone que desfez aestólida infantaria austríaca em pedaços. A sua disciplina vacilou e começarama bater em retirada, seguindo na direção da cidade de Austerlitz nolado oposto do Planalto de Pratzen. Assim que tomou as fortificações dosseus zelosos defensores, foi em auxílio da outra divisão, e hora e meia apóso ataque ter começado, as bandeiras francesas dominavam o Planalto.Napoleão fechou o telescópio com um estalido e ordenou que lhetrouxessem o seu cavalo, voltando-se em seguida para Berthier.— Vamos fazer o quartel-general avançar para Pratzen.— Pratzen? Mas sire, e se perder contacto com o nosso flanco direito?— Os homens no flanco estão a manter a sua posição. Assim queDavout chegar com o resto dos seus homens, poderão retomar Tellnitz eZokolnitz. Preciso de estar próximo do coração da batalha. Venha, Berthier,temos de seguir para lá imediatamente!Na altura em que o sino da igreja batia as doze horas, Napoleão e o seuestado-maior acercavam-se de Pratzen. A encosta antes da aldeia encontrava-semanchada pelos uniformes azuis dos escaramuçadores franceses quehaviam sido ceifados enquanto se aproximavam das casas defendidas pelosinimigos. Mal entraram na aldeia, Napoleão e os restantes oficiais tiveramde abrandar os cavalos a passo enquanto escolhiam cuidadosamente umcaminho por entre os corpos franceses e austríacos espalhados ao longoda estreita estrada. Quando alcançaram a igreja, Napoleão abrandou e virou-separa Berthier.133

Tradução de: J. Espadeiro Martins, Ana Silva e Teresa Damásio
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